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Ficha técnica

Coordenação António Fernandes

Diretor António Fernandes

Capa Rui Pedro Neto Reis (7ºC) Tiago Filipe Simões Sá (7ºC)

Schola n.º 20 – fevereiro de 2012 Periodicidade – anual 180 páginas

Administração António Carvalho

Sumário Propriedade Esc. Sec. / 3 de Barcelinhos Rua do Areal de Baixo – S. Brás – 069 Barcelinhos Telefone – 253 839 260 Fax – 253 833 024 Email – info@esec-barcelinhosrcts.pt http://www.esecbarcelinhos.rcts.pt/

Nota prévia História de uma revista O caminho da escola A escola no tempo Poesia Literatura Ensaio Entrevista Novo acordo ortográfico Atividades Atividade desportiva Depois do “Ninho” Diversão e curiosidades Álbum fotográfico

Tiragem 600 exemplares Depósito Legal n.º55158/92 ISSN 0873-1217

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Nota prévia e comemorativa

Em época de comemorações, a revista Schola também se associa a reviver a abertura da escola – 25 anos; mas também ela tem motivos para comemorar, pois chegou ao ano 20, da sua publicação. Sendo a revista Schola, a única publicação escolar que perdurou ao longo dos tempos nesta escola, acaba por ser uma espécie de “fiel repositório” de muitos testemunhos, de muitos talentos, de muitos trabalhos, de muitas recordações de momentos que se viveram nesta comunidade. Desde o número zero que manteve sempre a dinâmica, a juventude e o espírito inicial da audácia deste projeto, identificando-se plenamente com o essência de uma instituição que se dedica ao ensino e formação de jovens e que tem de estar permanentemente aberta à inovação, ao progresso científico e tecnológico e à alucinante transformação social da educação e dos valores. Desde 1992, que a Schola fez escola e marcou esta escola. Sempre pretendeu refletir algo de diferente e que fosse nosso e à medida desta comunidade e ao mesmo tempo contribuísse para o desenvolvimento cultural. Pretendeu, através do incentivo à participação neste projeto, motivar e fazer despertar talentos ocultos, fomentar o gosto pela escrita, complementar as atividades escolares e a investigação, bem como desenvolver a criatividade e a inspiração de cada um. É importante e justo relembrar todos aqueles que contribuíram e participaram para manter de pé este projeto, nomeadamente, salientar aqueles que em vários momentos assumiram e se responsabilizaram pela coordenação e publicação de cada edição. Assim, como fundador e diretor, desde o nº 0 (1992) ao 2 (1994) – António Carvalho; Desde o nº 3 (1995) ao 5 (1997) – Diretor - Francisco Campinho; do nº 6 SCHOL A

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(1998) ao 10 (2002) – Teresa Paula Alves; do nº 11 (2003) ao 19 (2011) – Diretor: Álvaro Carvalho e Coordenação de Graça Alves. Apesar de muitos constrangimentos esta publicação continua a contar com o empenho do corpo docente e não docente, dos alunos, dos pais e também daqueles que por aqui passaram e demais agentes envolvidos com a escola, para a tornar cada vez mais uma revista de sucesso que é o que se pretende, isto é, também contribua para o nível mais elevado das tarefas da educação. Merece que lhe seja dado o destaque com as suas vinte publicações, salientando uma atividade cultural, literária, recreativa e desportiva, durante cada ano letivo. Por isso, pretende-se que este número sirva para relançar a Schola para novos desafios e que esta edição, a vigésima primeira, seja um marco para a posteridade e na vida desta instituição. Cito um pequeno texto, da contracapa do último número da revista Schola, que retrata de uma forma eloquente e inolvidável, o que foi, o que é e o que será esta publicação – “a revista Schola é, pois, um bom do ócio consagrado ao estudo, em que cada texto é uma lição, exemplo de um curso todo ele percorrido num local onde se ensina, numa galeria humana que se constitui plenamente como corporação e companhia em prol da educação como pilar da vida humana.” Desejamos uma longa vida à revista Schola!

António Carvalho - Diretor da ES / 3 de Barcelinhos

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H ISTĂ“RIA DE UMA REVISTA

As pessoas influenciam-nos, as vozes comovem -nos, os livros convencem -nos, os feitos entusiasmam -nos. (J o hn H en r y New ma n)

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Revista SCHOLA

A revis ta Schol a publicou vinte números até este ano. Importante será recordar as capas das edições publicadas nos anos anteriores. São essas as imagens que te apresentam os de seguida. Estas revistas podem ser consultadas na Biblioteca da escola, em http://www.esecbarcelinhos.rcts.pt/ no separador Proj. Clubes ou no blogue http://revistaschola.blogspot.com/ .

Tanto no blogue como na página da escola as revistas estão disponíveis em formato de ebook para as poderes folhear virtualmente. A vitalidade da revista SCHOLA é o sinal da vida e a imagem do dinamismo da escola e de todos os seus elementos: alunos, auxiliares, professores e restantes membros da comunidade. Começam, agora, os próximos vinte anos.

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1992

1995

1993 1994

1996

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Publicidade

Bruno Emanuel, Hélder Alves, Luís Fernando, Vítor Manuel (11ºA)

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O CAMINHO DA ESCOLA

ร‰ mais fรกcil construir um menino do que consertar um homem. (C h arl es Chick G ovin )

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A nossa escola em números

Desde o ano letivo de 1994/1995 , a revista Schola divulga alguns dados estatísticos que permitem uma avaliação global e sistematizada da evolução da vida interna da nossa escola. Dando continuidade a esse trabalho, atualizam -se com os números relativos ao ano letivo de 2011/2012.

Nesta apresentação expõem -se os dados evolutivos do sucesso da popul ação escolar e das preferências em relação às opções dos alunos nos úl timos anos, entre outros.

1- SUCESSO ESCOLAR

Regis tam-se, de seguida os dados relativos às percentagens de sucesso escolar obtido pelos alunos. Divide -se essa apresentação por ciclos de ensino e anos de escolaridade.

1.1 - Ensino Básico - 3.º Ciclo - % de alunos que transita ram/concluíram Nos anos letivos correspondestes ao 3º ciclo (7º e 8º anos de escolaridade) verificou -se um aumento da taxa de sucesso dos alunos. No 9º ano de escola ridade essa taxa de sucesso verificou um decréscimo. SCHOL A

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Evolução do sucesso

Ano letivo

7ºAno

8ºAno

9ºAno

86/87 87/88 88/89

64% 71% 59%

71% 83% 60%

73% 79% 75%

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77%

78%

93%

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77%

71%

88%

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76%

82%

77%

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94%

80%

81%

93/94

87%

82%

88%

94/95

70%

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09/10

95/96

71%

86%

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07/08

96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

78% 68% 83% 83% 82% 68% 86% 73% 83% 99% 96% 94% 92% 93% 99%

69% 78% 77% 72% 61% 66% 94% 87% 92% 91% 91% 99% 94% 93% 99%

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

120% 100% 80% 60% 40% 20% 0%

96%

10/11 93% 93% 86%

08/09

84%

100% 99%

94% 91%

85%

05/06

83%

03/04

87%

73%

02/03

93% 100%

82%

66% 68%

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99%

92%

94%

86%

01/02

96%

91% 88%

04/05

89% 95% 87% 86% 82% 100% 93% 88% 85% 79% 100% 86% 100% 96%

94% 92%

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99% 99% 100%

86%

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82%

99/00

87%

72%

83%

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95%

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69%

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89%

78%

68%

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83%

78% 86%

71%

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93/94

89%

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70%

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88% 87%

81% 80%

92/93

94%

77% 82% 76%

91/92 90/91

88%

71%

89/90

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77%

79%

87/88 86/87

71% 73% 71%

64% 0%

10%

20%

30%

40%

9ºAno

8ºAno

50%

93%

78% 77% 75%

60% 59%

60%

70%

83%

80%

90%

100%

7ºAno

1.2 - Ensino Secundário (10.º e 11.º anos) - % de alunos que transitaram

Evolução do sucesso 120% 100% 80% 60% 40% 20% 0% 86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

10/11 09/10 08/09 07/08 06/07 05/06 04/05 03/04 02/03 01/02 00/01 99/00 98/99 97/98 96/97 95/96 94/95 93/94 92/93 91/92 90/91 89/90 88/89 87/88 86/87

57%

61%

0%

20%

40%

60%

11ºAno

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96% 98% 94%98% 87% 90% 93% 88% 97% 99% 94% 95% 99% 84% 85% 92% 76% 81% 82% 90% 93% 83% 69% 87% 73% 79% 80% 78% 96% 77% 95% 81% 85% 90% 96% 84% 83% 84% 95% 87% 76% 83% 74% 76% 88% 74% 71% 68%

10ºAno

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80%

100%


Ano letivo

10ºAno

11ºAno

Ano letivo

10ºAno

11ºAno

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99

68% 74% 76% 76% 87% 84% 84% 85% 81% 77% 78% 61% 73%

71% 88% 74% 83% 95% 83% 96% 90% 95% 96% 80% 79% 87%

99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

69% 93% 57% 76% 85% 84% 95% 99% 88% 90% 94% 98%

83% 90% 82% 81% 92% 99% 94% 97% 93% 87% 98% 96%

1.3 - Ensino Secundário (12.º ano) - % de alunos que concluí ram

09/10

07/08

05/06

03/04

00/01

98/99

120% 100% 80% 60% 40% 20% 0%

96/97

87% 83% 89% 100% 56% 52% 56% 72% 98% 59% 100% 71%

94/95

77% 96% 88% 87% 92% 85% 100% 88% 83%

98/99 99/00 00/01 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

Evolução do sucesso

92/93

12º Ano

90/91

Ano letivo

88/89

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98

12º Ano

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Ano letivo

Nos anos letivos correspondestes ao ensino secundário (10º, 11º e 12º anos de escolaridade) verificou -se um saldo negativo. No 10º ano de escolaridade a taxa de sucesso verificou um aumento; já os 11º e 12º anos de escolaridade registaram um decréscimo nessa taxa de sucesso. Este decréscimo é residual nos resultados obtidos no 11º ano de escolaridade, mas bastante sensível nos que respeitam o 12º ano de escolaridade.

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Apresentam -se, agora, os números relativos à popula ção escolar e à sua evolu ção ao longo do tempo.

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7ºAno

150% 150%

100% 100%

50% 50%

0% 0%

150%

9ºAno 150%

100% 100%

50% 50%

0% 0%

150%

11ºAno 150%

100% 100%

50% 50%

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72%

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10/11

98%

09/10

56%

08/09

100%

07/08

77%

06/07

52%

05/06

56%

04/05

60%

03/04

100%

02/03

87%

00/01

83%

99/00

98/99

88%

97/98

96/97

95/96

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93/94

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91/92

90/91

89/90

88/89

87/88

86/87

80% 85%

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

88% 87% 92%

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

96%

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

86/87 87/88 88/89 89/90 90/91 91/92 92/93 93/94 94/95 95/96 96/97 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11

100% 100%

83% 89% 71%

59%

40%

20%

0%

8ºAno

10ºAno

12º Ano

2- POPULAÇÃO ESCOLAR

Distinguem -se os dados relativos a alunos, pessoal docente e pessoal não do cente.


2.1 - Alunos matriculados

2.1.1 - Frequência por ano letivo

Anos de escolaridade

Anos letivos

SCHOL A

9º 10º 11º 12º

Bás

Sec

Total

1986/1987

245 132 92 118 55

469

173

642

1987/1988

242 172 111 114 93

525

207

732

1988/1989

255 182 159 151 74

596

225

821

1989/1990

175 189 145 166 92

26

509

284

793

1990/1991

273 220 155 144 111 24

648

279

927

1991/1992

180 256 175 130 140 76

611

346

957

1992/1993

204 175 235 177 139 103

614

419

1033

1993/1994

177 208 180 195 153 52

565

400

965

1994/1995

283 162 178 177 135 164

623

476

1099

1995/1996

260 228 158 178 141 131

646

450

1096

1996/1997

187 210 215 174 130 153

612

457

1069

1997/1998

187 185 166 160 143 147

538

450

988

1998/1999

166 148 150 154 113 141

464

408

872

1999/2000

144 166 133 170 175 117

443

462

905

2000/2001

169 132 126 151 124 102

427

377

804

2001/2002

166 177 112 223 109 136

455

468

923

2002/2003

136 151 131 221 137 117

418

475

893

2003/2004

103 121 143 252 166 126

367

544

911

2004/2005

126 95

89 190 205 177

310

572

882

2005/2006

77 114 92 195 156 225

283

576

859

2006/2007

123 84 114 205 198 190

321

593

914

2007/2008

99 124 96 209 180 185

319

574

893

2008/2009

103 95 116 228 184 174

314

586

900

2009/2010

77 101 102 240 200 194

280

634

914

2010/2011

78

72 118 250 235 210

268

695

963

2011/2012

77

78 102 207 245 229

257

681

938

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2007/2008

2006/2007

2005/2006

2004/2005

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2002/2003

2001/2002

2000/2001

1999/2000

1998/1999

1997/1998

1996/1997

1995/1996

1994/1995

1993/1994

732

642

1996/1997

905

200

0

2011/2012

893 900 914

2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011

2007/2008 2008/2009 2009/2010 2010/2011

2011/2012

914

2006/2007

2006/2007

2011/2012

859

2005/2006

2005/2006

938

963

882

2004/2005

0

2004/2005

200 911

400 893

600

2003/2004

800

2002/2003

1000

2003/2004

1200

2002/2003

Evolução dos totais

923

804

1999/2000

2000/2001

872

1998/1999

988

1096 1069

1995/1996 1997/1998

1099

1994/1995

1993/1994

965

1033

957

1991/1992 1992/1993

927

1990/1991

793

0

1989/1990

200

2001/2002

2001/2002

2000/2001

1999/2000

1998/1999

1997/1998

1996/1997

1995/1996

1994/1995

1993/1994

1992/1993

1991/1992

1990/1991

1989/1990

400 821

600

1988/1989

1987/1988

1986/1987

1200

1992/1993

1991/1992

1990/1991

1988/1989

1987/1988

1986/1987

1000

1989/1990

1988/1989

1987/1988

800

1986/1987

Alunos matriculados

Evolução Básico e Secundário

800

600

400

Bás

Sec


SCHOL A

150

18

133 126

112

131

Evolução do 9º ano

215

143

50

0

89

92

116

2011/2012

102

118

2011/2012

2010/2011

Evolução do 8º ano

77

2011/2012

0 78

2010/2011

2008/2009

50 77

2009/2010

95 101

2011/2012

96

2009/2010

124

2008/2009

84

2010/2011

114

99 103

2009/2010

114

2008/2009

151

2007/2008

77

2007/2008

2006/2007

123

2007/2008

95

2006/2007

100

2005/2006

2004/2005

126

2006/2007

100

2005/2006

121

2004/2005

103

2005/2006

2003/2004

2002/2003

2001/2002

2000/2001

1999/2000

1998/1999

1997/1998

136

2004/2005

2003/2004

132

2002/2003

2001/2002

177

2003/2004

111 166

2002/2003

166

2000/2001

148

2001/2002

158 185

1999/2000

132

1998/1999

162

1997/1998

1996/1997

150 144

2000/2001

235 210

166

1999/2000

180 178

1995/1996

1994/1995

1993/1994

1992/1993

1991/1992

1990/1991

187 187

1998/1999

175 228

1996/1997

208

1995/1996

175

1994/1995

256

1997/1998

250

1993/1994

189 172 182

1992/1993

1991/1992

220 177

1996/1997

155

283

1995/1996

145

1990/1991

1989/1990 273

1994/1995

92

1989/1990

300 204

1993/1994

159 180

1992/1993

200

1988/1989 175

1991/1992

100 245 242 255

1990/1991

150

1987/1988

1986/1987

200

1989/1990

150

1988/1989

200

1988/1989

250

1987/1988

1986/1987

250

1987/1988

300

1986/1987

2.1.2 - Frequência por ano de escolaridade

Evolução do 7º ano

260

169 166

72 78

50

0

102


SCHOL A

19

300

180 184

2011/2012

2011/2012

198

2011/2012

2010/2011

2009/2010

2008/2009

228

2010/2011

156

2007/2008

2006/2007

205 209 190 195

2009/2010

137

2005/2006

2004/2005

252

2008/2009

166

2007/2008

205

2006/2007

250

2005/2006

175

2003/2004

2002/2003

2001/2002

2000/2001 223 221

2004/2005

50

0 1999/2000

1998/1999

300

2003/2004

109

2002/2003

124

2001/2002

113

2000/2001

135 141 130 143

1999/2000

100 160 154

170

1997/1998

130

1998/1999

1996/1997

1995/1996

177 178 174

1997/1998

1996/1997

153

1994/1995

195

1995/1996

140 139

1993/1994

177

1994/1995

111

1992/1993

250

1993/1994

200

1991/1992

144

1992/1993

74 92

1990/1991

1989/1990

118 114

1991/1992

55 166

1990/1991

93

1988/1989

151

1989/1990

100

1987/1988

1986/1987

200

1988/1989

150

1987/1988

150

1986/1987

Evolução do 10º ano 240 250

207

151

Evolução do 11º ano 235 245

200

50

0


Evolução do 12º ano 225

250 200

131

150

190 185

177

164

153 147 141 117

103

136 102

174

194

210

229

117 126

76

100 24

1989/1990

1990/1991

52 26

50

2011/2012

2010/2011

2009/2010

2008/2009

2007/2008

2006/2007

2005/2006

2004/2005

2003/2004

2002/2003

2001/2002

2000/2001

1999/2000

1998/1999

1997/1998

1996/1997

1995/1996

1994/1995

1993/1994

1992/1993

1991/1992

1988/1989

1987/1988

1986/1987

0

2.1.3 - Alunos inscritos em 2011/2012 por ano de escolaridade

Anos 7.º Ano 8.º Ano 9.º Ano CEF 10.º Ano 11.º Ano 12.º Ano Total

Nº Alunos 77 78 76 15 207 245 229 927

12.º Ano 25%

7.º Ano 8% 8.º Ano 8% 9.º Ano 8%

CEF 2%

11.º Ano 27%

10.º Ano 22%

De um modo geral verificou -se, do ano letivo anterior para o atual, um decréscimo no número de alunos matriculados. No 8º, 11º e 12º anos de escolaridade verificou -se um aumento no número de a lunos em frequência. Nos restantes anos de escolaridade regis tou -se um decréscimo nesse número de frequência. Verifica-se, ainda, que nos anos não terminais de ciclo (7º para 8º e 11º para 12º) não houve decréscimo no número de alunos; deste fac to resul ta que pelos números, nenhum aluno deixou a escola para frequentar uma outra. A diferença no número total de alunos resultou da diminuição nas matrículas para o 10º ano de escolaridade. SCHOL A

20

2011/2012


Nº de Funcionários

300 300

200 200

100 100

0 0

300 300

200 200

100 100

0 0

200

100 100

0 0

01\02

Legenda:

P TPOAEPOCPGN-

SCHOL A 02\03

Pessoal Pessoal Pessoal Pessoal

03\04 04\05

PT 05\06

P0AE

21

POC

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

300

200

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

300

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

1986/1… 1987/1… 1988/1… 1989/1… 1990/1… 1991/1… 1992/1… 1993/1… 1994/1… 1995/1… 1996/1… 1997/1… 1998/1… 1999/2… 2000/2… 2001/2… 2002/2… 2003/2… 2004/2… 2005/2… 2006/2… 2007/2… 2008/2… 2009/2… 2010/2… 2011/2…

7º 8º

9º 10º

11º 12º

2.2 - Pessoal Não Docente - Variação do número de pessoal não docente pelas diversas categorias profissionais.

28

24

20

16

12

8

4

0 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11

PGN

Té c n i c o Operário/ Ação Educativa Operário/Cozinha Guarda Noturno (EXTINTO )

2011/2012


Ano letivo 01\02 02\03 03\04 04\05 05\06 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11

PT 7 7 7 7 7 7 7 7 7 7

P0AE 24 24 24 24 24 24 24 24 23 23

POC 4 4 4 4 4 4 4 4 4 4

PGN 1 2 1 2 2 2 1 0 0 0

Total 36 37 36 37 37 37 36 35 34 34

Evolução do n.º de pessoal não docente 40 35

30 01\02 02\03 03\04 04\05 05\06 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11

Verificou-se, do ano l etivo de 2009/2010 para o de 2010/2011, uma estabilidade no número de pessoal não docente a prestar serviço na escola. No entanto, tanto no ano letivo de 2009/2010 como no de 2010/2011, verificou -se o número mais baixo de elementos a prestar serviço na esc ola, dentro da categoria de pessoal não docente. Este decréscimo resulta, essencialmente, da redução no número de pessoal operário / ação educativa em um elemento.

SCHOL A

22

2011/2012


2.3 - Pessoal Docente - Variação do número de docentes por grupo de recrutamento

14 12

Nº de Docentes

10 8 6 4

290 EMRC 1 1 2 1 2 2 2 1 1 1

300 PORT 12 13 12 10 9 9 11 10 12 9

320 FRC 8 9 7 5 5 5 6 6 5 5

330 ING 9 9 9 7 7 7 8 9 9 9

400 HIST 5 5 5 4 4 5 6 6 6 5

410 FIL 5 5 5 5 5 6 7 8 8 8

420 GEO 4 5 3 3 3 4 4 5 5 4

Ano letivo

290 EMRC

300 PORT

320 FRC

330 ING

400 HIST

410 FIL

420 GEO

11\12

0%

-25%

0%

0%

-17%

0%

-20%

Ano letivo 02\03 03\04 04\05 05\06 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11 11\12

430 Eco e 6 9 7 6 7 8 6 8 9 6 430 Eco e Cont -33%

EF 620

10\11

600

09\10

AV

550 INF

08\09

540 Electr

ET 530

510 CFQ

500 MAT

07\08

BG

06\07

520

05\06

430 Eco e Cont

GEO 420

04\05

FIL

03\04

410

02\03

330 ING

290 EMRC

300 PORT

320 FRC

0

400 HIST

2

11\12

500 MAT 8 9 9 9 11 11 12 12 12 11

510 CFQ 10 9 9 8 7 8 9 9 9 7

520 BG 7 8 9 8 7 8 8 10 13 11

530 ET 6 6 5 5 4 5 3 5 4 3

540 Electr 1 1 1 1 1 2 2 5 3 1

550 INF 1 1 2 2 2 2 3 2 2 2

600 AV 3 3 3 2 2 3 2 2 2 2

620 EF 9 9 9 9 10 10 9 10 12 12

500 MAT

510 CFQ

520 BG

530 ET

540 Electr

550 INF

600 AV

620 EF

Total

-8%

-22%

-15%

-25%

-67%

0%

0%

0%

-14%

Total 95 102 97 85 86 95 98 108 112 96

Evolução do n.º de pessoal docente 200 100

0 02\03 03\04 04\05 05\06 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11 11\12

Analisando os dados de cada grupo disciplinar verifica -se a seguinte redução efetiva de docentes: - grupo 540 – redução de 67% nos docentes; - grupo 430 – redução de 33% nos docentes; - grupo 300 – redução de 25% nos d ocentes; SCHOL A

23

2011/2012


- grupo 530 – redução de 25% nos docentes; - grupo 510 – redução de 22% nos docentes; - grupo 420 – redução de 20% nos docentes; - grupo 400 – redução de 17% nos docentes; - grupo 520 – redução de 15% nos docentes; - grupo 500 – redução de 8% nos docentes.

3 - PREFERÊNCIAS DOS ALUNOS

3.1 - Ensino Básico - 3.º Ciclo - Evolução das opções dos alunos do 7º e 8º ano nas áreas de Teatro e Dança

61%

70%

71%

80%

03\04 71% 29%

04\05 68% 32%

05\06 32% 36%

06\07 60% 40%

07\08 25% 26%

08\09 25% 26%

09\10 47% 26%

10\11 31% 30%

11\12 0% 16%

60%

02\03 61% 39%

68%

Disciplina TEA DAN

08\09

09\10

16%

26%

07\08

31% 30%

47% 25% 26%

05\06

25% 26%

04\05

40%

32% 36%

30%

32%

40%

29%

50%

39%

60%

20% 0%

10% 0% 02\03

03\04

06\07 TEA

10\11

DAN

Legenda: TEADAN-

SCHOL A

Te a t r o Dança

24

2011/2012

11\12


3.2 - Ensino Secundário - 10.º ano de escolaridade

Até o ano letivo 2005/2006 as opções dos alunos do 10º ano recaíram entre os cursos científico -humanísticos e cursos tecnológicos. A partir do ano letivo seguinte, as opções recaíram ainda sobre os Cursos Profissionais entretanto criados.

