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Ano 12 - Edição 136 M a i o d e 2 0 1 7

Energia eólica cresce 55% em 2016 Mais 2 GW de energia dos ventos foram adicionados no ano passado, com 81 novas usinas Transformador móvel com alta densidade de potência Queda nas encomendas prejudica setor de GTD

Cinase Goiânia Primeira edição do ano supera expectativas do público e das empresas participantes


Sumário atitude@atitudeeditorial.com.br Diretores Adolfo Vaiser Simone Vaiser Coordenação de circulação, pesquisa e eventos Marina Marques – marina@atitudeeditorial.com.br Assistente de circulação, pesquisa e eventos Bruna Leite – bruna@atitudeeditorial.com.br Administração Paulo Martins Oliveira Sobrinho administrativo@atitudeeditorial.com.br Editora Flávia Lima - MTB 40.703 - flavia@atitudeeditorial.com.br Publicidade Diretor comercial Adolfo Vaiser - adolfo@atitudeeditorial.com.br Contatos publicitários Ana Maria Rancoleta - anamaria@atitudeeditorial.com.br Marson Werner - marson@atitudeeditorial.com.br Representantes Paraná / Santa Catarina Spala Marketing e Representações Gilberto Paulin - gilberto@spalamkt.com.br João Batista Silva - joao@spalamkt.com.br (41) 3027-5565 Rio Grande do Sul / Minas Gerais Marson Werner - marson@atitudeeditorial.com.br (11) 3872-4404 / 99488-8187

Suplemento Renováveis 51 Energia dos ventos: eólica encerra 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada e com 7% de participação na matriz elétrica brasileira.

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Direção de arte e produção Leonardo Piva - atitude@leonardopiva.com.br Denise Ferreira Consultor técnico José Starosta

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Evento – CINASE Primeira edição do ano tem 450 congressistas e 27 empresas patrocinadoras. Evento discutiu temas, como geração distribuída, painéis de baixa e média tensão, automação de subestações, iluminação e segurança do trabalho.

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Fascículos

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Aula prática – Transformador Testes de fábrica em transformador móvel com alta densidade potência, utilizando novos materiais.

58

Pesquisa – Equipamentos para transmissão e distribuição Redução da demanda por energia elétrica, reflexo da crise econômica, diminui as encomendas de equipamentos e, consequentemente, puxa para baixo as expectativas de crescimento dos mercados de geração, transmissão e distribuição.

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Espaço 5419 A necessidade de adequação da instalação à nova ABNT NBR 5419.

Colaborador técnico de normas Jobson Modena Colaboradores técnicos da publicação Aléssio Borelli, Cláudio Mardegan, João Barrico, Jobson Modena, José Starosta, Juliana Iwashita, Luiz Fernando Arruda, Marcelo Paulino, Michel Epelbaum, Roberval Bulgarelli e Saulo José Nascimento. Colaboradores desta edição: Adriano Nicioli, Alan Rômulo Queiroz, Carlos Alberto Sotille, Eduardo César Senger, Fábio Sester Retorta, Fumiaki Uemura, Hirofumi Takayanagi, João Carneiro, José Antonio Jardini, José Maurílio, Luciene Queiroz, Marco Bini, Marcos Malveira, Masao Yasiro, Mateus Duarte Teixeira, Normando V. B. Alves, Paulo Mayon, Paulo Mündel, Pedro Augustho Biasuz Block e Thales Sousa. Revista O Setor Elétrico é uma publicação mensal da Atitude Editorial Ltda. A Revista O Setor Elétrico é uma publicação do mercado de Instalações Elétricas, Energia, Telecomunicações e Iluminação com tiragem de 13.000 exemplares. Distribuída entre as empresas de engenharia, projetos e instalação, manutenção, industrias de diversos segmentos, concessionárias, prefeituras e revendas de material elétrico, é enviada aos executivos e especificadores destes segmentos. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as opiniões da revista. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias sem expressa autorização da Editora.

Painel de notícias Conexled discute iluminação em fórum técnico; Noja Power anuncia expansão; Sil lança aplicativo. Estas e outras notícias sobre empresas, mercado e produtos do setor elétrico brasileiro. Acidentes de origem elétrica matam quase duas pessoas por dia; Indústria eletroeletrônica tem leve melhora no primeiro trimestre; Conexled discute iluminação em fórum técnico; Noja Power anuncia expansão; Sil lança aplicativo. Estas e outras notícias sobre empresas, mercado e produtos do setor elétrico brasileiro.

Colunistas

74 78 79 80 82

Jobson Modena – Proteção contra raios

Rua Piracuama, 280, Sala 41 Cep: 05017-040 – Perdizes – São Paulo (SP) Fone/Fax - (11) 3872-4404 www.osetoreletrico.com.br atitude@atitudeeditorial.com.br

86

Dicas de instalação Como as empresas de iluminação podem orientar melhor seus consumidores sobre o momento da troca de uma lâmpada.

Filiada à

88

Ponto de vista A maturidade do cidadão, enquanto consumidor de energia elétrica.

Capa: Divulgação Rittal Sistemas Eletromecânicos Impressão - Ipsis Gráfica e Editora Distribuição - Correio

Atitude Editorial Publicações Técnicas Ltda.

João José Barrico – NR 10 Marcelo Paulino – Proteção, automação e controle José Starosta – Energia com qualidade Roberval Bulgarelli – Instalações Ex

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Editorial

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Capa ed 136_A.pdf

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5/30/17

6:45 PM

www.osetoreletrico.com.br

Ano 12 - Edição 136 M a i o d e 2 0 1 7

Energia eólica cresce 55% em 2016 Mais 2 GW de energia dos ventos foram adicionados no O Setor Elétrico - Ano 12 - Edição 136 – Maio de 2017

ano passado, com 81 novas usinas Transformador móvel com alta densidade de potência Queda nas encomendas prejudica setor de GTD

Cinase Goiânia Primeira edição do ano supera expectativas do público e das empresas participantes

Edição 136

Os riscos da eletricidade

A eletricidade mata. Você provavelmente já sabia disso, mas parece que muita gente não. Estatísticas

da Abracopel revelam que acidentes com energia elétrica matam quase duas pessoas por dia. Outro estudo também da Abracopel, mas em parceria com o Procobre, afirma que praticamente todas as instalações residenciais apresentam não conformidades técnicas. E sempre que é publicada uma nova norma, incontáveis ‘profissionais’ fazem o seguinte questionamento: “preciso adequar minha instalação?” Precisamos mesmo responder? (Leia o artigo do eng. Normando Alves na coluna Espaço 5419). Não surpreende o fato de que muitos dos acidentes fatais com eletricidade acontecem com os próprios profissionais da área.

Enquanto publicação técnica, estamos sempre divulgando as mais recentes informações sobre novos

padrões, novas normas, novas tecnologias e todas as novidades costumam obedecer sempre a dois critérios: qualidade e segurança. Mesmo assim, os acidentes persistem. Foram 1319 acidentes de origem elétrica em 2016, segundo a Abracopel. Destes, 662 foram fatais, dos quais 599 foram mortes causadas por choque elétrico. Isso nos leva a pensar nas vezes em que não exigimos do parente, do vizinho, de nós mesmos a contratação de um profissional qualificado e habilitado para consertar aquele “probleminha” elétrico de casa.

E se passamos à esfera comercial ou industrial, o problema continua. É comum encontrar engenheiros

civis, mecânicos ou eletrônicos desempenhando o papel de um eletricista. Esta questão foi abordada com propriedade pelo presidente da ABEE-Goiás, Jovanilson Freitas, durante o Cinase, evento promovido pela revista O Setor Elétrico (veja reportagem a partir da página 18). Segundo ele, a engenharia, há algumas décadas, era apenas engenharia, não havia tantas segmentações como hoje, o que acaba provocando certa confusão sobre as atribuições de cada uma delas.

Fato é que, mesmo que se estudem conceitos de elétrica em todos os cursos de engenharia, isso não

dá o direito de o engenheiro civil fazer um projeto elétrico. Da mesma maneira, o engenheiro eletricista não pode elaborar projetos estruturais de um edifício, mesmo tendo conhecimentos sobre o assunto. Em entrevista sobre o tema, Freitas comparou a situação com a habilitação de motorista. Uma pessoa com habilitação categoria B não pode dirigir um caminhão, mesmo tendo conhecimento para isso. É preciso testar suas habilidades para então conquistar o documento de categoria D. Por que isso? Porque eletricidade mata.

Ótima leitura a todos!

Abraços,

flavia@atitudeeditorial.com.br Redes sociais

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Revista O Setor Elétrico


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Coluna do consultor

O Setor Elétrico / Maio de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp. jstarosta@acaoenge.com.br

Mayday

Aparentemente, em tradução direta poderia

de propinas (e haja inspiração para justificar os

parecer alguma coisa como “um dia de maio”,

atos ilícitos) que facilmente superarão o bilhão

contudo, o termo tem origem no francês “venha

de reais. Dependendo do apetite dos políticos,

me ajudar”, sendo aplicado em situações de

pode-se estimar qual foi o prejuízo de nossos

emergências aéreas e navais. Por aqui, tivemos

cofres para esta quadrilha. Ai está o golpe de

o “privilégio” de juntar as duas definições e,

mestre, além dos empréstimos do BNDES de

naquela quarta-feira de maio, quando, para

pai para fliho que receberam durante pelo menos

desespero dobrado dos amigos flamenguistas,

uma década, deixaram de pagar impostos

o time se despedia inesperadamente da

e obrigações devidas pelos benefícios que

Libertadores em derrota para o time do

foram plantados por aqueles que receberam as

Papa, surgiam, os (já) esperados indícios da

propinas. Qual seria este número? Dez, talvez 15

sacanagem que aquela dupla de empresários

bilhões de reais em conta conservadora. Pior. Os

(que cabelo tem o cara de nome esquisito!!!)

caras já estão fora do país onde estão agora os

teria aplicado em conjunto com centenas ou

seus negócios construídos da forma desprezível

milhares de políticos.

com a ajuda de homens mais desprezíveis ainda.

Talvez a surpresa fosse a forma como a

Algumas questões:

coisa veio à tona: por eles próprios, os autores em um espetacular ato de trairagem. Em mais

*A conta da forma como os números estão

uma delação premiada, protagonizaram em

expostos fecha? Não acho.

uma oportunista relação de custo-benefício.

*Por que a outra empresa investigada tem

Segundo especialistas do mercado, a dupla

seus diretores presos, e mesmo os ladrões da

sairá com algum dinheiro no bolso em função

Petrobras devolveram boas quantias, enquanto

do tsunami causado no mercado financeiro por

esta dupla é multada em valores ínfimos em

eles próprios, em um golpe de mestre.

relação ao montante estimado e saem do país

tranquilamente? A justiça de Curitiba não é a

A população atônita tentava entender até

onde estaria o grau de subserviência daqueles

mesma de Brasília?

que escolhemos (ou escolheram) para nos

*Quem são os tais dos juízes citados pelo cara

governar. Pior. A “outra parte”, que perdeu a

do cabelo?

eleição, mostra também o seu lado bandido.

*Será que os “companheiros” e as damas de

Aquele que poderia estar sentado na cadeira do

vermelho acham que agora estão livres da

planalto teria usado o mesmo expediente dos

roubalheira que praticaram?

que ultimamente o fizeram, e o atual ocupante da cadeira teria perdido a oportunidade de

Mayday! Estamos em vôo cego, com tripulação

limpá-la em se confirmando o que o bandido

dopada.

milionário (o do cabelo) estaria dizendo, dando

nos livrar dos silvas, batistas, cunhas, sarneys,

nome aos bois (ops!). Uma pena a vaca ir pro

renans, collors, dirceus, cabrais e outros tantos

brejo desta forma.

que nos enojam? E que nos roubam?

Depende de nós!

Os valores informados pela dupla dão conta

Sobreviveremos?

Conseguiremos


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Notícias relevantes dos mercados de instalações elétricas de baixa, média e alta tensões.

Acidentes de origem elétrica matam quase duas pessoas por dia Dados divulgados pela Abracopel revelam que, somente em 2016, ocorreram 1319 acidentes de origem elétrica, dos quais 662 foram fatais

A

Associação

Conscientização

para

Brasileira

de

os

da

Perigos

Total geral de acidentes de origem elétrica

Eletricidade (Abracopel) lançou, no mês

2013-2016

de maio deste ano, o Anuário Estatístico Brasileiro

dos

Acidentes

de

Origem

Elétrica, documento que traz uma série de dados e números a respeito dos acidentes registrados no país em decorrência do mau uso da eletricidade. Entre os anos de 2013 e 2016, foram contabilizados 4828 acidentes com causa elétrica – choque elétrico, incêndios por curto-circuito e descargas atmosféricas.

As

estatísticas

são

geradas pela Associação a partir da investigação de notícias veiculadas na imprensa. Somente em 2016, foram 1319 acidentes, dos quais 662 foram fatais. Entre as mortes, 599 ocorreram por choque elétrico, 33 foram consequência de incêndios provocados por curtoscircuitos,

e

30

em

decorrência

de

descargas atmosféricas.

De acordo com o documento, a maior

concentração

de

mortes

por

choque

elétrico deu-se na região Nordeste, em que 271 pessoas perderam suas vidas em 2016, a grande maioria entre 21 e 40 anos. Uma

pesquisa

realizada

pela

Abracopel e Pelo Instituto Brasileiro do

Outro dado preocupante diz respeito

“Não consigo enxergar uma ação

Cobre (Procobre) mostrou que quase

aos acidentes envolvendo profissionais.

efetiva do governo e também das empresas

todas as casas pesquisadas possuem, ao

Mesmo após 12 anos de publicação

para a segurança dos trabalhadores na

menos, um item que não atende à norma

da revisão da NR 10 (que traz uma

área de eletricidade. Passados 12 anos do

técnica. As instalações residenciais são

série

a

texto atual da NR 10, ainda vejo inúmeras

as mais precárias e concentram a maior

segurança das pessoas que trabalham

empresas, para não dizer a maioria,

parte dos acidentes. Segundo o Anuário

com eletricidade), profissionais ainda não

fazendo o mínimo para não ser autuada”,

da Abracopel, é comum encontrar em

seguem procedimentos de segurança e

analisa o diretor executivo da Abracopel,

residências

de

exigências

para

garantir

qualidade

se acidentam. Para se ter uma ideia, em

Edson Martinho.

duvidosa e instalações realizadas por

2016, ocorreram 75 acidentes na rede

profissionais não qualificados.

aérea envolvendo profissionais.

pode ser encontrado em www.abracopel.org

produtos

de

O Anuário de Estatísticas na íntegra


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Indústria eletroeletrônica tem leve melhora no primeiro trimestre Números da Abinee revelam que produção cresceu 4,3% no período e empresas pretendem ampliar seus investimentos em 2017 A produção do setor eletroeletrônico

geral, cujo acréscimo foi de 0,5%, e da

crescimento nas vendas, tanto para o mês

apontou crescimento de 4,3% no primeiro

indústria de transformação, que recuou

de abril (51%), quanto para o segundo

trimestre de 2017 na comparação com

0,6%.

trimestre (54%) e para o segundo semestre

o mesmo período de 2016. É o que

mostram os dados divulgados pelo IBGE

positivo

e agregados pela Associação Brasileira da

presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).

Ele acrescenta que empresas do setor

consultadas

O

“Não tínhamos um primeiro trimestre desde

2014”,

comemora

o

de 2017 (57%), sempre em comparação com iguais períodos do ano passado. A sondagem apontou que 42% das pretendem

aumentar

os

esperam desempenho favorável durante

investimentos em 2017. Deste total, 55%

desempenho da indústria eletrônica, que

todo o ano.

já começaram a ampliar os investimentos

apresentou expansão de 17,3%, enquanto

De acordo com a última sondagem

no primeiro trimestre, enquanto 21% têm a

a indústria elétrica sofreu decréscimo

realizada pela Abinee, as expectativas para

intenção de realizar o aumento no segundo

de 4,4%.

O incremento da indústria

os próximos meses são positivas, com

trimestre, e 24%, a partir do segundo

eletroeletrônica foi superior ao da indústria

a maioria das entrevistadas projetando

semestre.

resultado

foi

puxado

pelo


11

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Brasil fica em penúltimo lugar em ranking internacional de eficiência energética

Pelo segundo período consecutivo, o Brasil fica em penúltimo lugar no ranking de eficiência energética, atrás somente da Arábia Saudita. O ranking foi divulgado pelo Conselho Americano para uma Economia Eficiente de Energia (ACEEE, sigla em inglês), que analisou as 23 maiores economias do mundo sob a ótica da eficiência energética. Foram quatro os tópicos principais avaliados em cada um dos países: esforços nacionais, edificações, industrial e transporte.

Na opinião da Associação Brasileira das

Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), o resultado da pesquisa apenas ressalta a falta de investimentos e o grande potencial de economia de energia dos brasileiros.

Para o presidente da Abesco, Alexandre

Moana, a situação do Brasil fica ainda pior quando o país é comparado com os outros membros dos BRICS (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). “O fato de o Brasil ter ficado atrás, inclusive da África do Sul, no Scorecard só revela o quanto nossa matriz energética é ineficiente. As

ações

governamentais

nas

últimas

décadas visaram apenas implementações relacionadas à geração de energia. Hoje temos uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo, porém com altos níveis de desperdício”, explica.


Painel de produtos

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Novidades em produtos e serviços voltados para o setor de instalações de baixa, média e alta tensões.

Conectores perfurantes de média tensão www.te.com

Indicados para cabos protegidos de até 15 kV, os conectores perfurantes da

TE Connectivity foram especialmente desenvolvidos para conectar redes protegidas também conhecidas como redes ‘spacer’ ou compacta de média tensão como uma solução integrada para conexão e proteção.

De acordo com a fabricante, a solução evita a necessidade de remoção das

camadas de proteção e, ao mesmo tempo, facilita a instalação por meio do parafuso torquimétrico, que não requer ferramentas especiais e garante o contato ideal entre as partes.

A TE Connectivity é uma empresa global com faturamento mundial de US$ 14

bilhões que desenvolve e produz aproximadamente 500.000 produtos para conexão e proteção de sistemas elétricos.

Conectores foram fabricados para conectar redes protegidas.

Fusíveis para sistemas fotovoltaicos www.siba.com.br

A Siba e a Elos Eletrotécnica anunciam para o mercado um produto

desenvolvido por meio de uma parceria entre as empresas. São os fusíveis gPV, indicados para proteção de sistemas fotovoltaicos e fabricados em conformidade com os requisitos das normas IEC 60269-6 e UL 2579.

Os modelos disponíveis abrangem a faixa de tensão entre 600 VDC e

1500 VDC e possuem bases fusíveis em tamanhos 10x38mm, 10/14x85mm, entre outras opções. Podem ser utilizados em inversores de frequência e outros equipamentos empregados em projetos de energia fotovoltaica.

Fusíveis podem ser aplicados em inversores de frequência ou outros equipamentos em instalações fotovoltaicas.

Software de automação www.wago.com.br

Lançado pela Wago, o software e!Cockpit é um software de engenharia integrada voltado

para automatizar sistemas e máquinas. A proposta da empresa é que a ferramenta apoie todo o processo de desenvolvimento de automação, desde a concepção do software até a operação da máquina. De acordo com a empresa, como o software é baseado no Codesys 3 (base para os softwares de programação da Wago), os usuários terão facilidade em navegar no e!Cockpit, podendo realizar as tarefas relacionadas a um projeto de automação de uma forma mais produtiva.

O novo software permite que as tarefas de automação sejam implementadas e executadas

de forma mais rápida e econômica - particularmente para projetos de automação industrial, predial, na área de energia, saneamento, e as mais diversas aplicações. Ele foi desenhado para otimizar os recursos da linha de controladores PFC da Wago.

O e!Cockpit está disponível para download em www.wago.com/ecockpit e conta com licença de

teste por 30 dias.

O software permite que os usuários tenham suas topologias de rede exibidas graficamente para, em seguida, configurá-las diretamente a partir dessa visualização.


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Um giro pelas empresas que compõem o setor elétrico brasileiro.

Conexled discute iluminação em fórum Realizado em São Paulo (SP), Fórum Conled reuniu especialistas em Led para abordar tendências e tecnologia

Arquitetos e engenheiros participaram do evento realizado pela Conexled.

Entre os dias 3 e 4 de maio, em São Paulo

as informações técnicas no catálogo de

de empresas de prestação de serviços Ex

(SP), foi realizada a primeira edição do Fórum

produtos. Para ele, o projeto luminotécnico

e de profissionais Ex certificados para ter a

Conled, evento criado pela Conexled com o

realizado antes da aplicação é fundamental

confiança de que todos os equipamentos

objetivo de discutir tecnicamente a tecnologia

para especificar o produto e obter o efeito

estarão devidamente certificados, instalados

Led e também apresentar ao mercado as

desejado.

e reparados”, afirmou. Segundo ele, empresas

novidades da empresa.

O

em

como a Petrobras já começam a exigir a

e

atmosferas explosivas, Roberval Bulgarelli,

certificação da empresa a ser contratada para

engenheiros, o evento tratou de temas,

abordou em sua apresentação a importância

trabalhos em instalações com atmosferas

como telegestão e sistemas fotovoltaicos;

da certificação nesse ambiente. Segundo ele,

explosivas.

tendências e tecnologias do futuro; segurança

embora todos os equipamentos utilizados

A arquiteta especializada em sistema

em instalações em atmosferas explosivas;

em

de iluminação, Juliana Iwashita, em suas

certificações Led; e luminárias para áreas

devam ser, obrigatoriamente, certificados,

apresentações,

industriais e públicas.

tem-se verificado que certificar apenas os

da iluminação do Led e falou sobre a

Direcionado

para

arquitetos

especialista

áreas

com

em

instalações

atmosferas

explosivas

simulou

as

variações

O Fórum nasceu com a proposta de

equipamentos não é suficiente. Empresas

valorização de produtos que pode ser obtida

reunir profissionais que buscam atualização

que fazem serviços de instalação e reparos,

com a iluminação adequada. Ofereceu

e ainda promover uma oportunidade de

assim como os profissionais que atuam

aos participantes ainda orientações para

interação entre todos os participantes.

nesse tipo de instalação, também precisam

bem avaliar um produto Led, por meio de

Abrindo o evento nos dois dias, o

comprovar suas qualificações.

características

diretor comercial e fundador da Conexled,

elétricas,

Ricardo Braz, apresentou a palestra “Como

enfatizou que o Brasil possui Organismos

Finalizou o evento com informações sobre

selecionar

áreas

de Certificação acreditados pelo sistema

requisitos e prazos para a certificação de

industriais e públicas”, em que destacou

IECEx para a certificação de competências

lâmpadas Led e luminárias para iluminação

os cuidados que o cliente precisa ter na

pessoais Ex, para a certificação de oficinas de

pública.

hora de adquirir os produtos. Na ocasião,

serviços de reparo Ex e para a certificação de

Segundo os organizadores, o Fórum

o diretor lembrou ainda a importância

equipamentos Ex. “Sob o ponto de vista da

deverá ter novas edições em breve, mas

de os fabricantes disponibilizarem todas

segurança, existe a necessidade da existência

ainda não possui data definida.

luminárias

Led

para

Por este motivo, o engenheiro Bulgarelli

fotométricas,

mecânicas

e

cromáticas, confiabilidade.


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Noja Power anuncia expansão da fábrica Nova sede brasileira é três vezes maior que a anterior e foi planejada para atender à crescente demanda do mercado de equipamentos de interrupção de média tensão

Expansão permitirá aumento da escala do processo produtivo da Noja Power Brasil.

Na contramão da crise econômica que

capacidade de suprimento e, assim, amplie

paira sobre o país, a Noja Power anunciou,

os negócios no campo da proteção e

no último mês de abril, as novas instalações

automação de sistemas de distribuição.

da sua fábrica dentro do condomínio

Techno Park de Campinas (SP), triplicando

“essa cultura de apoio e compartilhamento

o tamanho da sede anterior, também

sob a missão de trazer soluções integradas,

localizada no mesmo condomínio industrial.

produtos

incomparável em todo o mundo permite que

De acordo com a empresa, com o

aconselhamento

e

o

suporte

técnico

No comunicado, a empresa afirmou que

inovadores

e

um

serviço

a Noja Power Brasil e a sede australiana

fornecidos pelo escritório internacional da

cresçam juntas”.

Noja Power, a companhia brasileira está

bem equipada com linhas de produção

quanto crescemos na última década – de

e processos que já possuem a marca da

uma startup até um dos principais players

engenharia industrial em larga escala.

no setor de energia no Brasil. Fornecemos

“Não é suficiente simplesmente aceitar

ao Brasil equipamentos estratégicos para

ordens de compra e reivindicar atender

manter as luzes acesas e a economia

às exigências de entrega do mercado.

crescendo,

A

máquina

de

fabricação

"É muito gratificante refletir sobre o

incluindo

grandes

eventos

finamente

como a Copa do Mundo (2014) e os Jogos

sintonizada que a Noja Power Brasil

Olímpicos (2016)”, comemora o diretor

disponibiliza hoje permite que produtos

geral da Noja Power Brasil, Bruno Kimura.

sejam entregues de acordo com as rígidas

"A

diretrizes e cronogramas impostos pelas

possamos atender à crescente demanda por

mais exigentes concessionárias do Brasil”,

nossos produtos no Brasil. É uma conquista

informa a empresa em comunicado.

significativa para a equipe brasileira da qual

ela pode se orgulhar plenamente", avalia o

A expansão da fábrica permitirá que

a empresa aumente consideravelmente a

expansão

agora

garante

diretor geral do Grupo, Neil O'Sullivan.

que


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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Sil lança aplicativo para clientes App oferece simuladores, catálogo de produtos, treinamento e tabelas técnicas

A fabricante de fios e cabos Sil lançou,

conquistadas de organizações ligadas à

recentemente, o App Sil, aplicativo para

indústria e às revendas dos setores de

smartphones e tablets, desenvolvido com o

material de construção e elétrico.

objetivo de aproximar a companhia de seus

clientes, oferecendo serviços tanto para

um “atendimento remoto descomplicado”

eletricistas e consumidor final, quanto para

ao usuário e já trabalha no desenvolvimento

representantes.

de novas funcionalidades para a ferramenta.

O primeiro grupo tem à disposição

O App está disponível para download no

simulador residencial, simulador técnico,

Google Play e na Apple Store.

simulador

“Temos

de

decoração,

catálogo

de

Segundo a empresa, o aplicativo permite

trabalhado

fortemente,

produtos, treinamento e tabelas técnicas

especialmente nos últimos dois anos,

(todos disponíveis em versão PDF para

quando

utilização offline), além de videoaulas.

mercado, para estar ainda mais próximos

Outras duas janelas, Marketing e Prêmios,

aos clientes e esta ferramenta era o

podem também ser consultadas para mais

que faltava para compor esse cenário”,

informações sobre as ações da SIL no que

comemora o supervisor de marketing da Sil,

diz respeito a publicidade e premiações

Rodrigo Morelli.

adotamos

nova

estratégia

de

App oferece serviços tanto para eletricistas e consumidor final quanto para representantes da empesa.


