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Entrevista ao Arq. Carlos Marques

Carlos Almeida Marques, nasceu em S. Paulo, em 1958. Arquiteto, formado, em 1982, pela Faculdade de Arquitetura de Lisboa, é um dos mais proeminentes nomes da arquitetura nacional. Entre a sua vastíssima obra espalhada um pouco por todo o país, destaca-se a conceção da Escola Básica de Oliveira do Douro, uma criação emblemática que honra o concelho de Cinfães, e com a qual o seu autor se regozija. Revista Escolar - Sr. Arquiteto, em que momento sentiu o sonho da arquitetura a entrar na sua vida? Arq. Carlos Marques - O interesse pela arquitetura surgiu muito cedo, ainda nos anos em que frequentava o “Liceu”. Nessa altura desenhava casas imaginárias, que pudessem um dia vir a ser construídas. RE– Na escola, enquanto aluno, destacava-se nas aulas de Educação Visual? Quais eram as suas disciplinas preferidas? Arq. C.M. - Não creio que me destacasse, como aluno, nas aulas de Educação Visual. O que ocorria era um natural interesse pela disciplina, pelas artes como meio de criação estética, pela história dos fenómenos artísticos e a compreensão da sua importância para a sociedade. RE – Um arquiteto é um criador. Onde vai buscar a sua inspiração? Arq. C.M. - Sim, o arquiteto é um criador e como tal precisa ser inspirado essencialmente por uma capacidade de observação da própria realidade, por uma atitude crítica e analítica face a essa mesma realidade, procurando dela retirar o que pode inspirar o processo criativo. Como dizia Picasso “eu não procuro, eu encontro”. Para a inspiração contribui igualmente a leitura, como exercício que leva à aquisição do conhecimento multidisciplinar ao qual a arquitetura tem de dar respostas formais, espaciais, funcionais, técnicas, estéticas, etc.. RE – Para o senhor, o que lhe dá mais prazer idealizar: uma casa de habitação ou um edifício público? Arq. C.M. - Idealizar um edifício público constitui sempre um desafio de grande interesse, uma vez que implica um compromisso com a comunidade e, em muitos casos, a conceção de um objeto de referência para o contexto urbano em que este se insere. REVISTA

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Entrevista ao Arq. Carlos Marques RE – Da sua vasta obra, consta também uma escola do nosso Agrupamento, a Escola de Oliveira do Douro! Que sentimento e que memória guarda desse projeto? Arq. C.M. - Do projeto da Escola de Oliveira do Douro guardo um sentimento de intenso trabalho criativo e uma enorme satisfação intelectual pelo resultado arquitetónico alcançado com o seu projeto. Para além disso, conceber um edifício tão importante para a formação de crianças em fase tão precoce das suas vidas, constituiu um momento de enorme responsabilidade profissional vivida ao longo de todo o processo de projetação e construção da Escola. RE – De toda a sua obra, há algum trabalho que considere emblemático e que tenha deixado em si uma alegria e um orgulho especial? Porquê? Arq. C.M. - Em toda a minha obra tenho vários edifícios emblemáticos que muito me alegram e de que tenho especial orgulho. Muito recentemente foi publicada uma monografia dos meus projetos de referência, da Editora Caleidoscópio, da qual tive a oportunidade de oferecer um exemplar ao Senhor Presidente da Câmara para depósito na Biblioteca Municipal de Cinfães. A Escola de Oliveira do Douro é, sem dúvida, um desses projetos emblemáticos. RE – Ser arquiteto, hoje, em Portugal, é fácil ou é difícil? Arq. C.M. - Ser arquiteto em Portugal sempre foi difícil. Quando me licenciei em arquitetura, em 1982, a profissão de arquiteto era ainda pouco reconhecida tanto pela sociedade como pela indústria da construção civil. Na década de 90, a arquitetura ganhou progressivamente o reconhecimento como atividade profissional, porém desde a crise do mercado imobiliário em 2008, verifica-se uma redução da encomenda pública e da construção civil em geral, que tem causado grandes danos ao exercício da arquitetura, obrigando inúmeros profissionais a encerrar a sua atividade ou emigrar em busca de novas oportunidades. Vamos esperar que esta situação possa vir a ser superada, para benefício de todos. RE – Que mensagem deixa aos nossos jovens de Cinfães? Arq. C.M. - Aos jovens de Cinfães gostaria de dizer-lhes que o tempo em escola é seguramente o melhor tempo das nossas vidas, assim foi para mim. Deixo também uma mensagem de esperança num futuro, que eles próprios possam construir com a sua criatividade e o poder transformador da sua imaginação. Guião e organização da entrevista: Profª Helena Santos Duarte e Prof. Rui Botelho


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Parlamento dos Jovens Realizou-se no passado dia 14 de março, no Auditório Municipal de Vila Nova de Paiva, a Sessão Distrital do Parlamento dos Jovens (Básico). Este foi o momento em que os deputados representantes das várias escolas do Círculo Eleitoral de Viseu apresentaram e defenderam as suas propostas, tendo depois sido aprovado o projeto de recomendação final. Nesta sessão, foram ainda eleitas as escolas que representarão o distrito na Sessão Nacional, a realizar em maio, na Assembleia da República. No que diz respeito à prestação dos deputados da nossa escola, o Fábio Carvalho (9ºC), a Cláudia Dias (9ºE) e a Sara Pinheiro (9ºB), apesar de não terem sido escolhidos pelos seus pares para irem a Lisboa, defenderam da melhor maneira as medidas aprovadas na Sessão Escolar. O tema em debate, neste ano letivo, era o combate ao Racismo, Preconceito e Discriminação, temática muito atual, de grande interesse para os nossos alunos, que se empenharam bastante na procura de possíveis soluções para esta problemática. Parabéns aos «nossos deputados» e um agradecimento muito especial a todos os alunos que participaram neste projeto. Prof. António José Oliveira

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Olimpíadas de História e Geografia

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No passado dia 17 de março, realizaram-se, no âmbito da Semana Cultural, as Olimpíadas de História e Geografia para os alunos dos 7º, 8º e 9º anos de escolaridade. Esta é uma das atividades que todos os anos é dinamizada pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas, com vista a potenciar nos alunos o gosto pelas ciências sociais, incutindo-lhes o espírito de curiosidade e o gosto pelo conhecimento. Todos ganharam com a iniciativa, mas as turmas do 7ºD, 8ºD e 9ºD foram as que mais respostas corretas deram no preenchimento do questionário. A todos os participantes, os nossos parabéns. O Departamento de Ciências Sociais e Humanas


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GNR no Centro Escolar de S. Cristóvão No dia 6 de abril, a Secção de Programas Especiais do Destacamento Territorial de Lamego, realizou uma ação de sensibilização em sala, relacionada com a temática “ Prevenção Rodoviária”, para os alunos do Pré-escolar, e uma ação sobre “Internet mais Segura”, aos alunos do 1.º Ciclo com o objetivo de sensibilizar para a necessidade de prevenir os comportamentos de risco inerentes à utilização da internet. Estas ações decorreram no Centro Escolar de São Cristóvão de Nogueira – Cinfães, tendo estado presentes 25 alunos do Pré – Escolar, 50 alunos do 1.º Ciclo e 5 professoras. Prof. José Sousa Clube da Proteção Civil

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Simulacro na Escola

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No âmbito do Plano de Emergência da Escola – Treino de Evacuação e da comemoração do Dia da Proteção Civil, realizou -se, no dia 1 de março, um simulacro de evacuação. O alerta de uma fuga de gás na cantina, às 15:13h, foi o motivo para a evacuação da escola. Neste exercício, participou de forma dedicada, simpática e eficiente a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Cinfães. O exercício decorreu com grande sucesso, tendo sido prestada enorme atenção aos trabalhos desenvolvidos pelos Bombeiros Voluntários, permitindo, assim, uma sistematização e interiorização de comportamentos associados à segurança e ao risco. Com este simulacro, pretendeu-se a sensibilização da Comunidade Escolar, no sentido de maximizar a aquisição de competências específicas no quadro da Proteção Civil, nomeadamente na evacuação da escola e na prevenção da ocorrência de acidentes. O Plano de Emergência da Escola está constantemente em aperfeiçoamento e esperam-nos mais simulacros, demonstrações e intervenções no âmbito da proteção e segurança, para corrigir determinados erros ainda verificados. Prof. José Sousa Clube da Proteção Civil


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CURIOSIDADE Na matemática, o número π é uma proporção numérica que tem origem na relação entre o perímetro de uma circunferência e seu diâmetro; por outras palavras, se uma circunferência tem perímetro p e diâmetro d, então aquele número é igual a p/d .

Comemoração do Dia do Pi No dia 14 de março, comemorou-se o Dia do Pi. A escolha deste dia (dia 14 do mês 3) prende-se com o facto de 3,14 ser a aproximação mais conhecida de pi. Mas no dia 14 de março também se comemora o dia do nascimento de Albert Einstein, o que faz associar ainda mais adeptos das ciências exatas às comemorações. Como, em inglês, o nome da constante (pi) e a palavra tarte (pie) têm pronúncia idêntica, nalguns países, existe a tradição de comer tartes nesse dia. Na realidade, como número irracional, pi é expresso por uma dízima infinita não periódica, que nos dias de hoje, com a ajuda dos computadores, já é possível determinar com centenas de milhões de casas decimais. Aqui aparecem as primeiras cinquenta: π = 3,14159 26535 89793 23846 26433 83279 50288 41971 69399 3751… Na nossa Escola, os alunos do 6ºA decidiram assinalar o Dia do Pi, montando uma pequena exposição de trabalhos por eles efetuados. Desta forma, quiseram mostrar-nos que, afinal, o p (pi) está presente em muitas palavras da nossa língua. Mais do que imaginamos…

É representado pela letra

Prof. António José Oliveira

grega π. A letra grega π (lê-se: pi), foi adotada para o número a partir da palavra grega para perímetro, "περίμετρος", provavelmente por William Jones em 1706, e popularizada por Leonhard Euler alguns anos mais tarde. Outros nomes para esta constante são constante circular ou número de Ludolph.

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For the Newspaper of the School A sunny morning, we arrived at the school of Cinfães. First, we saw a wonderful magnolia tree, palms, flowering trees, daisies, and we thought: spring comes first in Portugal! Then, we discovered long bright corridors and kids who were coming and going, even running as all of a sudden, through loudspeakers, they started playing music, a cheerful song. It took us lot of time to understand that the lovely song was in fact the « bell » of the school. The awful bell which hurt your ear in France is in Portugal, a song. It’s a so simple idea, but so comfortable. We also were surprised to see all the adults in blue gown, talking with pupils, sometimes surrounding by a group of pupils, other who were just sitting behind their desk, smiling , and ready to help...We have also supervisors in France, but they don't behave at all like in Cinfães school. In France, if a supervisor is surrounding by a

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group of pupils, it is certainly because he is trying to separate two pupils who are fighting, and if a supervisor is talking to a child, it's maybe to scold him.. Anyway, in France, it is better to avoid supervisors! In Portugal, it is the opposite! Children have pleasure to be with them and enjoy their company. At last, one of our biggest surprise: dogs, who look after the school, are petting by the pupils, and the school cares about them. We love this idea of having pets in a school. Cinfães's school is a place of life, friendlyness where pupils kiss their teachers, dance and sing to improve their English (and it works, pupils have got a perfect English accent!) We will keep a wonderful memory of the school of Cinfães ; teachers, supervisors, cookers and their assistants, pupils who are so cheerful and funny and all the people of the administration. Its headmaster, Manuel Pereira, looks after his school like a father looks after his family. The children of Cinfães are very lucky to be educated in this school! We would like to thank Paulo Vasconcelos who make it possible to let the whole Europe discover a place where pupils can do a wonderful work with pleasure and cheerfulness. Até breve.

Sophie Bouaouli et Isabelle Drouot, school teachers, in Besançon (France)


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Verão Gosto que o calor me incomode E aqueça o meu corpo! Procurarei a sombra

Ler é voar sem ter asas!

Que me fizer sentir bem! Quando era pequenina, E aí ficarei calmamente

Do tamanho de um botão,

Enquanto os meus sentidos quiserem!

Corria, saltava, brincava,

Serei prisioneira livre

E jogava ao pião!

Carcereira de mim! Fui crescendo, Não me importo mesmo

Vendo o mundo,

Que a brisa quente sopre

A procurar o meu lugar,

Nesses seus dias longos!

A pensar todos os dias, Onde iria chegar!

E traga os cheiros do Verão Apetecido ao fim da tarde

Nesta labuta diária,

Debaixo dos últimos raios de sol!

Fui lendo tudo o que apanhava, Entrava em cada história,

Prof.ª Elisabete Barbosa

E, com cada livro sonhava!

Hoje que sou “velhota”, Mas não deixei de sonhar, Continuo a ler muito, E a ter asas p’ra voar!

Em cada livro eu encontro, A viagem que não fiz, A vida que não vivi. E cada frase que leio, Sussurra ao meu ouvido: -“Voa e sê feliz!”

Prof.ª Isabel Casarões 3/5/2016

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Abril Abril de águas mil Afasta o frio e a geada, As longas noites de escuridão E o cheiro da orvalhada.

Abril de aromas mil Traz o odor das flores, O cantar do rouxinol, Pinta o céu de sete cores.

Abril de encantos mil

Memórias

Traz os sonhos de verão,

Meu avô plantava árvores.

Os namorados de mãos dadas,

Levava os joelhos ao chão,

Acalenta-nos o coração.

Dizia poemas ao vento e com as mãos calejadas

Mas abril é também Liberdade.

Construía muralhas de terra

Foram os ventos da Revolução!

A um palmo do tronco frágil, vaticinando: -“ Hás de comer o fruto delas

Prof.ª Cristina Marques

E hás de lembrar-te de mim.”

Minha avó amassava o pão. Atava um lenço sobre os cabelos E com as mãos pequeninas Fazia cruzes sobre a massa, Murmurando velhas ladainhas E cantava: “Que tens tu, ó soldadinho…” - “Canta comigo, menina, Que a alegria também nos salva.”

As árvores cresceram. Comi-lhes dos frutos E lembrei-me de meu avô.

As canções ficaram em mim. Canto-as e volto a chorar As dores antigas de minha avó. Profª Helena Santos Duarte


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Quadras ao 9ºE Eu sou a Marlene E venho da linda serra! Tenho 14 anos, Tendais é a minha terra!!

Desde o quinto ano, Que estou numa turma fantástica, Repleta de pessoas amigas De gente muito simpática!

Aquela Ponte Chovia sobre aquela ponte Que lentamente ia morrendo. Estava velha e estragada Por causa da chuva e do vento.

Quem por lá passa Já lá vão cinco anos, Já não somos pequeninos, Entre aventuras e peripécias,

Fica triste só de olhar. Uma ponte tão linda Como foi assim ficar?!

Juntos, conseguimos! Todos fazem esta pergunta Juntos conseguimos,

Mas ninguém sabe responder.

