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ESTADO DE SANTA CATARINA

SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO DIRETORIA DE TECNOLOGIA E INOVAÇÃO GERÊNCIA DE TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS

EaD e TABLET: interação e usabilidade

Florianópolis, 2013 1


Governador de Estado João Raimundo Colombo

Secretário de Estado da Educação Eduardo Deschamps

Secretária Adjunta da Educação Elza Marina da Silva Moretto

Diretora de Tecnologias e Inovação Karen Lippi de Oliveira

Gerente de Tecnologias Educacionais/GETED Suzana da Cunha Silveira Camargo

Organização: Ada Mariza Tobal Maria Gorete de Souza Lemonje Capa e diagramação : Ricardo Fernandes Braz Revisão: Irene Cardoso Althoff

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AUTORES ADA MARIZA TOBAL Doutora em Mídia e Conhecimento (UFSC) Mestre em Mídia e Conhecimento (UFSC) Pedagoga (UDESC) Especialista em Fundamentos da Educação (UDESC) Consultora Educacional (SED/SC) ada@sed.sc.gov.br

JOSÉ EUGÊNIO PEREIRA Especialista em Tecnologias em Educação (PUC/RJ) Especialista em Psicopedagogia (UNISUL) Especialista em GESTÂO ESCOLAR (UDESC) Especialista em Teologia (ITESC) Professor (SED/SC) Professor e coordenador de Estágio - USJ peugeniopereira@sed.sc.gov.br MARIA GORETE DE SOUZA LEMONJE Especialista em Tecnologias em Educação (PUC/RJ) Especialista em Língua Portuguesa (USS/RJ) Professora (SED/SC) mariagsl@sed.sc.gov.br

RICARDO FERNANDES BRAZ Mestre em Educação 2002/004 (UFSC) Especialista em Formação do Ator 1996/1998 (UDESC) Especialista em Arte Educação 1992/1993 (UNESC) Professor (SED/SC) ricardofbraz@sed.sc.gov.br

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“Constantemente somos levados a refletir sobre nossa ação e buscar respostas aos desafios propostos e, nesse processo, constrói-se o conhecimento.” (Paulo Freire, 1980)

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Sumário

Prefácio _____________________________________________________________

06

Apresentação________________________________________________________

07

Educação a Distância___________________________________________________

08

Educação a Distância: Possibilidades Educacionais no Fazer Pedagógico__________

09

Educação a Distância: Contextualização e Conceituação_______________________

11

Evolução da Educação a Distância________________________________________

13

Legislação e Educação a Distância em Santa Catarina_________________________

14

Para saber mais______________________________________________________

15

Atividades__________________________________________________________

16

Integração das Tecnologias no Fazer Pedagógico_____________________________

18

Conhecimento, Integração e a Convergência das Tecnologias___________________

19

Enfoque educacional__________________________________________________

20

Recursos Didáticos e as Novas Tecnologias_________________________________

23

Internet_____________________________________________________________

25

Para saber mais_______________________________________________________

27

Atividades__________________________________________________________

28

Uso Pedagógico do Tablet______________________________________________

30

Tablet - Recurso Pedagógico_____________________________________________

31

Especificações do Tablet_______________________________________________

32

Conheça as Vantagens do uso do tablet na Sala de Aula_______________________

33

Possíveis Atividades Pedagógicas_________________________________________

34

Tablet: Manusear é o Caminho___________________________________________

36

Exemplos Práticos de uso Possível do Tablet em Sala de Aula___________________

38

Para saber mais_______________________________________________________

41

Atividades__________________________________________________________

42

Referências Bibliográficas______________________________________________

43

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Prefácio Eduardo Deschamps

Recentemente em uma matéria sobre a educação brasileira, uma revista de circulação nacional abriu o assunto, informando que se uma pessoa caísse em um sono profundo, há cem anos e acordasse nos dias de hoje, um dos poucos lugares no qual ela não encontraria mudanças profundas seria em uma sala de aula. Via de regra, a sala de aula atual difere muito pouco das salas do século passado, uma vez que se constituem basicamente de carteiras e cadeiras para os alunos e um quadro (negro, verde ou branco) para os professores. Na maioria das escolas, os recursos de tecnologia da informação estão confinados em laboratórios específicos (em muitos casos trancados a sete chaves) que só são usados pelos alunos esporadicamente. Isto em um mundo onde os pequenos telefones celulares, que possuem capacidade de processamento de dados muitas vezes superior ao de computadores de primeira linha de cinco anos atrás, estão ao alcance de todos, especialmente a alunos de nossas escolas. Felizmente esta realidade está mudando. Com a chegada, ainda que gradativa, de novas tecnologias às escolas, a forma de lecionar está sofrendo uma grande revolução. Porém, para que esta revolução seja consistente e profunda, estabelece-se um enorme desafio: como fazer com que professores que são migrantes digitais, conforme definido pelo Ministro Aloizio Mercadante, possam incorporar apropriadamente as novas tecnologias as suas aulas e estimular uma geração de alunos que são, segundo o mesmo ministro, nativos digitais? Aqui fica lançado o desafio de que não basta a simples presença do equipamento nas mãos dos professores e alunos. Precisamos realizar, à exaustão, processos de capacitação no uso de tecnologias na escola. O meio digital é um mundo de possibilidades, porém sem que sejam conhecidos os caminhos corretos para acessar a informação certa, ele pode se transformar em um mundo de futilidades e, em alguns casos, de perigos à formação adequada de nossos alunos. Esta publicação, bem como os cursos de capacitação associados à mesma, são ferramentas que procuram iniciar a formação daqueles que tem, ou terão, em suas mãos um dos equipamentos com maior potencial educacional dos últimos tempos: o tablet. Que ela ajude a desmistificar o uso do tablet para aqueles que são migrantes digitais e permita que ele seja usado como uma ponte poderosa entre estes e os nativos digitais na construção de um processo de ensino-aprendizagem eficaz. 6


APRESENTAÇÂO Maria Gorete de Souza Lemonje

A Secretaria de Estado da Educação/Gerência de Tecnologias Educacionais viabiliza, entre outras ações, o curso: EaD e Tablet: interação e usabilidade , desenvolvido no ambiente virtual de aprendizagem e- Proinfo. Este material constitui o módulo deste curso, destacando as seguintes temáticas: Educação à distância; Integração das tecnologias no fazer pedagógico; Uso pedagógico dos tablets, possibilitando aos cursistas, complementar seu aprendizado com sugestões de leituras e realização de diferentes atividades. É importante destacar que o material foi escrito na linguagem dialógica, facilitando e possibilitando maior fluidez e compreensão do texto. O material foi elaborado de acordo com a estrutura do curso, dividido em três eixos temáticos: Educação à distância; Integração das tecnologias no fazer pedagógico; Uso pedagógico dos tablets. O primeiro eixo temático apresenta um histórico da EaD, discorrendo sobre essa modalidade de ensino, por meio de suas origens, desenvolvimento e levando em consideração as diferentes concepções que envolvem sua prática, para a melhoria do sistema educacional (on line) do Estado de Santa Catarina. O segundo eixo temático oportuniza reflexões sobre a integração das tecnologias no fazer pedagógico, contribuindo para a formação de um sujeito mais dinâmico, situado no seu tempo, em condições de analisar e refletir sobre as mudanças que ocorrem todos os dias a sua volta, pois a introdução das novas tecnologias da informação e da comunicação no contexto educacional significa um avanço no aprendizado dos alunos em razão dos novos suportes educativos. E por fim, o terceiro eixo temático e último procura identificar e conhecer o potencial educativo do tablet, para o desenvolvimento de atividades escolares, garantindo assim, experiências de aprendizagens desafiadoras, complexas e exitosas, acarretando o desenvolvimento de habilidades técnicas, e de conceitos e conhecimentos científicos.

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Educação a Distância

A Educação ofertada na modalidade a Distância é pensada pela Gerência de Tecnologias Educacionais como uma excelente oportunidade para os educadores integrar as ferramentas digitais disponíveis ao seu dia a dia, tornando-as um meio de produção de conhecimento e mediação pedagógica. Por este motivo propomos estudar e conhecer melhor essa modalidade de ensino, por meio de suas origens e desenvolvimento, levando em consideração as diferentes concepções que envolvem sua prática. Com esta problemática, pretende-se questionar, refletir, compreender e apresentar a “educação à distância” e como os cursos são oferecidos nessa modalidade, para que os interessados possam participar do processo do qual fazem parte e então construir o conhecimento junto à equipe coordenadora, empenhada em realizar um trabalho colaborativo e coletivo.

Objetivos

• Conceituar EaD; • Conhecer a trajetória da EaD; • Tomar ciência da legislação que rege a EaD no Brasil; • Contribuir para a melhoria do sistema educacional (on line) do Estado de Santa Catarina; • Subsidiar os professores em suas práticas pedagógicas, possibilitando-lhes acesso, por meio

da educação à distância, aos fundamentos das diversas ferramentas tecnológicas.

