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Vela

Travessia Horta-Madalena-Horta em Access 2.3

Libério Santos Entra para a História

Libério Santos, velejador do Clube Naval da Horta, estabeleceu no passado dia 17 de Dezembro o recorde da ligação Horta-Madalena-Horta num Access 2.3, completando o percurso em 2 horas, 34 minutos e 21 segundos.

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o Clube Naval da Horta o dia 17 de Dezembro é de festa e ficará para a história, com o recorde

pessoal conseguido pelo velejador Libério Santos, da Classe Access 2.3. Tal como foi divulgado o atleta do CNH propunha-se fa-

zer Horta-Madalena-Horta no menor tempo possível. Mesmo sem as condições ideais, a proeza foi alcançada em 2 horas e 34 minutos.

Libério Santos fez história 2

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“Correu bem e estou satisfeito. Apesar de a viagem Madalena/Horta ter sido mais difícil, com mais vento o que fez com que entrasse água no barco obrigando-me a parar para retirá-la, pensava que no total ia levar mais tempo. Foi rápido”. É assim que o velejador define este desafio que considera como “um recorde”, sublinhando que está pronto para repetir a iniciativa. Libério Santos, visivelmente orgulhoso de si próprio, fez questão de agradecer o apoio do seu Treinador, João Duarte, bem como de todos os dirigentes e membros do Clube Naval da Horta que o acompanharam e motivaram neste desafio. Á chegada, o treinador João Duarte, caracterizava este desafio como tendo sido “uma maravilha, num dia com sol”. Apesar de considerar que se tra-


Vela

Como as condições do mar não estavam boas, foi necessário parar várias vezes para tirar a água

Libério Santos na travessia Horta-Madalena tou de “uma prova durinha”, João Duarte realça que “o estado de espírito do velejador foi sempre muito bom e que o percurso não podia ter corrido melhor”. A 1ª perna (Horta/ Madalena) foi feita numa hora e 20 minutos e a 2ª (Madalena/ Horta) numa hora e 14 minutos. Até ao Pico o vento soprou com a intensidade de 12/13 nós, ao passo que no regresso ao Faial aumentou de intensidade, com rajadas de cerca de 18 nós. “Na viagem do Pico para o Faial apanhámos vento por trás e muita ondulação, o que fez com que o Libério tenha parado por diversas vezes para retirar água da embarcação”, explica o Treinador. Recorde-se que esta iniciativa do CNH visou comemorar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que se assinalou no dia 3 de Dezembro. No entanto, as desfavoráveis condições climatéricas não permitiram que o Sprint tivesse sido realizado nessa data, pelo que

se concretizou só no dia 17. Relativamente à importância deste evento, João Duarte salienta que “representa claramente a superação da pessoa com deficiência, que revela coragem e determinação, sendo sinal de inclusão e afirmação da pessoa em si”. “É a prova de que todos são capazes de ir mais longe, testando os seus limites”, frisa este Técnico em Educação Especial e Reabilitação. O Treinador de Vela da Classe Access do CNH explica que esta iniciativa foi o cumprimento de uma promessa feita aquando da realização do Campeonato Nacional da Classe Access em Viana do Castelo, no ano de 2013, em que foi acordado que o melhor velejador em prova seria o primeiro a enfrentar este desafio. No entender do Presidente da Direcção do CNH, José Decq Mota, que fez questão de acompanhar o atleta, “o Sprint

correu bem”. Quanto ao tempo, afirma que “as condições no Canal estavam no limite” e que “a ondulação, com vento e maré, intensificou-se na viagem de regresso, o que fez com que o Libério se tenha molhado”. O facto de o vento ter crescido entre a Madalena e a Horta provocou diversas paragens. Por isso, José Decq Mota não tem dúvidas em afirmar que “o tempo realizado poderia ter sido menor, em cerca de 20 minutos”. O Presidente da Direcção do CNH congratula-se com “a vontade e desempenho deste atleta” e diz que “ainda bem que não se desistiu de fazer o Sprint, apesar das condições, onde o frio foi uma constante”. De realçar que nos Açores, Libério Santos foi o primeiro atleta da Classe Access a conseguir realizar uma iniciativa deste género.

“O objectivo agora é ir tentando bater o tempo que este velejador alcançou. Por isso, dentro das regras existentes, quem quiser pode inscreverse para tentar bater recordes”, salienta este Dirigente. De realçar que atletas de diversas Classes do Clube Naval da Horta já realizaram Sprints em anos anteriores, seguindo este recorde uma linha de continuidade nesta instituição. O percurso, que teve o seu início por volta das 08h45, contou com o apoio da lancha “Walkiria” em termos de segurança e onde seguia o Presidente da Direcção; e dos semi-rígidos “Piloto João Lucas” onde ia o Treinador João Duarte, figura central de motivação e confiança do velejador; e “Tabarly”, onde seguia o Júri do Sprint, Luís Paulo Moniz e o terapeuta ocupacional da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes da Ilha do Faial (APADIF), Nilzo Fialho.

Libério Santos à largada da Horta 2015 Janeiro 337

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Vela

1ª Prova do Campeonato da Madeira na Vela Ligeira - BRISA

João Rodrigues Vence em Casa O Centro de Treino de Mar em coorganização com a Associação Regional de Vela realizou a primeira prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira – Brisa. A baía do Funchal foi palco para a prova que iniciou o Campeonato da Madeira de Vela Ligeira

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o sábado as condições climatéricas foram adversas, com o vento muito instável de direcção e a soprar até aos 15 nós, vindo a diminuir ao longo da tarde, viabilizando o cumprimento do programa de regatas. No domingo a intensidade de vento andou pelos 8 nós de intensidade máxima do quadrante sul, com condições excelentes de mar. Participaram cerca de oito dezenas de velejadores, de todas as classes de Vela Ligeira. A cerimónia de entrega de prémios foi realizada na sede do Centro Treino Mar por volta das 18h30, seguido de um lanche convívio. Na classe Optimist, no escalão infantil, Daniel Franco, do Iate Clube de Santa Cruz, 4

João Rodrigues

venceu seguido de Vasco Soares e Mário Soares ambos da Associação Náutica da Madeira. Ainda na mesma classe, no escalão juvenil, triunfo de Pedro Abreu, do Clube Naval do Funchal, com Pedro Baltazar, também do Clube Naval do Funchal e Guilherme Jesus do Iate Clube de Santa Cruz, a serem 2º e 3º. Gonçalo Vieira, do Iate Clube de Santa Cruz, foi vencedor na classe Laser 4.7, seguido de Inês Freitas, do Clube Naval do Funchal e de Luís Fernandes, do Iate Clube de Santa Cruz. Na Classe Laser Radial, Alexandre Casimiro, Lourenço Cardoso e Francisco Correia todos do Clube Naval do Funchal preencheram o pódio. Na Classe Techno 293, João Abreu do Centro Treino Mar foi o vencedor, seguindose Rodrigo Ferreira também do

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Centro Treino Mar. Na mesma Classe no escalão Júnior Francisco José, do Clube Naval do Funchal atingiu o primeiro lugar, seguindo-se Margarida Rodrigues do Centro Treino Mar. Na Classe RS:X, João Rodrigues, do Centro Treino Mar chegou ao primeiro lugar, seguido de Guilherme Marques do Clube Naval do Funchal. Na classe Raceboard, o primeiro lugar pertenceu ao Centro de Treino Mar com João Rodrigues, seguindo-se Filipe Caires também do Centro Treino Mar e Guilherme Marques do Clube Naval do Funchal. José António Gouveia, treinador do Centro Treino Mar elogiou o regresso da rampa de acesso ao mar e todo o espaço envolvente, possibilitando uma imagem agradável a todos e principalmente uma

melhor prática da modalidade, daí verificar-se um crescente número de inscritos na classe Optimist, atingindo cerca de meia centena de jovens praticantes. Paralelamente a esta classe de formação, a classe Techno 293 teve uma adesão de 8 pranchas em prova.

Na 2ª Prova a Baía do Funchal em Festa

A Associação Náutica da Madeira em coorganização com a Associação Regional de Vela realizou a segunda prova do Campeonato da Madeira de Vela Ligeira – Brisa – VolvoCars - ANM. A baía do Funchal foi palco para a prova que contou com a participação de cerca de 7 dezenas de embarcações. No


Vela

sábado, o vento soprou de sudeste com 7 a 10 nós. No domingo, a intensidade aumentou e a exigência da prova também, com ventos de nordeste de 15 a 20 nós. A comissão de regatas e a organização optaram por realizarem apenas 1 regata no derradeiro dia. Esta foi a primeira prova de apuramento regional para a classe Optimist. A cerimónia de entrega de prémios realizou-se na sede da Associação Náutica da Madeira por volta das 18h30, seguida de um lanche convívio. Na classe Optimist Infantil, Mário Soares, da Associação Náutica da Madeira, foi o vencedor seguido de Vasco Soares, também da Associação Náutica da Madeira e de Ruben Camacho, do Iate Clube de Santa Cruz. No escalão Juvenil, venceu Illia Shiaktsitsau, do Iate Clube de Santa Cruz. Pedro Abreu e Gonçalo Gomes, ambos do Clube Naval do Funchal, foram 2º e 3º. Nos Laser 4.7 domínio total do Iate Clube de Santa Cruz que ocupou os três lugares de pódio através de Gonçalo Vieira, Luís Fernandes e Carlos Monteiro. Em Laser Radial, Lourenço Cardoso, do Clube Naval do Funchal, venceu. João Monteiro, do Iate Clube de Santa Cruz e Alexandre Casimiro, do Clube Naval do Funchal, foram 2º e 3º. Em Techno 293 Juvenil, João Abreu do Centro Treino Mar foi o vencedor, seguindo-se Gonçalo Paulo, do Clube Naval do Funchal e Rodrigo Ferreira, do Centro Treino Mar. Na mesma Classe no escalão Júnior Margarida Rodrigues, do Centro Treino Mar atingiu o primeiro lugar, superando Francisco

José, do Clube Naval do Funchal e Ricardo Cordeiro, também do Clube Naval do Funchal. Na classe Raceboard, o primeiro lugar pertenceu ao Clube Naval do Funchal com Guilherme Marques, seguindose Manuel Palermo e João Gomes ambos do Centro Treino Mar. Na classe 420, triunfo de Ricardo Quaresma/Margarida Sousa, da Associação Náutica da Madeira. Luís Fraga/António Ornelas, do Clube Naval do Funchal, foram 2º e Francisco Gouveia/Hugo Jardim, do Iate Clube de Santa Cruz, terminaram na 3ª posição.

Regata de optimist

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Vela

2ª Prova do Campeonato do Algarve

Daniela Miranda em Destaque O Clube Naval de Portimão organizou a 2ª Prova do Campeonato do Algarve, que contou com a participação de cerca de 90 velejadores.

Daniela Miranda

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aniela Miranda, da Associação Naval do Guadiana, foi a vencedora em Optimist Juvenis superando Afonso Rodrigues, do Ginásio Clube Naval de Faro e Tomás Quitéria, do Clube de Vela de Lagos. Em Optimist Infantis, triunfo de Luís Gonçalves, da Associação Naval do Guadiana com Tiago Marques, do Grupo Naval de Olhão e Guilherme Quitéria, do

Clube de Vela de Lagos a serem 2º e 3º, respectivamente. Em Laser 4.7, domínio do Clube Naval de Portimão que ficou com os dois primeiros postos através de Rodrigo Correia e Francisco Farinha. Paulo Marta, do Grupo Naval de Olhão, foi terceiro. João Rodrigues, do Clube de Vela de Lagos foi primeiro em Laser Radial. Gustavo Calado, do Grupo Naval de

Associação Naval do Guadiana vence 2ª prova do Campeonato do Algarve 6

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Olhão e Sidney Hughes, Ginásio Clube Naval de Faro, ocuparam os restantes lugares no pódio. Finalmente, na Formula Windsurfing, Miguel Martinho,

do Clube Naval de Portimão, Vasco Chaveca, também do Clube Naval de Portimão e Bruno Bértolo, Alhandra Sporting Club foram os três primeiros classificados.

