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borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 136 • Mai/Jun 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

08 EXPOBOR mostra tecnologia e inovação da borracha

22 Vencedores do

14º Prêmio TOPRUBBER Maiores & Melhores

60 Eletricidade estática em compostos de borracha

Presente e Futuro andam lado a lado 04 ENTREVISTA

Flavio Bettiol Jr, Diretor de Negócios da Unique Rubber Technologies

42 MAQUINATUAL

ABIMAQ pede igualdade na competição comercial


SUMÁRIO

borrachaatual .com.br Ano XXIII • Nº 136 • Mai/Jun 2018 • ASPA Editora

ISSN 2317-4544

08 EXPOBOR mostra tecnologia e inovação da borracha

22 Vencedores do 14º Prêmio TOPRUBBER Maiores & Melhores 60 Eletricidade estática

em compostos de borracha

Presente e Futuro andam lado a lado 04 ENTREVISTA

Flavio Bettiol Jr, Diretor de Negócios da Unique Rubber Technologies

04

Entrevista

08 22 26 32 36 38

Expobor mostra tecnologia e inovação

Flavio Bettiol Jr, Diretor de Negócios da Unique Rubber Technologies

Premiação TopRubber 2017 Notas Pneus Notas Calçados Óleo errado aumenta o gasto com combustível Caminhoneiros parados fazem economia engatar marcha-a-ré

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Notícias Abiquim

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MAQUINATUAL

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Notas & Negócios

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42 MAQUINATUAL

ABIMAQ pede igualdade na competição comercial

Revogação do REIQ agravará situação da indústria química Abimaq pede igualdade na competição industrial

Notícias ABTB

17º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha

Gente Matéria Técnica

Eletricidade estática em compostos de borracha

Frases & Frases

EDITORIAL Onde pousa o futuro O futuro convive com o presente. Isso só é possível pelo fato de que ele não acontece ao mesmo tempo em todos os lugares. O popular ditado “quando o futuro chega torna-se presente”, já é uma meia verdade originada pelo rápido desenvolvimento cibernético e digital da sociedade moderna. Tal qual um fênix tecnológico, a escolha de onde pousar baseia-se na receptividade à criatividade, educação, conhecimento e respeito ao ser humano. Talvez estas sejam as razões do futuro pousar sempre em primeiro lugar em regiões como a Europa, Estados Unidos, China ou Japão e somente muito tempo depois em países ou regiões mais atrasadas. O futuro só chega para quem o procura de verdade com planejamento, trabalho e devoção. Em meio à agitação do movimento caminhoneiro, foi realizado o 14º Prêmio TOPRUBBER – MAIORES & MELHORES, promovido mais uma vez com sucesso pela Revista BORRACHA ATUAL. O mundo brasileiro da borracha, tão maltratado pelos desmandos econômicos e incertezas políticas, deu uma mostra que está vivo e vai lutar arduamente para sobreviver, como foi demonstrado pelas empresas vencedoras do prêmio em cada uma das 21 categorias. A máxima ainda está valendo: “O brasileiro não desiste nunca” Em junho realiza-se a EXPOBOR, o maior evento brasileiro da borracha, que mostrará as inovações do setor e as perspectivas de um mercado em franca transformação. A BORRACHA ATUAL estará presente e registrará mais uma vez o que de melhor temos a mostrar ao mundo. Uma ótima leitura aos nossos assinantes e amigos!

Classificados

ANTONIO CARLOS SPALLETTA Editor

Agenda

EXPEDIENTE

Ano XXIII - Edição 136 - Mai/Jun de 2018 - ISSN 2317-4544 Diretores: Adriana R. Chiminazzo Spalletta Antonio Carlos Spalletta

A revista Borracha, editada pela Editora ASPA Ltda., é uma publicação destinada ao setor de Borracha, sendo distribuído entre as montadoras de automóveis, os fabricantes de artefatos leves, pneus, camelback, calçados, instituições de pesquisa, órgãos governamentais e universidades. As opiniões expressas em artigos assinados não são necessariamente as adotadas pela Borracha Atual. É permitida a reprodução de artigos publicados desde que expressamente autorizados pela ASPA Editora.

www.borrachaatual.com.br

Editora Aspa Ltda.: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. CNPJ: 07.063.433/0001-35 Inscrição Municipal: 106758-3 Redação: Rua Com. Bernardo Alves Teixeira, 695 13033-580 – Vila Proost de Souza – Campinas/SP. redacao@borrachaatual.com.br

Assinatura e Publicidade: Tel/Fax: 11 3044.2609 assinaturas@borrachaatual.com.br www.borrachaatual.com.br Jornalista Responsável: Adriana R. Chiminazzo Spalletta (Mtb: 21.392) Projeto: Three-R Editora e Comunicação Ltda www.threer.com.br Foto Capa: Divulgação. Impressão: Mais M Comercial Editora. Tiragem: 5.000 exemplares

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ENTREVISTA das com ligação, ou seja, bandas que já saem diretamente da Unique para seus clientes com ligação aplicada. Somando isso às bandas no tamanho exato da carcaça, disponibilizamos produtos muito mais eficientes e soluções adequadas para cada um de nossos clientes, do ponto de vista industrial.

Flávio Bettiol Jr.

Diretor de Negócios da Unique Rubber Technologies

“Investimos continuamente para sempre estarmos à frente no desenvolvimento de novas tecnologias.” Flávio Bettiol Jr. Engenheiro Mecânico formado pela FEI, Diretor de Negócios da Unique Rubber Technologies. Nesta entrevista para REVISTA BORRACHA ATUAL, Flávio Bettiol Jr. faz uma retrospectiva da atuação da Unique no Brasil, fala sobre novas tecnologias, como a empresa conseguiu passar pela crise e perspectivas de crescimento para este ano.

“A Unique foi pioneira em várias inovações, como o desenvolvimento de bandas pré-moldadas com ombros arredondados e abas laterais.”

Borracha Atual – Poderia fazer um breve histórico da empresa? Flávio Bettiol Jr. – A Unique possui ampla expertise na fabricação de produtos de borracha, proveniente de mais de 40 anos de solidez no mercado. Contando com uma unidade industrial de 250 mil m² de área total, dos quais 65 mil são dedicados exclusivamente à estrutura fabril, estamos preparados para atender às mais variadas demandas do mercado de borracha com tecnologia de ponta e soluções eficazes. Com isso, garantimos maior qualidade e competitividade para os clientes. Quais as principais inovações que a UNIQUE trouxe para o mercado desde sua fundação? A Unique foi pioneira em várias inovações, como o desenvolvimento de bandas pré-moldadas com ombros arredondados e abas laterais para redução do arraste lateral em pneus de carretas, isso ainda na década de 1980. Dentre as inovações de maior impacto, vale destacar a criação de bandas no tamanho exato da circunferência do pneu, fazendo com que o reformador reduza o tempo de preparo da banda (com cortes e emendas) e também o desperdício de matéria-prima e o impacto ambiental. Ainda vale reforçar as ban-

Quais os diferenciais tecnológicos que a UNIQUE apresenta em relação à concorrência? Temos um dos mais modernos parques fabris para a produção de borracha de todas as Américas. Continuamente investimos fortemente em melhoria de equipamentos, processos e pessoas, para que sempre estejamos à frente no desenvolvimento de novas tecnologias ligadas ao nosso mercado. A estrutura conta com dois laboratórios; um deles faz o acompanhamento permanente de todo o processo produtivo e outro desenvolve e analisa matérias-primas e compostos de outros players, visando o aperfeiçoamento dos produtos produzidos. Além disso, a modernização de equipamentos nos permitiu ganhos produtivos significativos por meio da automação industrial. Acompanhamos de perto os avanços tecnológicos industriais recentes da indústria 4.0. Tudo que pode agregar ao resultado operacional sem causar perdas ao lado humano é considerado para melhoria e atualização. A empresa tem mostrado significativo crescimento nos últimos anos. Além dos diferenciais tecnológicos, quais as outras razões para este crescimento? O cuidado permanente sobre processos para a obtenção de aumento de produtividade pode ser indicado como um dos fatores que impulsionaram o crescimento da Unique nos últimos anos. A composição e análise de cenários econômicos possíveis também nos ajudam a entender como podemos me-

lhorar em negociações junto a fornecedores e clientes.

Em que posição a UNIQUE se encontra ora no mercado brasileiro? Estamos entre os maiores players do mercado brasileiro de produção de produtos de borracha. Quais os produtos da empresa? Atendemos diversas empresas dos mais variados segmentos de atuação do mercado da borracha, com ênfase em dois segmentos específicos: produtos para reforma de pneus e compostos de borracha. Produzimos bandas pré-moldadas com tecnologia exclusiva para importantes marcas do mercado brasileiro e sul-americano de reforma de pneus. No segmento de compostos, atendemos empresas de destacada atuação no ramo de autopeças e também de produção de pneus novos. Quais certificações de qualidade são exigidas pelos clientes da empresa? Atendemos às especificações de formulação de compostos conforme a necessidade, ou seja, produzimos rigorosamente dentro dos padrões exigidos e acordados com os nossos clientes, sempre mantendo o padrão de qualidade que nos tornou referência nesse segmento do mercado. Fora isso, vale ressaltar que a Unique também dispõe de duas importantes certificações de qualidade: ISO 9001/2008 (Sistema de Gestão da Qualidade) e Portaria 56 do INMETRO (Bandas de Rodagem de Borracha de Ligação). O aumento das vendas no setor automotivo sinaliza melhores dias para a indústria? Certamente. No Brasil o setor automotivo representa muito e leva consigo

outros segmentos que completam uma cadeia de suprimentos, onde encontra-se a Unique. Como mencionado anteriormente, atendemos clientes dos segmentos de autopeças, de produção de pneus novos e de reforma de pneus, portanto o aumento das vendas no setor automotivo tende a refletir positivamente nos nossos negócios também e na indústria como um todo.

Como a empresa está estruturada no Brasil e América Latina? A Unique tem sua sede na cidade de São Leopoldo/RS e não conta com plantas auxiliares ou centros de distribuição pelo Brasil ou outros países. Concentramos toda a nossa produção e logística nessa unidade e através dela atendemos todos os clientes do Brasil e da América do Sul. Atualmente fora do Brasil temos clientes na Argentina, Chile, Uruguai e negócios em andamento para expansão em outros países como Peru, Colômbia e Equador. Qual a importância do setor de Pesquisa e Desenvolvimento dentro da empresa? O setor de Pesquisa e Desenvolvimento é visto dentro da operação da Unique como estratégico e fundamental, pois por meio dele acompanhamos o movimento do mercado e dos nossos concorrentes, além de manter sempre o alto padrão de qualidade da formulação dos produtos desenvolvidos pela Unique. A Exportação pode ser considerada prioridade? Dentro do plano estratégico da Unique, a exportação tem espaço importante. Há grandes possibilidades a serem exploradas em países sul-americanos e asiáticos, além de mercados emergentes. Por outro lado, o mercado brasileiro é muito grande e conta com importantes e representativos clientes.

©Foto Divulgação

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ENTREVISTA

“O mercado está melhor do que em 2017, mas ainda com um longo caminho de retomada de crescimento.” Como a empresa conseguiu “sobreviver” à crise dos últimos anos? Um dos valores fundamentais da Unique é “Melhoria Contínua” e durante esse período nos voltamos para os processos, com muita atenção aos detalhes para justamente manter clientes sem perder qualidade. Por meio de um entendimento profundo do mercado e de como nos posicionamos dentro dele, tomamos as decisões tidas como as melhores para o cenário do momento e com isso “superar” o momento de incerteza. Certamente o mercado está melhor do que em 2017, mas ainda com um longo caminho de retomada de crescimento e recuperação de volumes e oportunidades. A variação cambial é um fantasma que ronda a economia e a produção industrial? Todos os segmentos do mercado são afetados de uma forma ou outra pela variação cambial, uns mais e outros menos, no caso da indústria não é diferente. O nosso segmento da indústria depende de muitos insumos importados, portanto o peso da variação cambial sempre influencia no resultado. É importante fazer boas negociações e estar constantemente atento aos cenários econômicos, tentando evitar eventuais surpresas. Quais as perspectivas de crescimento da UNIQUE para 2018? Estamos crescendo acompanhando o movimento de nossos clientes, ou seja, conforme a demanda de produ-

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ção aumenta significa a própria retomada de negócios. Vemos uma reação por hora, mas que tende a crescer principalmente a partir do segundo semestre. A possibilidade de novos negócios e clientes também tende a aumentar a partir de 2018.

O mercado brasileiro de compostos tende a crescer a partir deste ano? Acredito que sim, porém a retração foi bem grande frente à crise, principalmente no segmento de compostos de borracha. A retomada de crescimento deve ser lenta e gradativa, mas para termos crescimento operacional além da retração obtida, provavelmente levaremos muito tempo ainda. O mercado brasileiro de autopeças de borracha ainda é bastante afetado pela importação de peças prontas? Como isto pode mudar? O Brasil tem uma indústria apta e capaz de suprir as necessidades produtivas internas, mas devido à balança comercial ainda sofre com a questão de importação de peças e artefatos de borracha. O caminho para a valorização do produto brasileiro frente ao importado, acredito que passe pela criação de políticas que incentivem a produção e a competitividade. Como mencionei antes, a instabilidade da balança comercial faz com que os preços praticados passem a ser não mais viáveis e com isso abrimos as portas para a importação e consequente enfraquecimento do produto brasileiro. A mão de obra brasileira especializada é de boa qualidade? Como está a renovação dos técnicos brasileiros de borracha? O Brasil é um dos maiores mercados de borracha do mundo e a sua mão de obra não pode ser diferente. A formação e qualificação de profissionais no Brasil tende a ser lenta, ainda mais em

nichos específicos de mercado, porém, existem muitas fontes de informação, instituições voltadas exclusivamente para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da mão de obra de profissionais do setor da borracha. Acredito que o Brasil conta com excelentes profissionais da borracha em todos os níveis, mas que pode desenvolver ainda mais e melhor a mão de obra especializada por meio de incentivos à indústria e formação acadêmica.

A EXPOBOR e a PNEUSHOW são importantes alavancas ao mercado de Borracha? Certamente! Essas feiras congregam os principais players do mercado em um só lugar, contando com toda a cadeia de fornecedores, clientes e prestadores de serviços e soluções. O fato das feiras ocorrerem de dois em dois anos é ótimo, pois permite balizar negócios e parcerias firmadas de uma edição para a outra. Existem projetos sociais e ambientais apoiados pela UNIQUE? A Unique apoia vários projetos sociais e educacionais voltados à comunidade local, por meio das leis de incentivo à cultura e esporte e leis estaduais e municipais. Podemos citar as iniciativas próprias de redução de impacto ambiental da Unique, como a coleta e reutilização da água da chuva, criação de estação de tratamento de efluentes, iluminação natural para redução de consumo de energia elétrica. Acreditamos que estamos inseridos em uma cadeia de sustentabilidade, pois além das nossas responsabilidades com a comunidade e com o meio ambiente, nossos principais clientes de produtos para reforma de pneus têm por propósito a economia de recursos naturais por meio da reforma sustentável de pneus, retardando o descarte prematuro de carcaças na natureza e diminuindo o seu impacto ambiental.  www.borrachaatual.com.br

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EXPOBOR mostra tecnologia e inovação

Nova borracha sintética é um dos destaques da ARLANXEO

A unidade de TSR, da ARLANXEO, produz e comercializa uma ampla gama de elastômeros, principalmente para aplicações na produção de pneus. Os produtos Buna® e Butyl® garantem melhor desempenho aos pneus de carros.

A Arlanxeo traz para a Expobor várias novidades, entre elas uma nova borracha sintética de butadieno estireno (SBR) em solução para produção de pneus de carga que possibilitará rendimento quilométrico maior do que pneus convencionais e, adicionalmente, redução no consumo de combustível de 5% a 10%. A tecnologia foi desenvolvida no Brasil, sendo produzida pela ARLANXEO na planta de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. O Buna SL 7518-4 já está sendo exportado para fabricantes de pneus na Europa e Ásia que necessitam de altíssima performance em seus produtos. Esse novo tipo de elastômero tem um alto potencial de uso também em pneus de passeio, cujas aplicações específicas atendem aos critérios de etiquetagem implementados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Com objetivo de atender diversas necessidades de mercado nas várias regiões do mundo, a empresa também de-

senvolveu e iniciou a produção em 2018, na planta de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, de uma nova gama de borrachas sintéticas butadieno estireno (SBR’s) em emulsão estendidos em óleo. Atualmente, em seu portfólio TSR, a ARLANXEO disponibiliza os novos produtos Buna SE 1723, Buna SE 1739, Buna SE 1783 e Buna SE 1763, que em conjunto com os tradicionais Buna SE 1793 e Buna SE 1799 completam todas as possibilidades de óleos extensores desejados pelo mercado de pneus. O portfólio completo de produtos da TSR com novos óleos contempla: Grade

Teor de Estireno

%

Tipo de Óleo

Buna SE

1793

23,5

TRAE

Buna SE

1799

40,0

TRAE

Buna SE

1723

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TDAE

Buna SE

1739

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TDAE

Buna SE

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RAE

Buna SE

1763

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Heavy Naphthenic

ARLANXEO Liderança em qualidade e tecnologia

adáblios

Marcos Oliveira, Head de Marketing e Vendas da unidade High Performance Elastomers (HPE), informa que para o mercado de artefatos técnicos de borracha, a ARLANXEO traz para Expobor dois novos grades. Um deles é o Keltan 13561C, que será tema de uma das palestras da empresa no Congresso de Tecnologia da Borracha, que acontece em paralelo à exposição. Trata-se de um EPDM de ultra alto peso molecular com baixo teor de óleo. O produto é fabricado por meio da tecnologia de catalisadores Keltan ACE(tm). “O novo grade possibilita aos clientes o desenvolvimento de compostos mais econômicos ou com melhores propriedades mecânicas, sem que haja perda na processabilidade em mistura e extrusão/moldagem. Esta combinação de economia com alto desempenho vem sendo muito procurada por produtores de artigos de borracha como os de perfis sólidos de vedação, mangueiras automotivas e industriais e vedações de tubulação de água, entre outros”, detalha Oliveira. A segunda novidade apresentada pela unidade HPE é um EPDM de baixa viscosidade e alta cristalinidade, o Keltan 2470E produzido pela planta brasileira de EPDM da ARLANXEO, em Triunfo, Rio Grande do Sul, e que é exportado para todo o mundo. O polímero foi desenvolvido para que os fabricantes de artigos de EPDM possam desenvol-

Como líder mundial na produção de borracha sintética, a ARLANXEO destaca-se pela força inovadora e competência tecnológica na indústria de borracha. Em seus oito Centros de Pesquisa e Desenvolvimento ao redor do mundo, a ARLANXEO está constantemente desenvolvendo novas borrachas que melhoram a performance, aumentam a vida útil e trazem mais segurança para pneus, tubulações, calçados, artigos esportivos, embalagens, etc. Venha nos visitar na Expobor 2018, de 26 a 28 de Junho, das 13 às 20h, no Expo Center Norte (SP), e confira nossas inovações para a indústria de borracha sintética.

