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Setembro | 2011

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95 Ano ii

Tio da Casquinha

sumiu, mas deixou herdeiro

Guarda-chuvas

Chuvisco

encaram o temporal chinês

Roberto

Hunoff Caxias deve fechar 2011 com 8,6 mil novas empresas

O cenário construído pelo

PATRIMÔNIO

Caxias em Cena

LÍQUIDO

entre planos e problemas Maurício Concatto/O Caxiense

Um Mercado Público, um centro comercial, uma sede para a universidade estadual... As ideias para o futuro do prédio da Maesa, a ser desocupado pela Voges até 2013, esbarram em um problema. O tamanho dele: R$ 80 milhões. Este é o valor mínimo do complexo da antiga fundição, segundo a Procuradoria Geral do Estado, que não está disposta a abrir mão dele

Palavro,

R$ 2,50


Índice

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Roberto Hunoff | 4 Economia caxiense cresce ao ritmo de 721 novas empresas por mês O Caxiense entrevista | 5 Gelson Palavro fala sobre planos, polêmicas e problemas da Festa da Uva Patrimônio | 7 Não faltam ideias sobre o que fazer com a Maesa. O que falta é dinheiro Personagem | 10 O Tio da Casquinha repassa o folclórico ofício a um herdeiro Caxias em cena | 12 O público caxiense sempre aplaude de pé. Desta vez, com razão Negócios | 14 Chuvisco x China na guerra dos guarda-chuvas HQCX | 15 Último ato com uma nova versão Guia de Cultura | 16 Última semana para ter que escolher que peça assistir no sábado à noite Artes | 19 Talentos caxienses em leilão beneficente Dupla CA-JU | 20 Por que o Mirassol deve mesmo se reforçar para enfrentar o Ju Guia de Esportes | 21 Clássico caxiense com bola oval Boa Gente + Top 5 | 22 Um veterano no Jogo pela Vida, uma jovem artista e as coisas mais legais da Comic Con Renato Henrichs | 23 Sucesso do Dia Sem Carro mostra o óbvio: a solução para o trânsito embarca no ônibus

Expediente

Redação: Camila Cardoso Boff, Carol De Barba, Felipe Boff (editor), Gesiele Lordes (estagiária), Jaisson Valim (editor), Janine Stecanella, José Eduardo Coutelle, Luciana Lain, Marcelo Aramis (editor), Maurício Concatto, Paula Sperb (editora), Renato Henrichs, Roberto Hunoff, Robin Siteneski e Vagner Espeiorin (estagiário) Comercial: Pita Loss Circulação/Assinaturas: Tatyany Rodrigues de Oliveira Administrativo: Luiz Antônio Boff Impressão: Correio do Povo

Assine

Para assinar, acesse www.ocaxiense.com.br/assinaturas, ligue 3027-5538 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h) ou mande um e-mail para assine@ocaxiense.com.br. Trimestral: R$ 30 | Semestral: R$ 60 | Anual: 2x de R$ 60 ou 1x de R$ 120

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O Caxiense

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Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

A Semana | 3 As notícias que foram destaque no site O Caxiense faz reportagens que fogem do senso comum. O único jornal com coragem pra abordar a verdadeira história farroupilha.

Matheus A. Perozzo

@karinarath CHEGA DESSE ASSUNTO CHATO #protestodasembaixatrizes

@mmocelin fantástica a edição desse fim de semana. Devorei! Parabéns pelas matérias sobre a Revolução, Paulo Gargioni e Top 5 arq. caxiense. #edição94 @_Rogi_ Estou com @ocaxiense em mãos, e com MEDO, MUITO MEDO de abrir. #edição94 @_LeoBianchi_ Parabéns ao jornal @ocaxiense pela Ed.94 e a entrevista com o escritor Juremir Machado da Silva. Isso é História, não mitologia... #ocaxienseentrevista @pedroffr Parabéns ao @ocaxiense pela matéria desconstruindo os mitos da Revolução Farroupilha. Um contraponto há muito mais do que necessário. #ocaxienseentrevista @danieldalsoto Edição 94 do jornal @ocaxiense é uma verdadeira aula de história sobre a Revolução Farroupilha. Vale a leitura. #ocaxienseentrevista @lucas_caregnato parafraseio o @claitonstumpf no elogio ao jornal @ocaxiense pela ótima matéria com Juremir Machado! Parabéns! Jornalismo responsável e ousado! @tebaldidavic_ O Caxiense > Folha de S. Paulo #RSmelhoremtudo #20desetembro

@vedzza @ocaxiense > @nytimes #RSmelhoremtudo #20desetembro

Erramos | É de Acácio de Geórgia, e não de Cláudio B. Carlos, o Hino Farroupilha publicado na seção de Artes da última edição. Pedimos desculpas ao autor e republicamos o poema, com o crédito correto, nesta edição (leia na página 19). | O prédio da Livraria Saldanha, escolhido entre os de maior importância histórica para Caxias do Sul no TOP 5 do arquiteto Roberto Filippini, foi construído no final dos anos 1920, e não na década de 1910, como informou a coluna. E as figuras humanas da fachada do Theatro Central estão seminuas, e não nuas. No entanto, são suficientemente descobertas para ter causado polêmica na época da inauguração do prédio.

Semanalmente nas bancas, diariamente na internet.


A Semana

Maurício Concatto/O Caxiense

editada por Jaisson Valim | jaisson.valim@ocaxiense.com.br

Soberanas fizeram a primeira prova oficial dos trajes que usarão a partir de outubro na divulgação da Festa da Uva do próximo ano

SEGUNDA | 19.set O drama de ser vítima de sequestro relâmpago

Os números dão a dimensão do drama. Só em agosto, a Brigada Militar registrou pelo menos cinco sequestros relâmpagos – mais do que o dobro do mesmo mês do ano passado e o equivalente a 1/4 do total do ano. Nada é mais eloquente, porém, do que o depoimento de uma das vítimas. Por 30 minutos, um vendedor de 42 anos passou na mira do revólver de um assaltante, que só o deixou escapar quando ele implorou pela vida. “Eu ainda sinto o cheiro do vagabundo. Sujeira, suor. Parece que tinha saído de um buraco”, relembra.

mento Farroupilha, que funcionou durante duas semanas nos Pavilhões da Festa da Uva, começou a ser desmontada durante a tarde depois de uma série de atividades que exaltaram o orgulho gaúcho. O feriado teve as finais de provas campeiras e show de Luiz Marenco. O auge ocorreu dois antes, na Rua Sinimbu. Um total de 2 mil participantes levou para o Centro as raízes no desfile temático. Foram cinco blocos e oito quadros temáticos que mostraram desde os bugres, os primeiros habitantes de Caxias, até a industrialização, passando pelo encontro entre italianos e gaúchos.

fizeram a primeira prova do figurino oficial para alimentar uma curiosa ansiedade: como serão os vestidos que elas usarão até o fim do evento? A resposta só virá na metade de outubro, conforme previsão dos organizadores do evento. Até lá, a costureira Maria Ilse Adami manterá o trabalho que se iniciou há mais de um mês. Foi ela quem desenhou os figurinos.

QUINTA | 22.set Licitação prevê 15 novos vigias eletrônicos na cidade

Se o planos da Secretaria Municipal de Segurança Pública sair do papel, Caxias do Sul contará, QUARTA | 21.set às vésperas da Festa da Uva, em fevereiro, com 53 câmeras de moA expectativa para os TERÇA | 20.set nitoramento nas ruas. Para chegar vestidos das soberanas a esse número, o Município abriu Desfile farroupilha lembra A rainha da Festa da Uva 2012, licitação para a instalação de 15 as raízes de Caxias do Sul Roberta Toscan, e as princesas, novos equipamentos, num invesA cidade chamada Acampa- Aline Casagrande e Kelin Zanette, timento de R$ 352 mil, divididos

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com o Estado. Para dar conta do avanço na vigilância eletrônica, o Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) passará por reforma.

SEXTA | 23.set Greve ameaça paralisar os serviços bancários É bom antecipar todos os serviços bancários para esta segundafeira (26). Em assembleia, funcionários de banco de Caxias do Sul e região aprovaram o início de greve por tempo indeterminado a partir de terça-feira (27) – a confirmação da paralisação ainda depende de uma nova rodada de negociação. A Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ofereceu reajuste de 7,8%, quase a metade do que os bancários reivindicam (12,8%). Eles ainda pedem maior participação nos lucros e aumento nas contratações.

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O Caxiense

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Roberto Hunoff roberto.hunoff@ocaxiense.com.br

Numa só tacada a Mercedes-Benz do Brasil modificou integralmente a sua linha de caminhões, de chassi de ônibus e a van Sprinter. Todos os veículos têm como diferencial a incorporação da tecnologia BlueTec 5, em uso desde 2005 em vários países, que atende à nova legislação de emissões que irá vigorar a partir de janeiro de 2012. Por conta dessa inovação e de outras novidades os produtos da montadora alemã sofrerão reajustes de 6% a 10%. Segundo o presidente Jörgen Ziegler, a montadora investirá R$ 1,5 bilhão nesta sua nova fase, que inclui aumento da capacidade de produção de 65 mil para 75 mil unidades ao ano em São Bernardo do Campo, e início de atividades, em janeiro próximo, da fábrica de Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde se concentrará a montagem dos modelos extra pesado Axor e do leve Accelo.

8,6 mil

Incentivo

novas empresas Se até dezembro for mantida a média mensal apurada até agosto, Caxias do Sul fechará o ano com a abertura de aproximadamente 8,6 mil novas empresas, representando incremento de 11% sobre os números consolidados em 2010. Até agosto a Secretaria Municipal do Urbanismo liberou 5.770 alvarás para o início de atividades empresariais, com média de 721 por mês. No mesmo período do ano passado haviam sido 4,9 mil alvarás e média de 613. Uma das metas do secretá-

rio Francisco Spiandorello é detalhar estes números por segmento e a localização das empresas para subsidiar estratégias de desenvolvimento da prefeitura. O titular da pasta calcula que, considerando as empresas inativas, mas que ainda não foram baixadas no sistema do Município, Caxias do Sul tem hoje perto de 43 mil pessoas jurídicas em atividade. Elas são responsáveis, pelos dados do Ministério do Trabalho, por quase 172 mil empregos formais. Divulgação/O Caxiense

Renovação total

Certificação

A Endoson Serviço de Diagnóstico por Imagem acaba de conquistar a norma ISO 9001:2008 que certifica a excelência nos serviços de exames de ultrassonografia geral e na área de ginecologia, obstetrícia e medicina fetal. Com 15 anos de atuação, a clínica é uma das mais completas da região em diagnóstico por imagem.

Varejo em debate

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Caxias promove no domingo (25) a 2ª Jornada do Varejo no Teatro da UCS. O evento terá palestras sobre atendimento, qualidade no setor e tendências para o comércio, além da apresentação de esquetes teatrais que ilustrarão a importância da boa gestão. Na primeira edição a atividade reuniu 500 comerciantes da cidade.

Marketing

O Caxiense

A cidade tem nova opção gastronômica, que foge dos conceitos tradicionais. O Bombora, em funcionamento na Rua Feijó Júnior, traz em seu cardápio mais de 40 tipos de

espetinhos, elaborados com diferentes carnes e também com frutas cobertas por chocolate. Ainda oferece porções de camarão e bolinhos variados.

Turismo

Com a presença da secretaria de turismo do Estado, Abgail Pereira, a 2ª Semana Municipal do Turismo terá início na segunda-feira (26). A programação de abertura ocorrerá na reunião-almoço da CIC, onde a

secretaria falará sobre a importância do fomento para a promoção do turismo. As atividades se estendem até 2 de outubro sempre com a temática A segmentação no mercado e a comunicação no turismo.

Ameaça chinesa

A Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil, seção Rio Grande do Sul, recebe até o dia 30 de setembro inscrições de empresas para o 29º Prêmio Top de Marketing. A premiação se dá em 26 categorias divididas por segmento de mercado e em três premiações especiais. A cerimônia de entrega será no dia 24 de novembro, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre.

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Proposta diferente

A Associação do Aço do Rio Grande do Sul apresentou estudo que avalia as causas e consequências do processo de desindustrialização do setor. O presidente da entidade, José Antonio Fernandes Martins, sustenta que a concorrência chinesa e de outros países asiáticos é a principal responsável pelo problema, devido aos seus menores custos tributários, cambiais e trabalhistas. Alerta que agora a situação está se

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agravando ainda mais em razão do procedimento da triangulação, através do qual empresas chinesas estão instalando montadoras no Mercosul. Segundo ele, os produtos são montados no Uruguai a partir de componentes importados da China. Sem checagem rigorosa do certificado de origem, esses artigos ingressam como produtos do Mercosul e são exportados para o Brasil sem imposto de importação.

Encerra-se na sexta-feira (30) o prazo de inscrições ao Prêmio Jovem Talento, uma iniciativa da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Emprego, CDL Jovem, CIC Jovem e Sindilojas Jovem. A premiação objetiva incentivar, valorizar e reconhecer jovens empreendedores da cidade. Haverá premiação para quatro categorias: indústria, comércio, serviços e agronegócio e menção honrosa a uma personalidade reconhecida no município por seu papel de estímulo ao empreendedorismo.