A caminhada está a chegar ao fim!

E, agora, eu pergunto também

Unidos e alegres,

Como foi isto acontecer?

Quero ver-nos sempre assim! Mesmo velha e estragada, Quero-vos agradecer

Esta ponte nos ajudará

A todos pela simpatia,

A escolher os caminhos

Gostei muito de vos conhecer,

Nos quais a nossa vida se transformará!

Adeus, até um dia!... Já foi a ponte de sonhos Marlene Santos, 9ºE

E sempre o será!! Se está mais velha e estragada?... Sim, isso está!

Quando o sol voltar novamente E a ponte estiver iluminada, Tudo voltará ao normal Como se não se tivesse passado nada!

Marlene Santos, 9ºE REVISTA

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Se Eu Voasse... Às vezes, penso como seria se eu voasse…! Agora, que penso nisso, acho que seria incrível! Sentir-me-ia um rei… ao ver as pessoas tão pequenas… lá em baixo! Acho que também tentaria, pouco a pouco, percorrer o mundo inteiro. Tentaria também comunicar com os pássaros e, se conseguisse, seria outra coisa incrível! Voaria por cima dos campos de milho e de outros cereais, respirando aquele ar… deveria uma coisa extraordinária! Enquanto percorresse o mundo, tentaria descobrir uma forma de conseguir com que os outros seres humanos também pudessem voar! As minhas assas levar-me-iam até ao infinito! Voaria por cima dos mares e dos rios. Seria um humano livre, pelo mundo inteiro a voar! Tentaria também agarrar as nuvens! Iria ver se conseguia chegar lá em cima… ao céu. Viajaria feito um balão, vendo o mundo como se coubesse na palma da minha mão! Ah… se eu pudesse voar…!

Diogo Teixeira, nº9, 7ºB

Abril em Portugal

Mãe

Naquela manhã, naquele dia, A esperança surgia! Não era Verde, não era utopia. Era Vermelha, era magia. O povo acredita, que a alegria, Da luta vencia. Todos unidos, em harmonia, A uma só voz, um grito nascia! Liberdade, Liberdade, Liberdade! Para trás ficava a agonia, De querer dizer em sintonia, O que a alma sentia. O tempo era novo, tudo sabia. Um cravo vermelho, trazia O sonho, a alquimia, De ter, por companhia, A força, a ousadia, Para vencer, com energia, O silêncio que emergia. Os anos passaram, Os tempos mudaram, E hoje afinal, Onde está

Mãe, palavra doce e açucarada. Todo o seu ser é Amor. Amor puro, Amor verdadeiro, Amor total! Incondicional! Mãe é dádiva e doação. Traz-nos à vida e nunca se cansa. É guerreira, não desarma. Ajuda-nos a crescer, ensina-nos, educa-nos! Com carinho, com afeto, com paixão! Seus beijos são mel. Seu olhar ternura. Seu rosto resplandece, Belo e luminoso! Mãe é alegria, mãe é felicidade! Mas mãe também é dor, Mãe também é sofrimento. Mãe também chora! Mãe! Mãe Maria! Mãe do céu! Mãe, sempre! Sempre, sempre, sempre! Ao nosso lado. No nosso coração. Na saudade!... MÃE! MÃE! MÃE!

Abril em Portugal?! Prof. Luiz Semblano 16/04/2016

Prof. Luiz Semblano 14/03/2016


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O Livro

O Livro: um promotor de aprendizagens pela aproximação entre gerações “Os livros são abelhas que levam o pólen de uma inteligência a outra.”, Lowell James Considerado um dos pilares de todas as aprendizagens escolares e um suporte imprescindível para uma grande parte das atividades profissionais e quotidianas, o Livro desenvolve competências e aproxima gerações. É um precioso recurso para o estudo de todas as áreas académicas, para a apreensão de requisitos necessários ao exercício de uma profissão e uma maisvalia para a resolução de tarefas do nosso dia-a-dia. Muitos como eu, certamente, acarinham no seu imaginário infantil a imagem da “ estante de madeira” onde eram colocados os livros de diferentes tipos, formatos e espessuras de papel, com as suas lombadas irresistíveis e organizadas, segundo as minhas preferências. Entusiasticamente, era assim que eu apresentava, aos meus amigos que apareciam lá por casa, a “minha biblioteca”. Uns anos mais tarde, as minhas visitas à Biblioteca Municipal, eram sempre uma euforia, inquirindo minuciosamente as estantes como quem prevê que um título ou outro se sobressaia. Ademais, gostava do odor do soalho nas folhas envelhecidas. Alguns livros tinham o perfume da lenha seca, outros o cheiro fresco de vernizes e colas, igual àquele que havia nos manuais escolares do início do novo ano letivo. Era um lugar onírico, solene, um autêntico convite para uma viagem em torno do conhecimento, do Belo, que segundo George Steiner consola, acreditamos nele como legado e afirmação moral, procurámo-lo, estudámo-lo e ensinámo-lo nos gestos mais ínfimos, porque o Belo nos eleva à condição de seres eleitos. Tempo da sacola de bombazina gigante, feita e decorada pela minha Mãe a declinar do ombro, o ciclo representava a idade mágica, a da devoção especial pel’ O Cavaleiro da Dinamarca de Sophia de Mello Breyner Andresen e pela fábula O Rouxinol de Hans Christian Andersen, a que se juntariam com o passar dos anos O Principezinho de Saint-Exupéry, ou a inesquecível coleção Uma Aventura de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada. Essas leituras instigaram-me, desde então, o gosto de espreitar sempre mais no interior dos livros. Havia palavras estranhas, palavras para as quais o dicionário dava às vezes uma explicação confusa e que só anos mais tarde pude compreender realmente, satisfazendo assim a minha curiosidade. Já nessa altura, aquando das minhas deleitosas leituras, eu teimava em fazer como a Sara que “ sai dos livros sem sair do lugar, e corre o mundo de lés a lés” e em “ pensar nos quês, nos porquês, nos para quês e voltava atrás para confirmar porque, afinal de contas, talvez”., tal como a Ana do nosso saudoso Manuel António Pina. Porque só duvida de algo quem se interpela a si próprio ou interpela o mundo que nos rodeia, anos mais tarde, os contos deram lugar aos romances, à poesia e ao drama. O livro passou a ser um verdadeiro promotor de aprendizagens, um amuleto profissional, um companheiro de férias, das viagens de comboio, das noites, dos dias mais nostálgicos… Nomes como Luís de Camões, Mário de Sá Carneiro, Umberto Eco, Virgílio Ferreira, Sophia de Mello Breyner Andresen, Eça de Queirós, Miguel Torga, Bernardo Santareno, José Luís Peixoto e o nobilíssimo Fernando Pessoa alicerçaram o meu espólio e são para mim um sustentáculo, enquanto profissional da educação. Enquanto mediadora e divulgadora do Livro e do seu interior misterioso vou perquirindo as estantes das bibliotecas escolares, numa sequiosa busca de tornar o Saber acessível às diferentes gerações. Impõe-se um bem haja a todos os entusiastas que tornaram o dia 23 de abril, o Dia Mundial do Livro. Prof.ª Conceição Bernardo REVISTA

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Comemoração dos 170 anos do nascimento do General Serpa Pinto No dia 20 de abril assinala-se o nascimento do General Alexandre Serpa Pinto, patrono da nossa escola. Pelos 170 anos do seu nascimento, a escola quis, assim, homenagear este ilustre explorador e colonizador do continente africano, nascido no Concelho de Cinfães. As comemorações começaram com as exposições de trabalhos dos alunos na Biblioteca da Escola, o has-

tear da Bandeira Nacional e o descerrar de uma placa evocativa sobre o nascimento do nosso patrono. Neste momento solene, os discursos do Diretor do Agrupamento, Dr. Manuel Pereira, do Presidente da Câmara, o enfermeiro Armando Mourisco e do professor de História, Duarte Cardoso, destacaram as virtudes e o sentido de empreendedorismo desta importante figura histórica, de forma a servir de inspiração para os jovens cinfanenses, mostrando-lhes que “o céu é o limite” ou que “o sonho comanda a vida”. Seguiu-se um momento de convívio menos formal, com o cortar e o partilhar de um bolo alusivo ao continente africano, eximiamente confecionado pelos alunos de Curso Vocacional de Restauração, sob a supervisão do chefe Francisco Pereira. Por fim, os alunos do 9º ano puderam assistir à conferência proferida pelo Doutor Nuno Resende, que, mais uma vez, evidenciou os grandes feitos deste ilustre filho da terra. Desta forma, o dia 20 de abril será considerado o Dia do Patrono e, por conseguinte, o Dia do Agrupamento. Profª Cristina Marques


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Visita de Estudo do 5º ano

CURIOSIDADE O Parque Biológico de Gaia foi criado em 1983 com um objetivo pedagógico de difundir a temática da educação ambiental junto do público jovem e adulto. O objetivo do Parque Biológico é a compreensão pelos visitantes da paisagem da região, incluindo todos os seus componentes (flora, fauna, clima, arquitetura rural, usos e costumes, hidrografia, etc.), e do contraste entre essa paisagem agro -florestal, que se preserva no Parque, e a envolvente urbana.

A visita de estudo ao Parque Biológico de Gaia insere-se no Projeto Educativo do Agrupamento e procura aprofundar as aprendizagens, favorecendo a aquisição de conhecimentos e proporcionando uma maior sociabilização da comunidade educativa. A visita realizou-se no dia 8 de abril e incluía como locais a visitar - Parque Biológico de Gaia e Igreja

É também uma pequena reserva natural de fauna e flora; mais de 40 espécies de aves selvagens nidificam no Parque e outras tantas visitam-no durante as migrações.

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de S. Francisco no Porto, mas, e devido a escassez de tempo, não foi possível visitar o interior da Igreja de S. Francisco, apenas puderam observar o seu exterior.

ridos nas aulas de Ciências, e procuraram satisfazer a sua curiosidade relativamente a elementos naturais menos conhecidos, interagindo de uma forma muito saudável com a natureza.

A participação e satisfação dos alunos foi muito positiva, principalmente a visita ao Parque Biológico. Durante o percurso pedestre, os alunos relembraram conhecimentos adqui-

Departamentos Mat/CN, Expressões, Línguas e C.S.H. Turmas do 5ºAno Dinamizadores: Antónia Pinto; Isabel Vaz; Ana Rosmaninho; Manuela Barbêdo.


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Impressões sobre a Visita de Estudo a Guimarães - 6º ano No dia 12 de abril do corrente ano, todas as turmas do 6º ano saíram da escola em direção a Guimarães, cidade berço da nação. Nem o dia cinzento, nem a chuva miudinha nos tiraram a euforia e excitação de ir conhecer outras paragens, em alegre convívio com colegas e professores. Chegados a Guimarães, dirigimo-nos ao Palácio dos Duques de Bragança, onde nos esperava uma visita guiada. Absorvemos toda a informação que a guia nos dispensou. Recuámos, extasiados, ao modo de vida, hábitos e costumes do séc. XV. Relembrámos conteúdos que demos em História e Geografia de Portugal e em Matemática. Terminada a visita, fomos explorar a zona limítrofe, nomeadamente o Castelo de Guimarães e a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, onde foi batizado D. Afonso Henriques. E, eis que surgiu o momento de subir até ao Monte da Penha! E o teleférico! Euforia, nervosismo, e até algum receio, apoderaram-se de nós. Apesar do vento e do frio, devorámos a paisagem a perder de vista. Ainda a tremer, chegámos ao Monte da Penha e ao tão aguardado almoço, em forma de piquenique. Explorámos o Monte da Penha, numa visita feita num comboio turístico, e visitámos a Igreja de Nossa Senhora da Penha . E eis que chegou a hora de regresso. Cansados, mas felizes, voltámos a casa, mais ricos culturalmente e de olhos cheios de magia pela descoberta do nosso Portugal! Que venham novas e enriquecedoras visitas de estudo. 6ºD e Prof.ª Isabel Casarões


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O Fenómeno da Emigração em Cinfães Desde há várias décadas que a emigração é uma realidade comum em Cinfães. Poucas serão as famílias cinfanenses que não têm um seu familiar emigrado. Foi partindo desta premissa, e indo ao encontro de um dos conteúdos programáticos lecionados na disciplina de Geografia, que se pensou em realizar um pequeno estudo de cariz científico, com vista a conhecer melhor o alcance do fenómeno emigratório em Cinfães. Assim, elaborou-se um curto questionário, tendo como população alvo os alunos do 3º ciclo do ensino básico do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, abrangendo idades que vão dos 12 aos 15 anos. Foram contabilizados 302 inquéritos validamente respondidos, que se consideram suficientes para nos dar uma perspetiva bastante próxima da forma como a emigração afeta a comunidade cinfanense. O primeiro e, provavelmente, mais importante dado que nos foi dado a conhecer neste estudo prende-se com o peso que a emigração tem nos agregados familiares dos nossos alunos. De facto, 36% dos alunos inquiridos têm ou tiveram, no último ano, algum elemento do seu agregado familiar emigrado. Algum elemento do teu agregado familiar está ou esteve, no último ano, emigrado? Alunos do 7º ano

Alunos do 8º ano

Alunos do 9º ano

Sim

32%

38%

39%

Não

68%

62%

61%

Concluiu-se também que este é um fenómeno de cariz eminentemente masculino, destacando-se o facto de quase 80% dos alunos que referiram ter algum elemento do agregado familiar emigrado se referirem ao elemento “pai”. Repare-se que dos 302 alunos que responderam ao inquérito, 86 têm ou tiveram no último ano o pai a trabalhar no estrangeiro. Apenas 5 alunos referiram ter a mãe emigrada. Com este dado estatístico fica comprovado o peso que a emigração tem em muitas das famílias de Cinfães. Quase um terço dos alunos do 3º ciclo tem um dos seus progenitores (a grande maioria, o pai) emigrado! Seguidamente, houve a curiosidade de saber o país de destino do elemento do agregado familiar emigrado. Os países da Europa Central dominam as respostas: 25%, a França; 22%, a Bélgica; 20%, a Suíça. De referir ainda que 9% dos emigrantes escolheram países africanos (com destaque para Angola e o Burkina Faso) e 6% optaram por países da América do Sul (com destaque para o Chile). Fica clara a importância do triângulo França-SuíçaBélgica como região preferencial de destino: dois em cada três emigrantes optam por esta zona da Europa para emigrar. A duração do fenómeno emigratório foi outra das questões abordadas no inquérito. Foi questionado há quanto tempo dura a experiência de estar a trabalhar no estrangeiro. As respostas são bastantes variadas: 68% estão emigrados há menos de três anos (destes, a maioria há menos de um ano), enquanto que 32% decidiram-se por emigrar há mais de três anos. Certamente que a crise económica que afetou Portugal desde 2008 não terá sido fator alheio a muitos dos que se decidiram por emigrar…

