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Junho 2014

NĂşmero dezoito


Direção:

Capa:

Tiragem:

Manuel António Pereira

Toni Afonso

3500 exemplares

Coordenação:

Impressão:

Depósito Legal:

Helena Duarte

Litogaia AG

240864/06

Elisabete Barbosa

info@teq.pt

Layout: Licínio Sardinha Fotografia: Sónia Botelho

e

R Vista SCOLAR

o sítio onde todos nos encontramos!


Índice: Assinatura do Contrato de Autonomia................. ........3 Entrevista Presidente Instituto dos Seguros de Portugal.....6 Prémio Todos Contam..................................10 Opinião..........................................................12 Ambiente............................................16 Atividades...........................18 CEF’s .........................................30 Artes..............................................................32 Comemorações....................................38 Literário............................48 GAAF..............................56 Comenius...........................................57 Espaço Alunos...............................................58 Errata..........................................59


EDITORIAL

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proxima-se o final de mais um ano letivo. Foi um ano difícil feito de mudanças e muitas angústias, mas também um ano em que muitos desafios se concretizaram. Todos os dias trabalhamos para uma escola melhor, onde os nossos alunos possam ter sucesso e onde as famílias possam rever-se neste esforço e constituir-se como parte desse desafio. Nem sempre o temos conseguido, até porque em tempos de grande depressão as prioridades tendem a ser alteradas. Mesmo assim, temos a convicção de que continuamos a dar o nosso melhor e, por isso, vemo-nos refletidos nesse esforço de que tão bons resultados sempre têm surgido. Estimular alunos cujas preocupações passam mais pela procura dos equilíbrios familiares e pessoais nem sempre é fácil, menos ainda quando as próprias famílias, elas mesmas, lutam por garantia de um emprego ou pela oportunidade de o conseguir. De facto, todas estas vicissitudes ligadas à enorme pressão social e económica que hoje recaem sobre a grande maioria das nossas famílias, tem um reflexo necessário nos níveis de motivação e nos resultados escolares dos nossos alunos. Temos lutado todos os dias pela melhoria dos resultados escolares e académicos, mas não deixamos de sentir algum amargo de cada vez que concluímos que o nosso esforço não é suficiente. Não nos basta o empenho absoluto nem a constante diversificação de métodos e estratégias. Já não bastam as constantes chamadas de atenção nem o recurso a uma política de constante aproximação. Agora precisamos de uma participação mais ativa e consciente das famílias. A Educação é um bem precioso que custa muito dinheiro a todos nós e que por isso deve ser mais valorizada. Quem tem habilitações académicas tem sempre maior facilidade na obtenção de um emprego, tem sempre mais oportunidades. Por isso, é necessário um reforço de incentivo junto das famílias para que não descurem a importância da 2

escola, é preciso que as autoridades civis se empenhem um pouco mais no sentido de, de facto, obrigar a que a escola e a escolaridade sejam mais do que um bem, mas uma obrigação social. A Revista que agora concluímos corresponderá a um fim de ciclo, mas continua a dar voz a todos os atores deste agrupamento no sentido de promover as atividades por todos realizadas. Na prática, continua a ser uma espécie de relatório do plano de atividades de todas as escolas e anos do agrupamento. Assim, agradecemos aos empenhados participantes toda a colaboração e disponibilidade demonstradas. Só fará sentido continuar se todos quiserem participar. Porque se aproximam as provas de final de ciclo para os alunos do nono ano, a todos desejamos os maiores sucessos e desejamos ainda que, na nova escola que irão frequentar, sejam um modelo de aplicação de modo a conseguirem cumprir todos os sonhos. Porque se aproximam as férias de verão, a todos desejamos um merecido descanso, de forma a conseguir retemperar todas as forças necessárias para, de novo, abraçar um conjunto de novos desafios que o futuro próximo a todos oferecerá.

Dr. Manuel António Pereira - Diretor


Uma história sobre o tempo e sobre o relógio da torre da Igreja de Cinfães

C

elebra-se em cada dia vinte e um do mês de junho, o início do verão! Na prática e de um ponto de vista astronómico, a data corresponde à época durante a qual, o Sol atinge o seu afastamento máximo do equador terrestre, ou seja quando se situa no zénite dos trópicos. O conhecimento deste facto é já muito antigo, remonta à antiguidade e, desde sempre, contribuiu para o desenvolvimento do espírito e capacidade de balização do tempo, balização essa, sempre tão fundamental na criação de uma unidade capaz de situar o homem ao longo dos séculos. Assim foi de facto praticamente até ao século XIX, altura a partir da qual se vulgarizou a posse de pequenos instrumentos capazes de, com rigor, medir o tempo. Até aí, o Sol foi sempre a única medida do tempo, sendo que os seus aparentes movimentos anuais e diários davam a exata medida das coisas e correspondia em rigor à dimensão do Homem como ser dele dependente e nele, Sol, naturalmente reflexo. Durante muitos séculos o Homem teve a necessária intuição de claramente identificar os solstícios ou os equinócios, a eles fazendo corresponder celebrações que, muitas vezes, não iam além de velhos e ancestrais ritos pagãos que, com o alvorecer e desenvolvimento do cristianismo, se alteraram, criando novas roupagens mas nunca demasiado longe das antigas. Na prática, a celebração do S. João, por exemplo, não se afasta da antiga celebração do solstício de verão, com outras roupagens, claro, mas também a mesma celebração à qual foram introduzidas cambiantes de cariz religioso. Celebra-se o Sol no dia mais longo do ano, saltando à fogueira na noite mais curta…mas sempre tendo o tempo como medida! Com o advento dos relógios mecânicos, o Sol perdeu alguma da sua importância como única referência. Hoje o processo de normalização inter países provocou mesmo grandes discrepâncias como aquela a que presentemente assistimos: A nossa hora legal tem um substancial desvio em relação à hora solar… Sem que disso nos apercebamos ou disso tenhamos plena consciência, somos testemunhas passivas de uma revolução de costumes… Até há bem pouco tempo, o Sol marcava o tempo. Hoje quem marca o tempo é o Homem através do relógio! Por falar em relógio, e já que em menos de um mês estaremos a celebrar o S. João que também é padroeiro da vila de Cinfães, vou recordar aqui uma pequena história que poucos conhecerão mas que, nem por isso, deixa de ter algum interesse. Por certo, todos conhecem e identificam o bater das horas do relógio da torre da igreja matriz de Cinfães. Naturalmente, já todos repararam no mostrador existente na torre e que corresponde à parte visível de um mecanismo complexo mas espantoso, por isso digno de visita atenta, como é o mecanismo do citado relógio. Repararam também, por certo, numa placa existente junta ao mesmo e na qual se identifica um nome: Alfredo Pereira Mendes, e uma data, 1908. A história é curta, mas merece mesmo assim uma referência. No último quartel do século XIX, muitos portugueses, como hoje e por razões semelhantes, emigraram para o Brasil onde procuravam formas de conseguir uma vida melhor. Também Alfredo Pereira Mendes emigrou, desde terras de Cinfães. A vida não lhe foi madrasta até porque tinha uma enorme capacidade de fazer amigos, contudo as saudades da terra nunca o largaram. Conheceu por essa altura outro emigrante, natural de Vermoim da Maia, Agostinho da Silva Teixeira, tornando-se amigos muito

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próximos e quase inseparáveis. Por essa altura, entre 1884 e 1888, construía o povo de Vermoím uma nova igreja matriz, dela sabendo notícias Agostinho Teixeira, cuja amizade por Alfredo Pereira Mendes, o nosso conterrâneo, se tornara conhecida, amizade que prevaleceu mesmo para além da morte. É com estas palavras que Agostinho Teixeira o demonstra, proferidas ao receber, em sua casa, o sacerdote para a sua última confissão: “Quero fazer como o meu amigo. Ele também se confessou antes de morrer…”. Um dia, lá no distante Brasil, chega uma carta de Vermoim que fala da nova igreja. Agostinho Teixeira quer fazer alguma coisa pela sua terra e pensa em oferecer o relógio para a torre da nova igreja. É aqui que se dá o acontecimento que se vai tornar comum a Vermoim e a Cinfães e unir sentimentalmente, nas pessoas dos dois amigos, os povos de ambas as localidades. Alfredo Pereira Mendes, ao ouvir o seu amigo, promete espontaneamente oferecer um relógio rigorosamente igual para a igreja de Cinfães. Foi assim que as torres de ambas as igrejas foram dotadas dos respetivos relógios. A de Vermoim desde 1907 e a de Cinfães desde 1908. Pequenas histórias esquecidas pelo tempo mas sobre as quais sempre vale a pena fazer uma referência. Afinal, um bom exemplo de amor à terra, de amizade inquebrantável e de nobreza de espírito. Numa época em que a amizade parece, por vezes, palavra sem sentido, em que a solidariedade parece conceito morto e em que os que oferecem o seu tempo à sua terra por vezes são alvos a abater, quiçá por despeito ou por mal de inveja, recordar um exemplo de bairrismo é, com certeza, uma atitude saudável de elementar justiça. Isto porque em tudo como na vida os bons exemplos são sempre referências obrigatórias.

Dr. Manuel António Pereira (Diretor) (Crónica escrita para ser emitida pela Rádio Montemuro, em junho de 1994)


Assinatura do Contrat

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eve lugar, no passado dia 27 de março, no Auditório Municipal de Cinfães, a cerimónia de assinatura do Contrato de Autonomia firmado entre o nosso Agrupamento de Escolas e o Ministério da Educação. O contrato agora assinado consubstancia-se à luz do Despacho Normativo nº 13-A/2012, de 5 de junho, que visa “estabelecer os mecanismos do exercício de autonomia pedagógica e organizativa de cada escola e harmonizá-los com os princípios consagrados no regime jurídico de autonomia, administração e gestão de estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário.” Como refere, ainda, o mencionado documento, “ com este incremento da autonomia, permite-se às escolas implementar projetos próprios, que valorizem as boas experiências e promovam práticas colaborativas, tendo em conta os recursos humanos e materiais de que dispõem.” Assim, com a assinatura deste contrato, a “escola, dentro dos limites estabelecidos, passa, agora, a decidir a duração dos tempos letivos, a gestão das cargas curriculares de cada disciplina, a gestão das ofertas curriculares obrigatórias ou complementares”, o que comprova a relevância do momento vivido, considerando as implicações e elevadas responsabilidades que acrescem a esta e a todas as escolas que firmam este contrato. Em representação do Ministério da Educação, a escola recebeu a honrosa presença do Dr. José Alberto Duarte, responsável máximo da Direção Geral

dos Estabelecimentos Escolares, que, no decurso da cerimónia, referiu que este era o 212º Contrato de Autonomia a ser assinado, e que era o primeiro a formalizar-se fora de Lisboa, uma vez que todos os outros decorreram em cerimónias conjuntas, em instalações ministeriais da capital. A cerimónia iniciou-se com a intervenção do Sr. Diretor do nosso Agrupamento, Dr. Manuel António Pereira, que, referindo-se ao Sr. Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares, ali exprimiu “uma palavra de apreço pela enorme sensibilidade que revela em relação às escolas”, realçando que “o Sr. Diretor Geral atende pessoalmente todos os telefonemas” que a escola lhe faz. Nessa linha, acrescentou que, considerando as permanentes alterações e mudanças legislativas e organizacionais que marcam a escola atual, “perdemos o contacto próximo com as Direções Regionais e com as Áreas Educativas, mas ganhámos a proximidade com o Sr. Dr. José Gomes Duarte”. De seguida, usou da palavra o Sr. Presidente do Conselho Geral, Dr. Jorge Ventura, que, congratulando-se com a presença do Diretor Geral dos Estabelecimentos Escolares, considerou que este contrato “é um desafio. É um documento cujos objetivos têm que ser alcançados” e, dirigindo-se ao Dr. José Duarte, acrescentou: “Por isso é que toda a comunidade vai abraçar este desafio, para que V. Ex.ª se orgulhe de nós”. Em representação da Câmara Municipal, esteve presente a Sr.ª Vereadora da Educação, Dr.ª Graça Reis, 4


ato de Autonomia

que assinalou a importância do momento, não só para o Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, mas também para o Município de Cinfães, uma vez que ali se propunha a preparação do futuro das crianças e jovens do concelho, afirmando que “o conhecimento é o melhor passaporte para qualquer lugar do mundo”, e que, assim sendo, “ a educação não pode ser vista como uma despesa, mas como um investimento com retorno garantido”. Por fim, usou da palavra o Diretor da DGEST, Dr. José Alberto Duarte, que se congratulou pela forma como foi recebido, e pelo empenho e envolvimento geral que rodeou todo o processo de assinatura do Contrato de Autonomia, realçando, nomeadamente, que “este tema foi tratado com toda a seriedade pelo Conselho Geral”. Num tom de grande proximidade e empatia, concluiu, referindo que viera a Cinfães para estar ao lado de todos os que concretizam, no terreno, o processo ensino/aprendizagem e laboram em prol deste desígnio nacional que é o ato educativo.

Profª Helena Santos Duarte

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Entrevista ao senhor Presidente do Instituto dos Seguros de Portugal

O Presidente do Instituto de Seguros de Portugal, Dr. José António Almaça, esteve na nossa escola por altura da entrega do prémio referente ao concurso “Todos contam”, que mais uma vez nos coube. Após a cerimónia da entrega do prémio, que decorreu na Biblioteca da escola, tivemos a honra de trocar umas palavras com tão ilustre presença, a fim de ficarmos a conhecer melhor a sua função na vida pública de Portugal, bem como alguns aspetos da sua vida pessoal e profissional. Alunos – Gostaríamos que começasse por nos fazer uma breve apresentação pessoal. Dr. José António Almaça – Chamo-me José António Almaça, tenho 61 anos. Nasci em Évora, mas fui para Lisboa quando tinha 5 anos e aí tenho vivido grande parte da minha vida! A. – Onde fez a sua escolaridade até ingressar na universidade? Qual é a sua área de formação? Dr. J. A. A. – Foi em Lisboa. Tenho três cursos superiores: tenho um curso de contabilidade e administração, um curso de gestão de empresas, um master em gestão internacional, feito em Espanha – Madrid – e tenho um doutoramento na área dos seguros, feito também em Madrid. A. – A nossa escola recebeu, pela segunda vez consecutiva, o prémio relativo ao primeiro lugar do projeto “Todos contam”. O que pensa disto? Dr. J. A. A. – Ora bem, penso que a vossa escola está a fazer aquilo que deve ser feito, tem estado a desenvolver projetos, que é uma forma de aprender. Como 6


vocês viram na minha intervenção, em 45 escolas A.– O que faz o presidente do Instituto dos Seguros apareceram 35 projetos, muitos deles de grande de Portugal, enquanto tal? qualidade. A vossa escola ganhou, como no ano pasDr. J. A. A. – Começa a trabalhar às oito da manhã e, sado, e isso resulta de um trabalho que tem de existir às vezes, não sabe a que horas acaba e, como Presientre professores e alunos que querem aprender. E dente do Instituto dos Seguros de Portugal, supervocês estão na escola precisamente para aprender o visiono o que são as companhias de seguros, como que os professores estão a ensinar. Ora, quando se defuncionam e como funcionam os seguros de pensões, senvolvem projetos, já vamos mais além daquilo que é que são uma forma de as pessoas complementarem só ensinar na aula, portanto o projeto já implica outro as suas reformas, que o sistema público não dá, pois condimento, outro tipo de trabalho, e é um trabalho não tem dinheiro. Portanto, as iniciativas privadas que vocês acabam por fazer já fora do horário escolar, dos fundos privados é que irão, no futuro, compensar levando-vos a ter uma visão aquilo que o estado não Os projetos permitem isso, logo a escola está mais prática da vida e das coitem. Há uma falsa ideia fazer um trabalho de mérito, naturalmente para sas reais do que só a aula em quando os vossos pais proveito de todos, sobretudo dos alunos, que si. Portanto, o conteúdo dos dizem “vou descontar aprendem mais e os professores também... projetos tem uma aplicação para a reforma”, porque prática. Os projetos permitem os descontos que as pesisso, logo a escola está fazer um trabalho de mérito, soas estão a fazer para o estado, como este não tem naturalmente para proveito de todos, sobretudo dos dinheiro, são para pagar as reformas atuais. Assim, se alunos, que aprendem mais e os professores também, as pessoas não começarem a poupar para a reforma, e ganha a escola! significa que, quando chegar a vossa altura, não vão ter reforma, porque não há dinheiro. Então, o papel A. – Qua l a importância do desenvolvimento deste do Presidente do Instituto é verificar se as comtipo de projetos nas escolas? panhias de seguros e os fundos de pensões estão a Dr. J. A. A. – A importância deste tipo de projetos funcionar de acordo com as regras, ou seja, na defesa nas escolas tem a ver com a maior abertura que as esdos consumidores. colas têm de ter relativamente às iniciativas que estão à sua volta, quando falamos na educação financeira. A.– Pode explicar-nos o conceito de “seguro”? Ora, se não existisse este tipo de projetos, vocês, se Dr. J. A. A. – Há um livrinho sobre os seguros que calhar, não tinham a oportunidade de relacionar os eu trouxe - foi o primeiro tratado de seguros escrito conhecimentos que podem aprender na sala de aula por um português, que se chama Pedro de Santarém, sobre produtos financeiros. de 1550, que está escrito em quatro línguas - e explicita que um seguro é uma forma de uma pessoa 7