Conteúdo

Educação a distância

 Evolução da educação a distância •

Legislação e Educação a Distância em Santa Catarina

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Educação a Distância: Possibilidades educacionais no fazer pedagógico José Eugênio Pereira

A modalidade de educação a distância trouxe novas possibilidades na formação profissional em todas as áreas do conhecimento. Nos sistemas de ensino formais, é presença indiscutível, da educação fundamental à educação superior; nos sistemas não formais, em sindicatos, igrejas e associações de bairro, entre outros. Objetiva, esta modalidade, o atendimento de jovens e adultos, visando principalmente ao aluno adulto por este já estar, de modo geral, inserido no sistema produtivo e, aos jovens, com maturidade suficiente para gerenciar seus estudos. É preciso, por parte dos responsáveis, habilidades para ações que reforcem a intencionalidade e a funcionalidade no planejamento dos cursos oferecidos online. A presença física do professor, no atendimento ao cursista, é bastante reduzida, pois, seu atendimento limita-se por meio de ferramentas tecnológicas como: Material impresso, internet, áudio visual, etc. Profissionais que atuam na educação à distância devem desenvolver metodologias para favorecer a interação entre todos os atores, permitindo um equilíbrio na construção do conhecimento que possibilitem o estudo autônomo, num processo dinâmico e cíclico garantindo ambientes de colaboração, possibilitando atividades que privilegie intervenções de sua realidade, mantendo assim, uma comunicação de mão dupla, ou seja, bidirecional. Compreende essa comunicação, além de conteúdos indispensáveis para formações específicas, estudos complementares que privilegiem o conhecimento e à integração do cursista com a realidade social e econômica contextualizada, favorecendo a observação e a análise de ensinos formais e não formais. Os meios de comunicação utilizados na educação a distância, devem ser entendidos como meios facilitadores da aprendizagem, seja ele, impresso, auditivo, radiofônico, informática, etc. Na produção de material para cursos em que o público alvo é o cursista, percebe-se que os adultos aprendem melhor quando as atividades estão relacionadas com os problemas do seu cotidiano profissional.

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Nesta modalidade, o cursista estuda de acordo com o seu próprio ritmo de aprendizagem, no local e horário que lhe for mais conveniente, ou seja, de estudo autônomo, que é o ato de estudar por si próprio. Deve-se destacar que, para um ótimo desempenho no rendimento de qualquer estudo na educação a distância, implica: a) Autoconhecimento; b) Disciplina; c) Determinação; d) Desenvolver a capacidade de aprender por si mesmo; e) Buscar por si próprio as soluções para os problemas relacionados com seus estudos; f) Planejar e organizar seus estudos, para garantir seu aprendizado.

No contexto da educação à distância, não podemos deixar de utilizar os recursos que as tecnologias de informação e comunicação nos oferecem.

Características da EaD

Voltada para o desenvolvimento de competências profissionais.

Estruturada na metodologia de resolução de problemas, identificados no

cotidiano profissional. 

Situando a aprendizagem como processo de apropriação e construção de

conhecimentos, valores e atitudes, sempre contextualizada, a partir da açãoreflexão-ação. 

Permitir a integração e interdisciplinaridade curricular, assegurando

relevância e significado aos conteúdos. 

Envolver problematizações correspondentes aos núcleos geradores de

aprendizagem, sobre os quais perpassarão, em intensidade variável, as contribuições das áreas pedagógica, administrativa e relacional. 

Utilização de recursos disponíveis num ambiente virtual de aprendizagem;

Facilidade de comunicação em qualquer lugar e qualquer hora. 10


Trabalhos/atividades individuais e coletivas entre formadores e cursistas,

capacitando-os para atuarem no seu cotidiano de trabalho educacional.

Educação a Distância: Conceituação e contextualização1 Ada Mariza Tobal

A educação na modalidade à distância desenvolve-se não apenas com o intuito de superar as barreiras de espaço e tempo, mas também, com objetivos políticos, econômicos, sociais e pedagógicos. Este entendimento de educação a distância está presente no pensamento de vários estudiosos da área. A educação a distância é, pois, uma modalidade não tradicional, típica da sociedade da informação e da comunicação tecnológica, cobrindo distintas formas de ensino e de aprendizagem, dispondo de métodos, técnicas e recursos, postos à disposição da comunidade em geral. Pode-se dizer, então, que a educação a distância evoluiu muito, mas também sofreu retaliações. Porém, os avanços da ciência e da tecnologia, aliados às necessidades do mercado, colocam a educação a distância no topo, independente da vontade individual, ou de grupos organizados, já que em uma sociedade globalizada percebe-se com muito mais clareza a mudança conceitual do que seja educação, ensino, aprendizagem, conhecimento e a consequente mudança de paradigma, sendo impossível ignorar esta nova forma de ensinar e de aprender. Entender e contextualizar a educação a distância é tão importante quanto adotá-la, uma vez que, à medida que a tecnologia se infiltra nas instituições, quebram-se as fronteiras entre os dois modos de se fazer educação. Segundo Maroto (1995) citado por Tobal (2001, p.46), Freire comenta que “entender a história como possibilidade implica assumir o tempo e o espaço com lucidez, integrar-se, inserir-se no hoje, admitindo possibilidades de limites e de transformação”.

1

Fragmentos da Tese de Doutorado de Ada Mariza Tobal,. E-learning nos programas de capacitação de professores da educação básica/2005, disponível em http://www.tede.ufsc.br/teses/PEPS4655.pdf.

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Sendo o termo educação a distância tão utilizada, é mister algumas considerações acerca do conceito, pois, como diz Tobal, citando Torres (2002 p.22), “os conceitos oferecidos embora apresentem convergência ao se centrarem na ideia de processo pedagógico, devem ser revistos”. De acordo com Laaser (1997, p.20), o termo educação a distância é usado para "abranger variadas formas de estudo, em todos os níveis, nas quais os estudantes não estejam em contato direto com os seus alunos”. Na visão de Moore (1973, p.22), ensino a distância: Pode ser definido como a família de métodos instrucionais em que as ações dos professores são executadas à parte das ações dos alunos, incluindo aquelas situações continuadas que podem ser feitas na presença dos estudantes. Porém, a comunicação entre professor e aluno deve ser facilitada por meios impressos, eletrônicos, mecânicos ou outros.

Moore (1996, p. 22), duas décadas depois: educação a distância: É o aprendizado planejado que normalmente ocorre em lugar diverso do ensino e como consequência requer técnicas especiais de planejamento de curso, técnicas instrucionais especiais, métodos especiais de comunicação, eletrônicos ou outros, bem como estrutura organizacional e administrativa específica.

Conforme Nunes (1998, p. 2), a educação a distância: É um recurso de incalculável importância como modo apropriado para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida.

A partir destes conceitos e reflexões, pode-se afirmar que a educação a distância é mais antiga do que parece ser. Religiosos como São Paulo, por exemplo, um dos doze (12) apóstolos de Cristo, utilizou as tecnologias comunicacionais disponíveis na época para pregar o evangelho. Mais recentemente, isto é, ao final do século XVIII, o ensino por correspondência é impulsionado com algumas experiências incipientes, sendo que sua utilização efetiva ocorre nos Estados Unidos e na Europa no século XIX, conquistando espaço nos meios acadêmicos, inclusive expedindo certificados e diplomas, oficialmente reconhecidos. Segundo Sherry (1999, p. 56), "os cursos por correspondência foram largamente usados até a metade do século passado, sendo caracterizados por uma comunicação mínima entre aluno - professor, realizada de forma lenta e ineficiente, através do sistema postal tradicional”.

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No Brasil, pode-se citar a experiência do Instituto Universal Brasileiro. Fundado em 1941, um dos pioneiros em educação à distância em nosso país, e tem como suporte pedagógico principal a mídia impressa. A seguir, vem o Centro de Ensino Tecnológico de Brasília (CETEB). Fundado em 1954 por um grupo de educadores, começou a operar em 1968 com o objetivo de expandir e aprimorar o ensino de 2º grau, atualmente ensino médio.

Evolução da Educação a Distância

Com o advento do rádio e da televisão no século XX, a educação a distância adquire novos contornos. O final da Segunda Guerra é um marco importante, pois é a partir de então que a demanda social por mais educação se faz mais evidente. O rádio, como instrumento de ensino, teve mais aceitação nos países em desenvolvimento, como os da América Latina, por exemplo. A televisão, com todo o seu poder de comunicação, não conseguiu o mesmo êxito, o ambiente político deixa dúvidas quanto às reais intenções dos governos. O uso da televisão no Brasil para fins educativos começa praticamente em 1970, com os programas de complementação de ensino Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL), sendo as imagens geradas em princípio pela TV Globo. Porém, a partir de 1978, a Fundação Padre Anchieta produz, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, o TELECURSO 2000, que inegavelmente se revela como o melhor programa educativo do país. (UFSC, 1998, p. 11). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira Nº5.692 de 1971, em seu artigo 2º, capítulo IV, ao tratar do ensino supletivo, dispõe: “Os cursos supletivos serão ministrados em classes ou mediante a utilização de rádio, televisão, correspondência e outros meios de comunicação que permitam alcançar o maior número de alunos” (BRASIL, 1971, p. 38). Assim, fica evidente a importância da educação à distância para o desenvolvimento econômico e também para a inserção do cidadão no mundo do trabalho, pois o modelo de sociedade, já nessa época, exigia pessoas com capacidade de autoaprendizagem, flexíveis e autônomas nesse sentido.

