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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 61 | Edição 3120 | 21 a 27 de setembro de 2016

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Candidatos à Prefeitura participam de colóquio com a Arquidiocese Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Odilo durante ‘Diálogos com a Cidade - Colóquio com os candidatos à Prefeitura de São Paulo’, que tem a participação de Marta Suplicy, Fernando Haddad e Celso Russomanno/Páginas 10-13

Em romaria, Pastoral da Juventude anuncia a civilização do amor

No Ano Santo, membros da Aliança de Misericórdia renovam vínculos

Sob o tema “Façam florescer a civilização do amor”, jovens das dioceses que compõem o Regional Sul 1 da CNBB participaram da 22ª Romaria Estadual da Pastoral da Juventude, que teve missa na Catedral da Sé e caminhada pelas ruas do centro de São Paulo, no domingo, 18.

Durante peregrinação à Catedral da Sé, no domingo, 18, cumprindo o itinerário do ano santo, os integrantes da Comunidade Aliança de Misericórdia realizaram a profissão e a renovação dos vínculos, em missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo. No

total, cem pessoas fizeram profissão de vínculos e outras 250 renovaram os seus, entre sacerdotes, leigos consagrados que abraçaram o celibato apostólico e casados. Fundada em São Paulo no ano 2000, a associação privada de fiéis atua em sete países.

Em Santana, crismados assumem missão de evangelizar jovens

Candidatos a vereador dialogam na Brasilândia

Página 14

Jogos Paralímpicos: Brasil tem saldo esportivo positivo Página 15

Papa Francisco vai à Jornada Mundial de Oração pela Paz Página 9

Página 19

A Igreja em saída deve comunicar que Deus vive na cidade Página 7

Página 22

Página 18

Região Lapa promove campanha para doar bíblias a encarcerados Página 20

Encontro com o Pastor Dimensão missionária da vocação laical se realiza especialmente no mundo secular Página 3

Editorial Nas eleições, como vamos escrever a página da democracia? Página 2

Espiritualidade Dom Eduardo Vieira dos Santos: ‘A paz é fruto da justiça’ Página 5


2 | Ponto de Vista |

21 a 27 de setembro de 2016 | www.arquisp.org.br

Viramos a página?

Q

uando estamos lendo um livro, e a leitura nos interessa realmente, vamos de uma página a outra com muita facilidade. Queremos saber o que vem a seguir, e assim, página a página, capítulo a capítulo, vai sendo construída a história. De acordo com o gênero literário, temos uma ideia de como será o final e sempre esperamos que a trama tenha uma conclusão adequada, que considere os acontecimentos anteriores. Se o herói viveu muitos combates e se o vilão conseguiu esconder seus atos e seus crimes, esperamos um desfecho adequado e justo. Mas, o fato é que precisamos considerar cada página e cada parágrafo para compreender toda a trama. Virar uma página esquecendo o que se passou antes não é uma possibi-

Editorial

lidade nem uma alternativa a ser considerada. A situação social e política à nossa volta apresenta aspectos caóticos, às vezes sem sentido. Parece que estamos lendo um livro ruim. Cada acontecimento é como se fosse mais um capítulo, no qual aqueles que falam se comportam como verdadeiros personagens, saindo em defesa da família, da esposa ou esposo, dos filhos, do companheiro de partido ou de ideologia, e até mesmo falando em “nome de Deus”. Alguns desses capítulos espetaculares adentram a noite e prendem a atenção, porém, o final é incerto e vago. Mas, é preciso considerar algo de extrema importância: o fato de que esse livro ruim tem um autor. A história, em qualquer livro, é con-

tada por meio da vida dos personagens, mas o autor é quem dá nome e sustenta a trama. O autor está na origem de cada personagem e é o verdadeiro responsável pela direção da história. Nenhum personagem nasce por “geração espontânea”, isto é, não surge e age por si mesmo, mas todo personagem vive enquanto vive o seu autor. Queremos virar a página dessa parte triste na nossa história política e social. Queremos começar a reescrever outra parte, com mais justiça e transparência. Mas como fazer isso? A primeira exigência é que precisamos tomar consciência de quem somos. Nós somos os autores dessa história e em nossas mãos está a capacidade de escrever um novo capítulo. Como eleitores, somos os autores e temos o direito e a

responsabilidade de escolher e dar vida àqueles que vão nos representar. Uma segunda questão que não se pode descuidar é que o desenvolvimento da história também não pode ser terceirizado ou delegado, isto é, assim como os personagens, os representantes não podem assumir o controle e a direção dos acontecimentos, eles não têm vida própria. De nada adianta começar a reescrever a história, se mantivermos não só os mesmos personagens, mas principalmente a mesma atitude de não acompanhar o desenrolar dos fatos. Numa democracia, como é a realidade do nosso país, a urna para as eleições é uma página em branco. O que vamos escrever nessa página? Como vamos acompanhar as cenas dos próximos capítulos?

Opinião

O profetismo da Igreja doméstica

Arte: Sergio Ricciuto Conte

Padre Denilson Geraldo, SAC As Conferências do Episcopado Latino-Americano e do Caribe apresentam, de Medellín a Aparecida, a dimensão profética da Igreja doméstica que se exprime no anúncio do Evangelho e na denúncia das injustiças sofridas, principalmente contra as mulheres. O II Simpósio Internacional de Teologia da PUC-SP, na mesa temática apresentada no campus Santana, refletiu sobre a centralidade da mulher para a configuração da família e sua desconfiguração pela violência. O fundamento da abordagem encontra-se no conceito de pessoa como imagem e semelhança de Deus e no reconhecimento de sua dignidade. As denúncias do Celam se fazem diante das diversas formas de violência, principalmente contra a mulher pobre, ainda mais vulnerável. Estudos apontam que a violência não é um fenômeno somente da miséria material, mas se relaciona com os determinantes sociais ao qual a mulher pertence e onde a relação de dominação sobrepõe-se à de amar, ou seja, a violência doméstica encontra-se em todas as classes sociais. A família, que representa um lugar de refúgio e segurança, torna-se, para muitas mulheres, o local da vulnerabilidade, destacandose o problema do machismo. A família, como Igreja doméstica profética, não pode deixar de fazer a denúncia das situações de violência.

A prática de Jesus foi decisiva para se ressaltar a dignidade da mulher e seu valor insubstituível. A figura de Maria, discípula por excelência entre os discípulos, é fundamental na recuperação da identidade da mulher e de seu valor na vida eclesial, familiar, cultural, social e econômica, criando espaços e estruturas que favoreçam sua participação. O anúncio dessa boa-nova será sempre proclamado pela família. De fato, é necessário superar a mentalidade que ignora a novidade do Cristianismo, no qual se reconhe-

ce a identidade da mulher e torna-se urgente à Pastoral Familiar a necessidade de uma escuta qualificada do clamor, muitas vezes silenciado pela violência, de mulheres submetidas a muitas formas de exclusão. A escuta qualificada significa a urgência em preparar pessoas para acolher as vítimas, especialmente quem trabalha na secretaria paroquial e na Pastoral Familiar, proporcionando uma acolhida em situação de extrema vulnerabilidade. Acolher é o primeiro passo para ajudar a vítima de violência a readquirir a autoestima e a coragem para

falar sobre o que se passa na intimidade do lar, superando a vergonha familiar e social. O acolhimento na comunidade paroquial faz a pessoa retornar, porque sabe que se acontecer novamente a violência não será julgada ou debochada. Do mesmo modo, o sacerdote no sacramento da Penitência saberá acolher a pessoa enfraquecida pela situação doméstica e ajudará a própria vítima a adquirir forças para tomar decisões que coloquem fim à violência doméstica. A acolhida é sinal de uma Igreja paroquial em saída, de uma verdadeira opção pelos pobres. Oferecer uma formação qualificada de acolhimento às vítimas de violência pode ser uma excelente contribuição da Pastoral Familiar diocesana às comunidades. O desejo de estar e viver em família faz parte da natureza humana, como uma verdadeira ecologia humana, abrindo espaço para um efetivo profetismo da Igreja doméstica. A família é o rosto visível e concreto do Mistério da Igreja, “Sacramento de salvação” no mundo. É a célula viva da sociedade e da Igreja, lugar privilegiado no qual os batizados têm a possibilidade de fazer uma experiência concreta do encontro com Cristo e da sua dimensão profética. A mulher tem uma centralidade para a configuração da família, mas a violência doméstica desconfigura essa comunidade de vida e amor. Padre Denilson Geraldo, SAC, é professor da Faculdade de Teologia da PUC-SP.

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Redator chefe: Daniel Gomes • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Edcarlos Bispo, Filipe David, Nayá Fernandes e Fernando Geronazzo • Institucional: Rafael Alberto e Renata Moraes • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Secretaria de Redação: Djeny Amanda • Assinaturas: Ariane Vital • Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Revisão: Sueli S. Dal Belo • Impressão: S.A. O ESTADO DE S. PAULO • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

O

documento nº 105 da CNBB, fruto da assembleia geral da CNBB de 2016, atualiza a reflexão teológica e pastoral sobre a vida e a missão dos cristãos leigos na Igreja e no mundo, tendo em vista os novos apelos que chegam da realidade eclesial e social, bem como as mais recentes diretrizes do Magistério eclesial, sobretudo do Papa Francisco. O subtítulo do texto – “sal da terra e luz do mundo”, tomado do Evangelho de São Mateus (cf. Mt 5, 13-14) – aponta para a dimensão missionária da vocação laical, que se realiza especialmente no mundo secular. Participando de todos os âmbitos da família, da vida social, do trabalho, do universo das realidades econômicas e das responsabilidades públicas, os leigos, no ambiente que lhes é próprio, são as testemunhas de Jesus Cristo e os agentes de transformação dessas realidades com a força do Evangelho. São discípulos de Cristo e membros da Igreja, corpo de Cristo, pela graça recebida no Batismo; enraizados em Cristo e recebendo do Espírito Santo a assistência e a força, os cristãos leigos atuam em todo o tecido social, contribuindo com suas convicções orientadas pelo Evangelho para dar às realidades terrestres o rumo e o sabor do Reino de Deus. Dessa forma, realizam a ordem dada por Cristo aos apóstolos e a toda a Igreja: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (cf. Mt 28, 19-20). Os leigos também participam da missão interna da Igreja, e essa participação é muito necessária.

Cristãos leigos: sal da terra e luz do mundo Porém, sua missão não se esgota no âmbito eclesial e precisa se realizar especialmente no mundo secular, espaço privilegiado da vida e da ação dos cristãos leigos, onde eles exercem suas responsabilidades com competência própria e não por delegação da hierarquia da Igreja: são discípulos e missionários de Jesus Cristo, que agem em função da vocação recebida no Batismo e da unção do Espírito Santo, que os faz testemunhas de Cristo. Todo o povo de batizados é um povo missionário. Em nossos dias, muitos leigos buscam expressar a sua participação na missão da Igreja, sobretudo no desempenho de funções e ministérios intraeclesiais. Estes, sem dúvida, são necessários, mas não dispensam a outra dimensão da missão eclesial, que se realiza no mundo. Enquanto isso, sente-se grande falta de católicos bem formados e atuantes no mundo, em nome da própria fé e de sua pertença à Igreja. Os leigos não precisam esperar uma convocação extraordinária para serem enviados a atuar no mundo. Quando falamos em atuação dos leigos no mundo, não queremos logo dizer que eles devam, em toda parte e a toda hora, tornar presente ali a dimensão propriamente religiosa e litúrgica da vida cristã. Não se espera que promovam a celebração da missa ou a reza do rosário nos lugares de trabalho, do esporte, da comunicação, da política, da justiça, da educação... Isso até poderá acontecer, quando for oportuno; mas talvez também pode deixar de acontecer nesses âmbitos, onde os

leigos católicos estão lado a lado com pessoas de fé diferente e pessoas sem fé. Mais que tudo, os cristãos leigos são testemunhas de Deus e de Jesus Cristo Salvador, fazendo brilhar a luz do Evangelho que receberam, sem escondê-la, mas agindo em coerência com sua fé e com a moral dela decorrente. Que ajudem a sociedade a discernir e a decidir sobre todas as coisas à luz do Evangelho do Reino de Deus e que lutem para a superação de tudo aquilo que é contrário ao Evangelho do Reino de Deus. Espera-se que o leigo católico tenha conduta íntegra e virtuosa na administração “dos negócios temporais”; que promova uma educação marcada pela compreensão cristã da pessoa humana, do convívio social e das realidades deste mundo. Que realize a sua vida matrimonial e familiar em conformidade com as orientações que brotam da fé e da mística do Evangelho. A família é um lugar privilegiado, onde os leigos podem expressar sua condição religiosa de “Igreja doméstica”. Para realizar sua grande e desafiadora missão, é indispensável que o cristão leigo tenha uma profunda experiência de Deus e da vida segundo o Evangelho. A alimentação constante na Palavra de Deus, a participação nos sacramentos e o cultivo da oração lhe darão o alimento e o sustento interior necessário. E a participação na vida da comunidade eclesial o ajudará a manter firmes as referências e motivações. Ele não está sozinho, mas é membro de uma comunidade de discípulos missionários de Jesus Cristo.

| Encontro com o Pastor | 3

Parabéns, Dom Paulo Padre João Mildner

O Cardeal Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, completou 95 anos de vida na quarta-feira, 14. Na ocasião, ele recebeu a visita do Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

Junto aos diáconos Comdiac-SP

Na sexta-feira, 16, o Cardeal Scherer participou da reunião da Comissão do Diaconato Permanente da Arquidiocese de São Paulo (Comdiac-SP), composta por dois diáconos de cada região episcopal. A Comissão tem a finalidade de colaborar com a formação permanente dos diáconos, verificar eventuais problemas existentes para poder saná-los e tratar das dúvidas e as questões que se apresentam regularmente. (Com informações do Diácono Ailton Machado)

Tweets do Cardeal @DomOdiloScherer 18 – “Quem é fiel no pouco, é fiel também no muito”, disse Jesus. Bom Domingo! Hoje é dia de se encontrar com Deus! 17 – Rm 11, 33-36 – “Ó profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência de Deus! Inescrutáveis são seus juízos e impenetráveis os seus caminhos!”

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Liturgia e Vida 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM 25 de setembro de 2016

Foge das coisas perversas e procura o amor e a justiça Cônego Celso Pedro “Ai daqueles que vivem despreocupados em Sião, que não se preocupam com a ruína de José. Sua farra terminará e irão para o exílio na primeira fila”. Quando o povo saiu do Egito, os ossos de José foram levados em procissão até a Terra Santa e sepultados em Siquém, na Samaria. Quando o profeta Amós diz que há gente que não se preocupa com a ruína de José, ele se refere à situação social do Reino do Norte, também conhecido como “José” ou “Efraim”. Enquanto o povo vive em situação de ruína, alguns estão tranquilos, muito seguros nas montanhas da Samaria. São eles os nobres da nação, a quem a casa de Israel recorre. Se alguém os procura, encontra-os em leitos de marfim, deitados em almofadas, comendo muita carne e ouvindo boa música. Não sentem a crise, já que continuam a usar perfumes finos. Uma invasão se anuncia e o profeta a vê. Os assírios virão e mandarão a população para o desterro e, puxando a fila, os que eram chamados de excelência. O profeta interpreta a invasão como punição do Senhor, enquanto o salmista canta a fidelidade de Deus para com os pobres. Deus se preocupa com a ruína de José, faz justiça aos oprimidos, alimenta os famintos e liberta os cativos. Abre os olhos aos ce-

gos, ergue o caído, protege o estrangeiro, ampara a viúva e o órfão. O Senhor ama aquele que é justo. Portanto, você que é consagrado a Deus, homem ou mulher, fuja das coisas perversas e procure o amor e a justiça. Não tenha medo de combater o bom combate. Enquanto o Senhor não vem, guarde o mandato de discípulo missionário íntegro e sem mancha. Perceba a ruína de José. Não coma seu banquete sem se dar conta de que Lázaro está à sua porta. Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão à porta de um rico. Assim Jesus contou mais uma história, que ele chama de parábola, para ensinar aos fariseus o caminho da salvação. Não basta conhecer o que Moisés escreveu e tudo mais o que está nas Escrituras Sagradas. É preciso praticar o que sabemos. No tempo de Amós, os grandes do povo não se preocuparam com a ruína de José. Na história de Jesus, o rico não se preocupou com a situação de Lázaro, não se preocupou nem se ocupou. Tivesse percebido a existência de Lázaro, tivesse se sentado com ele na soleira da porta, ambos estariam abrigados no seio de Abraão na eternidade. Distraiu-se o rico e perdeu o céu. Distraiu-se com seus bens e perdeu o que podia lhe dar a verdadeira alegria. Chama-se Lázaro o porteiro do céu. Convém identificá-lo enquanto estamos na terra.

