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“Toda mãe sabe que cada filho é diferente. Mas algumas coisas são sempre iguais: a emoção de ser mãe e o carinho de Pom Pom.”

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Sempre Materna


Seu Bebê 08

Se fosse um peixinho

Criobiologia 10

O poder do cordão

Rede D’or São Luiz 36

Novidades Itaim e Anália Franco

Dica materna 37 Leitinho longe de casa

Bem-estar 12

Empório mamãe 38

Entrevista 16

Pós Parto 40

Pilates e Yoga na gestação

Síndrome do amor

Amamentação 22 Bebê bom de bico

Antenadas nas tendências do verão Medida certa

Empório papai 44

Modernidade e bom gosto também para eles

Hora H 24

Sempre Paterna 46

Empório bebê 26

Guia de Nomes 48

Anestesia: medo pra quê? Moda para curtir as brincadeiras

Babyoteca 34 Super Mix

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Boletim Médico

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Guia

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Comportamento

06 14

Desenvolvimento

Sua Gravidez

Sumário

Os pais do zodíaco Escolha certa

Com você 50

Mãe empreendedora em rede

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Editorial

Mulher 360º

N

ós, mulheres, crescemos num mundo cor de rosa, com fadas e príncipes. Mas, quando amadurecemos descobrimos que a vida não se resolve como num passe de mágica. E quando nos tornamos mães temos a plena convicção de que o conto de fadas ficou muito longe da realidade e que precisamos nos tornar um verdadeiro polvo para realizar tudo que se espera da mulher moderna, a mulher 360º. Você se considera uma? Tem dúvidas? Então vamos lá, você se encaixa em mais de um desses itens? Sucesso profissional, atividades extras por amor ou necessidade. Academia, yoga, inglês, francês. Passeio no parque, compras no shopping, leitura compulsiva, chocolates. Ser artista nas horas vagas e vestir a profissão nas horas pagas. Bater cartão, abrir um negócio, sair sempre linda e maquiada, subir num salto, se enrolar num pijama. Amar, sofrer, amar, desejar, sofrer, amar, amar, amar, ser mãe. Ser mulher 360º é tudo isso misturado. E a gravidez 360º será que existe? Sim, na minha opinião. Hoje, quando o bebê ainda é um projeto as mamães já estão preocupadas com o futuro dele. É por sabermos disso que pautamos uma matéria sobre criobiologia – congelamento de sangue do cordão umbilical, ou seja, uma decisão que papais e mamães têm que tomar antes do parto. Seguindo nessa linha de preocupação, esta edição tem uma importante entrevista sobre Síndrome de Down, um texto esclarecedor sobre os tipos de anestesias no parto, um guia completo de vacinação e para ler a dois nossa pauta sobre educação e disciplina. Agora os temas mais leves desse trimestre: natação para bebês, pilates e yoga na gestação e também excelentes dicas para voltar à forma física e entrar naquele jeans 38, após o parto. Eu e minha equipe adoramos produzir essa edição. Espero que você também adore a leitura. Beijos nossos Equipe Sempre Materna

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Sempre Materna

Diretora Editorial

U

Unikapress Comunicação e Editora

Unika press

Produção Executiva

Comunicação e Editora UNIKA Press Comunicação e Editora

Tel/Fax: (55) - 11 3881-0002 E-mail: unikapress@unikapress.com.br

Edição 30 Portal: www.semprematerna.com.br Diretora RESPONSÁVEL Keila Cristiuma Robles keila@semprematerna.com.br Redação Editora e Jornalista Responsável: Keila Cristiuma MTB: 25.452 Redação: Ariane Camilla, Laís Tarifa e Stephane Sena. redacao@semprematerna.com.br Colaboradora: Priscila Trevine Arte: Talita Costa Belluzzo, Marina A.Cristiuma arte@semprematerna.com.br Revisão: Georgia Villa Fotos: Shutterstock, Istockphoto, Flávia Alves, SXC, Photl, Max Produções e Vídeos. Ilustração: Fernando Arcon Publicidade Tel/Fax: (55 11) 3562-4082 publicidade@semprematerna.com.br Atendimento ao leitor e assinante Tel/Fax: (55 11) 3881-0002 Priscilla Marques contato@semprematerna.com.br Propriedades e Direitos A revista Sempre Materna é publicação da Unika Press Comunicação e Editora, com apoio do Hospital e Maternidade São Luiz. É proibida a reprodução de fotos e matérias sem aviso prévio e sem citação da fonte. Dúvidas, críticas e sugestões contato@semprematerna.com.br Participe! Distribuição Hospital e Maternidade São Luiz, unidades Itaim, Morumbi e Anália Franco, consultórios médicos nas especialidades de ginecologia e obstetrícia e pediatria, clínicas de vacinação, clínicas de reprodução humana, clínicas de criobiologia, laboratórios de análises clínicas e lojas do segmento materno-infantil. Apoio:

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s principa) is o d m u é (1 mamária coce; e r p e • A fissura m a m ra o des motivos pa os mamilos d o ã iç d n o (2) lhora a c • Millar me a amamentação; d no período ;(3) % 5 3 té a atrizante em • Efeito cic ário o é nece(2s,4s) ã n : ê b e b o para o mamadas. • Não tóxic s a d s te n a ios lavar os se

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Referências bibliográficas: 1. FERREIRA, E.S.; SILVA, C.V.; RIBEIRO, C.A. Desmame precoce: motivos e condutas alimentares adotadas pelas mães de crianças atendidas na consulta de enfermagem, no Centro Assistencial Cruz de Malta. Rev. Sociedade Brasileira de Enfermeiros Pediatras, v. 1, n. 0, p. 41-50, 2001. 2. Informações de Rotulagem e Embalagem do Produto Millar. 3. CHVAPIL, Milos et al. Lanolin and epidermal growth factor in healing of partial-thickness pig wonds. J Burn Care Rehabil, v.9, n. 3, p. 279-284, 1988. 4. COCA, K.P.; ABRÃO, A.C.F.V An evaluation of the effect ov lanolin in healing nipple injuries. Acta Paul Enferm, v.21, n.1, p.11-16, 2008. MS: 2.1087.0299

Material produzido em janeiro de 2014. Código: 7011091

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Sua gravidez

Reta

O

final

A hora do nascimento está chegando, agora a ansiedade só aumenta

terceiro trimestre da gravidez marca a última fase da gestação. Ele começa na semana de número 25 e termina no momento do parto. Nessa fase a mulher começa a ficar mais cansada, pode ter um pouco de falta de ar, porque o diafragma fica pressionado e, não raro, pode ter dor nas costas. A insônia também se torna mais frequente. A mamãe pode sentir azia porque seu estômago também está sofrendo pressão: para diminuir o desconforto procure fazer pequenas refeições ao longo do dia. Todos esses sintomas ainda somam-se aos medos comuns desta fase: da anestesia, do parto, do bebê ter algum problema, de não ser uma boa mãe, de não conseguir amamentar e assim segue uma lista infinita. Por todas essas dúvidas e angústias é fundamental que haja uma relação de confiança médico x paciente. Ele é a referência ideal para

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sanar todas as questões e ajudar no resgate da força da gestante nesse período tão importante. Nas últimas semanas, as visitas ao obstetra ocorrem em intervalos menores: primeiro a cada quinze dias. Quando a data do parto se aproxima acontecem semanalmente. Aproveite as consultas médicas para tirar todas as dúvidas, a dica é: questione tudo sobre os tipos de parto, as contrações, a ruptura da bolsa etc. Outra importante dica: Participe de um curso para gestantes & casais grávidos da Sempre Materna. No curso, a futura mamãe e o futuro papai conhecerão outros casais vivendo a mesma experiência e tendo os mesmos questionamentos. Com aulas práticas e teóricas, a equipe multidisciplinar da SM trata a gestação e a chegada do bebê com muito carinho e informação. Sinais de aproximação do parto,


r:

bem-esta e d s a ic D

as horas; Relaxe! or algum p a h in z Deite so Medite; idez, sica; bre grav so o ã Ouça mú (n o bom livr Leia um or!); ebê; por fav do om seu b c se autoriza r e v Con sde que e (d a d a inh Faça cam ); st odas as ob etra o papai t pelo seu m o c e h il Compart jogada; nte -o nessa a lu c In icionalme d s. n e o d c a in id r v a no e para am Prepare-s

sintomas do início do trabalho de parto, verdadeiro e falso trabalho de parto, hora certa de ir à maternidade, amamentação, troca de fraldas, higiene do coto umbilical e banho do bebê são alguns dos temas abordados e que farão diferença nesta reta final. Também é nesse trimestre que as futuras mamães que trabalham devem decidir o momento em que iniciará a licença-maternidade. Deixar o estresse de lado e valorizar as horas de repouso para ter energia para os cuidados do recém-nascido é o grande “X” da questão. Falta pouco, com aproximadamente 35 semanas, o pequeno pode pesar mais de 2,5 quilos e quase todos os seus órgãos já se desenvolveram totalmente. Então, curta seu barrigão lindo, pois nada é capaz de tirar a alegria de saber que o seu “bebeo” ou sua “bebea”, em pouco tempo, estará em seus braços. Feliz maternidade!

