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Conexão Comércio - Mai/Jun 2014

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mensagem do PRESIDENTE Emerson Beloti de Souza Presidente do Sindicomércio - JF

Prezado Leitor, A Revista Conexão Comércio traz, em sua capa, o Presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Oliveira Santos. É importante o conhecimento do empresariado do comércio de bens e serviços da cidade a respeito do trabalho desenvolvido pela CNC/SESC/SENAC sob sua liderança. A missão dele é presidir a maior instituição dos empresários do comércio no Brasil e atuar perante aos grandes assuntos nacionais para atingir os anseios do empresariado brasileiro.

“Antonio Oliveira Santos é uma referência, por sua cultura, conduta, sabedoria e seu modo de liderar, pois o sucesso e a credibilidade de uma instituição estão ligados diretamente ao seu líder.”

A CNC, fundada em 4 de setembro de 1945, possui como parte do seu compromisso o fortalecimento do setor e a coordenação do Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio (Sicomércio), que reúne federações patronais e sindicatos representantes das categorias econômicas do comércio de bens, serviços e turismo de todo o Brasil. Os sindicatos, por sua vez, são organizados e liderados por representantes de micro, pequenas, médias e grandes empresas. Envolvidos com a defesa dos direitos de suas categorias e profissionais, esses empresários são a base da CNC. Este Sistema – CNC/SESC/SENAC – é referência em ações em prol do desenvolvimento social. Representa cerca de 2,7 milhões de empreendedores do comércio de bens, serviços e turismo, assegurando e garantindo os interesses e avanços do setor junto a órgãos de jurisdição e consultivos no Brasil e no mundo. Nesses organismos, a CNC contribui nas decisões e na formulação de diretrizes de políticas econômica, administrativa, social e ambiental. Quero registrar que o Presidente do sistema CNC/SESC/SENAC, Oliveira Santos, é uma referência, por sua cultura, conduta, sabedoria e seu modo de liderar, pois o sucesso e a credibilidade de uma instituição estão ligados diretamente ao seu líder. Os departamentos nacionais do SESC e SENAC são exemplos do que afirmo, caminham na vanguarda da evolução nos tópicos social e aprendizagem em nosso país. Sendo assim, é imperativo que os empresários do comércio de bens, serviços e turismo de nossa cidade conheçam um pouco das ações desta liderança, que destinou parte de sua vida à escolha do associativismo, em prol da defesa dos empresários representados pelos sindicatos patronais do país. Boa leitura!

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índice

Expediente: Conselho Editorial Emerson Beloti de Souza Sergio Costa de Paula Aline Furtado Jornalista Responsável Aline Furtado – MTb 09105/MG

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Colaboradores Célio Faria de Paula Gabriel de Andrade Ivo José Luiz Tejon Megido Nathalia Jucá Roberto Nogueira Ferreira Waleska Farias

Reportagem Especial: O desenvolvimento econômico de Juiz de Fora ao longo dos seus 164 anos

Capa: Entrevista com Antonio Oliveira Santos , presidente da CNC

A Revista Conexão Comércio não se responsabiliza por ideias e conceitos emitidos em artigos assinados, já que os mesmos expressam apenas o pensamento dos autores, não representando, necessariamente, a opinião da direção da revista. Caso necessário, a direção se reserva no direito de resumir os artigos. Os espaços publicitários são de inteira responsabilidade dos anunciantes.

Espaço do Leitor Contribua com a Conexão Comércio. Envie sugestões, críticas e comentários sobre os diversos assuntos publicados na revista. Nosso e-mail é jornalismo@sindicatodocomercio.org.br. Participe!

Diretoria 2014 / 2018 Emerson Beloti de Souza Presidente

Lucimar Las Casas Oliveira 3º Secretário

Nício Fortes Garcia 1º Vice-presidente

Alexandre Tassi Brugiolo 1º Tesoureiro

Rui Mussel da Silva 2º Vice-presidente Oddone Villar Turolla 3º Vice-presidente Paulo Roberto Lopes 4º Vice-presidente Marcelo Rodrigues Sepúlveda 1º Secretário Carlos Alberto Martins de Pinho 2º Secretário

Gilson Guimarães Peixoto 2º Tesoureiro Zênio Fernandes Filho 3º Tesoureiro Sergio Costa de Paula Superintendente

03 – Mensagem do Presidente 06 - Notas 12 – Coluna do Advogado 13 – Coluna do Contador 36 – Ações de Representatividade 46 – História dos Associados 47 – Novos Associados 51 – Comportamento 52 – Espaço Saúde 54 – Motivacional

Fotografias Agência Câmara de Notícias Arquivo pessoal Pedro Ladeira Halfeld Divulgação CNC Algumas fotografias utilizadas nesta edição foram gentilmente cedidas por entidades creditadas. As fotografias utilizadas nos espaços publicitários são de responsabilidade dos anunciantes. Imagens Shutterstock.com Deptº Comercial Gabrielle Paiva (32) 9198-0535 Projeto Gráfico e Editoração ArtWork Propaganda (32) 3215-7075 Periodicidade: Bimestral Tiragem: 5.000 exemplares Impressão: Gráfica Central Contato Telefone: (32) 3215-1317 E-mail: sindicomerciojf@sindicatodocomercio.org.br Site: www.sindicomerciojf.org.br Facebook: Sindicomércio-JF Twitter: @sindicomerciojf Endereço: Avenida Rio Branco 2.588/5º andar – Centro Juiz de Fora – MG Funcionamento: de segunda a sexta, de 8h30 às 18h30


NOTÍCIAS

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NOTAS

Crédito ao consumidor pode crescer 9% até dezembro O Banco Central do Brasil divulgou, recentemente, levantamento que aponta que a média diária de concessão de recursos destinados às pessoas físicas cresceu 3,6% em fevereiro, na comparação com o mês anterior, já computados os ajustes sazonais. O aumento se deu, principalmente, em função do crescimento de 23,3% do crédito consignado. Quando comparadas ao mesmo mês de 2013, as concessões registram expansão de 14,2%, com destaque para o crédito consignado (+27,9%) e para os recursos do cartão de crédito (+15,8%). A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o crédito ao consumidor deverá fechar o ano com crescimento nominal de 9% sobre 2013, com taxas de juros ao tomador, atingindo 39,9% ao ano, observadas a atual previsão de evolução do PIB em 2014 (+1,7%) e as expectativas da taxa básica de juros para dezembro do corrente ano (11% ao ano). A entidade projeta ainda que, conforme as previsões de variação do crédito às empresas (+2,5%) e dos recursos direcionados para este ano, a relação crédito/PIB deverá encerrar 2014 em 57,3%%, 1,5 ponto percentual em relação aos atuais 55,8%. Fonte: CNC

Atividade econômica deve crescer até 2,5% em 2014

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A tendência para a atividade econômica brasileira é de crescimento de 2% a 2,5% em 2014. Os dados referentes à atividade em janeiro e fevereiro apontaram um viés positivo, afirmou Fernando Ribeiro, coordenador do Grupo de Estudos de Conjuntura (Gecon) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A produção industrial cresceu 2,9% em janeiro. O primeiro mês do ano também mostrou desempenho melhor do que o esperado das vendas no varejo, aceleração do ritmo de crescimento de empregos formais e aumento de 3,6% no rendimento real dos trabalhadores. O instituto prevê, ainda, inflação pressionada, próxima ao teto da meta, e as contas externas sob controle, apesar do maior déficit comercial. Conexão Comércio - Mai/Jun 2014

Fonte: Ipea


Aneel aprova modalidade pré-paga de energia A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, recentemente, a possibilidade de as distribuidoras oferecerem energia pré-paga aos consumidores. A tarifa do pré-pagamento será igual à da pós-paga, mas a distribuidora poderá dar descontos para incentivar os consumidores a aderirem à novidade. Estima-se que até o fim do ano o pré-pagamento de energia possa ser oferecido. A adesão dos consumidores será opcional, e os custos da instalação dos medidores deverão ser pagos pelas distribuidoras. Os créditos comprados não terão prazo validade e o retorno ao modelo convencional poderá ser solicitado a qualquer momento, e o pedido deve ser atendido em no máximo 30 dias. Quem optar pelo sistema pré-pago receberá um crédito inicial de 20 quilowatts-hora (kWh) e poderá comprar um crédito mínimo de 5 kWh. Quando os créditos estiverem perto de acabar, o consumidor vai ser notificado por meio de alarmes visual e sonoro no medidor, que terá que ficar dentro da unidade consumidora, para que haja tempo hábil para providenciar uma nova recarga. Quando o crédito acabar, o consumidor poderá solicitar à distribuidora um crédito de emergência de 20 kWh, que deverá ser disponibilizado em qualquer dia da semana e horário, e será pago na próxima compra. Pela média do consumo dos brasileiros, essa energia deve ser suficiente para três dias de uso. Fonte: Agência Brasil

Já está valendo a portabilidade para financiamento pelo FGTS Quem comprou um imóvel pelo Sistema Financeiro da Habitação utilizando o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) poderá trocar o financiamento de banco em busca de taxas de juros mais atrativas. A portabilidade, que está valendo desde o dia 5 de maio, foi aprovada com base na Lei 12.810/13 e na Resolução 4.292/13 do Conselho Monetário Nacional. Com isso, foi retirada a exclusividade da Caixa Econômica Federal para fazer financiamentos imobiliários que utilizem o FGTS. Fonte: Diário do Comércio

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REPORTAGEM ESPECIAL

O

DESENVOLVIMEN

DE

JUIZ D AO LONGO DOS SEUS

Em comemoração aos 164 anos de Juiz de Fora, celebrados no dia 31 de maio, a Conexão Comércio levantou o histórico econômico da cidade, desde a sua criação até od dias atuais.

As origens As origens de Juiz de Fora se confundem com a história de Minas Gerais porque perpassam pelo Ciclo do Ouro. Com sua área habitada, inicialmente, por índios das tribos Puris e Coroados, foi desbravada com a abertura do Caminho Novo, estrada construída em 1707 para o transporte do ouro da região de Vila Rica (hoje Ouro Preto) até o porto do Rio de Janeiro. Às margens do Caminho Novo, surgiram diversos povoados, entre eles, o arraial de Santo Antônio do Paraibuna, que começou a ser ocupado por volta de 1713, dando origem, no início do século XIX, à vila de Santo Antônio do Paraibuna,

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ocupada por famílias de fazendeiros e colonos vindas da região do ouro (Ouro Preto e Mariana) e, posteriormente, da região das Vertentes (Barbacena e São João del-Rei). O município de Santo Antônio do Paraibuna desmembrou-se de Barbacena em 31 de maio de 1850, sendo elevado à Cidade do Paraibuna em 1856. Em 1865, ganha nome de Juiz de Fora, topônimo que está vinculado à presença de um magistrado nomeado pela Coroa Portuguesa para atuar onde não havia juiz de direito, que se hospedou, por pouco tempo, numa fazenda na região. De 1850 a 1870, Juiz de Fora vivenciou expansão da economia cafeeira, após esgotamento dos solos do Vale do Paraíba, tornando-se o principal produtor de café da Zona da Mata mineira em torno de 1855, posto que abandonou somente nas primeiras décadas do século XX. O progresso do capital cafeeiro transformou a região numa cidade de barões do Império.