Você Pergunta Quero voltar à Igreja Católica. Como fazer? padre Cido Pereira

osaopaulo@uol.com.br

“Padre, sou Elisa Harada, moro aqui em São Paulo (SP). Eu fui criada na Igreja Católica. Fui batizada, fiz a primeira Eucaristia e recebi a Crisma. Após alguns anos, eu me afastei e comecei a namorar um rapaz evangélico, até que um dia eu me batizei novamente na igreja dele. Agora, muitos anos depois, quero voltar à Igreja Católica e me arrependo do que fiz. O que devo fazer?” Pois é, Elisa. Como você, muitos irmãos e irmãs, por conta de um relacionamento seja afetivo, seja de amizade, trocam de religião sem se dar conta de que estão jogando fora uma herança bonita que receberam dos pais, dos avós. Lendo sua pergunta, eu me

lembrei de um padre maravilhoso e santo, um amigo querido que já está no céu. Certa vez, uma catequista foi se despedir dele porque iria para uma igreja evangélica. E ele, quase chorando, disse a ela: “Minha filha, não vale a pena deixar para trás Jesus na Eucaristia e Nossa Senhora.” Ele me contou isso. Você, Elisa, sendo batizada, foi de novo “batizada”, como se precisasse. É doutrina bíblica que há um só Batismo, coisa que o pastor dessa igreja que você por algum tempo abraçou não se deu conta ou desmereceu, achando que seu Batismo não valeu. Valeu sim, senhora! E como valeu! Graças a Deus, você quer voltar à Igreja Católica. E é simples. Procure a sua comunidade, a paróquia mais perto

de sua casa, faça uma boa confissão, reze com fervor o Credo católico, e volte a viver sua fé na Igreja que a batizou, a confirmou na fé e a alimentou com o Santíssimo Sacramento da Eucaristia. É bom confessar-se, viu? É bom abrir o coração com um padre que vai acolhê-la de volta com todo carinho. E parabéns por assumir seu lugar vazio à mesa na comunhão católica. Seja bem-vinda! Como você vê, não há nenhum rito especial para se voltar à Igreja. Ela é mãe que sempre acolhe com carinho os filhos que voltam. Espero que muitos voltem, porque a Igreja é nossa família, a família daqueles que pelo Batismo se tornaram filhos de Deus, discípulos de Jesus, irmãos e irmãs na fé. Deus a abençoe, minha irmã.

Atos da Cúria PRORROGAÇÃO DE PROVISÃO DE VICEREITOR DO ORATÓRIO PÚBLICO DE NOSSA SENHORA DA BOA MORTE OU DA DORMIÇÃO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA Em 12 de setembro de 2016, foi prorrogada a provisão de vicereitor do Oratório Público de Nossa Senhora da Boa Morte ou da Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria, da Arquidiocese de São Paulo, confiado aos cuidados e à administração da Associação Privada de Fiéis de Direito

Diocesano Aliança de Misericórdia, do Revmo. Pe. Paulo Ramos, pertencente ao clero de São Paulo e membro da referida Associação Aliança de Misericórdia, pelo período de 1 (um) ano. CORREÇÃO DE NOMEAÇÕES PUBLICADAS ANTERIORMENTE Na edição 3118 do O SÃO PAULO (de 7 a 13 de setembro de 2016) foram publicadas invertidas as nomeações e provisões de pároco e vigário da Paróquia São Judas Tadeu, da Região Episcopal Belém, Setor Pastoral Tatuapé. Seguem as nomeações corretas:

NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO Em 1º de setembro de 2016, foi nomeado e provisionado Pároco “ad nutum episcopi” da Paróquia São Judas Tadeu, na Região Episcopal Belém, Setor Pastoral Tatuapé, o Revmo. Pe. José Aparecido Ignácio, AA. NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Em 1º de setembro de 2016, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial “ad nutum episcopi” da Paróquia São Judas Tadeu, na Região Episcopal Belém, Setor Pastoral Tatuapé, o Revmo. Pe. Marcos Lúcio Bento de Souza, AA.

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Espiritualidade

Fé e Cidadania

A paz é fruto da justiça Dom Eduardo Vieira dos Santos

Q

Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

ueridos irmãos e irmãs, a Doutrina Social da Igreja se fundamenta sobre três pilares: a justiça social, o respeito à dignidade da pessoa humana e a prevalência do bem comum acima de interesses particulares. Sobre essas três colunas se constrói uma sociedade justa e fraterna como Deus quer. Nossa sociedade é injusta, porque nem todos têm as mesmas oportunidades: para alguns é assegurado tudo, enquanto que para outros, nada ou pouca coisa, e os desafortunados, ainda com frequência, são vistos como vagabundos. Vê-se frequentemente a dignidade humana ser desrespeitada, as pessoas serem humilhadas, como se nada fossem. Muitos não têm o que comer, o que vestir, nem como se locomover. O acesso à saúde é precário e muitas vezes uma pessoa para ser atendida por um médico passa meses à espera. Muitas pessoas moram nas ruas e praças de nossas cidades. A desigualdade social é gritante. Estabeleceu-se em nossa nação e em nossas cidades uma indústria da

exclusão, pela qual os excluídos não têm voz nem vez. O pior é que estamos nos acostumando com essa triste realidade. Pouco a pouco, vai sendo introjetado em cada um de nós essa situação, que passa a fazer parte da nossa vida e da nossa cultura como se fosse uma situação normal. É no dizer do Papa a “globalização da indiferença”. Não se questiona mais nada, perde-se a sensibilidade para com os penalizados sem culpa. Com muita frequência, os interesses particulares se sobrepõem ao bem comum, aliás, se perdeu o senso de bem comum, que é bem de todos e não interesse particular. Todos nós desejamos a paz, mas como existirá paz numa situação dessas? Como a paz pode se conciliar com a fome, a doença, a falta de transporte, de educação de qualidade para todos? Como conciliar a paz com o desemprego, a miséria, a violência, a corrupção, a indiferença e os abusos na política? O Papa Francisco, em sua última viagem à América Latina, lembrounos dos três ‘Ts’ que assegurariam um clima de paz e prosperidade: Terra, Teto e Trabalho. Muitas vezes, nós não queremos entender por que as pessoas migram e as cidades incham. No campo, hoje se pensa no agronegócio, e os pequenos produtores não têm mais vez. Como uma família pode viver em paz se não tem onde morar? Como podemos

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falar de paz se não há trabalho para todos? No último dia 7 de setembro, rezamos pela nossa pátria e pelo povo brasileiro. Aconteceu também como nos últimos 21 anos, o “Grito dos Excluídos”, lembrando a situação de milhões de pessoas que vivem em condições desumanas, evidenciando a existência de grande desigualdade social na nação brasileira, tanto no campo quanto em nossas cidades. No número 53 da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa Francisco afirma que nós, cristãos, devemos dizer “não” a uma economia de exclusão e de desigualdade social. Grandes massas da população veemse excluídas e marginalizadas: sem trabalho, sem perspectivas. Sem nos darmos conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios, já não choramos à vista do drama dos outros nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse responsabilidade de outros. A cultura do bem-estar nos anestesia a ponto de perdermos a serenidade, se o mercado oferecer alguma coisa que ainda não possuímos. Enquanto isso, vidas são ceifadas por falta de possibilidades (cf. EG 54). Não alimentemos ilusões: não viveremos em paz se não houver justiça social, e todos nós somos chamados a sermos humanos, a cuidarmos uns dos outros, a sermos simplesmente humanos.

Uma nova santa carmelita: Elisabeth da Trindade Frei Patrício Sciadini, OCD No dia 16 de outubro, o Papa Francisco vai proclamar novos santos, entre os quais Elisabeth da Trindade, uma carmelita descalça que tem uma importância especial na espiritualidade por ter vivido com intensidade a sua breve vida. Morreu com 26 anos, dos quais apenas cinco vividos no carmelo. Nasceu no dia 18 de julho de 1880, num campo militar de Avon, na França, onde seu pai era capitão. Passou a juventude numa vida cheia de aventuras com suas amigas e numa sociedade de classe média alta. Sempre foi estimada por todos pelas suas qualidades humanas. Era uma autêntica líder no meio dos outros. Amava música e gostava de fazer longos passeios nas montanhas dos Alpes. Entrou no Carmelo de Dijon só quando cumpriu 21 anos, porque sua mãe não lhe quis dar a licença antes dessa idade. Nos cinco anos que passou no carmelo, se dedicou com intensidade em adquirir as virtudes religiosas e aprofundar a sua vida espiritual. Sentiu-se chamada a viver em profunda intimidade interior com as três pessoas da Santíssima Trindade. Quando descobriu o significado do seu nome “Elisabeth”, casa de Deus, sentiu-se feliz. Ela escreveu: “Como seriam tristes os nossos claustros se não fossem habitados pela presença de Deus!...Tanto podemos encontrar Deus na oração como na lavanderia...Viver a presença de Deus é dar ao momento presente o valor do eterno.” Na sua vida espiritual, ela teve três grandes mestres: o divino mestre Jesus ela lê o Evangelho com um amor especial e procura viver o que lê com amor e perseverança; ama com um amor especial o apóstolo Paulo, que chama carinhosamente “o meu Paulo”; e Nossa Senhora, a quem invoca com o título de “Porta do Céu”. Essa nova santa nos convida a encontrarmo-nos sempre com a Trindade, que habita em nós. É só fazer silêncio, entrar no nosso coração, que é o verdadeiro templo da Trindade Santa. Ela escreveu uma elevação a Santíssima Trindade, belíssima, na qual transborda o seu amor ao Deus Trindade, que habita em nós. Apresentaremos no próximo artigo essa belíssima e profunda oração.

Nos cinco anos que passou no carmelo, se dedicou com intensidade em adquirir as virtudes religiosas e aprofundar a sua vida espiritual. Sentiu-se chamada a viver em profunda intimidade interior com as três pessoas da Santíssima Trindade. As opiniões da seção “Fé e Cidadania” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do O SÃO PAULO.


6 | Viver Bem |

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Comportamento

Atraso na fala. Vamos conversar a respeito? Simone Fuzaro Em tempos de estimulação virtual abundante, de canais com programação infantil 24 horas e de famílias vivendo uma rotina bastante intensa, tem sido comum encontrarmos crianças falando tarde e pouco, já perceberam? Crianças que, aos 2 anos, já conseguiriam falar diversas palavras (aproximadamente 200), formar pequenas frases, pedir o que querem, têm aparecido nas escolas e consultórios bastante caladas, usando gestos para apontar o que desejam, chorando quando não são atendidos, ou seja, com uma oralidade inferior à esperada nessa fase. Incrível pensarmos que crianças tão amplamente estimuladas estejam demorando mais para falar! Para entendermos isso, vamos conversar um pouco mais detalhadamente sobre a estimulação que estamos oferecendo e sobre qual nossos pequenos de fato precisam para determinados tipos de aquisições. Até os 3 anos, as crianças estão num período riquíssimo de aquisições e construções do ponto de vista neurológico, emocional e cognitivo. Ocorre que atualmente, o que mais se vê são esses pequenos entretidos com celulares, tablets e vídeos. É comum estarem sendo distraídos em restaurantes, no trajeto de carro e outras situações com vídeos ou jogos eletrônicos. Todos se surpreendem com o encantamento que os vídeos exercem sobre os menores e com as habi-

lidades de manuseio que os de 1 teraja, seja acolhida e consolada a 3 anos já apresentam nesses joem suas irritações e não simplesguinhos. Acontece que esse tipo mente distraída por um recurso de estímulo não é adequado para virtual. Quando não há o que a essa fase do desenvolvimento inconsole, também é positivo que fantil. Na verdade, o ideal seria suporte um pouco esse incômodo e vá percebendo que passa. que antes dos 2 anos eles nem sequer manuseassem eletrônicos, Todos esses estímulos contribuem, e muito, nos processos segundo a Academia Americana cognitivos e de mielinizaçao do de Pediatria, e que depois dessa sistema nervoso, gerando maior idade o fizessem por um tempo plasticidade cerebral e experiênmáximo de duas horas por dia. cias de aprendizagem riquíssiEsses estímulos acabam substituindo outros que seriam muito mas. mais frutuosos para o bom desenvolvi- É importante que a mento dos peque- criança balbucie, tenha nos nas diferentes seus sons reconhecidos áreas: cantar com/ e reproduzidos pelo para eles em pequenos trajetos, outro, que entre em jogos distraí-los à mesa de repetição/imitação desenhando, pin- dos sons e palavras tando, conversan- produzidas pelo adulto, que cante, interaja, seja do e brincando. Os eletrônicos acolhida e consolada promovem a brin- em suas irritações e não cadeira solitária - a simplesmente distraída por interação da criança um recurso virtual. é com o aparelho, já Não é porque estão na moda, jogos e brincadeiras tradicionais são de fácil acesso e promovem acontecem necessariamente na o encantamento dos pequenos interação com o outro. Neles, se que sejam adequados os recursos envolvem afetos, sentimentos virtuais. Embora sejam sucedâ- tristeza, alegria, frustração - e neos eficientes para momentos pessoas que respondem a isso de estresse, os prejuízos podem na relação. Também é rica a presença da imaginação, do faz de ser maiores que os benefícios conta, da criação. Esses fatores quando usados com frequência, especialmente no campo da são fundamentais no processo aquisição de linguagem. Vamos de aquisição de linguagem. É importante que a criança balbucie, ficar atentos e estimular bem as tenha seus sons reconhecidos crianças para que tenham um e reproduzidos pelo outro, que desenvolvimento saudável. entre em jogos de repetição/imiSimone Ribeiro Cabral Fuzaro é tação dos sons e palavras produfonoaudióloga e educadora. Mantém o zidas pelo adulto, que cante, inblog http://educandonacao.com.br

Cuidar da Saúde

Cuidados com o rim Cássia Regina O paciente só se preocupa com o rim quando ele começa a doer. Porém, os cuidados devem começar muito antes disso, principalmente se você tem diabetes e ou hipertensão arterial. Especialmente o paciente diabético tem grandes possibilidades de desenvolver insuficiência renal, caso não siga corretamente o tratamento, deixando sua glicemia acima dos níveis recomendados.

