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Distribuição Gratuita | Nº 48 

RENASCER b o l e t i m

i n f o r m a t i v o J a n e i r o a   J u n h o   2 0 1 7 

www.scmsines.org

CAV “MÃE SOL” INAUGURA NOVAS INSTALAÇÕES

( página 4) 

501º ANIVERSÁRIO

( página 8) 

DESTAQUES

3ª Noite de Fados

pág. 14

À Conversa com… José António Silva

pág. 10

Bispo de Beja em Visita Pastoral

pág. 16


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EDITORIAL Nos últimos  tempos  a  publi‐ Comemorações  dos  nossos  tempo dedicado à família e o  cação do Boletim Informativo  500  Anos,  entre  eles,  mece‐ próprio conforto pessoal.  “Renascer”  esteve  interrom‐ nas  e  entidades  parceiras,  Ainda sobre esta nossa publi‐ pida  devido  às  Comemora‐ ressalvando‐se  o  papel  da  cação  periódica,  teremos  de  ções dos 500 anos da Miseri‐ CMS  pelas  facilidades  que  realçar  que  esta  edição,  que  córdia  e  à  enorme  variedade  proporcionou  na  realização  resume as actividades desen‐ de  eventos  realizados  nas  dos  diferentes  eventos.  Uma  volvidas  durante  o  primeiro  áreas  da  Cultura,  Apoio  palavra  também  para  os  fun‐ semestre  de  2017,  sucede  a  Social,  Desporto,  Saúde  e  cionários,  voluntários  e  ami‐ uma  Edição  Especial  que  Luís Maria Venturinha de Vilhena Provedor da Misericórdia de Sines Artes. Os objectivos de todas  gos da Misericórdia, e para os  resumiu  de  forma  cronológi‐ estas  iniciativas  consistiram  Órgãos  Sociais  por  terem  ca os eventos que ocorreram  corpo  e  alma  enfrentando  em  registar  tão  solene  efe‐ aprovado  tão  grandioso  pro‐ durante  a  Comemoração  dos  condições 

extremamente

méride, em aproximar a Insti‐ jecto  em  tempo  de  conten‐ 500 Anos.  

adversas na  luta  contra  o 

tuição da  população  e  em  ção de despesas. 

fogo, e  assim,  salvarem  o 

Face à recente calamidade de 

demonstrar a  capacidade  da  Pela forma como tudo decor‐ máximo  de  vidas  humanas,  incêndios  que  originaram  Misericórdia  organizar  even‐ reu ao longo do ano de 2016,  animais e floresta.  vários  mortos  e  dezenas  de  tos.  considero  que  a  Misericórdia  feridos,  não  podemos  deixar  Respeitamos  o  luto  e  as  difi‐ Logicamente  que,  para  que  de  Sines  está  de  parabéns,  de  manifestar  a  nossa  total  culdades  de  quem  tem  de  tudo  assim  acontecesse  veri‐ tendo  prestado  uma  digna  solidariedade  junto  das  viti‐ recomeçar do zero, e, dentro  ficou‐se  um  esforço  suple‐ homenagem  a  todos  aqueles  mas desta catástrofe e enviar  das  nossas  possibilidades  mentar  de  todos,  e  quando  que durante  500 anos passa‐ a nossa mensagem de louvor  também enviámos um contri‐ digo  todos,  aproveito  para  ram pela Instituição pratican‐ e gratidão aos bombeiros e a  buto de roupas e outros arti‐ dirigir umas palavras de reco‐ do o bem junto dos mais vul‐ todos aqueles que com o seu  gos  para  ajudar  a  população  nhecido  apreço  e  gratidão  a  neráveis  e  necessitados,  pro‐ enorme  espírito  de  abnega‐ de Pedrogão Grande.  todos os que investiram o seu  movendo  o  bem  comum  e  ção  às  causas  de  apoio  ao  Grande Bem‐Haja!   tempo  e  boa  vontade  nas  muitas  vezes  prejudicando  o  próximo  se  entregaram  de 

Ficha Técnica

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boletim informativo

Director Luís Maria Venturinha de Vilhena 

Grafismo | Montagem | Paginação   Ricardo Batista, Rita Camacho 

Periodicidade   Trimestral 

Redacção   Rita Camacho 

Tiragem   300 exemplares 

Número   48 

Revisão de Texto   Rita Camacho 

Depósito legal   325965/11 

Edição Janeiro a Junho 2017   

Fotografia Rita Camacho, João Craveira e Silva,  João Marcelino 

Distribuição   Gratuita 

Propriedade, Edição e Impressão  SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES 

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CARNAVAL 2017 Em Fevereiro as celebrações de Carnaval proporcionaram  de utentes, alguns deles vindos de outras Instituições da  aos utentes da Misericórdia de Sines momentos de muita  região.  As  Misericórdias  de  Alcácer  do  Sal,  Odemira,  alegria, numa época do ano em que reina a fantasia e a  Grândola e Santiago do Cacém fizeram‐se representar no  boa disposição. 

Baile organizado  pela  Misericórdia  de  Sines,  no  qual 

Na sexta‐feira, dia 24 de Fevereiro, um grupo de utentes  foram  eleitos  os  3  melhores  mascarados.  À  semelhança  do Centro de Dia e das Estruturas Residenciais para Ido‐ do tema do Carnaval de Sines, o tema do Baile da Miseri‐ sos assistiu a mais uma edição do Carnaval dos Pequeni‐ córdia foi o Cinema e arrecadaram os prémios do concur‐ nos na Avenida General Humberto Delgado e no sábado,  so de máscaras um grupo da Misericórdia de Alcácer do  dia 25, um outro grupo de utentes participou no Baile de  Sal que recriou o filme “Aldeia da Roupa Branca”, Manuel  Máscaras  Sénior,  organizado  pela  Junta  de  Freguesia  de  Jacinto da Misericórdia de Grândola mascarado de Evaris‐ Sines. Este baile decorreu no Salão do Povo em Sines e os  to,  personagem  do  filme  “Pátio  das Cantigas”,  e Celeste  utentes  da  Misericórdia  participaram  no  Concurso  de  Júlia da Misericórdia de Santiago do Cacém que se vestiu  Máscaras, tendo recebido alguns prémios simbólicos. 

de Marilyn Monroe. 