REPORTAGEM ESPECIAL

NTO ECONÔMICO

DE FORA 164 ANOS Juiz de Fora, na segunda metade do século XIX, foi um importante entreposto comercial para a mercadoria escrava, tanto pelo estado desenvolvido de suas lavouras cafeeiras quanto por sua posição geográfica privilegiada na Zona da Mata e seus vínculos com o Rio de Janeiro. Na década de 1850, é fundada a Companhia União e Indústria, que iniciou a construção e deu nome à estrada que ligava Juiz de Fora a Petrópolis, reduzindo o tempo de viagem entre a Corte e a província de Minas Gerais, acelerando o escoamento da produção cafeeira. O fim do tráfico de escravos, na década de 1850, gerou valorização da mão-de-obra, elevando os preços e dificultando seriamente a sobrevivência de uma economia baseada unicamente em relações de produção escravista. Muitas famílias de outras regiões de Minas e do país chegaram à cidade a partir de meados do século XIX, ampliando as redes de negócio, o

fluxo comercial e o comércio escravista. Também chegaram os imigrantes alemães, italianos, portugueses, espanhóis, sírio-libaneses e algumas famílias inglesas.

Urbanização e comércio urbano O povoado iniciou o desenvolvimento de atividades urbanas na década de 1840, quando surgiram investimentos no setor de construção e planos de cafeicultores para a construção da Igreja Matriz e da Santa Casa de Misericórdia. Só após dez anos da construção da Estrada União e Indústria, foi criado um plano de demarcação e nivelamento da cidade, calçamento das ruas centrais e construção do matadouro municipal, intensificando o comércio com a instalação de diversas vendas e armazéns. Em 1870 instalamse um telégrafo, um fórum da justiça, um banco e outros serviços. No mesmo ano, também é

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instalada a primeira tipografia da cidade. Assim, a cidade passou a ser o principal centro urbano e comercial da Zona da Mata, com interesse tanto da aristocracia cafeeira quanto dos comerciantes. Ao longo das décadas de 1860 e 1870 surgiram diversos estabelecimentos comerciais e fabris pertencentes aos imigrantes. A ascensão econômica de alguns ocorreu no momento de inversão do capital agrário nos setores industriais, financeiros e comerciais da cidade. A reprodução da economia local na década de 1880, inegavelmente, teve participação dos imigrantes e fazendeiros. Em 1880, foi organizado um sistema de transporte urbano na cidade, com o contrato para a instalação da linha ferro-carril para fluxo interno de cargas e viajantes. A partir de 1890, comerciantes, industriais e cafeicultores investem em eletrificação, transporte, comunicação e no sistema bancário, buscando desenvolver a infraestrutura adequada ao crescimento industrial.

Industrialização Um incipiente setor urbano-industrial começa a se desenvolver na cidade a partir de 1880. A indústria desenvolve-se melhor no período, fazendo a cidade tornar-se o principal centro industrial do estado, deixando-o de ser apenas no fim da década de 1930. O processo que levou Juiz de Fora a este posto gerou várias companhias anônimas, que ampliaram seu tipo de operação para além do industrial. A partir de 1890 instalamse fábricas de maior porte e a população operária aumenta significativamente. A Usina Hidrelétrica de Marmelos foi a primeira grande usina hidrelétrica da América do Sul, inaugurada em Juiz de Fora no ano de 1889. O empreendimento foi idealizado por Bernardo Mascarenhas, projetado para atender não apenas às indústrias de tecidos do empresário, mas também para fornecer eletricidade à iluminação pública da cidade, antes alimentada a gás. Tendo novos estímulos, capitais e investimentos, a circulação comercial na cidade cresceu em conjunto com o mercado consumidor e de trabalho, ganhando novos serviços

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urbanos como agências bancárias, telefones e energia elétrica. Neste ambiente favorável, sua industrialização avançou com o aparecimento de diversas unidades fabris e com o crescimento global de sua economia. Passou a ser conhecida como “Manchester Mineira” à época em que seu pioneirismo na industrialização a fez o município mais importante do estado. No início do século XX os principais setores da indústria eram o têxtil e o de alimentos, com maior quantidade de operários, investimentos e força motriz. As indústrias têxteis já não eram artesanais e manufatureiras, enquanto as de alimentos eram, em sua maioria, de pequeno porte. Entretanto, nas décadas seguintes uma crise estrutural emperra o crescimento industrial de Juiz de Fora. No final dos anos 60, mais modificações: o crescimento populacional, a urbanização descontrolada, a economia baseada na prestação de serviços, o acirramento das questões sociais e o intenso debate político, característico da época. A criação da Universidade Federal de Juiz de Fora, no governo do presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira, trouxe à cidade uma contribuição fundamental: empregou e atraiu milhares de estudantes, incentivando um maior consumo de bens e de serviços.

E hoje? Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda da Prefeitura de Juiz de Fora, André Zuchi, nos últimos anos, a economia da cidade vem passando por uma inflexão. “São mudanças que vêm sendo percebidas e se fazem necessárias para que, a longo prazo, quando ocorrer o boom, estejamos preparados. Se pensarmos em um movimento de curto prazo, o cenário é ruim, mas as expectativas são boas porque nossa cidade tem tamanho. Precisamos perseguir agora para criar um ambiente favorável adiante. Eu vejo, sim, a longo prazo, um cenário promissor, com a recolocação de Juiz de Fora e toda a Zona da Mata no cenário econômico nacional.” Para ele, as dificuldades podem ser enumeradas em três pontos. Um deles seria a


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pouca disponibilidade de áreas para expansão. “As áreas que existem têm um custo altíssimo, o que dificulta novos investimentos.” Para Zuchi, outro gargalo seria o salário médio pago em Juiz de Fora. “Nossa média salarial ainda é baixa. Então, como fazer para mudar este quadro? É preciso desenvolver, fazer a economia crescer, principalmente o setor industrial, que é capaz de criar empregos no entorno, ou seja, no comércio e serviços.” O terceiro ponto que deve ser alterado para que haja crescimento da cidade diz respeito aos investimentos tecnológicos. “Esta é uma forma de incentivar o crescimento, a profissionalização e até mesmo a fixação e de retorno de pessoas a nossa cidade.”

Demanda continua O secretário destaca que, mesmo diante da retração econômica nacional, que reflete em

Juiz de Fora, assim como em outras cidades, a demanda continua. “Em menor escala, se compararmos com tempos atrás, mas Juiz de Fora continua sendo demandada. E um exemplo disso são as franquias.” Zuchi considera que, mesmo com os entraves econômicos, a cidade está avançando bem. “Um dos setores é o de comércio e serviços, basta lembrar que um shopping está sendo construído na Zona Norte e outro, na região Sul, já anunciou a sua expansão. Além disso, em breve a cidade ganha mais quatro hotéis.” Entre as apostas de Zuchi para a arrecadação municipal estão os setores de logística e o setor de tecnologia. “Estamos buscando atrair empresas do setor de logística e a âncora pode ser o Centro de Distribuição da Fiat. Além disso, temos o Parque Científico e Tecnológico de Juiz de Fora e região, da Universidade Federal de Juiz de Fora, também como aposta.” Fontes: IBGE / Wikipédia /Juiz de Fora: Vivendo a História (Mônica Ribeiro de Oliveira)

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Coluna do

Advogado

Nathalia Jucá Advogada, escritório Décio Freire & Associados

fonte: Agência Câmara de Notícias

Entenda sobre o Marco Civil da Internet Em 24/04/2014 foi sancionada a Lei nº 12.965, conhecida como “Marco Civil da Internet”, que regulamenta assuntos variados decorrentes do uso da internet no país como, por exemplo, o respeito à liberdade de expressão; neutralidade da rede; guarda de registros; finalidade social; livre desenvolvimento de modelos de negócios; responsabilidade civil de conteúdo gerado por terceiros. A menos de 60 dias para entrar em vigor a “Constituição da Internet”, merecem destaques alguns pontos que modificarão o cotidiano de empresas e usuários. Neutralidade da rede: As empresas deverão tratar de forma isonômica quaisquer serviços de pacotes de dados. Eventual diferenciação do tráfego só será admitida nas hipóteses excepcionais previstas pela lei. Entende-se, então, que haverá restrição para oferta de pacotes de acordo com o perfil do usuário, variando velocidade e preços, ou redução de velocidade de conexão por conteúdo acessado, por exemplo. A maior crítica é a forma como ocorrerá o monitoramento desta troca de dados, já que nem todos têm saber técnico para confirmar se está correta. Responsabilidade civil: Em relação aos provedores de aplicações de internet, ocorrerá responsabilização civil por danos decorrentes de conteúdo gerado por terceiros se, após ordem judicial, não tomarem providências para, nos seus limites técnicos e no prazo fixado, o tornar indisponível. A previsão já sofre severas críticas, pois o que se podia antes resolver de forma mais célere na esfera extrajudicial, agora poderá abarrotar ainda mais o judiciário. Sobre conteúdo de nudez ou atos sexuais privados expostos sem autorização, sua remoção ocorrerá mediante notificação extrajudicial, realizada pelo usuário ou seu advogado, cabendo responsabilização subsidiária do provedor, caso não promova

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a retirada. Tais medidas visam assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura. A responsabilidade de prestadores ou fornecedores de serviços, sob a ótica das relações de consumo, excetuadas as atividades previstas pela lei, permanecerão sujeitas às previsões do Código de Defesa do Consumidor e Código Civil. Marketing digital: Está vedada a utilização de informações dos usuários com fins comerciais. Neste tipo de abordagem, as empresas filtram o conteúdo acessado pelos usuários, permitindo direcionar anúncios. A alteração impacta diretamente na forma como o e-commerce lida com os dados armazenados, já que, atualmente, o controle das lojas virtuais se dá basicamente com o mapeamento dos acessos. Significa afirmar que as formas para atingir determinado público deverão ser revistas, bem como os procedimentos internos e termos de uso de provedores de acesso; conteúdo e serviços, além dos termos de política e privacidade, já que as informações do usuário só poderão ser utilizadas após expressa anuência. Privacidade: Os provedores de acesso (sites e afins) deverão zelar pela privacidade dos dados dos usuários. Na nova lei há uma série de normas que visam garantir a segurança, inviolabilidade e sigilo das comunicações, proteção de dados pessoais, prazo para guarda dos dados etc. Caberá ao usuário a escolha de permitir a utilização de seus dados, com excepcional possibilidade de disponibilização dos mesmos em decorrência de ordem judicial ou requisição, na forma da lei. O Marco Civil da Internet é um avanço no trato jurídico das relações oriundas da utilização da rede. Contudo, não restam dúvidas que alguns pontos restam lacunosos e até mesmo divergentes no entendimento dos Tribunais Superiores, o que certamente ainda ensejará grandes debates sobre a matéria.


