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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 61 | Edição 3099 | 27 de abril a 3 de maio de 2016

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O anúncio da misericórdia “não é uma ‘loucura’ deste Papa, é o motivo pelo qual a Igreja está no mundo, porque Jesus quer todas as

ovelhas”, opina, ao O SÃO PAULO, o vaticanista Andrea Tornielli, autor do livro-entrevista com o Papa Francisco, “O nome de Deus é misericórdia”. Página 13

A família no centro das ações pastorais da Igreja Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Exortação Amoris laetitia, do Papa Francisco sobre a família, foi tema de um colóquio em São Paulo, na segunda-feira, 25, entre o Cardeal Scherer, arcebispo metropolitano, e o Padre José Eduardo Oliveira e Silva, doutor em Teologia Moral. Para Dom Odilo, é preciso “recolocar a família no centro da pastoral da Igreja”. Página 15

Cunha é motivo de constrangimento para quem é pró ou contra a saída de Dilma Página 2

Espiritualidade Professores podem ajudar os pais na educação das crianças Página 5

Encontro com o Pastor Dom Odilo recorda devoção a Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese Página 3

Fé e Cidadania Cônego Manzatto: show de hipocrisia na votação da Câmara Página 5

Cardeal Scherer durante colóquio sobre a Exortação Amoris laetitia, na segunda-feira, 25

Doação de sangue: gesto de misericórdia que pode salvar até 4 vidas de uma só vez Página 18

Vicentinos reafirmam atenção aos mais necessitados em peregrinação à Catedral Página 12

Um réu no STF e um suspeito de corrupção na linha sucessória da Presidência da República Caso o impedimento de Dilma Rousseff aconteça, os presidentes da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), serão os mais próximos da sucessão presidencial, após Michel Temer, mas os dois enfrentam acusações na Justiça. Página 11

Cartilha traz direitos do ‘consumidor olímpico’ A Proteste Associação de Consumidores lança o “Guia das Olimpíadas”, material ilustrado sobre direitos e dicas para aquisição e uso de produtos e serviços nos Jogos Rio 2016. Página 17

Reprodução

Arquivo pessoal

Andrea Tornielli, vaticanista: ‘Igreja deve mostrar o rosto da misericórdia’

Editorial


2 | Ponto de Vista |

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Editorial

Ponto de convergência

S

e existe um ponto de convergência da opinião pública sobre o momento político do País, ele se chama Eduardo Cunha. É um fato que, tanto entre aqueles que são pró-Dilma como entre os que defendem seu impeachment, todos sentem um verdadeiro constrangimento diante da figura do Presidente da Câmara dos Deputados, que presidiu as votações que autorizaram o Senado a processar a Presidente da República, já que o mesmo é réu em processo que o acusa de receber milhões – de dólares – em propinas de esquemas que envolvem contratos superfaturados com a Petrobras, além de manter contas secretas na Suíça. Pesquisa recente do Instituto Datafolha revela que 87% dos manifestantes pró-impeachment querem a cassação

do mandato de Eduardo Cunha. Entre os manifestantes a favor de Dilma, esse número cresce para 94%. A mesma pesquisa indica forte rejeição a um possível governo de Michel Temer. Na semana passada, a população brasileira assistiu com espasmo a determinação do deputado Walmir Maranhão (PP-MA), vice-presidente da Câmara, em aceitar a solicitação de Eduardo Cunha em reduzir todas as acusações contra o próprio a uma única: a de ter mentido aos seus colegas sobre suas contas no exterior. Na prática, tal determinação obriga o Conselho de Ética que, ao julgar sobre o seu mandato, leve apenas em consideração a acusação de quebra de decoro parlamentar. O constrangimento dos brasileiros só não se repetirá no Senado, presidido por

Renan Calheiros (PMDB-AL) e sobre o qual também pesam denúncias e suspeitas de ter recebido propinas, em uma eventual votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff porque, em se tratando de um processo e julgamento, este deverá ser presidido pelo ministro Enrique Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal. Para agravar ainda mais a situação, pululam na mídia, todos os dias, novas denúncias e suspeitas, frutos das investigações realizadas pela Polícia Federal, envolvendo parlamentares tanto da agora esfacelada base aliada do governo como da oposição, oferecendo à opinião pública a impressão de que a corrupção é endêmica e que o Brasil está sem saída. A corrupção não é um fato novo na história do País. O que talvez seja novo