Exames:

a São repetidos os exames de sangue, como o hemograma e as

sorologias que podem detectar hepatite B, toxoplasmose, HIV, rubéola e sífilis;

a Ultrassom obstétrico: na reta final, avalia o crescimento fetal, sinaliza complicações como desnutrição ou excesso de peso e monitora o volume de líquido amniótico e as condições da placenta.

Você já pensou na festinha de um ano do seu bebê? O tempo passa rápido e, quando menos perceber, já está na hora de organizar o aniversário do novo membro da família. Acompanhe as dicas da Max Produções para garantir uma festa linda:

Dicas MAX: Sempre que possível certifique-se do serviço que está contratando; Conheça o espaço e todas as suas dependências com antecedência; Peça degustação dos alimentos e referência dos profissionais contratados.

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Seu bebê

Se fosse um peixinho

Eles batem os pezinhos, as mãozinhas e transformam o momento em pura festa, mas nadar não é só diversão, também é garantia de bem-estar na infância e vida adulta

O

O universo aquático faz parte da vida dos bebês desde o ventre materno, quando estão no líquido amniótico e já são capazes de fazer movimentos natatórios. Após o nascimento, o contato com a água contribui com o desenvolvimento saudável do pequeno, afinal é um ambiente familiar. 8

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Bastante recomendada por especialistas, a natação é ótima atividade para as crianças. “Além de divertida, melhora a coordenação motora, proporciona noção de tempo e espaço, prepara psicológica e neurologicamente para o autossalvamento, estimula o apetite e tranquiliza o sono”, lista o pediatra do Hospital e Maternidade Brasil, Dr. Tomaso Giovanni Pina. Outro aspecto


Além de divertida, melhora a coordenação motora, proporciona noção de tempo e espaço importante é a sociabilização e melhora do vínculo com os pais, já que ao menos um deles, deve participar das aulas com o filho. A caixa torácica e o padrão respiratório também se desenvolvem com a atividade, com isso, é possível evitar problemas como rinite e asma. “Vale lembrar que ela funciona muito bem como complemento, mas não tem a capacidade de cura. Não é tratamento, mas sim, prevenção”, salienta o pediatra que recomenda iniciar a prática do esporte a partir dos 6 meses de vida. “Nessa fase o bebê tem peso adequado e seu sistema termorregulador está bem desenvolvido, o que evita casos de hipotermia.” Escolinha de natação Os pais precisam ser criteriosos na hora de escolher a melhor instituição para que os filhos aprendam a nadar. É fundamental ter atenção às condições de higiene, segurança e conforto das piscinas, tal como temperatura (entre 28ºC a 32ºC) e pH ( entre 7,2 a 7,8) da água, que deve ter baixo teor de cloro para não causar alergias de pele, olhos e narinas. “Além disso, deve-se verificar se a piscina tem renovação de ar adequada para eliminação

de cheiros e número suficiente de objetos com diferentes cores, tamanhos e formatos para estimular os alunos”, lembra Dr. Tomaso. A escola também precisa ter infraestrutura para o pós -aula. Espaço para dar banho e arrumar o bebê e local para que ele fique enquanto os pais trocam de roupa. Recomendações A cada aula, é necessário levar toalha, roupa limpa e roupão. Quanto às fraldas, existem modelos especiais para uso em piscina, mas elas não são obrigatórias. “Converse com os responsáveis pela escola e, se você achar que não há risco de seu filho evacuar, pode entrar com ele só de sunga ou maiô, por um período máximo de meia hora”, explica Pina. Conselhos Básicos

aSe a criança não estiver bem de saúde, não a leve

para a aula. aNão alimente o bebê antes da entrada na piscina. Ele pode engasgar com a água e, consequentemente, vomitar. aCaso a piscina não esteja muito perto da sua casa, leve um lanchinho ou amamente o bebê depois da brincadeira na água - natação estimula a fome. www.semprematerna.com.br

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Criobiologia

O poder

cordão

do

A intenção é guardar para não usar, mas células-tronco podem salvar a vida da sua maior riqueza

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er os filhos cheios de saúde é o desejo dos pais e essa preocupação começa desde o momento da descoberta da gravidez. Com os avanços da medicina, está comprovado que preservar células-tronco é sinônimo de tranquilidade no futuro. Essas células possuem excelente poder de divisão celular e diferenciação, além da capacidade de transformarem-se nos mais diversos tipos de tecidos que compõem o corpo humano. O ginecologista e especialista em reprodução humana do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Marcelo Giacobbe, diz que o armazenamento do sangue do cordão umbilical deve ser feito no momento do parto, logo após o nascimento do bebê e antes da retirada da placenta, por isso, é importante que a decisão seja tomada durante a gestação. “Esta opção de coleta é indolor, possui baixo risco de contaminação, não afeta o bebê e tem disponibilidade imediata de uso”, declara Marcelo. Antes de ser congelado, o sangue coletado passa por uma série de exames para ter certeza que está livre de vírus e doenças como Hepatite B, C e HIV, por exemplo. Esse procedimento garante que as células tenham maior eficácia e credibilidade quando utilizadas para tratamentos posteriores. 10

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O futuro depende do presente Segundo o especialista, o conceito de Medicina Regenerativa ou Terapia Celular, em que células-tronco são manipuladas em laboratório, possibilita o tratamento de doenças como linfomas e leucemias. “Atualmente há pesquisas sobre o uso dessa terapia em doenças com o diabetes tipo I, cirrose hepática, insuficiência cardíaca, esclerose múltipla, traumatismo medular, entre outras. Além disso, estuda-se a possibilidade de cura de mais de 70 doenças autoimunes que possam surgir ao longo da vida do bebê”, explica. Para a armazenagem há bancos públicos e privados. Nos públicos, a preservação é gratuita, porém não são todas as maternidades que realizam a coleta. Outra questão, é que a doadora não terá prioridade caso venha precisar das células. Já nos privados, paga-se taxa para o congelamento, além de taxas anuais. Mas esse método é o mais seguro em caso de necessidade. “É uma escolha tomada hoje, baseada na perspectiva do desenvolvimento da medicina atual. É uma alternativa, não obrigatória, que poderá ou não ser necessária no futuro, contudo sua importância é relevante e deve ser considerada”, finaliza o ginecologista.


