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NOVEMBRO DE 2016 • Ano 17 • Depósito Legal: 199901DF222 • Bs. 250

EDIÇÃO

ANIVERSÁRIO 2016

Correio de Venezuela

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ANIVERSÁRIO

Novembro 2016 Correio da Venezuela

Editorial

Grupo Editorial Correio da Venezuela

Contem Conosco!

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CORREIO de Venezuela assinala mais um aniversário de um percurso ao lado e na defesa dos Portugueses e da Comunidade Lusitana que vive nestas terras americanas libertadas por Simón Bolívar. Tem sido este o grande objectivo desta publicação, que tem ultrapassado diversos períodos sociais, e nos quais sempre tem procurado valorizar o que de bom se faz entre os compatriotas e os luso-descendentes, e que constitui, ao fim e ao cabo, a afirmação do legado que as gentes lusitanas deixam e mantêm por estas terras. Não têm sido tempos fáceis, nomeadamente quando encaramos uma insegurança pública elevada, com efeitos surpreendentes, levantando em cada ano a espiral de violência que preocupa todos os que sofrem no terreno tais efeitos, e também as entidades policiais responsáveis que enfrentam esta embaraçosa situação diariamente. Tratamos sempre de modernizar o nosso projecto ao longo destas quase duas décadas. O CORREIO está hoje encaminhado para liderar um portal de informação e de partilha de assuntos interessantes, capazes de levar a todos os nossos leitores e seguidores as notícias mais actuais, quer de Portugal, quer da Diáspora, na qual vivem milhões de compatriotas nossos, com o destaque maior para o que se passa na Venezuela. Assim exigem as novas tendências, e duma forma particular os jovens que também, e desde sempre, nos acarinharam neste projecto, que agora é transversal, no campo da comunicação. Um projeto que só tem sido possível graças ao apoio dos nossos anunciantes tradicionais, que ano após ano, nos estendem a mão para caminharmos juntos. Uma ajuda que nunca é demais realçar. Igualmente, existem novas empresas que têm se interessado por este projeto cuja única finalidade é ser a janela informativa para os Portugueses na Venezuela. Não menos importante, naturalmente, é o papel dos nossos leitores: todo o trabalho que aqui se faz é para eles. Este último ano temos razões para apontar excelentes realizações entre a Comunidade, com actividades importantes e meritórias no campo da beneficência, de todas as instituições e organizações empenhadas em lograr mais e melhores receitas para ajudar quem necessita, e são muitos, de forma a que possam passar melhor os seus dias, nomeadamente os Idosos, referência de um passado que se fez de trabalho, esforço e muita dedicação à Família. Há ainda a destacar o grande desempenho que assumiu a Associação dos Professores de Português na Venezuela pelo seu compromisso com o Ensino da Língua de Camões e pela proficiência que tem demonstrado, levando cada vez mais alunos aos cursos e às aulas que se multiplicam, quer através de instituições escolares, sobretudo universitárias, como também através de iniciativas dos clubes portugueses, por todo o País. Este ano devemos destacar ainda a intensa actividade das associações e centros de portugueses e luso-venezuelanos, reactivando iniciativas e desenvolvendo programas que chamam até às sedes os seus associados em volta de temas comuns que realçam a Portugalidade e a Fraternidade entre todos. E se é verdade que este elogio é geral, não podemos deixar de destacar o grande trabalho que tem sido feito pelo Centro Atlântico Madeira, no Estado Lara, um clube moderno adaptado

aos desafios actuais, que continua em grande ascensão. Num ano em que Portugal se sagrou Campeão Europeu de Futebol, não podemos deixas de destacar também a grande programação desportiva de diversos centros, com resultados de relevância nacional e com uma grande diversidade de modalidades, motivando sobretudo os mais novos para os seus campos. No campo político-social não podemos esquecer o grande trabalho que está a ser desenvolvido pelos consulados-gerais de Caracas e de Valência, de aproximação aos Portugueses que vivem no interior do País. As Jornadas Consulares e todas as reuniões em que, também, têm estado envolvidos os conselheiros da comunidade eleitos pela Venezuela, são a prova da maior aproximação aos que aqui residem, na consolidação de um diálogo mais profícuo e de uma ajuda mais adequada para a solução dos seus problemas de legalização e recuperação de documentação. Burocracias que, antes, apenas se resolviam nas grandes cidades e que hoje, com o apoio das autoridades consulares e diplomáticas portuguesas chegam praticamente a todos os recantos da Venezuela. Mas, se há muitas coisas boas que se viveram neste ano, e que agora se pode recordar com orgulho em mais este aniversário do CORREIO, há outras que nos deixam condoídos, que levaram a tristeza a muitos lares e que arruinaram bastante a vida de muitos emigrantes que passaram uma vida a trabalhar duro para garantirem uma velhice descansada. Referimo-nos, naturalmente, aos bancos. Depois da falência do BES e do Banif, somos agora confrontados com a falta de consideração do Santander Totta, que herdou as contas do Banif, e que trata os seus clientes com muito pouca atenção. Vamos fechar o ano com esta dúvida que destroça muitas famílias que confiaram as suas economias aos bancos, agora falidos, mas que outrora, chegavam a Venezuela com falas mansas para cativar as economias de quem trabalhou uma vida de sacrifício e de poupança. Ainda não há solução. Estamos todos com o dedo apontado ao Governo da República, que é quem deveria fiscalizar a actividade bancária em Portugal, e que, ao fim e ao cabo, se deve responsabilizar pelos milhões de euros que estão hoje desparecidas em contas que não encontramos nos activos das novas entidades bancárias. Uma última referência para uma questão que a nós, Portugueses, nos enche de orgulho: a eleição de António Guterres para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). É um dos momentos mais importantes da participação portuguesa em todo o plano político internacional. Um cidadão do nosso País vai ocupar, a partir de Janeiro do próximo ano, o lugar mais destacado da diplomacia mundial. O Presidente Maduro aterrou em Lisboa, numa recente visita ao Médio Oriente, para felicitar Guterres e manifestar a sua satisfação pela eleição deste distinto cidadão de Portugal e do mundo. Ainda na política internacional uma saudação especial para o inabalável relacionamento e intercâmbio económico entre os governos de Caracas e de Lisboa. Os convénios estão activos, entre os dois países, resistindo a mudanças de governo e outros incidentes de percurso. Uma relação de proximidade com notáveis benefícios para ambas as partes.

Rif.: J-40058840-5

www.correiodevenezuela.com Director Aleixo Vieira Subdirector Agostinho Silva Gerente Sergio Ferreira Soares

Editor / Chefe de redacção Sergio Ferreira Soares Jornalistas Ommyra Moreno Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo Kenner Prieto Correspondentes Edgar Barreto (Falcón) José Manuel de Oliveira (Falcón) Carlos Balaguera (Carabobo) Sandra Rodríguez (Aragua) Trinidad Macedo (Lara) Silvia K. Gonçalves (Bolívar) Mariana Santos (Nueva Esparta) Luis Canha (Mérida) Carlos Márques (Mérida) Daniela García (Altos Mirandinos) Antonio Dos Santos (Zulia) Colaborações Catanho Fernándes Sónia Gonçalves Arelys Gonçalves Victoria Urdaneta Antonio Da Silva Shary Do Patrocinio Fernando Urbina Antonio López Villegas Isabel Idárraga Serafim Marques Antonio Delgado Carla Angarita Administração Cindy Calabria Publicidade e Marketing Sergio Ferreira Paginação Elsa de Sá Fotografia Kenner Prieto Francisco Garrett Distribuição Luis Alvarado Carlos Agostinho Perregil R. Impressão Impresiones Newsprinter, C.A. Tiragem 15.000 exemplares Fontes de Informação Agência Lusa, Diário de Notícias, Diário de Notícias da Madeira, Ilhapress, Portuguese News Network e intercâmbio com publicações em língua portuguesa. Endereço Av. Veracruz. Edif. La Hacienda. Piso 5, ofic. 35-F. Las Mercedes, Caracas. Telefones (0212) 9932026 / 9571 Telefax (0212) 9916448 E-mail correio.prensa@gmail.comnezuela.com


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Perspetivas

Silvia Henriques

Presidente da Academia da Espetada de Caracas “Devemos continuar a trabalhar pela Venezuela, continuar a lutar por ela e nela. Continuar a dar o melhor de nós próprios como comunidade e dentro das associações, gerar sempre boas energias e boas influências para os demais. Sermos sempre otimistas e com vontade de trabalhar, desejo de prosperar e nunca perder a esperança e a alegria. Por isso é importante continuar na Venezuela, trabalhar por ela e amá-la como nós, todos os luso-venezuelanos, a amamos”.

Venezuela: mais do que um País, um sentimento Representantes da Comunidade demonstram amor por estas terras com esperanças num futuro melhor

Sérgio Ferreira Soares Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo

Trinidad Macedo

Rodrigo Ferreira

Presidente da Academia da Espetada de Barquisimeto

Presidente da Associação Amigos de Terras de Santa Maria da Feira

“A minha educação, os meus estudos, as minhas experiências e a minha vida desenvolveram-se na Venezuela. Apesar de Portugal ser o país de onde venho, a Venezuela é tudo para mim”.

“Para mim a Venezuela é a minha Pátria, sem esquecer que nasci em Portugal. Depois de 52 anos a viver neste país, com filhos e netos venezuelanos, sinto-me até certo ponto defraudado ao ver a situação que atravessamos. Venezuela é única e oxalá que os dirigentes políticos ponham a mão no coração, se encham de bons desejos e trabalhem para tirar a Venezuela desta situação verdadeiramente grave. Se houver vontade de todos, poderemos conseguir e tenho fé de que seguiremos em frente”.

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e é certo que a Portugalidade ocupa um lugar fundamental na vida dos portugueses e lusodescendentes que vivem nas terras de Bolívar, é verdade também que o orgulho e o apego à Venezuela assumem proporções incomensuráveis nas suas vidas. Mais além da crise económica e política que o País atravessa, os dirigentes dos diferentes clubes, instituições, associações, federações, grupos e iniciativas da Comuni-

dade Portuguesa na Venezuela valorizam positivamente tudo o que esta Nação lhes tem oferecido. As perspetivas de futuro são incertas, mas de uma coisa têm a certeza os membros da nossa comunidade: com trabalho duro, esforço, dedicação, paixão e com esse grande amor que sentem pela Venezuela estão convencidos de que o País seguirá para a frente. Um compromisso que não se desvanece e, seguramente, nunca se desvanecerá. Não podia ser diferente: é a Nação que lhes abriu as portas para a vida, plena de sacrifícios, mas, sobretudo, com grandes satisfações.


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VENEZUELA EM 15 PALABRAS Andreina Fernandes Encarregada das redes sociais da Confraria da Virgen de Fátima de Hatillo “Venezuela é o meu país, onde tive a honra de nascer. É o lugar onde os meus avós, tal como muitos outros compatriotas, encontraram um espaço para oferecer um futuro melhor à sua família. A Venezuela deu-lhes todas as opor tunidades para poderem fazê-lo”.

Alfredo Amaral

Presidente do Centro Marítimo de Venezuela “A Venezuela representa a minha segunda Pátria. Portugal é a pátria que me viu nascer e a Venezuela a que me criou. Como representante legal do Clube Marítimo sinto-me orgulhoso por prestar serviço aos sócios e fazer-lhes sentir os nossos costumes através da cultura com as festas tradicionais”.

José de Matos

Presidente do Centro Portugués de Punto Fijo “A Venezuela é bonita e muito especial. Ofereceu-nos uma casa longe da nossa terra natal durante muitos anos. Também considero especial poder conhecer a sua cultura e poder participar nela, quer através de festas populares, quer, simplesmente, através do convívio com amigos venezuelanos. Além do mais formei a minha família neste belo país”.

Gilberto Gonçalves Nunes

Presidente da Cavenport

Sandra Rodríguez

Presidente da Academia da Espetada de Valencia “Para mim, a Venezuela é o país mais belo do mundo e o melhor porque sou venezuelana, ainda que as minhas raízes sejam portuguesas. O meu país abriu a porta a muitos estrangeiros e deu-lhes a oportunidade de formar os seus lares. Assim, aprenderam a amar a Venezuela como o seu próprio País, sem esquecer nunca as tradições e costumes europeus. A colónia portuguesa é uma colónia trabalhadora, lutadora e tem contribuído muito para a construção do nosso país. Atualmente estamos vivendo uma crise mas tenho a certeza de que juntamente com outros lusodescendentes podemos unir-nos e apoiar as pessoas que mais necessitam”.

“Quero dizer a todos os Venezuelanos que continuamos a lutar pelo seu país. É o que temos e é por ele que estamos aqui e aqui continuaremos. Continuaremos a lutar porque a Venezuela conta com todos para seguir para a frente. Só falta um bom gerente e temos muitos. Mãos à obra. Viva a minha Venezuela querida!”.

David Alcaría

Presidente da Casa Portuguesa do Estado Aragua e da FECEPORVEN “A Venezuela representa um compromisso. Não podemos virar as costas a um país que nos deu tanto. Um país que atravessa uma situação difícil, mas com imensa riqueza e muito futuro. Um país que se encontra em transição e que não penso abandonar por nenhuma razão”.

José Luis Ferreira Presidente da Academia Do Bacalhau Caracas “Venezuela significa tudo, tenho 40 anos na Venezuela”

Paulo de Sousa Presidente da Comissão do Dia de Madeira “Eu sou luso-descendente. A Venezuela é o país que acolheu os meus pais”.

Efraím Contreras Presidente da Confraria Virgem de Fátima “A Venezuela é a terra que nos tem ensinado a capacidade de trabalho e qualidade humana”.

