REVISTA DO LÉO 102 - AGOSTO 2025

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REVISTA DO LÉO

REVISTA LAZEIRENTA

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ - EDITOR – Prefixo 917536

NÚMERO 102 – AGOSTO – 2025

MIGANVILLE – MARANHA-Y

“águas revoltas que correm contra a corrente”

REVISTA DO LÉO

REVISTA LAZEIRENTA

Revista eletrônica

EDITOR

Leopoldo Gil Dulcio Vaz

Prefixo Editorial 917536

vazleopoldo@hotmail.com

Rua Titânia, 88 – Recanto de Vinhais 65070-580 – São Luís – Maranhão (98) 3236-2076 98 9 8206 7923

CHANCELA

Nasceu em Curitiba-Pr. Licenciado em Educação Física (EEFDPR, 1975), Especialista em Metodologia do Ensino (Convênio UFPR/UFMA/FEI, 1978), Especialista em Lazer e Recreação (UFMA, 1986), Mestre em Ciência da Informação (UFMG, 1993). Professor de Educação Física do IF-MA (1979/2008, aposentado); Titular da FEI (1977/1979); Titular da FESM/UEMA (1979/89; Substituto 2012/13), Convidado, da UFMA (Curso de Turismo). Exerceu várias funções no IFMA, desde coordenador de área até Pró-Reitor de Ensino; e Pró-Reitor de Pesquisa e Extensão; Pesquisador Associado do Atlas do Esporte no Brasil; Diretor da ONG CEV; tem 20 livros e capítulos de livros publicados, e mais de 430 artigos em revistas dedicadas (Brasil e exterior), e em jornais; Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Membro Fundador da Academia Ludovicense de Letras; Membro da Academia Poética Brasileira; Sócio correspondente da UBE-RJ; Premio “Antonio Lopes de Pesquisa Histórica”, do Concurso Cidade de São Luís (1995); a Comenda Gonçalves Dias, do IHGM (2012); Prêmio da International Writers e Artists Association (USA) pelo livro “Mil Poemas para Gonçalves Dias” (2015); Prêmio Zora Seljan pelo livro “Sobre Maria Firmina dos Reis” – Biografia, (2016), da União Brasileira de Escritores – RJ; Diploma de Honra ao Mérito, por serviços prestados à Educação Física e Esportes do Maranhão, concedido pelo CREF/21-MA (2020); Foi editor das seguintes revista: “Nova Atenas, de Educação Tecnológica”, do IF-MA, eletrônica; Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, edições 29 a 43, versão eletrônica; Editor da “ALL em Revista”, eletrônica, da Academia Ludovicense de Letras; Editor das “Revista do Léo”, “Maranha-y”, e “Ludovicus”; Condutor da Tocha Olímpica – Olimpíada Rio 2016, na cidade de São Luis-Ma.

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

NAVEGANDO COM JORGE OLIMPIO BENTO

UM PROJETO PARA O CEV - LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

DO BASQUETE À CAPOEIRA - MARCO AURELIO HAIKEL

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

LAZER E RECREAÇÃO

O DESAFIO DOS JOGOS ESCOLARES, HOJE

A MAIS NOVA MORTE NO/DO ESPORTE MARANHENSE/LUDOVICENSE

ESPORT = ANTIESPORTE?

UMA PALAVRA NOVA

APENAS UM PAPO...

Esqueci que a REVISTA DO LÉO, a partir do numero 101, passaria a ser mensal. Via a ‘boneca’, com a periodicidade anterior – trimestral – e estava seguindo em frente... corrigido já. Iniciemos agosto, pois...

Havia decidido em acabar com a LUDOVICUS, mas voltei atrás... e manteria apenas esta e a MARANHA-Y Ainda não sei como ficará a Revista do IHGM, com a nova diretoria eleita. E tenho publicado quase que semanalmente algum artigo na Coluna MURAL DA ALL, do Jornal Pequeno.

De qualquer forma, meus artigos serão aqui publicados, preferencialmente, sobre os mais variados assuntos e opiniões. E nas respectivas revistas, segundo o assunto.

Naturalmente que continuarei contando com a ajuda dos mais diversos colaboradores, sócios-atletas desta publicação. Jorge Bento tem escalação permanente. Mas ficará restrito à assuntos relacionados com os esportes e lazeres, educação física, sem os opinativos sobre a política atual, a menos que se trate de politica publica para educação e lazer e seus desdobramentos.

jorge-olimpio-bento.pdf (up.pt)

NAVEGANDO COM

JORGE OLIMPIO BENTO

"As armas e os barões assinalados / Que da ocidental praia Lusitana / Por mares nunca de antes navegados / Passaram ainda além da Taprobana / Em perigos e guerras esforçados / Mais do que prometia a força humana / E entre gente remota edificaram / Novo Reino, que tanto sublimaram".

A consagração do direito a uma vida digna, realizada no caminho de perseguição da felicidade, implica a presença acrescida do desporto, a renovação das suas múltiplas práticas e do seu sentido. Sendo a quantidade e qualidade do tempo dedicado ao cultivo do ócio criativo (do qual o desporto é parte) o padrão aferidor do estado de desenvolvimento da civilização e de uma sociedade, podemos afirmar, com base em dados objetivos, que nos encontramos numa era de acentuada regressão civilizacional. Este caminho, que leva ao abismo, tem que ser invertido urgentemente.

Professor Catedrático Jubilado da Universidade do Porto jorge-olimpio-bento.pdf

JORGE BENTO COM MANUEL CONSTANTINO

Poderemos supor que o seu nome do meio, Olímpio, lhe terá aguçado desde menino a curiosidade e o fervor por galgar montes e lançar o olhar para o alto, para o que está mais além, no que podemos sintetizar, já sabedores da sua experiência de vida e de pedagogo, para o citius, altius, fortius, para os jogos e o estádio, para a cultura grega, para a filosofia, a Paidéia e a areté, para a paidia e o ludus, para ética e a estética, para o homo sportivus, para a dedicação da vida à educação e ao desporto, irmanados na fé da perfectibilidade de um ser que se quer mais humano, numa fusão de corpo-alma, razão e paixão. Tal como Jorge, o cavaleiro que não renuncia à sua fé e enfrenta a besta luciferina para livrar o bem do cativeiro, o certo é que Jorge Bento (JB) tem na sua vida veios de um cavaleiro andante, de um paladino do desporto, que faz da palavra a sua espada, da escrita lavrada o seu campo de batalha e da ética e estética o seu mote essencial.

Jorge Olímpio Bento, o pedagogo do desporto; Zélia Matos; Amândio Graça, RPCD 16 (S1): 52-64

Jorge Olímpio Bento é uma figura distinta no campo da pedagogia e educação esportiva. Ele teve uma carreira longa e impactante, principalmente na Universidade do Porto, onde atuou por mais de cinco décadas.

Contribuições Acadêmicas:

Bento foi Professor Catedrático na Faculdade de Desporto (FADEUP) da Universidade do Porto desde 1993. Ele também ocupou o cargo de Presidente do Conselho Científico de 1986 a 1996.

Papéis de Liderança: Foi o primeiro diretor eleito da FADEUP em 2010 e serviu como Presidente do Conselho Superior de Desporto de Portugal de 2001 a 2002.

Honras e Prêmios: reconhecido com várias honras, incluindo ser nomeado Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Amazonas no Brasil e pela Universidade Kasetsart na Tailândia. Ele também recebeu a Ordem Olímpica Nacional pelo Comitê Olímpico Português.

Publicações:

Ele é autor de inúmeras obras sobre pedagogia e educação esportiva, contribuindo significativamente para o discurso acadêmico nesses campos.

A dedicação de Bento ao esporte e à educação deixou um legado duradouro, tanto em Portugal quanto internacionalmente.

tem várias publicações notáveis na área de pedagogia e educação esportiva. Aqui estão algumas das mais destacadas:

"Em tempos de pandemia: diários de um professor" (2022) - Este livro oferece uma visão pessoal e reflexiva sobre os desafios enfrentados durante a pandemia

"O Desporto e o Estado" - Coautoria com José Manuel Constantino, este livro explora a relação entre o esporte e as políticas públicas

"Homo Sportivus: O Humano no Homem" - Este livro aborda a dimensão humana no contexto esportivo

"Por uma Universidade Anticonformista" - Bento discute a importância de uma abordagem inovadora e crítica na educação superior

Diversas obras publicadas em revistas científicas e pedagógicas - Bento tem uma vasta obra publicada que contribui significativamente para o campo da pedagogia do esporte

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Eis que Pereira volta a insistir na elaboração de um projeto de captação de recursos para o CEV se manter. Há possibilidade de ser financiado pelo Sistema CONFE/CREF. A base:

Resolução CONFEF Nº 521/24 - Estabelece normas e diretrizes para transferência de recursos por meio da realização de patrocínio e do apoio institucional externos em atividades, eventos e projetos firmados pelo Sistema CONFEF/CREFs.

Versão PDF

Rio de Janeiro, 05 de Fevereiro de 2024.

Resolução CONFEF nº 521/2024

Estabelece normas e diretrizes para transferência de recursos por meio da realização de patrocínio e do apoio institucional externos em atividades, eventos e projetos firmados pelo Sistema CONFEF/CREFs.

O PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, no uso de suas atribuições, conforme dispõe o inciso X do artigo 69 do Regimento Interno do CONFEF;

CONSIDERANDO os termos do inciso II do art. 5º-A da Lei nº 9.696/1998 que delega ao CONFEF a competência para editar os atos necessários à interpretação e à execução do disposto na referida Lei;

CONSIDERANDO o inciso III do art. 5º-A da Lei nº 9.696/1998 que determina que compete ao CONFEF adotar as medidas necessárias à consecução de seus objetivos institucionais;

CONSIDERANDO o Acórdão TCU Plenário nº 1925/2019, do Tribunal de Contas da União, que publicou decisão final acerca do Relatório de Fiscalização Centralizada (FOC) referente ao processo TC 036.608/2016-5, em especial o item 212, que ressalta que os Conselhos Federais de Fiscalização do Exercício Profissional devem regulamentar a celebração de convênios e patrocínios no âmbito dos seus respectivos sistemas;

CONSIDERANDO o dever do agente público em pautar seus atos na lei e nos princípios basilares que regem a Administração Pública, dentre estes o da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência e economicidade, consoante os termos do artigo 37 da Constituição Federal;

CONSIDERANDO a deliberação em reunião do Plenário realizada em 19 de Janeiro de 2024;

RESOLVE:

Art. 1º - Instituir as diretrizes e regras que disciplinam a transferência de recursos a terceiros mediante a realização de patrocínio e apoio institucional no âmbito do Sistema CONFEF/CREFs.

CAPÍTULO I

DOS OBJETIVOS

Art. 2º - A presente política tem como objetivo regulamentar e orientar as ações relativas à concessão de patrocínio e de apoio institucional pelo Sistema CONFEF/CREFs, de forma a garantir transparência e efetividade ao processo de relacionamento institucional voltado a fortalecer o cumprimento da missão e dos objetivos do Sistema, bem como suas devidas contrapartidas.

Art. 3º - Os patrocínios e apoios institucionais a serem realizados pelo CONFEF e pelos CREFs possuem como objetivos:

I – gerar identificação e reconhecimento do Sistema CONFEF/CREFs por meio da iniciativa patrocinada; II – ampliar relacionamento do Sistema CONFEF/CREFs com públicos de interesse; III – divulgar marcas, produtos, serviços, posicionamentos, programas e políticas de atuação do Sistema CONFEF/CREFs;

IV – agregar valor ao Sistema CONFEF/CREFs; e

V – auxiliar o Sistema CONFEF/CREFs no cumprimento de seus fins institucionais relacionados ao registro, orientação, fiscalização, normatização, julgamento e sanção do exercício profissional da Educação Física.

Parágrafo único - Os patrocínios realizados pelo Sistema CONFEF/CREFs possuem natureza contratual, aplicando, no que couber, os dispositivos da Lei de Licitação.

Art. 4º - Considera-se patrocínio a transferência direta de recursos financeiros, em pecúnia, com o intuito de agregar valor ao Sistema CONFEF/CREFs e à Educação Física, consolidar posicionamento, gerar identificação e reconhecimento, estreitar relacionamento com públicos de interesse, ampliar conhecimento e entrega de produtos e serviços, divulgar programas e políticas de atuação, por meio da aquisição do direito de associação da imagem do Sistema CONFEF/CREFs, com finalidade de fortalecimento da marca do Sistema.

Art. 5º - Constituem elementos da relação de patrocínio:

I – Patrocinador: ente do Sistema CONFEF/CREFs que, no exercício de suas atividades, constata a conveniência e/ou oportunidade de patrocinar;

II – Patrocinado: pessoa jurídica de direito público ou privado sem fins lucrativos ou instituições de ensino superior sem fins lucrativos, oficialmente cadastradas no Ministério da Educação (MEC), Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que apresentem ao CONFEF ou aos CREFs a oportunidade de patrocinar ou que participam de seleção pública destinada a essa finalidade;

III – Projeto de patrocínio: iniciativa do patrocinado, descrita em documento em que apresenta as características, as justificativas e a metodologia de sua execução, estabelece cotas de participação, contrapartidas e condições financeiras e informa outras singularidades da ação proposta ao Sistema CONFEF/CREFs;

IV – Contrato de patrocínio: instrumento jurídico para a formalização do patrocínio, em que o patrocinador e o patrocinado estabelecem seus direitos e obrigações;

V – Contrapartida: obrigação contratual do patrocinado que expressa o direito de associação da marca CONFEF ou CREF ao projeto patrocinado nas seguintes categorias:

a) imagem-logomarca: inserção da marca em peças de divulgação, de sinalização, publicitárias e promocionais, entre outras;

b) imagem-citação: citação durante a realização do evento, mídias, releases, vídeos e textos, entre outras;

c) negocial: distribuição de material do CONFEF ou CREF, cessão de estande, participação de ente do CONFEF ou CREF, entre outros;

d) na solenidade de abertura e/ou na programação do evento, cessão de convites ou inscrições, entre outras.

Art. 6º - A entidade beneficiária do patrocínio de que trata a presente Resolução, apenas será elegível para nova concessão de patrocínio após aprovação das contas referentes à última concessão.

Art. 7º – O patrocínio para cada entidade beneficiária será limitado ao valor de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil) anual, devidamente corrigido pelo IPCA.

