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Ano 12 - Edição 143 Dezembro de 2017

Partida de motores

Estudo de caso sobre afundamentos de tensão em motores de indução trifásicos MEDIÇÃO, AUTOMAÇÃO E GERENCIAMENTO DE ENERGIA Empresas encerram 2017 com crescimento médio de 8,5% RENOVÁVEIS Geração solar fotovoltaica: aspectos que influenciam o rendimento da instalação


Sumário atitude@atitudeeditorial.com.br Diretores Adolfo Vaiser Simone Vaiser Coordenação de circulação, pesquisa e eventos Marina Marques – marina@atitudeeditorial.com.br Assistente de circulação, pesquisa e eventos Bruna Leite – bruna@atitudeeditorial.com.br Administração Paulo Martins Oliveira Sobrinho administrativo@atitudeeditorial.com.br Editora Flávia Lima - MTB 40.703 - flavia@atitudeeditorial.com.br Publicidade Diretor comercial Adolfo Vaiser - adolfo@atitudeeditorial.com.br Contatos publicitários Ana Maria Rancoleta - anamaria@atitudeeditorial.com.br Suely Mascaretti - Suely@atitudeeditorial.com.br Representantes Paraná / Santa Catarina Spala Marketing e Representações Gilberto Paulin - gilberto@spalamkt.com.br João Batista Silva - joao@spalamkt.com.br (41) 3027-5565 Direção de arte e produção Leonardo Piva - atitude@leonardopiva.com.br Denise Ferreira

Suplemento Renováveis 39 Geração solar fotovoltaica: análise dos aspectos que influenciam o rendimento da instalação.

8

Indústria eletroeletrônica deve crescer 7% em 2018; Tarifa branca entra em vigor; Leilões de transmissão e de geração movimentam mercado de GTD em dezembro; EDP e BMW criam espécie de corredor elétrico entre

Consultor técnico José Starosta

Rio e São Paulo; Osram conquista prêmio internacional de iluminação. Estas e outras notícias do setor elétrico brasileiro.

Colaborador técnico de normas Jobson Modena Colaboradores técnicos da publicação Daniel Bento, João Barrico, Jobson Modena, José Starosta, Juliana Iwashita, Marcelo Paulino, Roberval Bulgarelli e Sérgio Roberto Santos. Colaboradores desta edição: Alan Rômulo Queiroz, Cristiano Santos Carvalho, Eduardo César Senger, Guilherme Freitas, Hirofumi Takayanagi, Igor Ferreira do Prado, João Henrique Zancanella, Luciene Queiroz, Marcelo Bento Pisani, Normando V. B. Alves, Paulo Victor de Souza Borges, Rinaldo Botelho, Rodrigo Dórea da Silva, Taís Mirele da Silva e Uriel Horta. Revista O Setor Elétrico é uma publicação mensal da Atitude Editorial Ltda. A Revista O Setor Elétrico é uma publicação do mercado de Instalações Elétricas, Energia, Telecomunicações e Iluminação com tiragem de 13.000 exemplares. Distribuída entre as empresas de engenharia, projetos e instalação, manutenção, industrias de diversos segmentos, concessionárias, prefeituras e revendas de material elétrico, é enviada aos executivos e especificadores destes segmentos. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as opiniões da revista. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias sem expressa autorização da Editora. Capa: Shutterstock | supergenijalac Impressão - Ipsis Gráfica e Editora Distribuição - Correio

Atitude Editorial Publicações Técnicas Ltda. Rua Piracuama, 280, Sala 41 Cep: 05017-040 – Perdizes – São Paulo (SP) Fone/Fax - (11) 3872-4404 www.osetoreletrico.com.br atitude@atitudeeditorial.com.br

Filiada à

Painel de notícias

21

Fascículos

32

Aula prática - Eficiência Queda de tensão na partida de motores em sistemas industriais.

50

Pesquisa – Teste, medição, gerenciamento de energia e automação Apesar da desaceleração econômica, empresas do setor preveem encerrar o ano de 2017 com 8,5% de crescimento médio.

60

Espaço 5419 Os motivos para não aplicar a norma técnica e as razões para usá-la. Colunistas

62 64 66 68

Jobson Modena – Proteção contra raios

72

Dicas de instalação

João José Barrico – NR 10 José Starosta – Energia com qualidade Roberval Bulgarelli – Instalações Ex

O impacto do aumento do preço da energia elétrica sobre os data centers.

73

Ponto de vista Proteção e seletividade: o pouco conhecimento compartilhado.

3


Editorial

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O Setor Elétrico / Dezembro de 2017 Capa ed 143_A.pdf

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1/5/18

4:40 PM

www.osetoreletrico.com.br

Ano 12 - Edição 143 Dezembro de 2017

Partida de motores

Estudo de caso sobre afundamentos de tensão em motores de indução trifásicos O Setor Elétrico - Ano 12 - Edição 143 – Dezembro de 2017

Fôlego para o setor

Aconteceu de tudo em 2017. De “carne fraca” a milhões em

MEDIÇÃO, AUTOMAÇÃO E GERENCIAMENTO DE ENERGIA Empresas encerram 2017 com crescimento médio de 8,5% RENOVÁVEIS Geração solar fotovoltaica: aspectos que influenciam o rendimento da instalação

Edição 143

ano. No entanto, em outubro, o mercado financeiro ampliou as

apartamento (não coube na tradicional cueca), o ano conta com

projeções para o crescimento da economia brasileira. Os analistas

uma retrospectiva digna de filme de terror ou, ao menos, uma

ampliaram de 0,70% para 0,72% a previsão para a expansão do

trágica comédia, considerando alguns fatos que é melhor rir do

PIB e, para 2018, a projeção de aumento para o PIB, que era

que chorar.

de 2,43%, passou para 2,50%. Isso fez com que os ânimos da

indústria melhorassem e a Abinee chegou a elevar sua projeção

O ano começou com a posse do novo presidente norte-

americano, que já nos primeiros dias mostrou a que veio e

de crescimento do setor eletroeletrônico para 7% em 2018, com

provocou polêmicas durante o ano inteiro. E este foi apenas o

estimativa de que o nível de emprego aumente dos atuais 237,2

primeiro ano de mandato. Aqui no Brasil, as delações premiadas

mil para 241 mil postos de trabalho.

nos trouxeram surpresas quase que diariamente. A maioria

delas, no entanto, estampava os jornais num dia e era esquecida

importante e que deverão movimentar o setor elétrico neste

no outro. Já a Reforma Trabalhista foi, enfim, aprovada. Entre

ano, especialmente, o leilão de transmissão e os certames

outras coisas, a nova CLT promete um “diálogo” aberto entre

de energia nova A-4 e A-6. O primeiro negociou 11 lotes de

empregado e empregador. A indústria, claro, respira aliviada e o

transmissão localizados em 10 Estados e gerou R$ 8,7 bilhões de

fato tem motivado o empresariado. Tivemos ainda o fenômeno

investimentos. Já no leilão de energia nova A-6, foram contratados

(e case de marketing) Anitta, que é, hoje, considerada a cantora

63 novos empreendimentos de geração provenientes de eólica,

brasileira mais famosa mundo afora. Só dividiu os noticiários com

pequenas hidrelétricas, usinas térmicas e biomassa. Por fim, o A-4

a violência no Rio de Janeiro, que parece não ter fim, a começar

negociou 25 projetos de geração.

pela violência praticada pelos que lideraram o Estado por anos,

os ex-governadores Anthony Garotinho e Luiz Fernando Pezão,

de aprimoramento do marco legal anunciada pelo Ministério de

que foram, finalmente, presos. Não, espera. Garotinho foi solto

Minas e Energia (MME) e que esteve em consulta pública em

há algumas semanas. Por que mesmo? E ainda teve Paulo Maluf,

2017. Para os agentes do setor, o novo marco legal promoverá a

que, para o espanto de todos, foi preso no alto dos seus 86

desjudicialização do setor e estimulará as fontes renováveis.

anos, fazendo jus à máxima “a justiça tarda, mas não falha”. A

questão que fica é: com essa idade, privá-lo de sua liberdade fará

todos!

Os leilões realizados em dezembro de 2017 são outro ponto

Além disso, é esperada pelo setor a aprovação da proposta

Que 2018 seja mais produtivo e de muitas conquistas para

mesmo alguma diferença? E o valor arrecadado com as obras superfaturadas retornará para os cofres públicos?

Boa leitura!

No que diz respeito ao setor elétrico brasileiro, pouca coisa

de fato aconteceu. Nos boletins divulgados pela Abinee, mês

Abraços,

a mês acompanhamos uma intenção das indústrias elétrica e eletrônica de recuperação, mas os percentuais de expectativa de crescimento permaneceram muito tímidos durante todo o

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Revista O Setor Elétrico


6

Coluna do consultor

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. É consultor da revista O Setor Elétrico jstarosta@acaoenge.com.br

Só o otimismo não basta. É preciso mão na massa

As perspectivas econômicas mostram boas chances de recuperação

para 2018, boas expectativas com alguns bons indicadores, apenas. Até que novos projetos cheguem às nossas empresas e nos ajudem a tirar o pé da lama vai demorar mais um pouco. Antes disso, teremos que assistir a esta turma que ainda está por aí a resolver o que fazer com o buraco acumulado por dezenas de anos da previdência, da consolidação da reforma trabalhista e como ficará a disputa eleitoral. Será que haverá aparentes mocinhos na briga ou ficaremos com os velhos (e até condenados) bandidos? Nossos sindicatos buscarão as saídas de sobrevivência. O que parece razoável é que os patronais sejam reduzidos àqueles que sempre trabalharam e, por esta razão, continuarão, claro, tendo que aumentar a atratividade, talvez com um pouco do modelo das associações de classe. Treinamentos e atualizações técnicas oferecidas aos associados parecem ser boas soluções. A mesma situação deverá ocorrer nos sindicatos de trabalhadores, que, agora, defenderão de forma efetiva seus associados, quando solicitados.

Na economia, a falta de investimentos decorrentes do momento político

continua a nos travar e tudo fica para depois do carnaval. Os homens de Brasília estão com suas remunerações garantidas, então, por que trabalhar?

Deveríamos estar agora discutindo a mudança no paradigma da geração

de energia no Brasil. Teremos chuva? O modelo das térmicas na base é bom? Teremos o “storage” e as PVs? Eólicas talvez? Quanto e como investiremos? Temos dinheiro? Leilão de eficiência energética? Loucura? E a construção civil? Voltará a empregar? Que tecnologias aplicadas são capazes de reduzir os custos de produção? Quais os congressos para 2018? Perguntas sem respostas. Respostas que talvez estejam nas urnas, mas antes das urnas, na análise, na discussão e no debate aberto de quem serão os escolhidos para nos representar em 2018. Vamos a ele, evitando que aventureiros tomem de assalto (literalmente) nosso país. Não podemos permitir isso outra vez!

É hora de seriedade, senão para que serve a democracia?


Painel de mercado

8

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Setor eletroeletrônico deverá crescer 7% em 2018 Faturamento do setor encerrará 2017 com crescimento de 5%. Para 2018, a estimativa é de que área de GTD cresça 10%. Leilões de energia ocorridos em dezembro são os grandes propulsores deste mercado

O faturamento da indústria eletroele­

Faturamento da indústria elétrica e eletrônica (R$ milhões)

trônica deve encerrar 2017 em R$ 136

2016

Áreas

bilhões, o que representa um crescimento de 5% em relação ao ano passado, revertendo a tendência de resultados negativos dos últimos três anos. As

2017* X 2016

Automação industrial

4.167

4.375

5%

Componentes

9.913

10.490

5%

Equipamentos industriais

13.790

23.810

0%

GTD**

16.580

16.346

-1%

Informática

21.200

22.896

8%

Material de instalação

7.867

7.788

-1%

informações são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee),

2017*

que prevê que a produção do setor cresça

Telecomunicações

29.583

32.541

10%

cerca de 7% em 2018, considerando a

Utilidades domésticas

16.346

17.981

10%

Total

129.446

136.146

5%

perspectiva de crescimento do PIB de 2,5%.

*projeção

A produção industrial deve fechar

Fonte: Abinee

**GTD – Geração, Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica

o ano de 2017 com aumento de 5% na

Faturamento da indústria elétrica e eletrônica (R$ milhões)

comparação com 2016, mesmo percentual é esperado para os investimentos, que

Indicadores

2016

2017

2017 X 2016

devem encerrar o ano com resultado de

Faturamento (R$ milhões)

136.146

145.391

7%

R$ 2,5 bilhões ante R$ 2,38 bilhões no

Faturamento (US$ milhões)

41.557

44.394

7%

ano passado. A utilização da capacidade

Produção física (variação % no ano)

5,0%

7,0%

-

instalada do setor passou de 71% para

Exportações (US$ milhões)

5.800

6.000

3%

77% em 2017. O desempenho é motivado

Importações (US$ milhões)

29.900

31.400

5%

Saldo (US$ milhões)

-24.100

-25.400

5%

Número de empregados (mil)

237,2

241,0

2%

pelo crescimento dos segmentos de bens de consumo, especialmente das áreas de informática e telecomunicações. Os

setores

que

dependem

Utilização da capacidade instalada (%)

77%

80%

-

Investimentos (R$ milhões)

2.505

2.762

10%

Investimentos (% do faturamento)

1,8%

1.,9%

-

1

de

investimentos mostraram pouca variação entre 2016 e 2017. É o caso do setor

1

Considerando a capacidade total 100%

Fonte: Abinee

de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD) e de equipamentos industriais. As

237,2 mil trabalhadores. “Aos poucos a

294 mil trabalhadores.

empresas desses segmentos sentiram

economia vai se reativando e o nosso

No

redução das encomendas e reflexo do

setor parece um dos primeiros a dar sinais

crescimento deve ser de 3% neste ano de

fluxo de caixa das distribuidoras, tendo em

claros de retomada”, disse o presidente

2017, passando de US$ 5,6 bilhões para

vista o custo da energia mais elevado em

do Conselho da Abinee, Irineu Govêa. No

US$ 5,8 bilhões. Já as importações devem

decorrência do acionamento das usinas

entanto, apesar do crescimento do número

subir em torno de 17%, alcançando US$ 29,9

térmicas.

de empregos, o setor ainda não recuperou

bilhões no encerramento do ano. Com isso, o

Segundo a Abinee, o número de

as perdas nos níveis de emprego. Para se

déficit da balança comercial atingirá US$ 24,1

empregos no setor, que era de 232,8 mil

ter uma ideia, em dezembro de 2014, a

bilhões, valor 21% superior ao apresentado no

no final de 2016, deve fechar o ano em

indústria elétrica e eletrônica empregava

ano passado, de US$ 20 bilhões.

que

tange

às

exportações,

o


9

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Perspectivas para 2018

As empresas do setor eletroeletrônico

projetam para 2018 crescimento de 7% no faturamento em relação a 2017. A projeção leva em consideração a nova estimativa do PIB prevista para o ano, de 2,5%. Os investimentos da indústria eletroeletrônica devem

aumentar

10%,

alcançando

o

montante de R$ 2,76 bilhões em 2018. “2018 terá um ambiente de expectativas positivas,

favoráveis

para

o

setor

eletroeletrônico”, avaliou o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

A estimativa da Abinee é que o nível de

emprego aumente para 241 mil postos de trabalho, um incremento de 3,8 mil pessoas. As exportações e as importações também devem crescer em 2018. As exportações devem aumentar 3% e as importações subirem 5%. “Estamos percebendo que grandes empresas de elétrica e eletrônica começaram a procurar a Abinee em busca de maneiras para facilitar a exportação. A perspectiva de 3% de aumento nas exportações parece pouco, mas não é. Se a indústria eletrônica começar a exportar efetivamente, esse incremento deverá ser bem maior”, prevê Barbato. Surpreendeu a projeção da Abinee para o setor de GTD, que regrediu 1% em 2017, e deverá crescer 10% no próximo ano.

Barbato

explica

que

os

leilões

frustrados de 2016 anularam a reposição de encomendas nas fábricas. “Em 2017 praticamente

se

vendeu

somente

o

resquício dos leilões anteriores”, diz.

Os leilões de energia que ocorreram no

final de 2017 deverão trazer algum fôlego para o setor e novas encomendas passarão a ser feitas, o que explica a estimativa de crescimento para este segmento. “O que norteia GTD é essa expectativa de colher os frutos dos últimos leilões. Isso especialmente para o setor de transmissão. Para geração, pretendemos levar para o presidente uma política de geração utilizando as renováveis, que são fontes econômicas de geração”, conclui Barbato.


Painel de mercado

10

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Tarifa branca entra em vigor A partir de 1º de janeiro a nova modalidade tarifária estará disponível para consumidores com média mensal superior a 500 kWh e para novas ligações

A tarifa branca é uma nova opção

que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela será oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão (residências e pequenos comércios, por exemplo). A partir de 1º de janeiro de 2018, todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Em 2019, deverão ser atendidas unidades com consumo médio superior a 250 kWh/ mês e, em 2020, para os consumidores de baixa tensão, qualquer que seja o consumo.

Com a tarifa branca, o consumidor

é possível aderir, se o consumidor não

intermediário e não houver possibilidade de

passa a ter a possibilidade de pagar

perceber a vantagem, ele pode solicitar

transferência do uso dessa energia elétrica

valores diferentes em função da hora

sua volta ao sistema tarifário anterior

para o período fora de ponta. Nessas

e do dia da semana em que consome

(tarifa convencional). A distribuidora terá

situações, o valor da fatura pode subir.

a energia elétrica. Se o consumidor

30 dias após o pedido para retornar o

adotar hábitos que priorizem o uso da

consumidor ao sistema convencional.

havia apenas uma tarifa, a convencional,

energia nos períodos de menor demanda

Caso queira participar de novo da

que tem um valor único (em R$/kWh)

(manhã, início da tarde e madrugada,

modalidade tarifária branca, o consumidor

cobrado pela energia consumida que

por exemplo), a opção pela tarifa branca

deverá cumprir um período de carência

é igual em todos os dias, em todas as

oferece a oportunidade de reduzir o valor

de 180 dias. A tarifa branca não se

horas. A nova modalidade cria condições

pago pela energia consumida. Nos dias

aplica aos consumidores residenciais

que incentivam alguns consumidores a

úteis, a tarifa branca tem três valores:

classificados como baixa renda.

deslocarem o consumo dos períodos

ponta, intermediário e fora de ponta.

de ponta para aqueles em que a rede

Esses períodos são estabelecidos pela

de optar pela tarifa branca, conheça

de distribuição de energia elétrica tem

Agência Nacional de Energia Elétrica

seu perfil de consumo. Quanto mais o

capacidade ociosa. Este benefício reduz a

(Aneel) e são diferentes para cada

consumidor deslocar seu consumo para

necessidade de expandir a rede elétrica.

distribuidora.

o período fora de ponta, maiores são os

benefícios desta modalidade. Todavia,

tarifária branca podem ser consultadas

tarifa amplia os direitos dos consumidores

a tarifa branca não é recomendada se o

no site da Aneel: http://www.aneel.gov.br/

de energia elétrica. Da mesma forma que

consumo for maior nos períodos de ponta e

tarifa-branca

A possibilidade de optar por essa

É importante que o consumidor, antes

Antes da criação da tarifa branca,

Mais informações sobre a modalidade


11

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Setor pede por aprovação do novo marco legal Entidades da área de energia pressionam Congresso Nacional para aprovar reforma do setor elétrico e, assim, combater alta dos preços da tarifa Apine (produtores independentes), Cogen

bilhões por ano na conta de luz se a CP

dos Comercializadores de Energia

(cogeração), Abrace (grandes consumidores

033 (consulta pública que diz respeito

(Abraceel), a tarifa de energia subiu cerca

industriais e livres) e Anace (consumidores).

ao novo marco legal) for aprovada pelo

de 80% para a indústria brasileira, atingindo

Poder Legislativo e sancionada pelo Poder

o patamar atual de R$ 387,63 o Megawatt/

mágicas que procuram resolver apenas

Executivo.

hora, um dos mais altos do mundo. No

problemas pontuais sem enfrentar as

intuito de reduzir esse custo e, assim,

deficiências do modelo comercial que

ampliação do mercado livre de energia,

promover competitividade para o setor

afastam o setor das melhores práticas

o aprimoramento do modelo de formação

industrial, seis entidades solicitam a imediata

concorrenciais e da eficiência”, diz o

de preços, a separação entre lastro e

aprovação da reforma do setor elétrico.

documento que foi enviado ao presidente da

energia, a alocação dos riscos fora do

O documento intitulado “Carta aberta em

República, Michel Temer, ao presidente do

MRE, a privatização da Eletrobras, a

prol do desenvolvimento sustentável do

Senado, Eunício de Oliveira, e ao presidente

racionalização dos subsídios e encargos,

setor elétrico” afirma que o setor está em

da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia,

a reversão gradual dos modelos de cotas

“crise estrutural e na iminência de entrar em

em dezembro.

de energia e a separação da atividade

colapso”. A carta é assinada pela Abraceel,

de fio da de venda de energia nas

Abiape (investidores em autoprodução),

pode obter um abatimento de R$ 2

De acordo com a Associação Brasileira

“Não há mais espaço para soluções

Segundo a Abraceel, o setor produtivo

As associações pedem também a

distribuidoras.


Painel de mercado

12

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Aneel leiloa 4.919 km de linhas de transmissão em dez estados Certame negociou 11 lotes e gerou R$ 8,7 bilhões de investimentos em transmissão

O leilão de transmissão nº 2/2017, realizado em 15 de

ficará menor que o previsto inicialmente, o que contribui para

dezembro de 2017, negociou 11 lotes com empreendimentos

modicidade tarifária de energia. O maior deságio foi verificado

localizados nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais,

no lote 5, 53,94%.

Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte

e Tocantins. Foram arrematados os 11 lotes ofertados, o que

Receita Anual Permitida para a prestação do serviço a partir da

representa R$ 8,7 bilhões de investimentos em transmissão.

operação comercial dos empreendimentos. O prazo das obras

varia de 36 a 60 meses e as concessões de 30 anos valem a

O deságio médio foi de 40,46%, o que significa que a

receita dos empreendedores para exploração dos investimentos

As empresas vencedoras terão direito ao recebimento da

partir da assinatura dos contratos.

Leilão A-1 movimenta R$ 895 milhões e 288 MW médios em energia Leilão de energia existente negociou 288 MW médios em energia elétrica para fornecimento a partir de 1º de janeiro de 2018

Ao todo, o leilão movimentou R$ 895,4 milhões em contratos, tendo negociado energia ao preço médio de R$ 177,46 por

MWh. O deságio do leilão foi de 18,2% em relação ao preço-teto estabelecido para o produto, o que representou uma economia de R$ 199,5 milhões para os consumidores de energia.

