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Setembro | 2011

|S10 |D11 |S12 |t13 |Q14 |Q15 |S16

93 Ano ii

O grande esforço em prol das

pequenas causas Roberto

Hunoff Ministério do Trabalho embarga ou interdita 90% das obras que visita

Os versos esculpidos por

Segalla

Renato

Henrichs Luta pela extensão da UFRGS soma, mas também divide

Manoelito:

“Gaúcho não se faz pela vestimenta”

E AS REINAçÕES

Na escada pela qual subiram 10 embaixatrizes para reivindicar suas notas (indisfarçada contestação ao trio eleito), as princesas Aline e Kelin e a rainha Roberta desfilam seu estilo em um editorial de moda exclusivo – e, soberanas, evitam a polêmica

Maurício Concatto/O Caxiense

O REINADO

R$ 2,50


Índice Roberto Hunoff | 4 Ritmo da construção civil atropela a segurança do trabalho O Caxiense entrevista | 5 Ex-presidente do MTG, Manoelito explica o fenômeno tradicionalista Justiça | 7 O JEC tem em mãos sua maior causa: acabar com o acúmulo de processos Boa Gente | 9 Artesanato de elite, uma senhora do povo e o luxo nos vestidos Artes | 10 A estética do choque

Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

A Semana | 3 As notícias que foram destaque no site

www.OCAXIENSE.com.br Parabéns a O Caxiense por dar voz a outros atores sociais. Ótima entrevista com João Dorlan.

Rose Brogliato

@WillianSegnor Muito bom o novo site do jornal @ocaxiense. Bem simpático e com uma imensa interatividade com o internauta. Parabéns #novosite @ChayDanda Parabéns, o layout do jornal na net ficou bem mais clean! #otimo #novosite

Segalla | 11 O artista plástico que esculpia poemas Guia de Cultura | 12 Caxias em Cena chega aos palcos e Iberê, à linha de partida HQCX | 15 A política de fazer amigos de uma maneira não muito legal Reinado | 16 Como se vestem as soberanas quando a peça principal não é a coroa Reinações | 20 Embaixatrizes descontentes exigem suas notas e acendem uma crise na corte da Festa da Uva Dupla CA-JU | 21 Na gangorra CA-JU, a vez é do alviverde Guia de Esportes | 22 Acrobacias no Iguatemi, nos gramados e nas estradas rurais Renato Henrichs | 23 Uma causa, duas campanhas: a extensão da UFRGS

Expediente

Redação: Camila Cardoso Boff, Carol De Barba, Felipe Boff (editor), Gesiele Lordes (estagiária), Jaisson Valim (editor), Janine Stecanella, José Eduardo Coutelle, Luciana Lain, Marcelo Aramis (editor), Maurício Concatto, Paula Sperb (editora), Renato Henrichs, Roberto Hunoff, Robin Siteneski e Vagner Espeiorin (estagiário) Comercial: Pita Loss e Calebe De Boni Circulação/Assinaturas: Tatyany Rodrigues de Oliveira Administrativo: Luiz Antônio Boff Impressão: Correio do Povo

@shamilacolorida O site @ocaxiense conseguiu ficar melhor! Parabéns :) #novosite

@cibeli_macedo Parabéns pela reportagem das embaixatrizes que não ganharam o título. #festadauva @lucasbarp Acompanhando de #NovoHamburgo pelo site do @ocaxiense a querida #FestadaUva orgulho #Caxiense. Parabéns pela transmissão! #escolhaaovivo @daianevanzin @ramontisott os comentários no @ocaxiense estão mais divertidos... vamos pra lá #escolhaaovivo @fran9franzoka parabéns pela transmissão da escolha da rainha da festa da uva #escolhaaovivo @candyfulvy muitos acessos por causa da publicação IMPARCIAL a respeito da Festa da Uva. Muita qualidade atrai um bom número de leitores =) #protestodasembaixatrizes @antoniofeldmann Parabéns pelo jornalismo sério e responsável. O Caxiense dá exemplo de profissionalismo. Caxias agradece. #jornalismo @joaodorlan Agradeço ao @ocaxiense e ao talentoso jornalista Robin pela oportunidade de combater a privatização no serviço público em Caxias do Sul. #ocaxienseentrevista

Assine

Para assinar, acesse www.ocaxiense.com.br/assinaturas, ligue 3027-5538 (de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h30 às 18h) ou mande um e-mail para assine@ocaxiense.com.br. Trimestral: R$ 30 | Semestral: R$ 60 | Anual: 2x de R$ 60 ou 1x de R$ 120

Jornal O Caxiense Ltda. Rua Os 18 do Forte, 422, sala 1 | Lourdes | Caxias do Sul | 95020-471 Fone 3027-5538 | E-mail ocaxiense@ocaxiense.com.br www.ocaxiense.com.br

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Erramos | No Super Trunfo da Rainha, publicado na edição passada, faltou a carta da candidata Francine Guerra, representante da escola Caminhos do Saber. O Caxiense pede desculpas à embaixatriz e à entidade pelo erro.

Semanalmente nas bancas, diariamente na internet.


A Semana

Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

editada por Jaisson Valim | jaisson.valim@ocaxiense.com.br

Militares comandaram a celebração da Independência na Sinimbu. O amor à pátria mostra vigor em Caxias e começa desde a infância

SEGUNDA | 5.set Sequestro é relâmpago, o trauma, não

da CIC, Nelson Sbabo, voltou de Brasília com uma notícia esperançosa. O Ministério dos Transportes se prepara para, ainda neste mês, apresentar em Caxias do Sul o projeto de viabilidade econômica do trem regional de passageiros. O plano terá mudanças em relação à proposta original, mas o governo federal mantém os detalhes em sigilo. Um dos estudos apontou que cada quilômetro da linha férrea, que passará por cinco cidades, poderá custar R$ 2 milhões. Será um importante passo para que uma luta de 15 anos comece a virar realidade. Até agora, o que mais ganhou embalo foram as desconfianças de que um projeto tão ambicioso como esse terá dificuldades para sair do papel.

A onda de sequestros relâmpagos fez uma nova vítima. Chamado para o conserto de um encanamento na madrugada de domingo (4), um homem de 47 anos foi mantido refém por cinco horas por três homens armados. Os bandidos chegaram a levá-lo para sacar dinheiro em um caixa eletrônico, que estava inoperante. Ele conseguiu fugir em um momento de descuido do trio. Para evitar que novas vítimas sofram o trauma de passar horas na mira de uma arma e o risco de perder a vida, a polícia alerta: redobre a atenção nos momentos de entrada e saída nas garagens ou em locais como escolas. São os pontos preferidos para os ataques. QUARTA | 7.ago

TERÇA | 6.set Projeto do trem regional começa a entrar nos trilhos

O vice-presidente da Indústria

O orgulho brasileiro desfila na Sinimbu

O patriotismo marchou em Caxias na manhã do feriado diante de milhares de pessoas. Lembrando do padre Landell de Moura, da Le-

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gião da Boa Vontade e a evolução da comunicação em Caxias, cerca de 50 entidades desfilaram na Sinimbu. Já a indignação anticorrupção no país não teve a mesma força. Um pequeno grupo, munido de cartazes, atendeu ao chamado nascido nas redes sociais na internet para transformar a data num marco na luta contra essa chaga.

QUINTA | 8.set Caxias se mobiliza na briga pela UFRGS

A histórica rivalidade entre Caxias e Bento deu mais uma amostra de que não está apenas no campo do folclore. Ainda nem há a confirmação do governo federal para a instalação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) na Serra, mas entidades locais lançaram uma campanha para que a instituição escolha o município. “Agora é Unir para Conquistar” tenta mostrar as vantagens, como a demanda, a infraestrutura local

e a promessa da prefeitura de área para campus, Só que Caxias largou atrás. Há dias, Bento já se mobiliza na campanha “Vem UFRGS vem”.

SEXTA | 9.set O orgulho gaúcho acampa nos Pavilhões

Depois da Semana da Pátria, os gaúchos se envolvem em um novo compromisso cívico. Embora as barracas já tenham se instalado nos Pavilhões da Festa da Uva, o Acampamento Farroupilha só será aberto oficialmente em cerimônia na manhã deste sábado (10). O auge das celebrações farrapas será o desfile no domingo (18). O mais interessante da programação envolve as crianças e os adolescentes. Durante o evento, 80 escolas farão visitas guiadas, ouvirão histórias e terão contato direto com os costumes campeiros e com os animais. São atividades que levam ao pé da letra o tema da Semana Farroupilha deste ano: “Nossas Raízes”.

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Roberto Hunoff roberto.hunoff@ocaxiense.com.br

Os viticultores da região iniciaram nesta semana os estudos para definição do custo de produção da próxima safra. Para este ano chegaram ao valor de R$ 0,59, mas o governo estabeleceu preço mínimo de R$ 0,52. O coordenador da Comissão Interestadual da Uva, Olir Schiavenin, acredita em aumento nos valores, principalmente por causa dos custos da mão de obra, também escassa na agricultura. Os levantamentos serão concluídos no final de setembro e levados para análise pela Companhia Nacional de Abastecimento.

Vendeu bem

A iniciativa do San Pelegrino Shopping Mall, juntamente com as suas lojas, de reduzir preços dos produtos na ação dos primeiros quatro dias de setembro, rendeu bons resultados. Na comparação com a ação desenvolvida em março, as vendas aumentaram 17%. O shopping também mudou, mais uma vez, sua assessoria de imprensa. Agora a tarefa cabe à Latu Sensu, de Caxias do Sul. É a terceira desde a inauguração do shopping em novembro passado.

Irregularidades Com média mensal de uma vítima fatal desde o início do ano, a construção civil volta a chamar atenção pela insegurança nas obras em Caxias do Sul. Espremidas por prazos para conclusão dos prédios, construtoras têm, em muitos casos, feito vistas grossas ao fato de operários não usarem equipamentos de segurança. Em outras situações é a própria construtora que não coloca à disposição equipamentos adequados e exigidos por lei. Por conta disto, o gerente regional do Ministério do Trabalho em Caxias do Sul, Vânius Corte, alerta que 90% das obras fiscalizadas acabam embargadas ou até mesmo interditadas. Na cidade são mais de 2,5 mil construções em andamento, segundo dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil. Para Corte, é preciso aumentar as penalidades sobre as construtoras negligentes

Recursos humanos

por meio de responsabilização criminal. Até esta semana já morreram nove operários da construção civil na cidade em 2011, três a mais do que todo o ano passado. Além disso, existe a questão do atraso na conclusão das obras. Exemplo mais recente é a construção do prédio próprio do Instituto Federal de Educação. São 10 meses de atraso em relação ao cronograma inicial, e a mudança para as instalações, previstas para março do que vem, está mais uma vez sob ameaça. Isso pode comprometer as atividades do instituto, que, no final do ano, abrirá concurso para mais 220 vagas. A diretoria Tatiane Weber busca apoio nas entidades e nas lideranças políticas para encontrar alternativas caso o prédio não fique pronto. A alegação da construtora é falta de pessoal. Divulgação/O Caxiense

Custo da uva

Indicação

A empresária Fúlvia Stedile Angeli Gazola, diretora da Dolaimes Comunicação e Eventos, é a nova integrante do Conselho da Pequena e Média Indústria da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul. Sua primeira participação será no dia 13, terçafeira, na reunião convocada para iniciar o planejamento das ações que serão desenvolvidas até 2014.