Insistimos no acompanhamento periódico das doenças crônicas porque o diagnóstico de um problema renal tem que ser o mais precoce possível, sendo que a fase inicial é assintomática. O diagnóstico é simples, feito por meio de exames de sangue e radiológico de fácil acesso. Mesmo antes da consulta, existem cuidados que você já pode ter para proteger seu rim: evite uso desnecessário de anti-inflamatório, use corretamente suas

medicações para hipertensão ou diabetes, fique atento em caso de infecção urinária recorrente e evite o consumo de carambola caso você já tenha algum problema renal, pois esta possui uma toxina que prejudica o rim que já está doente. Nunca abandone o nefrologista. Ele irá evitar que seu rim precise de cuidados intensivos, como uma hemodiálise. Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF) E-mail: dracassiaregina@gmail.com


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Destaques das Agências Nacionais

Fernando Geronazzo, Vitor Loscalzo e Júlia Cabral osaopaulo@uol.com.br

Arquidiocese do Rio de Janeiro realiza III Seminário de Comunicação A Arquidiocese do Rio de Janeiro realizou, entre os dias 13 e 16, o III Seminário de Comunicação. Com o tema “Deus vive na Cidade: A ‘Igreja em saída’ para comunicá-lo”, o evento foi realizado no Centro de Estudos do Sumaré, na capital fluminense, e reuniu mais de cem participantes, entre padres e assessores leigos de comunicação de todo o Brasil. A Arquidiocese de São Paulo esteve representada por membros do Vicariato Episcopal para a Pastoral da Comunicação, que acompanharam seu vigário episcopal, Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese. Entre os conferencistas estavam o Monsenhor Dario Edoardo Viganò, prefeito da Secretaria para a Comunicação da Santa Sé, o Padre José Maria La Porte, decano da Faculdade de Comunicação Institucional da Pontifícia Universidade da Santa Croce, e Mayalla Miranda, do Grupo CBYK e Google Brasil. Este ano, alguns dos temas foram: “A comunicação como elemento humanizador em um contexto urbano: elementos estratégicos para comunicar a fé”; “A comunicação da Igreja em um contexto hostil: da comunicação de crise à comunicação ordinária”; “Da ideia à comunicação: valores compartilhados

e propostas específicas de fé”; “Igreja, comunicação e sociedade”; “Da Bíblia à reescrita audiovisual”; “Secretaria para a Comunicação da Santa Sé: Estrutura e desafios com os novos fraiming sobre o Papa Francisco e a Igreja”; “A influência digital na vida cotidiana: desafios e oportunidades”. “O tema deste ano toca o coração do

magistério do Papa Francisco, que pede continuamente à Igreja que não tenha medo de sair pelas estradas do mundo e dos homens, para testemunhar o Evangelho da Misericórdia. Como comunicadores da Igreja, devemos e somos chamados a comunicar que o Senhor da história é Deus e que o tema profissional deve servir para comunicá-lo

de uma maneira justa e apaixonada. Como recorda São Paulo: ‘Ainda que tivesse todos os conhecimentos do mundo e da história e toda a ciência, se não tenho a caridade, não sou nada’”, destacou o Monsenhor Viganò. Fontes: CNBB Regional Sul 1 e Arquidiocese do Rio de Janeiro (Edição do Texto: Júlia Cabral e Fernando Geronazzo) Arquidiocese do Rio de Janeiro

Participantes do III Seminário de Comunicação ‘Deus vive na Cidade: A Igreja em saída para comunicá-lo’, em foto com o Cardeal Tempesta

Estados não podem depender da União, diz o ministro da Fazenda O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que os governos estaduais também precisam fazer ajustes nas despesas públicas e não esperar ajuda da União. “O problema é quando o governador vê na União a solução do seu problema”, enfatizou, ao falar sobre o ajuste fiscal, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o ministro, se o governo federal socorrer as unidades da Federação, a crise econômica pode se agravar. “Temos que tomar cuidado para não matar o paciente tentando tratá-lo. Os estados têm que ajustar a despesa, como a União está fazendo”, acrescentou. Questionado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf, sobre os planos para os juros

e o câmbio, Meirelles defendeu a autonomia do Banco Central. “O Banco Central autônomo é uma questão fundamental. Juros e câmbio são questões do Banco Central”, disse Meirelles, que presidiu a autoridade monetária entre 2003 e 2010. Meirelles afirmou, ainda, que “claramente” há uma retomada da confiança da sociedade no desempenho econô-

mico. Segundo o ministro, nos últimos anos, de 2011 a 2016, os indicadores que medem o humor e as perspectivas de empresários e consumidores estiveram em queda contínua, tendência que se inverteu agora. “Os empresários e consumidores têm consciência de que estamos na direção certa”, ressaltou. Fonte: Agência Brasil (Edição do texto: Vitor Loscalzo)

Unicef dá apoio a famílias de bebês com microcefalia em Campina Grande (PB)

Congresso Internacional de Doutrina Social da Igreja em São Paulo

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e parceiros anunciaram na quinta-feira, 15, uma nova iniciativa para apoiar mulheres gestantes, famílias e cuidadores de crianças com síndrome congênita do zika vírus, mais conhecida como microcefalia, em Campina Grande (PB). A Paraíba é o terceiro estado do país com o maior número de casos confirmados (163) de microcefalia, tendo outros 198 sob investigação e um total de 902 notificados. Foram registrados 18 óbitos em consequência da microcefalia. Já Campina Gran-

to das crianças em suas residências. A metodologia será desenvolvida pelo Ministério da Saúde, Unicef e parceiro do serviço especializado em reabilitação, a Fundação Altino Ventura. A iniciativa também prevê a capacitação de profissionais de saúde, educação e assistência social. O Unicef, o Ministério da Saúde e a Opas/OMS também criarão uma metodologia de capacitação desses profissionais para o apoio psicossocial às gestantes, às famílias e aos cuidadores.

“A Doutrina Social da Igreja e o cuidado misericordioso dos mais frágeis” é o tema do II Congresso Internacional de Doutrina Social da Igreja, a ser realizado pelo Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal) e a PUC-SP, de 28 a 30 de setembro, em São Paulo. O Congresso contará com a contribuição de renomados pesquisadores do Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, Haiti e México. O evento pretende estimular o diálogo entre a ética teológica e as ciências sociais. Informações e inscrições estão disponíveis no site www.unisal.br/hotsite/dsi.

Fonte: Agência Brasil (Edição do texto: Júlia Cabral)

Fonte: Unisal (Edição do texto: Fernando Geronazzo)

de responde pelo atendimento de 67% dos casos confirmados no estado, sendo 104 crianças de outros municípios e 14 crianças residentes. O projeto Redes de Inclusão do Unicef conta com a ajuda dos governos federal, estadual e municipal, assim como com organizações da sociedade civil, Organização Pan -Americana da Saúde (Opas), Organização Mundial da Saúde (OMS), ONU Mulheres e setor privado, e tem como objetivo desenvolver uma nova metodologia de capacitação para o estímulo do desenvolvimen-


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Destaques das Agências Internacionais

Filipe David

Correspondente do O SÃO PAULO na Europa

Líbia Estados Unidos O drama da imigração e do tráfico de pessoas Maconha: Dom George Bugeja, bispo coadjutor do vigário apostólico de Trípoli, concedeu em Roma uma entrevista à agência Fides em que explica a situação dos imigrantes que chegam à capital da Líbia para tentar atravessar o Mediterrâneo rumo à Itália. Existem na Líbia mais de 200 mil migrantes que buscam a oportunidade de atravessar o mar e chegar à Europa: eles vêm “da Nigéria, do Níger, alguns do Burundi, de Serra Leoa e no geral da África subsaariana. Os migrantes entram na Líbia passando pela cidade meridional de Sebha, para depois prosseguir para Trípoli, a maior parte deles com a intenção de atravessar o Mediterrâneo para chegar à Itália e ao restante da Europa”, explicou Dom George. Uma das causas da imigração é a “propaganda enganosa” dos traficantes: “a maior parte dos migrantes tem uma percepção em grande parte errônea da Europa, porque os traficantes prometem a eles

Marinha italiana

tura e doutorado em Teologia. Na cerimônia de inauguração, em Ho Chi Minh City, o Bispo afirmou que o instituto “pretende melhorar o conhecimento teológico e as competências de sacerdotes, religiosos e leigos, para que possam viver uma autêntica vida de fé numa sociedade em rápida evolução”.

Um estudo feito por uma organização federal norte-americana mostra quais foram as consequências da legalização da maconha no Estado de Colorado, onde a droga é permitida desde 2013. Durante esses três anos de legalização, o número de mortes relacionadas ao tráfico de maconha aumentou em 48%, contrariando a expectativa de que a legalização acabaria com o tráfico. O número de internações em hospitais devido ao uso da droga aumentou em 32% e o número de atendimentos de emergência pelo uso da maconha cresceu 49%. O tráfico da droga para os outros estados aumentou – tanto por carro (37%) quanto por correio (427%). O uso da droga cresceu e a população do estado se tornou a maior consumidora do país: os jovens de Colorado usam a droga 74% mais que a média nacional (apesar de a venda e o porte serem proibidos para menores de 21 anos), os adultos em idade universitária usam 62% mais que a média nacional, e os demais adultos usam 104% mais que a média nacional. O responsável pelo estudo, Tom Gorman, disse que os adolescentes são os que pagam o preço da legalização. “Esses jovens saem na hora do almoço para ficar ‘chapados’. Eles sentam no fundo da classe e não estão sendo educados. Isso é bom? Essa é a força de trabalho que queremos? Essas são as pessoas que queremos que liderem este país no futuro?”

Fonte: Fides (Edição do texto: Júlia Cabral)

Fonte: CBS Denver

Navio com mais de 500 migrantes vira na travessia do Mar Mediterrâneo, em maio deste ano

que aqui encontrarão trabalho, poderão ter uma casa e outras coisas, com a única finalidade de depredá-los de suas economias. Para sair de seus países até Sebha, e depois dali a Trípoli, pagam-se cifras consideráveis em dólares americanos. Depois, para embarcarem em barcos rumo à Europa, os traficantes pedem no mínimo mil dólares por pessoa”, disse Dom George. A viagem é feita em etapas. A primeira parte consiste em sair do país de origem e

chegar até Trípoli, antes de tentar a travessia do mar. “O primeiro trecho da viagem até a Líbia, os migrantes pagam com o dinheiro economizado no país de partida. Uma vez em Trípoli, se não têm mais dinheiro, se propõem a trabalhar para obter a soma necessária para embarcar. Muitos deles acabam no círculo da economia informal ou criminosa. As jovens, principalmente, acabam no mercado da prostituição”. Fonte: Fides

Vietnã Inaugurada primeira universidade católica O Instituto Católico do Vietnã, a primeira universidade católica daquele país, iniciou as atividades no dia 14, com 23 alunos. “É um passo importante para a Igreja vietnamita, que acontece durante o período do Jubileu [extraordinário da Misericórdia]”, manifestou, em nota, Dom Joseph Dinh Duc Dao, reitor do instituto e presidente da Comissão Episcopal para

a Educação Católica. “É uma obra de misericórdia que, graças a Deus, tem início no Ano Santo. O nosso método é o da compaixão, realizado por meio do serviço da instrução”, explicou. A universidade é oficialmente reconhecida pela Santa Sé e teve a autorização do governo para funcionar, podendo conferir o título de bacharelado, licencia-

consequências da legalização

FAMÍLIA EDUCANDO PARA O AMOR E A LIBERDADE CICLO DE ESTUDOS SOBRE FAMÍLIA MESA REDONDA CARDEAL DOM ODILO PEDRO SCHERER

Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Grão-Chanceler da PUC-SP

CECILIA CANALLE FORNAZIERI

Doutora em Educação, Professora de Comunicação da FATEC-SEBRAE

ROSA MARIA STEFANINI DE MACEDO Doutora em Psicologia, Professora e Coordenadora do Núcleo de Família e Comunidade da PUC-SP

26 DE SETEMBRO - SEGUNDA-FEIRA, 19H30 ÀS 21H30 NO TEATRO TUCA - Rua Monte Alegre, 1024 REALIZAÇÃO

Cátedra da Família da PUC-SP

APOIO Coordenadoria de Pastoral Universitária da PUC-SP

Grupo de Pesquisa

"A Relação Pessoa-Família como Fundamento Construtivo da Vida Social e Religiosa em Família" da PUC-SP

Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade

INSCRIÇÕES: http://bit.ly/familiapapa


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Júlia Cabral

Especial para O SÃO PAULO

Papa surpreende pacientes de dois hospitais em Roma O Papa Francisco fez mais visitassurpresa no âmbito das “sextas-feiras da misericórdia” deste ano jubilar. No dia 16, o Santo Padre visitou dois hospitais na capital italiana. O primeiro foi o Pronto Socorro e na Unidade Neonatal do Hospital San Giovanni de Roma, onde estão internadas 12 crianças recém-nascidas com vários tipos de doenças. Ele também esteve na unidade infantil, onde outras crianças estão hospitalizadas. O Santo Padre foi recebido com surpresa por toda a equipe de médicos e enfermeiros, pais e pequenos pacien-

Fotos: L’Osservatore Romano

tes. Cada incubadora que recebia um paciente também ganhava o conforto do Papa. Em seguida, o Pontífice foi até o Policlínico Universitário Gemelli de Roma, da Universidade Católica Sacro Cuore, onde visitou a unidade “Hospice Villa Speranza”, uma estrutura dedicada aos doentes com câncer e que atende 30 pacientes em fase terminal. Ao chegar, Francisco foi recebido pelos responsáveis e desejou saudar cada doente, um por um, no seu quarto. Fontes de todas as notícias: rádio Vaticano

Jornada Mundial de Oração pela Paz Aconteceu do domingo, 18, a terçafeira, 20, a Jornada Mundial de Oração pela Paz, na cidade de Assis, 30 anos depois da primeira edição convocada por São João Paulo II para reunir em comunhão os principais líderes religiosos. Para o encontro eram esperados 450 representantes de instituições e do mundo da cultura provenientes de diversos países, para tratar do tema “Sede de paz. Religiões e culturas em diálogo”, que debateu assuntos econômicos, sociais, ambientais, as desigualdades, a pobreza, os migrantes e refugiados e o papel da mídia nas guerras. Padre Enzo Fortunato, diretor da Sala de Imprensa do Convento de Assis, dis-

se que a Jornada foi uma resposta para a violência e o terrorismo. “Agora, a gente tem pela frente um novo desafio: o desafio do terrorismo, do autoproclamado

Estado Islâmico, e Assis é a resposta ao terror. Essas edições precedentes nos dizem que a força frágil da oração, como chamou o Cardeal Parolin, é a resposta

mais imponente e mais importante à resposta prepotente das armas.” Durante a oração ecumênica na Basílica Inferior de São Francisco, o Papa, partindo dos dizeres de Jesus na cruz - “tenho sede”-, falou da sede como necessidade do ser humano e também de sua extrema miséria. “Imploram paz as vítimas das guerras que poluem os povos de ódio e a terra de armas; imploram paz os nossos irmãos e irmãs que vivem sob a ameaça dos bombardeamentos ou são forçados a deixar a casa e emigrar para o desconhecido, despojados de tudo. Todos eles são irmãos e irmãs do Crucificado, pequeninos do seu Reino, membros feridos e sedentos da sua carne. Têm sede”.

‘Não apontar o dedo ou agredir quem não pensa como nós’ O Papa recebeu os núncios apostólicos na manhã do sábado, 17, quando presidiu uma missa na Casa Santa Marta e depois fez a conclusão do encontro que

reuniu no Vaticano os representantes do Pontífice no mundo inteiro. “Não basta apontar o dedo ou agredir quem não pensa como nós. Essa é uma

mísera tática das atuais guerras políticas e culturais, mas não pode ser o método da Igreja. O nosso olhar deve ser vasto e profundo. A formação das consciências é

o nosso dever primordial de caridade, e isso requer delicadeza e perseverança na sua atuação”, foi o recado de Francisco aos núncios.