Participaram do certame, realizado em 22 de dezembro, como compradoras da energia negociada, dez concessionárias de

distribuição com destaque para a RGE (34% do total negociado), Eletropaulo (28% do total) e Coelba (12% do total negociado).

O certame teve como objetivo a venda de energia elétrica proveniente de empreendimentos existentes para suprir as

necessidades de distribuidoras que atendem ao consumidor final.


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O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Leilão A-2 movimenta R$ 1,3 bilhão Certame realizado em 22 de dezembro negociou 423 MW médios em energia

O leilão de geração A-2, realizado

Realizado pela Agência Nacional

est abelecido para o produto, o que

no último dia 22 de dezembro, negociou

de Energia Elétrica (Aneel), por

representou uma economia de R$

423 MW médios em energia elétrica para

meio de sistema eletrônico na sede

137 milhões para os consumidores de

fornecimento a partir de 1º de janeiro de

da Câmara de Comercialização de

energia.

2019 e término em 31 de dezembro de

Energia Elétrica (C C E E), o cert ame

2020. O certame teve como objetivo a

movimentou, ao todo, R$ 1,29 bilhão

compradoras da energia negociada, 12

venda de energia elétrica proveniente de

em contratos, tendo negociado

concessionárias de distribuição com

empreendimentos existentes para suprir

energia ao preço médio de R$ 174,52

destaque para a Coelba (30% do total

as necessidades de distribuidoras que

por MWh. O deságio do leilão foi

negociado), Eletropaulo (17% do total) e

atendem ao consumidor final.

de 9,6% em relação ao preço-teto

Cepisa (12% do total).

Participaram do leilão, como

Fiesp prevê fortalecimento da retomada da economia em 2018 Menor endividamento das empresas e tendência de aumento do crédito são principais fatores motivadores do cenário de recuperação

A retomada da economia brasileira ganhará força em 2018 a partir, especialmente, da redução do endividamento das famílias e das

empresas, das condições favoráveis no mercado externo e redução da taxa de juros, e da tendência de expansão do crédito, que induz ao aumento do consumo e, consequentemente, da produção. A análise é da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Para a economia como um todo, a expectativa da Fiesp é de crescimento de 2,8% do PIB em 2018 e, para o segmento da Indústria de

Transformação, o crescimento projetado é de 3,1%. Em relação aos investimentos (formação bruta de capital fixo), a expansão esperada é de 3,2%.

As previsões para 2018 são respaldadas por resultados positivos em diversos aspectos da economia, que vem de três trimestres

seguidos de crescimento do PIB, incluindo expansão de 0,1% no terceiro trimestre, em relação ao anterior. É um sinal de recuperação consistente, sustentada pelo consumo. Também houve no terceiro trimestre crescimento no consumo das famílias, além de volta da expansão dos investimentos, depois de longo período de quedas sucessivas.


Painel de produtos

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O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Novidades em produtos e serviços voltados para o setor de instalações de baixa, média e alta tensões.

Caixa para fibra ótica www.patola.com.br

Fabricadas em polímeros, de engenharia, as caixas de fibra ótica da Patola podem ser utilizadas

em redes de fibra ótica com oito ou 16 saídas. As caixas contam com bandeja interna para alojamento dos cabos e com suporte para conector. Além disso, apresentam tampa com fechamento rápido e travamento com parafuso de inox.

A caixa para fibra ótica conta ainda com dois prensa-cabos para entrada e saída e traz abraçadeira

interna para fixação dos cabos.

A Patola está divulgando ainda seu outro lançamento voltado para fibra ótica. Trata-se do espelho

para alojamento e saída da fibra ótica. O espelho é fabricado em polímero de engenharia com base para alojamento de cabos e conta com suporte para duas saídas de conector e com suporte para tubetes de emenda e fechamento rápido através de encaixes nas tampas.

Patola lança caixa e espelho para alojamento de fibra ótica.

Quadros para canteiro de obra www.rstequipamentos.com.br

A RST Quadros Elétricos lançou sua primeira linha de quadros de tomadas

para canteiros de obras. De acordo com a empresa, os equipamentos são aprovados pelos profissionais de eletricidade, garantindo qualidade e segurança para as instalações provisórias nos canteiros de obra e em diversas outras aplicações.

O quadro de tomadas para canteiro de obras proporciona alimentação

fácil e segura aos equipamentos e possui fecho especial para colocação de cadeado. É resistente a ambientes agressivos e pode ser reutilizado em outras obras.

Conta com interruptor DR para proteção contra choques elétricos e

acompanha diagrama de força para facilitar o trabalho dos eletricistas.

Quadro de tomadas pode ser reutilizado em diversas instalações provisórias.

Luminárias Led para atmosferas explosivas www.tramontina.com.br

A Tramontina Ex, divisão da Tramontina dedicada a produtos para atmosferas explosivas, amplia

sua oferta de luminárias com Leds com o lançamento das séries LLEx 873/1 e 874/1.

As novas luminárias são adequadas para projetos de refinarias, plataformas, silos e indústrias

alimentícia e farmacêutica, casos em que é fundamental a escolha de uma solução de iluminação que atenda às características das atividades desenvolvidas naquele ambiente e que garanta a segurança das pessoas.

As luminárias LLEx 873-1 (30 W) e 874-1 (45 W e 60 W) são fabricadas de liga de alumínio,

com globo de vidro temperado e acabamento com pintura eletrostática a pó, na cor cinza. Possuem junta de vedação e seus parafusos e conexões são de aço inox.

O grau de proteção IP66 garante que as luminárias sejam instaladas com segurança em

ambientes externos, sob sol e chuva, e possam também ser utilizadas em ambientes com grande incidência de poeira e em locais suscetíveis a jatos potentes de água.

As luminárias possuem grau de proteção IP66 e são indicadas para atender ao mercado industrial, como refinarias, plataformas, silos e indústrias alimentícia e farmacêutica.


Painel de empresas

16

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

EDP Brasil e BMW criam “corredor elétrico” entre Rio e São Paulo Empresas fecharam acordo para construção de estações de recarga entre as duas cidades

A EDP Brasil e o BMW Group oficializaram

acordo para a construção do primeiro corredor elétrico que interligará as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. A iniciativa recebeu aproximadamente R$ 1 milhão em investimentos totais combinados entre as empresas e prevê a instalação de seis estações de recarga até o final do primeiro trimestre de 2018, com o objetivo de abastecer veículos com propulsão elétrica que circulam pela Rodovia Presidente Dutra, entre as capitais dos dois estados.

“Através da parceria EDP-BMW queremos

ligar duas das principais cidades brasileiras com a infraestrutura adequada para promover o carro elétrico no mercado nacional”, avalia Miguel Setas, presidente da EDP. A BMW, que disponibiliza veículos eletrificados desde 2014 para o mercado

Parceria prevê instalação de estações de recarga elétrica ao longo da rodovia Presidente Dutra.

brasileiro, aposta na eletrificação como

preceitos chamamos de ACES (Automated,

BMW Group Brasil, Helder Boavida.

realidade sustentável de mobilidade. “O

Connected, Electrified and Shared, em

Os

BMW Group tem uma visão clara de futuro:

inglês) e não iremos nos furtar do papel

pela Electric Mobility Brasil, distribuidora de

a mobilidade será autônoma, compartilhada,

de protagonistas nas discussões sobre o

Soluções de Infraestrutura de Recarga para

eletrificada e totalmente conectada. Esses

assunto”, declara o CEO e presidente do

Veículos Elétricos e Híbridos Plug In.

equipamentos

serão

idealizados

Bureau Veritas entra no mercado de energia e gás Grupo passa a realizar serviços de verificação e de inspeção em concessionárias de energia

O Grupo Bureau Veritas, especialista em Teste, Inspeção e Certificação (TIC), ingressa no setor de distribuição de energia e gás no

Brasil. A companhia já tem contratos assinados com sete importantes concessionárias de serviços públicos do país que, juntas, atendem a mais de 40 milhões de clientes em 12 estados brasileiros.

A multinacional francesa realiza serviços em todas as etapas do ciclo de distribuição das concessionárias, desde a coleta e

monitoramento de dados em campo ao gerenciamento da construção dos seus principais ativos, seguindo regras e normas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e das próprias concessionárias.

Para atendimento ao novo escopo, o Grupo Bureau Veritas está investindo em infraestrutura com 16 novos escritórios regionais e

contratação de mais de 650 profissionais, entre engenheiros, técnicos, inspetores e corpo administrativo, além de oferecer um sistema mais moderno para a prestação de serviços.


17

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Osram conquista prêmio por iluminação de teatro na China Empresa já havia sido premiada em 2015 e 2016, respectivamente, pela iluminação da Capela Sistina e pelo projeto de Wuhan, também na China

A multinacional alemã Osram acaba de conquistar o prêmio

Global Showcase Top 100 Award pelo trabalho realizado na iluminação do Teatro Zhuhai Grand, um dos maiores pontos turísticos da cidade de Zhuhai, na China. Este foi o terceiro ano consecutivo em que a empresa conquista a premiação internacional.

Para o projeto, foram instalados pontos coloridos de Led,

que possuem 51 mil pixels e são controláveis individualmente, o que permite animações com vídeo e luz nas paredes do edifício. A programação e a reprodução de imagens são possíveis com o uso da tecnologia de controle chamada “e: cue”.

Durante a noite, o teatro oferece um jogo de luzes

fascinante. Em dias normais, são projetadas imagens tiradas do oceano, referência à herança de Zhuhai como um importante porto de pesca. A apresentação pode, no entanto, modificar conforme o momento ou data festiva do ano.

Teatro Zhuhaid Grand, na China.


Painel de empresas

18

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

CPFL investe R$ 66 milhões em armazenamento de energia Valor investido em pesquisa e desenvolvimento será dividido em três etapas. Programa tem o objetivo de abordar o uso de baterias em toda a cadeia de energia

A CPFL Energia anuncia o

investimento de R$ 66 milhões no Programa de Armazenamento de Energia, uma série de três projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) para analisar os impactos da inserção e da utilização de sistemas de armazenamento de energia (como baterias) em toda a cadeia de energia, da geração ao consumo. Os projetos serão desenvolvidos entre 2017 e 2021 e deverão envolver 126 profissionais e três universidades brasileiras.

Os projetos fazem parte do programa de

P&D da Aneel e têm o intuito de investigar os efeitos e os impactos da inserção de tecnologias de armazenamento de energia no sistema elétrico brasileiro. A partir de aplicações e análise de dados reais, a ideia dos projetos é promover capacitação profissional e conhecimento sobre o tema,

da Universidade Federal de Pernambuco

especificações técnicas, empresa

subsidiando agentes do setor elétrico ao

(UFPE), do Instituto de Tecnologia

da região de Campinas que utilizem

recomendar ajustes para superar barreiras

Edson Mororó Moura (ITEMM) e da PSR

geradores a diesel como backup no

técnicas, regulatórias, legislativas e de

Consultoria em Energia.

horário de pico do sistema. O intuito é

tecnologia, base para permitir a aplicação na

analisar a viabilidade técnica e econômica

geração, transmissão, distribuição de energia

aplicações de sistemas de

do uso de sistemas de armazenamento

e consumidor final em larga escala no futuro.

armazenamento para redes elétricas,

para operação em clientes comerciais,

Na distribuição, serão desenvolvidas

desde a subestação em alta e média

substituindo a geração a diesel. Este

de Energia terá frentes em todos os

tensão até o consumidor em baixa tensão.

projeto contará com a participação do

segmentos do setor elétrico. Na geração

Nesta fase, o projeto terá integração

Departamento de Energia (GEPEA)

e na transmissão, o foco dos estudos

com outras iniciativas de P&D em curso

da Escola Politécnica da Universidade

será analisar como as baterias podem

pela CPFL Energia, como mobilidade

de São Paulo (USP) e do Fundo para

contribuir para otimizar a produção de

elétrica e geração solar distribuída, e os

Desenvolvimento Tecnológico para

energia elétrica de fontes renováveis

investimentos em smart grid. Este projeto

Engenharia (FDTE).

intermitentes - como a eólica e solar, além

contará com apoio da Universidade

de mitigar possíveis investimentos em

Estadual de Campinas (Unicamp) e do

serviços, modelos de negócios e

linhas de transmissão. As pesquisas serão

Instituto Lactec.

proposições regulatórias, o Programa

realizadas em usinas eólicas da CPFL

de Armazenamento de Energia também

Renováveis localizadas no Rio Grande

de baterias para os usuários finais,

pretende contribuir com a capacitação da

do Norte, em parceria com acadêmicos

serão selecionadas, com base em

mão-de-obra do setor.

O Programa de Armazenamento

Para avaliar o impacto de uso

Além do desenvolvimento de novos


19

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Weg fornece sistema de armazenamento para Florianópolis Baterias de íons de lítio serão empregados em estação de recarga de veículos elétricos

Aos poucos, os veículos elétricos – que

já são realidade em diversos países – vêm se tornando uma opção para os brasileiros. Um dos grandes desafios, no entanto, diz respeito à recarga das baterias dos veículos elétricos, que ainda demanda grande potência da rede de distribuição elétrica, que não está preparada para suportar a implantação desta infraestrutura sem alterações no seu dimensionamento. Para resolver este desafio e pensando no potencial deste mercado, a Weg desenvolveu um sistema de armazenamento de energia com baterias de íons de lítio ESSW.

Ponto de abastecimento de veículos elétricos, em Florianópolis (SC).

O primeiro fornecimento da solução

Celesc e a Fundação CERTI.

Fundação CERTI, trata-se de um projeto de

para aplicação integrada com estações

sucesso em pesquisa e desenvolvimento,

de recarga rápida de veículos elétricos foi

Weg marca sua entrada no segmento de

parte do programa Aneel de P&D.

instalada e está em operação em um ponto

soluções para armazenamento de energia

de abastecimento de veículos elétricos da

de energia elétrica, fortalecendo assim o

inovador aos clientes do posto, que passa

capital catarinense, que conta com o modelo

portfólio da empresa para mobilidade elétrica

a integrar o corredor de abastecimento

ESSW100. O empreendimento faz parte

e geração de energia renovável para usinas

para veículos elétricos no Estado de Santa

de uma parceria entre o posto Ilha Bela, a

solares e eólicas. Já para a Celesc e para a

Catarina.

Com o desenvolvimento da solução, a

A iniciativa proporciona um serviço


Painel de empresas

20

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Primeiro cabo isolado a óleo de 230 kV do mundo completa 62 anos em plena atividade Sistema de cabeamento foi instalado em 1956 na cidade de Cubatão (SP) para conduzir a energia da hidrelétrica Henry Borden até a estação transmissora

O ano era 1951 e o Brasil começava a

Brasil e que volta ao país 66 anos depois dessa

demandar muita energia, especialmente porque

encomenda histórica.

o transporte sobre trilhos ganhava as ruas e o

insumo era fundamental para o desenvolvimento

em 1951 pela São Paulo Light & Power

do país. As companhias de energia começavam

Company Limited e instalado entre 1956 e 1961

a investir mais intensamente em geração de

na planta subterrânea da usina. Os cabos são

eletricidade. Foi nesse período que o primeiro

responsáveis pela condução da energia gerada

cabo isolado a óleo de 230 kV do mundo

até a Estação Transmissora de Chaves -ETCH

foi projetado para a usina hidrelétrica Henry

Marabá, em 230 kV, por meio de um túnel de

Borden, localizada na cidade de Cubatão (SP),

450 metros de comprimento. O engenheiro

por ocasião de uma ampliação das instalações

Hesla conta que o cabo foi desenvolvido nos

energia parecida, então, a parceria certamente

da usina.

Estados Unidos e a engenharia da planta em

será um sucesso”, diz Erling Hesla, que, aos 93

O sistema de cabeamento foi encomendado

Imagem da construção da usina subterrânea Henry Borden na década de 1950.

São Paulo. Todo o processo de desenvolvimento

anos, ainda é muito ativo profissionalmente.

industrialização do país. E, com ela, a demanda

levou em torno de quatro anos.

por energia elétrica, que se permaneceu estável

“A empresa desenvolveu os cabos com

conta que os dois se conheceram por ocasião

nos anos de 1940, passava por uma curva

esse tipo de isolação especialmente para o

de uma reunião do IEEE, nos Estados Unidos,

de crescimento ascendente e iniciavam-se

Brasil”, conta. Hesla acrescenta que o sistema

e, desde então, são amigos e parceiros. “A

os projetos de usinas hidrelétricas em

foi superdimensionado justamente por não

EasyPower precisava de um representante no

complemento às térmicas existentes e rumo a

haver nada parecido no mundo e para suportar

Brasil e eu era amigo do diretor desta empresa,

uma matriz elétrica de energia limpa e renovável,

a complexidade do projeto. “Nesse tempo

então, o indiquei e a parceria foi um sucesso.

ainda que de maneira inconsciente. Foi também

todo, alguns equipamentos do sistema foram

Também escrevemos papers juntos”. Certa vez,

nesse período que Getúlio Vargas dava início

substituídos, mas não os cabos. Tanto que a

ele precisou de um trabalho de proteção e nós

aos projetos de criação da Petrobras e da

tecnologia utilizada atualmente é bastante similar

fizemos para ele. Ele gostou bastante e me

Eletrobras.

à do cabo porque funcionada e tem baixíssima

convidou a explorar o mercado americano”, conta

A década de 1950 marcou o início da

Cláudio Mardegan, diretor da Engepower,

manutenção”, acrescenta o engenheiro.

Mardegan. “Eu não conheço ninguém que faça

Borden contava com uma usina externa, com

um trabalho igual a eles”, acrescenta Hesla.

oito grupos geradores e capacidade instalada

usina Henry Borden, o sistema continua em

de 469 MW. Era uma das mais importantes

plena operação e as variações de pressão

Unidos. “Acredito que o mercado americano

usinas do país naquela época. A expansão da

de óleo são acompanhadas por meio de um

precisa de soluções que nós temos e a preços

hidrelétrica deu-se com o projeto de uma usina

registro gráfico contínuo e controladas através

bastante competitivos”, analisa Mardegan. A

subterrânea, localizada dentro de uma caverna.

de um painel de controle automático.

princípio, todos os projetos serão desenvolvidos

Inaugurada em 1926, a hidrelétrica Henry

De acordo com um relatório enviado pela

no Brasil e à medida que a demanda crescer,

O túnel abriga as turbinas, uma para cada um dos seis grupos geradores, que totalizam

Engepower abre escritório nos EUA

capacidade instalada de 420 MW.

Erling Hesla ao país: a celebração da

Para a usina subterrânea, em virtude de

Assim, nasce a empresa nos Estados

será estruturada uma equipe técnica local.

Outro motivo também trouxe o engenheiro

sua construção peculiar, foi projetado pela

sua parceria com a Engepower, empresa

empresa norte-americana Okonite um sistema

especializada em estudos, inspeções,

de seis circuitos trifásicos de cabos oleostáticos

manutenção e projetos de engenharia, com foco

de alta pressão de 230 kV, preenchidos com

em proteção e seletividade. A brasileira anuncia

óleo isolante, tendo em cada extremidade três

a criação da Engepower USA, com escritório na

terminais de porcelana para acoplamento ao

cidade de Edmonds, no Estado de Washington.

sistema aéreo. “Não havia nada parecido no

mundo”, conta o engenheiro de 93 anos, Erling

vou abrir uma empresa com a minha idade?

Hesla, que participou do projeto do primeiro

Eu digo: eu sei, mas já faz tempo que estou

cabo isolado a óleo de alta tensão instalado no

procurando algo parecido. E nós temos uma

“As pessoas me perguntam por que eu Cláudio Mardegan, diretor da Engepower, e à direita, o engenheiro Erling Hesla, atualmente Life Senior Member do IEEE, em visita ao Brasil.


Aterramento elétrico

22

Ricardo Botelho, Hirofumi Takayanagi e João Henrique Zancanella Capítulo XII – Considerações finais e atividades futuras

• Novos conceitos e estudos a serem incorporados pela normalização brasileira • Normas em processo de revisão/elaboração

Manutenção de equipamentos elétricos

24

Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz Capítulo XII – Aplicação da metodologia para motores elétricos

• Periodicidade da manutenção preventiva • Análise de modos de falha para motores elétricos • Locais de falha/defeito • Conclusão

Fascículos

Apoio


Apoio

Por Paulo Edmundo da Fonseca Freire*

Aterramento elétrico

22

Capítulo XII Considerações finais e atividades futuras

Prezados leitores, o ano chega ao

uma evolução contínua nos estudos de

geoelétricos;

fim, assim como este fascículo sobre

sistemas de aterramento elétrico. Novos

➢ Abordar a importância do conhecimento

aterramentos elétricos, que vem sendo

assuntos foram desenvolvidos, inclusive,

da geologia como informação essencial

publicado desde janeiro.

com a participação pública que enriqueceu

para a elaboração de um correto modelo

tanto os estudos e os trabalhos.

geoelétrico, especialmente, no caso de

A comissão de estudo CE 003:102.001 –

Aterramentos

Elétricos

tem

como

A evolução dos sistemas de geração, principalmente,

aterramento

especificação,

alternativa, com grandes parques eólicos

➢ Considerações sobre as contribuições de

parâmetros

e de geração fotovoltaica, exige que

informações geotécnicas frequentemente

de medição, nas instalações de energia

novas normas sejam estabelecidas. A

disponíveis

elétrica, geração, transmissão, distribuição,

interligação destes sistemas às subestações

(sondagens SPT, etc.) e que são capazes

telefonia e de dados” e está subordinada

e à alimentação do sistema elétrico levanta

de fornecer importantes subsídios para a

à ABNT/CB-003 e ao Comitê Brasileiro

a necessidade de que novos conceitos sejam

construção dos modelos geoelétricos, tais

de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e

estudados.

como o nível do freático e as profundidades

definição

de

envolvendo materiais

e

Fascículo

Telecomunicação (Cobei).

na

área

de

energia

aterramentos de instalações de grande

escopo “elaborar normas de sistemas de

O sistema de transmissão HVDC

Durante este período, foram analisadas

porte;

pela

engenharia

civil

do impenetrável e do embasamento;

utiliza novas tecnologias no estudo do

➢ Ênfase no volume de solo a ser prospectado

e estudadas as diversas atualizações,

aterramento

informações

para a construção do modelo geoelétrico,

modificações

e

complementações

das

utilizando

de levantamentos geofísicos e métodos

que deve ser função das dimensões do

normas que se referem a aterramento

de

terreno a ser modelado;

e medições no Brasil e no exterior,

magnetotelúricas

uma

➢ Importância das medições a serem

principalmente, as normas americanas

avaliação do comportamento do solo em

feitas em terreno limpo, em que não haja

IEEE e europeias IEC.

camadas mais profundas. Tratam-se de

a interferência de estruturas condutivas

fontes de experiência que devem ser melhor

enterradas (armaduras de fundações, cabos

estudadas e avaliadas para sua possível

de aterramento e tubulações metálicas);

incorporação às normas brasileiras, como:

➢ Abordagem mais completa das técnicas

As normas de sistemas de aterramento devem

sempre

estar

alinhadas

às

necessidades e às aplicações de outras

medições

eletromagnéticas que

permitem

e

normas que as referenciam, como ABNT

de medição de resistividade do solo,

NBR 5410, ABNT NBR 5419, ABNT NBR

➢ Atualizar as definições e conceitos

incorporando ao já abordado método

14039, etc. Isso é importante, pois permite

envolvidos na caracterização dos modelos

elétrico (arranjos Wenner e Schlumberger)


23

Apoio

e das técnicas eletromagnéticas (TDEM – Time-Domain Electromagnetic e MT Magnetotelúrico); ➢ Considerações sobre a natureza das curvas de resistividade aparente do solo, que são o produto das medições realizadas no campo, com especial caracterização do desvio estático (static-shift), que é um tipo de desvio que afeta todos os tipos de medições que envolvem a medição de campos elétricos na superfície do solo (tanto os métodos elétricos como o MT); ➢ Técnicas de processamento das medições e de produção de uma curva média de resistividade aparente do solo a ser invertida para a obtenção do modelo geoelétrico 1D,

caracterizado

por

multicamadas

Aterramento de Aerogeradores, com base nas IECs 61400-24, 61312, 61662 e 61663, considerando: • Procedimento de medições com baixas e altas frequências • Equalização de trafos com equipamentos nos diversos níveis e procedimentos para minimizar sobretensões • Características mínimas do sistema de proteção contra descargas atmosféricas visando atender ao modelo da esfera rolante; ➢ Elaboração de norma para sistema monofilar com retorno pela Terra, com previsão de publicação entre 2018 e 2019.

horizontais.

