Issuu on Google+

Distribuição Gratuita | Publicação Trimestral | Nº 40 

Outubro  Novembro  Dezembro  2012  b o l e t i m

RENASCER

www.scmsines.org 

i n f o r m a t i v o

Santa Casa da Misericórdia de Sines 

NOVOS ÓRGÃOS SOCIAIS TOMAM POSSE DESTAQUES

Natal na Misericórdia

Dia 5 de Janeiro toma‐ do  Bispo  da  Diocese  tar a obra de constru‐

II Concerto “Santa Causa”

pág. 4

pág. 14

ram  posse  os  novos  de Beja, Dom António  ção  do  novo  lar  de  órgãos sociais da San‐ Vitalino  Dantas,  e  de  idosos  da  Instituição,  ta  Casa  da  Misericór‐ vários  membros  de  o “Prats Sénior”.  dia  de  Sines,  eleitos  outras  Misericórdias  Os  corpos  gerentes  no  passado  dia  30  de  do distrito de Setúbal.   agora  empossados  Novembro.  A  cerimó‐ Antes  da  tomada  de  vão  exercer  funções  nia decorreu na Igreja  posse os cerca de 100  entre  2013  e  2015  e  Matriz de Sines e con‐ convidados  tiveram  mantêm  Jorge  Ruas  tou  com  a  presença  oportunidade  de  visi‐

(Continua na página 3) 

À Conversa com… António Francisco

pág. 8


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

No  dia  05/01/2013  completaram‐ se  três  anos  sobre  a  tomada  de  posse  desta  Mesa  Administrativa  e  restantes  Órgãos  Sociais.  Como  principais  objectivos  de  mandato  tínhamos  definido:  procura  de  soluções de melhoria contínua no  que  diz  respeito  ao  bem‐estar  e  conforto dos utentes; melhorias e  transformações  nas  instalações;  reestruturação  e  personalização  dos  serviços;  candidaturas  para  novos  equipamentos;  formação  contínua  dos  colaboradores;  workshops  e  formação  específica  para as chefias, sobretudo na área  da  gestão,  a  fim  de  melhorar  as  competências no serviço prestado  aos utentes e garantir a sustenta‐ bilidade de Misericórdia.  Apesar  da  difícil  conjuntura  eco‐ nómica  dos  últimos  anos,  conse‐ guimos cumprir com estes objecti‐ vos, bem como  outros que foram  sendo definidos em cada Plano de  Actividades anual.  O novo mandato que agora se ini‐ cia, insere‐se num período, infeliz‐ mente,  repleto  de  incertezas  e  anúncios de mais restrições e difi‐ culdades  que  se  reflectirão  na  vida  de  todos  portugueses,  res‐ tringindo  seguramente  as  suas  capacidades financeiras e estabili‐ dade no emprego, além de dificul‐ tar  a  sustentabilidade  de  institui‐ ções  e  empresas,  reflectindo‐se  de forma gravosa nas receitas das  Misericórdias.  Obviamente  que  não  podemos  negar a nossa preocupação, senão 

seriamos  levianos  ou  incautos,  pois  de  certeza  irá  obrigar‐nos  a  reformular  a  nossa  orientação  e  reestruturar  a  nossa  organização,  de  forma  a  esquecermos  vícios  e  hábitos  supérfluos  e  investirmos  em práticas mais úteis e optimiza‐ das,  novas  atitudes,  evitando  sempre o desperdício.   Claro  que  temos  confiança  nas  nossas  capacidades  para  enfren‐ tarmos  os  desafios,  tanto  mais  que  a  construção  do  novo  Lar  é  mais  um  motivo  que  temos  para  alimentar  a  nossa  dinâmica  e  sinergias, embora com o respecti‐ vo acréscimo de endividamento a  ele associado.  Mesmo assim, temos como ambi‐ ção a concretização dos seguintes  objectivos: conclusão do novo Lar  Prats  Sénior  e  a  sua  abertura  ao  público; selecção e reestruturação  dos  serviços  e  pessoal  com  o  enquadramento  das  actividades  no  Prats  Sénior;  melhoria  contí‐ nua  no  desempenho  dos  colabo‐ radores e prestadores de serviços;  elaboração  de  novos  projectos  para Creche e  outros equipamen‐ tos  de  igual  interesse,  para  even‐ tuais  candidaturas  aos  fundos  europeus; continuação de melho‐ rias na organização e controlo dos  procedimentos,  de  contratos,  prestações  de  serviços  e  aprovei‐ tamento  de  recursos,  de  forma  a  conseguir‐se uma redução de cus‐ tos eficiente e controlada.   Alargar o acompanhamento social  e  humanitário  a  um  maior  leque 