©Fotos Divulgação ARLANXEO

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EXPOBOR mostra tecnologia e inovação

Unique foca na América Latina e EUA

A unidade de HPE, da ARLANXEO, oferece um portfólio extenso de especialidades para borracha. O Baypren, por exemplo, é um produto utilizado em roupas de mergulho por ser resistente à água salgada e à radiação UV.

ver compostos com excelente fluxo em processo de extrusão e injeção, combinado com boas propriedades mecânicas e elétricas, o que é de grande interesse para diversas indústrias como a de cabos e de peças injetadas. “A Expobor é o maior evento da América Latina na área de borracha e acontece há mais de 30 anos. Trata-se de um tradicional encontro bienal entre fornecedores e clientes e é essencial para o conhecimento das tendências do mercado de elastômeros. A ARLANXEO, maior fabricante mundial de borracha sintética, tem total comprometimento com esse evento e estará mais uma vez presente para receber seus clientes e fornecedores. A expectativa é que nesse ano nossos clientes tenham uma participação ainda mais efetiva, pois o evento é uma oportunidade para se discutir soluções em conjunto para a atual situação de mercado que ainda é desafiadora”, diz Botafogo.  ©Fotos Divulgação ARLANXEO

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Hermes Prado.

O projeto estratégico para o quinquênio – 2017 / 2023 da UNIQUE RUBBER TECHNOLOGIES, uma das maiores fabricantes de produtos para reforma de pneus e compostos de borracha da América Latina, implementa e expande a partir do início de 2018 sua atuação no mercado de reforma de pneus com a criação do departamento de exportação. Com grande participação no Brasil, a UNIQUE busca com esta ação atingir o mercado internacional, atendendo toda a cadeia de reforma de pneus. Seus clientes são grandes marcas do mercado brasileiro

de reforma de pneus, reconhecidas pela qualidade de seus produtos, fabricados conforme o processo industrial otimizado da UNIQUE. Para desenvolver esta atividade, a UNIQUE contratou Hermes Prado, profissional com mais de 30 anos de atividade nos segmentos de pneus novos e reconstrução de pneumáticos. Seu maior desafio será levar as soluções da UNIQUE aos reformadores da América Latina, representando marcas como TIPLER (fabricada pela UNIQUE e mantida pelo mesmo quadro societário), para o desenvolvimento de uma Rede de Concessionários exclusiva da marca no exterior. A experiência adquirida ao longo dos anos credencia Hermes Prado a essa tarefa tão importante. A primeira fase dessa investida internacional da empresa visa a América Latina e Estados Unidos. A segunda fase almeja o mercado europeu. Ele menciona que “nosso maior objetivo é estarmos presentes nos principais mercados mundiais, com a participação por meio de Concessionários de marca Tipler até o final de 2023. É um desafio muito grande, porém plenamente realizável, pela importância e a força que a UNIQUE tem.” 

Interquimica exibe novidades com tecnologia de ponta No mercado desde 1986, a Interquimica é uma distribuidora de matérias-primas para indústria de Borrachas, Tintas e Plásticos com sede em São Leopoldo, RS. A empresa leva para a Expobor o portfólio de produtos que distribui de grandes fabricantes como: Actmix, Eastman, Hoffmann Mineral, Kettlitz Chemie, Arlanxeo, Pampa Energía, Pergan, Tramaco, Puyang Willing e Ziegler. Sempre atenta ao mercado, a empresa possui uma ampla linha de ace-

leradores pré-dispersos que proporcionam inúmeras vantagens como: melhor processabilidade e dispersão; melhora significativa na homogeneidade, bem como na repetibilidade das propriedades dos compostos; redução de perdas de material dissipado no ar e nos processos de pesagens e misturas; maior segurança no manuseio pelos trabalhadores; grande estabilidade dos produtos devido ao encapsulamento; redução das sujidades nos setores de pesagem e misturas.  ©Foto Divulgação

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EXPOBOR mostra tecnologia e inovação

Evonik destaca inovações para a indústria da borracha

Evonik, uma das líderes mundiais em especialidades químicas, apresentará suas soluções para a indústria da borracha durante a Expobor – Feira Internacional de Tecnologia , Máquinas e Artefatos de Borracha. “O mercado de borracha é muito importante globalmente para a Evonik. No Brasil e na América Latina caminhamos na mesma direção, inclusive, recentemente, inauguramos uma planta de sílica precipitada em Americana (SP) com grande foco para este mercado”, destaca Felipe Rocha, Coordenador de Negócios da área de sílicas da Evonik. Devido à importância do evento para o setor, as expectativas são muito positivas. “É uma ótima oportunidade para encontrar clientes do Brasil e da América do Sul e apresentar novidades, além do nosso amplo portfólio para a indústria de pneus, solados e artefatos técnicos”, observa Rocha. Lançamento – A Evonik aproveitará a Expobor para apresentar ao mercado uma nova sílica de alta dispersão: ULTRASIL® 7800 GR. O produto tem um design de partícula especial, que proporciona elevado desempenho em pneus, especialmente para SUV’s.

O novo ULTRASIL® 7800 GR atinge o equilíbrio perfeito de máxima aderência e mínima resistência à rolagem em pneus de superfície larga e em pneus com requisitos de alta quilometragem, como os pneus para todas as estações. Isso se deve à área superficial específica do ULTRASIL® 7800 GR que foi aumentada em comparação com o ULTRASIL® 7000, mediante intensos esforços de desenvolvimento. A melhora da resistência à abrasão também contribui para o aumento da vida útil, exercendo um efeito positivo sobre a avaliação do ciclo de vida. Dessa maneira, pode-se combinar um alto nível de segurança no trânsito com menor consumo de combustível e menos emissões de CO2, mesmo com pneus esportivos. Outros destaques para a indústria da borracha – Linha ULTRASIL®. Para a indústria de pneus, os destaques são ULTRASIL® 7000 GR; ULTRASIL® 6000 GR; ULTRASIL® VN 2/ ULTRASIL® VN 2 GR e ULTRASIL® VN 3/ ULTRASIL® VN 3 GR, que promovem excelente dispersão e alto reforço, reduzem a resistência ao rolamento e aumentam a resistência à abrasão, melhorando a aderência em

piso molhado. Para a fabricação de solados, a linha ULTRASIL® VN 3/ ULTRASIL® VN 3 GR propicia alto poder reforçante (shore, resistência à tração e ao rasgo) e transparência. Para o setor de artefatos técnicos, os benefícios se convertem em melhoria da moldagem por injeção, extrusão e calandragem; e redução da deformação residual, além de excelentes propriedades mecânicas. Os destaques para este mercado são: ULTRASIL® 360; ULTRASIL® 880; ULTRASIL® AS 7; ULTRASIL® VN 2/ ULTRASIL® VN 2 GR e ULTRASIL® VN 3/ ULTRASIL® VN 3 GR. Na linha de sílicas, além da família ULTRASIL®, com grande variedade de aplicações para reforço de compostos de borracha, a Evonik oferece ainda a reconhecida marca AEROSIL® para fabricação de solado transparente. Linha de Silanos – Si 69®; Si 266®; Si 75® e DynasylanÒ: silanos com enxofre, bifuncionais, também monômeros e oligômeros para compostos de sílica, que proporcionam alto desempenho aos produtos, como as propriedades mecânicas, por exemplo, nos pneus: mais estabilidade em piso molhado, baixa resistência ao rolamento e alta resistência à abrasão. Além de indicados para a fabricação de pneus, são altamente recomendados para artefatos técnicos e solados. Usados em compostos de borracha de alta qualidade junto com cargas contendo grupos silanóis, são especialmente efetivos em combinação com sílicas precipitadas reforçantes. Organosilano Si 363®, que ajuda no processo do composto de borracha, aumenta o “rolling resistance” e reduz consideravelmente a emissão de VOC. X 50 S® e X 266 S®: misturas de organosilanos bifuncionais, contendo enxofre, com negro de fumo na proporção de 1:1 em peso, indicado para a indústria de pneus e artefatos técnicos. ©Fotos Divulgação

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EXPOBOR mostra tecnologia e inovação COFILL®: resorcinol em combinação com sílica precipitada. Melhora a adesão de compostos de borracha em telas têxteis/metálicas. Suas principais aplicações são em cintas de aço em pneus radiais, partes de aço dos pneus de caminhão, correias transportadoras, sistemas de transmissão, mangueiras e tecidos emborrachados. COUPSIL®: sílica precipitada, modificada superficialmente por organosilano, que proporciona melhora na resistência à abrasão e nas propriedades mecânicas. A combinação de diferentes silanos com sílicas de áreas superficiais específicas diferentes oferece uma grande variação e permite a fabricação de produtos de borracha sob encomenda, de acordo com as necessidades dos clientes. Indicado para a indústria de pneus, artefatos técnicos e solados. VESTENAMER® 8012: aditivo polimérico para processamento de borracha. Entre seus benefícios, estão: otimização de processos através de melhorias no rendimento, compostos de baixa viscosidade, melhorias da estabilidade “green strength”, economia de energia e sistema livre de VOC. VISIOMER® TMPTMA, VISIOMER® EGDMA, VISIOMER® TRGDMA: monômeros metacrílicos como coagentes de reticulação para elastômeros curados via peróxido. Monômeros multifuncionais, altamente reativos na presença de radicais livres, que se inserem nas cadeias de elastômero formando uma rede complexa de ligações cruzadas, conferindo alta dureza, resistência química e resistência à abrasão. As aplicações típicas são: isolamento/ revestimento de fios e cabos; tubos e mangueiras para radiadores de automóveis, solados, revestimento de rolos, anéis de vedação. Dióxido de Titânio KRONOS®: pigmento branco para utilização em solados e artefatos técnicos de borracha.  Estande da Evonik: entre as ruas E e F.

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Birla Carbon mostra formulação personalizada para pneus A Birla Carbon, fabricante e fornecedor mundial de Carbon Black (Negro de Fumo), apresenta como novidade para a feira uma formulação personalizada em aplicação para pneus, cuja matéria-prima é um Negro de Fumo especial no segmento de artefatos de borracha. Presente em 12 países, sua capacidade de produção supera a casa dos 2 milhões de toneladas por ano, e uma geração de emprego em torno de 2.400 vagas pelo mundo. Focada na sustentabilidade, a Birla Carbon otimiza o uso de energia, além de contar com programas de preservação ambiental em suas fábricas por meio do reaproveitamento do gás residual (Tail Gas) utilizando-o como combustível no próprio processo produtivo e na produção de energias elétrica e a vapor. Birla Carbon Brasil recebe a certificação na norma IATF 16949 – A Birla Carbon anuncia que foi concedido às suas unidades no Brasil o upgrade da certificação IATF 16949. A IATF 16949 é considerada a norma de Sistemas de Gestão da Qualidade mais utilizada na indústria automotiva, harmonizando os diferentes Sistemas de Avaliação e certificação na cadeia de suprimentos automotiva global. A norma IATF 16949 posiciona a Birla Carbon como uma empresa que busca constantemente a inovação e o crescimento de forma sustentável, alinhada com as diretrizes da cadeia automotiva, para que possa garantir a qualidade de seus processos e a satisfação dos clientes. 

+55 11 2133 6600

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OS MELHORES ELEMENTOS DO MUNDO PARA UMA QUÍMICA PERFEITA.

Novos polímeros da Versalis são inovação na fabricação de pneus Os novos polímeros dibloco estereoregulares à base de butadieno (BDSPs), fruto da tecnologia Versalis para o desenvolvimento de compostos inovadores, foram reconhecidos como a Inovação do Ano na Fabricação de Pneus (Tire Manufacturing Innovation of the Year) no Tire Technology International Awards 2018, programa europeu de premiação anual para a indústria de pneus. O júri é formado por especialistas, analistas, empreendedores e pesquisadores do setor da indústria de pneus de todo o mundo. A cerimônia de premiação ocorreu na noite de 21 de fevereiro na Tire Technology Expo de Hannover, na Alemanha. A tecnologia dos BDSPs é um projeto estratégico que está inserido no programa de Pesquisa e Desenvolvimento da Versalis, destinado a trazer vantagens consideráveis para a indústria de pneus, que poderá desfrutar de características inovadoras como uma significativa redução de consumo de combustível e adaptação do pneu a todas as estações do ano. O uso desta tecnologia também permitirá reduzir o impacto ambiental dos pneus usados, que poderão ser reciclados mais facilmente. Na verdade é a cadeia polimérica, a qual pode ser modulada durante a polimerização em uma parte amorfa e uma parte cristalina, que possibilita ao produto novas aplicações e desempenhos. Em 2017 a Versalis também venceu o prêmio “Conquista Ambiental do Ano” pela tecnologia de produção do bio-butadieno (bio-BDE), desenvolvida em colaboração com a empresa de bioengenharia Genomatica.  www.borrachaatual.com.br

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Com mais de 75 anos de história, a Química Anastacio está entre as maiores distribuidoras de produtos químicos do Brasil, oferecendo uma linha completa para os diversos segmentos de mercado. Com atendimento personalizado, qualidade assegurada, suporte técnico especializado, logística customizada às necessidades do cliente e pontualidade nas entregas, a Química Anastacio atende todo o mercado brasileiro através de seus 5 Centros de Distribuição, laboratórios próprios, parque de tanques a granel e linhas de envase em ambiente GMP. Porque confiança e experiência são essenciais para a química que faz parte da nossa vida e do nosso mundo. www.borrachaatual.com.br

Confiança sem fronteiras.

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EXPOBOR mostra tecnologia e inovação

EXPOBOR mostra tecnologia e inovação

Retilox revela novos desenvolvimentos

Elkem Silicones apresenta soluções para veículos híbridos e elétricos Durante a edição de 2018 da Expobor, a Elkem Silicones, antiga Bluestar Silicones, destaca ao mercado as mais diversas soluções de borracha de silicone feitas artesanalmente para aplicações no mercado automotivo, incluindo veículos elétricos e híbridos. O silicone é uma importante matéria-prima na tradicional indústria automotiva. Com propriedades como alta resistência à temperatura, isolamento elétrico, estabilidade térmica de longo prazo, redução de peso, ele se torna um dos principais aliados na confecção de peças automotivas. Com a força de 62 anos de experiência em silicones, a Elkem Silicones oferece aos fabricantes e fornecedores da indústria automotiva uma ampla linha de elastômeros de silicone para ir de acordo com a crescente demanda em termos de performance dos produtos. Suas tecnologias caminham junto com as tendências da indústria automotiva ena Expobor 2018 foi mostrado tudo o que o silicone pode oferecer à indústria de veículos híbridos e elétricos, um mercado em ampla expansão. Seus produtos são manufaturados em Mix & Fix Centers, através dos quais a Elkem Silicones é capaz de desenvolver formulações customizadas atendendo às necessidades específicas de seus clientes. São 6 Mix & Fix Centers espalhados estrategicamente pelo mundo, uma delas em Joinville, Santa Catarina, e uma rede global de Tech Service, garantindo eficiência do serviço prestado aos clientes. A Elkem Silicones também oferece produtos para moldagem e prototipagem, borrachas para a aplicação em artigos médicos, dentais, entre outros.  ----------------------------------------------------------------------------Visite o nosso stand durante a 13º edição da Expobor. Rua 1/2/C/D.

Zeon do Brasil leva elastômeros de alto desempenho A Zeon do Brasil apresenta sua linha de elastômeros de alto desempenho na Expobor 2018. Os produtos em destaques incluem: • HytempR HT-ACM: desenvolvidos para atender os novos desafios em aplicações automotivas como mangueiras e tubos e ar, gaxetas de motor e vedações. Hytemp HT-ACM resiste a picos de temperatura de até 200 ºC. • Zetpol HNBR: apresenta maior resistência ao calor, gasolina ácida e ozônio. Os grades para baixa temperatura possuem excelente retenção das propriedades em temperaturas entre -40ºC e 160ºC, sendo indicados para vedações, mangueiras, correias sincronizadoras e equipamentos para Óleo & Gás. • Hydrin (CO, ECO, GECO): elastômeros de poliepicloridrina têm excelente resistência ao calor e combustível, sendo altamente indicados para dutos de ar e mangueiras de combustível. Sua inerente característica anti-estática o torna adequado para aplicações eletroestáticas. Hydrin também possui excelente balanço entre resistência ao ozônio com notável flexibilidade a baixa temperatura e características de amortecimento. • Nipol NBR para aplicações especiais, o que inclue borracha nitrílica líquida, carboxilada, em pó e NBR/PVC. A Zeon também apresenta dois trabalhos técnicos no Congresso que acontece em paralelo à feira: • Hytemp: New Generation HT-ACM Technologies for Demanding Automotive Sealing Applications by Sam Harber. 26/6 – 9h50 – 10h20 • Nitrile Elastomers for Specialty Applications by Nick Langmesser – 28/6 – 11h30 -12 h.  ©Fotos Divulgação

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A Retilox apresenta nesta edição da Expobor as últimas novidades que foram desenvolvidas pelo seu departamento de

P&D. Com o objetivo de agregar ganhos em produtividade aos mais diversos transformadores, um dos principais focos da Retilox Química em 2018 é o segmento de perfis em vulcanização contínua (túnel de ar quente). Essa tecnologia conta com patente internacional da Retilox e possibilita, aos produtores de perfis, excelentes vantagens na fabricação e no resultado dos artefatos. Os principais ganhos se dão pelas formulações mais simples, com menos ingredientes e pelo aumento de 30% na produtividade. A inovação é capaz de otimizar os processos e conferir reciclabilidade, além de ausência de clivagem e de blooming, excelente estabilidade de cores, e aumento do tempo de vida útil do produto, bem como outras vantagens. Para assegurar o sucesso de sua aplicação, a Retilox promoveu uma série de vídeos técnicos no Youtube, em seu canal lançado recentemente. 