Pódios da 2ª Prova

Optimist Infantis (13) 1. Luís Gonçalves (ANGuadiana) – 4 pontos 2. Tiago Marques (GNOlhão) – 6 pts 3. Guilherme Quitéria (CVLagos) – 9 pts Optimist Juvenis (54) 1. Daniela Miranda (ANGuadiana) – 6 pontos 2. Afonso Rodrigues (GCNFaro) – 6 pts 3. Tomás Quitéria (CVLagos) – 8 pts  Laser 4.7 (7) 1. Rodrigo Correia (CNPortimão) – 4 pontos 2. Francisco Farinha (CNPortimão) – 5 pts 3. Paulo Marta (GNOlhão) – 9 pts  Laser Radial (5) 1. João Rodrigues (CVLagos) – 3 pontos 2. Gustavo Calado (GNOlhão) – 6 pts 3. Sidney Hughes (GCNFaro) – 9 pts  Formula windsurfing (8) 1. Miguel Martinho (CNPortimão) – 3 pontos 2. Vasco Chaveca (CNPortimão) – 6 pts 3. Bruno Bertholo (ASC) – 12 pts


Vela

GAES 39ª Christmans Race

Frederico Melo no Pódio

Fotografia: AlfredFarre.com

Frederico Melo, do Clube Naval de Cascais, terminou na 3ª posição da classe Finn a 39ª Christmas Race, prova que decorreu em Palamós, Espanha.

Frederico Melo

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rederico Melo acabou o ano de 2014 no pódio. Em Palamós, na tradicional Christmas Race, o velejador nacional foi terceiro classificado na classe Finn, depois não ter sido possível realizar a Regata

das Medalhas devido ao vento fraco. O húngaro Zsombor Berecz foi o vencedor, seguido do croata Milan Vujasinovic. Na classe 420. No sector feminino, Francisca Pinho/Ana Luísa Magalhães foram 11ª, Ana Catarino/Francisca Mau-

Palamós

rício ocuparam o 15º lugar e Mafalda Paquete/Carolina Peres terminaram 21ª, todas do Sport Club do Porto. As espanholas Carmen Dávila/Julia Dávila triunfaram. Em masculinos, Diogo Costa/Pedro Costa, do

Clube de Vela Atlântico, acabaram no 16º posto da geral, enquanto Henrique Frutuoso/ Salvador Roquette, do Sport Club do Porto, foram 46º. Marc Lladó/Javier Gonzalez, de Espanha, foram os primeiros.

Francisca Pinho e Ana Luísa Magalhães 2015 Janeiro 337

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Vela

2ª Prova de Apuramento Regional Norte Optimist

João Ilhão Supera a Concorrência O Clube de Vela de Viana do Castelo organizou a 2ª Prova de Apuramento Regional Norte da classe Optimist. Marcaram presença cerca de oito dezenas de velejadores.

João Ilhão

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o total, foram realizadas três regatas, uma no primeiro dia, em que as condições de mar fo-

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ram mais difíceis, e duas no segundo, uma no mar e outra na foz do rio Lima. O vento soprou moderado a forte. João Ilhão, do Clube de Vela Atlântico foi o vencedor, seguido de Diogo Sampaio, também do CVA e de Helena Simões, do Clube de Vela de Viana do Castelo, que conquistou a primeira posição feminina. Curiosamente, nenhum dos três velejadores do pódio venceu qualquer regata. Alex Baptista, do Clube de Vela da Costa Nova triunfou nas duas primeiras e Pedro Coelho, do Clube de Vela Atlântico, foi primeiro na última disputada.

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Vela

II Copa Brasil de Vela

Gustavo Lima no Top 10

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Gustavo Lima

ustavo Lima, do Clube Naval de Cascais, terminou no 10º lugar da classe Laser a II Copa Brasil de Vela, que decorreu na Praia de São Francisco, em Niterói. O velejador português foi décimo classificado na regata das medalhas e acabou a prova na 10ª posição da geral. O brasileiro Robert Scheidt triunfou, seguido pelo seu compatriota Bruno Fontes e do holandês Rutger Van Schaardenburg.

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Pesca Desportiva

Quotas de Pesca para Portugal

Texto Antero dos Santos

Fotografia: www.manuelchagas-pianos.com

Deixam-nos Pescar Pouco Peixe para Comer

Pela primeira vez, ao fim de umas décadas, na reunião do Conselho dos Ministros Europeus das Pescas que se realizou nos dias 15 e 16 de Dezembro, Portugal não viu diminuída a quantidade de peixe que pode pescar para comer e conseguiu alguns ganhos em algumas espécies, entre elas o carapau porque ninguém o quer pescar.

A Pescadores noruegueses na pesca do bacalhau 10

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pesar de não conseguirmos pescar todo o peixe que precisamos para comer, a ministra Assunção Cristas no final da reunião disse: “Foi um resultado histórico. Um aumento global de 18% dos totais admissíveis de capturas e quotas de pesca para 2015 que vai permitir a Portugal pescar mais 17 mil toneladas de peixe”. Segundo o acordo, é nos carapaus que se regista a

maior subida, cerca de 67% e ainda um aumento de 14% no tamboril, de 10% no biqueirão e de 15% no lagostim. Como os portugueses são os que comem mais bacalhau no mundo, em vez de terem a quota de pesca deste peixe aumentada ela foi diminuída em 3%. Isto aconteceu porque a quota de bacalhau para Portugal tinha sido já negociada anteriormente entre a União Europeia, a Noruega e a Organização das pescas


Pesca Desportiva

Agora podemos pescar 45.308 toneladas de carapau

Barco na faina de pesca de cerco

Agora os armadores portugueses da pesca de cerco vão poder pescar um total de 45.308 toneladas de carapau. Em 2013 só foram capturadas 19 mil toneladas. Porém, a nossa frota, constituída por poucas e antigas embarcações, não

tem sequer capacidade para pescar esta quantidade de carapau. São embarcações que se dedicam principalmente à pesca da sardinha que tem mais valor. Na última semana de Dezembro, em nove lotas do país, onde se descarregou mais carapau, (Póvoa do

Varzim, Matosinhos, Aveiro, Figueira da Fóz, Nazaré, Peniche, Sesimbra, Sines e Portimão), o preço médio de venda do carapau foi de 1,48 € / Kg. E o preço esteve melhor porque a sardinha está proibida de pescar. Há alturas em que o carapau não se consegue vender

para o Atlântico Noroeste (NAFO). A Noruega querianos vender mais bacalhau e conseguiu. Assim, em 2015 os armadores portugueses vão pescar menos 288 toneladas de bacalhau, num total de apenas 8.134 toneladas que podem pescar. Também no que conta a um peixe nobre como a pescada das águas ibéricas, ficámos a perder e vamos ter a pesca deste peixe reduzida em 15%. Mais uma vez, no que respeita à pescada, não conseguimos ganhar 1 Kg de quota aos espanhóis. E agora quem vai pescar o carapau?

O bacalhau que pescámos durante séculos 2015 Janeiro 337

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Pesca Desportiva

Barco de pesca à sardinha ou carapau

por mais de 0,64 € / Kg. A um armador do Norte que pesca sardinha a quem pedimos um comentário disse-nos: “Aumentaram-nos em 67% a quota do carapau, porque os espanhóis não o querem pescar, devido a ser um peixe com pouco valor”

Para Portugal a pesca do bacalhau foi diminuída em 3% 12

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Com a adesão à CEE mal negociada deixámos de poder pescar para comer Foi em 1986 que o Governo que negociou a entrada de Portugal na CEE, não teve em conta a economia da pesca como a nossa principal riqueza a preservar. O Mar deixou de ser um desígnio estratégico para Portugal.


Pesca Desportiva

Aproveitaram bem todos os outros países europeus, para quem o Mar continuou a ser fundamental para o seu desenvolvimento económico. Os portugueses foram sempre os que comeram mais peixe na Europa e há séculos que iam à Terra Nova pescar o bacalhau que era então a matéria-prima de uma importante indústria em Portugal. Isto podia ter sido negociado para nos mantermos a pescar bacalhau, em vez de entregarmos a pesca deste peixe a outros países que passaram a desenvolver essa indúsdtria e exportá-lo para Portugal. Em vez de uma estratégia nacional para o Mar, o Governo de então e os seguintes, entusiasmaram-se com o dinheiro de Bruxelas e deixaram para trás todo o potencial de Portugal para o Mar. Os nossos Governos aceitaram de tal modo o abate de embarcações de pesca que em poucos anos foram abatidos milhares barcos. Foi preciso a CEE dizer que não dava mais dinheiro para o abate, porque já tínhamos queimado mais de 60% de embarcações do que era necessário, para se acabar com este crime. O objectivo de reduzir as capturas acabou por prejudicar principalmente Portugal que perdeu quotas para os países do Norte da Europa que tinham o objectivo de aumentar as exportações dos seus excedentes para os países do Sul. Ao contrário de Portugal em Espanha houve uma política de apoio ao sector das pescas, principalmente na Galiza e a frota de pesca procurou rapidamente outras paragens e apostou na pesca longínqua. Mas mesmo nas nossas águas os espanhóis continuam a

usufruir de vários quinhões de quotas. É importado dois terços do peixe consumido em Portugal O consumo de peixe per capita  em Portugal é de 57,2 quilos, Ou seja, um total de mais de 572 mil toneladas e apenas pescámos 144.654 toneladas. Em consumo de peixe estamos no terceiro lugar mundial, atrás da Islândia com 91 Kg e do Japão que consome 58,6 Kg. Na UE, o consumo é em média de 21,5 quilos por pessoa, menos de metade dos portugueses. As principais espécies pescadas em Portugal são: sardinha cerca de 60 mil ton., cavala 20 mil ton., carapau 19 mil ton., peixe-espada preto três a quatro mil ton., cavala 2.500 ton., pescada 2.000 ton., e outras espécies como polvo, raia, congro, e faneca. Segundo o INE, o peixe vendido em lota atingiu, em 2013, um valor global de 253 milhões de euros, cerca de

Podemos pescar mais 15% de lagostim

30 milhões de euros abaixo do que fora obtido em 2012. O peixe fresco e refrigerado que foi transaccionado nas lotas portuguesas em 2013 caiu 4,4% face ao ano anterior, para 144.654 toneladas, o que representa o valor mais baixo dos últimos anos. Dos 9.600 barcos existentes em 1993 o INE refe-

re que a frota atingiu o seu valor mais baixo dos últimos oito anos, com 4.527 embarcações registadas em 2013 e o número de 16.797 pescadores inscritos nas capitanias. Como foi abatida grande parte da frota de pesca e temos quotas para cumprir em muitas espécies, não conseguimos pescar todo o

Os espanhóis já não querem carapaus 2015 Janeiro 337

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Pesca Desportiva

Barco espanhol de pesca de cerco de carapau

As ONG com Observadores G

onçalo de Carvalho, da PONG-Pesca, Plataforma de Organizações Não-Governamentais Portuguesas sobre a Pesca, que esteve em Bruxelas durante as reuniões dos ministros europeus das pescas, fez o comentário seguinte: - Os processos no Conselho são extraordinariamente fechados. Em nome da transparência, os cidadãos europeus e as partes interessadas deviam ter acesso ao “streaming” das sessões plenárias e às minutas das reuniões trilaterais e bilaterais que ocorrem durante este conselhos. Para além disso, mesmo no final da reunião os dados concretos do que ficou decido, não só dos TAC, como de medidas de gestão adicionais para cada espécie que são muitas vezes aprovadas (e há rumores de que foram imensas este ano), demoram semanas a vir a público. Penso que este tem que ser um ponto crucial da campanha das ONG durante o próximo ano - e não só das que têm sede em Bruxelas. - No cômputo geral, as decisões sobre os TAC para 2015 são desapontantes. Para além do já habitual desrespeito pelos pareceres científicos, agora junta-se o ignorar da nova Política Comum de Pescas. Uma elevada percentagem de pareceres científicos foram ignorados e com estes TAC haverá um decréscimo dos stocks europeus geridos de acordo com o MSY. Que tenham sido apresentadas publicamente, conhecem-se poucos casos em que foram apresentadas justificações escritas para os motivos sócio-económicos que permitiram ao Conselho e à Comissão adiar a meta de 2015 e o mesmo acontece com os planos que os Estados Membros teriam que apresentar nesses casos para atingir as referidas metas tão rapidamente quanto possível e nunca depois de 2020 (é possível que tenham sido apresentadas algumas, mas lá está, o processo é fechado e pouco transparente).