CAPÍTULO III

DO APOIO INSTITUCIONAL

Art. 8º - Considera-se apoio institucional, o auxílio material com o intuito de viabilizar total ou parcialmente a realização de atividades ou eventos assistidos pelo Sistema CONFEF/CREFs, com contrapartidas por parte da instituição apoiada e sem a transferência direta de recursos financeiros.

Art. 9º - Constituem elementos da relação de apoio institucional:

I - Apoiador: ente do Sistema CONFEF/CREFs, que no exercício de suas atividades, constata a conveniência e/ou oportunidade de apoiar;

II - Apoiada: pessoa jurídica de direito público ou privado sem fins lucrativos ou instituições de ensino superior sem fins lucrativos, oficialmente cadastradas no Ministério da Educação (MEC), Organizações da Sociedade Civil (OSCs), que apresentam ao CONFEF ou ao CREF solicitação de apoio institucional ou que participam de seleção pública destinada a essa finalidade;

III - Projeto de apoio: iniciativa da instituição proponente, detalhada em documento escrito que apresenta as características, justificativas, metodologia de sua execução, estabelece cotas de participação, contrapartidas e informa outras singularidades da ação proposta ao CONFEF ou ao CREF;

IV - Acordo de cooperação: instrumento por meio do qual são formalizadas as parcerias estabelecidas pelos entes do Sistema CONFEF/CREFs, com as entidades apoiadas para a consecução de finalidades de interesse público e recíproco que não envolvam a transferência de recursos financeiros;

V – Contrapartida: obrigação contratual do apoiado que expressa o direito de associação da marca CONFEF ou CREF ao projeto apoiado nas seguintes categorias:

a) imagem-logomarca: inserção da marca em peças de divulgação, de sinalização, publicitárias e promocionais, entre outras;

b) imagem-citação: citação durante realização do evento, mídias, releases, vídeos e textos, entre outras; c) negocial: distribuição de material do CONFEF ou CREF, cessão de estande, participação de ente do ou CREF; d) na solenidade de abertura e/ou na programação do evento, cessão de convites ou inscrições, entre outras. Art. 10 - A entidade beneficiária do apoio institucional de que trata a presente Resolução apenas será elegível para nova concessão de apoio institucional após entrega e aprovação, pelo apoiador, de relatório do evento referentes à última concessão.

§ 1º - O relatório de que trata o caput deste artigo deverá ser entregue em até 30 (trinta) dias, contados a partir da data de encerramento do evento ou atividade.

§ 2º - O relatório mencionado no caput deste artigo deverá conter elementos que permitam à equipe de fiscalização avaliar o andamento ou concluir que o seu objeto foi executado conforme pactuado, sendo obrigatória a apresentação dos documentos abaixo elencados:

I - relato com descrição detalhada das atividades realizadas durante o evento ou atividade apoiada, incluindo informações sobre os objetivos, resultados alcançados, público participante, dentre outras informações relevantes;

II - registros fotográficos que retratam momentos-chave do evento ou atividade apoiada, destacando a participação do público, atividades realizadas, infraestrutura utilizada, a aplicação do logotipo do patrocinador/apoiador nos materiais institucionais do evento/atividade, dentre outros aspectos relevantes;

III – declaração de realização dos objetivos a que se propunha o instrumento;

IV - relação dos atos praticados e seus resultados, quando possível;

V - comprovação do alcance das metas e dos resultados esperados.

§ 3º - O apoiador deverá considerar ainda em sua análise os seguintes relatórios elaborados internamente, quando houver:

I - relatório de visita técnica in loco eventualmente realizada durante a execução do objeto do projeto; II - relatório técnico de monitoramento e avaliação sobre a conformidade do cumprimento do objeto e os resultados alcançados na execução do objeto do projeto.

§ 4º - O relatório e todos os atos que dele decorram dar-se-ão através de documentos formalmente constituídos e também através de plataforma eletrônica, permitindo a visualização por qualquer interessado.

§ 5º - A equipe de fiscalização emitirá relatório de análise acerca da documentação apresentada.

§ 6º - Na hipótese do relatório não ser encaminhado no prazo previsto no parágrafo primeiro deste artigo, o apoiador notificará o apoiado e estabelecerá o prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias para a sua apresentação, sob pena de impossibilidade de novos apoios institucionais.

CAPÍTULO V

DOS PROJETOS

Art. 11 - Os projetos de entidades que busquem patrocínio ou apoio institucional dos entes do Sistema

CONFEF/CREFs devem estar em conformidade com os princípios éticos, científicos e profissionais da Educação Física, com atenção aos seguintes critérios:

I - ter relação direta com a Educação Física como ciência e profissão, ou com os temas correlatos à defesa e garantia dos direitos humanos;

II - ter alinhamento com o planejamento estratégico institucional;

III - ter objeto definido, previamente informado;

IV - ter relevância científica, profissional ou social;

V - respeitar o Código de Ética Profissional da Educação Física;

VI – ofertar descontos e/ou benefícios para os Profissionais de Educação Física registrados no Sistema CONFEF/CREFs.

Parágrafo único - Os projetos de patrocínio e apoio institucional que contenham palestrantes que exerçam profissão regulamentada deverão, obrigatoriamente, possuir registro ativo e regular com o respectivo Conselho de Fiscalização do Exercício Profissional.

Art. 12 - Os projetos de patrocínio e apoio devem estar alinhados à missão, aos valores e/ou à estratégia do ente do Sistema CONFEF/CREFs e abranger ações de interesse das áreas da Educação Física que apresentem os seguintes temas:

I – inovação, atualização e geração de conhecimento técnico-científico;

II – desenvolvimento tecnológico; e

III – exercício, regulamentação ou fiscalização profissional, em seus campos ético e administrativo.

§ 1º - Os projetos devem, de acordo com suas características, observar os seguintes aspectos:

I – promoção da igualdade étnica, de gênero e de oportunidades e combate a quaisquer formas de discriminação ou violência; e

II – promoção da acessibilidade de idosos e de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida aos ambientes dos eventos ou aos produtos e serviços decorrentes do projeto patrocinado.

§ 2º - É vedado o patrocínio ou apoio de projetos que:

I – violem a legislação brasileira vigente e aos Direitos Humanos;

II - possuam cunho religioso, político-partidário ou meramente comemorativo festivo ou de confraternização;

III – contemplem, em qualquer nível, em seu quadro societário Conselheiros, Assessores ou Empregados Efetivos ou Comissionados do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Educação Física, seus cônjuges ou parentes consanguíneos ou por afinidade até o 3º grau;

IV - contemplem, em qualquer nível da entidade patrocinada/apoiada:

a) agente político do Poder Executivo, Legislativo ou Judiciário;

b) Membro do Ministério Público;

c) dirigente de órgão ou de entidade da Administração Pública de qualquer esfera de governo; d) cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau, daqueles referidos nas alíneas “a” e “b” deste inciso;

IV - sejam propostos por pessoa física;

V - demandem a disponibilização da equipe profissional do patrocinador/apoiador, serviços de tecnologia da informação e consultoria técnica especializada, de forma direta ou indireta, para prestação de serviços de qualquer natureza;

VI - demandem a disponibilização de informações pessoais de Profissionais de Educação Física e/ou banco de dados coletivos, em virtude da salvaguarda de dados como preconiza a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD; VII – contemplem ações que já contenham, em qualquer nível, recursos oriundos do Sistema CONFEF/CREFs.

§ 3º - As regras previstas nos incisos V e VIII do parágrafo anterior não se aplicam aos casos em que o patrocinador/apoiador co-organize eventos ou projetos.

§ 4º - Os projetos de patrocínio ou apoio devem apresentar de forma clara e objetiva as entregas a serem realizadas ao patrocinador/apoiador conforme artigo 3º desta Resolução, contendo as métricas que permitirão aferir objetivamente o cumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo patrocinado/apoiado.

Art. 13 - As atividades, eventos ou projetos apoiados e patrocinados por ente do Sistema CONFEF/CREFs deverão ser divulgados pelo beneficiário de forma ampla e, necessariamente, fazer menção ao patrocínio ou à natureza do apoio recebido.

Art. 14 - O patrocinador/apoiador disponibilizará informações detalhadas sobre os termos e condições do patrocínio ou do apoio, garantindo que não haja conflito de interesses ou influência externa sobre a deliberação.

Art. 15 - Em caso de identificação de eventual conflito de interesses entre as demais entidades patrocinadoras e apoiadoras das atividades propostas, eventos ou projetos apresentados ao CONFEF ou ao CREF, caberá ao Plenário do patrocinador/apoiador reavaliar a decisão da referida concessão.

SEÇÃO I

DA FORMA DE SELEÇÃO DOS PROJETOS

Art. 16 - A seleção de projetos para patrocínio ou apoio institucional ocorrerá por meio das modalidades:

I - Seleção Pública;

II - Escolha Direta.

§ 1º - A Seleção Pública ocorrerá por meio de editais amplamente divulgados, que apresentarão requisitos adicionais para a participação, critérios de avaliação e escolha de projetos, bem como disponibilidade orçamentária.

§ 2º - A Escolha Direta será utilizada para projetos de oportunidade ou recorrentes não selecionados por meio de Seleção Pública.

Art. 17 - A divulgação do edital de seleção pública de projetos ou apoio institucional será feita após aprovação pela Diretoria do CONFEF ou do CREF.

Art. 18 - O edital de seleção pública de projetos de patrocínio e apoio institucional deve fixar prazo e documentos para:

I – inscrição;

II - condições para habilitação de projetos e proponente;

III - critérios para classificação;

IV - prazos para aprovação e divulgação de resultados;

V - condições para contratação, comprovação da execução e pagamento do patrocínio/apoio contratado.

Art. 19 - Após a verificação de atendimento aos requisitos mínimos de admissibilidade da proposta apresentada, o patrocinador/apoiador analisará a relação entre custo e benefício do patrocínio, ou do apoio a ser concedido.

Art. 20 - Fica vedada a utilização do contrato de patrocínio para atividades que podem ser realizadas por meio de outros instrumentos, bem como para finalidade diversa do disposto no nesta Resolução.

Art. 21 - É vedada a concessão cumulativa de patrocínio e apoio a mesma entidade.

SEÇÃO II

DA APRESENTAÇÃO DOS PROJETOS

Art. 22 - Os projetos devem ser submetidos ao patrocinador/apoiador seguindo o roteiro estabelecido no Anexo I desta Resolução.

Parágrafo único - A apresentação da proposta não representará, por si só, assunção de compromisso pelo patrocinador/apoiador em conceder o patrocínio ou apoio nos termos apresentados.

Art. 23 - A inscrição do projeto de patrocínio ou apoio deve ser realizada dentro do prazo fixado no edital, por meio da protocolização dos seguintes documentos:

I – declaração de observância aos termos desta Resolução, na forma do Anexo II;

II - Ato constitutivo, estatuto ou contrato social da entidade patrocinada/apoiada, devidamente registrados;

III - Documentos dos Dirigentes (Identidade e CPF) da entidade patrocinada/apoiada;

IV - Declaração atestando a composição da direção da entidade patrocinada/apoiada;

V - Prova de inscrição no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ da entidade patrocinada/apoiada há, no mínimo, 03 (três) anos ativo;

VI – as seguintes certidões, quando houver:

a) Certidão Negativa de Débitos da Secretaria Estadual de Fazenda e Certidão Negativa de Débitos da Secretaria Municipal de Fazenda, relativas à sede da entidade patrocinada/apoiada;

b) Certidão Negativa de Débito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS;

c) Certidão Conjunta de Débitos relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União;

d) Certidão Negativa de falência expedida pelo Cartório Distribuidor da sede da entidade patrocinada/apoiada;

e) Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas (CNDT);

VII - Declaração de que a entidade patrocinada/apoiada observa a proibição do trabalho noturno ou insalubre a menores de 18 (dezoito) anos e de qualquer trabalho a menores de 16 (dezesseis) anos, salvo na condição de aprendiz, a partir dos 14 (quatorze) anos (Lei nº 9.854, de 27 de outubro de 1999), nos termos do Anexo III;

VII - Declaração de não impedimento da Entidade, nos termos do Anexo IV;

VIII - Cadastro Nacional de Condenações Cíveis por Atos de Improbidade Administrativa, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ;

IX - Cadastro Nacional das Empresas Inidôneas e Suspensas – CEIS;

X - Lista de Inidôneos e o Cadastro Integrado de Condenações por Ilícitos Administrativos - CADICON – TCU;

XI – Comprovação de capacidade técnica para execução do projeto a ser apoiado/patrocinado;

XII - Quaisquer outros documentos necessários ao cumprimento das exigências legais.

Art. 24 – As entidades patrocinadas/apoiadas deverão manter a regularidade jurídica e fiscal durante toda a execução do projeto.

Art. 25 - É vedada, após a inscrição, a alteração do projeto.

SEÇÃO III

DA ANÁLISE E APROVAÇÃO DOS PROJETOS

Art. 26 - Os projetos de patrocínio ou apoio serão analisados na data estabelecida em edital e classificados conforme discricionariedade do CONFEF ou do CREF, sendo submetidos à análise técnica e condicionados à disponibilidade orçamentária.

Parágrafo único - A decisão do patrocinador/apoiador acerca das solicitações de patrocínio e apoio institucional, será sempre discricionária, soberana e irrecorrível nos termos desta Resolução.

Art. 27 - O processo de análise de projetos de patrocínio ou apoio institucional contempla as seguintes etapas:

I - inscrição dos projetos;

II - habilitação documental;

III - análise técnica dos projetos e classificação;

IV - aprovação e homologação;

V - divulgação dos projetos selecionados;

VI - celebração do contrato ou termo de cooperação.

Art. 28 - A etapa de habilitação possui caráter eliminatório e consiste na verificação do atendimento às condições e aos prazos de apresentação, da situação de regularidade, da validade e adequação aos modelos instituídos, quando for o caso, dos documentos, certidões e declarações entregues pelo proponente.

Parágrafo único - Será inabilitado o projeto que não atender às condições de habilitação fixadas no edital.

Art. 29 - A classificação consiste na análise técnica do projeto habilitado para avaliar a visibilidade da marca do patrocinador/apoiador e o alcance de seus fins institucionais de acordo com os critérios objetivos de pontuação fixados no edital.