Coluna do

contador

Célio Faria de Paula Contador e Diretor da Tecol Consultoria Empresarial

Fazer ou não a contabilidade? Eis a questão A decisão unilateral da Receita Federal do Brasil (RFB), no passado, ao criar a opção pela tributação simplificada dos impostos federais, Lucro Presumido e Simples Nacional, passando a exigir dos contribuintes somente a apresentação do Livro Caixa e dispensando a exigência do Livro Diário, tornou-se uma arapuca pela qual alguns profissionais da contabilidade ainda se deixam seduzir. Sugere o procedimento um discutível benefício para o contribuinte, reduzindo a burocracia, mas o deixa vulnerável quando estiver sob qualquer procedimento de auditoria, principalmente as oriundas dos órgãos de fiscalização. O Livro Caixa poderá ser uma ferramenta usada contra ele, diante da sua fragilidade como escrituração contábil. Todavia, o empresário e a sociedade empresária são obrigados, pelos artigos 1.179, a 1.181 do Novo Código Civil, a seguir um sistema de contabilidade e levantar, anualmente, o Balanço Patrimonial, assim como autenticar o Livro Diário nas Juntas Comerciais. Frise-se ainda o artigo 1.078, que estabelece a prestação de contas, a deliberação sobre o Balanço Patrimonial e a Demonstração dos Resultados. A decisão do profissional da contabilidade em não efetuar os registros contábeis das empresas sob sua responsabilidade coloca-o na condição de coobrigado, respondendo, junto com o empresário, criminalmente e, com os seus bens patrimoniais, por eventuais danos causados a terceiros. Sem cumprir essas obrigatoriedades estará a empresa impedida de instruir o pedido de beneficio da recuperação judicial, no caso dos negócios não irem bem, podendo ser requerida a sua falência, sujeitando o empreendedor às duras penas da lei pela ausência da escrituração

contábil regular. Nas demandas trabalhistas ficará vulnerável diante da necessidade de comprovação das obrigações trabalhistas. Nas dissidências societárias, a apuração dos direitos e deveres dos sócios perante o patrimônio líquido, além de inviabilizar o acerto de contas, o qual poderá levar os responsáveis a responder judicialmente pelas omissões devido à ausência da contabilidade. A escrituração apenas do Livro Caixa não gera informações contábeis suficientes para o empreendedor tomar decisões a respeito dos resultados econômicos, assim como da evolução patrimonial de sua empresa. A decisão de investir, de reduzir custos ou de praticar outros atos gerenciais deve-se sustentar em dados técnicos, extraídos dos registros contábeis, colocando em risco o seu patrimônio. Não conseguirá apurar o lucro real em suas operações, ficando refém das opções simplificadas de pagamento de impostos, cruelmente calculadas sob o faturamento, distante da dimensão de sua real carga tributária. Felizmente, os efeitos negativos da decisão da RFB estão sendo gradativamente dissipados devido ao posicionamento crescente dos bons profissionais da contabilidade ao ignorá-la, em detrimento do cumprimento das exigências do Novo Código Civil, efetuando na forma da lei os registros contábeis de todas as empresas sob sua responsabilidade técnica. Contudo, ainda existem profissionais contábeis que, por comodismo, ainda insistem em mantê-la, contando com a complacência de seus clientes, empresários, se é que assim podemos chamálos, que lamentavelmente não utilizam a contabilidade como ferramenta extraordinária na administração, manutenção, controle e segurança de seus negócios.

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ARTIGO Especial

Gabriel de Andrade Ivo Economista da Fecomércio MG

DIA DOS NAMORADOS UMA DATA IMPORTANTE PARA O COMÉRCIO

O mês de junho está tomado pela emoção, carinho, romantismo e amor. Afinal, é o mês dos namorados, que deve ser aproveitado ao máximo pelo comércio. Mas como aproveitar esse momento? Inovando! Para isso, que tal seguir dois caminhos? Usar a tecnologia para estudar e conhecer seu cliente e explorar os cinco sentidos para criar sensações estimulantes aos consumidores. Não abra mão da inteligência e da criatividade, ambas poderão ser os diferenciais que atrairão os clientes. Investir no comércio eletrônico, nas redes sociais e em ferramentas de análise de clientes e mercado são exemplos de como a tecnologia da informação pode estar ao lado do empresário. Pensar em novas estratégias é crucial para aumentar a produtividade dos funcionários e a competitividade do seu negócio. A emoção também tem tudo a ver com o Dia dos Namorados, e os sentidos estão aflorados neste momento. Dessa forma, estimulá-los é o segredo para atrair ainda mais os clientes. O chamado Marketing Sensorial pode ser uma importante ferramenta, pois consiste na criação de sensações através da audição, do tato, da visão, do paladar e do olfato. Um layout diferenciado pode ativar a visão, a degustação estimula o paladar, uma climatização agradável estimula o tato, a aromatização do ambiente

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ARTIGO Especial

“A diversificação do mix de produtos é fundamental, pois nem tudo são flores no mês dos namorados. Os casais de hoje priorizam presentes utilitários, como roupas, perfumes, joias, eletrônicos, calçados e acessórios. Ou seja, os namorados movimentam todo o varejo.”

aflora o olfato e uma boa música ambiente torna a audição mais ativa e o local mais agradável. São ações simples, que parecem pouco importantes, mas que fazem diferença, e poucos empresários as utilizam. Faça o teste você mesmo e aproveite as vantagens! A diversificação do mix de produtos é fundamental, pois nem tudo são flores no mês dos namorados. Os casais de hoje priorizam presentes utilitários, como roupas, perfumes, joias, eletrônicos, calçados e acessórios. Ou seja, os namorados movimentam todo o varejo. Você sabe como o Dia dos Namorados surgiu? A data foi inspirada no Dia de São Valentim (Valentine´s Day), celebrada nos Estados Unidos todo dia 14 de fevereiro. Em 1949, o publicitário João Dória, a pedido de uma loja de departamentos paulistana adaptou o Dia dos Namorados para o Brasil, como uma forma de aquecer as vendas de junho. Representantes do comércio escolheram o dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio (santo português conhecido pela tradição de casamenteiro) para celebrar a data no país. Atendendo ao surgimento da data, não esquecer que o Dia dos Namorados está entre as três principais datas comemorativas do comércio varejista. Aproveite este momento para atrair os clientes, oferecendo momentos agradáveis dentro do estabelecimento e cativando-os para que retornem em outros momentos. Deixe o marketing “boca a boca” acontecer. Chame sua equipe e faça uma reunião de planejamento. Observe a concorrência, analise seus produtos e serviços, prepare a vitrine, ofereça conforto, treine seus colaboradores, avalie as modalidades de pagamento e prepare diversas opções: lembrancinhas, lembranças, presentes e presentões.

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COLUNA

TRIBUTÁRIA

Roberto Nogueira Ferreira Consultor da Presidência da CNC em Brasília. Proprietário de RN Consultores e RN & Marini Editora e Comunicação Ltda.. Foi Auditor Fiscal em MG, Chefe da Assessoria Econômica da SEF, Professor de Finanças Públicas e Secretário da Fazenda da Prefeitura de Juiz de Fora. Autor do livro “A Reforma Essencial”.

Alguém ainda crê em reforma tributária?

Num país em que a União Federal, 27 estados (incluindo o DF) e 5.570 municípios detêm competências tributárias específicas, será que alguém crê na construção de um novo sistema tributário que seja do interesse do país? Depois de mais de 20 anos debatendo tributação país afora, respondo em uma única palavra: Não! A demagogia política assaltou o debate. A crítica centra-se no tamanho da carga tributária, viés de quem não é do ramo. Hoje, o mais importante, posto que danoso ao país, é debater a qualidade da tributação, que é complexa, onerosa, indutora da sonegação, anticompetitiva, anti-investimento e de baixo diálogo com o comércio externo. Também é consenso histórico que um bom sistema tributário há de ser transparente, simples, neutro, equitativo, justo, universal e aderente à capacidade produtiva dos contribuintes. Há alguma semelhança com o sistema brasileiro? Vou citar só três exemplos que comprovam a tese de que os bons princípios não são observados pela tributação brasileira. 1) Há um acúmulo extraordinário de créditos fiscais acumulados. Estima-se em R$ 40 bilhões de ICMS e R$ 20 bilhões de PIS e COFINS. 2) O cálculo do ICMS é “por dentro”. Uma venda de R$ 100 com alíquota de 18% de ICMS não gera um débito de R$ 18, mas de R$ 21,95, porque o ICMS integra sua própria base de cálculo. 3) Há mais de 250.000 normas tributárias em vigor no Brasil. Incluo-me entre os que defendem a tese de que o pecado original do ICMS vem de sua concepção.

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Inspirado no modelo francês de tributação sobre o valor agregado, o então ICM, aplicado em um estado federativo como o Brasil, não poderia sobreviver sem problemas interestaduais. A deterioração tributária se ampliou após a Constituição de 1988. Todos os três níveis reagiram cada um por si. A União enfatizou as contribuições sociais que não são repartidas com estados e municípios, via FPE e FPM. A arrecadação de PIS-PASEP, COFINS, CSLL (e CPMF) cresceu em maior proporção que a de IPI e IR que não são repartidas com estados e municípios. Os Estados iniciaram um espetacular fratricídio tributário, por meio de guerra fiscal para atrair investimentos; idem para atrair “importações”; uso desmedido da substituição tributária, que é a negação do ICMS; aumento do número de alíquotas; concentração das maiores alíquotas em produtos essenciais (energia + telecomunicações + petróleo). Em Minas, o ICMS sobre energia é 30% por dentro, 42,5% real. Lembro que antes da Constituição de 88 a energia era tributada pelo IUM com alíquota de 8%. Os municípios ampliaram a base de cálculo do ISS. Esse quadro dificulta debates racionais acerca de uma proposta tributária que leve em conta o interesse nacional em um mundo cada vez mais globalizado e competitivo. No meio disso tudo, nós, cidadãos e empresas, bancando a conta. Houve avanços no período e há boas propostas em debate, mas o espaço acabou.


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Muito presente na internet, seja por meio do seu site ou das redes sociais, o SindicomércioJF entrou no clima da Copa do Mundo 2014 e é um dos parceiros do Grupo Emedia e da Rádio Alô FM em um Bolão da Copa online. “É uma forma de comemorar e também de fazer a Copa acontecer. E esta parceria com o SindicomércioJF é importante porque se trata de uma entidade que acredita nos jovens, incentivando-os como futuros profissionais. A parceria vai alavancar nossa promoção entre este público, inclusive”, destaca o diretor do Grupo Emedia, Diogo Garcia. Qualquer pessoa, de todo o Brasil, pode participar. Para isso, basta acessar o site http:// www.bolaodacopa.com e fazer o cadastro gratuitamente. “Por lá é possível dar o palpite assim como é feito nos bolões convencionais. A cada jogo, o desempenho dos participantes vai se revelando e os usuários vão conquistando pontos. Os resultados dos palpites são cumulativos e vencem aqueles que conquistarem maior número de pontos ao final do campeonato”, explica Garcia. A promoção contará com dois rankings. Um deles é o nacional, enquanto o outro vai contabilizar os palpites de participantes que residam em Juiz de Fora e na Zona da Mata. A promoção teve início no dia 15 de maio e vale até o dia 13 de julho. “Esta é a segunda edição do Bolão da Copa. A primeira, na Copa do Mundo de 2010, foi um sucesso e temos certeza que iremos manter isso”, aponta Garcia.

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Pontuação A pontuação das respostas para os jogos em todas as rodadas segue os seguintes critérios: 25 pontos - Acertando o resultado e o placar exato do jogo; 13 pontos - Acertando o placar apenas do time vencedor; 07 pontos - Acertando o placar apenas do time perdedor; 50 pontos (chute certo) – acertando a seleção que será campeã da Copa do Mundo 2014. *Em caso de empate no resultado do jogo, haverá pontuação apenas para quem acertar o placar cheio (não há vencedor nem perdedor). **Para a pontuação no Bolão da Copa, será considerado o resultado final do jogo no tempo normal (1º e 2º tempo), ou caso houver prorrogação, o resultado final da prorrogação. ***Caso a partida vá para a disputa de pênalti, o resultado final não será pontuado. Prevalecerá o resultado do final da prorrogação. Entre os prêmios do Bolão da Copa 2014 estão TVs, máquinas fotográficas e tablets.