é a liberdade de investigação da Polícia Federal, para a qual é inegável a contribuição do governo de Dilma Rousseff. Garantir a autonomia operacional da Polícia Federal e levar adiante as investigações até o fim aparece como algo oportuno e necessário para o País, qualquer que seja a decisão do Senado sobre o impeachment. Sem isso, dificilmente conseguiremos vencer o mal da corrupção. E, se existe uma certeza e um desejo que une todos os brasileiros neste momento é a necessidade de expurgar da política brasileira a corrupção. Sobre o tema, o Papa Francisco, em um discurso proferido na cidade italiana de Nápoles, em 21.03.15, afirmou: “A corrupção é suja e a sociedade corrupta é uma porcaria. Um cidadão que deixa que a corrupção o invada não é cristão!”

Opinião

Dicas para ser justo: a relação entre justiça e misericórdia Arte: Sergio Ricciuto Conte

Ricardo Gaiotti Silva O homem, naturalmente, se inclina para o que é bom, justo e verdadeiro. Não por acaso, ao depararmo-nos com uma situação de injustiça, somos atingidos por um sentimento de indignação. Queremos justiça. Nossa reação, porém, depende da gravidade da situação e de como esses atos injustos nos afetam. Fazer a coisa certa, viver uma vida “moralmente” justa, não é apenas cumprir estritamente as regras. A sociedade não pode simplesmente distinguir os cidadãos pela forma com que agem diante das leis, pois a fidelidade à lei pode levar à injustiça. Na Alemanha nazista, o militar Otto Adolf Eichmann ficou mundialmente conhecido justamente porque seguiu estritamente as regras. Uma de suas tarefas era coordenar a deportação dos judeus para os campos de concentração. Essa atividade muito o orgulhava, pois se considerava um fiel cumpridor das ordens recebidas, como notou Hannah Arendt (“Eichmann em Jerusalém, um relato sobre a banalidade do mal”. São Paulo: Companhia das Letras, 1999). Cumprindo a “lei”, ele agiu na contramão com a justiça. Como evitar esse erro? Como conciliar direito, justiça e misericórdia? Devemos reconhecer que temos limites, fraquezas, defeitos que podem nos levar a cometer injustiças, por ser-

mos pecadores. O corrupto se distingue dos demais pecadores apenas porque se compraz com seu pecado, ou seja, é aquele que com sua vida dupla provoca escândalo, cria hábitos que limitam as capacidades de amar e levam à autossuficiência, passa a vida buscando os atalhos do oportunismo, ao preço de sua própria dignidade e da dignidade dos outros. Sim, somos pecadores, porém, não podemos ser corruptos,

lembra-nos o Papa Francisco (“O nome de Deus é misericórdia”. São Paulo: Planeta, 2016). Devemos ter misericórdia, porque somos todos capazes de cometer injustiças. Nosso olhar deve se focar na pessoa humana. As atitudes de Jesus nos ensinam como agir diante da lei, Ele que foi duramente questionado quando atuou “contrário à lei”, curando em um dia proibido (Mc 3, 1-6), sentando à mesa com os pecadores

(Mt 9,11), defendendo seus discípulos quando colheram espigas de milho para matar a fome (Mt 12, 1-13). Jesus, acima de tudo, tinha o olhar no homem, em sua dignidade e necessidades. Sobre o comportamento de Jesus, o Papa Francisco afirma, na Bula de Proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia, Misericordiae Vultus, que diante da visão de uma justiça como mera observância da lei, que divide as pessoas em justos e pecadores, Jesus procurou mostrar o grande dom da misericórdia que oferece o perdão e a salvação. Jesus foi rejeitado pelos fariseus e pelos doutores da lei justamente porque agiu em prol do “homem”, com misericórdia, e contra a “lei”. O apelo à observância da lei não pode obstaculizar a atenção às necessidades que afetam a dignidade das pessoas, conclui o Papa. Ainda em sua Bula, Francisco observa que o direito, a justiça e a misericórdia podem caminhar juntos, mas é necessário que os homens respeitem os direitos fundamentais da pessoa humana. Por justiça, entende-se, também, que a cada um deve ser dado o que lhe é devido, o que vai além de uma simples observância da lei. O legalismo pode obscurecer o valor profundo que a justiça possui. Não basta cumprir as regras, é preciso ser justo! Ricardo Gaiotti Silva é mestre em Direito pela PUC-SP e mestrando em Direito Canônico pela Universidade Pontifícia de Salamanca.

