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Ano 13 - Edição 146 Março de 2018

Qualidade de luz

Afinal, os Leds estão prontos para substituírem as tradicionais fontes de iluminação? LINHAS ELÉTRICAS, TOMADAS E INTERRUPTORES Pesquisas exclusivas revelam otimismo nas empresas destes mercados, que esperam crescimento médio de 11% em 2018 RENOVÁVEIS Estudo analisa a complementaridade entre as fontes solar fotovoltaica e hidroelétrica


Sumário atitude@atitudeeditorial.com.br Diretores Adolfo Vaiser Simone Vaiser Coordenação de circulação, pesquisa e eventos Marina Marques – marina@atitudeeditorial.com.br Assistente de circulação, pesquisa e eventos Bruna Leite – bruna@atitudeeditorial.com.br Administração Paulo Martins Oliveira Sobrinho administrativo@atitudeeditorial.com.br Editora Flávia Lima - MTB 40.703 - flavia@atitudeeditorial.com.br Publicidade Diretor comercial Adolfo Vaiser - adolfo@atitudeeditorial.com.br Contatos publicitários Ana Maria Rancoleta - anamaria@atitudeeditorial.com.br Representantes Paraná / Santa Catarina Spala Marketing e Representações Gilberto Paulin - gilberto@spalamkt.com.br João Batista Silva - joao@spalamkt.com.br (41) 3027-5565 Rio Grande do Sul e Minas Gerais Ransconsult Consultoria Claudio Rancoleta – rancoleta@atitudeeditorial.com.br | claudio@urkraft.com.br Tel: (11) 3872- 4404 | 99621-9305 Direção de arte e produção Leonardo Piva - atitude@leonardopiva.com.br Denise Ferreira

Suplemento Renováveis 43 No segundo capítulo do fascículo, o INPE traz um estudo que avalia a complementaridade das fontes solar fotovoltaica e hidroeletricidade, tendo em vista a redução de uma e o crescimento da outra nos últimos anos. O artigo leva em consideração a expansão do sistema elétrico brasileiro que deve ser analisada de forma integrada, considerando disponibilidade de recursos, aspectos sociais, econômicos, técnicos e ambientais.

8

19

Fascículos

36

Aula prática – Iluminação Artigo analisa parâmetros de qualidade de quatros fontes de luz: halógena, CDM, fluorescentes compactas e Leds. Objetivo foi comparar e avaliar reprodução de cor, índice de reprodução de cor e outros parâmetros das lâmpadas mencionadas.

58

Pesquisa – Linhas elétricas Fabricantes e distribuidores de produtos para linhas elétricas espera crescer em torno de 11% neste ano de 2018. A previsão encontra respaldo nos projetos de infraestrutura – novos e em reforma –, segundo apontam as entrevistadas.

61

Pesquisa – Tomadas e interruptores Mercado de tomadas e interruptores considera que a construção civil desaquecida é o principal entrave ao crescimento do setor, mas pretende investir em 2018 e aumentar seu quadro de colaboradores em até 12%, na média.

70

Espaço 5419 Argumentos para considerar o SPDA como um equipamento de proteção coletiva.

74

Espaço SBQEE Compartilhamento de responsabilidades sobre os desequilíbrios de tensão.

Consultor técnico José Starosta Colaborador técnico de normas Jobson Modena Colaboradores técnicos da publicação Daniel Bento, João Barrico, Jobson Modena, José Starosta, Juliana Iwashita, Roberval Bulgarelli e Sérgio Roberto Santos. Colaboradores desta edição: Cláudio S. Mardegan, Elbia Gannoum, Enio Bueno Pereira, Fernando Ramos Martins, Giuseppe Parise, José Carlos de Oliveira, Luciano Haas Rosito, Maria Francisca Velloso Azeredo, Normando Alves, Nunziante Graziano, Paulo Sérgio Pereira Júnior, Raquel Cristina Gregory, Ricardo Hayashi, Ronaldo Koloszuk e Vicente Scopacasa. Revista O Setor Elétrico é uma publicação mensal da Atitude Editorial Ltda. A Revista O Setor Elétrico é uma publicação do mercado de Instalações Elétricas, Energia, Telecomunicações e Iluminação com tiragem de 13.000 exemplares. Distribuída entre as empresas de engenharia, projetos e instalação, manutenção, industrias de diversos segmentos, concessionárias, prefeituras e revendas de material elétrico, é enviada aos executivos e especificadores destes segmentos. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as opiniões da revista. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias sem expressa autorização da Editora. Capa: Shutterstock | Impressão - Ipsis Gráfica e Editora Distribuição - Correio

Painel de notícias Setor de energia é alvo de cibercriminosos; BRVAL adquire fábrica de transformadores; EDP investirá em qualidade e segurança; Abinee renova parceria com Apex-Brasil; Fornecimento de energia melhora em 2017; Cobrecom anuncia novo site; Nordex inaugura fábrica de torres. Estas e outras notícias do setor elétrico brasileiro.

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Colunistas Jobson Modena – Proteção contra raios Daniel Bento – Redes subterrâneas João José Barrico – NR 10 Juliana Iwashita – Iluminação eficiente José Starosta – Energia com qualidade Roberval Bulgarelli – Instalações Ex

Atitude Editorial Publicações Técnicas Ltda. Rua Piracuama, 280, Sala 41 Cep: 05017-040 – Perdizes – São Paulo (SP) Fone/Fax - (11) 3872-4404 www.osetoreletrico.com.br atitude@atitudeeditorial.com.br

Filiada à

86

Dicas de instalação Uma nova abordagem para testes da proteção diferencial de barra.

89

Ponto de vista O uso de medidores inteligentes de energia como meio de adequação das distribuidoras à tarifa branca.

3


Editorial

4

O Setor Elétrico / Março de 2018 Capa ed 146_FINAL.pdf

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4/3/18

9:03 AM

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Ano 13 - Edição 146 Março de 2018

Qualidade de luz

Afinal, os Leds estão prontos para substituírem as tradicionais fontes de iluminação? O Setor Elétrico - Ano 13 - Edição 146 – Março de 2018

LINHAS ELÉTRICAS, TOMADAS E INTERRUPTORES Pesquisas exclusivas revelam otimismo nas empresas destes mercados, que esperam crescimento médio de 11% em 2018 RENOVÁVEIS Estudo analisa a complementaridade entre as fontes solar fotovoltaica e hidroelétrica

Edição 146

A importância da complementaridade

Uma pesquisa rápida na internet sobre hidroeletricidade

de 2017, a energia eólica é a principal fonte de geração no

traz, como principais resultados, notícias sobre a situação

Nordeste brasileiro. Durante o ano, em vários momentos, a

atual dos níveis dos reservatórios brasileiros. No fim de março,

eólica abasteceu a maior parte daquela região. Em períodos

os reservatórios do Nordeste operavam com 33,5% da sua

de “sara”, quando os ventos produzem melhores resultados,

capacidade. Na região Sudeste, Furnas, uma das principais

as usinas eólicas chegaram a abastecer 64% da demanda de

usinas, operava com 31% de sua capacidade e, no Sul, os

um dia útil no Nordeste. Em dias isolados, a fonte chegou a

reservatórios registravam 63,8% de capacidade.

ser responsável por mais de 80% da demanda.

Essas informações nos levam a várias reflexões: e se a

No que concerne à energia solar, que acaba de alcançar 1

economia brasileira estivesse de vento em popa, com PIB

GW de capacidade instalada, os projetos são, em sua maioria,

crescendo a mais de 3% ao ano, representando aumento da

de geração distribuída, com consumo próximo à geração, mas

demanda, por consequência? E se não contássemos com as

existe uma tendência de investimentos em usinas de grande

fontes eólica e solar nos últimos anos, complementando a

porte. Se isso se concretizar, conforme analisa o estudo do

demanda atual, que, aliás, ainda está aquém das expectativas?

Inpe, o sistema elétrico brasileiro, em especial, a transmissão,

deverá passar por algumas transformações técnicas para se

O artigo assinado por pesquisadores do Instituto Nacional

de Pesquisas Espaciais (Inpe) contempla este assunto no

adaptar à nova realidade elétrica.

fascículo do suplemento Renováveis desta edição. O estudo

avalia a importância da energia solar fotovoltaica como

Setor Elétrico na Feira Internacional da Iluminação (Expolux),

complemento à hidroeletricidade, ainda maioria na matriz

que acontece entre os dias 24 e 27 de abril, no Expo Center

elétrica brasileira. O crescimento da energia solar, segundo

Norte, em São Paulo (SP). Na ocasião, comandaremos a

o estudo, é fundamental e pode trazer outros benefícios,

Arena do Conhecimento nos dois primeiros dias do evento.

além da geração de eletricidade, para regiões, com escassez

Trata-se de um seminário gratuito, em que especialistas em

hídrica. Para os pesquisadores, o uso combinado da geração

iluminação pública, industrial e automação compartilharão

solar com a hidroelétrica pode manter níveis de acumulação

seus conhecimentos com o público presente. Confira a

de água nos reservatórios viabilizando a geração em períodos

programação em www.osetoreletrico.com.br

de crise hídrica ou ainda permitindo outras finalidades,

Por fim, convido o leitor a visitar o estande da revista O

Boa leitura!

como abastecimento urbano, irrigação de culturas, produção agropecuária e preservação de áreas de proteção ambiental.

Abraços,

No caso da energia eólica, a importância da

complementaridade é ainda mais evidente. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), desde abril

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Revista O Setor Elétrico


Coluna do consultor

6

O Setor Elétrico / Março de 2018

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. É consultor da revista O Setor Elétrico jstarosta@acaoenge.com.br

Falhas e transtornos: os consumidores possuem infraestrutura adequada?

Uma falha na recém construída linha

com o avanço da importância do

As soluções não estão somente na

de transmissão que traz a energia de

suprimento

seus

instalação de geradores de backup

Belo Monte deixou em 21 de março

processos cada vez mais automatizados,

que possuem intervalos de tempo de

boa parte do Brasil sem energia, cada

a função de expectador já não cabe

partida superiores àqueles necessários

região foi “brindada” com um período

mais. Falhas no sistema de transmissão

para a não interrupção da carga, isto

maior ou menor de interrupção em

e distribuição sempre existirão, pois

quando partem adequadamente, pois

função das características de reação

são construídos com equipamentos

geradores de backup possuem alta taxa

dos subsistemas do sistema interligado

que possuem em seus DNAs suas

de falha na partida. São necessários

nacional (SIN). Os números divulgados

taxas de falha desde o instante que

outros dispositivos e equipamentos em

da carga não atendida (18.000 MW

são colocados em serviço e, por conta

função do tipo e volume de cargas que

desligados

e

4.200

energia

aos

MW

disso, alguma hora irão falhar, ou pior,

se desejam preservar. A avaliação da

rejeitados) não traduzem os transtornos

são ainda operados e programados

viabilidade do investimento é função

causados

supridas

por seres humanos. Enquanto a turma

destas perdas.

que são superiores a 73.000 MW ou

do suprimento faz sua lição de casa,

O “chororô” típico de hospitais

86.000MW do SIN em valores médios

melhorando ou tentando melhorar os

públicos que ficaram sem energia em

ou máximos.

seus aspectos de confiabilidade até

razões da falha e que deixa toda a

Tudo indica que mais uma falha

para fazer jus ao custo da energia,

população em polvorosa ilustra o grau

humana/operação foi a responsável

a turma do consumo da outra ponta

de despreparo dos administradores

pelo evento. Há de se considerar que

do fio, além de reclamar e reivindicar,

públicos e suas equipes técnicas.

os efeitos transitórios, VTCDs e outros

deve começar a fazer contas e garantir

Está claro que carga crítica deve ser

distúrbios causaram impactos bastante

resiliência aos seus processos com

contingenciada de forma adequada à

importantes, além do contabilizado. A

incremento da confiabilidade em suas

própria criticidade do processo (neste

questão que ora trataremos não está

próprias infraestruturas.

caso, vidas humanas). Um hospital não

relacionada às causas desta e outras

Alguns

este

deveria nem ter licença de operação

falhas que a equipe do Operador

evento, variações de tensão de curta

sem a mínima condição de resiliência

Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

duração (as VTCDs) que nem chegam

às falhas. A patologia técnica das

tratará de investigar e informar sem

a durar um segundo, causadas pelo

instalações

sensacionalismo e com transparência,

sistema de transmissão e distribuição

àquelas que alguns médicos heróis

mas

com

das

outros

de

demandas

argumentos

técnicos

dias

anteriores

a

parece

ser

superior

e

na alimentação da cidade de São Paulo,

tentam estancar mesmo sem recursos,

tomando as devidas ações corretivas

deixaram plantas industriais paradas

enquanto os gestores públicos tratam

evitando recorrências, aliás como lhes

por várias horas causando significativas

de seus próprios interesses, que estes

cabe.

perdas de processo às plantas que não

últimos façam mais, chorem menos e,

estavam preparadas para o distúrbio.

por favor, não se corrompam!

Do ponto de vista do consumidor,


Painel de mercado

10

O Setor Elétrico / Março de 2018

Setor de energia é alvo de cibercriminosos Empresas de energia lideram ranking das mais afetadas por cibercrimes no segundo semestre de 2017 Cerca de 40% de todos os sistemas de

prejuízos para os negócios. Ao analisar o

automação e hoje é um dos mais informatizados.

controle industrial (ICSs) de organizações do

cenário das ameaças em diversos setores, a

Os incidentes de cibersegurança e ataques

setor energético, protegidas pelas soluções

ICS CERT da Kaspersky Lab registrou que

direcionados ocorridos nos últimos anos,

da Kaspersky Lab, sofreram pelo menos um

em quase todos há ataques cibernéticos

juntamente com as iniciativas regulatórias,

ataque de malware nos últimos seis meses

sobre os computadores do ICS.

são um ótimo argumento para as empresas

de 2017, seguido das redes de integração

No entanto, dois segmentos sofreram

de geração e fornecimento de energia

de engenharia e ICSs, com 35,3%. Essa é

mais ataques que outros: organizações do

começarem a adotar produtos e medidas

uma das principais constatações do relatório

setor energético (38,7%) e empresas de

de segurança online em seus sistemas de

mais recente da Kaspersky Lab, intitulado

integração de engenharia e ICS (35,3%).

tecnologia operacional (OT).

“Cenário das ameaças a sistemas de

O setor que demonstrou um aumento mais

automação industrial no segundo semestre

notável no número de computadores de

dos maiores sistemas de objetos industriais

de 2017”, que mostrou que o número de

ICS atacados durante o segundo semestre

interconectados, com um grande número de

ataques nesses dois setores é visivelmente

de 2017, em comparação com o primeiro

computadores conectados à rede e um nível

superior ao observado em outros segmentos.

semestre do mesmo ano, foi o da construção,

relativamente alto de exposição a ameaças

Em outros setores, a média de computadores

com 31,1%. Em todos os outros segmentos

virtuais, como mostram as estatísticas da

atacados ficou entre 26% e 30%, sendo que

em questão (manufatura, transportes, serviços

ICS CERT da Kaspersky Lab. Por sua vez,

a grande maioria dos ataques detectados foi

públicos, alimentos, saúde, etc.) a proporção

a grande porcentagem de computadores de

acidental.

de computadores atacados variou de 26% a

ICS atacados em empresas de integração

30%, em média.

de engenharia e ICS é outro problema grave,

industriais continua sendo um problema

De acordo com os especialistas, o setor

considerando que a cadeia de fornecimento

que pode ter consequências muito graves,

energético foi um dos primeiros a começar

foi usada como vetor em alguns ataques

afetando processos industriais e causando

a usar amplamente várias soluções de

devastadores nos últimos anos.

A

cibersegurança

de

instalações

Além disso, a rede elétrica moderna é um

Abinee renova parceria com Apex-Brasil Novo convênio contempla ações para atração de investimentos em energia renováveis A Associação Brasileira da Indústria

no planejamento estratégico das companhias.

convênio é o resultado de um plano de trabalho

Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Agência

“As empresas perceberam que não se trata

elaborado e planejado com a contribuição das

Brasileira de Promoção de Exportações

apenas de uma alternativa em momentos

empresas. Segundo ele, para essa nova fase

e

críticos, mas uma atividade perene”, diz.

foram elencados cinco mercados prioritários:

recentemente, o Programa Electro-Electronic

Barbato destaca que o Brasil dispõe de

Estados Unidos, México, Colômbia, Peru e

Brasil para o período 2018-2020. Com o

uma situação geográfica privilegiada e de um

África do Sul. “Em cada um desses países

objetivo de ampliar e fortalecer a participação

parque industrial robusto, o que possibilita

foram definidos segmentos e produtos com

das

Investimentos

(Apex-Brasil)

renovaram,

de

acessar mercados de países próximos. Para

maior potencial de entrada”, explica Manfre.

eletroeletrônicos por meio da promoção das

aproveitar esse potencial e tornar o País um

exportações e da atração de investimentos, a

polo exportador, além de iniciativas como a da

exportação e internacionalização, estudos de

iniciativa pretende alcançar a meta de US$ 2

Abinee e Apex-Brasil, o presidente da Abinee

mercado com inteligência comercial; feiras

bilhões em exportações no período.

ressalta a necessidade de redução de custos

internacionais; missões comerciais; projetos

para exportação.

compradores e fortalecimento das parcerias

empresas

Segundo

o

brasileiras

presidente

do

da

setor

Abinee,

estratégicas em âmbito nacional e internacional.

Humberto Barbato, a renovação do convênio vem em um momento importante de retomada das exportações do setor eletroeletrônico.

O programa contempla: capacitação em

Mercados prioritários e atração de investimentos

Em sua opinião, a recente crise do mercado

Uma novidade para o período 20182020 é a atração de investimentos por meio de ações para transferência de tecnologias,

interno impulsionou a atividade exportadora,

O supervisor de Projetos Setoriais da Apex-

principalmente

que começa a ser incorporada definitivamente

Brasil, Mauricio Manfre, salienta que o

renováveis, como eólica e solar.

nas

áreas

de

energias


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Março de 2018

Fornecimento de energia elétrica no país melhora em 2017 Indicadores apurados pela Aneel revelam melhora dos serviços prestados pelas concessionárias no ano passado

A qualidade dos serviços de distribuição

de energia elétrica melhorou em 2017, conforme apontam os indicadores de Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC) e Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) apurados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ao longo do ano passado, os consumidores ficaram 14,35 horas em média sem energia (DEC), o que representa uma redução de 9,23% do valor registrado em 2016 de 15,81 horas em média. O valor do DEC no ano de 2017 é o menor valor histórico para esse indicador. A frequência (FEC) no número de interrupções se manteve

foram Energisa Minas Gerais (EMG) em

em comparação ao ano de 2016. As últimas

em trajetória decrescente, com redução

primeiro, seguida da Companhia Energética

posicionadas foram a Enel Goiás, em 33º,

de 8,87 interrupções em média em 2016

do Maranhão (Cemar). As distribuidoras

e a Eletrobras Alagoas, em 32º lugar.

para 8,20 interrupções em média por

que mais evoluíram em 2017 foram a

A concessionária que mais regrediu no

consumidor em 2017, o que significa uma

Energisa Minas Gerais e a Energisa

ranking foi a Energisa Sergipe com recuo

melhora de 7,55% no período.

Tocantins com um avanço de oito posições

de 8 posições em comparação a 2016.

Segundo a Aneel, o avanço é resultado

de ações, como as novas regras de qualidade do fornecimento nos contratos de concessão das distribuidoras, a adoção de planos de resultados para as distribuidoras que

apresentavam

pior

desempenho,

compensação financeira ao consumidor, fiscalizações da Agência e definição de limites de interrupção decrescentes para as concessionárias.

Desempenho por distribuidora

A Aneel avaliou todas as concessionárias

do país no período de janeiro a dezembro de 2017, divididas em dois grupos: 33 concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e 25 concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.

Das empresas com mais de 400 mil

consumidores,

as

melhores

colocadas


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O Setor Elétrico / Março de 2018

Reforma do setor elétrico pode beneficiar pequenas e médias empresas Segundo estudo da Abraceel, entrada de indústrias menores no ACL pode garantir R$ 10,5 bilhões de economia com energia elétrica

A Associação Brasileira dos Comercia­

lizadores de Energia (Abraceel) acaba de entregar estudo ao ministério das Minas e Energia (MME) solicitando que o Projeto de Lei do Governo Federal contemple o adiantamento de permissão de entrada dos consumidores do Grupo A no Mercado Livre. De

acordo

com

a

associação,

o

adiantamento, de 2026 para 2021, permitiria a entrada antecipada em cinco anos das 182.593 empresas que compõe o Grupo A de consumidores de alta tensão, com consequente economia de R$ 10,5 bilhões nas contas de luz nesse período, sem gerar sobrecontratação de energia nas distribuidoras, respeitando-se todos os contratos no Ambiente de Contratação Regulado (ACR).

“A nossa proposta de adiantamento não

impacta o equilíbrio do setor elétrico e, ainda, vai gerar recursos para que os pequenos e médios negócios possam investir em novos projetos e expansões, com geração de empregos e renda”, afirma o presidente da Abraceel, Reginaldo Medeiros. Pela proposta atual do governo, apenas 24 mil indústrias e

estabelecimentos

beneficiados até 2026.

comerciais

serão


Painel de produtos

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O Setor Elétrico / Março de 2018

Novidades em produtos e serviços voltados para o setor de instalações de baixa, média e alta tensões.

Luminária Led www.poleoduto.com.br

A Poleoduto está expandindo sua linha de materiais elétricos para atmosferas explosivas e

apresenta seu mais novo lançamento: a luminária Led Poleoduto. Desenvolvida para utilização em áreas classificadas, a luminária Led Poleoduto possui dupla tecnologia: não acendível (nA) e não centelhante (nC).

Foi projetada para atender aos mais rigorosos testes de qualidade, tendo como principais

características a versatilidade na instalação e a expectativa de vida útil superior a 50.000 horas.

Com grau de proteção IP 66, a luminária pode ser encontrada nas potências de 26 W, 41 W,

47 W, 55 W e 81 W. O produto é indicado para zonas 2, 21 e 22, estando em conformidade com as normas técnicas brasileiras.

Luminária apresenta tecnologias não acendível e não centelhante.

Relés de segurança www.schmersal.com.br

A Schmersal está apresentando sua nova família de módulos de relés de segurança Protect SRB-E, que pode

ser utilizada em aplicações até a categoria 4/PL.

Em conformidade com as normas EN ISO 13849-1, SIL 3 e EN 62061 / IEC 61508, os relés são destinados

ao monitoramento de dispositivos de proteção, cortinas de luz, sensores e chaves de segurança. “Dessa forma, é possível elevar a categoria de segurança do sistema, monitorando tanto as entradas, quanto as saídas”, explica o coordenador de produtos da Schmersal, João Pedro Alvise.

Com tamanho compacto e de fácil instalação, os relés de segurança podem ser aplicados em painéis para

adequação de máquinas e equipamentos de diversos segmentos do mercado nacional.

De acordo com a empresa, uma vantagem da nova série SRB-E é a possibilidade de substituir diversos modelos

de relés da linha anterior (SRB) por uma variedade menor de produtos, graças à sua multifuncionalidade. Cada módulo pode ser configurado em até onze diferentes aplicações, por meio de uma manopla rotativa frontal, de fácil manuseio.


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Março de 2018

Pextron completa 50 anos de atividades Em ano de comemoração, empresa brasileira investe em desenvolvimento de novos produtos e mudará sede para edifício próprio A Pextron é uma empresa brasileira tradicional

e

reconhecida

em

fornecer

produtos e serviços de proteção para sistemas elétricos, mas não foi sempre assim. Para chegar até os 50 anos de vida, a companhia, que começou produzindo controles de temperatura, percorreu um longo caminho.

A primeira sede da empresa era apenas

uma casa térrea antiga, localizada no bairro de Moema, em São Paulo (SP), bairro, aliás, que hospeda a empresa até os dias atuais. O ano era 1968 e os primeiros produtos fabricados foram os controladores de temperatura

Nova sede da Pextron, na fase final da construção.

produzidos ainda de forma quase caseira. “Desde a dobra da chapa até a montagem,

O gerente de vendas da Pextron, Uriel

segundo seus diretores, deverá revolucionar

tudo era feito de forma artesanal”, relembra o

Silva, acrescenta que o primeiro relé de

o mercado de proteção. Já patenteado,

sócio fundador da companhia, Carlos Alberto

proteção microprocessado a ser apresentado

o novo equipamento está passando por

Orsini.

no país foi produzido pela Pextron, mas o

ensaios técnicos e, em breve, será enviado

Nesse período, o Brasil era governado pelo

equipamento sofreu certa hostilidade do

para homologação em algumas companhias

regime militar, que protegia a indústria nacional,

mercado de distribuição de energia por conta

de energia. Mais detalhes só poderão ser

não permitindo a entrada de multinacionais

dos tradicionais relés eletromecânicos, que

divulgados com o efetivo lançamento da

no país. Isso, de certa forma, contribuiu para

dominavam o segmento. Foi somente algum

novidade.

o crescimento da Pextron, que chegou a se

tempo depois, em 1990, que o primeiro

mudar para espaços maiores por algumas

relé microprocessado da Pextron foi então

Nova sede

vezes. O início da década de 1980, no entanto,

instalado em uma empresa do Grupo Rede, na

veio tomado por uma crise econômica, que

cidade de Bragança Paulista (SP). “Na época,

se mudar para o novo edifício, que está

atingiu fortemente o mercado em que a Pextron

as empresas privadas não tinham receio de

sendo construído pela própria companhia. O

atuava, levando a empresa a investir em outro

arriscar e a promessa de redução de custos

endereço, no entanto, continuará praticamente

segmento de produtos: os relés de proteção.

era atraente”, justifica. De lá para cá, outras

o mesmo. A nova sede fica exatamente do

“Sempre com desenvolvimento e investimento

companhias foram finalmente aceitando o

outro lado da rua do escritório atual.

próprios, começamos a desenvolver os nossos

produto, que vem passando por diversas

relés, um processo que levou alguns anos”,

transformações tecnológicas com o tempo.

espaço é fruto de uma série de aquisições

conta o sócio Pedro Grinevicius. Ele conta

Com a abertura de mercado pelo

de imóveis feitas pela empresa ao longo dos

que foi apenas em meados de 1990 que

Governo Collor, as multinacionais entraram

anos. “Foram grandes oportunidades que

conseguiram finalizar os primeiros protótipos.

no país e a Pextron concentrou seus esforços

apareceram durante as nossas mudanças

“Na época, havia um grupo de excelência em

no segmento de cabines primárias, mercado

de endereço pelo mesmo bairro ao mesmo

proteção coordenado por um especialista da

que detém 80% no que diz respeito a relés

tempo em que a empresa ia crescendo.