Fátima Carreira

Presidente do Grupo Folklórico Internacional do Centro Marítimo de Venezuela

Manuel Pereira

Quintino Fernandes

Presidente do G. Folklórico de Los Valles del Tuy

Presidente da Casa de Portugal de Ciudad Bolívar

“Para mim a Venezuela é a minha segunda Pátria, a Pátria que me deu tudo em troca de trabalho e de suor. Como presidente do Grupo Folclórico, acrescento que é muito honroso para todos os seus elementos representar as nossas tradições, a nossa música, os nossos trajes e a nossa cultura”.

“Dediquei os últimos 38 anos da minha vida a lutar por este país, fui empregado, criei emprego, tenho filhos venezuelanos, adoro esta terra e espero que consiga a união e o progresso de todos os habitantes deste bonito pedaço de terra abençoado por Deus. Tenho fé que assim será. É possível, se cada um nós trouxermos ideias, esforço e trabalho honesto... Viva a Venezuela!”.

“A Venezuela é o país que nos deu casa, para mim e para todos. É um país belíssimo. E poderia dizer que não há país que a supere. Por ela não sairei daqui”.

José Antonio Conceiçao Presidente de Amigos de Nossa Senhora de Fátima “Terra generosa em todos os sentidos, tem nos dado tudo”.

Alvarinho Sílvio Moreira

Presidente da Casa do F. C. Porto de Venezuela“ “A Venezuela é um país maravilhoso e cheio de oportunidades. Um país para amar toda a vida, onde nos sentimos integrados com optimismo e esperança num futuro melhor para todos”.

Jany Moreira Presidente de Fedeamelude “Venezuela é o máximo. E um país com futuro”.


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Embaixada e consulados

Representação diplomática com forte presença na Venezuela Para além de uma Embaixada em Caracas, Portugal tem dois consulados-gerais e nove consulados honorários em terras de Simón Bolívar

Sergio Ferreira Soares

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Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal estima que a comunidade lusitana no país de Simón Bolívar deve rondar entre 500 mil a 700 mil pessoas. Inclusive, algumas associações afirmam mesmo que na Venezuela há mais de um milhão de portugueses, o que permite supor que a representação consular na Venezuela é de facto muito antiga. Tem as suas origens no remoto ano de 1856, quando se funda a primeira representação oficial de Portugal no território venezuelano, curiosamente em Ciudad Bolívar, onde foi nomeado cônsul honorário o cidadão francês Eugénio Thirion de Montaubon. Nessa altura, os consulados desempenhavam uma função sobretudo comercial, estando normalmente presentes nos grandes portos. Por este mesmo motivo foi igualmente aberto em 10 de Junho de 1866 em Puerto Cabello um consulado-geral, cujo primeiro titular se chamava Rafael Calzadilla, e um vice-consulado em La Guaira em 14 de Setembro de 1877, cargo ocupado por Adolfo Dupuoy. Esta rede de consulados acabaria por exigir a presença portuguesa na capital nacional, pelo que foi criado em 1880 o Consulado em Caracas, confiado ao Vice-Cônsul Pablo Mawdsley. Em 1895 foi nomeado o Primeiro Cônsul, Federico Alvarez Benítez.Muito antigos são também os vice-consulados em El Callao, Maracaibo e Cumaná, todos criados em 1915. É conhecida também a existência nos anos 40 de uma Legação em Caracas chefiada por António José Alves, que assumiu funções a 22 de Abril de 1949. A Legação seria promovida a embaixada em 3 de Janeiro

de 1959 e o Ministro Branquinho na altura seu titular passa a ter a categoria de Embaixador. Dois consulados-gerais e vários honorários Só a partir de 1956 começam a ser nomeados “cônsules de primeira classe”, ou seja diplomatas, iniciando-se então a lista com Manuel Sá Nogueira. O Consulado em Caracas ganha autonomia e instalações próprias no bairro do Paraíso, independentes da Legação. O

primeiro Cônsul-Geral, José de Campos Alves, foi nomeado em Fevereiro de 1974. Nos anos seguintes, o Consulado conheceria ainda outras localizações: primeiro na urbanização de Bello Monte, de onde transitaria mais tarde para a urbanização La Floresta. Em 21 de Outubro de 1996, durante o mandato do Cônsul-Geral Moreira da Cunha, o Consulado-Geral de Portugal em Caracas foi transferido para as atuais instalações situadas na 2ª Avenida,

em Campo Alegre. Também mais contemporânea foi a criação dum segundo Consulado-Geral, o de Valencia, que abriu as suas portas no dia 1 de agosto de 1988 e foi elevado a Consulado-Geral em 1991. O Consulado Geral em Caracas tem jurisdição sobre o Distrito Capital, Miranda, Guárico, Anzoategui, Sucre, Monagas, Delta Amacuro, Bolívar, Amazonas, Nueva Esparta, Vargas e Dependências Federais. Por sua parte, o Consulado-Geral em Valencia tem jurisdição sobre Carabobo, Aragua, Cojedes, Yaracuy, Falcón, Lara, Portuguesa, Trujillo, Barinas, Apure, Trujillo, Mérida, Táchira e Zulia. Os consulados honorários que existem hoje na Venezuela foram criados muito mais recentemente. Os titulares dos postos honorários prestam, segundo as orientações do titular do posto consular de carreira de que dependem, a assistência necessária e possível às pessoas singulares e coletivas portuguesas no estrangeiro, nos termos das

leis nacionais e estrangeiras em vigor e de acordo com o direito internacional, designadamente em matéria de prestação de apoio a portugueses em dificuldades e de socorros no caso de sinistro, catástrofe natural ou de graves perturbações de ordem civil. O Consulado Honorário de Barquisimeto tem quase 40 anos e é um dos mais antigos do país. Pedro Ferreira é atualmente o cônsul honorário de Barquisimeto. O Consulado Honorário de Portugal em Maracaibo foi criado em 1990 e por estas funções passaram Nuno Lima Pereira, João da Silva Pereira e Doutor Belloso, entre muitos outros. Já o de Margarita foi criado em 2004, com sede inicial no Centro Comercial Guacuco. O primeiro cônsul foi João Nolasco, sucedido após o seu falecimento por Maria da Glória Santos, que a 30 de janeiro de 2015 passou a sede para o Centro Social Luso-Venezuelano de Margarita. O Consulado Honorário em Maracay começou a funcionar a 14 de junho de 2004, sendo dirigido até hoje por Marcelino de Canha. Já o de San Cristóbal data de 2007 e abriu pela mão de Armindo Duarte Ferreira. O Consulado Honorário de Portugal nos Altos Mirandinos foi criado em 2009 e está a cargo de João Pedro Gonçalves. Já o de Barcelona foi criado em 2008. Não obstante, foi a 9 de maio de 2010 que foi inaugurado oficialmente. No mesmo ano, foi criado o Consulado Honorário da Cidade Guayana e desde esse momento Victor Vieira é o cônsul. A criação do Consulado Honorário em Mérida foi publicada no ‘Diário da República’ em março de 2011 e oficializada na ‘Gaceta Venezuelana’ em julho do mesmo ano. No dia 4 de dezembro de 2011 Dora Freitas foi nomeada consulesa honorária de Portugal em Mérida.

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REPRESENTAÇÃO DIPLOMÁTICA E CONSULAR LUSITANA NA VENEZUELA REPRESENTAÇÃO DIPLOMÁTICA

Embaixada de Portugal em Caracas Embaixador atual: Fernando Teles Fazendeiro Telefone: (0212) 2630468 / 2632529 / 2638053 / 2664908 Emails: embaixadaportugal@gmail.com / embajadaportugalve@gmail.com Endereço: Torre La Castellana, Piso 3 Av. Eugénio Mendoza, cruze com Calle José Angel Lamas Urbanización La Castellana, Caracas, Venezuela

REPRESENTAÇÃO CONSULAR

Consulado-Geral de Portugal em Caracas

Consulado-Geral de Portugal em Valencia

Número atual de inscritos: 248.100 cidadãos Cônsul-geral atual: Luiz de Albuquerque Veloso Telefones: (0212) 267.89.89 / 266.70.52 / (0414) 466.53.50 Email: mail@caracas.dgaccp.pt Endereço: 2ª Av. de Campo Alegre, Quinta Lusa, Caracas, Distrito Capital.

Número atual de inscritos: 50.500 cidadãos Cônsul-geral atual: João Pedro Brito Câmara Telefones: (0241) 823.99.69 / 823.87.89 / 823.46.45 / 823.59.53 Email: mail@valencia.dgaccp.pt Endereço: Calle 148, nº 101-27, Redoma del Índio, Urbanización Carabobo, Valência, Estado Carabobo.

REDE DE CONSULADOSHONORÁRIOS Consulado Honorário de Portugal em Los Teques Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Caracas Cônsul Honorário: João Pedro Gonçalves Endereço: Carretera Panamericana km 21, Centro Comercial Super Líder nível féria, Sector los Serritos, Los Teques, Estado Miranda Telefones: (+58 212) 8937133 - 3174506 / (00 58) 414 3216610 / Fax: (+58 212) 3815413 Email: consuladoportugalteques@gmail.com / jpedrogoncalves@cantv.net

Consulado Honorário de Portugal em Margarita Dependência: Consulado Geral de Portugal em Caracas Cônsul Honorário: Maria da Glória Santos Endereço: Centro Social Luso Venezolano de Margarita, Calle 12 de Octubre, Los Chacos, Parroquia Aguirre, Municipio Maneiro, Los Robes, Código postal 6316, Isla de Margarita, Estado Nueva Esparta. Telefone: (+58) 424-8577327 Fax: (+58) 295-2673010 Email: consuladomargarita@hotmail.com

Consulado Honorário de Portugal em Maracay Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Valencia Cônsul Honorário: Marcelino Maria da Canha Endereço: Casa Portuguesa del Estado Aragua, Av. Dr. Manuel Montoya, Parcela 50, La Morita I Maracay, Estado Aragua Telefone: (00 58) 243 2690834 Fax: (00 58) 243 2697440 Email: chportugalemmaracay@hotmail.com marcelinodecanha@hotmail.com

Consulado Honorário de Portugal em Barcelona Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Caracas Cônsul Honorário: Rui José Pereira Gomes Endereço: Centro Comercial Santa Eulália, piso 1 , Barcelona 6001, Estado Anzoategui Tel/Fax: (+58) 281-2710579 Email: consuladoportugalbarcelona@gmail.com

Consulado Honorário de Portugal em Barquisimeto Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Valencia Cônsul Honorário: Acácio Leal Pedro Ferreira Endereço: Av. Morán entre Carreras 23 y 24 Edif Adícora, Barquisimeto, Estado Lara Telefone: (00 58 251) 252 21 31 Fax: (00 58 251) 252 21 31 Email: conportbarq@hotmail.com alfpedro10@yahoo.com

Consulado Honorário de Portugal em Mérida Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Valencia Cônsul Honorário: Dora Maria Freitas Nóbrega Endereço: Av. Bolivar, Edifício Ribeirinho, n.º 21-66, Piso 2, Mérida, Estado Mérida Telefone: (00 58) 274 2525061 Fax: (00 58) 274 2525061 Email: doramariafreitas@msn.com

Consulado Honorário de Portugal em Ciudad Guayana Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Caracas Cônsul Honorário: Victor Vieira de Freitas Endereço: Centro Portugués Venezolano de Guayana, Avenida Leofling, Urbanización Los Olivos, Puerto Ordaz, Estado Bolívar Telefones: (00 58) 286 9622089 / (00 58) 286 9624963 / (00 58) 286 9610923 Fax: (00 58) 286 9625519 Email: consuladohonorariociudadguayana@hotmail.com

Consulado Honorário de Portugal em Maracaibo Dependência: Consulado-Geral de Portugal em Valencia Cônsul Honorário: José Humberto Oliveira Baptista Endereço: Av. 4 Bella Vista con Calle 64, Edif. MAPFRE, Planta Alta, Maracaibo, Estado Zulia. Telefone: (00 58) 261 322 96 91 Fax: (00 58) 261 792 21 46 Email: maybellineconsuladomcbo@hotmail.com jho@jholiveira.com

Consulado Honorário de Portugal em San Cristobal Dependência: Consulado Geral de Portugal em Valencia Cônsul Honorário: Armindo Duarte Ferreira Endereço: Av. Calle 4 Bis Edificio Concórdia Piso 1, San Cristobal, Estado Táchira Telefone: (00 58) 276 34 780 68 Fax: (00 58) 276 347 80 68 Email: armindo.duarte@gmail.com


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Sérgio Ferreira Soares Ommyra Moreno Suárez Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo

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presença lusitana nos mais variados recantos da Venezuela tem levado à criação de inúmeros centros sociais em quase todos os Estados do País. Neles, os Portugueses convivem com os seus conterrâneos e desenvolvem projetos de vários âmbitos, nomeadamente sociais, culturais, desportivos, de beneficiência e recreativos. Tudo sob o lema da portugalidade e do orgulho pelas suas raízes. Devido à proliferação destes clubes, em 1995, foi criada a Federação de Centros Portugueses de Venezuela (Feceporven), uma organização constituída pela maioria dos clubes lusos do país, todos dispostos a trabalhar em prol da portugalidade e do benefício comum dos seus clubes. Até agora, a federação foi presidida por Américo Ascensão (1995-1999), Nelson Coelho (1999-2004), Marcelino Canha (2004-2010) e Victor Vieira (2010-2015). Atualmente, o presidente é David Alcaria. O objetivo principal é terminar a sede na Casa Portuguesa de Aragua. Pertencem a esta federação o Centro Marítimo de Venezuela, Casa Portuguesa do Estado Aragua, Casa Venezuelana Portuguesa de Valencia, Centro Social Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy, Centro Atlântico Madeira, Centro Sócio-Cultural Virgem de Fátima de Guatire, Centro Luso Venezuelano do Estado Vargas, Centro Social Luso Venezolano de La Victoria, Centro Social Luso Venezuelano de Acarigua, Centro Social Madeirense de Valencia, Centro Português Venezuelano de Guayana, Centro Luso Larense de Barquisimeto e Centro Português de Punto Fijo. A entidade costuma organizar os Jogos Feceporven, assim como jogos tradicionais portugueses e de intercâmbio desportivo. Realizam também a Miss Feceporven e o Festival da Canção. A maior iniciativa da instituição são os Jogos Nacionais da Federação de Centros Portugueses da Venezuela. Realizam-se desde 1995 e são uma forma de convívio excelente. Os Jogos Feceporven, também conhecidos como as ‘Olimpíadas’ da comunidade portuguesa na Venezuela, juntam os principais clubes sociais das diferentes regiões do país. Os jogos começaram por ser

Clubes

Centros Sociais são ponto de encontro Um pouco por toda a Venezuela, há instituições desportivas, sociais e culturais lusas

Outros clubes com história velha e recente organizados anualmente. Contudo, desde 2003 optou-se pela periodicidade bianual, o que permitiu dar uma oportunidade às delegações de cada clube para se prepararem, tanto física como economicamente, para par ticipar neste evento. Até 2016 realizaram-se 14 edições da competição. Segundo os registos da Feceporven, em cada evento

realizado até agora participaram, em média, cerca de 2.000 atletas de distintas modalidades, que vão desde os jogos de mesa até aos jogos em campos. Cabe destacar que os títulos maiores foram ganhos pela Casa Por tuguesa do Estado de Aragua e pelo Centro Social Madeirense de Valência, cada qual em seis vezes distintas; pelo Centro Social Luso Vene-

zuelano de Acarigua em duas vezes; e uma vez pelo Centro Português de Guayana. Contudo, não é segredo para ninguém que há clubes que não aderiram à Federação de Centros Portugueses da Venezuela, nomeadamente a Associação Civil Centro Português, em Caracas, que é, certamente, um dos clubes com mais destaque nos últimos 58 anos.