se precaver para algo que seja imprevisível no futuro. Faço um seguro para quê? Faço um seguro, por exemplo, de automóvel, porque se tiver um acidente, depois não tenho de responder pelo meu património na reparação do dano que causei ao passageiro e ao meu próprio carro. Portanto, acabo por fazer uma coisa que é importante num seguro: o conceito da mutualização, em que toda a gente paga para que, depois o sinistro possa beneficiar, ou seja, estamos a mutualizar o risco. Dou-vos um exemplo: na sala de aula, vamos imaginar que cada um tem um computador. Se não existisse seguro, o computador caía ao chão e avariava e, se aquele que estragou o computador não tivesse dinheiro, ficava sem computador. Se um computador custar mil euros e na turma houver 30 alunos, mutualizando (ou seja, fazendo um seguro), cada um pagaria por volta de 30 euros por ano. Assim, em caso de avaria, ou quebra, o seguro iria pagar a reparação desse computador, ou seja, estávamos a mutualizar o risco, pagávamos todos muito menos do que 1000€. O seguro tem essa função, a de cobertura de riscos. Mas também tem outra função, que é servir de poupança, para me precaver para o futuro, tendo assim um “mealheiro”. A.– Que tipos de seguros podemos fazer? Dr. J. A. A. – Os seguros normalmente dividem-se em dois grupos: seguros de pessoas (de vida, ou de acidentes pessoais), ou seguros de bens. No caso dos seguros de pessoas, por exemplo, as despesas hospitalares, decorrentes de um acidente ou de uma cirurgia, são pagas pelo seguro. Se eu não tiver seguro, tenho de pagar usando dinheiro das minhas poupanças. Quanto aos seguros de bens, posso referir, por exemplo, o seguro de uma casa, (contra incêndios, roubo e também do “recheio” da casa). Então, se houver um assalto, o seguro cobre o prejuízo. Existem, ainda, seguros de assistência jurídica ou de prestação de serviços, como assistência de viagens. Se houver um acidente durante a viagem, ou uma avaria no carro, o seguro de viagens paga as despesas. Já os seguros de assistência jurídica são diversos e cobrem, por exemplo, problemas que se tenham com o júri ou com tribunais, podendo-se contratar um seguro de assistência jurídica, em vez de contratar um advogado. Assim, a companhia de seguros encarrega-se de resolver essa questão. A. – Fazer um seguro , é poupar ou ganhar? Dr. J. A. A. – Poupar ou ganhar? Nós podemos ver isso em duas perspetivas: o papel do seguro não é ganhar, ou seja, quando faço um seguro não é para ganhar dinheiro, não é esse o objetivo. Isso é uma ideia errada. Quando faço um seguro, é para que eu venha a ser reembolsado, se tiver um sinistro ou acidente, dos danos que foram causados pelo sinistro. Por exemplo, 8


se eu comprei uma televisão que custou 300€ e eu faço o seguro, eu não quero que a companhia de seguros me pague 500€. Portanto, não pode haver aqui uma situação em que eu faço um seguro para receber mais do que do dano que eu tive. O termo jurídico para isso é “enriquecimento sem causa”. O objetivo do seguro não é ganhar dinheiro, mas sim reparar os danos causados, logo, será poupar de certa forma. A.– O que pensa da crise? Dr. J. A. A. – Olhando para trás, e eu olho, e digo assim: mas será que há dez ou quinze anos atrás, porque a crise veio-se acumulando com o tempo, não havia economistas? Não havia atuários? Não havia gestores? Onde é que eles andavam? Andou tudo “louco” e a crise surgiu, porque se andou a gastar mais do que aquilo que se tinha. Por isso, é que as pessoas ouvem falar da crise, da dívida soberana e da dívida privada. A dívida soberana é a dívida do Estado, que se acumulou para fazer as obras e autoestradas desnecessárias, ou que faltavam. O problema da crise surge, porque as pessoas não pensaram. Devido à nossa entrada no euro, o dinheiro passou a ser barato, e como a taxa de juros era barata e havia um grande incentivo para consumir, as pessoas passaram a pedir dinheiro emprestado e a endividar-se, esquecendo-se que um dia teriam de pagar. Portanto, isso aconteceu por duas vias: pelo Estado e pelos privados. Os bancos estão todos com problemas, não é? Os bancos também iam fazer empréstimos para emprestar. Os bancos fizeram empréstimos à habitação, e o empréstimo à habitação é um empréstimo, por exemplo, a 30 anos, e o banco não tinha fundos para garantir esse prazo de tempo, pois os depósitos eram à ordem. Havia uma diferença, e quando o credor (...) formar-se será o vosso objetivo, porque as pesdizia” olhe, deixa cá ver o dinheiro”, eles diziam que soas quanto mais bem formadas estiverem, melhores não tinham e gerou-se a condições têm para responder aos desafios do futuro. crise do sistema financeiro. Nos seguros não Entendimento com a Troika acaba dia 19 de maio, mas a houve crise. Porquê? Porque se trata de um negócio crise não acaba, pelo que esta ainda vai demorar uns anos de longo prazo, portanto os seguros têm responsabilia “ limpar”. Neste momento, temos de acertar as contas de dades a longo prazo, a 10 anos, e a 15, mas têm ativos gastos desmesurados feitos durante 15 anos. No futuro, se que respondem por essas responsabilidades. as pessoas trabalharem e forem competentes, e souberem, Poderão ver um vídeo, que está no youtube, que terão mais hipóteses de arranjarem condições melhores do explica o porquê da crise e a entrada em colapso do que quem não se aplica e quem não estuda. sistema financeiro: “a crise do subprime” [http:// www.youtube.com/watch?v=aZkDV1iwKVU]. A.– Como acha que vai ser o futuro dos jovens em Portugal? Dr. J. A. A. – Ora, o futuro dos jovens em Portugal depende da idade. Vocês têm mais ou menos treze anos, não é?! Portanto, vocês têm que acreditar naquilo que querem fazer: formar-se será o vosso objetivo, porque as pessoas quanto mais bem formadas estiverem, melhores condições têm para responder aos desafios do futuro. Ora, a escola tem de ser esse veículo de formação das pessoas. O Memorando de 9

Entrevista preparada e conduzida pelos alunos: Ana Cardoso, 8.º A Catarina Aparício, 8.º A João Ferreira, 8.º A (Supervisão: Diretora de Turma e docente de Português)


Entrega do Prémio “Todos Contam”

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elo segundo ano consecutivo, a nossa escola foi agraciada com o primeiro prémio do Projeto “Todos contam”, no âmbito da Educação Financeira. O projeto em causa, no presente ano letivo, envolve diretamente os alunos do segundo ciclo, estando, no entanto, toda a comunidade empenhada no desenvolvimento da temática referente à Educação Financeira, nomeadamente na área de Educação Cívica e Ambiental. O prémio, que muito nos honra, foi entregue no passado dia 24 de março, na Biblioteca Escolar, numa cerimónia que contou com a presença ilustre do Sr. Presidente do Instituto dos Seguros de Portugal, Dr. José Almaça; e de representantes do Ministério da Educação, do Banco de Portugal e da Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. A cerimónia, para além das palavras de felicitações e de incentivo dirigidas às estruturas diretivas da escola, aos alunos e aos professores envolvidos no Projeto, foi, ainda, enriquecida com a leitura dramatizada do livro “Comprar, comprar, comprar!”, de Luísa Ducla Soares, leitura essa efetuada por alunos do 2º e do 3º ciclos. No dia em causa, a Biblioteca Escolar foi pequena para acolher tantos alunos, professores e assistentes operacionais que, congratulando-se com mais este prémio que muito dignifica toda a comunidade educativa, se quiseram associar ao evento.

Equipa da Revista Escolar 10


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Era uma vez…..a “língua portuguesa” no Jardim de Infância

sentido, retirem as ideias fundamentais e reconstruam a informação, o educador está a contribuir para que as crianças se apropriem das funções da leitura. Sabemos todos que, mesmo dominando a técnica da leitura, a competência enquanto leitores varia de acordo com a capacidade de interpretar o que está escrito. A biblioteca do jardim-de-infância é um espaço acolhedor e gerador de um ambiente de expectativa, prazer, alegria e descoberta que suscita o interesse pelos livros. A este espaço estão subjacentes os objetivos de promoção do desenvolvimento da linguagem, da aquisição de vocabulário, do desenvolvimento dos mecanismos cognitivos envolvidos na seleção da informação e no acesso à compreensão. Também, neste espaço, se potencia o desenvolvimento das conceptualizações sobre a linguagem escrita, a compreensão das estratégias de leitura e o desenvolvimento de atitudes positivas face à leitura. Quanto mais as crianças se aperceberem da funcionalidade da leitura, mais se irão interessar por ela, e esse interesse será determinante na promoção da motivação para a leitura. Quando as crianças começam a procurar atribuir significado aos símbolos escritos, é sinal que estão a emergir os seus comportamentos de leitor. Toda esta compreensão se vai construindo pouco a pouco, através de uma diversidade de situações, mais ou menos estruturadas, fazendo germinar ações e comportamentos essenciais a um leitor. Assim se justifica o permanente “Era uma vez….” do jardim-de-infância, que sendo uma atividade MUITO SÉRIA, nem sempre é levada a sério.

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uem não tem gravado na sua memória, mais ou menos longínqua, a voz do pai, da mãe, da avó ou do avô pronunciando, como se fora uma melodia, esta frase encantatória: “Era uma vez….”? No pré-escolar, enquadramos a língua portuguesa na área da expressão e comunicação, no domínio do desenvolvimento da linguagem oral e abordagem à escrita. As Orientações Curriculares para a Educação Pré-escolar (Ministério da Educação, 2002) referenciam que o contacto e o desenvolvimento de competências de leitura são várias, e que este é um processo gradual e complexo que envolve múltiplas vertentes que podemos enquadrar em três aspetos centrais: comportamentos e estratégias de leitor; contacto com diferentes suportes de leitura; e desenvolvimento do prazer, do gosto e da vontade de ler. A linguagem desempenha um papel fundamental no desenvolvimento das crianças e é, por via da oralidade, que despertamos nelas o gosto pelas palavras, pela literatura e pela leitura. Em idade pré-escolar, as crianças ainda não sabem ler. É fundamental haver quem lhes leia, para que se apercebam da existência da mensagem associada ao texto escrito. Estas crianças, que ainda não sabem ler, antecipam o conteúdo da mensagem a partir de alguns indicadores contextuais, e imitam alguns comportamentos de leitor, que observam naqueles que os rodeiam. O papel do educador como modelo, neste como nos outros domínios, é de referência e fundamental, pois a forma como lhes lê e utiliza os diferentes tipos de texto, constitui exemplo de como e para que serve ler. As ideias e conceções precoces que as crianças vão desenvolver sobre a leitura, as suas funções, comportamentos e estratégias de leitores são extremamente importantes para o seu futuro como leitores. A prática educativa no jardim-de-infância contempla uma abordagem sistemática da leitura, contextualizando ou abrindo as portas a conhecimentos diversos, fazendo simultaneamente apelo à imaginação e à criatividade. Os momentos de leitura diários, escutar histórias, lengalengas, trava-línguas e poesias; participar em jogos dramáticos e outras experiências que requerem comunicação; falar informalmente com outras crianças ou adultos são atividades significativas que desenvolvem a linguagem e despertam para a leitura. Ao ler um livro, as notícias da revista escolar ou de um jornal, uma carta ou uma receita para confecionar um bolo, o educador está a proporcionar contacto com diferentes suportes de leitura. Ao ler e comentar, para que as crianças interpretem o

Leonor Negrão Educadora de infância 12


IMPOSSÍVEL PENSAR O MUNDO SEM EDUCAÇÃO

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impossível pensar o mundo sem Educação. A Educação é um legado da Humanidade, uma tarefa infinita. Mas se o mundo, nestas últimas décadas, mudou aceleradamente, é natural que os papéis de professor e aluno tenham sofrido profundas alterações. É necessário, por isso, reequacionar o sentido da tarefa educativa. Poder-se-á considerar que estamos, deste modo, perante mudanças educativas e, tal como já afirmava Coombs, (1991:19) “As mudanças educativas acontecem em função de necessidades e de contextos. A diferentes situações histórico-sociais têm que corresponder modos diferentes de planificação educacional”. Assim, e ainda na perspetiva do referido autor, antes da segunda Guerra Mundial a educação que era praticada em muitos lugares era isolada, compartimentada e autista, pois as previsões eram para um ano, os níveis de ensino eram tratados separadamente e a evolução da sociedade e o estado da economia não eram tidos em conta na Planificação da Educação. Com o fim da Segunda Guerra, foi necessário fazer um “combate” aos sistemas escolares e, rapidamente, a Educação Escolar passou a ser vista como um investimento essencial ao crescimento económico, passando as crianças e os pais a considerar a educação como uma maneira mais segura para ter um emprego melhor e mais qualidade de vida. Assim, a partir de meados dos anos cinquenta, assistiu-se em todos os países desenvolvidos a um crescimento caótico dos efetivos escolares como consequência de uma procura generalizada do direito à Educação. Portugal, embora mais tarde, não foi exceção. As mudanças verificadas vão culminar na aprovação da Lei de Bases em 1986 (Azevedo 1994). O alargamento da escolaridade obrigatória de seis para nove anos e a alteração dos objetivos para o ensino básico conduzem necessariamente a uma alteração do currículo e consequentemente da avaliação (Lemos et al, 1993). A massificação e diversificação da população escolar, bem como as alterações verificadas na sociedade, ao nível dos valores, atitudes e mesmo ao nível profissional, impõem à escola uma grande exigência. Na verdade, atualmente, os professores deparam-se com inúmeras questões que requerem respostas imediatas, tais como a proficiência da escola. Esta tem de ensinar tudo e depressa e só um professor/educador reflexivo e consciente das dimensões da ajuda, do afeto e da amizade consegue encontrar saídas para ajudar a enfrentar problemáticas 13

contemporâneas como a violência, a indisciplina, a toxicodependência, o roubo, a delinquência, enfim, poderíamos desfiar um rol de situações desta natureza, pois elas existem e estão aí perante toda a comunidade educativa. Por isso, é necessária uma articulação real entre a escola, a família e a comunidade. Pelo sonho é que vamos, comovidos e mudos. Chegamos? Não chegamos? Haja ou não haja frutos, pelo sonho é que vamos. Basta a fé no que temos. Basta a esperança naquilo que talvez não teremos. Basta que a alma demos, com a mesma alegria, ao que desconhecemos e ao que é do dia a dia. Chegamos? Não chegamos? Partimos. Vamos. Somos. (Sebastião da Gama)

Lúcia Araújo da Silva (Docente do grupo 300)


Uma Moeda, uma Boa Ação

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turma CEF de Coz 2 envolveu-se no Projeto “Uma Moeda, uma Boa Ação”, que depois se alargou a toda a comunidade educativa, que se empenhou na recolha de fundos, através da venda de rifas, destinados a ajudar animais de rua desprotegidos. O Projeto foi um sucesso e conseguiu recolher dinheiro que foi depois empregue na esterilização e tratamento de uma cadelinha de rua, na compra de ração para animais necessitados e ainda na compra de um abrigo para uma cadela órfã, entre outas coisas. O sucesso do Projeto deveu-se muito ao empenho de muitos professores e sobretudo alunos que mostraram grande caráter e sensibilidade face à muitíssimo atual questão que é a proteção de animais de rua. Parabéns aos campeões da venda de rifas, especialmente à Cláudia do CEF 2, à Ana Cardoso, do 7º E, e ao Leonardo Matinhas, do 6º F, e, last but not least, à professora Dora, que, não pela primeira vez, provou amar os animais ao adotar a Luna e ao proporcionar-lhe um lar feliz e seguro. A Luna fez parte do quotidiano da escola CEF durante cerca de dois meses e contou com a compreensão do Professor Amaral, coordenador da escola, que revelou, mais uma vez, o seu caráter e bom senso, e ainda com o trabalho e dedicação do Sr. Francisco, que dela cuidou durante todo esse tempo. Ao longo de dois meses, os alunos da escola CEF passearam e brincaram com a Luna diariamente, proporcionando-lhe alegria, bem-estar e segurança, sensações que ela provavelmente desconhecia… Obrigada, Sr. Diretor, pela sua sensibilidade e compreensão e por mostrar todos os dias à comunidade educativa e aos nossos alunos como é bom e recompensador proteger os mais desprotegidos e dar um lar a duas cadelas que nos dão as boas vindas todos os dias e tornam os nossos dias mais belos.

“Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles.” Philip Ochoa “Não há diferenças fundamentais entre o homem e os animais nas suas faculdades mentais…os animais, como os homens, demonstram sentir prazer, dor, felicidade e sofrimento.” Charles Darwin “A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.” Charles Darwin “Nossa tarefa deveria ser nos libertarmos … aumentando o nosso círculo de compaixão para envolver todas as criaturas viventes, toda a natureza e sua beleza.” Albert Einstein (físico, Nobel 1921)

Algumas frases para refletirmos: “Podemos julgar o coração de um homem pela forma como ele trata os animais.” Immanuel Kant “Antes de ter amado um animal, parte da nossa alma permanece desacordada.” Anatole France “A vida é valor absoluto. Não existe vida menor ou maior, inferior ou superior. Engana-se quem mata ou subjuga um animal por julgá-lo um ser inferior. Diante da consciência que abriga a essência da vida, o crime é o mesmo.” Olympia Salete

Professora Ricardina Cabral

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Netiquette!

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á algum tempo que reflito sobre O PODER DE UMA RESPOSTA… Estranho?! Não, e passo a explicar! Uma resposta é 1. A ação ou resultado de responder. 2. O que se diz ou se escreve, em consequência de interpelação, pedido ou pergunta de outrem. […]3. O que vem na sequência de uma ação de outrem. […] (Verbo, 2001) Ora, até aqui nada de novo! Mas detenhamo-nos no ponto terceiro e reflitamos sobre a “ação de outrem” – sempre que envio um e-mail, executo um gesto programado, com um objetivo específico. Naturalmente, desejo colher uma resposta! Hoje em dia, comunicar apresenta-se sob variadíssimas formas, uma delas é amplamente vantajosa no meio escolar – o uso do e-mail, através da Internet. Sendo a comunicação a ação de transmitir e receber mensagens, usando meios e códigos específicos, ela é o suporte do estabelecimento das relações interpessoais. A comunicação não pode ocorrer desgarrada das regras de convivência social. A complementaridade entre respeitar as regras de convivência social e dominar as técnicas conversacionais fará o sucesso da comunicação (ou não…). Assim, nasce um novo vocábulo no mundo da Web: a NETIQUETTE, ou etiqueta na Net! Sempre que recebemos um e-mail de alguém, devemos dar-lhe resposta. Do mesmo modo, sempre que enviamos um e-mail a alguém, devemos ter o cuidado de usar um registo escrito correto, quer no uso das palavras que usamos na mensagem, quer nas formas de tratamento. Quando um aluno envia correio eletrónico a um professor (para enviar, por exemplo, um trabalho para correção), deverá incorporar texto explicativo da razão que o move a realizar aquele “gesto”, bem como terminar a mensagem com uma fórmula de despedida ajustada! Numa próxima oportunidade, deixarei umas dicas para redação de textos! Hoje, só quis deixar expressa a minha ideia que “o poder dar uma resposta” faz toda a diferença no processo comunicacional, revelando @ preço pelo interlocutor e pelo tempo que ele dispôs para nos facultar algo! Rita Almeida

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O que quero ser quando fizer a escolaridade obrigatória?

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sta foi a questão que a Diretora de Turma do 7ºE pediu aos alunos que respondessem no período das “férias da páscoa”! Depois de colher os trabalhos dos alunos, considerou que o trabalho do Rodrigo Adrião era merecedor de destaque, por dois motivos: pela graça com que o aluno espelha os seus sonhos e pelo trabalho cooperativo exercido! Sim, a mãe, Maria Clara de Jesus, esteve ao lado do Rodrigo para que ele escrevesse “como deve ser” e melhorasse a sua avaliação a português! Eu, Rodrigo, tenho 12 anos e frequento o 7ª ano de escolaridade. Confesso que ainda estou indeciso com a profissão que devo escolher, apesar de ter algumas que considero importantes e adequadas para mim. Desde pequeno que gosto de fazer bolos, vejo uma receita e penso logo em fazê – la. Acho que ser um bom pasteleiro é uma profissão com futuro e enriquecedora, pois posso recriar e criar receitas novas. Também admiro outra profissão muito louvável, que é ser polícia, ajudar os outros. Transmitir valores, respeito, autoridade e impor a lei é algo que me agrada e considero útil para a comunidade. Agora que estou no 7º ano e frequento o futsal, interessei-me pela posição de guarda-redes. Ser guardaredes de futsal é uma das minhas indecisões, algo que terei de pensar e repensar, pois quero uma profissão de que eu goste de verdade e que me proporcione um bom futuro. Sei que para ter uma profissão, seja ela qual for (posso não escolher nenhuma destas), uma coisa é certa - tenho que estudar muito e neste momento os estudos não estão a correr bem … Preciso de estudar muito para decidir a minha profissão e ter sorte no mercado de trabalho.


BANDEIRA ECO-ESCOLAS 2012/2013 Foi com muito orgulho que o Clube do Ambiente hasteou a bandeira recebida pela Associação Bandeira Azul da Europa, secção portuguesa da Foundation for Environmental Education (ABAE/FEE P). Este foi o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido pela nossa escola, no ano letivo 2012/13, no âmbito do programa Eco-Escolas, em benefício do ambiente e da sustentabilidade. Profª Dora Ferreira

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AÇÃO DE SENSIBILIZAÇÃO SOBRE “VIOLÊNCIA NO NAMORO”

“Primeiros Socorros” – Sessão de esclarecimento

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o passado dia 7 de março, veio à nossa sala a Sr.ª enfermeira Suzana, mãe da nossa colega Gabriela, acompanhada pela sua filha Anaísa, pois aceitou o convite da nossa professora para nos explicar o que devemos fazer em situações de primeiros socorros. Começou por nos apresentar um PowerPoint com o título “ As situações de emergência nas escolas”, explicando-nos o que são os Primeiros Socorros e quais os seus objetivos: prevenir, alertar e socorrer. De seguida, recordou-nos e esclareceu dúvidas sobre o que devemos fazer em caso de picadas de abelhas e vespas, mordedura de cão ou de cobra, hemorragia nasal e feridas. Aprendemos também que as queimaduras não são todas iguais, pois há queimaduras de 1º grau (simples), queimaduras de 2º grau (com bolhas) e queimaduras de 3º grau (profundas). Ficámos ainda a saber o que fazer se a vítima estiver quase a desmaiar ou até se estiver já desmaiada, bem como as atitudes a tomar quando a vítima tiver um ataque de pânico, asma ou convulsão. A Sr.ª enfermeira Suzana, para percebermos melhor, pediu a alguns colegas para a ajudarem a exemplificar. Na exposição do tema “asfixia nos bebés”, a Anaísa foi a menina escolhida para exemplificar. Quando a campainha tocou para irmos para casa, ficámos tristes, pois estávamos muito empenhados no que estávamos a fazer. Nós adorámos este dia porque foi muito interessante ter a mãe de uma colega nossa a ensinar-nos e ficámos admirados como ela sabia tanto. Queremos agradecer à Sr.ª enfermeira Suzana pelo carinho com que apresentou este tema e nos tirou as dúvidas, tornando esta tarde muito agradável e ao mesmo tempo ensinando-nos tanto sobre os Primeiros Socorros.

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ada vez mais vivemos numa sociedade violenta, quer física, quer psicológica. Durante o namoro, milhares de jovens casais incorrem em situações de violência física e psicológica, como, por exemplo, difamar, insultar, gritar, ameaçar e esbofetear. Segundo o Diário de Notícias, “mais de metade dos rapazes e das raparigas acham que é normal proibir a namorada/o de vestir certas roupas e de sair com determinados amigos/as. Entre os rapazes, 5% considera que agredir a namorada ao ponto de deixar marcas não é ser violento. 25% dos rapazes e 13,3% das raparigas entendem que humilhar a namorada/o é legítimo e que ameaçar a namorada ou o namorado é normal (15,65% dos rapazes acha que sim e 5% das raparigas também).” Estas situações abusivas que se iniciam na adolescência prolongam-se, muitas vezes, durante toda a vida. Tendo em vista elucidar os jovens sobre realidade tão dura, a equipa do Projeto de Educação para a Saúde promoveu, no dia 17 de março, uma ação de sensibilização sobre “Violência no Namoro”, para os alunos do 9º ano, no Auditório Municipal, dinamizada pela deputada da nação, Dra. Elza Pais. Profª Dulce Marques, Coordenadora do Projeto PES

Turma - 3º F Complexo Escolar de Cinfães

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O novo “rei” do Jurássico, um dinossauro português

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maior predador conhecido na Europa é um dinossauro carnívoro com cerca de 150 milhões de anos. Algumas das suas características atestam o efeito devastador que inflingia nas vítimas: os dez metros de comprimento, o peso entre 4 e 5 toneladas e os dentes de 10 cm, em forma de lâmina. Um trabalho dos paleontólogos da Universidade Nova de Lisboa, Christophe Hendrickx e Octávio Mateus, permitiu classificar uma nova espécie de dinossauro, com base no estudo de um maxilar. O Torvosaurus tanneri, também com 150 milhões de anos, havia sido encontrado em 1972 nos Estados Unidos. Todavia, na Europa existiu outra espécie de torvossauro, o Torvosaurus gurneyi, nome científico que homenageia o ilustrador James Gurney, criador da série de livros Dinotopia. Mateus afirmou que “não houve predador terrestre maior do que este no Jurássico” e Hendrickx enfatizou o facto de ter sido “um predador ativo que caçava outros grandes dinossauros”. Existiram dinossauros carnívoros maiores, como o Tyrannosaurus rex (12 metros, América do Norte), mas viveram num período posterior, já no Cretácico. Para que o torvossauro pudesse ter evoluído e originado

Figura 1 - Réplica do crânio de um torvossauro (Serguei Krasovskii).2

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duas espécies distintas, a Europa e a América do Norte tinham de estar separadas há tempo suficiente. Octávio Mateus referiu que contrariamente à perspetiva de uma só espécie nos dois continentes, com a existência de pontes de terra no Jurássico Superior, concluiu-se que “as pontes de terra são mais antigas do que se pensava, possivelmente dez milhões de anos.” Essas ligações terão desaparecido há uns 160 milhões de anos, tornando o Atlântico intransponível para os animais terrestres. Professor Joel Ferreira Bibliografia: 1 Hendrickx C., Mateus O. (2014). Torvosaurus gurneyi n. sp., the Largest Terrestrial Predator from Europe, and a Proposed Terminology of the Maxilla Anatomy in Nonavian Theropods. PLoS ONE 9(3): e88905. doi: 10.1371/journal. pone.0088905. 2 Firmino, T. (2014). Dinossauro português dos tempos jurássicos foi o maior predador terrestre da Europa. Retrieved 30 Abril 2014, from http://www.publico.pt/ciencia/noticia/ dinossauro-portugues-dos-tempos-jurassicos-foi-o-maiorpredador-terrestre-da-europa-1627173?page=-1#/0. 3 S/ autor (2014). Nova espécie de dinossauro encontrado em Portugal é o maior predador terrestre da Europa. Retrieved 30 Abril 2014, from http://www.cienciahoje.pt/index. php?oid=58332&op=all.

Figura 2 – Ilustração científica de um torvossauro (Serguei Krasovskii).2


Semana da leitura A visita dos escritores: Leonor Mexia e Pedro Seromenho

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o dia dezoito de março, a escritora Leonor Mexia dirigiu-se à nossa escola para fazer a apresentação do seu livro “Colar de Contos” para os meninos da Pré, uma turma do segundo e duas turmas do terceiro ano. Contou a história “A Bruxa Beatriz”, que foi muito bem contada, pois percebemos tudo, palavra por palavra, e cativou a nossa atenção. De seguida, fizemos várias perguntas e ficámos a saber que Leonor Mexia nasceu no Porto, em 1970. Começou a escrever em 2006, já publicou três livros, foi-lhe atribuída uma Menção Honrosa pelo conto “ A caixa da avó Maria”, e que gosta muito de ler e de escrever. Por fim, autografou alguns livros e nós agradecemos a sua presença. Foi um momento muito agradável, pois conhecemos mais uma escritora e um pouco da sua vida e deliciámo-nos com mais uma história.

N

o dia vinte e um de março, recebemos a visita do escritor Pedro Seromenho, que veio apresentar o livro “ A fuga da ervilha”, para todos os meninos do 1º ciclo, desta escola. Como vários alunos tinham comprado livros deste autor, fizemos desenhos relacionados com as histórias e colocámo-los na parede do corredor, junto com a sua biografia. Pelas catorze horas e trinta minutos, chegou o escritor. Depois de se apresentar, começou a contar as histórias: “ O palhaço avaria”, “ Porque é que os animais não conduzem?” e, por fim, “A fuga da ervilha”. Foi espetacular a forma como ele contou as histórias, pois fê-lo com entusiasmo e, à medida que as ia contando, ia ilustrando. Pareciam mãos mágicas que nos deixavam pasmados, maravilhados, sem palavras! De seguida, o escritor respondeu a algumas questões colocadas pelos alunos sobre a sua vida pessoal e sobre as suas obras. Enquanto o escritor autografava os livros, com desenhos e dedicatórias muito carinhosas, cantámos canções e fizemos 20

jogos com os nossos professores. Por fim, despedimo-nos de Pedro Seromenho com a nossa bela melodia o “Hino da criança” e oferecemos-lhe algumas lembranças da nossa escola. Foi uma tarde divertida, animada, que jamais iremos esquecer! Ler e ouvir ler, é sempre um prazer! Trabalho escrito pelos alunos da turma do 3º F Complexo escolar de Cinfães


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ando continuidade a uma prática iniciada há sete anos, a Semana da Leitura foi resultado de um trabalho colaborativo entre todas as Bibliotecas Escolares do concelho de Cinfães e a Biblioteca Municipal. As atividades decorreram na semana de 17 a 23 de março, e tiveram como tema aglutinador “Cinfães a Ler”. A preocupação principal das pessoas envolvidas foi fazer chegar a festa do livro e o prazer da leitura a todos os alunos do concelho, dando-lhes a oportunidade de assistirem ou participarem em momentos únicos e inesquecíveis. As bibliotecas escolares são núcleos de vida fundamentais na formação dos nossos alunos e, por isso, são encarados como espaços privilegiados onde, mais uma vez, se organizaram exposições, debates, momentos de poesia e de teatro que deram aos alunos uma dimensão mais enriquecedora do ensino que lhes é facultado. Este ano, a semana da leitura teve um programa variado que contou com o precioso contributo da música e do teatro. Para além de atividades em torno do livro e da leitura realizadas pelos professores, houve o cuidado de proporcionar às crianças e jovens a possibilidade de contactarem com escritores e assistirem a espetáculos de música e de teatro. Para esse efeito, no dia 17, realizou-se uma Sessão Cultural no Auditório Maestro Pereira Pinto, com a participação de alunos de várias escolas do concelho, seguida da abertura da Feira do Livro, na Biblioteca Municipal. Durante a semana, realizaram-se várias sessões de teatro que estiveram a cargo do teatro Montemuro, com a peça “À espera que volte”, e Teatro Acert, com o monólogo “Faz de conta”. O grupo Idade Maior, da Universidade Sénior, apresentou a dramatização “A Janela” a duas turmas do 3º ciclo. Durante toda a semana as bibliotecas de todos os Centros Escolares tiveram sessões com diversos autores de literatura infanto-juvenil. Os escritores Leonor Mexia, Fernando Mendonça, Odete Praça, Palmira Martins e Pedro Seromenho apresentaram os seus últimos livros ao público escolar, falando da sua experiência profissional e da importância que os livros tiveram nas suas vidas. No dia 19 de março realizou-se na biblioteca escolar da 21


E.B.2,3 uma sessão de poesia, dinamizada pelo professor Mário Crescêncio, no âmbito da disciplina de Comunicação e Expressão Dramática. Foram entregues, nesta ocasião, os prémios aos primeiros classificados do concurso de leitura do 2º período. Para o 2º ciclo, o livro escolhido foi a “Nascente de Tinta”, de Pedro Seromenho. Os primeiros classificados foram Ana Raquel Pontes, do 6º D; Maria Beatriz Portocarrero, do 6ºC; e no 3º lugar, com o mesmo número de pontos, Marco António Cardoso Monteiro e Micaela dos Santos Madureira, do 5ºD. No 3º ciclo, a obra submetida a concurso foi “História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar”, de Luís Sepúlveda. Os alunos premiados foram Diogo Teixeira, do 9º A; Ana Rita Mouta Pinto, do 7º A; e, no 3º lugar, com o mesmo número de pontos, Nadine Tomé Ribeiro e Tânia Augusto Maneta, do 7ºD. O encerramento da semana da leitura teve lugar no Auditório Municipal e foi aberto a toda a comunidade. Nesta cerimónia participou a Academia de Artes de Cinfães, com o Concerto Pedagógico “Pedro e o Lobo”, e foi representada a Carta da Corcunda, de Fernando Pessoa (adaptação), pelo Senhor Alfredo Silva e pelos professores Mário Crescêncio e Sofia Aguiar. Todas estas atividades tiveram como objetivo incutir nos alunos o gosto pela leitura. Para que o lema “Cinfães a Ler” chegasse a todas as escolas do concelho, participaram não só professores e alunos mas também pessoas da comunidade que, de uma maneira ou de outra, se interessam pelas questões da educação. Assim, agradecemos o patrocínio da Câmara Municipal e o empenho da senhora bibliotecária Elizabete Reto, sem o qual seria impossível trazer as companhias de Teatro e alguns dos escritores que, com as suas atuações e testemunhos, deliciaram os jovens e pequenos leitores.

