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borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 137 • Jul/Ago 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

12 Pneu inadequado

46 Paralisação derruba

pode diminuir sua eficiência

vendas internas e exportações

50 Solução inovadora

em substituição ao sistema NBR/PVC

Expobor 2018 Expectativas mais otimistas para o futuro

04 ENTREVISTA

Adriana Morasco, Diretora Comercial de Especialidades Químicas da Braskem

33 MAQUINATUAL

Agronegócio repudia tabelamento do frete


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SUMÁRIO

EDITORIAL

borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 137 • Jul/Ago 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

12 Pneu inadequado

46 Paralisação derruba

pode diminuir sua eficiência

vendas internas e exportações

50 Solução inovadora

em substituição ao sistema NBR/PVC

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Insistente otimismo

MATÉRIA DE CAPA Expobor 2018 Expectativas mais otimistas para o futuro

04 ENTREVISTA

Adriana Morasco, Diretora Comercial de Especialidades Químicas da Braskem

04 12 33 40 44 46

33 MAQUINATUAL

Agronegócio repudia tabelamento do frete

Expobor 2018

Expectativas mais otimistas para o futuro

Entrevista

Adriana Morasco, Diretora Comercial de Especialidades Químicas da Braskem

Notas Pneus

Pneu inadequado pode diminuir sua eficiência

MAQUINATUAL

Entidades do agronegócio repudiam o tabelamento do frete

Notas & Negócios

Braskem inicia operações em Boston

Gente

Solvay tem novo vice-presidente global

Notícias Abiquim

Paralisação derruba vendas internas e exportações

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Notas Calçados

50

Matéria Técnica

52 53 54

Frases & Frases

Mantido alíquota para importação Substituição do sistema NBR/PVC

Os grandes eventos deste meio de ano para o setor de borracha foram a EXPOBOR e a PNEUSHOW que podem ser vistos em detalhes nas páginas desta edição. O otimismo prevaleceu e podemos esperar dias melhores para o futuro, salientando que a recuperação será lenta na visão da maioria dos empresários e executivos entrevistados. O segmento de pneumáticos destoa desta opinião e já trabalha com números positivos para os próximos meses, acreditando num equilíbrio do mercado interno e no mercado externo. Também tivemos a realização do Congresso Brasileiro da Borracha que arejou tecnologicamente o nosso combalido setor de pesquisa e desenvolvimento de elastômeros. A necessária renovação do setor técnico de borracha mostra-se cada vez mais urgente e, caso nada seja feito, teremos que nos acostumar definitivamente com produtos asiáticos e europeus. O Anuário Brasileiro da Borracha está em fase de elaboração e aqueles que ainda não atualizaram suas informações ainda podem fazê-lo. A edição deste ano está sendo muito aguardada em função das informações sobre as perspectivas do mercado para o próximo ano. Renovamos nosso insistente otimismo e desejamos a todos os amigos e assinantes uma boa leitura! ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

Classificados Agenda

EXPEDIENTE

Ano XXIII - Edição 137 - Jul/Ago de 2018 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

www.borrachaatual.com.br

Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M Comercial Editora. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA

Adriana Morasco

Diretora Comercial de Especialidades Químicas da Braskem

“O portfólio da família Unilene vai aumentar” Adriana Morasco é engenheira formada pela Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), formada em Serviços Financeiros e de Gestão Financeira pela Columbia Business School (EUA), com Mestrado em Administração de Empresas (MBA) na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e Mestrado em Administração na Fundação Getúlio Vargas. Antes da Braskem, atuou pela Solvay-Rhodia, nos cargos de Coordenadora de Marketing e Estratégia, Vendas de Polímeros, Gerente de vendas automotivas e desenvolvimento de novos negócios, e, finalmente, Diretora de Negócios - Plásticos de Engenharia América do Norte. Desde 2013 está na Braskem, aonde é atualmente diretora Comercial de Especialidades Químicas.

Adriana Morasco, Diretora Comercial de Especialidades Químicas da Braskem, recebeu a equipe de BORRACHA ATUAL no estande da empresa na Expobor 2018 para uma entrevista em que falou sobre o evento, o momento do mercado, investimentos e o novo produto que está para ser anunciado.

BORRACHA ATUAL: O que a Braskem trouxe para a Expobor e como esta pode ser comparada em relação às edições passadas? ADRIANA MORASCO: O segmento da borracha é muito importante para a Braskem. A Braskem tem produtos que vão desde o início da cadeia da borracha. Produzimos desde butadieno e isopreno onde a principal aplicação é a borracha, até especialidades químicas como a Braskem Unilene, que é a nossa resina hidrocarbônica para o setor. A borracha é um setor muito relevante para nós. Estar presente nesse setor, fortalecer a cadeia nacional com soluções nacionais é a nossa estratégia. A minha expectativa é muito boa. O grosso desse mercado é destinado ao mercado automobilístico que está tendo um bom ano, apesar da situação criada com a greve dos caminhoneiros, que deu uma “barrigada”. O ano para o setor automobilístico vai muito bem, recuperandose, diferentemente de outros setores. A Expobor não é uma feira de negócios para nós, mas é uma feira onde encontramos todo o setor. ©Foto Divulgação

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O público nesta edição da Expobor pareceu mais animado que o da edição anterior? Sim. É um fato. Há dois anos estávamos entrando em um ciclo de baixa. Agora sentimos as pessoas com um humor diferente, procurando soluções diferentes. Não ficaram apenas naquele discurso repetitivo de redução de custos porque todos estavam com essa visão há dois anos. Hoje pensamos em produtividade, muita gente pensando em exportação. O que podemos fazer para ajudar essa cadeia exportadora, tanto para automotivos como para calçados.

“Agora sentimos as pessoas com um humor diferente, procurando soluções diferentes.” Uma das causas do bom humor é a exportação? Acredito que é a situação do País é um pouco diferente. Não que estejamos em um cenário econômico positivo, mas o bom final do ano passado e o bom começo deste ano para o setor automotivo e principalmente a safra de alguns grãos, que movimenta a recapagem de pneus de caminhão e essa feira é importante para isso também, deixa o pessoal animado. Tirando uma ou outra empresa, ligada ao setor de calçados que ainda está sofrendo, as empresas ligadas aos setores automotivo e agrícola estão todas otimistas, apesar do cenário. O setor calçadista depende muito do dólar... O setor calçadista está sofrendo neste ano. Fornecemos para este setor, não só resina hidrocarbônica como também www.borrachaatual.com.br

PIB e EVA. Vemos que neste ano algumas empresas estão sendo bastante afetadas. Até porque o setor é ligado a datas comemorativas. Algumas empresas que consideram o Dia das Mães a segunda melhor data sofreram porque neste ano não foi muito bom. E logo em seguida veio a greve dos caminhoneiros. Outro fator muito importante: o setor calçadista envia muitos produtos para a Argentina, país que está vivendo uma situação econômica difícil neste momento. Agregando a somatória da situação econômica do Brasil com a que está acontecendo na Argentina, ficou complicado para algumas empresas calçadistas. As que já têm cultura de exportação - há empresas grandes de exportação como a Grendene, por exemplo, com a sandália Melissa - estão muito bem. Tomaram o benefício do dólar alto. As que ainda estão engatinhando, começando agora, estão sofrendo.

Houve bastante visitação estrangeira no estande da Braskem? Sim, principalmente da América Latina. Recebemos muitos profissionais da Argentina, Colômbia e Chile. Foi uma visitação importante, tanto que todo o material que preparamos para a feira, baseado nas experiências passadas, foi em português e espanhol porque os visitantes latinos sempre vêm à feira. Fizeram muitos negócios com eles? O mercado latino-americano é muito importante para nós. A Braskem tem uma presença forte na Argentina, Colômbia e México, onde temos uma fábrica. É um tipo de negócio que se assemelha ao negócio brasileiro. Quando eles não têm um produtor local com a solução que fornecemos, eles preferem comprar do Brasil a importar da Ásia, Europa ou Estados Unidos. Temos uma forma de negócio muito similar. As empresas são muito profissionalizadas na

Argentina, Colômbia e Chile e têm facilidade em fazer negócio com o modelo brasileiro.

Pela cultura... Pela cultura e pela logística. Mandar o produto daqui para a Argentina, daqui para o Chile é relativamente simples. E temos o benefício das alíquotas de importação no Mercosul serem zero, que é um diferencial importante. O Peru é um mercado importante? Para o ramo de borracha ainda não. Eles têm fabricantes lá e temos distribuição lá, mas ainda não representa um volume muito expressivo. O mercado peruano é mais voltado à mineração? Sim. Mineração e turismo. A indústria ainda está se desenvolvendo. Vejo a Colômbia muito forte e o Chile também forte, mas muito segmentado. O Chile é representativo no salmão, consequentemente em embalagem. Vendemos muito PE - polietileno para esse mercado, mas se fosse destacar um mercado, tirando o México que vem crescendo e já está consolidado, a Colômbia é um mercado interessante, muito importador. Eles têm os manufaturadores, mas não a matéria -prima. Então, para a nossa cadeia passa a ser um mercado interessante. E a Colômbia agora está estabilizada política e economicamente. Exatamente, o que a torna um país interessante para fazer negócio. Por outro lado, a Venezuela... Está difícil. Há alguns anos, a Venezuela chegou a ter fábrica de sílica, que fechou. Hoje a nossa participação lá é muito pequena. Mantemos algumas relações comerciais em função do passado, mas hoje é difícil inclusive o produto chegar na Venezuela.

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ENTREVISTA Qual o principal foco da Braskem na Expobor? Viemos para a Expobor com o espírito de expansão de portfólio. Hoje produzimos no Brasil a Unilene, que é uma resina hidrocarbônica C9, vendida a todos os produtores de pneus e todos os fabricantes de artefatos de borracha. Há uma família que não produzimos aqui, que é a resina base C5 e a C5C9 hidrogenada. Estamos com um projeto de uma forte expansão nessa linha. Em pouco tempo poderemos anunciar o aumento da capacidade de produção para aumentar o portfólio. Hoje, de onde vem essa resina? Atualmente o Brasil importa resina C5 da Ásia onde a China é a maior produtora. E seria fácil produzir essa resina no Brasil? Sim. Temos matéria-prima para produzir tanto no ABC quanto na Bahia ou no Sul. Temos tecnologia de produção e temos um mercado comprador que justifica o investimento. Esse será o nosso próximo passo. Falta decidir onde instalaremos essa planta para o início da produção: ABC, Bahia ou no Sul. Atender o mercado brasileiro com uma produção local é o ideal. Hoje temos produção em plantas no México, nos EUA e na Europa. O tempo todo pensamos em “custo x mercado” para decidirmos onde produzir. Para a Braskem é muito importante manter produção no Brasil e atender o mercado brasileiro. O excedente podemos exportar, mas não investiremos apenas para exportação. Vamos atender o mercado brasileiro. É lamentável quando vemos empresas brasileiras importando porque não tem produção local. Nossa idéia é entrar nessa fatia de mercado.

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“Para a Braskem é muito importante manter produção no Brasil e atender o mercado brasileiro.” Além da escolha do local, algum outro fator impede o início imediato do projeto? Estamos em uma fase muito próxima de anunciar o investimento. Estudamos isso há mais de dois anos porque não tínhamos a tecnologia. Desenvolvemos a tecnologia internamente, buscamos parceiros e agora finalmente estamos próximos da fase de anunciar para o mercado. E anunciando para o mercado, em quanto tempo a fábrica deve começar a operar? Um ano e meio para ter a planta pronta. Estamos partindo até para um modelo que possa ser mais rápido, aproveitando instalações que já temos, mas uma planta nova sai entre um ano e meio e dois anos. Começando a produção, uma parte irá para exportação? Exatamente. Quando se olha o investimento e a capacidade mínima que a planta precisa ter para justificar o investimento, o mercado brasileiro não conseguiria ocupar toda a produção. A idéia é suprir o mercado brasileiro e exportar o excedente. Sabemos que somos competitivos para exportação com qualidade e preço. E pensam em exportar para outros países, além da América do Sul? Sem dúvida. Hoje, metade do meu resultado vem da exportação. Há dez

anos tomamos a decisão de montar uma base em Cingapura, uma em Rotterdam e outra em Houston. Temos escritórios comerciais de produtos químicos e especialidades nessas regiões e pessoal comercial com estreita relação com o cliente e todo o mercado, o que inclui as aprovações globais de produto. Os clientes de pneus possuem aprovações que são globais. Assim, tendo aprovação aqui conseguimos vender em outras regiões do mundo sem maiores problemas. Em cada um desses escritórios temos uma equipe focada na venda de especialidades químicas para o mercado local, falando a língua local, negociando localmente. Começamos esse trabalho quando ninguém da área de químicos pensava em exportar. Lá atrás alguém teve essa idéia sensacional e isto é muito útil quando o mercado brasileiro se retrai, possibilitando escoar nossos produtos nessas regiões com pessoas locais da própria Braskem. Isso faz toda diferença. Pessoas que vão construindo uma relação com o mercado, com as entidades de classe...

Essa capilaridade parece ser importante... Muito importante. Quando tivemos problemas com a nossa economia há dois, três anos atrás, analisando os resultados da Braskem, vemos que eles não foram afetados. A empresa vem batendo recordes atrás de recordes nos últimos anos.

“Sabemos que somos competitivos para exportação com qualidade e com preço.” www.borrachaatual.com.br


A Braskem tinha um distribuidor tradicional, a Quantiq, que foi vendida para outro grupo. Como está atualmente a distribuição? Mudou alguma coisa? Nada. Quando eu falo de resina hidrocarbônica, a Unilene para o segmento de borracha, o nosso distribuidor é a Basile Química. A Quantiq e a GTM são distribuidores para adesivos, tintas, outros segmentos que não a borracha. A relação com elas é muito boa. Inclusive a GTM é nosso distribuidor para os outros países da América Latina. Nada mudou, as coisas continuam as mesmas, as pessoas continuam as mesmas, são equipes que conhecem bem os mercados...

É uma das principais notícias da feira... É um investimento... Nós temos uma equipe de tecnologia trabalhando há dois anos nisso e está para sair do forno.

ro. Esse é um programa do qual tenho muito orgulho dentro da Braskem.

Os laboratórios de tecnologia ficam aonde? Temos um laboratório no ABC para a linha Unilene, um centro de Pesquisa & Desenvolvimento no Sul para a linha de plásticos em Triunfo, no Rio Grande do Sul e em Campinas, onde desenvolvemos projetos da linha de borracha de fonte renovável em um laboratório espetacular. Também temos um centro de tecnologia na Alemanha e um em Pittsburg, nos EUA.

As “startups” conseguem sucesso? 60% delas já têm conversas avançadas com fundos de investimentos e algumas já têm projetos de internacionalização. Isso é bom para a Braskem porque traz inovação para dentro da empresa.

Só o gerenciamento que passou para outra empresa... Somente a gestão. No dia a dia da operação nada mudou.

Que trabalhos a Braskem tem desenvolvido em relação ao tema sustentabilidade? Há alguns anos a Braskem foi pioneira no lançamento do polietileno verde e, desde então, além de trabalhar na questão da sustentabilidade com o polietileno verde, temos um “pipe” de projetos de outros produtos que também vêm de fonte renovável. Há um grupo forte, na verdade uma pequena empresa dentro da Braskem, que cuida dessa área de sustentabilidade. Outro projeto que a Braskem tem, que é muito interessante, é um projeto de fomentação a “start-up”, o “Braskem Labs”. E como funciona isso? A cada ano, são selecionadas algumas empresas no mercado, “start-up”, que vão trazer alguma solução para melhorar a vida das pessoas através do plástico ou da química. É sensacional porque as idéias são muito boas, inovadoras e os próprios executivos da Braskem são os mentores dessas empresas. Muita coisa vem nessa área de sustentabilidade, novas soluções e reciclagem. São temas que estão muito na moda. Com essa idéia se abrem os braços da inovação, saindo de sua parede e indo em busca de pessoas que pensam em inovação o tempo intei-

A Braskem tem algum produto em desenvolvimento para ser anunciado em breve? O portfólio da família Unilene vai aumentar, a família das resinas hidrocarbônicas. Vai passar de somente resina C9 para resina C5, C5C9 hidrogenada. Estamos falando de cadeias mais pesadas. Pensando em matérias-primas que têm “cracker” base gás como os EUA, teremos com este “cracker” base gás somente C2 e um pouquinho de C3. Essas correntes que estou falando são C5 e C9, mais pesadas, que estão ficando raras. Neste caso tem que ser petróleo e temos justamente essas matérias-primas aqui que são exportadas. Exportamos ao invés de usá-las para fazer um produto de maior valor agregado para o mercado. Ampliar a família Unilene significa usar a matéria-prima que a Braskem já tem disponível para um produto que o mercado precisa, hoje importado, e com mais tecnologia empregada. Esse é o grande anúncio nosso na Expobor. www.borrachaatual.com.br

Quando começou o Braskem Labs? Em 2015.

Como é o processo de trazer a “start-up” para a empresa e ajudá-la no desenvolvimento de seus projetos? A Braskem tem uma parceria com uma empresa bem conhecida na área, a Ace, que nos ajuda. O projeto ficou tão conhecido que hoje temos um critério de seleção. As empresas se inscrevem e a Braskem seleciona de acordo com seus objetivos, interesses e viabilidade. A “Start-up” chega com algum problema, tem a idéia, já fabrica o produto, a solução, mas sempre tem alguma questão que precisa ser alavancada. Aí, quem coordena o “Braskem Labs” escolhe entre os executivos da empresa alguém com aquele perfil que possa ajudar. Se a questão é marketing, comunicação, produção, logística ou suprimentos, a Braskem escolhe um especialista para alavancar. As idéias são muito interessantes. Eu gosto da visão, da missão de fazer a química e o plástico ajudarem na vida das pessoas. Poderia destacar um projeto bem-sucedido? Sim. Um bem interessante foi apresentado por um rapaz na casa dele, lá no Sul, inventou um dispositivo que exatamente na época da falta de água, quando se urina, tira a cor e o cheiro, evitando-se assim dar descarga. A idéia era boa, o modo de produção muito precário e hoje esse rapaz está muito bem. 

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ENTREVISTA

SOLUÇÕES BRASKEM PARA O MERCADO DE BORRACHA: Pneus – Bandas de Rodagem

Produto: Braskem Unilene Função: Otimizar o processamento dos componentes do solado, funcionando como auxiliar de fluxo, o que permite a incorporação de materiais de difícil processamento como por exemplo, os materiais reciclados. Aplicável para solados à base de borracha. Benefícios: Atingir uma mistura homogênea e estável com ganhos de produtividade, sem afetar as propriedades dos polímeros-base.

Pneus – Inner Liner

Produto: PIB Braskem Função: O Inner Liner, é um promotor de barreira a gás, reduzindo a quantidade de borrachas especiais utilizadas no composto. Benefícios: Reduz o custo de formulação, possibilitando uma redução de 30% na quantidade de borracha butílica na camada de contato com o ar no pneu.

