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Ano 12 - Edição 139 Agosto de 2017

Exigências da NR 12 Seis anos após a publicação do Anexo XII da NR 12, acidentes ainda são rotineiros no setor

Mercado de iluminação em ascensão Mas com ressalva: respaldo técnico oferecido aos consumidores ainda é insatisfatório Energia solar: uso de Leds como microgeradores de energia solar fotovoltaica


Sumário atitude@atitudeeditorial.com.br Diretores Adolfo Vaiser Simone Vaiser Coordenação de circulação, pesquisa e eventos Marina Marques – marina@atitudeeditorial.com.br Assistente de circulação, pesquisa e eventos Bruna Leite – bruna@atitudeeditorial.com.br Administração Paulo Martins Oliveira Sobrinho administrativo@atitudeeditorial.com.br Editora Flávia Lima - MTB 40.703 - flavia@atitudeeditorial.com.br Publicidade Diretor comercial Adolfo Vaiser - adolfo@atitudeeditorial.com.br Contatos publicitários Ana Maria Rancoleta - anamaria@atitudeeditorial.com.br Suely Mascaretti - Suely@atitudeeditorial.com.br Representantes Paraná / Santa Catarina Spala Marketing e Representações Gilberto Paulin - gilberto@spalamkt.com.br João Batista Silva - joao@spalamkt.com.br (41) 3027-5565 Direção de arte e produção Leonardo Piva - atitude@leonardopiva.com.br Denise Ferreira

Suplemento Renováveis

Energia solar: estudo analisa viabilidade do Led como microgerador de energia solar fotovoltaica para suprir demanda de pequenas cargas em stand-by.

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certificação para edificações autossustentáveis em energia; Sondagem da Abinee indica leve recuperação do setor; Reymaster comemora 30 anos; Cemig investe em melhorias no sistema elétrico. Estas e outras notícias do setor elétrico brasileiro.

Colaborador técnico de normas Jobson Modena

Colaboradores desta edição: Alan Rômulo Queiroz, Carlos Alberto Sotille, Carlos Henrique Rocha, Daniel dos Anjos Martins, Diogo Biasuz Dahlke, Diogo de Souza Prado, Eduardo César Senger, Eduardo Peixoto, Fernando Avelar Filho, Francisco Alves Leite, Hélio Domingos R. Carvalho, Idalmir de Souza Queiroz, Jorge Luiz de Souza, Lucas Santos Borges, Luciene Queiroz, Luís A. Gamboa, Luis Alberto Petorutti, Maurício Casotti, Normando V. B. Alves, Pedro Biasuz Block e Renan da Costa Barros. Revista O Setor Elétrico é uma publicação mensal da Atitude Editorial Ltda. A Revista O Setor Elétrico é uma publicação do mercado de Instalações Elétricas, Energia, Telecomunicações e Iluminação com tiragem de 13.000 exemplares. Distribuída entre as empresas de engenharia, projetos e instalação, manutenção, industrias de diversos segmentos, concessionárias, prefeituras e revendas de material elétrico, é enviada aos executivos e especificadores destes segmentos. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as opiniões da revista. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias sem expressa autorização da Editora. Capa: Shutterstock.com Impressão - Ipsis Gráfica e Editora Distribuição - Correio

Atitude Editorial Publicações Técnicas Ltda. Rua Piracuama, 280, Sala 41 Cep: 05017-040 – Perdizes – São Paulo (SP) Fone/Fax - (11) 3872-4404 www.osetoreletrico.com.br atitude@atitudeeditorial.com.br

Filiada à

Painel de notícias Institutos Lactec recebem acreditação para ensaios em luminárias públicas com Led; GBC Brasil lança

Consultor técnico José Starosta

Colaboradores técnicos da publicação Daniel Bento, João Barrico, Jobson Modena, José Starosta, Juliana Iwashita, Marcelo Paulino, Roberval Bulgarelli e Sérgio Roberto Santos.

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Fascículos

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Aula prática – Segurança Exigências da NR 12 ainda são descumpridas no que diz respeito à realização de ensaios e inspeções em cestas aéreas e em guindastes com cestos acoplados.

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Pesquisa – Mercado de produtos e sistemas de iluminação Para projetistas e outros consumidores, o mercado de equipamentos de iluminação está em crescimento, mas enfrenta dificuldades para oferecer assistência e suporte técnicos satisfatórios.

74

Espaço 5419 Uma reflexão sobre a burocracia e a falta de comunicação na chamada “Engenharia de segurança”. Colunistas

78 80 82 83 84

Jobson Modena – Proteção contra raios

86

Dicas de instalação

Roberval Bulgarelli – Instalações Ex João José Barrico – NR 10 Nunziante Graziano – Quadros e painéis José Starosta – Energia com qualidade

Capacitação Ex durante a formação eletrotécnica.

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Ponto de vista Segurança em ensaios de tensão elétrica durante e após a instalação de cabos BT, MT e AT.

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Editorial

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

O seguro morreu de velho Publicado em 2011 e em vigor desde 2013, o Anexo XII da NR 12 estabeleceu

seu artigo periódico, nos lembra da importância de

novas exigências para a segurança de profissionais que trabalham em alturas elevadas

se checar a estirpe da empresa terceirizada a ser

erguidos por cestos aéreos. Ocorre que, como evidenciado pelo artigo publicado na

contratada, considerando que a contratante também

seção Aula Prática desta edição, passados seis anos da publicação do documento

assume alguma responsabilidade pelos profissionais

normativo, acidentes graves com esses equipamentos continuam ocorrendo. Uma

indiretos que prestarão serviços de eletricidade. Nesse

pesquisa rápida no Google permite que se visualize uma série de fotos e vídeos

sentido, deve-se averiguar com critérios muito bem

que registram muitos desses incidentes, os quais poderiam ter sido evitados, em

definidos a qualidade não apenas dos profissionais

sua maioria, caso as determinações da NR 12 e seus anexos fossem cumpridas.

(habilitação, qualificação, etc.), mas também das

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8/30/17

11:18 PM

Ano 12 - Edição 139 Agosto de 2017

Exigências da NR 12 Seis anos após a publicação do Anexo XII da NR 12, O Setor Elétrico - Ano 12 - Edição 139 – Agosto de 2017

acidentes ainda são rotineiros no setor

Mercado de iluminação em ascensão Mas com ressalva: respaldo técnico oferecido aos consumidores ainda é insatisfatório Energia solar: uso de Leds como microgeradores de energia solar fotovoltaica

Edição 139

Especialmente, os equipamentos de guindar que recebem cestos acoplados para

condições de trabalho oferecidas pela terceirizada.

elevação de pessoas devem ser submetidos a ensaios e a inspeções periódicas de

Mais que cumprir com todas as disposições das normas

forma a garantir seu bom funcionamento e sua integridade estrutural.

regulamentadoras, alguns cuidados fazem a diferença. Equipamentos de proteção

individual e ferramentas em bom estado de conservação, por exemplo, dão uma ideia da

Se, por um lado, falta compromisso com a segurança, por outro, sobra. É o que

nos conta o engenheiro Normando Alves em seu relato sobre a segurança exagerada

atenção que a empresa dá para a manutenção da integridade do colaborador.

cobrada por algumas empresas. Segundo ele, a burocracia para que uma prestadora

Estas e outras discussões estão nas páginas a seguir. Boa leitura!

de serviços seja “aprovada” por algumas companhias pode ser tamanha que, se o gestor não contabilizar todas as exigências, poderá sair no prejuízo do trabalho

Abraços,

executado. Isso porque, zelando demais pela segurança – ou, muitas vezes, tentando evitar a reincidência de acidentes –, empresas solicitam exames e treinamentos além do necessário para os profissionais que irão executar os serviços. Muitos deles extrapolam

flavia@atitudeeditorial.com.br

as imposições legais. É o caso da exigência de exames, como eletroencefalograma, exames de sangue e psicológicos, acuidade visual, entre outros, para atividades que, a

Redes sociais

princípio, não demandam essas investigações. Na opinião do especialista, este excesso de zelo pode causar desperdício de tempo e custos desnecessários.

E, para continuar no assunto “segurança”, nosso colunista João Barrico, em

@osetoreletrico

www.facebook.com/osetoreletrico

@osetoreletrico

Revista O Setor Elétrico


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Coluna do consultor

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. É consultor da revista O Setor Elétrico jstarosta@acaoenge.com.br

Sobre a proposta de aprimoramento ao marco regulatório do setor elétrico

Em meados deste mês de agosto,

de sua própria preservação) e que sinalize

em projetos de eficiência energética,

estava previsto para expirar o prazo

ao consumidor seus custos em médio

com modelos de retorno com lastro em

para as contribuições à consulta pública

prazo. O texto proposto apresenta menções

resultados dos próprios projetos;

proposta pelo MME para o aprimoramento

aos necessários aspectos de eficiência,

- Fontes não sustentáveis: usinas térmicas

do marco legal do setor elétrico. Trata-se

equidade e sustentabilidade. Efetivamente

têm variação de custos de operação

de uma importante iniciativa do Ministério,

espera-se que a própria eficiência

e emissão/poluição por fatores que

sinalizando com muito oportunismo que

energética seja tratada e considerada como

dependem da localização, de combustível e

não se pode depender da inoperância de

a fonte de energia mais limpa e sustentável,

de outras variáveis. A eficiência energética

seus vizinhos de Brasília. De fato, alguns

com custos de implantação da ordem de

tem capacidade de mitigar de forma

eventos mostraram o esgotamento do

R$ 80 a R$ 90 por MWh “gerado” e R$

contundente estes efeitos. Especial atenção

sistema corrente: o desastre da MP 579

600 por kW retirado do sistema elétrico;

aos sistemas ainda não interligados do

e o esvaziamento dos lagos, as mudanças

valores significativamente menores que

país, que poderiam ser inseridos em bons

ocorridas na geração distribuída com as

os de geração convencional ou renovável.

programas financiados pela Conta de

renováveis, o mercado livre de energia,

Não custa lembrar que gerar energia com

Consumo de Combustíveis (CCC). Os

o desequilíbrio financeiro das geradoras

fonte sustentável para alimentar carga de

números da CCC atingem expressivos

e distribuidoras, a sofrível qualidade da

baixa eficiência é uma excrescência. A

valores da ordem de R$ 7 Bilhões para

distribuição, e outros fatores certamente

eficiência energética, fonte mais limpa e

2017;

levaram o MME a repensar. Louvável

barata do planeta, tem ainda as importantes

- Incentivo à gestão de energia nas

iniciativa. É a hora das cartas irem à

características de não ser interruptível

indústrias e prédios comerciais: definir

mesa e a choradeira habitual dar lugar às

e de atuar diretamente na redução da

um modelo de bonificação, quer por

discussões fundamentadas em aspectos

potência, além da redução da energia. É

tarifa, quer por investimento com taxas

técnicos e econômicos evitando novas

uma atividade que deve ser tratada como

atraentes aos consumidores que por sua

situações indigestas de difícil solução.

estrutural e não como conjuntural.

própria competência venham a obter bons

indicadores de eficiência energética em

São muitos os pontos a considerar,

como os custos que expressem com justiça

Alguns pontos merecem atenção sobre

a eficiência energética:

o fio (demanda-kW) e energia (kWh) frente

suas atividades. Atenção especial para a implantação da ISO 50001;

a uma realidade de autoprodução pelos

- PROPEE: o programa de eficiência

- Montagem de um banco de dados de

próprios consumidores e necessidade

energética da Aneel tem ótima

referência de energia consumida por

de qualidade que deve ser garantida

oportunidade para ser reformulado e

consumidores comerciais, indústrias

pela distribuidora diante do novo fator

aplicado como verdadeira ferramenta de

por atividade específica, e claro, os

de impacto do Módulo 8. Um mercado

financiamento, servindo a bons projetos

eletrointensivos;

livre que possa ser democratizado até os

de eficiência energética livre de seu uso

- Tarifas flexíveis e possibilidade de tarifa

pequenos consumidores, um sistema que

politico. Com a migração dos menores

binômia a pequenos consumidores.

seja sustentável (sob o ponto de vista de

consumidores ao mercado livre, pode-se

redução de impactos ambientais como pelo

também esperar maiores investimentos

Vamos lá! Tem tudo para dar certo!


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Institutos Lactec são acreditados para ensaios em luminárias públicas com Led Extensão da acreditação pelo Inmetro também incluiu ensaios de segurança com lâmpadas Led

Institutos

Lactec

receberam,

Divulgação/ Lactec

Os

recentemente, a acreditação pelo Instituto Nacional

de

Metrologia,

Qualidade

e

Tecnologia (Inmetro) para a realização de ensaios de certificação de desempenho e segurança em luminárias públicas com tecnologia Led, atendendo à Portaria nº 20/2017 do organismo. A

Portaria

publicada

em

determina

a

20

fevereiro

do

Inmetro,

deste

ano,

obrigatoriedade

da

certificação de luminárias públicas com Led.

O

documento

estabelece

uma

série de prazos para que fabricantes, importadores e comerciantes passem a utilizar apenas produtos certificados, de modo a evitar que luminárias de baixa qualidade sejam utilizadas na iluminação

Registro de ensaio feito para certificação de produtos de iluminação.

viária, comprometendo a segurança dos cidadãos.

• Fator de potência;

corrente de saída;

Revisado pela Coordenação Geral de

• Corrente de alimentação;

• Corrente de fuga;

Acreditação (Cgcre) do Inmetro no dia 2

• Tensão e corrente de saída do

• Proteção contra choque elétrico;

de agosto, o escopo da acreditação foi

dispositivo de controle durante a

• Resistência ao torque dos parafusos e

estendido ainda para ensaios de segurança

operação;

conexões;

com lâmpadas Led – os Institutos Lactec

• Classificação das distribuições de

• Fiação interna e externa;

já eram acreditados para realização de

intensidade luminosa;

• Resistência à força do vento;

ensaios de desempenho nesse tipo de

• Temperatura de cor correlatada (TCC);

• Resistência à vibração;

produto.

• Índice de reprodução de cor (IRC);

• Proteção contra impactos mecânicos

A atualização do escopo de acreditação

• Eficiência Energética;

externos;

dos Institutos Lactec é resultado de

• Controle da distribuição luminosa;

• Resistência à radiação ultravioleta (UV);

uma auditoria realizada nos laboratórios

• Manutenção do fluxo luminoso da

• Grau de proteção.

e comprova que a empresa está apta a

luminária – Desempenho do componente

atender requisitos definidos por normas

Led;

técnicas,

• Manutenção do fluxo luminoso da

demonstrando

competência

Lâmpadas Led

para a realização dos ensaios. Ao todo,

luminária – Desempenho da luminária;

• Marcação;

os Institutos Lactec têm 272 ensaios

• Qualificação do dispositivo de controle

• Intercambialidade da base;

acreditados.

eletrônico CC ou CA para módulos Led;

• Proteção contra contato acidental com

Confira a lista de novos ensaios

• Marcações;

partes vivas;

acreditados:

• Condições de operação /

• Resistência de isolação e rigidez

Acondicionamento;

dielétrica após exposição à umidade;

Luminárias Led

• Rigidez dielétrica;

• Resistência à torção;

• Resistência de isolamento;

• Resistência ao aquecimento;

• Corrente de alimentação/Tensão e

• Resistência à chama e ignição.

• Potência total do circuito;


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Lançada certificação para edificações autossuficientes em energia Objetivo do GBC Brasil é estimular as construções que reúnem eficiência energética e geração de energia renovável O

Green

Building

Council

Brasil

(GBC Brasil) lançou, recentemente, a Certificação Zero Energy Building para as edificações que comprovarem que o consumo de energia local de sua operação anual é zerado por uma combinação de alta eficiência energética e da geração de energia por fontes renováveis. Como premissa de desenvolvimento foi assegurada a participação de todos os tipos e padrões de edificações existentes no Brasil, sem a necessidade de grandes investimentos financeiros para isso. “Há total viabilidade econômica e estaremos

Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso. São

premiando os melhores do mercado que

eles:

atuam com excelência no planejamento, conceituação

integrada

de

projeto,

CICS

Centro

de

Inovação

em

comunicação entre equipes, automação,

Construção Sustentável (USP);

tecnologia, estímulo a energias renováveis,

• Sede RAC Engenharia – Curitiba (PR);

conscientização

• Creche Municipal Hassis – Florianópolis

dos

ocupantes

e

excelência na operação predial. Já temos

(SC);

projetos diversos registrados no Brasil,

• Sede SINDUSCON PR – Curitiba (PR);

casas, prédio residencial, creche pública,

• Casa do Futuro – Atibaia (SP);

prédio comercial, centro de pesquisas e

• Catuçaba – São Luiz do Paraitinga (SP);

outros”, afirma Felipe Faria, diretor executivo

• Montage Botafogo – Campinas (SP);

do GBC Brasil e presidente Regional da

• Escritório Advocacia De Paola & Panasolo

Rede das Américas.

– Curitiba (PR);

• Casa Mão Verde – Piracicaba (SP);

Os quesitos para a certificação estão

nas ações para maximizar a eficiência

• Lar Verde Lar – Governador Valadares

energética, a geração de energia renovável

(MG);

no local ou remoto (on-site ou off-site)

• Sede Sebrae MT – Cuiabá (MT);

e a compra de Certificados de Energia

• Geonergia - Tamboara (PR).

Renovável

(REC),

que

comprovam

a

natureza da energia que a edificação utiliza.

A certificação foi lançada durante a

Canadá) a implementar essa certificação

O Brasil é o segundo país (depois do

oitava edição do Greenbuilding Brasil

para o setor de construção, tornando-se

Conferência Internacional e Expo, realizada

um exemplo para os demais países. A

em São Paulo, entre 8 e 10 de agosto.

iniciativa é do World Green Building

No entanto, antes mesmo do lançamento

Council, que tem por objetivo acelerar a

oficial da certificação, o GBC Brasil já

geração de energia por fontes renováveis, o

havia registrado 12 projetos pioneiros que

conceito de geração distribuída e fomentar

buscam a certificação GBC NET ZERO

grandes avanços no que tange à eficiência

nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa

energética.


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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Hidrelétrica Santo Antônio já pagou R$ 250 milhões em royalties Em operação há cinco anos, a usina deverá contribuir com R$ 90 milhões só em 2017

Quarta maior geradora hídrica do país e uma das

20 maiores do mundo, a Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO), já pagou R$ 250 milhões em royalties nos cinco anos em que está em operação. Só em 2017 já foram mais de R$ 50 milhões e a estimativa é de que R$ 90 milhões sejam destinados ao Estado, ao Município e à União até o fim deste ano.

O valor pago em royalties pela Santo Antônio para a

Prefeitura de Porto Velho no primeiro semestre deste ano é o equivalente a 8% da arrecadação municipal.

Instituídos pela Constituição Federal de 1988, os

royalties são uma compensação financeira permanente que as hidrelétricas pagam ao Estado pela utilização da água para gerar energia.

No caso da Hidrelétrica Santo Antônio, esse dinheiro

é distribuído entre Estado de Rondônia (45%), Município

Hidrelétrica Santo Antônio, localizada no Rio Madeira, em Porto Velho (RO).

de Porto Velho (45%) e União (10%), que devem utilizar esses recursos para fazer investimentos em infraestrutura, saúde e educação, além de ampliar os programas de melhoria de renda e da qualidade de vida da população.


Painel de produtos

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Novidades em produtos e serviços voltados para o setor de instalações de baixa, média e alta tensões.

Inversores de frequência www.mitsubishielectric.com.br/ia

Os novos modelos de inversores de frequência lançados pela Mitsubishi Electric,

FR-A800-E e FR-F800-E, oferecem conectividade Ethernet, permitindo que as unidades sejam conectadas diretamente aos sistemas de gerenciamento de informações e aos equipamentos de automação.

De acordo com a empresa, os modelos são ideais para a automação industrial nos

setores automotivo e de processamento de alimentos, além de plantas de tratamento de água. Eles podem ser utilizados em aplicações de controle de processo, sistemas de controle de bombas múltiplas e em redes que exigem monitoramento contínuo, como a medição do consumo de energia.

Os novos inversores podem ainda ser conectados a uma rede MES, oferecendo

Os novos inversores suportam os protocolos CC-Link IE Field e Modbus/ TCP Ethernet.

a capacidade de trocar dados em qualquer direção. Juntos, podem atuar como uma "equipe" de inversores interconectada, sem a necessidade de um controlador separado, simplesmente entrando

com a programação do CLP diretamente nos inversores. Dessa forma, eles podem operar simultaneamente dentro de um ambiente Ethernet e em qualquer outra rede de automação, formando um gateway conveniente entre os outros equipamentos de automação de uma planta.

Monitor de pontos quentes www.gracesense.com | www.intereng.com.br

O monitor de pontos quentes (Hot Spot Monitor (HSM)), fabricado pela GraceSense™, é um dispositivo

que monitora aumentos de temperatura em pontos específicos de uma instalação, sinalizando elevações e permitindo a prevenção de falhas em equipamentos elétricos.

O HSM GraceSense™ integra-se ao sistema de comunicação da instalação por meio de sistemas

MODBUS TCP/IP ou Ethernet IP; é possível ainda armazenar suas informações para posterior transferência.

O dispositivo é indicado para permitir a inspeção termográfica em locais de difícil acesso à termografia

tradicional, ou em pontos críticos que precisam ser monitorados permanentemente.

O HSM GraceSense™ é distribuído no Brasil pelas empresas do grupo EDGE™ Ladder Automação

Industrial e Intereng Automação Industrial.

Mini CLP www.metaltex.com.br

Novidade da Metaltex, o mini CLP NeXo une as características básicas dos tradicionais

relés programáveis aos mais avançados recursos dos CLPs.

De acordo com a empresa, o sistema avançado de controle do mini CLP possibilita o uso

em, por exemplo, controle analógico, leitura de encoder, controle de motores de passo ou servomotor, comunicação Modbus, entre outros.

O equipamento apresenta programação através de software, em conformidade com a IEC

61131-3, e conta com display gráfico, que pode ser usado como Interface Homem-Máquina (IHM), permitindo alteração e monitoração de estados e valores.

Monitor de pontos quentes HSM indica pontos de elevada temperatura com o objetivo de evitar falhas em equipamentos.


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Um giro pelas empresas que compõem o setor elétrico brasileiro.

Reymaster celebra 30 anos de atividades Lançamento de mascote e linha do tempo no site da empresa marcam as comemorações

A Reymaster Materiais Elétricos está

meio de fotos e legendas. Para acessar

comemorando 30 anos de atividades e,

basta entrar no link Linha do Tempo no

para celebrar, lançou o mascote Capitão

site da Reymaster (www.reymaster.com.

Rey, um tipo de super herói dos materiais

br/linha-do-tempo) e viajar até 1987, ano

elétricos.

novo

em que os paranaenses Reinaldo Gabardo

representante visual da Reymaster nas

e seu filho Reynaldo G. Junior iniciaram a

ações voltadas aos clientes.

empresa na cidade de Curitiba (PR).

O

personagem

é

o

O novo mascote da Reymaster surge

“A Reymaster surgiu literalmente na

como um super herói que possui o poder

nossa garagem e foi tomando conta dos

da eletricidade em seu anel. Por meio dele

fundos de nossa casa, localizada no bairro

faz surgir diversas soluções elétricas para

água verde. O espaço inicial limitava-se a

quem precisar. Outra habilidade do Capitão

80 metros quadrados e dois funcionários

Rey é levar conhecimento e informação

que compravam cabos e revendiam. Já nos

sobre tudo que envolve materiais elétricos.

primeiros anos construímos um mezanino,

Segundo

foi

e após um espaço maior, onde funcionava o

desenvolvido na intenção de transmitir os

primeiro departamento de vendas internas

valores da empresa e ser o identificador

da empresa. Todo o restante era estoque”,

de sua marca. “Com um sorriso no rosto,

recorda Reynaldo G. Junior.

o Rey demonstra confiança, seriedade

Em 2004, a Reymaster mudou-se

e alegria aos clientes, que são algumas

para a atual sede, localizada no bairro

de nossas principais políticas”, explica o

Lindóia, em um empreendimento de 3.000

sócio-fundador da Reymaster, Reynaldo

m2 de área construída. E, como antes,

Gabardo Jr.

foi incorporando terrenos vizinhos até

Outra ação comemorativa é a criação

chegar ao espaço de hoje: seis mil metros

de uma linha do tempo no site da empresa,

quadrados e um estoque com mais de 40

que conta a história da companhia por

mil produtos de 150 marcas nacionais e

seus

idealizadores,

ele

Capitão Rey é o mascote lançado pela Engerey Materiais Elétricos em comemoração ao seu 30º aniversário.

internacionais. A empresa conta hoje com 200 profissionais e é certificada com a ISO 9001:2015, processos.

dedicada

à

gestão

de


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Cemig investe R$ 115 milhões em melhorias no sistema elétrico Foto: Elderth Theza

Investimento foi destinado à ampliação, ao reforço e à manutenção da rede elétrica da região Sudoeste

A população da região foi beneficiada com a implantação de projetos de eficiência energética em quatro hospitais e em duas instituições de repouso para idosos.

A Companhia Energética de Minas

filantrópicas.

Gerais (Cemig) investiu R$ 115 milhões,

Já o Programa de Eletrificação Rural

desde 2015, na ampliação, reforço e

no território Sudoeste tem beneficiado

manutenção da rede elétrica que atende

mais de 1.700 famílias com o investimento

empresas e moradores dos 33 municípios

da ordem de R$ 16,6 milhões. A previsão

do território Sudoeste, incluindo a troca

é de que pelo menos outras 820 famílias

de equipamentos elétricos pelo Programa

sejam atendidas e outros R$ 23 milhões

de Eficiência Energética e a ligação de

sejam aplicados no programa até o final de

moradores de áreas rurais pelo Programa

2018. A implantação da eletrificação rural

de Eletrificação Rural.

permite a modernização da agricultura,

Os projetos de eficiência energética

trazem

diversos

benefícios

para

a

população. Além de reduzirem o consumo

contribui para o desenvolvimento local e melhora a qualidade de vida das pessoas. Os

investimentos

no

território

energético – o que impacta no valor das

Sudoeste fazem parte dos Programas

contas e no meio ambiente –, os projetos

de Desenvolvimento da Distribuição, de

têm o objetivo de disseminar a cultura do

Eficiência Energética e Eletrificação Rural,

uso consciente e sustentável da energia

realizados

entre a sociedade, e também de transmitir

integral da Cemig, cujos valores são

dicas importantes de segurança com rede

informados regularmente e acompanhados

elétrica. Entre os principais beneficiários,

pela Agência Nacional de Energia Elétrica

estão famílias de baixa renda e entidades

(Aneel).

pela

Cemig

D,

subsidiária


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Prysmian obtém certificação internacional para linha de cabos Com o Afumex Solar, desenvolvido e fabricado no Brasil, a companhia pretende atender a um mercado nacional estimado em R$ 620 milhões

A Prysmian Brasil conquistou, recente­mente,

Prysmian está em conformidade com as

técnica da TÜV Rheinland. Um dos estudos

a certificação internacional de conformidade

normas brasileiras e é destinado ao uso

mais rigorosos é o teste de envelhecimento

para a linha de cabos Afumex Solar, destinada

em sistemas de fornecimento de energia

para garantia de vida útil, que assegura

a sistemas de energia fotovoltaica. Trata-se

fotovoltaica indoor e/ou outdoor, em áreas

que o cabo suporta trabalhar por até 20

da certificação TÜV Rheinland, uma avaliação

industriais

mil horas a 120 graus Celsius.

externa não obrigatória que a Prysmian

Podem ser aplicados em equipamentos

submeteu seu produto voluntariamente para

com proteção isolada (Classe II) e em

e publicada neste mês de agosto de 2017

comprovar o alto desempenho.

