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Expediente A revista Ser Mais é uma publicação mensal. Ano 3 | Nº 43 Diretor Editorial: Mauricio Sita Diretora Executiva: Julyana Rosa Redator: Carlos Dias Diretora de Operações: Alessandra Ksenhuck Gerente de Projetos: Gleide Santos Projeto Gráfico: Henrique Melo Direção de Arte: Estúdio Mulata (www.estudiomulata.com.br) Relacionamento com o cliente: Claudia Lima Serviço ao Assinante: [11] 2659-0964 e [11] 2659-0968 assinaturas@revistasermais.com.br Cartas para a redação: rua Antônio Augusto Covello, 472 São Paulo - CEP 01550-060 redacao@revistasermais.com.br Orientamos para que as cartas com a opinião e crítica do leitor estejam assinadas e contenham nome e endereço completos, telefone e e-mail. A Ser Mais reserva-se o direito de selecionar e editar aquelas que poderão ser publicadas. O pedido de edições anteriores poderá ser feito através de qualquer uma das informações de contato supracitadas (carta, fax, telefone ou e-mail); e será atendido desde que haja disponibilidade de estoque. Central do Anunciante: publicidade@revistasermais.com.br [11] 2691-6706 Representante Comercial – Região Sul: Beth Meger Rua Cândido de Abreu, 140 - 5º andar / Cj. 509 Curitiba – Paraná – CEP: 80.530-901 [41] 7812-2898 Ser Mais é a revista oficial da Associação Brasileira de Desenvolvimento Comportamental (ABDCOM). Distribuição Exclusiva: Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Cadastre-se no site www.revistasermais.com.br para receber nossa newsletter. Impressão e Acabamento: Vox

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Editorial Quando é que menos pode ser mais? Franquia ou bandeira própria? Como vencer os desafios para implantar a liderança sustentável em uma empresa Up to date Cidadão 21 Invista no seu QE e melhore como ser humano! Moda, Beleza e Estilo 2.0 Automotivação e motivação de sua equipe MANUAL DO SUCESSO Como combater a síndrome da proscrastinação nas empresas É possível ser um super-herói na empresa? O salário não é tudo? Aprendendo com as letras de músicas Experiência. De novo? O psicopata pode morar na sua casa! Fun Learning Como montar um plano de treinamento para ter lucratividade sustentável na sua empresa No alvo +vitrine Gaudencio responde +Expressão – Tarefa: assistir aos programas de televisão Sigam-nos no twitter:

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Especialistas nesta edição Adams Auni

André Percia

4 editorasermais.com.br Marcelo Ortega

Camila Berni

Nazareth Ribeiro

Carmen Janssen

Nilson Redis Caldeira

Cristiane Farias

Ômar Souki

Fabiano Brum

Paulo Pereira

Fernanda Peris

Reinaldo Polito

Inácia Soares

Sandra Regina Rüdiger Ayyad

Leila Navarro

Thais Kurita


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As entrelinhas das conexões nas redes sociais

Jogo Rápido Luize Altenhofen

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Motivação e sucesso profissional

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CAPA 5 grandes técnicas de vendas para a vida

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Esconder a poltrona é destruir a estratégia

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EDITORIAL Caro leitor, Bem-vindo a uma edição especial da sua Ser Mais! Neste número, a sua revista está cheia de novidades sobre o maior congresso de Gestão de Pessoas do Brasil, o CONARH – 2013! Uma das grandes palestrantes do evento é nossa colunista e irá lançar lá seu novo livro! Leila Navarro fará o lançamento do “Autocoaching de Carreira e de Vida”, que é da Editora Ser Mais! Como é um título da casa, aproveito e faço um convite a você, para que prestigie o nascimento de mais uma obra de sucesso e que contará, inclusive, com uma sessão de autógrafos! Outro grande parceiro da editora, que nesse mês escreve a matéria de capa, também estará presente no evento. Nem preciso falar que a apresentação de Marcelo Ortega será imperdível, né? Seu texto traz grandes técnicas de vendas para a vida! São dicas fundamentais de relacionamento, sobre como as pessoas podem e devem agir diante das inúmeras “negociações” que passam pela vida. Ortega passa informações preciosas e aplicáveis tanto no ambiente do trabalho quanto no familiar e pessoal. Vale muito a pena a leitura! Além desses dois grandes profissionais, você pode conferir a palestra de outros grandes nomes durante o congresso, nas próximas páginas há a programação detalhada das demais apresentações! Se for prestigiar o evento, aproveite e visite o estande da Expo Eventos Premium, a equipe da Ser Mais estará no local para bater um papo com os leitores e

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para sortear assinaturas digitais da revista Ser Mais! Independentemente do formato em que prefira ler ou se está no congresso nesse momento ou não, quero fazer outras sugestões para ampliar o seu conhecimento. Conhecimento esse que pode ser muito bem trabalhado e aproveitado a partir do controle do emocional! Você sabia que a inteligência emocional está entre as mais importantes inteligências para o sucesso de um ser humano? Isso em qualquer área da vida? Se ficou curioso, vá até o texto de nossa escritora Nazareth Ribeiro e veja com mais detalhes tudo o que poderá beneficiá-lo com o equilíbrio e a canalização correta das emoções! Ainda sobre sucesso, indico mais um artigo, agora da professora Sandra Regina Rüdiger Ayyad, que trata da motivação como fonte de inspiração para o alcance dos objetivos. Nele, a articulista explica como os pensamentos também podem influenciar nessa conquista, pois “a mente é tudo, e o que você pensa, você se torna”. É um material que exige a reflexão e pede, nesse friozinho, uma boa xícara de café. Enquanto o saboreia, deixo-o à vontade para aproveitar os próximos conteúdos dessa edição. Espero que possa colaborar efetivamente ao seu desenvolvimento. Um grande abraço e até a próxima! Julyana Rosa Diretora executiva Editora Ser Mais


^ ARTIGO OMAR SOUKI

Quando é que

menos

pode ser

S

mais?

e observarmos o nosso próprio cotidiano, a resposta óbvia para essa pergunta é: nunca! Ao abrir meu guarda-roupa noto que tenho mais camisas do que preciso, e do que consigo usar, e há sapatos em excesso. Quando vou até o armário do banheiro verifico que há mais perfumes, mais loções, mais cremes e óleos para banhos do que a família consegue utilizar. Ao adentrar a cozinha verifico que há certos tipos de chás que estão perdendo a validade. Quanto a livros nem se fala, tenho caixas de livros que me acompanham fielmente durante as minhas mudanças. Um observador distra-

ído poderia chegar à conclusão de que quanto mais coisas eu acumulo, mais eu sou. E eu? Eu tenho a impressão de que sou um imã de coisas. Quanto mais dôo, mais elas me perseguem. Enfim, o número de coisas que tenho excede em muito aquilo q ue eu e minha família conseguimos utilizar. Vivemos dentro da lógica do consumo que nos leva a pensar que quanto mais consumimos ou possuímos, melhor! Mas, a prosperidade e o bem estar têm pouco a ver com o possuir. Eu estava refletindo sobre o excesso de coisas que me rodeiam quando, literalmente, tropecei — em um posto de gasolina (imaginem onde!), no expositor perto do caixa — com o seguinte título: Quanto menos, me-

lhor (Babauta, Leo. Editora Sextante-2010). A primeira ideia que tive foi: “Não sei como conseguem vender um livro com esse título. O que tem apelo é o mais e não o menos”. Mesmo assim, por curiosidade, comprei. Estava na promoção, eram só seis reais. E eu já estava pensando nesse assunto. Babauta acredita piamente na simplicidade e diz que sua vida ficou melhor depois que simplificou o seu modo de viver: agora vai direto ao ponto e desfruta das coisas que ama. Ele nos aconselha a reduzir a complexidade de tudo que fazemos, ou seja, devemos buscar fazer menos, para realizar mais. Isso pode parecer um paradoxo: “Como poderei realizar mais, fazendo meeditorasermais.com.br 7


sem energia para fazer o que realmente é importante. Qual é a solução para a nossa falta de limites? O foco! Para ter foco precisamos cultivar a disciplina. A primeira disciplina é a interna. Você consegue parar e identificar os excessos em sua vida (coisas e ações desnecessárias)? Com relação às coisas comece organizando uma gaveta de cada vez até adquirir a força e a coragem para atacar o resto da casa e do escritório. Com relação às ações, faça uma lista das coisas mais importantes. Estabeleça prioridades no lar e no trabalho. Procure fazer somente o que é, de fato, significativo para você. Valorize seu tempo e não tente resolver tudo que aparece à sua frente. Os limites, em vez de atrapalhar, ajudam. Passo a passo, sem estresse, procure diminuir o excesso de coisas à sua volta e o volume de tarefas a realizar. Assim vai organizar melhor o seu te mpo e eliminar as coisas desnecessárias. Enfim, vai se tornar mais eficiente, menos estressado, e, provavelmente, mais feliz!

A primeira ideia que tive foi: “Não sei como conseguem vender um livro com esse título. O que tem apelo é o mais e não o menos”.

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nos?”. Isso é possível quando paramos, respiramos fundo, e examinamos o que realmente conta na vida, isto é, identificamos o que é essencial. Depois eliminamos o resto. São dois passos apenas: 1. identificar o essencial; 2. eliminar o supérfluo. Algo fácil de falar, menos fácil de fazer. Foi por isso que Babauta escreveu esse livro sobre a arte da simplificação. Um dos grandes problemas mostrados pelo autor é que estamos acostumados a viver sem limites. Vamos às compras sem uma lista do que realmente precisamos e, em geral, compramos em excesso. Se colocarmos um limite para nossos gastos, poderemos viver melhor com menos. A falta de limites pode parecer legal a princípio, mas pode se tornar um problema. Acabamos não tendo espaço para nada e não sabemos como lidar com o estresse de tentar fazer tudo ao mesmo tempo. Adquirimos coisas demais e assumimos compromissos que não cabem dentro de nossa agenda. Isso nos enfraquece: ficamos cansados e

Ômar Souki Presidente do conselho administrativo da Simeon — Estratégia e Desenvolvimento. Escritor dos livros Ser+ Líder, Ser+ em Vendas I e II, Ser+ com PNL, Ser+ em Comunicação, Manual Completo de PNL, pela Editora Ser Mais. Ph.D. em comunicação pela Ohio University. www.souki.com.br omarsouki@bol.com.br


ARTIGO THAIS KURITA

Franquia ou

BANDEIRA PRÓPRIA?

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brir uma franquia ou um negócio sob bandeira propria é uma dúvida que normalmente tem origem numa única premissa: ser seu próprio patrão.Daí decorrem algumas distorções, umas que indicam que franquia seria um bom negócio, ou que seria apenas uma repetição do passado: “o franqueador é um patrão disfarçado”, ou “numa franquia, trabalha-se menos e seria impossível falir”. Como dito, são distorções. A realidade demonstra que tanto por uma escolha como por outra, o que importa é estar bem preparado para o desafio de operar um estabe-

lecimento, seja ele comercial ou prestador de serviços, bandeira própria ou franqueada. Preparar-se e conhecer profundamente o segmento no qual se quer atuar, significa antever problemas e conhecer possíveis soluções. Parece óbvio, mas, segundo o resultado de um estudo realizado pelo SEBRAE, essa é a causa primeira de insucesso. Segundo a pesquisa realizada pelo SEBRAE, encerrada em agosto de 2010, a taxa de mortalidade de micro e pequenas empresas, apesar de apresentar queda, ainda continua elevada. Das empresas paulistas, a pesquisa mostrou que 27% encerram suas atividades no primeiro ano de operação, apontando como principais editorasermais.com.br 9


Para abrir um negócio sob bandeira própria é preciso considerar alguns fatores adicionais, se comparados a uma franquia, como, por exemplo, o tempo de maturação, aceitação de um produto novo pelo mercado e formalização dos processos de operação da empresa. Por outro lado, numa franquia, há regras e padrões a serem cumpridos, além da obrigatoriedade de adquirir produtos de determinados fornecedores e/ou de pagar royalties todos os meses. Isso não deve ser tido por algo ruim, mas deve ser levado à conta para efeito de comparação. Outro elemento importantíssimo é o perfil de quem pretende empreender – seja na franquia ou na bandeira própria - pois há pessoas que simplesmente não conseguem seguir padrões pré-definidos. No entanto, não apenas o preparo de se conhecer profundamente em qual segmento se pretende atuar, mas é preciso agir com cautela; isso vale para qualquer negócio. Cuidados com: Contrato de locação: ele deve ser escrito e preferencialmente firmado por prazo não inferior a cinco anos.

Verifique o zoneamento e o Habite-se. Há alguns outros requisitos a serem preenchidos para se propor a conhecida ação renovatória; Ocupante prévio do ponto comercial: se for atuar no mesmo segmento de mercado do antigo detentor do ponto comercial, é preciso realizar uma diligência dos passivos (ou contingências) antes existentes, pois a sucessão ocorre independentemente da vontade das partes e mesmo que não se “compre” a empresa anterior. Plano de negócios: é preciso realizar um estudo sobre o comportamento financeiro do empreendimento pretendido, para estar preparado para, por exemplo, enfrentar sazonalidades do negócio; Alvarás e autorizações: as autorizações e alvarás podem variar de negócio para negócio, portanto, antes de inaugurar, todas as autorizações devem estar em dia. Franquias: analise cuidadosamente a Circular de Oferta de Franquia, preferencialmente com a ajuda de um profissional, e conheça a Lei 8.955/94. Um roteiro fortemente recomendável é conversar com os atuais franqueados e também com os que eventualmente já tiverem se desligado da rede. No entanto, mesmo tomando todos esses cuidados, infelizmente nem a franquia, nem a bandeira própria são garantia de sucesso, mas certamente o preparo e a cautela podem representar um diferencial competitivo em momentos de crise, nos quais apenas poucos sobrevivem.

causas, as seguintes: (i) comportamento empreendedor pouco desenvolvido; (ii) falta de planejamento prévio; (iii) gestão deficiente do negócio; (iv) insuficiência de políticas de apoio; (v) flutuações na conjuntura econômica; (vi) problemas pessoais dos proprietários.

Para abrir um negócio sob bandeira própria é preciso considerar alguns fatores adicionais, se comparados a uma franquia, como, por exemplo, o tempo de maturação, aceitação de um produto novo pelo mercado e formalização dos processos de operação da empresa.

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Thais Kurita Especialista em questões jurídicas para franquias da KBM Advogados. kbmadvogados.com.br


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ARTIGO LEILA NAVARRO

As entrelinhas das conexões nas

REDES SOCIAIS

E

i! Você mesmo! Quem é você nas redes sociais? O seu comportamento no dia a dia é diferente no mundo virtual? O seu perfil pode ser atraente aos olhos de um caça talentos de uma multinacional ou você corre o risco de ser considerado o “sem noção” para o mundo corporativo? Tudo bem! Talvez essas perguntas sejam complexas demais para você responder rapidamente. Mas, fique tranquilo. Essa

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dificuldade não é exclusividade sua. O mundo está ligado pelas redes sociais – uma teia de conexões que espalham informações e dão voz às pessoas. Segundo a Academia Americana de Pediatria, grande parte do desenvolvimento social e emocional da chamada geração Y de todas as tribos, condições sociais, raça e credo decorre do uso da internet. As redes sociais têm interferindo nas decisões em todos os níveis e impactado o modo como as pessoas se relacionam. Diante disso se faz urgente am-

pliar o posicionamento responsável para lidar com essa ferramenta! Muita gente, principalmente os jovens, se perde no que de fato cada rede social representa e, muitas vezes, na busca pela aceitação ou até por carência, busca a atenção dos outros de forma imatura, geralmente com ofensas e indiretas – campeã de postagens no Facebook. Para algumas pessoas, por rebeldia, maldade, baixa autoestima ou imaturidade, o uso das redes sociais acaba sendo um desastre.


