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QUINZENÁRIO INDEPENDENTE AO SERVIÇO DAS COMUNIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA

1 a Quinzena de Agosto de 2011 Ano XXXI - No. 1114 Modesto, California $1.50 / $40.00 Anual

Desen h ar é

fác i l

A Festa continua

Rainha Grande Britney Toste, da TDES, Tulare pág. 4 foto de Stephanie Mendes

NOTÍCIAS Graduação na Escola Dom Dinis em San José página 13

Não é todos os dias que um arquitecto tem a coragem de apresentar torres como estas de 50 e 56 andares. Sorte teve a Cidade de Mississauga, Ontário, Canadá. Depois de um renhido despique entre seis finalistas, ganhou Yansong Ma, fundador do MAD Office, Beijing/China Architectural Design Firm. Já foram baptizadas como as Torres Marilyn Monroe e Joe Dimaggio. Espectaculares e apaixonantes.

www.portuguesetribune.com

www.tribunaportuguesa.com portuguesetribune@sbcglobal.net


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SEGUNDA PÁGINA

1 de Agosto de 2011 do Estado Novo. E, depois de termos levado a cabo a “revolução romântica” de 25 de Abril de 1974, sou b e mo s , em pleno verão escaldante de 1975, evitar uma guerra civil. Posteriormente retomámos uma “normalidade democrática”. Infelizmente, em 37 anos de democracia, o país modernizou-se mas não se desenvolveu, porque sempre nos faltou conhecimento e qualificação. O que nos tem valido é o facto de sermos um povo pacífico, cordato, sentimental, adaptável, religioso, paciente e afectivo. E depois temos, no nosso léxico, essa inestimável palavra que não tem equivalente em outras línguas: o desenrascanço. O português desenrasca-se, isto é, encontra mil e uma maneiras, criativas e improvisadas, de sair das dificuldades. O desenrascanço é que nos tem desenrascado… E é uma capacidade que ninguém nos tira. igo atentamente as notícias dos telejornais e não há dúvida: Portugal anda à deriva… Continuamos a ser aquele país que não governa nem se deixa governar. Na sua esmagadora maioria, o português é passivo e complacente, demite-se de pensar, de escolher, desconversa, olhando para a nossa situação de fora, como se não fosse connosco. 41% de abstenção nas últimas eleições é disso exemplo bem significativo. Por outro lado, saturados que estamos de comunicação, informação e imagem, damo-nos conta de uma economia estagnada: o défice, a “dívida

Ao Cabo e ao Resto

EDITORIAL

Receita quem pode...

E

m conversa com um amigo no Canadá àcerca do sistema de saude existente naquele grande País do Norte, ele fez-nos a seguinte pergunta: "Porque razão as grandes companhias farmacêuticas americanas gastam biliões de dólares em anuncios de medicamentos, nos jornais e nas revistas, que só os médicos podem receitar?" Deixamos à consideração dos nossos amigos a resposta a tão pertinente pergunta. Talvez é esta uma das razões porque as grandes companhias farmacêuticas americanas tanto detestam o "novo" sistema de saude americano. Afinal os poderosos (Alemanha e França) estão-se marimbando para a Europa dos 27. Nos ultimos meses e atravessando uma grande e grave crise, em vez de se ouvir a Comissão Europeia a delinear um projecto para o futuro da Europa, só se ouviu a Chanceler alemã a mandar ordens para aqui e para ali e toda a Europa vergava-se a quem mais podia. Realmente há uma imensa falta de liderança na Europa dos 27. O nosso Barroso eclipsou-se da cena... Os Republicanos e os Democratas estão a jogar feio e forte no Congresso, por causa do aumento do nível de endividamento da America. Se o problema se restringisse sómente à politica, tudo bem, podiam os dois partidos andarem a "brincar" toda a semana que nada nos importaria. Quem vai pagar a crise, são todos aqueles que trabalham, que querem comprar casas, que têm alguns investimentos de poupança para a sua reforma, os recipientes do S.S., Medicare e do Medical. Enfim, a maioria do povo americano... jose avila

Victor Rui Dores Da profundíssima crise

“Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo” Alexandre O´Neill

O meu país está doente e anda com cara de défice... Numa altura em que estamos mergulhados numa profundíssima crise económica e financeira, convirá, porém, não esquecer que Portugal nunca deixou de estar em crise. E já andamos nisto há 900 anos… Bem vistas as coisas, o nosso país está em crise desde o dia 5 de Outubro de 1143, data da sua independência e início da dinastia afonsina. O Condado Portucalense explica isso mesmo: Portugal nasceu de uma crise. Excepção feita aos Descobrimentos, sem dúvida o maior período de desenvolvimento económico, Portugal registou sempre crescimentos negativos. Mas temos uma grande capacidade de resistência: resistimos à peste e à fome do século XIV e soubemos recuperar a independência em 1640, depois de um longo período de submissão a Espanha. Resistimos ao terramoto de 1755, às invasões napoleónicas (1807-18011) e fomos capazes de pôr termo, em 1833, à Guerra Civil que opôs liberais e absolutista. Resistimos ao Ultimato Inglês e à bancarrota dos governos saídos da Primeira República. Resistimos, durante 48 anos, à opressão e repressão

soberana”, a ajuda externa, o endividamento, a carga fiscal, o PIB, os mercados, os lobbies instalados, o desemprego, a inflação, as agências de rating, as desigualdades sociais, 12 empresas a falir por dia em Portugal… E a culpa nunca é de ninguém e morre sempre solteira. Referindo-se a nós, portugueses, Fernando Pessoa deixou escrito esta observação brutal: “Nunca é possível encontrar o culpado: é sempre a sexta pessoa num grupo de cinco”. A famigerada crise está aí, o futuro é incerto mas, caros leitores, o futuro em Portugal sempre foi incerto. Já nascemos assim, vivemos sempre em aflições e sobressaltos. Mas também não é menos verdade que sempre soubemos sair das crises, e esta que estamos a viver (que não é só nossa) não será excepção. O problema é que também temos, no léxico português, uma outra palavra que é só nossa: o estatelanço… E não é em vão que estatelanço rima com desenrascanço… Podem acusar-nos de tudo, menos de crise vocabular… O que mais temo é que o meu país se veja despojado da melhor massa cinzenta que já está a fugir para o estrangeiro. Esta crise vai ter como consequência novos surtos emigratórios, havendo ainda a considerar este dado inapelável: o declínio demográfico em que Portugal se encontra. Dois terços do território estão praticamente abandonados e a fecundidade portuguesa (1,3 filhos por mulher) é das mais baixas do mundo. O mais recente rela-

tório da ONU prevê que, dentro de 90 anos, mantendo-se a tendência, Portugal regressará aos 6 milhões de habitantes que tinha no princípio do século XX. A ver vamos se nos safamos desta.

Year XXXI, Number 1114, Aug 1st, 2011


FESTA DE RIVERBANK

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Festa de N.Sª de Fátima de Riverbank

Teve lugar de 23 a 26 de Junho, a Festa em Louvor a Nossa Senhora de Fátima de Riverbank. Nos dias 23 e 24 houve Terço e Missa e no Sábado dia 25, depois da Missa houve Procissão de Velas como é habitual. No Domingo houve Missa de Festa que teve como convidado o Padre Luis Cordeiro, da Igreja do Sagrado Coração de Jesus de Turlock, que foi assistido pelo Pastor da Igreja de St. Frances of Rome, de Riverbank, Misael Avila. Seguiu-se a Procissão e depois almoço e arrematações. A Comissão da Festa (ver foto abaixo) ficou agradecida pela presença de muita gente numa festa tão recente como esta.

fotos de Jorge Avila "Yaúca"


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FESTA DE TULARE

1 de Agosto de 2011

Festa em Tulare

fotos de Stephanie Mendes

Presidente: Joe e Cidalia Avila, Rainha Grande: Britney Toste, Aias: Kelly Andrade e Ericka Andrade, Rainha Pequena: Jamie Villalobos, Aias Melissa Michaelian e Madison Esteves

Rosquilhas à moda do Pico e brindeiras foram distribuídas às pessoas depois do Rosário que decorreu toda a semana

A Marcha das Crianças com o título "Sonhos de Crianças" tinha letra de Joe Meneses, arranjos musicais de Manuel do Canto, e foi ensaiada por Stephanie Mendes.

Tesoureiro Manuel e Alda Lawrence; Vice Presidente John e Stephanie Mendes; Presidente Joe e Cidalia Avila, Secretária: Robert e Orlanda Meneses

Marcha "Festa ao Divino Espirito Santo em Tulare", letra de Joe Meneses, arranjos musicais de Manuel do Canto, ensaiada por Stephanie Mendes


COLABORAÇÃO

California Chronicles

Ferreira Moreno

I

t may seem like a colorful piece of folklore, but I still recall fondly that in my native Azores Islands the animal's behavior served as a sort of weather vane frequently. I have never forgotten a particular incident, which occurred on a fine day long ago, when a group of us youngsters decided to make a excursion to Lagoa do Fogo, a beautiful lake, nestled in a crater of an extinct volcano, located not too far from my hometown of Ribeira Grande on the Island of São Miguel. On the way up the mountain, we met an old man, coming down the trail. Afer exchanging greetings, he warned us to return home, because the weather was bound to change. When we asked him, "How come?", he replied calmly, "Well, my burro is heavy with diarrhea." Guess what? He was right on the money! Halfway through our climb, we got caught in a squall, which left us completed drenched, and certainly with a firm notion of respect for the exceptional wisdom of old folks. There are indeed several animal weather adverbs, such as: When horses sweat in the barn, it is a sigh of rain. Doga eat grass before a rain. When sheep collect and huddle, tomorrow will become a puddle. When the peacock loudly bawls, soon we will have both rain and squalls. When the rooster crows at night, he tells you that rain is in the sight. Or else, if the cock crows going to bed, he wakes with a watery head. There is a Native American saying to the effect that "when buffalo band together,

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Animals & Rain Drops

the storm god is herding them." Allegedly, changes in the weather seem to make animals nervous, so they come together, perhaps for a sense of comfort and some measure of protection from the elements. Another old saying reminds us that "when the donkeys bray, be sure we shall have rain that day." Birds and insects also appear among weather proverbs, as the following samples show: "Sea gull, sea gull, sitting on the sand, rain is due when you are at hand", meaning that when we encounter sea gulls away from the ocean an flying low inland, it is because they are trying to settle dowm somewhere in the hours before a storm. "Swallows fly before a rain", because they are equipped with ears sensitive to the changes in air pressure. Whenever the pressure drops before a storm, the swallows feel a discomfort and fly close to the earth, whre the pressure still remains somewaht high. "Flies bite more before a rain" and the same cam be said of gnats, fleas, mosquitos and any number of other insects that, likewise, seem to find flying difficult at the approach of wet weather. As a result, they tend to swarm and cling to things about them, including human bodies. According to the information culled from an Old Farmer's Almanac, the pestering and biting ways of those insects may also be the result of an irritability, caused by changing atmospheric conditions. In condition, the decreasing air pressure enables more odors, all of them inviting, to be released from our own bodies. The the in-

creasing humidity causes us to sweat, and provides the insect with that, to them, is a gourmet treat. Here's a rhyme which needs no explanation: "If the robin sings in the bush, then the weather will be coarse. If the robin sings on the barn, then the weather will be warm." The following rhyme refers to bees: "When bees to distance wig their flight, days are warm and skies are bright. But when their flight ends near their home, stormy weather is sure to come." Perhaps we can conclude that when bees stay close to the hive, rain is near. Apparently, a bee was never caught in a shower, and consequently we can say that a bee's wings never get wet. Well, I couls go on and bring ants and snails into the picture. However, it is not my intention to prolong this chrnicle. So, I will close by presenting one more and final

PHPC announces the release of its latest publication, the luxury edition of the book IV International Conference on The Holy Spirit Festas, a hard cover, full color, 100-page, photojournalist’s report of the June 2010 conference in San José, California, by Miguel Valle Ávila, Assistant Editor of The Portuguese Tribune. All author proceeds revert in benefit of the San José State University Portuguese Studies Program.

weather hint, based on a proverb I leraned in the Azores Islands. If we get rain on Fat Sunday, (that's the Sunday before Ash Wednesday), we shall have a wet Christmas and a sunny Easter in the current year. However, things will change if Fat Sunday (a.k.a. Carnival) is dry. You can expect, then, a dry Christmas and a rainy Easter. Wether all these and similar weather forecasts are accurate or not, their fascination remains. Just to be on the safe side, I will not risk placing any bets!