Dessa forma, fechamos 2017 e iniciamos

Estas novas exigências obrigam o setor a desenvolver e estudar parâmetros do

2018 com muita vontade e muitos assuntos a serem tratados.

solo de forma mais completa, abordando não somente sua resistividade elétrica, mas

também

resistividade

térmica,

permissividade elétrica, etc.

Aterramentos

em

obras

e,

consequentemente,

o

a desenvolvimento na área de energia. Esperamos que 2018 traga bons ventos e

Para 2018, a comissão de estudo CE -

do país prejudicaram os investimentos andamento de muitos trabalhos agregados

Planos futuros

003:102.001

As dificuldades políticas e econômicas

Elétricos

deverá concentrar as suas atividades no estudo, revisão e/ou elaboração das seguintes normas e conceitos: ➢ Revisar a norma ABNT NBR 7117 e abordar não somente a medição de resistividade do solo, mas também os parâmetros de resistividade térmica do solo; ➢ Revisar a norma ABNT NBR 15751 –

que esta crise seja superada, pois a comissão está pronta e preparada para acompanhar e contribuir para o crescimento do país. Agradecemos a todos os leitores e colaboradores que nos acompanharam e que participaram de forma pessoal ou virtual, permitindo que o país tenha suas normas alinhadas às mais modernas técnicas mundiais em sistemas de aterramento para proteção. Feliz 2018!

Sistema de Aterramento de Subestações, focando: • Valores permissíveis de segurança • Considerações gerais • Melhoria de aterramento de equipamentos; ➢ Revisar a norma ABNT NBR 16254 – Materiais para Sistema de Aterramento – parte 2 – Eletrodo de Aterramento, com origem na IEC 62561-7; ➢ Elaborar a norma ABNT IEC de

*Paulo Edmundo da Fonseca Freire é engenheiro eletricista, mestre em Sistemas de Potência e doutorando em Geologia/Geofísica pela Unicamp. É membro do Cigré e do Comitê de Aterramento do Cobei/ABNT. Atualmente, é diretor da Paiol Engenharia | paulofreire@paiolengenharia.com.br. FIM Acesse este e outros artigos do fascículo sobre “Aterramentos elétricos” em www.osetoreletrico.com.br


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

24

Por Ricardo Botelho, Hirofumi Takayanagi e João Henrique Zancanella*

Capítulo XII Aplicação da metodologia para motores elétricos Tabela 1 – Análise de modos de falha para motores elétricos Item

Equipamento

Função

Função

Falhas funcionais

Local da

Mecanismo de Degradação Desgaste por vida útil

Rolamento

1

Desgaste por desalinhamento/

Vibração

falha de montagem

Aquecimento

Desgaste por deficiência de lubrificação 2 1) Motor não parte

Caixa de

Baixo isolamento (Excesso de

ligação

umidade ou poeira) Mau contato

sob demanda; sob demanda;

Curto-circuito para massa

4) Corrente alta

Baixo isolamento (Excesso de

4

Sim

umidade ou poeira)

Curto-circuito entre fases

Sobrecarga

Degradação prematura do isolamento

Estator

em vazio; Realizar

5) Corrente alta

devido ao sobreaquecimento

em carga;

Curto-circuito entre espiras

Motor

acionamento

Elétrico

de cargas de

6) Sobreaquecimento

produção e

do motor;

facilidades

7) Aquecimento

Ruído Rotor

Rompimento de barras

8) Motor com

de carga Carcaça

Perda do grau IP Corrosão

baixa isolação;

6

Aterramento

Corrosão Choque elétrico

10) Vibração Afrouxamento

excessiva; 11) Alto nível de 7

Diminuição da capacidade de troca térmica

9) Motor em curto-circuito;

Elevação da corrente Redução da capacidade

dos mancais; 5

Aquecimento Curto-circuito

partida; 3

Curto-circuito

2) Motor não para 3) Baixo torque na

Fascículo

Defeito

Falha/Defeito

Significante

Acoplamento

ruído.

8

Ventilador

9

Influências

Desgaste por desalinhamento/

Vibração

falha de montagem

Aquecimento

Ventilador quebrado

Aquecimento

Ventilador empenado Não aplicável

Não aplicável

externas Resistência de 10

aquecimento

Baixa temperatura ambiente Queima

(quando desligado) Condensação (Umidade)


Apoio

25

Definição da periodicidade da manutenção preventiva Esse capítulo apresenta a aplicação da metodologia

um motor elétrico de indução, realizada através da FMEA proposta no capítulo anterior, considerando a taxa de falha por local da falha/defeito obtida por meio do banco de dados Oreda. Com base nos modos de falha identificados, é proposta

descrita ao longo dos capítulos deste fascículo para a classe de

a árvore de falhas apresentada na Figura 1. O local de falha

equipamento “motor elétrico”.

“resistência de aquecimento” não foi considerado nesta análise por não possuir dados de falhas disponíveis no banco de dados

Etapa 1 A Tabela 1 corresponde à análise dos modos de falha para

do Oreda.

Tabela 1 – Análise de modos de falha para motores elétricos Taxa de Falha

Método de Detecção

Tarefa

Inspeção auditiva

Observar a existência de ruídos estranhos

Medição de vibração

Medição e análise de vibração

Frequência

Tipo

( x 10-6 h) 8,25

Medição temperatura

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

Conforme recomendação do fabricante

Preventiva

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva

e temperatura no mancal Realizar lubrificação do rolamento Verificar/corrigir estado das conexões Realizar limpeza da caixa de ligação

3,60

Inspeção visual

Verificar/corrigir estado de pintura, corrosão e anel de vedação Reapertar conexões da caixa de ligação

0,36

Medição de isolamento

Medir isolação para massa. Calcular IP.

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva

Medição de isolamento

Medir isolação entre fases. Calcular IP.

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva

Método de MCA

Realizar análise de MCA

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

Descargas parciais

Realizar análise dos dados de descargas parciais

Continuamente, sob demanda

Preditiva

Medição da resistência

Medir resistência ôhmica das bobinas

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva

Método de MCA

Realizar análise de MCA

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

Inspeção auditiva

Observar a existência de ruídos estranhos

Medição de vibração

Medição e análise de vibração e temperatura

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

Realizar análise de MCA

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

ôhmica

1,08

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional

Medição temperatura Método de MCA

Verificar pontos de corrosão e 2,52

Inspeção visual

acúmulo de poeira na carcaça.

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional

Limpar se necessário. Inspecionar continuidade e fixação do cabo 2,51

Inspeção visual

Verificar/corrigir estado das conexões 1,08

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional

de aterramento

Inspeção auditiva

Observar a existência de ruídos estranhos

Medição de vibração

Medição e análise de vibração

Medição temperatura

e temperatura no mancal

3,23

Inspeção visual

Verificar funcionamento do ventilador e

6,10

Inspeção visual

Observar a existência de pontos sujeitos a

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preditiva

Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional

obstrução nas entradas e saídas de ar Definido conforme criticidade e taxa de falha Rota Operacional

intempéries (prensa-cabos, bujões, etc.) N/D

Medição da resistência

Medir valor da resistência ôhmica da

ôhmica

resistência de aquecimento

Definido conforme criticidade e taxa de falha

Preventiva


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

26

Figura 1 – Árvore de falhas para motor elétrico.

Etapa 2 A tabela a seguir apresenta os principais dados de confiabilidade de cada local da falha apresentado na Tabela 1. Tabela 2 – Resumo por local da falha/defeito – motor elétrico

Posição

Local da Falha/Defeito

Taxa de Falha

MTTF

(x 10 h)

(meses)

Altíssima

Alta

Média

Rolamento

8,25

166,04

8,52

17,03

25,55

2

Caixa de ligação

3,60

380,52

19,52

39,04

58,55

3

Estator

0,36

3805,18

30*

60*

90*

4

Rotor

1,08

1268,39

30*

60*

90*

5

Resistência de aquecimento

-

-

30*

60*

90*

6

Carcaça

2,52

543,60

27,88

55,77

83,65

7

Aterramento

2,51

545,76

27,99

55,99

83,98

8

Acoplamento

1,08

1268,39

30*

60*

90*

9

Ventilador

3,23

424,11

21,75

43,51

65,26

10

Influências externas

6,10

224,57

11,52

23,04

34,56

*De acordo a periodicidade máxima definida.

Etapa 3 Com base nos estudos de confiabilidade realizados na etapa 2, é

esta característica típica das falhas de desgaste do anel externo ou do anel interno, ambas em suas respectivas pistas de rolagem.

possível definir a estratégia de manutenção adequada a ser aplicada

O segundo tipo de classificação, conhecido como falha

para a classe de equipamentos “motores elétricos”, priorizando a

localizada, afeta um único ponto do rolamento. Este tipo de falha

filosofia de operações integradas preconizada por este trabalho.

pode estar presente na pista externa ou interna, além de ocorrer

Os rolamentos do motor são os elementos que apresentam o maior índice de falhas, sendo estas provenientes de diversas causas,

nas gaiolas ou esferas. Estas falhas são pontos incipientes, como rachaduras, ranhuras ou deterioração pontual.

como desalinhamento mecânico de seu eixo, montagem incorreta

Algumas características de defeito no rolamento podem ser

do próprio rolamento, lubrificação insuficiente ou excessiva,

identificadas em uma inspeção visual ou observação do elemento

sobrecarga mecânica, entre outras.

em funcionamento. É o caso dos ruídos que se tornam audíveis e

Um fator crítico para vida útil de um rolamento refere-se à

Fascículo

Intervalo para manutenção (meses)

1

-6

lubrificação, tipicamente realizada com óleo ou graxa. Estudos

constantes; das temperaturas que podem se elevar acima do normal e também das vibrações excessivas e oscilatórias.

indicam que 30% das falhas em rolamentos são relacionadas à

As técnicas mais tradicionais para identificação da condição dos

lubrificação deficiente. Os rolamentos do tipo blindado já são

rolamentos são a análise de vibração e temperatura. A análise de

projetados com a quantidade necessária de lubrificante para

vibração baseia-se na inserção de vários sensores de vibração em

todo o período de vida útil do rolamento, não sendo necessárias

pontos específicos no entorno do motor e de seus acoplamentos,

relubrificações. Contudo, a maioria dos rolamentos não é blindada,

podendo ser um conjunto de sensores fixos instalados no

devendo ser realizada a relubrificação conforme intervalos definidos

equipamento ou sensores utilizados para coletas pontuais de

pelo fabricante. A quantidade de lubrificante também deve ser

vibração em intervalos de tempo pré-determinados. Estes sensores

adequada à recomendação do fabricante, pois tanto a falta quanto o

medem a vibração mecânica de todo o conjunto. Uma vez adquiridos

excesso de lubrificação podem ser causas de falhas nos rolamentos.

os sinais, estes são avaliados pela análise e identificação em janelas

Pela forma construtiva do rolamento, as falhas nesta peça

de frequências das falhas e amplitude de cada uma.

podem ser consideradas distribuídas ou localizadas. A primeira

Já para a análise de temperatura, são necessários equipamentos

determina uma falha que afeta toda uma região do rolamento, sendo

específicos como sensores de temperatura ou ainda termovisores


Apoio

27


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

28

que permitam monitorar e verificar as variações de temperaturas de

Posteriormente, todos os dados coletados no PDA são

trabalho e a transposição de limites em pontos específicos do motor

transferidos para o banco de dados da aplicação e podem ser

ou peças, como tampa traseira, dianteira e acoplamentos.

acessados e tratados por uma equipe especialista localizada em

A estratégia de manutenção proposta para bloquear os modos

qualquer ambiente, conforme ilustra a Figura 4.

de falha no componente rolamento é: • Realizar a lubrificação do rolamento conforme recomendações e intervalos definido pelo fabricante; • Adotar a manutenção preditiva, realizando o monitoramento e substituição do rolamento com base na condição, acompanhada através das técnicas de análise de vibração e temperatura. Com base na filosofia de Operações Integradas, a análise dos dados de vibração e temperatura deve ser realizada por uma equipe especializada, que deve configurar valores de alerta e de limite para vibração e temperatura de cada equipamento. Os dados que

Figura 4 – Transmissão dos dados entre o PDA e o banco de dados.

são coletados online não necessitam de nenhuma interferência da equipe de operação, visto que estão disponíveis para análise a qualquer momento por parte da equipe especializada.

No caso de detecção de qualquer anormalidade nos dados coletados e analisados, deve ser emitida uma ordem de manutenção

A coleta de vibração e temperatura também pode ser realizada

para intervenção no rolamento, a fim de reestabelecer sua condição

de forma offline, ou seja, é necessário que um profissional realize

adequada em uma faixa satisfatória da curva P-F, antes da ocorrência

a coleta dos dados manualmente através de sensores portáteis.

de uma falha funcional. A mesma abordagem pode ser aplicada

Este trabalho propõe que a coleta dos dados seja realizada pela

para o componente “acoplamento”, que possui uma taxa de falhas

equipe de operadores da instalação através de aparelhos portáteis,

muito menor que o rolamento.

conjuntamente com outras tarefas pertinentes à manutenção de primeira linha.

A segunda maior causa de falhas, influência externa, é afetada por condições climáticas, objetos estranhos, influência de sistemas

O mercado oferece coletores portáteis de vibração e temperatura

vizinhos, produtos químicos no ambiente, entre outros. O bloqueio

que podem ser empregados nessa atividade. A Figura 2 apresenta um

desse modo de falha se dá, principalmente, através da especificação

modelo de coletor portátil que pode ser acoplado ao motor elétrico

correta do equipamento de acordo com o ambiente onde o mesmo

para coleta de dados. Este coletor transmite os dados coletados via

será instalado, tais como o material da carcaça e o grau IP adequado.

Bluetooth para um PDA, conforme ilustra a Figura 3.

Verificações de rotina auxiliam na manutenção das características técnicas originais do equipamento, visto que a degradação de determinados componentes, tais como prensa-cabos, pode acarretar no ingresso de água no interior do equipamento, levando a falha devido à baixa isolação por conta da umidade. A terceira maior causa de falhas ocorre no componente “caixa de

Fascículo

ligação", sendo que os modos de falha são bloqueados basicamente por atividades de manutenção preventiva. Em relação às atividades, as mesmas estão relacionadas basicamente ao reaperto das conexões Figura 2 – Coletor portátil de vibração e temperatura.

na caixa de ligação e às atividades de preservação da caixa de ligação, a fim de evitar degradação por processo de corrosão. Em relação ao componente “ventilador”, as atividades se constituem basicamente por tarefas pertencentes à rotina de verificação. Assim como a causa de falha “Influências externas”, as atividades relacionadas são de baixa complexidade e rápida execução, podendo ser agrupadas juntamente com a rota para coleta dos dados de vibração e temperatura. Por fim, dois componentes muito importantes para o

Figura 3 – Transmissão via bluetooth dos dados coletados de vibração e temperatura.

funcionamento do motor elétrico possuem uma baixa taxa de falhas: o estator e o rotor. Contudo, falhas nesses componentes possuem


Apoio

alto custo de reparo, especialmente em motores de maior potência.

corrente de fuga que atravessa o isolamento. Este valor é convertido

As falhas elétricas nesses componentes estão relacionadas aos

em resistência usando equipamentos chamados Megôhmetros.

enrolamentos abertos ou em curto, barras quebradas ou anéis de

Como neste teste os dipolos do isolamento são excitados apenas

curto circuito danificados. Já para as falhas de origem mecânica,

em DC, é necessário algum tempo para que eles se polarizem. As

tem-se a excentricidade do rotor deslocado do seu centro

normas normalmente indicam um tempo de carga de um minuto.

magnético, rolamento defeituoso, bem como eixo do rotor torto ou

A resistência de isolamento é diretamente afetada pela temperatura

desalinhamento dos acoplamentos mecânicos.

e umidade;

As bobinas do estator estão sujeitas a diversas anomalias e

• Índice de Polarização (IP): é executado para medir

estas, por sua vez, ocasionam variadas respostas do equipamento.

quantitativamente a habilidade do isolamento em se polarizar.

As alterações no estator podem se manifestar de diversas maneiras,

Quando um isolante se polariza, os dipolos elétricos distribuídos

entre as quais, podem ser citados o aquecimento excessivo do

no isolante se alinham com o campo elétrico aplicado. Como as

motor, a sobrecarga elétrica e a falha no isolamento da bobina.

moléculas se polarizam, uma corrente de polarização (também

Geralmente, as alterações são avaliadas com a realização de testes de

chamada de corrente de absorção), é desenvolvida e adicionada à

isolamento do estator com a carcaça da máquina, bem como testes

corrente de fuga. O índice de polarização geralmente é efetuado

de isolamento entre fases.

na mesma tensão do teste de resistência de isolamento e leva 10

Os principais testes elétricos a serem aplicados são:

minutos para ser completado. O valor IP é calculado dividindo-se o valor da resistência de isolamento obtido em dez minutos pelo

• Medição de resistência: a medição da resistência utiliza uma baixa

valor da resistência de isolamento obtido em 1 minuto. Em geral,

tensão DC (tensão contínua) e uma ponte de Wheatstone ou Kelvin.

isolamentos em boas condições apresentarão altos valores IP,

O principal propósito é detectar conexões com alta resistência

enquanto baixos valores IP representarão isolamentos danificados

(malfeitas), conexões abertas e curtos-circuitos que apresentem

ou comprometidos. Em alguns casos, deve-se tomar algum

grande variação de resistência elétrica;

cuidado com testes de motores com novos e modernos materiais de

• Resistência de isolamento: consiste na aplicação de uma tensão

isolamento que não polarizam e que apresentarão, portanto, baixa

DC entre os condutores do motor e a terra, resultando em uma

corrente de polarização e consequente baixo valor IP. Nota-se que

29


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

30

nesse caso, apesar do IP ser baixo, o isolamento pode perfeitamente estar adequado, conforme é discutido na norma IEEE 43. Para motores, cuja criticidade for classificada como “alta” ou “altíssima”, recomenda-se ainda a aplicação da técnica conhecida comercialmente como “Análise de Circuito de Motores (MCA)”. Os aparelhos modernos que executam o método de análise do circuito do motor utilizam uma baixa tensão de saída senoidal para excitar os dipolos do sistema de isolamento. A partir da coleta de resistência, impedância, indutância, ângulo de fase, resposta I/F e resistência de isolamento, com o motor elétrico desenergizado e bloqueado, esta técnica de manutenção preditiva permite o diagnóstico de falhas no estator (contaminação ou sobreaquecimento, curto-circuito entre espiras, entre bobinas de mesma fase e entre bobinas de fases quebradas ou trincadas, excentricidade estática e porosidade). Também é recomendável a aplicação da técnica preditiva de descargas parciais para motores de grande porte e classificados com uma criticidade “Alta” ou “Altíssima”. Trata-se de um ensaio não destrutivo cuja finalidade é medir o nível de descargas parciais em um determinado equipamento em uma dada tensão, onde existem diversos tipos de isolamentos envolvidos (sólido, líquido e gasoso) e que permite a detecção de eventuais danos ao motor com ele energizado, podendo suas

Figura 6 – Esquema de ligação.

variáveis serem acompanhadas e analisadas por uma equipe especializada (inclusive por empresas através de contratos,

no eixo também é capaz de provocar a ruptura ou trinca, além de

conforme preconiza a geração G2 da filosofia das Operações

fatores como temperaturas que podem ser consequências dos outros

Integradas). De maneira geral, o nível de descarga parcial

problemas ou mesmo desgaste dos mancais do motor.

medido deve estar abaixo de um valor prefixado por norma ou especificação do equipamento ensaiado.

Fascículo

Figura 5 – Equipamento para medição contínua de descargas parciais.

diferentes e curto-circuito de fase para terra) e no rotor (barras

No momento em que o circuito apresenta uma barra quebrada, há uma disfunção característica do sistema, uma vez que o rotor

O fenômeno das descargas parciais ocorre em cavidades ou

não está mais respondendo à excitação de maneira uniforme. Esta

inclusões de constante dielétrica diferente do material que a rodeia.

variação eletromagnética, que é criada devido a alguns pontos sem

Quando este material é submetido a um campo elétrico, este se

indução no rotor, pode causar níveis significativos de vibrações da

distribui pelo material, submetendo a cavidade ou inclusão a um

máquina.

gradiente de tensão superior ao gradiente máximo suportável

As atividades e ensaios apresentados anteriormente são

pela mesma. Este fenômeno dará origem a pequenas descargas

suficientes para prevenção e, em casos mais extremos, identificação

disruptivas no interior da cavidade, acarretando um processo

de problemas relativos a barras quebradas no rotor. Adicionalmente,

temporal de deterioração progressivo do material e eventualmente

alguns modelos comerciais de relés de proteção disponibilizam

a falha do equipamento. Logo, é importante a detecção das

informações sobre o espectro de frequência das correntes e tensões

descargas parciais em equipamentos como controle de qualidade

do estator para suporte na detecção de barras rompidas no rotor.

não destrutivo. A aquisição dos dados pode ocorrer continuamente ou

Conclusão

periodicamente, a depender da estratégia e dos equipamentos aplicados. A Figura 5 apresenta um equipamento comercial que

Este fascículo apresentou o desenvolvimento de uma

permite o monitoramento contínuo das descargas parciais de uma

metodologia para definição da estratégia de manutenção de

máquina.

equipamentos elétricos baseada na filosofia de Operações Integradas

A Figura 6 ilustra um esquema de ligação utilizado no monitoramento de descargas parciais. Em relação ao rotor, a quebra de barras pode ser provocada por vibração, desalinhamento e excentricidade. A carga excessiva

e da manutenção centrada na confiabilidade. A metodologia proposta pode ser aplicada a diversas classes de equipamentos elétricos, semelhante à classe “motor elétrico”, demonstrada neste capítulo.


