Bem Bolada | Setembro 2025

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Edição 23

Ano 2 - 2025

1942: PALESTRA ITÁLIA VIRA PALMEIRAS

1910: NASCE O CORINTHIANS

1993: SÃO PAULO, CAMPEÃO DA RECOPA SUL-AMERICANA

RONALD INAUGURA A REDE RONALDO 1965: PALMEIRAS É SELEÇÃO BRASILEIRA

EDIT RIAL

Ele é um dos nossos jornalistas esportivos mais experientes:

foram “só” 19 anos de Rádio Globo, 11 anos de TV Gazeta e 24 anos de Rádio Transamérica.

Ele é também um dos nossos jornalistas esportivos que mais

cobriram Copas do Mundo. Foram 12 no total: na Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França, Japão/Coreia, Alemanha, África do Sul, Brasil, Rússia e Catar.

Agora, através de suas redes sociais, está se preparando para cobrir, no próximo ano, a primeira Copa a ser realizada em três países: Estados Unidos/México/Canadá.

Ele é o “bambambam” Márcio Bernardes, que nos concedeu uma entrevista exclusiva contando toda a sua rica trajetória profissional. Para os palmeirenses, a Bem Bolada traz dois momentos históricos: em 1942, quando o Palestra Itália vira Palmeiras em

ÍNDICE ÍNDICE

04 - Entrevista exclusiva com Márcio Bernardes

12 - Camarote: Rede Ronaldo

14 - Camarote: Liga Esportiva Nescau

16 - 1942: Palestra vira Palmeiras

18 - 1910: Nasce o Corinthians

O “BAMBAMBAM”.

plena Segunda Guerra Mundial; e em 1965, quando o Verdão vestiu orgulhosamente a vitoriosa camisa da Seleção Brasileira e derrotou o Uruguai por 3 a 0, no recém-inaugurado Mineirão. Para os corinthianos, a Bem Bolada viaja até 1910 e conta a fundação de um dos clubes mais populares do Mundo: o Sport Club Corinthians Paulista. E para os são-paulinos, a BB vai até 1993 e relata o último título conquistado pelo consagrado técnico Telê Santana: a Recopa Sul-Americana.

E mais: você ainda vai ter as seções Quiz, ABC Bem Bolado, Biblioteca, Camarote e vai curtir a inauguração da sede da Rede Ronaldo, comandada pelo Ronald, filho de Milene Domingues e Ronaldo Fenômeno.

Vale a pena saborear as páginas da BB número 23!

Silvio Natacci

20 - 1993: São Paulo Campeão da Recopa Sul-Americana

22 - 1965: Palmeiras é Seleção Brasileira

24 - ABC Bem Bolado

28 - Biblioteca

29 - Quiz

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DIRETOR E JORNALISTA RESPONSÁVEL

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Ele é um dos nossos jornalistas esportivos que mais cobriram Copas do Mundo: total de 12. E mais: 8 Olimpíadas, 5 Jogos Pan-Americanos, 4 Copas das Confederações... Conheça aqui sua bela carreira.

BERNARDES MÁRCIO

Como começou seu interesse por futebol?

Desde criança, lá em Ribeirão Preto. Meu pai foi diretor de futebol do Comercial de Ribeirão Preto. Sempre pratiquei muito esporte, jogava bola. Eu era apaixonado pelo Comercial. Ia aos jogos dele. Foi uma coisa memorável na minha infância e na minha juventude.

Como você começou na carreira?

Foi por acaso. Eu estava no ensino médio, no Colégio São José, lá em

Ribeirão. Eu tinha acabado de perder meu pai. Eu tinha 16 anos. Eu era muito dinâmico. A escola só não me bastava. Eu queria mais. E eu montei um jornal na escola em que estudava. Chamava “Voz do Estudante”. Era mensal e teve 16 edições. Era impresso em papel jornal mesmo, tamanho tabloide. Quando cada edição ficava pronta, eu ia aos jornais e rádios de Ribeirão para divulgar. E assim eu fui conhecendo as pessoas. E logo um jornal me perguntou por que eu não fazia uma coluna lá. E aí eu passei a escrever uma coluna no principal jornal de lá, o jornal

“O Diário”. E na Rádio Colorado, o pessoal falou que eu tinha uma voz bonita e perguntou se eu não queria trabalhar lá. Só que não tinha salário. Mas eu topei. E comecei a apresentar um programa musical às 8 horas da manhã. Dois messes depois, o camarada que havia arrendado o horário esportivo me convidou para ser repórter. O primeiro jogo que eu fiz foi no Estádio Santa Cruz, que havia sido recém-inaugurado. Fiz o jogo e gostei. Aí, fui passando por algumas rádios de lá e passei a ter salário, passei a ter carteira profissional. Aos 18 anos, entrei na

Foto: Divulgação

Faculdade de Comunicações de Ribeirão. Quando eu me formei, eu fiz Direito também. Passei a entrar também no mercado da publicidade. Em 1972, eu comecei também a vender publicidade para a TV Tupi de Ribeirão. E pegava publicidade de todas as cidades daquela região. E nessa época eu trabalhava na Rádio Cultura de lá, que era correspondente da Jovem Pan.

Faça uma sinopse da sua carreira.