Acima do mercado

Enquanto o mercado nacional de tratores em 2011 deve se retraírem 8% na comparação com o ano passado, a Agrale projeta crescimento de suas vendas na ordem de até 3%. Só na Expointer, feira encerrada domingo (4) em Esteio, a montadora caxiense elevou seus negócios em 12%. De acordo com Sílvio Rigoni,

Manufatura

Com estimativa de reunir 300 participantes, a seção Caxias do Sul da Sociedade de Engenharia da Mobilidade (SAE) realiza o segundo simpósio de manufatura. A partir das 8h de terça-feira (13), a programação terá palestras e mostra de produtos e serviços no Intercity Premium. O tema central será Segurança na manufatura como fator de competitividade, com exposição de ideias por especialistas do Lean Institute, Ford, AGCO, Siemens PLM Software, Applus Idiada Group e Volvo.

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Caminhos para a China

Internacionalização e fortalecimento da estratégia competitiva são ações que empresas locais devem consolidar se quiserem ter alguma relação comercial com a China. Esse foi o recado dos engenheiros Claiton Gaieski Pires e José Carlos Vanin Junior aos empresários que participaram de palestra promovida pelo Simecs de Caxias do Sul. Com grande experiência profissional no segmento de importação e exportação junto ao mercado asiático, eles asseguraram

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gerente de vendas de tratores, a expansão se deve, principalmente, ao fato de a montadora ter ampliado sua linha de produtos, investindo em equipamentos mais pesados, abrindo novos espaços no mercado. Na Expointer, apenas 25% das vendas da Agrale se concentraram em pequenos tratores.

que oportunidades existem, mas não ocorrem de uma hora para outra. Revelaram que a China passa por momento de elevação dos salários, principalmente nos grandes centros, de consciência ambiental, de desperdício das manufaturas, com tendência à automação, de pressão do governo para qualificação da indústria exportadora, de orientação para exportação de valor agregado e conteúdo tecnológico e com infraestrutura de primeiro mundo.

A Associação Serrana de Recursos Humanos (ARH Serrana) fará no dia 27 de outubro a solenidade de entrega dos troféus aos Destaques do Ano em Recursos Humanos. O anúncio dos ganhadores ocorreu na manhã desta sexta-feira (9). A premiação reconhece empresas, profissionais e pesquisadores que se destacaram na gestão de pessoas em Caxias do Sul e região, estimulando e valorizando melhorias contínuas e inovadoras na área. Os ganhadores: Organizacional Gestã: Suspensys Sistemas Automotivos e Unimed Nordeste RS | Organizacional Projetos: Detella Restaurantes Empresariais, Famastil Taurus Ferramentas, Grendene, Guerra e Soprano | Empresa Cidadã: Cemar Legrand | Profissional: Edson Moreira, da Petcursos Profissionalizantes, e Mirieli Colombo, da Clearcom Treinamento e Desenvolvimento | Acadêmica: Ana Luiza De Bona Castellan Esquiam, da UCS, e Ana Roberta Trentin de Bittencourt e Márcia Boff Dal Zotto, da FSG | Personalidade do Ano: Renato Domingos Zuco.

Curtas

O grupo Ftec Faculdades completou 20 anos na sexta-feira (09). De uma pequena sala de informática localizada em Caxias do Sul, se transformou em instituição com 23 cursos de graduação, divididos em bacharelados e tecnológicos, além de pós-graduação, técnicos e outros de qualificação e extensão. Está presente em Bento Gonçalves, Caxias do Sul, Novo Hamburgo e Porto Alegre. O projeto Mega BRT da Neobus, de Caxias do Sul, recebeu o Prêmio IDEA/Brasil na categoria Prata/ Transporte. Promovido pela Associação Objeto Brasil, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, o prêmio é a instância local do International Design Excellence Awards, dos Estados Unidos. O Administrador e o Lucro é o tema do 23º Fórum de Administração, promoção da Associação dos Administradores de Empresas do Nordeste do Rio Grande do Sul no período de 12 a 15 de setembro. As palestras ocorrerão dias 14 e 15, a partir das 19h30, no auditório da CIC de Caxias do Sul. No dia 13, está prevista a realização de visitas técnicas às empresas Neobus e Guerra.

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“Modismo

O Caxiense entrevista

dá e passa, como

dor de barriga” O caxiense Manoelito Savaris, ex-presidente do MTG, acredita que o sucesso do tradicionalismo ocorre graças à resistência contra os modernismos, como a Tchê Music

Acervo Pessoal, Divulgação/O Caxiense

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“O gaúcho não se faz pela vestimenta. Se faz pela cabeça”, diz Manoelito

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não são gaúchos? Usam a mesma pilcha, acreditam nas mesmas coisas, pregam a mesma cartilha. Só om 13 anos de envolvimento direto por ter nascido no Rio Grande do com o Movimento Tradicionalista Sul não quer dizer que a pessoa Gaúcho (MTG), o caxiense Mano- seja gaúcha. elito Carlos Savaris se tornou um dos mais conhecidos críticos da Os CTGs estão presentes em toTchê Music e de outras inovações dos os Estados. Essa expansão é que, em sua opinião, ameaçam um objetivo do movimento? descaracterizar a cultura local. Foi Não. Isso surge espontaneamencom essa determinação linha-dura te em vários lugares do mundo e com conduziu a entidade por cin- apoiamos no sentido de oferecer co gestões e presidiu o Instituto uma oportunidade de agregação Gaúcho de Tradições e Folclore àquelas pessoas que acreditam (IGTF) por outros quatro anos. no modelo, nos princípios e nos Atualmente, o tenente-coronel valores defendidos pela cultura aposentado da Brigada Militar é gaúcha. No início, os CTGs foram responsável pela cocriados por sul-rioordenação executiva grandenses fora do do acampamento e “Em casa, se Estado que ganhado desfile temático homem quiser ram o Brasil. As pesnos Festejos Farrou- viver com homem, soas de outras natupilha em Porto Ale- pode viver. ralidades foram se gre. Dividido entre agregando. Tem um a Capital e a cidade O CTG é um episódio que mostra serrana, Manoelito clube que tem a força do modelo regras próprias, comenta, às vésperas tradicionalista. Na do 20 de Setembro, homem é homem e Polônia, há dois meoutros temas que mulher é mulher” ses, foi criado um dividiram opiniões, CTG por poloneses como o uso de brinque conheceram a co pelos rapazes e a homossexuali- cultura gaúcha em um intercâmdade dentro dos galpões. bio de genética vegetal que fizeram aqui no Estado. O patrão nem O que é ser gaúcho? sequer fala português. Mandaram Ser gaúcho é uma questão de ir daqui pilchas completas para adesão cultural. Não dá mais para homens e mulheres. O segredo é se falar do termo gaúcho como o modelo que agrega todas as idagentílico de quem nasce no Rio des, coisa que outras sociedades Grande do Sul. Temos gaúchos não oferecem. E somos tradicioque jamais estiveram no Estado. nalistas. Preservamos os conceitos Gaúcho é um tipo cultural cons- tradicionais da sociedade, como o truído a partir da contribuição respeito, combate à transgressão de sete etnias principais que for- social, ao alcoolismo. maram a sociedade sul-rio-grandense. A partir daí, a cultura se Existe no mundo uma outra culespalhou e ganhou outras áreas tura que se compare em tamanho de espaço geográfico do Brasil e à gaúcha? do mundo. Por mais ou menos 70 Não há modelo similar ao do anos, o termo gaúcho foi sinônimo tradicionalismo gaúcho. Evidentede sul-rio-grandense. Estamos em mente que as pessoas que vão para um processo de mudança. O peão qualquer outro lugar levam suas farroupilha da Confederação Bra- culturas. Um exemplo é a região sileira da Tradição Gaúcha é de de Caxias. O italiano veio para Boa Vista, Roraima. A primeira cá, trouxe a sua cultura e procuprenda da Confederação Brasileira ra mantê-la. A grande diferença é da Tradição Gaúcha é de Manaus. que essa manutenção é feita meio Ela nem sequer tem parentes no que individualmente, sem uma Rio Grande do Sul. Aliás, ela veio atividade coordenada. O tradicioconhecer o Estado depois de ter nalismo gaúcho criou um modelo sido eleita. E como se vai dizer que em que todos os CTGs do mundo por JOSÉ EDUARDO COUTELLE jeduardo.coutelle@ocaxiense.com.br

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se comunicam e seguem os mesmos princípios. Evidentemente que em cada lugar em que há um CTG existe uma agregação de aspectos folclóricos e tradicionais locais que acabam integrando. E isso é estimulado. Não queremos exclusividade da cultura gaúcha.

microrregiões dentro de uma metrópole. E cada uma procura se bastar nos aspectos culturais e religiosos. Então cada canto criou seu próprio CTG. O segundo fenômeno: foram para Caxias muitas pessoas de diversos lugares, especialmente nos últimos 30 anos. E esse povo levou sua manifestação E como são tratadas as culturas cultural. não tradicionais? Não agregamos modismos. Fica O movimento tradicionalista do lado de fora da porta. Porque está em crescimento? modismo é coisa que dá e passa, Sim. Nem tanto em número, até assim como dor de barriga. Isso porque não tem sido muito estivale para a música e uma série de mulado. Diria mais na consciência coisas. O que utilizamos perma- do que é: afinal de contas, o que nentemente são as tecnologias. somos e o que queremos, aonde Usamos celulares, Twitter, Face- queremos chegar, por que valoribook, internet. zamos isso? Esse é o esforço que tem sido feito pelo movimento. E E a Tchê Music? também de esclarecimento da soDeu e passou, né? Cadê eles? ciedade. Há 10 anos, ninguém saNão combatemos essas manifes- bia o que era o MTG. tações. Só nos damos o direito de mantê-las do lado de fora da porta. As mulheres têm deixado um Podem se apresentar onde quise- pouco de lado a atividade de rem sem problema nenhum. Mas, prenda e estão assumindo fundentro do CTG, não, porque lá se ções do peão. Como avalia essa trabalha com tradicionalidade. mudança? A mulher ocupa espaços que Não seriam uma forma de atrair antes eram exclusivamente de hopessoas para o movimento? mens. Não quer dizer que deixe É um engano. Lido no movi- de ser mulher e deixe de ter as oumento há anos, sempre com jo- tras atividades. Vemos isso com a vens, e digo que essas expressões maior naturalidade, visto que não esporádicas mais afastam do que criamos nenhum tipo de restrição. agregam. O jovem quer moderni- Aliás, estimulamos que a mulher dade, quer se divertir, mas não é participe o quanto mais de tudo burro. Ele quer segurança, e a se- que achar que tem de participar. O gurança está na tradicionalidade. que a gente não estimula é o contrário. Até estimulamos que o hoComo explicar um tradicionalis- mem vá para cozinha ajudar a lamo tão forte em Caxias? var a louça lá no CTG mesmo. Isso É a cidade que tem mais CTGs não tem problema. A mulher pode do mundo. Na minha opinião, ser patroa e o homem pode ser o ocorrem dois fenômenos. Primei- cozinheiro. Agora, a gente não esro, o espírito das pequenas comu- timula que homem use vestido. nidades italianas. Cada bairro tem sua igrejinha, o seu salão. Ou seja, E a questão dos homossexuais?

