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Câmara aprova Moção de Repúdio ao Governo

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Prefeitura testa trânsito na Rua Koesa

Meu bairro & Meu mundo

Bela Vista e sua história Páginas 8 e 9 Página 10

São José - Ano 23 - nº 261 - Agosto 2014

Página 10 oa/jdb

Para não perder a memória

A olaria é a tradição mais cultivada pelos josefenses, e há muitas décadas, passava de pai para filho. Mais que uma atividade comercial, busca um vínculo com as origens açorianas locais e, acima de tudo, é uma forma de arte. Esta arte está exposta no Continente Park Shopping, ao lado do cinema. São vasos, moringas, alguidares, panelas, entre as quase cem peças – todas feitas à mão em um torno de modelagem de barro. Página 12

A orientação necessária para você proteger o seu patrimônio. Quem conhece, indica.


2 - Opinião

Rápidas

JDB - Agosto 2014

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Plano Diretor

Notas & Registros

Cultura do consumo

O secretário da SUSP, Michel Schlemper, garante que o novo Plano Diretor do município estará pronto até o início de 2015. Para isso, a Prefeitura de São José, vai assinar convênio com a Associação dos Municípios da Grande Florianópolis.

Daniel Pereira - Secom/PMSJ

Consulta

A Prefeitura de São José iniciou uma consulta pública para identificar a opinião dos usuários sobre a Beira-Mar. As informações serão utilizadas como base de dados para o projeto de requalificação da área. Para participar, basta responder ao questionário no site da Prefeitura - http:// www.pmsj.sc.gov.br/2014/08/consulta-publica-0022014/ - até o dia 31 de agosto.

Horário Eleitoral

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SC) redefiniu o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão após a mudança no cálculo da distribuição do tempo aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As novas determinações foram feitas em uma reunião da Corregedoria Regional Eleitoral de Santa Catarina com os partidos políticos. A propaganda eleitoral começa no próximo dia 19 de agosto

Tempo de cada candidato ao governo

Raimundo Colombo (PSD), com 7min52seg, Paulo Bauer (PSDB), com 4min45seg, Claudio Vignatti (PT), com 3min02seg, Afrânio Boppré (PSOL), com 54 segundos, Elpídio Neves (PRP), com 53 segundos, Janaína Deitos (PPL), com 51 segundos, Gilmar Salgado (PSTU) e Marlene Soccas (PCB), com 50

Horário

Na televisão, o horário eleitoral gratuito será às 13h e 20h30. No rádio, às 7h e 12h. No primeiro turno, o horário eleitoral gratuito tem início em 19 de agosto e se encerra em 2 de outubro. Terças, quintas e sábados ficam reservados para a propaganda aos cargos do poder executivo. Já, às segundas, quartas e sextas, para os cargos do poder legislativo.

EXPEDIENTE

O Centro Multiuso, como o nome já diz, não é só utilizado para eventos culturais. Desta vez, uma avalanche de pessoas chegou para consumir os produtos de queima de estoques de 37 lojas localizadas no município, dia 14 de agosto. Em apenas três horas, 2 mil compradores passaram pelo Multiuso, atraídos pelo descontos de até 70%. Se a moda pega, o tão falado centro de eventos vai virar mercado, esperamos que acompanhado de muita música e dança popular.

Por Celso Vicenzi * DIFERENÇAS Há candidaturas que apresentam consistentes biografias. Há outras em que sobressaem as notas em colunas sociais.

SALTAM ETAPAS Há seres humanos que nunca amadurecem. Apodrecem direto.

QUEM DIRIA! Estudo enumera 10 profissões em risco de desaparecer. Lenhador é uma delas. Não imaginava. Com tanto cara de pau por aí...

DE TRÁS PRA FRENTE Na vela, para ser uma figura de proa é preciso muitas horas de popa.

TROCADILHO Vestido longo? Curto!

PREFERÊNCIAS Nem todos mantêm um círculo de amizades. Há quem prefira um triângulo, um trapézio, um hexágono, um losango...

TECNOLOGIA A computação já chegou à nuvem. Mas boa parte dos usuários continua aqui embaixo, sofrendo.

PERGUNTA CGC/MF: 83.196.527/0001-60 Inscrição Municipal: 33773-B Editor: Orestes de Araújo Reg. Prof. 725 DRT/SC Redação: Ivani Borges Reg. Prof. 3849 DRT/RS Editoração: Consenso Editora Gráfica Secretaria: Grasiela Maria Impressão: Diário Catarinense Tiragem: 6.000 exemplares O jornal não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados. Fone: 3246-1604 Rua: Santo Antônio, 250 E-mail: jdb@matrix.com.br

Produtores de figo também podem se transformar em inimigos figadais?

NÃO É? De um careca, pelo menos, jamais se poderá dizer que contou uma mentira cabeluda.

SUGESTÃO Para ganhar apostas em corridas de cavalos é preciso ter informação de cocheira.

MAIS DE ACORDO A segurança do Dalai Lama é feita por leões de chacras.

UM POUCO DIFERENTE Quando casa-se jovem, tem a lua de mel. Quando casa-se, digamos, depois dos 70, tem a lua de mel... com torrada e chá. * Jornalista, autor de “Gol é Orgasmo”, editora Unisul, à venda nas livrarias e pelo site www.livrariasaraiva.com.br

LDO agora irá para a Câmara O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o exercício de 2015 foi apresentado e discutido em uma audiência pública na manhã do dia 15 de agosto, na sede da Prefeitura de São José. A proposta, que está sendo elaborada pela Secretaria Municipal de Finanças, ainda deve receber alguns ajustes até ser encaminhada para a Câmara de Vereadores em 15 de setembro. A LDO é uma preparação para a LOA (Lei Orçamentária Anual), que fixa os gastos e receitas da administração municipal para o próximo ano. Foi projetada uma arrecadação de R$ 343.991.336,00, de receita própria para 2015. A mesma receita em 2014 foi reestimada em R$ 309.028.824,00. Já os recursos vinculados foram estimados em R$ 538.608.041,00 em 2015 e reestimados em R$ 211.653.262,00 para este ano.

Câmara de SJ tem novo site Com o objetivo de facilitar o acesso ao cidadão, a Câmara de Vereadores de São José lançou dia 8 de agosto, o novo site do legislativo municipal. Com a nova plataforma, é muito mais simples conferir as matérias que serão discutidas na Ordem do Dia, assistir aos pronunciamentos de cada vereador, e ficar por dentro de tudo o que acontece na instituição. O site foi desenvolvido por uma equipe da Ciasc, provedor oficial de internet para o Governo de Santa Catarina. “Todos os detalhes foram pensados e inseridos no site com o objetivo de que os usuários possam encontrar o que precisam com facilidade”, destacou Ricardo Dias, analista de sistema da Ciasc. Para o Presidente da Casa Legislativa, vereador Sanderson de Jesus (PMDB), o site também será de grande utilidade para os servidores da Câmara Municipal: “Foi desenvolvido um sistema que possibilita o arquivamento de todos os documentos do legislativo municipal no próprio site. Dessa forma, não teremos mais dificuldades em buscar informações antigas e, consequentemente, vamos garantir a continuidade dos trabalhos realizados em cada gestão”. O acesso à informação e o portal da transparência também estão em destaque no novo portal. Com essas ferramentas o cidadão pode solicitar documentos, acompanhar os gastos da Casa Legislativa, a frequência e o salário dos parlamentares, entre outras informações. Outra novidade é que agora o site da Câmara de São José – é responsivo. A tecnologia permite que o portal se adapte às telas dos dispositivos móveis facilitando o acesso aos usuários.


