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Vela

Circuito Europeu de MOD70

Fotografia Ricardo Pinto

Gigantes Encantam Cascais

Os MOD70 em Cascais

O Circuito Europeu de MOD70 faz a sua estreia este ano e, como não podia deixar de ser, Cascais foi eleita como local de escala. A organização da etapa portuguesa foi do Clube Naval de Cascais com o apoio da Câmara Municipal de Cascais e da Marina de Cascais.

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ascais recebeu a chegada da 2ª etapa, com largada em Dùn Laoghai-

re-Baía de Dublin, foi ponto de largada e chegada da 3ª – a Around Portugal Race – e despediu-se dos trimarãs que ruma-

ram a Marselha, França. Spindrift Racing Vence em Cascais

A equipa do Spindrift Racing que venceu em Cascais 2

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O Spindrift racing, de Yann Guichard, venceu a segunda etapa do Circuito Europeu de MOD70, que ligou Dùn Laoghaire, Dublin, na Irlanda a Cascais. O trimarã francês levou 2 dias, 15 horas,37 minutos e 36 segundos, a cumprir as 975 milhas náuticas do percurso, a uma velocidade média teórica de 15.25 nós. Na realidade, o Spindrift percorreu 1112 milhas, a uma média de 17.47 nós. A vitória na segunda etapa garantia a liderança ao Spindrift racing, com apenas um ponto de vantagem sobre o FONCIA, de Michel Desjoyeaux. A tripulação de Guichard foi segunda na 1ª etapa entre Kiel, na Alemanha e Dùn Laoghaire, venceu a City Race series disputada na baía de Dublin e conquistou o lugar mais alto do pódio em Cascais. O sol estava a nascer em águas cascalenses, quando os quatro primeiros cortaram a linha, em mais uma chegada emocionante. O Spindrift foi primeiro, seguido por FONCIA, Musandam Oman Sail e Groupe Edmond de Rothschild, todos


Vela

separados por 400 metros. Depois de largar de Dùn Laoghaire, no Domingo à tarde, o Spindrift rondou primeiro a mítica Fastnet Rock e apenas perdeu, momentaneamente, o comando para o Musandam-Oman Sail, de Sidney Gavignet, ao largo do Cabo Finisterra. A etapa que ligou a Irlanda a Portugal foi disputada com condições meteorológicas muito variadas, de ventos fortes em águas irlandesas a ventos muito fracos à chegada a Cascais. Musandam Oman Sail Vence Cascais City Race O Musandam Oman Sail, de Sidney Gavignet, foi o vencedor da Cascais City Race que decorreu em águas cascalenses. O vento fraco foi o protagonista das regatas da Cascais City Race, permitindo apenas a realização de 6 das 8 regatas previstas. Na geral da Cascais City Race, vitória do Musandam Oman Sail, seguido do Spindrift racing e do Groupe Edmond de Rothschild. O Race for Water e o FONCIA, foram 4º e 5º. Foncia Vence a Around Portugal Race O FONCIA, de Michel Desjoyeaux, venceu a Around Portugal Race, 3ª etapa do Circuito Europeu de MOD70. O trimarã francês foi o mais rápido a cumprir o percurso de 213 milhas náuticas e com os 3 pontos bónus conquistados no prólogo assume a liderança do Circuito Europeu de MOD70. O FONCIA, de Michel Desjoyeaux, foi o grande vencedor da Around Portugal Race, a 3ª e mais curta das etapas do Circui-

O Foncia, vencedor do Around Portugal Race to Europeu de MOD70. O trimarã francês cumpriu o percurso Cascais-Berlengas-Sines-Cascais, num total de 213 milhas náuticas, em 1 dia, 1 hora, 47 minutos e 44 segundos. Este resultado permite ao FONCIA conquistar o primeiro lugar da geral do Circuito, com 6 pontos de vantagem sobre o Spindrift racing, de Yann Guichard. O Race for Water, de Stéve Ravussin, foi 2º classificado na Around Portugal Race, a 5 minutos e 50 segundos do líder. O Spindrift racing, de Yann Guichard, terminou na 3ª posição a 26 minutos e 12 segundos. O Musandam-Oman Sail, de Sidney Gavignet, vencedor da Cascais City Race, quedou-se pelo 4º lugar a 35 minutos e 6 segundos e o Groupe Edmond de Rothschild, de Sébastien Josse, foi 5º a 45 minutos e 41 segundos. Na geral do circuito, comanda o FON-

CIA, com 182 pontos, seguido do Spindrift racing (176 p.). O Groupe Edmond de Rothschild é terceiro (152 p.). Race for Water (145 p.) e Musandam-Oman Sail (142 p.), são 4º e 5º, respectiva-

mente. Entretanto, a frota de MOD70 despediu-se de águas cascalenses com a largada para a 4ª etapa que liga Cascais à cidade francesa de Marselha.

O Presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, com os skippers dos MOD70 2012 Setembro 309

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Vela

EDP - VIII Campeonato de Portugal de Infantis

Poder Algarvio Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, sagrou-se Campeão de Portugal de Infantis, prova que decorreu em Vila Real de Santo António. Beatriz Gago, do Clube Naval de Portimão foi a primeira no sector feminino e a Associação Naval do Guadiana venceu por Equipas. O EDP – VIII Campeonato de Portugal de Infantis teve organização da Federação Portuguesa de Vela e da Associação Naval do Guadiana e o patrocínio da EDP. No sector feminino, Maria Inês Caneco, do Clube de Vela de Lagos, era primeira, ocupando o 13º lugar da geral. Catarina Coelho, do Clube de Vela de Viana do Castelo, subia a 2ª (15ª da geral) e Beatriz Gago, do Clube Naval de Portimão, ocupava o 3º posto (16ª).  Por equipas, tudo na mesma, a Associação Naval do Guadiana na frente, seguida do Clube de Vela de Viana do Castelo, e do Clube de Vela do Barreiro.

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anuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, terminou logo no primeiro dia na frente do EDP – VIII Campeonato Portugal de Infantis. A frota de 78 Optimist disputou duas regatas com Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos e Manuel Ramos, do Clube de Vela do Barreiro a estarem em grande destaque somando uma vitória e um 2º lugar. Apesar de estarem em igualdade pontual (3), Fortunato levava vantagem no desempate. Diogo Malheiro, da Associação Naval do Guadiana era terceiro, com 8 pontos.

Manuel Fortunato Campeão de Portugal de Infantis No sector feminino, Maria Inês Caneco, do Clube de Vela de Lagos, era primeira, ocupando o 12º lugar da geral. Beatriz Gago do Clube Naval de Portimão era 2ª (14ª da geral) e Catarina Coelho, do Clube de Vela de Viana do Castelo, ocupava o 3º posto (16ª). Por equipas, a Associação Naval do Guadiana estava na frente, seguida do Clube de Vela de Viana do Castelo, e do Clube de Vela do Barreiro. Fortunato mantinha liderança Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, consolidou a liderança

Beatriz Gago, Campeã de Portugal de Infantis 4

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depois de disputado o segundo dia de provas. Vento de Sudoeste a soprar com 8 de nós de intensidade foram as condições encontradas pela frota. No magnífico cenário do Rio Guadiana realizaram-se duas regatas, com Vasco Benjamim, da Associação Naval do Guadiana e Alex Baptista, do Clube Náutico da Boca da Barra a dividirem os triunfos Na geral, Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, aumentava a vantagem para o segundo classificado, Diogo Malheiro, da Associação Naval do Guadiana. Alex Baptista, do Clube Náutico da Boca da Barra, era terceiro.

Fortunato Campeão de Portugal As duas derradeiras regatas do EDP – VIII Campeonato de Portugal de Infantis, foram disputadas com vento de Sudoeste, a soprar entre os 6 e os 10 de nós de intensidade. Tomás Guerreiro, da Associação Naval do Guadiana e João Bolina, do Clube de Vela do Barreiro, venceram mas não houve alterações na classificação geral com Manuel Fortunato, do Clube de Vela de Lagos, a sagrar-se Campeão de Portugal. Diogo Malheiro, da Associação Naval do Guadiana, e Alex Baptista, do Clube Náutico da Boca da Barra, foram 2º e 3º, respectivamente. No sector feminino, o triunfo sorriu a Beatriz Gago, do Clube Naval de Portimão, que terminou em 13º da geral. Catarina Coelho, do Clube de Vela de Viana do Castelo, e Catarina Abrantes, da Associação Naval do Guadiana, fecharam o pódio. A Associação Naval do Guadiana venceu por equipas, superando o Clube de Vela de Viana do Castelo e o Clube de Vela do Barreiro.

Equipa da Associação Naval do Guadiana, vencedora do Campeonato por equipas


Vela

Campeonato de Portugal de Cruzeiros

Xekmatt Conquista Título

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Xekmatt, de José Prista, vencedor do Nacional de Cruzeiros

Sargaço Again-UON Sailing Team

Xekmatt, de José Carlos Prista,  sagrou-se Campeão de Portugal de Cruzeiros, em prova disputada em Oeiras. A organização foi da Federação Portuguesa de Vela, com o patrocínio da Fidelidade Mundial e o apoio da Associação Desportiva de Oeiras e do Porto de Recreio de Oeiras. Final emocionante para o Campeonato de Portugal de Cruzeiros. O Xekmatt, de José Carlos Prista, sagrou-se Campeão de Portugal terminando com dois pontos de vantagem sobre o Sargaço Again/UON Sailing Team, de José Caldeira. No último dia, com o vento a soprar de Oés-Noroeste, entre os 9 e os 12 nós de intensidade, os dois primeiros dividiram os triunfos nas duas regatas realizadas. O Atria 45, de João França Pereira, terminou na 3ª posição. Classificação final após 5 regatas 1º Xekmatt – José Carlos Prista - 7 pontos 2º Sargaço Again/UON Sailing Team – José Caldeira - 9 pts 3º Atria 45 - João França Pereira 17 pts 4º Project 02 - Emanuel Rodrigues - 22 pts 5º Altitudes II - Tiago Matos - 29 pts 6º Wahoo - Filipe Penaguião - 29 pts 7º Giulietta – Alexandre Kossack - 32 pts 8º Pede Vento - Rui Ferreira - 35 pts 9º São José II – José Motta Veiga - 46 pts

Atria 45 2012 Setembro 309

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Vela

Cascais Vela 2012

Fotografia Ricardo Pinto

Clássica da Vela Nacional Encerra em Apoteose Sargaço Again - UON Consulting 1º Troféu Quebramar

O Cascais Vela 2012 foi disputado nas classes ORC, ANC, Handicap CNC, barcos Clássicos, Dragão e SB20. A prova teve organização do Clube Naval de Cascais e o patrocínio da Câmara Municipal de Cascais, da Quebramar, da Jeep e da Chivas e o apoio da FPV, da ANC, da Dragopor, da APCSB20 e da Marina de Cascais.

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Cascais Vela 2012 teve final apoteótico com os vencedores a serem encontrados depois de regatas cheias de emoção. O Sargaço Again/UON Consulting, de José Caldeira, conquistou o Troféu Quebramar, em ORC A, depois de ser 2º na única regata disputada no último dia e que terminou com o triunfo do Bora-Bora, de Luís Cerqueira.  O Xekmatt, de José Carlos Prista, ficou na 2ª posição da geral e o Funbel, de António Noronha, foi terceiro classificado.

Em ORC B, vitória do MBA Atlântico, de Rui Ramada Barros, seguido do Ideia Fixa, de Diogo Pereira e do Tuttamania, de António Carvalho. O Top Fun, de Vasco Serpa/Joaquim Moreira/Paulo Manso, alcançou a primeira posição da geral do Desafio SB20 Jeep, após a realização de 5 regatas. O Palhas d’Aço, de Paulo Palha/Diogo Cayolla/Pedro Pinto, e o Dom Pedro Hotels/ Generali, de José Paulo Ramada/ Gonçalo Ribeiro/Miguel Leal Faria/ António Pereira foram 2º e 3º, respectivamente.

Vasco Serpa-Joaquim Moreira-Paulo Manso 1º Desafio SB20 JEEP 6

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Henrique Anjos/Pedro Costa Alemão/Paulo Bastos, no Catarina III, foram os grandes vencedores do Desafio Dragão Chivas. Diogo Barros/Sebastião Rosas/Frederico Campos, no Seven Seas Too, e Patrick Monteiro de Barros/Nuno Barreto/Rodrigo Vantacich, no ETC…, terminaram, em igualdade pontual, nas 2ª e 3ª posições, respectivamente. O Polaris, de Luís Plantier, o B2, de Miguel Rocha, e o Mobilidade, de Manuel Santiago Faro, foram os três primeiros na Regata Marina de Cascais ANC. Na Regata Clube Naval de Cas-

cais – Handicap CNC, o Le Aum, de José António Teixeira, alcançou o triunfo, seguido do 3 Marés, de Nuno Duque da Fonseca e do Arrábida, de Pedro Valador. O Tal-a-Roz, de Henrique Vasconcelos Dias foi o primeiro da Classic Yacht Regatta. O Arquimedes, de José Abreu Valente, e o Cipango, de Maurice Benzaquen, foram segundo e terceiro. A consagração dos vencedores do Cascais Vela 2012, aconteceu nas instalações do Clube Naval de Cascais com a presença de Carlos Carreiras, Presidente da Câmara Municipal de Cascais.

Regata de Dragões


Vela

5ª Edição da Regata Bluewater Algarve

Marina de Lagos Recebe Regata Bluewater

A regata Bluewater em Lagos

Durante os dias 14 a 16 de Setembro teve lugar 5ª edição da Regata Bluewater Algarve, vocacionada para embarcações de cruzeiro, cujo evento é organizado anualmente em parceria pela empresa Bluewater Algarve com colaboração da Marina de Lagos.