Centro Social Luso Venezuelano de La Victoria, Estado Aragua Casa de Portugal de Maracaibo, Estado Zulia Centro Português de Barcelona, Estado Anzoátegui Fundação Luso Venezuelana Clarines, Estado Anzoátegui


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Centro Português de Caracas

Em 1958, um grupo de entusiastas portugueses uniram esforços para fundar uma associação prestigiosa capaz de manter vivos os costumes e tradições de Portugal. No âmbito da comemoração dos 478 anos da morte de Camões, o projeto iniciou-se a 10 de junho, sob a direção de Daniel Morais. Em 1960 o centro muda de instalações para a Avenida Principal de Sebucán, e depois para a Avenida San Felipe, na Quinta Corazal, sendo que 13 anos mais tarde iniciou a construção de uma sede própria, que foi inaugurada em 1975. A atual direção é liderada por Gil Énio Andrade e nas instalações há uma capela de Nossa Senhora de Fátima, bowling, esplanada, café, enfermaria, ginásio, galeria, campo multiusos, campo de ténis, campo de ‘bolas criollas’, piscina com medidas regulamentares para torneios oficiais, cabanas, sala de jogos, biblioteca e salão nobre com capacidade para 1.200 pessoas. Entre as atividades culturais e desportivas, destacam-se os cursos de canto, desenho e pintura, dança, informática, teatro, aulas de apoio, música, diversas atividades desportivas, etc. Endereço: Avenida Luis de Camoes con Avenida La Guairita, urbanización Macaracuay, Caracas. Telefone: (0212) 985 4611 / 985 2528 Site: www.centroportugues.com Twitter e Instagram: @ClubCPortugues

Casa Portuguesa Estado Aragua

A Casa Portuguesa do Estado de Aragua nasceu com a finalidade de oferecer aos membros um local de lazer que permitisse levar a cabo atividades recreativas, desportivas e culturais, e foi inscrita a 23 de Abril de 1965 no Registo Subalterno do Município Girardot. Começou como uma espécie de “casa familiar” que permitia reuniões de tempo livre e atividades socioculturais e desportivas, na zona de El Limón, Maracay. Depois, mudou para um espaço maior, em La Morita, sendo que em 1982 começaram a edificar as instalações que foram construídas de raiz e inauguradas em 1984. Atualmente, a Junta Diretiva é presidida por David Alcara e conta com 2.100 sócios, que podem alugar cabanas e fazer atividades em várias áreas, como futebol, natação, ténis de mesa, futebol de salão, voleibol, ‘bolas criollas’, natação sincronizada e karaté. O clube oferece aulas de línguas, teatro, folclore, coros, danças, pintura e canto. Endereço: Av. Dr. Manuel Montoya, Parcela Nº 50, La Morita I, Turmero, Estado Aragua. Telefone: (0243) 269 0222 / 0335 / 0435 Email: casaportuguesadm@gmail.com Facebook: Casa Portuguesa Aragua Twitter: @casaportumcy

Centro Social Madeirense

Centro Luso Larense

Foi fundado a 2 de outubro de 1977 por um grupo de imigrantes portugueses que passou a residir na cidade de Barquisimeto. A finalidade seria construir um local para poderem reunir-se e preservar a sua cultura, costumes, idiossincrasia e folclore. O clube é constituído por 1.250 sócios que podem usufruir das suas instalações, como campos, saunas, piscinas, sala de jogos, parques, espaços para festas, cabanas, sala de conferências, bares e restaurantes. O clube realiza inúmeras atividades culturais e desportivas. A Junta Diretiva é presidida por Manuel Faria. Endereço: Kilometro 5, vía Rio Claro el Manzano. Barquisimeto, estado Lara. Telefones: 0251-2320382/0251-2330569 Instagram: centrolusolarense Twitter: @LusoLarense Facebook: Centro Luso Larense

Surgiu em 1978 depois de uma conversa entre César Andrade, Agostinho Henriques, Agostinho Nunes e Agostinho Pinto. O Centro Social Madeirense de Valência cresceu vertiginosamente nos últimos anos, contando atualmente com 3.000 sócios. O clube, que oferece aos seus membros a oportunidade de praticar uma grande variedade de atividades desportivas, é famoso na zona pela qualidade dos seus atletas. Também proporciona aulas de línguas estrangeiras e atividades culturais. O clube conta, para além disso, com o Salão Madeira, o Salão Campestre e um salão para eventos familiares; um edifício de atividades; um restaurante; oito cabanas e quatro ‘piñateros’; campos de ténis, de usos múltiplos, futebol, softball e piscinas, entre outras instalações. Endereço: Calle Madeira, sector San Diego, Valencia - Estado Carabobo. Telefone: (0241) 891 0166 / 2777 Facebook: Centro Social Madeirense Instagram: @csmadeirense Twitter: @csmadeirense Youtube: CSMADEIRENSE

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Centro Marítimo de Venezuela

O Centro Marítimo da Venezuela foi fundado a 18 de abril de 1972 sob o nome ‘Asociación Deportiva Luso Venezolano’. O objetivo era que esta fosse a sede do Desporto Português da Unión Ciclista Portugal, com uma área de 10 mil metros de construção e um terreno de 47.750 metros quadrados. A partir do ano 2000, ganhou um novo rumo, começando por mudar de nome para Centro Luso de Caracas. Mais tarde, em 2006, passou para o atual nome. Atualmente, o centro é presidido por Alfredo Amaral, tem 300 acionistas ativos, que podem usufruir das instalações do clube, nomeadamente piscina, restaurante, sala de jogos, bilhar e jogos de mesa, salão de festas e eventos, sala para conferências, sala para karaté e folclore. Ainda, áreas de lazer, campos e uma capela. Endereço: Urb. Turumo, Av. Principal, Edf. Club (Diagonal a la Plaza), Mun. Sucre, Edo. Miranda Telefone: (0212) 244 1937 / 1437 Email: info@centromaritimodevenezuela.com centromaritimodevenezuela@gmail.com Facebook: Centro Marítimo de Vzla Instagram: Centromaritimo2016

Centro Luso Venezuelano do Estado Vargas

A Associação Civil Centro Luso Venezuelano do Estado Vargas oficializou-se em 1984. No início não tinha sede própria mas os membros da Junta Diretiva liderada por Adelino da Silva Oliveira e José Rui Gonçalves Ferreira decidiram alugar um terreno em Week End, no Estado Vargas. Ao longo da sua história, o centro teve de lutar com o êxodo de portugueses para a capital venezuelana e outro Estados do país, logo depois do desastre natural que afetou o Estado Vargas em 1999. Hoje, o centro é liderado por Eusébio de Sousa de Vasconcelos e oferece aos sócios piscina, cabanas, restaurante, aulas de português, costura, futebol de salão e basquetebol, grupo folclórico e um espaço para festas, para além de um campo multiusos e uma capela. Endereço: Calle Alfarería, Apartado Postal 086, Urb. Week End, Catia La Mar, Estado Vargas Telefone: (0212) 351 7601 / 352 2410 Email: centrolusovenezolano@hotmail.com Site: http://centrolusovenezolano.es.tl/ Facebook: CENTRO LUSO VENEZOLANO Edo. Vargas


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ANIVERSÁRIO

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Centro Português de Punto Fijo Centro Atlântico Madeira

A Associação Civil Centro Atlântico Madeira Club nasce a 26 de agosto de 1984 por iniciativa da comunidade portuguesa que reside no Estado Lara, na sua maioria madeirense. O principal objetivo é fomentar, desenvolver, preservar e manter os costumes, tradições, folclore e espírito da comunidade portuguesa-madeirense na região. Só em 1984 o Clube Madeira passa a ter sede própria em Agua Viva, no município de Palavecino. Realiza várias atividades, nomeadamente culturais e artísticas como ballet, religião, pintura, danças folclóricas, canto, música e teatro; e desportivas como futebol, ‘bolas criollas’, ténis, pool, natação, softball, basquetebol, voleibol, ténis de mesa, kikingball, dominó e desportos de areia. Endereço: Av. Terepaima, sector Las Tunas. Agua Viva, Cabudare, estado Lara. Telefones: (0251) 268 7751 / 77 52 / 261 74 46 Site: http://madeiraclublara.com/ Facebook: A.C. Centro Atlántico Madeira Club Twitter: @madeiraclubnet Instagram: @madeiraclublara

Em 1986 um pequeno grupo de portugueses e jovens lusodescendentes, liderado por João dos Santos, Adelino Escórcio e Abílio de Mendoza, iniciaram a construção de um clube para a colónia portuguesa da península de Paraguana, no Estado de Falcón. Um ano depois, foi oficialmente constituído o Centro Português de Punto Fijo. Antes da criação desta instituição, os portugueses reuniam-se depois da Missa, na parte da tarde perto da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Hoje o clube conta com 400 sócios ativos, na sua maioria portugueses e luso-descendentes, que mesmo que não compareçam com assiduidade no centro têm as suas quotas em dia. Atualmente, o espaço que é dirigido por José de Matos, oferece uma capela, zona para eventos, restaurante, sala de jogos e campo de futebol. Endereço: Urbanização Casa Coima II, rua Alegria #1, Punto Fijo - Estado Falcón. Telefones: (0269) 245 4866 / 414 2688 Facebook: Centro Portugues Punto Fijo

Centro Português Venezuelano de Guayana

Em Novembro de 1992, a Corporação Venezuelana de Guayana vendeu a um grupo de portugueses uma parcela para construir o Centro Português Venezuelano de Guayana. Inspirados em estabelecer um enclave social de integração lusitana-venezuelana, mediante a criação de uma sociedade civil sem fins lucrativos similar à fundada em Caracas, capaz de manter e difundir os costumes e tradições da sociedade portuguesa, os promotores formalizaram um centro social tipo clube, com objetivos claramente definidos. Atualmente, o centro social tem cerca de 1300 sócios. A atividade prioritária até 2011 esteve centrada em desenvolver uma infraestrutura para os escritórios administrativos, salões de festa, estacionamento de veículos, salas de jogos, uma piscina olímpica e recreativa, faltando apenas a atividade náutica. Assim, no ano 2014, abriu emblemáticos espaços: piscina com ondas e o Salão Lusitano. A direção atual é presidida por Victor Freitas. Endereço: Avenida Loefling, Urbanización Los Olivos, Puerto Ordaz, estado Bolívar Telefone: (0286) 962 2089 Correo electrónico: medioscpvg@gmail.com Facebook: centroportuguesvedeguayana

Casa Portuguesa Venezuelana de Valencia

Centro Português de Barinas

Em 1996, o centro denominava-se Club Luso Venezolano de Barinas e o presidente era José Maria Rentróia de Ponte. O principal objetivo da instituição é fomentar entre os seus membros simpatizantes a cultura, os costumes e o espírito luso-venezuelano através da realização de atividades benéficas, recreativas, desportivas, sociais e religiosas. O nome atual foi mudado em 1999 quando o centro passa a associação civil sem fins lucrativos. A associação dirigida por Fernando Joaquim Ribeiro Simões, tem 600 sócios ativos e conta com umas instalações dignas que oferecem capela, campo de softball, campo de futebol de 11, campo de futebol de 6, campo de ‘bolas criollas’, sala para eventos, sala multiusos e uma sala coberta. Ainda tenciona construir: piscina recreativa, parque biosaudável, balneários nos campos de futebol. Endereço: Carretera vía El Toreño, Sector El toreño, Barinas. Telefone: (0273) 541 3043