áreas com risco de explosão, e podem

como ABNT NBR 16612. Como a norma

O Afumex Solar é uma tecnologia

também serem instalados de forma fixa ou

brasileira é baseada na EN 50618, o

desenvolvida exclusivamente no Brasil

suspensa.

produto já nasce automaticamente em

e constitui-se em um cabo de cobre

estanhado, altamente flexível e com baixa

atende

norma

é um tradicional fornecedor de cabos para

emissão de fumaça. Com o novo produto,

internacional EN 50618, muito utilizada

parques solares nos Estados Unidos e na

a intenção da empresa é atender a um

na Europa para materiais empregados na

Europa. Esse mercado é relativamente novo

mercado estimado de R$ 620 milhões no

implantação de parques solares”, explica o

no Brasil, e estávamos dependendo dessa

Brasil, a partir dos 99 projetos de geração

gerente de engenharia da Prysmian Brasil,

homologação para ter uma participação

de energia solar já contratados em leilões

Flávio Ochiutto Orbetelli.

mais expressiva em grandes parques”,

no País, cujo investimento é da ordem de

Para conquistar a certificação pela

afirma o gerente de marketing Sandro

R$ 12,5 bilhões até 2018, segundo dados

TÜV Rheinland, o produto passou por

Rezende. Segundo ele, desde 2016, a

da Associação Brasileira de Energia Solar

dez meses de testes nos laboratórios de

linha Afumex Solar vem sendo utilizada em

Fotovoltaica (Absolar).

pesquisa e desenvolvimento da Prysmian

projetos pilotos e em pequenas e médias

Brasil, com acompanhamento da equipe

instalações de consumidores.

Fabricado no Brasil, o Afumex Solar da

e

propriedades

agrícolas.

“A certificação indica que o produto aos

requisitos

da

No Brasil, a norma técnica foi elaborada

conformidade com a NBR. “A Prysmian já


ATERRAMENTO ELÉTRICO

20

Carlos Alberto Sotille e Luis Alberto Petorutti

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Capítulo VIII – Medição da resistência de aterramento e dos potenciais de superfície – Parte 2 • Método da queda de potencial com injeção de alta corrente • Medições em sistemas de aterramento interligados • Medição de potenciais na superfície do solo

Ensaios em instalações elétricas industriais

Diogo de Souza Prado, Diogo Biasuz Dahlke, Luís A. Gamboa, Pedro Biasuz Block, Daniel dos

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Anjos Martins, Fernando Avelar Filho e Lucas Santos Borges Capítulo VIII – Compatibilidade eletromagnética no setor industrial • Emissão e imunidade • Principais normas • Ensaios EMC • Casos ilustrativos

INTERNET DAS COISAS

34

Maurício Casotti e Eduardo Peixoto Capítulo VIII – O mundo será das plataformas • O início da transformação • Plataformas multilaterais • Potencial de ganho com a IoT • Inovação tecnológica a serviço das cidades inteligentes

MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

38

Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz Capítulo VIII – Etapas de projeto e requisitos relacionados à manutenção • Fases de implantação de um projeto • Investimentos • Modelo de critérios de decisão


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Por Carlos Alberto Sotille e Luis Alberto Petorutti*

Aterramento elétrico

20

Capítulo VIII Medição da resistência de aterramento e dos potenciais de superfície Parte 2

No capítulo anterior, parte 1, tratamos

de corrente com o eletrodo de corrente

da medição da resistência de aterramento

Havendo limitações importantes na

deve estar a uma distância mínima superior

pelo método da queda de potencial,

aplicação do método da queda de potencial

a cinco vezes a maior dimensão do sistema

enfatizando as limitações na aplicação do

com baixas correntes, a injeção de alta

de aterramento sob ensaio; observa-se que

método, bem como os procedimentos para

corrente consiste em alternativa confiável

esta distância é função da configuração do

minimizar os erros de medição.

para a determinação da resistência ou

sistema de aterramento, do sistema elétrico

impedância de sistemas de aterramento.

e do tipo de solo. O procedimento usual é

Este artigo (parte 2) trata do método de injeção de alta corrente, o qual, em função

A opção de injeção de alta corrente

utilizar como circuito de corrente as fases

dos níveis bem mais elevados de corrente

consiste em fazê-la circular entre o sistema

de uma linha de transmissão desenergizada,

injetada

aterramento,

de aterramento sob ensaio e o solo, através

pertencente

associados a procedimentos para correção

de um eletrodo auxiliar de corrente,

ligando-as à estrutura {simulando um

dos resultados, pode propiciar medições

medindo-se os potenciais na superfície

curto-circuito) a uma distância adequada

bastante confiáveis, superando as limitações

do solo, obtendo-se a resistência de

do sistema de aterramento.

inerentes ao método da queda de potencial.

aterramento.

no

sistema

de

medição

Aplicação do método da queda de

dos potenciais de superfície (toque e

potencial com injeção de alta corrente na

passo) importantíssima na avaliação e

medição de aterramento de subestações

Será

Fascículo

alimentadores e outros).

tratada

também

a

à

instalação

sob

ensaio,

Circuito de potencial O eletrodo do potencial consiste de uma haste metálica cravada firmemente no solo. No processo de medição, o eletrodo de

comprovação dos valores permissíveis de segurança.

Circuito de corrente O eletrodo de corrente, de modo

Método da queda de potencial com injeção de alta corrente

a partir da periferia do sistema de

geral, consiste em uma torre, um trecho

aterramento sob ensaio, fazendo-se a leitura

de uma linha de transmissão, uma malha

da tensão entre o eletrodo de potencial e o

de aterramento de subestação adjacente ou

aterramento sob ensaio com um voltímetro de alta impedância de entrada.

potencial deve ser deslocado radialmente,

O método de injeção de corrente

malha de aterramento auxiliar construída

é recomendado para a medição dos

especificamente para este fim. Para não

potenciais na superfície do solo, bem

limitar

corrente

do eletrodo de corrente (usualmente,

como da resistência de um sistema de

injetada, o eletrodo de corrente deve ter

uma LT desenergizada), o eletrodo de

aterramento particular ou impedância

uma resistência baixa, de valor compatível

potencial deve-se deslocar em uma

de um sistema de aterramento global

com o sistema de medição.

direção que faça um ângulo entre 90° e

demasiadamente

a

(envolvendo subestações com cabos para-

Para se evitar a superposição entre as

raios das linhas de transmissão, neutro de

regiões de influência, a conexão do circuito

Tendo em vista a característica física

180° em relação à direção do eletrodo de

corrente

para

evitar

possíveis


21

Apoio

acoplamentos entre os dois circuitos.

se verificar o comportamento do sistema

A resistência do sistema de aterramento

de aterramento como um todo, envolvendo

sob ensaio é a relação entre a tensão medida

não só a malha, como também os cabos

e a corrente total injetada no sistema de

para-raios, de linha de transmissão, neutros

aterramento sob ensaio.

de alimentadores, blindagem de cabos de

Para efeito da medição da resistência

potência isolados e outros que por ventura a

de aterramento, quanto maior a corrente

ela estejam ligados em condições operativas

injetada, maior a confiabilidade dos valores

normais.

obtidos devido à menor influência relativa

A única maneira direta de se fazer esta

das correntes de interferência. Entretanto,

verificação é realizar os ensaios de injeção

além das possíveis limitações da fonte de

de alta corrente com todos os caminhos de

injeção de corrente, existem os problemas

retorno ligados à malha, conforme indicado

relativos à segurança do pessoal envolvido

na Figura 1, selecionando-se uma linha de

nas medições.

transmissão como circuito de corrente.

Medições em sistemas de aterramento interligados

transmissão saindo da subestação, a rigor,

No caso de se ter várias linhas de a simulação de curto-circuito (circuito de corrente) deveria ser feita em cada

Conforme

ensaios

uma delas, verificando a influência do

aplicam-se,

acoplamento da LT com as correntes

especialmente, às malhas de aterramento

de retorno pelo solo, na distribuição de

de subestações, usinas e outros. Nestes

corrente pelos condutores da malha e,

casos, por razões práticas, de modo geral,

portanto, nos potenciais na superfície

a corrente é injetada exclusivamente entre

do solo. Contudo, devido às dificuldades

a malha e o eletrodo de corrente auxiliar.

inerentes, tal procedimento raramente é

Entretanto, muitas vezes, há interesse em

utilizado.

de

injeção

já de

citado, corrente

os

Figura 1 - Método de injeção de grandes correntes.


Apoio

Aterramento elétrico

22

As correntes retomando pelos diversos caminhos do sistema de aterramento interligados (para-raios de LTs, neutros de alimentadores e outros) podem ser determinadas

diretamente

por

meio

de amperímetros para corrente eficaz. Entretanto, a corrente que retoma pela malha não pode ser determinada diretamente. Um procedimento aplicável é instalar um circuito de medição diferencial através de transformadores de corrente (TCs) nos diversos caminhos de retorno, conforme indicado na Figura 2, em que Ie é a corrente de ensaio (A); IM a corrente de malha (A); IA e IB são as correntes pelos cabos para-raios (A); e RSE é a resistência de aterramento da instalação (Ω). Devido às grandes áreas abrangidas pelos sistemas de aterramento interligados, pode ser necessária a utilização de uma das fases da linha de transmissão como circuito de potencial.

Medição de potenciais na superfície do solo É aconselhável que o levantamento dos perfis de potenciais na superfície do solo e das tensões de toque e passo seja realizado

Figura 2- Monitoração da corrente de malha.

subestações existentes com voltímetro de

partes metálicas, estruturas metálicas,

alta impedância de entrada, de modo geral,

carcaças de equipamentos ligadas ao

não inferior a 1MΩ/volt (particularmente

sistema de aterramento sob ensaio e o

adequados são os voltímetros eletrônicos).

eletrodo de potencial cravado no solo, a

Medição da tensão de toque

um metro de distância da parte metálica

Esta medição deve ser feita entre as

com injeção de alta corrente. Para medição de tensões de passo e de toque em determinados locais, como casas, edificações simples e locais em que não há suspeita de fortes correntes parasitas, também se pode introduzir a medição com terrômetro comum, deixando para o

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fabricante a instrução para medição. Circuito de corrente O circuito de injeção de corrente deve ser estabelecido de forma análoga ao da medição da resistência de aterramento, devendo, quando necessário, receber tratamento adequado com o objetivo de possibilitar a circulação de um valor de corrente compatível com o sistema de medição. Circuito de potencial As medições de potenciais devem ser efetuadas nos pontos assinalados em projeto ou em regiões estratégicas de

Figura 3 – Medição de potencial de toque.

envolvida, conforme indicado na Figura 3.


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Aterramento elétrico

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Medição da tensão de passo No caso das tensões de passo, a tensão deve ser medida entre dois eletrodos de potencial cravados no solo e afastados de um metro, conforme indicado na Figura 4. Fonte de injeção de corrente A fonte de injeção de corrente deve ter potência e tensão adequadas para fornecer corrente suficientemente elevada de modo a reduzir os erros nas medições, devido às correntes de interferência que normalmente circulam no solo. A fonte pode ser um grupo motorgerador ou um transformador isolador (abaixador ou não) ligado a uma rede primária ou secundária de distribuição que passe nas proximidades do sistema de aterramento sob ensaio. Comentários e observações adicionais para a execução das medições em

Fascículo

subestações

Figura 4- Medição de potencial de passo.

não só por simulações teóricas como

(particularmente, as direções que se afastam

– Os cabos para-raios e contrapesos

por ensaios de campo) que as maiores

dos condutores enterrados do sistema de

de linhas de transmissão, neutros dos

tensões na superfície do solo (tensões de

aterramento e/ou as que se aproximam da

alimentadores, blindagem e capas metálicas

toque, passo e outros) surgem nas regiões

periferia).

de cabos isolados que chegam à instalação

periféricas dos sistemas de aterramento,

devem ser desconectados do sistema de

porém, o fato de as regiões periféricas

c) Cabe lembrar que, para os ensaios com

aterramento sob ensaio;

serem selecionadas como preferenciais

todo o sistema de aterramento interligado,

– Para efeito de medição dos potenciais

não significa que a região central deva ser

correntes acima de 100 A são, de modo

na superfície do solo, quanto maior for

ignorada, mas sim que pode ser pesquisada

geral, necessárias para que as tensões

a corrente injetada maiores serão as

com menor detalhe;

medidas na superfície do solo sejam da

tensões medidas e, portanto, maior a

Nota: No caso de sistemas de aterramento

ordem de volt.

confiabilidade dos valores obtidos devido à

projetados com técnicas de espaçamento não

menor influência relativa das correntes de

uniforme, em que a densidade de condutores

interferência. Entretanto, além das possíveis

é muito maior na periferia do que no centro,

As medidas devem ser referidas ao

limitações da fonte de injeção de corrente,

a região central deve também ser investigada

valor real de corrente de malha (IM),

existem os problemas relativos à segurança

com rigor, tendo em vista a possibilidade de se

determinadas para a pior condição de

do pessoal envolvido nas medições;

encontrar nesta região tensões significativas.

defeito para a terra, ou seja, a tensão real

– Para produzir tensões na superfície do

Correção dos valores de tensão medidos

durante uma falha para a terra (VR) será

solo da ordem de volt, pode-se estabelecer

b) Outro aspecto importante diz respeito

a tensão medida durante o ensaio (Ve)

como regra prática a tensão de ensaio do

à medição das tensões de toque nas partes

multiplicada pela relação entre a corrente

gerador/fonte de alimentação da ordem de

metálicas aterradas conforme indicado

de malha (IM) e a corrente de ensaio (le).

100 V;

anteriormente.

– Os locais preferenciais para medição

antemão, não se sabe em qual ponto, em

Determinação das resistências de contato

dos potenciais na superfície do solo são os

torno da parte metálica investigada, pode

pé-brita (ou solo)

descritos a seguir:

ser obtida a maior tensão, recomenda-se

Uma das investigações que pode ser

a realização de várias medições (no

realizada no ensaio de injeção de corrente

mínimo três) em direções diferentes

é a determinação da resistência de contato

a) É fato bem conhecido (e comprovado

Considerando

que,

de


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pé-brita (ou solo) bem como a tensão

Que, resolvidas, fornecem RCT:

não é exatamente a mesma que a existente

aplicada diretamente sobre a pessoa.

no caso de 3000 Ω, tendo em vista não se

Neste caso, utilizam-se dois pesos de

tratar de fonte de tensão constante, mas sim

b.3

25 kg, com uma área de contato da base de

resultado de queda de tensão provocada pela

200 cm² cada e duas resistências, uma de

dispersão da corrente pelo solo. Contudo,

1000 Ω (simulando a resistência do corpo

Nota: Na realidade, a tensão (V1K)

a aproximação considerada é, para fins

humano) e outra de 3000 Ω, conforme

aplicada com uma resistência de 1000 Ω

práticos, admissível.

montagem indicada na Figura 5. Para melhorar a resistência de contato peso-brita é comum utilizar-se um feltro umedecido em água. Além disso, é interessante fazer a investigação com a brita primeiramente seca e depois molhada no ponto de medição. A tensão que surge sobre a "pessoa" é a tensão medida nos terminais da resistência de 1000 Ω (V1K) . Para a determinação da resistência de contato peso-brita (RCT simulando a tensão de toque e RCP simulando a tensão de passo), são necessárias duas medições: com a resistência de 1000 Ω e com a resistência de 3000 Ω. Reportando-se aos circuitos equivalentes representados na Figura 5, as seguintes relações podem ser obtidas: a) No circuito para a tensão de toque obtêm-se:

a.1

a.2

Que, resolvidas, fornecem RCT:

S = solo F- Feltro embebido em água e sal L – 1,0 metro para tensão de passo

B – pedra britada (brita) P -peso de 25 kg. V – voltímetro eletrônico

a.3 Figura 5 - Medição das tensões de toque e passo.

b) No circuito para a tensão de passo obtêm-se:

b.1

b.2

*Carlos Alberto Sotille é engenheiro eletricista, mestre em Ciências pela Coppe/UFRJ e pesquisador. Atualmente, é diretor técnico da Sota Consultoria e Projetos Ltda. e membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em aterramento elétrico de subestações C.A.”, do Cobei. Luis Alberto Pettoruti é engenheiro eletricista e eletrônico e pesquisador. Atualmente, é sócio fundador e diretor técnico da Megabras. É ainda membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em Aterramento elétrico de Subestações C.A.” do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei). Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br

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Ensaios em instalações elétricas industriais

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Por Diogo de Souza Prado, Diogo Biasuz Dahlke, Luís A. Gamboa, Pedro Biasuz Block, Daniel dos Anjos Martins, Fernando Avelar Filho e Lucas Santos Borges*

Capítulo VIII Compatibilidade eletromagnética no setor industrial A

expressão

Compatibilidade

A interferência conduzida ocorre através do

• (61000-1) – Generalidades, definições,

Eletromagnética (EMC) pode ser definida

meio que transporta o sinal (condutores),

terminologia e considerações gerais;

como a capacidade de equipamentos ou

enquanto a interferência radiada se propaga

dispositivos eletroeletrônicos funcionarem

pelo ar.

equipamentos deverão ser instalados;

Ambiente

onde

os

de maneira satisfatória em seus meios,

Testes de imunidade são realizados

sem ocasionar ou sofrer interferências

para verificar a susceptibilidade de um

perturbações eletromagnéticas;

eletromagnéticas.

determinado produto quando exposto

• (61000-4) – Execução de ensaios e

a

medidas;

interferências

A

ocorrência

eletromagnéticas

de

(EMI)

perturbações

eletromagnéticas.

• (61000-3) – Limites e níveis de

está diretamente relacionada com a EMC.

As

Problemas de EMI dependem de três

diretamente ligadas ao tipo de acoplamento

situações conjuntas. Deve existir uma fonte

utilizado, como imunidade a campos

responsável pela geração da perturbação

eletromagnéticos radiados, imunidade a

Dentre as normas pertencentes ao

eletromagnética, um trajeto por onde as

perturbações na entrada de alimentação,

subgrupo IEC 61000-4, vale a pena destacar

perturbações são propagadas e um receptor.

imunidade a perturbações conduzidas e

as seguintes:

O receptor pode ser um dispositivo ou

imunidade a descargas eletrostáticas.

equipamento

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(61000-2)

sensível

à

perturbações

ocasionadas

estão

• (61000-5) – Instalação e atenuação; • (61000-6) – Normas gerais e produto.

perturbação

Ensaios de emissão e ensaios de

eletromagnética, que pode ocorrer por meio

imunidade possuem limites estabelecidos

descargas eletrostáticas;

de condução, radiação, ou acoplamentos

por normas a fim de preservar a integridade

• 2. IEC 61000-4-3 – Teste de Imunidade

capacitivos e indutivos. Conforme suas

e segurança de equipamentos, sistemas e

a perturbações radiadas, induzidas por

características, o receptor será suscetível ou

pessoas.

campos de radiofrequência;

não aos efeitos ocasionados pelos sinais da fonte.

Emissão e imunidade

Principais normas EMC

• 1. IEC 61000-4-2 – Teste de imunidade a

• 3. IEC 61000-4-4 – Teste de imunidade a transientes elétricos rápidos; • 4. IEC 61000-4-5 – Teste de imunidade a

Entre as normas de compatibilidade

impulso combinado;

eletromagnética destacam-se as da IEC

• 5. IEC 61000-4-11 – Teste de Imunidade

Os testes de EMC podem ser divididos

(Comissão Eletrotécnica Internacional) e

a quedas, variações e interrupções rápidas

em dois principais grupos: testes de emissão

do CISPR (Comitê Internacional Especial

de tensão.

e testes de imunidade. Testes de emissão

de Perturbações Radioelétricas). As normas

têm como objetivo principal verificar o

publicadas pela CISPR são diretamente

quanto um determinado equipamento

relacionadas a interferências conduzidas e

emite perturbações eletromagnéticas. As

radiadas. As principais normas pertencentes

perturbações ocasionadas podem estar

à série IEC 61000 apresentam as seguintes

presentes na forma conduzida ou radiada.

informações:

Ensaios EMC Imunidade a descargas eletrostáticas O ensaio de imunidade a descargas eletrostáticas (ESD), conforme a norma


Apoio

27

IEC 61000-4-2, tem como objetivo avaliar o desempenho de equipamentos elétricos submetidos (descarga

a

descargas

inesperada

de

eletrostáticas eletricidade

estática), seja por aplicações diretas (por contato e pelo ar) ou por aplicações de descargas indiretas (via plano de acoplamento vertical e via plano de acoplamento horizontal). A Figura 1 ao lado mostra o setup utilizado na realização dos ensaios. Para os ensaios de descarga direta por contato, as aplicações das descargas são realizadas nas superfícies condutoras do equipamento. Para as aplicações de descargas diretas pelo ar, as aplicações são realizadas aproximando o gerador de descarga eletrostática à superfície isolante. Para as aplicações indiretas via plano

Figura 1 – Setup – Ensaio de descarga eletrostática.

de acoplamento vertical, as aplicações

Para as aplicações indiretas via plano de

eletrodo de descarga por contato. O ensaio

são efetuadas paralelamente à chapa de

acoplamento horizontal, as aplicações

é

alumínio que está na orientação vertical,

são efetuadas paralelamente à chapa de

positiva e negativa.

presa por um material não condutor, por

alumínio que se encontra na orientação

A execução do ensaio utiliza uma tabela

meio do eletrodo de descarga por contato.

horizontal fixada na mesa, por meio do

de níveis de severidade, que define os níveis

realizado

aplicando-se

polarizações


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

28

de aplicação. Os níveis de severidade vão de 1 a 4, sendo o nível 1 realizado com 2 kV para aplicações por contato e pelo ar. O nível mais elevado (nível 4) define aplicações com 8 kV para aplicações por contato e 15 kV para aplicações pelo ar. A Figura 2 apresenta a forma de onda para as descargas eletrostáticas. Imunidade a quedas, variações e interrupções rápidas de tensão O ensaio de imunidade a quedas, variações e interrupções rápidas de tensão atende à norma IEC 61000-4-11. Esta norma tem o objetivo de estabelecer uma referência comum para avaliar a imunidade de

equipamentos

eletroeletrônicos

conectados a redes de alimentação de baixa tensão, quando estes são submetidos a quedas de tensão, interrupções curtas e variação de tensão. Este modelo é aplicado a equipamentos que apresentam corrente nominal inferior a 16 A por fase, para conexões de redes de 50 Hz ou 60 Hz. Para a realização deste ensaio, o equipamento deve ser testado com uma sequência de três quedas/interrupções com um intervalo mínimo de 10 s entre elas. Para interrupções rápidas, a posição defasagem angular deve ser definida. Caso contrário, a recomendação é utilizar 0º. Para o ensaio referente à variação de tensão, o equipamento é testado para cada

Figura 2 – Forma de onda – Ensaio de descargas eletrostáticas.

de transmissão, entre outras situações.

características, também pode ser realizada

Devido às consequências em equipamentos

nas entradas de sinais.

e demais produtos ligados à mesma rede, há

Para a realização dos testes utiliza-se

necessidade de testar a suportabilidade do

uma tabela com níveis de severidade, que

produto perante estas perturbações.

vão de 1 a 4, sendo o nível 1 realizado com

O ensaio de imunidade a transientes

0,5 kV para portas de alimentação e plano

elétricos rápidos (sequência de um número

de terra, e 0,25 kV para entradas de sinal

limitado de pulsos distintos ou uma

e controle, enquanto o nível mais elevado

oscilação de duração limitada), realizado

(nível 4), com aplicações de 4 kV para as

conforme a norma IEC 61000-4-4, consiste

portas de alimentação e plano de terra, e

na aplicação repetitiva de transientes

2 kV para entradas de sinal. Para todos

elétricos rápidos no objeto de teste. A

os níveis de aplicação, a frequência de

aplicação é realizada durante o período

repetição corresponde a 5 kHz ou 100 kHz.

de um minuto com polaridade positiva e

A Figura 3 demonstra as características

negativa em cada combinação da entrada de

de um pulso e do seu respectivo trem de

alimentação do produto e, conforme suas

pulsos.

variação de tensão especificada, realizada três vezes dentro de um intervalo de 10 s. Para a correta sequência do ensaio, a

Fascículo

tabela com os níveis de severidade que deve ser utilizada como referência. Os níveis de severidade vão de 1 a 4, com afundamentos de 20% até 100% da amplitude, e interrupções de 0,5 até 300 ciclos, conforme condições descritas na norma. Teste de imunidade a transientes elétricos rápidos Transientes elétricos rápidos (burst) podem ser causados por acionamentos e chaveamentos de equipamentos, como: relés, disjuntores, motores, inversores de frequência, operação de manobra na rede

Figura 3 – Forma de onda. Ensaio de transientes elétricos rápidos.


Apoio

29


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

30

Ensaio de imunidade ao impulso combinado As

descargas

atmosféricas

são

descargas elétricas que ocorrem entre nuvens carregadas e o solo, possuem elevada energia e são responsáveis pela propagação de surtos de tensão e surtos de corrente na rede elétrica. Os surtos ocasionados são conduzidos pela rede elétrica, podendo chegar diretamente à entrada de alimentação de equipamentos eletroeletrônicos. O ensaio de imunidade ao impulso combinado, conforme a norma IEC 61000-4-5, é realizado para verificar a imunidade de equipamentos perante a ocorrência de descargas atmosféricas. O teste consiste na aplicação de impulso

Figura 4 – Forma de onda. Circuito aberto.

combinado de tensão e corrente. O ensaio é realizado aplicando 5 impulsos com polaridade positiva e 5 impulsos com polaridade negativa sincronizados com a rede de alimentação e intervalos prédefinidos de no mínimo 60 segundos. Para o correto procedimento do ensaio, uma tabela com os níveis de severidade é utilizada como referência. Os níveis de severidade vão de 1 a 4. No nível 1 aplica-se 0,5 kV entre fase e terra. No nível mais elevado (nível 4), aplicam-se 4 kV entre fase e terra e 2 kV entre fases. O formato de onda de tensão para as aplicações é de 1,2/50 µs para circuitos abertos e 8/20 µs para circuitos fechados.