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Legislação e Educação a Distância em Santa Catarina

Preocupada com o uso maciço das tecnologias da informação e da comunicação, a Secretaria de Estado da Educação, por meio do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina e através da Resolução nº151, de 16 de julho de 2002, estabelece normas de credenciamento de instituições, autorização, avaliação e reconhecimento de cursos e programas de educação à distância, dirigidos a educação de jovens e adultos, ao ensino médio, à educação profissional e continuada; autorização e avaliação e reconhecimento dos cursos e programas de educação superior à distância, no Sistema Estadual de Educação. O Presidente do Conselho Estadual de Educação de Santa Catarina, no uso de suas atribuições e de acordo com o que estabelece o inciso XII do artigo 10, do regimento interno deste conselho, considerando o disposto no artigo 80, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9394, de 20 de dezembro de 1996, e o artigo 12 do Decreto Federal, nº 2494, de 1998, e o deliberado na sessão Plenária do dia 16 de julho de 2002, pelo Parecer nº 331, resolvem, em seu capítulo 1, artigo 1º, que trata dos princípios, a Resolução ficou com a seguinte redação: São princípios da educação a distância os enunciados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a todas as modalidades de ensino, mais os seguintes: garantir formação na dimensão teórico-filosófica e tecnológica; autonomia da instituição na produção de seu projeto político-pedagógico, observadas as diretrizes da Resolução nº 17/99/CEE: contextualização e pluralidade político - filosóficas; e perfil de cidadania fundado na ética (SANTA CATARINA, 2002, p.44).

No capítulo II, da Concepção, Artigo 2º, a Resolução trata a educação a distância como sendo uma forma de ensino, que possibilita a autoaprendizagem, mediada por diversos recursos didáticos e tendo como suporte os mais variados veículos de comunicação. Quanto ao Artigo 3º, a Resolução determina regime especial e que sejam obedecidos os objetivos nacional e estadual, bem como as diretrizes curriculares, para a educação de jovens e adultos, ensino médio e educação profissional de nível técnico. No artigo 4º, a Resolução é enfática, os momentos presenciais não poderão restringir-se aos exames finais. Conforme o estabelecido pela Resolução Estadual, de nº 151, a educação a distância em Santa Catarina toma forma e institucionaliza-se, oportunizando, dessa maneira, a sociedade catarinense a optar pela modalidade de ensino que melhor lhe convenha (SANTA CATARINA, 2002). 14


Dentro desta visão de educação, os educadores terão que se adaptar a estas novas formas de ensino e de aprendizagem, buscar o conhecimento onde ele estiver, independente de tempo e lugar, capacitando-se em serviço como exige os novos cenários, usufruindo da autonomia e da criatividade que a legislação atual permite, expandindo este entendimento de cidadania para os alunos da educação básica, tornando-os sujeitos empreendedores e responsáveis pelo seu futuro. Historicamente, aprendizagem e ensino estão associados ao desenvolvimento tecnológico, tanto na modalidade presencial como na modalidade à distância. Assim, fazer educação significa trabalhar no sentido de contribuir ou não para a construção de indivíduos autônomos e criativos.

PARA SABER MAIS SOBRE EaD

 Leia o livro “Educação a Distância”, de Maria L. Belloni. O livro de Belloni aponta

questões importantes relacionadas à educação presencial e a distância, discutindo o uso das novas tecnologias. Realiza um breve histórico da EaD, conceituando os termos aprendizagem aberta e a distância. Belloni trata também do papel do professor e do aluno na EaD e da necessidade de formação de professores para atuar nesta modalidade educativa.

 Acesse e leia o texto de Maria L. Belloni, que analisa a EaD no Brasil, com enfoque nas dimensões políticas e econômicas de implementação dessas práticas. A pesquisa foi realizada com base nas diferentes experiências de EaD ocorridas no Brasil, principalmente relacionadas à formação de professores. BELLONI, M. L. Ensaio sobre a educação a distância no Brasil. In: Educação & Sociedade, Ano XXIII, n. 78, abril/2002. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/es/v23n78/a08v2378.pdf>. Acesso em: 11 fev. 2013  Assista ao vídeo: “O que é EaD?”, disponível no Youtube. Um trecho do programa Salto para o futuro da Série: Educação a Distância - O que é Educação a Distância,,que discute: “O que é educação a distância?”, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=pH1tsr069MM

 Assista ao vídeo A realidade da Educação a Distância no Brasil, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=R8UomipLmxc. Este vídeo retrata a trajetória dos paradigmas da Educação a Distância no Brasil, incluindo suas concepções políticas. 15


ATIVIDADES 1 - Fórum: Discutindo o Conceito Nunes (1998), afirma que a educação a distância é um recurso de incalculável importância como modo apropriado para atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida. Belloni (1999) diz que a EaD aparece na sociedade contemporânea como uma modalidade de Educação adequada e desejável para atender às demandas educacionais oriundas da nova ordem econômica mundial. Moran (2011) defende que a educação a distância está modificando todas as formas de ensinar e aprender, inclusive as presenciais, que começam a utilizar cada vez mais metodologias semipresenciais, flexibilizando a necessidade de presença física, reorganizando os espaços e tempos, as mídias, as linguagens e os processos. E para você, o que é educação à distância? Esperamos que você não busque conceitos prontos, mas procure elaborar o seu conceito a partir de sua vivência e do que você já leu ou ouviu falar sobre EaD. Interaja com seus colegas, discutindo as diferenças e semelhanças entre os conceitos apresentados no fórum.

2 - Fórum: Definindo um Conceito No fórum “Discutindo o conceito” foram compartilhados diferentes conceitos de EaD. Como podemos perceber, eles são variados para essa modalidade educativa, no entanto, como nos afirma Tobal, “os conceitos oferecidos embora apresentem convergência ao se centrarem na ideia de processo pedagógico, devem ser revistos”. Nesse sentido, reflita sobre as diferenças entre as concepções: ensino a distância e educação à distância, lendo o texto “O que é educação a distância de Moram disponibilizado em http://www.educacional.com.br/upload/dados/materialapoio/94590002/5963037/O_que_educ ao_a_distancia%5B1%5D.pdf Retornando à resposta feita por você no primeiro fórum “Discutindo o conceito”, e a partir da leitura indicada acima e das outras indicadas no conteúdo do módulo e da sua reflexão, reelabore seu conceito de EaD. Lembre – se! A interação é primordial para sua aprendizagem e interagir não é apenas responder às atividades propostas, mas neste processo você deve responder as atividades de forma

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reflexiva, articulada à discussão proposta e fundamentada nos conceitos apresentados nos materiais de estudo.

3 - Portfólio: Histórico da EAD Produza um pequeno texto destacando da história da EaD no Brasil os fatos mais importantes para você. 4 - Diário: EAD em Santa Catarina Leia

e

pesquise

sobre

a

legislação

em

EAD

em SC: visite o link http://www.abed.org.br/documentos/ArquivoDocumento.440.pdf Após a leitura “Legislação e Educação a Distância em Santa Catarina”, página 161,destaque pontos que tenham chamado sua atenção. Ao citar os pontos, é fundamental justificar sua escolha tecendo seus comentários, críticas, dúvidas. Lembre – se! As atividades realizadas no diário serão visualizadas somente por você e seu tutor. Sendo assim, é importante sua retomada para verificar o feedback deixado por ele!

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INTEGRAÇÃO DAS TECNOLOGIAS NO FAZER PEDAGÓGICO

O momento atual em que estamos vivendo oferece novos desafios para o professor no ambiente escolar. Esse novo fazer deve ultrapassar os aspectos burocráticos de dar aula, exigindo um novo olhar pedagógico, por meio do qual todos os segmentos da escola sejam conduzidos a um espírito inovador fundamentado na ação - reflexão - ação. A mudança esperada requer uma reconfiguração nas relações dos alunos com o conhecimento, na leitura e interpretação dos novos tempos. Por isso, o professor deverá estar preparado para esta mudança de paradigma que surge com as novas tecnologias da informação e comunicação. O professor necessita ser formado para assumir o papel de facilitador dessa construção de conhecimento e deixar de ser o "entregador" da informação para o aprendiz. Isso significa ser formado tanto no aspecto computacional, de domínio do computador e dos diferentes softwares, quanto no aspecto da integração do computador nas atividades curriculares. O professor deve ter muito claro quando e como usar o computador como ferramenta para estimular a aprendizagem (VALENTE 1999 p 98).

A presença das novas Tecnologias de Informação e Comunicação na sala de aula deve contribuir para a formação de um sujeito mais dinâmico, situado no seu tempo, em condições de analisar e refletir sobre as mudanças que ocorrem todos os dias a sua volta e capaz de contribuir para a formação de uma sociedade mais justa e mais produtiva, do contrário, as ferramentas tecnológicas serão, apenas, equipamentos de reprodução e alienação. Sendo assim, devem-se inserir em nossos debates as inúmeras possibilidades do uso das mídias no cotidiano escolar e ao mesmo tempo orientar seu uso fora dela, pois a introdução das novas tecnologias da informação e da comunicação no contexto educacional significa um avanço no aprendizado dos alunos em razão dos novos suportes educativos. Nesta etapa tem-se a intenção de contribuir, para que por meio da integração das tecnologias no fazer pedagógico professores e alunos tenham a capacidade de discernir como e quando utilizá-la.