Foi em 2003 que os dirigentes da Associação Civil Lar Lusitano de San Diego e do Centro Português Venezolano de Naguanagua, ambos do Estado de Carabobo, realizaram várias reuniões com a finalidade de unificar estes centros sociais. Com o apoio do então cônsul-geral de Portugal em Valencia, Jorge Manuel Fernandes, surge a Casa Portuguesa Venezuelana, em 2004. Até ao momento, o clube ainda não parou de evoluir. Atualmente, possui 1.500 sócios e dois hectares de terreno em San Diego. Há um aspeto importante a ressaltar: É permitida a compra de ações por parte de pessoas de todas as nacionalidades, não há uma exclusividade dos sócios serem da comunidade lusa. Atualmente, a junta diretiva promove na sede em San Diego a execução de obras para a criação de um salão de jogos, campos multiusos, campos de ténis e instalações sanitárias, entre outros espaços. A atual junta diretiva é presidida por Carlos Rodrigues. Endereço: Sector el Guayabal, antiguo Centro Portugues (Naguanagua) / Urbanización Industrial San Diego, Valencia (San Diego). Telefone: (0241) 808 6043 / 871 1047 Facebook: Casa Portuguesa Venezolana Instagram: casaportuguesavenezolana

Centro Social Luso-Venezolano de Margarita

Tem uma ampla estrutura constituída por campos, estacionamentos, piscinas, salas de convenções, uma praça e uma capela. Presidido atualmente por João Carlos de Sousa, o centro conta com 60 sócios ativos que costumam comemorar o Dia de Portugal, o Santo António e o 10 de Junho, assim como diversos eventos folclóricos, festividades natalícias, religiosas e culturais. Contam ainda com instalações para práticas desportivas. No último domingo de cada mês é dia de bacalhau no centro. Recentemente, reativaram o grupo folclórico ‘O Barquinho’. Às sextas-feiras, fazem venda de comes e bebes para angariar fundos para cobrir as despesas correntes e contam com o apoio dos sócios para as obras da melhoria da piscina e a construção de uma sala para aulas de Português e um salão de jogos. Endereço: Sector los Chacos de Los Robles, Estado Nueva Esparta Telefone: (0424) 856 7167 Facebook: Centro Social Luso Venezolano de Margarita Instagram: @clubportuguesmargarita


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Centro Sociocultural da Virgem de Fátima

O centro foi criado em 2001, após a união de um grupo de lusitanos que tinham como meta destacar a portugalidade no setor de Guatire, Estado de Miranda. Desde então, o local tem servido como ponto de união dos portugueses da região e também como sítio para a criação de um santuário em honra da Virgem de Fátima, partindo do desafio de utilizar um terreno de quatro mil metros. O centro é presidido por José Gomes, que se empenha para dar continuidade ao projeto, e funciona como um ponto de encontro dos portugueses, lusodescendentes e venezuelanos. Um enorme campo de futebol e aulas de Português são os principais atrativos.

Casa de Portugal de Ciudad Bolívar

Foi fundada por Emanuel Fonseca e Fernando Rodrigues em 1988 ao mesmo tempo que foi constituído o Grupo Folclórico da Casa de Portugal de Ciudad Bolívar. Atualmente, o presidente é Quintinho Fernández e com a sua equipa tem realizado um trabalho louvável para manter em ótimas condições o clube que conta com 87 sócios ativos. Oferece: bar, restaurante, sala de jogos e de reuniões, auditório para eventos, campo de futebol e uma capela. Telefone: (0412) 086 8377 Email: Quintinof501@hotmail.com Facebook: Casa de Portugal de Ciudad Bolívar

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Casa Portuguesa de Mérida

O projeto começou em 2010, depois de uma festa da Virgem de Fátima comemorada em Mérida no mês de maio, quando se constituiu a Junta da Comissão. No mês de junho, realizou-se um almoço com a comunidade luso-venezuelana, onde se levou a cabo um sorteio para finalmente se decidir o nome. A direção atual é presidida por Avel Rodrigues. Quanto às atividades, pode-se destacar que muitas vezes os sócios alugam campos e participam em festas em honra à Virgem de Fátima. Telefone: (0414) 952 7979 Facebook: Casa Portuguesa de Mérida

Endereço: Avenida Principal, sector Castillejo de Guatire, Municipio Zamora, Estado Miranda Telefone: (0212) 347 6990 / 6606

Centro Social Luso Venezuelano de Araure

Casa FC Porto Venezuela

A filial número 43 do Futebol Clube do Porto é atualmente a única instituição desportiva com créditos oficiais de um clube de futebol português em terras venezuelanas, mais propriamente na cidade de Caracas. Fundada em 1967, a sua primeira sede nacional foi na Candelaria, Caracas. As suas atividades estiveram suspensas em 1982 e durante algum tempo mas depois foram retomadas em 2000 pela mão de Ailvio Moreia, presidente da Casa Alvarinho. Nesse ano, é constituída oficialmente como associação civil sem fins lucrativos, devidamente legalizada, com o objetivo de manter vivas as tradições e os costumes do clube luso no nosso país. Em 2003, o clube festejou com um jantar a visita do presidente Jorge Nuno Pinto da Costa o recorde de títulos desportivos do clube FC Porto. Em 2011, a Casa recebe a máxima distinção do ‘Dragão de Ouro’. O grupo de portistas entrega donativos aos mais necessitados e costuma reunir na sede cada vez que há jogos do seu clube para competições nacionais em Portugal ou em provas internacionais, nomeadamente as competições europeias. Telefone: (0212) 234 3003 / (0414) 131 0046 Email: Fcportocaracas@hotmail.com Facebook: FC Porto na Venezuela Instagram: @FCPortoVenezuela Twitter: @FCPortoVenezuela

O Centro Luso Venezuelano de Araure, Acarigua, foi fundado a 5 de dezembro de 1986 e é um dos centros sociais portugueses com maior quantidade de acionistas. Atualmente conta com mais de 3.000 sócios e a representação lusa é escassa: entre 250 a 300 ações são de portugueses e luso-descendentes. Além disso, todos os eventos iniciam-se com os hinos nacionais da Venezuela e Portugal, e atualmente relançaram o grupo folclórico “Orquídea Dorada”. O clube conta com 20 hectares de terreno. Endereço: Kilometro 4, Vía Barquisimeto, Sector los Malabares, Araure. Estado Portuguesa. Telefone: (0255) 665 21 44 / 24 22

Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy

O Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy, no Estado de Miranda, foi criado no ano 1992 com a finalidade de oferecer aos membros um local de lazer que permitisse levar a cabo atividades recreativas, desportivas e culturais, para além de manter e difundir os costumes e tradições da sociedade portuguesa na região de Los Valles del Tuy e Charallave, no município Cristobal Rojas. Se há algo que melhor carateriza o clube é a unidade existente entre os seus sócios. O Grupo Folclórico conserva às danças e cantos tradicionais portugueses na região. Avenida Las Hortensias, Parcela 209, Valle Verde, Ocumare del Tuy. Telefone: (0239) 248 1484

Centro Português de Coro

O Centro Português de Coro foi fundado em 1986, num espaço arrendado. Na época, tornou-se o local predileto de encontro da comunidade, pelo que as direções viram-se forçadas a levantar uma sede própria, a mesma que hoje permanece de pé, para onde o clube se mudou em 1992. A diferença entre aquela época e a atualidade é que os portugueses, na sua maioria, desapareceram. Norberto Camacho é o encarregado das instalações há quase 11 anos, quando a última junta diretiva da associação se demitiu. O grupo folclórico da casa, denominado ‘Encantos de Portugal’, também se dissolveu. Agora restam, nestas instalações que estão, apesar de tudo, em bom estado de manutenção, um par de campos vazios, um parque infantil, um salão aberto e um bar/restaurante que se tornou a fonte de receitas do clube.


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Beneficência

Uma comunidade solidária Diferentes associações lusas promovem iniciativas em prol dos mais necessitados

des esforços e muito trabalho na Venezuela. Outros defendem que este é um dom inato da idiossincrasia lusitana. Seja qual for o caso, a ponta de lança desta bandeira de amor pelo próximo foi semeada por Susana de Sampaio, ex-embaixatriz na Venezuela, que fundou há 46 anos a Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas. Desde então, têm surgido diferentes instituições e associações sem fins lucrativos que constantemente realizam jornadas de angariação de fundos em benefício de idosos, pessoas desfavorecidas ou de baixos recursos e vítimas de diversas doenças.

Sérgio Ferreira Soares Ommyra Moreno Suárez Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo

D

izem que o altruísmo é uma qualidade inata e, de facto, uma das caraterísticas mais comuns da comunidade lusa que reside na Venezuela é a sua solidariedade quando se trata de causas sociais. Há quem explique este fenómeno com o facto de os Portugueses terem, eles mesmos, passado por dificuldades em Portugal que os obrigaram a emigrar e a gran-

Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas

Lar Padre Joaquim Ferreira

Com capacidade para albergar uma centena de pessoas, projectado pela comunidade portuguesa e impulsionada pela Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas de Caracas, com o apoio de vários organismos, entre eles a Academia do Bacalhau de Caracas, o Lar Padre Joaquim Ferreira foi criado no ano 1999. O seu nome é uma homenagem ao sacerdote, membro fundador e guia espiritual daquela associação benemérita. Tem uma área de construção de 5 mil metros e 11 mil de zonas verdes. Está situado na urbanização Los Anaucos Norte, 15 minutos a oeste de Caracas. Endereço: Calle Anauco, Cortada del Guayabo, Urb. Los Anaucos Norte Telefone: (0212)2562239/2580230 / 395 5606 E-mail: larpadrejoaquimferreira@hotmail.com Facebook: Nietas del Lar Padre Joaquim Ferreira

A Sociedade de Beneficência de Damas Portuguesas é uma sociedade civil sem fins lucrativos criada em maio de 1968, destinada a prestar apoio a todas as pessoas e em especial aos cidadãos de nacionalidade portuguesa que enfrentem dificuldades ou estejam muito doentes ou inválidos, impedidos do desempenho das suas funções normais. A sociedade também ajuda diversas instituições venezuelanas e apoia o Lar Padre Joaquim Ferreira. Com 27 damas no ativo, realiza todos os anos quatro eventos de angariação de fundos. Fátima de Ponte, presidente da associação, explicou que cada vez dispõem de menos recursos para poder ajudar as pessoas que solicitam apoio. Contudo, conseguem com esforço ajudar os mais necessitados. Telefone: 0212-256-22-39 Endereço: Avenida Principal de Macaracuay, Calle Sorocaima, Quinta Lelly. E-mail: sociedaddebeneficencia.damaspo@ gmail.com Facebook: Sociedad de Beneficencia de Damas Portuguesas

Geriatrico Luso Venezolano

A construção do Geriátrico Luso Venezolano iniciou-se em 2002 e abriu as suas portas oficialmente em abril de 2008, nos arredores da Casa Portuguesa do Estado Aragua, na cidade de Maracay. A construção deveu-se muito ao empenho de Nelson Coelho, presidente da Academia do Bacalhau de Maracay. A instituição apoia pessoas de terceira idade, na sua maioria portuguesas. O lar, de três andares, tem condições para acolher 70 idosos e tem uma capela em honra de Nossa Senhora de Fátima, sendo que as despesas correntes são pagas com os donativos recolhidos através da Academia do Bacalhau.

Endereço: Calle 1 de La Morita I, Turmero, Estado Aragua. Telefone: +58 (243) 2679016 E-mail: gerlusoven@hotmail.com


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Academias da Espetada e do Bacalhau na Venezuela

Academia do Bacalhau Caracas

Fundada a 10 de maio de 1996 por Ivo Martins e Maurílio dos Santos, atualmente é presidida por José Luís Ferreira e é uma referência nas lutas sociais, graças à sua capacidade de mobilizar os ‘compadres’. Ajuda os portugueses com dificuldades, especialmente os do Lar Padre Joaquim Ferreira. Como o intuito de angariar fundos para ajudar os mais necessitados, todos os meses organiza um jantar em vários restaurantes e salões da capital venezuelana. Telefone: (0412)2318492 E-mail: abcaracas@cantv.net

Academia do Bacalhau Altos Mirandinos

A Academia do Bacalhau Altos Mirandinos foi constituída em 2012 por um grupo de portugueses de diferentes localidades da zona alta do Estado Miranda. Depois de ir a votação, José Carlos Gouveia foi eleito presidente da academia, realizando-se a primeira tertúlia no final de outubro desse mesmo ano. Para angariar fundos organiza tertúlias uma vez por mês. Telefones: +58 (212) 8937133 - 3174506 Email: acbaltosmirandinos@hotmail.com Twitter: @bacalhaualtosm

Academia do Bacalhau Valencia

A primeira tertúlia da Academia teve lugar primeiro de forma informal a 2 de junho de 2003 no Restaurante Club Campestre Mañongo, na capital do Estado Carabobo. No ano seguinte, a academia oficializou-se e, em 2005 teve lugar a primeira tertúlia oficial, que contou com 200 participantes. Telefone: (0241)8241275 / (0414)3411065 / (0414)4251074 Página: www.bacalhauvalencia.com E-mail: bacalaovalencia@gmail.com

Academia da Espetada Maracay

A Academia da Espetada de Maracay realizou o seu primeiro jantar em agosto de 2003 e é conhecida como a academia-mãe. A ideia de a fundar surgiu após uma reunião da Comissão Feminina do Lar Geriátrico Luso Venezuelano, como resposta à necessidade de organizar convívios apenas para mulheres, tendo em vista a angariação de fundos.

Academia do BacalhauMaracay

A 1 de outubro de 2005foi criada a Academia do Bacalhau Maracay, no mesmo dia da oficialização da Academia de Valencia. A ideia surgiu após o êxito da instituição em Caracas e os jantares preparativos em Carabobo. Sob proposta do presidente da academia da capital, Nelson Coelho expandiu o conceito ao Estado de Araguacom a finalidade de angariar fundos para terminar as obras do Geriátrico Luso Venezolano e depois custear a sua manutenção. Telefone: +58 (243) 2335919 / (414) 4635330

Academia da Espetada Caracas

Surgiu em maio de 2009, quando realiza a sua primeira tertúlia. Dedicam-se a apoiar as crianças e os desprotegidos. Tentando ser diferente das restantes, Sílvia Henriques, presidente, e os restantes membros da associação, criaram esta organização com o intuito de se dedicarem às crianças e aos adolescentes com carências médicas e com problemas sociais.