POLÍTICA - 3

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Candidatos ao senado têm ligações fortes com São José

Os candidatos catarinenses ao senado, Amauri Soares (Sargento Soares) e Dário Berger têm ligações fortes com São José. O primeiro atualmente mora em São José. Dário, que foi prefeito em duas gestões, no município ganhou a maior manifestação de aprovação de uma administração, em seu primeiro mandado. Ao ser reconduzido ao cargo recebeu a expressiva votação de 84% dos eleitores josefenses. Sargento Soares, hoje deputado estadual, concorre ao senado pelo PSOL. Dário Berger (PMDB) faz parte da coligação “Santa Catarina em primeiro lugar”, e prega uma aliança forte para as eleições, visando ter sucesso no enfrentamento com os outros candidatos. Diz ter o apoio do governador Raimundo Colombo, que para indicá-lo, abdicou da parceria com o Partido Progressista de Joares Ponticelli. A conquista de Dário Berger ao ser indicado como candidato a uma vaga no senado, derrubando as pretensões do partido da família

fotos divulgação

Vieira quer Conselho para acompanhar Plano Diretor Sargento Soares

Amim, faz com que aumente o foco na unidade e pregue a todos os ventos que a vitória de Raimundo Colombo tem que acontecer já no primeiro turno. Entre outros candidatos, Paulinho Bornhausen, também goza de prestigio em São José, e tem raízes fincada na política josefense, pois pertence a mais antiga oligarquia política de Santa Catarina. Tem o respaldo do ex-governador Jorge Bornhausen seu pai, considerado durante muito tempo o maior articulador político de Santa Catarina.

Paulo Bornhausen

Dário Berger

Sargento Soares, faz agenda no Sul

O candidato a senador do PSOL, Sargento Soares, cumpriu roteiro no Sul do Estado, na semana que passou, visitou Laguna, Criciúma, Araranguá e Tubarão. Em Criciúma, durante a manhã do dia 12, o candidato participou de debate promovido pela Rádio Som Maior. Depois, participou de caminhada com concentração na Praça Nereu Ramos, no centro da cidade. Nos intervalos das atividades, Sargento Soares se dedicou a gravar programas para a propaganda eleitoral.

Em Porto Alegre, Soares participa de gravação do programa nacional do PSOL. Ele vai ser uma das poucas lideranças do país que vai participar do programa nacional da candidata à Presidência, Luciana Genro. Natural do município catarinense de São João, hoje morador do distrito de Barreiros, Amauri Soares, mais conhecido como Sargento Soares, nasceu em 1966. É formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Santa Catarina e é policial militar.

Câmara encaminha Moção de Repúdio ao Governador Por unanimidade, os vereadores de São José aprovaram uma Moção de Repúdio ao Governador Raimundo Colombo, na sessão do dia 13 de agosto, por querer construir o Centro de Triagem Para Presos Provisórios, o famoso Cadeião, no Distrito Industrial do município. “A presente Moção de Repúdio é em defesa da ordem pública e social do nosso município e contra a construção do Centro de Triagem de Presos neste município”, registra o documento assinado pelos 13 vereadores. Os argumentos são de que a localização do Centro de

Triagem no Distrito Industrial “é inadequado tendo em vista que a Lei Municipal de Zoneamento de Uso e Ocupação do Solo e a Lei Federal número 6.803/1980 veda a instalação deste tipo de empreendimento em zona de uso estritamente

industrial, bem como devido a proximidade da BR-101, de várias residências, indústrias, creches e shoppings centers, entre outros. No documento os vereadores ainda ressaltam que são contra a construção do Centro scarlet silva – aicmsj

Plenário do legislativo foi unânime

de Triagem porque “agrede os dispositivos legais e constitucionais que garantem a autonomia dos municípios para disporem sobre o Plano Diretor, Zoneamento e Ocupação de Solo. Além de exigirem plena participação popular neste tipo de execução, quando há impacto ao direito de vizinhança”. Na Moção destacam ainda que a unidade “contraria a Lei Federal relacionada ao Centro de Triagem de Presos, pois não se amolda ao conceito legal de Cadeia Pública, ou seja, este tipo de estabelecimento não pode ser construído em local urbano e industrial”.

Projeto de Lei elaborado pelo vereador Telmo Pedro Vieira (PSDB), visa a criação do Conselho de Acompanhamento do Plano Diretor do município de São José, com participação das entidades governamentais e não governamentais, junto ao gabinete da Prefeitura. O Conselho é uma estrutura colegiada, com representantes de vários segmentos da sociedade. Diz o vereador que desta forma é garantido que o Conselho tenha composição plural e participativa. “Prima-se com isso, a participação popular na gestão da administração pública, tendo como fundamento a democracia representativa com o exercício de poder dos cidadãos. O Conselho de Acompanhamento do Plano Diretor irá dar mais publicidade à população e irá auxiliar o poder executivo na tarefa de elaborar o Plano Diretor”, explica. Vieira também fez requerimento solicitando à prefeita Adeliana Dal Pont informações sobre o programa / software do Plano Diretor. Justificando diz que: “tal requerimento torna-se necessário para que esta Casa e a sociedade josefense tenha acesso sobre o “modus operandi”, uso e instrumentação do software do plano diretor”.


4 - GERAL

TV Câmara fora do ar aguarda manifestação do TCE Presidente do legislativo josefense aguarda manifestação do Tribunal de Contas para homologar e assinar contrato que vai reativar a TV Câmara

A TV Câmara de São José está desativada desde o dia 15 de julho, quando venceu o contrato com a Primer TV. E a Casa lançou uma licitação que foi alvo de críticas por parte do Observatório Social. Em coletiva à imprensa, dia 7 de agosto, o presidente do legislativo josefense, Sanderson de Jesus (PMDB) considerou “uma aberração” a entidade fazer uma comparação com os valores que são pagos pela Câmara de Florianópolis por sua TV, que oferece um serviço diferente e tem menos funcionários. O Observatório entrou na justiça, alegando que a Câmara de São José iria gastar R$ 1,4 milhão por ano, três vezes mais que o legislativo de Florianópolis, pelo serviço. ”É um organismo de controle, o que é muito saudável. Se for para somar, construir, muito bem”, diz Sanderson a respeito da ação do Observatório. “Mas eles não podem passar as informações da forma que querem, equivocada. Tem que colocar a verdade por inteiro. Estávamos em

scarlet silva – aicmsj

atos preparatórios para o edital de licitação e passamos o preço médio de mercado, após várias pesquisas, que ficou em R$ 1, 4 milhão”, explicou. E no dia da abertura das propostas, o Observatório estava presente, tomou conhecimento e não se manifestou. É uma entidade que não sabemos por

quem é patrocinada”, critica. Valor diminui com a licitação

E, com a abertura das propostas no dia 5 de agosto, Sanderson ressalta que a empresa vencedora da licitação, a GBC Produções e Locação, com melhor preço, apresentou um valor

de mais de R$ 400 menor do que o preço médio colocado na licitação. A proposta da empresa é de R$ 81.056 anual. Sete empresas pegaram o edital e quatro participaram da licitação. “E nenhuma impugnou o resultado”, ressalta o parlamentar. Mas para homologar e assinar o contrato, o presidente do legislativo informou que primeiro irá responder aos questionamentos do Tribunal de Contas, em função do que foi passado pelo Observatório Social. Sanderson de Jesus disse que foram quatro itens e entre eles o contrato de serviço detalhado e sobre os profissionais, o documento foi enviado em 8 de agosto. “Acredito que o TC vai dar agilidade e assim que assinarmos o contrato, a empresa tem 30 dias para por a TV no ar”.

SESI oferecerá cursos para jovens e adultos em parceira com a prefeitura A Federação das Indústrias de Santa Catarina, por meio do SESI, firmou dia 5 de agosto, convênio com a Prefeitura de São José para atender jovens e adultos que não concluíram a educação básica. Serão 150 estudantes beneficiados pela parceria que oferecerá cursos de ensino fundamental. A assinatura ocorreu durante a solenidade de inauguração do Centro de Referência de Educação Especial e da Educação de Jovens e Adultos do município. O vice-presidente regional da FIESC, Tito Schmitt, destacou o anseio de firmar parcerias com outras prefeituras para desenvolver ações educacionais, seja por meio do SESI,

do SENAI ou do IEL. “O que nós acreditamos é que um país só pode se transformar por meio da educação. Não temos outro caminho para melhorar o Brasil”, salientou. A prefeita Adeliana Dal Pont, concordou com a afirmação de Schmitt e salientou que por isso tem priorizado os investimentos na área da educação. A parceria entre o SESI e a prefeitura municipal de São José faz parte da agenda de compromissos do Movimento A Indústria pela Educação que, além de estimular o setor a promover ações educacionais a favor da qualificação dos seus trabalhadores, também articula ações em parceria com a esfera pública.