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- Ainda assim, numa primeira análise muito preliminar, Portugal terá sido dos países cujos aumentos nas quotas terão sido mais em linha com o aconselhamento científico e as metas de MSY. É assim para o Carapau, grande responsável pelo aumento de 18% referido pela Ministra, para o Lagostim (mas tudo dependa de como a quota vai ser distribuída pelas unidades funcionais em que a costa portuguesa é dividida para esta espécie), para o Tamboril e para a Anchova/ Biqueirão (não inteiramente verdade, mas próximo disso). Também foram respeitados os pareceres científicos para a Pescada. Este talvez seja um sinal do que temos dito há muito tempo - a realidade piscatória de Portugal é diferente da de Espanha ou França, com quem normalmente somos associados, no sentido em que temos uma melhor adequação entre recursos e capacidade de pesca e temos uma frota que utiliza artes com menos impactos. Ainda assim, para espécies como as Raias, os Areeiros e outras os pareceres científicos foram desrespeitados, o que põe em risco não só as metas de MSY e a conservação dos recursos e dos ecossistemas marinhos, mas também as comunidades que dependem destes. Portanto, Portugal sai relativamente bem deste Conselho, sobretudo tendo em conta a miserável fotografia geral, mas muito continua por fazer e muito há para melhorar. - Quanto ao Bacalhau, o assunto é complexo e como estamos a falar de uma espécie que ocorre em águas internacionais e de outros países, a coisa complica-se para Portugal. Mais para mais, o Bacalhau é uma espécie cronicamente sobre explorada e que toda a gente quer. Mas pessoalmente penso que Portugal poderia antes virar-se para substituir o bacalhau por outras espécies que existem nas suas águas. Não na totalidade, mas pelo menos em parte.


Pesca Desportiva

A pesca da pescada foi reduzida em 15% peixe que precisamos para comer. Assim, as importações já chegaram aos 1.451 milhões de euros, para pagar dois terços do que consumimos. Foram quase 400 mil toneladas que entraram em Portugal para compensar o défice de extracção.

pesca. Com o peixe a ser vendido por valores superiores do que é actualmente, o Estado passaria a receber mais receita.

Tivemos um aumento de 14% no tamboril

Para incentivar o pescador ele tem que vender o peixe directamente a quem quiser O actual sistema de pesca da obrigação do peixe ir à lota e o pescador não o poder vender a clientes directos, prejudica muito os pescadores, pois impede-os de comercializar o peixe por um preço que consideram justo. As lotas estão muitas vezes subordinadas aos interesses dos intermediários que impedem que o peixe suba para valores de venda compensadores para o pescador. Às associações de pescadores pode caber um papel importante para se organizar a comercialização do peixe fora das lotas. Este sistema já foi implantado em Vila Praia de Âncora e tem funcionado bem. A economia do país só tinha a ganhar se os pescadores vendessem o peixe que pescam por valores maiores. Os pescadores ficavam com melhores disponibilidades para investir na modernização dos barcos, nos equipamentos e aparelhos de 2015 Janeiro 337

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Náutica

Notícias Yamaha

Yamaha Apresenta o Seu Conceito Para 2015

A Yamaha a cada ano tenta melhorar não só os seus produtos, mas também a sua posição de marketing, de forma, a chegar às necessidades e utilizações de cada cliente.

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esta forma, para 2015, a Yamaha preparou um plano de comunicação e marketing que vai proporcionar ao cliente final campanhas em períodos determinados, eventos de experimentação em conjunto com os Concessionários Oficiais Yamaha Marine e/ou 16

Parceiros Powered by Yamaha, para além de outras ações a serem divulgadas oportunamente. Mas tudo isto espelha o que está por detrás da nossa marca. Uma paixão pela marca, pelo produto, pelos clientes e que em 2015 se traduz num conceitochave:

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Para informação mais detalhada, por favor contate: Yamaha Motor Europe N.V. Sucursal em Portugal

R. Alfredo Silva, n.º 10 2610-016 Alfragide Phone: +351 214 722 100 Email: infomarine@yamaha-motor.pt Website: www.yamaha-motor.eu/pt Social Media: www.facebook.com/PortugalYamahaMarine


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Electrónica

Notícias Nautel

A Nautel-Sistemas Eletrónicos Lda Está a Celebrar os Seus 25 anos de Existência. Apesar de constituída em finais de 1989, a sua operação regular começou em Janeiro de 1990.

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omeçou com instalações alugadas na Doca de Alcantâra/Lisboa, onde esteve 15 anos, e nos últimos 10 tem estado no seu edifício próprio, na Rua Fernão Mendes Pinto, na frente ribeirinha da cidade. O arrojado projeto, todo apenas com recursos próprios, nasceu da vontade de 4 jovens em modernizar o setor da Eletrónica Marítima, dominado na altura por empresas menos dinâmicas, mas ainda sobrevivendo porque a dimensão do setor do mar em Portugal era muito superior à que hoje se regista. 18

A empresa organizouse para ser importadora e distribuidora nacional das mais reputadas marcas, que cedo se juntaram ao projeto, abandonando outros distribuidores. Rapidamente contou igualmente com a adesão da quase totalidade dos revendedores e prestadores de serviços de assistência técnica, existentes na costa do continente e ilhas. O seu primeiro objetivo foi a Eletrónica para a Pesca Profissional. Ainda hoje, este setor é muito importante para a empresa, apesar de se calhar a frota ser menos de metade do que era

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há 25 anos… Como exemplo da inovação, a Nautel “inaugurou” o mercado nacional da eletrónica na Náutica de Recreio. Tratava-se de um segmento onde as abordagens tradicionais diziam que não havia mercado, por isto e aquilo, e a Nautel nele apostando com uma abordagem profissional teve tal incremento que passou a receber galardões internacionais das suas marcas, pelo desempenho de desenvolvimento de mercados e vendas. Durante cerca de 10 anos, pode dizer-se que nenhuma concorrência se conseguiu organizar para disputar o

mercado da Náutica de Recreio à Nautel, e teve mesmo que ser a própria empresa a cindir-se, e assim os promotores do projeto inicial continuarem, e manterem em si o valor acumulado em marcas, reputação, competência etc. Com o crescimento a Nautel foi desenvolvendo as competências originadas das tecnologias eletrónicas marítimas, aplicando-as no mercado terrestre, como por exemplo tendo sido a primeira a colocar à venda pela grande distribuição os GPS de automóvel da Magellan. Hoje está também especializada em GPS’s de precisão para aplicações como Topogafia, Hidrografia etc. Pelo caminho foram ficando também várias distinções como PME Excelência e PMR Líder em 2014. A Nautel agradece a preferência dos seus clientes em última instância ão também obreiros dos nossos sucessos .


Electrónica

Nova, PiranhaMax 197ci DI Sonda a côres convencional 2D, e sonar de varrimento vertical DI.

que se tenha já alguma experiência no manuseamento de sondas, como acontece nas sondas tradicionais a duas dimensões. Para além do mais, esta tecnologia pode ser usada em simultâneo com a outra mais tradicional imagem e gráfico (2D), em que o símbolo do barco se encontra no canto superior direito do ecrã, e que é a partir daí que toda a imagem se vai gerando lentamente da direita para a esquerda, correspondendo aos impulsos de sinal enviados pelo transdutor. No DownImaging a sonda usa uma frequência muito mais elevada, transmitindo centenas de pequenos feixes cujos rápidos e altamente discriminativos retornos originam uma imagem que se assemelha ao de uma foto tirada de cima para baixo na vertical. Ver o gráfico à direita na imagem abaixo.

Ou seja, no “DownImaging” é como se o barco estivesse a meio na margem superior do ecrã e daí esteja em permanente “fotografar” do fundo, sempre na direcção em que a embarcação se desloca. Caraterísticas do modelo Visor 3,5” LCD TFT, 256 côres 320x240 pixels Dupla Freq.: 455/200KHz. Escalas até 183m. 300W de potência (RMS). Transd.: XNT-9-DI-T Feixes de 28, 16 e 74 graus de abertura Estanquicidade. IPX7 Dimensões fora do suporte: 14,3 x 9,8 x3,5cm Sensor de temperatura da água incluído. Para mais informação contatar o Distribuidor Oficial para Portugal: Nautel -Sistemas Eletrónicos Lda

www.nautel.pt

A

HUMMINBIRD traz este ano a tecnologia DownImaging até às mais pequenas embarcações e ao nível mais baixo de preço. A tecnologia Sonar DownImaging (sonar multifeixe de ver para baixo) da HUMMINBIRD veio criar um novo padrão na geração de gráficos de imagem das sondas marítimas. Com este novo tipo de gráfico, o utilizador interpretará o registo da situação subaquática numa perspetiva diferente, mais intuitiva, e que não requer 2015 Janeiro 337

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Náutica

Novidades Yamaha

Yamaha Apresenta Novos Modelos Waverunners 2015

Stefania Balzer a testar a nova Yamaha FX SVHO

Em Novembro, a Yamaha Europa apresentou aos jornalistas e a alguns concessionários os novos modelos de 2015 num evento em Mandelieu (França), em que foi possível testar em primeira mão 4 dos 12 modelos que completam o line-up de Waverunners da marca Japonesa.

A

verdade é que ao longo dos últimos anos, a Yamaha fez várias alterações aos seus modelos, a vários níveis,

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como foi o caso das alterações estéticas, do casco em NanoXcel, do no wake mode ou do potente motor SVHO que em 2014 muito impressionou os amantes

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da velocidade, no entanto, faltava uma inovação tecnológica exclusiva da Yamaha que despertasse a curiosidade e animasse o mercado. Essa novidade já tem um nome: RiDE, que significa “Reverse with intuitive deceleration electronics”, ou seja, marcha à ré eletrónica com desaceleração. Além do

RiDE, a Yamaha conseguiu reduzir ainda mais o peso dos modelos topo de gama, através da tecnolo-


Náutica

gia NanoXcel 2. Por fim, varias tecnologias Yamaha já existentes nos modelos topo de gama foram acrescentadas aos modelos desportivos e de recreio. Desta forma, a marca com a maior quota de mercado em Portugal, mantem os modelos fiáveis, potentes e divertidos que todos já conhecemos, com a adição de tecnologias incomparáveis para uma experiência sensacional. Os modelos que sofreram as alterações

mais profundas foram a VX Deluxe, VX Cruiser, VXS e VXR. O RiDE é sem dúvida a maior inovação dos últimos anos no mercado das motos de água. Trata-se de um sistema de marcha à ré eletrónica, acionado por uma manete igual ao acelerador, mas colocada do lado esquerdo do guiador.

A manete esquerda permite regular a marcha da moto

em três modos diferentes: forward (avante), neutral

Yamaha FX Cruiser HO 2015 Janeiro 337

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Náutica

(neutro) e reverse (à ré) e ainda desacelerar. Este sistema, desenvolvido pelos engenheiros da Yamaha, está incluído em todas as unidades que foram disponibilizadas para os testes, pelo que foi possível ensaiar as várias funcionalidades em quatro modelos diferentes e confirmar a facilidade de utilização de um sistema que pelas diversas opções que dá ao utilizador, pode parecer complicado, no entanto, é realmente muito intuitivo. Yamaha FX HO

Yamaha FZR SVHO

Yamaha FZS SVHO 22

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Um Sistema – Várias Possibilidades - Função Neutro – Ao ligar a moto de água, a função Neutro está sempre ativada e a moto praticamente não se move, iniciando a mover-se apenas quando pressionado o acelerador. - Atracagem e atrelados Outra característica muito importante deste sistema é que ao ativar a marcha à ré, o jato é redirecionado lateralmente, o que facilita muito nas manobras de atracagem e subida e descida do atrelado, uma vez


Náutica

que possibilita ao condutor direcionar a popa da moto. Atracar com o RiDE é uma experiência excecional para quem experimentou até os modelos mais antigos sem marcha à ré pois permite atracar com uma precisão enorme! - Desaceleração – Ao pressionar a manete direita (do acelerador) a moto movese naturalmente e basta um clique na manete do RiDE para uma desaceleração instantânea e eficaz, que apesar de não ser considerada como uma travagem, permite evitar eficazmente os obstáculos. Ao efetuar esta manobra é também evidente o redireccionamento do jato, uma vez que a desaceleração torna-se muito menos brusca, em comparação com tecnologias semelhantes dos modelos concorrentes em que a proa tem tendência para mergulhar. Isso não acontece com o RiDE, que proporciona uma maior estabilidade, e permite curvar com maior eficácia, mesmo em desaceleração. O RiDE está presente em quase todos os mode-

Yamaha FX Cruiser SVHO

los de 2015, apenas o modelo V1 - por ser o modelo mais económico – e os modelos desportivos/de competição Super Jet, FZS e FZR não incluem o RiDE. NanoXcel 2 – Uma redefinição do rácio potência/ peso em modelos de alta performance

A tecnologia NanoXcel2 é a segunda geração do

NanoXcel que é ainda mais leve e foi criada através da

Yamaha VXR 2015 Janeiro 337

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Náutica

sim ter o casco mais leve na classe de alta performance, mantendo a força e durabilidade.

