Revista da ABCSEM

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REVISTA

EDIÇÃO 21 | II SEMESTRE DE 2021

Seminário Nacional de Folhosas debateu tendências do segmento no Brasil NOTAS

DICAS DE CONSUMO

Confira os últimos acontecimentos sobre a entidade e o setor de hortaliças

Conheça as melhores técnicas para comprar, higienizar e conservar hortaliças em casa


ÍNDICE DICAS DE CONSUMO Conheça as melhores técnicas para comprar, higienizar e conservar hortaliças em casa PÁGINA 7

CAPA

Seminário Nacional de Folhosas debateu tendências do segmento no Brasil

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NOTA S Confira os acontecimentos sobre a entidade e o setor de hortaliças PÁGINA 3

EXPEDIENTE Conselho Editorial Marcelo Pacotte Jornalistas responsáveis Isabella Monteiro – MTB: 57224/SP Daniela Mattiaso – MTB: 47861/SP Projeto Editorial e Gráfico MyPress & Co.

A Revista da ABCSEM é uma publicação digital da Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas, que tem como objetivo divulgar informações sobre o mercado de hortaliças e flores. Este veículo de comunicação possui periodicidade trimestral, com visualização gratuita e circulação livre na WEB. As opiniões aqui expressas não refletem necessariamente a visão da ABCSEM.

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NOTAS ISF VIRTUAL CONGRESS 2021 A ABCSEM foi convidada para realizar uma apresentação, juntamente com outras entidades do Brasil, durante o Congresso Mundial de Sementes do ISF, realizado do dia 5 ao dia 7 de julho deste ano, em formato virtual. Na ocasião o Secretário Executivo da associação, Marcelo Pacotte, apresentou o trabalho realizado pela ABCSEM e abordou o tema “O Negócio de hortaliças no Brasil”. As transmissões dos painéis internacionais, o conteúdo patrocinado e as discussões ao vivo aconteceram por meio virtual. O congresso disponibilizou ainda chat ao vivo, mural do fórum, centro de recursos e uma área para criar perfil pessoal e interagir com outros participantes.

LABORATÓRIO DE DIAGNÓSTICO FITOSSANITÁRIO (LODF/UFRRJ) No dia 10 de setembro, a ABCSEM recebeu a confirmação do Dr. Paulo S.T. Brioso, de que o Inmetro concedeu a extensão da acreditação do escopo do Laboratório de Diagnóstico Fitossanitário (LODF/UFRRJ) a qual abrange ensaios para fungos, nematoides, vírus, ácaros, bactérias, espiroplasmas, fitoplasmas, insetos, plantas infestantes, straminipila, viroides.

10º SEMINÁRIO IBRAFLOR A ABCSEM participou como patrocinadora do 10º Seminário Ibraflor, evento realizado no dia 26 de agosto de 2021. A ação foi realizada em apoio a cadeia produtiva de flores e plantas, setor de grande relevância e participação na economia do país, que é responsável pela geração de mais de 209 mil empregos diretos e indiretos. O evento seguiu todos os protocolos de segurança e teve transmissão online. O foco central da décima edição trouxe um tema recorrente e de grande preocupação mundial: a sustentabilidade. Na ocasião foram debatidas propostas, conceitos e projetos sustentáveis, que têm sido cada vez mais exigidos por consumidores e empresários, para a realização de investimentos.

A ABCSEM colaborou para tentar agilizar o processo junto ao Inmetro, faltando apenas o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reintegrar o laboratório como credenciado a realizar ensaios de fitossanidade. No dia 29 de setembro foi publicado no Diário Oficial da União PORTARIA Nº 397, DE 23 DE SETEMBRO DE 2021, o cancelamento da suspensão do Laboratório de Diagnóstico Fitossanitário da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, credenciado para realizar ensaios em amostras oriundas dos programas e controles oficiais do Mapa.


