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Gazeta Maiquiniquense

Cartório de Maiquinique fecha as portas!!! Lista dos Multados no TCM Pag. 3

A face do descaso O

nosso município já sofre com a falta de serviços essenciais à população, tais como, mau fornecimento de água nos novos bairros , ruas esburacadas, falta de assistência jurídica em nossa cidade, falta de um órgão para emissão de documentos de identidade, título eleitoral, dentre outros. Enfim, problemas que vão do transporte escolar a precária situação do cemitério. Mas agora o descaso atingiu o seu extremo. O cartório de nossa cidade acaba de fechar as portas, e deixar a população sem nenhuma a ssi stênc ia ca rtorial. Segundo o tabelionato a falta de serviços cartoriais em nosso município irá afetar profundamente a vida da comunidade, pois, “É por meio da certidão de nascimento que a criança pode ser matriculada na escola. Sem esse documento não há como ter acesso aos demais documentos e benefícios sociais, como aposentadoria e o programa Bolsa Família.” Como o próprio tabelião afirma, é a partir do registro de nascimento que o cidadão pode ser atendido em hospitais e postos de saúde. É por meio da certidão de nascimento que a criança será matriculada na escola. Sem esse documento torna-se inviável o

Volume 6 edição 6 23 de fevereiro de 2010 por: Rafael de Jesus

acesso aos demais documentos e benefícios sociais, (aposentadoria e o programa Bolsa Família). Os assuntos referentes ao cartório, que aqui em nossa cidade já eram difíceis de serem resolvidos, agora terão que ser resolvidos em Macaraní. Ou seja, novamente nos tornamos dependentes da cidade de Macaraní para resolver os serviços mais elementares do nosso dia a dia. Em 16 de Julho de 1962, Maiquinique conseguiu sua emancipação política de Macaraní. Quase 48 anos depois, ainda nos vemos presos a Macaraní, por conta da fraqueza, do comodismo e da falta de respeito dos nossos governantes, que parecem ser surdos mudos e cegos diante de um fato tão absurdo! Sabemos sim que os serviços cartoriais são de responsabilidade do Estado. Mas também sabemos que se em Maiquinique houvesse liderança política, ainda mais em ano eleitoral, o Estado pensaria duas vezes antes de fechar o cartório. Ou do contrário, bastava que o município e o Estado entrassem em acordo mútuo para que o cartório continuasse a servir a população em nossa cidade. Portanto, caros leitores, há uma diferença enorme entre governar e LIDERAR. Em função da forma como o tema tem sido tratado pela prefeitura, a população espera que o poder público de nossa cidade reveja sua postura, que ao que parece é de neutralidade diante do assunto, e dê o devido respeito aos cidadãos Maiquiniquenses, trabalhando para trazer de volta os serviços cartoriais para a nossa, carente, cidade. A POPULAÇÃO AGRADECE.

Raio-x das (lideranças?) políticas de nossa cidade

P articipando

da campanha ficha limpa, o Gazeta trabalhará para formar um grupo de combate a corrupção em nossa cidade, que acontecendo na obscuridade, e as vezes até ás vistas da população mesmo, começa a se tornar um mal crônico na política de Maiquinique. Na página 3 desta edição, você poderá conferir a lista dos políticos e funcionários públicos que foram multados (processados) pelo TCM, (Tribunal de Conta dos Municípios) e assim ter uma maior consciência po-

lítico-eleitoral, e do papel importante que você têm que desempenhar para inibirmos esse tipo de atitude dos nossos governantes. Nesta edição: Mais informações consulte no site da prefeitura de A face do descaso 1 Maiquinique, o diário oficial nº 251 de 12/01/2010. 1 Raio-x Lá você verá, na íntegra, o 2 parecer prévio do TCM. Concurso público Mas vale sempre lembrar que, aquele que rouba um Uma aula de cidadania 2 e 3 real, rouba mil, rouba um 3 milhão. Tudo é uma O Raio-x 4 questão de oportunida- Crônica do leitor des.