Telefone: (0243)2335919 / (0416)6405737 E-mail: acamediaespetada@gmail.com Facebook: Academia da Espetada

Academia da Espetada Barquisimeto

Em outubro de 2009 constituiu-se oficialmente a Academia da Espetada Barquisimeto, com a realização da primeira tertúlia. A instituição direciona a sua ajuda aos portugueses em estado de saúde crítico e ao lar de idosos Teresa de Calcuta, com alimentos, serviços básicos e funerários. Pretendem construir um lar para portugueses na região. Telefones: (0414)3558614 / (0416)2504461 E-mail: trini_macedo@yahoo.com Facebook: Academia da Espetada Barquisimeto

Academia da Espetada Valencia

Surge da ideia de um grupo de amigas que decidiram reunir-se para encontrar espaços para realizar eventos tendo em vista a angariação de fundos para apoiar os mais necessitados. Fundada em setembro de 2016, reúne-se todas as quintas às 19h30 e realiza diversas atividades, como recolha de donativos, de roupas, de alimentos não perecíveis e de brinquedos.

Telefone: (0412)3634522 E-mail: academiaespetadacaracas@ gmail.com Facebook: Academia da Espetada Caracas

Academia da Espetada Guayana

A Academia da Espetada Guayana foi criada em 2011, realizando-se a primeira tertúlia em outubro. O seu objetivo, à semelhança das outras, é ajudar os mais necessitados de PuertoOrdaz e arredores. A luta contra o cancro também assume um papel fundamental. A instituição realiza todas as quintas-feiras, às 19h30, um bingo de beneficência. Telefone: +58 (414) 889 9408 academiaespetadaciudadguayana@gmail.com Facebook: AcademiaEspetadaGuayana

Telefone: (0414)4118356 Facebook: Academia da Espetada Valencia

Outras instituições de caridade

Beneficência Portuguesa “SÓ-BEM”

A associação é dirigida por Ana Maria dos Santos Góis e foi fundada a 14 de novembro de 1988. A dinâmica desta organização, que tem sede narua Montalbán da urbanização San José de Tarbes, em Valencia, Carabobo, é simples: organizam um jantar de gala anualmente para angariação de fundos, assim como diferentes iniciativas ao longo do ano que permitem ajudar a suportar o custo com consultas mensais, aquisição de medicamentos, apoio no pagamento de cirurgias, prendas para crianças no Natal, etc. Endereço: 96-61, Calle Montalbán, Urbanización San José de Tarbes, Valencia, estado Carabobo.

Netas do Lar

Nos finais de 2009, um grupo de mulheres realizou o Reencontro de Amigas ‘Rumba Nietas’. A partir dai, surgiu a ideia de constituir a associação ‘Nietasdel Lar Padre Joaquim Ferreira’, um grupo que inicialmente só tinha sete elementos, mas que depois ficou maior, sendo que atualmente já conta com 27 membros. Estas ‘netas’ vão até Los Anaucos para proporcionar tardes diferentes aos idosos internados, fazendo-lhes companhia, com lanches, prendas e donativos, assim como celebrações específicas nas datas comemorativas. Telefone: (416) 6309542 / (414) 3131338 E-mail: malumar28@gmail.com

Companheiras de Chá & Café

Trata-se de um grupo de mulheres luso-venezuelanas que angaria fundos para ajudar crianças, adultos e idosos. Está no ativo há um ano, desde outubro de 2015, data em que realizou uma tertúlia em Caracas. Esta associação vai aos hospitais em Caracas e Miranda, San Bernardino, San Antonio de los Altos, Los Teques e até no Estado Vargas para prestar apoio. A insegurança impede que o grupo trabalhe como gostaria. Mimi Coelho, a responsável, refere que não se consegue adquirir a maioria das coisas necessárias para realizar uma iniciativa. Telefone: (0414)2159097


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Associativismo

Instituições lusas dizem presente em todos os ramos Uma grande variedade de associações e agrupamentos de origem lusitana impulsionam o resgate das tradições e a idiossincrasia portuguesas em terras crioulas

ciação Portuguesa de Comerciantes, a Câmara de Comércio, Indústria e Turismo Luso-Venezuelana, a partir de 1980 nasceu mais de uma centena de instituições que têm como finalidade proteger os interesses da comunidade e realçar o orgulho de ser português em Venezuela. Ao mesmo tempo as festas em honra de Nossa Senhora de Fátima expandiram-se por todo o País.

Sérgio Ferreira Soares Ommyra Moreno Suárez Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo

P

ara além de algumas instituições que já tinham sido criadas nas duas décadas anteriores, tais como a Associação de Industriais de Padaria, a Asso-

Câmara Venezuelana Portuguesa Comércio

Nasce em 5 de junho de 1975 da fusão das Câmaras de Comércio, Indústria e Turismo Luso-Venezuelanas (Cavenport) com o objetivo de promover as relações económicas entre Portugal e Venezuela. Atualmente a Direção é encabeçada por Gilberto Gonçalves Nunes, que está acompanhado por José Luís Ferreira dos Passos da Silva, Manuel Martins Pereira; Ignacio de Gouveia Pereira, entre outros diretores e secretários. A sede nacional está localizada no Edifício Rey David, na Avenida Alfredo Jahn com a Avenida Andrés Bello, Urbanização Los Palos Grandes, em Caracas. Conta com duas seções: uma no Estado Carabobo e outra no Estado de Aragua. Dos seus 800 filiados, cerca de 80% são pequenas e grandes empresas do sector comercial e alguns industriais de gastronomia, supermercados, restaurantes, hotéis, lojas de ferragens, licorarias, lojas de venda de produtos alimentares, bancos, padarias e talhos, entre outros ramos de atividade. A instituição ganhou a assinatura de diferentes convénios de cooperação bilateral entre Portugal e Venezuela.

Instituto Português de Cultura

A Fundação Instituto Português de Cultura é uma organização não governamental, cujo objectivo fundamental é a difusão da Cultura Portuguesa na Venezuela, na medida em que é um valor que afirma a identidade nacional dos portugueses no mundo globalizado. Em 1985, no contexto do 50º aniversário da morte do poeta Fernando Pessoa, um grupo de portugueses, preocupados com o pouco ou nulo conhecimento da cultura portuguesa na Venezuela, sob a liderança natural de Daniel Morais, formou a Comissão Fernando Pessoa, cujo nome completo era Comissão Organizadora das Comemorações do 50º Aniversário da Morte de Fernando Pessoa. O Instituto Português de Cultura (IPC), fundação sem fins lucrativos, cuja certidão de nascimento data de 30 de novembro de 1990, não é mais do que a necessidade jurídica de dar continuidade aos trabalhos da Comissão Fernando Pessoa. Telefone: 0212-985-41-43 Email: iptcultura@gmail.com

Banda Recreativa Madeirense

A Banda Recreativa Madeirense de Venezuela foi fundada de forma espontânea no estádio de futebol, enquanto os adeptos portugueses apoiavam o C. S. Marítimo de Venezuela. Era conhecida então como a ‘Banda do Marítimo’. Foi na temporada de 19851986 que o engenho dos irmãos Martinho e Manuel Pestana, que assistiam aos jogos de futebol com os seus instrumentos, atraiu a atenção de outros adeptos que se juntaram à iniciativa. Na verdade, a primeira vez que se apresentaram como Banda foi na celebração do aniversário do Marítimo assinalado na Plaza Venezuela, em 1986. Apesar do Marítimo não ter seguido o seu caminho, os integrantes da banda decidiram seguir adiante com o nome de ‘Banda Recreativa Madeirense de Venezuela’, em honra das suas raízes e do país que os acolheu. O grupo é o que se conhece como banda de referência, formada por instrumentos de sopro e percussão como o saxofone alto, tenor e alto, clarinetes, trombones, bombardinos, trompa, tuba, contrabaixo, bombos, pratos, tambores e flauta.

www.institutoportuguesdecultura.blogspot.com

Email: cavenport@gmail.com Web: www.cavenport.org.ve

Facebook: IPC: Instituto Português de Cultura Twitter: @IPC_Cultura

Teléfono: 0414 2799261/0212 2329525 Facebook: BandaRecreativaMadeirenseDeVenezuela


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Filhos do Faial

Arcoenses de Venezuela

Nasceu há 25 anos devido à necessidade de continuar as festas da comunidade originária de Arcos de Valdevez, em Portugal Continental. Os fundadores foram António Coelho, Luís Cunha, José Moreira e Marcelo Gomes, entre outros. As festas costumavam contar com a participação de 500 a 600 participantes mas, lamentavelmente, há cinco anos a associação começou a receber menos pessoas por diferentes razões que têm a ver com a insegurança do país. Por isso mesmo, tiveram que reduzir a actividade ao essencial. Apesar disso, a associação organizou durante muitos anos festas com orquestras folclóricas trazidas directamente de Portugal para a Venezuela.

Fundada em 1998 é presidida por Olívio da Silva e não tem fins lucrativos. Reúne-se de três em três meses e angaria fundos para instituições de beneficência. O primeiro encontro realizou-se em 1998 e contou com cerca de mil pessoas. Já o segundo encontro foi realizado um ano mais tarde em Caracas com convidados da Madeira (Faial), Curaçau e outras cidades da Venezuela. Em 2000, no âmbito dos 450 anos da fundação do Faial, freguesia do concelho de Santana, na ilha da Madeira, Portugal, a associação colocou no local um busto de Simón Bolívar, para além de pinturas do Ávila e as representativas ‘guacamayas’.

Facebook: Asociación Arcoenses en Venezuela

Email: Magostv@gmail.com

Mulher Migrante Luso Venezolana

Esta instituição foi oficializada em fevereiro de 2014 e pretende dinamizar o movimento associativo feminino português com 14 coletividades lusas na Venezuela. Como se pode ler no site da instituição, a organização, presidida por Maria de Lourdes de Almeida, oferece cursos de Língua e Cultura Portuguesas, para além de fazer trabalhos de beneficência em distintas organizações, como Avepane, Hospital Infantil J. M. de Los Ríos, Asocirpla, Fundana, Fundação Padre Pio e o Lar Padre Joaquim Ferreira. Email: contacto@mulhermigrante.org.ve Facebook: Mulher Migrante Venezuela Twitter: @MulherMigrantVE

Comissão Dia da Madeira

Durante o primeiro congresso das comunidades madeirenses, foi criada a Comissão Pró Celebração do Dia da Região Autónoma da Madeira e das Comunidades Madeirenses. Os membros comprometeram-se, então, a 10 de maio de 1988, a promover a festividade no país latino-americano. Paulo Sousa Aljustrel é presidente da junta directiva actual, que comemora todos os anos o Dia da Região Autónoma da Madeira durante três dias, com missa, oferendas florais, um concerto e um grande baile. Telefone: (0424)1970525

Asoludeven

É uma organização sem fins lucrativos criada em 10 de junho de 2000 e registada oficialmente com estatutos que apontam a meta de promover e enaltecer os costumes, cultura e valores da Comunidade Lusitana que vive na Venezuela. Defende a unificação de todos os grupos e associações luso-descendentes espalhadas pelo País no propósito de unir os esforços que cada uma delas realiza, numa mesma direção, procurando fins comuns, a sustentação e manutenção dos costumes dos nossos Pais, Avós e Bisavós. A associação desenvolveu-se por iniciativa de Jany Moreira no ano de 2000 que contou com a ajuda de outras quatro pessoas, as quais assistiram a um encontro de luso-descendentes em Portugal. A organização tem sede no Centro Marítimo de Venezuela, localizado em Turumo, no Estado Miranda. Telefone: (0212)3934779 Twitter: @asoludeven Página web: www.lusodescendentes.org.ve

Uma associação para cada Festividade

Um dos aspectos mais característicos da comunidade luso-venezuelana é a sua capacidade de organizar festas e convívios, aos quais assistem centenas de portugueses com a finalidade de confraternizarem com os seus conterrâneos e compatriotas e celebrar a terra que os viu nascer ou onde têm as suas raízes. A realização destas festividades requerem a criação de diversas associações e comissões, tais como a Associação Filhos de Santa Cruz; a Associação Filhos de Câmara de Lobos; e a Confraria de São Vicente; entre outros.

Fedeamelude

A Associação Americana de Luso-Descendentes foi fundada pelos dirigentes da Associação de Luso-descendentes de Venezuela em 2010. A associação tem como missão o agrupamento das associações de luso-descendentes da América. A atual direção está confiada a Jany Moreira, Pedro Valente, Mário da Silva, Gustavo Gonçalves, Álvaro Aguiar, Juan Abel Gonçalves e Alberto de Viveiros. Conta com cerca de 3.500 membros e oito associações filiadas em toda América. Teléfono: (0212)3934779 Email: fedeamelude@gmail.com Twitter: @fedeamelude

Amigos de Terras de Santa Maria da Feira

Comissão Festa do Minho

A Comissão Organizadora da Festa do Minho na Venezuela foi fundada a 12 de novembro de 2005, com a finalidade de realçar a tradição minhota, entre familiares e amigos, na sua maioria originários de Portugal Continental. Em 2011, a Junta Diretiva era presidida por José de Matos Barreiro Pereira e a comemoração anual realiza-se normalmente na Associação Civil Centro Português sendo que as verbas angariadas são para fins de beneficência. Estas costumam contar com a participação de cantores ou grupos folclóricos da comunidade venezuelana. Em 2015, os convidados foram Sandra & Ricardo Rodrigues e “Jesule, El brujo flamenco”, juntamente com as apresentações especiais do grupo folclórico Os Lusíadas e da Orquestra Alvis Band.