Curtas

A Gollden Food Alimentos assumiu a responsabilidade de administrar o novo restaurante da Arke, indústria que atua no ramo de equipamentos para gastronomia. A Eko Ambientes, franquia da Multimóveis, empresa de Bento Gonçalves, foi reinaugurada em Caxias do Sul. O empresário Luis Maia também oferece uma linha de louças, metais para banho, lavabos e coifas de marcas italianas que chegam com exclusividade ao Brasil e América do Sul. A CIC de Caxias do Sul programou para segunda-feira (26), a partir das 19h, nova edição do Seminário de Boas Práticas. O tema do evento será Ativos intangíveis na estratégia da organização. O CIC de Bento Gonçalves receberá o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Heitor José Müller, na segundafeira (26). Ele falará sobre A agenda de desafios do empresariado. A Diretoria de Economia, Finanças e Estatística da CIC de Caxias do Sul promoverá na terça-feira (27), o evento CIC Debate – Fórum de Economia. Das 17h às 19h30 serão analisados temas como conjuntura econômica, cenários macroeconômicos, mercado de trabalho, sistema financeiro, crédito, inadimplência e desindustrialização do Brasil, entre outros. Na sexta-feira (30), na CIC de Caxias, ocorre o VI Seminário Sinduscon de Direito Imobiliário. Haverá quatro palestras, dentre elas uma sobre terceirização na construção civil. O ministro Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, do Superior Tribunal de Justiça, será um dos palestrantes.

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Maurício Concatto/O Caxiense

O Caxiense entrevista

“GOSTARÍAMOS

QUE TODAS

PARTICIPASSEM”

Gelson Palavro acredita que a reclamação judicial das embaixatrizes pode ter comprometido um pouco a imagem da Festa da Uva, mas não vai “criar um problema maior”

Presidente da Comissão Comunitária acha que o sistema de diversos júris pode ter causado dúvidas nas candidatas a rainha e princesas

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por CAROL DE BARBA caroldebarba@ocaxiense.com.br

Ele acredita que, se nós conseguirmos fazer esse projeto o mais breve possível, e enviarmos o mais tardar no fim deste mês, o presidente da Embratur, que está com visita agendada para Caxias no dia 18 de novembro, já deve vir com a aprovação. Pelo que a gente viu inicialmente, a Embratur somente apoia iniciativas onde a atuação do evento tenha uma abrangência internacional, ou seja, temos que fazer um projeto de investimento para divulgação da Festa em nível internacional. Tanto em eventos quanto em veículos de comunicação, pode ser no Mercosul ou em outros países, em viagens que a gente possa vir a fazer com uma comitiva divulgando em cidades, em países como a Itália, que seria muito propício agora se nós conseguíssemos isso (2011 é o Ano da Itália no Brasil). Mas isso a gente só falou rapidamente com a assessoria do deputado e devemos nos reunir essa semana, pegando mais informações de como a gente pode fazer e montar o projeto.

pesar do modernoso paletó preto com mescla de brilho, o presidente da Comissão Comunitária da Festa da Uva, Gelson Palavro, tem a marca da tradição caxiense na maneira de administrar. Palavro tem o pulso firme, não se acomoda atrás do cargo e nunca duvidou nem pestanejou para enfrentar o volume de trabalho na reta final dos preparativos para a maior festa de Caxias do Sul, ao lado de sua fiel escudeira, a esposa Gladis. Ele não esperava, porém, justamente no ano em que a festa se faz mais comunitária do que nunca – a coroa, o carro das soberanas, a música e até a agência de publicidade foram escolhidos através de concursos –, enfrentar ainda o desgaste de uma ação judicial movida pelas embaixatrizes. Em entrevista a O Caxiense, Gelson falou “dessa questão” – evitando a expressão “divulgar as notas”, como se apenas as palavras pudessem provocar um tsunami – e do que mais lhe preocupa nesse momento: realizar Quanto custará esta edição da a Festa da Uva 2012. Festa da Uva? Nós imaginamos um orçamento Como foi o pedido de verba (R$ de R$ 11 milhões a R$ 12 milhões. 500 mil) à Embratur? Acredito que ela deve ficar com O deputado Assis Melo (PC do valores menores que o ano passaB) entrou em contato com a gente do, se nós tirarmos os investimenpara saber se ele podia fazer uma tos em infraestrutura. Na festa intermediação, ou seja, chegar em passada foram investidos quase algumas empresas ou entidades do R$ 3 milhões só em infraestrutura governo e tentar audiências para no parque. Este ano, ainda temos solicitar verba para a Festa da Uva. melhorias para fazer, porém são A gente ficou muito feliz com essa menores do que em 2010. atitude dele, que se colocou à nossa disposição. Aliás, ele acabou de Que melhorias são essas? me ligar (na tarde de quinta-feira, Já instalamos e já estão funcio23) dizendo que foi muito feliz nando os climatizadores no Panas colocações junto à Embratur. vilhão 2, então a questão térmica

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desse ambiente já não vai mais participou, trouxe desenhos, suexistir. Nós temos que fazer alguns gestões, é isso que a gente quer, um reforços na questão da estrutura envolvimento maior da comunimetálica do Pavilhão 1 também, dade. Sentir que eles estejam mais que iniciaremos no mais tardar em participantes do evento como um outubro. De obras maiores, é isso. todo, não só vir aqui no parque E tem mais a questão de portões pagar o ingresso ou ir lá no Cenque a gente está aumentando, am- tro ver o desfile. Esse é o objetivo pliando a saída do principal. portão 2, colocando uma cobertura na “Queríamos, E as mudanças nos principal entrada do sem dúvida, ter corsos alegóricos? portão 1, para abri- uma atração Serão oito desfigar da chuva pesso- internacional (no les noturnos, onde as que vão passar ali a questão da ilumipelo acesso do esta- evento de 2012). nação vai ser muito cionamento princi- Mas são custos forte. que, para a Festa pal. O investimento da Uva, ficariam E a relação com a muito altos” maior será na iluItália, teremos alminação, então? guma atração artísÉ, até por que, ele tica fruto desse contato? sendo noturno, tem que ter um Isso foram hipóteses que foram atrativo. E há uma mudança no levantadas, de alguns artistas de corso em si. Em vez de 12 carros renome internacional que viriam devemos ter apenas quatro ou cinao Brasil neste ano Itália-Brasil. co. As demais apresentações serão Porém, existe a dificuldade de móveis, em que as pessoas irão trazê-los para Caxias no perío- empurrando determinado objeto do em que acontece a festa. Não para compôr uma alegoria, uma se descartou a possibilidade, mas imagem de alguma igreja, um peainda estamos fazendo contatos. queno município, capela, enfim. Estamos buscando ainda os nos- O trajeto também encurtou duas sos shows nacionais. Queríamos, quadras, mas eram quadras que sem dúvida, ter uma atração inter- tinham muito pouca participação nacional. Mas a gente viu que são e visualização das pessoas. Então, custos que, para a Festa da Uva, a gente optou por reduzir para ficariam muito altos. concentrar um número maior de espectadores e também pela quesNesta edição a Festa da Uva pro- tão do trânsito, para não causar moveu concursos para escolher a um problema maior para a cidade agência de publicidade, a coroa, quando se faz esses desfiles. Para a música e o carro alegórico das as pessoas que vão participar tamsoberanas. Qual o objetivo disso? bém é muito mais fácil à noite do É uma maneira de envolver mais que no meio da tarde ter que se a comunidade e dela se sentir res- ausentar dos seus trabalhos para ponsabilizada junto com a comis- estar no desfile. E também o dessão da Festa da Uva. A população file noturno é muito mais bonito. 24 a 30 de setembro de 2011

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Quem já viu sabe. Eu fiquei encantado com o de Gramado (Natal Luz), principalmente o que a gente viu lá no ano passado. Achamos um desfile fantástico. Há alguns anos falou-se em mudar o local do corso. É uma discussão que pode ser revista? Não nesta gestão. Já afinamos com toda a comissão que vamos continuar fazendo na Sinimbu. Existiam ideias de fazer lá na Plácido de Castro, outras de fazer na Perimetral, mas todas elas foram descartadas. Até porque a gente quer que tenha uma participação grande da comunidade. Além disso, vai ser um desfile, como a gente falou, que vai procurar impactar o menos possível na questão do trânsito. Qual é o sentido da Feira Agroindustrial da Festa da Uva hoje? Ela se iniciou lá em 1931, como uma apresentação da indústria voltada para a área vinícola. Começou a se expandir e aumentar em função do polo metalúrgico, e a abrir para outras atividades de indústria e de varejo de Caxias. Nós não queremos fazer mais só aquela parte onde tem o comércio de utilidades em geral. Queremos atividades da festa envolvidas no meio. Ou seja, tu não vai entrar num corredor onde vai ter só

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vendedor, expositor. Nós vamos ter entre um expositor e outro 12 metros (no corredor entre os estandes), onde haverá um espaço para interatividade, exposição com artigos como utensílios da história, palco com apresentação cultural, um palco com apresentação das nossas embaixatrizes, que vão estar desfilando, interagindo com o público. São essas coisas que a gente quer trazer de novo para o Pavilhão 2. Também teremos o dobro de locais de distribuição de uva, em torno de 10 pontos.

ma delas pessoalmente sobre esses eventos. A gente achou melhor deixar essa situação acontecer para depois ter um posicionamento. Não sei se a gente vai falar direto com elas ou através das entidades. Qual argumento a Festa usará se a Justiça exigir que as notas sejam mostradas? Ora, vamos acatar a decisão da justiça. Não somos nós que vamos dizer como fazer.

acredito que a próxima comissão que será montada vai avaliar bem e vai procurar trabalhar alguns quesitos. Essas avaliações vieram sempre no objetivo de auxiliar o júri final, composto por 10 pessoas, no último dia. Para fazer uma avaliação melhor. Até pelo número de candidatas que vem tendo ultimamente, é muito difícil conhecer uma pessoa em 10 minutos, que é o tempo que normalmente as pessoas se dispõem a participar. Elas vêm aqui e ficam um dia à disposição da comissão, depois no sábado tem os eventos todos que acontecem e à noite o desfile.

Isso afeta a imagem da Festa da Uva? Olha, alguma coisa talvez possa vir a ter comprometido. Não que vá criar um problema maior. A gente quer que a comuni- “A gente achou dade participe, que melhor deixar venha independen- essa situação (a temente dessa ques- reivindicação das tão de ter que fazer embaixatrizes isso ou aquilo. Nós queremos a parti- por suas notas) cipação de todos, o acontecer para objetivo é esse. depois ter um

Como fica a relação com algumas das embaixatrizes após a ação judicial que elas movem para obter Talvez especificar suas notas no concurso? melhor como as Nós não temos nada, pelo conavaliações vão funtrário, gostaríamos que todas parcionar? ticipassem independentemente de É, acho que isso como essa questão vai ser resolvitalvez ficou um pouda. Se a gente vai ter alguma situco na dúvida perante ação ali na frente de ter que comas candidatas, enpor, de ver com elas essa questão tende? Porque essas que elas estão solicitando... mas na avaliações que foram verdade elas estão integradas na feitas anteriormente festa, independentemente do que (prévias ao júri final) posicionamento” ocorrer, do resultado dessa ação Essa nova avaliação não tinham objetivo que estão movendo contra a Co- para escolher a rainenhum de estar elemissão da Festa da Uva. nha foi uma mudança positiva? gendo a rainha e as princesas diEu acho que sim, só que ela tem retamente. Elas tinham o objetivo Alguma delas manifestou vonta- que ser um pouquinho mais traba- de avaliar a performance de cada de de não participar? lhada. Não imaginávamos nunca uma na área de cada júri, comuniNão diretamente. Até porque que poderia ter acontecido isso (a cação, conhecimento e participanão tivemos contato com nenhu- reclamação das embaixatrizes). Eu ção no pré-concurso.

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Maurício Concatto/O Caxiense

Disputa de patrimônio

As faíscas, a lava incandescente e o odor de fuligem devem cessar já em 2012, um ano antes de terminar o contrato de aluguel da Voges

O QUE FAZER

COM A FÁBRICA 2?