Objetivos  Conhecer o que as novas tecnologias têm a oferecer a fim de tornar suas aulas mais instigantes, criando condições de aprendizagem; 18


 Refletir sobre a utilização das novas tecnologias da informação e da comunicação no processo educativo, apontando desafios para a prática pedagógica;  Integrar as novas tecnologias, reconhecendo suas potencialidades, para que ocorra de fato uma melhora significativa no processo ensino-aprendizagem. Conteúdos  Conhecimento, integração e convergência das tecnologias  Recursos didáticos e as novas tecnologias

2.1 - Conhecimento, Integração e Convergência das Tecnologias Ada Mariza Tobal

As tecnologias desenvolveram-se mais e mais tendo em vista a superação das barreiras do espaço e do tempo, possibilitando à humanidade colocar-se em contato, cada vez mais vivo, com a história. A história dos homens e das sociedades nos mostra que o conhecimento está permeado por duas dimensões simultâneas, não constituindo- se em produto pronto e acabado. Não é um conjunto isolado de informações, mas um conjunto comprometido com uma visão de mundo que se manifesta no próprio processo de construção do real. Platão afirmava que a única função do conhecimento é o auto-conhecimento, isto é, o crescimento intelectual, moral e espiritual da pessoa. Já para Protágoras, seu principal opositor, o conhecimento tinha como única finalidade tornar a pessoa eficaz, capacitando-a a saber dizer, como dizer e principalmente saber fazer, princípios defendidos pelo liberalismo. Tem-se então, com o desenvolvimento da informática e das midias, a possibilidade de aproximação das pessoas, antes afastadas pela distância ou falta de comunicação. Este desenvolvimento vem afetando as relações sociais, culturais, econômicas e o modo de se fazer educação. Percebe-se com muito mais clareza hoje a mudança conceitual de conhecimento frente à mudança de paradigma. O escritório virtual tornou-se uma realidade no mundo globalizado. Muitos profissionais comparam o escritório sem papel à sociedade sem moeda. 19


As diferentes áreas de serviços estão revolucionadas por máquinas inteligentes, inclusive a Educação, assim, nada mais oportuno do que o uso das novas tecnologias, aliadas ou não aos meios eletrônicos e computacionais para alavancar a educação à distância, tão necessária nesse momento histórico.

2.1.1 - Enfoque Educacional

As tendências mundiais indicam que a educação será totalmente diversa: ensino e aprendizagem

serão

diferentes.

O

ensino

será

mais

individualizado

e

coletivo

simultaneamente, as novas tecnologias da comunicação estarão muito presentes. É preciso repensar velhos problemas ou experiências antigas mas que permanecem inquietantes, colocando num outro prisma preocupações não resolvidas. E a partir de uma perspectiva científica verificar e refletir sobre a influência dos meios de comunicação, ou seja, das mídias, desde a escrita, o rádio, a televisão, a informática e a internet em nossa consciência, no desenvolvimento das crianças e dos jovens no processo de ensino e aprendizagem. Os avanços científicos e tecnológicos colocam a educação em destaque atualmente, pois em uma sociedade globalizada, onde as mudanças ocorrem a um ritmo jamais visto, é impossível ficar à margem dos benefícios disponibilizados e das responsabilidades dimensionadas. Esses avanços somados às necessidades do mercado ampliam as possibilidades tecnológicas ao disponibilizarem ferramentas com enorme potencial, que se bem utilizados podem atingir um contingente incalculável de profissionais da educação ou não. Alguns recursos disponibilizados pela ciência e a tecnologia, aplicados em projetos voltados a formação continuada de profissionais, e a permanente atualização em diferentes áreas do conhecimento ampliam as possibilidades de ensino e aprendizagem. O atual contexto oferece às instituições uma oportunidade excepcional para o planejamento do uso das tecnologias , que irá concerteza facilitar o surgimento de um contexto educacional vital, que utiliza as mídias para manter no primeiro plano as necessidades dos alunos.

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Dentro dessa lógica, pode-se observar a educação se adequando às mudanças sociais. Devendo essas tendências assegurar uma reconceituação do currículo baseado em resultados, alterando em muito as relações, inclusive no ensino básico. Com a superação das distâncias, o desafio agora está em dominar as novas ferramentas, permitindo a integração e utilização da tecnologia de maneira eficaz e eficiente da informática, da internet e dos serviços disponibilizados, a multimídia, a videoconferência e a realidade virtual, também aumentam as possibilidades da educação a distância, no que se refere à melhoria da qualidade deste importante processo. Com o desenvolvimento tecnológico o processo de difusão das informações atingiu tal plenitude com a rede Internet, sendo inquestionável a sua contribuição na Educação, pois basta que alunos e professores estejam conectados, seja por meio do correio eletrônico, das salas de conversação ou simplesmente navegando, inclusive, podendo até serem formais os encontros, ou seja, a partir de um cronograma de atividades várias pessoas podem participar, inclusive lançando mão da integração das mídias, isto é, quanto mais tecnologia envolvida mais oportunidades de aprendizagem. A Internet não é apenas uma rede mundial de computadores, é também um agente de mudanças comportamentais ainda pouco conhecido neste campo, até porque não se conseguiu ainda um meio eficiente de avaliar suas interferências sociais, ou seu impacto comportamental. As novas tecnologias viabilizam a comunicação "face a face" entre as pessoas em praticamente todo o planeta, e permitem o acesso e o uso local ou remoto de bancos de dados e de unidades de processamento de informações que possibilitam uma aceleração exponencial na capacidade de produção e disseminação de conhecimento. A sociedade da informação possibilita a estudantes e professores com acesso a internet, explorar bibliotecas virtuais, visitar museus, conhecer outras culturas, ter acesso aos clássicos da literatura, etc... Com a disponibilidade de recursos online, podem pesquisar profundamente qualquer área do conhecimento, ou simplesmente assistir filmes interativos, participar de conversas, conferências, copiarem, fotografar, gravar e filmar. Uma página hiper-texto possui, além de texto com links para outros textos, figuras, fotos, botões, animações, etc. Um aspecto muito importante presente na Internet é a interatividade possível entre o sistema e o usuário que deverá estar atento sobre qual o melhor caminho para chegar ao seu objetivo e quais tecnologias usar naquele momento.

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Os sistemas multimídia no fornecimento de informações combinam diferentes formatos de conteúdo tais como: áudio, vídeo, ilustrações e texto, e instalações de armazenamento de conteúdos. A principal diferença entre estas aplicações em computador e produtos exibidos por meio da televisão é a interatividade proporcionada ao usuário. Devido a esta característica é comum utilizar-se a denominação de multimídia interativa. As mudanças ocorrem ao se explorar as tecnologias que têm o potencial de aproximar o real do virtual, o visual do sensorial, o conhecimento acadêmico do operativo, tornando os ambientes mais interativos, concretos e dinâmicos na tarefa de ensinar e aprender por meio de tecnologias informatizadas. Atualmente, existe ainda grande resistência na utilização da informática como ferramenta educacional. Sendo que a realidade virtual significa outro avanço importante, na área da educação, porém tudo isto está ainda um pouco distante da maioria dos educadores. A integração das tecnologias pode aumentar significativamente a produtividade nos processos de ensino e aprendizagem, uma vez que propicia grande interatividade entre alunos e professores. Já a convergência das mídias vem para facilitar mais ainda o seu uso e dar mais agilidade na construção do conhecimento. As ferramentas de hardware e software são necessárias para apoiar este tipo de interação, não é mais possível ignorar as redes de computadores, pois a informação disponível sobre qualquer assunto não pode mais ser desconsiderada quando a meta é aprender. Com a apropriação pela educação dos avanços tecnológicos no campo da comunicação, se faz necessário paralelamente potencializar a pesquisa de métodos, processos e sistemas voltados para a nossa realidade educacional, de forma a conferir maior sistematicidade, usabilidade e segurança aos investimentos feitos. As tecnologias de comunicação utilizadas para a aquisição, a transmissão e a aplicação de conhecimento devem assegurar a eficiência e a eficácia da aplicação de técnicas de ensino e aprendizagem, na resolução de problemas específicos da atividade professor/aluno, bem como sua gestão e avaliação. Hoje, a reflexão pedagógica já avançou o suficiente para que se perceba a importância de que o conhecimento não é algo pronto e acabado, mas algo em constante movimento e transformação. Isso implica tomar esse conhecimento como referência, com um novo olhar, analisar as muitas correntes teóricas, em suas diferentes abordagens, nos diferentes enfoques de pesquisadores das várias áreas do conhecimento, objetivando os fins da educação. 22


Essa percepção e compreensão do estágio atual da educação, enquanto processo vivo e dinâmico cresce na qualidade do serviço prestado, então importa refletir sobre a concepção de educação que norteará a elaboração das propostas educativas, de acordo com a teoria proposta. Nesse sentido a preocupação passa a ser com os meios tecnológicos e os materiais disponibilizados aos estudantes, garantindo dessa forma que a informação esteja mediada pedagogicamente. A integração das tecnologias empregadas no processo de ensino e os materiais produzidos precisam estar fundamentados em critérios basicamente pedagógicos. A interrelação conhecimento e avanço tecnológico, numa reconstrução histórica sobre o conhecimento criado e acumulado pela humanidade ao longo dos séculos e que é um patrimônio de toda a espécie humana, permite avançar como espinha dorsal na reflexão do momento, a difusão do saber informático. “É difícil, mas também mais útil apreender o real que está nascendo, torná-lo autoconsciente, acompanhar e guiar seu movimento de forma que venham à tona suas potencialidades mais positivas”. (LÉVY, 1993, p.118) A integração das mídias democratiza o acesso à informação e socializam saberes, levando alunos e professores a compartilhar não apenas os equipamentos tecnológicos, mas principalmente a diversificar seu uso, aumentando significativamente as habilidades operativas e o conhecimento acadêmico ou escolar. A convergência facilita o acesso, a transmissão e a seleção de conteúdos significativos para determinado grupo de alunos, que ao ser utilizado por outros sofre transformações, criando um novo saber.