Telefone: (0212)2679011 / (0424)1375178 Facebook: Festa do Minho na Venezuela

Esta instituição está encarregada de realizar anualmente a Festa das Fogaceiras, além de outras iniciativas como a Feira Medieval. Nos primeiros meses de 1999 esta associação surgiu por iniciativa de Rodrigo Ferreira, Ernesto da Silva, Manuel Moutinho, Milú de Almeida e Cândido Andrade. Atualmente, a Junta Diretiva é liderada por Rodrigo Ferreira, que se encontra acompanhado por Manuel Moutinho, Milú de Almeida, Simão Rosa e Ernesto da Silva. Segundo o presidente é muito difícil manter os laços comerciais e manter o custo das entradas, porque a inflação que hoje atinge a Venezuela faz com que algo que vale 10 hoje, amanhã tenha um valor de 20. “Os números não são certos e isto causa tristeza porque entre a Comunidade queremos manter viva a Pátria de que tanto nos orgulhamos”, assinala Rodrigo Ferreira. Telefone: (0412)3302615/6128818 Email: Fogaceiras.caracas@gmail.com / Rodrigoaferreira56@gmail.com

Uma associação para cada âmbito de ação

Desde os finais do século passado tem surgido um grande número de novas associações orientadas para âmbitos de ação específicos. Prova disso são a Associação Nacional de Supermercados, Associação dos Médicos Luso-Venezuelanos (Asomeluve), Fundação Luso-Venezuelana de Clarines e Fundação Luso Venezuelana Casa Madeira de Mérida, entre outras. Todas estas associações foram criadas com o papel fundamental de defender a visão e direitos dos Portugueses, desde o ponto de vista médico, ao associativo, ao desportivo e até ao idioma.


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ANIVERSÁRIO

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Nossa Senhora de Fátima omnipresente Portugueses construíram igrejas e grupos para demonstrar as suas crenças religiosas

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Portuguesa, cujo nome original é Ermita de Nossa Senhora de Coromoto e Nossa Senhora de Fátima, localizada em San Bernardino e sob a direção do padre Alexandre Mendonça. Mas a primeira igreja com o nome de Nossa Senhora de Fátima remonta a 1952 e foi na urbanização El Conde, em Caracas. A partir dai, surgiram várias. Há também várias associações e grupos que todos os anos realizam numerosas atividades em honra da santa em todo o território nacional venezuelano.

nome e a imagem de Nossa Senhora de Fátima são utilizadas por toda a Venezuela em diferentes situações: colégios, supermercados, frigoríficos. Até centros de estética e de saúde têm o nome da virgem. E desde cedo algumas paróquias começaram a ter o nome da Mãe Santa. É o resultado da grande devoção a Nossa Senhora de Fátima. Um dos serviços especiais, dedicado às comunidades estrangeiras, reconhecido pela igreja venezuelana, é prestado pela popular Missão Católica

Santuários de Nossa Senhora de Fátima

Missão Católica Portuguesa

É um dos serviços religiosos especiais reconhecido pela Igreja Católica venezuelana, dedicado às comunidades estrangeiras na Venezuela. O seu nome original é “Ermita de NuestraSeñora de laCoromoto y NuestraSeñora de Fátima”, criada em 1955 e localizada na Avenida Boyacá, em San Bernardino, Caracas. A instituição é dirigida há 26 anos pelo padre madeirense Alexandre Mendonça. Telefones: (0416)6252976 / (0212)5719531

Confraria Virgem de Fátima El Hatillo

Foi fundada em 1983 por um grupo de portugueses, habitantes de Hatillo, Estado de Miranda. Entre os fundadores estão Francisco de Mendonça Dias, Francisco Fernandes Nóbrega, João Rodrigues Câmara, José Amaro dos Ramos, José Baptista da Silva, José Florentino de Sá, João Teixeira Rodrigues e Manuel Pereira da Silva.

Carrizal

Guatire

A Confraria Virgem de Fátima nasceu em 2008, pela mão do padre José Luís Matos, do sonho de um grupo de lusitanos, representantes do Colégio San Agustín El Paraiso, localizado a oeste de Caracas, para preservar a cultura portuguesa herdada pelos antepassados. Hoje em dia a confraria ainda está ativa, com 24 membros, e realiza diferentes iniciativas como apoio aos idosos, visitas a hospitais, etc.

A 7 de Outubro de 2006, o padre José António da Conceição, ao celebrar a Missa pela primeira vez na Basílica de Fátima, pede à Virgem que se possa construir uma casa para Ela na Venezuela. Quase um ano mais tarde, a 15 de Agosto de 2007, o padre José António celebrou uma missa no terreno que foi oferecido para construir uma igreja em Llano Alto, municipio Carrizal do Estado de Miranda, e comunica aos fiéis presentes no local que será construído um santuário em honra da Virgem de Fátima, pois ela ouviu as suas preces na Cova da Iria. Por esta razão, a 21 de Abril de 2008 foi constituída legalmente a Associação Amigos de Nossa Senhora de Fátima e a 9 de Junho seguinte foi assinada a doação dos 7.000 metros quadrados de terreno em Llano Alto, doados pela Família Alvarado Rodríguez. A 3 de Julho de 2008 foi celebrada Missa no local, onde foi abençoado o terreno e colocada a primeira pedra.

Construir um santuário para Nossa Senhora de Fátima é o sonho de toda uma comunidade em Guatire, Estado de Miranda. Trabalharam muitos anos para conseguir o terreno de 4 mil metros e constituir uma associação, mas foi há seis anos que o projecto ganhou forma e começou a ser construído. Desde a primeira pedra colocada pelo bispo Gustavo GarcíaNaranjo, passaram pelo santuário muitos convidados de reconhecido trajeto, como o núncio apostólico na Venezuela, monsenhor PietroParolín; embaixadores e cônsules. Atualmente, a estrutura principal já está completa e exibe uma peça da Santa vinda de Portugal em 1976. Realizam-se constantemente atividades recreativas para incentivar a colaboração e arrecadar fundos sob o lema “Nosso Santuário para a Paz”. Alfonso Vieira é um dos fundadores, assim como Pereira, César Da Silva, Marcelo Gonçalves, António de Freitas e Rui Gonçalves.

Telefone: (0424)8019926

Telefone: (0212)5150007

Telefone: (0212)3476606

Telefone: (0414)2754878

Confraria Virgem de Fátima Colégio San Agustín El Paraíso

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ANIVERSÁRIO

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Ommyra Moreno Sérgio Ferreira

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a Ve n e z u e l a e n o decorrer no ano de 2016, a língua de Camões foi promovida. Isso mesmo assegura Rainer Sousa, Coordenador de Ensino da Língua Portuguesa em Venezuela do Instituto Camões, que já tem planificadas as iniciativas para o próximo ano de 2017, com o intuito de continuar a promover o crescente interesse pela língua. Nos últimos anos, devido a diversos fatores como a globalização, a proximidade com o Brasil, a emigração de venezuelanos para países de língua oficial portuguesa e a importância da língua no âmbito do Mercosur, o número de pessoas que fala a língua portuguesa tem aumentado. O trabalho dinamizado por Sousa, apoiado pela Embaixada de Portugal, o Instituto Camões, a docente Sofía Saraiba, a Associação Venezuelana da Língua Portuguesa e o corpo docente que ensina a língua na Venezuela, tem sido complementado com diversas iniciativas que despertam o interesse da população em geral. Encontro muito produtivo O Centro Português em Caracas foi o local escolhido para o I Encontro de Professores de Português na Venezuela, que se realizou a 5 de julho de 2014. A iniciativa foi do Instituto Camões e do ‘CORREIO da Venezuela’, e contou com o apoio da Embaixada de Portugal na Venezuela, da editora LIDL e do mencionado centro social luso. O conferencista convidado foi o professor Paulo Feytor Pinto, que desempenha funções na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Setúbal. O II Encontro de Professores de Língua Portuguesa de Venezuela realizou-se no dia 4 de Julho de 2015, no auditório do Instituto Universitário Tecnológico Américo Vespucio, IUTAV, situado em Caracas,

Língua

Língua de Camões consolida-se na Venezuela Interesse crescente pela aprendizagem leva à abertura de cursos por todo o país

onde mais de 40 participantes ouviram teorias, par tilharam opiniões e geraram propostas, fruto de três mesas de trabalho. O conferencista convidado foi Ricardo Salomão, doutor em Estudos Portugueses com especialidade em Linguística Aplicada, reconhecido docente e investigador da Universidade Aberta. No passado dia 1 de outubro de 2016 realizou-se o III Encon-

Instituto Camões: uma instituição com experiência

tro de Professores de Língua Portuguesa da Venezuela, no auditório do Colégio San Agustín-El Paraíso. A iniciativa contou com José Pascoal, coordenador das provas Caple, como orador convidado, para além de um total de 67 professores, provenientes de diversos institutos do país, que tiveram a oportunidade de trocar ideias e gerar propostas resultantes das mesas de trabalho. O convidado

O Instituto Camões, I. P. é um instituto público integrado na administração indireta do Estado, dotado de autonomia administrativa e património próprio. Prossegue atribuições do Ministério dos Negócios Estrangeiros nas áreas da Cultura e da Educação, sob a superintendência e tutela do ministro dos Negócios Estrangeiros, desenvolvendo a sua ação no exterior, designadamente através de centros culturais portugueses, criados no quadro das representações diplomáticas, e de leitorados de língua e cultura portuguesas. O IC tem por missão propor e executar a política de ensino e divulgação da língua e cultura portuguesas no estrangeiro, assegurar a presença de leitores de Português nas universidades estrangeiras e gerir a rede do ensino de Português no estrangeiro a nível básico e secundário, em coordenação com outros departamentos governamentais, em especial os Ministérios da Educação, da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Cultura.

qualificou o encontro como “positivo” e destacou a importância da realização destes ateliês para atualizar os conhecimentos entre colegas. De acordo com Rainer Sousa, «o progresso foi notável e isto deve-se ao trabalho em equipa que tem sido feito para conseguir alcançar uma meta comum. Devemos permanecer unidos para conseguir grandes resultados, tanto os professo-

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res oriundos do Brasil como os de Portugal, assim como os representantes das escolas, clubes e institutos e colaboradores». Professores organizados No dia 3 de Dezembro de 2015, a Associação Venezuelana de Ensino da Língua Portuguesa (Avelp) foi oficializada e apresentada ao público no Centro Português, situado no sector Macaracuay, a leste da cidade capital. Professores, estudantes, coordenadores e representantes de instituições portuguesas marcaram presença no acto protocolar através do qual foi finalmente constituída a associação. A direção é formada pelo professor David Pinho como presidente; Paola Turco como primeira vice-presidente; Jany Moreira como segundo vice-presidente; Rainer Sousa como secretário; Milú de Almeida como segunda secretária; Jenny de Melo como tesoureira; Enrique de Sá como segundo tesoureiro e Lilibeth de Melo como diretora executiva. A associação luso-venezuelana foi fundada a 16 de Setembro desse ano, em aliança com o Instituto Cultural Brasil Venezuela, com o objectivo de promover, a nível nacional, o estudo do idioma por tuguês e o seu ensino na Venezuela, desenhando programas de instrução adaptados a todos os níveis de educação, desde o nível básico até ao domínio do idioma português como segunda língua. Procura também desenvolver programas de preparação para os docentes de língua portuguesa e a sua constante atualização e avaliação. A junta diretiva anunciou ainda a organização de cursos e workshops O ensino da Língua Portuguesa tem crescido paulatinamente e, com o passar dos anos, o número de instituições onde se administram aulas tem vindo a aumentar. Atualmente, na Venezuela, são quase 30 os locais onde se pode aprender a língua de Camões. Isto sem contar as diferentes aulas que estão a ser administradas com apoio do Governo Brasileiro.


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ANIVERSÁRIO

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Fundeim

A Escola de Línguas Modernas da Universidade Central da Venezuela (UCV) oferece, através da Fundação Fundeim, cursos de línguas com níveis desde o básico ao avançado, que são administrados durante os dias de semana e aos sábados nas instalações da universidade. Atualmente, o departamento encarregue de formar licenciados em Português está em crise por não poder suportar as despesas correntes. Os cursos de Língua Portuguesa são, portanto, uma receita importante.

Centro de Língua Portuguesa

Fundação Luso-Venezuelana Camões

O Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões, inaugurado no dia 28 de novembro de 2005, encontra-se na Universidade Central da Venezuela, em Caracas. O primeiro Coordenador e Responsável do CLP em Caracas foi o Professor Manuel Fonseca Fontão. Atualmente Sofia Saraiva é a responsável. Trata-se de um espaço de apoio logístico dedicado à aprendizagem e à dinamização cultural. Apoia a investigação e o ensino em múltiplas áreas, especialmente em áreas de linguística, literatura, história, artes e estudos pós-coloniais. Tem como principal objetivo a promoção no mundo da língua e da cultura portuguesas, estabelecendo programas de apoio e criando departamentos e estruturas equivalentes em universidades estrangeiras.

No dia 30 de novembro de 1998, no Centro Social Madeirense do Estado Carabobo, um pequeno grupo de portugueses e descendentes, liderados por Federico Baptista Vieira, reuniu-se com o intuito de promover e divulgar o estudo da Língua e da Cultura Portuguesas na Venezuela. Assim foi criada a Fundação Cultural Luso-Venezuelana Camões, que tem sede na cidade de Valencia, e que apoia e oferece cursos de Língua e Cultura Portuguesas há 15 anos, tanto nos centros e clubes lusos como noutras instituições de ensino na região centro-ocidental. Para além de apoiar e dinamizar os cursos de línguas, a fundação realiza outras atividades como difundir o conhecimento da cultura portuguesa e os seus valores mediante conferências, exposições, entre outros.