CAPA

Seminário Nacional de Folhosas debateu tendências do segmento no Brasil E V E NTO REVEL O U U M C R E S C IM E N T O C O N S T A N T E D A P R O D UÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO, C O M NOVAS DE M A N D A S P O R P A R T E D O P R O D U T O R E T A MBÉM DO CONSUMIDOR


A quarta edição do Seminário Nacional de Folhosas, promovido pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) em conjunto com a Win Eventos neste ano, foi realizada em formato digital e com acesso

futuros deste segmento no país.

totalmente gratuito. O evento foi transmitido pela internet e reuniu os

“Desafios na comercialização de folhosas na perspectiva dos principais participantes do mercado”; “Produtividade e rastreabilidade”;

principais representantes da Cadeia Produtiva de Folhosas para compartilhar informações sobre os avanços tecnocientíficos, tendências e os desafios

“Aumentando suas vendas valorizando sua marca - o papel do marketing na geração de lucros”; “Cultivo em hidroponia”; dentre outros.

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O seminário abordou temas como: “Mercado de folhosas - números e tendências”; “Distribuição e consumo de folhosas no Brasi”l;


As hortaliças folhosas possuem uma grande importância econômica para a agricultura brasileira, não apenas pelo elevado volume de cultivo e consumo, como também por ser um segmento que emprega uma grande quantidade de mão de obra, sobretudo, a familiar. Atualmente, dentre as principais hortaliças folhosas mais consumidas no Brasil estão: alface, rúcula, couve, repolho, espinafre, almeirão, agrião, acelga, chicória, sendo que a cultura da alface é a mais importante e segmentada, por apresentar diferentes tipos – crespa, lisa, americana, romana e mimosa. RAIO-X DO SETOR Durante o seminário, o presidente da ABCSEM, Paulo Koch, falou sobre a evolução do mercado de folhosas no Brasil, sendo a alface a cultura de maior expressividade dentro do segmento, com R$ 80 milhões em comercialização de sementes, apenas em 2020, respondendo por 41% do total da área plantada. Já a do tipo Crespa foi a a variedade mais comercializada (61%) no país ao longo do último ano, seguida da Americana (25%) e da Lisa (8%).

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No ranking do consumo, a rúcula ocupa o segundo lugar, com 19%. Cabe ressaltar que esta hortaliça tem sido cada vez mais apreciada pelo consumidor brasileiro. Os dados sobre o setor revelam ainda que o índice de produção e consumo das folhas tem se mantido estável nos últimos anos, ao contrário das folhosas destinadas para tempero, que têm crescido nos últimos anos, número puxado pelo coentro, seguido da salsa e da cebolinha, revelando uma maior demanda por parte dos consumidores. De acordo com Koch, uma das fortes tendências identificadas no setor é a oferta de variedades adaptadas às condições locais e com maior resistência genética às doenças que ameaçam a cultura além daquelas que atendem necessidades específicas do produtor, como o cultivo em sistema hidropônico ou que utilizam outras tecnologias de produção (mulching, fertirrigação, cultivo protegido, etc.). Já do ponto de vista do mercado consumidor, chama a atenção a crescente busca por variedades com maior durabilidade pós-colheita, mais praticidade e segurança, como por exemplo, os higienizados, embalados e com dados de rastreabilidade.


DICAS DE CONSUMO

Conheça as melhores técnicas para comprar, higienizar e conservar hortaliças em casa D I C A S AUXILIAM N O C O N S U M O C O N S C I E N T E E N O M E L H O R A P R OVEITAMEN T O D E S T E S A LI M E N T O S N O D I A A D I A

Quando o assunto é o consumo de hortaliças, os benefícios nutricionais destes alimentos para a saúde são inquestionáveis. Mas qual é a melhor forma de consumi-los? Como higienizá-los corretamente? Como escolher as melhores hortaliças nas gôndolas dos mercados? Estas dúvidas foram respondidas pela pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Milza Moreira Lana, especialista em Fisiologia de PósColheita de Hortaliças, durante uma Live realizada pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM). De acordo com ela, existem alguns critérios que devem ser levados em consideração na hora da compra de cada tipo de hortaliça, tais como: formato, coloração, textura, aparência, etc.

Vale destacar que a falta de conhecimento destes atributos por parte do consumidor impacta negativamente na experiência de compra. “Infelizmente o consumidor brasileiro tem o hábito de comprar com as mãos, manipulando os produtos, seja quebrando a ponta do quiabo ou apertando o tomate para ver se está no ponto certo, e isto causa danos às hortaliças, que são muito delicadas. Quando se manuseia o alimento desta maneira, causamos micro-estresses na planta, que fazem com que elas durem menos. Por isso, é importante pensar em como avaliar a qualidade do produto, sem manuseá-lo de forma danosa”, explica a pesquisadora.


