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O ano começa nas feiras

Janeiro marca, tradicionalmente, o ponto de largada do calendário internacional do turismo. É quando o setor se reencontra, ajusta agendas, fortalece relações e começa a desenhar os negócios que irão movimentar os próximos meses. E, como sempre, o M&E estará onde o turismo acontece.

A partir da próxima semana, entre os dias 21 e 25 de janeiro, estaremos em Madri para a cobertura completa da Fitur, uma das feiras mais relevantes do mundo e, sem dúvida, a que abre oficialmente o ano do turismo internacional. Estar presente neste momento não é apenas tradição: é estratégia, compromisso e posicionamento.

A Fitur é o primeiro grande termômetro do ano. É ali que destinos se apresentam, operadores negociam, companhias aéreas alinham planos e tendências começam a ganhar forma. E é ali que o Brasil chega forte, com um trade cada vez mais profissional, estruturado e confiante no potencial do país.

Durante o evento, o M&E fará o que sempre fez: cobertura ampla, jornalismo especializado, presença ativa nos estandes, reuniões e eventos paralelos. Mais do que noticiar, nosso papel é conectar. Ouvir quem decide, traduzir movimentos e entregar informação qualificada a quem precisa dela para vender, planejar e investir.

Este ano, levamos a Madri mais de 8 mil exemplares da primeira revista do ano, produzida especialmente para o mercado espanhol. Uma edição em espanhol, com conteúdo editorial robusto, entrevistas exclusivas, suplementos dedicados à promoção do Brasil e uma curadoria

TURISMO EM DADOS

cuidadosa do que realmente importa para o profissional de turismo internacional. É uma publicação pensada para apresentar o Brasil com profundidade, diversidade e estratégia. Um país que vai além dos cartões-postais, que oferece experiências, negócios, cultura, natureza e oportunidades reais de parceria.

A Fitur também é reencontro. Com amigos de longa data, parceiros estratégicos, fontes, leitores e com o trade brasileiro, que chega em peso representando a força do nosso setor. É nesse ambiente que se constroem relações duradouras e se consolidam projetos que atravessam o ano.

E 2026 promete ser intenso. Além da Fitur, o M&E já está confirmado nas principais feiras internacionais de turismo, como ITB Berlim, BTL Lisboa, FIT Buenos Aires, WTM Latin America, entre muitas outras. Também estaremos presentes em convenções, roadshows, famtours, presstrips e ações especiais dentro e fora do Brasil.

As feiras continuam sendo fundamentais. Elas estimulam relacionamento, geram negócios, ampliam visibilidade e mantêm o setor conectado. Nem todos conseguem estar em todos os lugares, ao mesmo tempo, durante todo o ano. E é exatamente aí que o M&E cumpre seu papel. Levamos aos agentes, operadores, destinos e profissionais do turismo as informações que eles precisam, com contexto, análise e presença constante. Onde o turismo acontece, o M&E está.

Roy Taylor é Presidente do M&E

IA, bem-estar e novos destinos: descubra o que deve marcar as viagens em 2026

O que os viajantes vão buscar ao longo de 2026? O KAYAK lançou seu relatório “WOW! Turismo do Futuro” de 2026, oferecendo uma visão dos destinos e comportamentos de viagem que moldarão este ano. Com dados exclusivos da comunidade do TikTok, o relatório se concentra nos lugares e padrões que estão sendo considerados, antes de se tornarem notícia. A edição de 2026 inclui resultados de uma pesquisa com 14.000 viajantes da Geração Z e Millennials, incluindo 1.543 viajantes brasileiros para apresentar 10 tendências que moldarão as viagens da próxima geração. Um dos destaques é o impacto da IA no planejamento de viagens, com 47% dos entrevistados afirmando que confiariam mais em uma recomendação de IA do que em amigos e redes sociais, já que ela gera informações de diferentes fontes. Confira as tendências:

Ainda fora do Feed 2026 é o ano de reescrever as rotinas de viagem populares, trocando os destinos mais badalados da internet pela próxima geração de lugares ainda não vistos nas redes sociais. 87% da Geração Z e 83% dos Millennials preferem lugares que não aparecem em seus feeds. As postagens com a hashtag #hiddengems (“jóias escondidas”) comprovam isso, já que aumentaram mais de 50% no TikTok no ano passado.

Reserve agora, pague depois Quando o orçamento está apertado, a flexibilidade de pagamento se torna ainda mais importante. 33% dos viajantes da Geração Z e 35% dos Millennials entrevistados afirmam que o crédito ou os planos de parcelamento determinarão quantas viagens eles poderão fazer em 2026.

Do crescimento

Em 2025, o turismo internacional no Brasil viveu o melhor momento de sua história. Ao longo do ano, o país recebeu 9.287.196 turistas estrangeiros, o maior volume já registrado na série histórica. Na prática, isso equivale a quase 3 mil voos internacionais pousando em território brasileiro, trazendo visitantes de diferentes partes do mundo e confirmando algo que o setor já vinha sentindo na prática: o Brasil voltou definitivamente ao radar global do turismo. O crescimento é expressivo. Foram 37,1% a mais de chegadas em relação a 2024, que até então detinha o recorde histórico, com cerca de 6,7 milhões de turistas internacionais. Mais do que um avanço numérico, esse desempenho reflete um trabalho consistente de promoção internacional, maior visibilidade do país no exterior e uma percepção mais clara do Brasil como destino diverso, competitivo e cheio de experiências autênticas a oferecer. Também chama atenção o fato de o Brasil ter superado, com folga, a meta prevista no Plano Nacional de Turismo 2024–2027. A projeção para 2025 era de 6,9 milhões de visitantes internacionais, número ultrapassado em 34,6%. É impossível analisar esse resultado sem reconhecer o papel da Embratur, que vem fazendo sua parte com maestria, com uma atuação técnica, estratégica e alinhada às novas dinâmicas do mercado global, reposicionando a imagem do Brasil de forma mais moderna e consistente.

Os dados mostram ainda uma concentração natural nos principais hubs turísticos do país. São Paulo lidera como porta de entrada, com 2.753.869 turistas internacionais, seguido pelo Rio de Janeiro (2.196.443) e pelo Rio Grande do Sul (1.535.806). Isso reforça um ponto central: conectividade aérea, infraestrutura aeroportuária e capacidade de recepção seguem sendo decisivos para sustentar esse crescimento e distribuí-lo de forma mais equilibrada pelo território nacional.

Entre os mercados emissores, a Argentina

ao valor

mantém a liderança absoluta, com 3.386.823 turistas, evidenciando a força do turismo regional. Chile (801.921) e Estados Unidos (759.637) aparecem na sequência, enquanto os países europeus — como França, Portugal, Alemanha, Itália, Reino Unido e Espanha — somaram, juntos, 1.274.567 visitantes ao longo do ano. É um mix que confirma o potencial do Brasil tanto em mercados de curta quanto de longa distância. Diante desse cenário, faço aqui uma reflexão que considero essencial: o desafio agora não é apenas atrair mais turistas, mas gerar valor. Crescer em volume é importante, mas transformar esse fluxo em impacto econômico sustentável é o verdadeiro próximo passo. Isso passa por ampliar o gasto médio, estimular estadias mais longas, diversificar destinos, qualificar produtos e garantir que os benefícios do turismo cheguem às economias locais. Nesse ponto, cabe ao Ministério do Turismo assumir um papel ainda mais estratégico. Se a Embratur cumpre com excelência a missão de promover o Brasil no exterior, é fundamental que o MTur garanta infraestrutura, conectividade, qualificação profissional e segurança jurídica para bem receber esses turistas internacionais. O trade espera — e precisa — de um diálogo próximo, contínuo e efetivo com o novo ministro Gustavo Feliciano, para que esse momento histórico se transforme em um ciclo virtuoso e duradouro.

O crescimento foi conquistado. Agora, o turismo brasileiro entra em uma fase mais madura, que exige visão de longo prazo, articulação entre setor público e privado e decisões estruturantes. Transformar números recordes em legado econômico, social e territorial é o grande desafio — e também a grande oportunidade — do turismo no Brasil a partir de agora.

Natália Strucchi é jornalista, pós-graduada em Hotelaria e Turismo e diretora de Redação do M&E

Viagens de tirar o fôlego Roteiros que inspiram admiração estão em alta. 37% dos viajantes dizem que experiências de tirar o fôlego são prioridade de viagem em 2026 e 75% afirmam que maravilhas naturais vão guiar seus planos de viagem.

Sua amiga, a IA Pedir recomendações de viagem para familiares ou amigos? Isso é coisa do passado. A inteligência artificial é a nova melhor amiga de viagem da Geração Z e dos Millennials. 47% dizem confiar nas recomendações de IA mais do que nas pessoas e redes sociais porque ela reúne conselhos de diferentes fontes, e 31% afirmam que ela parece mais precisa e atualizada do que qualquer coisa que um amigo mandaria por DM.

Viagens para o bem-estar O conceito de “bem-estar” é o novo luxo para os viajantes da Geração Z e Millennials. 80% dizem que um reset mental é o principal motivo para viajar, e 78% planejam gastar mais com viagens de luxo no futuro. Enquanto isso, as publicações com a hashtag #wellnesstravel (“viagens de bem-estar”) aumentaram 150% na comunidade do TikTok. Dispostos a investir mais, os viajantes da nova geração redefinem o turismo de luxo como chegar descansado, não ostentando.

Pequenas grandes viagens

Cidades pequenas são o novo lugar feliz. Em 2026, 84% dizem que considerariam visitar o interior ou cidades menores em vez de grandes centros. Preços mais baixos e menos multidões ajudam, mas o grande atrativo é a autenticidade, já que 43% buscam uma experiência mais genuína. E sim, as redes sociais ainda influenciam: cerca de um em cada oito viajantes afirma ter sido inspirado a explorar destinos menos conhecidos depois de vê-los online.

O grande evento

Vai viajar para um evento em 2026?

Você não está sozinho! 97% (!) dos viajantes da Geração Z e Millennials planejam viajar para um grande evento em 2026. Seja uma grande competição esportiva, um show ou um festival, os grandes eventos de 2026 não são o motivo da viagem, eles são a própria viagem.