Em 1977, o Botafogo de Ribeirão fez uma grande campanha no Campeonato Paulista. Aí, o Cândido Garcia, que era coordenador da Jovem Pan, me ligou para fazer um boletim do Comercial e do Botafogo. Depois, ele me ligou mais umas quatro vezes. Aí eu pedi um salário. Vim, então, para São Paulo para conversar com Seu Tuta, dono da Pan. Ele me falou que salário não tinha, mas que me pagava cachês sem registro. Eu aceitei. Aí eu comecei a conviver com o Osmar Santos e toda vez que um time de São Paulo ia jogar na região de Ribeirão, eu cobria o time local e um repórter de São Paulo, como o Cândido Garcia, o Azevedo Marques, o João Bosco, cobria o time da Capital. Os locutores eram o Osmar Santos,o José Silvério e o Edemar Annuseck. Quando o Osmar Santos foi para a Rádio Globo, em 1977, ele me levou. O Osmar estreou quando o Corinthians quebrou o tabu e eu fui no comecinho de 1978. Na Jovem Pan fiquei um ano e pouco. A Pan tinha uma equipe espetacular. Na Globo, fiquei 19 anos. Até 1982, eu morei em Ribeirão. Eu era correspondente da Globo e da

Excelsior. Em 1982, eu fiz um belo trabalho cobrindo a Itália. Então, o Osmar e o Edison Scatamacchia me chamaram, dizendo que Ribeirão estava pequena demais para mim. Aí, eu mudei para São Paulo. No total, eu cobri as Copas da Argentina, Espanha, México, Itália e Estados Unidos, em 1994, que foi a última Copa que eu fuz na Globo. Em 1996 eu saí, eu já estava na TV Gazeta (onde fiquei 11 anos) e fiz a Copa de 1998 pela TV Gazeta e pela Rádio Trianon. Em 1999, eu cruzei com o Éder Luiz, que não estava muito feliz na Band FM, e fomos para a Transamérica, onde fiquei 24 anos. Deixei a Transamérica em 2023. Lá eu cobri as Copas de Japão/Coreia, Alemanha, África do Sul, Brasil, Rússia e Catar. No total, eu cobri 12 Copas, 8 Olimpíadas, 5 Jogos PanAmericanos, 2 Macabíadas e 4 Copas das Confederações. Além disso, eu dei aula na FIAM durante 19 anos.

Falando de Seleção... O que você acha do novo presidente da CBF?

Eu não o conheço. O que eu acho é que a eleição dele foi muito estranha. Por enquanto, não posso falar nada sobre ele. Está sob observação.

E do novo técnico, Carlo Ancelotti, o que você está achando?

Eu defendi a contratação do Abel Ferreira. O Ednaldo Rodrigues fez um monte de besteiras, desde o Fernando Diniz até o Dorival Jr. Agora, o Ancelotti é muito experiente, inteligente e vitorioso. Mas é cedo para falar dele. Vocês acham que ele conhece profuntamente todos os bons jogadores brasileiros? Tomara

que com ele a gente consiga bons resultados. Parece que ele está conseguindo resgatar um pouco a paixão do torcedor pela Seleção.

Você ainda tem esperança no Neymar?

Neste momento, não. Ele precisa dizer se a gente pode ter esperança nele. Ele voltou para o Brasil, mas parece que está preocupado com outras coisas. Enfim, ele é que tem que dizer.

O Brasil tem chance para a Copa de 2026?

A Seleção Brasileira não está mostrando um futebol de Campeã do Mundo. Existem seleções hoje melhores do que ela. Porém, não podemos menosprezar uma Seleção que tem cinco títulos mundiais. Eu tenho esperança que o Ancelotti consiga montar um time competitivo.

Quais os comentaristas esportivos, de todas as épocas, que você aprecia?

Eu não vou citar nomes porque eu vou ofender aquele que não foi citado. Eu tive o privilégio de trabalhar aqui na Capital em duas grandes equipes. Foram 19 anos na Rádio Globo e 24 na Transamérica. Eram equipes muito fortes. Qualquer um que entrasse nelas era um “bambambam”. Com todos os que eu trabalhei, eu tive muito prazer.

E com relação à narração feminina, o que você acha?

É um projeto que está começando. Todos nós temos o hábito de ouvir o homem transmitindo. A vida inteira foi assim. Mas eu percebo o preparo delas, o estudo que elas fazem, o futebol feminino está crescendo, nós vamos ter a Copa do Mundo feminina no Brasil em 2027... É um caminho sem volta.

Quanto ao Brasileirão, você gosta dos “pontos corridos”?

Gosto. É um campeonato de regularidade. São 38 rodadas. Aquele que tiver maior regularidade ganha.

E os Campeonatos Estaduais, devem ser mantidos?

Eu sou muito saudosista. Para não acabar com eles, podia fazer um modelo mais enxuto. O torcedor paulista, por exemplo, ainda dá muita importância para o Campeonato Estadual.

O que você acha do VAR no nosso futebol?

Eu acho que foi uma grande ajuda para o futebol. É uma ferramenta, uma tecnologia, um apoio. Mas é operado por um ser humano. Por isso, existem falhas. Mas eu espero que cada vez mais ele seja aprimorado.

Quais foram os seus jogos marcantes?

Eu tenho um video cassete onde está gravado um dos jogos mais marcantes da minha vida: no início de 1987, decisão do Campeonato

Brasileiro de 1986, em Campinas, São Paulo e Guarani, 3 a 3, no final da prorrogação. Decisão nos pênaltis. São Paulo errou menos e foi campeão. Careca fez o gol de empate no final da prorrogação. Para mim, é um jogo inesquecível. Eu estava na Rádio Globo. Eu fui o repórter juntamente com o Henrique Guilherme. Há muitos outros jogos marcantes, claro.

Como você a imprensa esportiva hoje?

Parece que a imprensa esportiva de antigamente é uma; a de hoje, é outra. Mudou tudo. Até há cinco anos era uma coisa, completamente diferente. Em todos os sentidos. As reportagens, a tecnologia... Hoje o repórter não pode entrar no campo, não pode cobrir treino... Com relação à intermet, o público tem que saber respeitar mais as opiniões dos profissionais da imprensa. O que há muito na internet é “influencer” e ele não é jornalista. Muitas vezes, ele é torcedor. Parece que o cara está na arquibancada.

Quais são suas atividades hoje?

Eu tenho um site há mais de 20 anos. Depois que eu saí da Transamérica, eu tenho a Resenha Bambambam, em que eu gravo uma entrevista toda segunda-feira. Ela vai ao vivo no Youtube. E eu tenho outras redes sociais, como o Instagram, Facebook, TikTok, “X” e outras.