Apoio

Referências bibliográficas

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(Mestrado em Engenharia Elétrica). Universidade Federal de Santa Catarina. • Queiroz, A. R. S. Estratégia de manutenção de equipamentos elétricos em unidades offshore de produção de petróleo e gás baseada na filosofia de operações integradas. Tese (Doutorado em Ciências – Engenharia Elétrica). Universidade de São Paulo, 2016. • Samanta, B.; Al-Balushi, K. R. “Artificial neural network based fault diagnostics of rolling element bearings using time-domain features”. Mechanical Systems and Signal Processing, v. 17, 2003. • Tao, B.; Zhu, L.; Ding, H.; Xiong, Y. “An alternative time-domain index for condition monitoring of rolling element bearings - a comparison study”. Reliability Engineering & System Safety, v. 92, 2007. • Tetrault, S.; Stone, G.C.; Sedding, H.G. Monitoring partial discharges on 4 kV motor windings. In: “IEEE Petroleum and Chemical Industry Conference”, 1997. *Rinaldo Junior Botelho é matemático, engenheiro eletricista e sócio fundador da Fastweld. Atua há 30 anos no segmento de materiais para aterramento. É membro da CE 03:102 – Comissão de Estudos de “Segurança em Aterramento Elétrico de Subestações C.A.”, que faz parte do Comitê Brasileiro de Eletricidade CB-03 do Cobei. Hirofumi Takayanagi é engenheiro eletricista, trabalhou vários anos na distribuidora EDP Bandeirante do grupo EDP Brasil, é consultor na empresa Transformadores União e diretor da empresa JMV Consult. É também membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em Aterramento elétrico de Subestações C.A.” do CB-03/Cobei. João Henrique Zancanella atua há mais de 30 anos no ramo elétrico na parte de geração, transmissão e distribuição de energia. É superintendente de marketing e vendas da Intelli Industria de Terminais Elétricos Ltda. e membro e coordenador da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em Aterramento elétrico de Subestações C.A.”. do CB-03/Cobei. FIM Acesse este e outros artigos do fascículo sobre “Manutenção de equipamentos elétricos” em www.osetoreletrico.com.br

31


32

Aula Prática

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Por Paulo Victor de Souza Borges e Cristiano Santos Carvalho*

Queda de tensão na partida de motores em sistemas industriais


33

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Tabela 1 – Consequências de afundamentos de tensão

O afundamento de tensão nas partidas

de motores de indução trifásicos sempre foi um problema para indústrias e distribuidoras. Provavelmente, o efeito de partida de motores

Tensão em % de Vnm

Consequências

85

Tensão abaixo da qual os contatores da classe 600 V não operam.

mais amplamente conhecido e estudado é

76

a queda de tensão experimentada por um

Tensão em qeu os motores de indução e síncronos deixam de operar, quando funcionando a 115% da sua potência nominal.

sistema elétrico industrial como resultado

71

da partida de grandes motores. Durante a

Tensão em que os motores de indução deixam de operar, quando em funcionamento a plena carga.

partida, os motores elétricos solicitam da

67

rede de alimentação uma corrente de valor

Tensão em que os motores síncronos deixam de operar.

elevado, da ordem de seis a dez vezes a

de modo a analisar o pior caso em relação

sua corrente nominal. Nestas condições, o

ao afundamento de tensão, será utilizada a

circuito, que, inicialmente fora projetado

condição de partida direta.

para transportar a potência requerida pelo motor, é solicitado agora pela corrente de acionamento durante um certo período de

Afundamentos de tensão na partida de motor

Figura 1 – Ponto de acoplamento comum.

tempo. Em consequência, o sistema fica submetido a uma queda de tensão muito

superior aos limites estabelecidos, podendo

motor solicita da rede de seis a dez vezes

provocar sérios distúrbios operacionais nos

a corrente usual para produzir o torque de

equipamentos de comando e proteção,

partida. Afundamentos de tensão devido

As

iluminação e no sistema elétrico de uma

à partida de grandes motores podem ser

sistema elétrico do presente trabalho

forma geral. A Tabela 1 fornece os valores

teoricamente calculadas de maneira similar

foram elaboradas no software PTW, da

percentuais de tensão sob os quais os

às causadas por faltas no sistema. A Figura

SKM Systems Analysis. O sistema elétrico

motores e diversos dispositivos de comando

1 mostra o circuito equivalente para partida

em estudo é parte de uma subestação

podem operar indevidamente.

de motor em um ponto de acoplamento

típica de uma unidade industrial.

comum (point of common coupling) PCC. A

tensão no PCC é dada pela equação 1:

13,8 kV de uma concessionária fictícia

Existem diversos métodos e soluções

para partida de motores de indução: partida

A corrente de partida ocorre porque o

Estudo de caso simulações

realizadas

para

o

A subestação recebe alimentação em

direta, chave estrela-triângulo, partida por

por meio de dois ramais alimentadores

autotransformador, soft-starter, inversores

no painel PN-01, o qual alimenta os

de frequência, etc. No presente trabalho,

painéis PN-02 e PN-03: um CCM de


34

Aula Prática

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Figura 2 – Diagrama unifilar.

média tensão em 4,16 kV e um de baixa

forma a salientar esta recomendação, as

condição

tensão em 480 V, respectivamente. A

referências [3] e [4] apresentam normas

interligação abertos) e ensaiada a partida

alimentação dos CCMs será feita através

técnicas de fornecimento de energia

dos maiores motores do PN-03 (480 V):

de dois ramais alimentadores, cada um

primária de duas concessionárias, onde

M-VT-01 (260 kW) e M-VT-02 (250 kW);

contendo um transformador abaixador:

é imposto o limite de 3% da tensão

• 2ª caso: O sistema operando em

TF-02A / TF-02B (4000 kVA - 13,8 kV /

nominal primária no ponto de entrega.

condição

4,16 kV) e TF-02A / TF-02B (630 kVA -

O segundo valor é de interesse do

interligação abertos) e ensaiada a partida

13,8 kV / 4,16 kV). Cada transformador

projetista na determinação da tensão

dos maiores motores do PN-02 (4,16 kV):

é capaz de suportar toda a carga em

mínima para funcionamento das cargas

M-B-03A (700 kW) e M-B-07 (515 kW);

operação do painel que alimenta.

e acionamento dos contatores, tanto

• 3ª caso: O sistema operando em

os do motor em questão como os das

condição de contingência (disjuntores

outras unidades em funcionamento [2].

de interligação fechados) e ensaiada a

Premissas

normal

normal

(disjuntores

(disjuntores

de

de

A referência [5] utilizada no presente

partida do maior motor do PN-03 (480

Como já abordado, no instante do

trabalho estabelece o limite de 15% de

V): M-VT-01 (260 kW);

acionamento de um motor elétrico,

afundamento de tensão nas barras do

• 4ª caso: O sistema operando em

é

sistema.

condição de contingência (disjuntores

solicitada

da

rede

uma

corrente

de interligação fechados) e ensaiada a

de alto valor, que proporciona um afundamento de tensão elevada no

Análise estática

partida do maior motor do PN-02 (4,16 kV): M-B-03A (700 kW).

circuito alimentador. Este afundamento de tensão pode variar de acordo com as

A

impedâncias do sistema, desde a fonte

um

de suprimento até os terminais do motor.

considerando os maiores motores na

simulados foram resumidos na Tabela 2,

O primeiro valor de interesse é da

condição de partida e os demais na

que apresenta para cada barra do sistema

concessionária local, que, normalmente,

condição em regime. Foram realizados

industrial: a tensão, a queda de tensão

limita a queda de tensão no ponto

quatro casos de simulações de fluxo de

percentual e os fluxos de potência ativa e

de entrega do sistema distribuidor.

potência na plataforma PTW:

reativa. Atenção especial pode ser dada

análise estudo

estática de

fluxo

compreende de

potência

Os resultados para os quatro casos

ao afundamento de tensão percentual

Geralmente, este valor fica limitado a 3% da tensão nominal primária. De

• 1ª caso: O sistema operando em

nas barras (ΔV %). Observando a tabela,


36

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Tabela 2: Simulação de fluxo de potência - PTW

Caso 1

Caso 2

Caso 3

Caso 4

PN-01 - A

Nominal (V)

13800,00

13800,00

13800,00

13800,00

PN-01 - A

LF Volts(V)

13357,53

12991,04

13024,61

12653,94

PN-01 - A

ΔV (%)

3,21

5,86

5,62

8,30

PN-01 - A

LF kVAR (kVAR)

2670,01

5018,12

4439,22

6696,31

PN-01 - A

LF kW (kW)

2892,44

2693,56

5447,42

5252,07

PN-01 - B

Nominal (V)

13800,00

13800,00

13800,00

13800,00

PN-01 - B

LF Volts(V)

13316,96

13087,43

13024,61

12653,94

PN-01 - B

ΔV (%)

3,50

5,16

5,62

8,30

PN-01 - B

LF kVAR (kVAR)

2917,79

4404,89

0,00

0,00

PN-01 - B

LF kW (kW)

3023,67

2820,09

0,00

0,00

PN-02 - A

Nominal (V)

4160,00

4160,00

4160,00

4160,00

PN-02 - A

LF Volts(V)

3954,17

3598,73

3761,06

3408,25

PN-02 - A

ΔV (%)

4,95

13,49

9,59

18,07

PN-02 - A

LF kVAR (kVAR)

1022,10

4265,17

2138,22

5011,45

PN-02 - A

LF kW (kW)

2027,14

2308,51

4199,88

4384,84

PN-02 - B

Nominal (V)

4160,00

4160,00

4160,00

4160,00

PN-02 - B

LF Volts(V)

3934,45

3675,96

3759,55

3406,58

PN-02 - B

ΔV (%)

5,42

11,64

9,63

18,11

PN-02 - B

LF kVAR (kVAR)

1114,54

3672,50

1114,99

1116,14

PN-02 - B

LF kW (kW)

2164,01

2332,96

2168,22

2178,92

PN-03 - A

Nominal (V)

480,00

480,00

480,00

480,00

PN-03 - A

LF Volts(V)

410,31

441,31

385,91

414,13

PN-03 - A

ΔV (%)

14,52

8,06

19,60

13,72

PN-03 - A

LF kVAR (kVAR)

1331,64

259,72

1501,41

587,65

PN-03 - A

LF kW (kW)

842,66

374,97

1204,56

840,48

PN-03 - B

Nominal (V)

480,00

480,00

480,00

480,00

PN-03 - B

LF Volts(V)

402,96

441,16

385,86

414,09

PN-03 - B

ΔV (%)

16,05

8,09

19,61

13,73

PN-03 - B

LF kVAR (kVAR)

1435,94

336,70

317,68

326,99

PN-03 - B

LF kW (kW)

829,94

476,78

449,04

462,49

nota-se que a barra da concessionária

os piores resultados em relação ao

(PN-01)

atendimento

dos

de tensão acima do limite de 3% para

de

Serão

todos os casos. O CCM de 480 V (PN-

gráficos referentes às simulações e os

03) e o de 4,16 kV (PN-02) apresentaram

comentários relativos às figuras.

apresentou

afundamentos

tensões.

limites

de

perfil

apresentados

os

afundamentos de tensão acima do limite de 15% nos casos 1, 3 e 4.

1 – A Figura 3 ilustra a tensão na barra do CCM de 480 V (PN-03) para

Análise dinâmica

a simulação do caso 3. No instante da partida, a tensão afunda para 0,8 pu, não apresentadas

respeitando o limite de 15%. À medida

simulações no tempo do comportamento

que o motor alcança sua velocidade

das tensões e de algumas características

nominal (1800 rpm), a tensão na barra se

motoras obtidas, a partir do módulo

restabelece.

Nesta

seção,

serão

Transient Motor Starting do PTW. Estas simulações foram realizadas para o caso

2 – A Figura 4 ilustra a tensão no CCM

3, pois foi o cenário que apresentou

de 480 V (PN-03), o fator de potência


37

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Figura 3 – Tensão em PN-03 e velocidade de M-B-03ª.

Figura 4 – Tensão em PN-03, fator de potência e potência reativa M-VT-01.

Figura 5 – Velocidade, corrente na linha e escorregamento M-VT-01.

Figura 6 – Torque M-VT-01 .

e a potência reativa no motor M-VT-01

3 - A Figura 5 ilustra a corrente na

(260 kW) para a simulação do caso 3. No

linha, a velocidade e o escorregamento

instante da partida, o fator de potência

do motor. A corrente no momento

é baixo, consumindo da rede quase

da partida é aproximadamente seis

que somente potência reativa. Nota-se,

vezes a corrente nominal. À medida

portanto, que o afundamento de tensão

que a velocidade do motor aumenta, a

está ligado ao consumo de potência

corrente na linha diminui e atinge seu

reativa.

valor nominal quando o motor atinge


38

Aula Prática

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

sua velocidade nominal. A sobrecorrente

considerando

de

sustenta

partida, comparando-se as vantagens

enquanto o motor acelera, só caindo

e desvantagens técnicas e econômicas,

aos níveis normais quando o motor se

podem ser realizadas como trabalhos

aproxima da velocidade de regime. O

futuros.

escorregamento antes do instante de

Por final, foi possível observar a

partida tem valor 1, pois o rotor está

importância de uma instalação industrial

parado. Seu valor decai até próximo de

que garanta a qualidade dos processos e

zero quando é atingida a velocidade

da energia elétrica. Se forem comparados

nominal. Nota-se que a velocidade do

os custos da perda da operação por

motor e o escorregamento assumem

indisponibilidade

variações aproximadamente lineares em

o custo investido na infraestrutura do

direções opostas desde o instante da

sistema elétrico, o custo do projeto

partida até o funcionamento em regime.

elétrico

partida,

portanto,

se

outros

de

apresenta

métodos

energia

valor

de

versus

desprezível

quando visto pelos onerosos prejuízos 4 – A Figura 6 ilustra o torque do motor.

associados a uma possível parada da

O torque operativo apresenta valor um

planta.

pouco abaixo do torque de partida. Como o torque do motor de indução

Referências bibliográficas

varia aproximadamente com o quadrado da tensão aplicada aos seus terminais

[1]

ABBAS,

M.;

MAJEED,

M.A.A.;

um elevado afundamento de tensão nos

KASSAS, M.; AHMAD, F.; Motor starting

terminais do motor pode fazer com que

study for a urea manufacturing plant,

o motor não consiga partir.

IEEE Power Engineering, Energy and Electrical Drives (POWERENG), 2011

Conclusões

International Conference on, 2011; [2]

MAMEDE

FILHO,

João.

Manual

Por meio da análise de partida de

de Equipamentos Elétricos, 3. ed. Rio

motores, para as diversas condições

de Janeiro, LTC - Livros Técnicos e

operativas,

Científicos Editora S.A, 2005;

foi

possível

prever

o

dimensionamento de um sistema que

[3] COELCE; NT-002/2011: Fornecimento

não operaria dentro de limiteis aceitáveis

de Energia Elétrica em Tensão Primária

de tensão, fato que comprometeria seu

de Distribuição, 2011;

correto funcionamento. Os resultados

[4] CEB; NTD – 6.05: Fornecimento de

obtidos das simulações mostraram que a

Energia Elétrica em Tensão Primária de

condição de contingência se apresentou

Distribuição, 2013;

como o pior cenário, principalmente

[5] Motors and Generators Standard

na baixa tensão (480 V). Foi também

MG1–2003, NEMA, 2004.

analisada a ligação entre o afundamento da tensão e o consumo de potência

*Paulo Victor de Souza Borges e Cristiano

reativa para controle da mesma.

Santos Carvalho são pesquisadores do

Pode-se rede reativa

concluir

incapaz

de

necessária,

que,

fornecer a

em

uma

Instituto Alberto Luiz Coimbra de pós-

potência

graduação e Pesquisa de Engenharia

tensão

cairia

até não se recuperar mais. Análises

(Coppe) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


Renováveis ENERGIAS COMPLEMENTARES

Ano 2 - Edição 18 / Dezembro de 2017

Geração solar fotovoltaica

Aspectos que influenciam o rendimento da instalação *Notícias selecionadas sobre as fontes renováveis que mais crescem no país* APOIO


40

Solar

Artigo

Por Igor Ferreira do Prado, Taís Mirele da Silva, Marcelo Bento Pisani e Rodrigo Dórea da Silva*

Produção eficiente de energia elétrica utilizando painéis fotovoltaicos com custo operacional reduzido


Artigo

A procura por fontes de energias

Solar

41

dimensionou-se a quantidade de carga

alternativas tem crescido em muitos países,

necessária para alimentar uma residência

buscando-se uma forma eficiente para suprir

padrão, constatando a necessidade de um

suas demandas internas. No que tange à

sistema de armazenamento de energia, este

captação da energia solar, o Brasil recebe uma

composto por quatro baterias para armazenar

irradiação média de 5 kWh/m²/dia. Esta fonte

a carga a ser consumida pela família.

alternativa de energia renovável converte diretamente a luz solar em energia elétrica,

Metodologia

e, após a conversão, a mesma é coletada, armazenada e processada por dispositivos

eletrônicos. Sabe-se que quanto maior a

voltado para a caracterização de

radiação solar maior será a quantidade de

sistemas de geração de energia elétrica

eletricidade produzida, logo, tal irradiância

fotovoltaica, com o objetivo de analisar os

mostra o espetacular potencial de utilização

aspectos que influenciam no rendimento

dessa fonte de energia dentro da matriz

global da instalação. Foi proposto um

energética brasileira.

dimensionamento eficiente do sistema

de geração fotovoltaica, bem como novas

Um desafio existente, além da produção

Este trabalho apresenta um estudo

da energia, é a sua distribuição para os locais

formas de alocação variável da angulação

de consumo. Nesse aspecto, a geração

do painel solar ao longo do ano através de

distribuída tem fundamental importância,

cálculos precisos que levam em conta a

pois é uma fonte de energia ligada

inclinação do sol no decorrer dos meses. Em

diretamente à rede de distribuição ou ao local

seguida, propôs-se a divisão do ano em duas

de medição do cliente, podendo ser instalada

partes, com diferentes angulações, a fim de

próximo aos centros de carga, minimizando

aumentar a potência máxima gerada. Outro

as perdas e atendendo, também, às regiões

fator avaliado que influencia a capacidade de

onde o potencial de expansão dos sistemas de

geração de energia elétrica é o aumento de

transmissão ou distribuição é limitado, além

temperatura.

de ter um aumento da eficiência energética

O trabalho foi desenvolvido em etapas:

global.

Com o desenvolvimento do conceito de

1ª etapa - Dimensionamento do sistema de

smart grid, cujo objetivo é tornar o sistema

geração e armazenamento de energia;

elétrico de potência mais interligado e

2ª etapa: Cálculos de posicionamento;

eficiente, surgiu a proposta de se utilizarem

3ª etapa: teste de eficiência.

diversas fontes de energia, sendo que esses sistemas incluem geradores baseados

Dimensionamento do sistema

em biomassa, turbinas de combustão, microturbinas, sistemas de concentração de

energia solar térmica e fotovoltaica, pequenas

assuntos relacionados com o aproveitamento

centrais hidrelétricas, turbinas eólicas, entre

da energia solar para geração de energia

outros e, apresentam características de serem

elétrica, bem como os aspectos gerais do

compostos por redes renováveis.

funcionamento de sistemas fotovoltaicos

Este trabalho apresenta um estudo

isolados e as características que influenciam

voltado para a caracterização de sistemas

o seu rendimento (como o posicionamento do

de geração de energia elétrica fotovoltaica,

painel fotovoltaico e efeito da temperatura),

evidenciando também a importância e

além do dimensionamento do sistema. A

a relação otimizada de uso entre fontes

Figura 1 ilustra um sistema solar fotovoltaico

renováveis de energia. Além disso,

off-grid ou autônomo.

Este projeto foi iniciado com o estudo de


Solar

42

Artigo Ec = X * P * T

(01)

Ecm = Ec * Y

(02)

A partir disso, pode-se calcular a energia

produzida pelos módulos fotovoltaicos, a potência através do método da insolação, o dimensionamento do banco de baterias, bem como a quantidade de painéis fotovoltaicos a serem usados no sistema.

Na Tabela 2, calculou-se a

energia produzida (E p) pelos módulos fotovoltaicos, adotando o método da insolação, através da potência já

Figura 1 – Ilustração de um sistema de geração fotovoltaica off-grid de energia elétrica (fonte: Atlas de energia elétrica Aneel).

Analisou-se o dimensionamento do

estabelecida pelo módulo, com um valor prévio de 205 W, e área de 1,455 m²,

tempo nublado, chuvoso ou sombreamento), o

sistema fotovoltaico, calculando a energia

banco de baterias entra em ação, alimentando,

consumida por uma casa com três pessoas,

assim, a residência. Para calcular a energia

como é apresentado na Tabela 1, podendo,

consumida diariamente (Ec), multiplicou-se

assim, dimensionar a capacidade do banco de

a quantidade de eletrodomésticos (X) pela

baterias para o sistema que será montado, ou

potência média de cada um (P) e pelo tempo

seja, a quantidade de baterias necessárias para

de uso diário (T), obtendo, então, o consumo

alimentar uma casa (com consumo médio de

diário, conforme Equação 01. Para obter o

aproximadamente 2500 Wh diariamente). Há

consumo mensal (Ecm), basta multiplicar o

obtendo assim uma eficiência (η m) de 14,0893 %, conforme Eq. 03. E utilizando a insolação diária da região do Sul da Bahia, valor obtido com o auxílio do Atlas de energia elétrica do Brasil fornecido pela Aneel, encontrou-se a energia produzida pelo painel (E p), conforme Eq. 04. ηm =

uma dada importância nesses cálculos, pois na

consumo diário (Ec) pelos dias de uso mensal

queda ou falta de energia (em decorrência do

(Y), conforme a Equação 02. Ver Tabela 1.