Cemig e o nosso relé foi desenvolvido com

de proteção. Para Orsini, a sobrevivência

Nesse ponto, contamos muito com a sorte”,

base nas exigências desse grupo, sendo,

da Pextron até os dias atuais deve-se a

conta o sr. Orsini.

posteriormente, apresentado em uma reunião

três grandes fatores: “acreditar no que faz,

internacional do Cigré, em Minas Gerais.

trabalho duro e contar com profissionais

espaço contará com uma área dedicada à

Nosso relé chegou a ser considerado como

competentes”.

apresentação dos produtos para clientes,

‘produto de segurança nacional’”, relembra

Para os próximos anos, a empresa

fornecedores e parceiros, sendo uma espécie

Pedro.

vem trabalhando em um novo produto que,

de showroom da companhia.

Nos próximos meses, a Pextron deverá

Com área construída de 2.600 m², o

A empresa informa que, em breve, o


17

O Setor Elétrico / Março de 2018

EDP São Paulo investirá cerca de R$ 300 milhões em 2018 Investimento será direcionado para modernização da rede e atendimento ao consumidor A EDP anuncia investimentos para

rede e para a construção e modernização

com tecnologia de proteção contra o impacto

melhoria do serviço oferecido aos seus mais

da infraestrutura de alta tensão. Entre os

de vegetação, pipas e objetos lançados em

de 1,8 milhão de clientes do Alto Tietê, Vale

empreendimentos estão as subestações em

dias de fortes chuvas. Para potencializar as

do Paraíba e Litoral Norte paulista. Com foco

Taubaté, Guararema e Guarulhos, que juntas

melhorias, limitar os impactos e restabelecer

na expansão e modernização da rede elétrica,

beneficiarão cerca de 700 mil pessoas.

rapidamente o serviço em caso de interrupção

infraestrutura e atendimento, o valor a ser

no fornecimento, a concessionária instalará

investido em 2018 é 14% maior do que o

realizado permitirá, ainda, um acréscimo

122

realizado em 2017.

de 115 MVA de potência instalada nas

Atualmente, a Empresa comporta 1.241

“Para 2018, temos um plano de melhorias

regiões atendidas, o que corresponde à

equipamentos ao longo de toda sua extensão.

robusto, que vai nos permitir entregar um

capacidade atual do município de Ferraz de

No que diz respeito ao atendimento

serviço cada vez mais seguro e confiável, além

Vasconcelos. As obras possibilitarão que o

ao cliente, a concessionária contará com

de nos aproximar dos nossos consumidores

sistema acompanhe o desenvolvimento das

quatro novas agências físicas em 2018:

por meio das novas agências e serviços nos

cidades, além de aprimorar a confiabilidade e

Pindamonhangaba, Ferraz de Vasconcelos,

canais de atendimento virtuais", destaca o

qualidade do serviço aos clientes atuais.

Guaratinguetá e Caçapava. Os espaços

diretor geral da distribuidora, Marney Antunes.

Os recursos serão usados também para

maiores trarão mais conforto e modernidade,

Do total, destacam-se os R$ 88 milhões

trazer mais segurança, com a implantação

integrando tecnologias que agilizam as

que serão direcionados para a ampliação da

de 367 km de redes de média e baixa tensão

demandas e acolhimento com comodidade.

De acordo com a empresa, o investimento

novos

religadores

Cobrecom anuncia novo site Mais moderno, portal é responsivo e apresenta fácil navegação

A Cobrecom Fios e Cabos Elétricos lançou, recentemente, seu novo site. Com projeto gráfico

reestruturado, o portal www.cobrecom.com.br possui um visual mais moderno e com fácil navegação.

“O objetivo de sua reformulação é tornar o site da Cobrecom o principal canal de comunicação da

empresa com seus públicos-alvo”, conta o gerente de marketing da Cobrecom, Paulo Alessandro Delgado.

De acordo com o executivo, outro objetivo é a disseminação de informações técnicas. Com o site, os

visitantes podem acessar os links de capacitação profissional, textos técnicos, notícias, entre outros.

Ao navegar pelo novo portal também é possível conhecer todos os produtos da empresa, ter

acesso a novidades, ações de marketing e eventos da empresa.

Totalmente responsivo, o site pode ser visualizado em qualquer dispositivo, como smartphones, tablets, notebooks ou desktop.

automáticos.


Painel de empresas

18

O Setor Elétrico / Março de 2018

Empresas estão despreparadas para a nova economia energética Estudo da Schneider Electric realizado com 236 empresas mostra que as organizações se sentem prontas para competir no mercado energético em evolução, mas a prática não reflete essa percepção

Um

novo

estudo

divulgado

pela

Schneider Electric revela que a maioria das organizações se sente preparada para um futuro descentralizado, descarbonizado e digitalizado, mas muitas não têm tomado as medidas necessárias para integrar e promover seus programas de energia e sustentabilidade.

Essa falsa sensação de segurança pode

ser atribuída à constatação de que a maioria das empresas ainda adota abordagens bastante convencionais para gerenciamento de energia e ação climática. E os desafios da inovação são ainda mais complicados por conta da coordenação limitada entre os departamentos de compras, operações

para reduzir o consumo e o desperdício de

nível local ou regional. E entre as pessoas

e sustentabilidade, bem como a coleta e o

água;

que

compartilhamento ineficientes de dados.

• 51% completaram ou estão planejando

insuficientes

A pesquisa apurou que 81% das

projetos de energia renovável;

dados e avaliação de projetos" como um

empresas fizeram upgrades ou planejamentos

de eficiência energética, mas 30% ou menos

estão planejando ativamente o uso de

regional ou nacional - não global.

têm considerado novas oportunidades de

armazenamento de energia, microgrids, calor

energia, como microgrids e resposta à

e energia combinados - ou alguma mistura de

(ROI) é a referência óbvia para as iniciativas

demanda.

tecnologias;

de energia e sustentabilidade, as empresas

De acordo com a pesquisa, das quase

• Somente 23% têm estratégias de resposta

estão começando a ter uma visão mais

240 grandes empresas (US$ 100 milhões

à demanda ou planejam tê-las no curto prazo.

ampla e abrangente dos investimentos. Por

Apenas

30%

implementaram

ou

identificaram para

"ferramentas/métricas compartilhamento

de

desafio, 65% gerenciam dados a nível local, E enquanto o retorno sobre investimento

exemplo, mais da metade dos entrevistados

em receita ou mais) de todo o mundo, 85% disseram estar agindo nos próximos três

A primeira barreira em direção ao

disseram que o impacto ambiental é levado

anos para manter seus planos de redução

progresso pode ser o alinhamento interno.

em conta no processo de avaliação. O risco

de carbono a níveis competitivos. Mas os

61% dos entrevistados disseram que as

organizacional (39%) é outra consideração

projetos que foram iniciados ou estão em

decisões de energia e sustentabilidade de

importante.

desenvolvimento

fortemente

sua organização não estão bem coordenadas

para a conservação de energia, água e

com as equipes e departamentos relevantes,

Research para identificar como as empresas

resíduos.

renováveis,

especialmente nos setores da indústria e

desenvolvem estratégias ambientais e de

poucas organizações estão implementando

bens de consumo. Além disso, o mesmo

energia, coletam e compartilham dados e

estratégias e tecnologias mais avançadas

número de entrevistados disse que a falta de

coordenam os departamentos, uma prática

para gerenciar energia e emissões.

colaboração é um desafio.

conhecida como Active Energy Management

O gerenciamento de dados foi citado

(Gestão Ativa de Energia, em tradução livre).

como outro obstáculo para a gestão integrada

As empresas pesquisadas representam 11

• 81% dos entrevistados têm feito melhorias

de energia e carbono. 45% dos respondentes

segmentos principais, incluindo bens de

ou planos de eficiência energética para os

afirmaram que os dados organizacionais

consumo, energia/utilities, finanças, indústria,

próximos dois anos, 75% estão trabalhando

são altamente descentralizados, tratados a

saúde e tecnologia.

Fora

se as

inclinam energias

As principais descobertas revelam que:

O estudo foi realizado pela GreenBiz


O Setor Elétrico / Março de 2018

19

Eletrobras apresenta prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão em 2017 Números são influenciados por provisões operacionais e por segmento de distribuição A Eletrobras apresentou, em 2017,

do trimestre foi de R$ 491 milhões, 155%

prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão, resultado

inferior ao apresentado no 4T16.

influenciado, principalmente, pelas provisões

operacionais de R$ 4,646 bilhões (excluídas

foi de R$ 178 milhões, 22% inferior ao lucro

as provisões do segmento de distribuição)

gerencial de R$ 229 milhões de 2016. Já

– relativas a empréstimo compulsório e

a Receita Operacional Líquida gerencial

impairment – e pelo prejuízo do segmento

apresentou crescimento de 21%, passando

de distribuição, de R$ 4,179 bilhões. Já o

de R$ 25,549 bilhões em 2016 para R$

resultado de 2016, quando foi registrado

30,887 bilhões em 2017. O Ebitda gerencial

lucro de R$ 3,513 bilhões, foi influenciado,

apresentou crescimento de 44%, passando

principalmente,

de R$ 3,845 bilhões em 2016 para R$ 5,554

pela

contabilização

da

O lucro líquido gerencial obtido em 2017

remuneração relativa aos créditos da Rede

bilhões em 2017.

Básica do Sistema Existente (RBSE).

Destacam-se em 2017 de forma positiva

No quarto trimestre de 2017, a Eletrobras

a Receita Operacional Líquida de R$

apresentou prejuízo líquido de R$ 3,998

37,876 bilhões, a CVA (ativo regulatório)

bilhões, enquanto, no mesmo período, no

positiva no montante de R$ 1,441 bilhão e

ano anterior, o prejuízo líquido foi de R$

a contabilização da remuneração relativa à

6,258 bilhões. O prejuízo líquido gerencial

RBSE no valor de R$ 4,923 bilhões.

BRVAL adquire fábrica de transformadores da Ultrapower Transformadores a seco de média tensão ampliarão o portfólio de produtos da empresa Tradicional fabricante de conjuntos

produzido na unidade de Salto. São

de

com

realizados testes de descargas parciais

homologação em diversas concessionárias

em 100% dos equipamentos produzidos.

brasileiras, a BRVAL Electrical anuncia a

Pretendemos manter as duas fábricas –

compra da unidade de transformadores

a de painéis elétricos em Valença/RJ e a

a seco de média tensão da Ultrapower,

de transformadores em Salto/SP -, ambas

localizada em Salto (SP).

com certificação ISO 9001”, avalia.

A compra desta fábrica está em

Questionado

consonância

manobra

de

média

tensão,

sobre

a

situação

do

planejamento

mercado nacional, Alexandre diz acreditar

estratégico da empresa, que pretende

na recuperação da economia. “Sou otimista

ampliar seu portfólio de produtos. De acordo

por natureza e acredito que na crise surgem

com o diretor comercial da BRVAL, o eng.

as melhores oportunidades para quem

Alexandre Morais, a escolha da Ultrapower

estiver preparado, tenho a convicção de que

deu-se pela qualidade do produto e dos

empresas que prezam pela qualidade de

seus processos de controle de qualidade

produtos, inovação e eficiência na gestão

e produção. “Ficamos admirados com

se mantêm sólidas independentemente dos

a qualidade do transformador a seco

indicadores macroeconômicos”.

com

o


Painel de empresas

20

Grupo Nordex inaugura fábrica de torres no Piauí Cerca de 300 colaboradores participam direta e indiretamente da fabricação de torres de concreto e aerogeradores

Estrutura da fábrica foi transportada por 300 carretas.

O Grupo Nordex inaugurou, no último

vento em prol da geração de energia

dia 6 de abril, uma fábrica de torres dentro

limpa.

do Complexo Eólico Lagoa do Barro,

A logística para a instalação da

localizado no município de Lagoa do

fábrica

Barro, no estado do Piauí. O parque eólico

fizeram o transporte de toda a estrutura

pertence à Atlantic Energias Renováveis.

do empreendimento a partir de Santa

O projeto marca a chegada da primeira

Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

indústria de grandes componentes eólicos

Além da localização, que oferece

na região.

maior vantagem para suas atividades,

Localizada dentro

do

estrategicamente

complexo

para

envolveu

300

carretas,

que

o empreendimento traz como vantagem

otimizar

para a região a contratação de mão de

investimentos, mitigar riscos durante as

obra local – ao todo, serão cerca de

obras e reduzir o período de produção,

300 colaboradores participando direta e

a fábrica será montada em uma área

indiretamente da fabricação de torres de

de sete hectares. Até a finalização das

concreto e aerogeradores para os oito

obras do complexo, serão produzidas

parques do complexo eólico. “Nosso

ali 1.500 peças que sustentarão os 65

investimento no Piauí colabora para o

aerogeradores do modelo AW3000 – o

desenvolvimento

equipamento tem 3 MW de capacidade,

uma região que tem um dos menores

rotor de 125 metros de diâmetro e pás

Índices de Desenvolvimento Humano do

de 61,2 metros, atributos notáveis que

Brasil”, destaca o diretor comercial do

resultam no máximo aproveitamento do

Grupo Nordex, David Lobo.

socioeconômico

de


Conjuntos de manobra e controle em alta-tensão

20

Nunziante Graziano Capítulo III – Requisitos de projeto e construção • Aterramento • Aterramento do invólucro • Janelas de inspeção

Iluminação pública – ABNT NBR 5101

26

Luciano Haas Rosito Capítulo III – Distribuições Luminotécnicas e controle da luz • Distribuição das intensidades luminosas • Distribuição fotométrica • Controle de distribuição de intensidade luminosa • Classificações permitidas – Portaria 20 Inmetro

Proteção contra arco elétrico

30

Cláudio Mardegan e Giuseppe Parise Capítulo III – Levantamento dos dados essenciais • Equivalente da rede • Dados dos equipamentos • Topologia do sistema • Configurações e condições operacionais

Fascículos

Apoio


Apoio

Fascículo

Conjuntos de manobra e controle em alta-tensão

22

Por Nunziante Graziano*

Capítulo III Requisitos de projeto e construção

Prezado leitor, este fascículo pretende

conectados, localização de defeitos em

com fusíveis limitadores de corrente, o

apresentar em detalhes o conjunto de

cabos, ensaios de tensão em cabos ou outros

fabricante do conjunto de manobra e

normas brasileiras para construção de

dispositivos conectados e eliminação de

controle pode fixar a corrente de curto-

conjuntos de manobra e controle em alta

cargas eletrostáticas perigosas, possam ser

circuito limitada pelo fusível.

tensão, acima de 1 kV até 52 kV, inclusive.

realizadas com segurança.

No primeiro capítulo deste fascículo

componentes

deve especificar o tipo, a quantidade

apresentamos ao leitor os objetivos deste

removíveis dos mesmos tipos, características

solicitada e a qualidade requerida do líquido

trabalho, que contemplou a apresentação

nominais e construção devem ser mecânica

a ser utilizado no equipamento de manobra

do panorama atual da ABNT NBR

e eletricamente intercambiáveis. As partes

e controle. Deve ainda fornecer ao usuário

IEC 62271-200 vigente no Brasil, suas

removíveis e componentes de valores

as instruções necessárias para regeneração

subdivisões, principais pontos de interesse,

nominais iguais ou superiores podem ser

do líquido e para a manutenção da sua

suas

interpretações

e

definições.

Todas

as

partes

No caso de uso de líquidos, o fabricante e

No

instaladas no lugar de partes e componentes

quantidade e qualidade requeridas, exceto

segundo capítulo, abordamos as principais

removíveis de valores nominais iguais ou

para sistemas de pressão selados. É necessário

características nominais de um conjunto de

inferiores, desde que o projeto destas partes

atentar-se para a necessidade de cumprir

manobra e controle em invólucro metálico

e componentes removíveis e compartimento

com os regulamentos locais referentes a vasos

de alta tensão, desde tensão nominal e

permita intercambiabilidade mecânica. Isto

de pressão, o que diz respeito, neste ponto, a

número de fases, nível de isolamento

geralmente não se aplica a dispositivos

regulamentos ambientais, trabalhistas ou de

nominal, frequência nominal, corrente

limitadores de corrente.

combate a incêndios.

nominal de regime contínuo, corrente

Cabe ressaltar que um erro comum

Um dispositivo deve ser previsto para

suportável nominal de curta duração para

de interpretação, às vezes acompanhado

verificar o nível do líquido, de preferência

circuitos principais e de aterramento,

de certa dose de má fé, que consiste na

em serviço, com indicação dos limites

entre outros tópicos. Este capítulo tratará

instalação de uma parte removível ou

mínimo e máximo admissíveis para um

dos requisitos de projeto e construção

componente de valor nominal superior não

funcionamento correto. O líquido a ser

obrigatórios para os conjuntos.

aumenta, necessariamente, as capacidades

utilizado em equipamentos de manobra

Os conjuntos de manobra e controle em

de uma unidade funcional ou implica que

e controle deve estar em conformidade

invólucro metálico devem ser projetados de

esta unidade funcional é capaz de operar

com as instruções do fabricante. Para

forma que as operações de serviço normal,

com os valores nominais aumentados da

equipamentos de manobra e controle

inspeção e manutenção, determinação do

parte removível ou componente. Os vários

preenchidos com óleo, o óleo isolante novo

estado energizado ou desenergizado do

componentes contidos no invólucro estão

deve ser conforme a IEC 60296. Ressalvas

circuito principal, inclusive a verificação

sujeitos às especificações individuais que se

importante ao uso de óleos estão previstas

da sequência de fase, aterramento de cabos

aplicam a eles. Para os circuitos principais

na ABNT NBR 14039.


23

Apoio

No caso de uso de gases, o fabricante deve especificar o tipo e a quantidade, a qualidade e a densidade requeridas do gás a ser utilizado no equipamento de manobra e controle, e fornecer ao usuário as instruções necessárias para a regeneração do gás e a manutenção da sua quantidade e qualidade solicitadas, exceto no caso de sistemas de pressão selada. Para o equipamento de manobra e controle preenchido com hexafluoreto de enxofre (SF6), o SF6 conforme norma IEC 60376 ou IEC 60480 pode ser utilizado. Para evitar qualquer condensação, a quantidade máxima admissível de umidade dentro do compartimento do equipamento de manobra e controle preenchido com gás a uma densidade de enchimento nominal para o isolamento deve ser tal que o ponto de orvalho não seja superior a -5 °C para uma medição realizada a 20 °C. As medições tomadas a outras temperaturas devem ser corrigidas de forma adequada. Para a medição e a determinação do ponto de orvalho, ver IEC 60376 e IEC 60480. As partes do equipamento da manobra e controle de alta tensão contendo gás comprimido devem satisfazer os requisitos indicados nas normas IEC aplicáveis.

Aterramento As correntes de curto-circuito nominais aplicáveis para o circuito de aterramento dependem do tipo de aterramento do neutro do sistema para o qual é previsto. Para sistemas com um neutro solidamente aterrado, a corrente máxima de curtocircuito do circuito de aterramento pode alcançar níveis até a corrente suportável nominal de curta duração do circuito principal. Entretanto, para outros sistemas de aterramento do neutro, a corrente de curta duração máxima do circuito de aterramento pode alcançar até 87% da corrente suportável nominal de curta duração do circuito principal (curto-circuito nas condições de defeito bifásico à terra). O circuito de aterramento normalmente é projetado para suportar um curtocircuito monofásico. Para assegurar a proteção de pessoal durante o trabalho de manutenção, deve-se poder aterrar todas as partes do circuito principal para as quais o acesso é requerido ou proporcionado antes de ficarem acessíveis. Isto não se aplica às partes removíveis que se tornam acessíveis depois de serem separadas do conjunto de manobra e controle.

Aterramento do invólucro O equipamento de manobra e controle deve ser equipado com um borne de aterramento seguro que tem um parafuso de fixação ou por conjunto de fixação adequado para a conexão de um condutor de aterramento apropriado nas condições especificadas


Apoio

Conjuntos de manobra e controle em alta-tensão

24

de falta à terra. O ponto de conexão deve

condutor de aterramento, por exemplo,

requerer ferramentas para abri-los ou

ser identificado com o símbolo de "terra

parafuso. Todas as partes metálicas previstas

removê-los e devem ter as seguintes

de proteção", como indicado pelo símbolo

para serem aterradas e não fazendo parte

características:

5019 da IEC 60417. As partes metálicas

do circuito principal ou auxiliar devem

do invólucro conectadas ao sistema de

também ser conectadas ao condutor de

controlados por intertravamento: estes

aterramento podem ser consideradas como

aterramento, diretamente ou por partes

compartimentos devem ser providos

um condutor de aterramento.

estruturais metálicas.

de dispositivos de intertravamento

Compartimentos

acessíveis

Todos os componentes e invólucros

As interconexões dentro da unidade

de forma que somente seja possível

metálicos que podem ser tocados em

funcional devem ser asseguradas por uma

abrir o compartimento quando a

condições normais de funcionamento e

tecnologia que proporcione a continuidade

parte do circuito principal contida

são destinados a ser aterrados devem ser

elétrica entre a estrutura, as coberturas,

no compartimento que está sendo

conectados a um borne de aterramento.

as portas, as divisórias ou outras partes

realizado o acesso esteja desligada e

estruturais

de

aterrada, ou na posição desconectada

de um conjunto de manobra e controle

elementos de fixação ou solda). Portas dos

com correspondentes obturadores

em invólucro metálico é realizado com

compartimentos de alta-tensão devem ser

fechados;

um condutor de aterramento de seção

conectadas à estrutura por meios adequados.

transversal adequada provido sobre toda

Os fechamentos e as portas que são

baseados em procedimento: estes

extensão do conjunto de manobra e controle

partes do invólucro devem ser metálicos.

compartimentos devem ser equipados

em invólucro metálico.

Exceção para os fechamentos e portas que

com provisões de intertravamento,

Em geral, o aterramento do invólucro

de

manobra

metálico

devem

em

exemplo,

através

Compartimentos

acessíveis

podem ser de material isolante, desde que

por exemplo, cadeado. Convém que

invólucro

partes de alta-tensão sejam envolvidas

procedimentos apropriados sejam

As unidades de transporte de um conjunto

(por

interconectadas

por divisões metálicas ou obturadores

postos no local pelo usuário para

durante a instalação final, por meio de um

previstos para serem aterrados. Quando

garantir que um compartimento

condutor de aterramento. Esta interconexão

os fechamentos e portas que são partes do

acessível baseado em procedimento

entre as unidades de transporte adjacentes

invólucro estiverem fechados, eles devem

possa ser aberto somente quando a

deve ser capaz de conduzir a corrente

prover o grau de proteção especificado para

parte do circuito principal contida

suportável nominal de curta duração e a

o invólucro. Os fechamentos e as portas

no compartimento que está sendo

corrente suportável de crista para o circuito

não devem ser realizados de tela de arame,

acessado esteja desligada e aterrada

de aterramento.

metal expandido ou similar.

ou na posição desconectada com

ser

Para efeito de projeto, a densidade de

Diversas categorias de fechamentos ou

corrente no condutor de aterramento, se

portas são reconhecidas com relação aos

fechados. Os procedimentos podem

for de cobre, não deve, sob as condições

tipos de compartimentos acessíveis que eles

ser

de defeito à terra especificadas, exceder

dão acesso:

do país da instalação ou pelos

200 A/mm2 para uma duração de curto-

Fascículo

os

correspondentes estabelecidos

pela

obturadores legislação

documentos de segurança do usuário.

circuito nominal de 1 s, e 125 A/mm2 para

- Fechamentos e portas que dão acesso a

uma duração de curto-circuito nominal

compartimentos acessíveis por meio de

As janelas de inspeção devem prover,

de 3s. Porém, sua seção transversal não

ferramentas são aqueles que não necessitam

pelo menos, o grau de proteção especificado

deve ser inferior a 30 mm2. O condutor de

ser abertos para os propósitos normais de

para o invólucro. Elas devem ser cobertas

aterramento deve possuir previsão para,

operação ou manutenção (fechamentos

por uma folha transparente de resistência

no mínimo, um terminal adequado para

fixos). Não deve ser possível abri-los,

mecânica comparável àquela do invólucro.

ligação à malha de terra da instalação. Se o

desmontá-los ou removê-los sem o uso de

Devem ser tomadas precauções para

condutor de aterramento não for de cobre,

ferramentas;

prevenir a formação de cargas eletrostáticas

devem ser satisfeitos os requisitos térmicos

- Fechamentos e portas que dão acesso a

perigosas, seja pela distância de isolamento,

e mecânicos equivalentes e compatíveis

compartimentos

controlados

seja pela blindagem eletrostática (por exem­

com o material utilizado.

por intertravamento ou baseados em

plo, uma malha de arame adequa­damente

acessíveis

O invólucro de cada unidade funcional

procedimento são aqueles em que há

aterrada no lado interno da janela). O

deve ser conectado a este condutor de

necessidade de acesso ao compartimento

isolamento entre as partes vivas do circuito

aterramento. Pequenas peças fixadas no

para operação normal e/ou manutenção

principal e a superfície acessível das janelas

invólucro, até um máximo de 12,5 mm de

normal como declarado pelo fabricante.

de inspeção deve resistir às tensões de

diâmetro, não precisam ser conectadas ao

Estes fechamentos e portas não devem

ensaio especificadas em 4.2 da ABNT NBR


Apoio

25


Apoio

Conjuntos de manobra e controle em alta-tensão

26

10478 para ensaios de tensão para terra e

Tabela 1 – Placas

entre polos.

Abreviação Unidade **

As conexões de aterramento que têm

se requerida

circuito trifásico (como no caso das

Fabricante

X

conexões de curto-circuito usadas para

Designação do tipo

X

aterramento dos dispositivos) devem ser dimensionadas adequadamente. As

partes

metálicas

normalmente

aterradas de uma parte extraível devem

Número de série

X

Manual de instruções

X

Ano de fabricação

X

Norma aplicável

X

permanecer conectadas à terra nas posições

Tensão nominal

Ur

kV

X

de ensaio e desconectadas e em qualquer

Frequência nominal

Hz

X

posição intermediária. Conexões à terra

fr

Tensão suportável nominal

Up

kV

X

em qualquer posição devem prover uma

de impulso atmosférico

capacidade de conduzir corrente não

Tensão suportável nominal

Ud

kV

X

inferior àquela requerida pelo invólucro.