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sta é uma das provas que reune grande número de participantes no Algarve, apresentando este ano 24 barcos. A iniciativa inclui uma vertente de animação em terra com uma tenda montada especificamente para o efeito, onde decorreram todos os eventos sociais. Na 6ª feira o dia começou co o pequeno-almoço oferecido pelo Marina Club Lagos Resort na tenda da regata. O vento não colaborou e a sua fraca intensidade não permitiu que se realizasse nenhuma regata. Em virtude disso disputaram-se apenas quatro regatas, 2 no sábado e 2 no domingo. No sábado o dia começou com nevoeiro mas o vento manteve-se e soprou com cerca de 6 nós, do quadrante Sul. Houve 2 regatas de percurso triangular na baía de Lagos. Ao fim da tarde as tripulações participantes reuniram-se mais uma vez na tenda da regata. No domingo houve 2 regatas com vento sudoeste, de intensidade entre os 10 e os 16 nós. A primeira regata do dia foi um percurso triangular na baía de Lagos enquanto que a segunda regata foi um percurso costeiro entre Lagos, a Praia da Luz e Alvor. Na classificação geral saiu vitorio-

sa a embarcação Carnage, de Paul Mallett, um Cork 1720. Em segundo lugar ficou o Seita II, um Élan 35, de António Viegas. O terceiro lugar foi ocupado pelo Taonga, um Pro Marine, de Ferry Jantzen. Todos os dias, entre as 18:30 e as 20:00, houve convívio das tripulações e apresentação de classificações. O evento incluiu ainda uma festa com o tema “Mesa do Comandante” na noite de 16 na tenda, para apre-

sentação das classificações finais e a entrega de prémios. Este acontecimento incluiu churrasco, bar aberto e música ao vivo. Os vencedores receberam, além dos troféus, serviços de pintura de casco, estadias em hotéis e outras ofertas atractivas. Dadas as excelentes condições naturais que a zona de Lagos apresenta para este tipo de navegação, a regata Bluewater atrai navegadores in-

ternacionais anualmente, tendo vindo a aumentar o número de participantes todos os anos. Esta prova apela não só aos velejadores competitivos mas também aqueles que preferem uma versão mais lúdica da vela, conciliando a prática da navegação com o convívio e confraternização entre velejadores num verdadeiro evento desportivo e social. A regata tem o patrocínio de Premier FX e Algarve Marquees.

Rondagem na baía de Lagos 2012 Setembro 309

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Náutica

Salão Náutico Internacional de Barcelona 2012

Este Ano Concentra-se em Port Vell O Boat Show, de Barcelona ao realizar-se em Port Vell, o porto antigo de Barcelona, entre os dias 26 a 30 de Setembro, vai continuar a mostrar o maior lance das actividades do sector em Espanha. mais uma razão para visitar o certame. Barcelona Boat Parade O clima, a luz e o ambiente de setembro, em Barcelona, são um marco atrativo de viver perto do mar e o convite para se desfrutar nesta cidade os últimos dias de verão. Portanto, além de ajudar a impulsionar a actividade empresarial e gerar negócios, o Salão será um lugar de diversão, aprendizagem e promover o gosto pelo desporto e pela náutica desportiva e de recreio. Por isso serão realizadas multiplas atividades, como o Boat Parade, uma das surpresas deste ano, na qual uma seleção de embarcações desfilará pelo Port Vell, para mostrar suas novidades.

Planta do Salão no Port Vell

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evento vai apresentar ‘Porta inteligente “, uma plataforma de gestão de portas via celular, desde o mais simples acessório de pesca de barco até à mais sofisticada. O Barcelona International Boat Show ao ser realizado em Port Vell, ​​vai mostrar durante cinco dias, a maior e mais abrangente oferta comercial da Espanha nos desportes e na náutica de recreio. Isso será possível graças à participação de empresas como a Baviera, Beneteau, Furuno, Garmin Iberia, Green Power, Jeanneau, Star Marina, Polyships Rodman, Marine Sessa, Sunseeker, Touron, Yamaha e Zodíaco, e muitos outros. Vão estar expostos veleiros, iates, catamarãs, Menorca, barcos, botes insufláveis, barcos de cruzeiro ou viagem e de pesca. Os barcos à vela ou motor vão ser os protagonistas do Boat Show

de Barcelona, ​​num cenário privilegiado da cidade. Serão dois shows flutuantes - com barcos de 8 metros de comprimento - e de exposição com todos os tipos de produtos e serviços náuticos que vão da eletrônica e motores até às tintas, sailmakers, reboques, artigos de pesca, cartas ou marinas, bem como pequenos barcos. “Este ano não haverá mais barcos na água, e nós reduzimos o tamanho mínimo das unidades à tona em 8 metros, em vez dos 12 anteriores”, diz o diretor do programa, Jordi Freixas que acrescenta “Até agora, já está confirmada a presença de mais de 160 embarcações, em comparação a 130 no ano passado. Entre eles, há veleiros de comprimentos medianos, uma oferta que nós recuperamos, ao concentrar todo o certame, em Port Vell “. Para o presidente do Salão, Luis Conde, “poder testar os barcos no local e com o clima que Barcelona oferece em Setembro, vai ser um grande in-

Este ano estarão na água embarcações a partir dos 8 metros de comprimento 8

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centivo para o público e ajudar a atrair novos praticantes para as actividades náuticas de recreio. Além disso, para os interessados ​​em comprar um barco, este é o melhor momento e lugar para encontrar condições mais favoráveis ​​de compra e financiamento. “ Para o diretor da Associação Nacional de Empresas Náuticas (ANEN), Alejandro Landaluce, “as empresas estão fazendo um grande esforço, para proporcionar a todos os visitantes uma mostra mais abrangente e atraente de produtos e novidades, porque, apesar da crise, o mercado da náutica de recreio aposta na evolução. “ As últimas novidades para desfrutar do mar Embarcações com plataformas de banho hidráulicas para submergir na água, comandos remotos tipo chaveiro para controlar todo o sistema elétrico de um barco, motores de combustível eficiente, elétrico ou híbrido, cartas de navegação em 3D. Estas são algumas das novidades que se poderão ver este ano no Salão. Em geral, os fabricantes estão apostando em soluções que sejam ambientalmente amigáveis, funcionais e que contribuam para uma maior segurança a bordo. Um Smart Port para uma Cidade Inteligente. O Boat Show de Barcelona continua a apostar na inovação como uma de suas marcas. Entre outras iniciativas, este ano irá apresentar o Smart Port, uma plataforma de gestão portuária e uma rede social para os proprietários e cruzeristas, projetados para smartphones e tablets. Esta é uma nova maneira de fazer chegar ao mar a tecnologia móvel, na qual Barcelona é pioneira no mundo e é

Três Áreas Temáticas O show também contará com três áreas temáticas, localizadas no Moll de la Fusta, onde haverá atividades para todas as idades: Área Beach Fun, além de reunir produtos e serviços relacionados ao desporto, terá uma zona de provas com acesso ao mar, para o público jovem desfrutar de sessões de iniciação à vela, canoagem, caiaque ou paddle surf, entre outros. O Espai del Mar, é um espaço concebido para a apresentação de regatas, livros, troféus, ou prêmios e também servirá para debates e conferências relacionadas com o meio marinho e a navegação em todas as suas variantes. Da Marinha Tradicional, mostramse os clássicos barcos de madeira e se desenvolverão workshops. Além disso, pelo terceiro ano consecutivo, irá permitir uma aldeia no Moll d’Espanya, que será um ponto de encontro de empresários, representantes de diversos setores da economia, desportistas e convidados do mundo da náutica. Ele contará com um restaurante e um terraço do café em um ambiente agradável à beira-mar. O preço do ingresso para o salão será de 12 euros para o público e gratuita para os profissionais. 50 Anos de História O Salão Náutico de Barcelona é membro fundador da International Federation of Boat Show Organisers (IFBSO) e uma referência internacional hoje. Por ocasião do seu 50 º aniversário, a Câmara Municipal agraciou-a com a Medalha de Ouro de Mérito Desportivo, em reconhecimento do seu papel na promoção do setor e da internacionalização da cidade. Organizado pela Fira de Barcelona anualmente, o Salão conta com o apoio e colaboração da ANEN, assim como das principais entidades do setor.


Electrónica

Notícias Nautel

Novos Geradores Eólicos no Mercado Pela Mão da Nautel A Nautel estebeleceu uma parceria com a Marlec UK com vista à distribuição dos seus produtos em Portugal.

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Marlec dedica-se em exclusivo a soluções de energias renováveis, no seu conjunto, incluindo eólico, solar etc, mas tem um pendor e liderança particulares nos geradores eólicos para embarcações, ou de pequenas aplicações terrestres. Os Geradores Eólicos compatos destinam-se a carregar baterias a bordo de barcos/caravanas/ acampamentos etc. Convertem a abundante energia potencial existente no vento, em eletricidade. Para ser adequado para uso marítimo um gerador eólico precisa de ser cuidadosamente concebido para ser confiável, e construído com materiais resistentes ao ambiente agreste do mar. Estes Aerogeradores ou Turbinas são muitas vezes combinados com os painéis solares fotovoltaicos para formar um sistema de carga de baterias ‘híbrido’. Um bom funcionamento do gerador eólico é também essencial. Isto quer dizer que o mesmo deve permitir a tranquilidade de descanso a bordo minimizando os sons (zumbido da turbina) e vibrações. O silêncio é também fundamental, para não perturbar vizinhos de Marinas, Parques etc. Vantagens/economias diretas:

Menos consumo de combustível para se carregar as baterias via motor, e como este é ligado menos vezes os custos de manutenção

descem. Existem vários modelos, sendo que se destaca hoje o Rutland 504.

Rutland 504 O Rutland 504 foi concebido, tendo em mente pequenas necessidades de recuperação de energia. No caso marítimo, é um sistema de carregamento ligeiro de baterias particularmente adequado para embarcações com menos que 10 m de comprimento. No geral é ideal para servir bancos de bateria de à volta 100Ah a 12 VDC. Pesa 3,5Kg. O diâmetro da rotação das pás é 51cm. Enquanto durante a semana, ou vários dias, a instalação ou barco/caravanas não são usados, o Rutland 504 irá reabastecer as baterias usando a energia gratuita e abundante no vento para que quando se volte ao uso, as baterias estejam de novo nas máximas condições . Durante períodos mais longos de estadia a bordo o Rutland 504 compensará consumos como os das luzes da cabine e outros aparelhos de baixo consumo de energia. Início de carga com ventos de apenas 5nós. Gera 25W a 19 nós e 6W a 10 nós. Máximo: 60W. Anel em volta das pás para maior proteção das pessoas e das pás não se envolverem com cordas etc Preço: 569€ Para mais informações: www. nautel.pt

Regata Canárias Madeira

“Puerto Calero” Primeiro a Chegar ao Funchal

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pós cerca de 50 horas de prova, no dia 6 de Setembro, por volta das 17:00 horas, chegou ao Funchal o “Puerto Calero”, o primeiro veleiro da Regata Canárias Madeira a cruzar a linha de chegada, estabelecida entre o Cais do Funchal e a Pontinha. Regata dura e bonita Já em terra, Alejandro Morales, o relações públicas, deu voz à felicidade da tripulação: «Foi uma regata difícil por causa da falta de vento, acabámos por estar muito tempo no mar. Mas deu para navegar e acabou por ser uma regata dura mas bonita. A parte final, na chegada ao Funchal, foi a pior, porque tivemos quatro horas praticamente parados, parecia que íamos “entregar o ouro ao bandido” e concluiu, “Agora vamos desfrutar daquilo que nos oferece a Madeira. Na tripulação há pessoas que já conhecem a ilha, outras para quem é a primeira vez, por isso vamos com os mais experientes a conhecer”, Emocionante e divertido Pouco tempo depois chegou o “Adrian H. Macaronesia”. O skipper Daniel Adrian queixou-se também do vento fraco, sobretudo na largada de Santa Cruz de Tene-

rife. “A maioria dos barcos optaram por um trajecto por fora, nós seguimos um caminho diferente, pelo no norte de Tenerife, e caímos num “poço sem vento”. Mas na chegada às Ilhas Selvagens avistámos os outros concorrentes e depois lutámos durante toda a noite para ganharmos terreno e a verdade é que esta manhã já estávamos numa boa posição”, regozijou-se Adrian, satisfeito com o 2.º lugar. «Durante a noite apanhámos 14 nós! Obrigou-nos a trabalhar bastante, mas conseguimos um bom andamento e acabámos quase “colados” ao vencedor. Foi muito emocionante e divertido.» A terceira embarcação a cruzar a meta foi o “Cachito/Marina de Rubicon”, de Augusto Escuder. “Foi uma regata difícil, não dormimos nada porque quisemos recuperar terreno quando o vento surgiu. Mas as regatas são assim mesmo e estamos muito satisfeitos por estar na Madeira”.

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Náutica

Teste - Capelli Tempest 700 com Yamaha F225FETX

Texto e Fotografia Antero dos Santos

Bastante Adequado ao Mar, Rápido e Muito Seguro

Testámos em meados de Agosto, em Portimão, mais um novo modelo Capelli, o Tempest 700, equipado com o Yamaha F225 de 4.2L de cilindrada e projetado e construído pelo estaleiro para garantir a maior segurança e conforto a navegar no mar, com quaisquer condições, e para as mais diversas finalidades.