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Bem-Estar

Pilates e Yoga na gestação

A

Em busca do equilíbrio entre corpo e mente

gravidez é vista como momento de maior transformação na vida da mulher. As emoções ficam à flor da pele e manter a calma é difícil. Além disso, a futura mamãe precisa se adaptar às mudanças no corpo, na pele e na musculatura. Esse é o período propício para procurar atividades físicas como Yoga e Pilates. A Yoga é uma filosofia milenar que se refere à disciplina física e mental, associada à prática de meditações. É originária da Índia, mas, hoje, é praticada por todo o mundo. O Pilates é um método de alongamento que utiliza o peso do próprio corpo para a execução dos movimentos,

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levando à reeducação dos mesmos. Ambos são considerados ideais para grávidas, já que são atividades de baixo impacto e oferecem bem-estar físico e mental. De acordo com o obstetra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Mirna Nakano, através de exercícios de respiração e relaxamento, a gestante tem a oportunidade de obter momentos únicos. “Se acalmando e sentindo-se mais tranquila e equilibrada, a mamãe só terá benefícios durante o trabalho de parto, principalmente quanto à


dilatação. Além de se envolver mais à gestação e ao bebê, que sente as emoções e tensões dela”, explica Mirna. Tanto Yoga quanto Pilates alongam e tonificam os músculos, o que é fundamental para não limitar movimentos na reta final da gravidez. As duas atividades ampliam a flexibilidade corporal e trazem equilíbrio para suportar as alterações hormonais. Segundo a obstetra, se a mulher ainda não é praticante dessas modalidades, deve esperar até o final do primeiro trimestre para dar início aos exercícios, pois nesse período náuseas e mal estares são menos frequentes. Outro ponto a ser considerado é a experiência do profissional com

gestantes e suas características nas diferentes fases de gestação. “O professor não deve estimular exercícios muito fortes com compressão excessiva do abdômen, mas também não pode pegar leve demais. É preciso entender o maior objetivo da prática: harmonizar a mamãe para que lide melhor com a situação que atravessa”, diz a especialista. Yoga e Pilates podem ser praticados até o fim da gravidez, desde que haja condições físicas favoráveis. Após o parto é preciso liberação médica para voltar às aulas. Além disso, há, ainda, a adequação entre a mamãe e o novo membro da família, sendo assim, é fundamental respeitar horários e, principalmente, a si mesma.

Yoga

aAmeniza inchaços, dormências e varizes, devido à ativação da circulação sanguínea; aMelhora a respiração materna e a oxigenação; aFortalece o assoalho pélvico, preparando o períneo para o parto; aAlívio e prevenção de dores nas costas; aRecuperação mais rápida no pós-parto; aAlívio na prisão de ventre; aMais equilíbrio para suportar as oscilações de humor; aRedução da ansiedade; aHarmonia e bem-estar, além de melhor comunicação entre mãe e bebê.

Pilates

a Diminui as dores lombares; a Melhora a circulação; a Melhora a postura; aDiminui o inchaço e os edemas nas pernas, pés e braços;

a Previne varizes, câimbras e lesões; aAlivia o estresse e ajuda a manter a concentração durante o parto;

a Aumenta a consciência corporal; a Fortalece a região abdominal e o assoalho pélvico, ajudando tanto na hora do parto quanto na recuperação e cicatrização;

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Desenvolvimento

Espelho, espelho Meu

Imagem refletida estimula autodescoberta

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o começo o espelho serve para aguçar a curiosidade depois, gestos e caretas passam a ser interpretados pelos pequenos. Mas, a diversão não para por ai já que as brincadeiras auxiliam também no desenvolvimento infantil Segundo a pediatra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Camila Reibscheid, é através do espelho que os bebês começam a se distinguir como indivíduo e percebem que estão separados da mãe. “A partir dos sete meses, os pequenos reconhecem a própria imagem como pessoa, assim como reconhecem os pais, contudo, só entendem que a imagem que veem é sua, a partir de um ano de idade”, explica. Explorando e aprendendo De acordo com a especialista, a partir de um ano o “brinquedo” deve ser explorado. “En-

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quanto se olha, o filhote tenta imitar a si mesmo e descobre movimentos novos, desta forma aprende a reconhecer o próprio corpo. Com gritinhos e pequenas palavras o objeto também auxilia no desenvolvimento da fala”, diz Camila. O outro lado do reflexo Transtornos como autismo, por exemplo, podem ser percebidos durante as brincadeiras. A criança autista tem dificuldade em relações interpessoais e consequentemente em se reconhecer como indivíduo. “É preciso atenção às reações. Por vezes, um autista não consegue perceber que os movimentos são provocados por ele mesmo diante do espelho.” O diagnóstico de autismo na infância, porém, não é tão simples, pois os sinais não são claros, por isso Camila alerta: “Caso a mamãe perceba comportamento suspeito deve procurar ajuda médica.”


Previne estrias gravídicas, melhora a firmeza, a elasticidade e a hidratação da pele1

Combinação exclusiva de ativos antiestrias: Proteasyl Melhora a firmeza e estimula a síntese de colágeno e elastina.1

Cuidados essênciais para a mãe no momento mais esperado de sua vida. D-pantenol pró-vitamina B5 Efeitos hidratante, anti-inflamatório e cicatrizante.1

Hidroxiprolisilane CN Ativa a regeneração da pele.1

43% mama

Melhora significativa na firmeza, elasticidade e hidratação da pele.1

66% abdome

Estudo clínico de eficácia (Cutometria e Corneometria)

Baixo risco de sensibilização1

Óleo de amêndoas puro Excelente emoliente para a pele.1

65% quadril Não contém parabenos, fragrância, corantes e propilenoglicol1

Referência bibliográfica: 1. Data on file Mantecorp.

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Entrevista

Síndrome

do Amor

Com paciência e muito carinho tudo é possível 16

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A

Síndrome de Down ou Trissomia do 21 é uma alteração genética em que o bebê nasce com três cromossomos de nº 21 em todas ou na maior parte das células. Ou seja, a criança possui 47 cromossomos, ao invés de 46, como a maior parte da população. Ao contrário do que se pensa a síndrome não é uma doença. Porém, é uma condição que exige alguns cuidados diferenciados desde o nascimento. O pré-diagnóstico é obtido a partir do ultrassom morfológico do primeiro trimestre de gestação, mas, para ter certeza do resultado, é preciso realizar o cariótipo, que faz um estudo cromossômico do bebê e pode ser realizado durante a gravidez. Para entender os mitos e verdades sobre a síndrome, a Sempre Materna entrevistou o pediatra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Ricardo Simões Morando. Confira:

mo primário. Outros problemas como catarata congênita, glaucoma, estrabismo, déficit auditivo, hérnia hiatal, hiper-frouxidão de ligamentos, vitiligo e dermatites costumam acometer esses pacientes desde bebês (0 a 3 anos).

Sempre Materna – Os cuidados com um recém-nascido com Síndrome de Down são os mesmos de um bebê sem a síndrome? Ricardo Morando – Não. A avaliação deve ser mais detalhada, já que as chances de cardiopatia, alterações hematológicas, gastrointestinais, metabólicas, visuais e auditivas são maiores. Nesse caso, exames como hemograma e ecocardiograma são necessários e devem ser feitos ainda na maternidade. Além desses, avaliações auditiva e oftalmológica completas, teste do pezinho avançado e cariótipo devem ser realizados.

SM - Como os pais podem estimular o desenvolvimento do bebê? RM - Participando ativamente do processo de estimulação precoce, que consiste no atendimento especializado direcionado a bebês (de 0 a 3 anos) com atraso no desenvolvimento e seguindo as orientações da equipe multiprofissional composta de pediatra, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, terapeuta ocupacional, odontopediatra, psicólogo e psicopedagogo.

SM - Quais doenças o filho com SD pode ter na infância? RM – Há uma série de alterações que podem surgir. Por exemplo, a criança com SD tem 30 vezes mais chances de desenvolver hipotireoidis-

SM - Quais são os exames que precisam ser feitos na primeira infância? RM - Dependem da suspeita clínica e da fase da criança, mas em geral inicialmente hemograma, função tireoidiana, função auditiva, avaliação oftalmológica e ortopédica e avaliação cardiológica com ecocardiograma. SM -Como é o desenvolvimento em relação às crianças sem a síndrome? RM - O desenvolvimento neuropsicomotor é mais lento, por isso é preciso estabelecer uma rotina de estimulação precoce.

SM –Há dificuldade para ser amamentado? RM - As dificuldades são semelhantes à de uma criança sem a síndrome, mas a diminuição do tônus muscular, chamada hipotonia, pode ser um agravante. Por isso, a amamentação deve ser estimulada, devido às amplas vantagens para a imunidade, no campo nutricional e por já ser o primeiro exercício fonoterápico. www.semprematerna.com.br

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A inclusão social inicia-se de dentro para fora. Da família para a escola e a sociedade.