Solados

Produto: Braskem Unilene Função: Otimizar o processamento dos componentes do solado, funcionando como auxiliar de fluxo, o que permite a incorporação de materiais de difícil processamento como por exemplo, os materiais reciclados. Aplicável para solados à base de borracha. Benefícios: Atingir uma mistura homogênea e estável com ganhos de produtividade, sem afetar as propriedades dos polímeros-base.

Mangueiras

Produto: PIB Braskem Função: Aumentar a barreira a gás de borrachas usadas em mangueiras. Benefícios: Reduzir a quantidade de borracha de alta barreira utilizada no composto, pois é possível produzir paredes de borracha mais finas, mais leves e mais eficientes.

Borracha Sintética

Produtos: Butadieno, Eteno, Propeno, Benzeno. Função: Dar origem a diversas borrachas, como BR, NBR, SBR, PBR e PSBR. Benefícios: Borrachas sintéticas de uso geral, com ótima resistência química e térmica. Qualidade e competitividade superior à borracha natural a depender da aplicação empregada em pneumáticos, materiais de construção, eletrodomésticos e artefatos mecânicos.

Artefatos em borracha

Produto: Braskem Unilene Função: Auxiliar no processamento da borracha. Benefícios: Facilita a moldagem de peças em borracha, como por exemplo, anéis, buchas, coxins e batentes de borracha. ©Fotos Divulgação

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NOTAS PNEUS

RT56 Ultra é o mais novo lançamento da Tipler A Tipler apresenta ao mercado o seu mais recente produto, a banda RT56 da linha Ultra. Seguindo com a estratégia de revitalização das linhas de produtos iniciada em outubro de 2017, a Tipler está disponibilizando à sua Rede de Concessionários mais uma opção de banda com composto de alto desempenho quilométrico para aplicação em eixos livres. O desenho da banda RT56 já havia sido lançado inicialmente na linha ECO+, com composto e escultura diferenciada em relação à sua versão da linha Ultra. “Estamos sempre investindo em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos, visando melhoria contínua dos produtos que ofertamos à nossa Rede de Concessionários. Com mais esse lançamento, a linha Ultra reforça ainda mais o seu protagonismo dentro do portfólio da Tipler. Em breve anunciaremos mais novidades ao mercado”, aponta Rodrigo Farina, Gerente de Negócios da Tipler. “Os ombros arredondados dessa banda foram criados para reduzir a severidade do arraste lateral sofrido pelos pneus de 1º e 3º eixos de carretas”, complementa Farina. A RT56 Ultra está disponível nas larguras 210, 220, 230, 240, 250 e 260mm e tem 13mm de profundidade de sulco, além de já vir na medida exata da circunferência da carcaça e com ligação aplicada de fábrica, a exclusiva tecnologia PPA da Tipler – Pronta Para Aplicar, que reduz custo, tempo de preparo e desperdício de matéria-prima por parte do reformador. A linha Ultra reúne bandas pré-moldadas desenvolvidas com composto de alto desempenho, que garantem altas quilometragens e redução de custos para o transportador. O resultado é mais rentabilidade a cada quilômetro rodado. As tarjas laranja da linha Ultra são sinônimo de qualidade, a principal característica da Tipler. 

Tecnologia “ologic” da Bridgestone A Bridgestone dá prosseguimento à parceria de sucesso como fornecedor exclusivo de pneus para o novo modelo esportivo i3s da BMW. Após comprovar sua capacidade de atender demandas de veículos elétricos como o BMW i3, a Bridgestone e o Grupo BMW decidiram continuar com sua parceria. Os novos pneus foram adequados às novidades trazidas pelo i3s. O modelo conta com uma aparência mais esportiva, com traseira mais ampla e maior espaçamento entre a carroceria e as rodas traseiras. Inspirada pelas inovações, a Bridgestone criou pneus 20 mm mais largos que os utilizados no BMW i3, acompanhando a aparência maior e mais esportiva do veículo sem perder capacidade de tração, aproveitando ao máximo a potência e o torque mais altos. Os pneus da Bridgestone, que emolduram as tradicionais rodas de aro 20” do i3s, são a perfeita combinação visual com o acabamento brilhante dos paralamas. Além das versões de inverno e verão, a Bridgestone fornece alternativas para pneus dianteiros e traseiros para garantir a customização dos veículos. Como veículos elétricos, o i3 e o i3s requerem uma abordagem inovadora de pneus. A Bridgestone atende essa demanda com a tecnologia ‘ologic’ desenvolvida pela pró-

pria empresa especialmente para veículos elétricos. “A tecnologia ologic ajuda a otimizar o desempenho destes automóveis”, explica Christophe de Valroger, VP de Equipamentos Originais da Bridgestone EMEA. “E faz isso sem abrir mão da segurança. Usamos um padrão mais estreito de banda de rodagem do Ecopia EP500 para garantir ótima aderência dos pneus, inclusive em pista molhada. Esse modelo recebeu a classificação B da União Europeia com relação à resistência à rolagem e aderência em pista molhada.” O pneu foi projetado com diâmetro maior, que reduz a resistência à rolagem e melhora a eficiência energética. “A Bridgestone e a BMW compartilham o compromisso de desenvolver produtos que contribuam para um futuro sustentável”, afirma Christophe Valroger. “A tecnologia ologic deve nos ajudar a alcançar uma de nossas metas de longo prazo: redução de 50% das emissões globais de CO2 até 2050. Criamos pneus exclusivos para veículos exclusivos. Temos o orgulho de fornecer pneus que nos transportarão ao futuro.” O novo pneu criado para o modelo i3s é o mais novo produto resultante da parceria entre o Grupo BMW e a Bridgestone. Ao longo dos últimos 17 anos, a parceria levou ao mercado uma grande variedade de equipamentos originais, colaboração na iniciativa Driving Experience da BMW e, agora, a Bridgestone está trabalhando como parceiro exclusivo de desenvolvimento para os pneus do BMW i3s.  ©Fotos Divulgação

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NOTAS PNEUS

Firestone comemora 95 anos A Firestone, marca pertencente à Bridgestone, está comemorando 95 anos de atuação no Brasil. Alinhando tradição, qualidade e desempenho superior, os pneus Firestone equipam veículos comerciais, automóveis, caminhões, ônibus, veículos industriais e equipamentos agrícolas. Em 1923 começava no Brasil uma história de sucesso. A Firestone, empresa fundada pelo empresário Harvey Firestone, inaugurava o seu primeiro escritório para a venda de produtos no País. Acompanhando o constante crescimento da produção da indústria automobilística nacional da época, a empresa inaugurou, em 1939, a sua fábrica na cidade de Santo André (SP) para, no ano seguinte, construir e vulcanizar o primeiro pneumático Firestone produzido no Brasil. Em 1988, a companhia se juntou à japonesa Bridgestone e se tornaram a maior fabricante de pneus do mundo. Desde a construção da fábrica em 1939, foram produzidos mais de 385 milhões de pneus das marcas Bridgestone e Firestone e foram realizados investimentos constantes em novas tecnologias para desenvolver pneus que ofereçam desempenho superior, segurança e economia, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. Em 1988, a Bridgestone concluiu o processo de aquisição da Firestone, o que possibilitou que as duas empresas somassem suas experiências e tecnologias na constante busca por excelência na oferta de uma solução completa em produtos e serviços no setor de pneus.

Aproveitando a sua participação na 25ª edição da Agrishow, a Firestone realizou importantes lançamentos de produtos que oferecem maior capacidade de carga, excepcional tração e vida útil mais longa, trazendo ao usuário a melhor opção de custo e benefício. No estande da empresa, os visitantes foram apresentados à nova linha Firestone Performer Row Crop para pulverizadores. O produto foi construído com cintas de aço que permitem carregar mais carga a velocidades elevadas economizando tempo e combustível. Com o design patenteado, Dual Angle Lug, a área de contato é aumentada e assim proporciona cerca de 4% de tração adicional. Outro modelo apresentado foi o Flotation Implement 600/50-22.5 para uso em eixos livres de implementos agrícolas e carretas transbordo em usinas de cana de açúcar. Ele é o pneu ideal para obter uma menor compactação do solo. No Brasil, a fabricação de pneus das marcas Bridgestone e Firestone está distribuída nas unidades de Santo André (SP) e de Camaçari (BA). A companhia possui também duas fábricas de bandas de rodagem e partes de borracha para reforma de pneus, instaladas em Campinas (SP) e Mafra (SC), empregando, no total, cerca de quatro mil pessoas. 

Dunlop Pneus no Road Show 2018 Um evento que reúne os últimos lançamentos em um caminhão totalmente personalizado e com oportunidades para frotistas e autônomos fecharem bons negócios: esse é um pequeno resumo do que acontecerá durante a realização do Road Show 2018 da Dunlop Pneus. A primeira fase do evento, marcada para acontecer entre os meses de julho e setembro, contemplará 29 cidades, incluindo algumas das principais capitais de todas as regiões do país, como Recife, Salvador, Curitiba, Belém, Rio de Janeiro e Goiânia. O Road Show 2018 terá como uma das primeiras atrações o lançamento do pneu SP 320, modelo desenvolvido para equipar caminhões do segmento regional e rodoviário, que chega ao mercado com o objetivo de reduzir os custos por quilômetro com uma performance mais duradora na 1ª vida e melhor índice de recapabilidade. “O Brasil é um mercado de grande relevância para a Dunlop. Por isso investimos na ampliação da planta localizada no Paraná, que contará, em 2019, com um módulo para produção de pneus de veículos de carga, mas desde já estamos lançando o SP 320 para o segmento, que é extremamente estratégico para nós”, afirma Rodrigo Alonso, Gerente Sênior de Vendas e Marketing da Dunlop. 

©Fotos Divulgação

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NOTAS PNEUS

Pneu usado na promoção da Continental Até o dia 31 de agosto, os consumidores que efetuarem a troca dos pneus em uma loja da rede oficial da marca alemã receberão um desconto proporcional ao tamanho do aro e à quantidade de produtos substituídos no momento da troca por um modelo Continental ou General Tire. Os valores começam em R$ 10,00 por pneu (aro 13) e chegam a R$ 200,00 (4 pneus aro 18 ou superior). Caso o consumidor opte por adquirir o mais recente lançamento da Continental Pneus no Brasil, o pneu de passeio PowerContact 2, receberá um desconto adicional de 20%, sob o valor da carcaça/aro. Para usufruir de todos esses benefícios basta realizar também no estabelecimento os serviços de montagem, alinhamento e balanceamento. O PowerContact 2 combina os mais recentes avanços tecnológicos da indústria com uma perfeita adequação às duras demandas das ruas e estradas nacionais. O novo conceito empregado em sua construção e em sua carcaça proporciona uma maior área de contato da banda de rodagem com o solo e possibilita que o novo pneu da Continental ofereça uma quilometragem superior a 20% em relação aos seus principais concorrentes. A promoção “Substituição” envolve cerca de 250 pontos de venda da Continental em todo o país e é limitada à compra de quatro pneus por consumidor, estando sujeita à disponibilidade dos produtos no ponto de venda participante. O seu lançamento será apoiado por meios digitais e mídias regionais. Com mais de um 1,6 milhão de seguidores, a Continental Pneus também explorará a iniciativa em suas mídias sociais. 

Pneu inadequado pode diminuir sua eficiência

O pneu é um item que merece atenção no ato da compra. A aquisição de um modelo errado para uso em uma área distinta da qual ele é recomendado pode interferir diretamente na eficiência do equipamento e até mesmo resultar na sua inatividade. Sendo assim, no momento da aquisição, nem sempre os mais baratos ou com mais borracha são uma boa alternativa. O mais indicado é verificar o tipo de aplicação e o terreno que ele vai operar. Os pneus possuem diversas instruções de aplicação: como índice de carga, velocidade, nível de proteção, entre outros, sendo este último um detalhe importante para observar. Segundo Carlos Jacob, Especialista de Produto da Sotreq, empresa com 76 anos de atuação no mercado e uma das maiores revendedoras de produtos, sistemas e serviços Cat® no Brasil, os pneus para equipamento de construção e terraplenagem com menores índices de proteção (menos borracha), são indicados para uso em obras que exigem velocidade ou tração. Mais um diferencial é que podem percorrer grandes distâncias dentro do local de trabalho, já que dissipam melhor o calor, sendo a temperatura alta um dos principais agravantes para o desgaste dos pneus. “Alguns clientes escolhem pneus com grandes índices de proteção acreditando ser a melhor opção para seu equipamento, no entanto, podem estar incrementando seu custo e trazendo prejuízos à produtividade e

desempenho do equipamento”, afirma Jacob. O especialista complementa que os pneus com mais proteção, ou seja, mais borracha, são recomendados para movimentação de grandes cargas e locais com maiores riscos de corte ou perfuração como operação no pé da rocha, por exemplo, realizado em pedreiras. “Devem ser utilizados em ambientes que exijam menor velocidade, pois podem sofrer aquecimento excessivo e, com isso, provocar o aumento significativo do desgaste da banda de rodagem e até mesmo da carcaça dos mesmos”, esclarece. Atenção nos detalhes – De modo geral, os flancos dos pneus trazem dados sobre o produto, ou seja, os números indicam as medidas da largura nominal da seção, diâmetro interno e sua série ou perfil que podem estar especificados em milímetros e em polegadas. Outras informações encontradas são: nome do fabricante, modelo de acordo com o desenho da banda de rodagem do fabricante, matrícula, pressão de inflação a frio, carga, entre outros. Segundo Jacob, a aquisição de um produto errado ou o ajuste do mesmo pode interferir na estabilidade das máquinas, principalmente quando são feitas adaptações com medidas desiguais das indicadas pelo fabricante das mesmas. “O cliente deve atentar para o peso do equipamento e da carga sendo movimentada para definir a calibragem dos produtos, ©Foto Divulgação

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NOTAS PNEUS sendo que esta deve estar ajustada de acordo com o modelo e fabricante do pneu, pois existem pneus com medidas iguais, entretanto, com capacidades de cargas diferentes”, recomenda. Vale ressaltar que é comum encontrar no campo o uso de modelos e marcas diferentes de pneus em um mesmo eixo. Contudo, a prática não é indicada. “Jamais deve-se montar dois tipos de pneus (radial ou diagonal) em um mesmo eixo ou colocar uma banda de rodagem com altura de ‘garra’, com diferenças acima de 6% de desgaste entre elas, para não prejudicar os diferenciais e/ou comandos finais do equipamento. O recomendado é que todos sejam iguais (dimensão, marca, modelo) e com desgastes similares. Assim como em automóveis, é indicado realizar rodízios periódicos para garantir um desgaste uniforme entre todos”, informa. Radial X Diagonal – Atualmente, existem diversos tipos de pneus conhecidos no mercado, entre eles, os mais comuns: radiais e diagonais. Suas diferenças vão além da nomenclatura, como a construção distinta e performance diferenciada. Os diagonais, por exemplo, têm diversas camadas de lonas têxteis cruzadas em sentido diagonal, tornando a lona carcaça uma peça monobloca. Essa peça, por sua vez, de acordo com a carga, tem seu contato da banda de rodagem variável, deixando de usar toda a energia recebida pelo trem de força. “A carcaça radial, no entanto, é feita com uma única lona de cabos de aço no sentido radial e depois recebe camadas de lonas de proteção e trabalho somente na área da banda de rodagem”, afirma o especialista. Essa lona em aço traz mais resistência contra corte e perfuração. Além disso, trata-se de um modelo de construção que promove o isolamento da banda de rodagem das laterais dos pneus impedindo a variação do

contato com o solo e, dessa forma, resultando em aproveitamento total das forças geradas pela máquina, excelente tração, desgaste inferior dos mesmos e significativa economia de combustível. Ambos podem ser utilizados em qualquer tipo de máquina, porém, as melhores performances são alcançadas com pneus radiais. Outra vantagem é que a vida útil desses produtos é maior se comparada aos diagonais, o que garante redução do custo por hora. “Os radiais comumente alcançam o dobro da vida útil dos convencionais. Inclusive, por sua carcaça ser radial, em uma situação de acidente, as posições dos cabos de aço favorecem danos menores facilitando o seu conserto com manchões menores. Mas, para prolongar a vida útil de ambos (radiais e diagonais), é fundamental manter a calibragem adequada ao peso e a carga, evitar fatores que provoquem seu aquecimento e não expô-los a qualquer tipo de hidrocarboneto (derivados de petróleo)”, sugere. É importante salientar que os pneus radiais também podem passar por recapagem, ou seja, a reforma do mesmo. “Por exemplo, enquanto um diagonal pode passar por diversos ciclos de serviços de recapagens, no intervalo de cinco anos, os radiais, por seu desgaste menor e maior vida útil, precisará passar menos vezes pelo processo, nos mesmos cinco anos, o que significa diminuição do custo com recapagem e maior tempo empregado em horas de trabalho”, conclui Jacob. 

Dunlop e Toyota parceiras no Yaris Juntas desde 2015 em uma parceria de sucesso, a Dunlop e a Toyota resolveram estreitar ainda mais os laços em 2018. A união entre as empresas se estendeu para o mais recente lançamento da fabricante de automóveis no Brasil: o Yaris. A contribuição da Dunlop como uma das fornecedoras para o novo modelo da Toyota é o pneu EC300+, na medida 185/60R15 84H para equipar versões hatchback e sedã, com opções de motores 1.3 e 1.5. O EC300+ conta com tecnologia sustentável, que garante baixo consumo de combustível – contribuindo com a conservação do meio ambiente –, além de oferecer conforto ao dirigir, maior durabilidade e excelente frenagem em todas as superfícies. A expectativa da extensão da parceria é de repetir o sucesso alcançado nos modelos Hilux (cabines simples e dupla) e SW4, que são vendidos com os pneus AT20 e AT25, responsáveis por render à fabricante de pneus prêmios de excelência de qualidade nos anos de 2016 e 2017. “Este é um acontecimento muito importante e que merece ser celebrado pela Dunlop. O segmento é bastante promissor para a empresa e avançamos em um mercado extremamente competitivo. Com a ampliação dessa importante parceria, nosso planejamento é aumentar nossas vendas para montadoras em quase 10%.”, afirma Leandro Baruta, Gerente Sênior de Equipamento Original. 

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Expectativas mais otimistas para o futuro

Eventos Paralelos

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Expobor, Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha e a Pneushow, Feira Internacional da Indústria de Pneus, realizadas entre os dias 26 e 28 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo, conseguiram superar as expectativas dos organizadores e expositores no que se refere ao fomento de novos negócios. Juntas, as feiras receberam quase nove mil visitantes e profissionais dos setores. No total, foram 190 expositores de marcas nacionais e internacionais, que apresentaram, durante os três dias de evento, as mais recentes inovações tecnológicas direcionadas a diversos nichos. Lúcia Cristina de Buone, gerente de negócios da Francal Feiras, promotora e organizadora das feiras, comemorou o bom resultado do evento face ao cenário atual. “Visitei boa parte dos estandes e os expositores estavam muito satisfeitos com a qualidade da visitação. Não conseguimos repetir o sucesso de negócios da edição de 2016, mas isso é explicado pela economia do país. Todavia, é visível

o potencial futuro de crescimento e demanda desta indústria”, comenta a gestora do evento. Para o diretor comercial da empresa Vipal, uma das expositoras da Pneushow, Guilherme Rizzotto, o evento foi muito próspero. “Estamos muito contentes com o resultado. Tivemos uma grande participação dos nossos clientes, fruto dos investimentos que tivemos. O sucesso das máquinas, lançadas em primeira mão nesta feira, bem como o comprometimento dos clientes reformadores, consolidam a nossa posição de liderança no mercado. Além disso, fomos agraciados com o Prêmio Pneushow 2018 Marcas Favoritas”, comenta Rizzotto. Já o diretor da Maximus Italian, Massimiliano Protasoni, o evento conseguiu surpreender pela movimentação de visitantes e players de mercado: “nossa participação foi muito boa. Mesmo com o jogo do Brasil, tivemos grande presença de público antes, durante e depois da partida. Isso é um bom sinal, mostra que as empresas continuam acreditando no Brasil”.