de  utentes  e  tentar  atingir  a  sus‐ tentabilidade da Misericórdia.  A  nossa  atitude  terá  de  ser  de  contenção e moderação enquanto  durar  a  política  de  austeridade  anunciada,  procurando  por  todos  os  meios  evitar  que  as  eventuais  quebras  se  repercutam  na  quali‐ dade de prestação de serviços aos  utentes.  Temos  de  ter  presente  que  cerca  de  85%  das  actuais  admissões  de  utentes  são  de  pessoas  muito  dependentes,  exigindo,  por  isso,  mais assistência e mais competên‐ cia, o que se reflecte no acréscimo  dos  custos.  Também  com  o  evo‐ luir  da  sociedade,  aumentam  as  exigências  de  qualidade  das  insti‐ tuições,  famílias  e  utentes,  verifi‐ cando‐se  uma  incompatibilidade  com as receitas cada vez menores  comparativamente aos custos.   Por tudo isto, embora não se avi‐ zinhem  tempos  fáceis,  continua‐ mos a acreditar que temos capaci‐ dade  para  contornar  os  obstácu‐ los  e  continuarmos  a  evoluir  na  qualidade  técnica  e  humana  e  no  “saber  fazer  melhor”,  em  prol  do  bem‐estar  e  conforto  dos  nossos  utentes e colaboradores.  Gostaria  de  deixar  uma  mensa‐ gem,  que  além  de  esperança,  incentive  o espírito de fraternida‐ de,  mais  humanização,  mais  empenho  e  dedicação,  de  dar  mais exigindo menos, pois só com  a  ajuda  e  colaboração  de  todos,  internos e externos, é que conse‐ guiremos manter a sustentabilida‐

EDITORIAL

BALANÇO E OBJECTIVOS

Luís Maria Venturinha de Vilhena Provedor da Misericórdia de Sines

de da Misericórdia.   Manifestar  também  gratidão  a  todos aqueles que ao longo deste  último  mandato,  Órgãos  Sociais,  Voluntariado,  Entidades,  Amigos  da Misericórdia, todos os técnicos  e  colaboradores,  que  com  a  sua  generosa  contribuição  se  empe‐ nharam em fazer o seu melhor.  Aos utentes e familiares peço des‐ culpa se esperavam mais de nós e  não  conseguimos  fazer  melhor.  Acreditem  que  a  nossa  missão  não é fácil, mas o nosso objectivo  é  podermos  ser  em  cada  dia  um  pouco  melhores  que  ontem.  Para  isso  também  contamos  com  a  paciência,  compreensão,  tolerân‐ cia e colaboração de todos.  Termino, pedindo a Deus e à Nos‐ sa  Senhora  das  Misericórdias  que  nos  ajudem  nesta  nossa  Missão  de,  com  caridade,  solidariedade,  humanismo e competência, aliviar  o sofrimento dos que mais de nós  precisam.    Um grande BEM‐HAJA  

Ficha Técnica

RENASCER 

boletim informativo

Propriedade, Edição e Impressão  SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Periodicidade   Trimestral  Número   40  Edição  Outubro| Novembro | Dezembro 2012   

 

 

Director  Luís Maria Venturinha de Vilhena  Redacção   Rita Camacho  Revisão de Texto   José Mouro, Rita Camacho  Fotografia  Ricardo Batista, Rita Camacho, Sulcor   

 

 

Grafismo | Montagem | Paginação   Ricardo Batista, Rita Camacho  Tiragem   300 exemplares  Depósito legal   325965/11  Distribuição   Gratuita   

 

 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

NOVOS ÓRGÃOS SOCIAIS TOMAM POSSE (Continuação da página 1)

da Silva como Presidente da Assembleia‐ Geral,  Luís  Venturinha  de  Vilhena  como  Provedor e José Luís Batalha como Presi‐ dente  do  Conselho  Fiscal.  Ao  todo,  22  elementos, 11  efectivos  e  11  suplentes,  compõem  os  órgãos  sociais  da  Miseri‐ córdia,  distribuídos  pela  Assembleia‐ Geral,  Mesa  Administrativa  e  Conselho  Fiscal.  

Visita à obra do “Prats Sénior” 

Discurso do Provedor na Igreja Matriz 

Composição da nova Mesa Administrativa da Misericórdia 

Órgãos Sociais eleitos Assembleia‐Geral  Presidente: Jorge Manuel Patrício Ruas da Silva  Secretário: Filipe Alexandre Anacleto Raposo  Vogal: Gracinda Maria Marques Pereira Guedes  Suplentes:   Maria da Luz Santos Gonçalves  António Joaquim Venturinha  Abílio Torcato Valadas Raposo   

Mesa Administrativa  Provedor: Luís Maria Venturinha de Vilhena  Vice‐Provedor: João Fernando Matos Vinagre  Tesoureiro: Maria do Céu Jesus Fonseca Afonso  Secretário: Carlos Alberto do Rio Salvador  Vogal: Ana Maria Vilhena Pereira 

Suplentes:   António Manuel Serra Dias  António Castello Branco Lobo de Vasconcellos  António José Vaz Candeias  António Agostinho Teixeira Lourenço  José Fernandes Pereira   

Conselho Fiscal  Presidente: José Luís Martins Batalha  Secretário: José Manuel Arsénio  Vogal: Eduardo Manuel Romano Moutinho  Suplentes:   José António Cordeiro Porfírio  Horácio Silva Catarino  Álvaro Pereira Correia  3 

 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

NATAL NA MISERICÓRDIA Chegado o mês de Dezembro é tempo de celebrar o Natal,  época de paz, alegria e união entre famílias. A Misericórdia  de Sines comemora esta época do ano com várias activida‐ des que envolvem utentes, familiares, colaboradores,  voluntários, órgãos sociais e a própria comunidade. Não  faltam as decorações natalícias, as trocas de presentes e de  cartões, a Ceia de Natal, as músicas cantadas pelo Grupo  Coral e a presença do Pai Natal, que obrigatoriamente visi‐ ta todas as respostas sociais da Instituição.   