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Essa é uma questão da socieda- o modelo tradicionalista, com o de, e não tradicionalista. O movi- sistema que se aplica nos CTGs, mento não é homofóbico e nem se agrega ele porque é bom para ti, questiona preferências sexuais de para tua família e para a sociedade. quem quer que seja. Dentro do movimento, há homens e mulhe- Grupos de defesa de animais se res homossexuais. Enquanto se manifestam contra os rodeios, mantiverem no comportamento dizendo que há maus tratos. social dentro dos seus sexos no Esse é um problema. O tradiCTG, nenhum problema. Não é cionalista é talvez o maior ecoloporque não se admita o compor- gista. Não vais ver um tradiciotamento, é porque nalista maltratando agride a tradicionao seu cavalo. O tiro “Não somos lidade. Em casa, se de laço é uma queshomem quiser viver descendentes tão tradicional. É a com homem, pode de piratas. O uso manutenção da vinviver. O CTG é um do brinco nas culação do gaúcho clube que tem regras com o cavalo e com próprias, e, confor- atividades o boi. A sociedade me elas, homem é dos CTGs não se criou em cima homem e mulher é é permitido disso. E nisso temos mulher. tido dificuldades. porque não é Tem que ir agindo tradicional” Tempos atrás não da forma mais raforam permitidos cional possível. O nos CTGs rapazes usando brin- próprio tradicionalismo tem de cos ou colares. combater os exageros que às vezes Essa questão dos adereços é acontecem. moda. Hoje muita gente já abandonou o brinco, está voltando ao O tradicionalismo pode ser visto normal da tradicionalidade. O como alegoria: eu me pilcho para gaúcho não usa adereços. A mu- um evento e no dia-a-dia volto a lher se enfeita. Não há que se con- me vestir como um cidadão urfundir com eventuais piratas que bano comum. tenham andado no Pampa e que Não há uma proposta quanto a usavam brincos. Mas não somos isso. Existem muitas pessoas, e eu descendentes de piratas. O uso do sou uma delas, que só andam pilbrinco nas atividades não é permi- chadas. Raramente uso algum outido porque não é tradicional. tro tipo de roupa. Mas é uma escolha pessoal. Tem outros que só Como cativar e levar ao CTG o usam a pilcha quando participam homem que nunca teve relação de alguma atividade tradicionacom o campo? lista. Não há uma regra para isso. Existe uma coisa chamada cons- O Movimento Tradicionalista não ciência social. Ela se cristaliza ao interfere nesse processo. O gaúlongo da história. A gente não cho não se faz pela vestimenta. Se sabe bem como funciona. Eu mes- faz pela cabeça, pelo que pensa. A mo sou colono italiano. Não vivi pilcha é forma, moldura, alegoria. no campo, não sou da fronteira. O que interessa efetivamente é Mas quando se toma contato com o conteúdo.

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Justiça conciliadora

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A maior causa do Acostumado a resolver ações que vão desde briga de vizinhos a dívidas de até 21,8 mil, o Juizado Especial Cível se viu diante de um problema gigante: analisar quase 13 mil processos acumulados

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Maurício Concatto/O Caxiense

Pequenas Causas

por CAMILA CARDOSO BOFF camila.boff@ocaxiense.com.br

om a mesa posta sobre um tablado, alto o suficiente para conferir um lugar de autoridade, a conciliadora Flávia Rosana Marques Borges inicia a audiência. A fala da jovem advogada, pontuada por termos técnicos e marcada pela norma culta, dá o único tom de formalidade do encontro. O dono do pequeno comércio e sua advogada entram na sala aos risos e, sem qualquer cerimônia, servidores e advogados de outros casos abrem a porta durante a audiência. Alheio à descontração, o réu, um metalúrgico de aparência simples, mantém um semblante sério. A conciliadora se dirige diretamente a ele: “Como o senhor já sabe, nós estamos aqui hoje porque desde fevereiro de 2009 o senhor deve R$ 100 referente a um cheque não debitado por falta de saldo. Como resolver essa pendência?”, questiona Flávia. O réu tenta se defender, afirmando se tratar de um cheque emprestado. A conciliadora o interrompe, afirmando ser um problema particular, já que naquele tipo de audiência não se discute o mérito das questões. O objetivo, ali, é firmar um acordo. Em valores corrigidos, a dívida chega a R$ 180. O réu propõe duas parcelas iguais, mas pechincha: por R$ 150, quita tudo no ato. A pequena empresa de material de construção prefere receber o valor total em duas vezes. Enquanto a conciliadora ignora as partes para se concentrar e ditar com exatidão o conteúdo do parecer, devedor e credor não se encaram. Com paciência didática, Flávia explica que o acordo deverá ser mantido. Caso contrário, não haverá possibilidade de parcelar a dívida. Em nove minutos, o problema que se arrastou por dois anos e meio está resolvido. Somente em setembro, outras 1.569 audiências semelhantes a essa devem ocorrer no Juizado Especial Cível (JEC) de Caxias. A realização de um volume tão grande de audiências foi o que permitiu reverter um quadro alarmante. Em outubro de 2009, cerca de 13 mil processos se acumulavam, formando o maior acervo proporcional dos JECs do Estado. Graças a uma força-tarefa, sem aumentar o quadro de servidores, foi possível reduzir o tempo de tramitação e o número de processos. Hoje são 5,6 mil casos aguardando uma solução. Antes chamado de Juizado de Pequenas Causas, o JEC foi criado para resolver casos simples e de pequeno valor, envolvendo causas de no máximo 40 salários mínimos (R$ 21,8 mil). Os métodos simplificados de tramitação permitem que causas de até metade desse valor dispensem a ação de

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pelo presidente do tribunal em um prazo de até 20 dias. Caso o sentença não seja cumprida, o credor precisa indicar algum bem que poderá ser bloqueado pelo juiz, penhorado, entregue ao autor ou vendido em leilão. Se não houver nenhum bem ou dinheiro em conta, uma certidão de dívida pode ser encaminhada ao cartório de protestos. Com as mudanças no ano passado, o juizado passou a penhorar os bens antes da audiência, já que dificuldades de localização do endereço ou de patrimônio do réu costumavam levar a processos intermináveis. Se forem encontrados bens em pesquisas online nos sistemas da Receita Federal, Renavam e Banco Central, o devedor já está obrigado a pagar. Caso contrário, já se sabe que não há propriedades para penhora. Assim, somente 25% das execuções continuam tramitando depois das audiências.

prazo, as duas partes se entendem, mas mesmo assim precisam apresentar o acordo no fórum para que seja homologado pelo juiz. “Depois de intimadas, as empresas já procuram resolver o problema extrajudicialmente”, conta escrivã judiciária do JEC, Ângela Girardello Bureseska.

Maria Jocely Camargo da Luz não teve tal sorte. No Natal de 2009, a aposentada estava disposta a comprar celulares pré-pagos, mas o vendedor da companhia telefônica teria insistido para que ela optasse pela modalidade pós-pago. Com a chegada das contas, no total de R$ 733, Maria Jocely não conseguiu pagar a dívida e afirmou não ter sido informada sobre qual seria o real valor a ser pago. Com a informalidade que o ambiente permite, o juiz leigo inicia a audiência afirmando que o objetivo é chegar a um acordo. Discursando com rapidez, Maurício BalAlém de fatores demográfi- disserotto não deixa tempo para cos e econômicos, que cresceram e que as partes se intrometam. Mas Maurício Concatto/O Caxiense

advogados. Por mês, uma média cidade, informalidade, economia de 1,2 mil caxienses cumprem o processual e celeridade, sempre mesmo ritual para tentar dar fim com vistas à conciliação. O cona um problema que não foi resol- junto de práticas foi premiado em vido com diálogos ou negociações um workshop do Programa de sem mediação da Justiça. Devido Gestão pela Qualidade do Judiciáa compras de merrio (PGQT) gaúcho, cadorias com defeirealizado em agosto, to, dívidas, desen- “Tinha que dar e concorre à Mostra tendimento entre um tratamento Nacional de Trabavizinhos, acidentes de choque. Foi lhos da Qualidade de trânsito, entre implantada uma do Tribunal de Jusoutros, as vítimas tiça. verdadeira linha procuram o Fórum A meta estabelecipara uma solução de produção”, da foi chegar a 2010 ou compensação conta o juiz com 6 mil processos por suas perdas. É Leoberto e reduzir para quatro obrigatória a apre- Brancher meses o prazo médio sentação de nome e de tramitação. Antes endereço do réu e, não existia esse prase possível, o CPF. Então, um pri- zo e os processos poderiam tramimeiro encontro entre as partes no tar por anos. Com o lema “meta Judiciário será marcado para dali a que se atinge fácil é meta que se no máximo 40 dias. calculou errado”, servidores, juízes leigos e conciliadores encararam a Em fevereiro de 2006, a Cor- missão como se fosse uma forçaregedoria-Geral da Justiça sugeriu tarefa. “A gente só escapava no a criação de um segundo JEC em sábado e domingo para ir na misCaxias. Na época, eram 4.937 pro- sa”, brinca o oficial-ajudante Luiz

Depois de um mutirão, em dois anos juízes conseguiram reduzir para 5,6 mil o número de ações à espera de uma resposta em Caxias do Sul cessos tramitando em um cartório atendido por sete servidores e dois estagiários. A solução não foi adotada, e o problema se agravou. Cerca de 180 atendimentos diários eram feitos no tumultuado balcão do cartório. Até 200 audiências chegavam a ser pautadas numa única noite, gerando um tráfego que podia superar 500 pessoas. Formado pela primeira turma do Programa Gaúcho de Qualidade do Judiciário em 1995, o juiz Leoberto Brancher foi o encarregado de colocar ordem na casa. “Tinha que dar um tratamento de choque. Foi implantada uma verdadeira linha de produção”, conta o juiz. O que Leoberto fez foi implementar ações de gestão comuns em um ambiente empresarial, mas distantes do cotidiano burocrático do Judiciário. Mobilização da equipe, incentivo ao pensamento criativo, delegação de tarefas e tomada de decisão em grupo passaram a ser palavras de ordem no cartório. Assim, o JEC de Caxias pôde voltar a seguir os princípios de um juizado desse tipo: simpli-

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Francisco Diniz. Eles garantem que valeu a pena. Se antes as audiências terminavam por volta da meia-noite, agora os servidores comemoram o fim do expediente antes das 21h. Hoje, no máximo 60 sessões são pautadas para as noites de terça e quintafeira. Antes eram 18 juízes leigos, responsáveis pelas audiências únicas, e 23 conciliadores, das reuniões de conciliação, um dos maiores quadros do Estado. Hoje, são sete e quatro, respectivamente, mas com dedicação exclusiva. Além de ter pulso firme e objetividade, os juízes leigos fazem pessoalmente a digitação dos pareceres, liberando servidores para o trabalho em cartório. O juizado também oferece seis advogados, remunerados pelo Estado, para que acompanhem as partes de renda inferior a cinco salários mínimos, caso não haja acordo inicial. Os juízes leigos são responsáveis por emitir pareceres que devem ser homologados como sentenças

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refletiram no JEC, o juiz Leoberto Maria Jocely começa as reclamaaponta outras causas para a super- ções. “Eu ganho dois salários do lotação no juizado de Caxias. Uma INSS e tem a minha doença, acho delas é a época de sua criação, que o senhor não se importa que contemporânea ao surgimento de eu fale, né?” O juiz leigo é assertium importante marco regulatório, vo: “A doença da senhora não é reo Código de Defesa do Consumi- levante”. “Não me sobra nem para dor, ambos na década de 1990. “O comprar uma coisinha boa para comércio varejista cada vez mais comer. O celular é bom, eu é que é formado por grandes redes. As não consigo pagar”, insiste a apoprivatizações da tesentada. lefonia e energia Aparentemente elétrica também ge- “A gente só pouco disposto a raram atendimentos escapava no discutir, o represenmassificados e des- sábado e tante da empresa personalizados. As- domingo para não leva nenhuma sim, as relações ficaproposta de acordo. ram mais litigiosas”, ir na missa”, A falta de um dobrinca o explica. cumento comprooficial-ajudante Casos de direito vando quais serviços do consumidor re- Luiz Francisco foram contratados presentam 20% dos Diniz pela consumidoprocessos que trara sinaliza para um mitam ali. Como as provável ganho de audiências de conciliação eram causa de Maria Jocely. Nove minunormalmente frustradas nesses tos depois do início, a audiência é casos, passou-se a realizar uma encerrada com o anúncio de que a audiência única de conciliação, sentença, e o possível fim do proinstrução e julgamento, com todos blema, será divulgada para dali a os atos reunidos. Às vezes, nesse 21 dias.