DIA DAS MÃES MOVIMENTA COMÉRCIO JUIZ-FORANO

Mesmo diante de um período de cautela por parte do consumidor, devido à inflação e ao crédito caro, o Dia das Mães, comemorado no dia 11 de maio, registrou leve aumento nas vendas no comércio de Juiz de Fora. Considerada a segunda melhor data para o comércio, ficando atrás apenas do Natal, o Dia das Mães movimentou as ruas da cidade, principalmente na véspera da data. A expectativa é que o cenário se mantenha em outra data importante para os lojistas, o Dia dos Namorados. Segundo informações levantadas por meio da pesquisa realizada pelo SindicomércioJF, boa parte dos consumidores, 31,40%, iria investir entre R$ 50,01 e R$ 100,00 no presente para as mamães, o que ficou comprovado. O levantamento ouviu 386 pessoas. Numa consulta por amostragem, os itens preferidos para os presentes confirmaram a pesquisa: roupas, apontadas por 29,36% dos entrevistados; cosméticos, escolhidos por 8,56%; e flores, preferência de 8,26%. Pagamento das compras à vista, em dinheiro, foi o preferido pela maioria, assim como previsto pela pesquisa. Com menos intensidade que o Dia das Mães, o comércio já está preparado para outra data que também contribui para o desempenho do varejo – o Dia dos Namorados.

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Em recente pesquisa de intenção de compras para uma data comemorativa, realizada pelo Sindicomércio-JF, os participantes apontaram o que faz a diferença na hora do atendimento em um estabelecimento comercial. Entre os três pontos mais citados estavam a cortesia e a educação por parte do vendedor, a atenção exclusiva ao cliente e o cuidado do vendedor em oferecer diversas opções em produtos. Com base nisso, é importante ter em mente que consumidor satisfeito pode auxiliar na fidelização. Ou seja, é importante que o cliente nunca saia da empresa com a impressão de ter sido mal atendido, sob risco de nunca mais voltar. Lembre-se: assim como experiências negativas são passadas adiante, as positivas também são. A função de atender jamais pode se mostrar rotineira. Constitui sério erro definir o atendimento ao cliente como trabalho de rotina. Pelo contrário, todo cliente exige um tratamento diferenciado, pois cada um tem necessidades diferentes. O importante é fazê-lo se sentir especial. Com base nisso, listamos dicas para que não haja erro por parte do colaborador durante o atendimento.

Seja consciente e cortês Atenda bem a qualquer pessoa. Para isso, esqueça os preconceitos. Pare de formar impressões antecipadas e distorcidas a respeito dos clientes. O tratamento “senhor” ou “senhora” deve ser dirigido mesmo a jovens, a não ser que o cliente o autorize a chamá-lo por “você”.

Dê as boas-vindas Cumprimente a todos com um sorriso. Esse é um modo de nos mostrarmos agradáveis e

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receptivos, o que facilita o contato com o cliente. Sempre que possível, chame-o pelo nome, procurando pronunciá-lo corretamente.

Atenda de imediato Nunca deixe uma pessoa esperando, principalmente se o serviço que estiver fazendo não tiver relação com o assunto que o cliente irá tratar. Para quem espera, um minuto torna-se uma eternidade. Há pessoas que aguardam por dois minutos e depois são capazes de dizer que esperaram por mais de dez. No entanto, após ter sido inicialmente atendida, a pessoa aguarda com mais calma.

Demonstre boa vontade Mesmo fora de seu setor, cumprimente a todos. Não só os colegas de trabalho, mas também os clientes. A gentileza não precisa se restringir ao setor de atuação, mas pode (e deve) se estender a toda a empresa. É sempre gratificante para o consumidor ser reconhecido e cumprimentado.

Dispense muita atenção ao cliente Faça com que ele se sinta bem-vindo. Trate-o como alguém importante para a empresa. Comentários agradáveis valorizam a relação, mas nunca fale além do necessário, dê tempo para que ele explique o que deseja.

Aja com rapidez O tempo é um fator importante na hora do atendimento. Geralmente, o cliente quer que sua necessidade seja satisfeita o mais rápido possível. Porém, cuidado para não passar a impressão de que você deseja se ver livre dele rapidamente. Não confunda rapidez com descaso!


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Preste orientação segura Muitas vezes, o cliente fica inibido diante do colaborador, por isso, deixe o consumidor à vontade e lhe preste um atendimento eficiente, orientando-o em sua compra de maneira clara e educada. Iniciar o contato com uma expressão do tipo “Em que posso servi-lo, senhor?”, é sempre bem aceita.

Evite termos técnicos Se você conhece a terminologia técnica dos produtos com os quais lida, deve abster-se de usálos quando se dirigir aos clientes, sob o pretexto de confundi-los. Isso poderia causar incompreensão e constrangimento ao consumidor. Abreviações e siglas também devem ser evitadas. O ideal é usar expressões simples, pronunciadas em voz moderada e clara. É importante que tenha

paciência caso a pessoa queira uma informação. Se isso acontecer, repita-a quantas vezes forem necessárias. As pessoas não são culpadas por deixar de entender determinada expressão.

Jamais dê ordens Nunca, nunca mesmo, dê uma ordem ao cliente. Ninguém gosta de ouvir algo como “O senhor tem de assinar aqui”. Uma expressão cordial tem mais valor: “Por favor, o senhor poderia assinar nesta linha?”.

Chame o chefe em casos especiais Diante de um cliente autoritário, que acha que é dono da verdade, tente usar de sua habilidade para atendê-lo da melhor forma e para contornar qualquer mal entendido. Caso perceba que uma determinada situação pode piorar, procure ajuda de seu supervisor ou gerente.

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Evite atitudes negativas Expressões negativas tendem a criar um clima negativo. O ideal é evitar expressões como: “não pode”, “está errado”, “não deve”.

Fale a verdade Nas informações prestadas ao cliente, a verdade é extremamente importante. Mesmo sendo desagradável, é preferível assumir uma falha, a passar ao cliente a impressão de que esconde informações ou omite problemas.

Dê atenção às reclamações Fique atento a qualquer reclamação, queixa ou sugestão vinda do cliente e encaminhe-as ao superior imediato para verificação.

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Demonstre simpatia, como um bom cartão de visitas Lembre-se de que sua imagem corresponde à da empresa. Cuide de sua aparência e vestuário, para que esteja sempre apresentável, mantendo-o limpo e bem cuidado, e do seu material de trabalho, mantendo-o organizado. Use palavras cordiais e dê informações corretas.

Garanta qualidade ambiente de trabalho

para

seu

Faça a manutenção diária da limpeza e cuide dos móveis e objetos de trabalho. Deixe sempre à mão os objetos de que necessita. Em um ambiente limpo e organizado, todos desempenham melhor suas funções.


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A cidade de Juiz de Fora ocupa a terceira posição, no estado, na lista que aponta os municípios com maior potencial de consumo. A estimativa é que os gastos, ao longo do ano de 2014, cheguem a R$ 10,636 bilhões em Juiz de Fora. A cidade está atrás apenas de Belo Horizonte (R$ 59 bilhões) e Uberlândia (R$ 13,4 bilhões). No cenário nacional, a exemplo do que foi levantado no ano de 2013, a cidade continua ocupando a 38ª posição. Em 2013, os gastos estimados eram de R$ 10,3 bilhões para o município. O ranking foi definido a partir do estudo IPC Maps 2014, indicador da potencialidade de consumo nacional, desenvolvido pela IPC Marketing Editora. Segundo o levantamento, a cada R$ 100 gastos no país ao longo de 2014, R$ 0,32605 sairão do bolso dos juiz-foranos. O consumo per capita estimado é de R$ 19.421,38 (urbano) e R$ 10.453,47 (rural).

Somente com a manutenção do lar, os juizforanos devem consumir R$ 2,6 bilhões este ano. O item incorpora contas de água e luz, aluguel, gás e impostos. Gastos com alimentação no domicílio consomem mais R$ 994,7 milhões. Na lista estão, ainda, despesas com material de construção (R$ 711,7 milhões), gastos com veículo próprio (R$ 523,4 milhões) e alimentação fora do domicílio (R$ 456,8 milhões). Este ano, o consumo dos mineiros deve chegar a, aproximadamente, R$ 321,4 bilhões. No país, a previsão é atingir a marca de R$ 3,262 trilhões.

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De acordo com pesquisa de mercado realizada recentemente pelo Sindicomércio-JF a respeito da intenção de compras para o Dia dos Namorados, comemorado no dia 12 de junho, 38,08% dos entrevistados pretendem presentear com roupas. Em seguida, vêm as opções cosméticos e joias, com 9,23% e 7,69%, respectivamente. O levantamento ouviu 234 pessoas que têm intenção de presentear na data.

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Com relação à intenção de gastos, 28,63% dos entrevistados disseram que pretendem gastar entre R$ 50,01 a R$ 100,00, 24,36% dizem que o valor a ser gasto está acima de R$ 200,00, e 19,23% pretendem gastar de R$ 150,01 a R$ 200,00. Quanto à forma de pagamento, 59,83% dos entrevistados pretendem pagar à vista/dinheiro, 0,34% pagarão com cartão de crédito e 8,12% a vista/cartão de débito.


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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou, no dia 26 de março, o Projeto de Lei 628/11, que estende ao comércio a obrigatoriedade de tratamento prioritário para pessoas com deficiência, idosos, lactantes e pessoas acompanhadas por crianças de colo. Pela Lei 10.048, de 2000, atualmente o atendimento diferenciado é obrigatório nas repartições públicas, concessionárias de serviços públicos e em bancos. O projeto de lei, de autoria da deputada Nilda Gondim (PMDB-PB), inclui também a previsão de multa nos casos de desrespeito à norma. A multa pode chegar a dez vezes o valor do menor benefício pago pelo Regime Geral de Previdência Social. Nilda Gondim explicou que a regra e a penalidade valerão para qualquer local comercial onde existam caixas, balcões ou guichês para atendimento. “Existe uma lacuna na lei no tocante a determinados lugares onde comumente encontramos aglomerados de pessoas fazendo compras de gêneros variados e que, dependendo do tipo de estabelecimento ou comércio, enfrentam filas enormes para adquirir algum bem”, disse a deputada. Ela ressaltou que é comum encontrar esse público em filas de hipermercados, supermercados e lojas de departamentos. “São casos de mães com crianças de colo, tendo que se mover com carrinhos de compras em hipermercado lotado, procurando filas menores para serem atendidas logo.” Nilda

lembrou que os desafios são os mesmos para idosos e pessoas com deficiência, que têm menos agilidade, flexibilidade e, muitas vezes, saúde frágil. O texto está sendo analisado no Senado. Fonte: Agência Brasil

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Está em vigor, desde o dia 7 de maio, a lei nº 12.924, que proíbe que qualquer cidadão jogue lixo em vias públicas de Juiz de Fora. Quem descumprir está sujeito ao pagamento de multa, a ser aplicada pelo Departamento de Fiscalização da Secretaria de Atividades Urbanas da Prefeitura de Juiz de Fora. Se pego atirando lixo na rua, o infrator está sujeito à advertência por escrito; seguido de multa no valor de R$ 50 para volumes pequenos, que tenham tamanho igual ou menor ao de uma lata de refrigerante, se reincidente; multa no valor de R$ 150 para resíduos maiores que uma lata de refrigerante até o limite de uma sacola plástica de 20 litros, se reincidente; multa nos dois casos anteriores aplicadas em dobro nas reincidências. No caso de lançamento ou deposição irregular de lixo em volumes superiores, o infrator está sujeito às penalidades previstas no Código de Posturas do município. Nesse caso, a aplicação da multa será na primeira autuação, com cobrança de R$ 3.485,27. Sempre que a infração for cometida por menor ou incapaz, a multa recairá sobre os pais ou responsáveis legais. Os valores arrecadados com a aplicação das multas serão destinados ao Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) para elaboração de campanhas

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educativas. O projeto que deu origem à lei é de autoria dos vereadores Jucelio Maria (PSB) e José Márcio (PV).