 

Durante o mês de Dezembro várias turmas da Escola  EB23 Vasco da Gama de Sines visitaram os utentes da  Santa  Casa  da  Misericórdia  e  presentearam‐nos  com  músicas de Natal. Os alunos além de cantarem, toca‐ ram flauta e assim animaram os idosos nesta quadra  natalícia.  No dia 14 de Dezembro realizou‐se no Salão Social o  tradicional Jantar de Natal dos colaboradores da Insti‐ tuição,  no  qual  estiveram  presentes  membros  dos  órgãos  sociais.  Os  colaboradores  da  Misericórdia  puderem assim conviver e celebrar o Natal, num jan‐ tar onde não faltou a animação musical.  Dia 19 de Dezembro foi a vez de todos os utentes des‐

frutarem da Festa de Natal organizada especialmente  para  eles.  Este  ano,  além  das  actuações  de  utentes,  Voluntários e do Grupo Coral, a festa foi abrilhantada  pela actuação do ilusionista Mário Ribeiro. 

Dia 20 de Dezembro, durante a tarde, o Grupo Coral  da Misericórdia visitou os Lares e o Centro de Dia da  Instituição,  levando  cânticos  de  Natal  aos  idosos  da  Santa Casa.  4 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

 

Dia 21 de Dezembro, durante a tarde, foram distribuí‐ dos  bolos‐rei  a  todos  os  funcionários,  voluntários  e  membros do Grupo Coral da SCMS.   O Provedor Luís Venturinha procedeu à entrega desta 

singela lembrança de Natal.  Também  no  dia 22  antecipou‐se  a  Ceia  de Natal  dos  utentes,  num  jantar  que  contou  com  a  presença  da  maioria  dos  órgãos  sociais  da  Misericórdia.  Nessa  mesma noite foram também distribuídos presentes a  todos os idosos da Misericórdia. 

OBRIGADO REBOPORT! Este ano a empresa Reboport – Sociedade Portuguesa de Reboques Marítimos, S.A. asso‐ ciou‐se à Santa Casa Misericórdia de Sines nas comemorações de Natal. Assim, no dia 19 de  Dezembro  os  colaboradores  desta  empresa  assistiram  à  Festa  de  Natal  da  Santa  Casa  e  trouxeram um presente simbólico para todos os utentes. Além disso, a Reboport ofereceu  também material desportivo para as aulas de ginástica dos idosos e patrocinou o lanche de  Natal e a actuação do ilusionista Mário Ribeiro.  A  Reboport  existe  desde  2002,  está  sediada  em  Sines  e  é  a  empresa  concessionária  do  serviço  de  reboques  e  amarração de navios no Porto de Sines, contando nos quadros com cerca de 60 trabalhadores. A Reboport opera  24 horas por dia e está certificada pela norma de qualidade ISO 9001‐2008.   5 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

Âncora”  foram  mesmo  convidados  a  decorar,  de  for‐ ma  personalizada,  a  árvore  de  natal  da  Refinaria  de  Sines.  

As celebrações natalícias terminaram dia 7 de Janeiro,  com  a  comemoração  do  Dia  de  Reis.  Nesse  dia  um  grupo  de  utentes  da  Misericórdia  cantou  as  Janeiras  em  vários  espaços  comerciais da  cidade,  anunciando  o nascimento de Jesus e desejando a todos Um Feliz  Ano  Novo.  No  final  realizou‐se  um  lanche  especial  proporcionado pelas ofertas dos comerciantes.  As restantes valências da Misericórdia, Lar “A Âncora”,  C.A.V.  “Mãe  Sol”,  C.A.T.  “Porto  D’Abrigo”  e  Infantário  “Capuchinho  Vermelho”  também  comemoraram  o  Natal  com  algumas  iniciativas  pontuais  nas  respecti‐ vas instalações. Organizaram‐se jantares, distribuição  de presentes e pequenas festas. Os meninos do Lar “A  PUB 

AGRADECIMENTO A Misericórdia agradece também a todos os que ajuda‐ ram a Instituição  nesta época  natalícia,  nomeadamen‐ te,  J.  P.  Ferreira,  Talho  Romão,  Frutas  Barata,  Padaria  Lino da Silva, Makro ‐ Cash and Carry, Aviludo ‐ Indús‐ tria  e  Comércio  de  Produtos  Alimentares,  Higisines  ‐  Produtos de Higiene e Limpeza, Anceral ‐ Comércio de  Sistemas  de  Higiene,  Panificadora  de  Santo  André,  Administração do Porto de Sines e Repsol YPF.  