Leila Navarro Palestrante motivacional, autora de 14 livros, entre eles, “Talento para ser Feliz”, “Talento à prova de crise” e “O poder da superação” e “Obrigado, equipe”. leilanavarro.com.br

enxerga as redes como um canal que pode promover ou trazer prejuízos para vida pessoal, social e profissional. Há muita confusão sobre o que é certo ou errado e, entre pensar para publicar ou arriscar, tem prevalecido a última opção. Cá entre nós! Se o seu Facebook ou Twitter fossem submetidos à análise de um profissional de RH neste momento, você seria avaliado positiva ou negativamente? Se os seus pais tiverem acesso às informações que você tem postado, eles ficariam tranquilos ou passariam a ter noites de insônia por causa do seu comportamento nas redes? Opa! As suas respostas revelam muito! Você pode expressar o que tem vontade, mas cuide da sua imagem para garantir um bom futuro pessoal e profissional.

Uma visão madura e consciente do que é relevante ou não para ser postado nas redes sociais ainda é a grande carência dos diversos públicos que utilizam esse meio de comunicação. No ano passado, por exemplo, um brasileiro teve a sua entrada negada na Austrália e foi deportado para o Brasil depois que as autoridades da imigração local analisaram sua conta no Twitter. Se você pensa em fazer algum intercâmbio, fique atento a esse detalhe! As redes sociais têm mudado relacionamentos, carreiras, estilo de vida! Elas direcionaram o mundo para um novo nível de inovação e formas criativas de lidar com antigos padrões. Hoje pode ser utilizada como fonte alternativa para a contratação de colaboradores em grandes organizações. Apesar dessa abrangência de possibilidades muita gente ainda não

Muita gente, principalmente os jovens, se perde no que de fato cada rede social representa e muitas vezes, na busca pela aceitação ou até por carência, buscam a atenção dos outros de forma imatura.

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ARTIGO CRISTIANE FARIAS

Como vencer os desafios para implantar a

LIDERANÇA SUSTENTÁVEL em uma empresa

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mportante ter consciência que a liderança sustentável é o único caminho para a sobrevivência das organizações. Nos dias atuais, respeitar a essência dos seres humanos e suas necessidades é o alicerce para a construção de elos fortes e saudáveis. Muitas organizações possuem lideres apaixonados por este valor sustentável e a compreensão devida de suas ações de sustentabilidade proporcionam aos colaboradores, a empresa e ao mundo um entendimento diferenciado, capaz de um movimento único na vida e na condução de nossa história. O líder pode atrelar ações na visão de futuro da organização e com seu plano de desenvolvimento e educação, obter excelentes resultados com sua equipe. Pois, como seres em sociedade temos uma preocupação com o futuro, com nossos descendentes, com a comunidade, onde conversamos e colocamos nosso ponto de vista diante dos problemas experienciados, necessitando de apoio para continuidade de propósitos. E percebendo este comprometimento na empresa, nos colegas de trabalho... logo nos inspiramos a uma causa. 14 editorasermais.com.br

Algumas empresas já desenvolvem ações de sustentabilidade, como uma forma de respeito à sociedade. Temos como exemplo uma empresa da área farmacêutica, no norte do país, que desenvolveu um projeto social para treinar seus colaboradores para se tornarem líderes e ofereceu vagas de estudo para jovens da comunidade que não possuíam condições financeiras para se capacitarem ao mercado de trabalho. A empresa proporcionou aos seus colaboradores crescimento na própria organização ao mesmo tempo que investiu na comunidade para que os mesmos adquirissem conhecimento e buscassem oportunidades, agora capacitados, no mercado de trabalho. E, concomitantemente fazem parte do banco de dados da empresa para contratação sempre que necessário. Os desafios encontrados pela liderança estão voltados à criação de momentos com seus colaboradores para que se verifique, dentre os mesmos, o que poderia a princípio ser abraçado por todos como uma causa comum, onde colaboradores que não estejam em posição de liderança, estejam inspirados ao desenvolvimento desses objetivos, tendo como desafio inspirar todos ao processo de educação à implantação de uma gestão mais sustentável nas empresas.

O grupo quer participar e precisa ter certeza que será compreendido em suas colocações, que os itens elucidados nas propostas são de melhoria, mas deseja sentir-se protegido, compreendido e ouvido como real colaborador do processo. A liderança tem como desafio gerar um ambiente de confiança e autoconfiança mútua. Ressaltando, que o gerir processos permanece, pois é de suma importância na organização. Mas, liderar pessoas é o grande desafio, por isso delegamos essa dinâmica não só aos que estão em posição de liderança, mas aos colaboradores que possuem características de líder. Onde auxiliam no processo de conquista dos objetivos traçados pela organização e contribuem com o desenvolvimento da liderança sustentável. Lembrando que os mesmos devem ser identificados, convidados ao processo de desenvolvimento recebendo conhecimentos para o refinamento de sua atuação, de sua habilidade em liderar, pois a mesma deve estar pautada em respeito, dignidade e estratégias para condução de grupos em busca de objetivos comuns. A ideia de ter um líder que os conheçam, que os orientem, que saiba exatamente quais são os desafios


enfrentados no dia a dia, os aproxima na discussão de qualquer tema, pois o mesmo já começar a ser interessante, pois surge de uma necessidade do próprio grupo e isso já tem um valor inestimável. Necessário constar no calendário, dias e momentos definidos para os encontros em questão, bem como receber e oferecer feedback para os processos elencados e os resultados obtidos. Momentos criados para que as equipes demonstrem seus resultados e façam os ajustes necessários para a obtenção dos resultados pretendidos. Lembramos que a organização deve acrescentar em seu quadro de treinamentos um que seja referente somente ao processo de feedback, pois essa será a ferramenta utilizada constantemente para mensurar o quanto estão próximos ou distantes da visão de futuro. E isso implica comprometimento e abertura. O caminho para a liderança sustentável é constante, ao mesmo tempo que na organização novos líderes irão se formar com o desenvolvimento do processo. Resultado maximizado, pois além de conhecerem todo o processo de mudança de estado atual para estado desejado, conhecem também a organização, seus colegas de trabalho e seus produtos e/ou serviços. O que acha de experimentar?

Empresária, sócia da empresa Multiplik Neurolinguagem e Coaching. Escritora do livro Coaching - A Solução pela Editora Ser Mais. www.multiplik-ro.com.br

Cristiane Farias

Algumas empresas já desenvolvem ações de sustentabilidade, como uma forma de respeito à sociedade.

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^ SE ATUALIZAR UP 2 DATE NOVIDADES PARA VOCE

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01 - A falta de teclado não é mais problema Lançamento da Aple, o pequeno dispositivo do tamanho de uma caixa de fósforo, o teclado virtual é refletido instantâneamente e de fácil manuseio. Com 63 teclas e layout Qwerty, o laser virtual keyboard pode se aproximar da velocidade de um teclado padrão para compor um e-mail em seu iPad, iPhone ou laptop. Compatíbilidade: iPhone 3GS/4, iPad (iOS4), Blackberry tablet, Android 2.0 and higher, Windows Phone 7, Windows XP/Vista/7, Mac OS. $99.99

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02 - Celular com câmera de 16 Mpixels

A Samsung está expandindo ainda mais a família Galaxy S4 com o lançamento do Galaxy S4 Zoom. Esse novo smartphone é equipado com uma câmera de 16 Mpixels e zoom óptico, que pode ser visto como um herdeiro da Galaxy Camera lançado em 2012. Nesse novo software, a Samsung implementou um recurso chamado In-Call Photo Share, que permite que os usuários capturem e enviem imagens diretamente para a pessoa com quem estão falando, via MMS.

03 - Xbox One em Novembro

A Microsoft anunciou que o Xbox One chegará às lojas em 21 países, Brasil incluso, em Novembro. A empresa mostrou alguns jogos exclusivos e detalhou recursos de seu novo console em evento para a imprensa durante a E3, feira de games que aconteceu em Los Angeles, nos EUA. O Xbox One terá um HD de 500 GB, player de Blu-ray, Wi-Fi e uma nova versão do sensor Kinect integrados. O console já está disponível para pré-venda nos EUA, o console chega ao Brasil também em novembro, custando em média R$ 2.199.


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04 - Sony lança TV oficial da Copa do Mundo com tecnologia 4K

A Sony, patrocinadora do mundial do próximo ano, anunciou o que ela chama de “TV oficial da Copa do Mundo”, com tecnologia 4K (também conhecida como Ultra HD). A tecnologia 4K é ideal para quem não quer perder um detalhe sequer dos jogos da Copa, pois possibilita uma experiência de maior precisão ao oferecer um ângulo de visão horizontal de 60° ao espectador, o dobro do indicado para um modelo Full HD de 65 polegadas, por exemplo.

05 - Computador x pen drive

A Variscite resolveu entrar na briga dos computadores minúsculos capitaneada pelo Raspberry Pi. Mas em vez de lançar um hardware apenas mais poderoso, a empresa apresentou o DART-4460, que não só é mais potente como também incrivelmente pequeno. Com dimensões de 52 mm x 17 mm x 4,7 mm, o módulo é muito menor do que seu concorrente direto: é quase do tamanho de um pendrive. Entretanto, suas especificações são dignas de um smartphone: ele possui processador dual-core OMAP TI 4460 de 1,5 GHz, GPU PowerVR SGX 540 (a mesma que equipa o Galaxy S II), conexões Wi-Fi e Bluetooth 4.0 e 8 GB de espaço interno, além de

suporte a HDMI, USB, cartões SD, câmera e áudio digital, entre outros.

06 - Instrumento musical virtual

A Samsung registrou uma nova patente referente a um aparelho um pouco estranho, mas revolucionário: um mp3 player que, além de armazenar e tocar arquivos de áudio, também é capaz de criar sons e riffs musicais para alterar as faixas que estão sendo tocadas no momento. A invenção teria o tamanho de um smartphone, com teclas e detectores de movimento, que transformaria o gadget em uma espécie de “guitarra invisível”. editorasermais.com.br 17


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JO GO RÁ PI DO 18 editorasermais.com.br

Luize Altenhofen

É modelo, ex-miss, apaixonada pela vida, pelo mar e por esportes. Luize Altenhofen ficou conhecida nacionalmente pela sua beleza e também pelos programas que apresentou na televisão. Para se preparar para dar vida à personagem na novela “Amor à vida”, Luize acabou escalada para o papel justamente por seu conhecimento sobre a prática de mergulho.

Seu papel é de uma instrutora de mergulho, atividade em que você já expert. Como se preparou para ele? Fiz aulas com um coach (treinador) para melhor me preparar para o personagem, mas o fato de interpretar uma mergulhadora foi incrível. Tenho carteira de mergulhadora autônoma. Fiz mergulho noturno, em cavernas e naufrágios o que me fez sentir total segurança neste papel. Conte um pouco da sua carreira: o que a levou a cursar educação física e jornalismo? Quem a influenciou a praticar esportes radicais?

Sou filha de professores universitários de Educaçao Fisica e sempre tive o esporte presente por influência dos meus pais. O jornalismo foi algo interessante e importante profissionalmente pra seguir apresentando programas esportivos, o jornalismo esportivo. Quando criança sonhava em ser uma ginasta olímpica. Além de atriz, você também é modelo, jornalista, atleta e mãe. Como faz para se dedicar a tantas paixões? Existe alguma área em que se sinta mais realizada profissionalmente? Todas me realizam, cada uma com


sua recompensa. Mas sem dúvida o que mais me completa e me deixa feliz, é ter a Greta em minha vida. Quero dividir com ela todas as minhas conquistas profissionais. Em 1998 você foi eleita Miss Brasil Internacional. O que mudou em sua vida a partir disso? Tive a oportunidade de conviver com culturas diferentes e aprender a me virar nesse mundo competitivo que faz parte de qualquer profissão. Em 2000 você abriu a Guest House da Lui, uma pousada. De onde veio a ideia para o negócio e para o formato personalizado? O que a levou a ser empresária do turismo? Foram as diversas viagens que fiz quando apresentava o programa Rolé do Sportv. Além do turismo esportivo e ecológico, conheci o encanto das pousadas em que me hospedei. Cada uma com seu charme. Desde 2010 você desfila nos carnavais de São Paulo e Rio de Janeiro. Qual o segredo da sua preparação para aguentar a maratona em cima do salto? Se entregar de corpo e alma. É maravilhoso representar sua escola de coração, mas claro que preparação física é fundamental. Após a participação na novela, quais os seus projetos para o futuro? Tenho muita vontade de tudo. Sou inquieta e estou sempre em busca do novo e do desconhecido. Amei fazer essa participação e sei que se quiser seguir, tenho que estudar e me dedicar como sempre fiz nas minhas escolhas. Algo que me fascina e tenho vontade de estudar é cinema.