Pmáx Am * 1000

* 100

Ep = Es* Am* ηm

(03) (04)

Tabela 1 – Dimensionamento da energia consumida por uma residência padrão Eletrodomésticos

Quantidade

Potência

Dias de uso

Tempo de uso

Consumo diário

Consumo mensal

-X

média [W] - P

mensal - Y

diário [h] - T

[Wh] - Ec

[kWh] - Ecm

Geladeira

1

100

30

8,00*

800,0

24,000

Fogão

1

60

30

0,17

10,2

0,306

Ferro

1

1000

8

0,28

280,0

2,240

Televisão 29”

1

55

30

4,90

269,5

8,085

Ventilador

1

120

28

1,60

192,0

5,376

Liquidicador

1

300

28

0,03

9,0

0,252

Lâmpadas

6

5

30

4,90

147,0

4,410

Carregador de celular

3

1,5

30

2,00

9,0

0,270

Carregador de notebook

1

300

30

2,50

750,0

22,500

Aparelho de som pequeno

1

20

25

1,00

20,0

0,500

Total:

17

1961,5

269

25,38

2486,7

67,939

* Considerando que o compressor funciona apenas oito horas diárias.

Tabela 2 - Cálculo da energia produzida pelos módulos fotovoltaicos, através do método da insolação

Cálculo da energia produzida pelos módulos fotovoltaicos Método a insolação Potência máx. [W] – Pmáx

Área do módulo [m²] - Am

Eficiência - ηm

205

1,455

14,089%

Isolação diária [Wh/m².dia] – Es

Área da superf. do módulo [m²] - Am

Eficiência do módulo - ηm

Energia produzida [Wh] - Ep

5100

1,455

0,141

1046290


Artigo

Solar

Na Tabela 3, dimensionou-se o banco

Tabela 3 – Dimensionamento do banco de baterias

de baterias, encontrando o número de

sistema), conforme Eq. 05, a capacidade do banco de baterias (Cbanco) através da energia do banco (Vbanco), conforme Eq. 06. A energia armazenada foi obtida utilizando o valor encontrado na Tabela 3 – 2486,7 Wh –, da bateria, correspondente a 50%, conforme a Eq. 07. Assim como se calculou o número de baterias em série, foi calculado o número de baterias para um conjunto em paralelo, dividindo a capacidade de carga do banco de cada bateria (Cbat), conforme Eq. 08.

Ec Ea = Pd

(07)

Cbanco Nbp = Cbat

(08)

1 Capacidade do banco de baterias [Ah] - Cbanco

4973,40

12

414,45

Energia consumida

Profundidade de descarga

Energia armazenada

[Wh] – Ec

permitida (20%, 50%,

[Wh] - Ea

2486,70

0,5

4973,40

Capacidade de carga do banco

Capacidade de carga de

Número de conjuntos paralelos

de baterias [Ah] – Cbanco

cada bateria [Ah] - Cbat

– Nbp

414,45

200

2,072

Tabela 4 – Quantidade de módulos fotovoltaicos necessários para o sistema

baterias (Cbanco) pela capacidade do banco de

(06)

12 Vbanco [V]

80%, etc.) - Pd

multiplicando pela profundidade de descarga

Ea Cbanco = Vbanco

12 Energia armazenada [Wh] – Ea

armazenada (Ea) multiplicando pela tensão

(05)

Número de baterias em série – Nbs

caso estas sejam utilizadas em série no

Vbanco Nbs = Vbat

Vbat [V]

Vbanco [V]

baterias em série (valores necessários

Energia diária consumida no

Energia diária produzida por

Números de módulos

sistema [Wh] – Ec

cada módulo [Wh] - Ep

empregados no sistema – N

2486,70

1046,29

Calculado

Utilizado

2,38

3

procurou-se analisar aspectos necessários

ângulo de orientação dos raios solares em

para ter um maior aproveitamento do sistema

relação ao norte geográfico.

de geração de energia, dentre os quais podem

ser citados o posicionamento e o ângulo de

eficiência global do sistema, o projeto deu seu

inclinação da placa.

prosseguimento com a análise dos ângulos de

Com a motivação de se melhorar a

inclinação da placa solar. Como o ângulo de

Na Tabela 4, obteve-se a quantidade de

Cálculos de posicionamento

altura do sol possui grande variação ao longo das estações do ano, sendo a altura do Sol no

módulos fotovoltaicos que serão necessários

céu maior nos dias de verão, determinaram-se

para o sistema. Para encontrar o número de

painéis empregados dividiu-se a energia diária

placa houve, primeiramente, uma análise

dois ângulos para a inclinação do painel,

consumida no sistema (Ec), valor encontrado

local/regional do posicionamento do sol e

observando sua variação no período de verão-

na Tabela 3, pela energia diária produzida por

das taxas de radiação solar incidente para

primavera e outono-inverno, e obtendo os

cada módulo (Ep), valor encontrado na Tabela

localização adequada das placas, com o

ângulos para o horário de maior incidência

4, conforme Eq. 09.

intuito de maximizar a produção de energia

de luz solar. Estes fatores são importantes e

elétrica e melhorar a eficiência da placa solar.

imprescindíveis para uma melhor eficiência

das placas solares. O ângulo alfa calculado

Ec N = Ep

(09)

Na análise do ângulo de inclinação da

Atualmente, o posicionamento de placas

fotovoltaicas é realizado de modo prático

(ângulo de inclinação) é responsável por fazer

através de tabelas que relacionam a posição

os raios solares incidirem perpendicularmente

um consumo de 2486,7 Wh diariamente,

geográfica (latitude/longitude) para se obter

à superfície do módulo, maximizando a

dois módulos não seriam suficientes para

uma angulação média de inclinação da placa

captação da radiação solar direta.

gerar energia para a residência, logo, serão

fotovoltaica. Para tal situação, a placa é

utilizados três módulos, havendo uma sobra

instalada de forma fixa ao longo do ano; para

o ângulo zenital correspondente à altura solar

de energia de 652,17 Wh. Tendo em vista

região sul da Bahia utiliza-se uma inclinação

para todos os meses do ano em um dia fixo,

os constantes avanços tecnológicos, essa

fixa igual a 14° referente à latitude local.

e em horários em que os picos de incidência

sobra de energia pode ser utilizada e se faz

Com isso, a melhor maneira de se instalar

de luz são maiores, por volta de meio dia, e

necessária quando houver a compra de novos

um módulo solar fixo é orientá-lo com sua

a latitude local. Devido à grande variação do

eletrodomésticos.

face voltada para o norte geográfico, que

ângulo de inclinação nos meses, calculou-se

corresponde ao ângulo azimutal. Este é o

uma média para o ano, como é apresentado

Partindo do pressuposto que existe

Ao longo do desenvolvimento do projeto

Através do site Solar Topo [10], obteve-se

43


Solar

44

Artigo

na Tabela 5. Além da média anual, calculou-se

Tabela 5 – Latitude e inclinação para duas épocas específicas do ano para a Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC)

a inclinação dividindo o ano em duas partes, verão-primavera e outono-inverno, obtendo,

Média anual

Média outono-inverno

Média verão-primavera

assim, a inclinação para os meses de abril

(jan-dez)

(abr-set)

(out-mar)

a setembro, correspondente ao período do

18,715833°

30,303333°

7,128333°

Latitude 14°

outono-inverno, e de outubro a março, ao período do verão-primavera.

Em seguida, foram utilizados quatro

ângulos, que foram parametrizados para simulação em bancada de laboratório, sendo zero grau referente à média anual calculada de 18,72º, cinco graus foi o ângulo aproximado referente à diferença entre a média anual e o ângulo de inclinação da latitude local (UESC: 14°). Os setes graus, aproximadamente, foram referentes à diferença entre o ângulo de inclinação calculado para o ano e a média verão-primavera; e o ângulo aproximado de dezesseis graus foi referente à média outonoinverno.

Resultados e discussões

Gráfico 1 – Curva de I x V para os diferentes ângulos calculados.

Os estudos teóricos, bem como a

execução do projeto, geraram alguns resultados para análise e comprovação do que foi estudado. A seguir estão os gráficos plotados a partir dos resultados obtidos no experimento.

Após a execução das medidas de tensão,

corrente e temperatura, foram gerados os gráficos a fim de analisar as curvas de corrente X tensão (I x V) e potência X tensão (P x V), e observar qual das angulações trouxe uma melhor eficiência para a placa solar e quais os parâmetros físicos que impossibilitaram determinadas angulações de obterem uma melhor eficiência.

Gráfico 2 – Curva de P x V para os diferentes ângulos calculados.

O melhor aproveitamento da energia

solar ocorre quando os raios incidem perpendicularmente ao módulo [7], ou seja,

com um ângulo de inclinação igual a zero

X tensão para os diferentes ângulos de

X tensão para esses mesmos ângulos.

grau. Tendo em vista essa característica

inclinação e é possível notar que a curva que

Nota-se que a curva que apresenta melhor

do módulo, utilizaram-se as medidas com

apresenta melhor rendimento refere-se à

desempenho é a curva referente à inclinação

inclinação de zero grau para analisar os

inclinação de zero grau, ou seja, quando o

de zero grau.

efeitos de temperatura e irradiânica sobre a

sol se posiciona perpendicularmente à placa

placa solar.

solar. No experimento foi utilizada uma placa

para o ângulo de zero grau, no entanto, com

No Gráfico 1 estão todas as curvas de

Este gráfico apresenta a curva de corrente

O Gráfico 2 apresenta a curva potência

O Gráfico 3 apresenta a curva de I x V

composta por 15 lâmpadas incandescentes

temperaturas de monitoramento diferentes,

posicionamento (ângulos: 0°, 5°, 7° e 16°)

para simular o efeito de radiação solar.

sendo uma curva a 25°C ~ 30°C e outra

para I x V a uma temperatura monitorada entre

a 65°C. O objetivo foi analisar o efeito da

25°C e 30°C.

diferentes ângulos calculados.

O Gráfico 2 apresenta a curva P x V para os

temperatura sobre a placa solar.


Artigo

Solar o posicionamento do módulo solar apresenta forte influência nos resultados do rendimento e eficiência que ele pode apresentar. Isso porque os fatores ambientais que influenciaram significativamente na eficiência do módulo foram a temperatura e as variações angulares.

Conclusão

A relevância deste trabalho evidenciou-se

através dos estudos feitos a fim de obter um melhor rendimento para o painel solar e, Gráfico 3 – Curva de I x V para as diferentes temperaturas.

O gráfico 3 mostra as curvas de I x V para o

As tensões são maiores para temperaturas

consequentemente, aperfeiçoar os estudos voltados para a implantação do sistema solar fotovoltaico OFF-GRID mais eficiente. Tal

ângulo de inclinação a zero grau, entretanto, com

mais baixas e, em temperaturas mais altas, as

constatação se dá em razão da análise das

as temperaturas do módulo solar diferentes.

tensões são menores e a corrente fornecida pelo

curvas de eficiência para diferentes ângulos,

A temperatura tem influência na tensão

módulo não se altera com a temperatura. É o que

avaliando assim o posicionamento do módulo

que o módulo fornece em seus terminais e,

pode ser observado no gráfico 4, haja vista que a

solar.

consequentemente, na potência fornecida.

potência é o produto da tensão e da corrente do

módulo, pois quando a temperatura aumenta, a

satisfatórios, visto que a melhor eficiência da

as diferentes temperaturas a uma mesma

potência fornecida pelo módulo diminui [7].

placa era para o posicionamento perpendicular

angulação.

ao sol, isto é, com ângulo de inclinação igual a

O gráfico 4 apresenta a curva P x V para

Os resultados deste trabalho indicam que

Conclui-se que os resultados obtidos foram

45


Solar

46

Artigo Érica. 2012. São Paulo. (8) Empresa de Pesquisa Energética (EPE). “Análise da Inserção da Geração Solar na Matriz Elétrica Brasileira.” Rio de Janeiro, maio/2012 (Nota Técnica). (9) Atlas de energia elétrica do Brasil / Agência Nacional de Energia Elétrica. 2. Ed. – Brasília: ANEEL, 2005. 243 p.: il. (10) SOLAR TOPO. Dom calculadora posição – Azimute e Zenith. Disponível em: http://www. solartopo.com/posicao-do-sol.htm. Acesso em 04 de novembro de 2015. Gráfico 4 – Curva de P x V para diferentes temperaturas.

zero grau e isso pode ser constatado através dos

(3) Ministério de Minas e Energia.

gráficos X e Y.

Disponível em: http://www.mme.gov.br/

web/guest/paginainicial/outrasnoticas//

Portanto, foi validado em laboratório que

o método de alocação de placas fotovoltaicas

asset_publisher/32hLrOzMKwWb/content/

proposto mostrou-se eficiente, considerando

programa-de-geracao-distribuida-preve-

que apresentou uma maior quantidade de

movimentar-r-100-bi-em-investimemtos-

energia gerada quando comparado com a técnica

ate-2030. Acesso em 01 de agosto de 2016.

convencional de posicionamento utilizando

(4) Solarterra – Soluções em Energias

apenas a latitude do local. Além disso, o sistema

Alternativas. Energia Solar Fotovoltaica. Guia

apresentou baixo custo operacional.

Prático. São Paulo – SP. (5) GEOSOLARES. Energias Renováveis.

Referências bibliográficas

Disponível em: http://www.geosolares.com. br/energia-solar/. Acesso em 02 de agosto de

*Igor Ferreira do Prado é engenheiro eletricista e mestre em engenharia elétrica. Atualmente, é professor assistente na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Marcelo Bento Pisani possui graduação em Física, mestrado em Engenharia Elétrica, doutorado em Engenharia Elétrica e Microssistemas, pósdoutorado em Engenharia Elétrica e de Sistemas e pós-doutorado em Engenharia Elétrica e Materiais pela Universidade Estadual da Pensilvânia (PSU, 2011). Atualmente é professor Adjunto da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Taís Mirele Fernandes da Silva é graduanda em engenharia elétrica pela Universidade Estadual de Santa Cruz, com ênfase em Geração, Transmissão e

(1) PACHECO, Fabiana. Economia em Destaque.

2016.

distribuição de Energia Elétrica.

Energias Renováveis: breves conceitos.

(6) COELHO, Daniel. Escola da Energia: Como

Rodrigo Dórea da Silva é graduando em Engenharia

(2) PEREIRA, E. B.; MARTINS, F. R.; ABREU S. L.;

funciona a Energia Solar Fotovoltaica.

Elétrica pela Universidade Estadual de Santa Cruz,

RUTHER R. Atlas Brasileiro de Energia Solar. –

(7) Villalva, M. G.; J. R. Gazoli. “Energia Solar

com ênfase em Geração, Transmissão e distribuição

São José dos Campos: INPE, 2006.

Fotovoltaica: conceitos e aplicações”. Editora:

de Energia Elétrica.


Notícias

Renováveis

Energia solar fotovoltaica atinge 150 MW de micro e minigeração distribuída

País possui, atualmente, 18.214 sistemas fotovoltaicos conectados à rede, que representam R$ 1,3 bilhão em investimento acumulado

O Brasil atingiu, em

mais de R$ 1,33 bilhão em

dezembro, a marca histórica

investimentos acumulados

de 150 MW de potência

desde 2012, distribuídos ao

instalada acumulada

redor de todas as regiões do

em sistemas de micro e

país.

minigeração distribuída

solar fotovoltaica instalados

residenciais lideram o uso da

em residências, comércios,

energia solar fotovoltaica,

indústrias, edifícios públicos

representando 42% da

e na zona rural. A energia

potência instalada no Brasil,

solar fotovoltaica representa

seguidos por empresas dos

75,5% do total da potência

setores de comércio e serviços

instalada desse tipo de

(39%), indústrias (9%),

geração que totalizou, em

sistemas localizados na

dezembro, 200 MW. De acordo

zona rural (5%), edificações

com a Associação Brasileira

e serviços do poder público

é impulsionado por três

aumento no protagonismo e na

de Energia Solar Fotovoltaica

(5%), como escolas, hospitais,

fatores principais: a redução

consciência e responsabilidade

(Absolar), os 18.214

tribunais e iluminação pública.

de mais de 75% no preço da

socioambiental dos

sistemas solares fotovoltaicos

energia solar fotovoltaica

consumidores, cada vez

conectados à rede trouxeram

executivo da Absolar, Rodrigo

nos últimos dez anos, o

mais interessados em

economia e engajamento

Sauaia, o crescimento

aumento de mais de 50%

economizar dinheiro

ambiental a 20.518 unidades

da micro e minigeração

nas tarifas de energia elétrica

ajudando simultaneamente a

consumidoras, somando

distribuída solar fotovoltaica

nos últimos dois anos e um

preservação do meio ambiente.

Atualmente, consumidores

Na opinião do presidente

47


48

Notícias

renováveis

Fontes limpas aumentam atratividade no Mercado Livre O estado do Amazonas dispara da 11º posição em novembro para a 3º, segundo Índice FDR Energia

empresas que já estão no

ser considerados inviáveis

mercado livre de energia e

financeiramente para migração

para as que desejam migrar”,

para o ACL. Já os que têm

afirma o sócio diretor da

entre 0,4 e 0,6 podem ser

FDR Energia, Erick Azevedo.

considerados com viabilidade

O levantamento mostra que

moderada e entre 0,6 e 0,8, com

estados que possuem valores

boa viabilidade. Acima de 0,8,

no índice abaixo de 0,4 podem

com alta viabilidade.

Índice de Atratividade do Mercado Livre para Fontes Limpas de Energia em dezembro de 2017 (por Estado)

O valor médio do Índice de

Um dos destaques é o estado

Estado

Índice de atratividade

TOCANTINS

0,648

PARÁ

0,638

AMAZONAS

0,621

ESPIRITO SANTO

0,602

GOIAS

0,600

RIO DE JANEIRO

0,599

SANTA CATARINA

0,586

MATO GROSSO

0,585

PARANÁ

0,564

DISTRITO FEDERAL

0,554

MATO GROSSO DO SUL

0,535

RONDONIA

0,516

Atratividade do Mercado Livre

do Amazonas, que saiu da 11º

SÃO PAULO

0,504

para Fontes Limpas de Energia

posição em novembro para a 3º

MINAS GERAIS

0,499

para todo o Brasil ficou em

posição em dezembro, com a

RIO GRANDE DO SUL

0,491

“0,524” no mês de dezembro,

nota “0,621”. Pelo sétimo mês

melhor índice desde agosto de

consecutivo, Tocantins lidera o

PIAUI

0,484

2017. O ranking é atualizado

ranking de atratividade entre as

MARANHÃO

0,470

pela FDR Energia, empresa de

unidades da Federação como o

ACRE

0,469

geração e comercialização de

estado em que as fontes limpas

CEARA

0,468

energia e, assim como o modelo

no Ambiente de Contratação Livre

PARAIBA

0,460

do Índice de Desenvolvimento

(ACL) são mais competitivas em

ALAGOAS

0,460

Humano (IDH), da Organização

relação ao mercado cativo, com a

das Nações Unidas (ONU), é

nota 0,648. Em segundo lugar o

PERNAMBUCO

0,447

calculado em um intervalo

Pará com “0,638”.

SERGIPE

0,432

de “0,000”, para a menor

BAHIA

0,428

atratividade, e “1,000” para a

relevante da atratividade das

RIA GRANDE DO NORTE

0,416

maior atratividade.

energias renováveis para as

AMAPÁ

0,387

“Trata-se de uma retomada

Fonte: FDR Energia


Notícias

Renováveis

Eólica alcança 12,64 GW de capacidade instalada Fonte contabiliza 503 parques eólicos e representa 8,1% da matriz elétrica brasileira

No mês de dezembro, a

abaixo do nível e com

energia eólica alcançou 12,64

bandeira vermelha. Os dados

GW de capacidade instalada

de recordes de geração

no país, distribuída em 503

do Operador Nacional do

parques. Em construção e

Sistema Elétrico (ONS) são

contratados estão outros 4,69

a prova disso. No dia 14/9,

GW em 211 parques que estarão

por exemplo, as eólicas

prontos até 2020, segundo

abasteceram 64% da

informa a Associação Brasileira

demanda média do Nordeste”,

de Energia Eólica (Abeeólica).

diz a executiva. De acordo

com a associação, as eólicas

Para a presidente

executiva da associação, Elbia

têm outros benefícios, que

Gannoum, a marca de 500

podemos resumir da seguinte

parques, o crescimento da

forma: é renovável, não polui,

geração e os 12 GW merecem

possui baixíssimo impacto

ser comemorados e são uma

ambiental, contribui para

onde estão os aerogeradores

sustentável, gera empregos

prova de um setor que vem

que o Brasil cumpra o Acordo

tenham outras atividades

que vão desde a fábrica até

mostrando sua maturidade.

do Clima, não emite CO 2 em

na mesma terra, gera renda

as regiões mais remotas

“As eólicas estão,

sua operação, tem um dos

por meio do pagamento de

onde estão os parques, e

por exemplo, salvando o

melhores custos benefícios

arrendamentos, promove

incentivam o turismo ao

Nordeste do racionamento

na tarifa de energia, permite

a fixação do homem no

promover desenvolvimento

em tempos de reservatórios

que os proprietários de terras

campo com desenvolvimento

regional.

Fonte: Abeeólica

49


50

Pesquisa - Equipamentos de teste, medição,

gerenciamento de energia e automação

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Medição, automação e gerenciamento de energia Apesar da desaceleração econômica que ainda afeta o país, empresas dos mercados de testes e medição, de automação e gerenciamento de energia preveem encerrar o ano de 2017 com crescimento médio de 8,5%


51

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Os prognósticos não são totalmente otimistas, mas já se avista

Principais segmentos de atuação

uma luz no fim do túnel, ao menos para os mercados de medição, automação e gerenciamento de energia, alvos da pesquisa de mercado desta edição. O faturamento da indústria e do setor de

Residencial

distribuição de equipamentos de teste e medição deve encerrar

15%

o ano de 2017 com crescimento médio de 5%. As companhias

Montadores de painéis

estimam que este mercado como um todo cresça em torno de

53%

8% no período. Já as pesquisadas da área de automação e gerenciamento de energia imaginam fechar o ano com crescimento

58%

médio de 12% para seus resultados.

Distribuidoras de energia elétrica

Em concordância com a expectativa otimista-moderada das

Comercial

65%

empresas pesquisadas, segundo a Associação Brasileira da

Industrial

93%

Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o faturamento do setor eletroeletrônica deve encerrar o ano de 2017 com crescimento de 5% na comparação com o ano passado, alcançando R$ 136 bilhões. Na opinião do presidente da Associação, Humberto Barbato, os números indicam que a indústria está em processo de recuperação, devolvendo, paulatinamente, a confiança aos empresários e investidores.