Evento

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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Por Flávia Lima

Goiânia: superação de expectativas Primeira edição do ano do Circuito Nacional do Setor Elétrico (Cinase) reuniu 450 participantes interessados em conhecimento técnico e em novos produtos e tecnologias


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O Setor Elétrico / Maio de 2017

Godoy, diretor comercial do Grupo Eletro Transol, um dos patrocinadores do evento, o CINASE é muito importante para a região em que ele é realizado, pois aproxima empresas, fornecedores e projetistas, munindo os profissionais de informações técnicas específicas, propiciando uma especificação adequada com custobenefício apropriado às necessidades dos clientes. “O evento também cria uma network muito importante entre os participantes, facilitando o contato na busca de soluções atualizadas que o mercado oferece”, comenta o executivo. A

gerente

comercial

da

Trael,

outra

patrocinadora, concorda: “O CINASE já tem um posicionamento definido como sendo um dos eventos de melhor custo benefício do nosso segmento. Na etapa Goiânia não poderia ser diferente e, em meio aos colegas da Cia de energia, sindicatos, entidades representativas do setor, lojistas, engenheiros, técnicos, acadêmicos e gestores das diversas áreas que orbitam o mundo da energia, sentimos todos com um só propósito, transformar informação em conhecimento”.

“O CINASE provou, mais uma vez, ser um

importante instrumento para disseminação de informações técnicas relevantes através daqueles que mais entendem do assunto: os especialistas ativos na área, que participam diretamente da confecção e revisão das normas técnicas que entram em vigor todos os anos. E a exposição A primeira edição de 2017 do tradicional

das empresas, que acontece paralelamente,

evento técnico itinerante Circuito Nacional do

agrega valor ao evento à medida que oferece

Setor Elétrico (CINASE) foi realizada na cidade

para o participante a oportunidade de ver de perto

de Goiânia (GO) e surpreendeu organizadores,

produtos que já operam a partir da técnica e/ou

patrocinadores e apoiadores pela forte presença

da tecnologia apresentada no congresso”, avalia o

do público – 450 pessoas, somente de

diretor do evento, Adolfo Vaiser.

congressistas – e pela expectativa de negócios

Mantendo o lema “Uma viagem pelo

gerada.

mundo das instalações elétricas”, o CINASE

Realizado nos dias 10 e 11 de maio,

foi inaugurado com uma apresentação da Enel

no Centro de Convenções de Goiânia, o

(que adquiriu recentemente a Companhia

CINASE ofereceu aos profissionais da região a

Energética de Goiás – Celg Distribuição), em

oportunidade de conhecer mais sobre os temas

que o especialista de inovação Weules Correia

de maior relevância no setor elétrico atual, como

aproveitou a oportunidade para falar sobre as

geração distribuída, redes inteligentes, novas

ações da companhia previstas para o Estado de

normas e regulamentos para equipamentos de

Goiás e sobre tendências para o futuro do setor

média e baixa tensão, incluindo iluminação Led,

elétrico de maneira global. Para ele, a mobilidade

além de discutir outros assuntos importantes,

elétrica é um caminho sem volta. “Hoje, a

como segurança do trabalho e atribuições e

distribuidora de energia deve estar preparada

oportunidades do profissional da engenharia

para esse movimento que deve acontecer em

elétrica.

um curto espaço de tempo. Um exemplo é a

sinalização que tivemos da Alemanha, que, a partir

Na opinião do engenheiro Paulo José de


Evento

20

O Setor Elétrico / Maio de 2017

de 2030, não terá mais a fabricação de veículos a combustão. Isso é uma sinalização bastante forte do que vai estar acontecendo em todo o mundo e é uma área relativamente nova do setor elétrico”, alertou.

Pensando nisso, a Enel já conta com um

projeto, chamado de “Car Sharing”, que conta com 20 carros elétricos e 12 estações de recarga, na cidade de Fortaleza (CE). “Esse projeto nos permite entender quais impactos teremos e o que precisamos para gerir a rede elétrica do futuro que terá essa carga móvel”, avaliou.

O especialista tocou ainda em outro assunto

em alta: smart grid. A Enel transformou a cidade de Búzios, no Rio de Janeiro, na primeira cidade inteligente do país. O projeto, que contou com investimentos da ordem de R$ 54 milhões, foi

A Rittal levou para o Cinase um container com os seus equipamentos para visitação.

iniciado em 2011 e concluído no final de 2016, reunindo diversas tecnologias que priorizam inovação e sustentabilidade.

“É um grande laboratório de tecnologias do

setor elétrico pensando no futuro”, definiu Correia. A cidade conta com medição inteligente com comunicação PLC, ligação remota, controle de potência. Ele explica que os clientes conseguem acompanhar pela internet seu consumo e informações sobre a energia injetada na rede. São 84 km de rede de fibra ótica, 55 veículos elétricos em circulação, 17 chaves automáticas na rede, 4 aerogeradores verticais de 2 kWp e oito plantas solares de 5 kWp cada. Ao todo, são 23 mil clientes beneficiados por estas ações.

Ele conta que a mesma automação utilizada

em Búzios será empregada em toda a rede da concessionária. “Atualmente, são 4.500

Congressistas aproveitaram os intervalos para conhecer de perto as tecnologias das empresas expositoras.

equipamentos no Rio de Janeiro e Ceará, que

significativa, que não está apenas relacionada aos

Nunziante Graziano, José Starosta e Jovanilson

também serão instalados em Goiás. A previsão

equipamentos, mas a todo o monitoramento da

Freitas,

é de que haja 6.300 chaves seccionadoras e

rede”, afirmou o especialista da Enel.

operação e manutenção em subestações;

religadores na rede de distribuição da Enel, o

Ainda no primeiro dia do evento, os

transformadores e meio ambiente; painéis de

que deve propiciar redução de 40% no índice

congressistas assistiram às apresentações dos

média tensão; eficiência energética; e tendências

DEC e 50% do FEC. Uma redução bastante

especialistas Marcelo Paulino, Cláudio Rancoleta,

na engenharia elétrica.

que

abordaram,

respectivamente,


21

O Setor Elétrico / Maio de 2017

“Hoje, são outras visões, por isso, estamos

comparativo bastante didático: quem dirige carros

do Crea Goiás, Jovanilson Freitas, em sua palestra,

tentando entrar em uma conformidade, onde

e é habilitado na categoria B tem o conhecimento,

tocou em uma questão polêmica: as atribuições

apenas os profissionais qualificados possam

mas não pode dirigir um caminhão, pois não

e as responsabilidades do engenheiro. Segundo

atuar”, relatou. O engenheiro citou o caso da

é habilitado para isso. Para dirigir caminhões,

ele, algumas décadas atrás, a engenharia não

proteção contra descargas atmosféricas, o SPDA,

é preciso estar habilitado na categoria D. Isso

contava com tantas modalidades e, hoje, ela

que é feito por engenheiros civis por entenderem

ocorre também entre engenheiros e arquitetos, os

foi tão segmentada que provoca o "conflito de

que podem atuar nessa área. “O engenheiro

quais, inclusive, não fazem mais parte do CREA,

sombreamento", ou seja, uma confusão sobre qual

civil pode até ter o conhecimento, mas não é

tendo criado seu próprio conselho. “É uma briga

profissional pode exercer uma ou outra atribuição.

habilitado, assim como o engenheiro eletricista

jurídica”, conclui.

Em função desse histórico, o engenheiro civil, por

não pode se aventurar na parte de estrutura de um

exemplo, acredita que pode atuar em áreas da

projeto, porque ele tem apenas o conhecimento

por palestras técnicas envolvendo os seguintes

engenharia elétrica por ter suprido essa demanda

básico; não pode fazer e, eventualmente, criar

temas: os impactos da nova norma para

por muitos anos, quando não existia o engenheiro

uma situação de risco”, analisou.

conjuntos de manobra e controle de baixa tensão;

eletricista.

Freitas exemplificou a situação com um

uma atualização a respeito da revisão da ABNT

O presidente da ABEE-GO e vice-presidente

O segundo dia do congresso foi marcado


Evento

22

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Patrocinadores apresentaram suas tecnologias em miniapresentações técnicas durante o evento.

NBR 5410 (instalações BT); proteção contra

mais do que a outra, deixando em evidência

qualificadas”, relata Adolfo Vaiser.

descargas atmosféricas; certificação de lâmpadas

apenas os produtos levados por cada uma delas.

e luminárias; e segurança do trabalho.

com

A edição de Goiânia foi uma das que mais

Na edição de Goiânia, o CINASE contou o

apoio

das

seguintes

entidades:

Intercalando as palestras principais, nos dois

atraíram os patrocinadores. Foram, ao total,

Abee-GO, distribuidora Brava, BRS, Canal

dias do congresso, os patrocinadores contaram

27 empresas que participaram do evento na

E, Celg Distribuição, Crea-GO, Eco Energia,

com um espaço para falarem tecnicamente sobre

forma de expositor: Adeel, AltoQi, Aplicaciones

Eletro Transol, Enerwatt, Fox Engenharia, Krista,

suas tecnologias. A proposta foi arquitetada

Tecnológicas, Balestro, BRVal, Chardon, Clamper,

Mutua, Nathusa Transformadores, NobreakCia,

pensando em oferecer para os participantes o lado

Embrastec, Flir, Gazquez, General Cable, Grupo

Senge (Sindicato dos Engenheiros de Goiás),

prático do conhecimento – assim, era possível

A.Cabine, IFG, Kian Iluminação, KitFrame,

Sindcel (Sindicat da Indústria da Construção e

ter uma ideia mais clara sobre as novidades das

Omicron, Phoenix Contact, Proauto, Rittal, SEL,

GTD de Goiás), Sinduscon-GO (Sindicato da

empresas e aproveitar os intervalos para tirar

Soprano, TAF, Tavrida Electric, Tecnowatt, Simon,

Construção) e Stonos.

dúvidas nos estandes.

Trael e Weg.

O sucesso do evento deveu-se ainda ao

Setor Elétrico, que já passou por todo o Brasil

A exposição

trabalho de divulgação feito anteriormente

levando conhecimento técnico para mais de

Paralelamente ao congresso, o CINASE

à sua realização. “As reuniões preliminares

18 mil pessoas. A próxima cidade a receber o

conta com uma área de exposição que chama

que fazemos com instituições importantes da

evento será Belém (PA), nos dias 2 e 3 de agosto.

a atenção do público e do patrocinador por

região, nas cidades que receberão o CINASE,

Em seguida será a vez de Vitória (ES), em 19 e

apresentar uma única formatação de estande.

são fundamentais para a divulgação bem-feita

20 de outubro. Mais informações podem ser

Dessa maneira, nenhuma empresa se destaca

do congresso, atraindo pessoas realmente

encontradas em: www.cinase.com.br

Esta foi a 27ª etapa do Circuito Nacional do


ATERRAMENTO ELÉTRICO

24

Carlos Alberto Sotille, Hirafumi Takayanagi e José Maurílio da Silva Capítulo V – Aterramento da rede de distribuição • Sistema trifásico a três e quatro fios • Sistemas monofilares • Tipos de rede MRT

Ensaios em instalações elétricas industriais

28

Mateus Teixeira, Pedro Block e Fábio Retorta Capítulo V – Ensaios e a solução para qualidade de energia elétrica na indústria • Transitórios e VTCDs • Distorções da forma de onda • Flutuação de tensão • Ensaios e estudos

INTERNET DAS COISAS

36

Marcos Malveira Capítulo V – Indústria 4.0: IoT revolucionando processos • A revolução industrial • Novas tecnologias de monitoramento e diagnóstico • Energia 4.0 – impactos nos modelos de negócio das concessionárias

MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

42

Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz Capítulo V – A manutenção centrada na confiabilidade • Benefícios da manutenção centrada em confiabilidade • Estratégias de manutenção

Fascículos

Apoio


Apoio

Aterramento elétrico

24

Por Carlos Sotille, Hirofumi Takayanagi e José Maurílio*

Capítulo V Aterramento da rede de distribuição

Neste capítulo, vamos abordar as metodologias para atender às determinações das condições mínimas a serem satisfeitas pelo projeto, focando o objetivo principal do aterramento da rede

requisitos básicos como: ➢

Garantir a efetividade do aterramento do sistema;

de distribuição que visa garantir, entre outros, escoamento das

condição, na prática, satisfeita quando a resistência do aterramento

sobretensões, tensão de toque e passo pela circulação da corrente

equivalente se situar na faixa de 0,1 Ω a 0,3 Ω;  

de desequilíbrio, bem como, assegurar a operação rápida e efetiva

Garantir a manutenção do neutro, em condições normais

dos dispositivos de proteção. Inclusive, em situações de defeito ou

de operação, a um potencial inferior a 10 V em relação à terra,

rompimento da isolação dos equipamentos limitando a valores não

condição que assegura a não alcançar o limite de 10 mA, quando de

perigosos durante a passagem da corrente à terra, principalmente

um eventual toque no condutor neutro;  

em relação à tensão de toque e passo.

Garantir a manutenção dos potenciais de passo dentro

Para obter os objetivos propostos para o aterramento,

de limites toleráveis, em condições de defeito; condição restrita aos

é necessário ter um projeto específico para cada sistema de

potenciais de passo, por não ser sempre viável a manutenção dos

distribuição, considerando a análise técnico-econômica global,

potenciais de toque e de transferência, em condições de defeito,

avaliar as vantagens e as desvantagens de cada tipo de sistema,

dentro dos limites toleráveis, tendo em vista os tempos de operação

considerando, nesta análise, os aspectos da tensão suportável

dos dispositivos de proteção usuais. A proteção parcial para os

de impulso, materiais empregados, equipamentos, estruturas de

potenciais de toque é possível ser obtida instalando o condutor

sustentação, distâncias de escoamento dos isoladores e níveis

de aterramento interno ou externo ao poste; no caso de instalação

máximos de curto-circuito.

externa, o condutor deve ter uma proteção eletromecânica por meio

As metodologias adequadas às condições mínimas a serem satisfeitas pelo projeto de aterramento da rede de distribuição são:

Fascículo

o adequado escoamento adequado dos surtos, devem satisfazer aos

Sistema trifásico a quatro fios, multiaterrados e a três fios com secundário contínuo

de canaletas até a altura de 3 m. Esta proteção é totalmente inviável nos casos de postes metálicos, em que a própria estrutura é utilizada como condutor de aterramento. Cabe ressaltar que, no caso de sistemas a três fios com secundário contínuo, em condições normais de operação, o potencial do neutro deve ser inferior a 10 V em relação à terra, já que a circulação da corrente de desequilíbrio (no caso de rede secundária BT) restringe-se à zona de influência de cada transformador de distribuição, implicando no seu confinamento, quase que total, ao neutro do circuito. Permanece em estudo a padronização de uma sistemática para cálculo preciso das tensões passíveis de serem transferidas pelo neutro para as entradas consumidoras atendidas em baixa tensão,

Neste tipo de sistema de rede multiaterrada, os aterramentos do neutro da rede e efetivados ao longo da rede, além de propiciarem

por ocasião de curtos-circuitos fase e neutro nas redes de MT, valores estes a serem compatibilizados com os limites de suportabilidade.


25

Apoio

Sistemas trifásicos a três fios com neutro secundário descontínuo

Neste caso, devido ao fato de ser inviável a limitação das tensões passíveis de serem transferidas pelo neutro para as entradas consumidoras atendidas pela rede secundária de distribuição (BT), como alternativa, é necessário que os transformadores e demais equipamentos ligados na rede primária de distribuição (MT) sejam contemplados com aterramento independente, bem como o aterramento do neutro da rede secundaria de distribuição (BT), ou seja: ➢

Do lado da rede de distribuição primária ou de media tensão (MT), aterrar as

carcaças e/ou as ferragens de todos os equipamentos, garantindo as condições operacionais e de segurança e, em cada ponto, interligar as malhas de terra por meio de condutores de aterramento independente para o sistema primário (MT) e secundário (BT); ➢

O lado da rede secundária deve ser provido de aterramento com hastes alinhadas

nos pontos de instalação dos transformadores de distribuição, no mínimo, com três hastes distribuídas em relação ao condutor de descida de aterramento, a intervalos de até 150 metros, mantendo o afastamento em relação ao aterramento de MT; ➢

Todo fim da rede de distribuição secundária (BT) deve ser aterrado, no mínimo,

com uma haste.

Sistemas monofilares com retorno por terra (MRT) As redes de média tensão (MT) no sistema monofilar com retorno por terra (MRT) são providas de um único condutor-fase que alimenta um ou mais transformadores de distribuição, sendo o retorno da corrente feito pelo solo. O circuito secundário é composto de três condutores (duas fases e neutro) nas tensões de 230/115 V. Na rede de média tensão (MT) devem ser projetados aterramentos somente nos pontos de instalação das subestações de isolamento e distribuição, salva a necessidade de instalação de dispositivos de proteção contra sobretensão em outros pontos da rede. O condutor neutro deve ser contínuo entre o transformador e as instalações consumidoras, não vinculando ao aterramento do poste do transformador e sim ao do poste da entrada do consumidor. Por questões de segurança, o poste do consumidor deve situar-se a uma distância mínima de 30 metros do aterramento do poste do transformador. Para o confinamento das correntes que retornam pelo solo, deve-se utilizar um transformador de isolamento para evitar as possíveis interferências na proteção da linha supridora. Sua relação de transformação depende do planejamento elétrico da área,


Apoio

26

podendo ser ainda utilizado o transformador de isolamento para adequar as tensões na linha supridora, bem como as derivações MRT, apresentando, para tanto, um enrolamento primário adequado às tensões de fase da linha supridora e um enrolamento secundário ao qual liga-se o ramal MRT. Nos sistemas MRT, as correntes de carga dos transformadores de distribuição passam necessária e continuamente pelos aterramentos destes. Dessa forma, pela função essencial que cumprem para o desempenho do sistema e para a segurança de pessoas e animais, os

Para as potências de transformadores MRT normalmente

aterramentos devem ser executados de forma criteriosa, envolvendo

utilizados (5 kVA a 25 kVA), os valores de correntes de cargas

a medição da resistividade do solo, o projeto, a construção e o

que podem circular entre o sistema de aterramento e o solo,

acompanhamento periódico.

considerados seus valores nominais, podem ser encontrados na

As características necessárias ao sistema de aterramento dos transformadores nas redes MRT, sejam eles de distribuição ou de isolamento, são determinadas em função de segurança, levando-se em consideração a corrente de carga e a máxima corrente de falta

tabela a seguir, confeccionado para sistemas supridores em 13,8 kV e 34,5 kV. Transformador MRT

Corrente

kV A

prevista para o ponto.

Tipos de rede MRT • Rede monofilar não isolada da linha supridora trifásica A rede do sistema MRT é alimentada diretamente de uma

A 13,8/√ 3 kV

34,5/√ 3 kV

5

0,63

0,25

10

1,26

0,50

15

1,88

0,75

25

3,14

1,26

linha trifásica. É imperativo, nesse tipo de rede, que se proceda ao balanceamento das correntes no alimentador trifásico.

Os transformadores instalados no sistema MRT devem ser contemplados com dois aterramentos distintos: ➢ no aterramento denominado “aterramento primário”, são interligados o terminal H2 do enrolamento de alta tensão (se existir), na sua respectiva carcaça e o para-raios nele instalado; ➢ o aterramento, denominado “aterramento secundário” ou do padrão de entrada do consumidor, destina-se exclusivamente à conexão do neutro do circuito de baixa tensão. A filosofia de se adotar o sistema de aterramentos independentes visa permite a manutenção em condições de

Fascículo

segurança, quando do eventual rompimento do condutor do aterramento primário, independentemente de qualquer exigência complementar no que se refere aos valores de • Rede monofilar isolada da linha supridora trifásica

resistências dos demais aterramentos secundários (redes e consumidores).

A rede do sistema MRT é alimentada por meio de um

Para minimizar ou evitar a transferência de potencial ao

transformador de isolamento instalado na rede trifásica,

consumidor, com a separação entre aterramentos primário e

proporcionando um seccionamento elétrico entre os dois

secundário, basta que o aterramento secundário seja composto

sistemas.

por uma única haste de referência, independentemente de seu

Esta alternativa é apropriada a ramais com cargas mais significativas e onde a corrente de desequilíbrio à terra possa influenciar a proteção. O dimensionamento do aterramento do transformador de

valor ôhmico. Nesta configuração de aterramentos independentes, quando da ocorrência de circulação de corrente de curto-circuito, a mesma deverá circular preferencialmente pelo aterramento

isolamento deve ser feito de forma a atender às características

primário,

de operação em regime de carga, sobrecarga e curto-circuito.

indesejáveis na região do padrão do consumidor.

minimizando

desta

maneira,

os

potenciais


27 Para

minimizar

provocadas

pelas

as

induções

sobretensões

no

enrolamento secundário, quando da descarga de surtos por meio dos pararaios, deve-se manter uma distância mínima entre os aterramentos primário e secundário. Os

detalhamentos

quanto

às

metodologias adequadas à determinação das

condições

mínimas

a

serem

satisfeitas pelo projeto do aterramento de forma a atender, simultaneamente, a todos os requisitos, poderão ser obtidos no item 5, bem como nos anexos da ABNT NBR 16527-1 Aterramento para Sistema de Distribuição - Requisitos Gerais, publicada em 06/10/2016. Nos abordaremos

próximos a

capítulos,

metodologia

para

aterramento das cercas em função da configuração da rede de distribuição, as características dos condutores de aterramento e as configurações dos eletrodos de aterramento.

*Carlos Alberto Sotille é engenheiro eletricista, mestre em Ciências pela Coppe/ UFRJ e pesquisador. Atualmente, é diretor técnico da Sota Consultoria e Projetos Ltda. e membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em aterramento elétrico de subestações C.A.”, do Cobei. Hirofumi Takayanagi é engenheiro eletricista e diretor técnico da JMV Consult. É secretário da comissão “Aterramentos elétricos”, do Cobei/ABNT. José Maurílio da Silva é pesquisador, doutor em físico química, especialista em corrosão pelo solo, trabalhou no Lactec e é membro da CE 03:102 – Comissão de estudos de “Segurança em Aterramento Elétrico de Subestações C.A”, que faz parte do Comitê Brasileiro de Eletricidade (CB-03), do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei).

Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


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Ensaios em instalações elétricas industriais

28

Por Mateus Duarte Teixeira, Pedro Augustho Biasuz Block e Fábio Sester Retorta*

Capítulo V Ensaios e a solução para qualidade de energia elétrica na indústria Distúrbios de qualidade de energia e

diretos com paradas de produção e lucro

seus impactos em equipamentos e processos

cessante, fenômenos como desequilíbrio,

industriais vêm sendo estudados nas últimas

flutuação de tensão e distorções harmônicas

décadas, fato que se comprova através de

não são investigados até que causem

inúmeras publicações acerca do assunto.

queimas severas de equipamentos.

Transitórios O termo transitório é aplicado à análise das variações do sistema de energia para

Todavia, muito embora se conheçam

Dessa maneira, é muito importante

denotar um evento que é indesejável, mas

os problemas de qualidade de energia e

conhecer os fenômenos causas e efeitos

momentâneo, em sua natureza. Ou ainda,

alguns dos seus efeitos para os processos

dos diversos problemas de qualidade de

entende-se por transitórios eletromagnéticos

industriais, cada situação deve ser encarada

energia elétrica para poder buscar soluções

as manifestações ou respostas elétricas locais

como fato desconhecido, uma vez que

específicas que melhor se adequam a cada

ou nas adjacências, oriundas de alterações

características intrínsecas a cada instalação

tipo de instalação elétrica.

súbitas nas condições operacionais de um

industrial, bem como equipamentos e processos, perceberão de maneira distinta um determinado fenômeno de qualidade de

Distúrbios de qualidade da energia

energia. Tais aspectos levarão a diferentes formas de estudo, análise e solução. Fato relevante é que alguns equipamentos

sistema de energia elétrica. Geralmente,

a

duração

de

um

transitório é muito pequena, com conteúdo de alta frequência, e grande importância,

O termo Qualidade da Energia Elétrica

uma vez que os equipamentos presentes

(QEE) refere-se a uma ampla variedade de

nos sistemas elétricos estarão submetidos

de

fenômenos eletromagnéticos conduzidos

a grandes solicitações de tensão e/ou

em

que caracterizam a tensão e a corrente em

corrente.

eletrônica de potência, podem se apresentar

um dado tempo e local do sistema elétrico.

De forma geral, transitórios podem ser

como “vítima” e “vilão” em uma instalação

Os itens a seguir apresentam de forma

classificados em duas categorias: impulsivos

industrial. “Vítima”, pois esses equipamentos

sucinta os distúrbios, suas causas e efeitos

e oscilatórios.

industriais, velocidade

Fascículo

para sistemas elétricos industriais.

como de

controladores

motores,

baseados

são sensíveis a distúrbios de variação momentânea de curta duração (VTCD), como os afundamentos de tensão, causando seu desligamento ou má operação. “Vilão”, pois, causam distorções na forma de onda da corrente elétrica que, por sua vez, pode distorcer a tensão de alimentação. Outra

constatação

importante

verificada por pesquisadores e engenheiros que estudam os problemas de qualidade de energia em indústrias é o fato de que, fora problemas de VTCDs, que causam prejuízos

Figura 1 – Transitório oscilatório devido à energização de capacitores.


Apoio

Um transitório impulsivo normalmente

entre 0,5 a 180 ciclos. Em particular, os

causar afundamento de tensão, elevação de

é causado por descargas atmosféricas

afundamentos de tensão destacam-se como

tensão, ou mesmo interrupção.

contendo altas frequências. Geralmente,

as mais significantes formas com que tais

A preocupação para a indústria no estudo

não são conduzidos para muito longe

alterações se manifestam nas redes elétricas

desse fenômeno reside principalmente

do ponto onde foram gerados. Todavia,

industriais.

nos problemas que podem causar em

podem provocar queimas de diversos

Variações de tensão de curta duração,

vários tipos de equipamentos, tais como:

elevar

mais especificamente, afundamentos de

controladores de velocidade de motores,

a tensão da malha de aterramento e gerar

tensão são geralmente causados por faltas no

CLPs, computadores, etc., cargas bastante

ressonâncias no sistema elétrico.

sistema elétrico e por energização de cargas

sensíveis a variações dos níveis de tensão,

equipamentos

simultaneamente,

O transitório oscilatório é decorrente da

que absorvem grandes correntes iniciais,

uma vez que componentes falham quando

energização de linhas e circuitos elétricos,

como motores elétricos. Dependendo da

a tensão decresce para um valor abaixo de

corte de corrente indutiva, eliminação de

localização da falta e das características

85% por um ou dois ciclos, com eventual

faltas, chaveamento de bancos de capacitores

de aterramento do sistema, a falta poderá

comprometimento do processo produtivo.

e

transformadores,

etc.

Por

possuir

frequências menores que os impulsivos, se perpetua com maior facilidade pelo sistema, causando os mesmos efeitos já citados para os transitórios impulsivos. Variação de Tensão de Curta Duração (VTCDs) Entende-se por variação de tensão de curta duração (VTCD) todo o desvio significativo na amplitude da tensão por um curto intervalo de tempo, geralmente

Figura 2 – Afundamento de tensão.