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¨ ARTIGO PROF. SANDRA REGINA RUDIGER AYYAD

MOTIVAÇÃO E SUCESSO PROFISSIONAL

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fator mais importante na vida humana é entender o que é a motivação e como ela se processa. Disso depende muito do nosso querer viver e ser ou não. Esses estudos surgiram há muito tempo. A filosofia oriental, que nos foi enunciada por Sidarta Gautama em 560 a.C., indica que não adianta desfrutar uma vida de luxos e prazeres, se isso não nos preencher completamente. Muitas vezes, esses prazeres podem levar ao sofrimento. Sempre haverá um ponto onde sentiremos uma falta, e essa falta

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será o fio condutor que nos levará adiante. Esse pensamento profundo deixou marcas nas ideias dos filósofos ocidentais posteriores. Sidarta Gautama, inspirado em suas experiências interiores, acreditava que o homem poderia viver uma vida livre do sofrimento, por meio da libertação de seu ego. Sua famosa frase “A mente é tudo. O que você pensa você se torna.” é o marco de seus ensinamentos. Mas o que é motivação? Paramhansa Yogananda nos ensina - “Um bebê chora querendo um brinquedo e só para de chorar quando o obtém. Depois disso, ele o deixa de lado e começa a chorar por causa

de outra coisa. Não é isso o que faz o homem materialista na sua busca interminável de felicidade?”. Robbins (2005, p.132), em seu livro Comportamento Organizacional afirma que “a motivação é o processo responsável pela intensidade, direção e persistência dos esforços de uma pessoa para o alcance de determinada meta”. Somos então completamente orientados para realização de metas internas e externas. Para o Dr. Sigmund Freud, médico vienense que se especializou no tratamento de problemas do sistema nervoso, a motivação humana ocorre em um nível subconsciente. Freud desenvolveu sua teoria base-


ado no fato de que as pessoas NEM SEMPRE SABEM O QUE QUEREM. Portanto, boa parte da energia dispensada para a realização de necessidade que geram comportamentos é gasta com necessidades inconscientes. Em seus estudos, comparou a motivação humana à estrutura do iceberg, onde a maior parte dos motivos dos indivíduos encontra-se submersa à maré da mente inconsciente. Diríamos que cerca de 90% encontra-se submerso e apenas 10% é claramente consciente ao indivíduo. Isso ocorre devido à falta de esforço das pessoas em se conhecerem. Para que um desejo do inconsciente se manifeste é necessário analisarmos a intensidade que provoca os seus motivos. Um motivo intenso irá gerar uma carga de energia psíquica

Prof. Sandra Regina Rüdiger Ayyad Psicóloga, diretora da Rüdiger & Ayyad, professora e coordenadora do curso de RH da Universidade Bandeirante Anhanguera. Escritora do livro Manual das Múltiplas Inteligências, pela Editora Ser Mais.

bastante grande para apoiar a pessoa na realização dos seus objetivos. Independente do estilo de vida que possua, a meta final de todo ser humano é e sempre será alcançar a felicidade, o contentamento em todos os aspectos da vida. É interessante analisarmos nesse ponto que, para os hinduístas, o que causa o sofrimento humano é justamente o DESEJO ou as necessidades. Na medida em que a pessoa renuncia essa luta motivadora, passa a se sentir feliz. O principal teórico sobre a Motivação Humana, profundo e mais estudado até hoje é o psicólogo Abraham Harold Maslow. Ele diz: “Se você planeja ser qualquer coisa menos do que aquilo que você é capaz, provavelmente você será infeliz todos os dias de sua vida.” Para Maslow, as necessidades humanas estão organizadas numa hierarquia de valor ou premência, quer dizer, a manifestação de uma necessidade se baseia geralmente na satisfação prévia de outra, mais importante ou premente. O homem é um animal que sempre deseja. Toda necessidade se relaciona com o estado de satisfação ou insatisfação. Maslow sugeriu em seu livro Motivation and Personality (Harper, New York, 1956) que apenas 2% da humanidade são pessoas autorrealizadoras. Elas apreciam a solidão e se sentem confortáveis em estarem sozinhas. Também apreciam relações pessoais

profundas com alguns poucos amigos próximos e membros da família, mais do que relações superficiais com muitas pessoas. Entendemos que essa capacidade está em certo ponto muito distante do que a maior parte das pessoas busca hoje em seu trabalho; o que demonstra que Maslow estava plenamente correto ao afirmar isso. Maslow ainda descreve as características clinicamente observáveis nas pessoas “metamotivadas” ou voltadas ao crescimento psicológico interno, a necessidade de individuação: percepção superior da realidade; aceitação crescente do EU, dos outros e da natureza; espontaneidade crescente; aumento de concentração na resolução dos problemas; crescente distanciamento de desejos de intimidade; crescente autonomia na forma de pensar e expressar ideias; maior originalidade de apreciação e riqueza de realização emocional; maior frequência de experiências culminantes; maior identificação com a espécie humana; relações interpessoais mais plenas; estrutura de caráter mais democrática; grande aumento da criatividade e mudanças no sistema de valores. Nossa experiência como gestora e acadêmica, só nos leva a entender que, conforme nos indica a liderança situacional, devemos responder às pessoas de acordo com o nível motivacional em que ela se encontra, agindo e entendendo sua posição no mundo. editorasermais.com.br 21


´ POR UM PLANETA SUSTENTAVEL

FORD DIVULGA RELATÓRIO QUE APONTA REDUÇÃO DE 37% DE CO2 POR VEÍCULOS A Ford reduziu em 37% as emissões de CO2 por veículo em suas fábricas no mundo, entre 2000 e 2012. A empresa planeja um corte de 30% entre 2010 a 2025, com o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos de manufatura. O trabalho da marca para reduzir as emissões de CO2 é destacado em seu 14º Relatório de Sustentabilidade anual. As emissões totais das fábricas da empresa reduziram em torno de 47% desde 2000, ou equivalente a 4,65 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

AGÊNCIA BRASILEIRA DESENVOLVE SOLUÇÕES EM MÍDIAS SUSTENTÁVEIS A mii (mídias, ideias e ideais) é a 1ª no segmento de mídias naturais do Brasil. A partir da extração racional de recursos naturais, a empresa transforma elementos da natureza em meios de comunicação efetivamente sustentáveis que ajudam a diminuir o impacto ambiental gerado pelas mídias utilizadas atualmente. Os flyers naturais que são folhas de árvores transformam-se em peças de comunicação. A partir de um ciclo sustentável, o recurso natural é extraído, utilizado e devolvido ao meio.

Os cartões de visita são produzidos em Tetra Pak e os flyers de folhas de árvore

METRÔ FAZ CAMPANHA PARA USO CORRETO DE LIXEIRAS DE COLETA SELETIVA

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O Metrô de São Paulo criou uma campanha de conscientização sobre o uso de recipientes de coleta seletiva existentes nas suas 58 estações. O objetivo da iniciativa é demonstrar a importância da seleção do lixo que pode ser reciclado pelos usuários diariamente. Os próprios recipientes depositados ao longo da implantação foram reutilizados e adaptados para o projeto. As peças de aço inox retiradas das plataformas foram reaproveitadas por técnicos de manutenção da companhia.


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SAUDE ´ NAZARETH RIBEIRO

Invista no seu QE e melhore como

SER HUMANO!

E

stamos sempre preocupados em melhorar nosso corpo, nossa aparência física. Porém, é preciso investir também em nossa saúde emocional e mental. O ser humano, como um ser holístico, precisa ficar atento para que sua “máquina” funcione bem. Para isso, é preciso que o corpo, como um todo, seja bem cuidado. O cérebro, por exemplo, é uma das partes mais importantes do nosso corpo e foi desvalorizado por muito tempo. Já que cuidamos do corpo, porque não cuidarmos do nosso cérebro também? Parece que esquecemos que ele está ali e que este órgão tão importante merece atenção. Ele também cansa, ele também fica doente, e se ele adoece, adoecemos. Assim como qualquer outro músculo do corpo, o cérebro pode ser treina-

do e aperfeiçoado, melhorando sua performance através de treinos cognitivos, com o qual a pessoa aprende a se autorregular. Esse treinamento nos permite aprender a desenvolver e aprimorar competências que não temos e sobretudo potencializar outras que já possuímos. Geralmente, somos talentosos em algumas áreas e em outras não. Fato este que muitas vezes nos limita em nosso estudo e trabalho e até mesmo em nossas relações interpessoais. Mas é possível desenvolver essas habilidades e então sermos mais eficientes, buscando novas soluções e estratégias para executar nossas tarefas. Isso serve até mesmo para resolução de conflitos emocionais. A técnica de Neurofeedback pode ajudar muito neste processo. É o Fitness Mental. Nos últimos anos, mais especificamente no final dos anos 1960 início dos 1970, foi iniciada uma pesquisa que mudaria a forma como o

cérebro era valorizado. A pesquisa conferiu a Roger Sperry um Prêmio Nobel, e a Robert Omstein fama mundial por seu trabalho abordando ondas cerebrais. Nos anos posteriores de 1980, o trabalho foi levado adiante por Eram Zaidel e outros pesquisadores. Um dos maiores conhecimentos sobre o cérebro inclui a informação sobre a existência de outros tipos de inteligências. As inteligências múltiplas, inteligência pessoal e social, inteligência criativa, sensorial, inteligência física e inteligência espiritual, além das inteligências tradicionais como a numérica, a espacial e a verbal. Juntas, elas formam o contexto do ser humano, que conhecendo suas habilidades e suas limitações pode trabalhar no sentido de aumentar sua capacidade em termos gerais. Desenvolvendo inteligências, dentre elas, a inteligência emocional, citada

Desenvolvendo inteligências, dentre elas, a inteligência emocional, citada por Daniel Goleman como QE (coeficiente emocional), onde ele coloca esta como a mais importante dentre as inteligências para que o ser humano seja bem-sucedido em todas as áreas de sua vida. 24 editorasermais.com.br


por Daniel Goleman como QE (coeficiente emocional), onde ele coloca esta como a mais importante dentre as inteligências para que o ser humano seja bem-sucedido em todas as áreas de sua vida. É um investimento pessoal no sentido de um Ser Humano melhor! Apesar de inteligentes, focadas e determinadas em seus objetivos, muitas pessoas não conseguem aplicar de forma positiva estas características em seu dia a dia. Ficam com um nível tal de estresse que seu corpo reage de forma negativa, com sintomas psicossomáticos limitantes. Isso pode acontecer durante uma prova, uma apresentação e até mesmo durante uma conversa, quando a pessoa literalmente

Nazareth Ribeiro Psicoterapeuta psicossomaticista, diretora da APTA Psicoterapia e Neurofeedback, escritora dos livros Manual Completo de Coaching e Ser+ com Saúde Emocional, pela Editora Ser Mais. www.nazarethribeiro.com

trava! Depois fica se corroendo por dentro pensando “Mas eu sabia o que dizer, ou o que fazer! Por que eu não o fiz?”. Isso pode fragilizar sua autoestima, diminuindo a confiança no quão capaz ela realmente é. Sabemos que um certo nível de estresse e ansiedade é positivo, porque nos empurra para frente, para a execução de nossos projetos. Porém, a eficiência e a qualidade da tarefa será maior caso a pessoa consiga realizá-la acionando suas possibilidades criativas de forma mais segura e emocionalmente equilibrada. Afinal, nossas emoções podem facilitar ou prejudicar nossas percepções, dependendo de como lidamos com elas. Quando a pessoa tem um bom nível de resiliência, ela é capaz de absorver essa pressão vivenciada no momento e superá-la, mas se o seu emocional é fragilizado ela fica presa na situação de estresse e todo o seu corpo pode responder negativamente a isso. Quando pensamos durante a realização de uma tarefa, nosso cérebro funciona irradiando um número infinito de associações, de cruzamentos de dados existentes em nossa memória, armazenados ao longo de nossa vida. Tudo isso funciona jun-

to e ao mesmo tempo. São as redes neurais que formam a organização física de nosso cérebro. A rigor, se estamos equilibrados, o fruto dessas associações nos levam a conexões positivas e produtivas. Uma pesquisa diz que o nível de estresse das zebras é baixo, que depois de um evento estressante elas voltam rapidamente ao estado normal, ou seja, são seres resilientes, enquanto o ser humano fica preso na situação, ruminando o evento tempos depois, mantendo-se estressado. De fato, a maneira como a pessoa se relaciona com sua vida vai determinar o quão eficiente ela é. Ter inteligência emocional é saber lidar bem com as coisas, boas ou ruins. O relacionamento pessoal com as adversidades cotidianas, além do seu senso de humor para lidar com isso será determinante para a autorrealização e felicidade. Nós, psicólogos, educadores, profissionais da área da saúde e educação e coaches, vislumbramos conseguir ajudar as pessoas a alcançarem um estado de plenitude em suas vidas. Nem sempre é possível, mas podemos unir forças em direção a um resultado maior de qualidade de vida e bem-estar físico e emocional!

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MODA, BELEZA E ESTILO

Corretivo Fake Up A empresa Benefit acaba de lançar um produto inovador que esconde linhas finas e deixa a pele luminosa e natural. O corretivo Fakeup é rico em Vitamina E e extratos de semente de maçã, que garantem pele hidratada por até seis horas, sem acumular ou derreter durante o dia. Os corretivos Light, Medium e Deep custam R$ 119,00 cada.

Sem erro para vestir Adotada pelo público masculino, a democrática e charmosa camisa jeans tem caído no gosto do público masculino, principalmente pela versatilidade que a peça proporciona, combinando com todos os estilos e ocasiões. A peça está sempre presente no guarda-roupa e nunca sai de moda. Nessa época do ano, é ideal para complementar o look, dá um ar despojado para a composição e o deixa protegido do frio.

Sofisticação no pulso Os relógios masculinos Diesel são marcados por sua identidade moderna e sofisticada. Os acessórios seguem uma tendência futurista desde a sua base até a pulseira bem trabalhada. O modelo DZ7246 tem um ar esportivo, mas pode ser facilmente combinado com o social. A partir de: R$ 900,00. Encontre em: www.dafiti.com.br

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Design Brasileiro Eliana Schussel, após 12 anos na carreira de designer, especializou-se em joalheira e passou a desenvolver também joias e acessórios em prata, ouro e pedras brasileiras. Sua atual coleção conta com quatro linhas: Orgânica, em que as formas da natureza prevalecem, Clássica, em que predomina a releitura de peças clássicas da joalheria; Spirit, em que a principal inspiração são os motivos religiosos, mais notadamente os judaicos; e Fun, voltada para jovens e adolescentes. Confira as criações em: http://www.schusseldesign.com.br


NOVIDADES DO MUNDO DA WEB

“Visual Voicemail” O serviço de mensagens de vídeo no Skype para Windows, Mac, Android, BlackBerry, iPhone ou iPad traz uma novidade. O recurso permite que os usuários gravem mensagens a um contato para serem vistas mais tarde, como uma espécie de caixa postal com vídeo.

Netflix fecha acordo com DreamWorks O Netflix está reforçando sua programação por meio de um acordo de vários anos com a DreamWorks Animation. A produtora é responsável por filmes infantis como Shrek, Madagascar e Kung Fu Pan-

da. A empresa afirmou que o acordo, que envolve 300 horas de nova programação, é a base de uma importante iniciativa para expandir a produção e distribuição para a TV.

Músicas de acordo com humor do usuário Conheça o aplicativo que escolhe até a música para o usuário. Nele, as informações captadas pelos fones são enviadas, via Bluetooth, para o iPhone. O programa japonês “Mico” faz a “mágica seleção”, baseado em três tags pré-definidas: com sono, estressado e concentrado. Para refinar a escolha, o sistema registra o estado de espírito em que determinada música foi ouvida.

FIM da TV analógica O cronograma de encerramento do sinal analógico de TV no Brasil já tem data: começará em março de 2015 e vai se estender até 2018. Depois da publicação do decreto, o Ministério das Comunicações vai divulgar uma portaria com detalhes sobre o cronograma do desligamento. A migração para o sinal digital vai começar pelos grandes centros urbanos para depois estender-se a áreas mais distantes.