Yamaha VXS

introdução de micro-bolhas mais fortes e mais pequenas que outros componentes, permitindo assim uma redução do peso na ordem dos 18% em relação ao NanoXcel, que por sua vez já é 37% mais leve que os outros materiais usados no

fabrico de motos de água. Dos modelos testados, apenas a FX SVHO e a FX CRUISER SVHO têm o casco em NanoXcel 2 e ao testar estes dois modelos, não é a diferença de peso que se sente, mas sim a combi-

nação da leveza do casco com o potente motor Super Vortex High Output que permite atingir velocidades muito elevadas, em pouco tempo e com muito prazer e facilidade na condução. A Yamaha consegue as-

Yamaha VX Cruiser 24

2015 Janeiro 337

LINE-UP 2015 – Novas Tecnologias, Novas Cores, Novo Design, Novas VX Para 2015, a Yamaha mantém as gamas e modelos do ano 2014, ou melhor, mantém os nomes dos modelos, pois todos eles foram transformados, em especial a serie VX - VX Deluxe e VX Cruiser – e as desportivas VXS e VXR. A Yamaha apresenta para 2015 os seguintes modelos: Alta Performance – FX Series Na gama de alta performance, a Yamaha equipou todos os modelos com o sistema RiDE. O casco será em NanoXcel 2 para os modelos SVHO. Os outros dois modelos, FX HO e FX CRUISER HO terão o casco em NanoXcel. O novo design angular já estava presente nos modelos de 2014 desta gama e se as cores do ano passado foram muito bem escolhidas, as deste ano são absolutamente fantásticas! Desportivas Pelo caráter de competição das motos de altas prestações desta série - FZR e FZS – a Yamaha optou por não incluir nestes dois modelos o sistema eletrónico RiDE mas incluiu a tecnologia NanoXcel 2 para um casco ainda mais leve e ultrarre-


Náutica

sistente. Os modelos VXR/S foram totalmente renovados: - O novo casco em NanoXcel tornou estes dois modelos desportivos ainda mais ágeis, dinâmicos e responsivos; - O design segue as linhas angulares de todos os outros modelos; - Adição de várias novas tecnologias/atributos; O motor que equipa os modelos VXR e VXS continua a ser o Motor Yamaha a 4 tempos 1.8L High Output. VX A série VX é, sem dúvida, um dos modelos mais vendidos em Portugal e na Europa. Modificar um produto com a qualidade e reconhecimento da VX terá sido seguramente uma decisão difícil a tomar pela Yamaha, talvez por isso tenha optado por manter o modelo base (e o mais económico) da gama, a antiga VX Sport, que agora é denominada V1, e alterar completamente os modelos VX Cruiser e VX Deluxe, oferecendo um conjunto de atributos que faziam parte apenas dos modelos de gamas superiores. Desta forma, a marca continua a ter a sua unidade mais económica, mais conhecida e mais procurada mas consegue fazer face aos modelos básicos criados pela concorrência com dois produtos totalmente novos e ricos em tecnologias de topo: as novas VX Cruiser e VX Deluxe. VX Cruiser e VX Deluxe As novas VX Deluxe e Cruiser apresentam-se com um look totalmente novo, não só

Yamaha V1

pelas cores, mas principalmente pelo design, que lhes confere um toque agressivo. O casco, em NanoXcel, e portanto ultraleve e resistente, é o mesmo que foi utilizado para os modelos

VXR e VXS, que é 30 cm mais largo e tem uma forma melhorada. Além disso foram incorporados uma nova grade e um novo prato para uma maior estabilidade e segurança, bem como, aderência à água.

Em termos de motor a marca Japonesa optou por não fazer qualquer alteração ao motor Yamaha Marítimo 1,1 L, com 4 cilindros DOHC, o que faz todo o sentido, uma vez que é o motor mais fiável e durável

Yamaha VX Deluxe 2015 Janeiro 337

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Náutica

Nova forma do casco Ride & Trim

Embarque facil

O Controlo remoto

Espelhos e display LCD

do mercado, não faria sentido a sua substituição. Estes dois modelos estão ainda equipados com o sistema RiDE, espelhos integrados, sistema no wake mode para navegação nas marinas, modo cruise assist, pega de popa e degrau de embarque melhorados, acelerador eletrónico, comando remoto de segurança com o modo de rotações reduzidas para a iniciação, compartimento estanque sob o banco e um painel de instrumentos renovado. A versão Cruiser, que

Para informação mais detalhada poderá, ainda, contactar um Concessionário Oficial Yamaha ou: YAMAHA MOTOR EUROPE N.V. Sucursal em Portugal Telefone: 214 722 100 Email: infomarine@yamaha-motor.pt Website: http://www.yamaha-motor.eu/pt/produtos/waverunners/index.aspx Facebook: facebook.com/PortugalYamahaWaverunners 26

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inclui ainda dois bancos em dois tons com encosto cruiser, foi uma das motos testadas e apesar de as condições do mar não permitirem fazer medições, a velocidade e aceleração parecem muito semelhantes aos modelos de anos anteriores, mantendo uma condução fácil, intuitiva e muito confortável. Está confirmado que o ano 2015 será um ano de mudança para a Yamaha e para os seus fiéis clientes que ficarão certamente surpreendidos com o conjunto de atributos de cada um dos modelos de 2015. Esperamos que muitas pessoas tenham a possibilidade de testar o RiDE porque apenas a experimentação permite perceber a facilidade e utilidade do RiDE para uma navegação mais segura e sem preocupações.


Electrónica

Notícias Nautiradar- SunWave Apresenta TX 14152

Painel Solar Carregador de Inverno para a sua Bateria A SunWare tem o painel solar perfeito para todas as aplicações, no seu barco, caravana ou no campismo. Representada em Portugal pela empresa Nautiradar apresentou na última edição do METS na Holanda, a mais recente inovação, o painel solar que carrega a sua bateria mesmo no Inverno. O novo TX-14152 aplica-se nas adriças do seu barco.

E

ste carregador que facilmente é montado nas adriças do mastro do seu barco, mesmo quando estiver ausente ele vai cumprir a sua missão. A sua montagem é simples e não precisa de ferramentas. Facilmente se orienta a sua posição em relação ao escasso sol de Inverno, otimizando o carregamento da sua bateria. Basta passar os cabos nos ilhoses superiores do painel e ligá-los às adriças seja da vela grande ou estai real. A moldura está feita de forma a que os cabos passam nas

laterais criando a tensão necessária para que o painel fique esticado mas a tensão só se sente ao nível da moldura, o painel mantém-se direito e seguro mas não sofre essa influência. Como todos os equipamento da Sunware, o TX-14152 é à prova de vento, chuva e água salgada e com uma capacidade de carga devidamente testada de até 500kg das suas fitas do tipo cinto e que são cozidas à moldura. Para não bater com o vento o módulo pode ser reforçado com um eixo lateral. A ligação elétrica é igualmente simples basta passar os 10 m de cabo por dentro e ligar ao carregador. No Inverno a bateria é carregada e mantida por energia solar. O TX-14152 é suficiente para uma bateria com 400 Ah(12V) de capacidade. Com este sistema a sua bateria vai ter um tempo de vida superior pelo que o investimento feito com o TX-14152 tem um retorno rápido.

17,0 Wp 10 m de cabo com ligação patenteada SureSeal 1kg de peso 3 Anos de garantia

Sobre a SunWare:

Especialista em painéis solares, garante a energia para o funciona-

mento dos seus equipamentos em todas as circunstâncias. O seu produto mais reconhecido a Gama de Módulos Solares TX-12V Fundada em 1989, na Alemanha, a SunWare desenvolve e produz, sistemas de energia solar e reguladores de cargas solares vocacionados para as mais variadas situações, com especial enfoque em equipamentos que resistem às duras condições marítimas e á água salgada. As células solares de elevado desempenho têm a sua qualidade comprovada há mais de 20 anos. A resistência dos produtos é testada diariamente em câmaras que criam ambientes idênticos às duras condições do Mar do Norte e as suas células são exaustivamente escrutinadas na busca de algum defeito. A SunWare para além da produção de módulos solares e reguladores tem desenvolvido novos materiais e componentes complementares, nomeadamente suportes de instalação ou, no caso concreto de parceria com a Akzonobel, no desenvolvimento dum primário para a película de Nowoflon que é utilizada com muito sucesso nos seus módulos e que permite a colocação dos mesmos com fita adesiva. Para mais informações contacte o importador Email: geral@nautiradar.pt www.nautiradar.pt

Características Dim. 750.0 x275.0 x 5.0 mm 36 Células de silício cristalino

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Náutica

Teste Bayliner Element 16 com Mercury 80 ELPT EFI

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Barco Inovador Campeão da Estabilidade com Desempenho Desportivo

Equipado com o novo motor Mercury 80 ELP EFI, testámos na Marina Parque das Nações, em 25 de Outubro passado, o Bayliner Element 16, um barco inovador com um casco especial em forma de M, extremamente estável e seguro, e com um desempenho desportivo.

F O posto de comando tem excelente posição de condução 28

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izemos o teste a convite da Touron Portugal e do seu concessionário Courela Yachts. O Bayliner Elememt 16 representa um novo conceito de barco, que apostou no desenvolvimento de um design inovador do casco e a coberta privilegiando a ergonomia para oferecer o máximo de conforto aos ocupantes.


Náutica

O Bayliner Element 16 tem ampla e confortável acomodação no interior

Bayliner Element 16

da água, equipado para facilitar a prática dos desportos aquáticos ou a pesca lúdica e sobretudo, produzidos com grande preocupação na qualidade, demonstrado pelos inúmeros prémios que a marca já recebeu.

Bayliner Element 16 pertence

A Bayliner, desde que iniciou a sua produção em 1957, tornou-se numa das marcas mais populares e prestigiadas dos USA de embarcações de recreio, porque desenvolveu sempre os seus projectos dirigidos a um consumidor do tipo de embarcação familiar. Qualquer Bayliner, seja modelo bowrider, deck boat, cuddy ou cruiser, é fácil de manobrar, de meter e tirar

a uma nova Série já premiada

A nova e revolucionária Série Bayliner Element tem dois modelos construídos com a mesma boca, 2,13 metros, o Bayliner Element 16, com 4,88 metros de comprimento e o Element XL, com 5,49 metros de comprimento, este já galardoado com o prémio

“Melhor Barco de Iniciação” de 2014. Destacamos que em virtude das suas características no que respeita à estabilidade, segurança, visibilidade para o piloto e fácil condução, e com apenas uma diferença de meio metro no comprimento que são ambos barcos super-excelentes para os que nunca conduzi-

Painél de instrumentos com pequeno pára-brisas 2015 Janeiro 337

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Náutica

O casco especial em forma de M dá grande estabilidade

No poço existem três assentos 30

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ram uma embarcação. A Bayliner desenvolveu esta nova Série, à volta de um conceito onde a ergonomia é um factor de relevo, aplicado nas embarcações para a família e os amigos, para se divertirem no meio aquático com a máxima comodidade e segurança. Sobressai no Element 16 a sua forma moderna e elegante e ainda uma combinação de cores e desenhos gráficos esteticamente muito agradáveis. Num barco com 4,88 metros de comprimento é inovadora e deve-se realçar a distribuição do espaço no


Náutica

interior. Foi com imaginação que se conseguiu acomodar cinco pessoas com o barco em andamento e depois de parado ter sítio para tomar

os banhos de sol. Para conseguir isso, à frente o Element 16 dispõe de dois bancos estofados com encosto e converter esse espaço em solário. No poço encontra-se o posto de comando a estibordo e também lugar para duas pessoas que se podem sentar em dois bancos individuais. Todos estes assentos são integrados na coberta que é construída em contramolde, estão almofadados e têm encosto. No posto de comando, o painel de instrumentos está protegido por um pequeno e arredondado pára-brisas acrílico. Existe ainda um espaço à popa almofadado que pode servir igualmente de solário individual. Sob este solário existe um espaço para arrumação de palamenta Na popa as plataformas de banhos estão integradas no casco e a de estibordo comporta a escada de banhos. Neste modelo estava montado na popa um arco de esqui em aço inox. O barco tinha igualmente um bimini. Para amarrar cabos, o barco tem dois cunhos de amarração de cada lado e também uma argola na proa. No Bayliner Element 16 destaca-se o seu casco especial em forma de M (M-