O Baile realizado na segunda‐feira durante a tarde, dia 27  O  Baile  de  Carnaval  da  Misericórdia  foi  animado  pelo  de  Fevereiro,  no  Salão  Social  da  Instituição,  acabou  por  músico  Cláudio  Rosário  e  incluiu  um  lanche  servido  aos  ser o ponto alto das comemorações de Carnaval visto ter  utentes, no Salão Social.    sido o momento em que se reuniram um maior número 

Participação dos utentes da SCMS no Baile de Máscaras Sénior da Junta de Freguesia de Sines  Participação dos utentes da SCMS no Baile de Máscaras Sénior da Junta de Freguesia de Sines  3 


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CAV “MÃE SOL” INAUGURA NOVAS INSTALAÇÕES que rondou  os  90  mil  euros.  Além  da  direcção  da  Mise‐ ricórdia de Sines, a inaugu‐ ração  deste  novo  espaço,  contou  com  a  presença  de  várias 

individualidades,

entre elas, Catarina Marce‐ lino,  Secretária  de  Estado  para  a  Cidadania  e  a  Igual‐ dade,  Nuno  Mascarenhas,  Presidente 

da

Câmara

Municipal de  Sines,  Dom  João Marcos, Bispo da Dio‐ cese  de  Beja,  Natividade  Catarina Marcelino e Luís Venturinha no momento da inauguração 

Coelho, Directora  do  Cen‐

A Santa  Casa  da Misericór‐ de  Santo  André,  cedido  divisões,  permitindo  maior  tro  Distrital  da  Segurança  dia  de  Sines  inaugurou  no  pela Administração do Por‐ privacidade  às  jovens  aco‐ Social  de  Setúbal  e  de  dia  27  de  Fevereiro  as  to  de  Sines.  Devido  à  lhidas, que agora passam a  representantes da empresa  novas  instalações  do  Cen‐ necessidade  de  melhorar  dispor  de  quartos  indivi‐ PSA e da Administração do  tro  de  Apoio  à  Vida  “Mãe  as condições de vida destas  duais,  partilhados  apenas  Porto de Sines.  Sol”,  uma  resposta  social  utentes,  a  Misericórdia  com os seus bebés.  As  7  utentes  que  residem  destinada  a  acolher  mães  remodelou  um  edifício  Para  concretização  deste  na  “Mãe  Sol”  e  os  seus  adolescentes,  sem  suporte  desactivado,  em  Sines,  projecto  foi  essencial  o  bebés,  instalaram‐se  neste  familiar.  Este  Centro  de  onde anteriormente estava  apoio  da  Secretaria  de  novo  espaço,  em  Sines,  Apoio  à  Vida  da  Misericór‐ instalado um lar de idosos.  Estado para a Cidadania e a  durante o mês de Março.  dia,  criado  em  2001,  fun‐ Esta  remodelação  permitiu  Igualdade, da empresa PSA  cionava  desde  então  num  a  criação  de  um  espaço  e  da  Câmara  Municipal  de  apartamento  em  Vila  Nova  mais  acolhedor,  com  mais  Sines,  num  investimento 

O Bispo da Diocese de Beja marcou presença no evento 

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Várias entidades fizeram Várias entidades fizeram‐‐se representar na inauguração se representar na inauguração  


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UMA CASA PARA MÃES ADOLESCENTES pertencemos e  isso  permite‐nos  usu‐

uma média de idades que se situa nos 

tâneo são  três  pressupostos  que  não  fruir  dos  serviços  que  esta  proporcio‐

17 anos,  a  maioria  chegou  à  Institui‐

Ser menina,  mulher  e  mãe  em  simul‐

se deveriam  conjugar,  no  entanto,  na, 

nomeadamente,

transportes, ção já depois de terem sido mães, são 

quando assim  acontece  e  não  existe  refeitório,  serviços  administrativos  e  oriundas  sobretudo  do  Algarve  e  da  apoio  para  tal  situação,  o  Estado  e  as  Infantário.  Além  disso,  a  cidade  de  Margem  Sul  do  Tejo  e  estão  quase  IPSS têm obrigação de intervir. Esta foi  uma ideia veiculada pela Secretária de  Estado para a Cidadania e a Igualdade,  Catarina  Marcelino,  no  seu  discurso  durante  a  inauguração  das  novas  ins‐ talações  da  “Mãe  Sol”,  o  Centro  de  Apoio à Vida da Misericórdia de Sines.  Inaugurado  em  2001  com  o  objectivo  de acolher e acompanhar jovens mães  solteiras  e  grávidas  com  filhos  meno‐ res, em situação de risco, este Centro  dispõe de vaga para 7 mães e 7 bebés.  Até  aqui  este  Centro  funcionou  num  apartamento  em  Vila  Nova  de  Santo 

Cozinha e refeitório do novo espaço 

André, mas  a  falta  de  espaço  e  a  Sines  oferece  às  utentes  um  leque  todas  integradas  na  escola.  Gerir  um  degradação  das  instalações  levaram  a  diversificado de actividades extracurri‐ que o Provedor, Luís Venturinha, apro‐

grupo de  adolescentes,  que  junta  às 

culares, a  nível  cultural  e  desportivo.  vicissitudes  próprias  da  idade  as  des‐

veitasse o  financiamento  de  algumas  Em relação ao novo espaço, as instala‐

cobertas da maternidade, não é tarefa 

entidades para  remodelação  de  um  ções  são  completamente  diferentes  e  fácil,  mas  são  as  próprias  utentes  edifício  desactivado  em  Sines.  Assim  adaptadas  à  realidade  da  “Mãe  Sol”,  quem  reconhece  que  o  apoio  que  o  foi  possível  criar  um  espaço  mais  sendo uma grande vantagem os quar‐