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

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cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

A arquidiocese de São Paulo faz sua 115ª peregrinação anual ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida no primeiro domingo de maio, conforme tradição mantida longamente. Neste ano, a data coincide com o próprio dia 1º de maio, quando também lembramos o trabalhador São José, esposo de Maria. Não é demais recordar que há uma explicação especial para a relação estreita da nossa Arquidiocese com Nossa Senhora Aparecida e o carinho que o povo paulistano tem por ela: desde 1745, quando a diocese de São Paulo foi criada, até 1958, a cidade de Aparecida, juntamente com o Santuário, pertenceram à diocese/arquidiocese de São Paulo, que também fez edificar a “Basílica velha” e deu encaminhamento à construção do novo e majestoso Santuário. Quando, em 1958, foi erigida a arquidiocese de Aparecida, o arcebispo de São Paulo, cardeal Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, foi seu administrador diocesano até 1964. Naquele ano, o bem-aventurado papa Paulo VI nomeou o cardeal Mota como 1º arcebispo de Aparecida. A devoção a Nossa Senhora Aparecida, que está para completar 300 anos de história, continuou muito ligada ao povo e à arquidiocese de São Paulo. Na peregrinação deste ano, a Arquidiocese recebe da Direção do Santuário a imagem peregrina de Aparecida, que passará por todas as paróquias, comunidades, colégios católicos e outras instituições da nossa Igreja ao longo dos próximos

Dá-nos a bênção, ó Mãe querida! meses. Dessa forma, como também acontece na maioria das dioceses do Brasil, estaremos preparando a comemoração dos 300 anos do encontro da imagem sagrada de Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul. A devoção a Nossa Senhora Aparecida está relacionada estreitamente com o rosto misericordioso de Deus e à prática das obras de misericórdia. A história do achado da imagem por humildes pescadores, o relato sobre o escravo socorrido e libertado de maneira prodigiosa quando, na sua angústia, invocou a Nossa Senhora diante da pequena imagem achada no rio, e o início humilde da devoção à Virgem da Conceição Aparecida podem bem ser relacionados com a invocação da Igreja na oração: “Salve Rainha, Mãe de misericórdia!... A vós bradamos... a vós suspiramos, gemendo e chorando! Eia, pois, advogada nossa! Esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”. E também as multidões, que ainda peregrinam cada ano aos milhões para o Santuário da Mãe Aparecida, refletem essa mesma imagem do povo sofrido e humilde, que recorre à Mãe de misericórdia para lhe falar de suas angústias e sofrimentos, ou contar suas alegrias e esperanças. Muitos vão para agradecer graças alcançadas, com o coração transbordando de devotamento e ternura. A mãe de Jesus, a Senhora da Conceição Aparecida, continua a ser esse “grande sinal”, colocado por Deus no céu e na terra para consolo dos seus filhos nas suas angústias e para a certeza de que “o dragão” não terá a última palavra sobre a vida dos homens e sua história (cf Ap 12). A “Mãe de misericórdia” está