Férias para descansar a mente Desacelerar para sentir mais. Viajar em 2026 significa respirar fundo em vez de riscar itens da lista de desejos freneticamente. 80% dizem que relaxamento e reset mental são suas maiores prioridades, e 62% afirmam que viajar em um ritmo mais lento ajuda a clarear a mente. Quase quatro em cada dez dizem que isso até amplia sua perspectiva. As publicações com a hashtag #slowtravel (“viagem sem pressa”) aumentaram quase 330% no TikTok em 2025, comprovando a busca por um ritmo mais lento.

Nanoviagens Viagens curtas trazem grandes benefícios. O conteúdo com a hashtag #weekendgetaways (“escapada de fim de semana”) no TikTok aumentou mais de 60%. Quase 64% planejam fazer várias viagens curtas em 2026, enquanto as buscas por voos para viagens de 1 a 4 dias cresceram 6% em um ano, provando que não é preciso duas semanas de folga para reiniciar.

Aventuras leves Aventuras leves dominam. Em vez de desafios extremos, quase um quarto dos viajantes agora combinam aventura leve com relaxamento, escolhendo atividades como trilhas, ciclismo ou stand-up paddle que ainda deixam tempo para uma soneca depois. Outros 17% se consideram buscadores de aventura e natureza. A hashtag #adventuretravel (“viagem de aventura”) cresceu quase 10% no TikTok, mostrando que em 2026, aventura não significa abrir mão do conforto.

Foto: Freepik

BTL 2026 amplia estrutura, reforça inovação e consolida protagonismo internacional

Com novo pavilhão, programação estratégica e foco na geração de negócios, feira entra em nova fase de crescimento

Ana Azevedo

Após uma edição histórica em 2025, a BTL – Better Tourism Lisbon Travel Market chega a 2026 consolidada como uma das principais plataformas de turismo da Europa, com ambição claramente internacional. A nova edição aposta na expansão física, na inovação tecnológica e na qualificação do networking como pilares para ampliar resultados concretos para expositores, compradores e destinos. Confira a entrevista com Dália Palma, coordenadora da BTL.

MERCADO & EVENTOS - Quais são as principais novidades da BTL 2026 em relação à edição de 2025?

DÁLIA PALMA - A BTL 2026 dá continuidade ao forte crescimento registrado em 2025, mas com foco na consolidação qualitativa e no impacto econômico da feira. A principal novidade é a estreia do Pavilhão 5, que acrescenta cerca de 5.000 m² à área expositiva, respondendo à elevada procura de expositores nacionais e internacionais. A programação também foi reforçada com áreas temáticas estratégicas que tiveram excelente desempenho em 2025, como a BTL Weddings, agora presente durante os cinco dias, além da BTL Emprego, BTL Cultural, BTL LAB, dedicada à inovação, e a BTL Enoturismo, com chancela das regiões do Alentejo e Ribatejo. Outro destaque é o lançamento da APP BTL, uma ferramenta estratégica para networking e geração de negócios, que permite planear reuniões, gerir agendas e potenciar contactos antes, durante e após o evento. No plano internacional, o programa Hosted Buyers mantém-se como um dos grandes motores da feira, reunindo mais de 200 compradores internacionais de mais de 42 mercados, promovendo encontros qualificados e oportunidades reais de negócio.

M&E - Como a BTL se posiciona no calendário global de feiras de turismo em 2026?

DÁLIA PALMA - Em 2026, a BTL consolida-se como a principal plataforma de turismo em Portugal e uma das feiras mais relevantes do calendário europeu. Realizada num momento estratégico do ano, quando operadores e destinos definem parcerias e estratégias comerciais, a BTL afirma-se como um verdadeiro hub de negócios, conhecimento e antecipação de tendências.

A curadoria da agenda é orientada para resultados, refletindo temas centrais para o futuro do turismo, como sustentabilidade, inovação, digitalização, novos modelos de distribuição e captação de talento. A feira deixa de ser apenas expositiva e assume-se

como uma plataforma ativa de geração de valor para o setor.

M&E - Quais são as expectativas de público para a edição de 2026?

DÁLIA PALMA - As expectativas são bastante positivas, tendo como base os cerca de 82 mil visitantes registados em 2025. O objetivo é superar esses números, tanto no segmento profissional quanto no público final.

M&E - Como evolui a participação brasileira na BTL?

DÁLIA PALMA - A participação brasileira tem apresentado crescimento consistente ao longo das últimas edições, refletindo o reconhecimento da BTL como uma plataforma estratégica para o Brasil no mercado europeu. Destinos, entidades institucionais, operadores, companhias aéreas e empresas privadas utilizam a feira não apenas como vitrine, mas sobretudo como espaço de networking qualificado e geração de negócios.

LISBON IS CALLING

BTL

BETTER THAN EVER

Na sua maior edição, a BTL afirma-se como o grande hub internacional do setor do Turismo, impulsionando um futuro melhor: mais sustentável, mais global e mais inovador. Com mais de 1.500 expositores e centenas de eventos, a BTL é o ponto de encontro onde os profissionais do setor se encontram com Portugal e com o mundo. Um centro dinâmico de networking, conhecimento e oportunidades de negócio – é aqui que se constrói um futuro melhor para o turismo.

Dalia Palma, coordenadora da BTL

Entre Dubai, Doha e Bahrein, MSC

Euribia entrega roteiro fora do óbvio

Viagem reforça o Golfo Pérsico como um dos destinos mais interessantes do cruzeiro internacional

Felipe Abílio

Dubai, Abu Dhabi, Doha, Bahrein e uma ilha praticamente intocada no meio do Golfo Pérsico. Foi por esse cenário que o MSC Euribia navegou em um cruzeiro de sete noites, partindo de Dubai, para mostrar como o Oriente Médio vem se consolidando como um dos roteiros mais interessantes do cruzeiro internacional.

Durante a viagem, o Mercado e Eventos acompanhou um itinerário que passou pelas principais cidades da região, combinando visitas a mesquitas monumentais, cidades antigas e grandes centros urbanos marcados por arranha-céus futuristas que surgem quase como miragens em meio ao deserto.

Além do embarque tradicional em Du-

bai, a viagem marcou a apresentação de uma novidade da MSC Cruzeiros para o mercado brasileiro: a possibilidade de iniciar o cruzeiro a partir de Doha, no Qatar, em um pacote com proposta mais premium. A opção inclui voo internacional, duas noites em hotel cinco estrelas, transfers e o mesmo cruzeiro de sete noites a bordo do MSC Euribia, ampliando a experiência e permitindo conhecer a capital catariana com mais calma antes do embarque.

“O diferencial desse produto é justamente a experiência completa. O passageiro voa direto para Doha, fica duas noites em hotel cinco estrelas muito bem localizado, com todos os transfers incluídos, e depois embarca no mesmo navio, com o mesmo itinerário”, explicou a porta-voz da MSC Cruzeiros no Brasil.

que do navio. Ele é diferente de todos os outros, traz a arte como identidade e isso marcou muito desde o lançamento”, comentou a executiva. Com 184 mil toneladas, capacidade para mais de 6,3 mil hóspedes e 2.419 cabines, o MSC Euribia pertence à classe Meraviglia, conhecida pelos grandes espaços internos e pela galeria central coberta por um teto de LED que se transforma ao longo do dia.

Entre os pontos altos da experiência a bordo estiveram os restaurantes de especialidade, que vão do Hola! Tacos & Cantina, um dos mais disputados do navio, até os japoneses Kaito Sushi Bar e Kaito Teppanyaki.

Outro destaque foi o Le Grill, que mistura steakhouse com bistrô francês. “O Le Grill é uma novidade desse navio e tem sido um dos restaurantes mais elogiados, justamente por essa proposta diferente”, afirmou a porta-voz. O navio também conta com parque aquático, áreas esportivas, piscinas, bares e lounges distribuídos pelos decks, incluindo o Masters of the Sea, pub inglês que figura entre os preferidos dos passageiros.

Para quem busca mais privacidade, o MSC Yacht Club oferece uma experiência premium, com áreas exclusivas, restaurante próprio, piscina privativa e serviço personalizado.

O GOLFO ALÉM DO ÓBVIO

EXPERIÊNCIAS A BORDO

Mais do que o roteiro, o MSC Euribia também se impôs como parte da experiência. Batizado em homenagem à deusa grega Eurybia, que dominava os ventos e os mares, o navio representa a aposta da MSC em tecnologia, sustentabilidade e design.

O grande diferencial aparece logo no primeiro olhar. O casco pintado com uma obra de arte assinada pelo artista alemão Alex Flämig, vencedor de um concurso internacional promovido pela MSC, transformou o navio em uma galeria flutuante. A criação representa o compromisso da companhia com a proteção do ecossistema marinho, dentro do tema #SaveTheSea, e marca a primeira vez que a MSC utiliza o casco como suporte artístico.

“Este, sem dúvida, é o grande desta-

Ao longo do roteiro, o MSC Euribia mostrou que o Golfo Pérsico vai muito além do luxo associado aos Emirados Árabes. A viagem passou pelas ruínas do Forte do Bahrein e chegou à Sir Bani Yas, uma ilha remota de Abu Dhabi onde o tempo parece seguir outro ritmo. Hoje, a ilha abriga uma reserva natural criada a partir de um projeto ambicioso, com milhões de árvores plantadas e espécies ameaçadas de extinção reintroduzidas no habitat. Gazelas, órix-árabe, girafas e guepardos convivem entre o verde inesperado, o mar calmo e a areia do deserto. Em meio à paisagem, surgem hotéis de luxo e sinais de uma ocupação humana que começou há mais de 7 mil anos.

Entre metrópoles ultramodernas, ilhas preservadas e cidades históricas, o itinerário ajudou a entender como essa região foi se formando ao longo dos séculos.

“É um cruzeiro que surpreende porque você não vê só prédios futuristas. Você visita mesquitas, cidades antigas e entende como essa região se transformou até os dias atuais”, concluiu a porta-voz da MSC Cruzeiros no Brasil.