IV International Conference on the Holy Spirit Festas Miguel Valle Ávila

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1 de Agosto de 2011


COLABORAÇÃO

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Cantinho Cultural

Apontamentos da Diáspora

Caetano Valadão Serpa v.serpa@verizon.net

Litígio entre

Vaticano e Irlanda

A Irlanda nascida e mantida na devoção ao papa e ao catolicismo romano através dos tempos, onde ainda algumas emissões radiofónicas assinalam a oração do meiodia e os sinos repicam para a ação de graças das trindades e onde muita gente se considera primeiro católica e depois irlandesa e se orgulha de que a maior parte do clero católico na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos da América e na Austrália é de origem irlandesa, agora, revolta-se ao ter conhecimento dos crimes de abuso sexual do clero e das tentativas do Vaticano de os ocultar para proteção da igreja como instituição. Daqui renasce o antigo conflito medieval do poder temporal versus o espiritual que quase sempre terminava com excomunhões. Parecia que na Europa Ocidental, depois de tantas guerras, perseguições e excomunhões, finalmente se tinha chegado à aceitação mútua do estado civil autónomo e da liberdade religiosa sem interferências, embora ainda, aqui e ali, persistam condicionalismos religiosos abusivos, por exemplo, nos EUA, um candidato a presidente ou senador/congressista que se professe ateu fica à partida sem hipótese de ser eleito. Mas o caso do Vaticano e da Irlanda tornou-se um litígio público e declarado à maneira dos confrontos dum passado já muito distante entre papa/bispos de um lado e imperador/monarcas do outro. E tudo isto por causa do sexo, o abuso sexual de crianças e menores pelo clero católico celibatário, no pais mais católico da Europa, a Irlanda! Depois dos resultados de várias investigações terem sido tornadas públicas, comprovando abusos de violação e tortura de crianças pelo clero, o parlamento irlandês decretou por unanimidade que esses crimes deviam ser declarados à polícia para processo judicial e civil nos tribunais do estado. Por sua parte, o Vaticano refugiandose no direito canónico, instruiu os bispos irlandeses, em carta de

1997, a tratar os casos de abuso sexual do clero estritamente de acordo com a lei canónica, argumentando que a participação à policia violava a lei eclesiástica. Por isso recomenda aos bispos irlandeses que guardem segredo e ignorem as regras de denuncia propostas pelo parlamento irlandês. Perante isto o atual primeiro ministro irlandês, Enda Kenny, fez as seguintes declarações: “Isto não é Roma. É a República da Irlanda de 2011, uma republica de leis”. O direito canónico “não tem nem legitimidade nem lugar nos assuntos deste país”, qualificando a atitude do Vaticano de “elitista e narcisista”. No meio deste singular conflito é de salientar a investigação realizada pela própria igreja irlandesa à diocese do bispo John Magee, antigo secretario particular de três papas, que demonstrou que Magee não só ignorava mas até suprimia a evidência dos abusos sexuais do clero da sua diocese, sendo o último caso em 2009. Depois de várias queixas para Roma dos próprios bispos irlandeses, Bento XVI aceitou a resignação de Magee em 2010, após prolongados anos de abusos ignorados e ocultados pelo Vaticano de João Paulo II e Bento XVI. De notar que John Magee fora secretaário particular de três papas entre eles João Paulo II, atualmente em processo prematuro de canonização sem advogado do diabo! Perante as revelações das instruções secretas do Vaticano na carta de 1997, a semana passada o ministro dos Negócios Estrangeiros irlandês convocou o embaixador do Vaticano e exigiu uma resposta oficial ao conteúdo da carta em questão. A seguir, o parlamento irlandês aprovou uma moção de censura deplorando a interferência do Vaticano nos assuntos do país, tentando descreditar a legislação estabelecida pelo estado irlandês apoiada pela maior parte dos bispos irlandeses para proteção das crianças. A reação do porta-voz

do Vaticano, Frederico Lombardi, em comentário pessoal, foi que na dita carta “Não há absolutamente nada que seja um convite a ignorar as leis do pais”. (!) A posição assumida pelo primeiro ministro e pelo parlamento irlandês parece ter o apoio da Associação Irlandesa dos Padres Católicos, quando afirma que “O primeiro ministro é um católico praticante e um crente dedicado à fé cristã. Uma voz que reforça o que nós também pensamos. A vasta maioria do clero sente-se incrivelmente frustrada e desapontada com o Vaticano que nunca reconhece os próprios erros e não se abre ao diálogo.” A sociedade irlandesa sofreu profunda alteração com a experiência da franca prosperidade de 1994 a 2007, denominada o milagre económico do Tigre Celta, que lhe abriu as portas à imigração e facilitou aos quatro milhões e meio de habitantes da ilha uma nova atitude e mentalidade bastante mais metropolitana. O divórcio civil foi legalizado e permitidas as uniões de fato entre pessoas do mesmo sexo, e a descriminalização da interrupção da gravidez parece estar para breve. Todavia, os cerca de uma dúzia de anos de extraordinário progresso chegou ao fim com a crise económica mundial de 2008. Hoje, a Irlanda, nas mesmas condições económicas da Grécia e de Portugal, mudou de governo e luta por pôr as contas em dia, além de ter que resolver o sério conflito com o Vaticano quanto aos crimes de abuso sexual e tortura física de crianças e menores cometidos por membros do clero católico irlandês, que terá de ser julgado nos bancos dos tribunais civis, à luz da evidência jurídica como pretende o governo da Irlanda, ou arquivados no obsessivo segredo jurídico do direito canónico como prefere o Vaticano. * artigo baseado na informação dos principais jornais diários americanos e irlandeses de 20 a 24 de Julho de 2011.

Vladislav Celik é um dos maiores músicos da Banda de San Diego e o Sul da California conhece-o bem pelos seus extraordinários solos durante os concertos que aquela Banda faz por toda a California. Vladislav é também um amante das letras e acaba de publicar uma nova edição do livro The Soldier and the Saint - confession of an old musician. Quem estiver interessado no livro pode contactar o autor através do seu email: celik001@cougars.csusm.edu

"Coleção Jorge Forjaz" em biblioteca americana A Biblioteca da Universidade da Califórnia (EUA) tem aberta para consulta pública, desde ontem, a "Coleção Jorge Forjaz", que reúne livros, cartas, fotografias e outra documentação sobre a presença portuguesa em Macau. O site da biblioteca norteamericana põe o acervo de Jorge Forjaz em destaque e informa que os livros já estão catalogados e à consulta, estando a ser trabalhada a restante documentação, que a biblioteca espera ter em breve também catalogada. Jorge Forjaz doou à Universidade da Califórnia perto de 300 livros, alguns raros, sobre Macau, depois de o espólio ter sido rejeitado pela Biblioteca Pública e Arquivo de Angra do Heroísmo sob a alegação de falta de espaço, segundo revelou o próprio doador. As cartas que Forjaz trocou com macaenses espalhados pelo mundo permitem construir uma ideia sobre a diáspora a partir daquele antigo território português, que vai da China aos Estados Unidos, passando por países como Tailândia, Singapura, Brasil, Austrália.Quanto às fotografias, fixam várias épocas de Macau, captando ambientes tanto exteriores como interiores A biblioteca californiana considera que a "Coleção Jorge Forjaz", construída durante 10 anos a propósito da sua obra "Famílias Macaenses", contribui para conhecer a presença estrangeira na China.

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COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2011

Ao Sabor do Vento

José Raposo raposo5@comcast.net

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esta altura do ano em que há festas do Espírito Santo por esta Califórnia toda, tenho conversado com algumas pessoas amigas e conhecidos, sobre variados assuntos. Um deles, como não pode deixar de ser, é o número reduzido de pessoas que aparecem a certas festas. E a razão que algumas pessoas alegam é sempre a mesma: “os novos não se interessam pelas nossas coisas”. Voltando ao número reduzido de pessoas, em certas paradas eu já me pronunciei sobre isso várias vezes. A emigração parou, portanto há festas a mais e gente a menos. Há até, sim, organizações a mais, ora vejamos! Eu moro em Novato, no Marin County. Há Festa do Espirito Santo em Novato, Sausalito, Petaluma e Sebastopol. Além das Festas do Espirito Santo, há ainda as de Santo António, as Nossas Senhoras de Fátima, o Santo Cristo, as matanças dos porcos e os jantares de ca-

ranguejo que diga-se a verdade, são as únicas festas que trazem algum lucro a certas organizações. O povo está a ficar cansado, a economia está tão mal que agora, até durante as colecta nas Igrejas, alguém a quem eu não culpo, chegou ao ponto de tirar uma nota da algibeira, colocar no cesto das esmolas e pedir à pessoa que estava a colectar, o troco. E por que não? Passou-se comigo numa festa em que eu ia dar um donativo e ao ver que a nota mais pequena que eu tinha era de 50 dolares, eu não dei nada. Talvez deveria ter colocado os 50 e tirado 40. Pois, mas, isso pode dar oportunidade para que alguns coloquem uma nota de 10 e tirem uma de 20. Não me venham dizer que eu estou inventando histórias. Na Igreja do Santo Cristo em São Miguel, por cima das grades da capela onde está a imagem, colocaram, até certa altura, uma rede mais fina onde