sempre junto de seu Filho, nosso misericordioso Salvador, “rosto do Pai misericordioso” (“misericordiae vultus”). Também na glória, ela continua a interceder pelos seus filhos, os irmãos de Jesus, como fez nas bodas da Caná, quando percebeu que a alegria da festa poderia acabar: “eles não têm mais vinho” (Jo 2). Ela está a serviço da vontade misericordiosa de Deus, que quer a vida de seu povo e a salvação de todos os “degredados filhos de Eva”. Nossa Senhora Aparecida é a “Mãe querida”, à qual os filhos recorrem com ternura e fé para pedir a bênção para si e para os seus. Muitas vezes, cheios de problemas, nem sabem como rezar, vão diante dela só para lhe mostrar seu olhar, na certeza de que a atenção da mãe conforta e ilumina o caminho escuro da vida... A mãe é sempre a confidente segura nas horas de angústia extrema e não é necessário dizer muitas palavras a ela, pois entende o coração dos filhos pelo simples olhar deles... A arquidiocese de São Paulo vai mais uma vez em peregrinação à casa da Mãe de Misericórdia, em Aparecida, para pedir: “dá-nos a bênção, ó Mãe querida”! Em suas mãos, depositamos os votos e homenagens de todos os seus filhos, que vivem nesta Metrópole imensa. A ela confiamos os sofrimentos de tantos e a generosa solidariedade de outros tantos, que os assistem com suas obras de misericórdia. A ela nos dirigimos, convidando: vem, Senhora de Aparecida, nos visitar! Vem às nossas paróquias, entra em nossas casas e traze o consolo da misericórdia do Pai, do Filho e do Espírito Santo, “ó clemente, o pia, ó doce sempre virgem Maria, Senhora Aparecida!”

| Encontro com o Pastor | 3

Festa de Santo Expedito Pascom/Paróquia Sagrado Coracão de Jesus

Em 19 de abril, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu a missa solene de encerramento da 15ª Festa de Santo Expedito, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, na Região Episcopal Santana.

Festa de São José Operário Por ocasião da memória litúrgica de São José Operário, em 1º de maio, o Cardeal Scherer presidirá duas celebrações no próximo fim de semana em paróquias dedicadas ao Santo: no sábado, 30, às 20h, na Região Brasilândia, na igreja localizada na avenida Hugo Ítalo Merigo, 1.152, no Jardim Damasceno; e no domingo, às 17h30, na Região Lapa, na igreja localizada na rua Doutor Coriolano Pompeu Eliezer, 5, no Jardim Sarah.

Tweets do Cardeal @DomOdiloScherer 25 - Hoje, São Marcos Rm 1,16-17 “Eu não me envergonho do Evangelho, pois ele é uma força salvadora de Deus para todo aquele que crê...”

21 - Sl 127,1: “Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!”

21- “Deus não mandou o seu Filho ao mundo para julgá-lo, mas sim para salvá-lo”

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4 | Fé e Vida |

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Liturgia e Vida

Você Pergunta

6º DOMINGO DA PÁSCOA 1º DE MAIO DE 2016

A graça da reconciliação ANA FLORA ANDERSON Neste momento de divisão social no Brasil, a liturgia nos apresenta um verdadeiro presente. A primeira leitura narra como os primeiros cristãos, judeus e gentios, superaram as suas diferenças e chegaram à reconciliação. A leitura é uma reflexão essencial para os dias de hoje. Entre os gentios, Paulo e Barnabé não exigem a circuncisão, sinal importante para o povo judeu. Mas, cristãos de Jerusalém insistem que a circuncisão é essencial para todos. Essa pregação confunde o povo gentio. Paulo e Barnabé voltam a Jerusalém e junto com os apóstolos e os anciãos do povo fazem o discernimento. O essencial é a fé em Jesus

Cristo e o Batismo é o sinal mais importante para pertencer ao Povo de Deus. A segunda leitura (Apocalipse 21, 10-14.22-23) apresenta uma grande visão de unidade. A Cidade Santa é a Nova Jerusalém celeste, que encontra seu brilho na união das 12 tribos de Israel e nos 12 apóstolos. No centro desta Cidade não existe templo, mas está presente o próprio Deus e o Cordeiro. O Evangelho de São João (14, 23-29) revela a unidade da Trindade como o fundamento da vida de todos os cristãos. Deus é amor. Ao amar o Filho e guardar a sua Palavra, recebemos o amor de Deus Pai que habitará em nós. O nosso defensor é o Espírito Santo que nos ensina a verdade e nos leva à verdadeira paz.