Quais são seus planos daqui pra frente?

Aprimorar cada vez mais esse trabalho nas redes sociais. Claro que sem fazer as loucuras de antigamente: eu trabalhava de domingo a domingo. Agora, eu tenho mais qualidade de vida. Pretendo cobrir o sorteio da Copa do Mundo nos Estados Unidos e, depois, cobrir a Copa.

JOGO RÁPIDO

Seu hobby: Era corrida. Participei de 21 maratonas. Agora, academia. Além de cinema, ler livros, jornais...

Tipo de música preferido:. Sou muito versátil. Mas dou preferência para a MPB.

Programa de TV preferido: Programas esportivos.

Melhores narradores de TV: Gosto de muitos, tantos os antigos quanto os atuais.

Melhores narradores de rádio: Gosto de muitos, antigos e atuais. Deveria haver mais revelações.

Prato preferido: Peixe, salmão, strogonoff...

Cantor brasileiro preferido: Chico Buarque, Gil, Djavan, Luiz Ayrão...

Cantora brasileira preferida: Gal, Bethânia, Paula Toller, Elis, Ana Carolina...

Márcio Bernardes e o time do programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

CAMAR TE Inauguração da sede da Rede Ronaldo consolida novo hub de esportes e entretenimento.

No dia 17 de setembro, São Paulo recebeu a inauguração da nova sede da Rede Ronaldo, projeto idealizado por Ronald, filho de Ronaldo Fenômeno e Milene Domingues, e Douglas Buiu, que nasce com a proposta de se tornar um hub estratégico de esportes, entretenimento e inovação.

O evento reuniu convidados, parceiros e representantes de veículos de comunicação, além de atletas e personalidades do esporte, consolidando a sede como um ponto de encontro entre criatividade, negócios e impacto cultural.

Localizada no Jardim Europa, em São Paulo, na Rua Atlântica, 785, a Casa é a materialização de um projeto que nasceu no ambiente digital

Ronaldo Fenômeno, Ronald e familiares.

e agora ganhou endereço físico, consolidando a expansão da Rede Ronaldo.

O que começou como um hobby durante a pandemia se transformou em um dos mais promissores empreendimentos de mídia e entretenimento do Brasil.

A Rede Ronaldo, anteriormente conhecida como Ronaldo TV, foi criada em 2021, quando Ronaldo Fenômeno decidiu compartilhar sua paixão por games através de transmissões ao vivo. O projeto ganhou nova dimensão em 2024, quando Ronald, filho de Ronaldo, assumiu a operação, rebatizou o canal e ampliou de forma significativa seu alcance, integrando esportes, games, música e cultura.

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Chef Ney Alves entre Douglas Buiu e Ronald.

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Leo Fontes, presidente da CBGE – Confederação Brasileira de Games e Esports, entre Ronald e Douglas Buiu, mostra o artesanato nordestino de um leão, que representa força. 1 2 3 5 6 7 8

Ronaldo Fenômeno, Roberta (esposa do Sr. Nélio, pai do Ronaldo), Ronald e Raisha Palomaro (namorada de Ronald), todos atrás do Sr. Nélio (pai do Ronaldo).

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Ronaldo dando entrevista ao lado de Ronald, seu filho.

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4 Fotos: High Films (Giovanna)

Francisco Conte, dono do Fran”s Café, entre Douglas Buiu e Ronald.

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Igor Coelho, do Flow Podcast, sendo entrevistado pelo apresentador Douglas Mendonça.

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Ronald sendo entrevistado pelo SBT.

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Sr. Nélio, pai de Ronaldo, entre Ronaldo e Ronald.

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CAMAR TE

Etapa

paulistana da Liga Esportiva NESCAU®

reúne mais de 8.500 pessoas no clube Esperia.

Como acontece há dez anos, a etapa de São Paulo da Liga Esportiva NESCAU® reúne milhares de crianças e adolescentes em torno da prática esportiva. Na 11ª edição, em 13 de setembro, no clube Esperia, foram mais de 4.300 meninos e meninas de 7 a 17 anos inscritos em 28 atividades 100% gratuitas. No total, o evento recebeu 8.537 pessoas, entre familiares, amigos e convidados dos jovens estudantes.

A etapa paulistana do maior campeonato poliesportivo estudantil do Brasil, e pioneiro na inclusão de modalidades adaptadas e não adaptadas no mesmo evento, contou com a presença de Fred Bruno. Embaixador da marca, o jornalista e apresentador fez a alegria da garotada, que o seguiu nas visitas pelas competições e atividades. Sempre simpático, Fred distribuiu atenção, carinho e postou para incontáveis fotos.

Além do embaixador Fred, a etapa paulistana da Liga Esportiva NESCAU® recebeu duas convidadas ilustres: a bicampeã olímpica com a Seleção Brasileira de Vôlei Fabiana Claudino e a nadadora olímpica e dona de seis medalhas pan-americanas Flávia Delaroli marcaram presença no clube Esperia.

A Liga Esportiva NESCAU® 2025 contou com as modalidades basquete, vôlei, futebol society, atletismo (velocidade, arremesso e salto), judô, natação, skate e ginástica artística. Para os PCDs, os esportes adaptados foram atletismo (velocidade, arremesso e salto), judô, natação e basquete em cadeiras de rodas.

Para as oficinas, as opções foram slackline, foot table e cornhole. Já os desafios eram circuito chute ao gol, arremesso de basquete 3 pontos e twister. Todas essas atividades contaram com adaptações para crianças e adolescentes com deficiência.