Solário à popa

Motor Mercury 80 ELPT EFI

A

Mercury desenvolveu três novos motores a 4 tempos com o mesmo bloco, 80/100/115 O Motor Mercury 80 EFI a 4 tempos, caracteriza-se por incorporar as últimas inovações tecnológicas da Mercury, que lhe permite uma elevada combinação de potência e força com inigualável poupança de combustível. Este novo motor fora de borda Mercury tem um bloco com 2,1 litros de cilindrada, quatro cilindros, oito válvulas e uma árvore de cames. Caracteriza-se por ser mais leve e de mais baixo perfil no seu segmento de potências e proporciona mais potência e mais binário que a sua concorrência. Os novos Mercury a 4 tempos foram desenvolvidos segundo a mesma arquitectura dos populares e de grande prestígio Mercury 150 EFI, assegurando arranque a frio, estabilidade de funcionamento e elevada durabilidade, qualquer que fossem as condições de navegação. A transmissão de design hidrodinâmico é totalmente inovadora a nível mundial, com uma relação de caixa de 2.07:1 que melhora a eficiência, reduz o consumo e aumenta as RPM Os modelos com Command Thust disponibilizam melhoria do rendimento geral, facilidade de manobra e maior potência, pois utilizam o cárter do Mercury 150 EFI e conseguem uma relação de caixa 2.38:1, excelente para embarcações pesadas e com grandes cascos. Como a carcaça superior do motor está insonarizada, o seu escape é silencioso e foram instaladas diversas partes do motor, de modo a reduzir vibrações e diminuir o ruído da admissão, o motor funciona de forma notavelmente muito silenciosa e suave. Sem manutenção de válvulas, é algo Inovador também neste motor que o torna mais simples de manter, com apenas a mudança de filtros de óleo e de combustível e através do sistema de lavagem do motor com água doce.

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Náutica

O Bayliner Element 16 atingiu excelente performances

Hull), patenteado pela Bayliner. Com este casco o barco consegue ter performances com um elevado desempenho, com motores de baixa potência, pois descola mais

facilmente da água. Também, graças a este tipo de casco, o barco tem uma notável estabilidade, com um aumento de 30% comparando com os cascos em

V. Deste modo o barco balança muito menos quando está parado e adorna muito pouco quando curva.

Campeão

Este barco é excelente para a iniciação dos que nunca conduziram 32

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da estabilidade com potência desportiva

Já tínhamos testado este barco com o motor Mercury 60 EFI, agora interessavanos verificar o seu desempenho com um motor com mais poder de aceleração. Ao largo da Marina Parque das Nações no dia do teste a água estava com


Náutica

O novo Mercury 80 EFI equipava o Element 16

uma ligeira agitação. Deste modo, mais uma vez confirmámos o excelente desempenho do inovador casco em forma de M. Com o potente motor Mercury 80 EFI na popa, quando arrancámos o barco saltou para a planagem quase em instantâneo e em 1,83 segundos estávamos a planar.

Solário à frente

Quando testámos o mínimo de velocidade a planar, o Element 16 manteve-se apenas nos 7,5 nós, demonstrando que o seu especial casco descola excepcio-

nalmente bem da água. Acelerámos em seguida ao máximo e conseguimos atingir os 33 nós, e mesmo com o plano de água pouco favorável a grandes veloci-

dades, o Element 16 esteve sempre direito agarrado à água sem nunca saltar, mostrando extrema segurança. Como o casco também assenta todo na água, quan-

Espaço à popa com assentos e arrumação 2015 Janeiro 337

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Náutica

O Bayliner Element 16 navega com muita estabilidade e segurança

do curva nem adorna, mantendo-se a curvar apertado a 20 nós sem problema, mantendo-se no máximo da estabilidade e transmitindo uma enorme segurança. Com o Mercury 80 EFI montado, consideramos muito importante o Bayliner Element 16 ser muito rápido na aceleração no arranque para puxar esquiadores, pois em 5,5 segundos estava a navegar a 18/20 nós.

Devemos acentuar que este barco foi concebido para o recreio e a plena diversão na água. Desse modo, verificámos que em velocidade de cruzeiro a 22/24 nós, o desempenho foi muito confortável e seguro. Também assinalável foi a segurança que o barco mostrou quando estava parado a mudar de ocupantes, sem balançar. Outra nota muito positiva

Torre de esqui 34

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é para a posição do piloto e a facilidade de condução do barco, que obedece de imediato às manobras de comando. Igualmente se salienta que, graças ao tipo de casco, a água não salpicou para dentro com o barco em andamento. Em conclusão, devemos acentuar que o Bayliner Element 16 com o motor Mer-

cury F80 ELPT EFI fez um teste excelente e constitui uma boa proposta com um conjunto económico para os iniciados e para os que querem um barco familiar para se divertirem a praticar actividades aquáticas e fazer esqui com os amigos, numa embarcação que por ser muito estável, transmite uma enorme sensação de segurança.

Características Técnicas Comprimento

4,88 m

Boca

2,13 m

Peso

712 Kg

Depósito combustível

45 L

Lotação

6/5

Potência máxima

60 HP

Motor

Mercury ELPT EFI

Preço barco/mtor s/IVA

14.790e + IVA

Importador e Concessionário Touron Portugal – Telf.: 21 460 76 90 geral@touronsa.pt www.touron-nautica.com/pt Courela Yachts – Passeio Neptuno 3.04.01 J loja 24 - Marina Parque das Nações Tel. 211 991 793 info@wwm.pt www.wwm.pt


Notícias do Mar

Notícias da Oceana

Descoberta uma Nova Espécie de Esponja Cristal As descobertas ocorreram nos desfiladeiros da Córsega e em várias montanhas submarinas do Mar de Alborán e do Atlântico Português

U

ma nova espécie de esponja foi descoberta no Mediterrâneo por um grupo internacional de investigadores, entre os quais se incluem membros da Oceana. Sympagella delauzei é o nome que foi dado a esta nova espécie de esponja cristal (Hexactinélida), que mede entre 8 e 14 centímetros, incluindo o pedúnculo e se encontra em profundidades entre 350 e 500 metros. O trabalho, publicado na revista Journal of the Marine Biological Association of the United Kingdom, também detalha a recente descoberta de alguns exemplares desta nova espécie em zonas atlânticas próximas, como as montanhas de Gorringe em Portugal, embora seja possível que a sua distribuição incluia outras áreas, como o norte de África e a Macaronésia. “Estas descobertas, junto com a revisão de espécies de esponjas cristal do Mediterrâneo, indicam-nos que há que ter em

conta este mar no momento de proteger as agregações de esponjas”, afirmou Ricardo Aguilar, Diretor de Investigação da Oceana e coautor do estudo. “Estudos prévios demonstraram que as esponjas cristal são uma fonte muito importante de silício, um dos nutrientes básicos para os oceanos”. Sempre se acreditou que o Mediterrâneo não era um mar propício para a presença de esponjas cristal, uma vez que estas preferem águas frias, fazendo com que sejam habituais em águas polares ou em grandes profundidades marinhas. No Mediterrâneo, mesmo em zonas mais profundas, as temperaturas da água apenas baixam para os 13 graus centígrados. Não obstante, como demonstra esta descoberta, este mar guarda mesmo muitos segredos e surpresas. Exemplares da Sympagella delauzei nas margens do Gorringe (Atlântico) e Cabliers (Mar de Alborán). © OCEANAA

O trabalho, liderado pela especialista em esponjas Nicole BouryEsnault, foi uma colaboração entre um grupo de investigadores do Instituto Mediterrâneo de Biodiversidade e Ecologia Marinha e Costeira de Marselha (França), a Universidade de Victoria em Columbia Britânica (Canadá) e a Oceana. Neste, não apenas se anuncia a descoberta da nova espécie, como também que os investigadores revêem a distribuição no Mediterrâneo de cerca de uma dezena de espécies mais, incluindo algumas que chegam a

superar um metro de altura. A presença da nova espécie de esponja cristal valoriza mesmo mais aqueles locais, nos quais foi encontrada, como o desfiladeiro Valinco de Córcega ou as margens de Avempace, Avenzoar, Catifas, Cabliers, Tofiño e Chella em Alborán. Esta última elevação marinha, também conhecida como “Seco de los Olivos”, foi o motivo do estudo por parte da Oceana durante 7 anos e foi recentemente declarada Lugar de Interesse Comunitário pelo Governo espanhol através do projeto

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Notícias do Mar

Um Olhar Sobre o Tejo

Declaração de Lisboa

A Tagus Vivan – Confraria Cultural do Tejo Vivo e Vivido nasceu na sequência da cessação das actividades da AAT- Associação dos Amigos do Tejo, fundada em 1984, por não conseguir subsistir à crise do país.

A

lguns históricos da AAT, conscientes de que não estava esgotado o seu espírito de missão em prol do Tejo por um lado, e por outro, por estarem convictos de que a sociedade civil deve ser cada vez mais activa e interventiva na construção do futuro do Tejo e do país, fundaram a Tagus Vivan com o desígnio dela constituir um centro de observação, avaliação, ponderação e informação com validade actual, relativamente a tudo o que diz respeito ao universo do Tejo. A Tagus Vivan tem tido no jornal Notícias do Mar um dos principais arautos 36

da sua mensagem, numa crónica mensal dedicada ao Tejo e aos vários “Tejos” que o constituem, com o qual estabeleceu uma parceria que pretende a partir do início deste novo ano de 2015 elevar o nível qualitativo do conteúdo da mensagem da referida crónica, para o que desenhou um projecto que denominou de “UM OLHAR SOBRE O TEJO” que será apoiado por um “Conselho de Opinião” integrado por especialistas: técnicos, cientistas e eruditos do Tejo. No dia 10 de Dezembro passado realizou-se em Alhandra uma Mesa Redonda (MR) onde foi apresentado um conjunto de ideias

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para a prossecução deste projecto sobre um conjunto de temáticas, e das suas sub-matérias, designadamente a Paisagem, Biodiversidade e Recursos Naturais; O Homem e o Rio; o Desenvolvimento Económico Sustentável; Regularização do Rio, Navegabilidade e Navegação. A grande variedade destas matérias e sub-matérias e a extensão considerável do curso do rio levou a uma reflexão posterior da qual se concluiu ser mais realista e profícuo eleger três temas genéricos, nomeadamente “ Os Grandes Desafios, as Ameaças e as Oportunidades das regiões do Baixo, Médio e Alto Tejo,

sobre os quais o Conselho de Opinião procederá à observação, avaliação e ponderação nas MRs mensais, para divulgar. O Conselho de Opinião ajuizará também sobre os acontecimentos ou projectos relevantes, com actualidade, relativos ao Tejo. Uma síntese dessa avaliação será divulgada no Notícias do Mar, na sua crónica mensal dedicada ao Tejo, e enviada a outros órgãos e meios de divulgação, aos presidentes dos municípios ribeirinhos, aos organismos oficiais e a outras entidades públicas e privadas relacionadas com o Tejo, bem assim como aos presidentes das ban-


Notícias do Mar

cadas dos partidos com assento na Assembleia da República. A Sociedade Civil será mantida informada sobre o resultado dessas avaliações, na prossecução deste projecto. Aprovada na Mesa Redonda do dia 13 de Janeiro de 2015, que reuniu na Sociedade de Geografia de Lisboa. Por uma grata coincidência, que veio ao encontro de um dos principais objectivos da Tagus Vivan, a Sociedade de Geografia de Lisboa levou a efeito uma Conferência sobre o tema “A Navegabilidade do Rio Tejo”, no dia 14 de Janeiro de 2015, pelas 17h30, no Auditório Adriano Moreira, e nós, obviamente, estivemos lá.