Bar de vinhos no MSC Euribia
Torre da Mesquita em Doha, no Qatar, que também faz parte do roteiro do MSC Euribia
Fachada do Museu do Futuro, em Dubai, uma das paradas do roteiro da MSC
O desenho do MSC Euribia mostra o grande navio sorrindo
MSC Euribia atracado no porto de Sir Bane Yas, em Abu Dhabi

Cade aprova entrada da United na Azul, mas recurso do IPS Consumo adia conclusão do negócio

Instituto criticou a rapidez da aprovação, publicada cerca de 15 dias após a abertura do processo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, no fim de dezembro, sem a imposição de restrições, a aquisição de uma participação minoritária da Azul Linhas Aéreas pela United Airlines. A decisão foi tomada pela Superintendência-Geral (SG) do órgão e publicada no Diário Oficial da União, autorizando o avanço da operação nos termos apresentados pelas companhias.

A transação prevê um investimento de cerca de US$ 100 milhões da aérea norte-americana em ações ordinárias da Azul, elevando sua participação econômica de aproximadamente 2,02% para cerca de 8%, mantendo caráter minoritário. O aporte integra o processo de reestruturação societária da Azul nos Estados Unidos, conduzido no âmbito do Chapter 11, iniciado de forma voluntária em maio de 2025.

De acordo com o Cade, a operação tem como objetivos principais a redução do endividamento, o reforço da liquidez imediata e a emissão de novas ações. O aumento de capital está estruturado em duas etapas coordenadas: uma oferta pública de US$ 650 milhões, já aprovada pela Justiça americana, e uma emissão direcionada a parceiros estratégicos, entre eles a United Airlines.

Na análise concorrencial, a Superintendência-Geral concluiu que a transação não altera de forma relevante a dinâmica do setor aéreo brasileiro nem gera riscos à livre concorrência, liberando o negócio sem a imposição de remédios ou condicionantes.

Após a aprovação, no entanto, o Instituto de Pesquisas e Estudos da Sociedade e Consumo (IPS Consumo) anunciou que recorreria da decisão ao plenário do Cade. A entidade alega riscos concorrenciais, especialmente pelo fato de a United já integrar o conselho da Abra, holding que controla a Gol, principal concorrente da Azul no mercado doméstico. O instituto também criticou a rapidez da aprovação, publicada cerca de 15 dias após a abertura do processo, antes do fim do prazo para manifestação de terceiros interessados.

órgão, a legislação exige que esse tipo de solicitação venha acompanhada de fundamentos técnicos, o que ainda não havia sido apresentado. Caso a documentação não seja entregue dentro do prazo, o pedido será automaticamente rejeitado e o processo poderá ser concluído. Se

for aceito, o caso será encaminhado ao Tribunal do Cade, com designação de relator e nova análise do mérito.

Em nota, a Azul afirmou que o pedido de habilitação é um procedimento usual em atos de concentração, que o processo não está suspenso e que segue à disposição da autoridade concorrencial para prestar esclarecimentos.

Dessa forma, a conclusão definitiva da entrada da United no capital da Azul permanece temporariamente adiada e condicionada à decisão da Presidência do Cade quanto à admissão, ou não, do recurso apresentado pela entidade.

Com base nesse pedido, o presidente do Cade, Gustavo Augusto Freitas de Lima, suspendeu a liberação da certidão de trânsito em julgado, o que impede, por ora, a conclusão formal do processo. Em despacho publicado no dia 8 de janeiro, ele concedeu ao IPS Consumo um prazo improrrogável de 15 dias para apresentar documentos e pareceres que comprovem as alegações feitas no pedido de ingresso como terceiro interessado. Segundo o presidente do

Cade prorrogou decisão sobre aquisição de participação da United na Azul

PARK CITY: ENTRE MONTANHAS, HISTÓRIAS E NEVE

Como o destino se reinventou e se tornou referência global em turismo de inverno

A mais de 2.100 metros acima do nível do mar, em plena Wasatch Mountain Range, Park City foi o lugar onde vi a neve pela primeira vez. O frio no rosto, o branco absoluto cobrindo a paisagem e o silêncio quebrado apenas pelo som das montanhas transformaram o destino em algo que vai muito além de um ponto no mapa. Essa primeira experiência com o inverno de Utah fez de Park City um lugar que ficará para sempre guardado na memória. Durante uma semana de imersão, o Mercado & Eventos percorreu um roteiro que conectou emoção, esporte, história, cultura, gastronomia e um legado olímpico que segue projetando o destino para o futuro.

Nascida como uma próspera cidade de mineração de prata no final do século XIX, Park City viveu ciclos de crescimento e quase esquecimento até se reinventar, ao longo de seus 150 anos, como um dos destinos mais desejados do mundo para esqui e snowboard. A realização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2002 marcou um divisor de águas nessa trajetória — e o anúncio de que os Jogos retornarão à região em 2034 confirma o

papel central do destino no cenário internacional.

Hoje, Park City reúne alguns dos resorts de esqui mais completos dos Estados Unidos, como Deer Valley, Park City Mountain, Utah Olympic Park e Woodward Park City, cada um com identidade própria. Juntos, eles ampliam as possibilidades tanto para quem, como eu, está tendo o primeiro contato com a neve, quanto para esquiadores experientes em busca de pistas desafiadoras e infraestrutura de alto nível.

COMO FOI ESQUIAR EM PARK CITY?

Nas montanhas, Park City também foi palco da minha primeira experiência no esqui — e confirmou, na prática, a fama que carrega. No Park City Mountain, o maior resort de esqui dos Estados Unidos, encontrei pistas amplas, gôndolas modernas — incluindo a Sunrise Gondola — e uma infraestrutura preparada para todos os níveis, o que deixa até quem está começando mais confiante. O almoço no Red Tail Grill, aos pés das pistas, ajudou a entender o clima descontraído do après-ski americano. Em ambas as montanhas, contei com o apoio de instrutores, funda -

mentais para o aprendizado. Depois de dois dias de aula, alguns tombos inevitáveis e muitas tentativas, finalmente consegui deslizar pelas pistas — e o resultado foi imediato: amei a experiência. Se o Park City Mountain impressiona pela escala, Deer Valley encanta pela excelência no serviço. Único resort da região exclusivo para esquiadores, limita o número diário de visitantes, garantindo pistas impecáveis, atendimento personalizado e uma vivência premium que faz toda a diferença, especialmente para quem está começando. E o que já é bom pode ficar ainda melhor! O resort está desenvolvendo o Expanded Excellence, um plano de expansão que irá dobrar a área esquiável nos próximos anos.

Dica do M&E: No Deer Valley Resort, é possível esquiar ao lado de ex-atletas olímpicos. O programa “Ski with a Champion” oferece uma oportunidade única para intermediários e avançados aperfeiçoarem as práticas com os melhores do mundo.

O DNA OLÍMPICO

QUE MOLDA O DESTINO

A história recente de Park City está profundamente ligada ao es -

porte de alto rendimento. A visita ao Utah Olympic Park foi um dos pontos altos da viagem. O espaço conta ainda com tirolesa e dois museus gratuitos: o Alf Engen Ski e o Eccles 2002 Olympic Winter Games Museum.

Além de preservar a memória dos Jogos de 2002, eles reúnem equipamentos históricos, relatos de atletas e experiências interativas que aproximam o visitante da rotina olímpica. Entre elas, estão simuladores — disponíveis mediante pagamento à parte — que permitem testar habilidades em modalidades de inverno. No simulador de saltos, arrisquei a experiência e entrei para o ranking dos melhores resultados, em um momento tão divertido quanto surpreendente. Com os Jogos Olímpicos de Inverno já confirmados para 2034, a região se prepara para um novo ciclo de investimentos, reforçando Park City como um dos poucos destinos do mundo a sediar o evento duas vezes.

Dica do M&E: o museu também oferece estações para fotos digitais gratuitas, ideais para registrar a visita e levar uma lembrança personalizada do local.

O tubing fica muito mais divertido em grupo
Sunrise Gondola, com capacidade para 10 passageiros, oferece cabine ampla, operação suave e embarque confortável
Park City reúne alguns dos resorts de esqui mais completos dos Estados Unidos, cada um com identidade própria, com opções para iniciantes e pessoas já experientes

os Jogos Olímpicos de Inverno já confirmados para 2034, a região se prepara para um novo

MAIN STREET: ONDE HISTÓRIA, ARTE E CINEMA SE ENCONTRAM

É na Historic Main Street que Park City revela toda a sua personalidade. O centro histórico concentra mais de 200 negócios independentes, entre boutiques, galerias de arte, bares, restaurantes e museus, além de ser palco de eventos culturais ao longo de todo o ano.

Durante a caminhada pela rua, conhecemos um dos capítulos mais curiosos da história recente da cidade: a passagem de Banksy por Park City. O artista esteve no destino em 2010, durante a estreia mundial do documentário Exit Through the Gift Shop no Sundance Film Festival, quando produziu sete obras originais espalhadas pela cidade.

Com o tempo, parte dessas intervenções foi apagada ou destruída, mas três obras originais permanecem preservadas — um feito raro, que coloca Park City entre as menores cidades do mundo a abrigar

trabalhos autênticos do artista. Um dos destaques é o icônico Cinema Stage Rat, o rato usando óculos 3D, hoje protegido e exposto em área pública próxima à Main Street. A obra simboliza a conexão entre arte urbana, cinema e espaço público, elementos centrais da identidade criativa local.

A visita à Main Street incluiu ainda o Park City Museum, que ajuda a contextualizar essa trajetória — da mineração ao esqui, do cinema à arte contemporânea — e reforça como a cidade consegue manter viva sua história enquanto se reinventa constantemente.

É HORA DE IR ÀS COMPRAS! Quem gosta de fazer compras encontra boas oportunidades em Park City. Além das lojinhas charmosas da Historic Main Street, vale a pena incluir no roteiro uma visita ao Junction Commons. O complexo reúne outlets de marcas muito queridas pelos brasileiros, como GAP, Polo Ralph Lauren,

Under Armour, entre outras. As lojas da Columbia — tanto a Factory Store quanto a Clearance Store — são especialmente práticas para quem precisa comprar casacos, botas e outros itens essenciais para enfrentar a neve com conforto. O shopping tem formato de “U”, com estacionamento na área central, o que facilita bastante a circulação. Basta caminhar pelo corredor em frente às lojas para acessar uma ampla variedade de opções, que incluem roupas, calçados, acessórios, maquiagens e lembrancinhas.