Paralelamente aos eventos, a ABTB – Associação Brasileira de Tecnologia da Borracha organizou a 17ª edição do Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha (CBTB), que teve a apresentação de palestrantes nacionais e internacionais, e contou com painéis, workshops, apresentações e debates acerca das mais recentes pesquisas e estudos sobre matérias-primas, compostos, testes, simulações, sustentabilidade, entre outros temas. Além do 17º CBTB, o 9º Encontro Nacional da Borracha Natural, organizado pela Lateks e realizado no dia 28 de junho, teve discussões relacionadas à economia da borracha, genética, melhoramento, tecnologia, políticas públicas e inovação. Já o Painel Pneushow 2018 traçou um panorama da indústria, além das principais inovações do setor, soluções e perspectivas da indústria pneumática para transportes e indústria 4.0. O destaque da programação ficou para o Meeting de Transporte, um novo evento organizado com o apoio da NTC com palestrantes renomados e temas direcionados à logística para cargas e a transformação digital.  ©Fotos Divulgação

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QUANTIQ anuncia Mavalle no seu portfólio

A quantiQ, controlada pela GTM Holdings, foi uma das expositoras e palestrantes da 13ª edição da Expobor, que aconteceu na capital paulista entre os dias 26 e 28 de junho. A empresa, que tem o mercado de borrachas como um de seus segmentos estratégicos, possui um amplo portfólio de soluções e serviços para mais de 30 mercados, oferecendo estrutura comercial especializada com todo o suporte técnico necessário para seus clientes. Especificamente para o setor de borracha, a quantiQ possui um portfólio com soluções como aceleradores, antioxidantes, elastômeros, óleos minerais, negro de fumo, sílicas e auxiliares de processo. Além disso, a empresa é parceira de renomados fabricantes mundiais de matéria-prima do setor. “A Expobor é uma excelente oportunidade para estreitarmos nossas parcerias com os clientes do setor, consolidando nossa posição e ampliando a capilaridade no mercado. Para a edição deste ano, estamos anunciando a disponibilidade de novos produtos para a indústria brasileira como a borracha natural produzida na Colômbia”, afirma

Ricardo Verona, gerente da Unidade de Negócio de Borracha da quantiQ. Novidades na feira – Nesta edição, a empresa trouxe a borracha natural como produto inédito em seu portfólio para o mercado brasileiro. Esta nova commodity será importada da Colômbia, fabricada pela Mavalle, mais nova representada da quantiQ. A novidade surge para acompanhar as demandas recentes do mercado, que tem ampliado a busca por novos e mais sofisticados padrões de sustentabilidade em toda a cadeia produtiva. “Estamos muito entusiasmados com o produto. Por meio de um estudo do mercado internacional, a quantiQ identificou uma das mais vantajosas e competitivas fornecedoras de borracha natural para atender à necessidade local”, ressalta Verona. A distribuidora possui certificações ISO 9000 e 14000, foi pioneira na adoção do PRODIR (Processo de Distribuição Responsável) e atua em concordância com os mais altos padrões de saúde e segurança, pontos fundamentais da política empresarial da quantiQ. “Nosso objetivo é entender as necessidades dos clientes e buscar alternativas. Para isso, temos uma ampla linha de óleos minerais que atendem às mais restritivas legislações. Uma delas é a Diretriz Europeia, que proibiu o uso de compostos aromáticos”, conta Verona. Além do estande, a empresa participou de duas palestras no último dia do evento, nas quais abordou os temas “Soluções para o mercado de borracha”, conduzida por Airton Rodrigues, gerente comercial responsável pelo segmento de borracha, e “Tendências mundiais do mercado de óleos básicos e seus efeitos no mercado de borrachas e artefatos”, ministrada por Cristiano da Silva Albanez, responsável pela linha de produtos formulados da quantiQ.

Esta última palestra fez parte da programação do Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha (disponível apenas para participantes), que também aconteceu dentro da feira. Na ocasião, Albanez abordou as tendências para fabricação de óleos, insumos importantes para a indústria da borracha, mas comumente marginalizados no seu processo de formulação. Além disso, trouxe o debate sobre os desafios impostos para o segmento da borracha no mercado de óleos, que é majoritariamente moldado pelo segmento de lubrificantes. 

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CHEM-TREND apresenta soluções personalizadas

A Chem-Trend, empresa do grupo Freudenberg e que atua no mercado de agentes desmoldantes, participou mais uma vez da Expobor, apresentando seu consolidado portfólio de produtos dedicados a promover melhorias de qualidade, redução de custos operacionais e aumento da produtividade. Segundo a Diretora de Vendas Patrícia Ajeje, “a equipe de especialistas da Chem-Trend possui profundo conhecimento sobre o processamento de pneus e moldagem da borracha, oferecendo soluções personalizadas para os desafios mais críticos dessas indústrias, por meio de serviços de classe mundial e que atendem ao senso de urgência que elas exigem”. Para a linha de pneus, as soluções incluem pintura interna e externa, tratamentos de molde e bladder e revestimentos para envelope de vulcanização. Já para borracha, a linha de auxiliares de processo inclui agentes desmoldantes especiais e protetivos de molde. “Mais uma vez na Expobor, a Chem-Trend busca estreitar ainda mais seu relacionamento com seus clientes e criar oportunidades de novos desenvolvimentos de produtos e soluções, conhecendo de perto as necessidades apresentadas por eles. Nossa equipe está sempre aberta a oferecer soluções personalizadas e sustentáveis, com alto valor agregado ao processo produtivo de nossos parceiros”, finaliza Ajeje. 

Retilox revela novos desenvolvimentos

A Retilox apresentou na Expobor as últimas novidades que foram desenvolvidas pelo seu departamento de P&D. Com o objetivo de agregar ganhos em produtividade aos mais diversos transformadores, um dos principais focos da Retilox Química em 2018 é o

segmento de perfis em vulcanização contínua (túnel de ar quente). Essa tecnologia conta com patente internacional da Retilox e possibilita, aos produtores de perfis, excelentes vantagens na fabricação e no resultado dos artefatos. Os principais ganhos se dão pelas formulações mais simples, com menos ingredientes e pelo aumento de 30% na produtividade. A inovação é capaz de otimizar os processos e conferir reciclabilidade, além de ausência de clivagem e de blooming, excelente estabilidade de cores, e aumento do tempo de vida útil do produto, bem como outras vantagens. Para assegurar o sucesso de sua aplicação, a Retilox promoveu uma série de vídeos técnicos no Youtube, em seu canal lançado recentemente. 

Chemours apresenta linha Viton

A Chemours, empresa química especialista em produtos fluorados, tecnologias de titânio e soluções químicas, em parceria com a Auriquímica, distribuidora brasileira de matéria-prima para diversos setores, apresentou a linha Viton™ na EXPOBOR. Viton™ é uma solução de alto desempenho e alta resistência a temperaturas extremas e a ambientes químicos agressivos. Utilizado em diversas aplicações, que vão da indústria automobilística à aeroespacial, geração de energia e de exploração,

produção, refino e transporte de petróleo, Viton™ atua em sistemas e componentes de vedação, amortecedores de vibração e revestimentos. O produto também é o principal material utilizado em aplicações como o-rings, mangueiras, gaxetas e vedações em sistemas de combustível. De acordo com Daniel Grotti, gerente de negócios para Fluorpolímeros da Chemours, a linha possui propriedades que unem flexibilidade e custo-benefício para as empresas que precisam de alta durabilidade. “Conforme a demanda da indústria fica cada vez mais exigente, buscamos desenvolver soluções que promovam maior eficiência e alto desempenho nas operações de nossos clientes”, disse.  ©Fotos Divulgação

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A Auriquimica esteve presente mais uma vez na 13ª edição da Expobor, de 26 a 28 de junho de 2018. Contamos com um grande número de visitantes de diversas regiões em nosso stand, onde em um ano de copa, aproveitamos para criar algo temático e aconchegante. Fizemos um stand em formato de estádio, e no dia 27, juntamente com nossos amigos, clientes e fornecedores, assistimos e torcemos pelo nosso Brasil. Tivemos a oportunidade de apresentar as novidades

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de produtos e aplicações para o segmento de borracha em busca de soluções e melhorias no processo de produção de nossos clientes. Em paralelo, ocorreu o 17º Congresso de Tecnologia da Borracha, onde em parceria com a Auriquimica, a Dow apresentou a palestra EPDM – Evolução

São Paulo Av. Henry Ford, 1.980 - São Paulo - SP Tel: 11 2066-5600 | Fax: 11 2066-5612 auriquimica@auriquimica.com.br

do catalisador pós -m e t a l o ceno e a influência nas propriedades e desempenho dos novos produtos, ministrada pela Fernanda Bortolane Bueno, Engenheira de Aplicação e Desenvolvimento Dow – Transportation. Agradecemos a presença de nossos amigos, clientes e fornecedores. Sua participação foi muito importante para reforçar o nosso compromisso em atender cada vez melhor e oferecer sempre os melhores produtos e serviços.

Rio Grande do Sul R. Guia Lopes, 1.203 - N. Hamburgo - RS Tel: 51 3524-5600 | Fax: 51 3524-7833 vendas01sul@auriquimica.com.br

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ARLANXEO mostra borracha com maior eficiência em pneus de carga

A ARLANXEO, especialista na produção de borracha sintética, marcou presença na EXPOBOR apresentando um novo produto à base de butadieno estireno (SBR) em solução, o Buna SL 7518-4, que possibilitará maior rendimento quilométrico em pneus de carga, além de redução no consumo de combustível na ordem de 5% a 10%. O novo elastômero tem também um alto potencial de uso em veículos de passeio, cujas aplicações específicas atendem aos critérios de etiquetagem de pneus implementados recentemente no Brasil pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A tecnologia foi desenvolvida no Brasil pela unidade de negócio TSR e está sendo fabricado na planta de Cabo de Santo Agostinho (PE). O produto está sendo exportado para fabricantes de pneus na Ásia e Europa. Outra novidade apresentada atende às diferentes necessidades de mercado, globalmente: uma nova gama de borrachas sintéticas de butadieno estireno (SBRs) em emulsão estendidos em óleo. As novas borrachas foram desenvolvidas e produzidas, a partir deste ano, na unidade da empresa de Duque de Caxias (RJ). Atualmente, o portfólio da TSR disponibiliza os novos produtos Buna SE 1723, Buna SE 1739, Buna SE 1783 e Buna SE 1763 que, em conjunto com os tradicionais Buna SE 1793 e Buna SE 1799, completam todas as possibilidades de óleos extensores usados pelo mercado de pneus

Já para o mercado de artefatos técnicos de borracha, a unidade de negócios High Performance Elastomers (HPE) apresentou no evento duas novas grades do produto Keltan EPDM. Umas delas, o Keltan 13561C, tema de uma das palestras no Congresso de Tecnologia da Borracha, que aconteceu em paralelo à feira, é um EPDM de ultra alto peso molecular com baixo teor de óleo. O produto é produzido por meio da tecnologia de catalisadores Keltan ACE(tm). Este novo grade possibilita que clientes desenvolvam compostos mais econômicos ou melhorem as propriedades mecânicas dos produtos finais, sem perder na processabilidade em mistura e extrusão/moldagem. Esta combinação de economia com alto desempenho tem sido muito procurada por produtores de artigos de borracha como perfis sólidos de vedação, mangueiras automotivas e industriais e vedações de tubulação de água, entre outros. A segunda novidade apresentada pela unidade de HPE é um Keltan EPDM de baixa viscosidade e alta cristalinidade, produzido pela Arlanxeo na unidade de Triunfo (RS) e exportada para todo o mundo. Este polímero foi desenvolvido para que os fabricantes de artigos de EPDM possam desenvolver compostos com excelente fluxo em processo de extrusão e injeção, combinado com boas propriedades mecânicas e elétricas, o que é de grande interesse para diversas indústrias como a de cabos e de peças injetadas. Angelo Brazil, Diretor-Presidente da Arlanxeo no país, destaca que, como o maior e mais tradicional evento da América Latina na área de borracha sintética, a EXPOBOR é essencial para o conhecimento das tendências do mercado de elastômeros. “A Arlanxeo tem total comprometimento com esse evento e mais uma vez marcou presença para receber seus clientes e fornecedores”. 

WACKER mostra silicone líquido resistente ao calor A WACKER, empresa química sediada em Munique, apresentou na Expobor sua nova borracha sólida de silicone ELASTOSIL® R plus 4350/55. A propriedade de destaque deste silicone extrudável com cura via adição é a sua alta resistência ao calor. Estabilizadores de calor permitem que esse silicone sólido resista a temperaturas de até 300°C por vários dias, sem modificações substanciais em sua elasticidade ou propriedades mecânicas. Também será apresentada a nova linha de borracha de silicone líquido ELASTOSIL® LR 5040. Essa linha apresenta excelentes propriedades mecânicas após a cura, mesmo sem tratamento térmico posterior. Ela contém poucos componentes voláteis, o que torna a borracha de silicone líquido (LSR) compatível com as especificações regulamentares que regem as aplicações nos setores de cuidados com os bebês, alimentos e médicos. 

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EVONIK e a nova sílica de alta dispersão

A Evonik uma das líderes mundiais em especialidades químicas, apresentou na Expobor 2018 suas soluções para a indústria da borracha. “O mercado de borracha é muito importante globalmente para Evonik. No Brasil e na América Latina, caminhamos na mesma direção. Inclusive, recentemente inauguramos uma planta de sílica precipitada em Americana (SP), com grande foco para este mercado”, destaca Felipe Rocha, Coordenador de Negócios da área de sílicas da Evonik. Devido à importância do evento para o setor, as expectativas são muito positivas. “Foi uma ótima oportunidade para encontrar clientes do Brasil e da América do Sul e apresentar novidades, além do nosso amplo portfólio para a indústria de pneus, solados e artefatos técnicos”, observa Rocha. Lançamento – A Evonik aproveitou a Expobor para apresentar ao mercado

uma nova sílica de alta dispersão: ULTRASIL® 7800 GR. O produto tem um design de partícula especial, que proporciona elevado desempenho em pneus, especialmente para SUV’s. O novo ULTRASIL® 7800 GR atinge o equilíbrio perfeito de máxima aderência e mínima resistência à rolagem em pneus de superfície larga e em pneus com requisitos de alta quilometragem, como os pneus para todas as estações. Isso se deve à área superficial específica do ULTRASIL® 7800 GR que foi aumentada em comparação com o ULTRASIL® 7000, mediante intensos esforços de desenvolvimento. A melhora da resistência à abrasão também contribui para o aumento da vida útil, exercendo um efeito positivo sobre a avaliação do ciclo de vida. Dessa maneira, pode-se combinar um alto nível de segurança no trânsito com menor consumo de combustível e menos emissões de CO2, mesmo com pneus esportivos. 

SOLVAY lança novos produtos para pneus verdes As inovações desenvolvidas na área de sílicas de alto desempenho visando incrementar a mobilidade sustentável foram os destaques da participação da Solvay na Expobor 2018. A empresa, que foi a inventora da sílica de alto desempenho (HDS, na sigla em inglês), é um player mundial no fornecimento para a indústria de pneus. Adicionada aos compostos de borracha, essa sílica contribui para reduzir a resistência dos pneus à rolagem, o que resulta em redução do consumo de combustível pelos veículos e das emissões de CO2. Pneus de carga e recapagem – Na área de produtos novos, a Solvay fez o lançamento na região da América Latina da sílica de alto desempenho Premium SW, que proporciona maior resistência mecânica da borracha da banda de rodagem dos pneus de carga. Portanto, ajuda a aumentar a durabilidade e quilometragem do pneu, além de cumprir com o objetivo principal da sílica que é a redução da resistência ao rolamento dos pneus, fazendo com que os veículos economizem combustível e reduzam emissões. Outro produto para a pneus novos de carga e para recapagem é a sílica de alto desempenho Premium 200. 

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LANXESS e suas unidades Rhein Chemie e Advanced Industrial

Nesta edição da Expobor, a LANXESS foi representada por duas de suas dez unidades de negócios: Rhein Chemie (RCH) e Advanced Industrial Intermediates (AII). No segmento de produção de aditivos de borracha e corantes, a unidade de negócios Rhein Chemie (RCH) oferece uma ampla linha de produtos customizados, especialidades químicas e complementos de processamentos. Reestruturada há um ano, com a aquisição da norte-americana Chemtura, o negócio de aditivos da Rhein Chemie

cresceu significativamente. Na oportunidade, a unidade lançou um novo aditivo para borracha, o Vulkanol® TOF. Por meio da tecnologia ECO ou Green Tire, o Vulkanol® TOF possibilita melhor aderência em piso molhado, garantindo uma melhor segurança aos motoristas. Além disso, a unidade Rhein Chemie demonstrou os seus bladders Rhenoshape®, com revestimento permanente, que permitem que os fabricantes de pneus vulcanizem as peças sem agentes desmoldantes adicionais, eliminando a necessidade de limpar os pneus vulcanizados. Sem a pulverização dos espaços vazios de pneus, o risco de contaminação se torna nulo tanto nas áreas dos pneus quanto no local de trabalho. Outra vantagem desta tecnologia é garantir que nenhum silício seja usado no processo de produção de pneus. Já para o mercado de processamento de compostos de borracha, a uni-

dade de negócios Advanced Industrial Intermediates (AII) trouxe para a Expobor um portfólio diversificado de soluções e expertise técnica. Sua linha de antioxidantes e aceleradores possui uma ampla gama de aditivos para borracha, composta por antioxidantes, antiozonantes, aceleradores de vulcanização e peptizantes globalmente reconhecidos por sua qualidade, desempenho e confiabilidade sob as marcas Vulkanox® Vulkazon® Vulkacit® Renacit®. De acordo com a CEO da LANXESS no Brasil, Eliane Siviero, a participação na Expobor foi de extrema importância, uma vez que a empresa desenvolve soluções para diversas aplicações que utilizam borracha. “A feira vai além da oportunidade de negócios e do relacionamento com clientes e parceiros. O mercado pode conhecer nossa expertise e se atualizar sobre o momento da LANXESS no Brasil”, destaca a executiva. 