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Linha SPHERON de Negros de Fumo é a novidade da Cabot A Cabot apresenta a sua linha de Negros de Fumo Ultralimpos da linha SPHERON® “Classe A” na Expobor 2018. A diferença de desempenho destes negros de fumo está no aumento de produtividade das plantas e na esperada alta qualidade do acabamento de superfície “Classe A” de uma aplicação de perfil de extrusão. A aparência da superfície livre de defeitos em perfis automotivos extrudados e vedações de janelas são requisitos fundamentais para os fabricantes de automóveis. Este acabamento de superfície denominado “Classe A” exige um nível extremamente baixo de partículas não dispersas no composto de borracha para evitar imperfeições visíveis na superfície do extrudado, levando a rejeições de peças ou sucata. Os negros de fumo da série SPHERON® A são produzidos usando um processo específico, resultando em quantidades muito pequenas de impurezas e “resíduos” de malha +120 mesh, que são frequentemente responsáveis por defeitos superficiais visíveis. O negro de fumo SPHERON® 5000A oferece dispersão muito boa com requisitos de acabamento de superfície muito altos, especialmente para esponjas. O negro de fumo SPHERON® SOA é o melhor reforçante e receptor de cura em micro-ondas da série SPHERON® A. De acordo com o time comercial da Cabot, a participação na Expobor é de extrema importância, uma vez que possibilita uma aproximação ainda maior com clientes e parceiros ao trazer a mais alta experiencia técnica, em um compromisso com seus clientes para garantir que extraiam o maior valor dos produtos e os ajudem a levar os seus negócios para o próximo nível. Cabot Corporation expande capacidade global de negro de fumo em mais de 300.000 toneladas – A Cabot

Corporation (NYSE: CBT) anunciou a expansão de sua capacidade de forma significativa à sua rede mundial de fábricas de negro de fumo. Através da combinação de projetos de expansão das fábricas e melhorias operacionais, a Cabot está expandindo sua capacidade global em mais de 300.000 toneladas. Bart Kalkstein, vice-presidente sênior e presidente dos negócios de Reinforcement Materials, disse: “Este programa permitirá que a Cabot continue atendendo as crescentes necessidades de nossos clientes em todo o mundo com nossos produtos de negro de fumo líderes do setor. Com nossas fábricas operando em altos níveis de utilização, esses investimentos nos permitirão manter nossa posição como líder no setor de negro de fumo e oferecer aos nossos clientes a segurança e confiabilidade do fornecimento e a disponibilidade de produtos premium que eles esperam da Cabot. “ A Cabot adicionará aproximadamente 160.000 toneladas de capacidade através de uma expansão em suas instalações em Cilegon, na Indonésia. A nova capacidade atenderá à crescente demanda por negro de fumo no sudeste da Ásia, que está crescendo entre 4-5% ao ano. A Cabot prevê que o produto dessa expansão estará disponível para venda a partir do final de 2020 ou início de 2021. Jeff Zhu, presidente da região de Ásia-Pacífico, disse: “Nossos clientes de pneus e borracha industrial estão fazendo investimentos significativos no Sudeste Asiático e, como seu parceiro preferido, estão nos procurando para fornecer as matérias-primas para seus novos investimentos. Agradecemos o apoio do governo indonésio que tem sido um grande parceiro desde que iniciamos as operações em 1988. Esta expansão de capacidade demonstra claramente nosso compromisso contínuo em fornecer

produtos e serviços de alta qualidade a partir de fontes locais de suprimento”. “A Cabot tem uma presença de longa data na Indonésia e estamos entusiasmados em vê-los expandir sua presença aqui através de um investimento com sua tecnologia mais recente e continuar contribuindo para a crescente economia do país”, disse Tom Lembong, presidente do Conselho de Coordenação de Investimentos da Indonésia. “O compromisso da Cabot é um grande testemunho do sucesso de longo prazo da empresa na Indonésia e o governo da Indonésia apoiará a realização deste projeto”. Além da expansão em Cilegon, a Cabot está investindo aproximadamente US$ 50 milhões em projetos de desgargalamento e melhorias operacionais em 18 de suas instalações de negro de fumo. Este programa fornecerá 150.000 toneladas métricas adicionais de capacidade de negro de fumo que estarão disponíveis para clientes de pneus, borracha industrial e negro de fumo especial. Até o momento, a Cabot concluiu aproximadamente um terço dessa expansão de capacidade, com conclusão completa prevista para 2021. Esses investimentos aumentarão a capacidade global de negro de fumo da Cabot para aproximadamente 2.5 milhões de toneladas. Sean Keohane, presidente e CEO da Cabot, acrescentou: “Parte de nossa estratégia corporativa é investir no crescimento de nossos principais negócios. Essas ações demonstram claramente nosso compromisso de ser o parceiro preferencial de nossos clientes, não apenas hoje, mas também no futuro. A adição dessa nova capacidade de capital eficiente fornecerá uma alavanca para o crescimento dos nossos segmentos de Reinforcement Materials e Performance Chemicals e contribuirá para a execução de nossos objetivos corporativos financeiros e estratégicos”. 

LORD lança adesivo para a colagem a frio Especialista no desenvolvimento de adesivos e coatings de alta performance, a LORD, subsidiária local da norte-americana LORD Corporation, participará mais uma vez na Feira Internacional de Tecnologia, Máquinas e Artefatos de Borracha (Expobor). Na edição deste ano, a principal atração em seu estande será o lançamento do Chemlok® CB 5200, adesivo metal-borracha de cura a frio. Ou seja, polimeriza sob temperatura ambiente, o que permite a sua utilização em campo. “É um produto indicado para o revestimento de tanques e cilindros, além de ser ideal para a realização de reparos de correias transportadoras normalmente utilizadas em jazidas de exploração de minério, fábricas de papel e usinas sucroalcooleiras”, explica Lucas Honorio, responsável

pela área de desenvolvimento de novos negócios da LORD na América Latina. O Chemlok CB 5200, detalha Honorio, atinge um nível de união de 20 kgf/ cm² em duas horas, resultado que garante o cumprimento das exigências da norma NBR 15391-2015, regulamentação referente à emenda por colagem a frio de correias. “Quando uma esteira transportadora se rompe, a manutenção deve ser feita o mais rápido possível para que sejam reduzidos os prejuízos financeiros. Por isso, muitas empresas, sobretudo as do setor de mineração, adotam como parâmetro o tempo de duas horas disposto em norma para colocar o equipamento de novo em operação. Esse período é atendido tranquilamente pelo nosso novo adesivo”, explica o executivo da LORD.

Correias transportadoras: reparos em campo com o novo adesivo da LORD.

Ainda a propósito da família Chemlok®, Honorio destaca o recente aumento de capacidade da planta que a LORD opera em Saergertown (Pensilvânia, EUA), unidade dedicada exclusivamente à produção de matérias-primas para os adesivos metal-borracha da companhia. “Foram investidos mais de US$ 80 milhões nessa expansão, e esse movimento também é benéfico para a operação brasileira, que poderá responder mais rapidamente aos eventuais aumentos da demanda local”. 

Turbine seu desempenho para novas conquistas. Viton™ possui alto desempenho e excelente resistência à temperaturas extremas e ambientes quimicamente agressivos, sendo a escolha certa para diversas aplicações da indústria automobilística à aeroespacial. Unimos flexibilidade, durabilidade e custo benefício para aumentar a eficiência e produtividade em sistemas e componentes de vedação, na indústria da borracha. Conte com a Chemours para ajudá-lo a construir algo além.

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Solvay apresenta novidades na área de sílicas para incrementar mobilidade sustentável As inovações desenvolvidas na área de sílicas de alto desempenho visando incrementar a mobilidade sustentável são os destaques da participação da Solvay na Expobor. A empresa, que foi a inventora da sílica de alto desempenho (HDS, na sigla em inglês), é um player mundial no fornecimento para a indústria de pneus, ocupando posição de liderança de mercado no segmento dos chamados ‘pneus verdes’. Adicionada aos compostos de borracha, essa sílica contribui para reduzir a resistência dos pneus à rolagem, o que resulta em redução do consumo de combustível pelos veículos e das emissões de CO2. “Temos um compromisso com a sustentabilidade, o que na nossa unidade de negócios se traduz pelo desenvolvimento de tecnologias e produtos de alto desempenho para ajudar na redução do consumo de energia e consequentemente das emissões de CO2, tanto de nossos clientes diretos quanto dos produtos finais à disposição dos consumidores”, afirma François Pontais, Vice -presidente da Unidade Global de Negócios Sílica do Grupo Solvay. Pneus de carga – Na área de produtos novos, a Solvay faz o lançamento na região da América Latina da sílica de alto desempenho Premium SW (Super Wear) que proporciona maior resistência mecânica da borracha da banda de rodagem dos pneus de carga. Portanto, ajuda a aumentar a durabilidade e quilometragem do pneu, além de cumprir com o objetivo principal da sílica que é a redução da resistência ao rolamento dos pneus, fazendo com que os

veículos economizem combustível e reduzam emissões. O segmento recebeu um destaque especial no stand da empresa e nas palestras apresentadas durante os congresso da ABTB (Associação Brasileira da Tecnologia da Borracha) e da Pneu Show/Recaufair, que são realizados em paralelo à exposição. Sílica a partir de fonte agro – Em linha com a sustentabilidade, a Solvay também fará a divulgação do projeto de produção de sílica a partir de biomassa, que está sendo desenvolvido na sua unidade industrial de Paulínia (SP). Inicialmente, esse projeto prevê o uso de cinza de casca de arroz na produção da matéria-prima da sílica de alto desempenho. Esse tipo de sílica tem forte demanda da indústria de pneus por ter origem de fonte renovável, dentro de um projeto de produção sustentável, que prevê adicionalmente a redução do uso de água no processo industrial e menor emissão de CO2. Todas as etapas de desenvolvimento dessa tecnologia da nova sílica foram realizadas no laboratório de sílica do Centro de Pesquisas e Inovação da empresa, em Paulínia (SP). Da mesma forma, foram realizados no país os estudos de viabilidade técnica e comercial. Clientes da empresa estão na fase de homologação do produto. A produção da sílica a partir de biomassa estará baseada no Brasil, mas com disponibilidade global. Além disso, a inovação poderá ser adotada por outras plantas de sílica do Grupo Solvay onde haja disponibilidade dessa matéria-prima.  ----------------------------------------------Estande Solvay – Rua C 1/2

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Alpha Technologies lança equipamentos automáticos A Alpha Technologies apresenta o Alpha ATCTM (Automated Test Cell), uma solução automatizada de teste de piso de produção de última geração que minimizará a interação humana à medida que a amostra passa pelo processo de teste. O ATCTM recebe uma amostra no final do processo de mistura e a realiza através de testes reológicos enquanto fornece dados de lançamento em lote usando o software Enterprise da Alpha. Com o ATCTM, a Alpha também lançou uma nova série de instrumentos que fornecem o mesmo padrão de desempenho dos principais instrumentos PremierTM da Alpha. Cada instrumento foi projetado especificamente para o chão de fábrica e o ATCTM. Com vários projetos com patente pendente, o ATCTM permite que as linhas de produção melhorem o rendimento, obtenham rapidamente os resultados dos testes e reduzam o desperdício. “A solução ATCTM da Alpha tem a capacidade de fornecer continuamente dados de QC de liberação em lote quase em tempo real. Isso pode melhorar significativamente o rendimento da produção e a lucratividade da planta”, disse Kevin Yang, vice-presidente de vendas globais e marketing. Todo o processo reológico, desde o teste até a liberação do lote, é concluído dentro da célula de teste. Isso permite que os resultados dos testes estejam disponíveis mais rapidamente do que os ambientes de teste tradicionais em que a amostra é cortada no chão de fábrica e levada para o laboratório de qualidade. O ATCTM consiste no gabinete principal, nos instrumentos de teste de piso de produção Alpha X-SeriesTM, no gabinete de controle e na IHM (interface homemmáquina). O ATCTM também é capaz de controle remoto e acesso que permite ao usuário programar procedimentos de teste, monitorar o processo de teste e recuperar dados de teste.  ©Foto Divulgação

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17º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha Mostra de trabalhos de técnicos do setor será destaque durante o Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha, que acontece entre os dias 26 e 27/6. Profissionais da área e acadêmicos estarão apresentando estudos teóricos, experiências práticas e cases de sucesso. Farão parte da Mostra estudos teóricos, experiências e cases de sucesso ligados em atividades industriais, prestadoras de serviços, universidades, centros de pesquisas e consultorias. No temário, assuntos relativos às matérias-primas e compostos, máquinas/ equipamentos para processamento de borracha, testes e análises, simulações, TPV, TPE, TPO e sustentabilidade. 

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PREMIAÇÃO TOPRUBBER 2017

Opiniões “O TopRubber, além de reunir as pessoas que durante o ano todo não tem tempo para fazer esse meio de campo, é importante para identificar quem está à frente do mercado, quem está preocupado em ter uma tecnologia para atender as necessidades que o Brasil tem”. Jair Zanandrea

14º Prêmio Borracha Atual Maiores & Melhores

A

s empresas que mais se destacaram em 2017 no setor da borracha, em 20 categorias, foram agraciadas com o troféu TopRubber Maiores & Melhores da revista Borracha Atual, em cerimônia de premiação realizada no Auditório Millenium, em São Paulo, dia 24 de maio. Como vem acontecendo nas últimas edições, nesta também a escolha dos melhores foi feita através de votação eletrônica no site da Revista Borracha Atual. Os leitores e internautas são especialistas, técnicos, profissionais, diretores, professores e empresários que ano a ano fazem o Prê-

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mio TOPRUBBER crescer em importância e destacar cada vez mais aqueles que trabalham por um mercado de borracha cada vez maior e mais desenvolvido. Em sua 14ª edição o prêmio cumpre seu objetivo de divulgar e incentivar o trabalho realizado pelas empresas e profissionais do setor de borracha, recompensando seu esforço através do reconhecimento de seus resultados. Mostrar o esforço para desenvolver e aperfeiçoar novos produtos, descobrir novas aplicações, melhorar o processo produtivo, criar processos que não agridam o meio ambiente, investir

no desenvolvimento de pessoal qualificado e principalmente buscar alternativas que resolvam os problemas dos clientes são o objetivo dos profissionais e empresas de sucesso que são representadas pelo Prêmio TOPRUBBER.

(Diretor de vendas e Marketing da Zanaflex)

“É um evento muito importante para o setor, já existem vários no exterior nesse sentido e aqui no Brasil, o Antonio Carlos (Spalletta) é pioneiro nisso.” Luis Tormento “É um incentivo para as indústrias que trabalham com borracha, que fabricam ou fornecem insumos para borracha, melhoraram sempre mais. Sempre é válido.” Nelson Julio (Seriac)

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PREMIAÇÃO TOPRUBBER 2017

Borracha Atual parabeniza as empresas premiadas CATEGORIAS

EMPRESA

1

Adesivos

LORD

2

Artefatos de borracha em geral

SABÓ

3

Artefatos para automóveis

COOPER STANDARD

ORGANIZAÇÃO

PATROCÍNIO

4

Auxiliares de processo

SI GROUP

5

Bandas de rodagem

TIPLER

6

Borrachas & elastômeros

ARLANXEO

7

Borrachas termoplásticas

KRATON

8

Compostos de borracha

ZANAFLEX

9

Desmoldantes

CHEMTREND

10

Distribuição de matérias-primas

FRAGON

11

Inovação de produtos

CABOT

12

Máquinas & equipamentos

BONFANTI

13

Negro de fumo

BIRLA CARBON

14

Plastificantes

QUANTIQ

15

Pneus

PIRELLI

16

Silicones

ELKEM

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Instituição de ensino

IPT

18

Empresa de destaque

AURIQUÍMICA

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Tecnologia

COPASIL

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Especialidades

NITRIFLEX

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Propaganda

EVONIK

Helvio Manke da empresa LORD.

Rodrigo Luiz Bastos da empresa COOPER STANDARD. ©Foto: Divulgação

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Eduardo Smetana e Sergio Rapoport da empresa SI GROUP.

Ariovaldo Gondin e Abrão Zacharias da empresa FRAGON.

Roberto Ricosti da empresa PIRELLI.

Clóvis Ragno e Sérgio Botafogo da empresa ARLANXEO.

Luciano Messa da empresa CABOT.

Douglas da Silva do IPT.

Rafael Martins da empresa KRATON.

Jair Higashi Filho e Décio Luizotti da empresa BONFANTI.

Graciela Fagundes e Caio Auricchio da empresa AURIQUÍMICA.

Jair Zanandrea da empresa ZANAFLEX.

Maurício Formenton da empresa BIRLA CARBON.

Sérgio Fernandes da empresa COPASIL.

Luciana Ferraz e Eduardo Colácio da empresa CHEMTREND.

Annik Varela e Ricardo Verona da empresa QUANTIQ.

Renato Stoicov e Felipe Rocha da empresa EVONIK.

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Dunlop lança seu primeiro pneu para ônibus Os ônibus têm altíssima relevância na mobilidade urbana no Brasil. Apenas na cidade de São Paulo, por exemplo, eles são o principal meio de transporte coletivo, responsáveis por transportar cerca de seis milhões de pessoas em 10 milhões de viagens, segundo informações de Francisco Christovam, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo – SPUrbanuss. Pensando nisso, a Dunlop acaba de lançar o SP176, pneu especialmente desenvolvido para ônibus urbanos que trafegam no território brasileiro, com alta tecnologia japonesa e garantia do melhor desempenho em segurança e durabilidade. A seguir, as principais características e benefícios do SP176:

• Espessura da borracha – Lateral do pneu reforçada com maior espessura de borracha que proporciona maior resistência a agressões. • Sulcos centrais – Banda de rodagem com três sulcos centrais que otimizam o escoamento de água, proporcionando maior aderência em solo molhado. • Sulcos – Sulcos em formato cônico e com ângulo diferenciado para auxiliar na expulsão de pedras e proporcionar maior resistência a infiltrações. • Composto de borracha – Descrição gerada com muito alta confiança. Característica: novo composto de borracha interna (liner) que minimiza a transferência de umidade para a carcaça de aço, oferecendo muito mais resistência para o pneu. Talão com construção robusta e reforço de nylon para proporcionar um maior número de reformas. O SP 176 é recomendado para ônibus articulado, bi articulado e tradicional para todas as posições do veículo, nas condições do tráfego urbano. O modelo pode ser adquirido através das lojas e distribuidores oficiais da Dunlop em todo o país, nas medidas 295/80R22.5 152/148J e 275/80R22.5 149/146J. 

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Pneu feito a partir do óleo de soja Com a expectativa de que mais de dois terços da população mundial viverá nas cidades até 2050, a necessidade de soluções de mobilidade urbana focadas em produtos ambientalmente sustentáveis aumentará substancialmente. Nos últimos anos, a Goodyear trabalhou com o órgão norte-americano United Soybean Board para desenvolver tecnologia baseada em soja com foco em melhorar o desempenho dos pneus. Após testes intensivos, a Goodyear apresentou sua nova tecnologia que aplica o óleo de soja ao composto do pneu como substituto do petróleo. Esta tecnologia está sendo usada em dois novos pneus Goodyear, produzidos para o mercado dos Estados Unidos: o WeatherReady Assurance e o Eagle Enforcer All Weather. Por sua inovação e excelência, a Goodyear recebeu o renomado Prêmio Internacional de Tecnologia de Pneus na categoria “Desempenho Ambiental do Ano”, na edição 2018 da Tyre Technology Expo em Hannover, Alemanha. “A industrialização da tecnologia de óleo de soja demonstra que a pesquisa e desenvolvimento em materiais sustentáveis pode trazer benefícios não apenas ao meio ambiente, mas também ao desempenho dos pneus. Esse tipo de inovação, que representa uma vitória em todas as frentes, será cada vez mais a norma, e não a exceção, na indústria de pneus do futuro”, disse Graham Heeps, editor da Tire Technology International e presidente do júri. A Goodyear descobriu que o óleo de soja poderia melhorar o desempenho dos pneus em baixas temperaturas, ajudando a borracha a se manter flexível em climas frios e melhorando a tração em piso molhado e neve ao mesmo tempo. Além disso, a Goodyear descobriu que o óleo de soja se mistura mais facilmente com compostos de borracha e reduz o consumo de energia, melhorando a eficiência na fabricação de pneus. “Nosso trabalho com a United Soybean Board apresentou um desafio e uma oportunidade únicos para nossos cientistas e engenheiros de pneus, ao usarem o óleo de soja no desenvolvimento de produtos com performance superior”, disse Chris Helsel, Chief Technology Officer da Goodyear. A Goodyear trabalha constantemente no desenvolvimento de produtos inovadores que atendam às necessidades não apenas do motorista de hoje, mas principalmente do futuro. Outro exemplo é o pneu apresentado pela empresa no Geneva International Motor Show, que literalmente dá vida ao futuro da mobilidade. É o protótipo Oxygene, que possui uma estrutura única com musgos vivos na parede lateral do pneu. Essa estrutura aberta e o design inteligente da banda de rodagem absorvem e circulam a umidade e a água da superfície da estrada, permitindo a fotossíntese e, portanto, a liberação de oxigênio no ar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 80% das pessoas que vivem em áreas urbanas, onde a poluição do ar é medida, estão expostas a níveis de qualidade do ar que ultrapassam os limites estabelecidos pela OMS.  www.borrachaatual.com.br

Venha se juntar a nós nessa torcida! Há 33 anos no mercado atuando na distribuição de matéria-prima para diversos segmentos, realizando novas parcerias e investindo em tecnologia com inovação de produtos para atender o mercado. Teremos o prazer em recebê-los em nosso stand e apresentar as novidades que preparamos para este ano.