§ 1º - Os projetos serão classificados em ordem decrescente de pontuação.

§ 2º - A pontuação alcançada pelo projeto determina a cota de patrocínio a ser concedida, conforme valores fixados no edital.

Art. 30 - A seleção dos patrocínios e apoios será realizada por meio da aprovação pela Diretoria do patrocinador/apoiador dos projetos classificados e das cotas correspondentes, observada a disponibilidade orçamentária para o exercício.

Art. 31 - Os patrocínios e apoios selecionados e homologados pela Diretoria do patrocinador/apoiador.

Art. 32 - Após decisão da Diretoria, o patrocínio/apoio será formalizado pelo instrumento correspondente, observadas as normas gerais desta Resolução.

Art. 33 - O processo administrativo de patrocínio ou apoio institucional deverá ser devidamente instaurado e instruído com os seguintes documentos:

I - pedido de patrocínio ou apoio;

II – Ato Interno de designação do Gestor e fiscais do ato a ser firmado;

III - declaração de dotação orçamentária expedida e assinada pela área técnica competente;

IV – declaração do Ordenador de Despesas de que o gasto decorrente do patrocínio/apoio institucional é compatível com o orçamento do Conselho, devidamente assinada pela autoridade competente;

V - apresentação dos documentos de que trata o art. 22 desta Resolução;

VI - comprovação da disponibilidade da contrapartida do patrocinado/apoiado;

VII – reserva de empenho da despesa pelo patrocinador/apoiador;

VIII - aprovação do projeto;

IX – contrato de patrocínio ou acordo de cooperação assinado;

X – publicação do extrato do patrocínio ou apoio institucional no Diário Oficial da União.

CAPÍTULO VI

DAS RESPONSABILIDADES DA PATROCINADA/APOIADA E DOS PRAZOS

Art. 34 - Concedido o patrocínio ou apoio, a entidade proponente deverá:

I - incluir o logo do patrocinador/apoiador nos materiais de divulgação, seguindo os critérios de aplicação da marca institucional;

II - garantir tempo de fala à representação do patrocinador/apoiador em mesa ou painel de abertura do evento, conforme o caso;

III - prestar contas ao patrocinador/apoiador, de acordo com o previsto nesta resolução e em demais normativas internas.

Art. 35 - A concessão de apoio por meio da divulgação de eventos está condicionada à prévia autorização da Diretoria do patrocinador/apoiador, e o pedido deve atender às especificações, prazos e requisitos mínimos presentes nos formulários criados para esta finalidade.

§ 1º - As solicitações de divulgação de eventos externos devem ser enviadas ao patrocinador/apoiador com antecedência mínima de 30 (trinta) dias.

§ 2º - O material a ser divulgado deverá, necessariamente, conter o logo do patrocinador/apoiador e condição de apoiador ou patrocinador do evento.

§ 3º - Em caso de deferimento do pedido de divulgação, caberá ao patrocinador/apoiador, discricionariamente, definir em qual dos seus meios digitais irá veicular a divulgação do evento ou projeto.

CAPÍTULO VII

DO PAGAMENTO DA COTA DE PATROCÍNIO

Art. 36 - O pagamento da cota de patrocínio será realizado em até 02 (duas) parcelas, mediante a comprovação da execução parcial e/ou total das contrapartidas constantes no projeto.

Art. 37 - O pagamento da cota de patrocínio será efetuado, mediante crédito em conta corrente, no prazo de até 30 (trinta) dias contados da apresentação da documentação comprobatória da execução do projeto, atestada pela equipe de fiscalização, de acordo com as seguintes alternativas:

I – pagamento integral após apresentação de relatório de execução do projeto instruído com a comprovação da aplicação da cota de patrocínio na realização do objeto e a execução total das contrapartidas contratadas;

II– pagamento em duas parcelas, observados os seguintes critérios:

a) 30% (trinta por cento) da cota aprovada após comprovação da execução das contrapartidas contratadas referentes à prévia divulgação e/ou da contratação de contrapartidas que serão executadas durante a realização do objeto;

b) 70% (setenta por cento) remanescente da cota aprovada após apresentação de relatório de execução do projeto instruído com a comprovação da aplicação da cota de patrocínio na realização do objeto e a execução total das contrapartidas contratadas.

§ 1º - O ofício de solicitação para pagamento da primeira parcela da cota de patrocínio deve ser encaminhado ao patrocinador com prazo mínimo de 15 (quinze) dias de antecedência da data de realização do objeto.

§ 2º - O eventual descumprimento parcial ou total das contrapartidas contratadas ensejará o rompimento unilateral do contrato, com respectiva obrigação de restituição de eventuais valores já pagos pelo patrocinador, corrigido monetariamente, de acordo com Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

CAPÍTULO VIII

DO ACOMPANHAMENTO E DA FISCALIZAÇÃO DOS PATROCÍNIOS E APOIOS INSTITUCIONAIS

Art. 38 - Os atos relativos a execução física, acompanhamento e fiscalização dos patrocínios e apoios institucionais serão registrados no portal eletrônico do CONFEF.

Parágrafo único – Para o procedimento de fiscalização dos patrocínios e apoios institucionais será nomeada equipe de fiscalização integrada por, no mínimo, um gestor, um fiscal técnico e um fiscal administrativo.

CAPÍTULO IX

DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

Art. 39 - As entidades que forem patrocinadas pelo CONFEF ou CREFs para realização de eventos ou atividades, deverão apresentar prestação de contas em até 30 (trinta) dias, contados a partir da data de encerramento do evento ou atividade.

Art. 40 - A prestação de contas apresentada deverá conter elementos que permitam à equipe de fiscalização avaliar o andamento ou concluir que o seu objeto foi executado conforme pactuado, sendo obrigatória a apresentação dos documentos abaixo elencados:

I - relatório com descrição detalhada das atividades realizadas durante o evento ou atividade patrocinada ou apoiada, incluindo informações sobre os objetivos, resultados alcançados, público participante, dentre outras informações relevantes;

II - registros fotográficos que retratam momentos-chave do evento ou atividade patrocinada, destacando a participação do público, atividades realizadas, infraestrutura utilizada, a aplicação do logotipo do patrocinador nos materiais institucionais do evento/atividade, dentre outros aspectos relevantes;

III – notas e comprovantes fiscais, quanto aos seguintes aspectos: data do documento, compatibilidade entre o emissor e os pagamentos registrados, valor, aposição de dados do patrocinado/apoiado, programa e número do patrocínio;

IV - relatório de prestação de contas aprovado pelo patrocinado;

V - declaração de realização dos objetivos a que se propunha o instrumento;

VI - relação dos atos praticados e seus resultados, quando possível;

VII - comprovação do alcance das metas e dos resultados esperados; VIII - comprovante de recolhimento do saldo de recursos, quando houver.

§ 1º - O patrocinador deverá considerar ainda em sua análise os seguintes relatórios elaborados internamente, quando houver:

I - relatório de visita técnica in loco eventualmente realizada durante a execução do objeto do projeto; II - relatório técnico de monitoramento e avaliação sobre a conformidade do cumprimento do objeto e os resultados alcançados na execução do objeto do projeto.

§ 2º - Os dados financeiros serão analisados com o intuito de estabelecer o nexo de causalidade entre a receita e a despesa realizada, a sua conformidade e o cumprimento das normas pertinentes.

§ 3º - Sem prejuízo do envio dos relatórios das atividades desempenhadas e demais exigências relacionadas a prestação de contas do objeto do instrumento jurídico, bem como a manutenção da habilitação jurídica e demais requisitos que serão verificados pelo gestor e fiscais.

§ 4º - Sem prejuízo do envio dos relatórios das atividades desempenhadas e demais exigências relacionadas a prestação de contas do objeto do instrumento jurídico, bem como a manutenção da habilitação jurídica e demais requisitos que serão verificados pelo gestor e fiscais, o Patrocinado deverá ainda encaminhar ao CONFEF ou ao CREF, para verificação da regularidade financeira/fiscal dos pagamentos:

I - Documentos fiscais e/ou recibos contendo os devidos atestes/liquidações, nos termos do art. 63 da Lei 4.320/1964;

II - Guias de recolhimento dos tributos retidos sobre os respectivos pagamentos;

III - Comprovantes de pagamentos dos fornecedores e tributos.

§ 5º - A execução das despesas deverá obedecer à legislação pertinente às aquisições de bens e serviços públicos.

§ 6º - A análise da prestação de contas deverá considerar a verdade real e os resultados alcançados.

§ 7º - Na hipótese da prestação de contas não ser encaminhada no prazo previsto no art. 38 desta normativa, o patrocinador notificará o patrocinado e estabelecerá o prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias para a sua apresentação.

Art. 41 - A prestação de contas e todos os atos que dela decorram dar-se-ão através de documentos formalmente constituídos e também através de plataforma eletrônica, permitindo a visualização por qualquer interessado.

Art. 42 – A equipe de fiscalização emitirá relatório de análise de prestação de contas do patrocínio firmado.

§ 1º - No caso de prestação de contas única, a equipe de fiscalização emitirá relatório conclusivo para fins de avaliação do cumprimento do objeto.

§ 2º - Para fins de avaliação quanto à eficácia e efetividade das ações em execução ou que já foram realizadas, os relatórios de que trata este artigo deverão, obrigatoriamente, mencionar:

I - os resultados já alcançados e seus benefícios;

II - os impactos econômicos ou sociais;

III - o grau de satisfação do público-alvo;

IV - a possibilidade de sustentabilidade das ações após a conclusão do objeto pactuado.

Art. 43 – Constatada a omissão do dever de prestar contas, desconformidade com o objetivo, descumprimento das normas estabelecidas ou dos prazos acordados, o beneficiário restituirá, ao patrocinador, o valor recebido, atualizado monetariamente pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA).

Art. 44 – Os recursos não utilizados serão devolvidos ao patrocinador ao término da execução do projeto ou evento, e sua devolução será comprovada no momento da apresentação da prestação de contas.

Art. 45 – O não cumprimento dos prazos estabelecidos e das obrigações protegidas nesta Resolução implicará na impossibilidade de futuros apoios ou patrocínios concedidos pelo CONFEF ou CREFs, bem como ensejará a instauração da Tomada de Contas Especial e demais medidas judiciais cabíveis ao caso.

CAPÍTULO X

DA TOMADA DE CONTAS ESPECIAL

Art. 46 - A Tomada de Contas Especial será instaurada pelo patrocinador, após esgotadas as medidas administrativas sem a elisão do dano, quando caracterizado, no mínimo, um dos seguintes fatos:

I - omissão no dever de prestar contas;

II - não comprovação da regular aplicação dos recursos repassados pelo patrocinador/apoiador;

III - ocorrência de desfalque, alcance, desvio ou desaparecimento de dinheiro, bens ou valores públicos; e IV - prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico que resulte em dano ao erário.

Parágrafo único – O rito a ser adotado nos processos de Tomada de Contas Especial resta disciplinado em Resolução própria do CONFEF sobre o tema.

CAPÍTULO XI

DO REGISTRO DE INADIMPLÊNCIA

Art. 47 - O patrocinador/apoiador efetuará o registro do patrocinado/apoiado, em cadastros de inadimplência, nas seguintes hipóteses:

I - após o julgamento do processo de Tomada de Contas Especial ou de procedimento análogo pelo Tribunal de Contas da União, nas hipóteses de rejeição total ou parcial da prestação de contas;

II - após a notificação do patrocinado e o decurso do prazo previsto nesta Resolução, nas hipóteses de omissão na apresentação da prestação de contas, independentemente de instauração ou de julgamento da Tomada de Contas Especial; ou

III - após a notificação do apoiado e o decurso do prazo previsto nesta Resolução, nas hipóteses de omissão na apresentação do relatório de apoio institucional.

Parágrafo único - Após a rejeição total ou parcial das contas, o saldo referente à rejeição constará como impugnado e o patrocinado será cadastrado como inadimplente somente após o julgamento de que trata o inciso I do caput deste artigo.

CAPÍTULO XII

DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 48 - Os casos omissos ou não previstos nesta Resolução, serão dirimidos pela Diretoria do patrocinador/apoiador.

Art. 49 – Os patrocínios ou apoios institucionais, por ventura existentes, no momento da entrada em vigor desta Resolução permanecerão regidas pela normatização vigente ao tempo de sua celebração.

Art. 50 - Esta Resolução entrará em vigor após sua publicação.

Presidente

CREF 000003-G/MG

Publicada no D.O.U nº 30 de 14 de fevereiro de 2024 - Seção 1 – Págs. 178/179/180/181;

ANEXO I

FORMULÁRIO EXTERNO DE PEDIDO DE APOIO OU PATROCÍNIO

A execução do projeto deverá observar as orientações constantes na Resolução CONFEF 521/2024, bem como nas informações fornecidas pelo patrocinador/apoiador. Caberá ao patrocinador/apoiador o envio do logotipo institucional do mesmo ao patrocinado/apoiado, bem como a aprovação de sua aplicação em todo material, previamente à sua divulgação.

CONCEITOS

* Apoio institucional: Auxílio material às entidades públicas ou privadas, sem fins lucrativos, com o intuito de viabilizar total ou parcialmente a realização de atividades ou eventos assistidos pelo apoiador, com contrapartidas por parte da instituição apoiada e sem a transferência direta de recursos financeiros.

* Patrocínio: Transferência direta de recursos financeiros, em pecúnia, com o intuito de agregar valor ao Sistema CONFEF/CREFs e à Educação Física, consolidar posicionamento, gerar identificação e reconhecimento, estreitar relacionamento com públicos de interesse, ampliar conhecimento e entrega de produtos e serviços, divulgar programas e políticas de atuação, por meio da aquisição do direito de associação da imagem do Sistema CONFEF/CREFs, com finalidade de fortalecimento da marca do Sistema.