O futuro da antiga Metalúrgica Abramo Eberle S.A., a Maesa, depende de acertos improváveis entre Estado e Município – e ruma para a iniciativa privada

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por CAMILA CARDOSO BOFF camila.boffocaxiense.com.br

os prédios que somam 16.724.857 metros quadrados de área construída e ocupam um quarteirão de 4,5 hectares do bairro Exposição saíram as portas da Basílica de Nossa Senhora de Nazaré do Belém do Pará, feitas com três toneladas de bronze, as estátuas de 4,5 metros do Monumento ao Imigrante e alguns dos primeiros motores elétricos fabricados no Brasil, além de milhares de botões, talheres e espadas para o Exército. Passada a fase áurea da Metalúrgica Abramo Eberle, outros números grandiosos rondam os prédios do complexo industrial, desta vez envolvendo cifras. Objeto de um projeto de tombamento pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Caxias do Sul (Compahc), o imóvel localizado numa das áreas mais nobres da cidade tem um preço que o proprietário, o governo do Estado, está disposto a cobrar: R$ 80 milhões. Atualmente ocupada pela Voges

Fundição, a área pertencia à Mundial S.A, empresa que resultou da fusão da Eberle com um grupo porto-alegrense. O grupo Voges adquiriu em 2003 o direito de uso da fábrica – que, como a Mundial havia assumido os passivos da empresa de Abramo Eberle, acabou sendo entregue ao Estado em troca de perdão de dívidas de impostos. O contrato de aluguel entre a Voges e o Estado termina em janeiro de 2013, e já em 2012 a metalúrgica pretende transferir sua produção para um novo parque fabril. Quando isso acontecer, a linha de fundição que funciona na antiga Maesa provavelmente será desativada, depois de mais de 60 anos derretendo materiais ferrosos 24 horas por dia. Dentro dos históricos pavilhões, as faíscas que resultam do manuseio da lava incandescente ainda garantem um certo espetáculo aos olhos, mas o olfato sofre com o odor da fuligem. O prédio que concentra portaria, recepção e refeitório é uma construção recen-

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te. Dali em diante, a modernização Ao ingressar na fábrica, Andreis se limita a alguns detalhes, como trabalhou na confecção de artigos o telhado novo em um pavilhão, sacros. Espantou-se com a granuma porta diferente em outro, o diosidade dos pavilhões, e ainda piso que deixou de ser de chão ba- mais com a delicadeza das peças tido em um terceiro. As paredes de sacras, que exigiam um trabalho alvenaria preservam a memória da artístico e minucioso. Apesar de primeira grande megostar da função e talúrgica da cidade. da empresa, o jovem Aos 18 anos, Morilo “Era uma empresa metalúrgico, depois Andreis, hoje com ótima, a mais de 16 anos, resol79, fez aquilo que era importante. veu sair. O campo comum a jovens e Tudo era da mecânica já era adultos caxienses da promissor, e Andreis fantástico”, época. Bateu à porta aproveitou o aprenda Eberle para pedir relembra Andreis, dizado na Eberle um emprego. “Era que ingressou para montar o próuma empresa ótima, na Eberle aos prio negócio. Ele a mais importante. 18 anos atestava, assim, ouTudo era fantástitra contribuição da co”, relembra, ainda metalúrgica pioneira impressionado com a fábrica de à cidade. A Eberle foi escola para artigos sacros e o instrumental da a criação de diversas empresas, metalúrgica. Em 1950, Andreis como a Dambroz e a Retificadora tornou-se um dos 3 mil emprega- de Veículos Caxienses. dos que cumpriam o horário das 7h30 ao meio-dia e das 13h30 às Em julho, frente à iminente 17h45 de segunda a sexta-feira, desocupação do prédio, um grupo além do “sábado inglês”, a manhã de vereadores formado por Edio trabalhada aos fins de semana. Elói Frizzo (PSB), Marcos Dane24 a 30 de setembro de 2011

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restauro dos pavilhões. “Se querem o tombamento, vai ficar uma área abandonada, tal qual está o prédio da Eberle na Sinimbu. Precisa de muito dinheiro para fazer a recuperação de um prédio daqueles, que nem o Estado e muito menos o Município têm. Quem tem esse Quem não se em- “São mais dinheiro é a iniciatipolga com as ideias de 60 anos va privada”, ressalta. dos vereadores é Ra- trabalhando com O tombamento fael Velasques Oro- fundição dia histórico do patrizco, coordenador mônio implica no e noite, aquelas da 2ª Procuradoria pagamento de indeRegional do Estado, paredes estão nização ao propriesediada em Caxias. contaminadas por tário. Conforme o Ele é categórico ao metais pesados”, procurador, no acorafirmar que o imó- alerta Orozco do entre a Mundial vel é patrimônio do e o Estado, a fábrica Estado, ressaltando foi negociada por que isso decorre do pagamento de R$ 30 milhões. Porém, essas cifras dívidas fiscais. “Eram tributos que resultaram de descontos previstos não entravam para o orçamen- em um programa de benefícios fisto do governo e que deixavam de cais para que empresas saldassem ser revertidos em benefícios para suas dívidas. Segundo Orozco, o todos nós”, lembra. “Por mais que valor do quarteirão compreendido o prédio tenha valor histórico e entre as ruas 13 de Maio, Plácido emocional para a cidade, ele foi de Castro, Pedro Tomasi e Dom recebido como valor econômico.” José Baréa é de pelo menos R$ Conforme Orozco, a procurado- 80 milhões, preço inicial consideria preocupa-se com a preservação rado pelo Estado na negociação histórica, mas a ocupação da anti- da dívida, sem os descontos. Mas ga Maesa necessariamente deverá poderia chegar a R$ 200 milhões render lucros aos cofres públicos. caso fossem considerados os prePara ele, o tombamento inviabi- ços atuais praticados pelo mercalizaria isso, uma vez que seriam do imobiliário naquela região. “Se necessários investimentos para o o Município quer para si essa área, 2.

o Estado precisa receber o que ela vale”, defende. Segundo o procurador, o Estado não se opõe a preservar o que pode ser preservado. Nessa categoria, porém, ele relaciona somente a fachada, a área onde antigamente funcionavam aulas de formação, os jardins e o lago que existem internamente. O restante da estrutura estaria comprometido. Além disso, Orozco descarta a implantação de empreendimentos que destoem da vocação do bairro, como um camelódromo. “Falam também em fazer um mercado público. Do jeito que está, aquilo nunca poderia aceitar alimentos. São mais de 60 anos trabalhando com fundição dia e noite, aquelas paredes estão contaminadas por metais pesados”, alerta. Ele refuta ainda a possibilidade de transformar o prédio em uma sede para a Uergs. “Quem tem verba para construir uma sala de aula decente, a pobre da Uergs ou a iniciativa privada?”, questiona. Na visão de Orozco, o destino da antiga Maesa passa pela iniciativa privada, o inquilino ideal. Pode, no entanto, se distanciar da metalurgia. Ele não descarta que os prédios recebam algum tipo de comércio, abriguem um memorial da indústria ou mesmo deem lugar a conjuntos habitacionais, desde que alinhados a outros em-

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José Dalabilla , Arquivo Histórico Municipal, Div./O Caxiense

José Dalabilla , Arq. Hist. Mun., Div./O Caxiense

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1.Instalação da Maesa alavancou o desenvolvimento de Lourdes; 2. Construção da Fábrica 2, vista da Rua Plácido de Castro, em 1950; 3. Trabalho na seção de fundição de ferro, em 1951; 4. Vazamento de uma máquina operatriz. Na fotografia, feita na véspera do Natal de 1951, a panela do forno (fulmina) aparece suspensa por uma ponte rolante com capacidade de erguer 10 toneladas.

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Studio Geremia , Arq. Hist. Mun., Div./O Caxiense

ocupados pelo Pepsi Club e por um supermercado, na Rua Dom José Baréa, ainda pertencentes ao grupo Mundial – na época da Eberle, eles abrigavam o gerador de energia elétrica e a Fundação Abramo Eberle, de apoio aos funcionários.

Studio Geremia , Arq. Hist. Mun., Div./O Caxiense

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luz (PT) e Renato Nunes (PRB) foi ao gabinete do secretário de Cultura do Estado, Luiz Antonio de Assis Brasil, com o pedido de tombamento da Maesa em mãos. Encaminhado ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (Iphae), o projeto foi deixado de lado por já haver uma outra solicitação de tombamento, da União das Associações de Bairros (UAB), ao Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural. “Recomendamos que fosse aceito o interesse de empresas privadas para novos usos, mantendo o fator histórico, e deixamos esse processo entre a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e o Município”, explica o diretor do Iphae, Eduardo Hahn. Conforme Frizzo, membro do Compahc, em agosto o Conselho acertou um prazo de seis meses para elaborar uma alternativa que propicie ressarcimento ao Estado e, ao mesmo tempo, a preservação do prédio. O vereador acena com diversas sugestões: instalar ali a unidade caxiense da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs) – até hoje sem sede própria –, transformar o local em um mercado público ou um centro de compras, criar um museu da indústria e até alocar secretarias municipais após o tombamento. Os planos incluem ainda os prédios

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preendimentos voltados à comunidade. “O que eu estou esperando da prefeitura é que me tragam um documento formalizando o que esperam do projeto, que continuará nas mãos do Estado. Porque, se quiserem o tombamento, terão que pagar a indenização”, reforça.

espadas para o Exército. Até que em 1940 abriu uma nova frente de trabalho. A dificuldade de importação de máquinas para a indústria nacional imposta pela Segunda Guerra Mundial estimulou a empresa a fabricar os primeiros motores elétricos. A expansão da Eberle impunha Há mais de 40 anos traba- a necessidade de ter sua própria lhando diariamente no prédio, o fundição. Além disso, a Fábrica 2 diretor industrial da Voges Fun- passaria a abrigar algumas atividadição, Roberto José Viero, foi um des da Fábrica 1, na Rua Sinimbu, dos funcionários da Mundial ab- que concentraria então os escritósorvidos pela empresa ao assumir rios administrativos. Assim, a sede a unidade. Sua primeira impressão industrial da Maesa teve a primeiao entrar ali foi marcante. “Era ra parte concluída em 1948, com um mundo completamente novo. inaugurações de outros pavilhões Mas, assim como me em 1951 e 1956. assustou, me apaiAlém das áreas xonei pelo lugar em “O saudosismo ajardinadas, a estruum segundo mo- a gente tem tura em alvenaria mento”, conta. e a própria extenque deixar de Para Viero, é pos- lado para pensar são do complexo, sível que quem ideo espaço reservado no progresso”, alizou a construção para logística – que tivesse outros pla- conforma-se garantia o trânsito nos, já que a estrutu- Viero, diretor dos caminhões – era ra é muito reforçada industrial da outro importante dipara ser apenas uma Voges Fundição ferencial do imóvel. fundição. “Falavam A inspiração do esque a intenção era tilo nas tradicionais construir automóveis, mas por al- fábricas inglesas veio das viagens guma razão desistiram.” Fossem que a família Eberle fazia ao conquais fossem os planos, deixaram tinente europeu. cicatrizes ambientais. “Com o anGeograficamente próxima da damento da produção há tanto Fábrica 1 – e mesmo da residência tempo, é muito difícil reverter os e da chácara da família Eberle –, a impactos. E preocupação ambien- área era estratégica para escoar a tal é algo que não existia na época produção pela BR-116, aberta em que a Maesa foi fundada”, explica o 1941. Conforme a historiadora Sôexecutivo. nia, a instalação da Maesa em um Prestes a encarar a mudança da lugar ainda sem qualquer sinal de fábrica, Viero imagina que um urbanização alavancou o desencentro comercial – com amplos es- volvimento do bairro de Lourdes. paços para estacionamento, com- “Os funcionários começaram a pras e lazer, em um lugar central, comprar terrenos ao redor da fácom ruas largas ao redor e acesso brica e povoaram a região, que aos quatro cantos da cidade – que consistia em colônias divididas em preservasse as fachadas seria o terrenos menores.” Com o aumendestino ideal para a antiga Maesa. to da população, instalaram-se ali “Passei praticamente toda minha a escola estadual Emílio Meyer e vida profissional aqui, conheço to- uma unidade do Serviço Naciodos os muros, todos tijolos, todos nal de Aprendizagem da Indústria os cantos da empresa. Fico triste (Senai), foi criado o parque Moncom as especulações de que o pré- teiro Lobato e o comércio se dedio será demolido. Por outro lado, senvolveu nesse entorno. a gente vai para uma área nova, com layout adequado, máquinas Conforme o presidente do modernas, produção mais limpa. Compahc, o arquiteto urbanista O saudosismo a gente tem que Gustavo De Carli, o conjunto de deixar de lado para pensar no pro- edifícios guarda as influências argresso”, reflete. quitetônicas do período da Revolução Industrial. Para ele, a criação A conselheira relatora do de uma “zona mista”, pública e projeto de tombamento do Com- privada, seria a proposta mais adepahc é a historiadora Sônia Storchi quada para o futuro da Maesa. Isso Fries, do Arquivo Histórico Mu- seria feito com uma intervenção nicipal João Spadari Adami. Para que contemplaria, inclusive, um ela, o prédio é importante por ser concurso público de arquitetura, um ícone da primeira grande me- observando a necessidade de pretalúrgica que Caxias teve, uma vez servação e da memória, mas sem que a Fábrica 2, como era conhe- preconceitos com projetos concida na época, foi construída para temporâneos. “Passado e futuro sediar a ampliação da empresa são legítimos representantes, ou fundada em 1896. Historicamente deveriam ser, da dialética urbana a Eberle se adaptava às necessida- constante”, resume o presidente do des do mercado, variando o perfil Compahc. Uma dialética bastante dos produtos fabricados, desde complicada – e custosa – no caso talheres, artigos sacros, botões e da Maesa.