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apelli é representado em Portugal pela Porti Nauta, do grupo Angel

Pilot, que importa em exclusivo as duas gamas que o estaleiro italiano fabrica, os barcos em fibra, a gama Cap, e os semi

rígidos, a gama Tempest. Com mais de meia centena de fabricantes de semi rígidos em Itália, a Capelli tem desen-

O Tempest 700 tinha montado o Yamaha de 4.2L. com 225 HP 10

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volvido este tipo de embarcações, não apenas para satisfazer o exigente mercado italiano que dispõe do maior número de construtores do mundo, mas também para interessar a mercados que navegam nas águas atlânticas. A gama Tempest representa hoje um produto de elevado prestígio devido à sua excelente qualidade, tanto os barcos que são construídos para o recreio como para as actividades profissionais. Presentemente a Capelli produz 33 modelos de semi rígidos dos 2,20 aos 13,00 metros de comprimento, todos com os tubos construídos em Neoprene/ Hypalon. O objetivo da marca ao projetar e construir uma tão extensa gama Tempest, prende-se com a necessidade de preencher completamente os interesses dos mais diversos mercados. O mar no Algarve estava sem


Náutica

Nas costas do banco do piloto existe uma mesa

O novo Capelli Tempest 700

pode permitir dois ou três pescadores estrem à pesca com o barco fundeado. O porão tem uma tampa com amortecedor hidráulico e espaço para meter a palamenta ou guardar caixas para o peixe. Colada sobre os tubos à proa, está uma enorme peça em fibra em forma de púlpito, que incorpora a ferragem que encaixa o ferro, um molinete hidráulico e o porão para o ferro e o cabo de fundear. Nos dias de passeio e banhos de sol, toda a área da proa se pode converter num amplo solário. O posto de comando está montado numa consola condução central dupla com um para

brisas alto e protegido por um corrimão em aço inox. Na consola estava montado o display com a informação da gestão do motor, um rádio CD e ainda tem espaço para montar outros equipamentos eletrónicos. No interior tem um compartimento com porta estanque, para arrumações. O piloto tem um banco duplo para a condução de pé, o qual tem no interior um compartimento, igualmente com porta estanque, para arrumar equipamentos. No topo o banco tem um corrimão em aço inox, para apoio de quem vai em pé ao lado do piloto, com o barco em andamento. A zona atrás é um espaço

vento no dia do teste, mas tinha alguma ondulação que permitiu ver bem as qualidades do barco que ensaiávamos. O Capelli Tempest 700 é um semi rígido que está equipado para oferecer muitas utilizações. Com as dimensões bem adequadas para a navegação em segurança no mar, com 7 metros de comprimento, o Tempest 700 aproveita bem o espaço que tem no interior, com três zonas distintas bem marcadas e equipadas. A área da frente, o posto de comando e a zona da popa, com o objetivo de melhor permitir uma utilização prática e sobretudo confortável. Assim, a zona da frente tem um almofadado em U sobre um amplo porão e um banco também estofado à frente da consola de condução, que

O casco do novo Tempest 700 tem o V muito profundo 2012 Setembro 309

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Náutica

O Tempest 700 é um barco muito confortável a navegar especialmente confortável, com um banco corrido estofado com encosto para três pessoas e uma mesa rebatível em madei-

Posto de comando 12

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ra que se encontra fixada nas costas do banco do piloto. O topo do banco dispõe ainda de encaixes para copos e garrafas,

A consola de omando tem um banco à frente


Náutica

Passagem a bombordo do banco da popa para não haver problemas durante os piqueniques. Para não incomodar quem esteja sentado no banco da popa, existe uma passagem a bombordo para dar acesso à plataforma onde está a escada de banhos. O encosto do banco é rebatível, facilitando não só o acesso à popa para os mergulhos, como a pesca ao corrico. Fixado no contramolde do

banco fica um “roll-bar” em aço inox, onde se monta também um bimini, para proteger do sol. Sob o banco da popa existe um enorme porão com capacidade para guardar toda a palamenta, caixas para peixe e sacos de equipamentos e de roupa. Uma das características deste modelo que o torna muito compacto é ter os tubos colados

Porão sob o banco da popa completamente por fora ao casco e por dentro à coberta e ao contramolde do banco da popa. Deste modo, evita-se quaisquer vibrações dos tubos com o barco em andamento. São diversos os opcionais que ampliam ainda mais a utilização do Tempest 700, como o duche à popa, o mastro de esqui e mais um solário à popa. Motor Yamaha

F225FETX Este motor pertence à nova geração dos Yamaha de alta cilindrada, incorporando as melhores tecnologias desenvolvidas pelos engenheiros da marca. Construídos com componentes fabricados com materiais mais leves e resistentes, são motores compactos com um desempenho de grande eficiência e elevada potência. O Yamaha F225FETX tem

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Náutica

Graças às características do casco, o barco curva muito agarrado à água 4.169 cm3 de cilindrada, V6 a 60º, dupla árvore de cames à cabeça (DOHC) e 24 válvulas. Os cilindros foram construídos com uma nova tecnologia, por um processo de fusão de plasma nas paredes do cilindro, ficando 60% mais resistentes do que o aço, oferecendo menor peso, menos fricção e melhor arrefecimento. O motor conjuga dois siste-

mas, o EFI, injecção electrónica de combustível, e o VTC, árvore de cames variável, com os quais consegue um desempenho mais ecológico e suave, a máxima eficiência de combustível e um arranque muito rápido. Este motor tem o sistema electrónico de acelerador e engrenagem “drive-by-wire”com o controlo das rpm. As funções

Compartimento no banco do piloto 14

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deste sistema são lidas num display que mostra todos os manómetros digitais em rede. Também se podem ajustar as rpm em segmentos de 50 rpm, entre as 600 e as 1.000 rpm, para manter velocidades lentas e usar igualmente na pesca ao corrico. O motor incorpora também o sistema anti roubo YCOP, exclusivo Yamaha de segurança

e imobilizador, de comando à mão. O teste mostrou um conjunto muito performante e um barco com excelente desempenho no mar. A elevada potência do Yamaha 225 HP de 4.2L, em parceria

Compartimento na consola de condução


Náutica

Porão à proa

Púlpito à proa em fibra, com o ferro e molinete eléctrico

com as características do casco do Tempest 700 que se apoia bastante na água com os tubos atrás, resultou num arranque explosivo e numa aceleração muito rápida. Assim, em apenas 1,32 segundos o barco já planava e quando fizemos o teste de aceleração até às 5.000 rpm, o Tempest 700 em 12 segundos já navegava a 36 nós, mas apenas às 4.400 rpm. As condições do mar fora da barra de Portimão não permitiram chegar às 5.000 rpm nem a velocidades muito acima dos 40 nós. Por razões de segurança isso não foi possível. Em outras épocas do ano, já temos aproveitado o interior da barra, protegidos pelo molhe e em águas paradas, fazer os testes de aceleração e velocidades máximas. Mas desta vez, toda essa zona estava com embarcações fundeadas e não se podia acelerar. Mesmo assim, fora da barra, ainda conseguimos levar o motor até às 4.600 rpm. A partir destas rotações poderíamos levantar o “trim” e levar o motor até perto das 6.000 rpm. Ma não conseguimos. Atingimos 40.8 nós e sentimos que estávamos perto do limite. Isto bastou-nos para calcular que em águas paradas, o Tempest 700 com este Yamaha 250 HP de 4.2L, atingirá de certeza os 50 nós. A comprovar as características deste conjunto, o barco planava no mínimo de velocidade a 10 nós, com o motor apenas às 2.000 rpm. Interessante foi constatar 2012 Setembro 309

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Náutica

O Capelli Tempest 700 é um barco rapido uma velocidade de cruzeiro económica bastante rápida a 29 nós com as reduzidas 3.500 rpm. O Tempest 700 tem um novo casco Capelli. Este dispõe de um V muito profundo, permitindo uma navegação muito agarrado à água e por isso muito seguro a curvar e extremamente confortável quando salta e cai na água. Nas velocidades mais elevadas que fizemos o barco manteve-se sempre direito a saltar a ondulação. Também verificámos que o casco deflecte bastante bem a

água para fora e o barco tinha no final o banco da popa completamente seco. O Tempest 700, com um motor potente e um casco marinheiro, é um barco adequado para fazer grandes saídas, mesmo com o mar com condições pouco favoráveis, para encontrar os pesqueiros que estão cada vez mais longes e regressar depressa quando o mau tempo se aproxima. Como o barco está bastante bem equipado, facilmente se adapta a qualquer tipo de utilização, tanto para a pesca, como para os mergulhos,

Espaço à proa 16

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também para os passeios familiares com os respetivos pi-

queniques e ainda para puxar esquiadores.

Características Técnicas Comprimento

7,15 m

Boca

2,80 m

Diâmetro dos tubos

0,58 m

Peso

1.050 Kg

Lotação

16

Potência máxima

225 HP

Motor

Yamaha F225FETX

Preço barco/motor s/IVA

54.075 e

Performances Tempo para planar

1,32 seg.

Aceleração às 4.400 rpm

36 nós 12 seg

Velocidade máxima

40,8 nós 4.600 rpm

Mínimo a planar

10 nós 2.000 rpm

2.500 rpm

15 nós

3.000 rpm

23 nós

3.500 rpm

29 nós

4.000 rpm

34 nós

4.500 rpm

38 nós

4.600 rpm

40,8 nós

Importador Exclusivo: Porti Nauta, Lda Complexo dos Estaleiros Navais, Bloco B armazém 8 8400-278 Parchal Lagoa Tel.: 282 343 086 www.angelpilot.com/portinauta.com


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Pesca Desportiva

Texto e Fotografia: Sílvio Santos/Mundo da Pesca

Pesca Embarcada

A Pesca no Profundo A Chernes, Gorazes e Afins...

Um excelente cherne só nas profundezas

Nestes últimos anos, este tipo de pesca tem vindo a ganhar muitos adeptos, principalmente, a meu ver, devido à escassez de peixe nos pesqueiros normalmente frequentados pelas embarcações de pesca desportiva e também pela satisfação provocada por um bom resultado de um dia de pesca nas profundezas.

A

procura de exemplares maiores e de espécies diferentes leva o pes-

cador desportivo de alto mar a ir mais longe e mais fundo. Como o próprio nome sugere, é uma pesca realizada a

grandes profundidades, isto é, entre os 200 e os 400 metros, fazendo com que as embarcações desportivas naveguem por

É preciso ir mais longe e mais fundo para capturar exemplares maiores 18

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vezes mais de 30 milhas para chegarem aos seus pesqueiros preferidos. A razão pela qual estes pesqueiros se distanciam tanto da costa, é porque se situam a seguir à plataforma continental, ou seja, no talude continental. Uma plataforma continental é uma plataforma submarina pouco profunda, localizada nas margens de um continente, que se inclina para o mar com um declive de mais ou menos 0.1º em direcção aos fundos oceânicos. A plataforma continental termina no talude continental, uma zona de acentuado declive que marca a transição entre a crusta continental e a crusta oceânica. Materiais Canas Em relação às canas escusado será dizer que devem ser fortes e resistentes para conseguirem trabalhar com chumbadas com pesos compreendidos entre os 0,750 kg e o 1,5 kg. Devem possuir uma acção entre as 20 e as 50 libras. Existe uma imensidão de canas que podem ser adaptadas a este tipo de pesca com bons


Pesca Desportiva

Palco Principal O talude continental é caracterizado pelo acentuado declive, local onde a profundidade aumenta de forma abrupta, dando origem a encostas bastante acentuadas, formando também brechas, buracos e grutas, locais ideias para muitos peixes habitarem e procurarem alimento, sendo assim os melhores locais para praticarmos este tipo de pesca.

Um goraz com um bom peso resultados. Desde canas de big game a canas de jigging, spinning, etc.

Carretos Os carretos obrigatoriamente têm que ser eléctricos e com

boa potência. Devem possuir uma boa capacidade de linha, para no mínimo se poder colo-

car 500 metros de multi-filamento 0.30/035 mm. Também neste capítulo existem muitas marcas

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Pesca Desportiva

O bom posicionamento da embarcação Ê fundamental pare uma pesca eficiente

Vale a pena ir a pesqueiros a mais de 30 milhas 20

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Pesca Desportiva

e modelos, embora os preços não sejam muito convidativos, têm vindo nestes últimos anos a baixar de preço e assim ficarem mais acessíveis. Mesmo assim não são muito baratos… Ao multifilamento colocado no carreto deve-se unir um monofilamento que vai servir de chicote/terminal, com o objectivo de amortecer as pancadas dos peixes maiores e assim trabalhar com maior eficácia. Normalmente usa-se cerca de 10 a 15 metros de chicote e este terá uma espessura de 0.60/0.70 mm. Iscos Os iscos que por norma nos dão bons resultados são os de sempre: sardinha, lula e cavala/ sarda. Sempre o mais frescos possível e em acção de pesca sempre resguardados à sombra e ao fresco. Montagens Neste caso, temos que diferenciar dois tipos de pesca no profundo: a pesca ao goraz e a pesca ao cherne, pois aqui a diferença entre as montagens reside na espessura dos fios e tamanho do anzol. Nas madres para o goraz devemos usar um monofila-

A pesca nas águas profundas oferece bons resultados

As canas devem ser fortes para trabalhar com pesos de 0,750 Kg a 1,5 Kg mento com um diâmetro entre 0,70/0,80 mm e nos estralhos entre 0.50/0.60 mm. Em relação ao anzóis dependendo da marca entre o 1/0 e o 3/0. No caso das montagens para o cherne, as madres a utilizar devem ter um diâmetro de 1.0 mm a 1.5 mm e os

estralhos com medidas compreendidas entre 0.80 mm a 0.90 mm podendo utilizar-se até mais de um milímetro de diâmetro dependendo do tamanho dos peixes que estamos a capturar. Os anzóis, esses devem ser de tamanho compreendido entre o 3/0 e

o 6/0. Nestes dois tipos de montagens o tamanho ideal do estralho é de 50 centímetros. Particularidades... Este tipo de pesca, propriamente dito, não tem nada de especial em relação a outros

Os carretos devem ser eléctricos e com capacidade de pelo menos 500 mertros de fio 2012 Setembro 309

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Pesca Desportiva

A pesca no profundo é entre os 200 e 400 metros

tipos de pesca em barco fundeado ou à “rola” (expressão utilizada na gíria do pescador para designar à deriva). Uma das particularidades mais importantes na pesca em barco fundeado é sem dúvida a nossa localização em relação ao fundo e ao peixe, e este caso não é excepção, e se o posicionamento de um barco já por si não é fácil a 50 ou 60 metros imaginem a 300 metros de profundidade. Quando o vento é favorável e não sofre grandes alterações

Os maiores exemplares estão nas zonas mais fundas 22

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em relação à sua direcção o posicionamento torna-se mais fácil, mas quando não há vento ou então este teima em não ser constante na sua direção, então temos que tomar medidas que nos possibilitem pescar sempre onde o peixe se encontra e a melhor forma é sem dúvida pescar à deriva, ajudando com o motor quando necessário. Neste caso a acção dos pescadores que se encontrem a bordo tem que ser mais coordenada de forma a não haver linhas enleadas e portanto um pouco mais difícil para o mestre e consequentemente para os pescadores se a coordenação não for respeitada. A parte mais importante nesta pesca é precisamente o posicionamento da embarcação e na opção de escolha pelo método mais indicado, determinado pelas condições atmosféricas presentes. Oportunidade para experimentar Ao contrário do que muitos afirmam, esta pesca pode ser praticada por qualquer pescador que goste da pesca de alto mar, não é de modo algum uma modalidade elitista ou demasiado cara que nos impeça no mínimo de experimentar uma vez uma pescaria a estes exemplares das nossas profundezas. E podese dizer que neste momento já existe uma boa oferta de embarcações marítimo-turísticas que praticam este tipo de pesca principalmente no norte do país, e com a vantagem de alugarem o material (canas e carretos eléctricos), evitando assim que quem queira experimentar tenha que investir na compra deste tipo de material mais específico. Se decidir experimentar é obrigatório acondicionar bem os iscos de forma a manter a sua frescura e também levar bastante gelo para acondicionar bem o fruto da nossa pescaria, tendo em conta que falamos de exemplares de peixes com elevado valor gastronómico e assim sendo merece todo o nosso respeito e bom trato.