à frequência industrial

Durante a inserção, as partes metálicas

Corrente nominal de regime contínuo

Ir

A

X

normalmente aterradas de uma parte

Corrente suportável nominal de curta

kA

X

removível devem ser conectadas à terra

Ik

duração (para circuitos principal e de

antes da conexão dos contatos das partes

aterramento) Ip

kA

Y

fixas e removíveis do circuito principal. Se a parte extraível ou removível

Condição: indicação somente

que conduzir toda corrente de curto-

Valor de crista da corrente

Diferente de 2,5

suportável nominal

para 50Hz e 2,6

inclui qualquer dispositivo de aterramento

(para os circuitos principal

para 60 Hz

previsto para aterrar o circuito principal,

e de aterramento)

então, a conexão de aterramento na posição

Duração nominal do curto-circuito

de serviço deve ser considerada como parte

(para os circuitos principal

do circuito de aterramento com valores

e de aterramento)

nominais associados (ver 4.5, 4.6 e 4.7 da

Nível nominal de enchimento para isolação

norma ABNT NBR 10478). Placa de identificação: o conjunto de

tk

s

X

pre

Pa ou kg (X)

Nível de alarme para isolação

pae

Pa ou kg (X)

Nível mínimo funcional para isolação

pme

Pa ou kg (X)

manobra e controle em invólucro metálico

Fluído de isolação e massa

deve ser provido com placas de identificação

Classificação de arco interno

duráveis e claramente legíveis contendo as

Tipo de acessibilidade (código)

informações de acordo com a Tabela 1.

kg IAC

(X) (X)

A(F,L,R), (X) B(F,L,R)

As placas de identificação de cada

Fascículo

de identificação

ou C

unidade funcional, se requeridas, devem

Corrente de ensaio de arco

kA

(X)

ser legíveis durante a operação normal e

Duração da corrente de ensaio de arco

s

(X)

seu conteúdo de acordo com o projeto. As partes removíveis, se houver, devem ter uma placa de identificação separada com os dados relativos às unidades funcionais para as quais elas pertencem, porém, esta placa de identificação precisa ser legível somente quando a parte removível estiver na posição removida. No próximo capítulo continuaremos abordando os requisitos de projeto e construção obrigatórios para os conjuntos. Até lá!

(**) X = a indicação destes valores é obrigatória; (X) = a indicação destes valores é quando aplicável; y = as condições para indicação destes valores são mostradas na coluna 5. NOTA 1 A abreviação da coluna (2) pode ser usada em vez dos termos da coluna (1). NOTA 2 Quando os termos da coluna (1) são usados, a palavra "nominal" não será necessária *Nunziante Graziano é engenheiro eletricista, mestre em energia, redes e equipamentos pelo Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Doutor em Business Administration pela Florida Christian University, membro do ABNT/CB-003/CE 003 017 003 "Conjuntos de manobra e controle de alta tensão", Conselheiro Regional do CREA-SP e diretor da Gimi Pogliano Blindosbarra Barramentos Blindados e da GIMI Quadros elétricos. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


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27


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Iluminação pública – ABNT NBR 5101

28

Por Luciano Haas Rosito*

Capítulo III Distribuições luminotécnicas e controle da luz

Neste artigo serão abordados os

espaçamento entre postes, largura da via,

critérios estabelecidos para a avaliação das

entre outros. O projeto deve então levar em

distribuições da luz bem como o controle

conta qual percentual de fluxo luminoso irá

de distribuição de intensidade luminosa os

atingir a via e as calçadas de forma a obter os

c) Controle de distribuição de inten­

ângulos acima de 80 graus que normalmente

resultados de acordo com a classificação da

sidade luminosa no espaço acima dos

geram ofuscamento e poluição luminosa. A

via. Os níveis de iluminância e luminância

cones de 80 graus e 90 graus, cujo vértice

ABNT NBR 5101 prescreve as classificações

serão tema do próximo capítulo.

coincide com o centro ótico da luminária

das distribuições de intensidade luminosa e

A

distribuição

das

vertical); b) Distribuição transversal;

intensidades

(distribuição de intensidade luminosa no

os tipos de controle de luz, porém, cabe ao

luminosas da luminária em relação à

espaço acima de 80 graus e 90 graus em

projetista avaliar a necessidade do uso das

via, de acordo com a ABNT NBR 5101, é

relação à linha vertical que contém o centro

classificações para obter uma uniformidade

classificada deo acordo com três critérios:

ótico da luminária).

apropriada, bem como o alcance dos níveis necessários em todas as partes da via a ser iluminada. Da mesma forma, estabelecer os critérios de projeto para o controle de

Fascículo

a) Distribuição longitudinal (em plano

luz preciso a fim de evitar a luz intrusa e a poluição luminosa, assim como o menor ofuscamento possível. As intensidades luminosas emitidas através da luminária para iluminação pública vão gerar um resultado de iluminância e luminância no pavimento da rua, calçada e demais áreas das vias públicas. A luminária pública é projetada de modo que esta distribuição de luz atenda às condições típicas de instalação das vias públicas no Brasil. Para tanto, devem ser considerados os parâmetros de altura de montagem, avanço do braço de sustentação,

Figura 1 -Exemplo de distribuição fotométrica.


Apoio

As

classificações

de

distribuição

de intensidade luminosa longitudinal e transversal devem ser feitas com base em um diagrama de isocandela, traçado sobre um sistema retangular de coordenadas contendo uma série de linhas longitudinais da via (LLV) em múltiplos da altura de montagem (AM) e uma série de linhas transversais da via (LTV) também em múltiplos da altura de montagem. Dessa forma, será feita a avaliação do ponto de intensidade máxima, de acordo com a região que fica situada entre as LTVs, para obter a classificação curta, média ou longa e a avaliação de por onde passa a linha de meia intensidade máxima para avaliação transversal ou lateral sendo classificada como TIPO I, II, III ou IV. O

controle

de

distribuição

de

intensidade luminosa no espaço acima dos cones de 80 graus e 90 graus é dividido em quatro categorias, como segue: Figura 2 - Planos de distribuição de intensidades luminosas.

29


Apoio

Iluminação pública – ABNT NBR 5101

30

Figura 3 – Exemplo de óticas médias tipos II e III, respectivamente.

a) Distribuição totalmente limitada (full

d) Distribuição não-limitada (non cut-

longitudinal e lateral e sua avaliação para

cut-off):

off)

obter um bom resultado e desempenho de

do sistema. O que se espera de um bom

de 90 graus é nula e a intensidade luminosa

Quando a intensidade luminosa acima

intensidade luminosa na zona acima da

projeto é uma distribuição adequada

acima de 80 graus não excede 10% dos lúmens

máxima intensidade luminosa.

para se obter o melhor de visibilidade

nominais da fonte luminosa empregada. Isto

não

todas

limitação

para o tráfego dos pedestres e veículos.

se aplica a todos os ângulos verticais em torno

pú­ bli­ cas deveriam possuir distribuição

Logo, para as instalações atuais, uma

da luminária.

totalmente limitada a fim de não gerar

luminária classificada com determinado

poluição Quando a intensidade luminosa acima

Idealmente,

luminárias

b) Distribuição limitada (cut-off)

Fascículo

Quando

luminosa,

as

com

tipo de distribuição não necessariamente

a necessidade de abertura de facho

vai gerar um bom ou mau resultado em

para

atingir

entretanto,

espaçamentos,

campo. Outras classificações, como o

de 90 graus não excede 2,5%, e a intensidade

muitas vezes, a intensidade nos ângulos

maiores

critério BUG (Backlight, Uplight, and

luminosa acima de 80 graus não excede 10%

superiores acaba ultrapassando os limites

Glare), desenvolvido pela IES e IDA,

dos lúmens nominais da fonte luminosa

máximos estabelecidos.

estão sendo discutidas e avaliadas para

empregada. Isto se aplica a todos os ângulos verticais em torno da luminária. c) Distribuição semilimitada (semi cut-

que o projetista tenha o máximo de A discussão que está sendo feita a

informações para avaliação da fotometria

fim de aprimorar a ABNT NBR 5101

mais adequada para cada padrão e

é até que ponto é válida a classificação

configuração de via pública.

off) Quando

a

intensidade

luminosa

acima de 90 graus não excede 5% e a intensidade luminosa acima de 80 graus não excede 20% dos lúmens nominais da fonte luminosa empregada. Isto se aplica a todos os ângulos verticais em torno da luminária.

Figura 4 – Classificação das distribuições de intensidade luminosa conforme ABNT NBR 5101 estabelecida na Portaria 20 do Inmetro.


Apoio

A Portaria 20 do Inmetro, publicada

pétala ou se esta classificação não define

normalmente mais alto que as luminárias

em 15 de fevereiro de 2017, estabelece uma

as melhores distribuições para estes tipos

com lâmpadas de descarga, direcionando

tabela com as classificações permitidas

de configuração.

melhor o fluxo luminoso para a rua e

para que a luminária seja certificada. Fica

Neste

mesmo

capítulo

também

para as calçadas, evitando a luz intrusa

excluída nesta tabela a possibilidade de

é

utilização de luminária do tipo IV e com

desempenho

controle não limitado de distribuição de

de operação.

luz.

ser revisados agora considerando as

analisando de forma correta a distribuição

tecnologias atuais e não somente a forma

da luz de cada luminária e escolhendo

A

ABNT

estabelece

a

NBR

5101

classificação

também quanto

tratado

brevemente

o

tema

do

nas casas, apartamentos e demais áreas

energético

fator

adjacentes. Dessa forma, o bom projeto

Estes dois itens devem

e

do

de iluminação pública deve ser feito

à

que eram avaliados com a utilização de

aquela que apresente melhor desempenho

instalação citando os padrões da ABNT

lâmpadas de descarga em conjunto com

para cada situação apresentada.

NBR 15688, que trata das redes aéreas de

reatores eletromagnéticos.

distribuição de energia elétrica quanto

Outro fator a ser avaliado neste

ao afastamento em relação ao poste e à

capítulo da ABNT NBR 5101 é o fator

altura de montagem da luminária. Ainda

de utilização que estabelece qual o

é citada a classificação do tipo IV como

percentual de fluxo luminoso útil está

sendo utilizada em outras configurações

sendo direcionado para área que se

possíveis,

luminárias

quer iluminar e como a distribuição

tipo pétala, outros tipos de lâmpadas,

por

exemplo:

fotométrica adequada pode contribuir

etc.). Sendo o tipo IV não utilizado na

para termos fatores de utilização mais

portaria 20 do Inmetro, fica a dúvida se

altos. Uma das grandes vantagens da

as luminárias certificadas vão atender aos

fotometria de luminárias utilizando a

padrões de instalação em arranjos do tipo

tecnologia Led é ter um fator de utilização

Luciano Haas Rosito é engenheiro eletricista, gerente de Novos Negócios da Philips Iluminação e coordenador da Comissão de Estudos CE 03:034:03 – Luminárias e acessórios da ABNT/COBEI. É professor das disciplinas de Iluminação de exteriores e Projeto de iluminação de exteriores, do IPOG, e palestrante em seminários e eventos na área de iluminação e eficiência energética. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br

31


Apoio

Por Cláudio S. Mardegan e Giuseppe Parise*

Proteção contra arco elétrico

32

Capítulo III Levantamento dos dados essenciais

A qualidade de qualquer estudo

(c) Impedâncias

compensadora, etc.)

elétrico é função da precisão dos dados

▶ Z0S = R0S + j X0S = | Z0S| . e

▶ Tempo de partida

introduzidos no modelo para a simulação.

▶ Z1S = R1S + j X1S = | Z1S| . ejϕ1

▶ Tempo de rotor bloqueado

Para a elaboração de um estudo de arc

▶ Z2S = R2S + j X2S = | Z2S| . e

▶ Corrente de partida

jϕo

jϕ2

flash completo são necessários todos os dados para se realizar um estudo de curtocircuito e seletividade e mais algumas informações

adicionais

sobre

energia

▶ Conexão Nota: Na prática, quase sempre Z1S = Z2S,

Dados dos equipamentos

incidente. Apresenta-se a seguir os dados

▶ Máquina acionada (bomba, compressor, etc.) ▶ Rotação ou número de polos

mais importantes a serem coletados para a

Apresenta-se a seguir as principais

realização de um estudo de curto-circuito,

informações que devem ser coletadas na

seletividade e arc flash (energia incidente).

etapa de levantamento de dados para a realização de um estudo de curto-circuito

Equivalente da rede

▶ Aterramento do neutro

e seletividade.

▶ Identificação ▶ Localização (c) Dados de geradores/motores síncronos ▶ Dados de placa ▶ Máquina primária (turbina

Fascículo

As

concessionárias

normalmente

(a) Dados de transformadores

hidráulica, gás, vapor, motor diesel)

fornecem as informações dentro de uma

▶ Dados de placa (tensões, potência,

- gerador

das formas apresentadas a seguir.

impedância, conexão)

▶ Tipo de acionamento (bomba,

▶ Tipo de aterramento

compressor, etc.) – motor síncrono

(a) Potências

▶ Meio isolante (óleo mineral,

▶ Tipo de aterramento do neutro

▶ Módulo da PCC3φ simétrica

silicone, ascarel, seco)

▶ Data sheet (reatâncias/constantes

▶ Ângulo (∠) da PCC3φ simétrica

▶ Identificação

de tempo)

▶ Módulo PCC1φ

▶ Localização

▶ Rotação ou número de polos

▶ Ângulo (∠) da PCC1φ

▶ Identificação (b) Dados de motores de indução

(b) Correntes

▶ Localização

▶ Dados de placa

▶ Módulo da ICC3φ simétrica

▶ Tipo do motor (gaiola, anéis,

(d) Dados de cabos (a partir de uma lista

▶ Ângulo (∠) da ICC3φ simétrica

dupla gaiola)

de cabos)

▶ Módulo da ICC1φ

▶ Tipo de partida (direta, softstart,

▶ Material do condutor (cobre /

▶ Ângulo (∠) da ICC1φ

inversor de frequência, ch.

alumínio)


Apoio

▶ Comprimento

▶ kVAr de cada unidade

▶ Seção

▶ Tensão nominal do capacitor

▶ No. de polos (unipolar / tripolar)

▶ Tensão nominal do sistema (FF e

▶ No. de condutores por fase

FT)

▶ Corrente (e/ou tensão) nominal ou

▶ Tipo de isolação (PVC/EPR/XLPE/

▶ Conexão do banco

do sensor

PE/PAPEL)

▶ Tipo do meio isolante do banco

▶ Fabricante

▶ Tensão (Uo/U) ou NA/NI (cabos

▶ Capacitância nominal

▶ Tipo

antigos)

▶ No. de unidades paralelas por

▶ Funções

▶ Disposição (trifólio, plano, etc.)

grupo

▶ Faixa(s) de ajuste de cada função

▶ Tipo de instalação

▶ No. de grupos série por perna

▶ Ajuste atual de cada função

▶ Norma

▶ Se possui fusíveis internos /

▶ Características

▶ Identificação

resistor descarga

▶ Identificação

▶ Localização

▶ TCs (quando aplicável)

▶ Localização

▶ Localização (g) Dados de relés

▶ Aterramento (e) Dados de banco de capacitores/filtros

▶ Norma

de harmônicos

▶ Identificação

▶ Dados de placa

▶ Localização

▶ Fabricante

▶ Dados de placa ▶ Tipo do filtro (ativo / passivo) ▶ Tipo de sintonia do filtro

(h) Dados de disjuntor BT

▶ Tipo (f) Dados de reatores

▶ Corrente nominal

(sintonizado / dessintonizado)

▶ Dados de placa

▶ Corrente nominal do sensor ou do

▶ Frequência (s) de sintonia /

▶ Reatância ou indutância

disparador

dessintonia

▶ Tensão nominal

▶ Funções (LS, LI, LSI, LSG, LIG,

▶ Indutância (s) do filtro (mH)

▶ Corrente nominal

LSIG)

▶ Resistência do filtro (caso houver)

▶ Identificação

▶ Faixas de ajuste

33


Apoio

Proteção contra arco elétrico

34 ▶ Ajustes atuais

▶ Fabricante

▶ Se possui alguns dispositivos de

▶ Identificação

▶ Tipo

proteção de arco

▶ Localização

▶ Corrente nominal contínua

(i) Dados de disjuntor MT / Contator

(n) Dados de inversor de frequência/

▶ Corrente nominal de curta-

softstart

▶ Dados de placa

duração

▶ Dados de placa

▶ Corrente nominal

▶ Tempo

▶ Fabricante

▶ Tensão nominal

▶ Tensão nominal

▶ Tipo

▶ Fabricante

▶ Valor da resistência ôhmica

▶ Corrente nominal

▶ Tipo

▶ Identificação

▶ Tensão nominal

▶ Capacidade de interrupção

▶ Localização

▶ Se o mesmo faz ou não

simétrica

regeneração

▶ Tempo de interrupção

(m) Dados de painéis / barramento / duto

▶ Capacidade térmica de curta duração

▶ Corrente momentânea ou de

de barras / Bus-ways

▶ Reatância / indutância de entrada

fechamento

▶ Fabricante

▶ Identificação

▶ Norma

▶ Tipo

▶ Localização

▶ Identificação

▶ Corrente nominal

▶ Localização

▶ Comprimento

(j) Dados de fusíveis

(o) Dados de conversor a semicondutor

▶ Tipo de material do condutor

▶ Dados de placa

(cobre ou alumínio)

▶ Fabricante

▶ Dados de placa

▶ Seção do condutor da barra

▶ Tipo

▶ Fabricante

▶ Forma do condutor da barra

▶ Corrente nominal

▶ Tipo

▶ Pintado / não-pintado

▶ Tensão nominal

▶ Corrente nominal

▶ Distância entre suportes

▶ Se faz ou não regeneração

▶ Característica

▶ Número de barras por fase

▶ Capacidade térmica de curta

▶ Identificação

▶ Barramento encapsulado ou não

duração / duty cycle

▶ Localização

encapsulado

▶ Norma

▶ Corrente de curto-circuito térmica

▶ Identificação

▶ Corrente de curto-circuito

▶ Localização

(k) Dados de TCs / TPs

Fascículo

(permanente)

▶ Corrente (TC) ou tensão (TP)

dinâmica

nominal primária

▶ Distância de trabalho

▶ Corrente (TC) ou tensão (TP)

▶ Identificação

▶ Capacitância nominal do protetor

nominal secundária

▶ Localização

de surto

▶ Fabricante

▶ Distância entre fases

▶ Tensão nominal

▶ Tipo

▶ Distância de trabalho

▶ Tensão do sistema

▶ Quantidade e conexão

▶ Barramentos principais são

▶ Resistência

▶ Classe de exatidão

horizontais ou verticais

▶ Dados do para-raios

▶ NBI

▶ Barramentos abertos devem ser

▶ Identificação

▶ Norma

declarados como “open air”

▶ Localização

▶ Grupo de ligação (TP)

▶ Se os barramentos são nus ou

▶ Corrente de curto-circuito térmica

encapsulados

(TC)

▶ Se o painel é arco resistente ou

▶ Corrente de curto-circuito

não

dinâmica (TC)

▶ Caso seja arco resistente, qual

consiste em obter como os elementos de

▶ Identificação

a classe e o tempo para o qual foi

circuito estão interconectados, ou, em

▶ Localização

testado

outras palavras, consiste na elaboração do

▶ Se possui relé de arco ou não

Diagrama Unifilar Simplificado para Estudo

▶ Se possui ou não proteção

de Curto-Circuito. Confira, na Figura 1,

diferencial de barra

modelo de esquema unifilar.

(l) Dados de resistor de aterramento ▶ Dados de placa

(p) Protetor de surto / Snubber

Topologia do sistema Esta etapa do levantamento de dados


Apoio

35


Apoio

Proteção contra arco elétrico

36

Figura 1 – Representação de um esquema unifilar.

Configurações e condições operacionais

(paralelismo permanente com a rede);

Norma Regulamentadora Número 10 –

▶ Se transformadores operam em

Segurança em Eletricidade

paralelo;

[04]

▶ Se os disjuntores de interligação

GROUNDING DESIGN HANDBOOK

dados é necessário conhecer, no mínimo, as

(TIE) operam abertos ou fechados;

J.R. Dunk-Jacobs, F.J. Shields, Conrad St. Pierre

seguintes condições operacionais:

▶ Se linhas operam em paralelo ou

2007 –Thonson-Shore, Dexter, MI, 48130, USA

não;

[05] Myths and Facts in Selection of Personnel

▶ Se existem geradores na planta;

▶ Como operam os maiores motores

Protective Equipment for Arc Flash Hazard

▶ Condição normal de operação;

da planta;

Mitigation Utilizing NFPA 70E and applicable

▶ Condição de curto-circuito máximo;

▶ Maiores motores de cada barra.

ASTM standards.

Fascículo

Ainda na etapa de levantamento de

▶ Condição de curto-circuito mínimo.

Referências bibliográficas

INDUSTRAIL

POWER

SYSTEM

Hugh Hoagland - 8th Conferência Annual do IEEE-IAS, em 2012 em Louisville-KY-USA

(Para os três primeiros capítulos)

[06] Practical Solution Guide for Arc Flash

[01] IEEE STD 1584

Hazards

IEEE Guide for Performing Arc-Flash Hazard

Chet Davis, P.E.; Conrad St. Pierre; David

▶ Como os geradores operam:

Calculations

Castor, P.E.; Robert Luo, PhD; S a t i s h

somente emergência (sem fazer

[02] NFPA-70E

Shrestha First Edition - ESA, Inc., 2003

paralelismo com a rede), transferência

Standard for Electrical Safety in the Worksplace

[07] Practical Solution Guide for Arc Flash

em rampa (paralelismo momentâneo

- 2004 Edition.

Hazards

para transferências) ou PPR

[03] NR-10

Chet Davis, P.E.; Conrad St. Pierre; David

Essas condições implicam em se conhecer as configurações do sistema:


Apoio

37

Castor, P.E.; Robert Luo, PhD; S a t i s h Shrestha Second Edition - ESA, Inc., 2003 [08] NESC 2012 National Electric Safety Code [09] NESC 2012 Handbook – 7ª Edição – Allan L. Clapp IEEE Standards Association [10] Manual de Equipamentos Elétricos – Volume 1 – 2ª Edição João Mamede Filho Livros Técnicos e Científicos Editora [11] Manual Técnico sobre Vestimenta de Proteção ao Risco de Arco Elétrico e Fogo Repentino Aguinaldo Bizzo de Almeida e Reyder Knupfer Goecking [12] IEC61482-1-1 Edition 1.0 - 2009 Live working protective clothing against the thermal hazards of na electric arc – Part 1.1 – Test Methods – Method 1: Determination of arc rating (ATPV or EBT50) of flame resistant materials for clothing [13] The historical Evolution of Arcing-Fault Models for Low Voltage Systems Tammy Gammon, John Matthews IEEE I&CPS Conference – Sparks-NV - 1999 Cláudio S. Mardegan é engenheiro especialista formado pela Unifei, especialista em proteção de sistemas elétricos industriais e qualidade de energia. É membro sênior do IEEE e chairman do Capítulo 6 do Buff Book, atual 3004 series (3004.6) sobre Ground Falut Protection. É chair ainda do Capítulo 13 – Protection Coordination e vice-chair de Surge Protection do IEEE. É diretor da EngePower Engenharia e Comércio Ltda. Giuseppe Parise é engenheiro eletricista e, desde 1973, trabalha no Departamento de Engenharia Elétrica na Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Sapienza em Roma, onde é Professor Pleno de Sistemas Elétricos de Potência. Tem mais de 320 artigos publicados e é autor de duas patentes e três prêmios de artigos do IEEE/IAS PSD. É membro ativo do IEEE Industry Applications Society (past Member at Large of Executive Board).

Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


38

Aula Prática

O Setor Elétrico / Março de 2018

Por Vicente Scopacasa*

Qualidade de luz

Estão os Leds prontos para substituir as fontes de luz tradicionais?


39

O Setor Elétrico / Março de 2018

manutenção da cor com o tempo.

vir a ser utilizado no futuro. Nesse caso,

dos Leds, nos vem à cabeça as suas principais

Da mesma forma que comparamos

consideramos os valores de Rf e Rg além

vantagens, como baixo consumo de energia

os Leds quanto ao consumo de energia

dos gráficos que facilitam a visualização e a

e longa vida útil, o que, na verdade, são

e vida útil com as outras fontes de luz,

comparação dos resultados entre as fontes;

vantagens significativas e fazem com que,

é fundamental que façamos a mesma

• Consistência de cor, aqui representada por

cada vez mais, ela seja considerada em

comparação com relação à qualidade da luz.

SDCM (Standard Deviation Color Matching),

novos projetos.

Sempre que falamos sobre a tecnologia

Sabemos que os fabricantes de Leds, por

que tem como base as elipses de MacAdam;

apresentam

vários anos, priorizaram a eficácia e somente

• Duv, que indica a distância do ponto de

maior eficácia (lúmen por watt) quando

agora, em função de terem alcançado

cromaticidade da fonte de luz com relação à

comparados com todas as outras fontes de

valores de eficácia da ordem de 190 a 200

curva do corpo negro, indicando o grau de

luz, além da alta vida útil em torno de 50.000

lúmens por watt, começam a disponibilizar

tingimento ou influências das cores contidas

horas. Sem dúvida, o Led vem aumentando

componentes Leds com melhor qualidade

no branco gerado pela fonte de luz.

a sua participação no mercado, pois, além

de luz.

dos fatores já citados, temos ainda uma

constante redução no custo do lúmen,

os resultados de testes realizados em vários

resultando em retorno do investimento cada

tipos de fontes de luz, além de posicionar

vez mais rápido.

o estado atual da tecnologia dos Leds e

• Lâmpada halógena, tipo dicroica;

apresentar comparações entre algumas

• Lâmpada do tipo CDM – PAR111;

história, pois estamos falando somente de

tecnologias

• Lâmpada fluorescente compacta;

vantagens relativas ao consumo de energia

parâmetros:

• Luminária com Leds.

importante, e que devemos levar em conta

• Índice de Reprodução de Cor (IRC) tanto

é quanto à qualidade da luz fornecida

para valores de Ra e Re. Subentende-se

selecionadas de fabricantes tradicionais

pelos

aplicações,

por Ra o valor de IRC levando-se em

que são normalmente disponibilizadas no

tais como, varejo, restaurantes, hotéis e

consideração as oito primeiras amostras de

mercado há vários anos e, por questões

residências, a qualidade de luz é de vital

cores (R1 a R8) e Re como sendo o valor de

éticas, aqui não identificadas. A luminária

importância. Entre os parâmetros mais

IRC considerando as 15 amostras de cores

que foi considerada neste estudo é resultado

importantes da qualidade da luz podemos

de teste (R1 a R15);

de um desenvolvimento local feito pela

citar a reprodução e a consistência de cor,

o

Itaim Iluminação, em que foram utilizados

a distância do ponto de cromaticidade

procedimento IES TM30-15, procedimento

Leds com boa qualidade de luz também de

com relação à curva do corpo negro e a

não oficial, mas com forte tendência de

um fabricante tradicional.

Atualmente,

os

Leds

Ocorre que esta é apenas uma parte da

Um dos objetivos desse artigo é reportar

enfatizando

os

seguintes

Para tal, decidimos escolher quatro fontes de luz com tecnologias diferentes:

e tempo de vida. Outro fator também

Leds.

Em

algumas

Reprodução

de

cor

conforme

As três lâmpadas em questão foram


40

Aula Prática

O Setor Elétrico / Março de 2018

Todas as fontes de luz foram ensaiadas

utilizando-se uma esfera integradora de 2m de diâmetro do fabricante Everfine, devidamente calibrada e adaptada para a realização de medições em conformidade com

a

IES

TM30-15.

Na

Figura

1,

apresentamos as distribuições espectrais de potência para cada uma das fontes de luz ensaiadas.