29


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

30

Desequilíbrio de tensão Desequilíbrio de tensão é o desvio em sistemas trifásicos, dos módulos ou dos ângulos das tensões em relação à condição equilibrada, definida pela igualdade dos módulos e defasagem de 120º entre si. A principal fonte de desequilíbrios de tensão em sistemas elétricos industriais é a combinação de cargas monofásicas e trifásicas desequilibradas, sendo as cargas monofásicas desigualmente distribuídas ao longo das três fases do sistema. Contudo, ainda

são

relatados

transformadores

conectados em delta aberto, abertura de

harmônicos. Desses, os mais críticos para

operação de cargas com características

fusíveis em bancos de capacitores, dentre

sistemas industriais são o corte de tensão e

não lineares. A priori, essas correntes se

outras causas.

as distorções harmônicas.

propagam pelo sistema elétrico provocando

Tensões

desequilibradas

provo­

O corte de tensão, também conhecido

distorções de tensão em diversos pontos e

cam consequências danosas no funcio­

como “notching”, é um distúrbio periódico

ocasionando aquecimentos anormais em

namento de alguns equipamentos elétricos,

na tensão, causado pela operação normal

transformadores, banco de capacitores,

comprometendo, na maioria dos casos,

dos equipamentos que se utilizam da

condutores neutros, motores de indução,

o seu desempenho e a sua vida útil.

eletrônica de potência, quando a corrente

interferências

Entretanto, por mais paradoxal que possa

comuta de uma fase para a outra. A

eletrônicos de controle, comunicação,

parecer, as cargas elétricas se constituem na

operação de conversores estáticos é a causa

microcomputadores, etc.

principal fonte de desequilíbrio, como visto

mais comum para o surgimento do corte

anteriormente.

de tensão. Dentre seus principais efeitos,

encontradas e que produzem tais correntes,

Dentre

em

as

cargas

equipamentos

comumente

Tensões desequilibradas em motores de

estão a interferência eletromagnética em

destacam-se

indução trifásicos, seja em módulo ou em

circuitos lógicos, a má operação de circuitos

acionamentos

ângulo, causam alterações nas características

eletrônicos de automação e o controle e

controladores estáticos, retificadores em

térmicas, elétricas e mecânicas, afetando o

queimas de placas eletrônicas.

geral, tipos de iluminação fluorescente e

os

fornos

de

de

indução,

velocidade

variável,

seu desempenho e comprometendo a sua

Dentre os distúrbios de qualidade

vida útil, além de alterações no torque, na

da energia, a subárea de distorções

velocidade nominal e na corrente de rotor

harmônicas encontra-se em uma posição

bloqueado. Pode causar também ruídos e

de destaque. Trata-se de desvios na forma

As flutuações de tensão são variações

vibrações na máquina.

de onda da tensão ou corrente em regime

sistemáticas ou aleatórias no valor eficaz da

permanente. Esse desvio é usualmente

tensão, as quais normalmente não excedem

expresso

o limite especificado de 0,95 a 1,05 pu.

Em cargas não lineares, como nos sistemas

multiconversores

CA-CC,

o desequilíbrio de tensão causa um

Fascículo

Figura 3 – Sinal contendo cortes de tensão devido ao processo de retificação.

agravamento

das

harmônicas

em

termos

das

distorções

harmônicas e normalmente causadas pela

diversas cargas domésticas. Flutuação de tensão

Cargas

geradas

por esses tipos de cargas, além de gerar harmônicas de ordens diferentes daquelas verificadas sob condições equilibradas. Distorções da forma de onda Distorção de forma de onda é o desvio, em regime permanente, da forma de onda da corrente ou tensão em relação ao sinal senoidal puro. São basicamente cinco os principais tipos de distorção de forma de onda: DC offset, corte de tensão (“Notching”), ruídos, harmônicos e inter-

Figura 4 – Forma de onda contendo distorção harmônica.

industriais

que

exibem


Apoio

31


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

32

oriundos da própria rede da concessionária. Esse levantamento pode ser realizado correlacionando os instantes de operação desses eventos com paradas e partidas de equipamentos pesados da planta industrial, ou até mesmo com medições adicionais realizadas nos circuitos internos dessa planta. A solução para mitigação do problema identificado irá depender da origem do mesmo. Ademais,

solicitar

à

Figura 5 – Forma de onda contendo flutuação de tensão.

variações contínuas e rápidas na magnitude

começam a apresentar problemas de mau

elétrico alimentador da planta, a fim de

da corrente podem causar variações na

funcionamento, desligamentos frequentes

corroborar na análise dos eventos medidos

tensão que são frequentemente referidas

e até mesmo queimas. Para um correto

internamente.

como flicker ou oscilação. A flutuação de

diagnóstico da qualidade da energia elétrica

Já no caso das distorções harmônicas,

tensão é um fenômeno eletromagnético,

de uma instalação, faz-se necessário um

uma vez identificados indicadores desse

enquanto flicker é o resultado indesejável

conhecimento detalhado da instalação, com

distúrbio, a instalação deve passar por

da flutuação de tensão em algumas cargas.

histórico dos eventos que vêm ocorrendo

um estudo mais criterioso. Dentro desses

A principal fonte dessas flutuações são

na mesma, a fim de determinar o escopo de

estudos devem ser realizadas medições

os fornos a arco, em que as amplitudes

avaliação da instalação.

de distorções harmônicas nas principais

de atuação de religadores e relés do circuito

das oscilações dependem do estado de

A metodologia para avaliação da

cargas potencialmente perturbadoras, a

fusão do material, bem como do nível

qualidade de energia de uma instalação

fim de caracterizar o espectro harmônico

de curto-circuito da instalação. Existem

difere quanto ao tipo de distúrbio que

gerado pelas mesmas. Adicionalmente,

também as flutuações repetitivas que são

se busca investigar. Usualmente, em

deve-se modelar a rede interna em software

geradas principalmente por máquinas de

instalações

principais

específico com o intuito de verificar as

solda, laminadores, elevadores de minas

problemas reportados são desligamentos

relações das impedâncias internas em

e ferrovias. Existem também as oscilações

frequentes e queimas de equipamentos.

função

esporádicas cuja principal causa é a partida

Nesse tocante, deve-se avaliar a ocorrência

Com bases nesses resultados, é possível

de grandes motores.

industriais,

os

das

frequências

harmônicas.

de transitórios e VTCDs, que possam

verificar os impactos das fontes geradoras

da

justificar os desligamentos frequentes e até

de distorções harmônicas nas tensões da

cintilação luminosa, as flutuações de

mesmo a queima de equipamentos mais

instalação, bem como realizar o correto

tensão também podem causar oscilações

sensíveis, bem como conteúdo harmônico

projeto e dimensionamento das soluções

de torque em motores e sobreaquecimento.

que prejudique o funcionamento desses

mitigadoras.

Podem ainda contribuir para fenômenos

equipamentos e possa levar a uma situação

de descargas parciais em equipamentos

de ressonância indesejada.

Estudos

Fascículo

pode-se

concessionária de energia elétrica o registro

mostram

que,

além

elétricos.

Outra avaliação muito frequente em plantas industriais diz respeito à correção

Para avaliação de transitórios e VTCDs,

do fator de potência dessas instalações

usualmente, realizam-se campanhas de

através do uso de bancos de capacitores.

medição no ponto de entrada de energia

Essa correção é realizada quando se verifica

das plantas industriais, ou nos principais

um alto consumo de potência reativa por

barramentos. O período de monitoramento

uma determinada instalação, consumo este

na qualidade da energia elétrica a que

dessas

variar.

que pode levar ao pagamento de excedentes

os

instalação

Recomenda-se que elas englobem pelo

na fatura de energia elétrica. A avaliação do

estão sujeitos, bem como suas principais

menos um ciclo completo de operação da

fator de potência e o projeto das soluções

consequências,

a

instalação sob estudo. Uma vez verificada

dos bancos de capacitores usualmente são

importância de uma correta avaliação desses

a ocorrência de transitórios e/ou VTCDs,

realizados através da simples avaliação do

eventos dentro de qualquer instalação.

deve-se tentar identificar se o principal

consumo de potência reativa da instalação

Usualmente,

são

responsável pelos eventos é um processo

sob estudo. Nesse tocante, é de suma

realizadas somente quando equipamentos

interno da planta ou os distúrbios são

importância avaliar também as distorções

Ensaios e estudos Uma vez verificados os distúrbios equipamentos

de

uma

demonstra-se

essas

então

investigações

campanhas

pode


Apoio

harmônicas presentes no circuito, bem

Durante as campanhas de monitoração

como o impacto da adição dos bancos de

da qualidade da energia elétrica é primordial

dez minutos.

capacitores nessas distorções harmônicas.

utilizar equipamentos adequados para o

Para

Ao adicionar novas capacitâncias ao

escopo de distúrbios a serem avaliados.

adequado, recomenda-se a busca por

circuito, a resposta em frequência da rede

Nesse tocante, existe uma ampla gama de

equipamentos que estejam de acordo com

interna é alterada, podendo fazer com que

medidores de qualidade da energia elétrica,

a IEC 61000-4-30, a qual define os métodos

altos conteúdos harmônicos circulem pelo

os chamados “qualímetros”, os quais

de medição e a interpretação de resultados

referido banco de capacitores, reduzindo

monitoram os sinais de corrente e tensão

para parâmetros de qualidade de energia

sua vida útil ou até mesmo danificando o

trifásicas e automaticamente calculam

em corrente alternada. A IEC 61000-4-30

equipamento permanentemente.

os diversos indicadores de QEE, sempre

classifica os equipamentos em duas classes

agregados em períodos fixos, usualmente, escolha

do

equipamento

principais: Classes A e S. Os equipamentos da Classe A devem ser utilizados em casos em que são necessárias medições com alta precisão e repetibilidade como disputais com concessionárias e aplicações contratuais. Já os equipamentos de Classe S seguem também o protocolo de medição e interpretação dos dados apresentado pela IEC 61000-4-30, no entanto, devem ser aplicados para diagnósticos e avaliações de QEE pontuais, pois não possuem uma precisão e repetibilidade tão alta em Figura 6 - Software PQF utilizado em estudos de distorção harmônica. Fonte: Figura gentilmente cedida por Sérgio Ferreira de Paula (Uberlândia – 2017).

comparação aos instrumentos da Classe A. Adicionalmente,

faz-se

necessário

33


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

34

especificar

corretamente

os

sensores

de Energia Elétrica (Aneel). O módulo 8

2

de corrente e tensão a serem utilizados.

do Prodist estabelece os procedimentos

equipamentos.

Devem ser observados quesitos, como

relativos à qualidade de energia elétrica.

No caso de atuações nas causas, se

faixa de medição, ganho, linearidade e,

Esse módulo aborda tanto a qualidade

forem internas, podem-se tomar medidas

principalmente, resposta em frequência.

do serviço, como a qualidade do produto,

de separação de circuitos, isolando cargas

Este último parâmetro visa garantir que

sendo que ambos são compostos por

perturbadoras, como grandes motores

o sensor utilizado possui uma resposta

indicadores e valores de referência.

elétricos, como adotar sistemas eletrônicos

Atuar

na

sensibilidade

dos

em frequência linear dentro da faixa de

Na qualidade do produto, os seguintes

frequência do distúrbio avaliado. Fato

fenômenos são analisados: tensão em regime

No caso da redução da sensibilidade,

muito importante em análises de distorções

permanente, fator de potência, harmônicos,

alguns equipamentos eletrônicos permitem

harmônicas e transitórios.

desequilíbrio de tensão, flutuação de tensão,

o ajuste das proteções de subtensão, como o

de partida suave (Soft starters).

No tocante da normatização vigente, a

variação de frequência e variações de tensão

caso de inversores de frequência utilizados

distorção deve ser avaliada em concordância

de curta duração. Em relação à qualidade de

para controle de velocidade dos motores.

com o ponto de conexão da referida

serviço de distribuição de energia elétrica,

Da mesma forma, a adoção de sistemas

instalação no sistema elétrico nacional.

são definidos os principais indicadores

de nobreaks e UPS poderiam contribuir

Para conexões do sistema de transmissão,

referentes à continuidade dos serviços

para aumentar a suportabilidade de cargas

devem ser observados os Procedimentos

(DEC, FEC, DIC, FIC e DMIC).

sensíveis às VTCDs.

de Rede estabelecidos pelo Operador

de

Outras ações de compensação dos

Nacional do Sistema Elétrico (ONS),

referência apresentados nas normatizações

afundamentos momentâneos de tensão,

mais

especificamente,

os

Ressalta-se

que

os

valores

submódulos

supracitadas se referem à qualidade da

essas mais voltadas para afundamentos

3.6 e 2.8. O submódulo 2.8 estabelece os

energia elétrica fornecida aos consumidores

provenientes da concessionária de energia,

indicadores de desempenho da Rede Básica

em seus referidos pontos de conexão.

estão baseadas no uso de equipamentos

em relação QEE e seus respectivos valores

Dessa forma, tais valores podem ser

visando

de referência. Os indicadores de tensão

utilizados como referenciais em avaliações

fenômenos sobre as cargas. Dessa forma,

são compostos pelos seguintes parâmetros:

técnicas, no entanto, não possuem validade

busca-se uma solução momentânea e

tensão em regime permanente, flutuação de

normativa para redes internas as instalações

localizada. Como exemplo de soluções,

tensão, desequilíbrio de tensão, distorção

dos consumidores e nem redes de baixa

pode-se citar a instalação de alguns

harmônica de tensão, variação de tensão de

tensão.

equipamentos, tais como:

Soluções para qualidade de energia

curta duração (VTCD). O ONS possui uma regulamentação definida especificamente para a conexão de instalações com características não

Fascículo

-

reduzir

os

Transformadores

impactos

desses

ferrorresonantes

(CVT) • UPS

lineares à Rede Básica, como, por exemplo,

Conforme se viu ao longo deste artigo,

complexos de geração eólica e fotovoltaica,

os distúrbios de qualidade de energia

• Flywheel

e

industriais.

possuem diferentes causas e efeitos. Da

• DVR

Essa normatização é definida através no

mesma forma, a abordagem realizada

submódulo 3.6 dos Procedimentos de Rede,

para medição e estudos também seguem

Outro tipo de ação seria mais

e detalhada na nota técnica NT 009/2016,

raciocínios diferentes. Consequentemente,

abrangente, através do controle fino da

os quais definem a obrigatoriedade da

cada tipo de distúrbio de qualidade de

tensão de alimentação de uma indústria

realização de campanhas de medições

energia necessitará diferentes soluções.

evitando a propagação dos afundamentos

grandes

consumidores

afundamentos

pelo sistema, para que o mesmo não atinja

bem como a realização de estudos de

momentâneos de tensão, os processos de

as cargas, como o aproveitamento ou

impacto harmônico através de simulações

mitigação podem ser realizados em várias

instalação de compensadores de tensão

computacionais no software HarmZs do

partes do sistema elétrico, contudo, os

como STATCOM. No entanto, essas

Cepel.

custos envolvidos aumentam à medida que

estratégias demandam grande montante financeiro.

do conteúdo harmônico nas instalações,

No

caso

dos

• Grupo motor-gerador

Já para consumidores conectados à rede

se elevam os níveis de tensão do sistema.

de distribuição, devem ser observados os

Para se reduzir os efeitos de VTCDs,

No caso dos eventos transitórios, é

Procedimentos de Distribuição de Energia

pode-se, em princípio, adotar uma das

importante a observância da necessidade

Elétrica no Sistema Elétrico Nacional

seguintes medidas básicas:

das soluções sistêmicas como aterramento

(Prodist) elaborados pela Agência Nacional

1 - Agir nas causas dos mesmos;

e sistemas PDA (ambos tratados em


Apoio

Referências

fascículos dedicados), como a instalação

complexidade de sintonia e a possibilidade

e manutenção de supressores de surtos

de ressonância paralela com a impedância

em painéis elétricos de baixa tensão e

do sistema elétrico.

[1] DUGAN, R. C.; McGRANAGHAN, M. F.;

para-raios de óxido de zinco nas entradas

• Filtros ativos: um circuito ativo gera e

SANTOSO, S.; BEATY, H. W.; “Electrical Power

de energia das indústrias. A adoção

injeta correntes harmônicas com defasagem

Systems Quality”, McGraw – Hill, 2ª Edição

de transformadores para realização de

oposta àquelas produzidas pela carga não

[2] BOLLEN, M. H. J.; “Understanding

desacoplamento

também

linear. Assim, há um cancelamento das

Power Quality Problems: Voltage Sags and

auxilia na redução dos valores de pico dos

ordens harmônicas que se deseja eliminar.

Interruptions”, Wiley-IEEE Press, October 1999.

eventos transitórios.

Embora bastante eficiente, esse dispositivo

[3] OLIVEIRA, J. C.; DELAIBA, A.

Com respeito às flutuações de tensão,

apresenta custos elevados (superiores aos

C.; CHAVES, M. L.; SAMESIMA, M.

algumas soluções utilizadas para mitigação

filtros passivos), porém a queda no preço

I.; RESENDE, J. W. RODRIGUES, K.

dois afundamentos de tensão podem

desses equipamentos nos últimos anos tem

D.; “Qualidade da Energia Elétrica –

ser empregadas também para mitigar os

aumentado seu emprego pelas indústrias,

Apostilas”, NQREE – Núcleo de Qualidade

efeitos das flutuações de tensão, como

em que não é possível conseguir um bom

e Racionalização da Energia, UFU –

nobreaks e sistemas de armazenamento de

resultado com filtragem passiva.

Universidade Federal de Uberlândia, 2007.

magnético

energia. Também podem ser empregadas

[4] TEIXEIRA, M. D., PENICHE, R. A.;

soluções, como reatores a núcleo saturado

Por fim, vale comentar que técnicas,

e sistemas de compensação estáticos de

tais como aumento do número de pulsos

Harmônicos e VTCDs”, LACTEC – Instituto de

potência reativa.

dos conversores estáticos também podem

Tecnologia para o Desenvolvimento, Curitiba

ser utilizadas, assim como compensadores

- Paraná, 2005.

causados por harmônicos, dentre as

eletromagnéticos

[5] OLESKOVICZ, M.; “Qualidade da Energia

diversas técnicas utilizadas destacam-se:

harmônicas múltiplas triplas.

Conclusão

Por

fim,

Filtros

diante

passivos:

dos

são

problemas

constituídos

para

eliminação

de

“Aspectos da Qualidade da Energia Elétrica –

Elétrica”, LSEE – Laboratório de Sistemas de Energia Elétrica, USP – Universidade de São Paulo, 2007.

basicamente de componentes R, L e C, por meio dos quais se obtêm os filtros

Este artigo demonstrou que, de uma

sintonizados e amortecidos. Esses filtros

maneira geral, as indústrias estão muito

são instalados, geralmente, em paralelo

suscetíveis a problemas de qualidade de

com o sistema supridor, proporcionando

energia elétrica que podem, em algum

um caminho de baixa impedância para

momento,

as correntes harmônicas. Podem ser

econômicos para elas. Dessa forma, é

utilizados para a melhoria do fator de

vital a realização de ensaios e de testes nas

potência, fornecendo o reativo necessário

instalações industriais para que se possa

ao sistema. Entretanto, existem alguns

realizar análises e estudos que auxiliem

problemas relacionados à utilização desses

na definição das melhores soluções aos

filtros, dentre os quais se destacam: a

problemas identificados.

trazer

grandes

impactos

Mateus Duarte Teixeira graduou-se em Engenharia Industrial Elétrica, possui mestrado em Qualidade de Energia Elétrica e doutorado. Atualmente, é pesquisador dos Institutos Lactec e professor da UFPR. Também ocupa a vice-presidência da SBQEE (Sociedade Brasileira de Qualidade de Energia Elétrica). Publicou cerca de 50 artigos em revistas e conferências na área de energia elétrica no Brasil e no exterior. Pedro Augustho Biasuz Block é graduado em Engenharia Industrial Elétrica, com ênfase em Eletrotécnica. Atua como pesquisador dos Institutos Lactec e é aluno de mestrado na Universidade Federal do Paraná (UFPR) na área de estabilidade transitório de sistemas. Fabio Sester Retorta é engenheiro eletricista graduado pela UFPR e mestrando na UFPR na área de sistemas de energia. Trabalha como Pesquisador nos Institutos Lactec nas áreas de qualidade de energia elétrica. Possui trabalhos científicos publicados em eventos nacionais e internacionais (Cigré, IEEE).

Figura 7 – Curva em preto indica a sintonia do filtro passivo em função da frequência.

Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br

35


Apoio

Internet das Coisas

36

Por Marcos Malveira*

Capítulo V Indústria 4.0: IoT revolucionando processos

Durante os últimos meses, temos

tecnológicos permitiram realizar tarefas que

segunda metade do século XX com o avanço

apresentado o conceito de Internet das Coisas

antes demoravam dias e semanas, sujeitos a

da robótico e dos sistemas computacionais,

e seus diversos impactos no consumidor.

grande variabilidade em um sistema rápido e

trazendo modernidade ao desenvolvimento

Novos dispositivos para residências, veículos

confiável, que permite controle de qualidade

da solução. A própria tecnologia passou

inteligentes e até mudanças na infraestrutura

e eficiência operacional.

a ser um produto dentro da cadeia de

de cidades, com soluções de smart grid e gerenciamento de tráfego.

produção, exigindo cada vez mais soluções rápidas e custo mais acessível. Produtos

Além dessas aplicações, vemos hoje

à tecnologia empregada e seus impactos

que antes eram utilizados por anos, hoje

um grande potencial de ganho através da

na cadeia produtiva. A primeira delas,

rapidamente são substituídos por versões

aplicação de IoT na eficiência operacional

com início em meados do século XVIII

mais rápidas e eficientes.

e no aumento do potencial produtivo. Este

teve sua base tecnológica centrada nas

artigo tem como objetivo apresentar uma

máquinas a vapor. Através dela, a produção

evolução, a estrutura fabril passou também

nova visão de como a Internet das Coisas

têxtil, principalmente, teve um aumento

por adaptações, com substituição gradual

pode ser um habilitador para uma nova

sem precedentes até aquela época em

da mão de obra humana por maquinários

revolução na Indústria, a chamada Indústria

agilidade e produtividade, e através dela,

e robôs, até um ponto ótimo de equilíbrio

4.0, ou manufatura avançada.

tivemos avanços em meios de transportes,

econômico.

Ao

Fascículo

Didaticamente, a revolução industrial é dividida em fases, diretamente ligadas

longo

do

artigo,

Para

acompanhar

essa

constante

vamos

metalurgia e siderurgia. Nessa época,

contextualizar o que é esse novo conceito de

o desenvolvimento permitiu melhorias

tecnologias

indústria, quais as tecnologias envolvidas

na qualidade de vida da população num

vez mais precisas e baratas, soluções de

e como o IoT poderá contribuir para que

crescimento próximo ao sustentável.

comunicação cada vez mais difundidas e

Entretanto, com o avanço das novas de

sensoriamento,

cada

ela de fato ocorra. Em complemento, será

Durante a segunda metade do século

o desenvolvimento cada vez mais assertivo

feita uma reflexão sobre o impacto dessa

XIX, surge uma nova base tecnológica

de tecnologias de análise e correlação de

mudança nos sistemas de energia, além de

baseada em energia elétrica e novos

dados massivos e inteligência artificial,

avaliar quais os novos desafios e modelos de

modelos, com foco em produção em massa,

surge uma nova frente de evolução para

negócio para o mercado nesse novo sistema.

e com a divisão do processo em tarefas

a indústria: a virtualização do sistema

simples e repetitivas. Pode-se considerar

e a construção de processos produtivos

que esse modelo de produção foi uma

autônomos, baseados em autogestão. A

importante iniciativa para a automatização

essa mudança adota-se o nome de Indústria

da indústria e a gestão da qualidade do

4.0 ou Quarta Revolução Industrial. A

produto.

Figura 1 apresenta um breve resumo das

A Revolução Industrial em constante evolução Desde os trabalhos iniciais de James Watt com as máquinas a vapor até as fábricas 100%

automatizadas,

diversos

avanços

Essa evolução vem ocorrer de fato na

evoluções da revolução industrial


Apoio

37

Figura 1 – Revoluções Industriais ao longo do tempo.

Novas tecnologias de monitoramento e diagnóstico – dos sensores aos sistemas cyber físicos Para chegar ao estágio de “fábricas inteligentes”, é preciso inicialmente entender

que alguns requisitos necessários para

O primeiro requisito a ser considerado

que essa evolução ocorra. A medição de

é o desenvolvimento de uma sólida camada

grandezas e estruturação de aplicações para

de sensoriamento. Para garantir que uma

inteligência das máquinas está diretamente

tomada de decisão seja correta, é necessário

relacionada aos conceitos de Internet das

que se tenham informações confiáveis

Coisas, Computação em Nuvem e Big Data.

sobre o estado atual dos equipamentos ou


Apoio

Internet das Coisas

38

componentes que se deseja atuar. Em um

todos os dados coletados. Uma indústria

Assim, deve-se considerar a segurança da

processo fabril, são diversos fatores que

possui dezenas de equipamentos diferentes,

informação como um conceito transversal

devem ser analisados para garantir que todas

com parâmetros distintos a ser medidos. É

e necessário a todos os demais requisitos já

as etapas estão de acordo.

razoável imaginar que os sensores utilizados

levantados.

de

para monitorar todas essas variáveis possam

De

sensoriamento, cada vez mais acessíveis

ser de fabricantes diferentes. Um ambiente

considerar que uma solução é tão robusta

e precisas, passa a ser economicamente

em que seja possível o acesso a todos esses

quanto forem seus dados de entrada e a

viável a implantação massiva de sensores

dados sem restrições de fornecedor tornam

confiabilidade no envio dessas informações.

nas indústrias. Medições de temperatura,

o processo de análise mais completo e

Deste modo, a gestão da infraestrutura é

controle de qualidade do produto, ou mesmo

eficiente. Como nem sempre esse ambiente

outro requisito transversal e que deve ser

a inserção de tags RFID para a gestão do

é possível de ser construído olhando apenas

aplicado a toda a arquitetura da solução.

estoque passam a ser cada vez mais comuns

os sensores, será considerada a existência de

A Figura 2 apresenta uma arquitetura

no dia a dia das empresas.

um middleware que fará a devida integração

prevista para atender aos requisitos para uma indústria inteligente.

Com

Essas

as

novas

tecnologias

informações,

uma

modo

semelhante,

devemos

vez

e organização dos dados desses dispositivos.

disponibilizadas em nuvem, desde que

O próximo requisito a ser avaliado

Por fim, dispondo de todos os requisitos

corretamente agrupadas, permitem uma

é uma consequência direta do aumento

discutidos, é importante gerar aplicações

visão de qual o estado do equipamento e

do sensoriamento: com mais sensores,

funcionais e que tragam benefício à indústria.

de todos os equipamentos a ele ligados,

também é gerado um volume muito maior

Nesse aspecto, uma das tecnologias mais

podendo até mesmo atuar preventivamente

de dados e, nesse caso, como analisar tantas

alinhadas e que pode ser considerada uma

para evitar algum defeito.

informações?

das bases da manufatura avançada é o

O que leva a um segundo requisito

Nesse caso, as tecnologias de Big Data

importante que é garantir que a comunicação

e Data Mining têm grande impacto na

A solução nada mais é que uma cópia

entre esses sensores e atuadores se dê

construção de soluções para automação dos

virtualizada de processos reais. Isso significa

com

confiabilidade,

disponibilidade

conceito de Gêmeo Digital (Digital Twink).

e

sistemas fabris. Modelos que correlacionem

que, ao mesmo tempo em que um novo

performance, ou seja, a infraestrutura de

eventos, avaliem o comportamento histórico

produto é desenvolvido no plano físico, sua

comunicação deve garantir que os dados

de um dispositivo ou que identifiquem

criação é emulada de forma digital em todos

sejam enviados corretamente e com o

uma anomalia no comportamento do

os seus aspectos.

menor atraso possível, de forma a permitir

equipamento

uma atuação rápida entre os dispositivos,

benefícios à Indústria.

podem

trazer

inúmeros

Para isso, são usados sensores que captam informações do ambiente e aplicam

caso necessário. Essa estrutura deve dar-se

Ainda nos requisitos, é importante

esses dados na simulação do gêmeo digital.

tanto entre dispositivos (M2M, machine-

considerar que as soluções apontam para

É justamente a partir desses dados que

to-machine) quanto do dispositivo com o

o funcionamento autônomo de processos

são realizadas análises e testes na versão

centro de inteligência.

industriais e, nesse caso, garantir que os

virtualizada antes da transferência para o

O terceiro requisito a ser abordado é

comandos e dados dos sensores trafeguem

produto de fato.

o de interoperabilidade e integração de

em um ambiente seguro é fundamental.