Impacto duradouro - Em dez anos, a Liga Esportiva NESCAU® já impactou mais de 120 mil crianças e adolescentes em diferentes pontos do Brasil. São números que sustentam o fato de a Liga ser considerada a maior competição poliesportiva estudantil do país e pioneira em unir modalidades adaptadas e não adaptadas em um só lugar. Somente em 2025, já foram 33 mil participantes em oito capitais, além de uma parceria com os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). Entre eles, 20% são PCDs, superando em dobro a meta inicial e ratificando a vocação inclusiva do evento esportivo da marca de achocolatados da Nestlé.

Atletismo velocidade.

Arremesso de peso. 3

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Disputa de natação.

Atletismo adaptado.

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Fabiana Claudino com seu filho Asaf, Fred Bruno e Flávia Delaroli.
Fred Bruno brincando de Cornhole com seu filho.
Salto em distância.
Fabiana Claudino co seu filho Asaf.
Fotos: Liga Esportiva NESCAU / Divulgação

Da esquerda para a direita: Oberdan, Echevarrieta, Begliomin, Junqueira, Zezé Procópio, Waldemar Fiúme, Lima, Og Moreira, Del Nero, Villadoniga, Cláudio, Clodô e Odílio Cechine (diretor). Agachados: Cláudio Assumpção Cardoso (preparador físico) e Del Debbio (técnico).

PALMEIRAS PALESTRA VIRA

Há 83 anos o Palmeiras vivia um momento histórico em sua gloriosa trajetória.

O Palestra Itália havia nascido em 1914 e até este ano de 1942 já tinha conquistado oito títulos paulistas: 1920, 1926, 1927, 1932, 1933, 1934, 1936 e 1940.

Acontece que neste ano de 1942 estávamos vivendo os difíceis tempos da Segunda Grande Guerra. O dia 1º de setembro de 1939, marcou o início do terrível conflito mundial, com as tropas nazistas, comandadas por Adolf Hitler, invadindo a Polônia. O Brasil assistia, de longe, ao conflito, muito embora o presidente Getúlio Vargas, que havia assumido em 1930, namorasse os regimes fortes da Itália e da Alemanha. Pressionado pelo mundo democrático, o Brasil rompeu relações com esses países no dia 28 de janeiro de 1942. Crescem as pressões sobre Getúlio que, em 31 de agosto, resolveu declarar guerra às nações do eixo. Para evitar problemas, no dia 27 de março o Palestra Itália mudou o seu nome para Palestra São Paulo. A pressão sobre

estrangeiros e estrangeirismos continuou na medida em que a Guerra avançava.

Naquele disputado campeonato de 1942, o São Paulo era o mais forte concorrente do Palestra. Além do título, o São Paulo estava interessado também na aquisição do Parque Antártica.

A simples eliminação do nome Itália não resolveu o problema. Alegavam os inimigos que Palestra era uma palavra italiana e que as cores do time eram as mesmas da bandeira italiana.

Na verdade, “palestra” é uma palavra de origem grega, que significa “local de competições, ginásio”. Nada a ver, portanto, com a Itália. Quanto à cor, sim, eram mesmo as cores da bandeira italiana.

Para aplacar a fúria xenófoba, Getúlio Vargas baixou um decreto proibindo organizações esportivas com nome estrangeiro. Agora, não havia mais jeito. Assim, a diretoria se reuniu e resolveu, por sugestão de Mário Minervino, mudar o nome para Palmeiras. Preservava-se o “P” de Palestra.

Por ironia do destino, o primeiro jogo com o novo nome e as novas cores seria exatamente contra o São Paulo. Era o dia 20 de setembro de 1942, no Pacaembu. Jogo decisivo: se o Palmeiras vencesse, seria campeão por antecipação.

Nos dias que antecederam o jogo, o São Paulo promoveu intensa campanha entre seus associados para que o Palmeiras fosse recebido no Pacaembu com a mais estrondosa vaia, sob a acusação de serem, ainda, italianos disfarçados.

O Palmeiras deu um golpe de mestre. Orientado pelo capitão do Exército Adalberto Mendes, muito ligado ao clube, o time entrou em campo carregando a bandeira brasileira e tendo à frente o oficial do Exército. Foi a “Arrancada Heroica”. Como vaiar a bandeira do Brasil? O estádio inteiro aplaudiu o novo time em sua entrada.

Com a bola rolando, o Palmeiras demonstrou total superioridade em campo. E aos 19 minutos, Cláudio (que depois se tornaria o maior artilheiro da história do Corinthians) abriu o marcador, mas, quatro minutos depois, Waldemar de Brito (que um dia descobriria Pelé) empatou.

A pressão alviverde continuou e aos 43 minutos, ainda do primeiro tempo, o zagueiro são-paulino Virgílio marcava um gol contra, fazendo Palmeiras 2, São Paulo, 1.

Aos 14 minutos do segundo tempo, o ponta-esquerda Echevarrieta

fez 3 a 1. Cinco minutos depois, o zagueiro Virgílio cometeu falta violenta em Og Moreira, dentro da área. O árbitro não teve dúvidas: pênalti. Desesperado, o zagueiro tricolor partiu para cima do árbitro e foi expulso de campo. Temendo que aquele jogo se transformasse numa goleada, os são-paulinos abandonaram o campo. O árbitro esperou o tempo regulamentar e deu por encerrada a partida. Os palmeirenses ganhavam o título de campeões paulistas, o nono de sua gloriosa história.

Enfim, um time que já nasceu campeão!

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CAMPEONATO PAULISTA

Data: 20 de setembro de 1942.

Local: Pacaembu.

Árbitro: Jaime Janeiro Rodrigues.

Público: 45.913.

Renda: 231:239$000.

Palmeiras: Oberdan; Junqueira e Begliomini; Zezé Procópio, Og Moreira e Del Nero; Cláudio, Waldemar Fiúme, Villadoniga, Lima e Echevarrieta.

Técnico: Del Debbio.

São Paulo: Doutor; Piolim e Virgílio; Silva, Lola e Noronha; Luizinho Mesquita, Waldemar de Brito, Leônidas, Remo e Pardal.