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ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital do Citação de Interessados, Ausentes, Incertos e Desconhecidos - Usucapião 5ª Vara Cívil - Comarca de Caxias do Sul

Prazo de: 30 (trinta) dias. Natureza: Usucapião Processo: 010/1.10.0033035 4 (CNJ:.0330351-42.2010.8.21.0010). Autor: Idalino Jose Boff. Objeto DECLARAÇÃO de domínio sobre os bens móveis a seguir descritos: “um automóvel marca FORD LTD BROUGHAM, COR VERDE, 02 (DUAS) PORTAS, SEM PLACAS, ANO 1972, chassi 2E68S201752 e motor 2E201752; um automóvel marca FORD GALAXIE 500, COR AZUL, 02 (DUAS) PORTAS, SEM PLACAS, ANO 1970, chassi OW55HI82099” Prazo de 15 dias para contestar, querendo, a contar do término do presente Edital (Art. 232, IV, CPC), sob pena de serem presumidos como verdadeiros os fatos alegados pelo(s) aulor(es). Caxias do Sul, 23 de agosto de 2011. SERVIDOR: Rosane Zattera Freitas - Escrivã. JUIZ: Zenaide Pozenato Menegat.

COMUNICADO DE EXTRAVIO A empresa MEG ESTACIONAMENTOS LTDA, situada em Caxias do Sul/RS, à Rua Bento Gonçalves, nº 1949 – Bairro Centro, Inscrição Estadual Isenta e CNPJ n.º 02.693.303/000162, Alvará nº 65248 comunica o extravio de 50 talões de nota fiscal, série B, do n.º 01 ao n.º 1250.

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TIO DA

Personagens caxienses

CASQUINHA

ESTÁ LONGE DAS RUAS Uma lenda do comércio ambulante na cidade, Rui da Silva Peres, 77 anos, está doente. Mas já tem substituto

Fotos: Luciana Lain/O Caxiense

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O comerciante em atividade: gritos, gestos e, sim, sorrisos

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por GESIELE LORDES gesiele.lordes@ocaxiense.com.br

primeira vista, o senhor magrinho, com uma longa barba grisalha, parecia um tanto resmungão. Mas bastava se aproximar mais para que ele revelasse sua simpatia com um sorriso tímido. Encontrá-lo era tarefa fácil. Aliás, difícil é encontrar algum caxiense que nunca o tenha visto na saída das escolas da região central ou no Parque dos Macaquinhos. Nada parava suas vendas: nem o frio típico da Serra, nem o calor dos meses de verão. E nada teria parado, não fosse o Alzheimer.

se aposentar por invalidez (em função de problemas auditivos), decidiu vender verduras de porta em porta pela manhã e as famosas casquinhas durante a tarde. Como ambulante, Rui trabalhou quase 20 anos.

Os quitutes mais folclóricos da cidade têm a mão de Maria. Receita herdada do sogro, um espanhol, já falecido. Além de fazer as casquinhas para o marido vender, Maria fazia algumas peças de crochê para ajudar na renda familiar. Dedicou a vida toda ao lar, cuidando dos filhos e apoiando o homem que foi seu primeiro e único namorado. Há oito meses, Maria conheceu Rui da Silva Peres, Rui no dia em que 77 anos, recebeu o “Ele sempre foi crismada. Ele diagnóstico da do- foi de falar tinha 15 anos, um ença degenerativa a mais do que ela. bastante, mas que compromete a Afilhada do dono capacidade de ra- ultimamente se de uma cafeteria de ciocinar e a fala. Um calou. Tremia Passo Fundo, a moça baque para ele e para bastante”, foi homenageada pequem se acostumou relata o los padrinhos com a vê-lo falante e aniuma comemoração zelador do mado. Sim, porque no estabelecimento. o Tio da Casqui- colégio La Salle Logo que chegaram nha, personagem lá, um dos garçons das ruas de Caxias quis saber quem era do Sul que muita gente só conhe- a garota que entrava acompanhace de vista, era falante e animado. da dos patrões. Era Rui. Se tivesse David Schatqosqi, 58 anos, zela- dependido da ajuda da madrinha dor do colégio La Salle, descreve de Maria, porém, eles não teriam seu método de venda. Chegava às ficado juntos. “Minha dinda dizia 16h e ficava até as 17h45, intervalo para ele tirar o olho de mim, porde tempo em que o sinal da esco- que eu não era para o bico dele”, la devolve a criançada às ruas. E lembra. chamava atenção da clientela com Mas a principal interessada logo gritos e gestos. Recentemente, po- correspondeu aos olhares do rarém, David observou que Rui já paz, e nove meses depois, entre não era tão alegre. “Ele sempre foi namoro e noivado, os dois estavam de falar bastante, mas ultimamen- casados. Só não deu para a moça te se calou. Tremia bastante”, conta realizar o sonho de casar de brano zelador. Ignorando a doença, o co na igreja. Com a situação fifuncionário do La Salle não sabe o nanceira de ambos era humilde, a que responder às crianças quando união foi celebrada apenas no civil. elas pedem notícias do Tio. “Elas “A gente não tinha dinheiro nem perguntam... É que ele brincava para as roupas”, recorda Maria. muito”, explica. Seis décadas depois, Maria Rui nasceu em Passo Fundo, e Rui enfrentam juntos outras dionde sempre trabalhou como gar- ficuldades, aquelas decorrentes da çom. Há 50 anos mudou-se para idade. Ela reserva a maior parte de Caxias com a esposa, Maria de sua atenção ao marido doente, mas Lourdes Moraes Peres, 78 anos, e ainda tem tempo de administrar o os 10 filhos (cinco homens e cin- outro negócio da família, conhecico mulheres). Aqui, jamais ficou do no bairro Salgado Filho como desempregado. Foi garçom em Mercadinho Peres. Quem passar alguns restaurantes e, depois de desatento pode nem perceber que

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Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

naquele ponto da Rua Antonio primeira lembrança que ele tem de Rigon funciona um estabeleci- sua infância já mostra o avô venmento comercial. Com o valor das dendo casquinhas pela cidade. A duas aposentadorias e das vendas, imagem o acompanhou durante marido e mulher compraram um a época de colégio e, quando ele terreno, onde construíram duas chegou ao ensino médio, o sucescasas. O mercadinho está instala- so do Tio da Casquinha parecia do no primeiro cômodo da casa consolidada entre a classe estuda frente, que serve de moradia ao dantil. Patric nem pensava em casal – na casa de trás, mora uma negócios, mas ajudava a popularifilha. Fica ligeiramente abaixo do zar o produto durante os recreios, nível da rua e causa impressão de saboreando-o com os amigos. “Eu abandono a quem entra. Ao ul- levava para a escola, em um saco trapassar a porta de de açúcar ou de arvidro, encontra-se roz de cinco quilos, um balcão solitário, Ao encontrar as casquinhas que colorido apenas por o jovem Patric, quebravam.” Hoje, o uma pequena variejovem tem planos de dade de balas. Mas 19 anos, fazer um curso supebastam algumas pal- no comando rior, mais ainda não mas para que Maria da “lata”, clientes sabe qual profissão acomode Rui em querem saber seguir. “Tenho muiuma cadeira e surja se ele conhece ta indecisão. Vou ir detrás de uma bacom calma”, justifica. “o senhor lança antiga. Durante a semana Engana-se, porém, que vendia” Patric trabalha em quem pensa que o uma empresa de siestabelecimento hunalizadores para veímilde não atraia clientes de pres- culos. Atua na linha de produção, tígio. Maria conta com orgulho: onde há pouca conversa. Em sua um juiz aposentado, que sempre incursão pelas vendas, o rapaz adocomprava as casquinhas de Rui ta uma postura diferente. Diz que próximo à prefeitura, frequenta o não tem timidez e que aos poucos armazém regularmente. “Ele des- está aperfeiçoando as abordagens. cobriu onde a gente mora e vem Mas, prudente, não repete as brinaqui.” Com a mesma satisfação, cadeiras e os traquejos de Rui, que ela lembra que outras autoridades, chamava os adolescentes de chicos como o ex-prefeito Pepe Vargas e – rapazes, em espanhol. “Eu não o atual, José Ivo Sartori, já degus- tenho a mesma moral que o meu taram sua receita – que, avisa ela, avô. Eles o respeitavam porque é também podem ser encomenda- de idade”, afirma. das para festas. Quando era mais novo, Patric acompanhava Rui na feira. EnAo fundo do cômodo, um quanto o avô escolhia as verduras, espelho denuncia que Rui desobe- o guri ficava em uma área movideceu o pedido de Maria para que mentada e, de forma discreta, ofeficasse sentado e veio atrás dela no recia as casquinhas. Desde aquela balcão. Com roupas de lã, meias época, ninguém mais além dele escuras, costas encurvadas e os- esteve no comando da “lata”, que sos salientes no rosto – agora sem é como eles chamam o “veículo” barba –, ele lança um olhar des- produzido pelo próprio Rui com a confiado às visitas e, em sussurros ajuda de um dos filhos: uma adapindecifráveis, questiona a esposa. tação de um cesto de plástico a um Comunicar-se com ele, depois da carrinho de feira. doença, ficou complicado. Ao vêlo, Maria imediatamente leva uma O maior desafio de Patric das mãos à altura da cabeça e o re- no momento é manter a clientela. preende: “De pé no chão, pai?”. Pelo menos a do Parque dos MaRui sempre foi determinado. caquinhos, onde vem atuando. Não poder mais sair para traba- Alguns clientes, depois de comlhar estava deixando-o nervoso e prar as casquinhas, perguntam se agressivo. Uma pílula de remédio, ele conhece “o senhor que vendia”. ingerida antes de dormir, consegue Outros são mais diretos, e param acalmá-lo durante o dia seguin- apenas para se informar sobre a te. O tratamento é feito pelo SUS, ausência do Tio da Casquinha. mas os gastos com medicamentos Apesar da pouca familiaridade são por conta da família. Para pa- com a função, Patric está tomando gá-los, os filhos se unem, optando gosto pela atividade. “Eu não sabia por uma versão manipulada, mais que iria achar tão legal vender. O acessível. E de um dos netos, Pa- pessoal para, conversa.” tric de Oliveira Peres, veio a ajuda A maior parte do dinheiro das mais emblemática. Ao ver o estado vendas Patric dá à avó. Em cada fido avô e a tradição da venda das nal de semana, comercializa cerca casquinhas interrompida, Patric, de 80 casquinhas, o equivalente a 19 anos, abriu mão de seus finais duas “latas”. Não faz feio em relade semana para dar continuidade ção aos números do avô. Nem em ao ofício – e à fama – de Rui. relação à memória. Por enquanto, pelo menos nos fins de semana, os Patric é o filho mais velho caxienses podem encontrar por aí de uma família de três filhos. A o Moço da Casquinha.

Rui foi forçado a largar a “lata”, mas Maria segue fazendo as casquinhas 24 a 30 de setembro de 2011

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Douglas Trancoso, Divulgação/O Caxiense

Hábitos culturais

Com 400 ou 45 pessoas, todas as atrações do Caxias em Cena levantaram a plateia, um exagero caxiense coerente com a qualidade do festival

QUANDO VALE APLAUDIR DE PÉ O 13ª Caxias em Cena não teve espetáculos nem públicos superiores à edição de 2010. No entanto, a renovação e qualificação da plateia, objetivo do festival, continua crescendo

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por MARCELO ARAMIS marcelo.aramis@ocaxiense.com.br

o apagar dos holofotes, ouvem-se os primeiros aplausos para avisar aos espectadores iniciantes que o espetáculo terminou. Acendemse as luzes do teatro e os atores se alinham em frente ao palco. Antes que façam a primeira flexão para cumprimentar a plateia, todos os espectadores já estão de pé em um longo e peculiar aplauso. O feito deveria representar o mais alto nível de reconhecimento ao desempenho no palco. E o fato de alguém sentir-se suficientemente satisfeito para levantar não deveria pressionar os demais a fazer o mesmo. Talvez o hábito não seja genuinamente caxiense, mas aqui se aplaude tudo de pé. O 13° Caxias em Cena, que encerra no domingo (25), não foi feito somente de ótimos espetáculos. No entanto, o conjunto do festival merece esse aplauso exagerado e até os gritos e assovios – o maior nível do reconhecimento daqui – ouvidos nas melhores apresentações da programação. Em 13 dias de programação, com pelo menos duas atrações por dia, o festival teve 28 espetáculos entre teatro, dança e música. Na música, Nei Lisboa e Ana Prada deram conta da parcela de grandes nomes pela qual o público anseia e compensaram o cancelamento tardio do show do Pato Fu. A dança contentou a já esperada restrita plateia em três espetáculos. No teatro, a ausência de Vladmir Brichta, que veio no ano passado, ou de qualquer