Esse tipo de ação permite mitigar eventuais problemas no desenvolvimento

Fascículo

de um produto e corrigi-los antes mesmo de se iniciar a produção real, gerando maior economia dos recursos, eficiência operacional e auxiliando na construção de um processo de inovação com menos riscos. Em

complemento,

ampliar

a

virtualização para toda a cadeia produtiva permite uma visão mais completa e contribui para a identificação de melhorias no processo e a simulação de novos procedimentos sem interromper a linha de produção. Associando

o

Gêmeo

Digital

às

tecnologias de Data Mining e Analytics, Figura 2 – Arquitetura para implantação do conceito de Indústria 4.0.

passa a ser possível correlacionar o volume


Apoio

39


Apoio

Internet das Coisas

40

massivo de dados dos sensores e identificar

ser um fornecedor de infraestrutura do que

as informações detalhadas desejadas são

padrões ou causas que apontem para onde

propriamente um provedor de energia.

separadas das informações físicas do produto,

está ocorrendo um defeito, e, em alguns

Em ambos os casos, a estratégia para

casos, até mesmo qual o defeito mais

abordagem desses desafios tecnológicos está

• Colaboração: a colaboração é uma das

provável, se tornando assim uma solução

no desenvolvimento de ferramentas de apoio

coisas mais poderosas que podemos fazer -

não somente para a operação como para

à operação que atuem de forma rápida e

o que nos permite trazer mais perspectivas

a manutenção das fábricas. Uma vez bem

assertiva sobre a rede, atendendo a diversos

e conhecimentos para a resolução de

mapeados os problemas, é possível inclusive

critérios de produtividade e qualidade. Isso

problemas e inovação.

automatizar algumas ações preventivas,

só se torna possível com o monitoramento

corretivas ou até preditivas, caso necessário.

massivo dos sistemas de geração, transmissão

Energia 4.0 – Como as mudanças no setor industrial podem ter impactos diretos nos modelos de negócio das concessionárias

A

associação

dessa

tecnologia

a

e distribuição de energia para identificar

ferramentas de análise de dados habilita o

o estado atual da rede, simular diferentes

desenvolvimento de uma série de ferramentas

cenários e garantir que se decida por uma

computacionais que podem servir desde o

solução adequada. Ora, essa abordagem

diagnóstico e prevenção de falhas no sistema,

em muito se assemelha aos benefícios e

até a mudanças no processo de modo a gerar maior operacionalidade e eficiência.

Dadas todas as mudanças previstas para

estruturas abordados na Indústria 4.0, e, por

o setor industrial, é de se esperar que os

isso, podemos considerar esse movimento

Além dessas aplicações, vemos hoje

conceitos e as tecnologias por ele empregados

como um guia para a evolução das redes

um grande potencial de ganho por meio

sejam aplicados a demais setores. O setor de

elétricas inteligentes.

da aplicação desses conceitos em outros

energia apresenta uma série de fatores que talvez o tornem um dos mais propensos

Fascículo

podemos comparar, mas é ineficiente;

Conclusão

mercados, como é o caso do setor elétrico. Embora ainda muitas das tecnologias estejam

a aderir esse novo modelo. Deste modo,

Desde o seu início, a humanidade

em fase inicial, já existem fortes indícios que

faremos um panorama dos cenários futuros

caminha para o desenvolvimento de soluções

apontam as novas tendências para o mercado

para esse setor nos parágrafos seguintes.

cada vez mais eficientes e seguras. Deste

e que garantirão uma produção com maior

Em primeiro lugar, há uma relação

modo, é fácil entender o desenvolvimento

eficiência, segurança e confiabilidade.

direta entre fontes de energia e a produção

de sistemas para o desenvolvimento do setor

industrial. Para que soluções de controle

industrial e fabril.

Referências

e automação estejam de fato disponíveis,

Atualmente, com o desenvolvimento

são fundamentais a disponibilidade e a

de sensores mais baratos e precisos e a

for Industry 4.0 Scenarios”;

confiabilidade no fornecimento de energia

grande disponibilidade de infraestrutura

• Silveira, Cristiano Bertulucci: “O Que é Indústria

elétrica. Deste modo, pode-se afirmar que

de comunicação, caminhamos para um

4.0 e Como Ela Vai Impactar o Mundo”;

a tendência em médio prazo será a maior

futuro em que cada vez mais dispositivos

• Krasser, Marco: “Energy 4.0 - Ensuring a reliable

cobrança dos indicadores de continuidade e

estarão conectados à Internet e fornecerão

energy system for the future”;

qualidade do serviço para as distribuidoras

informações que podem ser utilizadas para

• Cruz, Cristina: “Indústria 4.0: muito além da

de energia.

a melhoria da produção.

automação industrial”;

• Hermann, Pentek, Otto, 2015: “Design Principles

Além disso, o próprio fornecimento de

Dentre as principais tecnologias para o

• Lang, Matthias: “From Industry 4.0 to Energy

energia vem passando por uma mudança

desenvolvimento industrial, o Gêmeo Digital

4.0: Future Business, Models and Legal Relations”.

significativa com a redução de fontes de

ganha um importante destaque à medida que

maior impacto ambiental, como é o caso

possui uma base de desenvolvimento muito

das usinas nucleares e termoelétricas, e

semelhante a como os seres humanos lidam

substituição por fontes mais limpas, porém

com o conhecimento, ou seja, através de:

que geram energia de modo intermitentes, como é o caso das células fotovoltaicas e

• Conceitualização: virtualizar um conceito

geradores eólicos. Sem uma correta gestão

e apresentá-lo visualmente permite aos seres

desses recursos, através do armazenamento

humanos visualizar melhor um conceito,

de energia e de sistemas de controle precisos,

problema ou solução;

a rede passaria por sérias instabilidades. Isso

• Comparação: na avaliação de situações,

ainda sem considerar que, com a entrada

tendemos a comparar o resultado desejado

massiva de geração distribuída, cada vez

com o resultado real e tentar encontrar

mais o papel das concessionárias passa a

maneiras de eliminar a diferença. Quando

*Marcos Malveira possui graduação em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Campinas (2010). Atualmente, é engenheiro no CPqD e trabalha em projetos de Pesquisa e Desenvolvimento voltados para Smart Grid e Internet das Coisas com ênfase nas áreas de automação de redes de distribuição, monitoramento de ativos e diagnóstico de rede. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@ atitudeeditorial.com.br


Apoio

41


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

42

Por Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz*

Capítulo V A manutenção centrada na confiabilidade

Este capítulo trata da metodologia de

manutenção menos onerosa;

sistemas operam sob demanda na ocorrência

Manutenção Centrada em Confiabilidade

• Tornar o equipamento mais seguro,

de um evento, como os sistemas de segurança.

(MCC),

ambientalmente

mais

Cada função também possui um número

mais

limite de operações. Esses parâmetros definem

apresentando

os

principais

atributos.

Manutenção centrada em confiabilidade e seus atributos O objetivo primário da MCC é preservar a função do sistema, de forma a mantê-lo operacional. A aplicação da MCC requer

produtivo,

mais

mais

amigável,

sustentável

e

econômico para operar.

a operação normal do sistema sob as condições ambientais especificadas. Após a análise inicial,

A

metodologia

desenvolvida

na

devem ser selecionadas as funções significantes.

MCC busca desenvolver as estratégias

Etapa 3 – Definição das falhas funcionais:

de manutenção através de um rigoroso

quando um sistema opera fora dos parâmetros

processo de decisão, ilustrado na Figura 1.

normais, é considerado que há uma falha. A

Esse processo de decisão é constituído das seguintes etapas:

um amplo conhecimento da funcionalidade

consideração todos os limites de operação do sistema. Essas falhas podem ser totais, parciais

dos equipamentos e sistemas, bem como as

Etapa 1 – Seleção e priorização dos

ou intermitentes.

falhas funcionais relacionadas aos mesmos.

equipamentos: os processos de produção e

Etapa 4 – Identificação dos modos de falha:

A MCC pode produzir os seguintes

suporte são analisados para identificar os ativos

nesta etapa objetiva-se identificar e documentar

físicos principais. Esses ativos físicos devem ser

os modos de falha e suas causas.

benefícios:

Fascículo

definição das falhas funcionais deve levar em

priorizados conforme sua criticidade para as

Etapa 5 – Identificação dos efeitos das falhas

• Aumentar o conhecimento sobre os

operações, custo da inatividade e custo para

e consequências: esta etapa irá determinar

equipamentos – como ocorrem as falhas e

reparo.

o que poderá acontecer quando uma falha

quais as suas consequências;

Etapa 2 – Definição das funções e padrões

funcional ocorrer e a severidade da mesma

• Evidenciar os papéis que os operadores e

de performance: as funções de cada sistema

para a segurança, meio ambiente, operação e

mantenedores devem cumprir para tornar

selecionado para a análise de MCC precisam

economia da empresa.

um equipamento mais confiável e com uma

ser definidas. É importante ressaltar que alguns

Os resultados das análises realizadas

Figura 1 – Processo de MCC.


Apoio

43

na etapa de 2 a 5 devem ser devidamente documentados.

Para

realização

dessas

etapas, é adequado que se empregue a metodologia de FMEA (Failure Modes and Effects Analysis) ou FMECA (Failure Modes, Effects and Criticality Analysis). A FMEA, de acordo com a norma ABNT NBR 5462, é um método qualitativo de análise de confiabilidade que envolve o estudo dos modos de falha que podem existir para cada

*Alan Rômulo Silva Queiroz é engenheiro eletricista graduado pela Universidade Santa Cecília (Santos – SP), mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Eduardo César Senger é engenheiro eletricista e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. É professor livre-docente na área de Proteção de Sistemas Elétricos pela Universidade de São Paulo e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Proteção de Sistemas Elétricos (Lprot). Luciene Coelho Lopez Queiroz é bacharel em Ciências da Computação graduada pela Universidade Católica de Santos e mestre em Engenharia da Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.

subitem, e a determinação dos efeitos de cada modo de falha sobre os outros subitens e sobre a função requerida do item. Já a FMECA também realiza a análise dos modos de falha e seus efeitos, em conjunto com uma avaliação da probabilidade de ocorrência e do grau de criticidade das falhas. Etapa 6 – Selecionar as estratégias de manutenção: as ações de manutenção devem ser realizadas para mitigar as falhas funcionais. Portanto, nesta etapa devem ser definidas e agrupadas as tarefas de manutenção aplicáveis e efetivas para cada modo de falha, bem como os intervalos iniciais de manutenção. Essas tarefas compõem a estratégia de manutenção para cada equipamento, podendo ser compostas de diferentes técnicas de manutenção integradas. Etapa 7 – Implementar e refinar os planos de manutenção: após a implementação dos planos de manutenção é necessário acompanhar a eficácia dos mesmos e, caso necessário, implementar as alterações necessárias. O próximo capitulo tratará dos principais conceitos de operações integradas.

Referências • Jardine, A. K. S.; Tsang, A. H. C. “Maintenance, Replacement, and Reliability -Theory and Applications”. 2ª Edição. Editora CRC Press, 2006. • Moubray,J. “RCM II Reliability-Centered Maintenance”. 2ª Edição, Editora Industrial Press Inc, Nova York, 1997. • NBR 5462. “Confiabilidade e mantenabilidade”. Rio de Janeiro, 1994. • Queiroz, A. R. S. Estratégia de manutenção de equipamentos elétricos em unidades offshore de produção de petróleo e gás baseada na filosofia de operações integradas. Tese (Doutorado em Ciências – Engenharia Elétrica). Universidade de São Paulo, 2016. • Rigone, E. “Metodologia para implantação da manutenção centrada na confiabilidade: uma abordagem fundamentada em sistemas baseados em conhecimento e lógica Fuzzy”. Tese (Doutorado em Engenharia Mecânica). Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 2009.

Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


44

Aula Prática

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Por Thales Sousa, José Antonio Jardini, Fumiaki Uemura, Masao Yasiro, João Carneiro, Adriano Nicioli e Marco Bini*

Transformador móvel com alta densidade de potência Testes de fábrica com o emprego de novos materiais, considerando dimensões e peso que não demandam licença especial para tráfego O transformador de potência é um dos

ao limite de carregamento; ou não terem

há a necessidade de definir esquemas

equipamentos mais importantes do sistema

condições de realizar obras de expansão, em

de transporte e esquemas especiais de

de distribuição, sendo responsável por

função da relação entre a necessidade e o

acompanhamento de tráfego, podendo

transferir energia elétrica ou potência elétrica

tempo de obra. Nesses casos, são utilizados

retardar o atendimento previsto.

de um circuito a outro, transformando

transformadores ou subestações móveis que

Nessas

tensões e correntes de um circuito elétrico.

possibilitam a minimização dos transtornos e

compactas construídas a partir do emprego

Em muitas situações, resultantes de

corte de cargas, decorrentes das condições

de novos materiais isolantes, que tenham

contingências ou aumento de demanda por

impostas anteriormente.

um limite de operação maior a altas

períodos pré-determinados, as redes de

Um grande problema é que, em muitos

temperaturas, atenderiam as necessidades

transmissão e distribuição estão limitadas

casos, quando da necessidade de transportar

impostas. Assim, foi proposta a construção de

quanto à realização de operações ou

os

subestações

um transformador móvel de alta densidade

manobras, por estarem operando próximas

móveis em vias de transporte normais,

de potência com base nas recomendações

transformadores

ou

situações,

unidades

móveis


45

O Setor Elétrico / Maio de 2017

dadas em Std 1276-1997 (IEEE, 1997).

não requer licença especial para se mover

Ademais, no Brasil, existem valores

nas estradas. Neste sentido, o presente

limites para o peso e dimensões físicas

trabalho apresenta as características do

que devem ser cumpridas a fim de evitar a

transformador móvel com alta densidade

necessidade de licença especial de trânsito.

de potência, bem como os resultados

Para a configuração do transformador móvel

obtidos a partir de teste de fábrica.

proposto, os limites são: peso total (incluindo caminhões e semi-reboque) igual a 53,0 t,

Desenvolvimento

comprimento máximo igual a 18,6 m, largura máxima de 2,6 m e altura máxima igual a

4,4m, como representado na Figura 1.

processo construtivo

Variáveis do projeto e racionalização do

A. Resultados do projeto

O projeto inicial previa uma potência de

20-25 MVA. Porém, com o desenvolvimento da

pesquisa

e

a

exploração

das

características térmicas dos novos materiais, Figura 1 - Limites de peso e de dimensões físicas que devem ser atendidos de maneira a evitar a necessidade de licenças especiais de tráfego.

verificou-se que a potência poderia alcançar o valor de 30-40 MVA.

Nesse sentido, um projeto com os pesos

dos enrolamentos e do núcleo inferiores ao A ideia por trás deste projeto foi obter

conceito inicial proposto foi desenvolvido.

o máximo possível de potência mantendo

Os pesos atuais obtidos são apresentados

as dimensões e o peso a um nível que

na Tabela 1.


46

Aula Prática

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Tabela 1 - Resultado do projeto – Pesos

Potência (MVA)

Peso do núcleo (kg)

Peso do cobre (kg)

Peso da parte ativa (kg)

25

12.651

4.850

17.501

30

8.541

4.886

13.427

Tabela 2 - Resultado do projeto – Enrolamentos

Tensão (kV)

Taps

Alta

138/88/69

145/138/131/123/117

Baixa

24/13,8;11,95

-

Enrolamentos

Os

materiais

inicialmente

não suportaria. Dessa forma, optou-se por

previstos para 20-25 MVA eram compostos

utilizar a isolação sólida desenvolvida 100%

de papel Kraft e Nomex em uma isolação

em Nomex, inclusive nas capas isolantes.

híbrida. Nessa condição, somente nos

Tal isolação, associada ao emprego de óleo

pontos críticos seriam utilizados o Nomex,

vegetal suportaria a condição de elevadas

visto que tem custo muito superior em

temperaturas.

relação ao papel Kraft.

Ademais, para obter uma potência

Para atingir os novos valores de

entre os valores de 30 MVA e 40 MVA e

potência (30-40 MVA), o ambiente interno

atender aos limites de pesos e dimensões

ao tanque do transformador atingiria

desejadas

elevadas temperaturas que o papel Kraft

especial, foi necessário o aumento de

Figura 2 - Dimensões do transformador.

isolantes

para

tráfego

sem

licença


47

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Figura 3 - Pré-projeto da carreta de transporte.

temperatura de trabalho dos enrolamentos

Sistema

de monitoramento

e dos materiais isolantes. Para tanto, foi proposto um sistema complementar de

O

resfriamento composto por três módulos.

composto por sensores de temperatura

sistema

São eles: conjunto de trocadores de calor

via

aletados com ar forçado em série, sistema

transformador, um Dispositivo Eletrônico

de nebulização e um trocador de calor a

Inteligente (Intelligent Electronic Device

placas com resfriamento com água gelada

- IED) e um sistema de comunicação

produzida em Chiller.

GPRS

fibras

de

monitoramento

óticas

que

realizará

instaladas

a

é no

comunicação

com o centro de controle. Sensores

B. Características finais de projeto

de temperatura PT100 também foram

O

transformador

instalados no topo do óleo e na entrada

dimensões

e saída do óleo para o sistema de troca

desenho

considerando

as

do suas

é

apresentado na Figura 2. A Figura 3

de calor.

ilustra o pré-projeto do caminhão de

transporte, considerando o transformador

via sistema de comunicação GPRS à sala

móvel. A Tabela 2 apresenta a tensão

de controle pré-definida, permitindo

nominal especificada para o projeto

a gestão otimizada do despacho e

transformador.

operação do transformador. Dessa forma,

A potência de 30 MVA foi obtida no

a partir das informações coletadas, será

mínimo valor de tap para o enrolamento de

possível realizar consultas voltadas à

alta tensão. Os enrolamentos e as posições

operação e manutenção preventiva do

onde foram inseridos os sensores óticos

equipamento monitorado.

são apresentados na Figura 4.

O

Os dados aquisitados são enviados

sistema

de

monitoramento

proposto deu suporte aos testes de fábrica realizados junto ao transformador.

R esultados

dos testes de fábrica

Os testes de fábrica foram realizados inicialmente para uma potência de 32 MVA. Porém, para essa potência, o transformador resultou em uma elevação de temperatura maior que a especificada em projeto. Por conseguinte, de forma a adequar ao valor especificado de Figura 4 – Enrolamentos e posições dos sensores óticos.

elevação,

foi

feita

a

correção

da

potência para o valor de 30 MVA,


48

Aula Prática

O Setor Elétrico / Maio de 2017

definindo, assim, a potência máxima de operação do transformador. A seguir são apresentados os resultados dos testes de fábrica: - Perdas em vazio; - Perda de potência nominal (tensão mínima do enrolamento de alta tensão); - Impedância de curto-circuito; - Aumento da temperatura (em condição nominal); - Resistência média dos enrolamentos. a)

R esistência

dos enrolamentos

As resistências foram medidas em

Figura 5 - Teste de aumento de temperatura em condição nominal e mínima tensão do enrolamento de alta tensão.

vazio a uma temperatura de 26 °C. A Tabela 3 apresenta os valores de resistências medidos.

Tabela 3 - Resultado do projeto - Resistência dos enrolamentos

Enrolamentos

Resistência (ohm) 7,2 a 7,6

Alta

(dependendo da posição do tap) 0,190

Baixa

b)

P erdas

em vazio

As perdas em vazio obtidas nos testes de fábrica foram de 10,4 kW. As perdas no cobre a uma temperatura de 150 °C foram de 933 kW (para o pior tap)

Figura 6 - Curva de resfriamento do enrolamento.

e as perdas totais obtidas foram de 944 kW. e) c)

I mpedância

A

de curto - circuito

impedância

de

curto-circuito

Medição da temperatura do ponto

f)

Cálculo da temperatura do

mais quente

ponto mais quente a partir do

carregamento do transformador

A curva de resfriamento do enrolamento

obtida durante os testes de fábrica foram

(após a temperatura nominal ser atingida) é

de 111 ohm a 176 ohm, dependendo da

apresentada na Figura 6.

temperatura do ponto mais quente a partir

posição do tap do transformador.

do carregamento do transformador (IEC,

O valor de resistência média obtido

para o enrolamento de baixa foi igual d)

A umento

de temperatura em

2004).

a 0,290 ohm e para o enrolamento de

potência nominal

alta foi igual a 0,6 ohm. A constante de

tempo de temperatura do enrolamento

O teste de aumento de temperatura

A Equação (1) permite o cálculo da

foi feito para o tap de tensão mínima do

(ponto

enrolamento de alta tensão (117kV) e

aproximadamente 2,5 min. Este valor

mais

qh é a temperatura do ponto mais quente;

potência igual a 32 MW, resultando em

foi obtido para medidas de temperatura

qa é a temperatura ambiente;

uma corrente igual a 158,9 A. O aumento

no

Dqor é a elevação do topo do óleo em

da temperatura do topo do óleo e da

120°C (enrolamento de alta) e 165°C

potência nominal (= 78 °C);

temperatura absoluta são apresentados

(enrolamento de baixa) em potência

R é a relação entre as perdas sob carga e

na Figura 5.

nominal.

em vazio (= 89,7);

ponto

quente)

mais

resultou

quente

iguais

em

a

Em que:


50

Aula Prática

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Hgré o gradiente entre o topo do óleo e

Conclusões

o ponto quente para potência nominal (=

O

41,6 °C);

móveis minimiza alguns inconvenientes,

satisfatórios,

x,y são constantes a serem determinadas

bem como evita o corte de cargas,

propostos

em ensaio (para o presente transformador

proporcionando

fornecimento

desenvolvimento de um transformador

foram considerados x = 0,9 e y = 1,6);

contínuo

ao

móvel com alta densidade de potência

K é o valor da potência dividido pelo valor

Consequentemente,

da potência nominal.

transformadores móveis ajuda a manter

emprego

de

de

transformadores

o energia o

sistema.

emprego

de

bons índices de energia, mitigando A Figura 7 ilustra o transformador

alguns dos riscos regulatórios. Quando

móvel durante os testes de fábrica.

necessário, transportar transformadores

Por fim, os resultados apresentados

pelos testes de fábrica mostraram-se validando no

os

que

objetivos

tange

ao

para tráfego sem licença especial.

Referências • Oliveira, C. C. M.; Brittes, J. L. P.;

de grande porte é caro, e esquemas de

Junior, V. S.. Avaliação do Resfriamento

transporte especiais (rotas especiais,

complementar

batedores, etc.) retarda o atendimento

transformador móvel de alta potência.

ao consumidor.

Submetido ao XXII SENDI, Curitiba,

Neste

projeto

específico,

o

2016.

de

DuPont.

óleo

“Nomex

Tipo

de

410”.

desafio proposto foi o de construir um

Disponível

transformador móvel com alta densidade

com/Energy_Solutions/en_US/assets/

de potência, com carregamento flexível

downloads/Nomex%20Paper%20410/

e

DPP_Nomex410_K20612-1.pdf. Acesso

transporte

de

logística

simples,

em:

vegetal

http://www2.dupont.

satisfazendo as necessidades da rede

em: 25/04/2016.

elétrica. Para fazer isso, novos conceitos,

• Hamoud,

processo de construção e os materiais

unit transformers in high voltage load

G.A.

“Use

of

mobile

tiveram de ser considerados. Para tanto,

stations”, In: 2008 Power and Energy

foi necessário desenvolver um projeto

Society General Meeting - Conversion

específico de maneira a racionalizar

and Delivery of Electrical Energy in the

as variáveis de projeto e processo

21st Century, Pittsburgh, PA, 20-24 July

construtivo.

2008. pp. 1-8.

As

principais

dificuldades

• IEEE, “Std 1276-1997: IEEE Guide

ao

for the Application of High-Temperature

sistema de transporte, resultado dos

Insulation Materials in Liquid-Immersed

limites de peso e dimensão impostos

Power Transformers”, 1997.

ao projeto, à utilização da isolação

• International

sólida 100% em Nomex, uma vez que

Commission. “Power Transformers - Part

até os dias de hoje não se construiu

14: Design and application of liquid-

capas do transformador em Nomex; e

immersed

ao dimensionamento dos trocadores de

high-temperature insulation materials”,

Nesse ponto, vale destacar que para

calor, uma vez que é objetivo do projeto

2004, Switzerland.

operação com potência superior a 30

dissipar as perdas, com a maior eficiência

• Sousa, T.; Jardini, J. A.; Bini, M. A.;

MVA, considerando o intervalo de 30 MVA

e com o menor nível de ruído possível.

Carneiro, J. C.; Uemura, F.; Brittes, J.

a 40 MVA, foi considerado o emprego do

Adicionalmente, verificou-se que o

L. P.. “Characteristics of High Power

sistema de resfriamento complementar.

emprego do resfriamento complementar

Density Transformer without a Special

Nesse caso, em ensaios de operação, o

do óleo vegetal permitiu um aumento

License to Traffic” IEEE T&D Latin

transformador após recebido o resfriamento

da potência de até 32% (em relação

America 2014, Medellin, 2014.

complementar do óleo vegetal, teve sua

ao valor de 30 MVA), com propensão a

capacidade de operação aumentada para

alcançar maiores patamares de potência

o valor de 39,5 MVA, com propensão a

devido à maior capacidade existente

alcançar maiores patamares de potência,

da

mantendo as condições de operação do

resultados

óleo dentro dos limites adequados de

no que diz respeito à compactação de

elevação de temperatura.

transformadores móveis de alta tensão.

encontradas

Figura 7 - (a) Visão geral da construção do transformador, (b) Detalhes do sistema de troca de calor.

unidade

estão

de

relacionadas

resfriamento.

mostram-se

Estes

promissores

Power

Electrotechnical

transformers

using

Este trabalho foi originalmente apresentado durante o Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica (Sendi), realizado entre os dias 7 e 10 de novembro, na cidade de Curitiba (PR).