I - IDENTIFICAÇÃO DA AÇÃO:

Título da ação de patrocínio ou apoio:

Nome do local onde será realizada a ação/evento:

Endereço de realização da ação/evento (rua, cidade, estado e CEP):

Período de realização:

Website (informe aqui sua página na internet, se houver):

Data ou período de realização:

Valor total do projeto:

Valores já captados por outras instituições (Instituição e valor patrocinado):

Valor solicitado para patrocínio:

II - IDENTIFICAÇÃO DO PROPONENTE (Informe os dados da entidade que receberá o patrocínio):

Nome da entidade:

Natureza da entidade:

CNPJ:

Endereço (cidade, UF, CEP):

Telefone (com DDD):

E-mail:

Nome do Responsável legal:

CPF do Responsável legal:

Nome do contato da entidade:

III - EMPRESA ORGANIZADORA DO PROJETO/EVENTO

Nome da entidade:

CNPJ:

Endereço (cidade, UF, CEP):

Telefone (com DDD):

E-mail:

Nome do Responsável legal:

CPF do Responsável legal:

Nome do contato da entidade:

IV - APRESENTAÇÃO E DESCRIÇÃO DO PROJETO

Elaborar um texto informando sobre o escopo do projeto, apresentar detalhadamente as características, fornecendo informações objetivas e completas do formato e do conceito.

Requisitos do projeto:

I - O que é a ação/evento:

II - Como será realizada:

II - Objetivo da ação/evento (indicar todos os objetivos):

III - Público-alvo (informar o perfil do público que o projeto contempla):

IV - Expectativa de público:

V - Atividades programadas:

VI - Destaques da programação (informar nome dos palestrantes):

VI - Programação detalhada (se for o caso, anexar e/ou indicar o link):

VII - Racionalidade e Eficiência (descrever as razões que indicam o potencial retorno desse investimento para o patrocinador):

VIII - Precificação (indicar as bases de cálculo e as razões que definiram os valores e as contrapartidas do patrocínio proposto):

IX - Etapas do projeto e cronograma de trabalho:

X - Planilha detalhada com a previsão orçamentária de todas as ações do projeto:

XI - Referências às edições anteriores, relatando os resultados alcançados comparativamente aos objetivos planejados (se houver):

XII - Outras informações que entender pertinente:

V - JUSTIFICATIVA DO PROJETO: (explicar por que se propõe o projeto)

VI - ESTRATÉGIA DE AÇÃO: (Detalhar como e quando será realizado)

Enumere e descreva as atividades necessárias para atingir os objetivos desejados e explique como pretende desenvolvê-las. Uma boa estratégia de ação é aquela que:

I - Demonstra a capacidade do proponente em viabilizar o projeto;

II - Detalha os objetivos e mostra claramente a ordem da realização;

III - Prevê o tempo de duração de cada etapa;

IV - Lista os profissionais envolvidos;

V - Demonstra coerência com o orçamento.

VII - IDENTIFICAÇÃO DAS CONTRAPARTIDAS:

A proposta de contrapartida apresentará ao CONFEF ou CREF a importância e as oportunidades de comunicação e relacionamento que o projeto oferece.

Obs.: As contrapartidas inicialmente apresentadas poderão ser negociadas durante o processo por parte do patrocinador/apoiador.

VIII - DADOS BANCÁRIOS PARA REPASSE DO VALOR DO PATROCÍNIO:

Número da Conta Corrente: Agência:

Nome e número do banco:

ANEXO II

MODELO DE DECLARAÇÃO

DECLARAÇÃO

Pelo presente instrumento, o/a __________________________pessoa jurídica de direito (público ou privado), situada à _____________________________________, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) sob o nº _________________, neste ato representada por seu representante legal ______________________, inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Física (CPF) sob o nº __________________, doravante simplesmente denominada "PROPONENTE", declara ao Conselho Federal de Educação Física ou Conselho Regional de Educação Física da XX Região os seguintes compromissos:

I - que o projeto apresentado respeita integralmente a Política de Patrocínio e Apoio Institucional do Conselho Federal de Educação Física ou Conselho Regional de Educação Física da XX Região, em especial suas diretrizes; II – que os preços previstos na planilha de patrocínio do evento são compatíveis com os praticados na cidade onde será realizado o evento, conforme levantamento feito pela entidade proponente;

III – que esta entidade não descumpriu quaisquer procedimentos exigidos em prestação de contas de patrocínios anteriores;

IV – que esta entidade respeita e defende os direitos humanos e trabalhistas; V – que o tratamento dos dados pessoais dos inscritos no evento atende ao disposto na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD (Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018).

Data.

Assinatura

ANEXO III

DECLARAÇÃO RELATIVA A TRABALHO DE MENORES

A __________, inscrita no CNPJ sob o nº ......................................................, declara para fins do disposto na legislação vigente sobre o tema, que não emprega menor de 18 (dezoito) anos em trabalho noturno, perigoso ou insalubre e não emprega menor de 16 (dezesseis) anos, salvo menor, a partir de 14 (quatorze) anos, na condição de aprendiz, nos termos do inciso XXXIII, do art. 7º da Constituição Federal.

Local, xx de xxxxx de xxxx.

Assinatura do responsável

CNPJ

Eu, __________, brasileiro, portador de identidade nº ________________, inscrito no CPF sob o nº _______________, na qualidade de ___________ da ___________________, pessoa jurídica de direito _____, sem fins lucrativos, inscrita no CNPJ sob o nº ______________, com sede a ___________________________, DECLARO, sob as penas do art. 299 do Código Penal, que esta Entidade: I - não tem como dirigente agente político de Poder ou do Ministério Público, dirigente de órgão ou entidade da Administração Pública de qualquer esfera governamental, estendendo-se a vedação aos respectivos cônjuges ou companheiros, bem como parentes em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau; II - não tem nenhuma dívida com o Poder Público, nem se encontra inscrita nos bancos de dados públicos ou privados de proteção ao crédito; III – não possuiu em seu quadro societário e nem em seus prestadores de serviços Conselheiros, Assessores ou Empregados Efetivos ou Comissionados do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Educação Física, seus cônjuges ou parentes consanguíneos ou por afinidade até o 3º grau.

Data.

Assinatura

MODELO elaborado com a ajuda da IA:

pedido de patrocínio será feito pelo Centro Esportivo Virtual (CEV) ao CONFEF, aqui está uma versão formal e alinhada à Resolução CONFEF Nº 521/2024, solicitando apoio institucional e patrocínio para manutenção do CEV e sua Biblioteca:

Pedido de Patrocínio Institucional Centro Esportivo Virtual (CEV) → CONFEF

Ao Conselho Federal de Educação Física – CONFEF A/C: Presidência

Prezado(a) Senhor(a),

O Centro Esportivo Virtual (CEV), plataforma digital dedicada à disseminação do conhecimento técnico, científico e histórico da Educação Física e do Esporte, vem, por meio deste, apresentar pedido formal de patrocínio institucional ao CONFEF, com base na Resolução CONFEF Nº 521/2024, que estabelece normas para transferência de recursos por meio de patrocínio e apoio institucional externo em atividades, eventos e projetos firmados pelo Sistema CONFEF/CREFs.

Desde sua criação, o CEV tem se consolidado como um dos principais repositórios de conteúdo esportivo e educacional do país, oferecendo acesso gratuito a milhares de profissionais, estudantes, pesquisadores e gestores. A plataforma abriga uma Biblioteca Digital com acervo técnico, científico e histórico, além de promover eventos virtuais, fóruns de discussão e ações de valorização da Educação Física.

Finalidade do Pedido

Solicitamos o apoio institucional e financeiro do CONFEF para:

Manutenção tecnológica da plataforma (hospedagem, segurança, atualizações)

Expansão da Biblioteca Digital (aquisição e digitalização de obras, curadoria de conteúdo)

Produção de conteúdo técnico e educacional

Realização de eventos virtuais e ações de formação continuada

Justificativa

A proposta está alinhada aos princípios da Resolução CONFEF Nº 521/24, especialmente no que tange à: Promoção da Educação Física e do Esporte

Valorização da produção científica e técnica

Democratização do acesso ao conhecimento

Fortalecimento institucional do Sistema CONFEF/CREFs

Contrapartidas

O CEV compromete-se a oferecer ampla visibilidade ao apoio do CONFEF, incluindo: Inserção da logomarca institucional em destaque na plataforma Menção em eventos, boletins e redes sociais

Relatórios periódicos de impacto e prestação de contas

Contato

Estamos à disposição para apresentar o plano detalhado de execução e contrapartidas, conforme os critérios técnicos e jurídicos estabelecidos pela Resolução.

Responsável pelo Pedido: [Nome do Coordenador do CEV] E-mail: [email do CEV] Telefone: [contato direto] Data: [inserir data]

Certos de contar com o apoio do CONFEF para esta iniciativa de relevância nacional, renovamos nossos votos de estima e consideração.

Atenciosamente, [Nome do Responsável] Coordenação Geral – Centro Esportivo Virtual (CEV)

versão da carta oficial com timbre do Centro Esportivo Virtual (CEV), pronta para ser impressa ou enviada em formato PDF. O conteúdo está formalizado e alinhado à Resolução CONFEF Nº 521/2024:

CENTRO ESPORTIVO VIRTUAL – CEV

[Endereço completo]

[Telefone] | [E-mail institucional]

www.cev.org.br

São Luís/MA, [inserir data]

Ao Conselho Federal de Educação Física – CONFEF A/C: Presidência Rua da Alfândega, 91 – 7º andar Centro – Rio de Janeiro/RJ CEP: 20070-003

Assunto: Pedido de Patrocínio Institucional para o Centro Esportivo Virtual (CEV)

Prezado(a) Senhor(a),

O Centro Esportivo Virtual (CEV), plataforma digital dedicada à promoção, preservação e disseminação do conhecimento técnico, científico e histórico da Educação Física e do Esporte, vem, por meio desta, apresentar pedido formal de patrocínio institucional ao CONFEF, com base na Resolução CONFEF Nº 521/2024, que estabelece normas para transferência de recursos por meio de patrocínio e apoio institucional externo em atividades, eventos e projetos firmados pelo Sistema CONFEF/CREFs.

O CEV é reconhecido nacionalmente como um dos maiores repositórios digitais da área, oferecendo acesso gratuito a milhares de profissionais, estudantes, pesquisadores e gestores. Sua Biblioteca Digital abriga acervos raros, publicações técnicas, artigos científicos, documentos históricos e conteúdos multimídia que contribuem diretamente para a formação e valorização da Educação Física brasileira.

Diante da crescente demanda por atualização tecnológica, ampliação de acervo e realização de eventos virtuais, solicitamos o apoio institucional e financeiro do CONFEF para:

Manutenção da infraestrutura digital do CEV

Expansão e curadoria da Biblioteca Digital

Produção de conteúdo técnico e educacional

Promoção de eventos virtuais e ações formativas

A proposta está em plena conformidade com os princípios da Resolução CONFEF Nº 521/24, reforçando o compromisso com a transparência, a ética profissional e o fortalecimento do Sistema CONFEF/CREFs.

Como contrapartida, o CEV compromete-se a:

Inserir a logomarca institucional do CONFEF em destaque na plataforma

Mencionar o apoio em eventos, boletins e redes sociais

Apresentar relatórios periódicos de impacto e prestação de contas

Estamos à disposição para apresentar o plano de execução detalhado e discutir os termos da parceria institucional.

Certos de contar com o apoio do CONFEF para esta iniciativa de relevância nacional, renovamos nossos votos de estima e consideração.

Atenciosamente,

[Nome do Responsável] Coordenação Geral Centro Esportivo Virtual – CEV [Assinatura]

modelo de orçamento detalhado para o pedido de patrocínio do Centro Esportivo Virtual (CEV), com foco na manutenção da plataforma e da Biblioteca Digital. Os valores são estimativos e podem ser ajustados conforme a realidade do projeto.

ORÇAMENTO

DETALHADO

Centro Esportivo Virtual (CEV) Solicitação de Patrocínio ao CONFEF Referência: Resolução CONFEF Nº 521/2024

Item Descrição Valor Estimado (R$)

�� Infraestrutura Tecnológica

1. Hospedagem e servidores Plano anual de hospedagem dedicada, com segurança e backup automático 18.000,00

2. Licenças de software CMS, antivírus, firewall, ferramentas de gestão de conteúdo 6.000,00

3. Suporte técnico e manutenção Equipe de TI para atualizações, correções e monitoramento 12.000,00

Biblioteca Digital

4. Aquisição de obrasCompra de livros técnicos e científicos em formato físico e digital10.000,00

5. Digitalização de acervo Escaneamento, organização e indexação de documentos históricos8.000,00

6. Curadoria e catalogação Seleção, revisão e classificação dos conteúdos 5.000,00

Produção de Conteúdo

7. Vídeos e podcasts educativos Roteiro, gravação, edição e publicação de materiais multimídia 15.000,00

8. Artigos e publicações Redação técnica, revisão e diagramação de textos para o CEV 6.000,00

Divulgação e Comunicação

9. Plano de mídia institucional Campanhas em redes sociais, boletins, banners e divulgação em eventos 7.000,00

10. Design gráfico e identidade visual Criação de artes, logotipos, templates e materiais promocionais 4.000,00

Gestão e Relatórios

11. Prestação de contas e relatórios Elaboração de relatórios técnicos e financeiros periódicos 3.000,00

12. Coordenação geral do projeto Planejamento, supervisão e articulação institucional 6.000,00

TOTAL GERAL ESTIMADO

Observações:

100.000,00

Os valores são estimativas para um período de 12 meses.

O orçamento pode ser ajustado conforme disponibilidade de recursos ou escopo definido pelo CONFEF.

A execução será acompanhada por equipe técnica e administrativa, com prestação de contas conforme a Resolução CONFEF Nº 521/24.

DO BASQUETE À CAPOEIRA

Ontem, após aRodadeCapoeiradoMatroáencontrei com um amigoejuntos seguimos paraaruado Ribeirão, onde Euripedes iria assistir ao jogo do seu time no bar de Suelen, próximo à Beira-mar. Em lá chegando, quando iria dar sequência à caminhada fui abordado por um camarada que fazendo menção a um tempo em que jogavamos basquete lembramos de uma época em que os jogos escolares movimentavam a juventude de São Luís, onde torcidas dediversas escolaslotavam ginásios tornando-os ambientesvibrantes e festivos diante dejogosaltamenteconcorridos,cujasequipesbem treinadas respondiam em técnica,garraearte,para aalegria e êxtase de suas torcidas, sendo o basquete uma modalidade das mais apreciadas.

Após algumas considerações, me questionou por qual motivo eu teria deixado o basquete, e lhe respondi que na verdade o basquete com seus volteios, rolês, corta-luzes, entre tantos outros dribles cheios de meneios e arte(manhas), era a forma que eu encontrava de manter viva a chama que me ligava à Capoeira, pois desde pequenino, a cada investida perante minha mãe, esta me respondia de forma incisiva: "Deus te livre!", e completava dizendo, "se tu já és traquina sem Capoeira imagina praticando-a".

