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REVISTA

ED. 12 – IV TRIMESTRE DE 2017

Estudo revela importância socioeconômica das hortaliças no país EVENTOS Encontros reúnem viveiristas em Recife e Campinas

NOTAS Confira os últimos acontecimentos


ÍNDICE

NOTAS DA ASSOCIAÇÃO

CAPA

Confira os últimos acontecimentos

Estudo revela a importância socioeconômica das hortaliças no país

Página 2

Página 3

EVENTOS

Eventos reúnem viveiristas em Recife e Campinas Página 6

EXPEDIENTE Conselho Editorial Marcelo Pacotte Jornalistas responsáveis Isabella Monteiro – MTB: 57224/SP Daniela Mattiaso – MTB: 47861/SP Projeto Editorial e Gráfico MyPress & Co.

A Revista da ABCSEM é uma publicação digital da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas, que tem como objetivo divulgar informações sobre o mercado de hortaliças e flores. Este veículo de comunicação possui periodicidade trimestral, com visualização gratuita e circulação livre na WEB. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a visão da ABCSEM. © Todos os direitos são reservados. É proibida a reprodução total ou parcial de textos e imagens sem autorização prévia.


NOTAS

NOV

COMISSÃO MERCOSUL

DA ASSOCIAÇÃO OUT

DECRETO DE SEMENTES

O secretário executivo da ABCSEM, Marcelo Pacotte, participou da reunião na sede da Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem), em Brasília (DF), para a revisão da Proposta do Decreto de Sementes a ser encaminhado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

NOV

AUDIÊNCIA

A ABCSEM esteve representada pelo secretário executivo Marcelo Pacotte, durante a audiência com a senadora Ana Amélia Lemos sobre politica para agricultores cooperantes.

DEZ

PLANO DE COMPLIANCE A ABCSEM acompanhou o lançamento do Plano de Compliance do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). A ação prevê uma linha de fomento e reconhecimento das boas práticas de produção pelos diversos setores do Agronegócio, sob a ótica da responsabilidade social e sustentabilidade, e ainda o esforço na mitigação das práticas de fraude, suborno e corrupção. O Programa Agro+ Integridade busca ainda incentivar as empresas agropecuárias a participarem de uma premiação anual, denominada como Selo Agro+ Integridade.

A ABCSEM apoiou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) na realização da reunião da Comissão de Sementes Mercosul, composta por integrantes dos ministérios no Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, que aconteceu na sede da CGO Assessoria e Comércio Exterior. O objetivo da reunião foi decidir as regras e procedimentos no transito de material propagativo no quesito de qualidade. Além do encontro, foram realizadas também visitas aos associados da ABCSEM.

DEZ

ASSEMBLEIA IBRAHORT

O secretario executivo da ABCSEM, Marcelo Pacotte, participou da Assembleia do Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em Brasília (DF). Na oportunidade, os representantes discutiram e elaboraram o planejamento estratégico da entidade para 2018.


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CAPA

Estudo revela importância socioeconômica das hortaliças no país Do campo ao varejo, as hortaliças movimentam bilhões e são responsáveis por alto índice de empregabilidade de mão de obra Responsável por um PIB de mais de 6 bilhões de dólares e geradora de mais de 2 milhões de empregos, a Cadeia Produtiva de Hortaliças no Brasil se mostra altamente rentável e de grande importância para a economia do país. Dados que foram apontados em um estudo inédito publicado pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgado no último dia 7 de dezembro, na sede da CNA, em Brasília (DF). A publicação “Mapeamento e Quantificação da Cadeia Produtiva das Hortaliças” reúne os principais dados e informações sobre o panorama geral da produção, custos, tecnologia e consumo de hortaliças no Brasil, tendo como ano base 2016. Publicado em formato de arquivo digital (pdf), o estudo já está disponível na internet para acesso e consulta de todos os interessados e é voltado especialmente para produtores, agroindústrias, fornecedores de insumos, pesquisadores e demais profissionais ligados à área. De acordo com o presidente da ABCSEM,