Observando as distribuições de potên­

cia podemos concluir que a lâmpada halógena é a que apresenta a distribuição com maior continuidade sendo seguido de perto pela distribuição da luminária Led. Ao contrário, as distribuições - tanto da lâmpada fluorescente compacta como Figura 1 – Gráficos das distribuições espectrais de potência das fontes de luz ensaiadas.

da CDM – são compostas de picos de energia em determinados comprimentos de onda comprometendo a continuidade da distribuição do espectro. Essas

diferenças

são

de

suma

importância e serão abordadas com mais detalhes a seguir. A Figura 2 traz um quadroresumo com os resultados das medições dos parâmetros selecionados.

Nesse ponto, já temos como apontar

algumas conclusões importantes: • Propositalmente, as fontes de luz escolhidas têm valores de temperatura de cor próximos. Os valores estão compreendidos entre 2834 K (lâmpada halógena) e 3065 K (lâmpada CDM). Ou seja, todas as fontes de luz

Figura 2 – Quadro resumo das medições dos parâmetros selecionados para as fontes de luz analisadas.

selecionadas são do tipo “branco quente”; • Como era esperado, a lâmpada halógena

penalizar a reprodução da cor vermelha.

os índices Rf e Rg além dos gráficos de saturação das fontes com relação ao padrão.

apresentou o maior valor, tanto de Ra como

Desses gráficos podemos concluir que:

de Re, e praticamente sem diferença entre

Analisando a reprodução de cor sob o

eles. Em segundo lugar temos a luminária

procedimento IES TM30-15, os valores

Led e também com pequena diferença entre

de Rf avaliam a fidelidade da cor, ou seja,

• A lâmpada halógena reproduz as cores

os valores de Ra e Re. Ao analisarmos tanto

como a reprodução de cor é fiel com relação

com total fidelidade e naturalidade. Em

a fluorescente compacta quanto a CDM,

a um padrão e o valor de Rg determina a

segundo lugar, temos a luminária Led com

notamos que os valores de reprodução de

naturalidade da cor, da mesma forma com

total naturalidade de reprodução, porém,

cor foram menores e com maiores diferenças

relação a um padrão.

com fidelidade de 92, que é considerado

entre os valores de Ra e Re;

Diferentemente do procedimento de

bastante razoável;

• Para a reprodução da cor R9, vermelho

medida do IRC, a IES TM30-15 leva em

• As demais fontes de luz apresentam

saturado,

a

consideração uma amostragem de 99 cores

fidelidade

halógena teve a maior pontuação (99)

e um procedimento diferente de cálculo, o

naturalidades acima e abaixo do padrão;

seguida pela luminária Led (68). As outras

que, de certa forma, aumenta a precisão da

• Para melhor visualização, a localização

fontes de luz apresentaram valores de R9

medida.

do ponto vermelho dos gráficos tem que

muito baixos, comprometendo o valor total

A Figura 3 apresenta os gráficos obtidos

estar mais próxima do vértice do triângulo,

do índice de reprodução de cor, além de

para cada uma das fontes ressaltando

garantindo a boa qualidade de reprodução

também

como

esperado,

bem

abaixo

do

normal

e


42

Aula Prática

O Setor Elétrico / Março de 2018

de cor da fonte de luz; • Observando-se os gráficos de saturação de cor, notamos que a lâmpada halógena e a luminária Led ficaram muito próximas do padrão (comparação do circulo branco com o círculo preto), ao passo que as outras apresentaram distorções significativas, ora saturando, ora não saturando as cores.

O próximo parâmetro a ser comparado

é o Duv, responsável por medir a distância entre o ponto das coordenadas de cromaticidade da fonte de luz em relação à curva do corpo negro (BBL). Quanto maior for essa distância, maior influência de cores teremos no branco,

Figura 3 – Gráficos de reprodução de cor conforme o procedimento IES TM30-15.

fenômeno conhecido como tingimento. Essa distância pode ser positiva (o ponto de cromaticidade está situado acima da curva do corpo negro) ou negativa quando o ponto se situa abaixo da curva. Na Figura 4 são apresentados os valores e o posicionamento do Duv para as quatro fontes de luz ensaiadas. Mais uma vez, a lâmpada halógena apresentou o menor valor de Duv o qual está praticamente posicionado sobre a curva do corpo negro. A luminária Led apresentou o Duv um pouco abaixo da curva, ao passo que a fluorescente e a CDM apresentaram valores relativamente distantes, posicionando-se acima e abaixo respectivamente.

Entendemos que, quanto mais próximo

o ponto de cromaticidade estiver da curva do corpo negro, mais pura será a cor branca independentemente do valor da temperatura de cor.

Figura 4 – Posicionamento das coordenadas de cromaticidade das fontes de luz ensaiadas.

Finalmente, vamos analisar os valores

de SDCM que nos indica a consistência de cor que, em muitas aplicações, pode vir a

resultados obtidos anteriormente, nesse

nos ensaios realizados é a da lâmpada

ser um fator determinante para a qualidade

caso, o melhor desempenho foi o da

halógena, seguida de perto pela luminária

geral da iluminação do ambiente. Nesse

luminária Led, que apresentou um SDCM

Led. Um ponto importante a se destacar é

caso, quanto menor for o valor de SDCM,

de 1.3, enquanto as outras fontes de luz

que a qualidade de luz tem relação direta

maior será a consistência de cor entre

apresentaram valores acima de 3 SDCM,

com a distribuição espectral de potência.

as fontes instaladas no ambiente. Esse

valor esse recomendado para projetos de

Quanto mais contínua for a distribuição,

parâmetro tem a ver com as elipses

interiores.

melhor a qualidade de luz da fonte;

de MacAdam. A Figura 5 apresenta os

• Podemos considerar que a tecnologia

Como conclusões finais podemos citar:

Led já esteja pronta para substituir as fontes

resultados: Notamos,

que

diferentemente

dos

• A melhor qualidade de luz obtida

de luz ora ensaiadas. Essa tecnologia ainda


44

Aula Prática

O Setor Elétrico / Março de 2018

Figura 4 – Posicionamento das coordenadas de cromaticidade das fontes de luz ensaiadas.

está em evolução e, portanto, espera-se que a qualidade de luz seja ainda maior nos próximos anos. A pergunta seria se hoje teríamos condições de desenvolver uma luminária Led com qualidade de luz compatível com a tecnologia halógena e a resposta seria sim. Pelo fato de termos vários Leds compondo a luminária, a mescla adequada desses produtos, brancos e coloridos, pode resultar em produtos com qualidade de luz similar à halógena; • Não foram notadas diferenças significativas quanto aos valores de Rf e Ra, porém, o mesmo não aconteceu quando comparamos os valores de Rf e Re. Isto pode ser um indicativo de que o procedimento atual de avaliação de reprodução de cor (IRC) tenha que ser revisto.

Agradecimentos Agradecemos

à

Itaim

Iluminação

pela disponibilidade de equipamento e técnicos do laboratório, tornando possível a realização desse estudo. *Vicente Scopacasa é engenheiro eletrônico com pós-graduação em Administração de Marketing. Tem sólida experiência em semicondutores, tendo trabalhado em empresas do setor por mais de 40 anos. Especificamente em Leds, atuou por mais de 35 anos em empresas líderes na fabricação de componentes, tanto no Brasil como no exterior. Atua hoje como consultor na área de iluminação de estado sólido, professor em cursos de especialização e pós-graduação e como autor de artigos técnicos para revistas especializadas.


Renováveis ENERGIAS COMPLEMENTARES

Ano 2 - Edição 21 / Março de 2018

Solar fotovoltaica e hidroeletricidade Estudo avalia complementaridade entre as duas fontes nos próximos anos Energia eólica: ABEEólica avalia comportamento da fonte em 2017 Energia solar: Programa Goiás Solar e os resultados para a região *Notícias selecionadas sobre as fontes renováveis que mais crescem no país* APOIO


Apoio

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Fascículo Por Fernando Ramos Martins, Enio Bueno Pereira e Maria Francisca Velloso Azeredo*

Capítulo II Complementaridade entre a energia solar e a energia hidroelétrica

Renováveis


Apoio

47

A oferta de energia é condição básica para o desenvolvimento socioeconômico de uma nação.

O mundo tem passado por um intenso crescimento populacional e o aprimoramento da qualidade de vida e do bem-estar humano está acarretando um forte crescimento na demanda de energia, principalmente nos países em desenvolvimento, o que traz consigo uma crescente preocupação com os impactos socioambientais decorrentes.

A demanda de energia crescente vem conduzindo profundas mudanças no meio ambiente,

colocando a humanidade diante de novos desafios em um planeta com recursos naturais finitos. Além disso, o crescimento da demanda energética, somado à perspectiva de redução dos suprimentos de fontes convencionais de energia, tem sido motivo de preocupação com implicações na economia global. Qualquer país que busque alcançar indicadores de desenvolvimento humano mais elevados, necessita de segurança em seu sistema energético. Em relatório, a Agência Internacional de Energia (IEA, 2014) afirma que a demanda mundial de energia crescerá mais de um terço até 2035. No entanto, apesar do esforço realizado em diversos países, sobretudo na Comunidade Europeia, com a adoção de políticas energéticas focadas no incentivo do uso de fontes renováveis de energia, o mundo não tem conseguido colocar o sistema global de energia numa trajetória mais sustentável.

Diversos fatores influem no consumo de eletricidade de um país, como o produto interno bruto

e a taxa de crescimento econômico. O Brasil vem apresentando consumo inferior ao consumo médio mundial nos últimos anos, mas o governo brasileiro tem executado programas e ações que visam promover o acesso a eletricidade em todo o território nacional de modo que um aumento no consumo per capita de eletricidade é esperado para os próximos anos. Os parâmetros econômicos e sociais em conjunto com valores da série histórica do consumo de energia possibilitam estudar e prever valores da demanda futura de energia. O Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2026), prevê o consumo per capita de eletricidade de 3370kWh/hab. para 2026.

Aproveitamento dos recursos renováveis

Em termos mundiais, houve pequeno crescimento da contribuição da hidroeletricidade no

mundo entre 1973 e 2014, de 1,8% para 2,4% (IEA, 2016). Atualmente no Brasil, cerca de 62% da demanda de energia elétrica é suprida pela hidroeletricidade por meio de usinas com grandes reservatórios de acumulação de água. No entanto, todas as principais bacias hidrográficas das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil já foram exploradas quase integralmente para a composição da base do Sistema Interligado Nacional (SIN). Cerca de 45% do potencial remanescente encontra-se na Região Amazônica, onde a topografia, uso do solo e outras características ambientais tornam desfavorável formação de reservatórios de acumulação em razão da necessidade de inundações de grandes áreas.

A hidroeletricidade apresentou uma redução significativa no Brasil, passando de 83%

de participação em 2006 para 61% em 2017, adotando como referência a capacidade total instalada no Sistema Elétrico Brasileiro. As restrições socioambientais e o enfrentamento da opinião pública em questões relativas à formação de reservatórios de acumulação em hidroelétricas na região amazônica têm contribuído para a redução da taxa de crescimento da capacidade instalada desta fonte de energia. Além disso, a escassez de investimento na construção e implementação de novas plantas e a ocorrência de crises hídricas intensas em grande parte do território brasileiro levaram à diversificação da matriz elétrica brasileira com o uso de plantas térmicas alimentadas por combustíveis fósseis e biomassa.

Foi a partir da primeira crise hídrica que a geração térmica passou a receber atenção de

políticas energéticas brasileiras com o intuito de garantir a segurança do SIN em períodos prolongados de seca. Desde então, as usinas termelétricas têm desempenhado um papel de complementariedade na geração elétrica. É possível notar na Figura 1 o crescimento acentuado


Apoio

Fascículo

48

Renováveis

da geração térmica a partir de 2012. A Figura 1 também permite

públicos e ao bombeamento de água. Em 2017, somente 0,71% dos

observar a redução da geração hidroelétrica entre os anos 2000 a 2003

empreendimentos de geração em operação no Brasil correspondem

e entre 2012 e 2015, associadas às duas crises hídricas causadas por

a fonte solar, segundo a Aneel, no entanto, estudo desenvolvido pela

período prolongado de seca extrema. Nos dois períodos em destaque, a

Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a mesma fonte

quantidade de água armazenada nos reservatórios das principais UHE

estará representando cerca de 3,3% da matriz em 2024. Atualmente,

brasileiras sofreu redução significativa afetando não apenas a geração

o crescimento da geração solar acontece através de contratações

de eletricidade, mas também outros usos do recurso hídrico, como

de parques fotovoltaicos por meio do leilões de energia realizados

abastecimento urbano e irrigação de culturas agrícolas. Programas

especificamente para esta tecnologia de geração ou por meio da micro/

de incentivo às energias alternativas e renováveis, como o Proinfa,

minigeração seguindo a regulamentação para a geração distribuída no

também foram adotados a partir de 2001 para diversificação da matriz

país. Segundo dados divulgados pela EPE, o primeiro Leilão de Energia

elétrica do Brasil. Como resultado deste programa, destaca-se o intenso

de Reserva (LER) específico para energia solar ocorreu em 2014 e foram

crescimento da geração eólica atingindo participação de 6,5% na matriz

contratados 31 projetos com potência de 1048 MWp (EPE, 2014).

elétrica nacional em 2017, segundo informações disponíveis Banco de

Em agosto de 2015, ocorreu outro LER com a seleção de 382 projetos

Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

cadastrados dos quais 30 foram contratados com potência total de 1043 MWp.

Com base nas informações sobre a disponibilidade e variabilidade

do recurso de energia solar incidente no território nacional apresentadas na segunda edição do Atlas Brasileiro de Energia Solar (2017), entende-se que a geração fotovoltaica pode contribuir como uma energia complementar para garantir a segurança energética do Brasil em momentos de crise hídrica sem acarretar o aumento das emissões de gases de efeito estufa pelo setor de geração. A complementaridade entre a geração solar e hidroelétrica também pode trazer outros benefícios em regiões com escassez hídrica como Figura 1 – Geração hidráulica e térmica, de 2000 até 2015 com base em dados disponibilizados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS, 2016).

o semiárido brasileiro. O uso combinado da geração solar com a geração hidroelétrica pode manter níveis de acumulação de água nos reservatórios viabilizando a geração em períodos de crise hídrica ou

Diante de tais perspectivas, a expansão do Sistema Elétrico

para destinação para outras finalidades e demandas associadas com

Brasileiro deve ser analisada de forma integrada tomando como base

abastecimento urbano, irrigação de culturas, produção agropecuária e

não apenas conhecimento sobre a disponibilidade de recursos e fontes

preservação de áreas de proteção ambiental.

de energia, mas também aspectos relativos às dimensões social,

ambiental, técnica e econômica. Dessa forma, o planejamento precisa

geração da geração fotovoltaica em grande escala traz para o sistema

sinalizar as mudanças necessárias para promover a diversificação

elétrico. A não possibilidade de geração contínua (energia despachável)

de fontes de energia reduzindo a vulnerabilidade do sistema elétrico

por fatores relacionados à sua intermitência natural tornam a

nacional à variabilidade climática e contribuindo para o aumento da

distribuição da energia fotovoltaica mais complexa que a hídrica e

segurança energética sem comprometer os compromissos assumidos

a termoelétrica. Em adição à variação dos ciclos diário e sazonal,

pelo Brasil nos acordos internacionais para controle das emissões de

perfeitamente conhecidos e previsíveis, as flutuações randômicas de

gases do efeito estufa.

irradiância solar podem ser observadas em escala de tempos diferentes,

com médio e curto prazo diante de passagem de nuvens dependendo de

Nos últimos anos, a geração fotovoltaica destacou-se com o

Deve-se ter em mente os desafios tecnológicos que a inserção da

maior aumento porcentual de capacidade instalada no mundo. Em

tamanho e velocidade de deslocamento.

diversos países foram aplicados incentivos fiscais e econômicos

para desenvolvimento da geração fotovoltaica em termos de avanço

flutuações na rede devidas à geração fotovoltaica também passem a

tecnológico e expansão de mercado. A preocupação com a redução

fazer parte do sistema. Contudo, esse problema pode ser minimizado

de emissões de gases de efeito estufa estimulou o desenvolvimento

com base em tecnologias já existentes ou em desenvolvimento,

tecnológico no setor fotovoltaico, porém, a redução significativa do

seja de forma passiva pelo número de sistemas fotovoltaicos e pela

valor dos módulos foi determinante para tal crescimento do mercado

sua dispersão geográfica, ou de forma ativa com uso de baterias

observado na última década. Atualmente, a geração fotovoltaica

eletroquímicas, a produção de hidrogênio associado à célula a

mostra competitividade econômica diante de tecnologias eólicas e

combustível, os volantes de inércia, as bobinas supercondutoras,

termelétricas em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil.

os supercapacitores, o ar comprimido, o bombeamento reversível

de água em hidrelétricas e o armazenamento térmico na forma

No Brasil, as primeiras aplicações da tecnologia fotovoltaica

foram relativas à telecomunicação, à eletrificação rural, aos serviços

A variabilidade temporal do recurso solar faz com que as

de calor. Porém, em se tratando de um mecanismo tão complexo,


Apoio

Fascículo

50

Renováveis

faz-se necessária uma busca prévia de soluções que mantenham estável e seguro o despacho de energia pelo Sistema Interconectado Nacional (SIN). Estudo realizado pela Agência Internacional de Energia (IEA, 2014) afirma que, no geral, uma participação energética da geração intermitente de 25% é suportada em todos os casos, com destaque para o Brasil que, devido a sua matriz elétrica baseada em hidrelétricas, possui grande flexibilidade. ALMEIDA (2017) afirma que medidas decentralizadoras podem vir a ser necessárias no Brasil uma vez que a região Nordeste do Brasil concentra a maioria das usinas listadas nos leilões de Energia de Reserva. O autor afirma que, se a tendência de instalar usinas fotovoltaicas de grande porte nesta região permanecer, as redes de transmissão que interligam o subsistema nordestino aos demais subsistemas que compõem o SIN deverão ser adaptadas a uma nova realidade.

Estudo de caso para geração hibrida hidrofotovoltaica

Figura 2 – Série histórica da geração mensal na UHE Sobradinho e da fração do volume de água armazenada em relação ao volume útil do reservatório entre 1990 e 2015. Fonte: Velloso (2017).

Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco,

os conflitos pelos usos múltiplos da água estão ligados às atividades de atendimento ao abastecimento humano, agricultura

A região do Nordeste do Brasil (NEB) é aquela com o maior potencial

irrigada, geração de energia, navegação, diluição de efluentes

de energia solar do país, com média anual estimada em 5.5 kWh/m2

urbanos, industriais e da mineração e ainda a manutenção dos

de irradiação solar global diária. A região do semiárido, no interior do

ecossistemas. A irrigação de culturas é a atividade que apresenta

NEB, apresenta períodos prolongados de estiagens e, assim, recebe

maior demanda entre aquelas mencionadas, quase 95% da vazão

grande incidência de radiação solar do país. É exatamente no semiárido

de consumo. No caso da mineração, o uso se dá para abastecimento

nordestino que fica localizada a maioria das usinas hidrelétricas da

de mina de cobre localizada a aproximadamente 80 km do Lago de

Bacia do São Francisco. O Rio São Francisco tem sua nascente no Parque

Sobradinho, no município de Caraíba (BA). A água do reservatório

Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais, e chega a sua foz, no

é ainda utilizada para abastecer a Usina Termelétrica Petrolina, da

Oceano Atlântico, entre Alagoas e Sergipe, percorrendo cerca de 2.800

Companhia Energética de Petrolina (CEP).

km de extensão. O Velho Chico atravessa três diferentes biomas –

Cerrado, Caatinga e Mata Atlântica passando pelos Estados de Minas

solar na região da Bacia do São Francisco com base nos dados

Gerais (MG), Distrito Federal (DF), Bahia (BA), Pernambuco (PE), Alagoas

disponibilizados na Atlas Brasileiro de Energia Solar. Na região do

(AL) e Sergipe (SE). As usinas hidrelétricas instaladas no Rio São

Alto e Médio São Francisco, a irradiação solar apresenta valores

Francisco na região do NEB são UHE Xingó, UHEs Paulo Afonso I, II, III e

entre 4,6 kWh/m2.dia e 7,00 kWh/m2.dia. A região com maiores

IV, UHE Apolônio Sales, UHE Luiz Gonzaga e UHE Sobradinho, totalizando

índices de irradiação solar está localizada entre o São Francisco

9.971.501 kW de potência instalada, o que representa 9,9% do total

Médio e Submédio, tendo uma grande região do entorno do Lago de

do pais (ANA, 2017; CHESF, 2017).

Sobradinho e registra índices maiores de 7,00 kWh/m2.dia.

Em média, a Usina Hidrelétrica de Sobradinho contribui com

A Figura 3 apresenta a média anual do total diário de irradiação

Estudo desenvolvido no Instituto Nacional de Pesquisas

cerca de 7% de toda a geração da Região Nordeste. A média anual de

Espaciais avaliou a operação de um sistema híbrido de geração de

geração da usina em 26 anos (1990 – 2015) é de 3.715,23 GWh.

eletricidade combinando as fontes solar e hídrica na área da UHE

A maior geração total anual deu-se em 2007, quando foi gerado

de Sobradinho de modo a aproveitar o recurso solar disponível na

5.141,29 GWh, e a mínima foi no ano de 2015, com um total de

região e a infraestrutura do SIN já disponível no local.

1.683,90 GWh, uma diferença de 67,25%. O gráfico apresentado na

Figura 2 mostra o histórico de geração mensal da UHE Sobradinho,

contribuiria para o aumento do fator de capacidade da geração

a média e os valores mensais do volume útil acumulado na represa

na UHE Sobradinho, evitaria a emissão de gases de efeito estufa

de Sobradinho. O fator de capacidade da planta ao longo da sua

em plantas térmicas em períodos prolongados de seca extrema,

operação foi de 40,4%.

e ainda tonaria possível o acúmulo de água no reservatório. As

simulações realizadas para o período de 2006-2015 mostraram

Percebe-se que, durante o período 2013–2015, a estiagem

Os resultados mostraram que a adoção de plantas fotovoltaicas

afetou diretamente a geração na UHE Sobradinho e, em nenhum outro

que o aproveitamento solar através da geração fotovoltaica na

momento, nos 26 anos analisados, a geração e o volume útil atingiram

região possibilitaria um aumento de 11% a 91% na geração de

valores tão baixos quanto neste período. O fator de capacidade dessa

eletricidade em relação ao que foi gerado pela UHE Sobradinho,

planta foi de 23% entre os anos de 2013 e 2015 (praticamente metade

dependendo das dimensões da planta fotovoltaica adotada.

do fator de capacidade médio) e apenas 18% em 2015.

O aproveitamento do recurso solar evitaria a emissão de até a


51

Apoio


Apoio

Fascículo

52

Renováveis

Figura 3 – Média anual do total diário da irradiação solar global na bacia do Rio São Francisco (kWh/m2.dia).

81.000 t CO2 lançados para a atmosfera no período dos dez anos analisados se a mesma quantidade de energia fosse gerada com

Referências

o uso de plantas térmicas alimentadas por gás natural. Diante da

demanda de água do reservatório da UHE Sobradinho para usos

São Francisco. Brasília, 2017. Disponível em: http://www2.ana.gov.br/

múltiplos, mesmo a menor planta fotovoltaica simulada, ocupando

Paginas/servicos/saladesituacao/v2/saofrancisco.aspx

uma área equivalente a 0,05% do reservatório de Sobradinho, foi

capaz de suprir a totalidade da demanda de água do reservatório da

de geração. http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/capacidadebrasil/

UHE Sobradinho.

capacidadebrasil.cfm

No período em que foi registrado forte déficit hídrico, entre

AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA). Bacia Hidrográfica do Rio

Agência Nacional de Energia Elétrica (2018) Banco de informações

ALMEIDA, M. P. (2017). Implicações técnicas da inserção em grande escala

os anos de 2013 e 2015, as plantas fotovoltaicas simuladas

da geração solar fotovoltaica na matriz elétrica. 193 p. São Paulo: EDUSP.

chegariam a gerar de 19,3% a 154,5%, em relação ao que a UHE

Sobradinho produziu no mesmo período. O uso das plantas de geração solar possibilitaria um acúmulo de volume de água no reservatório de até 13,7% do seu volume total, o que se equivale a 4675 Hm 3 de água.

O aproveitamento solar para geração de energia elétrica

fotovoltaica representa um fator de resiliência aos extremos climáticos da região do semiárido nordestino, pois é capaz de aumentar a segurança energética e gerar um acúmulo maior de água em uma região que sofre estiagem prolongada.

COMPANHIA HIDRELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO (CHESF). Descrição

do Aproveitamento de Sobradinho. 2017. Disponível em: <https://www. chesf.gov.br/SistemaChesf/Pages/SistemaGeracao/Sobradinho.aspx>.

EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (EPE). Plano Decenal de

Expansão de Energia 2026. Rio de Janeiro, 2017.

EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA (2015). Plano Decenal de

Expansão de Energia 2024. Rio de Janeiro.

GOLDEMBERG, J.; LUCON, O. (2012), Energia, meio ambiente e

desenvolvimento. 3. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2012. 400 p. ISBN (978-85-314-1113- 7).


Apoio

53

TEMOS UM CABO, ESPECIALMENTE DESENVOLVIDO,

INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (2014). World Energy

PARA CADA SEGMENTO DE MERCADO

Outlook 2014. Paris. Disponível em: http://www.iea.org/ publications/freepublications/publication/WorldEnergyOutlook201 4ExecutiveSummaryPortugueseversion.pdf.

INTERNATIONAL ENERGY AGENCY (2016). Snapshot of global

photovoltaic markets. Paris. Disponível em: <http://www.iea-pvps.org/ index.php?id=266>.

JONG, P.; KIPERSTOK, A.; TORRES, E. A. (2015). Economic and

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NDC (2018), Contribuição Nacionalmente Determinada para

Consecução do Objetivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [arquivo em PDF] disponível em: http://www. itamaraty.gov.br/images/ed_desenvsust/BRASIL-iNDC-portugues.pdf

OPERADOR NACIONAL DO SISTEMA (ONS). Geração de Energia. Rio

de Janeiro, 2016. Disponível em: <http://www.ons.org.br/historico/ geracao_energia.aspx>.

Pereira, E. B.; Martins, F. R.; Gonçalves, A. R.; Costa, R. S.; Lima, F. J. L.;

Rüther, R.; Abreu, S. L.; Tiêpolo, G. M.; Souza, J. G.; Pereira, S. V. (2017) - Atlas Brasileiro de Energia Solar. São José dos Campos: INPE, v.1. segunda edição, p.84.

SANTOS, R. L. P.; ROSA, L. P.; AROUCA, M. C.; RIBEIRO, A. E. D.

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TIEPOLO, G. M. Estudo do potencial de geração de energia elétrica

através de sistemas fotovoltaicos conectados à rede no estado do Paraná. 2015. 228 p. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção e Sistemas) - Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba.

TUNDISI, J. G. (2007). Exploração do potencial hidrelétrico da

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Velloso, Maria Francisca. Azeredo, 2017.Possibilidade de Geração

Híbrida Hidro-Solar na Bacia do São Francisco / Maria Francisca Azeredo Velloso. - São José dos Campos: INPE.