Será que Nossa Senhora me castigou porque quebrei a promessa? padre Cido Pereira osaopaulo@uol.com.br

Ingrid Fiel, daqui de São Paulo, me escreve uma longa carta. Diz ela: “O senhor batizou minha filha há 22 anos. Quando grávida, fiz uma promessa a Nossa Senhora Aparecida que se minha filha nascesse perfeita e saudável, a levaria com 6 meses na sua cidade e jamais me casaria, eu a criaria sozinha e viveria só para ela. Eu tinha 18 anos na época e morria de medo dela nascer com lábio leporino, já que tenho esse fator genético. Quando ela chegou aos 18 anos, passei a viver com um homem, com a permissão de minha filha. Ela não tem religião, tem uma vida complicada, não consegue emprego e eu fico pensando se não seria pelo fato de eu ter quebrado a promessa. Ajude-me, padre”. Ei, minha querida Ingrid... Que história é essa de pensar

que nossa Mãe do céu, que ama tanto a você, seria capaz de castigá-la por uma promessa não cumprida? Que bobagem! Até porque você fez uma promessa absurda, a promessa de não se casar, de criar sua filha sozinha. Sua promessa deveria ser de fazer de tudo, inclusive se casar, se preciso fosse, para ajudar sua filha a ser mais amada do que é e a se desenvolver com uma figura paterna ao lado. Você arranjou um companheiro. Louvado seja Deus. Certamente ele lhe ajudou a educar sua filha, dando-lhe amor e respeito. Então, pare de ver só coisas ruins que aconteceram e acontecem com sua filha e veja que as graças que Deus lhe deu, inclusive a coragem para tocar a vida, são muito maiores que os problemas e dificuldades que ela vive. Não lhe passa pela cabeça, minha irmã, que na crise na qual está o nosso País esteja difícil para todo mundo?

Não lhe passa pela cabeça que sua filha também tem que conquistar seu espaço, mostrando que tem de valor? Não lhe passa pela cabeça que não só sua filha, mas milhões de jovens estão neste mundo com um diploma na mão sem emprego, sem uma oportunidade para mostrar seu valor? Paciência, minha irmã. Muita paciência. Confiança em Deus. E nada de se separar do seu marido. Eu diria que você deve mesmo é se unir mais ainda a ele. Como você não falou em casamento na Igreja, eu quero até sugerir a você que acerte sua vida para que não lhe faltarem as graças do sacramento do Matrimônio. Confiança, minha querida. Muita confiança em Deus. Ele nos ama, nos quer bem. E fique tranquila: quando você menos esperar, Nossa Senhora, a quem você consagrou sua filha, vai dar um jeito na situação dela.

Atos da Cúria NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO Em 01 de abril de 2016, foi nomeado e provisionado Pároco da Paróquia São Francisco de Assis, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Revmo. Frei Valdecir Schwambach, OFM, pelo período de 6 (seis) anos, em decreto que entrou em vigor em 24 de abril.

NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Em 01 de abril de 2016, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia São Francisco de Assis, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Revmo. Frei Carlos Lúcio Nunes Corrêa, OFM, pelo período de 2 (dois) anos, em decreto que entrou em vigor em 24 de abril.

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AMORIS LAETITIA

sobre o amor na família

Exortação apostólica pós-sinodal do Papa Francisco

Amoris laetitia é fruto de dois Sínodos sobre a família convocados pelo Papa Francisco. Neste livro, o Sumo Pontífice mostra que a alegria do amor nas famílias é também o júbilo da Igreja. Apesar dos numerosos sinais de crise no matrimônio, ele observa que “o desejo de família permanece vivo, e isso incentiva a Igreja”.

PAULUS, dá gosto de ler!

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208 págs.

