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Expediente A revista Ser Mais é uma publicação mensal. Ano 5 | Nº 53 Diretor Editorial: Mauricio Sita Diretora Executiva: Julyana Rosa Diretora de Operações: Alessandra Ksenhuck Gerente de Projetos: Gleide Santos Projeto Gráfico: Henrique Melo Editor Gráfico: Danilo Bianchini Direção de Arte: Estúdio Mulata (www.estudiomulata.com.br) Relacionamento com o cliente: Claudia Pires Serviço ao Assinante: [11] 2659-0964 e [11] 2659-0968 assinaturas@revistasermais.com.br Cartas para a redação: Rua Antônio Augusto Covello, 472 São Paulo - CEP 01550-060 redacao@revistasermais.com.br Orientamos para que as cartas com a opinião e crítica do leitor estejam assinadas e contenham nome e endereço completos, telefone e e-mail. A Ser Mais reserva-se o direito de selecionar e editar aquelas que poderão ser publicadas. O pedido de edições anteriores poderá ser feito através de qualquer uma das informações de contato supracitadas (carta, fax, telefone ou e-mail); e será atendido desde que haja disponibilidade de estoque. Central do Anunciante: publicidade@revistasermais.com.br [11] 2691-6706 Representante Comercial – Região Sul: Beth Meger Rua Cândido de Abreu, 140 - 5º andar / Cj. 509 Curitiba – Paraná – CEP: 80.530-901 [41] 7812-2898 Ser Mais é a revista oficial da AAPSA (Associação Paulista de Recursos Humanos e Gestores de Pessoas). Distribuição Exclusiva: Fernando Chinaglia Comercial e Distribuidora S/A Cadastre-se no site www.revistasermais.com.br para receber nossa newsletter. Impressão e Acabamento: Gráfica Pallotti O conteúdo de artigos produzidos pelos especialistas são de inteira responsabilidade dos próprios autores. É proibida a reprodução total ou parcial de informações sem autorização e os devidos créditos.

6 Editorial 8 Qual é o papel do consultor interno na estrutura de RH? 10 A estreita relação entre empregabilidade e desenvolvimento de talentos 12 O coaching como auxílio ao profissional que deseja alcançar cargos de liderança 14 A burocracia também interfere no desempenho da equipe 16 Up 2 date 18 Perca peso e ganhe ouro 23 Cidadão 21 26 Moda, Beleza e Estilo 27 2.0 28 Comunicando-se com a mente inconsciente para vencer desafios 38 Informativo AAPSA - Fóruns AAPSA 42 Senso de organização é característica valorizada no mercado 43 MANUAL DO SUCESSO 44 Felicidade - A nova ordem dos talentos humanos 46 Começar pequeno para ser grande! 48 A importância da resiliência para o sucesso nos negócios 50 Mudando de receptivo para vendedor ativo 52 Dê um up em sua carreira e uma guinada rumo ao sucesso 55 Fun Learning 56 Pontos fortes X pontos fracos: como identificá-los e usá-los em benefício próprio? 58 A essência da mulher vencedora 60 No alvo 62 Vitrine de sucessos 64 Gaudencio responde 66 +Expressão – A comunicação e o comportamento do advogado

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Especialistas nesta edição André Percia

Álvaro de Carvalho

Marcus Marcelo 4 editorasermais.com.br Vinicius de Elias

Benedito Milioni

Naldo Gama

Edson De Paula

Fábio França

Fátima Farias

Helena Ribeiro

Nazareth Ribeiro

Leila Navarro

Oswaldo Neto

Paulo Gaudencio

José Augusto

Reinaldo Polito

Lydiane Rodrigues

Paulo Matos

Marcelo Ortega

Priscila Tenenbaum


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Estimular a criatividade faz parte do sucesso

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Qual é o profissional dos sonhos das empresas?

Trabalho a distância poderia prejudicar os negócios?

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CAPA - Como transformar seu hobby em um negócio lucrativo

Jogo Rápido Luís Ernesto Lacombe

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Barulhos o incomodam? Cuidado, pode ser misofonia!

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EDITORIAL Prezado leitor, Vamos a um rápido bate-papo para uma visão geral da sua revista que, neste número, está repleta de conteúdos interessantíssimos. Gostaria primeiro de falar da matéria que encabeça a edição, “Como transformar seu hobby em um negócio lucrativo”. Você já pensou em deixar de ser empregado e ainda fazer algo que gosta muito? Poucas pessoas pensam que isso possa acontecer, mas é totalmente factível. Os entrevistados são a prova de que não só é possível, como também dá para ser bem-sucedido em algo que se faz por gosto, por prazer. Recomendo fortemente a leitura, em especial pelo fato de a matéria provocar algumas análises internas, quem sabe você não precise de apenas um empurrãozinho? Lançar-se ao mercado como empreendedor pode não ser fácil, mas significar, além da realização, a liberade que tantos almejam. Isso posto, ainda na seara dos negócios, indico também o artigo de nosso escritor Benedito Milioni que faz um paralelo entre empregabilidade e desenvolvimento de talentos. Será que você ou sua empresa

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estão preparados para aprimorar os próprios conhecimentos e trabalhar em prol do crescimento dos colaboradores? Descubra dicas infalíveis a este desafio enfrentado por profissionais e corporações. E se o importante é encontrar alternativas e métodos para que todos se desenvolvam, quem sabe o coaching possa dar uma luz a novos caminhos. No texto do escritor Oswaldo Neto, você encontrará alguns relatos a respeito de como o coaching pode auxiliá-lo a alcançar cargos de liderança. Ficou interessado? Corra para a página 12 e boa leitura! No mais, o deixo à vontade para curtir a sua revista! Até a próxima!

Julyana Rosa Diretora executiva Editora Ser Mais julyana@editorasermais.com.br


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ARTIGO HELENA RIBEIRO

QUAL É O PAPEL DO CONSULTOR INTERNO NA ESTRUTURA DE RH?

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s ventos globalizantes empurraram organizações e pessoas a performarem mais e melhor em todos os segmentos de negócios, com isso as áreas de trabalho se viram compelidas a desenvolver cada vez mais as habilidades e competências de seus recursos humanos. Se de um lado a questão tecnológica e de processos foi resolvida, de outro, as organizações se surpreenderam com a falta de preparo do seu plantel humano, sobretudo porque são pessoas que fazem as tecnologias, sistemas e processos funcionarem, certo?!? É nesse momento que as organi8 editorasermais.com.br

zações passam a perseguir notadas habilidades e competências de seus colaboradores, com o propósito de que estes passem a entregar melhor, com mais agilidade e rapidez e não aceitando o retrabalho. Enfim, tudo com excelência, seja em produtos ou serviços. As áreas, de uma maneira geral, descobriram que o desenvolvimento de pessoas não prescinde apenas da área de Recursos Humanos, mas também de uma gestão que gere, gesta, educa, aprimora e forma seus colaboradores. E daí, nova decepção, muitos gestores não estavam preparados para esse papel, pois durante muitos anos operacionalizaram sistemas e pessoas, não as desenvolveram.

É nesse cenário que, de subsistemas como DO - Desenvolvimento Organizacional, T & D - Treinamento e Desenvolvimento e R & S – Recrutamento e Seleção, surge a ideia da Consultoria Interna de Recursos Humanos. A figura do Consultor Interno de RH veio para agilizar processos de diagnóstico, desenvolvimento, educação, aprimoramento e adequação de pessoas, uma vez que gestores de diversas áreas de uma organização não detinham tais conhecimentos. Além de oportunizar aos gestores a chance de desenvolver esse perfil ao longo da convivência com o consultor interno. Nesse modelo de consultoria interna, temos o consultor interno que presta serviço funcionalmente às


Helena Ribeiro Pós-graduada em Gestão Global de Negócios, bacharel em Administração de Empresas e Formação em Coach Executivo e analista DISC. Empresária, coach, consultora, palestrante e escritora. Autora dos livros: VOCÊ, a Águia e a Natureza - O Despertar Experiencial do VOCÊ S.A e coautora do livro: Coaching - grandes mestres, pela Editora Ser Mais. www.razaohumana.com.br www.helenaribeiro.com.br

e assegurar a participação intensa das pessoas no processo, acreditando no valor das suas contribuições e abrindo espaço para o seu desenvolvimento profissional e pessoal. Ao mesmo tempo deve ser um negociador, pois tem o papel de facilitador perante a empresa. Deve ter pensamento estratégico e ser inovador para se antecipar às tendências, compartilhando novas ideias, e incentivar o processo de criação. Inovar mais rapidamente que os concorrentes (internos ou externos), além de ter disposição para assumir riscos e saber gerir possível fracasso de um projeto com maturidade e equilíbrio. No geral, o consultor interno tem acesso a informações confidenciais e sua relação de confiança e comportamento ético são indispensáveis. Portanto, são várias as competências do consultor interno, além de ler nas entrelinhas para observar os sentimentos e reações das pessoas envolvidas e saber lidar com as resistências, minimizar reações defensivas, rejeições e receios. Afinal,

seu objetivo é conseguir que suas recomendações sejam implementadas com sucesso, estabelecendo cada vez mais uma relação de ganha-ganha e relacionamentos confiáveis com os clientes. O consultor interno tem uma atuação diferente de decisões gerenciais. Afinal, ele não possui subordinação direta às áreas para as quais presta serviço, o que o isenta dos jogos de poder inerentes às empresas, dando-lhe maior autonomia para seus diagnósticos, análises e propostas de soluções pautadas no planejamento estratégico e sustentável do RH e da empresa. Este modelo permite maior sinergia e capilaridade das necessidades das áreas, revertendo em melhor qualificação da mão de obra e, não obstante, contribuindo para a qualidade dos resultados, seja em produtos e/ou serviços. Ele também sugere uma visão importante e determinante nesses novos tempos de relações horizontalizadas e marcadas pelo formato do atendimento ao cliente - todos somos fornecedores e clientes simultaneamente, mesmo internamente.

áreas, estando sempre envolvido nos projetos sistêmicos da Organização e hierarquicamente se reporta ao RH corporativo. Lamentavelmente este papel em algumas empresas ainda não conseguiu exercer sua função na plenitude e os motivos foram e estão sendo avaliados. Pela minha experiência, um dos motivos pode estar no perfil e competências do consultor, atrelado ao seu papel que nem sempre está bem definido. Outra constatação é que, infelizmente, alguns profissionais não conhecem o negócio empresarial e têm dificuldades na busca de soluções. Acreditamos que por ser uma função relativamente nova, que muda de acordo com as necessidades de cada empresa, o perfil e papel do consultor interno estão sendo aperfeiçoados. Resumidamente o papel do consultor interno é o de assessorar de maneira objetiva e independente os clientes internos para identificar problemas de gestão de pessoas, processos, analisar, recomendar soluções e cooperar na aplicação. É essencial ter foco no ser humano

O papel do consultor interno é o de assessorar de maneira objetiva e independente os clientes internos para identificar problemas de gestão de pessoas.

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ARTIGO BENEDITO MILIONI

A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE

EMPREGABILIDADE E

E

DESENVOLVIMENTO DE TALENTOS m ano de Copa do Mundo de Futebol, vale a analogia: craque também tem que disputar posição e mostrar serviço em campo, imaginem o apenas mediano! Ocorre que, no universo corporativo, TODOS os dias são competições em andamento, das quais participam apenas os craques, ficando de fora, nem sempre na torcida, mas restritos a meros espectadores, todos aqueles indivíduos que pouco cuidaram do desenvolvimento pessoal e profissional...e da sua empregabilidade!

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Desenvolvimento pessoal e profissional já foi um elemento diferencial e hoje é apenas um dado de rotina no mercado de trabalho e em tudo que o envolva, inclusive no imenso cenário da felicidade ou do que a pessoa escolha e entenda como tal. Na verdade, ao desenvolver-se na carreira e para a vida em si, a pessoa apenas acompanha a espantosa velocidade das mudanças...e olhe lá! O mundo e as convulsões das transformações que borbulham em todos os segmentos da economia globalizada apresentam TODOS os dias um cenário novo, a ser compreendido e, mais tarde, tomado como patamar


das ações concretas de inovação, renovação e releituras das oportunidades e do seu intenso aproveitamento. E onde entra a “empregabilidade”? O termo “empregabilidade” já mereceu as mais variadas definições, todas elas corretas, porque situadas num determinado contexto mas, trocando em miúdos, o termo caracteriza a continuidade da carreira da pessoa: se tem ou não condições de manter seu emprego e de reempregar-se quando tive que transitar pelo mercado de trabalho. E isso é muito sério! O belo emprego de ontem pode virar pó de nada, em menos de 24 horas, assim como o mercado de trabalho pode fechar-se sem aviso e deixar a pessoa inteiramente perdida. Em ambos os casos é imprescindível que a pessoa cuide do seu desenvolvimento muito mais que cuidaria do seu lindo e reluzente carro, só para que fique bem clara a intensidade desse cuidado. É preciso que disponha de pelo menos 20% (isso mesmo: vinte por cento!) do seu tempo útil para desde arejar a cabeça até o aprendizado de algo novo, o que repercutirá fortemente em sua carreira. O ato de “desenvolver-se” começa, então, pela libertação dos potenciais e vai muito além de um aprendizado elementar e alcança a construção de mais e mais competências que façam do indivíduo ser mais um capaz de alinhar-se no pelotão de elite da corrida pela vida. Na medida em que essa libertação ocorre, o indivíduo pode passar a perceber as oportunidades internas que ninguém viu ou, se viu, não aprovei-

Benedito Milioni Conferencista, diretor técnico da ABTD Nacional. Graduado em Sociologia e Administração. Escritor dos livros Ser+ em Gestão de Pessoas, Ser+ em Excelência no Atendimento ao Cliente, Ser+ com Equipes de Alto Desempenho e Capital Intelectual pela Editora Ser Mais. www.milioni.com.br

tou e focar-se nas melhores e delas se apropriar, exclusivamente por ser o mais capaz nesse sentido. Pode-se chamar a isso, numa linguagem menos rebuscada, mas nem por isso desimportante, como a capacidade de manter o próprio emprego numa boa empresa e se dar uma chance real de alongar a permanência nela muito mais como dependência da própria capacidade que de terceiros ou fatores como sorte ou mero acaso. No cenário externo aí mesmo é que o desenvolvimento pessoal e profissional vetoriza a vida do indivíduo. Nessa imensidão de oportunidades e desafios a empregabilidade deriva do quanto se está realmente pronto para atender as demandas de mercado, assim como decorre até mesmo de criar interesse das empresas: estas procuram avidamente as chamadas “moscas brancas de olhos azuis”, ou seja pessoas notáveis, diferenciadas, pontos fora da curva, a quem se deva contratar quanto mais não seja para que não venham a ser conquistadas pela concorrência! Esta é a verdadeira empregabilidade: uma condição de manutenção e conquista de posições internas, mercê do intenso aproveitamento dos potenciais e das múltiplas inteligências (desenvolvimento profissional, intelectual, emocional, social e espiritual), ao ponto em que se ganhe autoestima e autovalorização, como vacinas contra o medo do risco de perder o emprego (medo quem deve ter é a empresa de vir a perder tão valioso colaborador!). E a outra face da empregabilidade é desenvolver-se para o porvir, nunca para o que já exista, porque, se existe, não leve a mal, não demora...já era! O profissional que deseja manter-se competitivo na mesma proporção em que mudam os campos e as regras das competições, precisa identificar as suas sintonias com as tendências e rumos sinalizados para as novas carreiras ou, pelo menos, para as novas leituras das carreiras vigentes, que sobrevivem à voracidade das transformações. Não há exageros na afirmação de que a verdadeira empregabilidade é uma conquista diária e cujo alimento vitalizador é o desenvolvimento pessoal e profissional constante e progressivo! editorasermais.com.br 11


ARTIGO OSWALDO NETO

O COACHING COMO

AUXÍLIO

AO PROFISSIONAL QUE DESEJA ALCANÇAR CARGOS DE LIDERANÇA

O

coaching a cada dia que passa vem se tornando uma ferramenta imprescindível para profissionais que almejam cargos de liderança e também para aqueles que já ocupam tais cargos, pois, a filosofia de coaching possibilita uma maior comunicação dentro das empresas, tornando-se um elo entre líder e liderado. O coaching é muito mais do que um simples processo de aprendizado e desenvolvimento de competências, ele permite que os envolvidos no processo construam uma relação de confiança e sinceridade. Liderança é a capacidade de influenciar pessoas, mas nem todos que ocupam posições de liderança têm essa capacidade, sabemos que muitas vezes as empresas acabam promovendo a cargos

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de liderança os melhores funcionários, mas nem sempre esses ótimos colaboradores são ótimos lideres, são muitas vezes ótimos técnicos naquilo que fazem, e se perdem quando precisam liderar pessoas. O mundo esta carente de líderes e de pessoas realmente dispostas a fazerem a diferença dentro de suas organizações e deixando um legado. Tenho acompanhado algumas empresas por meio de consultorias e processos de coaching, e vejo claramente a importância desse processo no auxílio de aspirantes a cargos de liderança, através de ferramentas práticas, transformando esses profissionais em verdadeiros líderes. O coaching possibilita ao profissional e à empresa uma clareza maior de suas metas, definição da missão da vida pessoal e profissional, plano de ação para cumprimento de objetivos, gestão do tempo,


produtividade, entre outros. Uma das competências e benefícios que o processo de coaching traz é a capacidade de escutar o outro sem julgamento, isso aumenta em muito a percepção que um líder faz de seus liderados. O líder é responsável em dar o norte para sua equipe, engajar os colaboradores, e mais do que isso, fazer com que todos trabalhem em harmonia e sejam produtivos em suas respectivas áreas de atuação. O líder precisar saber dar feedback para sua equipe com regularidade ou quando acontece alguma situação que necessite, não é fácil manter uma equipe engajada nos dias de hoje, mas com o auxílio de ferramentas de coaching e uma filosofia de liderança servidora, os lideres estão logrando muito mais êxito em suas carreiras do que antes. Chamar um colaborador e falar que o seu trabalho não esta satisfatoriamente como deveria ser, pode ser difícil no começo, mas dá à pessoa que recebe o retorno o direito de saber como anda sua performance, podendo assim sugerir mudanças e melhorias, tornando a rotina de trabalho mais assertiva.