SM – Quanto à alimentação, há diferença? Quais são as fontes mais importantes? RM - É necessário apenas alguns cuidados complementares: observar se o tônus muscular permite a mastigação de sólidos, assim como se o refluxo gastresofágico exige um fracionamento de refeições. No mais, dieta equilibrada é o mais importante e o seguimento com o pediatra visando à manutenção de um índice de massa corpóreo adequado, a fim de prevenir a obesidade. Verificar se a criança possui intolerância ao glúten também é fundamental. SM - No quesito afetividade, como os pais devem agir com o bebê? RM - Normalmente! O amor é incondicional sempre, não importa quais as limitações que a criança tenha. Criança especial, pais especiais. SM - Quais as principais recomendações para os pais que tenham filho com Síndrome de Down em relação à preconceito? RM - A questão toda pode ser respondida de uma forma: Inclusão social. É realmente um tema muito debatido e divulgado atualmente, mas é preciso se lembrar que a inclusão social começa em casa, na forma com que lidamos com uma situação inesperada, como ter um filho com Síndrome de Down. Certamente esses pais trilharão um caminho inicial de muita dor, misturado com ver-

gonha e culpa por sentimentos pré-concebidos ao longo da vida. Alguns precisarão de suporte psicológico e, sobretudo de acolhimento, a fim de que possam enfrentar seus próprios preconceitos e transformá-los em grandes momentos de aprendizado e amor. É importante que trabalhem seus sentimentos e os enfrentem, ao invés de manter os preconceitos escondidos de alguma forma, sob uma serie de atitudes, que acabem por reforçar a exclusão social do próprio filho. A inclusão social inicia-se de dentro para fora. Da família para a escola e a sociedade. SM – E quanto à escola e amigos? RM - Mesmo para os pais que trabalham suas questões interiores, o momento da escola é critico, pois é natural que queiram proteger seus filhos da discriminação e sofrimento que podem se apresentar, porém é o momento das crianças se socializarem e é a grande oportunidade de “ensinarem” aos coleguinhas da escola que a vida é feita de diferenças e que é possível conviver com elas. Se todos nós aceitarmos as diferenças momentâneas que a vida nos impõe, estimulando a convivência mútua entre pessoas com e sem Síndromes ou deficiências, quebraremos barreiras e mudaremos a sociedade. Afinal, somos todos iguais. Laura Foto: Flávia Alves

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Comportamento

A arte da

disciplina Criar estratégias é a melhor maneira para moldar o “jeitinho” dos pequenos

E

ducar os filhos é um aprendizado diário e não existe manual que diga o que fazer e como fazer. As atitudes dos pais são importantes balizadores na formação da criança e, por isso, as ações devem ser sempre bem pensadas. Afinal, a personalidade deles é moldada durante seu desenvolvimento e depende do ambiente em que vive. O bebê cercado de carinho e atenção tende a ser tranquilo e amoroso. Contudo, se em seu meio há hostilidade, é comum que corresponda igualmente. Para a psicóloga do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Heloisa Chiattone, a criança é um ser único que depende da linguagem afetiva e orientação da família para modular seu comportamento. “Eles precisam de limites que devem ser impostos explicitamente, mas não de forma agressiva. Deixar de castigo ou utilizar qualquer tipo de estratégia ameaçadora não são medidas efetivas”, explica. Outro ponto que torna a tarefa de disciplinar o bebê mais árdua é o fato de passar muito tempo longe de casa, devido às atividades profissionais e obrigações cotidianas. Isso faz com que os pais admitam atitudes consideradas incorretas, como birras, o que pode levar ao mecanismo de compensação para acobertar qualquer sentimento de culpa. Devido à aceitação, a partir do momento que o pequeno não consegue o que quer, sua conduta muda. “É a lei de ‘ação-reação’, ele aprende que esse é o caminho mais adequado a seguir para conquistar seu objetivo, seja uma bala ou um brinquedo. Se não houver orientação, o comportamento passa a se repetir”, diz Heloísa.

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Famílias Separadas Mesmo quando há separação do casal, as regras devem ser mantidas. É preciso que ambos entrem em acordo quanto à disciplina, para evitar mudanças de comportamento e aprendizagem da criança.

Disciplina é a estratégia Na busca por direcionar e educar os filhos, a família se utiliza de princípios morais, para garantir que sejam independentes, tenham autonomia e sejam responsáveis. Na tentativa de suprimir a desobediência e impor regras de um jeito ameno, há técnicas que podem ser utilizadas como base orientadora. São elas:.

g Estratégia indutiva

Mostra as consequências do comportamento em relação a outra pessoa e explica de forma lógica que aquilo que está fazendo não é correto, ou seja, algo precisa ser mudado. “Assim, a criança consegue com mais clareza entender a informação transmitida no sentido de causa e efeito”, completa Heloisa.

Dicas Chiattone dá três dicas que podem ajudar a encontrar a melhor forma de educar os filhos:

u Reconheça as dificuldades; v Elucide-as (reconhecer essas especificidades na própria família e com a ajuda e orientação de um profissional); w Enfrente a situação com tranquilidade e afeto.

g Estratégia coercitiva

Caracteriza-se pela aplicação direta da força, incluindo punição física, privação de privilégios e afeto, ou pelo uso de ameaças dessas atitudes. Esta é a maneira mais utilizada para impor limites, contudo, há risco dos filhos produzirem emoções intensas como, medo, raiva, ou mesmo ansiedade. “Esses medos dificultam a compreensão sobre a situação e faz com que não entenda que determinada privação é devida ao mau comportamento. Além disso, pode transmitir a ideia de que para conseguir atenção dos pais, deve fazer provocações”, diz a psicóloga. www.semprematerna.com.br

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Amamentação

Bebê bom de bico Incentivar a pega adequada na amamentação evita dores e rachaduras 22

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Q

uem nunca se deparou com caretas ao falar de amamentação com a vizinha, no salão de beleza e até com as tias e avós? Mesmo sabendo que o leite materno é o melhor alimento que existe para o RN, a falta de informação gera medo nas mamães. Segundo a enfermeira coordenadora do GAAM (Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno), do Hospital São Luiz — Unidade Anália Franco — Regina Célia Guedes Barreto, o sucesso do aleitamento materno depende de vários fatores relacionados ao manejo clínico da amamentação. O primeiro passo para o sucesso são os cuidados durante a gravidez. “Um sutiã adequado (de sustentação) e o banho de sol na região areolar e mamilos, antes das 10 ou após as 16 horas, são benéficos”, explica a enfermeira. Apesar de todos os seios serem capazes de amamentar, muitas gestantes temem as dificuldades vinculadas aos mamilos. Mas, a boa notícia é que eles têm a função singular de tocar o palato (céu da boca) e fazer com que bebê perceba o peito

em sua boca e inicie a sucção. “Devido à coloração escura, servem também como ponto de referência para o pequeno se direcionar.” Apesar da preocupação com o formato, que pode ser: Protruso (salientes), semi-protruso (pouco saliente), plano (incorporado a região areolar) ou invertido (contrário ao protruso), a enfermeira ressalta que independente da anatomia os mamilos da mãe são próprios para o bebê, e necessitam apenas de adaptação de ambos. “O segredo é o treino através da sucção. É importante lembrar também que com o ritmo das mamadas eles podem mudar o formato”, comenta. Para aguentar a maratona, os seios precisam ser bem tratados. A especialista esclarece ainda que a higiene deve ser feita na hora do banho apenas com água corrente para não tirar a camada natural de proteção da pele. Porém, o cuidado mais importante se faz no ato da amamentação, ou seja, está relacionado à técnica de mamada. “Se o bebê pegar adequadamente (região areolar + mamilo) as doloridas rachaduras não acontecem”, finaliza.