3.2.1 - Opção em relação ao tipo de Curso

68%

CC H

32%

58% 42%

59% 41%

26%

21%

23%

23%

30%

36%

50%

33%

60% 40%

C T/C P 23% 23% 36% 33% 21% 26% 50% 41% 42% 32%

74%

79%

CCH 77% 77% 64% 67% 79% 74% 50% 59% 58% 68%

50% 50%

70%

67%

64%

80%

77%

90%

77%

Ano letivo 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12

20%

10% 0%

02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12

Legenda: C C H -

Cursos Científi co -Hu man ísticos

C T / C P -

C u r s o s Te c n o l ó g i c o s / C u r s o s P r o f i s s i o n a i s

SCHOL A

25

2011/2012

C T/C P


3.2.2 - Opção em relação ao tipo de Curso Científico -Humanísticos

Curso CT CSE CSH\LH

02\03 58% 28% 14%

03\04 68% 22% 10%

04\05 60% 24% 17%

Ano letivo 02/03 03/04 04/05 05/06 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12

05\06 69% 14% 17%

06\07 65% 15% 20%

CT 111 135 76 88 101 90 85 108 94 85

CSE 53 44 30 18 23 21

07\08 60% 14% 26%

08\09 75% 0% 25%

LH 26 20 21 21 31 40 29 28 29 41

Total 190 199 127 127 155 151 114 145 141 140

9 18 14

09\10 74% 6% 19%

10\11 67% 13% 21%

80% 70% 60% 50%

40% 30% 20% 10% 0% 02\03 03\04 04\05 05\06 06\07 07\08 08\09 09\10 10\11 11\12 CT CS E CS H \ LH

Legenda: C T-

C i ê n c i a s e Te c n o l o g i a s

C S E-

Ciências Socioeconómicas

C S H \ L H-

Ciências Sociais e Humanas \ Línguas e Humanidades

SCHOL A

26

2011/2012

11\12 61% 10% 29%


3.2.3 - Opção em relação ao tipo de Cursos Tecnológicos

Os cursos tecnológicos deixaram de existir nesta escola desde o ano letivo de 2005/2006. Porém, no ano 2008/2009, reabriu o Curso Tecnológico de Desporto.

Curso T Adm T Com T Despor

00/01 30% 6%

01\02 27% 6%

02\03 23%

03\04 18% 5%

04\05 24%

05\06 25%

08\09

09\10

10\11

11\12

13%

10%

11%

8%

19%

31%

35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% 00/01 01\02 02\03 03\04 04\05 05\06 08\09 09\10 10\11 11\12 T Adm T Com T Despor

Legenda: T Adm-

C u r s o Te c n o l ó g i c o d e A d m i n i s t r a ç ã o

T Com-

C u r s o Te c n o l ó g i c o d e C o m u n i c a ç ã o

T Despor-

C u r s o Te c n o l ó g i c o d e D e s p o r t o

Ano letivo 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 05/06 08/09 09/10 10/11 11/12

SCHOL A

T. Adm 51 64 57 47 48 50

T Com Desporto Total 10 61 15 79 57 13 60 25 73 20 70 26 26 27 27 45 45 64 64

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2011/2012


3.2.4 - Opção em relação ao tipo de Curso Profissional

Com a abertura dos cursos profissionais, no ano letivo 2006/2007, os alunos puderam optar pelos vários cursos criados.

Ano letivo 06/07 07/08 08/09 09/10 10/11 11/12

CONT 13% 9% 7% 7% 8% 0%

CONT

ASC

ASC 12% 8% 8% 8% 7% 7%

TAR 9% 9% 8% 8% 0%

COM

ELECT

9%

8%

SEC

GDESP

7% 0%

0%

7%

18%

20% 18% 16% 14% 12%

10% 8% 6% 4% 2% 0%

06/07

TAR 07/08

COM 08/09

ELECT 09/10

SEC 10/11

GDESP 11/12

Legenda: CONT-

C u r s o P r o f i s s i o n a l d e Té c n i c o d e C o n t a b i l i d a d e

ASC-

Curso Pro fissional de A nimador So ciocul tural

TA R -

C u r s o P r o f i s s i o n a l d e Té c n i c o d e Tu r i s m o A m b i e n t a l e R u r a l

COM-

C u r s o P r o f i s s i o n a l d e Té c n i c o d e C o m é r c i o

ELECT-

C u r s o P r o f i s s i o n a l d e Té c n i c o d e E l e t r o t e c n i a

SEC-

C u r s o P r o f i s s i o n a l d e Té c n i c o d e S e c r e t a r i a d o

GDESP-

Curso Pro fissional de Apoio à Gestão Desportiva

SCHOL A

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2011/2012


3.3 - Ensino Secundário - Nº de Alunos a frequentar em 2011/2012 os cursos nos 11º e 12º anos de escolaridade

120

CSE

CSH

CP CONT

CP ASC

CP TAR

SEC

TOTAL

19 18

29 26

19 15

18 17

19 16

15

206 204

80

19 16

CP CONT

CP ASC

CP TAR

15

18 17

20

19 15

40

29 26

60

19 18

Nº de alunos

100

CT

102 97

102 97

Ano 11.º 12.º

0 CT

CS E

CS H

11.º

SEC

12.º

Legenda: C T-

C i ê n c i a s e Te c n o l o g i a s

C S E-

Ciências Socioeconómicas

C S H / L H-

Ciências Sociais e Humanas / Línguas e Humanidades

CP- CONT-

C u r s o P r o f . d e Té c n i c o d e C o n t a b i l i d a d e

CP – ASC-

C u r s o p r o f . d e Té c n i c o A n i m a d o r S o c i o c u l t u r a l

C P – TA R -

C u r s o P r o f . Té c n i c o d e Tu r i s m o A m b i e n t a l e R u r a l

CP- ELEC-

C u r s o P r o f . Té c n i c o d e E l e t r o t e c n i a

CP- COM-

C u r s o P r o f . Té c n i c o d e C o m é r c i o

SCHOL A

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2011/2012


3.4 - Outros níveis de Educação e Formação

No presente ano letivo, deu -se continuidade ao Curso de Jardinagem e Espaços Verdes do tipo 2, nível 2.

A Escol a Secundária/3 de Barcelinhos pretende continuar a diversificar a oferta de Cursos de Educação e Formação, Cursos Profissionais e Cursos de Educação e Formação de Adultos no próximo ano letivo.

Anabela (8ºC)

Marília Ferreira (8º B)

Como me vejo.

SCHOL A

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2011/2012

Dados fornecidos pela Direção Executiva da Escola

3.4.1 - Cursos de Educação e Formação


A ESCOLA NO TEMPO Antigamente tinha seis teorias sobre o modo de educar as crianรงas. Agora tenho seis filhos e nenhuma teoria. (L o r d R och est er )

SCHOL A

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Testemunhos

A minha etapa como es tudante na escola Secundária de Barcelinhos começou quando fui transferida no sétimo ano, e devo dizer que na hora fiquei bastante aborrecida por que a minha intenção era manter -me na escola onde estava anteriormente. Foi um feliz acontecimento. Desta forma tive a oportunidade de logo cedo frequentar uma escola que me formou em valores sem dúvida importantes no moldar da pessoa que sou hoje e me org ulho de ser.

Ao longo dos anos por lá passados conheci pessoas maravilhosas, desde os funcionários, muito simpáticos, até aos professores, sim, os professores, dos quais guardo boas recordações da maioria. Mas é pelo grupo de amigos que formei e que ainda hoje mantenho, e sei que me acompanharão ao longo da vida, o que mais agradeço por ter frequentado esta escola.

Assim, considero o saldo da minha passagem por esta escola muito positivo, deixando -me muitas saudades dos tempos lá vividos.

SCHOL A

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2011/2012

Joana Salazar (antiga aluna)

As atividades que mais gostei, além das aulas, sobretudo as de Ciências Naturais e Ciências da Terra e da Vida, foram as atividades realizadas no âmbito dum pequeno clube existente, e do qual orgulhosam ente fiz parte todos os anos da minha estadia na escola. Esse clube, o Nastab, Núcleo de Astronomia de Barcelinhos, realizava desde palestras sobre astronomia, observações noturnas pelo telescó pio e também acampamentos, sem dúvida a minha parte favorita do clube, de entre outras atividades.


Passaram 25 anos e com eles ficaram bons momentos. Construímos ótimas amizades e com elas, nesta escola, muito rimos. Conhecemos funcionários de topo, com alta personalidade e de grande afetividade, que por várias vezes nos ampararam. São eles que nos cuidam quando ficamos doentes e aleijados, como se fossemos familiares chegados. Neste estabelecimento de ensino também criamos outras relações de proximidade. Proximidade com professores que se tornaram referências, não só como docentes, mas como humanos; conhecemos estas pessoas que tal como nós, possuem fragilidades, mas que na sala de aula as sabem camuflar, estando sempre prontos a ouvir e ajudar os alunos. Durante estes cinco anos que aqui passámos aprendi muito, evolui como pessoa. Passei a valorizar as coisas que são necessárias à vida, tudo isto por vosso ensinamento. Vocês sempre foram muito mais além, sempre nos ensinaram mais que os programas educativos, ensinaramnos valores morais.

Marina Pereira (12ºA)

Neste aniversário, paro para pensar no que passei aqui. E agora valorizo as palestras a que assisti e o quão importante foram. Como por exemplo a da resiliência, o testemunho de voluntários da associação SOPRO e uma com atletas que superaram vários obstáculos. Outra das coisas que admiro são os encontros com os escritores na biblioteca. Ou então os concursos de escrita, que nos ajudam a desenvolver a criatividade e imaginação. Outra atividade fantástica é o clube de teatro, que no final do ano/período nos mostra um trabalho de um grupo de alunos e professores. Todos os torneios a nível desportivo desde basquete, vólei, futsal, badminton e até mesmo o famoso corta-mato. Foram 25 anos que passaram; só tive acesso a 5 e agora preparo-me para outro. Faço um balanço positivo e compensador destes tempos que aqui passei. Valeram muito a pena. Conheci seres humanos fantásticos que me ensinaram muita coisa para o meu futuro. Parabéns à escola e a todos que dela fazem parte.

SCHOL A

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Publicidade

Flávio Oliveira (1ère F—Langues vivantes)

SCHOL A

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P OESIA

Ensina cedo aos teus filhos que o pão dos homens é feito para ser dividido. (P . C ar ré )

SCHOL A

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Abecedário

Manuel Silva (Assistente Técnico)

Ana Filipa Carvalho Fernandes (7ºC)

Andava o João à Beira-mar Caiu numa onda Deixou-se levar. Entrou numa gruta Ficou dentro dela, Galgou para uma rocha Habilitou-se a cair dela. Indeciso, pôs-se a pensar: “Jogo berlindes ou Lanço-me ao mar?” Mergulhou numa onda, Nadou sem parar, Olhou para o fundo, Parou para pensar. Que horas seriam? Tinha que Regressar… Sem barco, nem jangada, podia Telefonar… Um telemóvel Vinha mesmo a calhar! Xexé vou ficar ao Zoo ainda vou parar.

JURA Na nuvem que passa despercebida E no sereno de cada noite de luz sombria Vejo e sinto por dentro uma dor sem medida Por te amar cada vez mais em cada dia Passam os dias velozes e o tempo voando Deixando emoções guardadas que se vão contendo E aguardo em cada dia o encontro que estará chegando Ao olhar o brilho de cada manhã que ao acordar te lembro Não me faças perder a minha honra e dignidade Que foi um bem precioso que Deus me concedeu Nem envergonhes mais aquilo que possuo de valor Vou aceitar, cumprir com amor e pura lealdade Tudo aquilo que nos uniu e nos comprometeu O que juntos juramos ao nosso sincero e eterno amor

SCHOL A

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Marina Pereira (12ºA)

Arrepio-me ao pensar que partiste… Ao saber que uma flor murchou neste jardim, Jardim que era a minha vida. Não gosto de saber que foste levado pelo vento, Sem regresso… Gostava que não estivesses tão longe de mim… Queria poder dizer-te o quanto te amo E quanta falta me fazes. Paro muitas vezes pensando numa solução, Solução para o controlo das memórias…. Tento encontrar o controlo da aflição Do dia em que de nós te despedias. Mas nem tudo é mau, Também tenho dias que recordo o teu valor, E todas as demonstrações para connosco do teu amor. E acredita que o faço com muita frequência. Recordo-te avô…

UM MOMENTO

Manuel Silva (Assistente Técnico)

Por um momento Um pensamento Entristecido Por um instante Rosto distante Empobrecido Por um segundo Um moribundo Enfraquecido Por um lugar Quando calhar Enternecido Só um, somente um, Um segundo mais Para estar contigo SCHOL A

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Aquela rapariga que por mim passou a minha atenção logo captou; com os seus cabelos longos entrelaçados entre si, mais cintilantes que mil raios de sol. Os meus sentidos foram despertados assim que sua pele e o sol se cruzaram, tamanha beleza foi contemplada por meus olhos que se deslumbraram face àquela imagem... Aquele sorriso... abrangeu a minha mente, aqueceu a minha alma, trespassou o meu coração, cortou-me a respiração. Um simples momento de apreciação levou-me a sentimentos incontroláveis que eu jamais sentira, rapidamente nossos olhos se encontraram e meu coração de súbito foi roubado... Oh Deus, aqueles olhos me encantaram com um só olhar, com aquelas cores que eu alguma vez esquecerei... Verde e castanho... estas cores podem representar tudo, desde um pequeno grão de terra, a uma árvore colossal, os seus olhos podem não ilustrar tudo, mas para mim, são um universo infindável onde sua beleza é e jamais poderá ser admirada, através dos seus olhos eu vejo luas, eu vejo mundos eu vejo estrelas... através deles Eu sonho, por ela eu vivo!

Bruno Cruz (11ºA)

SCHOL A

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É teu!

Autorretrato

De olhos negros e tristes A donzela vai relembrando O amor que nela entrou… Adormece, sonha que é o seu Senhor. Agora sim… Nas asas leva o seu amor!

Eu sou a Célia Garrido com cabelo forte e comprido; mulher bem portuguesa e das mais altas da redondeza. Tom de pele pouco moreno e não gosta de rapaz pequeno. Sempre alegre e divertida, não dispensa uma saída.

Que seja sempre teu, ó meu Senhor! Não o partilhes com ninguém, Não o dês (ao vagabundo errante), Não o vendas por dinheiro! Cultiva-o no teu corpo! Rega-o com lágrimas de amor! Deixa-o crescer na alma… Ainda que te traga dor.

Olhos como um botão, não dispensa boa imaginação. Um pouco pessimista e com uma garra de portista. Sou uma desportista cansada, mas adoro uma boa futebolada. Odeio pessoas com manias, pois são fonte das minhas ironias.

É teu, meu Senhor!

Célia Mariana (10ºE)

Não julgo sem conhecer porque isso não me faz crescer. Sofro muito por amor, mas não vou ser tua por favor!

Anabela Ferreira (12ºI – Curso de Turismo Ambiental e R ural)

SCHOL A

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A essência Todo um mistério nos invade… O que está à nossa volta é visível. Aquilo que nos constitui é sensível, Àqueles que quebram as barreiras da visão. A alma é um mistério da vida. É essa a sua maior beleza! Não por passar despercebida, Mas por ser o mais genuíno da nossa Natureza. A nossa expressão representa Aquilo que ninguém pronuncia. O brilho que nos ilumina assenta, Na felicidade que sem amor não existia! O que deixamos transparecer, Não só demonstra o que nos vai no espírito Como reflete no mundo o nosso ser. Ser este que se constrói e altera Que precisa dos outros para ser ele. Que cresce, vive e espera Para desvendar o mistério que faz parte dele. Mas que sem ele nada era!

Ana Senra (12ºF)

SCHOL A

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L ITERATURA O maior bem que podemos fazer a alguém não é comunicar-lhe a nossa riqueza, mas revelar -lhe a sua… (Au t or de sc onh eci d o )

SCHOL A

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O Gustavo e o seu descobrimento mágico

No final de mais um dia de aulas, o Gustavo decidiu ir para casa por um caminho diferente. O novo percurso obrigava-o a atravessar uma floresta muito grande. Enquanto caminhava ia vendo todos os animais e plantas. Até que encontrou uma árvore muito grande que tinha um enorme buraco no tronco. Como era muito curioso, es preitou lá para dentro e acabou por descobrir que a árvore era uma porta para uma cidade mágica, onde as plantas e animais fala vam . Na aula de Área de Projeto, desse dia, tinha -se falado das his tórias encantadas, onde todos os animais falavam e os objetos ganhavam vida. A verdade é que ninguém acredita va nessas coisas. Mas o Gustavo estava a ver com os seus próprios olhos. - Não pode ser! As flores e os animais estão a falar?! – disse ele. - Estamos pois! – disseram eles em conjunto. - Eu não posso acredi tar, vocês estão a falar para mim?! – disse o Gustavo. - Como é que descobris te o nosso lugar? – disseram as flores. - I a a caminho de casa e decidi vir pela floresta. Acabei por entrar num buraco que existia no tronco de uma velha árvore e acabei aqui! - Estam os acabados! – disse a Tulipa Colorida. Agora que já sabem que este sítio exis te, vamos acabar como todas as outras florestas e animais…sem casa! -Não…não se preocupem, eu não digo nada a ninguém; prometo que este sítio vai ser o meu segredo. - Prometes? – perguntaram todos a uma só voz.

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- Prometo! Mas…vocês têm que me mostrar o res to da cidade! - Está bem , mas não podes perturbar os habitantes. Enquanto as rosas e os jasmins mostravam a cidade, as outras flores murmuravam entre si, perguntando quem er a aquele rapaz, ao que as rosas respondiam enquanto davam a conhecer todos os cantos da cidade ao Gustavo: - É um amigo! É muito simpático e amigável. - Cá para mim, ele só esta a fazer -se de bonzinho para destruir a nossa cidade maravilhosa. – disseram os Girassóis. - Não! Eu só quero ajudar e conhecer este sí tio. – disse o Gustavo todo preocupado. - Como pareces ser sincero, oferecemos -te esta pequena pinha que tem poderes mágicos; sempre que um de nós esteja com problemas ela vai brilhar. O tempo foi p assando e todos os dias o Gustavo desaparecia por algumas horas. Quem não achava graça a esta situação eram os seus colegas que andavam sempre a dizer que ele não tinha tempo para as suas brincadeiras. Houve um dia em que o Gus tavo saiu mais cedo das aulas e foi logo ter à cidade mágica e os seus colegas acharam estranho ao ver que ele ia pelo caminho da floresta; decidiram segui-lo. Quando o viram a entrar no buraco da árvore, ficaram sem palavras. - Foi impressão nossa ou o Gus tavo entrou naquele buraco da árvore? – disseram os colegas todos juntos. E decidiram ir atrás dele. O que eles não sabiam era que o Gustavo se apercebeu que estava a ser seguido e trocou -lhes as voltas. Na verdade a árvore não era a que dava para a cidade mágica. E quando os colegas espreitaram para dentro dela o Gustavo sai e prega-lhes um grande susto. - Mas afinal o que é que vocês querem? – perguntou ele. - Nos queríamos saber o que é que tu andavas a fazer, nunca tens tempo para nós. - Desculpem, tenho andado muito distraído. SCHOL A

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E acabaram por passar a tarde a brincar na floresta. Quando estava a chegar a casa, a pinha que tinha no bolso começou a brilhar. - A cidade mágica está em perigo, tenho de ir ver o que se passa. Dizia o Gustavo todo preocupado. Quando lá chegou estavam t odos preocupados. A grande árvore estava a morrer; uma toupeira tinha feito um buraco e acabou por cortar algumas das raízes. - Temos de fazer alguma coisa. – disse o Gustavo. Podemos fazer uma poção mágica com a nossa pinha. - Podemos fazer com que a árvo re fique mais nova. – disse o Cravo. - Boa ideia. – disseram todos. O Gus tavo pegou na pinha e fez a poção mágica. A árvore ficou como nova. Quando os madeireiros chegaram no dia seguinte, a árvore estava cheia de flores e ramos verdejantes. Eles, ao vere m a árvore assim, decidiram deixá la assim, pois se a cortassem a floresta ia ficar com um aspeto mais tris te. - Conseguimos fazer com que o nosso habitat não fosse destruído; que bom , ainda nem acredito. – disse a Rosa. Então eles decidiram fazer uma fest a para celebrar a salvação do seu habitat. - Já viram se a árvore fosse cortada, quantos de vocês iriam ficar sem casa? – disse o Gustavo. - Mas graças a ti nada disso aconteceu. E mais uma vez obrigada Gustavo. – disseram as flores repetidamente. - Já chega de tantos obrigados. Vamos mas é continuar a nossa fes ta. Na fes ta que eles fizeram deu para conversar, dançar e cantar. Foi uma festa muito divertida.

Ana Filipa Carvalho Fernandes (7ºC)

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Sugestão de leitura

O Céu existe mesmo de Todd Burpo e Lynn Vincent

Todd tinha planeado uma viagem a Greeley, Colorado, para um encontro do conselho da igreja Wesleyan. Então a família Burpo decidira fazer uma viagem ao Pavilhão das Borboletas para celebrar o fim de um caminho duro de lesões que durava há já sete meses, e também a recuperação de Col ton que aparen temente tinha sido contagiado por uma gas troenterite há dois dias; como a febre tinha baixado, Sonja, sua mãe, pensou que Col ton estivesse já bem de saúde. No entanto, nessa noite, Col ton e Cassie não se sentiam muito bem; Todd e Sonja pensaram logo que tinha sido alguma coisa que tinham comido ao jantar. Col ton, nessa noite, vomitara inúmeras vezes, enquanto Cassie, embora doente, parecia ter sido menos afetada. Decidiram, então, que Todd deveria ir à reunião e Sonja ficaria em casa dos Harris a tratar de Col ton e Cassie. Quando Todd chegara Sonja dissera-lhe que Cassie estava muito melhor, mas Col ton continuava a vomitar incontrolavelmente. Decidiram, então, que levariam Colton ao Hospital de Imperial; quando lá chegaram, Col ton fez análises ao sangue e de seguida uma radiografia. Col ton fora analisado pelo médico que pôs de SCHOL A

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parte a ideia de apendicite, no entanto a radiografia revela algo que o médico não consegue diagnosticar. Depois de dois dias sem nenhum resul tado conclusivo, Todd e Sonja retiram pesso almente Colton do hospital e levam o filho, de carro, para North Platte, para o Centro Médico Regional de Great Plains. Quando lá chegaram receberam a notícia que o doutor tinha ido almoçar; revol tados tentaram manter a calma e esperaram. Quando o doutor chegou mandou-os logo entrar de forma a compensar o tempo que tinham esperado por ele. Colton, depois de ser examinado, fora fazer uma TAC muito contrariado. Depois do exame esperaram pelos resultados; nesse momento Todd e Sonja pensaram que era o fim. Tem p o depois o exame revelou que Colton tinha o apêndice perfurado pelo que tinha de ser operado de urgência. No quarto pré -operatório prepararam Col ton e depois foram informados que se quisessem falar com o cirurgião o poderiam fazer lá fora. Passaram, então, para o outro lado da cortina, enquanto Colton gritava a altos berros. O cirurgião era o doutor Timothy O’Holleran que já tinha operado Todd há meses atrás; ele explicara a situação sem rodeios, e depois seguiu para a sala de operações. Nesse momento Todd isolou-se numa pequena sala, furioso com Deus, pois não percebia o porquê de todas es tas provações a que ele estava a ser submetido. Aí permaneceu cerca de quinze minutos ou até mais; quando saiu encontrou Sonja utilizando a bateria que res tava do telemóve l para ligar a amigos e família. Num determinado momento, uma enfermeira foi até à sala da espera informar que Col ton estava já acordado e que apenas gritava pelo pai. Então foram até dentro do quarto e falaram com ele; pouco tempo depois o doutor O’Holler an entrou no quarto para explicar a situação de Col ton. O veneno afetara alguns órgãos internos de Colton, que agora tinha uma cor cinzenta, pelo que só poderia sair do hospital quando os órgãos vol tassem a estar cor-de-rosa. A família continuou a drenar o veneno e durante uma semana após a apendicec tomia, Colton continuara a vomitar, mas foi melhorado aos poucos. Sete dias depois de terem dado entrada no hospital de North Platte, receberam a indicação de que Col ton poderia

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regressar a casa; no entanto, qua ndo estavam pres tes a entrar no elevador, uma voz impôs -se dizendo que não poderiam ir, pois as análises tinham revelado algo de mau, possivelmente outro abcesso que obrigara a uma nova operação. No entanto, desta vez, Todd e Sonja já não estavam tão aterrorizados, pois a sombra de morte há muito tinha desaparecido do rosto de Col ton. Tinham agora ou tra preocupação: Colton comera muito pouco nos últimos dias. Apesar de tudo as palavras do doutor acalmaram -nos. No dia seguinte Col ton estava muito mal e quase não se conseguia levantar devido às dores provo cadas pela prisão de ventre. Então, nessa tarde, o doutor trouxe más notícias, dizendo que não poderiam fa zer mais nada por ele, pelo que seria melhor transferi-lo para o Hos pital Pediátrico de Omaha ou Denver. Quando pensavam que as coisas não poderiam piorar, pioraram: uma tempestade de neve, anormal para a primavera, estava a aproximar -se, pelo que não poderiam ir a lado nenhum. Foi nessa altura que as pessoas da sua igreja decidiram que estava na hora de rezar a sério. Nessa noite, depois de uma chamada para Todd, um grupo de pessoas reuniu -se para rezar por Colton. Seria a primeira vez que um grupo de pessoas se juntaria para orar para que alguém sol tasse gases; no entanto também rezaram por uma abertura nas condições climatéricas e obviamente, pela cura de Col ton. Uma hora depois a primeira oração fora atendida. Nessa mesma noite, Colton sentira -se melhor e conseguira mesmo ir à casa de banho. Na manhã seguinte,