DICAS DE CONSUMO

Neste sentido, é fundamental que haja uma educação para o consumo consciente dos alimentos, de forma geral, em especial as hortaliças. “O primeiro passo é conhecer o alimento, quais são as características de cada um para saber escolher. Já o segundo passo é a consciência coletiva, pensando na preservação do alimento nas gôndolas, com manuseio adequado. O custo da perda do produtor e do mercado, será repassado para o consumidor também”, alerta Milza. Além disso, há algumas características na aparência nos alimentos que são enxergadas como “defeitos”, mas que na verdade são critérios puramente estéticos e que não impactam no sabor e nem no valor nutricional do alimento. O tamanho e o formato não são, em geral, características importantes para definir a qualidade das hortaliças, assim como pequenos defeitos na casca. Por isso, “é importante o consumidor saber diferenciar isso, porque se ele for exigir todos os produtos padronizados, isso sairá mais caro para ele, seja porque as condições de produção serão mais caras ou porque haverá descarte e perda por parte do produtor nesta seleção mais criteriosa para a venda, o que impactará diretamente na elevação dos preços”, ressalta.

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DICAS DE COMPRA

Folhagens (alface, rúcula, almeirão, etc.): Plantas túrgidas, de cor viva (se estiver amarelada está ficando velha), sem área podre, se a murcha for leve, é possível recuperar hidratando em casa.

Frutos verdes (abobrinha, quiabo, berinjela, maxixe, etc.): São produtos colhidos antes do amadurecimento, portanto, a casca com brilho e os cabinhos com aspecto fresco, indicam que os frutos foram colhidos no ponto certo.

Frutos maduros (abóbora, tomate, etc.): Tem o sabor melhor quando colhidos mais maduros, por isso, o principal critério a ser observado é a firmeza de frutos, sem áreas podres.


DICAS DE HIGIENIZAÇÃO

Confira, abaixo, algumas dicas apresentadas pela pesquisadora Milza Moreira Lana para higienização das hortaliças.

Etapa 1 – Lave. Comece lavando as hortaliças em água corrente potável para remover sujeiras e alguns microrganismos e parasitos aderidos à superfície. Use a força da própria água corrente para limpar produtos muito frágeis como morango. Use as mãos ou uma escova macia para esfregar a superfície de produtos mais resistentes.

Etapa 2 – Remova as partes danificadas. Para assegurar-se de que a hortaliça não foi contaminada através de ferimentos, remova junto com a parte danificada uma pequena porção da parte sadia. Se necessário, enxague novamente em água potável. Se a hortaliça já lavada for consumida após cozimento ou após a remoção da casca, elas estão limpas e prontas para cozimento ou consumo imediato.

Etapa 3 – Sanitize. Essa etapa é necessária somente para as hortaliças que serão consumidas cruas sem a retirada da casca. A sanitização é feita com a imersão da hortaliça em uma vasilha com água à qual se adiciona um saneante, produto químico que promove a remoção ou a redução da quantidade de microrganismos presentes no alimento. Escolha produtos próprios para sanitização de hortaliças e frutas, que são facilmente encontrados em supermercados e mercados de produtos frescos, devidamente registrados pela Vigilância Sanitária, seguindo a recomendação do fabricante.

Etapa 4 – Enxágue. Cumprido o tempo necessário para a sanitização, descarte a solução de água e saneante e enxague a hortaliça com água potável.

DICAS DE ARMAZENAMENTO E CONSERVAÇÃO

Algumas hortaliças devem ser armazenadas em local fresco e seco, como é o caso da abóbora e da cebola, por exemplo. Já outras exigem o armazenamento em geladeira, pois são mais perecíveis, como é o caso das folhosas em geral (alface, rúcula, etc.). Já as hortaliças que forem cortadas, descascadas devem ser acondicionadas na geladeira em vasilhames fechados ou em saquinhos plásticos próprios para alimentos.

Para evitar o desperdício, as hortaliças podem ser cozidas e congeladas em porções, mas alguns preparos específicos, como o branqueamento, que consiste em mergulhar o produto em água com gelo, logo após o cozimento, é necessário – como no caso do brócolis, por exemplo. Esta técnica ajuda na preservação da cor, textura e sabor do alimento.


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