Mamilos, cuide bem deles Antes das mamadas é importante observar a flexibilidade areolar. Caso haja acúmulo de leite é necessário a retirada do mesmo com as próprias mãos, através da ordenha manual; Durante a amamentação, evite atrito na região aréola-mamilar. O ideal é que após as mamadas o local permaneça hidratado. Para isto, sugere-se a hidratação com o próprio leite materno; Após a mamada, principalmente em fase de descida de leite, é importante a mãe avaliar a turgidez das mamas. Se permanecerem cheias é recomendado extrair o leite, também através da ordenha manual; Um bom sutiã é fundamental para sustentar a mama. Assim, evita desconfortos à lactante e também o ingurgitamento (acúmulo de leite em certas áreas da glândula mamária ou em toda ela). * Veja dicas de ordenha na página 37 www.semprematerna.com.br

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Hora H

Anestesia: medo pra quê? Relaxe e sinta a emoção do nascimento

T

odo procedimento cirúrgico requer anestésicos. O médico anestesista ou anestesiologista é o responsável pela administração dos medicamentos e se baseia em dados da cirurgia, como o tempo de duração, tolerância à dor e avaliação médica do paciente para escolher o melhor tipo de analgesia a ser utilizada. Os partos não fogem à regra. Seja cesárea ou normal, anestésicos são necessários para que a parturiente não sinta dor. Segundo a médica anestesista do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Rita de Cássia Zanon Correia de Vasconcellos, as usadas com mais frequência são a raquianestesia e a peridural lombar. Ambas adormecem apenas uma região do corpo e são aplicadas entre as vértebras da coluna cervical, com a paciente deitada de lado ou sentada com as costas curvadas. “Na peridural lombar as pacientes têm a sensação de tato, mas não sentem dor, por isso é mais usada em partos normais. Caso haja falha do bloqueio regional, podemos aplicar outra peridural lombar ou até mesmo a “raqui” e, se não for possível, complementamos com anestésicos endovenosos para tirar a consciência e a dor da paciente”, explica a especialista. Ainda no parto normal, há a possibilidade de ser aplicada anestesia local para que seja feita a episiotomia (pequeno corte no períneo).

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Caso haja falha do bloqueio regional, podemos aplicar outra peridural lombar ou até mesmo a “raqui” e, se não for possível, complementamos com anestésicos endovenosos para tirar a consciência e a dor da paciente

Já a raquianestesia é normalmente aplicada em partos cesárea, pois a capacidade de bloqueio sensitivo e motor é maior (a paciente não sente nada, nem tato). Além disso, usa-se dez vezes menos anestésico do que o utilizado na peridural e a ação analgésica é imediata. Contudo, após o efeito, há grande índice de parturientes com cefaleia. Recuperação A maioria dos anestésicos locais é metabolizado pelo fígado e eliminado do organismo em torno de sete horas após a administração. “No caso da peridural, mesmo que algum efeito colateral se apresente sobre o bebê, como sonolência, o importante é que as mães estejam corretamente informadas e aconselhadas para que tenham consciência que se trata de um fenômeno temporário”, finaliza Zanon.

Sintomas mais comuns apresentados após a analgesia::

a Náuseas e vômitos - devido à posição para a realização do procedimento cirúrgico; a Falta de ar – por conta do bloqueio regional que pode anestesiar até as mamas; a Prurido (coceira) – devido ao uso de morfina; a Tremores no corpo; a Retenção urinária (bexiga preguiçosa); a Cefaleia (parturientes que receberam raquianestesia).

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Picadinha do bem

Avanços da medicina garantem saúde dos filhos e tranquilidade para os pais

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O

uvir o chorinho do bebê na hora da vacina é angustiante, porém fundamental. Afinal, no primeiro ano de vida, os pequenos estão suscetíveis a doenças infecciosas já que seu organismo ainda não está apto para imunizações. Por isso, prevení-las é o melhor remédio. As primeiras vacinas foram produzidas nos séculos XIX e XX com o objetivo de combater as grandes epidemias, como da tuberculose, que ocorreu na Europa, Ásia e África. No Brasil, a primeira vacinação instituída foi contra varíola em 1804, a qual foi erradicada em 1980 (fonte: Ministério da Saúde). Outras doenças como paralisia infantil e sarampo também fazem parte da lista de doenças extintas, já que não há registros de ciclos há mais de dez anos. Graças ao sucesso, a comunidade médica está sempre atenta às doenças mais comuns da infância e possíveis fórmulas para combatê-las. Normalmente, para a produção dessas vacinas, são utilizados componentes do próprio agente agressor (vírus) de forma atenuada ou inativa (morto), ou outro semelhante desenvolvido por engenharia genética. 30

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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também faz sua parte. Segundo o artigo IV, é dever da família assegurar a efetivação dos direitos à saúde e cabe aos pais gerenciá-los. Já o governo federal disponibiliza uma série de vacinas gratuitas para os pequenos. Em ação Nenhuma vacina é totalmente livre de riscos, mas as sequelas obtidas com a contração das doenças que se quer evitar são muito mais graves do que os efeitos adversos das substâncias administradas. Após aplicada, a vacina “ensina” o sistema imunológico do bebê a reconhecer os agentes infecciosos e o estimula a produzir anticorpos para combatê-los. Apesar de parecer simples, é possível que a criança apresente certa indisposição como febre, inchaço e dor no local da picada. Mas, de acordo com o infectologista infantil do Hospital e Maternidade Rede D’O São Luiz,. Marco Aurélio Palazzi Sáfadi, a mamãe não deve se preocupar. “Normalmente os pequenos apresentam reações que passam em até 24 horas ou com


Para os bebês prematuros a imunização também é válida. Mas, é preciso atentarse ao peso ideal para cada vacina já que eles, normalmente, nascem um pouco abaixo do peso.

a administração de um analgésico indicado pelo médico”, explica.

peso ideal para cada vacina já que eles, normalmente, nascem um pouco abaixo do peso.

Vilãs da História Algumas doenças, com impacto significativo na população, ainda não possuem vacinas. Dr. Marco Aurélio indica as principais: Hepatite C, dengue, malária, HIV. “Há diversas pesquisas em andamento para preparação de antídotos para essas patologias, algumas mais adiantadas que outras, a expectativa é que seja possível desenvolver vacinas para todas elas”, explica o especialista. Outra doença ainda preocupante na medicina é a bronquiolite, causada por um vírus sincicial respiratório e que atinge, principalmente, bebês prematuros. Ainda não há método preventivo para essa patologia, mas as mamães podem contar com medicação indicada pelo pediatra.

Imunizar para prevenir Sáfadi lembra que não vacinar os filhos pode criar um grupo suscetível a doenças. “É como se tudo o que foi realizado até o momento não tivesse sido válido. Doenças como sarampo, difteria, poliomielite, mesmo que não vistas com frequência, ainda não estão extintas. Ou seja, podem migrar de um país para outro no organismo de uma pessoa que não tenha sido vacinada na infância e, consequentemente, oferecer risco a toda sociedade, principalmente às crianças e adultos não vacinados ou com doenças crônicas que não podem ser imunizadas e possuam a saúde debilitada”, explica o especialista. “Uma criança não vacinada contra doença imuno-prevenível, como sarampo, rubéola ou caxumba, não corre tanto risco na escola porque, provavelmente, as outras estão prevenidas e não irão transmitir a doença. Mas, se nessa sala de aula existir mais de duas crianças sem a imunização correta, há a possibilidade de iniciar um novo ciclo”, finaliza Dr. Marco.

Nossas aliadas A partir do segundo semestre de 2012, o Ministério da Saúde incluiu duas vacinas no calendário nacional: a Vacina Inativada de Poliomielite (VIP), que completa a imunização realizada por via oral (gotinhas), e a Pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenzae tipo B e hepatite B. Há ainda mais duas novidades que protegem da meningite e do rotavírus. Para os bebês prematuros a imunização também é válida. Mas, é preciso atentar-se ao

Dose Certa Veja a seguir as vacinas que seu filho deverá tomar, de acordo com o Calendário de vacinação recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria: www.semprematerna.com.br

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Meningocócica C conjugada

Disponíveis na rede pública

Contra meningite do tipo C. Essa patologia pode ser transmitida por beijo e bactérias expelidas pela tosse, fala e espirro. É administrada em duas doses no primeiro ano de vida do bebê e reforço entre 12 e 15 meses.

Oral contra Poliomielite (VOP) ou Sabin (a gotinha)

Poliomielite é doença infecciosa viral aguda transmitida pelo poliovírus e que pode afetar tanto crianças quanto adultos. O contágio se dá em contato com secreções expelidas por pessoas infectadas e pode causar paralisia. A vacina é administrada aos seis meses e nos reforços e campanhas até os cinco anos, por via oral.