WINEMILLER, K. O.; MCINTYRE, P. B.; et al., (2016). Balancing

hydropower and biodiversity in the Amazon, Congo, and Mekong. Science, v. 351, n. 6269, p. 128–129. *Enio Bueno Pereira é graduado em Física pela Universidade de São Paulo e doutor em Geociências pela W.M.Rice University, nos Estados Unidos. É pesquisador titular sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – Laboratório de Modelagem e Estudos de Recursos Renováveis de Energia. Fernando Ramos Martins é bacharel em Física pela Universidade de São Paulo, mestre em Tecnologia Nuclear pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares e doutor em Geofísica Espacial pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Atualmente, é docente adjunto da Universidade Federal de São Paulo campus Baixada Santista. Maria Francisca Azeredo Velloso é pesquisadora do Laboratório de Modelagem e Estudos de Recursos Renováveis de Energia do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

www.cabelauto.com.br

+55 (35) 3629-2500


Energia Eólica

54

Elbia Gannoum é presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

O ano de 2017 da energia eólica projetos contratados em anos

chamada “safra dos ventos”.

20 de dezembro, com a realização

início de abril, seu Boletim

anteriores.

dos leilões A-4 e A-6, sendo

Anual de Geração da ABEEólica,

das comparações mundiais. De

que foi neste último que a fonte

um compilado dos principais

período em que os benefícios

acordo com dados do Global Wind

eólica se destacou. No A-6 foram

dados do setor em 2017. As

da fonte eólica ficaram ainda

Energy Council (GWEC), o Brasil

comercializados 1,39 GW de

informaçôes mostram um setor

mais presentes. No Nordeste,

ultrapassou o Canadá e ocupa

capacidade eólica. Considerando

maduro, dinâmico e que cresce de

por exemplo, a fonte eólica foi a

agora a oitava posição no ranking

também o resultado do A-4,

forma vigorosa. Em 2017, foram

salvação num ano de secas de

mundial de capacidade instalada

foram comercializados um

adicionados à matriz elétrica

reservatórios das hidrelétricas,

de energia eólica.

total de 1,45 GW de energia

brasileira mais 2 GW de energia

chegando a suprir mais de 60%

eólica em 2017, o que equivale

eólica em 79 novos parques,

da energia da região. No total,

2017 os bons resultados

a um investimento de mais

fazendo com que o setor chegasse

a produção de energia eólica

dos leilões de transmissão,

de R$ 8 bilhões. Importante

ao final de 2017 com 12,77 GW

de 2017 apurada pela Câmara

indicando que estamos no

registrar que a fonte eólica foi

de capacidade instalada em 508

de Comercialização de Energia

caminho certo para uma solução

a mais competitiva, atingindo

parques eólicos, representando

Elétrica (CCEE) foi 26,5%

estrutural do problema de

valores menores que as grandes

8,1% da matriz. Foram gerados

superior à de 2016 e, pela

escoamento de energia. No que

hidrelétricas, o que está em

mais de 30 mil postos de trabalho

primeira vez, a fonte chegou a

se refere a financiamentos, o

linha com tendências mundiais,

em 2017 e o investimento no

atingir dois dígitos na matriz

que observamos no ano foi uma

como bem indicou o relatório

período foi de R$ 11,4 bilhões.

de produção, representando

movimentação em direção ao

“Renewable Power Generation

Estes dados principais mostram

10% da energia do país em

fortalecimento do mercado

Costs in 2017”, lançado pela

um ano de trabalho intenso e

agosto e 11% em setembro,

de bancos privados, o que

International Renewable Energy

de implantação consistente de

meses que fazem parte da

deve levar a uma ampliação

Agency (Irena) e que mostra a

de ofertas de possibilidades

queda de preços das energias

de financiamento para os

eólica e solar no mundo.

empreendedores do setor.

Este novo cenário que vai se

2017 foi um bom ano para o setor

desenhando e que a indústria

de energia eólica, não apenas

eólica avalia como positivo foi

pelos dados de crescimento de

impulsionado, entre outras

produção e de novas instalações,

coisas, pela decisão do BNDES

mas, principalmente, pela

de substituir a Taxa de Juros de

retomada dos leilões. Convido,

Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de

portanto, todos os leitores da “O

Longo Prazo (TLP).

Setor Elétrico” a consultarem os

dados do Boletim Anual de Dados

A ABEEólica lançou, no

2017 também foi um

Boas notícias também vieram

Presenciamos ainda em

A principal notícia do setor

De forma geral, portanto,

no ano, no entanto, veio “aos 45

da ABEEólica, que está disponível

do segundo tempo”, nos dias 18 e

no www.abeeolica.org.br.


Energia solar fotovoltaica

56

Ronaldo Koloszuk é diretor da Divisão de Energia do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, conselheiro da Absolar e diretor comercial da Solar Group.

http://www.goiasagora.go.gov.br

Programa Goiás Solar: exemplo para o Brasil

O que fez Goiás sair da 16ª

Programa Goiás Solar em

de geração distribuída por meio

licenciamento ambiental e,

colocação para a 8ª no ranking

fevereiro de 2017, com o

do Convênio ICMS 16/2015 e

na sequência, a Lei Goiás nº

nacional da geração distribuída

objetivo de fomentar a geração

Decreto Goiás nº 8.597/2016,

16.618/2017 para a isenção

em menos de 1 ano? Este

de energia a partir de fontes

decisão que criou condições

de ICMS para insumos e

artigo mostra como a vontade

renováveis, em especial, a

para a instituição do Programa

equipamentos fotovoltaicos.

de um governo fez a diferença

solar fotovoltaica e, com

Goiás Solar por meio do

para o desenvolvimento do

isso, viabilizar a atração de

Decreto Goiás nº 8.892/2017.

tomadas para que o ambiente

setor fotovoltaico.

empreendimentos.

de inovação se formasse:

Concomitante ao

Outras ações foram

lançamento do programa, foi

participação do Goiás Fomento

em conjunto com a Associação

ações concretas foram

publicada a Portaria SECIMA

com a ampliação do crédito

Brasileira de Energia Solar

tomadas: adesão do estado à

036/2017, que propiciou

produtivo para energia solar

Fotovoltaica (Absolar), o

isenção de ICMS aos sistemas

a desburocratização do

fotovoltaica; financiamento de

O estado de Goiás lançou,

Logo de início, algumas


Energia solar fotovoltaica

57

Figura 1 – Evolução da geração distribuída em Goiás.

projetos de energias renováveis através

de energia solar, que triplicou desde

do Fundo Constitucional do Centro

fevereiro de 2017, e o incremento na

Oeste-FCO e o lançamento do programa

qualificação da mão de obra.

BB Agro energia, ambos geridos pelo

Banco do Brasil; acordos de cooperação

lançamento do Programa Goiás Solar, o

com outros agentes financeiros; e

estado possuía cerca de 170 unidades

criação do Comitê Estadual de Energia

consumidoras recebendo créditos com

Solar Fotovoltaica, integrando os

sistemas de geração distribuída, que

principais atores da cadeia produtiva

juntas somavam 2000 kW; após a sua

com o objetivo de operacionalizar o

inauguração e até o final de 2017, eram

modelo de governança.

mais de 470 unidades consumidoras

com um total de 7000 kW instalados,

A governança do Programa Goiás

Os dados apontam que, até o

Solar articula a sua rede sistêmica

subindo da 16ª colocação para a 8ª no

por meio da ação interdisciplinar

ranking nacional da geração distribuída.

dos seguintes stakeholders: estado,

empresas, universidades, sociedade

anos da geração distribuída em Goiás.

civil organizada. Também promove

a intersetorialidade ao articular

Goiás esteja entre os cinco maiores

secretarias do governo e órgãos

estados brasileiros neste ranking, o

estratégicos, por meio de alianças

que fomentará a geração de emprego

facilitadoras, com o objetivo de

e renda, fortalecerá a cadeia produtiva

desenvolver os seus eixos principais:

e promoverá a sustentabilidade

tributação, financiamento,

econômica, social e ambiental.

desburocratização, educação,

comunicação e fortalecimento da

há sinais de que outros estados estão

cadeia produtiva.

seguindo o seu exemplo.

O gráfico mostra a evolução dos últimos A expectativa para 2018 é que

Goiás deu um importante passo e já

Após o primeiro ano, o programa

comemora a redução da carga tributária, a criação e desenvolvimento de empresas no estado, a oferta de linhas de financiamento com prazos e juros competitivos, a simplificação do processo de licenciamento ambiental, o crescimento da geração distribuída

Este artigo contou com a coautoria da superintendente de Energia, Telecomunicações e Infraestrutura da SECIMA Goiás, Danúsia Arantes. Danúsia é também vice-presidente do Fórum Goiano de Mudanças Climáticas e membro do Fórum Permanente de Assuntos Relacionados ao Setor Energético.


58

Notícias

renováveis

Energia solar cresce no Brasil Empresa do setor triplica número de sistemas fotovoltaicos instalados em Santa Catarina

Segundo os números anuais

último ano, através da revenda e

da Bloomberg New Energy

distribuição dos painéis solares

Finance (BNEF) os investimentos

especialmente ao Vale do Itajaí,

mundiais em energia solar

triplicou o número de instalações

somaram US$ 160,8 bilhões

realizadas em comparação

em 2017, representando um

ao ano anterior. Prevê ainda

aumento de 18% a mais que

um crescimento de 300% no

o ano anterior. No Brasil, os

resultado com novos projetos até

investimentos, no ano passado,

o final deste primeiro semestre

alcançaram US$ 6,2 bilhões,

de 2018.

representando alta de 10% em

relação a 2016.

Energy foi bastante diversificada

atingindo desde indústrias,

sul. Notamos que a população

alemã inédita ao Brasil,

Nacional de Energia Elétrica

empresas, residências e até

está mais confiante e que os

semelhante à pele de vidro, que

(Aneel), até 2024, cerca de

veículos. Considerando o tempo

empresários estão mais maduros

vem chamando a atenção de

1,2 milhão de geradores de

de apenas dois anos de atuação no

em relação ao uso dos painéis

indústrias, residências e setores

energia solar ou mais deverão ser

mercado, a média de geração de

fotovoltaicos. Conseguem

como a construção civil por

instalados em casas e empresas

energia dos projetos da empresa

perceber que é possível ter

aliar a beleza, funcionalidade

em todo o Brasil. Em Santa

chega a faixa de 8 MW/h/m que

o retorno do investimento e

e sustentabilidade. Tratam-se

Catarina, estado com cerca de

seria suficiente, por exemplo, para

reduzir custos além de ajudar na

dos painéis solares de Telureto

10% dos sistemas fotovoltaicos

atender 40 casas com consumo

preservação do meio ambiente”,

de Cádmio (CdTe) da Calyxo

em funcionamento do país,

médio de 200 kwh/m.

avalia o diretor comercial da Tek

que podem ser facilmente

empresas como a Tek Energy têm

Energy Douglas Salgado.

incorporados aos projetos

contribuído para ampliar ainda

evolução da energia solar no

arquitetônicos como acabamento

mais este cenário. Somente no

Brasil e especialmente na região

Tek Energy trouxe uma tecnologia

De acordo com a Agência

A aplicação dos painéis pela Tek

“Temos acompanhado a

Além disso, recentemente, a

ou revestimento.

Yaskawa Elétrico do Brasil entra no mercado de geração solar O grupo, no mundo, fechou 2017 com mais de 500 megawatts vendidos em energia solar com código FINAME 3460420,

brasileiro foi desenvolvido

em energia solar, sendo 90%

recentemente a marca

atendendo às exigências de

para atender principalmente

para os Estados Unidos.

histórica de 1 GW de potência

nacionalização e os projetos de

aos grandes projetos solares,

instalada em usinas de fonte

clientes via BNDES.

o que chamamos de geração

um novo inversor fotovoltaico, a

solar fotovoltaica conectados

centralizada. Ao lado do México,

empresa projeta crescer no País

à matriz elétrica nacional.

Yaskawa Elétrico do Brasil, Luís

o Brasil é um dos maiores países

em geração solar. “Nossa fábrica

Atenta a esse novo nicho de

Simione, a produção do novo

em potencial para desenvolver

tem uma capacidade anual de

mercado, a Yaskawa Elétrico

inversor fotovoltaico na planta

um parque solar e temos a

100 MW, que pode ser ampliada

do Brasil, fabricante de

da Yaskawa, em Diadema (SP)

possibilidade de exportações

dependendo dos pedidos

inversores de frequência e servo

só foi possível porque a Yaskawa

para outros países que investem

para 500 MW. Estima-se que

acionamentos, e integrante

Electric Corporation adquiriu

em solar, como Colômbia, Peru

vendamos entre 15 MW a 30

do grupo Yaskawa Electric

há três anos a americana

e Argentina”, afirma Simione,

MW neste primeiro ano”, prevê

Corporation, iniciou no país a

Solectria (a maior fornecedora

que ainda destaca que o grupo

Mercedes Pereyra Boue, gerente

fabricação de um novo inversor

de inversor comercial no

no mundo fechou em 2017 com

de negócios internacionais para

fotovoltaico, já certificado e

mercado local). “O inversor

500 megawatts (MW) vendidos

a América Latina da Yaskawa.

O Brasil alcançou

Segundo o diretor geral da

Com a produção nacional de


Notícias

59

Cai a atratividade das fontes limpas de energia no Brasil Índice FDR revela que apenas três estados mantiveram boa competitividade para migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) em março

A FDR Energia, empresa de

Paraíba e São Paulo. O índice,

geração e comercialização de

tal qual o modelo do Índice de

eletricidade, acaba de concluir o

Desenvolvimento Humano (IDH),

Índice Nacional de Atratividade

elaborado pela Organizações das

do Mercado Livre para Fontes

Nações Unidas (ONU), é calculado

Limpas de Energia do mês de

em um intervalo de “0,000” (para a

março. O estudo mostra que

menor atratividade) e “1,000” para

apenas os estados de Tocantins

a maior atratividade.

com a nota “0,674”, Pará com

“0,663” e Amazonas com

com base no preço médio

“0,646” mantiveram a boa

comercializado no mercado livre

viabilidade para a migração para

entre as fontes incentivadas 50

o Ambiente de Contratação

(energia proveniente de Pequenas

Livre (ACL), quando comparado

Centrais Hidrelétricas e usinas

com o ranking de fevereiro que

eólicas, solares e de biomassa)

destacava 12 estados. O valor

comparadas com as tarifas de

médio do Índice FDR Energia para

distribuidoras que representam

todo o Brasil ficou em “0,514” no

98% do mercado cativo brasileiro.

mês, menor índice desde janeiro.

Em linhas gerais, pode-se

considerar que valores no índice

O ranking também destaca

O índice foi calculado

entre os 15 estados mais atrativos:

abaixo de 0,4 como inviáveis

Tocantins, Pará, Amazonas,

financeiramente para migração

Espírito Santo, Goiás, Rio de

para o ACL. Entre 0,4 e 0,6, com

Janeiro, Santa Catarina, Mato

viabilidade moderada. Entre 0,6

Grosso, Paraná, Rondônia, Distrito

e 0,8, boa viabilidade. Acima de

Federal, Mato Grosso do Sul, Piauí,

0,8, com alta viabilidade.


60

Pesquisa - Equipamentos para linhas elétricas, Tomadas e Interruptores

O Setor Elétrico / Março de 2018

Linhas elétricas, tomadas e interruptores Retomada da economia, ainda que discreta, dá novo fôlego ao setor, que começa a investir novamente. Para fabricantes de linhas elétricas, tomadas e interruptores, novos projetos de infraestrutura já são motivos para comemorar


61

O Setor Elétrico / Março de 2018

Embora a indústria eletroeletrônica permaneça ociosa, tendo

Principais segmentos de atuação

atingido 75% de utilização da sua capacidade instalada nos dois primeiros meses do ano, constatou-se que boa parte das companhias têm intenção de ampliar os investimentos em 2018. Os números são

Público

mais recente sondagem feita pela Associação Brasileira da Indústria

30%

Elétrica e Eletrônica (Abinee). De acordo com a instituição, 77% das entrevistadas já iniciaram ou pretendem começar a reinvestir no

38%

primeiro trimestre.

Residencial

Outra boa notícia refere-se ao aumento das vagas nas indústrias

Comercial

68%

do setor. Conforme revela a Abinee, com base em informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do

Industrial

94%

Trabalho (Caged), o setor eletroeletrônico aumentou 4.083 vagas nos meses de janeiro e fevereiro de 2018 em relação a dezembro do ano passado, totalizando 238,3 mil funcionários.

Também foi observado na sondagem de fevereiro de 2018 que

43% das empresas pretendem ampliar o quadro de funcionários durante o ano. Desse total, 45% já começou ou têm a intenção de

iniciar este aumento ainda no primeiro trimestre.

empresas como principal meio de comercialização. As revendas e

varejistas são o segundo principal canal de vendas.

Essa intenção encontra respaldo na pesquisa realizada pela revista

As vendas diretas ao cliente final foram apontadas por 87% das

O Setor Elétrico com fabricantes e distribuidores de linhas elétricas e de tomadas e interruptores. Segundo os pesquisados, a expectativa é de que haja crescimento médio do quadro de funcionários de 12% em 2018, no caso do mercado de tomadas e interruptores, e de 8%

Principais canais de vendas

no segmento de linhas elétricas.

Tanto as empresas de linhas elétricas quanto as fabricantes de

tomadas e interruptores esperam crescimento médio de 11% para seus resultados neste ano e projetam 9% para o mercado como um

Outros

todo (linhas elétricas) e 6% (tomadas e interruptores).

8%

As projeções positivas devem ser estimuladas pelos projetos de

infraestrutura – novos e reformas –, além dos sinais de recuperação

19%

da economia brasileira e, por consequência, da melhoria do setor da construção civil. Essa avaliação foi verificada na pesquisa realizada

Telemarketing

32%

com os fabricantes e distribuidores de linhas elétricas. De acordo

Distribuidores / atacadistas

com as empresas de tomadas e interruptores, a construção civil

53%

desaquecida ainda é um grande obstáculo para o setor.

Internet

Revendas / varejistas

60%

Confira a pesquisa na íntegra, a seguir, que traz mais detalhes

sobre o mercado de linhas elétricas e, em seguida, o levantamento sobre tomadas e interruptores. A pesquisa contou com a participação

87%

de cerca de 80 empresas, que revelaram informações sobre

Venda direta ao cliente final

faturamento, produtos comercializados, projeções de crescimento, entre outros dados. Vale lembrar que os números publicados não refletem as opiniões individuais das empresas, mas sim o agrupamento delas.

Números do mercado de linhas elétricas

As caixas de passagem e de ligação, assim como eletrocalhas,

perfilados, bandejas e leitos são os produtos mais ofertados no

A indústria é o principal segmento de atuação deste mercado,

segundo apontaram 94% das empresas pesquisadas.

mercado de linhas elétricas, o que pode significar que são os produtos mais comercializados. Veja o ranking.


62

Pesquisa - Equipamentos para linhas elétricas, Tomadas e Interruptores

Produtos mais comercializados

O Setor Elétrico / Março de 2018

O quadro a seguir mostra a opinião das entrevistadas no que diz

respeito ao tamanho do mercado de alguns produtos. Pode-se dizer, por exemplo, que, segundo as pesquisadas, o mercado de duto de piso fatura, anualmente, até R$ 10 milhões, enquanto que o mercado

Duto de piso

de bandejas (eletrocalhas com tampas) registra faturamento entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões por ano.

Eletrocalha aramada

28%

36% 36%

Caixas de pessagem

Bandeja (eletrocalha com tampa)

0

25% 17% 29% 20%

4%

5%

0

25% 17% 29% 16%

8%

5%

0

26%

14%

0

0

22% 17% 35% 13% 13%

0

0

Eletroduto Metalico

33% 34% 21% 12%

0

0

0

Eletroduto Rígido

30% 31% 18% 17%

4%

0

0

Eletroduto Flexível

32% 18% 18% 18%

9%

5%

0

Eletrocalha aramada

39% 34% 18%

4%

5%

0

0

Duto de piso

54% 14% 23%

9%

0

0

0

9%

43%

8%

com tampa)

Caixas de passagem e de ligação

para cabos)

0

Perfilado

Leito (escada

40%

0

Eletrocalha (sem tampa) Bandeja (eletrocalha

Eletrocalha (sem tampa)

38%

6%

e de ligação

Perfilado

36%

37% 36% 21%

Acima de R$ 500 milhões

Leito (escada para cabos)

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

Eletroduto Metalico

30%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

30%

Até R$ 10 milhões

Eletroduto Rígido

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

30%

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

Percepção sobre o tamanho anual total dos mercados de linhas elétricas

Eletroduto Flexível

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

26%

Tendo em vista os sinais de recuperação da economia brasileira,

Para se ter uma ideia do tamanho das empresas deste mercado

as empresas esperam crescer, em média, 11% neste ano de 2018 e

de linhas elétricas, perguntamos às pesquisadas qual a faixa de

preveem crescimento médio de 9% para o mercado de linhas elétricas.

faturamento registrada no ano de 2017. A maior parte delas faturou

As companhias esperam ainda aumentar seus respectivos quadros de

entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões no ano passado.

colaboradores em 8%, na média.

Faturamento médio anual das empresas fabricantes e distribuidoras de linhas elétricas

Previsões de crescimento

3%

Acima de R$ 200 milhões

12%

Contratação de funcionários em 2018

Até R$ 5 milhões

8%

7%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

12%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões 17%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

Crescimento médio do mercado de linhas elétricas em 2018

9% 9%

Crescimento médio das empresas em 2017 comparado ao ano anterior

11%

Crescimento médio das empresas em 2018

25% 24%

De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões

De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões Sustentam as previsões do gráfico anterior os projetos de infraestrutura e o bom momento econômico do país, segundo apontaram as empresas pesquisadas do mercado de linhas elétricas.


63

O Setor Elétrico / Março de 2018

Fatores que influenciam o mercado brasileiro de linhas elétricas

Principais canais de vendas

Outros

22%

9%

Internet

22%

Outros 7%

28%

Programas de incentivo do governo

1%

Desvalorização da moeda brasileira

Venda direta ao cliente final

44%

12%

7%

Telemarketing

Falta de confiança dos investidores 1%

Distribuidores / atacadistas

78%

11%

Falta de normalização e/ ou legislação

Desaceleração da economia brasileira

10%

Os gráficos a seguir mostram a oferta de tomadas e de interruptores

no mercado. A maior parte das empresas (59%) apontou os sensores

Incentivos por força de legislação ou normalização

12%

Setor da construção civil aquecido

de presença e, entre os interruptores, as caixas e as tomadas para sinal em geral foram mencionadas por 56% das companhias que participaram do levantamento.

26% 4%

Projetos de infraestrutura

Interruptores e outros dispositivos mais comercializados

Setor da construção civil desaquecido Temporizadores

44%

Variadores de luminosidade (dimmer) Minuterias

47%

53%

Números do mercado de tomadas e interruptores

Revendas / varejistas

72%

Bom momento econômico do país

Interruptores para uso residencial e análogo - uso interno

53%

Ao contrário do que registraram as últimas pesquisas, os segmentos

Dimer

53%

comercial e residencial são o público-alvo apontado pelas entrevistas. Esta é a primeira vez que a indústria não é apontada como principal

Sensores de presença

59%

mercado atendido. Principais segmentos de atuação

Tomadas e outros dispositivos mais comercializados

Industrial

38%

69% Residencial

72%

Tomadas para uso industrial (NBR IEC 60309-1) Placas para interruptores e tomadas

47% Comercial

75%

50%

Tomadas para uso residencial e análogo (NBR 14136) - uso interno

53% 56% 56%

A maior parte das vendas é realizada via distribuidores e atacadistas,

segundo apontaram 78% das pesquisadas.

Tomadas para telefonia Tomadas para sinal em geral (dados, internet, etc.) Caixas para interruptores e tomadas


64

Pesquisa - Equipamentos para linhas elétricas, Tomadas e Interruptores

As duas tabelas a seguir evidenciam a opinião as empresas que

O Setor Elétrico / Março de 2018

No que concerne ao tamanho das empresas pesquisadas referente

participaram desta pesquisa sobre o tamanho anual total de alguns

aos resultados apenas de tomadas e interruptores, não há um padrão.

nichos de mercado. Para se ter uma ideia, é possível intuir que o

O porte das companhias apresenta-se bem diversificado.

mercado de tomadas para uso industrial fatura entre R$ 30 milhões e R$ 50 milhões por ano. Já o segmento de minuterias deve faturar, anualmente, entre R$ 10 milhões e R$ 30 milhões.

Faturamento anual médio das empresas fabricantes e distribuidoras de tomadas e interruptores

5%

Tamanho anual total de mercados específicos de interruptores e tomadas De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

Acima de R$ 500 milhões

14% 33%

7%

27%

6%

0%

13%

Dimer

42% 16%

8%

0%

0%

0%

34%

13% 14% 27% 13%

6%

20%

7%

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

Sensores de presença

Até R$ 10 milhões

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

Acima de R$ 200 milhões 11%

De 100 milhões a 200 milhões

17%

Minuterias

46% 54%

0%

0%

0%

0%

0%

33% 42%

8%

17%

0%

0%

0%

28% 29%

7%

14% 14%

8%

0%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões

11%

De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões

interno Variadores de luminosidade

17%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

Interruptores para uso residencial e análogo - uso

22%

Até R$ 5 milhões

17%

De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões

Caixas para interruptores

Apesar das projeções otimistas, o mercado mostra-se cauteloso. Acima de R$ 500 milhões

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

Até R$ 10 milhões

Temporizadores

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

(dimmer)

23% 22% 8% 24% 23% 0%

0%

17% 25% 16% 34%

0%

Segundo as entrevistadas, o setor da construção civil desaquecido e a crise política são grandes entraves ao sucesso do segmento. Fatores que devem influenciar o crescimento do mercado em 2017

e tomadas Tomadas para sinal em geral

8%

0%

2%

(dados, internet, etc.) Tomadas para telefonia

Outros 33% 42% 9% 16%

0%

0%

0%

Tomadas para uso residencial e análogo (NBR 14136) -

8% 17% 9% 26% 16% 16% 8%

uso interno Placas para interruptores e

29% 22% 0% 35% 14% 0%

0%

tomadas Tomadas para uso industrial

0%

0% 45% 27%

9% 10% 9%

(NBR IEC 60309-1)

17%

Crise Política 2%

Desvalorização da moeda brasileira

companhias de tomadas e interruptores tenham crescimento médio de

Falta de confiança dos investidores

11% neste ano e preveem contratação média de 12%.