A mesa redonda na Sociedade de Geografia 2015 Janeiro 337

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Notícias do Mar

Um Olhar Sobre o Tejo

Texto Carlos Salgado

O Tejo é uma Auto-Estrada que Está Bloqueada Os nossos sucessivos governos com a febre do asfalto, favoreceram intencionalmente os “lobies” do transporte rodoviário, por falta de visão, por falta de coragem política, ou por outra razão inconfessável, e transformaram o Tejo numa auto-estrada bloqueada.

S

e isso não acontecesse o Tejo, como via fluvial, para o transporte de mercadorias, pessoas e bens e outros usos, nomeadamente o turismo, teria contribuído fortemente para o incremento da economia do nosso país, como acontece nos países desenvolvidos da Europa. Com um espírito assumidamente despido de preconceitos e convicções pessoais,

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achámos por bem transmitir a informação credível baseada em factos concretos, da União Europeia, a que tivemos acesso, que confirmam a grande vantagem económica de usar os rios para o transporte de mercadorias. “Os cinco maiores portos marítimos UE têm ligação a vias navegáveis interiores; O sector da navegação interior movimenta anualmente um volume de tráfego de 140.000 milhões de tonela-

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das/Km; Na rede transeuropeia de transportes há mais de 230 portos fluviais, cerca de 75 dos quais fazem parte da rede principal. Destes, cerca de 40 são também portos marítimos;O volume de emissões de CO2 e de consumo de combustível de uma grande embarcação fluvial é 1/3 do do transporte rodoviário para além, digo eu, contribuir para que o trânsito nas estradas passe a ser muito mais seguro e ágil.; Roterdão

que é, por exemplo, o maior porto marítimo da EU, escoou em 2010 um terço do seu tráfego de mercadorias por via fluvial. As vias navegáveis interiores da Europa cobrem uma extensão de 37.000 Km. Quanto à qualidade do transporte fluvial, os dados falam por si: Os rios e canais são vias de transporte silenciosas e muito eficientes do ponto de vista energético, desempenhando um papel crucial no encaminhamento


Notícias do Mar

de mercadorias dos azafamados portos marítimos europeus para o destino final. No entanto, nem todo o potencial deste modo de transporte é actualmente explorado. Os rios da Europa têm capacidade mais do que suficiente para escoar um volume maior de mercadorias e aliviar, assim, os congestionados eixos rodoviários e ferroviários de algumas das zonas mais densamente povoadas. Podem também desempenhar um papel mais importante na redução das emissões de poluentes. Toda a economia europeia ficará a ganhar com uma melhor exploração do modo de transporte fluvial. Os operadores do sector beneficiarão de um quadro normativo mais claro, de condições de exploração melhores, de um enquadramento que estimula a inovação e de possibilidades acrescidas de recurso

às verbas depositadas pelo sector no fundo de reserva. Ao mesmo tempo, os outros sectores de actividade e os utentes do sector da navegação interior beneficiarão de serviços de maior qualidade. Para os cidadãos europeus, a maior atractividade económica e ambiental do sector da navegação interior trará benefícios no plano do meio ambiente e da saúde. A UE está empenhada em redinamizarar a actividade dos transportes fluviais, designadamente com o programa de acção “Náiades”. Nos países desenvolvidos, seja de grande seja de pequena extensão territorial, o transporte de mercadorias é feito de maneira predominante por meio de ferrovias e hidrovias. Esses tipos de transporte proporcionam uma maior capacidade de carga e são muito mais económicos. DO QUE É QUE O NOSSO PAÍS

ESTÁ À ESPERA? A navegação fluvial é praticada, com maior ou menor intensidade, em todo o mundo. Na Europa, onde grandes e importantes obras (canais artificiais, instalações portuárias, barragens etc.) foram construídas para permitir melhor aproveitamento no transporte de mercadorias diversas. Os rios europeus navegáveis são muitos: Reno, Danúbio, Ródano, Sena, Volga, Don etc. Na América a navegação é praticada nos rios Amazonas, São Lourenço, Mississípi, Ohio, Tennessee, Orenoco, Madalena, São Francisco, Paraguai, entre outros. Na África, destaca-se a navegação nos rios Nilo, Níger, Zaire ou Congo, Zambeze etc. Na Ásia, destacam-se os rios Ganges, Indo, Mekong, Yang-tsé Kiang, Huango-ho etc.

Dentre os diversos factores que influenciam a navegação fluvial destacamos os seguintes: Relevo: Enquanto os rios de planície são óptimos para a navegação, os de planalto costumam apresentar cachoeiras. Entretanto, com a evolução da engenharia, esse entrave já é superável com a construção de comportas e eclusas. Clima: Nas áreas muito frias, os rios são utilizados para navegação somente na primavera e no verão; no outono e inverno, devido ao congelamento, a navegação fica paralisada. Nas áreas com seca prolongada, a navegação também é prejudicada por causa da grande variação do nível das águas. Nesse caso, a solução para unir a navegação permanente está na construção de represas ou barragens para regularizar o nível das águas.

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Notícias do Mar

Texto Carlos Pessoa Fotografia José L. Diniz

Tejo a Pé

Tejo a Pé em Monsanto (Lisboa) Numa manhã de sábado, bem fria mas muito luminosa, era grande a animação no passeio em frente do café Califa, no bairro lisboeta de Benfica.

Aqueduto das Águas Livres

A

inda bastante tempo antes da hora marcada para o início da caminhada, já um grupo muito animado trocava impressões e convivia. Para a maioria, era um reencontro, uma vez que são participantes assíduos nas iniciativas do Tejo a Pé. Muitos outros se lhes juntariam, para fazer um grupo de cerca de 40 pessoas que iria percorrer parte do Parque Florestal de Monsanto, num total de aproximadamente sete quilómetros, acessíveis e com dificuldade baixa. A proposta para o dia 7 de Dezembro de 2014 era essa mesma: andar em Lisboa, mais concretamente em Monsanto, tendo como guia Nuno Luz, técnico de am40

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biente da Câmara Municipal de Lisboa e profundo conhecedor do grande parque da capital. À hora marcada – mais minuto, menos minuto, que as caminhadas são tudo menos uma “ciência exacta” e pontual – toda a gente se pôs em movimento. Uma vez atravessada a ponte suspensa sobre a radial de Benfica, que em 2005 “comeu” uma fatia considerável à área do parque, a imersão no coberto florestal foi total. Nas primeiras centenas de metros, caminhando paralelamente à radial, o ruído automóvel não fazia esquecer que a grande cidade está ali mesmo ao lado. Mas à medida que se entrava no coração do parque – revestido por bosques bem vivos e muito bem tratados (na maioria de pinheiros, mas também com eucaliptos, carvalhos, cedros, sobreiros ou azinheiras) onde vive uma diversificada fauna que inclui,

Pessoas e cães caminharam alegremente na cidade como se estivessem no campo


Notícias do Mar

entre outros, coelhos, esquilos, pequenos mamíferos carnívoros, águias, mochos ou corujas –, tudo mudou. A vegetação faz o “milagre” de filtrar o ruído urbano, transformando o interior do parque num espaço de silêncio e sossego, apenas interrompidos, naquela manhã, pela circulação de outros visitantes que o percorrem em corrida a pé ou de bicicleta. As observações e comentários pertinentes e sabedores de Nuno Luz ajudaram à compreensão de um pouco da história, opções e características deste fantástico parque com cerca de 900 hectares de área, desenvolvido a partir dos anos 1930 numa decisão visionária que dotou a capital com o seu “pulmão verde”. Apesar dos investimentos feitos ao longo das décadas, este parque é uma obra nunca acabada. Ele é um corpo vivo e dinâmico, onde coe-

xistem antigas pedreiras desactivadas, parques de merendas, parques recreativos (o do Alvito, mais antigo, o da Serafina, dos anos 1990) que fizeram a alegria de gerações sucessivas de crianças, redes de moinhos tradicionais (do alto do moinho do Calhau, os caminheiros tiveram uma magnífica vista sobre Lisboa) e as torres de respiração que mapeiam as condutas que levam ao soberbo Aqueduto das Águas Livres, para apenas citar algumas das estações e equipamentos situados no trajecto percorrido. O parque de merendas junto ao Centro de Interpretação (aconselha-se vivamente uma visita à interessante exposição sobre o parque) foi o ponto final da caminhada. Os farnéis saíram das mochilas e ajudaram a repor a energia despendida, antes do regresso a casa. No próximo mês haverá mais Tejo a Pé para conhecer...

Apesar do grupo grande há sempre momentos de reflexão pessoal

Antes de ser o que é, Monsanto era as pedreiras que forneciam a pedra Lisboa

Não parece mas estamos na cidade 2015 Janeiro 337

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Náutica

Notícias Touron

Quicksilver Activ 805 Sundeck Nomeado Barco Europeu a Motor do Ano 2015

A embarcação Quicksilver Activ 805 Sundeck foi nomeada, na sua categoria, para Embarcação Europeia a Motor do Ano 2015.

O

Quicksilver Activ 805 Sundeck é a combinação perfeita entre desempenho e comodidade. Desenvolvido para uma navegação descontraída e para deportos aquáticos, o Activ 805 Sundeck faz jus ao seu nome com uma configuração versátil que oferece uma das maiores superfícies de solário do seu segmento. É extremamente cómodo, com capacidade para nove pessoas durante o dia e quatro adultos para passar a noite a bordo. A embarcação vencedora deste prémio será anunciada a 17 de Janeiro de 2015 durante a Feira Náutica de Dusseldorf. O modelo Quicksilver Activ 805 Sundeck foi apresentado na Feira de Barcelona e esteve exposto na feira de Paris e estará no salão de Dusseldorf. Poderá, também, ser apreciado virtualmente na página web http:// www.touron-nautica.com/embarcaciones-fibra-quicksilver/activ/sun42

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Náutica

deck/activ-805-sundeck Os prémios da Embarcação Europeia a Motor do Ano tiveram a sua origem com a revista alemã BOOTE no ano de 2005 e, desde então, foram alargados a todas as revistas líderes do sector náutico.

O grupo de juízes é formado pelos directores de edição das 7 revistas mais importantes da Noruega, Itália, França, Holanda, Suíça, Áustria e Alemanha. O júri nomeou 25 novas embarcações em 5 diferentes categorias.

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Náutica

Notícias Touron

Bayliner Element XL Galardoado com Prémio “Melhor Barco de Iniciação” de 2014

É com orgulho que a Bayliner anuncia que a “Best of Boats” atribuiu o prémio de “Melhor Barco de Iniciação” de 2014 ao Bayliner Element XL.

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ais de 100 proprietários de embarcações e representantes de construtores, importadores e distribuidores, reuniram-se, a 27 de Novembro último em Berlim, para apreciarem os finalistas de quatro diferentes categorias. “Não podíamos estar mais contentes com esta distinção da Best of Boats” – declarou Keith Yunger, presidente da Bayliner Boats. “Este reconhecimento internacional é demonstrativo do impacto que o Element XL teve na náutica de iniciação, nas famílias que desfrutam da náutica e em todos os nautas em geral. Com uma 44

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Náutica

gama toda premiada, não é nenhum exagero dizer que o verdadeiro desafio para a gama Element está em construir a um ritmo mais

elevado e colocar, cada vez mais, as famílias a desfrutar da náutica”. Um júri independente constituído por jornalistas internacionais, oriundos de países tão diferentes como a Finlândia, a Eslovénia, a Espanha e a Ucrânia, entre outros, seleccionaram os finalistas dos “Best of Boats”. Essas 165 embarcações nomeadas, de 18 diferentes países e representando o verdadeiro espírito náutico, foram devidamente testadas e apreciadas por todos. Os vencedores foram: Best Boat for Beginners (Bayliner Element XL, EUA), Best Boat for Family (Bavaria Sport 360 Coupe, Alemanha), Best Boat for Fun (Yamarin Cross

75 Bow Rider, Finlândia), Best Boat for Nature (Torqeedo Deep Blue 80, Alemanha, and Designboats Tender 06 Oe, Suiça). “Mais um prémio para a gama Element, o segundo para o Element XL, o que prova que a comunidade náutica aprecia o design que aposta na acessibilidade, na segurança e nas famílias” – declarou Keith Yunger. “Mas, mais que isso, tal demonstra que a Bayliner está no caminho certo ao criar novas paixões e novas memórias em quem agora se está a iniciar na náutica”. O design intuitivo do Bayliner Element XL, o seu estilo familiar e condução tipo au-

tomóvel, bem como a sua segurança e estabilidade são o principal atrativo para todas os apaixonados da náutica, sobretudo para quem quer dela desfrutar em família. Com 18 pés e assentos para oito pessoas, o Element XL tem a capacidade e a potência para proporcionar grandes emoções, estabelecendo novos padrões de estabilidade e de segurança, numa embarcação com espaço amplo e um casco de design M-HullTM (patente em registo). A opção de motorização com um fora de borda Mercury de 115 cv e os packs Fishing e Sport permitem ao Bayliner Element XL uma adequação perfeita a todas as actividades náuticas.