Renováveis ENERGIAS COMPLEMENTARES

Ano 1 - Edição 11 / Maio de 2017

Energia eólica cresce 55% em 2016 No ano passado, a geração de energia a partir dos ventos alcançou 10,75 GW, alcançando 7% de participação na matriz elétrica brasileira APOIO


52

Eólica

Reportagem

Por Flávia Lima

Eólica alcança 7% da matriz elétrica brasileira Em 2016, mais 2 GW da energia gerada a partir dos ventos foram

instalados, totalizando 10,75 GW; investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões


Reportagem

Eólica

As fontes renováveis de energia

Matriz Elétrica Brasileira (GW)

estão cada vez mais presentes na matriz elétrica mundial. O Brasil, apesar de contar com uma matriz majoritariamente proveniente de energia limpa, enfrenta grandes dificuldades de abastecimento por conta da sazonalidade dos reservatórios das hidrelétricas, nossa principal fonte. As energias solar e eólica aparecem como grandes aliadas para garantir o suprimento do sistema. A redução dos custos dos equipamentos para estes tipos de geração, as políticas de incentivo e de financiamento e a existência dos leilões, ao longo dos anos, vêm facilitando a entrada das fontes renováveis, que, em pouco tempo, já conquistaram uma importante participação nessa matriz.

A energia eólica vem alcançando

números que impressionam. Em 2016, foram adicionados mais 2 GW de energia

Fonte: Aneel / Abeeólica

eólica de capacidade instalada à matriz elétrica brasileira distribuídos em 81 novos parques. Os estados contemplados com os novos empreendimentos foram: Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Pernambuco,

para um aumento de 7% no emprego eólico

2016, foram instalados 9,43 GW de

Piauí e Rio Grande do Sul. Por mais um

global, que alcançou a marca de 1,2 milhão

potência, cujo crescimento foi liderado

ano consecutivo, o Rio Grande do Norte é

de postos de trabalho.

principalmente pelas fontes hidrelétrica

o líder de nova capacidade instalada, com

e eólica, que representaram 60,15% e

640 MW e 25 usinas. O segundo colocado,

o número de empregos nos setores solar

21,35%, respectivamente. Em 2016, 52

Ceará, contou com 21 novas usinas e

e eólico mais do que dobrou. As energias

milhões de pessoas receberam energia

485,03 MW de fonte eólica instalada.

renováveis estão apoiando diretamente

elétrica produzida pelos ventos. Com isso, a

No período, foram US$ 5,4 bilhões de

objetivos socioeconômicos mais amplos,

fonte passa a ser responsável por 7,1% da

investimentos na fonte. No total, são

com a geração de empregos cada vez mais

matriz elétrica do país.

10,75 GW de capacidade instalada em 430

reconhecida como um componente central

parques eólicos.

da transição energética global. À medida

Comercialização de Energia Elétrica (CCEE),

que a balança continua a pender em favor

a geração de energia eólica cresceu, no ano

de Geração Eólica 2016, lançado pela

das energias renováveis, esperamos

passado, 55% em relação a 2015, quando

Associação Brasileira de Energia Eólica

que o número de pessoas trabalhando

a capacidade instalada era de 8,73 GW.

(Abeeólica), neste mês de maio, e que

no setor de energias renováveis possa

fornece as principais informações da

chegar a 24 milhões até 2030, mais do

capacidade instalada de 10,75 GW é

indústria eólica no país.

que compensando as perdas de postos

composta por 10,22 GW de parques em

As informações são do Boletim Anual

"Nos últimos quatro anos, por exemplo,

De acordo com a Câmara de

Segundo o boletim da Abeeólica, a

de trabalho com combustíveis fósseis

operação comercial (95,11%), 0,17 GW

responsável por gerar mais de 30 mil

e se tornando um grande motor de

de operação em teste (1,59%) e 0,35

postos de trabalho em 2016. Segundo

desenvolvimento econômico em todo o

GW de parques aptos a operar (3,30%).

o mais recente relatório da Agência

mundo”, analisou o diretor geral da Irena,

Estes últimos estariam impedidos a

Internacional de Energia Renovável (Irena),

Adnan Z. Amin.

disponibilizar sua energia para o sistema

publicado também em maio deste ano, as

em razão de atraso ou restrição no sistema

novas instalações eólicas contribuíram

de geração de energia elétrica, em

De acordo com o boletim, a fonte foi

Considerando todas as fontes

de distribuição ou transmissão.

53


Eólica

54

Reportagem Evolução da capacidade instalada (MW)

18.000.0

16.179,5

16.000.0

16.978,6

17.299,0

2019

2020

17.960,2

13.226,0

14.000.0

12.000.0

10.747,3

10.000.0

8.733,4

8.000.0

5.979,6 3.484,1 4.000.0

2.529,0

0.0

1.535,1

235,4

245,6

341,4

600,8

932,4

27,1

2005

2006

2007

2008

2009

2010

2.000.0

Nova

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

SEM PREVISÃO

Fonte: ANEEL / ABEEólica

6.000.0

Acumulada

é bom lembrar que ele é consequência

começaram a participar de leilões, em

refletem um setor vigoroso e com grande

de leilões realizados em anos anteriores.

que não houve contratação de energia

capacidade de captação de recursos e de

Como sabemos, o cancelamento do Leilão

dessa fonte. Por isso, todos os nossos

investimentos. Em 2017, vamos instalar

de Reserva no final do ano foi uma notícia

esforços neste momento estão num

uma considerável nova capacidade e

muito negativa para a indústria e tirou

diálogo transparente e técnico com governo

devemos terminar o ano com cerca de 13

o setor de sua trajetória positiva: 2016

sobre a necessidade de novos leilões. A

GW. Será um bom resultado, mas sempre

foi o primeiro ano, desde que as eólicas

contratação de energia eólica em 2017

“Os números apresentados no boletim

é indispensável para o futuro da fonte no Brasil”, declarou a presidente executiva da Abeeólica, Elbia Gannoum.

O ano de 2016 foi encerrado com US# 5,4 bilhões investidos no setor eólico. Considerando o período de 2009 a 2016, esse número chega a US$ 32 bilhões.

Fator de capacidade

O vento brasileiro é um dos melhores

do mundo. O aproveitamento do vento para gerar energia (relação entre o GWh gerado e a potência instalada ao longo de um ano) em 2016 no Brasil foi de 40,7%. Resultado que, conforme diz o boletim, consolida a fonte que, mesmo contemplando todos os parques eólicos instalados no Brasil, inclusive os adquiridos no Proinfa (cm fator de capacidade médio igual a 29%), mantém um valor de desempenho ímpar, superior a diversos países no mundo.

Investimento em milhões (US$)

78%

74%

71% 69%

por conta de três fatores: alta velocidade

US$ 5,4 bilhões

2011

3.767,84 2012

2013

5.363,03

5.299,64

2014

2015 Eólica(US$)

2016 Representatividade (%)

Fonte: Bloomberg New Energy Finance BNEF/ABEEólica

2010

3.057,58

1.908,20

5.099,51

25%

2009 Total investido em 2016:

5.855,96

46%

21%

Elbia Gannoum explica que o vento

brasileiro é um dos melhores do mundo

49%

1.685,41

(entre 10 m/s e 12 m/s), constância e por ser unidirecional.

Em picos instantâneos, o fator de

capacidade dos parques eólicos atingiu valores superiores a 70%, como foi o caso no recorde de geração do subsistema Nordeste, quando, em 05/11/2016, a


Reportagem

Eólica

Fator de capacidade 2016 (%)

queda no nível de água dos reservatórios mostrou-se preocupante. “O reservatório de Sobradinho, por exemplo, iniciou o ano de 2017 com cerca de 12% de sua capacidade, mesmo com redução de vazão”, diz o documento. Nesse sentido, a diversificação da matriz é fundamental para garantir o suprimento do sistema, ganhando destaque a ampliação da oferta de energia eólica.

Os desafios da eólica

O Brasil tem alguns dos melhores

geração eólica média diária atingiu 5.077

Nordeste, certamente, teria problemas de

recursos eólicos do mundo, excedendo as

MWmed. Neste dia, 52% da energia

racionamento, não fossem as eólicas. A

necessidades atuais de eletricidade do país

consumida no Nordeste foi proveniente de

executiva se referiu aos baixos níveis dos

três vezes, de acordo com o Global Wind

eólicas.

reservatórios das hidrelétricas da região.

Energy Council (GWEC).

Sobre a força das eólicas no Nordeste,

O boletim da Associação informa que,

Embora o mercado de eólica continue

a presidente da Abeeólica chegou a afirmar

mesmo com a queda na demanda por

crescendo, o setor tem diversos desafios

que se o Brasil não fosse interligado, o

energia elétrica no sistema em 2016, a

pela frente, além da crise econômica e da

55


Eólica

56

Reportagem

redução da demanda por energia. O ano de

No que diz respeito à capacidade eólica acumulada, o Brasil ocupa agora a nona posição, tendo ultrapassado a Itália no ranking mundial.

2016 foi o primeiro ano, desde 2009, a não realizar um leilão para a fonte eólica, o que, certamente, terá um impacto sobre a indústria do setor, que foi surpreendida com o cancelamento do segundo leilão de reserva, em dezembro do ano passado. “Os fabricantes de aerogeradores estão com 50% a 60% de ociosidade em 2017. Eles precisam de uma previsão, de planejamento do governo para continuarem no país”, afirmou Elbia Gannoum.

Top 10 de capacidade eólica acumulada em 2016

Segundo o GWEC, em relatório

divulgado em abril deste ano, o cancelamento do leilão significa dizer que não haverá energia de reserva disponível quando a economia voltar a crescer. Quando isso acontecer, mais térmicas terão de ser ativadas e, com isso, o custo da energia aumentará.

Em concordância com a Abeeólica,

o GWEC afirma que os leilões de reserva fazem parte de um planejamento estratégico e o seu cancelamento vai de encontro ao objetivo do Governo de colocar a economia de volta na trilha do crescimento. “Além disso, o planejamento baseado em segurança é ainda mais importante agora, enquanto o governo tem uma intensa agenda para promover um crescimento renovado, que envolve novos investimentos em infraestrutura”, diz o documento.

Para 2017, há grandes desafios:

demanda, transmissão e financiamento. Segundo o GWEC, a situação chamada de “sobra de energia” está superestimada e pode desaparecer em um ano ruim para a hidroeletricidade ou em uma rápida recuperação econômica. “É fundamental

manter o volume de acréscimo de 2GW

notícia é que o BNDES anunciou novas

desafios, as expectativas para o futuro da

de energia eólica por ano para manter a

regras para o setor de energia e pretende

fonte eólica no país são otimistas. Segundo

cadeia de suprimento”, diz o relatório.

apoiar as energias renováveis de baixo

a Abeeólica, em 2017, a previsão é de que

No que diz respeito à transmissão,

impacto e manter as condições para a

uma grande capacidade seja instalada

o GWEC entende que é um problema

energia eólica. Para o GWEC, o Brasil, no

e o ano termine com cerca de 13 GW, o

grave no país. Três estados – Rio Grande

entanto, precisa também desenvolver

que ainda será consequência de leilões

do Norte, Rio Grande do Sul e Bahia,

suas linhas de financiamento e promover

realizados em anos anteriores. Em maio

grandes produtores de energia eólica

mais discussões sobre a possibilidade

deste ano, a fonte alcançou a marca de

– não puderam participar do Leilão de

de bancos privados estarem mais

11 GW de capacidade eólica instalada,

Reserva (cancelado) por problemas de

envolvidos em financiamentos de

distribuída em 443 parques e mais de

transmissão.

infraestrutura.

5.700 aerogeradores.

No tocante ao financiamento, a boa

De qualquer maneira, apesar dos


58

Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Queda nas encomendas prejudica setor de GTD Redução da demanda por energia elétrica por conta do baixo crescimento econômico diminui expectativa de crescimento dos mercados de geração, transmissão e distribuição

A crise econômica afeta todos os setores, especialmente, o da

na comparação com 2015. No entanto, esperam melhores resultados

infraestrutura. A baixa expectativa de crescimento econômico afugenta

para este ano de 2017, devendo chegar à média de 6% até o fim do ano.

os investidores e freia aportes em grandes projetos com receio

de que fiquem ociosos, já que o aumento da demanda por energia

pouco otimista, como desaceleração da economia brasileira, cenário

elétrica depende do crescimento do país. Em geração, por exemplo,

político desfavorável e falta de confiança dos investidores.

é esperada a realização de apenas um leilão de energia reserva neste

ano, em função da queda da demanda de energia no ano passado

a tomada de decisões e adiam investimentos, no entanto, boa parte

e das perspectivas menos otimistas para este ano. Com isso, do

das empresas consultadas acredita em uma retomada da economia,

ponto de vista dos fabricantes de produtos para este segmento,

ainda que a passos lentos.

sem novas usinas a serem construídas, espera-se um período de

baixas encomendas, situação que pode permanecer estagnada pelos

informações sobre as companhias que participaram do levantamento,

próximos três anos.

como produtos e serviços oferecidos.

Para os entrevistados, as incertezas que assolam o país prejudicam

Confira, a seguir, a pesquisa na íntegra, com dados de mercado e

O diagnóstico é da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e

Análise do mercado de equipamentos para transmissão e distribuição de energia

Eletrônica (Abinee), em sondagem conjuntural realizada com seus associados em abril deste ano.

Segundo as pesquisadas, diversos fatores explicam a conjuntura

Para o segmento da transmissão, a situação parece um pouco

melhor. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou, em

abril deste ano, um leilão de transmissão, em que foram arrematados

distribuidores de equipamentos para distribuição e transmissão, no

31 dos 35 lotes licitados. Das linhas de transmissão leiloadas, 93%

entanto, a maior parte das empresas que responderam à pesquisa é

foram arrematadas, totalizando 7.068 quilômetros de extensão. As

de fabricantes para distribuição (82%). Destes, uma parcela também

subestações foram 100% assumidas. A transmissão já foi considerada

fornece para transmissão. Entenda o perfil das empresas:

um grande problema para a ligação de usinas já em operação ao sistema, especialmente, as eólicas. Por este motivo, este é um mercado

Para a produção da pesquisa, foram consultados fabricantes e

Perfil das empresas

com melhor perspectiva de resultados positivos para este ano de 2017.

Na distribuição, segundo a Abinee, nos primeiros meses deste ano

verificou-se que os investimentos continuam parados, o que demonstra que este cenário não deve apresentar alterações significativas no primeiro semestre de 2017. A queda da demanda também inibiu investimentos das concessionárias.

Em pesquisa realizada pela revista O Setor Elétrico, fabricantes

e distribuidores de equipamentos para transmissão e distribuição mostraram-se céticos com relação ao futuro próximo do setor. Se, no mesmo levantamento do ano anterior, as empresas planejavam crescer 7% em 2016, a realidade (constatada no estudo deste ano) foi bem diferente. Na média, as empresas cresceram apenas 3% no ano passado

Distribuidora de produtos para transmissão de energia

18% 30%

Distribuidora de produtos para distribuição de energia

49%

Fabricante de produtos para transmissão de energia

82%

Fabricante de produtos para distribuição de energia


59

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Assim como identificou-se na pesquisa realizada há um ano, as

No que se refere à automação da distribuição, instrumentos para

empresas utilizam-se da venda direta ao cliente final como principal

monitoramento da qualidade da energia são procurados com mais

meio de comercializar seus produtos. 90% das companhias fazem essa

frequência, mas, de modo geral, uma parcela pequena das pesquisadas

prática.

oferece estes produtos. 19% das empresas, por exemplo, afirmaram

Principais canais de vendas

trabalhar com produtos para automação de subestações. Produtos para automação de sistemas mais comercializados (para distribuição)

29%

Internet

37%

14%

Outros

60% 63%

14% 14%

Revendas de materiais elétricos Distribuidores de materiais elétricos Venda direta ao cliente final

15%

92%

Transdutores Anunciador de alarme Automação de estações Proteção contra arco

16% 18%

Relés de estado sólido

19%

Relés eletromecânicos Automação de subestações

26%

Painéis e subestações de média tensão são os equipamentos para

distribuição mais citados pelas empresas. Equipamentos para distribuição de energia mais comercializados

Entre as pesquisadas, apenas 16% oferecem cabos aéreos em seu

portfólio e 14% cabos subterrâneos.

21% 21%

Cabos elétricos mais comercializados (para distribuição)

Interruptores Fusíveis

29%

Transformadores de potência

36% 38%

Subestações de média tensão Painéis

Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia

5%

Cabos submarinos Cabos especiais

11% Cabos subterrâneos 14% Cabos aéreos 16%


60

Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

Os produtos que, aparentemente, possuem mais saída comercial

são subestações de alta tensão e transformadores de potência.

Produtos para automação de sistemas mais comercializados (para transmissão)

Equipamentos para transmissão de energia mais comercializados

8% 8%

Interruptores

3%

Proteção contra arco Automação de estações

12% 12%

Chaves de alta tensão

10% 21% 21%

Anunciador de alarme

10%

Disjuntores de alta tensão

5%

Transdutores Automação de subestações

15%

Transformadores de potência

Relés de estado sólido

16%

Subestações de alta tensão

No quesito automação, os produtos mais presentes nas prateleiras

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia

18%

Relés eletromecânicos

Os cabos aéreos e os subterrâneos também para transmissão são

das pesquisadas são os relés eletromecânicos e os instrumentos para

os que mais preenchem as prateleiras das empresas que participaram

monitoramento de qualidade da energia.

da pesquisa.


61

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Cabos elétricos mais comercializados (para transmissão)

Cabos submarinos

4%

Especiais

7%

Cabos subterrâneos

12%

Cabos aéreos

16%

Na tabela a seguir é possível identificar a opinião das empresas

que participaram da pesquisa acerca do possível faturamento de cada um dos mercados específicos do setor de distribuição de energia. Por exemplo, para a maior parte das pesquisadas (41%), o mercado de disjuntores para distribuição fatura até R$ 10 milhões anualmente.

Subestações de média

Acima de R$ 500 milhões

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

Até R$ 10 milhões

Percepção de faturamento para mercados específicos do setor de distribuição de energia

27% 24% 10% 12%

7%

10% 10%

41% 27% 11% 16%

3%

3%

0%

39% 16% 21% 8%

8%

3%

5%

13% 10% 13%

0%

tensão Disjuntores Automação, proteção e controle Painéis Transformadores de

33% 26% 5%

33% 15% 13% 3%

3%

15% 18%

38% 41% 5%

8%

0%

8%

0%

33% 19% 14% 8%

6%

6%

14%

28% 36% 11%

6%

14%

3%

potência Transformadores de instrumentação Cabos elétricos aéreos Cabos elétricos

3%

subterrâneos

O mesmo questionamento foi feito com relação ao faturamento

para mercados do setor de transmissão. Para 65% das pesquisadas, o mercado de cabos elétricos subterrâneos fatura até R$ 30 milhões por ano.


Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

62

Subestações de alta

Acima de R$ 500 milhões

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

Até R$ 10 milhões

Percepção de faturamento para mercados específicos do setor de transmissão de energia

32% 17% 5%

10% 15% 5%

17%

40% 31% 9%

11%

tensão

0%

3%

6%

Sistema de automação

36% 25% 11% 8%

6%

8%

6%

Cabos elétricos aéreos

30% 22% 14% 8%

8%

5%

14%

35% 30%

8%

14%

5%

Disjuntores

Cabos elétricos

8%

0%

subterrâneos

Sobretensões devido a descargas atmosféricas e intempéries,

como ventania, furacões, geada e outras condições climáticas extremas são os problemas mais encontrados pelas redes de transmissão e distribuição. Problemas que assolam a integridade de uma rede de transmissão/distribuição

7% 8%

Poluição

36%

Eletrocorrosão

Sobretensões devido a manobras

15%

Sobretensões devido a manobras

18%

Ventania, furacões, geada e outras condições climáticas extremas

16%

Vandalismo

No mesmo levantamento do ano anterior, as empresas planejavam

crescer 7% em 2016, a realidade foi bem diferente. Na média, as empresas cresceram apenas 3% no ano passado na comparação com 2015. No entanto, esperam melhores resultados para este ano de 2017 e almejam chegar a 6% no encerramento do ano. Previsões de crescimento

3%

Crescimento médio das empresas em 2016 comparado ao ano anterior Crescimento médio para o mercado em 2017 5% Crescimento médio das empresas em 2017

6%


63

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Como já constatado em pesquisas também com outros mercados, os fatores que mais impactam e emperram o crescimento do mercado de

distribuição e transmissão são a crise econômica, o cenário político de incertezas e a falta de confiança dos investidores. Fatores que devem influenciar os mercados de distribuição e de transmissão de energia

2% 2%

Bom momento econômico do país

1%

Setor da construção civil aquecido

Incentivos por força de legislação ou normalização

21%

4%

Desaceleração da economia brasileira

Falta de normalização e/ou legislação 5%

Crise internacional 5%

Desvalorização da moeda brasileira 21%

6%

Cenário político

Projetos de infraestrutura 7%

Programas de incentivo do governo 9%

Setor da construção civil desaquecido

17%

Falta de confiança dos investidores


Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

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SP

ABB

0800 0149111 www.abb.com.br

Osasco

SP

x

Adelco

(11) 4199-7500 www.adelco.com.br

Barueri

SP

X

Alubar

(91) 3574-7110 www.alubar.net

Barcarena

PA

x

Balestro

(19) 3814-9000 www.balestro.com.br

Mogi Mirim

SP

x

Beghim

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

São Paulo

SP

X

Bohnen+Messtek

(11) 2711-0050 www.bohnen.com.br

São Paulo

SP

Brasformer Braspel

(11) 2969-2244 www.braspel.com.br

São Paulo

SP

X

X

X X X X

Building Conectores Elét. (11) 2621 4811 www.building.com.br

São Paulo

SP

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X

SP

X

Clamper

(31) 3689-9500 www.clamper.com.br

Lagoa Santa

MG

X

Olímpia

SP

X

X

X

X

(16) 3951-9596 www.conimel.com.br

Cravinhos

SP

(11) 2902-1070 www.crossfoxeletrica.com.br

São Paulo

SP

Delta P

(11) 2154-0666 www.deltapltda.com.br

São Paulo

SP

X X

Itapevi

SP

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

DMI

(11) 4393-4300 www.dmibr.com

São Bernardo do Campo

SP

X

Eaton

0800-003 2866 www.eaton.com.br

Porto Feliz

SP

X

Elos

(41) 3383-9290 www.elos.com.br

São José dos Pinhais

PR

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

SP

(11) 4223-1550 www.findernet.com

São Caetano do Sul

SP

X

Suzano

SP

X

Finder Gimi soluções em energia

(11) 4752-9900 www.gimi.com.br

Grantel

(41) 3393-2122 www.grantelequipamentos.com.br Campo Largo

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Cornélio Procópio

PR

X

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(17) 3279-2600 www.incesa.com.br

Olímpia

SP

x

x x x

Intelli

(16) 3820-1500 www.grupointelli.com.br

Orlândia

SP

X

X

X X X

Instrumenti

(11) 5641-1105 www.instrumenti.com.br

Taboão Da Serra

SP

x

x

x x x x x x

Isolet

(11) 2118-3000 www.isolet.com.br

Itu

SP

X

X

Itaipu Transformadores

(16) 3263-9400 www.itaiputransformadores.com.br Itápolis

SP

x

Kron Medidores

(11) 5525-200 www.kron.com.br

São Paulo

SP

X

Magnani Materiáis Elétricos (54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

Maxxweld Conec. Elét. Ltda (41) 3383-9120 www.maxxweld.com.br

São José dos Pinhais

PR

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X

(11) 3254-8111 megabras.com.br

São Paulo

SP

X

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

X

Metaltex

(11) 5686-5706 www.metaltex.com.br

Sao Paulo

SP

X

Noja Power

(19) 3283-0041 www.nojapower.com.br

Campinas

SP

x

Ormazabal

(11) 5070-2900 www.ormazabal.com

São Paulo

SP

x

Pextron

(11) 5543-2199 www.pextron.com.br

São Paulo

SP

X

Pfiffner do Brasil

(47) 3348-1700 www.pfiffner.com.br

Itajaí

SC

X

PhoenixContact

(11) 3871-6400 phoenixcontact.com.br

Sao Paulo

SP

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PLP

(11) 4448-8000 www.plp.com.br

Cajamar

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X

X X X

Poleoduto

(11) 2413-1200 www.poleoduto.com.br

Arujá

SP

X

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Contagem

MG

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São Paulo

SP

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Melfex

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Megabrás

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x

SP

(11) 3181-5160 www.psolutionsbrasil.com.br/

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x

Guarulhos

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(11) 2384-0155 www.mediatensao.com.br

Power Solutions Ltda

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x

Média Tensão

Polimetal Ligas e Metais Ltda (31) 3361-8982 www.polimetal.com.br

X

X X X X x

Incesa

Iguaçumec Eletromec. Ltda (43) 3401-1000 www.iguacumec.com.br

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PR

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D'Light

Densitel Transformadores (11) 4143-7800 www.densitel.com.br

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X

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Pedreira

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X

(19) 3852-9555 www.ceramicasaojose.com.br

Crossfox Elétrica

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Cerâmica São José

Conimel

Possui certificado ISO 14.001 (ambiental)

x x

Guarulhos

Condumax Fios e Cabos Elét. (17) 3279-3700 www.condumax.com.br

Possui certificado ISO 9001(qualidade)

x x

(11) 2842-5252 www.acabine.com.br

Exporta produtos acabados

x

A Cabine Mat. Elétricos

Estado SP x

Importa produtos acabados

Tem corpo técnico especializado para oferecer suporte ao cliente

x

Cidade Sumaré

Outros

x

Telefone Site 0800 013 2333 www.3m.com.br

Montagem de equipamentos

x

3M

Manutenção de redes

x x x x x x x x

Engenharia

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Transmissão de energia elétrica

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Distribuição de energia elétrica

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Outros

x

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Internet

x

X

Venda direta ao cliente final

x

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Revendas de materiais elétricos

x

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Distribuidora de produtos para transmissão de energia

Possui serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

Montagem de redes de transmissão

Principais clientes Montagem de redes de distribuição

Distribuidores de materiais elétricos

Principal canal de vendas

x

Fabricante de produtos para transmissão de energia

Distribuidora de produtos para distribuição de energia

EMPRESA

Fabricante de produtos para distribuição de energia

Empresa

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Oferece treinamento técnico para os clientes Possui programas na área de responsabilidade social

64

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SP

X

RMS SISTEMAS

(51) 3337-9500 www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

X

Romagnole Prod. Elét. S.A

(44) 3233-8500 www.romagnole.com.br

Mandaguari

PR

X

Sarel

(11) 4072-1722 www.sarel.com.br

Diadema

SP

x

SEL

(19) 3518-2110 www.selinc.com

Campinas

SP

x

Siemens

(11) 4585-8040 www.siemens.com.br

São Paulo

SP

X

Siklowatt

(48) 3028-0809 www.siklo.com.br

Florianópolis

SC

Steck

(11) 2248-7000 www.steck.com.br

São Paulo

SP

Sulminas

(35) 3714-2660 www.sulminasfiosecabos.com.br

Poços de Caldas

MG

X

TE Connectivity

(11) 2103-6000 www.te.com

Bragança Paulista

SP

X

Tecsys Brasil

(12) 3797-8800 www.tecsysbrasil.com.br

São José dos Campos

SP

X

Terex

(31) 2125-4000 www.terexutilities.com.br

Betim

MG

x

x

x x x

Toshiba

(31) 3329-6650 www.toshiba.com.br

Contagem

MG

x

x

x

Trael Transfor. Elét. Ltda

(65) 3611-6500 www.trael.com.br

Cuiabá

MT

X

X X

Trafomil

(11) 4815-6444 www.trafomil.com.br

Jundiai

SP

x

x x x x

Tranformadores União

(11) 2023-9000 www.transformadoresuniao.com.br São Paulo

SP

x

x

Treetech

(11) 2410-1190 www.treetech.com.br

Atibaia

SP

X

X

Ultrapower Mat

(11) 4028-4376 www.ultrapowermat.com.br

Salto

SP

X

Urkraft

(11) 3662-0115 www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

X

Vicentinos

(44) 3232-0101 www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

X

Wago Brasil

(11) 2923-7222 www.wago.com.br

Jundiaí

SP

x

x

x

Weg

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

X

X

X X X

Weidmüller do Brasil

(11) 4366-9600 www.weidmuller.com.br

Diadema

SP

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Possui certificado ISO 9001(qualidade)

Mogi Guaçu

X

X

Exporta produtos acabados

(19) 3818-5858 www.rehtom.com.br

X

X

Importa produtos acabados

Rehtom

X

X

Possui programas na área de responsabilidade social

X

X

Oferece treinamento técnico para os clientes

SP

X

Tem corpo técnico especializado para oferecer suporte ao cliente

Osasco

X

Possui serviço de atendimento ao cliente por telefone e/ou internet

(11) 3602-6260 www.rdibender.com.br

X

Outros

X

RDI Bender

X

Montagem de equipamentos

SC

Manutenção de redes

Blumenau

Engenharia

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Montagem de redes de transmissão

Provolt

Montagem de redes de distribuição

Cidade Sorocaba

Transmissão de energia elétrica

Telefone Site (15) 3031-7400 www.proautomacao.com.br

Principais clientes

Distribuição de energia elétrica

Proauto

Outros

Internet

Venda direta ao cliente final

Revendas de materiais elétricos

Distribuidores de materiais elétricos

Principal canal de vendas

Distribuidora de produtos para transmissão de energia

Fabricante de produtos para transmissão de energia

Estado SP

Distribuidora de produtos para distribuição de energia

EMPRESA

Fabricante de produtos para distribuição de energia

Empresa

Possui certificado ISO 14.001 (ambiental)

O Setor Elétrico / Maio de 2017

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66

Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Guarulhos

SP

X X X X X X x x x x x x

X

x

ABB

0800 0149111 www.abb.com.br

Osasco

SP

Adelco

(11) 4199-7500 www.adelco.com.br

Barueri

SP

Alubar

(91) 3574-7110 www.alubar.net

Barcarena

PA

Balestro

(19) 3814-9000 www.balestro.com.br

Mogi Mirim

SP

Beghim

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

São Paulo

SP

Bohnen+Messtek

(11) 2711-0050 www.bohnen.com.br

São Paulo

SP

Brasformer Braspel

(11) 2969-2244 www.braspel.com.br

São Paulo

SP

Building Conectores Elét.