Febre Amarela

Recomendada apenas para residentes ou viajantes de áreas endêmicas. A Febre Amarela não é transmitida de pessoa para pessoa, mas sim pela picada de mosquitos, como o Aedes Aegypti. Caso a criança ou adulto não tenha sido imunizada, a doença se instala e causa sintomas parecidos com dengue e malária. Por isso, o diagnóstico médico é muito importante. A dose é única, deve ser realizada a partir dos nove meses de vida, por via subcutânea.

Varicela ou Catapora

Pneumocócica 10

Proteção contra infecções causadas pelo pneumococo: Meningite – inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, causada por vírus ou bactérias. Pneumonia – problema respiratório em que há infecção dos pulmões. Sinusite – inflamação das vias respiratórias superiores ou mucosas dos seios da face, geralmente associada a um processo infeccioso por vírus. Aplicada na coxa, precisa de três doses no primeiro ano de vida, mais reforço entre 12 e 15 meses.

Rotavírus

Imunização contra vírus transmitido, principalmente, por mãos e alimentos contaminados. Tem como sintomas diarreia e vômitos. Indicada para crianças de seis semanas a seis meses em duas doses. É administrada por gotinhas.

Hepatite B

A doença pode ser transmitida através do sangue, inclusive no contato com o sangue da mamãe durante o parto. Por isso, deve ser ministrada nas primeiras 12 horas de vida, pois, neste período, é possível reverter o risco em 95% de herdar a doença. Ainda não há tratamento específico para essa patologia.

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Imunização contra doença causada pelo vírus Varicela-Zóster. Essa patologia é altamente contagiosa e comum na infância. A mamãe consegue perceber pelas pequenas bolhas que se formam na pele e, posteriormente, feridas que coçam bastante. Fará parte do programa de imunização a partir deste ano, para as crianças com 15 meses, na forma da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

BCG – Tuberculose

Protege contra tuberculose, doença que afeta diretamente os pulmões e pode ser transmitida pela saliva. Ainda na maternidade, o bebê recebe a dose única desta vacina. É aplicada no braço e, normalmente, não apresenta reações posteriores, mas deixa uma pequena cicatriz. Também é encontrada nos postos de vacinação, o bebê pode recebê-la até completar um mês de vida.

Vacina Inativada de Poliomielite (VIP)

Recentemente inclusa no calendário, é realizada nas duas primeiras doses, aos dois e quatro meses, por via intramuscular na coxa.

Tríplice Bacteriana (DTP)

Vacina combinada para as doses de reforço dos 15 aos 18 meses e dos 4 a 6 anos contra: Difteria, Tétano e Coqueluche.


Pentavalente

Vacina combinada direcionada a cinco patologias: Difteria - transmitida através do contato com outras pessoas infectadas. Tétano – transmitidas por possíveis feridas causadas por materiais sujos. Coqueluche – transmitida pelo contato com secreção de infectados, por exemplo, espirro e fala. Haemophilus Influenzae do tipo B - bactéria que causa doenças como pneumonia e meningite. Hepatite B - um reforço da aplicação realizada quando o bebê nasceu. Constituída em três doses, a vacina é aplicada profundamente no músculo da coxa, por isso, pode causar dor.

Tríplice Viral (SCR)

Proteção contra: Sarampo – doença infectocontagiosa causada por vírus transmitido de pessoa a pessoa por meio de secreções expelidas ao tossir, respirar ou falar. É umas das principais responsáveis pela mortalidade infantil nos países de Terceiro Mundo; Caxumba – doença viral aguda, de transmissão respiratória, que causa febre e aumento de volume de uma ou mais glândulas salivares (geralmente a parótida), ou ainda outros órgãos. Rubéola – também transmitida por via respiratória, é causada por vírus e provoca manchas vermelhas e erupções na pele. A vacina é realizada aos 12 meses.

Disponíveis na rede particular (clínicas) Hepatite A

Doença transmitida por alimentos ou água contaminados por vírus (VHA). Também precisa de duas doses para a imunização, a partir de um ano de idade. Pele e olhos amarelados são alguns dos principais sintomas.

HPV

Doença transmitida sexualmente, mas que pode ser passada da mãe para o feto. Causa lesões nas genitálias e pode não causar sintomas aparentes, sendo detectada apenas através de exames. A administração deve ser programada a partir de nove anos de vida

Influenza H1N1- (gripe)

Doença transmitida por via aérea ou por meio de partículas de saliva ou secreções de pessoas ou animais contaminados. Os sintomas são de gripe e geralmente se iniciam com o aparecimento de febre repentina em torno de 39C. Administrada em duas doses, aos 6 e 7 meses, por via intramuscular.

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Rede D’or São Luiz

Novidades

Itaim e Anália Franco

Shantala

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o Hospital e Maternidade Rede D’or São Luiz - Unidade Itaim – é possível encontrar, mensalmente, o Curso de Shantala. Realizado no Centro de Estudos, o curso é destinado às gestantes com mais de 24 semanas de gravidez. O encontro é coordenado pela psicóloga e especialista na técnica Patrícia Lomonaco. A Shantala é uma massagem indiana feita em bebês e difundida no ocidente pelo médico ginecologista e obstetra francês Frederic Leboyer, entusiasta de ações de humanização no parto. A massagem consiste em movimentos lentos para acariciar a pele e alongar o corpo e pode ser feita em recém-nascidos, mas também em crianças. A técnica estimula o corpo do bebê e é associada a benefícios como aumento do vínculo afetivo, melhora da qualidade do sono do bebê, diminuição de cólicas e desenvolvimento psico-motor. Inscrições pelo telefone (11) 3040-1649.

ONA 3

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Hospital e Maternidade Rede D’or São Luiz Unidade Anália Franco – conquistou, em dezembro, o certificado nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA), ACREDITADO COM EXCELÊNCIA. Esse é o mais alto selo da entidade certificadora, que constata a qualidade e a segurança dos serviços prestados aos clientes e dos controles de riscos clínicos e não clínicos. A certificação nacional da ONA visa contribuir para o aprimoramento da qualidade da assistência à saúde, responsabilidade com a segurança e ética profissional, através do desenvolvimento e evolução de um sistema de acreditação. 36

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Dica materna

Leitinho longe de casa

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Entenda o que é ordenha e como armazenar o leite materno om a volta ao trabalho, amamentar não é tarefa fácil já que as mamães não conseguem estar tão próximas dos bebês. Mas, a distância não é motivo para deixar de alimentá-lo com leite materno, afinal o pequeno ainda precisa de proteínas, gordura, vitaminas, açúcar e água. Nesse caso, congela-lo e guardá-lo para ser oferecido posteriormente, pode ser a melhor opção. A retirada do leite, chamada de ordenha, serve tanto para o armazenamento, quanto para o alívio das mamas. O procedimento pode ser realizado manualmente ou com ajuda de bombas elétricas, disponíveis para compra ou locação. De qualquer modo, é importante consultar sempre o pediatra ou especialista em amamentação para receber orientações sobre modelos existentes e modo mais adequado de uso. A quantidade de leite também pode variar. Segundo a enfermeira pediatra do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz, Mônica Bernardo Pontin de Oliveira, o volume depende de alguns fatores como o período de produção, o tamanho das mamas e o estímulo realizado pelo próprio bebê. “Em fase de lactação com leite maduro, 15 dias pós-parto, pode-se retirar cerca de 80 ml. Para uma mulher que não amamenta, mas realiza o estímulo com ordenha a cada três horas, a quantidade pode chegar a 150 ml”, explica.

Armazenamento Para guardar o alimento do bebê é preciso seguir algumas regras. Em temperatura ambiente, é válido apenas por 30 minutos. Quando armazenado em refrigerador, tem validade de 12 horas. No congelador dura até 15 dias. “É muito importante identificar o frasco com data e horário (a contar do início da coleta), para melhor controle”, explica Mônica. Recipientes de plástico só são aceitos para uso breve. Caso seja necessário o congelamento, é preciso armazena-lo em vidro com tampa, previamente esterilizado.