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São Paulo Av. Henry Ford, 1.980 - São Paulo - SP Tel: 11 2066-5600 | Fax: 11 2066-5612 auriquimica@auriquimica.com.br

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Reforço na rede Tipler A Rede de Concessionários Tipler ganha o reforço da Umuarama Diesel no Paraná. A empresa, que atua há mais de 16 anos no mercado de recapagem, optou por firmar parceria com a Tipler, o que vem a somar para as duas partes. Para celebrar o início dessa união, a Umuarama Diesel promoveu um grande evento. Na ocasião, estiveram presentes muitos parceiros da Umuarama Diesel, que foram prestigiar a empresa. Também estiveram presentes representantes da Tipler, entre eles o Gerente Comercial Rodrigo Farina, que destacou a importância de manter parcerias fortes em meio a um mercado tão disputado, para assim entregar um produto e serviço de qualidade diferenciada que atendam às diversas necessidades do público final. Farina também destaca o compromisso da Tipler para com sua Rede de Concessionários: “Para firmar essa parceria com a Umuarama Diesel, a Tipler assume o compromisso de estar sempre presente, seja qual for a necessidade. E vejo isso como o início de uma grande e duradoura parceria”. O Diretor Comercial da Umuarama Diesel, Vicente Sperandio, também destaca a importância da união: “(...) com essa nova parceria, objetivamos a melhor satisfação de nossos clientes, entregando um produto excelente, de categoria e qualidade diferenciada, juntamente com preços competitivos e atraentes aos clientes”. Vicente ainda complementa: “Não queremos ser iguais aos demais, temos que ser diferenciados, tanto em atendimento como em produtos”. Fazendo parte da Rede de Concessionários Tipler, a Umuarama passa a contar com todo o suporte do Pacote de Valor Tipler, um exclusivo conjunto de soluções criadas para atender às diversas necessidades dos reformadores. Juntando a presença constante e a qualidade diferenciada do amplo portfólio de bandas da Tipler, a Umuarama Diesel vem a ser um forte membro da Rede. 

Bridgestone é fornecedora global para o BMW X3 A Bridgestone Americas, Inc. (Bridgestone) teve três de suas linhas de pneus selecionadas como equipamento original do novo BMW X3 de terceira geração, vendido em todo o mundo. Dando continuidade ao seu relacionamento duradouro com a BMW, a Bridgestone fornecerá à montadora uma variedade de pneus de 14 tamanhos diferentes das linhas Alenza 001, Dueler H/P Sport AS e Blizzak. “O design e a funcionalidade dos pneus são essenciais para garantir que um veículo tenha a melhor performance possível”, afirma Shannon Quinn, Presidente de Equipamento Original da divisão de Vendas de Pneus ao Consumidor da Bridgestone Americas Tire Operations nos Estados Unidos e Canadá. “A Bridgestone tem um relacionamento de longa data com a BMW e nossos engenheiros trabalharam em conjunto com a empresa para desenvolver uma tecnologia de pneus inovadora e de alto rendimento exclusivamente para o BMW X3.” A linha Bridgestone Alenza 001 de pneus de verão é específica para o BMW X3 e está disponível nos tamanhos de aro 18”, 19”, 20” e 21”. Modelos exclusivos contarão com os pneus Alenza 001 com tecnologia run-flat. Os pneus Alenza 001 da Bridgestone são projetados especialmente para proporcionar precisão no controle do veículo e uma experiência de direção confortável e prazerosa, tanto com piso seco como molhado. Os pneus da linha Dueler H/P Sport AS da Bridgestone contam com uma banda de rodagem apropriada para todas as estações, assim como a tecnologia run-flat. Desenvolvidos especialmente para o X3, os pneus Dueler H/P Sport AS proporcionam uma direção de alta performance em qualquer estação do ano e durabilidade sem comprometer o conforto ao volante. Os pneus Blizzak LM-001 da Bridgestone já virão montados nos modelos de BMW X3 vendidos em determinados mercados europeus, em que são necessários pneus de inverno durante meses específicos. Eles estarão disponíveis em modelo padrão ou com a tecnologia run-flat para oferecer tração e alta performance em pistas com neve e gelo. Os modelos Blizzak LM-001 também estarão disponíveis como pneus de substituição aprovados para proprietários do BMW X3 que moram em áreas de temperaturas mais baixas, com condições climáticas que exigem pneus confiáveis no inverno.  ©Fotos Divulgação

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Vipal levou soluções para o dia a dia do agricultor

A Vipal Borrachas sabe o que o empresário do campo precisa quando o assunto é qualidade e economia em reforma de pneus. É isso que a marca levou para Agrishow 2018 – Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação –, que ocorreu em maio, em Ribeirão Preto (SP), que chegou à 25ª edição reconhecida como a mais completa feira de agronegócio da América Latina. As soluções mostradas no evento Agrishow 2018: Camelback – Um dos destaques da Vipal na Agrishow foi o CVBR – Camelback Vipal Baixa Rotação –, tecnologia desenvolvida pela Vipal. Principal produto utilizado para reforma agro, é recomendado para pneus com aplicações em terrenos que exigem grande resistência e utilizado em pneus para todos os eixos, tanto traseiros quanto dianteiros, de tratores e de implementos agrícolas. A Vipal tem produtos específicos e de alto desempenho para todos os tipos de solos e culturas. O pneu reformado com Vipal possui uma identificação na banda de rodagem, que garante ao agricultor a qualidade da marca líder no campo.

Bandas de Rodagem – A Vipal conta com uma linha de produtos específica para o agronegócio. E para a Agrishow apresentou duas novidades em bandas de rodagem: a DV-MTE e a VT830. A DV-MTE é a primeira banda exclusiva da Vipal para aplicações severas. O produto foi concebido após uma densa pesquisa e ampla avaliação em distintas aplicações no segmento fora de estrada. A banda foi desenvolvida para atender os mais exigentes índices de resistência ao picotamento e corte, tradicionalmente identificados no segmento florestal e em usinas. Aliando desenho e um novo composto especialmente desenvolvido para atender os requisitos neste segmento, tem alto poder de tração e formulação otimizada para terrenos agressivos, ainda garante aderência em terrenos escorregadios, como lama. O desenho dificulta a retenção de pedras e objetos, proporcionando a autolimpeza da banda. A disposição dos blocos e sulcos da DV-MTE também merece atenção. Os blocos são projetados visando obter um desgaste regular da banda. Seu centro é reforçado, atribuindo maior proteção à carcaça, minimizando problemas de soltura do centro (afofamento) e preservando as cintas contra eventuais danos. Seus sulcos, lineares do centro ao ombro, conservam o poder de tração e desempenho durante toda a vida útil da banda. Ainda, têm exclusivos raios progressivos no final dos sulcos, proporcionando ótima ancoragem de blocos, minimizando a ocorrência de arrancamento. Em aplicações severas, de maneira a melhor preservar a carcaça do pneu, há um indicador de

desgaste, que facilita identificar o momento certo de retirar o pneu para reformar. De igual importância, a VT830 também vem para ampliar a gama de desenhos para o segmento OTR oferecidos pela marca. É indicada para os segmentos fora de estrada e misto em pneus radiais no eixo de tração e seu composto apresenta excelente resistência por abrasão. Conta, ainda, com uma escultura variável entre os blocos, o que dificulta a retenção de pedras e objetos, proporcionando a autolimpeza da banda. As amarrações entre blocos laterais e centrais, igualmente, garantem maior sustentabilidade na rodagem. A empresa também conta em seu portfólio com diversas bandas para transporte de carga, bastante necessárias na cadeia da produção agrícola. Em evidência na Agrishow estiveram os desenhos VT500 e VZY2, desenvolvidos para transporte em percursos mistos (asfalto/terra), o que lhes confere segurança e alto desempenho, visto que possuem ótima aderência em diferentes tipos de solo e menor retenção de pedras. Reparos – Um dos destaques na linha de reparos da Vipal Borrachas são os manchões, que servem para consertar pneus e deixá-los aptos ao uso novamente sem perda de suas características originais. Para pneus agro, a linha conta com os Manchões Agrícolas MA, desenvolvidos especialmente para o setor, permitindo fácil aplicação com máxima flexibilidade e reforço ao pneu reparado. Para pneus de carga, há os Manchões Radiais RAC, resistentes e leves; e os Manchões Diagonais VD, ambos disponíveis nas versões a quente e a frio. Ainda, os Manchões Aramida RA, extremamente resistentes a impactos e ao mesmo ©Fotos Divulgação

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tempo mais leves e flexíveis que os manchões tradicionais, dificultando o surgimento de vincos na área reparada. São produzidos com fibra de aramida, um reforço têxtil utilizado em coletes à prova de bala e cintos de segurança, entre outros produtos de extrema resistência. O material é cinco vezes mais resistente que o aço, o que garante menor interferência no balanceamento dos pneus e evita o desgaste irregular. Lonas Especiais – Os pneus agrícolas requerem uma tecnologia especial na elaboração de seus componentes. Entre os produtos voltados ao setor estão a Lona de Aço Emborrachado. Desenvolvida para o reforço da estrutura dos pneus agrícolas, apresenta boa aderência e flexibilidade. Indicada para uso na reparação de pneus radiais e na reposição de cintas de proteção, além de aplicações diversas em que seja necessário o reforço com lona de aço. A Lona de Nylon Emborrachado, indicada para uso na reparação de pneus diagonais, reposição de lona e aplicações diversas em que se requeira reforço, apresenta tecido de coaduneis paralelos ou trançados emborrachados com composto não vulcanizado à base de borracha natural e reforçada com cargas aditivadas. Também esteve no estande da Vipal a Lona de Duplagem, que consiste no revestimento interno dos pneus com lâmina de borracha reforçada com fibras de nylon. Esse processo permite aumentar a vida útil do pneu através desse reforço, dando maior resistência contra rasgos e furos. Consequentemente, gera redução dos custos ao produtor.

universidade corporativa da empresa. Por meio desses treinamentos, tanto na sede da Univipal quanto in loco, as equipes são qualificadas em tudo que se refere à aplicação e uso dos pneus, mostrando como é possível obter melhores resultados no uso dos pneus de carga, agrícolas, entre outros, resultando em economia na produção. Ainda, a equipe técnica da Vipal realiza um constante trabalho de inspeção e orientação, mantendo-se em permanente contato no dia a dia dos profissionais do agronegócio. A Vipal Rede Autorizada conta também com o Programa de Orientação ao Transportador (Protrans), que disponibiliza uma série de serviços para melhoria do desempenho das frotas. Através da análise dos pneus em uso e sucateados é possível identificar os motivos de perda de desempenho e até mesmo o sucateamento prematuro dos mesmos. A partir disso, indicar ações preventivas e corretivas para a obtenção do melhor desempenho dos pneus. A orientação para escolha da banda de rodagem ideal também é muito importante para se obter o melhor custo por quilômetro rodado (CPK), com base nas informações da frota e análise de desempenho de quilômetro. Ainda, a equipe técnica realiza visitas constantes e organiza palestras e treinamentos para que a frota esteja em constante aperfeiçoamento. A rede aceita o Cartão BNDES, que permite ao transportador reformar seus pneus de forma parcelada em até

48 vezes, e oferece a Reforma Qualificada e Garantida (RQG), que abrange as 15 principais marcas de pneus do mercado, oferecendo garantia até a terceira reforma, e que já reformou mais de 5 milhões de pneus. Ainda, os parceiros de Rede Autorizada contam com o Pneuplus, software exclusivo da Vipal Borrachas para gestão da vida dos pneus de carga desde sua aquisição, permitindo que frotas e produtores agrícolas conheçam detalhadamente seus custos e possam tomar as melhores decisões de compra. Vipal Resolve – A “rede social do mercado transportador” é uma plataforma interativa que ajuda os profissionais do segmento de transportes na resolução dos dilemas da sua rotina de trabalho, além de conectar o mercado como um todo. Profissionais de diferentes áreas ligadas ao segmento do transporte podem participar, já que a plataforma não trata apenas sobre o principal negócio da Vipal, a reforma de pneus. Qualquer pessoa ligada ao universo do transporte ou do agronegócio pode interagir e compartilhar experiências com os outros usuários. Na Vipal Resolve, os usuários podem escolher entre assuntos como Gestão de Pessoas, Desempenho Quilométrico, Economia de Combustível, Gestão de Pneus e Manutenção para postar suas dúvidas e sugestões. Se surgirem questões cujo assunto não seja de domínio da empresa, a Vipal, como curadora da plataforma, convida empresas com expertise em outras áreas para colaborar com informações e ajudar a solucionar as dúvidas dos usuários. 

Serviços – Através da Vipal Rede Autorizada, a empresa consegue oferecer ao mercado todo o pacote de produtos e serviços Vipal, como treinamentos e capacitações. Tanto as reformadoras quanto seus clientes podem usufruir de treinamentos através da Univipal, ©Fotos Divulgação

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NOTAS CALÇADOS

CALÇADISTAS BRASILEIROS “COMBINANDO COM OS RUSSOS”

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iz o ditado popular que para o sucesso de uma empreitada é sempre importante “combinar com os russos”. É com esse objetivo, de combinar e vender calçados no gigante da Eurásia, que a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), levou 14 marcas nacionais para uma Missão Comercial em Moscou. O evento aconteceu entre os dias 6 e 8 de junho e contou com um workshop sobre o mercado local e um showroom de calçados Made in Brazil. A coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, conta que mercado russo exige um trabalho de longo prazo e foi por isso que a Abicalçados, por meio do Brazilian Footwear, passou a realizar missões comerciais ao país a partir de 2013. “Temos uma boa expectativa. Apesar de ser um mercado difícil, é promissor. É importante que o empresário brasileiro combine com os russos, ou seja, tenha flexibilida-

de para adaptar seus produtos à realidade daquele consumidor, que possui um verão curto e passa boa parte do ano em temperaturas gélidas, necessitando de calçados mais fechados – inclusive para o verão – e com diferenciais como impermeabilização, isolamento térmico e solado antiderrapante para uso no gelo e na neve para o inverno”, ressalta. Nesta missão, o showroom apresentou as coleções brasileiras de primavera-verão. No âmbito econômico, Letícia diz que a Rússia passa por um momento de crescimento, após dois anos de recessão. “O país vive um período de recuperação e plena confiança na economia. Prova disso foi a reeleição do presidente Vladimir Putin, em março deste ano, com mais de 76% dos votos. Em 2017, após dois anos de quedas, o PIB russo aumentou 1,5%. Todos esses fatores são motivo

de uma expectativa positiva para essa sexta missão comercial à Rússia”, projeta a coordenadora, lembrando que no país o consumo ultrapassa 420 milhões de pares por ano, sendo mais de 70% deles importados. “Embora a China seja o maior fornecedor de calçados para a Rússia, o país vem perdendo espaço. Nos últimos cinco anos, a queda das importações chinesas foi de 36%, o que também abre mais possibilidades para o produto brasileiro”, acrescenta Letícia. As exportações de calçados brasileiros para a Rússia aumentaram em 2018. No primeiro quadrimestre deste ano foram embarcados para lá 98,47 mil pares, que geraram US$ 2,24 milhões, altas de 14,2% em volume e de 22% em receita no comparativo com igual período de 2017. Participam da missão à Rússia as marcas Modare, Klin, Viviar Shoes, Petite Jolie, Bibi, Pimpolho, Capodarte, Dumond, Ortopé, Suzana Santos, Renata Mello, Pampili, Sapatoterapia e Usaflex. 

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NOTAS CALÇADOS

Expo Riva Schuh tem participação de mais de 40 marcas brasileiras

A 90ª edição da feira Expo Riva Schuh, que aconteceu em Riva del Garda/Itália entre os dias 16 e 19 de junho, contou com 46 marcas de calçados verde -amarelos. A ida da delegação brasileira a uma das mais importantes mostras do mundo foi possível através do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações mantido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. As marcas brasileiras se juntam a outras 1,4 mil de 40 diferentes países. “A Expo Riva é uma das feiras mais internacionalizadas do mundo, recebendo os principais compradores dos mercados mais relevantes. Com o dólar no patamar atual e um produto bem posicionado, tanto em preço quanto qualidade, participamos com ótimas expectativas”, afirma a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruisa Korndorfer. No segundo dia do evento, 17, aconteceu um evento de relacionamento com compradores dos Emirados Árabes Unidos e da França em um importante hotel de Torbole, cidade vizinha à Riva del Garda. Na feira do segundo semestre do ano passado, as 42 marcas brasileiras participantes geraram expectativas de

negócios na ordem de US$ 24 milhões (entre os efetivados in loco e os alinhavados no evento), número que deve ser batido nesta edição. Participam da mostra as marcas Klin, Werner, Andacco, Carrano, Madeira Brasil, Verofatto, Piccadilly, Pegada, Vizzano, Beira Rio, Moleca, Molekinha, Molekinho, Modare, Usaflex, Tabita, Pampili, Cravo & Canela, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Ramarim, Comfortflex, Whoop, Stéphanie Classic, Cristofoli, Azaleia, Dijean, Suzana Santos, Renata Mello, Kildare, Sapatoterapia, Democrata, Petite Jolie, Sollu, Pimpolho, Indiana Colours of Brazil, Grendha, Grendene Kids, Copacabana, Capelli Rossi, Capodarte, Dumond, ADG Export, Adrun, Pyramidis e Arezzo. Missão comercial na França – De olho em um mercado que consome mais de 400 milhões de pares de calçados por ano, quase todos eles importados, a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), promoveu a primeira Missão Comercial à França.