Steven Udsen, a entidade que congrega mais de 98% do setor sementeiro do país sempre foi pioneira no levantamento de pesquisas e dados sobre o setor hortícola. “Agora, em conjunto com a CNA, desenvolvemos um material ainda mais atualizado e completo sobre a realidade deste setor, que é tão importante para a economia do país e que certamente contribuirá para o crescimento da horticultura nacional, bem como para a elaboração de novas política públicas relacionadas ao setor”, enfatizou durante o lançamento. Marcelo Pacotte, secretário executivo da ABCSEM, acrescentou ainda que “o estudo é resultado de um trabalho intenso e dedicado realizado pelos profissionais das entidades envolvidas, que contribuirá para ampliar a divulgação e valorização da produção brasileira de hortaliças, favorecendo ainda mais a profissionalização e organização de todo o setor”, afirmou. Principais tendências e desafios Durante

a

apresentação

do

estudo,

o


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professor Marcos Fava Neves, da Markestrat, consultoria responsável pelo projeto, comentou que diferente de outros setores econômicos no Brasil, inclusive de outros segmentos do próprio agronegócio, “a Cadeia Produtiva de Hortaliças apresenta um enorme potencial de crescimento, uma vez que seus produtos têm grande aceitação de mercado e estão sendo cada vez mais demandados pelo consumidor que busca a qualidade de vida por meio de uma alimentação mais saudável, uma tendência bastante forte e atual no país”.

Outra forte tendência é a sustentabilidade econômica e ambiental da produção, o que acabará por valorizar ainda mais – dentre outros – os produtos locais, com certificação de origem e alimentos muito mais frescos, com a qualidade preservada. Já no aspecto de produção, o controle biológico tem sido uma prática cada vez mais adotada pelos produtores, o que vem ao encontro das demandas do setor. Dentre os desafios estão a disparidade de tecnologia entre os produtores, sendo necessário um incremento tecnológico para viabilizar a produção em escala, possibilitando ao produtor produzir mais e melhor. Outros pontos destacados foram: a regularidade de abastecimento e qualidade dos produtos; uso adequado do recurso hídrico; evitar o desperdício de alimentos causados, sobretudo, pela má distribuição e pelo uso de embalagens inadequadas; retenção e qualificação da mão de obra no campo; rastreabilidade, disponibilização de informações mais completas para o consumidor; ampliação da competitividade do Brasil neste segmento, a fim de diminuir o índice de importação e impulsionar as exportações.

Foram estudadas em detalhes as 13 principais culturas hortícolas: Abóbora Cabotiá, Abobrinha, Alface, Alho, Batata, Beterraba, Cebola, Cenoura, Coentro, Couve-flor, Pimentão, Tomate de Mesa e Tomate Indústria. O estudo não contemplou os dados relacionados ao segmento de Food Service, mas é fato que a presença das hortaliças é bastante grande, nos restaurantes de modo geral, principalmente o self-service, e em catering também. E relação às principais tendências identificadas no levantamento, a procura pelos minimamente processados tem aumentado, pois geram bastante conveniência para o consumidor.

HORTALIÇAS EM NÚMEROS •

Movimentação financeira total entre todos os elos: R$ 66,23 bilhões

PIB: R$ 18,63 bilhões

Massa salarial: R$ 3,10 bilhões

Impostos arrecadados: R$ 6,98 bilhões

Produção em hectares: 750 mil hectares

Atacado: R$ 8,48 bilhões

Varejo: 21,39 bilhões

PARA CONFERIR O ESTUDO COMPLETO REALIZADO PELAS ENTIDADES, ACESSE O LINK: http://abcsem.com.br/noticias/3339/publicacao-mapeamento-e-quantificacao-da-cadeiaprodutiva-das-hortalicas