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A Coordenadora da Biblioteca Graça Bompastor

Semana da Leitura

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ntegrado no programa da “ Semana da Leitura”, no dia 18 de março, o Teatro Montemuro esteve presente, no nosso Centro Escolar, com a peça “ À espera que volte”. No dia 19 do mesmo mês, também o autor Prof. Fernando Mendonça apresentou o seu livro “ Coisas de Bichos”, na biblioteca do Centro Escolar de Nespereira.

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Concurso “Uma aventura literária 2014”

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oi com grande prazer que a turma CEF cozinha 2 recebeu a notícia que tinha ficado em 2º lugar a nível nacional, na categoria de texto original! Melhor do que a notícia, foi saber que agora a história que fizeram vai fazer parte da coleção UMA AVENTURA! Sim, a história criada pelos alunos vai integrar um livro! Ficam dois testemunhos sobre a sensação: Senti-me feliz, nunca pensei ficar em 2º lugar, porque nunca me interessei pelo meu lado da escrita. Sinto-me bem, ainda por cima, logo na 1ª vez que concorro, ficar nesta posição é maravilhoso! Paulo Tiago Pinto

O que podemos ganhar com estes concursos é aprender a conviver uns com os outros, a participar mais em grupo. Ganhamos, também, saídas da escola. Por exemplo, para receber este prémio poderíamos ir a Lisboa. Cláudia Bernardes

A Biblioteca Escolar no 1.º ciclo e no Jardim Infantil

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mbas as Bibliotecas Escolares (BEs), de São Cristóvão e de Santiago de Piães, proporcionaram vários concursos e atividades aos alunos, relacionados com a leitura e com as ilustrações. Todos os alunos, desde os mais pequenitos, com as “Lengalengas de aprender a ler”, que decoraram e reproduziram com criatividade, aos maiores, através de “Leitura e ilustração de frases do escritor Walter Hugo Mãe” e “Poemas para ler e Ilustrar”, participaram alegremente e aplicaram-se na leitura, tornando muito difícil ao júri determinar os vencedores. As ilustrações estavam também todas elas muito bonitas. Os prémios atribuídos foram mais uma vez livros, uma aposta certa do nosso Agrupamento. Os livros têm, ultimamente, inspirado os alunos para vários desafios lançados pelas Bibliotecas Escolares, destacamos: “Pinturas de Telas e de Murais” e “Os grandes leem aos mais pequenos” Na semana da leitura vieram, a ambos os Centros Escolares, escritores. Os alunos deslocaram-se a Cinfães para assistirem ao teatro no Auditório Municipal e visitaram a nova Biblioteca Municipal onde decorreu a Feira do Livro. O escritor Fernando Mendonça esteve no dia 19 de março de 2014 no Centro Escolar de Santiago de Piães, para apresentar o seu livro Infantil “Coisas de Bichos” e a escritora Palmira Martins esteve no dia 20 no Centro Escolar de São Cristóvão a contar um conto do seu último livro “Ecofeitiço e outras histórias” . No final, os alunos fizeram um “eco juramento” tornando-se todos eles crianças 23

atentas ao ambiente e à sua preservação. Joel Oliveira - Professor bibliotecário

Uma surpresa ao escritor Fernando Mendonça

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ós e os colegas do 3.º e 4ª anos do CE de Santiago de Piães aceitámos o desafio da nossa BE e pintámos, em papel cenário, um mural a partir das ilustrações do livro “Coisas de Bichos” , preparando uma surpresa ao escritor Fernando Mendonça. Foi uma tarefa de grupo que gostámos imenso de realizar. Primeiro, e com lápis de carvão, desenhámos em tamanho grande os bichos que mais gostámos, tivémos depois de colocar vários pincéis e com muita tinta pintámos e descobrimos técnicas de pintura e como se fazem cores, o beije, o azul petróleo, o verde água entre outras. No final estava fantástico, ainda hoje lá está no Centro Escolar, com letras bonitas e coloridas que recortámos em cartão e pintámos, assinalando a semana da leitura, para quem quiser ver. O escritor Fernando Mendonça gostou muito e pediu-nos para tirarmos uma foto com ele no mural para mostrar ao seu amigo Zeka Cintra, o ilustrador do livro. Texto escrito pelas alunas do 4ª ano Diana Silva, Sofia Ferreira e Fabiana Correia – Centro Escolar de Santiago de Piães.


A Semana da Leitura

protegidos e que merecem viver na natureza. Os nossos colegas Fábio, Inês, Gonçalo, Lara e Rodrigo, do 4.º ano, leram aos meninos e meninas do pré escolar a história “O Urso e a Formiga”, da escritora Luísa Ducla Soares.

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ostámos muito da semana da leitura. Aqui, em Piães, tivemos várias atividades a visita de um escritor: o senhor Fernando Mendonça. E ainda fomos visitar a feira do Livro à Biblioteca Municipal; foi lá que assistimos a uma peça de teatro intitulada “Faz de Conta”. O escritor Fernando Mendonça, autor do livro “Coisas de Bichos” esteve cá no dia 19 de março. Falou do seu livro, leu-o de uma forma espetacular. Ainda falou da sua vida profissional, pois ele é dono de uma agência de promoção de arte. Ainda contou que resolveu escrever este livro, quando estava a contar histórias para a filha bebé. No dia 20 de março fomos ao Auditório Municipal ver a peça de teatro “Faz de Conta”. Gostámos da atriz e de a ver representar personagens tão diferentes. No final da peça ficámos a saber como funciona um cenário. Também gostámos da feira do livro, que visitámos na biblioteca municipal. Por vermos tantos livros novos, até deu vontade de os lermos. Alguns colegas até compraram alguns livros. Esta semana foi interessante e alegre, no sentido de nos ter posto em maior contacto com o LIVRO. Devia repetir-se mais vezes.

Alunos do 3º ano do Centro Escolar de Santiago de Piães

Turma A, 1º e 2º anos, Centro Escolar de Santiago de Piães Também neste dia alguns de nós preparámos na Biblioteca Escolar a leitura de duas histórias para lermos aos mais pequenos. Assim, os nossos colegas João, Ana Lúcia, Beatriz e Margarida, do 3.º ano, leram aos mais pequenos, da turma do 1.º ano, a história “A menina do Capuchinho vermelho do século XXI”, da escritora Luísa Ducla Soares. Eles gostaram muito, esperavam que o lobo fosse uma personagem má tal como na história tradicional do capuchinho vermelho, mas nos dias de hoje os lobos são animais

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às cinco e meia à escola. Finalmente, depois de algumas horas a andar de carro, chegámos à nossa escola. Foi um dia muito alegre para todos (até para o professor que teve de nos aturar, pois somos um bocadinho “chatos”!). Nunca iremos esquecer esse dia! Os alunos participantes

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Equamat

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oi no dia 29 de abril que nos divertimos muito, pois fomos passear até Aveiro, acompanhados pelo professor José Pinto, para participar no Equamat. Da nossa escola, só foram duas equipas. Uma, do 7ºano, constituída pela Mafalda e pela Eva, do 7ºE. Outra, do 9ºano, constituída pelo Paulo e pela Maria, do 9ºC. Saímos da nossa escola por volta das oito e meia e, depois de uma longa viagem, chegámos ao destino, a Universidade de Aveiro. Quando lá chegámos, tivemos que estar algum tempo numa fila muito grande, para realizarmos a prova. Depois da prova realizada, fomos almoçar ao Fórum, pois assim pudemos conhecer um pouco da cidade. Terminámos de almoçar e fomos passear pela cidade de Aveiro, onde vimos várias coisas bonitas. Depois, regressámos à Universidade, onde estava a decorrer um concurso de talentos. Ainda assistimos um pouco ao concurso, mas não muito, pois tínhamos que vir embora, para chegarmos

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Campeonato de “SuperTmatik” no 5ºA

Uma escola solidária

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o âmbito da disciplina de Matemática, a incentivo da nossa professora, a turma do 5ºA participou no Campeonato de “ SuperTmatik”, atividade que tem como principal objetivo desenvolver o cálculo mental, através de um jogo de cartas que implica a realização de expressões numéricas. Durante o mês de março, em algumas aulas de matemática, decorreu o Campeonato IntraTurma, para apurar o campeão e vice campeão. As fases finais na turma disputaram-se entre os participantes Ricardo Rocha vs Tomás Lopes, e Pedro Pereira vs Guilherme Madureira, ficando apurados para o Campeonato Inter-Turmas, os alunos Ricardo Rocha e Pedro Pereira. Já no Campeonato Inter-turmas, por coincidência, tivemos de competir um contra o outro, uma vez que jogávamos no mesmo escalão, saindo vencedor o Pedro Pereira. Depois desta eliminatória, seguiram-se outros jogos e o Pedro voltou a eliminar outros participantes, conseguindo ficar apurado para a Fase Final! A partir daqui, toda a competição foi feita online. Inicialmente, houve sessões de ambientação e no dia 29 de abril participou na Grande Final Online, tendo três tentativas, com vista à obtenção do melhor tempo da prova. O seu record foi de 1 minuto e 6 segundos, para o cálculo de 15 expressões numéricas. Neste momento, ainda não é possível saber a sua classificação a nível nacional, no entanto, o mais importante foi o grande envolvimento dos alunos na atividade, o convívio entre os adversários e o talento demonstrado por todos os alunos no domínio do cálculo mental! Ao contrário do que muitos pensam, a disciplina de matemática também proporciona atividades lúdicas e agradáveis!

Pedro Pereira e Ricardo Rocha, 5ºA

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Escola de Louredo ao longo do 2º período associou-se a uma atividade proposta pelo Sr. presidente da junta de freguesia de São Cristóvão de Nogueira. O desafio proposto consistiu na recolha de tampas e garrafas de plástico, com o objetivo de se poder vir a construir equipamentos (cadeiras de rodas) para pessoas com deficiência motora. A adesão por parte dos meninos e meninas da EB1 e do Jardim de infância de Louredo foi grande e com muito entusiasmo, e após alguns dias de recolha, facilmente se encheram quatro sacos de 50 litros com o referido material espalmado. Esta atividade foi muito interessante e contribuiu para fomentar e aumentar o espírito de solidariedade tão importante na sociedade em que vivemos, pois as crianças compreenderam melhor o sentido de palavras como ajuda / cooperação, para além de adquirirem e desenvolverem hábitos de reciclagem e de preocupação com o meio ambiente. No decorrer do terceiro período dar-se-á continuidade a esta atividade. Turma B – EB1 de Louredo


UNIDADE MÓVEL DE SAÚDE NA ESCOLA E.B. 2,3 GENERAL SERPA PINTO

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o dia 25 de fevereiro, a equipa do Projeto de Educação para a Saúde em parceria com a Farmácia Nova de Cinfães, Câmara Municipal e Centro de Saúde de Cinfães, promoveu a vinda da Unidade Móvel de Saúde à escola. Os profissionais de saúde envolvidos efetuaram alguns rastreios, desde: a medição da tensão arterial; glicemia; cálculo do índice da massa corporal e medida do perímetro abdominal. Esta atividade envolveu toda a comunidade educativa e teve como objetivos a promoção de hábitos de vida saudáveis e a prevenção de doenças/comportamentos de risco. Os dados recolhidos permitem concluir que a maioria dos alunos apresenta um peso adequado, os valores da glicemia encontram-se dentro dos valores-padrão e os da tensão arterial também. Contudo, verificaram-se algumas situações, pontuais, que foram devidamente encaminhadas para o Centro de Saúde. A Educação para a Saúde pretende criar condições para que a população controle a sua saúde e os fatores que a influenciam. Desta forma, a articulação entre a Escola e outras instituições da localidade, revela-se de grande importância para proporcionar uma educação mais completa e eficaz, recorrendo a todos os meios que estão ao nosso alcance. A equipa do Projeto Edução para a Saúde

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A Rota do Românico

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o dia 6 de Março, de manhã, recebemos a visita do senhor Joaquim que veio à nossa escola falar sobre a Rota do Românico. Deu-nos dois cadernos de atividades, um dos 4-8 anos e outro dos 9-12 anos. Fizemos várias atividades desses livros, sendo uma delas o corte, a colagem e uma sopa de letras sobre doze concelhos que fazem parte Rota do Românico. Esses concelhos são: Marco de Canaveses, Felgueiras, Castelo de Paiva, Lousada, Resende, Baião, Amarante, Cinfães, Paredes, Celorico de Bastos, Paços de Ferreira e Penafiel. Após estas atividades, explicou-nos que a nossa sub-região pertence ao Vale do Tâmega e Sousa, que no nosso concelho existem 3 monumentos da Rota do Românico: a Igreja Nativa de Escamarão, Igreja de Santa Maria de Tarouquela e Igreja de São Cristóvão de Nogueira. À tarde, fomos visitar a Igreja de São Cristóvão de Nogueira onde observámos as características da arte do Românico. Depois desta visita guiada, o Sr. Joaquim distribuiu um diploma de participação para cada um de nós e um passaporte sobre a Rota do Românico, onde poderemos registar todas as visitas aos monumentos desta rota. E, assim, regressámos à nossa escola muito contentes por tudo o que aprendemos e pelo dia fantástico que passámos!!

Complexo Escolar de Cinfães, Turma 4º H


Ateliê de Artes e Lavores

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o âmbito do projeto de interpretação da obra da artista Joana Vasconcelos, desenvolvido pelas turmas do 9º ano de escolaridade, realizou-se, no dia 4 de abril, o ateliê de artes e lavores. Esta iniciativa foi aberta a toda a comunidade educativa por convite do grupo de Educação Visual e Tecnológica. Pretendia-se com este convite reunir o máximo de pessoas que pudessem partilhar os seus conhecimentos e experiências com as gerações mais jovens. O ateliê teve também como intuito planificar uma ação concertada, envolvendo toda a comunidade educativa, no sentido de reunir trabalhos de crochê, tricô e bordado, que irão integrar uma futura instalação, inspirada no trabalho da artista, que será executada ao longo do próximo ano letivo.