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

 

3 ANOS DE MANDATO Ao  longo  dos  últimos  3  anos  os  órgãos  sociais  da  Misericórdia  concretiza‐ ram várias medidas com o  objectivo  principal  de  melhorar  a  qualidade  dos  serviços  prestados  pela  Instituição.  Assim,  foram  reestruturados  e  centrali‐ zados  alguns  serviços,  passando  a  existir  uma  maior delegação de pode‐ res nos seus responsáveis.  Em  simultâneo  todos  os  serviços  foram  informati‐ zados,  privilegiando‐se  a  comunicação  digital  e  foi  implementado  o  registo  biométrico.  Os  colabora‐ dores  da  Instituição  tive‐ ram  direito  a  novo  farda‐ mento, acesso a acções de  formação  especializadas  e  a cuidados de saúde a bai‐ xo custo.   Na  Instituição  foram  tam‐ bém  criados  novos  servi‐ ços, entre eles o Gabinete  de Psicologia, o Serviço de  Fisioterapia,  o  Serviço  de  Saúde,  a  Farmácia  Interna  e  o  Banco  de  Voluntaria‐ do.  Os  órgãos  sociais  apostaram  ainda  na  cria‐

ção  da  Loja  Social  “Sinergia  Solidária”,  do  Serviço  de  Teleassistência  e da Cantina Social.   O  sector  das  compras/ foi  aprovisionamento  outra das grandes apostas  destes  corpos  gerentes,  com  o objectivo  de  renta‐ bilizar investimentos, e de  renegociar  e  implementar  a  utilização  de  novos  pro‐ dutos,  que  permitem 

Rouparia foram remodela‐ dos  e  foram  feitas  melho‐ rias  no  Salão  Social  de  modo a colmatar deficiên‐ cias acústicas. O Infantário  “Capuchinho  Vermelho”  mudou  de  instalações,  funcionando agora no Edi‐ fício  Ancorope,  tendo  em  vista  a  construção  do  “Prats  Sénior”,  um  novo  equipamento  com  capaci‐ dade  para  no  máximo  80 

Obras do Lar Prats Sénior (Janeiro de 2013) 

maior  conforto  aos  que  residem na Instituição.   Em  termos  de  infra‐ estruturas,  verificou‐se  a  mudança  de  instalações  do  Centro  de  Dia.  A  cozi‐ nha,  o  refeitório  do  Lar  Prats  e  a  Lavandaria/

to foi inaugurada a Galeria  de Provedores, foi lançado  o Livro de Mérito da Insti‐ tuição  e  instituiu‐se  a  homenagem  a  todas  as  funcionárias  que  comple‐ tem  25  anos  de  serviço.  Foi  ainda  relançado  o  Boletim  Informativo  “Renascer”,  publicado  tri‐ mestralmente,  e  a  Miseri‐ córdia  criou  um  programa  de  rádio,  emitido  sema‐ nalmente na Rádio Sines.   No  funcionamento  diário  da  Instituição  verificou‐se  uma  aposta  na  humaniza‐ ção  dos  cuidados  e  uma  maior dinâmica a nível das  actividades  lúdicas  e  de  entretenimento,  que  envolvem  agora  outras  entidades,  bem  como  2 a  comunidade  em  geral.  A  higiene  e  segurança  tam‐ bém  não  foram  esqueci‐ das,  verificando‐se  uma  aposta  na  sinalização,  na  criação  de  saídas  de  emergência  e  na  criação  de  um  projecto  de  Segu‐ rança Contra Incêndios.   

utentes.  Além  de  tudo  isto,  foram  também  exe‐ cutadas  pequenas  obras  de  melhoramento  no  Lar  “A  Âncora”,  e  nos  Centros  “Porto  D’Abrigo”  e  “Mãe    Sol”.   Durante  o  último  manda‐

Espaço Informativo da Santa Casa da Misericórdia de Sines na Rádio Sines 

TERÇAS-FEIRAS 11:15 | SEXTAS-FEIRAS 15:40 | DOMINGOS depois das 09:00 7 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

Á CONVERSA COM... António Francisco

António  Francisco,  de  93  anos,  nasceu  no  dia  9  de  Abril  nos  arredores  de  Sines,  mais  precisamente  na  Casa  dos  Pinheiros,  situada  no  lugar  da  Gamela. Decorria então o  ano  de  1919  e  António  Francisco veio fazer parte  de  uma  família  de  gentes  do  campo  que,  segundo  ele,  habitava  uma  casa  grande,  apesar  de  ter  apenas  três  divisões.  Em  redor  da  casa,  o  que  não  faltava,  era  terreno  para  cultivar.   A  infância  de  António,  passada  junto  das  irmãs,  8 

tios  e  avós,  ficou  desde  logo  marcada  por  duas  perdas:  «O  meu  pai  mor‐ reu  quando  eu  tinha  6  meses  e  a  minha  mãe,  infelizmente,  também  faleceu  cedo  demais,  quando eu tinha 6 anos. A  partir daí, eu e as minhas  irmãs,  fomos  criados  pelos  nossos  tios.»  Antó‐ nio  Francisco  era  o  mais  novo  dos  quatro  irmãos  e, apesar de tudo, mante‐ ve o contacto com as suas  três  irmãs.  «Os  tios  com  quem  fui  viver  moravam  perto  da  casa  dos  meus  pais assim como da nossa 