DIVERSÃO E EXPERIÊNCIAS FORA DAS PISTAS

Entre os primeiros destaques do roteiro esteve o Gondola Art Stroll, iniciativa que transforma antigas cabines de gôndola em instalações artísticas iluminadas, espalhadas pela vila. O projeto reforça uma característica marcante de Park City: a integração natural entre montanha, arte e espaço urbano. Antes mesmo de encarar as montanhas, o roteiro incluiu uma visita ao Woodward Park City, complexo referência mundial em esportes de ação. Tubing na neve, áreas indoor para skate, BMX, trampolim e espaços de treinamento para todas as idades mostram como Park City amplia seu apelo para famílias, jovens e viajantes que buscam experiências além do esqui tradicional.

Dica do M&E: o tubing fica ainda mais divertido quando feito em duplas ou grupos. A velocidade aumenta — e as risadas também.

GASTRONOMIA DE MONTANHA EM ALTO NÍVEL

À mesa, Park City também entrega variedade e qualidade. A cidade oferece mais de 150 bares e restaurantes com diferentes propostas.

Do clássico almoço no Stein Eriksen Lodge Deer Valley, com seu famoso Skier’s Buffet, aos jantares no animado Historic Main Street, o destino surpreende pela diversidade gastronômica. Sushi, cozinha tailandesa, steakhouses, bares de whisky e restaurantes autorais dividem espaço com galerias, lojas independentes e uma vida noturna vibrante.

O tour gastronômico com a Gourmand Food Tours foi uma das melhores formas de sentir a energia da Main Street, combinando boa comida, histórias locais e o charme histórico da rua mais famosa da ci -

dade. Já os jantares no Hearth and Hill e no recém-aberto Matilda’s reforçaram a cena gastronômica local, contemporânea, acessível e bem executada.

Outro destaque foi a experiência de chef em casa, vivenciada com os serviços da Low Spark Fondue, que simbolizou bem o espírito de Park City: acolhedor, sofisticado e autêntico.

Dica do M&E: para quem gosta de bons drinks, o Alpine Distilling merece uma visita. Aproveite para degustar o premiado Alpine Elevated Gin, produzido localmente.

HOSPEDAGEM

Em Park City, há mais de 100 empreendimentos que somam 8 mil leitos, incluindo hotéis cinco estrelas, unidades de grandes redes, hotéis de categoria intermediária, condomínios e casas particulares com serviços hoteleiros.

A experiência do M&E começou no moderno Canyons Village, com hospedagem no Pendry Park City, um dos hotéis que traduzem a nova fase do destino: design contemporâneo, conceito ski-in/ski-out e uma atmosfera vibrante que funciona como ponto de encontro entre hóspedes e moradores locais.

Já a hospedagem em residências da InvitedHome revelou outra faceta de Park City: o conforto de casas completas, ideais para famílias e grupos que buscam privacidade, espaço e autonomia, sem abrir mão dos serviços turísticos e da localização estratégica.

Dica do M&E: para quem viaja em grupo, esse formato costuma ter melhor custo-benefício e torna a experiência ainda mais acolhedora após um dia inteiro na montanha.

UM DESTINO QUE OLHA PARA O FUTURO

Com acesso fácil a partir do Salt Lake City International Airport, transporte público gratuito e uma oferta turística madura, Park City se posiciona como muito mais do que um destino de inverno. É um verdadeiro hub de experiências que combina esporte, gastronomia, cultura, história e lifestyle de montanha em qualquer época do ano. Para o Mercado & Eventos, a vivência no destino deixa claro por que Park City segue no radar do turismo internacional — e por que, com Olimpíadas já marcadas para 2034, seu protagonismo global está longe de diminuir.

Natália Strucchi, diretora de Redação do M&E, esquiando em Park City
Com
ciclo de investimentos
São muitas as opções gastronômicas no destino

Três crises que seguem abertas no turismo brasileiro: a fragilidade do setor de operadoras

ViagensPromo, Hurb e Outsider concentram disputas judiciais, investigações criminais e prejuízos que ainda buscam solução

Janaina Brito

O turismo brasileiro atravessa um ciclo de retomada em fluxo, conectividade e expectativas de crescimento. Ao mesmo tempo, porém, alguns episódios continuam

lançando sombras sobre o setor. ViagensPromo, Hurb e Outsider Tours protagonizam crises distintas, mas igualmente duradouras, que seguem repercutindo no trade. Entre ações judiciais, investigações criminais e dificuldades de responsabiliza-

ção, os três casos permanecem em aberto, com impactos diretos sobre fornecedores, consumidores e empresas parceiras.

Os casos de ViagensPromo, Hurb e Outsider Tours seguem sem desfecho e continuam produzindo efeitos concretos no

turismo brasileiro. Entre disputas judiciais prolongadas, investigações criminais e prejuízos acumulados, as três histórias permanecem em andamento, acompanhadas de perto por um trade que observa com atenção os próximos desdobramentos.

ViagensPromo: um ano depois, dívidas sem solução e desgaste prolongado

Quase doze meses após se tornar público um passivo que ultrapassa seis dígitos, a situação envolvendo a ViagensPromo

pouco evoluiu do ponto de vista dos fornecedores. Um dos casos mais emblemáticos é o da Saliba Viagens, empresa mineira

de receptivo que afirma não ter recebido qualquer valor nem retorno formal desde o agravamento da crise, no fim de 2024. Em entrevista exclusiva ao Mercado & Eventos, o empresário Hamilton Saliba Junior relata que a operadora teria interrompido totalmente o diálogo. “O que mais machuca é o silêncio. Não pedimos milagre, pedimos conversa”, afirma. Segundo ele, o cenário se repete entre diversos fornecedores espalhados pelo país, que seguem sem respostas ou propostas concretas de negociação. Diante da ausência de contato, a alternativa encontrada foi recorrer à Justiça. No entanto, o processo também tem sido marcado por entraves. O advogado Rafael Gonçalves, que acompanha o caso, descreve o episódio como um quadro de litigiosidade em massa. “São centenas, possivelmente milhares de ações judiciais. Há dificuldade até em atos básicos, como a localização da empresa e de seus responsáveis”, explica.

Hurb: crise corporativa que avançou para o campo criminal

O caso do Hurb ganhou novos contornos ao deixar definitivamente o campo empresarial e avançar para a

esfera criminal. João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO e controlador da companhia, voltou ao centro do no -

ticiário após ser preso no Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, ao tentar embarcar em um voo com destino a São Paulo utilizando um documento falso, no início do ano.

De acordo com a Polícia Militar, durante a abordagem foi constatado que o empresário também utilizava tornozeleira eletrônica descarregada, descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça. Mendes foi autuado em flagrante e encaminhado à delegacia regional.

A prisão ocorreu poucos meses após ele deixar a cadeia no Rio de Janeiro, onde havia permanecido detido por 88 dias em outro processo. O histórico recente inclui ainda a suspeita de furto de obras de arte e sucessivos descumprimentos de decisões judiciais.

O avanço do caso levou a Justiça do Rio de Janeiro a determinar a inclusão do nome de Mendes na chamada lista vermelha da Interpol, diante da suspeita de que ele poderia

Segundo Gonçalves, mandados judiciais retornam negativos mesmo quando expedidos para endereços constantes em registros públicos. O padrão se repete em diferentes processos e compromete o andamento das ações, prolongando o prejuízo dos credores.

Hamilton Junior compara o episódio com outras crises vividas ao longo da trajetória profissional. “Já enfrentei pandemia, já vi operadoras quebrarem. Em outros momentos houve negociação, parcelamento, respeito. Aqui, nem isso”, diz. Ele afirma não conhecer fornecedores que tenham recebido valores ou sido efetivamente procurados pela ViagensPromo. Além do impacto financeiro, o empresário relata consequências emocionais. “A gente perde paz, saúde e tempo de vida”, afirma. A Saliba Viagens conseguiu manter as operações por meio de novas parcerias e apoio do mercado, mas reforça que a retomada não significa abrir mão do que ainda é devido.

ter deixado o país ou estivesse em vias de fazê-lo.

Entre as medidas impostas estão a retenção do passaporte, a proibição da emissão de novos documentos de viagem e tentativas reiteradas de localização do ex-executivo. Em certidão recente, uma oficial de Justiça informou que a residência de Mendes, na Barra da Tijuca, permanece fechada e sem movimentação. No despacho, o magistrado destacou a boa condição financeira do investigado, o padrão de vida elevado e viagens recentes a destinos turísticos de alto valor. O Ministério Público sustenta haver risco concreto de fuga. Caso Mendes seja localizado no exterior, a Justiça brasileira já indicou que solicitará formalmente sua extradição.

Mesmo afastado da gestão direta, o Hurb segue associado à figura de seu ex-CEO e aos desdobramentos de uma crise que continua produzindo efeitos jurídicos e reputacionais.

Outsider Tours: prisão, centenas de ações e prejuízos milionários

A Outsider Tours é outro nome que voltou a mobilizar o setor nas últimas semanas. O empresário Fernando Sampaio de Souza e Silva, dono da empresa, foi preso em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, após cumprimento de mandado expedido pela Justiça do Pará. Considerado foragido, ele foi localizado em um prédio de alto padrão no centro da cidade. Segundo a Polícia Civil, Fernando é investigado por estelionato e responde a mais de 600 processos judiciais e registros de ocorrência em diferentes estados. As investigações indicam que empresas ligadas ao seu nome teriam comercializado pacotes turísticos, sobretudo para eventos esportivos, sem a entrega dos serviços contratados.