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quando o doutor O’Holleran entrou no qu arto, ficou espantado; examinou -o e marcou uma série de exames para ter a certeza de que tudo estava bem com Colton. Ele lá permaneceu mais um dia e meio apenas para ter a certeza que as melhoras de Col ton se confirmavam. Durante esse tempo parecia haver m ais enfermeiras a entrar e a sair do quarto do que o costume; vinham normalmente aos pares e ficavam espantadas a olhar para Col ton. Quando chegaram a casa ficaram espantados com a quantia das contas, pois os cuidados de Col ton, a falta de dinheiro proveni ente do negócio de portas de garagem, etc, exigiam bastante dinheiro; no entanto Col ton cedo se revelara um agente de angariação de fundos, pois todos se ofereciam para ajudar. Com essas ajudas, a família Burpo conseguiu ul trapassar esse momento tão difíci l das suas vidas. Só quatro meses depois da cirurgia de Col ton, na viagem do fim de semana de 4 de Julho para irem conhecer um sobrinho a Sioux Falls, DaKota do Sul, Sonja e Todd se aperceberam realmente que algo de extraordinário tinha acontecido ao seu filho. Ele dissera e fizera várias coisas bizarras depois do seu internamento, mas nada que antecipasse algo sobrenatural. Nessa viagem, quando passavam junto a uma estrada que dava acesso ao hospital, os pais de Colton perguntaram lhe se ele queria voltar para o hospital; no início ele foi retrogrado, no entanto, nos momentos seguintes, recordou alguns momentos que passara no céu. Sonja e Todd, muito admirados e algo duvidosos do que Colton dissera, fizeram uma pausa na viagem para averiguarem me lhor a situação. Col ton respondera a todas as perguntas sem hesitação, pelo que para uma criança da sua idade, eram demasiados fac tos, alguns deles até quase ocul tos, pois embora Colton frequentasse a catequese, o que lhe era ensinado eram fac tos gerais e não pormenores como os que havia relatado. Foram inúmeros os espantosos relatos que Col ton fizera do céu, nomeadamente os anjos que cantaram para ele, o avô do seu pai que se chamava Pop e que morrera num SCHOL A

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acidente de viação vinte e cinco anos antes de Col ton nascer, a sua “irmãzinha” mais nova que morrera ainda no ventre de Sonja vítima de aborto espontâneo, um segredo mantido em família, do qual Todd e Sonja ainda não tinham falado a Col ton; a esplendida sala do trono de Deus, bem como quem a ocupava, etc . Estes relatos foram recebidos pelos pais com grande deslumbramento, pois sabiam que Deus os havia recompensado de todos aqueles momentos de angústia, através de uma dádiva divina: a visita ao céu do seu filho Col ton. Estas descrições agradavam principalm ente ao pai, que como pastor, pretendia conhecer mais do que era possível enquanto mero cidadão em plena vida terrena. Estes relatos de Col ton, maioritariamente impressionantes, davam uma ideia quase ní tida de que sítio se tratava o céu; no entanto, por vezes, eram inconclusivos, pois a ingenuidade de Colton tornava a visita ao céu como uma simples viagem que guardava na sua memória de criança. No dia 4 de outubro de 2004, Colby Lawrence Burbo entrou no mundo ocupando o cargo de membro mais novo da família Burbo. Com três filhos, Sonja e Todd perceberam que a dinâmi -

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ca de levar as crianças para todo o lado tinha mudado, pelo que contrataram Ali, uma baby -sitter regular e de 14 anos, mas muito madura e responsável. Certa noite, quando regressaram, Sonja encontrara Ali a chorar e esta contara -lhe que Colton tinha chorado porque tinha saudades da irmã; inicialmente esta não percebeu, mas depois Col ton contou lhe tudo e acabaram a chorar juntos. Sonja explicou -lhe tudo e Ali, nas semanas seguintes, não parav a de pensar no que Col ton lhe dissera. Ela crescera num lar cristão, mas como todos nós tinha dúvidas sobre a religião que seguiria no futuro, no entanto es ta situação servira para reforçar a sua fé cristã. Certo dia, Colton dissera que vira uma guerra, qu e podiam ficar a assis tir juntamente com as mulheres e as outras crianças e que o seu pai estava a combater contra monstros; Todd ficou preocupado, pois Colton dissera que ele combatia com uma espada, ou outra coisa. No entanto, Col ton antecipou o final e disse que o seu pai bem como os restantes tinham ganho, pois Jesus atirara o diabo para o inferno. Entretanto em 2007, pela primeira vez, a família Burbo decidiu falar publicamente da experiência de Col ton. Foi no serviço vespertino de 28 de janeiro de 20 07. A seguir ao primeiro discurso de manhã, a notícia espalhou -se e nessa noite, a igreja rebentava pelas costuras. As pessoas estavam tão curiosas que depois de Todd falar, esteve cerca de 45 minutos a responder a perguntas. E então, quando esta experiência fora divulgada, as pessoas passaram a ver o céu de forma diferente, pois de certa forma, ouviram o que se dizia acerca do céu, mas a partir desse momento, passaram a “vê-lo”. Uma semana depois, enquanto Todd estava no escritório, recebeu um e -mail; era acerca de uma menina lituano-americana chamada Akiane Kramarik; ela tivera visões do céu e retratava essas visões através de pinturas. A certo momento do vídeo apareceu uma pintura que representava Cristo. Todd e Sonja, desde que Col ton falara pela primeira vez em Deus, mostraram interesse em saber

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como ele realmente era, mas todas as imagens que Col ton via tinham qualquer coisa que não coincidia com o que ele vira no céu; então, em mais uma tentativa, Todd chamou Col ton e ele, quando viu essa imagem, fico u parado e de imediato identificou -o como Jesus. Depois de dezenas de imagens e de tentativas falhadas, tinham à sua frente o rosto de Jesus, ou pelo menos, uma parecença extraordinária. Passaram pouco mais de sete anos desde que uma viagem em família se transformara numa viagem divina que mudou a vida da família Burbo. Ainda hoje respondem a inúmeras perguntas, nomeadamente o porquê de terem esperado tanto tempo para contar a história de Colton, pergunta para a qual existem inúmeras respos tas. Existem ou tr as perguntas que com a consul toria de Col ton, são, quando possível, respondidas. Entretanto, a família Burbo, longe de toda a reputação em torno da visita de Col ton ao céu, continua vivendo em Imperial, onde tudo corre normalmente. Cassie tem hoje treze anos, Colby irá entrar no pré -escolar, para a felicidade das educadoras da creche que estavam a dar em loucas. Colton irá fazer onze anos e é um miúdo normal em todos os aspetos. Família Burbo, uma família normal, tanto ou pouco abençoada por um miúdo com os seus inocentes quatro anos que visitara o céu . Luís Rosas (9º C)

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A caça ao tesouro

Estava um dia de Sol e calor na aldeia de Vilar do Monte e os nossos amigos João, Sara e Beatriz andavam no sótão do avô do João. Os três amigos andavam à procura de brinquedos perdidos, m as de repente João sol ta um grito de alegria: – Vejam o que eu encontrei … é um mapa do tesouro! Os seus amigos ficaram bastante animados sabiam eles as aventuras que os esperavam .

e

mal

– Olhem que quando desvendarem a última pista terão uma surpresa – disse o avô. Na 1ª pis ta estava escrita a seguinte frase: MAHNEV RET À ARI EBIR EDNARG, e a Beatriz disse: – O que é isto? Eu não me lembro de ter aprendido isto nas minhas aulas de L.P.! – Tens razão. – disse a Sara. Mas eis que o avô interveio e disse: – As aparências iludem… Durante algum tempo os nossos amigos estavam metidos numa grande alhada, mas João começou a refletir no que o avô disse e eis que exclama: – Normalmente o H é sempre antece dido por um N ou um L, mas nesta frase é antecedido por um A. SCHOL A

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– Ó João, nós não estamos a conseguir caminho” – disseram Sara e Beatriz.

seguir

o

“teu

– É assim , se nós lermos a palavra ao contrário já fica direita e por isso se lermos a frase toda ao contrário fica: VENHAM TER À RI BEI RA GRANDE. E os três amigos foram imediatamente à ribeira. Quando lá chegaram encontraram a 2ª pista onde es tava colada uma foto, só que essa foto es tava em negativo e parecia um quadrado grande e com muitos quadradinhos pequenos dentro e mais abaixo estava escrito o seguinte: João não te esqueças que primeiro tens que acabar esta tua tarefa. Desta vez a Beatriz é que “começou a desenhar o caminho” para a respos ta e disse: – Será que o que tem aqui escrito em baixo tem alguma coisa a ver com o teu quadro de tarefas João? – É bem capaz – disse o João. – Então de que é que estamos à espera? – exclamou Sara.

– Foi uma festa muito gira; soube que tiveram uma grande aventura hoje e para terminar o dia vou dar-vos outra, mas esta é bastante especial: é arrumar isto tudo. Dito isto os três amigos olharam todos para o avô, pois foi ele que preparou tudo e além disso era o único que fal tava ter uma aventura!

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Vânia Sofia (7ºC)

Os três amigos foram a casa do João e encontraram a 3ª pista no quadro de tarefas do João; lá dizia para eles se dirigirem para o quarto do João. Eles subiram as escadas e mal entraram, viram a tal surpresa que esperavam e imaginem o que era, o avô do João tinha -lhes preparado uma festa com os amigos deles e tinha um lanche enorme; todos se divertiam à grande. Já era de noite. A festa já tinha terminado e eis que entra no quarto a mãe do João e diz:


O rapto do Pai Natal

Era 23 de Dezembro. O natal estava à espreita e todo o mundo estava entusiasmadíssimo. Mas co mo há quem goste, também há quem não goste. Mas quem será que não gosta? Apenas um único ser vi vo, os pinheiros. Assim sendo revol taram -se. -Estou indignado, – disse o João (chefe dos pinheiros) – os humanos só se lembram de nós no Natal, por isso tem os de nos revol tar! -Exatamente! – exclamou o André – Nós não servimos só para decora ção. Temos de pensar num grande plano e aplicá-lo. Mas qual?

-Já sei! Vamos raptar o Pai Natal. Todos concordaram. Pensaram nos últim os por menores, mas havia um problema, quando é qu e o iam raptar? Aí está a dúvida!

Ninguém sabia. Porém o mais sábio dos pinheiros, depois de muito matutar, disse:

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-Podemos raptá -lo enquanto ele embrulha os presentes de natal. -I sso foi bem pensado, André. – disse o Tomás (o mais sábio dos pinheiros) – Enquanto ele está distraído vamos pelas costas, amarramo-lo com uma corda e levamo-lo para uma barraca que eu conheço. -Assim será – disse o João. Assim será, e assim foi, o que o João diz é para se cumprir. Era véspera de natal e nem sinal do Pai Natal. -O que se terá passado? - Perguntavam os duendes. Todos diziam o que achava m : -Fugiu! – diziam uns. -Já não quer dis tribuir presentes! – diziam outros. Não conseguiam descobrir, porém as fitas, as bolas e os enfeites começaram a pensar o que lhe teria acontecido. Também não conseguiam descobrir. Foram perguntar aos pinheiros. -Por acaso sabem o que aconteceu ao Pai Natal? -N...nós não s...sabemos de n...nada – respondeu o André aos solavancos. -Têm a certeza? – vol taram a perguntar as bolas, já com a pulga atrás da orelha. -A...absoluta! -Então porque é que es tás a falar aos solavancos. Que eu saiba não és gago. -Mas n...ninguém está a gaguejar – disse ele. Os enfeites raciocinaram melhor e perguntaram: -Já sei o que se passa. Vocês fizeram alguma coisa ao Pai Natal, estou enganada?

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-Não, não estás. Acertaste em cheio. -Assim sendo, o que lhe fizeram? -Raptam o-lo. -Porquê? -As pessoas só se lembram especiais por isso raptamo -lo.

nos

natais

que

somos

-Ai sim?! E nós? A nossa utilidade é só para o natal e não nos importamos. -Tens razão, vam os libertá -lo; neste natal o amor faltou, e o nosso rancor mais al to falou. -Agora sim, estão com espírito natalício. -Bora lá soltar o Pai Natal e festejar o natal com o resto das pessoas, gnomos e enfeites. Eles assim fizeram e o natal decorreu normalmente.

Tiago Sá (7ºC)

Com es te natal, o s pinheiros aprenderam a ser mais pacientes e a não ligar ao rancor mas sim ao amor, e a partir desse natal nunca mais fizeram algo do género .

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Antónimos, a cidade de pernas para o ar

Era uma vez uma cidade chamada Antónimos. Porquê Antónimos? Tudo o que se fazia nessa cidade era o contrário do que se fazia no mundo normal. A última refeição do dia para os habitantes da cidade Antónimos era o pequeno -almoço e a primeira era a ceia. Certo dia um astronauta teve um problema na sua nave espacial e aterrou na cidade Antónimos. Olhou para todos os lados e disse: – Que cidade fantás tica, nunca vi nada assim; campos verdíssimos, árvores enormes, não existem flores murchas, mas há uma coisa muito estranha aqui, casas flutuam no mar, barcos em Terra, carros no ar, submarinos a explorar minas. Que es tranho! De repente um Antoniano (habitante da Antónimos) viu o astronau ta, foi ter com ele e disse:

cidade

– ?Aqui fazes que é que – Espera lá! Eles falam ao contrário; assim já tudo faz sentido, as casas a flutuar no mar, os barcos em Terra, os carros no ar. Esta cidade é o contrário do lugar onde eu mo ro. Então perguntou-lhe: – Como se chama esta cidade? – .Antónimos chama-se cidade Esta Anotou tudo num papel, trocou as palavras e chegou à conclusão que o Antoniano disse "Esta cidade chama-se Antónimos."

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O astronauta adorou aquela cidade e disse: – Nunca mais vou querer sair daqui; é tudo fantástico e maravilhoso. O pior é que vêm à minha procura mas também não faz mal, eu digo-lhes que ad oro Antónimos e não quero sair daqui nem que me deem 10 000€. O astronauta começou a habituar -se a viver com os Antonianos, até que um dia uma nave espacial aterrou em Antónimos. De dentro da nave saiu um grupo de criaturas

estranhas, quer dizer, para os Antonianos tudo era estranho menos eles. Aquelas criaturas eram da cidade Sinónimos e como os Antonianos eram mais inteligentes, bonitos, engraçados, simpáticos e tinham muitos centros comerciais; pessoas famosas viviam em Antónimos, ou seja eram melhores que os Sinónimos (habitantes da cidade Sinónimos). Queriam fazer uma luta e o chefe dos Sinónimos disse: – Nós fazer luta. Quem ganhar passa ser melhor se tu perder Antónimos fica para eu. Então o chefe dos Antonianos disse:

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– .combinado, chatear me de par as ganhar eu Se – O que ele disse? – Ele disse que se ele ganhar paras de o chatear – respondeu o astronauta. A luta era um concurso de soletrar palavras. Correu tudo bem até à al tura em que os Sinónimos tinham que soletrar a palavra computador . O chefe dos Sinónimos respondeu: – c-o-m-r-u-t-a-d-o-r O Júri disse: – No lugar do primeiro r tinhas que pôr um p, como não o fizeste os Antonianos ganharam o concurso. Os Sinónimos nunca mais os chatearam. Os Antonianos viveram felizes e sempre com a sua vitória no pensamento

Lara Correia (7ºC)

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Perdidos na floresta

Esta his tória conta o dia em que eu conheci dois miúdos perdidos. Era um irmão e uma irmã gémeos. O rapaz chamava -se João e tinha os cabelos loiros, curtos e encaracolados, muito esperto e sua irmã, Catarina, era uma rapariga um pouco mais al ta que o irmão, de cabelos castanhos e presos, muito corajosa. No dia do aniversário deles, foram com o pai para a floresta caçar animais e colher fru tos e vegetais para um banquete. Quando camin havam, viram um cão pastor pequenino e branquinho e chamaram -lhe Nico. O pai, sem dar conta que eles tinham parado, continuou a caminhar sozinho. Uns minutos depois os miúdos perceberam que se tinham perdido e o pai não os encontrando, voltou para casa para pedir ajuda para procurá -los. Os miúdos não sabiam o caminho, por isso continuaram à procura do pai. Entretanto viram uma casa pequena e foram lá bater à porta. Quem abriu foi uma velhinha sorridente muito simpática que os deixou entrar. Apresentaram -se e descobriram que a velhinha se chamava Clara. A Sra. Clara contou -lhes que ela era uma mulher rica que vivia numa mansão com o seu marido rico, o Sr. Fernando. Ele foi morto por um lobo feroz na floresta, quando tentou lutar com ele. Com uma faca feriu -l he o olho esquerdo, mas o lobo matou -o. Passado algum tempo a Sra. Clara ficou pobre e foi viver para aquela casa. A Sra. Clara preparou -lhes as camas para passar a noite e um cesto com um cobertor para o Nico.

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No dia seguinte eles despediram -se da velhinha que lhes deu mantas e paus de madeira para fazer tendas para passar a noite e continuaram em busca do pai. Andaram durante dois dias. Ao segundo dia come çou a chover, obrigando -os a procurar um abrigo melhor do que as tendas. Encontraram uma casa cinzenta e sombria e bateram à porta. Bateram uma vez, duas vezes, três vezes, até que apareceu um velho alto e careca com um pastor alemão preto e

pondeu-lhes que só podiam entrar se tivessem dinheiro. O João procurou nos bolsos e encontrou uma moeda de ouro que a mãe lhe tinha dado no dia de anos e deu a ao Sr. Francisco, que era o nome do velho, pelo que este os deixou entrar. O Nico ficou na casota do Max, o cão do Sr. Francisco. Na manhã seguinte continuaram a viagem. Algumas horas depois, cansados de caminhar, encontraram um lobo. Tentaram ver se ele tinha uma cicatriz no olho, mas não. O lobo queria atacálos, mas o João, esperto, pegou em duas pedras e um pau enquanto a Catarina distraía o lobo. Seguida -mente o João fez fogo, incendiou o pau e assustou o lobo que fugiu e começou a uivar. Depois apareceu ou tro lobo com uma cicatriz no olho que

muito grande. O velho perguntou-lhes o que que riam e estes responderam que precisavam de um sítio para dormir. O velho res -

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devia ser o que matou o Sr. Joaqu im e eles entraram logo em pânico. A Catarina pegou na tocha e queimou a cauda do lobo que ficou a arder, mas o lobo vendo uma poça perto do sítio onde estavam, pôs a cauda lá dentro, apagando o fogo. Furioso, o lobo saltou para cima deles, mas de repente o Nico apareceu e com um salto impediu -o de aterrar em cima da Catarina e do João. O lobo ficou atordoado no chão e o João aproveitou para procurar um pau que na extremidade se dividisse em dois. Encontrando -o, pegou no elástico do cabelo que a Catarina es tava a utilizar e fez uma fisga. O lobo levantou -se e a Catarina pegou numa pedra e na fisga e atirou contra o lobo. A pior coisa que podia acontecer naquela situação aconteceu mesmo, ela não acertou no lobo e es te voltou a atacar e desta vez o Nico aind a estava no chão por causa do impacto contra o lobo. De repente, depois de ouvir os miúdos a gritar, eu, que estava a caçar coelhos para jantar, peguei na caçadeira e dei um tiro ao lobo e dum momento para o ou tro só vi os miúdos a correr para cima de mim para me agradecer. Apresentei -me e levei -os a casa sãos e salvos e quem diria, ganhei novos amigos que me convidaram para jantar com eles e com a sua família.

José Luís (7ºA)

Correu tudo bem: os miúdos estão bem, eu arranjei novos amigos e o Nico tem uma nova casa.

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Destino

Num reino distante chamado Noé, Manuel era o rei e João era um simples camponês muito seu amigo. Suas mulheres estavam grávidas; a esposa de Manuel ia ter um filho que se ia chamar Afonso e João ia ter uma filha a quem ia chamar Eva. Manuel e João planeavam que, quando os seus filhos fossem já crescidos, se iriam casar, mas as suas esposas não aceitavam isso, porque não queriam que os seus filhos se casassem por obrigação. Por isso, João e sua esposa foram para uma aldeia vizinha. O rei Manuel ficou zangado com João e assim nunca mais lhe dirigiu a palavra. Três meses depois, as suas mulheres deram à luz e, por coincidência, no mesmo dia. Eva era uma linda menina de cabelos claros e olhos azuis e Afonso era também um rapaz lindo de cabelos cla ros e olhos verdes. Eva tornou -se uma jovem rebelde, ves tia calças, botas compridas e cam isolas claras e andava a cavalo no seu lindo Crina Doirada. Afonso era também um rapaz simples e rebelde, apesar de ser príncipe. Adorava andar no seu cavalo preto Relâmpago.

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No dia do seu aniversário Eva decidiu partir numa espécie de aventura com Crina Doirada durante dois meses. Por coincidência foi ter ao Reino de Noé. Quando chegou ao Reino deparou -se com uma enorme festa. Havia doces e muitas bancas de jogos; er a a fes ta do príncipe Afonso. Fazia, tal como Eva, 19 anos. Eva nem parou para se divertir, pois achava que os reis só conseguiam fazer festas e banquetes explorando e roubando o dinheiro aos pobres. Mas parou para perguntar de que era a festa. Uma mulher pobre disse que a fes ta era do príncipe, m as que ele era muito diferente dos ou tros reis e que não se gostava de exibir. Então Eva foi para um vale cavalgar e por coincidência Afonso tam bém estava lá. Quando Afonso vai em direção a ela, vê uma cobra a aproximar-se; pega na sua espada e corta -a ao meio, pois ia picar Eva com o seu veneno. Eva vira-se e vê um belo rapaz, Afonso. Eles apresentam se dizendo quem são e dizem que fazem anos nesse dia. Mas Afonso não diz que é filho do rei. Agradecida por ter mata do a cobra que a ia ferir, Eva beija o rosto de Afonso e naquele momento cresce um amor entre os jovens; olham -se um ao ou tro, envergonhados e beijam-se.

No dia seguinte, Afonso dizia a Eva que ela era especial e que era diferente das outras raparigas que ele havia conhecido. Então Eva pergunta a Afonso: - Queres namorar comigo? - Sim, mas normalmente são os rapazes que fazem essa pergunta. – disse Afonso. - Pois, mas para mim quem pergunta é igual! – disse Eva. Então devíamos contar aos nossos pais?

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- Sim, porque não!? Mas há uma coisa que ainda não te contei, é que eu sou filho do rei e aquela estúpida festa era a minha suposta festa de anos. Eu não sou como eles e queria que soubesses disso. Então, perdoas -me por não te ter contado quem era? – disse Afonso. - Eu já sabia, pois antes de te encontrar uma mulher disse-me de quem era a festa e disse que eras humilde e generoso. Estás perdoado - exclamou ela. - Mas não contemos já a nossos pais, podem não aceitar. Adeus, beijinhos e até amanhã! – continuou Eva. A partir daí encontravam -se todos os dias no mesmo sítio. Passado um mês, vol tam a encontrar -se no m esmo sítio como era habitual, mas desta vez Afonso vinha com um anel de noivado; ele iria pedir Eva em casamento. E ajoelhando -se diz: - Queres casar comigo? Já contei aos meus pais e eles até reagiram bem! - Ah... sim, sim, sim, CLARO QUE SIM! Vou avisar os meus pais! Vol tarei em breve. – disse ela. Márcia Antunes (7ºA)

Então, no dia do casamento, os pais de Eva chegam ao reino de Noé e vêem Eva, Afonso, Manuel e sua esposa Maria. Emocionados por verem velhos e antigos amigos e ao verem os seus filhos casados e felizes esqueceram as suas zangas e voltaram a ser amigos. João e sua esposa mudam -se para o reino de Noé. Mas nunca contarão a seus filhos que já se haviam c onhecido e que foi o destino, que os unira.

Depois de se casarem Eva e Afonso, tiveram dois lindos filhos a quem deram o nome de Lara e Dinis. Dois lindos jovens, a menina tinha cabelos ruivos e olhos azuis e o menino tinha cabelos e olhos castanhos. Tornaram-se belos jovens tal com o os pais e adoravam andar a cavalo. Relâmpago e Crina Doirada tiveram três filhotes que passaram a ser os cavalos deles.

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O amor de D. Carlos e D. Leonor

No século XVII , em Lisboa, havia dois condes que se odiavam mortalmente. Um tinha uma filha muito bela e de cabelos encaracolados chamada I sabel e outro tinha um filho chamado Carlos. Num belo dia D. I sabel e D. Carlos cruzaram -se e foi amor à primeira vista. O que eles não sabiam era do ódio que as suas famílias tinham uma pela outra. D. I sabel, mal viu sua mãe, foi contar -lhe o sucedido, mas ela disse a D. I sabel que não se podia ter apaixonado por ele e ela perguntou: - Mas, mãe! Porque apaixonado por ele?