Centro lhes  dá,  será  determinante 

amplo, com  sala  de  refeições,  sala  de  tos  individuais  que  permitem  uma  para o seu futuro. Inês (nome fictício),  estar, pátio exterior, 7 quartos, 3 casas  maior privacidade às utentes.» 

de 17  anos,  refere  mesmo  que  não 

de banho, 1 gabinete técnico e 1 espa‐

Desde a  sua  abertura,  a  “Mãe  Sol”  já  tem  pressa  em  sair  da  “Mãe  Sol”  e 

ço de apoio para as auxiliares.  

acolheu 67  utentes,  que  por  diferen‐

não hesita em mencionar o melhor da 

Mariana Lucas,  directora‐técnica  da  tes  motivos  necessitaram  de  um  Instituição: «são as regras, a disciplina  “Mãe  Sol”  refere  que  esta  mudança  acompanhamento que não obtiveram  e  as  aprendizagens,  que  ainda  assim  trouxe  claras  vantagens:  «agora  esta‐

no meio em que estavam inseridas. O  não  nos  impedem  de  ter  liberdade,  e 

mos junto à sede da Instituição à qual  actual  grupo  de  utentes  apresenta  nos ajudam muito a conciliar os estu‐ 5 


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mula simples desejos: «quero ser feliz  ao lado da minha filha, na minha pró‐ pria  casa,  com  o  meu  trabalho  e  a  minha  independência.  Poderei  ficar  por  aqui  ou  regressar  à  minha  terra  mas, até lá, quero aproveitar a minha  passagem  pela  “Mãe  Sol”, que  é  uma  excelente oportunidade para mim.»  Quanto  à  mudança  de  instalações  ambas  reconhecem,  tal  como  todo  o  grupo, que esta foi positiva pois agora  residem  numa  casa  mais  moderna,  com  mais  condições,  mais  espaço  e  mais  conforto.  Ainda  assim,  há  em  todas  elas  alguma  tristeza  por  terem  abandonado  Vila  Nova  de  Santo  André,  uma  cidade  que  já  conheciam  e onde deixaram os amigos. No entan‐ O novo espaço foi pensado para os mais pequenos 

to, nas  suas  curtas  vidas,  até  aqui 

dos, com os cuidados aos nossos filhos  reconhece  que  aqui  consegue  organi‐

repletas de  mudanças  e  desafios, 

zar a  vida  sem  problemas  e  sem  con‐

estas meninas já perceberam que este 

quenta um  curso  de  logística  que  lhe  flitos à sua volta: «estou mais organi‐

será apenas  um  pequeno  percalço, 

e com  as  tarefas  da  casa.»  Inês  fre‐

dará equivalência ao 9º ano, mas tem  zada,  gosto  de  cá  estar  e  ajudou‐me  fácil de ultrapassar.   como prioridade o filho de 16 meses e  muito encontrar pessoas que estão na  tem  perfeita  consciência  do  que  pre‐

mesma situação  que  eu.»  O  facto  de 

tende para  o  futuro:  «quando  sair  ter  sido  mãe  há  14  meses  não  lhe 

Reportagem  publicada  no  jornal  “Voz  das  Misericórdias” da UMP 

daqui quero ter uma vida digna, ter a  alterou  os  sonhos  e  Sofia  mantem  a  minha  casa  e  proporcionar  um  bom  vontade  de  fre‐ futuro ao meu filho. Não sei se ficarei  quentar  a  Uni‐ aqui na zona ou se regresso para per‐

versidade,

to da minha família, mas quero muito  depois  de  con‐ ser independente e levar todas as fer‐

cluir o  curso  de 

ramentas que puder. Quero acabar os  Marketing 

que

estudos e  tirar  a  carta.»  Sofia  (nome  frequenta actual‐ fictício),  outra  das  utentes  da  “Mãe  mente.  Para  o  Sol”,  chegou  há  cerca  de  um  ano  e  futuro  Sofia  for‐ 6 

Cada utente dispõe de um quarto individual 


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501º ANIVERSÁRIO ENCERRA COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS

Os Órgãos Sociais e o Grupo Coral a celebrar com os utentes  

No dia  22  de  Fevereiro  a  Misericórdia  momento  dos  Parabéns  a  Você  e  do  à  apresentação  de  um  vídeo  sobre  as  de  Sines  assinalou  os  seus  501  anos  Bolo de Aniversário  

actividades desenvolvidas  pela  Miseri‐

realizando durante  a manhã desse  dia,  Aproveitando  a  celebração  do  501º  córdia em 2016, com destaque para as  uma  Missa  no  Prats  Sénior,  celebrada  Aniversário,  também  no  dia  22  de  Comemorações  dos  500  Anos.  Além  pelo  pároco  local,  Egídio  Ferreira.  Fevereiro,  ao  final  da  tarde,  a  Miseri‐ disso,  os  presentes  ficaram a  conhecer  Durante a tarde, e como todos os anos  córdia  abriu  as  portas  às  entidades  a edição especial do Boletim Informati‐ acontece,  realizou‐se  no  Salão Social  a  Festa de Aniversário que contou com a  actuação  do  músico  Jorge  Ganhão.  Além  disso,  foram  homenageadas  as  funcionárias  que  em  2016  completa‐ ram 25 anos ao Serviço da Instituição e  foi apresentada uma edição especial do  Boletim Informativo “Renascer”. Vários  utentes,  órgãos  sociais,  funcionários,  voluntários, irmãos e amigos da Miseri‐ córdia, participaram nesta festa e mar‐ caram presença neste dia especial para  a Instituição. 