Uma pesquisa feita em 2009 pela Harvard Business Review Survey em algumas empresas revelou que a popularidade e aceitação do coaching como ferramenta de liderança continua crescendo mesmo no atual ambiente de negócios. A pesquisa concluiu que clientes continuam recorrendo ao profissional coach, porque o coaching funciona. A pesquisa também constatou que: mais de 48% dessas companhias agora usam o coaching para desenvolver a alta performance em capacidades de liderança. O que antes era privilégio de empresas americanas, agora pode ser aplicado nas brasileiras, devido ao crescimento do mercado de coaching e aos extraordinários resultados que a metodologia vem alcançando em todo o mundo. Todos aqueles que almejam cargos de liderança em suas empresas, precisão conhecer e experimentar o coaching, essa metodologia tornou-se uma fator competitivo entre as empresas, o líder que desejar obter sucesso em sua carreira contará com o auxílio desse processo, mas isso não é tudo, cada um é responsável por sua carreira.

Oswaldo Neto Coach, palestrante e consultor empresarial. Formado em gestão de negócios e Professional & Self Coaching pelo Instituto Brasileiro de Coaching e em Coaching ISOR pelo Instituto Holos. Escritor dos livros Coaching - A Solução e Capital Intelectual pela Editora Ser Mais. contato@oswaldoneto.com.br

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ARTIGO PAULO MATOS

A BUROCRACIA

Q

TAMBÉM INTERFERE NO DESEMPENHO DA EQUIPE

uem nunca teve o desprazer de esperar por horas em uma fila apenas para pegar um papel, um carimbo ou uma autorização e ser encaminhado para outra enorme fila? Quem nunca descobriu após semanas reunindo uma documentação e ao enviar para algum órgão descobrir que faltava outro documento? Quem nunca ficou horas em uma ligação com uma companhia telefônica ou de internet ou de TV a cabo, para tentar cancelar, alterar ou até contratar um serviço? Quem nunca ficou dias esperando assinaturas em um documento para dar continuidade a alguma atividade na empresa que trabalha? Se você não se enquadra em nenhuma das situações acima, saiba que você é um grande privilegiado, pois uma das principais reclamações do povo brasileiro é com aquilo que chamamos de burocracia. Burocracia é uma tradução do original francês, bureaucratie, um termo híbrido, composto pelo francês,  bureau  (escritório) e pelo  grego,  krátos  (poder ou regra). Esse termo foi cunhado por um ministro

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francês do século XVIII para se referir a todas as repartições públicas e desde então passou a ser usado amplamente em vários lugares do mundo. Aos poucos, o termo foi ganhando um sentido pejorativo que em nosso país é amplamente usado quando queremos expressar a nossa insatisfação com a ineficiência de um processo ou o quanto ele pode ser inútil. Ter um processo inútil não é privilégio das repartições públicas, muitas empresas privadas, de diversas origens e portes, também possuem problemas com seus processos. Para as empresas funcionarem, com o mínimo de organização e eficácia, é extremamente importante que tenham processos bem definidos e compreendidos por seus colaboradores, o que nem sempre acontece. Para saber se os processos estão ajudando ou atrapalhando seus times, basta perguntar a eles. Muitos lhes dirão prontamente o que atrapalha, o que ajuda e o que pode ser mudado para que fique quase perfeito. Pela minha experiência, percebi que a boa comunicação e capacitação são suficientes para que os processos sejam compreendidos e a eficácia do time seja melhorada, em outros, é preciso mudá-los quase por completo e

às vezes até reestruturar as áreas responsáveis pela execução. Trabalhei em uma empresa multinacional de grande porte na área de telecomunicações, e várias vezes atividades de extrema importância ficavam paralisadas porque algum responsável por uma assinatura ou autorização estava de férias. O projeto atrasava e a equipe responsável era penalizada pelo atraso. Em outros momentos, os processos tinham muitos passos, passando por muitas áreas e sem o controle necessário, gerando perdas e muita ineficiência. Todo colaborador de uma organização que vê o seu trabalho e esforço indo por água abaixo, por conta de uma “burocracia” desnecessária e ineficiente, fica desmotivado e improdutivo, gerando perdas ainda maiores. Para identificar se sua organização está perdendo com a burocracia, identifique pontos de controle nos seus processos como: tempo de atendimento à uma solicitação, tempo de resposta, reclamações de clientes internos e externos, nível de satisfação dos colaboradores com os processos atuais. Você perceberá que com poucas perguntas é possível avaliar se seus processos estão muito burocratizados ou não.


Se você identificou que precisam de mudanças, alguns passos podem ser bem úteis: 1 – Identifique todos os passos e todas as etapas para a realização de uma determinada atividade. Faça isso como se estivesses escrevendo uma receita culinária para fazer um bolo, por exemplo.

2 – Identifique todos os documentos e informações que são necessárias para a realização do processo, assim como todos os documentos e informações geradas por ele.

3 – Converse com as partes interessadas do

das vezes, passos inúteis, retrabalhos, redundâncias de informação e falta de conhecimentos sobre o processo costumam ser os pontos mais críticos e problemáticos.

5 – Analise se as melhorias propostas são viáveis e trarão os resultados propostos.

6 – Desenhe o novo processo, capacite os colaboradores, implante e estabeleça um plano de controle para garantir que ele será realizado conforme planejado e que se novas melhorias forem identificadas, serão analisadas e implantadas antes de algum funcionário pedir demissão ou de ter prejuízos.

processo, ou seja, todos que influenciam ou são influenciados pelo processo, de forma positiva ou negativa. Nessa relação, você deve incluir os responsáveis por alimentar o processo com informações e documentos, os responsáveis pela execução dele e os clientes internos ou externos que vão usar suas informações, documentos ou resultados.

7 – Comemore os resultados. Esse talvez seja

4 – Identifique junto com as partes interessa-

Boa sorte e sucesso com os resultados obtidos por meio da burocracia eficiente.

das quais os pontos de melhoria. Na maioria

o passo principal. O maior benefício é a equipe perceber que todo o esforço valeu a pena e que foi reconhecida pelo seu desempenho real, não pela ausência de uma assinatura de alguém que estava de férias.

Paulo Matos Coach certificado pela Sociedade Brasileira de Coaching. Gerente de projetos PMP pelo Project Management Institute, pós-graduado em gestão de projeto pela UFRJ, administrador e gestor empresarial. paulomatos@pmatos.com.br

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^ SE ATUALIZAR UP 2 DATE NOVIDADES PARA VOCE

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1 - Clipp porta copos

Problema com espaço na mesa? Que tal essa alternativa? Suporte para copos, canecas e xícaras onde você prende o produto na mesa, deixando seu ambiente mais criativo. Prenda-o com segurança por meio do seu forte grampo que fixa na mesa.

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2 - Petchatz

Quem tem um bicho de estimação geralmente sofre por ter que ficar longe dele. Pensando nisso, uma empresa americana pensou num gadget que pode resolver esse problema. O sistema de comunicação permite que o dono do gato ou do cachorro se comunique com ele de qualquer lugar do mundo. $350.

3 - Mala-patinete

Os ingleses acharam uma solução para quem está cansado de correr pelos aeroportos com a mala a tiracolo. Agora, é a mala que leva você. A empresa britânica Micro Scooters – especializada em scooters lançou a inovadora Micro Samsonite Scooter. O produto é uma mala de carrinho simples, mas basta apertar um botão e ela se transforma em um meio de transporte. 250 libras.


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4 - Isolante sonoro

Se você mora em uma rua muito barulhenta, vai gostar de saber desta novidade. Um designer australiano inventou um gadget chamado Sono. Quando acoplado a uma janela de vidro, o aparelho anula os sons que vêm de fora. O aparelhinho tem mais ou menos o tamanho da palma da mão e, além de atenuar as ondas sonoras indesejáveis, produz sons relaxantes, como o cantar dos pássaros, por exemplo. Ainda não está à venda.

5 - O “faz tudo”

Com tantas plataformas à disposição, como tablets, notebooks e smartphones, às vezes a gente precisa enviar um arquivo de um lugar para outro e acaba usando pendrive ou e-mail, que têm várias limitações. Pensando nisso, uma empresa americana criou um dispositivo chamado “Lima”, que compartilha a memória com vários aparelhos ao mesmo tempo.

6 -Para os distraídos

Quem nunca perdeu a chave do carro ou a carteira que atire a primeira pedra. Perder objetos é tão comum que uma empresa americana criou um item chamado “Tile”, que pode ser colado a qualquer objeto. O dispositivo, que tem mais ou menos o tamanho de um polegar e parece um chaveiro, se comunica com um aplicativo de iOs, que indica se a pessoa está perto ou longe do objeto. R$ 55,00

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ARTIGO LYDIANE RODRIGUES

PERCA PESO E

GANHE OURO

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ncentivos para emagrecer. Você já  pensou em experimentar alguns?  Em agosto de 2013, o governo de Dubai lançou um incentivo interessante. Usando o lema “teu peso é ouro”, a prefeitura de Dubai criou uma premiação para pessoas que conseguissem perder peso. Funcionou da seguinte forma: a cada cinco quilos perdidos, o participante ganhava  um grama de ouro (avaliado em US$ 42) por quilo. Para quem perdesse até dez quilos, dois gramas por quilo. E aqueles que perdessem mais de dez quilos, três gramas por quilo. Um bom negócio, não? Ao final da campanha, um arquiteto sírio de 27 anos e que pesava 146,7 quilos conseguiu um prêmio de US$ 2.738 por ter perdido 26 quilos. O segundo e terceiro lugar perderam 23 e 22 quilos, respectivamente.

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A partir disso,  quero compartilhar duas coisas importantes:

1ª)

Crie incentivos para emagrecer:  talvez você não consiga desenvolver um sistema de incentivos em que os quilos perdidos sejam trocados por ouro, certo? Mas pode encontrar formas de recompensar a si mesmo pelo sucesso alcançado em sua perda de peso. Veja, uma  recompensa eficiente é algo desejável, oportuno e condizente com a meta alcançada.  As recompensas podem incluir algo concreto como um CD, DVD, vestido, terno ou algum outro produto, também podem ser abstratas como tirar uma tarde de folga para passar com a família ou investir em você. Você que define! Várias pequenas recompensas dadas ao alcançar metas menores são mais eficientes do que uma grande recompensa que requer

Lydiane Rodrigues Nutricionista, coach esportiva, emagrecimento e saúde, palestrante. Professional coach pela Academia Brasileira de Coaching com Certificação Internacional pelo BCI. www.lydianerodrigues.com.br

esforço mais longo e difícil!  Que recompensa você pode criar agora para incentivá-lo a emagrecer? Anote em um pedaço de papel e se comprometa. Recompensar-se, assim como reconhecer o sucesso obtido em seus esforços, é uma das formas de manter-se motivado para continuar modificando hábitos e perdendo peso.

2ª)

Vá com calma:  não foi divulgado com detalhes os recursos que os ganhadores do “teu peso vale ouro” adotaram para alcançar os resultados. É certo que foi perdido muito peso em um tempo curto e perder peso rápido pode não ser uma coisa boa, ao contrário do que as pessoas possam pensar. Já se passaram vários meses, será que os ganhadores continuam mantendo o peso perdido? Quando se perde  peso de forma extrema e rápida, o tecido muscu-

lar também diminui. Nesse caso, é grande a facilidade de recuperá-lo e este voltar em forma de gordura! Além disso, o emagrecimento rápido afeta o metabolismo, diminuindo a velocidade com que o corpo queima calorias. Essas desvantagens são desastrosas, evite os atalhos! Estabelecer metas realistas como perder apenas 400 a 900 gramas por semana dá ao corpo oportunidade de se adaptar à perda e evita a diminuição de massa magra/músculo. Entenda, emagrecer funciona como o ato de subir uma montanha alta e íngreme: não adianta se apavorar, ao perceber que o pico é muito alto, o importante é ir com calma, ter prazer de subir (emagrecer)  e vencer os obstáculos (manter o peso perdido), aí sim você vai ter sucesso! Vença a guerra contra o sobrepeso, quanto mais peso você perde, mais SAÚDE ganha!

Quando se perde peso de forma extrema e rápida, o tecido muscular também diminui.

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ARTIGO FATIMA FARIAS ´

ESTIMULAR A CRIATIVIDADE FAZ PARTE DO SUCESSO

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tualmente, no mundo dos negócios com competitividade global, a inovação se faz necessária para a sobrevivência no mercado acirrado de players. Estimular a criatividade é garantir vantagem competitiva, porém é, ao mesmo tempo, lidar com o risco. Risco este que pode ser minimizado com a sinergia de ações voltadas ao ambiente empresarial, que estimulem

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a participação dos colaboradores, aumentando o empowerment nas decisões compartilhadas, investindo de modo legítimo na diversidade, na transmissão de conhecimentos e educação corporativa. Tais estratégias devem ser de médio e longo prazo e em pesquisas e desenvolvimento, em que o uso de meios tecnológicos é parte da evolução e devem proporcionar resultados satisfatórios sustentáveis para a comunidade de uma forma mais ampla.