Quem me segue? as pessoas não podem alcançar o dinheiro que estava no piso. A razão é muito simples e como me foi dito: alguns em vez de darem, tiravam. Como dizia, há pelo menos no Marin e Sonoma Counties, cinco organizações Portuguesas. Por que não vendem essas organizações tudo o que possuem, coloquem o dinheiro todo junto e compra-se um terreno, até pode ser que alguém o oforeça e constroi-se um Centro Cultural Português? Centro esse onde poderíamos ter campo de jogos, piscinas, salões para conferências, salas para arrendar a casamentos, batizados, etc., etc.. Ao sugerir isso, diz-me logo um senhor que nunca mais se faria uma coisa dessas. Que os membros das organzações presentes não concordariam. Respondi que se tal coisa não se fizer, podem estar seguros que vai ser a morte certa dessas organizaçoes todas. A razão porque os novos se afastaram de alguns lugares, foi porque nós não tivemos nada para lhes oferecer, a não ser sopas do Espírito Santo e jantares de caranguejo, a 45 dolares o prato, quan-

Lembrando Frank Dias Vou começar por contar uma história. O ano é 1970. O lugar – uma pequena casa em Pescadero, 35 milhas a norte de Santa Cruz. São 6:45 da tarde. Sentada à mesa de jantar está uma família que decidiu deixar as suas ilhas ao encontro de uma vida melhor. Todos tinham acabado de chegar do seu trabalho na apanha de malmequeres, recebendo o salário mínimo daquele tempo. Era assim que começava o esforço de ganhar alguns dólares para poderem comprar a sua própria casa nesta terra de oportunidade. Mas chegavam a casa para jantar, cansados e desejosos de ourvir a sua língua, sentiam saudades da sua música, de reviver a sua identidade e cultura longe da pátria. Felizmente naquelas tardes havia um laço à terra natal – os Ecos Portugueses às 6:45 – todos os dias excepto às sextas-feiras. Este programa afirmava que mesmo longe de Portugal, era possível ouvir os ecos da terra natal. E neste contexto de imigração, o esforço feito pelo sr. Frank Dias para traduzir – ao vivo – as notícias americanas para português transformava-se numa manifestação simbólica de converter a notícia alheia para algo conhecido que fez com que esta família começasse a conhecer o mundo americano, ainda antes de dominar a língua inglesa. É esta história que eu conheço, contada

pelo meu pai que se lembra vivamente daqueles dias quando recém-chegado dos Açores ele com a minha mãe, avós, tios e tias prendiam os ouvidos para escutar o programa do sr. Frank Dias. São lembranças como estas que fazem sentido contar, porque embora seja esta uma pequena história é exatamente este o sentido nostálgico, é esta a influência nas vidas dos ouvintes dos Ecos Portugueses do sr. Frank Dias. Para trazer relevo à contribuição do sr. Frank Dias podemos lembrar que em 1984, o Congresso dos Estados Unidos reconheceu-o como cidadão exemplar, por entre outros esforços, ter angariado através do seu programa mais de $150,000 dólares para várias causas relacionadas com a nossa comunidade aqui e nos Açores. O sr. Frank Dias nasceu americano, viveu a juventude no Pico e no Faial, regressando aos Estados Unidos com 20 anos para construir uma vida nova. Podemos dizer que também foi um imigrante, e como tal soube com o seu programa ajudar os imigrantes. Com os Ecos Portugueses, ele conseguiu anunciar empregos que ajudaram muitos a encontrar trabalho; poude fazer pedidos para os mais necessitados, e conseguiu fazer com que os velhinhos pudessem ouvir a missa na radio todos os Domingos desde 1971. Vou-lhes contar mais uma história da mi-

do muitos não podem pagar. Todos os anos presencio moças nas nossas paradas chateadas por arrastarem uma capa que quase pesa mais do que elas. Muitas vão ali obrigadas e claro que quando chegarem aos seus 18 anos, mandam tudo às favas e nunca mais aparecem nas festas portuguesas. Continuamos a tocar em algumas festas os fados das mariquinhas e o malhão malhão, enquanto a nossa mocidade quer outra coisa. Por incrível que pareça, em algumas procissões temos que pagar a quem leve as bandeiras. Já uma vez disse que era tempo dessas bandeiras Portuguesas e Americanas ficarem em casa, só a organização da festa é que levaria os simbolos desses países e as outras únicamente o guião da Irmandade e passar à reforma uns quantos santos que nada têm a ver com o Espírito Santo. Isso são festas do Espírito Santo ou são paradas militares? Há tanta gente que nessas procissões ou paradas, não têm o minimo respeito pela bandeira do seu país nem sabem a que lado

as bandeiras devem ficar, nem a que lado devem estar quando chegam à Igrejas ou salões. Mas, enfim, o propósito deste meu artigo não é voltar a criticar essas coisas, porque cheguei à conclusão que não vale a pena. O meu propósito é o que acima dizia. Em alguns lugares essas organizações do Espirito Santo e outras têm que dar as mãos, fundirem-se, formando assim algo que tenha peso e medida. Sigam o exemplo das fraternais que, se não se tivessem unido, teriam sido fechadas pelo departamento de seguros. Ninguem vai obrigar a encerrar as Irmandades do Espírito Santo, elas estrangular-se-ão por suas próprias mãos, a não ser que haja alguém com coragem de abordar o assunto e que os lideres dessas organizações nem pensem só em si mesmos. Que pensem no futuro e que realizem que a união faz a força, pois que se continuarmos assim, divididos, aumentaremos cada vez mais o nosso fracasso. Estou pronto. Quem me segue?

Lucia Soares nha experiência pessoal: Em 1989, tinha eu 14 anos. O meu sonho era transmitir as festas de Nossa Senhora de Fátima para além do Condado de Santa Clara e fui com esta proposta ao sr. Frank Dias. Com o seu apoio total pude trazer a palavra de Deus e a sensação única da mensagem de Fátima para os ouvintes da KSTN. Desde o primeiro dia que conheci o sr. Frank Dias, entendi que ele era uma figura admirada na nossa comunidade – alguém que entendia quem era, de onde vinha e para onde ía. Para mim, foi uma das pessoas que me inspirou como jovem pela sua dedicação à comunidade, não só pelos anos de serviço na rádio, mas também porque esteve disposto a ajudar uma jovem a realizar um sonho que tinha, e teve a sabedoria bastante para abrir as portas a outros na nossa comunidade para eles também participarem em actividades de liderança. Agradecemos ao sr. Frank Dias por tudo o que fez. Mas cada ano que passa traznos mais perto da pergunta, quem será o Frank Dias da próxima geração? Quem trará a mesma dedicação – digamos talvez não para a rádio – mas a mesma vocação de ajudar, de promover, de mudar e evoluir a nossa cultura como imigrantes e como filhas e filhos de imigrantes. Quando um dia lhe perguntei do futuro da nossa comunidade, ele compartilhou

comigo uma certa esperança e uma certa hesitação. Esperança que as inúmeras pessoas que mantêm a nossa comunidade viva tenham uma dedicação contínua e uma visão que guie o futuro. E hesitação que as mudanças culturais desta geração façamnos esquecer os valores do sacrifício pessoal e perseverança constante. Quero realçar algo que me fez pensar e examinar as oportunidades que nos são apresentadas. Quando perguntei ao sr. Frank Dias como foi que começou o programa Ecos Portugueses, esperava ouvir uma história com um momento decisivo. Fui surpreendida quando me disse que começou a fazer rádio porque uma locutora de Lodi pediu que ele a substituisse quando ficou doente. Foi um por-acaso, podia ter pedido esse favor a outra pessoa, podia o sr. Frank ter dito – “Não, tenho outros planos este mês”. Mas foi desta pequena oportunidade que ele eventualmente contruíu quatro décadas de serviço à comunidade portuguesa. São nas histórias quase insignificantes, nas recordações do passado, no conhecimento da nossa fé e da nossa cultura, nas pequenas oportunidades – é assim que Deus nos inspira a fazer algo além do dia-a-dia nas nossas vidas. A próxima vez que seja chamado a ajudar nem que seja em algo pequeno e insignificante, pense em como poder transformar esse acto em algo significativo para a nossa comunidade. É preciso olhar para o nosso futuro, usando o passado como alicerce e o presente como apoio para a visao de amanhã. O exemplo de liderança que o sr. Frank Dias demonstrou durante a sua vida, deixando obra feita, serve de alicerce, sentido de responsabilidade e visão de futuro. E como acredito que se deve elogiar as grandes pessoas ainda em vida, foi isso que fiz proferindo estas palavras na sua presença, da sua família e de centenas de convidados em Janeiro de 2002. Que o Céu o tenha recebido de braços abertos, sr. Frank Dias!


A

minha professora, a única que tive nos Açores, não era uma mulher bonita, nem mesmo simpática. Era sim uma mulher esbelta, “bem feita” como se dizia antigamente, cabelos ondulantes e, penso, a ficarem já grisalhos (naquele tempo as mulheres não pintavam o cabelo). Não me lembro de a ver sorrir. Tinha fama em toda ilha, e até diziam fora da ilha, de ser uma grande professora, tanto dos alunos da primeira à quarta classe que ensinava (todos na mesma sala de aula), como aos alunos do primeiro ao quinto ano do liceu, a quem dava “explicações”, ou seja aulas particulares, à noite. As más línguas chamavam-na “solteirona” e falavam de um namoro com um “menino”, tal como ela, de boas famílias, que a deixara por uma rapariga do Continente. Se a memória não me falha, devia estar na quarta classe, com os meus nove ou dez aninhos, e muito convencida que era, senão um génio, pelo menos inteligente, pois era raro ser batida. Penso que só uma menina, entre as quarenta ou cinquenta meninas que frequentavam a nossa escola, se livrou ou do pau (um cabo comprido de madeira e destinado a abrir as janelas) sobre as costas ou das reguadas “bolos” nas mãos— a filha do Sr. Doutor. Bem cedo me dei conta que a inteligencia estava directamente relacionada com a posição social dos nossos pais. Quanto mais elevada a posição menos pancadas e, portanto, mais inteligente o aluno. “Fatima, chega aqui,” a Sra. professora disse bem alto para que todos deixassem o que estavam a fazer e se preparassem para o espectáculo. “Cinco erros!”