Missa de Aniversário no Prats Sénior 

Após a Festa, durante o lanche em cada  locais e à comunidade siniense, para o  uma  das  estruturas  residenciais  para  encerramento  simbólico  das  Comemo‐

vo “Renascer” e no final houve lugar ao 

idosos, os  utentes  foram  brindados  rações  dos  500  Anos  da  Instituição.  discurso  de  algumas  das  entidades  com  uma  pequena actuação  do  Grupo  Cerca de 60 pessoas marcaram presen‐ envolvidas nas Comemorações dos 500  Coral  da  Instituição  que  participou  no  ça  nesta  Cerimónia  e  puderem  assistir  Anos. 

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Actuação do músico Jorge Ganhão 

DISCURSOS DE ENCERRAMENTO DAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS «As Comemorações dos 500 Anos reves‐ seguido. Considero este facto importan‐ tiram‐se  de  uma  grandeza  enorme  e  te e fico muito satisfeito com as iniciati‐ representaram  uma  forma  privilegiada  vas que organizamos e com a qualidade  da Misericórdia demonstrar capacidade  das mesmas. Deixo uma palavra para a  de  organização  de  eventos,  para  além  equipa  que  trabalhou  afincadamente  de  garantir  o  seu  trabalho  diário  de  nestas  Comemorações,  pois  sem  ela  assistência  social.  Demonstrámos  que  nada  teria  sido  conseguido.  Não  há  podemos  interagir  com  a  população  e  dúvidas  de  que  existe  na  Misericórdia  dinamizar a cidade onde estamos inseri‐ uma  forte  equipa,  capaz  de  organizar  dos. Um dos objectivos das Comemora‐ qualquer tipo de evento, e isso é essen‐ ções  dos  500  Anos  passou  por  aproxi‐ cial também para que a Instituição fun‐ mar a Misericórdia da população e pen‐ cione.»  so que isso foi, em grande medida, con‐

Luís Venturinha, Provedor da SCMS 

«Há que  registar  as  iniciativas  que  um  papel  de  apoio  aos  mais  carencia‐ foram desenvolvidas ao longo do último  dos.  Por  isso  e  também  pelo  trabalho  ano  no  âmbito  das  Comemorações  dos  meritório que tem desenvolvido ao lon‐ 500 Anos da Misericórdia. Foi um traba‐ go  dos  anos,  esta  é  daquelas  Institui‐ lho  árduo,  de  uma  equipa  vasta,  mas  ções  importantes,  que  a  Autarquia  vai  acima  de  tudo  um  trabalho  de  dedica‐ continuar empenhada em apoiar.»   ção a esta causa. Tivemos em Sines um  conjunto de eventos que foram relevan‐

Nuno Mascarenhas, Presidente da   Câmara Municipal de Sines 

tes e  importantes  para  o  concelho.  Já  com os seus 501 anos, esta é uma Insti‐ tuição bastante importante para o con‐ celho  de  Sines,  que  acima  de  tudo  tem  9 


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Á Conversa com… José António Silva

José António  Domingos  Sil‐ miúdo  traquina.  «Volta  e  estraguei  o  melancial  ao  dições de vida serem duras,  va,  nasceu  a  28  de  Janeiro  meia, o meu pai zangava‐se  dono. Por sorte não fui des‐ José  António  afirma  nunca  de 1940 num local chamado  comigo,  e  às  vezes  chegava  coberto,  porque  se  tenho  ter  conhecido  o  significado  Casinha,  no  Casoto,  conce‐ a  bater‐me,  mas  também  sido  e  se  tal  coisa  tivesse  da  palavra  miséria.  «Nunca  lho de Sines. Este foi o local  tenho  de  reconhecer  que  chegado  aos  ouvidos  do  faltou  nada  na  minha  casa.  onde passou toda uma vida,  não  levei  nem  metade  meu  pai,  nem  quero  pensar  Todos  os  anos  os  meus  pais  sempre  ligada  ao  mundo  daquilo  que  merecia.  Lem‐ como teria sido…» 

cultivavam milho,  batatas, 

rural. «O  meu  pai  trabalha‐ bro‐me  até  que,  uma  certa  José  António  não  frequen‐ feijão  e  muitas  outras  coi‐ va  no  campo,  era  moiral  de  vez,  tinha  os  meus  7  anos,  tou a escola e com 8 anos já  sas.  Matavam  também  um  gado, e a minha mãe cuida‐ fui  visitar  uma  família  ami‐ era  o  segundo  pastor  da  porquinho  e  dava  para  o  va  da  casa.  Eu  lembro‐me  ga que vivia na serra. Passei  família.  «Levantava‐me  sustento  da  casa.»  E  tendo  que  pouco  brinquei  e  cedo  por  um  melancial,  com  todos  os  dias  às  4  horas  da  sido  esta  a  vida  que  José  tive  de  começar  a  ajudar  o  melancias  ainda  pequenas,  manhã. Assim, com a minha  António conheceu junto dos  meu  pai  a  cuidar  de  um  mas eu, pensando que algu‐ ajuda, o meu pai ficava livre  pais, foi também esta a vida  rebanho  de  50  vacas.»  Ain‐ ma  estaria  boa  para  comer,  para  o  cultivo  e  eu  cuidava  que  escolheu  depois  de  da  assim,  José  António  galei‐as  todas.  Está  claro  do  gado.  E não  podia  haver  casar. Mas antes de dar esse  recorda‐se  de  ter  sido  um  que  não  comi  nenhuma  e  descuidos!» Apesar das con‐ passo,  e  antes  de  ‘assentar  10 