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Ana

Marchioretto Casara

Na infância, em Vila Segredo, Ana Marchioretto, 57 anos, aprendeu os dois nós básicos do macramê. A arte, ainda hoje pouco difundida, era aplicada basicamente em panos de prato. “Era a peça chique do enxoval”, conta a artista sobre o trabalho em sacos desfiados. Em 42 anos dedicados à técnica da amarração de franjas, Ana aprendeu mais três nós com os quais faz qualquer desenho em xales, toalhas, vestidos... Em 2006, ela trabalhou 16 horas seguidas para confeccionar um xale que Maria Helena Sartori deu à Marisa Letícia. A primeiradama usou a peça em uma visita à rainha da Inglaterra Elizabeth II. E a arte elitizada tornou-se ainda mais popular. Para quem tiver paciência e boa capacidade de concentração, Ana ensina a arte milenar dos nós e outros truques contemporâneos que ela desenvolveu (Leia no Guia de Cultura, página 12).

das Dores Pinto dos Prazeres

“Sou uma muié de fibra. E fibra faz bem para a saúde”, conta Dona Bastiana, que chegou aos 80 “com corpinho de 80”. Em 10 anos de atuação, a personagem do ator Davi de Souza se tornou ícone nos desfiles da Festa da Uva. No sábado (10) e domingo (11), no Teatro São Carlos, ela apresenta Dona Bastiana Só para Altinhos. Meio corcunda, com seios fartos e língua solta, ela vai dar dicas de como enlouquecer uma mulher e de como tratá-las na TPM, ensinar simpatias para ganhar dinheiro e segurar marido e até oferecer sessões de descarrego nos casos mais graves. Íntima dos palcos, Dona Bastina, que já queimou sutien e agora decidiu se libertar e libertar as mulheres, diz que o público se identifica com ela. “Todo muito gosta de uma sacanagem”, assume, sem contar detalhes. Se as dicas mais quentes ficam em segredo, seguem outros conselhos: “Gozar da vida; estar sempre com um sorriso no rosto, mesmo pisando no cocô do cachoro; beijar muito até cair a chapa; perder os cabelos de amor pela vida”. Como avisa o título da peça, o espetáculo é para adultos. “Quem sabe depois do espetáculo venha mais criança ao mundo”, benze Dona Bastiana.

Durante a cobertura ao vivo do jornal O Caxiense na Escolha da Rainha da Festa da Uva, a repórter e colunista de moda Carol De Barba comentou os tecidos, a estrutura e a qualidade dos figurinos das embaixatrizes. E não considerou tudo lindo. Em uma ocasião onde é difícil inovar, Carol escolheu os melhores vestidos. Neste Top 5, ela avalia os detalhes que fizeram sucesso na passarela. Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

Embaixatrizes | Vestidos por CAROL DE BARBA

D. Bastiana

Anahi Fros, Divulgação/O Caxiense

Maurício Concatto/O Caxiense

por Marcelo Aramis

Aline Casagrande | O contraste entre o veludo e o zibeline criou um belo jogo de texturas, mas o ponto alto do traje foi o avental – principal elemento de identificação com o figurino da rainha Catiana Rossato (1991). A renda dourada, o xadrez das fitas e os bordados sobrepostos, minuciosamente trabalhados com pedrarias, formam uma composição rica mas perfeitamente harmoniosa. O modelo foi criado por Véra Stédile Zattera.

Angélica Dosciatti | A arte do macramê foi o grande diferencial do vestido da candidata, que homenageou a rainha Anemarie Brugger, de 1978. Confeccionado por Ana Casara, o avental tinha em sua trama um delicado fio metálico, brilhante apenas sob as luzes da passarela. As mangas e o colete foram os elementos inspirados no figurino original. Tini e Lôla Salles foram as responsáveis pela criação e desenvolvimento do modelo.

Carla Brandalise | A embaixatriz homenageou Deliz de Zorzi (1989) em um figurino com várias referências do original muito bem atualizadas. A videira, trigos e flores, originalmente bordados, apareceram no rendado do belíssimo avental, usado de lado pela candidata. A gola, mais quadrada no vestido de 1989, foi ampliada no de 2011, valorizando o colo e o camafeu que, assim como Deliz, Carla trazia pendurado no pescoço.

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Karine Kappelletti | Dentre os cinco trajes que confeccionou para o desfile, este talvez tenha sido o maior desafio para Véra Zattera. O ícônico X de faixas do vestido de Sílvia Ana Celli (1965) ficou muito melhor no figurino da embaixatriz. Por meio das cores e da ampla gola de renda, Véra incorporou a metade superior do X ao corpete, destacando o comprimento através dos bordados e do contraste com a saia de zibeline rosa antigo.

Kelin Zanette | A principal referência ao traje com fundamentação ítalobrasileira de Elizabeth Menetrier (1969) é a sobressaia com recorte frontal e grega na margem e nas mangas. Na blusa, as aplicações de renda guipure, rebordada com cristais Swarovski, nacarados, pérolas e vidrilhos, causaram um belo efeito na passarela e surpreenderam quem conferiu os detalhes de perto. O cinto com o brasão da família Zanette, foi o toque final.

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Bruno Segalla

| Mulher parindo | Existiram pelo menos quatro Brunos Segalla: aquele do monumento à Gigia Bandera, uma mãe com formas arredondadas e superfície lisa, uma escultura cubista na Praça Dante Alighieri, e do Cristo Terceiro Milênio; outro dos mais famosos e realistas bustos de gente importante espalhados pela cidade; um de estética mais visceral nas obras do ateliê e um quarto, poeta, descoberto recentemente na exposição O Ventre e o Leite (Leia na matéria da página 11 e no Guia de Cultura, página 12). A cerâmica ao lado é do Bruno Segalla mais autoral, que não esculpia por encomenda. O artista que causava encantamento e polêmica pelas suas obras que viraram monumentos costumava chocar mais naquilo que expunha no ateliê.

ANTROPOFÁGICO por CLÁUDIO B. CARLOS

Eu estava preso pela pele a um gancho de aço, pendurado num cano de metal que atravessava o ambiente de fora a fora. Eu estava nu e atrás de mim havia outro pendurado e atrás do outro havia mais outro e atrás daquele outro, outro e outro. Meu corpo todo doía. Mexia os olhos e via ao meu redor, o que identifiquei como sendo o interior de uma espécie de caminhão frigorífico. Tomava muito cuidado para não sacudir o corpo que tinha a pele como que se desprendendo da carne, se rasgando lenta e silenciosa. Estava vivo ainda, sentia o curso do sangue nas veias. Quando o caminhão rodava de um lugar a outro e meu corpo balançava, a dor era terrível. E sempre no-

vos corpos eram nele depositados. A cada parada pelo menos um novo corpo era trazido para dentro. Com o passar do tempo minha pele ia ressecando e os membros paralisando. Os novos corpos iam sendo colocados à frente. De vez em quando um deles entrava no frigorífico e tirava uma lasca de carne do corpo que pela ordem sempre era o de trás. Quando este já estava quase só ossos, executando-se a parte posterior do pescoço, por onde éramos pendurados, aí então, passavam a descarnar o próximo. Não sei se comiam a carne ou se davam de alimentar a algum bicho. Logo seria minha vez. Já estava bem no fundo do caminhão. De olhos fechados rezava para morrer congelado antes de começar a ser destrinchado.

Participe | Envie para artes@ocaxiense.com.br o seu conto ou crônica (no máximo 4 mil caracteres), poesia (máximo 50 linhas) ou obra de artes plásticas (arquivo em JPG ou TIF, em alta resolução). Os melhores trabalhos serão publicados aqui. ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital de Citação de Interessados, Ausentes, Incertos e Desconhecidos - Usucapião 1ª Vara Cível - Comarca de Caxias do Sul.

Prazo: 30 (trinta) dias. Natureza: Usucapião. Processo: 010/1.11.0015496-5 (CNJ:.0029630- 32.2011.8.21.0010). Autor: Juliano Pellini. Objeto: declaração de domínio sobre os bens móveis a seguir descritos: “automóvel marca Mini Morris HL 1000 Sedan, ano 1981, cor vermelha e preta, 4 cilindros, 2 portas, chassi no SAX-X-761-L2S1N-A, motor 99H791PZ533515 e automóvel marca Pontiac Chieftain Sedan, ano 1953, cor azul, 6 cilindros, 4 portas, chassi n° P6XHI529, motor n° H6- 17386”. Prazo de 15 (quinze) dias para contestar, querendo, a contar do termino do prazo do presente edital (Art. 232, IV, CPC), sob pena de serem presumidos como verdadeiros os fatos alegados pelo autor. Caxias do Sul, 15 de julho de 2011. SERVIDOR: Minam Buchebuan Lima. JUIZ: Darlan Élis de Borba e Rocha.

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Maurício Concatto/O Caxiense

Arte múltipla

Textos, expostos em quadros, guiam visitantes pelas imagens de mulheres grávidas e nuas na mostra O Ventre e o Leite, que vai até dezembro

O escultor também

moldava poesias

Um dos mais importantes artistas plásticos de Caxias do Sul, Bruno Segalla ganha exposição que revela sua faceta de poeta, desconhecida até pela família

A

por Vagner Espeiorin vagner.espeiorin@ocaxiense.com.br

s mãos de Bruno Segalla esculpiam com grande habilidade. As mesmas mãos desenhavam traços fortes que deram origem a imagens cubistas. O que pouco se sabe é que as mãos do artista também serviram para escrever. A produção literária não é tão vasta como nas artes plásticas, mas também nessa área Segalla buscou dar voz aos problemas sociais e tratou de um tema comum à sua obra: as mulheres. O feminino serve como referência para a exposição O Ventre e o Leite que ocorre até o dia 31 de dezembro, no instituto que leva o nome dele. Entre as esculturas e desenhos do caxiense, poesias guiam os visitantes pela mostra. Tal fascínio talvez tenha ligação com a infância de Segalla. Seu pai abandonou a família na década de 30 – época em que mães solteiras eram vistas com outros olhos. Maria Panarotto, mãe do artista, teve que cuidar da família e trabalhar. Conforme a gestora do instituto, Suzana Missaglia, as irmãs, a filha e a mulher, Almira, também influenciaram nas criações artísticas, como mostram as poesias. Se, na escultura, a força feminina se exibe no momento de dar à luz

em obras que envolvem mulheres grávidas, nos versos ela fica clara nas homenagens à esposa. Nas linhas escritas para ela, que viveu com o artista por 53 anos, residem as melhores metáforas e as construções poéticas mais trabalhadas. “Na altura do teu vestido branco Par a par Com a melodia divina Teus olhos me pareciam um encanto pérola suave, que ainda hoje me domina” Segalla se mostra mais simples na poesia do que nas esculturas e apresenta um tom bastante reflexivo. Alguns de seus poemas datam do ano de 1952. Aos 30 anos, o artista refletia sobre o tempo de juventude. “Mocidade, berço dos meus sonhos quanto deles minha alma fizeste crer, foram tantos cruéis desenganos que meus falsos desejos fez nascer. Hoje tenho os mesmos sonhos mas fé neles não posso crer Se antes me causaram desenganos Sofro hoje por os compreender” Comunista assumido, Segalla também trata de questões ligadas à política. O cunho social é tema de