Daniel Pereira - Secom/PMSJ

Tito Schmitt e a prefeita Adeliana Dal Pont assinam o convênio com a presença da secretária municipal de Educação, Méri Hang e o vereador Orvino de Ávila, ao fundo.

FONE/FAX:

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Conscientizar e Reciclar Uma campanha da Câmara socioambiental da AEMFLO e CDL-SJ Em sua 6ª edição, a campanha “Reciclar e Conscientizar” tem o objetivo de motivar empresas, escolas e comunidade a fazer reciclagem dos materiais que não utilizam mais, bem como levar informações sobre questões relacionadas ao meio ambiente e responsabilidade social. A campanha acontece dia 16 de agosto, das 9h às 13h, na avenida Central do Kobrasol, em São José. O objetivo do evento é mostrar para a população a importância da separação dos resíduos sólidos e a preservação do meio ambiente Além da coleta de materiais como celulares, eletrônicos, lâmpadas fluorescentes, medicamentos vencidos, metais, óleo de cozinha, papel, pilhas e baterias, plástico, pneus e vidros, a campanha visa esclarecer dúvidas e promover o intercâmbio de informações a respeito de leis e práticas empresariais sustentáveis; oferecer o conhecimento e a prática ambiental sustentável aos estudantes das escolas que aderirem ao projeto. Também tem o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a separação dos recicláveis para a Coleta Seletiva, conforme Lei 12.305/10; alertar para os riscos de saúde pública, com a manipulação insustentável dos resíduos, especialmente aqueles que contêm metais pesados, como pilhas, baterias e lâmpadas fluorescentes; alertar para a preservação da saúde da população com consumo dos alimentos orgânicos por não conterem agrotóxicos; entre outros.

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GERAL - 5

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Estado não abre mão de construir o Centro de Triagem em São José

O assessor do Departamento de Administração Prisional (DEAP), David Santana, esclarece que a última decisão da justiça é de que a Secretaria da Justiça e Cidadania se mobilize para dar andamento à obra do Centro de Triagem para Presos Provisórios. Agora o órgão aguarda o Alvará da Prefeitura. “O Governo conseguiu na Justiça o direito de construir na área industrial, em terreno da Secretaria Estadual da Saúde, e não irá abrir mão”, acrescenta. O assessor diz que é um absurdo a Prefeitura de São José se negar a dar o Alvará para a obra, alegando que Lei municipal proíbe a instalação do Centro de Triagem no local. “A intenção é ganhar votos. A questão é política”, afirma. Diz que uma lei municipal não pode passar por cima de uma lei federal. “É inconstitucional. A Lei Federal, das Execuções Penais, prevê que cada comarca deve ter uma unidade prisional. Palhoça, Biguaçu e Florianópolis já têm”. Ressalta que em um quilômetro do entorno onde será construído o Centro de Triagem não há residências e nem empresas. “É uma unidade prisional moderna, voltada para ressocialização do preso, acrescenta. Daqui a 10 anos o povo vai reclamar, a exemplo de Chapecó, onde a população se reuniu para pedir que o presídio não saísse de onde está. A vizinhança inteira não sofre com assaltos. Não temos casos de presos fugindo e invadindo casas ou rebeliões”, assegura. “ A alegação é de que não tem espaço. Mas o problema é que o preconceito é muito grande. Estamos falando de seres humanos”, diz. Todos contra Na audiência na Fazenda do Max, dia 07 de agosto de 2014, com mais de 300 participantes, a crítica à obra do Cadeião na região foi unânime. A prefeita de São José, Adeliana Dal Pont, salientou que tem avisado ao Governo que São José não quer o Centro de Triagem. “São José é o menor município da região em área, mas tem densidade demográfica de cerca de dois mil habitantes por quilômetro quadrado”, argumenta. O vereador Geraldo Swiech salienta que São José, em seu estado normal é o mais densamente povoado de Santa Catarina. “Apenas Balneário Camboriú tem densidade maior, mas só na temporada de verão. É insensatez, preconceito ou preguiça”, acrescenta.

scarlet silva – aicmsj

Comunidade da Fazenda do Max, assim como da Ponta de Baixo, em audiência pública repudiaram o Cadeião

Mais uma audiência para discutir o Cadeião Comunidade, vereadores e lideranças de São José, realizam mais uma audiência pública. Desta vez, dia 19 de agosto, na Câmara de Vereadores, proposição do vereador Geraldo Swiech. O presidente do legislativo josefense, Sanderson de Jesus (PMDB), diz porque os vereadores são contra e enumera as razões: - porque viola a lei federal do zoneamento de uso e ocupação do solo, sendo incontroverso que o ca-

deião esteja localizado em uma área industrial exclusiva; - as leis estaduais devem respeitar e colaborar na fiscalização da utilização dos distritos industriais; - contraria a lei federal relacionada ao centro de triagem de presos, pois não se amolda ao conceito legal de cadeia pública, ou seja, este tipo de estabelecimento não pode ser construído em local urbano e industrial. - agrediu os dispositivos legais e constitucionais que garantem a autonomia dos municípios para disporem sobre o plano diretor,

zoneamento e ocupação de solo, além de exigirem plena participação popular neste tipo de execução, quando há impacto ao direito de vizinhança.

Bom senso O vereador Geraldo Swiech (PT) diz que a decisão de instalar o Centro de Triagem na área industrial de São José, em terreno da Secretaria de Estado da Saúde, é de quem não conhece são José. “Vai inviabilizar não só a Fazenda do Max, mas a Ponta de Baixo, o Centro Histórico, Praia Comprida, Forquilhinhas, Sertão do Maruim, até a Colônia San-

tana e Eladorado (em Palhoça). “Eles tem que sair mais dos seus gabinetes, fazer jus aos seus salários. Tem que ter bom senso”, acrescenta. “O governo empurra o Centro de Triagem em terreno em que para se movimentar um quilômetro nos horários de pico leva-se uma hora”. Destaca que é ao lado da BR-101, área altamente povoada, área de indústria de pequeno e médio porte, próxima a um shopping. Assim como o vereador Orvino Coelho de Ávila (PSD), Swiech lembra que o município já tem um passivo muito grande como o Centro de Reabilitação de Menores, o antigo São Lucas e a Lagoa de Establização em Potecas. Ávila lembra que já é antiga a questão de que o que “não serve para Florianópolis é jogado para São José. E isto vem já lá atrás, quando surgiu a Vila Palmira”. As casas de prostituição que haviam no bairro Estreito, foram parar em São José.” O quarto município do estado não merece ser desrespeitado”, acrescenta.


6 - GERAL

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Flashes

de Raul Sartori*

Eleição machista

Mesmo elas formando, numericamente, em SC, um contingente maior de eleitores que os homens, as mulheres não tem o mínimo de 30% de candidaturas às eleições deste ano. Dos oito postulantes ao Governo do Estado, há apenas duas: Janaina Deitos (PPL/PMN) e Marlene Soccas (PCB). Entre os sete candidatos ao Senado estão Rosane de Souza (PSTU) e Junara Aparecida Gonçalvez Ferras (PRP).

Mais desperdício

Perguntar não ofende: porque no projeto da ponte Anita Garibaldi, na BR 101 em Laguna, com 2.830 metros de extensão, duas pistas e duas faixas de rolamento e acostamentos laterais de 24 metros, não se contemplou uma passagem ferroviária? Se vingar o decantado projeto da ferrovia Norte-Sul, entre São Francisco e o sul do Estado, será preciso construir uma nova ponte?

Incivilidade

Deprime, entristece e revolta saber que o Samu tem que manter de forma permanente uma campanha educativa para diminuir trotes telefônicos para o serviço em SC. O que frustra é que nada se faz contra quem pratica o trote. O serviço recebe, em média, 70 mil ligações mensais e 10% não tem relação com ele. Mas já chegou a 22%.

Fichas sujas

Assustador! Inacreditável! As raposas estão cuidado do galinheiro. Divulgou-se que nos tribunais de contas existentes no Brasil, 23% dos conselhei-

Outro deboche

Outro deboche aos catarinenses é a proibição em seu território – única do gênero no mundo -, desde maio do ano passado, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da atividade turística de avistamento embarcado de baleias francas. A autora da denúncia que motivou a proibição é a ONG internacional Sea Shepherd Brasil.

ros respondem ações na Justiça. Os TCEs devem ser mais iguais porque não há ficha suja para impedir a admissão de conselheiros. Socorro!