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praça’, viveu 

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refere uns 

divertido, embora.»  Na  noite  antes,  tinha  na  altura  17  anos  e  tivemos os nossos dois filhos 

tempos

de recorda,  nem  dormiu,  tal  era da Abela. Encontrei nela  e  trabalhámos  juntos  em 

‘galdério’. «A  partir  aí  dos  era  a  ansiedade  de  regres‐ a  pessoa  ideal  para  casar,  prol  da  nossa  família.  Eu  meus  18  anos,  andava  por  sar  a  casa,  para  perto  dos  uma  mulher  trabalhadora,  trabalhei  sempre por  minha  todo  o  sítio  onde  houvesse  seus.  José  António  Silva  amiga e respeitadora. Apro‐ conta,  para  estar  perto  da  bailes.  Ia  com  outros  rapa‐ regressou  assim  a  casa  dos  veitei bem a vida antes de a  família.» Uma das suas prin‐ zes, no único transporte que  pais e voltou ao trabalho do  conhecer,  mas  quando  pen‐ cipais  actividades  foi  a  cria‐ tínhamos,  ou  seja,  a  pé.  campo, 

embora

tenha sei em casar, assentei de vez  ção  de  vacas  leiteiras  e  a 

Cheguei a  estar  3  dias  e  3  começado  a  trabalhar  para  e  digo  com  muito  orgulho  venda  de  leite  ao  domicílio.  noites  sem  aparecer  em  fora.  A  rotina  de  frequentar  que  sempre  respeitei  a  «Não  tinha  máquina  de  casa.  Quando  voltava  leva‐ os bailes, sempre que podia,  minha esposa.» 

ordenha e  a  minha  esposa 

va um  raspanete,  mas  eu  também  continuou  até  que  José  António  casou  aos  32  ajudava‐me  muito  nesta  era um perdido por bailes, e  tarefa e noutras que fossem  quando  havia  oportunidade 

necessárias. O  meu  filho 

lá ia  para  outro.»  Em  qual‐

mais velho  chegou  a  andar 

quer lado  se  fazia  um  baile, 

preso à  cintura  da  minha 

mas de  acordo  com  José 

esposa, enquanto  ela  cava‐

António, os  melhores  eram 

va batatas.»  Recordar  estes 

na zona  das  Relvas  Verdes, 

episódios da sua vida levam 

no concelho de Santiago do 

José António  a  reconhecer 

Cacém.

que a  vida  era  muito  mais 

Aos 21  anos,  José  António 

dura do que a que conhece‐

interrompeu a  tal  ‘vida  de 

mos hoje…  «Os  meus  filhos 

galdério’ para  frequentar  a 

já passaram uma vida muito 

tropa, contrariado,  mas  não 

melhor do que a minha e os 

teve alternativa. «Foi no ano 

meus netos  então  nem  se 

de 1961 que ‘assentei praça’ 

fala. O  meu  primeiro  trans‐

em Beja. Depois fui para Lis‐

porte foi  uma  bicicleta  que 

boa e,  ao  todo,  estive  14 

comprei com o meu dinheiro 

meses na  tropa.  Desempe‐

aos 19  anos.  Hoje,  a  qual‐

nhei várias  tarefas  no  meu 

quer criança,  oferece‐se 

tempo de  tropa,  entre  elas 

logo uma bicicleta. Mas ain‐

estive ao  serviço  particular 

da bem  que  assim  é!»  Ape‐

de um capitão.  Vinha  muito 

sar de ter trabalhado muito, 

poucas vezes  a  casa  porque  o  dinheiro  não  era  muito  e 

José António em 1971

José António  considera‐se  um  homem  de  bem  com  a 

os meios de transporte para  quase  com  30  anos  José  anos  com  Josélia  Silva,  a  vida  e  destaca  como  maior  chegar  cá  também  não.  António  conheceu  aquela  mulher  que  ainda  hoje  o  felicidade,  a  esposa  e  os  Felizmente safei‐me à Guer‐ que viria a ser a sua compa‐ acompanha  na  sua  jornada  filhos. «A minha mulher tem  ra  e  posso  dizer  que  na  tro‐ nheira  de  vida.  «Claro  que  de  vida.  «Casámos  pelo  sido  sem  dúvida  o  melhor  pa só tive um dia de alegria,  conheci  a  minha  esposa  registo,  arranjámos  a  nossa  da  minha  vida.  Foi  com  ela  foi  o  dia  em  que  me  vim  num  baile.  Só  podia!  Ela  casa  no  sítio  onde  nasci,  que construi a nossa família  11 


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e que  tive  os  meus  filhos,  gos  do  pai  e da  mãe.  Retri‐

dencial Prats, aconteceu em  com  os  amigos  que  cá 

outro grande  orgulho.  Têm  buem  tudo  aquilo  que  nós  2015  por  vontade  própria.  tenho e com os quais convi‐ sido uns filhos excepcionais,  fizemos  por  eles  ao  longo  «As  condições  de  saúde,  vo e jogo cartas e dominó.»  respeitadores  e  muito  tra‐ balhadores. 

da vida  e  estão  cá  sempre  principalmente  da  minha  Do  seu  dia‐a‐dia  também 

Felizmente que precisamos.»  

esposa, levaram‐nos  a  vir  fazem parte uns passeios ao 

bons A  entrada  na  Misericórdia  para  cá.  Já  conhecíamos  exterior  e  alguma  vontade  caminhos  e  são  muito  ami‐ de  Sines,  na  Estrutura  Resi‐ bem  a  casa,  viemos  por  de  desempenhar  tarefas  enveredaram 

por

nossa livre vontade e as coi‐

que sabe  que  já  não  pode. 

