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ED 133 - SETEMBRO 2022 - ANO 11
PL 2441/2022
LUTA PELA RECOMPOSIÇÃO SALARIAL AGORA É NO CONGRESSO NACIONAL 19.05.2022 - Ato em frente ao TRT3 mostrou indignação da categoria ao reajuste zero.
A recomposição salarial dos servidores do Judiciário Federal está tramitando na Câmara dos Deputados como PL 2441/2022. O projeto aguarda o despacho da Mesa Diretora da Câmara e deverá ser remetido para análise conclusiva das Comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP); de Finanças e Tributação (CFT) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC). Depois disso, passará pelas mesmas comissões no Senado. Em razão da Lei Eleitoral, entretanto, mesmo que a matéria seja aprovada pelas duas Casas este ano, a sanção presidencial deve ocorrer em 2023. O Congresso Nacional, portanto, passa a ser o alvo da luta da categoria neste momento, que busca melhorar o projeto e reduzir os prejuízos de uma defasagem salarial que já dura seis anos. Desde 2016, quando foi aprovada a última recomposição salarial, a inflação passa dos 60%. Só no atual do governo, desde janeiro de 2019, aproxima-se dos 30%. De autoria do Supremo Tribunal Federal (STF), O PL 2441/2022 prevê uma recomposição de 18%, aplicado em quatro parcelas, não cumulativas, a partir do ano que vem. De acordo com o texto, as parcelas serão integradas aos salários dos servidores da seguinte forma: - 5% a partir de 1º de abril de 2023; - 9,25 a partir de 1º de agosto de 2023; - 13,50% a partir de janeiro de 2024 e - 18% a partir de 1º de julho de 2024 No Congresso Nacional, a categoria se mobiliza pela redução do número das parcelas, lutando para que os 18% sejam integralmente incorporados à remuneração já em 2023.
Governo e STF foram os alvos da luta até chegar ao PL 2441/2022 Desde o início de 2022, o Sitraemg tem participado ativamente das mobilizações pela recomposição salarial. Inicialmente, junto à Fenajufe, à Frente Parlamentar Mista do Serviço Público e ao Fonasefe, o sindicato esteve nas articulações em defesa de uma recomposição de 19,99%. O índice buscava repor a inflação acumulada entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021. O governo Bolsonaro se recusou a negociar, embora tenha chegado a anunciar que concederia 5% de recomposição salarial linear ao conjunto do funcionalismo. Paralelamente, os servidores do Judiciário Federal pressionaram o STF para que buscasse um acordo com o governo em prol do reajuste. O Planalto não chegou a formalizar uma proposta. Convocados pelo Sitraemg, servidores (as) de Minas Gerais participaram das diversas mobilizações no estado e em Brasília. Nos atos públicos usaram vuvuzelas para mostrar a insatisfação com as cúpulas do Executivo e do Judiciário. Desse modo, o STF e o Congresso Nacional passaram a ser o foco das mobilizações. Até que, em sessão de 10 de agosto, a Corte aprovou a recomposição de 18%.
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