5%

Previsões de crescimento

Falta de normalização e/ ou legislação Contratação de funcionários

12% em 2018 médio das empresas 11% Crescimento em 2018 médio das empresas em 7% Crescimento 2017 comparado ao ano anterior 6% Crescimento médio do mercado de tomadas e interruptores em 2018

10%

Bom momento econômico do país

12%

NAs empresas projetam um ano promissor. A expectativa é que as

2%

Programas de incentivo do governo

12%

Desaceleração da economia brasileira 7%

Setor da construção civil aquecido

2%

Incentivos por força de legislação ou normalização 10%

Projetos de infraestrutura

19%

Setor da construção civil desaquecido


Pesquisa - Tomadas e Interruptores

O Setor Elétrico / Março de 2018

São Paulo

SP

X

Alumbra

(11) 4393-9300

www.alumbra.com.br

São Bernardo Campo

SP

X

Apoio

(11) 3386-7402

www.apoio.ind.br

Sao Paulo

SP

X

www.blux.ind.br

São Paulo

SP

B-Lux Tomadas e Interruptores (11) 2621-4811

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

(11) 4705-3133

www.deltaperfilados.com.br

Santana de Parnaíba

SP

X

X

X

Didziel

(11) 2721-4691

www.didziel.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

DNI- KEY WEST

(11) 3933-2120

www.dni.com.br

São Paulo

SP

X

ENERBRAS MATERIAIS ELÉTRICOS

(41) 21113000

www.enerbras.com.br

Campo Largo

PR

X

Engeduto

(21) 3325-0406

www.engeduto.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

Exatron

0800 541 3310

www.exatron.com.br

Porto Alegre

RS

X

FAME

(11) 3478-5600

www.fame.com.br

São Paulo

SP

X

Finder

(11) 4223-1550

www.finder.com.br

São Caetano do Sul

SP

X

Grupo Foxlux

(41) 3302-8100

www.grupofoxlux.com.br

Pinhais

PR

X

Grupo Legrand

(11) 5644-2600

www.legrand.com.br

São Paulo

SP

X

X

HellermannTyton

(11) 2136-9090

www.hellermanntyton.com.br

Jundiai

SP

X

X

Lojão A Eletricidade

(79) 2107-2600

www.lojaoaeletricidade.com.br

Aracaju

SE

X

X

X

X

X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X

X

X

X

MarGirius

0800 707 3262

www.margirius.com.br

Porto Ferreira

SP

X

X

X

X

MEC-TRONIC / ELETROMAR

(81) 2138-7200

www.mectronic.com.br

São Lourenço da Mata

PE

X

X

PEESA

(11) 3313-4455

www.peesa.com.br

São Paulo

SP

X

Proauto

(15) 3031-7400

www.proautomacao.com.br

Sorocaba

SP

X

Radial Materiais Elétricos

(11) 3571-2970

www.radial.ind.br

São Paulo

SP

X

ROVIMATIC

(11) 3814-1143

www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

X

Siemens Iriel

(51) 3478-9000

www.iriel.com.br

Canoas

RS

X

X

X

X

X

Simon Brasil

(11) 3437-8100

www.simonbrasil.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

Soprano

(54) 2101-7070

www.soprano.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X

X

X

X

STRAHL

(11) 2818-3838

www.strahl.com

São Paulo

SP

X

X

SWITERM

(11) 2591-2421

www.switerm.com.br

São Paulo

SP

X

X

WEG

(47) 3276-4000

www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

X

X

WETZEL

(47) 3451-4033

www.wetzel.com.br

Joinville

SC

X

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DELTA CANALETAS

X

X

X X

X

X

X

Oferece treinamento técnico para os clientes

www.alpha-ex.com.br

X

X

Possui corpo técnico especializado para oferecer suporte aos clientes

(11) 3933-7533

X

Exporta produtos acabados

Alpha Equipamentos Elétricos

X

X

Programas na área de responsabilidade social

SC

X

Serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Criciúma

X

14001 (ambiental)

www.agpr5.com

X

9001 (qualidade)

(48) 3462-3900

X

Outros

AGPR5

X

Internet

X

Telemarketing

SP

Venda direta ao cliente final

São Paulo

Revendas / varejistas

www.new.abb.com/low-voltage/pt

Distribuidores / atacadistas

Estado

(11) 3688-9111

Certificado ISO

Principal canal de vendas

Residencial

Cidade

ABB

Comercial

Site

Principal Segmento de atuação

Industrial

Telefone

Distribuidora

Empresa

Fabricante

A empresa é

Importa produtos acabados

66

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67

O Setor Elétrico / Março de 2018

(11) 4393-9300 www.alumbra.com.br

São Bernardo Campo

SP

X

Apoio

(11) 3386-7402 www.apoio.ind.br

Sao Paulo

SP

X

São Paulo

SP

X

B-Lux Tomadas e Interruptores (11) 2621-4811 www.blux.ind.br

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Alumbra

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X

Santana de Parnaíba

SP

Didziel

(11) 2721-4691 www.didziel.com.br

São Paulo

SP

X

DNI- KEY WEST

(11) 3933-2120 www.dni.com.br

São Paulo

SP

X

X X

ENERBRAS MATERIAIS ELÉTRICOS

(41) 21113000 www.enerbras.com.br

Campo Largo

PR

X

X X X X X X

Engeduto

(21) 3325-0406 www.engeduto.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

Exatron

0800 541 3310 www.exatron.com.br

Porto Alegre

RS

X

X X

X X

X

X

X X X

FAME

(11) 3478-5600 www.fame.com.br

São Paulo

SP

X

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X

X

X X X X

Finder

(11) 4223-1550 www.finder.com.br

São Caetano do Sul

SP

Grupo Foxlux

(41) 3302-8100 www.grupofoxlux.com.br

Pinhais

PR

Grupo Legrand

(11) 5644-2600 www.legrand.com.br

São Paulo

SP

HellermannTyton

(11) 2136-9090 www.hellermanntyton.com.br Jundiai

SP

X

Lojão A Eletricidade

(79) 2107-2600 www.lojaoaeletricidade.com.br Aracaju

SE

X

X

X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X

X X

MarGirius

0800 707 3262 www.margirius.com.br

Porto Ferreira

SP

X

MEC-TRONIC / ELETROMAR

(81) 2138-7200 www.mectronic.com.br

São Lourenço da Mata

PE

X

PEESA

(11) 3313-4455 www.peesa.com.br

São Paulo

SP

Proauto

(15) 3031-7400 www.proautomacao.com.br

Sorocaba

SP

Radial Materiais Elétricos

(11) 3571-2970 www.radial.ind.br

São Paulo

SP

ROVIMATIC

(11) 3814-1143 www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

Siemens Iriel

(51) 3478-9000 www.iriel.com.br

Canoas

RS

Simon Brasil

(11) 3437-8100 www.simonbrasil.com.br

São Paulo

SP

Soprano

(54) 2101-7070 www.soprano.com.br

Caxias do Sul

RS

STRAHL

(11) 2818-3838 www.strahl.com

São Paulo

SP

X

SWITERM

(11) 2591-2421 www.switerm.com.br

São Paulo

SP

X

WEG

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

WETZEL

(47) 3451-4033 www.wetzel.com.br

Joinville

SC

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X

Outros produtos

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(11) 4705-3133 www.deltaperfilados.com.br

X

Placas para interruptores e tomadas

X X

DELTA CANALETAS

X

Caixas para interruptores e tomadas

Para sinal em geral (dados, internet, etc.)

SP

Para telefonia

São Paulo

Alpha Equipamentos Elétricos (11) 3933-7533 www.alpha-ex.com.br

Para áreas classificadas

X

Para uso industrial (NBR IEC 60309-1)

X

Multitomadas (réguas de tomadas, extensões - NBR 14136)

X

Para uso residencial e análogo (NBR 14136) - com dispositivo antichoque (trava de segurança)

SC

Para uso residencial e análogo (NBR 14136) - uso interno Para uso residencial e análogo (NBR 14136) - uso externo (IP 44 mínimo)

Criciúma

Outros

(48) 3462-3900 www.agpr5.com

Dimer

AGPR5

X

Tomadas

Temporizadores

X

Sensores de presença

X

Controles para ventilador

X

Estado

Variadores de luminosidade (dimmer)

SP

Cidade

Minuterias

(11) 3688-9111 www.new.abb.com/low-voltage/pt São Paulo

Pulsadores para uso hospitalar

ABB

Site

Pulsadores para uso geral

Telefone

Interruptores por cartão (por exemplo, para uso em hotéis)

Empresa

Interruptores para áreas classificadas

Interruptores para uso industrial

Interruptores para uso residencial e análogo - uso interno Interruptores para uso residencial e análogo - uso externo (IP 44 mínimo)

Interruptores e outros dispositivos de comando e controle

X X X

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Pesquisa - Equipamentos para linhas elétricas

O Setor Elétrico / Março de 2018

SP

X

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X

X

X

X

X

CARMEHIL

(85) 4008-6666

www.carmehil.com.br

Fortaleza

CE

Cerâmica São José Ltda.

(19) 3852-9555

www.ceramicasaojose.com.br

Pedreira

SP

X

X

X

X

COGUMELO

(21) 3408-9000

www.cogumelo.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

X

X

D´LIGHT

(11) 2937-4650

www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

X

X

X

X

X

X

DELTA CANALETAS

(11) 4705-3133

www.deltaperfilados.com.br

Santana de Parnaíba

SP

X

X

X

X

X

X

X

Dispan

(19) 3466-9300

www.dispan.com.br

Nova Odessa

SP

X

X

X

X

X

Dutoplast

(11) 2524-9055

www.dutoplast.com.br

São Paulo

SP

X

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X

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X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

DUTOTEC

(51) 2117-6600

www.dutotec.com.br

Cachoerinha

RS

X

ELECON

(11) 2066-4100

www.elecon.com.br

Guarulhos

SP

X

X

X

Eletropoll

(47) 3375-6700

www.eletropoll.com.br

Corupá

SC

X

X

X

ELOS

(41) 3383-9290

www.elos.com.br

Sâo José dos Pinhais

PR

X

X

Embramat

(11) 2098-0371

www.embramataltatensao.com.br

São Paulo

SP

X

X

Engeduto

(21) 3325-0733

www.engeduto.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

Enmac

(11) 2489-5200

www.enmac.com.br

Arujá

SP

X

X

Facilit eletrocalhas

(11) 4267-0049

www.calhasfacilit.com.br

São Paulo

SP

Finder

(11) 4223-1550

www.finder.com.br

São Caetano do Sul

SP

FRONTEC

(51) 3201-2477

www.frontec.com.br

São Leopoldo

RS

General Cable Brasil

(11) 3457-0300

www.generalcablebrasil.com

São Paulo

SP

GFC Tubos

(11) 2450-3300

www.gfctubos.com.br

Itaquaquecetuba

SP

GIMI POGLIANO

(11) 4752-9900

www.gimipogliano.com.br

Suzano

SP

X X X X

X

X

X

X

X

X

X

X

www.holecbarras.com.br

Boituva

SP

X

www.hellermanntyton.com.br

Jundiaí

SP

X

X

X

Indel

(11) 2500 6966

www.indelflex.com.br

Itaquaquecetuba

SP

X

X

X

ISOLET

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

X

X

JEA

(11) 4547-6000

www.jea.com.br

Mauá

SP

KANAFLEX

(11) 3779-1670

www.kanaflex.com.br

Cotia

SP

Magnani & Cia LTDA

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

MELFEX

(11) 4072-1933

www.melfex.com.br

Diadema

SP

MINUZZI

(19) 3272-6380

www.minuzzi.ind.br

Campinas

SP

Multiway

(11) 3437-5600

www.multiwayrod.com.br

São Paulo

SP

NOVEMP

(11) 4093-5300

www.novemp.com.br

São Bernardo do Campo

OBO BETTERMANN

(15) 3335-1382

www.obo.com.br

Onix Distr. de Prod. Elétricos

(44) 3233-8500

PERFIL LIDER

(11) 2412-7787

X

X

X X X

X X

SP

X

X

X

X

Sorocaba

SP

X

X

X

www.onixcd.com.br

Mandaguari

PR

www.perfillider.com.br

Guarulhos

SP

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(11) 2136-9090

SP

X

X

(11) 4191-3144

São Paulo

X

X

X

X

X

X

X

Hellermanntyton

www.megabras.com

X

X

X

X

HB Barras

(11) 3254-8111

X

X

X

X

X

X

X

Megabras

X

X

X

X X

Oferece treinamento técnico para os clientes

São Paulo

X

X

Possui corpo técnico especializado para oferecer suporte aos clientes

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

X

X

Importa produtos acabados

BEGHIM

X

X

Exporta produtos acabados

SP

X

Programas na área de responsabilidade social

São Paulo

X

X

14001 (ambiental)

www.arcoir.com.br

X

9001 (qualidade)

(11) 2115-7873

X

X

Outros

Arcoir

X

X

X

Internet

SP

Telemarketing

São Paulo

Venda direta ao cliente final

www.alphamarktec.com.br

X

Revendas / varejistas

(11) 2782-3200

X

Certificado ISO

Principal canal de vendas

Distribuidores / atacadistas

Alpha Marktec

X

Público

Estado SP

Comercial

São Paulo

Industrial

Cidade

www.alltexequipamentos.com.br

Fabricante e Distribuidora

Site

(11) 5562-0450

Distribuidora

Telefone

Alltex

Fabricante

Empresa

Residencial

Principal Segmento de atuação

A empresa é

Serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

68

X

X

X

X

X X

X

X

X


69

O Setor Elétrico / Março de 2018

SP

REAL PERFIL

(11) 2134-0002

www.realperfil.com.br

São Paulo

SP

S.P.T.F.

(11) 2065-3820

www.sptf.com.br

São Paulo

SP

SALF

(11) 5614-7333

www.salf.com.br

São Paulo

STRATUS

(12) 2139-6550

www.stratusfrp.com

SULMINAS FIOSE CABOS LTDA

(35) 3714-2660

TIGRE

X

X

X

X

X

X

X

X

Oferece treinamento técnico para os clientes

Sorocaba

X

Possui corpo técnico especializado para oferecer suporte aos clientes

www.proautomacao.com.br

X

Importa produtos acabados

(15) 3031-7400

Exporta produtos acabados

Proauto

Programas na área de responsabilidade social

SP

Serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Arujá

X

14001 (ambiental)

www.poleoduto.com.br

X

9001 (qualidade)

(11) 2413-1200

X

Outros

Poleoduto

X

X

Internet

SP

Telemarketing

Cajamar

Venda direta ao cliente final

www.plp.com.br

Revendas / varejistas

(11) 4448-8000

X

Certificado ISO

Principal canal de vendas

Distribuidores / atacadistas

PLP

X

Público

Estado SP

Residencial

Cidade São Paulo

Industrial

Site www.perfilduto.com.br

Fabricante e Distribuidora

Telefone (11) 4230-1860

Distribuidora

Perfilduto

Fabricante

Empresa

Comercial

Principal Segmento de atuação

A empresa é

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SP

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São José dos Campos

SP

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X

www.sulminasfioecabos.com.br

Poços de Caldas

MG

0800-7074700

www.tigre.com

Joinville

SC

X

Trael Transfor. Eletricos

(65) 3611-6500

www.trael.com.br

Cuiabá

MT

X

X

Tramontina Eletrik S.A.

(54) 3461-8200

www.tramontina.com

Carlos Barbosa

RS

X

X

Vicentinos

(44) 3232-0101

www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

X

Wetzel

(47) 3451-4033

www.wetzel.com.br

Joinville

SC

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70

Pesquisa - Equipamentos para linhas elétricas

O Setor Elétrico / Março de 2018

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

São Paulo

SP

CARMEHIL

(85) 4008-6666

www.carmehil.com.br

Fortaleza

CE

Cerâmica São José Ltda.

(19) 3852-9555

www.ceramicasaojose.com.br

Pedreira

SP

COGUMELO

(21) 3408-9000

www.cogumelo.com.br

Rio de Janeiro

RJ

D´LIGHT

(11) 2937-4650

www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

DELTA CANALETAS

(11) 4705-3133

www.deltaperfilados.com.br

Santana de Parnaíba

SP

Dispan

(19) 3466-9300

www.dispan.com.br

Nova Odessa

SP

Dutoplast

(11) 2524-9055

www.dutoplast.com.br

São Paulo

SP

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X

www.dutotec.com.br

Cachoerinha

RS

(11) 2066-4100

www.elecon.com.br

Guarulhos

SP

X

Eletropoll

(47) 3375-6700

www.eletropoll.com.br

Corupá

SC

X

ELOS

(41) 3383-9290

www.elos.com.br

Sâo José dos Pinhais

PR

Embramat

(11) 2098-0371

www.embramataltatensao.com.br

São Paulo

SP

Engeduto

(21) 3325-0733

www.engeduto.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Enmac

(11) 2489-5200

www.enmac.com.br

Arujá

SP

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X X

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X

X

(11) 4267-0049

www.calhasfacilit.com.br

São Paulo

SP

Finder

(11) 4223-1550

www.finder.com.br

São Caetano do Sul

SP

FRONTEC

(51) 3201-2477

www.frontec.com.br

São Leopoldo

RS

General Cable Brasil

(11) 3457-0300

www.generalcablebrasil.com

São Paulo

SP

GFC Tubos

(11) 2450-3300

www.gfctubos.com.br

Itaquaquecetuba

SP

GIMI POGLIANO

(11) 4752-9900

www.gimipogliano.com.br

Suzano

SP

X

HB Barras

(11) 4191-3144

www.holecbarras.com.br

Boituva

SP

X

Hellermanntyton

(11) 2136-9090

www.hellermanntyton.com.br

Jundiaí

SP

Indel

(11) 2500 6966

www.indelflex.com.br

Itaquaquecetuba

SP

ISOLET

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

JEA

(11) 4547-6000

www.jea.com.br

Mauá

SP

KANAFLEX

(11) 3779-1670

www.kanaflex.com.br

Cotia

SP

X

Magnani & Cia LTDA

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

Megabras

(11) 3254-8111

www.megabras.com

São Paulo

SP

MELFEX

(11) 4072-1933

www.melfex.com.br

Diadema

SP

MINUZZI

(19) 3272-6380

www.minuzzi.ind.br

Campinas

SP

Multiway

(11) 3437-5600

www.multiwayrod.com.br

São Paulo

SP

NOVEMP

(11) 4093-5300

www.novemp.com.br

São Bernardo do Campo

SP

OBO BETTERMANN

(15) 3335-1382

www.obo.com.br

Sorocaba

SP

Onix Distr. de Prod. Elétricos

(44) 3233-8500

www.onixcd.com.br

Mandaguari

PR SP

X

X

Facilit eletrocalhas

Guarulhos

X

X

X X

(51) 2117-6600

www.perfillider.com.br

X

X

X

ELECON

(11) 2412-7787

X

X

X

DUTOTEC

PERFIL LIDER

X

Outros produtos

BEGHIM

X

Conduletes

SP

X

X

Caixas de pessagem e de ligação

São Paulo

X

X

Materiais para amarração e identificação de cabos

www.arcoir.com.br

X

Prensa-cabos

(11) 2115-7873

X

X

Outras Linhas

Arcoir

X

Barramentos Blindados

SP

Leito (escada para cabos)

São Paulo

Bandeja (eletrocalha com tampa)

www.alphamarktec.com.br

Eletrocalha aramada

(11) 2782-3200

X

Eletrocalha (sem tampa)

Alpha Marktec

X

Perfilado

SP

Duto de piso

Estado

São Paulo

Canaleta de sobrepor

Cidade

www.alltexequipamentos.com.br

Eletroduto Flexível

Site

(11) 5562-0450

Eletroduto Rígido

Telefone

Alltex

Eletroduto Metálico

Empresa

Eletroduto isolante

Principais produtos para linhas elétricas oferecidos pela sua empresa

X X X X

X

X X

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X X X

X X

X

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X X

X

X


71

O Setor Elétrico / Março de 2018

Arujá

SP

Proauto

(15) 3031-7400

www.proautomacao.com.br

Sorocaba

SP

X

REAL PERFIL

(11) 2134-0002

www.realperfil.com.br

São Paulo

SP

X

S.P.T.F.

(11) 2065-3820

www.sptf.com.br

São Paulo

SP

SALF

(11) 5614-7333

www.salf.com.br

São Paulo

SP

STRATUS

(12) 2139-6550

www.stratusfrp.com

São José dos Campos

SP

SULMINAS FIOSE CABOS LTDA

(35) 3714-2660

www.sulminasfioecabos.com.br

Poços de Caldas

MG

TIGRE

0800-7074700

www.tigre.com

Joinville

SC

Trael Transfor. Eletricos

(65) 3611-6500

www.trael.com.br

Cuiabá

MT

Tramontina Eletrik S.A.

(54) 3461-8200

www.tramontina.com

Carlos Barbosa

RS

Vicentinos

(44) 3232-0101

www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

Wetzel

(47) 3451-4033

www.wetzel.com.br

Joinville

SC

X

X X

X

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X X

X X

X

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X

X

X

X

X

X

Outros produtos

www.poleoduto.com.br

X

Conduletes

(11) 2413-1200

X

Caixas de pessagem e de ligação

Poleoduto

X

Materiais para amarração e identificação de cabos

SP

X

Prensa-cabos

Cajamar

X

Outras Linhas

www.plp.com.br

X

Barramentos Blindados

(11) 4448-8000

Leito (escada para cabos)

PLP

Bandeja (eletrocalha com tampa)

SP

Eletrocalha aramada

Estado

São Paulo

Eletrocalha (sem tampa)

Cidade

www.perfilduto.com.br

Perfilado

Site

(11) 4230-1860

Duto de piso

X

Telefone

Perfilduto

Canaleta de sobrepor

Eletroduto Rígido

X

Empresa

Eletroduto Flexível

Eletroduto Metálico

Eletroduto isolante

Principais produtos para linhas elétricas oferecidos pela sua empresa

X

X

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X

X

X


Espaço 5419

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Março de 2018

Por Normando Alves*

Porque um SPDA é um item de segurança

Algumas

pessoas

acham

que

um

trabalho em conjunto de monitoramento

Sistema de Proteção contra Descargas

de

tempestades,

reconhecido

Atmosféricas (SPDA) não é um item de

internacionalmente,

segurança e querem mudar as leis da

alertas para locais críticos com o intuito de

natureza, da eletricidade e da física.

minimizar perdas materiais e vidas;

e

podendo

gerar

provar

• Quando um raio atinge uma edificação,

exatamente que uma Proteção contra

as redes de energia ou telecomunicações

Descargas

A

ideia

deste

artigo

é

um

(serviços), ou alcança o solo diretamente,

Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) e

essa descarga elétrica provoca tensões

que a instalação de um sistema de proteção

induzidas nas redes de serviços que viajam

irá preservar as edificações contra danos

para dentro das edificações, atingindo

materiais e incêndios, protegendo também

e destruindo as instalações internas e

as pessoas que estão dentro da edificação

os

e as instalações internas e equipamentos

incêndios, perdas financeiras e de vidas

eletroeletrônicos, de acordo com a norma

humanas;

ABNT NBR 5419:2015, partes 1, 2, 3 e 4.

• Muitos dos acidentes de incêndio

Atmosférica

(PDA)

é

equipamentos,

podendo

provocar

identificados como sendo causados por de

curto-circuito, na verdade, são descargas

morrem

atmosféricas que entram na edificação e

anualmente em torno de 130 pessoas

podem destruir as instalações, mas também

por acidentes provocados por descargas

os

atmosféricas, tanto fora quanto dentro

podendo também matar pessoas que

das edificações, e são milhões de dólares

estejam

próximas

de prejuízo com perdas de equipamentos,

elétricos

ou

processos e instalações;

metálicas, dentro ou fora da edificação.

• Segundo Pesquisas

o

Instituto

Espaciais

Nacional

(Inpe),

equipamentos

e

as

aos

tubulações

informações, equipamentos e

estruturas

• O Brasil é um dos países em que mais raios caem no mundo devido à sua

localização geográfica, clima, etc., sendo

a níveis toleráveis, é necessário aplicar

Para que estes riscos sejam reduzidos

em torno de 70 milhões de raios por

os requisitos estabelecidos na norma

ano. A concessionária de energia Cemig,

ABNT NBR 5419:2015, começando pelo

juntamente com outras concessionárias

gerenciamento de risco (parte 2 da

do Brasil, a Universidade Federal de

norma).

Minas Gerais (UFMG) e o Inpe fazem um

A partir do gerenciamento de risco é


73

O Setor Elétrico / Março de 2018

que serão explicitadas as medidas a serem

explosão, os quais podem também colocar

estouro e em seguida a casa começou a

adotadas para tornar essa edificação segura.

em perigo o meio ambiente. Todos os

pegar fogo.

Em alguns casos, é necessário também

tipos de perdas (L1, L2, L3 e L4) podem

preservar edificações que prestam serviços

aumentar;

Ainda conforme os bombeiros, o incêndio

públicos essenciais para a comunidade e

c) RC: componente relativo a falhas de

que teria começado em um dos quartos,

edificações ou locais em que é necessário

sistemas internos causados por LEMP.

se espalhou rapidamente pela casa e

preservar a cultura da comunidade, como

Perdas do tipo L2 e L4 podem ocorrer

destruiu móveis e paredes. Os moradores

por exemplo, as edificações tombadas pelo

em todos os casos junto com o tipo L1,

da residência conseguiram sair e ninguém

Patrimônio Histórico.

nos casos de estruturas com risco de

ficou ferido”.

explosão, e hospitais ou outras estruturas

Algumas transcrições da ABNT NBR 5419:2015-parte 2:

onde falhas de sistemas internos possam

imediatamente colocar em perigo a vida

apontar se o incêndio teria começado por

humana”.

conta de um raio ou um curto-circuito.

“3.1.36 - danos físicos Danos a uma estrutura (ou a seu conteúdo) devido aos efeitos mecânicos, térmicos, químicos ou explosivos da descarga

A perícia foi acionada e um laudo deve

São inúmeras as situações em que

Algumas notícias retiradas da mídia que comprovam acidentes provocados por raios

incêndios foram iniciados por raios. Basta digitar “incêndios em casa provocados por raios” no Google que você terá uma grande quantidade de notícias sobre esse

atmosférica”. “Raio teria causado incêndio em casa em

assunto.

“3.1.37- ferimentos a seres vivos

Alfenas, dizem bombeiros

Ferimentos, incluindo perda da vida, em

Do G1 Sul de Minas

pessoas ou animais, devido a tensões

Um raio pode ter causado um incêndio

de toque e de passo causadas pelas

em uma residência na madrugada desta

A legislação brasileira, por meio do

descargas atmosféricas”.

segunda-feira (2) na Rua Alameda das

Código de Defesa do Consumidor (CDC)

Acácias, no bairro Primavera, em Alfenas

e da NR 10, portanto, leis federais, exigem

“4.2.2. Componentes de risco para

(MG). Segundo o Corpo de Bombeiros,

que as empresas que fornecem serviços

uma estrutura devido às descargas

uma das moradoras relatou que viu um

ou produtos atendam às normas da ABNT.

atmosféricas na estrutura

clarão pela janela seguido de um forte

Assim, se existe uma norma técnica sobre

a) RA: componente relativo a ferimentos aos seres vivos causados por choque elétrico devido às tensões de toque e passo dentro da estrutura e fora nas zonas até 3 m ao redor dos condutores de descidas. Perda de tipo L1 e, no caso de estruturas contendo animais vivos, as perdas do tipo L4 com possíveis perdas de animais podem também aumentar; NOTA: Em estruturas especiais, pessoas podem estar em perigo por descargas atmosféricas diretas (por exemplo, no nível superior de estacionamentos ou estádios). Recomenda-se que estes casos também sejam considerados utilizando os princípios desta Parte da ABNT NBR 5419. b) RB: componente relativo a danos físicos causados por centelhamentos perigosos dentro da estrutura iniciando incêndio ou

Comprovação técnica e legal


74

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Março de 2018

• Quantidade de pessoas; • Tempo de permanência das pessoas nas zonas críticas; • Definição das zonas de proteção, se necessário; • Determinar se existe sistema de combate a incêndio e qual o tipo; • Analisar se existe SPDA e qual o nível de proteção; • Analisar se é edificação tombada pelo patrimônio histórico e cultural; • Analisar se edificação presta serviço públicos.