é

que

eu

não

me

podia

ter

- Porque não, filha, você tem de esquecê -lo – respondeu a mãe. - Mas porquê, eu tenho todo o direito de saber; diga -me mãe! – exclamou D. I sabel. - Já há muitos anos, após a morte do seu bisavô, entre a nossa família e a dele houve uma guerra e desde esses tempos que as nossas famílias se odeiam – disse sua mãe. - Não, mãe, não pode ser verdade – disse D. I sabel. - I nfelizmente é! – exclamou a mãe de D. I sabel. D. I sabel, ouvindo isto, fugiu. Foi ter com D. Carlos e contou a sua conversa com sua mãe. Então planearam que nessa mesma noite iriam fugir para Guimarães. E assim foi. SCHOL A

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Quando já toda a gente estava a dormir, D. Carlos e D. I sabel fugiram para Guimarães. No dia seguinte, quando os pais de D. I sabel acordaram, repararam que a sua filha tinha fugido. A mãe de D. I sabel contou ao seu m arido o que se tinha passado no dia anterior. - Não pode ser, ela não se pode ter apaixonado por ele, isso é impossível, não pode ter acontecido! – exclamou o pai de D. I sabel. - Mas aconteceu e ela fugiu com ele, de certeza que foi com ele – disse a mãe de D. I sabel. Depois foram a casa d os pais de D. Carlos e quando lá chegaram o pai de D. Carlos disse: - O que é que es tá aqui a fazer? Eu agora não quero, nem posso discu tir, pois o meu filho desapareceu - Pois, mas eu tenho uma coisa para lhe contar e acho que lhe vai interessar. É sobre o seu filho – respondeu o pai de D. I sabel. O pai de D. Carlos deixou -o entrar e contou-lhes tudo o que se tinha passado no dia anterior. Já em Guimarães hospedaram -se numa pensão. Quando chegaram ao seu quarto D. I sabel perguntou: - Como será que os nos sos pais estão?

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- Não sei nem quero saber, o que importa nes te momento és tu e só tu – respondeu D. Carlos.

sua filha sempre tinha sonhado ir a Guimarães e foi contar ao seu marido. Este, por sua vez, foi contar aos pais de D. Carlos e nesse mesmo dia puseram -se a caminho.

Em Lisboa os pais de D. Carlos e os de D. I sabel fizeram um pacto dizendo que enquanto os seus filhos estivessem desaparecidos não haveria discussõ es e assim foi. Com eçaram a procurá-los, mas nunca pensaram que eles estives sem em Guimarães.

Quando lá chegaram foram-se hospedar na mesma pensão que os seus filhos e ao entrar viram -nos. A mãe de D. I sabel foi logo abraçar a sua filha. Depois os seis tiveram uma conver sa e decidiram que se eles voltassem para Lisboa po deriam casar-se e as duas famílias nunca mais se odiariam.

Márcia Faria (7ºA)

D. I sabel e D. Carlos estavam muito contentes. Estavam juntos e mais felizes que nunca. Todos os dias iam dar um passeio à cidade. Eles achavam aquela cidade linda e maravilhosa. Durante meses ficaram ali, mas os seus pais estavam muito preocupados pois já pensavam que eles tinham morrido; mas ao meso tempo ainda não tinham perdido a esperança.

Regressaram a Lisboa e começaram -se a fazer os preparativos para o ca samento; marcaram a data. A noiva tratou do vestido e o noivo do fato. No dia de casamento estavam todos muito nervosos, mas mesmo assim foram ao al tar e disseram o “sim”. Depois foram para o festim onde dançaram muito. E viveram felizes com muitos filhos até ao fim das suas vidas.

Certo dia a mãe de D. I sabel lembrou-se que a

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Declaração de Amor

Agora sim, sinto que chegou o momento de desabafar sobre tudo o que significas para mim… És aquele que me consegue pôr a sorrir quando menos espero, aquele que me apoia em tudo, aquele que está lá quando mais preciso, que está sempre lá para me irritar e tirar do sério, aquele que é único na minha vida… Contigo tudo é especial; faz-me crescer; faz-me esquecer as coisas que me afrontam; contigo nada é igual aos momentos que tenho com os outros. A tua forma de ser cativou-me, a forma como me tratas, como me olhas, como nos rimos, a tua forma de ser preenche-me! Tornaste-te e tornas-te cada vez mais importante para mim… É por seres assim e por muito mais que eu te adoro e que tens direito ao lugar mais querido na minha vida. Obrigada por tudo!...

Barcelos, 7 de Outubro de 2011

Tânia Lopes (10ºD)

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Declaração de Amor

Declaro-me a ti aqui, sentada, com o coração na mão, sem saber se deva ou não escrever isto... Mas já esperei demais; o amor que tenho cá dentro já não aguenta mais viver aprisionado! Tudo começou quando o teu olhar azul, da cor do mais calmo mar, se infiltrou bem dentro do órgão onde estão guardados os meus sentimentos. Eu nem te sei bem explicar o que senti, foi o momento que me despertou para o mundo o mais forte sentimento que alguma vez existiu. As pessoas queridas e especiais nunca se esquecem! Assim como tu, terás sempre um lugar importante no meu coração, apesar de tudo o que possa acontecer. Entraste na minha vida e mudaste-a. Desde aí, nasceu uma nova razão de viver para mim. Sem ti não sou nada, sem ti não sei viver. São muitos os momentos partilhados contigo, e cada um deles está presente na minha memória, assim como todos os teus conselhos, ensinamentos… Foram momentos de felicidade, paixão, alegria, mas também alguns de tristeza… Em cada um deles estiveste presente dando-me apoio, dando-me um pouco mais de ti, amor. Ensinaste-me a fazer a coisa mais bela deste mundo, ensinaste-me a Amar! Ensinaste-me a dar importância às coisas mais “simples e pequenas” no mundo, mas essas, sim, de facto, é que são as mais importantes, as que nos fazem mais felizes. Desde sempre me fizeste sentir muito amada, fazendo de mim a mulher mais feliz do mundo! Admiro-te muito. Tens uma personalidade fantástica. É por tudo isto que te digo: Obrigado. Obrigado por estares a meu lado meu Amor! Amo-te muito, Amor da minha vida! Fornelos, 8 de Outubro de 2011

Cristina Ramos (10ºE) SCHOL A

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Carta Pessoal

Cristelo, 6 de Novembro de 2011 Olá pai, Espero que esteja tudo bem por aí. Por aqui está tudo bem. Pai, adoro-te por tudo o que me fazes e fizeste. Adoro estar contigo, adoro as conversas que temos juntos. Pai, hoje é o teu dia; se pudesse estar aí dava-te um abraço ENORME. Amo-te pai para sempre. Lembras-te do aniversário da mãe, o ano passado, que até eu e tu fomos comprar um bilhete de avião, para irmos todos à Suíça ter com o meu maninho, que aventura!! E assim passamos todos o aniversário da mãe juntos. Mas hoje é o teu dia, foi por isso que te escrevi, sempre por esta altura, mas dantes eu tinha uma letra horrível, tu quase não percebias a minha letra, mas fazias sempre um esforço enorme para tentar ler. E fazia também muitos desenhos, a lembrar momentos que passamos juntos. Espero que me apoies sempre, mas mesmo sempre, nas minhas escolhas para a vida e muito mais, quero que aconselhes, tudo, porque tu és tudo para mim. Ainda me lembro quando tomávamos banho juntos, tinha eu seis aninhos, quando tu e a mãe estavam a dormir, eu ia para o fundo da cama, enfiava-me por debaixo dos cobertores e ia sempre a subir até ao cimo da cama. Mas hoje sou um rapaz de quinze anos, que sabe o que sente por um pai espetacular. PARABÉNS PAI Beijos e até às férias de natal. Teu filho, Hugo Santos

Hugo Santos (10ºE) SCHOL A

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Será que faz sentido viver?

Quando pensamos que a vida deixou de nos pregar as partidas que nos deixam num sofrimento tão gran de que nos apetece desaparecer e deixar para trás o que construímos com amor, paz, … Pois é o que eu penso; porque é que a vida não me deixa viver? Será que faço falta no mundo? Por vezes penso que sim, mas quando vejo o mundo desabar aos meus pés, sinto que não faço fal ta, que não é necessário eu estar aqui para a terra continuar a sua vida. Será que sou como os catos que não precisam de água? Será que eu não preciso de viver no universo para a gente ser feliz? Porque não posso ser feliz? Porque não posso seguir o meu coração e os meus sentimentos? Penso sempre que ou tras pessoas vivem num mundo de conto de fadas; que só necessitam do amor dos seus pais e da amizade dos seus amigos; o resto é criado com a sua felicidade de viver, sem problemas, porque sabem que as pessoas os querem ao seu lado. A vida sem elas é como a noite sem estrelas, ou o dia sem sol. Tenho inveja! Porque penso eu assim? Porque será que não penso da mesma maneira que as outras pessoas?

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Talvez não tenha o que elas têm, nem a von tade de viver. Será que preciso de ser amada para sentir que faço fal ta? Preciso de ter amigos que me apoiem nos maus momentos e não me virem as costas quando o mundo vai cair aos pedaços e por minha culpa, por não ser a pessoa que eles desejam que seja. Este texto revela os meus sentimentos e o que me vai na alma. Quando o escrevi só pensei no que me vai na alma. Espero que ninguém se sinta como eu, porque as pessoas, por muito más que possam ser, têm um cantinho no mundo. Isto está a ocupar a maior parte do meu pensamento. Sei que se revelar estas palavras vou causar tristeza e mágoa àqueles que possam pensar que não sou amada por ninguém e que o mundo à minha volta é uma escuridão sem nenhuma face iluminada onde me possa refugiar de tanta mágoa que sinto. Quando, por vezes, acordo com vontade de viver, há sempre uma nuvem cinzenta que me acompanha prestes a descarregar a sua raiva, de tão carregada de escuridão e o dia iluminado pelo sol, feliz por ver que toda a gente gos ta da sua luz e calor. É isso que eu sinto: eu sou a nuvem cinzenta cheia de raiva por não ser o sol que faz sorrir o mundo .

Ana Cristina Simões (9ºC) SCHOL A

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Soraia Silva (11º F)

Les programmes de téléréalité

À mon avis, tous ceux qui participent à des programmes de téléréalité le font pour devenir célèbres, pour avoir leurs quinze minutes de gloire, parce que tout le monde regarde ces programmes. Secret Story est l’un de ces programmes dont l’objectif est de découvrir les secrets cachés des candidats. Ceux-ci vivent dans une maison et ont pour mission de découvrir les secrets les uns des autres. Chaque semaine, il y a une expulsion : une semaine c’est un garçon, l’autre, c’est une fille. À la fin, il ne reste plus que quatre concurrents et le vainqueur est celui qui obtient le plus de votes.

Cristiano Costa (11º F)

Juliana Gomes (11º F)

Tout le monde veut devenir célèbre ! True Beauty est un program me de téléréalité qui permet à une personne de deveni r célèbre. L’objectif c’est d’élire la plus belle personne des États -Unis. Pour cela, les candidats doivent surmonter plusieurs épreuves et ceux qui obti ennent la ponctuation la plus basse se retrouvent face à face et le jury décide qui continuera à partici per au programme et qui sera éliminé. La photo du vainqueur est publiée en première page de magazine People, comme représentante de la personne la plus belle des États -Unis.

Le programme Í dolos (À la recherche de la nouvelle star) a pour objectif découvrir de nouveaux talents, de nouveaux artistes du m onde de la musique. Les candidats, des chanteurs amateurs et anonymes doivent s’entrainer pendant la semaine afin de chanter des chansons de différent s styles musicaux. À la fin de la semaine, les concurrents sont soumis à un jury – composé de quatre personnes – qui vote pour élire le meilleur candidat. Certains sont également repêchés par le public. Le vainqueur gagne une bourse dans une académie musicale en Angleterre et un prix en argent.

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E NSAIOS E REFLEXÕES Três classes de pessoas que são infelizes: a que não sabe e não pergunta, a que sabe e não ensina, a que ensina e não faz. (V . Be da )

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ECOS DA MENSAGEM DE FERNANDO PESSOA NA DURA REALIDADE PORTUGUESA ATUAL

«Ó Portugal, hoje és nevoeiro…/ É a Hora!» In poema «Nevoeiro», Mensagem, Fernando Pessoa

A Mensagem, única obra publicada por Fernando Pessoa em vida, em 1934, abre com o poema «O dos Castelos» em que o poeta coloca distintamente Portugal como o «rosto» da Europa, numa posição geográfica privilegiada para se aventurar para o mar. Já Camões, cerca de quatro séculos antes, no canto III (cf. est.20), pela voz de Vasco da Gama no início da sua narração da História de Portugal ao rei de Melinde, caracteriza o reino lusitano como «cume da cabeça» da «Europa toda», destacando patrioticamente a epopeia marítima para combater o «torpe Mauritano» e cumprir a sua predestinação messiânica de dilatação da Fé e do Império. Porém, hoje somos confrontados com um país que perdeu a «cabeça» e desfigurou o seu «rosto», assumindo-se como «cauda», com tudo que este vocábulo simbolicamente significa, de uma Europa que se distancia e nos deixa a olhar o mar e «a ver» literalmente «navios». De facto, o impulso dos descobrimentos desvaneceu-se rapidamente, numa viagem temporal gradualmente descendente rumo à decadência eterna de uma nação apagada. No poema «D. Sebastião» evoca-se a sua figura heroica que surge a falar-nos na primeira pessoa, deixando uma mensagem que consubstancia o mito sebastianista enraizado nos valores da coragem, determinação, valentia, ambição, busca de um ideal, como únicos pilares capazes de catapultar, de novo, a nação para grandes feitos. É o sonho que comanda a vida, como cantaria, António Gedeão no seu poema «Pedra Filosofal», cabendo aos «outros», isto é, aos portugueses, buscar um novo império, passando à ação porque só assim o país «pula e avança».

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Contudo, a «viagem» da nação portuguesa continua a ritmo de caracol na busca não se sabe muito bem de quê, pergunte-se aos políticos, começando, definitivamente, a perder de vista os tais que comandam o pelotão da frente, entre os quais a Alemanha e a França. O poema «O Infante» abre com mais uma das célebres máximas de Fernando Pessoa: «Deus quer, o homem sonha, a obra nasce», que, aliás, serve de mote para muitas das obras realizadas à custa do dinheiro vindo da União Europeia, fixando-se em placas cravadas à entrada das sumptuosas obras, inauguradas por representantes ministeriais em dias festivos. O verso pessoano devia, pois, ser atualizado por «O governo quer, a União Europeia dá e a obra nasce» uma vez que o sentido inicial que apela à ação e esforço do homem para que os grandes sonhos, isto é, as grandes obras se realizem, está completamente deturpado na atualidade («o homem sonha» significará que o homem passa à ação, age, esforça-se, luta). Ora, naquele tempo, o resultado da ação do Infante e de todos os navegadores foi a concretização da aventura marítima que implicou muito sacrifício, muita família destruída e muitas mortes. Estas consequências foram enumeradas no conhecidíssimo episódio do velho do restelo, n’Os Lusíadas (Cf. canto IV) cuja voz experiente tentou chamar à razão os nautas e os efeitos nefastos para a sociedade portuguesa de uma viagem tão arriscada. Afinal, a aventura europeia de Portugal criou-nos o mesmo efeito de ilusão de podermos ser uma nação ao nível das restantes, mas desta vez, não foi necessário recrutar mão-de-obra pelo país fora para empreender a viagem; bastou a uns tantos políticos voarem até Bruxelas e encontrarem o filão dos euros que fizeram chegar até aos bolsos de todos, perdão, de alguns portugueses e, assim, iniciar-se a construção de um novo império. Ora se Bandarra, nas suas profecias, ou Padre António Vieira nas suas pregações, ou Fernando Pessoa na Mensagem, apregoavam que o novo império, seria o Quinto e seria espiritual e universal, o que se verifica hoje é que as suas previsões foram completamente goradas, uma vez que o novo império é, afinal, o oposto do sonhado, não passando de um império puramente material e regional. Mais do que nunca o retrato do país traçado, há cem anos, por Fernando Pessoa, em «O Nevoeiro», que fecha a terceira parte de «O

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Encoberto» e consequentemente a própria obra da Mensagem, ilustra-nos a realidade no nosso moderno país: Nem rei nem lei, nem paz nem guerra, Define com perfil e ser Este fulgor baço da terra Que é Portugal a entristecer Brilho sem luz e sem arder, Como o que o fogo-fátuo encerra. Ninguém sabe que coisa quer. Ninguém conhece que alma tem, Nem o que é mal nem o que é bem. (Que ânsia distante perto chora?) Tudo é incerto e derradeiro. Tudo é disperso, nada é inteiro. Ó Portugal, hoje és nevoeiro…

Ou, ainda, o que nos mostra no poema «Prece» que fecha a segunda parte de «Mar Português»:

Senhor, a noite veio e a alma é vil. Tanta foi a tormenta e a vontade! Restam-nos hoje, no silêncio hostil, O mar universal e a saudade. Por isso, resta-nos continuar com todas as forças a desejar a vinda do Galaaz, o cavaleiro salvador, o D. Sebastião, que virá numa manhã de nevoeiro para nos conduzir de novo a conquistar a «Distância» (Cf. poema «Prece»). Cada político que foi convencendo o povo e assumindo as mais altas responsabilidades da pátria, foi-nos criando sucessivas ilusões de que seríamos capazes, mas afinal, D. Sebastião há mesmo só um e está morto, assim como o seu mito. Continuaremos a apelar, tal como Pessoa no poema «O Infante», a Deus para que dê «o sopro», exercendo todo o seu poder divino e que faça lá mais um milagre porque «Senhor, falta cumprir-se Portugal». Só mesmo com um milagre se salvará o Império e a Fé. Professor Álvaro Carvalho SCHOL A

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A ACEITAÇÃO DO OUTRO NA VIVÊNCIA EM SOCIEDADE

Diariamente, convivemos com pessoas diferentes, com personalidades distintas, princípios e valores diversificados, atitudes e comportamentos diversos, o que leva muitas vezes aos conflitos entre os grupos. Será que paramos para pensar que somos todos diferentes e que devemos respeitar a maneira de ser de cada um? Ou deveremos sempre pôr as nossas ideias à frente das ideias das outras pessoas, como forma de impor o nosso “lugar”?

confronto de pontos de vistos díspares, em que cada um exerce a sua tentativa de imposição ao outro da sua visão das coisas. Seria mais fácil aceitar as ideias de cada pessoa, porque cada um vive as suas experiências e é isso que leva as pessoas a terem as suas ideias próprias sobre cada determinado assunto. Portanto, os jovens, ao terem princípios diferentes, são capazes de dar mais valor a certos aspetos da vida a que outras pessoas não dariam. Por exemplo, há quem dê mais valor a um animal, sendo capaz de ajudar mais facilmente um animal do que talvez uma pessoa. Ou seja, provavelmente esta atitude resulta das experiências que tenham passado ao longo da vida, e que devem ser aceites por todos os membros de uma sociedade digna e justa. Às vezes, somos um pouco injustos

Deste modo, penso que cada um de nós deveria fazer uma reflexão, mas não só sobre si próprio, mas também sobre os outros. Quando estamos no meio do nosso grupo de amigos, deparámo-nos muitas vezes com estas situações: num certo assunto há uma discussão porque uns pensam de uma maneira mas outros têm ideias diferentes, gerando-se um

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em determinadas situações, não parámos para pensar nos outros, não nos pomos no lugar das outras pessoas, no que estão a sentir, e muitas vezes preferimos julgar a aceitar e compreender.

e qualidades dos outros e aprendermos a lidar com isso. Seria fundamental esta aceitação e compreensão por parte de todos, como forma de nos tornarmos pessoas justas criando laços de união entre todos, que é das melhores coisas que podemos fazer, ou seja, criar amigos, alicerçar amizades, melhorar a sociedade em que nos inserimos.

Em conclusão, afirmo que ao aceitarmos as outras pessoas tal como elas são, vamos aprender a gostar ou, pelo menos, compreender os defeitos

Adriana Ferreira (12ºH – Curso de Animador Sociocultural )

Ana Costa (8º A)

Ana Gomes (8º C)

Como me vejo.

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EUTANÁSIA: SUICÍDIO?

A morte é um fechar de olhos que pode ser natural, voluntário, involuntário ou acidental. Mas, quando se fala em morte voluntária, corremos o risco de sermos mal interpretados, não só pelo facto de nos matarmos a nós próprios mas sobretudo pelas razões por que o fazemos.

terminando assim a sua missão neste mundo? Não? Mas também existem aqueles que tomam consciência que as lutas contra doenças incuráveis são dolorosas e desnecessárias. Se a ciência evoluiu, o que temos a fazer é

Há quem considere a eutanásia como um ato inconsciente de acabar com a própria vida, defendendo, esses, que só a Deus cabe a decisão de terminar com ação a permanência do homem na terra. Preferem passar uma vida de tormentas, de dores, trabalhos redobrados, de olharem para uma pessoa deitada numa cama imóvel, sem falar, comer e olhar. E depois lamentam os castigos passados, só para defenderem a religião. Mas já alguma vez pensaram que essa pessoa preferia estar no outro lado,

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usufruir de uma vida melhor, encurtando a dor e o sofrimento. Na realidade, encerrámos o sonho de alguém e uma sensação de perda nos invade a alma, percebendo, sobretudo, que acabamos com a dolorosa e insuportável dor de corpo e alma que já tinham sido mortas desde do aparecimento da

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Liliana Sá (12ºH – Curso de Animador Sociocultural)

doença. Assim, não alimentamos falsas vidas, mas apenas damos oportunidade de recomeçar noutro local. Portanto, num mundo onde se fala muito de valores, dever-se-ia refletir melhor sobre como aceitar e respeitar a forma como cada um vive e deseja morrer. Ninguém é dono da vida do outro, nem sabe a verdadeira razão do nosso interior que leva à prática da eutanásia. Não é matar-se porque se quer, mas sim por necessidade.

Helena C. (8º C)

Como me vejo.

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AS TORMENTAS DA AVENTURA MARÍTIMA N’OS LUSÍADAS

O canto V centra-se na narração da viagem de Lisboa a Melinde, em que o narrador é Vasco da Gama. A narrativa começa com a saída de Lisboa e os navegadores a perderem de vista a pátria, abrindo mares nunca antes navegados e passando por vários países desconhecidos ao longo da viagem. Tiveram de enfrentar grandes perigos do mar, sucederam-se fenómenos estranhos como a Tromba Marítima, o Fogo-de-Santelmo, tempestades, entre muitas outras dificuldades e perigos do mar. O maior perigo de todos foi, sem dúvida, o “Adamastor” que representa a difícil passagem do Cabo das Tormentas, que após a passagem dos portugueses ficou conhecido como Cabo da Boa Esperança. É feita uma caracterização monstruosa do Adamastor, pois este surge enorme e medonho, feio, com uma voz tenebrosa, provocando arrepios nos nautas. Aparece, no fundo, para reprender os portugueses pela sua ousadia, pois a nenhum humano havia sido concedido o direito de passar naquele local. O Adamastor nunca havia permitido a passagem de nenhum barco, por isso, ao longo deste episódio, é reforçada a ideia da coragem dos portugueses porque foram os primeiros a desvendar os seus mares. O monstro roga pragas e perdições da pior espécie aos portuguese; diz inclusive que o menor mal será a morte.

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Contudo, os lusos tiveram coragem para o confrontar e perguntaram-lhe quem era ele. Perante a questão, o Adamastor fragilizou-se e contou o seu desgosto de amor por Tétis, sentiu-se ridicularizado e deixou passar os navegadores. Os portugueses seguiram viagem, pedindo a Deus para que as pragas do Adamastor não se realizassem. Sem sinais da Índia, sofriam com fome, cansaço e perda de esperança, e é dito que só os lusitanos eram capazes de se manterem fiéis, apesar de todas as dificuldades. Tiveram finalmente sinais da Índia, numa terra que ficou conhecida como Monte dos Bons Sinais. Já com mais esperança, surgiu uma doença horrível: o escorbuto, em que apodreciam as gengivas e sem tratamento, ou qualquer tipo de medicamento, muitos foram os que perderam a vida. Chegaram a Melinde, onde foram bem recebidos; aí é narrada a história da Viagem. Todos ouviam com atenção e admiração, pois nunca tinham ouvido falar de tais feitos e de um povo tão corajoso. Camões valoriza os feitos dos portugueses mais do que quaisquer outros, mandando calar escritores que narraram feitos de outros povos anteriores, pois grande parte era imaginação, enquanto que os feitos dos portugueses são a mais pura das verdades. Numa parte final que se insere no plano do poeta, este lamenta-se por ninguém valorizar a arte ou a poesia e dizia que não era por falta de talento natural que não havia em Portugal grandes heróis, mas sim por falta de valorização da arte, pois um grande herói é completo e tem também de ter alguma ligação à arte. Assim, nesta parte final, o poeta acaba por criticar os portugueses que, tal como hoje, tinham a cultura, particularmente a poesia, em muito pouca conta.