Café amargo

Que ninguém convide, pelo menos antes das eleições, o ex-deputado federal Leodegar Tiscoski (PP) e Raimundo Colombo, nem que seja para tomar um cafezinho. Tiscoski teve manifestado publicamente seu inconformismo com o que qualifica de “subserviência” do governador em relação ao senador Luiz Henrique da Silveira.

Hegemonia ameaçada

O PMDB nunca esteve tão perto de perder sua histórica hegemonia no Senado. O partido tem hoje 20 senadores, mas sete encerram seus mandatos em janeiro, dentre eles o catarinense Casildo Maldaner. Só Kátia Abreu, de Goiás, tenta a reeleição. Para compensar a sangria, a legenda aposta em novos nomes. Entre eles o de Dário Berger, ex-prefeito de Florianópolis.

Desprezo aos catarinenses

Não dá para se calar diante de um escárnio aos 6,5 milhões de catarinenses toda vez que os clubes gaúchos de futebol (Grêmio e Internacional, em especial) jogam em estádios de SC. Na hora em que é apresentado o Hino de SC, o que fazem as torcidas dos dois clubes? Cantam o Hino do Rio Grande do Sul. O último show de ignorância e desrespeito à cidadania catarinense aconteceu no estádio Orlando Scarpelli, antes do jogo entre Grêmio e Figueirense.

Castigo

Sites de entidades ligadas à vida animal exultam com condenação, sexta-feira, pelo Tribunal de Justiça de SC, de um homem que maltratou um cão doente que havia sido adotado por uma comunidade de Florianópolis. Os três meses de detenção foram substituídos por prestação de serviços à comunidade, além do pagamento de multa. Mas respondam aí: quantos praticantes da infame farra do boi e puxada de cavalos foram condenados até agora?

Ineditismo

É SC fazendo história, infelizmente negativa: a CPI em curso desde maio na Assembleia Legislativa é a primeira do Brasil a investigar ações do Ministério Público.

Patrimônio de Dunga

De volta como técnico da Seleção, Dunga está vendendo um apartamento em Balneário Camboriú, em um mesmo prédio onde Ronaldinho Gaúcho tem outros dois. O valor de mercado beira cerca de R$ 1,2 milhão, mas está à venda por R$ 800 mil, porque precisa de reforma. Um detalhe: o prédio foi construído há 16 anos e não tem habite-se.

Samba atravessado

Um passarinho veio dizer que a decisão da Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte (SOL) de repassar recursos do Carnaval de 2015 para as ligas das escolas e não mais para as escolas, vai “desempregar” alguns “cartolas do samba”, digamos assim. São pessoas notórias que passam o ano sem fazer nada e esperam que os recursos do contribuinte se transformem no seu “salário”. Até o Carnaval do ano seguinte. (Mais notas em www.raulsartori.com.br)

*Jornalista - raulsartori@raulsartori.com.br - www.raulsartori.com.br

(48) 4009-5500 www.aemflocdl.com.br


GERAL - 7

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Aniversário da AEMFLO e CDL-SJ reúne mais de 500 pessoas

Os 30 anos da AEMFLO e 15 anos da CDL-SJ foram celebrados no dia 25 de julho junto aos associados, no Centro de Eventos Petry. O jantar de confraternização, embalado por clássicos dos anos 80, proporcionou diversas atrações, como o wine bar, que oferecia a degustação de cinco tipos de vinhos, de diferentes uvas e safras e o lounge de memórias, onde várias imagens ilustraram momentos marcantes da história das entidades em um cenário retrô. Mais de 500 pessoas participaram do evento e foram recepcionadas por uma camerata. O presidente das entidades, Marcos Souza, falou sobre a história da AEMFLO e CDL-SJ, ressaltando o orgulho e responsabilidade de representar os interesses de cerca de quatro mil empresas associadas. Destacou que as ações e projetos das entidades são exemplos para muitos estados do Brasil. Também agradeceu a todos que fizeram a AEMFLO e CDL-SJ, a todos que tanto contribuíram para fortalecer o que as entidades são

hoje. “Apesar das condições muitas vezes severas, somos vencedores por lutar pelas melhorias do município, região metropolitana, Estado e país”, disse.

Vídeo Em homenagem aos anos de conquistas e realizações, a AEMFLO e CDL-SJ lançaram um vídeo que faz parte da campanha em comemoração aos seus 30 e 15 anos. Nele os personagens retratam uma família comum, vivendo situações cotidianas, mas mostrando os verdadeiros valores sendo repassados de geração a geração e trazendo a reflexão: o que realmente importa? Nesse contexto, também foi trazida uma questão para a próxima geração de profissionais, que já sonham com um futuro e respondem sobre o que gostariam de ser daqui a 10, 20 ou 30 anos. O vice-presidente e diretor de Marketing e Comunicação da AEMFLO e CDL-SJ, Victor Alexandre Souza, explicou que a campanha mostra a importância das pessoas que fazem parte do nosso dia a dia

Barreiros Sede sai na frente, e já tem um Coworking, um conceito de trabalho que se espalhou pelo mundo. É a união de profissionais que trabalham independentes, mas compartilham valores, conhecimento e experiências. Sinergia que acontece naturalmente quando dividem o mesmo espaço. É o que a SmartOffice, na Rua Catarina Meira dos Santos, oferece. A proprietária, Grasiely Silva Meira, abriu numa casa agradável e confortável, o ambiente propício para profissionais de São José executarem o seu trabalho, receberem clientes, promoverem reuniões e dividirem os custos. E do

dia 18 a 22 de agosto, a SmartOffice abre o espaço gratuitamente para quem quiser fazer uma experiência. Já tem 26 profissionais utilizando o espaço. Há salas compartilhadas e individuais; sala de conferência com data show, com capacidade para 30 pessoas; e salas de reunião com capacidade para 12 pessoas e também equipadas com data show. As salas de trabalho são rotativas. Há planos e pacotes a partir R$ 150. Grasiely explica que os profissionais têm por este valor ainda, um endereço comercial; internet; café; luz; e telefone fixo. A secretária anota os recados e também recebe documentos.

divulgação

Ex-presidentes e diretores das entidades foram homenageados

e traz uma reflexão sobre a influência delas no que realmente somos. “Nossas conquistas profissionais e pessoais passam pelo enfrentamento de barreiras e dificuldades, que só podemos superar com a força e o amor que temos pelos nossos familiares e amigos. Esse conjunto

cria os valores e, junto aos nossos sonhos e desejos, formam o caminho das conquistas”, salientou. Souza destacou ainda que a história da AEMFLO e CDL-SJ contém todos esses momentos de luta, superação e conquistas, calçadas na ética e força da união de pessoas que

sonharam juntas. “Agradeço muito aos que começaram e também aos que deram continuidade às entidades. E tenho certeza do sucesso dos que virão. Parabéns as quase quatro mil empresas que mantêm viva essa história e valorizam o que realmente importa”, destacou.