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um poema de 1961. Se aos 30, ele cuidadosamente armazenados em estava descrente de seus ideais e pastas. Para manuseá-los, precisacerto dos seus enganos, nove anos se de luvas. Nos arquivos, um blomais tarde, ele fazia uma revisão co de anotações chama a atenção. de ideias. O otimisAli Segalla traçava mo tomava conta do algumas poesias e artista – pelo menos “Não me recordo listava alguns penna poesia que prosamentos. A letra é dele escrevendo. duzia. quase indecifrável. Só lembro que É vasculhando esse produzia algumas “Menino velho, trapo material onde se obvelho filho das frases para as serva que a atração ruas é este teu destino obras”, relata, pelo modernismo (…) não se resume às arTuas noites são das surpreso, o tes plásticas, como irmão Roberto folhas secas assinala a curadora filho das ruas, com Segalla. da exposição O Venfome e frio tre e o Leite, DanieAmanhecer com a la Pioner. A poesia brisa, descalço e só de Segalla exibe traços da influênUm dia verás a luz, não acordarás cia do poeta paulista Guilherme de com frio” Almeida, da segunda geração do modernismo. Roberto Segalla, irmão do artista, conta que a poesia não faA boemia de esquerda é zia parte da rotina do escultor. O outra característica de seus texque se sabia é que em algumas de tos. Como diria o próprio Segalla: suas obras ganhavam algum es- “Todo homem precisa de três coicrito, espécie de frase poética, que sas na vida: um bar para frequensituava o espectador sobre a escul- tar, um ideal para qual lutar e uma tura ou desenho. “Não me recordo mulher para amar”. dele escrevendo. Só lembro que Ninguém se surpreenderia se produzia algumas frases para as algum verso tenha sido escrito na obras”, relata. mesa do Copacabana Bar, entre Tão raros, os manuscritos rece- os amigos socialistas, antes de volbem cuidado especial. No Institu- tar para aos braços de sua esposa to Bruno Segalla, os poemas foram em casa. 10 a 16 de setembro de 2011

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Guia de Cultura

Universal Pictures, Divulgação/O Caxiense

por Vagner Espeiorin | guiadecultura@ocaxiense.com.br

Dois ex-heróis do cinema– Harrison Ford, o Indiana Jones, e Daniel Craig, o cara que deixou 007 malvadão – dão fôlego a Cowboys e Aliens faz acreditar que até nos piores momentos a vida pode ser bonita. Otimismo #modeon. Estreando em Caxias do Sul. Dirigido por Tom Hanks. Com Tom Hanks, CINEMA Julia Roberts e Nia Vardalos. 98 Recomenda min. 2011. l Cópia Fiel | Drama. Sábado e Recomenda domingo, 20h | Ordovás O diretor iraniano resolveu ex- l Cowboys e Aliens | 14h, perimentar novos ares. E para 16h30, 19h, 21h20 (leg) | GNC Cópia Fiel escolheu as paisagens Pegue dois gêneros distintos da Itália. A arte serve de fundo de filmes: clássicos faroestes e as para o romance. Belas imagens ficções científicas. O resultado é esperam os espectadores. Além, Cowboys e Aliens. A mistura de é claro, da beleza da atriz Juliette gêneros causa um estranheza iniBinoche, que levou o prêmio de cial, mas aos poucos o espectador melhor atriz em Cannes. Entran- se acostuma. No filme, Daniel do na 2ª semana em cartaz. Diri- Craig vive um fugitivo que ganha gido por Abbas Kiarostami. Com no pulso uma poderosa pulseira. Juliette Binoche, William Shimell De procurado, ele passa a ser o e Jean-Claude. 106 min. 2010. salvador da pátria. Dirigido por Jon Favreau. Com Daniel Craig, l Larry Crowne | 14h20, Harrison Ford e Olivia Wilde. 118 16h45,19h10, 21h10 (leg) | GNC min. 2011. O elenco é de peso, mas a história parece ser leve. O enredo l Conan, o bárbaro (3D) | não chega a comprometer, mas 21h30 (leg) | GNC (pré-estreia)

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Não se pode dizer que é uma espécie de Xena com calças, porque Conan também usa saias, mas a ideia é basicamente essa: um conto mítico, um guerreiro forte e uma civilização pouco civilizada. Ah, também tem a mocinha linda de olhos azuis. Em pré-estreia durante toda a semana. Dirigido Marcus Nispel. Com Jason Momoa, Ron Perlman and Rose McGowan. 113 min. 2011. l O homem do futuro | 14h40, 17h, 19h40, 22h | GNC O filme deve passar longe dos prêmios de roteiro original. Aliás, ele deve passar longe dos prêmios em geral. Na história, um cientista maluco inventa uma máquina que retorna ao passado. Ao se encontrar com sua versão mais jovem, o inventor tenta consertar seus erros. Atenção! Não se confunda com a série de personagens do Wagner Moura. Entrando na 2ª semana em cartaz. Dirigido por Cláudio Torres. Com Wagner

Moura, Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão. 106 min. 2011. l Apollo 18 – A Missão proibida | 21h40 (leg) | GNC As imagens de documentário até tentam dar a impressão de que tudo aquilo é verdade, mas é ficção pura. A teoria da conspiração serve de subterfúgio para a história da viagem espacial que foi cancelada pela Nasa. No filme, os astronautas chegam à lua e são dizimados por um ser desconhecido. Entrando na 2ª semana em Caxias. Dirigido por Gonzalo López-Gallego. Com Warren Christie e Lloyd Owen. 88 min. 2011. l Os smurfs | 13h30, 15h40, 17h50, 19h50 (dub) | GNC Eles são tão encantadores que já estão na 6ª semana em cartaz em Caxias do Sul. Bem que o personagem do filme avisou. “Não se deixe enganar pelos fofinhos”. Sim, eles parecem ter vindo para ficar. E não são poucos os horá-

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rios de exibição. Na história, os smurfs continuam fugindo o temível Gargamel. Dirigido por Raja Gosnell. Com Hank Azaria, Katy Perry e Jonathan Winters. 103 min. 2011.

na em Caxias. Dirigido por Jake Kasdan. Com Jason Segel e Justin Timberlake. 92 min. 2011. l Os pinguins do papai | 16h (dub) | UCS A primavera está perto, o frio já não é mais tão forte, mas eles resistem. Os pinguins permanecem em cartaz no UCS Cinema. Entrando na 4ª semana. Dirigido por Mark Waters. Com Carla Gugino e Angela Lansbury. 94 min. 2011.

l Deu a louca na chapeuzinho 2 (3D) | 15h15, 19h30 (dub) | GNC É, os contos de fadas não são mais os mesmos. Agora eles tentam escapar dos clichês e ganham muitos efeitos animados. Na história, a chapeuzinho vermelho foge da rota da floresta e se mete l Cilada.com | 18h | UCS em muitas confusões. Entrando A história de uma “rapidinha” na 2ª semana em cartaz. Dirigido que vazou na Internet volta a fipor Mike Disa. 86 min. 2011. car em cartaz em Caxias. Depois de sete semanas no GNC, a comél O Rei Leão (3D) | 13h10, dia, que se originou de uma série 17h15 (dub) | GNC Multishow, chega ao UCS CineNão chega a ser uma novida- ma. Dirigido por José Alvarenga de. A história da família de leões Jr. Com Bruno Mazzeo, Rosana é a mesma de 1994. O que muda Ferrão. 95 min. 2011. é que agora ele está em 3D de tirar o fôlego – pelo menos é o que l Capitão América: o pripromete a divulgação do filme. meiro vingador | 20h (leg) | Entrando na 2ª semana em car- UCS taz em Caxias. Dirigido por RoO sonho de servir o exército ger Allers e Rob Minkoff. 89 min. americano, de ter superpoderes, 2011. e, de quebra, levar o coração da mulher amada. Capitão América l Planeta dos Macacos: a segue o inconsciente americano origem | 13h20, 15h30, 17h40, e mereceria uma análise psicana21h50 (leg) | GNC lítica. Dirigido por Joe Johnston. Prepare-se para ver muitos ma- Com Chris Evans, Hugo Weacacos. Depois de um macaquice ving and Samuel L. Jackson. 124 sem tamanho, cientistas aplicam min. 2011. substância que faz o desenvolvimento cerebral dos macacos INGRESSOS - GNC: Segunda, quarta e acelerar. Assim, eles ficam mais quinta (exceto feriados): R$ 14 (inteira), R$ inteligentes que os humanos – ou 11 (Movie Club Preferencial) e R$ 7 (meia pelo menos um pouco mais que entrada, crianças menores de 12 anos e sêcom mais de 60 anos). Terça-feira: R$ a polícia dos Estados Unidos (o nior 6,50 (promocional). Sexta-feira, sábado, que, no cinema, parece não ser domingo e feriados: R$ 16 (inteira), R$ 13 tão difícil). Entrando na 3ª sema- (Movie Club Preferencial) e R$ 8 (meia enna em Caxias. Dirigido por Ru- trada, crianças menores de 12 anos e sênior mais de 60 anos). Sala 3D: R$ 22 (inpert Wyatt. Com James Franco, com teira), R$ 11 (estudantes, crianças menores Andy Serkis e Freida Pinto. 105 de 12 anos e sênior com mais de 60 anos) e R$ 19 (Movie Club Preferencial). Horários min. 2011. l Professora sem classe | 20h (leg) | GNC Proibido para alunos com menos de 18 anos. Na história, uma professora não quer nem saber de dar aula, mas não cansa de prestar atenção no professor, colega de trabalho. Entrando na 4ª sema-

das sessões de sábado a quinta – mudanças na programação ocorrem sexta. RSC-453, 2.780, Distrito Industrial. 3209-5910 | UCS: R$ 10 e R$ 5 (para estudantes em geral, sênior, professores e funcionários da UCS). Horários das sessões de sábado a quinta – mudanças na programação ocorrem sexta. Francisco Getúlio Vargas, 1.130, Galeria Universitária. 3218-2255 | Ordovás: R$ 5, meia entrada R$ 2. Luiz Antunes, 312, Panazzolo. 3901-1316.