Quando as empresas constroem sua história de sucesso e reputação baseada em confiança mútua junto a seus acionistas, gestores, colaboradores, fornecedores, parceiros, consumidores, universidades, governo e comunidades do entorno, sua credibilidade impacta diretamente a longevidade da marca, assim como a dos produtos e serviços. Em retorno a todas estas ações investidas, está a gratificação com os resultados favoráveis e o sucesso, verificado pelo forte engajamento de colaboradores e clientes, mesmo em momentos de crise e mudanças em seu ciclo de existência no mercado. O grande desafio em momentos atuais é manter-se em sintonia com as demandas de mercado e, ao mesmo tempo, com as indefinições que as economias local e mundial têm apre-

Fátima Farias

É consultora especialista em estratégias corporativas, governança, gestão de performance & potencial - management. Integra a Coordenação do Grupo de Sustentabilidade e Responsabilidade da AAPSA, desde 2010. www.aaapsa.com.br

sentado num panorama que exigirá mais esforços, visando garantir que as competências de seu “Capital humano” sejam estimuladas a ampliar sua criatividade. A inovação deriva de ações e práticas internas sustentáveis de RH que valorizem os esforços, a persistência, o empenho, que premiem as genuínas intenções de trazer novas ideias e de querer participar das decisões, existindo para isso canais de comunicação direta com seus interlocutores que atuem diretamente com as estratégias do negócio. Quando a empresa tem conhecimento de modo estruturado e estratégico de seus níveis de competências, abre um rol de oportunidades que estimulam a iniciativa, a capacidade de criação e inovação, com o aumento da prontidão e preparado de backups que possam dar continuidade aos

projetos e processos de modo mais abrangente. Nas empresas em que o “individual criativo” é absorvido e “transformado pelo coletivo”, as mudanças são fortalecidas de modo consistente em resultados de inovação. O que significa dizer que não existe inovação se não houver resultados concretos que levem ao avanço e geração de valor intelectual e mercadológico (segundo demandas). Vale concluir, portanto, que o sucesso das empresas depende de um estado constante de “ebulição criativa”, de pitadas diárias que propiciem e estimulem fazer diferente, empreendendo para a obtenção de soluções e resultados surpreendentes. É sabido que em momentos de grandes adversidades e situações críticas podem surgir ótimas ideias criativas!

O grande desafio em momentos atuais é manter-se em sintonia com as demandas de mercado e, ao mesmo tempo, com as indefinições que as economias local e mundial têm apresentado.

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´ AUGUSTO CORREA ARTIGO JOSE ^

QUAL É O PROFISSIONAL

DOS SONHOS DAS EMPRESAS?

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oje temos um grande paradoxo entre a oferta de trabalho esperando mão de obra qualificada e comprometida e os profissionais que buscam uma colocação atrativa no mercado ou que ainda não estão preparados para tal vaga. Em face desses dois fatores, uma pergunta não quer calar: Qual é o profissional dos sonhos das empresas? Trabalho em consultoria com profissionais de RH e diretores de empresas que estão em uma busca frenética e não sendo correspondidos positivamente pelo mercado de trabalho. A competitividade global acaba por fazer que uma empresa, para que tenha sucesso, consiga os melhores profissionais do mercado. O gap gerado entre esta necessidade latente, a oferta e o que os profissionais acham certo é que acaba sendo um impeditivo para o crescimento de profissionais e empresas. Existem cinco fatores que toda empresa busca no profissional: Comprometimento É a capacidade de uma pessoa “vestir a camisa da empresa”. Para ter isto, pare de procurar um emprego e passe a procurar trabalho. Funcionários comprometidos não perguntam em entrevistas de emprego se precisam trabalhar final de semana, depois do horário, se precisam via-

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jar, se a empresa fica longe... Este é o maior pesadelo das empresas. Qualificação Responda: o que você quer fazer na empresa? Esta preparação começa bem antes de se pisar na empresa. Sua vida: o que você quer fazer em seus 40, 50 melhores anos. As empresas necessitam de profissionais desde serviços gerais até CEOs. Cada qual com sua competência. Capacidade de atualização de forma produtiva A pessoa deve se atualizar de forma que os conhecimentos adquiridos gerem conteúdo prático, melhorem seu desempenho e o das pessoas ao seu redor. O profissional deve saber administrar seu tempo para conseguir atualização produtiva dentre todo este conteúdo. Agora de nada adianta se você não conseguir gerar conteúdo produtivo para sua atividade profissional. Lembre-se do processo de conhecimento onde temos:

Experiência A experiência é representada pela sua vivência em situações que o habilitam a ter um feeling melhor para decidir a melhor opção em dado momento. Como conseguir experiência? Duas formas são vitais ao serem combinadas para que não se torne uma questão de idade. A primeira é a sua experiência; o que você viveu. A segunda é aprender com a vivência dos outros. Conhece algum profissional experiente em sua área? Vá até ele e busque conhecimento, tirando suas dúvidas e o deixando compartilhar sua experiência. Prezados leitores, isso é o que as empresas querem. Trabalhem nestes pontos e sejam os profissionais que as empresas querem. Dúvidas, fico à disposição!

Ignorar –> Conhecer –> Praticar –> Tornar hábito Capacidade de trabalhar e produzir em equipe Esta habilidade é uma junção das outras, voltada à sua equipe. Desenvolva as demais habilidades e compartilhe com os outros as informações que são necessárias para que todos atinjam o ápice em suas atividades.

José Augusto Corrêa Empresário, palestrante, consultor, professor, auditor e coach. Escritor dos livros: Ser+ em Excelência no Atendimento ao Cliente, Ser+ com Equipes de Alto Desempenho e Manual das Múltiplas Inteligências, pela Editora Ser Mais. jose@joseaugustocorrea. com.br


´ POR UM PLANETA SUSTENTAVEL

BIKEBOYS

BANCO FEITO COM

Você já experimentou os serviços dos bikeboys? O trabalho realizado por esses profissionais, também conhecidos como bike couriers ou bike messengers, custa menos que entregas motorizadas, leva o mesmo tempo e não polui o ar que respiramos. A ideia deu tão certo que até já rendeu parcerias com empresas como a Netshoes e o Itaú BBA.

O projeto foi desenvolvido pela designer holandesa Elena Goray e pelo designer alemão Christoph Tönges. O banco é todo feito com toras de bambu, cortadas para dar forma de banco, que são presas com uma espécie de cinto de aço.

NIKE BETTER WORLD

LUMINÁRIAS DIFERENTES

IDEIAS SUSTENTÁVEIS CHAMAM ATENÇÃO DOS CLIENTES

Como parte da essência dessa iniciativa, a empresa americana criou produtos que ajudam a promover a performance superior dos atletas e o menor impato ambiental. A inovação está presente nos processos de conceção e desenvolvimento, através da utilização de materiais amigos do ambiente, reduzindo o desperdício e eliminando os resíduos tóxicos.

BAMBU

Reciclagem de utensílios domésticos velhos e quebrados para uso na decoração da casa é uma das tendências do design moderno. Observe no detalhe como o tambor todo perfurado da máquina é perfeito para a luminária. A luz, quando refletida nos furinhos naturais da peça, gera um efeito de iluminação muito legal, que valoriza qualquer ambiente.

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´ ARTIGO FABIO FRANCA

TRABALHO A DISTÂNCIA PODERIA

NEGÓCIOS?

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oje a maioria das organizações de todos os portes utiliza o trabalho a distância e a tendência é que ele cresça exponencialmente. Essa prática decorre dos avanços tecnológicos e do crescimento do mundo da informação pelo uso de celulares, smartphones, conexões via celular 3G e 4G, recursos que mantêm as pessoas interconectadas com tudo o que acontece no mundo e no momento em que acontece. As empresas devem estar prepararadas para se inserir nesse mundo da informação e do conhecimento e adotar suas regras diametralmente opostas aos processos industriais e de informação conhecidos até o presente. Precisam também contar com pessoas de alta competência com domínio da tecnologia para que possam colocar seus conhecimentos a serviço de seus projetos, estejam onde estiverem. 24 editorasermais.com.br

Mas, este tipo de trabalho ainda enfrenta dificuldades. Encontramos empresas que o adotaram e voltaram atrás, o que parece demonstrar a necessidade de se prepararem para enfrentar o mundo da tecnologia e do conhecimento. Vantagens para as empresas Alega-se que o teletrabalho reduz custos, pois a empresa passa a manter layouts internos enxutos com menor número de pessoas, diminuindo a compra de equipamentos e despesas com movimentação de pessoal. A principal vantagem é a possibilidade que a empresa tem de contar com equipes altamente preparadas, concentradas no desenvolvimento de projetos inovadores e engajadas em tarefas de inteligência e em pesquisas de mercado para enfrentar a concorrência e não perder sua competitividade.

Vantagens para os empregados Argumenta-se que o trabalho a distância promove a qualidade de vida dos empregados, pois passam a usufruir da infraestrutura de um home office oferecida pela empresa. Podem, assim, desenvolver suas atividades no conforto do ambiente doméstico, aproveitar melhor seu tempo, pois não precisam gastá-lo no trânsito caótico da maioria das grandes cidades brasileiras. Podem igualmente programar sua agenda de trabalho, optando pelos momentos em que produzem com mais eficiência. Além disso, podem ainda planejar suas atividades domésticas e sociais. Problemas O trabalho a distância apresenta problemas, por exemplo, os apelos à dispersão, maior dedicação aos deveres familiares e ao lazer. O ambiente doméstico pode ser ina-

ilustrações: Estúdio Mulata

PREJUDICAR OS


O que o trabalho a distância exige das empresas e dos empregados? O recurso do teletrabalho exige que as empresas estejam preparadas para administrar as novas condições de sua inter-relação com seus contratados. A decisão da empresa pela sua adoção só pode ser tomada depois de bem estudadas as condições de suas políticas de gestão, a natureza do trabalho e das condições psicológicas e de moradia de seus empregados. Trata-se de novo tipo de relação trabalhista na qual se torna obrigatório o treinamento das chefias e dos trabalhadores. A administração centralizada, vigilante, que pressiona a qualquer momento o trabalhador não condiz com o teletrabalho. Ele precisa se sentir livre e merecedor da confiança de suas chefias no cumprimento das tarefas pelas quais é responsável. Para garantir o êxito dos trabalhadores, a empresa necessita planejar com precisão o que deve ser feito, estabelecer objetivos, metas possíveis de serem atingidas. Não se pode esquecer a meritocracia nesse tipo de relação. Dos empregados, espera-se que tenham maturidade, determinação,

responsabilidade, e saibam usar a liberdade, não confundindo trabalho e lazer. Seja dentro ou fora da empresa, ela cobrará sempre o cumprimento de tarefas, sem prejuízo para seu desempenho. O teletrabalhador não pode se deixar levar por hábitos menos corretos da cultura brasileira, como o “jeitinho”, a falta de comprometimento, de foco, hábito da procrastinação, executando tarefas sem qualidade na última hora. A empresa espera sempre que o trabalho confiado a alguém seja executado com determinação e qualidade. Conclusão Longe de prejudicar os negócios, o trabalho a distância representa hoje e representará daqui para o futuro a solução para a maioria das organizações tocarem com sucesso seus negócios. E mais. Na medida em que a presença física de empregados for menor nos escritórios, a arquitetura das residências será concebida com espaços adequados ao home office, e elas estarão totalmente conectadas pela Web com todos os recursos do mundo virtual e global, para que o trabalho seja realizado em condições ideais.

dequado por falta de espaço e de privacidade para a instalação de um escritório doméstico, o que impedirá a produtividade. O home office pode tornar a vivência estressante pela monotonia de permanência no mesmo local, dificuldade em determinar horas de trabalho e de dedicação aos filhos, por exemplo. Não só isso. Para algumas pessoas, a falta de contato com os colegas da empresa dificulta a troca de experiências e pode desestimulá-las, pois só se sentem produtivas quando vivenciam o ambiente do trabalho presencial porque querem mostrar serviço aos colegas e às chefias, esperando reconhecimento imediato do que fazem. A falta de tais estímulos pode conduzir ao isolamento laboral e pessoal, induzir à depressão, diminuir a dedicação ao trabalho e, portanto, causar pouca produtividade. O teletrabalhador precisa ter competência, personalidade madura, ser bem resolvido, capaz de planejar, trabalhar em condições adversas, e de fazer a gestão do próprio tempo. Segue-se desse raciocínio que tal tipo de trabalho não é indicado para todos.

A administração centralizada, vigilante, que pressiona a qualquer momento o trabalhador não condiz com o teletrabalho.

Benedito Fábio França Milioni Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo – Relações Públicas – ECA/USP; tem formação em Filosofia e Psicologia. Escritor do livro Ser+ com Comunicaç;ão pela Editora Ser Mais.

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MODA, BELEZA E ESTILO

Ternos sob medida

Muitas pessoas têm dificuldades ao comprar roupas por que elas nunca ficam exatamente certas no corpo. Afinal de contas, somos todos diferentes, não é mesmo? Pensando nisso, uma marca de ternos de Nova Iorque, a Arden Reed, criou um caminhão que funciona como uma espécie de ateliê móvel com um scanner 3D, que lê todas as medidas dos rapazes em 20 minutos. Rápido e prático, não?

Pharrell Williams & Adidas Originals Além de ser talentoso na música, nas trilhas sonoras e nas produções de álbuns vencedores de prêmios, o artista agora ganha uma coleção só sua em parceria com a empresa alemã. Sua primeira colaboração tem data de lançamento para o segundo semestre desse ano.

Condicionador Ecru New York Silk Nourishing O condicionador em spray é um leave-in que desembaraça os fios na hora e dá muito brilho. Além disso, melhora as pontas duplas, o frizz e protege os cabelos do calor do secador. Tem Aloe Vera e Pró-vitamina B5, que restauram as pontas duplas e protegem os fios dos danos do sol.

Key bags Designer português João Sabino, cria bolsas a partir de teclas de computador. Em cada uma delas, utiliza 393 teclas de teclados comuns, com o objetivo de criar uma forma fragmentada. O acessório pode, inclusive, trazer mensagens diretas ou codificadas através das letras das teclas. Suas peças já foram tema de exposições em Lisboa, Milão, Paris, Frankfurt e Barcelona. Custam entre 130 euros e 145 euros nas vendas para o Brasil.

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NOVIDADES DO MUNDO DA WEB

“Moda Livre”

Denuncia marcas que utilizam trabalho escravo O aplicativo vai deixar claro quais empresas estão trabalhando dentro da lei e quais se aproveitam de condições abusivas. Desenvolvido com a apuração da ONG Repórter Brasil e design digital da PiU Comunica, o software traz as ações que as principais varejistas de roupas do país vêm tomando para evitar que suas peças sejam produzidas por mão de obra escrava.

Ferrari Mania O aplicativo oficial da montadora italiana tem galerias de fotos, arquivos de textos sobre o cavalinho, e ainda tem a função “Speed”, que simula o áudio e o visual ao se pilotar uma Ferrari. US$1,99

App WebMotors

O aplicativo tem classificados de automóveis para comprar e vender, gerenciamento de anúncios e, também, uma ferramenta para avaliar o conteúdo. Nele, você encontra oficinas próximas de onde está e conhece os lançamentos mais recentes do mercado.

Aplicativo “Meu Filho Sumiu” Esse App serve como alerta e divulgação em massa e tem como objetivo atuar em cooperação com as ONGs e autoridades do país, na busca por crianças desaparecidas. Ao cadastrar um menino ou menina no site, a informação se espalha nas mídias sociais, GPS e smartphones. Você também pode doar seu perfil do Facebook para se tornar um vigilante voluntário e ajudar esta causa.