Unilene é destaque da Braskem Com soluções em matérias-primas, produtos com alto desempenho e atendimento personalizado, a Braskem reforçou sua presença e atuação junto aos clientes do mercado de borracha na Expobor 2018. O destaque da companhia no evento foi a linha Braskem Unilene, resinas hidrocarbônicas utilizadas na produção de compostos de borracha de alta performance, adesivos e tintas. Funcionam como ótimos auxiliares de processamento de borrachas, aumentando produtividade e reduzindo consumo de energia, sem alterar as propriedades finais. Em automóveis, por exemplo, seu uso garante melhor aderência do pneu ao chão molhado e menor resistência ao rolamento. Desta forma, oferece mais

segurança a motoristas e passageiros, além de reduzir o consumo de combustível. “Como líder na produção de resinas hidrocarbônicas na América Latina, a Braskem garante agilidade em suas entregas e segue desenvolvendo novos produtos e aplicações para o mercado”, explica Adriana Morasco, responsável pelo Negócio de Especialidades Químicas da Braskem. “Além disso, é notável a relevância da empresa no mercado internacional, com equipes de venda nos Estados Unidos, Europa e Ásia, clientes em mais de 20 países e exportando mais de cinco mil toneladas por ano”, conclui.  ©Fotos Divulgação

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ELKEM e as soluções para veículos híbridos e elétricos

Durante a edição de 2018 da Expobor, a Elkem Silicones, antiga Bluestar Silicones, destacou ao mercado as mais diversas soluções de borracha de silicone feitas artesanalmente para aplicações no mercado automotivo, incluindo veículos elétricos e híbridos. O silicone é uma importante matéria-prima na tradicional indústria automotiva. Com propriedades como alta resistência à temperatura, isolamento elétrico, estabilidade térmica de longo prazo, redução de peso, ele se torna um dos principais aliados na confecção de peças automotivas. Com a força de 62 anos de experiência em silicones, a Elkem Silicones oferece aos fabricantes e fornecedores da indústria automotiva uma ampla linha de elastômeros de silicone para ir de acordo com a crescente demanda em termos de desempenho dos produtos. Os produtos são manufaturados em “Mix & Fix Centers”, através dos quais a Elkem Silicones é capaz de desenvolver formulações customizadas atendendo às necessidades específicas de seus clientes. São 6 Mix & Fix Centers espalhados estrategicamente pelo mundo, uma delas em Joinville, Santa Catarina, e uma rede global de Tech Service, garantindo eficiência do serviço prestado aos clientes. A empresa também oferece produtos para moldagem e prototipagem, borrachas para a aplicação em artigos médicos, dentais, entre outros. 

ZEON aumenta capacidade de HNBR

A Zeon Corporation anunciou na Expobor que está aumentando a capacidade de produção de borracha nitrílica hidrogenada em sua planta de Kawasaki, Japão. A Zeon, que produz essas borrachas e comercializa sob o nome de Zetpol, informou que a capacidade total de produção será de 9.500 t/ano e projeto de expansão estará completo até setembro. A planta de Kawasaki produz Zetpol de alta performance e a capacidade atual é de 500 t/ano. Nessa fábrica o Zetpol é produzido a partir de borracha e latex. O investimento aumentará a capacidade de secagem (praticamente o dobro da capacidade atual, segundo a empresa), aumentando a capacidade de produção da borracha. A Zeon produz essa borracha em

três plantas: Takaoka e Kawasaki, ambas no Japão e no Texas, EUA. A empresa tem notado um aumento no uso de Zetpol em peças automotivas de segurança e do compartimento do motor. A expansão destina-se a ajudar a atender esta crescente demanda. A borracha nitrílica hidrogenada, devido à alta resistência ao calor tem sido adotada como uma alternativa às borrachas fluoradas (FKM) em ambientes de alta temperatura. Destaques na Expobor - A Zeon do Brasil apresentou sua linha de elastômeros de alta performance. Os destaques foram: • HytempR HT-ACM : para aplicações automotivas. • Zetpol HNBR: com maior resistência ao calor, gasolina ácida e ozônio, é indicado para vedações, mangueiras, correias sincronizadoras e equipamentos para Óleo & Gás. • Hydrin (CO, ECO, GECO): elastômeros de poliepicloridrina com excelente resistência ao calor e combustível, são indicados para dutos de ar e mangueiras de combustível. • Nipol NBR para aplicações especiais, o que inclue borracha nitrílica líquida, carboxilada, em pó e NBR/PVC. 

LORD lança adesivo para correias transportadoras

Especialista no desenvolvimento de adesivos e coatings de alta performance, a LORD, subsidiária local da norte-americana LORD Corporation, participou mais uma vez da Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha (Expobor). Na

edição deste ano, a principal atração em seu estande foi o lançamento do Chemlok® CB 5200, adesivo metal-borracha de cura a frio. Ou seja, polimeriza sob temperatura ambiente, o que permite a sua utilização em campo. “É um produto indicado para o revestimento de tanques e cilindros, além de ser ideal para a realização de reparos de correias transportadoras normalmente utilizadas em jazidas de exploração de minério, fábricas de papel e usinas sucroalcooleiras”, explica Lucas Honorio, responsável pela área de desenvolvimento de novos negócios da LORD na América Latina.  ©Fotos Divulgação

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Birla Carbon mostra formulação personalizada em aplicação para pneus

A Birla Carbon, fabricante e fornecedor mundial de Carbon Black, trouxe como novidade para a feira uma formulação personalizada em aplicação para pneus, cuja matéria-prima é um Negro de Fumo especial no segmento de arte-

fatos de borracha. Presente em 12 países, sua capacidade de produção supera a casa dos 2 milhões de toneladas por ano, e uma geração de emprego em torno de 2.400 vagas pelo mundo. Focada na sustentabilidade, a Birla Carbon otimiza o uso de energia, além de contar com programas de preservação ambiental em suas fábricas por meio do reaproveitamento do gás residual (Tail Gas), utilizando-o como combustível no próprio processo produtivo e na produção de energias elétrica e a vapor. 

RECICLANIP e a logística reversa dos pneus inservíveis A atuação da Reciclanip foi tema da palestra “Logística Reversa para Destinação de Pneus Inservíveis”, na PneuShow 2018. Responsável pela abertura dos pontos de coleta, pela gestão da logística reversa do produto e pelo incentivo na busca por novas destinações, a Reciclanip gerencia o processo de coleta e reciclagem de pneus inservíveis para a indústria nacional. “Nossa atuação em logística reversa é um sucesso. A indústria de pneus está fazendo a sua parte para reduzir os impactos dos resíduos à saúde humana e ao meio ambiente. Nosso desafio, a partir de agora, é ampliar as destinações e tornar o pneu um resíduo de valor positivo”, destaca Rafael Martins, palestrante e gerente da Reciclanip. Em 2016, os fabricantes nacionais de pneus destinaram de forma ambientalmente correta 457.533 toneladas de pneus inservíveis. Esse número consta no Relatório de Pneumáticos do Ibama 2017, e mostra que a meta de destinação dos pneus produzidos no Brasil foi cumprida em mais de 100%. Os pneus inservíveis são coletados

e destinados para empresas trituradoras. Depois desse processo, o material é reaproveitado como combustível alternativo para as indústrias de cimento, fabricação de solados de sapatos, borrachas de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais, além de tapetes para automóveis e a produção de asfalto-borracha. Criada em 2007, a Reciclanip, entidade sem fins lucrativos responsável pela gestão da logística reversa dos pneus inservíveis para a indústria nacional de pneus, tem o objetivo de fortalecer as iniciativas do Programa Nacional de Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis criado em 1999, seguindo o modelo de gestão de empresas europeias, com grande experiência nessa área. Hoje, a entidade é a maior iniciativa de destinação de pneus inservíveis entre os países da América Latina e conta com mais de mil pontos de coleta em todo o território nacional. “Além da indústria, é fundamental que a população como um todo se conscientize sobre a importância da reciclagem de pneus”, conclui Martins. 

CABOT e os Negros de Fumo “Classe A”

A Cabot apresentou na Expobor 2018 a sua linha de Negros de Fumo Ultralimpos da linha SPHERON® “Classe A”. A diferença de desempenho destes negros de fumo está no aumento de produtividade das plantas e na esperada alta qualidade do acabamento de superfície "Classe A" de uma aplicação de perfil de extrusão. A aparência da superfície livre de defeitos em perfis automotivos extrudados e vedações de janelas são requisitos fundamentais para os fabricantes de automóveis. Este acabamento de superfície denominado "Classe A" exige um nível extremamente baixo de partículas não dispersas no composto de borracha para evitar imperfeições visíveis na superfície do extrudado, levando a rejeições de peças ou sucata. Os negros de fumo da série SPHERON® A são produzidos usando um processo específico, resultando em quantidades muito pequenas de impurezas e "resíduos" de malha +120 mesh, que são frequentemente responsáveis por defeitos superficiais visíveis. De acordo com o time comercial da Cabot, a participação na Expobor foi de extrema importância, uma vez que possibilitou uma aproximação ainda maior com clientes e parceiros ao trazer sua mais alta experiência técnica, em um compromisso com os clientes para garantir que extraiam o maior valor de seus produtos e os ajudem a levar os seus negócios para o próximo nível.  ©Fotos Divulgação

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Vipal Borrachas exibe novas máquinas

O estande da Vipal Borrachas foi um dos mais visitados durante a 13ª Pneushow, ocorrida no Expo Center Norte, em São Paulo. A empresa mostrou para clientes e parceiros, tanto nacionais quanto internacionais, grandes novidades para o mercado de reforma de pneus. Entre estes, as máquinas Orbitread e Orbicushion, de tecnologia 100% Vipal. Igualmente, estiveram na feira novas bandas de rodagem e o completo mix de produtos e serviços da Vipal. Além disso, a empresa levou para casa três troféus no Prêmio Pneushow 2018 – Marcas Favoritas, em solenidade ocorrida no dia 27 de junho. “Nós estamos muito satisfeitos com o resultado do evento. Tivemos uma participação expressiva dos nossos clientes, e o nosso investimento certamente está trazendo o resultado esperado”, destacou Guilherme Rizzotto, Diretor Comercial e de Marketing da Vipal Borrachas. “O sucesso das nossas máquinas, que lançamos em primeira mão na Pneushow, bem como o comprometimento dos nossos clientes reformadores de estarem conosco, consolidam a nossa posição de liderança no mercado.”

Destaques na feira – As novas máquinas chamaram a atenção dos visitantes da feira. Uma delas é a Orbitread VOT 2200 Heavy Duty, desenvolvida para aplicação de tira de borracha (orbitira) na reforma de pneus agrícolas. Orbicushion, o outro equipamento, veio em três versões: Orbicushion: VOC 560 Cargo, VOC 760 Cargo e VOC 1160 Cargo, todas voltadas para aplicação de borracha de ligação no processo de reforma de pneus com a vantagem de oferecer baixo custo. Recém-lançadas, as bandas DV -MTE e a VT830 têm em seu DNA a tecnologia em desenho e compostos que caracterizam a Vipal. A DV-MTE é a primeira banda exclusiva da Vipal para aplicações severas, e foi desenvolvida para atender os mais exigentes índices de resistência ao picotamento e corte, tradicionalmente identificados na área florestal e em usinas. 

Bridgestone Bandag leva soluções em bandas de rodagem

A Bridgestone, detentora da marca Bandag, participou da 13ª edição da Pneushow, feira que agrega todos os segmentos que atuam na cadeia produtiva do pneu, apresentando suas soluções em bandas de rodagem e recapagem. “A Bridgestone investe constantemente em novas tecnologias, colocando todo seu know-how para desenvolver novos conceitos de pneus e bandas de rodagem que ofereçam sempre desempenho superior, segurança e economia”, comenta Oduvaldo Viana, diretor de Marketing da Bridgestone. O portfólio da Bandag tem uma completa coleção de bandas de rodagem. São mais de 30 opções para diversos usos e tipos de piso. No estande da Bridgestone na Pneushow os visitantes conheceram algumas das bandas fabricadas pela Bandag, a exemplo das bandas B268, BTLSA2, BDRHT2 e BTL3, desenvolvidas para pneus radiais de ônibus e caminhões. Ainda na Pneushow, a Bridgestone integrou o painel “A Indústria de Pneus no Brasil – Novidades, Soluções e Perspectivas da Indústria Pneumática para Transportadoras e Reformadoras”, realizado no dia 27 de junho, às 18h. No painel, Renato Baroli, diretor Comercial da Bridgestone, fez uma apresentação sobre a Bridgestone e a marca Bandag, e participou de uma mesa redonda com representantes de outras empresas do setor. A Bandag possui duas fábricas no Brasil: uma em Campinas, interior de São Paulo e outra em Mafra, Santa Catarina. Em 2018, a unidade paulista celebra 30 anos de operações.  ©Fotos Divulgação

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QUÍMICA ANASTÁCIO

A Anastacio ingressou em 2001 no mercado de Distribuição de Produtos Químicos firmando parcerias nacionais e internacionais com empresas líderes de mercado, passando a oferecer uma linha completa de produtos para o segmento de Beleza & Saúde, Nutrição Animal & Humana, Processos Industriais e mais recentemente no mercado de Borrachas. Nos dias atuais, a Anastacio continua investindo, ampliando suas instalações e aumentando seu portfólio de produtos, com a finalidade de atender melhor aos seus clientes e fornecedores como demonstrou nesta Expobor. Possui Centros de Distribuição em São Paulo, Manaus, Santa Catarina e Pernambuco, tendo como otimização a utilização de diversos modais logísticos. 

INNEXT

Em abril de 2011 é fundada a INNEXT em Valinhos/SP. Uma empresa 100% nacional, antenada às movimentações e inovações globais, cujo alicerce foi criado sob uma experiência de mais de 30 anos de atuação nos mercados de borrachas e plásticos. O nome INNEXT vem da junção das palavras em Inglês INterno N(e) EXTerno, que significa a qualidade e segurança dos produtos usa-

dos no interno dos produtos dos clientes, preservando a preocupação com o externo (meio ambiente e usuários). O portfólio de produtos é comprometido em ser o mais completo nos segmentos de borrachas e plásticos, produzindo aceleradores pré-dispersos e aliando-se à parceiros de renome para as demais matérias-primas. Dentre a linha de produtos oferecidos destacam-se: aceleradores, antioxidantes, agentes de processo em geral (fluxo, dispersantes, homogeneizantes, peptizantes e desmoldantes), plastificantes, resinas auxiliares e de endurecimento, ceras antiozonantes, agente de regeneração, ativadores de peróxidos e pigmentos pré-dispersos. 

AURIQUIMICA

A Auriquimica esteve presente mais uma vez na Expobor contando com um grande número de visitantes de diversas regiões em seu estande, onde em um ano de Copa, aproveitou a oportunidade para criar um ambiente temático em formato de estádio e assistir os jogos. No evento foram apresentados novos produtos e aplicações para o segmento de borracha em busca de soluções e melhoria no processo de produção dos clientes. Em paralelo à Expobor, ocorreu o 17º Congresso de Tecnologia da Borracha, onde em parceria com a Auriquimica, a Dow apresentou a palestra “EPDM – Evolução do catalisador pós-metaloceno e a influência nas propriedades e desempenho dos novos produtos”, ministrada pela especialista Fernanda Bortolane Bueno, Engenheira de Aplicação e Desenvolvimento da Dow – Transportation. 

ZANAFLEX

Fundada em 1968, a Zanaflex está comemorando 50 anos, produzindo Compostos de Borracha Sintética e Natural (masterbatch e composto acelerado) para diversos fins industriais. Situada em Cotia, em São Paulo, fornece compostos técnicos de borracha com preços competitivos a diversas empresas da cadeia automotiva (TIER 1) e reposição. Seus equipamentos são adequados para atender os requisitos de seus clientes, combinando conhecimento técnico a um sistema da qualidade abrangente. Sua grande novidade neste evento foi o lançamento de sua nova Logomarca. 

DESMA

A DESMA, fabricante alemã de máquinas para borracha, participou ativamente da Expobor e aposta na recuperação do mercado brasileiro. Possui uma das mais completas linhas de equipamentos para borracha e tem como sua grande força a tecnologia e a assistência técnica, inclusive com profissionais baseados no Brasil e técnicos disponíveis para desenvolvimento.  ©Fotos Divulgação

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FRAGON

BASILE

A FRAGON, com mais de 30 anos de mercado, marcou forte presença nesta Expobor, confirmando sua imagem de empresa respeitada que a coloca como uma das maiores distribuidoras de matérias-primas do País. Certificada pela ISO 9001:2008 representa algumas das principais fabricantes mundiais de produtos químicos como: Arlanxeo, Auxyborr, Birla Carbon, Buschle Lepper, Chem Trend, Copasil, Intercuf, Innext, IQX, Lanxess, Lord, Quimvale, SI Group, Viton, Votorantim e Wacker. 

Fundada em 1988, a Basile Química distribui matérias-primas para todos os segmentos das indústrias de artefatos de borracha, látex, plásticos, tintas e adesivos. A Qualidade Auditada Basile Química é um sistema exclusivo de pesquisa, avaliação, análise, controle e distribuição que busca e seleciona as melhores matérias-primas disponíveis em todo o mercado mundial para comercialização. Isso implica em estar presente onde quer que o produto seja fabricado, auditar procedimentos de fabricação, padrões e uniformidade. Ao desembarcarem, todos os lotes são analisados rigorosamente em laboratório próprio antes de serem disponibilizados para distribuição. 

NITRIFLEX

PARABOR Empresa brasileira com mais de 45 anos atuando no Brasil e no mundo consolida-se nesta Expobor como uma das maiores fornecedoras de Borrachas Nitrílicas e Polímeros Especiais do Brasil e do exterior. Possui uma linha de produtos diversificada para atender as demandas do mercado, atendendo mercados cada vez mais exigentes. Sua linha de produtos está presente em diversos segmentos do mercado, produzindo elastômeros para a indústria automotiva, construção civil, calçados, indústria alimentícia, indústria têxtil, entre outras. Certificada pela ISO 9001:2008 e ISSO 14001:2004. 

Fundada em 1964, a Parabor oferece produtos e serviços para a indústria de plástico, borracha, adesivos e outras especialidades, identificando, em qualquer lugar do mundo, os melhores fornecedores de matérias-primas e equipamentos. Possui cinco divisões: Paralab -Laboratório de ensaios físico-químicos para peças e compostos de plástico e borracha, Paratest – Venda, instalação,

calibração e manutenção de equipamentos de laboratório para ensaios físico-químicos de peças e compostos de plástico e borracha, Paraquim – Linha exclusiva de resinas, antioxidantes, agentes e aceleradores, Paramist – Compostos de borracha preparados segundo as suas especificações com as recomendações da Parabor e Paratrade – Representação exclusiva de uma linha completa de produtos de alto desempenho para os mercados de borracha. 

SI GROUP

O SI Group é o maior desenvolvedor e fabricante mundial de intermediários químicos, resinas especiais e soluções que são essenciais para a qualidade e o desempenho de diversos bens industriais e de consumo. As resinas fenólicas são usadas em pneus para automóveis, caminhões e aeronaves, e para outros componentes veiculares, como cintos e mangueiras. As resinas adesivas ajudam a formam uma ligação permanente entre a borracha e o aço nos cintos de fibra. As resinas adesivas permitem uma montagem fácil dos pneus não curados, e as resinas de reforço tornam os pneus mais duráveis. As resinas fenólicas de cura são usadas para vulcanizar a borracha em compostos de borracha-plástico para produtos moldados em borracha, como cabos de utensílios de cozinha que oferecem conforto ergonômico e melhor controle. 