restante família, o que fez  com  que  mantivesse  o  contacto  com  as  minhas  irmãs.  Os  meus  tios  tra‐ balhavam  muito,  tinham  sempre  que  fazer,  mas  tratavam‐me  bem.  Nem  me  lembro  de  se  terem  zangado comigo uma úni‐ ca  vez,  apesar  da  minha  tia  ser  ‘malina’.  Por  volta  dos  meus  seis  anos,  altu‐ ra  em  que  fui  viver  com  eles,  ocupava  o  tempo  com  algumas  brincadei‐ ras  e  a  fazer  qualquer  “mandado”  que  fosse  necessário.»  Aos  13  anos  António  Francisco  come‐

çou  a  trabalhar  como  “gente  grande”,  mas  ain‐ da  assim  os  tios  deram‐ lhe  a  oportunidade  de  aprender  a  ler  e  a  escre‐ ver.  «Aos  13  anos  entre‐ garam‐me  dois  bois  para  trabalhar.  Foi  uma  tarefa  complicada  para  mim  porque  os  animais  não  eram  mansos,  mas  com  ajuda  de  uns  criados  dei  conta  do  recado  e  não  tardou  muito,  os  bois  estavam  capazes  de  lavrar.  E  apesar  de  ter  começado  a  trabalhar  cedo, os meus tios permi‐ tiram  que  aprendesse  a 


RENASCER 

ler  e  a  escrever.  Ia  um  professor  lá  a  casa  que  me  ensinava.  Á  escola  não  fui  porque  não  havia  nenhuma  lá  perto  e  naquele  tempo  tínhamos  que  ajudar  a  família.  Já  em  adulto,  quando  fui  trabalhar  para  perto  de  uma  oficina  em  Santiago  do Cacém, é que treinei a  minha  leitura  e  a  minha  escrita.  Todos  os  dias  lia  lá o jornal.»   Aos  23  anos  António  Francisco  casou,  apesar  de,  segundo  ele,  ter  namorado  pouco.  «A  minha  mulher  era  6  anos  mais nova que eu e mora‐ va também nos arredores  de  Sines.  Conheci‐a  nos 

b o l e t im in fo r mat iv o

namoro,  mas  tens  de  ir  a  minha  casa!’  Assim  fiz,  depois  disso,  casámos  com direito a festa e tudo,  e acabámos por ficar jun‐ tos  mais  de  60  anos.  E  não  tenho  dúvidas  em  dizer  que  foi  um  casa‐ mento  feliz.  Apesar  da  minha  mulher  ter  assim  um  ‘bocadinho  de  génio’,  entendemo‐nos  sempre  bem.»  Um  ano  depois de  casar  e  já  com  um  filho  pequeno,  António  foi  viver  para  a  Ribeira  da  Azenha,  no  concelho  de  Odemira, e por lá se man‐ teve  cerca  de  16  anos.  «Na  Ribeira  da  Azenha  trabalhava igualmente no  campo.  Semeava  trigo, 

António Francisco na companhia de outros utentes da Santa Casa 

bailes  através  de  um  cunhado  meu.  Quando  a  pedi em namoro ela acei‐ tou,  mas  disse‐me  logo  ‘aceito  o  teu  pedido  de 

milho  e  tudo  o  que  fosse  preciso.  Semeava  para  o  gasto da casa e se sobras‐ se  alguma  coisa,  vendia.  A minha esposa era dona 

António Francisco em pequeno 

de  casa  e  como  a  nossa  fazenda  tinha  um  pouco  de  cortiça,  posso  dizer  que  vivíamos  bem  e  até  tínhamos  uma  criada,  para nos ajudar.»  Com  cerca  de  40  anos,  António e a família deixa‐ ram  a  Ribeira  da  Azenha  com o principal propósito  de permitir que o seu úni‐ co filho tivesse um acesso  facilitado  à  escola.  «Na  Ribeira  da  Azenha  era  mais  difícil  para  o  meu  filho  seguir  os  estudos,  por  isso  optámos  por  vir  morar  para  Santiago  do  Cacém,  mas  nunca  perdi  o  contacto  com  a  Ribeira  da  Azenha.»  Para  tal,  foi  fundamental  a  carta  de  condução.  «Tirei  a  carta  de  condução  antes  de  fazer  40  anos  e  por  isso  estive um mês em Lisboa.  Só  lá  é  que  se  tirava  a  carta.  Lembro‐me  que 