Somente em 2025, o empresário foi indiciado duas vezes. Em São Paulo, há investigação sobre um prejuízo estimado em R$ 1,2 milhão

causado a uma empresa. Na Bahia, uma agência de turismo cobra cerca de R$ 5,9 milhões em ação cível relacionada a serviços não prestados. Há ainda procedimentos em curso no Rio de Janeiro e em outros estados. O nome da Outsider ganhou maior projeção após reclamações envolvendo a final da Libertadores de 2022, em Guayaquil, quando clientes relataram ausência de voos e serviços. Situação semelhante voltou a ser registrada na final da Champions League de 2024, com consumidores afirmando não terem recebido ingressos adquiridos. Fernando Sampaio nega irregularidades e afirma que os problemas enfrentados pela empresa seriam pontuais. Também sustenta que não foi devidamente intimado em parte dos registros. Ainda assim, o volume de processos, os indiciamentos e a prisão reforçam a dimensão da crise enfrentada pela empresa.

Sanchat celebra 33 anos com planos estratégicos de promoção de destinos

Além do investimento em tecnologia, a operadora tem apostado em marketing, contratações e parcerias

Beatriz do Vale

Neste mês de janeiro, a Sanchat comemora 33 anos de atividades. A operadora, que no início das atividades representava a região do Caribe, hoje possui destinos nacionais, Estados Unidos e cruzeiros marítimos em seu portfólio.

“Fomos ampliando pouco a pouco a nossa carteira de produtos. Estamos no Caribe inteiro, Belize, Guatemala, Honduras, El Salvador, Panamá, Bolívia e ilhas pequenas”, ressalta Roberto Silva, CEO da Sanchat. De acordo com ele, avanços tecnológicos permitiram a ampliação dos produtos ofertados. “Agora nós estamos com a plataforma Infotera, que é mais ampla, conectando nossos parceiros para vender ao mundo inteiro. Não só o Caribe, mas também o Brasil e todos os destinos, inclusive o Oriente. Essa é a nossa nova visão”, enfatiza.

Além do investimento em tecnologia, a operadora também tem apostado em marketing, contratações e parcerias.

FAMTRIP EM CUBA

Em maio, a operadora levará um grupo de 200 agentes de viagem para Cuba: “Nós estamos vendendo isso como experiência ‘Única Cuba’. A ideia é levar o agente de viagem para conhecer o destino e se tornar um vendedor oficial do destino”, explica Silva.

Segundo o CEO, a experiência “in loco” faz toda a diferença nos resultados dos agentes. “O que acontece é que quando a gente faz uma famtrip é para mostrar o que o destino tem para que seja vendido, para que esse profissional volte para o Brasil capacitado e consiga vender ao seu cliente”, completa Roberto.

TURISMO EM CUBA

Cuba é um destino que combina história viva, identidade cultural forte e paisagens naturais marcantes. A porta de entrada costuma ser Havana, onde o passado e o presente convivem lado a lado. A capital encanta com a Habana Vieja, seu centro histórico tombado pela UNESCO, o icônico Malecón à beira-mar, a Plaza de la Revolución e museus que ajudam a entender a trajetória política e cultural do país. Bares históricos, como o tradicional El Floridita, e os famosos carros clássicos circulando pelas ruas completam o cenário que tornou a cidade um dos símbolos de Cuba no mundo. Para quem busca sol e descanso, Varadero é o principal balneário do país. Com

praias de areias brancas e águas cristalinas, o destino concentra grandes resorts e infraestrutura voltada ao turismo internacional, sendo ideal para viagens de lazer, lua de mel ou férias em família. Já nos cayos do norte, como Cayo Coco e Cayo Guillermo, o destaque fica por conta das paisagens quase intocadas, da rica vida marinha e das ótimas condições

para snorkeling e mergulho. No interior do país, Cuba revela um ritmo mais tranquilo e autêntico. Trinidad, Patrimônio Mundial da UNESCO, preserva com cuidado sua arquitetura colonial, ruas de paralelepípedos e uma cena cultural vibrante, com música ao vivo

espalhada pelas praças e casas históricas. Já o Vale de Viñales oferece uma imersão na Cuba rural, com seus famosos mogotes — formações rochosas que dominam a paisagem — e plantações de tabaco que ajudam a contar a história dos charutos cubanos.

Cade prorrogou decisão sobre aquisição de participação da United na Azul

Para onde o brasileiro vai viajar em 2026? Braztoa aponta destinos que devem liderar o mercado

Levantamento da Associação mostra tendências e apostas do mercado ao longo deste ano

Giulia Jardim

Quais destinos devem concentrar a atenção do viajante brasileiro em 2026? Essa é a pergunta que norteia o mais recente Boletim Braztoa, elaborado em dezembro de 2025 pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), em parceria com a Sprint Dados. O levantamento reúne a leitura estratégica das operadoras associadas e antecipa os destinos nacionais e internacionais com maior potencial de protagonismo neste ano. Brasil no radar das operadoras No mercado doméstico, o boletim aponta um equilíbrio entre destinos já consolidados e localidades que vêm ampliando e qualificando sua oferta turística para atrair diferentes perfis de viajantes. Entre os destinos nacionais que seguem liderando a demanda das operadoras estão Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro, Foz do Iguaçu e Porto de Galinhas.

Além dos campeões de venda, a pesquisa destaca destinos que reforçam a diversidade do turismo brasileiro, combinando experiências urbanas, lazer, natureza, entretenimento e produtos premium. Nesse grupo aparecem Gramado, João Pessoa, Fortaleza, Jericoacoara, Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses e Florianópolis. Outro movimento observado é o avanço de destinos que passam por processos claros de reinvenção, reposicionamento ou amadurecimento de produtos e que despontam como apostas de crescimento em 2026. São eles Alter do Chão, Bonito, São Miguel dos Milagres, São Miguel do Gostoso, Rio das Ostras, Barreirinhas e o Espírito Santo.

Segundo a Braztoa, o potencial desses destinos está diretamente ligado a novos investimentos, fortalecimento da governança local, ampliação da oferta turística e alinhamento com tendências como sustentabilidade, experiências autênticas e turismo

de natureza. A consolidação desse avanço, no entanto, depende da continuidade das ações e da capacidade de evolução dessas iniciativas ao longo do tempo.

EXTERIOR COMBINA CLÁSSICOS E NOVOS PROTAGONISTAS

No cenário internacional, o comportamento do viajante brasileiro segue marcado pela força de destinos tradicionais, sustentados por ampla conectividade aérea, diversidade de produtos e forte apelo comercial. Entre os destinos internacionais consolidados que continuam em destaque estão Orlando, Lisboa, Santiago, Buenos Aires, Paris, Punta Cana, Madri, Itália, Cancún, Roma e Tóquio.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta uma abertura crescente para mercados internacionais em transformação, impulsionados por reposicionamento estratégico, novos investimentos e maior exposição ao turismo global. Ganham espaço no radar das operadoras para 2026 destinos como China, Seul, Dubai, Tailândia, Arábia Saudita, África do Sul, com destaque para a Cidade do Cabo, Albânia e regiões da Itália como Puglia, Bari e Lecce.

UM MERCADO CADA VEZ MAIS PLURAL

A convivência entre destinos consolidados e mercados em amadurecimento, experiências urbanas e de natureza, lazer tradicional e viagens mais personalizadas reflete a pluralidade de interesses do viajante brasileiro. Para a Braztoa, esse mosaico também evidencia a capacidade das operadoras de estruturar portfólios mais equilibrados, atentos a diferentes motivações de viagem, momentos de consumo e níveis de investimento. Para os destinos, o boletim sinaliza que planejamento, continuidade de políticas públicas, qualificação da oferta e parcerias estratégicas com

o trade podem gerar resultados concretos, ampliar visibilidade e colocar iniciativas bem estruturadas em evidência ao longo de 2026. “O turismo é sensível a mudanças rápidas. Mais do que apostar em cidades ou regiões, o desafio será compreender o momento do viajante, construir produtos coerentes e atuar com inteligência, flexibilidade e visão de longo prazo”, destaca Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa.

METODOLOGIA

A análise que embasa o Boletim Braztoa considera fatores como comportamento do consumidor, desempenho comercial, conectividade aérea, ampliação e qualificação da oferta turística, reposicionamento de produtos e novas narrativas de experiência. A entidade reforça que os resultados não devem ser interpretados como previsões absolutas, mas como tendências de mercado e um importante termômetro para o planejamento estratégico do trade turístico em 2026.

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Marina Figueiredo, presidente executiva da Braztoa
Maceió, São Paulo e Rio de Janeiro estão entre os destinos brasileiros mais demandados para 2026
Orlando, Lisboa e Cancún lideram a demanda internacional entre os brasileiros

Fabio Mader assume a CVC e inicia um novo ciclo baseado em pessoas, cultura e transformação

Missão do novo CEO é consolidar a virada da companhia, fortalecer as agências e preparar a CVC para um mercado cada vez mais digital

Janaina Brito

Fabio Mader chegou à presidência da CVC carregando algo que poucos CEOs têm ao assumir um cargo desse porte: pertencimento. Prata da casa, com quase 15 anos somados de atuação dentro da companhia e mais de duas décadas de experiência em turismo, hotelaria e aviação, ele conhece a empresa por dentro, suas virtudes, suas dores e seus desafios. Por isso, sua posse não representa apenas uma troca de comando, mas o início de um novo ciclo construído com base na continuidade, no respeito à história e na coragem de transformar.

Na sua primeira entrevista como CEO, ao M&E, Mader deixou claro que o momento é de equilíbrio. Equilíbrio entre ouvir e decidir. Entre preservar o que funciona e mudar o que precisa evoluir. Entre manter a essência da CVC e acelerar sua modernização. “Não existe transformação digital sem transformação de pessoas”, afirmou, estabelecendo desde o início o tom humano de sua gestão.

A troca de CEO acontece em um momento especialmente simbólico para a companhia. Depois de um longo período de reorganização e ajustes estruturais, a CVC entra agora em uma fase de consolidação e crescimento. Para Mader, sua missão é clara: transformar estabilidade em avanço, e avanço em liderança sustentável.

O novo CEO estruturou seu início de gestão a partir de um plano de 100 dias, que não tem como prioridade mudanças abruptas, mas sim escuta, diagnóstico e alinhamento. Ele quer circular pela empresa, conversar com lideranças e equipes, entender profundamente os processos e captar percepções do mercado antes de qualquer movimento mais duro. A lógica é simples: decidir melhor, não decidir mais rápido.