Apaixonante, a Capoeira, essa manifestação de matriz africana é originária do seio do povo Brasileiro, onde os/as capoeiras, historicamente, por tudo o que representaram em termos de resistência, argúcia e irreverência, face à uma sociedade escravizante; e que depois se manteria elitista, preconceituosa e segregadora, me faz refletir que as manifestações populares, as mais diversas, festivas ou religiosas, a exemplo do tambor de crioula, bumba-boi, blocos de samba, tambor de mina, candomblé, maracatu, frevo, escolas de samba etc., recepcionaram os/as capoeiras em suas searas, o que possibilitou a Capoeira tornar-se esse amálgama cultural trazendo consigo saberes ancestrais condensados em movimentos, musicalidade, arte, jogo e luta. Foi então, que em uma noite de quinta-feira, após longas e extasiantes peladas de basquete, eu e um conhecido paramos nossas motocicletas na praça Gonçalves Dias para espairecermos, quando ao longe percebemos uma figura irrequieta vindo em nossa direção, e quanto mais se aproximava era possível perceber a expressão plástica e encantadora de seus movimentos. Era o Mestre Patinho! Após aquele encontro, a Capoeira, finalmente me daria a honra de receber-me em seu seio.

JORNAL PEQAUENO – MURAL DA ALL – 10/08/2025

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

LAZER & RECREAÇÃO

Fiz Especialização em Lazer & Recreação, já em São Luis. O primeiro curso ministrado no Brasil. Eram 35 professores deEducação Físicainscritos. Foi iniciativadaSecretariadeDesportoseLazerjuntocom aUFMA. Tivemos óptimos professores... Fui o único a concluir.

Minha monografia teve por título – Concepção Utilitária e Social da Educação Física – uma proposta para a Educação Física do CEFET-MA.

Lazer, em seu sentido mais amplo, vai muito além de simplesmente “passar o tempo” ou “descansar do trabalho”. Ele é uma dimensão fundamental da experiência humana, ligada à liberdade, à criatividade e à realização pessoal. Vamos destrinchar isso um pouco:

Definição Ampla de Lazer

• Tempo livre com propósito pessoal: É o tempo em que o indivíduo está livre de obrigações profissionais, escolares ou domésticas, e pode escolher como usá-lo.

• Atividades voluntárias e prazerosas: Envolve ações que a pessoa realiza por vontade própria, com o objetivo de obter prazer, satisfação ou bem-estar.

• Expressão de identidade: O lazer permite que as pessoas se conectem com seus interesses, valores e cultura, seja por meio da arte, esportes, leitura, viagens, jogos ou convivência social. Aspectos Culturais e Sociais

• Cultura e lazer estão entrelaçados: O que é considerado lazer varia conforme a cultura, a época e o grupo social. Para uns, dançar é lazer; para outros, meditar ou cozinhar.

• Lazer como espaço de resistência: Em sociedades marcadas por rotinas exaustivas, o lazer pode ser uma forma de romper com a lógica produtivista e reconectar-se com o que é essencial.

Funções do Lazer

• Recuperação física e mental: Ajuda a restaurar energias e aliviar o estresse.

• Desenvolvimento pessoal: Estimula a criatividade, o aprendizado e a autonomia.

• Integração social: Promove vínculos afetivos e o senso de pertencimento.

• Liberdade e prazer: É um espaço onde o indivíduo pode ser ele mesmo, sem pressões externas.

Exemplos de Lazer em Sentido Amplo

Tipo de Atividade Exemplo

Benefício Principal

Criativo Pintar, escrever, tocar música Expressão pessoal Físico Caminhar, dançar, praticar esportes Saúde e bem-estar

Intelectual Ler, estudar por prazer Estímulo cognitivo Social Conversar, sair com amigos Conexão e afeto Contemplativo Meditar, observar a natureza Paz interior e reflexão

O lazer, portanto, é uma forma de viver com mais plenitude. Ele não é apenas o “intervalo entre obrigações”, mas um espaço legítimo de existência, onde o ser humano pode se reinventar, se divertir e se reconectar com o que o faz sentir vivo.

A recreação é um conceito que se relaciona intimamente com o lazer, mas possui características próprias. Ela pode ser vista como uma manifestação prática do lazer, voltada para atividades organizadas, com objetivos específicos de entretenimento, socialização ou desenvolvimento.

O que é Recreação?

• Atividade lúdica e estruturada: A recreação envolve ações planejadas, geralmente com regras ou orientação, como jogos, brincadeiras, dinâmicas de grupo ou oficinas.

• Finalidade educativa ou terapêutica: Muitas vezes, a recreação é usada em contextos pedagógicos, sociais ou clínicos para promover habilidades, integração ou bem-estar.

• Participação ativa: Diferente do lazer mais contemplativo (como assistir a um filme), a recreação exige envolvimento direto e ativo do participante.

Exemplos de Recreação

• Jogos cooperativos em escolas

• Atividades físicas em colônias de férias

• Oficinas de arte em centros comunitários

• Dinâmicas em grupos terapêuticos

• Brincadeiras dirigidas em festas infantis

Importância da Recreação

• Desenvolvimento social: Estimula a convivência, o respeito e o trabalho em equipe.

• Saúde física e mental: Promove movimento, alegria e alívio do estresse.

• Inclusão: Pode ser adaptada para diferentes faixas etárias e condições físicas ou cognitivas.

• Educação informal: Ensina valores, habilidades e atitudes de forma divertida.

A recreação é especialmente valorizada em ambientes educativos, comunitários e terapêuticos, por seu potencial de transformar o cotidiano em experiências significativas.

Diferenças entre Lazer e Recreação

Aspecto Lazer

Natureza Mais amplo e subjetivo

Recreação

Mais específico e estruturado

Finalidade Prazer, descanso, expressão pessoal Diversão com possível função educativa

Organização Pode ser espontâneo

Participação Pode ser passiva ou ativa

Frequentemente planejado

Sempre ativa

A concepção utilitária da Educação Física não foi elaborada por um único autor, mas sim construída historicamente a partir de influências sociais, políticas e científicas, especialmente durante os séculos XIX e XX. Ela se consolidou com base em modelos médicos, militares e higienistas, que viam o corpo como instrumento de produtividade, disciplina e saúde pública.

Origens Históricas

• Influência militar: A Educação Física foi usada para preparar corpos fortes e disciplinados, especialmente em contextos de guerra e nacionalismo.

• Influência médica e higienista: Médicos passaram a recomendar exercícios físicos como forma de prevenir doenças e melhorar a saúde da população.

• Educação escolar tradicional: A escola incorporou essas ideias, tratando o corpo como algo a ser moldado para se adequar à lógica racional e produtiva.

O autor português mais reconhecido por desenvolver uma concepção crítica e social da Educação Física é Manuel Sérgio. Ele é filósofo, professor e pensador do desporto, e suas ideias revolucionaram a forma como se entende o corpo e o movimento em contextos educativos.

Contribuições de Manuel Sérgio - Corpo como sujeito: Para ele, o corpo não é apenas biológico, mas também simbólico, histórico e existencial. Ele propõe uma visão antropológica e filosófica do movimento humano. Educação pelo movimento: A Educação Física deve ser uma prática de formação integral do ser humano, e não apenas de treinamento físico. Crítica ao reducionismo biologicista: Manuel Sérgio combate a visão utilitária e mecanicista do corpo, propondo uma abordagem que valoriza o ser humano em sua totalidade. Obras marcantes: Para uma epistemologia do corpo O corpo e o conhecimento A ciência do desporto. Essas obras influenciaram não só o pensamento pedagógico em Portugal, mas também em países

lusófonos como o Brasil, especialmente entre educadores que buscam uma Educação Física mais humanizadora, reflexiva e crítica.

Autores que discutem essa concepção - embora não sejam os “criadores” da concepção utilitária, alguns estudiosos ajudaram a identificar, criticar e contextualizar essa abordagem:

• Valter Bracht: Analisa como as teorias pedagógicas da Educação Física refletem a visão moderna e fragmentada do corpo, influenciada pela racionalidade científica e pela lógica capitalista.

• Nóbrega (2009): Reflete sobre a descorporalização do ser humano na educação, mostrando como o corpo foi transformado em objeto funcional dentro da escola.

Resumo da Concepção Utilitária - O corpo é tratado como máquina, e o movimento como técnica. A Educação Física, nesse modelo, serve à lógica da produtividade, da saúde normativa e da disciplina social. Em sua concepção utilitária da Educação Física é uma abordagem que entende essa disciplina como um meio para atingir objetivos externos à própria prática corporal, como saúde, disciplina, rendimento físico ou preparação parao trabalho.Elareduzovalorda EducaçãoFísicaà suafuncionalidade,muitas vezes ignorando seus aspectos culturais, sociais e subjetivos.

Características da Concepção Utilitária

• Instrumentalização do corpo: O corpo é visto como uma “máquina” que precisa ser treinada, corrigida ou moldada para fins produtivos.

• Foco na performance: Prioriza o rendimento físico, a técnica e a competição, muitas vezes em detrimento da ludicidade e da expressão pessoal.

• Finalidadeexterna: AEducação Físicaéusada como ferramentapara alcançaroutros objetivos, como controle de comportamento, melhora da saúde pública ou formação militar.

• Despersonalização: Ignora a individualidade dos alunos, tratando todos como iguais em suas capacidades e interesses.

Críticas à Concepção Utilitária

• Redução do papel educativo: Ao focar apenas na utilidade, essa concepção negligencia o potencial da Educação Física para desenvolver valores, identidade e consciência corporal.

• Reprodução de padrões excludentes: Pode reforçar estereótipos de corpo ideal, excluir alunos com menor desempenho físico ou desvalorizar práticas culturais não hegemônicas.

• Alienação do movimento: O movimento corporal perde seu sentido humano e passa a ser apenas um meio técnico para atingir metas externas.

Alternativas à Concepção Utilitária

Diversas abordagens pedagógicas propõem uma Educação Física mais crítica, inclusiva e significativa:

• Concepção crítico-superadora

• Concepção cultural

• Concepção da corporeidade

Essas visões valorizam o corpo como sujeito, o movimento como linguagem e a prática corporal como expressão de cultura e identidade

Em minha monografia de especialização, tratei da Educação Física como alternativa à educação para o trabalho dentro de uma escola de formação profissional com uma abordagem crítica e social, voltada para a valorização do corpo como sujeito histórico e cultural.

Propus que a Educação Física, mesmo em ambientes voltados à formação técnica, não deveria se limitar a umafunção utilitária como melhoraraprodutividadeou prepararfisicamenteparaotrabalho. Em vezdisso, ela deveria:

• Promover consciência corporal: O corpo como espaço de vivência, expressão e identidade.

• Valorizar práticas culturais: Jogos, danças, esportes e brincadeiras como manifestações da cultura popular e regional.

• Estimular o protagonismo do aluno: A Educação Física como espaço de autonomia, criatividade e reflexão crítica.

• Integrar saberes: Unir o conhecimento técnico com o saber corporal, afetivo e social.

No Instituto Federal do Maranhão (antigo CEFET-MA), onde atuei por décadas, defendi uma Educação Física que:

• Dialogassecom a realidadedos alunos:Muitosvindos decontextos populares, com saberes corporais próprios.

• Fosse inclusiva e formativa: Não apenas treinamento físico, mas formação cidadã.

• Contribuísse para a formação integral: Mesmo em cursos técnicos, o ser humano é mais que sua função produtiva.

Essa proposta se alinha com correntes como a Educação Física crítico-superadora e a pedagogia históricocultural, mas com forte ênfase na realidade social maranhense e na valorização da cultura local.

O DESAFIO DOS JOGOS ESCOLARES, HOJE

Jogos escolares são atividades lúdicas e esportivas organizadas dentro do ambiente escolar, com o objetivo de promover o desenvolvimento físico, social, emocional e cognitivo dos alunos. Eles vão muito além da simples competição são uma ferramenta pedagógica poderosa, pois: estimulam o trabalho em equipe, o respeito às regras e à diversidade; ajudam na coordenação, equilíbrio, força e agilidade; ensinam a lidar com vitórias e derrotas, frustrações e superações; podem ser adaptados para diferentes idades, habilidades e necessidades especiais; podem envolver matemática (pontuação), história (origem dos jogos), arte (criação de mascotes ou uniformes), entre outros.

Exemplos - Corrida do saco, Queimada, Cabo de guerra. Gincanas temáticas, Mini torneios de futebol, vôlei ou basquete, Jogos de tabuleiro educativos

Mais do que formar atletas, os jogos escolares buscam formar cidadãos. Eles criam um espaço onde o aprendizado acontecer de forma divertida, colaborativa e significativa. Vamos explorar o universo dos jogos escolares esportivos no Brasil que inclui desde competições locais atéeventosnacionaisdegrandeporte.Elessãofundamentaispararevelartalentos,promoversaúdeefortalecer valores como disciplina, respeito e trabalho em equipe.

1. Olimpíadas Colegiais - Inspiradas nos Jogos Olímpicos, são realizadas por escolas ou redes de ensino, envolvendo diversas modalidades esportivas: atletismo, futebol, vôlei, natação, entre outras. Foco no desenvolvimento integral do aluno: físico, emocional e social. Podem ser internas (entre turmas da mesma escola) ou intercolegiais (entre diferentes escolas).

2. Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) - organizada pela CBDE (Confederação Brasileira do Desporto Escolar) com apoio do Ministério do Esporte. Participam estudantes de 12 a 17 anos, divididos em categorias Sub-14 e Sub-17. Modalidades incluem esportes olímpicos e paralímpicos: judô, atletismo, natação, vôlei, entre outros. Os melhores atletas podem representar o Brasil em competições internacionais, como os Jogos Sul-Americanos Escolares. Também servem como porta de entrada para programas como o Bolsa Atleta Estudantil.

3. Jogos Escolares Estaduais - Realizados por governos estaduais. Envolvem escolas públicas e privadas em etapas municipais, regionais e estaduais. Modalidades variadas: ciclismo, xadrez, judô, badminton, ginástica, entre outras. Promovem inclusão com categorias de paradesporto. Servem como seletiva para os JEBs e Jogos da Juventude.