De veículos No caso de lançamento de lixo de veículos, o agente identificará o proprietário, por meio da placa, e encaminhará o auto de infração para o endereço de correspondência do autuado.

Por pedestres Quando a infração for cometida por pedestres e transeuntes, estes deverão ser abordados pela autoridade competente, que lavrará o auto de infração.


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Uma comiss��o temporária foi criada no Senado Federal a fim de reformular o Código de Defesa do Consumidor, após 23 anos de sua criação. O grupo aprovou, no final do mês de março, relatório final que, entre outros temas, impõe novas regras para o comércio eletrônico. O documento aguarda aprovação pelo Senado e, posteriormente, pela Câmara dos Deputados. O relatório, elaborado pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), reúne dois projetos de lei que tramitavam há dois anos na Casa e que foram elaborados por uma comissão de juristas destinada a modernizar o Código de Defesa do Consumidor. Entre as principais inovações está a obrigatoriedade de os sites de venda informarem, em local de fácil visualização, o endereço físico e

eletrônico da empresa, para que o consumidor consiga contato com o fornecedor em caso de dúvida ou reclamação. A proposta amplia o prazo para arrependimento da compra de sete para 14 dias. As páginas ainda deverão informar o preço total do produto ou serviço no momento em que ele é anunciado, incluindo tributos e custo de frete ou qualquer taxa adicional. A aquisição de passagens aéreas, segundo o texto, também poderá sofrer alterações quanto ao direito de arrependimento. O relatório aprovado pela comissão estabelece que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) regulamente a questão em até 180 dias após a entrada em vigor da lei. Há novidades também em relação às compras coletivas na internet. Os sites passarão a ser corresponsáveis pelo fornecimento do produto ou serviço e responderão solidariamente pela veracidade das informações e por eventuais danos causados ao consumidor. Segundo o relatório aprovado, as páginas de compra terão de “informar imediatamente às autoridades competentes” e ao consumidor eventuais vazamentos de dados e comprometimento, ainda que parcial, do sistema de segurança do site. Buscando combater o superendividamento, o texto faz restrições à publicidade de crédito (proíbe expressões como “crédito gratuito”, “sem juros” e “sem acréscimo”, por exemplo), limites à contratação de crédito consignado e regras mais rígidas para a publicidade destinada às crianças, como a proibição à discriminação a quem não tem um determinado brinquedo ou tornar a criança como porta-voz do consumo. Fonte: Senado Federal

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ANTONIO OLIVEIRA SANTOS, PRESIDENTE DA CNC

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CAPA

Natural de Vitória, Espírito Santo, o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio José Domingues de Oliveira Santos, formou-se engenheiro civil e engenheiro eletricista pela Escola Nacional de Engenharia, em 1948. Nesta área, ocupou cargos de destaque na Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, na Companhia Ferro e Aço de Vitória e na Vale do Rio Doce. Em 1956, iniciou suas atividades no ramo do comércio atacadista e varejista de materiais de construção, e, em 1968, assumiu a presidência da Federação do Comércio do Estado do Espírito Santo. Três anos mais tarde, assumiu a vicepresidência da então Confederação Nacional do Comércio (CNC), até ser eleito, em 1980, presidente da entidade e dos Conselhos Nacionais do SESC e do Senac. Antonio Oliveira Santos está à frente da presidência da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) até 18 de novembro deste ano. Em entrevista à Conexão Comércio, o presidente analisa o atual momento econômico do país, além de falar sobre os projetos da entidade para o ano de 2014.

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de desenvolvimento social do mundo, o Sesc e o Senac, que tantos benefícios trazem para a população brasileira.

Conexão Comércio Qual é a sua opinião sobre o atual cenário econômico brasileiro?

Antonio Oliveira Santos A economia nacional atravessa um momento de baixo crescimento e de alguns desequilíbrios, como nos casos do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública. A inflação também preocupa, assim como a estagnação industrial e a deficiência da infraestrutura. Temos alertado para a necessidade de correção de rumos, se quisermos obter um crescimento mais forte e sustentável. E poderíamos começar pela redução da excessiva carga tributária e da sufocante burocracia, que emperram o sistema produtivo. A inflexibilidade da legislação trabalhista é outro ponto para o qual chamamos a atenção. Enfim, são alguns dos chamados “gargalos” perfeitamente identificados e mapeados, que estão a exigir uma ação urgente e efetiva por parte do governo e dos legisladores, para que deixem de representar entraves ao nosso desenvolvimento.

Como funciona o sistema CNC/Federações/ Sindicatos?

Antonio Oliveira Santos Este sistema atua de forma integrada, com o objetivo fundamental de fortalecer o setor e defender os interesses dos empresários do comércio de bens, serviços e turismo. É um trabalho coordenado pela CNC e pelas 34 federações patronais que compõem o Sistema – 27 estaduais e sete nacionais –, as quais agrupam mais de 950 sindicatos. A nossa atuação, com foco na harmonia setorial, na defesa da livre iniciativa e no fortalecimento do mercado, é a garantia institucional de que o comércio estará sempre presente nas decisões importantes para o país. Não podemos nos esquecer, também, da administração de um dos maiores sistemas

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Conexão Comércio Quais são os principais projetos da CNC para 2014?

Antonio Oliveira Santos Queremos estar cada vez mais próximos dos empresários e representá-los da melhor forma nas questões que determinam o desenvolvimento do comércio e do país. Ao longo de 2013, realizamos as reuniões regionais do Sicomércio (Sistema Confederativo da Representação Sindical do Comércio), ouvindo as lideranças sindicais e empresariais do nosso setor em todo o Brasil, e colhemos importantes informações das nossas bases, que vão nos ajudar no alinhamento do nosso Plano Estratégico para os próximos anos. Estamos trabalhando para aprimorar a atuação da Confederação nos mais de 250 espaços de representação dos quais participamos, com um nível de organização e preparação cada vez maior, para defendermos as posições do setor com firmeza e consistência. No campo legislativo, está em curso um importante trabalho com as federações, que consiste na atuação coordenada nas instâncias municipais, estaduais e federal, por meio do desenvolvimento da Rede Nacional de Assessorias Legislativas, a Renalegis, que está nos permitindo acompanhar e monitorar com precisão os Projetos de Lei que podem trazer algum impacto para o comércio. Temos, também, entre outros projetos, o aperfeiçoamento do banco cadastral das empresas representadas, que vai permitir uma maior aproximação dos sindicatos com os empresários, e o Sistema de Registro de Negociações Coletivas, que vai

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disponibilizar informações sobre os acordos coletivos, para facilitar as negociações entre as empresas e os comerciários.

Conexão Comércio O que o sistema CNC tem proporcionado ao empresário e ao trabalhador do comércio de bens, serviços e turismo?

Antonio Oliveira Santos O papel histórico da CNC é o de exercer uma liderança que propicie o fortalecimento das empresas do comércio de bens, serviços e turismo e, por meio desse fortalecimento, contribuir para o desenvolvimento do Brasil. Conseguimos alcançar esse objetivo oferecendo as condições necessárias para que isso se realize, seja na atuação com os parlamentares, seja na defesa das posições do setor no Judiciário, na elaboração e divulgação de informações que auxiliem os empresários em suas tomadas de decisão. São inúmeros os exemplos de como nossas ações se revertem em benefícios não apenas para os empresários, mas também para o imenso contingente de trabalhadores que ajudam a impulsionar o setor, como é o caso do excelente trabalho realizado pelo Senac, no campo da educação profissional, e pelo Sesc, nos serviços que presta nas áreas de lazer, cultura, educação, saúde e qualidade de vida. Além disso, nossa atuação estratégica tem como um de seus pilares o desenvolvimento e a consolidação do associativismo, pois é a partir de entidades fortes e dinâmicas que estaremos cada vez mais próximos do que desejam e precisam as empresas que representamos.


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O frio vem chegando, mesmo que ainda tímido, com a alternância entre dias bem frios e dias de sol agradável. E com a mudança de estação, é comum que muitas pessoas comecem a pensar também na mudança ou no incremento do guarda-roupa. As possíveis aquisições podem contribuir para alavancar os negócios e confirmar as estimativas do Pyxis Consumo, ferramenta de dimensionamento de mercado do Ibope Inteligência. De acordo com o levantamento, divulgado recentemente, cada brasileiro deve gastar, ao longo do ano de 2014, em média, R$ 810,84 com vestuário. O total é 3% superior ao projetado em 2013, quando a média nacional foi de R$ 786. O consumo total de vestuário no país deve encerrar o ano com um volume de R$ 138 bilhões. De acordo com o estudo, as classes C e B serão as maiores consumidoras, com 41% e 40% do potencial de consumo, respectivamente. Em reais, o potencial de consumo da classe C é de R$ 56,2 bilhões e o da classe B, R$ 54,9 bilhões, A classe A deve representar 11% do consumo total do país, com gastos de R$ 15,1 bilhões. As classes D e E compõem o menor grupo de consumo para o varejo de moda, com potencial estimado para 2014 de 8%, atingindo R$ 11,6 bilhões.

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Por região Segundo o levantamento, a região Sul é a que possui a maior expectativa de gasto por habitante, com R$ 941,67, seguida da região Centro-Oeste, com R$ 917,49, e da região Sudeste, com R$ 863,49. Os moradores da região Norte devem gastar R$ 695,98 e os do Nordeste, R$ 632,11. Considerando as classes socioeconômicas na análise por região, o Sudeste concentra o maior potencial em todas as classes. O destaque fica para a classe B, com R$ 29,1 bilhões, seguida pela classe C, com R$ 26,9 bilhões. Os índices mais baixos estão quase todos concentrados na região Norte, onde a soma de todas as classes deve atingir R$ 8,7 bilhões. A exceção são as classes D e E do Centro-Oeste, grupo que apresenta o menor potencial de consumo dentro todos, de R$ 849,1 milhões. O potencial de consumo refere-se apenas ao consumo domiciliar, ou seja, às compras de pessoa física junto a varejistas do ramo e inclui a aquisição de vestuário masculino (bermuda, calça social, calça jeans, camiseta, casaco, roupa íntima, terno, meia, camisa e gravata), feminino (vestido, saia, blusa, terno feminino, roupa íntima, roupa esportiva e moda praia) e infantil (blusa, camiseta, roupa para bebê, vestido, calça, meia, roupa íntima e roupas de praia).