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outro global não comprometeu as bilheterias. Excluindo os espetáculos que tiveram sessões especiais – gratuitas – para alunas do Projeto Conviver e escolas municipais, o show de Nei Lisboa teve o maior público: 457 pessoas. O campeão deverá ser superado somente por O Circo de Bonecos, do grupo Tholl. A menor plateia foi a da dança contemporânea em sobreVIVENTES, da Cia. Municipal, com 45 espectadores. A bilheteria ainda sofre influência do gênero e da popularidade dos espetáculos. Até a quarta (21), o Caxias em Cena havia atraído cerca de 3,8 mil pessoas, pouco mais do que a média de 180 pessoas por sessão contabilizada em 2010. Os números, injustos com algumas apresentações, dizem pouco sobre a qualidade das atrações, mas comprovam uma tese da organização: festivais motivam as pessoas a frequentar espetáculos nos quais não teriam interesse em uma programação avulsa. Para a edição deste ano, Ângela Lopes, coordenadora do Festival, recebeu mais de 300 inscrições, de grupos do mundo inteiro. O festival fechou com 19 espetáculos nacionais, dois internacionais e sete locais. “A programação acaba tendo a cara de quem faz. Mas fazemos o exercício de nos afastar dos gostos pessoais e trazer a maior diversidade possível”, explica Ângela. A diversidade já é marca do Caxias em Cena, no palco e na plateia. “As pessoas têm percebido o conceito de festival e não compram ingresso só

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para um determinado gênero. A função do Caxias em Cena também é esta. Proporcionar uma visão mais ampla sobre o teatro, que não é só comédia pastelão.” O fenômeno da atração de novos públicos, destaque da edição 2010, se repetiu. E a coordenadora garante: os estreantes voltam ao teatro em novas oportunidades.

retamente”, diz Ângela sobre o retorno do público além dos aplausos. Os grupos repetem o coro dos contentes. O Caxias em Cena dividiu uma verba de R$ 250 mil entre a estrutura do festival e o pagamento dos cachês, R$ 50 mil a mais do que em 2010. “Cortamos alguns absurdos, mas, em geral, procuramos pagar o que os grupos pedem”, explica Ângela. Com a Casa da Cultura em reforNa saída da primeira sessão mas, a Secretaria da Cultura prede cada noite, que inicia às 20h, cisou alugar o Teatro São Carlos e sempre tem alguém o recém-inauguraapressado para a do Teatro Murialdo, próxima, em outro “As pessoas têm que custam cerca de local, às 21h30. Na percebido o R$ 1 mil por noite, última terça (20), conceito de festival além de contar com cerca de 150 pesso- e não compram o espaço público da as aproveitaram o Sala de Teatro do feriado para assistir ingresso só para Ordovás e com a às poéticas acro- um determinado parceria do Teatro bacias de Casca de gênero”, avalia do Sesc. A lacuna Nós, da Companhia a coordenadora da Casa da Cultura, dos Pés, na facha- Ângela Lopes que passou desperda da igreja Cristo cebida pelo públiRedentor. Depois co, deve aumentar a de 40 minutos com o pescoço tradicional sensação de vazio culesticado sob os guarda-chuvas – tural depois do Caxias em Cena. a qualidade da peça justificaria Por causa da reforma, a Casa não ainda mais esforço –, alguns cor- realizou a Temporada do Teatro reram para o Teatro do Ordovás Caxiense, que ocorria na segunda para assistir Ponto de Partida, semana de cada mês. As atrações do grupo Nohgátikus, de São culturais públicas no teatro não Paulo, este sim torturante. Nova- devem cessar, mas ficarão mais mente aplaudiram de pé, mas não escassas. Se depender do apetite evitaram o comentário “perdi a cultural aberto pelo Caxias em novela” na saída do teatro. No dia Cena, a plateia logo sentirá fome. seguinte, voltaram à maratona do Bom sinal. Para a primeira semafestival. Como acredita Ângela, na sem banquete, o UCS Teatro, diversidade desenvolve a capaci- e o Sesc, já tem agenda (veja no dade de crítica. Guia de Cultura, página 16), ape“Nenhum espetáculo passa sem ritivo para os velhos e novos absalguém vir agradecer e elogiar di- tinentes.

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1. O amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas | Trupe Ensaia Aqui e Acolá, Recife (PE); 2. Con mis pies en tu tierra | Teatro El Baul, Bogotá (CO); 3. Felinícias - Histórias de Amores e Clowns | Ueba Produtos Notáveis, Caxias; 4. Casca de Nós | Companhia dos Pés, São José do Rio Preto (SP); 5. Ponto de Partida | Grupo Nohgátikus, São Paulo (SP); 6. 9 Mentiras Sobre a Verdade | Teatro Líquido, Porto Alegre; 7. Cárcere | Vinícius Piedade, São Paulo (SP); 8. Romeu e Julieta - Jamais vós vereis algo semelhante | Atores Reunidos, Caxias; 9. Il faut trouver chaussure à son pied | Geda Cia. de Dança, Porto Alegre; 10. Cinta-liga/desliga | Núcleo Trompas de Falópio, Caxias 24 a 30 de setembro de 2011

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Maurício Concatto/O Caxiense

Sem tempo feio

Empresa, que chega a produzir até 1,4 mil produtos nos meses de pico na unidade do bairro Panazzolo, também faz consertos

Contra a chuva,

chame Chuvisco

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por Vagner Espeiorin vagner.espeiorin@ocaxiense.com.br

uer nome mais apropriado para uma empresa que conserta e produz guarda-chuvas do que Chuvisco? Pois é com essa denominação que uma pequena fábrica resistiu às intempéries provocadas pela concorrência dos importados e ainda continua firme em Caxias do Sul – terra, aliás, onde o produto aparece como indispensável para enfrentar o vaivém maluco do clima. A indústria mantém uma forma de produção semelhante àquela adotada quando nasceu, em 1975. O processo sobreviveu inclusive à mudança de endereço: do bairro São Pelegrino para o Panazzolo, em 1987. Também resistiu à mudança de dono, mas em uma tradição bem caxiense: de pai para filho. A parceria entre os dois começou no ano em que a empresa passou por uma re-estruturação e veio para o Panazzolo. Nessa época, o filho Fernando Worman que não trabalhava com guarda-chuvas resolveu ajudar o pai, Nabor. Ali compraram novos maquinários, novos balcões e novas mesas para a produção. Mas mesmo com essa nova identidade, a produção manual permaneceu. Nesse modo, fazer um guardachuva exige paciência. O tecido deve ser cortado em moldes. Para cada tipo de haste, há uma medida que precisa ser cuidadosamente seguida. Após, é feita a costura que fica sobre as varetas. Espera-se o

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tecido assentar sobre a armação e, depois, dá-se o acabamento final. Em média, um guarda-chuva fica pronto em meia hora, mas os mais trabalhados levam mais tempo, podem levar uma manhã, um dia, ou até mais, dependendo do nível de detalhamento do produto. Denise Pereira, 22 anos, trabalha na Chuvisco há um ano e oito meses. Mesmo com o pouco tempo de casa, já demonstra habilidade com as linhas e os cortes. “No começo não é tão fácil. Só com o tempo você passa a entender melhor de tecidos e de armações. Você entende como cada material assenta melhor em um tipo de armação, por exemplo”, explica enquanto costura o material de nylon de um guarda-chuva que vai servir de brinde a uma metalúrgica da cidade. O fim de ano, quando empresas costumam distribuir presentes para funcionários e clientes, é um dos mais intensos para os cinco trabalhadores da fábrica, que precisam até fazer horas-extras para dar conta da demanda. Nessa época, a produção mensal pode dobrar – saltando de 700 produtos por mês para 1,4 mil unidades. Um produto padrão sai por R$ 35. As unidades com maior detalhamento costumam custar R$ 80, mas, às vezes, esse preço pode triplicar. Um guarda-chuva que custaria R$ 200 está em fase de elaboração. Ele terá uma espécie de boneco de pano que deverá ser costurado sobre o tecido das has-

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Fábrica caxiense de guarda-chuvas encontrou na produção artesanal a proteção à devastação causada pelo furacão chinês dos importados

tes. de 50”, exemplifica Worman. Apesar de ser bem mais caro do Os importados obrigaram tamque os produtos do comércio po- bém a Chuvisco a se render aos pular, vendidos a R$ 5, a Chuvis- novos tempos e passar a revenco conta com uma clientela cativa, der os produtos fabricados no seduzida pela qualidade da pro- Exterior. Sentado e encostado dução local. Alguns em uma bancada, clientes têm guardaClóvis Martini, 51 chuva que aguentaanos – 27 deles no ram mais de 30 anos “Na época (anos conserto de guardade tormentas, só pre- 90), tínhamos chuvas – revisa o cisando de reparos. uma carta de tecido e confere se “Chega um momen- 200 clientes, os produtos que foto em que o tecido entre lojistas e ram importados esprecisa ser trocado, tão com a qualidade não suporta mais a mercados, que foi devida. Para ele, não reduzida a cerca umidade. Mas como compensa comprar a haste foi feita de de 50”, afirma o a mercadoria chineaço, elas têm maior dono da empresa sa. As varetas fracas, duração”, analisa. por exemplo, estão entre os motivos – Se o tempo não chega a mo- tanto que são uma das causas que dificar algumas coisas, em outras mais levam os clientes à loja. ele expõe as suas garras. O próprio A falta de cuidado dos usuários fim dos pequenos consertos é um na hora de cuidar do guarda-chuexemplo dos “avanços” das déca- va alimenta a gama de consertos. das. A partir dos anos 90, o Brasil A troca do pano também aumenta passou pelo processo de abertura o movimento na oficina. Para conde mercado. As importações se servar o utensílio e evitar o gasto proliferaram e condenaram as tra- com o consertos do acessório, que, dicionais fabriquetas de fundo de na média, fica ente R$ 5 e R$ 10, quintal. Com a Chuvisco, não foi Martini até dá algumas dicas. “As diferente: ela sofreu com os pro- pessoas não podem deixar o guardutos comercializados pela China. da-chuva molhado. Isso estraga o Nesse período, a loja trabalhava pano. Mofa e deixa ele úmido. O com atacado, comercializando automático tem que ser usado com produtos para lojas revenderem. cuidado. Ele foi feito para abrir soA globalização, porém, obrigou a zinho, mas o ideal seria acompaempresa a direcionar ainda mais nhar o movimento de abertura do seus produtos à personalização. guarda-chuva com a mão”, aconse“Na época, nós tínhamos uma car- lha Martini, para quem a vida pota de 200 clientes, entre lojistas e deria poderia caber sob uma bela mercados, que foi reduzida a cerca armação rodeada de varetas.

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Guia de Cultura

Universal Pictures, Divulgação/O Caxiense

por Vagner Espeiorin | guiadecultura@ocaxiense.com.br

Em um restaurante brasileiro, damas de honra de Missão Madrinha de Casamento passam mal para a parcela escatológica do humor do filme

CINEMA l Amizade Colorida | Comédia. Sábado, às 19h10 (Leg) | GNC O filme terá a segunda sessão de pré-estreia (?!). “É uma cena física, como jogar tênis”, diz o personagem de Justin Timberlake para consolar a amiga (Mila Kunis), cansada dos relacionamentos amorosos. Combinam assim: sexo por esporte. Pelo menos até o romance invadir o jogo. Dirigido por Will Gluck. 2011. 109 min. Recomenda l Missão Madrinha de Casamento | Comédia. 13h45, 16h20, 18h50, 21h20 (Leg) | GNC Mais conhecido como “a versão feminina de Se beber, não case”, o filme mostra a saga de uma dama de honra – uma mulher desiludida com o amor, perfeita para o papel de madrinha em Hollywood – dos preparativos para a festa à despe-

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dida de solteira. Grandes doses de humor, inclusive escatológico. A parte escatológica é a indigestão coletiva após um almoço em um restaurante brasileiro onde se fala espanhol como em Buenos Aires, a nossa capital. Estreando em Caxias. Dirigido por Paul Feig. Com Kristen Wiig, Maya Rudolph e Rose Byrne. 125. 2011.

colocar as “presas” na mocinha de Crepúsculo e agora se tornou a presa. Nathan encontra sua foto em um site de pessoas desaparecidas e descobre que a família o engana. Agora ele precisa fugir, sabe-se lá de quem, e buscar a sua verdadeira identidade. Não é um lobo mas salta e corre como tal. Estreando em Caxias. Dirigido por John Singleton. Com Taylor l Premonição 5 (3D) | Ter- Lautner, Lily Collins e Alfred Moror. 13h15, 15h20 (Dub) e 17h30, lina. 106 min. 2011. 19h40, 21h50 (Leg) | GNC Sobreviver não foi uma boa es- l Potiche: Esposa Troféu | tratégia para um grupo de ami- Sábado e domingo, às 20h | Orgos. Depois de quase cair de uma dovás ponte, eles vão sofrer outras horUma crítica à burguesia e ao ríveis experiências. Muitos mor- machismo. Potiche, que numa rerão tentando despistar a mor- tradução para o português seria te. Só o batido roteiro é imortal. algo como Bibelô, conta como Estreando em Caxias. Dirigido uma mulher toma o lugar do por Steven Quale. Com Nicholas marido intransigente, vence uma D’Agosto, Emma Bell e Arlen Es- greve de funcionários e no final carpeta. 92 min. 2011. da história ainda... Final é final e não vamos contar. Entrando na 2ª l Sem Saída | Suspense. 14h, semana em Caxias. Com Catheri16h30, 19h20, 21h30 (Leg) | GNC ne Deneuve e Gérard Depardieu. Crises de identidade perseguem Dirigido por François Ozon. 103 Taylor Lautner, lobo que queria min. 2010.