As vendas diretas para o cliente final são o principal formato

Na pesquisa realizada pela revista O Setor Elétrico, participam

de comercialização dos produtos, segundo apontaram 83% das

empresas de todos os portes, mas vale a pena destacar as

pesquisadas. Telemarketing, por exemplo, foi citado por apenas 23%

pequenas e médias companhias – cerca de 70% –, que faturam

das companhias.

até R$ 30 milhões por ano. Um percentual pequeno delas fatura mais de R$ 500 milhões anualmente.

No que tange aos produtos mais comercializados, para o

mercado de equipamentos para automação e gerenciamento

Principais canais de vendas

de energia, os equipamentos mais presentes nas vendas das empresas são hardware para sistemas de supervisão, controle e gerenciamento e controlador de fator de potência. Já no segmento qualidade de energia são os instrumentos mais comercializados,

Telemarketing

sendo citados pela maioria das pesquisadas.

23%

As companhias projetam crescimento modesto para 2018 e

mencionaram a desaceleração econômica brasileira e a construção

Internet

33%

desaquecida como principais entraves ao desenvolvimento dos mercados pesquisados. É importante ressaltar que para 15%

Revendas / varejistas

50%

(segunda maior fatia do gráfico) das empresas de gerenciamento,

Distribuidores / atacadistas

55%

os projetos de infraestrutura que estão acontecendo estimulam os seus resultados. No caso das empresas de teste e medição, este

Venda direta ao cliente final

83%

percentual é de 11%.

Outros

8%

de teste e medição, amperímetro, voltímetro e medidor de

Confira a pesquisa na integra:

Números do mercado de instrumentos de testes e medição

Diferentemente da pesquisa realizada no ano passado, em que o

A área industrial é o principal segmento de atuação das

medidor de qualidade foi apontado pelas empresas como o principal

empresas deste segmento. 93% das entrevistadas apontaram

produto comercializado, nesta edição, o amperímetro e o voltímetro,

a indústria como principal setor atendido. Apenas 15% das

seguidos do medidor de qualidade de energia, foram indicados como

empresas indicaram o segmento residencial.

os equipamentos mais procurados. Confira o ranking.


Pesquisa - Equipamentos de teste, medição,

52

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

gerenciamento de energia e automação

Principais produtos comercializados

Questionadas sobre previsões de crescimento, as empresas

afirmaram que encerraram o ano de 2016 com elevação de 7% nos seus resultados quando comparado a 2015 e esperam crescer em

Outros

28%

torno de 8% no próximo ano. Para o mercado de testes e medição como um todo, as companhias estimam crescimento médio de 5%.

Frequencímetro

38%

Previsões de crescimento

Megômetro

40%

Medidor de resistência de aterramento

40%

Contratação de colaboradores em 2017

Medidor de temperatura

43%

3%

Multímetro

45%

5%

Medidor de harmônicas

48%

Crescimento médio para o mercado em 2017

7%

Medidor de energia reativa

50% 53% 53%

8%

Medidor de fator de potência

Crescimento médio das empresas em 2016 comparado a 2015 Crescimento médio para as empresas em 2017

Medidor de energia ativa

55%

Medidor de qualidade de energia Voltímetro

58%

A desaceleração da economia brasileira é o fator que mais

influencia (negativamente) o mercado de testes e medição. Por outro lado, 11% acredita nos projetos de infraestrutura como ponto forte

Amperímetro

para o desenvolvimento da indústria deste setor.

60%

Fatores que influenciaram o mercado de instrumentos de testes e medição

Apenas 6% dos fabricantes e distribuidores de instrumentos

4%

8%

Programas de incentivo do governo

Outros

de testes e medição que participaram do levantamento afirmam ter faturamento bruto médio em 2016 acima de R$ 500 milhões. A maior parte das pesquisadas (71%) faturou até R$ 30 milhões no ano

3%

passado.

Desvalorização da moeda brasileira

Faturamento bruto anual médio das empresas em 2016

6%

Acima de R$ 500 milhões

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

5% 31%

Até R$ 5 milhões

3%

De R$ 70 milhões a R$ 100 milhões

1%

9%

De R$ 50 milhões a R$ 70 milhões

3%

3% 9%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões 31%

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

Setor da construção civil aquecido 12%

Crise internacional

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

24%

Desaceleração da economia brasileira

Falta de normalização e/ou legislação Incentivos por força de legislação ou normalização

11%

Bom momento econômico do país

14%

Falta de confiança de investidores

6%

6%

11%

Projetos de infraestrutura

Setor da construção civil desaquecido


53

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Números do mercado de equipamentos de gerenciamento de energia e automação

Neste segmento, também as vendas diretas ao cliente final são o

canal mais praticado entre as empresas. Internet e telemarketing são os canais menos utilizados.

Também entre os fabricantes e distribuidores de equipamentos

de gerenciamento de energia e automação, o principal segmento de

Principais canais de vendas

atuação são as indústrias, citadas como tal por 90% das empresas pesquisadas.

15%

Principais segmentos de atuação

Telemarketing

Outros

28% Público

36%

28%

Internet Distribuidores / atacadistas

51%

Comercial

64%

Industrial

90%

Revendas / varejistas

54%

Venda direta ao cliente final

87%


Pesquisa - Equipamentos de teste, medição,

54

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

gerenciamento de energia e automação

O produto mais vendido pelas empresas deste segmento

continua sendo o hardware para sistemas de supervisão, controle e

equipamentos de gerenciamento de energia e automação cresça, em

gerenciamento de energia, conforme apontaram 56% das entrevistadas.

média, 5% neste ano de 2017.

Na sequência, estão os controladores de potência e os softwares

para sistemas de supervisão, controle e gerenciamento de energia,

2016, na comparação com o ano anterior, esperam

apontados por, respectivamente, 49% e 46% das companhias.

Os fabricantes e distribuidores acreditam que o mercado de

Já as empresas, que declararam ter crescido em torno de 6% em

Previsões de crescimento

Principais produtos comercializados

Contratação de colaboradores em 2017

4% Capacitador p/ correção do fator de potência

36%

6%

Banco automático para correção do fator de potência

38%

Crescimento médio para o mercado em 2017

6%

12%

Controlador de demanda

38%

Crescimento médio das empresas em 2016 comparado a 2015 Crescimento médio das empresas em 2017

Controlador de consumoço

41% Software para sistemas de supervisão, controle e gerenciamento de energia Controlador de fator de potência

46%

Aos poucos, este gráfico que mostra os fatores que influenciam

o setor muda de aspecto e se torna mais diversificado. Se antes, a concentração nos fatores negativos era muito grande, agora, já é possível identificar certa esperança. Para 15% das empresas de

49% 56%

Hardware para sistemas de supervisão, controle e gerenciamento de energia

gerenciamento de energia, por exemplo, os projetos de infraestrutura começam a favorecer o setor, embora a desaceleração da economia seja ainda o fator mais evidente. Fatores que influenciaram o mercado de equipamentos de gerenciamento de energia e automação

10%

A maior parte (67%) das empresas deste setor, que participaram

Outros

do levantamento, faturaram, em 2016, até R$ 20 milhões. Faturamento bruto anual médio das empresas em 2016

7%

De R$ 60 milhões a R$ 80 milhões 11%

26%

Até R$ 3 milhões

De R$ 40 milhões a R$ 60 milhões

2%

Falta de confiança de investidores

4%

Programas de incentivo do governo 4%

Bom momento econômico do país

15%

Falta de confiança de investidores

24%

4%

Desaceleração da economia brasileira

Falta de normalização e/ou legislação 7%

15%

De R$ 20 milhões a R$ 40 milhões

15%

De R$ 3 milhões a R$ 5 milhões 22%

De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões

4%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões

Incentivos por força de legislação ou normalização 2%

Crise internaciona

13%

15%

Projetos de infraestrutura

Setor da construção civil desaquecido


Pesquisa - Instrumentos de teste e medição

56

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Principal segmento de atuação

Certificado ISO Possui corpo técnico especializado para oferecer suporte aos clientes

Oferece treinamento técnico para os clientes

Fornece serviços de aferição e/ou manutenção dos instrumentos

X

X

X

X

ALSET ENG. E COMERCIO LTDA

(62) 3945-5047

www.alset.com.br

Goiania

GO

X

X X

X X

X X X

X

X

X

X

Bohnen+Messtek

(11) 2711-0050

www.bohnen.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

CCK

(11) 5051-1297

www.cck.com.br

São Paulo

SP

X

X X

X X X

X X

X

X

X

X

COEL

(11) 2066-3211

www.coel.com.br

São Paulo

SP

X

X X

X

X X

X

X

X

COMERCIAL GONÇALVES

(11) 3229-4044

www.comercialgoncalves.com.br

São Paulo

SP

X

X X

X X

X

X

X

X

X

X

D´LIGHT

(11) 2937-4650

www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

X

X X

X X X X

X X

X

X

DIGIMEC

(11) 2969-1600

www.digimec.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X X

X

X

X

EMBRASUL

(51) 3358-4000

www.embrasil.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

X

X

X

Engemet Elétrica

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

X

X

X

X

Finder

(11) 4223-1550

www.findernet.com

São Caetano do Sul

SP

X

X X X X X X X

X

X X

X

X

FLIR

(15) 3238-8070

www.flir.com

Sorocaba

SP

X

Fluke

(11) 4058-0200

www.fluke.com.br

São Paulo

SP

X

IDEAL INDUSTRIES

(11) 4314-9930

www.idealindustries.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X

X X X X X X X

Instrumenti

(11) 5641-1105

www.instrumenti.com.br

Taboão da Serra

SP

X

X X

Instrutherm

(11) 2144-2800

www.instrutherm.com.br

São Paulo

SP

X

INTELLI STORM

(16) 3826-1411

www.intellistorm.com.br

Orlândia

SP

X

Isolet

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

X

X

JNG materiais elétricos

(11) 2090-0550

www.jng.com.br

São Paulo

SP

X

X X

X

Kron Medidores

(11) 5525-2000

www.kron.com.br

São Paulo

SP

X

X

X X

X X X X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X X X X X

Megabras

(11) 3254-8111

www.megabras.com.br

São Paulo

SP

X

X

X X

Minipa do Brasil

(11) 5078-1850

www.minipa.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

MIT Meastech

(11) 4028-5653

www.meastech.com.br

Salto

SP

X

X X

MONTREL TECNOLOGIA

(19) 3861-3070

www.montrel.com.br

Mogi Guaçu

SP

X

NOVUS Produtos Eletrônicos

(51) 3323-3600

www.novus.com.br

Porto Alegre

RS

X

PLP

(11) 4448-8000

www.plp.com.br

Cajamar

SP

X

Politerm

(11) 5581-1728

www.politerm.com.br

São Paulo

SP

X X

X X

X

RDI Bender

(11) 3602-6260

www.rdibender.com.br

Osasco

SP

X

X X

X

X

Renz

(11) 4034-3655

www.renzbr.com

Bragança Paulista

SP

X

X X

RMS

(51) 3337-9500

www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

X

X

Sassi Medidores

(11) 4138-5122

www.sassitransformadores.com.br Taboão da Serra

SP

X

SEL

(19) 3515-2000

www.selinc.com.br

Campinas

SP

X

Sultech

(51) 3013-0333

www.sultech.com.br

Porto Alegre

RS

X

UNION

(11) 3512-8900

www.unionsistemas.com.br

São Paulo

SP

UTILI

(31) 3232-0400

www.utili.com.br

Belo Horizonte

MG

X

Varixx

(19) 3301-6900

www.varixx.com.br

Piracicaba

SP

X

X

Walm Lab

(51) 34727810

www.walmlab.com.br

Canoas

RS

X

X

Weidmüller

(11) 4366-9600

www.weidmueller.com.br

Diadema

SP

X

X

X X X X

X

X X X X

X

X X

X

X

X

X

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X X

X X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

Importa produtos acabados

X

Exporta produtos acabados

Programas na área de responsabilidade social

X X

14001 (ambiental)

X

X X X

X

9001 (qualidade)

X

X X

Outros

X

X X

X X X

Internet

X X

X

Telemarketing

X

SC

Venda direta ao cliente final

X

Criciúma

Revendas / varejistas

X X

www.agpr5.com

Distribuidores / atacadistas

X

(48) 3462-3900

Distribuidores de energia elétrica

SP

AGPR5

Montadores de painéis

Estado

São Paulo

Residencial

Cidade

www.abb.com.br

Comercial

Site

0800-0149111

Industrial

Telefone

ABB

Distribuidora

Empresa

Serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Principal canal de vendas

Fabricante

A empresa é

X X

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X

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X X

X

X

X X

X

X X

X X X X X

X

X


57

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

GO

X

X

X

São Paulo

SP

X

X

X

CCK

(11) 5051-1297

www.cck.com.br

São Paulo

SP

X

X

COEL

(11) 2066-3211

www.coel.com.br

São Paulo

SP

COMERCIAL GONÇALVES

(11) 3229-4044

www.comercialgoncalves.com.br

São Paulo

SP

X

X

D´LIGHT

(11) 2937-4650

www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

X

X

DIGIMEC

(11) 2969-1600

www.digimec.com.br

São Paulo

SP

X

X

EMBRASUL

(51) 3358-4000

www.embrasil.com.br

Porto Alegre

RS

Engemet Elétrica

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

Finder

(11) 4223-1550

www.findernet.com

São Caetano do Sul

SP

FLIR

(15) 3238-8070

www.flir.com

Sorocaba

SP

X

Fluke

(11) 4058-0200

www.fluke.com.br

São Paulo

SP

X

IDEAL INDUSTRIES

(11) 4314-9930

www.idealindustries.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X

X

Instrumenti

(11) 5641-1105

www.instrumenti.com.br

Taboão da Serra

SP

X

X

X

Instrutherm

(11) 2144-2800

www.instrutherm.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

INTELLI STORM

(16) 3826-1411

www.intellistorm.com.br

Orlândia

SP

X

X

Isolet

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

JNG materiais elétricos

(11) 2090-0550

www.jng.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Kron Medidores

(11) 5525-2000

www.kron.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X

Megabras

(11) 3254-8111

www.megabras.com.br

São Paulo

SP

Minipa do Brasil

(11) 5078-1850

www.minipa.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

MIT Meastech

(11) 4028-5653

www.meastech.com.br

Salto

SP

X

X

X

X

MONTREL TECNOLOGIA

(19) 3861-3070

www.montrel.com.br

Mogi Guaçu

SP

NOVUS Produtos Eletrônicos

(51) 3323-3600

www.novus.com.br

Porto Alegre

RS

PLP

(11) 4448-8000

www.plp.com.br

Cajamar

SP

Politerm

(11) 5581-1728

www.politerm.com.br

São Paulo

SP

RDI Bender

(11) 3602-6260

www.rdibender.com.br

Osasco

SP

Renz

(11) 4034-3655

www.renzbr.com

Bragança Paulista

SP

RMS

(51) 3337-9500

www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

Sassi Medidores

(11) 4138-5122

www.sassitransformadores.com.br

Taboão da Serra

SP

SEL

(19) 3515-2000

www.selinc.com.br

Campinas

SP

Sultech

(51) 3013-0333

www.sultech.com.br

Porto Alegre

RS

UNION

(11) 3512-8900

www.unionsistemas.com.br

São Paulo

SP

UTILI

(31) 3232-0400

www.utili.com.br

Belo Horizonte

MG

Varixx

(19) 3301-6900

www.varixx.com.br

Piracicaba

SP

Walm Lab

(51) 34727810

www.walmlab.com.br

Canoas

RS

X

X

Weidmüller

(11) 4366-9600

www.weidmueller.com.br

Diadema

SP

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X

X

X

Outros

Goiania

www.bohnen.com.br

X

Calibradores e padrões

www.alset.com.br

(11) 2711-0050

X

Pinças

(62) 3945-5047

Bohnen+Messtek

X

Transdutores

ALSET ENG. E COMERCIO LTDA

X

Equipamento de aquisição de dados

X

Osciloscópio

X

X

Medidor de temperatura

X

X

Luxímetro

X

SC

Megômetro

SP

Criciúma

Medidor de resistência de aterramento

São Paulo

www.agpr5.com

Medidor de qualidade de energia

www.abb.com.br

(48) 3462-3900

Medidor de harmônicas

Frequencímentro

0800-0149111

AGPR5

Medidor de fator de potência

Voltímetro

ABB

Estado

Medidor de demanda

Cidade

Medidor de energia ativa

Site

Medidor de energia reativa

Telefone

Multímetro

Empresa

Amperímetro

Tipos de INSTRUMENTOS DE MEDIÇÃO que a empresa comercializa

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Pesquisa - Gerenciamento de Energia e Automação

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

9001 (qualidade)

14001 (ambiental)

Serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Programas na área de responsabilidade social

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X

Público

Distribuidores / atacadistas

Revendas / varejistas

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X

X

Telefone

Site

Cidade

Estado

ABB

(11) 98514-5432

www.abb.com.br

São Paulo

SP

X

Acabine Materiais Elétricos

(11) 2842-5252

www.acabine.com.br

Guarulhos

SP

Ação Engenharia

(11) 3883-6050

www.acaoenge.com.br

São Paulo

SP

ADELCO

(11) 4199-7500

www.adelco.com.br

Barueri

SP

X

AGPR5

(48) 3462-3900

www.agpr5.com

Criciúma

SC

X

X

X

CCA-SIBRATEC

(47) 3521-2986

www.sibratec.ind.br

Rio do Sul

SC

X

X

X

CCK

(11) 5051-1297

www.cck.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

COEL

(11) 2066-3211

www.coel.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Dutoplast do Brasil

(11) 2524-9055

www.dutoplast.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

Eletromax

(51) 3475-4700

www.eletromax.com.br

Canoas

RS

X

X

X

X

EMBRASUL

(51) 3358-4000

www.embrasul.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

X

X

X

Finder Brasil

(11) 4223-1550

www.findernet.com

Sao Caetano do Sul

SP

X

X

X

X

X

X

FLASH AUTOMACAO LTDA

(11) 3982-9799

www.flashautomacao.com.br

São Paulo

SP

X

GESTAL

(11) 5080-8200

www.gestal.com

São Paulo

SP

X

IFG Eletromecânica

(51) 3431-3855

www.ifg.com.br

Gravataí

RS

X

ISOLET

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

X

X

JNG Materiais elétricos

(11) 2090-0550

www.jng.com.br

São Paulo

SP

X

X

KDL ILUMINAÇÃO

(11) 4617-3432

www.kdliluminacao.com.br

Cotia

SP

X

Kienzle Controls

(11) 2249-9604

www.kienzle-haller.com.br

São Paulo

SP

X

Kron Medidores

(11) 5525-2000

www.kron.com.br

São Paulo

SP

X

Legrand

0800 18008

www.legrand.com.br

São Paulo

SP

X

Luxxel

(11) 2261-3110

www.luxxel.com.br

São Paulo

SO

X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

Megabras

(11) 3254-8111

www.megabras.com

São Paulo

SP

X

METALTEX

(11) 5683-5700

www.metaltex.com.br

São Paulo

SP

X

MIT Meastech

(11) 4028-5653

www.meastech.com.br

Salto

SP

OBO BETTERMAMM DO BRASIL LTDA

(15) 3335-1386

www.obo.com.br

Sorocaba

SP

X

Proauto

(15) 3031-7400

www.proautomacao.com.br

Sorocaba

SP

X

Provolt

(47) 3036-9666

www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X

X

X

RMS

(51) 3337-9500

www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

Rovimatic

(11) 3814-1143

www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

Sassi Medidores

(11) 4138-5122

www.sassitransformadores.com.br

Taboão da Serra

SP

X

X

X

X

X

SCHNEIDER ELECTRIC

(11) 4501-3434

www.schneider-electric.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

SEL

(19) 3515-2000

www.selinc.com.br

Campinas

SP

X

X

X

Siemens

(11) 4585 8040

www.siemens.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

UNION

(11) 3512-8900

www.unionsistemas.com.br

São Paulo

SP

Varixx e ONNO LED

(19) 3424-4000

www.varixx.com.br

Piracicaba

SP

X

X

WEG

(47) 3276-4000

www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

X

Weidmüller

(11) 4366-9600

www.weidmueller.com.br

Diadema

SP

X

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Internet

EMPRESA

Fabricante

Telemarketing

Comercial

Principal canal de vendas

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Distribuidora

Certificados ISO

Outros

Principal segmento de atuação

Industrial

A empresa é

Venda direta ao cliente final

58

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59

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Oferece treinamento técnico para os clientes

Oferece diagnóstico energético para os clientes

Hardware para sisemas de supervisão, controle e gerenciamento de energia

Software para sistemas de supervisão, controle e gerenciamento de energia

Controlador de demanda

Controlador de consumo

Controlador de fator de potência

Capacitador p/ correção do fator de potência

Banco automático para correção do fator de potência

Outros dispositivos

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EMPRESA

Telefone

Site

Cidade

Estado

Exporta produtos acabados

Importa produtos acabados

Possui corpo técnico especializado para oferecer suporte aos clientes

Principais produtos comercializados pela empresa

ABB

(11) 98514-5432

www.abb.com.br

São Paulo

SP

X

Acabine Materiais Elétricos

(11) 2842-5252

www.acabine.com.br

Guarulhos

SP

X

Ação Engenharia

(11) 3883-6050

www.acaoenge.com.br

São Paulo

SP

ADELCO

(11) 4199-7500

www.adelco.com.br

Barueri

SP

AGPR5

(48) 3462-3900

www.agpr5.com

Criciúma

SC

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CCA-SIBRATEC

(47) 3521-2986

www.sibratec.ind.br

Rio do Sul

SC

X

CCK

(11) 5051-1297

www.cck.com.br

São Paulo

SP

X

COEL

(11) 2066-3211

www.coel.com.br

São Paulo

SP

X

Dutoplast do Brasil

(11) 2524-9055

www.dutoplast.com.br

São Paulo

SP

X

Eletromax

(51) 3475-4700

www.eletromax.com.br

Canoas

RS

EMBRASUL

(51) 3358-4000

www.embrasul.com.br

Porto Alegre

RS

X

Finder Brasil

(11) 4223-1550

www.findernet.com

Sao Caetano do Sul

SP

X

FLASH AUTOMACAO LTDA

(11) 3982-9799

www.flashautomacao.com.br

São Paulo

SP

GESTAL

(11) 5080-8200

www.gestal.com

São Paulo

SP

IFG Eletromecânica

(51) 3431-3855

www.ifg.com.br

Gravataí

RS

ISOLET

(11) 2118-3000

www.isolet.com.br

Itu

SP

JNG Materiais elétricos

(11) 2090-0550

www.jng.com.br

São Paulo

SP

KDL ILUMINAÇÃO

(11) 4617-3432

www.kdliluminacao.com.br

Cotia

SP

X

Kienzle Controls

(11) 2249-9604

www.kienzle-haller.com.br

São Paulo

SP

Kron Medidores

(11) 5525-2000

www.kron.com.br

São Paulo

SP

Legrand

0800 18008

www.legrand.com.br

São Paulo

SP

Luxxel

(11) 2261-3110

www.luxxel.com.br

São Paulo

SO

X

Magnani Mat Elétricos

(54) 4009-5255

www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X

X

Megabras

(11) 3254-8111

www.megabras.com

São Paulo

SP

X

X

X

X

METALTEX

(11) 5683-5700

www.metaltex.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

MIT Meastech

(11) 4028-5653

www.meastech.com.br

Salto

SP

X

X

X

X

www.obo.com.br

Sorocaba

SP

X

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X

OBO BETTERMAMM DO BRASIL LTDA (15) 3335-1386

X X

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Proauto

(15) 3031-7400

www.proautomacao.com.br

Sorocaba

SP

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X

Provolt

(47) 3036-9666

www.provolt.com.br

Blumenau

SC

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X

RMS

(51) 3337-9500

www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

Rovimatic

(11) 3814-1143

www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Sassi Medidores

(11) 4138-5122

www.sassitransformadores.com.br

Taboão da Serra

SP

X

SCHNEIDER ELECTRIC

(11) 4501-3434

www.schneider-electric.com.br

São Paulo

SP

X

SEL

(19) 3515-2000

www.selinc.com.br

Campinas

SP

Siemens

(11) 4585 8040

www.siemens.com.br

São Paulo

SP

UNION

(11) 3512-8900

www.unionsistemas.com.br

São Paulo

Varixx e ONNO LED

(19) 3424-4000

www.varixx.com.br

Piracicaba

WEG

(47) 3276-4000

www.weg.net

Weidmüller

(11) 4366-9600

www.weidmueller.com.br

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Jaraguá do Sul

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Diadema

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Espaço 5419

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Por Normando V. B. Alves*

Existem dezenas de motivos para não se usar normas técnicas e centenas de motivos para usá-las