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´ PERCIA COACHING ANDRE

COMUNICANDO-SE

com a mente inconsciente para vencer

DESAFIOS

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sta técnica que tem base em outra clássica da Programação Neurolinguística nos ajuda a identificar e responder de forma mais harmônica e construtiva a situações ainda limitantes. Por exemplo: manutenção de estados negativos, repetição de comportamentos internos, que queremos deixar de ter, formas de ser e reagir ao mundo etc. Você se comunicará com a mente inconsciente e reorganizará a forma como processa o padrão limitante. Assim:

1 Identifique uma parte interna sua

que ainda produza uma situação que considera problemática ou limitante em sua vida. Quando tiver identificado essa parte, toque seu pulso. 2 Estabeleça um canal de comunicação com a suposta parte que produz o problema ou limitação. Pergunte se essa parte pode se comunicar com você, e a convide a gerar uma manifestação singular, seja na forma de sensação física, vibração, imagem, diálogo interno ou alguma combinação desses elementos. Quando ocorrer a suposta comunicação, solicite que ela a repita mais algumas vezes para que você possa testar, de preferência uma ou duas vezes. Tendo estabelecido a resposta ou comunicação, pergunte: - Parte, o que está tentando fazendo por mim que ainda me mantém repetindo o comportamento limitante ou problemático? O que quer fazer 28 editorasermais.com.br

por mim, comunicar ou me fazer compreender? Ou, o que eu poderia escolher aprender com a situação que era limitante? Aguarde uma resposta interna que o ajude a compreender a questão, e solicite que ela confirme com o padrão de resposta estabelecido anteriormente. 3 Com essas respostas, você identifica a intenção positiva da parte. Ao identificar, toque uma de suas coxas. Comece a se dar conta de que uma coisa é a existência da intenção positiva, e outra é a forma até então escolhida para dar expressão a ela, ou seja, existem outras formas de se lidar com a intenção positiva diferente dessa forma que havia se estabelecido (situação limitante). 4 Traga agora na sua memória a lembrança de um momento em que experimentou bastante criatividade de qualquer época de sua vida, e se imagine voltando no tempo, vendo, ouvindo e sentindo intensamente (mais do que explicando) tudo outra vez. Quando estiver experimentando bem intensamente a criatividade, toque o joelho na mesma perna da coxa tocada no passo anterior. 5 Em seguida, divirta-se criando três modos de satisfazer a intenção positiva relacionada à situação limitante só que não mais da velha forma, Agora de maneira saudável, construtiva e divertida. No processo de criar, toque outra vez, primeiro a coxa, depois o joelho, no mesmo lugar e da mesma forma. 6 Pergunte à parte que se manifestava de forma problemática se ela quer encontrar uma forma positiva, cons-

trutiva e divertida de assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento dos novos comportamentos criativos gerados. Verifique se a resposta (comunicação estabelecida) se repete. 7 Pergunte para à totalidade de si mesmo se existe alguma outra parte que faz objeção às mudanças. Se ainda houver: - Identifique a parte. - Identifique a objeção. - Busque processos de pensar de forma a conciliar, que seja de forma temporária e a curto prazo as questões trazidas em forma de objeção com o que já está trabalhando. Visualize possíveis soluções integradas. - Volte a verificar se a totalidade de si concorda com o resultado trabalhado. Imagine um futuro onde lá você já experimenta completamente os benefícios do trabalho feito, com todos os ganhos e desdobramentos positivos, com ênfase em tudo o que vê, ouve e sente sobre a mudança. Teste: como se sente agora em face daquilo que era limitante?

André Percia Psicólogo clínico e hipnoterapeuta com formação internacional em Coaching. Coordenador de livros da Editora Ser Mais. youtube.com/Andrepercia apercia@terra.com.br


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CAPA CARLOS DIAS

COMO TRANSFORMAR SEU HOBBY

EM UM NEGÓCIO LUCRATIVO Saiba como identificar quando sua atividade de lazer pode virar uma oportunidade de negócio e render bom resultados “Escolha um trabalho que você ame e não terá que trabalhar um único dia em sua vida”. Confúcio

O

que leva alguém a largar uma profissão em que já está estabelecido para viver de seu hobby? Ou melhor, como fazer com que ele seja uma fonte rentável e que, ao mesmo tempo, lhe proporcione realização e alegria? Aqueles que têm esse desejo, precisam saber que mudar de vida e se arriscar a trabalhar com algo que realmente satisfaça suas vontades nem sempre é garantia de colher bons frutos e que, antes de se lançar, é necessário planejar muito bem. Mesmo sendo um hobby é preciso pensar em trabalho, e, consequentemente, em negócio. Veremos,

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a seguir, a história de algumas pessoas que trilharam esse caminho e contarão seus cases de sucesso e realização. O economista e capitão do veleiro Guapo, Vilfredo Schurmann, narra um pouco dessa experiência de aliar algo que gosta com o trabalho. Ele conta que o sonho e a certeza de querer torná-lo realidade, no caso o hobby, fizeram com que todos de sua família “embarcassem” na aventura. “Deixamos para trás, casa, carro, trabalho, escola e o conforto da vida em terra firme”, resume. Heloísa, sua esposa e filhos, Wilhelm, David e Pierre zarparam para realizar o sonho de suas vidas: dar a volta ao mundo a bordo de um veleiro. Mas


para torná-lo possível, a preparação foi longa e exigiu sacrifícios de todos integrantes. Segundo Vilfredo, foi um ano de planejamento para cada ano passado no mar, e nesses dez anos de preparação foram feitos vários treinamentos e em diferentes áreas: navegação, primeiros socorros médicos e dentários, eletricidade e eletrônica. Durante a viagem, os Schurmann se tornaram empreendedores realizando charters com o veleiro: os filhos davam aulas de windsurf e mergulho enquanto a esposa escrevia artigos para revistas e publicações especializadas. Segundo o consultor do Sebrae-SP, Haroldo Matsumoto, hoje existe a busca do equilíbrio entre profissão, família e qualidade de vida. “Imagino que, por muitas vezes, acabamos privilegiando a carreira e profissão em detrimento da família e qualidade de vida ou vice-versa”, constata. Para o Matsumoto, em certos momentos, as pessoas se questionam até que ponto vale a pena e por que não transformar o que se gosta em trabalho rentável. Exatamente o que fizeram os Schurmann. “Tornamo-nos a primeira família brasileira a completar uma volta ao mundo a bordo de um veleiro. Mais importante que a fascinante oportunidade de conhecer o mundo, a convivência permitiu que tivéssemos o privilégio de compartilhar em família a grande aventura de nossas vidas”, exalta o capitão.

Ou seja, quem quer montar um negócio ou viver de seu hobby, como no caso dos Schurmann, precisa coletar informações que deram subsídios à elaboração da viagem. Já no caso de uma empresa, é necessário criar um plano de negócios, essencial para quem quer empreender. O planejamento é essencial para a criação e manutenção de uma companhia e deve ser a primeira coisa que o empreendedor tem de fazer. Nele são detalhados todos pontos a favor e contra, como por exemplo, análise de concorrência e riscos que podem atrapalhar o seu empreendimento. Além disso, é preciso saber quanto deverá dispor para iniciar o projeto e com-

ilustrações: Danilo Bianchini

preender como a economia poderá afetar a iniciativa. O hobby só se transforma em um negócio quando o empreendedor percebe que há demanda considerável para o produto ou serviço concebido por ele e, ao mesmo tempo, quando observa que essa atividade começa a render um recurso financeiro extra, capaz de superar suas expectativas. Nesse caso, o ex-piloto de Fórmula1 e, hoje designer de carros da TMC, Tarso Marques, desde a época em que guiava profissionalmente pelas Fórmulas 3000, 1 e Indy, seu maior hobby também envolvia carros, mas personalizados. Segundo Tarso, a paixão pelo que se faz gera o sucesso

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CAPA

da aceitação das pessoas no seu caso, especificamente, os clientes com seus carros e motos modificadas. No entanto, foi com uma moto que deu início à empresa TMC (Tarso Marques Concept). Seu estúdio de customização de veículos foi montado quase que por acaso. Contratou pessoas para construir um carro e uma moto como queria e começou a usá-los. Muita gente quis comprar suas máquinas e, obviamente, o empresário não queria vender. Foi então que Tarso aceitou fazer um modelo sob encomenda para um amigo e, desde então, foram aparecendo mais encomendas, que culminaram na criação do negócio. Para o piloto, o hobby e o negócio, atualmente, são duas coisas totalmente diferentes e que não se misturam. “Hobby era quando fazia somente pra mim. Então, a partir do momento que comecei a fazer para terceiros, deixou de ser um hobby e passou a ser um trabalho que faço com prazer. Afinal, são coisas bem distintas”, relata. Partindo desse princípio em que o “acaso”, digamos assim, levou o hobby ao negócio, seis físicos for-

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mados pela Unicamp apaixonados por cerveja decidiram produzir sua própria bebida, a Lamas Bier. Duas semanas após a ideia, começaram o processo de fabricação e quinze dias depois veio o primeiro gole. Com o tempo e entendendo mais sobre cerveja, queriam criar novos sabores e experiências. Perceberam então a grande carência em encontrar materiais específicos para se fazer cerveja artesanal em casa: fermentos variados, maltes especiais, equipamentos, livros etc. Após algumas viagens ao exterior vendo como as Brew Shops vendem absolutamente todas as soluções em insumos e equipamentos cervejeiros, começaram a sua própria loja no Brasil e, assim, nasceu a Lamas Brew Shop. Para o sócio-proprietário da marca, David Figueira, transformar o hobby em negócio foi um grande passo. “O caminho natural do cervejeiro caseiro é montar um bar ou uma microcervejaria mas, no nosso caso, não queríamos abondonar o hobby. Então resolvemos montar um loja onde o cervejeiro encontrasse absolutamente tudo o que precisasse para fazer uma excelente cerveja. Assim nasceu a Lamas Brew Shop” revela.

Para David, a partir do hobby se conhece profundamente os “gargalos” da produção artesanal e, principalmente, como e onde dar o próximo passo. “É um caminho natural para fazer o negócio crescer de modo saudável, dominar todos os aspectos do negócio, pois no hobby já tinhamos a noção do todo e isso foi de grande ajuda”, afirma. Segundo Matsumoto, o recomendado é que o futuro empreendedor busque conhecimento em gestão de empresas pois, no início do negócio, terá que aprender muitas áreas e funções da empresa. “Se a pessoa é comunicativa e sabe vender bem, mas não domina as questões de cálculo de preço e fluxo de caixa, a falta de equilíbrio nas áreas da empresa pode comprometer o futuro do negócio”, alerta. Para o consultor, em caso de dúvida, deve-se recorrer ao programa Empretec (metodologia desenvolvida pela ONU e aplicado no Brasil pelo Sebrae) pode ser uma boa alternativa, pois é voltada para o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor e identificação de novas oportunidades de negócios. Veja a seguir al-


gumas dicas que poderão ajudá-lo: - Busca de oportunidades e iniciativa; - Exigência de qualidade e eficiência; - Capacidade de correr riscos calculados; - Persistência e comprometimento; - Estabelecimento de metas; - Planejamento e monitoramento sistemático; - Busca de informações; - Persuasão e rede de contato; - Independência e autoconfiança.

Transição hobby x negócio A hora de saber, exatamente, quando deixar o trabalho é muito pessoal, mas do ponto de vista técnico o importante é fazer o plano de negócio, testes de mercado, um planejamento financeiro para determinar o ponto de equilíbrio e tempo de retorno do investimento. Deve-se preparar também a família, pois durante os primeiros anos do negócio os gastos familiares devem ser contidos até que haja um retorno financeiro suficiente para manter a empresa. “Acredito que o planejamento é a base. Se conseguir reunir informações, começar a ‘vender’ a ideia para amigos e parentes e ver qual a aceitação do produto ou serviço, funcionará como um teste de mercado e se o negócio será promissor”, aponta o consultor.

Para Schurmann, durante essa transição, haverá um tempo certo para isso. Segundo Vilfredo, o importante, além da vontade, é ter a certeza do que quer realizar e não ficar “em cima do muro”, indeciso. As condições financeiras, psicológicas, tudo precisa ser trabalhado durante a fase de planejamento. “Quem tem muito dinheiro e, principalmente, apego a essa condição, seguramente terá dificuldades em realizar um sonho. Para se conseguir isso precisa, antes de tudo, exercitar o desapego às questões materiais”, aconselha.

Já para Figueira, é uma posição delicada. A transição no caso dele, o incômodo por não achar certos itens para fazer a bebida crescia dia a dia. O feeling para indentificar nichos de mercado foi um bom sinal. Dele surgiu a ideia para importar/fabricar itens de qualidade e fundamentais ao hobby. “Um empreendendor jamais dever ter medo de investir em seu negócio. Se você acredita nele, não meça esforcos e garanta tudo para que decole, seja um empréstimo em banco, a abertura de uma filial ou uma grande compra. Nunca tenha medo de investir”, revela.

“Quem tem muito dinheiro e, principalmente, apego a essa condição, seguramente terá dificuldades em realizar um sonho.” editorasermais.com.br 33


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Nem sempre a paixão tem viabilidade financeira. Uma coisa é se dedicar a algo de forma artesanal, outra é produzir em escala.

Já para Vilfredo, o medo faz parte da transição. “Quando se tem paixão no que faz, há um plano bem definido, disciplina naquilo que quer realizar analisando os prós e os contras, vá fundo, não haverá erro. E, principalmente, nunca irá se arrepender por não ter tentado fazer”, recomenda.

Paixão e negócio: é possível aliá-los? Empreender é uma relação estreita entre persistir e resistir. Gostar do que faz é, definitivamente, um bom primeiro passo para empreender, pois é o que de fato vai dará a determinação necessária ao empreendedor. Segundo Tarso, essa junção se dá até certo ponto. “Se você manter a coerência e conseguir ter este equilíbrio, o negócio será um sucesso, destaca. A paixão não necessariamente tem viabilidade financeira. Uma coisa é se dedicar a algo de forma artesanal, outra é produzir em escala. Uma coisa é fazer algo por prazer e outra é procurar tanta gente que esteja disposta a pagar a ponto de cobrir os custos e despesas inerentes à constituição de um negócio de fato. Para David, o fato de fazer o que realmente se gosta, 24 horas por dia, é recompensador. “Trabalhamos com o que amamos, cercados de pessoas que fazem a mesma coisa que nós. É gratificante, conclui.

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O que um empreendedor não deve fazer? Errar pode fazer parte de qualquer negócio. Mas e o que pode, ou melhor, deve ser feito para não errar? Primeiramente, caso tenha acontecido, é reconhecer o erro, aprender com ele e tentar não repeti-lo. Veja a seguir algumas dicas do consultor do Sebrae-SP sobre o que não se deve fazer quando se começa a empreender: - Não buscar informações sobre o negócio; -Não determinar exatamente quem será seus stakeholders; - Deixar de buscar um diferencial competitivo; - Não saber separar as finanças pessoais e da empresa; - Não saber o preço correto de venda do seu produto ou serviço; - Deixar de se adequar à legislação pertinente ao seu negócio;

- Não desenvolver a capacidade de liderança nos subordinados, caso precise de mais pessoas para ajudá-lo na empresa. Por fim, quando você transformará seu hobby em um negócio? Lembre-se de ter planejamento, foco e execução. Três coisas simples, porém que podem ajudá-lo na transformação em algo lucrativo, servindo como renda extra ou mesmo como fonte primária.

Lembre-se de ter planejamento, foco e execução. Três coisas simples, que podem ajudá-lo na transformação em algo lucrativo, servindo como renda extra ou fonte primária.

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JO GO RÁ PI DO 36 editorasermais.com.br

Luís Ernesto

Lacombe

Profissional versátil. Já cobriu desde Olimpíadas, Copa do Mundo, guerras às visitas de Nelson Mandela e do Papa João Paulo Segundo ao Brasil dentre outros acontecimentos históricos. Conheça um pouco mais sobre a carreira e projetos do jornalista nesse bate-papo para a Ser Mais. Por Carlos Dias Como iniciou sua carreira? Conte-nos um pouco de sua vida profissional e da paixão pelo esporte. Trilhei um caminho longo até chegar ao jornalismo. Influenciado pelo meu pai, cursei duas faculdades ao mesmo tempo: processamento de dados na PUC-RJ, e estatística, na UERJ. Em dois anos, abandonei os cursos. Também tentei psicologia mas durou apenas um ano. Decidi, então, ir para o jornalismo pensando em trabalhar com impresso. Até que um colega de faculdade me convenceu de que eu deveria tentar televisão. Ele me disse que a TV Bandeirantes do Rio estava fazendo seleção para estágio. Fiz a inscrição, fui selecionado e desde 1988 trabalho com telejornalismo. Em 1990, deixei a Band e fui para a Rede Manchete, onde fiquei até 1992, quando me transferi para a RBS TV de Florianópolis, afiliada à Rede Globo. Em 1997, voltei para o Rio, contratado como repórter da Globo. Minha ligação com esporte também é influência do meu pai, atleta amador e torcedor apaixonado. Comecei a nadar aos quatro anos. Depois, fiz judô, jiu-jítsu, basquete, vôlei, vôlei de praia, tênis e vela, esporte que levei mais a sério, tendo corrido regatas por dez anos em três classes diferentes.


