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Boca no Ano 15

Número 244

De 10/03/15 a 26/03/2015

Trombone

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM INDÚSTRIAS QUÍMICAS, PLÁSTICAS E FARMACÊUTICAS DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS E REGIÃO

UNIFICAR AS LUTAS CONTRA A RETIRADA DE DIREITOS, ataques dos patrões E CORRUPÇÃO DOS GOVERNOS

Campanha salarial do setor farmacêutico

8 de março

O

s dirigentes Davi Jr. e Giovanni do Sindicato dos Químicos participaram de s e m i n á r i o d a F E TQ U I M ( F e d e r a ç ã o d o s Trabalhadores Químicos do estado de São Paulo), em C a j a m a r, n o d i a 2 5 d e fevereiro. O tema do encontro foi a pauta da campanha salarial do setor farmacêutico da categoria. A pauta foi entregue à patronal no dia 3 de março. Agora vamos partir para as rodadas de negociação. O setor farmacêutico tem pouca rotatividade, cresceu bastante em 2014 e ainda foi favorecido pela desoneração da folha de pagamento no ano passado. Nós temos a tarefa de conquistar um bom aumento real. Vamos nos mobilizar, companheiros!

Denúncias por fábricas Pág 2

LER/DORT As lutas dos Torneio Químicos trabalhadores Pág. 3 Pág. 4


Boca no Trombone - Pág. 2

Johnson Bagunça O Rubens do CATGUT mal passou de supervisor para gerente e já está causando confusão. Ele transferiu muitos trabalhadores para outras áreas, mas quer manter a produção com pessoal a menos. Haja pressão! Sem contar que ele fez confusão com as férias do pessoal e depois teve que fazer reunião para resolver o caso.

Johnson Desmandos A nova supervisora da fábrica de Escovas, Mariana, que era do Fio Dental, está fazendo um monte de coisa errada e intimidando o pessoal. Nos primeiros dias do ano, ela pegou a planilha de férias e marcou o nome de um monte de gente que ia ter que mudar a data porque ela achou que não podia tirar. Dá pra acreditar? Parece que não tem o que fazer. Outra arbitrariedade é mandar pra máquina trabalhador em s e r v i ço co m p at í ve l . E l a i g n o ra atestado de trabalho compatível e não respeita as restrições do médico do trabalho. Isso é inadmissível. Se a condição de saúde de um trabalhador se agravar ou se alguém demorar mais para se recuperar, a responsabilidade é

totalmente dela. Nós não vamos aceitar que a Johnson permita que uma supervisora passe por cima de restrições médicas mandando as pessoas fazerem “um esforcinho”.

restaurante. Para contingente menor, a empresa manda marmitex, o que desagrada o pessoal de hora extra porque vem frio. O pessoal merece ser mais bem tratado e respeitado! Estamos de olho!

Dow

Teknia

Não a redução de direitos

Assédio moral

A empresa realizou reuniões com o pessoal e anda fazendo pressão para reduzir o adicional de turno de 26% para 18%, mas o Sindicato e os trabalhadores não aceitam. Nós não vamos permitir a redução de direitos. E isso está muito claro para a empresa. Os companheiros constroem recordes de produção atrás de recordes para a empresa, que está lucrando muito. A nova chefia quer mostrar serviço aumentando o lucro à custa de redução de direitos. Não! Aqui não! Não vamos aceitar! O Sindicato já realizou assembleia com a rapaziada e vamos manter a mobilização! Não a retirada de direitos!

O Valdir extrapolou com os trabalhadores. O cara humilha funcionário, pressiona as pessoas, é grosseiro. Ninguém aceita trabalhar sob este tipo de agressão verbal. O ambiente de trabalho é péssimo. O Sindicato está denunciado a empresa ao Ministério Público do Trabalho por permitir este assédio, o que é crime.

FLC

IFF Desrespeito A Júlia do RH está arrogante e mandona demais. Ela desrespeita os trabalhadores. Nós não aceitamos isso! Baixa a bola!