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MÚSICA Recomenda l 5º Concerto de Rock Sinfônico | Domingo, às 20h Uma pitada de instrumentos clássicos. Um tanto de rock progressivo. Uma medida de vozes eruditas. Os concertos de Rock Sinfônico têm dessas. Uma mistura geniosa que equilibra num mesmo palco, o erudito e o moderno, os clássicos e os modismos. O que aparentemente não vai dar certo se transforma num grande espetáculo. A organização já distribuiu todos os ingressos antecipados, mas às 19h faz a entrega de mais 50 senhas. UCS Teatro Entrada gratuita | Cidade Universitária l Nei Lisboa | Sexta-feira (16), às 20h Um dos caxienses mais portoalegrense que se conhece vai ser a grande atração da 13ª edição do Caxias em Cena. No repertório, músicas marcantes ao longo da carreira, que já acumula mais de trinta anos de estrada. Teatro do Sesc R$ 15 (público geral), R$ 7 (idosos e estudantes) | Rua Moreira César, 2.462, Pio X l Vera Loca | Sábado, às 0h30 O nome da banda teve origem numa vizinha chamada Vera. Nervosa com o barulho dos ensaios que vinham do apartamento ao lado, Vera sempre encrencava com os guris do grupo e recebeu a “querida” qualificação de Loca. Neste sábado (aliás, já na madrugada de domingo), a Vera Loca (a banda) vem a Caxias para mostrar um pouco da música que irritou a vizinha e que promete divertir o público rock & roll do Vagão Classic. Vagão Classic R$ 12 (feminino), R$ 15 (masculino) | Julio de Castilhos, 1.343, Centro

l Domingueira Zarabatana | Domingo, às 17h Para finalizar bem o fim de semana e recarregar as energias para a temível segunda-feira, a opção é a domingueira do Zarabatana. A partir das 17h, DJs animam os frequentadores do local. Quem chegar um pouco antes ainda pode curtir algumas exposições que rolam no Centro de Cultura. Zarabatana Café Entrada gratuita | Luiz Antunes, 312, Panazzolo TAMBÉM TOCANDO: Sábado: Fullgas. Pop Rock. 22h. Portal Bowling. 3220-5758 | Vynil. Rock. 23h. La Barra. 3028-0406| Greek Van Peixe e Ed Lannes. Rock. 23h30. Aristos. 3221-2679 | Alemão Velharia. Pop Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Pátria e Querência. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | Sambeabá. Samba. 23h30. Boteco 13. 3221-4513 | DJ Caio Busetti e DJ Flavinha Leite. Eletrônica. 23h. Havana. 3215-6619 | DJ Mik Silva e DJ Alexandre Costa. Eletrônica. 23h. Pepsi Club. 3419-0900 | Mercedes Blues Band. Blues. 23h. Mississippi. 3028-6149 | Corpo Presente e Skulls. Rock. 0h30. Vagão Bar. 3223-0007 | Vera Loca. Rock. 0h30. Vagão Classic. 3223-0616 | DJ Luciano Mayer e Dj Gui Correa. Eletrônica. 23h. Move. 3214-1805 | DJ Luck. Eletrônica. 23h. Nox. 3027-1351 | Domingo: Pagode Júnior. Pagode. 21h. Portal Bowling. 3220-5758 | Gustavo Reis. MPB. 23h. Aristos. 3221-2679 | Segunda (12): Contramão. Rock. 0h30. Vagão Bar. 32230007 | Terça (13): Tríplice. Pop Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Jorge Flores. MPB. 22h30. Boteco 13. 3221 4513 | The Cotton Pickers. Blues. 23h. Mississippi. 3028.6149 | Quarta (14): Maurício e Daniel. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | Cardo Peixoto. MPB. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Fúlvio Motta. Rock. 22h30. Boteco 13. 3221-4513 | Rafa Gubert e Tita Sachet. Blues. 23h. Mississippi. 3028-6149 |

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TEATRO

xias. Na exposição, estão obras de pintores, escultores e ceramistas. A entrada é gratuita porque, como diz a divulgação da mostra, “a arte é de todos e para todos”. Atelier Cristina Mazzochi Entrada gratuita | Pistóia, 156, Panazzolo l Tiragem Única | A partir de 13 de setembro. De segunda a sexta-feira, das 9h às 19h, e aos sábados, das 15h às 19h A exposição conta com mais de 30 artistas que homenageiam o aniversário de 50 anos da Academia Caxiense de Letras. Ordovás Entrada gratuita | Luiz Antunes, 312, Panazzolo Também em exposição: Arte em Macramê. Artesanato. Ana Marchioretto. De segunda a sábado, das 10h às 22h. Scapularium no Shopping San Pelegrino. 3029-1718 | Lições de um Jovem Fotógrafo. Fotografia. Walter Brugger. De terça a sábado, das 9h às 17h. Museu Municipal. 32212423 | Nosso Olhar. Fotografia. Coletiva. De segunda a sexta, das 9h às 19h, e sábado, das 15h às 19h. | Barrocas. Colagem. Nana Corte. De terça a sábado, das 17h às 22h. Boteco 13. 3221-4513 | Chair Parade. Escultura. Coletiva. De segunda a domingo, das 10h às 22h. San Pelegrino. 32142699 | Servir e não ser servido. Artesanato. Coletiva. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 18h30, e sábado, das 8h30 às 12h30. Farmácia do Ipam. 3901.1316 | O ventre e o leite. Esculturas, desenhos e poesias. Bruno Segalla. De segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Instituto Bruno Segalla. 3027-6243 | O Vazio, A Luz e A Matéria. Esculturas. Mário Cladera. De segunda a sexta-feira, das 8h às 22h30. Campus 8. 3289-9000.

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Recomenda l 13º Caxias em Cena | De 13 a 25 de setembro Agora não tem mais desculpas para não ir ao teatro. As opções são variadas e tem atrações para todos os perfis de público na 13ª edição do Caxias em Cena. O lado triste dessa peça toda é que a banda Pato Fu não vai mais aparecer por aqui. O grupo que encerraria o evento teve problemas com um dos seus integrantes. A boa notícia é que o substituto será o espetáculo Circo de Bonecos, primeira produção do núcleo teatral do grupo gaúcho Troll. PROGRAMAÇÃO DA SEMANA: Terça (13): Trupe ensaia aqui e acolá. 20h. Teatro São Carlos. | Quarta (14): Felinícias – História de amores e Clowns. 20h. Teatro São Carlos. | Cárcere. 21H30. Ordovás | Quinta (15): Con Mis Pies En Tu Tierra. 20h. Teatro do Sesc. | sobreVIVEN-

TES. 21h30. Ordovás. | Sexta Menos original, Marcas da cul(16): Flor de Mandacaru. 10h e tura gaúcha dá o tom das come15h. Teatro São Carlos. | Cinta morações tradicionais da Semana Liga/Desliga. 20h. Teatro Sesc. Farroupilha. A exposição conta com pinturas do artista Vasco l Bastiana só para Altinhos Machado. O culto aos costumes | Sábado e Domingo, às 20h do Rio Grande exalta a imagem Ela não tem uma beleza de pa- do homem do campo. rar o trânsito, mas costuma fazer Pavilhões da Festa da Uva um sucesso danado nos desfiles Entrada gratuita | Ludovico Cada Festa da Uva. Como ainda falta vinatto, 1.431, Nossa Senhora da um tempo para o corso, Bastiana, Saúde Recomenda a personagem mais conhecida do ator Davi de Sousa, volta para se l Linha de partida – Gravuapresentar no teatro. Não custa ras de Iberê Camargo | Até fazer um aviso aos pais: como ela sábado, das 15h às 19h. está desbocada e sem pudor neFaltam poucos dias para linha nhum, é melhor deixar as crian- de partida seguir seu rumo. A exças em casa. posição, que conta com 43 obras Teatro São Carlos do acervo do artista gaúcho Iberê R$ 30 (na hora), R$ 25 (antecipa- Camargo, só fica em Caxias até dos) | Feijó Júnior, 778, São Pele- este sábado. A exposição é parada grino obrigatória para os apreciadores de arte. Se ainda não conferiu é melhor ficar atento e aproveitar esses últimos momentos. EXPOSIÇÕES Ordovás l Paisagens gaúchas em Entrada gratuita | Luiz Antunes, Graffiti | De 12 a 23 de setem- 312, Panazzolo bro. De segunda a sexta-feira, das 10h às 16h l San Nathorius - Moda e Pode, sim, existir subversão nas Decoração Ecológica | Até tradições gaúchas (embora mui- 21 de setembro. De segunda a tos tradicionistas torçam o nariz sexta-feiras das 8h às 22h30 para qualquer inovação). Prova Politicamente correta e potenda tentativa mais inclusiva na cialmente ecológica. A tendência cultura do Rio Grande do Sul é a verde pode ser vista na mostra exposição que pinta os cenários San Nathorius, que ocorre no do Estado com graffiti. A origi- quiosque de exposição da UCS. nalidade dos trabalhos de Fábio Para a produção das obras, a arPanone Lopes (Hauli), Henrique tista Nair Bresolin reaproveitou Padilha (HP) e Jonahtan Souza material utilizado pela indústria de Oliveira (Favelinha) garantem têxtil. uma novidade às tradicionais co- Cidade Universitária memorações da Semana Farrou- Entrada gratuita | Francisco Getúpilha. lio Vargas, 1.1130, Petrópolis Prefeitura Municipal Entrada gratuita | Alfredo Chaves, l 2ª mostra de arte | De 12 a 1333, Exposição 17 de setembro. De segunda a sábado, das 14h às 19h l Marcas da cultura gaúA partir de segunda-feira (12), cha | De 11 a 20 de setembro, a 19 artistas de diferentes partes do partir das 9h país mostram suas obras em Ca-

Caxienses têm última chance de ver as obras de Iberê Camargo; no Caxias em Cena, Con Mies Pies Em Tu Tierra está entre os destaques

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Quinta (15): Macuco. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | Forasteiros. Sertanejo. 22h. Portal Bowling. 3220-5758 | Fabricio Beck e Trahma. Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Vicca. Rock. 23h30. Boteco 13. 3221-4513 | Queen Tribute. Blues. 23h. Mississipi. 3028-6149 | Sexta (16): Radiofonia. Diversos. 22h. Portal Bowling. 3220-5758 | Sexta Cultural. MPB. 21h30. Zarabatana. 3228-9046 | Alexon Mendes e Trio. Pop Rock. 22h. Bier Haus. 3221-6769 | Barbaquã. Tradicionalista. 22h. Paiol. 3213-1774 | Rodeio Drive. Sertanejo. 23h. Xerife. 3025-4971| Seleção do Samba. Samba. 23h30. Boteco 13. 3221-4513 | Hardrockers. Rock. 23h. Mississippi. 3028-6149 | Mister Cherry. Rock. 0h30. Vagão Bar. 3223-0007.


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Diante dos spots que iluminaram as planilhas dos jurados, as soberanas exibem o estilo que abandonarão na festa e a elegância que permanecerá

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Trajes extraoficiais

MODA SOBERANA D

por CAROL DE BARBA caroldebarba@ocaxiense.com.br

urante a Festa da Uva, o trio de soberanas terá muito tempo para mostrar sua personalidade. O estilo de vestir, no entanto, permanecerá oculto pelos trajes oficiais. Para o ensaio das próximas páginas, elas escolheram os dois looks preferidos dos seus guarda-roupas, um mais casual e outro requintado. Sem coroas ou vestidos típicos, a rainha Roberta Veber Toscan e as princesas Aline Casagrande e Kelin Zanette são A Romântica, A Ousada e A Clássica.

Apesar de raramente usar salto, Roberta não é nada despojada. “Adoro uns frufruzinhos”, brinca. De fato, é nos detalhes que ela expressa sua feminilidade. Rendas, laços, franzidos e flores são os elementos simbólicos nos dois looks que ela escolheu para esta sessão de fotos. Nas peças-chave de seu guarda-roupa de inverno, imperam os tons mais sóbrios e as estampas clássicas. “Gosto de usar só uma manta ou um lenço colorido”, conta. Conduta esperta para enfrentar os muitos compromissos e quase nunca repetir a roupa. Antenada com as novidades

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Os figurinos preferidos de Roberta, Aline e Kelin além dos vestidos de rainha e princesa

da moda, a princesa Aline não é adepta do color blocking (tendência que propõe o uso apenas de cores saturadas e opostas, sem nenhum tom neutro), mas adora criar pontos de luz no visual com cores marcantes e é fã do contraste entre azul e verde – o mesmo de seu figurino típico, que é nosso primeiro lugar no Top 5 desta edição (leia na página 9). Para a noite, Aline também adora brilho. “Não sou nada básica”, ri, ao descrever sua paixão por acessórios dourados – os brincos grandes são seus preferidos – e com muito strass. Kelin, a única que não veste je-

ans neste ensaio, também adora o dourado. Seu primeiro look é composto por camisa e calça de alfaiataria, levemente pantalona, arrematados por um lenço em tons quentes e um cinto de argolas. “Além do gosto, como no meu trabalho a maioria é homem, eu procurava me vestir de uma forma mais sóbria, porque era mais adequado”, explica a futura engenheira de produção. Como complementos, Kelin costuma combinar pulseiras, anéis, colar e brincos, todos bem delicados. Seus favoritos são, naturalmente, feitos de pérolas, o clássico dos clássicos das joias.