POSICIONAMENTO DO SETOR Confira, abaixo, o que disseram os representantes das entidades ABCSEM, CNA e Embrapa Hortaliças, durante a cerimônia de lançamento do estudo, em Brasília (DF) Steven Udsen, presidente da ABCSEM: “O lançamento do Mapeamento da Cadeia Produtiva de Hortaliças mostrará à sociedade a importância de um setor que está presente diariamente nos lares dos brasileiros, alimentando, melhorando nossa saúde e proporcionando qualidade de vida. Este estudo ratifica categoricamente nosso DNA de potência mundial agrícola e a importância dos produtores rurais, que durante o ano todo superam uma séria de desafios para que os alimentos cheguem em nossas casas e, por isto, merecem nosso total agradecimento. Gostaria de agradecer ainda a todas as entidades que colaboraram com o estudo, às empresas associadas à ABCSEM pelo apoio e, em especial, pela confiança da CNA, que em parceria conosco acreditou na importância socioeconômica deste projeto, bem como aos coordenadores do estudo e seus respectivos times, que fizeram um trabalho de extrema qualidade”. João Martins da Silva Junior, presidente da CNA: “Em razão da sua importância para o país, a CNA elegeu esta cadeia como uma das prioritárias a serem trabalhadas. Criamos há dois anos a Comissão Nacional de Hortaliças e Flores e é nossa intenção agregar ao setor, promovendo o desenvolvimento sustentável e trazendo para perto da CNA o pequeno e o médio produtor. Por isto, queríamos entender melhor suas necessidades, para direcionarmos nossas ações em busca de melhores resultados. Para continuarmos avançando e contribuindo para uma maior estruturação da cadeia, visualizamos a necessidade de ter um diagnóstico mais preciso, que nos desse base para atuar no aumento do consumo, na redução de perdas e desperdícios e na melhoria do nível tecnológico da qualidade das hortaliças. E os resultados apresentados pelo estudo certamente ajudarão a direcionar a elaboração de políticas públicas para tornar a cadeia produtiva de hortaliças mais competitiva”.   Warley Nascimento, pesquisador e chefe-geral da Embrapa Hortaliças: “Este é um importantíssimo evento, pois estamos falando de um grupo de espécies olerícolas que fazem parte da nossa dieta alimentar diária, trazendo alimentos de excelente qualidade, fornecendo fibras, vitaminas, sais minerais e antioxidantes, além da contribuição deste segmento para a geração de milhões de empregos e renda para o produtor de agricultura familiar, em sua maioria, sem falar do montante que é gerado pelo faturamento da cadeia no país. As hortaliças são produzidas o ano inteiro, em todas as estações, em praticamente todos os municípios brasileiros. Por isto, realizar um mapeamento da cadeia produtiva de hortaliças é bastante complexo, pois são muitas espécies, muitas safras em diferentes condições de produção e comercialização, além das segmentações de produtos. Por isto, parabenizo esta excelente iniciativa, que ajudará a nortear nossos investimentos em projetos de pesquisa também, além de beneficiar outros atores da cadeia, como produtores, empresas de insumos, comércio e academias”.  

Grupo de representantes das entidades do setor durante a cerimônia


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Encontros reúnem viveiristas em Recife (PE) e Campinas (SP) Profissionais ligados à produção de mudas de hortaliças puderam conhecer as principais técnicas e tendências atuais do segmento Ciente da importância da capacitação profissional e do acesso ao conhecimento técnico e às novas tecnologias para o crescimento do setor hortícola, a Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) segue investindo em eventos de formação por todo o país. Recentemente, a entidade realizou mais duas edições do Encontro de Viveiristas, nas regiões Nordeste e Sudeste. A 13ª foi realizada em outubro, no Recife (PE) e a 14ª em novembro, na cidade de Campinas (SP). De acordo com o secretário executivo da ABCSEM, Marcelo Pacotte1, os encontros de viveiristas têm ótima aceitação por parte dos profissionais ligados ao setor, pois possibilitam reunir em uma única oportunidade viveiristas, produtores, membros da indústria sementeira e de demais elos da cadeia produtiva. “É um espaço interativo, que possibilita a

atualização do conhecimento sobre as novidades que vem sendo praticadas pelo setor, bem como o esclarecimento de dúvidas e a troca de experiências”, ponderou. Ele reforçou ainda que a entidade está muito satisfeita com o feedback deste trabalho e com a adesão aos eventos. “Em Campinas contamos com a presença não apenas do público da região, mas também de pessoas vindo de outros estados, como Bahia e Minas Gerais. Já no encontro de viveiristas de Recife, tivemos o privilégio de receber um público de vários outros estados da região Nordeste”, exaltou Pacotte. Sanidade de mudas e manejo Integrado Dentre os diversos temas abordados relacionados à produção de mudas de qualidade a questão da sanidade e das


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medidas de controle de patógenos foi a temática abordada por Evelyn Araújo2, especialista em fitopatologia da consultoria Conqualy. Segundo ela, a doença precisa de três fatores para acontecer: ambiente, patógeno e hospedeiro. Sendo que as doenças podem ser bióticas (infecciosas), causadas por bactérias, fungos, nematoides e vírus, ou abióticas, causadas por fatores relacionados ao ambiente (stress). Já os patógenos podem surgir de diferentes origens: sementes (F2), mudas, substratos, água (chuva, irrigação), ar, ferramentas, plantas daninhas, solo (calçados, recipientes), mãos e insetos vetores. Neste sentido, “a obtenção de mudas sadias passa necessariamente por critérios detalhados e rigorosos de produção, que envolvem diversas etapas e demandam do viveirista um controle constante de todos os processos, do início ao fim”, afirmou. A especialista ressaltou ainda a importância dos viveiros se profissionalizarem cada vez mais, de forma a adotar os procedimentos corretos previstos pelo manejo integrado, mantendo o registro e o histórico das operações sempre atualizados com o objetivo de facilitar a identificação correta dos problemas e permitir assim uma tomada de decisão mais efetiva e específica para cada caso. “Por utilizar diferentes táticas de controle – cultural, biológico e químico – o manejo integrado possibilita a redução de riscos, prevenindo a entrada de patógenos e controlando os focos existentes, por meio de uma combinação de medidas integradas