Figura 5 – Forma de onda. Circuito fechado.

As Figuras 4 e 5 apresentam as formas de

elétrica, cuja duração esteja entre um ciclo

as características da operação do sistema

onda mencionadas.

de 60 Hz e um minuto. Porém, nem sempre

elétrico, tais como manobras de rede ou

os

normatizados

energização de equipamentos, podem

podem abranger as solicitações mais

afetar a instalação. Falhas de equipamentos

severas de um equipamento, especialmente

no sistema e influências ambientais, como

em máquinas de grande porte e instalações

curtos-circuitos devido à vegetação alta ou

mais complexas.

descargas atmosféricas, podem ter relação

Fascículo

Casos ilustrativos Caso 1 – Problema típico de VTCD No setor industrial existem tecnologias

ensaios

laboratoriais

de equipamentos cujo funcionamento

Os distúrbios podem ter origem

pode ser afetado por variações de tensão

diversificada e a real causa pode exigir

de curta duração – VTCDs. Este é um

uma investigação minuciosa, por meio de

prestadas pelos Institutos Lactec para o

tema de grande relevância, pois, a simples

analisadores de energia com capacidade

setor industrial foi possível identificar o

parada de um equipamento pode acarretar

para registrar os eventos e o levantamento

impacto causado principalmente devido à

em prejuízos de elevado valor financeiro,

de características externas para estudar

frequente ocorrência de afundamentos na

como perdas de produção e danos em

prováveis correlações. Em determinadas

tensão.

equipamentos, entre outros.

situações, as características de operação da

Em uma indústria de grande porte

O termo VTCD, tratado na IEC 61000-

indústria podem ser as responsáveis pelos

com uma grande quantidade de processos

4-11, engloba distúrbios na rede de energia

distúrbios gerados. Em outras situações,

automatizados foram verificados dois pontos

com determinados eventos. Recentemente,

em

consultorias


Apoio

principais de grande fragilidade, que eram

de inversores de frequência, os diodos

do barramento cair até o ponto de trip

diretamente afetados por afundamentos

retificadores poderão não conduzir se

antes da tensão retornar, então, o circuito

de tensão. O primeiro deles referia-se à

o pico da tensão cair abaixo da tensão

de controle irá responder tipicamente

sensibilidade da alimentação do sistema de

do barramento. Se o inversor estiver

com o desligamento do inversor. A Figura

CLPs. Conforme a amplitude e a duração dos

controlando uma carga, a energia será

6 apresenta alguns afundamentos típicos

eventos, ocorria o reinício ou o desligamento

drenada pelos capacitores, o que reduzirá

registrados durante a campanha de medição

do software de controle, que, dependendo

a tensão do barramento. Se a tensão CC

realizada.

do instante do processo produtivo, chegava a demandar períodos superiores a uma hora para a reinicialização do sistema, causando prejuízos significativos. Já no sistema motriz desta indústria eram registrados desligamentos e avarias diversas como a quebra de rolamentos de equipamentos. Em sistemas motrizes, os afundamentos podem gerar perda da magnetização do motor e consequentemente redução da velocidade e torque. No reestabelecimento da tensão, os impactos podem ter severidade variada dependendo da duração, das características do motor, de sua condição de carregamento, entre outros fatores. Nos sistemas acionados por meio

Figura 6 – Exemplos de registro de VTCDs.

31


Apoio

Fascículo

Ensaios em instalações elétricas industriais

32 No

estudo

mitigação

em

dos

para

repentinas no processo de medição e

do transformador de entrada a cada 5 V.

observados

consequentemente perda da amostra e

Porém, mesmo com o posicionamento

dados dos ensaios.

da UPS, não foi verificada a extinção de

questão,

danos

foi recomendada a possibilidade de investimento em sistemas UPS para

Durante o reconhecimento do local

alimentação ininterrupta dos sistemas

foi verificada a tentativa de mitigação

O monitoramento do fornecimento

de controle.

do problema por parte da empresa, sem

de energia através de analisadores e

Em relação aos sistemas motrizes,

sucesso até então. Dentre as tentativas

osciloscópios

pode surgir a necessidade de uma análise

adotadas pela empresa, uma foi através

série de eventos, dentre eles, muitas

minuciosa. Para tanto é necessário

de uma UPS para alimentação do

perturbações em relação ao neutro

o

informações,

equipamento sensível. O equipamento

devido à característica não linear da

conhecimento sobre o processo, assim

de ensaio era sensível e demandava

carga do setor produtivo da indústria,

como acompanhamento do fabricante,

uma grande corrente, que, por sua

que afetava o fornecimento da energia

que poderá oferecer soluções especificas

vez, era aplicada à amostra sob ensaio

do laboratório.

para mitigação do problema, como filtros

para desencadear a reação química

A inclusão de um transformador

ou ajustes em parâmetros do inversor.

necessária e analisar os componentes

isolador na alimentação do circuito da

gasosos gerados. Ocorria que em um

carga sensível, assim como as correções

primeiro momento, pela falta de espaço

de problemas identificados na filosofia

realizado

no laboratório, a UPS foi instalada

de aterramento, tais como loops de

pelos Institutos Lactec foi investigado

muito afastada do equipamento, o que

aterramento,

o

de

prejudicava o fornecimento do nível

anormalidades detectadas.

uma

correto de tensão nominal de entrada do

indústria que são responsáveis por aferir

equipamento devido à queda de tensão

a qualidade dos produtos produzidos.

no circuito. Os manuais do equipamento

Durante

realizada

mostraram sua alta vulnerabilidade à

atenuação de campos magnéticos para

foram detectados diversos fatores que

tensão de entrada devido à precisão

mitigar efeitos danosos em instrumentos

contribuíam com a instabilidade das

exigida no controle da corrente injetada

sensíveis. Quando a fonte é de frequência

leituras durante os ensaios. Em alguns

no ensaio. Devido a esta sensibilidade, o

industrial, as técnicas de blindagem

casos esta situação provocava paradas

ajuste fino é conseguido através do tap

podem ser onerosas e de difícil execução,

levantamento

de

Caso 2 Num

estudo

funcionamento

equipamentos

a

recente

anormal

laboratoriais

investigação

de

todas as anormalidades.

também

revelou

permitiram

sanar

uma

as

Caso 3 Existem

Figura 7 – Distâncias entre as fases e o ponto P (alvo) de LD convencional vs LD compacta de 13,8 kV (linha tracejada).

diversas

técnicas

de


Apoio

33 especialmente se o instrumento sensível

convencional, próximo. Ver Figura 7.

é de grande porte. Além disso, a escolha

O campo magnético total distante,

dos materiais de alta permeabilidade

BT, resultante de uma LD convencional

para o projeto de uma blindagem

(com fases afastadas entre si de 0,6, 1,2 e

eficiente

uma

1,8 m) é maior que o gerado com as fases

permeabilidade inicial (para campos de

próximas de uma LD compacta (com

baixa intensidade) também elevada. Isto

fases afastadas entre si por ~ 0,2 m). Os

é particularmente importante quando o

cálculos mostraram que ao se mudar

campo que afeta o instrumento sensível

a rede convencional para compacta, o

é moderado ou baixo, como o gerado por

campo gerado por uma corrente típica

LDs a distâncias de dezenas de metros,

de 200 A, até a posição do MEV, seria

que estão na faixa de dezenas de nT até

atenuado várias vezes: de 0,23 uT para

algumas dezenas de μT.

0,025 uT, ou seja, em torno de 95%.

pode

precisar

de

Em certos casos, como o de uma

Esta mudança foi efetuada pela

sala do Lactec, em que foi instalado um

concessionária e os resultados foram

Microscópio Eletrônico de Varredura

satisfatórios,

(MEV), com capacidade de ampliação

capacidade plena do MEV.

de 500.000 vezes, o campo magnético de fundo limitaria sua operação correta, segundo o fabricante, a, no máximo, 200.000 vezes. Medições de campos de 60 Hz indicaram que a principal fonte geradora era um alimentador aéreo de 13,8 kV, rede

permitindo

usar

*Daniel dos Anjos Martins é engenheiro mecatrônico, coordenador do laboratório de compatibilidade eletromagnética nos Institutos Lactec, em Curitiba, PR. Diogo de Souza Prado atua como técnico eletricista nos Institutos Lactec

a

no laboratório de compatibilidade eletromagnética, em Curitiba, PR. Fernando Avelar Filho atua como estagiário nos Institutos Lactec no laboratório de compatibilidade eletromagnética, em Curitiba, PR. Lucas Alberto Santos Borges atua como estagiário nos Institutos Lactec no laboratório de compatibilidade eletromagnética, em Curitiba, PR. Diogo Biasuz Dahlke é pesquisador do Institutos Lactec na área de sistemas de aterramentos, em Curitiba, PR. Luis A. Gamboa é pesquisador da R. Aguiar Treinamentos e Energia Ltda e realiza pesquisas e treinamentos na área de sistemas de aterramento, em parceria com o Institutos Lactec, em Curitiba, PR. Pedro Block é pesquisador do Institutos Lactec na área de qualidade de energia, em Curitiba, PR. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


Apoio

Por Maurício Casotti e Eduardo Peixoto*

Internet das Coisas

34

Capítulo VIII O mundo será das plataformas No setor elétrico, idem!

As cidades representam três quartos do consumo de energia e 80% das emissões de CO2 em todo o mundo – o que representa o maior desafio de

Marc

Andreessen,

milhões de usuários e a Netflix transmitia dois bilhões de horas de conteúdo por trimestre.

cofundador

Em

paralelo

a

esses

notórios

qualquer política ambiental. As taxas

do primeiro navegador de internet,

exemplos de como o mundo dos negócios

de urbanização só aumentam: hoje, as

disse, há seis anos, que “o software está

estava sendo absorvido pelo software,

cidades abrigam metade da população

comendo o mundo". A declaração de

outros modelos ainda mais disruptivos

mundial, mas precisam estar preparadas

Andreessen parece mais verdadeira a

se desenvolviam silenciosamente.

para hospedar três quartos da população,

cada dia: as tecnologias digitais, depois

O Uber foi fundado em 2009 e

em 2050.

de revolucionar o setor de tecnologia da

lançou seu serviço em 2010. Fora uma

Para

Fascículo

Os novos caminhos não são óbvios

enfrentar

esse

crescimento

informação, agora estão transformando

pequena, mas leal comunidade de pilotos

urbano contínuo, é preciso criar novas

todos

e os motoristas de limusine do aeroporto

maneiras de gerenciar as cidades e de

infraestrutura ao setor de energia.

os

setores

econômicos,

da

local em São Francisco, poucas pessoas

torná-las mais efetivas. A convergência

Isso não significa, porém, que toda

sabiam o que era o Uber em 2011. Da

entre a tecnologia digital e o mundo da

empresa precisa se tornar uma empresa

mesma forma, Airbedandbreakfast.com

energia abrirá caminho para um novo

de software – mas que deve começar a

(mais tarde renomeado para Airbnb)

ecossistema de serviços, que permitirá

pensar e agir como uma. Essa mudança

foi fundado em 2008, mas só chegou a

uma melhor qualidade de vida e um

não é trivial para a grande maioria das

um milhão de usuários em 2014. Hoje,

consumo mais inteligente de energia.

empresas estabelecidas e esse é o motivo

é difícil imaginar se deslocar ou se

As mudanças têm origens diversas,

pelo qual temos visto o nascimento de

hospedar em cidades movimentadas sem

de demográficas a tecnológicas. Mas o

startups em diversos setores, aplicando

esses dois serviços.

maior impacto é esperado nos modelos

esse novo modo de pensar e agir.

A transformação digital avança e

de negócios. Produtos habilitados e

Para exemplificar a força dessa ideia,

produz inovações na direção de modelos

intensos em software deverão se tornar a

vale lembrar como estava esse cenário

de produção mais distribuídos e eficientes

base do provimento de serviços, muitos

em 2011, quando Andreessen cunhou

e de um consumo mais sustentável. No

deles (como Uber e Airbnb) baseados em

essa frase. A Amazon já existia há uma

setor elétrico, por exemplo, abre-se espaço

plataformas de colaboração, nas quais

década, o iPhone tinha quatro anos e

para a microgeração (com a tendência de

os ativos para prestação dos serviços

a App Store tinha três, gerando US$

crescimento do número de consumidores

pertencem

2,5 bilhões em receita para milhões de

produzindo sua própria energia), a

desenvolvedores. O Facebook tinha 845

tecnologia para controlar o consumo de

aos

funcionários).

colaboradores

(não


Apoio

energia em edifícios e dispositivos que se

com fluxos de receita estável projetados

informações e personalizassem seus

comunicam para uma tomada de decisão

para alguns anos a frente, isso é ótimo.

conteúdos,

mais inteligente ou personalizada - como

Significa que a empresa pode iniciar

possibilitam a autoprodução de energia

sensores de temperatura e de qualidade

a transformação imediatamente e que

e a personalização de usos e consumo de

do ar, medidores inteligentes e luminárias

pode ter alguns anos para aprimorá-la.

energia.

de Led que podem controlar as cores e

Essa é uma ótima circunstância, mas,

Uma boa maneira de exemplificar

a intensidade da iluminação. Esses são

mesmo nessa situação, a velocidade e

esse ponto é voltando aos exemplos do

exemplos da tecnologia que está mudando

a capacidade de testar e integrar serão

Uber e do Airbnb, que se apoiaram no

a maneira como usamos energia.

fundamentais. Para se mover rápido, é

aumento de novas plataformas como

preciso concentrar-se nas capacidades

Cloud - o iPhone e a App Store, o Android,

do core business e trabalhar abertamente

o Google Play e o Google Maps e a AWS.

no ecossistema que o cerca.

A partir delas, construíram negócios que

O início da transformação

as

novas

tecnologias

Apesar de os caminhos não serem

Escolher o que não fazer é tão

desmantelaram o setor de transportes

óbvios, os motivos de não serem triviais

importante quanto escolher o que fazer.

e reinventaram a hospedagem. Uber

são. Para uma empresa tradicional, a

Esse novo cenário exige uma estratégia

e Airbnb entenderam que inovações

transição para atuar nesse novo cenário

centrada no cliente e, mais ainda, na

incríveis geralmente emergem apenas

implica um esforço enorme.

experiência que ele tem com a empresa

nos momentos em que parece que tudo

e suas ofertas.

foi alterado e alcançamos o novo normal.

É

necessário

capacidades,

adquirir

reestruturar-se

novas em

Da mesma forma que a revolução da

torno delas, restabelecer as relações e

TI foi impulsionada pelas necessidades

expectativas dos clientes, parceiros e

dos consumidores, a revolução em outros

fornecedores, adequar a Infraestrutura.

setores também o será. Assim como blogs,

A lista é longa e árdua.

redes sociais e plataformas de vídeo

No caso de um negócio saudável,

permitiram que as pessoas produzissem

Plataformas multilaterais – um modelo em ascensão Grandes

segmentos

de

mercado

estão sendo invadidos e conquistados

35


Apoio

Internet das Coisas

36 em questão de meses, com a utilização

exemplo, capacidade de produzir imagens

avançam, ainda persistem, para o setor

de recursos tradicionais. Talvez a maior

com as câmeras dos smartphones. Mas

de energia, grandes barreiras a serem

mudança seja a forma de transferência

também consomem valor suprido por

removidas. De um lado, temos a falta de

de valor entre oferta e demanda. O

um conjunto de desenvolvedores que

um padrão aberto e de facto, que permita

modelo tradicional trabalha em arranjos

produz conteúdo para a plataforma que

a coleta de dados e a criação de um

sequenciais para criação e transferência

estende as suas funcionalidades - ou seja,

ecossistema de fornecedores distribuídos

de valor – na maioria dos casos, existem

os apps.

de soluções. Por outro, o serviço prestado

diversos elos entre os consumidores e os produtores. O

modelo

multilaterais

vem

de

plataformas

sendo

adotado

seu impacto para a sociedade e demais setores

produtivos

é

extremamente

crítico. Estas características impõem

mais e mais, em diferentes setores da

para o setor restrições ao acesso e

economia, e tem se mostrado poderoso

Um dos pontos chave para que as

compartilhamento de informações, que

por seu potencial de escalabilidade.

plataformas multilaterais potencializem

se refletem diretamente no desenho

Não faltam exemplos de setores outrora

a disrupção dos diversos setores é

de soluções: privacidade e segurança

bastante estáveis, e com atores muito

a

informação

de dados são assuntos imediatos, que

bem definidos, que hoje enfrentam

operacional. Por exemplo, as crescentes

precisam ser suportados pelos padrões

plataformas como concorrentes.

iniciativas

digitalização de

da

sua

setor

adotados no setor e considerados desde

O Airbnb, sem ter um único hotel,

(elétrico) e as novas tecnologias de

o início do desenvolvimento de qualquer

é um gigante ativo em 119 países, onde

Internet das Coisas (IoT) habilitam este

aplicação.

lista mais de 500 mil propriedades – de

setor como um dos alvos das plataformas.

A eliminação dessas barreiras é

O volume de dados gerados nos

um fator fundamental para viabilizar

pequenos apartamentos até consideráveis

Fascículo

pelo setor é de enorme importância e

A ampliação do potencial de ganho por meio da Internet das Coisas

de

automação

geração,

do

castelos, que, ao todo, acomodam mais

processos

transmissão,

a integração de diferentes sensores e

de 10 milhões de hóspedes. Seu valor,

distribuição, comercialização e consumo

sistemas, a análise de dados, o uso de

de mais de US$ 10 milhões, supera o das

de energia é gigantesco e, sem sombra

machine learning e as simulações da rede

maiores cadeias de hotéis no mundo.

de dúvida, a análise desses dados

em tempo real. Em resumo, permitirá ao

O Uber, um serviço de transporte com

traz potenciais ainda não claramente

setor elétrico experimentar a dinâmica

carros baseado em smartphones, atua

identificados.

é

de criação de soluções e o florescimento

em mais de 200 cidades no mundo, sem

que, hoje, a maioria desses dados é

de novos negócios e serviços que outros

possuir um único carro, e vale US$ 50

desprezada por não haver integração dos

setores já experimentam.

bilhões. O Alibaba, um gigante do varejo

vários sistemas - ou seja, entre os vários

baseado na China, trabalha com 1 bilhão

elos dessa cadeia de valor.

O

grande

desafio

Conclusão

de produtos diferentes, sem ter um único

Os avanços da eletrônica, permitindo

item em seus estoques. O Facebook, com

a miniaturização e o bateamento de

A lição para todos os setores da

mais 1,5 bilhão de visitantes regulares,

sensores - dos mais simples até os mais

economia, incluindo o setor elétrico,

estima US$14 bilhões em receitas anuais

complexos -, a conectividade pervasiva e

é que a transformação digital não só

de propaganda, sem produzir uma única

a baixo custo, fazendo com que os dados

tornará os setores mais eficientes, mas

peça de conteúdo original.

coletados não fiquem mais isolados, a

os habilitará a fornecer novos serviços e

Cada plataforma tem sua forma

redução dos custos de armazenamento

a crescer em plataforma, com reduzido

própria de operar, atrair usuários e

e processamento dos dados em cloud,

investimento em novos ativos. Para

criar valor na integração entre eles,

permitindo

que

os empreendedores, fica o dever de

mas estes elementos básicos podem ser

complexos

sejam

o

descobrir e realizar não somente o que

reconhecidos em todas elas.

surgimento de plataformas abertas, que

podemos fazer melhor agora, mas sim

modelos

analíticos

processados,

e

No caso da indústria de smartphones,

possibilitam o desenvolvimento ágil de

o que fazer agora que não era possível

por exemplo, vale olhar as duas maiores

aplicações que trabalhem com dados

antes.

plataformas – iOS, da Apple, e Android,

reais, estão abrindo novas possibilidades

da Google. Usuários que adotam uma

antes inviáveis.

O CESAR (www.cesar.org.br) e o CPqD (www.cpqd.com.br) trabalham

destas plataformas podem consumir

Enquanto a tecnologia habilita a

em conjunto no desenvolvimento de

valor na própria plataforma - por

transformação e os modelos de negócios

uma plataforma aberta para acelerar a


37

adoção da Internet das Coisas no Brasil e contribuir para eliminar as barreiras de interoperabilidade e permitir o desenvolvimento de aplicações seguras.

Referências: 1. Platform Revolution – How networked markets are transforming the economy – and how tom make them work for you (2016). Geoffrey G. Parker, Marshall W. Van Alstyne, e Sangeet Paul Choudary. 2. IoT - Uma Estratégia para o Brasil (2016). Peixoto, E. et al. Disponível em: https://drive.google.com/file/d/0Br58IACgTVsLVdmMHh5Z2U0Y1k/view 3. IoT Inc. How Your Company Can Use the Internet of Things to Win in the Outcome Economy (2017). Bruce Sinclair. 4. KNoT Network of Things (2016). Barros, T. et al. Disponível em: https:// www.knot.cesar.org.br/ *Eduardo Peixoto é mestre em comunicação de dados com distinção pela Technical University of Eindhoven-Holanda e pós MBA pela Kellog School of Management, Evanston-EUA. Há 30 anos atua na área de tecnológica da informação e comunicação, tendo trabalhado na Holanda, Suíça e Brasil, em empresas como Nederlandse PHILIPS Bedrijven B.V., ASCOM Business System AG e CESAR, respectivamente. Peixoto é fundador do capítulo do PMI em Recife, palestrante do Recife Summer School e consultor de inovação em empresas e instituições como Saraiva, Fiat, SSB, Unilever, Elcoma, Iron House e ANPROTEC. Atualmente, é o Executivo Chefe de Negócios do CESAR. Maurício Casotti é graduado em matemática pela Unicamp e MBA Executivo com concentração em Gestão de Empresas e Complementação em Marketing pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Com experiência de 31 anos na área de Tecnologia da Informação e Comunicações atuando em diversas frentes desde o desenvolvimento de software, gestão de projetos, vendas e marketing. Trabalha, atualmente, na área de marketing com foco Internet das Coisas e Transformação Digital. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@ atitudeeditorial.com.br


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

38

Por Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz*

Capítulo VIII Etapas de projeto e requisitos relacionados à manutenção Este capítulo apresenta as principais

instalação.

etapas para a implantação de projetos de

das

capital e sua correlação com a estratégia de

alternativas de investimento e produção.

fundamental que, na fase 4, em que o

manutenção.

São fases estritamente vinculadas às

projeto básico já deve estar minimamente

estratégias de negócio das empresas, não

definido, sejam realizados estudos de

tendo relação alguma com as políticas de

confiabilidade, como a modelagem RAM

manutenção. Nestas fases são realizados

(Reliability, Availability e Maintainability)

os estudos de viabilidade técnica e

a fim de identificar eventuais problemas

econômica

no processo ainda na fase de projeto.

Fases de implantação de um projeto A implantação e a operação de um projeto contemplam dez fases básicas,

Fascículo

As fases 1 e 2 tratam da identificação oportunidades

e

e

tomadas

seleção

as

das

primeiras

decisões sobre o negócio.

Para

a

manutenção,

é

O objetivo da análise RAM é avaliar

conforme apresentado na Figura 1. As

Já as fases 3 (projeto conceitual) e 4

o desempenho de um equipamento

fases de 1 a 8 e a 10 pertencem à categoria

(projeto básico) tratam, principalmente,

ou sistema através da definição e da

de investimento chamada CAPEX (Capital

das especificações referentes aos sistemas

melhoria dos equipamentos críticos para

Expenditure) e transcorrem em cerca

de

que o sistema atinja a disponibilidade

de 2 a 6 anos. A fase 9, chamada OPEX

as tecnologias a serem aplicadas, as

(Operational Expenditure) dura, em geral,

possibilidades

no

Para a realização da análise RAM é

de 25 a 30 anos.

processo e os principais equipamentos da

necessário um levantamento dos modos

Figura 1 – Fases de um empreendimento de capital.

produção,

definindo, de

sobretudo,

simplificação

necessária.


Apoio

de falha dos equipamentos que causam

garantir um nível de produção mais

fundamental, visto que os requisitos

perda para o sistema estudado, o

elevado. O modelo elaborado na fase 4

de operação e manutenção deverão ser

histórico de falhas e o tempo necessário

deverá ser refinado nas fases seguintes,

definidos. Dentre as principais atividades

para reparar cada modo de falha. O

incorporando

dessa etapa, destacam-se:

segundo passo dessa análise é modelar

do projeto, na medida em que ele for

o sistema segundo a metodologia do

sendo detalhado e, posteriormente, as

• A atualização do modelo RAM,

diagrama de blocos, que representa cada

informações relativas às intervenções de

incorporando as informações do projeto

equipamento considerado no sistema

manutenção.

detalhado;

maiores

informações

em série ou em paralelo, dependendo da

Outro ponto de atenção em relação

lógica de perda gerada para o sistema.

à manutenção refere-se à utilização de

preliminar de manutenção, com o objetivo

O terceiro passo é a simulação direta,

protótipos ou de equipamentos ainda não

de definir a equipe mínima necessária;

que descreve o comportamento do

consolidados no mercado, que devem ser

• Seleção do software de manutenção

sistema ao longo do tempo segundo

criteriosamente avaliados, visto que, em

(CMMS - Computerized Maintenance

as características de falha e reparo de

geral, não possuem históricos de falhas

Management System) a ser utilizado, caso

cada equipamento, dando o resultado

que permitam avaliar sua eficiência e

a empresa ainda não o tenha definido em

de disponibilidade final do sistema,

desempenho. Isto pode, inclusive, gerar

projetos anteriores;

sendo possível observar a contribuição

parâmetros equivocados de falhas para o

• Definição da estratégia de operação e

no percentual de perdas de cada

modelo RAM e acarretar em resultados

manutenção;

equipamento no sistema.

imprecisos e incoerentes de eficiência.

• Definição dos contratos de serviços de

A

realização

permitirá

do

estudo

RAM

eficiência

A fase 5 refere-se à etapa de

da

carga

de

trabalho

manutenção;

detalhamento do projeto, a fim de atender

• Definição dos requisitos para gestão de

planta e recomendar ações para a sua

às premissas do projeto básico e aos

sobressalentes;

melhoria como, por exemplo, investir

requisitos legais pertinentes.

• Definição dos requisitos para operações

equipamentos

a

Definição

da

em

estimar

redundantes

para

Para a manutenção, esta é uma etapa

integradas.