 

naquela  altura  muito  pouca gente tinha carta e  carro.  Eu  conduzi  até  ter  perto  de  90  anos  e  posso  dizer que me safei sempre  bem. Era bom condutor e  nunca  tive  nenhum  aci‐ dente.  Se  calhar  se  hoje  fosse  experimentar,  acho  que  ainda conseguia con‐ duzir.»  Dos  tempos  de  antiga‐ mente  António  Francisco  recorda  os  bailes,  algu‐ mas  festas  e  um  jeito  diferente  de  viver.  «No  outro  tempo,  os  bailes  eram  feitos  nos  montes.  Arranjava‐se alguém para  tocar,  vendia‐se  café,  aguardente  e  vinho  e  a  malta  divertia‐se.  Mas  isto  era  mais  no  Verão,  porque no Inverno o serão  passava‐se  ‘de  roda  do  lume’!  Era  também  um  hábito vir todos os anos à  Festa  da  Senhora  das  Salas.  A  minha  tia  fazia  questão,  ou  não  fosse  o  nome  dela  Maria  das  Salas.  Eram  outros  tem‐ pos,  as  pessoas  eram  mais  amigas  umas  das  outras e havia mais convi‐ vência. Hoje já quase nem  se  diz  bom  dia  a  quem  passa por nós. E além dis‐ so,  vivia‐se  sem  grandes  mordomias.  Criávamos  porcos  e  galinhas,  e  na  maior  parte  das  ocasiões  9 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

comíamos  papas  à  refei‐ ção.» Apesar de reconhe‐ cer  que  os  tempos  de  hoje  são  muito  diferen‐ tes,  a  saudade  não  faz  parte  do  seu  estado  de  espírito.  «Ter  saudade  para  quê?  Não  posso  mudar  as  coisas,  nem  ficar  mais  novo.  A  única  coisa que sinto falta é dos  tempos  de  lavoura.  Fazia  esse  trabalho  com  gos‐ to.»  Ao  longo  da  conversa  a  memória  nem  sempre  ajudou António Francisco,  que  ainda  assim  passou  em  revista  93  anos  de  existência. Além da histó‐ ria  de  vida  até  aqui  des‐ crita,  as  lembranças  per‐ mitiram recordar os jogos  às escondidas, as vindas a  Sines  para  ‘beber  um  copo’,  o  facto  de  ter  tido  a  possibilidade  de  ajudar  alguns  pobres  e  o  traba‐ lho  duro  e  nem  sempre  recompensado  devida‐ mente.  António  Trabalha‐ va  durante  6  dias  por  semana,  sem  direito  a  férias.  Talvez  por  isso,  quando  questionado  PUB 

10 

criado  que  trabalhavam  com  ele,  por  isso sobrava  pouco trabalho para mim.  Foi  um  belo  ano,  em  que  deu para descansar.»  Actualmente  António 

casa há cerca de 3 anos e  o  ter  ficado  viúvo  foi  um  factor  determinante  nes‐ ta  opção.  «Fiquei  muito  triste  quando  enviuvei,  principalmente  porque  pensei  que  a  minha  mulher  não  estava  assim  tão  doente.  Achava  que  ela  ainda  ia  viver  alguns  anos.  Depois  da  minha  esposa  falecer  vivi  com  o  meu  filho  durante  6  anos  até  que  decidimos  a  minha vinda para cá. Não  estava  mal  em  casa,  mas  andava  esmorecido.  Aqui  também  gosto  de  estar,  não  tenho  razão  nenhu‐ ma das funcionárias, brin‐ co  com  elas,  dou  as  minhas voltinhas e de vez  em  quando  participo  nas  actividades  da  casa.  Só  é  mais  aborrecido  quando  chove,  porque  não  se  pode sair.» Sobre o futuro  António  Francisco  hesita,  e  não  sabe  bem  o  que  dizer,  apenas  deseja  que  António Francisco na companhia da irmã  tudo corra como até aqui,  esse  tenha  sido  o  melhor  Francisco  reside  no  Lar  que  todos  o  tratem  bem,  ano  da  minha  vida.  O  Prats  da  Santa  Casa  da  tal  como  ele  trata  toda  a  meu  sogro  tinha  lavoura,  Misericórdia  de  Sines.  gente.   mas  tinha  um  filho  e  um  Esta  passou  a  ser  a  sua 

sobre  as  boas  recorda‐ ções  da  sua  vida  respon‐ de,  divertido,  que  foi  o  ano  em  que  casou.  «No  ano  do  meu  casamento  trabalhei  pouco  e  talvez 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

PUB 

11 

 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

BREVES

DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTARIADO No dia 5 de Dezembro comemora‐se o Dia Internacional  do  Voluntariado.  A  Misericórdia  de  Sines,  com  o  seu  Banco  de  Voluntariado  em  funcionamento  desde  2011,  assinalou a data no dia 8 de Dezembro, com a actuação  do grupo de música popular “Falta Um”. Este grupo, com  cerca  de  10  elementos,  actuou  na  Instituição  de  forma  voluntária  e  presenteou  os  utentes  com  várias  músicas  tradicionais,  grande  parte  delas  de  tradição  alentejana.  Os  voluntários  da  Misericórdia  também  estiveram  pre‐ sentes  neste  pequeno  concerto,  que  terminou  com  um  lanche convívio entre todos os presentes.  Actualmente integram o Banco de Voluntariado da Mise‐

ricórdia  25  elementos,  que  colaboram  em  diferentes  actividades  e  em  diferentes  sectores,  entre  os  quais,  a  animação  sociocultural,  a  Loja  Social  ou  o  Infantário  “Capuchinho Vermelho”.  