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Náutica

Notícias Honda

Honda Marine Apoia Fantástica Aventura “Europe all Around” “Europe all around” - assim se denomina a fantástica aventura protagonizada por Andreas Gabriel.

Ao centro, Andreas Gabriel, recebe da equipa Honda o motor BF2.3

T

endo partido do Porto de Tonning, na Alemanha, em Abril de 2011, este navegador alemão propôs-se a realizar um percurso de cerca de 15.000km em águas europeias até regressar ao ponto inicial. Sem utilizar dinheiro ou cartões de crédito esta viagem, realizada num catamarã fabricado pelo próprio, tem passado por vários países encontrando-se agora em Portugal. Honda disponibilizou um motor fora de borda BF2.3 A Honda Portugal, através da sua Divisão Marine resolveu apoiar este projecto, disponibilizando um motor fora de borda BF2.3 para o último percurso desta aventura – o regresso à Alemanha, que se realizará através da costa norte de Portugal, Espanha e França. A entrega ocorreu no passado dia 6 de Setembro, nas instalações 24

do concessionário oficial Honda Marine – Reparadouro – localizado em Vila Nova de Gaia. Na cerimónia estiveram presentes representantes do concessionário local e da Honda Portugal. Projecto global ambiental que representa o compromisso da Honda para com o meio ambiente e as gerações vindouras. O símbolo circular representa a terra e o sol com céu azul (ar limpo), água limpa e terra verde, A linha branca a meio representa uma estrada, onde se realiza a liberdade da mobilidade. O coração representa o pensamento e a paixão da Honda, no compromisso com o nosso ambiente. Visivelmente satisfeito Andreas Gabriel afirmou: “Agradeço bastante a ajuda da Honda Portugal. Esta maravilhosa viagem fala não só duma grande navegação pela Europa mas também da solidariedade entre pessoas o que me permitiu viver situações extremamente interes-

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santes. Conheço bem a Honda e sei que posso contar com o motor fora de borda BF2.3 para voltar a casa”. Para Rui Aranha, Director Geral da Divisão de Produtos de Força: “é com toda a satisfação que a Honda Portugal se associa a esta iniciativa.

Esta aventura é fantástica, e a fiabilidade do nosso motor irá com toda a certeza auxiliar o Andreas a concluir a sua viagem”. Acompanhe os detalhes desta aventura em www.der-mit-demwind-faehrt.de

Andreas Gabriel no catamaran que construiu


Náutica

Honda Apresenta o Robot Corta-Relva Miimo A Honda vai entrar no mercado Europeu em franca expansão de robots de cortar relva com o lançamento do Honda Miimo, o primeiro produto robotizado comercial da marca para utilização doméstica.

O

Honda Miimo é a solução perfeita para quem deseja manter o seu relvado em perfeito estado mas não quer ou não pode cortar a relva pessoalmente. Sendo o derradeiro dispositivo para poupar tempo e trabalho, uma vez instalado, requer o mínimo de interacção humana durante o seu funcionamento, assegurando um relvado perfeitamente cortado, todos os dias, durante a época em que é necessário efectuar mais regularmente o corte da relva. O Honda Miimo funciona com um sistema de “corte contínuo”, tipicamente cortando apenas 2 ou 3 mm de relva de cada vez, várias vezes por semana. O corte é efectuado em padrão aleatório, o que se traduz em menor esforço sobre o relvado, com um crescimento mais saudável e menos musgo e ervas daninhas. Ao contrário de uma máquina de cortar relva tradicional, com o Miimo, não é necessário recolher a relva cortada, porque esta é de dimensões tão pequenas que pode ficar espalhada pelo relvado, servindo como um fertilizante natural. O Honda Miimo “navega” pelo relvado recorrendo a uma combinação inteligente de comandos, temporizadores e sinais de sensores transmitidos em tempo real. Para o seu funcionamento, é usado um cabo limitador, instalado debaixo do chão ou em cima do relvado, à volta do perímetro do jardim. O Honda Miimo detecta o sinal electrónico no cabo e permanece dentro do limite definido pelo sinal, assegurando elevados níveis de segurança e precisão. O Miimo é alimentado por uma bateria de iões de lítio de elevada performance, cuja carga é efectuada de forma automática. O nível de carga da bateria é monitorizado de forma constante, pelo que a máquina regressa à estação de carga quando a bateria precisa de carga. Uma característica exclusiva, o Honda Miimo possui uma ventoinha incorporada no suporte das lâminas, criando um fluxo de ar que “aspira” eficazmente a relva na direcção das lâminas. Isto assegura um acabamento superior e uma distribuição mais consistente da relva cortada pelo relvado. Adicionalmente, uma novidade no mercado, o Miimo apresenta um sistema de corte com três lâminas de elevada durabilidade, que se dobram em vez de se estilhaçarem

caso ocorra um impacto com objectos rígidos, eliminando o perigo de deixar espalhados pelo relvado os pedaços de lâmina. A altura de corte pode ser regulada entre 20 e 60 mm, para se adequar às condições ditadas pela época do ano. As vendas de robots de cortar relva na Europa estão em rápido crescimento. Com os jardins a serem cada vez mais uma “sala de estar no exterior”, a vida ocupada das pessoas que não podem perder tempo ou não podem ter mais trabalho com a manutenção de um relvado, numa população em envelhecimento, talvez já sem capacidade para o fazer, os robots de cortar relva são a solução perfeita. Estas máquinas também representam um excelente benefício ambiental, porque não produzem CO2, são mais silenciosos do que os modelos a gasolina e não obrigam a recolher a relva cortada. O Honda Miimo funciona num de três modos – “aleatório”, “direccional” ou “mistura” Adequando-se ao tamanho e tipo do jardim. No modo aleatório, a máquina “navega” pelo relvado sem um padrão fixo, enquanto que, no modo direccional, o movimento ocorre de forma mais uniforme para a frente e para trás, assegurando um corte mais rápido. O modo de mistura apresenta intervalos de corte nos modos aleatório e direccional. O Honda Miimo possui três sensores antibatimento independentes com raio de acção de 360 graus, que detectam o contacto entre a máquina e quaisquer obstáculos. Quando um

sensor é activado, a máquina pára e afasta-se do ponto de contacto, seguindo numa direcção diferente. O Honda Miimo pode trabalhar em subidas com inclinação de até 24º e, quando detecta zonas do relvado onde a relva é mais espessa ou está mais alta, a velocidade das suas rodas é automaticamente reduzida, mas a rotação das lâminas é mantida, de forma a garantir a eficácia do corte, mesmo nas áreas mais difíceis. A segurança de funcionamento e a segurança anti-roubo ficam garantidas por dois sensores de elevação, que disparam caso o Honda Miimo perca o contacto com o solo. Caso um destes sensores se active, a máquina desliga-se completamente e soa um alarme e a máquina não pode voltar a ser usada até ser introduzido um PIN definido pelo proprietário. Em linha com as novas normas, isto significa que quando se levanta a máquina enquanto as lâminas estiverem a rodar, elas param automaticamente e o Miimo fica desactivado e inútil em caso de furto. Na altura do lançamento, o Honda Miimo vai estar disponível em dois modelos, o 300 e o 500 Oferecendo, respectivamente perímetros máximos de corte de 300 e de 500 metros. O Honda Miimo 500 tem capacidade para cortar relvados com área total de 3.000 metros quadrados, cerca de metade do tamanho típico de um campo de futebol, o que o torna adequado a uma ampla diversidade de jardins. O Honda Miimo é um produto

totalmente novo para os Concessionários Autorizados Honda de Produtos de Força e Agro-Jardim. Uma máquina única no mercado, estará disponível para venda com o serviço completo. Após a compra, o concessionário procederá à instalação da estação de carga, que servirá como ponto de carga e gerador de sinais. O cabo limitador é ligado à estação de carga e, depois, é colocado ao longo do perímetro do jardim, de forma a definir a área onde será efectuado o corte. A seguir, o Honda Miimo é programado segundo o plano de corte que se revelar mais conveniente para cada cliente, recorrendo ao temporizador e ao calendário incorporados na máquina. Finalmente, no final da época, o Concessionário Autorizado Honda procederá à recolha da máquina para realizar a manutenção de Inverno e, em alguns países, para a hibernação de Inverno. A Honda tem vindo a trabalhar no desenvolvimento do domínio da robótica desde 1986, com os antecessores do ASIMO, o robot humanóide mais avançado do mundo. O Honda Miimo é o primeiro produto robótico comercial fabricado pela empresa para utilização pública – o que representa o primeiro passo em termos de soluções de robótica para os clientes, com soluções para melhorar a vida do dia-adia. O Honda Miimo será fabricado pela Honda France Manufacturing em Orlean. A máquina vai estar disponível nos Concessionários Autorizados Honda da Europa no início de 2013

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Notícias do Mar

Conhecer e Viajar Pelo Tejo

Texto e Fotografia Carlos Salgado

Pelo Tejo, Sempre!!... Caros amigos, este mês dispensei o entrevistado porque tenho um assunto sério a abordar, que ocupa todo o espaço de que disponho neste jornal.

A

Associação dos Amigos do Tejo, adiante designada por AAT, foi uma ONG sem fins lucrativos, declarada de utilidade pública em 1991, que foi fundada no dia 5 de Junho do ano de 1984, Dia Mundial do Ambiente. Ela foi historicamente uma das primeiras associações não governamentais de defesa do ambiente do nosso país, e não só. O trabalho que ela desenvolveu, pelo menos durante um quarto de século, mereceu o reconhecimento do senhor Ministro do Ambiente, Professor Doutor Francisco Nunes Correia, através de uma missiva datada de 22 de Setembro de 2009, que refere: “ ( … ) relativamente às múltiplas iniciativas promovidas, com assinalável êxito, em prol do conhecimento e divulgação dos valores ambientais, patrimoniais e culturais ligados ao rio Tejo e à sua bacia hidrográfica, venho manifestar o apreço e o reconhecimento do Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Planeamento Regional pelo importante papel desempenhado e também pela colaboração construtiva que tem promovido com os serviços deste Ministério, visando sempre a promoção do Tejo e da gestão sustentável dos seus recursos ( … ) “. Esta AAT teve origem num grupo de jovens velejadores oriundos de Alhandra, que nas frequentes navegações que faziam no Tejo para montante e para jusante, a partir de finais dos anos cinquenta do século passado, encantados com o que viam e viviam neste nosso histórico e maior rio, e do convívio com as suas gentes, entenderam que tudo isto devia ser partilhado com outros cidadãos. Mas também foram cons-

Alhandra, o berço da AAT tatando que o rio ia ficando mais poluído de ano para ano e era preciso inverter essa situação. Para além disso foram-se apercebendo que à medida que o transporte fluvial foi sendo substituído pelo rodoviário, o Tejo foi perdendo importância e sendo cada vez mais desprezado pelos governantes e até as próprias populações ribeirinhas foram deixando de o procurar, sentindo que ele tinha deixado de ser vivo e vivido. E assim, foram tomando consciência de que tinham que contribuir para que ele fosse reabilitado, promovendo a sua imagem e dando-lhe notoriedade, através de actividades inovadoras, pois o

Confrades no terreno, 2012 26

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Tejo continua a ser um recurso natural com grandes potencialidades. Por tudo isto decidiram constituir-se numa ONG. Há que reconhecer que o voluntariado é uma atitude nobre e necessária da sociedade civil, desde que não tenha como intenção o propósito do cidadão de se promover socialmente, ou com o objectivo de promoção na carreira profissional ou política, bem como por interesse económico o que, lamentavelmente, tem vindo a acontecer. Mas no nosso país é difícil e complicado ser um voluntário assumido, porque a forma como o Estado está a tratar as associações sem fins lucrativos e sobretudo de utilidade pública é desincentivadora, exigindo-lhes as mesmas obrigações burocráticas e fiscais como se de uma empresa comercial ou industrial se tratasse, e os seus dirigentes voluntários têm a mesma responsabilidade civil da de um administrador daquelas empresas, que no seu desempenho ganha balúrdios. Deste modo o Estado prova que ignora e desconsidera o cidadão voluntário que abraça uma causa a sério, e que para tal dedica abnegadamente o seu tempo a essa causa, com prejuízo da sua vida pessoal e muitas vezes sacrificando a própria família. Estou a abordar este assunto com conhecimento de causa. Refiro-me concretamente ao

caso da AAT que conseguiu, não obstante, resistir durante mais de um quarto de século e ir sobrevivendo envolvida numa série de incómodos, quer das finanças com declarações do IRC, sendo-lhe exigido contratar um técnico oficial de contas, sofrer multas e coimas, sobrecarregada com inquéritos, declarações e questionários complicados atentatórios à privacidade da instituição, da parte do Instituto Nacional de Estatística e da Agência Portuguesa do Ambiente, mas a AAT nunca recebeu um cêntimo de qualquer delas. Foram só chatices que complicaram a vida dos cidadãos voluntários na sua fundamental acção cívica em prol do Tejo. Ainda por cima a crise instalada motivou a falta de receitas da quotização e de qualquer outra contrapartida dos serviços prestados pela AAT, o que levou ao esgotamento dos seus recursos financeiros, impedindo-a de prosseguir com a sua acção no terreno. Os fundadores e os seus apoiantes de muitos anos, de verdadeira dedicação e militância, já com alguma idade, não podem continuar a aturar estas coisas e portanto chegou a hora de dizer basta! Tentaram passar o testemunho a gente mais nova, mas concluíram que, nestas condições, não é possível encontrar continuadores à altura para cumprir cabalmente o objecto social da AAT e de honrar a