39


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

40

A

partir

da

fase

5

inicia-se

nível de criticidade: altíssima. O objetivo

equipamentos, a fim ajustar eventuais

efetivamente o projeto de implantação do

é priorizar os equipamentos críticos de

planos de manutenção que não estão

planejamento da manutenção com foco

segurança operacional, definidos como

bloqueando a ocorrência de falhas nos

na fase operacional (fase 9). Nesta fase

salvaguardas nos estudos de risco ou

equipamentos.

deverão ser definidos os cronogramas

que se enquadram como equipamentos

de implantação do planejamento da

pertencentes

manutenção e também as diretrizes a

segurança operacional.

serem utilizadas nas fases seguintes.

a

sistemas

críticos

de

A

etapas

de

construção

10,

referente

ao

descomissionamento, encerra o ciclo de vida do projeto. No que diz respeito à estratégia

As fases 6, 7 e 8 tratam das

Para a elaboração do cronograma

fase

e

montagem,

de implantação, sugere-se que sejam

comissionamento/condicionamento

considerados como sistemas prioritários

startup/pré-operação, respectivamente.

e

de

operações

utilizar

integradas,

tecnologias

que

devem-se permitam

realizar o monitoramento da condição

aqueles ligados diretamente à segurança

Nestas fases estão concentradas as

dos equipamentos de forma remota,

operacional, como os sistemas de combate

atividades de execução do planejamento

com o objetivo de reduzir a carga de

a incêndio, detecção de fogo e gás e

da manutenção, sendo, portanto, as

manutenções preventivas com base no

geração de emergência, quando aplicável.

fases que detalharão a maneira como as

tempo-calendário. Porém, é fundamental

Posteriormente, são os sistemas que

estratégias de manutenção definidas na

que os custos de investimentos (Capex)

geram as maiores perdas de produção em

fase 5 serão implantadas durante o ciclo

sejam atrativos em relação aos futuros

caso de indisponibilidade (a lista desses

de operação da unidade. Maiores detalhes

custos de operação do empreendimento

sistemas pode ser obtida diretamente da

são apresentados nos capítulos seguintes.

(Opex).

modelagem RAM). Por fim, os sistemas

A fase 9 refere-se à etapa de

Ao se iniciar um novo projeto de

que possuem impacto irrelevante na

operação da unidade. Nesta etapa, as

empreendimento, é necessário que todos

produção.

estratégias de manutenção já devem

os

estar implantadas, sendo crucial que a

estejam bem definidos, pois há que se

Para complementar e auxiliar na definição

dos

sistemas

trade-offs

(escolhas

conflitantes)

prioritários,

rotina de planejamento e de controle da

desafiar uma máxima de que projetos de

propõe-se a utilização do critério de

manutenção funcione adequadamente

baixo Capex necessariamente são de alto

decisão proposto na norma NORSOK

para garantir o cumprimento de todo

custo de Opex, sendo este o grande desafio

Z-008

for

o programa de manutenção previsto.

da engenharia de confiabilidade. No caso

(Criticality

maintenance

analysis

apresentado

Nesta fase, é fundamental que sejam

específico da manutenção, projetos de

na Tabela 1. Caso a empresa possua um

purposes),

estabelecidos ciclos para análise crítica

baixo Capex em geral implicam em falta de

critério próprio, ele deve ser aplicado.

dos planos de manutenção, com base

redundância de equipamentos com uma

Adicionalmente, propõe-se um quarto

em indicadores como disponibilidade de

mesma função, em restrição/diminuição

Tabela 1 – Classificação geral de consequências

Fascículo

Classe

Alta

Média

Saúde, segurança e meio ambiente

Produção

Custo (perda de produção)

- Potencial para sérias lesões;

Parada ou perda significativa

Custo significativo, superior a

- Indisponibilidade de sistemas críticos

de produção superior a X horas

Y reais (limite especificado pela

de segurança;

(período especificado pela

empresa).

- Potencial para incêndio em área classificada;

empresa) dentro de um período

- Potencial para ampla poluição ambiental.

de tempo definido.

- Potencial para lesões que requerem

Breve parada ou redução da

Custo moderado, entre Z e Y

tratamento médico;

produção inferior a X horas

reais (limites especificados pela

- Efeito limitado em sistemas de segurança;

(período especificado pela

empresa).

- Sem potencial para incêndio em

empresa) dentro de um período

área classificada;

de tempo definido.

- Potencial para poluição ambiental moderada. Baixa

- Sem potencial para lesões;

Sem efeito sobre a produção

Custo insignificante, inferior

- Sem efeito em sistemas de segurança;

dentro de um período de tempo

a Z (limite especificado pela

- Sem potencial para incêndio;

definido.

empresa).

- Sem potencial para poluição ambiental.


41 do uso de instrumentos (o que pode prejudicar a aplicação da manutenção baseada na condição), em compra de equipamentos mais baratos (geralmente com uma confiabilidade menor), entre outros aspectos que podem levar a uma menor disponibilidade e eficiência do sistema de produção da unidade.

Referências • Araújo, A. C. F.; Lima, E. N. “Aplicação da confiabilidade e a busca pela redução de incertezas como suporte para programas de gestão de ativos e excelência operacional”. Simpósio Internacional de Confiabilidade. Florianópolis, 2013. • Calixto, E.; Bretas, R. “Análise RAM+L: Um estudo integrado de várias unidades de produção de uma refinaria”. 23º Congresso Brasileiro de Manutenção. Santos, São Paulo, 2013. • NORSOK Z-008. “Criticality analysis for maintenance purposes”. Noruega, 2001. • Queiroz, A. R. S. Estratégia de manutenção de equipamentos elétricos em unidades offshore de produção de petróleo e gás baseada na filosofia de operações integradas. Tese (Doutorado em Ciências – Engenharia Elétrica). Universidade de São Paulo, 2016. *Alan Rômulo Silva Queiroz é engenheiro eletricista graduado pela Universidade Santa Cecília (Santos – SP), mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Eduardo César Senger é engenheiro eletricista e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. É professor livre-docente na área de Proteção de Sistemas Elétricos pela Universidade de São Paulo e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Proteção de Sistemas Elétricos (Lprot). Luciene Coelho Lopez Queiroz é bacharel em Ciências da Computação graduada pela Universidade Católica de Santos e mestre em Engenharia da Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


42

Aula Prática

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Por Hélio Domingos R. Carvalho*

Exigências da NR 12 Realização de ensaios e inspeções em cestas aéreas e guindastes com cesto acoplado


43

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Em dezembro de 2011, o Ministério

do Trabalho e Emprego (MTE) publicou,

desde a publicação do Anexo XII da NR 12,

Apesar de passados quase seis anos

por meio da Portaria Nº 293, o Anexo XII

os fatos fazem parecer que os objetivos do

da Norma Regulamentadora Nº 12, que

MTE ainda não foram alcançados. O número

trouxe uma série de exigências aplicáveis à

de acidentes graves gerados por falhas

construção e manutenção de cestas aéreas e

estruturais em equipamentos não parece ter

de guindastes com cesto acoplado. Além das

reduzido. Somente neste primeiro semestre

exigências de projeto e de fabricação, esse

de 2017 já há diversas notícias sobre graves

mesmo corpo normativo tornou mandatória

acidentes dessa natureza com cestas aéreas,

a realização de ensaios e inspeções regulares

acidentes esses que poderiam ter sido

em cestas aéreas. Uma revisão posterior no

evitados se boas práticas de manutenção

Anexo XII, publicada em setembro de 2016,

aliadas à realização de ensaios estruturais

ampliou a obrigação de se realizar ensaios e

não destrutivos já fossem adotadas pelas

inspeções de mesma natureza em guindastes

empresas.

com cestos acoplados. O principal objetivo do MTE, com a publicação do Anexo XII, foi reduzir o número de acidentes com equipamentos de guindar para elevação de pessoas e

realização

de

trabalhos

em

altura,

acidentes que podem ter, não raramente, consequências gravíssimas.

Figura 2 – Imagens de acidente ocorrido em Goiás, em 2017.

Ensaios e inspeções regulares em cestas aéreas

Conforme definido no item 2.15 do

Anexo XII da NR 12 e na seção 10 da ABNT Figura 1 – Imagens de acidente ocorrido em São Paulo, em 2017.

NBR 16092, as cestas aéreas devem ser submetidas a três tipos de inspeções e


44

Aula Prática

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

ensaios e periodicidades de acordo com as

As inspeções e os ensaios periódicos

informações detalhadas a seguir.

devem

ser

realizados

por

pessoas

qualificadas e certificadas. Os relatórios

Inspeções e ensaios frequentes

devem ser emitidos e assinados por esses

O item 10.2.3 da norma ABNT NBR

profissionais, devendo ser mantidos em

16092:2012 elenca uma série de inspeções

arquivos físicos ou eletrônicos por um

que devem ser realizadas pelos próprios

período não inferior a cinco anos.

usuários das cestas aéreas em periodicidade que pode variar, a critério de cada empresa,

Inspeções e ensaios eventuais

de 1 a 30 dias. O propósito dessa inspeção

O item 10.2.5 da ABNT NBR 16092:2012

é identificar quaisquer defeitos aparentes,

define como inspeção e ensaio eventual a

como a falta de componentes, a falta de

realização do ensaio de emissão acústica nas

adesivos de instruções e de advertências,

cestas aéreas. A classificação desse ensaio

a existência de danos causados por algum

como “eventual” talvez não seja a mais

tipo de acidente ou mesmo pelo uso,

correta. Na verdade, trata-se de um ensaio

dentre outros defeitos que possam colocar

periódico para o qual a norma em questão

em risco a integridade do equipamento e

definiu um intervalo mais amplo para que o

a integridade dos usuários ou de terceiros.

proprietário ou usuário da cesta aérea defina

Esse tipo de Inspeção não precisa, por

a periodicidade de realização do ensaio, qual

norma, de registros ou da emissão de

seja, de 1 a 48 meses, no máximo.

qualquer relatório.

Figura 3 – Acidente ocorrido no Piauí, em 2017.

Trata-se de um ensaio extremamente

importante, pois permite identificar a

Inspeções e ensaios periódicos

existência

de

descontinuidades

ativas

ABNT

na estrutura de uma cesta aérea. Esse

número

ensaio, aliado a ensaios complementares

considerável de itens que devem ser

(ultrassom, partícula magnética ou líquido

inspecionados em intervalos não superiores

penetrante),

a 12 meses. A definição da periodicidade

frágeis ou em processo de degradação

cabe ao proprietário da cesta aérea e deve

mecânica.

O NBR

item

10.2.4

16092:2012

da

norma

elenca

um

permite

identificar

áreas

ser definida levando-se em conta aspectos como a intensidade e a severidade do uso, a “idade” da cesta aérea, a qualidade da manutenção e o próprio histórico

Ensaios e inspeções regulares em guindastes com cestos acoplados

de ocorrências de incidentes com o equipamento.

Tal

como

ocorre

com

as

cestas

Em linhas gerais, as inspeções e

aéreas, os guindastes que utilizam cestos

os

acoplados também devem ser submetidos

ensaios

periódicos

contemplam

a

realização de inspeções visuais e funcionais, a aplicação de carga (para confirmar o

bom

funcionamento

de

válvulas,

comandos e cilindros), a tensão aplicada (para cestas isoladas), e, sempre que for identificado algum item ou componente suspeito, devem ser realizados ensaios complementares, tais como ultrassom, partículas magnéticas, líquido penetrante, dentre outros. Isso para confirmar a existência ou não de um defeito funcional ou estrutural que possa colocar em risco a segurança dos usuários, de terceiros ou do próprio equipamento.

Figura 5 – Acidente ocorrido em Goiás, em 2014.

Figura 4 – Acidente ocorrido em São Paulo, em 2014.


Aula Prática

46

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

a inspeções e a ensaios periódicos. Essa

aérea ou guindaste, especialmente quando

exigência consta na revisão do Anexo XII

há vítimas, já seriam, por si só, suficientes

da NR 12, publicada pela Portaria nº 1.110,

para justificar a inclusão da realização

de 21 de setembro de 2016.

dos ensaios e inspeções regulares no

planejamento de manutenção preventiva

Conforme definido no item 3.16 do

Anexo XII da NR 12, os equipamentos de

das empresas.

guindar que receberem cestos acoplados

Não bastasse isso, o Anexo XII da

para elevação de pessoas devem ser

NR 12 foi categórico ao constar em seus

submetidos a ensaios e a inspeções

itens 2.15 e 3.16 que as cestas aéreas e

periódicas

seu

os guindastes com cesto acoplado devem

bom funcionamento e sua integridade

ser submetidos a inspeções e a ensaios

estrutural. Devem ser realizados ensaios

previstos nas normas ABNT NBR 16092 e

que comprovem a integridade estrutural,

ABNT NBR 14768, respectivamente. Isso

tais como ultrassom e/ou emissão acústica,

torna obrigatória a realização periódica dos

em conformidade com a norma ABNT NBR

ensaios e das inspeções previstas nos itens

14768.

das normas, dentre eles inspeções visuais,

de

forma

a

garantir

e

funcionais, aplicação de carga, tensão

comprovadas, através de registros, todas

aplicada e ensaios não destrutivos, e, em

as inspeções e os ensaios relacionados

destaque, o ensaio de emissão acústica.

na ABNT NBR 14768, a qual possui uma

estrutura de periodicidade e de itens (check

emissão acústica vale ressaltar que o

list) semelhante à norma de cestas aéreas

Brasil já dispõe de normalização própria

na seção que trata das responsabilidades

recentemente elaborada no âmbito da

dos proprietários e usuários.

ABNT, sendo elas:

A importância da realização dos ensaios e das inspeções regulares

- ABNT NBR 16601:2017 - Ensaio não

Portanto,

devem

ser

realizadas

Especificamente sobre o ensaio de

destrutivo - Emissão acústica - Procedimento para ensaios em guindastes articulados hidráulicos com ou sem cesto acoplado,

É certo que um acidente estrutural de

que

estabelece

um

procedimento

um equipamento sempre terá algumas

para ensaio de emissão acústica (EA)

causas possíveis, dentre elas a falta de

em

uma manutenção adequada, a fadiga do

instalados em veículos, incluindo aqueles

material, o mau uso da máquina ou mesmo

com cesto acoplado;

outros acidentes menores, muitas vezes não

- ABNT NBR 16593:2017 - Ensaio não

guindastes

articulados

hidráulicos

relatados pelos usuários, que debilitam a

destrutivo - Emissão acústica - Procedimento

estrutura do equipamento. É também certo

para ensaio em cestas aéreas isoladas e não

que a identificação prévia da debilidade

isoladas, que descreve um procedimento

estrutural de um equipamento irá minimizar

para ensaio de emissão acústica (EA) em

ou eliminar o risco da ocorrência de um

cestas aéreas;

acidente grave e, consequentemente, irá reduzir consideravelmente a incidência

de

patrimoniais

inspeções regulares e a falta do seu

devido a um acidente gerado pelo colapso

devido registro em relatório elaborado

estrutural do equipamento e, em casos

e assinado por pessoa qualificada e

mais extremos, evitará a perda de vidas.

certificada poderão resultar na autuação e,

Os danos e prejuízos que são gerados

em casos mais extremos, na interdição dos

quando ocorre um acidente com uma cesta

equipamentos pelo Ministério do Trabalho

prejuízos

humanos

e

A não realização dos ensaios e das


48

Aula Prática

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

e Emprego (MTE).

A questão torna-se mais delicada ainda

no caso da ocorrência de um acidente com um equipamento que não tenha sido submetido aos ensaios e inspeções regulares.

As

consequências

de

um

acidente com vítimas em um equipamento nessa situação serão certamente terríveis, seja no campo humano, administrativo, seja perante o Ministério Público.

Figura 7 – Acidente ocorrido na Bahia, em 2014.

Periodicidade de realização dos ensaios e inspeções regulares

potenciais diretas e indiretas de um acidente. A

definição

da

periodicidade

deve ser essencialmente técnica e os

Um dos pontos que também gera

intervalos

entre

ensaios

devem

ser

dos ensaios e inspeções regulares diz

aumento do risco gerado pelo consumo

respeito à periodicidade de realização

da vida útil do equipamento causado

desses

pelo passar do tempo cronológico,

ensaios.

Um

pensamento

inversamente

os

discussão quando se trata da realização

proporcionais

(e

ao

simplista, focado apenas em custos

como

também

de curto prazo, levaria à definição de

pela

intensidade

uma periodicidade baseada nos prazos

uso e, por que não, pela qualidade

máximos definidos nas normas, ou seja,

estrutural original do equipamento.

48 meses para o ensaio de emissão

As normas definem o prazo máximo,

acústica, 12 meses para os demais

porém, as empresas podem e devem

ensaios (visual, funcional, aplicação

ter periodicidades mais curtas, afinal, o

de carga e ensaios complementares,

custo com a segurança sempre é mais

na medida da necessidade, além do

barato que o custo de um acidente.

e

principalmente) severidade

do

ensaio elétrico) e um mês para as

Figura 6 – Acidente ocorrido no Rio de Janeiro, em 2017.

vistorias dos usuários.

*Hélio Domingos R. Carvalho é engenheiro

mecânico com pós-graduação em Gestão

A visão simplista não parece ser a

mais correta, pois não se trata somente

Estratégica. É coordenador da área de

de cumprir um requisito normativo/

Ferramentas e Equipamentos de Trabalho

legal

da Cemig e coordena a Comissão de

e

de

estar

quites

com

tais

exigências. A preocupação deve ser

Estudos de Cestas Aéreas da ABNT, a

com a conservação e a manutenção

CE 519.06. Coordena ainda o GT12 da

do patrimônio material e imaterial

Funcoge e o GT de Emissão Acústica para

da

Cestas Aéreas e Guindastes. É membro do

empresa

e,

principalmente,

com a segurança dos usuários dos

Grupo Técnico do Anexo XII da NR 12 e

equipamentos e de terceiros, vítimas

Membro do Grupo Tripartite da NR 35.


Renováveis ENERGIAS COMPLEMENTARES

Ano 2 - Edição 14 / Agosto de 2017

Leds geradores de energia Estudo analisa viabilidade do Led como microgerador de energia solar fotovoltaica para suprir demanda de pequenas cargas em stand-by *Notícias selecionadas sobre o mundo das energias renováveis complementares eólica e solar* APOIO


Solar

50

Artigo

Por Renan da Costa Barros, Idalmir de Souza Queiroz e Francisco Alves Leite*

Leds geradores de energia solar Utilização de Leds na microgeração de energia solar fotovoltaica para pequenas cargas em estado de stand-by

não é algo atual, mas sim uma luta que vem

atmosfera. Isso resultou em uma redução de

radiação solar que chega à superfície da

se tornando evidente ao longo dos anos.

90 milhões de dólares e de 3,9 milhões de

Terra e que pode ser aproveitada por meio de

Estudos sobre este tema está presente em

toneladas a menos de CO2 emitidas.

sua conversão em energia elétrica ou calor,

vários países, a exemplo da pesquisa feita

pelo efeito fotovoltaico através de painéis

por Nakagami H. (1999), apresentada na

Segundo um estudo baseado em um modelo

fotovoltaicos ou por coletores solares. A

Conference on Energy Efficiency in Household

de família de quatro pessoas realizado pela

utilização de painéis fotovoltaicos, bem

Appliances, em que foram medidos os

Proteste em 2014, a televisão e o aparelho

como qualquer dispositivo semicondutor,

consumos energéticos de equipamentos em

de ar condicionado tipo split se destacaram

permite a geração de energia elétrica. Esta é

stand-by em diversas residências japonesas.

no estudo; ambos em modo stand-by tiveram

uma alternativa viável para vários níveis de

um gasto de R$ 12,00 e R$ 8,00 ao ano

demanda de energia elétrica.

Efficient Strategies (2006), o consumo em

respectivamente. O forno de micro-ondas e

stand-by equivalia a cerca de 807 kWh/ano,

o som eletrônico também apresentam alto

painéis solares de diversos tamanhos,

quase 10,7% da conta de energia elétrica dos

gasto em stand-by, consumindo cerca de

formatos e potências, inclusive, no

consumidores. Para o pais, o gasto estimado

20% a mais do que quando usado uma hora

formato de telhas para se adequar à

era de cerca de 950 milhões de dólares ao

todos os dias ao ano. Russo (2016) ressalta

arquitetura residencial. Os geradores solares

ano, resultando na emissão de 6,5 milhões

ainda que deixar o forno de micro-ondas

fotovoltaicos, de qualquer porte ou tamanho,

de toneladas de CO2. O governo australiano,

ligado na tomada pode gastar, por ano, quatro

podem ser instalados isoladamente ou

em conjunto com o seu departamento de

vezes mais energia do que quando usado

interligados à rede de energia elétrica, podem

tecnologia e inovação, promoveu uma meta

na potência máxima por 20 minutos por

ser combinados com aerogeradores em

estratégica com empresas distribuidoras

dia. Em termos do impacto disso na conta

sistemas híbridos, ou ainda em banco de

de eletrônicos, denominada MCE 2002,

de energia elétrica final de um consumidor,

baterias para armazenamento de energia.

tendo como propósito a redução de gastos

segundo Camargo (2015), todos os aparelhos

A energia solar é a energia contida na

Atualmente, existem, comercialmente,

Segundo o relatório australiano Energy

Este problema também atinge o Brasil.

A microgeracao solar é uma alternativa

de stand-by em dez anos. Segundo Cormack

em stand-by podem representar 12% do

viável para o consumidor final, não apenas

(2016), tendo como base um levantamento

consumo de uma casa. Caso o aparelho seja

como microgeracao de energia, mas também

realizado naquele ano, os aparelhos

usado por duas horas, duas vezes por semana,

para a redução de consumo desnecessário

eletrônicos em stand-by na Austrália

ficando o resto do tempo em stand-by, em

de energia elétrica da concessionária. A

consumiram cerca de 860 milhões de dólares

um mês vai consumir energia suficiente para

problematização acerca do gasto energético,

em um ano, resultando em cerca de 2,6

usar o aparelho de DVD por quatro meses.

presente em equipamentos em stand-by,

milhões de toneladas de CO2 emitidos na

Analisando sistemas em stand-by para


Artigo

Solar

apenas um consumidor, os valores aparentam

de Luz, do inglês Light Emitting Diode), em

pequenos, porém, o desperdício energético

cores variadas, com o intuito de ser analisada

envolvido em grande escala, como em um

a viabilidade de seu uso em pequenos

país, se torna muito alto. Segundo Cormack

equipamentos ligados em stand-by.

(2016), a Agência de Energia Internacional (International Energy Agency) estima que

51

Revisão bibliográfica

existem cerca de 14 bilhões de equipamentos eletrônicos online e esse valor pode chegar a

100 bilhões em 2030.

é recente, no entanto, o aproveitamento

da energia solar fotovoltaica só foi

Com o incentivo às energias renováveis,

O aproveitamento da energia solar não

o custo da instalação de sistemas solares

possível graças ao desenvolvimento dos

vem diminuindo anualmente, ao passo que

semicondutores na década de

o custo da eletricidade tem aumentado.

1950 e, nos últimos 50 anos, foi usada

No Brasil, a Resolução Normativa da Aneel

comercialmente após os avanços da

nº 687, de 24 de novembro de 2015, que

tecnologia de semicondutores. A geração

trata da microgeração distribuída, permite a

solar fotovoltaica é uma das fontes de energia

injeção de energia em troca de créditos em

mais promissoras para a produção de energia

kWh na conta de energia elétrica residencial

elétrica e a Alemanha é o país que mais

e comercial. Sendo assim, a geração de

investe neste tipo de fonte. O potencial solar

energia descentralizada torna-se bastante

e a produção de energia solar fotovoltaica

viável economicamente para o uso em

brasileira são muito altos, com altíssima

residências. Em longo prazo, após recuperar

qualidade em todo o Nordeste, o que nos dá

o investimento feito, pode-se observar uma

condições muito propícias ao uso deste tipo de

economia considerável, fazendo desta uma

geração. De acordo com Tolmasquim (2016),

boa alternativa. Além disso, a implementação

a irradiação solar na região Nordeste, próximo

de um sistema solar em uma residência

a linha do Equador, é praticamente constante

contribui para reduzir impactos ambientais

o ano todo, conforme apresentado na Figura 1.

e valorização do imóvel. O projeto proposto

tem como objetivo analisar a viabilidade do

extraterrestre disponível em um dia em dada

uso de sistemas de geração de energia solar

latitude, sem considerar os efeitos atenuantes

em dispositivos eletrônicos de pequeno porte

da atmosfera. Nesta figura, a irradiância é

em stand-by em unidades residenciais. Neste

representada para a linha do equador e várias

trabalho serão usados, como dispositivo

latitudes.

gerador de energia elétrica fotovoltaica,

diversos tipos de Leds (Diodos Emissores

fotovoltaico é composto de painéis

Na Figura 1, Qo indica a irradiância solar

De forma geral, um sistema solar

Figura 1 – Irradiação solar versus latitude no hemisfério sul (SENTELHAS e ANGELOCCI, 2009 apud TOLMASQUIM, 2016).


Solar

52

Artigo

inversor DC/AC (ou inversor Grid Tie para

no Brasil, conforme dados publicados pela

vermelhos de 5 mm com encapsulamento

sistemas conectados à rede) e banco de

Empresa de Pesquisa Energética (EPE), está

transparente são os que apresentam melhores

baterias estacionárias quando é necessária

em torno de 20% da oferta de energia no

resultados na utilização do sistema como

armazenagem. Basicamente, os painéis

Brasil. Segundo este trabalho, deste total

célula fotovoltaica.

fotovoltaicos podem ser de silício cristalino

perto de 5% são devidos aos equipamentos

(Monocristalinos ou Policristalinos) ou

em stand-by, que chega próximo a 6% da

Kenneth (1984). Segundo os autores, quando

de filmes finos (silício amorfo, telureto de

energia gerada por Itaipu em 2016. Isso

a luz de baixa energia é emitida sobre um

cádmio ou disseleneto de cobre-índio-gálio).

mostra o quanto se perde de energia elétrica

cristal de Si, faz com que os átomos vibrem

Os painéis fotovoltaicos ainda podem ser

nestes equipamentos. Haja vista que cargas

e troquem de posições, porém, a energia

acoplados aos sistemas de rastreio solar para

individuais precisam de pequena quantidade

adquirida não é suficiente para provocar

melhor aproveitamento da radiação solar.

de energia quando estão em stand-by, que

a quebra da cadeia e da ligação covalente

painéis fotovoltaicos são dispendiosos e

existente. Os elétrons são sim afetados,

stand-by é preocupação de muitos países

requer muitos cuidados ao manusear e

ganhado mais energia, mas como o ganho

e vários trabalhos abordam este tema.

instalar, uma proposta é o uso de LEDs para

de energia não é estável, eles retornam ao

DE ALMEIDA (2011) afirma que são

geração de pequena quantidade de energia

seu nível normal, cedendo calor ao sistema.

necessários padrões mais ambiciosos

elétrica.