VISITA DO PARTIDO SOCIALISTA No dia 10 de Novembro, a Comissão Política Concelhia do PS  Sines reuniu com a Mesa Administrativa e alguns técnicos da  Instituição. Foi feita a caracterização da instituição e das suas  diferentes  valências,  apresentados  os  principais  projectos  e  dificuldades. Através desta visita, foi possível à Concelhia Local  do PS o contacto directo com a realidade da Santa Casa, que  desempenha  um  papel  importante  no  apoio  a  quem  mais  necessita. Foi também ocasião para o grupo visitar alguns dos  Lares e dar a conhecer o andamento da obra do “Prats Sénior”,  o novo lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Sines.  

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES 

Acção Social (Lares, Centro de Dia, Apoio Domiciliário) 

Avenida 25 de Abril, n.º 2  Apartado 333  7520‐107 SINES  Site: www.scmsines.org  Email: scmsines@mail.telepac.pt 

Tel. 269630460 | Fax. 269630469  Email: social.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐17h00 

 

Provedoria  Tel. 269630462 | Fax. 269630469   Email: provedoria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

Secretaria  Tel. 269630460 | Fax. 269630469   Email: secretaria.scmsines@mail.telepac.pt  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00     

12 

 

Infantário “Capuchinho Vermelho”  Telem. 967825287   Email: infantario.scmsines@mail.telepac.pt   Horário de Funcionamento: 07h45‐19h45   

Outros Contactos:  Animação:  animacao.scmsines@mail.telepac.pt   Gabinete de Informação:  gab‐info.scmsines@mail.telepac.pt   Gabinete de Psicologia:  gab‐psico.scmsines@mail.telepac.pt   Recursos Humanos:  rh.scmsines@mail.telepac.pt  


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

 

CANTINA SOCIAL ENTRA EM FUNCIONAMENTO ção de refeições a indiví‐ idosos  com  baixos  rendi‐ A Cantina Social da Mise‐ duos  ou  famílias  caren‐ mentos,  famílias  expos‐ ricórdia 

surgiu 

na 

ciadas,  de forma  gratuita  tas  ao  fenómeno  do  sequência de um progra‐ ou mediante o pagamen‐ desemprego 

ou 

com  ma  de  emergência  ali‐

to de um valor simbólico  filhos  a  cargo  e  pessoas  mentar  protocolado  e  que  pode  ir,  no  máximo,  com  deficiência  ou  com  comparticipado  até 1 euro por refeição. 

pelo 

dificuldade  em  ingressar  Governo,  que  se  renova 

pelo  Como  forma  de  apoiar  Actualmente a Misericór‐ no  mercado  de  trabalho.  sucessivamente  situações de carência ali‐ dia apoia 25 utentes atra‐ Considerando  algumas  período  de  um  ano.  Este  que  novo projecto foi concre‐ mentar urgentes, a Santa  vés  da  Cantina  Social,  particularidades  Casa  da  Misericórdia  de  prevendo‐se  que  este  atingem os novos pobres  tizado  sem  qualquer  Sines  tem  em  funciona‐ número  possa  aumentar  e  para  acautelar  a  sua  investimento, maximizan‐ mento  desde  início  de  a  curto  prazo.  Os  benefi‐ privacidade,  as  refeições  do‐se  assim  os  recursos  Cantina  ciários  da  Cantina  Social  são  disponibilizadas  para  existentes  na  Misericór‐ Social.  Este  novo  serviço  têm entre 25 e 60 anos, e  consumo  no  domicílio  dia. 

Novembro 

consiste  na  disponibiliza‐ são 

preferencialmente  dos beneficiários.  

PARTICIPAÇÃO EM TORNEIO DE BOCCIA Dia  3  de  Dezembro  a  Cinco  utentes  participa‐ sentar  numa  prova  des‐ O  objectivo  do  Boccia  é  Federação Portuguesa de  ram no torneio, por equi‐ portiva,  dando  assim  a  colocar as bolas de cor o  Desporto  para  Pessoas  pas  e  a  nível  individual,  oportunidade  aos  uten‐ mais  perto  possível  de  com  Deficiência  organi‐ concorrendo  com  atletas  tes  de  demonstrarem  uma bola alvo, que é lan‐ zou  na  FIL,  em  Lisboa,  a  de  outras  Misericórdias.  aquilo 

que 

treinam  çada 

estrategicamente 

final  do  Torneio  de  Boc‐

no  início  do  jogo.  Não 

cia Sénior da Área Metro‐

existe  limite  de  idade 

politana  daquela  cidade. 

para  a  prática  desta 

Integrado  nas  comemo‐

modalidade,  tratando‐se 

rações  do  Ano  Europeu 

de  um  jogo  misto  que 

do  Envelhecimento  Acti‐

pode ser jogado por pes‐

vo  e  da  Solidariedade 

soas  portadoras  ou  não 

entre  Gerações,  este  tor‐

de  dificuldades  físicas ou 

neio  contou com  a  parti‐

motoras.  