Notícias do Mar

sua história. E, como tal, a Assembleia Geral de Sócios decidiu por unanimidade, cessar as actividades da AAT e encetar um processo de dissolução da mesma, com pesar. Mas como, PELO TEJO, SEMPRE, os eruditos e veteranos da AAT e os seus amigos não esgotaram a sua paixão pelo Tejo decidiram, com base na sua vivência e convivência com o Rio durante anos, o que lhes permitiu adquirir um considerável capital de conhecimento sobre ele e conhecê-lo bem, em todas as suas vertentes, rejeitam abandoná-lo. Então decidiram formar um grupo de reflexão, observação, avaliação e crítica de tudo o que diz respeito ao Tejo e para o efeito resolveram constituirse numa confraria, a “ Tagus Vivan ” vulgo Confraria do Tejo (blindada), que dentro de um relacionamento fraterno, tem por missão agir como um Observatório do Tejo. A partir de um diagnóstico que fizeram dos aspectos técnicos, dos fenómenos fluviais, dos recursos naturais, dos recursos económicos e das aspirações da sociedade ribeirinha, sabem perfeitamente o que é preciso fazer pelo Tejo e quais são as principais medidas que devem ser tomadas pelas entidades com-

Confraria “Tagus Vivan” petentes, e foi por esta forma que optaram para dar o seu contributo válido para que o Tejo passe a ser sustentável: 1- Demarcação do Domínio Público Hídrico e restauração das margens e diques. É de primordial importância que o Domínio Público Hídrico deixe de ser ocupado abusivamente pelos agricultores e pelas actividades agro-pecuárias, e fazer a manutenção e/ou replantação nas margens, das espécies ripícolas e marachas, para minimizar a erosão das margens. 2- Proceder à sistemática regularização do rio nos pontos críticos. Contrariar a tendência ou tentação para ser feita uma artificialização exagerada das frentes de água, nas

Um percurso com empenho e desempenho

Início da Aventura 1957/58

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Notícias do Mar

AAT em ação requalificações, tendo a preocupação de procurar fazer um equilíbrio entre a arquitectura do património local e da paisagem, incluindo a flora autóctone, numa preservação da identidade histórica e das características particulares dos sítios. 3- Proibir a construção de urbanizações junto às frentes de água, tanto por questões de risco de inun-

dações como pela preservação do Domínio Público Hídrico e para não desvirtuar a paisagem. 4- Desmantelar por completo a rede organizada (cartel) da captura e contrabando do Meixão, o que constitui um crime ambiental, seguido do contrabando de um produto que é nosso, um sério crime económico.

5- Reabilitar a navegação comercial, que está provado que é o transporte mais económico e seguro, com a vantagem de descongestionar o tráfego rodoviário, e contribuir para o desenvolvimento económico regional. 6- Melhorar e manter a navegabilidade do rio, sinalizar com balizagem adequada as calas e as carreiras nos percursos navegáveis.

Impedir, vigiando e persuadindo, a montagem de redes de pesca dentro das calas e carreiras. 7- Exigir e abreviar a instalação, com a eficaz cobertura do território, de estações de tratamento de águas residuais, tecnicamente comprovadas, mesmo para a agricultura e para a agropecuária, e controlar a sua actividade regular com qualidade. 8- Coagir e/ou persuadir os agricultores para aderirem a práticas agrícolas ambientalmente correctas e controlar e/ou interditar o uso indiscriminado de pesticidas e fertilizantes nocivos. Qualquer tipo de agricultura intensiva deve ser avaliada e controlada para evitar a destruição dos solos e a contaminação dos veios de água. 9- Garantir o acesso dos cidadãos ao rio, sempre. 10- Na impossibilidade de se tornar o rio navegável na sua maior extensão, criar condições nos espelhos de água navegáveis (albufeiras), para tornar o Tejo mais atractivo para o turismo. 11- Valorizar as potencialidades inatas que o Tejo possui nos seus espaços ribeirinhos, nos patrimónios natural e construído e nas diversificadas culturas ancestrais. 12- Lançar um Programa de investigação e divulgação das riquezas do Tejo que são atractivas para o Turismo e cativar potenciais investidores, atraindo o investimento público e privado para a constituição de parcerias ou outras formas para o seu adequado aproveitamento económico, plano esse para o qual as Regiões de Turismo devem estar vocacionadas e especializadas para a promoção do turismo de lazer e náutico nos espelhos de água e nas suas frentes, mas tendo o especial cuidado com os projectos virtuais que estão a surgir, evitando que o Tejo seja parasitado. 13- Repensar o conceito das Rotas do Vinho, dos Saberes e dos Sabores de uma forma responsável, profissional e livre de interesses particulares ou suspeitos. Nota Final: Só pode ser por estupidez que o Estado não tem a devida consideração pelo cidadão voluntário, reconhecendo a importância do trabalho que ele desenvolve, e ainda por cima graciosamente, a bem da sociedade e do país. Se o Estado estivesse atento ao altruismo e à abnegação com que o voluntário abraça as causas que tanto contribuem para que o país seja minimamente sustentado, atribuia-lhe o estatuto devido. Fazem uma ideia de quanto custaria aos cofres do Estado, o pagamento do valor do trabalho de todo o voluntariado?

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Notícias do Mar

Notícias da Representação da Comissão Europeia em Portugal

Limpeza das Praias de Peniche A Representação da Comissão Europeia em Portugal vai promover uma 4ª Acção, desta vez no dia 22 de Setembro em Peniche e que consta de 2 eventos: Limpeza do troço de praia entre o Baleal e o Pico da Mota, (voluntariado) e um Workshop que tem como tema o “Surf, o Turismo”, e a importância deste binómio para a região, na actualidade e no futuro.

A

Limpeza da Praia tem início às 09h30 até às 13h00. Há uma oferta de merenda aos vo-

luntários. O Workshop ‘‘O Surf e o Turismo’’ Qual a sua importância para a Zona Oeste tem entrada gratuita e o seu início é às 14h30 até às 18h00 Este Workshop decorrerá no Auditório da Câmara Municipal de Peniche, junto ao Largo do Município, com a presença de entidades particulares e institucionais ligadas ao Turismo e ao Surf da região, nomeadamente Escolas de Surf e Surf Camps, Associações específicas, Turismo e Ambiente. A meio da sessão será servido um coffee break. Os participantes presentes na Limpeza terão preferência na assistência ao Workshop, pelo facto do número máximo de presenças

serem 80 pessoas. Será atribuído um diploma de participação emitido pela Comissão Europeia e oferecida uma T-Shirt alusiva ao evento, a todos os participantes (limpeza e workshop). Toda a acção será fotografada e filmada. Objectivo Para alcançarmos o objectivo a que nos propomos, tencionamos efectuar parcerias, a três níveis diferentes: Participação e divulgação / divulgação / apoio logístico. Este último apoio tem a ver, fundamentalmente, com a Câmara Municipal de Peniche, na vertente do tratamento de lixo recolhido e oferta de material para acondicionamento do mesmo e cedência do Auditório/Centro Cultural, junto ao Largo do Município, para se efectuar o Workshop.

Todos os parceiros serão mencionados em toda e qualquer comunicação do evento e os seus logótipos irão figurar nas t-shirts que vamos oferecer a todos os participantes e no Cartaz de divulgação. Durante esta Acção, serão recolhidas imagens aéreas e em terra, foto e vídeo, que ficarão à disposição de todas as entidades parceiras, sem quaisquer encargos. Incentivamos e receberemos, com todo o gosto, as contribuições de imagem de todos os participantes. Essas mesmas imagens e vídeos estarão expostas no final destas 5 acções, em local a designar; a exposição englobará todo o material recolhido até à data.

tem vindo a passar, contamos estabelecer parceria na divulgação com o Centro Europe Direct do Oeste que se revelará, como é hábito, de extrema importância. Informaremos todos os parceiros sobre os resultados das reuniões que formos agendando. Pela Organização João António de Freixo Boavida joaofreixoboavida@gmail.com 918616133 Pela MTP Eventos Teresa Soller/Margarida Santos pertodoscidadaos@mtp.pt 217583325

Comunicação: O evento será comunicado através dos meios usados nos eventos anteriores e à semelhança do que se

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Pesca Desportiva

Notícias da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar

Nosso Agradecimento A Pesca Desportiva do Alto Mar está mais pobre com o desaparecimento de Eduardo Vicente Cunha.

P

ersonalidade de fino trato, sempre soube acarinhar todos aqueles que tiveram o privilégio de privar com a sua companhia. Homem de convicções e de grande personalidade geriu em mais de duas décadas os destinos da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar de uma forma sustentada e sempre com visão do futuro. Atento às realidades dos Clubes e dos seus Atletas tinha sempre uma palavra amiga, realista de esperança e de conforto, fazendo sempre aquilo que de um líder se espera: a motivação para se fazer diferente e melhor, captando empatias e deixando sempre saudades nas

mensagens que transmitia. Eram mensagens simples mas concisas que mobilizavam vontades em torno do mesmo ideal. Muitos de nós privaram em

organizações de variados eventos e tivemos o privilégio de saborear a vitória sempre com o seu apoio, sempre com a elegância de um “gentleman”  e sempre com um Obrigado. O reconhecimento do seu valor veio de todos os quadrantes Nacionais e Internacionais, entre outros, foi em 2010 ovacionado de pé por todas os Clubes presentes no Campeonato do Mundo realizado em Portugal, em 2011 foi distinguido com o troféu Fairplay pela Federação Internacional como reconhecimento do seu carisma, desempenho e dedicação à Pesca Desportiva Embarcada. Eduardo Cunha, foi e será um exemplo que não esqueceremos, que a sua obra terá

de ser perpetuada  e todos teremos a responsabilidade de imortalizar a sua mensagem a sua crença e o seu entusiasmo ás gerações futuras. Num misto de dor e saudade ao sermos confrontados com o seu desaparecimento, sentimos a perca do Homem e do Amigo, mas olhamos para a sua obra e sentimos a força da continuidade, da luta e da convicção com que sempre nos ensinou e nos soube brindar.   Obrigado Eduardo

Campeonato Mundial de Pesca Embarcada

Equipa Portuguesa Ficou em 7º Lugar D isputou-se entre os dias 30 de Agosto e 2 de Setembro em La Rochelle, França, o Campeonato Mundial de Pesca Embarcada, no qual participou uma equipa portuguesa com quatro pescadores. A equipa portuguesa, que se deslocou até La Rochelle de carrinha era constituída pelos seguintes pescadores: Cláudio Cristovão, Fernando Hilário, Pedro Ramos e Rui Gomes. A prova teve a participação de 68 concorrentes em representação de 14 países. Desta vez a equipa nacional não conseguiu vencer, mas acabou em 7º lugar. A prova foi completamente dominada pelos franceses que, ao fim de

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três dias de pesca, classificaram os seus pescadores em 1º, 2º, 4º e 5º lugares. Apenas um inglês, que terminou em 3º, conseguiu meter-se no pódio. Jogar em casa serviu para a França obter uma vitória com uma grande vantagem em número de peixes. Em 2º ficou a equipa de Inglaterra e a Croácia foi 3º. O nosso melhor pescador, em todas as jornadas, foi Cláudio Cristovâo que se classificou no final em 10º. No primeiro dia de prova, a França com 83 peixes destacou-se logo à frente da Inglaterra que pescou 66 peixes e a Itália com 50 foi o 3º. Portugal com 28 peixes pescados ocupou o 8º lugar à frente da Irlanda e atrás do Luxemburgo. Cláudio Cristovão ficou em 16º com 8 peixes. No segundo dia, a França pescou 85 peixes e aumentou ainda mais a diferença, pois em 2º a Inglaterra pontuou 62 exemplares. A Croácia com 59 peixes foi desta vez o 3º classificado. Portugal com 44 peixes manteve o 8º lugar, mas atrás da Irlanda e à frente do Luxemburgo. Cláudio Cristóvão pescou 15 peixes e terminou em 12º. Na última jornada o peixe escasseou para toda a gente. Mesmo assim, a equipa francesa pescou 32 unidades bem à frente do 2º classificado que desta vez foi a Croácia com 21. Os ingleses foram 3º com menos dois peixes. Os pescadores irlandeses, com 17 peixes obtêm o 4º lugar. A equipa portuguesa com 13 peixes, acabou a jornada na nona posição, atrás da Itália. Cláudio Cristovão com 5 peixes pontuados terminou em 15º. Salientamos que nesta jornada, o vencedor do campeonato, o francês Francis Couzinet, apenas pescou 12 peixes. Portugal fez sempre uma prestação muito regular, com dois oitavos e um nono lugares,facto esse que beneficiou a equipa que acabou por terminar o campeonato em 7º classificado.


Pesca Desportiva

Notícias do Clube Naval da Horta 65º Aniversário

Provas de Pesca Desportiva de Barco, Fundo e Corrico Para comemorar o seu 65º Aniversário, na modalidade de pesca dseportiva de barco, o Clube Naval da Horta realizou no mês de Setembro duas provas, uma no passado dia 9 de pesca ao fundo e outra no dia 15 de corrico nocturna.