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O Fenómeno da Emigração em Cinfães (continuação) A construção civil constitui a área profissional a que a maioria dos emigrantes se dedica: 82%. Daí que se compreenda o facto desta ser uma decisão tomada maioritariamente pelos elementos masculinos dos agregados familiares (pais ou irmãos em idade adulta). As outras duas profissões com maior importância (embora muito longe da construção civil) são as ligadas à hotelaria/restauração (7%) e às limpezas (4%), com maior incidência na população feminina. Foi ainda questionado com que frequência é que o elemento emigrado regressa a Cinfães: 57% responderam que no último ano regressaram três ou mais vezes a Portugal; 30%, uma ou duas vezes e apenas 13% referiram não ter vindo nenhuma vez no último ano (a maioria deles os emigrados em países doutros continentes). Finalmente, pretendeu-se saber até que ponto é que o facto de se ter ou não ter um elemento do agregado familiar a trabalhar no estrangeiro pode influenciar na decisão do aluno em mais tarde poder ou não querer emigrar. A incerteza domina as respostas: 65% responderam “talvez” na opção de mais tarde vir a emigrar. Em relação aos alunos que têm alguém do agregado familiar emigrado, 27% afirma que mais tarde terá intenções de emigrar, enquanto que relativamente aos que não têm ninguém emigrado, essa opção apenas é escolhida por 16% dos alunos. Daqui poderá inferir-se que os alunos que têm alguém do seu agregado familiar emigrado (a maioria, o pai) têm maior propensão a ver a emigração como uma possibilidade mais forte na hora de, mais tarde, entrarem no mercado de trabalho. No futuro, quando iniciares a tua vida profissional, tens intenções de emigrar? Com elementos emigrados no agregado familiar

Sem elementos emigrados no agregado familiar

Sim

Não

Talvez

Sim

Não

Talvez

27%

8%

65%

16%

18%

66%

As conclusões a que chegámos com este apontamento de cariz geográfico vão de encontro ao que nos é dado a conhecer todos os dias no meio escolar. São muitos os alunos da nossa Escola que têm o pai a trabalhar no estrangeiro, pelo que o fenómeno da emigração é encarado com naturalidade pela população local. É claro que um estudo mais alargado (ao nível da população-alvo e em termos de questões abordadas) poderia trazer mais informação relevante, mas pensamos que este pequeno apontamento traz-nos pistas importantes ao nível da importância da emigração em Cinfães que não convém serem ignoradas, nomeadamente ao nível das suas caraterísticas em termos de género, país de destino, setor profissional e influência nos nossos alunos na intenção de mais tarde poderem vir a emigrar. Recorde-se: 29% dos alunos do 3º ciclo têm ou tiveram, no último ano, o pai emigrado! Não se menospreze este dado… Trabalho elaborado por Pedro Peixoto (Prof. de Geografia) com a colaboração dos alunos David Fernandes, Diogo Resende, Gonçalo Correia, Patrícia Silva e Sérgio Fernandes, do 8ºD


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Concurso CurtMat dá Prémio à Escola

“O ar já não é assim” foi a curtametragem ambiental que permitiu que o Clube de Cinema, coordenado pela Professora Dora Ferreira, obtivesse o 1º lugar, no concurso CurtMar 2015, na Categoria dos 13 aos 16 anos. Este projeto e prémio - que muito orgulha a nossa escola - contou com a participação e empenho dos alunos Catarina Oliveira (9ºA),

Maria Amaral (9ºA), Fernando Silva (Vocacional R.M.H.), José Dias (6º A), Carolina Madureira (6ºA) e Mariana Silva (6ºA). Importa também salientar e laurear a participação especial dos exalunos da escola, Pedro Sá e Tânia Silva que, estamos certos, contribuíram para dar um impulso valioso a este projeto.

O Concurso CurtMar é um projeto educativo concebido e desenvolvido pela Associação Portuguesa de Educação Ambiental (ASPEA), que conta com inúmeras parcerias e que estabelece um intercâmbio entre alunos de Portugal e da Noruega. O objetivo destas curtas-metragens ambientais é incrementar a Literacia do Oceano, nos alunos do ensino básico, secundário e profissional, e que aponta para a necessidade de recuperar a identidade marítima nacional, a fim de proteger e explorar o Oceano de forma sustentável a longo prazo. Parabéns a todos os participantes pelo prémio alcançado! Profª Cristina Marques

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Os Nossos Campeões—Mega Atleta

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A nossa escola esteve muito bem representada na atividade Mega Atleta CLDE Tâmega, realizada no dia 16 de março, na Pista de Atletismo do Complexo Desportivo de Lousada com os seguintes alunos: Beatriz Soares, Vasco Ferreira, Maria Farpa, Tiago Pereira, Ana Lemos, Mariana Rodrigues, Francisca Calvo, Sara Rocha, Rute Silveira, João Marques e Márcio Gonçalves. Parabéns a todos os alunos participantes do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto. O Vasco e a Beatriz ficaram apurados para a Fase Nacional do Mega Atleta, realizada em Lagoa nos dias 15 e 16 de Abril. O Grupo de Educação Física

Beatriz Soares

2ª Lugar na Corrida de Velocidade

Vasco Ferreira 2º Lugar na Corrida de Velocidade e 1º Lugar no Salto em Comprimento

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Visita de Estudo a Vila do Conde

No passado dia 20 de abril, as turmas do 7º ano de escolaridade deslocaram-se a Vila do Conde, no âmbito de uma visita de estudo a diversos espaços culturais desta cidade, localizada no distrito do Porto. A visita à Nau Quinhentista, bem como à Alfândega Régia revelou-se de grande interesse para os conteúdos da disciplina de História. Os alunos ficaram a conhecer melhor a importância que Vila do Conde teve no âmbito dos Descobrimentos portugueses, sendo que este foi um destacado local de construção de naus e caravelas que partiram para as Américas e as Índias. Os alunos tiveram ainda a oportunidade de visitar o

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Museu das Rendas de Bilros. Este constitui um dos principais ex-libris de Vila do Conde e que mereceu uma visita atenta por parte dos alunos, com vista a terem uma maior conhecimento acerca de uma das técnicas artesanais na produção de rendas. No âmbito da disciplina de Português, foi ainda possível visitar a Casa-Museu de José Régio, com vista a conhecer um pouco da vida e obra deste importante escritor português. Durante a visita passeou-se junto à foz do rio Ave, abordando temáticas desenvolvidas nas aulas de Geografia. Foi um dia bem passado e que ficará certamente na memória dos nossos alunos. Prof. Pedro Peixoto


Visita de Estudo ao Porto No dia 14 de abril de 2016, as turmas do 8º ano realizaram uma visita de estudo à cidade do Porto. Partimos da nossa escola às 8h:30 da manhã e regressámos por volta das 17h:30. No nosso autocarro, seguia também a turma do 8º E, a nossa diretora de turma, a profª Cristina Marques, e o professor Luís Garcês. A viagem correu muito bem, sempre em ambiente de boa disposição, apesar da chuva que caía e que ameaçava o nosso passeio até à Invicta. Quando chegámos ao Porto, a chuva deu-nos algumas tréguas e fomos visitar a Igreja de São Francisco, uma das maiores representações da arte barroca no nosso país. De autocarro, seguimos pelas ruas principais da cidade e observámos alguns dos seus mais emblemáticos monumentos. Da parte da tarde, visitámos a Fundação e o Museu de Serralves. Aí, a visita foi feita por grupos, assim pudemos também passear pelos bonitos jardins da Fundação, enquanto esperávamos pela visita guiada aos trabalhos da arte contemporânea, em exposição. Na minha opinião, a visita de estudo foi muito interessante e divertida, serviu para consolidar algumas matérias dadas nas aulas, e também para podermos conhecer um pouco mais sobre a cultura do nosso país.

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CURIOSIDADE A Igreja de São Francisco é uma igreja gótica da cidade do Porto, situada em pleno centro histórico. A construção iniciou-se no século XIV como parte de um convento Franciscano. É notável pelo seu conjunto de talha dourada do século XVIII. Anexa à sua entrada frontal, situa-se a Igreja da Venerável Ordem Terceira de São Francisco.


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Visita de Estudo do 9º ano ao Porto No dia 6 de abril, os alunos das várias turmas do nono ano, da E.B. 2, 3 General Serpa Pinto, deslocaram-se até à cidade do Porto. Num clima de são convívio, saíram da escola e, divididos em dois autocarros, dirigiram-se, cada um para os destinos pretendidos (Museu Militar e Fundação de Serralves), sempre na companhia dos respetivos diretores de turma e professores acompanhantes. No período da manhã, uns dirigiram-se ao Museu Militar, enquanto que outros se deslocaram à Fundação de Serralves. Depois das visitas concluídas, e como já estava na hora de almoço, todos se reuniram na Quinta de Serralves, onde, em harmonia, partilharam o almoço e foram conhecendo um pouco mais dos lugares que oferecia tal lugar mágico! Esta conquistou o olhar dos alunos com as vistas magníficas e os jardins bem tratados. Como não podia deixar de ser, todos aproveitaram o bom tempo que se fazia sentir para tirarem fotografias e fazer desta uma experiência notável. Após o almoço, inverteram-se os sentidos. Era, agora, a vez de uns visitarem as exposições de Arte Contemporânea e Fotografia na Fundação, e outros se deslocarem ao Museu Militar onde viram de tudo - desde uma vasta coleção de soldadinhos de chumbo, passando pela contemplação da presumível espada de D. Afonso Henriques, às miniaturas de veículos de guerra e mesmo a evolução do armamento desde a Idade Média até aos nossos dias, para além de poderem apreciar uma magnífica e rica exposição de

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armamento, documentos e outros elementos que atestam a participação portuguesa na 1ª Grande Guerra, bem como o doloroso período da Guerra Colonial Portuguesa. Depois de todo aquele dia de conhecimento, aprendizagem e convívio, era a hora de regressar à escola. Já todos no autocarro, iniciou-se a viagem de regresso a Cinfães, num clima de amizade e saudável confraternização. Em segurança e alegria, terminou, assim, uma grande e memorável visita de estudo! Eduarda Pereira e Joana Machado, 9ºE


Viagem ao Coliseu do Porto

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No dia 11 de dezembro de 2015, realizámos uma viagem ao coliseu do Porto para assistirmos a um espetáculo de circo. Connosco foram todos os alunos da Escola Básica de Cinfães (1º ciclo e pré-escolar). Encontrámo-nos na Rua S. Sebastião, pelas sete horas e quinze minutos, e a viagem iniciou-se por volta das oito e um quarto. Durante a viagem, vimos paisagens lindas, conversámos, cantámos, fizemos jogos… foi ótima, muito divertida! Antes de chegarmos ao Coliseu, parámos numa estação de serviço para lancharmos. Quando chegámos ao Coliseu, ficámos ainda mais animados e não demorou muito a entrar, pois tínhamos o tempo contado. O Coliseu é fantástico! Ficámos impressionados! É uma grande sala de espetáculos, redonda, com muitas bancadas, muitas luzes no teto e um enorme palco. Estavam lá outras crianças de outras escolas do país. O circo tinha muitos artistas: acrobatas, trapezistas, mágicos, malabaristas e, claro, não podiam faltar os palhaços! Gostámos de tudo! Quando acabou o espetáculo do circo, fomos em direção ao autocarro com destino ao “Dolce Vita”, onde almoçámos hambúrguer, batata frita, banana e bebemos um sumo. Tivemos ainda direito a dois brindes. Para muitos de nós foi a primeira vez que fomos a esse lugar. É um centro comercial grande, cheio de lojas, com escadas rolantes, vários pisos e um lago. Estava muito bem enfeitado com decorações do Natal. No final do almoço, dirigimo-nos ao autocarro para regressarmos a Cinfães. A viagem de regresso foi também muito divertida, mas alguns dos nossos colegas já vinham cansados e aproveitaram para dormir um pouco. Foi uma viagem maravilhosa que nunca esqueceremos! Gostámos muito, pois conhecemos novos lugares e assistimos a um belo espetáculo de circo! Foi um dia muito divertido passado com os nossos amigos, professores e auxiliares. Turma do 3º E – Escola Básica de Cinfães


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As turmas do 9ºA e do 9ºB

Dedicado ao 9ºA Então, parece que é agora a hora de falar da nossa turma. A nossa turma é a turma com quem eu me identifico, é a turma com quem eu me divirto, a turma com quem eu aprendi muito, a turma que me apoiou nos bons e maus momentos Esta turma já me deu muito trabalho, mas também já me divertiu imenso, e apesar de sermos só dois sobreviventes nesta turma de raparigas, eu continuo a achar que é melhor sermos poucos e bons. É claro que, como em todas as turmas, há sempre aquelas pessoas com quem me identifico mais, mas apesar de, praticamente, toda a turma se separar no próximo ano, eu tenho a sensação que para além de sair daqui com amigos para a vida, saio daqui também com uma segunda família. E, apesar de tudo, quero dar um gigante obrigado a esta turma por me ter proporcionado sorrisos e gargalhadas, e sobretudo pelo que me ensinaram ao longo destes cinco anos. João Soares, nº12, 9ºA

Dedicado ao 9ºB Bem, durante estes cinco anos poderia enumerar um milhão de emoções: tristeza, amargura, felicidade, amor, companheirismo e muitas, muitas mais, mas a que se destaca, sem qualquer dúvida, é a amizade. Todos foram importantes, desde professores a alunos, pois foram eles que me ensinaram a viver mais intensamente cada momento, a desfrutá-lo como se fosse o último. Ainda me lembro de quando cheguei a esta escola pela primeira vez, no 5º ano, e ser pequenino e indefeso. Daquela sala escura em que entramos para ter a primeira aula. E fiquem a saber que ainda me lembro que a sala era número dez; a Sara estava à minha frente, o Marco ao meu lado esquerdo, o Edu atrás de mim e, não me recordo bem, mas creio que era o Diogo que estava ao meu lado direito. Nesta aventura de cinco anos, entraram e saíram pessoas, umas mais importantes que outras, mas todas deixaram a sua marca. Aprendi a saber dignificar a palavra “amizade”. Aprendi que, ao contrário do que pensava, vou ter saudades da escola a quem eu vejo como uma amiga, pois se não fosse ela não vos tinha conhecido e não saberia o verdadeiro significado da amizade. Aprendi que apesar de nos separarmos nunca nos iremos esquecer uns dos outros. Pelas experiências que vivemos juntos, há uma ligação muito forte e duradoura que nos une. Passei dias terríveis mas também extraordinários e só vos tenho a dizer obrigado por terem tido o papel principal nesta minha-nossa aventura. José Henrique Dias Silveira, nº6, 9ºB

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Poesia E se fosse eu?

9ºD

Só com uma mochila. Espero sobreviver!

Por onde havemos de começar? Há tantas histórias, tantos dias Que sei, para sempre irão ficar Pois são essas memórias boas Que iremos sempre lembrar, São elas que nos trouxeram onde estamos.