Você já trabalhou pela Globo News e Sportv. Apresentou o Esporte Espetacular e atualmente é apresentador de Esporte do BOM DIA BRASIL. Como foi passar por todas essas experiências? Desde o início da minha carreira no telejornalismo, pensei em trabalhar com esporte, mas a chance de realizar este sonho surgiu apenas quando eu já tinha 15 anos de carreira. Na Globo News, cobri Olimpíadas, Copa do Mundo, guerras e estava ao vivo quando houve os atentados de 11 de setembro de 2001. Foram todos momentos muito importantes na minha carreira, que me fizeram crescer. Para um jornalista, ter uma experiência tão vasta é importantíssimo. Em 2003, passei a comandar o Supervolley, do Sportv. Em 2004, fui para o Esporte Espetacular e nele fiquei até 2011, quando passei a comandar os blocos de esporte do Bom Dia Brasil. O trabalho no Bom Dia Brasil, atualmente, é também desafiador. Gosto muito da

parceria com os apresentadores do jornal, Chico Pinheiro e Ana Paula Araújo. Como o BDBR não é um programa exclusivamente de esporte, minhas participações no estúdio não são tão grandes. Mas o trabalho de editor de esporte do jornal também me dá muito prazer e me apresenta desafios diários. Como jornalista, quais são os maiores desafios para um repórter registrar todos esses acontecimentos? Quando comecei, no fim da década de oitenta, era época de sequestros no Rio. Tive que fazer muitos plantões na porta da casa de pessoas que eram mantidas reféns. Subi morro, durante tiroteios intensos entre a polícia e traficantes, cobri a Conferência Mundial do Meio Ambiente, no Rio, em 92, visitas do Papa, do Príncipe Charles e da Princesa Diana, de Nelson Mandela, logo depois de sua libertação. Ou seja, independentemente do tipo de cobertura, do assunto, acredito que os desafios são basicamente os mesmos sempre. É preciso, primeiro,

entender que história nós temos para contar, levantar as informações com todo cuidado ouvindo todos os lados envolvidos. Mas o maior desafio, acredito, é encontrar o melhor jeito de contá-la, a partir do material que conseguimos reunir. Um repórter de televisão tem que ser claro e objetivo, isso é fundamental, mas ele tem também que se preocupar sempre em desenvolver um roteiro de reportagem, um texto, que atraia e prenda a atenção do telespectador. Você tem três livros publicados: “Ilha de Santa Catarina – Jardim do Brasil”, “E aí, bicho?” e o “Manual Poético dos Esportes Olímpicos”. Como foi o processo de escrita dos livros e a escolha do tema desse último título infantil? Os três são livros de sonetos. Sempre fui apaixonado por poesia, em especial, pelos poemas de forma fixa. Quando novo, ganhei do meu avô um livro com uma “coroa de sonetos” e quis fazer uma homenagem a Florianópolis, quando morei lá. Decidi, então, escrevê-lo falando sobre a Ilha de Santa Catarina. Saiu pela Editora Insular, em 1997. Sobre o “E aí, bicho?”, quando meus filhos eram pequenos, gostavam muito de bichos, de ir ao zoológico. Resolvi escrever sobre os bichos preferidos deles, usando, de novo, os sonetos. Ele demorou para ser publicado, foi lançado em 2010 pela Escrita Fina quando meus filhos já estavam crescidinhos. É meu livro mais recente, também para o público infanto-juvenil, foi uma ideia da minha editora, Laura van Boekel: falar das 32 modalidades dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, em sonetos. No início, achei a ideia estranha, mas deu certo. O livro foi lançado no fim do ano passado pela Escrita Fina e tem ilustrações do editor de Arte da TV Globo Leo Queiroz e prefácio do Pedro Bial. Espero que os “sonetinhos esportivos” aproximem as nossas crianças das modalidades olímpicas.

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Informativo AAPSA

FÓRUNS AAPSA

E

Fonte de informações para os profissionais de RH e gestores de pessoas

ntre os meses de agosto a dezembro a Associação Paulista de Recursos Humanos e de Gestores de Pessoas (AAPSA) promoverá fóruns planejados para oferecer aos executivos e gestores de pessoas conhecimento, networking, capacitação, além de aproximar esses profissionais dos pertinentes temas que os norteiam. O propósito da AAPSA é ser fonte de soluções para as principais demandas e um parceiro estratégico de seus associados. A atual gestão, presidida por Waldir Mattos, tem dado grande relevância à geração de conhecimento e networking e seus fóruns demonstram ser canais muito importantes neste objetivo. 18 de setembro - IV Fórum de CEOs O IV Fórum de CEOs proporcionará uma visão sobre o papel do RH como parceiro estratégico da alta administração e dos desafios relacionados, bem como sua importância para o alcance de resultados consistentes. Compartilhará cases de sucesso os quais a área de RH tenha desempenhado ações chave para a obtenção de resultados diferenciados na gestão de pessoas e debaterá os principais desafios para a área de recursos humanos levando em consideração

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o mercado e o cenário econômico, explica o VP de Educação Corporativa Luciano Amato. Cada vez mais a relevância da gestão de pessoas se fortalece dentro das companhias. Ter líderes capacitados, alinhados às estratégias com foco em resultados é fundamental, mas, o que pensam os CEOs a respeito deste assunto? Quais são os programas de desenvolvimento que têm dado certo no mercado? questiona Amato ao alertar para a relevância do evento. Segundo o Diretor do Grupo Seleção e Treinamento Guilherme Françoso, debater a visão dos CEOs sobre a gestão de pessoas e cases de sucesso das empresas que adotaram políticas de ações “pode proporcionar um repertório de melhores práticas e networking que propicie a implementação de novas práticas inovadoras e modelos bem-sucedidos”. 3 de outubro – I Fórum de Responsabilidade Social e Sustentabilidade “Direitos Humanos, o caminho para a igualdade e justiça nos âmbitos corporativos e pessoais” é o tema do I Fórum do Grupo Responsabilidade Social e Sustentabilidade. Segundo a diretora Cintia Tunger, serão apresentados aos gestores de RH como a sustentabilidade impac-

ta na gestão de pessoas e influencia os processos das organizações, as tomadas de decisões dos líderes e colaboradores. A pauta dos direitos humanos, que até então se limitava aos aspectos privados e públicos, explica Cintia, alcançou as esferas administrativa, civil, jurídica e operacional e envolve diretamente sociedade e empresas. 21 de outubro - I Fórum sobre a Desoneração da Folha de Pagamento “A considerar o número de questionamentos na Justiça Federal a respeito de tributação de INSS sobre valores pagos a certos títulos aos empregados, trata-se de um tema bastante atual”, diz o diretor do Grupo de Administração de Pessoal Mário Alexandre Ferreira, responsável pela organização do Fórum. Ferreira explica que a Justiça tem se mostrado favorável a uma série destes questionamentos e que desta forma muitas companhias têm recuperado valores extremamente relevantes de INSS, em regra geral por meio da compensação do montante a ser pago no mês a mês. Sobre a importância de se debater esse assunto, Ferreira diz: “O momento econômico do país não é dos melhores e as estimativas de crescimento do PIB são preocupantes. Isto se reflete na saúde financeira


das empresas. Discutir a tributação de INSS pode gerar uma economia nos encargos a serem recolhidos no mês a mês e ainda mais, abre a possibilidade de você recuperar o passado, ou seja, em regra geral os últimos cinco anos de valores pagos indevidamente a título de INSS”. 13 de novembro – II Fórum de Inclusão de Pessoas com Deficiência Alinhar a importância da inclusão às estratégias das organizações é o foco deste Fórum que tem a Diretora do Grupo Gestão de Pessoas com Deficiência Fábia Silva como organizadora. “Nossa proposta é iniciar os trabalhos com um discurso que possa abarcar a inclusão como um todo, abrindo a discussão para incluir ou integrar pessoas”, diz Fábia. Ainda segundo ela, a importância deste processo é entender o que é diversidade e qual a relevância deste tema para o processo inclusivo nas empresas. Entre os temas debatidos no II Fórum

de Inclusão estão o primeiro emprego e como as empresas podem alinhar programas inclusivos, o que permeia legalmente este processo, como o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) pode contribuir com informes e compreensão da Lei, quais são as demandas do SENAI quando o assunto é inclusão, como criar parcerias para capacitação de pessoas, desenvolvendo talentos, além da apresentação de cases de sucesso.

dos gestores. “Capacitados, esses executivos poderão realizar uma efetiva gestão e promoção da saúde em suas organizações, de modo estratégico, com foco no aumento da produtividade, redução do absenteísmo e na redução de custos, considerando que os gastos com saúde dos colaboradores é a segunda maior despesa das empresas, perdendo apenas para a folha de pagamento”, diz Milva.

5 e 6 de novembro - II Fórum de Saúde Corporativa Com o tema “Olhar Estratégico para a Gestão da Saúde nas Empresas” o II Fórum de Saúde Corporativa se revela necessário às organizações uma vez que a saúde é um assunto estratégico e sua adequada gestão pode gerar vantagens competitivas sustentáveis para as empresas. Milva Gois, diretora do Grupo Saúde Corporativa da AAPSA, explica que o peso estratégico da eficiente gestão de saúde dentro das empresas tem intensificado a necessidade de informações para capacitação

27 de novembro - I Fórum de Remuneração Variável e Benefícios Flexíveis Com o tema “Estratégias de Remuneração” O Grupo Remuneração e Benefícios apresentará as principais tendências nas práticas de remuneração fixa, remuneração variável, incentivos de curto prazo (ICP), incentivos de longo prazo (ILP) e remuneração total e cases de sucesso. Segundo o diretor Manuel Lopes, a remuneração é sempre um tema importante nas organizações, pois se trata de uma das ferramentas de atração e retenção de talentos.

O I Fórum Internacional de Saúde Corporativa da AAPSA reuniu no ano passado mais de 150 participantes no Maksoud Plaza, em São Paulo.

Participaram do III Fórum de CEOs a palestrante internacional Susan Andrews, Marcos Maia (Kiman), Carlos Morassutti (Volvo) e Wagner Delgado e Maria Helena Barbosa (CEMIG)

Edição 2013 do Fórum de Remuneração e Benefícios no auditório da FIPECAFI, em São Paulo, com palestras da Wiabiliza e Hay Group.

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ARTIGO NAZARETH RIBEIRO

? M A D O M O C N I O BARULHOS

S

CUIDADO, PODE SER MISOFONIA!

abe aquele barulhinho que parece imperceptível para algumas pessoas mas pode ser ensurdecedor para você? Se isso acontece com frequência e o incomoda mais do que percebe, você pode ter misofonia! O termo significa “miso” ódio “fonia” som. Pessoas que sofrem dessa enfermidade reagem de forma irracional diante de sons especifícos. Misofonia, ou síndrome de sensibilidade seletiva do som, é caracterizada por uma hipersensibilidade aos sons do cotidiano, sons simples como uma torneira pingando, o ba-

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rulho do ar-condicionado, o trânsito, uma pessoa teclando no computador ou, até mesmo, mascando chicletes. Sons que provocam reações extremas como irritabilidade, raiva e até pânico. Muitos desses sons são descritos como inofensivos para outras pessoas mas, para um portador de misofonia, pode ser um grande desconforto e desencadear reações incompreensíveis para quem não tem informação sobre o assunto. Os indivíduos têm sofrido desse transtorno durante muitos anos,  sem saber do que se tratava, isto por que só  foi reconhecido como enfermidade na década de 90. Desse modo,  a misofonia tem sido

praticamente um mistério a nível mundial, até mesmo por profissionais da área da saúde. Ainda há pouca literatura a respeito, o que dificulta a informação especializada e, consequentemente, o tratamento adequado. Existem graus de classificação para a misofonia, ao todo, a doença apresenta 11 níveis. Caso não seja diagnosticada e tratada, pode causar sérios problemas psicossociais na vida das pessoas podendo levá-las a um isolamento social. O médico pode recomendar diversos tipos de tratamento como, por exemplo, a terapia de retreinamento de tinnitus e a terapia cognitiva-


-condicional, que apesar de não curarem,  ajudam o paciente a buscar alternativas para lidar melhor com o problema. As vítimas de misofonia sentem-se alienadas e até excluídas pois, algumas pessoas as consideram histéricas, muito sensíveis e, algumas vezes, até violentas. Se isolam socialmente não comparecendo a eventos sociais devido ao medo do que possa acontecer, da possível reação das pessoas e da dificuldade na compreensão. Quando questionados sobre o assunto, os portadores de misofonia relatam sentir culpa pelo transtorno que podem causar devido à sua intolerância aos sons e por sua reação a este desconforto, o que pode causar o afastamento e julgamento das pessoas à volta. A rejeição, o constrangimento e a intolerância se tornam constantes em suas vidas. Para remediar a situação, é comum o uso de fones de ouvido ou protetores auriculares, na tentativa de diminuir o desconforto. Porém, isto pode trazer outro problema. Ficar de fone de ouvido no cotidiano pode ser mal interpretado. As pes-

soas podem pensar que é uma forma de não querer se relacionar, se integrar e, com isso, se afastarem. E no trabalho, ainda há um agravante: nem sempre o uso deste recurso será aceito por seus pares ou pelo seu chefe. Isso reduz as possibilidades de inserção no trabalho e favorece demissões. A falta de informação dificulta o diagnóstico, assim muitos clientes podem ser diagnosticados com outros transtornos como TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), TEPT (transtorno do estresse pós-traumatico), ou transtorno bipolar. Isso devido à prevalência de sintomas similares a estes transtornos. O diagnóstico errôneo dificulta a terapêutica mais adequada para o tratamento. Ainda não existe um tratamento considerado ideal. A TCC (terapia cognitivo comportamental); programa de redução do estresse e entender como funciona seu pensamento, tem ajudado bastante, mas não em um nível confortável. Pouco se sabe ainda sobre a localização fisiológica que pode provocar tais sintomas na pessoa. Sabe-se

que essas estruturas estão ligadas ao sistema nervoso autônomo. Sendo assim, é possível considerar o treinamento cerebral por neurofeedback uma possibilidade de tratamento. A neuroterapia (fitness mental) pode mensurar o cérebro, perceber a possível área em desequilíbrio e então treinar este cliente para equilibrar áreas cerebrais com a intenção de minimizar estes sintomas e aumentar competências. Algumas pessoas podem ter excesso de ondas cerebrais rápidas numa certa área do cérebro em que esperamos ondas mais lentas, por exemplo, e isso pode justificar esta hipersensibilidade e até a potencialização de sons. Nos EUA existem alguns grupos de ajuda utilizando o treinamento cerebral como terapêutica. No Brasil, ainda é preciso avançar nesta área, porém a informação especializada certamente ajudará neste processo. Como especialista, recomendo e utilizo o biofeedback cardiorrespiratório combinado ao neurofeedback e o neurocoaching no tratamento para misofonia.

Nazareth Ribeiro Benedito Milioni

Neuropsicóloga; neurocoaching. Membro fundadora da Associação Brasileira de Biofeedback e professora do MBA Executivo em Saúde da FGV no Programa de formação e desenvolvimento de lideranças de alta performance. Escritora dos livros Manual Completo de Coaching e Ser+ com Saúde Emocional, pela Editora Ser Mais.