2.2 - Recursos Didáticos e as Novas Tecnologias

Os recursos didáticos ou pedagógicos, como elementos auxiliares dos professores no ato de ensinar, veem ao longo do tempo sofrendo transformações, não apenas como artefato, mas principalmente na sua concepção de uso. Passa a ser algo fundamental para o atual modelo de ensino e de aprendizagem. Incorporaram a cultura da urgência, do instantâneo, do aqui e agora. Para a sociedade da informação, as tecnologias atuais são condição sine qua non para a evolução da educação, sendo que as mídias, digitais ou não, devem estar linkadas ao 23


currículo escolar e a vida em sociedade dos educandos e também ao mundo do trabalho dos educadores. Desta feita, pensar em educação é extrapolar os muros da escola. Os recursos didáticos hoje são as tecnologias disponibilizadas pelo avanço da ciência e colocados a disposição da escola, fazendo a mediação entre o saber científico, o operativo e a produção de novos conhecimentos, por alunos e professores. As emissoras de TV acessadas por internet ou outro meio, filmes e vídeos, aparelhos celulares e tablets são ferramentas que se bem otimizadas conduzem a uma aprendizagem mais gratificante e significativa. Os tablets, em particular, surgem como uma ferramenta poderosa, potencializadora do espaço da sala de aula, enquanto meio de aproximação do saber constituído e do conhecimento a ser construído, pelos atores envolvidos neste processo. Tem-se que, neste momento de transição, dos artefatos que fazem parte de outro momento histórico e de transformação cultural, incentivar os alunos e professores ao uso de tecnologias que levam às novas formas de aprender e ensinar. Adotar práticas tecnológicas atuais é estar conectado ao seu tempo e fazer do ato educativo uma realidade possível de ser vivida por todos. O vídeo como a televisão são recursos de grandes possibilidades, podendo ser usados de acordo com as necessidades dos usuários, inclusive já fazem parte da vida diária da maioria das pessoas, todavia, há de se tomar alguns cuidados quando se tratar de cursos de formação ou capacitação de recursos humanos, como, por exemplo, quanto à qualidade técnica, comunicativa, pedagógica e duração. A televisão, de modo geral, poderia ser mais atuante, trabalhar de forma mais intensa os conhecimentos do núcleo comum da educação básica, pois tem todas as condições técnicas para operar em grande escala, com poder comunicacional para atingir grandes contingentes de educadores, pedagogicamente é uma ferramenta com enorme potencial para elevar a qualidade do ensino no país. Percebe-se que a Lei de TV a cabo, apesar de regulamentada desde 1995, pouco tem sido utilizada pelos meios educacionais, talvez por falta de cultura tecnológica nos estados e municípios, por parte dos órgãos responsáveis pela política educacional e principalmente pela insegurança dos educadores, que veem a educação a distância como uma substituta do seu 24


próprio trabalho, quando, na realidade, professores e alunos podem, inclusive, estreitar a relação pedagógica que se estabelece a partir desta nova forma de ensinar e aprender. A evolução tecnológica ocorre em todas as direções e, para acompanhar essa dança frenética de mudanças, foi necessário que a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação brasileira, nº 9394, aprovada em 1996, em seu artigo 80, estabelecesse o modo a distância de se fazer educação, tão intimamente ligada ao mundo do trabalho e ao mesmo tempo tão desprezada por setores conservadores da sociedade. Mas foi com o Decreto nº 2.494, de 10 de fevereiro de 1998, que fica finalmente regulamentada a educação a distância no país. O Decreto mencionado ganha a seguinte redação em seu parágrafo único: Os cursos ministrados sob a forma de educação a distância serão organizados em regime especial, com flexibilidade de requisitos para admissão, horários e duração, sem prejuízo, quando for o caso, dos objetivos e das diretrizes curriculares fixados nacionalmente (BRASIL, 2004 a).

Tanto no Brasil como em qualquer outro lugar do mundo, as condições educacionais estão condicionadas às demandas do mercado e, desta forma, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996) dá o amparo legal e a liberdade para que tanto a iniciativa privada quanto o ensino público utilizem as mais modernas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem. Recursos como a videoconferência, por exemplo, permitem interação em tempo real, diminuindo sensivelmente a falta de contato face-a-face entre professores e alunos, comum no ensino presencial.

2.2.1- Internet

Dentro desta lógica de transformações e avanços contínuos, pode-se dizer, com segurança, que a internet (rede mundial de computadores) é hoje um dos meios de comunicação e informação mais utilizados no Brasil e no mundo. Tendo surgido com objetivos militares na década de sessenta (1960), expandiu-se na década de setenta (1970) para os meios acadêmicos e atualmente tem seu uso potencializado na área comercial e governamental (e-gov), dando um salto exponencial em termos de usuários por computador pessoal.

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No Brasil, a internet começou a ser utilizada em 1988 e, desde então não parou mais de crescer, sendo no início um privilégio apenas do meio acadêmico, por meio da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), mas em 1995, passa a ser usada também para fins comerciais. Entre os grandes benefícios da internet, pode-se citar: a troca de informações de forma rápida e eficiente; acesso a especialista nas mais variadas áreas do saber; disponibilização de dados pessoais ou institucionais para uma enorme audiência; a formação de equipes para a realização de trabalhos em conjunto, independente de tempo e espaço; a tradução e transferência de dados entre máquinas localizadas em qualquer lugar do planeta. Pode-se também classificar as ferramentas tecnológicas mais utilizadas na internet em síncronas e assíncronas. Martins (2002, p.110) descreve com clareza suas principais funções através do Quadro a seguir apresentado. Ferramenta

Correio eletrônico/e-mail Listas de discussão Fórum

Newsgroups

FAQ/perguntas freqüentes Chat/bate-papo Vídeochats Messenger

Síncrona ou Função Assíncrona É um serviço off-line, as mensagens são escritas e enviadas ao servidor do destinatário. Quando a pessoa se conecta, essas assíncrona informações são recebidas. É uma aplicação do correio eletrônico muita usada para troca assíncrona de informações entre pequenos grupos. É uma variação da lista de discussão, com um diferencial de que não precisa acessar o e-mail para receber e enviar assíncrona mensagens. É necessário ter acesso à internet. Basta acessar um servidor que hospede ao grupo, com um software que permita a interação com servidores de news, para assíncrona que se faça o download das mensagens armazenadas. Ferramenta oferecida também dentro da www, oferece banco de dados e também recebe perguntas que serão respondidas assíncrona pelo instrutor e compartilhadas por todos. Permite aos usuários da internet se comunicar em tempo real e síncrona pode ser individual ou coletivo. Ferramenta que permite a comunicação em tempo real através da recepção de vídeo, áudio ou texto, com uso da internet ou síncrona rede em TCP/IP Instrumento da internet que permite e informa quem está onsíncrona line, comunicando-se de imediato. Fonte: Adaptado de Martins (2002).

Assim, pode-se dizer que a internet está sendo considerado um fator estratégico fundamental para o desenvolvimento de empresas privadas e, também, para o desenvolvimento de instituições educacionais, preparando, desse modo, os sujeitos para o mercado de trabalho e a vida em sociedade.

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PARA SABER MAIS

Leia o artigo “Professor para o Uso das Tecnologias da Informação e Comunicação”, disponível em http://www.intermeio.ufms.br/revistas/18/18artigo06.pdf. Neste artigo Mariza da Gama Leite de Oliveira aborda algumas concepções presentes no processo de incorporação das TIC ao âmbito educacional, destacando alguns problemas e desafios inerentes a esse processo de mudança, e o conceito de Interatividade implicado neste estudo.

Acesse o boletim do Salto para o Futuro: Tecnologias digitais na Educação, novembro de 2009 disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000012178.pdf. Esta série discute a formação dos educadores, considerando a mudança de cenário na escola com a chegada das tecnologias digitais, além de discutir portais educacionais e redes sociais, mostrando de que maneira o acesso e a participação em ambientes pensados para educadores, podem contribuir para a melhoria do trabalho pedagógico.

Leia o Boletim do Salto para o Futuro “Integração de Tecnologias, Linguagens e Representações, disponível em http://www.tvbrasil.org.br/fotos/salto/series/145723IntegracaoTec.pdf . Nesta série os autores incitam a reflexão e novos estudos sobre: o entrelaçamento de elementos característicos das tecnologias utilizadas em educação, das mais convencionais à mídia digital; as mudanças que ocorrem nesses elementos e nas práticas pedagógicas que apoiam, quando integrados aos processos de produção e expressão; e as contribuições para transformar o ensino e melhorar a aprendizagem do aluno, sujeito na produção, gestão e uso de tecnologias.

Leia KENSKI, V. M. O que são tecnologias? Como convivemos com as tecnologias? In Tecnologias e ensino presencial e a distância. Campinas: Papirus, 2004. Disponível em http://books.google.com.br/books?id=dWdWPHkGCEkC&pg=PA17&lpg=PA17&dq=o+que +s%C3%A3o+tecnologias+como+convivemos+com+as+tecnologias+de+vani+moreira+kens ki&source=bl&ots=Vu7ahz3h3q&sig=Yr7Zr3C_Gq3aCY581VoQz6K9Leg&hl=ptPT&sa=X&ei=fAQfUdWaGIHm9AS8yICQBA&redir_esc=y#v=onepage&q=o%20que%20s %C3%A3o%20tecnologias%20como%20convivemos%20com%20as%20tecnologias%20de %20vani%20moreira%20kenski&f=false . Nessa obra, a autora faz uma análise das mudanças ocorridas na atuação docente provocadas pelo uso mais intenso das novas tecnologias digitais de comunicação e informação. O texto destacado “O que são tecnologias? Como convivemos com as tecnologias?” nos coloca frente a frente com essa nova realidade. Professores e alunos vivem diariamente o desafio das mudanças nas regras de convivência e nas formas de acesso às informações. Participamos todos de um aprendizado no sentido de romper as práticas rotineiras e os limites físicos da sala de aula e ir além, na busca de uma educação de mais qualidade.

