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O grande crime

Quando um momento muda a nossa vida

Pedro Figueiredo & InĂŞs Garrido & Lara Cavalheiro & Tatiana Fernandes 7.Âş C


Numa certa manhã de inverno, dias antes do Natal, a Ana acorda e decide comprar as prendas para os seus filhos, Miguel e Paula. Colocou as suas coisas no carro e disse aos seus filhos: - Entrem no carro e coloquem os cintos!! Os filhos responderam: - Está bem, mãe. Vamos já! À chegada ao parque de estacionamento, a Ana estaciona e diz aos filhos: - Fiquem no carro que eu volto já. Não vou demorar muito. A Ana dirige-se ao elevador e quando lá chega vai em direção ao seu negócio, uma loja de roupa, muito frequentada e onde ela investiu muito dinheiro. A caminho da sua loja é assaltada e levam-lhe o dinheiro que tinha para pagar as suas contas do mês; era o único dinheiro que lhe restava. Uma senhora africana, chamada Taty Mukama, estava a passar junto da Ana, com a sua filha, Tita, de dois anos. Foi considerada a principal suspeita, porque no momento ficou parada a observar o assalto. Quando reparou que estavam a olhar para ela, começou a fugir com a sua filha, porque ela, sabendo que tinha entrado no país ilegalmente, pensou por momentos que podiam ter descoberto. No meio da confusão, Taty Mukama foi apanhada e detida naquele preciso momento. Foi levada para a esquadra da polícia, em Góios. Nesse mesmo dia, foi interrogada pelos detetives, tendo negado tudo.


Passou a noite na esquadra a aguardar pelo julgamento, que seria no dia seguinte. Quando chegou ao tribunal, o juiz perguntou: - Foi você que assaltou a senhora Ana? E ela respondeu: - Eu só falo na presença do meu advogado. Então chamaram um advogado. Ficou encarregue da defesa de Taty. Quando o advogado chegou, disse-lhe: - Explique-me a sua situação, senhora Taty Mukama. Ela explicou tudo o que aconteceu muito pormenorizadamente. Ao fim de tudo explicado, começou o julgamento. Quase no final do julgamento, o juiz termina dizendo: - Senhora Taty Mukama, a senhora é a culpada. A pena será a prisão durante treze anos e a filha será retirada e enviada para uma instituição. Passados os treze anos, Taty Mukama sai da cadeia. Nesse mesmo dia, foi à instituição para onde a sua filha tinha sido levada. Quando lá chegou, perguntou: - Estou à procura de uma menina que por esta altura, tem quinze anos. Na altura em que cá foi deixada tinha dois anos. - Mas, como é que a menina se chama? – perguntou a funcionária. - Chama-se Tita Mukama. – respondeu ela. A senhora respondeu:


- Ah! Lembro-me dela. Mas, infelizmente, a menina já foi adotada há muitos anos por um casal português muito rico que emigrou para Londres. Taty Mukama saiu logo da instituição com lágrimas nos olhos. Quando, mais tarde, passa numa ponte, decide suicidar-se. Antes de cumprir o seu objetivo, diz: - Nunca devia ter desistido de provar a minha inocência para nunca perder a minha filha. Só de pensar que a não volto a ver, deixo de ter razões para viver.

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