Ficar com a família Onde ninguém nos possa ver Sei que é difícil. Será que voltarei a ser feliz? E temos que ter esperança. Estou farto de fugir. Um futuro melhor procuro. Um lar para onde ir, Muita paz e alegria. Regressar ao meu país E com a Família unida Uma vida nova Gostaria de ter. Imaginar que tudo foi um pesadelo! Acordar num mundo melhor Desejamos Outra vez …. Alunos do 5ºC

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E quando viemos para a “ ESCOLA GRANDE” Para esta que atualmente é rotina O tempo passou a correr … E foi nesta escola um dia grande Que crescemos nós também. Para sempre vai ficar tudo Os nomes idiotas, as piadas, As nossas formas de dizer as horas A nossa simples maneira De sermos como somos. Sobretudo sermos nós próprios, Não sermos normais nem perfeitos Pois a perfeição é o impossível. Nunca fomos uma turma modelo, Mas fomos felizes, isso fomos. Nunca estivemos nos padrões E sinceramente?! Ainda bem que não. Sinceramente não vale a pena. Nunca estivemos sempre juntos, Discutimos imenso, mas no fundo, Sempre nos adoramos mutuamente. No fim de tudo, os dias maus Não se comparam aos bons. Aqui fui feliz e, de certeza, Se pudesse voltar atrás Não mudaria nada. Daniela, 9º D


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Carta de Amor… de Pedro a Inês Lisboa, 28 de fevereiro de 1357

Minha eterna amada, Venho agradecer-vos por todos os momentos que passámos juntos, por todas as peripécias, por todos os obstáculos, por todas as barreiras que ambos ultrapassámos, como se fossem construídas possantes pontes nos mais inultrapassáveis rios para chegarmos ao outro lado. Desde o primeiro dia em que eu vos vi, fiquei com uma sensação mui estranha, o sangue que fluía nas minhas veias ficou tão quente, qual sol que nos ilumina! O meu coração acelerou e tornou-se mais rápido que a velocidade de todas as flechas lançadas. Aqueles momentos fizeram-me descobrir que não existe o impossível, mas sim um “possível” que ainda não foi alcançado. Os vossos olhos brilhantes, os vossos serenos lábios, os vossos cabelos d’oiro, o vosso corpo perfeito, tudo isto era a prova que a natureza não tem limites e é ela que faz as mais belas obras d’arte. Vós fazíeis-me sentir como um homem de verdade, como o mais poderoso e glorioso deus, e eu sem vós sou, agora igual à Terra sem Sol, ao mar sem peixes, ao céu sem pássaros e às árvores sem folhas. Eu, sem vós, sou o nada à procura de tudo. Vós fizestes-me sentir o tudo sem precisar de mais nada. Até que tudo mudou, quando cheguei daquela caçada e eu não vos encontrei como soía. Mas descobri que vós tínheis partido e que nunca mais vos poderia sentir como dantes. Tudo isto de forma tão incompreensível… e à frente dos nossos filhos. Senti que aquele majestoso veado que caçámos… seríeis vós… que, por minha culpa, deixei morrer, pois, se eu não tivesse ido à caça e matado aquele veado, vós ainda estaríeis aqui comigo. A minha saudade por vós é maior que a minha vontade de viver, mas eu sei que vós quereríeis continuar a ver-me feliz, mesmo sem vos ter aqui a acompanhar-me. Foi mui difícil, mas após a morte de Meu Pai, eu subi ao trono e consegui libertar toda a raiva que estava entranhada no meu corpo. Todos os meus objetivos se baseavam apenas num: vingar-me de quem me roubou metade de mim; vingar-me de quem me tirou a rosa que floria todos os dias em mim; vingar-me de quem vos assassinou… Mesmo tendo ido longe, consegui concretizar esse objetivo: os corações de pedra deles foram-lhes arrancados! E assim quis fazer justiça… amarga justiça! Mas sabia que ainda faltava qualquer coisa para ser feita, sentia que o mundo ainda rodava num sentido diferente, sentia que o céu ainda não estava completamente limpo e que o mar ainda era tempestuoso. Conclui, então, que faltava completar o trono do digno Reino Português, faltava coroar a Rainha mais bela e formosa que todo o Mundo alguma vez haveria de ter: Vós. E é por essa mesma razão que este dia será marcado na vida de todos os portugueses e do resto do Mundo: Hoje será o vosso grande dia, em que deixa de ser uma simples aia de D. Constança e passa a ser Rainha de Portugal! E lembrai-vos vós de me terdes dito que não havia o “impossível”. Esta é a prova de que vós estáveis certa, pois nunca dantes houve um rei que coroasse a sua amada após a sua morte e eu fi-lo - tudo por vós e para mostrar que num verdadeiro amor não há limites! E é assim que termino esta carta, mostrando-lhe que vos continuo a amar acima de todas as coisas e que a nossa paixão nunca, mas nunca irá terminar… Descansa em paz,

D. Pedro Texto de Márcio Gonçalves, nº15, 9ºE REVISTA

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Carta de Amor… de Inês a Pedro

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Meu querido Pedro, Começarei esta carta pelo final. Sei que isto é uma despedida e o meu adeus. Quando percorreres os teus belíssimos olhos por estas linhas escritas, saberás que nelas existe o maior dos sentimentos. Eu tinha muitas coisas para te dizer, muitas coisas para juntos vivermos e muitos momentos para continuarmos a construir o nosso mundo perfeito, mas o tempo foi traiçoeiro. Sim, o tempo, esse maldito que adora pregar partidas e acabou por levar a melhor… Foste e sempre serás o grande amor da minha vida, e não sou capaz de escrever mais nenhuma palavra sem que lágrimas caiam pelo meu rosto como numa noite de tempestade. Poderia relembrar-te a nossa história de amor, mas não vou porque como todos as histórias de amor reais a nossa não vai acabar bem. Eu entendo o teu povo e não guardo rancor por ninguém, apenas queria que Deus nos desse mais uns dias… Mas, antes que me vá, eu quero e tenho que te agradecer. Agradecer por me teres dado tudo aquilo que eu sempre quis: um amor que me consumia, paixão, aventura, felicidade - e os nossos filhos! Acho que não existe nada que eu pudesse querer mais a não ser que durássemos para sempre, mas não dá. Este é o nosso adeus. Eu amo-te tanto, meu amor, e quero que cuides dos nossos filhos, para que neles vejas a força do nosso amor. Que nos reencontremos novamente! Eternamente tua, Inês de Castro Texto elaborado por Ana Catarina Pereira, nº1, 9ºC

A turma do 8º D à lupa A Ana Isabel é caladita, mas, às vezes, também se irrita. A Ana Raquel é estudiosa, quando chegam os testes fica nervosa. A Andreia é esforçada, pena é estar quase sempre calada. A Bárbara é excecional, o que a torna uma menina especial. O David é grandalhão, mas na língua tem que pôr um travão. A Débora gosta de estar à frente, o que a torna uma menina inteligente. A Diana gosta de desenhar e numa artista se vai transformar. O Diogo Resende gosta da bola, mas também se preocupa com a escola. O Diogo Rafael escreve tudo no papel, mas se pudesse dava uma volta de carrossel. O Gabriel parece um anjinho e com o cabelo tem muito jeitinho. O Gonçalo Vieira é vaidoso e com as meninas é muito carinhoso. O Gonçalo Correia é engraçado, mas nas aulas está sempre virado para o lado. A Luciana quando põe o dedo no ar, é sempre para acertar. O Marco anda sempre atarefado, e nas aulas nunca está parado. A Marina Sousa gosta de acertar na baliza, mas sonha também em ser poetisa. A Marina Teixeira é muito bem-disposta e às perguntas tem sempre resposta. A Patrícia anda sempre corada e rara é a vez que a vemos chateada. O Pedro Silva é o mais calado e quando fala é muito educado. O Pedro Moreira gosta de conversar, mas nas aulas não pode falar. O Rui é um pouco refilão, mas quando quer tem bom coração. A Sara sonha, um dia, desfilar, mas também tem talento para cantar. O Serginho tem sempre resposta para tudo, mas era bom que, às vezes, ficasse mudo. Turma do 8ºD


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Encontro de Música na Escola 2016

Promovido pelo Grupo de Educação Musical, decorreu, no dia 17 de março, o Encontro de Música na Escola 2016, que trouxe até nós dez grupos provenientes de outras Escolas. Desde as 10h 30m da manhã, desfilaram, perante um público sempre presente, os jovens da Academia d’Artes de Cinfães, com uma excelente apresentação da classe de percussão; o Curso Profissional da Escola Secundária Prof. Dr. Flávio Pinto de Resende que executou, com a sua orquestra de sopros e percussão, interessantíssimos números de música clássica e não só, fazendo uma retrospetiva da História da Música; os alunos da Escola E.B. 2/3 de Souselo, que apresentaram um momento de música ligeira; de seguida, pudemos também ouvir a Escola Básica e Secundária Sacadura Cabral, de Celorico da Beira, com as suas boas vozes que arrebataram o público. A parte da manhã terminou com uma bela apresentação do Agrupamento de Escolas Infante D. Henrique – Viseu. Durante a tarde, apresentaram-se: a orquestra do Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira, com a sua habitual energia e um repertório de música pop e tradicional, a que se seguiu o Agrupamento de Escolas de Tondela – Tomaz Ribeiro, com um grupo de guitarras. O Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, de Peso da Régua, preparou um interessantíssimo repertório de música pop e rock, que muito agradou ao público atento. Por seu turno, o Agrupamento de Escolas Marinha Grande – Poente apresentou-se com excelentes vozes que conquistaram o público logo no primeiro momento. Concluiu-se esta importante Jornada de Música em contexto escolar com a apresentação dos nossos alunos pertencentes ao Clube de Música, com um repertório de música pop e rock, com o qual também o público vibrou. Parabéns a todos participantes! Viva a Música! Escola Básica e Secundária Sacadura Cabral de Celorico da Beira

Prof. Adelino Soares

Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia—Peso da Régua

Agrupamento de Escolas de Tondela REVISTA

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Encontro de Música na Escola 2016

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Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto - Cinfães

Agrupamento de Escolas da Marinha Grande - Poente

Academia d`Artes de Cinfães

Escola Secundária de Cinfães

Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira

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Encontro de Música na Escola 2016

Escola EB 2,3 D. Luís de Loureiro - Silgueiros

Escola EB2,3 Infante D. Henrique - Viseu

Escola EB2,3 de Souselo REVISTA

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Poesia

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Amigos para a vida - 9ºC Há quase cinco anos A minha vida mudou As incertezas eram muitas Mas isso depressa mudou! Vim para uma escola nova Conheci amigos diferentes Cada um com a sua personalidade Mas todos atentos e presentes!

Dar as mãos

Fazer parte desta turma Fez-me pessoa com mais valores! Partilhámos momentos menos bons E festejámos sempre os melhores!

Todos somos iguais E todos temos direitos. Devemos dar as mãos E não ter preconceitos.

Sei que são amigos p’rá vida, Mesmo seguindo rumos diferentes! Cada experiência em conjunto vivida Ficar-nos-á guardada na mente!

Devemos sorrir uns para os outros E ter cuidado ao agir. Somos todos “irmãos”, Com direito a estarmos aqui.

Sinto um orgulho enorme E de bem alto vos posso dizer: Faço parte do nono C E a professora Helena é a querida DT!

Todos criticam e “gozam” E pensam que não lhes dói. Olham para os lados E cada palavra os destrói.

Somos um grupo muito unido, Uma família, costumamos nós dizer! Por mais palavras que escreva Todas são poucas para vos agradecer!

Todos dizem palavras Cruéis e muito duras, Mas antes de criticarem, Pensem em como é dormir nas ruas.

A vida é feita de tantas etapas Uma a uma temos de as superar! Nesta, encontrei as pessoas certas O melhor caminho para o sonho concretizar!

Criticam quem dorme nas ruas Criticam os gordos ou magros. O que para uns são risinhos, Para outros são facadas.

Rafael Fernandes, 9ºC

Devemos nos pôr no lugar deles E passar pelo que já passaram: Ter medo do dia a seguir, Pensar no ontem e nas pessoas que já mataram. Eles apenas querem fugir Em busca de uma nova vida E sonhar que um dia Poderão ter uma outra saída. Mariana Silva, 8º D


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Final Distrital do Concurso Nacional de Leitura Elas arrasaram… em S. João da Pesqueira! No dia 3 de maio, realizou-se a final distrital do Concurso Nacional de Leitura, em S. João da Pesqueira. A viagem, por terras do Douro Vinhateiro, foi feita num belo e quente dia de primavera. As alunas representantes da nossa escola, Ana Catarina Rodrigues - nº1, do 8ºB, Ana Rita Pinto - nº1, do 9ºB, e Daniela Filipa Pontes - nº 4, do 9ºD, escondiam algum nervosismo, debaixo de uma aparente tranquilidade, adquirida com a leitura atenta dos livros “ O Fantasma de Canterville” de Oscar Wilde, e “ Os Livros que Devoraram o meu Pai” de Afonso Cruz, obras escolhidas pelos organizadores do concurso. A prova escrita teve início às 13 horas e as nossas embaixadoras da leitura entraram com a confiança de quem se preparou para o desafio. Às 15 horas, todos os alunos concorrentes e professores acompanhantes se dirigiram para o Cineteatro João Costa, para assistirem à apresentação do júri da prova oral e ao anúncio dos resultados dos vencedores da prova escrita. Este foi um momento de grande ansiedade para os participantes que só acalmaram com o anúncio dos resultados. O apresentador foi divulgando os nomes dos cinco finalistas do 3º ciclo e foi com grande alegria que ouvimos o nome de duas alunas da nossa escola, Ana Rita Pinto e Daniela Filipa Pontes. Seguiu-se a prova oral constituída por três momentos: perguntas sobre os livros a concurso, defesa de um dos livros e leitura expressiva de um poema sorteado. As nossas alunas tiveram honrosas prestações, consentâneas com o esforço despendido na preparação de tão exigente tarefa. A Ana Rita ficou classificada em segundo lugar e a Daniela Filipa em terceiro. Foi uma participação brilhante que premiou as duas vencedoras e dignificou a Comunidade Educativa que representaram. Profª Graça Bompastor (Professora Bibliotecária)