Em Barreiros, o primeiro Coworking de São José oa/jdb

Grasiely abre espaço para união de profissionais

Vários são os planos como o que o profissional pode só contratar o auditório para reuniões e cursos; e quando promove um evento, se quiser, a SmartOffice providencia o breakfest.No mesmo endereço é oferecido um espaço artístico, para incentivar a arte na região e fomentar a formação de novos artistas. Também tem o espaço terapêutico, aberto a todos os tipos de profissionais como psicólogos, psicoterapeutas, massoterapeutas, nutricionistas e professores de Pilates. “O objetivo é contribuir no equilíbrio entre mente e corpo”, destaca Grasiely


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Bela Vista, um bairro diversificado por excelência Há 43 anos surgia o bairro Bela Vista no lado oeste da hoje BR-101, no distrito em Barreiros, em São José, com 1.008 casas, inicialmente construídas pela Concasa, depois Cohab. Hoje já tem mais de 10 mil habitantes e de acordo com o professor Augusto Cezar Zeferino, PhD em Geografia, com especialização em Planejamento Urbano e Regional, em artigo ao JDB em agosto de 1991 , disse que o bairro Bela Vista não é um pedaço de São José. “É acima de tudo um espaço densamente ocupado, com muita vida e de grande importância para a área do aglomerado urbano”. O Bela Vista foi sua área de estudo para a tese de

doutorado defendida na Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos. Estudo realizado para avaliar a ocupação do bairro, constatou que o Bela Vista I teve o objetivo de trazer mão de obra para a área industrial e fomentar a construção civil. Mas logo, o perfil dos moradores foi mudando e funcionários públicos professores da UFSC, advogados, engenheiros, sociólogos e outros profissionais vieram atraídos pelo preço dos imóveis e proximidade com o centro de Florianópolis. Hoje já são cinco Belas Vistas, sendo que a última a ser implantada é o Conjunto Habitacional Altos da Bela Vista,

Meu bairro &

Avenida Brasil é a principal do bairro

com 256 apartamentos de dois e três dormitórios. Muitos dos primeiros moradores até hoje permanecem no bairro.

A bela vista inspira os artistas As casas da Cohab, de limitada qualidade, foram sendo derrubadas e novas construídas e ampliadas transformando o perfil do bairro. E a vista é realmente bela. Do alto pode-se visualizar, depois da BR-101, as águas da baia norte e toda a paisagem a sua volta. E parece que os artistas plásticos sentem grande atração pelo visual. Sílvio Pléticos, que tem trabalhos espalhados pelo mundo e reconhecimento em todo o País, ao deixar a Itália onde morou e se aprimorou nas belas artes, depois de deixar a Croácia, seu país de nascimento, na época fazendo parte da União das Repúblicas Iugoslava, chegou ao Brasil, percorreu outras cidades brasileiras, e veio se render aos encantos da bela vista que o bairro proporcionava. Foi um dos primeiros moradores, em 1971, junto com sua mulher, Liliana. “Aqui o olhar

se perde no horizonte. Dá a impressão de que a pessoa está em contato direto com a natureza”, disse Pléticos, em matéria sobre o bairro na edição de janeiro de 1996 do JDB. Revelou que a mudança para o Bela Vista provocou nele “grande amadurecimento e acelerou sua inspiração”. Outro artista, este nativo, Valter Rosa, falecido, disse também ao JDB em abril de 2002, que se sentia, assim como Pléticos, estimulado na criação pelo ar especial do bairro, produzia telas com o tema das rendeiras e paisagens. E o mar, vislumbrado lá de cima, inspirava as esculturas de Helena Valentin que no JDB de maio de 2002, mostrou sua obra em argila, em forma de conchas, peixes e cavalos marinhos, com uma figura humana no meio.

Pléticos veio atraído pela bela vista

Bairro perde sua única agência bancária O bairro possui boa infraestrutura como supermercados, farmácias, laboratórios médicos, padarias, restaurantes e comércio diversificado. Também conta com boas escolas e o posto de saúde, que atendem outros bairros da região como o Nossa Senhora do Rosário. Para a secretária do Conselho Comunitário, Daiana Cristina Silva, o que falta para os moradores não precisarem sair do bairro para fazer compras é uma grande loja de departamentos. “Na verdade nosso bairro parou no tempo. Abre e fecha loja. O povo não prestigia o comércio local”, critica. Diz que no bairro Forquilhinhas que é menos antigo, os seus moradores não precisam se deslocar em busca de atendimento bancário e grandes lojas. Mas elogia o transporte coletivo do Bela Vista. “O atendimento é a cada 15 minutos”. O ex-vereador José Francisco da Rosa, diz que o bairro precisa ser sacudido no seu crescimento. “E para isso a ação do poder público tem que estar mais presente. Lamenta que a única agência bancária que o bairro possuía, a do Banco do Brasil, esteja saindo para servir a outro bairro, o Jardim Cidade de Florianópolis.


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& Meu mundo oa/jdb

Mulheres decididas marcaram suas ações nos primeiros passos do bairro

O atual Conselho Comunitário nasceu a partir da união de várias mulheres, que criaram a Liga Feminina para melhorar a parte social do bairro que acabara de surgir a partir da entrega das primeiras casas em 1971. Havia apenas o Grupo Escolar. Hoje, Escola de Educação Básica Osvaldo Rodrigues Cabral. Lá eram celebradas as Missas no domingo. E conta uma das criadoras e presidente por oito anos através de eleição, como diz orgulhosa, Elza da Costa Lubi, que após a celebração, se reuniram no pátio e tiveram a ideia de

fundar a Liga Feminina. “O objetivo era a melhoria do bairro, como calçamento das ruas, transporte coletivo, que não dependiam da gente, mas fomos reivindicar”, diz Elza. Mas a criação de um jardim de infância foi iniciativa das mulheres, lembra Edith Fink que sempre fez parte da diretoria. Conseguiram da Cohab uma casa desocupada, que adaptaram e da Igreja Matriz de Barreiros receberam o reforço de quatro funcionários e uma freira voluntária, a Irmã Adam. Em seguida construíram um galpão de madeira, com

Edith e Elza Lubi foram as pioneiras no trabalho social do bairro

recursos adquiridos através de rifas, leilão de galinhas e feiras de arte. O artista plástico Silvio Pléticos doou algumas de suas telas para a

rifa. O exército deu o mestre de obras e na penitenciária conseguiram a mão de obra. Servia para as reuniões da Liga e celebração da Missa.

E a Liga promoveu gincanas, baile de debutantes, criou uma biblioteca. Foi incentivado o esporte, havia grupo de escoteiros e bandeirantes. A Escola Profissional do bairro teve início com os trabalhos artesanais que o grupo produzia para vender na Feira. Depois começaram a trabalhar para ter uma igreja. A Cohab deu uma casa e conseguiram comprar o terreno. Com a inauguração do Conselho Comunitário em 1975, que teve como primeiro presidente José Luiz da Silva, a Liga continuou colaborando. Chegaram a ter dois mil sócios.

Um importante prédio, hoje precisando de uma remodelação Hoje, mesmo com o prédio em situação precária, o Conselho Comunitário continua atendendo a 75 crianças na creche. Conta a secretária do Conselho, Daiana Cristina Silva, que no início do ano chega a ter uma lista de espera de 200 crianças. Isto que o bairro já conta com quatro creches do município. Além

disso, tem os projetos sociais como o grupo de idosos com 80 participantes, o Projeto Mexa-se, com 100 idosos. Grupos de Alcoólicos Anônimos e Al-Anon. Oferece cursos de capoeira, karatê, jiu-jitsu, maitai, futsal, vôlei, tênis de mesa, técnica vocal, violão, Pronatec, desenho, supletivo, pintura, crochê,

bordado e tricô. Todos os professores são voluntários e o Conselho ainda pretende oferecer curso de dança, mas espera encontrar um profissional que atenda nessas condições. O Conselho Comunitário quase fechou as portas porque não tinha recursos nem para pagar a luz, fornecer as

cinco refeições diárias aos alunos da creche e pagar os funcionários. A situação foi contornada porque, segundo Daiana o governador do Estado se sensibilizou após o secretário de Desenvolvimento Regional da Grande Florianópolis, Clonny Capistrano, interceder. Tudo porque a entidade tem uma

dívida de R$ 350 mil com o INSS e por isto a Prefeitura de São José não repassa os recursos do convênio. Daiana explica que a dívida chegou a este ponto porque o executivo municipal sempre passava os recursos atrasados e o pagamento das parcelas anteriores do INSS não podiam ser pagas. A secretária infor-

ma que o atual presidente, Peri Ouriques está tentando um parcelamento da dívida. Hoje, com a estrutura em que o Conselho Comunitário vive, a comunidade tem se afastado paulatinamente. Pouco participa das atividades da entidade, e o número de associados diminuiu bastante.

São Cristóvão, o padroeiro do bairro Há cerca de 30 anos, São Cristóvão é homenageado pelos moradores do Bela Vista, com procissão de carros e caminhões. No princípio, a procissão tinha o ritual de ir até Florianópolis, voltando no dia seguinte com grande acompanhamento dos motoristas profissionais. O trânsito complicado, fez há mais de 15 anos com que os organizadores optassem por um trajeto mais simples, local. O mito São Cristóvão nasceu no ano 250 da Era Cristã, quando foi sacrificado.