Quando se trata de materiais com uma

de desempenho energético mínimo em

Existe uma vasta bibliografia que trata de

junção PN, o processo de absorção da luz

conformidade com a diretiva Eco-Design.

dispositivos semicondutores e Leds. Segundo

é semelhante ao do cristal de Si, ou a um

Além disso, serão necessárias campanhas

Grundmann (2006), Leds são dispositivos

semicondutor comum.

de informação adicionais para superar a

fotônicos que utilizam do princípio básico

falta de informação e a conscientização dos

da geração de luz através dos fótons. Para

aplicação em potencial: a microgeração de

consumidores e varejistas para alcançar

Sze e Ng (2007), Leds são semicondutores

energia elétrica para consumo de energia

mudanças comportamentais em relação aos

que foram injetados com portadores

elétrica em stand-by de equipamentos

aparelhos com eficiência energética. Segundo

recombinados radioativamente, em que o

eletroeletrônicos. Propomos o uso de Leds, por

AJAY-D-VIMAL et al (2009), o consumo de

processo de recombinação responsável por

serem simples de obter, de baixo custo, fáceis

energia em stand-by pode ser reduzido, em

emitir luz pode ser de natureza intrínseca,

e seguros de manusear.

média, até 75%, com projetos econômicos

extrínseca ou recombinação de banda e,

e melhorias tecnológicas, e economias de

dependendo das condições de fabricação, um

até 90% podem ser alcançadas em muitos

Led pode emitir radiação ultravioleta, visível

aparelhos sem redução nos serviços. Na

e infravermelha do espectro eletromagnético.

Tabela 1 é apresentado o consumo de alguns

Devido à característica de junção PN na

os equipamentos usados para a realização do

equipamentos eletroeletrônicos em stand-by,

interface semicondutora, um Led é capaz de

trabalho, bem como a montagem, as medidas

com dados obtidos do Laboratório Nacional

gerar energia elétrica pela captação de energia

e os testes realizados. A geração de energia

Lawrence Berkeley, de 2016.

solar através do efeito fotovoltaico. Além

do sistema fotovoltaico a Led conectada a

O problema dos equipamentos em

O consumo residencial de energia elétrica

disso, segundo Alves e Silva (2008), os Leds

fotovoltaicos, controlador de carga,

Esse efeito é explicado por Zweibel e

O foco deste artigo reside em uma

Resultados experimentais Aqui serão descritos os componentes e

Tabela 01 – Consumo em stand-by de equipamentos eletrônicos

Total (W/h/mês)

Produto

Potência (W)

Horas (h)

Ar condicionado (desligado)

0,9

10

270

Carregador celular

0,26

2

15,6

Monitor LCD (modo sleep)

1,38

8

331,2

Notebook

4,42

8

1060,8

Modem (DSL)

3,85

8

924

Computador (desktop)

2,84

8

681,6

TV 32’’

4,37

8

1048,8

TV 40’’

4,37

8

1048,8

TV 50’’

4,37

8

1048,8

Micro-ondas

1,3

12

468

Home theater (com controle remoto)

4,37

8

1048,8

DVD (com controle remoto)

1,55

8

372

Console

1,01

8

242,4 Fonte: Adaptado de Lawrence Berkeley National Laboratory (2016)


54

Solar

Artigo

pequenas cargas pode ser dimensionada para

para cada aferição. O proto board é disposto

horários: 9h00 às 09h45 com o proto-board

pequenas aplicações sem muito esforço e os

rente ao plano e com carga. Os dados foram

voltado ao Norte e no segundo horário, 13h10

resultados foram coletados em laboratório

coletados em dois horários: 9h00 às

às 14h10 com o proto-board voltado ao

na Universidade Federal Rural do Semi-Árido,

09h45, 13h10 às 14h10, conforme

Noroeste, como mostrado nas Tabelas 4 e 5.

Campus Central (Mossoró). Foram feitos três

apresentados nas Tabelas 2 e 3.

3 – Proto board com quatro circuitos de 10

conjuntos de medições:

2 – Proto board com quatro circuitos de 10

Leds (10 mm) de alto brilho expostos ao

Leds (10 mm) de alto brilho expostos ao

ambiente interno do laboratório (indoor),

1 – Proto board com quatro circuitos de 10

sol, dispostos em série, cada um com um

dispostos em série-paralelo, sendo 5 Leds

Leds (10 mm) de alto brilho expostos ao sol e

espectro de emissão diferente (vermelho,

em série organizados em duas fileiras em

em dia semi nublado, dispostos em série, cada

branco, amarelo e verde) em dia ensolarado,

paralelo uma com a outra, cada um com um

um com um espectro de emissão diferente

com 1057 W/m2 e 1016 W/m2 de irradiação

espectro de emissão diferente (vermelho,

(vermelho, branco, amarelo e verde) voltados

solar para cada aferição, proto-board com

branco, amarelo e verde) para ter um nível

ao norte, com 593 W/m2 (céu limpo) e

aproximadamente 23° de inclinação e com

de corrente elétrica maior. Os resultados são

337,3 W/m2 (céu nublado) de irradiação solar

carga. Os dados foram coletados em dois

apresentados na Tabela 6.

Tabela 2 – Conjunto de medições 1 realizada pela manhã – ambiente externo

Led vermelho

Led amarelo

Led branco

Led verde

Carga

Carga medida

(Ω)

(Ω)

10¹

10,5

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

10²

99,6

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

10³

990

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

9860

1,60

0,16

0,26

1,60

0,16

0,26

1,60

0,16

0,26

1,60

0,16

0,26

17,80

0,18

3,25

17,80

0,18

3,25

V (mV)

104

I (mA) P (µW)

I (mA) P (µW)

3,25

27,69

163,80

0,17

27,69

163,80

0,17

27,69

163,80

0,17

27,69

0,00

1740,00

0,00

0,00

1740,00

0,00

0,00

1740,00

0,00

0,00

3,25

969000

163,80

0,17

Circuito

Circuito

1740,00

0,00

aberto

aberto

Carga

Carga medida

(Ω)

(Ω)

106

V (mV)

0,18

0,18

97500

I (mA) P (µW)

V (mV)

17,80

17,80

105

I (mA) P (µW)

V (mV)

Tabela 3 – Conjunto de medições 1 realizada pela tarde – ambiente externo

V (mV)

Led vermelho

Led amarelo

Led branco

Led verde

V (mV)

I (mA)

P (µW)

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

I (mA) P (µW)

I (mA) P (µW)

V (mV)

I (mA) P (µW)

V (mV)

10¹

10,5

0,00

10²

99,6

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

990

0,10

0,10

0,01

0,20

0,20

0,04

0,20

0,20

0,04

0,70

0,71

0,49

2,50

0,25

0,63

7,10

0,72

5,11

10³

0,26

0,25

2,59

26,40

0,27

7,15

24,00

0,25

5,91

71,20

0,73

51,99

22,18

254,00

0,26

66,58

218,00

0,22

49,04

675,00

0,70

470,20

2380,00

0,00

0,00

2540,00

0,00

0,00

6470,00

0,00

0,00

0,16

97500

15,90

0,16 0,15 0,00

0,00

9860

105 106

969000

146,60

Circuito

Circuito

1480,00

aberto

aberto

Carga

Carga medida

(Ω)

(Ω)

0,63

2,50

1,60

104

Tabela 4 – Conjunto de medições 2 realizada pela manhã – ambiente externo

V (mV)

Led vermelho

Led amarelo

Led branco

Led verde V (mV)

I (mA)

P (µW)

V (mV)

I (mA)

P (µW)

V (mV)

I (mA)

P (µW)

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,10

8,55

0,85 0,40

I (mA) P (µW)

10¹

10,5

0,00

10²

99,6

0,00

0,00

0,00

0,10

1,00

0,10

0,10

1,00

0,10

0,20

1,99

990

0,30

0,30

0,09

0,40

0,41

0,16

0,70

0,71

0,50

1,60

1,63

2,60

4,20

0,43

1,79

7,00

0,71

4,97

15,80

1,60

25,34

41,50

0,43

17,66

64,50

0,66

42,67

154,00

1,58

243,24

365,00

0,38

137,20

560,00

0,58

322,97

1331,00

10³ 104

9860

2,70

0,27

0,74

105

97500

26,00

0,27

6,93

227,00

106

969000

Circuito

Circuito

aberto

aberto

0,23 53,07

1730,00 0,00

0,00

4750,00 0,00

0,00

6360,00 0,00

0,00

1,37 1824,47

11470,00 0,00

0,00


Artigo

Solar Tabela 5 – Conjunto de medições 2 realizada pela tarde – ambiente externo

Carga

Carga medida

(Ω)

(Ω)

Led verde

Led branco

Led vermelho

V (mV)

I (mA)

P (µW)

V (mV)

I (mA)

P (µW)

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,10

8,55

0,85 0,40

I (mA) P (µW)

V (mV)

Led amarelo

V (mV)

I (mA) P (µW)

10¹

10,5

0,00

10²

99,6

0,10

0,00

0,00

0,10

1,00

0,10

0,10

1,00

0,10

0,20

1,99

10³

990

0,20

0,20

0,04

0,30

0,30

0,09

0,70

0,71

0,50

1,40

1,42

1,99

104

9860

1,60

0,16

0,26

3,20

0,32

1,04

7,30

0,74

5,41

14,10

1,43

20,18

105

97500

15,10

0,15

2,34

32,00

0,33

10,50

72,10

0,74

53,32

136,00

1,39

189,70

140,00

0,14

20,19

291,00

0,30

87,21

625,00

0,64

402,29

1225,00

106

969000

Circuito

Circuito

aberto

aberto

1500,00 0,00

0,00

3390,00 0,00

0,00

6810,00 0,00

0,00

1,26 1545,44 0,00

11300,00 0,00

Tabela 6 – Conjunto de medições 3 – ambiente interno (indoor)

Led verde

Led branco

Led amarelo

Led vermelho

Carga

Carga medida

(Ω)

(Ω)

10¹

10,5

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,10

0,00

0,00

99,6

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,00

0,20

0,00

0,00

10³

990

0,10

0,10

0,01

0,00

0,00

0,00

0,10

0,10

0,01

1,60

0,20

0,04

104

9860

0,60

0,06

0,04

0,30

0,03

0,01

1,10

0,11

0,12

15,80

0,16

0,26

105

97500

5,70

0,06

0,33

2,60

0,03

0,07

110

0,11

1,24

154,00

0,16

2,40

106

969000

51,60

0,05

2,74

23,60

0,02

0,57

97,7

0,10

9,84

132,6

0,14

18,13

Circuito

Circuito

502,00

0,00

0,00

347,00

0,00

0,00

1270,00

0,00

0,00

1444,00

0,00

0,00

aberto

aberto

V (mV) 10²

I (mA) P (µW)

V (mV)

I (mA) P (µW)

V (mV)

I (mA) P (µW)

V (mV)

I (mA) P (µW)

Leds de cor verde a darem o pior resultado,

(indoor). Este é o caso mais interessante,

acrescentado um capacitor eletrolítico de

seguidos dos Leds brancos, amarelos e, por

que mostra a quantidade de energia elétrica

220 µF para manter o nível de tensão mais

fim, os vermelhos, com melhores resultados.

gerada dentro do laboratório e que poderia

estável e uma pequena carga de poucos mW,

O horário do dia é um fator importante na

ser usado para alimentar pequenas cargas

o que resultou nas medidas apresentadas

geração de energia e a geração quando se está

em stand-by. A Figura 4 apresenta as curvas

nas Tabelas 2 a 6. Foi usado um proto-board

em ambiente indoor é muito reduzida, quando

características para o diodo vermelho, por ser

MP-2420 A, da Minipa, e as medidas foram

comparada com o ambiente externo.

a cor que apresentou melhores condições.

feitas com um multímetro digital profissional

Neste gráfico são apresentadas as correntes

MD-5770 da ICEL.

tensões, em mV, e as potências, em µW,

elétricas em mA e as potências em µW

em comparação com as cargas, em Ω, para

geradas nas medições versus as tensões

o terceiro caso medido, ambiente interno

geradas em mV.

Para a conexão dos Leds com a carga foi

Para o circuito montado, referente

à Tabela 6, foi possível carregar uma

Na Figura 3 são apresentadas as

calculadora digital simples, utilizando o circuito de Leds vermelhos em paralelo com um capacitor de 220 µF para manter a tensão de saída mais estável. O sistema também conseguiu funcionar e carregar o capacitor ao ser colocado dentro do laboratório (indoor). Isso permite que o circuito seja aplicado a dispositivos eletrônicos fornecendo carga para stand-by, aumentando a eficiência e diminuindo o gasto energético.

Nas medidas, se percebe que as cores

dos Leds influenciam no resultado, sendo os

Figura 3 – Tensão em mV e potência em µW geradas dentro do laboratório

55


Solar

56

Artigo and PHILOMEN-D-ANAND RAJ P. Estimation of Standby Power Consumption for Typical Appliances. Journal of Engineering Science and Technology Review 2 (1), pp. 71-75, 2009. • ALVES E.G. e SILVA A.F. Usando um LED como fonte de Energia. Física na Escola. Minas Gerais, v.9, n. 1, p.26-28, 2008. Disponível em: <http:// www.sbfisica.org.br/fne/Vol9/Num1/led.pdf>. Acesso em: 22/08/2016. • ANEEL. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Agência Nacional de Energia Elétrica - MME. Atlas de Energia Elétrica

do Brasil. 3ª

Edição. 2008. <http://www2.aneel.gov.br/ Figura 4 – Curva característica da corrente, em mV, e da potência, em µW, versus a tensão, em mV, para as medidas realizadas dentro do laboratório - indoor

arquivos/pdf/livro_atlas.pdf>. Acessado em 26/12/2016. • ANEEL. BRASIL. Ministério de Minas e Energia. Agência Nacional de Energia Elétrica - MME.

As Figuras 3 e 4 mostram que cargas

aumentar a tensão e a corrente elétrica

Resolução Normativa nº 687, de 24 de novembro

com baixa exigência de potência, como no

geradas, respectivamente. Para manter a

de 2015. 2015. <http://www2.aneel.gov.br/cedoc/

caso de equipamentos em stand-by, podem

tensão mais estável para a carga, podem ser

ser alimentadas por Leds. Obteve-se,

conectados capacitores em paralelo. Apesar

com os Leds vermelhos, uma tensão mais

da baixíssima potência gerada, é possível

elevada do que com os demais Leds e uma

alcançar miliwatts (mW). No experimento

potência gerada suficiente para alimentar

indoor chegou-se a 0,02 mW, e, fora do

pequenas cargas.

laboratório, foi obtido 1,8 mW com o Led

vermelho a sol pleno no céu.

Conclusão

• CAMARGO S. Aparelhos em stand-by gastam 12% da luz de uma casa; aprenda a economizar. UOL NOTÍCIAS. 28 de janeiro de 2015. Disponível em: <http://economia.uol.com.br/ financas- pessoais/noticias/redacao/2015/01/28/ aparelhos-em-stand-by-gastam-12-da-luz-deuma-casa- aprenda-a-economizar.htm>. Acesso

Pode-se destacar como uma aplicação

muito útil a alimentação de cargas em

ren2015687.pdf>. Acessado em 26/12/2016.

em: 22/08/2016. • CORMACK L. Standby energy consumption

Neste trabalho, o Led vermelho, nas

stand-by. Os Leds geram energia apenas

adds $860 million to electricity bills. The Sydney

medições dentro do laboratório (indoor),

durante o dia ou quando as luzes do ambiente

Morning Herald. May, 22, 2016. Disponível em:

mostrou-se o melhor candidato para gerar

estiverem

<http://www.smh.com.au/business/consumer-

energia elétrica por efeito fotovoltaico. O

deficitária, mas suficiente para alimentar

affairs/standby-energy-consumption-adds-860-

sistema foi conectado a uma calculadora

pequenas cargas. Outra possibilidade seria

million-to-electricity-bills-20160519- gozbny.

digital e a instrumentos de medição, e teve

o uso como sistema isolado com banco de

html>. Acesso em: 22/08/2016.

seu regime de funcionamento mantido,

baterias para alimentar o equipamento em

mesmo com iluminação artificial.

stand-by no período noturno. De qualquer

Foi verificado experimentalmente que

forma, o objetivo principal seria atingido,

os Leds podem gerar energia elétrica,

ou seja, a redução de consumo de energia

porém, as cores dos Leds influenciam.

elétrica, evitando-se desperdício.

Cada cor é gerada por um tipo de material

diferente,

dispositivo

viável, independentemente da forma como

semicondutor do Led, e isso influencia na

ocorre a geração ou da quantidade de

2006. Disponível em: <http://www.ji.com.au/pdf

geração de energia elétrica. Foi observado

energia gerada. As aplicações em pequenas

s/2005IntrusiveResidentialStandbySurvyReport.

também que a cor vermelha é a que melhor

cargas são muitas e possíveis de serem

pdf>. Acesso em: 22/08/2016.

atende ao propósito do equipamento.

alimentadas pelo próprio equipamento por

• GRUNDMANN M. The Physics of

meio de Leds.

Semiconductors. Leipzig: Springer, 2006.

que

constitui

o

Como foi apresentado no texto, um

acesas,

com

uma

geração

O uso da microgeração de energia é

Characterization of the household electricity consumption in the EU, potential energy savings and specific policy recommendations. vol 43, issue 8, pp 1884-1894, August 2011. • ENERGY EFFICIENT STRATEGIES. 2005 Intrusive Residential Standby Survey Report.

Referências

2016. Disponível em: <https://www.itaipu.gov.

• AJAY-D-VIMAL RAJ P., SUDHAKARAN M.

22/08/2016.

mesmo pequena. Porém, vários Leds podem ser conectados em série e em paralelo para

SCHLOMANNC B., FEILBERG N.

• ITAIPU BINACIONAL. Produção ano a ano.

único Led não consegue sozinho suprir as necessidades de uma pequena carga,

• DE ALMEIDA A., FONSECA P.,

br/energia/producao-ano-ano>. Acesso em:


Artigo

Solar

• LAWRENCE BERKELEY NATIONAL

<http://oglobo.globo.com/economia/defesa-

*Ítalo Renan da Costa Barros é estudante da

LABORATORY. Standby Power Summary Table.

do-consumidor/modo-stand-by-pequeno-vilao-

Universidade Federal Rural do Semi-Árido

2016. Disponível em: <http://standby.lbl.gov/

domestico-do-consumo-de-energia-14542263>.

(UFERSA) no curso de Engenharia Elétrica,

summary-table.html>. Acesso em: 22 ago. 2016.

Acesso em: 22/08/2016.

Bacharel em Ciência e Tecnologia e ex-discente

• MIT. The Future of Solar Energy - And

• SENTELHAS, P. ANGELOCCI, L. Meteorologia

do Instituto Federal de Educação, Ciência e

Interdisciplinary MIT Study. 2015. Disponível em:

Agrícola: Radiação Solar e Balanço de Energia.

Tecnologia de Pernambuco (IFPE) no curso

<https://mitei.mit.edu/futureofsolar>.

LCE 306, ESALQ/USP, 2009. Disponível em:

• NAKAGAMI H., TANAKA A., MURAKOSHI

<http://www.lce.esalq.usp.br/aulas/lce306/

Técnico em Eletrotécnica.

C., LITT B. Stand-by Electricity Consumption

Aula5.pdf>.

in Japanese Houses. In: Bertoldi P., Ricci A.,

• SZE S.M. NG K.K. Physics of Semiconductors

Wajer B.H. (eds) Energy Efficiency in Household

Devices. 3. ed. New Jersey: Willey Interscience,

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• TOLMASQUIM M.T. (coordenador). Energia

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Renovável: Hidráulica, Biomassa, Eólica,

Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Atualmente,

Disponível em: <https://www.proteste.org.br/

Solar, Oceânica. EPE (Empresa de Pesquisa

é professor do curso de Engenharia Elétrica da

dinheiro/orcamento-familiar/noticia/consumo-

Energética). Rio de Janeiro, 2016. <http://www.

Universidade Federal Rural do Semi-Árido.

saia-do-stand- by-e-poupe-energia>. Acesso

epe.gov.br/Documents/Energia Renovável

Idalmir de Souza Queiroz Junior é engenheiro eletricista com mestrado em Engenharia Elétrica, Doutorado em Física e Pós-Doutorado em Nanomagnetismo e Spintrônica pela Universidade

em: 22/08/2016.

- Online 2016maio2016.pdf>. Acesso:

Francisco Edcarlos Alves Leite é formado em

• RUSSO M. Modo stand by: o pequeno vilão

20/03/2017.

Física com Mestrado e Doutorado em Física pela

doméstico do consumo de energia. Jornal O

• ZWEIBEL K. Basic Photovoltaic Principles and

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Globo. 13 de novembro de 2014 e atualizado

Methods. Washington: van Nostrand Reinhold,

em 04 de fevereiro de 2015. Disponível em:

1984. 249 p.

(UFRN). Atualmente, é professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).

57


Solar

58

Noticias

Nova linha de crédito para projetos de energia solar BV Financeira vai financiar sistema de energia solar em parceria com Portal Solar. Linha terá prazo de pagamento entre 12 e 60 meses

A BV Financeira anuncia

da operação é de R$ 5 mil. Os

gire em torno de R$ 24 mil e o

2016 foram a China, seguida

parceria com o Portal Solar para

prazos de pagamento variam

retorno desse montante, por

por Estados Unidos e Japão,

ser a financiadora exclusiva dos

entre 12 e 60 meses. Em sua

meio da economia de energia,

instalando 34,5 GW, 14,7 GW

clientes do site interessados em

primeira versão, o financiamento

seja feito em cinco anos. Já a

e 8,6 GW em painéis solares,

comprar um sistema de energia

será pré-fixado e cobrirá apenas

vida útil dos equipamentos é

respectivamente. A China é,

solar de placas fotovoltaicas.

o sistema de energia, não

de cerca de 25 anos, o que faz

atualmente, o maior mercado

englobando a mão de obra da

com que o investimento seja

fotovoltaico, com um total de

taxas a partir de 1,56%

instalação.

bastante viável.

mais de 78 GW de energia solar

a.m., são voltados apenas às

instalada, seguida por Japão,

pessoas físicas que pretendem

investimento no sistema

Portal Solar, os mercados

com 42,8 GW; Alemanha, 41,2

adquirir um equipamento de

fotovoltaico de uma casa padrão

de energia fotovoltaica que

GW; Estados Unidos, 40,3 GW; e

energia solar e o valor mínimo

do público-alvo do produto

mais cresceram no mundo em

Itália, com 19,3 GW.

Os financiamentos, com

A estimativa é que o

De acordo com dados do


60

Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Setor em franco crescimento Para os projetistas e especificadores, o mercado de equipamentos para iluminação está em ascensão, mas é deficitário no que diz respeito ao respaldo técnico oferecido aos clientes

Uma área em franco crescimento. Esta é a avaliação de boa parte

Outro ponto de destaque revelado na pesquisa diz respeito às

dos profissionais consumidores de equipamentos de iluminação, como

preferências do público consumidor. Segundo a pesquisa, os itens

projetistas, engenheiros e arquitetos de iluminação que participaram

mais importantes na hora de decidir pela compra e/ou especificação de

da a pesquisa realizada pela revista O Setor Elétrico, publicada

um equipamento de iluminação são: assistência técnica do fabricante,

nas páginas a seguir. Para 37% dos entrevistados, o mercado de

garantia e disponibilidade de informações técnicas. Em contrapartida,

equipamentos de iluminação está em ascensão, mesmo apresentando

os critérios menos importantes são o local de fabricação do produto e

ainda deficiências técnicas, como dificuldades de assistência e

o fornecedor ter certificação ISO 9001 ou 14001.

suporte técnicos por parte das empresas fabricantes. Apenas 5% dos

profissionais pesquisados afirmaram que o mercado de iluminação

iluminação em até cinco anos, segundo afirmaram 64% dos projetistas

oferece bom respaldo técnico.

consultados.

Já na opinião dos próprios fabricantes e distribuidores de produtos

De acordo com a pesquisa, os Leds serão a principal fonte de

Confira a seguir, na íntegra, a pesquisa feita com fabricantes e

de iluminação, o setor deverá crescer, em média, 4% neste ano de

distribuidores de produtos e sistemas de iluminação e o levantamento

2017. As empresas, no entanto, afirmaram ter apresentado média de

realizado com os projetistas da área.

crescimento de 11% em 2016 na comparação com o ano anterior e

Mercado brasileiro de produtos e sistemas de iluminação

projetam para este ano elevação de 7% para seus resultados.

Participaram desta pesquisa empresas de todas as regiões do país

e de todos os portes. No entanto, destacaram-se as companhias com

faturamento anual de até R$ 50 milhões. Apenas 2% das pesquisadas

ano, os setores comercial e industrial são os principais segmentos de

faturaram entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão em 2016.

atuação atendidos.

Assim como foi registrado nessa mesma pesquisa realizada há um


61

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Principais segmentos de atuação

Público

46%

Residencial

51% Comercial

78%

Industrial

86%

As luminárias industriais e os refletores foram indicados pelos

pesquisados como os itens mais oferecidos pelas empresas, o que pode indicar que são estes os produtos com mais procura, logo, mais comercializados, seguidos pelos projetores e pelas luminárias comerciais.

Luminárias mais comercializadas

De Sinalização (saídas, heliportos, aeroportos, etc.)

25%

Para Atmosferas Explosivas

33%

Especiais

33% 37%

De Emergência Decorativas

46%

Específicas para Leds

51% 54% 56% 60%

Públicas Comerciais Projetores Refletores

62%

Industriais

73%

Cada vez mais presentes nas prateleiras e nos projetos, os Leds

estão no portfólio de 63% das empresas pesquisadas. Em segundo lugar, estão as fluorescentes tubulares, presentes em 40% das companhias.


62

Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

Lâmpadas mais comercializadas

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Os próximos gráficos exibem a opinião dos fabricantes e distribuidores

entrevistados acerca do tamanho total do mercado das cinco luminárias

11% 13% 13% 14%

mais representativas do setor. Para se ter uma ideia, de acordo com as

Miniaturas

entrevistadas, o mercado de luminárias para atmosferas explosivas fatura

Indução

até R$ 10 milhões por ano, já o mercado de luminárias para Led, por

Dicróicas

exemplo, deve faturar até R$ 1 bilhão por ano, segundo estimaram 29% dos pesquisados. Confira a percepção das empresas participantes da pesquisa

Decorativas

sobre cada nicho de mercado.

Incandescentes

14% Especiais 16% Halógenas 24%

Percepção do tamanho anual do mercado de luminárias Industriais

3%

Mistas

27% 33% 35% 35%

Acima de R$ 1 bilhão

10%

De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

Vapor de mercúrio Fluorescentes compactas

10%

Fluorescentes tubulares

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

40%

23%

Vapor metálico

63%

18%

Até R$ 10 milhões

Leds

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões

10%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões 26%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

Assim como constatado na pesquisa feita há um ano, os reatores e

ignitores continuam sendo os acessórios mais presentes entre os acessórios

Públicas

de iluminação.