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E Se Fosse Eu? A Fazer a Mochila e Partir? Na minha opinião, é muito importante ajudar e estarmos disponíveis para acolher os refugiados, pois, se fosse eu a estar na situação deles, também gostaria que me dessem a oportunidade de ter uma vida normal, sem estar constantemente a correr riscos de vida. Concordo com a decisão dos nossos governantes de acolher os refugiados no nosso país. Filipa Correia, nº3, 7ºD Para mim, é um ato de bondade ajudar os refugiados, pois se fôssemos nós também gostaríamos de ter uma vida normal e não estar na incerteza se iríamos ter futuro ou ficaríamos para trás. Por isso é que acho um bom método acolher os refugiados, pois eles não têm culpa da situação em que os seus países estão. Maria Dias, nº13, 7ºD Se fosse eu, partiria com esperanças de encontrar uma nova vida, mas não sei se aguentaria o cansaço, ou estar tanto tempo longe da família. Gostava que me ajudassem. Pedro Amaral, 7ºD Nº18 Ser um refugiado de uma guerra, é um papel muito ingrato. A grande maioria das pessoas que fogem de uma guerra, à procura de melhores condições para si e para as suas famílias, não tem culpa do que está a acontecer nos seus países. Para mim, é chocante ver na televisão famílias, jovens, idosos e crianças a tentarem salvar-se e sair do ambiente de guerra. Nem sempre é fácil para os refugiados que conseguem sair dos seus países e entrar noutros, encontrarem um ambiente próprio à sobrevivência. No meu entender, eu penso que devíamos acolher e aconchegar todas estas pessoas que muitas das vezes são inocentes. Rui Pedro Aguiar, nº 23, 7º D O que eu gostava que fizessem comigo e com qualquer pessoa que precisasse era que nos dessem um abrigo, com comida, dormida e roupas lavadas, mas, principalmente, que nos dessem uma oportunidade de podermos recomeçar as nossas vidas sem termos de recordar o terror, as mortes e o pânico que vivemos nos nossos países. Jéssica Correia, n.º9, 7.º D Se tivesse de partir e deixar o meu país para trás, sentir-me-ia triste por abandonar os meus familiares e angustiado por não saber o que iria encontrar depois de partir. Como todos os refugiados, partiria na esperança de ser ajudado e encaminhado para uma vida melhor. Miguel Cardoso, nº16, 7ºD Se fosse eu, ficaria extremamente triste e frustrado, pois não saberia onde iria parar e o que me iria acontecer. Na minha opinião, os refugiados devem ser respeitados e respeitar quem os quer ajudar. Também acho que se deveriam ajudar mais as crianças, os idosos, as grávidas e os doentes, pois são as pessoas mais debilitadas. Estas pessoas têm direito à vida e a um futuro, por isso merecem ajuda europeia! Eles não têm culpa da guerra gerada nos seus países, nem dos maus governantes que exercem cargos nos seus países. Devem todos ser acolhidos, conforme as possibilidades dos países da Europa e não devem ser desrespeitados pela sua cor e religião. Miguel Almeida, Nº15, 7ºD


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Momentos ZEN na Escola

Vivemos num mundo cada vez mais acelerado… o ritmo frenético do dia-a-dia leva à instalação de rotinas limitativas que impedem de viver o AQUI e AGORA. “Ainda agora me deitei, já me estou a levantar!”, “O tempo foge!”, “Não tenho tempo para nada!” São algumas das frases que se ouvem todos os dias. A mente vive prisioneira deste “corre-corre” e ocupa-se do passado e “pré ocupa-se” com o futuro, na tentativa de responder eficazmente a esse ritmo acelerado. E o AGORA? Pois, esse passa despercebido, porque “não há tempo para isso”. Mas se não houver tempo para viver o momento presente, que sentido faz a nossa existência? Será que nascemos num mundo aparentemente livre, mas para sermos prisioneiros das suas exigências? Exigências essas criadas por nós mesmos? Terá mesmo de ser assim? Por tudo isto e muito mais considero muito importante parar um pouco, esvaziando a mente e tomando consciência do corpo. Foi nesse sentido que dinamizei algumas atividades ZEN no DIA CULTURAL: Meditação ativa, Chi Kung (Yoga chinês), Mindfulness, Do-In (automassagem em pontos específicos para alívio de certos mal-estares). Embora para muitos a palavra meditar pareça algo transcendente, na verdade, é algo muito simples: é concentrar toda a nossa atenção no momento presente. Tomar consciência do corpo e da respiração são o ponto de partida para meditar, para viver realmente o AQUI e AGORA, deixando de lado o que passou e o que está para vir, portanto, é algo que está ao alcance de qualquer um e que se pode fazer em qualquer momento. Os alunos, uns por curiosidade, outros porque já fazem algumas destas práticas comigo, acorreram com afluência à sala e foi muito bom sentir o seu entusiasmo e vê-los parar no momento. Acredito que se estas práticas fossem incluídas nas rotinas diárias de cada um, além dos níveis de atenção e concentração melhorarem, todos seriam muito mais felizes. J Outro momento especialmente ZEN aconteceu no dia 23 de março, quando proporcionei a professores e funcionários da escola a possibilidade de beneficiarem de uma MASSAGEM DE RELAXAMENTO. Melhor do que eu, cada um dos participantes saberá dizer como se sentiu. Pela minha parte, adorei partilhar algo que gosto imenso de fazer e que acredito ser extremamente benéfico para a saúde e bem-estar físico e mental. Agradeço a oportunidade que me deram e dão de fazer algo diferente na escola, abrindo-me a porta para semear estes MOMENTOS ZEN. Agradeço a todos os que participaram e ainda ao terapeuta Jorge Pinto que me acompanhou nestes dois dias, colaborando nas atividades realizadas com a sua experiência e o seu saber. Prof.ª Ana Costa

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Conto Inclusivo

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É inquestionável que a leitura se encontra subjacente a todo e qualquer ato do nosso quotidiano, acompanhando-nos ao longo de toda a nossa vida. Na verdade, desde que nascemos é sentida a necessidade de acionar algum processo/ mecanismo de leitura, seja nos gestos que pretendemos compreender, nos símbolos que queremos decifrar, nas imagens que urge descodificar ou nos grafemas que a escola nos ensina a aplicar. De uma forma geral, esse processo de aquisição da leitura e da escrita é natural. Contudo, para muitas pessoas trata-se de um verdadeiro desafio, repleto de barreiras a transpor. Foi nesse sentido que os alunos com Necessidades Educativas Especiais do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto criaram um conto que designam de “inclusivo”, intitulado “De braços abertos para um mundo especial”. O principal objetivo foi o de demonstrar que todos podemos ler, independentemente das nossas dificuldades ou incapacidades, além de alertar para o facto de que existem facilitadores do mecanismo da leitura que estão ao nosso alcance e que, muitas vezes, desconhecemos. A criação deste conto corporiza, em relação à escrita e leitura, os princípios da inclusão plena através do uso de linguagens e tecnologias adequadas às Necessidades Especiais dos leitores. Assim, queremos dar o primeiro passo e contribuir para a produção e promoção da Literatura Inclusiva, através da utilização de formatos alternativos, designadamente Símbolos Pictográficos para a Comunicação, Braille e/ou relevo, negro ampliado, Áudio ou Leitura fácil. Contamos com a vossa leitura!

Margarete Sérgio, Odete Araújo, Carla Santos e Carla Ferreira (Departamento de Educação Especial)


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Notícias do CQEP A Equipa do CQEP, do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, Cinfães, tem vindo a desenvolver um conjunto de atividades que, pela sua qualidade e pelo contributo prestado à Comunidade Escolar, merecem ser partilhadas com os demais leitores. No passado dia 16 de março de 2016, realizou-se mais uma sessão de Certificação de nível secundário, na Escola EB2,3 de Souselo, que contou com a intervenção dos Formandos do Curso de Espadanedo. No dia 06 de abril de 2016, decorreu na Escola EB 2,3 de Cinfães uma sessão de Certificação de nível básico, tendo como protagonista o Formando José Henrique Pinto. Esta sessão teve como público- alvo os alunos dos Cursos Vocacionais, que pela sua postura exemplar, criaram condições para que a participação do formando fosse calma e agradável. O adulto revelou parte da sua infância, das suas preferências e motivações na vida, criando um clima de à vontade com os alunos. Recordou, com uma certa nostalgia a sua adolescência, confidenciando que para ele também foi uma fase difícil. Mais, fez saber que poder ajudar o filho, também um adolescente, é uma forte motivação, assim como conseguir um Certificado, para manter o seu trabalho como Encarregado de 1.ª na Construção Civil, em Angola. Este foi o Tema de Vida escolhido pelo Formando para, entre outros ensinamentos, transmitir aos alunos que enquanto eles aprendem competências sequencialmente, ele começou com um problema e, em seguida, trabalhou para encontrar a solução. No dia 04 de maio de 2016, foi a vez dos Formandos do Curso de nível básico de Souselo participarem na sessão de Certificação, que teve lugar na Escola EB 2,3 de Souselo. Tratando-se de um grupo que, maioritariamente, exerce a sua atividade profissional na ASS Souselo o Tema de Vida apresentado esteve muito próximo das atividades profissionais exercidas na Associação. Prosseguindo com o registo das atividades desenvolvidas pela Equipa do CQEP de Cinfães, o Projeto CQEP a Ler + mantém o grande objetivo que lhe deu origem, o da valorização da leitura. Porque a leitura assume, cada vez mais, uma importância incontestável no desenvolvimento psicológico e intelectual de todo e qualquer cidadão que queira melhorar a sua escrita e aumentar o seu vocabulário e porque, em boa verdade, possuir bons hábitos de leitura é extrair o melhor que a escrita, o pensamento, a fala e tudo o que se prende com a comunicação têm para nos proporcionar, seja nos textos literários, seja nos nãoliterários, várias têm sido as atividades desenvolvidas para dignificar esta prática. Desta feita, e dando voz ao mote que lhe deu origem “ Histórias de Vida/ Vidas com História”, muitos têm sido os formandos que entusiasticamente, dissertam durante cerca de 20 minutos sobre as suas experiências pessoais com o livro enquanto leitores/ novos leitores, invocando as razões que estão na base do exercício da competência leitora. Cientes de que esta prática os engrandece intelectualmente e que é uma mais-valia para conclusão do processo de RVCC os formandos ora têm optado por elaborar uma ficha de leitura para incluir no seu Portefólio, ora têm deleitado a plateia com o seu humilde percurso de vida, muitas vezes equiparado a histórias lidas. Os aplausos entusiastas e os sorrisos de contentamento daqueles que assistem às sessões de trabalho do Projeto CQEP a Ler+ constituem prova de que os alunos saem enriquecidos a todos os níveis e os protagonistas orgulhosos pelo seu desempenho.

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Notícias do CQEP Saliente-se as seguintes sessões: dia 18 de fevereiro de 2016 e dia 15 de março de 2016 na Escola EB 2,3 General Serpa Pinto; dia 09 de março de 2016, na Escola Secundária Prof. Dr. Flávio Resende e dia 29 de abril, na Escola EB 2,3 de Souselo com a apresentação dos livros O Menino que Não Gostava de Ler, de Susanna Tamaro aos alunos do Curso Vocacional REEA; O Outro Lado do Muro, de Fernando Lima, A Floresta, de Sophia de Melo Breyner Andressen e A Casa das Bengalas, de António Mota, na Semana da Leitura do AEGSP e O Principezinho, de Saint- Exupéry, aos alunos dos 9.ºanos, com a intervenção da adulta Paula Colaço, da formanda Manuela Madureira, dos alunos do REEA: Ana Rodrigues e Diogo Rodrigues e da formanda Madalena Melo, respetivamente. Impõe-se assinalar que este Projeto procura, ainda, projetar a imagem do CQEP Cinfães na comunidade envolvente. No dia 07 de abril, foi dinamizada pelo CQEP Cinfães mais uma sessão de inscrições de adultos, no Auditório Municipal de Resende, da qual resultou um novo Curso de RVCC Escolar de nível básico, a decorrer nas instalações de Junta de Freguesia de Resende, e um Curso de RVCC Escolar de nível secundário, que terá início nos próximos dias. Em parceria com o CLDS de Cinfães, e dado que a equipa tem vários adultos a frequentar os cursos que estão desempregados, estão a ser desenvolvidas sessões técnicas de Procura Ativa de Trabalho, no âmbito do Programa Agitar Cinfães. A Equipa do CQEP Cinfães, preocupada em continuar a prestar um serviço de qualidade aos seus adultos, esteve presente numa reunião de Coordenadores dos CQEPs Tâmega e Sousa, que decorreu no passado dia 09 de março de 2016, em Celorico de Basto e na Qualifica, Exponor, no dia 15 de abril de 2016. No dia 11 de maio de 2016, pelas 14h 30m decorreu nas instalações do antigo Externato de Cinfães um Encontro de Coordenadores dos CQEPs Tâmega e Sousa. A abertura da palestra foi oficializada pelo diretor do AEGSP, Prof. Manuel Pereira. Para além do Coordenador do CQEP, Cinfães, Prof. Mário Teixeira; do representante dos CQEPs do Tâmega e Sousa, Prof. Armando Pinto; de duas representantes da Agência Nacional para a Qualificação, Dr.ª Ana Pais Cabral e Dr.ª Lídia Castelo Branco do Vice- Presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Drº. Serafim Rodrigues; da representante da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, Dr.ª Cristina Moreira e da chefe dos Serviços Administrativos do AEGSP, Adelaide Pinho, este evento contou, ainda, com a presença de todos os coordenadores e restantes elementos equipas dos CQEPs do Tâmega e Sousa. Foram debatidos vários assuntos que marcam a atualidade do funcionamento dos Centros para a Qualificação e Ensino Profissional, nomeadamente a questões relacionadas com a Prova, as Metas, a Oferta Formativa e as Competências Formais; a estabilidade nos CQEPs, entre outros. O Encontro terminou com um momento de confraternização informal, um pequeno lanche, organizado pelo Chefe Francisco Pereira, que permitiu corroborar o espírito de colegialidade e de proximidade que se tem vindo a desenvolver entre as Equipas dos CQEPs Tâmega e Sousa e as diferentes Entidades implicadas no processo de qualificação e ensino profissional.


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Educação Escolar em Contexto Escolar

No final do ano letivo 2014/2015 e no início do ano letivo 2015/2016, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde, e de acordo com a portaria nº 196/20101 de 9 de abril, que procede à regulamentação da Lei nº 60/2009, de 6 de Agosto, que estabelece a educação sexual nos estabelecimentos do ensino básico e secundário e define as respetivas orientações curriculares adequadas para os diferentes níveis de ensino, foi realizado um estudo relativo aos domínios relevantes da sexualidade. No final do ano letivo 2014/2015, foram inquiridos 40 alunos, 10 de cada turma do 9º ano. Os inquiridos tinham idades compreendidas entre os 13 e os 17 anos o que perfaz uma média global de 14,7 anos. No início do ano letivo 2015/2016 foram inquiridos 40 alunos do 7º ano, que no ano transato frequentaram o 6º ano. Os inquiridos tinham idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, o que perfaz uma média global de 12 anos. O instrumento de recolha de dados foi um questionário com 14 questões, de resposta fechada, construído para o efeito. Para a construção do questionário foram consideradas as competências definidas no projeto de Educação Sexual, tendo sido agrupadas em diferentes domínios. Os domínios definidos para o 2º ciclo foram: Domínio A, O corpo em harmonia com a Natureza; Domínio B, Capacidade de análise das relações familiares e decisões; Domínio C, Expressar sentimentos sobre sexualidade e Domínio D, Reprodução humana. Para o 3º ciclo foram definidos os seguintes domínios: Domínio A, Capacidade de expressar os seus sentimentos e opiniões; Domínio B, Capacidade de análise das relações familiares; Domínio C, Compreensão e aceitação dos diferentes comportamentos e orientações sexuais; Domínio D, Adoção de comportamentos informados e responsáveis sobre a contraceção; Domínio E, Capacidade de reconhecer tipos e situações de violência sexual/no namoro. Quanto aos resultados obtidos no 2ºCiclo, verificou-se um desempenho global que podemos classificar de bastante satisfatório, com uma média de respostas corretas de 76,9%, embora os alunos ainda denotem notória dificuldade no que concerne a expressar sentimentos e opiniões sobre sexualidade. No 3ºCiclo, verificou-se um desempenho global que podemos classificar de bastante satisfatório, com uma média de respostas corretas de 80,0%. Destaca-se um desempenho muito bom no domínio E (capacidade de reconhecer tipos e situações de violência sexual/no namoro). O domínio C (compreensão e aceitação dos diferentes comportamentos e orientações sexuais) foi aquele no qual os inquiridos tiveram um pior desempenho, todavia, classificado como bastante satisfatório. Este estudo foi deveras enriquecedor, pois indica-nos o caminho a tomar em anos vindouros, na abordagem da Educação Sexual, que para algumas famílias ainda constitui um tema tabu e cheio de mitos. Assim, deveremos reforçar as atividades que abarcam estas temáticas e ter em linha de conta a diversificação de estratégias e abordagens. Os gráficos seguintes refletem os resultados obtidos.