Após a aplicação desses fatores nas fórmulas

apresentadas pela norma, determina-se se a proteção é necessária ou dispensada, de acordo com o fluxograma da norma. determinado assunto, ela deverá ser seguida e, caso isso não aconteça, o responsável técnico poderá ser responsabilizado.

A norma ABNT NBR 5419:2015, que

tem quase 400 páginas e dividida em quatro parte, apresenta na parte 2 um cálculo estatístico para Gerenciamento de Risco, que determina se uma edificação precisa ou não de proteção e define como essa proteção deverá ser feita, dando opções e alternativas específicas para cada edificação. Para fazer este cálculo e determinar se a proteção é necessária ou não, alguns fatores são levados em consideração, mas não apenas estes: • Dados da edificação; • Dados da estrutura; • Analisar se existem edificações vizinhas mais altas; • Dados da vizinhança; • Topografia; • Densidade de descargas atmosféricas (raios/Km2/ano); • Cálculo da área de exposição; • Levantamento das linhas de energia (exposição, comprimento, blindagem, etc.); • Levantamento das linhas metálicas de Telecom (exposição, blindagem, etc.); • Tipo de uso da edificação (res/com); • Verificar existência de produtos perigosos (inflamáveis/químicos/radioativos/etc.);

Fluxograma ajuda a identificar a necessidade de proteção. Fonte: ABNT NBR 5419.


75

O Setor Elétrico / Março de 2018

humanas;

O resultado desse cálculo pode ser:

• NR 10: a Norma Regulamentadora nº • A edificação precisa somente de SPDA;

10 do Ministério do Trabalho (Lei Federal)

• A edificação precisa de somente de MPS;

exige o cumprimento da ABNT NBR 5410

• A edificação precisa dos dois: SPDA e

e da ABNT NBR 5419;

MPS;

• Empresas certificadoras, por exemplo, a

• A edificação não precisa de nenhuma

certificação ISO 14.001;

proteção.

• Órgãos públicos municipais ou estaduais, como o Contru de SP;

A avaliação de risco do risco da

• Código de Defesa do Consumidor

norma leva em consideração as seguintes

(DCD), que é uma lei federal.

possíveis perdas:

Em caso de acidente provocado por

a) L1: perda de vida humana (incluindo

uma descarga direta na edificação ou

ferimentos permanentes);

nas vizinhanças, a perícia poderá apontar

b) L2: perda de serviço ao público;

essa necessidade e o responsável técnico

c) L3: perda de patrimônio cultural;

poderá ser responsabilizado pela falta

d) L4: perda de valores econômicos

desse item de segurança e proteção

(estrutura,

coletiva.

conteúdo,

e

perdas

de

atividades).

Conclusão

Se a ABNT NBR 5419 leva em

consideração a (L1) perda de vida humana,

Se uma Proteção contra Descargas

a (L2) perda de serviços públicos (com

Atmosféricas (PDA) pode reduzir riscos

possibilidade de pânico), a (L3) perda

materiais e financeiros, preservar vidas,

de patrimônio cultural e as (L3) perdas

instalações e equipamentos, é óbvio que

financeiras (o menos relevante), então, é

a proteção contra descargas atmosféricas

óbvio que a proteção contra raios é, sim,

é um item de segurança importantíssimo

um item de segurança coletiva. Além

e

de preservar vidas, também preserva o

consideração.

patrimônio histórico e a coletividade.

Na

como

tal

deverá

verdade,

a

ser

levado

proteção

em

contra

descargas atmosféricas é tão séria que

Quem pode exigir a instalação do SPDA?

um SPDA bem dimensionado pode até dispensar o uso de sistema de combate a incêndio, e vice-versa, conforme define a

Diversas

entidades

e/ou

órgãos

parte 2 da norma ABNT NBR 5419:2015 -

públicos ou privados podem exigir a

Gerenciamento de risco.

instalação do SPDA, como:

Bom, se após todos estes argumentos

ainda existir alguém que acha que uma • Corpo de Bombeiros: a maioria das

PDA não é um item de segurança e

corporações do país exige, por ser um

conseguir me provar o contrário, então

item de segurança pública e coletiva;

eu rasgo meu diploma de engenheiro de

• Seguradoras: a presença de um SPDA

segurança.

dentro das normas reduz o valor da apólice do seguro, uma vez que a presença do

*Normando Virgílio Borges Alves é diretor de

sistema reduz o risco financeiro para a

engenharia da Termotécnica e membro da

seguradora, seja material, seja de vidas

comissão que revisa a norma ABNT NBR 5419.


76

Espaço SBQEE

O Setor Elétrico / Março de 2018

Por Raquel Cristina Gregory e José Carlos de Oliveira*

Os desafios associados ao compartilhamento de responsabilidade sobre os desequilíbrios de tensão Dentre

os

encontrados

inúmeros no

problemas

contexto

do

efeitos nocivos, na forma de impactos sobre

os

conjugados

mecânicos,

planejamento e da operação dos sistemas

sobreaquecimentos e redução da vida

elétricos, os fenômenos associados com

útil de máquinas elétricas rotativas;

os indicadores de qualidade do produto,

surgimento

nos termos previstos e normatizados

característicos;

pela Aneel, mostram-se motivadores

de

e desafiadores para o setor. Destes,

como

ressaltam-se os desequilíbrios de tensão,

técnicas, isto salienta a necessidade

os quais são comumente encontrados

de

nas unidades de geração, transmissão,

a

distribuição e consumidoras. De fato,

de conformidade destes e de outros

a

distúrbios. Uma vez violados os limites

geração

distribuída,

tipicamente

de

dispositivos a

harmônicos falhas de

operacionais

proteção,

intensificação

regulamentações compatibilização

das

bem perdas

voltadas dos

para

indicadores

composta por complexos fotovoltaicos

regulamentados,

conectados de forma monofásica ou

literatura, estratégias de compensação.

bifásica aos sistemas de distribuição,

Em um contexto geral, como primeira

se

fonte

medida para a adequação do indicador de

de desbalanceamento nas redes no

desequilíbrio, pode-se utilizar a clássica

contexto atual. Na transmissão, diante

estratégia do remanejamento manual ou

do crescente número de subestações,

automático de unidades monofásicas e

a aplicação de múltiplas transposições

a transposição de condutores. Caso tais

tornou-se mais complexa acentuando

procedimentos não se mostrem efetivos,

os

compensadores

apresenta

como

desequilíbrios

contexto

da

potencial

no

sistema.

distribuição,

as

No

causas

são

não

propostas,

passivos

e

na

ativos

podem, ainda, ser empregados.

para a geração de desequilíbrios são

amplamente conhecidas, com destaque

de desequilíbrio se apresentam como

Dessarte, considerando que os níveis

para

das

uma composição de efeitos entre os

cargas. Reconhecendo que as tensões

agentes envolvidos, torna-se imperativo o

desequilibradas podem causar diversos

estabelecimento de meios que permitam

a

natureza

e

operação


77

Espaço SBQEE

atribuir as parcelas de responsabilidade

de informações do sistema antes de

se fazem existir. Estas se prendem,

sobre os desbalanceamentos presentes

sua conexão. O método do Fluxo de

sobremaneira, ao desconhecimento das

no

Potência Trifásico também foi explorado

impedâncias equivalentes de sequência

com

ponto

de

acoplamento

comum

Muito

negativa das redes à montante e a jusante

para dirimir eventuais conflitos entre

embora reconheça-se a simplicidade

do ponto de monitoração. Todavia, tais

as

(PAC).

Isto irá colaborar, certamente,

partes

uma tange

envolvidas

solução aos

e

investimentos

mesmo

propósito.

a

da aplicação dessa estratégia, ela não

dificuldades, através de um procedimento

que

permite a atribuição das parcelas de

prático e eficaz, baseado no chaveamento

necessários

responsabilidade, visto que tão apenas

de unidades capacitivas monofásicas,

níveis

conduzir

harmoniosa

o

no

indica o sentido preponderante do fluxo

são passiveis de serem contornadas

desequilíbrio existentes. Historicamente,

de potência de sequência negativa.

tornando o método factível às situações

uma

à

compatibilização das

dos

primeiras

de

pesquisas

Diante destas observações, desafios confiáveis

prática para o emprego do método da

estabelecimento

Conforme. Todavia, estudos apontaram

e práticos que conduzam a resultados

superposição,

fortes discordâncias entre os resultados

que

uma estratégia com fortes perspectivas

esperados

responsabilidades

propiciados

pela

necessários

preliminares evidenciam total viabilidade

método da Corrente Conforme e Não

os

fazem

reais. Apoiados nessa estratégia, estudos

ainda

e

se

o

relacionadas ao tema embasou-se no

de

efetivamente

meios

para

expressem

entre

os

as

agentes.

proporcionando,

assim,

para os fins aqui postos.

metodologia, sobretudo, quando da

Neste particular, horizontes promissores,

presença de cargas motrizes. Em 2008,

baseados

foi feita uma proposição pelo IEC através

superposição de efeitos, se mostram

eletricista pela UFMT, com mestrado

do relatório técnico IEC/TR 61000-3-13

atrativos, haja vista sua simplicidade

concluído e doutorado em andamento pela

empregando-se princípios envolvendo

conceitual

UFU.

medições do fator de desequilíbrio

Não obstante o estabelecimento das

José Carlos de Oliveira possui graduação

das tensões nas condições pré e pós-

formulações aplicáveis e prontamente

e mestrado em engenharia elétrica pela

conexão de um novo acesso, portanto,

estabelecidas a partir dos princípios

UNIFEI, doutorado pela Universidade

a metodologia fica restrita ao acesso de

físicos, o fato é que, desafios atrelados com

de Manchester. Atualmente, é professor

novas instalações, visto a necessidade

as informações paramétricas requeridas

aposentado pela UFU.

no

e

clássico

sólida

princípio

da

fundamentação.

*Raquel Cristina Filiagi Gregory é engenheira


78

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Março de 2018

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

Proteção contra descargas atmosféricas nas telecomunicações* (continuação) EMC e proteção contra raios

acoplado.

inúmeras possibilidades para o acoplamento

Uma configuração EMC é assegurada

de perturbações eletromagnéticas de grande

(EMC

com certa facilidade em uma instalação de

intensidade

– Electromagnetic Compatibility) pode ser

telecomunicações exigindo que cada unidade

quais podem causar não somente EMI,

definida como a capacidade de um dispositivo,

de equipamento cumpra regras EMC, as

como também avarias numa dada instalação

unidade de equipamento ou sistema para

quais abordam tanto o aspecto de emissão

de telecomunicações, fazendo o cenário se

funcionar satisfatoriamente no seu ambiente

(o equipamento se constituindo numa fonte

modificar de acordo com as características da

eletromagnético sem introduzir, ele próprio,

de perturbação eletromagnética) como de

instalação e dos parâmetros da descarga.

perturbações

imunidade (o equipamento não sendo afetado

naquele ambiente.

por perturbações eletromagnéticas no ambiente).

normalmente colocada fora do domínio EMC,

Estas regras EMC (ref.: resolução da ANATEL

muito embora as mesmas técnicas se apliquem

Compatibilidade

Eletromagnética

eletromagnéticas

intoleráveis

Para se eliminar problemas de interferência

nos

circuitos

eletrônicos,

as

Por estas razões, a proteção contra raios é

Electromagnetic

nº 237 – Regulamento para certificação de

para resolver o problema.

Interference) e obter uma configuração EMC,

equipamentos de telecomunicações quanto aos

Para

temos, inicialmente, que identificar a fonte

aspectos de compatibilidade eletromagnética)

telecomunicações

de perturbação eletromagnética (o que está

permitem, assim, uma certa liberdade na

atmosféricas e seus efeitos são usadas técnicas

gerando as perturbações eletromagnéticas, que

instalação dos vários equipamentos, evitando

EMC em uma base probabilística, onde o

tanto pode ser interna como externa ao sistema),

a ocorrência de problemas de interferência

principal trabalho a ser desenvolvido reside

o mecanismo de acoplamento (como que as

eletromagnética (EMI), causados por fontes

no mecanismo de acoplamento, uma vez que

perturbações eletromagnéticas geradas são

internas (unidades de equipamento) e mesmo

normalmente não estamos aptos para modificar

acopladas ao circuito) e o receptor (o circuito

para a maior parte das fontes externas.

a fonte (as próprias descargas) nem o receptor

que está sendo afetado). Então é possível

Entretanto,

(uma unidade de equipamento).

solucionar o problema trabalhando-se em um ou

atmosféricas são consideradas como fonte de

(continua…)

mais destes componentes para se reduzir o ruído

perturbação EM para uma análise EMI, existem

*Participação de Roberto Menna Barreto

eletromagnética

(EMI

quando

as

descargas

a

proteção

de

sistemas

contra

de

descargas


Redes subterrâneas em foco

O Setor Elétrico / Março de 2018

79

Daniel Bento, PMP®, é engenheiro eletricista, membro do Cigré Brasil (cabos isolados) e atua há mais de 25 anos em redes isoladas, tendo sido responsável técnico por toda a rede de distribuição subterrânea da cidade de São Paulo. Atualmente, é diretor executivo da empresa RDS Brasil | daniel.bento@rdsbrasil.com

E o mestre se foi...

“Valeu a pena? Tudo vale a pena se a alma

não é pequena” (Fernando Pessoa)

como seu colega em grupos de trabalho do

não poupou o uso de conceitos complexos de

Cigré.

integrais, elementos finitos, termodinâmicas,

que

Faço referência ao professor Robba

dentre

áreas

não somente pela minha admiração por

estudantes de engenharia, acreditávamos

específicas. De vez em quando surgem

todo seu trabalho, mas por ter influenciado

que somente serviam para dificultar nosso

pessoas que são mais que brilhantes e

enormemente a comunidade científica e que,

objetivo de nos tornarmos engenheiros,

influenciam diversas áreas e muitas pessoas

por esse motivo, é merecedor dessa singela

mas que ele transformou em uma aplicação

por muito tempo. O professor Ernesto João

homenagem.

prática e simples.

Robba está nesta seleta categoria. Ele nos

deixou no dia primeiro do mês das chuvas

professor emérito em 2001 pela Universidade

poderia ser aplicado a um propósito

(01/03/2018).

de São Paulo. E o que é ser um professor

específico saindo da academia e indo

emérito pela definição da própria USP?

direto

reunião de trabalho (sim, com mais de 80

“O título de Professor Emérito é a

principais fabricantes de cabos isolados

anos, ele estava trabalhando em um novo livro

mais alta honraria da carreira acadêmica.

do Brasil adotaram seu “programa” lá nos

sobre redes subterrâneas), aproveitei e pedi

É concedido pela Escola Politécnica aos

anos de 1970. Acredito que foi o primeiro

para que autografasse meu velho livro, sobre

docentes

importantes

programa de cabos desenvolvido no Brasil,

o qual me debrucei por muitas noites para

avanços na área do ensino e pelas relevantes

caso não seja, certamente, foi o mais

estudar sistemas de potência nos meus vinte

contribuições científicas e tecnológicas à

relevante para a engenharia de projetos de

e poucos anos há vinte e poucos anos.

sociedade. Ao longo de mais de cem anos,

cabos no Brasil.

O

orientador

cultivando a tradição de excelência como

de dezenas de estudantes (mestrado e

instituição de ensino superior nas áreas de

Ambiente (IEE/USP), teve atuação relevante

doutorado) durante sua vida acadêmica

Engenharia, a Escola Politécnica outorgou a

nas demandas das concessionárias de

e estes estudantes se transformaram em

honraria a 24 docentes que se destacaram

energia, com a criação do Centro de

profissionais

em suas carreiras”.

Excelência, em que, de forma pioneira, uniu

áreas dentro do sistema elétrico de potência

É comum, e chega a ser até clichê,

a universidade (USP) e as três principais

no Brasil nos últimos 40 anos, ou seja, ele

escutarmos que “a universidade no Brasil não

concessionárias de energia de São Paulo

influenciou muito a formação e manutenção

está em sintonia com as necessidades das

(Eletropaulo,

do nosso sistema elétrico. Vale destacar que

empresas”. Não vamos entrar no mérito se

soluções que hoje são adotadas por diversas

dentro do departamento de engenharia de

esta afirmação é correta ou não, o que vale

concessionárias no Brasil foram descobertas

energia da Universidade de São Paulo (USP),

destacar é que o professor Robba acreditava

e estabelecidas naquele ambiente.

19 professores (13 mestres e seis doutores)

que seu trabalho acadêmico poderia e deveria

foram orientados pelo professor Robba.

ajudar a sociedade a solucionar problemas de

sua obra ainda continuará a influenciar a

engenharia.

engenharia elétrica no Brasil com destaque

Existem influenciam

pessoas outras

brilhantes

pessoas

em

Na última vez que o encontrei para uma

distinto

professor

responsáveis

foi

por

diversas

Infelizmente, não tive a sorte de ser

O professor Robba recebeu o título de

responsáveis

“desenhou”

um

por

aluno direto dele, mas tive a oportunidade de

Ele

programa

para

trabalhar alguns anos em projetos específicos

cálculos de dimensionamento de cabos que

outros,

que,

quando

éramos

O professor Robba mostrou que isso

para

a

indústria.

Alguns

dos

Como diretor do Instituto de Energia e

CPFL

e

CESP).

Muitas

Acredito que passarão muitos anos e

para as redes subterrâneas. Professor, muito obrigado.


80

Iluminação Eficiente

O Setor Elétrico / Março de 2018

Juliana Iwashita é arquiteta, mestre em engenharia elétrica, membro do COBEI/ ABNT, ASBAI e IESNA. Especialista da Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro, professora de cursos de pós-graduação em iluminação e diretora da Exper Soluções Luminotécnicas | juliana@expersolution.com.br

Certificação Inmetro: uma realidade sem volta produtos.

Inmetro garante informações técnicas mínimas

diversas mudanças na área de iluminação,

A certificação se iniciou com o escopo de

e equiparadas para uma melhor comparação

principalmente após a entrada da tecnologia

lâmpadas Led com dispositivos incorporados

de dados, além de ser um meio para assegurar

de estado sólido. A evolução da tecnologia

à base e obrigou que todos os fabricantes e

condições

Led, a redução de preços dos componentes

importadores de lâmpadas Led certificassem

segurança dos produtos, uma vez que as

e o desejo do consumidor em economizar

seus produtos através de Organismos de

famílias dos produtos certificados devem

recursos financeiros e reduzir sua conta de

Certificação de Produtos (OCPs) acreditados

passar por ensaios anuais em laboratórios

energia elétrica motivaram o aparecimento e

pelo Inmetro.

acreditados.

crescimento de novas empresas de iluminação,

Estas OCPs, por sua vez, teriam a

A

que, aos poucos, ganharam espaço entre

missão de atestar a qualidade mínima de

impulsiona também possíveis denúncias de

marcas tradicionais de iluminação.

Na última década estamos presenciando

mínimas

de

concorrência

desempenho

entre

e

fornecedores

desempenho e segurança estabelecida pelo

equipamentos fora de padrão, resultando em

entretanto,

Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ)

uma forma de fiscalização para o mercado de

era a dificuldade de avaliar os produtos

das Portarias 389/2014 e 143/2015 e os

iluminação. Assim, a certificação propicia uma

de iluminação de forma a determinar se o

Requisitos de Avaliação da Conformidade

condição favorável e desejável ao mercado

desempenho prometido era real, visto que

(RAC) estabelecidos pela Portaria 144/2015

consumidor, tendo em vista a obrigação de que

eram muito comuns especificações de vidas

do Inmetro.

informações técnicas sejam explicitadas em

úteis de 50.000 horas e precoces problemas

de produtos danificados em obras após

para

poucas horas de uso, redução significativa de

certificassem seus produtos e prazos para os

Atualmente, encontra-se em curso a

fluxo luminoso, alteração de temperatura de cor

diferentes comercializadores se adequarem

certificação compulsória de luminárias para

ao longo do tempo, entre outros problemas.

às regras de comercialização. Desde o dia

vias públicas. Publicada oficialmente em

Uma pesquisa que a Exper Soluções

17 de janeiro de 2018, nenhuma lâmpada

fevereiro de 2017, a Portaria 20 do Inmetro

Luminotécnicas realizou entre profissionais

Led com dispositivo incorporado a base,

determina o RTQ e o RAC de luminárias Led

de iluminação em 2015 identificou que 52%

excetuando-se as lâmpadas coloridas, pode

e luminárias com lâmpadas de descarga para

dos especificadores não confiavam nas

ser comercializada sem o selo do Inmetro. Isto

Iluminação de vias públicas.

especificações dos produtos fornecidas pelas

significa que qualquer lâmpada encontrada

empresas de iluminação com tecnologia Led

hoje sem selo pode ser motivo de multas

dia 15 de agosto de 2018 para adequarem

e 58% consideravam que as informações

e apreensão de mercadorias em lojas ou

seus produtos às regras de certificação. Após

técnicas fornecidas não eram suficientes para

empresas comercializadoras.

esta data não será mais possível produzir

avaliar os produtos.

nacionalmente ou importar esses tipos de

Um

problema

recorrente,

O RAC estabeleceu os prazos máximos que

fabricantes

e

importadores

Após três anos da publicação da Portaria

suas embalagens e monitoradas anualmente por meio de organismos de terceira parte.

Os fabricantes e importadores têm até o

Uma forma que pudesse garantir condições

144 (março de 2015), podemos verificar a

luminárias sem o selo do Inmetro.

mínimas de confiabilidade, desempenho e

existência de 8442 produtos certificados,

segurança dos produtos Led era, então, uma

1115 certificados ativos e 205 empresas de

apenas uma empresa detém a certificação

necessidade do mercado. A certificação

iluminação com registros de objeto ativos

no site do Inmetro. Isso impulsiona a corrida

compulsória do Inmetro, lançada em março de

(dados obtidos em pesquisas em 31/03/2018

das outras empresas pela obtenção dos

2015, mostrou-se uma perspectiva bastante

no site do Inmetro).

certificados

aguardada para melhoria da qualidade dos

importações dentro do prazo determinado.

Para o consumidor final, a certificação

Há cinco meses do vencimento do prazo,

para

futuras

fabricações

e


NR 10

O Setor Elétrico / Março de 2018

81

João José Barrico de Souza é engenheiro eletricista e de segurança no trabalho, consultor técnico, diretor da Engeletric, membro do GTT-10 e professor no curso de engenharia de segurança (FEI/PECE-USP/Unip).

“Quem faz o bloqueio e o desbloqueio?”

Vez ou outra sai essa pergunta em

aula, que, aliás, é excelente para que se possa provocar a reflexão da finalidade dessa ação de “impedir a energização e que é o segundo passo do procedimento de desenergização”. Alguns

princípios

devem

ser

observados com relação a este assunto e o primeiro é que não basta entregar um cadeado para o trabalhador. Bloqueio com cadeado, lacre ou outro meio é apenas uma parte de um procedimento que deve ser tratado em um programa de controle de energias perigosas (entre elas, a eletricidade) e exige treinamento e capacitação.

Mas a pergunta é se o encarregado

é quem faz o bloqueio e o desbloqueio. Objetivamente, a resposta é NÃO. Cada trabalhador suscetível de ser afetado pela

reenergização

deverá

inserir

o

seu dispositivo de bloqueio e etiqueta (pessoais) e somente ele deverá retirá-lo para liberação do dispositivo.

Ainda que a equipe de trabalho seja

composta por vários colaboradores, não é

correto que a segurança de um funcionário

seguir os princípios da norma americana

dependa apenas de seu encarregado ou

OSHA 1910.147.

Técnica 54/2018 que trata da Capacitação

Os programas de controle costumam

supervisor. É natural que a reenergização seja finalizada por um colaborador, mas

Pois bem, a situação foi atualizada: Em 23 de março foi divulgada a Nota

em Segurança e Saúde no Trabalho pela

Treinamentos a distância

não é a ele que compete retirar os lacres

modalidade de ensino a distância (EaD) e semipresencial. Com isso, houve a

ou cadeados dos demais. Essa é uma

Em tempo: na edição 142 (novembro

revogação de Notas Técnicas anteriores

tarefa pessoal e intransferível, que deve

de 2017), tratamos dos treinamentos

sobre a matéria, em razão da publicação

ser tratada em um programa de controle

a distância, que não eram aceitos pelo

da Portaria MTB n° 872, de 06 de julho de

de energias perigosas.

Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

2017. Agora pode!


82

Energia com qualidade

O Setor Elétrico / Março de 2018

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. jstarosta@acaoenge.com.br

Instalações industriais e compensação reativa Quantos kvar seriam necessários?

Apesar de o tema já ter sido tratado

harmônica que ocorre quando capacitores

instalados próximos à carga. Em outras

são inseridos em redes elétricas em

palavras, instalação de capacitores junto à

surgem questionamentos e o assunto

que

são

entrada de energia em média tensão não

merece

anteriormente

nesta

coluna,

sempre

estas

cargas

não

lineares

dada

conectadas. A ocorrência de ressonância

promove redução de perdas elétricas na

associada

harmônica gera sobretensões e amplia as

planta, mas tão somente busca evitar a

diretamente com custos, não só de

distorções de tensão comprometendo a

redução da cobrança de energia reativa,

excedentes pagos de energia reativa às

segurança e a operação confiável. Como

ainda a manobra de capacitores por

concessionárias distribuidoras de energia

os sistemas de compensação reativa

elementos eletromecânicos convencionais

elétrica, mas outros relacionados aos

devem

em média e baixa tensão causa indesejáveis

aspectos técnicos e operacionais. Outros

com cargas não lineares que produzem

custos evitados pela correta compensação

correntes harmônicas, eles devem estar

reativa

equipados

sua

ser

sempre

importância

são

lembrado

intrínseca

aqueles

associados

à

estar

preparados

com

reatores

para

de

operar

sintonia

transientes de manobra.