Assédio Há um técnico de segurança assediando os trabalhadores em função dos acidentes ocorridos em dezembro e janeiro na fábrica. Até as imagens dos acidentes estão sendo usadas para intimidar e constranger. A empresa ainda andou aplicando advertência a quem não juntava os canhotinhos de comprovação de entrada e saída. O RH, inclusive, chegou a ameaçar descontar do pagamento, o que é ilegal e um absurdo! E quando há mais de 25 pessoas trabalhando em hora extra, a empresa abre o

Informe Greve da Teknia A greve dos trabalhadores da Teknia, em Jacareí, deflagrada em dezembro aguarda julgamento da justiça. A empresa não aceitou a proposta de conciliação apresentada pelo Ministério Público do Trabalho, em dezembro. O sugerido pelo MPT foi aumento de 8% sobre o salário e a PLR, além das questões de praxe, como: o não desconto dos dias parados e estabilidade de emprego decorrente de negociação salarial.

Processos Coletivos da Monsanto: 1- Processo Adicionais de periculosidade e insalubridade Nº 0085300-05.2007.5.15.0013 Primeira Vara do Trabalho de São José dos Campos Sindicato ganhou em primeira instância, aguardando prazo para recurso.

2- Processo Redução do intervalo de refeição Nº 0010112-56.2015.5.15.0132 Quinta Vara do Trabalho de São José dos Campos Aguardando marcar data para audiência.

Johnson: Processos de Periculosidade e Insalubridade

C

om relação aos companheiros da Industrial, os termos de anuência assinados junto ao Sindicato já estão nas mãos da justiça. Aqueles que quiserem ainda podem assinar no Sindicato. Devemos agora aguardar o posicionamento do

juiz para então sabermos quando os pagamentos, efetivamente, poderão ocorrer. Farmacêutica Estamos aguardando apenas a liberação dos valores pela justiça para efetuar o pagamento dos trabalhadores.

PPR Monsanto

O

Sindicato não assinará o acordo se a empresa não recuar da avaliação individual.

Imposto Sindical (Contribuição Sindical)

U

m dia de trabalho de cada trabalhador é descontado no holerite de março a título de Imposto Sindical. O Sindicato dos Químicos é contra este imposto porque entendemos que o Sindicato deve ser mantido pela contribuição voluntária dos trabalhadores. É a compreensão e união dos trabalhadores que mantém a nossa luta! Nós já questionamos este Imposto, mas a sua aplicação foi mantida. Parte do dinheiro serve a federações e confederações sindicais pelegas, que não fazem a luta dos trabalhadores no chão da fábrica contra o sistema capitalista de exploração, apenas alimentam o burocratismo sindical.


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LER/DORT: uma doença que atinge os trabalhadores em razão da intensa pressão por produção

O

dia 28 de fevereiro foi o Dia Internacional de conscientização sobre LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos/ Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho). Essas enfermidades são doenças dos ossos, músculos e tendões que afetam, principalmente, o pescoço e os braços das pessoas. As LER/DORT são doenças que só existem porque os patrões expõem os trabalhadores a riscos, principalmente aos relacionados ao ritmo acelerado do trabalho - longas jornadas de trabalho, horas extras excessivas, pressão por produção etc. Essas enfermidades poderiam ser evitadas se não fosse tão intensa e voraz a vontade patronal de

explorar e lucrar, acima inclusive da proteção da saúde e da vida. Os trabalhadores lesionados com LER/DORT têm direito à abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), o que reconhece a origem do adoecimento no trabalho e garante estabilidade. E a luta pela saúde e direitos dos companheiros lesionados se torna ainda mais importante e grave com os ataques do governo federal aos direitos previdenciários. Até o auxílio-doença foi alvo de ataque.

Por isso, a nossa luta é no chão da fábrica, com o fortalecimento das CIPAs, das organizações dos trabalhadores, mas também a nossa luta é política contra o governo federal porque o patrão lesiona e o governo/INSS abandona! Não podemos permitir esse ataque contra a classe trabalhadora!

Você vende a sua força de trabalho para o patrão, não a sua saúde. Previna-se!