Como fazer? a Antes de realizar a ordenha é preciso preparar as mamas com uma rápida massagem na região da aréola. Assim, os nódulos que se formaram pelo excesso de leite são desfeitos. Com uma mão apoie a mama e com a outra massageie; a Com a palma da mão, faça movimentos circulares em sentido horário em toda sua extensão por cinco minutos; a Utilize o dedo médio e o indicador, também em sentido horário, e realize movimentos circulares por mais cinco minutos. Obs: Caso esteja com dor devido ao ingurgitamento, compressa fria é o mais indicado. www.semprematerna.com.br

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Pós-Parto

Medida Certa

Paciência e dedicação são os principais quesitos para obter bons resultados

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pós a gestação voltar à forma física é missão complicada, mas não impossível. Atividade física aliada à dieta balanceada ainda é a melhor opção para conseguir o corpinho desejado. Mas, os cuidados devem começar ainda na gestação. Assim, há como preparar músculos e ligamentos para aguentarem todas as alterações que sofrerão nessa fase. As fisioterapeutas do Hospital e Maternidade Rede D’Or São Luiz Itaim, Julianna Bambicini e Vania Zamperlin explicam que durante a gravidez, além de promover bem-estar, a prática de atividade física leva a melhora da consciência corporal, ganho de força muscular e flexibilidade. Também auxilia a postura, a circulação sanguínea e previne o aparecimento de edemas (inchaços) e dores. Já no puerpério (pós-parto), a mulher não deve realizar exercícios físicos ou ter relação sexual, contudo, pode fazer drenagem linfática manual nos braços e pernas, para aliviar o inchaço. “São permitidos exercícios isométricos para o abdômen, em que há contração muscular sem movimentação, alongamentos e exercícios metabólicos, que apenas estimulam a circulação sanguínea nos membros”, diz Bambicini. Quem deu à luz em parto normal tem a vantagem de voltar a exercitar-se mais rápido, porém a intensidade precisa ser moderada ou limitada a 140bpm (batimentos por minuto) no 40

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período de amamentação. Caminhada, pilates e alongamento são as melhores atividades. Para as mamães que fizeram cesáreas, são aconselhados os mesmos exercícios, porém, devido ao corte realizado na cirurgia, a volta pode demorar um pouco mais. Vale lembrar, que a liberação médica é essencial em ambos os casos.


A especialista ressalta a importância de acompanhamento de profissional especializado para realizar exercícios físicos. “É comum o desenvolvimento de problemas na coluna vertebral na gravidez, por isso, todo cuidado é pouco. Para essas mamães, desde que não estejam em fase aguda de dor, hidroginástica e yoga são mais indicadas, já que são atividades de baixo impacto”, explica Vania. Na academia ou em casa Após a quarentena, as academias são as mais procuradas pelas mamães, neste caso, cargas pesadas não devem ser adicionadas aos aparelhos. “Dietas radicais também estão fora de cogitação, já que prejudicam a amamentação. Ter paciência é necessário, pois a resposta muscular e corporal pode ser um pouco mais lenta do que antes”, orienta Julianna. Se não tiver tempo, caminhada ao ar livre é boa opção. Assim, dá pra passear com o bebê e se movimentar um pouco. O importante é ter consciência que os benefícios virão, mesmo que em longo prazo. Melhorar a postura, restaurar a força física, aliviar dores e, principalmente, levantar a autoestima devem ser os principais objetivos para começar a malhação. O corpo muda com o tempo “Não é regra, mas a recuperação pós-parto pode ser mais demorada a partir da segunda gestação. Isso se dá pela diástase do músculo reto abdominal (afastamento das fibras), devido ao rápido aumento do volume abdominal”, explica Zamperli. Também ocorrem, com frequência, alterações no assoalho pélvico ou períneo (conjunto de músculos e ligamentos) com o passar de cada gestação, o que sobrecarrega a região e que, caso não seja fortalecida, leva à incontinência urinária tanto na gravidez, quanto no puerpério.

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Boletim Médico

Parece restinho de leite, mas é

Sapinho!

Mesmo sem sintomas aparentes a infecção causa desconforto e pode prejudicar a amamentação

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Monolíase oral, mais chamada de “sapinho” é causada pelo fungo Candida Albicans e atinge, principalmente, recém-nascidos e lactentes. Prematuridade, desnutrição, tratamentos com antibióticos por tempo prolongado, doenças sistêmicas e baixa resistência por imaturidade do sistema imunológico são os principais fatores que originam a infecção. Pode, ainda, ser adquirida durante o parto, devido à vulvovaginites maternas, ou por má higienização de chupetas e bicos de mamadeiras. Em recém-nascidos a doença pode aparecer subitamente e curar-se sozinha, sem administração de medicamentos. Os bebês bem nutridos podem adquirir sapinho, também sem sintomas aparentes, mesmo assim, há prejuízo da amamentação. Segundo o pediatra do Hospital e Maternidade Brasil, André Luiz Azzolini, as lesões apresentam placas arredondadas branco-leitosas, parecidas com leite coalhado, por isso, é comum confundi-las com leite materno. Elas se concentram nas bochechas, língua, parte interna dos lábios, podendo também chegar ao esôfago e estômago, em casos mais graves. “Diferente do resíduo de leite que pode normalmente estar aderido na mucosa do bebê, as placas são difíceis de ser 42

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retiradas e possuem um eritema (vermelhidão) em sua base, podendo apresentar pontos hemorrágicos e, nesse caso, ser ainda mais preocupante”, diz Dr. André. Cuidados Higienização bucal é a base para um bom tratamento. É preciso atenção redobrada a tudo que o bebê terá contato pela boca, inclusive o seio materno, já que podem ser fonte para uma nova infestação. “A orientação médica é essencial até a supressão total do problema, pois a doença pode durar dias, semanas ou até meses”, explica o pediatra.


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Os pais do zodíaco Que tal entender também a personalidade deles?

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Áries: Entusiasmado, franco, mas pouco paciente. Mesmo assim, é incentivador dos filhos, repleto de energia. É quase tão criança quanto os pequenos, gosta de fazer brincadeiras agitadas.

Touro: Prático, atento às necessidades materiais das crianças. Faz escolhas de muita qualidade. Transmite segurança. Tem paciência para acompanhar a evolução dos filhos e respeitar o tempo deles.

Gêmeos: Versátil, é capaz de cuidar das crianças e fazer outras atividades ao mesmo tempo. Pode parecer desatento, por conseguir prestar atenção em diversos assuntos simultaneamente. Adora conversar, principalmente, com os filhos.

Câncer: Muito amoroso e apegado aos filhos. Por isso, pode ter dificuldades para “romper o cordão umbilical” quando eles começam a se tornar independentes. Oferece proteção e inspira confiança. É companheiro e bom contador de histórias.

Leão: Tem orgulho dos filhos, quer demonstrar a todos as qualidades deles, pois elas o envaidecem. Gosta que eles sejam o centro das atenções. Ensina-os a ter autoestima.

Virgem: Dedicado, atento a tudo o que cerca a rotina das crianças. Percebe os detalhes que as incomodam. Tem habilidade manual, forte habilidadepara fabricar e consertar brinquedos .

Libra: Valoriza a justiça e a imparcialidade na educação das crianças. É racional, compara e pondera os fatos, sem se deixar tomar pela emoção. Para ele, a vida a dois e o romance têm que ser preservados, mesmo com a chegada dos filhos.

Escorpião: Em geral tem uma personalidade marcante. É emotivo, mesmo que , por vezes, não demonstre. É um pai que influencia muito a personalidade e as atitudes durante o crescimento dos filhos. Conhece profundamente os pontos fracos deles.

Sempre Materna


Sagitário: Divertido, com espírito esportivo, aprecia muito os passeios ao ar livre e viagens com as crianças. Respeita e incentiva o lado aventureiro dos pquenos. É franco e gosta de brincar.

Capricórnio: Responsável, ambicioso. Planeja cuidadosamente o futuro dos filhos e investe para que os objetivos se concretizem. Não declara seu amor explicitamente às crianças, mas o faz através de suas atitudes.

Aquário: Excêntrico, tem estilo próprio e não gosta de seguir o modelo tradicional de educação. Inventa brincadeiras originais. Improvisa e permite que os filhos sejam autênticos.