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CHEMITAC

BIESTERFELD

O grupo Dalton teve início com a Dalton Dynamics, empresa criada em 1986 com capital próprio e formada por profissionais da área de borracha. É constituído por um conglomerado de empresas com foco na fabricação e comercialização de adesivos industriais destinados a aderirem todos os tipos de borracha a qualquer substrato pelo processo de vulcanização. Foi pioneira na fabricação de seus produtos com a utilização da tecnologia da nano-moagem, o que garantiu destaque dentre os seus concorrentes, além de um produto muito mais fino, estável e homogêneo. Os adesivos atendem às Normativas Internacionais que estabelecem a necessidade de isenção de solventes clorados, metais pesados e produtos que formem nitrosaminas, onde o Grupo Dalton é pioneiro no mundo. Em 1994 instalou-se no município de Cajamar em São Paulo, Brasil, por onde comercializa os seus adesivos para o Brasil e toda a América do Sul. Em 1998 teve seu Sistema da Qualidade certificado pela ISO 9001. As instalações são de última geração com capacidade para 3000 t/ano de produtos. Em 2006 foi constituída a Dalton Dynamics Ibérica, uma moderna fábrica instalada na cidade de Ágreda, na Espanha, onde produz e comercializa os adesivos Chemitac para toda a Europa, África e Ásia. Em 2013 foi constituída a Dalton Dynamics Corporation no estado da Carolina do Norte, Estados Unidos da América, com a finalidade de atender a demanda da América do Norte e Central. 

A Biesterfeld Simko Distribuição Ltda, fundada em São Paulo no ano de 2015, é parte integrante do Grupo Biesterfeld Plastic GmbH, um dos principais distribuidores da indústria na Europa e no Brasil que oferece aos seus clientes e fornecedores todo tipo de serviços relacionados com Polimeros técnicos, Polímeros de alto consumo, Borrachas termoplásticas e aditivos. Sua equipe comercial oferece cobertura a todo o Brasil, através dos escritórios em São Paulo e Santa Catarina dando suporte e serviço técnico aos clientes. Um dos destaques da empresa é sua assistência técnica em compostos especiais, transformação de materiais e construção de moldes com o objetivo de otimizar os processos de produção dos clientes. 

De acordo com Ana Clara Cordeiro, diretora de vendas da Redelease-Marbocote, o objetivo dessa primeira participação foi apresentar o portfólio de desmoldantes semipermanentes superduráveis da empresa. “São produtos caracterizados pela alta performance em processos para fabricação de pneus e peças de borrachas em geral”, afirma. Além de garantir múltiplas desmoldagens por aplicação, os produtos da Redelease-Marbocote ajudam a aumentar a longevidade do ferramental. “Conseguimos um incremento na vida útil do molde sete vezes maior do que é obtido com qualquer produto da concorrência. Outra vantagem deve-se ao fato de os produtos da Redelease-Marbocote serem totalmente isentos de silicone. Não ocorre a transferência do desmoldante para o produto final, garantindo a plena adesão do metal à borracha”, observa Ana Clara. 

PROQUIMIL

MARBOCOTE

Fruto da recente joint-venture entre a brasileira Redelease, tradicional distribuidora de especialidades químicas e a inglesa Marbocote, referência global em tecnologia de desmoldagem semipermanente, a Redelease-Marbocote foi uma das expositoras da Expobor.

A Proquimil é uma distribuidora de produtos químicos para empresas nos segmentos de borrachas, plásticos e adesivos, buscando suprir todas as necessidades de seus clientes, através de um diversificado portfólio de produtos. A parceria com os fornecedores Mitsui Chemicals, LG, Chemours, FSE, DuPont, SK, ShinEtsu Silicones, Comai, Keliren, Petrobras e Lubrizol, é a base do dinamismo das relações comerciais, o que assegura e expande a competitividade em termos de qualidade, entrega e preço.  ©Fotos Divulgação

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MÁQUINAS & EQUIPAMENTOS

O setor de máquinas e equipamentos também esteve presente na 13ª EXPOBOR mostrando presencialmente poucas novidades, mas alertando para as atualizações que estão em andamento na Europa, América e Ásia. Empresas como Alpha Technologies e Gibitre Instruments apresentaram equipamentos de laboratório e de controle da produção de última geração, já adotados em parte pela indústria de pneumáticos e de fabricantes de compostos. Os fabricantes de artefatos deverão estar atentos a estas novas tendências. Dentre os fabricantes nacionais destaque para as tradicionais Bonfanti e Copé, além da novata Veiga. A REP francesa estava muito bem representada, enquanto a Pan Stone era o fabricante asiático presente. Vários fabricantes de equipamentos para pneus e recapagem, valendo ressaltar a presença germânica da VMI. 

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Randon Araraquara entrega primeiro lote de vagões Pouco mais de três meses após inaugurada oficialmente (28/03), a unidade de Araraquara (SP) da Randon S.A Implementos e Participações iniciou, em julho, a produção de vagões ferroviários de carga. O primeiro lote será destinado ao cliente MRS. Trata-se dos vagões plataforma, modelo PET, projetados para o transporte de materiais siderúrgicos e containeres de 20” e 40”. O vagão possui um PBT de 130 ton e é destinado ao transporte nas vias de bitola larga da MRS. A logística de produção e distribuição dos vagões ferroviários é favorecida pela infraestrutura rodoferroviária da região, colocando a Randon mais próxima dos mercados consumidores. O mix de produtos para o segmento ferroviário conta com os modelos hopper, gôndola, tanque, carga geral, plataforma, sider e telescópico. Com uma área total de 122 hectares, 25 mil m² dos quais ocupados pela fábrica, área administrativa e apoio, a Randon Araraquara conta com capacidade de produção para até 2.000 unidades/ ano, num mix otimizado entre semirreboques e vagões ferroviários. A empresa visa atender, nesta primeira etapa, a demanda de produtos característicos da região sudeste do país, utilizados no cultivo da canade-açúcar, no transporte de cargas industrializadas e que se beneficiam da infraestrutura rodoferroviária existente. A mais nova unidade das Empresas Randon recebeu investimentos na ordem de R$ 100 milhões e até agora produziu semirreboques canavieiros fabricados para o transporte de canade-açúcar. 

Triel personaliza Scania com escada giratória

Com demanda por uma grande manobrabilidade e a necessidade da compatibilidade com acessórios de combate a incêndios, o Grupo Triel-HT, fabricante de veículos especiais, escolheu uma transmissão totalmente automática Allison modelo 4500 para equipar seu caminhão autoescada com alcance de 42 metros de altura. A opção do chassi comercial Scania P440 6x4 foi feita com base nas necessidades do complexo projeto para o caminhão de bombeiros de alto alcance. A Allison modelo 4500 permite que chassi, implemento e bomba trabalhem juntos de forma eficiente. “Em nossos veículos, preferimos as transmissões da Allison em virtude da facilidade, da segurança e da performance que proporciona aos bombeiros durante o deslocamento, além da agilidade nas manobras durante a operação”, explica Marciano Dalla Rosa, diretor da Triel-HT. “Há, ainda, a facilidade de integração da transmissão ao implemento e aos controladores eletrônicos

que operam o caminhão durante a ocorrência”. O veículo não é exclusivo para o mercado brasileiro, e também atende aos rígidos padrões da National Fire Protection Association (NFPA). “Os caminhões com transmissão automática Allison também se diferenciam quando avaliados de acordo com as normas internacionais, que exigem dos veículos performances extremas de utilização no que diz respeito ao deslocamento para o atendimento da emergência. Elas também trabalham em perfeita integração com os implementos que vão acoplados ao veículo”, afirma Dalla Rosa. O projeto do caminhão autoescada teve seu início em 2012, e foi tão complexo que a Triel recebeu uma comissão de bombeiros americanos para avaliar se o veículo atendia as normas internacionais. A demanda veio da Novelis, líder mundial em laminação e reciclagem de alumínio, para a sua fábrica localizada em Pindamonhangaba (SP). “Nossa fábrica tem estruturas muito grandes e, devido ao processo de fabricação de alumínio, nosso corpo de bombeiros interno precisa de um veículo ágil que atinja os altos telhados dos nossos galpões de produção”, comenta Daniel Forastieri, diretor de EHS da Novelis South America.  ©Foto Divulgação

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Entidades do agronegócio repudiam o tabelamento do frete

Um grupo de 39 entidades ligadas ao agronegócio assinou manifesto repudiando a medida provisória que legaliza o tabelamento dos fretes. O texto lembra que, além de já ter elevado o IPC Fipe de junho para a área de alimentos em 3,14% – em abril tinha sido-0,10% –, a medida trouxe danos irreparáveis à comercialização da safra 2017-18, uma vez que os laticínios estão pagando 40% mais caro para buscar o leite no produtor e a indústria da soja está movimentando produtos pagando um frete 30% mais elevado. Outra consequência negativa do tabelamento do frete será uma queda de 10% estimada nas exportações de milho neste ano. Para as organizações do setor, a legalização da tabela seria uma “grande irresponsabilidade”. Fora os efeitos imediatos do tabelamento do frete, a nota das entidades sustenta que o pior ainda está por vir. Segundo elas, a safra de grãos 2018-19 precisa ser plantada entre setembro e novembro deste ano e não se faz uma safra de mais de 200 milhões de toneladas sem fertilizantes. Ocorre que o tabelamento do frete não só impediu o produtor rural de comprar o insumo no calendário correto, como também está impondo custos muito mais altos. Alertam, nesse sentido, que a safra a ser colhida em 2019 terá custos de produção muito mais elevados, o que significa elevação mais acentuada dos preços dos alimentos ao consumidor final, com reflexos negativos sobre a inflação. Ainda conforme o comunicado, todos os esforços dos vários representantes do agronegócio propondo alterações ao texto “não sensibilizaram” o relator da matéria, deputado Osmar Terra, que manteve o texto sem mudanças significativas em comparação à MP enviada ao governo federal em maio. A nota conclui que o tabelamento de frete obriga o setor produtivo a arcar, via aumento dos custos do frete, com as “ineficiências criadas pelo governo federal” no setor de transporte rodoviário de carga. Em função disso, as 40 entidades se recusam a dar apoio a este tabelamento e solicitam que os parlamentares não aprovem a MP. 

Soluções para Indústria 4.0 Nos últimos dias 3 a 8 de julho, o SENAI e o SESI promoveram a 10ª edição da Olimpíada do Conhecimento no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília. No evento, a Elipse Software, em parceria com a Auttom Automação e Robótica, Kuka Roboter e IPG-Photonics, apresentou uma planta de manufatura avançada para fabricação de diferentes modelos de chaveiros. Para isto, a planta faz uso das plataformas Elipse E3 e Elipse F4 que, associadas a robôs, permitem controlar toda uma linha de produção, desde o pedido até a expedição final do produto. Tudo com base em conceitos da Indústria 4.0, tema central desta olimpíada. Vale salientar que a novidade Elipse F4 não interage somente com robôs, mas também com estações de trabalho genéricas em ambientes de manufatura. “Felizmente, nosso estande foi um dos que mais recebeu visitantes, todos muito interessados em conhecer nosso projeto e o novo produto”, destaca o programador da Elipse, João Ricardo Cardoso. Um destes visitantes foi Nicolle Oliveira, Head de Inovação da OFM Systems, empresa desenvolvedora de aplicações para o mercado de energia voltada ao fomento das melhores práticas de gestão. Oliveira disse ter adorado o fato de poder acompanhar todo o processo de fabricação de seu brinde. “Fiquei encantada como conseguiram, de forma simplificada, sintetizar os pilares da Indústria 4.0 numa “demo” prática e expansível para diversos modelos de negócio. Trabalho com inovação e adorei a experiência”, afirma Nicolle. “A célula apresentada permitiu que os visitantes tivessem uma experiência real e de fácil entendimento sobre o que a Indústria 4.0 está trazendo ao mercado”, diz João Ricardo. Desde 2001, a cada dois anos, o SENAI promove a Olimpíada do Conhecimento com o objetivo de aproximar o meio acadêmico do profissional de modo que os estudantes possam vivenciar experiências semelhantes às encontradas no mercado de trabalho. Nesta edição, que reuniu mais de 46 mil visitantes, além da parceria firmada com o SESI, a grande atração do evento foi a simulação de uma cidade inteligente, onde foram empregadas tecnologias de ponta, inovações e tendências previstas para o futuro. 

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Impressora 3D inteligente

Caterpillar celebra 50.000 tratores

Quase dois meses após a sua apresentação no mercado mundial durante a Hannover Messe na Alemanha, a Ultimaker S5, novo modelo da Ultimaker, considerada a marca líder de impressoras 3D, chega ao Brasil através da Wishbox Technologies. A tecnologia começou a ser vendida no dia 15 de junho com valores a partir de R$ 58 mil. Entre as principais inovações do modelo, destaque para a maior área de impressão que permite a materialização de objetos com maior volume (330x240x300mm), além da capacidade de imprimir com dois materiais distintos ao mesmo tempo através do conceito de dupla extrusão. Tela sensível ao toque e integração com um aplicativo gratuito para o acompanhamento do progresso da impressão a partir de um telefone ou tablet são mais novidades do equipamento. “Com o intuito de apresentar ao mercado as mais modernas tecnologias para a impressão 3D, trouxemos ao país a Ultimaker S5. Um modelo que promete definir um novo padrão para a impressão 3D profissional inteligente e acessível ao mercado e atingir os diversos setores. Tudo isso, graças às soluções tecnológicas do equipamento como é o caso da integração com um aplicativo gratuito e a combinação de materiais durante a impressão 3D. São novidades que aumentam a automatização confiável com alta taxa de sucesso permitindo que o profissional se concentre mais tempo na criação com grande liberdade de design”, explicam Tiago e Rodrigo Marin, diretores da Wishbox Technologies, revendedora exclusiva da Ultimaker no Brasil. Além da maior área de impressão, possui sistema de alimentação aprimorado que utiliza um sensor de fluxo de filamentos. Através dessa novidade, o equipamento pode fazer uma pausa automática quando a matéria-prima acaba e reiniciar o trabalho após o abastecimento sem alterar a qualidade de impressão do objeto. A atualização aliada ao conceito de dupla extrusão, que permite combinar o uso de filamentos industriais com propriedades distintas (PLA, Nylon e PC), expande o conceito das soluções para impressão de protótipos funcionais, ferramentas de fabricação e peças de uso final. “Diante das inovações tecnológicas do modelo, podemos afirmar que a tecnologia atenderá as necessidades de criações com total liberdade geométrica e impressões precisas, niveladas e uniformes. Sem falar no alto desempenho de repetibilidade durante o processo de extrusão sem que haja variação no fornecimento de matéria para a deposição em camadas”, concluem. 

A linha de produção de tratores de esteiras da Caterpillar Brasil alcançou o marco de 50.000 unidades produzidas no país. A marca foi obtida em maio na Unidade de Piracicaba-SP, a maior fábrica da Caterpillar no mundo em variedade de produtos. As esteiras, inventadas há mais de cem anos por Benjamim Holt, um dos fundadores da Caterpillar, viabilizaram um produto ícone, que é produzido no Brasil há quase 50 anos. O primeiro equipamento de esteiras produzido pela Caterpillar em solo brasileiro foi o modelo D4D há quase 50 anos. O equipamento era produzido na antiga fábrica de Santo Amaro desde 1969. O trator número 50.000 é um modelo D6K. Atualmente, são fabricados pela Caterpillar, em sua Unidade de Piracicaba, nove modelos de tratores da linha de médio porte, além do D6K, são fabricados os modelos D6N, D6T, D8R e D8T, este, um modelo de fonte mundial, ou seja, a Unidade Piracicaba é a única a produzir e exportar para todo o mundo. A Caterpillar introduzirá em breve o décimo modelo de esteiras, destinado a assentamento de tubos. “Os tratores de esteiras fazem parte da história da construção do Brasil. Todas as grandes obras tiveram a participação dessas máquinas Cat., da construção de Brasília à Hidrelétrica de Itaipu. Estamos orgulhosos por alcançar este marco de 50 mil unidades, que consolida a tradição da Caterpillar na produção de tratores de esteiras no país”, diz Odair Renosto, presidente da Caterpillar Brasil.  ©Foto Divulgação

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NOTAS & NEGÓCIOS

ARLANXEO reforça sua posição no mercado de borracha sintética A ARLANXEO está fortalecendo a sua posição como líder global na produção de borracha sintética. Nos próximos três anos, a empresa investirá várias dezenas de milhões de euros para modernizar suas unidades de produção, localizadas em Triunfo – RS, no Brasil, e em La Wantzenau, na França. “Com este programa de investimentos, estamos criando as bases para um crescimento mais rentável da empresa”, diz Jorge Nogueira, CEO Global da ARLANXEO. “Neste contexto, estamos sistematicamente implementando tecnologias avançadas para o crescimento de tipos de borracha de alta performance, a fim de dar suporte ao desenvolvimento de nossos clientes em regiões importantes num longo prazo”, explica. O programa será financiado pela geração de caixa da empresa.