(11) 2621 4811 www.building.com.br

São Paulo

SP

Cerâmica São José

(19) 3852-9555 www.ceramicasaojose.com.br

Pedreira

SP

Clamper

(31) 3689-9500 www.clamper.com.br

Lagoa Santa

MG

Condumax Fios e Cabos Elét. (17) 3279-3700 www.condumax.com.br

Olímpia

SP

Conimel

(16) 3951-9596 www.conimel.com.br

Cravinhos

SP

Crossfox Elétrica

(11) 2902-1070 www.crossfoxeletrica.com.br

São Paulo

SP

Delta P

(11) 2154-0666 www.deltapltda.com.br

São Paulo

SP

X

X X

Densitel Transformadores

(11) 4143-7800 www.densitel.com.br

Itapevi

SP

X

X

D'Light

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

X X X X X X

DMI

(11) 4393-4300 www.dmibr.com

São Bernardo do Campo

SP

Eaton

0800-003 2866 www.eaton.com.br

Porto Feliz

SP

X X X X

X

Elos

(41) 3383-9290 www.elos.com.br

São José dos Pinhais

PR

X

X

X

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

SP

X

X

X

Finder

(11) 4223-1550 www.findernet.com

São Caetano do Sul

SP

Gimi soluções em energia

(11) 4752-9900 www.gimi.com.br

Suzano

SP

Grantel

(41) 3393-2122 www.grantelequipamentos.com.br Campo Largo

X

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X

PR

Iguaçumec Eletromec. Ltda (43) 3401-1000 www.iguacumec.com.br

Cornélio Procópio

PR

Incesa

(17) 3279-2600 www.incesa.com.br

Olímpia

SP

Intelli

(16) 3820-1500 www.grupointelli.com.br

Orlândia

SP

Instrumenti

(11) 5641-1105 www.instrumenti.com.br

Taboão Da Serra

SP

Isolet

(11) 2118-3000 www.isolet.com.br

Itu

SP

Itaipu Transformadores

(16) 3263-9400 www.itaiputransformadores.com.br Itápolis

SP

Kron Medidores

(11) 5525-200 www.kron.com.br

X x X x

x

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São Paulo

SP

X

Magnani Materiáis Elétricos (54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

X X X X X X

Maxxweld Conec. Elét. Ltda (41) 3383-9120 www.maxxweld.com.br

São José dos Pinhais

PR

X

Média Tensão

(11) 2384-0155 www.mediatensao.com.br

Guarulhos

SP

x x x x x x

Megabrás

(11) 3254-8111 megabras.com.br

São Paulo

SP

Melfex

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

Metaltex

(11) 5686-5706 www.metaltex.com.br

Sao Paulo

SP

Noja Power

(19) 3283-0041 www.nojapower.com.br

Campinas

SP

x x

Ormazabal

(11) 5070-2900 www.ormazabal.com

São Paulo

SP

x x x

Pextron

(11) 5543-2199 www.pextron.com.br

São Paulo

SP

Pfiffner do Brasil

(47) 3348-1700 www.pfiffner.com.br

Itajaí

SC

PhoenixContact

(11) 3871-6400 phoenixcontact.com.br

Sao Paulo

SP

PLP

(11) 4448-8000 www.plp.com.br

Cajamar

SP

Poleoduto

(11) 2413-1200 www.poleoduto.com.br

Arujá

SP

Polimetal Ligas e Metais Ltda (31) 3361-8982 www.polimetal.com.br

Contagem

MG

X

Power Solutions Ltda

São Paulo

SP

X X X X X X

(11) 3181-5160 www.psolutionsbrasil.com.br/

X X

Cabos elétricos

Componentes, materiais e acessórios Reguladores de tensão Indicadores de tensão Cabos aéreos Cabos subterrâneos Cabos submarinos Cabos especiais

(11) 2842-5252 www.acabine.com.br

Isoladores de porcelana Isolador polimérico Encapsulados De corrente De potencial

A Cabine Mat. Elétricos

Transformadores de instrumentação

Para-raios

Automação de subestações

Cidade Sumaré

Automação de sistemas Anunciador de alarme Automação de estações Proteção contra arco Transdutores Relés de estado sólido Relés eletromecânicos Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia

Telefone Site 0800 013 2333 www.3m.com.br

Disjuntores

Uso interno Uso externo

3M

Uso externo

Estado SP x

Uso interno

Subestações de média tensão Painéis Fusíveis Interruptores Transformadores de potência

EMPRESA

Chaves fusíveis

Sem abertura em carga Com abertura sob carga Religadora

Distribuição de energia Chaves seccionadoras

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67

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Automação de sistemas Anunciador de alarme Automação de estações Proteção contra arco Transdutores Relés de estado sólido Relés eletromecânicos Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia Automação de subestações

Estado SP

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X

X

RDI Bender

(11) 3602-6260 www.rdibender.com.br

Osasco

SP

X

X

Rehtom

(19) 3818-5858 www.rehtom.com.br

Mogi Guaçu

SP

RMS SISTEMAS

(51) 3337-9500 www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

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X

X

Mandaguari

PR

X X

(11) 4072-1722 www.sarel.com.br

Diadema

SP

x x x x

SEL

(19) 3518-2110 www.selinc.com

Campinas

SP

Siemens

(11) 4585-8040 www.siemens.com.br

São Paulo

SP

Siklowatt

(48) 3028-0809 www.siklo.com.br

Florianópolis

SC

Steck

(11) 2248-7000 www.steck.com.br

São Paulo

SP

Sulminas

(35) 3714-2660 www.sulminasfiosecabos.com.br

Poços de Caldas

MG

TE Connectivity

(11) 2103-6000 www.te.com

Bragança Paulista

SP

Tecsys Brasil

(12) 3797-8800 www.tecsysbrasil.com.br

São José dos Campos

SP

Terex

(31) 2125-4000 www.terexutilities.com.br

Betim

MG

Toshiba

(31) 3329-6650 www.toshiba.com.br

Contagem

MG

x

Cuiabá

MT

X

Jundiai

SP

x

SP

x

Trael Transfor. Elét. Ltda (65) 3611-6500 www.trael.com.br Trafomil

(11) 4815-6444 www.trafomil.com.br

Tranformadores União (11) 2023-9000 www.transformadoresuniao.com.br São Paulo

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Treetech

(11) 2410-1190 www.treetech.com.br

Atibaia

SP

Ultrapower Mat

(11) 4028-4376 www.ultrapowermat.com.br

Salto

SP

Urkraft

(11) 3662-0115 www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

Vicentinos

(44) 3232-0101 www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

Wago Brasil

(11) 2923-7222 www.wago.com.br

Jundiaí

SP

x x

Weg

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

X X X X

Diadema

SP

Weidmüller do Brasil (11) 4366-9600 www.weidmuller.com.br

Cabos elétricos

X

Sarel

Romagnole Prod. Elét. S.A (44) 3233-8500 www.romagnole.com.br

Isoladores de porcelana Isolador polimérico Encapsulados De corrente De potencial

Cidade Sorocaba

Transformadores de instrumentação

Para-raios

Componentes, materiais e acessórios Reguladores de tensão Indicadores de tensão Cabos aéreos Cabos subterrâneos Cabos submarinos Cabos especiais

Disjuntores

Uso interno Uso externo

Provolt

Uso externo

Telefone Site (15) 3031-7400 www.proautomacao.com.br

Uso interno

Proauto

Subestações de média tensão Painéis Fusíveis Interruptores Transformadores de potência

EMPRESA

Chaves fusíveis

Sem abertura em carga Com abertura sob carga Religadora

Distribuição de energia Chaves seccionadoras

X

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Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Distribuição de energia

Barueri

SP

Alubar

(91) 3574-7110 www.alubar.net

Barcarena

PA

Balestro

(19) 3814-9000 www.balestro.com.br

Mogi Mirim

SP

Beghim

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

São Paulo

SP

Bohnen+Messtek

(11) 2711-0050 www.bohnen.com.br

São Paulo

SP

Brasformer Braspel

(11) 2969-2244 www.braspel.com.br

São Paulo

SP

Building Conectores Elét.

(11) 2621 4811 www.building.com.br

São Paulo

SP

Cerâmica São José

(19) 3852-9555 www.ceramicasaojose.com.br

Pedreira

SP

Clamper

(31) 3689-9500 www.clamper.com.br

Lagoa Santa

MG

X x

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x X

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X X

Olímpia

SP

(16) 3951-9596 www.conimel.com.br

Cravinhos

SP

X

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X

Crossfox Elétrica

(11) 2902-1070 www.crossfoxeletrica.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Delta P

(11) 2154-0666 www.deltapltda.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Densitel Transformadores

(11) 4143-7800 www.densitel.com.br

Itapevi

SP

D'Light

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

DMI

(11) 4393-4300 www.dmibr.com

São Bernardo do Campo

SP

Eaton

0800-003 2866 www.eaton.com.br

Porto Feliz

SP

Elos

(41) 3383-9290 www.elos.com.br

São José dos Pinhais

PR

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

Finder

(11) 4223-1550 www.findernet.com

São Caetano do Sul

SP

Gimi soluções em energia

(11) 4752-9900 www.gimi.com.br

Suzano

SP

Grantel

(41) 3393-2122 www.grantelequipamentos.com.br Campo Largo

Iguaçumec Eletromec. Ltda

(43) 3401-1000 www.iguacumec.com.br

Cornélio Procópio

PR

Incesa

(17) 3279-2600 www.incesa.com.br

Olímpia

SP

x

x

x

Intelli

(16) 3820-1500 www.grupointelli.com.br

Orlândia

SP

X

X

X

Instrumenti

(11) 5641-1105 www.instrumenti.com.br

Taboão Da Serra

SP

Isolet

(11) 2118-3000 www.isolet.com.br

Itu

SP

Itaipu Transformadores

(16) 3263-9400 www.itaiputransformadores.com.br Itápolis

Kron Medidores

(11) 5525-200 www.kron.com.br

SP

x

X

Conimel

Condumax Fios e Cabos Elét. (17) 3279-3700 www.condumax.com.br

Relés de estado sólido

x

(11) 4199-7500 www.adelco.com.br

Transdutores

x

Adelco

Proteção contra arco

SP

Automação de estações

Osasco

Anunciador de alarme

0800 0149111 www.abb.com.br

X

Transformadores de potência

ABB

X

Disjuntores de alta tensão

X

Chaves de alta tensão

X

Filtro de harmônicas

SP

Sistemas de automação

Subestações de alta tensão

Guarulhos

Compensação em tempo real

(11) 2842-5252 www.acabine.com.br

Compensação paralela

A Cabine Mat. Elétricos

Compensação serial

x

Cidade Sumaré

Transmissão de energia Compensação de reativos

Vidro

x

Telefone Site 0800 013 2333 www.3m.com.br

Poliméricos

Espaçadores

x

3M

Isoladores

Cerâmica

Terminações

Estado SP x

Emendas

EMPRESA

Conectores

Acessórios para cabos elétricos

Interruptores

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PR

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SP

São Paulo

SP

Magnani Materiáis Elétricos (54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Caxias do Sul

RS

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X

Maxxweld Conec. Elét. Ltda (41) 3383-9120 www.maxxweld.com.br

São José dos Pinhais

PR

X

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x

x

x

x

X

X

X

Média Tensão

(11) 2384-0155 www.mediatensao.com.br

Guarulhos

SP

Megabrás

(11) 3254-8111 megabras.com.br

São Paulo

SP

Melfex

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

Metaltex

(11) 5686-5706 www.metaltex.com.br

Sao Paulo

SP

Noja Power

(19) 3283-0041 www.nojapower.com.br

Campinas

SP

Ormazabal

(11) 5070-2900 www.ormazabal.com

São Paulo

SP

Pextron

(11) 5543-2199 www.pextron.com.br

São Paulo

SP

Pfiffner do Brasil

(47) 3348-1700 www.pfiffner.com.br

Itajaí

SC

PhoenixContact

(11) 3871-6400 phoenixcontact.com.br

Sao Paulo

SP

X

PLP

(11) 4448-8000 www.plp.com.br

Cajamar

SP

X

Poleoduto

(11) 2413-1200 www.poleoduto.com.br

Arujá

SP

X

Polimetal Ligas e Metais Ltda

(31) 3361-8982 www.polimetal.com.br

Contagem

MG

X

Power Solutions Ltda

(11) 3181-5160 www.psolutionsbrasil.com.br/

São Paulo

SP

X

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X X X

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X


69

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Transmissão de energia

Distribuição de energia

Estado SP

Provolt

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X

RDI Bender

(11) 3602-6260 www.rdibender.com.br

Osasco

SP

X

SP

Rehtom

(19) 3818-5858 www.rehtom.com.br

Mogi Guaçu

RMS SISTEMAS

(51) 3337-9500 www.rms.ind.br

Porto Alegre

RS

Mandaguari

PR

Romagnole Prod. Elét. S.A (44) 3233-8500 www.romagnole.com.br

X

X

X

X

X

Relés de estado sólido

Cidade Sorocaba

Transdutores

Telefone Site (15) 3031-7400 www.proautomacao.com.br

Proteção contra arco

Proauto

Automação de estações

Anunciador de alarme

Transformadores de potência

Interruptores

Disjuntores de alta tensão

Chaves de alta tensão

Filtro de harmônicas

Sistemas de automação

Subestações de alta tensão

Compensação em tempo real

Compensação paralela

Compensação serial

Compensação de reativos

Vidro

Poliméricos

Isoladores

Cerâmica

Espaçadores

Terminações

Emendas

EMPRESA

Conectores

Acessórios para cabos elétricos

X

X x

Sarel

(11) 4072-1722 www.sarel.com.br

Diadema

SP

SEL

(19) 3518-2110 www.selinc.com

Campinas

SP

Siemens

(11) 4585-8040 www.siemens.com.br

São Paulo

SP

Siklowatt

(48) 3028-0809 www.siklo.com.br

Florianópolis

SC

Steck

(11) 2248-7000 www.steck.com.br

São Paulo

SP

Sulminas

(35) 3714-2660 www.sulminasfiosecabos.com.br

Poços de Caldas

MG

X

X

X

TE Connectivity

(11) 2103-6000 www.te.com

Bragança Paulista

SP

X

X

X

Tecsys Brasil

(12) 3797-8800 www.tecsysbrasil.com.br

São José dos Campos

SP

Terex

(31) 2125-4000 www.terexutilities.com.br

Betim

MG

x

Toshiba

(31) 3329-6650 www.toshiba.com.br

Contagem

MG

x

Trael Transfor. Elét. Ltda

(65) 3611-6500 www.trael.com.br

Cuiabá

MT

X

Trafomil

(11) 4815-6444 www.trafomil.com.br

Jundiai

SP

x

Tranformadores União

(11) 2023-9000 www.transformadoresuniao.com.br São Paulo

SP

x

Treetech

(11) 2410-1190 www.treetech.com.br

Atibaia

SP

Ultrapower Mat

(11) 4028-4376 www.ultrapowermat.com.br

Salto

SP

Urkraft

(11) 3662-0115 www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

Vicentinos

(44) 3232-0101 www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

Wago Brasil

(11) 2923-7222 www.wago.com.br

Jundiaí

SP

Weg

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

Weidmüller do Brasil

(11) 4366-9600 www.weidmuller.com.br

Diadema

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

x

X

X

X

X

X

X

X

x

X

X

X X x

X x

x X

X

X

x

x

x

x

X

X

X X


70

Pesquisa - Equipamentos para transmissão e distribuição de energia

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Transmissão de energia

Balestro

(19) 3814-9000 www.balestro.com.br

Mogi Mirim

SP

Beghim

(11) 2942-4500 www.beghim.com.br

São Paulo

SP

Bohnen+Messtek

(11) 2711-0050 www.bohnen.com.br

São Paulo

SP

Brasformer Braspel

(11) 2969-2244 www.braspel.com.br

São Paulo

SP

Building Conectores Elét.

(11) 2621 4811 www.building.com.br

São Paulo

SP

Cerâmica São José

(19) 3852-9555 www.ceramicasaojose.com.br

Pedreira

SP

Clamper

(31) 3689-9500 www.clamper.com.br

Lagoa Santa

MG

Olímpia

SP

Conimel

(16) 3951-9596 www.conimel.com.br

Cravinhos

SP

Crossfox Elétrica

(11) 2902-1070 www.crossfoxeletrica.com.br

São Paulo

SP

Delta P

(11) 2154-0666 www.deltapltda.com.br

São Paulo

SP

Densitel Transformadores

(11) 4143-7800 www.densitel.com.br

Itapevi

SP

D'Light

(11) 2937-4650 www.dlight.com.br

Guarulhos

SP

DMI

(11) 4393-4300 www.dmibr.com

São Bernardo do Campo

SP

Eaton

0800-003 2866 www.eaton.com.br

Porto Feliz

SP

Elos

(41) 3383-9290 www.elos.com.br

São José dos Pinhais

PR

Embramat

(11) 2098-0371 www.embramataltatensao.com.br São Paulo

Finder

(11) 4223-1550 www.findernet.com

Gimi soluções em energia

(11) 4752-9900 www.gimi.com.br

Grantel

(41) 3393-2122 www.grantelequipamentos.com.br Campo Largo

Condumax Fios e Cabos Elét. (17) 3279-3700 www.condumax.com.br

Iguaçumec Eletromec. Ltda (43) 3401-1000 www.iguacumec.com.br

X x

x

x

x

X X X X

X

X X

X

X X

X

SP

X

X

São Caetano do Sul

SP

X

Suzano

SP

X

X

PR

Incesa

(17) 3279-2600 www.incesa.com.br

Olímpia

SP

Intelli

(16) 3820-1500 www.grupointelli.com.br

Orlândia

SP

Instrumenti

(11) 5641-1105 www.instrumenti.com.br

Taboão Da Serra

SP

Isolet

(11) 2118-3000 www.isolet.com.br

Itu

SP

Itaipu Transformadores

(16) 3263-9400 www.itaiputransformadores.com.br Itápolis

Kron Medidores

X

X

X

X

X

X

X

(11) 5525-200 www.kron.com.br

São Paulo

SP

Caxias do Sul

RS

Maxxweld Conec. Elét. Ltda (41) 3383-9120 www.maxxweld.com.br

São José dos Pinhais

PR

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

X

X

X

x

X

x X X X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

X

X

X

X

X

x

x

x

X

X X

X

X

X

X

X

(11) 2384-0155 www.mediatensao.com.br

Guarulhos

SP

Megabrás

(11) 3254-8111 megabras.com.br

São Paulo

SP

Melfex

(11) 4072-1933 www.melfex.com.br

Diadema

SP

Metaltex

(11) 5686-5706 www.metaltex.com.br

Sao Paulo

SP

Noja Power

(19) 3283-0041 www.nojapower.com.br

Campinas

SP

Ormazabal

(11) 5070-2900 www.ormazabal.com

São Paulo

SP

Pextron

(11) 5543-2199 www.pextron.com.br

São Paulo

SP

Pfiffner do Brasil

(47) 3348-1700 www.pfiffner.com.br

Itajaí

SC

PhoenixContact

(11) 3871-6400 phoenixcontact.com.br

Sao Paulo

SP

PLP

(11) 4448-8000 www.plp.com.br

Cajamar

SP

X

Poleoduto

(11) 2413-1200 www.poleoduto.com.br

Arujá

SP

X

Contagem

MG

São Paulo

SP

(11) 3181-5160 www.psolutionsbrasil.com.br/

X

X

X

Média Tensão

Power Solutions Ltda

X

X

SP

Magnani Materiáis Elétricos (54) 4009-5255 www.magnani.com.br

Polimetal Ligas e Metais Ltda (31) 3361-8982 www.polimetal.com.br

X

X

X X

X

PR

Cornélio Procópio

Filtro de harmônicas

PA

X

Compensação em tempo real

Barcarena

X

Compensação paralela

(91) 3574-7110 www.alubar.net

x

X

Compensação serial

Alubar

x

X

Compensação de reativos

Vidro

SP

x

X

Poliméricos

Barueri

x

Isoladores

Cerâmica

(11) 4199-7500 www.adelco.com.br

X

Espaçadores

Adelco

x

Terminações

SP

X

Emendas

Osasco

X

Conectores

ABB

0800 0149111 www.abb.com.br

X

Acessórios para cabos elétricos

Especiais

SP

Cabos submarinos

Guarulhos

Cabos subterrâneos

(11) 2842-5252 www.acabine.com.br

Cabos aéreos

A Cabine Mat. Elétricos

Encapsulados

Estado SP

Cabos elétricos

Com isolador polimérico

Cidade Sumaré

Para-raios Com isoladores de porcelana

Telefone Site 0800 013 2333 www.3m.com.br

Automação de subestações

3M

Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia

EMPRESA

Relés eletromecânicos

Sistemas de automação

x

x

x

X

X

X

X

x

x

x

X X

X X

X

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X


71

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Transmissão de energia

(11) 4072-1722 www.sarel.com.br

Diadema

SP

SEL

(19) 3518-2110 www.selinc.com

Campinas

SP

x

Siemens

(11) 4585-8040 www.siemens.com.br

São Paulo

SP

X

Siklowatt

(48) 3028-0809 www.siklo.com.br

Florianópolis

SC

Steck

(11) 2248-7000 www.steck.com.br

São Paulo

Sulminas

(35) 3714-2660 www.sulminasfiosecabos.com.br Poços de Caldas

TE Connectivity

(11) 2103-6000 www.te.com

Tecsys Brasil

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Filtro de harmônicas

Sarel

Compensação em tempo real

PR

Compensação paralela

RS

Mandaguari

Compensação serial

Porto Alegre

(44) 3233-8500 www.romagnole.com.br

Vidro

(51) 3337-9500 www.rms.ind.br

Romagnole Prod. Elét. S.A

X

Poliméricos

RMS SISTEMAS

X

Compensação de reativos

Cerâmica

SP

X

Isoladores

Espaçadores

SP

Mogi Guaçu

Terminações

Osasco

(19) 3818-5858 www.rehtom.com.br

Emendas

(11) 3602-6260 www.rdibender.com.br

Rehtom

Conectores

RDI Bender

Acessórios para cabos elétricos

Especiais

SC

Cabos submarinos

Blumenau

Cabos subterrâneos

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Cabos aéreos

Provolt

Cabos elétricos

Encapsulados

Estado SP X

Com isolador polimérico

Cidade Sorocaba

Para-raios Com isoladores de porcelana

Telefone Site (15) 3031-7400 www.proautomacao.com.br

Automação de subestações

Proauto

Instrumentos para monitoramento de qualidade de energia

EMPRESA

Relés eletromecânicos

Sistemas de automação

X

X

X

X

X X

x X

X

X

X

X

X

X

SP MG

X

X

Bragança Paulista

SP

X

X

(12) 3797-8800 www.tecsysbrasil.com.br

São José dos Campos

SP

Terex

(31) 2125-4000 www.terexutilities.com.br

Betim

MG

Toshiba

(31) 3329-6650 www.toshiba.com.br

Contagem

MG

Trael Transfor. Elét. Ltda

(65) 3611-6500 www.trael.com.br

Cuiabá

MT

Trafomil

(11) 4815-6444 www.trafomil.com.br

Jundiai

SP

Tranformadores União

(11) 2023-9000 www.transformadoresuniao.com.br São Paulo

Treetech

(11) 2410-1190 www.treetech.com.br

Atibaia

SP

Ultrapower Mat

(11) 4028-4376 www.ultrapowermat.com.br

Salto

SP

Urkraft

(11) 3662-0115 www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

Vicentinos

(44) 3232-0101 www.vicentinos.com.br

Marialva

PR

Wago Brasil

(11) 2923-7222 www.wago.com.br

Jundiaí

SP

Weg

(47) 3276-4000 www.weg.net

Jaraguá do Sul

SC

Weidmüller do Brasil

(11) 4366-9600 www.weidmuller.com.br

Diadema

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

x

x

X

X

X

SP X

X

x

x

x

X

X

X

X X

X

X


Espaço 5419

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Por Normando V. B. Alves*

A nova ABNT NBR 5419 Preciso adequar a minha instalação? Haverá choro e ranger de dentes Quando um profissional ou uma empresa

e adequações de instalações, o objetivo é

especializada é contratada para fazer uma

agir de forma preventiva, ou seja, adotar uma

vistoria de uma instalação de Proteção contra

série de medidas com antecedência para

Descargas Atmosféricas (PDA), é de se esperar

minimizar o risco do dano ou perda. Esse

que esse profissional faça uma avaliação à

é o propósito da atualização periódica das

luz das novas regras vigentes na data dessa

normas e também a missão do vistoriador e

vistoria. Caso contrário, seria o mesmo que

do projetista, que devem oferecer a melhor

você ir ao médico e sugerir que ele te indique

opção existente nas normas vigentes.

um remédio que não é mais fabricado.

o cliente vai ou não tomar essas medidas é

Alguns profissionais alegam que deveriam

uma responsabilidade dele, que terá o bônus

ser mantidas as instalações executadas na

e o ônus dessa decisão, a menos que tenha

norma anterior e somente exigir o seguimento

algum órgão exigindo essa adequação, então,

da nova norma em novos projetos. O que

o cliente tem o direito de solicitar os direitos

tenho visto na prática é que a maioria das

que ele entenda que tem e recorrer de forma

instalações

legal.

que

inspecionamos

sequer

Se

atendem à norma anterior. E qual anterior?