Cardeal Hummes leva proposta de canonização ao Papa Em entrevista à rádio Vaticano na sexta-feira, 16, o Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para

a Amazônia, revelou como surgiu a intenção da canonização dos primeiros protomártires nativos do Brasil. “Levantei essa causa tempo atrás

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com o Papa Francisco, lembrando que ele havia canonizado outros beatos históricos antigos e que não há mais muita documentação a ser levantada.

Ele já canonizou o Beato Anchieta e o Padre Fabro, um dos fundadores da Companhia de Jesus. Numa audiência que tive com ele, me recordei desses nossos mártires e pensei: ‘Por que não apresentar ao Papa essa questão?’ E escrevi em um memorando ‘se não era possível pensar numa canonização’. Ele reagiu muito positivamente e me disse para conversar com o Cardeal Amato [prefeito da Congregação para as Causas dos Santos], com o Presidente da CNBB [Dom Sérgio da Rocha] e com o arcebispo de Natal [Dom Jaime Vieira Rocha], e foi o que fiz. E na carta do Cardeal Amato constava o meu nome, porque eu tinha apresentado a questão ao Papa. E foi por isso que Dom Jaime quis que eu estivesse com ele nessa audiência neste momento em que ele sabe que a coisa está andando bem”. Segundo o Cardeal Hummes, em outubro próximo, a proposta retornará para a Congregação para as Causas dos Santos, para ser avaliada e encaminhada ao Pontífice.


10 | Eleições 2016 |

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Arquidiocese realiza colóquio entre os candidatos à Prefeitura Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo e Fernando Geronazzo

osaopaulo@uol.com.br

Faltando 12 dias para as eleições municipais, a Arquidiocese de São Paulo promoveu o evento “Diálogos com a Cidade - Colóquio com os candidatos à Prefeitura de São Paulo”. O colóquio, idealizado em 2012 pelo Cardeal Scherer, arcebispo metropolitano, é um diálogo entre os candidatos e os padres e bispos da Arquidiocese de São Paulo e dioceses vizinhas que estão no município. Neste ano, foram convidados os cinco candidatos que na pesquisa Ibope de 21 de julho lideravam as intenções de voto. Participaram Marta Suplicy (PMDB), Celso Russomanno (PRB) e Fernando Haddad (PT). Não foram ao encontro João Doria (PSDB) e Luiza Erundina (PSOL), que por meio de sua assessoria enviou uma nota atribuindo a sua ausência a votações na Câmara dos Deputados que de última hora entraram na pauta da sessão. Ela lamentou o fato de “perder essa oportunidade de dialogar” com a Arquidiocese e se colocou à disposição para apresentar as propostas que possui para “transformar São Paulo numa cidade socialmente justa e democraticamente plural”. Em sua saudação inicial, o Cardeal Scherer destacou que os sacerdotes e diáconos da Igreja em São Paulo possuem um contato muito próximo com a população e com as muitas situações que o povo vive nas questões relacionadas ao saneamento, moradia, educação, saúde, segurança e transporte. Enfim, “nas tantas necessidades que a população e a cidade possuem” e, “sem pretensão alguma de poder político”, desejam contribuir com quem está no poder público em vista do bem comum.

Apresentações e trocas de farpas

No início das falas, cada candidato teve seis minutos para se apresentar e ressaltar pontos do seu projeto de governo. A senadora Marta e o deputado federal Russomanno não perderam a oportunidade de criticar a gestão do atual prefeito e candidato à reeleição Fernando Haddad. O ponto principal foi a questão da saúde. Ambos criticaram a demora na marcação de consultas e no atendimento da rede pública municipal de saúde. Marta acrescentou que se sente surpresa por ainda existirem áreas em que as moradias estão sem escritura, mesmo com a concessão tendo sido viabilizada em sua gestão (2001-2004). A senadora ressaltou que, se eleita, priorizará: a saúde, com a contratação de 2 mil médicos, com enfoque no Programa Saúde da Família; educação, com a qualificação de professores, conclusão dos CEUs, com

Com as ausências de Doria e Erundina e a não permanência de Marta, Haddad e Russomanno respondem a perguntas do clero durante o colóquio

aulas dinâmicas e professores com mais didática; habitação, valorizando a reurbanização da cidade e as escrituras para quem já tem concessão de posse. Celso Russomanno, por sua vez, criticou os serviços públicos afirmando que “nada está funcionando como deveria funcionar”. Nas suas propostas, deteve-se nos planos que tem para a saúde, principalmente no campo da informatização do sistema, o que, segundo ele, economizará R$ 3 bilhões. Já Fernando Haddad fez uma espécie de prestação de contas e apresentou números e obras do seu governo, principalmente os projetos na área da saúde – entrega do hospital no Jabaquara e construção dos hospitais de Parelheiros e Brasilândia. Na área da educação, o prefeito lembrou que houve 100 mil novas matriculas para o ensino infantil, e a instituição das universidades abertas nos CEUs. Haddad recordou a crise econômica no país e a dificuldade em equilibrar as contas, além das obras na área de transporte público e a criação de faixas e corredores exclusivos de ônibus.

Diálogo com o clero

No segundo momento do colóquio, os candidatos responderam a perguntas elaboradas por alguns padres sobre assuntos de interesse da Igreja e de ações ou realidades em que a instituição está envolvida (Veja mais na página 11). Marta Suplicy teve de se ausentar mais cedo devido a compromissos de campanha. Por isso, somente Russomanno e Haddad responderam às questões relacionadas a temas como atenção com a periferia;

regularização dos templos da Igreja Católica junto à Prefeitura; habitação e qualidade de vida; saúde e saneamento básico; população em situação de rua; educação e Estado laico; políticas junto aos dependentes químicos; criação e gestão de áreas verdes; migrantes; e manifestações religiosas em espaços públicos. Os candidatos alternaram entre si as respostas e comentários definidos em sorteio prévio. Questionado sobre como pensam em colaborar para a redução dos entraves burocráticos para que os templos e áreas da Igreja obtenham regularidade de edificação e os alvarás de funcionamento, Russomanno afirmou que a regularização fundiária é uma prioridade para ele, prometeu a criação de um balcão único para esse fim e garantiu que dará prioridades a templos e igrejas. Ao comentar a resposta, Haddad informou que foi feito um pacto com todas as igrejas para a regularização dos templos. Uma das questões propunha aos candidatos, caso disputem o segundo turno, participar de uma assembleia com a população em situação de rua para pensarem juntos políticas públicas para a área. Ambos não responderam diretamente à proposta. Haddad citou o programa “De Braços Abertos”, junto à população da Cracolândia, definindo-o como uma política pública construída coletivamente, e defendeu o diálogo com a população da rua para diversificar o atendimento. Russomanno, por sua vez, afirmou que o programa citado pelo prefeito deve ser melhorado, sobretudo para coibir o consumo de drogas. Destacou, ainda, que é

preciso que o poder público esteja mais próximo dos usuários de drogas. Em relação à educação e o Estado laico, os candidatos foram indagados sobre a maneira com que facilitariam o diálogo entre a escola e as instituições religiosas diante da atual “confusão” que há entre laicidade e não intervenção da religião nos poderes públicos. Russomanno recordou a presença das entidades religiosas na administração de creches e outros serviços importantes da cidade. Ressaltou, ainda, que ninguém pode ser impedido de manifestar a sua fé ou religião, que são direitos. Haddad agradeceu às entidades confessionais e chamou a atenção para a linha tênue entre laicidade e religiosidade, pontuando que é preciso ver cada caso individualmente.

Avaliações

Para Dom Odilo, o colóquio foi muito bom e as questões colocadas foram muito pertinentes e cada candidato tentou dar as suas respostas. “Penso que o colóquio foi de um bom nível”. Ainda segundo o Cardeal, a ausência de alguns candidatos não tirou a grandeza do encontro, porém “teria sido melhor se todos os cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas estivessem presentes”. Os candidatos Fernando Haddad e Celso Russomanno também avaliaram o colóquio de forma positiva, principalmente pelo nível das questões apresentadas e pelo tempo que tiveram para formularem suas respostas, réplicas e tréplicas. (Colaboraram Daniel Gomes e Júlia Cabral)


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Padres avaliam respostas dos candidatos Padre Rogério Valadares da Silva

Área Pastoral Santo Antônio (Paróquia Nossa Senhora das Dores), na Região Brasilândia. Quais as propostas para melhorar a qualidade de vida na periferia da cidade? “Na minha opinião, as respostas foram muito vagas. Por exemplo, o candidato Haddad disse que já há alguns CEUs para serem construídos em Taipas. Eu moro ali há algum tempo e não sei de nenhum lugar onde está prevista uma obra. De fato, é importante para a região, mas todas as áreas estão ocupadas. Não vejo nenhum lugar onde possa ser construído um CEU, a não ser que casas sejam desapropriadas. A comunidade local não teve nenhuma participação na elaboração de políticas públicas.”

Padre Julio Lancellotti

Vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese. O candidato que passar para o segundo turno se compromete a participar de assembleia com a população da rua para construir com ela propostas? Assembleia não com representantes, mas aberta a todos? “Os candidatos deram uma resposta ampla sobre as questões da rua e da dependência química. Depois, falando com cada um dos candidatos aqui presentes, mais a candidata Marta que mandou recado pela assessoria, os três se comprometeram em participar de uma assembleia com a população de rua, a ser organizada.”

Emenda Constitucional 241/2016 congela o orçamento da saúde por 20 anos? Qual a posição dos candidatos sobre a PEC 241, que congela o orçamento, e a PEC 01/2015, que é baseada na campanha Saúde+10, que busca assegurar o percentual mínimo da receita corrente líquida para custeio da saúde no Brasil, que é apoiada pela CNBB? “Pessoalmente, achei muito fraca a resposta diante da gravidade da situação. Com a PEC 241, todas as conquistas sociais que tivemos, não só no campo da saúde, mas da educação, moradia e saneamento básico, vão por água abaixo. Quanto à PEC 01/2015, que garante recursos necessários para saúde, educação e conquistas sociais, nenhum dos dois se manifestou se apoia ou não. Diante da gravidade da situação, esperava uma posição mais firme, mais contundente dos candidatos.”

de 16 mil intervenções em audiências públicas no município de São Paulo em relação a nova lei de zoneamento, e foram indicadas mais de 13.500 sugestões para compor esse projeto.”

Coordenador da Missão Paz. Diante dos muitos desafios em matéria migratória, com a necessidade de avançar em políticas de integração, se for eleito, qual será Padre Antonio Carlos seu programa em relação aos imiMariano Coelho Sampaio grantes e refugiados residentes na Pároco da Paróquia Divino Espírito cidade de São Paulo? Santo, na Região Belém. “Senti que um dos candidatos, o atual O desmonte do “Minha Casa, prefeito, domina mais o assunto relaMinha Vida” vai inviabilizar a cionado ao tema da migração, desafios construção de moradias em São fortes e prementes em uma sociedade Paulo? que se diversifica com a presença de “Na minha opinião, o candidato Feroutras culturas e de outros grupos. nando Haddad respondeu de forma Creio que nenhum nem outro responclara. A realidade é esta: a situação do deu de forma objetiva. O Haddad, a Brasil atual e a política do governo fepartir de políticas que ele já realizou deral agora são outras. Os partidos que no atual mandato, colocou perspectidão sustentação ao governo federal, do vas mais positivas em relação à quesqual o candidato Russomanno faz partão da integração com a diversidade de te, pensam da mesma forma. Ele fala expressões como uma riqueza presente no sentido eleitoreiro e não no sentido na cidade. O Russomanno divagou um daquilo que o partido dele está apoianpouco e não pude sentir na resposta dele algo objetivo de poLuciney Martins/O SÃO PAULO líticas e práticas que ele irá exercer em caso de mandato em relação aos imigrantes na cidade de São Paulo.”

Padre Tarcísio Mesquita

Padre Pedro Luiz Amorim Pereira (foto)

Pároco da Paróquia Santa Paulina e coordenador de pastoral da Região Ipiranga. De que maneira o senhor [candidato] facilitará esse diálogo [entre educação e Estado laico] imprescindível para a cidade? “Foi a única pergunta a que eles responderam. Como é um assunto que o ambiente favorece o diálogo, eles responderam de acordo com aquilo que agrada a audiência. Acho que era um tema mais fácil de se tratar. Porém, particularmente, acho que alguns temas tratados por outros padres, temas mais prementes, mais tocantes, não foram respondidos. Saíram pela tangente.”

Padre João Inácio Mildner

Assistente eclesiástico da Pastoral da Saúde e capelão do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Como será possível [realizar as propostas para a saúde] se o Projeto de

Padre Antenor Dalla Vecchia

Padre Zacarias José de Carvalho Paiva

Pároco da Paróquia São Gabriel da Virgem Dolorosa, na Região Santana, e procurador da Mitra Arquidiocesana de São Paulo. Como o candidato pensa em colaborar com a resolução dos entraves burocráticos para que os templos e áreas da Igreja obtenham a regularidade da edificação e os alvarás de funcionamento? “Foi satisfatória a resposta dos dois candidatos, mas evidentemente a resposta do candidato Haddad está mais próxima da realidade, porque é o que de fato estamos vivendo. Mas ainda muita coisa precisa ser melhorada em cima do que foi feito na nova lei de zoneamento do plano diretor, feito com a ajuda de todos. O prefeito não mencionou, mas foram realizadas mais

do nas políticas federais, o que respinga diretamente na questão da moradia em São Paulo”.

Padre Gianpietro Carraro

Fundador da Comunidade Missão Belém. Qual é o plano dos senhores para resolver esse problema [ação da polícia ao combate às drogas] na Cracolândia e em áreas análogas? “A resposta de Haddad revela que ele conhece a problemática. Até citou os lugares onde o crack é produzido e os meios pelos quais chega à Cracolândia. Sobre a resposta de Russomanno, acredito que há uma intenção séria, mas acredito que os dois deveriam se empenhar mais. É impossível não obter resultado se a coisa fica tão clara à luz do sol.”

Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, na Região Belém, e coordenador-geral do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral. Como sua administração vai tratar os eventos religiosos que contam com o apoio do poder público, sobretudo aqueles que fazem parte da história da formação cultural e histórica da cidade? “Minha pergunta teve o sentido de vermos isso na prática para que, quando estiverem responsáveis pela administração pública ou darem continuidade, que isso de fato ocorra. Minha expectativa é de que o diálogo seja mais facilitado com o poder público. Quanto às demais perguntas, considerei as respostas respeitosas. Os dois candidatos foram muito cordados, mas evasivos em algumas questões, e poderiam ter sido mais objetivos.”

Padre Flaviano Walger Schulz

Do clero da Diocese de Santo Amaro (SP), coordenador diocesano da Campanha da Fraternidade. O senhor tem alguma meta para criação de parques ou já tem algum critério em vista para a criação deles? “As respostas foram bem objetivas e apresentam algumas soluções que já foram tomadas.”


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O que propõem os 5 candidatos líd Edcarlos Bispo

edbsant@gmail.com

Tendo em vista as eleições municipais que acontecem em todo o Brasil, em 2 de outubro, O SÃO PAULO ouviu os cinco candidatos à Prefeitura de São Paulo mais bem colocados nas pesquisas eleitorais: Celso Russomanno (PRB), Marta Suplicy (PMDB), Fernando Haddad (PT), João Doria (PSDB) e Luiza Erundina (PSOL). A reportagem enviou quatro perguntas a todos os candidatos. A seguir, apresentamos as respostas.