8%

Acima de R$ 1 bilhão

Acessórios para iluminação mais utilizados

18%

Até R$ 10 milhões 8%

21%

De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

15%

Variadores de intensidade (dimmers)

17%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

20%

Interruptores

27% 29%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

Sistemas de controle automático de iluminação Sensores para iluminação

30%

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões

10%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

Comerciais

5%

Relés fotoelétricos

Acima de R$ 1 bilhão 5%

30% 35%

Porta lâmpadas (soquetes) e outros acessórios para lâmpadas e/ou luminárias Reatores e/ou ignitores

41%

De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

20%

Até R$ 10 milhões

15%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

17%

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões 18%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

20%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões


64

Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

para atmosferas explosivas

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

De acordo com o levantamento, os fabricantes e distribuidores de

produtos e sistemas de iluminação apresentaram um crescimento de 11% 3%

em 2016 na comparação com o ano anterior. O índice, no entanto, foi inferior

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

8%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

54%

aos 15% médios planejados pelas empresas, em pesquisa realizada há um

Até R$ 10 milhões

ano. Para este ano de 2017, as companhias preveem crescimento médio de 7% para seus resultados e 4% para o mercado como um todo.

22%

Previsões de crescimento

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

13%

Contratação de colaboradores em 2017

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões

3% 4%

Específicas para Leds

Crescimento do mercado de iluminação em 2017

7% 13%

13%

Acima de R$ 1 bilhão

11%

Até R$ 10 milhões 11%

29%

De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

Crescimento das empresas em 2016 comparado ao ano anterior

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões 13%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões 13%

Desaceleração da economia brasileira e a construção civil desaquecidas são os principais fatores que devem influenciar,

8%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

Crescimento das empresas em 2017

negativamente, o mercado de produtos e sistemas de iluminação.

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

Fatores que justificam as previsões de crescimento para este mercado em 2017

Questionadas sobre seus respectivos faturamentos em 2016, a maioria

das empresas que participou deste levantamento (41%) diz ter faturado até R$ 10 milhões no ano passado. Outra parcela importante dos entrevistados

5%

(36%) faturou entre R$ 10 milhões e R$ 50 milhões em 2016.

Desvalorização da moeda brasileira

4%

Programas de incentivo do governo

15%

Faturamento bruto anual das empresas em 2016

Falta de confiança de investidores 5% 2%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

2%

Acima de R$ 1 bilhão

8%

30%

Desaceleração da economia brasileira

Falta de normalização e/ou legislação

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

6%

14%

Incentivos por força de legislação ou normalização

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

25% 41% 36%

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões

Até R$ 10 milhões

7%

Projetos de infraestrutura

Setor da construção civil desaquecido


65

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Análise do mercado de projetistas

As áreas industrial, pública e comercial são, nessa ordem, os principais segmentos

atendidos pelos projetistas que participaram desta segunda parte da pesquisa. Projetos residenciais ocupam a quarta posição entre os clientes atendidos por esses profissionais. Principais áreas de atuação das empresas

5% 8%

Hospitalar

Monumentos, edifícios históricos e xilares Outros

13% 13%

Hotéis Shopping centers e lojas em geral

13%

Esportiva

13%

Residencial

36% 51%

Escritórios, Edifícios corporativos / públicos Iluminação pública

56%

Industrial

67%

A principal evolução tecnológica da área de iluminação nos últimos anos, o Led, tende

a ser dominante em pouco tempo. De acordo com 64% dos projetistas de iluminação que participaram desta pesquisa, levarão apenas cinco anos para que o Led se torne a principal fonte luminosa do mercado. Tempo para os Leds serem a principal fonte luminosa do país

5%

De 11 a 20 anos

31%

De 6 a 10 anos

64%

Em até 5 anos


66

Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Questionados sobre a aplicação de sistemas de gerenciamento

fatores mais relevantes no momento da compra ou especificação

em seus projetos, a maior parte dos profissionais (41%) afirmou

de produtos e sistemas de iluminação. Treinamento oferecido

empregar técnicas de controle em menos de 25% de seus

pelo fabricante e o fornecedor ter ISO 9001 e/ou 14001 são os

trabalhos. 31% deles, no entanto, afirmaram que utilizam sistemas

itens menos considerados, conforme o levantamento.

de controle e gerenciamento em até 50% dos seus projetos. Avaliação dos fatores que envolvem decisão de especificação e/ou

Assistência técnica do fabricante

Disponibilidade de informações técnicas

5%

8%

0%

3%

3%

5% 16% 13% 3% 18%

31%

Entre 25% e 50% dos projetos

5 e 6 16% 13% 16% 0%

O fornecedor ter ISO 9001 e/ou 14001

Garantia

1a4

41%

Menos de 25% dos projetos

Prazo de entrega

Notas

Preço

18%

Entre 50% e 75% dos projetos

Possuir selo do Inmetro

Entre 75% e 100% dos projetos

Marca (fabricante)

10%

Local de fabricação do produto (nacional ou importado)

compra de produtos e sistemas de iluminação

Treinamento oferecido pelo fabricante

Aplicação de sistemas de controle e gerenciamento de iluminação

3% 11% 21% 37% 5% 34%

7 e 8 47% 16% 50% 21% 18% 16% 37% 24% 42% 18% 9 e 10 32% 63% 34% 76% 76% 68% 26% 26% 50% 29%

A maioria absoluta (64%) das empresas entrevistadas

Garantia, assistência técnica do fabricantes e disponibilidade

de informações técnicas (catálogos, site, etc.) continuam sendo os

pretende especificar e/ou comprar até R$ 1 milhão em produtos de iluminação neste ano de 2017.


67

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Estimativa de compra/especificação de produtos de iluminação para 2017

10%

De R$ 10 milhões a R$ 50 milhões 3%

41%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões

Até R$ 500 mil

23%

De R$ 1 milhão a R$ 5 milhões

23%

De R$ 500 mil a R$ 1 milhão

A opinião dos projetistas sobre o mercado brasileiro de

produtos de iluminação é, na média, positiva. 37% dos entrevistados classificam este mercado como em franco crescimento. Ponderam, no entanto, que ainda existem deficiências técnicas (assistência e suporte) que precisam ser sanadas.

Classificação do mercado brasileiro de produtos e sistemas de iluminação

5%

Maduro e responsável 5%

Desatualizado 3%

5%

Oferece bom respaldo técnico 10%

Produtos com pouca qualidade técnica

Produtos de boa qualidade técnica 11%

Atento às tendências internacionais 24%

Com deficiencias tecni­­cas (assistência e suporte)

37%

Em franco crescimento


Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

São Paulo

SP

X

Alumini Engenharia

(11) 2161-9900 www.aluminieng.com

São Paulo

SP

X

Anolight

(31) 3476-6144 www.anolight.com.br

Indaial

SC

X

ARM Iluminação

(11) 4163-1484 www.armiluminacao.com.br

Barueri

SP

X

X X

X

Artiere Eletrônica

(41) 3018-4444 www.artiere.com.br

Curitiba

PR

X

X X X

X X X

X

Avant Lux

(11) 3355-2220 www.avantlux.com.br

São Paulo

SP

X

x x x x x x x

x

x

ATEX BR

(19) 3054-7017 www.atexbr.com.br

Campinas

SP

X

X

X X

Blumenau Iluminação

(47) 3036-5155 www.blumenau.ind.br

Blumenau

SC

X

X

Brilia

(11) 2365-0665 www.brilia.com

São Paulo

SP

X

CENTRAL EX

(19) 3708-9200 www.central-ex.com.br

Campinas

SP

COEL

(11) 2066-3211 www.coel.com.br

São Paulo

SP

COISARADA

(49) 3251-9000 www.coisarada.net

Lages

SC

CONEXLED

(11) 2334-9393 www.conexled.com.br

São Bernardo do Campo

SP

D´LIGHT

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

DECORLUX

(41) 3029-1144 www.decorlux.com.br

Curitiba

PR

X

DEMAPE

(11) 4894-8800 www.demape.com.br

Itatiba

SP

X

Dialight do Brasil

(19) 3113-4300 www.dialight.com

Indaiatuba

SP

X

X

DINATEL

(11) 3997-7012 www.dinatelreator.com.br

São Paulo

SP

X

X

DNI - KEY WEST

(11) 3933-2120 www.dni.com.br

São Paulo

SP

X

X X X

ECOLUMIX

(11) 4883-0005 www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

X

X X X

ELETRO TERRÍVEL

(11) 3959-6855 www.eletroterrivel.com.br

São Paulo

SP

X

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

SP

Enerbrás

(41) 2111-3000 www.enerbras.com.br

Campo Largo

PR

X

Euroled Brasil

(11) 3842-3773 www.euroledbrasil.com.br

São Paulo

SP

X

Exatron

0800 541 3310 www.exatron.com.br

Porto Alegre

RS

X

X X X X X X

FINDER

(11) 4223-1550 www.finder.com.br

Sâo Caetano do Sul

SP

X

X X X X X X X

FORTLIGHT

(11) 2087-6000 www.fortlight.com.br

Guarulhos

SP

X

X

Golden

(11) 2122-6666 www.lampadasgolden.com.br

São Paulo

SP

X

X X X X X X

HDA ILUMINAÇÃO LED

(54) 3298-2100 www.hda.ind.br

Nova Petrópolis

RS

X

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X

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X

De Emergência

(11) 2782-3200 www.alphamarktec.com.br

X

Públicas

ALPHA MARKTEC MAT. ELETRICOS LTDA

X X

Comerciais

X

Luminárias

Industriais

X

Oferece treinamento técnico para os clientes Fornece projetos de iluminação

SP

Importa produtos acabados

X X X

São Paulo

Certificado ISO 14.001 Programas na área de responsabilidade social Exporta produtos acabados

X

(11) 3933-7533 www.alpha-ex.com.br

Outros

PR

Alpha Equipamentos Elétricos

Internet

Estado

São José dos Pinhais

Público

Cidade

0800 7072977 www.abalux.com.br

Comercial

Telefone Site

Abalux

Industrial

EMPRESA

Certificado ISO 9001

Atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Venda direta ao cliente final Telemarketing

Revendas/varejistas

Distribuidores/atacadistas

Residencial

Canal de vendas

Fabricante

Distribuidora

segmento A empresa é Principal de atuação

Fornece serviços de instalação e/ou manutenção sistemas de iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Corpo técnico especializado para oferecer suporte ao cliente

68

X

X X X X X X X X X

X

X X X


69

Ilumatic

(11) 2149-0299 www.ilumatic.com.br

São Paulo

SP

X

X

X x x x

IMPERIAL LUMINARIAS

(47) 3325-1306 www.imperialluminarias.com.br Blumenau

SC

X

X X

X X X

X

Interlight Iluminação

(11) 4789-9966 www.interlight.com.br

Itapevi

SP

X

X X

X

Itaim Iluminação

(11) 3181-5223 www.itaimiluminacao.com.br

São Paulo

SP

X

X X

X

X

X

KDL ILUMINAÇÃO

(11) 4617-3432 www.kdliluminacao.com.br

Cotia

SP

X

X X

X

X X X

X

KIAN ILUMINAÇÃO

(21) 2702-4500 www.kian.com.br

São Gonçalo

RJ

X

X

LEGRAND

0800 118008

São Paulo

SP

X

Lumavi

(17) 3121-2900 www.lumavi.com.br

São José do Rio Preto

SP

X

Lumicenter Lighting

(41) 2103-2750 www.lumicenter.com

São José dos Pinhais

PR

X

Lutron

(11) 3257-6745 www.lutron.com

São Paulo

SP

X

Maccomevap

(21) 2687-0070 www.maccomevap.com.br

Itaguai

RJ

x

MAGNANI MATÉRIAIS ELÉTRICOS

(54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

MELFEX

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

X

Murrelektrontik

(11) 5632-3000 www.murrelektronik.com.br

São Paulo

SP

X

Naville Iluminação

(11) 2431-4500 www.naville.com.br

Guarulhos

SP

X

X X

Obo Bettermann

(15) 3335-1382 www.obo.com.br

Sorocaba

SP

X

X X

X

ONNO LED

(19) 3424-4000 www.onnoled.com.br

Piracicaba

SP

X

X X

OUROLUX

(11) 2172-1000 www.ourolux.com.br

São Paulo

SP

X

X X X X X X

Philips Lighting

(11) 2125-0745 luz.spot@philips.com

Barueri

SP

X

Prilux do Brasil

(19) 3116-1300 www.grupoprilux.com.br

Hortolândia

SP

X

X X X X X X

Reativa

(42) 3222-3500 www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

X

X

REEME ILUMINAÇÃO

(11) 3525-3290 www.reeme.com.br

São Paulo

SP

X

X

Sensotron Iluminação Sustentável

(35) 3471-7529 www.sensotron.com.br

Santa Rita do Sapucaí

MG

X

X

Schreder

(19) 3517-9680 www.schreder.com.br

Vinhedo

SP

x

x x

STRAHL

(11) 2818-3838 www.strahl.com.br

São Paulo

SP

X

X

Sunlab Power Iluminação

(11) 4035-8575 www.sunlab.com.br

Bragança Paulista

SP

X

X X

X

Trópico Equip. Elét. e Ilum. Ltda

(19) 3885-6428 www.tropico.com.br

Indaiatuba

SP

X

X

X X X X

Unitron

(11) 3931-4744 www.unitron.com.br

São Paulo

SP

X

X X X X X X X

X

Varixx

(19) 3301-6900 www.varixx.com.br

Piracicaba

SP

X

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X

X

WEG

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

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De Emergência

Campinas

Públicas

(19) 3756-6744 www.idealiluminacao.com.br

Comerciais

Ideal Iluminação

Luminárias

Industriais

São Paulo

Oferece treinamento técnico para os clientes Fornece projetos de iluminação

Cidade

(11) 5621-4358 www.ibright.com.br

Corpo técnico especializado para oferecer suporte ao cliente

Telefone Site

iBright Iluminação

Importa produtos acabados

Certificado ISO 14.001 Programas na área de responsabilidade social Exporta produtos acabados

Atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Certificado ISO 9001

Outros

Internet

Venda direta ao cliente final Telemarketing

Revendas/varejistas

Distribuidores/atacadistas

Público

Residencial

Comercial

Industrial

Canal de vendas

EMPRESA

www.legrand.com.br

Estado SP X SP X

Distribuidora

Fabricante

segmento A empresa é Principal de atuação

Fornece serviços de instalação e/ou manutenção sistemas de iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

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X


Pesquisa - Produtos e sistemas de iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

X

X X X

X X X

Alumini Engenharia

(11) 2161-9900 www.aluminieng.com

São Paulo

SP

Anolight

(31) 3476-6144 www.anolight.com.br

Indaial

SC

ARM Iluminação

(11) 4163-1484 www.armiluminacao.com.br

Barueri

SP

Artiere Eletrônica

(41) 3018-4444 www.artiere.com.br

Curitiba

PR

Avant Lux

(11) 3355-2220 www.avantlux.com.br

São Paulo

SP

ATEX BR

(19) 3054-7017 www.atexbr.com.br

Campinas

SP

Blumenau Iluminação

(47) 3036-5155 www.blumenau.ind.br

Blumenau

SC

X X

Brilia

(11) 2365-0665 www.brilia.com

São Paulo

SP

X X X X

CENTRAL EX

(19) 3708-9200 www.central-ex.com.br

Campinas

SP

COEL

(11) 2066-3211 www.coel.com.br

São Paulo

SP

COISARADA

(49) 3251-9000 www.coisarada.net

Lages

SC

CONEXLED

(11) 2334-9393 www.conexled.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X X

X X

D´LIGHT

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

X

X X

DECORLUX

(41) 3029-1144 www.decorlux.com.br

Curitiba

PR

DEMAPE

(11) 4894-8800 www.demape.com.br

Itatiba

SP

Dialight do Brasil

(19) 3113-4300 www.dialight.com

Indaiatuba

SP

DINATEL

(11) 3997-7012 www.dinatelreator.com.br

São Paulo

SP

DNI - KEY WEST

(11) 3933-2120 www.dni.com.br

São Paulo

SP

ECOLUMIX

(11) 4883-0005 www.rovimatic.com.br

São Paulo

SP

ELETRO TERRÍVEL

(11) 3959-6855 www.eletroterrivel.com.br

São Paulo

SP

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

SP

Enerbrás

(41) 2111-3000 www.enerbras.com.br

Campo Largo

PR

Euroled Brasil

(11) 3842-3773 www.euroledbrasil.com.br

São Paulo

SP

Exatron

0800 541 3310 www.exatron.com.br

Porto Alegre

RS

FINDER

(11) 4223-1550 www.finder.com.br

Sâo Caetano do Sul

SP

FORTLIGHT

(11) 2087-6000 www.fortlight.com.br

Guarulhos

SP

Golden

(11) 2122-6666 www.lampadasgolden.com.br

São Paulo

SP

X X X

HDA ILUMINAÇÃO LED

(54) 3298-2100 www.hda.ind.br

Nova Petrópolis

RS

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Sistemas de controle automático de iluminação

SP

Variadores de intensidade

São Paulo

Interruptores

(11) 2782-3200 www.alphamarktec.com.br

Sensores para iluminação

ALPHA MARKTEC MAT. ELETRICOS LTDA

Relés fotoelétricos

X X

Reatores e/ou Ignitores

X X X

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Especiais

X X

Miniaturas

SP

Decorativas

São Paulo

Leds

(11) 3933-7533 www.alpha-ex.com.br

Acessórios

De Indução

PR

Alpha Equipamentos Elétricos

Vapor metálico

São José dos Pinhais

Vapor de mercúrio

Cidade

0800 7072977 www.abalux.com.br

Halógenas

Telefone Site

Dicróicas

EMPRESA Abalux

Fluorescentes compactas

Fluorescente tubulares

Mistas

Especiais

Incandescentes

Refletores

Lâmpadas

Projetores

Específicas para Leds

Decorativas

Para Atmosferas Explosivas

Estado

De Sinalização

Luminárias

Porta lâmpadas e outros acessórios para lâmpadas e/ou luminárias

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71

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

X

Ilumatic

(11) 2149-0299 www.ilumatic.com.br

São Paulo

SP

x x x x

IMPERIAL LUMINARIAS

(47) 3325-1306 www.imperialluminarias.com.br Blumenau

SC

X

Interlight Iluminação

(11) 4789-9966 www.interlight.com.br

Itapevi

SP

X X X

Itaim Iluminação

(11) 3181-5223 www.itaimiluminacao.com.br

São Paulo

SP

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X X

X

X

KDL ILUMINAÇÃO

(11) 4617-3432 www.kdliluminacao.com.br

Cotia

SP

X

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X X

X

KIAN ILUMINAÇÃO

(21) 2702-4500 www.kian.com.br

São Gonçalo

RJ

X X

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LEGRAND

0800 118008

São Paulo

SP

Lumavi

(17) 3121-2900 www.lumavi.com.br

São José do Rio Preto

SP

x

Lumicenter Lighting

(41) 2103-2750 www.lumicenter.com

São José dos Pinhais

PR

X X X X X

Lutron

(11) 3257-6745 www.lutron.com

São Paulo

SP

Maccomevap

(21) 2687-0070 www.maccomevap.com.br

Itaguai

RJ

x x

MAGNANI MATÉRIAIS ELÉTRICOS

(54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

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MELFEX

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

Murrelektrontik

(11) 5632-3000 www.murrelektronik.com.br

São Paulo

SP

Naville Iluminação

(11) 2431-4500 www.naville.com.br

Guarulhos

SP

Obo Bettermann

(15) 3335-1382 www.obo.com.br

Sorocaba

SP

ONNO LED

(19) 3424-4000 www.onnoled.com.br

Piracicaba

SP

OUROLUX

(11) 2172-1000 www.ourolux.com.br

São Paulo

SP

Philips Lighting

(11) 2125-0745 luz.spot@philips.com

Barueri

SP

Prilux do Brasil

(19) 3116-1300 www.grupoprilux.com.br

Hortolândia

SP

Reativa

(42) 3222-3500 www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

X

X X

REEME ILUMINAÇÃO

(11) 3525-3290 www.reeme.com.br

São Paulo

SP

X X

X

Sensotron Iluminação Sustentável

(35) 3471-7529 www.sensotron.com.br

Santa Rita do Sapucaí

MG

X

Schreder

(19) 3517-9680 www.schreder.com.br

Vinhedo

SP

x x x x

STRAHL

(11) 2818-3838 www.strahl.com.br

São Paulo

SP

X

Sunlab Power Iluminação

(11) 4035-8575 www.sunlab.com.br

Bragança Paulista

SP

Trópico Equip. Elét. e Ilum. Ltda

(19) 3885-6428 www.tropico.com.br

Indaiatuba

SP

Unitron

(11) 3931-4744 www.unitron.com.br

São Paulo

SP

Varixx

(19) 3301-6900 www.varixx.com.br

Piracicaba

SP

WEG

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

www.legrand.com.br

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Sistemas de controle automático de iluminação

SP

Variadores de intensidade

Campinas

Interruptores

(19) 3756-6744 www.idealiluminacao.com.br

Sensores para iluminação

Ideal Iluminação

Relés fotoelétricos

Cidade São Paulo

Reatores e/ou Ignitores

Telefone Site (11) 5621-4358 www.ibright.com.br

Porta lâmpadas e outros acessórios para lâmpadas e/ou luminárias

Especiais

Miniaturas

Decorativas

Leds

De Indução

Vapor metálico

Vapor de mercúrio

Halógenas

Dicróicas

Fluorescentes compactas

Fluorescente tubulares

Mistas

Especiais

Incandescentes

Refletores

Projetores

Específicas para Leds

Decorativas

De Sinalização

Acessórios

Lâmpadas

iBright Iluminação

EMPRESA

Estado SP

Para Atmosferas Explosivas

Luminárias

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X

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Pesquisa - Projetistas de Iluminação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

BA

Barueri

SP

Artiere Eletrônica

(41) 3018-4444

www.artiere.com.br

Curitiba

PR

CEILUX - Centro de Exce. em Ilum. (31) 3547-8598

www.ceilux.com.br

Nova Lima

MG

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA

(19) 3446-7400

www.dimensional.com.br

Limeira

SP

DIWALI ILUMINAÇÃO

(11) 4508-0090

ronaldo@diwali.com.br

São Paulo

SP

X

Eletrica dluz

(77) 3452-0170

www.dluzecia.com.br

Guanambi

BA

X

Engelux Soluções em Energia

(27) 3097-9100

www.engeluxenergia.com.br

Vitória

ES

Engeluz

(22) 2647-1899

www.grupoengeluz.com.br

Cabo Frio

RJ

ENGENHARIA DA LUZ

(99) 3525-4557

eng.luz@uol.com.br

Imperatriz

MA

Franco Associados

(11) 3064-6861

www.francoassociados.com

São Paulo

SP

FRONTEC

(51) 3201-2477

www.frontec.com.br

São Leopoldo

RS

Gubro

(21) 2592-0190

www. gubro.com.br

Rio de Janeiro

RJ

ILUMINATI

(21) 2501-5971

www.barsotti.ind.br

Rio de Janeiro

RJ

JSA Engenharia

(11) 5081-7799

www.jsaconsultoria.eng.br

São Paulo

SP

L&G Engenharia

(31) 3643-5153

www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

Luminárias PROJETO

(11) 2946-8200

www.luminariasprojeto.com.br

São Paulo

LÚMIT

(12) 3863-2334

www.lumit.com.br

São Sebastião

LUZ URBANA

(11) 5571-2928

www.luzurbana.com.br

São Paulo

SP

MELFEX

(11) 4072-1933

www.melfex.com.br

Diadema

SP

X

MICROLED

(11) 4872-9850

www.microled.ind.br

Sao Paulo

SP

X

NBV ENGENHARIA ELETRICA

(43) 3025-2408

www.nbvengenhariaeletrica.com.br Londrina

PR

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Olivo Produtos Elétricos

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SP

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SC

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Mandaguari

PR

X

OSRAM

(11) 4280-4844

www.osram.com.br

Barueri

SP

Philips Lighting

(11) 2125-0745

luz.spot@philips.com

Barueri

SP

QUALITY ENGENHARIA

(71) 3341-1414

www.qualityltda.com.br

Salvador

BA

Reeme Iluminação

(11) 3525-3290

www.reeme.com.br

São Paulo

SP

Renetec Eletromecânica Ltda

(11) 4991-1999

www.renetec.com.br

Santo André

SP

X

X

X

SADENCO Engenharia

(48) 3028-2222

www.sadenco.com.br

Florianópolis

SC

X

X

X

SAVE Iluminação - prod. e serv.