Um exemplo clássico é mostrado

A de 1993, 2001 ou 2005? Na verdade,

na Figura 1, retirada da Internet, e que

não existem grandes diferenças entre essas

infelizmente corresponde à maioria das

normas; as maiores mudanças ocorreram em

situações vistoriadas no nosso dia a dia. Não

1993 e 2015.

atende a nenhuma das versões anteriores

Se a norma nova somente atingir as novas

da norma. Basta comparar com a Figura 2,

construções não faz muito sentido atualizar

cuja instalação atende à norma de 2001 e,

as normas, pois a esmagadora maioria das

provavelmente, também a de 2005. Qual

edificações é justamente a existente e são

seria a conclusão do laudo: “Apesar de não

nelas que residem os maiores riscos de

atender à norma atual, o sistema poderá

acidentes e de perda de equipamentos,

ser mantido, pois foi feito sob ditames

informações e perdas patrimoniais.

das normas anteriores”? Qual norma?

Um amigo perito, ao fazer um treinamento,

Não atende a nenhum dos subsistemas

comentou que já teve de recorrer a uma norma

de um SPDA atual ou anterior. Alguém

anterior de instalações elétricas para fazer uma

arriscaria a sugestão de manter algo que

perícia e analisar se o engenheiro que projetou

tenha o mínimo respaldo normativo? Isso

na época seguiu as normas e determinar

sem falar nas Medidas de Proteção (MPs)

se este poderia ser responsabilizado pelo

contra surtos e para diminuição dos riscos

seguimento das normas técnicas naquela

às pessoas, por exemplo, tensões de passo

época. Eu argumentei que essa é uma

e toque.

conduta para realizar uma perícia e imputar

responsabilidades. No nosso caso de vistorias

de uma inspeção:

Gostaria de lembrar quais são os objetivos


73

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Figura 1 – Instalação não atende a nenhuma versão da ABNT NBR 5419.

a choradeira) se é obrigatório atualizar a

NR 10, do Ministério do Trabalho, que são leis

instalação existente que estava de acordo

federais, exigem a sua aplicação.

com a norma anterior.

Para facilitar a conversa vamos imaginar

a ABNT que irão te obrigar a adequar o seu

uma instalação hipotética, em que a norma

sistema à norma atual; mas sempre será um

anterior de 2005 estava sendo atendida. As

órgão do poder público, certificadoras ISO ou

mudanças no SPDA serão tão poucas que

seguradoras. É neste momento que poderá

certamente essa adaptação à norma vigente

ser invocada a lei do direito adquirido com as

se justifique financeiramente ou seria, inclusive,

devidas alegações, legais ou não, para defesa,

desnecessária. Poderá também acontecer

mas esse trabalho deverá ser feito por um

que, ao fazer o cálculo para gerenciamento

advogado, não por um engenheiro, ou seja,

de risco, a edificação de nível ll de proteção

esse assunto foge de nossa alçada.

passe a ter PDA nível lV e, provavelmente, o

SPDA não precise ser modificado. Poderia

encontrei algumas não conformidades com

também acontecer de nem precisar de SPDA

relação à norma vigente. O cliente, então,

ou, mais raramente, de MPS.

disse que seu prédio atendia à norma anterior

Mesmo assim, não será essa empresa ou

Recentemente, ao realizar uma inspeção,

O que certamente será necessário fazer

(neste caso atendia mesmo) e que ele queria

é atualização da documentação, talvez fazer

que eu emitisse um relatório que falasse que a

algum ensaio de continuidade, dimensionar

edificação atende à norma vigente para ter a

(ou redimensionar) as MPS, caso existam. O

liberação dos Bombeiros.

problema, como disse anteriormente, é que a

maioria das edificações com proteção contra

documento falando que a instalação atende à

raios não oferecia proteção há muito tempo,

norma, sendo que isso não é verdade? E, se

nem na norma anterior, nem na anterior a

acontecer um sinistro, como vou justificar que

anterior.

a edificação está dentro da norma, sendo que

não está? Isso pode trazer problemas jurídicos

Para as edificações existentes, a sugestão

Aqui começa a encrenca: como emito um

é, em primeiro lugar, fazer a análise de risco

muito embaraçosos no futuro.

contida na parte 2 para verificar o que está

instalado, o que precisa ser instalado ou

tem que ser resolvida por advogados e não

Figura 2 – Instalação de acordo com a ABNT NBR 5419:2001.

documentado e sugerir a implantação dessas

por engenheiros, cada profissional em seu

medidas.

galho. Para nós, que somos engenheiros de

“O objetivo das inspeções é assegurar que:

aplicação, cabe-nos o trabalho hercúleo de

a) o SPDA esteja de acordo com projeto

pergunta:

convencer os clientes a aplicar as normas

baseado nesta norma;

“Meu SPDA foi instalado seguindo a norma

técnicas. É essa a nossa missão e demos

b) todos os componentes do SPDA estão em

da época. Agora sou obrigado a adequar à

fazê-la com todas as forças e deixar essas

Voltando alguns parágrafos atrás, refaço a

Por isso, eu aleguei que essa questão

boas condições e são capazes de cumprir

nova norma?”

questões jurídicas para os especialistas.

suas funções; que não apresentem corrosão,

Essa pergunta tem duas respostas. A

e atendam às suas respectivas normas;

primeira seria uma resposta técnica e a

história toda é que tenho visto muito mais

c) qualquer nova construção ou reforma

segunda seria uma resposta legal.

reclamações de colegas da área de projetos

O que me deixa mais frustrado nessa

que altere as condições iniciais previstas em

A primeira é fácil de resolver, pois como

do que de clientes. A impressão que tenho é

projeto além de novas tubulações metálicas,

mostrei no item anterior da norma, é obrigação

que esses colegas não têm paciência para ler,

linhas de energia e sinal que adentrem a

do profissional responsável pela vistoria fazer

se atualizar e aplicar a nova versão da norma

estrutura e que estejam incorporados ao

a inspeção à luz da norma vigente, que não

e preferem apenas criticar, pois é muito mais

SPDA externo e interno se enquadrem nesta

coincide com o objetivo do perito. Uma

fácil criticar do que fazer.

norma”. (ABNT NBR 5419:2015)

vistoria é diferente de uma perícia. O relatório resultado dessa inspeção

*Normando V. B. Alves é diretor de engenharia da

mesmo

é feito à luz de uma norma técnica e não é

Termotécnica Para-raios e membro da comissão

instaladores, têm questionado (sempre que

uma lei, mas passa a ter força de lei quando

da ABNT que revisa a norma ABNT NBR 5419 |

sai uma nova versão da norma começa

o código de defesa do consumidor ou uma

normandoalves@gmail.com

Alguns

clientes,

projetistas,


74

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

Utilização da lâmpada-piloto – Atualização das informações Parte 2

Em continuidade ao artigo anterior, são

altura inferior a 45 metros deve ser

superior dos edifícios próximos, conforme o

publicados a seguir fragmentos da Portaria

realizada, conforme ilustrado na Figura 5-3,

caso, com uma separação que não exceda

nº 957/GC3, do Ministério da Defesa, de 9

obedecendo aos seguintes critérios:

105 metros;

de julho de 2015, com o intuito de atualizar

I - quando se tratar de objetos estreitos,

II - quando forem utilizadas luzes de

as informações sobre a instalação de

devem

baixa

média intensidade tipos B ou C e a parte

sinalização aérea (lâmpada-piloto, luz-piloto,

intensidade tipo A ou B ou luzes de média

superior do objeto estiver a 45 metros ou

etc.). Para aqueles que necessitarem instalar

ou alta intensidade, quando a instalação de

mais sobre o nível do terreno adjacente

essa sinalização, no entanto, recomenda-se a

luzes de baixa intensidade não for adequada

a ele ou sobre a elevação em que se

leitura completa da mencionada portaria.

ou for requerido maior destaque ao objeto;

encontram as extremidades superiores dos

II - quando se tratar de objetos extensos

edifícios próximos (quando o objeto estiver

ou de um grupo de edifícios, devem ser

rodeado de edifícios), devem ser instaladas

utilizadas luzes de média intensidade tipo A,

luzes adicionais em níveis intermediários,

B ou C.

conforme

Emprego de luzes de alta intensidade a) o emprego das luzes de alta intensidade

ser

utilizadas

luzes

de

ilustrado

na

Figura

5-8,

alternadamente de baixa intensidade tipo B e

está previsto tanto para o uso diurno quanto noturno;

Art. 73. A iluminação de um objeto com

de média intensidade tipo B, espaçadas tão

b) quando a utilização noturna de luzes de alta

altura igual ou superior a 45 metros e inferior

uniformemente quanto seja possível entre

intensidade tipo A possa ofuscar os pilotos

a 150 metros deve ser realizada por meio de

as luzes superiores e o nível do terreno, ou

dentro de um raio de aproximadamente

luzes de média intensidade tipo A, B ou C,

entre as luzes superiores e o nível da parte

10.000 metros do aeródromo, deve ser

conforme ilustrado nas Figuras 5-4 e 5-5,

superior dos edifícios próximos, conforme o

utilizado um sistema duplo de iluminação

obedecendo aos seguintes critérios:

caso, com uma separação que não exceda

composto por essas luzes para uso diurno e

I - quando forem utilizadas luzes de média

52 metros.

crepúsculo e por luzes de média intensidade

intensidade tipo A e a parte superior do objeto

Art. 74. A iluminação de um objeto com

tipo B ou C para uso noturno;

estiver a mais de 105 metros sobre o nível do

altura igual ou superior a 150 metros deve

c) os flashes das luzes de alta intensidade

terreno adjacente a ele ou sobre a elevação

ser realizada por meio de luzes de alta

tipo A instaladas em um objeto devem ser

em que se encontram as extremidades

intensidade tipo A, conforme ilustrado nas

simultâneos; e

superiores dos edifícios próximos (quando

Figuras 5-6 e 5-7, ou, se não for possível a

d) os ângulos de regulagem de instalação

o objeto estiver rodeado de edifícios),

utilização dessas luzes, por meio de luzes

das luzes de alta intensidade tipos A e B

devem

adicionais

de média intensidade associadas com a

devem ser ajustados como indicado na

em níveis intermediários, espaçadas tão

sinalização com cores (pintura), obedecendo

Tabela 5-6

uniformemente quanto seja possível entre

aos seguintes critérios:

.

as luzes superiores e o nível do terreno, ou

I - as luzes de alta intensidade tipo A devem

Art. 72. A iluminação de um objeto com

entre as luzes superiores e o nível da parte

ser espaçadas a intervalos uniformes que

ser

instaladas

luzes


75

O Setor Elétrico / Maio de 2017

não excedam 105 metros entre as luzes

intensidade na parte superior dessa haste

superiores e o nível do terreno, ou entre as

ou suporte, as luzes devem ser instaladas

luzes superiores e o nível da parte superior

no ponto mais alto possível e, se for viável,

dos edifícios próximos, conforme o caso;

devem ser instaladas luzes de média

II - quando forem utilizadas luzes de média

intensidade tipo A, na parte superior dessa

intensidade tipo A, devem ser instaladas

haste ou suporte;

luzes adicionais em níveis intermediários

III - quando se tratar de objetos de grande

espaçadas tão uniformemente quanto seja

extensão

possível entre as luzes superiores e o nível

ultrapassem os limites verticais de uma

do terreno, ou entre as luzes superiores e o

superfície limitadora de obstáculos, as luzes

nível da parte superior dos edifícios próximos,

superiores devem ser dispostas de modo

conforme o caso, com uma separação que

que (i) indiquem os pontos ou extremidades

não exceda 105 metros;

mais altas do objeto mais elevado em relação

III - quando forem utilizadas luzes de média

à superfície limitadora de obstáculos; e (ii)

intensidade tipo B, devem ser instaladas

definam a forma e a extensão geral do objeto

luzes adicionais em níveis intermediários,

ou agrupamento:

alternadamente de baixa intensidade tipo B e

a) caso o objeto apresente duas ou mais

de média intensidade tipo B, espaçadas tão

extremidades à mesma altura, deve ser

uniformemente quanto seja possível entre

iluminada a que se encontra mais próxima da

as luzes superiores e o nível do terreno, ou

área de pouso; e

entre as luzes superiores e o nível da parte

b) caso o ponto mais alto do objeto que

superior dos edifícios próximos, conforme o

sobressaia uma OLS inclinada não seja o seu

caso, com uma separação que não exceda

ponto mais elevado, devem ser instaladas

52 metros;

luzes adicionais no ponto mais elevado do

IV - quando forem utilizadas luzes de média

obstáculo.

ou

agrupados

entre

si

que

intensidade tipo C, devem ser instaladas luzes adicionais em níveis intermediários espaçadas tão uniformemente quanto seja

Seção II - Critérios de sinalização e iluminação de turbinas eólicas

possível entre as luzes superiores e o nível do terreno, ou entre as luzes superiores e o

Art. 76. A sinalização de uma turbina eólica

nível da parte superior dos edifícios próximos,

deve ser realizada por meio da pintura, na cor

conforme o caso, com uma separação que

branca, das pás do rotor, nacele e dois terços

não exceda 52 metros.

superiores do mastro e por meio da pintura, na cor laranja (ou vermelha), do primeiro

Art. 75. Independentemente da sua altura,

terço do mastro, conforme ilustrado na Figura

a iluminação dos objetos abaixo deve

5-9, padrão A.

ser realizada obedecendo aos seguintes critérios:

Parágrafo único. Quando o padrão ou as

I - quando se tratar de chaminés ou outras

cores citadas no caput deste artigo não forem

estruturas

funções

suficientes para contrastar a turbina eólica

similares, as luzes da parte superior devem

com o seu meio circunvizinho, deverá ser

ser colocadas com suficiente distância da

utilizado o padrão B da Figura 5-9 e poderão

cúspide (topo), com vistas a minimizar a

ser utilizadas outras cores que contrastem

contaminação devido à fumaça ou a outras

com o meio.

que

desempenhem

emanações, conforme ilustrado na Figura 5-2;

Art. 77. A iluminação de uma turbina eólica

II - quando se tratar de torres ou antenas

deve ser realizada, de maneira que as

iluminadas durante o dia por luzes de

aeronaves que se aproximem de qualquer

alta intensidade instaladas em uma haste

direção tenham a percepção da sua altura,

ou suporte superior a 12 metros e não

por meio da instalação de luzes na nacele,

seja factível a instalação de luzes de alta

obedecendo aos seguintes critérios:


76

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Maio de 2017

I - O regime de intermitência das luzes,

de maneira que as luzes emitam flashes

não forem auto apoiadas, ou seja, forem

quando for o caso, deve ser 40 fpm;

simultaneamente em todo o parque eólico.

suportadas por meio de rédeas metálicas ou tensores, estes devem ser sinalizados

II - O tipo e a localização das luzes são definidos em função da altura da turbina

Parágrafo único. As turbinas eólicas que se

por meio de balizas, conforme ilustrado na

eólica e de seu posicionamento em relação

enquadrarem nos casos previstos nos Incisos

Figura 5-12.

às superfícies limitadoras de obstáculos;

I e II, devem ser iluminadas obedecendo ao

III - Os sistemas dualizados deverão dispor

disposto no artigo 78.

Art. 81. A iluminação de linhas elétricas, cabos suspensos ou objetos de configuração

de um sistema que permita a troca do tipo de luz em função da iluminação do meio

Seção III - Critérios de sinalização e iluminação

semelhante deve ser realizada quando não

circunvizinho.

de linhas elétricas, cabos suspensos ou

for possível a instalação de balizas, por meio

objetos de configuração semelhante

da instalação, nas torres de sustentação, de luzes de alta intensidade tipo B em três

Art. 78. A iluminação de uma única turbina eólica deve ser realizada por meio da

Art. 80. A sinalização de linhas elétricas,

instalação de luzes na nacele, conforme

cabos suspensos ou objetos de configuração

Tabela 5-2, em função da sua altura total,

semelhante deve ser realizada por meio de

I - Posicionamento:

obedecendo aos seguintes critérios:

balizas, conforme ilustrado na Figura 5-10,

a) o nível 1 deve estar localizado na parte

obedecendo aos seguintes critérios:

superior das torres;

I - Quando se tratar de turbinas eólicas com

I - devem ser esféricas, de diâmetro não

b) o nível 2 deve estar localizado em um nível

altura total inferior a 150 metros, luzes de

inferior a 60 centímetros;

equidistante dos níveis 1 e 3; e

média intensidade na nacele;

II - o espaçamento entre duas balizas

c) o nível 3 deve estar localizado na altura

II - Quando se tratar de turbinas eólicas com

consecutivas ou entre uma baliza e uma torre

do ponto mais baixo da catenária da linha

altura total maior ou igual a 150 metros e

de sustentação deve acomodar o diâmetro da

elétrica ou cabo suspenso.

menor ou igual a 315 metros:

baliza e em nenhum caso poderá ultrapassar

a) luzes de média intensidade da nacele;

o indicado na Tabela 5-7;

II - Emprego de luzes:

b) um nível intermediário localizado na

III - não devem ser posicionadas em um

a) o emprego das luzes de alta intensidade

metade da altura da nacele com pelo menos

nível inferior ao cabo mais elevado no ponto

está previsto tanto para o uso diurno quanto

três luzes de baixa intensidade tipo A, B ou

sinalizado;

noturno;

E, configuradas para que emitam flashes a

IV - devem ter sua forma característica, a fim

b) quando a utilização noturna de luzes de alta

intervalos iguais aos da luz da nacele; e

de que não se confundam com as utilizadas

intensidade tipo B possa ofuscar os pilotos

c) Quando se tratar de turbinas eólicas com

para indicar outro tipo de informação; e

dentro de um raio de aproximadamente

altura total maior que 315 metros, é possível

V - devem ser de uma única cor (laranja ou

10.000 metros do aeródromo, deve ser

que sejam requeridas sinalização e luzes

vermelha) ou de cores combinadas, uma

utilizado um sistema duplo de iluminação

adicionais, a critério do Órgão Regional do

laranja (ou vermelha) e a outra branca,

composto por essas luzes para uso diurno e

DECEA.

conforme ilustrado na Figura 5-11. Neste

crepúsculo e por luzes de média intensidade

último caso, as balizas devem ser dispostas

tipo B para uso noturno;

alternadamente.

c) quando forem utilizadas luzes de média

Parágrafo único. Altura total citada no caput

níveis, obedecendo aos seguintes critérios:

intensidade, estas devem ser instaladas no

deste artigo é calculada pela soma da altura § 1º As torres de sustentação devem

mesmo nível que as luzes de alta intensidade;

obedecer

de

d) os flashes das luzes de alta intensidade

Art. 79. A iluminação de parques eólicos deve

sinalização e iluminação previstos na Seção

tipo B devem ser simultâneos, obedecendo

ser realizada obedecendo aos seguintes

I deste Capítulo, podendo ser omitida essa

ao intervalo previsto na Tabela 5-8 e à

critérios:

sinalização quando forem iluminadas durante

sequência: em primeiro lugar a luz do nível

I - as luzes devem definir o perímetro do

o dia por luzes de alta intensidade.

2, depois a luz do nível 1 e por último a luz

parque eólico;

§ 2º Quando as cores das balizas puderem

do nível 3; e

II - dentro do parque eólico toda turbina de

ser confundidas com o meio circunvizinho

e) os ângulos de regulagem de instalação

elevação significativa deve ser iluminada,

do objeto, deverão ser utilizadas outras cores

das luzes de alta intensidade tipo B devem

independentemente de sua localização.

que contrastem com o meio.

ser ajustados como indicado na Tabela 5-6...”

III - o espaçamento máximo entre as luzes ao

§ 3º Quando não for possível a instalação de

longo do perímetro deve ser de 900 metros;

balizas, devem ser instaladas luzes de alta

Todas as figuras e tabelas referenciadas

IV - quando forem utilizadas luzes com

intensidade tipo B nas torres de sustentação.

dizem respeito às imagens da própria

flashes, a instalação deverá ser realizada

§ 4º Quando as torres de sustentação

Portaria.

da nacele mais a altura vertical da pá.

aos

mesmos

critérios


NR 10

78

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Segurança nos trabalhos com eletricidade

João José Barrico de Souza é engenheiro eletricista e de segurança no trabalho, consultor técnico, diretor da Engeletric, membro do GTT-10 e professor no curso de engenharia de segurança (FEI/PECE-USP/Unip).

NR 10 e a terceirização No a

início

terceirização

deste

século,

quando

assombrava

As novas tecnologias implementadas

terceirização.

os

em sistemas e equipamentos, tanto no

O primeiro aspecto que deveremos

trabalhadores, com a privatização do setor

setor elétrico, como em outras atividades

observar é que a NR 10, embora use

elétrico e das telecomunicações, é que

envolvendo os serviços elétricos dos

algumas vezes os termos “empregado e

surgiu a necessidade de se fazer uma

consumidores, associadas a alterações

empregador”, dá ênfase muito maior na

atualização na Norma Regulamentadora

no sistema de organização do trabalho

relação contratual, de forma que, ao tratar

nº 10 (NR 10), que tinha sido elaborada

levaram a significativas penalizações aos

das responsabilidades, os termos utilizados

em 1977. Diga-se de passagem, tratava-se

trabalhadores, facilmente verificados com o

são “contratados e contratantes”, o que se

de um excelente texto, bastante técnico e

aumento do desemprego e a precarização

sobrepõe ao vínculo de emprego.

cuidadoso, tanto que, em mais de 25 anos

das condições de segurança e saúde no

de vigência, sofreu apenas uma alteração,

trabalho, com consequente elevação no

As responsabilidades quanto

em 1983, especialmente no que diz

número de acidentes envolvendo esse

ao cumprimento desta NR são

respeito ao artigo 180 da CLT.

agente.

Ocorre

Pois bem, se era tão boa, por que

mudou?

e

A necessidade de atualização da

terceirização

Norma

Regulamentadora

10

teve

a

solidárias aos contratantes e que

entre

precarização, que

a

ficou ainda

globalização embutida assombra

contratados envolvidos (10.13.1).

a os

Sempre

que

uma

individuais

ou

mais

trabalhadores.

empresas,

transformação

É inegável que houve precarização,

com personalidades jurídicas próprias,

organizacional do trabalho ocorrida no

tanto que se refletiu no número de

estiverem sob o comando ou controle

setor elétrico a partir da década de 1990.

acidentes e mortes no trabalho, em

ou

Em especial, no ano de 1998, quando se

especial no setor elétrico.

administração

iniciou o processo de privatização do setor

empresa, serão, para efeito de aplicação

elétrico, que atingiu na época 80% das

clima é que a NR 10 foi alterada e o seu

das

atividades da área de distribuição e cerca

texto reflete nitidamente a preocupação

solidariamente responsáveis a empresa

de 20% das atividades na área de geração,

com o resultado de uma terceirização

principal, ou contratante, e as demais

trazendo

baseada exclusivamente na redução de

empresas subordinadas, contratadas. São

outros setores e atividades econômicas.

custos.

equiparados à empresa os profissionais

Esse processo trouxe a globalização,

liberais, os trabalhadores autônomos e

com a consequente introdução de novas

os principais aspectos e ferramentas

avulsos.

tecnologias, materiais e, principalmente,

inseridas na revisão da NR 10 para

mudanças significativas no processo e

imunização contra os efeitos perversos da

que haveremos de abordar proximamente,

organização do trabalho.

precarização, muitas vezes fantasiada de

começando pela contratação.

fundamento

na

grande

consigo,

subsidiariamente,

Ocorre que foi nesse panorama, nesse

Vamos procurar abordar, nesta coluna,

ainda

ou

prestarem ou

Normas

coletivas

serviços

contrato

a

e

sob outra

Regulamentadoras,

Aí está a base para os demais aspectos


Proteção, automação e controle

O Setor Elétrico / Maio de 2017

79

Marcelo Eduardo de Carvalho Paulino é engenheiro eletricista e especialista em manutenção de sistemas elétricos pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), atual Unifei. É gerente de aplicações da Omicron electronics. marcelo.paulino@omicronenergy.com

Aplicação das novas tecnologias – Os caminhos para associar confiabilidade, desempenho e custos valiosa ajuda para enfrentar antigos e novos

proteção e automação de sistemas elétricos,

desafios, tais como:

começamos essa discussão, não é raro que

surgiu uma discussão sobre a implantação

das

novas

Participando de uma conferência sobre

novas

tecnologias

para

geração,

Aumento dos custos de instalação de subestações,

incluindo

terrenos,

Entretanto, no primeiro momento em que

profissionais sempre levantem a bandeira da redução de custos como o melhor caminho

transmissão e distribuição de energia elétrica,

equipamentos,

e

de convencimento de gestores que, na

e lembramos que há muito nossas mães e

comissionamento, devido ao intenso trabalho

maioria das vezes, não possuem a informação

avós já utilizavam tais tecnologias. Quando

de conexão entre os equipamentos do

técnica adequada para compor uma decisão.

elas colocavam as roupas lavadas no varal,

pátio (TCs, TPs, disjuntores, etc.) e os IEDs

para secar, utilizavam todo o poder da energia

multifuncionais;

e os riscos da mudança, devemos descrever

eólica e da energia solar para desempenhar

Limitação de entradas e saídas de

uma visão completa dos novos requisitos para

um papel fundamental em nossa vida

IED multifuncionais que podem exigir o

as redes inteligentes, incluindo não apenas

cotidiana. De uma forma simplista, o que

uso de equipamentos auxiliares adicionais,

as justificativas, mas também as estratégias

mudou foi a necessidade de previsibilidade

resultando em aumento de custos, redução

de migração. Lembrando que seguiremos a

e controle desse processo. Atualmente,

da confiabilidade e desempenho do esquema

utilizar as soluções tradicionais e conviveremos

mesmo em um dia chuvoso, podemos obter o

de proteção;

durante muito tempo com instalações híbridas e

mesmo resultado com nossos equipamentos

dispositivos de todas as idades e procedências.

multifuncionais que já lavam e secam.

esquemas de proteção cada vez mais difíceis

de serem realizados, podendo resultar na

etapas dessa transição para aplicação das novas

Já comentamos aqui que os relés

diminuição da confiabilidade do sistema de

tecnologias, seus benefícios e riscos sejam

eletromecânicos

não

energia elétrica, além do intensivo trabalho

apresentados sem o uso de terminologia muito

porque deixaram de atuar conforme o

e retrabalho para o mapeamento entre IEDs

técnica, principalmente quando abordamos os

esperado, mas porque sua atuação se tornara

multifuncionais e os sistemas de supervisão

projetos baseados na norma IEC 61850. Com

insuficiente para atender às necessidades de

da subestação;

base na análise de inúmeros casos de sucesso

uma rede inteligente.