Modernização das Instalações de Triunfo, no Brasil – No Brasil, a ARLANXEO está investindo na sua unidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul, para tornar sua produção mais flexível. Atualmente, apenas borracha de butadieno-estireno em emulsão (E-SBR), que é utilizada principalmente em pneus de automóveis e caminhões, é produzida por lá. Como resultado desta modernização, a empresa também será capaz de produzir, em Triunfo, os mais avançados tipos de borracha de polibutadieno em solução (PBR). São elas: a borracha de polibutadieno de neodímio (Nd-BR) e a borracha de polibutadieno de lítio (Li-BR), para aplicações nos mercados

de pneus e não pneus, a partir da segunda metade de 2020. Este movimento acompanha a necessidade crescente dos fabricantes da América Latina para produção de pneus de alta performance. Ao mesmo tempo, a ARLANXEO está transferindo parte de sua produção existente de E-SBR de Triunfo para sua unidade em Duque de Caxias, Rio de Janeiro, onde a borracha E-SBR já é produzida em larga escala. Isto permitirá uma maior economia daqui para frente. As obras levarão cerca de dois anos para serem concluídas e criarão aproximadamente 500 empregos durante a construção. “Este investimento destaca o nosso comprometimento com o Brasil e a importância a longo prazo do mercado brasileiro para as borrachas de alta performance, especialmente no segmento de pneus”, diz Matthias Gotta, Líder da unidade de negócios Tire & Specialty Rubbers (TSR) da ARLANXEO. “Queremos apoiar nossos clientes locais com tecnologias inovadoras, que tornarão os pneus, e consequentemente o transporte, mais seguros, mais ecológicos e portanto mais sustentáveis,” adiciona. A demanda no Brasil por borrachas de alto desempenho para pneus continua crescendo, suportada pela regulamentação de rotulagem de pneus, semelhante às leis que já estão implantadas na União Europeia, Japão e Coréia do Sul, por exemplo. Todos os pneus produzidos no Brasil agora devem ser classificados com relação à resistência ao rolamento, aderência em pistas molhadas e ruídos externos. O uso do Nd-BR da empresa melhora significativamente o desempenho dos pneus, resultando em menor consumo de combustível e maior aderência em pistas molhadas, dentre outros benefícios. As borrachas de polibutadieno, sob o nome comercial Buna® da ARLANXEO, são utilizadas, principalmente, nas bandas

de rodagem e nas laterais dos pneus. Adicionalmente, os polibutadienos também são utilizados na modificação das propriedades dos plásticos, na produção de HIPS (poliestireno de alto impacto) para aplicações de moldagem por injeção. Outras áreas de aplicação incluem bolas de golfe, tênis de corrida e correias transportadoras. Investimento em La Wantzenau, França – Além dos investimentos regulares em manutenção, a ARLANXEO está modernizando a sua unidade de produção em La Wantzenau, França, a maior planta de borracha de nitrílica (NBR) no mundo. “Este investimento estabelece as bases para o crescimento das nossas borrachas especiais de NBR, parte importante do nosso portfólio”, diz Christian Widdershoven, membro do Board da ARLANXEO e Head da unidade de negócios High Performance Elastomers (HPE). “Isto nos permite fortalecer e assegurar nossa posição, a longo prazo, como maior fornecedor global de borrachas NBR”, adiciona Widdershoven. A empresa espera que a demanda global por borrachas NBR de alta qualidade aumente nos próximos anos. O foco aqui é no crescimento nas áreas de negócios tradicionais e novas aplicações, algumas das quais foram desenvolvidas juntamente com clientes, mas também o uso de NBR como matéria-prima para a produção dos produtos especiais como o Therban (HNBR). A borracha sintética NBR produzida pela ARLANXEO em La Wantzenau é comercializada sob as marcas Perbunan®, Krynac®, e Baymod® N. Ela é utilizada na produção de cabos, vedações, mangueiras, abafadores e solados de calçados de segurança e esportivos, dentre outras aplicações. Os mercados mais importantes são a indústria automotiva, o setor de construção, bem como a produção e processamento de petróleo e gás.  ©Foto Divulgação

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PLEXIGLAS da Evonik recebe certificação A linha de produtos Molding Compounds da linha de negócios Methacrylates, da Evonik, recebeu com sucesso a certificação de duas unidades de produção de PLEXIGLAS®, marca de polimetilmetacrilato (PMMA) da Evonik, de acordo com o padrão mais recente da indústria automotiva, a IATF 16949:2016. Os certificados atestam que todos os requisitos de gestão da qualidade analisados como parte da auditoria foram atendidos no site alemão da empresa em Worms, para a produção dos compostos para moldagem PLEXIGLAS® e PLEXIMID® e na unidade chinesa de Xangai para a produção do composto para moldagem PLEXIGLAS®. A certificação incluiu auditorias de processos comerciais em diversos setores como compras, controle de garantias, IT, calibragem, gestão do relacionamento com os clientes, gestão de fornecedores, marketing, recursos humanos, desenvolvimento de produto, desenvolvimento de processos, testes, sistema de gestão da qualidade, planejamento estratégico e vendas.

“Esta certificação representa um marco importante em nossa estratégia de continuar sendo o principal fornecedor de PMMA da indústria automotiva”, explica Siamak Djafarian, responsável pela linha de produtos Molding Compounds no segmento Performance Materials da Evonik. “Sabemos o quanto esta certificação é relevante para a maioria dos nossos clientes. Com esta bem-sucedida auditoria, enfatizamos o comprometimento com a qualidade e a confiabilidade dos nossos compostos para moldagem PLEXIGLAS®. O novo padrão da International Automotive Task Force (IATF), substitui os padrões anteriores e a certificação segundo a norma ISO/TS 16949:2009, que perde a sua validade em 2018, e unifica as exigências gerais existentes em relação aos sistemas de gestão da qualidade na indústria automotiva. A certificação das unidades de produção dos Estados Unidos da linha de produtos Molding Compounds segundo a IATF 16949:2016 está prevista para 2019. 

COIM expande produção de pré-polímeros de uretano A COIM Brasil vai expandir sua capacidade de produção de pré-polímeros de uretano fundido a quente. Para isso, a planta de Vinhedo/SP receberá instalações de última geração, que estarão prontas no segundo semestre de 2018. “A linha IMUTHANE ® teve nos últimos anos um aumento na demanda e essa ampliação é um ponto-chave em nossas estratégias de crescimento”, afirma Roberto Imai, gerente de Unidade de Negócios para a América Latina. O aporte destinado à linha dará apoio à expansão da COIM na América Latina, reforçando então o

compromisso da empresa com a região. “Esse é um passo lógico para a COIM. A expansão dará continuidade ao forte crescimento que temos observado nos últimos anos, mantendo o alto nível de suporte técnico, respeitando e atendendo as necessidades e demandas individuais de cada cliente em todos os países da região. Acreditamos que a a combinação coesa de pessoas certas e processos/tecnologias de última geração é fundamental para que essa etapa seja bem-sucedida.”, afirma José Paulo Victorio, presidente da COIM América Latina. 

Solvay faz lançamento mundial de Evolite™ F1050 A Solvay está lançando o Evolite™ F1050, o primeiro compósito termoplástico de alto desempenho do mercado, com reforço contínuo de fibra de carbono para aplicações exigentes da exploração e produção de petróleo e gás offshore. O Evolite™ F1050 é uma fita unidirecional que combina a excelente resistência química e a temperatura do polímero especial Solef® PVDF com o desempenho inerente de alta resistência da fibra de carbono. As aplicações típicas do novo produto da Solvay para petróleo e gás incluem tubos flexíveis híbridos offshore e tubos de compostos termoplásticos (TCPs, na sigla em inglês). O Evolite™ F1050 oferece o desempenho e a facilidade de processamento exigidos pela indústria de petróleo e gás. Além de ter uma combinação excepcional de resistência mecânica e química, pode ser utilizado em aplicações de alta temperatura, é compatível com processos ATL (Automated Tape Laying) e permite conversão personalizada de fibra/ matriz para desempenho máximo. Os compósitos termoplásticos são um elemento importante da estratégia de crescimento da Solvay, aproveitando a integração vertical do Grupo em polímeros especiais e em tecnologia avançada e “expertise” de compósitos de fibra de carbono. 

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Cofibam elimina o uso da Fibra de Vidro em cabos elétricos

A Cofibam desenvolveu um cabo elétrico que dispensa a trança de fibra de vidro de filamento contínuo, não existindo nenhum composto ou cabo similar ainda no mercado. A grande inovação técnica é que mesmo sem a trança de fibra de vidro, os cabos continuam a oferecer alta resistência mecânica sem comprometer a performance final. A eliminação desse item tem como objetivo melhorar o bem estar do usuário, os cuidados com sua saúde, melhoras na sua produtividade, e um gigantesco impacto ecológico gerado através dessa eliminação. Por que eliminar a fibra de vidro? – A fibra de vidro de filamento contínuo sofre cortes, esmagamentos ou severos processos mecânicos durante a produção, liberando fragmentos de partículas que podem causar grandes desconfortos aos usuários como irritação nos olhos, nariz, garganta e muita coceira no corpo. A ausência dela na composição dos cabos apresenta melhora na produtividade do usuário por meio de alguns fatores, como a redução total de afastamentos médicos ocasionados pelas irritações proporcionadas pela fibra de vidro, contribui com a redução do turnover, elimina a necessidade de exaustores ou adaptações do ambiente de trabalho, além do fácil manuseio do cabo. Suas características técnicas apresentam altíssima resistência mecânica e térmica, aliadas a contribuições sustentáveis. 

Prysmian amplia investimento A Prysmian no Brasil, empresa especialista em cabos e sistemas para os setores de energia e telecomunicações, retoma a lucratividade no País e fatura R$ 1,5 bilhão em 2017. No setor de telecomunicações, a empresa obteve um crescimento de 8% nos negócios no País. Já na área de energia, o aumento foi de 3% em relação ao período anterior, porém sofrendo com a paralisia no mercado de Oil & Gas, com uma redução de 50%. O resultado operacional da Prysmian no Brasil em 2017 foi de R$ 39,3 milhões com uma liquidez financeira de R$ 161,9 milhões. Do total de vendas em 2017, as exportações, sobretudo para os países da América do Sul, representaram 22% dos negócios. No mercado interno, outro destaque foi a elevação de 30% nas encomendas provenientes das montadoras de automó-

veis, impulsionado pelo reaquecimento vivido pela indústria automobilística no último ano. O principal motivo desses resultados, segundo o CEO da Prysmian na América do Sul, Marcello Del Brenna, está relacionado, sobretudo, ao atual modelo de gestão, orientado para maior eficiência operacional, qualidade, inovação e investimento em capital humano. “As expectativas para este ano são de crescimento ainda maior nos mercados de telecomunicações, onde a demanda por cabo e fibra óptica permanece alta, e distribuição de energia, a partir da expansão e modernização do setor elétrico nacional, além do setor automotivo e de renováveis. A retomada da construção civil permanece tímida, e não se vêem sinais de recuperação no setor de óleo e gás”, comenta Del Brenna. 

Caminhões elétricos movidos a hidrogênio A Air Liquide, líder mundial em gases, tecnologias e serviços para a indústria e saúde e a startup chinesa STNE (Shanghai Sinotran New Energy Automobile Operation CO.LTD.) firmaram parceria para acelerar o lançamento de frotas de caminhões elétricos movidos a hidrogênio na China. Esse contrato ajusta-se ao plano do governo chinês, que visa, sobretudo, apoiar o desenvolvimento e a venda de veículos elétricos movidos a hidrogênio, que proporcionam uma mobilidade limpa. Por meio dessa parceria, a Air Liquide adquire uma participação minoritária de cerca de 10 milhões de euros da startup chinesa STNE, uma plataforma logística para hidrogênio projetada para entregas urbanas de mercadorias, que atualmente opera uma estação de hidrogênio em Xangai e uma frota de 500 cami-

nhões movidos a hidrogênio. Como parte deste contrato, a Air Liquide fornecerá à STNE o seu know-how em cadeia de suprimento do hidrogênio, desde a produção e estocagem até a distribuição, para acelerar o desenvolvimento da startup. A STNE pretende administrar uma frota de até 7.500 caminhões e uma rede de cerca de 25 postos de hidrogênio até 2020. François Darchis, vice-presidente sênior e membro do Comitê Executivo da Air Liquide que supervisiona o setor de Inovação, comenta: “A parceria com a startup STNE contribui com o desenvolvimento de soluções em hidrogênio. Esse investimento, somado ao know-how industrial e tecnológico da Air Liquide no campo da energia de hidrogênio, permite que o Grupo contribua com a aceleração do lançamento de soluções eficientes para a transição energética na China”.  ©Foto Divulgação

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Solvay abre fazenda de energia solar

A Solvay inaugurou a Solvay Solar Energy, a maior fazenda de energia solar da Carolina do Sul, nos Estados Unidos, que ajudará a atender as crescentes demandas dos clientes por produtos fabricados com o uso de energia renovável. No ano passado, a Solvay havia concordado em comprar por 15 anos todos os certificados de energia renovável (RECs, na sigla em inglês) produzidos pela fazenda, que tem capacidade de gerar QT_Anuncio_BA_Ed_Jul.pdf

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71,4 megawatts, obtidos com mais de 250.000 painéis solares cobrindo uma área equivalente a 500 campos de futebol. De propriedade da Dominion Resources, Inc., a fazenda começou suas operações em dezembro de 2017. “Este acordo faz parte dos planos da Solvay de expandir suas fontes de energia renovável para reduzir a própria intensidade de gases de efeito estufa, bem como a dos clientes, incluindo a Apple, que usa energia renovável em suas operações”, diz Jean-Pierre Clamadieu, CEO da Solvay “Estamos entusiasmados em trabalhar junto com nossos fornecedores, como a Solvay, para fazer a transição para fontes de energia mais limpas. Os

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investimentos em energia renovável são bons para o meio ambiente e bons para os negócios. É por isso que a Apple agora tem 100% de energia renovável e 23 de nossos fornecedores, incluindo a Solvay, se comprometeram a usar 100% de energia renovável”, informa Lisa Jackson, vice-presidente de Meio Ambiente, Política e Iniciativas Sociais da Apple. A Unidade Global de Negócios Specialty Polymers da Solvay se comprometeu em usar 100% de energia renovável para toda a produção da Apple, atualmente em 10 fábricas em seis países. Essa área de negócios da Solvay fornece materiais usados nos dispositivos da Apple, incluindo os que são utilizados na antena do iPhone. 

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Braskem inicia operações em Boston A Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas e maior produtora mundial de biopolímeros, anuncia a expansão de seus esforços de pesquisa, desenvolvimento e comercialização de químicos e materiais de origem renovável com a nova operação na cidade de Boston, nos Estados Unidos. A escolha do local visa aproveitar o avanço da região em biotecnologia e materiais avançados. As atividades incluem pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia e ciência de materiais, desenvolvimento de negócios e mercado e busca de tecnologias para parcerias estratégicas. “A Química Renovável vai liderar a próxima onda de desenvolvimento em químicos e polímeros”, afirma Gustavo Sergi, diretor de Químicos Renováveis da Braskem. “O anúncio reforça a posição de vanguarda da Braskem nesse movi-

mento. Conforme olhamos para frente, desenvolvendo e liderando a próxima onda de polímeros e químicos renováveis, estamos levando aos nossos clientes opções novas e inovadoras”, complementa o executivo. “A operação em Boston vai complementar a capacidade de engenharia metabólica que temos no nosso Centro de Pesquisa em Química Renovável em Campinas, além das nossas competências em ciência de materiais em nossos centros de Pesquisa & Desenvolvimento em Triunfo (Brasil) e Pittsburgh (EUA). Além disso, a unidade coloca a Braskem em um ecossistema estratégico que nos permitirá aproveitar parcerias importantes para pesquisa e desenvolvimento de mercado”, explica Mateus Schreiner Garcez Lopes, responsável por Inovação em Tecnologias Renováveis.

Para liderar as iniciativas de pesquisa e desenvolvimento em Boston, a companhia nomeou Daniel P. MacEachran como o novo responsável por Engenharia Metabólica. Ele se junta à equipe da Braskem vindo da Greenlight Biosciences, Inc., uma empresa de biotecnologia de capital fechado com foco na produção sustentável de químicos, tendo recentemente atuado como diretor de Pesquisa e Desenvolvimento de Aplicações. Também atuou como cientista visitante e pesquisador de pósdoutorado no Departamento de Biologia do MIT (Massachusetts Institute of Technology). 

Produção de motocicletas consolida a retomada As fabricantes de motocicletas produziram 494.684 unidades no primeiro semestre deste ano, o que representa um avanço de 16,7% sobre o mesmo período do ano passado (423.750 unidades). Para Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, os números registrados até o momento consolidam, definitivamente, a retomada da indústria de Duas Rodas. “Fatores como ampliação da oferta de crédito e estabilidade dos índices macroeconômicos, além de uma maior participação do consórcio têm sido fundamentais para a evolução dos negócios”, comenta o presidente da entidade. Com este cenário, a Abraciclo revisou para cima a projeção em relação ao volume de produção esperado para

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este ano, passando de 935 mil para 980 mil unidades, o que significa um crescimento de 11% em 2018. Pela previsão inicial a produção cresceria 5,9%. Especificamente em junho, os volumes de produção das fabricantes, instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), poderiam ter sido ainda maiores se não houvesse a greve dos caminhoneiros nas últimas semanas de maio. “Este acontecimento contribuiu para o desabastecimento das fábricas e afetou diretamente a distribuição de motocicletas e o recebimento de insumos”, explica Fermanian. Os números levantados pela Abraciclo mostram que em junho a indústria de motocicletas produziu 50.118 unidades, recuo de 0,3% sobre o mesmo mês de 2017 (50.259) e de 48,1% na comparação com maio do presente ano (96.607).

Vendas no Atacado – A recuperação do setor no primeiro semestre também reflete em vendas no atacado, destinadas às concessionárias. Foram vendidas 451.311 unidades, com alta de 12,2% sobre os seis primeiros meses de 2017 (402.313). Já o desempenho isolado de junho apresentou queda: 50.833unidades em 2018 e 57.294 em 2017, com recuo de 11,3%. Na comparação com maio (87.939 unidades), a redução foi de 42,2%. Entre as categorias mais comercializadas no primeiro semestre os destaques foram a Street, que aparece no topo do ranking com 50,3% de participação (227.226 unidades), a Trail, com 22,1% (99.739), e a Motoneta, com 14,3% (64.519). Na sequência, vieram Scooter, com 7% (31.504 unidades), e Naked, com 2,4% (10.696).  www.borrachaatual.com.br


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Motocicletas destinadas à agricultura familiar Motocicletas de 150 a 250 cm³ destinadas a atividades rurais já podem ser oficialmente financiadas pelo Programa Pronaf – Mais Alimentos do governo federal. O anúncio foi realizado no dia 26 de junho, em Brasília (DF), durante o lançamento do Plano Safra 2018/2019, que destinará R$ 31 bilhões para a agricultura familiar neste período, correspondendo a R$ 1 milhão a mais em comparação com a safra passada. A medida entrou em vigor a partir do dia primeiro passado. A modalidade de financiamento contempla exclusivamente famílias agrícolas cadastradas no programa e oferece taxa de juros mais baixas, que variam entre 0,5% e 4,6% ao ano. Atualmente, o Pronaf disponibiliza planos com prazos de até 120 meses (10 anos) e carências de até 36 meses (3 anos), com suas linhas operacionalizadas pelo Banco do Brasil, na função de agente financeiro do programa. Modelos para financiamento – As motocicletas atualmente disponíveis para financiamento pelo programa são modelos destinados à atividade rural das marcas Honda e Yamaha, que estão cadastradas no site da Sead/Pronaf. Pela Honda, os modelos participantes são NXR 160 Bros, Bros 160 ESDD, XRE 190 e CRF 230F (off road). A marca também oferece o quadriciclo TRX 420 Fourtrax, de 420 cm³ e potência de 26,9 cv, e os motores estacionários GX160H1 QDBR, GX160H1 QXBR e GX 200H QDBR, de quatro tempos e com potências de 1 a 22 hp. Os modelos de motocicletas da Yamaha que podem ser financiados pelo Pronaf são XTZ 150 Crosser Z e XTZ 150 Crosser S, XTZ 250 Lander e XTZ 250 Ténéré. A Yamaha oferece, ainda pelo programa, motores de popa de dois tempos com potências de 15, 30 e 40 hp e de quatro tempos, com 20, 40, 60 e 90 hp. Para Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares, os produtos do Setor de Duas Rodas já são utilizados no ambiente rural e, portanto, podem ser potencializados diante do fato do Pronaf Mais Alimentos contar com cerca de 4 milhões de famílias agrícolas cadastradas. ”Esta iniciativa possibilita aos agricultores o acesso a produtos mais modernos, de tecnologia avançada, melhor desempenho e, ainda, com a garantia das fabricantes”, afirma Fermanian. A entrada de motocicletas no Programa Pronaf Mais Alimentos resulta do Acordo de Cooperação Técnica firmado em maio passado entre a Abraciclo e a Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário – Sead, vinculada à Casa Civil da Presidência da República. A parceria consiste justamente em viabilizar o cadastramento de produtos do setor de Duas Rodas nas operações de financiamento do Pronaf Mais Alimentos, para serem adquiridos exclusivamente por agricultores familiares participantes do programa.  www.borrachaatual.com.br

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WABCO lança a marca ProVia no Brasil

A WABCO, fornecedora global de tecnologias e serviços que melhoram a segurança, a eficiência e a conectividade de veículos comerciais, lança no Brasil a ProVia™, marca de autopeças para comercialização no mercado de reposição, com preços acessíveis, que oferece equilíbrio entre custos, confiabilidade e segurança. A ProVia chega para preencher a lacuna que existe entre as autopeças baratas e de baixa qualidade, que deixam a desejar em todos os aspectos, e as autopeças de primeira qualidade. A marca garante um forte equilíbrio entre custos, qualidade, confiabilidade e segurança. É a resposta da WABCO para o pós-venda, que precisa de uma solução inteligente para maximizar seu retorno sobre o investimento, ajudando a prolongar a vida útil e a performance de segurança de gerações mais antigas de ônibus, caminhões e semirreboques. As autopeças da ProVia são uma alternativa extremamente atraente para distribuidores, lojistas, operadores de frotas e oficinas, que trabalham com veículos comerciais, reduzirem seus custos com manutenções e consertos. Esta foi a forma que a WABCO encontrou de trazer mais soluções para os clientes. Com a promessa da marca de “muito mais em cada caixa”, as autopeças são especificamente projetadas com um design sem frescuras, que atendem a padrões de desempenho confiáveis sem comprometer a qualidade ou a segurança. Por trás da gama de produtos da ProVia há o respaldo da capacidade da extensa rede de engenharia, fabricação, distribuição e serviço da WABCO, líder global da indústria. 