Figura 1 - Percentagem de respostas corretas por domínio de competências- 2ºCiclo

Figura 2 - Percentagem de respostas corretas por domínio de competências- 3ºCiclo. A Equipa do PES

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Visita de Estudo

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QUALIFICA 2016 - Feira de educação, formação, juventude e emprego No âmbito do Projeto de Orientação Escolar e Profissional, implementado pelo Serviço de Psicologia e Orientação, os alunos do 9º ano de escolaridade e dos Cursos Vocacionais realizaram, no passado dia 16 de abril de 2016, uma visita de estudo à Qualifica - Feira de educação, formação, juventude e emprego, sita na Exponor, Matosinhos. Os alunos foram acompanhados pelos técnicos do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, pela professora da Educação Especial do CRTIC, Carla Ferreira. Esta visita teve como finalidade proporcionar aos alunos a aproximação a novas realidades e vivências académicas, através do contacto direto com inúmeras instituições de ensino e de formação que aí se fizeram representar.

Os alunos tiveram a oportunidade de participar em diversas atividades de cariz pedagógico e em atividades relacionadas com desportos radicais. Após a visita, os alunos almoçaram no centro comercial “Mar Shopping”, espaço que muitos deles não conheciam, tendo deste modo a possibilidade de visualizar as diferentes valências que o mesmo proporciona aos cidadãos. Foi um dia divertido, bastante enriquecedor, tendo os alunos revelado grande satisfação e entusiasmo pela iniciativa. Os Responsável pelo Projeto Psicólogos, Filipe Teixeira Graciete Botelho


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Inauguração da Sala das Emoções No dia dezoito de abril, foi inaugurada, oficialmente, no nosso Agrupamento, a Sala das Emoções (Snoezelen). Esta sala, situada no 1º andar, na sede do Agrupamento, foi projetada e concebida pelo CRTIC para a Educação Especial e o Departamento de Educação Especial e destina-se, por isso, aos alunos com Necessidades Educativas Especiais. Trata-se de uma sala multissensorial que tem como objetivo a estimulação sensorial e o relaxamento, através da estimulação dos cinco sentidos numa combinação única de música, efeitos luminosos, vibrações suaves, sensações tácteis e aromaterapia. Este ambiente promove efeitos terapêuticos positivos, como o relaxamento, o lazer e a diversão; estimula o movimento e os sentidos primários tais como o toque, a visão, a audição e o olfato, sem existir necessidade de recorrer às capacidades intelectuais, mas sim às capacidades sensoriais dos alunos; permite a exploração e a descoberta e concebe o bem-estar e a alegria, traduzindo-se numa experiência gratificante e inesquecível para quem a recebe. A palavra Snoezelen provém do holandês e foi criada nos anos 60 por Hulseggee e Verheul, para designar certas atividades desenvolvidas no trabalho com indivíduos com deficiência mental profunda de qualquer idade. Resulta da junção de duas palavras com significados próximos de “bisbilhotar, explorar (Snufflen) e estado de bem-estar, calma (Doezelen)”. Os dois alunos que realizaram a visita inaugural reagiram, como já era expectável, com bastante agrado, pelo que, segundo a professora que os acompanhou, Sónia Correia, o balanço da experiência foi francamente positivo. Esperamos, pois, que esta sala possa ser, para os nossos alunos, um local fértil de buscas, de descobertas e possibilidades para a promoção de uma maior qualidade de vida, e consequente motivação para a aprendizagem, sendo certo que “crianças felizes aprendem melhor”. Prof.ª Paula Maio

Desastres Naturais - Concurso Escolar No passado mês de janeiro, a Associação Geoparque Arouca lançou um concurso escolar subordinado ao tema “Desastres Naturais - Como minimizar os riscos e saber conviver com eles – que soluções?”. Tendo como destinatários todos os alunos, professores e encarregados de educação dos estabelecimentos de ensino da Área Metropolitana do Porto e do território Montanhas Mágicas, no qual se inclui o Município de Cinfães, este concurso visa lançar a discussão sobre a temática dos riscos naturais associados a fenómenos como os sismos, os tsunamis, as cheias, as derrocadas, incêndios, tempestades, etc. A turma do 6ºA da nossa Escola aceitou o desafio e resolveu participar dando o seu contributo para a promoção de uma Educação para um Desenvolvimento Sustentável. Os alunos da turma decidiram participar, produzindo uma curtametragem que pretendem seja um meio de reflexão sobre causas e consequências da temática abordada. Neste trabalho, tentaram ainda apresentar soluções viáveis para alguns problemas detetados e que constituem risco para a população local. Alunos do 6ºA REVISTA

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Poesias de Primavera

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Ó minha linda primavera Nunca perdes o encanto Este ano alguém te pintou Neve branca, no teu manto! Diogo, 3º ano EB de Oliveira do Douro

Primavera, primavera Que enches os nossos quintais De lindas e cheirosas flores Para oferecermos aos nossos pais! Maria Leonor, 3ºano EB de Oliveira do Douro

A primavera é única Cheia de perfume e cor Cantam os pássaros pela manhã Cheios de carinho e amor! Inês, 3º ano EB de Oliveira do Douro

Em março chega a primavera Há magia pelo ar As pessoas andam felizes Apetece-lhes cantar! Carolina, 3º ano EB de Oliveira do Douro

Primavera verdejante Trazes os pássaros e muitas cores Dás-nos alegria e alguns frutos E perfumadas flores! André, 3º ano EB de Oliveira do Douro

Verde, amarelo, vermelho, violeta Tantas cores na Natureza É a primavera que nos encanta Com toda a sua beleza! Francisco, 3º ano EB de Oliveira do Douro

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As andorinhas a voar As abelhas de flor em flor E nós, meninos desta escola Queremos um mundo cheio de amor! Marco, 3ºano EB de Oliveira do Douro

O Nosso Patrono - General Serpa Pinto No dia 20 de abril, comemorara-se os 170 anos do nascimento do General Serpa Pinto, que é o Patrono do nosso Agrupamento. A sua fama provém, sobretudo, das viagens de exploração do Continente Africano. Foi o primeiro português a atravessar esse continente, explorando regiões até então desconhecidas. Dessas viagens, Serpa Pinto deixou registos muito importantes: da flora, da fauna, do espaço geográfico, dos costumes e raças dos povos indígenas, dos sistemas fluviais, do clima… Ele apontava e registava, detalhadamente, com desenhos, tudo o que observava. Este explorador sem os meios de comunicação, nem a tecnologia da nossa era, utilizava o telescópio, a bússola, os binóculos e nós, com material reciclável, reproduzimos esses instrumentos. Ao pesquisarmos os feitos do General Serpa Pinto, encontramos este excerto: “Corri sem parar até onde pudesse ver o mar, e foi com lágrimas a marejar nos olhos, que fiquei estático diante dessa mole imensa de águas azuladas que se confundiam ao longe, para este, com o azul dos céus. Nesse momento não pude deixar de dizer a mim mesmo, com certo orgulho: “Atravessei a África, este é o mar Índico”, do seu livro, Como eu atravessei a África do Atlântico ao mar Índico. Alunos da Turma C - 2º e 3º anos da Escola Básica de Oliveira do Douro e Profª Olívia Sequeira


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Notícias da Escola Básica de Cinfães

No passado dia 22 de abril, os alunos do 4º ano da Escola Básica de Cinfães foram visitar a Igreja de S. Cristóvão de Nogueira. Esta visita complementou uma atividade que se tinha realizado na escola, referente à Rota do Românico. No nosso concelho há três monumentos que fazem parte da referida Rota. Além do já referido, há ainda a Igreja de Tarouquela e a Igreja de Escamarão. Depois de uma sessão teórica, foi muito importante ir ao terreno e consolidar conhecimentos, visualizando as características deste estilo arquitetónico. Turma F e G do 4ºano

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Notícias da Escola Básica de Cinfães

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No dia 28 de janeiro, a Rádio Montemuro celebrou 25 anos de existência. Nesse dia, a nossa turma, 1/2 B da Escola Básica de Cinfães, deslocou-se até às suas instalações para comemorar as bodas de prata. O bombeiro Hugo Pereira também foi connosco. Ele esteve presente no primeiro aniversário da rádio e nessa altura tinha 3 anos. Saímos da escola às 9 horas e 30 minutos e chegámos a Tarouquela por volta das dez horas. Quando lá chegámos fomos recebidos por alguns locutores que trabalham atualmente na Rádio Montemuro e ainda por outros que já lá trabalharam. O Presidente da Junta de Freguesia e o Presidente da Associação Filarmónica Cultural Recreativa e Desportiva de Tarouquela também estavam presentes. Depois, fomos entrevistados em direto pela locutora Lurdes e pelo locutor Rui Castro. De seguida, cantámos os parabéns à Rádio e comemos um bolo delicioso. Foi uma manhã divertida!

Turma 1/2 B da Escola Básica de Cinfães A Básica de Cinfães contou, este ano, com a preciosa colaboração da Senhora Educadora Olga Vieira que, respondendo a um desafio lançado pela direção do Agrupamento, deixou a sua sala da Educação PréEscolar e o seu grupo de crianças e dedicou o seu tempo letivo ao apoio, não só ao Jardim de Infância, mas principalmente ao 1º Ciclo.

No que diz respeito ao 1º ciclo, para além do apoio que deu nas turmas do 1º e 2º ano de escolaridade, junto dos alunos com mais dificuldades, a Educadora Olga deu uma preciosa ajuda na conceção e elaboração de diversos trabalhos nas salas de aula, com os alunos e respetivas professoras. Para além de se mostrar sempre disponível para auxiliar uma colega que precisasse, nunca recusou ajuda na elaboração de um cartaz, painel, faixa ou quaisquer outros trabalhos que fossem necessários. Era sempre com grande satisfação e animação que os alunos recebiam as inúmeras personagens que irrompiam salas de aulas adentro (devidamente autorizadas pelas respetivas professoras), para assinalar e animar uma data festiva ou um acontecimento importante. Muito obrigada, Educadora Olga, pelo apoio, pela ajuda, pela colaboração. fães

Escola Básica de Cin-


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Biblioteca Escolar no 1º Ciclo e Jardim-de-Infância A atividade “Os Grandes Leem aos Pequenos“, desenvolvida pelas Bibliotecas Escolares (BE) de São Cristóvão e de Santiago de Piães, em parceria com os professores e educadoras das turmas, a Biblioteca Escolar do 2.º e 3.º Ciclo do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto, e a Biblioteca Municipal de Cinfães, foi considerada, em reunião interconcelhia da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), como uma “boa prática” realizada pela biblioteca, no presente ano letivo. Tendo como destinatários os alunos do 1.º Ciclo e Jardim-de-Infância dos Centros Escolares de São Cristóvão e Santiago de Piães, “Os grandes leem aos mais pequenos” tem vindo a estender-se a mais alunos. Trata-se de uma atividade de incentivo à leitura e chamada de atenção sobre o valor dos livros para as crianças. O reconhecimento, por todos, de que a leitura de histórias promove uma variedade de competências nas crianças, e que elas se desenvolvem melhor e têm melhores resultados na escola quando contactam com livros diariamente são, hoje em dia, evidentes. Salientamos a motivação e o interesse demonstrado por muitos alunos, incluindo vários com dificuldades na leitura e também alunos da educação especial, por quererem preparar a leitura de uma história ou um conto para irem ler aos mais pequenos. A BE desenvolve aqui o seu papel de Biblioteca ativa e interativa, dando o seu contributo para que os alunos possam aprender com a Biblioteca Escolar. Assim, através dos seus diversos recursos que facilitam e incentivam a aprendizagem, ajuda a incentivar o prazer de ler nos alunos, apresentando uma aprendizagem centrada na procura autónoma de informação. Nesse sentido, e como boa parte da aprendizagem se faz de modo informal, são os alunos que com ajuda dos professores escolhem as histórias ou contos e em pequenos grupos, de dois ou três elementos, ensaiam e preparam as leituras, escrevem perguntas de interpretação para, no final, colocarem aos colegas. Depois, quando leem a história, os alunos conseguem utilizar vozes diferentes, efeitos rítmicos e sonoros que provocam a concentração, o riso, a admiração ou o susto dos colegas mais pequenos, demonstrando boas competências de leitura oral. Este imaginário infantil é depois explorado com atividades de desenho e pintura, perguntas sobre as histórias, o que leva, com muita facilidade, os alunos a tirarem partido desses textos para a exploração dos conteúdos curriculares, por parte dos professores das turmas. Esta atividade decorre ao longo do presente ano letivo e já teve como pontos altos: o Mês Internacional da BE; a Semana da Leitura; comemoração do Dia Internacional do Livro Infantil (dia 14 de abril, na Biblioteca Municipal); comemoração do Dia Mundial do Livro, no nosso Agrupamento de Escolas.

