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BOLETIM DA UNIDOS PRA LUTAR

BELÉM – PARÁ

ABRIL/2015

UNIFICAR AS LUTAS PARA DERROTAR O AJUSTE FISCAL DE DILMA, JATENE E PREFEITOS

Seguir o exemplo dos metalúrgicos da Volks do ABC Paulista

Professores do Paraná derrotam governador tucano

Os trabalhadores da Volks do ABC passando por cima da direção governista de seu sindicato, durante 10 dias deram uma clara demonstração de que só com luta e mobilização é possível conquistar vitórias. Foi com greve e não com negociações recuadas, como tentava fazer a direção de seu sindicato que reverteram as 800 demissões e conquistaram estabilidade no trabalho até 2019.

Exemplo parecido ocorreu no Paraná. Lá o governador tucano Beto Richa que tinha enviado um pacote de medidas contras os servidores estabelecendo teto para aposentadorias, taxando trabalhadores aposentados, extinguindo quinquênio e vale transporte, foi obrigado a recuar diante de uma poderosa greve geral encabeçada pelos trabalhadores em educação que sitiaram a assembleia legislativa do estado impedindo os Deputados Estaduais de votarem o projeto do governo.

Servidores públicos de Brasília seguem mobilizados É o que está acontecendo também em Brasília onde contra a vontade da direção de seus sindicatos (Educação e Saúde) os servidores têm feito greves e mobilizações para exigir do governador Rollemberg (PSB) o pagamento do 13º salário que ainda não foi pago, reajuste salarial, melhorias nas condições de trabalho e valorização profissional.

Professores de São Paulo em greve conta Alckmin Em assembleia geral, na sexta-feira, 13 de março, os professores do Estado de São Paulo, aprovaram greve por tempo indeterminado. Na pauta: a reabertura das salas de aula fechadas e o desmembramento das salas superlotadas visto que em janeiro de 2015 Alckmin fechou 3500 salas de aula aumentando de 40 para 80 a

quantidade de alunos por turma. Mas, não somente isso, a greve é também pelo fim da “duzentena” ou quarentena (intervalo entre contratos dos professores temporários que variam entre 40 ou 200 dias) aumento de 75% para obter equiparação salarial com as demais categorias com formação de nível superior; pela implantação da jornada do piso;

pela transformação do bônus em reajuste salarial; pelo aumento do vale-transporte e do valerefeição. Com atos públicos massivos que tem reunido entre 50 e 60 mil professores e ocupação da Avenida Paulista, nossos colegas de São Paulo seguem firme na luta para defender direitos e ampliar conquistas.


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UNIDOS PRA LUTAR na Educação MARABÁ: construindo um SINTEPP classista, autônomo e independente Em Marabá e em toda a região sudeste, a disposição de luta dos trabalhadores têm sido o diferencial nos processos de negociação com os gestores municipais. Com autonomia e disposição para lutar, conseguimos conquistar algumas das reivindicações mais históricas de nossa categoria, tais como: a Eleição Direta dos Diretores de Unidade Escolar e a garantia de um PCCR que realmente tem valorizado a nossa categoria. Graças ao apoio da categoria, conseguimos dar a linha classista ao nosso sindicato, construindo de forma democrática as nossas pautas e os encaminhamentos a partir das decisões tomadas pela nossa base. Essa linha de ação tem como referência a Carta de Princípios da Unidos Pra Lutar, associação que tem contribuído para o fortalecimento de oposições frente a sindicatos governistas e orientado sindicatos como o Sintepp em Marabá, que graças a autonomia de sua gestão, tem construído a Unidos pra lutar diariamente, graças a essa postura, somos hoje a única Subsede do Interior do Pará que conta com o Conselho Municipal de Representantes do Sintepp. Governo é governo, patrão é patrão. Trabalhador é trabalhador! Precisamos ter essa clareza, pois somos como água e óleo. Graças a essa postura, hoje temos conseguido manter as principais conquistas dos trabalhadores em educação de Marabá, tais como:

o PCCR de 2011, que garante uma promoção horizontal com 5% de reajuste a cada 03 (três) anos de efetivo exercício e a promoção vertical de 25% para Especialista, 100% para Mestre e 150% para Doutor. O Governo atual atentou várias vezes contra esses direitos, mas foi graças a nossa coragem, organização e orientação sindical que conseguimos não só manter nossos direitos, mas também ampliá-los, a exemplo do que estamos conseguindo agora com a garantia da Comissão que deverá propor uma nova proposta de PCCR, mas dessa vez Unificado, incluindo e valorizando todos os funcionários da escola. Conseguimos garantir agora em 2015, a gratificação de risco de vida no percentual de 50% a todos os profissionais do magistério lotados nas casas penais de Marabá. Por tudo isso, hoje a Coordenação da Subsede de Marabá tem alcançado importante vitórias com a filiação em massa de seus servidores e com a participação na orientação de subsedes importantes tais como: Bom Jesus do Tocantins, Itupiranga e Nova Ipixuna, que hoje também ajudam a construir a Unidos pra lutar. É com essa postura de sindicato classista, de luta e autônomo que vamos mais uma vez à luta em defesa dos trabalhadores e contra os arrochos e precarização praticados pelo Governador Simão Jatene. Temos certeza que com a força dos nossos trabalhadores, venceremos mais esta batalha.