Técnico: Conrado Ross.

Gols: Cláudio 19, Waldemar 23 e Del Nero 43 do 1º; Echevarrieta 14 do 2º.

ACONTECEU EM 1942...

O Brasil é presidido pelo ditador Getúlio Vargas, que assumiu em 03/11/1930 • A população brasileira é de 42,9 milhões de habitantes • Nascem: Ademir da Guia, Arlete Salles, Caetano Veloso, Cassius Clay, Celly Campello, Gilberto Gil, Jimmy Hendrix, Milton Nascimento, Nara Leão, Paulinho da Viola, Paul McCartney, Susana Vieira e Tim Maia • O Brasil muda de moeda: o cruzeiro substitui o mil réis • A Coca-Cola abre sua primeira fábrica no Brasil • Em razão da guerra, o Palestra Itália de São Paulo passa a se chamar Palmeiras e, o de Minas, muda para Cruzeiro • Estreia de Leônidas no São Paulo provoca recorde de público no Pacaembu.

SÃO PAULO PALMEIRAS

CAMPEÃODARECOPASUL-AMERICANA SÃO PAULO

Time do São Paulo comemora a conquista do título.

A primeira edição da Recopa Sul-Americana ocorreu em 1989 e foi disputada regularmente até 1998, sendo reativada em 2003. Hoje ela se chama CONMEBOL Recopa.

Já possuiu dois formatos de disputa: sistema de “jogo único”, em campo neutro (fora do continente sul-americano) e o atual sistema, “ida e volta”, nos respectivos mandos dos clubes. Originalmente, era disputada entre o campeão da Copa Libertadores da América e o campeão da Supercopa Sul-Americana. Com o término da segunda, só voltou a ser realizada em 2003, quando passou a ser disputada entre o Campeão da Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana.

Há exatos 32 anos, em setembro de 1993, foi realizada a quarta edição do torneio, disputada em dois jogos de ida e volta, entre o São

Paulo, campeão da Libertadores de 1992, e o Cruzeiro, campeão da Supercopa Libertadores de 1992.

O primeiro jogo foi válido também pelo Campeonato Brasileiro de 1993, para que os clubes pudessem se adaptar ao calendário de ambos os campeonatos.

Mestre Telê Santana havia chegado ao clube em 1990 e já havia conquistado o Campeonato Paulista de 1991 e 1992, o Campeonato Brasileiro de 1991, a Taça Libertadores de 1992 e 1993, e o Mundial Interclubes de 1992, sendo que até o final do ano ainda conquistaria a Supercopa Libertadores e o Bicampeonato Mundial Interclubes. Para se ter uma ideia: em 1993, o Tricolor realizou 97 partidas, vencendo 47 e perdendo apenas 22. Telê utilizou 44 jogadores e encheu a Sala de Troféus com muitas conquistas!

Enfim, chegamos ao primeiro jogo entre São Paulo e Cruzeiro. Dia: 26 de setembro de 1993. Local: Morumbi. Sempre lembrando que esse

jogo valeu também pelo Campeonato Brasileiro.

Telê estava desfalcado de quatro atletas: o lateral-direito Jura, o volante

Luís Carlos Goiano, o polivalente Matosas e o Müller, que já estava

lesionado há mais tempo. Telê, então, armou o time no 3-5-2. Não deu

muito certo. E o jogo terminou 0 a 0. Quem se destacou pelo Cruzeiro

foi o então jovem Ronaldo Nazário, com 17 anos.

Na quinta-feira, dia 29 de setembro, o São Paulo foi disputar a segunda partida no Mineirão. E com duas alterações: o atacante Guilherme deu lugar ao meia Juninho, e o lateral-esquerdo André Luiz entrou no lugar de Leonardo.

O time melhorou, mas o jogo terminou empatado novamente: 0 a 0.

A decisão foi para os pênaltis. O Cruzeiro perdeu as duas primeiras cobranças. O São Paulo acertou todas e não precisou cobrar o quinto pênalti. Final: 4 a 2 para o São Paulo, que conquistou a Recopa de 1993.

Em 1994, o São Paulo repetiu a dose: foi campeão em cima do

Botafogo. E foi o último título Telê Santana no Tricolor.

SÃO PAULO

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PRIMEIRO JOGO

Data: 26 de setembro de 1993.

Local: Morumbi, São Paulo.

Árbitro: Renato Marsiglia.

Público: 12.974 pagantes.

Renda: Cr$ 6.798.900,00

São Paulo: Zetti; Cafu, Válber, Ronaldão e Leonardo (André Luiz); Gilmar, Dinho, Toninho Cerezo e Palhinha; Valdeir e Guilherme (Juninho).

Técnico: Telê Santana.

Cruzeiro: Sérgio; Paulo Roberto, Robson, Luizinho e Nonato; Ademir (Douglas), Rogério Lage, Boiadeiro e Luís Fernando; Macedo (Careca) e Ronaldo.

Técnico: Carlos Alberto Silva.

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SEGUNDO JOGO

Data: 29 de setembro de 1993.

Local: Mineirão, Belo Horizonte.

Árbitro: Jorge Luis Nieves Parra (Uruguai).

Público: 20.018 pagantes.

Renda: Cr$ 7.616.400,00

São Paulo: Zetti; Cafu, Válber, Ronaldão e André Luiz; Gilmar, Dinho, Toninho Cerezo e Juninho; Palhinha (Catê) e Valdeir (Jamelli).

Técnico: Telê Santana.

Cruzeiro: Sérgio; Paulo Roberto, Robson, Luizinho (Célio Lúcio) e Nonato; Ademir, Rogério Lage, Boiadeiro e Luís Fernando; Macedo (Careca) e Ronaldo.

Técnico: Carlos Alberto Silva.

Nos pênaltis: 4 a 2 para o São Paulo.