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“Nunca aprendes! Todos os dias a mesma coisa” “Nunca aprendes! Todos os dias a mesma coisa,” a Sra. professora exclamou frustrada. A Fatima aproximou-se da secretária da professora, muito séria, e de mão estendida. Ouviram-se alguns risos sorrateiros daquelas que, corrigidos os seus ditados, se tinham livrado desta vez. O som seco de uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez reguadas quebrou o silêncio. Nem um gemido. Com os olhos rasados de lágrimas, a Fatima regressou à sua carteira, segurando o ditado com as cinco linhas vermelhas indicando o seu crime. Durante o almoço, a Fatima ofereceu-me um torresmo da sua saquinha de retalhos onde ela ainda tinha um pedaço de pão de milho. Torresmos eram uma iguaria naqueles tempos, e para uma criança pobre como a Fatima, ainda mais. Olhei para o torresmo e preparava-me para aceitar quando a minha amiga, a filha do Sr. polícia, me fez sinal para não aceitar. “Eu cá não queria torresmos teus que devem ser tão sujos como o palheiro onde vives.” A filha do Sr. polícia disse bem alto para todos ouvirem e afastou-se pegando-me na mão. Segui-a encabrunhada, como um cãozinho com o rabo entre as pernas quando pressente que algo está errado, e orgulhosa porque a filha do Sr. polícia me tinha “defendido” e queria ser minha amiga. Depois do almoço, a Sra. Professora chamou-nos as três, a Fatima, a filha do Sr. polícia e eu. “É verdade que a Fatima está a chorar porque vocês disseram que a comida dela é suja, porque ela é pobre?” A Sra. Professora perguntou. “Sim,” respondemos, raivosas

contra a Fatima e envergonhadas frente à indignação da Sra. professora. “Isso não se diz, estão ouvindo?” ela repreendeu-nos e segiu para a aula pois já eram quase horas de regressar. Os meses passaram, as “férias grandes” aproximavamse, e a Fatima continuou a levar pancadas quase diariamente. Um dia, não me recordo porquê, fui com a Fatima à casa dela. Nunca lá tinha estado, nem sabia bem onde era: só sabia que ficava fora da estrada. Ao fim duma subida íngreme e uma eternidade de degraus de pedra irregulares e terreno a c id e nt a d o, chegámos. Nunca tinha estado numa casa daquelas e penso que

nunca mais entrei noutra igual. As paredes da casa eram pedras negras e esburacadas, nem se tinham dado ao luxo de usar areísca, barro ou cal. A Fatima abriu a porta e entrou. Fiquei à entrada esperando que os meus olhos se acostumassem à escuridão. Tudo era fumo e negrume. Dum lado podia ver uma fornallha construida de pedras com uma grelha segurando um tacho também muito negro. No chão, como atirados para um canto, dois montes de sacas de serapilheira, uma caixa de madeira encostada à única janela, esta também coberta com um tecido grosseiro que não deixava passar a luz e dois bancos de três pernas completavam o mobilário. “Cabra, p’ronde andaste?”ouvi uma voz debaixo dos sacos de serapilheira perguntar enquanto algo se arrastava até aos braços

da Fatima, saido também debaixo dos sacos de serapilheira. Era uma criança linda: suja e nua, com olhos negros e pestanas lagrimosas, cabelos encaracolados, e mãozinhas suplicantes. Ela, a mãe ainda não me tinha visto. Seguiu o olhar da Fatima e da criança e, por um instante, os seus olhos encontraram-se com os meus, antes de fugirem indignados ao encontro dum palavrão. “Preciso que vás buscar água ao chafariz para lavar o bébé,” a mãe disse, antes de voltar a cobrir-se com as sacas. Segurando ainda o bébé, a Fatima pegou num balde e descemos. No meu quarto essa noite, deitada na minha cama fofinha e confortável, depois dum bom jantar e dos beijos da minha avó e da minha mãe, compreendi que não era tão inteligente como pensava. Assim começou a minha verdadeira instrução.

Tribuna do Leitor Sou um admirador da primeira página do Tribuna. Há nela, sempre, um toque especial a querer dizer que a "música está dentro da lata". A edição da segunda quinzena de Julho toca a raia do sublime... "O céu ficou mais rico"... Mais rico e mais brilhante, porque os olhares de Alberto Lemos e Frank Dias, que a ele se elevaram, mostram-nos a diferença entre os homens estrelas que eles foram e a dos homens cometas que passam por esta vida. Os primeiros permanecem para sempre; os segundos desaparecem. Infelizmente, há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes. Gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida, sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença. Importante é ser estrela, e eles foram estrelas. Estiveram presentes. Foram luz e irradiaram calor. Deixaram o seu melhor. A constelação Portugal é agora mais rica, ilumina mais as noites siderais e mais vizinha da Ursa Maior. Guardo de ambos excelentes recordações. "Que

no esplendor da luz perpétua descansem em paz". A parte inferior da página é igualmente digna de registo. Acredito que a fotografia de A. L. Gilbert tenha aparecido em muitos jornais e revistas, pois tem sido uma figura publica muito respeitavel e, se o menciono junto das nossas estrelas desaparecidas, é porque ele tambem é uma estrela que um dia se juntará na nossa constelacao, porque ser estrela, é igualmente ser amigo, estar presente, marcar presença e ele sempre o tem sido e tem feito. O seu olhar ternurento diz bem do homem que tem sido. Parabéns pelo reconhecimento. Para terminar... Obrigado ao Zé Ávila por mais uma bela primeira página. Que continue com o seu bom gosto a separar as estrelas dos cometas, porque neste mundo passageiro cheio de pessoas cometas, ser estrela, é um desafio mas ao mesmo tempo uma recompensa. Obrigado.

Tito Rebelo

Encontro de Professores de Português Caros amigos, Saudações calorosas. A Associação de Professores de Português dos Estados Unidos e Canadá, e a Associação Portuguesa de Manitoba, solicita a máxima divulgação do XIX Encontro de Professores de Português que decorrerá em Winnipeg -- cidade capital da Provincia Manitoba, Canadá -- de 2 a 5 de Setembro de 2011.

O Encontro é aberto a TODOS. Junto enviamos a ficha de Participação e o Programa do Encontro.

O programa inclui formação pedagógica e várias actividades paralelas muito interessantes. Todas as refeições e participação nestas actividades estão incluídas na inscrição.

Muito obrigado!

Contamos consigo.

APPEUC


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PATROCINADORES

1 de Agosto de 2011


COLABORAÇÃO

Temas de Agropecuária

Egídio Almeida almeidairy@aol.com

Peritos universitários içaram a bandeira da precaução quanto ao contínuo aumento da produção da amêndoa e noz

E

mbora os nossos trabalhos sejam normalmente relacionados com a agropecuária, achamos por bem divulgar um recente estudo da Universidade da California, em Davis. Primeiro, porque a industria de lacticinios está bem familiarizada com as perdas económicas de excessos de produção, segundo, porque nas áreas do Vale Central da California, estas industrias estão competindo com a agropecuária pelos melhores solos para as suas produções, muito especialmente, no caso da agropecuária, a produção de silagens, que devido à sua alta mistura (75%) na altura da colheita, são excessivamente dispendiosas para transportar largas distâncias, especialmente quando os preços dos combustiveis continuam altos. Alguns produtores das mais populares culturas de árvores de frutas frescas, amêndoas e nozes podem ficar surpreendidos com a opinião de alguns economistas recentemente publicadas, de

que a oferta pode ultrapassar a procura, num próximo futuro, causando resultados financeiros desafortunados. Particularmente as indústrias da amêndoa e noz, foram foco de um estudo por Steven Blank, economista e Cooperative Extention Especialista do Departamento da Agricultura e

Resource Economics na Universidade da California em Davis. As duas principais culturas deste estudo - Amêndoa e Noz -, são responsáveis por 99% da produção deste País e as duas têm sido abençoadas pelo esforço de toda

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Amêndoa e nozes a industria para manter um crescente aumento nas vendas destes produtos ano a ano, especialmente nos mercados internacionais. Segundo estes especialistas, as duas continuam a aumentar enquanto que os mercados estão estagnados, e os produtores terão que reconhecer os riscos de ultrapassar a demanda, o que aconteceu por duas ocasiões nos passados 10 anos. Em 2008 os produtores de amêndoa da California produziram 1.63 biliões de libras, que foi aproximadamente 2 vezes a produção de 2005, e como resultado do excesso de produção o preço baixou para $1.40 o mais baixo preço desde 2002. Este economista indicou que “overshooting” pode acontecer a quaisquer culturas ou produtos que vão para os mercados, mas é mais predominante e problemático nos mercados maduros, onde há mais estabilidade, e um consumo “per capita” estabelecido, e não ocorrem aumentos

de consumo que tornem possível o escoamento de produtos extra. Neste momento, produtores de “Cling Peach” estão a ser encorajados a retirar algumas árvores, mas como todas as outras industrias, produtores tendem a actuar individualmente e é muito dificil chegarmos a uma posição de senso comum. Produtores de árvores de fruta fresca já experimentaram um fenómeno semelhante, quando alguns dos seus pomares foram vitimas das “bulldozers”. Até certo ponto, produtores de “kiwi” estão vivendo circunstâncias semelhantes, até mesmo a gigante industria do vinho tem tido os seus momentos de excesso de produção. As possibilidades da oferta ex-

ceder a procura na agricultura são uma parte integrante destas industrias. Quando se investe numa árvore, numa vinha ou numa vaca, há que proteger esse investimento e até seria contra as leis da natureza, e não só, se não houvesse tal dedicação e responsabilidade da parte dos agricultores. Enquanto isso, a produção continua, o que é notávelmente bom para o consumidor.

Falecimento

Manuel C. Capela Jan. 19, 1936-July 19, 2011

Manuel C. Capela, resident of Castro Valley, passed away after a courageous 23 year battle with cancer. He died in his home surrounded by his loving family. Manuel immigrated to the United States from Ilhavo, Portugal in 1955 at the age of 19. He settled in Oakland where he met and married the love of his life, Alda Rosario in 1959. They went on to have two wonderful daughters, Lidia Anzilotti and Gina Conway. They lived in San Leandro, Danville, and settled in Castro Valley. Manuel made his career as a Longshoreman and then Foreman at the Port of Oakland for 42 years. After retiring he and Alda enjoyed traveling around the world, gardening, dancing, afternoons at the mall, and most of all, spending time with his children and grandchildren who were his pride and joy. Manuel was pre-deceased by his father Manuel N. Capela, his mother Rosa Carrancho Capela, and his sister Rosa Bio. He is survived by his adoring wife Alda, devoted daughters Lidia (Don) and Gina (Kevin) of Castro Valley, and loving grandchildren Nicole Lewis (Adam) of Livermore, Lucas Anzilotti of Livermore,

Tyler Anzilotti, Alec and Austin Conway of Castro Valley. He is also survived by his twin brother Luiz Capela (Madalena), sister Odete Matias (Hildebrando), nieces, nephews, family and friends. His dedication to his family, strong and loving spirit will be missed by all who knew him. Viewing was on Tuesday, July 26th at Transfiguration Church in Castro Valley. Funeral Mass on Wednesday, July 27th at 10am at Transfiguration Church followed by burial at Holy Seplechre Cemetary in Hayward. Reception was followed at Transfiguration Church hall. Portuguese Tribune


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PATROCINADORES

1 de Agosto de 2011

Portuguese Fraternal Society of America

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jlmedeiros@aol.com

H

oje, não vamos analizar as habituais ‘trincadelas’ cometidas pelo politicos de pédescalço ao redor das bolas vazias de ideias. Nem seria curial abrir esta conversa com insinuações patrióticas junto de emigrantes famosos (Zé Mourinho, André Vilas Boas, Cristiano Ronaldo) para lhes sugerir uma “cunha” junto dos grandes (re)matadores financeiros da Europa, para praticar jogo-limpo na grande área da banca portuguesa... Hoje, para mim, é dia de são futebol – uma prática desportiva que muitos acreditam ter sido inventada pelos ingleses. A propósito, há quem sustente que o futebol é praticado há milhares de anos (no Japão, por exemplo, já vem sendo

praticado há mais de de mil anos, embora com estilo diferente). Por outro lado, não seria elegante vir aqui lançar ‘bocas’ exaltadas àcerca do (meu) Penta-Campeão – instituição desportiva de âmbito nacional que já vai a caminho do seus 118 anos. Claro que estou a falar do Futebol Clube do Porto; como regista a história desportiva do ano de 1948, a equipa portista conseguiu a singular proeza de vencer o Arsenal, a mais famosa equipa mundial daquele tempo. Consta que a alegria individual e colectiva dos portuenses foi de tal monta que (da voluntariosa congregação de vontades) surgiu um troféu com mais de 300 quilos, 130 dos quais em prata maciça... Sim, caríssimas(os), gosto da ca-

Graduação na Escola Dom Dinis, San José

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Remates de "fora da grande área"...