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l Mostra de filmes de aventura, turismo e sustentabilidade | Terça e quarta-feira, a partir das 8h30 | Ordovás Além dos vídeos vencedores da mostra, o evento exibe produções de alunos realizadas em escolas do município. A atração integra a 2ª Semana de Turismo. Estão na disputa Desbravadores de Caminhos, R$ 20 e uma Mochila, Pantanal um Tesouro do Planeta, Morro do Céu, Expedição Antártica, Os Magníficos, Entre Nós e Erick Grigorovski, Batuta, o Ratinho Aventureiro, Bikers Boys – Os Cuecas, Um Destino de Aventura. l Má Educação | Quinta (29), às 19h30 | Sala Florense A temática homossexual sempre foi um dos pilares dos filmes de Almodóvar, mas em Má Educação, ela é o ponto de partida e de chegada de quase todas as cenas. O jogo de interesses também permeia o enredo da trama. Exibição do projeto Cinéfilus. Dirigido por Pedro Almodóvar. Com

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pbell. Com Ryan Reynolds, Blake nanciarte, a ideia é promover uma Lively e Peter Sarsgaard. 105 min. apresentação por mês aos caxien2011. ses. Catedral Diocesana INGRESSOS - GNC: Segunda, quarta e quinta (exceto feriados): R$ 14 (inteira), R$ Entrada gratuita | Julio de Casti11 (Movie Club Preferencial) e R$ 7 (meia lhos, Centro entrada, crianças menores de 12 anos e sênior com mais de 60 anos). Terça-feira: R$ 6,50 (promocional). Sexta-feira, sábado, domingo e feriados: R$ 16 (inteira), R$ 13 (Movie Club Preferencial) e R$ 8 (meia entrada, crianças menores de 12 anos e sênior com mais de 60 anos). Sala 3D: R$ 22 (inteira), R$ 11 (estudantes, crianças menores de 12 anos e sênior com mais de 60 anos) e R$ 19 (Movie Club Preferencial). Horários das sessões de sábado a quinta – mudanças na programação ocorrem sexta. RSC-453, 2.780, Distrito Industrial. 3209-5910 | UCS: R$ 10 e R$ 5 (para estudantes em geral, sênior, professores e funcionários da UCS). Horários das sessões de sábado a quinta – mudanças na programação ocorrem sexta. Francisco Getúlio Vargas, 1.130, Galeria Universitária. 3218-2255 | Ordovás: R$ 5, meia entrada R$ 2. Luiz Antunes, 312, Panazzolo. 3901-1316.

MÚSICA l Concertos ao entardecer | Domingo, às 18h Acostumado aos concertos do Coral Municipal e da Orquestra Municipal, o altar da pequena Igreja de Santo Sepulcro vai ficar menos lotado no entardecer do domingo. Windsor Osinaga promete, porém, mostrar que um solista consegue se tornar vários diante da plateia. No concerto de violão, o professor de música da UCS toca canções de grandes figuras como Carlo Domeniconi, Roland Dyens, entre outros. Igreja do Santo Sepulcro Entrada gratuita | Julio de Castilhos, s/nº, bairro de Lourdes l Concerto Quimetais | Domingo, às 20h30 Na estreia do projeto “Comunidade em concerto”, o grupo Quimetais vai até a Catedral Santa Tereza para apresentação de músicas de câmara com adaptações próprias para quintetos. Como o projeto foi contemplado pelo Fi-

TAMBÉM TOCANDO: Sábado: Klanaã. Pop Rock. 22h. Portal Bowling. 3220-5758 | Madrugas. Rock. 22h. La Barra. 3028-0406 | BR-80. Rock. The King. 3021-7973| DJ Cristiano Oliveira. Festa Galaxy. 23h. Aristos. 3221-2679 | Izzi e Louise. Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Quarteto Paiol. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | DJ Rodrigo Dias. Eletrônica. 23h. Nox. 3027-1351| João VillaVerde e Filhos de Yê. Samba. 23h30. Boteco 13. 3221-4513 | DJ Renato Ratier e DJ Gerardo Boscarino. Eletrônica. 23h. Havana. 3215-6619 | DJ Leo Z e Dj Elias Capelaro. Eletrônica. 23h. Pepsi. 3419-0900 | Uranius. Blues. 22h. Mississippi. 3028-6149 | Hecatombe. Rock. 0h30. Vagão Bar. 3223-0007| Lútera e Guff. Rock. 0h30. Vagão Classic. 3223-0616 | Ana Jardim e Lázaro Nascimento. MPB. 18h. San Pelegrino. 3022-6700 | Domingo: Declarações. Pagode. 21h. Portal Bowling. 3220-5758 | Domingueira. Set com DJs. 17h. Zarabatana. 3228-9046 | Terça (27): Tony Nights e Ulisses Vieira. Rock. 22h. Bier Haus. 32216769 | Maurício Santos. Acústico. 21h30. Boteco 13. 3221 4513 | The Cotton Pickers. Blues. 23h. Mississippi. 3028-6149 | Quarta (28): Tool Box. Pop Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Maurício e Daniel. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | Maurício Santos Trio. Rock. 22h30. Boteco 13. 3221-4513 | Franciele Duarte e Banda. Rock. 22h. Mississippi. 3028-6149 | Quinta (29): Sandro e Santoro. Sertanejo. 22h. Portal Bowling. 3220-5758 | Fabricio Beck e Volux. Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Macuco. Patrícia Dyonisio, Divulgação/O Caxiense

Gael García Bernal, Fele Martínez Na ponte Golden Gate, em São e Javier Cámara. 106 min. 2004. Francisco, macacos vão enfileirar carros e deixar os policiais amel O Homem do Futuro | Co- ricanos a ver navios. Na histómédia. 14h45, 17h15, 19h30, 22h, ria, os eles adquirem inteligência no GNC | 20h, no UCS Cinema humana. Com ótima fotografia e Num futuro nem tão distante e grandes doses de emoção, o filme com um passado um tanto con- entra na 5ª semana em Caxias do turbado, o personagem cientista Sul. Dirigido por Rupert Wyatt. de Wagner Moura resolve criar Com James Franco, Andy Serkis e uma máquina do tempo. O que Freida Pinto. 105 min. 2011. não faz um homem desiludido? Afinal, a experiência permite a l Conan, o Bárbaro | Ação. ele corrigir certos erros cometi- 16h45, 21h40 (Leg) | GNC dos quando jovem. Entrando na A história nasceu dos quadri4ª semana em cartaz no GNC. nhos e o personagem já teve uma No UCS cinema é a semana de versão para o cinema na década estreia. Dirigido por Cláudio Tor- de 80 com Arnold Schwarzenegres. Com Aline Moraes, Gabriel ger no papel principal, em tempos Braga Nunes e Fernando Ceylão. menos bárbaros do governador 106 min. 2011. da Califórnia. Entrando na 2ª semana em cartaz. Dirigido Marcus l Larry Crowne - O amor Nispel. Com Jason Momoa, Ron está de volta | Comédia. 22h10 Perlman e Rose McGowan. 113 (Leg)| GNC min. 2011. A história narra a vida de um ótimo funcionário que ao perder l Cowboys e Aliens | Ação. o emprego se vê obrigado a voltar 14h20 (Leg) | GNC a estudar. O amor deu um tempo Ele deixou o smoking de lado e na vida do personagem de Tom agora usa bota de cowboy e colete Hanks. Mas, quando voltou, com- country. Os inimigos também não pensou o atraso: veio na forma da são mais os mesmos. Os bandidos personagem de Julia Roberts. En- viraram extraterrestres. Essa é um trando na 3ª semana em Caxias. pouco a saga de Daniel Craig no Dirigido por Tom Hanks. Com cinema. De 007 para um perdiNia Vardalos. 98 min. 2011. do cowboy que tem de superar aliens e troca o revólver por uma l Os Smurfs |Aventura. 13h30, incrível pulseira. Entrando na 3ª 15h40, 17h50 (dub), no GNC | semana em cartaz. Dirigido por 16h, no UCS Cinema Jon Favreau. Com Harrison Ford Se der espaço, eles atacam. Ago- e Olivia Wilde. 118 min. 2011. ra, eles chegam ao UCS Cinema, mas sem sair de cartaz do GNC. l Lanterna Verde | Ação. 18h Na história, os Smurfs saem da | UCS Cinema vila e chegam a Nova York. Eles Hal Jordan é um mimado aviadeixam a vila mas ma vila não dor. Um dia ele ganha um anel os deixa. Nem o vilão Gargamel. que lhe dá superpoderes, no outro Entrando na 8ª semana no GNC ele salva o universo. Plasticamene estreando no UCS cinema. Diri- te bem feito, mas com um enregido por Raja Gosnell. Com Hank do fraco e que não causa grandes Azaria, Katy Perry e Jonathan entusiasmos da plateia, Lanterna Winters. 103 min. 2011. Verde volta a ficar em cartaz, só que desta vez no UCS Cinema. l Planeta dos Macacos: A Entrando na segunda semana em Origem | Ação. 20h (Leg)| GNC cartaz. Dirigido por Martin Cam-

O premiado Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá é um dos destaques dos últimos dias do festival Caxias em Cena

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Sergio Baia, Divulgação/O Caxiense

Em R&J de Shakespeare - Juventude Interrompida, quatro alunos de uma escola católica conservadora encenam (e vivem) o clássico Tradicionalista. 22h. Paiol. 32131774 | Rafa Gubert e Tita Sachet. Blues. 22h. Mississippi. 30286149 | New Old Classic. Clássicos. 22h. Aristos. 3221-2679 | Sexta (30): Angela Angel. Pop Rock. 22h. Portal Bowling. 32205758 | Trahma. Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Barbaquá. Tradicionalista. 22h. Paiol. 32131774 | Nando e Sólon. Sertanejo. 23h. Xerife. 3025-4971| Marcelo Duani e Banda. Samba Rock. 23h30. Boteco 13. 3221 4513 | Lennon Z e The Sick Boys. Blues. 22h. Mississippi. 3028-6149 | Just like a Pill. Rock. 0h30. Vagão Bar. 3223-0007 | Sexta Cultural. MPB. 21h30. Zarabatana. 32289046 | Tita Sachet e Rafa Gubert. Blues. 23h. Aristos. 3221-2679 |

TEATRO Recomenda l 13º Caxias em Cena | De 13 a 25 de setembro Nos últimos dias quando festival, a programação mantém a diversidade: comédia, drama, musical. O encerramento será com o novo espetáculo do Grupo Tholl. Os ingressos custam R$ 15 – estudante e idosos pagam R$ 7. PROGRAMAÇÃO: Sábado: Wonderland e o que M. Jackson encontrou por lá. Musical. Teatro Sarcaústico. O ponto de partida é a vida do astro pop, que fez história na música. Com sessão já lotada, o espetáculo levou quatro prêmios açorianos, entre eles, o de Melhor Peça. 16 anos. Ordovás. 19h | Memórias de uma solteirona. Comédia. Tem Gente Teatrando. O espírito de tia Gérdebra mantém uma promissora

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vendedora eternamente virgem no monólogo de Zica Stockmans. 14 anos. Teatro do Sesc, 20h | Agreste Malvarosa. Drama. Duas lavradores se apaixonam e fogem para morar juntas. Quando uma delas morre, vizinhas descobrem que “ele”, na verdade, era ela. A partir daí, o ódio, o preconceito e a homofobia aparecem em cena. Adulto. Teatro São Carlos, às 21h30. | Domingo: O amargo Santo da Purificação. Teatro de Rua. Tribo de Atuadores: Ói Nóis Aqui Traveiz. Com uso de máscaras e referências afro, o grupo se inspira em poemas do líder Carlos Marighella. A musicalidade e a dança manifestam a força e o espírito de liberdade do povo brasileiro. Livre. Parque dos Macaquinhos, às 16h | O Circo de Bonecos. Infantil. Grupo Tholl. A sinopse descreve a história de bonecos como peça infantil, mas ninguém dúvida que a plateia vai estar lotada de gente grande. Livre. Teatro do Murialdo, às 19h. Recomenda l R&J Shakespeare – juventude interrompida | Quarta (2), às 20h O clássico Romeu e Julieta ainda tem fôlego para eternas reinvenções. A peça do grupo Turbilhão de Ideias, do Rio de Janeiro, se passa em uma escola, onde quatro garotos encenam o romance e descobrem que para amar não é necessário seguir certas regras. Conhecida mundialmente e escrita pelo norte-americano Joe Sacaro, a leitura brasileira conta com o ator João Gabriel Vasconcellos, que fez o filme Do começo ao fim. Só para maiores de 16 anos. Fique de olho que durante a semana, o twitter do O Caxiense vai sortear ingressos para a peça. UCS Teatro Entrada gratuita para alunos da UCS e Comerciários (Se levarem