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GAZETA MAIQUINIQUENS E

Até que enfim, o concurso! Na

edição do diário oficial da prefeitura de Maiquinique (edição nº 257 de 5/2/2010), disponível no site da prefeitura, consta de um TERMO DE AJUSTE DE CONDUTA. Que diz, dentre outras coisas que “... Fica convencionado o prazo de 90 (noventa) dias para o Chefe do Poder Executivo Municipal enviar, EM REGIME DE URGÊNCIA, Projeto de Lei específico prevendo as hipóteses de contratação por tempo determinado, atentando -se para os pressupostos constitucionais da necessidade temporária de excepcional interesse público, inclusive com a previsão de realização de processo seletivo simplificado

entre todos os candidatos inscritos, bem como Projeto de Lei, também em REGIME DE URGÊNCIA, para criação de cargos que permitam a substituição de todos os temporários contratados ou mantidos irregularmente na prestação de serviços ao Município mediante a realização de concurso público.” Ou seja, a prefeitura não poderá mais adiar o já tão esperado concurso público. O termo de Ajuste de Conduta diz ainda que a prefeitura assume as seguintes obrigação: Não contratar e nem manter contratado qualquer trabalhador em seu quadro de pessoal em desacordo com a regra do prévio concurso público. O que vem a ser uma ótima oportunidade para nossos cidadãos, que poderão competir por uma vaga em algum órgão público de forma justa e coerente, e não por meio de troca de favores ou nepotismo, que tanto indigna nossos populares. Agora é só tirar os livros da estante, e começar a estudar, pois dentro de 3 meses, no máximo, poderá sair o edital do concurso.

Uma aula de Cidadania O que fazer com as Garrafas PET? Essa é uma pergunta que muita gente têm feito. Pensando nisso o Gazeta trás para os leitores uma história incrível de cidadania, e esforço em prol do meio ambiente. Transformando o que para muitos é lixo, o professor Ivan, 33 anos, criou seu próprio maquinário e uma técnica exclusiva para produzir vassouras de garrafas PET. A criatividade do professor (inventor) está transformando um problema ambiental em solução que poderá gerar emprego e renda para várias famílias, além de sua enorme contribuição para a limpeza do meio ambiente. Na sala de sua casa ele montou uma pequena cooperativa (já podemos chamá-la assim), de vassouras ecológicas confeccionadas a partir de garrafas PET. Para tornar sua idéia possível, ele usou o conhecimento adquirido com vários anos de trabalho dedicado a marcenaria, fabricação de móveis e brinquedos, daí então, desenhou e montou suas engenhocas de madeiras que foram responsáveis pelos primeiros fios de plástico dando origem as vassouras ecológicas. Hoje, Ivan ainda espera por uma maior conscientização da sociedade, e pensa ainda em aumentar a produção, que hoje é feita somente por encomendas. Ele já conseguiu vender algumas de suas vassouras, que obteve excelente aceitação e aprovação dos seus compradores. QUANDO SURGIU A IDÉIA. A idéia surgiu quando Ivan juntamente com alguns colegas professores, organizou a semana do Meio Ambiente em nossa cidade em 5 de junho de 2009. “a iniciativa surgiu a partir do dia 5 de junho de 2009, com a programação que houve no Colégio Altair Almei-