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ARTIGO MARCUS VINICIUS OLIVEIRA

SENSO DE ORGANIZAÇÃO É

CARACTERÍSTICA VALORIZADA NO MERCADO

A

organização é a condição mais favorável para se compreender, de forma inteligível, os critérios funcionais dos processos empresariais. Sem ela, compartilha-se o caos e os resultados não podem ser submetidos à lógica da ordenação dos fatos, pois não existe início, meio e fim. Sem esta condição, uma empresa não pode projetar seu futuro, entender seu passado ou estabelecer a prioridade presente. A ideia estruturada do trabalho não existiria sem a organização e, por conseguinte, sem o trabalho estruturado não haveria a vida empresarial. Pode até parecer tragédia grega, mas a organização do trabalho é o fator propulsor para a vida bemsucedida de empresas e de pessoas. Mais do que facilitar o cotidiano, é pela ideia de organização que dois valores da vida moderna se complementam e apaziguam as necessidades humanas: a) Entendimento das relações de causa e efeito que permitem estabelecer ações necessárias para projetar o futuro melhor ou novos resultados;

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b) Estabelecimento de estratégias para a melhor utilização do tempo. Se a organização é condição para uma vida de sucesso, como pessoas e empresas podem potencializá-la? Provavelmente, estabelecendo estratégias focadas em alguns critérios: a) Físico: trata-se daquilo que se pode tocar, tais como papéis, agendas, anotações... Para isso, mantenha perto de você as coisas que são utilizadas a toda hora. Aquilo que é de uso diário, deixe em local de fácil acesso. Itens de uso esporádico, coloque de forma ordenada em gavetas e armários identificados. Aquilo que não usa mais, descarte. b) Lógico: consiste no agrupamento e ordenação dos arquivos digitais de forma a tornar fácil suas identificações, hierarquias e cronologia ou qualquer outra condição lógica para rastreamentos. Uma forma de avaliar a qualidade dos critérios lógicos pode ser a utilização da regra de no máximo três cliques para acessar qualquer arquivo procurado dentro das pastas de seu computador pessoal ou do trabalho. c) Conhecimento: este critério tem a finalidade de captar e avaliar as informações recebidas. Primeiro, identifique a utilidade. Se não for algo de

seu interesse, ignore ou exclua. Caso contrário, classifique-as em assuntos (por exemplo, notícias, e-mails, comprovantes de pagamentos, etc.), importância e prioridade. Existem várias formas e critérios para organizar os processos cotidianos e do trabalho para ampliar a qualidade de vida e os resultados empresariais. Organizar-se é estar em sintonia com as coisas do mundo; potencializar-se para o uso racional de recursos a serviço do bem-estar do maior número possível de pessoas.

Marcus Vinicius Oliveira Coach sistêmico organizacional. Consultor e palestrante empresarial. Trabalha nas áreas de sistemas de gestão, padrão vibracional e inteligência de empresas. É autor do livro O passo além da competição e escritor dos livros Ser+ em Gestão de Pessoas e Ser+ com Qualidade Total, pela Editora Ser Mais. É diretor da Liner Consultoria. marcus@ linerconsultoria.com.br.


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LEILA NAVARRO

COMPORTAMENTO

FELICIDADE A nova ordem dos talentos humanos

U

m dos primeiros pensadores a sistematizar em que consiste a felicidade foi Aristóteles e, até hoje, nos baseamos em suas ideias. Sem dúvida, desde a época do filósofo grego até nossos dias, não há um consenso acerca da definição exata do que é felicidade, embora a maioria das pessoas tenha uma noção mais ou menos intuitiva acerca do que é ser feliz ou do que nos faz feliz. Os cientistas têm optado pela definição que utiliza a professora da Universidade da Califórnia, Sonja Lyubomirsky, autora do livro A ciência da felicidade e uma das investigadoras mais rigorosas neste terreno. Segundo ela, “o uso da palavra ‘felicidade’ para se referir à experiência de alegria, satisfação ou bem-estar positivo, combinado com a sensação de que nossa vida é boa, tem sentido e vale a pena”. Essa

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COMPORTAMENTO

definição faz referência a duas vertentes da felicidade que podem ser entendidas como experiência pontual ou também uma sensação permanente de fundo que impregna nossa existência. A felicidade e o bem-estar são os resultados que queremos atingir com a Psicologia Positiva, um estudo científico do funcionamento humano, criado pelo psicólogo Martin Seligman, autor do best-seller Felicidade Autêntica e líder por 15 anos de um movimento de propagação sobre o tema nos Estados Unidos. O principal propósito da Psicologia Positiva consiste em catalisar uma troca no foco da psicologia, superando a preocupação única em reparar as piores coisas da vida, em prol da construção de qualidades positivas. Especificamente no universo corporativo, o mundo do trabalho vive em constante revolução silenciosa. Há décadas oferece o dinheiro como estímulo, sendo quase único aos seus funcionários. Organizações inovadoras come-

çam a perceber que esse modelo está ruindo, embora a remuneração ainda seja decisiva, claro, em um mundo transformado pela crise, salários e bônus já não exercem o mesmo fascínio. A busca por um propósito maior, a chegada de uma nova geração ao mercado e a reinvenção dos escritórios convergem para um ideal há muito negligenciado: a felicidade no trabalho, na sociedade, na educação, nos relacionamentos, nos projetos. Todas as pessoas têm a possibilidade de aprender sobre felicidade e exercitar essa prática, o que vai nos levar a um mundo formado por pessoas mais tolerantes, conscientes, generosas, resilientes, atentas ao meio ambiente, ao equilíbrio, à aprendizagem e à prática do amar. Aceitar essa possibilidade, aprender a ser feliz e a amar são oportunidades de gerar bem-estar e confiança no desenvolvimento da habilidade de inspiração e colaboração em um projeto comum e sustentável chamado Planeta Terra.

Leila Navarro Palestrante motivacional, autora de 14 livros, entre eles, “Talento para ser Feliz”, “Talento à prova de crise” , “O poder da superação”, “Obrigado, equipe” e “Autocoaching de Carreira & de Vida”, pela Editora Ser Mais. leilanavarro.com.br

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~ GESTAO

MARCELO DE ELIAS

COMEÇAR PEQUENO

PARA SER

GRANDE! M

uitas pessoas sonham com um emprego na grande empresa. Não tenho dúvidas que trabalhar em grandes corporações pode ser um caminho eficaz para o aprendizado aprofundado de como funcionam as relações de poder, as estratégias globais e os grandes projetos e processos. Também é a oportunidade de se desenvolver profundamente em alguns temas específicos. Mas muitos profissionais têm encontrado vantagens em trabalhar em empresas menores. Vários deles até preferem pelas inúmeras vantagens que as pequenas e médias apresentam. Outros têm escolhido as pequenas como uma etapa inicial para o desenvolvimento, capaz de proporcionar grandes oportunidades futuras em outras empresas maiores. De fato pode ser. Basta aproveitar tudo de bom que as menores possuem e desenvolver algumas competências que poderão ser diferenciais de sucesso nas grandes.

Aprendizado generalista – As grandes empresas normalmente formam especialistas em alguns temas específicos. Por exemplo, no grande departamento de Recursos Humanos, cada profissional cuida de um subprocesso como seleção, treinamento e remuneração. Mas nem todos conseguem conhecer as diversas atividades do RH. Isso também se aplica a outros setores. As pequenas empresas, em sua maioria, precisam de profissionais mais generalistas, que cuidam e conhecem os mais diversos processos. Isso forma pessoas dinâmicas e com visão sistêmica. Mesmo que o funcionário venha a trabalhar futuramente em lugares que o demandem em temas mais focados, a capacidade de enxergar o todo fará muita diferença. Velocidade na tomada de decisões – Pequenas empresas exigem decisões mais rápidas. As hierarquias enxutas e as fronteiras inexistentes entre as pessoas fazem com que elas se tornem, muitas vezes, responsáveis por importantes tomadas de decisões, independentemente de quais sejam

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~ GESTAO

seus cargos. E mais: como a distância entre os níveis estratégicos e operacionais é bem menor que nas grandes corporações, muitos desafios necessitam de respostas quase que imediatas. Estar inserido em uma realidade desse tipo capacita o profissional para essa competência essencial. Criatividade e inovação – A estrutura informal da maioria das pequenas empresas dá mais espaço para o exercício da criatividade. A ausência de políticas corporativas, que podem engessar, proporciona condições para empreender coisas novas e diferentes, experimentando algumas ideias inovadoras. Gestão de Recursos – Aprender a gerenciar projetos e rotinas com recursos escassos é muito importante, pois, na busca pela competividade, todas as grandes empresas são desafiadas a rever seus custos. Essa rotina não é incomum nas pequenas também. Com recursos limitados, os profissionais que nelas atuam precisam fazer uso da criatividade e da gestão responsável dos recursos a fim de alcançar os resultados. Um exercício desafiador que gera desenvolvimento. Comunicação sem barreiras – As estruturas achatadas e mais simples fazem com que as menores tenham uma comunicação mais rápida e fácil, fluindo eficientemente em todas as direções. Isso é uma vantagem importante para quem quer fazer da pequena empresa um estágio valioso

para conquistar aprendizados que proporcionem bons resultados na carreira na grande empresa. Onde a comunicação flui melhor, o trabalho em equipe é facilitado, as pessoas são mais envolvidas com as decisões e estas possuem mais informações sobre a empresa, facilitando qualquer processo de aprendizado. Relacionamentos mais próximos – Nas pequenas empresas as relações pessoais são menos formais e as pessoas mais próximas umas das outras, ampliando o sentimento de acolhida e amizade. Essas estruturas organizacionais possuem um clima organizacional leve e aqueles que nelas trabalham normalmente enfrentam os desafios coletivos com mais naturalidade e atuam facilmente em times. E quem não se desenvolveria em um ambiente desses? Com apoio dos colegas, os aprendizados são eficazes e rápidos. Enfim, as pequenas empresas têm sido excelentes estágios para quem quer se desenvolver para superar os desafios que serão encontrados nas grandes corporações. E não tenho dúvidas que o aprendizado é tão interessante e eficaz que muitos vão considerar a alternativa de continuar nelas, trilhando carreiras que geram realizações pessoais e profissionais.

Marcelo de Elias Palestrante, consultor, professor e coautor do livro Ser+ em Gestão de Pessoas – www.marcelodeelias.com.br

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PRISCILA TENENBAUM

CORPORATIVO

A importância da resiliência para o SUCESSO nos NEGÓCIOS

R

esiliência é a competência ou capacidade emocional de superar crises, sendo ao mesmo tempo forte para enfrentá-las e flexível para se adaptar às novas situações impostas pelas adversidades que surgem ao longo de nossas vidas. No mundo atual, com a preocupação constante na carreira, incertezas financeiras, instabilidade no mercado de trabalho e, muitas vezes, acúmulo de tarefas é importante aprender a lidar com estes sintomas e sentimentos. O estresse e o burnout vêm sendo as principais causas de afastamento do trabalho, por exemplo. Desenvol-

ver a resiliência nas equipes é torná-las fortes diante das adversidades, método essencial para a sobrevivência da empresa no mercado. A empresa resiliente pode, no entanto, ter funcionários estressados e ansiosos. E é nessa hora que é importante intervir. Sabe-se atualmente que a felicidade está ligada a um aumento na produtividade e que o estresse pode levar a abstinências, faltas e erros no trabalho, pelos sintomas somáticos que ele acarreta. O mal do século (o estresse) tem como sintomas taquicardia, falta de ar, distração, insônia, infarto e queda na produtividade e perda de qualidade de vida. É neste momento que precisamos ser RESILIENTES. Resiliência, que

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é um termo emprestado da física à psicologia, reflete a capacidade de um corpo retornar ao seu estado normal, após sofrer grande pressão. Imagine um elástico sendo esticado até seu limite máximo e retornando ao normal. É assim quando somos resilientes, reagimos quando passamos por uma situação de estresse, como perda de emprego, morte, separações, mudança de estruturas, acúmulo de tarefas, pressão no trabalho entre outras decepções e tropeços da vida. O primeiro passo para a melhoria da qualidade de vida é a informação. Muitas empresas realizam em suas Semana de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPATs), a semana da doença e


CORPORATIVO

não da saúde, apresentando os problemas e não as soluções. O empresário e a sua constante necessidade de tomada de decisão e resolução de problemas precisa ser resiliente para manter sua empresa saudável nos dias de hoje. Um dos benefícios é manter a estabilidade nos negócios, com um pensamento lógico voltado para a solução de problemas e metas claras. A cultura da empresa precisa ser resiliente para que a mudança aconteça. Diretores, gerentes e funcionários trabalhando diretamente no desenvolvimento desta habilidade podem realizar a diferença no clima organizacional e até mesmo na produtividade. Saber utilizar a técnica é ter a capacidade de enfrentar, vencer e ser fortalecido ou transformado por experiências de adversidade. É um processo ligado ao desenvolvimen-

to humano que não está relacionado ao nível socioeconômico ou cultural. É a capacidade de se adaptar à nova realidade e manter-se íntegro, com pensamento otimista. Segundo Boris Cyrulnik, a resiliência não é um catálogo de qualidades que um indivíduo possuiria. É um processo, do nascimento até a morte nos liga sem cessar com o meio que nos rodeia, sendo assim, podemos desenvolvê-la durante o curso de vida. Algumas pessoas nascem mais resilientes do que outras como mostram pesquisas na área de psicologia com crianças vítimas de catástrofes, abusos e outros traumas. Felizmente, é possível desenvolver resiliência pelo desenvolvimento da atenção positiva e do pensamento baseado em fatos reais, além de exercícios de relaxamento, mindfulness (atenção plena), prática de atividade física regular e alimentação saudável,

associados a uma boa rede social de apoio. Com a prática de nove passos, é possível tornar-se mais resiliente como, exercitar a autoeficácia, a competência social, a empatia, a flexibilidade, a tenacidade, soluções de problemas, a produtividade, a temperança e o otimismo. A existência humana é repleta de desafios e situações nas quais nos percebemos “em cacos”. Conflitos interpessoais, perda de emprego, término de relacionamentos, doenças ou morte de entes queridos, além de desastres naturais a partir dos quais nos vemos obrigados a reconstruir tudo, a partir do nada. Atualmente existem cursos de desenvolvimento de resiliência voltados para as diferentes idades. A pessoa resiliente tem menos chances de desenvolver ansiedade e depressão. Ela funciona mesmo em situações de crise.

Priscila Tenenbaum Formada em psicologia há 12 anos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especialista em Desenvolvimento Infanto-juvenil pela Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro – CESANTA. É certificada pela clínica Pathways da Austrália, habilitada a treinar profissionais da saúde e da educação a se tornarem facilitadores dos Programas FRIENDS/AMIGOS.

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MARCELO ORTEGA

VENDAS

Mudando de

RECEPTIVO

para vendedor

ATIVO M

uitos profissionais crescem na área de vendas no formato receptivo de atendimento ao cliente. Atrás do balcão de uma loja ou por telefone, não precisam buscar o cliente, este vem até eles. No entanto, o maior desafio deste perfil de vendedor é saber prospectar ativamente: construir uma carteira de clientes própria, conquistar confiança no primeiro contato frio e, para isso, vencer muitos bloqueios como o medo de abordar clientes, alguma timidez e falta de hábito e técnica para iniciar vendas ativas.

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VENDAS

Se você se encontra nesta situação, mudou do estilo de venda receptiva para ativa, quero lhe dar alguns bons caminhos para que tenha melhores resultados. 1. Crie uma lista de contatos: aprenda a fazer um mapa de oportunidades começando por uma lista de nomes de pessoas ou empresas que podem se interessar pelo que vende.

sam interessar ao cliente ou se utilize de objetos, brindes, uma revista com algo interessante, note diplomas do cliente na sua sala ou ainda fotos dos filhos, um violão atrás da mesa).

2. Faça um estudo do histórico de vendas da sua empresa ou do seu negócio, analisando o perfil do mercado comprador, o contato certo (cargo na empresa ou perfil do prospectivo cliente), os produtos que vendem mais e menos.

5. Se não tiver nenhuma destas opções para captar atenção, use a técnica de dar dicas ao cliente sobre assuntos diferentes do seu trabalho ou quem sabe, possa elogiar algo que ele possui ou comentou rapidamente num primeiro contato

3. Estude bem seus produtos e determine pelo menos três benefícios para cada linha ou serviço que sua empresa presta. Benefícios não são características daquilo que vendemos, mas os ganhos proporcionados a quem compra.