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Foi sancionada pelo Executivo, no dia 15 de maio, a lei complementar que dispõe sobre a alteração da Zona de Uso e Ocupação do Solo em quatro vias localizadas no bairro Santa Luzia. Com isso, trechos das ruas sofreram mudanças em suas classificações para efeitos de construção. Desde a sanção, as ruas Chácara (entre as ruas Dom Silvério e Água Limpa), Torreões (entre a avenida Ibitiguaia e a rua Água Limpa), Porto das Flores (entre a avenida Ibitiguaia e a rua Água Limpa) e Água Limpa (entre avenida Santa Luzia e rua Chácara) são consideradas de zona comercial de porte maior. Na prática, fica autorizada a instalação de lojas e serviços que antes não eram permitidos, como agências bancárias, por exemplo.

Trecho da rua Chácara

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Em 1986, quando da sanção do Código de Obras, poucas vias do bairro tinham classificação comercial. Atualmente, Santa Luzia conta com aproximadamente 20 mil habitantes, e a região Sul, na qual está inserida, com 70 mil. De acordo com os autores do projeto de lei, os vereadores Antônio Aguiar (PMDB) e José Fiorilo (PDT), a atualização da legislação urbana se faz necessária em função do desenvolvimento não só do bairro, como também do seu entorno. Para eles, a mudança de zoneamento pode funcionar como um contentor da mobilidade urbana, atualmente concentrada na área central. Eles acrescentam que, com a alteração, a comunidade não precisará se deslocar para ter acesso ao comércio e serviços.

Trecho da rua Porto das Flores


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Ações de representatividade

SINDICOMÉRCIO recebe empresárias de JF A presidência do Sindicomércio-JF recebeu, ao lado de alguns membros da diretoria e do superintendente da entidade, Sergio Costa de Paula, na manhã do dia 4 de abril, as empresárias que foram capa da edição nº 15 da revista Conexão Comércio, em agradecimento pela contribuição na matéria “Empreendedoras –

Elas estão à frente dos negócios”. Na ocasião, as representantes dos segmentos atacado, varejo e serviços tiveram oportunidade de conhecer a sede do Sindicomércio-JF, receberam exemplares da revista, além terem aproveitado a oportunidade para conhecer mais sobre as ações que são desenvolvidas pela entidade.

Alexandre Tassi Brugiolo (diretor), Gabriela Procópio (Painel Verde), Margarida Oliveira (MB Distribuidora), Sergio Costa de Paula (superintendente), Nício Fortes Garcia (diretor), Rosilene Assis (Administrativo), Cláudia Oliveira (Multiplik Assessoria Contábil), Marília Pereira (M Martin), Dayane Couto (Dispropan) e Marcelo Rodrigues Sepúlveda (diretor)

Dia do Jornalista é comemorado pelo Sindicomércio-JF Para comemorar o Dia do Jornalista, festejado no dia 7 de abril, o Sindicomércio-JF recebeu, em sua sede, profissionais de jornais, TVs, rádios e portais de Juiz de Fora, na data, para um café da manhã. Os jornalistas foram recebidos pelo presidente, Emerson Beloti, ao lado de alguns diretores e do superintendente da entidade. “Esperamos que este seja apenas o primeiro encontro”, destacou Beloti, completando que a ocasião foi “uma forma de agradecer e parabenizar os profissionais que levam informações à população, dedicando espaços na divulgação de nossas ações.”

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Ações de representatividade

Sindicomércio-JF

30º Congresso Nacional de Sindicatos Patronais

participa do

O Sindicomércio-JF participou da 30ª edição do Congresso Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 2014, realizado entre os dias 9 e 11 de abril, no Minascentro, em Belo Horizonte. O tema geral do evento foi “A Inconfidência do Comércio”. O Simples Nacional, Brasil Eficiente, Alavancando

o Comércio de Rua, Inovação em Sindicatos Patronais foram alguns dos temas abordados. Durante o encontro, o trabalho desenvolvido pelo Departamento de Recursos Humanos do Sindicomércio-JF ganhou reconhecimento nacional, conquistando o Prêmio Lair Montenegro.

Representantes do Sindicomércio-JF - Marcelo Rodrigues Sepúlveda, Rui Mussel da Silva, Emerson Beloti, Nício Fortes Garcia e Alexandre Tassi Brugiolo.

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Ações de representatividade

Trabalho do RH

Sindicomércio-JF

do é premiado em congresso nacional O trabalho desenvolvido pelo Departamento de Recursos Humanos do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (Sindicomércio-JF) ganhou reconhecimento nacional, conquistando o Prêmio Lair Montenegro no 30º Congresso Nacional de Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo 2014, realizado entre os dias 9 e 11 de abril, em Belo Horizonte. O case apresentado pela entidade concorreu com diversos trabalhos, desenvolvidos em diferentes regiões do país. Durante a apresentação,

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feita pelo superintendente, Sergio Costa de Paula, os congressistas puderam conferir um breve histórico do departamento, além de conhecer as ações desenvolvidas pelo setor. Para as empresas associadas, o trabalho de recrutamento, seleção e treinamento é oferecido de forma gratuita pelo Sindicomércio. Os quesitos avaliados foram criatividade, ajustamento à realidade do sindicato patronal e resultados práticos.


As ações do RH Um dos fatores que motivaram a criação do Departamento de RH foi a constatação de que 95% das empresas não possuem um departamento para recrutar, selecionar e treinar colaboradores. E mais, sua criação é uma forma de driblar o desinteresse para a capacitação, habilidades e competências, além de gerar empregabilidade, resultando em consumo para o comércio, e promover a igualdade da qualidade na contratação de mão de obra. O RH está nas redes sociais, que são usadas para promover contato entre empregadores associados e pessoas que estão à procura de uma vaga no mercado de trabalho. Além disso, as ações são divulgadas por meio do envio de material por email e anúncio na revista Conexão Comércio. Com foco no treinamento, o RH promove, constantemente, palestras e cursos.

Luiz Bravo (executivo do Sindilojas RJ), Sergio Costa de Paula (superintendente do Sindicomércio-JF) e Nadim Donato (presidente Sindilojas BH)

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Ações de representatividade

Sindicomércio marca presença em debate sobre o desenvolvimento do turismo em JF O Sindicomércio-JF esteve presente, por meio do vice-presidente, Nício Fortes Garcia, e do superintendente, Sergio Costa de Paula, no batepapo sobre o desenvolvimento do turismo em Juiz de Fora, promovido pelo Conselho Municipal de Turismo (Comtur), realizado no dia 5 de maio. O evento contou com palestra sobre “A Importância do Turismo para o Desenvolvimento dos Negócios”, proferida pela Consultora de Serviços do Sebrae MG, Nayara Bernardes. A discussão teve como objetivo a sensibilização do trade turístico e o incentivo a reflexões sobre a importância da cadeia produtiva para o desenvolvimento da atividade turística local. A intenção do Comtur é dar prosseguimento aos encontros, a fim de elaborar o Plano Indutor do Turismo da cidade.

Sindicomércio-JF participa

do lançamento de evento ligado ao transporte de cargas

O presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, esteve presente no evento de lançamento do 16º Encontro Mineiro dos Transportadores Rodoviários de Cargas e Minastranspor 2014, realizado no dia 8 de maio, no Victory Business Hotel. O presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Juiz de Fora, Alexandre Picorelli Assis, abriu o evento, que contou com palestra do presidente da Fiemg Regional, Francisco Campolina, sobre o panorama e as perspectivas econômicas para a Zona da Mata. O encerramento ficou por conta do presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Minas Gerais, Vander Costa.

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O 16º encontro e a Minastranspor 2014 serão realizados entre os dias 20 e 22 de agosto, em Belo Horizonte. André Zuchi (secretário de Desenvolvimento Econômico de JF), Emerson Beloti e Rogério Couri (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Geração de Emprego e Renda)


Ações de representatividade

Sindicomércio-JF e TV Alterosa celebram o Dia das Mães

O Sindicomércio-JF e a TV Alterosa estiveram no Calçadão da rua Halfeld (Centro), na rua São João (Centro) e na rua Martins Barbosa (Benfica), no dia 10 de maio, véspera do Dia das Mães, a fim de levar um carinho às mamães. A homenagem foi feitas àquelas que passavam pelas ruas e recebiam, carinhosamente, botões de rosas. Por aproximadamente três horas, uma equipe fez o corpo a corpo, distribuindo três mil botões de rosas, criando um clima descontraído e quebrando a rotina do ir e vir e do acesso aos estabelecimentos comerciais, lotados devido à data.


Ações de representatividade

Sindicomércio-JF participa de lançamento de aplicativo O vice-presidente do Sindicomércio-JF, Nício Fortes Garcia, esteve presente no evento de apresentação do aplicativo para smartphones Fidelizapp, uma ferramenta que pretende substituir os cartões de fidelidade usados por empresas e estabelecimentos comerciais. A intenção é trazer modernidade e eficácia para os programas de fidelidade. O evento, realizado no dia 16 de maio, na Mais Comunicação, reuniu representantes de agências de publicidade, empresas e do Parque Científico e Tecnológico de JF e Região.

Dennis Orrú (Artwork Propaganda), Yansey Moraes (Fidelizapp), Nício Fortes Garcia (Sindicomércio-JF), Desirée Couri (Mais Comunicação), Thiago Vianna (Artwork Propaganda) e Manoela Fiorentin (Fidelizapp)

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Reunião entre entidades representativas do comércio define ações para redução da criminalidade em JF A onda de furtos, assaltos à mão armada e arrombamentos praticados contra estabelecimentos comerciais de Juiz de Fora registrada, de forma crescente, no mês de maio reforçam a sensação de insegurança entre lojistas e consumidores em bairros e na região central da cidade. Preocupado com o aumento da violência, o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti, convocou uma reunião com outros presidentes de entidade representativas do comércio, a fim de traçarem ações a serem cobradas de órgãos competentes, tendo como foco a redução da criminalidade. Um encontro realizado no dia 21 de maio, reuniu, na sede do Sindicomércio, os presidentes da Associação Comercial e Empresarial de Juiz de Fora, Aloísio Vasconcelos Barbosa; da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Zona da Mata (Abrasel ZM), João de Matos Neto; da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Marcos Tadeu Casarim; do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora (SindicomércioJF), Emerson Beloti, do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Juiz de Fora, João José Ferreira Alves; e do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria de Juiz de Fora, Heveraldo Lima de Castro.

Entre as ações definidas pelo grupo está o levantamento das estatísticas de crimes contra estabelecimentos comerciais, a articulação com deputados federais que representam Juiz de Fora e a região na Câmara dos Deputados, o acionamento dos departamentos de inteligência das polícias Civil e Militar, a cobrança de ações como emprego de motocicletas em operações desenvolvidas pela PM (a fim de garantir a agilidade no caso de buscas a suspeitos) e a realização da Operação Fronteira (com intenção de identificar quem chega à cidade), além do acompanhamento da implantação do projeto “Olho Vivo”. “Não podemos deixar que Juiz de Fora ache que essa violência é normal. Por isso a decisão de definir, conjuntamente, ações a serem levadas às polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal”, destaca o presidente do Sindicomércio-JF, Emerson Beloti. A reunião contou, ainda, com a presença dos diretores do Sindicomércio-JF, Marcelo Rodrigues Sepúlveda e Nício Fortes Garcia, além do superintendente da entidade, Sergio Costa de Paula.