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Náutica

Notícias Touron

Mercury Atinge Produção de 2.500.000 Hélices de Aço Inoxidável A Mercury Marine comemora, esta semana, a produção de 2.500.000 de hélices, em aço inoxidável, nas suas instalações de Fond du Lac, Wisconsin (EUA). Estas comemorações coincidem com o 40º aniversário do início da produção das melhores hélices do mundo. A fábrica foi inaugurada em 1974.

A

s hélices da Mercury são reconhecidas como as melhores no que respeita a velocidade, aceleração e poupança de combustível. A mais recente inovação desenvolvida pela Mercury são as populares Enertia ECO, hé-

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lices que reduzem o consumo em 10%, a velocidade cruzeiro, mantendo as excepcionais características de performance e durabilidade. “Este é um marco importante e histórico na vida da Mercury” – afirmou John Pfeifer, presidente da Mercury Mari-

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ne. “Somos líderes de mercado em hélices porque temos as melhores pessoas, os melhores engenheiros e os melhores materiais. Temos muito orgulho nos resultados produzidos pelos investimentos que a Mercury realizou na sua fundição”.

As hélices da Mercury são desenvolvidas por uma equipa de engenheiros com mais de 160 anos de experiência acumulada. Esta base de conhecimento tem permitido à Mercury o contínuo desenvolvimento de hélices que estão sempre muitos anos à frente dos seus principais concorrentes. “Usar a melhor hélice e a mais correcta que permita a máxima performance é um dos factores mais importantes para qualquer nauta, sendo que é, também, uma das decisões mais baratas que tem que tomar” – declarou Dirk Bjornstad Director de Produto da Mercury Propellers. “Cada actividade duma embarcação requer um tipo específico e um tamanho de hélice adequado para atingir o máximo rendimento. Na Mercury esforçamo-nos para ajudar todos os nautas a tirar o máximo partido do seu motor e da sua embarcação. O tempo na água é muito valioso, as nossas hélices proporcionam, sem dúvida, a melhor experiência náutica”. As hélices de aço inoxidável da Mercury são desenvolvidas para motores fora de borda de 9.9 a 300 HP e para todos os motores interiores com coluna.


Náutica

Notícias Touron

Mercury Confirma Acordos com Estaleiros Europeus

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A Mercury confirma acordos de pré-instalação de motores com destacados estaleiros europeus

estratégia de negócio da Mercury para chegar a acordos de pré-instalação de motores fora de borda Mercury com diferentes estaleiros foi conseguida e implementada com número significativo de estaleiros europeus de topo. Desta forma, os distribuidores locais das seguintes marcas já podem encomendar as suas embarcações com pré-instalação Mercury: Jeanneau - França Ocqueteau - França Parker - Polónia Ryds - Suécia Axopar - Finlândia Bella - Finlândia Ao encomendar as embarcações com pré-instalação Mercury, os agentes locais destas marcas irão optimizar e simplificar a montagem do mesmo, em qualquer concessionário, pelo que se irá ganhar em eficiência e rentabilidade, oferendo um melhor e mais rápido serviço aos seus clientes.

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Pesca Desportiva

Pesca Embarcada

Montagem Milagrosa Para Pescar com Muita Aguagem

Uma das vantagens das grandes competições internacionais é o intercâmbio que existe no que toca à aprendizagem técnica. O que hoje Paulo Patacão propõe é o fruto da aprendizagem dos últimos Mundiais de barco fundeado, em locais de baixa profundidade e correntes fortíssimas que, há primeira vista, obrigariam ao uso de pesos entre meio e um quilograma.

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Pesca Desportiva

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Texto: Paulo Patacão Fotografia: Redação/Mundo da Pesca

s Mundiais de França e, sobretudo a edição deste ano em Inglaterra, submeteram as cores lusas à pesca com correntes fortíssimas que, em situações normais obrigaria à utilização de pesos de chumbada muito elevados. No entanto, o intercâmbio com outros pescadores, habituados a essas realidades permitiu solucionar essa lacuna, como foi prova o bom resultado deste ano, fruto da aprendizagem em La Rochelle, França. Mas afinal qual foi a solução encontrada para pescar com estas aguagens, com estas correntes tão fortes?

cam nessas realidade mas que pode ser uma excelente opção para locais onde habitualmente se pesca à “tacada” com chumbadas de quilo, mais concretamente em rios e rias, mas também em locais com fortes aguagens, como é por exemplo o caso de Peniche ou zonas sob a influência de cabos. Essa peça chama-se “anti-tangle” e é o que permite pescar sem enleios e de certa forma reduzir substancialmente o peso do chumbo a usar. Trata-se de um tubo rígido oco que faz um ângulo; uma peça a correr, portanto, e que contem um destorcedor de agrafo para fixação da chumbada.

O “anti-tangle”

A montagem

Tudo se baseia numa montagem, a qual se centra numa peça específica, obrigatória nos pescadores que pes-

A montagem consiste em colocar o “anti-tangle” travado por dois batentes de silicone, num linha entre o 0,40 e o

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Pesca Desportiva

Vários tipos de “anti-tangle”, a peça fundamental desta montagem para pescar a correr…

A rabeira é o tipo de terminal que complementa esta montagem, perfeita para pescar em fortes aguagens com pouco peso de chumbo. 50

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Pesca Desportiva

0,50mm, com comprimento entre um metro e uma braça. Numa das extremidades da montagem (virada para o lado do pescador) colocase um destorcedor normal, para unir ao chicote; na outra extremidade um destorcedor de rolamentos com agrafo onde se prenderá uma rabeira. O motivo deste destorcedor ser de rolamento é pelas elevadas forças e torções a que a montagem é submetida. A rabeira tem habitualmente dois a três anzóis, sendo normalmente feita em linha mais grossa, dada a força das aguagens e dado o tamanho das capturas ser mais avantajado, uma vez que o peixe com corrente come melhor.

como os carretos de carpfishing, de maneira a que a pesca de desloque de forma controlada. Se não se sentir nada levanta-se a cana, a chumbada levanta e deixamos correr novamente, até que a mesma bata outra vez no fundo, ligeiramente mais à frente. Com esta operação repe-

Um Disparate!

Em situações extremas de aguagem, como a que apanhamos em Weymouth no último Mundial, é com muita facilidade que estamos a pescar com cerca de 200m de fio fora do nosso carreto. Portanto quando experimentarem esta pesca em rios ou em locais de muita aguagem não estranhem, mas por vezes parece que nunca mais para de sair fio do carreto e fazem-se os peixes muito, mas muito longe mesmo… um verdadeiro disparate de linha a sair.

Colocação da pesca e ação

Esta montagem deve ser colocada na água com uma descida controlada, usando um carreto com “antireverse”. Abrir a asa de cesto, controlado a queda da montagem com a mão pode revelar-se desastroso. Para ser eficiente esta pesca requer o uso de pesos reduzidos, no máximo de 200 gramas. O objetivo é que a pesca se desloque e pesque, como se fosse uma chumbadinha. De facto, é um processo muito semelhante pois o “anti-tangle” vai correr no espaço predefinido que quisermos, de forma à pesca correr e o peixe não sentir o peso da chumbada. Se o peso da chumbada for demasiado, a mesma pode ficar quase a prumo mas a linha fará balão, induzindo o pescador em erro. A pesca deve sempre correr ao sabor da corrente. Logo que a pesca bate no fundo deve deixar-se correr e aqui o uso de um carreto com “anti-reverse” revelase bom; perfeito seria se tivesse sistema “baitrunner”, 2015 Janeiro 337

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Pesca Desportiva

O uso de peças robustas, linhas e anzóis mais grossos são uma obrigatoriedade nesta montagem feita para pescar a peixes habitualmente fortes, em corrente.

tida a cada viagem a linha vai esticando, a chumbada vai ficando cada vez mais

distante do barco e o ângulo que a linha vai fazendo é cada vez mais aberto, a

prova de que a pesca está a trabalhar bem e que o peso da chumbada é o mais indi-

cado. Vai chegar a um ponto em que a força da aguagem já não pede mais linha, ou seja a pesca já chegou ao local onde melhor vai trabalhar e é nesta fase que se sente melhor o peixe a comer, peixe que se ferra quase sempre sozinho; é aqui que usamos o comprimento do “anti-tangle” que definimos para ferrar o peixe, pois ao contrário do que é normal o peixe na aguagem ferra com o que chamamos “dar linha” ao invés de levantar a cana. Por fim, uma chamada de atenção para o seio da linha que não deve fazer balão, sinal de que a pesca pode estar espiada e a não correr como devia. Logo que a pesca bate no fundo deve deixar-se correr e aqui o uso de um carreto com “anti-reverse” revela-se bom; perfeito seria se tivesse sistema “baitrunner”

Detalhe da instalação do “anti-tangle” na baixada. 52

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Pesca Desportiva

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Notícias do Mar

APM - Associação Portuguesa de Motocruzeiros

Texto e Fotografia Raimundo Covas e Moura Teles

As Nossas Actividades em 2014 A Associação Portuguesa de Motocruzeiros durante o ano de 2014 esteve mais contida a “ligar o motor”… No ano anterior tinha ido ao Douro, as horas de navegação tiveram um acréscimo, houve que refrear os gastos! A “conjuntura” fez-se sentir em todos os aspectos.

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ma prova clara da contenção e não só… é o facto da Doca de Santo Amaro estar com 80 embarcações, quando ainda há pouco tinha atracadas 300. “E não só…” porque falta também uma “visão” para fazer usufruir o Tejo, em vez de extinguir os locais para fundear e, ancoradouros nunca houve! De qualquer modo arrancaram os motores na Primavera para duas navegações até dois locais muito queridos pelos nossos Associados: primeiro rumouse ao Seixal e, a seguir, marcou-se presença em Al54

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Notícias do Mar

O fim da tarde na Ria do Alvor

ao “Sol da Meia-noite” pelos fiordes da Noruega, lá foram à “pesca do bacalhau”! Opções, mas sempre navegando! Em pleno Verão, aconteceu que a “armada” APM optou este ano por alguma liberdade de concentração e, assim sendo, alguns Motocruzeiros rumaram à Marina de Tróia e outros puseram as embarcações a nado no Clube Naval de Portimão. Foram mais de três semanas com base nas marinas, aproveitando para passear nas redondezas, pôr à prova as artes de pesca e com o “resultado” foram preparadas iguarias que passaram pela “caldeirada” e “peixe grelhado”. Em terra, quer em Setúbal quer em Portimão, todos confraternizaram à custa da “sardinha assada” e dos “télélés” que uniam a “rapaziada”, procurando eleger qual a melhor! Em princípios de Outubro todos se reencontraram no almoço semanal, retomado nessa data, para se ouvirem os relatos das diferentes odisseias. Os “algarvios” vinham pouco entusiasmados

com a temperatura da água, já os “troianos” pelo contrário falavam com entusiasmo das praias onde “abicavam” dentro do Rio Sado. No “Dia de São Martinho”, 11 de Novembro, mais uma vez aconteceu o “Magusto APM” com todos os requisitos, em que cada um trata de si junto da “brasa” e se “rega” com água-pé de Bucelas! Só as castanhas são comunitárias saindo do mesmo assador. O “Jantar APM de Natal” ou “Jantar do Perú”, como os Motocruzeiros lhe chamam, ocorreu no dia 12 de Dezembro. É o “desligar dos motores” do ano quase a terminar e, onde se trocam “prendas” e se desejam “Boas Festas” e “Bom Ano”. Para 2015 há forte intenção de voltar ao Douro a partir de 14 de Junho. Os que não estiveram em 2013 ficaram desolados, querem vivamente repetir; os que estiveram, adoram voltar! Há que aproveitar enquanto se pode… E claro que Valada será retomada. As inscrições estão abertas!

cochete. Registe-se que se confraternizou de uma forma muito saudável nestas duas passeatas não tendo havido problemas de navegação a resolver, até porque as manutenções das embarcações tinham sido cuidadosas e, os motores sujeitos a desgaste extra no ano anterior, responderam sempre com prontidão ao que se lhes pediu! A habitual ida a Valada nos feriados de Junho foi interrompida este ano, para desgosto de uns tantos Associados. Aconteceu que tendo outros aproveitado preços especiais propostos em 2013 para um cruzeiro 2015 Janeiro 337

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Surf

Bodyboard

“Mesmo a Tempo de Ser Campeã Nacional” Joana Schenker resume ano de ouro em que ganhou Europeu e Nacional e conseguiu, finalmente, a nacionalidade portuguesa.