Esse plano está sustentado por cinco pilares que vão guiar toda a sua atuação: O primeiro é o foco no cliente, com o fortalecimento de uma jornada integrada de ponta a ponta. A CVC passa a adotar

de forma ainda mais estruturada uma visão B2B2C, unificando as experiências B2C e B2B e garantindo consistência ao cliente final, independentemente do canal de compra, seja nas lojas, no site, no aplicativo ou por meio das agências parceiras. O objetivo é que o consumidor perceba a marca como uma só, com o mesmo padrão de serviço, produto e assistência em todos os pontos de contato.

O segundo pilar é a omnicanalidade, com a tecnologia atuando como habilitadora da experiência, e não como um fim em si mesma. A nova gestão aprofunda a integração entre canais físicos e digitais, sem abrir mão da assistência humana que caracteriza o turismo. Para Mader, o diferencial competitivo da CVC está justamente na combinação entre tecnologia e gente, entre eficiência digital e proximidade no atendimento.

O terceiro pilar é a rentabilidade, com ênfase no desempenho das lojas atuais, por meio do conceito de same-store sa-

les. A prioridade passa a ser extrair mais valor das operações existentes, aumentar a produtividade da base instalada e garantir um crescimento mais sustentável e lucrativo, antes de pensar em qualquer expansão acelerada.

O quarto pilar é o desenvolvimento de pessoas e a transformação cultural como processo contínuo. A digitalização e a modernização dos processos precisam caminhar lado a lado com a capacitação das equipes. O uso estratégico das soluções digitais passa a ter como objetivo principal preparar as pessoas para um novo modelo de operação, mais ágil, integrado e orientado a dados.

O quinto pilar é a desalavancagem financeira contínua, com disciplina rigorosa na gestão do balanço. A nova gestão mantém o foco na redução progressiva do endividamento e na melhoria da rentabilidade dos produtos e das operações, reforçando a saúde financeira da companhia no longo prazo.

Dentro dessa estratégia, a CVC também prevê ampliar gradualmente a participação dos canais digitais próprios, site e aplicativo, com a meta de que eles representem entre 20% e 30% das vendas nos próximos três anos. Esse avanço, porém, não acontece em oposição às lojas físicas, mas de forma integrada ao modelo assistido, que continua sendo um dos grandes diferenciais competitivos da companhia no mercado brasileiro.

Ao falar sobre seus sentimentos neste momento, Mader mistura orgulho, responsabilidade e uma dose clara de humildade. Ele sabe que assumir a CVC não é apenas um passo na carreira, mas uma missão. “Esse cargo não é sobre mim. É sobre o que a gente constrói juntos daqui para frente”, afirmou.

Diferentemente de CEOs que chegam com discursos de ruptura, Mader prefere falar em continuidade inteligente. Ele reconhece o trabalho feito até aqui, respeita os ciclos anteriores e entende que seu papel é dar sequência, não apagar a história. Ao mesmo tempo, deixa claro que a CVC precisa ganhar velocidade, consistência e protagonismo no mercado. O relacionamento com as agências de viagens é outro ponto central. Para ele, o agente continua sendo peça-chave do ecossistema da CVC. Não como herança do passado, mas como ativo estratégico do futuro. O foco será fortalecer essa relação com mais tecnologia, mais suporte e mais confiança no produto. No tom da entrevista, fica evidente que Mader quer liderar pelo exemplo. Não com discursos grandiosos, mas com presença, escuta e coerência. Seu objetivo declarado é ser lembrado como alguém que inspirou pessoas e construiu um ambiente onde a transformação foi vivida de dentro para fora.

Fabio Mader assume sem promessas vazias e sem discursos de impacto fácil. Assume com método, sensibilidade e convicção. E deixa claro, desde o primeiro dia, que seu maior desafio não é apenas fazer a CVC crescer, mas fazer com que todos cresçam junto com ela.

Quem foram os últimos CEOs da CVC: relembre a linha do tempo da liderança da operadora

Ao longo dos últimos anos, a CVC viveu uma intensa movimentação em seu comando executivo. Em meio a desafios como a pandemia, reestruturações internas e a retomada do crescimento, a operadora teve diferentes perfis de liderança à frente do negócio.

OS ÚLTIMOS CEOS DA CVC:

Fabio Mader (2026 – atual)

Prata da casa, Mader chega ao cargo máximo da companhia após quase 15 anos de atuação somada na CVC

Corp. Assume com a missão de dar continuidade ao processo de transformação, fortalecer a operação e impulsionar uma nova fase de crescimento.

Fabio Godinho (2023 – 2026)

Esteve à frente da empresa em um período de reorganização e estabilização pós-pandemia. Trabalhou na recuperação operacional e no reposicionamento estratégico da marca no mercado. O homem do ‘turnaround’.

Leonel Andrade (2020 – 2023)

Comandou a CVC durante o momento mais crítico da história recente do turismo: a pandemia da Covid-19. Liderou uma profunda reestruturação, com foco em eficiência, redução de custos e revisão do modelo de negócios.

Luiz Fernando Fogaça (2019 –2020)

Assumiu em meio a uma crise institucional e financeira, marcada por problemas contábeis e de

governança. Sua gestão foi curta, mas decisiva para iniciar o processo de reorganização interna.

Com diferentes perfis e desafios, esses executivos ajudaram a moldar os rumos da CVC em uma das fases mais dinâmicas de sua história, marcada por crises, reinvenção e busca por um novo ciclo de crescimento sustentável. Agora, Mader apostará numa estratégia estruturada em cinco pilares interconectados.

Fabio Mader, CEO da CVC
Luiz Fernando Fogaça
Leonel Andrade
Fabio Godinho
Fabio Mader

O que esperar para o setor em 2026? Confira quais pautas influenciarão o turismo ao longo do ano

Eventos, política, acordos e aquisições estão entre os principais assuntos que prometem movimentar os próximos 12 meses

Beatriz do Vale

O ano de 2026 promete um ritmo bem agitado para o turismo com muitas pautas decisivas e outras para sair do papel, que podem mudar bastante o cenário do setor. O Mercado & Eventos acompanha todos os assuntos de perto, seja nacional ou internacional, que impactam o viajante brasileiro. Confira abaixo os principais destaques que devemos ficar de olho neste novo ano:

COPA DO MUNDO

A realização da Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México, com jogos entre junho e julho de 2026, terá forte pressão sobre preços de passagens e hospedagem, aumento da demanda por voos para América do Norte e impacto em políticas de visto, especialmente para brasileiros.

ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS NO BRASIL

As eleições gerais em outubro de 2026 tendem a desacelerar decisões estruturais, causar incertezas sobre orçamento, políticas públicas e programas de incentivo ao turismo. Há certa expectativa do mercado em relação à continuidade ou mudança de diretrizes no setor.

EMBRATUR

Este ano também ocorre a saída de Marcelo Freixo, hoje presidente da Embratur. Marcelo deve entregar o cargo ainda no primeiro semestre do ano. Ainda não há nomes cogitados para ocupar seu lugar, mas ao menos em um primeiro momento,

o órgão pode ganhar a liderança de profissionais que já fazem parte da equipe de Marcelo.

A presidência da Embratur é uma nomeação do presidente da República, e mudanças costumam acontecer por decisão política ou por escolha do próprio gestor. Não há eleição interna: a nomeação é feita e publicada oficialmente, passando a valer após publicação no Diário Oficial.

A saída do presidente da Embratur pode alterar a linha de promoção internacional do Brasil, que tem registrado recordes históricos de visitantes estrangeiros e campanhas robustas com o Plano Brasis.

MTUR

Em dezembro de 2025, Gustavo Feliciano foi nomeado como novo ministro do Turismo, sucedendo Celso Sabino. Com experiência como secretário de Turismo estadual e na gestão pública, sua nomeação foi vista como parte de articulações políticas visando fortalecer a base governista no Congresso, com apoio de líderes partidários importantes. Como prioridade para 2026, ele pretende: dar continuidade na promoção internacional; seguir com o Plano Brasis; integrar grandes eventos globais; consolidar recordes de fluxo turístico.

SAÍDA DA AZUL DO CHAPTER 11

O processo de recuperação judicial da Azul nos EUA tem conclusão prevista para 2026. Uma reestruturação financeira que pode impactar tarifas e oferta de assentos, redefinição de rotas nacionais e internacionais, e entrada de investidores estratégicos altera o equilíbrio do mercado aéreo brasileiro.

Vale também ressaltar que está em pauta a entrada da United Airlines no capital da Azul. Uma operação que envolve a aquisição, pela United Airlines, de cerca de US$ 100 milhões em ações ordinárias da Azul. Com isso, a participação econômica da companhia norte-americana na aérea brasileira passaria de 2,02% para aproximadamente 8%.

PARCERIA CASAS BAHIA E CVC

Uma parceria entre as empresas está em operação para venda de viagens no varejo. Com isso, o setor do turismo poderá obter uma ampliação do acesso a pacotes turísticos, um novo modelo de distribuição no mercado, e impacto direto no comportamento do consumidor e no papel das agências tradicionais.

PRIVATIZAÇÃO PARCIAL DA TAP AIR PORTUGAL

A TAP é peça-chave na ligação Brasil-Europa. O processo de venda de até 49,9% da TAP para grupos como Lufthansa, IAG ou Air France-KLM, com expectativa de definição ainda este ano, pode trazer alterações de rotas, frequências e estratégias, além de um impacto direto no fluxo de turistas brasileiros e europeus.

REFORMA TRIBUTÁRIA E EFEITOS PRÁTICOS NO TURISMO

A implementação da reforma tributária pode causar mudanças na carga tributária de serviços turísticos, impactar em preços de pacotes, hotelaria, agências e operadoras, além de trazer incertezas no planejamento financeiro do setor.

JOGOS DE AZAR E CASSINOS

A possibilidade de votação do PL federal, que legaliza cassinos e jogos de azar, deve acontecer antes das eleições de 2026. Uma medida que traz movimentações locais (leis municipais para resorts e cassinos no interior paulista), debate econômico sobre arrecadação bilionária e impacto no turismo e hotelaria.