Cátia Oliveira (12ºH – Curso de Animador Sociocultural)

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CHEGADA DA ARMADA À ÍNDIA

Camões elogiava o espírito da cruzada dos portugueses por ser um povo tão humilde e por serem poucos mas fortes, enquanto outros povos como os alemães, ingleses e italianos deveriam seguir o exemplo do povo português. O canto VII está centrado no plano da viagem, narrando-se a chegada dos portugueses à Índia pela primeira vez. Logo que aportaram, Vasco da Gama enviou um português a dar a notícia ao rei local. A maneira, a cor, o rosto que não era habitual naquelas paragens, e o trajo dos portugueses atraíram o povo que ali vivia. Entre eles estava um mouro (Moçaide) que já conhecia os portugueses ou porque eram vizinhos da sua terra ou porque fora ferido num combate por eles. Monçaide quis saber porque tinham vindo os portugueses até uma terra tão distante. Entretanto, propôs a Paulo da Gama que, enquanto não chegasse ao Samorim a notícia da vinda dos portugueses, fosse repousar até sua casa. Comeu e bebeu com ele e seguiu-lhe os conselhos como se já fossem velhos amigos. Saíram de casa para a nau os dois juntos e já na nau, o Monçaide foi bem recebido e deu informações acerca da Índia. Algum tempo depois, Vasco da Gama desembarca com os portugueses e vai à procura de Samorim. É recebido pelo Catual que o leva ao palácio do Samorim. O grande objetivo de Vasco da Gama era

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Enquanto Vasco da Gama estava no palácio com Samorim, o Catual procurava informações junto de Moçaide acerca dos portugueses e este diz-lhe para visitar a nau capitania onde é recebido por Paulo da Gama a quem pergunta o significado das figuras presentes nas bandeiras que têm cenas históricas pintadas. Para concluir, Camões invoca as ninfas do Tejo e do Mondego queixando-se das suas desgraças e que não lhe davam o valor que ele julgava merecer.

Lara Pereira (8º B)

Pilar Alves (8º A)

Como me vejo.

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Daniela Santo s (12ºH – Curso de Animador Sociocultural)

estabelecer um pacto e caso esse pacto fosse feito o rei de Portugal estaria pronto a ajudar o Samorim.


Reflexão

“Diz-se que a vida é curta, mas pode -se fazer muita coisa se se souber aproveitá -la” ( Goethe )

A nossa vida terrena é muito curta, como diz Goethe. Muito cedo, o nosso corpo começa a dar sinais de envelhecimento, mas o nosso espírito é imortal. Buda

Esta conceção de imortalidade e a certeza da existência Madre Teresa de Deus es tá muito presente na mente de alguns homens. Por isso, só alguns de nós vivem t oda a sua vida no limite, manifestando continuamente o seu amor ao próximo. Fazem de cada dia um exemplo e, mesmo que a sua vida terrena tenha sido curta, os seus ensinamentos e a sua vivência continuam a influenciar a vida de milhões de pessoas. Quero com estas palavras referir-me a figuras como Jesus Cristo, Maomé, Maomé Buda, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros desconhecidos, que têm dedicado a sua vida ao próximo. um

Todos eles fizeram da sua vida terrena modelo a seguir, deixando -nos uma

Jesus Cristo

mensagem

fundamental que pode ser reduzida a uma só palavra: Amor . Já num plano científico/cul tural e em cada fragmento temporal, encontramos homens com mentes brilhantes, que aproveitaram ao máximo a sua curta vida, deixando à

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humanidade curas para doenças terríveis, novas tecnologias que vieram simplificar o dia -a-dia dos homens e que lhes permitiram viagens à Lua, cons truções inovadoras e obras de arte no campo da literatura, da pi ntura, da música… Citando alguns nomes, quero referir: Leonardo da Vinci (1452 - 1519) – o maior génio de todos os tempos, conhecido como pintor e polímata (que estuda e sabe muitas Albert Einstein

ciências); Louis Pasteur (1822 - 1895) – descobriu a vacina contra a raiva; Edward Jenner (1796) – descobriu a vacina contra a varíola; Alexander Fleming (192 8) – descobriu a penicilina; Albert Einstein – autor da Teoria da Relatividade; Antoni Gaudi – na Louis Pasteur Arquitetura, autor de O templo da Sagrada Família, Igreja começada a construir em Barcelona em1883 e com conclusão prevista para 2026 , considerada a obra-prima de Gaudí e tantos outros ligados à música, como Mozart, Beethoven, à literatura, como Luís Vaz de Camões e Eça de Queirós, à pintura, como Picasso, Vieira da Silva, Columbano Bordalo Pinheiro, Josefa de Óbidos… Apesar de a frase supra citada poder ser interpretada de muitas maneiras, este é o sentido que lhe dou, o sentido da evolução, da espiritualidade e do trabalho a favor do próximo. É com este modelo de vida que eu me identifico. Leonardo da Vinci

Embora sabendo que existem seres humanos que optam por outro modelo, como viver a vida ao máximo e, por isso, alguns deles não passaram dos 27 anos de vida, como por exemplo (James "Jim" Douglas Morisson, Jimi Hendrix, Janis Domingos Sousa Joplin e Brian). Antoni Gaudi (Enc.Coo.P.Auxiliar)

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OS JOVENS E A RELAÇÃO COM OS IDOSOS

Os idosos foram, desde sempre, considerados como as pessoas que transmitem os valores e os conhecimentos aos mais novos, fruto da sua longa experiência de vida. Contudo, nos dias atuais os jovens deixam um pouco de parte os nossos idosos, tudo o que eles poderiam transmitir, e esquecem-se que eles foram e continuam a ser referências nas suas vidas. De facto, muitos filhos vivem com os pais mas quando estes envelhecem ou ficam dependentes são colocados em lares ou até abandonados nos hospitais. Não pensam como se iriam sentir ao serem lá colocados, esquecem-se de todos os esforços que foram feitos por eles e não pensam que um dia podem ser eles a estar assim a depender de alguém e a sofrerem o mesmo tratamento de abandono. Muito destes idosos não são, depois, visitados pelas famílias ou amigos, ficando entregues apenas às pessoas da instituição onde foram colocadas. Há, porém, jovens que os visitam e criam atividades para eles, como forma de passarem o tempo, para não se sentirem sozinhos nem esquecidos e também para, de alguma forma, esquecerem por uns minutos o seu sofrimento. Em suma, deveriam ser criados grupos de jovens para visitarem com regularidade os idosos e não só em épocas festivas, porque assim como gostamos de ser tratados todos os dias com mil carinhos e sentir as pessoas perto de nós, eles também gostam, nem que seja por pouco tempo, de se sentirem aconchegados e mimados. Vamos ajudar para que os idosos se sintam felizes e se sintam apoiados por todos nós.

Ema Ferreira (12ºH – Curso de Animador Sociocultural)

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Dia da Floresta Autóctone 23 de Novembro

O Dia da Floresta Autóctone foi estabelecido para promover a divulgação da importância da conservação das florestas naturais, apresentando-se simultaneamente como um dia mais adaptado às condições climatéricas portuguesas para se proceder à sementeira ou plantação de árvores, alternativo ao Dia Mundial da Floresta – 21 de Março que foi criado inicialmente para os países do Norte da Europa. A plantação de árvores no início da Primavera em Portugal apresenta frequentemente um baixo sucesso, associado ao aumento das temperaturas e redução das chuvas que se faz sentir com a proximidade do Verão. Cerca de 30 % do território português é ocupado por florestas. O que é a floresta autóctone? É uma floresta cujas árvores são originárias do próprio território onde habitam. O Zambujeiro (ou oliveira brava), o Medronheiro, os Carvalhos, a Azinheira, o Pinheiro-manso, o Amieiro, o Freixo, o Salgueiro, o castanheiro, o Sobreiro são exemplos de algumas árvores autóctones portuguesas. As florestas autóctones estão mais adaptadas às condições de solo e clima do território, sendo mais resistentes a pragas, doenças e a períodos longos de seca e chuvas intensas, em comparação com as espécies introduzidas. Estas florestas ajudam a manter a fertilidade do espaço rural, o equilíbrio biológico das paisagens e a diversidade dos recursos genéticos. As florestas autóctones são locais de refúgio e reprodução para um grande número de animais autóctones, como por exemplo o Javali, o Lobo Ibérico, a Cegonha-negra, a Águia de bonelli, a Águia-real e o Grifo.

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As principais ameaças às florestas autóctones são os incêndios, pragas, doenças, invasão por espécies não autóctones e cortes prematuros e desordenados. As espécies autóctones apresentam--se como boas alternativas para jardins. E os alunos do CEF de Jardinagem e Espaços Verdes não poderiam deixar de assinalar este dia e sensibilizar a comunidade escolar para o tema. Divulgaram o dia da floresta autóctone através das várias atividades desenvolvidas, numa tentativa de despertar a consciência ambiental de todos, inclusive dos próprios alunos envolvidos. Os alunos deram a conhecer árvores e arbustos autóctones, a história da floresta e a importância da floresta autóctone, enriquecendo desta forma o seu conhecimento e tomando consciência da importância das florestas naturais e da necessidade de proteger as florestas da destruição. As atividades desenvolvidas foram: - Exposição de cartazes sobre a floresta autóctone - Exposição de algumas espécies autóctones - Sementeira de carvalhos (bolotas) na entrada da escola - Dinamização de um jogo cujo objetivo foi a identificação de árvores autóctones - Oferta da espécie Myrtus communis a professores e funcionários da escola (as sementes desta espécie foram colhidas na visita de estudo à Escola secundária de Barcelos no ano letivo anterior, e semeadas pelos alunos na estufa da escola). Alunos do 9º D

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Le VPH, qu’est-ce que c’est ?

Nous avons participé à une conférence sur le thème/sujet « Le Virus Papillome Humain », le dernier 8 novembre, dans la Bibliothèque. Attention : 1. 2.

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parce que certains types de VPH provoquent une infection dans la zone anogénitale, dans les mains et dans les pieds. parce que le virus(VPH) est provoqué par des relations vaginales, orales ou anales, ou lors de contacts intimes avec la peau d'une personne infectée. parce que selon des études, jusqu’à 75% des femmes et des hommes sexuellement actifs parviendront à avoir au moins une infection au VPH pendant leur vie. parce que les deux (2) seules méthodes qui existent pour éviter les risques de contraction d’une infection au VPH ou une autre Infection Transmise Sexuellement (ITS) sont l’utilisation d’un préservatif et la réduction du nombre de partenaires. parce que chez les femmes, le but du test Pap (Papanicolaou) sert à dépister le cancer du col utérin dès ses débuts et de le guérir complètement et chez les hommes, le cancer du pénis est rare et représente moins de 1% (pour cent) des cancers masculins. parce que il y a des symptômes du VPH comme des verrues anogénitales (ou condylomes) et de petites marques sur la peau. parce que chez la femme les verrues peuvent apparaître dans la région de la vulve, les cuisses, l'anus, le rectum, dans le vagin ou dans l'urètre ou le col utérin et chez l’homme sur le pénis, le scrotum, les cuisses, l'anus, le rectum ou dans l'urètre.

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Les élèves de Terminale J (Douzième Année)

Nous avons beaucoup aimé participer à cette conférence, parce que, comme ça, nous sommes mieux informés sur ce type de virus et nous pouvons nous prévenir et éviter de ne pas être infectés. En conclusion, nous pensons que le chercheur Monsieur Sousa, Hugo, un ancien élève de l’école, a expliqué très bien le thème, car il a fait un dialogue très important avec les lycéens.

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AS INCERTEZAS DO ENSINO PROFISSIONAL

“Formar espíritos abertos à diferença cultural e à sã convivência humana configura porventura o desafio mais instante que se coloca a todos os sistemas educativos que não se demitem de afirmar a sua presença activa na construção de uma história de paz e tolerância, num mundo condenado cada vez mais seguramente à explosão da diversidade” Roberto Carneiro in Fundamentos de Educação e da Aprendizagem — 21 ensaios para o século 21

Entre as razões para os alunos optarem pelo ensino profissional destaca-se a preocupação em obter uma qualificação que facilite a sua inserção no mercado de trabalho, conjugando uma formação qualificada com a experiência concreta de trabalho através do estágio. A aquisição de conhecimentos está fortemente interligada com o desempenho de uma profissão, em que a formação assume uma dimensão marcadamente prática. Estes fatores deveriam motivar os alunos a permanecerem na escola e a valorizarem os seus projetos de vida, alicerçados numa formação inicial segura para o seu sucesso profissional e pessoal. O sistema educativo tem cada vez mais, nas sociedades modernas, a difícil tarefa de acompanhar as mudanças sociais, tecnológicas e económicas proporcionando, no contexto escolar, respostas aos jovens que se apresentarão no mercado de trabalho. Ajustam-se, por isso, novos perfis profissionais e escolares, alarga-se o conceito de formação profissional e alteraram-se modelos educativos, exigindo-se ao ensino profissional a principal missão neste âmbito. O ensino secundário que abrange jovens entre os 15 e os 18 anos, confronta-se com um duplo objetivo: por lado, preparar alunos para prosseguir os estudos, assumindo-se como uma etapa intermédia do seu percurso formativo, por outro lado, preparar jovens para ingressar no mundo do trabalho, assumindo-se como etapa terminal da sua formação. Ora, não é tarefa fácil a uma escola conseguir conciliar este duplo objetivo, que as sucessivas reformas educativas têm tentado pôr em prática. Teoricamente poderemos concluir que os dois sistemas têm SCHOL A

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perfis opostos: os alunos do ensino geral motivados para o prosseguimento de estudos, com melhores resultados escolares desde o ensino básico, geralmente, associados a classes mais altas ou, pelo menos, sem grandes dificuldades económicas, e os alunos do ensino profissional com grande motivação para um emprego imediato, com insucesso escolar desde o ensino básico, associados a classes sociais mais baixas ou com dificuldades económicas. Esta divisão, assim apresentada, evidencia que as escolas assumiram, de alguma forma, que os alunos do ensino profissional transportam consigo problemas seja de que ordem for, e os próprios alunos e famílias também começam a encarar este tipo de ensino como desprestigiante relativamente ao ensino secundário regular. Esta ideia, associada, às vantagens apresentadas pelas escolas unicamente com ensino profissional, particularmente ao nível das bolsas concedidas e outros tipos de subsídios, está, no nosso entender, a provocar uma enorme dificuldade de as escolas públicas terem alunos para a quantidade de cursos profissionais que oferecem. Numa outra linha de reflexão, podemos, também, antever que a crise de alunos no ensino profissional se venha a agravar por uma outra razão forte. As mudanças tecnológicas são cada vez mais rápidas e conduzem à permanente alteração das qualificações profissionais necessárias, o que provoca a constante desatualização das competências dos indivíduos. Depois de um período de exigência do trabalho fortemente especializado, assiste-se, hoje, a novos modelos caracterizados pelo trabalho de equipa, pela autonomia e pela flexibilidade, exigindo-se ao trabalhador grande capacidade de adaptação. Uma formação, como a que acontece no ensino profissional, pode revelar-se tanto mais frágil quanto mais especializada. Sendo assim, afigura-se como tarefa essencial do sistema educativo assegurar uma sólida formação geral de base deixando de fazer sentido uma formação profissional muito específica, uma vez que esta vai ter, em termos de mercado de trabalho, uma eficácia muito reduzida. A formação inicial de jovens terá de ter uma base cultural técnico-científica alargada que possibilite a adaptabilidade e a mobilidade exigidas numa sociedade em constante mudança e que prepare não só para o exercício de uma atividade profissional, mas também para a inovação, a iniciativa e a autoaprendizagem permanente.

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Para os empregadores, os trabalhadores, para além de dominarem os saberes de base como ler, escrever e calcular, terão de se caracterizar por capacidades de iniciativa e criatividade, de comunicação e de resolução de novos problemas em diferentes situações, competências para trabalhar em grupo, cooperando com outros, em suma, competências gerais que envolvam hábitos de trabalho e relações interpessoais, para além das competências básicas intelectuais. A formação profissional tem de adaptar-se à evolução do mercado de trabalho, reformulando objetivos e conteúdos, no sentido de assegurar uma leque de competências que facilitem a efetiva inserção dos jovens na vida ativa. Portugal deve para além da formação técnica dos alunos, apostar sobretudo na sua formação social e cultural, mais ampla e consentânea com a diversidade do mundo atual e com a mobilidade exigida pelo mercado de trabalho, nomeadamente ao nível das profissões de nível intermédio.

Bibliografia Carneiro, Roberto, Fundamentos de Educação e da Aprendizagem — 21 ensaios para o século 21,2003 Madeira, Mª Helena, O Ensino Profissional de Jovens, Um Percurso Escolar Diferente para a reconstrução de Projectos de Vida. In Revista Lusófona de Educação, 7, 121-14

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Professor Álvaro Carvalho

Finalmente, perante a «explosão da diversidade» de percursos formativos, os jovens e suas famílias têm cada vez maior necessidade de orientação vocacional, necessidade que contrasta com a ausência de resposta de muitas escolas onde simplesmente não existe qualquer serviço de psicologia capaz de cumprir esta missão. A escolha do curso não tem em conta nem o perfil do aluno, nem a saída profissional mais ajustada à tendência do mercado de trabalho em que o jovem se vai inserir. As escolhas têm de ser alicerçadas em orientações que lhes permitam encarar com otimismo e perspetivas de sucesso a sua formação, caso contrário, continuaremos a assistir à dança de curso, de escolas ou, mesmo, à desistência, ou, ainda, ao arrastar de alunos desmotivados e com problemas sérios de insucesso e indisciplina. Veremos, ainda, neste âmbito, o que nos reserva o ensino obrigatório até aos 18 anos.


O Plano Tecnológico da Educação

Define-se plano como “os processos e recursos que serão coordenados, articulados e alocados para se atingir determinado objetivo”. Partindo desta definição, podemos observar, no site criado pelo governo para o efeito, www.pte.gov.pt, que o objetivo principal do PTE é colocar Portugal como um dos países mais tecnológicos na educação ao nível Europeu. Esse plano tem 3 grandes vertentes: 1º Aumentar a velocidade da Internet nas Escolas para 48MB; 2º Aumentar o rácio computadores/aluno para 2; 3º Certificar os professores em TIC. Da análise a este plano e aos normativos da administração central, nomeadamente o despacho 731/2009 de 7 de Julho, onde se refere, no artigo 2º alínea a), que os objetivos da certificação dos professores em TIC são “…promover a generalização das competências digitais e das competências pedagógicas com o recurso às TIC dos docentes, com vista à generalização de práticas de ensino mais inovadoras e à melhoria das aprendizagens”, verifica-se que o principal objetivo do ME é que os professores utilizem as TIC como apoio à atividade pedagógica. Para a prossecução destes objetivos, o ME, através dos centros de formação, certificou até ao momento 44000 professores, ou seja, cerca de 30% de todos os professores. A questão que se coloca é muito simples: “O ME ter-se-á precipitado ao dotar as escolas de tal número de equipamentos sem antes ter formado os professores?” É que se perguntarmos aos alunos, após 2 anos de terem instalado todos os equipamentos, desde os quadros interativos aos projetores, Internet e SCHOL A

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computadores, se utilizam os computadores regularmente nas aulas, eles responderão perentoriamente que não. A utilização dos computadores é pontual devido a vários motivos, desde a falta de pessoal técnico que faça a manutenção eficaz de tal parque informático, à degradação e alguma vandalização dos equipamentos, até à falta de formação por parte de funcionários, professores e alunos para utilizar esses equipamentos.

na segunda e última lâmpada que veio com os equipamentos. Para além disso, os computadores começam já a dar sinais de cansaço por estarem obsoletos e ainda falta formar cerca de 70% dos professores. Quando tivermos os professores formados, já não teremos os equipamentos, pois cada lâmpada custa 200 euros e as escolas não têm orçamento que permita a sua manutenção. Na minha opinião, para que um projeto desta envergadura tivesse sucesso, seria necessário garantir algumas condições, nomeadamente um

Como coordenador do PTE da Escola, faço um balanço negativo, face ao investimento que foi feito. Em parceria com o centro de formação CEFAEB,

dinamizei ações de formação na escola de forma graciosa e tive o apoio de toda a escola, desde a Direção até aos 50% dos professores que se inscreveram nas ações de formação que tenho proposto. O certo é que os vídeo-projetores com que a escola foi apetrechada já vão

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plano de manutenção. Para além dos aspetos mais técnicos e financeiros que irão inviabilizar e levar ao fracasso de todo este investimento, temos o fator humano. É que mesmo que todos os professores estivessem formados antes de terem dotado as

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escolas destes equipamentos, teriam que dar aos professores tempo e condições para que eles pudessem investir na elaboração de recursos, que são bastante morosos e requerem a disponibilidade de equipamentos informáticos para os produzir. O professor, para além de ter muitas mais horas letivas do que tinha, tem uma carga burocrática muito grande e, entre reuniões e papelada, não lhe sobra tempo para investir na sua formação e para criar materiais pedagógicos interessantes e apoiados nas novas tecnologias.

e cujo orçamento é muitas vezes maior do da maior parte dos filmes. Para meu maior espanto, depois de todo este investimento, assisto indignado, como professor de TIC e como cidadão, ao retirar dessa disciplina no 10º Ano, em 2005, e agora do currículo do 9º ano. Comecei então, como bom português, a tentar justificar tais políticas, vindas de gente mais abençoada que eu. Formamos todos os professores em TIC, logo os alunos não sairão prejudicados, pois irão aprender nas outras disciplinas, principalmente na disciplina de área de projeto. Infelizmente também acabaram com esta disciplina. Então os alunos terão que aprender TIC ao mesmo tempo que aprendem as outras disciplinas, mas pergunto eu: irão aprender todos a mesma coisa? Terão os professores tempo para cumprir os programas, se, para além da elaboração de materiais pedagógicos, que são morosos e normalmente impõem um ritmo menor ao desenvolvimento das aulas, ainda têm que ensinar os alunos a mexer com o rato e no teclado e os truques do Windows e do word?

A outra variável desta função de sucesso seriam supostamente os alunos que iriam passar a usufruir de aulas interessantes com a ajuda das novas tecnologias. No entanto, verifica-se que apesar de gostarem de trabalhar com o quadro interativo, até porque ainda é novidade, certo é que já estão habituados a interações muito mais interessantes que experienciam todos os dias nas consolas de jogos. Será muito difícil a qualquer professor conseguir igualar os efeitos gráficos dos jogos mais fracos que eles costumam jogar, que são feitos por uma equipa mais ou menos numerosa de pessoas

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Para mim, um plano que tornaria sustentável todo o investimento seria aquele que tivesse como objetivo uma verdadeira formação tecnológica dos alunos, no sentido de que, quando saíssem da escola, para além de saber usar as novas tecnologias, as soubessem criar. Isto traria riqueza ao país, sustentando todo este inves-

timento e tornando, de facto, Portugal um país tecnológico. Para a prossecução desse objetivo, seria necessário apostar fortemente na formação tecnológica dos alunos, introduzindo no currículo disciplinas TIC que permitissem essa formação, em vez de as retirar desvalorizando o seu ensino.

Professor Pedro Gonçalves

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Ana Santos, Ana Peixoto, Anabela Cruz, Carla Ferreira (12º D)

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Portugal hoje e amanhã

Torna-se difícil explicar o quão grave é a situação que atravessamos, a situação com que o país em que habitamos se depara. Infelizmente, trata-se apenas de um culminar de erros que foram cometidos por todos nós, erros esses que só agora foram descobertos.

melhor que seja, querendo sempre mais e mais… A repetida falta de investimento na Educação tem vindo a revelar os seus frutos. Há anos que este “pilar central” do país vai perdendo aquilo que tem de melhor. Aqueles que são realmente bons naquilo que fazem não encontram outra opção de vida senão a emigração, uma vez que o país não fornece as infraestruturas necessárias para os tornar bemsucedidos. Assim, torna-se evidente que Portugal necessita de fornecer melhores condições a quem possa lutar pelo país. Felizmente, ainda existem empresas sediadas no nosso país que nos orgulham por serem as melhores naquilo que fazem. Um exemplo claro é o dado pelas Pequenas e Médias Empresas de sucesso, que, como são constituídas por jovens qualificados que fornecem novas ideias, conseguem fazer com

Incrivelmente, a população portuguesa já sabia que, mais tarde ou mais cedo, aquilo que procurou esconder de si mesma se revelaria. Como portugueses que somos, apenas nos limitámos a fazer o que sabemos melhor: viver o presente, esquecer o passado e esperar que alguma entidade superior nos traga um futuro onde seremos todos felizes, com tudo aquilo a que temos direito. Atenção que aquilo a que temos direito é mesmo tudo, porque, dada a nossa forma de viver, não nos conformamos com o que quer que seja, por

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que as exportações sejam a “tábua de salvação” da economia portuguesa.

juventude de alguns deputados e mesmo de altos quadros de chefia de empresas assegura um futuro promissor para todos os que não se conformam e fazem alguma coisa por isso.