cipação  de  atletas  de  14  municípios,  entre  eles  o 

Os idosos da Santa Casa em competição 

de  Sines,  através  de  Foi  a  primeira  vez  que  a  semanalmente  na  Insti‐ representantes  da  Santa  Santa  Casa  da  Misericór‐ tuição.  Casa  da  Misericórdia.  dia de Sines se fez repre‐ 13 


b o l e t im in fo r mat iv o

RENASCER 

II CONCERTO “SANTA CAUSA” No dia 23 de Novembro realizou‐se  dente  na  região,  foi  a  convidada  últimos  tempos  tem  cativado  no Salão Social da Misericórdia o II  especial  deste  concerto,  tendo  novos elementos.   Concerto  “Santa  Causa”  organiza‐ apresentado  ao  público  algumas  Habitualmente  o  Grupo  Coral  da  do  com  o  objectivo  de  divulgar  o  das  suas  músicas  que  fizeram  Misericórdia  de  Sines  interpreta  trabalho  desenvolvido  semanal‐ sucesso    ao  longo  de  mais  de  30  músicas tradicionais, a maior parte  mente  pelo  Grupo  Coral  da  Insti‐ anos de carreira.  delas  com  raízes  alentejanas.  Do  tuição. Á semelhança do que acon‐ O  Grupo  Coral  da  Misericórdia  seu  repertório  fazem  parte  can‐ teceu o ano passado, este concerto  existe  desde  1992  e  desde  Outu‐ ções alusivas a Sines e outras reti‐ contou  com  a  participação  da  psi‐ bro de 2011 que ensaia com regu‐ radas  do  Cancioneiro  Alentejano.  cóloga Eva Zambujo e de Elisa Gal‐ laridade,  às  sextas‐feiras  à  tarde,  Ocasionalmente,  o  Grupo  Coral   vão,  antiga  estagiária  da  Institui‐ sob  orientação  de  Eva  Zambujo.  interpreta  outro  género  de  músi‐ ção.   Actualmente,  cerca  de  25  pessoas  cas,  até  mesmo  algumas  delas  Maria  Alice,  cantora  popular  resi‐ compõem  o  Grupo  Coral,  que  nos  escritas na língua inglesa.  

14 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o

 

VOLUNTÁRIOS DA POLÓNIA NOVAMENTE NA SANTA CASA Entre  dia  8  e 27 de  Outubro,  duas  nitário  “Carnation”.  Este  projecto  associados do Prosas e dos utentes  voluntárias  polacas  estiveram  na  promove  o  voluntariado  sénior  e  da Misericórdia de Sines. Estiveram  Santa  Casa  da  Misericórdia  de  insere‐se  num  programa  mais  vas‐ envolvidos nesta actividade não só  Sines  a  desenvolver  actividades de  to,  denominado  “Grundtvig  –  Pro‐ os idosos dos lares e centro de dia,  trabalhos manuais com os utentes.  mover  a  Educação  ao  Longo  da  mas também as crianças do Lar de  À  Semelhança  do  que  aconteceu  Vida”.  O  objectivo  deste  programa  Rapazes  “A  Âncora”.  Durante  o  em  Julho  último,  estas  voluntárias  é  cuidar  afectivamente  de  pessoas  tempo  que  estiveram  em  Sines  as  vieram  a  Portugal  ao  abrigo  de  debilitadas  ou  carenciadas  e  foi  voluntárias  ensinaram  os  utentes  uma  parceria  com  a  Associação  exactamente  isso  que  as  voluntá‐ da Santa Casa a fazer decorações e  Prosas  –  Universidade  Sénior  de  rias  fizeram  durante  as  3  semanas  postais de Natal.   Sines, que integra o projecto comu‐ que estiveram em Sines, junto dos 

As voluntárias polacas e os utentes da Santa Casa 

PUB 

MATERIAL MÉDICO-HOSPITALAR, LDA. Rossio da Estação, nº 11 7940-196 Cuba Telf.: 284 41 41 39 Fax: 284 41 41 67 Contribuinte nº 503 841 455 E-mail: geral@alquimed.pt

15 


RENASCER 

b o l e t im in fo r mat iv o PUB         

         

  EMPRESA DE  CERTIFICAÇÃO ENERGÉTICA   

Actuação em todo o território  nacional e ilhas.     

CPU Energia e Ambiente, Lda.  Av 24 de Julho, 50  ‐  1200‐868  Lisboa  Tel: 21 393 90 10  Fax: 21 393 90 40  Email: cpuenergia@cpu.pt  Website: www.cpu.pt 

   

CEMETRA

Centro de Medicina do Trabalho da  Área de Sines  Rua Júlio Gomes da Silva, n.º 15   7520‐219 SINES  Tel.: 269633014    Fax: 269633015  E‐mail: cemetra@netvisao.pt  Site: www.cemetra.pt 

AGRADECIMENTO  

O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuíram para que este meio de  comunicação da nossa Instituição se tornasse uma realidade.  Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informati‐ vo, assim como aumentar a sua tiragem e, consequentemente, divulgá‐lo junto de um público cada vez  mais vasto, revela‐se de grande importância o apoio destes e de outros patrocinadores.  Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores!   16 


RENASCER 40