AULAS DE PORTUGUÊS POR TODA A VENEZUELA DISTRITO CAPITAL Universidad Central de Venezuela

Proidiomas – Centro Plaza

Colegio Luis de Camoes – La Candelaria

Colegio Nuestra Señora Fátima

A.C. Centro Portugués

Unidad Educativa Los Chaguaramos

Instituto de Filologia Andrés Bello, Biblioteca Central, Piso 11, Ciudad Universitaria, Los Chaguaramos, Telefone: 0212-6050900 Email: clp.ucv@gmail.com

Misericordia, nº 28, La Candelaria, Caracas Telefone: 02125722483 Email: luiscamoes28@email.com

Av. Luís de Camões c/ Av. La Guairita, Urbanización Macaracuay, Caracas Telefone: 02129854611 / 04129206414

Colegio San Agustín - El Paraíso Av. E, Urbanización el Pinar - El Paraíso. Telefone: 04248019926 Email: cursoportuguescsap@gmail.com

Fundeim UCV

Ciudad Universitaria de Caracas, Galpón 7. Telefone: 02126052982 / 6052924

Universidad Bolivariana de Venezuela Centro de Idiomas “Rosa de Luxemburgo”

Av. Francisco de Miranda. Centro Plaza. Torre B, Nivel 6, Altamira, Caracas. Telefone: 02122864764 / 2867719 Email: proidiomass@gmail.com

Av. El Parque, Quinta nº 12 San Bernardino, Caracas Telefone: 02125775115 / 04129206414 Email: david_pinho_m@hotmail.com.

Los Chaguaramos, Calle Mendez com Teresa de La Parra, Qta. Lida, Santa Monica Telefone: 02126628316 / 6625340 Email: chaguarana@hotmail.com

ESTADO ARAGUA

Instituto Universitario Tecnológico Américo Vespucio

Casa Portuguesa del estado Aragua

Instituto Cultural Brasil-Venezuela

Universidad Pedagógica Experimental Libertador

Avenida Principal de Los Chorros, No.14, Municipio Sucre, Parroquia Leoncio Martínez, Caracas Telefone: (0212)2856217 / 2857066 / 2849876 Email: grupoamericovespucio@gav.edu.ve

6ta Transversal con Avenida San Juan Bosco, Quinta 65. Caracas - Venezuela. Telefone: (212)2661476 / 2664302 / 3395295 Email: instituto@icbv.org.ve / cursos@icbv.org.ve/

Av. Dr. Manuel Montoya. Parcela Nº 50. La Morita I. Turmero. Estado Aragua. Email: casaportuguesadm@gmail.com / Marlenecostacunha@sapo.pt Telefone: (0243)2690222 / (0412)4334368

Avenida Las Delicias, Maracay, Aragua, Venezuela Email: ingles.ipmar@gmail.com Telefone: 0416 4334368


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AULAS DE PORTUGUÊS POR TODA A VENEZUELA ESTADO ANZOÁTEGUI

ESTADO VARGAS Centro Luso Venezolano de Catia La Mar Calle Alfarería, urbanización Week End, Catia La Mar, Estado Vargas Telefone: 02123517601 / 3518622 Email: centrolusovenezolano@hotmail.com

ESTADO ZULIA Universidad del Zulia

Telefone: 0416 1629506 Email: Senif14@hotmail.com

Clarines (Profesora Secia Geriante) Telefone: 0414 8180516

Puerto La Cruz (profesora Teresa Ramos) Telefone: 0424 8123625

ESTADO MÉRIDA Instituto Venezolano de la Lengua Portuguesa Email: ivenlenpor@gmail.com Telefone: 0414 7429877

Fundación Luso Venezolana Casa Madeira Email: cmarquesunica@hotmail.com Telefone: 0414 7172180 / 04149527979

Fundaidiomas Universidad de Los Andes Ciudad Ojeda (profesora Lucía Ferreira) Telefone: 0416 4653008 Email: luciaferreira2411@gmail.com

Escuela de Idiomas Modernos de la Facultad de Humanidades y Educación, Universidad de Los Andes Telefone: (0274)2401881 / Email: fundaidiomas@gmail.com

ESTADO MIRANDA ESTADO TÁCHIRA Centro Marítimo De Venezuela - Turumo

Laboratorio de Idiomas Universidad de Los Andes

Departamento de Idiomas Modernos, Universidad de Los Andes. San Cristóbal, estado Táchira Telefone: (0276)3405026 / (0414)5320552 Email: lab.idiomastach@gmail.com

ESTADO BOLÍVAR Centro Portugués Venezolano de Guayana

Av. Principal de Turumo, Estado Miranda Telefone: 02122441937 Email: centromaritimodevenezuela@gmail.com

Instituto de Lenguas Modernas

Final Av. Los Próceres, C.C. Palma Real, piso 1, local 19 / Sector Tipuro , Maturín, estado Monagas Telefone: (0291)3141224 / (0414)8825436 Email: info@lenguasmodernas.com.ve

ESTADO LARA Centro Luso Larense

Carretera Via Km, Carrera 5, El Manzano, Lara. Telefone: 04166615999 Email: alis.dom89@gmail.com

La Casona, Avenida Principal de la Urbanización Castillejo, Guatire, estado Miranda Telefone: 02123476990 / 04142394823 Email: centroscvfac@cantv.net

Centro Luso Venezolano - Los Valles Del Tuy Av. Las Hortencias, Parcela nº 209, Valle Verde Telefone: 02392259400 Email: sanjjj@cantv.net

Asociación Virgen de Fátima de Higuerote Email: mariapereira185@hotmail.com

Av. Loefling, Urbanización Los Olivos, Puerto Ordaz. Telefone: (0286)9610923 / 9622089 / 04249388577 / 04249133984 / 04249436674 / 04120963955 Email: medioscpvg@gmail.com

ESTADO MONAGAS

Centro Sociocultural Virgen de Fátima Guatire

Asociación Civil Amigos de Nuestra Señora de Fátima - Altos Mirandinos

Calle Terepaima, Casa Parroquial, Avenida Principal de Terrazas de la Rosaleda Sur, San Antonio de los Altos, Estado Miranda Telefone: 02128307128 Email: aurar_g@yahoo.com

ESTADO CARABOBO Centro Social Madeirense

Calle Madeira, Sector La Cumaca, San Diego, estado Carabobo. Email: adelinadossantosuc@gmail.com Telefone: (0241)8910166 / (0412)7446963

Instituto Cultural Británico

Avenida Bolívar Norte, Torre exterior, Piso 1, Oficina 1B, Valencia, estado Carabobo Telefone: 02416195859 Email: anthony_bsv@hotmail.com

Casa Portuguesa Venezolana

Sedes en San Diego y Naguanagua, estado Carabobo Email: casapval@hotmail.com / sugerenciascpv@ gmail.com

Centro de Extensión de la Universidad José Antonio Páez (CEUJAP)

CEUJAP Sede Nacional, Urb. Yuma – Campus San Diego, Edif. 4, Nivel 2. Municipio San Diego Email: ritafr24@gmail.com / ceujap@gmail.com Telefone: 04124907542 / 0241-8710699

Centro Cultural de la Misión Católica Ítalo – Portuguesa

Email: parroquiasanantonioprebo@gmail.com

Fundação Cultural Luso-Venezolana Camões

Endereço: Urb. San José de Tarbes, Calle Montalbán Nº 96-61, Valencia, Estado Carabobo. E-mail: fclv.camoes@gmail.com ritafr24@gmail.com


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Passado, presente e futuro

Folclore Português presente em cada esquina da Venezuela Grupos dinamizam cultura lusa, apesar das dificuldades

Sérgio Ferreira Ommyra Moreno Fátima Palmeri Portela Stephanie Fajardo

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odos os anos, os dançarinos e os cantores que fazem parte do variado número de grupos folclóricos lusos na Venezuela aguardam com entusiasmo o anúncio das datas dos quatro festivais competitivos lusos que se realizam no país: o madeirense, o continental, o geral e o infantil. A tradição iniciou-se em 1981 no Centro Português de Naguanagua, Estado de Carabobo, por iniciativa do grupo “Dimensão Lisitana”, sob a direção de Rui Urbano que, com a finalidade de reunir com os diferentes grupos folclóricos portugueses, na sua segunda ‘pátria’, a Venezuela, e demonstrar aos venezuelanos e demais comunidades a variedade e riqueza do Folclore Português, decidiu criar o Festival de Folclore Português. Neste evento cheio de emoção e novidades, o Grupo Folclórico do Centro Social Madeirense classificou-se em primeiro lugar. Nos quatro anos que se seguiram, “Dimensão Lusitana” continuou a organizar o evento nas instalações dos diferentes Centros Sociais de Valencia, Maracay e Caracas. Nestes festivais, o Grupo Folclórico do Centro Social Madeirense obteve os três primeiros lugares e o Grupo Folclórico Pérola do Atlântico o primeiro. Devido a problemas ocorridos no Quinto Festival, a organização foi travada durante três anos, até 1988, quando novamente Urbano realiza o VI Festival de Folclore de Português, tendo o primeiro lugar sido alcançado pelo Grupo Folclórico Amizade da Casa Portuguesa do Estado Aragua. No ano seguinte, tem lugar o VII Festival

de Folclore Português, na Casa Portuguesa do Estado Aragua, onde o Grupo Folclórico do Centro Social Madeirense obtém novamente o primeiro lugar. Nos três anos seguintes, o festival volta a não se realizar, até ao ano de 1993, ano em que o Grupo Folclórico do Centro Social Madeirense organiza o VII Festival de Folclore Português, com a participação de 13 grupos e orientado por regulamentos que permitem manter e continuar a realização do certame, ao mesmo tempo que dão opor tunidade aos diferentes grupos folclóricos de serem os próximos anfitriões do evento. Durante as diferentes organizações do Festival de Folclores Português, surgiram problemas e desentendimentos, mas o mais importante é que este evento tem permitido unir muitos grupos folclóricos portugueses, e ao mesmo tempo tem permitido aos grupos fazer um trabalho de investigação sobre a Cultura, os Trajes, a Música e as Danças Típicas Portugue-

sas. Obrigou a muito esforço e trabalho, mas permitiu enriquecer as expressões folclóricas portuguesas e, assim, oferecer ao público que desfruta destes eventos, a variedade folclórica e cultural de um Povo que tem demonstrado, em todo o mundo, o amor que sente pelos seus costumes e tradições. A necessidade detetada pelos grupos de realizar festas orientadas para determinadas localizações geográficas levou à criação do Encontro de Folclore Português Continental e o Encontro de Folclore Madeirense, que, ano após ano, receberam um grande número de grupos ansiosos por demonstrar o seu orgulho pelas tradições da sua terra natal. Contudo, a atividade dos grupos não se limita à apresentação em encontros competitivos: semana após semana, realizam ensaios e apresentações em inúmeros eventos e festividades, o que permite a difusão dos nossos costumes com os da terra de Simón Bolívar.

Atualmente, está a ser trabalhado um projeto que prevê a criação de uma Associação que seja capaz de representar e unir todos os grupos existentes na Venezuela, com a finalidade de seguirem unidos e evitar que caiam por terra projetos, com o passar do tempo. A tarefa, como se pressupõe, não é nada fácil. Eusébio de Sousa, presidente do Centro Luso Venezuelano do Estado Vargas, comenta que os grupos folclóricos na Venezuela não têm nenhum tipo de apoio por parte das autoridades lusas, algo que, a seu ver, deveria acontecer, pois representam a cultura de Portugal na Venezuela. De Sousa afirma que o grupo tem tido sorte porque tem recebido diferentes donativos, nomeadamente instrumentos musicais de instituições culturais da Ilha da Madeira e do Centro Luso Venezuelano do Estado de Vargas, para além da ajuda da Câmara Municipal da Calheta, que tem oferecido também apoio para as viagens que o grupo tem realizado à Madeira.

Opinião semelhante tem o fundador do Grupo Folclórico Virgem de Fátima de Guatire, António de Freitas, que disse que ao longo deste ano passaram dificuldades para poder adquirir novos instrumentos e trajes. Contudo, cresceram em número graças ao apoio incondicional dos membros do clube e de alguns empresários da zona. Um dos maiores obstáculos que os membros têm encontrado é suportar os custos com os trajes e com os acessórios. Noutras alturas, perante a ausência de sedes próprias, os grupos recorriam a muitos locais e até alugavam espaços para poder realizar os seus ensaios, o que encarecia a realização destas iniciativas e muitas vezes fazia com que não se realizassem. Não menos importante, é a situação de insegurança que se vive na Venezuela. Segundo Manuel Pereira, o Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy teve que fechar por insegurança, o que fez com que o grupo da referida instituição se transferisse para o ‘Salão da Espetada’ oferecido por José da Corte, para poder realizar reuniões e ensaios. Para além do mais, o grupo está a evitar iniciativas durante a noite, pelos mesmos motivos. O Grupo Folclórico Internacional Luso do Centro Marítimo de Venezuela conta atualmente com 20 pessoas no ativo, entre dançarinos e cantores, “porque os membros não querem correr riscos saindo à noite”, confessa Fátima Carreira, diretora do centro. Outra questão polémica tem sido a emigração: muitos jovens saíram da Venezuela nos últimos meses. «Ainda assim, continuamos a ir às festas, nem que sejamos só quatro casais, porque representar o folclore português dá-nos orgulho e satisfação. Sempre disse: é fácil criar um grupo, o difícil é mantê-lo», declarou.