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1kg de alimento perecível e apresentarem cartão), R$ 20 (público geral), R$ 10 (estudantes) | Francisco Getúlio Vargas, 1.130, Petrópolis

gunda a sexta-feira, das 09h às 12, e aos sábados, das 9h às 15h Ele é arquiteto, mas gosta mesmo é de pintar. A técnica com massa e tinta acrílica até lembra a profissão, mas os materiais colocados na tela garantem a veia artística ao trabalho. Vitor Senger sempre preferiu produzir perfis e, aqui, destaca ícones da música, de Billie Holiday a Madonna. passando por Marilyn Monroe. Arte Quadros Entrada gratuita | Feijó Júnior, 975, Via Decorata

l Fim de partida | Quinta (29), às 20h Uma tragicomédia, mais trágica do que cômica. Também pudera! Escrita por Samuel Beckett após a Segunda Guerra Mundial, a peça guarda certos resquícios da tristeza e das lamentações do período. Teatro do Sesc Entrada gratuita (mas os ingressos são limitados) | Moreira César, AINDA EM EXPOSIÇÃO: Arte 2.462, Pio X em Macramê. Artesanato. Ana Marchioretto. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Scapularium (Shopping San Pelegrino). EXPOSIÇÃO 3029-1718 | Barrocas. Colagem. l Esculturas de Elisa Zat- Nana Corte. De terça a sábado, tera | De 22 de setembro a 10 de das 17h às 22h. Boteco 13. 3221outubro. De segunda a domingo, 4513 | Servir e não ser servido. das 10h às 22h Artesanato. Coletiva. De segunda O vermelho e traços abstratos a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, contemporâneos são marcas de e sábado, das 8h30 às 12h30. FarElisa, com esculturase telas. mácia do Ipam. 3901-1316 | O San Pelegrino Ventre e O leite. Escultura, deseEntrada gratuita | Rio Branco, 425, nho e poesia. Bruno Segalla. De São Pelegrino segunda a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Instituto Bruno l Nobre Beleza | De segunda- Segalla. 3027-6243 | O Vazio, a feira a sábado, das 10h às 19h30, Luz e a Matéria. Escultura. Mae domingo, 16h às 19h. De 30 de rio Cladera. De segunda a sexta, setembro a 30 de outubro das 8h às 22h30. Campus 8. 3289“Se eu ver uma imagem, uma 9000 | Tiragem Única. Pintura e mulher em um vestido lindo e ali escutura. Coletiva. De segunda a estiver um colar que não era da- sexta-feira, das 9h às 19h, e aos quela época, eu não vou pintar”, sábados, das 15h às 19h. Ordoconta a jovem artista Júlia Web- vás. 3218-6192 | Flores, Cores ber, que se dedica aos detalhes. e Formas. Pintura. Magda NoNa exposição, utiliza massa cor- vello. De segunda a sábado, das rida sobre a tela e desenha com 9h às 18h30. Salão de Beleza Iza. pastel as mulheres renascentistas 3223.8135 | Crianças do Outro que a inspiram. Lado do Mundo. Fotografia. Ilka Catna Café Felippini. De segunda a sábado, Entrada gratuita | Júlio de Casti- das 8h às 20h. Sesc. 3221-5233 | lhos, 2.854, São Pelegrino Pinturas Aeropostais. Pintura. Eugenio Dittborn. De segunda a l Vitor Senger | De 17 de sexta, das 9h às 19h, e sábado, das setembro a 16 de outubro. De se- 15h às 19h. Ordovás. 3218-6192.

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HINO FARROUPILHA por ACÁCIO DE GEÓRGIA

Corre sangue farroupilha, Corre sangue rio-grandense, Pelo orgulho desta terra O teu filho luta e vence. Vai lutar, sul-rio-grandense, A liberdade tem valor, Não há gaúcho sem honra, Não há pátria sem amor. Leva, ó povo, a tua raça, Faz o que manda o coração, Pra defesa desta terra É preciso a revolução. Vai brilhar a liberdade Lá no alto da coxilha, Leva em frente o teu amor Na epopeia farroupilha. Está na alma do Rio Grande O ideal republicano E o teu povo está pedindo Pra ser livre e soberano.

Gelson Soares | Sem título |

A litogravura de Gelson Soares integra a exposição Tiragem Única, em cartaz na Sala de Exposições do Ordovás. Com curadoria de Valéria Rheis, a mostra comemorativa aos 50 anos da Academia Caxiense de Letras (ACL) tem obras de 31 artistas: Beatriz Balen, Beatriz Boss, Celso Bordignon, Cristiane Marcante, Daniela Antunes, Douglas Trancoso e Giovana Mazzochi, Flávio Drum de Almeida, Fredy Varella, Gelson Soares, Heloisa Calcagnoto, Ivana Albé, Jane Macagnan, João Rigo, Mara de Carli, Leonor Aguzzoli, Lidia Stangherlin, Mara Galvani, Marcos Clasen, Maria De Lourdes Pezzi Gianela (in memorian), Marinês Busetti, Mario Cladera, Neiva Sartori, Neusa Bochese, Odilza Michelon, Roberto Mendes, Simone Vieira, Valéria Rheis, Victor Hugo, Viviane Pasqual. No dia 11 de outubro, às 20h, as obras serão leiloadas e a verba será revertida à ACL.

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Pelo herói farroupilha, Vive eterna a tradição, Foram bravos que tombaram Em defesa deste chão. Pois não morrem grandes homens Pelo fogo da guerrilha, Vive sempre o sentimento No estandarte farroupilha. Glória àqueles que fizeram Nossa pátria combatente, Farroupilha é uma conquista Do Rio Grande e sua gente. * O poema acima foi publicado na edição 94 com crédito errado.

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Dupla

Maurício MaurícioConcatto/O Concatto/OCaxiense Caxiense

Maurício Maurício Concatto/O Concatto/O Caxiense Caxiense

por JANINE STECANELLA | janine.stecanella@ocaxiense.com.br

A barca grená

A HORA

DA DECISÃO

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Maurício Concatto/O Caxiense Maurício Concatto/O Caxiense

Negociação

A situação do atacante Pantico e do meia Têti também está sob análise no Estádio Centenário, mas a possibilidade mais clara é de que os jogadores sejam dispensados. Fundamentais na reação que garantiu a permanência na Série C, os atletas, por meio de seus empresários, estão em fase de negociação salarial. Em um primeiro momento, porém, não teriam aceitado a redução de valores proposta pela direção grená.

A fase do artilheiro grená não se repetiu na Série C e, depois das boas atuações no Campeonato Gaúcho, Lima voltou a marcar apenas no CA-JU da última quarta (21) pela Copa Laci Ughini. Agora, crescem as chaces de o atacante deixar o Centenário, pelo menos até o final de 2011. O primeiro time a mostrar interesse foi o Santa Cruz, que disputa as oitavas de final da Série D. Mas Lima não mostrou disposição em se transferir para Pernambuco. Com o Goiás, a situação é diferente. O clube deve deve levar Lima para disputar a Série B. A saída do atleta deve ser anunciada no início da semana. Divulgação/O Divulgação/OCaxiense Caxiense

Foram 22 contratações para reforçar o grupo que iria disputar o Campeonato Brasileiro da Série C. Agora, com o fim da competição para o Caxias, é hora de reavaliar quem fica e quem sai. Jogadores como Totonho e Paulo Rangel já tiveram seus contratos rescindidos; Thomaz foi emprestado ao Hercílio Luz (SC) e Walter negociado com o Novo Hamburgo. No entanto, jogadores como Mateus Magro e Rodrigo Heffner ainda aguardam uma definição. As decisões imediatas refletem diretamente o corte de gastos do clube, que vai reduzir consideravelmente a folha de pagamento para a sequência da Copa Laci Ughini. Inclusive, a economia de salários foi a justificativa para a saída de Argel Fucks e sua comissão técnica. Em sua coletiva de despedida Argel disse que só não volta para o Caxias, em dezembro, se a direção grená não quiser. Na chegada ao Brasiliense, falou que nada está definido para depois que seu contrato por lá encerrar.

Lima quase fora

O Juventude começa neste domingo (25) a sequência de jogos mais importante do ano. A melhor campanha da Série D na primeira fase, com 19 pontos, e o melhor ataque, com 19 gols marcados e saldo positivo de 12, servem de estímulo extra para a etapa final da competição, no sistema matamata. Contudo, o momento é de concentração: o Ju tem duas partidas contra o Mirassol, ida e volta, para garantir uma das vagas nas quartas de final. A aposta do técnico Picoli é a que tem funcionado até aqui: manter a união, a confiança e o trabalho coletivo.

A única notícia ruim é que a TV Papo não irá transmitir o jogo de São Paulo. Conforme nota do clube, problemas técnicos impedem que seja realizada mais esta edição do projeto. O jogo contra o Mirassol está marcado para as 15h deste domingo (25). O jogo de volta é dia 2 de outubro, às 16h no Estádio Alfredo Jaconi.

Mirassol preocupado

O primeiro adversário do Juventude na fase final se reforçou com três novas contratações na última semana: o centroavante Laécio, do Marília, o zagueiro Dézinho, do Fortaleza – ambos de times da Série C –, e o goleiro Rafael, do Rio Preto, da segunda divisão paulista. A direção do Leão, como é chamado o clube, busca ainda um meia de criatividade para o time do técnico Ivan Baitello. A

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Com o grupo de jogadores, a comissão técnica e a direção do clube afinados, o alviverde tem ainda o apoio incondicional da papada, que vem fazendo sua parte nos jogos do Jaconi e até mesmo fora.

boa campanha do Ju na competição justifica a preocupação do Mirassol, que também não ficou devendo na primeira fase. Só não conquistou a liderança do grupo 7 pelo saldo. Somou 14 pontos, assim como o Oeste, mas ficou negativo em um gol, enquanto o rival somou quatro de saldo positivo. O confronto que define o adversário nas quartas de final é entre Cianorte e Oeste.

Na seleção de lá?

O meia Gustavo, jogador do Juventude emprestado à Fiorentina, segue ganhando reconhecimento na Itália. Dirigentes da Azurra demostraram interesse no jogador após assistirem aos treinos no CT Covertino, também usado pela seleção sub-20 da Itália. Gustavo já sinalizou o interesse em defender a seleção italiana. No Brasil, nunca foi convocado para as seleções de base. O jogador tem dupla cidadania, por isso a possibilidade de vestir a tradicional e cobiçada camisa azul. Em seu Twitter, Gustavo ressaltou a satisfação de divulgar o nome do Juventude, de Caxias de Sul e de Fazenda Souza, localidade onde nasceu, na Europa.

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Guia de Esportes

Maicon Damasceno/O Caxiense

por Vagner Espeiorin | guiadeesportes@ocaxiense.com.br

Depois de muito treino, a Copa RS de Rugby começa com clássico caxiense: Valkirians x Serra, neste sábado, às 15h

BASQUETE

dos, mas a disputa é pra valer. Golf Club Caxias l Caxias do Sul/Festa da Apenas competidores e associados Uva 2012 x Santa Cruz | Do- | Estrada do Golfe, 1.111, Fazenda mingo, às 18h Souza Depois de duas rodadas jogando fora, a equipe do Caxias do Sul volta à cidade para disputar GINÁSTICA a partida da terceira rodada do campeonato gaúcho de basquete l 16ª Copa Estadual de Gimasculino. Contra o Santa Cruz, nástica Artística | Sábado, a a equipe da Serra tenta conquistar partir das 9h os dois pontos para chegar à lideSão mais de 400 crianças insrança. Só tem que combinar com critas e, mesmo com essa galera o Bira, que precisa perder nesta toda, o número é menor do que rodada. nas outras edições, quando a Sede Esportiva do Juvenil competição chegou a reunir 600 R$ 5 (na hora) e R$ 3 (antecipa- ginastas. Mesmo com menos pardos) | Marquês do Herval, 197, ticipantes, o evento promete diMadureira vertir os pequenos e revelar novos talentos da ginástica. Enxutão Entrada gratuita | Luiz Covolan, GOLFE 421, Santa Catarina l Etapa do Circuito Gaúcho de Golfe | Sábado e Domingo, a partir das 9h RUGBY A competição reúne importanRecomenda tes competidores de nível regional e nacional. Diferentemente do l Copa RS de Rugby | Sábado, Torneio Bola ao Mato, que é uma às 15h grande confraternização, a etapa Depois de muito treino, a comgaúcha até reúne velhos conheci- petição começa pra valer para as

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equipes da Serra neste sábado. E nada melhor do que um clássico caxiense para esquentar a primeira rodada do campeonato. O Walkirians enfrenta o Serra Rugby. Os times fazem parte do grupo que reúne equipes da região Metropolitana e da Serra. Capela de Santo Anselmo Entrada gratuita | Final da Av. Rio Branco, Ana Rech