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COACHING ANDRE´ PERCIA

AUTOMOTIVAÇÃO E MOTIVAÇÃO

M

DE SUA EQUIPE

uitas vezes nos vemos diante de uma grande oportunidade para fazer um negócio ou desenvolver um projeto ou ideia, mas não podemos fazer isso sozinhos. Precisamos formar um TIME ou EQUIPE, pois o trabalho não pode ser feito apenas por uma pessoa. Temos de delegar! Isso acontece em processos de Marketing Multinível, vendas, equipes de vendas, equipes de projetos e inúmeras outras ocasiões. Sabemos e nos identificamos com o POTENCIAL do negócio, mas nossa equipe parece não estar respondendo no nível, na forma e com a dedicação os quais sabemos serem 28 editorasermais.com.br

ideais ou mesmo os míninos necessários para que o projeto – seja ele qual for – possa decolar. Como fazer com que eles possam aumentar seu desempenho, dedicação e se envolver mais do que estão se desenvolvendo? O que líderes – interessados no desenvolvimento do projeto – podem fazer concretamente por isso? 1 - A primeira coisa que o líder precisa é ter congruência, dar o exemplo e ser a prova ambulante daquilo o que ele está “vendendo” ou demandando para sua equipe. A PNL nos ensina que mais de 50% do impacto da comunicação está na linguagem não-verbal, e um dos seus pressupostos “é impossível não se comunicar”. Trocando em miúdos, ache um jeito de acreditar e “emanar” aquilo o que está querendo

que se “contagie” para seu grupo, ou eles vão modelar sua incongruência e adesão à zona de conforto. Pegue papel e caneta e responda questões que serão formuladas abaixo. Trata-se de um processo neurolinguístico profundo feito para transformar profundamente seu processamento mental. 2 – Dê o exemplo sendo verdadeiro: Alinhe-se com o que há de importante. Quais são as cinco coisas mais importantes para você em sua vida? Como o resultado importante do seu projeto com o grupo contribuirá para com as outras grandes coisas importantes em sua vida como um todo? O que ganha se realizá-lo? O que perde se não realizá-lo?


3 – Traga a memória de três experiências onde você foi adiante num projeto com congruência e consistência e agiu colhendo excelentes resultados e escreva uma síntese de cada caso. Imagine-se revivendo cada memória, vendo, ouvindo e sentido em detalhes. Não é para entender, e sim para reviver em detalhes. Anote detalhes do que vê, ouve e sente para cada caso. O que existe em comum nos três casos? 5 – Volte aos três casos, e identifique as crenças envolvidas. No que acredita para se permitir agir em cada caso? 4 – Pense no que quer construir. O que quer exatamente? O que depende de você? Quando quer realizar? Como? Quem poderá ajudar? Como pode ser bom para você e para quem está a sua volta? 5 – Pense em alguém que conheça ou não pessoalmente, pode ser uma celebridade ou mesmo personagem de filmes ou novelas que supostamente tem a habilidade de liderar de forma eficaz e congruente ao mesmo tempo que se mantém congruente com seus projetos. Imagine-se no lugar dessa pessoa, sendo ela neste contexto específico onde expressa essas habilidades que mencionei e escreva detalhes do que vê, ouve e sente, assim como a crença que experimenta. Ache aspectos em comum sobre o que vê, ouve e sente nos seus três exemplos e no exemplo da pessoa ou personagem escolhido.

André Percia Psicólogo clínico e hipnoterapeuta com formação internacional em Coaching. Coordenador de livros da Editora Ser Mais. youtube.com/Andrepercia apercia@terra.com.br

Sabemos e nos identificamos com o POTENCIAL do negócio, mas nossa equipe parece não estar respondendo no nível, na forma e com a dedicação os quais sabemos serem ideais ou mesmo os míninos necessários para que o projeto – seja ele qual for – possa decolar. 6 – Imediatamente em seguida ao passo cinco (importante que seja assim), crie um filme mental do que porá em prática de hoje a 15 dias para dar passos concretos sobre o desenvolvimento do seu negócio e da sua congruência. Vá ajeitando seu filme para que seja o melhor possível em termos do que ele mostra (imagem, cores, brilho, foco, enquadramento, tamanho etc.) de como ele soa (volume, tom, tipo de som etc.) e o que faz o público assistindo sentir (postura, respiração, sensações e reações). Pegue a sensação mais forte e consistente no corpo e a amplie, espalhando-a por todo o seu corpo e além, aumentando também a intensidade e o dinamismo. 6 – Quais são os desafios do projeto? Após escrever os desafios, escreva quatro estados de recursos que já experimentou ou experimenta regularmente: momentos intensos e envolventes onde sente-se capaz de experimentar e mesmo agir de modo a construir resultados significativos para você. “Volte no tempo” e imagine-se como revivendo cada experiência com detalhes daquilo o que vê, ouve e sente anotando as crenças envolvidas sobre ter-se permitido viver recursos. Experi-

mentando intensamente o conjunto dos recursos, acolha os desafios e escreva formas através das quais os recursos podem ajudar a melhor administrá-los. Estamos falando de medidas reais, concretas para colocar em prática soluções em sua vida. 7 – Trace um planejamento para aplicar esse mesmo processo em seu grupo (passos 2 a 6). No item 5, a diferença é que não pedirá que o membro da sua equipe busque um exemplo de liderança, apenas alguém que se mantém congruente com seus projetos. Se fez o processo consigo, agora deverá estar congruente com o que deseja e muito mais capaz de impactar outras pessoas através do seu poder pessoal e da linguagem não-verbal. Por fim, escreva TUDO o que poderá ajudar e contribuir para motivar seu time de forma madura, saudável e com ênfase em ganhos verdadeiros e pessoais, os quais ajudarão pessoas a preencherem ao mesmo tempo o que é importante para o projeto e para suas vidas como um todo. 7 - Mantenha um enfoque positivo e construtivo, use tudo o que estiver ao seu alcance para que o que quer que aconteça (positivo ou negativo) ajude no crescimento e desenvolvimento de todos. Mantenha um diário pessoal sobre seu processo de liderar e ser congruente com seu projeto. Este trabalho foi inspirado em Richard Bandler, John Grinder, Robert Dilts, Michael Hall e no livro “Coaching, Missão e Superação” de minha autoria publicado pela Editora Ser Mais. Acesse nosso canal de vídeos e o compartilhe com seu grupo, onde poderão usar processos diversos para despertar recursos e construir resultados com coaching e PNL: www.youtube.com/Andrepercia

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CAPA MARCELO ORTEGA

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DES N A R G

DE S A C ÉCNI

T

A

D I V A A AR P S A VEND

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Sempre defendo a seguinte afirmação: todos somos vendedores! No começo, vendemos para os nossos pais, negociamos com eles. Depois vêm as negociações com os amigos de escola, da rua, do meio em que vivemos. A primeira namorada ou namorado e por aí vai, se complicando cada dia mais, as técnicas que usamos para vender, antes de tudo, a nossa imagem.


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egundo um autor muito inteligente, Gavin Kennedy no livro “Everything is Negotiable” (Tudo é Negociável), as pessoas precisam aprender a vender, independentemente de serem ou não vendedoras. Treinamento é remédio, diz ele em seu livro, quando apresenta a expressão “remedial training”. Fico mesmo feliz com esse tipo de afirmação, por que vivo do desenvolvimento de pessoas, em especial, de vendedores. Mas garanto, em meus treinamentos, conto sempre com a presença de pessoas que buscam alavancar sua carreira, seja ela voltada às ciências humanas, ou até mesmo, às ciencias exatas.

Pensando assim e comprovando a imensa busca de pessoas por este conhecimento tão importante “ a arte da venda”, decide explorar aqui nesta matéria de capa, os paralelos das técnicas de vendas, que são extremamente eficazes, aderentes e aplicáveis a qualquer área e em vários momentos de nossas vidas. Se mesmo assim você ainda não ficar convencido (a) de que é preciso ser um grande vendedor (a) ou negociador (a), realmente você não deve ter nenhum interesse no assunto. Mas avalie, sem se vender, alguém irá comprar você, aquilo que pensa, aquilo que é, aquilo que sabe fazer melhor que os seus concorrentes? Vamos lá?

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1ª. Grande técnica de vendas que podemos usar em momentos de início de qualquer relacionamento: o quebra gelo! Quando a gente vai numa festa, procuramos logo quem? Pessoas conhecidas! E se não conhecemos ninguém? Pegamos algo para beber e comer (um wiskhy e croquete?). pelo menos com algo nas mãos nos sentimos mais integrados à festa. E a festa for do trabalho, falamos de trabalho?! E se o chefe não tiver? Falamos dele, e mal? Parece bem previsível que a maioria se identifique nessa cena, mas o que falta para muitos? Conhecer pessoas diferentes, criar novos assuntos, sair da zona de conforto? Às vezes o que se quer mesmo é iniciar uma conversa com aquela moça? (ou rapaz)? Não importa, para qualquer bom inicio de conversa, uma das melhores técnicas, que funciona como quebra-gelo, eu chamo de F.A.D.A. – acróstico que nos remete a um momento mágico, não trágico. Para conquistar a atenção das outras pessoas, “quebrar o gelo”, criar sintonia, fazer uma boa comunicação inicial, podemos usar o FADA: F.atos – algo do cotidiano, de jornais, revistas, ou até mesmo, sobre a área que aquela pessoa trabalha ou estuda. A.rtefatos – utilizar objetos do ambiente como um quadro, uma fotografia, um instrumento musical

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(qualquer objeto) que permita o inicio de uma conversa nformal. D.icas – podemos dar à(s) outra(s) pessoa(s) alguma (s) ideia(s), que sejam de bom gosto, relevantes e simples, no entanto, que mostrem que estamos interessados nos outros que nos cercam. A. preciação – elogios sinceros vêm do coração, eu penso assim pelo menos. Por isso, não economize os elogios que puder fazer com sinceridade. Não bajule as pessoas, isso aumenta o gelo, em vez de quebrá-lo.


2ª. Grande técnica de vendas que podemos usar no momento de destacar nosso valor e criar mais atenção a quem somos e o que fazemos É bem capaz que voce já pratique uma boa comunicação inicial com as pessoas, mas talvez ainda tenha dificuldade de reter a atenção e de despertar o interesse delas para com você, com os seus negócios, projetos ou assuntos de ordem pessoal, como lazer, cultura, etc. Conquistar as pessoas é o que faz um(a) grande vendedor (a). Para isso, vou ensiná-lo como funciona em quatro passos, a técnica que cito na pagina 76 do meu livro Sucesso em Vendas, Ed. Saraiva, 2008. 1. Comece por um benefício ou ganho para a vida da outra pessoa. Jamais fale de você apenas. 2. Dê uma visão simples e cativante sobre como você proporciona isso a muitas outras pessoas, com um exemplo ou mais. 3. Diga que se aplica a quem estiver se dirigindo no momento. 4. Marque algo, ainda que seja pedir uma permissão sutil para continuar o bate-papo ali mesmo.

Exemplo: eu aprecio demais ver as pessoas mais felizes e com maior qualidade de vida. Por trabalhar com o desenvolvimento de pessoas, consigo mesmo perceber a mudança em meus treinamentos, aliás, neste fim de semana fiz um evento muito bacana para a empresa tal. Acredito que você(s) ganharia muito com isso. Podemos conversar mais hoje ou se preferir na semana que vem... Este tipo de conversa é muito eficiente nos encontros de negócios, em feiras, congressos, eventos empresariais, sobretudo, nas vendas pessoais, quando estamos visitando um cliente ou potencial cliente. Há pelo menos dez anos eu pratico esta técnica e ensino em meus treinamentos de vendas, mas o que realmente me chama a atenção, é que esta pode ser uma poderosa ferramenta de comunicação em qualquer tipo de encontro ou até mesmo na comunicação a distância, por e-mail, comunidades sociais, recados em secretárias eletrônicas. Seu valor está no simples fato de que, colocamos o outro como parte mais importante do nosso discurso. Não iniciamos nenhum bate-papo falando da gente mesmo,

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mas ao contrário disso, falamos primeiramente de algo que interessa ao outro. Nas vendas, isso é saber usar o benefício (alo que motive o interesse do prospectivo cliente). Como tudo é venda, até mesmo para vender nossas ideias, nossa imagem, nossos negócios, o “pulo do gato” está em saber colocar as pessoas na cena, fazer com que se sintam protagonistas da nossa história. Imagine você falando a alguém: que bom encontrá-lo aqui nessa festa, pois há semanas tenho uma novidade interessante para melhorar o seu capital, seu lucro, sua satisfação pessoal. Acredita que a outra pessoa ficaria interessada? Certamente! Isso por que você a colocou na cena, como principal beneficiado dessa novidade que está trazendo. Pratique esse novo meio de se comunicar e verá que as pessoas ficam muito mais interessadas em você, do que nos concorrentes que têm em suas vidas, em qualquer área ou assunto.

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3ª. Grande técnica de vendas para criar empatia com as outras pessoas: rapport. Rapport é uma palavra que vem do francês e significa: empatia. “As pessoas gostam de pessoas que são iguais a elas” – Dale Carnegie – autor de como fazer amigos e influenciar pessoas – talvez o mais completo sobre princípios e atitudes comportamentais de pessoas de sucesso. Na PNL, ou Programação Neurolinguística, rapport é uma ferramenta de acuidade e percepção. Poderoso meio para conseguir cativar as pessoas, partindo do princípio de Dale Carnegie, que as pessoas gostam de pessoas iguais, não diferentes. Mesmo tom de voz, mesma postura, acompanhar para conduzir, esse é o conceito de rapport mais compreensível. Temos que gesticular com quem gesticula, temos que falar mais com que é falante, temos que ser mais enérgicos, com situações críticas, complicadas, estressantes. Não adianta ter uma tonalidade vocal suave com um cliente bravo, insatisfeito. Mas isso não quer dizer que estraremos em conflito com ninguém, e sim que iremos acompanhar o estado de espírito da outra pessoa, fazendo com que ela perceba que seu problema é importante para nós, depois a acalmamos

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e a conduzimos para um estado mais brando. Isso pode sem dúvida alguma servir em qualquer tipo de relacionamento interpessoal, pois somos seres humanos, que nos comunicamos por meio de sua fala, dos gestos e movimentos, da intensidade e musicalidade vocal. Em qualquer situação, o rapport ou empatia, servem para desfazer barreiras de relacionamento. Lembre-se: há pessoas que acabamos de conhecer, que conversamos uma vez apenas e nos parece ser uma pessoa familiar, que conhecemos a vida toda. Certamente, essas pessoas souberam entrar no seu modelo de comunicação, foram boas ouvintes e perceberam você, para acompanhar e conduzir do seu jeito. Por isso, gostou delas e até mesmo compraria mais facilmente algo que viesse delas.

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4ª. Grande técnica de vendas para lidar com opiniões diferentes das nossas e com aquelas objeções mais difíceis: crie um acordo condicional e empático Muitas pessoas entram em conflito sem motivo. Uma discussão nunca tem um vencedor, ambos os lados perdem. Atritos, palavras desafiadoras, confronto e todo tipo de quebra de empatia podem fazer com que uma venda seja perdida, desperdiçada. Mas o pior, quando as relações humanas são perdidas, quando as pessoas rompem por inabilidade na comunicação. Saber o que dizer e, em especial, o como dizer. O cliente tem sempre razão, isso não é verdade. Mas, não posso dizer isso diretamente a ele e, ainda, deixar com que ele não perceba que está errado, fazendo prevalecer minha soberba, a arrogância de quem está sempre com a razão. Razão remete ao nosso lado racional, mas uma discussão envolve muito mais do que isso. A emoção da pessoa que é exposta, que vê seu prestígio sendo perdido e seu orgulho ferido. Isso é o que move a maioria dos desastrados nos negócios e na vida pessoal. Evite uma discussão, aprenda a lidar com objeções sabendo fazer o


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uso de uma das mais poderosas técnicas de comunicação em vendas e de negociação altamente eficaz. Crie um acordo condicional e empático – isso se dá com os seguintes passos: 1. Procure se colocar no lugar da outra pessoa e verbalize isso: “ok, eu em seu lugar talvez estivesse falando da mesma maneira.... pensando da mesma forma..... eu concordo com você (não quer dizer que aceita). 2. Restabeleça empatia falando sobre o assunto e fazendo perguntas que façam a outra pessoa pensar: “realmente esse ponto importante que nos fez discordar é realmente discutível, por isso não acredito que valha a pena. Como disse, eu concordo contigo e inclusive, penso que existam outras formas de analisarmos isso ou aquilo. Como é que você vê essa questão? Você realmente acredita que não existam outras formas de tratar isso? 3. Por fim, faça a pergunta definitiva para criar um acordo condicional: “se nós (dois ou mais) juntos, encontrarmos uma forma que você concorde que aquilo que lhe falei ou propus, é a melhor solução, podemos continuar conversando sobre isso?