O título parece assustador, mas a ideia

alternativa seria tentar usar as fundações

é exatamente essa: impressionar os usuários

(vigas baldrames) como elemento natural de

para despertar seu senso crítico.

aterramento, certificando-as com os testes

Na minha vida profissional de 35 anos,

de continuidade prescritos na norma. Em

tenho visto e ouvido as desculpas mais

resumo, não sendo possível fazer de um

esfarrapadas para que as normas não

modo, é necessário conhecer bem a norma

sejam aplicadas. Via de regra, são usados

para verificar quais outras alternativas podem

argumentos fracos, mas na verdade estes

ser usadas.

argumentos escondem outros interesses

que, na maioria dos casos, são, na verdade,

descidas não naturais são questões estéticas,

financeiros.

tendo em vista que as descidas ficam visíveis e

Quando se trata da instalação do

podem desvalorizar o imóvel, etc. Estes casos

eletrodo de aterramento não natural, a

são bem mais fáceis de serem resolvidos,

desculpa é instantânea: “Não dá para fazer”.

pois a norma oferece diversas alternativas de

Porque vai ter que quebrar o piso, porque vai

materiais e tipo de perfil dos materiais que

ficar um remendo no piso, porque o piso é

podem ser usados ou pintados na mesma cor

caro, porque vai causar transtornos, barulho,

da fachada, reduzindo substancialmente o

poeira, etc. Ok, mas tratam-se de dificuldades,

impacto estético, obviamente, dependendo

não de impossibilidades. Impossibilidades

da sugestão, os custos podem aumentar ou

são ações que, ao serem aplicadas, podem

diminuir.

trazer mais prejuízos do que benefícios

e não são apenas prejuízos financeiros.

com o SPDA quase pronto, exigiu que eu

Por exemplo, ter que destruir uma caixa

colocasse todas as descidas nos fundos do

d´água subterrânea ou um transformador

prédio, alegando que iria depreciar o imóvel.

subterrâneo, ou mesmo ter que rasgar uma

Como recusei a fazer algo fora das normas,

laje de contenção no subterrâneo de um

fizemos um acordo e acerto financeiro,

edifício para que o eletrodo de aterramento

demos baixa da nossa ART e daí em diante

passe por essa estrutura, os malefícios serão

o cliente fez o que achava certo com a sua

maiores que os benefícios da proteção. Neste

responsabilidade, não com a nossa. Em outra

caso, considera-se uma impossibilidade,

vez, um condomínio alegou que não iria fazer

justifica-se no projeto e adota-se outra

o SPDA porque iria ficar feio nas fachadas,

solução que esteja dentro da norma,

mesmo sugerindo perfis chatos pintados da

como, por exemplo, passar esse eletrodo

cor da fachada. Seis meses após, ao passar

a uma profundidade menor que os 50 cm

por esse prédio, reparei que havia diversas

exigidos pela norma, porém, explicitamente

antenas de repetição de sinal de telefonia

justificados e sem superar os 20% permitidos

móvel. Então, me perguntei se as antenas

na norma, em casos especiais. Outra

não ficavam feias, tal como as descidas. Claro

Outras alegações usadas no caso das

Certa vez, uma cliente, após ver o prédio


61

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

que, mais uma vez, era o interesse financeiro

quando um sindico pede para fazer uma

estava fiscalizando, eu poderia fazer um

que estava à frente dessa decisão. O SPDA

inspeção do SPDA e constata que o seu

laudo baseado nesse documento. O cliente

era visto como despesa e as antenas eram

sistema não atende às normas vigentes. Este

não conseguiu esse documento e acabou

vistas como receita para o condomínio, por

é obrigado a adequar ou não o seu sistema

aceitando a sugestão de fazer a adequação.

isso, eu digo que muitas vezes os interesses

à norma vigente? Não existe nenhuma lei ou

A decisão foi do cliente, não minha. Ele

são financeiros e não de preocupação com a

qualquer menção no código civil brasileiro

poderia

segurança.

que garanta a manutenção de um sistema

contratar uma empresa que fizesse o que ele

Outro item muito desprezado na norma

obsoleto à luz da nova norma nem uma lei

queria e depois brigar com esse órgão para

é a execução dos anéis externos (no SPDA

que exija a adequação à norma existente.

ter a aprovação, mas esse não seria o melhor

externo) que seguem o mesmo espaçamento

Para todas as situações existem três verdades:

caminho, nem o mais amigável.

das descidas. Muitos projetistas e instaladores

a minha, a sua e a verdadeira.

alegam que não é possível executar os anéis.

tem o poder de exigir que o cliente siga

É difícil, mas não é impossível. São necessários

forma o mais isenta possível.

a norma, essa atribuição é dos órgãos

equipamentos

Quem é a favor de continuar com um

públicos (prefeituras ou secretarias), Corpo

comprometidas e treinadas, medidas de

sistema com um mastro de 3 m com apenas

de Bombeiros, Ministério do trabalho,

segurança, mas é possível executar. Talvez Belo

duas descidas próximas e um aterramento

órgãos certificadores e seguradoras. Apesar

Horizonte seja uma das capitais que mais exibe

em triângulo vai alegar direito adquirido

de seguradoras serem da iniciativa privada,

este item do subsistema de descida do SPDA.

porque, na época, seguiu a norma existente

existe uma diferença na apólice do seguro

O que acontece é que quando a empresa

(na maioria das vezes isso não é verdade) e

muito grande quando o SPDA atende ou

instaladora não atende aos quesitos mínimos,

por isso ele quer continuar com a mesma

não à norma vigente. Grandes seguradoras,

ela diz que é impossível fazer, quando, na

instalação.

normalmente,

verdade, o cliente contratou uma empresa que

Quem é contra vai alegar que os sistemas

engenharia que faz essa análise técnica e, em

não é especializada neste tipo de serviço. Mais

antigos têm baixíssima eficiência e, como o

grandes indústrias, a diferença da apólice é

uma impossibilidade derrubada.

código de defesa do consumidor, a NR 10 e

tão grande que muitas vezes o cliente prefere

Já o subsistema de captação é o que

outros regulamentos exigem que as normas

investir em uma adequação do sistema novo,

menos causa problemas, pois chama pouco

sejam seguidas, não faz sentido adequar uma

que a diferença na apólice cobre esses

a atenção. Mesmo assim, é preciso ficar

instalação que está há décadas desatualizada.

custos e em poucos anos se recupera esse

atento aos locais com fácil acesso de público

investimento.

para que essas pessoas não se aproximem

uma edificação possuir uma instalação antiga

facilmente dos condutores de captação

não quer dizer que ela tenha a obrigação

motivos para não aplicar as normas técnicas,

e também orientar para que as pessoas

de mantê-la. Existem diversas empresas que

mas, caso aconteça um acidente, certamente,

não permaneçam em áreas descobertas

fazem retrofit de suas instalações prediais.

haverá centenas de motivos para que as

em dias de tempestade. Mesmo assim,

Fazer uma adequação do seu SPDA à norma

normas devessem ter sido aplicadas e aí irão

algumas aberrações são feitas quando o

vigente não é algo impossível ou tão caro

aparecer dezenas de Leis Federais, estaduais,

instalador coloca o subsistema de captação

que seja inacessível, desde que projetado e

municipais, etc.

por baixo dos telhados, ao invés de colocar

planejado de forma correta. Tenho projetado e

por cima, conforme detalhado no projeto.

fiscalizado diversas instalações de adequação

existe uma grande chance de alguém ser

Normalmente, a desculpa do instalador

sem traumas, embora nem tudo seja flores.

responsabilizado,

é que ele “achou que não fazia diferença

Então, de quem é a decisão se o sistema

imperícia ou má fé. É neste momento que

colocar por cima ou por baixo”. Neste caso,

será mantido ou atualizado? A resposta é

você tem que decidir se quer estar dentro ou

quem tem que opinar é o projetista e não

fácil, será do cliente, que, em acordo com o

fora da conformidade. Quem já passou por

o instalador, este deverá apenas executar o

órgão que está exigindo ou fiscalizando essa

algo parecido tem uma ideia do tamanho do

que o projeto, ou, então, caso identifique um

instalação, deverá decidir fazer a adequação

problema.

possível erro, se reportar ao projetista antes

ou não. Recentemente, um cliente alegou

de fazer algo.

que gostaria de manter a instalação antiga

*Normando Virgílio Borges Alves é diretor de

Por fim, um assunto polêmico, mas não

e eu disse que se ele conseguisse do

engenharia da Termotécnica e membro da

menos importante que os demais, é o caso

Corpo de Bombeiros, que era o órgão que

comissão que revisa a norma ABNT NBR 5419.

adequados,

equipes

Vamos analisar os dois pontos de vista de

Gostaria apenas de lembrar que o fato de

desprezar

a

minha

sugestão,

Nenhuma empresa da iniciativa privada

possuem

um

setor

de

Resumindo, podem existir dezenas de

Uma coisa é certa: em caso de sinistro, seja

por

negligência,


62

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

Onde foi parar o PVC?

A versão 2005 da AB NT N B R 5419

que o tubo de PVC não promovia

contemplava em seu texto um tubo de

isolação elétrica efetiva e essa condição

PVC por condutor de descida do SPDA

definitivamente decretou seu fim, uma

quando este fosse construído com cabo.

vez que indivíduos sem essa informação

Mesmo naquela edição, a utilização

tendem a pensar que estão protegidos de

do tubo já não era obrigatória quando

eventuais choques elétricos pelo PVC e

o condutor de descida era construído

assim poderiam ficar próximos e até tocar

com fita ou barra metálica. Esse tubo

nas descidas durante as tempestades, o

deveria, prioritariamente, proteger os

que não é verdade.

cabos de esforços mecânicos desde o

Analisando os fatos expostos, os

nível do piso até uma altura que variava

especialistas da CE 64.10 retiraram a

entre 2,5 m e 3 m.

obrigatoriedade da instalação do tubo de

PVC do texto da versão 2015 da ABNT

A má interpretação do texto, somada

à falta de cuidado no momento da

NBR 5419.

instalação,

transformou

esse

agente

Caso seja feita a opção pela instalação

protetor em vilão. O tubo, na maioria das

do PVC, manda a boa engenharia que o

vezes, era instalado com a extremidade

mesmo fique enterrado em algo como

inferior rente ao piso e essa condição

0,5 m e seja fixado apropriadamente,

o

de

no máximo, a cada metro, além de

cisalhamento, forçando o rompimento

obrigatoriamente observarem todas as

dos cabos de descida no ponto em que

medidas para reduzir centelhamentos

o mesmo penetra o solo. Além disso,

perigosos e tensões de toque naquele

ensaios com corrente impulsiva provaram

ponto.

transformava

em

um

agente


NR 10

64

Segurança nos trabalhos com eletricidade

João José Barrico de Souza é engenheiro eletricista e de segurança no trabalho, consultor técnico, diretor da Engeletric, membro do GTT-10 e professor no curso de engenharia de segurança (FEI/PECE-USP/Unip).

Poderia ser mais específica?

É o que frequentemente se ouve sobre

como tinha sido escrita não precisou

omissas ou insuficientes, são passíveis de

a NR 10. Acontece, no entanto, que

nem mesmo de uma nota técnica para

aplicação as normas técnicas internacionais

não se trata de uma norma técnica, de

esclarecimento face à evolução trazida

relativas ao assunto. Podem-se destacar

especificação, trata-se de uma norma que

pela ABNT NBR 5410.

alguns

busca a segurança servindo-se de tudo

elaboração

o que existe para atingir seu objetivo de

“nova NR 10”, foi deixado para as normas

de reconhecido valor e aplicação, como

regulamentar os aspectos de segurança

técnicas um campo livre para evolução e

International

com eletricidade.

aplicação e em “em conformidade “ com a

(IEC); National Electrical Code (NEC);

A versão anterior da NR 10, que

NR 10.

National

vigorou de 1978 a 2004, já possuía esse

viés, pois não menos que 19 vezes ela

seria

mencionava em seu texto que esta ou

páginas do texto aprovado e, dessa forma,

aquela condição deveria atender ao que

ela se alicerça nas normas técnicas oficiais

quanto a outras exigências da NR 10,

determinava o item 10.1.2:

estabelecidas pelos órgãos competentes

como os ensaios de luvas, adequação

e, na ausência ou omissão destas, nas

de vestimentas, ensaios de ferramentas

“10.1.2 Nas instalações e serviços em

normas internacionais cabíveis.

isoladas e de tapetes isolantes, análises

eletricidade, devem ser observadas,

As instalações elétricas e serviços

de risco, certificação de equipamentos

no projeto, execução, operação,

com

e até mesmo os princípios que norteiam

manutenção, reforma e ampliação, as

obrigatoriamente,

normas técnicas oficiais estabelecidas

requisitos fixados nas normas técnicas

Foi assim que a NR 10 buscou

pelos órgãos competentes e, na falta

aplicáveis, tais como: ABNT NBR 5410

permanecer atualizada com a evolução

destas, as normas internacionais

– Instalações Elétricas de Baixa Tensão;

tecnológica. Em especial, quando se

vigentes”.

ABNT NBR 14039 para média tensão

tratam de medidas de proteção contra

até 36,2 kV; ABNT NBR IEC 60079 para

choques, elas estão relacionadas ao

Quando esse texto foi escrito ainda

áreas sujeitas a atmosferas explosivas;

capítulo 5 da ABNT NBR 5410.

vigorava a NB-3 para instalações de baixa

ABNT NBR 5419 para proteção contra

tensão. Tivemos uma “revolução” com o

descargas atmosféricas; entre outras.

exigências da NR 10, portanto, encontram

advento da ABNT NBR 5410, dois anos depois, e, no entanto, a NR 10 da forma

Essa lição foi aprendida e, ao redigir a

A aplicabilidade da norma legal não possível

com

eletricidade

algumas

devem a

poucas

atender,

especificações

e

Nas situações em que as normas técnicas

nacionais

inexistirem,

forem

códigos

ou

de

Fire

comissões

normas

Eletrotecnic Protection

de

internacionais Commission Association

(NFPA); Normas da Comunidade Europeia (CEI); European Standards (EN). Da mesma maneira se aplica o conceito

sistemas de gestão.

Os detalhes e a forma de atender às

respostas “mais específicas” nas normas técnicas vigentes.


66

Energia com qualidade

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. jstarosta@acaoenge.com.br

Conexão das renováveis e qualidade da energia Boas respostas em mais um excelente encontro técnico na Poli-USP

No último dia 5 de dezembro ocorreu

além dos desafios do poder concedente

de

mais um workshop organizado pela

na regulação de todo este modelo.

modelos de simulação disponíveis e sues

Sociedade Brasileira de Qualidade da

As apresentações que se seguiram

pontos críticos, argumentando sobre

Energia Elétrica (SBQEE) com importante

trouxeram

e

a necessidade de se buscar modelos

colaboração da Escola Politécnica da

geração de muitas outras dúvidas que

que atendam aos requisitos de todos

USP, onde o evento ocorreu. A exemplo do

enriqueceram os debates. O professor

os lados. Apresentou modelamento em

primeiro seminário, realizado no primeiro

Maurício Salles, do LGrid (laboratório

laboratório da UFU. O engenheiro Artur

semestre, em que foram abordados

de redes elétricas avançadas) da Escola

Bonelli, representante da SBQEE e de

temas, como VTCDs, harmônicas e

Politécnica,

interessante

Furnas, apresentou soluções aplicáveis

a nova legislação, o segundo evento

retrospecto sobre as eólicas, tecnologias

na mitigação dos efeitos de qualidade de

apresentou, sob diversos pontos de vista,

e estado da arte, apresentando as

energia nas conexões com renováveis.

as questões relacionadas à qualidade

linhas de pesquisa e conclusões de seu

de energia nas conexões da rede com

grupo na Universidade de São Paulo.

Rubens Macedo, com experiência no setor

as fontes renováveis. As apresentações

Na

Walmir

de distribuição e no desenvolvimento

estão disponíveis no site da SBQEE –

Freitas,

representando

das normas e seus critérios, discutiu, de

www.sbqee.org.br. Além disso, a SBQEE

também a CPFL, apresentou resultados

forma bastante didática e com a habitual

passará a ter, a partir da próxima edição,

de

em

competência, os aspectos do Prodist

uma coluna específica nesta publicação.

convênio com a universidade e as boas

e dos Procedimentos de Rede com

Na abertura do evento, em substituição

perspectivas em relação à qualidade

suas nuances específicas e aplicações.

ao atual presidente da SBQEE, Mateus

de energia, enfatizando o cumprimento

Sobretudo, justificou aos presentes os

Duarte Teixeira, apresentei alguns pontos

dos indicadores no que diz respeito

critérios que se consideram quando da

de reflexão sobre o tema das conexões

às distorções de tensões nos pontos

elaboração das normas específicas. O

às redes das “GDs e “GñDs” sob os

de

apresentou

engenheiro Alessio Fernandes trouxe

aspectos de cargas e suas características

interessantes registros e medições sobre

aspectos operacionais de discussão entre

intrínsecas, sobre as decisões técnicas

o projeto “Telhados solares”, da CPFL.

acessantes e distribuidoras e critérios

envolvidas quanto à redução de perdas

Professor da Universidade Federal

a

pela GD, modelamentos e aspectos de

de Uberlândia (UFU), Ivan Nunes Santos

investimentos e compromissos. Muito

qualidade de energia das renováveis,

trouxe discussão sobre compartilhamento

boas referências e boas ideias.

importantes

apresentou

sequência, da

o

professor

Unicamp,

projetos

conexão.

da

conclusões

distribuidora

Walmir

responsabilidades,

apresentando

O também professor da UFU, José

serem

considerados

envolvendo


67

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

No último bloco, o professor Paulo

Ribeiro, da Unifei, apresentou sua tese do “entrelaçamento enkáptico de parâmetros elétricos e de sistemas irredutíveis”, com

interessantes

posicionamentos

“quasi-filosóficos”, envolvendo uma viva discussão sobre os limites estabelecidos sem tolerância e clara referência às diferenças entre os valores modelados e aqueles efetivamente medidos. De acordo com o professor, o termo “Enkapsis” diz respeito a “entrelaçamento” associado ao relacionamento entre fenômenos que, com identidades próprias, são unidas em um relacionamento estrutural nas quais todos são necessários e mutualmente interdependentes. O professor Antonio Carlos Zambroni de Souza, também da Unifei, tratou da robustez como métrica da qualidade na inserção de renováveis com inúmeros exemplos obtidos na universidade na aplicação de redes ilhadas.

Importante mencionar a participação

do representante do Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), o engenheiro Fabiano Oliveira, durante os dois debates coordenados pelo professor Benedito Bonatto, da Unifei e da SBQEE. O tema

central

ainda

está

indefinido,

considerando que o investimento em filtros e em mitigações nas renováveis deve ser feito durante o empreendimento não havendo condições de se esperar até o final para, então, providenciar as soluções. Espera-se uma convergência de interesses e modelamentos. Um grande dia de bons debates, de reencontro de amigos e busca de soluções para os desafios. Até o próximo! Críticas e sugestões podem ser direcionadas ao SBQEE (pelo site) ou ainda para o autor desta coluna.


68

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Roberval Bulgarelli é consultor técnico e engenheiro sênior da Petrobras. É representante do Brasil no TC-31 da IEC e no IECEx e coordenador do Subcomitê SC-31 do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei).

ATMOSFERAS EXPLOSIVAS: PANORAMA E RETROSPECTIVA “EX” 2017

Ao longo de 2017 foram realizados no Brasil e em diversos outros países do mundo muitas ações envolvendo o setor de equipamentos e de instalações elétricas e mecânicas em áreas classificadas, sob o ponto de vista de segurança durante o ciclo total de vida deste tipo de instalações industriais

“Ex”

contendo

atmosferas

explosivas de gases inflamáveis ou de poeiras combustíveis. Na última edição, começamos a relacionar algumas das ações mais significativas. Continuamos a seguir:

12. Primeiros certificados de conformidade para equipamentos eletrônicos “Ex” emitidos pela ABNT

Foram emitidos pela ABNT em junho e

setembro de 2017 os primeiros certificados de instalações “Ex” do Senai/Santos, que

emitidos para a empresa Yokogawa América

13. 3º Encontro Anual Abendi sobre Certificação de Competências Pessoais Ex

do Sul, abrangendo as linhas de produto

proteção “Ex”.

de transmissores de temperatura modelos

de Ensaios não Destrutivos e Inspeção

YTA610 / YTA 710 (Certificado ABNT

(Abendi), em setembro de 2017, o 3º Encontro

Competências Pessoais “Ex” da Abendi está

17.0001X) e transmissores de pressão

Anual sobre Certificação de Competências

programado para ser realizado na cidade de

modelos

Pessoais em Atmosferas Explosivas com o

São Paulo, nos dias 28 e 29/08/2017. Mais

17.0002X).

objetivo de mostrar o desenvolvimento dos

sobre o evento em: www.abendieventos.org.br

A ABNT atua desde 1950 na área

sistemas de certificação de competências

de certificação de produtos, participando

“Ex” e o seu envolvimento com os usuários,

atualmente mais de 400 programas de

candidatos e provedores de treinamentos

certificação, sendo o organismo certificador

“Ex” do Brasil.