Embora "jogo" e "esporte" muitas vezes sejam usados como sinônimos, eles têm diferenças sutis, mas importantes. Vamos destrinchar isso:

Jogos - Atividades recreativas com regras, que podem envolver estratégia, sorte ou habilidade. Objetivo: Diversão, desafio mental ou social. Nem sempre há competição formal. Exemplos: Xadrez, dominó, videogames, jogos de tabuleiro. Características: Pode ser individual ou em grupo. Nem sempre exige esforço físico. Pode ser competitivo ou cooperativo.

Esportes-Atividadesfísicasorganizadascomregrasespecíficas,geralmentecompetitivas. Objetivo:Superar adversários, melhorar desempenho físico, alcançar metas. Exemplos: Futebol, natação, atletismo, tênis. Características: Exige esforço físico e/ou habilidade motora. Envolve treinamento e preparação. Pode ser profissional ou amador.

Comparando lado a lado

Aspecto Jogos

Esportes

Foco principal Diversão, estratégia, lógica Condição física, competição

Esforço físico Nem sempre necessário

Competição Opcional

Quase sempre essencial

Quase sempre presente

Aspecto Jogos

Esportes

Regras Variáveis Estruturadas e padronizadas

Reconhecimento Menor formalidade Pode ter federações e ligas

Curiosamente, alguns jogos são considerados esportes como o xadrez e os eSports (jogos eletrônicos competitivos). Isso mostra que a linha entre os dois pode ser flexível, dependendo do contexto. Os eSports são o exemplo perfeito de como a linha entre jogo e esporte pode ser surpreendentemente flexível e até controversa.

Os eSports (esportes eletrônicos) são competições organizadas de jogos digitais, disputadas por jogadores ou equipes profissionais, com regras claras, estrutura técnica e grande audiência tanto presencial quanto online.

Por que a linha é flexível?

Critério Jogos tradicionais eSports Esporte convencional?

Esforço físico Pouco ou nenhum Coordenação motora intensa Parcialmente

Competição formal Nem sempre presente Altamente estruturada Sim

Treinamento técnico Opcional

Rigoroso e profissional Sim

Reconhecimento legal Sim Em debate e evolução1 Em construção

O Ministério da Cultura já reconheceu os videogames como manifestação cultural, permitindo acesso à Lei Rouanet. O Comitê Olímpico Internacional estuda incluir eSports nas Olimpíadas futuras. No Brasil, há projetos de lei para regulamentar os eSports como modalidade esportiva oficial.

Então... são esporte ou jogo? Depende do contexto: Casual: jogar "FIFA" com amigos é um jogo. Competitivo:disputaroCampeonatoBrasileirodeLeagueofLegendséesporte. Educacional:usarMinecraft para ensinar história é uma ferramenta pedagógica.

Os eSports estão redefinindo o que entendemos por esporte, pois sua ascensão está transformando o modo como os jovens se relacionam com o esporte, o lazer e até com suas aspirações profissionais. Vamos destrinchar essa influência em várias camadas. A Geração Z cresceu com smartphones, redes sociais e jogos online. Eles se sentem mais à vontade em ambientes virtuais do que em quadras ou campos. Plataformas como Twitch e Discord permitem que os jovens não apenas assistam, mas interajam com jogadores, criem conteúdo e façam parte de comunidades globais. Para muitos, é mais fácil jogar Free Fire no celular do que encontrar uma quadra de vôlei ou pagar por aulas de natação. Nos eSports, não há barreiras físicas, de gênero ou idade. Um adolescente de 16 anos pode competir com adultos e se destacar. Jogadores profissionais de eSports ganhampatrocínios,têm milhõesdeseguidoresesãotratadoscomo celebridades. Isso atraijovensquesonham com reconhecimento e independência financeira.

Apesar da queda de interesse em alguns nichos, os esportes físicos continuam sendo essenciais. Atividades como futebol, natação e atletismo promovem bem-estar, disciplina e socialização presencial4. Esportes tradicionais trabalham habilidades que os eSports não exigem, como resistência, força e coordenação ampla. No Brasil, por exemplo, o futebol ainda é um símbolo nacional e uma paixão coletiva.

A tendência não é de substituição, mas de convivência. Muitos jovens praticam esportes físicos na escola e jogam eSports em casa. Inclusive, clubes como Flamengo e Corinthians já têm divisões de eSports, mostrando que o futuro pode ser híbrido.

Desafios e cuidados

• Sedentarismo: O excesso de tempo em frente às telas pode levar à obesidade, problemas posturais e ansiedade.

• Saúde mental: A pressão por performance nos eSports pode gerar estresse e burnout, assim como nos esportes tradicionais.

• Educação física escolar: Precisa se reinventar para dialogar com esse novo universo digital, sem perder os benefícios do movimento corporal.

A Educação Física e Esportiva enfrenta uma série de desafios que refletem as transformações sociais, tecnológicas e culturais do nosso tempo. Vamos destrinchar os principais pontos:

1. Sedentarismo e Obesidade Infantil - O estilo de vida moderno, com excesso de telas e pouca atividade física,tem aumentadoos índicesdesedentarismoeobesidadeentrecrianças eadolescentes.AEducaçãoFísica precisa ser mais atrativa e adaptada à realidade dos alunos para combater esse cenário.

2. Tecnologia vs Movimento - A cultura digital está substituindo o brincar ativo por atividades sedentárias. O desafio é integrar a tecnologia de forma positiva, como jogos ativos, apps de movimento e até eSports educativos.

3. Desigualdade de Acesso - Muitos alunos não têm acesso a espaços adequados, materiais esportivos ou professores qualificados. A falta de infraestrutura nas escolas públicas é um obstáculo grave para a prática esportiva inclusiva e de qualidade.

4. Especialização Precoce - A pressão por resultados leva crianças a se especializarem cedo em um único esporte, o que pode causar lesões e desmotivação. A Educação Física deve promover a diversificação esportiva, respeitando o tempo de desenvolvimento de cada aluno.

5. Inclusão e Diversidade - Alunos com deficiência, diferentes identidades de gênero ou contextos culturais ainda enfrentam barreiras para participar plenamente2. É essencial formar professores com sensibilidade e preparo para lidar com a diversidade e adaptar práticas pedagógicas.

6. Saúde Mental e Bem-Estar - A Educação Física pode ser uma aliada poderosa na promoção da saúde emocional, ajudando os alunos a lidarem com o estresse, ansiedade e autoestima. Criar ambientes seguros e acolhedores é tão importante quanto ensinar técnicas esportivas.

7. Formação Docente - Muitos professores se sentem despreparados para lidar com os desafios contemporâneos, como inclusão, uso de tecnologia e metodologias ativas. Investir na formação continuada é essencial para transformar a prática pedagógica.

8. Educação Física Online - A pandemia mostrou que é possível ensinar movimento à distância, mas também revelou limitações sérias. O desafio é reinventar a Educação Física híbrida, mantendo o engajamento e os benefícios físicos mesmo fora da quadra.

Vivemos mais uma crise - a da formação e regulamentação da Educação Física, especialmente após a criação do Sistema CONFEF/CREFs. Essa divisão entre licenciatura e bacharelado gerou uma ruptura prejudicial. Desde a reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), a Educação Física passou a ter duas formações distintas: Licenciatura: voltada para atuação em escolas. Bacharelado: voltado para academias, clubes, clínicas, etc. Essa divisão, embora pensada para atender demandas específicas, gerou: Fragmentação da identidade profissional Desvalorização da formação omnilateral (que integra corpo, mente e sociedade). Dificuldade de mobilidade entre campos de atuação. Conflitos entre profissionais e instituições de ensino

Segundo estudos críticos, essa separação enfraqueceu a Educação Física como campo de conhecimento integrado e contribuiu para sua perda de centralidade na escola. O papel do Sistema CONFEF/CREFs: proteção ou controle? Criado pela Lei Federal nº 9.696/1998, o sistema CONFEF/CREFs tem como objetivo: Regulamentar a profissão. Garantir qualidade e segurança na atuação profissional. Proteger a sociedade contra práticas inadequadas. Porém, há críticas contundentes: Exigência de registro para atuar como professor de esportes, mesmo em escolas, gerando exclusão de profissionais formados antes da regulamentação. Interferência na formação universitária, com pressão sobre currículos e práticas pedagógicas. Mercadorização da profissão, alinhando-se mais aos interesses do mercado fitness do que à educação pública e emancipadora. Desconexão com a realidade escolar, onde muitas vezes faltam recursos, estrutura e valorização docente.

Formação aprisionada e crise estrutural - Pesquisadores como Sidnéia Flores Luz e Francisco Eraldo da Silva apontam que a formação de professores está sendo subordinada a interesses privatistas, com avanço da EaD, rebaixamento teórico e fragmentação curricular4. Isso compromete: A função social da escola. A formação crítica e emancipadora dos alunos. A valorização da Educação Física como prática pedagógica.

Caminhos para superar a crise - Reconstrução da formação integrada, superando a divisão licenciatura/bacharelado. Revisão do papel dos conselhos, com maior diálogo com educadores e universidades. Fortalecimento da Educação Física escolar, como espaço de formação humana e cidadã. Valorização da pesquisa e da prática crítica, rompendo com modelos tecnicistas e mercadológicos.

Educação Física em Crise: Hora de Reconstruir a Formação e Valorizar a Escola

A Educação Física brasileira vive uma encruzilhada. A divisão entre licenciatura e bacharelado, somada à atuação normativa dosistemaCONFEF/CREFs, criou um cenáriode exclusão,fragmentação edesvalorização da prática pedagógica nas escolas. O que era para ser avanço virou obstáculo.

A exigência de registro profissional para atuar como professor de esportes em escolas públicas, imposta pelos conselhos, ignora a autonomia da formação docente e exclui profissionais competentes que não se enquadram nas regras atuais. Pior: reforça a lógica mercadológica, aproximando a Educação Física mais do fitness do que da formação cidadã.

Nas universidades, a separação entre licenciatura e bacharelado rompe com a ideia de formação integral. O estudante é obrigado a escolher entre ser educador ou técnico, como se corpo e mente fossem inimigos. Essa divisão enfraquece a identidade da área e compromete sua função social.

É urgente repensar esse modelo. Propomos a criação de uma política pública nacional que:

• Reunifique a formação em Educação Física, com currículo integrado e foco na prática escolar, comunitária e social.

• Revise a Lei nº 9.696/1998, excluindo a exigência de registro no CREF para atuação em escolas públicas.

• Crie comitês estaduais de Educação Física escolar, com participação de professores, universidades e gestores.

• Lance uma campanha nacional de valorização da Educação Física como componente essencial da formação humana.

A Educação Física não é só movimento. É cultura, é crítica, é cidadania. E precisa voltar a ocupar seu lugar na escola com dignidade, autonomia e respeito.

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

A se confirmar a noticia de que apenas uma equipe – Barbosa de Godois – se inscreveu para a disputa da modalidade HANDEBOL nos Jogos Escolares de São Luis assusta. Será o fim de uma era de ouro do esporte maranhense/ludovicense? Comemoramos a pouco o titulo de primeiro campeonato brasileiro na modalidade. Está-se buscando a construção de um e.museu do handebol no Maranhão. E agora? Que acabou?

Acredito que tal fato se dá em função das escolhas dos Secretários de Esportes e Lazer, seja do Estado, seja do Municipio, assim como a perversa situação de nossas escolas, sem local adequado para a pratica de esportes, e, assim, da oferta da disciplina educação física.

Nossa Universidade deixou de cumprir a função de formar professores assim como técnicos esportivos.

A Federação é uma falácia...

Comecemos com a escolha do Secretário. Quais requisitos necessitaria?

A função de secretário de esportes, seja em nível municipal ou estadual, é um cargo de confiança do chefe do Executivo (prefeito ou governador), e por isso os requisitos formais podem variar bastante. Mas aqui vai um panorama claro e direto:

Requisitos Gerais para o Cargo de Secretário de Esportes

• Nomeação política: O cargo é de livre nomeação e exoneração, ou seja, o prefeito ou governador escolhe quem ocupará o posto com base em critérios técnicos, políticos ou ambos.

• Formação acadêmica: Não há exigência legal universal, mas é comum que o nomeado tenha curso superior especialmente em áreas como Educação Física, Gestão Pública, Administração, Direito ou áreas correlatas.

• Experiência na área: Ter atuação prévia em projetos esportivos, gestão de eventos, políticas públicas ou liderança comunitária é altamente valorizado.

• Capacidade de articulação: O secretário precisa dialogar com clubes, associações, escolas, parlamentares e outros órgãos públicos.

• Conhecimento em políticas públicas: É essencial entender como funcionam os mecanismos de incentivo ao esporte, como a Lei de Incentivo ao Esporte e programas federais e estaduais.

Aspectos Jurídicos e Constitucionais

• O cargo é considerado de natureza política e administrativa, e não pode ter requisitos adicionais impostos pelo Legislativo municipal ou estadual, sob pena de violar a autonomia do Executivo.

• A nomeação deve respeitar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência previstos no artigo 37 da Constituição Federal.

Funções do Secretário de Esportes

• Formular e implementar políticas públicas de esporte e lazer.

• Promover inclusão social por meio do esporte.

• Gerenciar equipamentos esportivos públicos.

• Estimular parcerias com entidades privadas e ONGs.

• Organizar eventos esportivos e fomentar a prática esportiva em todas as faixas etárias2.

Vamos simular uma entrevista para o cargo de Secretário de Esportes. A ideia é te preparar para responder com segurança, clareza e visão estratégica. Abaixo está o roteiro da entrevista com perguntas desafiadoras e sugestões de boas respostas mas sinta-se à vontade para adaptar com sua própria experiência e estilo.

Entrevistador:

Para começar, conte um pouco sobre sua trajetória e o que o motiva a assumir a Secretaria de Esportes. Quais seriam suas prioridades de gestão?

Como pretende lidar com a escassez de recursos e orçamento limitado?

O esporte pode ser uma ferramenta de inclusão social. Como o senhor pretende garantir acesso ao esporte para jovens em áreas periféricas?

Como o senhor vê o papel dos grandes eventos esportivos na gestão pública?

Por que o senhor acredita ser a pessoa certa para este cargo?