5ª. Grande técnica de vendas para realmente atingir o sucesso: entusiasmo Todas as técnicas que aprendi em minha vida, com mais de 25 anos em vendas, foram inúteis quando não me entusiasmei ao praticá-las. Um grande vendedor é, antes de tudo, um entusiasta de clientes. Quando agimos com entusiasmo, nos tornarmos entusiastas para os outros. Entusiasmo, também como não canso de falar, vem de dentro. Ninguém pode motivá-lo se não você mesmo. Este mito de que é o gerente de vendas que motiva sua equipe, é conversa. Se você, como vendedor(a), não quiser, nem a maior recompensa do mundo o estimulará e trabalhar mais e melhor. Entusiasmo depende do quando gostamos do que fazemos, das causas que nos movimentam, do quanto estamos dispostos a nos doar pelos outros, pela empresa dos outros, pela vida de quem, às vezes, sequer conhecemos. É realmente uma arte de doação com satisfação, sem querer remuneração em troca. Todo mundo que tem sucesso, pelo menos entre as pessoas que conheço, estas foram demasiadamente entusiasmadas e, por consequência, entusiastas. Avalie como anda seu nível de entusiasmo, ele é a sua energia interna, como determina a origem desta palavra: Deus dentro de você ou Sopro Divino (Em=dentro; Tusi = Teos = Deus, Asmo = sopro). E claro, como pessoa, faça a maior venda de sua vida, a venda que ajuda aqueles que ama, que promove o bem para quem nem conhece, que o faz mais feliz por ver o outro sorrindo com aquilo que proporciona. Vender é fazer as outras pessoas mais felizes, gerar convergência de interesses, amar o que faz e contagiar tudo e todos a sua volta. Vá vender, vá. Vá ser feliz! Abraços!

Marcelo Ortega Vendedor, Treinador, Palestrante e Fundador do Instituto Marcelo Ortega Autor dos Best-Sellers: Sucesso em Vendas e Inteligência em Vendas – Ed. Saraiva www.institutomarceloortega.com.br - Formando Treinadores e Líderes Educadores www.marceloortega.com.br

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´ ARTIGO INACIA SOARES

ESCONDER A POLTRONA É DESTRUIR A ESTRATÉGIA

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ejo muitas equipes entrarem em salas de reuniões com a missão de descobrir o furo que levou ao insucesso de uma estratégia. A conversa é sempre tensa, pois é preciso encontrar os culpados. Cada departamento coloca seu plano de metas na mesa, explica as ações que foram implementadas e confere os resultados. O primeiro é o Marketing, claro. Depois, o Comercial. Em seguida, a produção e depois a logística. O departamento Financeiro costuma ficar só assistindo, como se não fizesse parte da execução do plano estratégico - mas isso é assunto para outro artigo. Não há como os gerentes evitarem o estresse de um momento desses. A carga emocional é forte. O processo de caça às bruxas é uma prática comum nas empresas brasileiras. Saber que o mal teve origem em apenas um departamento deixa a organização a salvo de uma derrocada geral. Apesar desse procedimento de

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buscas ser doloroso e de causar uma instabilidade perigosa na equipe, ele permite que a empresa se mantenha no controle e estanque o mal que fragiliza a gestão do negócio. Depois da rodada em que todos apresentam seus argumentos, e se defendem, começa um esforço conjunto entre os gerentes que se unem para encontrar os pontos falhos na estratégia. Onde a percepção estava errada? Aquela tendência não se confirmou? Que comportamento do mercado nos surpreendeu? O que deixamos de fazer? Gasta-se um bom tempo especulando sobre os furos do planejamento. Esse exercício de analisar o planejamento e tentar encontrar as possíveis falhas seria até muito interessante se não tivesse sua origem no lugar errado: na certeza de ter havido um erro. Até que existe uma boa dose de aprendizado na instabilidade. Quando temos que rever nossos argumentos, eles tendem a se fortalecer - quando devidamente fundamentados, ou podem pare-

cer  tolos, quando foram tomados em uma análise precipitada. Após essas reuniões de confronto e análise, nem sempre as empresas encontram a causa do insucesso da estratégia e tendem a debitar esse custo sobre a cabeça de um gestor ou simplesmente colocam esse custo na conta desse imprevisível ser chamado mercado. Se o gestor sair perdendo, será demitido. Se o algoz for o mercado, serão ouvidas lamúrias contra a sorte. Se o problema não está na estratégia, onde estará então? Vou suscitar uma afirmação do grande consultor de empresas considerado o pai da Administração Moderna: Peter Drucker. Ele disse que “O mais importante na comunicação é ouvir o que não é dito”. E por que trago essa provocação ao meu artigo? Para lembrar que a comunicação também faz parte da estratégia, mas as empresas não costumam se lembrar disso. Por traz de muitos erros empresariais, ou de estratégias aparentemente mal-sucedidas, pode haver uma comunicação atropelada.


Cheguei ao ponto que queria: cutucar as empresas e convidá-las à reflexão. Para isso, conto uma situação real que aconteceu com um designer que foi contratado para revitalizar a linha de produtos de uma indústria de móveis de médio porte. Depois de alguns meses de trabalho, e bastante autonomia para emplacar um novo conceito no mobiliário, finalmente, as peças ficaram prontas. Depois das fotos e de escolher a peça que ilustraria a campanha, o catálogo foi para a produção e os outdoors para as ruas. Era chegado o momento de conferir a reação do mercado àquele grande investimento no design. Não é praxe, mas o designer responsável por esse projeto só se sentiria realizado quando visse o produto nas lojas e, de preferência, conquistando a preferência do consumidor. Pois lá foi ele visitar a maior loja da rede daquele cliente. Quando chegou, procurou pela poltrona que ilustrava a campanha, a peça-chave de todo o projeto de design. Encontrou? Não. Na vitrine não estava e nem nos pontos de destaque da loja. Onde estaria a poltrona que personificava toda a ideia da nova fase daquela indústria? Curioso, o designer perguntou a uma vendedora, sem informar que ele era o autor do projeto, onde estava a peça que ilustrava a campanha de comunicação que já chamava a atenção pelas ruas. Primeiramente, ela não se lembrou que peça era aquela. Depois de uma certa mímica e de quase ver o designer

Inácia Soares Jornalista, apresentadora de TV e palestrante. Escritora do livro “Ser+ com Criatividade e Inovação” da Editora Ser Mais.

desenhar no ar o modelo da poltrona, a vendedora fez uma expressão de quem entendeu e foi em direção ao fundo da loja. Fez sinal para o designer acompanhá-la. Sabe onde estava a poltrona-símbolo

Cada departamento coloca seu plano de metas na mesa, explica as ações que foram implementadas e confere os resultados. da campanha publicitária? Escondida no fundo da loja. Quando o designer perguntou qual a razão para aquela posição tão escondida, a vendedora respondeu com toda a segurança: “A coleção antiga é mais bonita”. O que temos nesse exemplo? O fracasso de uma estratégia comercial e de marketing que tentou ampliar o share e fortalecer a marca, mas que foi reduzida a pó por falta de comunicação. O design era ruim, o produto era mal feito, a loja era mal localizada, a marca era desconhecida ou o catálogo ficou mal feito? Nada disso. Apenas faltou comunicar à equipe a nova estratégia da empresa. Se a vendedora tivesse sido treinada, se ela entendesse que a empresa havia feito investimentos vultosos na expectativa de ampliar as vendas e de aumentar a participação no mercado, é certo que a nova poltrona estaria na linha de frente da loja. Erros simples como esse, e fáceis de evitar, colocam em risco o sucesso de uma estratégia. A mesma situação vive aquela empresa que decidiu reduzir as horas extras, mas que não se dedicou a entender as razões que levam à extensão do horário de trabalho. Aparentemente, o excesso de demanda ou a falta de pessoal poderiam explicar a situação. Mas somente conhecer a di-

nâmica do processo de trabalho, as necessidades dos clientes e a capacidade de produção instalada permitirá que o gestor tire algumas conclusões. Vi isso ocorrer em uma empresa e ao contrário de proibir as horas extras, o gestor habilmente mostrou o custo que elas tinham para a organização e porque deveriam ser evitadas. A própria equipe buscou mais eficiência e eficácia.  A comunicação é uma das áreas mais esquecidas dos negócios. Em geral, ela só é lembrada no lançamento de campanhas publicitárias, quando o entendimento do mercado em relação a um novo produto ou serviço é crucial para o resultado. Mas no dia a dia de uma empresa, ninguém confere se o porteiro entendeu exatamente a importância de receber bem os clientes e de tentar auxiliar os visitantes a estacionar corretamente. Além de ser gentil com quem chega é um cuidado para aumentar a segurança do trânsito de pedestres e de carretas pelo pátio. No dia em que a equipe de vendas sai para visitar clientes e apresentar o novo produto, ninguém confere como cada vendedor entendeu as explicações sobre os atributos e características do produto. Percepções mudam conforme experiências pessoais e nível de conhecimento. Gestores já se dão por satisfeitos em explicar as coisas do jeito deles. Mas como será que cada um da equipe entenderá aquilo que foi explicado, se a bagagem que cada um traz é individual e inigualável?  Não vai resolver esse problema, se as empresas decidirem destacar apenas um responsável para a comunicação, pois ela tem que ser um hábito de toda a organização. Temos que aprender a ler os sinais das pessoas e entender que somos desiguais na forma de entender e interpretar. E jamais devemos nos esquecer do óbvio: cada cabeça, uma sentença. Essa expressão que os antigos usavam muito bem revela que antes que a sentença seja dada, na cabeça de cada de um, a comunicação deverá ser o instrumento da defesa de toda estratégia.

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~ GESTAO

FERNANDA PERIS

Como combater a síndrome da

PROCRASTINAÇÃO nas empresas; a história de ‘amanhã eu faço’

A

manhã eu faço! O indivíduo trabalha (ou tem) uma empresa com algumas “entregas” num espaço de X dias. Como tem tempo, vai deixando algumas pra depois, e depois e depois e... Próximo à data de entrega: dias inteiros na tarefa, falta energia pessoal, hora extra, trabalho em casa, noites em claro e: uma entrega que definitivamente não se orgulha ter feito nem faz jus ao seu talento. Sua frase preferida é: “Nossa, fim de mês é uma correria no trabalho”. Alguma semelhança? PROCRASTINAÇÃO. Segundo o dicionário, “ato de adiar uma ação”. Procrastinar é ruim? Resposta: não! Deixar para amanhã, uma atitude impensada, uma sobremesa (se você está de dieta), ou uma declaração na empresa que traria problemas no momento, é algo extremamente positivo e recomendável. O que torna a procrastinação nociva é a situação onde ela acontece que, no caso acima, gera dor, perdas e frustração. É insano imaginar que alguém procrastina negativamente para prejudicar a si mesmo, no trabalho, na vida, nos seus sonhos, mas a verdade é que muitos profissionais fazem isso: ás vezes, sem tomar consciência, sabotam seus sonhos, suas conquistas e criam os mais diversos motivos e desculpas. As mais comuns são: • Não sei fazer. Isso nunca foi uma desculpa. 44 editorasermais.com.br

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Vença seu orgulho ou seu medo de ser julgado e jogue a favor de seu crescimento. Ninguém nasce sabendo. Se deixar pra última hora, corre o risco de ter de fazer uma tarefa que não sabe ou não domina, às pressas. Não sabe fazer? Ótimo! Aprenda.

Não gosto de fazer. Em nenhum trabalho no mundo você irá fazer apenas o que gosta. Nem se você for o dono da sua empresa. O sucesso é feito de superação. São, na verdade, esses desafios diários que nos fazem crescer e sermos melhores. Pequenas atitudes diferenciam um perdedor de um vencedor. Quer evoluir ou estacionar? A escolha é sua.

Trabalho melhor sob pressão. Essa é a maior mentira de todas. Analisando honestamente, responda a si mesmo: quando vai chegando a hora de entregar a tarefa ou projeto você fica a ansioso? Você deixa passar despercebidas algumas coisas que poderiam ter agregado valor? Não consegue se concentrar direito? Quando está chegando o prazo, as mãos suam, o coração acelera, a garganta fica seca ou sente dor na barriga? Já chegou a ficar doente antes de entregar um trabalho que procrastinou?


~ GESTAO

Depois de pronto, você tem a sensação de que não utilizou seu potencial? Se você respondeu sim a uma dessas perguntas, NÃO, você não funciona melhor sobre pressão. Saia dessa cilada antes que sua vida profissional ou empresa afunde. Não estou me prejudicando em nada. Você está enganando quem com esse discurso? Se ainda não atingiu seus objetivos, pode ser que esteja procrastinando algo, inclusive uma mudança. Em uma empresa, as pessoas não passam despercebidas. São as pequenas atitudes diárias que separam aqueles que têm sucesso dos demais.

Ás vezes, nas sessões de coaching com executivos, me deparo com uma situação de maior ou menor grau de procrastinação negativa. Com base em tudo que já deu certo e funcionou até agora, veja algumas dicas que podem alavancar sua carreira se você estiver comprometido consigo mesmo. 1.

Tudo começa com uma DECISÃO. Decida querer ter um fluxo de trabalho harmônico e não viver procrastinando. Pense em

todos os efeitos negativos que a ação já lhe trouxe. Não economize. Decida pensar 15 minutos todos os dias sobre o que você possivelmente tem procrastinado e decida mudar. 2.

Faça uma lista e priorize em ordem decrescente conforme seu objetivo ou foco na empresa. E não crie a expectativa de fazê-las todas de uma vez.

3.

Realize as mais fáceis e mais difíceis num dia. Não faça todas as mais difíceis num dia e as mais fáceis em outro. Senão você só terá tarefas mais difíceis e urgentes a fazer na sua lista. Lembre-se que a tarefa urgente de hoje foi corriqueira um dia, antes de você começar a procrastinar.

4.

Pense em como você poderia transformar o momento da realização mais interessante, agradável, estimulante ou desafiador. Pode ser ouvindo uma música, fazendo com colega de trabalho ou inventando formas diferentes de realizá-las. Isso poderá ser estimulante.

5.

Premie-se! Quando cumprir

alguma tarefa da lista comemore de verdade! Ouça sua música preferida, saia para tomar um café, um sorvete ou se dê um pequeno mimo à noite. Mas não deixe de recompensá-lo por ter feito algo tão importante! Afinal, você merece! 6.