O evento, que aconteceu com 19 marcas brasileiras, entre 11 e 13 de junho, em Paris, teve como objetivo a captação de agentes e distribuidores qualificados para a atuação naquele mercado, o que será possível por meio de uma parceria com a Associação de Agentes de Calçados da França (Arici) e o apoio da Embaixada do Brasil, que realizaram o serviço de matchmaking (reuniões pré -agendadas com agentes e distribuidores franceses). “Recente estudo de mercado realizado pela Abicalçados na França apontou a necessidade de se ter uma intermediação com parceiro local para o bom desempenho das vendas”, explica a coordenadora de Promoção Comercial da Abicalçados, Letícia Sperb Masselli, ressaltando que o evento não foi comercial, ou seja, não teve o objetivo de vender calçados, apenas formar parcerias para a inserção no mercado local. Mercado-alvo do atual convênio do Brazilian Footwear, a França vem aumentando as importações de calçados brasileiros. No primeiro quadrimestre deste ano, os franceses compraram mais de três milhões de pares verde-amarelos, 54% mais do que no mesmo período de 2017. “Com uma ação acertada para inserção de marcas Made in Brazil, poderemos alçar vôos ainda mais altos e, o melhor, com marca própria”, projeta Letícia. Atualmente a França é o terceiro principal destino do calçado brasileiro no exterior, porém com grande incidência de private label (com a marca do cliente local). Participaram da Missão Comercial à França as marcas Sollu, Bibi, Jorge Bischoff, Loucos & Santos, Luz da Lua, Rider, Cartago, Grendha, Zaxy, Copacapana, Pegada, Democrata, Werner, Raphaella Booz, Dumond, Capodarte, Ortopé, Suzana Santos e Renata Mello.  ©Foto Divulgação

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ÓLEO ERRADO AUMENTA O GASTO COM COMBUSTÍVEL Produtos piratas ou de má qualidade prejudicam o funcionamento do motor e geram custos extras com manutenção. Para evitar problemas no veículo, o motorista deve estar atento ao óleo lubrificante que utiliza. Além de comprometer o motor, o uso incorreto influencia no consumo de gasolina, álcool ou diesel. “O óleo e o combustível atuam separados no carro. No entanto, se o primeiro for velho ou estiver fora das especificações, os dois acabam se misturando e gerando maiores gastos com o carro”, garante Fábio Silva, coordenador Técnico da Total Lubrificantes do Brasil – quarta maior companhia de petróleo e gás do mundo. O óleo certo impede o desgaste das superfícies metálicas do motor, que precisa ter qualidade para proteger o automóvel. “O lubrificante cria uma película protetora entre as peças do motor, dispersa o calor e reduz o atrito delas. O produto também previne o acúmulo e o depósito das partículas de sujeira e dos ácidos que causam borra e oxidação. Daí a importância de sempre usar o óleo recomendado pela montadora para a limpeza”, explica o especialista. Ao utilizar produtos piratas ou de qualidade duvidosa, o motorista não consegue controlar de maneira eficiente a lubrifi-

cação das partes móveis do motor. Com isso, sua temperatura aumenta, o que compromete a performance e o desempenho do veículo. E, consequentemente, o consumo de combustível é maior. Atualmente, existem três tipos de óleo no mercado brasileiro. Os minerais básicos, semissintéticos ou sintéticos com características especificas para cada aplicação e tipo de tecnologia do motor. Os sintéticos são lubrificantes que suportam condições mais severas e têm propriedades para colaborar na economia de combustível e manter a proteção, limpeza e a confiabilidade do funcionamento dos motores. “Para saber qual óleo e viscosidade são ideais para o seu carro, é preciso consultar o Manual do Proprietário. Nele, as recomendações do fabricante estão indicadas na norma SAE (Society of Automotive Engineers), que leva em consideração vários fatores após testes em bancada e de campo, como o grau de viscosidade para cada tipo de veículo”, esclarece Silva. A viscosidade é indicada por números em graus, como 5W-30, onde 5W representa winter, de inverno, para apontar o comportamento do escoamento do lubrificante em baixa temperatura. Já o segundo número indica o

seu desempenho em alta temperatura, quanto maior a numeração, maior a viscosidade. A embalagem também carrega outras informações valiosas na hora de escolher o lubrificante. As siglas API (American Petroleum Institute) e ACEA (Association des Constructeurs Europeens d’Automobiles) mostram a carga de aditivos que aumentam o desempenho e evitam o desgaste do veículo. “O óleo sintético sugerido pelas montadoras, por exemplo, já tem em sua fórmula aditivos próprios que garantem a performance exigida pelos fabricantes. Portanto, não é preciso aditivação complementar. Dessa forma, você não desperdiça dinheiro em aditivos adicionais ou com o lubrificante errado”, esclarece Silva. “Nossas linhas TOTAL RUBIA, voltada para veículos pesados, e TOTAL QUARTZ e ELF EVOLUTION, indicadas para veículos leves, atendem a todas as especificações internacionais e são homologadas pelas principais montadoras mundiais. Além disso, têm aprovações Fuel Economy (FE), que garantem até 3% de economia de combustível, comprovados por órgãos independentes internacionais e nossos clientes”, afirma o especialista. 

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CAMINHONEIROS PARADOS FAZEM ECONOMIA ENGATAR MARCHA-A-RÉ

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o dia 18 de maio, a categoria dos caminhoneiros decidiu parar com a finalidade de pressionar o governo a reduzir a zero a carga tributária sobre o diesel, que vinha sofrendo fortes aumentos devido à política de preços da Petrobras. Empresas de transporte logo aderiram e, como os caminhões, a economia do país também parou até o dia 30 seguinte, quando as atividades foram retomadas. A greve não poderia ter vindo em pior momento, já que a atividade econômica ensaiava uma tímida recuperação desde o final de 2017, mas ainda não está estruturada para sofrer abalos como este. Nos dias seguintes, o mercado repercutiu negativamente os reflexos da greve na economia, e já se prevê um recuo no PIB deste ano. Um dos setores importantes da economia que foi seriamente afetado

é o automotivo. Os licenciamentos em maio caíram 7,1% em relação a abril e a indústria sentiu uma freada na sua recuperação, que vinha acontecendo desde o início do ano. “A greve dos caminhoneiros dificultou o abastecimento de peças para a produção e de transporte de veículos para as concessionárias. Além disso, trabalhadores e consumidores tiveram dificuldade com abastecimento de combustível, interferindo nos deslocamentos até a rede. Não fosse este cenário, certamente teríamos registrado maior crescimento em maio. A indústria automobilística deixou de produzir entre 70 e 80 mil veículos, vender cerca de 25 mil e exportar algo próximo a 15 mil unidades”, afirma Antonio Megale, presidente da Anfavea- Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. Apesar do evento, os números em 2018 ainda são positivos. Os

licenciamentos até o quinto mês do ano registraram 964,8 mil unidades, elevação de 17% sobre as 824,5 mil de 2017. Mesmo podendo ter comercializado mais, as 201,9 mil unidades licenciadas em maio representam um resultado 3,2% superior no comparativo com o mesmo período do ano passado. O setor de máquinas também praticamente parou durante o período de greve. Segundo pesquisa feita pela ABIMAQ, 92,7% das empresas do setor de bens de capital mecânicos foram afetadas pelo movimento grevista. “Temos relatos de nossas associadas de que várias matérias-primas e componentes não chegaram às fábricas, além de dificuldade de obter combustível e lubrificante por causa da paralisação dos caminhoneiros”, afirma José Velloso presidente executivo da ABIMAQ. Velloso ressalta que tem algumas empresas avaliaram dar férias coletivas ou antecipar o feriado. Uma semana depois do fim oficial da paralisação, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, reconheceu que a greve dos caminhoneiros deve ter impacto no desempenho da economia nos próximos meses. Depois de um crescimento de 1,2% no primeiro trimestre de 2018 em relação a igual período de 2017, o PIB “não necessariamente” terá resultado semelhante nos próximos trimestres. Os bancos também já refazem suas previsões. O Santander, por exemplo, anunciou que cortou sua projeção de crescimento do PIB em 2018 em 0,7 ponto percentual, passando de 3,2% para 2,5%, apenas por conta da greve. ©Foto Divulgação

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Já a Fundação Getúlio Vargas é mais “otimista”, recuando 0,2 pontos percentuais em sua projeção de PIB para este ano, de 2,1% para 1,9%. Para o economista Luiz Roberto Cunha, o pior efeito de longo prazo é a formação de um ambiente de incerteza. “A atividade econômica depende muito de segurança, de olhar para o futuro e ter expectativas positivas”, afirma. “Dessa forma, pode haver um efeito inibidor sobre os investimentos, que leve a um arrefecimento ainda mais forte da economia, cuja recuperação já era um pouco mais lenta do que o esperado”, afirma. As estimativas iniciais de vários setores da economia apontam para perdas superiores a 10 bilhões de reais em decorrência da paralisação. O setor de proteína animal é um dos mais afetados até agora. Até dia 24 de maio, 64 milhões de aves adultas e filhotes morreram porque CHEMITAC - anuncio borracha atual 2018.pdf

as fazendas não receberam ração para alimentar os animais, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que avalia os prejuízos em 3 bilhões de reais. O setor da construção civil também relatou prejuízos. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), 40% das atividades do setor foram atingidas, com 2,4 bilhões em negócios comprometidos. De acordo com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, as medidas anunciadas pelo presidente Michel Temer – como a redução de 46 centavos no preço do diesel por 60 dias – custarão 10 bilhões de reais aos contribuintes, exatamente o valor corres1

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ponde ao montante que o governo vai utilizar para ressarcir a Petrobras pelos descontos que serão concedidos e o congelamento do preço. “Não é possível criar para a Petrobras uma dificuldade operacional e de recursos que retire dela o prestígio que recuperou nesses dois anos”, declarou Temer. 

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NOTÍCIAS ABIQUIM

REVOGAÇÃO DO REIQ AGRAVARÁ SITUAÇÃO DA INDÚSTRIA QUÍMICA

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nte o presente cenário de crise nos setores de combustíveis e transporte do País, o Governo Federal colocou em tramitação no Congresso Nacional a Medida Provisória 836/2018 que revoga o Regime Especial da Indústria Química (REIQ), criado em 2013, com o objetivo de auferir maior competitividade ao setor químico brasileiro por meio da desoneração das alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre a compra de matérias-primas básicas petroquímicas. A revogação do REIQ, a ser iniciada em setembro de 2018, representa um retrocesso para a indústria química, segundo a Abiquim. Estima-se alto impacto nas contas das empresas, uma vez que inviabiliza decisões já tomadas com base no incentivo fiscal. A estimativa feita pela Abiquim é da ordem de R$ 300 milhões para os quatro meses restantes de 2018 e de R$ 900 milhões por ano, a partir de 2019. Atualmente, a indústria química opera com um baixo nível de utilização

da capacidade instalada, que foi de apenas 74% nos quatro primeiros meses do ano, os produtos importados representam 38% do mercado nacional e a situação pode ser agravada. A MP 836/2018 representa, em termos práticos, o risco de fechamento de inúmeras plantas fabris, desestímulo à continuidade das operações das empresas e impacto direto na manutenção de empregos e na competitividade da indústria. A Abiquim, junto com as empresas do setor, concentra esforços para estudar medidas que não onerem ainda mais a indústria química e interfira nas contas do setor, impedindo assim a continuidade de investimentos. Aprovação da MP 811/2017. Isto pode elevar produção de combustíveis e matéria-prima para a indústria petroquímica. O Senado Federal aprovou no dia 23 de maio a MP 811/2017, convertida no PLV 9/2018, que permitirá à PréSal Petróleo S.A. (PPSA) a realização de leilão de contrato de longo prazo para refino de petróleo, processamento de gás natural e de outros hidrocarbonetos

fluidos da União, especificamente em unidades no território nacional, com o objetivo de ampliar a cadeia de refino e petroquímica. A decisão significa um passo fundamental para a abertura do mercado brasileiro, possibilitando a retomada de investimentos. A aprovação da MP mostrou a preocupação de parlamentares em garantir o desenvolvimento industrial brasileiro. Membros da Frente Parlamentar da Química – deputado João Paulo Papa (PSDB/SP), deputado Afonso Motta (PDT/RS), deputado Orlando Silva (PCdoB/SP); deputado Milton Monti (PR/SP), deputado Alex Manente (PPS/ SP), deputado Vinicius Carvalho (PRB/ SP), deputado Evair Vieira de Melo (PV/ ES) e deputado Davidson Magalhães (PCdoB/BA) – apresentaram emendas para que a riqueza da União seja utilizada preferencialmente para industrializar o País, atraindo investimentos e gerando empregos no Brasil. Nos últimos anos a Petrobras desistiu da construção de quatro refinarias e três fábricas de fertilizantes (Fafens). Além disso, ela deseja fechar as unidades de fertilizantes na Bahia e Sergipe. Segundo declarações da estatal, a razão do fechamento das Fafens seria o custo da matéria-prima, o que é surpreendente, pois ela é a própria produtora do insumo, o qual poderia ser até mesmo considerado com o custo praticamente zero de exploração, pois o gás disponibilizado na Bahia e em Sergipe, por exemplo, é obrigatoriamente extraído quando se busca petróleo. A opção dos leilões do óleo e gás do Pré-Sal da União pode dar ao País a perspectiva de ampliação da oferta de óleo e gás e abertura do mercado como ocorreu

nos Estados Unidos com o shale gas. A receita da exploração de shale gas é realizado não só com o gás, mas também com a extração dos líquidos (etano e propano), matérias-primas fundamentais para a indústria petroquímica e que permitem o total aproveitamento do recurso natural. Enquanto os Estados Unidos agregam máximo valor ao gás, via novos investimentos em petroquímica, no Brasil se pretende modificar a legislação para queimar o gás natural sem extrair o etano e o propano. Como consequência, o gás continuará caro para a população e para a indústria e o custo da matéria -prima petroquímica continuará acima do mercado internacional. A sanção do PLV pela Presidência da República possibilitará que os recursos do Pré-Sal se tornem o motor do desenvolvimento econômico brasileiro como ocorreu com o desenvolvimento tecnológico que permitiu a extração do shale gas nos Estados Unidos e permitiu a retomada industrial e econômica americana. Consumo de produtos químicos de uso industrial cai mais de 10% em 2018 – O consumo aparente nacional (CAN), que mede a produção mais importação menos exportação dos produtos químicos de uso industrial, teve queda de 10,1% no primeiro quadrimestre do ano sobre o mesmo período de 2017. Os dados preliminares da Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim também apontam que nos quatro primeiros meses do ano a produção caiu 6,56% e as importações recuaram 21,2%. Segundo a diretora de Economia e Estatística da Abiquim, Fátima Giovanna Coviello Ferreira, os dados confirmam a desaceleração da atividade econômica nos primeiros meses de 2018, contrastando com o crescimento exibido desde o início do ano passado. “O recuo da produção e também da demanda é explicado pela redução da

atividade e das compras de produtos, sobretudo do grupo intermediários para fertilizantes. Um fator positivo é que a diminuição das importações abriu espaço para os fabricantes locais, cujas vendas internas tiveram elevação de 4,54% de janeiro a abril, elevando o share do produtor local em relação ao mercado doméstico”. A parcela de produtos químicos fabricados localmente e destinada às exportações apresentou declínio de 27,8% nos primeiros quatro meses de 2018, sobre igual período do ano passado, em parte pelo apagão ocorrido na região nordeste em março e que afetou a produção das empresas químicas da região. A diminuição da produção fez com que a utilização da capacidade instalada de janeiro a abril ficasse em 74%, quatro pontos abaixo do verificado no mesmo período do ano passado. Após um período de 27 meses consecutivos de resultados positivos, o índice de produção inverteu o sinal em março, passando a apresentar recuo de 1,57% de maio de 2017 a abril de 2018, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores. No mesmo período o índice de vendas internas cresceu 1,45% sobre os 12 meses imediatamente anteriores. Mas a diretora da Abiquim alerta: “a parcela da produção local destinada ao mercado externo, após registrar resultados positivos por mais de três anos consecutivos, vem exibindo recuos desde dezembro do ano passado. Nos últimos 12 meses, as vendas externas recuaram 10,4% na comparação com os 12 meses anteriores, apesar da desvalorização do real em relação ao dólar, que poderia tornar a exportação mais atrativa.” Congresso Atuação Responsável – O 17º Congresso de Atuação Responsável, que será realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Novotel Center Norte, na capital paulista, terá como tema a “Química do Futuro: Universo

de Possibilidades e Desafios”. A sessão plenária desta edição do Congresso contará com a participação de convidados internacionais, representantes da indústria e do governo, que abordarão os desafios e estratégias da indústria química no mundo. O palestrante internacional será Patrick Vandenhoeke, vice-presidente de governança corporativa e questões públicas da Solvay e chairman do Grupo de Líderes do Responsible Care® no International Council of Chemical Associations (ICCA), que apresentará as estratégias do programa voluntário da indústria diante dos desafios globais. Já Letícia Reis Carvalho, coordenadorageral de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que representa o Brasil na Abordagem Estratégica para a Gestão Internacional de Produtos Químicos (SAICM), apresentará as demandas mundiais deste Fórum após 2020. A indústria química nacional será representada por Marcos De Marchi, presidente do Conselho Diretor da Abiquim; Weber Porto, coordenador do Comitê de Sustentabilidade da Associação; e Marcos Barros Cruz, coordenador da Comissão de Gestão do Atuação Responsável. Outro importante painel internacional na abertura do evento será a celebração oficial do acordo de cooperação regulatória entre Brasil e Argentina, ação pioneira e que visa criar um canal onde os dois países tratarão das questões de regulação das substâncias químicas de modo a facilitar o comércio entre os países e alavancar, de forma competitiva, as exportações argentinas e brasileiras no mercado internacional.  -------------------------------------------------A programação preliminar do 17º Congresso de Atuação Responsável está disponível no hotsite do evento: www.congressoar.com.br.

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ABIMAQ pede igualdade na competição comercial

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embro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ, João Marchesan, acompanhado do presidente executivo da ABIMAQ, José Velloso, entregou ao presidente Michel Temer, na 47º reunião plenária do CDES, realizada no dia 21 de março em Brasília, uma nota técnica que alerta sobre os riscos para a indústria de máquinas e equipamentos da implantação de uma política de maior abertura comercial da economia brasileira. De acordo com Marchesan, o setor precisa de isonomia e igualdade de condições. “Não podemos conviver com a mais alta carga tributária e com o Custo Brasil e ainda termos que concorrer com produtos de países que não tem esses custos e ainda apresentam melhores condições de financiamento.”

CARTAS AO PRESIDENTE E REUNIÕES COM MINISTROS Antes da reunião do Conselhão, a ABIMAQ já havia enviado cartas ao presidente da República, com cópia para Moreira Franco, ministro da SecretariaGeral da Presidência da República; Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil; Henrique Meirelles, ministro da Fazenda e Dyogo Henrique de Oliveira, ministro de Planejamento, Desenvolvimento e Gestão se posicionando e alertando o governo sobre os riscos de uma diminuição de impostos de importação de máquinas e equipamentos, sem antes alinhar as condições internas dos fabricantes às externas, dos possíveis concorrentes, gerando igualdade de condições para competição. A carta situa o setor dizendo que na

condição de entidade representativa da indústria brasileira de máquinas e equipamentos, o setor congrega mais de 7.500 empresas, que no seu conjunto e apesar da crise recente, produziram em 2017 bens em valor superior a R$ 90 bilhões, exportação de US$ 9,5 bilhões, empregando diretamente cerca de 300 mil trabalhadores altamente qualificados. E argumenta que “o governo brasileiro, por meio da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SEAE), da Secretaria Geral da Presidência da República, vem produzindo materiais como os Relatórios de Conjuntura Nr.2 e Nr.3, bem como entrevistas na imprensa, seminários e etc. O conteúdo identifica os problemas que levam à baixa produtividade das empresas brasileiras e apresentando soluções arriscadas como a diminuição do Imposto de Importação de Bens de Capital e Bens de Informática e Telecomunicações como formas de se buscar maior produtividade, afirmando que bens importados seriam mais modernos e eficientes do que bens produzidos no Brasil. O relatório do governo defende uma redução do imposto de importação destes produtos de 14% para 4% até o ano de 2021, incluindo os bens de capital mecânicos. A ABIMAQ fez um estudo, mostrando que o ganho efetivo da redução a 4% das alíquotas do imposto de importação sobre máquinas e equipamentos é de meros 0,26% da receita líquida das vendas das empresas adquirentes, o que obviamente não justificaria pôr em risco a sobrevivência da indústria brasileira de máquinas e equipamentos. Esse ‘ganho’ irrisório, resultado da redução dos bens do segmento, não justifica a exposição do maior setor exportador de manufaturados de alto valor agregado

João Marchesan, presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ.

a uma concorrência desleal. O setor de máquinas e equipamentos é responsável por mais de 11% de todas as exportações de manufaturados do Brasil. Com essa mesma temática e no sentido de alertar o governo foram feitas várias reuniões no fim de março e início de abril com Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Hussein Ali Kalout, secretário Especial de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Moreira Franco, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Roberto Jaguaribe, presidente da APEX Brasil, Marcela Santos Carvalho, secretaria executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) e Marcello de Moura Estevão Filho, secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.” José Velloso lembra que na audiência com Dyogo Oliveira foi abordada a queda da utilização de créditos ofertados pelo BNDES em suas operações indiretas. “O uso da TLP nas operações do BNDES, com o alegado objetivo de reduzir o custo do capital, não foi percebida pelas empresas fabricantes de máquinas e equipamentos devido aos altos spreads cobrados pelos bancos comerciais”.  *A nota técnica 3/2018 DCEE/DEME entregue as autoridades está à disposição dos associados pelo telefone (11) 5582-6346. ©Foto Divulgação