Grupo de Educação Visual e de Educação Tecnológica

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Dia Cultural

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odos os dias podem ser diferentes, porém, no passado dia 4 de abril, o dia foi meeeesmo diferente! Os professores e respetivos alunos organizaram várias salas temáticas, para que a escola, e demais comunidade interessada, pudesse ter o prazer de aprender mais sobre as temáticas em exposição! Foi um dia mesmo diferente, já que as salas abertas propiciaram experiências tais como: conhecer “na mão” os vários minerais que se estudam nas aulas; “cheirar” e ver as plantas diversas; saborear os docinhos que os cursos CEF colocaram em venda numa banca para o efeito; perceber a magia da ciência num laboratório específico; “dar voltas à cabeça” para encontrar as contas certas na sala da matemática; adquirir a estratégia/ raciocínio e cálculo necessários para participar no primeiro torneio de RummyKub; conhecer a Geografia e a História para participar como um verdadeiro atleta nas suas olimpíadas; viver aventuras com as personagens dos vários filmes expostos em visualização; saborear a música e o ritmo que ela nos imprime quando o experienciamos na salinha dos momentos musicais; jogar on-line na sala de Tic; expor trabalhos originais realizados nas disciplinas de educação visual e educação tecnológica; trazer à escola, no atelier de artes e lavores, as “mãos de fada” que transformam a matéria-prima em objetos dignos de arte para adornar a casa, a alma e a imagem pessoal; ver uma exposição de brinquedos adaptados para as crianças e jovens com necessidades educativas especiais, facultandolhes a alegria de sorrir e de sentir o esforço recompensado; saber como reagir e intervir numa situação de emergência, no workshop de primeiros socorros; ouvir, ler e partilhar histórias no cantinho da leitura, preparado pela biblioteca escolar; movimentar-se nos torneios de voleibol e andebol e, igualmente, de forma mais artística, na ginástica acrobática, onde os alunos puderam exibir um harmonioso trabalho de equipa! Trabalho de equipa, aliás, foi o alicerce de toda esta bela experiência, que aponta como último detalhe a banquinha do grupo de educação especial, onde expôs as manualidades dos alunos nas áreas de “docinhos” e artesanato! Longa vai a descrição dos bons momentos que todos pudemos passar neste dia cultural, que terminou com um baile na sala de convívio dos alunos! Aqui, “um pezinho de dança” foi o mote para engrandecer a alegria e levar para casa a boa experiência da atividade!

Rita Almeida 29


Cursos de Educaç “ Educação é o processo de reconstrução e reorganização da experiência, pela qual lhe percebemos mais agudamente o sentido, e com isso nos habilitamos melhor para dirigir o curso das nossas experiências futuras.” John Dewey, Vida e Educação

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o culminar de mais um ano letivo, e talvez de uma fase de mudança, cumpre proferir uma palavra em jeito de balanço. Os Cursos de Educação e Formação pela sua especificidade e pertinência moldaram a personalidade de muitos jovens e projetaram muitos deles para as mais diversas profissões. O percurso de vida que cada um segue não é determinado pelo acaso. Cremos que a escola continua a ser uma instituição que educa a par de outras. A escola, do ponto de vista organizacional, tem uma função social, é certo. Tem, especialmente, um papel peculiar na difusão da cultura, de uma Sabedoria necessária para o bom funcionamento da sociedade. O saber tem de ser entendido como um valor. O interesse e a motivação são realidades dinâmicas. Alunos e professores, membros da comunidade educativa, colocam diariamente à prova o conhecimento entendido como cultura. Esta, percebida como realidade interior, gratuita e tantas vezes impercetível, não é inútil. Este ano, tal como nos anteriores, a nossa ação educativa pautou-se pelos princípios do respeito mútuo, pela educação para a liberdade, pelo incentivo à responsabilidade. Nem sempre o conseguimos, é certo! Os cursos que ministramos preparam os jovens para a vida ativa. Valorizamos as suas experiências pessoais – respeito pela diferenciação e individualização – e propomos-lhes “perspetivas e caminhos” que poderão calcorrear no exercício de uma cidadania consciente, livre e responsável… pedagogia da Esperança. No contexto e nas condições em que os nossos cursos funcionam, apraz-nos registar determinados pontos fortes de grande coesão e envolvimento: pertença à comunidade educativa; consciência da especificidade de vias profissionalizantes; colaboração nas atividades do agrupamento; profissionalismo na confeção e serviço dos almoços e de outros eventos. Neste sentido, destacamos algumas atividades que realizámos nestes 2º e 3º períodos: - Almoços pedagógicos. Semanalmente, os alunos do curso de Cozinha 2 e 3, juntamente com a mestria e o empenho dos chefes Regina e Francisco, proporcionaram a todos os que nos visitaram a oportunidade de saborear 30


ação e Formação as mais diversas ementas por eles confecionadas. Na cozinha, os alunos aprenderam como se conservam os alimentos, as guarnições, a cozedura e o empratamento dos alimentos. No restaurante pedagógico e noutros eventos, os nossos alunos, orientados pelos técnicos Elizabete, Sérgio e Paulo, efetuaram a mise-en-place do serviço, possibilitando a confeção das refeições e o serviço de restaurante, a fim de satisfazer as exigências dos clientes. - Preparação para a PAF. Com o objetivo de preparar a Prova de Aptidão Final (PAF), os alunos de Cozinha 2 e 3 exercitaram semanalmente o que aprenderam ao longo do ano. Assim, a atividade primordial foi confecionar o receituário em função de uma ementa estabelecida que contempla: entradas, pratos principais e sobremesas. Os alunos aprenderam e desenvolveram um vocabulário técnico específico e aprofundaram os conhecimentos de gastronomia e receituários de cozinha. A realização da PAF ocorrerá no final do estágio, na presença de um júri. - Visita de estudo às conservas Ramirez e Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. No dia 27 de março, realizouse uma visita de estudo às conservas Ramirez, em Leça da Palmeira, e à Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. Foi um momento de grande importância porque todos puderam verificar, na prática, determinadas competências e diversos saberes: legislação alimentar e da atividade profissional; higiene e segurança alimentar e profissional; tecnologia das matérias-primas; processos de confeção, conservação e acondicionamento de produtos; recolha de informações para prosseguimento de estudos; analisar possíveis vias profissionais. - Feira de Doçaria Pascal. No dia 04 de abril, realizou-se, na escola-sede, a Feira de Doçaria Pascal. Os nossos alunos e os técnicos quiseram aproveitar o evento para mostrar e evidenciar as suas capacidades. O dia anterior foi de grande azáfama e o espírito de cooperação foi evidente. O objetivo era levar para a feira os mais diversos produtos, para mostra e venda. Os artigos expostos foram: 10 folares de Chaves; 9 bolos de chocolate; 12 pães-de-ló de Ovar; 40 quindins; 25 sacos de bolachas húngaras e areias de amêndoa; 12 espetadas de fruta. Os nossos produtos receberam muitos elogios por parte da comunidade educativa que acolhe bem as iniciativas dos nossos alunos e professores. O Coordenador dos Cursos de Educação e Formação António Amaral

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ARTES CONCURSO DE PINTURA DE AZULEJOS INTER-ESCOLAS

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oi com muita alegria que a escola participou no CONCURSO PINTURA DE AZULEJOS INTER-ESCOLAS, promovido pelo Grupo Prébuild, através da Izibuild e Viúva Lamego. Este concurso teve como intuito promover e premiar a criatividade das futuras gerações e ao mesmo tempo ajudar as escolas a concretizar os seus projetos. Estiveram envolvidos neste concurso os alunos do 1º ciclo do Complexo Escolar de Cinfães, os alunos do 2.º ciclo do Clube do Ambiente e, a representar o 3º ciclo, os alunos Ana Rita Pinto, do 7º A; Diogo Carvalho, Matilde Andrade, Sandra Mouta e Susana Ferreira, do 7º B; e Teresa Andrade, do 9º A. Os alunos participaram ativamente neste projeto, revelando interesse na execução e satisfação pelo resultado final. Apesar de a escola não ter passado à segunda fase do concurso, os alunos pretendem concretizar os projetos para valorizar esteticamente a escola.

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Exposição de Artes

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o dia 4 de abril, no âmbito do Dia Cultural, o grupo de Educação Visual e de Educação Tecnológica promoveu uma exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Integraram esta exposição trabalhos alusivos ao património cultural, nomeadamente a azulejaria, têxteis e cerâmica; e, no âmbito da comunicação visual, cartazes de sensibilização para a educação cívica e de saúde, exploração da fotografia digital e livros animados. Foram ainda expostos trabalhos desenvolvidos para o desfile de Carnaval 2013/2014. Grupo de Educação Visual e de Educação Tecnológica

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Um dia muito, muito especial!

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dia 1 de abril, dia das mentiras, foi para nós um dia especialíssimo. Vamos contar como tudo aconteceu… não é mentira, foi mesmo assim! Um dia, recebemos um convite para ir à escola secundária participar na “atividade de ciências”. Ficámos entusiasmados, porque gostamos de experiências que parecem magias, mas era muito longe de Boassas e não podíamos ir a pé….. Escrevemos,então, ao senhor presidente da Junta de Freguesia para pedir que deixasse o senhor Eduardo levar-nos na carrinha. Ficámos felizes quando soubemos que ele deixava. Pensámos, então, que seria bom aproveitar para visitar a Bruxa Mimi, porque temos muitas saudades dela. Também queríamos conhecer a sua casa nova, na Biblioteca Municipal. Pedimos também ao senhor Diretor do Agrupamento para nos deixar almoçar na escola dos meninos grandes. No dia 1, logo de manhã, fomos ver as “magias” feitas pelas professoras e os meninos grandes. Gostámos muito do vulcão, do geiser, das experiências todas e dos computadores. No final da manhã, chovia muito e apareceu um professor, muito simpático, que nos levou, num autocarro pequenino, para a outra escola onde almoçámos. Foi bom, havia muita gente e barulho, mas nós portámo-nos bem. Depois, fomos para a biblioteca e a senhora mostrou-nos tudo, tinha tantos livros, e computadores, e mais coisas. É tão grande e tão bonita…. Fomos, então, para uma sala onde estava a bruxa. Não era a Mimi, ela disse que se chamava Desaparecida e era irmã da Mimi. Contou-nos uma história e conversámos, depois veio outra bruxa… - Mas ela não era mesmo uma bruxa! - Eu olhei para ela e vi uma cara…era a senhora da biblioteca! - Só tinha cabelo de faz-de-conta… o chapéu monta-se e o cabelo fica preso….se calhar era um fato de carnaval de bruxa… - Não acreditei nela! - Nós somos mais finos do que ela….era o dia das mentiras! Jardim de Infância de Boassas 1 de abril de 2014

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VIAGEM DE ESTUDO

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o passado dia 24 de abril, os meninos, as educadoras de infância, as animadoras e as assistentes operacionais dos jardins-de-infância de Alhões e Montão, deslocaram-se no autocarro da Câmara Municipal de Cinfães, a Viseu, ao Palácio do Gelo, para assistirem a uma sessão de cinema, uma vez que quase nenhuma criança conhecia o cinema. Para estas crianças tudo foi maravilhoso, desde o cinema ao almoço no McDonald’s e ao andar nas escadas e tapete rolantes, assim como no elevador. Foi um dia muito divertido e inesquecível para todos.

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FEIRA DA PRIMAVERA

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o dia 4 de abril, último dia de aulas do segundo período, realizou-se, na EB1 de São Cristóvão, a atividade singular da escola: a Feira da Primavera. Através de cartazes e panfletos, este evento foi divulgado para que a comunidade educativa e população em geral tivessem conhecimento dos objetivos e finalidade da feira: angariar dinheiro para a visita de estudo do final de ano. Os professores e alunos foram motivando os Encarregados de Educação que doaram vários produtos, obedecendo ao espírito da feira… dar o que não precisam. Formaram-se quatro barraquinhas: DOCES,ARTESANATO,HORTÍCOLAS e VELHARIAS. Em cada uma delas foram-se distribuindo os produtos oferecidos para venda. Na véspera, montou-se o palco da feira e expuseram-se os vários produtos recolhidos. Os Doces chegaram no próprio dia fresquinhos e fofinhos. À hora marcada e já com o público ansioso pela abertura da feira, deu-se início à comercialização dos produtos. A azáfama era enorme e muito cedo se depreendeu o sucesso da atividade, à medida que os produtos se esgotavam. Enquanto a feira se realizava, os alunos participavam em ateliês de pintura, jogos de matemática, jogos tradicionais,

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filmes e atividades lúdicas na biblioteca. No desmontar da feira, a escola foi felicitada pelo sucesso da atividade, havendo muitos pedidos para a repetição da mesma. Agradecemos a todos os colaboradores que contribuíram para o sucesso desta iniciativa e a toda a comunidade escolar pelo empenho e entrega manifestados na concretização da atividade. O coordenador de escola António Carneiro


A feira de minerais e fósseis

A REVOLUÇÃO VERDE

o passado dia 4 de Abril, realizou-se, mais uma vez, a tradicional feira dos minerais, no âmbito das atividades do Dia Cultural. Esta atividade foi aberta à comunidade escolar, tendo-se revelado os alunos particularmente interessados. A feira disponibilizou uma variedade significativa de minerais, rochas, fósseis e adereços. Um aspeto relevante é o enquadramento curricular inerente ao programa de Ciências Naturais do 7.º e do 8.º ano de escolaridade. Alguns dos alunos colocaram questões relacionadas com determinados fósseis e minerais que não são comuns e que despertaram a sua curiosidade. Esta atividade representou uma oportunidade para os alunos contactarem diretamente com fósseis e minerais que constituem a base da compreensão da estrutura, da composição e da história da Terra, bem como de questões relacionadas com a gestão e exploração de recursos minerais e energéticos. A concretização da atividade contou, à semelhança de anos anteriores, com a colaboração dos alunos do 7º e do 9º ano.

s salas do pré-escolar do Centro Escolar de Nespereira foram selecionadas no âmbito do projeto “Ciências na Escola” – Prémio Fundação Ilídio Pinho, com o projeto “A Revolução Verde”. Com este pretende-se aproveitar o espaço existente nas instalações para a criação de uma horta biológica, assim como a participação de toda a comunidade educativa. Numa primeira fase, as crianças ajudaram a preparar o terreno, e os encarregados de educação disponibilizaram as sementes/plantas que, a esta altura, estão a ser dispostas no terreno. Realizaram-se diversas atividades complementares, entre elas, a construção do campo lexical de “horta”, registo das sementes recebidas com contagem, identificação e legenda, assim como dos utensílios necessários para o trabalho na horta. As plantas foram agrupadas por espécie e procederam à respetiva contagem. Ainda neste contexto, foram trabalhadas, até à data, as seguintes histórias: “A galinha Ruiva”, “A horta do Senhor Lobo”, “O nabo gigante” e “A sopa verde”. Este projeto terá continuidade ao longo deste período, devendo ser concluído com o consumo de alguns produtos e venda dos excedentes.

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Professores de Ciências Naturais

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(Centro Escolar de Nespereira)

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Centro Escolar de Piães tem uma nova aluna – a Emily! Os alunos do Centro Escolar de Piães criaram a Emily, uma “monstrinha” muito simpática que nos fala sobre as suas preferências e faz a sua descrição física. Com ela, os alunos aprendem a falar sobre as suas preferências e fazem, também, a sua própria descrição física. A Emily é, agora, uma companheira da sala de aulas, que relembra aos alunos o vocabulário relativo aos números, às cores e ao corpo humano. Os alunos divertiram-se a construir a Emily e trabalharam em equipa, fazendo as escolhas necessárias e alcançando um resultado final muito positivo. Hello! My name is Emily. I’m ten years old. My favourite colour is green. My favourite toy is the ball. I like pizza. I don’t like oranges. I’ve got two big blue eyes, five big yellow noses, two big pink mouths, nine big green teeth, and three small dark green ears. My hair is orange. I’ve got ten arms and ten hands. I’ve got three legs and three feet.

Visita da Secundária

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s alunos do Curso de Animação Sociocultural, da Escola Secundária/3 Prof. Dr. Flávio Pinto Resende, visitaram o Centro Escolar de Nespereira e proporcionaram aos nossos alunos momentos de animação, com a teatralização de duas histórias infantis. (Centro Escolar de Nespereira)

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VIII ENCONTRO DE CANTARES DE JANEIRAS EM MERIDÃOS

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o pretérito dia 31 de janeiro, pelas 18 horas, realizou-se o VIII ENCONTRO DE CANTARES DE JANEIRAS, no Estabelecimento de Ensino de Meridãos. Os alunos dessa escola, 1º Ciclo e Jardim de Infância, entoaram quatro canções alusivas à época, preparadas com muito entusiasmo e profissionalismo pelo professor João – Música – AEC e pelas professoras (titulares e educadora). Terminada a atuação dos alunos, o evento foi abrilhantado pelo Grupo de Jovens de Tendais que, gentilmente, acedeu ao convite da Escola para participar e enriquecer a noite. Muito empenhados em manter e divulgar a tradição, convidaram e puderam contar com a presença do Sr. Presidente do Município de Cinfães, com uma representante da Junta de Freguesia local, com elementos da Direção do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto – Cinfães, com alguns amigos convidados da escola, com os Encarregados de Educação e ex-alunos. De seguida, procedeu-se à extração do número de rifa premiada. O bem recheado Cabaz de Janeiras coube a um aluno da Escola que ficou, visivelmente, surpreendido. Após o sorteio, todos se reuniram para partilhar as iguarias que trouxeram de casa. Este convívio terminou com um delicioso caldo verde oferecido pela Escola. De salientar a participação-surpresa de um grupo que, também, cantou as Janeiras para os presentes. E foi assim … uma grande festa numa Escola pequena.