Uma outra causa para esta situação é a falta de motivação dos jovens, nomeadamente no que diz respeito à Política e mesmo à Educação. A mentalidade desta geração é muito clara: existe uma indiferença face a ambos os segmentos da sociedade e, muitas vezes, a crítica pela crítica é utilizada para justificar a situação atual, sem se procurar fazer algo que possa inverter a situação. Um outro bom exemplo no nosso país: a

Em suma, Portugal tem potencialidades que podem tornar a crise que vivemos apenas um marco passado que lembraremos. Para superar as dificuldades basta acreditar nas pessoas. Felizmente, ainda há quem dê tudo o que tem para tornar este país um lugar melhor para todos os que nele vivem e que dele dependem. Esses serão, um dia, recompensados…

Bruno Miranda (12º D)

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E NTREVISTA Se deres um peixe a um homem, ele alimentar-se-รก uma vez; se o ensinares a pescar, alimentar-se-รก durante toda a vida. (K u an - T s u )

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Falando com Ana Andrade

Ana Andrade, aluna da nossa escola até ao passado ano letivo, é au tora do romance “Pelas Tuas Mãos”. Editou a obra com 15 anos de idade e não mais será esquecida como um dos alunos mais ilustres que frequentou a nossa Secundária / 3 de Barcelinhos. Estes são “textos carregados de mensagens humanistas que contam a história de um menino angolano que recebe a ajuda de um francês que o ensina a ler” (in JN, 28 de dezembro de 2011). “É o primeiro livro de uma jovem escritora, de apenas quinze anos, que manife sta uma maturidade escritural, um profundo conhecimento emocional e um inquestionável talento para criar pessoas, mundos e vivências.” (Professora Elisabete Gonçalves) Atendendo à impossibilidade de entrevistar a autora de um modo “regular”, devido à sua a ctual vida académica, foi estabelecido contacto recorrendo às novas tecnologias. Desse contacto resul tou um conjunto de perguntas e respos tas que se trascrevem. Pergunta- De onde surgiu esse “gosto” pela escrita?

8º ano me encarregou de fazer uns trabalhos que apelavam mais à criatividade. A partir do momento em que se ntimos que conseguimos expressar as nossas ideias, o gosto está ganho.

RespostaO gosto por qualquer coisa surg e quando somos confrontados com ela. Eu nunca tinha escrito nada só pelo gosto de escrever, até ao momento em que a minha professora de Português do

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Pergunta- Ao Jornal Notícias (18-10-2008),

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de a


professora Elisabete Gonçal ves afirmou que " A Ana não tinha noção de escrever tão bem. Só quando foi obrigada.". Terá sido mesmo uma “obrigação”?

medo de desiludir". Quem temia desiludir? Resposta- Ouvi há dias um professor da faculdade dizer que nenhum homem é indiferente ao que os outros pensam de si, pois essa é a nossa natureza social. Quando isso não acontece, dizia ele, há um distúrbio muito grande n a personalidade. Valorizar a opinião dos outros é algo que nos é intrínseco e, deste modo, eu temia a forma como as pessoas iam reagir. Não sabia lidar com o facto de vir a ser avaliada publica mente por algo que fiz.

Resposta- Na altura assim me pareceu. Os únicos textos que escrevia eram coisas técnicas, relaciona das com as disciplinas; no entanto, a professora Elisa bete, minha professora de Português na altura, queria que fosse mais além, que experimentasse. Seguindo os seus conselhos, comecei a escrever “porque sim” e o prazer surgiu nesse momen to.

Pergunta- Quando, com 15 anos, se edita um livro, a ideia de ser um exemplo para os adolescentes é algo que passa pela cabeça da autora? Resposta- Quando se edita um livro com 15 anos não se está completamente cons ciente das implicações que isso tem. Gosto de pensar que, antes de mais, fiz algo que me deu muito prazer e me ajudou a desenvolver esta forma de comunicação que é a escrita. Se os outros jovens vêm isso como um exemplo não sei, mas, se sim, sinto -me feliz por isso.

Pergunta- Ao mesmo jornal (18-10-2008) foi dito pela Ana que " Temia que dissessem que era uma história para crianças. Que subavaliassem a obra. Tinha

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Pergunta- O que sente uma jovem de 15 anos ao ser confrontada com a pressão de ser lida por amigos,

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familiares, conhecidos mesmo desconhecidos?

e

depois do tempo que passou, vejo todo este processo mais como uma aprendizagem, uma forma de melhorar, de procurar fazer sempre mais e melhor.

Resposta- Um dos meus maiores medos passava precisamente pelo facto de não saber como iam reagir as pessoas que me eram mais próximas: se iam gostar, se não iam. Apesar disso, cedo comecei a entender que o nosso trabalho é sempre valoriza do por aqueles que nos são mais chegados e isso, por si só, já é suficiente para apagar as dúvidas que surgiam inicialmente.

PerguntaQual a importância que teve o Clube da Língua Portuguesa e a Biblioteca da Escola na criação dessa “paixão”, “vontade”, “gosto” pela escrita? Resposta- Teria sido muito difícil, senão impossível, começar a escrever sem que antes tivesse lido muito. São duas coisas que andam quase sempre encadeadas. Nesse aspeto, a Biblioteca da Escola era um dos primeiros sítios a que recorria quando queria ler. É um espaço muito agradá vel, onde o tempo não corre, vai passando. Sem dúvida, uma divisão de que tenho muitas saudades. Relativamente ao Clube, surgiu mais tarde no meu percurso escolar, mas sem pre foi um importante motor dinamizador nesta escola. Aprendi muito e experimen tei novas áreas, como a rádio e a escrita jornalís tica, graças ao Clube.

Pergunta- Qual foi o maior receio antes de publicar o livro? E depois de estar publicado? Resposta- Antes de publicar o livro, temi ser lida, temi o facto de as pessoas irem conhecer as minhas ideias, afinal, estava a expô -las ao longo daquelas páginas; ainda hoje penso por que hão as pessoas de ler alguma coisa escrita por quem ainda não tem a experiência da idade sobre as costas? Depois do livro publicado, as dúvidas permaneceram praticamente as mesmas, mas foram-se dissipando. Com o passar do tempo vamo-nos tornando mais críticos relativamente àquilo que fazemos e começamos a ver as coisas por outros pontos de vista. Agora,

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Pergunta- De onde surgiram o Kudijimbe, Jean-Luke e as outras personagens da obra? Correspondem a alguma imagem de alguém

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real ou são imaginárias?

totalmente

do próprio pensamento. Sem limitações.

Resposta- São totalmente imaginárias. Pessoas que eu teria muito prazer em conhecer se existissem.

Pergunta- Sei que o apoio da família é um fator importante no apoio à concretização dos nossos objetivos. Este foi um elemento importante no caso de “Pelas tuas mãos”?

Obviamente têm características que aprecio ou que valorizo, e outras que nem tanto, mas surgiram de uma construção; aliás, a sua personalidade foi sendo moldada à medida que a história evoluía.

Resposta- Este livro é devido à minha família em todos os aspetos, não só pelo facto de me terem criado e educado, de me terem tornado naquilo que sou, mas também porque sempre me incentivaram a investir em mim, a ambicionar mais. Desta forma, eles consti tuem um pilar fundamental, na medida em que me encorajaram sempre a prosseguir e a publicar o livro, ao mesmo tempo que souberam respeitar as minhas limitações.

PerguntaPorquê um romance e não outro géne ro literário? Resposta- Não foi algo pensado, as coisas foram surgindo naturalmente. Mas julgo que não errarei se disser que escrevemos aqui lo que estamos habituados a ler e, no meu caso, foi isso que aconteceu: lia muitos romances. Pergunta- Porquê a prosa e não a poesia?

Pergunta- O tí tulo surgiu antes ou depois de escrito o romance?

Resposta- Apesar de gostar tanto da prosa como da poesia, reconheço que me agrada bastante a prosa poética. Penso que na hora de escrever não impomos essas limitações a nós próprios. Antes de fazer alguma coisa não penso: “vai ser um poema” ou “vou escrever um texto”. Os pensamentos vão fluindo e a escrita su rge por extensão

Resposta- O título foi a última coisa a surgir, até porque houve várias versões antes da final. No início não me parecia uma peça importante, por isso atribui lhe um papel secundário. Só depois do livro escrito, aquando da publicação, é que surgiu a ideia de “Pelas Tuas Mãos”, título esse construído por pessoas che gadas, que acompanharam

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desde o odisseia.

início

toda

esta

que se faça implica sempre esforço, tempo e trabalho.

Pergunta“Pelas tuas mãos”. Pelas mãos de quem?

PerguntaDepois do sucesso da primeira obra, existe já uma segunda a caminho? Se sim, será outro romance ou outro género diferente?

RespostaInicialmente, pelas minhas mãos, que o criei; agora, pelas mãos de quem o quiser ler.

Resposta- Desde o momento em que o primeiro romance surgiu que muitas mais coisas foram sendo feitas. Entretanto fiz muitas outras coisas e experimentei novas formas de escrita. Escrever não tem de ser só livros e, nesse aspeto, a nossa escola sempre ofereceu muitos espaços aos alunos para se expressarem.

Pergunta- I ncentivaria um amigo ou amiga a publica r um livro, sabendo o caminho que tem de percorrer até à realização desse objetivo? RespostaIncentivaria qualquer pessoa a criar, a escrever e, claro, se esse fosse o seu desejo, a publicá-lo. Não é só na escrita que o caminho a percorrer é complicado, qualquer escolha de vida

Sempre me senti privilegia da por ter crescido num espaço assim, onde os talentos são valorizados e estimulados.

Um agradecimento muito especial à Ana Andrade pela diligência e disponibilidade. Esperemos que este seja um exemplo motivador para todos aqueles que escrevem ou pensam vir a escrever e que não sabem se devem assumir o risco de se dar a ler a toda a gente. Criar não é um risco, é uma opção de vida.

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NAO (N OVO A CORDO O RTOGRテ:ICO ) Um livro テゥ um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive. (P ad re Ant テウ nio V iei r a)

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Novo acordo ortográfico

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

I - O alfabeto

- As letras K, W e Y empregam-se: 1- nos nomes de pessoas (antropónimos) de ori -

gem estrangeira e seus derivados. Kant – kantiano Darwin – darwinismo Byron – byroniano 2- nos nomes de localidades estrangeira e seus derivados.

(topónimos)

de

origem

Kosovo – kosovar Washington – washingtoniano Yorshire – yorkshiriano 3- nas siglas, símbolos e unidades de medida internacionais. Kg (quilograma) Km (quilómetro) WC (water closet) WWW (world wide web)

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4- nas palavras de origem estrangeira de uso corrente. kart, kung fu windsurf playstation, yoga

II - Maiúsculas e minúsculas

A letra minúscula inicial é, agora, empre gue:

1- nos meses do ano. janeiro, fevereiro, março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro, outubro, novembro, dezembro 2- nas estações do ano. primavera, verão, outono, inverno 3- nos pontos cardeais, colaterais e subcolaterais. norte, sul, este, oeste, noroeste, sudeste, sueste, sudoeste, és-nordeste, és-sudeste, és-sueste, nor-noroeste, nor nordeste,oés-noroeste, oés-sudoeste, su-sudeste, su-sueste, su-sudoeste N ot a : Q u an d o s e u s am a s re sp et iva s a b revi at u ra s o u s e r ef e rem a u ma regi ão o u z on a , es cr ev em - se c om let ra m aiú sc ula . E xem plo : O N o rt e é m ui t o m ont anh o s o.

- O emprego de minúsculas ou de maiúsculas é facultativo nos casos seguintes : 1- nas disciplinas escolares, cursos e domínios do saber. língua portuguesa ou Língua Portuguesa matemática ou Matemática

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2- na designação de vias, lugares públicos, templos ou edifícios. igreja ou Igreja dos Franciscanos rua ou Rua Augusta avenida ou Avenida dos Aliados templo ou Templo de Jerusalém torre ou Torre dos Clérigos palácio ou Palácio de Belém 3- nas formas de tratamento e dignidades. rainha santa isabel ou Rainha Santa Isabel senhor doutor ou Senhor Doutor exmo. Senhor ou Exmo. Senhor 4- nos títulos de livros ou obras de arte, exceto o primeiro elemento e os nomes próprios que se grafam com maiúscula inicial. O menino no espelho ou O Menino no Espelho A última ceia ou A Última Ceia

III – Acentuação

Alguns acentos gráficos deixam de ser usados e outros passam a ter uso facultativo.

- Escrevem-se sem acento gráfico : 1- As palavras graves com ditongo oi. asteróide > asteroide heróico > heroico jóia > joia bóia > boia jibóia > jiboia N ot a : C on t i n ua a a cen t u ar - se o dit o ng o o i das p alav ra s a gu da s e d os mo no s sí l ab o s . E xem plo : h er ói , dói .

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2- as formas verbais graves terminadas em -êem. crêem > creem dêem > deem relêem > releem vêem > veem descrêem > descreem lêem > leem revêem > reveem N ot a : C on t i n u a a ac en t ua r - se : cr ê, de s crê, l ê, rel ê; (el e ) ret ém , i nt ervém ; ( el e s ) t êm , v êm , i nt ervêm , r et êm .

3- as palavras graves homófonas de palavras com vogal tónica aberta ou fechada. pára (forma do verbo parar) > para; para (preposição) pélo (forma do verbo pelar ) > pelo; pêlo (nome) > pelo; pelo (contração de por + o) péla (forma do v erbo pelar ) > pela; péla (nome) > pela; pela (contração de por + a) N ot a : M an t ém - s e o a cen t o : no ve rb o p o de r, n o p ret é ri t o pe rf ei t o d o i ndi cati vo, n a 3ª p es s oa d o si ngula r (p ô de ) e na di st i n ção en t r e pôr ( v erb o ) e por (p r ep osi çã o ).

4- os verbos arguir e redarguir. argúis, argúi, argúem > arguis, argui, arguem, redargúis, redargúi, redargúem > redarguis, redargui, redarguem - O acento gráfico é facultativo nos seguintes casos : 1- nas formas verbais terminadas em -ámos (pretérito perfeito do indicativo). estudámos ou estudamos conversámos ou conversamos

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2- na forma do verbo dar. dêmos ou demos As consoantes mudas (ou não IV - Consoantes mudas articuladas) são eliminadas. No entanto, nos casos em que há oscilação entre a pronúncia e o emudecimento, aceitam -se as duas grafias . As sequências consonânticas articuladas (ou pronunciadas) mantêm-se, pelo que há palavras com as mesmas sequências consonânticas cuja grafia se altera e ou tras em que se mantém. 1- Elimina-se o c mudo nas sequências consonânticas cc, cç e ct. accionar > acionar coleccionar > colecionar direccional > direcional fraccionar > fracionar leccionar > lecionar seleccionar > selecionar acção > ação colecção > coleção direcção > direção fracção > fração injecção > injeção selecção > seleção actual > atual adjectivo > adjetivo colectivo > coletivo directo > direto electricidade > eletricidade objecto > objeto 2- Elimina-se o p mudo nas sequências consonântica pc, pç e pt. anticoncepcional decepcionar excepcional percepcionar recepcionista

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anticoncecional dececionar excecional percecionar rececionista

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acepção > aceção adopção > adoção decepção > deceção excepção > exceção recepção > receção adoptar > adotar baptizar > batizar Egipto > Egito óptimo > ótimo susceptível > suscetível 3- Quando o p é eliminado n as sequências consonânticas mpc, mpç e mpt, o m passa a n. assumpção > assunção peremptório > perentório 4- Mantém-se. compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, adepto, apto, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto. 5- Aceita-se dupla grafia. aritmética ou arimética ceptro ou cetro decepcionar ou dececionar facto ou fato indemnizar ou indenizar infeccioso ou infecioso insecticida ou inseticida sector ou setor subtil ou sutil N ot a : Trat an d o - s e o h de u m diac rít ic o s em q ualq u er val o r f o né t ico e m port ug u ê s , e st e n ão de sap a rec e c om o n ov o ac o rd o o rt og rá fi co .

- Não se usa o hífen nos seguintes casos :

V – Hífen

1- na ligação de preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver. hei-de > hei de

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hás-de há-de heis-de hão-de

> > > >

hás de há de heis de hão de

2- nos compostos em relação aos quais se perdeu a noção de composição. manda-chuva > mandachuva pára-quedas > paraquedas 3- nas palavras com prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal quando o segundo elemento c omeça por r ou s, sendo que estas consoantes duplicam. auto-retrato anti-racismo contra-regra anti-social contra-senso mini-saia

> > > > > >

autorretrato antirracismo contrarregra antissocial contrassenso minissaia

4- nas palavras formadas com prefixos ( ou falsos prefixos) terminados em vogal quando o segundo elemento começa por uma vogal diferente. auto-avaliação auto-estrada contra-indicação infra-estrutura

> > > >

autoavaliação autoestrada contraindicação infraestrutura

5- nas palavras formadas com o prefixo co-, mesmo quando o segundo elemento começa por o. co-administração > coadministração co-produtor > coprodutor co-ocorrência > coocorrência 6- na maior parte das locuções. cão-de-guarda > cão de guarda cor-de-vinho > cor de vinho fim-de-semana > fim de semana

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N ot a : exc et ua m - se o s ca s os de d e sign açõ e s c on sag rad as pelo u s o co m o : ág ua - d e- c ol ón i a, cor - de- r osa, sac o - rot o, m ai s - qu e- pe rf ei to, pé - dem ei a, q uei m a - ro up a , ti o - av ô, t rabal had or - est ud ant e, f lo r - d e- f landr es, és- s ue st e .

- Emprega-se o hífen: 1- nos compostos que designam espécies botânicas ou zoológicas. beija-flor bem-me-quer feijão-frade 2- com os prefixos circum- e pan- quando o segundo elemento começa por vogal h, m ou n. circum-escola circum-navegação pan-americano pan-helénico 3- com os prefixos (ou falsos prefixos) terminados em consoante quando o elemento seguinte começa por uma consoante igual. hiper-realista super-resistente inter-regional 4- nas palavras com os prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal quando o segundo element o começa pela mesma vogal. anti-inflamatório infra-axilar micro-ondas 5- quando o elemento seguinte começa por h. anti-herói sobre-humano

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super-homem 6- com os prefixos além-, aquém-, ex-, pós-, pré-, pró-, recém-, sem-, vice-. além-fronteiras além-túmulo aquém-mar ex-aluno ex-presidente pós-graduação pré-natal pró-desarmamento 7- com o prefixo sub- quando a palavra seguinte começa por r. sub-região sub-regional 8- nos compostos que têm palavras iguais ou idênticas, sem qualquer elemento de ligação. reco-reco zum-zum tique-taque pingue-pongue

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A TIVIDADES

Educai as crianรงas e nรฃo serรก preciso castigar os homens. (P it รกg or as )

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Comemoração dos 25 anos da Escola Secundária de Barcelinhos

A Escola Secundária de Barcelinhos comemora este ano 25 anos de existência, sob o lema: “25 anos a criar identidades”.

A Comissão responsável pelas comemorações, em colaboração com a direção e a comunidade educativa, propuseram-se desenvolver ao longo do presente ano letivo, um conjunto de atividades evocativas desta efeméride. Assim, primeira atividade realizou-se no dia 30 de Setembro de 2011, pelas 21 horas, no Pavilhão Gimnodesportivo, devidamente engalanado, com a Cerimónia de abertura oficial das comemorações, a qual contou com a presença de várias entidades convidadas, afins da escola. Constou duma receção a todos os convidados: entidades oficiais e locais, antigos professores, alunos e funcionários, bem como quase todos aqueles que presidiram aos destinos desta escola. Num segundo momento, o atual Diretor da Escola, Dr. António Carvalho, fez uma breve alusão a esta efeméride, ao prestígio e desenvolvimento da escola, bem como ao sucesso de todos os que por ela passaram. De seguida, a Presidente da Comissão Instaladora, Dr.ª Maria da Conceição Machado, recordou os momentos atribulados e as boas recordações que levou desta escola.

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Também o antigo Presidente do Conselho Diretivo, Engenheiro Carlos Neto, relembrou com nostalgia os tempos em que presidiu aos destinos desta escola e o seu entusiasmo com que se dedicou ao início da informatização desta escola. Os antigos alunos, também eles presentes em grande número, prestaram homenagem à escola na figura do Dr. Joel Sá, que se propôs relembrar muitas lutas que a escola encetou com a ajuda das Associações de Estudantes, sobretudo no que tocava à melhoria dos acessos, na construção da cantina e do Pavilhão Gimnodesportivo. Salientou ainda, as boas recordações de muitos alunos que ainda guardam desta escola e o início do Basquete Cube de Barcelos. Uma das figuras emblemáticas desta escola, o Senhor Domingos Sousa, Encarregado do pessoal e funcionário desta escola, desde a abertura, deu o seu testemunho e enalteceu a educação e os valores que se foram preservando nesta comunidade, nestes 25 anos, nos quais a escola cresceu, desenvolveu-se e se transformou. A Dr.ª Armandina Saleiro, responsável da Câmara Municipal de Barcelos pela cultura e educação e em representação do Município, fez uma breve alusão à importância e ao papel desempenhado pela escola em prol da educação e da cultura no município, nomeadamente a nível das suas publicações.

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Como conclusão, a Dr.ª Maria Helena Trigueiros Reis, leu um texto evocativo, escrito e publicado na revista Schola, da autoria da professora Beatriz Bachá, fazendo eco da sua passagem pela ES/3 de Barcelinhos, com saudade e nostalgia da paisagem e do ambiente. De salientar ainda que esta cerimónia, também teve a participação e colaboração dos alunos atuais, nomeadamente do Curso Profissional de Turismo e Animação Sociocultural, na receção aos convidados e participantes; a apresentação feita pela aluna do 12º ano – Mónica Áspra e a participação dos alunos Tiago Araújo, Adriana Ferreira, Lídia Azevedo e Ana Neco que abrilhantaram esta cerimónia com as suas músicas e um hino da escola. Num terceiro momento seguiu-se um jantar convívio com a presença de muitos convidados, um grande número de antigos professores, funcioná-

rios e alunos, o qual se prolongou pela noite dentro, com muitas emoções e reencontros, revividos com alegria, entusiasmo e amizade que se pretende que perdure.

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Palestra de Hugo Sousa

Dentro do espírito destas comemorações, de trazer à escola antigos elementos desta comu-

nidade, que se destacam pelo seu valor, foi convidado o exaluno, o Dr. Hugo Sousa, o qual proferiu uma conferência sobre o tema “HPV: ajudar a esclarecer e a desmistificar”, no passado, dia 8 de Novembro de 2011, na Biblioteca da Escola, a qual contou com a presença de muitos alunos e professores, despertando um grande interesse e curiosidade, em todos os presentes. Teve como intuito reconhecer o mérito e o grande apreço desta comunidade, por um dos alunos, que tem tido uma carreira brilhante ligada à saúde, mais concretamente na área da investigação.

Magusto

A Associação de Pais da Escola, em colaboração com a Direção executiva, promoveu no passado no dia de 11 de Novembro, a realização de um Magusto, para festejar o dia de S. Martinho, no qual participaram elementos desta comunidade educativa: pais, alunos, funcionários e professores.

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Exposições

Decorreu, na semana de 12 a 16 de Dezembro, uma exposição, na Biblioteca/CRE, de fotografia intitulada “Com vida, sem cor”, cujo o objetivo se prendia com a captação de imagens do dia a dia da escola, na atualidade, “vida e cor à escola”.

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Estes trabalhos fotográficos relacionados com a atualidade desta comunidade, foram da responsabilidade dos professores João Sobrosa e Artur Loureiro. Atualmente, decorre uma exposição intitulada “ A imprensa na escola, a escola na imprensa” e tem como objetivo relembrar todas as publicações –

jornais escolares, revistas, livros publicados pela escola ou por elementos desta comunidade, desde a sua fundação até aos dias de hoje. Por outro lado, a outra vertente da exposição, relembra um conjunto de notícias publicadas na imprensa regional e nacional, sobre os mais variados assuntos, nestes 25 anos.

Ceia de Natal

Realizou-se também no passado dia 20 de Dezembro de 2011, a 25ª Ceia de Natal, a qual contou como sempre com um grande número de participantes e antigos elementos desta comunidade: do órgão de

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gestão, da Associação de Pais e Encarregados de educação, funcionários e professores. Foi servida uma lauta refeição, confecionada pelas nossas cozinheiras, a qual foi muito apreciada, seguindo-se momentos muito animados de dança e karaoke, pelo resto da noite. Estão ainda previstas um conjunto de atividades a decorrer durante o presente ano lectivo, nomeadamente, Cartazes sobre a Escola, Dia Aberto (convívio e homenagem a antigos professores, alunos e funcionários), publicação alusiva aos 25 anos da escola; publicação de contos inéditos, Sarau Cultural e Tertúlia, Teatro e Missa de homenagem a todos os falecidos que pertenceram a esta comunidade.