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Fotos: Maurício Concatto/O Caxiense

[ ] Página 18: A princesa Aline veste seus básicos: calça jeans escura, casaco assimétrico azul marinho e manta verde. Como acessórios, anéis e brincos com brilho, é claro. A rainha Roberta também veste jeans, casaco de lã azul marinho e manta com detalhes de pele. O romantismo fica por conta da camisa com babados de rendas sob a manga e os delicados brincos de pérola. A clássica Kelin é a mais alinhada do trio: camisa branca, calça de alfaiataria levemente pantalona e complementos em dourado – lenço, cinto, brincos de argolas, pulseiras e anéis. Página 19: No look mais sofisticado, as duas princesas escolhem a renda, um hit das últimas e das próximas temporadas. Aline deixa o visual supermoderno com a saia de cintura alta, a sobreposição de blusa pink e o sapato azul bic. Já Kelin acrescenta uma pitada de ousadia com o modelo perfecto da jaqueta, mas mantém a linha clássica com a cor neutra e combinando o vestido com meia fina e scarpin preto. Nessa composição, Roberta demonstra ainda mais seu romantismo e elegância: opta pelo marrom, mais suave que o preto, e por um vestido de malha com as mangas levemente bufantes, gola alta arredondada com fechamento em laço e flores de fita. Para finalizar, marca a cintura com um cinto franzido e detalhes vazados. A bossa fica por conta do casaco com modelagem inspirada nos anos 60 – cadeirão e pregueado na barra.

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Crise na corte

Na segunda (5), após a Escolha da Rainha, 10 embaixatrizes exigiram as notas. No Desfile de Sete de Setembro, 10 faltaram ao compromisso

DEMOCRATAS NA MONARQUIA Concurso das soberanas teve 8,33 candidatas por vaga. Embora o cálculo não tenha significado nesse tipo de escolha, parte delas quer ver as notas, como em um vestibular

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por MARCELO ARAMIS marcelo.aramis@ocaxiense.com.br

uero trabalhar pela festa independentemente do resultado.” Durante o pré-concurso da Escolha da Rainha da Festa da Uva, a frase apareceu em quase todos os discursos das embaixatrizes, com pequenas variações de ordem, mas não de conteúdo. E a despreocupação com o resultado terminou assim que o resultado saiu. Na segundafeira (5), 10 embaixatrizes, que agora só concorrem ao “voto de louvor” pela participação na festa – concedido (ou não) pela Comissão Comunitária após o evento –, foram aos pavilhões reivindicar suas notas. “Eles armaram um circo e nós somos as palhaças”, criticou Francine Guerra. A manifestação das jovens conquistou centenas de adeptos, mas não o suficiente para convencer a comissão a apresentar os números. “Nunca divulgamos as notas e não vai ser agora que vamos divulgar”, encerrou o presidente da Comissão Comunitária, Gelson Palavro. “As notas não vão ser divulgadas para não melindrar as candidatas. Não estamos avaliando escolas de samba, com melhor bateria e enredo. Estamos avaliando pessoas”, justificou o presidente da Comissão Social, Milton Corlatti. A relações públicas Nika Fer-

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ronato, que participou do júri de Comunicação, diz que foi difícil avaliar. Nesse júri, pediu-se às candidatas que tirassem o sapato e dançassem a Tarantella. “As reações foram muito legais. Todas estavam muito bem preparadas”, conta Nika. Sobre o descontentamento com o trio eleito, ela prefere falar como caxiense, e não como jurada: “A festa mexe com os sentimentos de todos. É como torcer para um time de futebol”. Liliana Henrichs, coordenadora da área de Memória e Patrimônio Histórico da Secretaria da Cultura e membro do júri de Conhecimentos Gerais, também atesta o alto nível do grupo. “Ninguém falou nada discrepante, algo que nunca existiu na história da festa ou de Caxias. Todas estavam bem preparadas”, assegura. A polêmica, para ela, não é surpresa: “Não teve festa sem alguma reclamação. Tão forte quanto a tradição da escolha é a de criticar a escolha”. Depois do ato de protesto, as embaixatrizes descontentes se fecharam. Combinaram de se manifestar somente em grupo, o que deve ocorrer depois de uma reunião que, conforme Francine Guerra, ainda não tem data, mas a Festa da Uva teria prometido marcar com elas.

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Palavro e Corlatti, a Festa da Uva amparou-se no regulamento que, embora não preveja divulgação das notas, também não esclarece que elas não poderão ser vistas. “Ao final do concurso as planilhas contendo as pontuações ficarão com a Comissão Social”, diz o artigo que trata dos resultados. Para Catrine Pereira Stronge, o texto é suficientemente claro. “Eu li o regulamento. Não dizia que divulgariam a nota. E a decisão do júri é soberana (outro item que o regulamento menciona). O objetivo de todas é fazer uma festa bonita. Pelo menos, era o que diziam. Ninguém vai tirar a coroa de quem já está divulgando a nossa festa”, analisa Catrine. Tirar a coroa do trio não parece, pelo menos no instável discurso das embaixatrizes, o objetivo da mobilização. “Não queremos barraco. Só queremos ver as notas”, disse Carla Brandalise no dia da visita aos pavilhões. Nas manifestações populares, porém, a polêmica foi além. Comentários no site do jornal O Caxiense apontaram suspeitas de compra da coroa, politicagem, manipulação das notas e algumas absurdas teorias. Depois do inevitável “barraco”, as candidatas amenizaram suas palavras. Destacaram o respeito ao trio eleito e reforçaram a intenAlém das declarações de ção de participar da festa. Mas não

desistiram do desejo de saber as notas para “o crescimento pessoal”, como acontece “no vestibular”. “A gente quer ver as notas para saber qual foi o desempenho, para melhorar. Se estiver ok, tudo bem. Se não estiver, daí o bicho vai pegar”, explica Daiane Rizzi. Na véspera do Desfile de 7 de Setembro, a embaixatriz Aline Dallegrave, que não integrou a manifestação, ainda não sabia se iria participar do primeiro evento oficial do grupo, ao lado das soberanas. “Não quero desfilar sozinha”, temia Aline. No dia seguinte, atrás das três soberanas, ela desfilou ao lado de outras 11 embaixatrizes, inclusive algumas daquelas que estão exigindo as avaliações. Ouviu aplausos do público e algumas manifestações de apoio à exigência das notas durante o percurso, mas nada que a motivasse a contestar o resultado. “A festa tem credibilidade, é séria. Quero continuar acreditando nisso. Semana que vem ninguém mais vai tocar no assunto”, apostava Aline. Na Sinimbu, por desatenção ou consolo, as embaixatrizes contrariadas não tiveram do que se queixar. Os fãs que as paravam para tirar fotos ou cumprimentá-las ignoravam o que dizia a faixa de cada uma. Tratavam a todas como rainhas.

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Dupla por JANINE STECANELLA | janine.stecanella@ocaxiense.com.br

STJD de novo

A bagunça foi da torcida do Brasil de Pelotas, no jogo pela Série C no Estádio Centenário, dia 21 de agosto. Já a punição foi para o Caxias. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou a perda de quatro mandos de campo para a equipe grená e aplicou uma multa de R$ 2 mil. O clube xavante precisará pagar apenas R$ 1 mil. Não ficou claro o critério do julgamento, já que o Caxias, além de instalações depredadas, teve um torcedor ferido. Pelo fato de o jogo ter ocorrido em Caxias, era esperada multa à equipe grená. Mas também se esperava que a punição fosse mais forte contra o time de Pelotas, para alertar a torcida de que atitudes como vandalismo e violência refletem diretamente no clube. Não aconteceu.

Otimismo alviverde Depois de um primeiro tempo equilibrado, como era esperado, o Juventude conquistou a vitória de 3 a 0 diante no último sábado (3) e garantiu a classificação antecipada à próxima fase da Série D. Com 16 pontos, o time alviverde folga na rodada deste final de semana e joga dia 18 de setembro pela liderança do grupo 8 contra o Brusque em Santa Catarina. No Estádio Alfredo Jaconi o clima é de otimismo, mas com os pés no chão. A partir de agora, os jogos são decisivos. Cinco partidas podem dar ao Juventude o acesso a Série C em 2012. O Juventude vai embalado, também, pela me-

lhor campanha da quarta divisão até o momento. Foram cinco vitórias, um empate e uma derrota, um aproveitamento de 76%. O time alviverde detém, também, o ataque mais ofensivo, com 18 gols marcados, sofrendo apenas sete – resultando um saldo positivo de 11 gols. Na cola do time alviverde está o Cianorte, com 13 pontos, que vai buscar duas vitórias para se aproximar do Juventude e brigar pela liderança do grupo. Contudo, com o bom saldo de gols, o time paranaense vai precisar de duas supergoleadas, já que tem apenas um gol de saldo.

Apagão grená O jogo contra o Santo André deveria ser a confirmação da boa campanha do Caxias, que, com uma vitória, afastaria qualquer chance de rebaixamento e ainda ficava muito próximo de uma vaga a próxima fase da Série C. Infelizmente, o que se viu no Estádio Centenário, no último domingo (4), foi um time apagado, sem atitude e sem poder de reação. Após abrir o placar, sofreu o empate um minuto depois e foi derrotado pelo time paulista por 3 a 1, placar construído ainda no primeiro tempo. Tudo isso na presença de mais de 10 mil torcedores grenás. A surpresa não é apenas pela derrota, já que o técnico Argel Fu-

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cks ressaltou desde sua chegada que o Santo André não seria um adversário fácil. A derrota causou espanto porque o jogo contrariou tudo que o Caxias vinha apresentando até então, em jogos e treinos. A melhor definição foi do próprio treinador, que, em entrevista após a partida, observou: a atuação ruim da equipe é reflexo da queda na atuação da maioria dos jogadores. “Não foram dois ou três que jogaram mal. Foram oito, nove”, disse Argel. De folga na rodada da terceira divisão, o Caxias observa os adversários para saber em que situação vai para a última rodada da Série C, em jogo difícil contra a Chapecoense (SC), dia 18.