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McLaren começa a operar no Brasil

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A McLaren Automotive, fabricante britânica de carros esportivos de luxo e supercarros, continua a expansão de sua rede global na América Latina com a abertura de sua mais recente concessionária em São Paulo. A nova e exclusiva instalação localizada na prestigiada Vila Olímpia foi cuidadosamente projetada para atender aos exigentes padrões e atenção aos detalhes da McLaren. O showroom de última geração exibirá a linha completa de carros de alto desempenho da McLaren. A concessionária tem disponíveis os modelos 570S Coupé, 570S Spider, 570GT e 720S. Os três primeiros fazem parte da linha Sports Series ─ carros esporte de alto luxo e desempenho, capazes de satisfazer tanto quem leva o carro para as pistas quanto quem deseja utilizá-lo nas ruas e estradas. Já a 720S integra a linha Super Series, com motor mais potente, menos peso e ênfase na esportividade e no uso em pistas. A Ultimate Series é a linha mais exclusiva da McLaren, sendo formada por modelos especiais fabricados em quantidade limitada. É o caso do McLaren Senna, do qual foram produzidas apenas 500 unidades – todas já vendidas, sendo duas delas destinadas ao mercado brasileiro. A McLaren Automotive é uma montadora de carros esportivos de luxo, alto desempenho e supercarros. A empresa, lançada em 2010, ocupa atual-

mente a maior parte do Grupo McLaren. Cada veículo é montado a mão no McLaren Production Center (MPC) em Woking, Surrey, Inglaterra. A empresa possui três famílias de produtos definidos: Sport Series, Super Series e Ultimate Series, que são distribuídas por mais de 80 representantes em 30 mercados ao redor do mundo. A marca é uma fabricante pioneira, que supera continuamente os seus limites. Em 1981, introduziu chassis de fibra de carbono leve e forte na Fórmula 1 com o McLaren MP4/1. Em 1993, projetou e construiu o carro de rua McLaren F1 - a empresa não construiu nenhum carro sem chassi de fibra de carbono desde então. Como parte da Ultimate Series, a McLaren P1™ foi a primeira a oferecer um hipercarro híbrido. Anunciado em 2016, o plano de negócios Track22 da empresa investirá 1 bilhão de libras esterlinas em pesquisa e desenvolvimento para entregar 15 novos carros ou derivados até o final de 2022, dos quais pelo menos metade serão híbridos. Em 2017 a empresa lançou outros modelos de acordo com o Track22, incluindo a Super Series da segunda geração, a 570S Spider e a McLaren Senna. Para apoiar o desenvolvimento, engenharia e fabricação de sua gama de carros esportivos inovadores e supercarros, a McLaren Automotive se associou com empresas líderes mundiais para fornecer conhecimentos especializados e tecnologia. Estes incluem AkzoNobel, Kenwood, Pirelli e Richard Mille. Grupo McLaren: O McLaren Group é líder global em alto desempenho e tecnologia de luxo e é composto por três principais negócios: Automotive, Racing e Applied Technologies. Visite cars.mclaren.com para mais detalhes. 

Sotreq apresenta novo conceito de equipamento na Vitória Stone Fair 2018 Conforto, segurança e aumento de produtividade são alguns dos benefícios dos equipamentos que a Sotreq Cat, empresa com 76 anos no mercado e uma das maiores provedoras de soluções, produtos e serviços Cat®, apresentou na 45ª edição da Vitória Stone Fair, considerada uma das mais importantes feiras do segmento de rochas ornamentais da América Latina e do mundo. O evento ocorreu entre os dias 7 e 10 de junho, no Carapina Centro de Eventos, localizado no município de Serra, no Espírito Santo. “Participar da Vitória Stone Fair novamente foi relevante, pois nos proporcionou oportunidades de nos aproximarmos ainda mais dos clientes e, com isso, de apresentarmos produtos, alternativas inovadoras e tecnologias que alavanquem seus negócios”, descreve Rodrigo Mendes, Coordenador de Máquinas da Sotreq. Dentre os equipamentos em exposição no estande, esteve a Escavadeira Hidráulica Cat® 313D2 com engate rápido, sistema que viabiliza a substituição de forma rápida e fácil dos acessórios e implementos do equipamento, e o Grupo Gerador Olympian® GEP 218, potência de 218/197KVA, montado em container com nível de ruído de 75 decibéis a 7 metros de distância. Novidade no mercado - Os mais de 20 mil visitantes aguardados no evento foram surpreendidos com uma novidade apresentada pela Sotreq. “Apresentamos na feira um novo conceito de equipamento, com mais tecnologia embarcada, maior eficiência, redução dos custos de manutenção e redução do consumo de combustível”, informa o Gerente Comercial da Sotreq, Fabrizio Souza. 

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Cooper Standard apresenta projeto global BTO no Lean Summit 2018

Chemours anuncia prêmio Plunkett 2018

A Cooper Standard aproveitou sua participação no Lean Summit 2018 para apresentar o projeto global BTO (Building a Talented Organization), que visa aplicar metodologia de trabalho padronizada com foco em melhoria contínua e no desenvolvimento de pessoas. O resultado deste processo reflete em aumento da qualidade e eficiência de produção, por exemplo. O evento, que ocorreu nos dias 5 e 6 de junho, em São Paulo, é realizado pelo Lean Institute Brasil, que há duas décadas dissemina o sistema de produção enxuta para as empresas brasileiras. Ainda em implantação nas fábricas da Cooper no Brasil, esta ferramenta do conceito Lean já tem gerado bons resultados para outras plantas fora do país. “Na Europa e em outros locais já verificamos aumento de 18% no indicador que mensura a quantidade de peças produzidas por hora e, além disso, redução de 27,6% no volume de peças não conformes”, comenta Jürgen Kneissler, diretor geral da Cooper Standard para a América do Sul. De acordo com o executivo, já há um projeto piloto do BTO em andamento na maior célula de acabamento na fábrica de Varginha (MG). “Estamos caminhando para seguir o que já está sendo feito lá fora e, assim, obter bons resultados aqui também.” 

Para comemorar os 80 anos da descoberta do politetrafluoroetileno (PTFE) por Roy Plunkett, a Chemours realiza a Premiação Plunkett 2018. O prêmio reconhece a aplicação dos fluorpolímeros da Chemours para criar soluções inovadoras que beneficiem o meio ambiente ou ofereçam uma aplicação revolucionária para o mercado. Em 1938, o Dr. Roy J. Plunkett encontrou uma oportunidade em um erro e descobriu o PTFE, o primeiro fluorpolímero, que continua sendo um dos materiais mais valiosos e versáteis já inventados. O uso deste material ajuda a tornar uma variedade de produtos mais seguros, eficazes, duradouros e com menores emissões, tais como as que são provenientes dos automóveis. Os fluorpolímeros desempenham um papel fundamental em permitir a transmissão de dados em alta velocidade, gerar energia limpa

e renovável, fabricar carros mais eficientes e confiáveis, desenvolver dispositivos de comunicações móveis e projetar edifícios, navios e aeronaves mais seguros. “Este ano comemoramos 80 anos da incrível descoberta do Dr. Plunkett,” disse Jesal Chopra, diretor de negócios globais da Chemours Fluorpolímeros. “A premiação é uma maneira adequada de celebrar o espírito de inovação do Dr. Plunkett e de homenagear os inovadores em todo o mundo que desenvolvem importantes aplicações para os fluorpolímeros”. Os prêmios reconhecem os avanços em produtos e aplicações em toda a gama de fluorpolímeros da Chemours, incluindo fluorpolímeros, revestimentos, protetor de tecidos e aditivos Teflon™, lubrificantes Krytox™, fluorelastômeros Viton™, materiais de troca iônica Nafion™ e fluorosurfactantes Capstone™. As inscrições foram consideradas em três regiões: Américas, Europa/Oriente Médio/ África e Ásia-Pacífico e foram encerradas no último dia 1º de junho. 

Atenta à competitividade e demanda do mercado, a Braskem acaba de lançar uma família de resinas modificadas de EVA (copolímero de etileno e acetato de vinila). A marca Braskem Evance oferece uma solução inédita com resinas inovadoras de alta performance e avançada customização para cada tipo de aplicação. A novidade pode ser utilizada nos setores calçadista, automotivo, de

construção civil, nas indústrias de transporte, de artigos esportivos, fios e cabos, entre outros. “O papel da Braskem vai desde a criação da resina até a definição de um composto que atenda aos requisitos técnicos para diferentes aplicações, frente à gama do mercado de borracha e elastômeros, levando benefícios diretos a transformadores, marcas e consumidores”, comenta Claudia Arruda, diretora comercial da Braskem. Suas características fazem do EVA modificado um produto competitivo em relação a outros elastômeros e alguns tipos de borrachas. Para ser confortável, o que é o principal requisito da indústria calçadista, o material oferece soft touch

e leveza, proporcionando uma melhor aderência na sola do produto quando em contato com o chão. Já nos setores automotivo e construção civil, pode reduzir o peso para algumas aplicações, além de uma redução no custo final da solução. “Temos potencial para alcançar as indústrias que usam elastômeros e borracha como fontes de matérias-primas e criar novas oportunidades com o Braskem Evance”, afirma Claudia. A Braskem Evance traz um processo produtivo mais simples, utilizando menos matéria-prima e diferenciandose das atuais resinas do mercado. Ela oferece também mais flexibilidade, leveza, resistência, conforto e toque emborrachado.

Sabó tem portfólio completo para Amarok Complementando a linha de vedação para a Amarok, da Volkswagen, a Sabó lança mais itens para acompanhar o modelo em todos os terrenos. Os novos itens são para a Amarok TDI – 2.0L 16V Diesel, fabricada de 2010 em diante. Toda a qualidade e tecnologia aplicada na fabricação das peças fornecidas para a montadora, agora também disponíveis para o mercado de reposição. 

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Evance é a nova linha de resinas de alta performance

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Produção de motos cresce 24,3% em maio

As fabricantes de motocicletas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) estão em plena recuperação dos seus volumes de produção. A exemplo dos meses anteriores, registraram crescimento no número de motocicletas fabricadas em maio: saíram das linhas de produção 96.607 unidades, alta de 24,3% sobre o mesmo mês do ano passado (77.730) e de 9,3% na comparação com abril (88.422). Já no acumulado dos cinco meses, foram produzidas 444.566 unidades, correspondendo a uma expansão de 19% sobre as 373.491 unidades do ano passado. Os dados são da Abraciclo, Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares. Para Marcos Fermanian, presidente da entidade, chegar ao quinto mês consecutivo de crescimento significa que a recuperação do setor está praticamente consolidada. “O que mais assistimos neste período foi a contínua ascensão dos negócios no mercado nacional e tudo indica que as projeções serão revisadas para cima”, comenta. No início de 2018, a previsão divulgada pela entidade apontava um crescimento de 5,9% para a produção total do ano, chegando a 935 mil unidades, em comparação com as 882.876 unidades fabricadas em 2017.

A recuperação do setor também reflete nas vendas no atacado, feitas pelas fabricantes às concessionárias. Foram 87.939 motocicletas vendidas em maio, significando uma alta de 29,6% sobre o mesmo mês de 2017 (67.859) e de 12% na confrontação com abril (78.536). No acumulado, o cenário também foi de crescimento: 16,1%, sendo 400.478 motocicletas enviadas às lojas neste ano ante 345.019 em 2017. Cinco categorias reuniram 96,2% do total de motocicletas comercializadas em maio, com as seguintes participações: Street, em primeiro lugar, com 49,7% (43.726 unidades), seguida da Trail com 22,1% (19.445), Motoneta com 15,2% (13.368), Scooter com 7,5% (6.576) e Naked com 1,7% (1.497). Na categoria Street estão as motocicletas de baixa ou média cilindrada destinadas ao uso urbano, enquanto a Trail reúne as de baixa ou média cilindradas destinadas ao uso misto, tanto em vias pavimentadas quanto fora da estrada. Na categoria Motoneta estão os motociclos tipo underbone, de dimensões reduzidas e econômicos, que são pilotados com os condutores na posição sentada e destinam-se ao uso urbano, tendo baixa cilindrada e contando com câmbio automático ou semiautomático. São incluídos na categoria Scooter os motociclos pilotados com o condutor na posição sentada, que possuem câmbio automático ou semiautomático e privilegiam o conforto. Na categoria Naked estão as motocicletas sem carenagem, com motor propositalmente exposto e de alto desempenho. As motocicletas desta categoria são concebidas para a utilização em terrenos pavimentados. São, enfim, semelhantes a uma motocicleta versão “Sport”, porém sem a carenagem. Emplacamentos – Com base nos dados do Registro Nacional de Veícu-

los Automotores (Renavam), as vendas no varejo totalizaram 81.238 unidades em maio, correspondendo a aumento de 2,1% sobre o mesmo mês de 2017 (79.533) e a um recuo de 1,1% na comparação com abril do presente ano (82.118). No que diz respeito às vendas diárias, em maio a média foi de 3.868 unidades com 21 dias, representando um salto de 7% sobre o mesmo mês do ano passado (3.615), que teve 22 dias úteis. Mas na comparação com abril, houve recuo de 1,1% (3.910). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a média diária de vendas ficou em 3.715 unidades. “Na primeira quinzena de maio a média diária estava acima de 4 mil motocicletas, volume que acabou caindo no fim do mês em função dos impactos da paralisação dos caminhoneiros. Mesmo assim, foi algo pontual”, diz Marcos Fermanian. De acordo com o presidente da Abraciclo, o que fica de mais importante nesta evolução constante das vendas diárias é a plena recuperação do mercado nacional de motocicletas. “Isso estanca os seguidos recuos que vinham desde 2012”, diz. Exportações – Na análise sobre as motocicletas comercializadas para outros países em maio, foi registrado volume de 5.945 unidades, representando uma alta de 37,2% sobre o mesmo mês de 2017 (4.333) e recuo de 21,6% na comparação com abril do presente ano (7.585). A Argentina liderou o ranking com 63% de participação, seguida da Colômbia e Estados Unidos (ambos com 9,3%), Austrália (5,6%) e Canadá (3,8%). Nos cinco primeiros meses do presente ano, as exportações de motocicletas brasileiras totalizaram 37.852 unidades, correspondendo a uma elevação de 53,3% em relação às 24.686 unidades exportadas em igual período de 2017. 

DuPont investe mais de US$ 400 milhões para produção de Tyvek® A DuPont investirá US$ 400 milhões na expansão da capacidade de produção do nãotecido Tyvek® em suas instalações de Luxemburgo, na Europa. O projeto inclui um novo edifício e uma terceira linha operacional no local, que passam a funcionar em 2021, aumentando ainda mais uma das maiores plantas da DuPont Segurança & Construção em todo o mundo. É também uma das principais fornecedoras do material para o Brasil. “A demanda global por DuPont™ Tyvek® continua a crescer em todo o mundo, em todos os nossos principais mercados de uso final” – diz Rose Lee, presidente da DuPont Safety & Construction. “Este plano de expansão é um passo crucial para o crescimento de negócios de Tyvek®, mantendo nossa liderança em nãotecidos, e entregando aos clientes a inovação que esperam da DuPont.” De acordo com estimativas da indústria, o potencial global do segmento de Tyvek® pode chegar a vários bilhões de dólares. Em 2017 a DuPont comemorou 50 anos do lançamento de Tyvek®, um nãotecido único, feito 100% com polietileno de alta densidade, e que permitiu novas dimensões para proteção e segurança em uma ampla variedade de indústrias e aplicações. Os principais segmentos incluem: • Soluções de envelopamento para construções, tais como Tyvek® HomeWrap®, Tyvek® CommercialWrap®, sistemas de flashing e Tyvek® Protec™, que criam edifícios mais confortáveis e eficientes em termos energéticos, com menores chances de danos causados pela umidade e pelo acúmulo de água. • Vestuário de proteção Tyvek®, que fornece segurança superior para trabalhadores em ambientes industriais, salas limpas e para socorristas. Empresas de todo o mundo usam mais de 200 milhões de peças Tyvek® todo ano. • Tyvek® para embalagens médicas, amplamente utilizado para ajudar a proteger os pacientes nos serviços de saúde. Desde a sua introdução na indústria de dispositivos médicos, há mais de 45 anos atrás, Tyvek® é reconhecido como um padrão de excelência para embalagens de dispositivos estéreis. • Tyvek® para embalagens gráficas e de proteção, usadas em aplicações diversificadas e especiais, incluindo cobertura para cargas de produtos farmacêuticos e perecíveis, e como substrato para envelopes, etiquetas, rótulos, faixas, pulseiras, mapas e obras de arte. 

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Vendas estagnadas de veículos importados

As dezesseis marcas filiadas à Abeifa – Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores, com licenciamento de 3.239 unidades, anotaram em maio ligeira alta de 0,1% em relação a abril último, quando foram vendidas 3.237 unidades importadas. Ante igual período de 2017, o resultado de maio é 26,6% maior. Foram 3.239 unidades contra 2.558 veículos emplacados em maio do ano passado. No acumulado, as associadas à Abeifa anotaram 14.935 unidades importadas licenciadas, alta de 39,8% em relação às 10.686 unidades emplacadas nos primeiros cinco meses de 2017. O presidente da Abeifa, José Luiz Gandini, explica que “o desempenho de vendas em maio poderia ter sido melhor. Infelizmente, como aconteceu em vários setores da economia brasileira, por conta de paralisação dos caminhoneiros, os importadores de veículos automotores também foram prejudicados. O movimento na rede de concessionárias ficou comprometido. E as vendas negociadas na terceira semana de maio não foram concluídas por falta de produto a partir do dia 21”. As cinco marcas que mais venderam, de janeiro a maio, foram a Kia Motors (5.237 unidades / +65,1%), Vol-

vo (2.131/ +69,3%), Jac Motors (1.815/ +29%), Lifan (1.206/ +25,4%) e BMW (1.102/ +52,2%). No mês de maio, as posições se alteram: Kia Motors (1.122), Volvo (500), Jac (385), BMW (302) e Lifan (247). Participações – Em maio último, o total de 3.239 unidades importadas da Abeifa significou 1,66% do mercado interno, que emplacou 194.922 automóveis e comerciais leves. Se considerado somente a importação total, as associadas à Abeifa responderam por 12,58% (do total de 25.748 unidades importadas). Em outro cenário, de produtos nacionais fabricados por afiliadas à entidade mais o volume importado, as 16 empresas licenciaram 5.170 unidades licenciadas em maio. Com esse total, a participação das associadas à Abeifa subiu para 2,65% do mercado interno de autos e comerciais leves (194.922 unidades). Produção local – Entre as associadas à Abeifa, que também têm produção nacional, BMW, Chery, Jaguar Land Rover e Suzuki fecharam o mês de maio com 1.931 unidades emplacadas, total que representou alta de 6,3% em relação a abril de 2018. Comparado a maio do ano passado, a alta é de 19,1%, quando foram emplacadas 1.622unidades nacionais. 