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Univali recebe exposição Do aço à arte”

Estacionamento nos dois lados da Rua Koesa será proibido

Repaginação da Rua Koesa em estudo

A Biblioteca Municipal Albertina Ramos de Araújo está com inscrições abertas para o projeto de contação de histórias para o segundo semestre de 2014. Para participar, as escolas interessadas devem agendar um horário pelo telefone (48) 3247-0049. O projeto é aberto a turmas de escolas municipais, estaduais e particulares do município. A Biblioteca funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 19horas, no Centro Histórico de São José. Segundo o superintendente da Fundação Municipal de Cultura e Turismo de São José, Carlos Eduardo Martins, a contação de histórias é uma forma de aproximar o público do espaço municipal. “A contação de histórias é uma forma de despertar nos alunos o interesse pela literatura, utilizando a arte como porta de entrada”, afirma. DIVULGAÇÃO

A exposição “Do aço à arte”, resultado do 1º Simpósio Internacional de Escultura Instituto Arxo, poderá ser conferida, a partir de 15 de agosto, no Campus da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Itajaí. A mostra, uma homenagem da Arxo Industrial do Brasil aos 50 anos da Univali, apresenta oito esculturas de grande porte, dispostas nos jardins próximos ao Centro de Vivência e a Biblioteca Central Comunitária, sete obras menores, além de 50 fotos, que serão distribuídas no hall da Biblioteca. As peças foram criadas e produzidas pelos escultores argentinos Rodolfo Soria e Nestor Vildoza; pelos brasileiros Jorge Schroder, Pita Camargo e Kiko Cervi; e pelo chileno radicado no Brasil Hugo Pagani. As fotos são de Willian Pereira e Beto Bochino. As obras maiores chegam a 2,5 metros de altura e cinco metros de largura. Elas utilizaram aproximadamente cinco toneladas de matéria-prima, divididas em aço carbono, aço alumínio, tubos e resíduos. A exposição poderá ser conferida, gratuitamente, até o dia 30 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas e aos sábados das 9 às 18 horas.

Contação de histórias com inscrições abertas

Atualmente é a via onde se concentram o maior número de casas da gastronomia do Kobrasol A Secretaria de Segurança, Defesa Social e Trânsito da Prefeitura Municipal de São José está desenvolvendo um projeto de mobilidade de parte da Rua Koesa. O objetivo é facilitar a permanência das pessoas e incentivar o convívio, buscando o fortalecimento deste logradouro como via gastronômica e área de convívio público. Lá estão instalados o Café Paris, Boka’s, Suchimaki e Sanduicheria da Ilha, entre outros estabelecimentos. Com o intuito de verificar a aplicabilidade do projeto na prática, no dia 20 de agosto, por 24 horas, será realizada uma simulação no local. Cones serão utilizados para redimensionar a pista de rolamento e ampliar as calçadas na Rua Koesa, mais especificada-

mente entre as ruas Walter da Silva Koerich e Rua José Gonzaga Regina Lima e, desta, à Avenida Lédio João Martins. Os estacionamentos desses trechos da via estarão proibidos em ambos os lados e o trânsito de veículos será partilhado com pedestres e bicicletas. Os estacionamentos no recuo frontal das edificações também estarão proibidos, pois o espaço poderá ser usado pelos comerciantes para a criação de áreas de estar, espera ou exibição de produtos. Os acessos às garagens serão realizados normalmente. Todos poderão utilizar os espaços criados para convivência e os comerciantes poderão utilizar as áreas entre os cones e a calçada com mesas, cadeiras e guarda-sóis para atender os

clientes. No dia 21 de agosto estará disponível no site da prefeitura uma consulta pública sobre o teste, para que as pessoas manifestem suas opiniões. Já no dia 3 de setembro, às 19 horas, será realizada na sede da Prefeitura uma reunião com os síndicos e comerciantes da rua para a apresentação e discussão da proposta de projeto. A proprietária da loja Brudine Móveis, Nevia Mai, acredita que o Kobrasol vai perder se a mudança ocorrer. “A ideia da humanização é boa, mas o problema é que a rua não é residencial e sim comercial. Ficará complicado estacionar no local. Tem gente que vem da ilha para cá e pode deixar de vir pelo transtorno que o trânsito vai causar.

Lembranças revividas Na tarde de 30 de julho, o grupo de idosos de São Pedro de Alcântara foi conhecer a Fábrica de Bolachas Junckes e o Centro Cultural Casa de São Pedro, agora instalado no casarão restaurado pela Fundação Carl Hoepcke, na localidade Campo de Demonstração. A proposta era estimular as lembranças vividas na localidade. Muitos mencionaram os famosos bailes realizados na época, fatos históricos da mercearia e causos das famílias vizinhas. A programação também contou com a participação dos artistas locais Fabrício Luiz de Souza e seu filho Juninho. Houve dinâmicas de grupos e um delicioso cachorro quente foi servido finalizando a visita.

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Exposição Desenvoltura

Dizem até que é um tanto sapeca, sempre rodeada de amigos, foram qualificações ouvidas de quem participou do encontro de 90 anos da dona Apolônia Hanser. “Ela é alegre demais”, diz Terezinha Bonfanti a fotógrafa que documentou o evento.

Memória da Aeropostale é a exposição que está no Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC, em Florianópolis, até o dia 28 de novembro. A mostra conta a história da companhia francesa de correio aéreo e pode ser visitada de terça à sexta-feira, entre 10 e 17 horas. Informações pelo telefone (48) 3721-9325.

Celebração

Quarta-feira, dia 30 de julho, Mário Müller no seu Weisskopf, em São Pedro de Alcântara, recebeu clientes para saborear um prato especial da cozinha alemã, o Eisbein. Parece que foi para celebrar a vitória da seleção alemã de futebol. A expectativa do pessoal era de que Mário tivesse convidado o Felipão (Felipe Scolari) para comemorar junto e saborear o famoso Joelho de Porco (Eisben), afinal, grana para pagar a especiaria é que não falta ao ex-treinador, pois segundo o jornal Folha de São Paulo, a rescisão com a CBF rendeu ao treinador R$4 milhões.

Exposição II Estágio

O Espaço Estágio Emprego do Centro Universitário Estácio está com seis mil vagas abertas para todo o Estado. Os postos são oferecidos por 2,8 mil empresas. Mais informações pelo telefone (48) 3381-8010 ou 33818062 e pelo e-mail ou site: e3.santacatarina@ estacio.br e www.vagasestacio.com.br

Palestras

‘II Ciclo de Palestras: Os Mestre da Narrativa Histórica Brasileira’ será realizado de 20 de agosto a 10 de dezembro, no auditório Elke Hering, da Biblioteca Central da UFSC. Encontros abertos à comunidade, com certificação e entrada gratuita. As palestras serão proferidas por um grupo de acadêmicos, sobre os escritores que referendaram os principais acontecimentos históricos no Brasil. O objetivo é capacitar os participantes a conhecer panoramicamente o contexto dos principais romances históricos da literatura brasileira.

Troco solidário

A Campanha Troco Solidário Havan arrecadou quase R$ 1 milhão no primeiro semestre, em benefício das 52 entidades assistenciais dos municípios em que a rede possui filiais. Em São José, a adesão e o comprometimento dos colaboradores da loja Havan e dos moradores do município à iniciativa, fizeram com que a filial arrecadasse R$ 5 mil em prol do CVM – Vinde a Mim as Criancinhas. A entrega do cheque simbólico para a instituição, referente a arrecadação do período de janeiro a junho de 2014, ocorreu no dia 28 de julho.

Armaduras de cavaleiros medievais, legionários romanos e samurais estão expostas no Palácio Cruz e Souza, em Florianópolis. A exposição Guerreiros: do bronze ao aço é organizada pelo Scam Grupo de Recriação História e Cultura e estará aberta até 31 de agosto, com entrada gratuita. Haverá palestras e oficinas no Auditório do Museu. Informações pelo telefone (48) 3665-6365 ou pelo e-mail lutas medievais@gmail.com.