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NOTÍCIAS

Estão em vigor, desde o dia 5 de maio, as novas regras para transferir os empréstimos e financiamentos de um banco para outra instituição financeira que ofereça melhores condições de prazo e pagamento, a chamada portabilidade de crédito financeiro, que também vale para operações de “leasing” (arrendamento mercantil). As novas regras foram regulamentadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no final de 2013, e valem para todo o tipo de crédito: consignado, crédito pessoal, financiamento de automóveis, crédito direto ao consumidor e crédito imobiliário, incluindo contratos do Minha Casa, Minha Vida nas faixas 2 e 3, que correspondem a renda mensal bruta de até R$ 3.275 e até R$ 5 mil, respectivamente. Além disso, a novidade engloba créditos com recursos do

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Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O objetivo da medida é incentivar a concorrência entre os bancos e possibilitar uma redução na taxa de juros cobrada nas operações. Até então, para trocar de instituição, o cliente teria que fazer um novo contrato, pagar novamente o Imposto Sobre Operações de Crédito (IOF) e a operação era realizada como uma espécie de “compra da dívida” pela segunda instituição. Pelas normas, tudo será feito eletronicamente pelos bancos sem custo adicional. As instituições financeiras terão o prazo de cinco dias para fazer uma contraproposta ao cliente que estiver querendo sair. Os bancos estão proibidos de cobrar os custos da transferência. Somente a taxa de juros pode ser alterada, prazo e valor da operação original devem ser mantidos.


NOTÍCIAS

Sem custo adicional Para ter a certeza de que a nova proposta para a operação de crédito significa redução de custos, especialistas orientam que o cliente não deve pensar apenas no menor valor da taxa de juros, mas ficar atento ao Custo Efetivo Total (CET), que deve constar no contrato. “Há várias taxas embutidas em um financiamento. Com isso, só o valor total irá mostrar se a alternativa é vantajosa”, explica o advogado da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Weberth Costa. Ele acrescenta que a nova proposta não pode ter valor superior ao saldo devedor e nem prazo maior do que o remanescente. O advogado também destaca que o cliente deve levar em consideração as despesas com cartório. “Além do valor estipulado em contrato, o cliente irá arcar com a averbação desse documento,

valor que varia de acordo com o estado onde se reside e o tipo de imóvel. Por isso, na prática, é importante colocar todas as contas no papel e ver se o somatório continua interessante.” Ele destaca que se o cliente tiver dificuldade em comparar as propostas, deve buscar auxílio nos órgãos de defesa do consumidor.

Em JF No ano passado, quatro das dez empresas mais reclamadas na Agência de Proteção e Defesa do Consumidor de Juiz de Fora (ProconJF) são bancos e instituições financeiras. Juntas, corresponderam a mais de 10% de todas as queixas formalizadas pelos juiz-foranos em 2013. Segundo dados do órgão, a operação de crédito consignado é um dos principais motivos de reclamação no órgão.

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história dos

associados

Nascida em janeiro de 1960 com o nome de “Cesa” - Côrtes Elétrica SA, a empresa, em 1977, ganhou novo nome - A Luminosa Ltda.. A mudança veio pelas mãos de Pedro Ladeira Halfeld, que não estava presente na época da criação da empresa. “Na formação, em 60, eu não era sócio. Cheguei em 1963 e fiquei até meados de 1965. Quando retornei, em 1970, comprei as cotas dos outros oito sócios”, conta o proprietário, Pedro Ladeira Halfeld. A loja, que começou suas atividades na rua Halfeld, número 529, entre a Getúlio Vargas e a Batista de Oliveira, teve cinco filiais ao longo dos anos, nas ruas Marechal Deodoro e Paulo de Frontin, na avenida Rio Branco, na então avenida Independência, além de uma loja na Galeria Hallack. Com o passar dos tempos, os negócios ficaram concentrados em duas unidades, na avenida Rio Branco, que funcionou até 1995, e na rua Floriano Peixoto. Esta última está em atividade desde janeiro de 1990. “Antes, trabalhávamos com a parte mais pesada do comércio de materiais elétricos, como padrões e cabos. Para se ter uma ideia, foi a nossa loja que abasteceu a parte elétrica da Universidade Federal de Juiz de Fora, na época da sua construção”, revela a também proprietária, filha do senhor Pedro, Patrícia Regina Alves Halfeld. Uma das mudanças pelas quais A Luminosa passou foi justamente no foco dos negócios. “Muitas pessoas vinham à loja em busca de suporte e reposição. Assim, focamos no objetivo de oferecer este suporte. As pessoas compram e não precisam descartar. Assim, contribuímos

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Matéria publicada no jornal Tribuna de Minas em 21 de julho de 1991

com a sustentabilidade. Somos uma loja de estrutura familiar, com pai, duas filhas e uma neta trabalhando juntos, e pensamos em um futuro melhor”, completa Patrícia. Hoje, A Luminosa oferece uma variedade de lustres e abajures, além de materiais elétricos diversos. Questionado sobre o que faz com que um estabelecimento se mantenha por tantos anos no mercado, senhor Pedro é direto. “Fizemos de forma planejada. Nunca pensamos antes no lazer, que deve ser consequência do esforço, mas não fator primordial. É preciso dedicar-se de corpo e alma e estar sempre de olho no crescimento dos negócios.”


novos

associados

Elú Uniformes Rua Fonseca Hermes 26, Centro

Tendo como foco a confecção de uniformes escolares e profissionais, incluindo uniformes pesados, sociais e jalecos, a Elú Uniformes tem como diferencial a matéria-prima e a confecção. “Como fazemos uniformes do Colégio Militar de Juiz de Fora, este acabou virando o nosso cartão de visita. As pessoas nos procuram porque sabem que lá são exigentes, então, encontraram, no nosso trabalho, peças feitas com matéria-prima de excelente qualidade, além da confecção ser elaborada de forma muito bem feita”, destaca a proprietária, Ester de Castro Cerqueira. Ela completa que, embora a concorrência seja grande no ramo de confecção de uniformes, o seu trabalho de qualidade permite que esteja há quase vinte anos no mercado. Ester conta, ainda, que a associação ao Sindicomércio-JF deu-se em função do plano de saúde.

Tudor Zona da Mata - Distribuidor de Baterias e Componentes Ltda. Avenida Francisco Valadares 301, Poço Rico

A única distribuidora de baterias da marca Tudor em Juiz de Fora está no mercado da cidade há 12 anos. “Nossa empresa, com foco em autoelétricas e autopeças, é distribuidora da fábrica e repassamos as baterias para revendedores da cidade. Juiz de Fora tem, hoje, entre 50 a 100 revendedores”, conta o gerente financeiro Wilson Diório. Para ele, a marca, que foi criada em 1993, é garantia de qualidade por possuir as certificações ISO 9001 (modelo de gestão de qualidade), ISO/ TS 16949 (alinha as normas dos sistemas de qualidade automotiva existentes), ISO 14001 (certificação ambiental), além da homologação padrão do Inmetro. “As baterias são distribuídas para todo o Brasil e também no exterior. E o fato de oferecer entre um ano e um ano e meio de

garantia reforça a segurança e a assistência em todo o país.” A associação ao Sindicomércio-JF deu-se, segundo Diório, devido ao plano de saúde. “Estávamos com um plano que não nos atendia mais. Assim, nos associamos para usufruir de um plano melhor.”

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novos

associados

Mundo Mix Rua Halfeld 407, Centro

Após perceber a necessidade de ter uma loja maior, o empresário Ailton José de Oliveira abriu, há dois anos, a Mundo Mix na parte baixa da rua Halfeld. “O espaço acaba sendo mais uma opção, além de contar com mais variedades do que a loja localizada também na Halfeld, entre a avenida Getúlio Vargas e a rua Batista de Oliveira.” O estabelecimento dispõe de grande variedade de roupas femininas e infantis. “Aqui, o cliente encontra desde looks mais casuais até looks mais elaborados.” A loja trabalha, inclusive, com modelos plus size. Para Oliveira, os diferenciais do seu negócio são a qualidade e o preço. “Conseguimos fazer com que os dois caminhem juntos. De nada adianta oferecer um preço acessível se nossa qualidade é baixa.” De acordo com o proprietário, a adesão desta loja Mundo Mix ao Sindicomércio-JF deu-se com foco no plano de saúde. “Como a outra loja já é associada, estendemos nossa associação a fim de garantir a todos os funcionários os mesmos benefícios.”

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Track&Field Avenida Presidente Itamar Franco 3600, loja 222, Cascatinha

Prestes a completar, no dia 27 de junho, um ano em Juiz de Fora, a marca Track&Field está no mercado desde 1988. A loja comercializa moda fitness, além de acessórios diversos não só para os amantes e praticantes de esportes. “Investimos em conforto e desempenho, sem perder de vista a beleza das peças. Afinal, com a correria do dia a dia, facilita se a roupa usada em atividades físicas for bacana, tiver uma apar��ncia bonita, permitindo seu uso também fora do ambiente das academias”, destaca a gerente, Mirelle Carvalho. Na loja, é possível encontrar modelos masculinos, femininos e infantis. Para a gerente, o diferencial da marca é justamente o fato de contar com peças bonitas e funcionais. “Nossas peças são pensadas com foco na atividade fim, o que agrega valor ao esporte.” Um exemplo são as meias destinadas a corridas, que contam com um sistema que facilita a circulação. A empresa associou-se ao Sindicomércio-JF para usufruir dos benefícios oferecidos, como é o caso dos convênios na área de saúde e de educação.


Todeschini Avenida Dr. Paulo Japiassu Coelho 334, Cascatinha

No mercado há 75 anos, a Todeschini conta, há 13 anos, com uma loja exclusiva da fábrica em Juiz de Fora. “Aqui é possível montar uma casa inteira porque vendemos móveis para todos os ambientes”, destaca a coordenadora de relacionamento, Luana Ribeiro de Oliveira. A loja de planejados busca atender a um público diferenciado e exigente, além dos chamados especificadores (arquitetos, designers, corretores de imóveis etc.). O ambiente amplo funciona como showroom, com a exposição de alguns modelos da marca. “Na loja efetuamos as vendas por meio da recepção de clientes e profissionais como arquitetos e projetistas, que vão, posteriormente, às casas da clientela.” Entre os diferenciais da Todeschini, Luana aponta o programa de excelência, a preocupação com a sustentabilidade, o respeito aos critérios de entrega, que incluem rastreio por parte do cliente e respeito ao prazo.

Além da Todeschini, a associação ao Sindicomércio-JF engloba a EJG Serviços de Montagem de Móveis Ltda., que funciona como depósito, localizado no bairro Vitorino Braga. “É lá que chegam as mercadorias vindas da fábrica e onde ficam nossos montadores.”

Objetto Avenida Dr. Paulo Japiassu Coelho 338, Cascatinha

Com a intenção de estender o atendimento, passando a oferecer peças de decoração, já que a Todeschini disponibiliza móveis planejados, o proprietário dos dois estabelecimentos resolveu criar, em julho de 2013, a Objetto. Na loja é possível encontrar peças diversas, de diferentes marcas e modelos. “Nossas produtos proporcionam a personalização de ambientes, garantindo a beleza com qualidade e estilo. Nosso diferencial é justamente a diversidade, disponível a custo relativamente baixo.” A associação das três empresas ocorreu devido aos benefícios oferecidos, como é o caso do plano de saúde.