Papa Francisco


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Espiritualidade Um pequeno estojo e uma grande lição Dom Carlos Lema Garcia

H

Bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Educação e a Universidade

á cerca de um mês, visitei uma escola estadual da Capital e a vice-diretora me contou um episódio ocorrido, naquele mesmo dia, numa turma de alunos de 9 e 10 anos. Em dado momento, um aluno sentiu a falta do seu estojo. Imediatamente, a sala se agita: os colegas entreolham-se e iniciam a busca do estojo desaparecido. Pouco tempo depois, o estojo aparece debaixo de uma mesa, no fundo da sala. “Como o estojo foi parar ali embaixo? Quem foi?” São perguntas sem resposta... A professora explica que não se deve tirar as coisas dos outros sem a sua permissão, nem que seja um lápis. Mas, como costuma acontecer nessas situações, ninguém assume a culpa. Até que um menino avisa a professora que viu um dos colegas jogar o estojo debaixo daquela mesa. Deu-se lugar a uma espécie de “delação premiada”. O autor do pequeno furto é chamado à diretoria. Jura, nervoso: “Não fui eu... Não sei de nada! Minha mãe não pode saber... senão, vai me castigar...” A diretora deixa o menino numa sala sozinho, em silêncio, recomendando-lhe que se acalme e espere passar o nervosismo. Está de castigo, sem o saber. Em seguida, quando

o menino está mais sereno, a diretora continua conversando sobre o ocorrido e lhe lança uma pergunta: “O que tinha dentro do estojo?” Nesse instante, o menino se trai: “Ah! Professora, tinha muitas coisas: caneta azul e vermelha, borracha, durex, uma tesourinha...” Sem perceber, acabara de confessar o furto... No dia seguinte, a mãe do menino veio à escola e pediu para entrar na sala de aula do seu filho. Diante de todos, fez seu filho declarar ao colega: “Me perdoa, porque eu peguei o seu estojo. Nunca mais vou fazer isso!” A lição foi clara: penso que os alunos daquela classe jamais se esquecerão do dever de respeitar os bens dos outros. Esse episódio nos leva a considerar a importância da participação da família e da escola na formação dos alunos. Os professores têm uma grande influência sobre a formação dos seus alunos: convivem com eles durante meses e anos, conhecem seus pontos fracos e fortes, descobrem seus talentos e capacidades etc. Podem ajudar os pais a conhecerem melhor seus filhos, trocar impressões sobre a orientação formativa para cada um. Junto com os pais, os professores podem encaminhar seus alunos na vida escolar, ajudando-os a enfrentar suas limitações, a superar seus receios, a abrir horizontes etc. Aliás, o Papa Francisco, na recente Exortação Apostólica Amoris Laetitia, insiste na colaboração dos professores e pais na educação dos filhos: “Os pais necessitam também da escola para assegurar uma instrução de base aos seus filhos, mas a formação moral deles nunca

a podem delegar totalmente” (n. 263). “A escola não substitui os pais; serve-lhes de complemento. Este é um princípio básico: ‘qualquer outro participante no processo educativo não pode operar senão em nome dos pais, com o seu consenso e, em certa medida, até mesmo por seu encargo’... parece-me muito importante lembrar que a educação integral dos filhos é, simultaneamente, ‘dever gravíssimo’ e ‘direito primário’ dos pais. Não é apenas um encargo ou um peso, mas também um direito essencial e insubstituível que estão chamados a defender e que ninguém deveria pretender tirar-lhes.” (n. 84) Ao referir-se às escolas católicas no mesmo Documento, o Papa vai mais longe e destaca que “realizam uma função vital de ajuda aos pais no seu dever de educar os filhos. (...) As escolas católicas deveriam ser incentivadas na sua missão de ajudar os alunos a crescerem como adultos maduros que podem ver o mundo por meio do olhar de amor de Jesus e compreender a vida como uma chamada para servir a Deus”. (n. 279) A lição aprendida com o episódio do estojo serve de estímulo aos professores, para assumirem o seu papel de educadores e, assim, ajudarem – sem pretender substituir - os pais na educação integral dos seus filhos. Dessa maneira, o contínuo intercâmbio educativo entre a escola e a família contribuirá para a formação de bons cristãos e cidadãos responsáveis, tão necessários em nossos dias. Isso é o que a Igreja espera das nossas escolas e das nossas famílias.