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Biblioteca Escolar no 1º Ciclo e Jardim de Infância Semana da Leitura 2016 A Semana da Leitura, realizada, este ano, entre 14 a 18 de março, teve como tema ‘Elos de Leitura’ e proporcionou atividades muito diversificadas, abertas a toda a Comunidade Educativa, que reforçaram a importância da cultura do livro, da leitura e da escrita nas aprendizagens. A sessão de abertura, foi realizada na Biblioteca Municipal, por alunos da Escola Básica do 2.º e 3.º Ciclos do nosso Agrupamento, pela Academia d´Artes de Cinfães e alunos do Curso Profissional de Instrumentistas de Sopro e Precursão. Os alunos do 1.º ciclo deslocaram-se a Cinfães para assistirem ao Teatro Pandora “O Rei que Comia Histórias”, e para a visita à Biblioteca Municipal, onde decorreu a Feira do Livro. Ambas as Bibliotecas Escolares (BEs), de São Cristóvão e de Santiago de Piães, proporcionaram as atividades: “Os grandes leem aos pequenos”; Horas do Conto; os concursos: Jogo da Glória; Elaboração de cartazes; Origamis; Desenhos, a partir dos livros. Os alunos vencedores receberam livros, como prémios. Os alunos Vânia, Francisca e Francisco, do 4º ano, do Centro Escolar de Santiago de Piães, e o aluno Rafael, do 3.º ano, do C. E. de São Cristóvão, foram os vencedores do concurso “Os Grandes leem aos Pequenos”, com as leituras dos livros “O tio lobo”, de Xosé Ballesteros, e “Mário e o Livro de Piratas”, de Knapman Stower, respetivamente. Então, no dia 14 de abril deslocaramse à Biblioteca Municipal de Cinfães, inseridos nas comemorações do Dia Internacional do Livro Infantil, onde leram uma história às crianças dos Jardins-de-infância de Louredo e de Travassos. Também nesse dia, a Biblioteca Municipal apresentou a peça de teatro “Quem Quer casar com a Carochinha?”, de Joana Afonso. Salienta-se o empenho dos alunos e de todos os professores envolvidos nas atividades. Joel Oliveira - Professor bibliotecário


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O Dia da Árvore

Este ano, para comemorarmos o Dia da Árvore, enchemos balões e colocámos lá sementes de árvores. Depois fomos largálos para o ar. Os balões subiram, subiram, … muito alto, até que desapareceram. Esperamos que as sementes caiam em solo fértil e que se transformem em lindas árvores, cheias de vida, a embelezar a terra. Texto elaborado pelos alunos do 1º ano

A Resinorte no Centro Escolar de Nespereira No âmbito da Atividade Singular da nossa escola, cujo tema é a “Preservação do Ambiente”, no dia 4 de abril, contámos com a presença de uma representante da RESINORTE para nos dar uma aula diferente, “eco-aula resíduos”. Falou-nos sobre o que devemos fazer para a preservação e conservação do ambiente e a forma correta de separar os resíduos, através de jogos interativos. Foi muito interessante e gostámos de participar. No final, ofereceu ecobags a toda a Comunidade Escolar, de forma a sensibilizar para a separação de resíduos. Texto elaborado pelos alunos do 2º ano

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Articulação com a Família

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Ao longo deste período, as Educadoras do Jardim-de-Infância da Escola Básica de Nespereira, lançaram um desafio às famílias que consistia em desenvolver uma atividade com o grupo de crianças. A proposta de atividade ficou ao critério de cada um, sendo desenvolvida em interação direta com o grupo de crianças, podendo ser ou não em ambiente de sala. Este projeto foi encarado com grande entusiasmo e recetividade. As atividades Jogo das cadeiras sugeridas foram muito diversificadas e criativas. Todos os participantes tiveram direito a um diploma de mérito, com a pontuação a ultrapassar a escala. Eis alguns exemplos das actividades já desenvolvidas. Jardim-de-Infância de Nespereira

Contar uma história

Confeção do bolo da caneca

Confeção de flores


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Dia da Mãe em Nespereira

A nossa mãe é muito especial, para nós é a melhor, a mais bonita, a mais corajosa… Para assinalar o Dia da Mãe fizemos-lhe, na escola, uma lembrança, um livro para ela registar as suas melhores receitas, e um bonito postal. Para os alunos que têm irmãos na escola fizemos uma lembrança diferente: um bloco com lista de compras, com íman para colocar no frigorífico. Decidimos partilhar com os colegas da turma algo importante que aprendemos com a nossa mãe, e explicar o porquê de a nossa mãe ser a melhor do mundo. Com a minha mãe aprendi que … Devo respeitar as pessoas. (Ana Beatriz) Não devo gastar muito dinheiro. (Ana Margarida) Devo ajudar quem precisa. (Bruno) Devo ser simpática. (Cristiana) Devo pedir ajuda quando tenho dificuldades. (Daniel) Na vida temos de nos ajudar uns aos outros. (Flávia) Devo ser bem comportado. (Gabriel e Gonçalo Cardoso) Ser generoso é bom. (Gonçalo Cunha) Não podemos ser maus uns para os outros. (Gonçalo Dinis) Devo ajudar os outros para eles depois me ajudarem a mim. (Júlio) Devo ser bem organizada. (Lara Pereira) Devo ser bem comportada. (Lara Filipa) Devo ser um menino bem-educado. (Luís) Devo ajudar os outros. (Maria João) Nunca devemos desistir. (Mariana) Ser bem educado. (Samuel) Devo respeitar os mais velhos. (Tiago) A minha mãe é a melhor do mundo porque … Ela esteve sempre ao meu lado nos momentos difíceis. (Ana Beatriz) É muito meiga e carinhosa. (Ana Margarida) Ajudou-me a ser a pessoa que sou. (Bruno) Gosta de mim, da minha irmã e do meu pai. (Cristiana) Aconselha-me no que preciso. (Daniel) É meiga. (Flávia) Ensina-me a fazer o bem. (Gabriel) Educou-me. (Gonçalo Cunha) Dá-me muitos abraços e enche-me de alegria. (Gonçalo Dinis) Dá-me muito carinho. (Gonçalo Cardoso) Ela quer sempre o melhor para mim. (Júlio) Ajuda-me nas coisas que eu não sei fazer. (Lara Pereira) Foi ela que “passou trabalhos” para me criar. (Lara Filipa) Dá-me muitos miminhos. (Luís) É muito simpática e corajosa. (Maria João) Brinca comigo. (Mariana) Está dentro do meu coração. (Samuel) Ensina-me muitas coisas. (Tiago) Alunos do 4º D da Escola Básica de Nespereira

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Notícias de Nespereira

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Neste mês de abril, início do 3º período escolar, alguns dias do calendário são dedicados a homenagens diversas. A nossa turma escolheu “trabalhar” o dia treze __ DIA do BEIJO__. Nesta data comemora-se o beijo, o ato de beijar e os benefícios da sua prática. O beijo é um hábito comum em várias sociedades, seja como forma de cumprimentar ou saudar alguém ou de demonstrar amor e carinho por outra pessoa. Acredita-se que se celebrou a data, pela primeira vez, a 13 de abril de 1882.

Benefícios do Beijo Beijar faz bem à saúde, tanto a nível emocional como físico. Beijar emagrece – queimamos, em média, 12 calorias enquanto beijamos. Beijar alivia o stress – este hábito é um ótimo aliado da tranquilidade e do relaxamento. Beijar promove o bem-estar - quando beijamos, o batimento cardíaco aumenta e consequentemente a oxigenação das células é maior, melhorando as funções circulatórias do organismo.

Significado do Beijo Os apaixonados trocam beijos na boca. Os amigos beijam na face, seja com um, dois ou até três beijos! Para mostrar respeito e admiração por alguém podemos beijar a mão. Curiosamente, as crianças recebem muitas vezes beijos na testa, em forma de bênção.

Alguns Beijos Famosos:  “O Beijo”, escultura de Auguste Rodin  “O Beijo”, pintura de Gustav Klimt O beijo de Judas O beijo de "E Tudo o Vento Levou" O beijo da "Bela Adormecida" O beijo de “A Dama e o Vagabundo" O beijo em "Titanic". Beijo Mais Longo do Mundo O beijo mais longo do mundo foi dado em 2013 por Ekkachai Tiranarat e Laksana Tiranarat. O casal tailandês deu um beijo de 58 horas, 35 minutos e 58 segundos, entrando para o Guinness World Records. Depois da pesquisa e elaboração do texto realizámos, também coletivamente, um texto poético-acróstico-alusivo à efeméride. Trabalho dos alunos do 3º ano, do Centro Escolar de Nespereira

“E se fosse eu? Fazer a mochila e partir.” No passado dia seis de abril, tivemos uma aula diferente: “vestimos” o papel de um refugiado… Não foi um exercício fácil! Colocarmo-nos na “pele” daquelas crianças que são obrigadas a fugir do seu país, da sua casa e procurar ajuda… foi um grande desafio! Cada um de nós pensou naquela triste realidade e escreveu em prosa e em verso o que pensava sobre o assunto, o que sentiria e o que levaria na sua mochila. Desta forma, demos o nosso contributo na campanha lançada pela PAR (Plataforma de Apoio ao Refugiado): “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir.” Trabalho elaborado pelos alunos do 3ºano do Centro Escolar de Nespereira


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Notícias de São Cristóvão

A Nossa Horta Biológica Na Escola Básica de Oliveira do Douro, temos uma horta biológica. A horta fica num terreno junto à escola que estava cheio de ervas e de mato. Depois de limpo pelos senhores da Junta de Freguesia, metemos mãos à obra e já há feijões a nascer, entre as alfaces, as cenouras, os pepinos, as cebolas, os tomates, as abóboras, as batatas e muitos outros produtos hortícolas. Esta horta surgiu no âmbito do Programa Eco-Escolas e nela estão envolvidos os alunos do Pré-Escolar e do 1º Ciclo, em articulação com os alunos do Curso do Ensino Vocacional da EB2,3 de Cinfães. Os pais e encarregados de educação também nos ajudam a desenvolver este projeto, desde logo, na recolha das sementes e das plantas, na preparação da terra e no seu cultivo. Todas as semanas há pais a virem à nossa escola para nos ajudarem a cultivar e a regar. Em conjunto, aprendemos uns com os outros a cuidar da terra, de modo natural e saudável sem quaisquer pesticidas ou fertilizantes artificiais. Na verdade, todos deveriam cultivar desta forma ecológica, preservando assim o ambiente e a saúde de todos os seres vivos. O respeito e amor pela Natureza podem começar através de simples gestos como este, uma horta biológica na escola, mas aberta a toda a comunidade educativa que nela queira participar. O convite foi feito a todos desde o início e, como tal, contamos com todos. EB1 de Oliveira do Douro, turma A

Ciência Viva na Escola Ao longo do ano letivo estão a ser desenvolvidas diversas atividades práticas e laboratoriais no Clube Ciência Viva. As atividades dinamizadas visam despertar o interesse pela Ciência, sensibilizar os alunos para a importância das ciências na interpretação dos fenómenos do dia-a-dia, promover a interdisciplinaridade e desenvolver o espírito crítico e criativo. Com o objetivo de envolver a comunidade educativa, o clube divulga na página da escola informações, vídeos e protocolos laboratoriais. Na conceção dos vídeos estão envolvidos alunos do clube, que demonstram a execução de trabalhos laboratoriais que poderão ser aplicados, de forma autónoma, em diferentes contextos e ciclos educativos. Os materiais construídos estão disponíveis na secção da página da escola relativa ao clube: http://www.aecinfaes.pt/index.php/clubes/clube-ciencia-viva. Tânia Fernandes e Joel Ferreira (Professores do Clube Ciência Viva)

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Poesia Para nós Liberdade é… … viver feliz e em paz. … viver com a família. … poder brincar com os amigos. … poder partilhar. … poder viajar sem medo. … poder ler livros. … poder amar. … poder estudar. … poder escolher. … poder expressar o que sentimos.

Palavra puxa palavra A Primavera é um jardim Jardim com muitas flores Flores tão cheirosas e lindas Lindas e coloridas Coloridas como o arco-íris Arco-íris a brilhar Brilhar como uma estrela Estrela no céu Céu com nuvens Nuvens brancas Brancas como as margaridas Margaridas perfumadas Perfumadas e com folhas Folhas verdes Verdes como a relva Relva do campo Campo onde gosto de brincar. Turma B da Escola de Oliveira do Douro

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Poesia

Mãe Mãe, és especial Porque me dás amor e carinho Com os teus abraços e beijinhos. Quando estou doente cuidas de mim. Mãe, jogas comigo à bola, ao galo Com os matrecos e à macaca. Tu és boa cozinheira porque fazes o meu prato favorito. Gosto de ti porque me fazes rir. Turma 3º D, Escola Básica de Oliveira do Douro

O meu Pai O meu Pai é forte e valente. Ele tem olhos verdes, cabelo castanho e barba. Ele é inteligente, brincalhão e fantástico porque, para mim, é o maior e o melhor. O meu Pai gosta de jogar comigo à bola e ao jogo do galo. Às vezes, ajuda a minha Mãe, no campo. O meu Pai gosta de comer carne com arroz e também gosta muito de queijo com marmelada. Quando sai de casa, eu vou com ele; é por isso que gosto muito dele! Gonçalo Rodrigues, 3º D, Escola Básica de Oliveira do Douro

Formação em Pintura de Azulejos No âmbito do ProjetoNumeracy@English – Erasmus+, de 29 de fevereiro a 4 de março, fomos a escola anfitriã de 26 docentes (provenientes de Espanha - Ilhas Canárias, França, Itália, Croácia, Polónia, Letónia e Irlanda do Norte) e de 14 alunos, 6 Espanhóis e 8 Croatas. Nesta partilha de conhecimentos multiculturais, o grupo de Educação Visual e Tecnológica ministrou uma formação sobre cerâmica, mais propriamente o processo de pintura e cozedura de azulejos. Com esta atividade, pretendemos dar a conhecer e valorizar o nosso património cultural – o azulejo português - o que se revelou muito gratificante, uma vez que todos os participantes demonstraram grande empenho e dedicação na realização das tarefas propostas. Os participantes foram divididos em dois grupos: o grupo de alunos (espanhóis e croatas) realizou um painel de seis azulejos com o símbolo das suas escolas, contendo também o símbolo do projeto Eramus + , que posteriormente seriam colocados no edifício das mesmas. O grupo, constituído por professores, pintou um azulejo com o símbolo da nossa escola. Estas atividades proporcionam um riquíssimo intercâmbio cultural (artesanato) entre os diferentes intervenientes educativos. Prof. Augusto Teotónio e Profª Manuela Barbedo

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Plantar uma Árvore

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No dia 18 de março, último dia de aulas do 2.º período, o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Cinfães deslocou-se à nossa escola para distribuir as amêndoas da Páscoa por todos os alunos, docentes e assistentes operacionais desta instituição educativa. No entanto, não tinha em mente apenas este propósito, pretendia também plantar uma árvore, uma vez que no Dia Mundial da Árvore (20 de março), nós estaríamos na interrupção letiva da Páscoa. Contudo, o “S. Pedro” não ajudou! O dia estava muito frio e chuvoso e não estavam reunidas as condições para a realização desta atividade. Assim, combinámos que quando regressássemos e o tempo assim o permitisse plantaríamos a árvore. E assim foi... No dia 6 de abril estava um “rico” dia de sol. Então, a nossa turma (4.º F), juntamente com as duas turmas do pré-escolar das senhoras educadoras Cristina e Albertina, colocou “mãos-à-obra”. Depois de escolhido o local, abriu-se um buraco, colocou-se a árvore, tapou-se com terra, “aconchegou-se” bem e, por fim, regou-se a arvorezinha! Temos de agradecer ao nosso colega Filipe, pois foi ele que com a sachola abriu o buraco. Tem muito jeito! No final, tiraram-se algumas fotografias, as senhoras educadoras explicaram alguns conceitos sobre as partes que constituem as plantas e nós, alunos já finalistas, dialogámos um pouco sobre a importância das árvores para a nossa sobrevivência, enfim, para a preservação do nosso lindo Planeta Azul. A nossa turma ficou responsável por regar a planta sempre que se justificasse. Para concluir, queremos apenas relembrar que este simples gesto – plantar uma árvore – faz toda a diferença. Vamos ajudar a salvar o nosso planeta e, nesse sentido, as instituições locais podem sempre dar o seu contributo fornecendo as árvores às escolas, entre outras iniciativas. Bem-haja! Escola Básica de Cinfães – 4.º F