Memorandum João-Luís de Medeiros

COLABORAÇÃO

misola “azul-e-branco”. Como já foi acima referido, a equipa portuense nasceu em finais do século XIX (1893); desde logo adoptou as cores tradicionais da bandeira da monarquia. Por outro lado, não deixa de ser curioso lembrar que as cores oficiais do Club Sport Marítimo (Madeira) foram adoptadas em obediência ao ‘verde-vermelho’ da República (regime gritado das varandas da Câmara Municipal de Lisboa, poucas semans após a fundação do valoroso clube madeirense). Como veterano adepto portista, não costumo virar costas ao azul marujado da equipa do Belenenses (apesar de ter sido uma só vez campeão de Portugal - 1945-46); não queremos esquecer a valorosa memória de Matateu e de seu irmão Vicente (ambos moçambicanos, oriundos de Manjacaze, região que me calhou conhecer há mais de 40 anos (por sinal berço-natal de Eduardo Mondlane, primeiro chefe político-militar da Frelimo). Adiante. Sem recapitular o esplendor portista dos últimos 20 anos, diria apenas que o Futebol Clube do Porto teve treinadores de comprovada valia profissional: Bella Gutman (1958/59); José Maria Pedroto (o primeiro treinador com curso superior); Bobby Robson (1993/1996)... Ainda em finais da década de 50, milhares de ilhéus tiveram a oportunidade de ob-

servar em acção (em São Miguel) o famoso guarda-redes Frederico Barrigana. Um breve parêntesis para referir que, por volta de 1943, o então jovem Barrigana esteve prestes a “cuidar” da baliza do Sporting Clube de Portugal; foi nessa altura que João Azevedo (sportinguista de extraordinário mérito desportivo) terá admitido, publicamente, que só o jovem Barrigana possuía talento desportivo suficiente para o substituir (o que não aconteceu...). Mas haveria talvez uma pergunta que ainda não foi rematada à baliza-aberta da minha aderência clubista: como se explica que um miúdo oriundo da zona de Rosto de Cão (onde, em meados do século XVI, o Prior do Crato procurou um pouco de paz de espírito, antes da sua partida para o exílio) como se explica – repito – que a rapaziada daquela sumida localidade soubesse da existência duma equipa, sediada na cidade que serviu de berço-natal ao Infante D. Henrique...? A resposta seria simples. No meu tempo, o campo da Mata da Doca era já uma saudade. A rapaziada sanroquense ia em pequenos grupos assistir aos jogos de futebol no Campo do Marquês de Jácome Correia, ali mesmo junto ao Relvão: a rivalidade entre o nosso “vizinho” Marítimo da Calheta e os “padeiros” do Santa Clara era porventura uma ‘constipação desportiva’ tratável mas deveras incurável. O Marítimo Sport Clube foi um dos rebentos institucionais do grande Clube Portuense (graças ao entusiasmo pioneiro de Carvalho Valério, Clemente Ramos, e vários pescadores da Calheta...). Ainda recordo, com compreensível emoção, o ine-

gociável ‘amor à camisola’ da velha guarda dos dedicados futebolistas do ‘meu” Marítimo: o guarda-redes Daniel, o médio Viúva, Jeremias, Januário, Bacalhá, Anzolim, Jámelim... ... /... anos mais tarde, numa ridente manhã de Junho de 1963, num dos intervalos da nossa preparação militar na Serra do Pilar, em Gaia, lancei-me na grata aventura de atravessar a pé a ponte D.Luis, na direcção da Câmara Municipal do Porto. Na época, a sede social do “nosso” Porto ficava situada junto ao edfício da Câmara, no lado oposto àquele onde ficava o casarão dos Correios. .../... ainda recordo a expressão no olhar curioso da jovem recepcionista da sede portista: porventura intrigada pela tonalidade afrancesada do meu falar micaelense, atreveu-se a perguntar donde eu era... - Sou dos Açores – respondi com ritmo telegráfico, tal era a minha pressa de botar um olhar à exposição dos troféus e outros símbolos históricos... - Dos Açores? Ai qu’ingraçado! O meu noivo está em Angola, na guerra; ele costuma passar os ‘fins-de semana’ na sua terra... P.S. (a) Ainda hoje considero tão inocente comentário como “remate de fora da área”, mas sem qualquer perigo para a azulada baliza da solidariedade lusíada. (b) Este pequeno texto vai dedicado à cordialidade silenciosa dos fiéis leitores que há 30 anos olham o Memorandum, na esperança de que um dia o seu autor seja participante activo nos desafios da Primeira Divisão da Simplicidade Democrática...

Falecimentos

Manuel de Serpa

Back row, from left to right: Teachers Darlene Fonte and Sãozinha Soares. Third row: Kyle Masterson, Gustavo Castillo, Jacob Santos, Rickie Nguyen; Second Row: Mariela Marmolejo, Mary Nguyen, Maria Muñoz, Clarisa Matos, Taylor Barcelos; Front row: Yahir Marquez, Michael Williams & Tri Vu.

Daycare & Preschool Jardim Infantil Dom Dinis held its 27th Graduation on July 1, 2011. The children sang “The Three Bears”, “Rhyme Melody”, “Amizade”, an original Dom Dinis Portuguese song that all Dom Dinis graduating children have been singing since the 1st. Graduation in 1984, and concluded with the singing of “Kindergarten Here I Come”. Each child

going to kindergarten received a diploma and a portfolio with some of the children’s work throughout the year. Everyone then enjoyed cake and punch. Anyone wanting to enroll their child in pre-school and/or Portuguese in September can call Goretti Silveira at (408) 993-0383.

Suporte os nossos patrocinadores e as nossas escolas

Faleceu no dia 15 de Julho na cidade de San Leandro, Manuel DeSerpa, natural da Praia do Norte, Faial, Açores. Deixa a chorar a sua morte sua esposa Emilia, seu filho Manuel DeSerpa e esposa Juanita de Livermore, sua filha Maria Brusco e marido Mark de San Leandro, sua filha Lena Paiva e marido Elio de Livermore. Netos Ryan, Jennifer, Amanda e Michael. Três irmas Ludovina Souto de Livermore, Emilia Silva de Pleasanton e Manuela Ferreira no Canada. O Rosério realizou-se na quinta-feira, 21 de Julho pelas 7 horas da noite no Santos Robinson Mortuary em San Leandro. Missa de corpo presente teve lugar na sexta-feira, dia 22 de Julho as 10 horas da manha na Igreja Católica de Saint Leanders em San Leandro. Funeral logo a seguir para o cemiterio Holy Sepulchre em Hayward.

Emilia Gonçalves Brasil Faleceu na passada Sexta-Feira dia 22 de Julho na freguesia do Topo, Ilha de São Jorge de onde era natural, Emília Gonçalves Brasil, com 92 anos de idade. Esposa dos já falecidos António Ignácio Brasil e António Silveira Brasil. Era irmã dos falecidos Gregório Brasil e Pedro Brasil. Era mãe de Odete Brasil e Madalena Brasil, de San José, California e de Maria dos Santos Brasil Machado, em Atwater, California Em S. Jorge, Açores, também deixa os filhos Hermenegilda Brasil, Gregório Inácio Brasil João Ilidio Brasil, Rogério Brasil, Teresa Brasil, Gilbertina Brasil e Pedro Gronçalves Brasil. E do já falecido Joaquim Silveira Brasil. Na Califórnia deixa os netos, Gilbeto, Felizberto, António, Gabriel, e Alcides Machado, Dulcina Reis, Liliete Paramo, Nélia Brasil Nunes, Telma Brasil e Ruben Brasil. Nos Açores, Adérito Brasil, Lizete, Durvalino, Elvina, Ludgéro, Dina, Marcia, Melinda, Nizal da, Sérgio, Silvia, Sonia, Floriberta, Anália, Mariazinha e os já falecidos Goretti e Arlindo, Deixa tambem varios bisnetos nos Estados Unidos e Açores. A missa por sua alma foi celebrada na QuintaFeira dia 28 de Julho, às 7 horas da tarde na Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Turlock. E no Sábado dia 30 às 6 horas da tarde na igreja das Cinco Chagas em São José Paz à sua alma da que em vida se chamou EMILIA GONÇALVES BRASIL Às famílias enlutadas as nossas sentidas condolências.


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COMUNIDADE

1 de Agosto de 2011


FESTA DE HAYWARD

Hayward Council Nº 14 I.D.E.S. em Festa

De 13 a 17 de Junho houve Rosário na Capela. Sábado, 18 de Junho, Procissão até à All Saints Church, para troca de coroas. No Salão houve baile com Chico Ávila e Apresentação das Rainhas.

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fotos de Diliana Pereira

Presidente Roger e Nancy Brum No Domingo, Procissão e Missa na All Saints Church, com Coroação das Rainhas e regresso ao Salão. onde foram servidas as deliciosas Sopas e Carne. Durante a tarde houve arrematação e baile com Luís Sousa.

Aia Fátima Moreno, Rainha Pequena Nancy Padilla, aia Danni Welter

Aia Felicianna Marque, Rainha Grande Silvia Teixeira e aia Jocelyn Jacques Embaixo: Rainha Santa Isabel, Emily Garcia


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FESTA DE GUSTINE

1 de Agosto de 2011

Gustine - faltam 2 anos para os 100

Imagem de Santa Isabel

O Terço

Filarmónica União Popular da Ribeira Seca da Ilha de São Jorge

Troca de Coroas entre as Rainhas de 2010 e 2011

Na Sexta-feira, dia 15 de Julho e depois da Missa, houve a Noite de Fados, com o José Carlos Azevedo, de Fall River, Jesualda Azevedo e Carmencita. Ouviu-se a habitual desgarrada entre a Jesualda e João Pinheiro. Os acompanhantes foram Abel Lima e Antonio Lima, de Fall River. No Sábado, Bodo de Leite com Pézinho. À noite missa e mudança de Coroas do Espirito Santo da Igreja para o Salão do GPS. Baile com o Conjunto Progresso e cantorias com Manuel dos Santos, João Pinheiro, Adelino Toledo, José Ribeiro, António Azevedo e Isidro Cardoso, de São Jorge. Acompanhados por Pedro Reis, Dimas Toledo, Manuel Avila e Jorge Reis. No fim houve apresentação das Rainhas e Oficiais. Domingo, Coroação, missa da festa com os Padres Luis Cordeiro, Leonard Trindade e Monsenhor Myron Cotta. Almoço de Sopas e Carne, arrematações, terço, baile com o Conjunto Progresso e cantoria na rua. Segunda-feira, Corrida de Toiros no Bella Vista Park, com Paulo Ferreira, Sário Cabral, Israel Tellez, Forcados de Turlock e do Aposento de Turlock.