MUDANÇAS E AJUSTES NAS POLÍTICAS DE VISTOS

Estão previstas revisões e ajustes em regras de entrada em países-chave, como EUA e União Europeia. Exigências de visto que podem influenciar na decisão de viajar devido aos custos e burocracia, tendo como consequência o redirecionamento dos fluxos turísticos.

DEBATE SOBRE REGRAS DA CIDADANIA ITALIANA

Este ano terá continuidade o debate político e jurídico sobre limites e critérios para concessão de cidadania italiana, que impactam diretamente nas viagens longas à Itália, por turistas que são ligados à ancestralidade, principalmente brasileiros.

3ª CÚPULA DE TURISMO DA ONU

A reunião internacional que reúne líderes para discutir cooperação entre as Américas e África, com foco em desenvolvimento sustentável e promoção do turismo acontecerá no Rio de Janeiro. Está em jogo o impacto diplomático e mobilização de voos diretos entre continentes e implicações para promoção internacional do destino Brasil.

Política, acordos, eventos e muito mais prometem impactar as viagens do brasileiro

Expansões e calendário reposicionam os parques em 2026

Setor amadurece, ganha previsibilidade e muda o jeito de vender entretenimento, com um olhar mais atento ao papel do agente de viagens

Depois de um 2025 mais voltado a ajustes, organização interna e preparação do mercado, o setor de parques temáticos entra em 2026 vivendo um novo momento. O próximo ano marca uma virada clara na forma de planejar viagens, distribuir o calendário, vender ingressos e construir experiências mais longas e completas. Disney, Beto Carrero, Hopi Hari, United Parks e Universal chegam a esse novo ciclo com estratégias bem definidas, investimentos contínuos e um olhar mais atento para o público familiar e para o papel do agente de viagens.

No Brasil, o Beto Carrero World encerrou 2025 em um dos períodos mais sólidos de sua história. O parque manteve crescimento sustentado, impulsionado por lançamentos recentes e por uma estratégia consistente de diversificação de experiências. Para 2026, o principal destaque é a criação de uma nova área temática da Galinha Pintadinha, voltada especialmente para crianças pequenas, com atrações, show musical, loja e encontros com personagens. O movimento reforça o posicionamento familiar do parque e se soma a investimentos constantes em infraestrutura, gastronomia, tecnologia e melhorias em áreas já existentes. A revisão da política de gratuidade e de preços também faz parte de um reposicionamento alinhado às práticas internacionais, com foco no controle de público e na qualidade da experiência.

A Disney entra em 2026 após um ano dedicado a preparar o mercado para um portfólio mais complexo. Em 2025, o foco foi capacitar o trade, ampliar a presença no Brasil e ajustar a estratégia comercial para um ciclo intenso de entregas. O próximo ano marca um ponto de inflexão no Walt Disney World, com reformas relevantes, novas atrações e grandes expansões. O Magic Kingdom passa por mudanças estruturais, incluindo a modernização da Big Thunder Mountain,

a requalificação do Buzz Lightyear e o avanço de projetos como a área de Carros e a aguardada Villains Land. O Hollywood Studios recebe novas narrativas, experiências ligadas a Star Wars e uma nova área dedicada à animação. O Epcot mantém sua força com festivais que ocupam mais de 200 dias do calendário, enquanto o Animal Kingdom avança para uma nova fase, preparando terreno para transformações maiores nos próximos anos. Tudo isso impacta diretamente o tempo de permanência, o ticket médio e a forma de vender o destino.

O Hopi Hari vive um momento de recuperação e crescimento consistente. Entre 2024 e 2025, o parque cresceu quase 25% em público, impulsionado por eventos sazonais fortes e ações que ampliaram o alcance para além dos nichos tradicionais. As críticas relacionadas a filas e organização entraram no radar e já fazem parte de um plano contínuo de melhorias, com reformas, ampliação de espaços, avanços em conectividade e projetos futuros ligados à tecnologia. Para 2026, a expectativa é manter o ritmo, crescer cerca de 20% e apresentar novidades dentro de um planejamento iniciado ainda em 2022.

A United Parks chega a 2026 consolidando uma mudança importante no perfil dos seus parques. Sem abrir mão das atrações radicais, o grupo ampliou de forma clara a oferta voltada às famílias. No SeaWorld Orlando, novas atrações familiares e experiências indoor ganham protagonismo, com destaque para a SEAQuest: Legends of the Deep. No Busch Gardens Tampa Bay, a inauguração de novos habitats de animais reforça a proposta multigeracional. O calendário de eventos também ganha peso como ferramenta de recorrência e venda, enquanto o relacionamento com o trade brasileiro se fortalece por meio de treinamentos e ações de capacitação.

Já a Universal vive o maior momento de transformação de sua história recente. A inauguração do

Epic Universe, em 2025, reposicionou completamente o Universal Orlando Resort, que deixa de ser complemento e passa a ser eixo central da viagem. Em 2026, a empresa lança o Universal All Parks Ticket, pensado para o público internacional, incentiva estadias mais longas e reforça o papel consultivo do agente de viagens. Fora da Flórida, o grupo avança com novas atrações na Califórnia, a abertura do Universal Kids Resort no Texas, experiências permanentes em Las

Vegas e o desenvolvimento concreto do Universal Studios UK, com obras previstas para começar em 2026 e abertura estimada para 2031. O cenário que se desenha é claro. 2026 não é apenas um ano de novidades, mas o início de um novo ciclo para o setor de parques temáticos. Um ciclo mais integrado, com calendário estratégico, foco em famílias e um mercado que exige cada vez mais planejamento, informação e curadoria na hora de vender entretenimento.

Segurança orienta decisões antes de novos investimentos no Hopi Hari
Mudança vale só na Califórnia; Flórida segue com versão original do parque
A inauguração do Epic Universe, em 2025, reposicionou completamente o Universal Orlando Resort
Foto:

Copa do Mundo de 2026 antecipa corrida por viagens e redesenha o turismo internacional

Procura recorde por ingressos antecipa alta temporada nos EUA em 2026

Felipe Abílio

A Copa do Mundo de 2026 começa a redesenhar o mapa do turismo internacional com mais de um ano de antecedência. Em pouco mais de um mês de vendas por sorteio, a Fifa registrou mais de 500 milhões de pedidos de ingressos, um recorde histórico que antecipa não apenas a dimensão esportiva do torneio, mas também o impacto direto sobre viagens, hospedagem, transporte e serviços turísticos nos três países-sede: Estados Unidos, México e Canadá.

A fase inicial de comercialização foi encerrada em 13 de janeiro e a entidade informou que começa a comunicar os torcedores sobre a alocação dos ingressos a partir de 5 de fevereiro, após a verificação dos critérios de inscrição e limites por país. Durante o período, a média foi de 15 milhões de solicitações por dia, todas validadas por dados de cartão de crédito, o que indica intenção real de deslocamento e consumo turístico.

Marcada para acontecer entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, a próxima edição do Mundial será a mais longa da história. Serão 38 dias de competição, com 48 seleções, 104 partidas e jogos distribuídos em 16 cidades-sede na América do Norte. A abertura será no Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto a final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York. O novo formato amplia não apenas o número de partidas, mas também o tempo de permanência dos turistas nos destinos. Na prática, isso se traduz em estadias mais longas, maior circulação entre cidades-sede e uma relação diferente do visitante com o território, que passa a enxergar a Copa como parte de uma viagem mais ampla, e não como um evento isolado.

Além dos países anfitriões, a maior parte dos pedidos de in -

gressos veio de torcedores da Alemanha, Inglaterra, Brasil, Portugal, Argentina e Colômbia. Entre os jogos mais requisitados até agora estão o confronto entre Colômbia e Portugal, a partida de abertura entre México e África do Sul, o duelo entre México e Coreia do Sul, em Guadalajara, e um jogo das oitavas de final em Toronto.

Esses dados funcionam como um termômetro antecipado para o setor de turismo. A concentração da demanda ajuda a mapear fluxos, pressionar a oferta hoteleira em determinadas cidades e antecipar ajustes em malha aérea, preços e disponibilidade de serviços.

ESTADOS UNIDOS

CONCENTRAM ATENÇÃO DO TURISMO INTERNACIONAL Embora a Copa seja realizada em três países, os Estados Unidos concentram a maior parte das partidas

e, consequentemente, do interesse turístico. O país sediará confrontos decisivos, semifinais e a final, além de jogos de fase de grupos com seleções de grande apelo global.

Cidades como Miami e Nova York, já bastante presentes no roteiro dos brasileiros, ganham ainda mais protagonismo durante o torneio. Miami receberá sete jogos, incluindo a disputa do terceiro lugar, no Hard Rock Stadium, que durante a Copa será chamado de Miami Stadium. A final será disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, com capacidade para mais de 82 mil pessoas.

Para o turista brasileiro, esse desenho favorece a construção de roteiros flexíveis, que combinam futebol com lazer urbano. Compras, gastronomia, parques temáticos e experiências culturais passam a fazer parte do pacote, transformando a Copa em uma viagem multifacetada.

O Brasil está no Grupo C e estreia no dia 13 de junho, contra o Marrocos, em Nova York. Na sequência, enfrenta o Haiti no dia 19 de junho, às 22h, e a Escócia no dia 24 de junho, às 19h. Os jogos acontecerão em Nova Jersey, Filadélfia e Miami, facilitando o deslocamento interno e a integração entre destinos. A definição de Nova Jersey como base da seleção brasileira reforça essa lógica logística. A delegação ficará concentrada na região durante toda a competição, com treinos no Columbia Park, centro do RB New York, em Morristown, e hospedagem em Basking Ridge. A escolha considerou fatores como proximidade com os estádios, qualidade da infraestrutura e adaptação ao fuso horário.

FUTEBOL, LAZER E PLANEJAMENTO ANTECIPADO Para o brasileiro, a Copa do Mundo de 2026 representa mais do que a possibilidade de acompanhar jogos in loco. O torneio surge como um gatilho para viagens mais longas, planejadas e diversificadas.