Cobrança de excedentes de energia reativa

redução de perdas elétricas, melhoria da

ou antirressonantes de forma a evitar

qualidade da energia e do ajuste ideal

ressonância harmônica e queima precoce

de tensão nos barramentos das plantas

de capacitores.

e sites com a redução do consumo de

A

definição

do

excedentes de energia reativa, há de se

energia principalmente nas cargas com

reator

dependerá

entre

esclarecer que, como ainda as contas de

características de impedância constante

cargas e fontes das instalações. Estes

energia não são padronizadas pela Aneel e

(veja:

https://www.osetoreletrico.com.br/

reatores dos compensadores de energia

cada distribuidora trata o assunto de forma

eficiencia-energetica-em-instalacoes-com-

reativa definirão, em função das correntes

independente, as terminologias utilizadas

o-controle-da-tensao/).

harmônicas das cargas e características

pelas mesmas no corpo da conta nem

da rede, se o fator de potência unitário,

sempre são claras que se trata de uma

100% poderá ser obtido, já que a potência

cobrança de excedentes de energia reativa,

aparente total (rms) nem sempre será

o que poderia induzir o consumidor mesmo

equivalente

da

sem conhecimento específico a procurar

Aspectos técnicos importantes

A presença de cargas não lineares

à

da da

especificação interação

potência

aparente

Voltando ao tema da cobrança dos

acionamentos

frequência fundamental. Tal condição só

soluções. A simples informação na conta

dos motores (em geral inversores de

ocorrerá quando as correntes harmônicas

de “cobrança de energia reativa” leva ao

frequência), fornos e outros sistemas

não existirem ou forem adequadamente

consumidor a falsa sensação de estar

controlados, produz nas redes elétricas

filtradas simultaneamente à compensação

pagando uma “outra energia” e não de fato

correntes e, por consequência, tensões

reativa.

uma multa por consumo inadequado que

harmônicas que, se em valores acima

coincidirão também com a potência ativa.

pode ser corrigida e eliminada.

dos limites, podem interferir na operação

Em

desejável das cargas industriais. Outro

eficaz no que se refere à redução de perdas

fins

fator a ser considerado é a ressonância

nas instalações, os capacitores devem ser

orçamento

nas

instalações,

como

Nesta

situação,

os

valores

Para que a compensação reativa seja

uma

de

avaliação

estimativa e

de

aplicações,

prática

para

investimentos, são

válidas


83

O Setor Elétrico / Março de 2018

algumas constatações interessantes e coincidentes. Considerando que a grande maioria das instalações industriais possui transformadores de baixa tensão com potência entre 1000 kVA e 1500 kVA. Esta “pseudo” padronização tem uma razão mais forte que uma porção de normas juntas, o bom senso. Transformadores nessas ordens de grandeza possuem correntes tensão

praticáveis

também

é

(a muito

definição

da

importante),

respondem por níveis de curto-circuito nos barramentos secundários em níveis também interessantes para boa regulação de tensão e podem até ser ligados em paralelo com os devidos cuidados. São

Figura 1 – Avaliação do comportamento do fator de potência para injeção de até 300 kvar.

elementos confiáveis e com dimensões também adequadas.

Neste cenário, pode-se ainda imaginar

que as cargas possuirão fatores de potência, por exemplo, entre 75%/80% e 90%, “um pouco para mais, um pouco para menos”, sendo os transformadores medianamente carregados entre 60% e 80%/90%. Desta situação pode-se definir um intervalo, em que a maioria dos bancos de capacitores será dimensionada. O dimensionamento clássico é bem conhecido, mas a ideia aqui é apresentar avaliação qualitativa em função de situações repetitivas, evitando as

indefinições

considerando

que

de os

dimensionamento, sistemas

Figura 2 – Avaliação do comportamento do fator de potência para injeção de até 420 kvar.

serão

automáticos e que a compensação será, por

e mesmo da carga futura a ser incorporado à

A

exemplo, não de 300 kvar, mas de até 300

planta.

análise de sensibilidade quanto à variação

kvar. Pode-se assumir, pelo exposto, que as

Na Figura 1, se observa que em uma

de carga e de fator de potência das

cargas na baixa tensão nas indústrias estejam

carga de até 1000 kVA, a compensação

cargas e resultados em função do sistema

instaladas em grupos de 500 kVA a 1400 kVA

com

kvar

de compensação existentes ou a serem

em transformadores independentes, local

responde bem atendendo um fator de

instalados. Também possibilita entender

onde se pretende efetuar a compensação

potência final da ordem de 92% para fator

alguns limites de expansão de carga sem

reativa, com variações de fator de potência

de potência inicial de 75%. Se o fator

intervenção na compensação reativa.

original, dependendo do tipo de carga de

de potência inicial for de 80% ou 85%,

Esta análise considerou somente o

75% a 90%. Os gráficos das Figuras 1 e

o equipamento atende a maiores blocos

atendimento ao atual limite de pagamento

2 ilustram o comportamento do fator de

de carga neste limite de 92% de fator de

do excedente de energia reativa, com fator

potência nestas situações. A constatação

potência corrigido. Na Figura 2, se observa

de potência de 92%, e pode ser estendida

serve para auxiliar em dimensionamentos

que o equipamento de 420 kvar atende,

a

prévios e visão geral do comportamento das

com tranquilidade, a cargas de até 1300

investimentos em função das constatações

variáveis com a injeção de até 300 kvar ou

kVA/1400 kVA com fator de potência

seguintes e outras provocações que a

de até 420 kvar em regime de carga variável

inicial da ordem de 85%.

análise possa sugerir.

equipamento

de

até

300

análise

outros

qualitativa

valores.

É

permite

possível

uma

avaliar


84

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Março de 2018

Roberval Bulgarelli é consultor técnico e engenheiro sênior da Petrobras. É representante do Brasil no TC-31 da IEC e no IECEx e coordenador do Subcomitê SC-31 do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei).

O mito da segurança proporcionada somente pelos equipamentos “Ex” certificados Parte 1/2

A indústria do petróleo no Brasil foi

daquele cenário de “gestão por espasmo”,

e de falta de segurança das instalações

efetivamente iniciada por volta da década

setores da sociedade do Brasil se mobilizaram

“Ex”, foi publicada em 16/07/1991, pelo

de 1930 com a construção da refinaria Rio

para iniciar os esforços no sentido de criar

Ministério da Justiça, a Portaria Inmetro

Grandense, na cidade de Rio Grande, no

no Brasil um regulamento para a certificação

0164/91. Aquela Portaria foi elaborada

Rio Grande do Sul. Nas décadas de 1940

compulsória de equipamentos elétricos para

“considerando

e 1950 foram construídas outras refinarias

instalação em atmosferas explosivas de gases

tanto de produtos quanto da própria marca

de petróleo em São Francisco do Conde,

inflamáveis. Este tipo de regulamento de

do fabricante, colocando em risco a vida

Capuava e Cubatão. Naquelas instalações

certificação de equipamentos elétricos “Ex” já

de cidadãos e a preservação do meio

industriais pioneiras, contendo equipamentos

existia há décadas em diversos outros países

ambiente”. A Portaria determinava que era

elétricos instalados em áreas classificadas,

do mundo, tais como EUA, Reino, Alemanha

“obrigatória a certificação de conformidade

os equipamentos “Ex” eram, na sua maioria,

e França. A expectativa das partes envolvidas

para todos os equipamentos, dispositivos e/

de procedência estrangeira, com certificação

da sociedade brasileira era de que, com

ou componentes elétricos ou eletrônicos,

emitida nos respectivos países de origem, tais

este tipo de certificação de equipamentos

destinados

como EUA, França, Reino Unido e Alemanha.

“Ex”, houvesse uma redução nos acidentes e

explosivas, fabricados no Brasil ou no exterior,

explosões envolvendo a presença de gases

conforme Regulamento aprovado por esta

com a descoberta de petróleo na Bacia de

inflamáveis em áreas classificadas.

Portaria”.

Campos, no Estado do Rio de Janeiro, houve

Aquelas

uma grande demanda por equipamentos

do Laboratório de Ensaios de Equipamentos

histórico, podem ser consideradas muito

“à prova de explosão”, o que provocou o

para Atmosferas Explosivas no Instituto de

importantes no sentido de elevar a segurança

aparecimento no mercado de produtos com

Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP, em

dos equipamentos “Ex”, assegurando a

fabricação falsificada e com certificados

São Paulo, e a inauguração em 1986 do

sua conformidade desde o processo de

ou relatório de ensaios duvidosos. Naquela

Laboratório de Ensaios de Equipamentos “Ex”

fabricação até o momento em que saem de

época foram registrados também casos

do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica

suas fábricas.

de incêndios e explosões, alguns deles

(Cepel) da Eletrobras, no Rio de Janeiro,

No

provocados

elétricos

representaram importantes marcos na história

dos regulamentos sobre certificação de

“Ex” de fabricação nacional indevidamente

de certificação de equipamentos “Ex” no

equipamentos

construídos, utilizados, instalados, mantidos

Brasil, uma vez que permitiu a implantação do

explosivas, pode ser verificado que os

ou reparados.

sistema nacional de certificação compulsória

equipamentos

de equipamentos elétricos “Ex”.

fabricação

possuem

Durante as décadas de 1970 e 1980,

por

equipamentos

De forma a tentar solucionar os graves

problemas existentes naquele período, dentro

Naquela época, a inauguração em 1958

Em função daquele cenário de acidentes

a

que

existem

aplicação

ações,

presente

em

sob

elétricos elétricos devida

para “Ex”,

como

atmosferas

um

momento,

nacional a

falsificações

contexto

como

fruto

atmosferas tanto

de

importados,

certificação

de


85

O Setor Elétrico / Março de 2018

Falhas de montagem e inspeção “Ex”: invólucro metálico com certificação de conformidade Ex “d” com a utilização incorreta de prensa-cabo com certificação de conformidade Ex “d” contendo vários cabos (um prensa-cabo Ex “d” deve conter somente um cabo).

conformidade emitida no Brasil, de acordo

Pode

com os regulamentos locais.

durante as inspeções que são realizadas

No entanto, pode ser verificada a

em instalações em áreas classificadas,

existência, tanto por parte dos usuários

que tal certificação de equipamentos “Ex”

como dos fabricantes de equipamentos

tem se mostrado insuficiente para garantir

elétricos “Ex”, de um certo “mito”, com base

a segurança das instalações “Ex” e das

na hipótese de que somente a aquisição de

pessoas que nelas trabalham. Isto pode ser

equipamentos certificados com certificação

verificado em função de diversos acidentes

“Inmetro”, atendendo aos requisitos legais

e explosões envolvendo instalações em

existentes, seria suficiente para garantir a

indústrias químicas, petroquímicas e de

segurança das instalações em atmosferas

petróleo (tanto em instalações terrestres

explosivas.

como em instalações marítimas).

A

certificação

de

equipamentos

ser

verificado,

no

entanto,

É apresentada a seguir um exemplo de

elétricos e mecânicos “Ex” contribui para

uma instalação de equipamento elétrico

garantir a segurança das instalações em

“Ex” devidamente certificado por Organismo

atmosferas

de

explosivas,

tanto

terrestres

Certificação

acreditado,

com

não

como marítimas, bem como das pessoas

conformidades de montagem, de manutenção

que nelas trabalham. Entretanto, pode ser

e de inspeção.

constatada a necessidade de diversas

Nestas

instalações,

ações nestas instalações, tendo como base

instalação

de

a grande quantidade de não conformidades

“Ex” certificados, em diversos casos, tais

encontradas nas atividades de montagem,

equipamentos “Ex” representaram fontes de

inspeção, manutenção ou reparo destes

ignição da atmosfera explosiva eventualmente

equipamentos com certificação “Ex”, que

existente no ambiente, a qual pode provocar

invalidam os seus tipos de proteção e podem

grandes explosões e acidentes, muitas vezes

provocar graves acidentes e explosões.

fatais.

mesmo

equipamentos

com

a

elétricos


86

Dicas de instalação

O Setor Elétrico / Março de 2018

Por Paulo Sérgio Pereira Júnior*

Uma nova abordagem para testes da proteção diferencial de barra As barras possuem grande importância,

de barra com entrada do relé de proteção de

todos os outros alimentadores.

uma vez que são pontos de convergência

baixa impedância é necessário que a ferramenta

Na realização dos testes foram criados

de elementos como linhas de transmissão,

de teste utilizada simule a corrente de secundário

vários casos de simulação variando diferentes

geradores, alimentadores e cargas do sistema

dos TCs conectados à barra, em quantidade e

parâmetros e investigando o comportamento da

elétrico de potência (SEP). São as responsáveis

amplitude suficientes para abranger o maior

proteção em cada caso. São eles:

por efetuar a conexão/distribuição de grandes

número de tipos de faltas possíveis. Isto significa

volumes de energia e, consequentemente,

que é necessário usar uma grande quantidade

• Curto externo sem a modelagem da curva de

possuem elevada potência nominal.

de fontes de corrente e que cada fonte tenha

magnetização;

Na ocorrência de uma falta direta ou próxima

amplitude suficiente para simular até mesmo uma

• Curto interno;

da barra, normalmente, a corrente de curto-

falta na saída da barra (maior valor de corrente de

• Curto externo com a presença da saturação;

circuito é muito alta, com valores suficientes para

curto-circuito).

• Curto externo evoluindo para um curto interno

causar danos aos equipamentos sujeitos a esta

sem a modelagem da curva de magnetização;

corrente, caso o sistema de proteção não atue

é a dificuldade quanto a analisar os algoritmos

• Curto externo evoluindo para um curto interno

em tempo hábil. Nesse contexto, a proteção

implementados nos relés para evitar operações

com a presença da saturação.

mais importante é a proteção diferencial, a qual

errôneas devido à saturação dos TCs. Muitas

apresenta diversas vantagens nos quesitos de

vezes, os testes eram realizados injetando

Isto permitiu observar o funcionamento

manutenção da estabilidade e eliminação da

apenas formas de onda senoidais puras, sem

do relé em condições sem saturação (burden

falta no menor tempo possível. Devido ao fato de

conteúdo DC e sem incluir no teste a modelagem

baixo) e, elevando gradativamente a carga de

que, na ocorrência de uma falta na saída de um

da saturação, ficando assim o teste sem avaliar

burden, situações de saturação leve e pesada

alimentador / linha, o TC deste alimentador pode

o comportamento transitório dos algoritmos de

para faltas externas. Neste loop de ensaios,

saturar, então, tradicionalmente, é aplicado à

detecção de saturação e restrição da operação

foi avaliado o comportamento com a função

proteção diferencial de barramentos um relé com

pela direcionalidade das correntes.

Add-on Stabilisation, que pode ser habilitada

entrada de alta impedância, sensibilizado pela

Uma ferramenta hardware / software capaz

com duração definida ou com duração infinita,

tensão resultante do desequilíbrio das correntes

de modelar e simular o sistema de potência e

sendo esta última a opção utilizada nos testes.

envolvidas. Na operação normal ou no caso de

injetar as correntes e tensões de falta no relé,

Com o bloqueio infinito, o IED bloqueia o sinal

uma falta externa que não provoque a saturação

desenvolvida pela Conprove, permite simular

de trip sempre que identificar uma falta externa.

de nenhum TC, a tensão resultante medida pelo

faltas internas e externas à barra, levantar a

Em todos os casos, o relé se comportou

relé é zero, não sensibilizando esta proteção.

característica de slope, variar o ponto da falta

corretamente, ou seja, não operou, visto que a

Nos últimos anos, novas tecnologias

dentro de cada alimentador e simular saturação

falha estava ocorrendo em uma região fora da

capazes de trazer à proteção diferencial de baixa

de TCs, validando o correto funcionamento

zona delimitada pela proteção. Um dos casos

impedância a sensibilidade e a estabilidade

da proteção diferencial. Para realizar os testes

simulados e mostrado nas Figuras 2 e 3 foi o

necessárias para a proteção de barramentos

utilizando o conjunto software/hardware foi

curto externo com saturação evoluindo para um

foram incorporadas aos novos relés de proteção

modelado um sistema composto de uma barra

curto interno.

por vários fabricantes, como algoritmos de

simples, com nove alimentadores conectados,

detecção de saturação de TCs, TC em curto e

todos com geração considerando-os parte de

função diferencial restrita pela direcionalidade.

um sistema interligado. Oito dos alimentadores

Teste da proteção diferencial de barra

Para testar a unidade de proteção diferencial

Outro ponto importante a ser destacado

Conclusão

possuem uma carga conectada, a qual recebe

energia de duas direções, uma fornecida pelo

de proteção e as novas exigências para ensaio

próprio alimentador e o restante pelo alimentador

de suas unidades, as ferramentas e os métodos

sem carga (entrada), que fornece energia para

tradicionais de ensaio de relés tornaram-se

Com a grande evolução dos dispositivos


87

O Setor Elétrico / Março de 2018

obsoletas por não serem capazes de testar em

plenitude

várias

particularidades

das

funções de proteção. Assim como os IEDs, as ferramentas de teste também devem evoluir. Dentre os tópicos que não eram explorados com profundidade estavam a simulação de saturação dos TCs, o controle da direcionalidade das correntes na simulação das faltas, a visualização gráfica do slope para diferenciais de barra com várias E/S, entre outras. Expandindo o modelamento do sistema aqui testado é possível simular esquemas mais complexos, envolvendo barras duplas, recomposição de barras, seccionamento de barras, aberturas mono e tripolares, etc. Os ensaios realizados mostraram que a nova Figura 1 – Imagem do sistema de testes e diagrama unifilar da simulação.

ferramenta de testes é eficiente, tanto em hardware quanto em software, realizando ensaios de relés de proteção de barra de forma adequada, profunda e rápida. Desta maneira será possível interpretar melhor o comportamento desta função de proteção e interagir com a mesma de uma forma mais segura, oferecendo recursos que auxiliam, e muito, os profissionais durante a execução dos ensaios.

Referência: (1) Pereira, P. S., Pereira Júnior, P. S., Martins, C. M., Salge, G. S., Lourenço, G. E. Requisitos, dificuldades e novas soluções para os testes de proteções diferenciais de barra; STPC 2014; Figura 2 – Formas de onda no tempo para um curto-circuito externo com saturação evoluindo para um curto circuito interno.

Brasil. Este artigo contou com a colaboração dos profissionais: Gustavo Silva Salge, Cristiano Moreira Martins, Paulo Sérgio Pereira, Gustavo Espinha Lourenço e Adriano de Carvalho Silva. *Paulo Sérgio Pereira Junior é engenheiro eletricista, administrador de empresa, especialista em gerenciamento de projetos e atualmente é diretor técnico da Conprove Indústria e Comércio Ltda. Além disto, é consultor, pesquisador e instrutor na área de proteção de sistema elétrico de potência e automação de subestações. Gustavo Silva Salge, Cristiano Moreira Martins, Paulo Sérgio Pereira, Gustavo Espinha Lourenço, Adriano de Carvalho Silva são engenheiros eletricistas da área de proteção de sistemas

Figura 3 – Trajetória instantânea e RMS da corrente no plano Idiff x Irest para um curto externo com saturação evoluindo para um curto-circuito interno.

elétricos e compõem o grupo técnico da Comprove Engenharia LTDA.


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Agenda 23 e 24 de maio

ENASE 2018

Descrição

Informações

O Encontro Nacional dos Agentes do Setor Elétrico (ENASE) é um dos principais eventos político-regulatórios do setor. Reunindo representantes de governo, agência regulatória e entidades não governamentais do setor elétrico, o evento é dirigido a executivos das principais empresas do segmento e de toda a cadeia produtiva. Segundo a organização, serão cerca de 800 participantes interagindo ao longo dos dois dias de evento.

Local: Centro de Convenções SulAmérica – Rio de Janeiro (RJ) Contato: http://www.enase.com.br/

11 e 12 de junho

Eventos

O Setor Elétrico / Março de 2018

Redes Subterrâneas de Energia Elétrica

Descrição

Informações

Em sua 14ª edição, o Redes Subterrâneas de Energia Elétrica 2018 explorará temas relativos à segurança na operação e ao desempenho dos sistemas de distribuição, além de cases implementados em cidades brasileiras. O Fórum discutirá ainda aspectos de construção civil, gestão de ativos, operação, regulação, pesquisa & desenvolvimento, entre outros assuntos. Paralelamente, no segundo dia do congresso, ocorrerá o Workshop sobre cabos isolados e a exposição durante os dois dias de evento. O tema desta edição será “Conversão de redes de distribuição de energia elétrica aérea para subterrânea: uma nova perspectiva política”.

Local: Centro de Convenções Frei Caneca – São Paulo (SP) Contato: (11) 3051-3159 rpmbrasil@rpmbrasil.com.br

12 e 13 de junho

Brasil Solar Power

Descrição

Informações

Evento tradicional no setor de energias renováveis, o Brasil Solar Power debaterá as principais questões visando o desenvolvimento da geração de energia solar fotovoltaica no país, discutindo assuntos pertinentes tanto para geração centralizada quanto geração distribuída. Para isso, o evento conta com a presença de executivos do setor e autoridades, como EPE, Aneel, MME e associações setoriais. Além disso, o evento conta com uma feira de negócios, com fabricantes e prestadores de serviço em energia solar. O valor da inscrição para participar do congresso gira em torno de R$ 2.100 e para visitar a feira cerca de R$ 80.

Local: Centro de Convenções SulAmérica – Rio de Janeiro (RJ) Contato: www.brasilsolarpower.com.br

19 a 21 de junho

Negócios em energia renovável – Análise de viabilidade

Descrição

Informações

Este curso foi pensado de forma que os alunos possam compreender metodologias de análise de viabilidade econômico-financeira de projetos, identificar e mitigar riscos, conhecer fontes de financiamento, conhecer instrumentos de mercado de capitais, desenvolver estudos de caso na avaliação e estrutura de financiamento a projetos de geração e transmissão de energia. O curso está estruturado em três módulos:

Local: São Paulo (SP) Contato: (21) 3154-9400 www.ctee.com.br

Cursos

Módulo 1 - Análise de viabilidade econômico-financeira de projetos 19 de junho - carga horária: 8h Módulo 2 - Tópicos Avançados na análise de viabilidade econômico-financeira de projetos 20 de junho - carga horária: 8h Módulo 3 - Avaliação econômico-financeira sob incerteza: incorporando riscos de mercado 21 de junho - carga horária: 8h

In company

Proteção de sistemas elétricos industriais de baixa e média tensão

Descrição

Informações

O objetivo deste curso é oferecer um estudo completo dos métodos clássicos e modernos para projetos de proteção de sistemas elétricos industriais. Fornecido pela SEL, o treinamento tem o intuito de ampliar a capacidade do profissional, ao propiciar uma visão geral dos aspectos relevantes e primordiais sobre a proteção de sistemas elétricos industriais, gerando uma base sólida para a análise de ocorrências, manutenção, ajustes e projetos em sistemas elétricos deste tipo. O curso tem duração de 32 horas.

Local: in company Contato: https://selinc.com/pt/ atendimento@selinc.com (19) 3515-2000


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Ponto de vista

O Setor Elétrico / Março de 2018

Automação por meio de medidores inteligentes de energia elétrica permite adequação das distribuidoras à tarifa branca

A vigência da tarifa branca como “nova

opções para roteamento de mensagens,

obter redução de despesas ao eliminar

ao

otimizando continuamente a sua topologia com

deslocamentos desnecessários de equipes

consumo de energia elétrica no Brasil, iniciada

uma readequação rápida às falhas e mudanças

para o trabalho de inspeção de fraudes.

no dia 1º de janeiro de 2018, trouxe de volta

encontradas na rede de dados.

A adoção das Redes MESH permite

uma discussão que estava “abandonada”

Ao adotar os medidores inteligentes, a

também a redução de despesas operacionais

pela falta de urgência em se ter uma solução:

distribuidora de energia terá como primeiro

(OPEX) já que isenta as distribuidoras

qual é a forma mais adequada e eficiente de

benefício – e mais importante de todos –

de mensalidades e assinaturas pagas às

promover a medição do consumo de energia?

a eliminação da “perda de receita”, que,

operadoras

De acordo com a Agência Nacional de

geralmente, é causada pela impossibilidade de

acontece com as tecnologias de redes

Energia Elétrica (Aneel), a medida tem o

medir regularmente o consumo de energia em

celulares 3G/4G comumente empregadas

objetivo de equilibrar o consumo de energia

determinadas localidades, principalmente nas

para

em residências e pequenos comércios,

áreas rurais, nas quais há dificuldade de estar

reduzir custos é sempre ponto primordial na

principalmente no horário em que há “pico

presente todos os meses para a leitura manual

estratégia de negócios de qualquer empresa,

de consumo de energia” na rede elétrica

da medição.

este fato também é de grande importância

promovida pela entrada simultânea de grandes

As cobranças são feitas a partir de cálculo

para justificar o retorno sobre o alto valor

cargas no período de 17h30 às 20h30, por

baseado no “consumo médio” dos últimos

de investimento exigido para adoção dos

exemplo. Para isso, a agência lançou um

meses em que houve a medição. Além disso,

medidores inteligentes.

modelo de cobrança que tem preço variável,

quando a distribuidora não consegue realizar

Concluindo, assim como nos demais

de acordo com o dia e o horário da energia

a medição por três meses consecutivos,

setores da economia, no setor de energia

consumida.

a cobrança deve ser efetuada com o valor

também podemos dizer que automatizar a

Voltando à discussão inicial, a resposta

mínimo. Nestes dois cenários se configura a

medição é sinônimo de aderir ao conceito de

para a questão aberta é: a medida ideal para as

“perda de receita”. A partir da implantação de

Transformação Digital, movimento este que vem

distribuidoras se adequarem à implementação

um sistema de automação da medição, não

se tornando obrigatório para todos os tipos de

da tarifa branca é investir na automação da

existe mais perda, pois o monitoramento do

empresa que lidam com alto volume de dados de

medição de energia elétrica e a instalação dos

consumo de energia é remoto e online – algo

clientes e que amplia a eficiência, confiabilidade

medidores inteligentes em seus clientes.

impossível por meio da leitura de medição

e desempenho dos dispositivos conectados.

Em termos práticos, investir na automação

tradicional –, sem a necessidade da “presença

significa substituir a tradicional leitura manual de

física” para esta atividade. A automação da

consumo de energia por um sistema “inteligente,

medição garante que a distribuidora faça a

eletrônico e conectado” que promove o envio

cobrança correta e tenha receita sem perdas.

dos dados coletados pelos medidores em

O segundo benefício é o combate a

tempo real para os respectivos centros de

fraudes a partir dos registros minuto a minuto

medição das distribuidoras, por meio de uma

de consumo e de demanda de energia

comunicação interligando as duas “pontas”.

disponíveis

Comunicação essa que é viabilizada pela

possibilitando assim o levantamento do perfil

tecnologia de Redes MESH, que é facilmente

de consumo, a análise e comparação que

implantável, demanda pouco investimento, é

podem denotar atitudes suspeitas por parte

Por Ricardo Hayashi, responsável por Produtos

confiável, e adaptável, pois considera várias

do cliente. Consequentemente, é possível

para Conexões Inteligentes da Atech.

modalidade

de

cobrança”

referente

nos

medidores

de

medição

telecomunicações,

remota.

Inclusive,

como

como

inteligentes,


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O Setor Elétrico (edição 146 - Março/2018)  
O Setor Elétrico (edição 146 - Março/2018)  
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