COIM apresenta soluções para o mercado de embalagens Santiago, no Chile, foi escolhida para receber a edição 2018 da Latin Pack. O evento, que aconteceu pela primeira vez na cidade entre os dias 7 e 8 de junho, reuniu os principais fornecedores e representantes de indústrias do setor de embalagens da América Latina. Este ano, além de levar as tintas 100% PU para a feira, a COIM também encabeçou uma palestra sobre a aplicação do produto para embalagens flexíveis. A multinacional italiana, que já possui mais de 50% de market share na linha de adesivos para laminação, tem investido para completar seu portfólio, oferecendo aos clientes produtos que contemplem soluções para toda a cadeia produtiva iniciada com resinas AP e adesivos, demonstrada pela linha Novacote. “O Brasil é um mercado muito promissor. Empresas que estão consolidadas na Europa e Ásia tentam ganhar espaço em países emergentes. A COIM sai na frente, uma vez que tem uma unidade no Brasil e já produz a resina poliuretância em sua planta base dessa nova tinta. Com certeza este novo produto irá ampliar sua atuação com o endosso de quem tem 50 anos de história”, explica Maurício Rufo, gerente de contas da linha. A Latin Pack é uma vitrine para a demonstração de tecnologias e criação de tendências para as empresas do setor de embalagens. “A indústria está cada vez mais forte e mostrar a COIM, uma multinacional italiana com produção no Brasil e distribuição em toda a América do Sul é de vital importância para nos consolidarmos ainda mais no mercado. Nesse tipo de evento conseguimos ainda trocar informações, prospectar novos clientes e estabelecer contatos importantes para a empresa”, ressalta Gabriela Nobre, gerente de marketing da COIM. 

Cofibam: uma história de persistência e transformação A Cofibam foi fundada no Brasil em 1973 com o propósito de ser uma indústria de condutores elétricos e atuar em um mercado pouco explorado. A empresa, que é líder mundial na fabricação de cabos especiais, representa cerca de 40% desse mercado, e já registrou cerca de 30% do mercado mundial em fabricação de cabos para compressores herméticos. Os lançamentos dos cabos de silicone singelo e múltiplo também lhe garantiram a posição de maior fabricante no segmento de cabos especiais. Com uma história de perseverança e uma equipe altamente qualificada, a Cofibam cresceu com o objetivo de focar o negócio e ser como uma das líderes mundiais no setor. Linha do tempo – Em 1993 a em-

presa decidiu vender parte das suas cotas para a Lopesco, cujo objetivo era investir em novos maquinários. A partir disso a empresa passou a ter sua sede própria na cidade de Carapicuíba, em São Paulo, representada por um galpão de 6500m² projetado para a fabricação de cabos especiais. Nesse mesmo ano a empresa investiu US$ 3 milhões em um acelerador de elétrons de última geração, também conhecido como irradiador. O investimento destinou-se à pesquisa e produção de cabos para a indústria automobilística. A empresa passou a desenvolver cabos com vários tipos de compostos como neoprene, EPDM, Teflon, CPE, Polietileno irradiado e vivenciou um aumento exponencial nas vendas dos cabos isolados em silico-

ne. Todos esses investimentos possibilitaram à empresa entrar em vários segmentos, como siderurgia, motores elétricos, automobilístico, eletrodomésticos, iluminação, naval, mineração e outros. Em 2013 a Cofibam foi adquirida pelo grupo Adeste, dono de oito empresas, em quatro segmentos diferentes. Desde então a empresa é líder na fabricação de fios e cabos elétricos, desenvolvendo e produzindo condutores capazes de suportar de -70°C a 1.000°C isolados em fibra de borracha vulcanizada. A empresa é dedicada em inovação, alta capacidade técnica para o desenvolvimento de projetos personalizados e na aplicação de cuidadosos controles de medição e ensaios contínuos. 

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Braskem lança novo conceito de resina reciclada A Braskem marcou presença, na primeira semana de junho, na edição de Vancouver do Sustainable Brands – um dos mais importantes eventos do calendário de sustentabilidade –, como patrocinadora, principal apresentadora e expositora no pavilhão Good Materials & Packaging. A empresa aproveitou a feira para apresentar um novo conceito de resina plástica reciclada. Comprometida com seu processo contínuo de desenvolvimento de soluções sustentáveis, por meio de sua plataforma Wecycle, a Braskem apresenta resultados promissores na criação de uma resina reciclada com melhor qualidade e alto teor de conteúdo reciclado oriundo de embalagem rígida pós-consumo doméstico de polietileno. Dentre as características principais, destacam-se as propriedades de resistência ao stress craking semelhantes à resina virgem e propriedades mecânicas de impacto na tração S, 70% melhor do que a resina reciclada utilizada no mercado. O próximo passo é identificar parceiros para testar esta solução em produtos finais (embalagens rígidas de pequeno volume), que utilizarão a resina reciclada como matéria-prima. No espaço para debates, em que o foco foi “Como as marcas estão desenvolvendo novas soluções para embalagens e incorporando práticas de economia circular em seus produtos”, executivos da Braskem discutiram projetos e tecnologias que estão sendo estudados em laboratórios de inovação da companhia. Joe Jankowski, responsável comercial de Polietileno Verde da Braskem na América do Norte, abordou os benefícios e aplicações do Plástico Verde I’m green™. Luiz Gustavo Ortega, gerente de Desenvolvimento Sustentável da companhia, comentou sobre a plataforma de conteúdo Bluevision, que trata de temas relaciona-

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dos a sustentabilidade, desenvolvimento humano e utilização inteligente de recursos. Já Fabiana Quiroga, diretora de área de Reciclagem & Plataforma Wecycle, falou sobre a iniciativa que visa fomentar novos negócios para a valorização de resíduos plásticos pós-consumo e desenvolvimento da cadeia de reciclagem. Além disso, Fabio Lamon, Líder de Manufatura Digital da Braskem, palestrou, no palco principal do evento, sobre a dinâmica de atuação da companhia em escala global permitir aproveitar o que há de melhor em cada uma das regiões em que está, e a importância de abrir o diálogo da sustentabilidade não apenas para empresas, mas para todos os cidadãos. Na área de exposição, a Braskem esteve presente em dois estandes. Em um deles expondo o Plástico Verde I’m green™, produzido a partir de canade-açúcar, e suas principais aplicações, como embalagens para o setor alimentício, produtos para higiene e beleza, e cuidados para casa. No outro, foram abordadas as plataformas Bluevision e Wecycle. Desta última, foram exibidos alguns produtos, já resultados de parcerias da Braskem por meio da plataforma, como: a caixa organizadora da linha <OU> da Martiplast, a embalagem do tira-manchas Qualitá, do Grupo Pão de Açúcar, e os sacos para lixo, da Embalixo. “O desenvolvimento sustentável é um dos principais pilares de atuação da Braskem e, para nós, é de grande importância participar e fomentar discussões sobre o tema com outras empresas do setor, reforçando nossas iniciativas e conhecendo o que outros grandes players estão fazendo”, informa Fabiana Quiroga. “Trouxemos para o evento nossos principais produtos, conceitos e programas com viés sustentáveis, buscando impactar toda a cadeia a pensar desta maneira”.

Informações complementares – O Polietileno Verde I’m green™ é feito a partir do eteno obtido da cana-de-açúcar. Seu grande diferencial é contribuir para a redução da emissão dos gases do efeito estufa na atmosfera, já que captura gás carbônico durante o seu processo produtivo. Ele também apresenta as mesmas características do polietileno tradicional, ou seja, não necessita de adaptações de maquinário e é 100% reciclável. A planta de Plástico Verde da Braskem possui capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano. Sobre a Sustainable Brands – É a principal comunidade global de marcas inovadoras que estão moldando o futuro do comércio mundial. Desde 2006, sua missão tem sido inspirar, engajar e dar suporte aos líderes de negócios e de marcas, visando um futuro melhor. A comunidade atua em diversos formatos, como publicações de artigos digitais, rodadas de conversas, conferências internacionalmente conhecidas e eventos regionais, além de uma robusta biblioteca online, tudo com viés de engajar as comunidades, dentro e fora deste grupo, durante o ano todo. 

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Solvay lança novos materiais para veículos elétricos, híbridos e autônomos

A linha elétrica Technyl® da Solvay Performance Polyamides foca na crescente demanda por materiais capazes de lidar com os desafios de custo/desempenho de componentes elétricos e eletrônicos automotivos, incluindo grades na cor laranja para aplicações de alta tensão como conectores, disjuntores, interruptores e isolantes do crescente segmento de mercado de mobilidade elétrica.

A Solvay Performance Polyamides está anunciando a ampliação de seu portfólio de plásticos de engenharia de poliamida Technyl® para fornecer soluções adequadas e lucrativas para a indústria automotiva mundial. A ampliação de portfólio responde aos principais desafios e tendências do setor automotivo, entre as quais aumento de conectividade e autonomia, uma vez que os veículos híbridos, os totalmente elétricos (xEV) e os autônomos compartilham uma necessidade comum e crescente de melhorar o desempenho dos seus componentes elétricos e eletrônicos. A linha aprimorada Technyl® compreende soluções retardantes de chamas (FR, na sigla em inglês), produtos para automóveis elétricos em grades puros e de alta pureza, e o novo grade de poliamida 6.6 livre de íons para aplicações em células de combustível. Desenvolvida em estreita colaboração com fabricantes de equipamentos originais e parceiros de Tier 1, essa linha pioneira atende aos desafios em termos de custo, desempenho e sustentabilidade nos níveis mais altos do mercado. “Também desenvolvemos uma série de grades Technyl® altamente está-

veis, na cor laranja, pois continuamos a inovar em nosso portfólio para aplicações de veículos elétricos”, disse Nicolas Batailley, líder global de Mobilidade Elétrica da Solvay Performance Polyamides. “A cor laranja é a cor da moda para facilitar a identificação, pois nos concentramos em componentes projetados para lidar com altas tensões, como conectores, disjuntores e isoladores”, informou. Um dos primeiros mercados abrangidos por esse novo produto é o chinês. Segundo Nicolas Batailley, a China está desempenhando um papel cada vez maior no campo da mobilidade elétrica. “Embora o país responda por quase um terço da produção automotiva mundial, a parcela de veículos híbridos e totalmente elétricos fabricados na China tem uma meta ambiciosa de chegar a 20% até 2025, o que representa quase sete milhões de veículos. Nossa linha Technyl® foi ampliada para ajudar a atingir esse objetivo desafiador”, afirmou. A Solvay Performance Polyamides oferece um nível exclusivo de suporte para ajudar os clientes no processo de design geral para explorar completamente suas soluções de materiais Technyl® graças a uma combinação única de competências e serviços para acelerar o tempo de comercialização. Esta oferta inclui simulação preditiva com DesigMMI® Technyl®1, impressão 3D de protótipos funcionais baseados em poliamida, com pós de Sinterline® PA6, bem como testes de peça em centros de validação de Application Performance Testing (APT® – Teste de Desempenho de Aplicação) totalmente equipados, um deles, inclusive, instalado em Xangai, na China.  ----------------------------------------------------Saiba mais sobre a marca Technyl® em www.technyl.com Twitter/ Facebook/ Youtube/ Instagram

Chem-Trend apresenta soluções personalizadas A Chem-Trend, empresa do grupo Freudenberg, reconhecida por sua liderança no mercado de agentes desmoldantes, participa mais uma vez da Expobor, a mais importante feira da indústria de borracha do mundo. Nesta edição, a empresa apresenta seu consolidado e inovador portfólio de produtos dedicados a promover melhorias de qualidade, redução de custos operacionais e aumento da produtividade. Segundo a Diretora de Vendas Patrícia Ajeje, “a equipe de especialistas da Chem-Trend possui profundo conhecimento sobre o processamento de pneus e moldagem da borracha, oferecendo soluções personalizadas para os desafios mais críticos dessas indústrias, por meio de serviços de classe mundial e que atendem ao senso de urgência que elas exigem”. Para a linha de pneus, as soluções incluem pintura interna e externa, tratamentos de molde e bladder e revestimentos para envelope de vulcanização. Já para borracha, a linha de auxiliares de processo inclui agentes desmoldantes especiais e protetivos de molde. “Mais uma vez na Expobor, a Chem-Trend busca estreitar ainda mais seu relacionamento com seus clientes e criar oportunidades de novos desenvolvimentos de produtos e soluções, conhecendo de perto as necessidades apresentadas por eles. Nossa equipe está sempre aberta a oferecer soluções personalizadas e sustentáveis, com alto valor agregado ao processo produtivo de nossos parceiros”, finaliza Noce.  ©Foto Solvay Performance Polyamides

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NOTAS & NEGÓCIOS

Cobreq mostra lançamentos para segmentos leve, pesado e moto na Autopar A Cobreq, marca da TMD Friction, expôs sua vasta linha de lonas, sapatas e pastilhas de freio para veículos das linhas leve, pesada e de motos na Autopar 2018, Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva, realizada entre 6 a 9 de junho, na Expotrade, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba,. Seus maiores destaques foram os lançamentos para os segmentos leve, pesado e moto. A TMD Friction também levou as pastilhas de freio Textar, importadas de suas unidades na Europa para várias linhas de veículos de alta performance como Porsche, Mercedes-Benz, BMW e Audi. “A região Sul é um importante mercado para a Cobreq e tem apresentando um crescimento constan-

te em relação ao público especializado no setor. Temos presença nessa região com toda nossa gama de produtos, para os segmentos leve, pesado e de moto”, ressalta Fábio Merighi, gerente de marketing da TMD Friction do Brasil. Foram expostos também importantes itens do catálogo de produtos da companhia, como pastilhas automotivas, sapatas automotivas, lonas para veículos comerciais, fluidos de freio pastilhas para motos de baixa e alta cilindrada e discos de freios e kits de embreagens/cabos de comando para motos. Para a linha de veículos comerciais pesados, a TMD Friction apresentou sua linha de produtos para freios a disco e a tambor, que atendem a mais de 90% da frota circulante nacional.

“Em nosso estande recepcionamos o público da Autopar para mostrar a dimensão da nossa companhia e como trabalhamos para atender o setor, passando pelas principais montadoras do país e cobrindo todo o aftermarket nacional. Além disso, ressaltamos a qualidade dos produtos fabricados no Brasil e que são exportados e reconhecidos também para outros países em que o grupo está presente”, finaliza o executivo. 

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NOTÍCIAS ABTB

17º Congresso Brasileiro de Tecnologia da Borracha

PALESTRA: “Indústria 4.0”

PALESTRA: “An insight into processability and sustainability of polymers for rubber compounding”

O Congresso, organizado pela ABTB, que ocorre de 26 a 28 de junho, em São Paulo no Expo Center Norte, terá, uma série de palestras não-técnicas com temas de alta relevância para os participantes, às quais juntam-se as exposições de trabalhos técnicos na programação do evento. Destacam-se:

PALESTRANTES NACIONAIS PALESTRA: “Asfalto borracha: utilização, benefícios e tendências”

Luiz Henrique Teixeira.

Palestrante: Eng.º Luiz Henrique Teixeira – Engenheiro Civil, Gerente Técnico da CBB Asfaltos e membro do Comitê Técnico de Pavimentação da ABEDA. Tópicos da palestra: • O processo de refino e as especificações do CAP originado em refinaria; • Os agentes modificadores de asfaltos: Polímeros e Borracha moída de pneus inservíveis; • Resultados comparativos de performance de pavimentos com asfaltos modificados, comparados com os asfaltos convencionais.

PALESTRA: “Destinação Correta de Pneus Inservíveis e Logística Reversa de Pneus”

Klaus Curt Müller.

Palestrante: Klaus Curt Müller – Presidente Executivo do Sistema ANIP (ANIP e RECICLANIP). Tema da palestra: Destinação correta de pneus inservíveis e logística reversa para o setor de pneumáticos.

A programação completa do Congresso está disponível no hotsite do evento: http://congresso.abtb.org.

PALESTRA: “Dual Filler Networksstrategies to enhance the performance of rubber products”

Emerson BZ.

PALESTRA: “Utilização do Sistema SASSMAQ®* na qualificação de transportadores”

Luiz Shizuo Harayashiki.

Palestrante: Luiz Shizuo Harayashiki – Químico, Pós-graduado em Química Analítica e Qualidade e Produtividade, pela USP – SP; MBA em Gestão e Tecnologias Ambientais, pela USP – SP; Especialização em Avaliação e Gerenciamento de Riscos pela UFRJ e Análise de Investimentos em Projetos pela FGV-SP; Gerente de Gestão Empresarial da Abiquim – Associação Brasileira da Indústria Química. Tópicos da palestra: • O Programa Atuação Responsável®; • Aumento dos padrões de segurança no transporte; • Processo de Qualificação de transportador. *SASSMAQ - Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade.

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PALESTRANTES INTERNACIONAIS

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Palestrante: Emerson BZ – Tem 17 anos de experiência no segmento da automação industrial e desde 2010 ocupa a posição de Diretor Executivo da Sensor do Brasil. É professor da pós-graduação em Administração de Empresas da IBE-FGV, onde leciona: Empreendedorismo, Marketing Empresarial e Competências Interpessoais. Foi o campeão brasileiro do Desafio IoT (Internet das Coisas) em 2017. Acredita que a administração, aprendida através de uma abordagem prática, transforma a visão e a vida das pessoas. Temática: A Indústria 4.0 ou a “Quarta Revolução Industrial”, que engloba tecnologias para automação e troca de dados e utiliza conceitos de Sistemas Ciber-físicos, Internet das Coisas e Computação em Nuvem para o desenvolvimento de “fábricas inteligentes”, aumentando a produtividade do setor por meio das tecnologias digitais. Tópicos da palestra: • Indústria nos Dias de Hoje; • Adoção e Expectativa da Indústria 4.0; • Tecnologias da Indústria 4.0; • Indústria 4.0 x Mercado de Trabalho; • Benefícios Esperados; • Impactos Esperados; • Como se preparar para a Indústria 4.0.

Prof. Dr. Robert Schuster. Prof. Dr. Fabio Bacchelli.

Palestrante: Fabio Bacchelli é Mestre em Química Industrial e PhD em Engenharia Química pela Universidade de Bolonha (Itália). Começou a trabalhar como Engenheiro de Processos de Elastômeros na EniChem, participando do desenvolvimento da tecnologia de polimerização em solução. Mais tarde, ele ingressou em P&D da Versalis (Grupo ENI, exPolimeri Europa) onde, depois de liderar o Departamento de Elastômeros e Processamento de Elastômeros, está atualmente trabalhando como Gerente Técnico para a indústria de pneus e outras aplicações. Fabio apresentou uma série de artigos para muitas conferências e simpósios, sendo também autor de patentes e publicações. Ele também é membro do Conselho Científico do Instituto Alemão de Tecnologia de Borracha (DIK, Hannover).

Palestrante: Robert Schuster é Químico pelo Instituto de Química Orgânica pela Universidade de Al. J. Cuza (1960-1967) e Doutor pelo Instituto de Macromoléculas da Universidade de Freiburg (1981-1984). Pesquisador do Instituto de Físico-Química da Academia de Ciências de Bucarest, Romênia (1969-1980), Coordenador do Departamento de Físico-Química de Elastômeros (1984-1992) do Instituto Alemão da Tecnologia da Borracha, DIK, de Hannover e Diretor do (DIK) de 1992 até 2011, sendo responsável por muitos e diferentes projetos desenvolvidos em parceria com empresas europeias do setor. Foi professor honorário da Universidade de Hannover, sendo orientador de muitas teses de doutorado, com os doutores desenvolvendo o seu trabalho de pesquisa no DIK e recebendo o seu título pela Universidade de Hannover. Por sua excepcional qualidade técnica contribui e continua contribuindo para o desenvolvimento da ciência e tecnologia da borracha. Recebeu vários prêmios e distinções na Europa, EUA e Ásia. Destacando-se o prêmio Medalha “Carl Harries” Sociedade Alemã da Borracha e o Prêmio “Melvin Mooney” Rubber Division, ACS. Atualmente, é consultor externo do EVE Research Institute in Qingdao (China). 