Direção Executiva da Escola

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Parlamento dos jovens

A nossa escola inscreveu-se na iniciativa da Assembleia da República, tendo a vista a prossecução dos objetivos do programa: — Educar para a cidadania, estimulando o gosto pela participação cívica e política. Dar a conhecer a Assembleia da República e as regras do debate parlamentar. — Promover o debate democrático, o respeito pela diversidade de opiniões e pelas regras de formação das decisões. — Incentivar a reflexão e debate sobre um tema, definido anualmente. Proporcionar a experiência de participação em processos eleitorais. Estimular a capacidade de expressão e argumentação. O tema Redes Sociais: Participação e Cidadania do programa Parlamento dos Jovens mostrou-se bastante atrativo para muitos jovens da nossa escola. O programa foi implementado de acordo com as orientações da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura a quem compete acompanhar a execução do programa Parlamento dos Jovens. Com vista à eleição de deputados à Sessão Escolar, foram surgindo inscrições de grupos de alunos que se constituíram em listas para participarem no processo eleitoral.

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Num curto espaço de tempo tínhamos, na disputa eleitoral, 12 listas e a intervenção direta de 120 alunos de todos os níveis do Ensino Secundário. A campanha eleitoral constituiu uma lição de cidadania e participação cívica que pode servir de exemplo para os mais velhos. O simulacro da Sessão Escolar realizado no Auditório da Câmara Municipal de Barcelos foi a ilustração da convivialidade cívica e democrática entre os nossos alunos. Tivemos o grato prazer de vermos os alunos da Escola Secundária de Barcelos e da Escola Secundária / 3 de Barcelinhos confrontando ideias na apresentação e defesa dos seus ponto de vista. Os nossos distintos convidados emprestaram um brilho e nível às intervenções produzidas que acabaram por contagiar todo o auditório. Tivemos o grato prazer de contar com a presença do ilustre deputado da Assembleia da República Dr. Nuno Reis, Dra. Armandina Saleiro Vereadora da Educação e da Cultura e também em representação do Exmo. Sr. Presidente da Câmara de Barcelos, Dra. Glória Teixeira, Diretora do IPJ de Braga, Dra. Helena Trigueiros, Exmo. Sr. Tenente Pino do Comando da GNR de Barcelos, Dr. Jorge Saleiro, Diretor da Escola Secundária de Barcelos e Dr. António Gonçalves Carvalho, Diretor da Escola Secundária /3 de Barcelinhos. O Coordenador do programa Parlamento dos Jovens procedeu ao ordenamento das 12 listas, confirmando as presenças. Após dar posse ao Jovens Deputados, o Dr. Joaquim Costa solicitou ao Exmo. Sr. Deputado Dr. Nuno Reis que assumisse a condução dos trabalhos, assumindo a presidência da assembleia.

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As diversas listas, através dos seus representantes, apresentaram as suas medidas, tendo em conta o tema proposto “Redes Sociais: Participação e Cidadania”. Seguiu-se um período de interpelações e de esclarecimentos. Viveram-se momentos de aprendizagem cívica e democrática de inexcedível qualidade e importância para os jovens intervenientes e “público”. O auditório teve lotação esgotada. A eleição, no dia 20 de Janeiro, dos deputados à Sessão Escolar para aprovação de um Projeto de Recomendação da Escola e eleição dos respetivos representantes às Sessões a nível distrital ou regional decorreu de forma excecional. Os alunos envolveram-se numa campanha eleitoral exemplar e numa votação muito concorrida. A Sessão Escolar realizada no dia 23 de Janeiro decorreu num ambiente de disputa democrática e traduziu-se numa lição de democracia para todos nós. Ficou o registo de uma jornada parlamentar fantástica. Foram aprovadas as medidas de recomendação da nossa escola. Foram eleitos por voto secreto os elementos efetivos e suplente que vão defender a proposta final da Escola na Sessão Distrital em 13 de Março próximo. Foram ainda designados os alunos concorrentes ao Euroscola.

Coordenador do Programa Parlamento dos Jovens Joaquim Dias Costa

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Dia mundial da filosofia

Nós, 10ºB, participantes no Dia Mundial da Filosofia, organizado pelo professor Ernesto, que teve lugar na Escola Secundaria/3 de Barcelinhos, no dia 17 de novembro 2011, cons tatam os que os problemas de que trata a filosofia são os problemas da vida e da existência dos homens considerados universalmente.

Entendemos que a reflexão filosófica pode e deve contribuir para a compreensão e a orientação das preocupações humanas; consideramos que a atividade filosófica, a filosofia faz -se unicamente com o pensamento, não retira nenhuma ideia à livre discussão, que se esforça por precisar as definições exatas das noções utilizadas, verificar a validade dos raciocínios, examinar com atenção os SCHOL A

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argumentos dos outros, permite a cada um aprender a pensar por si mesmo; sublinhamos que o ensino filosófico f avorece a abertura de espírito, a responsabilidade cívica, a compreensão e a tolerância entre os indivíduos e entre os grupos. Reafirmamos que a educação filosófica, forma espíritos livres e reflexivos, capazes de resistir às diversas formas de propaganda, de fanatismo, de exclusão e de intolerância, e prepara cada um para assumir as suas responsabilidades perante as grandes interrogações contemporâneas. Declaramos: Uma atividade filosófica livre deve ser garantida a todos os indivíduos, em toda a parte, sob todas as formas e em todos os lugares onde se possa exercer.

Alunos da turma do 10ºB

O ensino filosófico livre deve ser preservado ou alargado onde já existe, deve ser criado onde ainda não existe, e deve ser nomeado explicitamente «filosofia».

A atividade filosófica, como prática livre da reflexão, não pode considerar nenhuma verdade como definitivamente adquirida e incit a a respeitar as convicções de cada um .

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O Curso CEF de Jardinagem

Reutilizar…

Aos alunos do CEF de Jardinagem e Espaços Verdes foi-lhes proposto um desafio na disciplina de Instalação de Jardins e Relvados. Esse desafio consistiu em desenhar um recipiente/objeto do quotidiano que servisse de floreira/vaso. Teriam também de escolher duas espécies de plantas para esse recipiente com exigências iguais quanto ao solo, à rega e à localização. Nesta atividade surgiram muitas ideias interessantes de como reutilizar materiais que seriam resíduos, pouco amigos do ambiente, nomeadamente regadores, botas, troncos de árvores, baldes, pneus, barris cortados ao meio, garrafões de água, aquários e canecas. Estes materiais que teriam terminado a sua vida útil podem dar mais vida aos nossos jardins, terraços e varandas. Estes são alguns dos trabalhos apresentados pelos alunos.

Ana Catarina Ferreira N.º 1 9º D

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Cátia Alves N.º 4 9º D

Luís Remelhe N.º 10 9º D

Rui Silva N.º 13 9º D

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Visitas de estudo

Às oficinas dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Barcelos

No dia 31 de Outubro de 2011, a turma de Cef de Jardinagem e Espaços Verdes, realizou uma visita de estudo às oficinas dos Espaços Verdes da Câmara Municipal de Barcelos.

Ao Pavilhão da Água “No dia 16 de Novembro, pelas 9 h partimos para o Pavilhão da Água, quando lá chegamos, tinham bastantes atividades, começamos por ver um filme, sobre o ciclo da água.”

Aos Jardins de Serralves “No dia 16 de Novembro, fomos aos jardins de Serralves. Quando chegamos fomos ver o mapa dos jardins, e seguidamente fomos ver os jardins.”

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Vasos, plantas e criatividade…

No âmbito da disciplina de Instalação de Jardins e Relvados os alunos do CEF de Jardinagem e Espaços Verdes prepararam floreiras com plantas de interior e na época Natalícia prepararam arranjos de Natal em vasos.

Todos estes trabalhos foram colocados em diversos locais da escola, nomeadamente na biblioteca, secretaria, salas de aula, sala dos professores, sala dos funcionários, etc.

Alunos do 9º D

Pneus com plantas

Para os que ainda acreditam que precisam de vasos caros para fazer um jardim interessante, apresentamos este projeto desenvolvido pelos alunos do CEF de Jardinagem e Espaços Verdes nas aulas de Instalação de Jardins e Relvados. Pneus antigos pintados com cores vivas e sobrepostos

criam uma estrutura lindíssima. São ideias simples, originais, bonitas e capazes de estimular artistas, ambientalistas e pessoas em geral a minimizar o problema do lixo. Com certeza o planeta agradece.

Alunos do 9º D

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Duas turmas / Um projeto

As turmas do CEF de Jardinagem e Espaços Verdes e do 12ºH do Curso Profissional de Animador Sociocultural realizaram um projeto, em conjunto, nos dias 11 e 18 de janeiro de 2012. As alunas do 12ºH, aplicando conteúdos do módulo 10, “Práticas de Animação Sociocultural III”, da disciplina de Animação Sociocultural, implementaram duas aulas, na turma do CEF, com conteúdos programáticos da disciplina de Ciências Naturais, do módulo 4 “O Organismo Humano é um Sistema”. Pensamos que este projeto foi bem-sucedido, pois os alunos do CEF interiorizaram os conteúdos abordados em contexto de sala de aula e as alunas do 12ºH investigaram, implementaram e analisaram os diferentes recursos disponíveis numa avaliação de projetos (ficha diagnóstica, ficha de avaliação final, autoavaliação e heteroavaliação). Este projeto foi muito enriquecedor para todos os intervenientes, alunos da turma do CEF, alunas do 12ºH e professoras Paula Ganho e Paula Queiroga. Cada um dos participantes contribuiu de uma forma decisiva para o sucesso deste projeto. Formamos uma verdadeira equipa de trabalho colaborativo.

Professoras: Paula Ganho e Paula Queiroga

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Campanha de Solidariedade para a APAC

Na nossa escola, os valores da Solidariedade e de Comunidade são vividos intensamente e continuam ativos, mesmo após a comemoração do ano internacional do voluntariado (2011). Por esse motivo, mais uma vez, os alunos da nossa escola – este ano do 10ºF Curso de Humanidades e do 11ºI Curso Profissional de Animador Sociocultural – desenvolveram um conjunto de iniciativas para comemorar o dia internacional dos direitos da criança, entre as quais uma palestra (22 de novembro) e uma exposição sobre os direitos da criança, assim como uma campanha de recolha de alimentos, roupas e brinquedos para a APAC (Associação de Pais e Amigos das Crianças) sediada em Barcelos.

Esta instituição, com mais de 15 anos de existência, abrange um serviço de 500 utentes, tendo como missão apoiar, capacitar e (re)habilitar as crianças, jovens e famílias com vulnerabilidades, sejam no âmbito da deficiência, problemas no desenvolvimento ou em risco de exclusão social. Para os nossos alunos a palavra solidariedade não é uma palavra vã. Gostam de dinamizar ações para ajudar os que vivem com maiores dificuldades. Com espírito empreendedor e solidário realizaram uma campanha que decorreu entre os dias 21 de novembro e 9 de dezembro e que foi divulgada através de comunicados pelas diversas turmas e pela colocação de cartazes e de uma faixa.

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Projeto das turmas: 10ºF e 11ºI

As contribuições recebidas foram muito significativas, foram recolhidos muitos quilos de alimentos essenciais e de roupas que foram muito úteis para quem deles necessita. Também foram doados brinquedos para alegrar a época natalícia e colocar um sorriso na boca de muitas crianças que foram retiradas às suas famílias por não verem os seus direitos de criança respeitados e cuja casa de acolhimento pretende dar um pouco de alegria e de conforto. Estamos convictos de que esta recolha foi muito importante para os destinatários que agradeceram o empenho e generosidade de todos.


O PNL e a Escola Secundária de Barcelinhos Pablo Neruda “E sc ri bi r es f áci l : s e em pi eza c om un a let ra m ay ú sc ul a y se t erm i n a com un pu n t o f i nal. E n el m edi o col oc an se las i de as .”

Cada dia, desenovelado numa azáfama entre os corredores e as salas de aula, compassada pelos estrídulos da campainha numa pau ta de ideias, cruza -se com o recatado espaço da biblioteca, donde manam outros mundos por descobrir, apontando sonhos imperiosos. Aceite acompanhar -nos à biblioteca.

Equipa da Biblioteca

Talvez por ser um espaço agradável que proporciona momentos únicos, presenteia os frequentadores com oportunidades de participar nas atividades que por lá vão queimando a rotina dos dias. Estas, porque envolvem toda a comunidade escolar de fo rma ativa, acolhedora e também exigente, despertam dos universos adormecidos a leitura e a escrita, que o PNL propõe, preenchendo as suas apetências , iniciando a busca… do homem, da vida, do mundo. Assim se hão de cons truir na aventura os artífices do sonh o … A escrita, gerada pela leitura, verte na página em branco a vida e importa o fascínio e a excitação da leitura. Nesta missão, o escrevente tem o privilégio de poder escolher as cores que vão marcar as memórias nas páginas em branco, planear trajetos, definir universos e apresentar emoções e sentimentos. Adianta-se, fácil, a maiúscula inicial sugerida por Neruda, a adivinhar momentos aprazíveis, segue -selhe a cadência reticente, difícil, acumulando pedra sobre pedra até ao ponto…

Para quem escreve, a ânsia pelo ponto final; para nós, a vontade de começar, lado a lado, o alinhavo cons tante dum caminho. Ponto a ponto… Pontuamos… com muito gos to! SCHOL A

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A TIVIDADE DESPORTIVA

Não se assinala o caminho apontando -o com o dedo, mas sim caminhando à frente. (Pr o vér bi o M ac u a – M oça mbiq u e )

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IMPORTÂNCIA DO NÚCLEO DE ESTÁGIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA NA ESCOLA

A UTO R A : M ari a Si l vi n a C o elh o E st e ve s – E st ev es , M .S .C . – M est ra n da em E n si no da E du caçã o Fí s i ca n os E n sin o s Bá sic o e Se c undá ri o – F ac ul d ad e d e De sp or t o d a Uni ve rsi dad e d o P ort o .

RESUMO Este es tudo pretendeu perceber e compreender a perceção dos professores sobre a Importância do Núcleo de Estágio de Educação Física e o seu impacto na Escola. A amos tra foi composta por 12 professores e por dois estudantes estagiários de Educação Física que lecionam na Escola Secundária/3 de Barcelinhos. Professores e estudantes estagiários responderam a uma entrevista, elaborada pela própria autora do estudo, q uanto à Importância do Núcleo de Estágio de Educação Física na Escola. Os resul tados demonstraram que a relação entre estudantes estagiários era boa (29%), muito boa (57%) ou excelente (14%) e que os professores consideravam o Núcleo de Estágio importante ou muito importante, tanto para os professores (57% importante e 43% muito importante), como para os alunos (43% importante e 57% muito im portante) e para a estrutura escolar (50% importante e 43% muito importante). Consideraram pouco importante o Núcleo d e Estágio junto da estru tura escolar 7% dos participantes. Os resultados demonstraram ainda que os entrevistados consideram haver semelhanças e diferenças (tanto pela positiva como pela negativa) entre professores e estudantes estagiários. Verifica -se assim que a criação e implementação de Núcleos de Estágio de Educação Física nas escolas é importante tanto para professores como para alunos e para a própria estru tura escolar.

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1.

Introdução

Este estudo enquadra-se no âmbito da importância da inclusão de um grupo jovem num meio constituído por pessoas mais experientes, mais concretamente no âmbito da importância de um Núcleo de Estágio de Educação Física na Escola. Embora exista alguma literatura com informação relativa à inclusão dos jovens num grupo, assim co mo à inclusão de um grupo noutro e aos processos de aculturação, não existe ainda muita informação em relação ao tema concreto do impacto e importância de um Núcleo de Estágio de Educação Física na Escola. É essa fal ta de informação, associada à importânci a do tem a em si que tornam este estudo pertinente. Os objetivos deste estudo passam então por promover uma reflexão sobre a Importância do Núcleo de Estágio de Educação Física na Escola, composto por três estudantes estagiários e sendo um deles a autora do estudo, focando-se em três aspetos essenciais: relação entre professores e estagiários, importância dos estagiários junto de professores, alunos e estrutura escolar vista pelos professores e semelhanças e diferenças entre estagiários e professores de educação física. Para Morais e Mendonça (2008) um jovem transforma um grupo pela sua dinâmica e pela sua forma de estar. Estes quando são recrutados, trazem sempre muita vontade e vêm pôr em causa a acomodação das pessoas que estão aqui há mais tempo. Os mesmo s autores afirmam que é um erro não apostar na juventude, mas, os jovens têm que perceber que é preciso arregaçar as mangas, dar duro, vencer obs táculos, contornar problemas e aceitar que o mercado de trabalho e a avidez social são muito exigentes. Além deste tipo de vantagens trazidas pelos jovens a um grupo, eles trazem também rigor na planificação das aulas e dinamismo para envolver os alunos mais passivos em várias atividades (Sariçoban e Bariskan, 2005). “Quem melhor que um jovem para incorporar a noç ão de risco permanente? Quem melhor que um jovem para estar disposto a crescer profissionalmente associado a um projeto

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aliciante? Quem melhor que um jovem para impor dinamismo e irreverência à organização? (Morais e Mendonça, 2008). No passado, a grande m aioria das pessoas passava toda a sua vida num só sistema cul tural, não tendo virtualmente contacto com outras cul turas. Com os avanços da ciência e da tecnologia, o espaço e o tempo reduziram -se, tornando-se mais frequentes as interações com várias cul tur as. Os vários fenómenos suscitados pelos contactos culturais diretos foram conceptualizados pelos cientis tas sociais no tópico da acul turação (Neto, 2003). Redfield et al. (1936), definiram acul turação como sendo o conjunto de mudanças culturais em resulta do de contactos contínuos e diretos entre dois grupos cul turais interdependentes. Dentro desta perspetiva, a acul turação aparece como um fenómeno que se realiza a nível dos grupos. Segundo Neto (2003), nem todos os indivíduos em aculturação participam nas mudanças coletivas em ação no grupo, no mesmo grau ou no mesmo modo. As pessoas de diferentes grupos culturais contactam umas com as outras num amplo leque de contextos. As possibilidades de contacto são variadíssimas, podendo efetuar-se quer entre os memb ros da mesma sociedade quer entre membros de sociedades diferentes. Vala e Monteiro (2004), definem por processo de interação as trocas que se fazem entre os membros do grupo. As consequências desse processo traduzem -se na eficácia da ação coletiva, ou sej a, no grau em que o grupo logra atingir os objetivos para que foi constituído. As características sócio demográficas e psicológicas dos membros que compõem um grupo têm certamente influência nos processos de interação e nos resul tados deles decorrentes. O grupo é portanto, para cada um, o pretexto para analisar os seus métodos e o seu comportamento, compará los aos dos seus colegas, ver como pode melhorá -lo, sendo, nesta medida, formativo (Gourgand, 1969). Nos úl timos anos tem sido dada grande importância à integração dos professores estagiários e à sua interação com os restantes professores assim como à sua capacidade para ensinar (Minor et al., 2002). Os mesmos au tores referem ainda SCHOL A

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que os professores estagiários têm grande influência na preparação e desenvolvimento dos seus alunos.

2.

METODOLOGIA

2.1.

Caracterização da Amostra

A amostra foi cons tituída por doze professores de Educação Física da Escola Secundária/ 3 de Barcelinhos e por dois estudantes estagiários de Educação Física da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto. Todos os professores entrevistados lecionam na escola há pelo menos um ano letivo e exercem a profissão de docente no mínimo há oito anos e no máximo há 33 anos. Apenas os estudantes estagiários, lecionam pela primeira nesta Escola. Enquanto professores, todos realizaram um estágio pedagógico integrado no úl timo do curso de Licenciatura de Educação Física. Somente os estudantes estagiários realizam este ano letivo o estágio profissional inserido no 2º Ciclo em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário.

2.2.

Instrumentos

Tendo em conta os objetivos pretendidos, ava liar a perceção dos pro fessores sobre a importância do Núcleo de Estágio de Educação Física e o seu impacto na Escola e dada a ausência de instrumentos validados para esse propósito optou -se pela elabora ção de um guião de entre SCHOL A

vista. Para se verificar a justeza, objetividade e pertinência das perguntas foram consul tados alguns peritos. Com base nessa consul ta, o guião foi refeito e testado, tendo sido aplicando a dois professores de ou tras disciplinas com pelo menos 15 anos de docência, para verificar se

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havia correspondência en tre aquilo que era perguntado e o que era respondido. Após mais alguns ajustam entos no guião, este foi aplicado aos elementos da amos tra. O guião passou então a ser composto por 14 questões, tendo por base o modelo propos to por Dupuis et al. (2006) com perguntas introdutórias, perguntas chave, perguntas de resumo e perguntas de conclusão. Assim, as perguntas introdutórias focavam -se em características específicas e objetivas quer dos professo res, quer dos estudantes estagiários e permitiam o início da entrevista a aber tura necessária para as questões seguintes (e.g. Há quanto tempo é professor?).

2.3.

As perguntas -chave foram concebidas para obter respostas sobre a importância percebida dos estagiários junto de alunos, outros professores e estru tura escolar (e.g. Qual a importância dos estagiários junto dos alunos?). As perguntas de resumo foram criadas com o objetivo de verificar a congr uência das respos tas dos participantes, assim como permitir -lhes resumir o que foi transmitido durante as perguntas -chave (e.g. De forma global, como avalia a importância dos estagiários?). Por úl timo foram colocadas duas questões para permitir aos participantes adicionar in formação e concluir a entrevista de uma forma natural.

Procedimentos e análise de dados

Os horários das entrevistas foram previamente combinados com os professores e com os estudantes estagiários de Educação Física e estas decorreram entre os meses de Março e Abril durante o segundo período do ano letivo 2010/2011. As entrevistas foram realizadas num ambiente tranquilo e tiveram lugar sempre na sala de atendimento dos diretores de turma da Escola Secundária/3 de Barcelinhos, que foi disponibilizada pela escola.

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Todas as entrevistas foram gravadas em áudio, com a autorização prévia dos entrevistados e decorreram de uma forma dinâmica, num ambiente positivo, bas tante agradável e sem interrupções. A gravação em áudio foi um aspeto importante uma vez que permitiu ao mesmo tempo a fluidez das entrevistas e a transcrição integral das mesmas. Os dados obtidos através das entrevistas foram analisados através de um sistema de categorização definido pela própria autora do estudo. No tocante à rel ação dos professores com os es tagiários e a partir das respostas obtidas foram definidas três categorias ( boa, muito boa, excelente) e para a classificação das respostas em cada uma das categorias foi tido em conta pela autora aquilo que textualmente foi r espondido pelos participantes na questão 4 do instrumento elaborado para este estudo. No segundo ponto, os resul tados tam bém representam uma categorização que foi definida através da perceção pessoal da autora do estudo. Assim, a autora, tendo em conta as diversas respostas de cada um dos participantes nas questões 5, 6 e 7 do guião, decidiu, em cada um dos aspetos frisados neste ponto, classificar o que foi dito pelos participantes como pouco importante, importante ou muito importante. Na primeira situação (importância dos estagiários junto dos professores) foram classificadas como importantes afirmações como: “Vejo-os como a qualquer outro colega” ou “São importantes para toda a comunidade escolar, incluindo os professores”; e como muito importantes afirmações como: “Muito importante pela troca de saberes e experiências” ou “Julgo que os estagiários possam ter ativado ou feito renascer o espírito mais empreendedor de alguns colegas de Educação Física”. Na segunda situação (importância dos estagiários junto dos alunos) foram classificadas como importantes afirmações como: “São importantes com o qualquer outro professor” ou “Os alunos têm acesso a aulas preparadas ao mínimo pormenor”; e como muito importantes afirmações como: “O espírito inovador que os estagi ários procuram alcançar nas aulas” ou “Tentar ativá-los para a necessidade de eles investirem na sua formação”. Apenas na terceira situação (importância dos

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estagiários junto da estrutura escolar), houve uma afirmação classificada como pouco importante : “Eu acho que os estagiários não têm um papel muito ativo na estrutura da escola”; e foram classificadas como importantes afirmações como: “Penso que os estagiários são uma mais -valia para a escola pois dinamizam várias atividades que envolvem toda a comunidade escolar” ou “Dinamizam a escola”; e como muito importantes afirmações como: “A estrutura escolar sai valorizada pela presença de professores estagiários” ou “Muito importante, porque são parte integrante da comunidade escolar e enriquecem a comunidade e scolar desenvolvendo atividades”. Por último, no ponto correspondente às semelhanças e diferenças entre professores e estagiários, as afirmações obtidas através das questões 8 e 9 do guião de entrevista foram categorizadas de acordo com as linhas gerais d e cada respos ta. Deste modo, e também dada a natureza das questões, a categorização foi um pouco mais geral do que nos dois pontos anteriores.

3.

APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

Os resul tados obtidos através da realização e análise das entrevistas foram ins eridos em três categorias principais, sendo elas: relação entre professores e estagiários , importância dos estagiários vista pelos professores e semelhanças e diferenças entre estagiários e professores de educação física. Os resultados do es tudo serão entã o apresentados e discutidos em relação a essas três categorias principais.

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a. Relação entre professores e estagiários

A relação entre professores e estagiários foi avaliada pelos participantes como sendo boa, muito boa ou excelente.

Os resultados obtidos em relação a este ponto es tão indicados no quadro abaixo.