O SÃO PAULO - Muitos serviços que são de responsabilidade última da Prefeitura (como creches, centros educacionais, atendimento a moradores em situação de rua) são executados hoje por entidades sociais tanto da Igreja Católica quanto de outras confissões religiosas, ONGs e organizações sociais. Boa parte desse trabalho é feito por meio de parcerias com a Prefeitura. Como avalia a atuação dessas entidades e como pretende conduzir as parcerias entre elas e a Prefeitura? Pretende usar essa parceria para atender a alguns problemas emergenciais, como o déficit de vagas em creches no município ou o atendimento a moradores de rua?

Celso Russomanno - A administração

pública hoje não funcionaria como deve, se não fosse o serviço das entidades sociais, em diversas áreas, não apenas educacional, mas até na da saúde. Conheço e reconheço o trabalho das organizações confessionais combatendo os efeitos devastadores das drogas, recuperando e resgatando a dignidade de seres humanos atingidos por esse mal. Reconhecidas pela população, as creches confessionais são, hoje, símbolo de boa educação. Em nosso governo, continuaremos fazendo parcerias com creches, mas também vamos assumir nossa responsabilidade, construindo creches verticais técnica e pedagogicamente corretas. Nosso compromisso com a educação será real, estarei fiscalizando pessoalmente o atendimento das nossas crianças e das mães trabalhadoras. Entendo que todo dinheiro gasto na educação é um investimento e não uma despesa.

João Doria - Nós vamos manter e expan-

dir a utilização das OSs (Organizações Sociais). É uma boa alternativa, uma parceria saudável, positiva, que presta serviços de boa qualidade, com mais eficiência que o serviço público prestaria diretamente, e a um custo menor. Portanto, não só vamos manter, como vamos ampliar, sobretudo na área da saúde e na área das creches. Vamos também ampliar para o âmbito do atendimento daqueles que são psicodependentes, pessoas que costumam ou têm, lamentavelmente, o hábito de consumir drogas. Vamos utilizar as OSs também para programas de esporte. Uma iniciativa que já existe, mas muito pouco, muito tênue. E vamos ampliar as OSs na área do esporte, da prática esportiva. O esporte afasta as

crianças das drogas, afasta as crianças das bebidas, melhora a disciplina e a concentração nos estudos.

Luiza Erundina - É inegável a importân-

cia desse trabalho que, inclusive, oferta para toda a sociedade conhecimento prático e teórico. Em alguns casos, são esses serviços que desenvolvem novas metodologias de atendimento e que depois são incorporadas pelo poder público. As parcerias continuarão tendo como orientação o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil e as leis ordinárias e complementares que estabelecem quais são os serviços públicos diretos e os que podem ser executados por meio de parcerias com a sociedade civil organizada. O déficit de vagas em creches e o atendimento à população em situação de rua são prioridades e, portanto, as parcerias com as organizações sociais são fundamentais com a complementariedade dos serviços diretos de centros educacionais e centros de referência de assistência social e/ou centros de referência especializados de assistência social para as pessoas em situação de rua.

Marta Suplicy - Essas entidades for-

necem serviços de ótima qualidade, que são muito bem avaliados pela população, independentemente da religião. A Igreja Católica exerce há quase 50 anos atividades assistenciais com creches, pessoas em situação de rua, pessoas com deficiência, apoio a familiares, dependentes químicos, entre outras, com estruturas algumas vezes maiores que empresas multinacionais. Por isso, para garantir a continuidade e ampliar o atendimento às pessoas mais necessitadas, a Prefeitura deve ter o papel de facilitar o exercício das atividades – sem criar obstáculos e burocracia – e fiscalizar a qualidade.

ticipativo, que funcionou muito bem em algumas cidades do Sul do país e em outras, não. Houve uma tentativa em São Paulo que não avançou. A ideia de estabelecer um processo de consulta popular permanente é muito valiosa. Apenas um político de visão curta não enxerga a vantagem de tomar as decisões de governo com base popular. Manteremos e incentivaremos os conselhos paritários e gestores da cidade. Sabemos que são instrumentos importantes de participação popular e uma forma de os administradores públicos ouvirem os cidadãos. O incentivo a esses locais de debates e resolução são importantes também para ajudar o gestor público a implementar políticas e ações mais adequadas a cada região da cidade, que têm suas características e especificidades próprias. Essa ferramenta está de acordo com a Governança Social, que implementaremos em nossa administração, como forma de trazer a qualidade dos serviços públicos para a cidade de São Paulo.

João Doria - Descentralização é palavra de ordem. É um dos cinco pontos

O SÃO PAULO - A consolidação da cidadania implica tanto na participação dos cidadãos na tomada de decisões que dizem respeito à coisa pública quanto no seu protagonismo na resolução dos problemas que afetam suas comunidades. Para que isso aconteça de forma efetiva, é fundamental o desenvolvimento dos mecanismos de participação e a descentralização da gestão, colocando as decisões o mais próximo possível dos cidadãos. Como enxerga a participação popular e a descentralização da cidade em sua gestão? Vai manter e incentivar os conselhos paritários e gestores?

programáticos que temos desde o início. Desde agosto do ano passado, o temos dito. É preciso descentralizar a gestão para melhorar a sua eficiência. Por isso que nós teremos as prefeituras regionais. Não serão mais subprefeituras, mas, sim, prefeituras regionais, com empoderamento, com orçamento e com bons gestores à frente delas, exatamente para dar capilaridade e eficiência de gestão no plano dessa descentralização numa cidade gigantesca como é São Paulo. Então, a descentralização é parte majoritária do nosso programa, é o grande propulsor do nosso programa de gestão para a Prefeitura. E a participação também. Portanto, os conselhos, com sua manutenção, seu funcionamento e a sua capacidade de influir decisões, serão fortalecidos durante a nossa gestão, mas com um detalhe: os conselhos terão que ter objetivos claros, concretos e prazos determinados para formulação de propósitos.

Celso Russomanno - Os conselhos

Luiza Erundina - A participação po-

Fernando Haddad - Essas parcerias

são de extrema importância para assegurar o atendimento público de qualidade à população. A Prefeitura tem parceiros atuando em diversas áreas e a expectativa é que esse trabalho, que inclusive é feito também com a ajuda da Igreja Católica, seja mantido.

advêm do projeto de orçamento par-

pular como controle social é funda-

mental. Governar com o povo é radicalizar a gestão e inverter prioridades. Ouvir a população, acolher sugestões, permitir a avaliação e a fiscalização e, principalmente, deliberar as prioridades em cada região da cidade. A proposta de nosso governo é fortalecer a gestão de forma descentralizada nas 32 subprefeituras da cidade, articular as políticas públicas no território e favorecer o diálogo com a população por meio do conselho de representantes em cada subprefeitura, que deverá apresentar uma lista tríplice de nomes para ocupar a função de subprefeito. Os demais conselhos paritários das políticas públicas de Criança e Adolescente, Juventude, Idosos, Saúde, Assistência Social, Direitos Humanos, Habitação, Transporte Público entre outros, serão valorizados e potencializados como efetivo espaço de controle social.

Marta Suplicy - Na minha gestão, criei

as subprefeituras, as coordenadorias temáticas, como a de educação e saúde, e busquei facilitar o acesso do cidadão aos serviços públicos com as praças de atendimento informati-

zadas. Agora, as subprefeituras serão totalmente informatizadas para que o cidadão possa sanar seu problema direto de sua residência, dando maior celeridade aos processos e transparência de recursos. Com aplicativos para consultas à população sobre interferências em seus bairros, é possível otimizar as construções, atendendo – realmente – à necessidade da população, como: consulta de ciclovias, rotas de ônibus, pontes, transformação de espaços públicos ociosos.

Fernando Haddad - A participação

da população é uma das prioridades de meu governo. Em 2013, assinei o decreto de criação do Conselho Participativo Municipal, um órgão autônomo que conta com representantes eleitos pelas 32 subprefeituras da cidade. Esse conselho garante participação no planejamento e fiscalização das ações e gastos públicos, além de sugerir ações e políticas públicas. Além disso, fizemos inúmeras consultas públicas para a tomada de decisões, como no processo de construção


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eres das pesquisas em São Paulo? dos planos municipais de educação, habitação e cultura, o Plano Diretor Estratégico, o novo Código de Obras, entre outros. Em meu próximo mandato, quero ampliar essa participação ainda mais, por meio de eleições diretas para subprefeitos em todas as regiões, nos mesmos moldes do que já é feito em outras cidades do mundo.

O SÃO PAULO - Mobilidade e sustentabilidade são palavras que estão em voga. Tendo em vista a carência de recursos financeiros do município, o que fazer concretamente para que as duas práticas não sejam rivais, mas aliadas? Pretende incentivar e melhorar o transporte público? Como? O incentivo ao uso da bicicleta foi uma das grandes bandeiras da gestão Haddad. Apesar de contar com o apoio teórico de boa parte da população, a forma pela qual foi implementado recebeu fortes críticas de muitos. O que pretende fazer nesse sentido?

Celso Russomanno - Podemos abor-

dar o tema em três aspectos. Sustentabilidade e Mobilidade X Carência de Recursos. O que fazer de maneira concreta para que as duas práticas não

para que elas tenham uma oportunidade melhor de desfrutar o seu tempo, não dentro de transporte público, mas trabalhando e nas suas casas, nas suas atividades de lazer e na prática esportiva. Outro ponto é criar e fortalecer os mecanismos de integração de transportes: trilhos, ou seja, trem e metrô, e ônibus, otimizando essa relação do estado com o município.

Luiza Erundina - Mobilidade urbana

e sustentabilidade ambiental caminharão juntas. Todos os modais (pedestre, bicicleta, moto, automóvel, ônibus, metrô e trem) deverão ser integrados a partir de uma lógica que permita a mobilidade e a acessibilidade de todos. No caso do transporte público, vamos adequá-lo ao status de direito social básico e fundamental, conforme previsto atualmente na Constituição Federal, e rever o modelo de licitação e contratação deste serviço, adequando em tempos menores de prestação de serviços e acoplando as novas tecnologias para controle e fiscalização da mobilidade. Adotaremos de forma planejada a tarifa zero, que hoje recebe o nome de passe li-

a inversão de prioridades: não podemos investir milhões em faixas vermelhas, enquanto pessoas morrem em filas de hospitais.

Fernando Haddad - As ciclovias ga-

nharam destaque, mas representam uma parcela pequena dos investimentos em mobilidade urbana. O que teve impacto na vida do paulistano foi a implantação de faixas exclusivas de ônibus, que reduziram significativamente o tempo das viagens. Além disso, modernizamos a frota de ônibus, com veículos acessíveis para deficientes, com ar-condicionado e Wi-Fi, e oferecemos passe livre a mais de 1 milhão de estudantes e idosos. Também tenho que mencionar a redução da velocidade nas vias, que atendeu a uma recomendação da ONU e em apenas dois anos de operação contabiliza 9 mil feridos a menos em acidentes de trânsito na cidade. As críticas são sempre bem-vindas, e eu escuto a todos, porém, o fato de salvar vidas me deixa muito tranquilo. Não podemos mais admitir tanta violência no trânsito.

O SÃO PAULO - De acordo com reportagem do jornal O Estado de S.Paulo, a demora excessiva para marcação de consultas com especialistas é apontada como uma das principais deficiências da rede municipal, que avançou nos últimos anos, mas ainda representa o maior problema da cidade, na avaliação dos paulistanos. Com o aumento do desemprego, a procura por serviços públicos só tende a crescer. Hoje, já são 6,5 milhões de usuários – desses, 753 mil, ou 11,5%, à espera de algum tipo de atendimento. O que pode ser feito de concreto para sanar esse problema?

Celso Russomanno - Para resolver de sejam rivais? A mobilidade urbana, quando tratada de maneira sustentável, gera valores (inclusive financeiros) percebidos de maneira imediata, médio e longo prazo. Logo não competem entre si e sim complementamse. Por exemplo, a adequação das vias públicas dedicadas à locomoção dos pedestres nos trechos de circuito considerados curtos, inclusive com restruturação urbanística envolvendo áreas verdes, tem impacto direto no bolso de cada cidadão, quando evita tomar um transporte para fazer esse percurso, além da melhoria de sua saúde.

João Doria - A melhor forma de me-

lhorar a mobilidade urbana é criar oportunidades de trabalho próximas às residências, próximas ao local onde as pessoas moram. Com isso, as pessoas terão menos deslocamento, menos tempo no trânsito, menos custo no transporte e melhor qualidade de vida. Vamos investir fortemente em gerar oportunidades de empregos nos bairros onde as pessoas residem,

vre, começando pelos domingos, e na mobilidade entre os próprios bairros. As ciclovias são fundamentais para a mobilidade, para a prática do esporte e da sociabilidade e serão ampliadas a partir do debate com a comunidade local.

Marta Suplicy - O nosso foco no trans-

porte público são os corredores de ônibus. Criaremos mais de 100 quilômetros de corredores de ônibus para diminuir o tempo de deslocamento dos trabalhadores, melhorando sua qualidade de vida. A mobilidade ativa (deslocamentos a pé) também requer grande atenção, já que representa aproximadamente 32% dos deslocamentos. Com a readequação das calçadas, melhoria na sinalização e acessibilidade, é possível, somada à urbanização de áreas e arborização de espaços públicos, tornar a jornada a pé menos cansativa. Toda grande metrópole tem ciclovias, mas depois de se fornecer à população excelentes serviços de saúde, educação e transporte público. O grande problema é

uma vez esse problema, a rede municipal de saúde será informatizada, implantando-se o Cartão Saúde Inteligente. O sistema estará conectado ao cartão saúde inteligente, um cartão com “chip”, no qual o paciente terá acesso a todo o seu prontuário médico. Em segundo lugar, aumentaremos o número de unidades e vagas para consultas e exames, terminando as obras inacabadas da gestão atual. Por último, realizando uma nova carreira dos profissionais da saúde e do médico, valorizando os profissionais como ocorre na iniciativa privada, estendendo o tempo, especificamente do médico nas unidades por meio de maiores salários, haverá aumento do número de consultas, exames e cirurgias disponíveis na rede.

João Doria - Melhorar a eficiência da

gestão e reduzir a zero o tempo de espera para um exame e uma consulta. Não faz sentido a demora excessiva hoje existente. Vamos fazer com que a rede pública possa ter, num prazo de um ano, um grau de eficiência adequado, e, enquanto isso, temos um programa emergencial que é o Coru-

jão da Saúde, para zerar o déficit dos exames na rede pública municipal. E vamos fazer com que o Corujão funcione das 20h às 8h, em hospitais particulares, hospitais privados distribuídos por São Paulo. São mais de 40 hospitais que serão conveniados para realização desses exames. Hospitais bem equipados, com bom atendimento, limpos, funcionais, onde as pessoas terão seu atendimento com hora marcada para fazer exames, e com isso terão o atendimento que hoje, infelizmente, não conseguem ter na rede pública ou municipal.