sas têm corrido bem. Temos  No entanto,  o espírito posi‐ todos  os  cuidados  de  que  tivo 

permanece

neste

necessitamos, estamos  per‐

homem de 77 anos que tem 

to um  do  outro,  não  pode‐

sempre uma  palavra amiga, 

mos desejar  muito  mais…»  que não se deixa levar pelas  Quanto  ao  futuro  José  amarguras  da  vida,  que  diz  António  afirma:  «sei  que  não  ter  deixado  nada  por  não  sou  eterno,  por  isso  fazer  e  que  se  afirma  ‘de  quero  apenas  ‘passar  uns  bem com a vida’.    dias  mais  ou  menos’,  junto  José António num dos passeios proporcionados pela SCMS  José António num dos passeios proporcionados pela SCMS 

da minha esposa e distraído 

Informações Úteis SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE SINES  Avenida 25 de Abril, n.º 2  Apartado 333  7520‐107 SINES  Site: www.scmsines.org  Email: geral@scmsines.org   

Provedoria Tel. 269630462 | Fax. 269630469   Email: provedoria@scmsines.org  Horário de Atendimento: 09h00‐13h00 | 14h00‐16h00   

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Infantário “Capuchinho Vermelho”  Tel. 269630460 | Telem. 967825287   Email: infantario@scmsines.org   Horário de Funcionamento: 07h45‐19h45   

Acção Social (ERPI, Centro de Dia, Apoio Domiciliário)  Tel. 269630460 | Fax. 269630469  Email: nadia.cruz@scmsines.org  Horário de Atendimento: Quartas e Sextas‐feiras   09h00‐13h00 | 14h00‐17h00  12 

Serviço de Fisioterapia  Tel.: 269 630460 (Geral Scms) | 269 870326 | 961276477  Email: fisioterapia@scmsines.org  Horário de Atendimento: Segunda a Sexta‐feira  09h00‐13h00 | 14h00‐20h00 (sob marcação)   

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3ª NOITE DE FADOS

A Noite de Fados decorreu no Salão Social 

A Misericórdia  organizou  no  dia  5  de  panharam numa noite de grande quali‐ perspectiva  de  manter  a  proximidade  Maio  uma  Noite  de  Fados  no  Salão  dade na qual não faltou o caldo verde e  entre  a  Santa  Casa  e  a  comunidade  Social,  abrilhantada  por  artistas  da  o  chouriço  assado,  petiscos  típicos  de  envolvente.  Alguns  utentes  dos  lares  e  região,  entre  eles  os  fadistas  Armando  uma noite de fados. 

das Estruturas Residenciais para  Idosos 

Casal, Eva  Zambujo,  Luís  Saturnino  e  Mais  de  100  pessoas  assistiram  a  este  também  assistiram  a  esta  Noite  de  Joana  Luz.  Carlos  Silva  e  Fernando  espectáculo  que  foi  organizado  sob  a  Fados, que muito apreciaram.   Vicente foram os músicos que os acom‐

Armando Casal 

Joana Luz 

Fernando Vicente e Carlos Silva  14 

Luís Saturnino 


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Todos os artistas em palco 

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Mais de 100 pessoas assistiram a esta noite dedicada ao fado 

EVA ZAMBUJO, PSICÓLOGA E FADISTA A psicóloga  da  Misericórdia  de  Sines,  nos  quais  obteve  boas  classificações.  mais  recentemente,  num  concurso  de  Eva  Zambujo,  foi  uma  das  fadistas  que  Eva  foi  sempre  conciliando  os  estudos  fado  em  Portimão  no qual cantou pela  participou nesta Noite de Fados, organi‐ com a música e chegou a pertencer ao  primeira vez acompanhada pela guitar‐ zada  pela  Instituição.  Eva,  de  36  anos,  grupo  Saint  Dominics  Gospel  Choir.  ra  portuguesa  e  pela  viola  de  fado.  A  natural de Beja, trabalha na Santa Casa  Quando  ingressou  na  Misericórdia  de  partir  daí  Eva  participou  noutros  con‐ desde 2010 desenvolvendo a sua activi‐ Sines passou a desempenhar também a  cursos,  obtendo  boas  classificações,  e  dade profissional junto da Terceira Ida‐ função de Maestrina do Grupo Coral da  começou  a  participar  também  em  de. O seu gosto pela música vem desde  Instituição,  tendo  contribuído  para  a  espectáculos  de  fado  organizados  em  tenra idade, quando imitava as canções  forte dinamização deste grupo. Ao lon‐ Sines,  a  sua  zona  de  residência.  Eva  que ouvia na rádio, fazendo apresenta‐ go do seu percurso na música, Eva Zam‐ Zambujo já apresentou inclusivamente,  ções para os pais e para a avó. Mais tar‐ bujo enveredou por vários estilos, entre  no  Museu  do  Fado  em  Lisboa,  uma  de  participou  nalguns  concursos  de  eles  soul,  gospel  e  música  portuguesa.  interpretação  baseada  num  poema  de  karaoke  e  em  programas  de  televisão,  O  seu  encontro  com  o  fado  aconteceu  sua autoria.  

Actuação de Eva Zambujo  15 


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BISPO DE BEJA EM VISITA PASTORAL Entre 18  e  21  de  Maio,  o  córdia de Sines, no dia 19.  são  humana  muito  rele‐

que muito tem fomentado 

Bispo da  Diocese  de  Beja,  O  objectivo  deste  tipo  de  vante, assente num conhe‐

uma ligação próxima entre 

Dom João Marcos realizou  visitas consiste  em conhe‐

cimento pessoal  entre  a Paróquia e a Santa Casa, 

uma Visita Pastoral a Sines  cer de perto quem faz par‐

indivíduos.»

que lhe  permitiu  não  só  te  dos  diferentes  conce‐

Além da  participação  nas  desta  Visita  Pastoral,  que  actividades  da  comunida‐ mostrou  a  comunidade 

fez um  balanço  positivo 

de cristã de Sines, o Bispo  siniense  tal  qual  ela  é  e  Dom  João  Marcos,  visitou  não  deixou  de  ser  um  a  Câmara  Municipal,  as  acontecimento  marcante.  principais  empresas  da  Egídio  Ferreira  destacou  região, a comunidade edu‐

também a  forma  positiva 

cativa, visitou  as  zonas  como o Bispo foi recebido  rurais  do  concelho,  a  fre‐ em  todos  os  locais  por  guesia  de  Porto  Covo  e  onde passou.  ficou  a  conhecer  o  patri‐