Aia Darian Nunes, Rainha Pequena Cheyanne Verissimo, aia Ashlyn Alamo

Joe e Teresa Machado, Joe e Diane Alves, Padre Luís Cordeiro, Presidente João e Fátima Silveira, Monsenhor Myron Cotta, Scotty e Vanda Mendes, John e Cecilia Pires, José Silveira


Aia Lexie Nunes, Rainha Grande Kimberly Azevedo, aia Morgan Nunes

FESTA DE GUSTINE

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Coroação da Rainha Pequena Cheyanne Verissimo

Coroação do Presidente John e Fátima Silveira e família

Coroação da Rainha Grande Kimberly Azevedo pelo Padre Luis Cordeiro

Familia Olsen, sempre na rectaguarda e nas cozinhas das nossas festas

A mais nova família Pires com o "velho" João Pires (atrás e à esquerda)

O seleccionador Luís Nunes, com os improvisadores Manuel dos Santos, José Ribeiro, João Pinheiro, António Azevedo, Adelino Toledo e Isidro Cardoso, vindo de S. Jorge


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COMUNIDADE

1 de Agosto de 2011

Novo Deli

Michael Silva, de Escalon, abriu recentemente o seu Deli, mesmo em frente ao Mercado do Gado de Escalon, no canto da Bellota Road e Lone Tree. Façam-lhe uma visita, pois vale bem a pena.

Michael Silva e amigos

Velma Vasconcelos e Michael Silva

Ana Silva (mãe do Michael, ao centro), irmãs e amigas


Casa de Férias para Arrendar Porto de São Mateus, Terceira

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PATROCINADORES

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COLABORAÇÃO

1 de Agosto de 2011

Apontamento

Serafim Cunha

N

scunha98@aol.com

ão é fácil ou agradável falar-se da crise, mas esta não começou em 2008, agravou-se nesse ano em que o mundo entrou em pânico económico, o que também nos abalou. Porém toda a nossa história é preenchida com crises das mais diversas naturezas, incluindo económicas, apesar disso, a nossa determinação não deixou que cruzássemos os braços e nos deixássemos levar na derrocada. A vontade do povo tem sempre prevalecido, contudo desta vez a situação é mais complexa e o país tem uma composição étnico-social muito diversa. Nas últimas décadas Portugal tornou-se um país multicultural, multilingue e multiétnico sem estruturas económicas ou educacionais preparadas para proporcionar uma inclusão digna aos diferentes grupos étnicos que imigraram legal ou ilegalmente, que vivem, trabalham e se educam no país que lhes deu acolhimento. A complexidade da adaptação a um novo país, ainda que se fale o mesmo idioma traz sempre reajustamentos culturais, sociais e económicos difíceis. Até os que têm uma preparação académica formal sentem dificuldade em ultrapassar a mudança, mesmo que de imediato tenham acesso ao mercado do trabalho. Se tomarmos em consideração que a percentagem mais elevada de migrantes não tem uma educação básica em português que lhe dê entrada no mercado do trabalho, que hoje exige uma aptidão linguística para além do nível básico, pergunta-se então: o que vai acontecer a quem escolher Portugal para viver, estando este numa crise política e económica difícil, devido em parte à grande derrapagem económica mundial? O país não tem escolas ou programas bilingues pedagogicamente desenvolvidos para satisfazer as necessidades educacionais dessas populações, com a agravante das mesmas estarem dispersas por todo o país incluindo as regiões autónomas. Hoje, a maioria das ferramentas de trabalho são digitalizadas, e muitas têm uma complexidade de funções que requerem o domínio da língua portuguesa. Como é do conhecimento público a obrigatoriedade escolar até ao décimo segundo ano em Portugal só passou a ser relevante depois do acordo de Bologna, em que 45 países se juntaram com o objectivo de estabelecerem competências transversais e iguais de acesso ao Sistema Universitário Europeu. Todavia, e segundo a perspetiva internacional o nosso nível de analfabetismo tem sido baixo a moderado, o que sempre afectou e afecta o progresso nacional. Em 2003 o governo sentia-se orgulhoso com o nível da literacia funcional no país que era de 92.5% (sexo masculino 95%, feminino 90%). Nesse ano frequentavam as escolas a todos os níveis 1,930.645 estudantes, sendo o sucesso escolar de 15% ao nível secundário e de 9% ao pós-secundário (universitário). O sucesso escolar na sua totalidade para estes dois grupos correspondia a 24% (Education in Portugal/ Ministry of Education - en.Wikipedia.org), percentagem muito baixa, não se sabendo o que aconteceu com os outros 76% de alunas/alunos que frequentaram o ensino primária e elementar. Quantos se terão perdido nos corredores das escolas, nos pátios ou na rua, especificamente ao nível do nono e décimo grau de escolaridade.

Turbulência Socioeconómica num Portugal Em Crise

Os resultados da aferição feita pela OECD/ PISA (2009-en.Wikipedia.org), em leitura, matemática e ciências, indicaram que os nossos jovens de 15 anos de idade obtiveram uma pontuação de 489 pontos, sendo a média de 493. Pela primeira vez, os resultados são minimamente significantes devido ao número de nações participantes (Alemanha, França, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos e Suíça, etc.), contudo,

estes estão aquém do que deveriam ser, porque o apoio financeiro da UE a Portugal para a educação não foi devidamente aplicado. Este sucesso como o governo lhe chamou, e usou, repetitivamente nos jornais e televisão não passou de propaganda política partidária. Os trocadilhos feitos com os orçamentos estatais para a educação na ultima década têm levado ao desinteresse e desmotivação dos docentes que pressionados por reformas constantes e planos de avaliação uns atrás dos outros, só acabaram por confundir o que se pretende fazer com a educação em Portugal. Se todos estes planos alvoraçaram e desmotivaram as famílias e a juventude nascida e criada no país, o que terá acontecido com quem veio de outros países, que fala outra língua e tem outra cultura, e pouco português sabe? Embora Portugal seja o segundo país da Europa com melhor nível de integração no sector das migrações, será que alguém apoiou, ou pelo menos tentou compreender a problemática de inserção num sistema, altamente fragilizado, disfuncional e por vezes pouco recetivo a diferenças étnicas. Hoje, somos um país de imigrantes, mas se existe algum estudo na matéria de inserção destes grupos, os resultados nunca foram publicados.

P

ortugal tem sido financiado pela União Europeia em todos os sectores há quase trinta anos. Sabe-se que as verbas chegaram ao país, mas foram mal distribuídas pela maioria dos sectores a que se destinavam, havendo áreas de desenvolvimento que nunca receberam os subsídios aos quais tinham direito. Assim não se deu continuidade ou aperfeiçoou novas técnicas, que levariam o país ao crescimento económico através da produção e exportação. Como é óbvio, hoje ninguém quer assumir a responsabilidade da presente situação económica, ou do que foi feito no passado com os fundos da UE. Todos os partidos políticos empurram o problema nacional

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para o partido mais próximo, como se todos eles não tivessem responsabilidades no caso. Contudo, também é possível que a sobrevivência financeira e económica da UE talvez tenha que passar pela federação dos seus estados membros, o que pode solidificar a união. Nunca se fizeram tantas greves e manifestações anti-governamentais, todas relacionadas com a falta de emprego e condições socioeconómicas como na última década. Foi a “geração à rasca” e a “geração desenrascada” que mais deram que pensar. A primeira reclamava e reclama a falta de trabalho e direitos socioeconómicos necessários para o sustento e educação da família, entre eles milhares de imigrantes, porque as obras de construção estão reduzidas a pouco, e as demais áreas profissionais estão fora do seu alcance. Os filhos ou filhas têm de comer, vestir e ir a escola, desde a primária até a universidade. A segunda geração a “desenrascada” reclama nos jornais e na televisão a falta de emprego nas áreas em que se licenciaram, pelo que vão procurar trabalho no estrangeiro. Esta é a nova vaga de emigrantes, ou seja, gente especializada que vai enriquecer o mercado do trabalho pelo mundo. O país perde uma geração de profissionais que na sua maioria

não mais regressarão a Portugal. Hoje os técnicos existem, mas o tecido industrial e comercial, bem como o espírito empreendedor está morto, porque os milionários portugueses descontentes com a política e economia nacional investiram o seu capital no mercado mundial/global. Não interessa qual seja o partido na governação do país, o Banco Mundial e o FMI, bem como o comité central da UE e todos os outros investidores internacionais, não vão permitir quaisquer derrapagens com o investimento de resgate. A Alemanha e a França não querem perder nem um cêntimo do seu investimento. A troika vem com fórmulas rígidas e determinantes que não darão qualquer flexibilidade de manobra diferente da que foi acordada entre esta e o governo português. O contrato de trinta e poucas páginas da UE liderará o futuro de Portugal nos próximos quatro anos, enquanto que os planos desenhados pelo novo governo social democrático, com centenas de páginas, para pouco vão servir. A sobrevivência do país está na vontade e determinação do povo que o habita (nativos, refugiados, migrantes, imigrantes legais ou ilegais). O não comprar produtos importados, passar férias nas nossas aldeias, vilas e cidades, bem como nas nossas praias continentais, açorianas e madeirenses, pode ajudar a minimizar a crise. Não é o governo que nos vai salvar da crise, mas este tem a obrigação de criar mecanismos específicos de ajuda aos mais necessitados, e facilitar a inserção dos migrantes que escolheram Portugal para viver.