Luiza Erundina - Vamos incentivar o

desenvolvimento econômico regional para geração de emprego mais próximo das residências e nas regiões periféricas da cidade. Promover a geração de emprego e renda por meio de uma economia solidária com cooperativas, mutirões para promover uma economia compartilhada e colaborativa. Vamos criar o programa agente jovem de cultura cidadã, por meio de 20 mil bolsas (nos quatro anos do governo). Com relação à saúde, vamos ampliar o orçamento por meio de um novo fundo com recursos recuperados da dívida ativa do município, para ampliar a rede de atendimento básico, ampliar as equipes multiprofissionais do Programa Saúde da Família, retomar os programas de atendimento da mulher, da gestante, da criança e adolescente, idoso, trabalhador, saúde mental e a prevenção e atendimento às doenças sexualmente transmissíveis, portanto, completar a municipalização do Sistema Único de Saúde (SUS).

Marta Suplicy - Vamos contratar 2 mil

médicos. Parte deles vai se dedicar ao Programa Saúde da Família, cuja cobertura nós vamos ampliar. Vamos informatizar as agendas e fazer mutirões de consultas, exames e pequenas cirurgias.

Fernando Haddad - O caminho é in-

vestir em Hospitais Dia da Rede Hora Certa, que já são 33 na capital, e em UPAs – entregamos três e outras 12 estão em obras. A Rede Hora Certa diminui o tempo de espera de consulta, exame e cirurgia, e a UPA melhora o atendimento de urgência. Hoje, reduzimos a espera por exames de 180 para 90 dias, mesmo com a crise econômica, que trouxe 500 mil pessoas dos planos privados para o SUS. Além disso, iniciei a construção de três novos hospitais, sendo um entregue no Jabaquara, outro quase pronto em Parelheiros, que atenderá a uma reivindicação de 30 anos da região, e um terceiro na Brasilândia, que está com obras avançadas. Juntas, essas três novas unidades vão incluir mais de 780 novos leitos na rede. Essa visão estratégica deve melhorar a qualidade do atendimento nos próximos anos. (Colaborou Júlia Cabral)


14 | Geral |

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Juventude em romaria para fazer florescer a ‘civilização do amor’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Evento da PJ do Regional Sul 1 da CNBB aconteceu na capital, no domingo, 18 Fernando Geronazzo

osaopaulo@uol.com.br

A Arquidiocese de São Paulo acolheu a 22ª Romaria Estadual da Pastoral da Juventude (PJ) no domingo, 18. Ainda na madrugada, os cerca de 5 mil jovens de várias dioceses do Regional Sul 1 da CNBB (Estado de São Paulo) começaram a se reunir na praça da Sé, no centro da cidade, onde iniciaram o evento, com uma missa celebrada na Catedral Metropolitana de São Paulo. De lá, a juventude caminhou até a Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Bom Retiro, onde aconteceram apresentações culturais. O lema da romaria deste ano - “Façam florescer a civilização do amor” - foi extraído do discurso de despedida do Papa Francisco em sua viagem ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro. “A partir do testemunho de alegria e de serviço de vocês, façam florescer a civilização do amor. Mostrem com a vida que vale a pena gastar-se por grandes ideais, valorizar a dignidade de cada ser humano e apostar em Cristo e no seu Evangelho”, afirmou o Pontífice. “O Papa Francisco pede que sejamos uma Igreja em saída e essa sua frase se tornou o eixo de todas as atividades da PJ ao longo do ano”, explicou, ao O SÃO PAULO, Eder Francisco, membro do serviço de assessoria da PJ no Estado de São Paulo. O jovem destacou, ainda, que essa civilização deve ser marcada pela

Participantes da Romaria da Pastoral da Juventude do Regional Sul 1 da CNBB expressam devoção a Nossa Senhora Aparecida, no domingo, 18

igualdade e a justiça social. “Vamos refletindo com nossos grupos que temos que ter uma civilização sem exclusão, onde não exista mais ninguém passando fome. Que entenda que o mundo é casa comum de todos, assim como tem exortado o Papa Francisco”. Na romaria, os jovens também refletiram sobre os principais problemas que envolvem a juventude brasileira, especialmente a violência e extermínio de jovens e a atual crise política e econômica no País. Eder também ressaltou a preocupação da PJ para que não se percam os direitos conquistados pela juventude ao longo dos anos.

Agir contracorrente

A expressão “civilização do amor” foi proferida pela primeira vez pelo Beato Paulo VI na celebração de Pentecostes de 1970, e retomada em uma homilia em 25 de dezembro de 1975. Em suas palavras, “a civilização do amor irá prevalecer

frente a lutas sociais implacáveis, e dará ao mundo a tão sonhada transfiguração da humanidade”. Posteriormente, São João Paulo II utilizou-se dessa expressão inúmeras vezes em seus discursos e escritos. Em uma delas, lembrando Paulo VI, afirmou que “a civilização do amor é o fim para o qual devem tender todos os esforços tanto no campo social e cultural como no campo econômico e político”. Na caminhada da Igreja latino-americana, essa expressão tem sido bastante inspiradora tanto na reflexão teológica quanto no processo pastoral assumido, especialmente da Conferência do Episcopado Latino-Americano de 1979, em Puebla. Em relação à evangelização da juventude, por exemplo, os três documentos referenciais da Pastoral Juvenil carregam no título o termo “civilização do amor”. O último deles, publicado em 2013, com o subtítulo “Projeto e Missão”, busca empreender uma dimensão de vida e práti-

ca nova, a partir da vida dos jovens nos diferentes contextos e de uma profunda conversão pessoal, pastoral e eclesial, com o intuito de incitar o caminho de discipulado missionário em cada um. Em mensagem enviada aos participantes da Romaria da PJ, Dom Milton Kenan Junior, bispo de Barretos (SP) e referencial para a juventude no Regional Sul 1, recordou que as palavras de Francisco que inspiraram o tema são um novo convite para que os jovens “não tenham medo de agir contracorrente, propondo ao mundo os valores do Evangelho que rompem com a lógica do egoísmo e do ódio, da ganância, do rancor”. “A civilização do amor não se constrói com a força das armas, mas, ao contrário, constrói-se com a não violência, que não se contenta em não pagar o mal com o mal, mas prefere sufocar o mal com a abundância do bem”, acrescentou o Bispo. (Com informações da Comissão para a Juventude da CNBB)

Dom Odilo participa da Semana Cardeal Agnelo Rossi na PUC-Campinas Alvaro Jr./PUC-Campinas

REDAÇÃO

osaopaulo@uol.com.br

Como parte das comemorações dos 75 anos da PUC-Campinas, foi realizada entre os dias 12 e 16, no Museu Universitário e na Faculdade de História da pontifícia universidade, a Semana Cardeal Agnelo Rossi. Durante a atividade, houve o lançamento da mostra “Cardeal Agnelo Rossi: a missão de educar e instruir pessoas” e também de um livro com manuscritos do Bispo, nascido no distrito de Joaquim Egídio, em Campinas (SP), em 1913, e que morreu em 1995, aos 82 anos. Dom Agnelo tornou-se vice-reitor da então Universidade Católica de Campinas, em 1956. No mesmo ano, foi feito bispo e assumiu a Diocese de Piraí (RJ) até ser transferido para a Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), em 1962. Dois anos depois, assumiu a Arquidio-

Dom Odilo cumprimenta Dom Airton dos Santos e Angela de Mendonça, reitora da PUC-Campinas

cese de São Paulo (SP), sendo feito cardeal pelo Beato Paulo VI em 1965. Em outubro de 1970, foi convocado pelo Papa a presidir a Congregação da “Pro-

paganda Fide”, hoje conhecida como da “Evangelização dos Povos”, um dos mais importantes dicastérios da Santa Sé, supervisionando todo o trabalho

missionário da Igreja, em razão do qual percorreu 98 países nos quatro continentes em visitas pastorais. Em 1984, São João Paulo II o nomeou presidente da Administração do Patrimônio da Sé Apostólica. Ele voltou ao Brasil em 1993. Na quinta-feira, 15, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, falou aos participantes do evento, enaltecendo a trajetória do Cardeal Agnelo Rossi, com feitos em prol da Igreja e da sociedade. “Eu fico muito feliz pela oportunidade que a PUC me proporcionou de vir aqui para lembrar quem foi Dom Agnelo e a colaboração que deu em Campinas e em outros lugares onde foi bispo”, disse Dom Odilo em entrevista. “Os grandes homens são recordados pelos seus feitos, pelas marcas que deixaram na história. Dom Agnelo deixou muitas marcas e isso merece ser lembrado”, completou. (Com informações dos sites PUC-Campinas e ArquiSP e da TV PUC-Campinas)


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Paralimpíada do Rio termina com desempenho histórico do Brasil Comitê Paralímpico Brasileiro

Daniel Gomes

danielgomes.jornalista@gmail.com

Os Jogos Paralímpicos Rio 2016 terminaram no domingo, 18, com um saldo esportivo altamente positivo para o Brasil. Com 72 medalhas conquistadas, o país superou em 67% o desempenho de 43 pódios alcançados em Londres 2012, mas não chegou à meta do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) de estar entre os cinco primeiros no ranking de medalhas, que é definido pela quantidade de ouros. Nos Jogos do Rio, foram 14 primeiros lugares para o Brasil ante 21 da última paralimpíada. À frente dos brasileiros ficaram a China, com 239 pódios (107 ouros) – mantendo-se como a principal potência paralímpica desde Atenas 2004, seguida pela Grã-Bretanha (64 ouros), Ucrânia (41), Estados Unidos (40), Austrália (22), Alemanha (18) e Holanda (17). “A meta de terminar na quinta colocação geral não era a única, e todas as outras foram alcançadas. Um dos grandes objetivos era aumentar o número de medalhas no total e de modalidades no pódio. O desempenho dos atletas mostra que o trabalho foi bem feito. Nada menos do que 93 brasileiros fizeram no Rio as melhores marcas de suas vidas. A geração pós-Londres brilhou, e 15 atletas com menos de 23 anos subiram ao pódio”, afirmou Andrew Parsons, presidente do CPB, em coletiva de imprensa no domingo.

mesma quantidade do nadador ucraniano Levgenii Bogodaiko. Além disso, Daniel tornou-se o maior medalhista da natação na história paralímpica, superando o australiano Matthew Cowdrey, até então recordista com 23 pódios.

Sucesso de público e morte de ciclista

Delegação brasileira participante da Paralimpíada Rio 2016 durante cerimônia de encerramento

Mais do que natação e atletismo

O presidente do CPB também comemorou o fato de o Brasil ter subido ao pódio em 13 das 22 modalidades em disputa. “Aproveitamos bem esse ciclo, aumentamos o espectro de modalidades. E esta era uma das nossas expectativas: aproveitar este ciclo para diminuir a dependência do atletismo e da natação e aumentar esse leque”, comentou Parsons. Pela primeira vez, o Brasil alcançou medalhistas no halterofilismo, canoagem velocidade, ciclismo e vôlei sentado. Além disso, voltou a medalhar em esportes nos quais estava há pelo menos um ciclo paralímpico sem ir ao pódio, casos do tênis de mesa, futebol de 7 e hipismo, e reafirmou a

evolução na bocha, judô e goalball, e a supremacia no futebol de 5, em que a seleção alcançou o tetracampeonato paralímpico. Mais um vez, o atletismo foi o esporte que mais levou o Brasil ao pódio, com 33 medalhas, desempenho superior às 18 alcançadas em Londres 2012. Três nomes se destacaram: o corredor Felipe Gomes, da classe T11, com três pratas e um ouro; o também corredor Petrúcio dos Santos, da classe T47, com um ouro e duas pratas; e Shirlene Coelho, da classe F37, que chegou ao bicampeonato no lançamento de dardo e conquistou a prata no lançamento de disco. Na natação, o Brasil faturou 19 medalhas, sendo quatro de ouro com Daniel Dias, que foi o atleta com mais conquistas na Paralimpíada do Rio, com nove pódios,

A Paralimpíada do Rio também entra para a história como a segunda em quantidade de público: 2,1 milhões de ingressos foram vendidos, atrás apenas de Londres 2012 (com 2,7 milhões). “O Rio 2016 será lembrado como os Jogos do povo. Foram 12 dias de esportes que trouxeram diferentes gerações para aproveitarem uma experiência única. O Rio 2016 foram os Jogos que mais me deixaram orgulhoso e vão deixar um legado social”, afirmou Philip Craven, presidente do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), durante a cerimônia de encerramento dos Jogos no estádio do Maracanã. Porém, nem tudo foi festa. No sábado, dia 17, o ciclista iraniano Bahman Golbarnezhad morreu após sofrer um acidente durante as disputas do ciclismo de estrada, ao cair de sua bicicleta e bater com a cabeça em uma pedra. As causas do acidente ainda estão sendo investigadas. Bahman foi homenageado com um minuto de silêncio durante a cerimônia de encerramento. Fontes: CPB, Rio 2016, Brasil2016 e Agência Brasil

BRASIL – 72 MEDALHAS OURO (14) Atletismo

Alessandro Silva - lançamento de disco F11 Claudiney Santos - lançamento de disco F56 Daniel Martins – 400m T20 Petrúcio dos Santos – 100m T47 Daniel Silva, Diogo Ualisson, Felipe Gomes e Gustavo Araújo – Revezamento 4x100m masculino T11-13 Ricardo Costa - salto em distância T11 Shirlene Coelho - lançamento de dardo Silvânia Costa - salto em distância T11

Bocha

Antonio Leme, Evani Calado e Evelyn Vieira – Pares BC3

Natação

Daniel Dias – 50m costas S5, 50m livre S5, 100m livre S5 e 200m livre S5

Futebol de 5

Seleção: Luan, Cassio, Damião, Jefinho, Ricardinho, Tiago, Nonato, Felipe, Dumbo e Vinicius

PRATA (29) Atletismo

Fábio Bordignon - 100m T35 e 200m T35 Felipe Gomes - 100m T11, 200m T11 e 400m T11 Mateus Evangelista - salto em distância T36

Odair Santos – 1.500m T11 e 5.000m T11 Petrúcio dos Santos - 400m T47 Terezinha Guilhermina, Lorena Spoladore, Alice Correa e Thalita Simplício Revezamento 4x100m feminino T11-T13 Rodrigo Parreira – salto em distância T36 Shirlene Coelho - lançamento de disco F38 Verônica Hipólito - 100m T38 Yohansson Nascimento, Petrúcio dos Santos, Renato Cruz e Alan Fonteles – Revezamento 4x100m masculino T42-T47

Bocha

Dirceu Pinto, Marcelo Santos e Eliseu Santos – Pares BC4

Ciclismo

Lauro Chaman - prova de resistência C4-C5

Halterofilismo

Evânio Rodrigues – categoria até 88kg

Judô

Alana Maldonado – categoria até 70kg Antônio Tenório - categoria até 100kg Lucia Teixeira – categoria até 57kg Wilians Araújo – categoria acima de 100kg

Natação

André Brasil - 100m livre S10 Carlos Farrenberg - 50m livre S13 Daniel Dias - 100m peito SB4 Joana Neves - 50m livre S5 Phelipe Rodrigues - 50m livre S10 Ruiter Silva, Daniel Dias, André Brasil e Phelipe Rodrigues – Revezamento 4x100m livre masculino 34 pontos Susana Schnarndorf, Joana Neves, Clo-

doaldo Silva, Daniel Dias, Talisson Glock e Patrícia dos Santos – Revezamento 4x50m livre misto 20 pontos

Tênis de mesa

Israel Stroh – classe 7

Gomes

Goalball Masculino

Seleção: José Roberto Oliveira, Alex de Melo, Alexsander Celente, Leomon Moreno, Josemarcio Sousa e Romário Marques