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Grupo Folclórico Amizade Da Casa Portuguesa

Fundação: 16 de setembro de 1984 Sede: Casa Portuguesa, Maracay, Aragua O Grupo Folclórico Amizade da Casa Portuguesa do Estado Aragua foi fundado em 1984 por iniciativa de José da Silva Mariano, com o apoio da Junta Diretiva de então. A sua primeira atuação teve lugar a 16 de setembro de 1984 sob a denominação de Grupo Folclórico Amizade, nome que advém do desejo de unir através da música e dança todas as regiões de Portugal. Atualmente tem 50 membros, na sua maioria jovens, estudantes, profissionais e descendentes lusos. O grupo tem participado em festivais e encontros de folclore que se realizam na Venezuela, para além de representar o país no estrangeiro. Telefone: (0424)3844730 / (0424)3650551 Facebook: GF Amizade Instagram: @Gfamizade

Grupo Folclórico Internacional Luso Centro Marítimo De Venezuela

Fundação: 18 de novembro de 1973 Sede: Centro Marítimo Venezuela, Turumo, Miranda Formou-se a 18 de novembro de 1973 na antiga Associação Desportiva Luso Venezuelana, hoje Centro Marítimo da Venezuela, localizada em Turumo, Estado de Miranda. A sua diretora e presidente é Fátima Carreira. Atualmente, divulga quase todo o Folclore Português, representando as Regiões do Minho, Apúlia, Nazare, Ribatejo, Madeira e Açores, com música ao vivo e trajes típicos originais. O grupo foi fundador do Encontro de Folclore Português Continental. Tem feito apresentações em Portugal, Bonaire, Curaçau e em quase todo o Território Nacional, para além de se fazer representar nos diferentes Festivais de Folclore Português. Telefone: (0412) 380 7408 / (0414) 253 4521 Facebook: Centro Marítimo de Vzla Instagram: gfluso_cmv

G. F. Renascer Lusitano

Fundação 4 de novembro de 2004 Sede: Macarao, Caracas, Distrito Capital Para divulgar com muito orgulho o Folclore Português, nasceu “Renascer Lusitano” a 4 de novembro de 2004, para projetar e partilhar a cultura e as tradições portuguesas. Desde então, tem participado em todos os Festivais e Encontros de Folclore ao nível nacional, obtendo importantes prémios que os têm estimulado a continuar como grupo na investigação e na prática, com o intuito de preservar as raízes. Facebook: Renascer Lusitano

Fundação Cultural Cantinhos Da Madeira

Fundação: 2 de março de 2009 Sede: Los Teques, Estado de Miranda A Fundação Cultural Cantinhos da Madeira foi fundada a 2 de março de 2009, em Los Teques, capital do Estado Miranda. Participou em festivais e encontros madeirenses, para além de festas do Estado Miranda. Hoje conta com 40 membros que se encarregam de fazer demonstrações das raízes e costumes da Madeira e de Portugal continental.

Grupo Folclórico O Barquinho

Fundação: 12 de outubro de 1980 Sede: Centro Social Luso Venezolano de Margarita O Grupo Folclórico O Barquinho foi fundado por Arturo Tavares a 12 de outubro de 1980, conseguindo um rápido auge que o levou a contar com mais de 30 membros que se apresentavam nos mais variados recantos e festivais do Estado de Nova Esparta. Atualmente, após vários anos de ausência, foi reativado, com quatro casais de oito mulheres, algumas venezuelanas, sem nenhum vínculo à portugalidade. A primeira apresentação desta nova etapa foi no mês de setembro de 2016 por iniciativa de Glória Santos, durante o ato final do primeiro curso de língua e cultura portuguesa, promovido pela Associação Mulher Migrante Venezuela.

Rancho Folclórico Saudades Da Casa Portuguesa Venezolana

Fundação: 24 de agosto de 2005 Sede: Casa Portuguesa Venezuelana, Valencia, Estado Carabobo O Rancho Folclórico Saudades da Casa Portuguesa Venezolana do Estado Carabobo foi fundado a 24 de agosto de 2005 no município San Diego da cidade de Valencia. Tem como sede as instalações da Casa Portuguesa Venezolana. Atualmente conta com 38 membros entre lusodescendente, venezuelanos, e outros filhos de espanhóis, ucranianos, italianos e colombianos. Divulga o folclore das regiões de Miranda do Douro (Pauliteiros de Miranda e Danças Mistas), ilha da Madeira e brevemente espera integrar mais uma região portuguesa no seu repertório. Telefone: (0424)4729885 / (0414)4387668 Facebook: Rancho Folklorico Saudades

Fundação Danzas Luso-Victorianas

Fundação: 10 de maio de 2004 Sede: La Victoria, Aragua Como uma nova alternativa, nasce a Fundação de Danças Luso Victorianas na cidade de La Victoria, Estado de Aragua, a 10 de maio de 2004, por iniciativa de Sandra Rodríguez, com a finalidade de divulgar e promover os costumes e tradições dos dois países ricos culturalmente falando, como o são Venezuela e Portugal. Facebook: Fundación Danzas Luso-Victorianas

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Associação Cultural Grupo Folclórico “Os Lusíadas”

Fundação: 27 de outubro de 1988 Sede: Boleita, Caracas, Distrito Capital A Associação Cultural Grupo Folclórico Os Lusíadas foi constituída a 27 de outubro de 1988, em Caracas, por um grupo de amigos que decidiram constituir um grupo folclórico que pudesse representar na Venezuela as regiões de Portugal Continental e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira. O objetivo é recordar Portugal. O nome deste grupo surgiu depois de várias reuniões: resultado das diferentes alternativas e opiniões foi decidido dar ao grupo o nome da conhecida epopeia de Luís de Camões, pelo significado que tem dentro da cultura portuguesa. Atualmente, a Direção é constituída por Fernando Neto, António Sousa, Luís Cunha, Maciel Gomes e Luís Soares. O grupo é composto por 32 jovens filhos de portugueses, venezuelanos e colombianos. Telefone: (0414) 338 9466 Facebook: Asociación Cultural Grupo Folklorico Os Lusiadas

Grupo Folclórico Virgem De Fátima

Fundação: 27 de junho de 2003 Sede: Centro Socio Cultural Virgem de Fátima, Guatire, Miranda O Grupo Folclórico Virgem de Fátima foi fundado a 27 de junho de 2003 na localidade de Castillejo, Guatire, Estado Miranda, por iniciativa de António de Freitas, Irene da Trindade e Ana Maria Cabral, nas instalações do Centro Sociocultural Virgem de Fátima. Atualmente, conta com 45 componentes entre o grupo juvenil e infantil, que seguem as indicações de Marlene Fernandes (coreógrafa) e Javier Rodrigues (diretor musical). A sua missão é divulgar e incutir em cada um dos jovens o amor pela cultura portuguesa. Telefone: (0212) 347 6606 / 6990

Grupo Folclórico “Da Nossa Mocidade”

Fundação: 12 de maio de 1981 Sede: La Victória, Aragua Foi fundado no dia 13 de maio de 1981 no âmbito das festas de Nossa Senhora de Fátima. Tem conseguido muito êxito em todo o território nacional e muitos reconhecimentos. Com o passar dos anos, conseguiu afirmar-se como um dos pioneiros na difusão do folclore, sendo um incentivo para jovens, crianças e adultos. Tem-se esforçado na investigação etnográfica e na pesquisa de danças autóctones. Facebook: Gf Da Nossa Mocidade


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Grupo Folclórico Danças E Cantares De Portugal

Rancho Folclórico Costumes E Tradições De Portugal

Fundação: 25 de abril de 2009 Sede: San Juan de Los Morros, Estado de Guárico O Rancho Folclórico Costumes e Tradições de Portugal foi fundado a 25 de abril de 2009 na cidade de San Juan de los Morros, Estado Guárico, por Zélia Abreu de Sá e José Macedo de Sá. O grupo foi fundado com a finalidade de difundir o folclore português nesta parte da Venezuela. Representa a região do Minho, no norte de Portugal, e a Ilha da Madeira.

Fundação: 19 de outubro de 2003 Sede: Puerto La Cruz, Anzoátegui O primeiro ensaio do grupo realizou-se a 12 de julho de 2003, no salão dos proprietários do Centro Gallegos de Puerto La Cruz, no Estado de Anzoátegui. Foi liderado por Aníbal Ferreira, juntamente com Rosa de Nunes, Rui Pereira, Rosaines Braga, Aníbal Braga e Fernanda de Peralta. A iniciativa de criar o grupo surge logo após saber que se realizaria uma festa em benefício da Basílica Nossa Senhora de Fátima em Puerto la Cruz e considerou-se ser necessário ter um grupo a atuar nesse dia. Foi assim que a 19 de outubro de 2003 o grupo se estreou no palco. Facebook: GF Danças E Cantares de Portugal Instagram: gf_dec_de_p Telefone: (0414) 779 9214

Telefone: (0424)3134657 Facebook: Rancho Folklórico

Grupo Folclórico Do Centro Luso Venezuelano Do Estado Vargas

Fundação: 12 de outubro de 1984 Sede: Centro Luso Venezolano do Estado Vargas Em setembro de 1984, em Cátia La Mar, no Estado de Vargas, nasce o Grupo Folclórico do Centro Luso Venezuelano do Estado Vargas, como resposta ao desejo de ter nesta região um grupo que permitisse preservar os costumes e tradições do povo lusitano. A sua primeira apresentação foi a 12 de outubro de 1984, dando início a um sem-fim de atuações. Telefone: (0212) 351 7601 Email: centrolusovenezolano@hotmail.com Web: http://centrolusovenezolano.es.tl/ Facebook: CENTRO LUSO VENEZOLANO Edo. Vargas

Grupo Folclórico Da Casa De Portugal Da Cidade Bolivar

Grupo Folclórico De Danças Internacionais Duas Pátrias

Fundação: 9 de novembro de 1995 Sede: Centro Marítimo de Venezuela O Grupo Folclórico Duas Pátrias foi fundado em setembro de 1995 pela mão de um grupo de portugueses, lusodescendentes, espanhóis e venezuelanos que decidiram unir-se para difundir não só a cultura lusa, mas também a venezuelana e de outros países. A sua primeira apresentação foi a 9 de novembro desse mesmo ano num salão de festas em Montalbán, Caracas, que contou com a presença de várias personalidades convidadas, tanto do meio diplomático como do meio empresarial, entre outros.

Fundação: 10 de junho de 1988 Sede: Casa de Portugal de Cidade Bolívar, Estado Bolívar O grupo foi constituído em 1988, sendo que a sua primeira atuação foi a 10 de junho desse mesmo ano, na Casa de Portugal da Cidade Bolívar. Os fundadores foram Fernando Rodrigues e a sua falecida mulher Emília de Pinho. Atualmente a Junta Diretiva é constituída por Alice da Silva e Bernardo de Aguiar, contando com o apoio incondicional de Quintino Fernández Couto e Luís Alberto Pereira. O grupo tem participado em diferentes Festivais. Telefone: (0412) 086 8377 Email: Quintinof501@hotmail.com

Telefone: (0412) 970 2409 Facebook: Grupo Folklorico Dos Patrias

Grupo Folclórico Do Centro Luso Venezolano De Los Valles Del Tuy

Fundação: entre 1998 e 1999 Sede: Centro LusoVenezolano de Los Valles del Tuy Outrora, o grupo denominava-se Primavera (fundado a 3 de setembro de 1996) e tinha 19 dançarinos, 14 cantores e até uma mascote, sendo dirigido por Marisol Caetano. Contudo, ao se fundir com o Centro Luso Venezuelano de Los Valles del Tuy, foi criado o Grupo Folclórico do Centro Luso Veneolano de Los Valles del Tuy, entre 1998 e 1999. O centro teve que ser encerrado por insegurança. Telefone: (0412) 816 0626

Grupo Folclórico Infantil Centro Português

Fundação: 22 de abril de 2012 Sede: Asscoiação Civil Centro Português, Caracas O Grupo Folclórico Infantil Centro Português foi fundado no mês de fevereiro de 2012 por iniciativa de José Carlos Ravelo, ex-diretor de Cultura do Centro Português, e Sónia Pestana, ex-diretora de dança do Grupo Folclórico do Centro português. O grupo teve a sua estreia a 22 de abril desse mesmo ano na tradicional festa de cultura que se realiza todos os anos nos espaços da Associação Civil Centro Português, começando com um total de seis casais. Atualmente, o grupo é dirigido por Caridad de Ascensão e Jeny Macedo, apoiadas também pela Direção de Cultura do Centro Português, em representação de Alberto Viveiros, e seus padrinhos do Grupo Folclórico do Centro Português. Conta com 22 crianças, na sua maioria lusodescendentes de terceira geração. Email: Grupofolcloricoinfantilcp@gmail.com Instagram: Folkoreinfantilcp

Grupo Folclórico Centro Português

Fundação: 10 de junho de 1977 Sede: Associação Civil Centro Português, Caracas O grupo nasce após um grupo de amigos, liderado por António Gómez da Silva, que fizeram um acordo no ano de 1977, ter ganho prémios na tradicional competição carnavalesca. Este reconhecimento incentivou os imigrantes a se consolidarem como um grupo folclórico desde o dia 10 de junho desse ano, data em que se comemora o aniversário do clube. O objetivo do grupo é que todos os imigrantes conservem a sua cultura. Telefone: (0414) 126 2862 / (0414) 258 9986 / (0212) 985 4611 / (0212) 985 2528 Email: humpesde@gmail.com Instagram: @grupo_folklorico_cp

Grupo Folclórico Do Centro Madeirense

Fundação: 6 de abril de 1980 Sede: Centro Social Madeirense de Valencia, Estado Carabobo Maria Ascenção Fernandes, e o seu marido, Abel de Freitas, foram os ensaiadores do grupo que nasceu a 6 de abril de 1980. Até hoje, já participou em diferentes festivais de folclore. A l junta diretiva é constituída por Marília Silva, Dani Barrada e Nelson Quintal. Telefone: (0416) 445 2958 Instagram: @grupofolklóricocsm


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