Solidariedade de classe aos trabalhadores da GM

O

ataque da GM aos metalúrgicos de São José dos Campos é uma ofensiva do capital contra toda a classe trabalhadora. O Sindicato dos Químicos é solidário a luta dos companheiros pela manutenção dos empregos e direitos trabalhistas. Os trabalhadores já perderam demais com os sucessivos layoffs, a redução do piso salarial da fábrica e ainda sem nenhuma garantia da estabilidade dos empregos. O governo federal se esquivou de cobrar da empresa a manutenção dos empregos, mas não hesitou em dar financiamento público e isenção fiscal para a GM. O S i n d i c a t o d o s Q u í m i c o s r e a l i zo u assembleias na Johnson, em fevereiro, de solidariedade aos companheiros metalúrgicos, que

estavam em greve. Os ataques da GM são os mesmos ataques implantados pela patronal de outros setores e até por governos contra os servidores públicos. Por isso, patrões e governos têm que saber que os trabalhadores lutarão unidos contra as demissões, contra a redução de direitos, contra os ataques aos direitos trabalhistas. Patrões e governos estão aplicando a política de ajustes neoliberais para aumentar os seus caixas e lucros a custa de mais exploração. Nós não podemos aceitar! Vejam o exemplo dos trabalhadores da Volks do ABC, que reverteram a demissão de milhares de trabalhadores com uma forte greve e conquistaram estabilidade até 2019.

Só com união e solidariedade a classe trabalhadora poderá derrotar os ataques impostos por patrões e seus governos contra o arrocho de salários, ameaça de demissões em massa e redução de direitos!

Torneio de futebol dos Químicos

O

Sindicato dos Químicos vai realizar um torneio de futebol dos trabalhadores da categoria. A ideia é realizar o campeonato com os sócios todos os anos. Nós vamos premiar as equipes campeãs com medalhas, troféus e um jogo de uniforme. Os trabalhadores podem se organizar por fábrica da forma como preferirem: por setor, turno etc. e se inscrever nas nossas subsedes ou sede, em São José dos Campos até 30 de abril. O local da competição será definido em breve.

A ideia é que a competição ocorra por cidade e os campeões de cada cidade disputarão entre si até sair a equipe campeã. Os quatro times campeões por cidades serão premiados, além do artilheiro da competição, time menos vazado, mais disciplinado etc. Esta é mais uma maneira de a categoria confraternizar e os trabalhadores químicos terem uma opção de lazer. Participe! Converse com os seus companheiros de fábrica e monte a sua equipe! Mais informações: (12) 3921-8177.

TORNEIO DE FUTEBOL

DOS QUÍMICOS

8 de março: Dia Internacional da Mulher

O

Dia Internacional da Mulher é uma data fundamental para entendermos o que significa para as trabalhadoras lutar por condições de igualdade. Todo dia é dia das mulheres receberem flores, mas o Dia Internacional da Mulher é muito mais que isso. Esse dia é mais do que nunca o momento de discutirmos que: ·

As mulheres ainda recebem menos que os homens realizando as mesmas atividades;

·

As trabalhadoras têm dupla-jornada, no trabalho e em casa;

·

A maior parte da responsabilidade pela criação dos filhos recai sobre a mulher;

·

O machismo e a opressão do capitalismo sobre o corpo da mulher transformam as trabalhadoras vítimas de assédio sexual, erotização constante na mídia, a ditadura da beleza, a mercantilização do corpo da mulher;

·

A cada 15 segundos uma mulher é espancada. Na maior parte dos casos, a a g r e s s ã o p a r t e d o marido/namorado/companheiro;

·

A cada 12 minutos uma mulher é estuprada no Brasil;

·

O julgamento moral machista persegue as mulheres, que têm suas vidas sexual e reprodutiva reguladas pelo julgo da sociedade, das religiões e até do Estado;

·

A trabalhadora foi atacada pelo governo com relação a direitos como pensão por morte e ainda querem diminuir a diferença de idade entre homens e mulheres para a aposentadoria, ignorando a dupla jornada da trabalhadora;

·

A discriminação profissional e assédio moral tanto no trabalho quanto nas relações

pessoais em função do gênero. Todos estes fatores oprimem e massacram a mulher trabalhadora. Por isso, o Dia Internacional da Mulher é uma data em que nós temos que levar a discussão pela igualdade de gênero adiante. E essa discussão passa por questões econômicas, religiosas, de raça etc. A mulher só será livre e liberta dos dogmas machistas quando toda a classe trabalhadora for livre do sistema capitalista de exploração, que nós divide em classe social, raças, gêneros, orientação sexual, etnias etc.