Dom João Marcos, natural 

mónio religioso  de  Sines.  da  Diocese  da  Guarda,  é  Na 

Misericórdia,

Dom Bispo  de  Beja  desde 

João Marcos  celebrou  Novembro  de  2016.  For‐ uma  Eucaristia  no  Prats  mado em Teologia e Pintu‐ Visita à ERPI “Prats” 

Sénior, visitou  os  utentes  ra  foi  ordenado  sacerdote  das  diferentes  respostas  em 1974, tendo desempe‐

contactar

directamente lhos  que  integram  a  Dio‐

sociais da  Instituição  e  nhado 

com a  comunidade  cristã,  cese, sendo que um Bispo  almoçou  com  os  seus  res‐ mas  também  ficar  a  tem  o  dever  de  visitar  ponsáveis  e  colaborado‐ conhecer  a  realidade  do  toda  a  sua  Diocese  em  5  res.   concelho,  tendo  inclusiva‐ anos. De acordo com Dom  Egídio  Ferreira,  o  Pároco  mente  realizado  uma  visi‐ João  Marcos,  «há  neste  de  Sines  e  Porto  Covo  ta à Santa Casa da Miseri‐ tipo de visitas uma dimen‐ actualmente  em  funções, 

Eucaristia no “Prats Sénior”  16 

funções

como

Pároco até  2002,  sobretu‐ do  na  região  da  Grande  Lisboa. Entretanto foi tam‐ bém  professor  de  Educa‐ ção Visual e deu formação  a futuros padres.  

Visita ao Lar “A Âncora” 


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BREVES 25 DE ABRIL Como sempre acontece a Misericórdia comemorou o Dia da  Liberdade, um dia com grande significado para os idosos, já  que todos eles vivenciaram este acontecimento marcante na  história  de  Portugal.  Assim,  no  dia  25  de  Abril,  os  órgãos  sociais da Instituição distribuíram cravos, o símbolo da Revo‐ lução, pelos utentes e funcionários, e a Banda Filarmónica da  Sociedade  Musical  União  Recreio  Sport  Sineense  fez  uma  pequena actuação no Salão Social. Esta foi então a forma da  Misericórdia  celebrar  a  liberdade,  junto  de  quem  viveu  de  perto a ausência deste valor, durante o Estado Novo.   

VISITA À RÁDIO SINES No dia 15 de Março, o Serviço de Animação Sociocultural da  Misericórdia,  em  articulação  com  a  equipa  de  profissionais  da Rádio Sines, proporcionou uma visita a alguns utentes das  estruturas residenciais para idosos e do Centro de Dia da Ins‐ tituição.  Estes  utentes  visitaram  os  estúdios da Rádio Sines,  ficaram a perceber como funciona a emissão de uma estação  de  rádio  e  tiveram  oportunidade, cada  um  deles, de  gravar  uma  pequena  entrevista,  que  foi  emitida  posteriormente.  Esta visita representou uma tarde diferente para os utentes e  deu igualmente a oportunidade dos utentes visitarem as ins‐ talações dos Bombeiros Voluntários de Sines.  

DELFINA FENTY PARTICIPA NO GOT TALENT Delfina Fenty, de 19 anos, natural de Angola, é utente de uma  das  Casas  Abrigo  da  Misericórdia  desde  2011,  tendo  vindo  para  Portugal  acompanhada  da  sua  tia  com  o  objectivo  de  prosseguir os estudos. Desde tenra idade que Delfina sempre  demonstrou uma enorme paixão pela música, que a levou a  participar no programa da RTP Got Talent. Delfina passou nas  primeiras  eliminatórias  do  programa  e  participou  numa  das  Galas em directo, na qual interpretou o tema “Scars to your  beautiful”  de  Alessia  Cara.  Apesar  de  não  ter  sido  apurada  para  a  final,  esta  foi  uma  experiência  enriquecedora  para  a  jovem  cantora  que  pretende prosseguir  com  esta  actividade  como hobbie.  

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DESENHOS DE UTENTE INSPIRAM VOLUNTÁRIA A voluntária  Cláudia  Cle‐

entre outros. Ao longo dos 

mente, a  desempenhar  últimos  anos  Cláudia  tem  funções  na  Misericórdia  criado também gigantones  desde  2016,  inspirou‐se  e  cabeçudos,  contando  já  nos  desenhos  do  utente  com  8  criações  nesta  sua  Alexandre  Cândido  para  colecção.  criação  de  um  trabalho  Na  Misericórdia  de  Sines,  verdadeiramente  original  a  actividade  de  Cláudia  e  inovador.  Recorrendo  à  tem‐se revelado um traba‐ técnica  de  “papel máchê”,  lho  enriquecedor  com  os  Cláudia  deu  forma  a  uma  idosos  da  Instituição,  ao  escultura  com  vários  nível  dos  trabalhos  bonecos  que  reproduzem  manuais.  Sob  orientação  os  desenhos  criados  por  da  artesã  os  utentes  das  este  utente  da  ERPI  Estruturas  Residenciais  “Prats”.  A  longo  prazo  o  para  Idosos  e  do  Centro  objectivo  será  criar  uma  de  Dia  elaboram  maracas,  colecção  com  estes  bone‐

molduras, flores  e  outros 

cos e até mesmo apresen‐

bonecos singulares. 

tar uma candidatura a um  Prémio  de  Artesanato  do  IEFP. 