(21) 3349-0220

www.save.eng.br

Rio de Janeiro

RJ

Sensotron Eletrônica Ltda

(35) 3471-7529

www.sensotron.com.br

Santa Rita do Sapucaí

MG

Senzi lighting

(11) 5052-8752

www.senzilighting.com.br

São Paulo

sp

Studioix

(11) 3872-9919

www.studioix.com.br

São Paulo

SP

Sunlab Power Iluminação

(11) 4035-8575

www.sunlab.com.br

Bragança Paulista

SP

TRANSFORLUZ

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

X

Vextrom

(11) 3672-0506

www.vextrom.com.br

São Paulo

SP

X

ZAGONEL

(49) 3366-6000

www.zagonel.com.br

Pinhalzinho

SC

X

Zettatecck Projetos

(19) 3321-8400

www.zettatecck.com.br

Araras

SP

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Siderópolis

www.onixcd.com.br

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www.olivosa.com.br

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(48) 2102-8820

ONIX DISTR. DE PROD. ELÉTRICOS LTDA (44) 3233-8500

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Não possui e não acho importante

Juazeiro

www.armiluminacao.com.br

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Não possui ainda, mais acho importante

comercialalves_@hotmail.com

(11) 4163-1484

Sim

(74) 3612-4840

ARM Iluminação

X

X

Certificado ISO 9001

Mais de 30

ALVES ILUMINAÇÃO

X

De 10 a 20

GO

Até 5

Goiânia

Outros

www.alset.com.br

Iluminação pública

X

(62) 3945-5047

Hotéis

SP

ALSET ENGENHARIA E COMERCIO

Monumentos e edifícios históricos

São Paulo

Hospitalar

UF

4bprojetos@uol.com.br

Shopping centers e lojas em geral

Cidade

(11) 3257-2160

Esportiva

Site

4B PROJETOS

Industrial

Telefone

Residencial

Escritórios, Edifícios corporativos / Edifícios públicos

EMPRESA

De 5 a 10

Número de funcionários das empresas

Principais áreas de atuação das empresas

De 20 a 30

72

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73

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Site

Cidade

UF

(11) 3257-2160

4bprojetos@uol.com.br

São Paulo

SP

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ALSET ENGENHARIA E COMERCIO

(62) 3945-5047

www.alset.com.br

Goiânia

GO

X

ALVES ILUMINAÇÃO

(74) 3612-4840

comercialalves_@hotmail.com

Juazeiro

BA

ARM Iluminação

(11) 4163-1484

www.armiluminacao.com.br

Barueri

SP

X

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X

Artiere Eletrônica

(41) 3018-4444

www.artiere.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

CEILUX - Centro de Exce. em Ilum. (31) 3547-8598

www.ceilux.com.br

Nova Lima

MG

X

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DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (19) 3446-7400

www.dimensional.com.br

Limeira

SP

X

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X

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X

DIWALI ILUMINAÇÃO

(11) 4508-0090

ronaldo@diwali.com.br

São Paulo

SP

X

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X

X

X

Eletrica dluz

(77) 3452-0170

www.dluzecia.com.br

Guanambi

BA

X

X

Engelux Soluções em Energia

(27) 3097-9100

www.engeluxenergia.com.br

Vitória

ES

X

X

X

Engeluz

(22) 2647-1899

www.grupoengeluz.com.br

Cabo Frio

RJ

X

X

X

ENGENHARIA DA LUZ

(99) 3525-4557

eng.luz@uol.com.br

Imperatriz

MA

X

X

Franco Associados

(11) 3064-6861

www.francoassociados.com

São Paulo

SP

X

FRONTEC

(51) 3201-2477

www.frontec.com.br

São Leopoldo

RS

X

Gubro

(21) 2592-0190

www. gubro.com.br

Rio de Janeiro

RJ

ILUMINATI

(21) 2501-5971

www.barsotti.ind.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

JSA Engenharia

(11) 5081-7799

www.jsaconsultoria.eng.br

São Paulo

SP

X

X

L&G Engenharia

(31) 3643-5153

www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

Luminárias PROJETO

(11) 2946-8200

www.luminariasprojeto.com.br

São Paulo

SP

X

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X

LÚMIT

(12) 3863-2334

www.lumit.com.br

São Sebastião

SP

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LUZ URBANA

(11) 5571-2928

www.luzurbana.com.br

São Paulo

SP

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MELFEX

(11) 4072-1933

www.melfex.com.br

Diadema

SP

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MICROLED

(11) 4872-9850

www.microled.ind.br

Sao Paulo

SP

X

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X

NBV ENGENHARIA ELETRICA

(43) 3025-2408

www.nbvengenhariaeletrica.com.br Londrina

PR

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Olivo Produtos Elétricos

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Entre 75% e 100%

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Telefone

4B PROJETOS

Entre 50% e 75 %

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EMPRESA

Entre 25% e 50 %

Menos de 25%

Aplicação de sistemas de controle e gerenciamento de iluminação

Entre 75% e 100%

Entre 50% e 75 %

Menos de 25%

Não é utilizada nos projetos de sua empresa

Ocasionalmente é utilizada nos projetos de sua empresa

Faz parte do dia a dia dos projetos de sua empresa

Entre 25% e 50 %

Aplicação de conceitos e soluções de iluminação energeticamente eficientes

Em relação ao uso de Leds em projetos luminotécnicos

As vezes

Não

Sim

As vezes

Compra produtos, equipamentos, componentes, etc

Sim

Não

Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores

X X X

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X

(48) 2102-8820

www.olivosa.com.br

Siderópolis

SC

ONIX DISTR. DE PROD. ELÉTRICOS LTDA (44) 3233-8500

www.onixcd.com.br

Mandaguari

PR

X

OSRAM

(11) 4280-4844

www.osram.com.br

Barueri

SP

X

Philips Lighting

(11) 2125-0745

luz.spot@philips.com

Barueri

SP

X

QUALITY ENGENHARIA

(71) 3341-1414

www.qualityltda.com.br

Salvador

BA

X

Reeme Iluminação

(11) 3525-3290

www.reeme.com.br

São Paulo

SP

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Renetec Eletromecânica Ltda

(11) 4991-1999

www.renetec.com.br

Santo André

SP

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SADENCO Engenharia

(48) 3028-2222

www.sadenco.com.br

Florianópolis

SC

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SAVE Iluminação - prod. e serv.

(21) 3349-0220

www.save.eng.br

Rio de Janeiro

RJ

X

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Sensotron Eletrônica Ltda

(35) 3471-7529

www.sensotron.com.br

Santa Rita do Sapucaí

MG

X

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X

Senzi lighting

(11) 5052-8752

www.senzilighting.com.br

São Paulo

sp

X

X

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X

Studioix

(11) 3872-9919

www.studioix.com.br

São Paulo

SP

X

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X

Sunlab Power Iluminação

(11) 4035-8575

www.sunlab.com.br

Bragança Paulista

SP

X

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X

X

TRANSFORLUZ

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

X

X

X

Vextrom

(11) 3672-0506

www.vextrom.com.br

São Paulo

SP

X

X

ZAGONEL

(49) 3366-6000

www.zagonel.com.br

Pinhalzinho

SC

X

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X

Zettatecck Projetos

(19) 3321-8400

www.zettatecck.com.br

Araras

SP

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Espaço 5419

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Por Normando V. B. Alves*

Engenharia de segurança, burocracia, falta de comunicação ou egos, nivelamento por baixo ou medo das injustiças? Este artigo não tem por objetivo criticar a

capacete, luvas, óculos de proteção e

segurança do trabalho, mas sim evidenciar o

abafadores de ruído. Se sua empresa executa

caminho que ela vem tomando. As situações

dez serviços (contratos separados) em um mês

descritas a seguir são reais e não têm nada de

em clientes diferentes, seus colaboradores

fantasiosas, apesar de parecerem ser.

terão

A proposta deste artigo é informar a

representando uma repetição desnecessária,

burocracia necessária para entrar em alguns

enfadonha e onerosa para os dois lados. Já é

clientes, mas também mostrar ao empreiteiro

uma obrigação legal das empresas fornecerem

de instalações de Sistemas de Proteção contra

esse treinamento para seus colaboradores,

Descargas Atmosféricas (SPDA) quais são

então, por que não se cria uma carteirinha que

os exames e treinamentos que ele terá que

explicite quais treinamentos e qual a validade

dez

treinamentos

sobre

EPI,

computar na sua planilha de custos diretos para

de cada um deles? Essa repetição torna-se

preservar o seu lucro. Caso ele não se atente a

enfadonha e faz com que o colaborador não

estes detalhes, seu lucro poderá ser prejudicado

preste mais atenção nesses treinamentos e

e ele será tentado a abandonar a obra, reduzindo

todos perdem com isso. A ideia seria a mesma

seu prejuízo, e executando serviços com risco de

que o treinamento da NR 10, que tem validade

acidentes e baixa qualidade.

e reciclagem definidos.

Pensando nisso, minha sugestão é que os

Outro ponto importante é a exigência de

empresários destas áreas aprendam a planejar

exames ou treinamentos que vão além do

seus custos de forma correta para avaliarem

que a lei exige. Por exemplo, determinados

lucros e perdas. Ocorre que, infelizmente, a

clientes exigem eletroencefalograma para

maioria desses profissionais não sabe calcular

qualquer atividade dentro da empresa, sendo

o custo e qualquer imprevisto afeta seu lucro.

que essa exigência é somente para trabalhos

Ao executar algum serviço ou visita

em altura e a partir de determinada idade.

técnica,

Exames

solicitamos

explicitamente,

com

de

sangue,

plaquetometria,

alguma antecedência, que o cliente nos envie

glicemia, exames psicológicos, acuidade

uma relação de exames ou de treinamentos

visual, audiometria e outros são exigidos

necessários para que possamos executar o

legalmente só para algumas atividades

trabalho. Essa interação prévia é interessante,

específicas, mas existem clientes que exigem

pois, caso (e normalmente isso acontece) o

uma série de exames para todas as atividades.

cliente exija algo além das práticas normais,

Por exemplo, o eletrocardiograma é

esse valor deverá ser computado como custo

exigido para o colaborador que dirige veículo,

direto para essa obra, o que vai alterar sua

mas se isso é realmente importante e pode

rentabilidade.

evitar acidentes, por que o Detran não exige de

esse exame? Se o profissional foi aprovado

integração. O tempo deste varia em função do

em um exame rigoroso do Departamento de

tipo de trabalho que será realizado e do tempo

Trânsito, por que outras empresas questionam

do contrato. É comum que esses treinamentos

se a pessoa está apta a dirigir ou não?

incluam o uso de EPIs básicos, como botina,

Comecemos

pelo

treinamento

Existe no Brasil uma prática de nivelar as


75

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

coisas por baixo. Um exemplo: uma grande

exigidos”;

O prazo esgotou-se e não conseguimos entrar,

empresa proibiu que os funcionários andem

• “O novo engenheiro de segurança é muito

então, declinei do serviço, pois paciência e

de moto porque, certo dia, um motociclista

chato e ampliou as exigências”;

incompetência também têm limites.

teve um acidente fatal dentro da empresa. Dali

• “Não sei porque o pessoal do administrativo

Está faltando bom senso e sobrando

em diante passou a ser proibida a presença

te mandou a relação antiga”;

burocracia. Há a ilusão de que muita burocracia

de motociclistas dentro da companhia. Me

• “Sou novo aqui e não sei qual era o

reduz culpa e riscos, mas isso não acontece.

pergunto se seria usado o mesmo critério se

procedimento anterior”;

Muitas das exigências descabidas têm como

o acidente tivesse ocorrido com um ônibus ou

• “Agora esses exames passaram a ser

base um histórico recente de alguma ação

carro de passeio. Provavelmente, não.

exigidos, não sei o porquê”;

judicial em que a empresa acabou sendo

• “Concordo com você, mas são novos

penalizada, mesmo cumprindo com todas as

das condições da suspensão do seu veículo,

procedimentos e não posso fazer nada”;

exigências legais.

consequência de um acidente que se suspeita

• “ Esse serviço foi terceirizado, agora

que foi por causa de problemas com a

depende da nova empresa”;

vezes, privilegiando o negligente, alegando

suspensão. Desde então todos os veículos são

• “ Foi adquirido um novo aplicativo que

que a empresa é a maior beneficiária e, assim,

obrigados a fazer uma inspeção agendada

controla essa documentação”.

premia quem está errado.

Em outro cliente é obrigatório um laudo

em uma oficina credenciada que tem dias e

O sistema judiciário acaba, na maioria das

Como dito no início do artigo, não se trata

horários exclusivos para esses atendimentos.

Os próprios setores da mesma empresa

de uma crítica à segurança do trabalho, mas

Tudo piora quando a informação só é dada

não se comunicam corretamente, deixando

sim ao excesso de burocracia e exigências.

quando as equipes de trabalho chegam à

o empreiteiro doidinho, gastando muito

Os sindicatos deveriam ser responsáveis por

portaria do cliente.

tempo com burocracia e pouco tempo com

incrementar essa cultura no trabalhador, a de

Esse fato me remete a outro assunto, que

segurança. O cliente passa uma relação de

que acidente de trabalho não é bom para

é a falta de comunicação dentro e fora das

exames e treinamentos e quando o pessoal

ninguém.

empresas. Quando vamos apresentar uma

chega na obra são exigidos mais outros

proposta comercial solicitamos que o cliente

exames. Isso se chama “custo Brasil”.

nos envie todos os exames e treinamentos

exigidos para que esses custos sejam alocados

ouviu o seguinte: “Não entendo porque tanto

No que diz respeito a serviços em

nessa

rigor no treinamento, pois, no campo do

proteção contra descargas atmosféricas (PDA),

somos contratados e começamos a enviar

trabalho, ninguém fiscaliza nada”. Em outro

via de regra, as exigências básicas no tocante

a documentação começam as surpresas,

ficamos tentando entrar durante cinco meses

à segurança do trabalho são:

algumas transcritas a seguir:

e, a cada nova tentativa, apareciam novas

obra,

mas,

infelizmente,

quando

• “Houve uma atualização dos exames

Segurança do trabalho em PDA

Em um dos treinamentos, meu pessoal

exigências. Dei um prazo de mais 30 dias para

• PPRA;

o cliente nos colocar para dentro da empresa.

• PCMSO;


76

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

• Treinamento na NR 10;

No solo:

• Treinamento em altura NR 35;

• Treinamento em altura NR 35;

• Abertura de valetas

• Isolamento de áreas nos locais onde

• Risco mecânico durante a cravação

serão executados serviços nas bordas

mecânica das hastes de aterramento,

da edificação, como conexão das

abertura de valetas com risco de tropeço,

descidas com a captação e captação

dependem diretamente dos tipos de serviços

risco de romper instalações subterrâneas

nas bordas da edificação;

que serão realizados, mas, para levantamento de

existentes, sejam elétricas, hidráulicas,

• Risco de danos a instalações

dados e ensaios, usualmente, eles podem ser:

telecom, esgoto, etc. Medidas preventivas:

existentes, como antenas, placas de

• Integração.

Os riscos envolvidos e tipos de exames

• Queda em nível (abertura de valetas);

• Isolamento de áreas, uso de

• Queda em altura (execução de descidas não

escoramento em caso de solo fraco e

naturais e captação);

profundidades maiores que 50 cm;

• Audiometria;

• Inspeção visual no entorno da região

• Risco de choque elétrico e danos a

• Exames de sangue;

a ser rompida para análise prévia das

instalações existentes. Medidas preventivas:

• Acuidade visual;

possíveis interferências e evitar danos

• Interligação elétrica das instalações

• Audiometria;

nas instalações existentes;

metálicas mencionadas no projeto, com

• Avaliação psicossocial;

• Execução de soldas exotérmicas,

cuidado para remover a tinta (quando

• Eletrocardiograma-ECG;

com risco de respirar gases pesados

for o caso) e recomposição da tinta nos

• Eletroencefalograma-EEG;

ou queimaduras devido à projeção de

locais que foi removida. Cuidados para

• Exame clínico;

material;

não perfurar as tubulações;

• Glicemia de jejum;

• Risco de atropelamento devido ao

• Treinamento de NR 10 para instalação

• Hemograma completo.

trânsito de veículos.

de DPS e/ou o BEP (caso sejam

aquecimento solar, outdoor, etc. • Equalização de potenciais

exigidos pelo projeto), havendo risco de NOTA: Alguns desses exames estão inclusos

Nas fachadas

no PPRA e/ou no PCMSO, outros não.

• Descidas convencionais

choque elétrico.

Alguns clientes exigem também PPRA e

• Risco de queda, via cadeirinha ou

NOTA: Todos os serviços, antes de serem

PCMSO específicos por contrato.

plataforma elevatória, risco de queda

iniciados, deverão ser vistoriados junto com

de material ou ferramentas. Medidas

o cliente, fazendo uma Análise Preliminar de

preventivas:

Risco (APR), em que são constados os riscos

Em alguns serviços especiais, como subida em chaminés, são exigidas presença

• Cadeirinha com cabo de aço em

e as medidas preventivas. Reuniões de bom

de ambulância com enfermeiro e medição

bom estado, linha de vida paralela com

dia com foco na segurança são altamente

da pressão arterial antes de iniciar a subida.

trava queda e cinto de segurança com

recomendáveis, além de serem obrigatórios

Também para esta atividade é necessário o

amortecimento de queda;

pela maioria dos clientes.

uso de oxímetro e trabalho em dupla. Esta

• Isolamento de área nas proximidades

exigência é totalmente necessária, mas deverá

da descida contra queda de materiais

As

ser previamente comunicada ao empreiteiro.

ou ferramentas;

artigo são meramente informativas e podem

Por tudo o apresentado acima, é

• Treinamento em altura NR 35;

carecer de algum cunho jurídico ou legal mais

interessante que a empresa, antes de levantar

• No caso de plataforma elevatória, é

detalhado ou atualizado.

seus custos, solicite um e-mail da contratante

exigido que o operador tenha treinamento

Estas recomendações são genéricas,

com a relação completa de documentos para

de uso do equipamento NR 11.

pois podem se aplicar apenas a serviços mais

recomendações

contidas

neste

rápidos, de poucos dias, como inspeções

inclusão nos seus custos e evitar transtornos e morosidade desnecessária.

No topo da edificação

visuais, visitas de levantamento de dados

• Captação

para projetos ou consultorias, ou ainda

Essa situação é mais crítica em serviços

de pouca duração, em que, muitas vezes, o

• Risco de queda, afundamento ou quebra

para uma implantação do projeto de PDA,

tempo gasto com exames e treinamentos

do telhado. Medidas preventivas:

mais demorada como meses ou até anos,

poderá ser igual ou maior que o próprio

• Uso de linha de vida horizontal NR 18

serviço contratado. No entanto, se estiver

e outras, com cinto de segurança com

contabilizado na planilha de custos, não haverá

2 talabartes com amortecimento de

*Normando Virgílio Borges Alves é engenheiro

problemas, pois, seu lucro estará preservado.

queda;

eletricista, diretor de engenharia da Termotécnica

• Pranchas ou madeirites para caminhar

Ind. Com. Ltda. e membro da comissão da

Atmosféricas (SPDA) exige uma atenção

por cima do telhado e evitar danos na

ABNT que revisa a norma ABNT NBR 5419 |

especial nas seguintes situações:

telha ou amassamento das telhas;

normandoalves@gmail.com.

O Sistema de Proteção contra Descargas

dependendo do tipo de contratação.


78

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

Inspeção no SPDA O assunto é tratado nas partes 3 e 4 da

habilitado e que tenha conhecimento específico,

Essas inspeções completas têm a seguinte

ABNT NBR 5419:2015 e é de fundamental

que possa emitir um documento técnico -

periodicidade

importância em várias etapas da Proteção

relatório ou laudo - e recolher uma ART.

5419:2015:

definida

pela

ABNT

NBR

Contra Descargas Atmosféricas (PDA). A rigor, a inspeção deveria iniciar no projeto,

Segundo as prescrições da norma vigente,

- Um ano para estruturas contendo munição ou

pois é comum encontrarmos documentos

essas inspeções visam submeter a PDA a

explosivos, ou em locais expostos à corrosão

incompletos, contendo cálculos errados ou

análises visuais para detecção de:

atmosférica severa (regiões litorâneas, ambientes

ainda especificando incorretamente o material.

- Existência de documentação correta e completa

industriais com atmosfera agressiva etc.), ou

Infelizmente, raramente, este procedimento

no local. Sem ela não há como obter referência

ainda estruturas pertencentes a fornecedores de

é adotado e verdadeiros monumentos à

para a realização de uma inspeção coerente;

serviços considerados essenciais (energia, água,

insegurança são projetados e construídos com

- Se o SPDA e as MPSs instalados mantém-se

telecomunicações etc.);

o objetivo de proteger as estruturas, pessoas,

conforme documentação existente;

- Três anos para as demais estruturas.

equipamentos e instalações contra os raios.

- Se os componentes da PDA estão em bom

Outras etapas de inspeção comumente

estado de conservação, com conexões e

negligenciadas deveriam ocorrer:

fixações bem feitas e livres do efeito da corrosão;

que é comumente explorado pelos “laudistas

Outro detalhe pertinente a ser tratado e

de plantão”, e deve ser combatido, é a validade É importante destacar que, na inspeção, o

dessas

inspeções

quando

as

mesmas

- Durante a construção da proteção, o que

evitaria desvios de projeto;

subsistema de aterramento convencional será

complementam

- Imediatamente após o término da instalação,

submetido a ensaios de continuidade elétrica

abrangente. Façamos uma comparação simples:

o que garantiria a confiabilidade da relação

para definir sua integridade física e eficiência.

você está com dor de cabeça e vai até uma

instalação versus projeto as built;

farmácia para comprar um analgésico. Compra

- Após qualquer modificação no objeto a ser

adequação/manutenção:

No caso de a inspeção apresentar item de

uma

documentação

mais

uma cartela com quatro comprimidos, toma um ou dois e, se na próxima dor de cabeça,

protegido ou na PDA, que descaracterizasse a relação anteriormente citada, o que forçaria uma

- Para o SPDA, o responsável pela estrutura

os comprimidos restantes estiverem dentro do

readequação da proteção;

deve ser informado de todas as irregularidades

prazo de validade, e você não os tiver perdido,

- Quando houver suspeita que o SPDA, a

observadas por meio de relatório técnico

poderá tomá-los sem o menor problema. De

estrutura ou imediações tenham sido atingidos

emitido após cada inspeção periódica. Cabe

forma análoga, o prontuário de instalações

por raio, medida utilizada para garantir a

ao profissional emitente da documentação

elétricas exigido pela NR 10 deve ser atualizado

integridade e confiabilidade da proteção.

recomendar, baseado nos danos encontrados,

anualmente. Nesse prontuário deve constar a

o prazo de manutenção no sistema, que pode

documentação da PDA atualizada. Suponha

variar desde “imediato” a “item de manutenção

que essa documentação seja para um prédio

vinculada à segurança com outras áreas da

preventiva”;

comercial localizado no centro de uma grande

edificação/estrutura, com a segurança dos

- Para as MPSs, todos os problemas

cidade do interior do país, esta documentação

trabalhadores que por ela trafegam ou nela

relacionados no relatório, incluindo discrepâncias

de PDA poderá constar do prontuário por três

exerçam alguma atividade, é que as inspeções

na

anos consecutivos sem impedir que o mesmo

chamadas na norma como “periódicas” têm

imediatamente.

fique atualizado, ou seja, a NR 10 não determina

presença mais comum, ainda assim, não

que você atualize a documentação da PDA,

garantida. A título de esclarecimento, essas

inspeções devem ser realizadas por profissional

fundamental para a confiabilidade da PDA.

Apenas nos locais onde existe fiscalização

documentação,

devem

ser

corrigidos

A regularidade das inspeções é condição

quem faz isso é a ABNT NBR 5419.

Vale sempre a máxima: “quem cuida, tem”.


80

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Roberval Bulgarelli é consultor técnico e engenheiro sênior da Petrobras. É representante do Brasil no TC-31 da IEC e no IECEx e coordenador do Subcomitê SC-31 do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei).

Guia para a certificação de competências pessoais em atmosferas explosivas (CoPC - Certificate of Personnel Competence)

ou ISO referenciadas são indicadas como

Orientações e instruções para obter um

ou

nas

normas NBR IEC ou NBR ISO. Isto se deve

certificado de competências pessoais ‘Ex’.

Instalações Ex (EFOC - Ex Facility Orientation

ao fato de que tais normas são também escritas

Este

informações

Certificates) somente poderá ser emitido

em português e são idênticas, em conteúdo

requeridas para a inscrição por parte de uma

quando a conformidade com os requisitos do

técnico, forma e apresentação, sem desvios

pessoa para um Organismo de Certificação

sistema IECEx forem alcançados e a pessoa

nacionais em relação às respectivas normas

IECEx (ExCB) para a obtenção de um

seja competente de acordo com as unidades

internacionais publicadas pela IEC ou pela

Certificado de Competências Pessoais / CoPC

de competência indicadas no escopo da

ISO”.

(Unidades de Competências Ex 001 a Ex 010)

certificação.

ou um Certificado de Orientação nas Instalações

Conforme informado neste Guia “Ex”, o

adotadas da série ABNT NBR IEC 60079

Ex / EFOC (Unidades de Competência Ex

esquema de certificação de competências

aplicáveis para a certificação nestas unidades

000). O guia inclui uma descrição geral dos

pessoais “Ex” do IECEx opera de forma

de competências “Ex” são as seguintes:

procedimentos para as pessoas obterem e

voluntária e pode ser utilizado dentro de uma

manterem a sua certificação.

estrutura de regulamentos nacionais, conforme

• ABNT NBR IEC 60079-10-1: Classificação

Recentemente, o IECEx publicou o Guia

guia

descreve

as

um

Certificado

de

Orientação

As principais normas técnicas brasileiras

Estão também incluídos no documento os

orientação e recomendação de alinhamento

de áreas contendo gases inflamáveis;

requisitos para as evidências das experiências,

e harmonização internacional publicada pela

• ABNT NBR IEC 60079-10-2: Classificação

treinamentos, avaliação da competência e as

ONU.

de áreas contendo poeiras combustíveis;

condições para a emissão de um CoPC ou de

O

um EFOC.

informações

de competências pessoais “Ex” a serem

“Ex”;

tipicamente obtidas para a certificação de

• ABNT NBR IEC 60079-17: Inspeção e

profissionais que atuam em diferentes atividades

manutenção de instalações “Ex”;

relacionadas com atmosferas explosivas, tais

• ABNT NBR IEC 60079-19: Reparo, revisão e

como prestadores de serviços, supervisores

recuperação de equipamentos “Ex”.

Um Certificado de Competências Pessoais

Guia

apresenta,

dentre

importantes,

as

outras unidades

ABNT

NBR

IEC

60079-14:

Projeto,

montagem e inspeção inicial de instalações

de serviços gerais, gerentes, representantes técnicos e comerciais, técnicos de execução e

supervisores de serviços técnicos e nas áreas

de competências Ex que fazem parte do sistema

de eletricidade, instrumentação, automação,

internacional de certificação de competências

telecomunicações,

e

pessoais em atmosferas explosivas do IECEx:

o

mecânica,

processo

São relacionadas a seguir as 11 unidades

segurança industrial “Ex”. O

documento

foi

traduzido

para

Unidade

Ex

000:

Conhecimentos

e

português pelo subcomitê SC IECEx BR do

percepções básicas para entrar em uma

Cobei e apresenta a seguinte nota: “Ao longo

instalação contendo áreas classificadas;

deste Documento Operacional IECEx, escrito

• Unidade Ex 001: Aplicação dos princípios

em português, as normas internacionais IEC

básicos

de

segurança

em

atmosferas


81

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

explosivas;

• Unidade Ex 002: Execução de classificação

interfaces entre as funções de trabalho e as

de áreas;

unidades de competências Ex 001 a Ex 010, os

• Unidade Ex 003: Instalação de equipamentos

sistemas do IECEx de certificação de empresas

com tipos de proteção “Ex” e respectivos

de prestação de serviços “Ex” de projeto,

sistemas de fiação;

instalação, montagem, inspeção, manutenção

Unidade

Ex

004:

Manutenção

de

e

Podem ser citados como exemplos das

reparo.

Nos

respectivos

Documentos

equipamentos em atmosferas explosivas;

Operacionais do IECEx para estes sistemas

• Unidade Ex 005: Reparo e revisão de

de certificação de serviços para atmosferas

equipamentos com tipos de proteção “Ex”;

explosivas são indicados os seguintes requisitos

• Unidade Ex 006: Testes de equipamentos

de Unidades de Competência “Ex” para cada

e instalações elétricas em, ou associadas a

uma das seguintes funções de trabalho:

atmosferas explosivas; • Unidade Ex 007: Execução de inspeções

• As pessoas envolvidas com a função de

visuais e apuradas de equipamentos e

instalações “Ex” necessitam possuir certificação

instalações em, ou associadas a atmosferas

nas unidades de competência Ex 001, Ex 003,

explosivas;

Ex 006 e Ex 008;

• Unidade Ex 008: Execução de inspeções

• As pessoas envolvidas com a função de

detalhadas de equipamentos ou instalações

inspeções “Ex” necessitam possuir certificação

elétricas em, ou associadas a atmosferas

nas unidades de competência Ex 001, Ex 004,

explosivas;

Ex 007 e Ex 008;

• Unidade Ex 009: Projeto de instalações

• As pessoas envolvidas com a função

elétricas em – ou associadas a – atmosferas

de manutenção “Ex” necessitam possuir

explosivas;

certificação nas unidades de competência Ex

• Unidade Ex 010: Execução de inspeções

001 e Ex 004;

de auditoria ou de avaliação das instalações

• As pessoas envolvidas com a função de

elétricas em – ou associadas a – atmosferas

projetos “Ex” necessitam possuir certificação

explosivas.

nas unidades de competência Ex 001 e Ex 009; • As pessoas envolvidas com a função de

Devem ser destacadas e esclarecidas as

reparos “Ex” necessitam possuir certificação

diferenças e as interfaces que existem entre as

nas unidades de competência Ex 001 e Ex 005.

unidades de competências Ex 001 a Ex 010 e as funções de trabalho das pessoas que

possuam tais competências. As certificações

pessoais “Ex” encontra-se disponível em

O guia sobre certificação de competências

de acordo com as unidades de competências

português no site: http://www.iecex.com/docs/

Ex não definem a função de uma pessoa, mas

IECEx_Guide_05A_Ed2.1_pt_rev.pdf

somente as atividades para as quais a pessoa

demonstrou ser competente.