Hipismo

BRONZE (29) Atletismo

Daniel Mendes - 200m T11 Edneusa Dorta – maratona T12 Edson Pinheiro - 100m T38 Izabela Campos - arremesso de disco F11 Lorena Spoladore - salto em distância T11 Marivana Oliveira - arremesso de peso F35 Rodrigo Parreira - 100m T36 Teresinha de Jesus - 100m T47 Terezinha Guilhermina - 400m T11 Verônica Hipólito - 400m T38 Yohansson Nascimento – 100m T47

Canoagem

Caio Ribeiro - KL3 200m

Ciclismo

Lauro Chaman - contrarrelógio C5

Futebol de 7

Seleção: Marcos dos Santos, Jonatas Machado, Fernandes Vieira, José Carlos Guimarães, Diego Delgado, Fabrizio Nascimento, Igor Rocha, Hudson Januário, Wesley de Souza, Wanderson de Oliveira, Leandro do Amaral, Gilvano Diniz, Maycon de Almeida, Felipe Rafael

Sérgio Oliva - individual grau B e no estilo livre grau IA

Natação

André Brasil - 100m borboleta S10 Daniel Dias - 50m borboleta S5 Ítalo Pereira - 100m livre S7 Joana Neves - 100m livre S5 Matheus Rheine – 400m livre S11 Phelipe Rodrigues - 100m livre S10 Phelipe Rodrigues, Andre Brasil, Daniel Dias e Ruan de Souza – Revezamento 4x100m medley masculino 34 pontos Talisson Glock - 200m medley SM6

Tênis de mesa

Bruna Alexandre - classe 10 Bruna Alexandre, Danielle Rauen e Jennyfer Parinos – Equipe feminina classe 6-10 Aloísio Lima, Guilherme da Costa e Iranildo Espíndola – Equipe masculina classe 1-2

Vôlei sentado feminino

Seleção: Paula Herts, Edwarda Dias, Gizela Maria Dias, Adria da Silva, Pâmela Pereira, Camila de Castro, Nathalie Silva, Suellen Cristine Lima, Jani Batista, Janaina Cunha, Nurya Silva e Laiana Batista


16 | Fé e Cultura |

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Filipe David

osaopaulo@uol.com.br

Dica de Leitura Catequeses sobre santos Este compêndio reúne as catequeses proferidas pelo Papa emérito Bento XVI em suas audiências públicas que tiveram como tema a multidão de grandes santos, homens e mulheres virtuosos que marcaram a história da Igreja Católica e do mundo. Anteriormente lançadas pela Editora Ecclesiae em quatro volumes – “Os Padres da Igreja”, volumes I e II, “Os mestres medievais” e “As santas mulheres” –, as catequeses expõem, de modo brilhante, as vidas dessas grandes figuras da história do Cristianismo – grandes em virtude, em humildade e em devoção a Deus. Ficha técnica: Autor: Bento XVI Páginas: 592 Editora: Ecclesiae

Divulgação

Para Refletir

Restaurar a autoridade

“Após o século XX, a autoridade se tornou sinônimo de abuso de poder. Por causa do nazismo, do fascismo e do bolchevismo, ninguém ousa mais falar dos deveres de cada um. Em outras palavras, não se educa mais os jovens sobre a verdade das hierarquias naturais e se perverte o mundo dos adultos pela mídia. A filosofia moderna recusa, relativizando-a, toda moral. Em nome da liberdade humana, colocou-se o homem ‘além do bem e do mal’. (...) Da mesma maneira, a demagogia da pseudo-autoridade, que emana de nossos governos eleitos graças à mídia, desvia a sociedade de sua finalidade. Todos nos proclamam sua adesão à democracia moderna que não representa nada além de uma soma dos egoísmos de cada um, fundidos em um todo (...). Portanto, nosso mundo atual precisa de um Pai que não se imponha pela força, nem pela violência, nem pela demagogia. Dois mil anos atrás, Cristo nos ensinou que nós temos um – Aquele que nos ensina a reinar pelo Amor”. (Judith Cabaud, o artigo na íntegra pode ser lido em francês na edição 1621 de L’Homme Nouveau)


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Peterson Prates

Colaborador de comunicação da Região

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Belém

8ª Maratona Bíblica destaca o profeta Miqueias A Paróquia São Paulo Apóstolo, no Jardim IV Centenário, no Setor Pastoral São Mateus, realizou no sábado, 17, a 8ª Maratona Bíblica, tendo como tema central o livro do profeta Miqueias. O encontro teve a participação de aproximadamente 200 pessoas, a maioria de nove das dez comunidades que compõem a Paróquia, cada uma representando uma equipe. A atividade, no modelo de gincana, teve perguntas sobre o livro de Miqueias. Estas eram julgadas pelo Padre Joseph Dillon, vigário paroquial, para que as comunidades pudessem contabilizar ou não a pontuação. Houve ainda atividades para descobrir personagens bíblicos e cantar músicas com a palavra sorteada. Simultaneamente aconteciam ações com as crianças da Catequese e outros integrantes de pastoral que montavam quebra-cabeças e cruzadinhas bíblicas e respondiam a questões gerais sobre a Palavra de Deus.

Segundo o Padre Antonysamy Manokarados, pároco, a 8ª Maratona Bíblica teve o objetivo de “promover o livro de Miqueias, como a CNBB tem priorizado este ano, para facilitar sua leitura deste livro, para entender a Teologia, conhecer mais o profeta Miqueias e também outras coisas que o povo tem interesse de saber sobre a Palavra de Deus”, expressou Padre Mano, como é mais conhecido. O Pároco disse ainda que a atividade cria um interesse maior dos fiéis em participar de momentos de estudo bíblico e conhecer a Bíblia. Ao final da gincana, a liderança foi da Comunidade São Francisco de Assis, seguida pelas comunidades Nossa Senhora da Paz, Beata Irmã Dulce, Moisés Libertador, São José de Anchieta, Menino Deus, São José Operário, São Paulo Apóstolo e Santa Maria. Para os quatro primeiros colocados, a premiação foi um quadro com o Papa Francisco.

Peterson Prates

8ª Maratona Bíblica mobiliza fiéis atuantes na Paróquia São Paulo Apóstolo, no sábado, dia 17

Dom Odilo Pedro Scherer participa da reunião do clero Peterson Prates

Cardeal Odilo Pedro Scherer durante reunião com o clero atuante na Região Belém, no dia 14

Na festa da Exaltação da Santa Cruz, no dia 14, o clero atuante na Região Belém esteve reunido no Centro Pastoral São José com o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, não pôde participar, pois está em Roma no curso para novos bispos. Motivado por uma pergunta do diácono permanente Jorge Luiz, Dom Odilo disse que a proposta de realização de um sínodo arquidiocesano está mantida e será amadurecida futuramente. As Irmãs Scalabrinianas também estiveram na reunião para anunciar que a

capela da Beata Assunta Marchetti será um oratório semipúblico, para que os fiéis possam rezar junto aos restos mortais da Beata. “Madre Assunta é patrimônio da Igreja para toda a cidade, já que ela serviu os pobres em nossa Arquidiocese”, disse Dom Odilo, motivando que as paróquias levem as crianças, os jovens e os casais para conhecer o testemunho da Beata. Houve ainda um momento de formação para o clero, com assessoria do Padre Edênio Valle e comentários bíblicos do Cônego Celso Pedro. A reunião foi encerrada com informes de âmbito regional e arquidiocesano.

Escola catequética regional é inaugurada No sábado, 17, a Comissão de Animação Bíblico-Catequética da Região Episcopal Belém inaugurou a Escola Catequética regional, com o Curso Básico Introdutório de Iniciação à Vida Cristã, voltado para catequistas, novos ou mais experientes. Participaram 90 catequistas do encontro, que foi aberto pelo diácono Marcelo Brito, assessor eclesiástico para a Comis-

são de Animação Bíblico-Catequética, que coordenou a espiritualidade do dia. Na sequência, Reinaldo Malinauskas, coordenador da Comissão, falou sobre o anúncio do querigma na Catequese. O próximo encontro será no dia 1º de outubro, das 8h às 13h, no Centro Pastoral São José (avenida Álvaro Ramos, 366, Belenzinho).

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(Colaborou Reinaldo Malinauskas)

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18 | Regiões Episcopais |

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Brasilândia Candidatos a vereador apresentam propostas em colóquio

Renata Moraes e Júlio César dos Santos

Colaboradores de comunicação da região

A Região Episcopal Brasilândia promoveu no sábado, 17, na Paróquia Santos Apóstolos, no Setor Pastoral São José Operário, um colóquio para conhecer as propostas de cinco candidatos a vereador de São Paulo: Coronel Arruda (PSD), Ed Carlos Costa (PSL), Fatima Barbosa (PSL), Leandro Silva (PV) e Wilson Leandro de Lima (PT). Foram convidados os candidatos que têm alguma atuação em comunidades e paróquias da Região Brasilândia. Na abertura da atividade, Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, incentivou os fiéis a participarem ativamente das discussões políticas e a não desanimarem diante do cenário político. Aos candidatos, ele enfatizou: “Um católico cristão consciente que assume a difícil tarefa de entrar no mundo da po-

lítica precisa entrar para fazer a diferença e defender os direitos de todos”. O encontro foi mediado pelo Padre Edemilson Gonzaga de Camargo, pároco da Nossa Senhora das Graças e membro da Comissão Regional de Presbíteros. No início, cada candidato apresentou sua história e propostas. Em seguida, por sorteio, falaram de temas relacionados à juventude, pessoa idosa, migrantes, saúde, moradia, criança e adolescente, população em situação de rua, dependentes químicos, educação, degradação do ambiente urbano, saneamento básico, transporte, qualidade de vida na periferia, lazer e parceria com a Igreja. A cada pergunta realizada, eram sorteados dois candidatos para comentar sobre o tema. Depois da rodada de perguntas, os participantes do evento puderam questionar os debatedores. Foram

Francine Reis

Dom Devair fala a candidatos a vereador durante colóquio na Região Brasilândia, no sábado, 17

lidas cinco perguntas, uma para cada proponente. As demais serão respondidas por eles em suas redes sociais. Por fim, Dom Devair destacou que o colóquio alcançou o objetivo pensado, uma vez que foi possível tomar conheci-

mento dos candidatos e de suas propostas, mediante os temas apresentados, que são situações concretas de onde a Igreja tem atuação. O Bispo ainda orientou que os fiéis acompanhem o mandato dos candidatos que forem eleitos.

Há 65 anos, São José intercede pela Vila Palmeira Júlio César dos Santos

Cardeal Scherer é presenteado com flâmula da Paróquia após presidir missa na quarta-feira, 14

A Paróquia São José de Vila Palmeira, no Setor Pastoral Freguesia do Ó, completou 65 anos de sua criação na quinta-feira, 15, mas as festividades começaram na quarta-feira, 14, Dia da Exaltação da Santa Cruz, com uma missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. O Arcebispo, na homilia, destacou a importância da cruz, símbolo do cristão, que deve sempre fazer o sinal da cruz ao sair de casa, antes das refeições e em outros momentos. Ele também enalteceu os 65 anos da Paróquia São José.

No final da celebração, o Cardeal abençoou a sala memorial, inaugurada para contar um pouco da história da Paróquia. No dia 15, houve outra celebração, com dois antigos párocos, os padres José Viani e Edemar de Souza, e o atual pároco, o Padre Marcio Campos, todos pertencentes à Congregação das Escolas de Caridade - Padres Cavanis, presente há 22 anos em São Paulo. Na sexta feira, 16, foi exibido um vídeo-documentário sobre a história da Paróquia. O encerramento aconteceu no domingo, 18, com um almoço festivo.

Nossa Senhora das Dores inspira os cristãos diante das dificuldades “Mãe das Dores, olhai e fortalecei nossas famílias”. Com essa temática, os fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Setor Pastoral Jaraguá, festejaram a festa da padroeira entre os dias 10 e 18, com missas diárias e atividades de interação cultural. O momento solene da festa aconteceu na quinta-feira, 15, data da memória litúrgica de Nossa Senhora das Dores, quando o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo

metropolitano, presidiu a missa, concelebrada pelo Padre Hamilton Wagner da Rosa, pároco, na qual houve a coroação da imagem da padroeira, feita por um grupo de crianças vestidas de anjos, e a consagração das famílias a Nossa Senhora. Dom Odilo recordou que Maria permaneceu com Jesus no momento de maior dor e assim também faz com cada pessoa. Na homilia, ele destacou que Nossa Senhora esteve com Cris-

to ao lado da cruz, de pé, abatida, mas não derrotada, demonstrando com essa atitude a fé e a esperança de quem não abandona Deus mesmo diante do maior sofrimento, uma postura que inspira todos os cristãos a não desanimar perante as dificuldades. Ainda na homilia, o Cardeal desejou que a comunidade paroquial seja um sinal de misericórdia junto aos que mais sofrem e enfatizou que não há Cristianis-

mo sem o caminho da cruz e que os fiéis não devem esperar uma religiosidade que somente lhes traga vantagem. “Religião sem cruz não é a religião de Jesus”, comentou. A festa da padroeira foi concluída no domingo, 18, com uma carreata com a imagem de Nossa Senhora das Dores, seguida de missa solene, presidida pelo Padre Hamilton. (Colaborou Daniel Gomes)

Orlando Moraes

Carolina Leandro

Cardeal Odilo Scherer, padres e fiéis expressam devoção a Nossa Senhora das Dores, dia 15

No domingo, 18, a Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Setor Pastoral Pereira Barreto, acolheu a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, que tem sido levada a todas as paróquias da Região. Após procissão pelas ruas do bairro da Vila Bonilha, houve missa presidida pelo Padre Reinaldo Torres, pároco.


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Santana Depois de crismados, eles continuam a evangelizar outros jovens Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

A Paróquia Santa Teresinha, no Setor Pastoral Santana, tem desenvolvido um trabalho de preparação de jovens para o sacramento da Crisma, com orientação do pároco, o Padre Camilo Profiro da Silva, SDB. Um grupo de 45 jovens já crismados tem formação todos os sábados para desempenhar a missão de catequistas da Crisma. “Os jovens que fizeram a Crisma quiseram continuar o trabalho de evangelização. Eles mesmos dão palestras, organizam teatro, tudo sob nossa orientação”, conta Maria Inês Elias, coordenadora do grupo de Crisma. Neste ano, a equipe de coordenação e os jovens catequistas estão formando 98 crismandos.

A formação para o sacramento da Confirmação acontece durante um ano e meio, todos os domingos pela manhã, incluindo a participação na missa. Além disso, há atividades de integração, como a confraternização em um sítio e um retiro de espiritualidade. Entre os dias 9 e 11, catequistas e jovens, após uma ação entre amigos para arrecadar recursos, participaram de um retiro na São Carlos Eventos & Hospedagem (SCEH), das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeo – Scalabrinianas, em Jundiaí (SP). Outro ponto dessa formação é que os crismandos fazem trabalhos voluntários dentro e fora da Paróquia, vivenciando con-

Diácono Francisco Gonçalves

45 jovens catequistas e equipe coordenadora, com 98 crismandos da Paróquia Santa Teresinha

cretamente essa experiência missionária. Os crismandos receberão o sacramento da Confirmação em 20 de no-

vembro, às 15h, e a esperança do pároco e equipe de formação é que novos catequistas surjam dessa turma.