Associe sua tarefa com o seu propósito maior. Quer ser promovido, abrir seu negócio ou alcançar novas metas? Não seja seu pior inimigo! Diga para si mesmo que, para atingir seus objetivos pessoais e financeiros você pode e está disposto a mudar e vencer mais esta etapa! A recompensa virá.

Não boicote seu sucesso - As pessoas que deixam tudo para amanhã estão sendo empecilho em suas próprias vidas. São inimigas de si mesmas impedindo seu próprio crescimento, reconhecimento e evolução pessoal. Escondem um talento! Procrastinar para se prejudicar é loucura! Nunca se permita ser seu principal algoz. Quanto à tarefa adiada, acredite, quando enfrentamos nossos medos, eles desaparecem. O que você precisa aprender com isso? A sensação de liberdade e de ter o controle sobre sua própria vida é indescritível! Decida em favor de si mesmo. Você merece brilhar!

Fernanda Peris Personal, executive e positive coach. Escritora do livro Coaching - A Solução pela Editora Ser Mais. avidaqueeusemprequis.blogspot.com.br fernandaperis@hotmail.com

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ADAMS AUNI

COMPORTAMENTO

É possível ser um

SUPER-HERÓI na empresa?

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ara muitos o super-herói é aquele que sempre aparece para salvar o mundo, a mocinha, os mais frágeis, os oprimidos, as criancinhas. Alguém que faz algo extraordinário no momento em que todos mais precisam e não pede nada em troca. Acredito que muitos vejam os vários super-heróis de collant, cueca por cima da calça, cinto de fivela gigante, botas e modelos diversos, capa, luva e... máscara! É um personagem estereotipado de um alter ego que precisa se expressar. Certa vez assisti a uma palestra de um “palhaço” e ele disse que quando criança vestia a “roupa” de super-herói, vejam bem, a roupa e não a fantasia de super-herói! Logo, ele acredi-

tava, e acho que acredita até hoje, em realmente ser o super-herói! A todo o momento vestimos nossas “roupas” e seguimos a vida, uns como executivos que acreditam que estão salvando ou resolvendo os problemas do mundo, como médicos salvando todas as vidas, bombeiros apagando todos os incêndios, policiais capturando os malfeitores, donas de casa que protegem suas famílias, religiosos que acreditam trazer revelações espirituais, enfim, todos usamos “roupas” e não “fantasias”. Por quê? Porque na maioria das vezes acreditamos no que estamos fazendo. Todos os super-heróis são estereótipos de funções que exprimem possibilidades embotadas de realização em suas “identidades reais”! Ficou psicológico demais? É assim mesmo!

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E na sua empresa quem é o super-herói? Você? O outro? O colega? Observe melhor: quem aparece nas horas difíceis? Quem traz sempre uma solução ou uma boa palavra nas crises? Quem você acha que nem está ligando para os problemas e quando vê, traz a solução com um belo sorriso? Podem ser super-heróis disfarçados em apenas “heróis” do dia a dia! Muitos podem ser super-heróis, desde o dono do negócio, pois foi ele quem criou tudo do zero, o senhorzinho simpático dos serviços gerais, a senhorinha “docinho” do cafezinho, quentinho e fresquinho nas horas certas de reuniões tensas, a secretária perfeita de óculos fundo de garrafa e corpo de sereia que tem o relatório pronto antes de você pedir. Acredito que ser um super-herói é sobretudo uma questão


COMPORTAMENTO

Certa vez assisti a uma palestra de um “palhaço” e ele disse que quando criança vestia a “roupa” de super-herói, vejam bem, a roupa e não a fantasia de super-herói! Logo ele acreditava, e acho que acredita até hoje, em realmente ser o super-herói!

de atitude, sem atitude nada acontece. Joseph Campbel, um dos grandes mitólogos do nosso século, em seu livro a Jornada do Herói e no material intitulado Herói de Mil Faces, exprime que o herói, como a expressão Junguiana esclarece, são arquétipos, parcelas do inconsciente profundo de nós mesmos que precisam de figuras para se expressarem na realidade consciente e com isso auxiliar o próprio ego em sua jornada de autorrealização. O super-herói pode ser um autoencontro sem grandes dificuldades, sendo construído com o tempo ou, às vezes, precisa de um “guru”, um coach para isso. O coach do super-herói nem sempre sabe mais do que ele, mas orienta o super-herói a buscar dentro de si todas as suas potencialidades e a trabalhar sinergicamente com seus pontos fortes e pontos fracos, na promoção constante de resultados positivos para si e para os outros. O super-herói não é egoísta, vê primeiro solucionar os problemas dos outros em detrimento do próprio sacrifício, tem uma visão geral

de todas as situações e sempre busca a melhor saída com o menor dano possível. Um super-herói muitas vezes surpreende até os inimigos que o subestimam, pois raramente o super-herói é previsível, possui sempre inúmeros planos de ação em seu cinto de mil utilidades: planos B, C, D, Z1, Z2, Z3... Qualquer um na empresa pode ser, ou vir a ser um “super-herói”, visível, esperado, construído, formado, treinado e até mesmo invisível. Não há uma hierarquia de super-herói, não há uma escola de super-heróis para isso ou para aquilo, há apenas pessoas que fazem o que precisa ser feito e assumem a responsabilidade e atitude. Todo super-herói expressa um super poder específico para superar o desafio que se apresenta. Vejam nos filmes e nos quadrinhos, nenhum super-herói é desafiado em uma área que não tenha possibilidades de vencer. Ele sempre se expressará com seus dons, seus super poderes, nos momentos em que suas habilidades poderão ser aplicadas. Quando não, suas habilidades inspira-

rão outros super-heróis desconhecidos de si mesmo a assumirem. E, quem sabe, já poderiam ser super-heróis há mais tempo e não o foram por medo, preguiça, falta de oportunidade, inspiração, comodismo, despreparo e outros impeditivos. O super-herói é aquele que percebe que se ninguém faz é ele quem precisa fazer, nem que para isso tenha que se expor ou se esconder, sob máscaras, roupas extravagantes, sombras, nuvens e nomes. O super-herói é um empreendedor e expressa todos os comportamentos empreendedores. Um super-herói possui três grandes bases de sustentação: poder, planejamento e realização. Com isso, não há vilão que o derrube, nem adversidade que o detenha, nem chuva ou sol que o faça recuar de suas ideias e seus ideais. Um super-herói empreendedor não se preocupa sempre em vencer, pois sabe que nem sempre se vence todas, mas se sente constantemente um vencedor.

Adams Auni Instrutor de empreendedorismo Social e Master Coach Gerenciamento Minuto. Escritor dos livros Ser+ Inovador em RH, Ser+ com Motivação e Ser+ com Coaching, pela Editora Ser Mais.

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PAULO PEREIRA

CORPORATIVO

O SALÁRIO

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á um dito popular que diz: dinheiro não é tudo.Dinheiro não traz felicidade. Será que não, pergunto? Do ponto de vista filosófico, é certo que não. Agora, do ponto de vista material e especialmente nas relações de trabalho, temos verdades e mitos se contrapondo. Não vamos aqui, neste artigo, dissertar sobre aspectos filosóficos do dinheiro, ou considerar a visão religiosa, os desejos da alma, as nossas necessidades materiais, que envolvem a questão do dinheiro. Vamos focar

NÃO É TUDO? essa questão dentro dos ambientes organizacionais. Nesses ambientes, para muitos, o que importa não é o salário, mas sim o ambiente e o clima organizacional, os desafios propostos, as perspectivas de crescimento, entre outros. Isso não é uma verdade absoluta entre todos os trabalhadores, notadamente para aqueles que ocupam posições técnicas e gerenciais especializadas. Mas pode ser uma verdade para um aprendiz, um iniciante, um estagiário. Também isso não é uma verdade absoluta entre os trabalhadores que têm o salário como sua principal e única fonte de

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renda para suprir as suas necessidades básicas de alimentação, lazer, segurança, moradia, entre tantas outras. Desconsideradas as realidades e interesses de cada grupo de trabalhadores - entre iniciantes, operacionais e técnicos especializados, é certo que a questão do salário é estratégica, tanto para o trabalhador como para a empresa. Para o trabalhador, porque é normalmente com o salário que ele tenta suprir as suas necessidades, e este nem sempre é suficiente. Para a empresa, porque o salário é um dos mais graves componentes de seus custos, fixos e variáveis, motivo de greve,


CORPORATIVO atritos e conflitos e severamente taxado pela legislação trabalhista e previdenciária. Então, respeitando os pontos de vistas extremos a respeito do assunto, o que se observa, considerando as práticas atuais, é que o salário, por si só, e por melhor que seja, comparativamente falando em relação ao mercado, não é suficiente para captar e reter os talentos em uma organização. É preciso muito mais do que isso e é possível se diferenciar nessa questão, direta e indiretamente, para fazer com que se encontre o equilíbrio entre os interesses das partes, empresa e trabalhador. Certamente, o trabalhador tem a sua responsabilidade para contribuir nesse assunto, mas é da empresa que se espera mais iniciativa, visando este equilíbrio. Além do salário, há uma série de benefícios e pacotes que podem ajudar na complementação da remuneração, como por exemplo: comissões, prêmios em geral, participação nos lucros e resultados, convênios médicos, convênios de serviços em geral, ações,

Vamos focar a questão dentro dos ambientes organizacionais. Nesses ambientes, para muitos, o que importa não é o salário, mas sim o ambiente e o clima organizacional, os desafios propostos, as perspectivas de crescimento, entre outros. planos de previdência privada, auxílio-moradia, auxílio-escola, bolsa de estudo, entre muitos outros. Esses são benefícios e complementos considerados higiênicos, que são palpáveis, direta e indiretamente, e que de uma forma ou de outra complementam os ganhos do trabalhador. É também a forma bastante econômica que as empresas encon-

tram para melhorar as condições da remuneração do trabalhador sem agravar seus custos com adicionais de encargos sociais e trabalhistas e com vantagens fiscais e tributárias. Muito bem, mas um bom salário nominal fixo, acrescido de um pacote de remuneração variável e de uma série de benefícios ainda é suficiente para captar e reter talentos? A resposta é sim e não ao mesmo tempo, dependendo, é claro, de que tipo e momento de trabalhador que estamos falando. Para muitos, esses fatores tangíveis são muito importantes, fundamentais e atentamente considerados, mas não tão importante quanto outros fatores não tão tangíveis, como por exemplo: a cultura da empresa, os valores, a missão, o produto que ela oferece, o mercado que ela atende, as políticas de valorização de seus trabalhadores, o estilo de gestão das chefias em geral, o respeito ao meio ambiente, o seu porte, os objetivos traçados, a tecnologia utilizada, o respeito à diversidade entre as pessoas, o cumprimento às normas de segurança, à legislação vigente no País, entre tantos outros fatores.

Paulo Pereira Diretor da Eventos RH. Escritor dos livros Ser+ Inovador em RH e Ser+ em Gestão de Pessoas, pela Editora Ser Mais. www.eventosrh.com.br.

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FABIANO BRUM

VENDAS

Aprendendo com as letras de músicas

MPB MOTIVACIONAL A música possui a capacidade de capturar a atenção, elevar o “espírito”, gerar emoções, mudar ou regular o humor, evocar memórias, aumentar o resultado do trabalho, reduzir inibições e encorajar o movimento rítmico, todas essas características possuem aplicações potenciais no contexto treinamento empresarial, aperfeiçoamento profissional e técnicas motivacionais

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lém dos componentes harmonia, melodia e ritmo, muitas músicas possuem letras (texto que acompanha nas composições musicais para ser cantado ou recitado) que também são capazes de nos influenciar de diversas formas. Já percebeu como algumas letras de músicas nos trazem lembranças e/ou nos causam sensações diferenciadas como alegria, saudade, entusiasmo ou até mesmo tristeza? Cada um de nós possui uma banda ou dupla ou cantor preferido. Às vezes, nos perguntam o porquê de gostarmos desse artista ou conjunto, e muitos irão responder que é por causa do som ou estilo musical. Existem também aquelas fãs que gostam de algum componente do grupo (muito comum nos adolescentes que chegam a se apaixonar pelos seus ídolos/celebridades). Porém alguns irão dizer que é porque a letra de uma ou mais músicas de-

les lhes ensinaram uma lição para a sua vida pessoal ou profissional. Vamos analisar alguns trechos de músicas e observar quais lições eles podem nos trazer para nosso aperfeiçoamento contínuo e motivação: “Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou...” (Música: Tente Outra Vez – Composição: Raul Seixas, Paulo Coelho e Marcelo Mota) Esteja “antenado” nas mudanças. O mundo muda rapidamente, o mercado profissional é bastante exigente, é preciso se aperfeiçoar constantemente. Mesmo aquelas pessoas que estão fazendo sucesso e obtendo bons resultados hoje, podem não estar nas mesmas condições amanhã caso não continuem inovando, empreendendo e se capacitando. Nesse sentido, se hoje você se acha uma “estrela”, ou se acha superior a outras pessoas, amanhã pode “se apagar”. Precisamos também ter humildade para reconhecer nossas fraquezas, valorizar nossa equipe e manter-nos aprendendo sempre.

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“Trazendo pra dentro da gente, as coisas que a mente vai longe buscar...” (Música: Porta do Mundo – Composição: Peão Carreio e Zé Paulo) Para empreender e inovar é preciso sonhar, é preciso imaginar, ter um ideal e transformar esses sonhos em planos e metas. O empreendedor é aquele transforma uma ideia ou uma inovação em uma ação. Para que possamos ter ideias inovadoras é preciso inspiração, e fazendo uma analogia com a música Porta do Mundo, muitas vezes para trazer essas ideias para dentro da gente, é preciso buscá-las fora da nossa empresa, fora da nossa cidade ou da nossa zona de conforto, seja fazendo uma viagem, participando de feiras de negócios, seminários empresariais, etc. “Cada um de nós carrega em si o dom de ser capaz e ser feliz...” (Música: Tocando em Frente – Composição: Renato Teixeira e Almir Sater Os dicionários trazem como signifi-


VENDAS

cado de Dom: “dote ou qualidade natural inata, poder, virtude, privilégio”. Muitas pessoas realmente têm uma facilidade maior para determinadas atividades. Essas qualidades são adquiridas por influência do meio em que viveram (família, herança genética, amigos, sociedade, etc) ou por uma questão divina que não nos cabe querer explicar. Mas, vejo que existe uma linha tênue entre as conquistas advindas do “dom” e as conquistas obtidas por meio de muito trabalho e persistência. O que posso afirmar é que cada um de nós carrega consigo algum tipo de dom ou talento, e precisamos observar qual é essa nossa qualidade, e procurar utilizá-la como um diferencial de nosso trabalho. “Se o bem e o mau existem, você pode escolher...” (Música: É preciso saber viver – Composição: Erasmo Carlos e Roberto Carlos) A vida é feita de escolhas pessoais e profissionais. Todas as decisões e escolhas implicam também em abandono. Ao escolher uma direção, você precisa “abandonar” outra, e isso implica em ter desapego. Quantos momentos e realizações pessoais e profissionais deixamos de viver por

estarmos apegados em coisas que não estão dando resultado? “O que é há, o que é que está me faltando, pra que eu te conheça melhor?” (Música: O que é que há – Composição: Fábio Jr. e Sérgio Sá) Uma das melhores qualidades de uma pessoa é a empatia, que é a capacidade de entender as outras pessoas, sentindo o que sentiria se estivesse em situação vivida por outra pessoa, se colocando no lugar dela. Quando temos a iniciativa de procurar ouvir, entender, e conhecer melhor as pessoas com as quais trabalhamos e/ou convivemos, estamos praticando o Relacionamento Interpessoal, conseguimos trabalhar melhor em equipe, liderar melhor e atender melhor nossos clientes. “A gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte...” (Música: Comida – Composição: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer e Sérgio Britto) Nem só de pão vive o homem! A letra da música Comida reflete sobre os anseios do ser humano que não se resumem ao sustento do corpo, mas também às necessidades psicológicas, sociais, de crescimento profissio-

nal, de satisfação e prazer. Inclusive serve como um alerta para os empresários no momento de compor a remuneração, benefícios e campanhas de incentivo para seus colaboradores. Por outro lado, muitas pessoas não sentem falta daquilo que não têm ou nunca provaram. Percebemos que a arte, a leitura entre outras coisas, ainda são coisas distantes de muitas pessoas. Nesse sentido, seria de muita importância que as empresas incentivassem essa prática, afim de criar um hábito em seus funcionários. Uma pessoa melhor informada toma melhores decisões, erra menos e produz mais. Caro leitor, existe uma infinidade de letras de músicas que podem nos ajudar e nos motivar a sermos pessoas melhores. Vale lembrar que o conhecimento não está em um só lugar, e podemos encontrá-lo participando de uma palestra, lendo um livro, fazendo uma viagem ou viajando pela letra de uma música. Quem sabe você possa ajudar-me enviando suas sugestões de músicas para meu e-mail contato@fabianobrum.com.br. Preste atenção nas letras das músicas e afine-se para o sucesso!