Texto produzido pelos alunos da Sala A 1º e 4º anos - Meridãos

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A Mãe

MIMINHOS PARA O PAI

A Mãe é bonita e elegante. Ela é amiga, carinhosa, bondosa e compreensiva. Às vezes ralha connosco mas é por amor! A Mãe é cuidadosa com os filhos. Quando estamos doentes fica ao nosso lado. A Mãe gosta de brincar connosco, às vezes não tem tempo mas arranja sempre um bocadinho. Ela lê-me uma história à noite. A minha Mãe é o meu mundo! EB1 Covelas

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uem não gosta de mimar o Pai? No dia 19 de março, pensámos, mais uma vez, que queríamos oferecer algo aos nossos queridos

pais. Como alguns meninos da nossa escola têm os pais a trabalhar em Angola, França e noutros países do mundo, não podiam entregar os presentes nesse dia e, por isso, optámos por executar pequenas recordações que não se estragassem e estivessem intactas quando eles regressassem. Depois de muito pensarmos, as senhoras professoras compraram umas caixinhas de madeira com um baralho de cartas lá dentro, e nós, com a técnica do guardanapo, enfeitámo-las. Ficaram muito engraçadas as nossas prendinhas e os nossos pais adoraram. Nós sabemos que o presente não era valioso, mas foi dado com muito carinho, amor, e nas tardes chuvosas ajudam a passar o tempo. Mas, amiguinhos, sabem qual seria o melhor presente que todos nós deveríamos dar aos nossos pais? UM coração cheio de amor Um Mar de simpatia Uma Rosa perfumada Muita Paz e Alegria. EB1 de Desamparados/ Oliveira

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DIA DA MÃE

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abem, amiguinhos, o que se festeja no primeiro domingo de maio de cada ano? - É o dia da Mãe! Pois nós não esquecemos que nesse dia as mães recebem um pequeno presente feito por nós na nossa escola. Vocês sabem que há meninos que não podem oferecer nada de material à mãe, mas isso não significa que eles não a adorem! Nós, este ano, vamos dar uma pequena jarra em vidro, enfeitada com uma flor colhida nos nossos jardins. Podem ser flores silvestres, rosas, tulipas, orquídeas, enfim, o que nós quisermos. Certamente, elas vão adorar e estamos todos ansiosos que esse dia chegue. Nós sabemos que as nossas mães todos os dias dizem que o melhor presente que nós lhe podemos dar é: bons resultados escolares, ser educados com os professores, amigos, família, … mas quando nós lhes entregamos, nem que seja uma flor do jardim, ficam radiantes. Elas merecem tudo o que haja de melhor, pois desde que nascemos só lhes damos preocupações. Quando ouvimos na televisão e lemos nos jornais notícias em que os filhos dão maus tratos aos pais, ficamos muito tristes. Eles não pensam nos sacrifícios que os seus pais fizeram para os alimentar, vestir, educar…e, quando eles mais precisam, abandonam-nos e maltratam-nos. EB1 de Desamparados/ Oliveira

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o passado dia 5 de maio, as mães/encarregadas de educação (e algumas avós) dos alunos do Centro Escolar de Nespereira juntaram-se para alegrar a manhã dos seus educandos com um lanche e festejar o Dia da Mãe. A ideia adveio de um desejo de assinalar esta data, para tentar quebrar o stress e tensão provocados pela própria sociedade moderna, uma sociedade que tem obrigado muitas destas mães a vestirem o papel de mães e pais, em simultâneo, dado que uma grande parte dos pais se encontra emigrado, procurando proporcionar melhores dias aos seus familiares. Este momento de convívio permitiu a interação saudável entre a comunidade educativa, sublinhando a importância da transmissão de valores e crença no sistema educativo, representado pelos professores e assistentes operacionais deste Centro. Os alunos depararam-se com uma mesa cheia de iguarias, desde os enchidos das nossas freguesias, às habilidades de pastelaria

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de algumas mães. Entre conversas, canções e brincadeiras, todos usufruíram de algum tempo bem passado. A atividade terminou com uma visita à Horta Pedagógica, que tem envolvido ativamente toda a Comunidade Educativa. Aproveitamos para agradecer a todos os docentes e, de uma forma particular, ao Prof. Mário Teixeira, a recetividade e abertura com que nos acolheu, permitindo que, com ocasiões como esta, se valorize o trabalho de equipa entre escola e família e que, por sua vez, se eduquem alunos cada vez mais interessados e felizes.

Representantes dos Encarregados de Educação (Centro Escolar de Nespereira)

MÃE Mãe é carinho, amor, presença constante… é quem nos chama à atenção e nos repreende, quem nos ralha. Mãe é berço… é amor incondicional. Mãe é quem nos dá a vida e quem dá a vida por nós. Mãe é aquela que gira à nossa volta, como o mundo gira à volta do Sol. Mãe é quem vive para nós… é quem chamamos e está lá na hora certa e no sítio certo. Mãe… não há palavras que descrevam tamanho AMOR!

Teresa Ramalho (Enc. de Educação- Cento Escolar de Nespereira)


CARNAVAL

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ais um ano, participámos no desfile carnavalesco realizado em Cinfães. Devido à crise económica que assola o nosso país, os nossos idosos são muitas vezes ignorados pela sociedade em que vivemos. Sensibilizados com esta degradável situação, pretendíamos alertar a comunidade em geral, principalmente as entidades competentes, dando voz aos nossos idosos. EB1 de Desamparados/ Oliveira

“Às vezes penso como viverão as pessoas dos países que ainda não são livres, como por exemplo, a Coreia do Norte. Neste país as pessoas têm de respeitar as ordens do Presidente e, por vezes, até têm de ser como ele no aspeto físico! Eu não gostava de viver assim.” “….andar por onde quiser, fazer o que quiser, como jogar à bola, jogar na consola, dormir e andar de bicicleta.” “….é quando quero ir passear e a minha mãe me deixa.” “…ir passear com os meus pais, estar ao ar livre no parque, ter momentos bons com a minha família, a fazer um piquenique, por exemplo.” “…fazermos tudo o que queremos, sem ninguém a vigiarnos, brincarmos sem as pessoas nos incomodarem…” “….brincarmos ao ar livre e não estar sempre à frente da televisão ou a jogar computador.” “….poder fazer o que quiser.” “Sinto-me livre…” “…quando me deixam estar sossegado e em paz.” “…quando estou fora de casa, a jogar à bola, quando como fora de casa, quando estou no rio a nadar, no campo a plantar ou quando me deixam estar sozinho.”

Para mim, liberdade é…

“…quando não estou de castigo e posso ir brincar para o ar livre.”

“…falar do que gosto e do que me apetece, ler livros de todos os tipos, ter aulas com todos os meus colegas ou até mesmo cantar músicas de todo o mundo.”

“…quando jogo à bola, ando de bicicleta, skate… ”

“…estar a conversar com os meus amigos e estar mais tempo com os meus pais.” “….o que toda a gente gosta de ter, desde as crianças até aos adultos.” “….quando os meus pais me deixam sair para a rua.”

“….vejo os pássaros a cantar, escrevo no meu diário, estou com a minha mãe, leio, converso com as minhas amigas, observo a natureza…” “…quando estou sozinha e sossegada a fazer o que quero.” “….quando me deixam dizer o que penso, quando posso desenrascar-me sozinha, quando posso escolher as minhas coisas no supermercado ou ir para casa de outras pessoas.”

“….quando posso ir para o ar livre brincar.” “….andar ao ar livre sozinha e cantar canções que conheço.” “….poder estar onde quiser e quando quiser.” “….poder brincar e fazer as minhas escolhas.”

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4º G Complexo Escolar de Cinfães


Carnaval em Cinfães

Desfile de Carnaval

Foi no dia vinte e sete de fevereiro Que em Cinfães festejámos o Carnaval S. Pedro esteve do nosso lado E mais uma vez não nos deixou ficar mal

No desfile de Carnaval Houve grande alegria De manhã choveu “a potes” À tarde ficou um grande dia.

De manhã estava um céu cinzento Com muita chuva e vento a assustar As crianças já estavam muito tristes Pois pensavam que não iam desfilar. O Largo da Feira foi o ponto de encontro E um lindo Sol começou a brilhar As crianças libertaram muitos sorrisos E o desfile pôde finalmente começar Muitas personagens de histórias tradicionais Pois um dos temas era “Contos Infantis” As crianças olhavam e riam sem parar E cada uma mostrava o quanto estava feliz “Carochinha e João Ratão” “Branca de Neve e os Sete anões” “Alice no País das Maravilhas” Estavam todos lindos e brincalhões Muitas mais personagens desfilaram Mas agora das nossas vamos falar A linda história do “Capuchinho Vermelho” Muito alegres e divertidos fomos representar

As meninas de Capuchinho Com a cestinha a baloiçar Os meninos de caçadores Para o lobo apanhar. Professores e funcionários Ninguém quis faltar Havia avozinhas de bengala E até um lobo a saltar. Pelas ruas de Cinfães Desfilámos a cantar Todos quiseram ver A alegria a reinar!

Turma – 4ºG Complexo Escolar de Cinfães

Vestidos muito a rigor Para o lobo mau conseguir caçar Lindos e valentes caçadores Para a avó e a neta também poderem salvar A pequena Capuchinha Numa linda cesta conseguia levar Fruta, queques e bolachas Para a sua querida avó melhorar O tão conhecido lobo mau Todos queria assustar Capuchinhos e avozinhas Só os caçadores o conseguiam enfrentar. Depois de tanto divertimento Os bombos a tocar e os confetis a voar Chegámos à Fonte dos Amores E todos juntos fomos lanchar No palco estava um conjunto Para nos pôr a dançar Foi assim que mais um ano O Carnaval nos veio alegrar

Turma - 3º F Complexo escolar de Cinfães

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Os trabalhos que se seguem foram realizados no âmbito das comemorações do 40.º aniversário do 25 de Abril.

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25 de Abril

Amanhã é feriado, comemora-se o 25 de Abril. Cheguei a casa e perguntei aos meus pais: − Como era a vida antes da revolução dos cravos? − A vida era dura, difícil, pois o povo vivia uma ditadura imposta por Marcelo Caetano, que seguia a política de Salazar. – respondeu a minha mãe. − O que é uma ditadura? – quis saber. − Uma ditadura – disse o meu pai – é um regime político que tira ao povo a liberdade de se expressar livremente. − E como é que viviam as pessoas? – perguntei. − As pessoas viviam com dificuldades. Só os mais ricos estudavam para além da 4ª classe; todos os homens eram obrigados a ir à tropa (havia a guerra colonial); a censura é que escolhia o que as pessoas podiam ler, ver e ouvir nos jornais, na rádio e na televisão. – informou a minha mãe. − Mas, agora já não é assim? − Não, agora já não é assim. – contou o meu pai. – Todas as classes sociais, mesmo as mais desfavorecidas, têm acesso à educação. Foi criado o Serviço Nacional de Saúde e a assistência médica passou a ser para todas as pessoas; deixámos de ser impedidos de ver, ler ou ouvir livros, ou programas de rádio ou televisão. − Afinal, a revolução do 25 de Abril foi bastante útil para as nossas vidas! – concluí eu. Rui Pinto Barbedo Aluno do 4.º ano da EB1 de Tuberais Para mim, Liberdade é… … ser livre. … não ter medo. … um direito de todos os seres humanos. … poder brincar na rua. … correr ao sabor do vento. … poder pensar por nós próprios. … poder dar a nossa opinião. … podermos expressar-nos livremente. … dizer o que nos vai na alma sem magoar o outro. … ter direito a ser ouvido. … poder ler e escrever aquilo que queremos. … sermos nós mesmos, sem ninguém a mandar em nós. … poder fazer as nossas escolhas: religião, partido político, clube desportivo… … poder conviver com toda a gente. … poder ir à escola estudar e aprender. … poder escolher o nosso futuro. … ter a coragem e força para dizer não quando é preciso. … fazer escolhas e responsabilizarmo-nos por elas. 43

… cumprir horários, tarefas e regras. … comer o que quiser e dormir até tarde. … todas as crianças terem o alimento e a roupa necessários. … todas as pessoas terem emprego e ordenado ao fim do mês. … todos terem habitação confortável. … pensar nos outros. … igualdade e fraternidade. … todos viverem em harmonia. … não pensar na crise. … um país sem medos a tentar ser feliz. … sonhar que estou a voar entre nuvens. A nossa liberdade termina onde começa a dos outros. A liberdade é das melhores coisas do mundo. Liberdade é a palavra mais bonita. A liberdade é um cravo vermelho! Turma B, EB1 de Tuberais


A nossa Páscoa

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dia 4 de abril foi o último dia de aulas do 2-º período, na nossa escola, com a Celebração Pascal. Este acontecimento tão especial realizou-se na capela de Nosso Senhor de Todos os Remédios e remeteunos para o verdadeiro sentido da Páscoa. Jesus morre e ressuscita ao 3.º dia para dar vida aos homens. Na nossa localidade, assistimos à Missa, no domingo de Páscoa, com a nossa família e amigos. De seguida, organizou-se o compasso para fazer a visita a casa de todos os paroquianos. Cada ano que passa, gostamos e sentimos mais a Páscoa, nos nossos corações! Turma A, EB1 de Tuberais

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Dia Mundial da Árvore

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s árvores são as grandes produtoras que fabricam os seus alimentos, ao mesmo tempo que purificam o ar e servem de alimento, direta ou indiretamente, aos animais. Além disso, as suas raízes protegem os solos da erosão, constituem abrigo para um grande número de animais, com a sua sombra refrescam os dias quentes de verão, as suas flores oferecem o néctar com que as abelhas produzem o guloso mel, fornecem-nos lenha e matériasprimas usadas no fabrico de móveis, papel, tinta, cola, verniz… até as suas folhas são utilizadas com fins terapêuticos, para nos aliviar nas nossas enfermidades! Para nos ajudar a compreender a importância dessas grandes amigas e sensibilizar as pessoas para a necessidade de as proteger e plantar novos exemplares, foi criado o Dia Mundial da Árvore, que se assinala no dia 21 de março, quando tem início a primavera. Este ano, a comemoração dessa data, na nossa escola, teve o seu ponto alto com a plantação de uma ameixoeira, num dos cantos do nosso amplo recreio, oferecida pelo executivo da Junta de Freguesia, que se deslocou ao nosso esta-

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belecimento de ensino. Esteve a cargo do Sr. Presidente a abertura da cova onde ficaria alojada a raiz da nossa árvore. A nós coube a tarefa de a regarmos e assumimos a responsabilidade de a cuidar e proteger no dia-a-dia. Esta atividade permitiu-nos desenvolver o amor e o respeito pela floresta, só lamentamos que ainda haja pessoas que continuem a atacá-la! Turma B, EB1 de Tuberais

Dia da Árvore

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o dia 21 de março, foi o Dia da Árvore. O senhor Presidente e a senhora secretária da Junta de Freguesia desta vila vieram ao Complexo Escolar fazer uma visita. Visitaram as salas dos jardins de infância. Brincaram e conversaram muito com todas as crianças. De seguida, saímos para o exterior e plantámos uma árvore de fruto, que se chama ameixieira. Depois de eles saírem para visitar outra escola, apareceu a Primavera. Estava muito linda, sorridente, faladora e contente! Visitou todas as salas do Complexo e cantou muitas canções. Foi uma manhã muito divertida!