Preparados para ser Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Diácono Francisco Gonçalves

Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, na Paróquia Nossa Senhora da Candelária

A 8ª formação anual em preparação à missa de mandatação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesac) aconteceu no domingo, 18, na Pa-

róquia Sant’Ana, ministrada pela Pastoral da Liturgia, sob a coordenação dos padres Everaldo Sanches Ribeiro, coordenador regional, e Roberto Lacerda. Participaram

os ministros que não puderam ir às formações regionais realizadas anteriormente. No sábado, 17, na Paróquia Nossa Senhora da Candelária, um outro grupo de aproximadamente 500 candidatos a Mesac, pertencentes aos setores Medeiros e Vila Maria, participaram da formação que tratou dos temas “Identidade e missão do Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão”, com assessoria do Padre Everaldo, e “O serviço litúrgicopastoral confiado ao Mesac”, assessorado pelo Padre Roberto. “Para os candidatos ao ministério, é exigida uma preparação específica, atualizada e contínua dada na comunidade

paroquial e pela pastoral regional para a Liturgia, uma preparação que englobe, para além das ciências e experiências humanas, o conhecimento vivo da Palavra de Deus, da doutrina da fé, da liturgia e da vida da Igreja. O serviço da distribuição da Comunhão não exige preparação qualificada como acontece em outros ministérios, porém, é necessário salientar que esses candidatos tenham uma adequada formação bíblica, teológica e litúrgica”, expressou o Padre Everaldo. A missa de mandatação dos ministros será em 16 de outubro, às 15h, no ginásio do Colégio Salesiano (rua Dom Henrique Mourão, 201).


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Lapa Campanha regional arrecadará bíblias para pessoas presas

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

No Ano Santo extraordinário da Misericórdia e no mês da Bíblia, a Região Episcopal Lapa promove uma campanha de doação de bíblias para os encarcerados. Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, em reunião com o clero no dia 13, na Cúria

da Lapa, falou sobre a campanha que será realizada em todas as paróquias da Região, como um gesto concreto deste Jubileu da Misericórdia. O Bispo lembrou que a iniciativa surgiu após sua visita aos presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, quando alguns deles

lhe pediram bíblias para fazerem orações. Dom Julio explicou que serão enviados às paróquias envelopes nos quais haverá um cartão do Jubileu da Misericórdia, para que os doadores possam escrever uma mensagem de encorajamento e de ajuda aos encar-

cerados, sem precisar se identificar. A entrega das bíblias aos detentos acontecerá em outubro ou novembro. O Bispo pediu a colaboração dos padres para ajudar nessa distribuição e convida todas as pessoas a participar dos dias de entrega das bíblias aos presos.

Pastoral da Criança terá nova coordenação para as regiões Lapa e Sé Os membros da Pastoral da Criança das regiões Lapa e Sé reuniram-se em assembleia anual no último fim de semana, dias 17 e 18, na Paróquia São Patrício, no Setor Pastoral Rio Pequeno. Há oito anos na coordenação regional da Pastoral da Criança, Dalila Aparecida da Costa explicou à Pastoral da Comunicação da Região Lapa que um dos objetivos da assembleia foi a indicação de um novo coordenador ou coordenadora para substitui-la a partir de fevereiro de 2017. Integrantes da Pastoral da Criança que se interessaram em assumir tal função preencheram formulários, a partir dos quais serão indicados três nomes para que Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, escolha um deles e o ratifique. Na assembleia também houve a partilha de experiências entre os membros

Benigno Naveira

Em assembleia, nos dias 17 e 18, Pastoral da Criança dá início ao processo de escolha da nova coordenação das regiões episcopais Lapa e Sé

da Pastoral, que se dedicam a acompanhar crianças desde o ventre materno até os 6 anos de idade, atentos às necessidades básicas de saúde, nutrição e educação que são essenciais para o desenvolvimento da vida e para a diminuição de doenças e mortes de crianças e mulhe-

res. Segundo Dalila, também foi feito o planejamento de ações para 2017, contemplando novas atividades de acompanhamento nutricional que serão implantadas em todas as paróquias e cursos de atualização dos integrantes da Pastoral, a partir do guia atualizado em 2015.

Dalila destacou que entre os mais de 60 participantes da assembleia estiveram a coordenadora estadual da Pastoral da Criança, Eunice Gomes, a coordenadora arquidiocesana, Aparecida Gonçalves de Jesus, e o assessor espiritual da Pastoral na Região Lapa, o Padre Daniel Koo.

Padre Manoel Quinta

Colaborador de comunicação da Região

Padre Pedro Almeida

Sacramento da Reconciliação é tema de encontro do clero O clero atuante na Região Episcopal Sé esteve reunido na Paróquia São Kim Degun, no Setor Pastoral Bom Retiro, no dia 14. Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, conduziu a oração inicial e apresentou o novo pároco, o Padre Paulo Cho Sungkwang, que tomará posse em 2 de outubro, durante missa a ser presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo.

Houve uma rápida apresentação do histórico da Paróquia, bem como das festas e costumes do povo coreano. Em sintonia com o Ano Santo extraordinário da Misericórdia, os clérigos refletiram sobre o sacramento da Reconciliação, com a assessoria do Padre Ronaldo Zacharias, SDB. O encontro terminou com a oração do Ângelus, seguido de almoço preparado pela comunidade paroquial

Festa de Nossa Senhora das Angústias No sábado, 17, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa na novena da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Santa Ifigênia, que seguirá até o dia 21. A festa de Santa Ifigênia será concluída no dia 22, com missas às 12h30 e às 18h30, esta última precedida da procissão com a imagem da padroeira, às 18h. Outras informações podem ser obtidas em (11) 3229-6706.

Os fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Angústias celebrarão a festa da padroeira com um tríduo entre os dias 21 e 23. No dia 24, às 18h, acontecerá a missa solene de encerramento, presidida pelo Cardeal Odilo

Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. O endereço da matriz-paroquial é rua Dr. Rubens Meireles, 96, na Barra Funda. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3392-5154.


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Ipiranga Comunidade Cristo Rei sob as bênçãos de Nossa Senhora de Akita

Lígia Cardoso Salmazo, Philomena Pina e Diego Monteiro Colaboração especial para a Região

Arquivo paroquial

Imagem de Nossa Senhora de Akita, entronizada na capela

A Comunidade Cristo Rei, pertencente à Paróquiasantuário São Judas Tadeu, recebeu neste mês a imagem de Nossa Senhora de Akita, cuja devoção é especialmente grande no Japão. A imagem chegou no dia 11, após um processo de espera iniciado no ano passado, quando o senhor Antonio Carlos Seno, frequentador da Comunidade, comunicou o desejo de trazê-la para a veneração dos fiéis. Nesse período, foi pedido ao Padre Isao Yamamoto, presidente da Pastoral Nipo-Brasileira, que colhesse informações sobre essa devoção mariana junto à Diocese de Akita, no Japão. Com esses dados, foi pedido a Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, uma autorização para que a imagem fosse levada à Comunidade. A celebração de acolhida da imagem foi presidida pelo Padre Joaquim Donizette, da Paróquia-santuário São Ju-

das Tadeu, e concelebrada pelo Padre Sérgio Hemkemeier, pároco e reitor da Paróquia-santuário, e pelo Padre Isao Yamamoto, que fez a acolhida da imagem. “Somos todos diferentes, e a Mãe de Jesus também tem esses rostos, porque Deus é Pai de todos e ela, mãe de todos”, afirmou, referindo-se à cor marrom da réplica da imagem original de Nossa Senhora de Akita, esculpida em madeira. Padre Isao falou ainda sobre os missionários japoneses martirizados, em 1597, por anunciarem Jesus Cristo, e recordou como Maria começou a ser venerada naquele país após esse episódio, mesmo com poucos católicos. A imagem foi conduzida ao altar pelo senhor Antonio e pelas crianças da Catequese, ao som do hino a Nossa Senhora de Akita, composto pela senhora Antonia Aparecida de Queiroz, que frequenta a Comunidade. Do altar, a imagem foi levada à capela, com cantos em japonês e em português.

JMJ é tema de encontro na Paróquia São Bernardo de Claraval “Os que não foram à JMJ se sentiram contagiados positivamente com as experiências que vocês viveram. Continuem testemunhando Jesus Cristo em todos os lugares”, exortou o Padre Edson Pacondes, pároco da Paróquia São Bernardo de Claraval, no Setor Pastoral Anchieta, em um encontro realizado no dia 4. Quatro jovens da Paróquia participaram da Jornada Mundial da Juventude realizada em julho, em Cracóvia, na Polônia, e partilharam com os demais suas experiências. Gilberto Junior, 20, afirmou que sonhava em estar na Jornada em Cracóvia desde a JMJ Rio 2013, o que só foi pos-

sível com a ajuda da comunidade paroquial, que colaborou nas atividades promovidas pelos jovens para arrecadar recursos para a viagem. “O que devemos fazer agora é passar adiante tudo o que aprendemos, sobretudo para nossos irmãos que não tiveram a oportunidade de viver essa experiência. Uma das formas mais belas de exercer a misericórdia é com o amor, não só o amor falado, mas o amor vivido e testemunhado”, comentou Gilberto, que acredita que um dos legados da JMJ foi a compreensão da misericórdia de Deus para com todos e que essa mesma misericórdia deve ser vivida entre as pessoas.

Padre Pedro Almeida

No domingo, 18, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Setor Pastoral Ipiranga, por ocasião dos festejos da padroeira.

Arquivo pessoal

Jovens e demais paroquianos da São Bernardo de Claraval após conversa sobre a JMJ de 2016

Tempo para pensar sobre as parábolas da misericórdia A Região Episcopal Ipiranga promoveu, entre os dias 13 e 15, a Semana Bíblica, com a participação de membros das pastorais. Em destaque estiveram as parábolas da misericórdia. No primeiro dia da atividade, a Irmã Elisângela Chaves Dias, missionária scalabriniana, fez uma reflexão sobre três parábolas da misericórdia, sendo a primeira sobre a “ovelha perdida”. Ela comentou sobre a alegria do cuidador de ovelhas ao encontrar a que se perdeu, o que indica que todos são capazes de se alegrar com a conversão do próximo. A segunda parábola, da “dracma perdida”, trata da mulher que com uma vela procura com cautela o que perdeu e um paralelo pode ser feito com os esforços de Deus para encontrar e ajudar o pecador. A terceira parábola do “Pai Misericordioso” apresenta um pai com seus dois filhos, sendo que o deles, o mais velho, é arrogante e centrado. A postura misericordiosa do pai mostra que

ninguém é irrecuperável e que Deus não se cansa de ajudar a humanidade sempre. No segundo dia da Semana Bíblica, o Padre Mauro Negro abordou as parábolas do “Bom Samaritano” e do “Rico e o pobre Lázaro”. O Padre destacou que é fácil ter misericórdia com que está próximo e de quem se gosta, o difícil é agir da mesma forma com quem se odeia. Na parábola, o “Bom Samaritano” teve compaixão ao ver o sofrimento do outro mesmo sem conhecê-lo. Já a parábola do “Rico e do pobre Lázaro” mostra que as condições materiais de vida passam e o que muda é o afeto do homem, quando se esquece do seu próximo. No terceiro dia, Padre Bóris Agustin Nef Ulloa falou sobre o Crucificado em plenitude da misericórdia segundo São Lucas. Ele mostrou a misericórdia que surge nos relatos de milagres dos dez leprosos, cegos de Jericó e outros.


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Luciney Martins/O SÃO PAULO

Peregrinos em Aliança de Misericórdia Membros da associação privada de fiéis peregrinaram à Porta Santa da Catedral da Sé e professaram e renovaram vínculos diante do Cardeal odilo pedro Scherer Vitor Alves Loscalzo especial para o são paulo

centes (0 a 17 anos) em situação de risco pessoal, social e de abandono; serviços de triagem, cursos profissionalizantes e formação de espiritualidade e cidadania aos adultos. Além disso, desenvolve projetos de sustentabilidade e conduz centros socioeducativos.

Os Vínculos

Segundo o Padre João Henrique, “cada membro da aliança se vincula, quer dizer, se liga numa aliança com Deus com um compromisso específico, buscando a vontade de Deus dentro da Comunidade”. Há o Vínculo de Amigo, para as pessoas próximas à Comunidade e que oferecem parte de seu tempo como voluntários, ajuda econômica e intercessão. Por meio do Vínculo de Holocausto, os membros entregam a vida a Deus, sendo os sacerdotes, consagrados e consagradas celibatários.

grande significado à Comunidade, pois os membros são convidados, de maneira especial, a darem testemunho da misericórdia de Deus. Dom Odilo, na homília, exortou os membros da Comunidade a realmente renovarem seus votos e buscarem, todos os dias, serem fiéis a Deus nas pequenas e nas grandes coisas. O Cardeal também recordou: “Deus é grande em sua misericórdia, cabe a nós sermos honestos com o Senhor; dar a Deus o que é de Deus”. No contexto das eleições municipais, Dom Odilo pediu orações àqueles que governam e alertou os fiéis para os problemas da corrupção e da idolatria ao dinheiro. A Liturgia da Palavra trazia a Carta de São Paulo a Timóteo: “Façam preces e orações, súplicas e ações de graças, por todos os homens; pelos que governam e por todos que ocupam altos cargos, a fim de que possamos levar uma vida tranquila e serena, com Luciney Martins/O SÃO PAULO toda piedade e dignidade” (1 Timóteo 2, 1-8).

Há também os vocacionados ao Matrimônio, que fazem parte do Vínculo da Oblação. “Temos, depois – que são para nós as formas mais preciosas – as vítimas de misericórdia (Vínculo de Vítimas): pessoas que, sendo doentes ou com problemas graves de saúde, oferecem os sofrimentos – e às vezes à morte – para a conversão dos pecadores, e assim encontram um sentido também no sofrimento. Procuro destacar isso, porque nós sempre dizemos: ‘ninguém é tão pobre que não tenha algo para dar nem tão rico que não tenha algo para receber’”, afirmou o Padre João Henrique ao O SÃO PAULO. Michele Pereira Alves, 24, missionária da Aliança de Misericórdia, destacou a importância de cada vínculo, pois “somos chamados a dar coisas diferentes”, disse a jovem. Segundo ela, o Ano Santo extraordinário da Misericórdia tem

No domingo, 18, foi realizada a Missa de Profissão de Vínculos da Aliança de Misericórdia, na Catedral da Sé, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. No total, cem pessoas fizeram profissão de vínculos e 250 renovaram os seus, entre sacerdotes, leigos consagrados que abraçaram o celibato apostólico e casados. A celebração foi precedida pelo rito de passagem pela Porta Santa, amplamente recomendado pelo Papa Francisco neste Jubileu extraordinário da Misericórdia. A Comunidade Aliança de Misericórdia é uma associação privada de fiéis, fundada no ano 2000 pelos padres João Henrique Porcu e Antonello Cadeddu e pela Irmã Maria Paola do Cordeiro Imolado, com a finalidade de tornar-se expressão viva do amor misericordioso para com os mais pobres, materialmente e espiritualmente. Hoje, está em sete países - Brasil, Bélgica, Itália, Polônia, Portugal, República Dominicana e Venezuela. A Aliança de Misericórdia atua na acolhida de crianças, adultos e idosos, oferecendo moradia e proteção às crianças e adoles- Cem pessoas fazem profissão de vínculos na Aliança de Misericórdia e outras 250 renovam os seus, na Catedral, dia 18

Testemunho

Núbia do Nascimento Paes, 30, professou seus primeiros Vínculos de Holocausto, como leiga celibatária. “Ao professar os vínculos, me senti grata a Deus, pela minha vida e história. Foi tornar concreta e pública uma resposta por tanto amor que recebo dele. Uma entrega total àquele que deu tudo. E responder a esse carisma que me resgatou com a misericórdia é saber que sou filha da misericórdia, sempre inundada por tão grande amor, mesmo diante das minhas fraquezas, sendo expressão viva desse amor, e poder diante da missão também levar as pessoas a experimentarem esse amor”.


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