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novos

associados

Pront Scap Rua Osório de Almeida 367, Poço Rico

Trabalhando com escapamentos e troca de óleo e filtros de veículos automotores, a Pront Scap conta com grande variedade de escapamento em um único espaço. Com isso, serve como apoio aos lojistas que não contam com área para armazenar os produtos que compõem a linha de escapamento, que ocupam muito espaço. “Além do pequeno atacado, trabalhamos também com o varejo”, relata a proprietária, Rita de Cássia Cruz Lemgruber. Além da venda, a Pront Scap presta serviços ao consumidor final para lojistas que apenas comercializam e não efetuam consertos ou trocas. Para Rita, o diferencial da empresa é a transparência com que o cliente é tratado. “Sabemos que a concorrência existe e, muitas vezes, ela faz de tudo para ficar com o cliente,

mas priorizamos a postura ética, reforçada pelo fato de explicarmos o que temos à disposição em termos de mercadorias. Nossos funcionários deixam claro que existem linhas diferentes de produtos, ficando a escolha a cargo do cliente.” A associação ao Sindicomércio-JF ocorreu devido aos benefícios oferecidos, como o plano de saúde.

Art Serviços Rua Vitorino Braga 15 / sala 302, Vitorino Braga

Focada no mercado de call center, a Art Serviços trabalha com a locação de postos de atendimento, a fim de serem utilizados para qualquer tipo de atendimento por telefone, seja ele ativo ou receptivo, incluindo, por exemplo, vendas e serviço de atendimento ao consumidor (SAC). “Podemos prestar serviços para qualquer lugar do mundo, por meio da nossa estrutura, que conta com 44 postos”, explica o gerente administrativo, Zilei Pereira. Com cinco anos de mercado, a empresa, além de alugar os postos de atendimento, é responsável pela montagem e pelo gerenciamento do call center. “Fornecemos a estrutura, o local, os programas, a energia...”, destaca Pereira. Para ele, o diferencial da Art Serviços está na qualidade presente em toda a prestação de serviços. Ele

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lembra que associação ao Sindicomércio-JF ocorreu com foco nos benefícios oferecidos.


comportamento

Waleska Farias Coaching, Gestão de Carreira e Imagem. Graduada em Comunicação Social, especialista em RP e marketing. Formação em PNL e Psicanálise

O que você precisa fazer para mudar sua vida? Você, alguma vez, já se percebeu “amarrado” pela rotina, sem o poder de mudar sua situação atual? Muitos de nós, inconscientes, não percebemos que temos o poder de escolha. Ser vítima ou protagonista da própria carreira é decisão de cada um e é possível mudar este quadro “a seu favor”. Para construir uma trajetória profissional “a seu favor”, é preciso encontrar os seus valores! A partir desta percepção, o profissional pode conquistar a plenitude, alcançando seus objetivos, não por imposição da convenção de sucesso, mas por trabalhar no que lhe faz feliz. A construção do sucesso é um processo individual e consiste em administrar a união de vida pessoal e profissional, de acordo com seus sonhos e aspirações. Identifique seus valores, encontre-se e reposicione-se. - Defina o significado da sua carreira. -Investigue suas reais necessidades e aspirações/inspirações. - Identifique seus objetivos e alinhe-os ao seu querer. Os 10 passos abaixo vão ajudá-lo a caminhar nesta nova trajetória profissional: 1 Conheça-se melhor – Saiba quem você é para que saiba realmente o que quer conquistar. 2 Desenvolva sua autoconfiança - Quando você confia em si próprio, toma decisões mais sabiamente, o que aumenta suas chances de sucesso.

3 Acredite que vai dar certo - A crença em si mesmo e no sucesso é o combustível da motivação. 4 Seja criativo, ouse! - Desenvolver o lado lúdico e ver a vida de outro ponto de vista ajuda a criar novas perspectivas e nos mostra novos caminhos para o sucesso. 5 Planeje - Visualize o que deseja: uma promoção, trocar de trabalho, abrir uma empresa... E então faça um passo a passo do que é necessário para você atingir este objetivo. 6 Seja responsável sempre! - É preciso assumir as consequências do que dá ou não certo e, sempre que necessário, traçar novas diretrizes e construir novos resultados. 7 Aprenda a escutar - Muitas vezes, um batepapo informal com um profissional de sucesso é mais valioso do que lições ensinadas em sala de aula. 8 Relaxe – Todos nós precisamos de uma válvula de escape para o estresse do dia a dia. Se possível, administre bem o seu tempo e insira atividades de lazer durante a semana. Você verá a diferença! 9 Pare de criticar e reclamar – Se não está satisfeito com algo, pense à frente e visualize uma solução ou um novo caminho, ao invés de se estagnar no que é negativo. 10 Respeite a sua verdade – O indivíduo só consegue ser verdadeiramente feliz quando está em equilíbrio com seus valores, seu querer e a sua essência. A partir do ponto em que você conhece quem você realmente é, sua vida fará mais sentido e, consequentemente, você será mais feliz e bem sucedido!

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espaço

saúde

O tempo seco não pode significar período de descuido quando o assunto é dengue. Isso porque agindo agora, estamos prevenindo a doença no próximo verão. Dados do Ministério da Saúde, divulgados em 3 de maio, apontam para queda de 67,6% nos casos da doença em relação ao ano passado. Até a data, foram notificados 394.614 casos de dengue, contra 1.218.306 em 2013. Os casos graves da doença também caíram 56% no período - foram confirmados 2.478 casos graves da doença, contra 5.674, em 2013. Seguindo a mesma tendência, os óbitos causados pela doença diminuíram 78% em relação a 2013. Neste ano, foram confirmados 104 óbitos contra 463 no último ano. Vale destacar que o pico de casos de dengue, que costuma ocorrer entre a 15ª e a 20ª semana do ano, já foi alcançado. A tendência agora é de queda no registro de casos por semana. Mesmo assim, os cuidados devem continuar. Segundo informações da Secretaria de Vigilância em Saúde de Juiz de Fora, o Aedes aegypti pode sobreviver até aproximadamente 450 dias fora da água. Ou seja, o mosquito deposita os ovos em recipientes secos, que, quando passam a acumular água fazem com que os ovos eclodam, dando origem às larvas do mosquito da dengue. Daí a importância de lavar utensílios que possam acumular água com bucha a sabão. Além disso, para diminuir a proliferação do mosquito, é importante verificar o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros

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do mosquito, como garrafas pet e pneus, por exemplo. Outra dica é preencher vasos de plantas com areia, evitando o uso de água. Segundo dados da Secretaria de Saúde, em Juiz de Fora, até o dia 19 de maio, 409 casos de dengue haviam sido confirmados, 559 notificados e 52 aguardavam resultados. Um óbito foi confirmado no mês de março. Em todo o estado, de acordo com boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais no dia 16 de maio, em 2014, até o momento, foram confirmados 16.431 casos de dengue.

Sintomas Aos primeiros sintomas da dengue (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação é procurar o serviço de saúde mais próximo e não se automedicar. Quem usa remédio por conta própria pode mascarar sintomas e, com isso, dificultar o diagnóstico.

Gripe x Dengue Muitos casos de dengue são descobertos e tratados de forma tardia devido às semelhanças que a doença possui com a gripe. Há situações em que a pessoa pode desconfiar de dengue, mas que uma simples análise dos sintomas pode eliminar essa suspeita. A principal diferença entre a febre da dengue e a da gripe é que, no caso da gripe, surgirão sintomas respiratórios normalmente nas primeiras 24 horas após o início da febre. Além disso, espirros, tosse e a produção de muco no nariz são sintomas comuns da gripe.


A PREVENÇÃO É A ÚNICA ARMA CONTRA A DOENÇA. A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

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Motivacional

José Luiz Tejon Megido Jornalista e Publicitário; Comentarista da Rádio Estadão; Mestre em Educação, Arte e Cultura; Doutorando em Ciências da Educação; Professor de pós-graduação da FGV Incompany; Autor e coautor de 32 livros; Palestrante.

Qual é o maior sonho de todos nós, brasileiros? Em pesquisas realizadas nos Estados Unidos, Inglaterra, China e Brasil, pela Brand Analytics, concluímos uma síntese, onde o esforço pessoal toma o pódio, como ingrediente número 1 para todas as culturas. E o fator sorte é preponderante. Mas como atrair sorte? 1 – Esforço pessoal; 2 – Coragem; 3 – Relações humanas; 4 – e a própria Sorte. As sociedades humanas vão assumindo para si mesmas a missão da busca de seus próprios sonhos. Governos ficam cada vez mais distantes desse poder realizador de sonhos. A coragem para os enfrentamentos e a construção de relações humanas pessoais também aparecem evidenciados ao escutarmos as pessoas. E sorte. O imprevisível, o acaso, o “andar do bêbado”, figura presente na ambicionada e desejada regra, ou caminhos para a transformação de sonhos em realidade. A vida continua sendo um jogo, a ingenuidade e a inventividade, o prazer de jogar juntos. Talvez isso tudo já possa representar um grito, uma convocação para a ética e a honestidade, como a mais importante de todas as leis, que estruturariam os passos mais firmes sobre os fatores controláveis da humanidade. Ética, o único caminho para aumentar as chances do acaso positivo, quer dizer o comando da probabilística. A Brand Analytics também fez análises sobre “o sonho do brasileiro”. Esse trabalho comparado ao sonho americano, inglês e chinês é muito interessante. A pesquisa revelou os três maiores sonhos nacionais, do brasileiro: 1 – Uma vida melhor para a família; 2 - Saúde; 3 – Segurança financeira.

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Não há uma síntese de um Brazilian Dream. Mas esses três ângulos prioritários poderiam estar mais associados a um desejo de valores éticos, pois quando chamados a definir como seria um brasileiro, se fosse uma pessoa, a palavra “desonesto” apareceu com evidência sobre outros aspectos do caráter. Sutilmente, e talvez de forma inconsciente, o mesmo trabalho revela a busca de sabedoria, como uma vontade explícita que os brasileiros gostariam de adquirir, ao acentuarem esse “gap”. Ser mais sábio. Parece que o brasileiro procura por um sábio. Gandalf, do Tolkien, dos Hobbits, seria bem-vindo por aqui, sem dúvida alguma. Comparando com os três maiores sonhos da nova sociedade chinesa, a pesquisa da Brands Analytics enumerou: 1 – uma vida melhor para a minha família; 2 – segurança alimentar; 3 – prosperidade do país e pessoal. Os chineses estão confiantes na sua economia e esperam sim por um país poderoso. Para construção dos seus sonhos, entendem ser necessário o esforço pessoal, a construção de relacionamentos, o crescimento econômico. O Brasil tem na China, hoje, o seu maior cliente em agronegócio. E, ao identificarmos os principais sonhos, lá está o aspecto da segurança alimentar. Suprimento e abastecimento. Há 50 anos, cerca de 20 milhões de chineses morreram de fome. Portanto, se no Brasil esse aspecto do abastecimento e da oferta de alimentos não consta das nossas preocupações, na cultura da China significa simplesmente o seu segundo maior sonho. Coisa reveladora do trauma da falta de comida, ainda marcante nas percepções da atual sociedade chinesa. E, para o Brasil, a comparação mostra que temos muito ainda que avançar nos sonhos e nas realidades!


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Revista 16 web