Fabiano Brum Palestrante nas áreas de motivação, vendas e empreendedorismo. Autor do livro “Afinando Para o Sucesso” e escritor do livro Ser+ com Palestrantes Campeões, Ser+ em Vendas, Ser+ com T&D, Ser+ com Coaching e Ser+ com Motivação, pela Editora Ser Mais. www.fabianobrum.com.br Na edição de nº 39 o texto das páginas 46 e 47, sobre a importância da música para o desenvolvimento de habilidades, era de autoria do escritor Fabiano Brum.

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CAMILA BERNI

DESENVOLVIMENTO HUMANO

EXPERIÊNCIA. DE NOVO?

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ocê conhece a estória do Joãozinho do Passo Certo? Dizem que há muito anos, durante o desfile escolar de 7 de setembro, Joãozinho estava junto de seus colegas marchando. Todos marchando no ritmo direita, esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda. O Joãozinho, ao contrário, marchava esquerda, direita, esquerda, direita, esquerda, direita. Ao ver a turma do Joãozinho passar, a mãe do menino cutucou quem estava ao seu lado e disse: veja só, todo mundo marchando errado, só o Joãozinho marchando certo! Acredite, existem pessoas assim, como a mãe do Joãozinho, que não enxergam além de si mesmas, que não se abrem para outros resultados.

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DESENVOLVIMENTO HUMANO

Responda rapidamente: qual é o seu quadrado? Talvez a pergunta devesse ser: você conhece o limite do seu quadrado, do mundo que criou para si e para o seu negócio ou para sua carreira? Sim, por que se conhece até onde vai a sua fronteira, também deveria saber que, além dela, há um verdadeiro mar de outras possibilidades. Você pode dizer para si mesmo, talvez intimamente, que está velho para começar a pensar nisso, para aprender novas formas de fazer a mesma coisa. É exatamente aí que reside a sua paralisia. Explico melhor. Está satisfeito com os resultados que vem obtendo com o seu negócio? Não? Mais ou menos? Está ruim, mas está bom? Pois é, sinto informá-lo de que você poderia estar muito mais satisfeito e ir muito mais longe se não visse o fator experiência como uma linha, com início, meio e fim. Venho observando ultimamente que o número de profissionais que procuram um coach para auxiliá-los na criação e alavancagem do próprio plano de carreira vem crescendo exponencialmente. Isso decorre da necessidade de dar um novo olhar, de gerar ideias inovadoras sobre si e sobre suas trajetórias profissionais, de ampliar as possibilidades de negócios. O que esses profissionais buscam, no fundo, é mais satisfação. E, pense comigo, ter mais satisfação não tem prazo de validade. Tudo isso, porém, só é possível se você acreditar que, do seu lado, há alguém ou uma situação pronta para ensiná-lo algo. Ou melhor, que você pode extrair dali aprendizados que podem mudar seus resultados. Se atualizar pela troca de experiências com outros profissionais, desenvolver novos relacionamen-

tos, formar um grupo de discussões a respeito de um determinado tema, por exemplo, são o alicerce para que o profissional possa se situar no contexto do mercado em que atua. Insisto na provocação: existe hora certa para aprender algo ou a lidar com uma situação? Ouso responder que a hora certa é aquela em que a necessidade se mostra ali, posta bem na nossa frente. Pode ter passado dez, quinze anos desde que você se formou e começou a trabalhar como advogado e agora ser o momento de aprender a fazer sustentação oral no Tribunal. Alguns dirão: já não é tarde para isso? Momento certo é aquele em que estamos precisando, é aquele em que faz sentido. Você pode ter sido administrador a vida toda e agora ter a vontade de ser engenheiro, mas pensa que ja não é mais hora para isso. Existe prazo para aprender a recomeçar? Traga a sua bagagem e faça de você a melhor mistura de experiências que puder. Pode acreditar, será único! Para nos sentirmos vivos, precisamos estar abertos ao aprendizado sempre. Isso traz o dinamismo necessário para a nossa própria reinvenção. Seja aprender um novo idioma, uma nova receita ou retomar um sonho deixado para trás. Estar aberto a aprender rejuvenesce, enche de cor o que já estava ali num canto empoeirado. Você não vai querer ser como a mãe do Joãozinho, vai? Pense: o que você quer ser e não é? O que você quer ter e não tem? O que você quer fazer e não faz? Libere suas amarras!

Camila Berni Personal e Executive Coach, palestrante e trainer. Escritora do livro Coaching - A Solução da Editora Ser Mais. www.camilaberni.com.br camila@camilaberni.com.br

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PENSAR

CARMEN JANSSEN

O psicopata pode morar

na sua casa! E

les estão espalhados por todos os lugares e sempre causando sofrimento às pessoas. É difícil identificá-los. O melhor antídoto é o conhecimento. Quando se fala em psicopatas a maior parte das pessoas ainda associa a imagem de criminosos violentos e assassinos em série. Embora muitos psicopatas sejam assassinos, nem todo assassino é psicopata e nem todo psicopata é assassino. Psicopatas não são doentes mentais, pelo contrário, são muito conscientes de seus atos. A psicopatia é um transtorno de personalidade antissocial e de acordo com estudos neurocientíficos é um defeito cerebral que tem um forte componente genético, é uma falha no sistema límbico (parte do cérebro responsável pelas emoções). As conexões cerebrais que fazem a pessoa sentir empatia pelos outros, não funcionam no psicopata. Ele(a) é insensível e sua principal característica é a total falta de sentimento de culpa ou arrependimento, quando comete um delito. Inteligentes e extremamente individualistas, os psicopatas geralmente são sedutores, simpáticos e manipuladores. Eles usam essas “qualidades” para conseguir tudo o que querem. Sua missão de vida é aproveitar-se da humanidade custe o que custar. São indivíduos capazes de destruir a vida de uma pessoa sem sentir um pingo de remor-

so. Sua estratégia, eliminar todos os obstáculos. E não adianta tentar consertá-lo, o cérebro dele não é capaz de responder. Aquele que tem um grau mais leve de psicopatia é o camarada enganador que sacaneia as pessoas para tirar vantagem delas. Ele se diverte com isso, não paga as próprias dívidas por opção, seduz mulheres carentes para conseguir dinheiro e depois desaparece, finge que é médico ou diz ser especialista de alguma área do conhecimento sem nunca ter feito sequer nenhuma formação ou especialização. Na empresa é aquela pessoa que puxa o tapete de todo mundo para conseguir uma promoção, torna a vida das pessoas um inferno e até rouba a empresa. É aquele cara conhecido como “esperto”, que vive para satisfazer, exclusivamente, as próprias necessidades. Ele não vai te matar, mas ele é um psicopata! O difícil é provar, pois por ele ser muito carismático ninguém vai acreditar em você. Os psicopatas podem se disfarçar de

cartomantes, líderes religiosos que se enriquecem a custa dos fiéis, podem estar entre os políticos, falsos empresários, entre tantas outras variações. Ou seja, ele pode morar na sua casa! Por outro lado, o psicopata assassino não tem a menor dificuldade para matar. Ele é cruel e se diverte com a humilhação e o sofrimento da vítima. Assassino ou não, o psicopata é sempre frio e calculista e totalmente indiferente aos sentimentos alheios, não tem laços familiares nem com a própria família, mas pode fingir sentimentos com maestria se isso lhe convier. Fique atento e afaste-se dele! O psicopata costuma apresentar uma tendência à crueldade desde a infância. Alguns são crianças extremamente cruéis e com frequência causam sofrimento físico a pequenos animais, são agressivos e na escola, humilham colegas e professores, eles têm péssima adaptação social e dificuldade para seguir regras. Se essas manifestações aparecerem repetidas no comportamento do seu filho, é preciso buscar ajuda psiquiátrica para encontrar as possíveis soluções.

Carmen Janssen Pedagoga, sexóloga, palestrante internacional. www.carmenjanssen.com.br

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Aqui você aprende inglês e se diverte. A cada edição são novas piadinhas e vocabulários diferentes para enriquecer o seu outro idioma.

GO OFF TO GO OFF:

disparar, explodir, detonar, parar de funcionar (dispositivos), sair de um lugar para ir a outro

TO GO AROUND:

quando pessoas ou coisas seguem um caminho circular e retornam ao mesmo ponto, visitar, circular, rodar.

- He’s gone off to have a drink at the pub. Ele saiu para ir ao pub para tomar um drink.

- I’m going around to visit my mother on Sunday. Eu vou visitar a minha mãe no domingo.

- The fireworks went off exactly at midnight. Os fogos de artífício foram queimados exatamente à meia-noite.

- It’s about time you got around to doing your homework. Já está na hora de você finalmente fazer o seu dever de casa.

- That meat’s gone off because you didn’t put in in the freezer overnight. A carne estragou porque você não a pos no freezer durante a noite.

- It took them about a week to go around the property and visit the different areas. Demorou cerca de uma semana para circular por toda a propriedade e visitar as diferentes áreas.

- The company convention went off well and everyone was satisfied with the result. A convenção da empresa foi bem e todos ficaram satisfeitos com o resultado.

TO GO ON:

continuar, seguir em frente, o que está acontecendo, ligar, passar a funcionar. - She went on and on about how hard she was working. Ela continuou falando e falando sobre como ela estava trabalhando duro. - You go on and I’ll catch up with you later. Você continua e eu te alcanço mais tarde. - If you want to know what’s going on then talk to your sister. Se você quiser saber o que está acontecendo então converse com sua irmã. - When he entered the room, the TV went on automatically. Quando ele entrou no quarto, a TV ligou automaticamente. - The beach party went on all night and most of the next day. A festa na praia se estendeu por toda a noite e pela maior parte do dia seguinte.

- The discs go around so fast that it’s difficult to see them moving. Os discos rodam tão rápido que é difícil vê-los se moverem. - They went around the museum and looked at all the exhibits. Eles circularam no museu e olharam todas as exposições. - The boss is going around telling everyone that we need to pull our socks up. O chefe está circulando dizendo a todos que precisamos esticar nossas meias. - The story’s been going around that she’s having an affair with that taxi driver. Esta circulando uma história de que ela está tendo um caso com aquele motorista de táxi. - The situation is so tight that there’s not enough food to go around. A situação está tão difícil que não tem comida suficiente para circular.

- He had to go on a diet because he was already weighing 150 kg. Ele teve que entrar em uma dieta porque já estava pesando 150 kg.

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ARTIGO NILSON REDIS CALDEIRA

Como montar um plano de treinamento para ter

LUCRATIVIDADE SUSTENTÁVEL NA SUA EMPRESA

O

bservando as organizações, podemos perceber exemplos de empresas que se tornaram sinônimos de excelência em alguma competência dos negócios. Google é reconhecido pela inovação. Wal-Mart é lembrada pela capacidade de cortar custos. Porém quando falamos em lucratividade sustentável lembramos da GE, mas não é só isso. Quando falamos em treinamento, no mesmo instante a GE nos vem à mente com sua famosa universidade corporativa de Crotonville. O que será que existe de comum entre lucratividade sustentável e treinamento? Um exemplo de como o treinamento perpetua o sucesso de uma empresa.

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A GE é uma organização com mais de 330 000 funcionários presente em 100 países e atuando em segmentos que vão da energia ao entretenimento. Nos seus 132 anos de história, nenhum dos seus 12 presidentes foi recrutado fora da empresa. Crotonville é uma lenda dentro dos conceitos das universidades corporativas. Nesse ambiente que a empresa treina seus principais executivos permitindo a troca de experiências entre colegas e professores, como também perpetuando os valores da própria organização. Em entrevista a revista Exame (29/09/2008) o presidente mundial da GE Jeff Immelt e substituto do mítico Jack Welch (ambos, aliás, ex-alunos de Crotonville), afirmou categoricamente que “Os programas de Cro-

tonville ajudam nossos executivos a fazer as mudanças necessárias e a entregar resultados num ambiente de negócios que está mudando constantemente.” E Immelt é ainda mais sucinto “objetivo ali é aprender e, principalmente, produzir resultados.” O conceituado professor Ram Charam que há mais de 35 anos dá aulas em Crotonville afirmou que o conselho de administração possui 25 nomes de possíveis candidatos à presidência daqui a dez anos, “mas pode ser que nenhum deles venha a ser o CEO, mas todos serão desenvolvidos para isso” conclui Charam. Ter uma equipe preparada é a base para uma empresa ter sucesso. Ocorre que muitas vezes executivos e empreendedores acreditam nisso, mas não sabem como pôr em prática e esse artigo trata do tema.


Como montar um plano de treinamento e desenvolvimento para sua empresa. A partir do momento que os líderes realmente acreditam que através do desenvolvimento das suas equipes poderão ter um resultado na perpetuidade e lucratividade da sua empresa, é o momento de estruturar um plano para chegar a essas metas. Esse plano começa com a conceituação de fundamentos básicos: • O primeiro fundamento a ser conceituado é a função de treinamento que é qualquer atividade que contribua para tornar uma pessoa compe-

Será que sua equipe é competente para desempenhar as tarefas que elas realizam? Vamos agora ver na prática como podemos estruturar um plano de treinamento? Estruturando um plano de treinamento Segundo as normas da ISO 10015, o Processo de Treinamento deve ser dividido em quatro etapas: • Identificação das necessidades de treinamento.

tente para exercer as suas atividades, aumentar sua capacidade para suas funções atuais e prepará-la para novas oportunidades.