Veículos importados com alta de 35,1% As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 3.013 unidades, anotaram em junho queda de 6,9% em relação a maio último, quando foram vendidas 3.238 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de maio é 15,8% maior. Foram 3.013 unidades contra 2.603 veículos emplacados em junho do ano passado. No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 17.947 unidades importadas licenciadas, alta de 35,1% em relação às 13.289 unidades emplacadas no primeiro semestre de 2017. O presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, explica que “o desempenho negativo de vendas em junho perante maio foi resultado da alta do dólar. Com o objetivo de recuperar consecutivas quedas de vendas nos últimos cinco anos, os importadores procuraram oferecer produtos e preços competitivos no início do ano. Mas com a persistente pressão do dólar, o setor foi forçado a rever promoções e até aumentar seus preços em reais”. Embora o cenário do setor de importação de veículos esteja difícil, por conta da variação cambial, e da instabilidade econômica por que passa o País, o presidente da Abeifa acredita que “o mercado deve reagir, como ocorre historicamente, no segundo semestre, em especial porque este ano teremos o Salão do Automóvel, quando os importadores apresentam suas novidades”. As cinco marcas que mais venderam, no primeiro semestre de 2018, foram a Kia Motors (6.095 unidades / +54,8%), Volvo (2.668 / +72%), Jac Motors (2.202 / +33,1%), Lifan (1.352 / +8,2%) e BMW (1.344 / +43,9%). No mês de junho, Kia Motors (858), Volvo (537), Jac (388), BMW (242) e Land Rover (223) foram o quadro das cinco marcas que mais licenciaram. Participações – Em junho último, o total de 3.013 unidades importadas da Abeifa significou 1,54% do mercado interno, que emplacou 195.066 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 11,73% (do total de 25.694 unidades importadas). Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 4.844 unidades licenciadas em junho. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa subiu para 2,48% do mercado interno de autos e comerciais leves (195.066 unidades). Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Land Rover e Suzuki fecharam o mês de junho com 1.831 unidades emplacadas, total que representou queda de 5,2% em relação a maio de 2018. Comparado a junho do ano passado, a alta é de 1,6%, quando foram emplacadas 1.802 unidades nacionais.  ©Foto Divulgação

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Fras-le lança pastilhas e sapatas de freio

A Fras-le intensifica sua atenção ao segmento de pastilhas e sapatas para motocicletas de até 300 cilindradas e estreia no Salão Nacional e Internacional de Motopeças, a ser realizado entre 15 e 18 de agosto de 2018, em São Paulo, lançando inicialmente um total de 63 itens, sendo 46 referências em pastilhas e 17 em sapatas. O novo portfólio estará disponível no mercado brasileiro, mas já com planos mais ousados para atender

os demais países da América Latina ainda neste ano. Na mesma data, participa da Feira Nacional de Autopeças, Motopeças, Acessórios, Equipamentos e Serviços – Autop, que acontece no Ceará, também reforçando o lançamento de itens para motos, bem como os demais produtos das Autopeças Randon. Para manter o mesmo padrão internacional de qualidade presente em seu portfólio, a Fras-le investiu no desenvolvimento de uma formulação exclusiva para estes novos produtos, proporcionando menor desgaste e agressividade ao disco e que resulta em desempenho de frenagem muito similar ao material original. A expectativa é de que a nova linha venha a ganhar relevante representatividade nas vendas, reforçando o port-

fólio de produtos da empresa, ancorada na credibilidade da marca já consolidada ao longo de mais de seis décadas e na qualidade dos produtos e dos serviços agregados que já são referência nas linhas leve e pesada. A frota nacional de motocicletas – 8º maior produtor mundial – é de 26 milhões de unidades com uma produção anual acima de 880 mil motos, conforme dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo). A entidade estima um crescimento de 5,9% para este ano. Somente no primeiro trimestre de 2018, o avanço na fabricação foi de 12,2%. No mercado externo, o crescimento superou os 33% de janeiro a março. 

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GENTE

Novos diretores na TMD Friction

Ronald Van Schaik.

Luiz Fernando Teixeira da Silva.

A TMD Friction, uma empresa do grupo Nisshinbo e detentora da marca Cobreq, anuncia a chegada de dois novos executivos para o time corporativo da companhia. Ronald Van Schaik assumiu neste mês a Diretoria Financeira da TMD Friction do Brasil, e Luiz Fernando Teixeira da Silva assume o cargo de Diretor Comercial da multinacional. Graduado em Contabilidade e pós-graduado em Economia Corporativa, Ronald Van Schaik é especializado em Controladoria pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e possui sólida experiência no mercado financeiro, com passagens por companhias como

Bosch, Stanley Black&Decker e Lincoln Electric. Diretor Financeiro da TMD Friction do Brasil, Luiz Fernando Teixeira da Silva possui experiência em Gestão de Negócios adquirida no mercado de autopeças da América Latina, atuando em Vendas, Marketing, Exportação, Desenvolvimento de Produto, preenchendo posições executivas em empresas como ZF, Freudenberg, MANN +HUMMEL, Federal Mogul, Borg Warner Turbo Systems e BOSCH. O executivo é graduado em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia Mauá e possui MBA em marketing pela ESPM. 

ZF anuncia alterações em sua Diretoria Peter Lake, membro da diretoria executiva para o Mercado Corporativo da ZF Friedrichshafen AG e Jürgen Holeksa, membro da diretoria executiva para recursos humanos, deixarão a empresa em 30 de setembro de 2018. Peter Lake, após ter concluído o seu contrato de três anos, encerrará o seu trabalho na ZF, como planejado. Com sua partida, suas responsabilidades anteriores para o Mercado Corporativo serão redistribuídas entre os demais membros do conselho e a nova posição unificada de vendas, como as demais posições centralizadas, estarão diretamente vinculadas ao CEO, Wolf-Henning Scheider. Jürgen Holeksa deixa o a diretoria exe-

cutiva em busca de novos desafios. “Peter Lake fez uma contribuição vital ao tornar a integração ZF-TRW, um sucesso. Além disso, para mais de 60.000 colaboradores da TRW, ele representa uma importante figura unificadora. Como profissional de vendas e de administração geral, Lake supervisionou a redefinição e a reestruturação das nossas operações globais de Vendas e Mercado e de negócios regionais. Por isso, nossos acionistas, membros do Conselho e da Diretoria Executiva gostariam de expressar o seu agradecimento e lhe desejar o melhor para o futuro”, afirma Josef Paefgen, presidente do Conselho. 

Solvay tem novo vicepresidente global O executivo Daniel Lopes Franco assumiu a posição de Vice-Presidente Global de Solventes da Solvay, em substituição a Daniela Manique, que foi promovida a presidente da unidade global de negócios Coatis, do Grupo Solvay. Essa unidade de negócios, dirigida a partir do Brasil, reúne as áreas de Solventes Oxigenados, Fenol e Derivados e Intermediários de Poliamida. Os Solventes Oxigenados da Solvay são utilizados pelas indústrias de tintas e vernizes, automotiva, calçados, madeira, couro e de produtos para limpeza doméstica e institucional. A base industrial e de criação e desenvolvimento de produtos está instalada em Paulínia -SP. Entre as missões de Daniel Franco em sua posição na Solvay está a expansão dos negócios de Solventes Oxigenados, uma das áreas em que a empresa é líder na América Latina e está fazendo investimentos para aumentar sua produção na fábrica instalada no Complexo Industrial São Francisco, em Paulínia (Brasil). Um dos objetivos da empresa é ampliar a internacionalização de suas atividades e produtos, especialmente através dos solventes sustentáveis derivados de fonte renovável da linha AUGEO.  ©Fotos Divulgação

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NOTÍCIAS ABIQUIM

PARALISAÇÃO DERRUBA VENDAS INTERNAS E EXPORTAÇÕES

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egundo estimativas da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim, o impacto da paralisação de caminhoneiros, no fim de maio e início de junho, no faturamento do segmento de produtos químicos de uso industrial, pode ter chegado a uma redução de 50% das receitas que poderiam ter sido obtidas em um período “normal” de vendas. Em maio, o índice de vendas internas registrou recuo de 17,54%, sobre o mês anterior, enquanto as exportações, em volume, foram reduzidas em 12,2%. Também pelas mesmas razões, o volume importado caiu 11,1%. No acumulado de janeiro a maio de 2018, o índice de produção exibiu retração de 5,54%, enquanto as vendas internas tiveram recuo de 0,12%, o volume de importações caiu 20,2% e o volume das exportações recuou 29,8%. Essas variáveis impacta-

ram a demanda interna por produtos químicos nos cinco primeiros meses do ano, sobretudo pela queda da produção e das importações. O consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação dos produtos químicos de uso industrial, recuou 8,7% de janeiro a maio, sobre igual período do ano passado. Em meio ao quadro difícil soma-se a pressão pela alta de preços dos produtos químicos no mercado internacional, puxada pelo petróleo, que subiu 12,1% em maio sobre abril e 32% nos cinco primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2017; e pela nafta petroquímica, que subiu 19,7% em maio sobre abril e 27,4%, nos cinco primeiros meses de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado. Variações calculadas a partir dos preços internacionais convertidos para reais.

Como o setor químico nacional não é formador de preços, mas sim tomador, houve impacto na precificação dos produtos no mercado local, em decorrência da combinação da alta das matérias-primas básicas e também do dólar. O índice de preços subiu 1,42% em maio, quinta alta consecutiva, acumulando 10,3% nos primeiros cinco meses deste ano. Em meio a esse cenário de dúvidas e incertezas, de muitas flutuações e pouca atratividade, o governo Federal resolveu extinguir o Regime Especial da Indústria Química (REIQ) a partir de setembro de 2018 e reduzir a alíquota do Reintegra (que era de 2% neste ano e de 3% a partir de janeiro de 2019) para 0,1% apenas do valor exportado a partir de junho. O REIQ, fruto de ampla negociação e discussão iniciada no Plano Brasil Maior, previa alíquotas fixas entre 2013 e 2015 e a retirada escalonada do benefício a partir de 2016, atingindo em 2018 a alíquota definitiva máxima. Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, e especificamente em relação ao REIQ, os fatores que levaram à sua criação continuam válidos ou até mesmo foram reforçados. “O setor químico é altamente estratégico para a indústria nacional e para o País, uma vez que se encontra na base de diversas cadeias produtivas, e a extinção do programa, de forma unilateral, gerará impactos danosos, com efeitos diretos sobre o aumento de custos das diferentes cadeias. Ainda há a necessidade de reverter o déficit atual da balança comercial brasileira de produtos químicos, cuja previsão é a de que alcance cerca de R$ 25 bilhões em 2018. ©Foto Divulgação

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O cenário macroeconômico de 2013 e o cenário de 2018 mantêm a indústria química fortemente desafiada a permanecer competitiva, fator comprovado pelo nível baixo de utilização de capacidade instalada, atualmente em torno de 74%. A indústria química norte-americana e de outros países, como Argentina, têm perspectivas de serem ainda mais favorecidas pelo abastecimento do “shale gas”, matéria-prima alternativa à nafta petroquímica, com preço muito inferior aos praticados no mercado nacional,

cenário agravado pelas recentes altas do barril de petróleo”. Para Fátima, eliminar o REIQ sem prévias discussões com o setor representará forte elevação de custos para as empresas. “Além de reforçar a recorrente incerteza regulatória que tanto compromete o ambiente de negócios do País e as decisões de novos investimentos, essa perda pode inviabilizar decisões tomadas anteriormente e que se valiam de uma condição de custos definidas para este ano”, avalia. 

Exportações têm pior resultado mensal desde a crise de 2008 O mês de maio foi particularmente preocupante para o setor químico brasileiro. Com resultados diametralmente opostos, as importações em produtos químicos foram as maiores desde setembro do ano passado, totalizando praticamente US$ 3,5 bilhões no mês, ao passo que as exportações, de US$ 862 milhões, representaram o pior resultado mensal em produtos químicos desde a crise econômico-financeira internacional em idos de 2008. Igualmente, as perspectivas para até o final do ano e para os próximos são bastante desencorajadoras no contexto da redução da alíquota do Reintegra de 2% para ínfimos 0,1% e da revogação do Regime Especial da Indústria Química (REIQ), por meio da Medida Provisória 836, de 30 de maio de 2018, medida que poderá gerar o fechamento de plantas, postos de trabalho e causar perdas que poderão chegar a R$ 3 bilhões até 2021. Nos últimos doze meses (junho de 2017 a maio de 2018), o déficit da balança comercial de produtos químicos, de US$ 25,2 bilhões, é mais um indicador que sinaliza para um www.borrachaatual.com.br

agravamento do cenário, apontando um avanço de 7,7% na comparação com o déficit do total de 2017, de US$ 23,4 bilhões. De janeiro a maio de 2018, o Brasil importou US$ 15,6 bilhões e exportou US$ 5,4 bilhões em produtos químicos, perfazendo um déficit de US$ 10,2 bilhões no período. Na comparação com os mesmos meses do ano passado, as importações cresceram 11,8%, enquanto houve retração das exportações em 2%. “Se considerada a situação de fragilidade do mercado interno e a necessidade imperiosa de exportação, a redução do Reintegra – definido pelo Governo como um benefício, quando, na verdade, é um mecanismo de ressarcimento tributário – não faz o menor sentido. Essa decisão coloca em risco a frágil retomada do crescimento econômico brasileiro e especialmente os empregos de qualidade gerados pelas empresas exportadoras de produtos de alto valor agregado e de elevado nível tecnológico, como é o caso da química”, destaca o presidente-executivo da Abiquim, Fernando Figueiredo. 

Congresso de Atuação Responsável debaterá sustentabilidade e segurança na logística A logística é um processo fundamental para a competividade de todos os segmentos econômicos no Brasil. O Congresso de Atuação Responsável realizado pela Abiquim promoverá no segundo dia do evento, 16 de agosto, salas temáticas sobre a importância de se ter uma logística sustentável e ações para aumentar a segurança no transporte de produtos químicos. No período da manhã será realizada a sala “Logística Sustentável”, na qual serão debatidas as ações para aumentar a sustentabilidade na logística. “A importância das práticas sustentáveis têm crescido e o tema deverá fazer parte da revisão do Sassmaq (Sistema de Avaliação de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Qualidade), que deverá ser feita em 2019”, explica o coordenador da Comissão de Logística da Abiquim e coordenador de Projetos de Logística da Braskem, Fernando Henriques. O Congresso de Atuação Responsável será realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Novotel Center Norte, na capital paulista, e terá como tema a “A Química do Futuro: Universo de Possibilidades e Desafios”. As salas temáticas abordarão temas que afetam as empresas nas áreas de saúde, segurança, meio ambiente e sustentabilidade. O evento reúne a cada edição um público de mais de 500 pessoas entre profissionais de empresas nacionais e estrangeiras, profissionais liberais, representantes do governo, da academia, da sociedade civil, cientistas, ongs e sindicatos. O 17º Congresso de Atuação Responsável tem o patrocínio da Arlanxeo, Basf, Birla Carbon, Braskem, Chemours, Clariant, Comissão Setorial de Silicones, Covestro, Croda, Dow, Elekeiroz, ExxonMobil, Huntsman, Ingevity, Innova, Nitro Química, Oxiteno, Rhodia, Unigel e Unipar Carbocloro.

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NOTAS CALÇADOS

MANTIDA ALÍQUOTA PARA IMPORTAÇÃO

A

Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) comemora a manutenção da alíquota de importação de 35% para calçados de três NCMs (a maioria deles do segmento de esportivos). A resolução foi tomada em reunião realizada no dia 19 de junho, na Câmara de Comércio Exterior (Camex), órgão ligado ao Governo Federal que regulamenta as questões relativas ao comércio exterior de bens e produtos. Originalmente, a solicitação dos importadores de calçados esportivos era de uma redução de 35% para 20% na alíquota, o que poderia provocar uma onda de desemprego na indústria calçadista nacional. “A Camex foi sensível ao nosso argumento, que teve o auxílio e embasamento técnico da AS Consultoria, de que com tal redução teríamos uma perda significativa de empregos”, conta o presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein. Atualmente a indústria calçadista gera, diretamente, cerca de 300 mil postos de trabalho em todo o País. Segundo Klein, a redução abriria as portas para a concorrência desleal, especialmente de grandes marcas esportivas produtoras na Ásia. “Sem a alíquota atual (35%), de 2000 a 2007 as importações de calçados aumentaram quase 500%, de 6 milhões de pares para 28,7 milhões. O fato destruiu empregos no Brasil, fechou fábricas. Seria um desastre, ainda mais em um momento conturbado para o setor, repetir o mesmo erro”, avalia Klein, ressaltando que a atividade segue abalada pela queda da demanda, especialmente do mercado doméstico. Feira italiana deve gerar US$ 40 milhões – Os quatro dias da Expo Riva Schuh mostraram que os brasileiros estão no caminho certo para aumentar a

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presença do Made in Brazil no mercado internacional. As 46 marcas que participaram da mostra italiana, realizada entre 16 e 19 de junho em Riva del Garda, com o apoio do Brazilian Footwear, programa de incentivo das exportações de calçados realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), terminam a feira com a expectativa de alcançar US$ 40 milhões em negócios, entre os pedidos efetivados e os alinhavados no evento. O número é 22,5% superior ao da edição de junho de 2017, quando a expectativa foi de US$ 31 milhões. No total foram mais de 800 contatos, sendo metade deles novos. Resultados – Para a Bottero, que participa há mais de 15 anos da Expo Riva Schuh, esta foi uma das melhores edições. “A feira sempre foi uma boa plataforma para contato e atendimento a distribuidores, mas agora conseguimos fazer novos contatos de qualidade e, ainda, efetuar vendas. Abrimos três novos mercados, Canadá, Azerbaijão e República Tcheca, além de novos clientes em países que já trabalhamos”, comemora Paulina Klein, coordenadora de exportação da Bottero, que participou da mostra com as marcas Madeira Brasil e Verofatto. Os resultados também foram positivos para a Sollu. Segundo Alexandre Salomão, gerente de exportação da marca masculina, embora a feira não tenha registrado a movimentação esperada, os compradores que visitaram o estande da marca eram qualificados. Salomão comenta que a coleção da Sollu vem se destacando a cada temporada, atraindo cada vez mais compradores de diferentes países, o que confirma a importância do investimento na adaptação dos produtos.