Trabalhadores mobilizados no município de Baião Começou o ano letivo 2015 e o governo municipal de Baião não tem fornecido Merenda Escolar e nem Transporte aos alunos da rede municipal, muitas escolas se encontram em situação de total abandono e o governo Saci ainda tenta desarticular os trabalhadores da Educação com “migalhas de carga horária” por meio de portarias. O governo se nega a debater a reformu-

lação do PCCR da categoria! Mas os Educadores de Baião continuam firmes na Luta pelos seus direitos e pelos direitos dos nossos filhos e alunos! Unidos Pra Lutar por uma Educação de Qualidade! “Os trabalhadores da rede estadual estão se organizando, juntamente com o Sintepp, para Lutar contra o governo Jatene e seus desmandos!” disse o professor Reginaldo Reis.

Educadores de Concórdia na luta contra a Prefeitura Em Concordia do Pará os trabalhadores em educação do município iniciaram o ano em mobilização, ocupando no dia 19/01 o prédio da prefeitura para exigir o pagamento do salário de dezembro/2014. A prefeitura fez uma proposta de parcelar em quatro (4) vezes o salário com a antecipação do mês de janeiro/2015, proposta recusada pelos trabalhadores que no

segundo dia de ocupação do prédio da prefeitura tiveram suas reivindicações atendidas. “Nem a ronda durante toda a noite por parte da policia militar amedrontou os trabalhadores, que agora mais do que nunca sabem que quando se luta se pode obter vitórias” falou o Professor Paulo Sergio diretor da sub-sede do município.

BELÉM: Defender nossos direitos é combater os desmandos do prefeito Zenaldo A campanha salarial em Belém já começou e torna-se urgente organizar os trabalhadores da educação para enfrentar Zenaldo e sua secretária de educação Rosinéli Salame e seus ataques aos direitos de nossa categoria, pois o mesmo não paga o piso salarial para 200h; implementa um brutal assédio moral nas escolas e Ueis aos trabalhadores, pois os diretores são indicados pelo gabinete do prefeito e ficam desmoralizando e prejudicando aqueles que questionam seus desmandos, por isso, a Semec não realiza eleições diretas para diretor. O nível de adoecimento dos funcionários e professores é enorme diante da intensificação do trabalho na rede com as exigências por resultado em notas nas

provinhas externas; não há incentivo aos estudos; dificultam a liberação dos profissionais para tirar suas licenças que são um direito expresso no estatuto do Magistério; o valor do vale alimentação de R$ 220,00 está congelado há mais de 4 anos; o sistema próprio de saúde é ineficiente; e as precárias condições de trabalho nas escolas, que inundam quando chove, onde damos aulas em salas quentes e lotadas exige de todos nós a imediata construção de uma luta unificada, forte, coerente e que pressione Zenaldo a respeitar nosso trabalho. Precisamos unificar a luta da rede municipal de Belém com a do estado, precisamos construir a greve da educação de Belém.

Onde está a CNTE? Por uma greve Geral dos trabalhadores em educação Por conta do corte no orçamento da educação, governadores e prefeitos de todos os estados que já pagam o Piso tem alegado não terem dinheiro para pagar o reajuste, a mesma desculpa está sendo dada por governadores e prefeitos que ainda não pagam. Por isso a educação se mobiliza e sai à luta em nível nacional. Além dos educadores do Pará, também estão em greve os trabalhadores da educação dos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Roraima e existem sinalizações de que podem parar suas atividades, educadores dos estados do Acre, Mato Grosso e Pernambuco. A Direção da CNTE, em vez de con-

vocar mobilizações de apoio ao governo Dilma, maior responsável ao lado de governadores e prefeitos pelo caos na educação pública, como fez no último dia 13/03, deveria unificar a luta de nossa categoria em nível nacional e convocar uma greve geral por tempo indeterminado exigindo que estados e municípios cumpram a Lei do Piso, reajustem salários, melhorem as condições de trabalho e valorizem nossa categoria e que o governo Dilma destine 10% do PIB para educação pública Já. É possível derrotar o ajuste do governo. A vitoriosa greve dos educadores do Paraná foi uma demonstração, que se a luta ocorre se pode vencer.

SINTEPP: (91) 3242-0464 e http://www.sintepp.org.br Silvia Leticia Luz (Secretaria Geral do SINTEPP) TEL: (91) 8193-9132 (TIM) e (91) 8808-7781 (Oi) e-mail: silvialeticialuz@yahoo.com.br – FACEBOOK: Silvia Leticia Luz - BLOG: http://unidospralutar.blogspot.com.br/

Boletim unidos greve 1 abril 2015  

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