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ontudo, nós temos que avançar na discussão da igualdade de gêneros. A trabalhadora, mãe, mulher tem o direito de ser respeitada e ter os mesmos direitos sexuais, reprodutivos, no mercado de trabalho, em casa ou na rua do que os homens. Esta é a mensagem do 8 de março! As trabalhadores exigem igualdade de direitos!


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Capitalismo gera crise do abastecimento de água em São Paulo Para os acionistas, o lucro; para os trabalhadores, aumento da conta de água e luz

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ão existe crise da água ou hídrica. O que existe é uma crise do abastecimento porque o PSDB há 20 anos administra o Estado visando o farto lucro para os acionistas, os empresários, a especulação financeira. Resultado: terraplanagem predatória para loteamentos, o assoreamento e desflorestamento dos leitos dos rios com a derrubada de mananciais, a poluição do Tietê e outras reservas, como: o Guarapiranga. Derrubada dos mananciais e falta de planejamento Nunca faltou água em São Paulo. O problema é que o governo tucano permitiu a derrubada de 79% dos mananciais da região metropolitana ao mesmo tempo em que não ampliou os sistemas de captação e armazenamento de água. Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica constata que restam apenas 488 km2 (21,5%) de vegetação nativa na bacia hidrográfica de 2.270 km2 do conjunto de seis represas que formam o Sistema Cantareira.” Os reservatórios que abastecem o entorno da capital paulista são os mesmo de há 30 anos enquanto a população da região metropolitana aumentou de 12 para 22 milhões de pessoas. Privatização da Sabesp Com a abertura do capital da Sabesp na Bolsa de Valores de Nova York, o PSDB paulista entregou o abastecimento de água e coleta de esgoto para o mercado. A única meta do mercado é lucro. Portanto, investir em manutenção e expansão do sistema de armazenamento de água, de coleta e tratamento do esgoto é tratado como custo. Isso explica o inacreditável percentual de desperdício pela Sabesp de

36% da água tratada por causa de vazamentos e falhas na distribuição. Os dados são da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (ARSESP). Esse percentual de desperdício é suficiente para abastecer uma cidade como Campinas. Água não é mercadoria e não deve ser gerida pelo mercado. O agravante é que a companhia repassou R$ 4 bilhões de lucros aos acionistas enquanto o governador Geraldo Alckmin, protegido pela imprensa tucana, conseguiu R$ 5 bilhões do governo federal para obras emergenciais. Obras essas que levariam água de outros reservatórios (que também estão secos) para o sistema Cantareira. A criminalização do consumidor/trabalhador Na maior cara de pau do mundo, Alckmin e a imprensa burguesa que o sustenta politicamente culpam o consumidor pela falta de água. Lavar calçada ou o carro passou a ser visto quase como um ato lesapátria enquanto o consumo doméstico (que sim, pode economizar, mas não é o responsável pela crise do abastecimento) é responsável por apenas 8% da distribuição de água. 70% são consumidos pelo agronegócio e 22% pela indústria. Alckmin e os acionistas da Sabesp querem tirar das costas do consumidor o prejuízo com a falta de água para distribuição. A discriminação social no fornecimento de água Alckmin gastou R$ 3 bilhões para despoluir o Rio Tiete, mas o dinheiro escorregou pelo leito do rio só que a poluição ficou. Os bairros e condomínios chiques de ricos estão entupindo a prefeitura de São Paulo de pedidos para escavação de poços artesianos. Ou seja,

os ricos vão se apoderar dos lençóis freáticos. E o povo trabalhador? Reestatização da Sabesp e recuperação dos mananciais! Esta crise do abastecimento mostra que o Estado deve gerir o sistema de captação, armazenamento, distribuição e reutilização da água, que não deve gerar lucro, deve manter a vida! Nas mãos do mercado, a água é uma mercadoria como outra qualquer e serve apenas ao pagamento de dividendos aos acionistas, o que provoca aumento da conta de água e da de luz também. Por isso, qualquer discussão sobre a crise no abastecimento no estado de São Paulo só pode evoluir com a defesa a reestatização da Sabesp e a recuperação dos mananciais para a proteção das reservas de água e investimento no setor.