por: Rafael de Jesus

por: Rafael de Jesus*

da Meira, onde eu sou professor, durante os trabalhos da Semana do meio ambiente. Quando finalizamos os trabalhos da semana do meio ambiente, nós pegamos dois alunos e começamos a trabalhar com reciclagem na escola, e principalmente da nossa cidade”. Daí a gente conseguiu um espaço, onde era a cesta do povo, para guardar o nosso material, além disso, tivemos a ajuda de um amigo meu, Capixaba, que nos deu apóio, cedendo alguns materiais...”, narra o Professor. Como um verdadeiro cientista, ele foi realizando pesquisas e observando o destino que era dado a essas garrafas, a quantidade consumida em nosso município por mês e o destino destas no nosso meio ambiente. Observou que era possível extrair um fio das garrafas de PET e com isso confeccionar sonhos. Foi então que surgiu a idéia da vassoura. “...descobri, A primeira peça foi usada por um por exemplo, pecuarista da região, que aprovou a que em nosso resistência e a durabilidade do pro- município são consumidas duto. mais de 1600 “Eu mesmo montei minhas máqui- garrafas pet nas de acordo com as idéias que vi por semana...” na internet e na TV... Cada dia eu encontrava uma maneira mais rápida e prática para desfiar a garrafa e puxar o fio da pet. No início eu fiz algumas pesquisas a respeito da quantidade de garrafas que eram consumidas em nossa cidade, e descobri, por exemplo, que em nosso município são consumidas mais de 1600 garrafas pet por semana... Minha meta é produzir de 100 a 120 vassouras por mês, cada vassoura, utiliza em média 14 ou 17 garrafas pet, dependendo do formato...” * Com a colaboração de Nicolas Ferreira


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Ainda na primeira fase, a fábrica possui uma máquina, querem ajudar pelo interesse político... A durabilidade confeccionada pelo próprio Ivan, com madeiras e algu- dessas vassouras pode chegar a cinco vezes mais que as mas sucatas, que funcionam manualmente. Hoje Ivan vassouras de piaçava... A falta de apóio e incentivo dos lamenta não ter um pouco mais de tempo para trabalhar órgãos públicos, não só dificultam, como também inina sua cooperativa e conta ainda que, não teve apóio de bem a criação de outras cooperativas como esta...” nenhuma associação, ou órgão Além do projeto de reciclagem e confecção de vassouras “...O que atrapa- público para a implantação de sua a partir de garrafas pet, o Prolha o surgimento cooperativa, o fessor Ivan tem vários outros de projetos como que acaba difiprojetos ambientais. Alguns de cultando o traeste é a falta de imensa importância, como por balho do profesapóio dos podeexemplo; a questão da nascenres públicos, pois sor, que sonha te do nosso rio (Rio Maiquinium dia poder estes só querem que) que está morrendo! Ivan, ajudar pelo inte- gerar mais emjuntamente com várias outras prego e renda resse político...” pessoas, fundou uma associapara mais pessoINFORMAÇÃO. TODOS PRECISAMOS DELA. ção, a qual, visa angariar funas. Ivan diz aindos para poder comprar a faida que, apesar da falta de apóio e de xa de terra que circunda a nasincentivo dos órgãos públicos, ele vai cente do rio, a fim de refloresO professor e ambientalista Ivan. continuar com a cooperativa. tar a área e assim preservar a COM A PALAVRA, O PROFESSOR: frágil nascente. Mas como ele próprio disse acima, o tra“Isso aqui prá mim é uma terapia... Trabalho com mar- balho torna-se imensamente difícil, devido a falta de incenaria desde pequeno, e é isso que gosto de fazer... É teresse do poder público em preservar nosso rio. muito bom trabalhar nesse projeto... Estou criando algo Assista ao vídeo completo dessa reportagem, no útil... O que atrapalha o surgimento de projetos como blog do Gazeta! Maiquiniquevista.blogspot.com este é a falta de apóio dos poderes públicos, pois estes só

Raio-x dos nossos políticos, campanha ficha limpa!

Essa

é a lista dos indivíduos que formam o corpo político de nossa cidade, e que foram multados (processados) pelo TCM. Essa lista foi divulgada no diário oficial do município no dia 12 de janeiro de 2010. alguns destes processos já estão em execução fiscal. E esse dinheiro tem que ser devolvido aos cofres públicos. Mas será que isso aconteceu? Nós fiscalizaremos.