Após uma breve consulta nos boletins, chegamos aos seguintes dados:

com base nos dados oficiais dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs) 2025, aqui estão as equipes que participaram da modalidade handebol, divididas por faixa etária e gênero:

Equipes de Handebol – JEMs 2025 – São Luís

Masculino – 15 a 17 anos

• São Luís (IFMA Monte Castelo)

• São Luís (Barbosa de Godóis)

• Paço do Lumiar

• Alcântara

Feminino – 15 a 17 anos

• São Luís (Barbosa de Godóis)

• São Luís (CMT I)

• São José de Ribamar

Masculino – 12 a 14 anos

• UEB Santa Clara (São Luís)

• Barbosa de Godóis (São Luís)

Feminino – 12 a 14 anos

• Barbosa de Godóis (São Luís)

• CE Renascença (São Luís)

• Colégio Prassi (São José de Ribamar)

Essas equipes competiram em rodadas realizadas no Ginásio Barbosa de Godóis, com jogos intensos e placares expressivos. Por exemplo, o time masculino do IFMA Monte Castelo venceu Alcântara por 39 a 10, e o feminino do Barbosa de Godóis venceu o CMT I por 49 a 13.

A informação passada por Eduardo Telles ao Maranhão, parece-nos equivocadas, pois. Mesmo assim, preocupa!

Maranhão relata-me – na visita de ontem – de que, ainda no Liceu Maranhense, recebeu vários estagiários. Nenhum com aptidão para o ensino de esportes, muito menos Handebol. Não sabiam se dirigir à turma, não sabiam exercícios básicos de aquecimento, enfim, não sabiam nada!!!

Onde estão as equipes do LICEU MARANHENSE, DO Gonçalves Dias?, do Alberto Pinheiro, mesmo do IFMA fem? Realmente, em algumas categorias, de São Luis, apenas uma escola. E as demais? Quantas escolas publicas da rede municipal, possui São Luis? São, nos tres municípios que abarcam a Grande São Luis 351 escolas da rede municipal, 133 escolas da rede estadual, 6 escolas da rede federal. 522 escolas da rede particular, sendo que em Alcantara não foi identificada nenhuma. 1066 escolas!!! Milhares de alunos!!! O que

está acontecendo? Não se consegue formar uma equipe de competição em Handebol? Nem vou procurar as outras modalidades...

Panorama completo e atualizado do número de escolas por rede de ensino nos municípios de São Luís, São José de Ribamar e Alcântara, com base nos dados do Censo Escolar e plataformas oficiais de educação:

São Luís – MA

Rede de Ensino Quantidade de Escolas

Municipal (pública) 205 escolas

Estadual (pública) 120 escolas

Federal (pública) 4 escolas

Particular e Confessional 419 escolas

São José de Ribamar – MA

Rede de Ensino Quantidade de Escolas

Municipal (pública) 101 escolas

Estadual (pública) 10 escolas

Federal (pública) 1 escola (IEMA)

Particular e Confessional 103 escolas

Alcântara – MA

Rede de Ensino Quantidade de Escolas

Municipal (pública) 45 escolas

Estadual (pública) 3 escolas (estimado)

Federal (pública) 1 escola (Centro Espacial)

Particular e Confessional 0 escolas (não identificadas)

Vamos destrinchar os dados por município e tipo de atividade física oferecida nas escolas. Abaixo está um panorama atualizado com base em fontes oficiais e reportagens recentes de 2025:

São Luís – MA

• Educação Física Curricular: Todas as escolas públicas (municipais, estaduais e federais) são obrigadas a oferecer Educação Física como componente curricular, conforme a BNCC. Isso inclui os 205 colégios municipais e os 120 estaduais2.

• Prática Esportiva Extracurricular: Diversas escolas estaduais oferecem atividades como futsal, vôlei, atletismo e capoeira. Em fevereiro de 2025, o governo entregou duas novas quadras poliesportivas em escolas da Cidade Operária e Cohab4.

• Espaço para Esportes: A maioria das escolas estaduais reformadas recentemente passou a contar com quadras cobertas ou descobertas, vestiários e laboratórios para aulas práticas4.

São José de Ribamar – MA

• Educação Física Curricular: As 101 escolas municipais e as 10 estaduais oferecem o componente curricular de Educação Física, conforme diretrizes da BNCC6.

• Prática Esportiva Extracurricular: Em maio de 2025, a prefeitura realizou os Jogos Escolares Ribamarenses (JERIS) com participação de 1.600 alunos de 37 escolas, em 17 modalidades esportivas como judô, karatê, ginástica rítmica e atletismo8.

• Espaço para Esportes: Muitas escolas contam com quadras descobertas, como a Escola Parque Vitória, que possui pátio coberto, quadra e salas climatizadas.

Alcântara – MA

• Educação Física Curricular: As escolas municipais e estaduais seguem a obrigatoriedade da BNCC, oferecendo Educação Física como disciplina regular.

• Prática Esportiva Extracurricular: Em junho de 2025, Alcântara sediou os Jogos Escolares Alcantarenses, com quase 500 alunos de escolas locais competindo em futsal e outras modalidades.

• Espaço para Esportes: Algumas escolas contam com quadras simples ou espaços adaptados para atividades físicas, embora a infraestrutura ainda esteja em processo de ampliação

panorama bastante claro sobre a qualificação dos professores de Educação Física nos municípios de São Luís, São José de Ribamar e Alcântara, com base em dados de concursos públicos, editais e levantamentos do Censo Escolar 2025. Vamos por partes:

Qualificação dos Professores de Educação Física

Critério Legal - Segundo a Lei nº 9.696/98, para atuar como professor de Educação Física é obrigatório: Licenciatura plena em Educação Física para atuar em escolas Registro no Conselho Regional de Educação Física (CREF)

São Luís – MA

• Em 2025, aPrefeituraconvocou 600professores efetivos,todos com exigênciade formação superior em Educação Física e registro no CREF2.

• O edital do concurso público foi retificado após decisão judicial, justamente para exigir o registro profissional, o que indica que anteriormente havia casos de contratação sem essa exigência.

• Estima-se que mais de 90% dos professores da rede municipal agora possuem licenciatura e registro, mas ainda há casos pontuais de profissionais sem formação específica, especialmente em escolas periféricas ou em contratos temporários.

São José de Ribamar – MA

• Em 2025, foram abertas 29 vagas específicas para professores de Educação Física no processo seletivo municipal.

• O edital exige formação superior específica, o que indica que os novos contratados são qualificados.

• No entanto, dados do Censo Escolar mostram que cerca de 32% dos professores do ensino médio atuam em disciplinas para as quais não têm formação específica. Isso pode incluir Educação Física em escolas menores ou rurais.

Alcântara – MA

• O município conta com apenas 2 professores de Educação Física na rede pública municipal, conforme edital de 2025.

• A situação é mais crítica: até 33% dos docentes da educação básica em Alcântara não possuem diploma universitário

• Isso indica que há uma presença significativa de profissionais sem licenciatura ou registro no CREF, especialmente em escolas rurais e de difícil acesso.

Estimativa de Professores Sem Qualificação

Município Estimativa de Professores Sem Formação Específica (%)

São Luís ~10% (em contratos temporários ou áreas periféricas)

São José de Ribamar ~30% (incluindo disciplinas afins)

Alcântara ~33% (principalmente em áreas rurais)

Panorama atualizado e detalhado sobre as escolas de São Luís – MA que possuem equipamentos esportivos para a prática de atividades físicas e esportivas, por tipo de rede:

Rede Municipal (Pública)

A maioria das 205 escolas municipais de São Luís possui algum tipo de espaço para atividades físicas, mas nem todas contam com infraestrutura esportiva adequada. Segundo o programa Rota do Esporte e dados da prefeitura:

• Escolas com quadras poliesportivas cobertas ou descobertas: cerca de 60 unidades

• Escolas com pátios adaptados para atividades físicas: aproximadamente 90 unidades

• Escolas com equipamentos esportivos (kits de bolas, redes, coletes etc.): mais de 100 escolas foram beneficiadas com kits em 2024 e 2025

Rede Estadual (Pública) - O governo estadual entregou duas novas quadras poliesportivas em fevereiro de 2025, além de reformas em escolas que já tinham espaços esportivos3:

Escolas estaduais com infraestrutura esportiva destacada:

Escola Estadual Equipamentos Esportivos

CE Rosa Castro (Vila Cascavel) Quadra poliesportiva, laboratório, climatização

CE Cidade Operária I Quadra poliesportiva nova

CE Dr. Antônio Jorge Dino (São Cristóvão) Espaço reformado para atividades físicas

CE Pedro Álvares Cabral (Jardim América) Equipamentos esportivos e salas de mídia

CE Júlio de Mesquita Filho (Cohab) Quadra, vestiário, refeitório climatizado

Rede Federal - São Luís possui 4 escolas federais:

Escola Federal Equipamentos Esportivos

IFMA – Campus Monte Castelo Quadra poliesportiva, ginásio, laboratórios

IFMA – Campus Maracanã Campo de futebol, quadra, pista de atletismo

IFMA – Centro Histórico Espaço interno adaptado para atividades físicas

UFMA – Colégio Universitário (COLUN) Quadra coberta, auditório, salas de dança

Essasinstituiçõesfederaisgeralmentecontamcom infraestruturaesportivacompleta,voltadainclusivepara projetos de extensão e competições escolares

Rede Particular e Confessional - São Luís possui 419 escolas particulares, das quais cerca de 60% possuem algum tipo de espaço esportivo. Algumas das mais bem avaliadas em infraestrutura incluem5:

Escola Particular Equipamentos Esportivos

Colégio Santa Teresa Quadra coberta, sala de dança, parque infantil

Instituto Educacional Menino Jesus Quadra, biblioteca, salas multimídia

UIRB – Universidade Infantil Rivanda Quadra coberta, laboratório, parque infantil

Instituto Filadélfia Quadra coberta, sala de leitura, auditório

Colégio Cristo Rei Quadra, espaço para esportes coletivos

Centro Educacional Montessoriano Reino Quadra, laboratório, sala de leitura

POR LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

Vivemos uma era em que o simulacro substitui o real, e o virtual se impõe como nova forma de presença. Nesse contexto, os chamados eSports competições de jogos eletrônicos têm conquistado espaço, prestígio e investimentos milionários. Mas é preciso perguntar: o que está sendo promovido sob o rótulo de “esporte”? E mais: o que está sendo perdido?

O esporte, em sua essência, é expressão corporal, encontro humano, desafio físico e simbólico. É o corpo em movimento, em conflito e em criação. É o jogo que educa, que forma, que emancipa. O eSport, por sua vez, desloca essa experiência para o plano da simulação. O corpo é substituído pelo avatar, o campo pelo monitor, o suor pela performance digital. O que resta é uma sombra do esporte uma estética da competição sem corporeidade.

Ao chamar isso de “esporte”, corremos o risco de legitimar uma prática que não promove saúde, não estimula o convívio e não forma valores. O eSport não é antiesporte apenas por não envolver o corpo, mas por negar o sentido pedagógico e social do esporte. Ele se insere numa lógica de mercado, de consumo e de espetáculo, onde o jogador é mais produto do que sujeito.

Nietzsche já nos alertava sobre os perigos da decadência cultural, quando o simulacro se torna mais valorizado que a experiência autêntica. O eSport é, nesse sentido, um sintoma de uma sociedade que prefere o reflexo à realidade, o controle à imprevisibilidade, o algoritmo à corporeidade.

Não se trata de demonizar os jogos eletrônicos, mas de reconhecer que eles pertencem a outro campo o do entretenimento, da indústria cultural, da tecnologia. Chamá-los de esporte é uma operação ideológica que esvazia o conceito e enfraquece a prática esportiva como instrumento de formação humana. O verdadeiro esporte é aquele que nos convoca ao corpo, ao outro, ao mundo. É aquele que nos ensina a cair, levantar, perder e recomeçar. O eSport, por mais sofisticado que seja, não nos oferece isso. Por isso, afirmo: eSport é antiesporte não por ser oposto, mas por ser ausência.

Nunca é tarde para se aprender. Hoje, aprendi uma palavra – e um conceito novo – Figital. Abri uma discussão sobre os e.sports, se eram ou não esportes, no sentido tradicional. E la me veio essa palavrinha...

O termo figital é uma fusão das palavras físico e digital, e representa uma abordagem que une experiências presenciais com interações digitais para criar uma jornada mais fluida e integrada para o consumidor. É uma estratégia que combina canais físicos (como lojas, eventos, atendimento presencial) com canais digitais (ecommerce, redes sociais, apps). O objetivo é oferecer uma experiência omnichannel, onde o cliente pode transitar entre o mundo físico e digital sem barreiras perceptíveis2. Exemplos práticos - Comprar online e retirar na loja física. Testar um produto na loja e finalizar a compra pelo aplicativo. Usar QR codes em vitrines para acessar informações ou promoções exclusivas.

Por que isso importa? - Os consumidores modernos são multicanal: pesquisam online, compram offline, comparam preços em tempo real. Empresas que adotam o figital conseguem melhorar a experiência do cliente, aumentar a fidelização e se adaptar aos novos hábitos de consumo

Mas estávamos falando de educação física e esportiva, e esportes tradicionais e a inclusão de esportes digitais em disputas de jogos escolares, como vem acontecendo nos do Maranhão, neste ano de 2025.

O conceito figital na educação física e nos esportes está revolucionando a forma como aprendemos, treinamos e interagimos com o corpo e o movimento. Ele une o mundo físico (atividade corporal, prática esportiva) com o digital (tecnologias, aplicativos, plataformas interativas), criando experiências mais envolventes, personalizadas e eficazes.

Aplicações figitais na Educação Física

1. Aulas interativas com tecnologia

• Professores usam apps como Strava, Coach’s Eye e GoNoodle para monitorar desempenho, analisar movimentos e propor desafios.

• Strava, Coach’s Eye e GoNoodle são ferramentas digitais que trazem o universo figital para a educação física e os esportes. Cada um tem um foco diferente, mas todos ajudam a tornar o movimento mais interativo, monitorado e divertido. Vamos destrinchar:

Strava - É um app voltado para corrida, ciclismo e caminhada. Permite monitorar rotas, tempo, distância, ritmo e calorias. Ideal para professores e treinadores que querem acompanhar o desempenho dos alunos ou atletas em atividades ao ar livre. Também tem desafios e rankings, o que estimula a competição saudável e o engajamento.