A sortuda Tatiana Leepkaln, moradora de Barreiros, foi a contemplada com o Ford Focus 0 km, da campanha do Dia dos Pais promovida pelo Shopping Itaguaçu. Coincidência ou não um dos cupons veio através da compra na loja Pé Quente Comércio de Meia, e o outro veio da Carioca Calçados. O sorteio foi realizado no dia 11de agosto, no Vão Central do Piso Itaguaçu.


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Oleiros mostram suas criações ao público no Continente Park

Vasos, moringas, alguidares, panelas, entre as quase cem peças – todas feitas à mão em um torno de modelagem de barro – estão expostas no Continente Park Shopping, ao lado do cinema. Esta é a primeira ação do projeto Continente Cultura que pretende mostrar o talento dos moradores da região, além de valorizar a cultura local e a história de São José. A olaria é uma tradição na cidade que, há muitas décadas, passava de pai para filho. Mais que uma atividade comercial, busca um vínculo com as origens açorianas locais e, acima de tudo, é uma forma de arte. Por isso, em 1992, foi criada a Escola Municipal de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros que hoje atende 130 alunos de todas as idades. O diretor da Escola, Louviral Medeiros, que trabalha há 10 anos com o barro, salienta que a exposição ajuda a resgatar a cultura açoriana e valorizar o trabalho dos oleiros da cidade. A instituição ainda oferece cursos de roda de oleiro, cerâmica figurativa e modelagem livre, gratuitamente. “O objetivo da escola é apresentar a olaria à comunidade e manter viva a tradição da cerâmica”, acrescenta. O evento é organizado pelo Continente Park Shopping com apoio da Prefeitura de São José, através da Fundação de Cultura e Turismo e da Escola de Oleiros Joaquim Antônio de Medeiros, localizada no bairro Ponta de Baixo. A partir de novembro deverá ser feita a comercialização das peças produzidas pelos oleiros.

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Por: Ivânia Silveira

Raças

Greyhound

A primeira notícia da raça vem do Vale do Nilo, na Tumba de Amten, entre 2.900 e 2752 a.C. Entalhes da tumba mostram uma cena com dois exemplares atacando um cervo. O Greyhound sempre teve uma história aristocrática, sendo o preferido pela realeza egípcia. Sua criação se restringia apenas às pessoas da realeza. Por ser uma raça muito antiga, tem origem incerta. Alguns especialistas supõe que seja derivado de Graius (Grego), pois eles eram muito estimados pelos antigos gregos. Outros que derive de “grech” ou “greg” (cão, na antiga Inglaterra). Há ainda os que dizem que o nome veio da cor “gray” (cinza). Acredta-se que a raça tenha se desenvolvido na Inglaterra. Apesar de ser um especialista na caça de lebres, ele também era muito usado para caçar cervos, raposas, veados e outros. Atualmente, o cão compete em pistas de corridas específicas para a raça, pois é muito veloz. O Greyhound é ainda um excelente animal de companhia, por ser fiel, afetuoso e tolerante com crianças.

Cientistas acreditam que cães têm ciúmes por instinto de sobrevivência O cão é o melhor amigo do homem e, assim como ele, é capaz de sentir ciúmes, sugerindo que o sentimento pode ter raízes no instinto de sobrevivência, revelaram cientistas dos Estados Unidos em um estudo publicado em julho. Cientistas testaram 36 cães e seus donos em um experimento no qual os humanos precisavam brincar com três objetos diferentes na frente de seu animal de estimação. Um dos objetos era um cão de brinquedo que latia e balançava a cauda sempre que se pressionava botão. Os donos, então, tinham que brincar com ele como se fosse um cachorro de verdade durante um minuto. Os cientistas pediram que os donos repetissem o procedimento na fase seguinte do experimento com uma lanterna em forma de abóbora do Dia das Bruxas, e fingissem brincar com ela como se fosse um cão. Por fim, pediram que lessem em voz alta um livro ‘pop-up’ infantil que tocava música, como se estivessem contando a história para uma criança. Segundo os cientistas, alguns comportamentos caninos foram muito mais frequentes quando os humanos brincaram com o cachorro de mentira do que com os outros objetos. Por exemplo, os cães com mais frequência morderam, puxaram seus donos e empurraram o objeto, tentando se colocar entre o dono e

o cachorro de mentira, do que com os outros brinquedos. Os cães também se mostraram duas vezes mais propensos a puxar seus donos (78% dos cães fizeram isso) quando ele ou ela estava brincando com o cão de brinquedo do que quando a interação se deu com a abóbora (42%). Apenas 22% fizeram isso com o livro. Cerca de 30% dos cães tentaram se colocar entre o dono e o cachorro de brinquedo e 25% abocanharam o cachorro de pelúcia. Os cães estudados eram de raças diferentes, como dachshund, lulu-da-pomerânia, boston terrier, maltês e pug. Quase a metade

dos cães estudada era de mestiços. A pesquisa, chefiada por Christine Harris e Caroline Prouvost, da Universidade da Califórnia, em San Diego, foi publicada no periódico PLOS ONE. “Nosso estudo sugere que não só os cães têm um comportamento que poderia indicar ciúmes, mas também que eles tentaram quebrar o vínculo entre o dono e um aparente rival”, explicou Harris. “Não podemos falar em nome das experiências subjetivas dos cães, é claro, mas parece que foram motivados a proteger um vínculo social importante para eles”, acrescentou.

Sábios e velozes

Muitos especialistas gostam de descrever a raça sob uma linda comparação: “Rápido como um raio de luz e sábio como Salomão”. Aristocrático, imponente, com musculatura de constituição sólida, lombo arqueado e membros flexíveis e potentes. Toda sua conformação física mostra sua aptidão para a velocidade. A pelagem é curta e cerrada com cores preto, branco, vermelho, azul, castanho, fulvo (castanho-alourado), tigrado ou qualquer dessas cores invadidas pelo branco. Fonte: Anuário de Cães – 2008

Porque Amamos os Animais “Jamais aceite a admiração de teu cão como sendo um ser maravilhoso”. Ann Landers pseudônimo de Esther Pauline Friedman Lederer, escritora e jornalista dos Estados Unidos

Por que os cães gostam de cheirar o rabo uns dos outros? Quem gosta de cães sabe que essa espécie parece ter uma fissura por rabos. Basta acontecer um encontro para que os cachorros comecem a cheirar o bumbum um do outro. E existe uma explicação científica para esse ato canino tão comum. De acordo com um vídeo da American Chemical Society, os cães farejam as informações do outro cachorro pelo rabo. É por lá que eles descobrem o sexo, o estado emocional, a dieta, a raça, o humor, entre outros detalhes.

Isso é possível por causa do saco anal dos cães. Essa região fica logo abaixo do rabo e abriga glândulas que liberam substâncias que dizem muito a respeito do cachorro. Um cachorro tem um olfato de 10 mil a 100 mil vezes mais apurado do que o dos seres humanos. Isso permite que eles cheirem essas secreções mesmo sem ter fezes a caminho. Além disso, os cães têm um segundo sistema olfativo, o órgão de Jaco-

bson. Ele é projetado especificamente para a comunicação química e envia a informação para o cérebro, sem que haja interferência de outros odores, como o do cocô. (Fonte: Info Online)

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Rua Hidalgo Araújo recebe pavimentação

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ANOS DE CUMPLICIDADE COM SÃO JOSÉ

Uma antiga reivindicação da comunidade do bairro Jardim Cidade de Florianópolis começa a se tornar realidade. A prefeita Adeliana Dal Pont esteve, na noite de 12 de agosto, na sede da Associação de Moradores para assinar a ordem de serviço para a pavimentação da Rua Higaldo Araújo e de outras três vias transversais. A previsão é que as obras sejam iniciadas já dia 18. A ordem de serviço prevê o serviço de asfaltamento da Rua Hidalgo Araújo, que tem extensão de 1,2 quilômetro, além da pavimentação das vias transversais – Frontino Coelho Pires, Valmir de Souza e Santa Luzia, cada uma com 320 metros de extensão. Também está prevista a ampliação do sistema de drenagem pluvial. As obras serão realizadas por quadra, para reduzir os transtornos para a comunidade. O secretário municipal de Infraestrutura, José Natal Pereira, explicou que na Rua Hidalgo Araújo todas as lajotas serão removidas para a implantação do novo sistema de drenagem. Segundo ele, a troca da tubulação

Daniel Pereira - Secom/PMSJ

Adeliana esteve na Associação de Moradores para assinar a ordem de serviço.