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Dia Mundial do Livro

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o dia vinte e três de abril, comemora-se o Dia Mundial do Livro. É um dia muito especial para todos nós, pois os livros são um dos nossos melhores amigos. Estão sempre dispostos para nos ajudar, mesmo nos momentos mais difíceis, fazem relaxar, rir ou até mesmo chorar. Quando estamos preocupados ou até com algum receio, ajudam-nos a vencer o medo. Eles são nossos professores, ajudam-nos na nossa aprendizagem, ensinam palavras novas, dão-nos muitas respostas, fazendo com que conheçamos melhor o mundo em que vivemos. Mesmo sem falar, dizem tudo! Os livros são como magia: fazem-nos sonhar, dão largas à nossa imaginação, transportam-nos para outro mundo, onde tudo é possível! Fazem-nos muito felizes com as suas histórias e ajudam-nos a crescer. Para comemorarmos este dia, cada menino trouxe um livro de casa e fomos para o recreio ler durante meia hora. Foi um momento muito feliz, pois juntámos duas situações muito agradáveis: Ler e apanhar ar puro. Turma 3º F Complexo Escolar de Cinfães

Dia Mundial do Livro

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onita forma de comemorar este dia, levando uma escola inteira a usufruir de meia hora de leitura! Das onze horas às onze e meia, alunos, professores e funcionários pararam os seus trabalhos e voltaram-se para os seus livros, desfolhando e… … o silêncio imperou e os leitores viajaram pelos seus livros, talvez por mares, ares e aventuras sem fim! As cabecinhas baixas, os olhos focados e atentos sobre as páginas, os parágrafos, as frases, as palavras e as letras! Pois, basicamente o Livro é isto mesmo… Mas, profundamente, é muito mais. E gira que gira sobre personagens, espaços e tempos, narradores e sonhadores! E gira que gira, na sala de aula, cada leitor, cada aluno e a professora ausentes da realidade, mas presentes em cada mundo, infantil ou adulto, fantástico, fictício, ou mais próximo do real! Foi um momento especial e desejado para outras oportunidades! Foi a melhor forma de comemorar o Dia Mundial do Livro!!! 23/04/2014

23 de abril – Dia Mundial do Livro O livro que eu escolhi

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oje, dia 23 de abril de 2014, é o Dia Mundial do Livro. O Conselho Pedagógico do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto (Cinfães) promoveu a seguinte atividade: durante meia hora, das onze horas às onze e trinta, todos os funcionários, professores e alunos liam um livro de que gostassem ou que andassem já a ler. O livro que eu escolhi para este dia tão especial para mim foi: “A Menina do Capuchinho Vermelho no Século XXI”, da autoria de Luísa Ducla Soares, com ilustrações de Helena Limas, e publicado pela Editora Civilização. Este livro fala de um menino que soltou a Capuchinho Vermelho do tempo antigo e ela veio para o século XXI, onde os dois fizeram muitas atividades em conjunto. Escolhi este livro porque fui procurar ao sótão da minha casa, encontrei este que nunca tinha lido e achei-o interessante. Como este livro era muito pequeno, escolhi mais dois. Um deles foi, “Fábulas de Esopo”, de Saviour Pirotta, ilustrado por Richard Johnson, e publicado pelo Círculo de Leitores. Este livro tem várias fábulas, cada uma com a sua moral e eu escolhi-o porque gosto muito de fábulas e adoro a forma da personificação. O outro livro que trouxe para a escola chama-se: “O mistério do passageiro das peúgas amarelas”. Os autores são Carlos Correia, Maria Alberta Menéres e Natércia Rocha, as ilustrações são de João de Cimo, e pertence à coleção “1001 Detetives”, da Editora Caminho. Este livro fala de dois meninos que encontram pistas todos os dias e todos os dias descobrem vários mistérios. Eu trouxe este livro porque já o estava a ler. Eu leio livros de todos os tipos e adoro! Eu leio durante muito tempo e os meus livros favoritos são os de banda desenhada e os de ficção científica!

Carolina Madureira, 4º G Complexo Escolar de Cinfães

Dia Mundial do Livro

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o dia 23 de abril comemorou-se o Dia Mundial do livro! Na nossa escola, durante meia hora, das onze horas às onze e trinta, todos pararam para ler um livro à sua escolha! No 7.º E, na aula de Francês, no final desse momento, os alunos refletiram um bocadinho e escreveram as suas opiniões: “ Gostei muito do momento em que lemos! Foi divertido! E eu achei bem que se tivesse feito esta atividade no Dia Mundial do Livro, para treinarmos a leitura e para nos enriquecermos a nível cultural. Gostei! Acho que esta atividade se deveria voltar a realizar!” Ruben Teixeira, n.º 22 “Foi um bom momento! Ao início, eu até nem queria muito ler, mas, com o passar do tempo, comecei a gostar muito, pois relaxei e não havia barulho. E quando tocou, eu já não queria parar de ler!” Diogo Ferreira, n.º 8

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“Durante este momento, eu senti-me muito bem! Acho que a comemoração deste dia é muito importante e que se deve continuar a fazer. Quando estava a ler o livro, senti que estava dentro dele a observar tudo ao vivo, e, no momento em que tocou, não me apetecia parar, eu queria continuar a ler, pois ler é uma das coisas que mais adoro!” Liliana Pinto, n.º 15 “Este tempo de leitura foi fantástico! Conheci um livro novo! Tive muita pena de não poder continuar a lê-lo, pois era muito giro!! Vou requisitá-lo para o levar para casa! Adorei estes trinta minutos. Foi uma ótima ideia para comemorar o Dia Mundia do Livro! Na minha opinião pessoal, gostava que esta experiência se voltasse a repetir!” Jéssica, Gonçalves, n.º 11 “Eu acho que foi uma comemoração muito bem passada, porque tirámos algum tempo para podermos estar com um grande amigo, o Livro!” Márcio Gonçalves, n.º 16 “Esta atividade Foi muito criativa! Foi uma coisa engraçada E uma grande iniciativa!” Marlene Santos, n.º 18 “Gostei de ler o livro que escolhi, porque, sempre que leio, eu leio em silêncio, e, na nossa sala, consegui ler muito concentrada, porque os meus colegas, na minha opinião, estiveram muito interessados nos seus próprios livros, o que fez com que não houvesse qualquer ruído!!” Eduarda Pereira, n.º 9

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OS SALTITANTES

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omos 25 saltitantes que percorreram as pequenas ruelas de alguns lugarejos da freguesia de Oliveira do Douro, pedindo e cantando as janeiras. De saco às costas, bombos, matracas, ferrinhos, …. e vozes afinadas, como manda a tradição, palmilhámos as ruas, entusiasmados, e fomos de porta em porta, aguardando que alguém nos enchesse o saco com moedas, sorrisos, rebuçados, acolhimento e outras guloseimas tão apreciadas . Apesar do dia ameaçar chover, o sol acabou por nos presentear com os seus raios luminosos que, juntamente com o calor humano que emanava das casas visitadas, fez o nosso dia gratificante. De saco recheado, coração cheio de afetos, regressámos à nossa escola convencidos que, no próximo ano, alguns de nós voltarão. A nossa missão ficou cumprida. EB1 de Desamparados/ Oliveira


Carta de Amor

Cinfães, 1 de maio de 2014. Minha amada, não consigo esquecer os incríveis momentos que passámos juntos. Aqueles dias na praia, com o sol a brilhar como se fosse uma lanterna que ilumina o dia; os piqueniques que fazíamos nos campos verdejantes com flores de todas as cores, que, do topo dos montes, pareciam um arco-íris; o som dos pássaros a cantar lindas melodias, e as árvores como se fossem homens gigantes a fazer sombra; as noites no cinema, a ver filmes fantásticos; e os gelados de morango e baunilha que comíamos juntos; o teu olhar irresistível, o teu jeito de amar, os teus lábios carnudos, os teus cabelos longos, macios e loiros, as tuas pernas esguias, o teu rosto oval, os teus olhos azuis que me fazem lembrar o céu… Volta depressa! O meu coração bate violentamente a cada minuto que falta para te voltar a ter. Amo-te! Despeço-me, contando os segundos que faltam para que de novo possamos ser um só! Ivan Bernardes, 8ºC (Português)

A importância da leitura

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leitura é um importante meio de comunicação, transmissão de conhecimento e de informação. Hoje em dia é indispensável, até para as mais insignificantes tarefas do quotidiano. Ler um jornal, uma revista, uma mensagem, uma carta, são alguns dos inúmeros exemplos em que usamos a leitura no nosso dia-a-dia sem que nos apercebamos da sua importância. Eu, pessoalmente, adoro ler. Gosto sobretudo de ler livros que tenham uma história envolvente e que me consigam transportar para o mundo da história que contam. Não gosto de livros em que tudo é perfeito e tudo corre bem a todos, afinal, na vida isso não acontece; prefiro aqueles em que as personagens têm problemas e se esforçam para os tentar resolver. Com a leitura já aprendi muito, desde conhecimento, vocabulário e imaginação, mas também a forma como vejo e lido com o mundo à minha volta.

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uma aula de Português, após a visualização do filme August Rush (2007), a professora solicitou aos alunos que produzissem uma opinião sobre o poder de um objetivo. A razão deste pedido estava diretamente relacionada com a essência do filme, onde o pequeno Evan Taylor segue e persegue com toda a sua força o objetivo de encontrar os seus pais através da música… Vamos “ver” o que o Daniel Sardão do 8ºA tem para nos contar? O poder de um objetivo Objetivo, uma palavra que a nossa sociedade tem ouvido com a crise. Nós temos o objetivo de sair da crise. Alguns jovens têm como objetivo serem jogadores de futebol, todas as pessoas têm objetivos, incluindo eu. As pessoas, por vezes, associam objetivos a sonhos e o objetivo interfere na personalidade de cada um. Um jovem que queira ser como o Ronaldo tem que trabalhar muito, e se algum dia este maravilhoso jogador de futebol disser que o segredo para ser o melhor do mundo é jogar com alegria e ser simpático, estes jovens que o seguem com toda a atenção vão mudar a sua personalidade e imitar o Ronaldo para ser como ele. Eu acho que ter um objetivo é ter um sonho por vezes fácil de concretizar e, noutras vezes, temos que trabalhar muito, se o queremos concretizar! Ter um objetivo é ter uma personalidade forte e ambiciosa, e a nossa forma de ser varia consoante o nosso objetivo. Quem tem objetivos tem sonhos e por vezes fazemos coisas inacreditáveis para atingir os nossos objetivos! Daniel Sardão, 8º A

POEMA Tenho um pai que adoro Que pensa em mim todo o dia Ele dá-me felicidade Muita paz e alegria. Quando vejo que está triste No seu colo me vou sentar Ele oferece - me um sorriso E depressa vai trabalhar. Como gosto de ti, pai E contigo brincar Tenho pena dos meninos Que não têm pai para Amar.

Mariana Teixeira, 8ºB [Trabalho realizado na disciplina de Português]

EB1 de Desamparados/ Oliveira

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Cumplicidades

E o tempo parece correr

Ainda me lembro das nossas conversas nas belas tardes de verão, ao som do chilrear dos passarinhos, junto a uma linda cascata, cujo seu nome era “A Cascata do amor”! Da primeira vez que te vi, pelas poucas palavras que trocámos, conseguiste conquistar o meu coração, com esse teu olhar doce e meigo. A minha vida tornou-se muito especial, a partir do momento em que te conheci. És tu o verdadeiro amigo, o verdadeiro ser que me deixa feliz e a sonhar que vale a pena acreditar! Sinto que somos dois corações, dois corpos, pensamentos semelhantes, unidos pelo carinho, pela amizade… uma única pessoa, unida na palavra amor! Agora és tu quem completa a minha vida e preenche o vazio dos meus sentimentos, que não se entendem, mas que preenchem tão intensamente o meu coração. ÉS o melhor entre os melhores e comigo serás feliz, porque o carinho, a amizade e o respeito serão as palavras guias da nossa relação. Por isso, deves ficar comigo e juntos alcançaremos a felicidade!

Durante a nossa caminhada A que chamamos vida Há tanto para fazer E o tempo parece correr…

Ana Beatriz Sequeira, nº2, 8ºC (Português)

A cada dia um novo desafio Vamos enfrentá-lo com brio Não podemos é temer E o tempo parece correr… Nem sempre é fácil decidir As ideias misturam-se e podem colidir O futuro não se pode prever E o tempo parece correr… Os sonhos são para realizar Mas temos de trabalhar e lutar Dúvidas e incertezas sempre vão haver E o tempo parece correr… Rafael Fernandes, nº21, 7ºC

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A televisão

O meu livro

A minha televisão Tem alguma coisa mal Por algum motivo Não muda de canal.

O meu livro de História Nunca me deixa estudar, Está sempre a virar páginas Sempre a rodopiar.

Eu quero ver Programas bem formados Mas ela só põe Desenhos animados.

Não quer que o leiam Porque tem medo de se desgastar, Se assim for Fracas notas vou tirar.

Eu percebi Qual é a avaria É ela ser preguiçosa E pôr programas que não devia.

Alguém me pode ajudar? Deixar de estudar? Se más notas tirar De castigo vou ficar.

Não sei o que fazer Mandá-la para compor? Agora, nem o ecrã Tem cor…

Nuno, 6ºC

Rui /Diogo Nunes – 6ºF

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Mãe

Mãe

Mãe… uma palavra, Uma consoante, Uma pessoa fantástica! Sempre cuidaste de mim, Sempre me apoiaste, Sempre me fizeste sorrir, Sempre me acariciaste…. És o sol que aquece, És a chuva que rega a terra, És o vento que leva as sementes, És aquilo que toda a gente gosta. Para mim serás sempre a mamã. Mamã com uma coração enorme. Este texto não é valioso como uma jóia Ou um diamante Mas é verdadeiro, mãe.

És a melhor mãe do mundo Espero que tenhas noção Dê no que der Estarás sempre no meu coração.

Inês Valente, 7ºC

Bruno Faria da Costa, 7ºC

Mãe é como o Sol, Enche-nos de alegria E eu sou seu girassol, Agradece-lhe fazendo companhia. Quando estou doente Trata-me com amor, Mas seu coração Enche-se de dor. Um dia vamos dar valor A uma grande preciosidade, Pois ser mãe É amar de verdade.

A minha avó

Verónica Bernardes, nº24, 7ºA

Tem três ovelhas E quando as solta La vai ela atrás delas.

Estás sempre disposta a ajudar É tudo o que posso esperar Quando tu mais precisares Eu te irei recompensar. Quando vires este poema Acredita que sou sincero Que tu não acredites É tudo o que menos espero.

Dia da mãe

A minha avó (Para mim) É a mulher Mais importante Da História. Anda com Um pau Sempre agarrado À sua mão.

Dia da Mãe Aquela que ama, que cuida, que passa horas acordada só para te ver dormir... Muitas vezes falam por gestos, e com carinhos. A única em quem podes confiar e a única que te ama de verdade... Domina as tuas vontades e luta pelos teus direitos, sacrifica-se, Mãe. Teu colo tira-me a tristeza, teu colo, que me aquece tem um único nome, Mãe... Maria Beatriz, Nº17, 7ºA

Diz sentir-se sozinha E atrás dela Lá anda uma cadelinha. A minha avó Parece uma andorinha Vestida de negro A tratar das suas couvinhas. Tiago Sousa, nº19, 7ºD (Português)

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Sem tempo… Deixa para trás o relógio, Ou, então, não lhe dês corda! Esse engenho astuto Nada pergunta. Deixa-o aí! O meu chama-se maio! É bem bonito; Desponta as flores; Rejuvenesce a Natureza; Dá voz aos pardais… Mas, a mim, Embranquece-me o cabelo E esmorece a minha voz! Não lhe dês corda! Profª Elisabete Barbosa

Ler Ler é iniciar uma viagem É viajar no tempo E descobrir novas aventuras É voar até às nuvens É observar as flores, os bichos da Terra e as águas do mar Ler é sentir o aconchego nos dias de Inverno É escutar o silêncio da vida Saborear o sabor das palavras Que dão vida às personagens É descobrir como nasce o Sol

Um pouco mais tarde entendi, a razão de tal piscar. Pois reparei que atrás de mim, o Bernardo estava a passar. Quando finalmente tive coragem, convidei-te para dançar, mas tu infelizmente, uma volta me mandaste dar. Como tu não gostavas de mim, e eu nada mais te podia dizer, Chegou o dia em que percebi, que teria de te esquecer. Até que chegou o dia, que alguém um conselho me deu, De que amor há só um, e eu percebi que tu eras o meu. Quando quis saber de ti, disseram-me que tinhas namorado. Quis saber o seu nome, e pelos vistos era o Bernardo. Portanto, esquece lá o tal Bernardo, que tem iate e um Gallardo. Que eu mesmo com o meu Fiat Uno, levo-te para todo o lado. Rafael de Carvalho Pinto, 8ºC (Português)

Ler é poder atravessar fronteiras Atravessar um rio a nado

A faca

Um rio que corre no coração E me faz sonhar!

Tenho uma faca teimosa que só corta o que quer e devia cortar o que eu quiser.

Ana Rita Mouta Pinto, nº2, 7ºA

Declaração de amor Como não tenho jeito para isto, vou tentar improvisar E talvez com estas palavras, eu te possa conquistar. Quando te vi pela primeira vez, fiquei muito admirado. Como é que uma rapariga como tu, o olho me tinha piscado?

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Apaixonou-se por um garfo Parece uma faca louca Em vez de cortar as coisas Só quer ir com o garfo para a boca. Que hei de eu fazer Para ajudar a faca? Juntá-la ou separá-la Mas não quero ser ingrata. Inês Costa, 6ºF


PORTUGAL É MAR

Temos muito mar Cheio de alegria Pouca terra temos Mas com muita fantasia!