COLABORAÇÃO

Traços do Quotidiano

Margarida da Silva santamarense67@yahoo.com

Dos Barcos de Boca Aberta aos Navios a Motor

Contributo para a História da Cabotagem nos Açores

F

oi precisamente com este titulo que acabei de ler um interessante livro da autoria do Sr. Prof. Manuel Vieira Gaspar, infelizmente, já falecido e quem não tive o prazer de conhecer. O livro consiste de cinco capítulos: Construção Naval, Barcos de Boca Aberta, Lanchas, Iates dos Açores e Navios a Motor. Graças à dedicação e ao empenho do Sr. Prof. Gaspar, esta obra constitui um verdadeiro hino aos bravos marinheiros e aos pioneiros construtores marítimos dos Açores que tanto contribuiram para desenvolvimento das nossas ilhas. Embora já conhecesse algumas das estórias, através do meu saudoso pai, Victor da Silveira Nunes, que foi marinheiro do “Santo Amaro” durante vinte anos, e também pelos livros do grande amigo, Dias de Melo, gostei imenso da narrativa do Sr. Prof. Gaspar. Talvez por ser neta e filha de marinheiros e ainda por ter nascido no maior centro de construção naval dos Açores, Santo Amaro do Pico, esta obra tocou-me profundammente e fez-me reviver os meus tempos de menina e moça. Recordo que quando o “Santo Amaro” vinha varar no fim da

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campanha, era dia de festa, pois os marinheiros chegavam a porto seguro e firme após meses sobre as águas nem sempre calmas do oceano e recebendo, tantas vezes, uma mísera soldada pelo seu árduo e arriscado trabalho. As suas famílias corriam para o porto ansiosas por os receber e abraçar. Os mais pequenos também gostavam de ajudar a varar o barco porque, no fim, iam até ao botequim do Sr. Joaquim Neves receber uma caixinha de fósforos como recompensa, já que, devido à idade, não podiam tomar um “trago” da apreciada aguardente. Se bem que não haja registo exacto de quando teve início a construção marítima na minha freguesia, sabe-se, ao certo, que no ano de 1853 foi ali construido o primeiro “Espírito Santo” para a Graciosa. Na segunda metade do século XX dos estaleiros santamarenses saiu o maior número de embarcações, desde os iates do Pico, traineiras da pesca da albacora, lanchas da baleia e barcos de pesca e a transformação de várias embarcações. Segundo o Sr. Prof. Gaspar, há conhecimento de terem existido estaleiros navais em todas as ilhas, uns de pequena dimensão outros maiores conforme as loca-

lidades e a necessidade das populações tendo sido o primeiro estabelecido na Povoação Velha, o primeiro povoado da ilha de São Miguel. O serviço de cabotagem nos Açores deve remontar quase ao início do seu povoamento. Primeiro construíram-se pequenos barcos para a pesca, depois para o tráfego local entre as freguesias da mesma ilha, pois não havia estradas entre as mesmas, e, mais tarde, foram construidas embarcações mais robustas que pudessem fazer viagens interilhas. Já no século XVII havia um intenso tráfego entre as ilhas de São Miguel, Santa Maria, Terceira e Faial. Nos séculos XIX e XX os iates do Pico dominavam a cabotagem açoriana. Ora, este serviço prejudicava a Empresa Insulana de Navegação que além de ter o monopólio dos transportes marítimos entre os Açores e o Continente também ambicionava controlar todo o transporte de mercadorias e passageiros entre as diversas ilhas dos Açores. Quando a Bensaúde adquiriu os alvarás do “Patriota” e do “Andorinha”, que ainda eram permitidos navegar entre todas as ilhas, foi fácil para aquela companhia conseguir a proibição dos iates do Pico navegarem para São Miguel o que causou grande consternação, pois aquela ilha era a sua maior fonte de receita. Causou-me pesar saber que um ind-

víduo da minha terra, empregado da Bensaúde, ter sido envolvido nesse “negócio” que tanto prejudicou os seus conterrâneos. Porém, como ainda hoje acontece, o dinheiro é que manda e os mais pobres continuam subjugados aos mais ricos e poderosos. Sei bem o quanto o meu pai lamentava a decisão do Almirante Américo Thomaz , ao publicar o despacho No. 146 de 9 de Julho, 1955, o qual proibia os iates de navegarem fora do Grupo onde tinham a sua sede. Assim foi posto fim ao que foi um importante e benéfico negócio para os iates do Pico durante tantos anos e que agora ficavam limitados a servir apenas as ilhas do Grupo Central. Muito mais havia para contar, mas, devido ao limite de espaço, não posso focar todos os capítulos deste livro. No entanto gostaria de narrar um interessante episódio que se passou entre o escritor Raúl Brandão, autor de “As Ilhas Desconhecidas”, e um marinheiro dos chamados Barcos do Pico, embarcações de boca aberta que trafegavam entre as ilhas vizinhas . O Raúl Brandão ao viajar do Faial para o Pico num desses barcos perguntou a um indivíduo já com os seus oitenta anos de idade, cinquenta dos quais como marinheiro, qual a razão de continuar ainda tão forte como um moço. Foi esta a sua resposta: “Eu doulhe a receita…casar tarde, enviu-

var cedo, não comer salgado nem azedo, nem ser aprofiadeiro.” O Sr. Prof. Manuel Vieira Gaspar nasceu a 11 de Março de 1939, na freguesia de São João, Pico e faleceu no dia 18 de Janeiro de 2008, em Ponta Delgada, São Miguel. Estudou no Liceu da Horta onde concluiu o Magistério Primário em 1965. Primeiro leccionou durante dois anos no Faial e depois mudou-se para São Miguel tendo leccionado na Escola no. 3 dos Arrifes durante 30 anos, até à sua aposentação em 1997. O Sr. Prof. Gaspar foi autor de várias obras entre as quais, “As Bóias de Correio no Mar dos Açores e outras Histórias”, “Pauleta no Campeonato de Futebol 2002, Pára! “Os Romeiros Vão a Passar” e “Danças de Entrudo da Ilha Terceira”. A Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprovou um Voto de Pesar pelo falecimento de Manuel Vieira Gaspar, no dia 22 de Janeiro de 2008. Ao terminar, desejo agradecer à Sra. D. Ana Taveira a amabilidade de me oferecer este magnífico livro, cuja edição, infelizmente, está esgotada, e que passa a ter lugar de honra na minha modesta biblioteca. Bem haja!

2011-2012 Queen: Kaylee Faria Sidemaids: Lindsey Mendonça & Jessica Carlson


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TAUROMAQUIA

1 de Agosto de 2011

Forcados Amadores de Merced

João Azevedo "Café"

Quarto Tércio

José Ávila josebavila@gmail.com

João Azevedo, mais conhecido pelo "Café", começou nos Forcados Amadores de Turlock onde se distinguiu como um bom caras. Em 2008 formou um novo grupo que tem dado bons passos numa arte que não é fácil.

Tiro o meu chapéu aos nossos dois

Quando é que o grupo se formou?

Como não sabia, não mencionei na nossa última

Grupos de Forcados de Turlock, pois no princípio de Agosto, uns vão a Portugal, outros a Dundalk, Canadá. E já agora não nos esquecemos das boas actuacões dos jovens forcados de Merced,

edição, que dois dos cavalos da Corrida de Dundalk, Canadá, tinham sangue de Manuel de Sousa Junior, do Pico dos Padres. Um dos cavalos, chamado Prata é filho do Ciclone, aquele cavalo branco que víamos nas Corridas do Pico dos Padres. São boas notícias para o Canadá e para a California.

O grupo começou a sua formação no dia 3 de Junho 2008 em Merced. Qual a razão do nome de Forcados Amadores de Merced? Queríamos um nome diferente dos outros, ouvimos opiniões de vários amigos e chegámos a três nomes: - Terras Taurinas - Amadores de Merced - Barrete verde de Turlock Depois de muita conversa, escolhemos o nome do nosso Condado - Merced.

Tiro o meu chapéu ao Donaldo Mota pela

Onde foi a vossa estreia e como decorreu?

Actualmente quantos elementos é que tem?

A nossa estreia foi na Feira de Thornton. Foi uma estreia muito boa, onde pegámos em dois toiros à primeira tentativa, da ganadaria do Pico dos Padres.

Nesse momento temos 16 forcados, o que é um bom número para um grupo tão jovem.

Desde a estreia até agora em quantas corridas é que o vosso grupo participou?

Já participámos em 23 corridas desde a nossa estreia na Feira de Thornton. Quais são os nomes dos caras que mais são utilizados? Os caras mais utilizados são: - Dennis Espínola - Fabio Mendonça - Joey Mancebo - Tony Azevedo

- Tony Oliveira Temos ainda 3 ou 4 novos caras, que ainda não tiveram oportunidade de pegar.

prontidão em ajudar o bandarilheiro Mário Teixeira quando este caíu na arena, na Corrida de Dundalk, Canadá. Prestar atenção ao que se passa na arena deve ser obrigatório para todos os artistas que estão entrebarreiras.

Se o nosso amigo e ganadero Frank Borba

estivesse connosco sentir-se-ia feliz ao ver esta foto das suas 3 netas, tiradas na Feira do Condado de San Joaquin, em Stockton.

Como é que tem decorrida a temporada de 2011? Quantas corridas participaram? Vão pegar na Feira de Thornton? A temporada de 2011 tem decorrido bem para o nosso grupo. Já pegámos em 6 corridas até este momento. Vamos pegar na segunda corrida da Feira de Thornton, para fechar a tempoprada em beleza. Quais são os planos para o futuro? Continuar a responder bem a todas as oportunidades que nos ofereçam, porque o que este grupo mais gosta é de pegar touros. Aproveito também a oportunidade para agradecer a todas as festas que nos convidaram em 2011. O que é que pensas dos outros grupos da California? Penso que são muito bons e que têm feito uma boa temporada. Já tiveram algum convite para outros Países? Ainda não tivemos essa oportunidade, mas esperamos um dia poder mostrar o nosso valor em outras terras taurinas.

Emma Borba, Brookie Borba, Edison Lewis e Vivian Borba

Tiramos o nosso chapéu três ou quatro vezes a todos os jovens, que ano após ano, partici-

pam nas Feiras dos nossos Condados, levando os seus melhores animais e ganhando prémios de todos os géneros, como se pode ver na página seguinte. A Feira do Condado de San Joaquin realiza-se em Stockton e tem mais de 150 anos de actividade. Por lá passaram milhares de filhos dos nossos leiteiros. A actividade destes jovens implica muito trabalho, muito carinho pelos animais, muita dedicação e muita ajuda dos pais. É uma semana de muita alegria e vale a pena visitar estas feiras para ver a nossa juventude a trabalhar em outros campos, que não sejam só as nossas festas tradicionais.

Tiro o meu chapéu aos vários programas da Internet, que têm tido a coragem de transmitir

corridas de toiros de Espanha, Portugal e Açores, permitindo assim a milhares de aficionados poderem ver a mais bonita das festas, a Festa dos Toiros. Ólarilolé... Como Agosto é um mês onde não há festas tradicionais, seria interessante promoverem-se festivais taurinos, para que os nossos ganaderos que menos correm toiros, poderem mostrar o que têm. Temos artistas locais que servem às mil maravilhas para este tipo de evento. Bilhtes a $5.00 dolares para cobrir alguns despesas, como seguros, aluguer. etc. Mão à obra!


SAN JOAQUIN FAIR

Joseph Santos e Simone Pimentel vencedores de vários prémios

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fotos de Jorge Avila "Yaúca"

Stephanie Brasil, filha de Maryann e George Brasil

Simone Pimentel, a mais premiada, ganhou "advanced showmanship" com a senior heifer chamada Alice. Também ganhou com uma vaca de 4 anos "first in her class, champion, grand champion, and supreme champion". Simone é filha de Frank Pimentel, de Elk Grove

Joseph Santos, filho de Sharon e Antonio Santos

Emma Borba, filha de Maryann e Clarence Borba Embaixo: Jannesa Costa, filha de Jackie e Joe Costa.

Spencer Borba, filha de Barbara e Tony Borba.