Leia também o livro de Doc Comparato: Da criação ao Roteiro; Teoria e prática. Editora Summus. 496 páginas. Você terá a oportunidade de aprender a elaborar um roteiro, em todas as etapas, tornando o vídeo ou o filme muito mais interessante e completo.

Assistir o audiovisual da entrevista do professor José Manuel Moran, no programa “Nós da Educação”, da TV Paulo Freire, disponível em http://www.youtube.com/watch?v=G1_gN4sDuA, o qual traz importantes reflexões sobre a valorização das mídias como instrumentos de aprendizagem. Moran discute as formas de utilização, e é categórico: a questão não está nas mídias, mas na capacidade criadora do professor, uma vez que a maior dificuldade em 27


democratizar o conhecimento está em ter mecanismos que despertem o prazer para o conhecimento. 

Acesse o link http://www.portacurtas.org.br , e aproveite para fazer seu cadastro no espaço do professor. Os filmes disponibilizados no curta Petrobras são excelentes recursos para trabalhar com os alunos conteúdos curriculares e temas transversais. São filmes de curta duração e podem ser acessados pelo tablet.

Visite o link http://www.animamundi.com.br/ e conheça o festival de curtas Anima Mundi!

Acesse o link http://www.canalcurta.com.br de tv por assinatura que reserva ao Brasil a sua melhor porção, mas não hesita em passear por todos os cantos do mundo.

Escute direto no Tablet, acessando o link http://www.radiotomsocial.com.br/ A rádio Tom Social que apóia o projeto "Curta na Escola" e o concurso "Procura-se Professor-Autor!".

Acesse o link http://www.institutoclaro.org.br , um portal que também oferece conteúdos compatíveis com as necessidades dos professores, podem inclusive participar do site enviando suas produções.

ATIVIDADES

2.1 - Fórum: Aspectos relacionados ao uso das tecnologias Após a leitura da temática: Integração das tecnologias no fazer pedagógico, destaque e analise os aspectos relacionados ao uso das tecnologias que você considera relevantes nas atividades do professor em sala de aula. Vá ao fórum e faça sua contribuição. 2.2- Fórum: Utilização das Mídias no fazer pedagógico De acordo com as leituras realizadas até o momento, sua experiência, as vivências nesse curso e as trocas com os demais colegas, reflita sobre as questões a seguir:  Como potencializar o uso dos recursos tecnológicos nas Escolas?  Como fortalecer a utilização das mídias tão presentes atualmente em nossas escolas?  Quais estratégias são necessárias para o estabelecimento pleno de atividades pedagógicas mediadas pelos recursos tecnológicos da informação e comunicação disponíveis? Vá ao fórum, faça sua contribuição e discuta com seus colegas. 2.3 - Portfólio: Possibilidades da integração das mídias na prática pedagógica 28


“A potencialidade de atualização dos espaços vividos faz com que todo esse processo não possa passar "invisível" à educação. Assim, é necessário produzirmos uma inversão epistemológica do problema como é geralmente formulado: ao invés de problematizarmos a infância e a adolescência “plugada”, normatizando-a, deveríamos questionar a exclusão das tecnologias das práticas escolares. Ao invés de somente nos preocuparmos com regras, limites e normas (restrição de horários de acesso, restrição de sites, restrição de softwares), deveríamos ampliar ao máximo o desenvolvimento de estratégias de alfabetização tecnológica, o que inclui a invenção de metodologias de produção coletiva, de modos de avaliação, de maneiras de troca e de publicização dessas inovações”. Educação, Tecnologias e suas Linguagens, do boletim do Salto para o Futuro: Tecnologias digitais na Educação, novembro de 2009 disponível em http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000012178.pdf Conforme fragmento, elabore um texto (no máximo duas páginas) que descreva o seu fazer pedagógico com uso das mídias. Pense nas possibilidades da integração das mídias na prática pedagógica. Com quais tecnologias e mídias você se sente melhor para ensinar? Como você contempla em seu planejamento? Quais mídias você dá prioridade na execução das atividades de um curso em EaD?

2.4 - Diário: Integração da prática às tecnologias e as mídias A partir da abordagem do módulo e textos indicados no “Para saber mais” , aponte as competências e os saberes necessários para que o professor possa atuar com segurança e adequação no sentido de integrar sua prática às tecnologias e as mídias. Utilize a ferramenta diário para registrar suas reflexões.

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3 - USO PEDAGÓGICO DO TABLET

Os professores do ensino médio do estado de Santa Catarina foram selecionados para receber esta nova tecnologia, que são os tablets. O equipamento será entregue na sua região neste começo do ano letivo. Na perspectiva de trabalhar com o uso pedagógico dos tablets para uma prática inovadora, beneficiando o ensino e a aprendizagem dos alunos, oferecemos este estudo. Tem-se como objetivo preparar os professores para o uso deste artefato, integrando-o a prática pedagógica, bem como, desenvolver a capacidade para perceber em que momento da aula deve ser usado, como, porque e quando não faz sentido usá – lo. Para tanto, você será convidado a refletir sobre a integração e a convergência das TIC, explorando mais profundamente as vantagens da utilização do tablet na prática pedagógica. Num segundo momento, irá apropriar – se dos recursos embarcados no tablet, conduzindo- o necessariamente a utilizá-lo de forma integrada. Pense em seu fazer pedagógico e apresente exemplos de atividades de aprendizagem com o uso do tablet, analisando os fatores chaves para a integração eficaz das TIC nas escolas.

Objetivos  Conhecer as principais características do tablet e sua utilização,  Explorar os recursos embarcados no tablet;  Explorar de que modo o uso de computadores tablet pelos professores pode mudar e melhorar os processos de ensino-aprendizagem.  Adotar uma cultura voltada ao uso das novas ferramentas no processo ensino aprendizagem. 

Elaborar atividades de aprendizagem utilizando os tablets;

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Conteúdos  Tablet - recurso pedagógico  Especificações do tablet  Vantagens da utilização do tablet na prática pedagógica  Requisitos pedagógicos para usar o tablet 

As possíveis atividades pedagógicas com uso do tablet

Jogo e educação: convergência para a aprendizagem significativa

Exemplos práticos de uso possível do tablet em situação de sala de aula

Tablet - Recurso pedagógico José Eugenio Pereira

O tablet é um dispositivo móvel que oferece diferentes benefícios ao usuário devido à facilidade de seu uso e mobilidade. É ideal para o desenvolvimento de atividades básicas como pesquisas, navegação na internet, interação e colaboração com os conteúdos digitais, podendo funcionar como um recurso para preparar a aula, como dispositivo durante a aula e para ações de acompanhamento para comunicar-se com os alunos. No entanto, o seu uso não responde por si mesmo. É necessário utilizá-lo como um recurso pedagógico para desenvolver habilidades e competências, por meio de um objetivo claro e planejado. Sabemos que essa ferramenta auxilia na elaboração de uma aula mais dinâmica, diferente das aulas tradicionais quadro e giz, que não podem ser descartadas, mas incrementadas com esses recursos digitais. O planejamento de uma aula com recurso pedagógico digital requer uma reflexão anterior para o professor saber o que ele quer com essa atividade, como irá conduzi-la e quais serão as problemáticas levantadas, concluindo assim a eficácia ou não do seu uso. Por este motivo, os objetivos devem estar claros e definidos, o que permitirá a construção de conhecimento com o auxílio das TIC no ensino. O uso de recursos digitais em sala de aula exige do professor conhecimento dos aparelhos e dispositivos, bem como do seu funcionamento, para que ele não se surpreenda no 31


decorrer da aula com um imprevisto. Por isto, além de dominá-lo, ele deve testá-lo e orientar os estudantes em seu uso educativo e promissor. O professor como mediador deve refletir se seu uso foi adequado e positivo, de acordo com a turma, por meio da avaliação de sua aula e do conteúdo que foi ministrado, e de acordo com o aprendizado da turma. Mas não podemos esquecer que cada professor tem seu perfil, e desenvolve suas estratégias didáticas para o bom andamento da aula. Quando ele domina as tecnologias e a usa em prol da educação, ele pode aliar seu conteúdo e fazer das aulas mais dinâmicas, despertando o interesse dos estudantes, e tendo resultados mais eficazes. O que não anula a utilização dos recursos tradicionais, que não devem ser substituídos pelas tecnologias, mas agregados a ela.