num sistema flexível e compatível com o tipo de produção adotado. A obtenção de mudas sadias prevê atividades integradas: prevenir a entrada de patógenos e controlar os focos existentes”, elucidou Evelyn. Substratos na produção de mudas Os cultivos protegidos poder ser feitos em solo, água ou em substratos, sendo este último considerado um sistema semihidropônico. De acordo com Pedro Furlani3, engenheiro agrônomo e sócio da consultoria agrícola Conplant, que palestrou sobre o tema na ocasião, os substratos têm função de ancoragem da planta, desempenhando o papel que o solo faria, favorecendo assim o crescimento da raiz. “Para isto, devem ter um bom espaço de aeração (nível ótimo de porosidade é 85%), possibilitar a retenção de água e permitir as trocas gasosas entre as raízes”, explicou. Os substratos podem ser orgânicos, inorgânicos ou mistos. Os mais comuns são os substratos orgânicos, tais como casca de árvore de pinus e fibra de coco, que são muitos utilizados no Brasil, bem como as turfas. “Em Santa Catarina há a turfa preta, mas não é tão boa quanto às turfas vindas do Canadá e dos países nórdicos, como a Finlândia”, comentou. Substratos mistos são muito utilizados por diversos viveiristas, como a associação de casca de pinus com vermiculita, ou com fibra de coco, ou com casca de arroz, etc. Segundo Furlani, “é fundamental planejar a escolha do substrato de acordo com as características dele e as necessidades da planta, se atentando

Participantes durante os eventos em Recife (à esquerda) e Campinas (à direita)


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sempre à sua disponibilidade de acesso para compra. É bom analisar as opções regionais para evitar custos de transporte e armazenamento com substratos de outra origem, vindos principalmente do exterior”, alertou. O palestrante observou ainda que o viveirista deve verificar ainda os diferentes lotes de substratos, se certificando se há um padrão de uniformidade de características entre eles, bem como ausência de pragas e agentes patogênicos. Ele explicou que “até pouco tempo atrás não existia legislação para regular os substratos, mas atualmente já há uma Instrução Normativa publicada pelo Ministério da Agricultura que traz os critérios necessários para comercialização do substrato e suas características corretas, necessárias para viabilizar a comercialização (qualificação e padronização deste produto)”, concluiu.

qualidade de frutos. Segundo Sebastião Azevedo4, coordenador de Melhoramento Genético do Tomateiro da Sakata Seed Sudamerica, para cada cultura a enxertia contribui de forma específica, com ganhos diversos. No caso do pepino, por exemplo, o objetivo é aumentar o brilho (reduzir a cerosidade) e resistência a patógenos (fusarioses e bactérias), além de melhorar o sistema radicular e a produtividade. Em relação à melancia, os ganhos esperados são resistência à baixa temperatura do solo e aos patógenos de solo, com mais rusticidade e precocidade também. Já no que se refere ao pimentão, o foco é a resistência a doenças de solo e nematoides, qualidade do fruto (peso e espessura) e mais vigor de planta (maior tempo de colheita). E no tomate, uma das principais culturas que se beneficiam com a enxertia, é a busca por maior produtividade e também resistência à Ralstonia, um dos problemas que assolam a cultura no Brasil.

Enxertia e melhorias na produção Outro tema bastante atual que despertou o interesse dos participantes foi a enxertia. Uma tendência na produção de mudas, a enxertia chegou ao Brasil em 1980, praticada em pepino e em 1990, em solanáceas. Hoje, a técnica tem crescido cada vez mais devido às suas inúmeras vantagens para a produção, tais como: maior resistência a doenças de solo, aumento da produtividade, mais longevidade de colheita e precocidade, sistema radicular mais eficiente e melhor

Já em outros países, o uso do porta-enxerto visa colheitas múltiplas por ciclos longos, tolerância à variação de temperatura, à salinidade e ao estresse hídrico. “Na Espanha, por exemplo, principalmente na região de Almería, onde há a necessidade de ciclos longos de cultivo, o porta-enxerto tem como prioridade entregar mais longevidade de colheita. No Marrocos, um grande fornecedor de tomate para a Europa, mais de 90% da produção de tomate é enxertada visando aumento de vigor e produtividade”, exemplificou.

Confira também os depoimentos de alguns participantes deste evento no site da ABCSEM www.abcsem.com.br


Todo o setor brasileiro de sementes e mudas de hortaliças, flores e ornamentais se reúne aqui

Revista da ABCSEM  
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Ed. 12 - IV Trimestre de 2017

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