Segundo Orlando David Theodoro, CEO da Tio Orlando Viagens, o interesse já é visível entre os clientes. “A Copa do Mundo é, por si só, um evento que mexe com a paixão do brasileiro. Quando ela acontece em um destino que já é sonho de viagem, como os Estados Unidos, o interesse cresce ainda mais”, afirma.

De acordo com ele, muitos turistas já desenham roteiros que unem partidas da Copa em cidades-sede com alguns dias em Orlando, aproveitando parques, compras e atrações. “Não é só o ingresso que conta. Em períodos como esse, falamos de alta demanda por voos, hotéis, seguro viagem, deslocamentos entre cidades-sede e até atrações locais. Quem se organiza com antecedência consegue melhores opções”, diz.

A Fifa informou que agora analisa os pedidos feitos durante a fase de sorteio, respeitando critérios de inscrição e limites por país, antes da alocação definitiva dos ingressos. A comunicação aos torcedores começa em 5 de fevereiro. Em dezembro, a entidade também anunciou a criação de uma categoria de ingressos com valores reduzidos, após críticas aos preços praticados inicialmente.

Enquanto o calendário avança, a Copa do Mundo de 2026 já cumpre um papel claro fora dos gramados. O torneio antecipa decisões de viagem, movimenta destinos e reposiciona os Estados Unidos como um dos principais pólos do turismo esportivo global, em uma edição que promete ser histórica não apenas pelo futebol, mas pela experiência completa que oferece ao viajante.

A Copa do Mundo promete movimentar o turismo neste ano de 2026
Futebol vira gatilho de viagem e faz da Copa de 2026 um fenômeno turístico
Foto: Freepik
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Florida Huddle confirma presença de 13 operadoras brasileiras

Evento reúne hotéis, parques, atrações, destinos e serviços turísticos em rodadas de negócios e encontros estratégicos

Felipe Abílio

O Florida Huddle 2026 já tem data, local e uma lista relevante de operadoras brasileiras confirmadas. O evento acontece entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2026, no Hilton Orlando, na cidade que é considerada a capital mundial dos parques temáticos. Ao todo, 13 operadoras do Brasil vão participar da feira, que é uma das mais importantes do calendário turístico da Flórida.

Reconhecido como o principal encontro entre destinos do estado e operadores de turismo do mundo todo, o Florida Huddle reúne hotéis, parques, atrações, destinos e serviços turísticos em rodadas de negócios e encontros estratégicos. A proposta é simples: fortalecer a presença da Flórida nos principais mercados emissores e atualizar o trade sobre tudo o que vem por aí no Sunshine State.

O evento é considerado uma vitrine estratégica para quem trabalha com Estados Unidos, especialmente para quem vende Orlando e outros destinos da Flórida de forma recorrente. Além das rodadas de negócios, a programação costuma incluir apresentações sobre tendências, novos produtos e movimentos do turismo no estado.

Realizado anualmente, o Florida Huddle se consolidou como um espaço onde decisões comerciais importantes são tomadas e onde operadoras conseguem acesso direto a fornecedores e destinos, em um ambiente mais focado em conteúdo e relacionamento do que em grandes anúncios.

As empresas brasileiras confirmadas são:

Abreutur Viagens e Turismo

Agaxtur Viagens

Azul Viagens

BestBuy Travel

CVC Corp

Diversa Turismo

EHTL Group

EZLink

FRT Operadora

Interep

Magic Blue Turismo

OFB Operadora

Orinter Tour & Travel

IA, destinos inteligentes e sustentabilidade: o que esperar da Fitur TechY 2026

Evento acontece de 21 a 23 de janeiro, no Pavilhão do Conhecimento da IFEMA Madrid

A Fitur TechY 2026 chega à sua 20ª edição consolidada como um dos principais espaços de reflexão sobre o futuro do turismo. De 21 a 23 de janeiro, no Pavilhão do Conhecimento da IFEMA Madrid, o fórum coloca em pauta como a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, pode deixar de ser promessa e se tornar aliada real de empresas, destinos e pessoas.

Com o lema “De Robô a Aliado”, a proposta é clara: discutir inovação sem glamour excessivo, focando em aplicações práticas, impacto no negócio e no dia a dia de quem opera o turismo. A programação reúne empresários, gestores públicos, executivos do setor hoteleiro e especialistas internacionais em tecnologia, branding, dados e sustentabilidade.

Entre os nomes confirmados estão Lasse Rouhiainen, Pau Garcia-Milà, Stefan Junestrand, Jon Hernández, Nira Juanco, Lorena Nieto, Pedro López Antépara e Andy Stalman, além de representantes de grandes empresas de tecnologia, hotelaria, aviação e entretenimento. O evento tem patrocínio principal da Cajamar e apoio de Orange Empresas e Enovam.

O fórum será dividido em quatro grandes eixos. No TechYnegócio, o foco está no impacto real da IA no turismo, passando por reputação digital, novas

economias, experiência do cliente e requalificação profissional. A abertura será conduzida por Fede Fuster, presidente do ITH, seguida de debates com lideranças do setor hoteleiro e de consultoria.

Já o TechYdestino discute como a competitividade digital virou ferramenta estratégica para sustentabilidade e governança. Um dos destaques é a apresentação do modelo chileno de Inteligência Turística Aplicada, além de debates sobre Turismo Azul e gestão de destinos costeiros. O espaço também recebe os AMT Smart Destinations Awards, que premiam iniciativas inovadoras no setor.

O TechYfuturo aposta em olhar mais adiante. A conferência “Artificial Architecture: How AI, Robotics & Mixed Reality Transform Experiences in Cities and Buildings”, com Stefan Junestrand, deve provocar reflexões sobre como cidades e hotéis estão sendo redesenhados a partir da tecnologia e da experiência do usuário.

Encerrando a programação, o TechYsustentabilidade reforça que inovação sem responsabilidade social e ambiental não se sustenta. O fórum discute economia circular, convivência nos destinos, branding responsável e o papel das empresas turísticas na regeneração de territórios e apoio às comunidades locais.

Além dos debates, a Fitur TechY

2026 contará com o ITH Lab, espaço voltado ao networking e à experimentação, com demonstrações de robótica, realidade virtual e soluções aplicadas ao turismo, do buffet robotizado à biotecnologia.

Ao completar duas décadas, a Fitur TechY deixa claro que o futuro do turismo passa menos por discursos grandiosos e mais por decisões conscientes, tecnologia bem aplicada e uma visão mais humana do setor.

Orlando recebe um dos encontros mais estratégicos do turismo internacional
Fórum reúne especialistas globais para falar de tecnologia aplicada ao dia a dia
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CLIA – Josh Weinstein, presidente e CEO da Carnival Corporation & plc, foi nomeado Chairman (presidente) do Global Executive Committee da Cruise Lines International Association (Clia) para o biênio 2026–2027, sucedendo Jason Liberty, da Royal Caribbean Group.

CATIVA – A Cativa Operadora anunciou o retorno de Alexandre Gomes ao seu time, após quatro anos, novamente como executivo de contas da Baixada Santista. Já Alex Moraes, que já integrava o time como executivo de contas, foi promovido a coordenador comercial das regiões Norte e Nordeste. As movimentações integram a estratégia da empresa de fortalecer a atuação nacional e ampliar a proximidade com as agências de viagens parceiras em mercados estratégicos.

CONEXTRAVEL – A Avianca anunciou a contratação de Felipe Gutierrez Forero como diretor de Operações (Chief Operating Officer). O executivo será responsável por garantir a excelência e a eficiência operacional, mantendo os mais altos padrões de segurança que caracterizam a companhia aérea e cumprindo a promessa de valor aos seus clientes.

EMPROTUR - Nayara Santana, diretora de Promoção Turística da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur), anunciou, via redes sociais, sua demissão do cargo em 8 de janeiro, encerrando 11 anos de atuação na instituição do Rio Grande do Norte.

RCA – A RCA anunciou mudanças em seu quadro de gerentes. A informação foi divulgada por Fábio da Fonseca Craveiro, diretor de Atendimento, e Rogério Vallio Leites, diretor de Planejamento da empresa.

AZUL - Na Azul a novidade é a chegada de Ricardo Andrez como novo diretor de Marketing. O executivo passa a integrar o time com a missão de fortalecer a estratégia de marca, comunicação e relacionamento com clientes em um momento de constante evolução do setor aéreo.

TOUR HOUSE – A Tour House Viagens Corporativas anunciou uma transição planejada em sua liderança executiva em um movimento que reforça maturidade de governança e continuidade estratégica. Gian Terhoch, sócio da companhia e até então Chief Operating Officer (COO), assume a posição de CEO.

BONDINHOS CANELA - O Bondinhos Canela anunciou mudanças em sua estrutura de gestão para o início de 2026, como parte de uma estratégia voltada ao crescimento e à qualificação da experiência oferecida ao público. Evandro Valentini assumiu a gerência geral da atração, uma das mais visitadas da Serra Gaúcha.

AGENDA | PRÓXIMOS EVENTOS

FITUR 2026

A Feira Internacional de Turismo (Fitur) abre o ano de 21 a 25 de janeiro de 2026, no Ifema Madrid. Considerada a maior feira de turismo do mundo, a FITUR 2026 tem uma expectativa ambiciosa: receber cerca de 255 mil visitantes profissionais de 156 países. Para coroar o evento, o México foi escolhido como o país convidado desta edição.

FLORIDA HUDDLE 2026

Uma das mais importantes feiras de turismo dos Estados Unidos reuniu compradores e imprensa entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2026, no Hilton Orlando, na Flórida, promovendo networking estratégico e oportunidades de negócios.

ANATO 2026

A Vitrine Turística Anato 2026 já tem data marcada: o evento acontecerá de quarta-feira, 25, a sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, no Centro Internacional de Negócios e Exposições Corferias, em Bogotá.

BTL 2026

Com previsão de receber mais de 80 mil participantes ao longo de cinco dias, a BTL 2026 será realizada de 25 de fevereiro a 1º de março, no FIL, em Lisboa. O evento deve reunir mais de 1,5 mil expositores e promover cerca de 600 atividades e apresentações.

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