Nem dia 13, nem dia 15! A burguesia briga pela chave do cofre, mas é unida para retirar direitos e arrochar salários

A

onda de corrupção que inunda o nosso país revolta os trabalhadores, mas nós temos que ficar atentos. Não podemos ser usados como marionetes nas brigas de setores da burguesia, que lutam entre si pelo poder, mas aplicam os mesmos ajustes contra os trabalhadores no governo e nas fábricas. Os setores da burguesia derrotados na última eleição, ligados ao PSDB e aliados, inflam nas redes sociais o impeachment da presidente Dilma (PT) por causa do Petrolão (corrupção na Petrobras, que, aliás, vem desde a era do tucano FHC). Ora, companheiros! E a corrupção do trensalão do PSDB no metrô de São Paulo? E as privatarias lesapátria feitas pelos tucanos que agora resultam, por exemplo, na crise do abastecimento de água em São Paulo? Por isso, companheiros, não se enganem! Patrões e g o v e r n o s e stã o u n i d o s n a redução de direitos e aumento das tarifas nos serviços públicos. Não é a nova direita do PT ou a direita clássica do PSDB/PMDB que fará diferente, pois eles têm acordo

em sobretaxar o povo e retirar direitos dos trabalhadores.

patrões. É contra isso que temos que mobilizar e derrotar todos eles: PT/PMDB/PSDB/PP e um longo etc.

Nós não somos a favor do governo federal. Somos ferrenhos opositores a ele, como também aos governos estaduais e municipais porque temos a clareza política de que a raiz do problema é o sistema capitalista de exploração aplicado por todos estes setores que agora se digladiam pelo poder.

Setores governistas estão chamando atos a favor do governo Dilma no dia 13 de março e setores da burguesia pelo Fora Dilma no dia 15. Nós, trabalhadores, não devemos participar de nenhum deles, pois os objetivos não são os nossos: QUEREMOS EMPREGO, SALÁRIO, CONDIÇÕES DE TRABALHO E DIREITOS, MORADIA, ESCOLA, POSTOS DE SAÚDE EQUIPADOS E COM PROFISSIONAIS REMUNERADOS DIGNAMENTE, SEGURANÇA PÚBLICA E O FIM DO PACOTE DE MALDADE QUE JÁ COMEÇA A PESAR NO O RÇ A M E N TO FA M I L I A R E A M EAÇ A N O S S O S EMPREGOS. TAMBÉM QUEREMOS QUE OS LADRÕES DOS COFRES PÚBLICOS TANTO DO GOVERNO FEDERAL QUANTO DOS ESTADUAIS E MUNICIPAIS, SEM E S Q U E C E R D O S D E P U TA D O S E S E N A D O R E S CORRUPTOS, SEJAM PRESOS E O RETORNO DO DINHEIRO ROUBADO AOS COFRES PÚBLICOS. Porém, isso nenhum dos dois setores querem, pois ambos estão envolvidos até a medula nos esquemas de corrupção.

No caso de impeachment da presidente, quem assume é o vice, Michel Temer, do PMDB, um partido patronal, nefasto para a classe trabalhadora. Não é à toa que o p re s i d e nte d o S e n a d o, Re n a n Calheiros, e da Câmara, Eduardo Cunha, ambos do PMDB, acabam de ser acusados de envolvimento na corrupção da Petrobras, investigada pela Operação Lava Jato. Aliás, há dezenas de políticos de todos estes partidos da burguesia envolvidos neste esquema com as construtoras. Onde um rato come, o outro come também. Com a estória de impeachment eles querem desviar nossa atenção do que é fundamental: tomar as ruas, para derrotar o plano de ajuste do governo Dilma/Temer/Alckmin e dos

O

que nós apoiamos é a luta direta dos trabalhadores. O resto é apenas briga entre setores da burguesia para ver quem aplica os ajustes contra os trabalhadores e controla a chave do cofre.

EXPEDIENTE: Publicação do Sindicato dos Químicos de São José dos Campos e Região Edição/diagramação/fotos: Emerson José MTB:31.725 Site: www.quimicosjc.org.br e-mail: quimisjc@uol.com.br SJC: R. Cons. Rodrigues Alves, 51 CEP 12209-540 - Fone: 12-3921-8177 3953-3277

Jacareí: R. Floriano Peixoto, 78 Centro CEP 12308-030 - Fone: 12-

Boca no trombone 244 (1)  

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