Relação entre professores e estagiários Boa

29%

Muito Boa

57%

Excelente

14%

Total

100%

Q ua dr o 1 – Rel a çã o ent re pr of e ss o re s e e st agi ári os

Observou-se então que a maioria dos participantes, 57%, consideraram a relação entre professores e estagiários como muito boa, ao passo b. Importância professores

que 29% consideram essa relação como boa e 14% caracterizaram a relação como sendo excelente.

dos

estagiários

vista

pelos

De um modo geral, pode -se dizer que todos os participantes disseram ser importante ou muito importante a presença de um Núcleo de Estágio nos diferentes aspetos que foram considerados para a realização deste es tudo. Aliás, é possível então constatar que relativamente à importânci a dos estagiários junto dos professores e dos alunos todos os entrevistados consideraram esse aspeto importante ou muito importante, como se pode ver no Quadro 2.

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Importância dos estagiários junto de: Professores

Alunos

Estrutura Escolar

0%

0%

7%

Importante

57%

43%

50%

Muito importante

43%

57%

43%

Total

100%

100%

100%

Pouco importante

Q ua dr o 2 – Im p o rt ân ci a do s e st agi ári os vi st a p el os pr of e ss o re s

Observa-se assim que na opinião dos participante s a importância dos estagiários é maior junto dos alunos do que junto dos professores, uma vez que 57% consideram a importância junto dos professores importante e 43% consideram essa mesma importância muito importante, ao passo que 43% considera a importân cia dos estagiários junto dos alunos importante e 57% consideram muito importante . Observa-se também que a importância dos es tagiários junto da es trutura escolar parece ser considerada menos importante do que em relação aos dois pontos anteriores. Ao contrário do que acontece nas duas primeiras situações, 7% consideram ser pouco importante a ação dos estagiários junto da estrutura escolar. Ainda assim, 50% consideram essa mesma ação importante e 43% consideram até muito importante.

c. Semelhanças e diferenças entre os estagiários e os outros professores de educação física

Todos os entrevistados afirmaram que existem semelhanças e diferenças entre os estagiários e os ou tros

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professores de educação física, embora relativamente às diferenças se tenha verificado a menção a diferenças pela positiva (algo em que os estagiários se destacavam positivamente em relação aos professores) e pela negativa (referentes aos aspetos em que os estagiários deveriam melhorar o seu desempenho). Os resul tados p odem ser observados no Quadro 3

Semelhanças

Diferenças Pela Positiva

Pela Negativa

Profissionalismo

Plani ficaç ã o das a ula s

I nexperi ência

Rigor

Dinami s mo

Prát ica peda g ógic a

Exercitação

P ont u alida de

G est ã o da t ur ma

Conhecimentos científicos

Rel açã o c om alun o s

Metodologias Abordagem Conteúdos Dinamismo Comunicação Responsabilidade didática Q ua dr o 3 – Sem el ha nças e di f eren ça s e nt re o s est a gi ári os e o s o ut r os p r of e s s or es de e d ucaç ã o f ísi ca

Os participantes indicaram num número aproxima do de semelhanças (9) e de diferenças (7) entre os professores e os estagiários. As semelhanças indicadas correspondem ao profissionalismo, rigor, exercitação proporcionada aos alunos, conhecimentos científicos, metodologias, abordagem de

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conteúdos, didática.

dinamismo,

comunicação

e

responsabilidade

Relativamente às diferenças existentes houve dois tipos a serem mencionados. Foram então diferenças pela positiva, correspondentes a aspetos em que os entrevistados consideravam o desempenho dos estagiários me lhor do que o dos professores, tais como a planificação das aulas, o dinamismo e a pontualidade. No entanto foram também mencionadas algumas diferenças correspondentes a aspetos que os estagiários deveriam melhorar, tais como a inexperiência, a prática ped agógica, a gestão da turma e a relação com os alunos.

4.

DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

O primeiro aspeto a reter dos resultados obtidos é o fac to de todos os entrevis tados considerarem no míni mo boa, a relação entre professores e estagiários.

estagiários é um bom ga rante da fiabilidade das respos tas nos pontos seguin tes, uma vez que se assim não fosse, o sentido das respos tas poderia ser, even tualmente, enviesado.

Este facto é importante em dois sentidos. Num primeiro sentido porque fica demonstrado que o proces so de acul turação, tal como definido por Redfield et al. (1936), decorreu com suces so, o que se tem vindo a verificar ser cada vez mais importante nos últim os anos (M inor et al., 2002) e num segundo sentido porque o fac to de haver uma boa, muito boa ou excelente relação entre professores e

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O segundo aspeto a salientar através dos resul tados obtidos é o fac to de os es tagiários serem consi derados importantes tanto junto alunos, como de professores e da estrutura escolar. Pode então consi derar-se que ação dos estagiários se traduziu de certo modo na eficácia da ação coletiva, consequên cia do processo de inter ação, alcançando então os

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objetivos propostos, como referem Vala e Monteiro (2004). Não obstante, ficou tam bém demonstrado que a importância dos estagiários é maior junto dos alunos e menor em relação à estrutura escolar o que de certo modo encontra expli cação nas palavras de Neto (2003) que refere que nem todos os indivíduos em aculturação participam nas mudanças coletivas em ação no gru po, no mesmo grau ou no mesmo modo e tam bém nas palavras de Minor et al. (2002) que salientam a importância dos professores estagiários na preparação e desenvolvi mento dos alunos. A esse fac to podem estar associa das as diferenças que os estagiários mostr aram possuir em relação aos profes sores, nomeadamente o maior rigor no planeamento, o maior dinamismo e pontualidade, característi cas que já Sariçoban e Bariskan (2005) referem como mais frequentes nos estagiários do que nos professores efetivos, indo assim de encontro às afirmações de Morais e Mendonça (2008) que sustentam que ninguém melhor que um jovem está

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disposto a crescer profissio nalmente associado a um projeto aliciante e para impor dinamismo e irreve rência à organização. É natural que os entr evistados tenham percebido que foram os alunos a sentir a melhor planificação dos estagiários, assim como o seu dinamismo e até pontualidade, sendo tam bém natural que a impor tância destes junto dos alunos tenha sido desta cada em relação à impor tância junto dos professores e até da estru tura escolar. Por último, percebe -se tam bém que existem dife renças e semelhanças entre professores e estagiários, es tando as semelhanças mais relacionadas com aspetos estruturais e teóricos, como o rigor, as metodologia s ou abordagens de conteúdos e as diferenças mais relacionadas, pela positiva com o dinamismo, até porque “um jovem transforma um grupo pela sua dinâmica e pela sua forma de estar” (Morais e Mendonça, 2008) e, pela negativa com a inexpe riência e a relaç ão com os alunos durante a aula.

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5.

CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Através da realização deste estudo foi possível obter algumas conclusões. Desde logo e sendo o principal objetivo do estudo, verificou -se que a criação e implementação de um Núcleo de Estágio de Edu cação Física na Escola é importante tanto para alunos com o para professores e para a estrutura escolar, sendo que essa importância parece ser maior para os alunos. Verificou -se também que embora ainda estagiários, os futuros professores de Educação Física têm várias semelhanças com os seus colegas efetivos, nomeadamente a nível teórico. No entanto também existem diferenças, como a inexperiência e a relação menos eficaz com os alunos ou o maior dinamismo e maior rigor no planeamento. Verificou --se também que os estagiários , membros do Núcleo de Es tágio criaram e desenvolveram com os seus colegas professores de Educação Física uma relação que se situou entre o bom e o excelente, contribuindo assim com sucesso para os objetivos do ensino da Educação Física. Conclui-se então que a criação e implementação de um Núcleo de Estágio de Educação Física na Escola é, de fac to, importante, sendo por isso um processo a ser multiplicado pelas diversas escolas do país. Dada a pouca informação existente em relação à pesquisa deste tema a bibliografia utilizada foi curta, recomendando-se assim, para estudos fu turos uma revisão bibliográfica mais extensa e, se possível, com informações mais recentes. Recomenda -se ainda a elaboração e validação de instrumentos direcionados para e ste tema, assim como a realização de estudos mais específicos, nomeadamente a importância de um Núcleo de Estágio de Educação Física para os alunos, sendo que um estudo deste tipo proporcionaria ainda uma amostra maior.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Dupuis, M., Bloom, G., & Loughead, T. (2006). Team captains’ perceptions of athlete leadership. Journal of Sport Behavior, 29 (1), 60-78. Gourgand, P. (1969). Les Techniques de Travail en Groupe. Éditions Edevard Privat. Minor, L., Onwuegbuzie, A, Witcher, A, & James, T. (2002) Preservice Teachers’ Educational Beliefs and Their Perceptions of Characteristics of Effective Teachers. The Journal of Educational Research, 96 (2), 116-127. Morais, T., & Mendonça, C. (2008). Compromisso: Nunca Desistir (6ª edição). Booknomics. Neto, F. (2003). Estudos de Psicologia Intercultural: Nós e os outros. Lisboa: Fundação Calouste Glubenkian. Redfield, R., Linton, R., & Herskovits, M. (1936). “Memorandum on the study of acculturation”. American Anthropologist, 38, 149-152. Sariçoban, A., & Bariskan, V. (2005). The Effectiveness of Pre-Service Teacher Trainning in Classroom Management Skills. Journal of Language and Linguistic Studies, 1 (2), 124-133. Vala, J., & Monteiro, M. (2004). Psicologia Social. (6ª edição). Fundação Calouste Gulbenkian

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O Clube de Desporto Escolar

“O Desporto Escolar é a atividade de complemento curricular, voluntária, que permite aos alunos a prática de atividades desportivas , em ambiente educativo, sob a orientação de professores, podendo -se configurar como a principal possibilidade para a maioria dos nossos jovens poderem participar em quadros competitivos, de forma regular.” Para além disso, o Desporto Escolar é uma área transversal da educação com impacto em diversas áreas sociais.

A prática desportiva na s escolas, para além de um dever decorrente do quadro normativo vigente no sistema de ensino, cons titui um instrumento de grande relevo e utilidade no combate ao insucesso escolar e de melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem. Complementarmente, o Desporto Escolar é essencial na promoção da saúde, na inclusão e integração social, na promoção do desporto e no combate ao insucesso e abandono escolar, na medida em que promove estilos de vida saudáveis que contribuem para a formação equilibrada dos alunos. O Clube do Desporto Escolar é a unidade organizativa da Escola que serve de suporte ao desenvolvimento e execução do Programa do Desporto Escolar.

PRINCIPAIS METAS - Dinamizar a atividade desportiva da Escola; - Proporcionar a prática desportiva independentemente da idade e sexo;

a

todos

os

alunos,

- Complementar as atividades curriculares, com a atividade desportiva extracurricular de acordo com as motivações dos alunos, garantindo a igualdade de oportunidades;

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- Permitir um maior aperfeiçoamento nas modalidades desportivas selecionadas para o ano letivo em curso, ou seja, adaptar as ofertas às necessidades; - I ncentivar o espírito desportivo e de cooperação, contribuindo para o processo formativo dos alunos;

OBJETIVOS O Clube do Desporto Escolar deve visar alcançar os seguintes objetivos: 1. Dinamizar a atividade desportiva da Escola; 2. Proporcionar a prática desportiva a todos os alunos, independentemente da idade e sexo; 3. Complementar a atividade curricular, com a atividade desportiva extracu rricular de acordo com as motivações dos alunos, garantindo a igualdade de oportunidades; 4. Potenciar as funções educativas do desporto escolar, melhorando a qualidade da educação e aumentando o sucesso escolar; 5. Reforçar os projetos estruturantes em pa rcerias entre o Desporto Escolar e outros agentes desportivos, incluindo associações locais, autarquias e o desporto federado. 6. Promover o combate à inatividade física e a luta contra a obesidade, fomentando o conhecimento das implicações e benefícios de uma participação regular nas atividades físicas e desportivas escolares; 7.

Permitir um maior aperfeiçoamento nas mo dalidades desportivas selecionadas para o ano letivo em curso, ou seja, adaptar as ofertas às necessidades;

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8.

I ncentivar o espírito desp ortivo e de cooperação, contribuindo para o processo formativo dos alunos;

9. Promover a compreensão da necessidade de cumprimento das regras de higiene e segurança nas atividades físicas; 10. Proporcionar aos alunos condições de convívio, através da participação em torneios internos e externos; 11. Alargar, na medida do possível, a prática desportiva principalmente a alunos do sexo feminino, a alunos com necessidades educativas especiais de caráter prolongado e a alunos em risco de abandono e insucesso esc olar, através da criação de ins trumentos facilitadores da inclusão.

METODOLOGIA ADOTADA As atividades do Clube do Desporto Escolar podem desenvolver-se em horário laboral e pós -laboral. A calendarização das competições/encontros/convívios es tão dependentes do calendário geral de provas/atividades do Gabinete Distrital do Desporto Escolar. As atividades do Desporto Escolar, dependendo da modalidade, poderão desenvolver -se no pavilhão gimnodesportivo, no polidesportivo exterior, na biblioteca, em salas de aula, no auditório, ou num espaço externo à escola (através do estabelecimento de parcerias). A metodologia passa essencialmente em promover a aquisição de competências pelos alunos que lhes permitam abordar um leque variado de modalidades desportivas. Pass a tam bém pela Didática; Metodologia de Treino; Técnica; Competição e Convívio

ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:

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o Curso de Juízes árbitros de voleibol , basquetebol e futsal o Corta mato fase escola e distrital o Compal Air 3x3 fase local e concelhia o Torneio de voleibol 4x4 o Torneio de Futsal

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D EPOIS DO “ NINHO ” A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar. (H enr y P et er )

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Um novo capítulo

O último ano do secundário está ao virar da esquina. Pronto para virar a página e começar um novo capítulo?

O que é que pensas fazer quando deixares o “ninho” e abrires as asas para voar? O que é que ten cionas fazer? Já pensaste se os teus interesses e aptidões se adequam às opções que se te oferecem?

Neste momento, continuar a estudar, quer seja numa universidade ou numa escola p rofissional, pode parecer -te uma ‘seca’, mas vais ver que provavelmente es se caminho vai proporcionar -te mais e melhores oportunidades no futuro.

Sabias que… ? Em média, os europeus saem de casa dos pais aos 25 anos de idade. Os Finlandeses são os que o fazem mais cedo: metade sai de casa aos 21, enquanto 50% dos Eslovacos o faz depois dos 31 anos. Apetece-te mudar? Como cidadão da União Europeia (UE), tens o direito de estudar num outro Estado-Membro, e existem

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diversos programas que te podem ajudar a concretizar esse sonho por muito pouco provável que essa ideia te pareça agora! Ao viveres

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uma temporada no estrangeiro, podes aprofun dar os teus conhecimentos numa outra língua, bem como ficar a conhecer uma cultura diferente e assim adquirir uma experiência preciosa.

profissional ou quase a entrar na universidade, a UE tem um programa de intercâmbio para ti. A aprendizagem é um processo para toda a vida portanto, e se bem que comece em casa, não é lá que termina. Qual é o teu próximo passo?

Quer estejas ainda no secundário, numa escola

Podes visitar uma escola parceira! O portal ‘eTwinning’ dá-te a hipótese de contactares e conheceres alunos de outros países online, bastando, para tal, consultares o site www.etwuinning.net .

Podes estudar numa universidade estrangeira! Desde que o programa de intercâmbio Erasmus começou, há quase 25 anos, mais de dois milhões de alunos universitários já tiveram a oportunidade de estudar noutro país, por um ou dois semestres, ou de fazer um estágio. Enquanto estudante Erasmus, não tens de pagar as propinas da universidade estrangeira e vol tas com os créditos que adquiris te enquanto lá estiveste.

Podes fazer um estágio no estrangeiro! Se es tás num curso prático ou frequentas uma escola profissional, tam bém há um programa de intercâmbio que é indicado para ti! O programa Leonardo da Vinci dá -te a possibilidade de fazeres um estágio ou de adquirires conhecimentos práticos numa escola técnica noutro país da

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UE, o que te permitirá ganhar novas competências que poderão vir a ser muito úteis quando quise res arranjar um emprego! Juventude em Ação

Para saber mais: www.juventude.pt www.europa.eu/youth www.pt-europa.proalv.pt/public ou visita ‘Youth on the move ’ no Facebook

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Retirado de “Agenda Europa” 2011 / 2012

Através do programa “Juventu de em Ação” podes participar num intercâmbio ou numa iniciativa de jovens de outros países – uma forma de aprender mais sobre diferentes culturas? – Participar numa ação de voluntariado pode ser uma boa maneira de aprender mais sobre outras culturas. É uma forma fantástica de ganhar experiência, ajudar os outros e aprender a conhecer -se a si próprio, bem como o país onde se trabalha. E se te candidatares a ser voluntário a tempo i nteiro no estrangeiro, o Serviço Voluntariado Europeu – uma entre as muitas ações do programa “Juventude em Ação” – cobre todas as tuas despesas.


D IVERSÃO E CURIOSIDADES Os jovens de agora parece que têm dificuldade em crescer. Não sei porquê. Se calhar as pessoas só crescem ao ritmo a que são obrigadas… (C o rma c M c Ca rt h y )

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Passatempos

Palavras cruzadas Novo acordo ortográfico - O hífen

Horizontais: 2-Aparelho em forma de guarda-chuva, para diminuir a velocidade da queda dos corpos, particularmente despenhados de grande altura. 5-Onda de pressão com uma frequência acima dos 20 KHz e, por isso, inaudível para o ouvido humano. 7-O mais elevado. 10-Retrato feito pelo retratado. 11-Aquele que é autor de uma obra, de colaboração com outro ou outros. 13-Que diz respeito simultaneamente à agricultura e à alimentação. 16-Peça de vestuário criada pela estilista Mary Quant em 1964, foi bastante contestada a nível mundial, sendo considerada ousada e, em parte, responsável pelos movimentos de libertação da mulher. 19-Metade de uma reta. 21-Segundo a parapsicologia, modo de conhecimento percetivo direto, sem intervenção de órgãos recetores. 22-Estrada destinada exclusivamente a veículos motorizados, com os acessos condicionados, sem cruzamentos de nível e com as pistas de rodagem separadas entre si. 23-Movimento literário que aparece no começo da última Guerra Mundial e assenta na ideologia marxista, em defesa dos oprimidos. 24-Piloto auxiliar (num avião) ou pessoa que auxilia o condutor numa prova de rali, com informação relativa ao trajeto. 25-Designação do creme que se usa contra as rugas do rosto. Verticais: 1-Contrário ou prejudicial à sociedade. 3-Diz-se do dispositivo de segurança contra o roubo. 4-Que está por cima dos rins. 6-Contra as leis da natureza. 8-Que está concebido para resistir a abalos sísmicos. 9-Estima por si próprio, opinião favorável de si próprio. 12-Circunstância que desaconselha o emprego de qualquer coisa. 14-Que diz respeito, simultaneamente, à agricultura e à indústria. 15-Instalação e conjunto de meios prévios para o funcionamento de uma atividade (económica, desportiva, etc.). 17-Forma de tratamento de resíduos industriais perigosos em que estes são misturados para serem queimados. 18-Designação da substância que impede ou inibe o crescimento dos microrganismos que causam enfermidades e que, em princípio, não são tóxicas para as células do organismo. 20-Que está ou se produz no interior do útero.

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Oito moedas Temos oito moedas aparentemente iguais, mas uma é mais leve do que as outras. Todas as restantes peças apresentam o mesmo peso. Como se poderá descobrir, apenas em duas pesagens, qual é a mais leve?

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Curiosidades

O ano bissexto Ano bissexto é aquele que possui um dia a mais que os anos normais. Tal diferenciação foi criada em 238 a.C. no Egito, mais especificamente em Alexandria quando acrescentaram um dia a mais ao calendário, mas somente foi adotado em 45 a .C., em Roma, através do imperador Júlio César. O objetivo da criação do ano bissexto é alinhar o calendário atualmente utilizado com o ano solar, ou seja, com o movimento de translação, onde a Terra gira em torno do Sol. Enquanto o calendário atual finda em 365 dias, o calendário solar termina em 365 dias e 6 horas, o que faz com que haja um desarranjo que necessita de adaptação para bissextos; porém, apesar de tantas modificações ao longo do tempo, ainda existem ou tros problemas, pois o período que a Terr a demora para realizar o movimento de translação pode variar, o que permite pequenas alterações. A cada quatro anos o mês de fevereiro ganha um dia a mais para compensar tal desarranjo. Para calcular os anos bissextos, utilizam -se as regras: - A cada quatro anos há um ano bissexto. - São bissextos todos os anos múl tiplos de 400. - Não são bissextos os anos múltiplos de 100. Tais regras básicas determinam que a cada 400 anos existam 97 anos segundo no úl timo dia do ano.

Curiosidade: O termo bissexto foi empregue por causa do acréscimo de um dia no ano, tornando-o com 366 dias; como são dois seis, originou -se o termo bissexto (dois seis).

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Apresentar um trabalho em público

Existem pessoas que não conseguem falar bem quando estão com toda a atenção voltada para si. No período escolar são inúmeras as vezes que o aluno tem que apresentar um trabalho, uma maquete, um exercício ou outras atividades que o colocam sobre evidência aos demais que es tão presentes na sala de aula.

Como lidar com a insegurança e a timidez ao falar?

Os sinais, quando se está prestes a falar para outras pessoas, são sempre os mesmos: frio na barriga; suor, principalmente nas mãos; vontade de urinar;

insegurança e voz trêmula. Para conseguir lidar com essas situações é impor tante seguir algumas regrinhas básicas:

- Dominar o assunto a ser apresentado (ler o material não é bom); - Encontrar a melhor maneira de se apresentar , à frente, de pé ou sentado; - Falar de forma clara com o vocabulário adequado para a situação (para que o objetivo seja atingido); - Determinar um tempo para a apresentação; - Falar com boa intensidade e velocidade , nem alto e nem baixo, nem devagar e nem rápido; - Mostrar entusiasmo na apresentação para despertar o interesse daqueles que ouvem para o que é a presentado;

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- Não tentar desculpar -se se por acaso tiver algum deslize e nem se justifique, corrija apenas; - Olhar diretamente para as pessoas para que inspire confiança; - Procurar materiais de apoio que auxiliem na lembranç a do que deve ser falado; - Evitar olhar concentração;

para

colegas

que

buscam

tirar

a

- No final, enfatizar os pontos principais apresentados e por fim; - Esclarecer dúvidas que possam existir.

Apesar de seguir à risca o que está descrito acima, poderá ainda haver o aparecimento do n ervosismo e do friozinho na barriga, porém insegurança não.

Soluções para “oito moedas”

PesarA, B, CcontraD,E,F.Seequilibrar,pesarGcontra H.Amaisleveéa falsa. Se A, B, Cé maispesado doque D,E,F,pesarD contraE.Seequilibrar,a falsaé F.Sedesequilibrar,amaisleveéa falsa. Se A, B, Cé maislevedoqueD,E,F,pesarAcontra B.Seequilibrar,afalsaé C.Sedesequilibrar,amaisleveéa falsa.

Soluções para palavras cruzadas

Horizontal 2-Paraquedas/5-Ultrassom /7-Suprassumo /10-Autorretrato /11-Coautor/13-Agroalimentar/16-Minissaia/19-Semirreta / 21-Extrassensorial /22-Autoestrada /23-Neorrealismo /24-Copiloto /25-Antirrugas Verticais 1-Antissocial /3-Antirroubo /4-Suprarrenal /6-Contranatura /8-Antissísmico /9-Autoestima /12-Contraindicação/14-Agroindustrial /15-Infraestrutura /17Coincineração /18-Antisséptico /20-Intrauterino

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Á LBUM FOTOGRÁFICO

Para falar ao vento bastam quatro palavras; para falar ao coração são necessárias obras. (Pad re Ant ó nio V iei r a )

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Lan Party SCHOL A

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Cantar Os Reis

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Dia mundial da filosofia


Dia da floresta aut贸ctone

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Vasos, plantas e criatividade


Pneus com plantas

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Biblioteca escolar

Comemoração do mês internacional das Bibliotecas

1ª fase do Concurso Nacional de Leitura

Participação da Escola na 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura, no auditório da Câmara Municipal de Barcelos

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“Encontro com” Gonçalo M. Tavares na feira do livro

Visita à Feira do livro das turmas dos cursos EFA

“Encontro com” João Tordo, na comemoração do Mês das bibliotecas Escolares

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Comemoração do dia Internacional dos direitos das Crianças na atividade “Conto das Quintas” com a colaboração do curso de Animador Sociocultural

Vencedores do concurso das comemorações do Dia Internacional da Língua Materna

Sessão no auditório da Escola sobre Segurança na Escola/Internet Segura com a colaboração de investigadores da Polícia Judiciaria

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Escritor Ilídio Torres

Comemorações do Centenário da República. “A República na Escola”

Lançamento da “Antologia Poética do Chá”, na Feira do Livro de Barcelos

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Ana Miranda, Ana Dias, Marta Silva, Pedro Fernandes (11ยบA) SCHOL A

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Revista Schola 2011/2012  

Revista da Escola Secundária/3 de Barcelinhos de 2011/2012

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