| Fé e Vida | 5

Fé e Cidadania Show de hipocrisia Cônego Antonio Manzatto Sim, foi verdadeiro show com direito a transmissão ao vivo pela televisão por aproximadamente 12 horas, e com cada deputado buscando seus 15 segundos de fama. Foi espantoso ver a imensa maioria dos parlamentares trabalhando em um domingo, eles que são tão ciosos de seus finais de semana. Mas podemos ficar tranquilos que isso não vai se repetir tão cedo. Já nas semanas seguintes, o expediente foi normal. Podemos ter certeza de que quando forem votar a reforma da previdência ou outros projetos para confiscar direitos de quem trabalha, não haverá transmissão ao vivo e nem a farão aos domingos. Aquilo era apenas um show. O Brasil pôde ver o linchamento moral de uma mulher que não foi acusada de crime algum. Convenhamos que as chamadas “pedaladas” são apenas desculpa para um procedimento de impeachment já decidido, tanto que se não for feito neste processo, imediatamente se seguirá outro, e mais outro. Decidiu-se que ela deve sair da Presidência e seu partido do poder, e isso se fará atropelando a ética, a democracia e tudo o mais que tentar se apresentar. Haverá sempre uma aparência jurídica, para o que se prestarão juristas saudosos dos holofotes ou ansiosos por eles. Ao votarem, os parlamentares afirmavam fazê-lo pelo País, pela família, pelo cachorrinho ou pelos amigos, sem nem aludirem ao parecer que votavam e sua fundamentação jurídica. Havia ali parlamentares votando que nem sequer leram o tal parecer. O que se votava era o projeto de retirar do cargo a presidente eleita pelo voto popular e tirar de cena seu partido. Curioso ainda que muitos corruptos notórios e eméritos anunciavam um voto contra a corrupção, e a sessão foi presidida por quem, corrupto notório, é réu em processo já estabelecido. Não é hipocrisia corruptos votarem pelo impeachment da presidente por causa da moralidade, já que ela nem é acusada de crime de corrupção? Consumado o impeachment, o poder será entregue ao partido que tem mais do que antecedentes de corrupção e a pessoas envolvidas em crimes dessa natureza. Mas tudo já está resolvido, porque uma vez o poder entregue a quem é confiável, a operação Lava Jato poderá terminar, pois terá conseguido seu objetivo. Políticos envolvidos serão como que anistiados, uma vez que os meios de comunicação se encarregarão de tornar a operação esquecida. Tais políticos poderão permanecer no poder mesmo se corruptos, porque afinal são serviçais fiéis e dóceis ao comando da Casa Grande. Basta ver quem patrocina a encenação e financia os movimentos que lhe dão aparência de suporte popular. É disso que trata o impeachment e, por isso mesmo, é golpe contra a democracia. As opiniões expressas na seção ‘Fé e Cidadania’ são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


6 | Viver Bem |

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Comportamento

A virtude da obediência Simone Fuzaro

Uma virtude importante de ser trabalhada com as crianças desde bem pequenas é a obediência. Essa virtude faz parte das virtudes relativas à justiça. Na educação pós-moderna, existe uma certa “aversão” à obediência, na medida em que é tomada como “falta de liberdade, criatividade e iniciativa”. Para que os pais possam se apropriar da necessidade de exercerem a autoridade com os filhos pequenos e saberem que esse é um serviço a que eles têm direito, é importante lembrar que crianças pequenas são movidas por desejos instintivos e que, se atendidas em seus desejos, não se constituirão sujeitos autônomos e livres, mas sim escravizados por tais desejos. Para que a criança se torne educada é preciso que seja capaz de controlar os seus desejos e perguntar se este ou aquele desejo particular é um dos que é melhor satisfazer aqui e agora, ou não. Segundo o doutor em Educação, Ramiro Marques, no artigo “A ética de Alasdair Macintyre”, a criança “move-se, então, para além do seu estado animal inicial, para um estado humano específico de ser capaz de avaliar razões, revê-las ou abandoná-las e substitui-las por outras”. Para que essa transformação aconteça, é preciso, primeiro, que ela crie e fortaleça vínculos com uma determinada comunidade e tradição cultural. Isso permitirá que aprenda critérios e desenvolva uma possibilidade de julgamento autônomo. Essa comunidade é primordialmente a família e, atualmente, como as crianças convivem no ambiente