A

prova de pesca ao fundo teve a participação de quatro embarcações, Xark, Abito, Susana e José Ferreira. Durante a prova foram pescados  150  exemplares com o peso total de 54,986 Kg. O maior exemplar, uma abrótea com 3,020 Kg, foi pescado por Vicente Barreto na embarcação Xark. No dia 15 foi a prova de pesca ao corrico, a qual se disputou de noite. No total foram pescados  70 exemplares com o peso total de 124,460 Kg. A vitória coube à embarcação Zeus que, com 33 exemplares capturados somou mais do dobro do peso do 2º classificado a equipa Abito que pescou 18 peixes. De salientar que foram captu-

radas 58 bicudas, 9 anchovas 2 serras e um wahoo, este o maior

exemplar, com 14,040 Kg, capturado por Vicente Barreto no Xark.

Classificações (Fundo) 1º Xark- Vicente Barreto 2º Abito - Tibério Silva 3º Susana -António Silveira 4º José Ferreira - José Resendes Classificações (Corrico) 1º Zeus - Jorge Oliveira 2º Abito - Tibério Silva 3º Xark- Vicente Barreto 4º Raio Azul - Delfin Vargas 5º José Ferreira - José Resendes

Pesagem após pesca ao corrico nocturno

Classificação 65º Aniversário. 1º Xark 2º Abito 3º Xeus 4º Susana 5º Raio Azul 6º José Ferreira

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Pesca Desportiva

Pesca Desportiva do Alto Mar- Big Game

Equipa Serrote dos Açores É Campeã Nacional A equipa Serrote, do Clube Naval de Vila Franca do Campo, da ilha de São Miguel, sagrou-se campeão nacional de Big Game, após ter terminado em 2º na prova que se relizou em Vila Franca do Campo, nos passados dias 8 e 9 de Setembro, durante a qual capturou um espadim azul.

Este ano a equipa Serrote venceu também a prova de corrico aos atuns

A

Equipa Serrote, campeã nacional de Big Game

prova de Big Game, organizada pelo Clube Naval de Vila Franca do Campo, pontuava para o Campeonato Nacional. Este ano o Big Game, não 32

teve particualr sorte, uma vez que existiu a necessidade de anular as duas provas no Algarve por falta de condições, sobretudo pela falta de peixe, devido às baixas temperaturas da água.

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Em virtude disso, para o Campeonato Nacional, ponuaram apenas a prova Madeira Blue Marlin e agora a prova disputada nos Açores. Na prova realizada na Madeira a equipa Serrote foi a grande

vencedora e obteve um primeiro lugar. Agora ao classificar-se em segundo, somou um total de 18 pontos, à frente da equipa Barca Velha que ficou em segundo e somou 10 pontos. De salientar que por este facto, a equipa Serrote ao sagrar-se Campeã Nacional, terá o legitimo direito de participar no próximo ano no Campeonato do Mundo, facto que se regista com agrado, uma vez que, è a primeira vez que uma equipa Açoriana estará presente num evento de máxima importância internacional.


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Náutica

Notícias Porti Nauta

Novo Capelli Tempest 44

O novo Capelli Tempest 44 é um barco de linhas desportivas

O estaleiro Capelli, líder internacional na construção de semi-rígidos até 10m de comprimento, aventura-se em 2013 num mercado diferente com um semi-rígido de 13m que é o mais recente modelo da rica gama Top Line e promete impressionar todos os amantes do mar.

O

casco é o elemento que dá a esta unidade um toque des-

portivo, com um “V” profundo que é capaz de garantir óptimas prestações em quaisquer condições de mar e se a marca

Italiana já é conhecida por criar barcos com muito espaço, num semi-rígido de 44 pés, o espaço é generoso para qualquer

O cockpit tem uma ampla e confortável acomodação 34

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exigência com as duas amplas áreas de solário e um vasto cockpit totalmente revestido em teca. O solário de popa é constituído por uma almofada de 2mx2,10m onde é possível, nas horas de maior calor, ter uma proteção extra através do toldo bimini. À frente do solário de popa existe um cómodo e elegante sofá e dois bancos com linhas geométricas que permitem acomodar até 8 pessoas. Nessa zona existem duas mesas em teca desmontáveis que criam uma agradável área para convívio ou refeições. Debaixo do solário de popa existe um compartimento que se abre através de um sistema elétrico e aí encontram-se o depósito da água, o esquentador, o depósito de águas negras e as baterias de serviço e do motor. Para conferir maior ergonomia à área, foi colocado um degrau que conduz à zona de comando e à entrada da cabine. O banco do piloto tem li-


Náutica

O Tempest 44 pode incorporar motorizações até 3 x 350 HP

O Tempest 44 tem uma cabina e espaço de solário à frente e atrás

nhas modernas, acompanhando o design da unidade e dá a possibilidade de escolha entre a condução de pé ou sentado, através de um elemento basculante, sendo a visibilidade ótima de qualquer das formas. Na parte posterior do local de comando, existe uma zona com lavatório e fogão a gás e um frigorífico de 50l. A consola é um elemento de grande estilo integrada com toda a estrutura e é o elemento de design mais caracterizante da unidade em que o pormenor que se destaca é o pára-brisas fumado. À proa existe uma chaise longue numa zona de 2,70mx2,35m e toda esta área pode ser enriquecida através do revestimento em teca, que é um opcional desta embarcação. Na cabine encontramos uma área open space com uma zona de refeições que pode ser facilmente transformada em zona de dormir e acomodando para esse efeito até 3 pessoas. A parte posterior da cabine pode acomodar 2 pessoas. A prática zona de cozinha tem um lavatório, um frigorífico de 50l e um microondas. O ambiente está dividido da casa de banho com WC elétrico, duche com box em plexiglass e lavatório. Na cabine a decoração é um elemento essencial e a opção da pele (Luxury Pack) torna-a ainda mais acolhedora. A marca Italiana conseguiu aproveitar a profundidade do casco para uma altura máxima de 1,95m na cabine e uma distribuição muito funcional dos espaços. 2012 Setembro 309

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Náutica

Posto de comando de estilo moderno, ergonómico e funcional Todas as cores, os estofos, o design e a riqueza de elementos em inox conferem a esta embarcação um estilo muito elegante e o cliente poderá escolher duas versões para a decoração interior, uma para um gosto tradicional e outra para um gosto mais ousado. Os es-

tofos são em pele cor moka e preciosos tecidos completam a preparação do interior. O lavatório da casa de banho é da cor chocolate. O Tempest 44 é um semi-rígido de design cativante, criado para quem quer fazer-se notar sem renunciar às prestações e

O O banco do piloto permite várias posições de condução ao conforto. A atenção ao estilo e à escolha dos materiais revelam-se em cada particular e certamente realçam o target deste produto. Quanto à motorização, o

Tempest 44 pode ser equipado com dois ou três motores até um máximo de 3x350hp. O Tempest 44 será apresentado à imprensa durante o Salão de Cannes.

Características Técnicas

O Tempest 44 é uma embarcação de estilio e tem acabamentos requintados 36

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Comprimento

13,10m

Boca

3,96m

Peso seco

6.200 Kg

Diametro máximo dos flutuadores

0,65 m

Lotação

18

Motorização máxima

3 x 350 HP

Material flutuadores

Neoprene Hypalon

Certificado

CE/B Design: Roberto Curtò Design www.robertocurtodesign.com Importador Exclusivo: Porti Nauta, Lda Complexo dos Estaleiros Navais, Bloco B armazém 8 8400-278 Parchal Lagoa Tel.: 282 343 086 www.angelpilot.com/portinauta.com


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Surf

Bodyboard Pro Tour 2012 - 1ª Etapa

António Cardoso e Rita Pires Vencem em Cortegaça no Dia de Gonçalo Jesus António Cardoso e Rita Pires venceram a etapa inaugural do Bodyboard Pro Tour 2012, que se disputou entre os dias 15 e 17 de Agosto, em Cortegaça, “Vila do Surf”, palco do festival Surf at Night, no qual a prova nacional esteve integrada.

O

Rita Pires e António Cardoso

último dia da prova, foi um dia cheio de emoções, com Rita Pires a defender

o título da melhor forma e António Cardoso, de 20 anos, a conquistar a sua primeira vitória num Nacional Open,

Rita Pires 38

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Mas o que marcou mais fundo as pessoas presentes na praia do concelho de Ovar, foi a homenagem prestada na água por competidores

e “staff” da prova, ao jovem bodyboarder tragicamente desaparecido no início dessa semana em Bali: Gonçalo Jesus. Após este momento solene, voltou a adrenalina do campeonato e António Cardoso confirmou o culminar de um percurso competitivo que começou nos circuitos de esperanças da FPS: “Estou super contente por ter vencido aqui hoje a minha primeira etapa de Nacional Open. Há alguns anos ganhava esperanças e agora tenho que trilhar este caminho para ser

António Cardoso


Surf

campeão nacional absoluto. Tenho a ajuda de várias pessoas e quero dedicar-lhes esta vitória, principalmente ao Dino Casimiro, Paulo Lopes, Vera Guerreiro e José Pedro, que me ajudaram a melhorar a minha condição física e psicológica e me ensinaram a ser mais exigente comigo próprio.” António Cardoso levou a melhor sobre o conceituado Hugo Pinheiro. Aos 31anos, o antigo campeão nacional e europeu é um crónico candidato ao título e confirmou-o chegando à final em Cortegaça, mas não resistiu ao ímpeto do nazareno que triunfou com um 12,50 contra 9,50 do capariquenho. “Não podia começar melhor e sobretudo numa final com o Hugo Pinheiro”, assumiu Cardoso, que elogiou o novo formato competitivo do Bodyboard Pro Tour, que promove os primeiros classificados dos heats da segunda e quarta rondas, relegando os segundos e terceiros a fazer mais uma ronda para avançar na competição: “Acho que é melhor assim. Compensa ficar em primeiro e obriga os atletas a arriscarem mais, pois dá outras garantias. E até porque é semelhante ao circuito mundial e é nesse sentido que temos de evoluir.” Entretanto, na competição feminina, Rita Pires começou da melhor maneira a defesa do seu 13º título nacional, batendo Joana Schenker na final. Aos 33 anos, a bodyboarder da Caparica não abranda o ritmo e

Cerimónia por Gonçalo Jesus que morreu em Bali mostrou o seu melhor surf na final, com um score de 10,75 contra 8,25 da atleta de Sagres. “Estou obviamente feliz com esta vitória, apesar de não ter surfado bem durante toda a prova, mas consegui soltar-me na fase decisiva”, confessou Rita, que eliminou Marta Fernandes na meia-final. A campeã nacional também elogiou o novo formato do circuito nacional, sublinhando que, todavia, este ainda não revelou tods os seus méritos: “O novo formato privilegia o risco e o espectáculo, mas as condições do mar, com algum tamanho e muito difícil, numa praia que poucos conheciam, não permitiu que os

atletas arriscassem tanto.” Quanto às expectativas para o resto do campeonato, Rita foi prudente: “Ainda não penso no título

pois apesar desta vitória ainda há mais quatro etapas e a concorrência é forte. Essencialmente, quero divertir-me”

O novo formato das provas

O público

A praia 2012 Setembro 309

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Jet-Ski

Campeonato da Europa de Jet-Ski

Portugal Fecha com Chave de Ouro

Tiago Sousa, Campeão Europeu A terceira e última fase do Campeonato da Europa de Jetski que decorreu entre os dias 17 e 19 de Agosto na cidade austríaca de Melk, Portugal conquistou não só alguns lugares no pódio mas também importantes títulos europeus.

A

Federação Portuguesa de Jetski fez-se representar pelos pilotos Tiago Sousa, Mariana Pontes, Bea-

triz Curtinhal e Henrique Rosa Gomes, aos quais se juntaram André Barbosa e Sebastião Fragoso, para participarem num campeonato que obteve o

recorde total de participações com 170 pilotos de 22 países, Portugal, Lituânia, Reino Unido, Áustria, Itália, Suécia, Bélgica, Estónia, Noruega, Rússia,

Henrique Rosa Gomes, venceu na classe Junior e sagrou-se Vice-Campeão Europeu 40

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França, Suíça, Polónia, Republica Checa, Emirados Árabes Unidos, Alemanha, Sérvia, Dinamarca, Hungria, Holanda, E.U.A.. A Federação Portuguesa de Jetski, faz um balanço extremamente positivo da terceira e última fase do Campeonato da Europa de Jetski de 2012. Para esta terceira prova, o selecionador nacional Miguel Valente convocou os pilotos Tiago Sousa, Mariana Pontes, Beatriz Curtinhal e Henrique Rosa Gomes, numa comitiva a que se juntaram ainda os pilotos André Barbosa e Sebastião Fragoso. Na última etapa do campeonato em Melk, que decorreu no dia 18 de Agosto (sábado), foram disputadas as mangas de qualificação, bem como a primeira das três provas em competição. Os resultados foram bastante positivos para os pilotos portugueses presentes: Henrique Rosa Gomes foi segundo classificado na classe ski lite junior; Beatriz Curtinhal e Mariana Pontes obtiveram a terceira e quinta posição respetivamente na classe pro ladies;


Jet-Ski

Tiago Sousa foi quatro na classe Pro GP; André Barbosa e Sebastião Fragoso ficaram em décimo segundo e decimo terceiro lugar, respetivamente. Tiago Sousa Campeão Europeu Nesta fase final do campeonato, a seleção nacional obteve aquela que será a sua melhor classificação de sempre num europeu da modalidade. O principal destaque vai para o primeiro lugar de Tiago Sousa na classe rainha pro GP, que lhe valeu o título de campeão europeu, seguindo-se o primeiro lugar nesta prova de Beatriz Curtinhal, que arrecadou o título de vice campeã europeia, bem como a medalha de bronze de Mariana Pontes, ambas na principal classe feminina. Na classe júnior, é de sublinhar a vitória de Henrique Rosa Gomes e importante título obtido de vicecampeão europeu. De salientar ainda o quarto lugar final de Sebastião Fragoso em junior stock e a sexta posição de André Barbosa em junior lite. Para o selecionador nacional Miguel Valente, “estes resultados abrem excelentes perspetivas para Portugal no campeonato do Mundo, a decorrer no início de outubro em Lake Havasu, nos Estados Unidos da América”. De acordo com Paulo Rosa Gomes, presidente da Federação Portuguesa de Jetski, “é extremamente importante angariar patrocínios para os excecionais pilotos da nossa grande família jetski, pois o que está em questão é levar o bom nome da modalidade e de Portugal além-fronteiras”. Para o homem forte da Federação, “sejam eles campeões ou não, o importante é motivar os pilotos e para isso precisamos de marcas com visão e que se interessem claramente por esta modalidade e por tudo o que a mesma traz a Portugal”. Paulo Rosa Gomes sublinha que “apesar de Portugal já ser conhecido no meio, são necessários mais apoios”, uma opinião partilhada entre a restante comitiva de membros da Federação que diariamente se esforçam para levar mais longe o nome de Portugal. A Federação Portuguesa

Na classe PRO GP Ladies, Beatriz Curtinhal venceu na Austria e sagrou-se Vice-Campeã Europeia de Jetski, e por conseguinte a seleção nacional, tem vindo a participar no campeonato europeu desta modalidade ao longo do ano desportivo, tendo marcado presença nas três provas que se disputaram no âmbito deste campeonato: a primeira na Bélgica, em Maio; a segunda em Mirandela, em Julho; a terceira e última na Áustria, em Agosto.