O Brasil é presidido por Itamar Franco, que assumiu em 02/10/1992 • A população brasileira é de 151,57 milhões de habitantes • O STJ confirma a cassação de Fernando Collor • O ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso institui o Cruzeiro Real, substituindo o Cruzeiro, cortando três zeros • A inflação anual brasileira foi de 2,447% • Morrem: Albert Sabin, Armando Bógus, Austregésilo de Athayde, Ayrton Rodrigues, Euryclides de Jesus Zerbini, Federico Fellini, Frank Zappa, Grande Otelo, Isaurinha Garcia, Joel de Almeida, Lúcio Alves, Mário Moreno (o “Cantinflas”) e Milton Moraes.

CRUZEIRO
CRUZEIRO
SÃO PAULO

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Da esquerda para a direita: Valdir, Servílio, Julinho, Valdemar Carabina, Ademir da Guia, Djalma Dias, Djalma Santos, Rinaldo, Ferrari, Dudu e Tupãzinho.

SELEÇÃO BRASILEIRA É A PALMEIRAS

A primeira semana do mês de setembro de 1965 foi de muita festa para o povo mineiro.

No dia 5, um domingo, foi inaugurado o estádio que ganharia o nome de Governador Magalhães Pinto, mas que ficaria conhecido, até internacionalmente, como Mineirão. No jogo de inauguração, dia 5 de setembro, a Seleção Mineira venceu o argentino River Plate por 1 a 0, gol do volante atleticano Buglê.

Aquele era realmente um grande acontecimento e colocaria o futebol mineiro, até então um simples celeiro a abastecer São Paulo e Rio, no centro dos grandes acontecimentos futebolísticos nacionais.

Com capacidade para 130 mil torcedores (seu recorde oficial foi de 132.834 espectadores), o Mineirão ficava, portanto, abaixo apenas do Maracanã.

Um grande e histórico momento demandava grandes comemorações.

Assim, o segundo jogo na festa de inauguração, no dia 7 de setembro, terça-feira, foi nada mais, nada menos, que Brasil e Uruguai.

E com um detalhe único em toda a história do futebol brasileiro: a Seleção Brasileira foi representada pelo Palmeiras. Não apenas o time, mas o técnico (Filpo Núñez), médicos, massagista, enfim, toda a Comissão Técnica.

Era uma época em que brilhavam o Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha. Mas, o escolhido foi o Palmeiras, que encantava o Brasil com um esquadrão que ficou conhecido como a Academia, tão fino era o seu futebol.

O Palmeiras era o único time que conseguia parar o Santos naquela época.

Em 1958, o Santos foi campeão paulista. No ano seguinte, 1959, o título foi do Palmeiras. Em 1960, 1961 e 1962, o Santos foi campeão paulista. Mas, em 1963, o campeão foi o Palmeiras. A trajetória de vitória do Santos continuou: campeão em 1964 e 1965, sendo interrompido em 1966, novamente pelo Palmeiras.

O Santos retomou em 1967, 1968 e 1969 sua trajetória fantástica.

Seria ainda mais fantástica, não fossem as interrupções do Palmeiras, que não permitiu que o Santos fosse campeão por 12 anos seguidos.

O adversário do Palmeiras naquele 7 de setembro foi o Uruguai, que vinha de classificação para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, sem perder nenhum jogo.

E tinha gente famosa, aquele time.

Com Manicera, que depois veio para o Brasil e brilhou no Flamengo; Cincunegui, um lateral que fez história no Atlético Mineiro, além de Varela, Douksas, Esparrago...

Como foi a CBD (Confederação Brasileira de Desportos, a CBF da época) que organizou, junto da Federação Mineira de Futebol, as festividades, o troféu em jogo naquela tarde e ganho pelo Palmeiras, a Taça Independência, ficou em exposição na sede da CBD até 1988 quando, numa atitude justa e sensata, foi entregue ao Palmeiras e está lá em sua

populosa Sala de Troféus.

A goleada, 3 a 0, com gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano, está viva na memória de Ademir da Guia, o camisa 10 daquela tarde:

- Até hoje fico pensando naquele jogo. Foi uma homenagem feita pela CBD ao nosso grande time, a Academia do Palmeiras. Os mais jovens precisam sempre saber disso e ter orgulho desse jogo. O Palmeiras um dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar.

Atendendo às determinações da Fifa para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, o Mineirão passou por ampla reforma, tornou-se mais confortável e teve sua capacidade reduzida pra 62.170 mil espectadores.

3 0 BRASIL (PALMEIRAS)

URUGUAI

Data: 07 de setembro de 1965.

Local: Estádio Magalhães Pinto (Mineirão), Belo Horizonte. Árbitro: Eunápio de Queiroz.

Público: 44.984

Renda: Cr$ 49.162.125,00

Brasil (Palmeiras): Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) E Rinaldo (Dario).

Técnico: Filpo Núñez.

Uruguai: Taibo (Bogni); Cincunegui (De Britos), Manicera e Caetano; Nunez (Lorda) e Varela; Franco, Héctor Silva (Virgilio), Salva, Douksas e Esparrago (Morales).

Técnico: Juan Lopez.

Gols: Rinaldo 27 e Tupãzinho 34 do 1º; Germano 29 do 2º.

ACONTECEU EM 1965...

O Brasil está no segundo ano sob regime militar e é presidido pelo general Castello Branco, que assumiu em 15/04/1964 • A população brasileira é de 80,40 milhões de habitantes • Inaugurada a TV Globo, em São Paulo e no Rio de Janeiro • Estreia do programa “Jovem Guarda”, na TV Record • A música “Arrastão”, de Edu Lobo e Vinícius de Moraes, vence o I Festival de MPB, na TV Excelsior • Os Beatles gravam “Yesterday” • Nascem: Adriana Calcanhoto, Ana Paula Padrão, Brooke Shields, Cláudia Ohana, Daniela Mercury, Marcello Antony e Zélia Duncan • Morrem: Haroldo Lobo, Nat King Cole e Winston Churchill.