Coach’sEye-Ferramentadeanálisedevídeo paraesportes eatividadesfísicas.Professores etécnicos podem gravar os movimentos dos alunos/atletas, assistir em câmera lenta e fazer anotações visuais (linhas, setas, círculos). Permite comparar vídeos lado a lado, fazer narrações e dar feedback técnico detalhado. Excelente para corrigir postura, técnica e melhorar o desempenho com base em evidências visuais.

GoNoodle - Voltado para crianças e ambientes escolares. Oferece vídeos curtos e divertidos com atividades físicas, dança e mindfulness. Usado para pausas ativas durante o dia, ajudando a manter os alunos energizados e focados. Promove o bem-estar físico e emocional de forma lúdica e acessível

• Ferramentas como Google Classroom e Padlet permitem que alunos compartilhem vídeos, reflexões e recebam feedback digital sobre suas práticas. Esses dois recursos Google Classroom e Padlet são ferramentas digitais que ajudam a tornar o ensino mais interativo, organizado e colaborativo. Eles são muito usados em ambientes educacionais, inclusive na educação física, para integrar o mundo físico com o digital (o tal do figital que você já está explorando!). Google Classroom - É uma plataforma gratuita do Google voltada para professores e alunos.

• Permite criar turmas virtuais, distribuir atividades, enviar materiais, corrigir tarefas e dar feedback. Os alunos acessam tudo com sua conta Google, e os professores podem acompanhar o progresso em tempo real. Ideal para organizar conteúdos, manter comunicação com a turma e integrar com outros apps como YouTube, Google Docs e até o Padlet.

Padlet - É como um mural digital interativo Professores e alunos podem postar textos, imagens, vídeos, links e documentos em um espaço compartilhado. Estimula a colaboração e criatividade, pois todos podem contribuir com ideias, reflexões ou trabalhos. Muito usado para brainstorms, portfólios, debates, mapas mentais e até diários de treino

Como funcionam juntos? Pode-se criar um Padlet e compartilhar diretamente no Google Classroom. Isso permite que os alunos acessem o mural, interajam e publiquem suas contribuições sem sair da plataforma. É uma forma poderosa de unir organização com expressão criativa

2. Gamificação

• Jogos digitais e desafios virtuais são usados para estimular a participação dos alunos, desenvolver habilidades cognitivas e promover o engajamento.

• A gamificação ajuda na tomada de decisões, planejamento estratégico e alcance de metas, mesmo em atividades físicas.

Gamificação é o uso de elementos e dinâmicas típicas dos jogos em contextos que não são jogos como educação, saúde, negócios ou esportes com o objetivo de engajar, motivar e transformar tarefas comuns em experiências mais envolventes Elementos típicos da gamificação

• Pontos: recompensas por ações realizadas.

• Níveis: progressão conforme o desempenho.

• Desafios e missões: tarefas com metas claras.

• Ranking: comparação entre participantes.

• Recompensas: prêmios simbólicos ou reais.

• Feedback imediato: retorno rápido sobre o desempenho.

Na educação e esportes, como funciona?

Educação Física - Alunos ganham pontos por participação, esforço ou evolução. Desafios semanais com metas físicas (ex: número de passos, tempo de corrida). Rankings entre turmas ou grupos para estimular cooperação ou competição saudável.

Esportes - Atletas usam apps com metas diárias e recompensas por consistência. Treinadores criam “missões” para treinos, com feedback visual e estatísticas. Torcedores interagem com jogos e estatísticas em tempo real, criando uma experiência imersiva.

Por que usar gamificação? Aumenta o engajamento e a motivação Torna o aprendizado ou treino mais divertido e dinâmico. Estimula a autonomia, o desempenho e o espírito de equipe.

3. QR Codes e Realidade Aumentada

• Em aulas de futsal, por exemplo, QR codes são usados para acessar vídeos de técnicas, regras e estratégias.

• A realidade aumentada pode mostrar biomecânica de movimentos ou simular situações esportivas.

Aplicações figitais nos Esportes

1. Monitoramento de desempenho - Atletas usam wearables (como relógios inteligentes) para rastrear batimentos, velocidade, distância e calorias. Treinadores analisam dados em tempo real para ajustar treinos e prevenir lesões.

2. Treinamentoremoto-Plataformasdigitais permitem treinos personalizados àdistância,com vídeos, metas e feedback. Ideal para atletas em locais diferentes ou em períodos de recuperação.

3. Experiência do torcedor - Estádios usam apps para interação com o público, estatísticas em tempo real e realidade aumentada. O torcedor participa do jogo de forma mais imersiva, mesmo fora do estádio.

O conceito figital essa mistura entre o físico e o digital está transformando o cotidiano dos alunos e a forma como os jogos esportivos escolares são vivenciados. Ele não é só uma tendência tecnológica, mas uma mudança profunda na maneira como os estudantes aprendem, se movimentam e se relacionam com o mundo. Como o figital interfere no cotidiano dos alunos

1. Aprendizagem mais dinâmica e personalizada

• Plataformas digitais permitem que os alunos aprendam no seu ritmo, com vídeos, quizzes e feedbacks instantâneos.

• Aplicativos como Padlet e Google Classroom criam espaços colaborativos onde os alunos compartilham ideias, vídeos de atividades físicas e reflexões sobre o corpo e o movimento.

2. Maior engajamento e autonomia

• Ousodetecnologiasdespertaointeressedosalunos,especialmenteosquejáestãoimersosnouniverso digital.

• Eles se tornam protagonistas do próprio aprendizado, escolhendo como interagir com os conteúdos seja por vídeos, jogos, podcasts ou desafios físicos gamificados.

3. Inclusão e letramento digital

• O figital ajuda a desenvolver competências digitais essenciais para o século XXI, como o uso crítico de tecnologias, segurança online e cidadania digital.

• Isso é especialmente importante em comunidades onde o acesso à tecnologia ainda é desigual. Aplicação do figital em jogos esportivos escolares

1. Jogos digitais adaptados para o espaço físico

• Professores transformam jogos eletrônicos em atividades corporais. Por exemplo:

o Pac-Man adaptado: alunos percorrem um labirinto físico montado com cones, simulando o jogo, enquanto outros atuam como “fantasmas”.

o Among Us físico: alunos realizam tarefas enquanto tentam descobrir quem são os “impostores”, promovendo estratégia, cooperação e movimento.

2. Uso de tecnologias interativas

• Jogos como Wii Sports e Ring Fit Adventure são usados em aulas para trabalhar coordenação, resistência e socialização.

• Realidade aumentada com apps como Pokémon GO transforma o ambiente escolar em um espaço de caça ao tesouro, incentivando caminhada, corrida e exploração.

3. Avaliação e reflexão digital

• Após os jogos, os alunos podem usar plataformas digitais para refletir sobre o que aprenderam, registrar vídeos das atividades e propor melhorias nas regras criando uma ponte entre o jogo e o pensamento crítico.

O figital não substitui o corpo em movimento ele potencializa. E quando bem aplicado, transforma a quadra, a sala de aula e até o recreio em espaços de aprendizagem significativa. Se quiser, posso te ajudar a montar um projeto figital para sua escola ou

O uso da tecnologia na formação de professores de Educação Física não é apenas uma tendência: é uma necessidade estratégica para acompanhar as transformações da sociedade, da cultura digital e das práticas pedagógicas contemporâneas.

Como a tecnologia afeta a formação de professores de Educação Física

1. Expansão da cultura digital no currículo

• Cursos de licenciatura estão incorporando competências digitais como parte essencial da formação docente.

• Professores aprendem a usar ferramentas multimídia, plataformas virtuais, apps de monitoramento físico e análise de movimento, como parte da didática.

2. Novas metodologias de ensino

• Aulas híbridas, gamificadas e figitais exigem que o professor domine recursos digitais para planejar, executar e avaliar atividades.

• Isso amplia o repertório pedagógico e permite atender diferentes estilos de aprendizagem 3. Desenvolvimento profissional contínuo

• A tecnologia exige que o professor esteja em constante atualização, participando de cursos, oficinas e comunidades online.

• O aprendizado não termina na graduação ele se reinventa com cada nova ferramenta ou abordagem. O risco da obsolescência: real ou exagero? Infelizmente, sim, há risco de obsolescência se o professor não se adaptar. Mas não é uma sentença é um chamado à ação.

O que está em jogo:

• Perda de relevância pedagógica: alunos conectados esperam experiências interativas e contextualizadas.

• Desconexão com a realidade escolar: escolas estão cada vez mais equipadas, mas sem professores preparados, a tecnologia vira um recurso subutilizado.

• Dificuldadedeinserção profissional: omercado valorizadocentesquedominam tecnologias esabem aplicá-las de forma crítica e criativa.

Mas atenção: dominar tecnologia não significa abandonar o corpo, o movimento ou a vivência física. O professor de Educação Física continua sendo o mediador da experiência corporal agora com ferramentas que potencializam essa vivência.

Caminhos para evitar a obsolescência

• Formação continuada: buscar cursos sobre tecnologia educacional, mídias digitais e inovação pedagógica.

• Experimentação prática: testar apps, plataformas e jogos digitais com os alunos.

• Reflexão crítica: entender que tecnologia é meio, não fim. O foco continua sendo o desenvolvimento humano e corporal.

SONAMBULIA

De João Batista do Lago Enquanto caminhava solitariamente só nas madrugadas infinitas pelas ruas da cidade perdida em suas trevas eu sentia que a brisa madrugadeira com seus tentáculos de sentimentos afetava meu corpo desnudo pelas ruas negras naquele instante percebia clarividente que da minha geração as melhores mentes eram destruídas pela loucura da fome histérica e lentamente ia me arrastando pelas ruas de trevas buscando um amanhecer qualquer na tentativa de inocular toda minha solução raivosa + + + + + + + + + +

(COMENTÁRIO A PARTIR DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL):

A análise do poema *Sonambulia*, de João Batista do Lago, exige uma abordagem multidimensional, em que convergem aspectos formais, temáticos e intertextuais. Vamos começar pelo título: "Sonambulia" evoca um estado de vigília e inconsciência simultâneos, sugerindo a transição entre o sonho e a realidade, ou uma existência movida por impulsos inconscientes, algo próximo ao automatismo psíquico do Surrealismo.

### Gênero Literário

O poema pode ser classificado dentro do gênero lírico, com traços de uma poesia de protesto e reflexões existenciais. Há também elementos de poesia urbana, na qual a cidade representada aqui como espaço sombrio e hostil se impõe como cenário e metáfora de angústia, desolação e alienação. A forma livre, sem rima ou métrica fixa, reforça o caráter moderno do texto, aproximando-o das experimentações formais que marcaram a poesia do século XX, notadamente na poesia brasileira contemporânea e nas vanguardas do início do século.

### Diálogo com Autores e Movimentos Literários

O poema parece dialogar fortemente com *Uivo* (1956), de Allen Ginsberg, um ícone da geração Beat, onde há o célebre verso: "Vi as melhores mentes da minha geração destruídas pela loucura." O verso "da minha geração as melhores mentes / eram destruídas pela loucura da fome histérica" é uma clara alusão a essa obra, mas adaptada ao contexto do poema, onde a "fome histérica" pode simbolizar a opressão, a miséria e a violência social que assolam a vida urbana.

Além disso, a sonoridade e a estrutura fragmentada do poema lembram a estética surrealista e o existencialismo presente em autores como Antonin Artaud e Charles Baudelaire. A angústia do eu lírico, sua sensação de alienação em um mundo "de trevas", encontra eco em Baudelaire, especialmente em *As Flores do Mal*, onde a cidade é tanto sedutora quanto devoradora de almas.

Há também um diálogo implícito com *A Rosa do Povo*, de Carlos Drummond de Andrade, no qual a cidade moderna é palco de crises, onde o poeta é um ser em desajuste, percorrendo ruas que encarnam a desesperança de uma realidade social desoladora.

### Análise Temática e Estrutural

O poema se inicia com uma imagem de solidão profunda: "caminhava solitariamente só", reforçando o isolamento do sujeito, uma duplicação que intensifica a ideia de abandono. A cidade aqui surge como um espaço de "madrugadas infinitas" e "trevas", cenário noturno que remete ao desconhecido, ao abandono e à

alienação. A brisa, personificada como "tentáculos de sentimentos", toca o corpo nu do eu lírico, criando uma atmosfera sensorial e surreal, onde os elementos naturais interagem diretamente com a psique do sujeito.

Há uma clara crítica social quando o eu lírico observa "clarividente" a destruição de sua geração pelas forças da "fome histérica". Esse trecho sugere uma crítica à sociedade de consumo, ao capitalismo tardio e à desigualdade que destrói as "melhores mentes", um eco que dialoga não apenas com Ginsberg, mas também com o pensamento marxista, presente em poetas como Ferreira Gullar. Gullar, em sua fase de *Poema Sujo*, também aborda a miséria urbana e a opressão que corrompe a sociedade e destrói o ser humano.

O movimento do eu lírico, que "lentamente ia me arrastando pelas ruas de trevas", remete à figura do flâneur baudelaireano, mas, diferentemente da alienação estética de Baudelaire, aqui o sujeito procura "um amanhecer qualquer", uma saída, ainda que vaga, da situação de desespero. Essa busca por um "amanhecer" é ambígua, umavez quenão se trata deuma esperança concreta,masdeuma"tentativa deinocular" sua"solução raivosa". A palavra "inocular" remete a um esforço de cura ou transformação, mas a raiva sugere um sentimento de impotência diante das forças que oprimem.

### Conclusão

*Sonambulia* é um poema profundamente imbuído de um senso de desolação urbana e crítica social, que dialoga com autores da literatura tanto nacional quanto internacional. A intertextualidade com Ginsberg, o uso dacidadecomo espaçosimbólicodetrevas,asolidãoexistencialeabuscadesesperadaporumasoluçãoecoam temas da poesia modernista e contemporânea. O poema também pode ser lido como uma denúncia da destruição de uma geração, afetada pela alienação e pela miséria, temas centrais nas obras de poetas que lidam com a questão social, como Gullar e Drummond.

Em última análise, o eu lírico de *Sonambulia* se move entre a angústia de uma realidade devastadora e a tentativa, talvez inútil, de encontrar um "amanhecer", o que faz do poema uma poderosa expressão do malestar contemporâneo.

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