Elias Ferreira, de Banta 4-H Club (Tracy), com a Rose. Supreme Grand Champion Heifer. Elias é filho de Rick e Liz Ferreira, neto de Maria e Frank Silva, de Tracy (tracypress)


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ARTES & LETRAS

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1 de Agosto de 2011

Cristovão de Aguiar tinha medo da Escola

ristóvão de Aguiar nasceu no Pico da Pedra, concelho de Ribeira Grande , ilha de S. Miguel, Açores, em 1940. Frequentou a Escola Primária no Pico da Pedra, tirou o curso complementar de Letras no Liceu Nacional de Ponta Delgada (1960) e licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (1968). Fez a Guerra Colonial na Guiné entre 1965 e 1967. Foi professor na Escola Industrial e Comercial de Leiria (1969-72), tradutor na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (1972) e redactor da revista Vértice (1967-82). É, desde 1972, leitor de Língua Inglesa na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, cidade onde reside. Como escritor recebeu o prémio Ricardo Malheiros (A Semente e a Seiva, 1978) e o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/CMP (Relação de Bordo, 1999). É ele quem se senta hoje no divã deste espaço. Luís Souta: Os seus textos mostram muito bem o que era a Escola Primária e o Liceu nos Açores, mas nunca fala da Universidade, apesar de ser professor universitário. Cristóvão de Aguiar: O que me marcou muito na vida foi a Escola Primária e o Liceu. Além de que uma pessoa quando sai da sua ilha (eu saí em 1960) fica com uma perspectiva mais geral da ilha do que se tivesse ficado lá. Se tivesse ficado na ilha era incapaz de escrever os textos que escrevi. Nós não vemos o que está perto dos nossos olhos. Porque é que não escrevo sobre a Universidade, na sua globalidade. Eu tenho um texto (a publicar num dos próximos diários) que foi a apresentação do meu livro "Relação de Bordo I", em que eu falo mal da Universidade, mas é esporádico. Talvez tenha necessidade de regressar os Açores para escrever sobre Coimbra. Ainda em relação à ilha, nota-se que tem uma geografia muito bem marcada. Refere, por exemplo, diversos locais de toda a costa norte de S. Miguel. Sim, só ficciono o Pico da Pedra que aparece como Tronqueira. Nos meus livros a realidade e a ficção interpenetram-se. A diferença relativa à minha ficção é que os nomes são reais. Nos meus livros, há professores que são recriados com o próprio nome e outros que apresentam nomes fictícios. O professor de Francês existiu e era, como eu digo num dos livros, tão mau professor como bom poeta. Miss Pamplinas não se chamava miss Pamplinas e havia, realmente, um professor que nos punha a fazer meditação transcendental no fim das aulas. Houve um ano em que um professor de Matemática deu Português. A minha avó não se chamava Luzia, chamava-se Luz. De facto, na minha obra, a realidade e a ficção interpenetram-se. A maneira de

escrever é igual na "Raiz Comovida" e na "Relação de Bordo". A ficção é realidade e o diário (realidade) pode ser ficção. Já quiseram saber a razão que me levou a escrever diários. Eu passei a escrever diários não por que tivesse mudado de género. Há quem tenha lido a "Relação de Bordo I", o meu primeiro diário, como um romance. Na verdade, apenas mudei de forma... Não gosto de me repetir...

régua. Mas como era grossa e boa para bater, o professor, quando precisava dela para as palmatoadas, vinha buscá-la.

Um aspecto fascinante da sua escrita é a reconstrução da etnografia escolar. Você fala, por exemplo, em três toques e no toque do sumário. Nunca tinha lido nada sobre isso.

Na escola da palmatoada, os pais influenciavam mesmo sem lá estarem. Na Primária e mesmo no Liceu.. Os professores sabiam com quem estavam a falar. Até pelos nomes. Numa ilha é fácil saber quem pertence a uma família ilustre. A influência que os pais tinham na sociedade chegava à escola.

No Liceu de Ponta Delgada era assim. O primeiro toque era para os alunos, o segundo para as meninas e o terceiro para o sumário. No final da aula, o primeiro toque era para o sumário e o segundo para sair. Não sei se isso era comum a todos liceus mas no Liceu de Ponta Delgada era assim. Outro dado curioso é o referente ao calendário escolar. Na "Vindima de Fogo" diz que às quintas feiras não havia escola. Isso era assim no tempo da República. Refiro isso como a memória de uma tradição da Primeira República segundo a qual não havia aulas à quinta-feira, julgo que em todos os graus de ensino... Faziam uma pausa, a meio da semana, talvez para dar mais energia aos alunos... Isto acontecia no tempo da minha mãe, na primeira República. Assinala também a heterogeneidade populacional na escola do seu tempo. O Liceu de Ponta Delgada era misto, embora no meu 5º ano tivesse sido criado uma secção feminina. No 6º e 7º ano (actual décimo e décimo primeiro) era misto. Mas nós não estávamos habituados a ligar com as miúdas. Viamo-las à distância... Havia uma separação rígida. Referia-me, especialmente, à heterogeneidade social. Os meninos da cidade, «aristocratas de meia-tijela», como os designa, e os de fora de cidade (cinco: quatro do concelho da Ribeira Grande e um do Nordeste). Havia uma percentagem muito pequena de gente de fora da cidade a estudar. Estes, ou ficavam alojados na cidade ou iam na camioneta todos os dias. Eu fazia parte do grupo, desse pequeno número de alunos, fora da burguesia e da aristocracia de meia-tijela, que conseguiu ir para o Liceu. Éramos olhados com outros olhos. Tínhamos menos benesses, os professores tratavam-nos de outra maneira.

A ligação dos pais à escola, mostra como era distante nos saberes mas próxima nas relações humanas. Havia uma influência indirecta sobre os professores que se «guiavam mais pelos parâmetros das árvores genealógicas».

E a intolerância, como a da professora que dizia não consentir canhotices. A canhotice, escrever com a esquerda, era considerada, há muitos anos, como sendo uma coisa do Diabo, um aleijão provocado pelo Diabo. E as pessoas que nasciam esquerdinas eram, muitas vezes, torturadas. Essa história da "Vindima de Fogo" não é totalmente verdadeira mas é da realidade. Acha que o olhar do escritor sobre a escola constitui uma boa fonte de análise para a compreensão da própria instituição escola. No meu caso particular, escrevo muito sobre a escola e sobre o Liceu porque foram duas instituições que me marcaram muito. Eu tinha medo. A escola não era a alegria que é hoje. No meu tempo iase para a escola com medo. Esse medo marcou-me muito. Talvez por isso escreva tanto sobre a escola. A minha memória acompanha-me sempre. Quando falo, de memória, do meu Liceu, chego a pensar que não falo do passado. Há certas coisas que me aconteceram na escola que me acompanham pela vida fora, que são aguilhões. Ter memória é muito bom mas também pode ser muito mau. Não deixa de ser interessante que só transponha para a literatura a sua experiência como aluno, nunca a de professor.

E o "regrão" que o seu avô lhe fez, o que era?

Eu sempre quis ser escritor. E a profissão de professor, embora goste muito de ser professor, sempre foi um ganha pão. Sempre quis arranjar uma profissão que me desse tempo para escrever... Dou as minhas aulas com gosto, os alunos gostam das minhas aulas, mas eu não considero isto a minha profissão. É apenas uma maneira de sobreviver. A minha devoção é à profissão de sempre, a de escritor. Embora não escreva todos os dias e passe muitos períodos sem escrever.

O regrão era uma régua grossa que também servia para dar palmatoadas. Como o meu avô era carpinteiro, fez-me uma

Voltando à especificidade do olhar do escritor sobre a escola. Normalmente a escola é analisada como instituição so-

Apenas Duas Palavras

Diniz Borges d.borges@comcast.net Cristovão de Aguiar é um dos mais importantes autores da literatura açoriana e da própria literatura portuguesa contemporânea. A sua obra mais importante é a trilogia Raiz Comovida (1979-1981), a quem convidamos a ler. A sua obra compreende ainda os títulos Ciclone de Setembro, Grito em Chamas, Passageiro em Trânsito, O Braço Tatuado, Marilha, Com Paulo Quintela à Mesa da Tertúlia, A Descoberta da Cidade e outras histórias, Emigração e Outros Temas Ilhéus, Retalhos da Guerra Colonial, Catarse. jose avila

cial por aqueles que são especialistas na matéria, os pedagogos. Há vantagens no olhar do escritor. Talvez toque em pontos mais sensíveis. Eu não acredito que um bom professor seja, obrigatoriamente, aquele que estudou muita pedagogia. Ser professor é um dom, como ser actor. Não se aprende, nasce connosco, pode-se aperfeiçoar. A pedagogia não forma nenhum professor. Pode aperfeiçoar o talento que uma pessoa tenha para dar aulas. A aula é qualquer coisa como um "happpening", se o professor é bom. Isto de uma pessoa ir para uma aula rigorosamente planeada, cinco minutos para motivação, mais dez não sei para quê, isto assumido como uma técnica é uma sensaboria muito grande. A pessoa que sabe dar aulas, que tem o dom para dar aulas, integra tudo isso naturalmente. Passemos para os géneros literários. Você consegue contornar a categorização em géneros, através da ironia (novela em espiral, narrativa militar aplicada, polifonia romanesca, romance de um ponto a que se vai acrescentando sempre mais um conto, diário ou nem tanto ou talvez muito mais, são algumas das catalogações que utiliza). Quando publiquei o primeiro volume de "Raiz Comovida" chamei-lhe romance. Foi uma estreia na literatura com sorte. Entrei com o pé direito, ganhei o prémio Ricardo Malheiros e recebi centenas de críticas. Acontecia que muitos dos críticos que se debruçavam sobre a minha obra dedicavam grande parte da crítica a interrogar-se sobre se a obra era ou não um romance... Desde então passei a catalogar os meus textos, para os fintar. O "Ciclone de Setembro" passou a ser «romance ou o que lhe queiram chamar». Os géneros literários, como fronteiras, estão cada vez mais esbatidos.

Entrevista parcial a Cristovão de Aguiar por Luís Souta, do Instituto Politécnico de Setúbal, na Página de Educação


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ENGLISH SECTION

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COMUNIDADE

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O melhor pão português de Hanford

Fátima e Osvaldo Lourenço mudaram-se de Modesto para Hanford em 2004 onde abriram esta padaria, já com muita aceitação na comunidade de Hanford de várias etnias. O seu melhor sucesso vem da massa sovada, que é comprada e vendida em muitas cidades da California. O pão de milho, papos secos, bolos e doces, são outros produtos que se

Muitos produtos portugueses à venda, desde queijo, linguiça, morcelas, azeitonas, azeite malagueta, café, sardinhas, sal, etc.

vendem muito bem. Os portugueses têm de investir mais na restauração, porque a nossa culinária é rica, saborosa e bate o pé a tantas outras que por aqui proliferam sem que tenham a nossa qualidade. Para isso acontecer a nossa comunidade tem de ajudar, tem de suportar estes novos empresários que possam aparecer. Sem isso... é o que se vê.


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The Portuguese Tribune, August 1st 2011