3.2 - Especificações do tablet

Modelo de Tablet Tipo 1

Tela: LCD de 7 polegadas tipo touch multitoque capacitivo, resolução de 1024 x 600 pixels, formato 16:9

 Sistema operacional: Android 4.0, Português Brasil  Processador: 1GHz single-core  Armazenamento: 16GB (com possibilidade de expansão de até 32GB com cartão Micro SD Card)  Conectividade: Rede sem fio IEEE 802.11 b/g/n e Bluetooth 2.1 + EDR  Câmeras: Frontal VGA e traseira de 2,0MP  Medidas: 196 x 120 x 11,4mm (LxAxP) 

Peso: 398g (sem a capa emborrachada

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Modelo de Tablet Tipo 2

 Tela: LCD de 9,7 polegadas tipo touch multitoque capacitivo, resolução de 1024 x 768 pixels, formato 4:3  Sistema operacional: Android 4.0, Português Brasil  Processador: 1GHz  Armazenamento: 16GB (com possibilidade de expansão de até 32GB com cartão Micro SD Card)  Conectividade: Rede sem fio IEEE 802.11 b/g/nTM e BluetoothTM 2.1 + EDR  Câmeras: Frontal VGA e traseira de 2,0MP  Medidas: 242 x 186,1 x 10,8mm (LxAxP)  Peso: 606g (sem a capa emborrachada)

Outras especificações

 Funcionalidades pedagógicas: conexão para televisores, monitores e projetores;  Câmera principal: 2 megapixels e frontal VGA;  Chip: Mali-400MP.

3.3 - Conheça as vantagens do uso do tablet na sala de aula

São várias as tecnologias utilizadas para o processo ensino-aprendizagem. O tablet surge como uma nova tecnologia e uma forma a mais para auxiliar o professor, elevar a qualidade do ensino, facilitar a aprendizagem dos alunos e, isso só será possível, quando o seu

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uso for planejado adequadamente. É preciso, portanto, entender e dominar a ferramenta para melhor utilizá-la e obter sucesso em suas aulas. Dentre as várias vantagens destacamos: 

Busca de informações e realização de pesquisas;

Mobilidade: interação, deslocamento, leveza;

Facilidade de realizar registros: anotações, gravações de voz, filmagens etc.;

Possibilidade de customização das aulas

Segurança: o controle de acesso aos aplicativos e a sites pré-selecionados;

Salvamento automático, evitando perda de conteúdo;

O tablet não atrapalha o contato visual entre alunos e professor.

Apresenta recursos com a convergência multimidiática e a conexão com a internet que facilitam a busca e a integração de conteúdo

Desenvolvimento de jogos educacionais;

Utilização de planilhas eletrônicas, editores de textos, gerenciadores de bancos de dados;

Programas de editoração de imagens;

Rapidez de transporte da informação

Troca de informações em tempo real

Debates de forma coletiva e participativa

Criação de grupos de discussão

Transmissão de voz e imagem em tempo real

Conhecer novas experiências e culturas

Possibilidade de pesquisas livres e dirigidas

3.4- Possíveis atividades pedagógicas

Caro (a) Professor (a), precisamos conhecer o potencial educativo do tablet, para o desenvolvimento de atividades escolares, garantindo assim, experiências de aprendizagens desafiadoras, complexas e exitosas, acarretando o desenvolvimento de habilidades técnicas, e de conceitos e conhecimentos científicos. 34


De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio - PCNEM (1999), a utilização das Tecnologias de Informação e Comunicação – TIC - deve ser buscada pelos educadores como forma de possibilitar aos alunos o bom aprendizado, sob a perspectiva da realidade do mundo na qual está inserido, assim como possibilitar a interdisciplinaridade com as demais ciências. Porém, essas atividades deverão estar vinculadas ao cotidiano escolar, focadas em situaçõesproblemas. Devem enfatizar o aprender fazendo e na busca de soluções, incluindo, tanto atividades individuais de autocorreção quanto atividades mais complexas a serem desenvolvidas em trabalhos colaborativos que favoreçam o debate, iniciativas e a troca de experiências com os alunos. A seguir, apresentamos algumas atividades:  Pesquisas online;  Visitas virtuais a museus e outros lugares;  Viagens virtuais através do tempo;  Simulação de experimentos;  Produção e co-produção de textos, imagens, sons, etc.;  Navegação em diferentes áreas do conhecimento;  Realização de vários tipos de apresentação;  Gincanas;  Jogos educativos;  Criação de projetos interdisciplinares e de conteúdos para blogs, entre outras.

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3.5 Tablet: manusear é o caminho Ricardo Fernandes Braz Ada Mariza Tobal

Para iniciar uma relação positiva com o tablet é importante perceber que ele funciona como um computador. Tudo que se pode acessar do computador pessoal pode-se acessar também pelo tablet. No caso do tablet, ele tem um teclado virtual e tudo que se quer é por toque direto na tela (touch screen). Então a questão que se coloca é: como interagir com qualidade com esse aparelho? As crianças e os adolescentes fazem uso da tecnologia com muita facilidade, não porque sejam mais inteligentes, mas porque sabem o que querem de cada aparelho. Então, eles, as crianças e os adolescentes utilizam de forma lúdica, como lazer. Há uma infinidade de aplicativos e os melhores são os que nos dão prazer. Com o email do gmail, tem-se acesso a uma variedade de espaços no Google, pode-se participar da rede social G+ e encontrar amigos, criar e participar de grupos. É possível criar um blog no blogspot.com e expor suas idéias, fotos, vídeos, textos,... E o mais significativo neste momento,

além

de

tornar-se

autor,

é

ter

uma

conta

no

Google

play:

http://play.google.com/store . Neste ambiente com certeza, há uma infinidade de aplicativos de natureza diversa, jogos e aplicativos didáticos. O significativo é transformar os jogos como apoio para a aprendizagem e metodologia para o conhecimento científico. Se a afinidade ou o objetivo for tocar violão, cantar ou jogar, com certeza este mundo divertido dos aplicativos é o caminho para aprendizagem e o desenvolvimento de novas competências. Esta estratégia envolve aprender regras, mistérios, desafios. O mundo virtual só reflete nossas ações presenciais e se utiliza de um elemento antigo: aprender brincando. Aprender a perder, aprender a prestar atenção, aprender a parar. O tablet possui possibilidades de capturar imagens do cotidiano. É a fotografia. Há um ícone que aponta para uma máquina fotográfica. Clique nele e comece a fotografar: detalhes, paisagens, você, seus colegas, familiares. Mas como mexer nessas imagens? Então, tem um aplicativo no Google play chamado Photo effects pro. Nele consegue-se clarear, escurecer, recortar as fotos. Há também a possibilidade de usar aplicativos que modificam a imagem e também já enviam suas fotos para seus endereços em redes sociais. Não se preocupe, o 36


Google play já indica qual aplicativo pode ser usado pelo seu sistema. Leia sempre o que está escrito nos boxes (quadradinhos ou retângulos) dos títulos. Veja que tanto para o professor como para seus alunos, ler é imprescindível na internet. Pense em atividades que os alunos possam fazer e exercitar a leitura. Há outros jogos, como o jogo da velha, jogo de forca, palavras cruzadas, jogo do labirinto, Qual é a resposta? Meu calendário free, Maps e tantos outros. Observe que estes são aplicativos de jogos ainda no molde tradicional, ler e escrever, tão somente. Nesse caso sugere-se que experienciar outros aplicativos que haja uma ação como correr, caminhar, saltar, lutar, atirar no alvo, enfim, que haja um personagem. Por que isso? Porque são nestes aplicativos que se deve aprender a inserir conteúdos, fugindo do ficar parado. Depois de manusear bastante, experimente vários aplicativos, vá até a ferramenta de busca no Google play e pesquise aplicativos para a área de seu interesse. Explore o máximo e veja como adequá-los aos conteúdos de sua disciplina. Um bom teste é criar uma comunidade no G+ da sua disciplina e postar ali algumas atividades que envolvam o uso de alguns aplicativos. Veja com alguns colegas professores se os aplicativos oferecem possibilidades de registro de quem acertou mais, confirme o nome dos alunos, Como se fosse um recorde. As possibilidades pedagógicas para fortalecer a aprendizagem e o ensino usando o tablet são infinitas, entretanto, é necessário usá-lo com conhecimento, criatividade e responsabilidade. A tecnologia por si só não muda o cenário escolar, a mudança deve ser de concepção, refletindo ações emancipatórias e autônomas. Uma atividade que irá ajudar é você escolher um jogo e procurar jogá-lo. Primeiro procure atingir o objetivo do jogo, resolver seus problemas. Nesse processo imagine seus alunos jogando e elabore atividades coloquem em contato os recursos do game com o conteúdo de sua disciplina.