NASCE O CORINTHIANS UMAVERDADEIRA PAIXÃO

Registra a história que, na noite do dia 1º de setembro de 1910, reuniu-se, sob a luz fraca de um lampião de gás, um grupo de operários que gostava de futebol e havia se encantado com a exibição de um clube inglês chamado Corinthian Football Club em gramados brasileiros. Os operários que conversavam sob a luz daquele lampião, na esquina formada pelas ruas José Paulino e Cônego Martins, eram Anselmo Corrêa, Antônio Pereira, Carlos Silva, Joaquim Ambrósio e Raphael Perrone, que tomaram histórica decisão: criar um time tão bom quanto aquele inglês. Mais oito companheiros foram chamados para a primeira reunião, onde nasceram, também, as primeiras decisões. Antes de mais nada, o nome, claro, tinha que ser inspirado no time inglês e, sem maiores discussões, decidiu-se por Sport Club Corinthians Paulista. Segunda e importante decisão: foi eleito presidente o alfaiate Miguel Battaglia, que definiu os rumos do novo “team”, como se dizia na época:

- Vai ser um time do povo e o povo é quem vai fazer o time.

Estava não só lançada a ideia, como também se lançaram, seus fundadores, ao trabalho.

No dia seguinte, um terreno desocupado na rua José Paulino foi alugado, aplainado e já no dia 14 recebia o primeiro treino. Nos seus primeiros três anos de vida,

ACONTECEU EM 1910...

o novo time disputou jogos na várzea paulista. Foi em 1913 que participou, pela primeira vez, do Campeonato Paulista e terminou em modesto quarto lugar entre cinco participantes.

A luta estava só começando. Isso porque em 1914, com apenas quatro anos de vida, já alcançava o seu primeiro título. E não foi uma conquista qualquer: disputou 10 jogos e venceu todos os 10!

A campanha foi avassaladora: marcou 37 gols e Neco, primeiro grande ídolo, foi o artilheiro da competição com 12 gols.

O título foi alcançado com uma rodada de antecedência, no dia 8 de novembro de 1914.

O histórico time foi este: Aristides, Fúlvio e Casemiro González; Police, Bianco e César Nunes; Américo, Peres, Amílcar, Apparício e Neco. Resultado do jogo: 4 a 0 em cima do Campos Elyseos.

Daí para frente foi um colecionar de títulos e de torcedores.

Torcedores apaixonados e, sobretudo, fiéis, como mostra o fenômeno ocorrido no sofrido período de 1954 até 1977, quando o time ficou sem ganhar títulos.

Em qualquer situação normal, torcedores teriam desistido após tanto tempo submetido a tamanho sofrimento.

Mas, isso não se aplica aos corinthianos, esse bando de loucos, que cresceu no sofrimento e proporcionou espetáculos incríveis como a invasão ao Maracanã, em

1976, quando 70 mil corintianos dividiram o estádio com o Fluminense. E nem era final: foi apenas a semifinal do Brasileirão. Outro fato incrível foi a presença de cerca de 30 mil torcedores lá no outro lado do mundo, em Yokohama, onde o Timão venceu o Chelsea, 1 a 0, gol de Paolo Guerrero, e conquistou seu segundo título mundial.

Façanhas que só os apaixonadamente loucos são capazes de realizar.

CONQUISTAS

Mundial de Clubes 2

Copa Libertadores 1

Recopa Sul-Americana 1

Campeonato Brasileiro 7

Copa do Brasil 3

Supercopa do Brasil 1

Torneio Rio-São Paulo 5

Campeonato Paulista 31

No Brasil, Nilo Peçanha fica na presidência da República até 15/11, sendo substituído pelo marechal Hermes da Fonseca, que venceu o civil Ruy Barbosa nas eleições. Pela primeira vez a população brasileira assistiu a uma verdadeira campanha eleitoral • A população brasileira é de 22,74 milhões de habitantes • Fundado o Sport Club Corinthians Paulista • É criado o Dia dos Pais, nos Estados Unidos • Criado o liquidificador • Nascem: Adoniran Barbosa, Aurélio Buarque de Holanda, Chico Xavier, Custódio Mesquita, Haroldo Lobo, Jacques Custeau, Noel Rosa, Rachel de Queiroz, Rodolfo Mayer, Tancredo Neves e Vadico.

BOLADO BEM a b c D

ACONTECEU EM SETEMBRO, DE A a Z

A

Aniversário, de um dos clubes mais populares do Mundo: Sport Club Corinthians Paulista (01/09/1910)

B

“Brabas” vencem novamente: o Corinthians é Heptacampeão do Brasileirão Feminino (14/09/2025).

CCaio Bonfim, marchador

brasileiro natural de Sobradinho-DF, tornou-se Campeão Mundial no Japão, no último 19 de setembro, na modalidade de 20km.

Dembélé, do PSG, foi eleito, no último dia 22 de setembro, o melhor jogador do mundo na tradicional premiação organizada pela revista France Football, junto ao jornal L’Équipe e à Uefa. O brasileiro Raphinha ficou em quinto lugar.

E

Edílson, o eterno “Capetinha”, natural de Salvador-BA, Campeão Mundial Interclubes pelo Corinthians (2000) e Campeão Mundial pela Seleção (2002), fazendo 54 anos (17/09/1971).

F

Fiori Gigliotti, um dos grandes ícones do nosso radioesportivo, natural de Barra BonitaSP, faria neste mês 97 anos (27/09/1928).

GGrêmio Porto

Alegrense, o glorioso time de Ana Hickmann, Fernanda Lima, Gisele Bündchen, Klebber Toledo, Michel Teló, Vitor Kley e tantos outros, fazendo 122 anos (15/09/1903).