Joana Schenker levada em ombros por Manuel Centeno (esq) e Hugo Pinheiro (dir) após a conquista do título europeu, em Marrocos

O

ano de 2014 foi um ano de luxo para ti: campeã do Circuito Europeu (ETB) e Campeã do Circuito Nacional pelo segundo ano consecutivo. Como resumes este ano? “Este ano foi excelente, as coisas foram acontecendo e no final o resultado não podia ter sido melhor. Durante todo o ano fui competindo heat a heat, sempre a tentar fazer o melhor possível, sem me fixar demasiado no resultado final, sem expectativas, mas focada todo o tempo. De certa forma estes resultados não só me deixaram muito feliz, mas deram-me serenidade, uma calma interior, um sentimento de alívio e objetivo cumprido que é muito bom”. E se dizemos “campeã do circuito nacional”, este ano também já podes reclamar, pela primeira vez, o título de campeã nacional já que conseguiste, finalmente o estatuto de cidadã portuguesa. Foi um processo difícil? “Sim é verdade, já tenho a dupla nacionalidade. É um processo demorado, acima de tudo, dispendioso e confuso. Posso dizer que gastei bastante dinheiro em traduções e certidões etc…e no final só com a colaboração da FPS o processo foi concluído a tempo de poder receber o titulo

de campeã nacional.” Foi emocionalmente ingrato não poder reclamar o título de campeã nacional em 2013? “Inicialmente não pensei muito nisso, estava contente por finalmente de conseguido vencer e pronto. Nos dias seguintes começou a haver alguma confusão nas redes sociais, muitas pessoas ficaram confusas, não perceberam afinal quem tinha ganho e aí começou toda a polémica. Talvez tenha sido um pouco ingrato em termos de retorno mediático para os meus patrocinadores, mas não foi ingrato emocionalmente, pois recebi também muito apoio de dentro do meio do bodyboard e de vários atletas que respeito muito.” Dois títulos importantes, um ano ímpar. Isso teve repercussões em termos de patrocínios? “Ainda é muito cedo para dizer isso, estou a tentar encontrar mais apoios para 2015, mas ainda não tenho nada de concreto.” Desde há muito que és uma das bodyboarders mais progressivas e com a linha mais bonita do panorama nacional. Contudo, sempre tiveste alguma dificuldade em aliar o “killer instinct” à tua valia técnica. Isso mudou em 2014? E é isso que explica o sucesso? “O “killer instinct” não é uma coisa natural em mim, aliás não

me considero uma pessoa competitiva. Valorizo acima de tudo a qualidade de surf num atleta, não a sua capacidade de dar voltinhas aos adversários. Tive que crescer nesse sentido, sinto que agora tenho mais confiança nas minhas capacidades e isso foi a grande mudança neste ano. Não estou mais agressiva a competir, estou mais calma e mais focada, isso automaticamente faz com que surfe melhor e cometa menos erros tácticos.” O circuito nacional 2014 foi considerado por muitos “histórico”, especialmente pela reformulação do formato e pelas ondas épicas com que foi recompensado na última etapa na Nazaré. Que pensas disso tudo? “De uma forma geral acho que foi um circuito muito bom, houve um grande esforço das pessoas envolvidas para realizar todas as etapas do calendário e conseguiu-se o mais importante, que é passar uma boa imagem do bodyboard nacional. Houve boas ondas em muitas das provas, o nível dentro de água esteve elevado, o novo formato contribuiu para a motivação dos atletas. As condições épicas na Nazaré foram a melhor maneira de acabar o ano e exatamente o que o circuito nacional já merecia há muito tempo.” O que gostarias de ver de diferente no Circuito Nacional em geral e no feminino em particular? “Na minha opinião, sete etapas para a categoria feminina é demais, pois torna o circuito muito dispendioso para as atletas. Quatro, é suficiente. As etapas “prime” com período de espera foram uma excelente adição ao circuito, as condições que tivemos na Nazaré são a prova disso. Penso que a maneira como o

circuito foi estruturado para os homens não foi a mais correta; podia ter tido na mesma o TOP16 apurado para as prime, mas não devia ter sido feito um reset nas pontuações.” Como avalias a tua concorrência? Achas que o bodyboard feminino está a “perder gás”? “De maneira nenhuma, não via um nível tão elevado no circuito nacional há bastante tempo. Aliás senti isso na própria pele, não houve heats fáceis, foram todos disputados até ao fim. As atletas estão motivadas, cheias de garra e a evoluir bastante. Estamos no caminho certo.” E agora que és uma atleta portuguesa de pleno direito, gostarias de ir à Selecção Nacional? “É sempre uma honra, ser escolhido para representar um país numa competição, ainda mais quando apenas pode ir uma atleta. Se eu tiver a oportunidade de representar Portugal pela seleção irei com certeza com todo o gosto e dar o meu melhor.” Contas com o patrocínio da Science Bodyboards Portugal para as tuas pranchas. Qual foi a tua “arma” de eleição para esta época vitoriosa e porquê? “A minha prancha de eleição foi a Rigby loaded core em 39.5. Adoro a prancha, fiz o ano todo com ela. Finalmente consegui o tamanho certo para mim e o loaded core é um pouco mais flexível que me permite surfar de uma forma menos forçada.” E que esperar de Joana Schenker em 2015? “Tudo vai depender dos meus apoios para 2015, quero competir, mas também gostava de fazer alguma coisa em free surf, apanhar ondas boas e filmar. O mais importante é continuar concentrada em evoluir e surfar melhor.”

Joana exibe o seu novo cartão de cidadão 2015 Janeiro 337

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Surf

Notícias do Surf Clube de Viana

Texto e Fotografia João Zamith

SCV Sensibiliza para a Ética Desportiva O Plano Nacional de Ética no Desporto encontra terreno fértil em Viana com o Surf Clube de Viana, em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude e a Câmara Municipal de Viana do Castelo,

O

SCV organizou uma formação de sensibilização sobre Ética Desportiva, no passado dia 5 de dezembro, no CAR Surf. Integrada no Plano Nacional de Ética no Desporto e destinada a treinadores, dirigentes, professores e atletas, esta ação registou grande êxito. O grande objetivo deste Plano é “combater a visão simplista e mercantil do desporto”, trazendo-o para a sua essência, ao apostar na educação e formação dos ci-

Participantes sessão sensibilização PNED no CAR Surf de Viana do Castelo

dadãos, com especial enfoque nas crianças e nos jovens. Esta formação gratuita registou a participação de 40 formandos, em representação de três clubes náuticos locais (SCV, Clube de Vela e Viana Remadores do Lima), da Associação de Basquetebol V. Castelo, do Clube de Basquete de Viana, da Associação Juventude Viana, da Escola Desportiva Viana, do Santa Luzia Futebol, do Sport Clube Vianense, do Viana Natação Clube e do Voleibol Clube Viana, com vários

Guilherme Bastos e José Sérgio (CMVC) 60

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técnicos da Câmara Municipal de Viana do Castelo e dois estagiários da Escola Superior de Desporto e Lazer, do IPVC. Organizada pelo SCV, pelo Instituto Português do Desporto e Juventude e pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, contou também com a participação especial de dois Embaixadores do PNED: Guilherme Bastos, Presidente da Federação Portuguesa de Surf entre 2003 e 2013, e António Alves Tunes, membro da Direção da Federação Portuguesa de Mo-

tonáutica. Guilherme Bastos considera que esta ação foi muito positiva, tendo permitido concluir, entre outras coisas, que os temas e os constrangimentos abordados em termos éticos no surf são transversais às outras modalidades. Tanto o surf, a Federação Portuguesa de Surf, o SCV e Viana do Castelo, desde o início, acolheram e têm contribuído para a aplicação do PNED. “A Federação Portuguesa de Surf foi uma das primeiras, na altura, a protocolar e a divulgar o Plano Nacional de Ética no Desporto. Viana do Castelo recebeu, no ano de lançamento do programa, uma das primeiras provas onde este foi aplicado, que foi a Taça de Portugal em 2012, uma coorganização da FPS e do SCV”, explica. Apesar do trabalho realizado, Guilherme Bastos entende que ainda há muito caminho a percorrer, sendo, por isso importante continuar a desenvolver este plano formativo, sobretudo junto dos atletas e dos seus pais e encarregados de educação. Também aqui atribui um papel de destaque a este clube de surf vianense. “Em termos globais, o SCV tem vindo a desenvolver um trabalho profícuo. É com enorme prazer que vejo

Inácio Anjos (IPDJ)


Surf

o clube orientado para a formação de novos atletas. E sendo este um trabalho de resultados a longo prazo, acredito que, dentro de alguns anos, teremos em Viana atletas de elite. Por isso, também no que respeita à aplicação da ética, o SCV tem um papel de relevo para continuar a desempenhar”, acrescenta. António Alves Tunes considera que a boa organização, a qualidade das intervenções, a adesão dos participantes e as boas condições logísticas foram importantes para a obtenção dos objetivos da formação, para a confirmação do valor da temática e da necessidade do PNED continuar a ser aplicado através de outras ações educativas e formativas. Para João Zamith, presidente do SCV, “esta formação permitiu sensibilizar e alertar os dirigentes e treinadores associativos para a importância dos valores éticos na formação desportiva dos jovens como potenciadores de uma melhor cidadania. Igualmente possibilitou juntar e aproximar os principais agentes desportivos locais, bem como dar a conhecer as valências do CAR Surf.”

Embaixador PNED António Tunes

O PNED, da responsabilidade da Secretaria de Estado do Desporto e Juventude, tem como visão “contribuir para um desporto alicerçado nos valores e princípios éticos nas suas diferentes dimensões: prática, gestão, direção técnica, audiência, filiação, comunicação social, comércio e indústria”  Aposta na educação e for-

Embaixador PNED João Guilherme Bastos

mação dos cidadãos, com especial enfoque nas crianças e jovens, promovendo e possibilitando a vivência dos valores e dos comportamentos fundados na ética. O grande objetivo do PNED “é combater a visão simplista e mercantil do desporto, trazendo-o, de novo, para a esfera da sua verdadeira essência: dotar o processo e

a educação e formação dos jovens de uma caraterística de natureza humanista e única”, visando a construção “de um desporto saudável e com sentido”. O SCV faz um agradecimento especial ao Professor Inácio Anjos (IPDJ), ao Vereador Vítor Lemos (CMVC) e a Guilherme Bastos e António Tunes, Embaixadores PNED.

João Zamith (SCV) e Inácio Anjos (IPDJ)

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Motonáutica, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana, Acossiação Portuguesa de WindSurfing Administração, Redação: Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar

Últimas Volvo Ocean Race

A China Como Destino

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Dongfeng, com o francês Charles Caudrelier ao leme, segue no comando da 3ª etapa da Volvo Ocean Race, que liga Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos e Sanya, na República Popular da Chi-

na. No total, são 4670 milhas náuticas que se prevêem complicadas. Depois de duas etapas emocionantes, a frota da Volvo Ocean Race já ruma a águas chinesas. O barco sino francês Dongfeng Race Team, lidera seguido dos espanhóis do Mapfre e dos ho-

Team chinês Dongfeng

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landeses do Team Brunel. Em Abu Dhabi, festejou o Team Brunel. O holandês Bouwe Bekking triunfou e assumiu a liderança da prova, após duas etapas. O Dongfeng segue na segunda posição e o Abu Dhabi é terceiro, mas todos têm 4 pontos.

Da etapa que finalizou nos Emirados, sobram o incidente com o Team Vestas que obrigou à retirada da etapa, aguardando-se com expectativa a data do regresso à competição e o triunfo do barco feminino SCA, na Inport de Abu Dhabi.

Team SCA, a equipa feminina

Notícias do Mar n.º 337  

Jornal Notícias do Mar Online, n.º 337, Janeiro de 2015.

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