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3.6 Exemplos práticos de uso possível do tablet em situação de sala de aula Ada Mariza Tobal Maria Gorete de Souza Lemonje

 Numa aula de Geografia o professor fazendo uso da web 2.0 e trabalhando com mapas e localização em mapas, pode utilizar o Google maps e pesquisar o próprio bairro da escola e mostrá-lo. Usando a lousa digital e o tablet o professor pode explorar diferentes escalas, pode navegar por bairros da cidade, ruas e diferentes pontos importantes. Alternativamente, usando as imagens de satélite, pode explorar o relevo, ocupação do solo, a vegetação, arborização dos bairros, etc. As possibilidades são muitas e o ganho pedagógico sobre a aprendizagem é considerável, pois a partir daí o aluno descobre que pode fazer isto em casa e assim descobrir o espaço onde vive e usar esta ferramenta para seu aprendizado.  O professor de matemática, fazendo uso do Graph - ferramenta valiosa para propiciar ao aluno um papel ativo na construção de seu conhecimento, pode trabalhar com funções matemáticas diversas, num sistema de coordenadas. Com este software é possível trabalhar com uma grande variedade de funções, como seno, cosseno, exponencial, entre outras. E ainda permite a realização de cálculos matemáticos baseados na função representada no gráfico e a análise da mesma num ponto determinado. As funções podem ser formatadas de diferentes formas, possibilitando trabalhar com funções normais, funções de parâmetro e funções polares. As diversas possibilidades apresentadas pelo Graph, se bem exploradas em sala de aula, contribuirão significativamente na aprendizagem dos alunos. Por ser um software atrativo e motivador para o aluno contribui para mudanças no processo ensino aprendizagem.  Vamos supor que o professor de história esteja trabalhando com o golpe de 1964. Certamente ele pode trabalhar este conteúdo sem o uso do tablet e a lousa digital, apenas trazendo para sua aula os livros didáticos e seu amplo conhecimento sobre o tema. No entanto se ele apresentar o assunto por meio de vídeos, com sons e imagens da época, sua aula ficará

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mais interessante e rica, não é mesmo? Então, fazendo uso do tablet pode acessar o youtube e encontrará diversos vídeos e músicas dessa época. São muitas as possibilidades e elas dependem apenas de como o professor planeja sua aula. Daí a importância do planejamento e da preparação da aula.  Falando sobre a História do Município, o professor pode Inserir o conhecimento histórico científico, incluindo o conhecimento popular, histórico- regional de forma interdisciplinar, e lúdica. Pesquisar as lendas regionais, a localização geográfica e espacial do nosso município, refletir sobre o conhecimento prévio trazido pelas crianças e comunidade, conhecer a história da colonização, e seus reflexos hoje. A partir desta introdução o professor pode, com o uso do tablet, acessar o Portal do Professor, que já está embarcado no tablet e confrontar a sua abordagem com a de outros colegas, que já postaram sua contribuição. O professor pode também pesquisar usando o tablet, filmes que relatem as lendas e a história da região estudada.

Finalizar o tema, com a montagem de um filme sobre a

apresentação das crianças, usando as ferramentas disponíveis no tablet.  Sobre o Meio Ambiente: O tema é abrangente e oferece uma gama de possibilidades ao professor que queira trabalhar de forma interdisciplinar com seus alunos e outros educadores. Quando ele aborda, por exemplo, a questão da reciclagem do lixo, ele está também trabalhando a preservação da natureza e os interesses sociais, econômicos e políticos que envolvem a produção e o descarte do material. Para enriquecer o debate e a reflexão pode pesquisar no http://youtube.com ou no http://www.portacurtas.org.br

, usando o tablet, o

filme Ilha das Flores. Após este trabalho, ele pode sugerir a criação de um texto coletivo que requeira outras abordagens sobre o mesmo tema. Escolhendo um aplicativo embarcado, pode publicar a produção coletiva, como contribuição para o acervo de uma biblioteca virtual.  Num projeto interdisciplinar: O tablet presta-se perfeitamente como ferramenta digital na elaboração de projetos Interdisciplinares, pois permite que os professores naveguem pelas mais variadas áreas do conhecimento, utilizando-se dos aplicativos já embarcados e buscando outras possibilidades também. Caso o grupo decida por um projeto social, sugere-se que o tema permita a inclusão do maior número possível de áreas do saber e, de alunos e professores de diferentes turmas. A Justificativa do projeto deve ser escrita após longa pesquisa sobre o tema, use o Google como referência de busca. 39


O objetivo maior do projeto deve vir de encontro às expectativas dos alunos e estar linkado ao currículo escolar, para tanto, converse com seus pares sobre a possibilidade de buscar na internet alguns autores que já tenham projetos na área. O projeto social sobre as Mulheres, por exemplo, é um tema que sugere trabalhar com a questão da violência física e psicológica contra a mulher, tendo como premissa ser possível erradicar este tipo de comportamento doentio da sociedade. A partir da definição do tema, objetivo e justificativa o projeto começa a ganhar corpo e os envolvidos usando suas habilidades e competências vão incorporando dados e fatos pesquisados em instituições internacionais e nacional, chegando ao entorno da escola. As ferramentas disponíveis no tablet permitem que os professores trabalhem matemática, por meio de dados estatísticos, gráficos e façam projeções também sobre o efeito do trabalho a ser realizado. A geografia usa o Google maps para localizar os pontos no entorno da escola que apresentam o maior índice de violência contra a mulher. A sociologia por meio de estudos já realizados na área pode analisar as causas da violência contra a mulher, temos literatura disponível nas bibliotecas virtuais, que são fontes confiáveis e estão à disposição do professor. A História relata qual o papel da mulher na sociedade e como esta vem se posicionando frente à violência. Sugira aos alunos alguns sites que tratam do tema e mostre usando o tablet como chegar aos sites. Enfim, professor, seja criativo e envolva as demais áreas do currículo no projeto social, divulgue seu trabalho nos jornais de circulação nacional e estadual, publique-o em revistas virtuais, blogs e outros meios de comunicação já embarcados no Tablet.

Gravar em vídeo Apresentação: A produção de um vídeo pede que se cumpram

algumas etapas para que o mesmo retrate o trabalho a realizar, portanto, faça uma Brainstorming ou tempestade mental com seus pares e eleja a ideia central, depois elenque as secundárias, mas não menos importantes. A seguir elabore o roteiro, na sequência dos fatos. Na fase de produção defina a função de cada participante na gravação. Finalmente, grave, edite e monte o seu vídeo. Para tanto, use os recursos disponíveis no tablet. 

O tablet poder ser usado como ferramenta de registro audiovisual, na

compilação e tabulação de dados no processo de pesquisa. Há vários tipos de pesquisas: Pesquisa Experimental: É toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento, exemplo: Pinga-se uma gota de ácido numa placa de metal para observar o 40


resultado.Pesquisa Exploratória: É toda pesquisa que busca constatar algo num organismo ou num fenômeno, exemplo: Saber como os peixes respiram. Pesquisa Social: É toda pesquisa que busca respostas de um grupo social, Exemplo: Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica. Pesquisa Histórica: É toda pesquisa que estuda o passado, exemplo: Saber de que forma se deu a Proclamação da República brasileira. Pesquisa Teórica: É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria, exemplo: Saber o que é a Neutralidade Científica (http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/met04.htm) e Pesquisa-ação: É uma metodologia de pesquisa que permite o envolvimento do pesquisador e do pesquisado, com vistas a diagnosticar uma situação e buscar solução para o problema, exemplo: professor refletindo criticamente sobre suas ações. Assim, com base em uma metodologia de pesquisa, usando o tablet, desenvolva um projeto de pesquisa com seus alunos. Percebe-se então, que o uso do tablete é de extrema importância para a escola e o professor, pois seu uso permite a elaboração de trabalhos práticos e participativos.

PARA SABER MAIS  Leia também o livro de Doc Comparato: Da criação ao Roteiro; Teoria e prática. Editora Summus. 496 páginas. www.buscape.com.br Você terá a oportunidade de aprender a elaborar um roteiro, em todas as etapas, tornando o vídeo ou o filme muito mais interessante e completo.

Indicação de sites sobre o uso do tablet: http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2012/06/14/942594/24-maneiras-utilizar-tablets-emsala-aula.html. Neste site encontramos diferentes softwares para uso do professor em sala de aula, de acordo com a sua disciplina e conteúdos trabalhados. http://blogs.estadao.com.br/renato-cruz/crie-seu-proprio-aplicativo/ Este site nos leva a criar nosso

próprio aplicativo, gratuitamente, sem necessidade de saber programação. Acesse: www.nuvemdelivros.com.br A Nuvem de livros é uma biblioteca on-line multiplataforma, ideal para escolas, universidades e famílias. São milhares de livros, vídeos e conteúdos interativos que podem ser acessados por meio de computadores, smartphones ou tablets conectados a internet.

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ATIVIDADES 3.1- Forum: Tablet – recurso pedagógico Anote o que você considera importante no Tablet enquanto ferramenta pedagógica, e a seguir faça uma análise criteriosa destas anotações segundo a sua concepção. Partilhe no espaço reservado ao Fórum 1. 3.2 - Fórum: O uso do Tablet na escola De acordo com as leituras realizadas até o momento, suas experiências, e vivências nesse curso e as trocas com os demais colegas, reflita sobre as questões a seguir:  Que apoio foi disponibilizado as escola, aos professores para começarem a trabalhar com os tablets?  De que modo se enquadra o tablet no plano global da escola em nível das TIC para o ano letivo?  Quais poderão ser os projetos específicos de cada professor? Vá ao fórum e faça sua contribuição com base nos questionamentos colocados acima, discuta com seus colegas e reveja sua postura em relação ao uso dos tablets. 3.3 - Portfólio: Relato de experiências Faça um trabalho exploratório em sua região, com o objetivo de Identificar as práticas pedagógicas com o uso do tablet, em sala de aula e outros espaços de aprendizagem. 3.4 - Portfólio - Relatório de pesquisa Professor (a) / Cursista, a partir deste momento e utilizando o conhecimento já adquirido neste curso, aplique uma metodologia de pesquisa para avaliar o modo como o professor/educador está utilizando o tablet em seu dia a dia. Mediante os procedimentos metodológicos da pesquisa escolhida, elabore o relatório com os resultados, ou seja, como os professores estão utilizando o Tablet. 3.5 – Portfólio - Produção audiovisual Nesta atividade você deve aproveitar o material que você já produziu durante o trabalho de pesquisa e montar seu vídeo usando o tablet, faça a socialização do mesmo na ferramenta Portfólio.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Ead e tablet interação e usabilidade