O segundo fundamento oriundo desse conceito é a questão de competência. Competência é a soma de conhecimentos, habilidades e atitudes. Portanto, para julgar se um colaborador é competente é preciso analisar três aspectos que se complementam. A próxima ilustração o esclarece.

Planejamento e programação do treinamento.

Execução do treinamento.

Avaliação dos resultados do treinamento.

Identificação das necessidades de treinamento O gestor nesse momento precisa ter uma visão clara dos membros da

sua equipe para poder fazer a clara identificação das reais necessidades de treinamento. É nesse momento que ele identifica o nível de eficiência e competência do seu colaborador e compara com os níveis desejados para aquela função. A partir disso, o líder começará a construir o que seus colaboradores deverão aprender para atingir o patamar desejado para executar a sua função com maestria.

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Planejamento e programação do treinamento A partir do momento que as lideranças identificaram as reais necessidades de treinamento, o planejamento do programa de treinamento irá desenvolver a estrutura do conteúdo a ser abordado, de forma sinérgica com o público-alvo e da cultura da empresa. Nesse momento também definiremos

Execução do treinamento A execução do treinamento é o ápice de todo um planejamento. Se a execução não for bem feita compromete-se todo o programa. Para isso, devem-se concentrar esforços para que essa parte do processo seja bem-sucedida. Voltando a Crotonville, nossa referência em treinamento de profissionais, tanto Jack Welch (chamado de executivo do século pela revista Fortune) quanto Jeff Immelt atual presidente da GE, visitam Crotonville, acompanham e discutem com os alunos durante as aulas a cada quinze dias. Como podemos ver é uma questão de estabelecer prioridades. Avaliação dos resultados do treinamento Indicadores são essenciais ao planejamento e controle dos processos das organizações porque possibilitam o estabelecimento de metas quantificadas. Com base nesses indicadores, podemos elaborar análises críticas do desempenho dos processos de treinamento e desenvolvimento, e redirecionar, caso seja necessário, para novos pontos 58 editorasermais.com.br

os recursos que serão necessários para atingir esse objetivo. Uma forma simples de estruturar essa fase é usar a ferramenta 5W2H, que apesar do nome lembrar uma fórmula química, nada mais é do que transcrição em inglês de perguntas fundamentais em qualquer planejamento. Vejam o quadro:

onde poderemos atingir os objetivos previamente traçados. Vamos listar alguns exemplos de indicadores que poderemos utilizar para avaliar um programa de treinamento: • índice de satisfação de clientes •

tempo médio de produção

taxa de assiduidade

taxa de rotatividade

taxa de não conformidades

crescimento de vendas

aumento de lucratividade da empresa

para que o aprendizado obtido nos treinamentos torne-se uma ferramenta efetiva de sucesso. A melhora das competências de um membro da equipe não depende somente dele. Depende também da equipe e principalmente dos gestores que irão apoiá-lo e conduzi-lo para patamares superiores de performance. E se o seu objetivo é ter lucratividade sustentável para sua organização, faça como a GE e crie sua Crotonville, afinal só a capacitação e qualificação da sua equipe poderá garantir a perpetuidade com rentabilidade para sua empresa.

Treinamento não substitui gerenciamento Como forma de conclusão e reflexão, não devemos considerar o treinamento como uma ferramenta única de desenvolvimento das equipes. Ele não substitui o gerenciamento adequado das equipes e cabe aos bons líderes colaborarem

Nilson Redis Caldeira Diretor da Reconectar Desenvolvimento Humano e Organizacional. Escritor do livro Coaching - A Solução da Editora Ser Mais. www.reconectar.com.br nilson@reconectar.com.br


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“Melhor Companhia Aérea do Mundo”

A empresa árabe conquistou neste ano de 2013 o cobiçado prêmio da Skytrax World Airline de “Melhor Companhia Aérea do Mundo”. A Emirates também recebeu mais dois prêmios como “Melhor Companhia Aérea do Oriente Médio” e “Melhor Entretenimento de Bordo do mundo”, esse último conquistado pelo nono ano consecutivo. Os Skytrax World Airline Awards entrevistou mais de 18 milhões de viajantes de negócios e lazer de mais de 160 países para chegar ao resultado.

Brasileiras e liderança A Bain & Company, empresa global de consultoria de negócios, acaba de realizar uma pesquisa com membros da comunidade empresarial brasileira para entender por que a representatividade das mulheres em altos cargos de liderança é tão baixa. Um total de 514 pessoas respondeu a pesquisa,

com igual representatividade de mulheres e homens, e 42% dos entrevistados ocupam posições de gerência sênior ou executiva. Entre os motivos, que justificariam os apenas 4% de liderança feminina nas maiores empresas nacionais, estão as diferenças nos perfis de gerenciamento. Para a pesquisa, as

Adaptação ao trabalho Para quase metade dos profissionais brasileiros o principal desafio ao entrar em um novo emprego novo consiste na adaptação à cultura da empresa. É o que revela a pesquisa global da Robert Half, realizada com 1.775 diretores de recursos humanos de 18 países - 100 deles no Brasil. Segundo o levantamento adaptarse aos procedimentos (25%) e aprender a usar novas tecnologias (16%) são as outras duas preocupações mais comuns em um trabalho novo.

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companhias costumam valorizar os atributos masculinos ao solucionar problemas e influenciar, em detrimento das características femininas que englobam o apoiar e dar coaching aos liderados. O estudo ainda mostrou que as mulheres tendem a ver empecilhos nessas diferenças para a sua promoção.

Variação do real

O HSBC acompanhou a variação de 30 moedas durante o mês de maio. Dentre as 30 moedas mais importantes do planeta, o real é a quinta que mais se desvalorizou ante o dólar norte-americano desde 1º de maio. A África do Sul é o país que amargou a maior queda e o rand, moeda do país, acumula recuo de 12% ante a dos Estados Unidos.


DANÇA DAS CADEIRAS IDC

Empresa que atua em serviços de consultoria e eventos para tecnologia da informação, telecomunicações e mercados consumidores de tecnologia, anunciou que a liderança de suas operações na América Latina está sendo trocada. Raul Ceja, que liderou a IDC na América Latina nos últimos cinco anos, está deixando a companhia e em seu lugar, assume Ricardo Villate.

Markem-Imaje Brasil

Amcham Rio

Ativa Logística

César Denadai Rugero assume a gerência do Canal Indireto de Vendas da empresa, fabricante de codificadoras. Denadai tem vivência profissional em empresas como 3M do Brasil e Avery Denison e experiência em canais de distribuição.

O executivo Rafael Lourenço é o novo diretor-superintendente da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro. Lourenço atuou nos últimos três anos como gerente de desenvolvimento de negócios do Brazil-U.S. Business Council, no Rio de Janeiro.

O operador logístico, que atua nos segmentos de medicamentos e cosméticos, anuncia a contratação de dois executivos. Seu novo gerente de Risco é Leandro Ferraz de Oliveira, e Edison Stevanato, que assume a gerência geral de Operações. Ambos possuem mais de 14 anos de mercado na área logística.

Fonte: assessorias de imprensa das empresas.

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Pense Grande - Atitudes e valores de pessoas de alto desempenho Durante dez anos, o autor estudou casos de pessoas que impressionam por suas realizações, reunindo depoimentos, informações e exemplos para inspirar o leitor a buscar o próprio caminho em direção às suas conquistas. O resultado é um livro sobre homens e mulheres muito acima da média, trazendo as histórias inspiradoras de Ayrton Senna, Amyr Klink, Albert Einstein, Michelangelo e outros. Alex Bonifácio Editora Belas Letras RS 24,90

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Carlos Wizard - Sonhos não têm limites Narrado pelo escritor e jornalista Ignácio Loyola Brandão, o livro conta a trajetória de sucesso do empresário Carlos Wizard Martins, fundador da Wizard e presidente do Grupo Multi, marca que detém as instituições de ensino Yázigi, Skill, Microlins, People, S.O.S e Smartz. Após ser demitido, Carlos passou a dar aulas de inglês em casa, dando início a rede de ensino e hoje ocupa a 69ª posição na lista dos bilionários brasileiros da Forbes. Ignácio de Loyola Brandão Editora Gente R$ 34,90

Batendo ponto - Uma colherada de humor na hora do cafezinho

Sim à desordem - lições surpreendentes do jazz para líderes

Escrito por três autores de estilos diferentes, os textos de pura ficção despertam nos leitores além de boas risadas, um retrato do cotidiano do meio corporativo, com a pressão rotineira do escritório, competição, prazos e metas. Para quebrar toda essa tensão, o livro diverte e faz pensar. Entre uma anedota e outra é possível encontrar personagens comuns, daqueles com quem se cruza nos corredores diariamente.

Frank Barrett traça um paralelo entre a capacidade de improvisação do jazzista e a que grandes líderes devem ter para resolver problemas. Inventar novas respostas ou correr riscos sem planejamento prévio são ações que dizem “sim à desordem” e refletem como são as organizações dos dias de hoje. O autor ilustra como organizações podem abordar, de forma inovadora, crises de gestão, volatidade econômica e a assustadora velocidade da realidade do mundo globalizado.

Nelson de Oliveira, Marcelino Freire, Nanete Neves Editora Novo Século R$ 19,90

Frank J. Barrett Editora Campus/Elsevier R$ 59,90

*Fonte: assessorias de imprensa das editoras.

VITRINE DE SUCESSOS


Sugestão de Sucesso

A REINVENÇÃO DO PROFISSIONAL Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro Se reinventar como profissional é compreender que conhecimento sem atitude nunca produzirá resultados extraordinários, pois nossas atitudes determinam os nossos comportamentos. Este livro norteará os comportamentos do profissional do futuro, mas eles só podem ser efetivos e fazer parte das suas competências se verdadeiramente você quiser isso, pois comportamento sem atitude é apenas uma máscara. Atitude é a intenção, comportamento é ação. Quando aliamos intenção e ação conquistamos comportamentos de alta performance. A Reinvenção do Profissional foi estruturado para apresentar comportamentos de sucesso no mundo corporativo, justificá-los e principalmente, mostrar os caminhos para desenvolvê-los, por meio da metodologia de coaching. O autor retrata percepções de grandes líderes do mundo corporativo sobre as competências do profissional do futuro. Como será o mundo corporativo do futuro? Como as organizações deverão se comportar? Quais competências serão fundamentais para prosperar neste novo cenário? A única certeza: viveremos momentos de intensas transformações! Direcionado para líderes e futuro líderes, a obra consiste em um estudo das percepções de grandes pensadores do mundo corporativo sobre as competências do profissional do futuro. Alexandre Prates Editora Novo Século R$ 29,90

Todo mês, uma escolha para você ampliar seu conhecimento e Ser Mais! editorasermais.com.br 63


COLUNA PAULO GAUDENCIO

SUA PERGUNTA... Tenho 25 anos, acabei de me formar em Engenharia de Produção em uma escola de ponta em Minas Gerais e estou com uma grande dúvida: fui convidado para fazer um mestrado acadêmico na universidade em que cursei a graduação. Ele terá duração de dois anos. Ao mesmo tempo, passei em três processos de trainees de grandes empresas nacionais, com uma oferta salarial muito boa para quem está começando a carreira. Minha dúvida: faço o mestrado com o objetivo de conseguir algo ainda melhor, ou já entro para o mercado de trabalho? Marcos Almeida

...GAUDENCIO

RESPONDE

Pela carta dá para perceber que você terá sucesso, seja qual for a escolha feita agora. Na realidade, só aí saberemos se a escolha foi a mais acertada. Dá para imaginar o tamanho da sua dúvida. Eu ficaria na mesma. Querendo sair da posição imobilizada pela dúvida, você faz a pergunta: qual o caminho a seguir? Na realidade você pergunta: no meu lugar o que você faria? A primeira coisa, teria a mesma dúvida. Em seguida, acho que faria o processo de trainees nas empresas, isso é, entraria já no mercado de trabalho. Por quê? Porque aprenderia algo mais que as faculdades não dão, e nem é sua função: aprenderia na prática o exercício e os problemas da profissão.

Paulo Gaudencio Psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Dedica-se há mais de 40 anos à psicoterapia de grupo e à pesquisa científica.

Você também procura respostas? pergunteaogaudencio@revistasermais.com.br 64 editorasermais.com.br


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EXPRESSAO REINALDO POLITO

Tarefa: assistir aos programas de televisão

Q

uer aprender a se comunicar bem? Assista aos programas de televisão. Você vai tirar boas lições, especialmente com os apresentadores de programas de auditório. -Ah, o que é isso, eu não suporto essa gente. Não perco meu tempo diante da televisão. E como você ocupa seu tempo? Trabalha, estuda, vai ao cinema, gosta de jantar fora, lê bons livros, namora, transa, brinca com os filhos ou sobrinhos, viaja, visita os amigos, curte uma boa música? Pois saiba que todas essas atividades são excelentes, ajudam, mas não o tornam necessariamente bom de papo. A explicação é simples. Os mais recentes estudos da recepção concluíram que a comunicação não está centrada apenas no emissor, como se pensava no passado; ou só no receptor, como posteriormente se supunha; ou ainda exclusivamente na mensagem em si, como chegaram a imaginar. Os pesquisadores verificaram que além de considerarmos todos esses aspectos, precisamos levar em conta também a interdependência que eles possuem entre si e sua relação com o ambiente e o contexto em que se realiza o processo da comunicação. 66 editorasermais.com.br

Funciona mais ou menos assim: Quando você fala, suas palavras não transmitem apenas o significado delas, mas a própria história da sua vida. Elas comunicam sua experiência, seus anseios, seus medos, seus preconceitos, suas expectativas, suas frustrações, enfim, toda sua estrutura de vida. Por outro lado, quando a mensagem chega ao ouvinte, ele interpreta suas palavras também usando a estrutura de vida dele. Por isso, a mensagem que você transmite nem sempre é a mesma que o ouvinte identifica. Do encontro dessas duas mensagens, a que você comunica e a que ele recebe, há a formação de uma nova mensagem que irá prevalecer. Considere ainda que além desses dois fatores há também a interferência do ambiente e do contexto em que a comunicação se realiza. Portanto, no resultado final da mensagem haverá a participação do tipo de ouvintes que estarão presentes, dos acontecimentos que envolvem o evento, dos sons do ambiente, do cenário e de todos os fatores que possam influenciar no sentido do que está sendo comunicado. Dessa forma, ao transmitirmos uma mensagem ela sofrerá transformações e mudanças de acordo com a experiência e formação dos ouvintes. Ora, como a maioria das pesso-

as passa um bom tempo assistindo a esses programas de televisão, é simples deduzir que boa parte da formação delas ocorre a partir do que ouvem desses apresentadores durante horas e horas seguidas. Portanto, sabendo que tipo de formação os ouvintes possuem será muito mais fácil descobrir o que os motiva, adaptar a mensagem de acordo com eles e, consequentemente, atingir os objetivos com maior eficiência. Assim, se você gostar desses apresentadores terá mais essa excelente justificativa para assistir aos seus programas. Se, ao contrário, não gostar, tome essa tarefa como remédio. É provável até que ao prestar atenção, sem preconceito, no estilo de comunicação de cada um comece a gostar um pouco mais deles.

Reinaldo Polito Mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor de expressão verbal e autor consagrado. www.polito.com.br


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Sermais edicao 43  
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