Além de  contribuírem  para  a ocupação dos  tem‐ pos  livres  destes  idosos, 

Cláudia Clemente,  de  48  estas  actividades  contri‐ anos, é artesã há já vários  buem  também  para  o  seu  anos  e  actualmente  inte‐

bem‐estar e para a preser‐

gra a Arte Velha – Associa‐

vação de  capacidades  ao 

ção de  Artesãos  de  Sines.  nível  da  motricidade  fina.  O  trabalho  que  desenvol‐ É notória inclusivamente a  Escultura criada por Cláudia Clemente 

ve, de  forma  autodidacta,  relação  próxima  e  cúmpli‐ baseia‐se  na  utilização  de  ce  já  estabelecida  entre  a  visita  e  pela concretização  Lopes  Cândido  que  tem  a  “papel  máchê”  para  ela‐ artesã  e  os  utentes  da  desta actividade conjunta.  particularidade  de  dese‐ boração  de  fantoches,  Santa  Casa  da  Misericór‐ Neste tempo em que inte‐ nhar e pintar diariamente,  marionetas, peças decora‐ dia de Sines, que todas as  gra  a  Instituição,  Cláudia  elaborando  figuras  muito  tivas,  manequins,  peque‐ semanas anseiam pela sua  Clemente  tomou  contacto  características.   nas  peças  de  mobiliário,  18 

com o  utente  Alexandre 


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ÚLTIMAS REN APOIA TELEASSISTÊNCIA e 2  homens,  todos  eles  residentes  na  e  é  um  orgulho  podermos  participar  área urbana do concelho de Sines.   

com uma entidade de referência como 

Para Margarida  Ferreirinha,  Directora  é  a  Santa  Casa  da  Misericórdia,  no  de  Comunicação  e  Sustentabilidade  apoio  e  melhoria  do  bem‐estar  dos  A Santa Casa da Misericórdia de Sines  da  REN,  «esta  parceria  insere‐se  na  idosos».   e a REN vão estabelecer uma parceria,  nossa  estratégia  de  sustentabilidade,  Luís  Venturinha  de  Vilhena,  Provedor  a partir de 1 de Setembro, de forma a 

da Santa  Casa  da  Misericórdia  de 

disponibilizar um Serviço de Teleassis‐

Sines, reconhece  que  «este  apoio  da 

tência, 24 horas por dia, gratuitamen‐

REN representa um precioso contribu‐

te, aos idosos do concelho. Responder 

to que permite dar continuidade a um 

a situações  de  emergência  médica, 

louvável projecto,  que,  entre  outros 

identificar casos de violência domésti‐

aspectos, favorece a permanência dos 

ca e combater a solidão são os princi‐

idosos em  suas  casas,  retardando  a 

pais objectivos  deste  projecto  de 

sua institucionalização  e,  oferece‐lhes 

apoio domiciliário. Basta que os uten‐

a possibilidade  de  um  acompanha‐

tes primam  um  botão  num  controlo 

mento permanente, à distância de um 

remoto e  num  espaço  de  segundos 

pequeno ‘click’.  Além  disso,  este  pro‐

são contactados  por  um  ‘call  center’. 

jecto enriquece  o  Serviço  de  Apoio 

Este sistema está ligado a um interco‐

Domiciliário da  Instituição,  que  assim 

municador fixo  que  cobre  uma  área 

vai além do apoio ao nível da alimen‐

de 200m2  e  é  compatível  com  todas 

tação, higiene pessoal  e  higiene habi‐

as redes telefónicas do mercado. 

tacional. Em  caso  de  acidente,  de  emergência médica ou até mesmo em 

A central  de atendimento,  da  respon‐ sabilidade  da  Helphone,  funciona  em  permanência,  365  dias  por  ano  com 

A utente Maria Dolores Contreiras junto  ao seu aparelho de Teleassistência 

situações de solidão os nossos utentes  estão  mais  protegidos  e  acompanha‐

operadores especialmente  treinados  em  que  procuramos,  entre  outros  dos e isso deixa‐nos mais convictos do  para o efeito.  

aspectos, gerar  um  impacto  positivo  cumprimento  da  nossa  missão.  Esta‐

Actualmente, existem 15 utentes com  nas comunidades locais onde estamos  mos  muito  gratos  à  REN  por  este  uma média de idades de 77 anos, que  inseridos. Sines é um dos concelhos de  apoio  porque  em  parceria  podemos  beneficiam deste serviço: 13 mulheres  referência, principalmente para a nos‐

fazer a  diferença  junto  de  quem  mais 

sa actividade no sector do gás natural  necessita.»  

RLIS - UM PROJECTO CONSOLIDADO Com um gabinete de atendimento a funcionar diariamente  Os pedidos de apoio por parte da comunidade siniense  nas Instalações da Misericórdia, desde o início de 2016, o 

têm sido muitos, e é justo realçar o trabalho de parceria 

projecto Rede Local de Intervenção Social em Sines carac‐

estabelecido com diferentes agentes locais. Neste âmbito 

teriza‐se por uma intervenção social de proximidade. 

deixamos um agradecimento à Multiópticas Pita e à Clínica  Pediátrica Dr. Luís Jácome.   19 


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AGRADECIMENTO

O “Renascer” agradece a todos os patrocinadores e amigos que contribuíram para que este meio de  comunicação da nossa Instituição se tornasse uma realidade.  Uma vez que é nosso objectivo melhorar gradualmente a forma e os conteúdos deste boletim informati‐ vo, assim como aumentar a sua tiragem e, consequentemente, divulgá‐lo junto de um público cada vez  mais vasto, revela‐se de grande importância o apoio destes e de outros patrocinadores.  Obrigada por nos ajudarem a sermos melhores!   20 

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Renascer48  

O Boletim Informativo Renascer é uma publicação trimestral e gratuita da Santa Casa da Misericórdia de Sines. No Renascer os leitores podem...

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