Organismo de Certificação de Competências

Deve ser ressaltado que a UL do Brasil é um

A definição do escopo das funções

Pessoais acreditado pelo IECEx desde 2016,

de

pelo

efetuando todo o processo de certificação

empregador (ou empresa contratante dos

internacional de profissionais brasileiros no

serviços), pelo proprietário ou operador da

Brasil, com exames realizados em português.

planta. Uma definição geral do escopo das

Mais

funções dos profissionais que trabalham em

certificacoes/atex/

áreas classificadas foi também considerada

nos sistemas do IECEx de certificação de

um sistema de certificação de competências

empresas de prestação de serviços de

pessoais em atmosferas explosivas, totalmente

projeto, montagem, inspeção e manutenção,

elaborado com base no sistema internacional

os quais também definem os requisitos de

de certificação do IECEx. Mais informações em:

competências pessoais dos empregados

http://abendicertificadora.org.br/atmosferas_

destas empresas.

explosivas/index.html

trabalho

normalmente

é

feita

informações

em:

http://brazil.ul.com/

A Abendi também possui desde 2014


NR 10

82

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Segurança nos trabalhos com eletricidade

João José Barrico de Souza é engenheiro eletricista e de segurança no trabalho, consultor técnico, diretor da Engeletric, membro do GTT-10 e professor no curso de engenharia de segurança (FEI/PECE-USP/Unip).

NR 10 e a terceirização: contratação Quando as empresas buscam uma

que essas exigências não sejam apenas as

Naturalmente, não estamos tratando

parceria para terceirizar serviços ou para

óbvias e genéricas do tipo “atender a todas

de mão de obra braçal e temporária que se

fornecer materiais especiais ou montagens, faz

as exigências determinadas pelas normas

contrata à base de hora/homem, assumindo

parte do trabalho “desenvolver fornecedores”,

regulamentadoras do Ministério do Trabalho

todas as demais responsabilidades, mas

que pode ser auditoria ou capacitação para o

e Emprego”. Em especial, a NR 10, que prevê

sim de mão de obra técnica, especializada,

bom atendimento de um projeto ou uma fase

que terceiros sejam, além de qualificados

e que tem suas próprias ferramentas e

qualquer da contratante.

tecnicamente, interessados na preservação

aparelhamento

Colocar uma empresa ou um profissional

da integridade de seus colaboradores e

estado de conservação e as especificações

para realizar atividades, ainda que específicas,

esse compromisso é claro quando há algum

de equipamentos, ferramentas e aparelhos

na contratante é um passo importante que

sistema de gestão implantado.

dão a primeira ideia da qualidade e das

exige cuidados e muito critério, que vão muito

É preciso que a empresa parceira tenha

características da terceira. Equipamentos,

além do preço.

como procedimento a realização de uma

ferramentas e aparelhos são elementos com

técnico.

A

qualidade,

o

É natural que as áreas de compras e

análise de riscos de suas atividades com

grande importância para a segurança e a

suprimentos tenham um compromisso com

eletricidade e que essa prática possa ser

integridade dos colaboradores e, por essa

as suas missões e a maior delas é o menor

fiscalizada pela contratante.

razão, serão auditados em sua qualidade,

custo. No entanto, aspectos técnicos devem

Os

sempre ser avaliados por especialistas com

informados

visão e conhecimento específico e isso vale para todas as áreas. Na área elétrica em

a contratante os conheça e os aprove, ou

reflexo financeiro nas cláusulas contratuais.

especial, a contratada deve ser legalmente

não. A desobediência aos procedimentos

São muito importantes a análise e a

habilitada para realizar os trabalhos a que

preestabelecidos precisa de uma previsão de

especificação das categorias de trabalhadores.

se propõe. Empresas, por pequenas que

punição contratual.

A quantidade de trabalhadores capacitados

sejam, devem ter como mínimo o registro

A necessidade de uso e adequação de

deve ser reduzida ao menor número possível,

no Conselho Regional de Engenharia e

EPI é um aspecto a ser resolvido em função

sendo tolerada para o caso em que o

Agronomia regularizado para poder atuar na

da atividade, ambiente, método de trabalho,

contratado (terceiro) mantiver junto com sua

área elétrica. Isso impõe, como consequência,

etc., porém, alguns Equipamentos de Proteção

equipe um colaborador qualificado habilitado.

a existência de um profissional responsável

Individual (EPI) são básicos e fundamentais

técnico

para o trabalho com eletricidade e a

apresentadas a documentação de treinamento

regularidade profissional.

contratante precisa também conhecer quais

e as reciclagens periódicas devidamente

Há de se ter no processo de classificação

os EPIs escolhidos, usados pela contratante,

assinadas na forma da regulamentação

ou ainda na habilitação a necessidade de que

para concordar ou não com as especificações.

vigente. Ao longo da vigência do contrato,

essas exigências básicas sejam atendidas.

O seu uso, quando determinado como

essa

com

atribuições

compatíveis

e

escritos,

adequação e estado de conservação, além de

obrigatória

testes periódicos quando for o caso e, mais

precisam ser fornecidos à priori para que

uma vez, deve ser previsto em contrato um

procedimentos e

de

básicos prática

Para todos os colaboradores devem ser

condição

será

“fiscalizada”

pela

As cláusulas contratuais bem claras e

obrigatório, deve ser observado e fiscalizado.

contratante e a sua irregularidade precisa ter

objetivas permitirão um acompanhamento

As cláusulas contratuais devem prever medidas

reflexos financeiros. Isso deve estar previsto

efetivo da área técnica sobre o atendimento

corretivas e até punitivas pela desobediência

nas cláusulas do contrato.

das exigências de segurança mencionadas

ao uso de EPI adequado ou pelo mau estado

na norma regulamentadora. É muito salutar

de conservação.

na próxima coluna!

A continuação deste assunto será dada


Quadros e painéis

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

83

*Nunziante Graziano é engenheiro eletricista, mestre em energia, redes e equipamentos pelo Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE/USP), Doutor em Business Administration pela Florida Christian University, membro da ABNT/CB-003/CE 003 121 002 – Conjuntos de Manobra e Comando de Baixa Tensão e diretor da Gimi Pogliano Blindosbarra Barramentos Blindados e da GIMI Quadros elétricos |nunziante@gimi.com.br

Barramentos blindados – “Largados e pelados” Parafraseando a série do Discovery

não medida em edifícios comerciais ou

recomendações técnicas dos fabricantes

Channel, gostaria de abordar um assunto

residenciais, aplicados em sistemas de

quanto à suportação, manuseio, preservação,

bastante

aos

medição eletrônica, viram-se obrigadas a

aperto dos parafusos das emendas ou

barramentos blindados de baixa tensão:

importante

exigir os produtos com grau de proteção mais

junções, etc.

instalação.

elevado (abandono do IP 31 e migração para

Algumas distribuidoras têm trilhado o

Com o crescente aumento na aplicação

o grau de proteção mínimo IP 54) não por

caminho da homologação de instaladores,

de linhas elétricas pré-fabricadas nos últimos

conta da funcionalidade do produto, mas por

ou seja, uma qualificação de empresas

15 anos – os famosos barramentos blindados

conta dos vícios e defeitos decerto produzidos

e profissionais para habilitá-los a instalar

ou busways –, inúmeras experiências bem

durante o período de armazenagem e

sistemas de distribuição de energia não

e

desses

instalação no canteiro de obras. Entre os

medida com uso de barramentos blindados

equipamentos contribuíram para a publicação

defeitos, podemos citar: penetração de

com o objetivo de fiscalizar as instalações

pela ABNT, em dezembro de 2011, e vigente

poeira, cascalho, entulho, ampla sorte de

durante sua execução; outras distribuidoras

desde janeiro de 2012, da norma brasileira

limalha ou cavaco de metais, penetração de

têm, por sua vez, exigido que os fabricantes

ABNT NBR 16019:2011, intitulada de

líquidos como água da chuva, vazamentos

de

“Linhas elétricas pré-fabricadas (barramentos

de água limpa de diversas fontes, água

instaladores para seus produtos, vinculando

blindados) de baixa tensão – Requisitos para

suja de várias origens (lavagem do canteiro,

a homologação dos produtos juntamente

instalação”. Esta norma é complementar à

lavagem dos andares com drenagem pelas

com a mão de obra de instalação, uma

ABNT NBR 5410 - Instalações elétricas de

prumadas, etc.), urina e fezes de animais

boa iniciativa do ponto de vista técnico e

baixa tensão e tem o objetivo de especificar

(surpreendentemente inclui-se nesta lista o

administrativo, mas que cria um descompasso

os requisitos para a instalação de linhas

“bicho homem”), entre outros.

mercadológico, pois limita a quantidade de

elétricas de baixa tensão pré-fabricadas.

As

empreendido

empresas autorizadas a instalar os produtos

O leitor deve estar se perguntando:

grandes esforços para regulamentar os

gerando represamento da demanda pelo

onde está a correlação entre a instalação de

fabricantes

serviço.

barramentos blindados com a série de TV

incluindo aprimoramento dos métodos de

Bom,

citada no título deste artigo? Respondo com

cálculo dos fatores de queda de tensão,

propostas, certo de que tantas outras podem

simplicidade, pois esta é a forma como eu

os famosos fatores “K” (que relacionam a

vir quando chamamos os leitores para

analiso a realidade de muitas das instalações

queda de tensão concatenada nas linhas por

debruçarem-se sobre um problema, finalizo

elétricas com barramentos blindados, ou seja,

V/m.A.10¯ ³), visando isonomia de condições

este artigo esperançoso de que o mercado

os barramentos são “largados e pelados” à

entre as diversas tecnologias de construção

esteja realmente em reação, mas, sobretudo,

sua própria sorte enquanto a construção civil

dos barramentos blindados, mas a vida

que,

avança durante o período de obras.

útil dos barramentos blindados depende

realmente um referencial da boa técnica ou

Muitas distribuidoras de energia que

substancialmente da qualidade dos serviços

patamar mínimo de qualidade e exigência

permitem

a

barramentos

de instalação, adequado armazenamento no

para produtos e serviços. Será utopia? Quem

blindados

para

de

canteiro de obras, observação de todas as

viver, verá.

malsucedidas

de

relacionado

instalação

instalação

de

distribuição

energia

distribuidoras dos

têm

barramentos

blindados,

barramentos

um

elencadas

dia,

blindados

algumas

normas

autorizem

soluções

técnicas

sejam


84

Energia com qualidade

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp e da SBQEE. jstarosta@acaoenge.com.br

Enquanto o Led não vem... Eficiência energética em sistemas de iluminação pública Na edição de setembro de 2016,

da ordem de 5% a 10% acima da nominal ou

Em que:

apresentávamos, nesta coluna, os modelos

tensão de operação de 1,05 pu a 1,1 pu;

ap, parcela de carga ativa modelada como

aplicáveis de tipologias de cargas elétricas

• Durante a madrugada, o trânsito de veículos

potência constante;

e as simulações do comportamento da

é sensivelmente reduzido;

bp, parcela de carga ativa modelada como

potência ativa com a variação da tensão

• O fluxo emitido pelos sistemas de iluminação

corrente constante;

de alimentação destas cargas. Em outras

é proporcional à tensão de alimentação;

cp, parcela de carga ativa modelada como

palavras, em função do tipo de carga

• Sobretensões podem influir na vida dos

impedância constante.

(potência constante, impedância constante

componentes do circuito do conjunto com

ou corrente constante) poderia ser obtida

interferências no capacitor, ignitor e, inclusive,

Espera-se, portanto, uma variação da

uma ação de eficiência energética com o

na própria lâmpada.

potência consumida em função da variação

controle adequado da tensão. O modelo foi

da tensão em função do tipo de carga

apresentado, bem como os resultados de

uma simulação dinâmica efetuada em leituras

artigo referenciado, e que é ora apresentado

O modelamento da carga, detalhado no

(coeficientes ap, bp, cp). A Figura 1 ilustra a medição das

reais.

na equação [1], indica uma potência “P”

variáveis elétricas, potência ativa e tensão

dos

relativa a uma tensão “V” em relação a uma

de alimentação no mesmo instante (base de

sistemas de iluminação pública (IP), de

potência inicial P0 associada a uma tensão V0

tempo) com instrumento classe A (IEC61000-

Tratamos

agora

responsabilidade

dos

das

retrofits

prefeituras

dos

municípios e que terão que esperar modelos de financiamentos e outros mecanismos como as PPPs pela absoluta falta de recurso

4-30) e a Figura 2 relaciona o comportamento

P = P0 ap + bp V + cp V0

V V0

2

destas variáveis em “por unidade (pu)”, construída a partir da Tabela 1. A Figura 3 ilustra o ensaio efetuado em laboratório.

na maioria dos casos. O parque instalado no país é dominado pelas lâmpadas a vapor de sódio e vapor metálico, que foram instaladas nas ultimas décadas e possuem (a princípio) característica típica de impedância constante. Efetuamos avaliação em bancada do comportamento destes sistemas de iluminação a fim de constatar de fato o modelo desta carga e definir os potenciais de economia mediante o controle da tensão.

Considerações iniciais:

• Tensões de operação em regime permanente durante a noite e madrugada atingem valores

Figura 1 – Comportamento da potência ativa com a variação da tensão - vapor de sódio de 250 W. Fonte: Ação Engenharia e Instalações Ltda.


85

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Figura 2 – Comportamento da potência ativa com a variação da tensão - vapor de sódio de 250 W.

Tabela 1

u(pu)

p(pu)

0,91

0,80

0,93

0,85

0,95

0,89

0,98

0,94

1,00

1,00

1,02

1,05

1,05

1,13

1,07

1,18

1,09

1,23

Figura 3 – ilustração do ensaio efetuado.

Conclusões:

circuitos de alimentação de IP e, mesmo, a adoção de sistemas de dimerização com

• Conforme previsto, o comportamento da carga

redução de fluxo luminoso ou ainda reatores de

tem importante característica de impedância

potência constante podem se caracterizar como

constante, resultando redução da potência

importantes medidas de eficiência energética;

consumida com a variação da tensão ao

• O potencial de eficiência energética é da

quadrado – ver a curva de tendência da função

ordem de 13% com sobretensão de 5%;

p=f(u) na Figura 2;

• A sobretensão pode ainda interferir na vida

• O incremento natural da tensão dos circuitos

dos componentes do conjunto do sistema de

de distribuição de iluminação pública durante

iluminação.

o período da noite e madrugada alimentando este tipo de carga caracteriza-se como ponto

Sinceros agradecimentos ao engenheiro Isac

importante de desperdício de energia;

Roizenblatt, que revisou e fez importantes

• O controle da tensão de alimentação dos

recomendações no texto.


86

Dicas de instalação

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Por Carlos Henrique Rocha*

Instalações Ex: uma experiência de capacitação durante a formação eletrotécnica da

alunos do curso técnico em eletrotécnica para

conhecida pela maioria dos profissionais,

implantação do processo de certificação de

o mercado de trabalho, uma Escola Técnica

principalmente os recém-formados.

equipamentos e acessórios para atmosferas

Estadual do Rio de Janeiro incluiu na grade

explosivas no Brasil, chega-se à conclusão

curricular o curso de NR 10, módulo básico de

em 2009, na mesma escola, foi desenvolvido

de que esta não é suficiente para eliminar

40h, ministrado ao final do terceiro e último ano

um projeto pedagógico, que possibilitou a

os acidentes que ocorrem nas instalações

da formação técnica. A inserção do treinamento

criação de um Laboratório de Atmosferas

industriais com a presença de gases, vapores,

buscou enriquecer o currículo dos alunos,

Explosivas, batizado como “JKEx”.

névoas ou poeiras combustíveis.

aumentando suas possibilidades no mercado

O

Passados

mais

de

trinta

anos

Atentos a esta necessidade de capacitação,

laboratório

possui

seis

cabines

A falta de profissionais capacitados para

de trabalho, como estagiários ou técnicos e, ao

didáticas, padronizadas, conforme mostra a

este tipo específico de instalação é apontada

mesmo tempo, cumprindo a exigência legal de

Figura 1, que simulam as instalações elétricas

como o elo fraco da corrente, tornando-se a

treinamento que consta na NR 10.

em áreas classificadas, possuindo diversos

causa de muitos acidentes que ainda ocorrem

equipamentos

em diversas plantas industriais.

surgiu a preocupação em relação ao item

possuem dois circuitos independentes: um de

Via de regra, técnicos e engenheiros

10.8.8.4 da NR 10, que fala sobre a necessidade

iluminação com duas luminárias (incandescente

não recebem capacitação sobre o assunto

de

que

e fluorescente), duas caixas de passagem e

durante sua formação acadêmica e muitos

desenvolvem suas atividades nas instalações

uma chave liga/desliga; e um circuito de força

destes profissionais vão para o mercado de

elétricas em áreas classificadas e vislumbrou-se

motriz com uma caixa de passagem, um painel

trabalho sem sequer ouvir falar sobre este

a possiblidade de inserção dos alunos em uma

de comando simples e um motor Ex.

tema. Cabe às empresas proporcionar aos

área de atuação profissional até então pouco

Para fins didáticos, os equipamentos

Durante a condução destes treinamentos,

capacitação

dos

profissionais

seus colaboradores este tipo de capacitação, porém, muitas vezes, isto só acontece após estes profissionais estarem desempenhando suas atividades nas áreas classificadas de forma deficiente, contribuindo para o aumento das não conformidades nas instalações, ou seja, contribuindo para o aumento dos riscos de explosão.

O começo da mudança deste cenário

passa certamente pela revisão da NR 10, publicada em dezembro de 2004, em que podemos

encontrar,

especificamente

no

item 10.8.8.4, a seguinte recomendação: “os trabalhos em áreas classificadas devem ser precedidos de treinamento específico, de acordo com o risco envolvido”. Esta exigência normativa fomentou a procura e aumentou a oferta dos treinamentos sobre o assunto atmosferas explosivas no Brasil.

Em 2006, buscando preparar melhor os

Figura 1 – Vista geral das cabines.

e

acessórios.

As

cabines


87

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

utilizados na montagem possuem vários tipos de proteção, diversos grupos de gases, classes de temperatura e níveis de proteção, com os tipos de proteção “Ex d”, “Ex e”, “Ex n” e híbridos. Ainda trabalhando a questão didática, as cabines possuem uma marcação móvel da classificação de área, permitindo simular as variações de zonas de risco (0, 1 e 2), grupos dos gases (IIA, IIB e IIC) e classes de temperatura (T1 a T6).

Ao longo da realização das atividades

práticas, é fornecido aos alunos o prontuário da instalação, contendo os certificados de

conformidade

dos

equipamentos

e

acessórios, mapa de classificação de área, diagramas

de

fiação/ligação

etc.

Esta

Figura 2 – Alunos recebendo a capacitação.

característica didática visa proporcionar ao aluno um ambiente que simula fielmente uma

A Figura 2 mostra um grupo de alunos

instalação Ex e sua parte documental.

durante a realização de uma aula prática.

Alunos

É possível quebrar o “tabu” de mão de

obra deficiente até então atribuído ao tema escola

Ex, mostrando a viabilidade de uma formação

de área, possibilita a realização de treinamentos

mencionada relataram que foram contratados

técnica que contemple a capacitação do

teóricos e práticos de instalação, manutenção

por conta da realização do treinamento Ex,

profissional a fim de que este possa desenvolver

e inspeção de equipamentos e instalações

destacando a surpresa que seus entrevistadores

suas

elétricas para áreas classificadas.

demonstraram ao constatar que já possuíam

classificadas de forma segura, minimizando os

Como benefício adicional, as cabines

esta capacitação.

riscos de explosão.

e o quadro geral de distribuição permitem

trabalhar também o conceito de isolamento

da Portaria que versará sobre a certificação

Referências

seguro estabelecido na NR 10, ou seja,

voluntária de competências pessoais em

• NR 10 – Norma Regulamentadora 10 do

desligamento, bloqueio, sinalização, teste de

atmosferas explosivas, fato que poderá ser

Ministério do Trabalho e Emprego, Portaria

gás, constatação da ausência de tensão e

considerado como novo marco em relação às

598 de 07/12/2004;

aterramento temporário.

atividades em áreas classificadas.

• RANGEL Jr, Estellito. Capacitação em áreas

classificadas: o momento é agora! Revista

Este laboratório, com a devida classificação

O laboratório começou a funcionar em

formados

na

atividades

profissionais

nas

áreas

O Inmetro está em fase de finalização

No entanto, a realização de treinamentos

dezembro de 2010, tornando-se o primeiro

efetivos sobre o assunto antecede a questão da

Petro & Química, n° 366, pg. 20-23, Ed

e único ambiente de formação prática em

certificação de competências, ou seja, o Brasil

Valete, 2016;

Ex, dentro do contexto de formação em

precisa primeiramente intensificar programas

• Proposta de Portaria INMETRO/MDIC 484,

nível médio/técnico, no Brasil, apresentando

de capacitação de mão de obra a fim de que

- Requisitos de avaliação da conformidade

como grande diferencial a possibilidade

esta seja um pré-requisito à certificação.

para competências pessoais Ex para

de realização de atividades práticas. Estas

atmosferas explosivas. Consulta Pública em

atividades vêm sendo apontadas por diversos

provedores de bons treinamentos Ex no Brasil,

01/10/2015;

especialistas da área como essenciais à

principalmente quanto a treinamentos com

• RANGEL Jr., Estellito, QUEIROZ, Alan R.

formação efetiva do profissional. RANGEL Jr

viés prático. E o processo de certificação de

e OLIVEIRA, Maurício F. – Inspeções em

(2016) afirma que o uso de técnicas didáticas

profissionais tem como objetivo identificar

instalações Ex na indústria do petróleo. In:

é essencial à formação dos treinandos e o

aqueles que sabem executar corretamente um

IV PCIC Brasil 2012, Rio de Janeiro, Anais,

uso de tarefas práticas é a alternativa correta

conjunto de tarefas, seguindo-se não só as

CD-ROM.

aos cursos deficientes que ele define como

diretrizes técnicas, como as de segurança.

“sessão de PowerPoint”.

Ainda é muito pequena a quantidade de

Estimamos que o programa desenvolvido

*Carlos Henrique Rocha é engenheiro eletricista

Desde sua criação, o laboratório já treinou

nesta escola atenda às necessidades das

e mestre em Ensino das Ciências na Educação

mais de 200 alunos, entre 18 e 22 anos,

indústrias, bem como seus alunos terão uma boa

Básica, pela UNIGRANRIO. Atua como professor

diferenciando-os no momento de buscarem

base para se candidatarem ao futuro programa

contratado no curso de extensão universitária de

sua primeira oportunidade no competitivo

de certificação voluntária de competências

Instalações Elétricas em Áreas Classificadas na

mercado de trabalho.

pessoais em atmosferas explosivas.

Universidade Veiga de Almeida.


88

Ponto de vista

O Setor Elétrico / Agosto de 2017

Boas práticas de segurança em ensaios de tensão elétrica durante e após a instalação de cabos de energia de baixa, média e alta tensão

sistema de alimentação, assim como a tensão

aparelho para ensaio de tensão aplicada,

elétrica de alimentação do equipamento;

desligar a alimentação;

ensaios de comissionamento. O mais crítico é

5. O equipamento de teste deverá ser

12. Sempre curto-circuitar a alta tensão à

o ensaio de tensão elétrica aplicada, utilizado

alimentado por meio de cabos elétricos

terra antes de desconectar a amostra sob

com maior frequência nos cabos de média e

com plugues apropriados;

teste;

6. Antes de ligar a alimentação do aparelho

13. O condutor terra deverá permanecer

As especificações aplicáveis recomendam

que qualquer circuito elétrico (cabo elétrico), após a sua instalação, seja submetido aos

alta tensão, a fim de garantir boa performance e confiabilidade em sistemas elétricos. Esse ensaio é destinado a demonstrar

para o ensaio de tensão aplicada, conectar

conectado até que a alta tensão seja

a integridade do cabo e seus acessórios

todo e qualquer cabo, equipamento e

desconectada.

durante a instalação e após a conclusão

proteção ao sistema de aterramento;

Nota: Para circuitos médios ou longos,

desta. que

A boa prática de instalação recomenda este

ensaio

seja

realizado

com

7. Antes de ligar o equipamento, verificar

recomenda-se que os corpos de prova

toda

sua

(cabos elétricos) permaneçam aterrados

e

qualquer

etapa

para

a

equipamento

por um período não inferior a uma hora

ou técnico de segurança da empresa

ao corpo de prova (cabo), sistema de

para evitar possíveis acidentes em função

responsável pela instalação e/ou ensaio

proteção e isolamento da área;

da diferença de potencial (tensão elétrica

acompanhamento

de

um

engenheiro

montagem,

conexão

do

entre condutor fase e blindagem metálica)

para evitar possíveis acidentes durante a sua realização.

8. Para a realização do ensaio, o operador

Dicas de procedimentos iniciais de segurança para a realização do ensaio

modalidade e tempo de ensaio;

1. Montar as unidades do conjunto do

9.

equipamento e isolar a área trabalhada

rigorosamente, as condições de segurança

com cones ou fitas de sinalização;

(equipamento e pessoal);

2. Providenciar iluminação extra, em caso

10. Após o término das verificações,

de a existente ser insuficiente;

somente o operador e a fiscalização

O

deverão

ensaio

deverá

permanecer

obedecer,

próximos

ao

3. Limpar as extremidades das conexões,

equipamento na área do ensaio, garantindo

acessórios

e

cabos

com

provocada por elétrons livres na isolação.

deverá consultar a especificação aplicável,

produtos

que o cabo e as partes metálicas sejam

apropriados (solvente) para que não haja

completamente descarregadas, de acordo

resíduos;

com os procedimentos de teste; *Jorge Luiz de Souza é líder de Assistência

4. Verificar a tensão elétrica de serviço do

11. Antes de desaterrar a carcaça do

Técnica da Nexans Brasil.


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O Setor Elétrico (Edição 139 - Agosto/2017)  
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