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Notícias de Santiago de Piães

Participação no concurso “Aprender a Ser Saudável” A convite dos técnicos de saúde oral da associação “Mundo a Sorrir”, a turma B da Escola Básica de Santiago de Piães resolveu participar no referido concurso. No seguimento das visitas do higienista Nelson à nossa escola, enviaram um email com a proposta do concurso e nós acedemos. Desde o início do ano recebemos a visita deste simpático higienista, que nos trouxe pasta de dentes, escovas novas (que as do ano passado estavam sujas e estragadas) e explicou o porquê de uma escovagem correta e a importância de uma boa higiene oral para a saúde de todo o nosso organismo. Sensibilizados para este assunto, lemos o email onde se pedia a foto de uma escultura relacionada com a higiene oral. Essa foto seria motivo de avaliação por um júri da Associação “Mundo a Sorrir”; os prémios são: kits de saúde oral, jogos e dvd’s alusivos à saúde oral e alimentação saudável e ainda a visita dos heróis da Nutriventures. Por sugestão de um colega do 4º ano, resolvemos construir um dente em pasta de papel com uma escova de madeira “bastante original”. Enviamos fotografias da construção da “tão original escultura”. Aguardamos os resultados da turma vencedora. Alunos da turma B da Escola Básica de Santiago de Piães

Ouvimos os nossos colegas ler-nos histórias Os alunos das salas 1 e 2 do Jardim-de-Infância da Escola Básica de Santiago de Piães, na Semana da Leitura, foram presenteados pelos alunos do 4.º ano e pela Educação Especial com a leitura de histórias. O 4.º ano leu e explorou a história “Tio Lobo”, e a Educação Especial dramatizou, com fantoches, a história “A ovelhinha que veio para o jantar”. Estas atividades são uma mais-valia para complementar o projeto de leitura que já se desenvolve, todas as semanas, na Escola, em contexto de sala de aula, envolvendo alunos, professores/ educadores e a nossa Biblioteca Escolar. Quanto mais atividades se fazem neste âmbito, mais se apercebem da funcionalidade da leitura, e aumenta o seu interesse por ela. Estas histórias cativaram a atenção das crianças, pelos valores transmitidos, suspense e imaginação. Refere-se, ainda, que a articulação entre ciclos é vantajosa a todos os níveis - apela à responsabilidade e partilha de saberes, aumenta a motivação dos alunos e estimula o desenvolvimento de competências, em todas as áreas do conhecimento. Nestas situações específicas, explorou-se bastante a importância da leitura. Salas 1 e 2 do Jardim-de-Infância da Escola Básica de Santiago de Piães

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Notícias de Santiago de Piães Dia da Mãe Os meninos do Jardim-de-Infância (salas 1 e 2) da Escola Básica de Santiago de Piães, para a comemoração do Dia da Mãe, elaboraram um cartão, onde desenharam a mãe e disseram palavras “doces” e frases sentidas que registámos nos cartões: “ Mãe, és a melhor mãe do mundo”. “ Mãe, aos teus olhos, és tão linda que até os meus olhos não conseguem parar de olhar para ti “. “ Mãe, és uma flor”. “ Mãe, és brilhante como a luz do Sol” “Feliz Dia da Mãe, tu mereces esta prenda” “ Mãe, és meiguinha” “ Mãe, és Amor” “ Mãe, és linda” Pintaram também um leque em madeira para oferecerem como lembrança às suas mães.

Dia Mundial do Livro Festejámos o Dia Mundial do Livro na nossa escola… Todos trouxemos um livro, fizemos trocas e lemos histórias com entusiasmo. Depois, demos asas à nossa imaginação e fizemos diversas atividades como resumos, ilustrações, dramatizações e acrósticos. Ora, reparem como ficaram bonitos: Desperto os meus sentidos, coloco Ideias a voar, procuro mil Aventuras de encantar. Muitas histórias posso encontrar Unicas e divertidas de pasmar No meu livro Descubro novos caminhos Invento novos mundos Aprofundo o meu conhecimento Liberto a imaginação Dás-me oportunidade de crescer Obrigado! Leal amigo Importante em conhecimentos Valioso em sonhos Raro tesouro O meu amigo livro. Francisco, 3.º ano

Dia do livro Ilustrados ou não Animam os nossos dias Muitos deles Unicos que nos marcam Nada é mais belo Do que ler uma história e Imaginar como seria se em Algum momento pudesse entrar nela Ler é sempre bom Depois de um dia de escola Ou em qualquer momento do nosso dia Livros transmitem sabedoria Informam sobre diversos assuntos Viajamos nas suas páginas Recordamos momentos Ou histórias vividas Rita, 3.º ano

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Notícias de Tuberais

O Dia da Mãe festejado na E.B.1 de Tuberais No dia 2 de maio, festejámos o Dia da Mãe, na nossa escola. Foi um dia muito feliz, mas ao mesmo tempo repleto de emoções. As nossas mães estiveram presentes e foram por nós homenageadas. Começámos por visualizar e explorar um powerpoint intitulado ”Coração de Mãe”. De seguida, cada um de nós leu a sua declaração à mãe, ao mesmo tempo que também lhes fizemos a oferta de uma flor, flor esta que simboliza todo o amor e carinho que por elas nutrimos. Tratou-se, de facto, do momento mais emotivo e comovente. Posteriormente, o pai de uma colega nossa, apresentou e declamou um poema da sua autoria”Mãe, Mãe, Mãe!”. Continuámos a nossa homenagem, cantando uma canção de André Sardet - “Gosto de ti desde aqui até à Lua”. Seguiuse o momento em que cada uma das mães presentes escreveu, no painel alusivo a este dia, uma mensagem de amor dedicada a cada um de nós. Este momento foi de grande inspiração, cada mãe escreveu no painel o sentimento profundo da sua alma, dedicado ao seu filho. Por fim, todos confraternizámos enquanto partilhámos um saboroso lanche-convívio. Este dia foi, para todos nós, repleto de emoções e de uma enorme alegria! Um forte Viva a todas as Mães!

Trabalho realizado pelos alunos da E.B.1 de Tuberais

O 25 de Abril vivido na E.B.1 de Tuberais O dia 25 de abril de 1974 foi um acontecimento muito importante da história de Portugal, pois foi nesse dia que ocorreu uma mudança radical na maneira de ser, pensar e agir. Finalmente, conseguimos reconquistar um bem precioso há muito tempo perdido, a nossa “Liberdade”. As nossas professoras mostraram-nos o filme” O Tesouro”, relacionado com os acontecimentos deste dia, filme esse que foi explorado e debatido por nós. Também, neste dia, recebemos a presença do Sr. João, pai de uma colega nossa, que veio apresentar e declamar um poema da sua autoria ”O 25 de Abril” que, no fundo, acabou por ser um resumo de tudo aquilo que as nossas professoras abordaram neste dia. No fim, entoámos duas canções - ”Grândola Vila Morena” e “Uma Gaivota, Voava, Voava”. Gostaríamos de agradecer ao Sr. João, de um modo particular, pelo empenho e dedicação, assim como pela disponibilidade para participar em todas as atividades por nós realizadas. Trabalho realizado pelos alunos da E.B.1 de Tuberais

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25 de Abril Muito mal ia o nosso Portugal Com Marcelo Caetano no comando Implantador de um regime egocêntrico e ditador

Sob as ordens do Capitão Salgueiro Maia

Baseado na censura e nada brando;

Uma coluna militar com tanques para Lisboa marchou Para fazer valer os seus intentos

PIDE, guerra, obediência, … e ditadura

Expulsando do poder quem tanto os humilhou;

Eram palavras contínuas e reinantes Trabalho, combate, fome e miséria

A este poderoso movimento militar

Passaram a ser questões muito preocupantes;

Logo se juntou uma civil multidão

Nem um “ai” se podia sussurrar

Transformando o que era para ser um golpe de estado

Quanto mais um simples traje descrever

Numa verdadeira Revolução;

Logo as armas ficavam apontadas à cabeça Sem que o “autor/a” se pudesse defender;

Até as floristas que por ali estavam Do acontecimento quiseram fazer parte

Depois de muitos dias e noites escuras

Espalhando cravos vermelhos por todos os cidadãos

Em 25 de abril de 1974, deu-se a reviravolta

Que logo os usaram com engenho, sabedoria e arte;

Com o capitão Salgueiro Maia à cabeça Auxiliado pelo povo e pelos militares da sua escolta;

Os populares colocaram a flor no peito E os militares não se fizeram rogados

Elementos do MFA invadiram os estúdios do Rádio

Espetaram-nas nos canos das espingardas

Clube Português

Originando a Revolução dos Cravos;

Onde explicaram as suas pretensões Como tornar Portugal democrático

Ao fim da tarde, Marcelo Caetano rendeu-se

Com novas ideias e convicções;

Ao general Spínola entregou o poder Era o fim do regime ditatorial

Para fortalecer os seus ideais

E da democracia a renascer;

Recorreram a canções antes proibidas Como “ E Depois do Adeus” de Paulo de Carvalho

Adeus, maldita censura

E “Grândola Vila Morena” de Zeca Afonso

PIDE, guerras, fome… e depressão

Tão apetecíveis mas tão pouco ou nada ouvidas;

Bem-vindos direitos básicos E liberdade de expressão; O povo deixou de ficar mudo Para as ruas correram multidões mil Para a história ficou a Revolução dos Cravos Celebrada a cada 25 de abril. Sr. João Bernardes Encarregado de Educação de uma aluna do 3º ano, da E.B.1 de Tuberais


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Assim vai o Desporto Escolar

Ao aproximar-se o final do ano letivo, é tempo de se fazer um balanço de toda atividade desenvolvida e dar-vos conta dos resultados mais relevantes das nossas equipas e dos nossos alunos. O projeto do Desporto Escolar contempla nove grupos/equipa que desenvolvem as suas atividades de treino, com frequência semanal, durante todo o ano letivo. Andebol – Iniciados Masculino – Prof. Nuno Nogueira Atletismo – vários/misto – Prof.ª Lúcia Ferreira Basquetebol – Iniciados Feminino – Prof.ª Joana Lopes Boccia – vários/misto - Profª Carla Félix Ginástica Acrobática – vários/misto – Prof. Luís Garcês Ginástica de Trampolins – vários/misto – Prof. Luís Garcês Futsal – Iniciados Feminino - Prof.ª Carla Félix; Infantis B Masculino – Prof. Lúcia Ferreira; Iniciados Masculino – Prof.ª Joana Lopes A competição das modalidades coletivas (Andebol, Basquetebol, Futsal) decorreu entre os meses de dezembro e maio. As equipas de Andebol e Basquetebol competiram numa série única e terminaram já a sua participação - a equipa de Andebol classificou-se no 2º lugar e a equipa de Basquetebol obteve o 4º lugar. As equipas de Futsal competiram em duas fases, uma de apuramento e outra em que se ordenam as classificações finais. Assim, as equipa de Infantis B Masculino e a de Iniciados Feminino transitaram para 2ª fase, na qualidade de primeiros classificados do respetivo grupo, encontrando-se neste momento na luta pelo título regional CLDE Tâmega. A equipa de Iniciados Masculino classificou-se em 3º lugar, na 1ª fase, integrando, neste momento, o grupo dos terceiros classificados de cada um dos grupos iniciais.

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Assim vai o Desporto Escolar

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Nas modalidades individuais (Atletismo, Ginástica Acrobática, Ginástica de Trampolins, Boccia) a competição desenvolve-se em quatro/ cinco encontros, de dezembro a abril, em que se apuram aqueles que virão a participar numa Final Regional Norte. Nos grupos de Ginástica, devemos referir que tivemos o apuramento de um par misto de ginástica acrobática, a Ana Farpa, do 9ºA, e o Rodrigo Nunes, do 6ºF, que estiveram em Caminha, no passado dia 30 de abril. No Atletismo, no conjunto dos vários encontros, nas várias disciplinas, os nossos alunos obtiveram um conjunto de 18 medalhas a saber: Infantis A Fem. Sílvia Resende , 5ºA - 2ª em 1000m; 2ª em 200m; 2ª em Salto em Altura. Alexandra Vieira, 5ºF – 2ª em Salto em Altura. Beatriz Castro, 5ºF - 2ª em Salto em Altura. Infantis A Masc. David Rodrigues, 5ºF – 1º em Salto em Altura. Rodrigo Silva, 5ºF – 2º Salto em Comprimento ; 3º em Salto em Altura; 3º em 200m. Paulo Machado, 5ºF – 1º em 200m; 3º em 1000m. Infantis B Fem. Francisca Calvo, 6ºB - 3º Salto Comprimento; 3º em 200m. Infantis B Masc. Gabriel Duarte, 6ºC – 1º em 200m; 2º em 1000m; 3º em Salto Comprimento; 3º Salto Altura. Juvenis Fem. Cátia Soares, 9ºA – 2º em Lançamento do Peso. Na modalidade de Boccia, registamos o apuramento de uma equipa e de um aluno individual (Sérgio Moreira, do 8ºC) no encontro final de apuramento dos campeões CLDE Tâmega. Para além das atividade dos grupos/equipa das diversas modalidades, temos a salientar também outras atividades como o corta-mato, o projecto mega´s (mega sprinter e mega salto), o basquetebol 3x3, que, para além de movimentarem igualmente dezenas e dezenas de alunos na sua fase escola, apuram alunos para as finais regionais respetivas. Neste ano, destacamos o 1º lugar na prova de salto em comprimento (mega salto) e o 2º lugar na prova de 40 metros (mega sprinter), obtidos pelo Vasco Ferreira, do 8º A, o que lhe permitiu estar presente na Final Nacional da competição, realizada em Lagoa, no Algarve. Também a Beatriz Soares, do 5º C, foi apurada para a Final Nacional, na prova de 40 metros, através do 2º lugar conquistado na pista de Lousada. Este é o balanço de 2015/2016 e ficamos, assim, à espera que possas ser um deles no próximo ano…! O Coordenador do Desporto Escolar: Manuel Esteves Marques


Revista Escolar do AEGSP - n° 22  
Revista Escolar do AEGSP - n° 22  

Edição nº 22 da Revista Escolar do Agrupamento de Escolas General Serpa Pinto de Cinfães

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