Agora é Campanharo

Gustavo chegou, marcou gol em final de campeonato contra a Roma e conquistou o primeiro título, na primeira semana de trabalho, com a equipe sub 21 da Fiorentina (abaixo) no último sábado (3). Jogando com a camisa 10 na Europa, o atleta do Juventude mostrou resultado imediato e tem tudo para não voltar ao Brasil em 2012. A boa atuação de Gustavo está ligada não apenas à qualidade individual do jogador, mas também à posição em que atuou no time de Firenze. No Juventude atuava como volante, enquanto na Itália passou para a meia, com características ofensivas. Para assistir ao gol de Campanharo, como Gustavo é chamado na Itália, acesse os vídeos no site do clube: http://it.violachannel.tv

Reprodução/O Caxiense

Rodrigo Fatturi, Divulgação/O Caxiense

Não é novidade que o Juventude, desde o início da Série D, busca um atacante. Com todas as competições em andamento, o mercado é restrito, e a competição por um jogador cada vez maior. De Santa Catarina vem a informação de que Eraldo teria sido liberado do Joinville para a negociação com o time alviverde. A informação foi confirmada pelo vice-presidente de futebol do Ju, Raimundo Demore. O clube tinha interesse no jogador, mas o negócio não foi fechado. Agora, com sua liberação, o Juventude espera fechar o empréstimo até o Gauchão de 2012. O atacante deve chegar em Caxias na segunda (12) para exames e, se tudo estiver bem, fechar o contrato.

Fora por um tempo

Os resultados nada satisfatórios na Série C e na Copa Laci Ughini fizeram a direção do Caxias adiantar um possível lista de dispensados. Por enquanto, sete jogadores saem de “férias” até o dia 21 de setembro, data da reapresentação após o último compromisso da terceira divisão. Até lá, a direção espera ter definida a situação de Rodrigo Heffner, Totonho, Paulo Rangel, Marinho (foto), Thomaz, Mateus Magro e Felipe – este último, reintegrado ao grupo na última segunda (5), depois de ter deixado o Caxias em uma primeira lista de dispensa, volta a figurar entre o jogadores que ficam fora. Na semana de reapresentação, a situação dos demais jogadores do grupo também deve ser encaminhada, em renovação ou liberação. Maurício Concatto/O Caxiense

Edgar Vaz, Divulgação/O Caxiense

Atacante, lá vem ele

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Guia de Esportes Rodrigo Fatturi, Divulgação/O Caxiense

por Vagner Espeiorin | guiadeesportes@ocaxiense.com.br

FUTEBOL

FUTEBOL MIRIM

l Caxias x Lajeadense | Sábado, às 15h Após a derrota por 1 a 0 contra o Ju, o Caxias tenta a reabilitação na Copa Laci Ughini sobre o Lajeadense. O jogo no Estádio Centenário será um bom teste para ver como ficaram os ânimos do time após a derrota. Uma vitória também renovaria a motivação no time principal, que precisará defender sua permanência na Série C do Campeonato Brasileiro na próxima semana. Estádio Centenário R$ 10 (arquibancadas), R$ 5 (estudantes e idosos) | Thomas Beltrão de Queiroz, 898, Cinquentenário

l Campeonato municipal | Domingo, a partir das 11h A garotada vai mostrar que leva jeito com o futebol. Sete equipes jogam o campeonato mirim. Na categoria infantil, nove times vão disputar quem fica com o título municipal. A partir das 11h, está previsto o confronto de abertura entre Sagrada Família e Galópolis Ativa, no Enxutão. Veja outros jogos: Mirim: 14h: Caxias Olímpico x Atlético-RS (Enxutão) | CFA Caxias x Grêmio Murialdo (Municipal 1) |G.E. Conceição x CAE (Municipal 2). Infantil: 15h15: Caxias Olímpico x Atlético-RS (Enxutão) | CFA Caxias x Grêmio Murialdo (Municipal) | G.E. Conceição x CAE (Municipal 2)

FUTSAL

Depois da derrota no CA-JU, Caxias tenta reabilitação

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l 9ª Copa Farmácia do IPAM | Sábado, a partir das 19h, e domingo, a partir das 9h No final de semana, mais seis jogos válidos pelo campeonato de futsal feminino do Ipam ocorrem em Caxias do Sul, no Ginásio do Santa Catarina. Sábado, 19h: Força Feminina Por do Sol x Imigrante/Seara | 20h: Escola Santa Catarina B x Fênix/Por do Sol/Sind. Metalúrgicos | 21h: Cristóvão de Mendonça x AABB Futsal | Domingo, 9h: ACBF/Via Inox Tramontina x UCS/Altechs | 10h: Juventus Futsal x Força Feminina Tools | 11h: FZ Futsal x Escola Santa Catarina/ Pref.Cx.Sul Ginásio Santa Catarina Entrada gratuita | Matheo Gianella, 1.160, Santa Cantarina

mais alto. O aparelho é uma espécie de cama elástica potente e divertida. Os mais radicais podem até tentar algumas acrobacias especiais. Iguatemi R$ 10 (cinco minutos) | RSC453, 2.780, Km 3,5

CÂMBIO

l Grupo de Câmbio | Sexta-feira (16) A Secretaria de Esporte e Lazer abriu um novo grupo de câmbio na cidade. Desde sexta-feira (9), pessoas com mais de 45 anos podem se escrever para participar da atividade esportiva. O câmbio é uma modalidade adaptada, parecida com o voleibol. O esporte faz parte dos jogos da Terceira Idade, que têm o objetivo de aproximar os idosos e pessoas que apresentam alguma dificuldade motora das atividades FUTEBOL SETE de lazer. l Campeonato do Sesi | Ginásio da AABB Sábado, a partir das 12h Entrada gratuita | Paul Harrys, Válidos pela Série B, seis jo- 351, Cinquentenário gos estão programados para o fim de semana. Eles integram a terceira fase da competição. RALI Sesi Entrada gratuita | Cyro de La- l IV Copa Rally Univervra Pinto, s/nº, Fátima sitário | Sábado, às 10h Depois da primeira etapa do rali, em junho, os aventureiros se preparam para uma nova ACROBACIAS prova. No sábado, cerca de 30 Recomenda competidores devem particil Bungy Trampolim | Até par do rali regularidade que 2 de outubro sai da área urbana de Caxias Esta é para quem gosta de do Sul, passa pela região de uma experiência um pouco Forqueta, chega a Farroupilha mais radical. Até outubro, o e depois faz o retorno. Bungy Trampolin estará no Martcenter Shopping Iguatemi com a in- R$ 50 (por carro) | RSC-453, tenção de fazer você saltar 4.140, Desvio Rizzo

Semanalmente nas bancas, diariamente na internet.


Renato Henrichs renato.henrichs@ocaxiense.com.br

Divulgação/O Caxiense

Presidente Heinen

O atual vice Carlos Heinen deverá o próximo presidente da CIC. O Conselho Deliberativo da entidade, presidido por Nadir Rizzi, fechou consenso em torno do nome de Heinen na semana que passou. Agora, só resta uma eleição entre os associados para respaldar a decisão. A definição dos vices será uma escolha pessoal de Heinen.

Guias antimitos

O jornalista Leandro Narloch também estará na Feira do Livro de Caxias. No dia 5 de outubro, quarta-feira, ele falará sobre os demolidores Guia politicamente incorreto da História do Brasil e Guia politicamente incorreto da América Latina, este escrito em parceria com Duda Teixeira. Ambos os livros derrubam mitos populares sobre heróis e episódios marcantes do país e do continente. Maurício Concatto/O Caxiense

DISPUTA UNIVERSITÁRIA

“Agora é unir para conquistar” é o slogan da campanha de entidades locais de apoio à instalação de uma extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em Caxias, tendo à frente a comissão especial pró-universidade pública da Câmara de Vereadores, hoje presidida por Vinicius Ribeiro (PDT). Por sua vez, “Eu quero a UFRGS em Caxias do Sul” é o mote da campanha lançada também na semana que passou pelos sindicatos de trabalhadores, entre eles o dos metalúrgicos, presidido pelo deputado Assis Melo (PC do B).

mas as campanhas (ou seus slogans) são diferentes. Do jeito que as coisas se encaminham, não seria o caso de superar vaidades e rivalidades políticas e lançar uma única campanha para garantir a vinda da universidade federal para Caxias? A essa altura, parece lógico perguntar o que seria mais importante: trazer a UFRGS ou destacar a paternidade da mobilização?

garantiria acesso imediato e gratuito de trabalhadores ao ensino superior. Isso porque, historicamente, as universidades federais brasileiras atendem a uma elite – em condições de estudar em boas escolas particulares de ensino médio e de frequentar as aulas nos turnos da manhã e tarde. Ou alguém acredita que a extensão da UFRGS ofereceria cursos noturnos, a fim de garantir a participação de trabalhadores?

Há quem não esconda suas críticas às argumentações dos defensores da extensão da UFRGS aqui. Para muitos, a simples vinda de uma Os objetivos são os mesmos, pequena filial da universidade não

No mais, Caxias do Sul tem (ou deveria ter) força econômica, populacional, cultural e política para ter uma universidade federal própria – e não a extensão da UFRGS.

Cifras e percentuais

Aliás

Os investimentos locais em saúde teriam resultado ainda maior se União e Estado fizessem a sua parte. Nem governo federal nem governo estadual cumprem a legislação que supostamente “exige” a aplicação de 15% da receita em saúde.

Terror

A atual greve dos médicos da rede municipal de saúde completa neste domingo cinco meses de duração. É o 11 de setembro local.

Sem prévias

Em congresso nacional realizado Os outros municípios possuem fim de semana passado em Brasília, o PT decidiu permitir aos diretórios acesso facilitado a Caxias, o que estaduais e municipais o poder de não ocorre na situação inversa impedir a realização de prévias para Vereador Ari Dallegrave (PMDB), ao definição de candidatos a cargos majoritários. defender Caxias do Sul – e a mão única nas rodoAtualmente, sempre que havia dois vias – como sede da extensão da UFRGS na Serra. candidatos, o PT era obrigado a realizar a consulta aos filiados. Em termos práticos, a decisão significa que os pré-candidatos à prede Caxias – Gilberto Pepe Reta final Mercado aquecido feitura Vargas, Marisa Formolo e Marcos O presidente da CIC, Milton Cor- Obras de construção do prédio do Daneluz – deverão chegar a um enlatti, viaja para a Instituto Federal de Educação estão tendimento prévio. Europa na próxima atrasadas 10 meses. A denúncia é do sexta-feira (16). Antes deputado federal Assis Melo (PC do da viagem, terá duas B). Candidato próprio missões político- A explicação da diretora do IFRS, Mesmo sendo integrante do goverpartidário-eleitorais: Tatiana Weber, lembra a dificuldade no Sartori – a começar pelo presidendesfiliar-se oficial- que a empreiteira vem encontrando te Guila Sebben, secretário municimente do PMDB e para contratar profissionais na área pal de Desenvolvimento Econômico assinar ficha em novo da construção civil “porque o merca- –, o PP está disposto a disputar a do local está aquecido”. prefeitura de Caxias no ano que vem. partido. Até sexta-feira, o empresário ba- A bancada oposicionista na Câma- O partido tem consciência do poder lançava entre o DEM e o PP. Não por ra de Vereadores, que criticou a pre- político representado pela senadora acaso recebeu a visita do democrata feitura por demorar na definição de Ana Amélia Lemos junto ao eleitoraOnyx Lorenzoni e da senadora pro- área para a escola, ignorou o atraso do. E ela é uma defensora da candida obra. datura própria à prefeitura. gressista Ana Amélia Lemos. Julio Soares, Div./O Caxiense

Parece pouco, mas os 17,17% que o município de Caxias do Sul investiu em saúde pública nos últimos cinco anos representam R$ 364,4 milhões. Em percentuais, fica na 342ª posição no Estado, segundo o levantamento do Tribunal de Contas. Em cifras, é o maior montante aplicado por prefeituras gaúchas em saúde, atrás apenas de Porto Alegre. A Secretaria Municipal da Saúde é comandada por Maria do Rosário Antoniazzi (foto).

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10 a 16 de setembro de 2011

O Caxiense

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Edição 93