Supervisão inadequada das interfaces

já implementados e dos itens acima expostos,

Então o que mudou? foram

substituídos

transporte,

construção

Interrupções para testes de IEDs e

Neste caso, além de considerar os custos

Assim, é importante que os objetivos e as

sem fio entre saídas de relés de proteção,

podemos claramente afirmar que a norma IEC

faz com que todos os agentes, do produtor

entradas

de

61850 oferece economia significativa em tempo

ao consumidor de energia elétrica, criem

supervisão, podendo ocasionar uma falha de

e dinheiro, especialmente, quando totalmente

um ambiente para uma rede mais confiável,

funcionamento quando necessário;

implementada

eficiente e segura. Para isso, é necessária

Intensivas atividades de manutenção,

com transformadores de instrumentos não

a constatação de que as tecnologias

faltas de equipes e mão de obra adequadas e

convencionais. Nesse processo constata-se

tradicionais

Assim, a adoção dessa rede inteligente

digitais

e

dispositivos

em

subestações

digitais

deslocamento dessas equipes;

que os riscos são mínimos. Entretanto,

proteção, automação e controle não atendem

Diminuição dos tempos destinados às

deve-se deixar claro que o treinamento

mais aos requisitos das novas exigências e a

atividades de manutenção e desligamento,

adequado das equipes técnicas envolvidas e

aplicação das novas tecnologias se tornam

podendo acarretar em condições perigosas,

o uso de ferramentas adequadas para teste e

essenciais.

aumentando

a

validação de dispositivos e sistemas devem ser

A norma IEC 61850 cumpre um papel central

segurança e as possibilidades de erros

implementados garantindo todo processo com

neste caminho e sua abordagem oferece

humanos.

qualidade e de acordo com o esperado.

usadas

para

soluções

de

as

preocupações

com


80

Energia com qualidade

O Setor Elétrico / Maio de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp. jstarosta@acaoenge.com.br

As supra-harmônicas

De acordo com algumas fontes consultadas, as supra-harmônicas

• CISPR-16-equipment and methods for measuring disturbances and

podem ser definidas como ruídos ou distúrbios com frequências entre 2

immunity to them at frequencies above 9 kHz;

KHz e 150 kHz que estão presentes nas redes elétricas de frequência

• IEC 61000-4-19 – testing revenue meters for immunity;

industrial devido aos aspectos do comportamento de cargas não lineares

• IEC 61000-4-30 Ed3 –in-situ measurements of 2 kHz – 150 kHz

- sistemas de iluminação fluorescentes e Leds, sistemas de controle de

emissions.

iluminação, drivers com controles em alta frequência, cargas de fontes chaveadas, UPS, carregadores de baterias de automóveis elétricos,

cargas eletromédicas, assim como fontes renováveis como eólica, células

topologias de redes e circuitos, cuidados com a emissão de equipamentos

combustíveis e solares fotovoltaicas conectadas às redes de frequência

e fontes, uso de filtros e outras em desenvolvimento.

industrial.

possa ser detectado.

Segundo a referência [1], a denominação “supraharmonic” ou “supra-

Soluções aplicáveis: as soluções aplicáveis estão associadas a

A monitoração parece ser a primeira atividade, caso algum fenômeno

harmônicas” (com adaptação do hífen antes da letra h justificada pelas

regras da nova ortografia da língua portuguesa) teria sido proposta por A.

eletromédicos, em que se verifica a presença de ruídos a partir de 60 kHz,

McAechern no IEEE-PES GM 2013, em Vancouver, e estaria associada à

com valores de 10,8 dbV, da ordem de 3,5 V nesta frequência de 60 kHz,

presença de sinais de tensão no intervalo de frequências acima definido.

podendo ser a causa de ruídos no equipamento a este ponto conectado.

A Figura 1 apresenta a medição em ponto de alimentação utilizada por

Algumas considerações são importantes, já que as normas existentes

trazem poucas referências sobre estes fenômenos e mesmo os instrumentos aplicados em medição de qualidade de energia não atingem a faixa de frequência proposta (os atuais de até 1024 amostras por ciclo podem registrar até a 512ª ordem harmônica), sendo necessária a visualização de pequenas quantidades de tensões harmônicas até a 2500ª ordem (!!) ou da ordem de quatro vezes mais resolução e naturalmente possuem outra concepção se assemelhando aos osciloscópios. De uma forma geral, os instrumentos de medição e identificação destas supraharmônicas passam a monitorar a sua presença em tempo real, cabendo análise posterior do modelo de cargas e fontes quando se observa a presença destas altas frequências.

As consequências nas redes elétricas relatadas são semelhantes

àquelas relativas às harmônicas em frequências mais baixas, com danos em bancos de capacitores e interferências de operação em redes elétricas de baixa e media tensão e má operação de equipamentos e cargas sensíveis. Apesar de projetadas para operar em 50 Hz ou 60 Hz, as redes elétricas industriais e componentes em função de suas impedâncias características acabam por converter sinais de correntes em tensões nestas altas frequências, caracterizando-se, então, estas “supra-harmônicas”.

Algumas das normas relativas à imunidade e medições na faixa de 2

kHz a 150 kHz são:

Figura 1 – Medição de supra-harmônicas em circuito fase-neutro 127 V. Fonte: Ação Engenharia e Instalações.

Referências 1. Agudelo-Martínez, Daniel e outros: Supraharmonic Bands detection for low voltage devices – 17th International conference on Harmonics and Quality of Power; 2. Conducted emissions in the 2kHz -150kHz band Supra-harmonics –Pqube- 3 Application Note v3.0; 3. Busatto Tatiano e outros: Interaction between Grid-Connected PV systems and LED Lamps: Directions for Further Research on Harmonics and Supraharmonics 17th International conference on Harmonics and Quality of Power; 4. Ação Engenharia e Instalações – relatórios técnicos.


82

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Roberval Bulgarelli é consultor técnico e engenheiro sênior da Petrobras. É representante do Brasil no TC-31 da IEC e no IECEx e coordenador do Subcomitê SC-31 do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei).

Novos requisitos de grau de proteção de invólucros de equipamentos elétricos - IP 69 Requisitos gerais do Grau de Proteção IP

24/04/2017 a nova edição da norma técnica

O invólucro dos equipamentos elétricos

constituída por dois dígitos, sendo que o

brasileira ABNT NBR IEC 60529 - Graus de

e mecânicos “Ex” é formado pelas paredes

primeiro se refere às medidas que foram

proteção providos por invólucros (Códigos

externas que envolvem estes equipamentos,

tomadas para impedir a entrada de objetos

IP). Esta Norma foi elaborada e atualizada

incluindo portas, tampas e entradas de cabos,

sólidos ou de poeira e o segundo dígito

pela Comissão de Estudo CE 003.031.005

eixos, hastes e apoios. O grau de proteção

para as que foram tomadas para impedir o

do Subcomitê SC-31 do Cobei e contou com

proporcionado pelos invólucros é definido

ingresso de líquidos no seu interior.

a participação de profissionais representantes

pelas normas ABNT NBR IEC 60529 (Graus

das seguintes empresas ou entidades:

de proteção providos por invólucros) e

do Código IP (proteção contra o ingresso de

Associação IEx Certificações, Eaton/Blinda,

ABNT NBR IEC 60034-5 (Grau de proteção

sólidos ou poeira), de acordo com a norma

HLR Serviços, Petrobras, SEW Eurodrive,

de máquinas elétricas girantes), que são

ABNT NBR IEC 60529.

Techmultlab e WEG Cestari.

idênticas em termos de conteúdo, formato

A Tabela 2 apresenta o segundo dígito do

Foi

publicada

pela

ABNT

no

dia

A informação do Grau de Proteção é

A Tabela 1 apresenta o primeiro dígito

Esta norma define um sistema para a

e apresentação em relação às respectivas

Código IP (proteção contra o ingresso de

classificação dos graus de proteção providos

normas internacionais, sem desvios nacionais.

líquidos), de acordo com a norma ABNT NBR

para os invólucros dos equipamentos elétricos.

IEC 60529.

A adoção deste sistema de classificação de

elétricos envolve as medidas construtivas

grau de proteção de invólucro, onde possível,

aplicadas aos invólucros de equipamentos

grau de proteção contra ingresso de poeiras

promove a uniformidade internacional nos

de forma a assegurar a proteção contra o

ou água para o interior do invólucro faz parte

métodos de descrição da proteção provida ao

ingresso de poeira e de água ao seu interior.

das medidas de proteção, especificam um

invólucro e nos ensaios destinados a verificar

O Grau de Proteção (Código IP) de um

grau de proteção mínimo para o projeto,

os diversos níveis de graus de proteção. Este

equipamento é uma informação indicada

fabricação, ensaios, avaliação e certificação

tipo de convergência normativa internacional

pelo seu fabricante, com base em relatórios

destes equipamentos. Podem ser citados

colabora, dentre outros benefícios, para

de ensaios executados em laboratórios.

como exemplo de tipo de equipamentos

a redução da quantidade de tipos de

No caso de certificação de equipamentos

“Ex” que requerem um grau de proteção

dispositivos de ensaios requeridos para

elétricos

em

mínimo a segurança aumentada - Ex “e” (IP

ensaiar uma ampla variedade de produtos

áreas classificadas contendo atmosferas

54), tipo de proteção por invólucro para

elétricos.

explosivas, determinados tipos de proteção

poeiras combustíveis - Ex “t” (IP 5X/6X) e a

Esta nova edição introduz o segundo

“Ex”, tais como Ex “e”, Ex “p” e Ex “t”, esta

proteção por invólucros pressurizados - Ex

numeral IPX9 para ensaios dos invólucros

característica de grau de proteção é também

“p” (IP 4X). Isto reduz o risco de danos aos

dos equipamentos elétricos contra o ingresso

avaliada em ensaios laboratoriais e atestado

componentes elétricos internos, desta forma,

de água quente com jato de alta pressão e

por um Organismo de Certificação no sentido

reduzindo também o risco de ocorrência

a pequena distância do invólucro. A inclusão

de que o equipamento “Ex” sob avaliação

de arcos e centelhas devido a correntes de

deste novo tipo de grau de proteção não

atende aos requisitos normativos de proteção

fuga a terra ou a falhas de isolamento dos

afeta a metodologia de ensaio dos graus de

contra o ingresso de poeira e de água para o

materiais isolantes, as quais podem evoluir

proteção até então existentes.

interior de seu invólucro.

para correntes de curto-circuito.

O Grau de Proteção dos equipamentos

destinados

à

instalação

Alguns tipos de proteção “Ex”, em que o


83

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Tabela 1

Primeiro dígito

Graus de proteção (Códigos IP) Corpos que não devem ingressar no interior do invólucro

Descrição

0

Não protegido

Não protegido

1

Protegido contra objetos sólidos

Uma parte do corpo humano, como o dorso da mão

2

Protegido contra objetos sólidos

de dimensão maior que 50 mm Dedos ou objetos similares que o comprimento seja

de dimensão maior que 12,5 mm

maior que 80 mm e a menor dimensão > 12 mm

3

Protegido contra objetos sólidos

Ferramentas, fios, etc. de diâmetro e ou espessura maiores

de dimensão maior que 2,5 mm

que 2,5 mm cuja menor dimensão > 2,5 mm

4

Protegido contra objetos sólidos

Fios, fitas de largura maior que 1,0 mm, objetos cuja

de dimensão maior que 1,0 mm

menor dimensão seja maior que 1,0 mm

Protegido contra o ingresso de poeira

O ingresso de poeira não é totalmente evitado, mas a poeira

5

não deve ingressar em quantidade que possa interferir na operação do equipamento ou prejudicar sua segurança 6

Tabela 2

Segundo dígito

Nenhum ingresso de poeira

Totalmente protegido contra o ingresso de poeira

Graus de proteção (Códigos IP)

Descrição

Proteção proporcionada pelo invólucro

0

Não protegido

Não protegido

1

Protegido contra queda vertical de gotas

Gotas de água caindo verticalmente não devem

de água

provocar efeitos prejudiciais

2

Protegido contra quedas de água com

Gotas caindo verticalmente não devem provocar efeitos prejudiciais quando o

inclinações de até 15º com a vertical

invólucro é inclinado num ângulo de até 15° de cada lado da vertical

3

Protegido contra água aspergida

Água aspergida num ângulo de até 60° de cada lado da vertical

4

Protegido contra projeções de água

Água esguichada contra o invólucro em qualquer direção

contra o invólucro não deve provocar efeitos prejudiciais não deve provocar efeitos prejudiciais 5

Protegido contra jatos de água

A água projetada em jatos contra o invólucro em qualquer direção não deve provocar efeitos prejudiciais (com vazão de 12,5 L/min)

6

Protegido contra jatos potentes de água

Quando o invólucro estiver continuamente imerso em água sob condições previamente acordadas entre o fabricante e o usuário, não deve ser possível o ingresso de água em quantidade que provoque efeitos prejudiciais, porém as condições devem ser mais severas do que para segundo numeral 7

7

Sob determinadas condições de tempo e

Quando o invólucro estiver imerso temporariamente em

pressão, não há ingresso de água

água sob condições padronizadas de pressão (profundidade do invólucro de 1 m) e tempo (30 min), não deve ser possível o ingresso de água em quantidade que provoque efeitos prejudiciais

8

Adequado à submersão contínua sob

Adequado à submersão contínua sob condições específicas

condições específicas 9

Protegido contra jatos de água de alta

Água projetada a alta pressão e alta temperatura (80 ºC) contra o

pressão e alta temperatura

invólucro em qualquer direção não apresenta efeitos prejudiciais

Requisitos específicos para o Grau de Proteção IP 69

definido em 1993, como uma extensão aos

consolidada 2.2 da IEC 60529.

requisitos da norma Internacional IEC 60529

O Grau de Proteção IP 69 é destinado a

e foi inicialmente desenvolvido para veículos

posteriormente adotou o Grau de Proteção IP

equipamentos onde jatos de água com alta

rodoviários que requeiram uma limpeza

69 de forma a assegurar a durabilidade dos

pressão e alta temperatura são utilizados

intensiva, tais como caminhões de lixo e

equipamentos elétricos e mecânicos que são

para a lavagem e limpeza das instalações e

misturadores de cimento. Em 2013, o grau

sujeitos aos rigorosos procedimentos diários

dos equipamentos. Este grau de proteção foi

de proteção IP X9 foi incorporado à edição

de lavagem. Os equipamentos nas indústrias

A indústria de alimentos e de bebidas


84

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Figura 1 – Posições e distância do bico de jato d´água para o ensaio IP X9 – Norma ABNT NBR IEC 60529.

submetidos

invólucro do equipamento resistir ao ingresso

procedimentos

de água proveniente de jatos dirigidos, a

de limpeza e higiene, de forma a evitar

curta distância, com a alta pressão e alta

contaminações por fungos ou bactérias e

temperatura.

prevenir contra problemas de saúde dos

consumidores dos produtos alimentícios.

X9 requer um jato concentrado de água

Em

alimentícias

necessitam

diariamente

a

ser

rigorosos

O ensaio para o Grau de Proteção IP

áreas

com bico especificado na ABNT NBR IEC

classificadas na indústria de alimentos e

60529, com pressão entre 80 bar a 100 bar,

de bebidas, com a presença de atmosferas

a uma vazão de cerca de 15 L/min a uma

explosivas de gases inflamáveis (tal como

temperatura de 80 °C. O bico a partir do qual

o

muitos

casos,

existem

combustíveis

o jato concentrado de água é lançado fica

(tal como farinha de trigo e de soja e

posicionado a uma curta distância, entre 100

materiais particulados de leite, chocolate

mm e 150 mm do equipamento sob ensaio. O

e café), os quais requerem a instalação de

jato de água a alta pressão e alta temperatura

equipamentos com tipos de proteção “Ex” e

é aspergido em ângulos de 0°, 30°, 60° e 90°

com graus de proteção adequados. Dentre

com o plano horizontal durante um período

outros tipos de instalações industriais onde

de 30 s para cada um dos quatro ângulos

são também requeridos equipamentos com

de aspersão, enquanto o equipamento sob

grau de proteção IP 69 podem ser citadas

ensaio é rotacionado a 5 rpm, posicionado

as indústrias petroquímicas e as indústrias

sobre uma mesa giratória.

farmacêuticas e cosméticas.

A montagem dos equipamentos de

No grau de proteção IP 69 o primeiro

laboratório requeridos para a execução

numeral “6” indica proteção total contra o

de ensaios do Grau de Proteção IP X9, de

ingresso de poeira ao interior do invólucro. O

acordo com a ABNT NBR IEC 60529 é

segundo numeral “9” indica proteção contra

indicada na Figura a seguir.

fortes jatos de água à curta distância e a alta

O ensaio pode ser considerado aprovado se,

temperatura (80 °C). No grau de proteção

após a conclusão do ensaio, não for verificado

IP 69 da IEC 60529, IP 6X refere-se à

o ingresso de água no interior do invólucro do

capacidade de o invólucro do equipamento

equipamento sob ensaio.

resistir ao ingresso de poeira. O grau de

Mais

proteção IP X9 refere-se à capacidade de o

abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=369851

álcool)

ou

de

poeiras

informações

em:

http://www.


86

Dicas de instalação

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Por Paulo Mündel*

A hora certa para trocar de lâmpada

Se perguntássemos para a maioria

adequado para o sistema elétrico existente

ambientes mais aconchegantes e com pouca

dos brasileiros quando é que eles decidem

nas residências e prédios comerciais no país.

iluminação. Ao escolher a nova lâmpada,

comprar uma lâmpada nova, é certo que uma

As lâmpadas de Led são comprovadamente

o que muitos olham, de forma equivocada,

grande porcentagem de pessoas responderia

mais econômicas, pois consomem menos

é apenas a sua potência que é declarada

em uníssono: quando a lâmpada queima.

energia que as incandescentes (geram

em watts. Mas a forma correta de escolher

Esse é um hábito que os consumidores do

economia de até 90% na conta de luz do

a lâmpada, pensando em sua capacidade

mercado nacional mantêm há gerações. No

consumidor) e conseguem iluminar bem

de iluminação, é verificar a quantidade de

entanto, o ideal é que as lâmpadas sejam

mais. Essas lâmpadas podem ser aplicadas

entrega dos lúmens finais do produto, o

trocadas de acordo com o que o consumidor

em residências, escritórios, uso decorativo,

responsável pela capacidade da lâmpada em

procura para iluminar diferentes tipos de

comercial e industrial.

iluminar menos ou mais um ambiente.

ambiente, seja em sua casa ou escritório.

Dito isso, o que as empresas de

o meio ambiente, considerando que não

iluminação devem começar a pensar é em

contêm metais pesados e possuem uma

como instruir esse consumidor a escolher a

estrutura até 95% reciclável, tornando o

melhor solução para iluminação, pensando

descarte muito mais fácil do que as lâmpadas

não é apenas a potência (Watts) que

em fatores como economia de energia,

tradicionais.

radiação

determina a eficiência de iluminação de uma

descarte correto de lâmpadas usadas e tipos

infravermelha (responsável por gerar o calor),

lâmpada. A potência indica o consumo, mas

de iluminação para cada ambiente.

é possível diminuir o uso de ar condicionado

a capacidade de iluminação de uma lâmpada

A discussão em torno do consumo

em regiões mais quentes, o que pode resultar

depende da quantidade de lúmens finais do

de lâmpadas no Brasil tem aumentado

em uma economia de energia e no custo na

produto. Lúmens é a unidade usada para

constantemente. Uma parte disso deve-se ao

conta de luz.

medir a intensidade de iluminação.

fim das vendas de lâmpadas incandescentes

no país. Com isso, o mercado tem se voltado

um produto com a tecnologia Led, é preciso

a intensidade luminosa de luz visível emitido

para os produtos de Led, que estão sendo

ficar atento a inúmeros detalhes. O primeiro

por uma fonte. Por meio dessa unidade

sugeridos como uma nova opção. Mas

deles é checar se o produto tem certificação

de medida se pode comparar o brilho de

poucas pessoas conhecem os benefícios

do Inmetro. Alguns dos principais fabricantes

qualquer fonte de luz, seja ela incandescente

e as diferenças entre as lâmpadas que têm

de lâmpada Led no Brasil já são certificados.

ou Led. E é exatamente esse o grande

essa tecnologia.

É possível verificar na hora da compra o selo

diferencial do Led, que consegue oferecer

de garantia do Inmetro, que fica visível nas

uma grande quantidade de lúmens, com

embalagens dos produtos certificados.

uma potência menor que qualquer outra

O próximo passo ao escolher uma

lâmpada, aumentando sua eficiência. É aí que

O Led

Os Leds oferecem ainda vantagens para

Como

não

emite

Quando o consumidor decide comprar

Lúmens Diferentemente do que muitos pensam,

O lúmen também é usado para declarar

lâmpada nova é entender qual tipo de

o consumidor sai ganhando. Quanto menos

inovador em termos de iluminação. Possui

ambiente

potência a lâmpada tiver, mais barato será o

alta durabilidade (de 25 mil a 50 mil horas)

sala, cozinha, o consumidor tem um gosto

gasto com energia.

e economia, além de ser, em sua maioria, um

particular para cada ambiente. Uns preferem

As lâmpadas Led emitem ainda mais

produto bivolt que pode ser completamente

mais

luminosidade. Para exemplificar melhor, uma

A tecnologia de Led é o que existe de mais

será

iluminado.

luminosidade,

Seja

outros

quarto,

preferem


87

O Setor Elétrico / Maio de 2017

lâmpada incandescente só consegue emitir até 15 lúmens por watt. Já o Led pode emitir

Descarte de lâmpadas:

de 100 a 130 lúmens por watt. Lâmpada incandescente

Às compras

- Não é reciclável - Como não possui resíduos tóxicos, pode ser

A forma como os produtos estão

descartada em lixo comum, mas não é o ideal.

dispostos nas grandes redes de lojas de material

de

construção,

supermercados,

Lâmpada fluorescente

home centers e outros estabelecimentos

- Reciclável. Possui componentes químicos e, por isso,

comercias, é algo que ajuda muito na hora do

não pode ser descartada em lixo comum.

consumidor escolher uma lâmpada nova. Atualmente, já existem empresas que

Lâmpada halógena ou lâmpada Led

pensam nisso ao elaborar a comunicação

- Pode ser reciclada.

visual de seus materiais nos pontos de venda. É importante simplificar a procura

Há postos públicos e privados para todos os tipos de lâmpadas. Postos de reciclagem

do consumidor pelo produto e facilitar

podem ser encontrados no site: http://www.ecycle.com.br/postos/reciclagem.php

a identificação da lâmpada ideal para cada ambiente da casa. As embalagens

Algumas empresas já separam os produtos

É importante que as empresas de lâmpadas

das lâmpadas Led estão cada vez mais

por categorias: Casa & Escritório, Decor e

e soluções de iluminação tenham em mente

inovadoras, permitindo que o consumidor

Profissional, e investem em embalagens com

manter o seu consumidor bem informado e

encontre de forma rápida e fácil qual é a

cores diferentes para categorizar o tipo de

instruído sobre o tipo de produto que procura.

tecnologia, produto e temperatura de cor

tecnologia do produto. Isso ajuda bastante na

ideal para o ambiente que ele quer iluminar.

hora da compra.

*Paulo Mündel é diretor de Marketing da FLC.


88

Ponto de vista

O Setor Elétrico / Maio de 2017

Hora da maturidade como cidadão, e por que não, como consumidor de energia elétrica Em diversos países do nosso hemisfério,

é pernicioso pela crença que se consolida na

desperdício. Pode facilitar o entendimento de

governos vêm fazendo, com as tarifas e

cabeça dos consumidores no abastecimento

que em um ano como o corrente (2017), em

preços regulados de energia elétrica e

barato e disponibilidade ilimitada.

que o período chuvoso foi idêntico ao ano de

combustíveis, um verdadeiro estrago para os

A questão que se coloca é: depois de

2001 (ano do racionamento), é necessário

cidadãos, acionistas e toda a cadeia setorial

uma escolha nas urnas por outro modelo

o acionamento imediato do parque térmico

que circunda esse tão importante setor. A

de governo, o realismo tarifário que se

(hoje) existente. E que esse conforto e a

África do Sul teve seu rating rebaixado e

apresenta se confronta diretamente com o

eliminação do risco do “apagão” têm um

classificado como “junk” no início do mês de

comportamento de gerações que cresceram

custo, traduzido no atual regramento das

abril. Além da leitura de que o atual governo

estimuladas a consumir energia barata,

bandeiras tarifárias. Custa mais caro sim.

terá dificuldades em promover reformas

livremente,

No

Esse novo cidadão em formação pode usar

estruturais, o suporte econômico dado à

Brasil, sem necessariamente forçar qualquer

a energia elétrica, mas sabendo que custará

estatal de energia Eskom foi destacado como

paralelo, foram quase dois anos, em que o

mais caro provavelmente até que o próximo

relevante pelo mercado. Na vizinha Argentina,

risco de racionamento era iminente, e o sinal

período chuvoso promova uma reversão

que assim como o Brasil, viveu recentemente

e o discurso governamentais dados para

desse quadro. Como alternativa, ele pode

um período de 12 anos de populismo

a sociedade eram “baixamos o preço da

economizar. Seja qual for a sua decisão,

energético, com tarifas de gás e eletricidade

energia elétrica”, “não existe nenhum risco de

ela garantirá a saúde econômica de toda

praticamente

sem

qualquer

restrição.

desabastecimento”, e “consumam à vontade”.

a cadeia setorial para que tanto o cidadão

também foram desastrosos.

O preço spot da energia para transações

como o consumidor possam contar com

congelados,

os

resultados

As consequências são usualmente as

entre grandes indústrias estava no seu

os investimentos necessários aos serviços

mesmas: declínio dos investimentos, perda

teto, e o discurso era indutor de consumo

de qualidade e o abastecimento seguro de

de confiabilidade e aumento da dependência

sem limites, o que usualmente promove até

qualquer fonte energética do país.

do caixa do governo para manter o setor

desperdício.

energético moribundo, mas ainda vivo. O

futuro fica comprometido e pode ser definido

vários países iniciavam forte campanha de

pelo binômio: investimento zero e recursos

comunicação e modelagem na formação de

finitos do tesouro. Nenhum governo consegue

preços de energia para restringir e adequar

manter subsídios indefinidamente e ninguém

o consumo de energia por várias razões,

do setor privado investe para sofrer depois

entre outras, escassez e meio ambiente.

congelamento de preços, mudanças nas

Somos atrasados nesse sentido? Melhor

regras do jogo e por fim o calote ou até a

olhar para a frente. É recente o “renascer”

retomada das concessões a preço vil.

da cidadania por aqui; a ida às ruas de forma

No caso argentino, a situação chega a ser

livre e independente para protestar contra a

mais grave do que o que enfrentamos aqui,

corrupção e tantas outras mazelas. Esse ainda

mesmo considerando os efeitos que ainda

pequeno, mas importante passo do brasileiro

sentimos, como ressaca da gestão anterior.

em direção a se sentir responsável (pelo voto

Há algumas décadas, a sociedade argentina

e os seus efeitos), pode representar um ativo

foi acostumada ao modelo de gestão dos

importante para o nosso país.

salvadores da pátria, aqueles que sacrificam

diariamente o futuro no altar do presente. Isso

também erradicar hábitos e culturas de

Por outro lado, já no fim do século 20,

Pode ser um embrião para que possamos Por Paulo Mayon, sócio da Compass Energia.


90

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O Setor Elétrico (Edição 136 - Maio/2017)  
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