14. Evolução do sistema de certificação de competências pessoais Ex da Abendi

com o maior escopo de acreditação junto ao

Inmetro.

Visual Ex 007, utilizando os laboratórios

de

conformidade

eletrônicos

“Ex”.

para Os

EJA/EJX

equipamentos

certificados

(Certificado

foram

ABNT

Foi realizado pela Associação Brasileira

Houve também uma prova de Inspeção

contam com a instalação de diversos tipos de equipamentos “Ex” com diversos tipos de O 4º Encontro Anual de Certificação de

Ao longo de 2017 houve uma evolução

do sistema de certificação de competências


69

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

especial em luminárias Led Ex; • Nova versão do Documento Operacional IECEx

OD

017

Orientação

sobre

documentos e desenhos na certificação IECEx para utilização por fabricantes e organismos de certificação; • Publicação da nova especificação técnica IEC TS 60079-46 – Atmosferas explosivas – Parte 46: Conjunto de equipamentos prémontados; • Ensaios, avaliação e certificação de equipamentos mecânicos “Ex”. Mais informações sobre as reuniões plenárias do IECEx nos Estados Unidos em

Representantes de 33 países, incluindo o Brasil, na reunião do IECEx, em Washington (EUA).

2017, incluindo os documentos analisados e

pessoais “Ex” da Abendi, lançado em 2014,

prestação de serviços “Ex”, organismos de

as decisões tomadas estão disponíveis em:

incluindo as unidades de competências

certificação de equipamentos “Ex”, fabricante

http://washington2017.iecex.com/

Ex 000 a Ex 010. Por meio de certificação

de equipamentos elétricos e eletrônicos “Ex”

pela sistemática de créditos estruturados.

e consultor.

Até o presente momento, já se encontram

Os organismos de certificação “Ex”

16. Certificação no Brasil de novas empresas de prestação de serviços EX

certificadas

brasileiros que estiveram presentes nestas

Foram

competências pessoais “Ex” mais de 70

reuniões

acreditados

novas empresas de prestação de serviços

profissionais, em todas as unidades de

pelo IECEx ou já foram auditados para o

de reparo, revisão e recuperação de

competências pessoais.

processo

internacional.

equipamentos “Ex”. Desde 2009 até o

Foram discutidos nestas reuniões, entre

presente momento foram certificadas no

outros, os seguintes assuntos:

Brasil um total de 70 empresas de prestação

pela

Abendi

na

área

de

Até 12/2017, foram emitidos certificados

no total de cerca de 120 unidades de competências

pessoais

“Ex”.

se

de

encontram

acreditação

http://

certificadas

em

2017

três

de serviços de reparo de equipamentos “Ex”,

abendicertificadora.org.br/atmosferas_

• Atualização dos documentos operacionais

localizadas em 11 estados do Brasil: RJ, SP,

explosivas/index.html

do sistema de certificação de empresas

MG, ES, PR, RS, SC, BA, CE, GO e PE.

de prestação de serviços de inspeção e

15. Reuniões gerais 2017 do IECEx em Washington

manutenção “Ex” (tendo como base a norma

Organismos

IEC 60079-17);

acreditados, de acordo com os requisitos

Estas empresas foram certificadas por de

Certificação

brasileiros

Foram realizadas entre os dias 25 e

• Revisão do Documento Operacional IECEx

da norma ABNT NBR IEC 60079-19 e dos

29 de setembro, em Washington/EUA, as

OD 024 - Procedimento englobando ensaios

Documentos Operacionais IECEx OD 314-5

reuniões plenárias do IECEx - Sistema de

ou testemunho de ensaios nas instalações

e IECEx OD 315-5.

Certificação da IEC em relação às normas

do fabricante ou do usuário ou de terceira

sobre atmosferas explosivas. Estas reuniões

parte;

gerais do IECEx contaram com a presença

• Ensaio de sensores termo catalíticos com

de mais de 110 delegados, representantes

marcação Ex ia IIC;

dos 33 países que participam do IECEx,

• Programa de ensaios de proficiência

incluindo cinco profissionais representantes

interlaboratorial

do Brasil.

laboratoriais “Ex”;

Foi

Estiveram brasileira

presentes

nestas

na

reuniões

melhores

práticas

aprovada

a

Edição

2.0

dos

• Orientação sobre a emissão de relatórios

documentos operacionais IECEx OD 313-4,

IECEx

de avaliação da qualidade (ExQAR) quando

IECEx OD 314-4 e IECEx OD 316-4, bem

de

delegação do

e

17. Revisão dos documentos operacionais do IECEX para o sistema de certificação de empresa de prestação de serviços de inspeção e manutenção EX

produtos “Ex” são fabricados em diferentes

como os procedimentos a serem seguidos

certificação de competências pessoais “Ex”,

instalações;

pelos organismos de certificação “Ex” -

organismos de certificação de empresas de

IECEx 03-4. Além destes documentos,

representantes

de

organismos

Aplicabilidade da IEC 60079-28, em


70

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

estão disponíveis no website do IECEx os

tram-se disponíveis para acesso público no

industrial,

Documentos Operacionais para os sistemas

sistema no sistema online de certificação

grande quantidade de não conformidades

de certificação de empresas de prestação

do IECEx e podem ser encontrados com a

que são verificadas nas inspeções das

de serviços de projeto, montagem e reparo

pesquisa pela norma “80079”. http://iecex.

instalações “Ex” existentes, bem como os

de equipamentos e instalações “Ex”. http://

iec.ch/iecex/exs.nsf/ex_eq.xsp?v=e

graves acidentes e explosões que ocorrem

levando

em

consideração

a

neste tipo de instalação, decorrentes destas

www.iecex.com/operational.htm

20. Auditorias da ANP em diversas plantas industriais contendo atmosferas explosivas

não conformidades, pode ser verificado que

18. Primeiro avaliador brasileiro aprovado pelo IECEX

Foram realizadas pela Agência Nacional

segurança das instalações em atmosferas

primeiro certificado de reconhecimento de

do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis

explosivas, nem das pessoas que nelas

um assessor do Brasil, para o sistema de

(ANP), ao longo de 2017, visitas técnicas e

trabalham.

certificação de equipamentos “Ex”. O Sr.

de gestão, bem como visitas de auditorias

• Para a elevação dos níveis de conformidade

Eduardo Galera, da UL do Brasil, evidenciou

a diversas plantas industriais contendo

normativa e de segurança industrial das

seus conhecimentos e experiências em

atmosferas explosivas, tanto em instalações

instalações “Ex”, ao longo do ciclo total de

avaliações

terrestres como em instalações marítimas.

vida das instalações “Ex”, existe também a

qualidade e de equipamentos com diversos

Nestas

geralmente

necessidade da certificação prioritária das

tipos de proteção “Ex”.

solicitados a apresentação de um sistema

empresas de prestação de serviços “Ex”

Foi emitido em 09/2017 pelo IECEx o

de

sistema

de

gestão

da

auditorias

foram

somente a certificação dos equipamentos “Ex” não é suficiente para garantir a

O processo de reconhecimento inclui

de gestão de segurança envolvendo as

(incluindo classificação de áreas, projeto,

também uma análise e votação pelos

instalações em atmosferas explosivas e

montagem,

33 países membros do IECEx. O IECEx

um plano de inspeções periódicas das

manutenção e reparos de equipamentos e

possui uma equipe de assessores para a

instalações “Ex”.

instalações “Ex”), bem como da certificação

execução das auditorias nos Organismos

Este

de Certificação, Laboratórios de Ensaios

considerado muito importante, sob o ponto

“Ex” dos profissionais que executam tais

e

“Ex”

de vista dos usuários de equipamentos e

atividades.

(peer-

instalações “Ex”, uma vez que se trata de

• Pode ser verificado que estão sendo

oportunidades de melhoria no sistema de

realizadas no Brasil e em diversos

gestão dos equipamentos e instalações

outros países do mundo, ações no

19. Novos certificados de conformidade IECES para equipamentos mecânicos EX

em atmosferas explosivas, incluindo as

sentido de aumentar a abrangência

atividades de classificação de áreas, projeto,

dos

compra

atmosferas

Foram emitidos ao longo de 2017

montagem, inspeção inicial, manutenção,

seguem as recomendações da ON U,

dezenas de novos certificados internacionais

inspeções periódicas e auditorias internas.

sobre o alinhamento e harmonização

IECEx para equipamentos mecânicos “Ex”,

Este tipo de ação, por parte de uma

dos regulamentos locais dos diversos

de acordo com as normas ISO 80079-36 e

entidade legal, traz diversos benefícios em

países participantes com os sistemas

ISO 80079-37, destinados para instalação

termos de postura e de conscientização da

do I ECEx. Estas ações têm como base

em áreas classificadas contendo atmosferas

necessidade de atendimentos dos requisitos

a convergência normativa “Ex” com

explosivas de gases inflamáveis ou de

normativos da série ABNT NBR IEC 60079

base nas normas da série I EC 60079 e

poeiras combustíveis.

com relação às instalações em áreas

ISO 80079, bem como a convergência

Podem ser citados, como exemplos de

classificadas, bem como às competências

regulatória “Ex” com base nos sistemas

equipamentos mecânicos com certificação

pessoais das pessoas envolvidas com as

de avaliação da conformidade do I ECEx.

“Ex”,

atividades “Ex”.

• Ações como estas são necessárias para a

Provedores

reconhecidos

de entre

Treinamentos os

pares

assessment).

compressores

de

engrenagens,

tipo

de

de

auditoria

equipamentos

pode

ser

certificados,

ventiladores axiais e centrífugos e resfriadores

21. Considerações sobre o panorama e a retrospectiva EX em 2017

sistemas

competências

de

pessoais

certificação

explosivas.

Estas

em

ações

instalações brasileiras envolvendo plantas industriais contendo atmosferas explosivas, tanto terrestres como marítimas, bem como

do tipo “vortex”. Os certificados internacionais para equipamentos mecânicos “Ex” encon­

das

comissionamento,

elevação dos atuais níveis de segurança das

agitadores para tanques, medidores do tipo turbina e rotativos, bombas dosadoras,

prioritária

inspeção,

• Sob o ponto de vista de segurança

das pessoas que nelas trabalham.


72

Dicas de instalação

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Por Guilherme Freitas*

Brasil aumenta o preço da energia: o impacto sobre os data centers

Os baixos níveis dos reservatórios, as

gerada no país; um data center típico

deste ambiente demanda profissionais com

chuvas abaixo da média e a necessidade

tem uma intensidade de uso de energia

grande experiência técnica e profundo

de acionar termoelétricas vão levar o

equivalente à de 100 a 200 edifícios

conhecimento

governo brasileiro a aumentar o preço

comerciais. A boa notícia é que o uso de

entre os vários elementos do data center

da energia. No início de outubro, as

energia nos data centers mais eficientes

(servidores, UPS, unidades de refrigeração,

hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste,

pode ser até 80% menor do que o que

etc.). É fundamental trabalhar em paralelo:

por exemplo, tinham só 19,54% de sua

ocorre

qualquer

capacidade; as do Nordeste, 7,22%. A

(dados do relatório US Department of

computacional do data center deve ser

situação é tal que se estuda, inclusive,

Energy, 2016).

acompanhada por ações que promovam

aumentar a importação de energia de

o uso excelente da energia (eficiência

países vizinhos como Argentina e Uruguai.

do

principais

energética). Embora uma parte dos serviços

Essa realidade tem forte impacto sobre

frentes de batalha é apostar em serviços

de otimização de refrigeração e de consumo

indústrias

com

data

centers

ineficientes

Para aumentar a eficiência energética data

center,

uma

das

das

mudança

complexas

na

relações

capacidade

de

e soluções de controle de temperatura

de energia possa ocorrer de forma remota,

alumínio e, como não poderia deixar de ser,

(cooling) desenhadas para esta nova

a partir da monitoração do data center, é

sobre os data centers.

era energética. É bom lembrar que, hoje,

fundamental inserir nesta receita de serviços,

Em 2018, será essencial que os

até 37% do consumo enérgico de um

também, visitas ao site que demanda

gestores

petroquímicas,

de

aço,

data center pode vir dos sistemas de ar

ajustes e, em alguns casos, treinamento dos

digitais contem, em casa, com os produtos

condicionado,

profissionais que operam este site.

e serviços que os ajudarão a minimizar o

para o bom funcionamento do data center

Diante

impacto do preço da energia sobre o valor

e o suporte à continuidade dos negócios

despesas com energia, é cada vez mais

dos seus serviços. A competitividade e

dos clientes.

importante que o gestor do data center

excelência de cada data center depende

Serviços de otimização do controle

instalado no Brasil consiga ajustar a

desta

desses

grandes

ambientes

infraestrutura

essencial

do

iminente

aumento

das

resolvida.

térmico do data center podem reduzir

refrigeração de modo a operar com

Este fator é tão dramático que pode

o consumo energético em até 50%. Em

eficiência máxima. O uso de controles

efetivamente impactar as chances de

tempos de aumento da conta de luz, esse

inteligentes leva às múltiplas unidades

crescimento da economia brasileira em

é um ganho que vale a pena ser analisado.

térmicas de um data center uma gestão de

2018 – especialmente dos setores que já

Trata-se

consultiva

alto nível, comprometida com o atingimento

vivem a transformação digital e o uso da

que parte da constatação de que os

das metas de eficiência energética que

computação em nuvem como uma base

sistemas térmicos se tornaram cada vez

marcarão o país e as empresas em 2018.

fluida para a inovação nos negócios.

mais complexos – algo natural, já que

Nos EUA, os data centers usam

os ambientes de data center estão em

*Guilherme Freitas é gerente de marketing e

aproximadamente 2% da energia elétrica

constante transformação. O assessment

estratégia para a Vertiv América Latina.

equação

ser

bem

de

uma

oferta


Ponto de vista

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

O futuro é elétrico e verde Hidrelétrica

Como a ABNT NBR 14039 passou a

subestações próprias, terão dificuldades de

de Itaipu em 1984 (apenas 34 anos atrás)

exigir o emprego de relés de proteção nas

conseguir índices aceitáveis de qualidade de

possibilitou uma oferta generosa de eletricidade

cabines primárias acima de 300 KVA, a falta

fornecimento de energia, se existirem milhares

para o Brasil. Os críticos da época chegaram,

de profissionais em condições de executar

de cabines primárias em condições inaceitáveis

inclusive, a considerar esta obra desnecessária,

um projeto de proteção e seletividade para

de funcionamento. E isto é o que ocorre, em

uma vez que não acreditavam ser possível o país

ser aprovado junto às concessionárias foi um

particular com os sistemas de proteção.

consumir tamanho volume de energia elétrica.

fato alarmante. Para os poucos que estavam

O cenário da eletricidade nesta época

habilitados, esta foi uma grande oportunidade.

de toda esta situação. A crise está passando, a

era de um “bem” abundante. No entanto, a

Apesar dos 13 anos passados, percebemos

economia voltará a crescer e a energia elétrica

consequência de todo “bem” abundante é ser de

que ainda atualmente o desconhecimento

precisará, como nunca, ser melhor cuidada. Até

baixo custo e, como tudo que é barato, dispensa

sobre o tema é grande. Poucas universidades

porque este insumo continuará cada vez mais

gerenciamento. Isto foi muito prejudicial ao setor

passaram a incluir o tema em suas grades e

caro e escasso.

elétrico, uma vez que a falta de gerenciamento

aqueles que dominam o assunto e lucram com

está sempre ligada à negligência na aplicação de

esta atividade não têm interesse em passar o

poder atender a toda essa demanda de trabalho

normas técnicas.

conhecimento adiante.

em proteção e seletividade que virá.

A

inauguração

da

Usina

Este cenário sofreu uma forte mudança em

Soma-se a isso o fato de que a crise

É importante uma tomada de consciência

Os engenheiros precisam se qualificar para

Hoje já são possíveis treinamentos online

2001, com o evento que ficou conhecido como

econômica vivida no Brasil nos últimos três anos

de proteção e seletividade. Empresas como

“apagão”. A partir deste momento, a energia

esfriou o mercado em termos de novos projetos.

a Engepower (www.engepower.com.br) e a

elétrica deixou, então, de ser considerada um

A norma ABNT NBR 14039 também exige

Treineinsite (www.treineinsite.com.br) oferecem

“bem” abundante, passando a ser um “bem”

adequação no caso de reformas ou solicitações

esta possibilidade.

escasso. Como todo “bem” escasso, o preço

de aumento de demandas. Com a crise, porém,

sobe e, como custa caro, passou a demandar

até isto parou.

dos combustíveis fósseis pela eletricidade já

gerenciamento. Por conta disso, assistimos a

Estima-se que existam cerca de 100 mil

é realidade. Automóveis, caminhões, ônibus

partir daí uma maior preocupação dos players

entradas de média tensão no Brasil. É possível

elétricos, tudo isto estará em nossas ruas

do setor elétrico em editarem normas técnicas

que cerca de 80% delas estejam em condições

dentro de poucos anos. Será preciso investir

brasileiras, que até então inexistiam.

totalmente desfavoráveis com relação à norma.

cada vez mais em geração e esta energia virá

As

O futuro é elétrico e verde. A substituição

instalações

de fontes renováveis. Nosso país é abençoado.

proteção e seletividade de sistemas elétricos no

inadequadas são facilmente identificáveis, na

Temos vento, sol, biomassa, tudo a nosso favor.

qual eu atuo, a entrada em vigor da ABNT NBR

mesma medida em que são negligenciadas:

Indústrias e profissionais do setor elétrico:

14039 (instalações elétricas de média tensão

a sobrecarga ou um curto-circuito em um

estejamos preparados para o futuro que já

de 1,0 kV a 36,2 KV) em janeiro de 2004 (13

consumidor que não possua um sistema de

começou!

anos atrás), evidenciou um quadro preocupante:

proteção adequado, por vezes, desarma o relé

poucos engenheiros tinham conhecimento do

do alimentador da concessionária, deixando sem

que era proteção e seletividade.

energia centenas ou milhares de consumidores.

Falando especificamente do segmento de

Poucas universidades ofereciam esta disciplina

consequências

dessas

O prejuízo da concessionária não é apenas

em suas grades curriculares e os poucos cursos

momentâneo, altera seus índices de DEC/FEC,

extracurriculares existentes eram de alto custo e

que vão contribuir negativamente na hora da

ministrados somente nos grandes centros.

revisão tarifária.

Conhecimento sobre proteção e seletividade

A percepção que eu tenho é que a

era privilégio de poucos profissionais que

maioria das concessionárias não enxerga as

atuavam na indústria de base (óleo e gás,

cabines primárias como uma extensão das

siderurgia, mineração) ou na cadeia de Geração,

suas subestações. Mesmo gastando milhões

Transmissão e Distribuição (GTD).

na modernização de algumas dezenas de

Por Uriel Horta, gerente de vendas na Pextron Controles Eletrônicos.

73


74

Índice de anunciantes

O Setor Elétrico / Dezembro de 2017

Andaluz 33 (27) 3041-6766 andaluz@andaluz.ind.com www.andaluz.ind.br

Detector de raios 47 (51) 9.9988-0265 silveira@detectorderaios.com.br www.detectorderaios.com.br

Lukma Electric 55 (17) 2138-5050 lukma@lukma.com www.lukma.com

Beghim 5 (11) 2942-4500 beghim@beghim.com.br www.beghim.com.br

Embramat 63 (11) 2098-0371 embramat@embramataltatensao.com.br www.embramataltatensao.com.br

Maccomevap 6 (21) 2687-0070 comercial@maccomevap.com.br www.maccomevap.com.br

Brametal (27) 2103-9400 comercial@brametal.com.br www.brametal.com.br

Engerey 11 (41) 3022-3050 engerey@engerey.com.br www.engerey.com.br

Melfex 36 (11) 4072-1933 contato@melfex.com.br www.melfex.com.br

Cablena 67 (11) 3587-9590 vendas@cablena.com.br www.cablena.com.br

Expolux 71 (11) 3060-5000 info@expolux.com.br www.expolux.com.br

45

38

Chardon Group (11) 4033-2210 wvalentim@chardongroup.com.br www.chardongroup.com.br 7

23

Fastweld (11) 2425-7180 fastweld@fastweld.com.br www.fastweld.com.br 13

Cinase (11) 3872-4404 cinase@cinase.com.br www.cinase.com.br

Gazquez (11) 3380-8080 vendas@gazquez.com.br www.gazquez.com.br

Clamper Fascículos (31) 3689-9500 / 0800 7030 55 comunicacao@clamper.com.br www.clamper.com.br

Gimi Pogliano 17 (11) 4752-9900 www.gimipogliano.com.br

Cobrecom 15 (11) 2118-3200 cobrecom@cobrecom.com.br www.cobrecom.com.br 4ª capa

Conexled (11) 2334-9393 www.conexled.com.br 41

Crossfox (11) 2902-1070 www.crossfox.com.br 3ª capa

D’Light (11) 2937-4650 vendas@dlight.com.br www.dlight.com.br

46

IFG (51) 3431-3855 www.ifg.com.br 35

Intelli (16) 3820-1614 ricardo@intelli.com.br www.grupointelli.com.br

Monter Elétrica 37 (11) 4487-6760 montereletrica@montereletrica.com.br www.montereletrica.com.br Novemp 27 e Fascículos (11) 4093-5300 vendas@novemp.com.br www.novemp.com.br Paratec 62 (11) 3641-9063 vendas@paratec.com.br www.paratec.com.br Patola 29 (11) 2193-7500 vendas@patola.com.br www.patola.com.br 31

Rittal (11) 3622-2377 info@rittal.com.br www.rittal.com.br 49

THS (11) 5666-5550 vendas@fuses.com.br www.fuses.com.br

Itaim Iluminação 2ª capa (11) 4785-1010 vendas@itaimiluminacao.com.br www.itaimiluminacao.com.br

Trael 19 (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br www.trael.com.br

Itaipu Transformadores 9 (16) 3263-9400 comercial@itaiputransformadores.com.br www.itaiputransformadores.com.br

Unitron 53 (11) 3931-4744 vendas@unitron.com.br www.unitron.com.br


O Setor Elétrico (edição 143 - Dezembro/2017)  
O Setor Elétrico (edição 143 - Dezembro/2017)  
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