Peixes: Inspirado, criativo, com forte senso artístico e imaginação. Entende os sentimentos do filho sem que ele precise explicar. É intuitivo, mas nem sempre valoriza esta sua qualidade.

Papai chorão!

V

ida de pai é sempre cheia de acontecimentos memoráveis. Eu começo a elenca-los a partir do dia em que descobri que minha esposa, Marcela, estava grávida – coincidentemente, o dia do meu aniversário. Eu sou uma pessoa que dificilmente chora, mas nesse dia não teve como controlar o choro. O nascimento foi um momento mágico. Nossa “estratégia” foi deixar para viajar até São Paulo quando a Marcela começasse a ter contrações. E assim foi. Lembro que estava trabalhando quando ela ligou dizendo que tinha chegado a hora. Eu ainda terminei a reunião e fui buscá-la em casa. Viajamos para São Paulo, que fica a 150 km da cidade onde moro, Piracicaba. No caminho ela já começou a ter as contrações com maior frequência, mas ambos ficamos calmos e deu tudo certo. Chegamos ao hospital em torno de 20h e antes das 23h nascia o Luca

de parto normal, que me fez chorar mais uma vez quando ele “surgiu” nas mãos da médica. Parece que na hora do parto a “ficha não cai” e acho que só depois no quarto do hospital eu me dei conta de que meu filho havia nascido. Passei o Réveillon no hospital e, com certeza, foi o Réveillon mais feliz da minha vida. O último fato que vou destacar foi quando ele começou a andar, que foi no dia em que ele completou 1 ano e 1 mês de idade. Também é um momento que nos marca. Hoje em dia o que acontece é que eu chego em casa depois do Luca e da minha esposa, que o busca na escolinha. Quando eu abro a porta de casa ele vem correndo sorrindo, o que faz com que qualquer problema do dia simplesmente seja esquecido.

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Daniel Dosualdo Editor do blog “Pai de primeira viagem”

Coluna do papai

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Guia de nomes

Escolha Ainda não sabe como o bebê será chamado?

G

abriela: Feminino de Gabriel. Que tem a força divina. É a portadora de boas notícias.

Georgia: Quem lida com a terra ou campo. É ousada e forte na batalha pelo o que acredita.

H

annah Benéfica, abençoada e cheia de graça. Sua principal virtude é a coragem.

Hebe: Nome da deusa mitológica da juventude. Segurança e alegria são seu ponto forte.

Giulia: Cheia de juventude e luminosa. Ótimo sentido de organização e boa memória.

Helena: Repleta de luz. Com bondade infinita, olha sempre para dentro de si em busca da evolução.

Giovanna: Forma italiana de Joana. Usa inteligência privilegiada para vencer no dia a dia.

Helenice: Aquela que reflete a luz do sol. Sua principal característica é a sensibilidade.

Gisele: Prisioneira da Guerra em francês. Integridade e capacidade imaginativa são seu forte.

Helga: Menina próspera e sagrada. Tem personalidade marcante e muito bom-humor.

Glaucia: Vem do grego que significa “verde”. Carinhosa e dócil com todos a sua volta.

Hellen: Vem do grego que significa iluminada. Característica similares à Helena.

Glenda: Aquela que é cheia de virtudes. Desde pequena mostrará seu espírito de liderança.

Heloisa: Variante de Luisa. Guerreira famosa e persistente. Seu forte é a comunicação.

Glória: Bem aventurada. De origem religiosa, uma das invocações de Nossa Senhora.

Hilda: Heroína e guerreira, é a donzela de batalha. Tem suas ideias muito claras.

Graziela: De origem Italiana, significa ‘graça’. Aquela que traz muitas bênçãos e alegria .

Hortência: Aquela que cultiva jardim. Com sua originalidade, alcança o sucesso com facilidade.

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Sempre Materna


certa G

Confira nossa lista de nomes com a letra “G e H”

abriel: Que tem a força divina. Foi o um dos sete arcanjos de Deus, portador de boas notícias.

H

amilton: Que veio ou que nasceu perto de uma montanha bonita. O de atitude orgulhosa. Origem Inglesa.

Gaspar: Tesouro, nome de um dos reis magos. Luta com firmeza e energia em busca de seus ideais.

Hebert: Guerreiro glorioso. Suas principais características é a perseverança e a objetividade.

Geraldo: Governa com uma lança. Indica força do caráter, consegue enfrentar qualquer desafio.

Heitor: O guardador. Extremo senso de responsabilidade, se mantem firme e não se abate.

Getulio: Natural de Getúlia, país da África. Pontos fortes pessoas extrovertidas e comunicativas.

Hélio: De origem grega significa ‘Sol’. Com espírito de iniciativa e extremo senso de responsabilidade.

Gilberto: Ilustre, brilhante. Aquele de convicções firmes. Está sempre de bem com a vida.

Henrique: Príncipe poderoso. É bondoso e prestativo, tem alta capacidade de liderança;

Giovanni: Forma italiana de João. Significa “Deus é gracioso”. Meninos emotivos e simpáticos.

Hércules: Nome de herói mitológico. A franqueza é sua principal característica.

Glaucio: Verde, azulado. Homem forte e honesto, usa sua doçura para conquistar suas metas.

Horácio: Nome relacionado às horas. Marcador do tempo. É inteligente e desperta simpatia.

Guilherme: Aquele que protege. Sua principal característica é a discrição e a força mental e moral.

Hugo: Significa coração. Sede das ideias e dos sentimentos. É ajuizado.

Gustavo: O protegido de Deus. Aquele que faz parte da corte do Rei. Persuasivo e íntegro.

Humberto: Espírito Brilhante. A inteligência e perspicácia são seus pontos fortes. www.semprematerna.com.br

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Com você

Mãe que se cuida, cuida melhor do filho

S

er mãe e se sentir culpada é praticamente um mantra dessa nossa geração. Basta deixar o filhote na escolinha e ir trabalhar. Contratar uma baby-sitter para poder sair com o marido ou simplesmente deixar os pequenos na avó para conseguir dormir até tarde no domingo. De verdade? Percebi que essa culpa toda não faz o menor sentido. Como é que uma mulher que passa 24 horas do dia tentando acertar pode se sentir culpada por algo? Além do mais, isso só faz o tiro sair pela culatra. Afinal, cada vez que eu me privo de algo em nome da dedicação exclusiva à minha cria, esqueço de mim e fico cada vez menos apta a dar o meu melhor para ele. Cá para nós, o que é melhor: sair para jantar com seu amor e ficar umas horinhas longe de casa, ou ver seu casamento desgastar e deixar

seu filhote presenciar o distanciamento do pai e da mãe? Descobri que cuidar de si mesma deveria entrar como regra número 1 da cartilha das mães. Sempre que a culpa bate, penso nas instruções de segurança do avião: “Em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão sobre a sua cabeça. Ajuste PRIMEIRO em você e DEPOIS na criança ao seu lado”. Se você não tiver ar, não vai conseguir ajudar a criança do seu lado. Se você não estiver bem, não vai conseguir deixar seu filho bem. Isso vale no avião e vale na vida. Por isso, não dá para se esquecer. É uma questão de sobrevivência. Sua e do seu filho. Pensar assim é libertador. E faz a vida ficar mais leve. Daniela Folloni Diretora de conteúdo do site It mãe

Onde encontrar gEmpório Mamãe

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gMOB - www.mobonline.com.br gAnacapri - www.anacapri.com.br gLe postiche - www.lepostiche.com.br gImpeto - shoppingd.com.br/lojas/impeto/ gA.Cult - acult.com.br

gEmpório Papai

gMCD - www.mcdbrasil.net gVR - store.vrmenswear.com.br gZapalla - www.zapalla.com.br

gEmpório Bebê

gLilica Ripilica e Tigor T Tigre - www.lilicaetigor.com gAlô Bebê - www.alobebe.com.br/ gBrandili - www.brandili.com.br

Sempre Materna


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A minha mãe sempre Mamãe, sabe o quepassear! é melhor. vamos

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Sempre Materna

Revista Sempre Materna, edição 30  

Revista sobre gestantes e recém-nascidos

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