No dia dois de Abril de 2014, procedeu-se à afixação, nas salas de aula, por volta das 11h05, do novo mapa do território português. Uma vez que 97 % do território é mar, os alunos do 7.º E, na aula de Francês, redigiram alguns textos/poemas alusivos ao tema “Portugal é mar!”.

Ana Costa, n.º 4 Portugal é Mar, Por isso é para amar. No meio de tantas histórias Houve muitas vitórias! Continua assim, meu Portugal anão, Pois vais ficar sempre no meu coração!

Portugal é Mar Cheio de terras Lindo de encantar, Com maravilhosas serras! Duas ilhas formosas Tem o nosso Portugal Rodeadas por tal mar Mar este sem igual!

Diogo Ferreira, n.º 8

PORTUGAL É MAR

Marlene Santos, n.º 18

E o Mar é imenso E a Terra pequenina, O Povo é intenso Os corações são grandes No peito a bater!

Este nosso Portugal É um país pequenino. Tem um grande Mar E um grande destino!

Somos nós, sou eu E tu e ele… Neste país estreitinho A lutar dia a dia A viver apertadinho Com alegria!

Marta ferreira, n.º 19 Portugal é nosso Portugal é mar Portugal é terra Que nos faz sonhar!

Portugal é Mar E o Mar é poderoso E a Terra amanhadinha O Povo corajoso Os corações são genuínos No peito a bater!

Tão belo que ele é Que nos faz acreditar Temos de ter fé E nele apostar! Joana Machado, n.º 12

Somos nós, sou eu E tu e ele… Neste mundo A procurar Uma razão Para sempre amar!

Portugal é o nosso país Com mais mar do que terra Temos que ter muito orgulho Como as lindas flores da Primavera. Este país é fantástico Com muitas maravilhas Temos dois arquipélagos Cheios de ilhas!

Prof.ª Elisabete Barbosa

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Sonhar com o Natal… Natal, Natal! Tens tanta magia E apenas uma prendinha Uma prendinha queria. Natal, Natal! Fazes as crianças sonhar Seus olhos não param Não param de brilhar. Natal, Natal! Estrelas vejo cintilar E crianças na rua Sem uma família Para poder abraçar. Natal, Natal! Maior prenda não me podia dar Do que ver todos a ter um lar E alguém para abraçar. Natal, Natal! Vamos todos cantar E fazer força para um Natal Feliz Toda a gente passar! Liliana Mouta 8ºD Nº17

Pensamentos Dor, aquilo que sinto O que me faz arder o coração. Destrói-me e corrompe-me a alma Derruba-me. Mata-me. Sufoca-me. Parece que tudo está contra mim Tudo me olha sem compaixão, Sem amor. Por vezes parece que tudo morreu, Que estou sozinha no Universo, Que tudo caiu, Tudo seguiu caminho, Que fiquei para trás A sofrer, A chorar debaixo da chuva,

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Até as lagrimas me caírem da face, Até beijarem o chão e desaparecerem. Porque tudo me magoa Todos os segredos, Todos os sentimentos, Todos os desejos. Nada me faz ficar melhor Porque tudo o que sou desapareceu. Só fiquei eu. Eu e os meus pensamentos. Daniela Pontes, nº3, 7ºD (Português)

Sob a japoneira florida de abril Sob a japoneira florida de abril Vejo cirandar as andorinhas E invejo-lhes a sorte As asas, o canto A vida tão distante da minha. Nascem e vivem livres Sem convenções nem ideologias Desprendidas e puras Sob o sol ou na penumbra Elevam-se ao alto E não olham o chão Perplexas com a pequenez da própria sombra. O meu coração voa com elas E do alto olha-me condescendente, Vendo-me quieta e cansada Sob a japoneira florida de abril. Sem asas, inerte e terrena Sou o retrato da condição humana Que reclama tudo o que é seu Mas sonha os lírios do campo E inveja as aves do céu. Profª Helena Santos Duarte (Abril de 2014)


Quadras do Dia do Pai

Cinfães, 21 de Março de 2014

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eu Pensamento, minha alma, meu amor! Estou na Guerra. Tenho fome, sede, estou perdido… Separei-me do meu esquadrão quando andava numa missão de reconhecimento. Fui espancado, esfaqueado, partiram-me um braço e prenderam-me num acampamento rebelde. Deves perguntar-te, certamente, como sobrevivi… Foi o amor que sinto por ti, a paixão que partilhámos e a saudade. A saudade do teu cheiro e, especialmente, esse teu carinho insano e irracional, por mim, que ninguém compreende, a não ser nós os dois. Assim, digo-te que continuarei a lutar para um dia chegar até ti. Espero conseguir, meu anjo resplandecente, amor que perdura, que não só cura como me dá força para continuar. Espero conseguir… por ti, e só por ti. Oh tu! Oh, doce tu, que me iluminas e me guias! O meu pensamento é devoto a ti e o meu coração pertence-te eternamente! Pois o que sinto é mais forte do que aço e floresce a cada dia que passa. E a saudade… a saudade é insuportável!

O Dia do Pai é dia especial, Todos devemos recordar Que amor e carinho Lhe devemos sempre dar. Ana Alves, nº 2 Para todos os pais do mundo, Há presentes e carinho. No dia 19 de março, Comemora-se o Dia do Paizinho. Joana Almeida, nº 15 Flores, abraços e beijinhos Para todos os pais vamos enviar. Recorda-se este Dia, Mas todos os outros são para comemorar. Érica Rodrigues, nº 10 (Poemas orientados pela Prof.ª Cristina Marques)

Pedro Justo, 8ºC (Português)

Mensagem a um pai ausente…

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ai… não sei se te chame assim, pois um pai de verdade sabe dar carinho e amor. Sabe guardar respeito perante os filhos e a esposa. Foi isso que tu nunca fizeste. Nunca me deste carinho, nunca brincaste comigo, nunca me levaste a passear, nem nunca me levaste à escola, e tu sabes o porquê de tu nunca teres feito isso! Afinal, tu abandonaste-me quando tinha dois anos. Fizeste sofrer a minha mãe e o meu mano e nunca quiseste saber de mim! Tu não sabes o quanto eu sofria por ver os meus colegas a fazerem a prendinha para o Dia do Pai, felizes, porque depois tinham a quem a entregar, e eu… não tinha ninguém. Nesta minha curta vida, já tive de tudo. Já sofri, já sorri e tu nunca estiveste ao meu lado para me apoiar nos momentos maus e bons! Mas, no fim de contas, eu não vou escrever mais sobre ti, porque, afinal, sinto que sou feliz com os que me amam, os que nunca me abandonaram. Vanessa Sousa, nº 20, 7ºD (Português)

Acróstico sobre o “Dia Mundial do Livro” - alunos do 3º ano Centro Escolar de Santiago de Piães No Dia vInte e três de Abril Na Minha escola Os alUnos No horário marcaDo OuvIram ou LerAm uma Linda história Durante Trinta minutOs A escoLa FIcou silenciosa Só se Viam LivRos nas mãOs dos alunos. Alunos do 3º ano do Centro Escolar de Santiago de Piães

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Equitação Terapêutica

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o final do mês de março, conseguimos estabelecer um protocolo com o Centro Hípico de S. Cristóvão de Nogueira e a respetiva Junta de Freguesia para que os alunos da Unidade de Apoio à Multideficiência e Surdocegueira Congénita (UAMS) pudessem usufruir de sessões de “Equitação Terapêutica”. Este projeto procura favorecer o desenvolvimento biopsicossocial destes alunos. Assim, todas as quintas-feiras, rumamos em direção ao “picadeiro” para estar com o “João” (o nosso cavalo), acompanhados da boa disposição e energia das alunas, ladeados do profissionalismo das terapeutas, professora e monitor que as acompanham. A experiência tem sido positiva e muito enriquecedora para todos! Um obrigado especial às pessoas que tornaram este projeto possível! Departamento de Educação Especial

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CAMPANHA SOLIDÁRIA DE NATAL

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Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, Cinfães, no enquadramento da época natalícia, através dos Técnicos do GAAF (Gabinete de Apoio ao aluno e à Família) e com a participação de Professores, Assistentes Operacionais e Alunos, procedeu à recolha de diversos géneros alimentares de primeira necessidade. Esta recolha realizou-se nos dias 14 e 15 de dezembro de 2013, tendo-se, para tal, solicitado a colaboração e autorização às grandes superfícies comerciais locais, nomeadamente os hipermercados Intermarché e Minipreço, para que a referida recolha fosse efetuada. Esta iniciativa visou combater a pobreza e proporcionar, aos nossos alunos e respetivas famílias, que apresentam maior carência económica, uma ceia de Natal e uma quadra festiva mais confortável. Esta iniciativa, que se comprovou um enorme sucesso, permitiu a recolha de uma tonelada de géneros alimentares, possibilitando assim a confeção de vários cabazes, que foram distribuídos por 32 famílias. Um bem-haja a todos os que colaboraram nesta iniciativa permitindo a concretização desta campanha solidária! Técnicos do GAAF Catarina Perdigão Filipe Teixeira Graciete Botelho Sofia Lopes

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PROFESSORES IRLANDESES VISITATARAM A ESCOLA DE MERIDÃOS

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ois professores irlandeses visitaram a escola E.B.1 de Meridãos, no passado dia vinte e cinco de março. Vieram acompanhados pelo senhor Diretor e por uma professora do nosso Agrupamento. Eles queriam conhecer as instalações da nossa Escola e, ao mesmo tempo, aproveitaram para nos ver trabalhar. Para os receber preparámos uma pequena atuação e pudemos contar com a ajuda do Prof. João das AEC. Cantámos duas canções em Português e uma em Inglês. Como um dos visitantes, o senhor professor Keneth, fazia anos, cantámos-lhe, também, os parabéns – primeiro em Português e depois em Inglês. No final, foi-lhes oferecido um pequeno “lanche”, composto de iguarias regionais e uma pequena lembrança para levarem para o seu país. Eram muito simpáticos e até sabiam dizer algumas palavras em português. Gostámos muito de os ter recebido. Texto elaborado pelos alunos da Turma B 2º e 3º anos

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A cena de um Aluno

Anjo: [...] com esta carta atropelada, meu irmão que vermelho veste, vamos reler esta cartada para ver quem fica no mundo celeste. Parvo: Venha Deus que é tão bom Ele que escolha, ele que escolha! Diabo: Afinal o burro pensa!... Pensei que não. Parvo: Burro? Ó cornudo, não sabes ler? Trocaste tudo, vou-me perder. Anjo: Pensemos numa solução. Aqui, quem cometeu os pecados da perdição? Diabo: Os teus cavaleiros mataram. Suas espadas o provam. Eles que venham aqui remar à minha ordem. Anjo: Teu enforcado não pecou. Com toda aquela aflição, de pouco se lembrou.

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Chega ao cais um Aluno ,com uma mochilas às costas e um boné na cabeça ,e dirige-se a Barca do Inferno e diz: Aluno: Bom dia, meu senhor! Diabo: Quem és tu? Aluno: Eu sou um aluno muito inteligente que tirou sempre Excelente a tudo. Diabo: Ai sim ?! Aluno: Sim. Então sabes dizer-me qual é a barca que me leva para o Céu? Diabo: Não, só conheço a minha barca. Entra, rapaz! Aluno: Não, nessa barca não entro eu! Hei de encontrar outra, que me levará ao Paraíso. Diabo: Essa barca não te levará, porque, cá para mim, usaste cábulas nos testes e trataste mal os teus colegas, e até de bullying foste acusado! Aluno: Isso não é verdade, eu sempre tirei boas notas e nunca usei cábulas! Nunca tratei mal os meus colegas, foram tudo calúnias, nada ficou provado! Diabo: Ai, não! Então, prova-me que nunca fizeste isso! Aluno: Oh, já não vale a pena! Vou visitar a outra barca e provar-te-ei que estou inocente. Então, o aluno dirige-se à barca do Anjo e diz: Aluno: Ó da barca, ó da barca! Anjo: Diga, meu rapazinho. Aluno: Leva-me para o teu Céu, por favor! Anjo: Para o meu Céu não te levarei porque muita maldade fizeste. Aluno: Eu sou um rapaz muito estudioso e muito inteligente… Anjo: Não mintas, vai ter com a outra barca. O aluno dirige-se à Barca do Diabo, e diz-lhe: Diabo: O que estás aqui a fazer de novo? Aluno: Tu tinhas razão, eu nunca tirei Excelentes, tratava mal os meus colegas e enganava os professores. Estou tão arrependido! Diabo: Entra, meu rapazinho, aqui é o teu lugar. O teu arrependimento já vem tarde demais! Então, o aluno entra na barca do Diabo , cabisbaixo e profundamente arrependido por todo o mal que fez.

O Auto da Barca do Inferno visto por nós

Cavaleiros: Matámos por Deus, defendemos a fé, com minha espada me protejo, não iremos nessa maré!

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Enforcado: Que culpa tive eu, de garganta apertada? Deus me proteja que eu vou para a barca sagrada.

Trabalho elaborado, na disciplina de Português, por:

Parvo: Anda irmão, traz um saco, isto vai ficar um caco.

Anjo: Seguiremos maré até Deus nossa fé agora que está tudo certo remaremos que estamos perto.

João Monteiro, nº5, 9º E Mário Teixeira nº 9, 9ºE Paulo Alves, nº10, 9ºE

Bruna Cardoso, nº6, 9ºA (Trabalho orientado pela prof.ª Leontina Ribeiro)

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O Auto da Barca do Inferno visto por nós Parvo: Mas que raio se passa? Já disse que estou enjoado Deve ter sido daquela massa E daquele bode assado. Anjo: Nem sei o que dizer Há algo que está errado Isto não pode acontecer Em breve tenho a minha barca cheia de vomitado! Será que não são só algumas almas Que estão baralhadas? Porque haveriam os meus cavaleiros De ter esse destino? Na fé são os primeiros, Tenham lá um pouco de tino! Diabo: Mas que hei de eu fazer? Vou com o meu barquito vazio Nem sei o que dizer E estou cheio de frio. Criatura: Calma, minhas flores O Anjo tem razão Apenas alguns passageiros Responderão a esta condição. Querido Judeu, Que nenhum mal fizeste Acreditaste na tua religião Mas não o disseste E esses cavaleiros Que tanta gente mataram Passem para o batel do Inferno Que a mim nunca me enganaram. Diabo: Entrai, Cavaleiros, entrai! Vamos para o meu Infernozinho Já disse que tenho frio Preciso de me aquecer um pouquinho. Anjo: Esse Judeu eu não o quero Na minha barca sagrada Parem com essas brincadeiras Isto não é uma fantochada . Criatura: Já que ninguém o quer Para o outro mundo o vou mandar E quando ele cá vier Numa dessas barcas vai remar. Agora tenho que ir Porque mais cartas tenho que entregar Comecem a sair Para não me zangar. E, deste modo, a viagem continuou. Ana Isabel Mendes, nº2, 9º A (Trabalho orientado pela prof.ª Leontina Ribeiro) 59

O Auto da Barca do Inferno visto por nós Diabo- Acabei agora esta carta de ler Onde diz que nós errámos Como pode isto acontecer, Ó meu caro mano? Anjo- Nesta carta diz muita coisa Diz que temos almas trocadas Será que nos enganámos Nestas escolhas complicadas? Diabo- Esta carta diz Que o Frade nenhum mal fez Posso ter-me enganado Ou trocado as almas, talvez. Frade- Eu disse que nenhum mal tinha feito Mas ninguém acreditou em mim. A minha vida que foi sempre rezar E pobres almas salvar… E entretanto, o Frade troca de barca. Anjo- Diz também nesta carta Que os cavaleiros trocámos E diz que eles mataram pessoas E por causa deles muitos tormentos passámos. Cavaleiros- Como pode isto acontecer Nós não fizemos nada disso. Só queríamos a Deus defender E nada mais do que isso. Diabo- Cavaleiros do mal, Que tanta gente assassinastes Matastes por orgulho E mais que os outros pecastes. E assim os cavaleiros trocam de barca e seguem o seu caminho. Avelino Moreira, nº5, 9ºA (Trabalho orientado pela prof.ª Leontina Ribeiro)

Errata Na Revista Escolar nº 17, publicada em março de 2014, verificam-se alguns erros de translineação, que resultaram de ajustes gráficos de última hora. Na página 53, onde se lê “Le page du Français”, deverá ler-se “La Page du Français”.


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Revista Escolar do AEGSP - nº 18  
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Edição n.º 18 da Revista Escolar do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto de Cinfães

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