6. Se você vende por telefone, use boa tonalidade de voz, tenha entusiasmo e interesse no cliente e recorra à internet para tentar obter informações que possam servir como um captador de atenção (o site das empresas ou facebook ajudam muito a criar vínculos e obter informações).

4. Procure ter sempre um captador de atenção ou “quebra-gelo”, pois antes de iniciar uma apresentação de venda, é importante que crie afinidade com seu interlocutor (potencial cliente) – use fatos (notícias que pos-

7. Prepare um discurso inicial que comece por benefícios gerais, os melhores e mais efetivos que sua empresa ou negócio pode oferecer.

8. Tenha um histórico da sua empresa em termos de tradição, anos de mercado, principais clientes ou perfis de compradores importantes, nível de serviço em termos de qualidade de atendimento, suporte ao cliente e tudo que some valor à sua imagem. 9. Diga sempre ao cliente que você realmente acredita que pode ajudá-lo e contribuir com sua empresa em algo. Determine isso claramente. 10. Nunca deixe o cliente com a obrigação de retornar, mesmo que ele diga que ligará ou mandará e-mail. Informe que seria uma indelicadeza deixá-lo com a sua obrigação, informando que é seu papel cuidar deste retorno no melhor momento possível. Dê duas opções ao cliente de data e horário e o deixe-o escolher. Por exemplo: podemos falar na segunda ou quarta da semana que vem?

Se quiser aprofundar muitos conhecimentos, técnicas e ideias para praticar vendas ativas e consultivas, consulte meu site e conheça Sucesso em Vendas, meu livro que contém os mais importantes fundamentos de vendas que conheço. Sucesso e até a próxima.

Marcelo Ortega Vendedor, treinador, palestrante e fundador do Instituto Marcelo Ortega. Autor dos bestsellers: Sucesso em Vendas e Inteligência em Vendas – Ed. Saraiva www.institutomarceloortega.com.br - Formando Treinadores e Líderes Educadores. www.marceloortega.com.br editorasermais.com.br 51

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UP NALDO GAMA

Dê um

DESENVOLVIMENTO HUMANO

em sua carreira e uma guinada

RUMO AO SUCESSO

A

migo leitor, você concorda comigo que o mundo a cada dia está muito competitivo? Que as organizações exigem profissionais altamente capacitados para atingir metas? Se sua resposta foi sim, vamos construir juntos uma sequência lógica no caminho ao sucesso. Para começar vamos entender a palavra inglesa UP que significa “pra cima” ela me fez lembrar um filme da empresa Pixar chamado UP – Altas aventuras que conta a história de um velhinho de 78 anos que colocou vários balões em sua casa, transformando-a em meio de transporte para realizar seu grande sonho de morar na américa do Sul. É assim que devemos fazer com nossa carreira, dar um UP significa INOVAR, CAPACITAR-SE PARA DIFERENCIAR-SE. Para isso, precisamos seguir um caminho lógico.

Vejamos sete dicas essenciais para um UP em sua carreira:

1- Tenha uma base familiar sólida Antes de pensar no sucesso profissional, pense na sua família. Mantenha uma sintonia assertiva com seus pais, filhos, e todos em sua volta que fazem parte direta ou indiretamente de sua história de vida. Nunca esqueça que se as coisas vão bem no ambiente familiar, todo o restante tem forte tendência a dar certo.

2- Planejamento de carreira Vou apresentar três palavras mágicas que se usadas adequadamente, farão toda a diferença no seu futuro. Sonho - Sonhe, sonhe bastante, ainda não nos tiraram a liberdade de poder sonhar sem ter que pagar algo por isso. Não economize neste sonho, sonhar grande é uma atitude vencedora de pessoas dife-

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renciadas, responsáveis e comprometidas com o seu futuro. Desejo - Uma vez mentalizado o sonho, deseje! Sinta o cheiro, pegue, imagine-se dentro deste sonho, chamo isso de materializar o sonho tornando-o parte integrante de nossas vidas. Meta - Agora que sonhou, desejou, apenas coloque uma data, diga para você quando irá acontecer, planeje, trace caminhos para o alcance desta meta e consiga. Escreva num papel, coloque na agenda, cole na sua mesa, carregue sua meta com você. A trilogia do sucesso, SONHO – DESEJO – META é parte integrante do meu livro ESTRATÉGIAS PODEROSAS PARA UMA CARREIRA DE SUCESSO que funciona como o start up de um lindo e maravilhoso planejamento estratégico pessoal. Lembre-se: exatamente igual ao conto de Alice no País das Maravilhas, “Se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve”.


DESENVOLVIMENTO HUMANO

3- Capacite-se sempre O mundo corporativo contemporâneo nos diz que são requisitos básicos para estarmos no mínimo aptos a fazer parte da grande lista de pessoas “empregáveis”: ser graduado, pós-graduado, comunicar-se fluentemente com no mínimo duas línguas estrangeiras. Com base nisso, o que estamos esperando? Faremos parte da grande lista ou seremos de uma outra diferenciada em que teremos mais valores agregados ao nosso currículo e que nos dará mais oportunidades de mercado e valores acima da média? Você sabia que nem sempre precisa investir altos valores para capacitar-se? Fóruns de debates, seminários, congressos universitários, uma boa network nas redes sociais, cursos online gratuitos de empresas renomadas como FGV, tudo isso também o ajuda a estar antenado e a diferenciar-se. 4- Inovação como diferencial competitivo Seja criativo, diferente, seja único de forma que o mundo o veja com outros olhos e as oportunidades fluam naturalmente a seu favor. Tudo isso me faz lembrar uma pequena experiência que tive quando fui vendedor de verduras na feira livre. Eu vendia verduras num balaio no chão da feira ao lado de uma amiga que era filha da dona da banca de verduras e que sempre terminava de vender o balaio dela primeiro do que o meu. Certa manhã, ela rodeou o balaio dela com cata-ventos de papéis coloridos. As crianças que vinham com seus pais se encantavam vendo

aqueles brinquedos girando e de repente a venda acontecia. No outro dia, copiava a ideia, mas ela rapidamente mudava a estratégia, mudando e inovando sempre. Criatividade gerando inovação como regra fundamental para um belo diferencial competitivo.

P

5- Habilidades comportamentais diferenciadas O Grande Peter Drucker mencionou que: “Nós somos admitidos por nossas habilidades técnicas e demitidos por nossas inabilidades comportamentais”. Comportamento positivo, diferenciado, cortês, disciplinado produz um mar de oportunidades e um futuro enaltecedor. Lembre-se sempre que as organizações hoje são feitas por pessoas, para pessoas e precisamos gerenciar as emoções dos relacionamentos interpessoais. Atitudes simples do dia a dia estão sendo esquecidas ou colocadas em segundo plano. Um bom dia, um sorriso, um pedido de desculpa, a liberação do perdão no coração, uma ajuda ao próximo são imprescindíveis ao caminho do sucesso. Amigo leitor, na sua carreira, ajude o máximo de pessoas que puder, ajude-as a transformar seus sonhos em realidade, faça o bem, ame de forma ímpar. Dê um UP, tenha FÉ, acredite nos seus sonhos, trabalhe firme e seja um vencedor.

Naldo Gama

Especialista em gestão empresarial com MBA pela Fundação Getulio Vargas, professor de gestão de marketing em vendas e gestão comercial. Escritor do livro Felicidade 360º, pela Editora Ser Mais.

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Aqui você aprende inglês e se diverte. A cada edição são novas piadinhas e vocabulários diferentes para enriquecer o seu outro idioma.

Business english ganhar - earn ganho -gain, profit ganho de câmbio (transação) - exchange gain ganho de capital - capital gain ganho ou perda - gain or loss ganho ou perda em transações - transaction gain or loss garantia - guarantee garantia (contrato) - secure (contract) garantia conjunta e solidária - joint and several guarantee garantias dos produtos - product warranties garantir a dívida do financiado - secure the borrower’s indebtedness, collateralize gastar - spend gasto - spending genuíno - genuine gerência de linha - line management gerência de nível médio - middle management gerente administrativo - administrative manager gerente de vendas - sales manager gerente financeiro - finance manager gerente, administrador - manager gerente-geral - general manager grade gerencial - managerial grid gratificação a empregados - employees’ bonus gratificação de incentivo - incentive bonus gratuito (EUA) - complimentary (USA) grupo consolidado - consolidated group grupo de coordenação - coordinating grupo grupo de empresas - group of companies grupo de trabalho - task-force, work group guia (relatório) de recebimento - tax payment form guia de exportação - export license guia de importação - import license guia de remessa - remittance slip habilidade - skill, expertise habilitado - qualified, capable habitação, moradia - housing habitual - frequent

herança - inheritance, legacy hidroelétrica - hydroelectric hierarquia - hierarchy holding, companhia controladora - holding company homem de negócios - businessman, entrepreneur homologar - homologate, confirm honestidade de atos - fair play

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` ARTIGO ALVARO DE CARVALHO NETO

S E T R O F S ONTO

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X

: S O C A R F S PONTO

cá-los e ifi t n e id o m Co próprio? io íc f e n e b usá-los em

A

menina acanhada. Toques entre mãos diferentes, abraços sorridentes, diálogos intensos e agradáveis, todas as formas normais de convívio entre os demais adolescentes eram assistidas em cada detalhe pelo olhar tímido e distante de Beatriz. A menina acanhada, como era conhecida pelos professores, estava quase sempre quieta e observando de longe a tudo e a todos na escola. Preocupada em torná-la mais comunicativa, a coordenação providenciou para que o professor de educação física a incluísse no time

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de vôlei, onde recebeu de sua inabilidade esportiva um lugar cativo no banco de reservas. Nos jogos, seus músculos se enrijeciam em resposta à certeza de que estava sendo observada. Bia era rapidamente substituída, voltando para sua posição preferida: de fora e observando. Além da permanência de Beatriz na equipe do vôlei, toda a classe se surpreendeu também com as transformações da colega. Seu significativo ponto fraco, a timidez paralisante, possibilitou que ela desenvolvesse uma potente habilidade de aprendizado, observação e registro dos detalhes. Enquanto afastada dos movimentos no banco de reservas, Bia

acanhada aprendeu como ninguém as regras, técnicas e artimanhas do vôlei. Passou a descrever em minúcias os trejeitos dos jogadores em seus movimentos para levantar a bola e pular acima da rede, e discorria confortavelmente sobre posições para defesa e ataque. Apesar de não entrar em quadra durante os jogos, assumiu um papel de aconselhamento ao técnico que passou a ouvi-la respeitosamente nos treinamentos. Ele sempre contava com a capacidade de observação e análise de Beatriz para armar suas estratégias de jogo, mas sabia que para jogadora ou relações públicas ela não seria uma boa escolha.


Você não tem desculpas. Provavelmente, a inabilidade social de Beatriz ainda permaneceu por muito tempo escondida em suas vísceras, repelindo as atenções e iniciativas para qualquer direção oposta. Ou seja, como o aprendizado sobre o vôlei, muitas das realizações dela podem ter tido motivações geradas da sua busca interior por compensações à incômoda parte não aceita. Até mesmo o medo da exposição e prazer no isolamento de Beatriz têm suas causas mais profundas, mas, nem o técnico de vôlei, nem a própria Beatriz, consideraram isso para descobrir a nova habilidade da moça. Focadas no próprio interior, as pessoas tendem a ficar onde estão, justificando-se a bel-prazer por seus sucessos e fracassos. Onde estão suas forças? Você, leitor, assim como Beatriz, certamente concluiu um ensino fundamental. Estudou em tempo de se divertir, teve dúvidas, buscou aprender mais com professores e, até mesmo, ousou colar de alguém nas provas. Todos esses esforços foram seus. Apesar do apoio que com certeza tinha de sua família, apesar de não ter sido você mesmo quem o meteu naquele desafio, apesar da sua provável autodesconfiança, os mé-

ritos pela conclusão daquela fase escolar são todos seus. Que pontos fortes identifica em você agora por tal conquista? Persistente, bom negociador, flexível? Sejam quais forem os adjetivos e por mais remotos que os perceba, considere-os em seus próximos desafios porque já provou no passado que os têm verdadeiramente. E assim estarão também outras incontáveis e misturadas competências em seu íntimo neste momento, prontas para se desenvolverem no rumo dos objetivos que você definir. Defina objetivos. Descobrir pontos pessoais fortes e fracos parte de experiências, ensaios e exercícios da prática - da reflexão sobre acertos e erros do passado; da autoconsciência e autoconfiança nos planejamentos do presente; e da efetividade na realização de metas de futuro. Somente tendo o que fazer com eles, Beatriz conseguiu identificá-los sem grandes conflitos. Ou seja: forças ou fraquezas, assim serão definidas se suas utilidades para algum objetivo específico forem, respectivamente, positivas ou nem tanto. Ambas são qualificações de desempenho apropriado para algo – precisam de referências para existir. Planeje-se. Nas décadas de 60 e 70, estudiosos americanos desenvolveram uma ferramenta para análise dos ambientes mercadológicos, cuja ideia tem ajudado também no desenvolvimento pessoal e profissional. A partir de um objetivo al-

mejado, consideram-se os riscos e possibilidades do meio, em contrapartida às forças e fraquezas que se têm para, respectivamente, enfrentá-los e aproveitá-las. Então, depois de definir com alguns detalhes o que você quer alcançar e quando o quer, descreva todas as oportunidades que já souber e conseguir prever. Faça o mesmo com as ameaças que enfrentará a caminho de sua meta. Depois, procure elencar suas forças – as competências que sabe que tem e precisará para alcançar seu objetivo, aproveitar as oportunidades e enfrentar as ameaças. Não se esqueça das suas fraquezas. Pense nelas como aspectos de seu desempenho que podem ser insuficientes para compensar os riscos que já previu e/ou para utilizar-se das possibilidades esperadas. Aja. Seu planejamento lhe servirá apenas para reposicioná-lo diante do que terá pela frente, mas somente as suas ações lhe trarão a realização do que almeja. Durante o caminho estará desmistificando ameaças, se deliciando com as oportunidades, transmutando muitas das fraquezas de sua lista em alavancas de impulsão, descobrindo-se com novas e potentes forças. Aproprie-se delas, serão originalmente suas. Então, os objetivos pelos quais planejou alcançar com seus pontos fortes e fracos podem ter lhe servido apenas de marcos e estímulos para sua evolução enquanto pessoa.

Álvaro de Carvalho Neto Benedito Milioni Consultor organizacional, coach e psicodramatista, com 20 anos de formação/experiência em educação corporativa, consultoria organizacional e coaching. Escritor do livro Coaching & Mentoring pela Editora Ser Mais. alvaro@aptware.com.br.