As classificações nas duas anteriores provas do Campeonato Europeu 1ª Prova, na Bélgica: Dos pilotos do norte de Portugal, Tiago Sousa classificou-se em terceiro lugar em ski-pro, Mariana Pontes em segundo em skiladies e André Barbosa em dé-

cimo segundo em ski-juniores; entre representantes da zona do centro, Beatriz Curtinhal ficou em quatro em ski-ladies, os irmãos Martin e Frederico Gallego classificaram-se em nono e décimo sexto lugares em skilite, respetivamente, Lourenço Gallego em nono em ski-limited e Sebastião Fragoso foi sexto em ski-stock e décimo quarto em ski-juniores; Henrique

O pódio da classe PRO GP com Tiago Sousa em primeiro 2012 Setembro 309

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Jet-Ski

Beatriz Curtinhal, Vice-Campeã Europeia Rosa Gomes foi o melhor representante madeirense, tendo obtido o quinto lugar na classe ski-juniores e a oitava posição em ski-lite, ao passo que o piloto João Sousa ficou em sexto

2ª Prova, em Mirandela: Beatriz Curtinhal classificou-se em terceiro em pro-am ski ladies limited; Henrique Gomes venceu em ski-juniores lites; Rui Sousa ocupou o terceiro lugar em expert ski GP; Tiago Sousa foi primeiro em ypro ski GP; David Prado conseguiu o 3º lugar em amateur freestyle. A Federação Nacional de Jetski conta com duas áreas de parceria. Para a comunicação interna e mediática, conta com a EDC (www.edc.pt), uma empresa especializada em comunicação que está por de trás do lançamento da nova revista de jetski - a JetskiNworld (www. jetskinworld.com) -, e com o próprio patrocínio da JetskiNworld. Como parcerias técnicas, conta com a WaterFun, o Fórum Motas de Água e o Motojetski Forum.

lugar na classe ski limited e os pilotos Marcos Correia e João Cardoso classificaram-se em nono e décimo terceiro lugares em ski-juniores, respetivamente.

O selecionador Miguel Valente e alguns dos pilotos no briefing

Miguel Valente e Tiago Sousa 42

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A Seleção Portuguesa na Austria


Surf

Notícias da Associação Nacional de Surfistas

João Valente Vence Prémio “MOCHE Surfista do Mês” de Julho A Associação Nacional de Surfistas e a MOCHE decidiram atribuir o prémio “MOCHE Surfista do Mês” de Julho a João Valente, Director da SURFPortugal, pelo 25º Aniversário da primeira revista portuguesa de surf.

A

ANS premeia assim a dedicação e contribuição positiva de João Valente no desenvolvimento do Surf em Portugal. É com a colaboração de um dos melhores designers gráficos do mundo, o norte-americano David Carson, que neste mês de Julho a SURFPortugal, uma das mais revistas mais conceituadas de Portugal, celebra um quarto de século de existência. João Valente, que esteve envolvido na revista desde o seu início, sendo hoje a grande força motriz do projecto nas suas variadas ramificações, continua a comunicar com os seus leitores e a destacar toda a informação relativa ao surf nacional e internacional. Sobre a sua distinção do prémio “MOCHE Surfista do Mês”, João Valente referiu que “tendo a SURFPortugal desde sempre sido um parceiro activo do circuito nacional de surf, sinto-me honrado por ver o nosso trabalho distinguido numa altura em que o princi-

pal certame competitivo do surf português, agora sob a designação de Liga Meo Prosurf, apresenta-se com um nível de solidez, projecção e organização sem precedentes. Um prémio destes, com a chancela da ANS, uma instituição que vi nascer e crescer, e dos seus actuais investidores, é algo que muito nos dignifica e enche de orgulho.” O prémio “MOCHE Surfista do Mês” visa distinguir o(a) surfista Português(a) e/ou personalidades que trabalham em prol do Surf com influência e contribuição positiva no desenvolvimento da modalidade a nível nacional e internacional, incluindo os domínios desportivos, ambientais ou sociais, e projectos industriais ou associativos directa e exclusivamente ligados ao Surf. Em 2012, será uma distinção que acontece mensalmente entre os meses de Junho a Novembro, atribuindo um Blackberry Curve 8520 ao premiado, sendo anunciada em www.ansurfistas.com.

MOCHE Projunior 2012 no Porto O

MOCHE Projunior 2012 realiza-se nos próximos dias 22 e 23 de Setembro na Praia Internacional no Porto, destinando-se aos melhores surfistas nacionais de até 20 anos e, em etapa única, apura os campeões nacionais Projunior – masculino e feminino – de 2012. A grelha base de competição é de 48 surfistas masculinos e 16 surfistas femininas, estando em disputa uma premiação monetária de 2.000€ (1.500€ masculino e 750€ feminino). Esta prova está integrada no evento “Porto com Onda”, iniciativa desenvolvida pela Onda Pura, oferecendo um vasto leque de actividades num dos principais polos de desenvolvimento de surf do grande Porto. Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, referiu que “é com forte motivação de promoção desportiva que iremos acompanhar o trabalho da comitiva júnior na região norte do país, esperando-se que possa contribuir positivamente para o surgimento de mais e melhores talentos locais”. Na edição de 2011, José Ferreira venceu na categoria mascu-

lina, não dando hipótese aos seus adversários, deixando Miguel Blanco na segunda posição, Francisco Alves na terceira posição e João Kopke na quarta. Quanto à categoria Feminina, Carina Duarte revalidou o título do ano anterior, demonstrando um surf muito maduro, ficando Keshia Eyre na segunda posição, com Maria Abecasis e Francisca Sousa na terceira e quarta posições, respectivamente. O Porto com Onda é uma organização da Onda Pura em parceria com a Câmara Municipal do Porto e a Porto Lazer, contando com os patrocinadores principais da MOCHE, Autosueco e a Mazda e MEO; apoios do Hotel Star Inn, Superbock, Surfrider Foundation, Continente, Edifício Transparente, Presto Pizza, MCCTerapias, Polen e Carver; media partners FUEL TV e Surftotal; apoio institucional da Federação Portuguesa de Surf e da Associação Nacional de Surfistas.

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Surf

Troféu Mr PIZZA - 4ª Etapa Circuito Nacional Surf Esperanças

S. Pedro do Moel Recebeu 120 Surfistas

João Kopke, 1º em Sub 18

O Surf entrou em São Pedro de Moel nos passados dias 2, 3 e 4 de Setembro e tomou conta de toda a povoação, graças à iniciativa do Clube Aventura Rota do Sol que reuniu 120 atletas, inscritos na 4ª etapa do Circuito Nacional Deeply Surf Esperanaças.

O

s surfistas fizeram desta praia o palco da sua arte e arrastaram atrás de si treinadores, familiares, amigos e publico em geral que encheram a praia e se detiveram para ver o espectáculo que os “miúdos” espantosamente pro-

porcionam ainda com tão tenra idade. Nunca em São Pedro de Moel se tinham visto tantos surfistas em simultâneo dentro de água. As condições de mar ajudaram embora não estivessem ideais, mas ao longo dos três dias apresentaram sempre formação

perfeita pecando apenas pela altura entre 0,5 e 1m. O primeiro dia de prova foi o dia de ondas mais pequenas, tendo-se realizado os primeiros rounds de Sub14, Sub16 e Sub18 e por força da ausência de ondas na praia mar a prova terminou por volta das 14h.

Keshia Eyre, vencedora em Sub 18 Feminino 44

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No 2º dia a organização viu-se forçada a montar um palanque duplo com dois pontos de julgamento distintos e de repente duas provas em paralelo estavam a funcionar. Para o 3º e último dia de prova apareceram as melhores ondas e ficaram guardadas as tão esperadas finais: Na primeira final Categoria Sub12 João Vidal ficou em primeiro lugar e ainda a uma prova do final do circuito sagrou-se campeão nacional. Na categoria de Sub14 Gonçalo Lima (1º) superiorizou-se a Francisco Almeida (2º), Arran Strong (3º) e Vasco Mónica (4º). Na categoria de Sub16, Guilherme Fonseca procurava a consagração de campeão nacional antecipada mas acabou na 2º posição tendo saído vitorioso Tomás Fernandes deixando também atrás de si Francisco Portas (3º) e Francisco Duarte (4º). Nas meninas vencedora sem surpresas Keshia Eyre que saiu vitorioas sobre, Teresa Gomes (2º), Camilla Kemp (3º) e Yolanda (4º). A categoria Máxima deste circuito, os Sub18 teve João Kopke como grande vencedor e dois repetentes no pódio Tomás Fernandes (2º) e Guilherme Fonseca (3º) acabando o pódio constituído por André Faria (4º). Apesar das ondas pequenas,


Surf

ram envolvidos e tiveram oportunidade de trocar impressões connosco saíram desta prova a pedir a reedição no próximo ano, o que por si só é bastante representativo do sucesso da efeméride. A nosso ver também os comerciantes de São Pedro de Moel devem estar contentes, o verão acabou 3 dias mais tarde com esta prova!” Os troféus Bodyboard e Surf São Pedro de Moel 2012 prosseguem com o troféu H2O Sur-

fshop de 12 a 14 de Outubro representando este a 3ª etapa do Circuito Nacional de Bodyboard OPEN onde correm os principais nomes do panorama nacional e até internacional como Hugo Pinheiro e Manuel Centeno entre outros e onde poderemos ter eventualmente a oportunidade de ver em competição os atletas da casa, Tiago Fazendeiro, Guilherme Guerra, Manel Guerra, Pedro Silva e Madalena Pereira.

As ondas eram pequenas mas com boa formação a opinião geral de atletas e treinadores parecia ser de quem estava bastante satisfeito, de acordo com o testemunho de um treinador do Surf Clube de Sesimbra, Pedro “esta praia apresenta condições fantásticas para a realização de provas de surf e de outras modalidades deste género, porque tem junto da estrutura da prova todas as acessibilidades mínimas e razoáveis, desde cafés, restaurantes, casas de banho, minimercados e outras que em grande parte

das praias estão a quilómetros de distância do local da prova”. A atleta Keshia Eyre por sua vez congratulou a organização pela “facilidade com que se fizeram ouvir as notas dentro de água que me ajudaram a saber sempre qual a minha posição e situação”. No final da prova Murillo, responsável pela organização, não podia estar mais satisfeito: “a nossa principal satisfação é o facto de todos quantos estive-

Surf Sub 18, André Faria 4º, João Kopke 1º, Tomás Fernandes 2º e Guilherme Fonseca 3º

Surf Sub 18 Feminino, Yolanda 4ª, Keshia Eyre 1ª, Teresa Gomes 2ª e Camilla Kemp 3ª

Surf Sub 12, Luís Correia 4º,João Vidal 1º, Guilherme Ribeiro 2º e Gustavo Matos 3º

Surf Sub 14, Francisco Almeida 2º, Gonçalo Lima 1º, Arran Strong 3º e Vasco Mónica 4º

Surf Sub 16 , Francisco Duarte 4º,Tomás Fernandes 1º, Guilherme Fopnseca 2º e Francisco Portas 3º 2012 Setembro 309

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Surf

Sintra Portugal Pro 2012

Pierre Louis Costes e Minami Hatakeyama Venceram o Grand Slam O Sintra Portugal Pro 2012, 5ª etapa do Circuito Mundial de Bodyboard IBA que se disputou entre 28 de Agosto e 2 de Setembro, na Praia Grande, terminou com as vitórias do francês Pierre Louis Costes e da japonesa Minami Hatakeyama

Fotografia: Specker

mundial às mãos do basco Alex Uranga, nos oitavos-de-final, o que o colocaria a campanha pelo título em cheque se não fosse o facto de os seus rivais directos, Guilherme Tâmega e Jeff Hubbard, terem também caído logo na ronda seguinte.