“Hoje temos um feedback muito positivo da nossa coleção e a feira nos auxilia no processo de abertura de mercados, especialmente no Leste Europeu, o que se confirmou com a abertura de clientes na Polônia e Ucrânia, além do Canadá, que ainda não trabalhávamos”, avalia. Em sua primeira participação na Expo Riva Schuh, a GVD International, detentora da marca Pyramidis, termina a feira com a sensação de dever cumprido. De acordo com Wagner Kirsch, diretor comercial da empresa, a mostra superou as expectativas. “Recebemos todos os clientes que havíamos agendado e de bônus ainda conseguimos nos aproximar de compradores que buscávamos, mas ainda não tínhamos contato. A plataforma se mostrou muito importante para a nossa empresa pela visitação e pelo timing, que atende as necessidades dos nossos clientes”, conta. Participaram da feira as marcas Klin, Werner, Andacco, Carrano, Madeira Brasil, Verofatto, Piccadilly, Pegada, Vizzano, Beira Rio Conforto, Moleca, Molekinha, Molekinho, Modare Ultraconforto, Usaflex, Tabita, Pampili, Cravo & Canela, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Stéphanie Classic, Cristofoli, Azaleia, Dijean, Suzana Santos, Renata Mello, Kildare, Sapatoterapia, Democrata, Petite Jolie, Sollu, Pimpolho, Indiana Colours of Brazil, Grendha, Grendene Kids, Copacabana, Capelli Rossi, Capodarte, Dumond, ADG Export, Adrun, Pyramidis e Arezzo. Greve causa prejuízo de US$ 50 milhões – A paralisação dos caminhoneiros brasileiros gerou prejuízos não somente nas vendas internas de calçados, mas também nas exportações. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalwww.borrachaatual.com.br


NOTAS CALÇADOS çados), no mês de maio foram embarcados 6,4 milhões de pares que geraram US$ 56 milhões, quedas de 32,7% e de 45,6%, respectivamente, no comparativo com o maio de 2017 (9,5 milhões e US$ 103 milhões). O número interrompe a recuperação iniciada em abril, quando os embarques aumentaram quase 20% em relação a 2017. Com o resultado de maio, os calçadistas somaram 46,75 milhões de pares e US$ 400,3 milhões em exportações nos cinco primeiros meses do ano, quedas de 5% e de 9,3%, respectivamente, no comparativo com igual ínterim do ano passado. Estados – Entre janeiro e maio deste ano, o Rio Grande do Sul seguiu liderando o ranking de estados exportadores. No período, os fabricantes gaúchos embarcaram 11 milhões de pares por US$ 176,5 milhões, quedas de 3% e de 3,8%, respectivamente, em relação ao mesmo ínterim de 2017. Na sequência, aparece o Ceará, que exportou 18,5 milhões de pares por US$ 100,38 milhões, alta de 1,5% em volume e queda de 5,3% em faturamento em relação a mesmo período do ano passado. O terceiro maior exportador do período foi São Paulo. Amargando forte queda em relação a 2017 (16% em pares e 12% em faturamento), os paulistas embarcaram 6,9 milhões de pares por US$ 46,23 milhões. Destinos – Na parte de cima do ranking de destinos, o único com percentual positivo é a Argentina, apesar de também ter registrado queda isolada em maio. Entre janeiro e o mês passado, os argentinos compraram 4,2 milhões de pares que geraram US$ 64,83 milhões, altas de 17,4% e de 15,4%, respectivamente, em relação a igual período de 2017. Registrando quedas consecutivas desde o início do ano, os Estados Unidos seguem no segundo posto. No período, os norte-americanos compraram 4,27 milhões de pares por US$ 59 milhões, quedas de 9,3% e de 25,4%, respectivamente, na relação com igual ínterim de

2017. O Paraguai, país que importa basicamente calçados praianos com preço médio menor, aparece no terceiro posto, com a importação de 6,68 milhões de pares verde-amarelos por US$ 25,54 milhões, incremento de 16% em volume e queda de 34,4% em receita no comparativo com mesmo período do ano passado. Importações – A abrupta elevação da cotação do dólar sobre o real não foi suficiente para frear o ímpeto das importações de calçados. Em maio, entrou no Brasil 1,87 milhão de pares por US$ 23,16 milhões, altas de 4,3% e de 0,4%, respectivamente, na relação com mesmo período de 2017. Com isso, as importações dos cinco primeiros meses do ano somaram 12,17 milhões de pares e US$ 153,34 milhões, altas de 16% e de 5% em relação a igual período do ano passado. As principais origens seguem sendo os países asiáticos. Somente Vietnã, Indonésia e China respondem por 94% dos calçados importados pelo Brasil. Entre janeiro e maio, foram importados do Vietnã cinco milhões de pares por US$ 83 milhões, altas de 14,8% em volume e de 5,1% em receita no comparativo com 2017. A segunda origem do calçado importado no período foi a Indonésia, de onde partiram rumo ao Brasil 1,63 milhão de pares pelos quais foram pagos US$ 27,53 milhões, alta de 0,4% em volume e queda de 1% em receita em relação a mesmo período do ano passado. Na sequência aparece a China, país que enviou para o Brasil 5,22 milhões de pares por US$ 19,5 milhões, altas de 31,1% e de 25,7%, respectivamente, em relação a igual ínterim de 2017. Em partes de calçados, cabedais, palmilhas, solas etc, as importações chegaram a US$ 25,3 milhões no período, alta de 40,6%. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai. 

Abicalçados lança nova identidade visual Buscando adaptar à nova realidade do mercado, que busca relações mais próximas, simples e objetivas, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) lançou, na ocasião do Prêmio Direções, dia 26 de abril, uma nova identidade visual. Sem perder a essência da entidade, criada em 1983 e que representa as mais de sete mil indústrias de calçados brasileiras, a identidade foi modernizada de acordo com as tendências do minimalismo. “Optamos por um visual mais clean e objetivo, objetividade essa que é premissa fundamental para o sucesso num mundo cada vez mais cheio de informação, onde a relevância deve ser observada”, explica a coordenadora de Promoção de Imagem da Abicalçados, Alice Rodrigues. 

©Foto: Echosystem/Pixabay 2018

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MATÉRIA TÉCNICA

SUBSTITUIÇÃO DO SISTEMA NBR/PVC

Uma solução inovadora para resistência ao ozônio com ganhos em propriedades e redução de custo Autore: Luciano Vicente - Consultor Técnico Comercial - Retilox Química

Blendas de borracha nitrílica (NBR) e Policloreto de vinila (PVC) são de grande interesse comercial na indústria transformadora, uma vez que a NBR possui grande afinidade com o PVC, devido ao caráter polar da acrilonitrila. Através desse compósito, assim chamado por ser a mistura de dois materiais de natureza diferente sem haver reação de ligação entre eles, se obtêm a soma das características positivas e negativas de cada material, sendo que dentro das positivas, o PVC contribui com a resistência ao Ozônio, além de funcionar como um auxiliar de fluxo e a NBR contribui com a resistência ao óleo e flexibilidade. O ponto sensível em se tratando das características negativas desse tipo de blenda são suas características mecânicas, pois o PVC não faz ligações, seja com outros polímeros, seja com os sistemas de vulcanização via enxofre ou cura via peróxido, piorando a deformação permanente e demais propriedades mecânicas. Já a cura da NBR não atinge níveis de reticulação mais altos, devido à obstrução espacial do PVC, contribuindo com a redução das propriedades mecânicas.

Nova Tecnologia Retilox A Retilox Química, na busca de soluções mais otimizadas e de melhor custo benefício para o mercado, desenvolveu uma nova tecnologia que substitui o PVC da blenda NBR com vantagens, mas mantendo a resistência ao ozônio com a mesma eficiência e com possibilidade de redução de custo da fórmula de até 15%. Através dessa nova tecnologia também é possível co-reticular a blenda em sua totalidade utilizando um sistema de cura via peróxido, aumentando assim as características mecânicas. Essa nova tecnologia da Retilox está sendo apresentada ao mercado através do produto em master que

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contém um sistema de cura, sistema de compatibilização e sistema de proteção completo, pronto para ser “blendado” com a borracha de NBR de qualquer tipo. O Retimaster CL30/40® pode ser aplicado na fabricação de peças por injeção, compressão e cura em sistemas abertos como ar quente, leito fluidizado e outros, que são usados para fazer perfis e mangueiras.

As vantagens da Nova Tecnologia desenvolvida pela empresa: • • • • • •

Resistência aos óleos melhorada; Resistência a combustíveis melhorada; Maior segurança de processo e shelf life; Redução do DPC; Redução do número de ingredientes na formulação; Resistência ao ozônio igual, ou melhor, dependendo da formulação; • Flexibilidade na formulação com referência ao teor de ACN propiciando o controle do inchamento de fluídos; • Melhora do desempenho em baixas temperaturas; • Maior faixa de temperatura de trabalho.

Estudo de caso Estudos feitos utilizando o Retimaster CL30/40® e uma NBR com 33% de Acrilonitrila (N615), demonstram como é perfeitamente viável a substituição do PVC na blenda com vantagens. Em uma blenda de 68PHR de NBR com 47,4PHR do Retimaster CL30/40®, que contribui com 32PHR de polímero, o teor de cloro será semelhante ao teor de cloro de uma NBR/PVC com 30% de PVC na composição, situação presente nas formulações de NBR/PVC mais comuns no mercado. www.borrachaatual.com.br


Fórmula de Teste Proposta:

PROPRIEDADES FÍSICAS

PI 440 E1

IMERSÃO EM ÓLEO IRM 903 70@100C

FICHA DE FORMULAÇÃO QUANTIDADE

CÓDIGO 1,000

REVISÃO:

0

DUREZA (ShA) PONTOS -10 A +5

-10,40

DESCRIÇÃO

TR (%) - 25 MAX

-12,76

COMPOSTO

AR (%) - 45 MAX

-11,81

VARIAÇÃO DE VOLUME (%)

28,01

SUBST NBR / PVC - 70% / 30% COMPOSTO COM RETIMASTER PVC

TESTE DE OZONIO

MATERIAL

QTDE

TOL +/-

%

PHR

Ordem

N615B (NBR 33% DE ACN)

0,339

0,034

33,9%

68,0

1

ZnO

0,025

0,001

2,5%

5,0

NEGRO DE FUMO N762

0,299

0,015

29,9%

60,0

RETIMASTER CL 30/40

0,237

0,012

23,7%

PLASTIFICANTE DOA

0,100

0,005

10,0%

1,000

0,050

100,0%

SEM TRICAS

2

PROPRIEDADES FÍSICAS

PI 440 E1

2

IMERSÃO EM ÓLEO IRM 901 70@100C

47,4

1

DUREZA (ShA) PONTOS -5 A + 10

20,0

2

TR (%) - 25 MAX

0,39

AR (%) - 45 MAX

-3,31

VARIAÇÃO DE VOLUME (%) -10 A + 5

2,47

DUREZA (ShA) PONTOS - 10 A +5

Reometria ODR, Arco 1O - 180 O C - 3 minutos Torque mínimo (lb.in)

6,70

Torque máximo (lb.in)

35,20

T2 (min.seg)

00:53

T90 (min.Seg)

02:35

ASTM D 2000 M2 BG 714 B14 B34 EO14 EO34 EF 11 EF 21 EA 14

PROPRIEDADES FÍSICAS

PI 440 E1

Método

-4,90

DUREZA (ShA) 70 +/- 5

81,00

ASTM D2240

TR (MpA) 14 MIN.

17,76

ASTM D412

AR (%) 250 MIN.

157,00

ASTM D412

ASTM D471 -29,00

TR (%) - 25 MAX

-64,18

AR (%) - 45 MAX

-46,27

VARIAÇÃO DE VOLUME (%)

49,26

PROPRIEDADES FÍSICAS

PI 440 E1

IMERSÃO EM FLUIDO A 70H @ 23 C

Método ASTM D471

DUREZA (ShA) PONTOS +/- 10

-6,20

TR (%) - 25 MAX

-8,34

AR (%) - 25 MAX

-4,71

VARIAÇÃO DE VOLUME (%) -5 A + 10

2,47

IMERSÃO EM FLUIDO B 70h @ 23 C DUREZA (ShA) PONTOS 0 A -30

Método ASTM D471

IMERSÃO EM Fuel C 48h a 40C

Resultados dos testes – Comparativo de desempenho com as normas técnicas:

ESPECIFICAÇÕES

ASTM D1149

20% ALONGAMENTO/ 50 PPHM DE 03/ 24H À 40C

200,40

Método ASTM D471

ASTM D471 -13,20

TR (%) - 60 MAX

-48,18

AR (%) - 60 MAX

-52,97

VARIAÇÃO DE VOLUME (%) 0 A + 40

34,95

Reometria ODR, Arco 1 180C - 3 Min Torque mínimo (Ib. in)

6,70

Torque máximo (Ib. in)

35,20

T2 (min. seg)

00:53

T90 (min. seg)

02:35

Conclusão

Envelhecimento Após 70h @ 100C DUREZA (ShA) PONTOS +/- 15 TR (%) +/- 30

5,80 6,71

AR (%) - 50 MIN.

-0,43

DPC 22h @ 100C 25% MAX.

18,25

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ASTM D395, Met. B; Sólido

O Retimaster CL30/40® desenvolvido pela Retilox Química pode substituir o PVC com vantagens técnicas e econômicas nas blendas de NBR, permitindo ao formulador uma maior flexibilidade no controle das propriedades necessárias para atingir a qualidade necessária à aplicação e com um número de componentes menor que as fórmulas originais com NBR/PVC convencionais vulcanizados com enxofre. Pela interação obtida com a co-reticulação, as propriedades químicas, físicas e processabilidade são mais estáveis e promovem ganho de controle dimensional, aumento de produtividade e melhoria dos custos globais. 

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FRASES & FRASES

Um homem de sucesso é aquele que cria uma parede com os tijolos que jogaram nele. David Brinkley

“Se você não está disposto a arriscar, esteja disposto a uma vida comum.” Jim Robin

“Todos os seus sonhos podem se tornar realidade se você tiver coragem para perseguí-los.” Walt Disney

“Nāo é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança.” Charles Darwin

“Dois tipos de pessoa vāo te dizer que você nāo pode fazer a diferença neste mundo: as que têm medo de tentar e as que têm medo de que você se dê bem.” Ray Goforth

“O ponto de partida de qualquer conquista é o desejo.” Napoleon Hill

“Olhar e não enxergar é compreensível. Sentir e não agir, imperdoável.” Tony Flags

“Todo progresso acontece fora da zona de conforto.” Michael John Bobak

“Daqui a vinte anos, você nāo terá arrependimento das coisas que fez, mas das que deixou de fazer. Por isso, veleje longe do seu porto seguro. Pegue os ventos. Explore. Sonhe. Descubra.” Mark Twain

“Se a superficialidade feminina é impenetrável, o que dizer de suas profundezas?” Charles Bright

“Nosso maior medo nāo deve ser o fracasso, mas ser bem-sucedido em algo que nāo importa.” Francis Chan

“Muitas das falhas da vida ocorrem quando nāo percebemos o quāo próximo estávamos do sucesso na hora que desistimos.” Thomas Edison

“Coragem é a resistência ao medo, o domínio do medo, nāo a ausência do medo.” Mark Twain ©Foto: Free-Photos/Pixabay 2018

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CLASSIFICADOS

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AGENDA

AGOSTO/2018

Ano XXI

II • Nº 137

15 e 16/08 17º Congresso de Atuação Responsável

SETEMBRO/2018

Expobor BRAZILIAN RUBBER YEARBOOK ANUARIO BRASILEÑO DEL CAUCHO 04

2017 - 2018

borrach .com.br aatual ISSN 231

7-4544

46 Paralisa

ção derruba vendas int ernas e exportaçõe s 50 Solução inovadora em substit uição ao sistema NB R/PVC

2018

Expectat iv otimista as mais s para o futuro

ENTREV

Adriana Mor ISTA asco, Dire tora Especialida des Químicas Comercial de da Braskem

33 MAQU INA

TUAL Agronegócio repudia tabelamento do frete

Editora

Local: São Paulo EXPO – São Paulo/SP - Brasil Informações: congresso@saebrasil.org.br Tel: 11 3287 2033

21ª EDIÇÃO

03 a 05/09 27º SAE BRASIL Congresso 2018 A Engenharia do Futuro - Novos Horizontes para a Mobilidade

2018 • ASP A Editora

de pode diminu quado ir sua eficiência

ANUÁRIO BRASILEIRO DA BORRACHA

Local: Novotel Center Norte – São Paulo/SP - Brasil Informações: Tel. 11 2148-4700/4715 E-mail: congressoar@abiquim.org.br Sites: https://congressoar.com.br www.abiquim.com.br

• Jul/Ago

12 Pneu ina

2017 - 2018

Editora

Job: 24177-004 -- Empresa: africa -- Arquivo: AFD-24177-004-QUANTIQ-RV-Borracha-Atual-210X280_pag001.pdf

19 a 21/09 The 18th International Exhibition on Rubber Technology

Registro: 188168 -- Data: 15:33:02 07/07/2017

Local: Shanghai New International Expo Centre Informações: en.rubbertech-expo.com

OUTUBRO/2018 09 a 11 International Rubber Expo - Louisville Local: Kentucky International Convention Center Informações: call 330-595-5535 E-mail: reg@rubber.org

NOVEMBRO/2018

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11 3044-2609

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12 e 13 7º Simpósio SAE Brasil de Veículos Elétricos e Híbridos – Simultaneamente ao Salão Internacional do Automóvel Local: São Paulo Expo, Água Funda - São Paulo/SP - Brasil Informações: call 330-595-5535 E-mail: reg@rubber.org

20 e 21 Africa Rubber Expo & Summit 2018 Local: Johannesburg / África do Sul Informações: TechnoBiz Communication Tel: +66-2-933 0077 / Fax: +66-2-955 9971 Sites: www.rubbertechnology-expo.com www.rubber-expo.com

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