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GENTE

Frederic Lissalde é o novo Presidente e Diretor Executivo da BorgWarner O O Conselho de Administração da BorgWarner anunciou Frederic Lissalde como seu novo presidente e diretor executivo a partir de 1º de agosto de 2018, quando também fará parte do Conselho de Administração. Na mesma data, James R. Verrier renunciará à sua função de presidente e diretor-executivo e será consultor não executivo do Conselho de Administração, além de CEO para auxiliar na transição, até que se aposente em 28 de fevereiro de 2019. Lissalde assumiu cargos de crescente responsabilidade durante seus

19 anos na empresa. Ele é, no momento, vice-presidente e diretor de operações. Seus cargos anteriores incluem presidente e gerente geral da BorgWarner Turbo Systems, maior divisão da empresa, vice-presidente e gerente geral da BorgWarner Transmissions Systems, e vice-presidente de Vendas Globais e Marketing da BorgWarner Drivetrain Systems. “Tenho muito orgulho das conquistas da equipe neste período como presidente e CEO e acredito que a empresa está em uma posição excelente para o sucesso. Lissalde é um líder global experiente, com quem trabalhei por muitos anos. Tenho total confiança que ele continuará liderando essa grande empresa e a fazendo avançar nos próximos anos,” disse James R. Verrier, atual presidente e CEO. 

Bridgestone do Brasil anuncia novos diretores de marketing e finanças

A A Bridgestone anuncia a chegada de dois novos diretores: Oduvaldo Viana é o novo diretor de marketing da companhia e Edmilson Pereira assume a diretoria de finanças. Com mais de 20 anos de experiência na área de Marketing, Oduvaldo será responsável por toda a área de Marketing da empresa, com o desafio de impulsionar a estratégia de mercado e o posicionamento das marcas Brid-

gestone, Firestone e Bandag. Formado em Administração de Empresas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), ele possui MBA em Marketing pela ESPM, sendo que seus últimos trabalhos foram na Mars Brasil, Grupo Itororó, Natura Cosméticos e Nestlé Brasil. Já Edmilson terá como foco a melhoria da governança interna e dos processos críticos de finanças e negócios. Formado em Economia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Edmilson tem pós-graduação em Finanças e Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e MBA Internacional Executivo pela FIA - Universidade de São Paulo. O executivo tem mais de 25 anos de experiência em Finanças e Negócios, em multinacionais no Brasil e no Exterior. 

Daniela Manique assume a presidência do Grupo Solvay na América Latina A executiva Daniela Manique assumirá a partir de 1º de Julho de 2018 o posto de presidente do Grupo Solvay na América Latina. Ela substituirá José Borges Matias, que deixa a empresa após 35 anos de atividades. Daniela Manique acumulará a nova posição com a presidência da Unidade Global de Negócios Coatis da Solvay, que reúne as áreas de Fenol e Derivados, Solventes Oxigenados e Intermediários de Poliamida. Formada em Engenharia Química pela FEI (Faculdade de Engenharia Industrial), Daniela Manique possui pósgraduação em Administração de Empresas pela FGV, tem MBA em Negócios na Faculdade de Economia e Administração da USP (SP) e fez o curso de Estratégia do Insead, da França. Também é diplomada na área de Indústria do Petróleo pela Faculdade de Estudos em Petróleo e Energia de Oxford, na Inglaterra. Daniela Manique está na empresa há 14 anos, tendo iniciado sua trajetória profissional na Rhodia, posteriormente adquirida pela Solvay. Nesse período, ocupou no Brasil e no Exterior posições de liderança em diversas áreas da empresa. Entre as missões da nova presidente da Solvay está a coordenação das iniciativas da empresa para garantir o crescimento sustentável dos negócios na região da América Latina, onde o Grupo opera com sucesso há quase cem anos. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu em torno de um bilhão de reais em suas operações na região.  ©Fotos Divulgação

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MATÉRIA TÉCNICA

Eletricidade estática em compostos de borracha Autores: Luis Tormento e Marly Freitas.

A compreensão da eletricidade estática nos leva primeiro a uma viagem à Grécia antiga. Acumulação de carga estática no âmbar depois de esfregá-lo com pele foi descrita primeiro por Tales de Mileto, um filósofo pré-socrático. A carga estática se acumula devido ao chamado efeito tribo elétrico, não surpreendentemente derivado das palavras gregas que significam esfregar (tribo) e âmbar (elétrons). A eletricidade estática é um desequilíbrio de cargas elétricas ou eletricidade dentro ou na superfície de um material em repouso. A eletricidade estática é eletricidade, mas suas características criam problemas que custam bilhões de reais ao ano. Uma compreensão mais clara da eletricidade estática e da eletrostática pode ser obtida explicando-se o que são os raios. A eletricidade estática na atmosfera está em um estado de desequilíbrio, permanecendo assim até que o gradiente potencial entre as nuvens atinja um nível que faz com que o isolante entre as nuvens, neste caso o ar, se decomponha ou falhe. O raio é criado para equalizar o gradiente potencial. Por um breve instante, o relâmpago pisca, a eletricidade estática se torna a familiar eletricidade, que não está mais em repouso. O que sabemos sobre este fenômeno chamado “eletricidade estática” ou “eletrostática” ou “choque estático”? O que é eletricidade estática e como a removemos ou pelo menos a controlamos ou reduzimos? As informações abaixo ajudarão você a entender a eletricidade estática e a controlar os custos associados a ela. Iremos descrever nesse artigo dois tipos de problemas que podem ocorrer na indústria da borracha por acúmulo e emissão de eletricidade estática. Descreveremos o acúmulo e emissão de eletricidade estática durante o processamento de compostos de borracha, transporte de matéria-prima e armazenamento, e o acúmulo e emissão de eletricidade estática durante a operação e uso do artefato.

CAUSA A eletricidade estática é gerada por um desequilíbrio da construção molecular de isoladores relativamente não condutores, como plásticos, papel, vidro, cerâmica e outros materiais não condutores. Toda matéria é composta de átomos. Um átomo equilibrado contém cargas positivas que estão presentes em seu núcleo. Uma quantidade igual de cargas negativas orbita este núcleo na forma de elétrons. Ambas as cargas são iguais e, portanto, a carga total de um átomo balanceado é zero. No entanto, se essa configuração for perturbada e vários elétrons forem removidos deste átomo, acabaremos com uma carga positiva maior no núcleo e uma deficiência de elétrons, o que lhe dará uma carga total na direção positiva. Inversamente, se adicionarmos alguns elétrons extras, temos uma carga geral negativa, por causa do excesso de elétrons, e a carga líquida agora está na direção negativa.

Descarga de eletricidade estática entre dois elementos.

Alguns materiais como vidro, cabelo e nylon tendem a abandonar os elétrons e se tornam carregados positivamente. Outros materiais, como polipropileno, vinil (PVC), silício, teflon, silicone, tendem a coletar elétrons e tornarse carregados negativamente. De acordo com a série triboelétrica, exemplos de objetos carregados positivamente incluem o cabelo, pele, vidro, couro, seda, pele, nylon e acrílico; substâncias carregadas negativamente incluem âmbar, cera, borracha e a maioria dos polímeros (poliestireno, rayon, poliéster, polietileno, polipropileno, PVC , silicone e Teflon). É fácil ver que a pele ou cabelo em contato com plásticos provoca inevitavelmente uma acumulação de cargas estáticas.

CONDUTIVIDADE

um revestimento condutor na superfície do material. O plástico tornou-se condutor e, desde que este revestimento não seja perturbado, será difícil gerar eletricidade estática neste material. Tabela 1 – Definição dos tipos de materiais Condutivo É um material incapaz de reter uma carga eletrostática significativa quando em contato com a terra, com uma resistividade volumétrica igual ou inferior a 104 Ω• m.

Dissipativo É um material incapaz de reter uma quantidade significativa de carga eletrostática quando em contato com a terra, com uma resistividade de volume maior que 104 Ω• m, mas igual ou inferior a 109 Ω• m medido à temperatura ambiente e 50% de umidade relativa.

Não Condutivo Um material com resistividade volumétrica maior que 109Ω • m.

A habilidade do material em entregar seus elétrons ou absorver o excesso de elétrons é puramente uma função da condutividade do material com o qual você está trabalhando. Por exemplo, um condutor puro, como o cobre, tem uma construção molecular rígida que não permite que seus elétrons sejam movidos livremente. No entanto, à medida que você se aproxima da faixa semicondutora, como em alguns papéis adesivos, a capacidade desse material de render seus elétrons é relativamente fácil e pode ser obtida por fricção, calor ou pressão. À medida que você se aproxima dos materiais puramente não-condutores, como plásticos, cerâmica de vidro, é extremamente fácil interromper a construção molecular e fazer com que o material seja carregado com o menor atrito, calor ou pressão. Se a condutividade de seu material processado puder ser controlada, a prevenção da eletricidade estática se tornará relativamente fácil. No entanto, se o material for não condutor, a eletricidade estática pode se acumular no material. Por exemplo, a adição de condutividade de superfície a plásticos aumentará a faixa de condutividade e evitará o acúmulo de eletricidade estática causada pela fricção. Isto normalmente é feito pelo uso de aditivos, como umidade e sprays anti-estática. O spray antiestático médio é feito de um material à base de sabão que foi diluído em um solvente, como o álcool. Um retardador de fogo é adicionado para combater a inflamabilidade do solvente. Pouco tempo após o contato com o material, o retardante de chama e os solventes evaporam, deixando-o com

Soluções para eliminar ou reduzir a eletricidade estática na indústria Existem inúmeras soluções para eliminar a eletricidade estática no ambiente fabril, especificamente no setor da borracha: a solução mais utilizada é o uso de aterramento e inclusão de antiestéticos nos compostos, mas vamos citar outras como referência: a) Ionização Você pode reduzir os riscos de acumular altas cargas de eletricidade estática em um ponto. Alterar o material especificado ou adicionar um spray pode não ser possível ou permitido. Um método ativo de controle estático é por ionização. É importante entender que a eletricidade estática não pode ser totalmente eliminada. Na verdade, a terminologia “eliminadores estáticos” é definitivamente enganosa. Os eliminadores estáticos são realmente unidades ionizantes que produzem íons positivos e negativos para serem atraídos pelo material não balanceado, de modo que ocorra a neutralização. Por exemplo, uma peça carregada de material pode ser neutralizada utilizando um neutralizador estático. No entanto, não elimina a eletricidade estática porque, se o material for novamente friccionado após ser neutralizado, será gerada a eletricidade estática.

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MATÉRIA TÉCNICA b) Indução Remover ou neutralizar a eletricidade estática por indução é o método mais simples e mais antigo. Tinsel ou fio especial são as ferramentas mais comuns para esta aplicação. No entanto, o Tinsel é muitas vezes mal utilizado, ficando sujo e danificado, muitas vezes tornando a operação mal-sucedida. A primeira coisa que deve ser reconhecida é o fato de que qualquer dispositivo de indução, como o Tinsel, nunca reduzirá ou neutralizará a eletricidade estática para o nível de potencial zero. Isto se deve ao fato de que é necessário um limiar ou uma alta tensão inicial para “iniciar” o processo de indução. c) Aterramento Também é possível perturbar a construção molecular do equipamento. Por mais estranho que pareça, se um equipamento é isolado sobre um piso de madeira ou sobre suportes de borracha, ele logo vai gerar um gradiente de voltagem; por exemplo, isto é comum na preparação de compostos de borracha de silicone. É possível que um operador carregue várias centenas de volts cada vez que ele lida com um pedaço de borracha carregado. Como ele lida com muitas peças diferentes, ele será carregado para um gradiente de voltagem mais alto até que ocorra um flash-over e o operador receba um choque e/ou danifique um dispositivo estático sensível. Isto pode ser evitado se seu operador estiver em uma esteira condutora aterrada, pelo uso de equipamento de aterramento de pessoal disponível comercialmente. O equipamento de aterramento de pessoal torna-se importante se os operadores estiverem sentados durante o trabalho. Este é o melhor meio de isolar os operadores, que se tornam extremamente vulneráveis à descarga estática devido ao carregamento. Esse fenômeno pode estar relacionado a um indivíduo arrastando os pés no tapete da sala de estar e depois se descarregando tocando uma lâmpada bem aterrada. Além disso, o mais importante é o aterramento de todas suas máquinas e equipamentos relacionados. Nunca deixamos de nos surpreender com o número de fábricas operando máquinas sem aterramento elétrico. Além do fator de segurança, uma máquina aterrada ajudará a drenar cargas extremamente altas de eletricidade estática de condutores parciais. Lembre-se, o aterramento é apenas uma ajuda para reduzir os problemas com a eletricidade estática. Não é uma solução. Por exemplo, aterrar seus operadores não drenará a

eletricidade estática de suas roupas. Além disso, não irá drenar a eletricidade estática de um recipiente de plástico que porventura esteja segurando. A condutividade de algumas roupas e da maioria dos plásticos é tão baixa que a eletricidade não pode fluir para o solo; daí, “eletricidade estática”. Para resolver este problema, ionização ou controle estático ativo deve ser utilizado.

Enumerando tipos de transportes: d1) Manuseio de fluidos Muitas operações de manuseio de fluidos podem gerar eletricidade estática. Isto se torna um problema quando tubos não condutores (revestidos com vidro ou teflon) são usados sem uma colagem adequada.

A eletricidade estática na indústria da borracha Sempre que dois materiais diferentes entram em contato, os elétrons se movem de uma superfície para outra. Como esses materiais são separados e a quantidade de elétrons é diferente nas diferentes superfícies, um material assume uma carga positiva e o outro uma carga negativa. Assim, os seguintes mecanismos de acumulação de carga surgem nas operações industriais: • Contato e Fricção • Dupla camada • Indução • Transporte a) Contato e fricção – ocorrem em operações do tipo: • Transporte pneumático de pós / sólidos • Derramamento de sólidos em calhas ou canaletas • Engrenagens e esteiras que transportam cargas de uma superfície para outra

d2) Fluxo entre vasos Quando o fluido entra em um vaso, ele carrega consigo uma carga que pode se acumular no tanque, caso o tanque não esteja devidamente aterrado. A inspeção de rotina do aterramento minimiza a alteração do fogo ou explosão devido a uma descarga de faísca do tanque carregado.

b) Dupla camada – ocorre em operações de fricção e movimento nas interfaces em escala microscópica. • Líquido-líquido • Líquido-sólido • Sólido-sólido • Gás-líquido • Sólido-gás c) Indução – ocorre em operações quando um condutor isolado está sujeito a um campo elétrico – uma polaridade de carga se desenvolve no objeto. Se o objeto estiver aterrado, as cargas mais próximas da fonte de aterramento fluem, deixando o corpo com uma carga líquida de sinal oposto. d) Transporte – resulta do transporte de poeira, partículas líquidas ou sólidas que se instalam em uma superfície e transportam suas cargas para essa nova superfície. A taxa de acúmulo de carga é uma função da taxa de transporte.

d3) Enchimento e respingos Quando fluídos não condutores (ou sólidos) caem livremente através do ar, eles captam uma carga estática significativa. Quando há pulverização ou respingos, a eletricidade estática pode se acumular. Isso pode ser uma fonte de faíscas.

d4) Pulverização de líquidos Quando os fluidos são pulverizados no ar, uma carga estática pode acumular-se rapidamente em alguns fluidos. Os fluidos não condutores normalmente acumulam carga estática mais rapidamente.

SOLUÇÃO Como citado anteriormente, a indústria da borracha trabalha há anos com sistemas de aterramento para eliminar a eletricidade estática em seus equipamentos. Os resultados a princípio tem sido bem-sucedidos. Historicamente, havia pouco problema quando a tubulação era toda de cobre, aço inoxidável ou ferro. O problema surge quando tubos ou vasos são revestidos de vidro ou Teflon ou feitos de polímeros, ou conectados com gaxetas não condutoras. Outro problema comum ocorre na utilização dos artefatos de borracha em sistemas isolados, onde os fabricantes precisam utilizar componentes adequados em seus compostos para garantir que a eletricidade acumulada seja descarregada ou passe através desse artefato utilizando os seguintes ingredientes: • Cargas antiestáticas : geralmente compostos metálicos que permitem o fluxo dessa eletricidadeexemplos: óxido de ferro em borracha de silicone, negros de fumo condutores, óxidos metálicos etc. • Plastificantes antiestáticos. • Inserção de metais em artefatos para que os mesmos conduzam a eletricidade para sistemas aterrados. 

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FRASES & FRASES

CLASSIFICADOS

O Despertar de uma Mulher pode ser sentido no seu olhar ao acordar. Charles Bright

“Atiramos o passado ao abismo, mas nos inclinamos para ver se ele está morto.” William Shakespeare

“A mentira mais frequente é aquela que se conta para si. Mentir para os outros é exceção.” Friedrich Nietzsch

“Não se perde quando não se tem.” Wando

“Os homens perderam toda a crença no invisível, e acreditam, e têm esperanças, e trabalham apenas no visível.” Thomas Carlyle

“O progresso pode ter sido benéfico, mas já foi longe demais.” Ogden Nash

“Algumas recordações acabam se tornando realidades, melhores até do que qualquer coisa que possa acontecer de novo à pessoa.” Willa Carther

“Nada tem mais futuro que o dinheiro. A tal ponto que o dinheiro se sente sinônimo do futuro e tenta ordená-lo.” Joseph Brodsky

“Se você não tem memória, não tem culpa, nem gratidão. A memória é nosso maior patrimônio.” Bartolomeu Campos de Queirós

“A resposta certa não importa nada: o essencial é que as perguntas estejam certas.”

“Às vezes pagam os justos pelos pecadores.” Miguel de Cervantes

Mario Quintana

“Só há duas certezas na vida: a morte e os impostos.” Benjamin Franklin

“Sabedoria é perceber o prazer na simplicidade da vida.” Tony Flags ©Foto: C_Scott/Pixabay 2018

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AGENDA

JUNHO/2018

Ano XXI

II • Nº 135

06 a 08 Latin Tyre Expo / Latin American & Caribbean Tyre Expo

• Mar/Abr

2018 • ASP A Editora

borrach .com.br aatual ISSN 231

7-4544

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agem de pneus já realidade é uma

alisa presença de compost os tóxicos

ANUÁRIO BRASILEIRO DA BORRACHA

Local: ATLAPA Convention Center, Panama. Informações: info@latintyreexpo.com Tel: +1 786-293-5186

53 IPT an

09 Tecnologia de Injeção de Compostos de Borracha

21ª EDIÇÃO

Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

2017 - 2018

ISTA Renato Sto icov, gere nte de sílic silano da ae Evonik – Am érica Lati na

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14 IV Simpósio de Eficiência Energética, Emissões e Combustíveis/ XII Prêmio AEA de Meio Ambiente

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BRAZILIAN RUBBER YEARBOOK ANUARIO BRASILEÑO DEL CAUCHO

2017 - 2018

Informações: www.aea.org.br

Editora

Job: 24177-004 -- Empresa: africa -- Arquivo: AFD-24177-004-QUANTIQ-RV-Borracha-Atual-210X280_pag001.pdf

Registro: 188168 -- Data: 15:33:02 07/07/2017

26 a 28 EXPOBOR 2018 Local: Expo Center Norte – São Paulo. Informações: www.expobor.com.br/2018

JULHO/2018 30/07 a 03/08 Curso Flexlab de Tecnologia da Borracha Informações: flexlab@flexlabconsultoria.com.br Tel: (11) 2669-5094

OUTUBRO/2018

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09 a 11 International Rubber Expo - Louisville Local: Kentucky International Convention Center Informações: call 330-595-5535 Email: reg@rubber.org

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Ed 136  

Revista Borracha Atual Ed 136

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