H

Hortência, nossa eterna Rainha do Basquete, Campeã Mundial pela Seleção em 1994, natural de Potirendaba-SP, fazendo 66 anos (23/09/1959).

I

Inauguração

do estádio Governador

Magalhães Pinto, o Mineirão, em Belo Horizonte, no dia 5 de setembro de 1965, com o jogo Seleção Mineira

1 x 0 River Plate. O primeiro gol do estádio foi de Buglê.

J

Joseval Peixoto, outro grande ícone da nossa narração esportiva, natural do Rio de JaneiroRJ, fazendo 87 anos (26/09/1938).

L

Leônidas da Silva, o “Diamante Negro”, um dos maiores atacantes do futebol brasileiro, nascia há exatos 112 anos no Rio de Janeiro (06/09/0913). Ele foi o artilheiro da Copa do Mundo de 1938, com 7 gols.

M

Mário Sérgio

Pontes de Paiva, saudoso craque, técnico e comentarista, natural do Rio de Janeiro-RJ, faria neste mês 75 anos (07/09/1950). Faleceu com 66 anos.

N

Neto, eterno craque do Corinthians e apresentador da Band, natural de Santo Antônio de Posse-SP, fazendo 59 anos (06/09/1966).

OOswaldo Brandão, consagrado técnico brasileiro, nascia há 109 amos em Taquara-RS (18/09/1916). Faleceu em 1989, aos 72 anos.

PPalmeiras, com esse nome, sagrava-se pela primeira vez campeão há 83 anos, derrotando o São Paulo (20/09/1942).

QQuinto lugar.

Foi essa a colocação que o Brasil ficou no final das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1926. Foi a pior colocação da nossa Seleção em toda a sua gloriosa história em Eliminatórias.

RRonald, filho de Milene

Domingues e Ronaldo

Fenômeno, inaugurou, no último dia 17 de setembro, na capital paulista, a sede da Rede Ronaldo, que nasceu com a proposta de se tornar um hub estratégico de esportes, entretenimento e inovação.

SSão Paulo FC conquistava há 32 anos, pela primeira vez, a Recopa Sul-Americana (29/09/1993).

TTênis brasileiro

em festa: Gustavo Kuerten, o Guga, nosso grande campeão, natural de FlorianópolisSC, fazendo 49 anos (10/09/1976).

U

Um dia histórico para o Palmeiras: 7 de setembro de 1965. O Verdão vestia a camisa da Seleção Brasileira para enfrentar a Seleção do Uruguai, pelos festejos da inauguração do Mineirão. E venceu: 3 a 0.

Velloso, um dos grandes goleiros da história do Palmeiras, atualmente atuando como comentarista na Band, natural de ArarasSP, fazendo 57 anos (22/09/1968).

Wanderlei Silva

enfrentou Acelino Popó Freitas no último dia 27 de setembro, no evento Spaten Fight Night 2, em São Paulo. E perdeu. W

X

Xsports, emissora de TV aberta com programação 100% esportiva, tem registrado números expressivos de audiência desde sua estreia. A emissora conquistou mais de 10,7 milhões de telespectadores em seu primeiro mês de operações.

Yago Dora, surfista natural de Curitiba-PR, sagrou-se pela primeira vez, aos 29 anos, Campeão Mundial da WSL.

Zagueiro Mauro

Ramos de Oliveira, natural de Poços de Caldas-MG, Bicampeão Mundial Interclubes pelo Santos (1962 e 1963) e Bicampeão Mundial pela Seleção (1958 e 1962), falecia há 23 anos, aos 72 anos.

BIBLI TECA

Publicado pela Editora Onze Cultural, a obra foi feita pelo jornalista e colunista da PLACAR, Rodolfo Rodrigues, e pelo especialista em escudinhos, Romilson de Lima.

O livro 5.500 Escudos do Mundo Todo, lançado em agosto pela editora Onze Cultural, teve origem num especial da PLACAR de 1988. Naquele ano, a revista, que tinha o jornalista Marcelo Duarte como redator-chefe, fez um encarte, com 192 escudos de clubes do futebol mundial. Quase 20 anos depois, o mesmo Marcelo convidou o jornalista Rodolfo Rodrigues para fazer um livro de escudinhos.

Assim, em 2006, o livro “Escudos dos Times do Mundo Inteiro” foi publicado pela Editora Panda Books e reuniu mais de 2.500 distintivos. O livro contou com o prefácio do jornalista Celso Unzelte, com o título ‘Um Grande Escudeiro’, em alusão ao companheiro de Placar, Rodolfo Rodrigues.

Pouco depois, um colecionador de escudinhos, Romilson Lima, criou um

site chamado Um Grande Escudeiro, e tornou-se referência, com uma coleção impressionante de escudos de clubes, seleções, campeonatos e até de outros esportes.

Em 2025, Rodolfo convidou Romilson para relançar o livro dos escudos, com o desafio de ampliá-lo e contar, literalmente, com escudinhos de times do mundo inteiro. Assim, o novo livro chega com mais 5.500 escudos de clubes e seleções de todos os 211 países filiados à Fifa. Outra novidade que o livro traz é a evolução dos escudos

Novo livro dos

Escudos do Mundo Todo chega com 5.500 distintivos.

dos grandes clubes e aqueles mais populares nos principais países. Todos os escudos chegam acompanhados de uma ficha técnica com o nome completo, data de fundação, cidade e endereço do instagram daqueles que têm seu perfil oficial na rede social.

“Em mais uma obra-prima do Rodolfo Rodrigues e do Romilson de Lima (mais um Ro-Ro de craques brasileiros), temos 5.500 amores únicos. Distintos. Distintivos.”, conta Mauro Beting, que fez o prefácio do livro.

FICHA TÉCNICA

Título: 5.500 Escudos do Mundo Todo

Autores: Rodolfo Rodrigues e Romilson Lima

Editora: Onze Cultural

Páginas: 200

Preço: R$ 82,40 www.amazon.com.br

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