é necessária, pois o sistema atual já não comporta a demanda. “Se colocássemos apenas o asfalto sobre as lajotas, logo começaria a rachar”, afirmou. Já nas três ruas transversais, será realizada a pavimentação asfáltica sobre as lajotas. O presidente da Associação de Moradores do Jardim Cidade Florianópolis (Amojacif), Júlio José Macuco Baixo, confirmou que há muito tempo a comunidade luta pela pavimentação asfáltica da Rua Hidalgo Araújo. “Essa é uma obra muito cobrada. A prefeita

nos recebeu, no ano passado, e assumiu este compromisso”. O secretário municipal de Serviços Públicos, Michel Schlemper informou ainda que o projeto de revitalização da Praça dos Sagrados Corações já foi apresentado para a Associação de Moradores e para o pároco. “O Conselho da Comunidade já está analisando o projeto. Que bom que ainda temos associações comunitárias sérias que trabalham em prol da comunidade e estão dispostas a contribuir com a administração pública”, apontou Michel.


Theatro Adolpho Mello

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Uma vida na orfandade Durante 90 anos o Theatro Adolpho Mello ficou oficialmente sem dono. Somente agora, depois de mais de um ano de luta em busca de documentação, a superintendente da Fundação Municipal de Cultura e Turismo que atuou até o primeiro semestre deste ano, Elenita Gerlach Koerich, e seu substituto Carlos Eduardo Martins, conseguiram provar que o prédio pertence à Prefeitura de São José, informou o coordenador do Projeto Conhecer São José da instituição e assessor histórico do Arquivo Municipal, Celso João de Souza Júnior. Providência necessária na administração moderna para que a Prefeitura possa buscar recursos federais para a reforma do teatro. Esta situação mostra o descaso como sempre foi tratada a casa de espetáculos que completa 160 anos do lançamento da sua pedra fundamental no dia 19 de setembro. Um exemplo foi quando em 1979, o então prefeito Geci Thives pensou em trocar o prédio do teatro por dois caminhões. Uma empresa iria derrubar a construção e erguer um novo prédio. Auge do cinema Dois anos após o lançamento da pedra fundamental, em junho 1956, com toda a pompa, era inaugurado o Adolpho Mello, com a peça O Monge da Serra d’Ossa de Francisco Manoel Raposo d’Almeida. Mas com a chegada da luz elétrica a São José em 1912, a Liga Josefense começou a utilizar a casa como cinema. E em 1924 foi instalado o Cine York e na entrada funcionava o bar de João Francisco de Souza. De 1940 a 1953, a casa de espetáculos foi gerenciada pela Empresa Cine Theatro São José que encerrou suas atividades pelo péssimo estado do prédio. Em 1955 passou por breve

PEDRO CLASEN

reforma abrigando o Cine Rajá, que também acabou logo fechando as portas pela precariedade das instalações e deterioração dos aparelhos cinematográficos. Custo de 5 mil réis Foi em 1924 que a Prefeitura comprou o teatro. Celso João de Souza Júnior, mestre em História Cultural, diz

que nesta anotação constava que o executivo de São José pagou apenas 5 mil réis pelo terreno, enquanto a aparelhagem do cinema teve um custo de 45 mil réis. E não havia um contrato. O historiador observa que nesta época a fachada do teatro recebeu as platibandas e o brasão da República, identificando naquela época, que era um prédio público. Além disso, diz que há outra prova, a placa fixada na lateral do prédio, constando a informação de ser um prédio municipal. Reforma urgente Com mofo e vertendo água nas paredes, por ter uma casa encostada na parte do setor de força do Theatro Adolpho Mello, e os fios soltos, é esta a situação que descreve Celso João de Souza Júnior. Diz que a casa, construída na década de 70 mexeu com a estrutura do teatro. “Afetou a integridade da edificação. Assim como a casa que ocupou um vão junto ao teatro. As paredes suando muito fizeram a tinta a óleo derreter”, acrescenta. Interditado desde o início de 2013, Carlos Eduardo Martins informa que o projeto de reforma do Adolpho Mello, elaborado pela Udesc, está em adequação. E que logo haverá a coleta de orçamentos. Diz que a meta é começar a reforma este ano, mas que tudo depende do processo que é burocrático.

Em busca da memória em São Pedro de Alcântara Thomas Keil, Avilson Werling e Cláudio Werling visitaram o município de São Pedro de Alcântara nos dias 24 e 25 de julho. Thomas Keil é pesquisador, natural de Stuttgart, Alemanha, e veio buscar informações sobre o professor August Schnitzler. Grande mestre, catequista, músico e poeta que lecionou e viveu na comunidade rural de Santa Filomena e lá está sepultado. Thomas pretende lançar um livro sobre a literatura dos imigrantes alemães no Brasil e os escritores de expressão alemã no Brasil. Cláudio Werling, professor do idioma alemão e morador do município de Pomerode, veio com seu pai, Avilson Werling. Os visitantes foram recebidos pelo assessor cultural, Daniel Silveira, que lhes forneceu inúmeras informações dos arquivos existentes na Casa da Cultura e os acompanhou para conheceram o Centro Cultural Casa de São Pedro, a Escola Professor August Schnitzler e as sepulturas do professor August e sua esposa, no cemitério da comunidade rural de Santa Filomena.


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Feira da Freguesia

Daniel Pereira - Secom/PMSJ

Chegou para crescer A

Feira da Freguesia, realizada pela primeira vez no domingo, 10 de agosto no Centro Histórico, em São José, foi além das expectativas para o superintendente da Fundação de Cultura e Turismo, Carlos Eduardo Martins (Caê), para o público e para os artesãos que trouxeram seus trabalhos para a venda. “Estou bem feliz. Me surpreendeu, precisava fazer esta aposta”, diz Caê. Conta que foram colhidas sugestões e feita uma avaliação da Feira entre o público. “Vamos ponderar e fazer

algumas adequações”. Adianta que serão readequadas algumas barracas e agregadas mais pessoas. A Feira será realizada sempre no segundo domingo do mês. Música de qualidade foi tocada na Praça pelas bandas Ressonadores e Divina Flor e pela Orquestra Jovem de Sopros e Percussão Imperial Josefense; teve apresentação de danças urbanas e dos grupos Ateliê da Dança e Querência Açoriana; o Boi de Mamão Filhos da Terra; intervenção artística (Santinha e Rosário – As Virgens Solteironas);

exposição e visita guiada aos prédios públicos do Centro Histórico. Na Biblioteca Municipal, a contação de histórias fez a alegria da garotada. Os oleiros da Olaria Beiramar realizaram uma mostra da tradição açoriana de moldar o barro, produzindo vasos, potes e personagens do folclore, como a bernunça e outras figuras do boi de mamão. Havia além do artesanato, barracas de livro, objetos antigos, biscoitos e doces, cachaça de São Pedro de Alcântara e queijos, entre outros produtos. Ivani Borges

Público prestigiou Glacia Bueno e Cristine Ramos da Silva, moradoras do Centro Histórico aprovaram a Feira. “É uma oportunidade para trazer as pessoas para a Praça e veio a família”, destacou Glacia. Elas se surpreenderam. “O pessoal não prestigia os eventos na Praça. É uma coisa cultural. Mas desta vez vieram pessoas de todas as idades”, acrescentou. Yara Diniz, que costuma levar seu artesanato no Supermercado Sul do Rio em Palhoça, estava

contente com as vendas. “Eu não esperava. Vou continuar vindo”. Eliziani Hoppen e João Cruz, também estavam ficaram satisfeitos com o movimento na sua barraca, voltada ao artesanato do folclore açoriano. “Superou a expectativa. As atrações da Feira foram muito boas e é um lugar tão lindo e pouco explorado. As pessoas são carentes de cultura, de um projeto diferente”, ressaltou Eliziani. Ela e João moram no Centro Histórico e participam das feiras no Calçadão do Kobrasol e em Florianópolis.

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