(27), às 15h Na Copa Laci Ughini, o Caxias vai com o time titular, e certamente não por vontade própria. Como não joga mais o campeonato da Série C, a equipe tem que investir todas as forças na competição regional. Para quem chegou a fazer promessa, é a chance de agradecer no Centenário por não ter sido rebaixado à quarta divisão. Estádio Centenário R$ 10 (arquibancadas) e R$ 5 (esFUTEBOL tudantes e idosos) | Thomas Bell Juventude x Passo Fundo | trão de Queiroz, 898, Marechal Quinta (29), às 20h Floriano Enquanto a semana para o time principal é de trabalhos de prepa- l Mirassol x Juventude | ração para o jogo no Brasileirão, Domingo, às 15h a equipe B encara o Passo Fundo O Juventude passou de fase na na disputa da Copa Laci Ughini. Série D e agora encara o mataE seria bom vencer em casa. No mata. Para continuar vivo na grupo dos cinco classificados, o competição, terá que passar pelo alviverde ocupa a última vaga e, paulistano Mirassol nas oitavas se não se cuidar, pode ser alcan- de final. Embalado pelo ótimo çado pelo time de Nova Prata. desempenho na fase inicial, o Ju Estádio Alfredo Jaconi tenta dar um passo decisivo rumo R$ 10 (arquibancada) e R$ 5 (es- à Série C. tudantes e idosos) | Hercules Galló, Estádio Municipal de Mirassol 1.547, Centro R$ 20 (arquibancada) e R$ 10 (estudantes e idosos) | Lauro Luchesi, l Caxias x Nova Prata | Terça 2.650, Centro 24 a 30 de setembro de 2011

O Caxiense

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por Marcelo Aramis * Colaborou Jaisson Valim Maurício Concatto/O Caxiense

Júlia

Varaschin Webber No próximo dia 29, Júlia abre no Catna Café a exposição Nobre Beleza. Precoce? Essa é a terceira exposição individual da artista, estudante do 3° ano do Ensino Médio. Aos 10 anos, ela ingressou em uma oficina infantil de arte na escola Ampliatto. Aos 14, incentivada pela professora Maira Paluno Nardi, realizou a exposição Pretty Woman, na D'Rose Arte e Decorações, repetida no ano seguinte na sua escola de inglês. O resultado rendeu o convite para ilustrar o livro A menina da fita azul, de Carla Messias e Cecília Messias Barbosa. As principais referências da artista são Michelângelo e Da Vinci. “Sou perfeccionista. Gosto que o desenho fique o mais próximo possível de uma fotografia”, conta Júlia. Nas viagens que faz com a família, abdica dos programas juvenis para visitar museus. Já foi ao Louvre, ao MoMa e ao Metropolitan, mas prefere não escolher um preferido. “Todos os museus são importantes. É impossível sair de um museu sendo a mesma pessoa, com as mesmas ideias de quando entrou, mesmo que tu não percebas a mudança”, discursa. No próximo ano, Júlia pretende ingressar na faculdade de Moda e continuar nas artes plásticas como hobby. O bom gosto e o perfeccionismo servirão para as duas carreiras.

O Caxiense

17 a 23 de setembro de 2011

No último fim de semana, Rafa Rodrigues, FTF e Thiago Danieli, quadrinistas da Equipe HQCX, participaram da Multiverso Comic Con, em Porto Alegre. Além de trazer a surpresa do público do evento com os quadrinhos publicados no jornal O Caxiense Rafa lista as coisas mais legais que eles viram por lá.

Atrações | Gente do calibre de Sidney

Gusman (uma lenda do quadrinho nacional), Daniel HDR, Eddy Barrows e Ivan Reis – desenhistas famosos no mercado americano que trabalham para a DC Comics. Além de falar sobre o mercado, presente e futuro dos quadrinhos, suas carreiras e seus trabalhos em diversos painéis, eles também circularam por lá interagindo com os presentes.

Cosplay

Maurício Concatto/O Caxiense

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Quadrinhos | Comic Con por Rafa rodrigues

| Nos EUA, cosplay é quase um trabalho de modelo, onde a pessoa deve, além de vestir-se como algum personagem nerd, interpretálo durante o evento, principalmente nas fotos tiradas pelo público e pela imprensa. A Multiverso Comic Con contou com um desfile de cosplay e escolheu os melhores no ofício.

Renato

Padilha

O atacante Renato Padilha, 56 anos, é uma das esperanças de gol no Jogo pela Vida, que movimenta o Estádio Alfredo Jaconi, às 10h deste domingo (25) dentro da Campanha Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos. Ele promete tentar repetir o desempenho da partida do ano passado, quando ajudou o time dos transplantados a vencer as equipes de saúde. Mas Padilha tem orgulho mesmo de ser artilheiro em outros campos. Ele concilia as suas atividades de consultor e professor com as tarefas de vice-presidente da Associação dos Renais Crônicos da Região Nordeste do Rio Grande do Sul (Rim Viver) e membro do Conselho Nacional de Saúde. Para conscientizar sobre a importância da doação de órgãos, ele se envolve em atividades como palestras ou envia informes eletrônicos sobre o tema para ONGs de todo o Brasil. Para dar conta de tanta atividade, às vezes desperta às 4h e só vai para cama à 1h do dia seguinte. “É importante conscientizar a sociedade do 'sim' na hora de decidir sobre uma doação”, defende. Todo o pique exemplifica como um transplantado pode ter uma vida normal. Já são nove anos assim. Com um quadro complicado pelo diabetes, fez transplante em 2002, graças à generosidade da irmã, que lhe doou um rim. “Foi melhor que ganhar na loteria”.

Produção independente | Con-

venções também são uma ótima oportunidade para o quadrinista independente mostrar seu trabalho. E um bom lugar para apreciadores de quadrinhos conhecerem os novos talentos. Através dos fanzines, os artistas iniciantes podem divulgar sua arte e, quem sabe, conseguir contato com pessoas que podem ajudar na carreira.

Templo Nerd |

Caxias do Sul carece de lojas que comercializem coisas “cult”, “nerds” ou “geeks”. Embora hoje a cidade conte com alguns estabelecimentos do ramo, há pouca variedade. Na Comic Con os nerds encontraram camisetas, quadrinhos, action figures, modelos, toucas e uma porção de outros artigos raros por aqui.

Localização | Embora Porto Alegre

esteja acostumada com eventos semelhantes (em especial para o público fã de manga e anime), este é o primeiro grande evento no Estado voltado especificamente para os comics, que antes recorriam a São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte ou aos EUA, onde estas convenções são comuns.

Semanalmente nas bancas, diariamente na internet.


Renato Henrichs

*Interino: Jaisson Valim

renato.henrichs@ocaxiense.com.br

A disposição com que o chefe de Gabinete, Edson Néspolo (PDT), assumiu interinamente (será?) o lugar de Jorge Dutra (em licença de saúde) na Secretaria de Trânsito, Transportes e Mobilidade lembrou o estilo com que o então vice-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT) cobria as saídas de José Ivo Sartori. Começou anunciando o plano de ampliação da Zona Azul para uma complementar Zona Verde e, de cara, já trouxe grande benefício à pasta: o trânsito de informações melhorou muito. Enquanto Dutra muitas vezes se recusava a atender a imprensa, Néspolo se mostra disponível para entrevistas. 

Pró-ativos

Nas ausências de Sartori, Alceu Barbosa Velho, agora na Assembleia Legislativa, se caracterizava pela marca da pró-atividade. A interinidade não era empecilho para se meter em questões mais complexas de governo, como a greve dos médicos. Néspolo vem seguindo o mesmo caminho. Uma prova do apetite do PDT para as próximas eleições.

Catálogo de árvores

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente lança nos próximos dias uma revista que cataloga 64 árvores nativas de Caxias do Sul, fruto de um trabalho de um ano. Serão 10 mil exemplares, com ficha técnica das planta. A distribuição será prioritária para as escolas.

Consciência ecológica

O elogiável esforço da Secretaria do Meio Ambiente ainda parece insuficiente para ampliar a consciência ecológica dos caxienses. Vândalos arrancaram 11 mudas nativas de um canteiro na Avenida Júlio de Castilhos com a Perimetral. Detalhe: a destruição ocorreu na quarta-feira (21), o Dia da Árvore.

Luiz Chaves, Divulgação/O Caxiense

Melhor trânsito

MAIS Atenção ao

Como culpar o trabalhador que, sem um transporte coletivo adequado, resolveu comprar um automóvel?

Todo mundo tem o direito de possuir um automóvel, mas deveria contar com estímulo para deixá-lo com mais frequência na garagem. É preciso reconhecer que Caxias tem um transporte coletivo acima da média brasileira – o município foi um dos pioneiros na bilhetagem eletrônica, e a Visate tem recebido prêmios pela qualidade –, mas está bem aquém do necessário para amenizar os congestionamentos. Basta ouvir os presidentes das associações de moradores para confirmar as deficiências: horários O resultado atesta o óbvio. reduzidos, itinerários inadequados A solução para a tranqueira nas e tarifa elevada aparecem entre as principais vias caxienses passa pela principais queixas. melhoria na qualidade transporte coletivo. À primeira vista, o incha- O secretário interino de ço na frota costuma ser apontado Trânsito, Transportes e Mobilidacomo o vilão do trânsito. São 43 de Edson Néspolo, tem consciência automóveis, motocicletas e outros da importância do tema. Além do veículos que ingressam por dia nas projeto de ampliar as linhas de táxiruas. Em julho, o município já re- lotação, aposta nas duas novas esgistrava 241 mil carros, uma média tações de transbordo, que deverão de 0,55 por pessoa – acima de Porto funcionar até a metade do ano que Alegre, que obtém a marca de 0,49. vem. Mas parece ainda tímido para Só que é simplismo pensar assim. a complexidade do problema.

Os outros da lista

O deputado federal Pepe Vargas (PT) e os senadores Paulo Paim (PT) e Pedro Simon (PMDB) aparecem na lista dos 100 mais influentes, organizada pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar. É motivo de orgulho? Nem tanto. O levantamento ainda põe na elite do Congresso nomes como Fernando Collor (PTB/AL), Renan Calheiros (PMDB/AL) e José Sarney (PMDB/AM).

“Um dia não vai mudar nada nos hábitos, mas é uma sementinha que pode germinar” Edson Néspolo (PDT), secretário interino de Trânsito, Transportes e Mobilidade sobre o Dia Mundial Sem Carro

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A Festa da Uva poderá ganhar um reforço na divulgação às vésperas do início do evento. Requerimento idealizado pelo deputado Assis Melo (PC do B) propõe para o dia 7 de fevereiro uma sessão solene na Câmara dos Deputados em homenagem aos 80 anos do evento. O documento também tem a assinatura de Pepe Vargas (PT). Assis ainda faz a intermediação para que a Embratur libere R$ 500 mil com a intenção de propagandear o evento nos países do Mercosul.

Novo regulamento

transporte coletivo O Dia Mundial Sem Carro teve a participação do prefeito José Ivo Sartori, ganhou adesão acima da expectativa, mas ainda está longe de esvaziar as ruas de Caxias do Sul. Mesmo assim, já provocou um impacto positivo, como exemplificam os números da Visate. Na quinta-feira (22), os atrasos – que têm os engarrafamentos como principal causa – atingiram 7% das viagens. São quatro pontos percentuais abaixo do índice habitual, de 11%. A empresa, que colocou 178 horários a mais para atender ao acréscimo da demanda, registrou 10.948 passageiros a mais do que a média, representando um aumento de 6%.

Divulgação extra

Os organizadores da Festa da Uva fazem bem ao repensar o regulamento para a Escolha da Rainha, em 2013. A polêmica em torno da divulgação das notas do concurso seria reduzida caso o texto tivesse menos brechas. A clareza também evitaria arranhão na imagem do evento – que ameaça ter o efeito prolongado com a ação na Justiça, mesmo que oito embaixatrizes responsáveis pelo processo não tenham essa intenção.

Mais uma multa

A contabilidade da Codeca voltou a virar alvo de questionamento. O TCE determinou que ela devolva R$ 139,5 mil aos cofres em razão dos valores pagos pelo Plano de Participação de Resultados.

Recurso

A Codeca já pensa no recurso. Vai tentar mostrar que tudo não passou de uma confusão. Pelo argumento do Município, ela é uma empresa de economia mista – e não estatal, como consideraram os conselheiros –, o que permite a distribuição de resultado – e não lucro. “O lucro é vetado, sabíamos. Mas dizer que resultados e lucro são a mesma coisa é um equívoco. Seria a mesma coisa que dizer que noite e escuro são as mesmas coisas”, diz o diretor Adiló Didomenico.

Quem dá mais?

Um alívio bem-vindo aos depósitos de carros retidos em Caxias chega na quinta-feira (29). O Detran leiloará 118 veículos ou sucatas no Guincho Kabika (Rua Atílio Bassanesi, 3.207). O órgão intensificou os leilões não só para evitar problemas que comprometam a saúde ou o ambiente, mas também para reduzir os prejuízos com a guarda desses bens.

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Edição 95  

Um Mercado Público, um centro comercial, uma sede para a universidade estadual... As ideias para o futuro do prédio da Maesa, a ser desocupa...