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Crônica do Leitor

O Progresso invisível Nossa cidade vem crescendo muito nestes últimos anos. Um crescimento que nos coloca em destaque no pólo microrregional de Itapetinga e adjacentes, além de nos fortalecer economicamente. Mas muitos Maiquiniquenses se perguntam; “De que adianta crescer tanto, progredir tanto, se não “Nosso hos- temos sustenpital não tação para esse consta de ne- crescimento, se nhum telefone o nosso modeem sua emer- lo administratigência, ou em vo se encontra qualquer dos tão antiquado seus outros e tão ultrapassetores” sado”? Podemos tomar como exemplo inicial o nosso sistema de saúde, ou em especial, o nosso hospital. É bem verdade que o hospital foi ampliado, o número de profissionais também, o atendimento melhorado, mas, porém, existe ainda uma carência de certos serviços que são prioritários. Por exemplo; um serviço de disque emergência ou o “192”, que já existe na maioria das cidades circunvizinhas. Nosso hospital não consta de nenhum telefone em sua emergência, ou em qualquer dos seus outros setores. Consta apenas de um telefone público á sua entrada que, hora pode, hora não pode receber ligações, pois, telefone público em Maiquinique que funcione é uma raridade. E isso acaba se tornando inaceitável, pois, quando se trata da saúde e do bem estar de uma pessoa, cada minuto é precioso. Ainda no hospital encontramos outras deficiências; As ambulâncias, e a ausência de uma máquina de raios-X e ultra-som No que diz respeito às ambulâncias, estas se encontram em situações precárias, e muitas vezes oferecem um serviço pouco eficiente. No que se refere às máquinas de raios-X e ultra-som, já está mais do que na hora de nosso hospital nos oferecer esse serviço, pois, é grande a demanda pelos mesmos em nossa cidade. Saindo um pouco da saúde e passando para a segurança pública, notamos outra série de deficiências. Nossas ruas estão totalmente desprotegidas! A Guarda Municipal simplesmente não existe. Roubos e furtos que poderiam simplesmente ser evitados pela pre-

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por: Anônimo*

sença da Guarda Municipal, continuam a acontecer, e nós, os comerciantes e cidadãos de Maiquinique é que pagamos o preço. Tivemos um aumento no número de policiais, e um melhor lugar para o alojamento desses profissionais. A eles também foi deixado à disposição um veículo para que se pudesse trabalhar e fazer a ronda habitual, pois o antigo veículo da polícia já se encontrava inutilizado. Mas daí eu lhes pergunto; onde está a polícia a partir das 23 horas? Além do mais, precisamos de um serviço de disque denúncia, ou “190” que também já existe na maioria das cidades circunvizinhas, mas em Maiquinique nunca existiu. Este serviço também é essencial para uma maior segurança dos cidadãos, além de ser mais rápido prático e fácil de utilizar. Em Maiquinique se um cidadão presencia um ato de infração, uma briga, ou até mesmo uma tentativa de assassinato, tem que sair às pressas correndo para comunicar a polícia, e isto é totalmente inaceitável. Passando agora para a área de limpeza pública, vimos no ano passado (como fora publicado na edição anterior do Gazeta), diversas campanhas da prefeitura conscientizando a população para que não jogue lixo ás ruas e que mantenham a cidade limpa. Muito bonita essa iniciativa da prefeitura e das secretarias, mas para que se possa jogar o lixo no lixo é necessário que haja lixeiras nas nossas praças e avenidas. Não que por isso o cidadão deva jogar lixo nas ruas, de maneira alguma. Mas o fato de a lixeira estar ali presente a cada passo que ele der o ajuda a ter mais consciência do seu papel em manter a cidade limpa. Assim pedimos um compromisso maior do nosso “Governo Participativo”. Pois isso tudo citado acima faz parte de um quadro de necessidade que a muito o povo espera que sejam atendidas.

VAMOS PARTICIPAR AÍ GOVERNO PARTICIPATIVO! * A pedido do leitor, que não quis se

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