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Pierre-Louis Costes numa manobra Grande em frente dos amigos. “Foi a vitória mais emotiva da minha carreira”, desabafou no final, e em português perfeito, o campeão do Mundo em título, explicando o desafio extra de competir fisicamente debilitado e sob o efeito de antibióticos: “Muito difícil. Contraí uma infecção bacteriana em França e tive de ficar afastado da água duas semanas. Não soube até ao último segundo se podia competir aqui

hoje, mas era demasiado difícil ficar de fora deste campeonato, no país que é agora a minha casa. A primeira vez que surfei em duas semanas foi no primeiro heat do campeonato e fiquei tão cansado... Mas o apoio que senti do público desde o primeiro minuto empurrou-me para a vitória.” Foi o desenlace apropriado para um dia cheio de emoções, marcado pela eliminação do australiano Dave Winchester, líder do “ranking”

Fotografia: Pedro Patrício

ierre Louis Costes venceu o Grand Slam do Sintra Portugal Pro 2012, numa final que se disputou, no Sábado dia 1, com o sul-africano Jared Houston. O bodyboarder francês que vive em Portugal há cerca de ano e meio com a modelo portuguesa Rute Penedo, ultrapassou uma infecção debilitante num lábio que o impediu de surfar durante duas semanas, para arrecadar a vitória na prova da Praia

A Festa do Sintra Portugal Pro terminou com coroação de rainha japonesa Minami Hatakeyama encerrou uma semana de bodyboard de alto nível no Sintra Portugal Pro, conquistando, no Domingo dia 2, o título feminino depois de, na véspera, o francês Pierre-Louis Costes ter feito o mesmo para o Grand Slam masculino. Uma vitória surpreendente para a jovem japonesa de 17 anos, que bateu a campeã do Sintra Pro e do Mundo, a espanhola Eunate Aguirre. “Estou muito feliz”, conseguiu articular no seu rudimentar inglês, a nipónica que teve em Sintra a sua primeira vitória depois de ter arrecadado um terceiro lugar em Pipeline. A melhor portuguesa em prova foi Teresa Duarte, que embora tenha chegado com Catarina Sousa e Marta Fernandes aos quartos-definal, obteve uma melhor pontuação na sua bateria. Teresa exprimiu o sentimento de dever cumprido, embora com natural amargo de não ter conseguido chegar mais longe: “É bom ser a melhor portuguesa numa prova tão prestigiada como o Sintra Pro, mas

Pierre-Louis Costes festeja a vitório no Grand Slam 46

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Minami Hatakeyama


Surf

Pódio Masculino este prémio é meu, da Catarina Sousa e de todas as portuguesas em prova. Somos um grupo coeso e todas trabalhamos para conseguir uma boa prestação.” A Prestação dos Portugueses A equipa nacional começou a sofrer

logo ao terceiro dia de prova, mas ainda conseguiu manter cinco atletas. Não foi um dia fácil para as cores nacionais no Sintra Portugal Pro, com três portugueses a ficar de fora da etapa portuguesa do circuito mundial IBA: Hugo Pinheiro, Rui Pereira e João Neiva não consegui-

Fotografia: Specker

Minami HataKeyama festeja a sua primeira vtória no Grand Slam como a grande surpresa da competição, com excelentes desempenhos a serem elogiados pelas vedetas mundiais. O adolescente da Figueira da Foz, demonstrou conseguir lidar bem com a pressão: “Felizmente consegui passar logo para a terceira ronda, mas o meu heat não foi fácil. O mar não estava fácil mas tive a sorte de apanhar duas boas ondas e conseguir passar atrás do (Andrew) Lester.” Miguel, que elege como referên-

Fotografia: Specker

Dave Winchester, lider do ranking mundial

ram ir além da segunda ronda. Mais sorte tiveram o veterano Gonçalo Faria (38 anos), o campeão nacional Manuel Centeno e o algarvio João Pinheiro, que passaram à segunda ronda e juntaram-se ao jovem Miguel Adão (15 anos) e ao vencedor dos trials, Nicolas Rosner que passaram as suas baterias na primeira ronda, garantindo, assim, acesso directo à terceira ronda da competição. Miguel Adão estava a cotar-se

A espanhola Eunate Aguirre,campeã do Mundo, foi vencida pela japonesa

Teresa Duarte foi a melhor portuguesa 2012 Setembro 309

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Fotografia: Specker

Surf

João Pinheiro Portugal Pro, com todos os atletas portugueses em prova no Grand Slam masculino a saírem derrotados para a areia da Praia Grande. Salvou-se a honra nacional graças a Catarina Sousa, que entrou na competição a vencer o seu heat, na quinta ronda, com um rollo aéreo gigante que lhe deu passagem automática para os quartos-de-final. Menos felizes, mas ainda em prova, Teresa Duarte e Marta Fernandes perderam na quinta ronda e terão uma derradeira tentativa na sexta ronda. Entretanto, nas mulheres a grande surpresa foi mesmo a eli-

falhado a conclusão da minha primeira onda”. O sucesso dos 17 anos do Sintra Portugal Pro (a mais antiga prova do Circuito Mundial sem interrupções) deve-se muito ao apoio da Câmara Municipal de Sintra, que estava representada na entraga dos prémios pelo vereador do Turismo Lino Ramos, que afirmou:”Este é um campeonato excelente, uma grande promoção para o concelho. Queria agradecer à organização, na pessoa de Roman Alvarez e da sua equipa pelo excelente trabalho e espero ver-vos a todos aqui para o próximo ano.”

Catarina Sousa no rollo que lhe garantiu a passagem aos quartos

Nicolas Rosner 48

minação de Rita Pires. A campeã nacional em título foi terceira classificada na quarta ronda feminina, surpreendida pela japonesa Minami Hatekayama e pela inglesa Clare McGowan. Também eliminada foi a jovem nazarena Ana Sofia Esgaio (18 anos) e a luso-germânica Joana Schenker. Catarina Sousa, visivelmente desconsolada com a eliminação de uma prova que ganhou em 2008, admitiu no final. “As ondas estavam muito moles e difíceis de apanhar. Mas o que determinou a minha eliminação foi mesmo o facto de ter

Fotografia: Specker

cias atletas como Ben Player, Mitch Rawlins e Pierre Louis Costes, assume que a ausência de pressão deriva da sua ausência de maiores expectativas: “Desde que cheguei ao main event e passei à terceira ronda, tudo o que vier é lucro e uma vitória!” Saltando várias gerações, Gonçalo Faria conhece bem melhor a sensação de competir na alta-roda, tendo corrido o circuito mundial nos anos 90. Ainda assim, assume que a ausência de ritmo competitivo quase o traiu: “Quase estraguei tudo quando cedi a minha prioridade ao Helliton Loureiro por uma onda sem potencial bem perto do fim. Felizmente ele não aproveitou para virar a bateria a seu favor. Mas todo eu tremi quando percebi o disparate que tinha cometido.” Consciente das dificuldades, Gonçalo revela a estratégia para a próxima ronda: “Tenho todas as manobras dominadas, para a direita e esquerda, tenho apenas de ultrapassar a minha falta de ritmo em competição e escolher apenas as duas melhores ondas para não oferecer a vantagem aos adversários. Sei que se tiver boas ondas posso bater-me com qualquer um. Tenho de acreditar nisso.” “Razia” é talvez o melhor termo para descrever quarto dia de Sintra

Miguel Adão

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Hugo Pinheiro


Surf

EDP Surf Pro Estoril 2012- Billabong

As Melhores Surfistas do Mundo em Cascais Portugal volta a receber as melhores surfistas do mundo, desta vez para participarem no EDP Surf Pro Estoril 2012 presented by Billabong.

Dimity Stoyle no Estoril Billabong Girls 2011

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maior evento de surf feminino da Europa, que acontece entre os dias 21 e 23 de Setembro, em Carcavelos, junta mais de 100 surfistas amadoras de todo o país com as 70 melhores surfistas do mundo, num saudável convívio entre amadoras e profissionais, com muita música, numa verdadeira celebração do beach lifestyle no feminino. Para a competição profissional, Carcavelos será palco da penúltima etapa dos circuitos europeu e mundial de surf feminino de qualificação (Star Series), com destaque para a participação da peruana Sofia Mulanovich, de 29 anos, campeã mundial de surf em 2004, e a da brasileira Jacqueline Silva, de 33 anos, uma das surfistas mais experientes do circuito mundial e vice-campeã mundial em 2002. Entre as inscritas, destaque ain-

da para a presença recorde de seis atletas nacionais – Francisca Santos, Joana Rocha, Maria Abecasis, Carina Duarte, Keshia Eyre e Camilla Kemp – gerando expectativas elevadas quanto a um resultado expressivo das surfistas anfitriãs. “Este ano é a primeira vez na história do surf feminino nacional que seis atletas portuguesas participam num campeonato do mundo de 6 estrelas,” afirma Joana Rocha. “Estou muito orgulhosa por ver as atletas mais novas a darem os seus primeiros passos em campeonatos internacionais precisamente nesta prova, que é organizada a pensar no desenvolvimento do surf português. Em termos individuais espero conseguir representar bem as cores nacionais, dando um bom espetáculo nos heats em que participar,” conclui a campeã nacional de surf em 2009, que acumula a competição nesta prova com a tarefa de a

organizar. O evento conta ainda com o Troféu de Surf Feminino, num formato competitivo organizado por equipas, dirigido a todos os clubes

e escolas de surf nacionais, e aberto a todas as surfistas interessadas, federadas ou não (com excepção para as competidores nos circuitos Star Series e Pro Junior da ASP e ainda as Top 10 do ranking da Liga MEO Prosurf Feminina de 2011), com maior ou menor experiência. O desafio é para formar uma equipa com um grupo de amigas e aparecer. O EDP Surf Pro Estoril 2012 presented by Billabong é organizado pela Rocksisters e conta com o patrocínio do Turismo de Portugal, Turismo Estoril, Câmara Municipal de Cascais, EDP, Billabong e Kia Motors, bem como com o apoio do MEO, Comboios de Portugal, Ericeira Surf Shop, Paez, Santini, Águas do Vimeiro, XCult, Jardins Sintra, Clube Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos, Surf Academia e Surfsolutions, tendo ainda como media partners a Sic Radical, Mega Hits, Jornal Metro, Lux Woman, Sport Life, Up Magazine, That’s It, Surftotal, ONFIRE, Puro Feeling, Análise Global e Association of Surfing Professionals (ASP) Europe.

Estoril Billabong Estoril Girls 2011

Director: Antero dos Santos – mar.antero@gmail.com Director Comercial: João Carlos Reis - noticiasdomar@media4u.pt Colaboração: Carlos Salgado, Gustavo Bahia, Hugo Silva, José Tourais, José de Sousa, João Zamith, Mundo da Pesca, Federação Portuguesa de Actividades Subaquáticas, Federação Portuguesa de Jet Ski, Federação Portuguesa de Pesca Desportiva do Alto Mar, Federação Portuguesa Surf, Federação Portuguesa de Vela, Associação Nacional de Surfistas, Big Game Club de Portugal, Club Naval da Horta, Jet Ski Clube de Portugal, Surf Clube de Viana. Administração, Redação: Tel: 21 446 28 99 Tlm: 91 964 28 00 - noticias.mar@gmail.com

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Notícias do Mar

Surf SATA Airlines Azores Pro 2012

Fotos: Masurel/ASP Europe

Messias Félix Vence Final Totalmente Brasileira

Messias Felix, o vencedor

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surfista brasileiro Messias Félix, de 26 anos, bateu o compatriota Wiggolly Dantas, de 22, em ondas excelentes, de 1,5m a 2 m, na final do SATA Airlines Azores Pro 2012, que decorreu entre os dias 5 e 9 de Setembro nos Areais de Santa Bárbara, Ribeira Grande, ilha de S. Miguel.   Com este que foi o melhor resultado da sua carreira, conseguido numa prancha “mágica” mas já muito usada, com um ano e meio de vida, Messias conquistou 25.000 dólares de prémio monetário, bem como importantes 3500 pontos para o ranking mundial. Wiggolly conseguiu 12.500 dólares e 2640 pontos, que o colocam numa posição do ranking mundial muito próxima da qualificação para o circuito principal do ano que vem. Os dois surfistas mais consistentes da prova acabaram por se encontrar na final e ambos seguiram as suas estratégias vencedoras até ali. Wiggolly começou rápido e forte, com uma boa direita de backside (surfada de costas para a onda), que lhe valeu 8,5 pontos, à qual juntou outra de pontuação média, liderando na primeira metade da bateria. Mas Messias, que em todos os seus heats tinha conseguido notas altas com um forte aéreo 360 de frontside muito afinado, voltou a fazer das suas e, a meio da bateria, acertou uma dessas manobras, conquistando quase 8 pontos e passando à liderança. Pouco depois conseguiu outra boa onda, na casa dos 7 pontos, reforçando o primeiro lugar, que nunca mais largou. Nas meias-finais, em terceiro lugar ex-aequo, ficaram o norte-americano Nat Young, que também está praticamente garantido no WCT do ano que vem com este resultado, e o basco Hodei Collazo, que fez uma tentativa de tubo nas meias-finais que poderia ter sido o único 10 da prova (não saiu!), protagonizando também um dos melhores heats do ano na perna europeia contra o seu amigo das Canárias Jonathan Gonzalez, nos quartos de final, num espectáculo de troca

Messias Felix faz a festa brasileira

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de tubos que deixou o muito público delirante e terminou separado por escassos 0,22 pontos. Hodei, que já venceu uma prova do circuito mundial em Portugal, foi assim o melhor europeu em prova, deixando Jonathan Gonzalez num honroso quinto lugar no SATA Airlines Azores Pro, a par do norte-americano Tanner Gudauskas e dos brasileiros Hizunomê Bettero e Thiago Camarão. O melhor português foi Tiago Pires Pelo meio, com a entrada em prova de nove portugueses assistimos à passagem de cinco à seguinte, juntando-se assim aos três portugueses pré-classificados para o round de 96 atletas. Além de Frederico “Kikas” Morais, pudemos assistir às vitórias de Filipe Jervis e Marlon Lipke nos seus respectivos heats do primeiro round, com Vasco Ribeiro e Eduardo Fernandes a avançarem também, em segundo lugar. Eliminados ficaram, entre outros, João Guedes, José Ferreira, Ruben Gonzalez e Nicolau von Rupp. Para além de Tiago “Saca” Pires, o único representante nacional na elite mundial, estava ainda pré-seleccionado Pedro Cordeiro, de apenas 17 anos, o vencedor local do campeonato de triagem, e o vencedor da primeira bateria da primeira fase, Frederico Morais. Tiago Pires acabou no 9º lugar e foi o melhor português na prova A Organização e os Apoios O SATA Airlines Azores Pro foi organizado pela DAAZ Eventos e pela USBA (União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores), contou com o patrocínio da SATA Airlines, do Turismo dos Açores, Câmara Municipal da Ribeira Grande, Sumol, Moche, e ainda com os apoios do Hotel Vip Executive Açores, FUEL TV como canal oficial, RFM, RTP, Jornal i, Surf Total, Surf Portugal e ONFIRE.

Tiago Pires, o melhor português


Notícias do Mar n.º 309