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ARTIGO EDSON DE PAULA

ilustrações: Estúdio Mulata

A essência da mulher vencedora

N

os últimos cinco anos, tenho percebido um aumento significativo na procura do processo de Coaching Comportamental pelas mulheres, muitas delas executivas, empresárias, líderes e mães que dividem sua jornada diária entre reuniões de negócios e o ato de acompanhar seus filhos em reuniões escolares e ainda administrar, além de suas equipes ou empresas, o seu lar. Pesquisas recentes apontam que as mulheres modernas dedicam semanalmente, em média, 40 horas para a sua carreira profissional e mais 24 horas para atividades pessoais e domésticas, enquanto que os homens dedicam apenas seis horas para estas mesmas atividades. É o que eu intitulei de “efeito super mulher”: essa mulher que deseja ser vencedora no mundo corporativo cada vez mais competitivo e que ainda acredita conseguir suportar o peso da sua essência feminina. As mulheres que passam pelo processo de Coaching Comportamental trazem para as sessões os principais conflitos existenciais típicos destas “super mulheres” que, muitas vezes, estão desalinhadas com sua essência, como problemas de autoafirmação, dificuldades com assertividade, foco, tomada de decisão e até baixa autoestima. Ao final do processo, muitas delas acabam redescobrindo sua essência feminina e percebem o quão importante é equilibrá-la em seu contexto pessoal e profissional. E qual é, então, essa essência feminina

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que bem equilibrada constitui o novo perfil desta mulher vencedora? Primeiramente, faz-se necessário ressaltar que essência é tudo aquilo que dá existência à nossa realidade: você só sabe que um morango existe quando sente o sabor dele, quando entende qual é a função da essência da natureza dele. Ou seja, quando você pergunta “O que é isso?” significa que deseja saber qual é a essência de algo e do mesmo modo quando pergunta “Quem sou eu?”, significa que está buscando entender qual é a sua essência. Portanto, saber qual é a sua essência suporta a sua existência neste mundo. Em meu novo livro “A mulher é um show!” procurei relatar essa dicotomia existencial da nova mulher que procura resgatar a sua essência, além de disponibilizar um processo de coaching inédito e prático específico para aquelas que desejam equilibrar sua carreira e vida pessoal. Para entender a essência feminina precisaremos viajar no tempo há algumas dezenas de milhares de anos quando os homens ainda habitavam nas cavernas. Naquela época, as sociedades humanas eram matricentrais, ou seja tudo, exatamente tudo, girava em torno da figura feminina, pois a mulher era o símbolo máximo da fertilidade, da vida. Desde a época das cavernas, cabia ao homem a caça e pesca para prover o alimento de sua prole, portanto a essência masculina é provedora, coletora. Já as mulheres, que cuidavam dos seus filhos, eram as guardiãs da cria, além disso buscavam frutas e ervas para

complementar a alimentação, teciam roupas, cuidavam da habitação, portanto a essência feminina é, primitivamente, cuidadora e protetora. Tanto que estas mulheres cuidadoras e protetoras ficavam atentas a qualquer mudança de comportamento de seus filhos e das pessoas mais próximas, como mudanças bruscas de temperamento, choro, gritos que poderiam representar fome, tristeza, dor e foram, com certeza, as primeiras terapeutas da história da humanidade. Dando um salto para era agrícola, mulheres já cuidavam do plantio, enquanto os homens foram diminuindo a caça, pois passaram a criar seus próprios animais em cativeiro e, neste momento histórico, desenvolveram o ato de trocar e negociar aquilo que produziram, passaram a ser produtores invés de coletores. Já na era industrial, os homens criam as indústrias e, consequentemente, as mulheres continuam, literalmente, ainda “dentro das cavernas”, cuidando do lar, dos filhos. Quando tudo parecia sacramentado para a mulher, quando tudo parecia que sua essência feminina já estava consolidada e ela passaria o resto de sua existência “dentro das cavernas”, o rumo da história mudou: com o advento da primeira e segunda guerras mundiais os homens foram para o campo de batalha, as mulheres sentiram que deveriam preencher a lacuna deixada pelos seus maridos no mercado de trabalho para continuar cuidando e protegendo, só que agora de um jeito totalmente diferente. Muitos homens não regressaram para seus lares, assim como mui-


tas mulheres também não o fizeram, decidiram arregaçar as mangas e por muitos anos foram até negligenciando sua essência feminina. Esse fator histórico introduziu a mulher quase que “a fórceps” no mercado de trabalho e, hoje, podemos afirmar, de acordo com pesquisas, que um terço das famílias mundiais são lideradas por mulheres e que a força feminina nos ambientes corporativos já se equiparou com a masculina. Mas é preciso compreender que, no universo corporativo, a palavra “empresa” possui uma conotação feminina, mas “negócio” é, em sua essência, masculino. Se, por um lado, características masculinas marcantes são direção, foco, proatividade, concorrência, pensamento lógico e linear, podemos dizer que conexão, receptividade, colaboração, multidisciplinaridade e emoção são características essencialmente femininas. Então, eis o grande dilema feminino: para poder se adaptar ao contexto altamente competitivo com uma essência “masculinizada” dos ambientes empresariais, muitas mulheres ainda não se conscientizaram de que, para se constituírem como personalidades importantes no universo corporativo, precisaram abdicar, parcial ou integralmente, da sua essência feminina, se transmutando, em alguns casos, em versões “masculinizadas” de mulheres que atuam com característi-

cas que também são, essencialmente, masculinas. E os grandes diferenciais da mulher que são, justamente, suas características essenciais de cuidar e proteger, acabam sendo negligenciadas e, até mesmo, desvalorizadas pelas próprias mulheres para poderem se adaptar às necessidades de um mercado altamente “masculinizado”. Neste contexto, podemos perceber três tipos de situações muito bem distintas no que diz respeito à mulher moderna e o entendimento ou desentendimento de sua essência feminina: • Mulheres que ainda não saíram da sua essência original Um exemplo clássico é o das mulheres que não foram para o mercado de trabalho e que preferiram se dedicar, única e exclusivamente, ao ato de cuidar e proteger, constituir família e cuidar dos afazeres domésticos. As principais dificuldades encontradas por estas mulheres é que elas ficam totalmente dependentes de um sistema, se anulam com seus gostos, não investem no seu desenvolvimento. • Mulheres que abdicaram, parcial ou integralmente, da sua essência Podemos citar o estereótipo das mulheres workaholics muito bem-sucedidas profissionalmente, totalmente independentes, mas que não “encontram tempo” para estabelecer rela-

cionamentos afetivos duradouros ou mesmo constituir família e ter filhos. • Mulheres que estão procurando equilibrar ou resgatar a sua essência São as mulheres que encontraram um caminho para equilibrar sua essência com a carreira. Temos no Brasil, atualmente, inúmeros cases de sucesso de empresárias que mantêm o seu próprio negócio muito bem equilibrado com sua vida pessoal, afetiva e até materna. Segundo o SEBRAE, nos últimos dez anos, cresceu em 22% o número de mulheres empreendedoras no Brasil. É preciso entender que estas “super mulheres” que tanto admiramos, seja pela sua força de vontade ou pela sua capacidade de agregar valores emocionais em tudo que acreditam, ainda estão criando um modelo único e diferenciado de sucesso e, com certeza, daqui há alguns anos serão exemplos para uma nova geração de mulheres bem-sucedidas e, principalmente, totalmente alinhadas com sua essência feminina. Assumir de vez a bandeira da sua “mulheridade”, procurando não se comparar ou superar os atributos masculinos, mas sim acreditar que são forças distintas e preciosas que se complementam, talvez seja o melhor caminho para viver intensamente o seu lado feminino, a sua essência de mulher vencedora.

Edson De Paula Master coach trainer. Palestrante e treinador comportamental. Autor dos livros Torcendo por você e A mulher é um show, pela Editora Ser Mais. www.edsondepaula.com.br instituto@edsondepaula. com.br

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Sucos do bem A marca de sucos “do bem” apostou em um design diferenciado e alguns toques de bom humor. Na busca por sua própria personalidade, a empresa trocou as imagens de frutas por personagens. A linguagem também é ousada e suas características diferentes tendem a chamar atenção do consumidor nas prateleiras.

Pizza Hut + Xbox Inovação em mídia alternativa, a Xbox One usou as caixas da Pizza Hut, no Reino Unido, para divulgar o conteúdo de seu novo jogo. Por meio de um aplicativo que pode ser baixado nos smartphones, os usuários interagiam com a caixa, que apresentava trailers do game. Os 500 mil clientes da Pizza Hut que receberam a caixa em casa também tiveram acesso a sorteios da Xbox

A pedidos, ela está de volta! Quando uma empresa retira um produto do mercado, em geral, tem seus motivos: vendas baixas, dificuldades de produção ou outros fatores. Mas após receber milhares de pedidos dos fãs, a Kraft Foods decidiu voltar a comercializar a Oreo, desta vez com mais sucesso. Parte da explicação para essa gangorra comercial é o novo perfil da classe média brasileira, que hoje inclui mais produtos no carrinho de compras do que há alguns anos.

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DANÇA DAS CADEIRAS UpLexis Empresa especializada na análise e interpretação de grandes volumes de dados anuncia mudança na alta direção. Eduardo Carboni Tardelli passa a ser o CEO da UpLexis. Essa reestruturação tem como principal objetivo tornar a estrutura de decisão mais ágil para atender ao mercado.

RSA Seguros

Hytera

O Grupo RSA, um dos maiores de seguradores do mundo, comunicou a chegada do executivo Stephen Hester para a Presidência Global do Grupo. Hester terá o objetivo de atuar na transformação dos negócios e aumentar a produtividade da empresa.

A empresa de projetos e fabricação de equipamentos profissionais para comunicação móvel nomeou Ricardo Bovo para o cargo de vice-presidente de Vendas no Brasil. O executivo passa a responder por todo o efetivo comercial da companhia no país.

STB

Student Travel Bureau Rogério Lima assumiu a direção da área de vendas do grupo, líder nacional no segmento de educação internacional. O executivo terá como principal atividade o desenvolvimento da estratégia de vendas e de canais dentro do STB.

Fonte: assessorias de imprensa das empresas.

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Ser empreendedor Pensar, criar e moldar a nova empresa O objetivo do livro não é apenas lançar luz sobre os desafios éticos com que o leitor se depara no dia a dia, mas também ajudar a encontrar caminhos que levem a fortalecer as bases da confiança entre as pessoas e destas com as instituições. Manuel Portugal Ferreira et al. Editora Saraiva R$ 61,20

Startup: Manual do Empreendedor Essa obra é exatamente o que diz ser: um guia passo a passo, abrangente, que orienta as startups a seguirem na direção correta. Ele encaminha os empreendedores por meio do processo de Desenvolvimento do Cliente, que os faz deixar o escritório e ir às ruas, onde os clientes estão para desenvolver produtos vencedores que os clientes irão comprar. Steve Blank & Bob Dorf Editora Alta Books R$ 84,90

Gestão de marketing e comunicação Avanços e aplicações O livro apresenta os principais conceitos e modelos de marketing e comunicação, orientando sua aplicação prática de uma forma dedicada à busca constante do conhecimento e do equilíbrio de dois potenciais: o potencial operacional e de oferta da empresa, e o potencial da demanda e de capacidade aquisitiva dos segmentos de mercado almejados. Mitsuru Higuchi Yanaze Editora Saraiva R$ 169,00

Cruzando culturas sem ser atropelado Gestão transcultural para um mundo globalizado A gestão de negócios e pessoas é diferente de um país a outro. As boas práticas americanas não funcionam no Brasil com o mesmo sucesso, e o “estilo brasileiro de gestão” funciona bem em certas culturas, mas em outras é receita garantida para o fracasso. Saiba como e por que isso acontece. Entenda por que certas culturas empresariais dão certo no mundo inteiro enquanto outras só funcionam bem no seu país de origem. Aprenda a desenvolver habilidades relacionais para negociar e se comunicar melhor com alemães, americanos, chineses e outras nacionalidades, inclusive ao lidar com seus colegas brasileiros. Fernando Lanzer Editora Évora R$ 64,90

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*Fonte: assessorias de imprensa das editoras.

VITRINE DE SUCESSOS


Sugestão de Sucesso

60 ESTRATÉGIAS PRÁTICAS PARA GANHAR MAIS TEMPO O especialista em gestão do tempo, Christian Barbosa recorre ao seu comprovado método de produtividade pessoal e oferece um manual com dicas práticas e objetivas para resolver de uma vez por todas os problemas da má administração do tempo. Este guia prático e abrangente vai ensiná-lo a ter uma vida mais equilibrada e a lidar com as novidades de um mundo em constante mudança. Editora: Sextante Christian Barbosa R$ 24,90

Todo mês, uma escolha para você ampliar seu conhecimento e Ser Mais! editorasermais.com.br 63


COLUNA PAULO GAUDENCIO

SUA PERGUNTA... Minha carreira se desenvolveu rapidamente e consegui um bom emprego, mas agora estagnou. Não consigo trocar de cargo e nem ao menos uma nova oportunidade em outra empresa. O que houve ou há de errado? Alguma dica? Leonardo Guajardo, assistente de RH

...GAUDENCIO

RESPONDE

Acho que talvez tenha você chegado muito cedo ao cargo. E até agora não tem tido chance para melhorar. O fator mercado também conta, estamos em um período meio estagnado em algumas áreas, tudo parece estar em stand by até as eleições... Meu conselho: continue investindo em sua carreira, faça cursos que possam dar um up no seu profissional e continue à procura de uma nova oportunidade. Agora pense, se você está em um bom emprego, o que precisa para torná-lo um ótimo emprego? O que está faltando para se sentir realizado? Mais atuação? Um desafio maior? Às vezes só precisamos ter um pouco de paciência para esperar as coisas acontecerem... Mas isso só você para saber.

Paulo Gaudencio Psiquiatra formado pela Faculdade de Medicina na Universidade de São Paulo (USP). Dedica-se há mais de 40 anos à psicoterapia de grupo e à pesquisa científica.

Você também procura respostas? pergunteaogaudencio@revistasermais.com.br 64 editorasermais.com.br


A seção de anúncios mágicos da Ser Mais

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EXPRESSAO REINALDO POLITO

A COMUNICAÇÃO

e o comportamento do advogado

M

uitos advogados pecam pelo artificialismo. Roberto Lyra, um dos maiores nomes da promotoria brasileira em todos os tempos reclamava: “Em audiências e sessões da justiça sofro o automatismo, o esvaziamento, a despersonalização, sobretudo dos jovens defensores e acusadores”. E explicava: “Muitos deles conversam e escrevem com vivacidade crítica e criadora, mas, quando têm a palavra, superestimam o aplomb, pigarreando para limpar a garganta, espigando o corpo, ajustando a gravata, esticando o paletó”. E inconformado concluía: “Não se transportam à tribuna como são, como estavam, ao natural”. Talvez até por processo imitativo, quase sempre, alguns advogados mudam mesmo a forma de se expressar e perdem a espontaneidade. Quanto mais natural você for maiores serão suas chances de conquistar credibilidade. Como advogado você precisa debater ideias para que seus argumentos sejam vencedores. A argumentação deve ser apoiada em exemplos, fatos, testemunhos, pareceres, jurisprudências. Enfim, você deve se valer de todos os recursos de que puder dispor para que sua causa seja vitoriosa. Se possuir argumentos fortes, deve apresentá-los isoladamente, para que

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possa demonstrar a consistência de cada um. Se forem fracos, a melhor tática seria apresentá-los juntos, para tentar com essa união torná-los mais consistentes. Se os argumentos tiverem pesos diferentes, não inicie com o melhor, porque os outros poderão parecer muito frágeis. Também não inicie com o mais frágil, porque haverá risco de prejudicar o interesse pelos melhores que virão na sequência. Uma boa solução seria iniciar com um bom argumento, não o melhor, e, assim, provocar boa impressão logo no começo. Os outros devem ser apresentados em uma escala crescente de importância, partindo do menos forte até chegar ao que considerar mais relevante. O mesmo cuidado que você deve ter com os argumentos a serem utilizados, precisa ter com a defesa desses argumentos. Num debate combata um a um os argumentos do oponente para neutralizar a tese contrária e tornar sua causa vencedora. Se a argumentação contrária se apoiar em hipóteses, sem provas concretas, faça a defesa negando as informações. Se as provas do adversário se basearem em documentos, ponha em dúvida a qualidade do texto, alegando, por exemplo, que houve rasuras ou adulterações. Exemplos de outros países talvez não sirvam para o nosso, com cultu-

ra e tradições diferentes. Da mesma forma os exemplos históricos nem sempre podem ser considerados para a nossa circunstância, com realidade tão diversa. No caso de dúvida, afirme que o exemplo histórico deve ser tomado como falso ou fantasioso. Além dos argumentos jurídicos, você como advogado precisa impor sua personalidade para conquistar ainda mais credibilidade. Por isso, a fala forte com volume de voz adequado são requisitos importantes. Assim como a postura elegante e a gesticulação segura e desenvolta ajudam no processo de conquista do respeito profissional. Não se admite que você como advogado cometa deslizes gramaticais. Essa é uma atividade que exige estudo persistente e preparo constante, até o final da carreira. A correção da linguagem funciona como subtexto importante para mostrar que houve mesmo esse preparo e boa formação.

Reinaldo Polito Mestre em Ciências da Comunicação, palestrante, professor de expressão verbal e autor consagrado. www.polito.com.br


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