ção. As explicações nessa fase escolar desde muito cedo, a escola. Portanto, se queremos fisomente confundem e abrem lhos livres, autônomos, criativos precedentes. Com crianças e com iniciativa, precisamos ofemaiores, as explicações serão recer-lhes, com amor e firmeza, possíveis e positivas, porém, nossa autoridade (baseada em o objetivo deve ser claro: que valores sólidos) e cultivar a obecompreendam e obedeçam. diência. 3. Clareza e constância no que Embora racionalmente tudo é determinado. Se abrimos isso pareça bastante óbvio, no precedentes, estaremos dando uma mensagem ambígua. trabalho com famílias, observo Para obedecer, a criança precienorme dificuldade dos adultos sa identificar a autoridade do (pais e professores) de exercerem adulto e isso depende de nós. a autoridade diante de crianças Quando somos amorosos, muito pequenas. É comum ficarem paralisados pelos choros e firmes e constantes, a criança insatisfações dos pequenos. Deiidentifica rapidamente a auxo algumas dicas para desenvoltoridade e, embora por vezes ver a obediência dos filhos: tente desobedecer (parte im1. Estabelecer o que é verdadeiramente para que essa importante, essencial e exercer transformação aconteça, a autoridade nes- é preciso, primeiro, que ses aspectos. Por ela crie e fortaleça exemplo, determinar a rotina da vínculos com uma criança: horário de determinada comunidade dormir, de acore tradição cultural. Isso dar, de tomar banho, de alimentar- permitirá que aprenda se; o que comer... critérios e desenvolva 2. Com crianças pequenas (0 a 3 anos), uma possibilidade de fazê-lo com cari- julgamento autônomo nho, firmeza e sem portante do processo de cresmuitas palavras. As atitudes cimento), saberá obedecer. dizem mais do que explicações nessa idade. Por exem- 4. Elogiar sempre que consigam plo: no horário do banho, obedecer o que foi estabelecido. O elogio anima. avisamos a criança e a levamos com determinação ao Lembre-se: as virtudes não banheiro. Se ela chorar, resis- têm um fim em si mesmas, são tir... paciência. Somos adultos um meio para se alcançar o bem, e, portanto, capazes de supor- para que se viva mais feliz e se tetar a birra e o descontrole dos nha uma sociedade melhor. Vale pequenos. Damos o banho a pena. com carinho, alegria e, com Simone Ribeiro Cabral Fuzaro é isso, deixamos claro quem fonoaudióloga, educadora e mantém o blog http://educandonacao.com.br exerce a autoridade na rela-

Cuidar da Saúde

30% dos brasileiros adultos têm hipertensão arterial Cássia Regina A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) realizou na terça-feira, 26, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, uma ação da “Campanha Menos Pressão”, no Conjunto Nacional, na avenida Paulista, com aferição da pressão arterial, testes de glicemia, cálculo de massa corpórea (IMC) dicas nutricionais e aconselhamento para combate ao estresse.

No Brasil, existem quase 30 milhões de brasileiros adultos obesos e a obesidade é um dos fatores principais que favorecem o desenvolvimento da hipertensão arterial, doença que acomete cerca de 30% da população adulta brasileira e é responsável por 40% dos infartos, 80% dos AVCs e 25% dos casos de insuficiência renal terminais. É essencial que a prevenção comece já na infância, porque a incidência de

pessoas jovens com diagnóstico de hipertensão arterial é cada vez maior. Verifique com regularidade sua pressão e faça suas consultas de rotina. Aproveite também a campanha para saber como evitar que você e seus familiares corram esse risco. Mais detalhes http://www.sbh.org.br/ menospressao. Dra. Cássia Regina é medica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF) E-mail: dracassiaregina@gmail.com


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| Pastorais | 7 Divulgação

Vicariato da Educação e Universidade Colégios católicos vão acolher imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida O Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade promoverá, a partir de 2 de maio, a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida em todos os colégios católicos da Arquidiocese de São Paulo, por conta das comemorações dos 300 anos da aparição da imagem no rio Paraíba do Sul, em 1717. A organização da acolhida da imagem peregrina será feita a critério de cada colégio, mais há a recomendação que esse momento envolva a participa-

ção dos pais, alunos, funcionários e comunidades próximas. A peregrinação terá início na capela do Colégio Nossa Senhora de Sion (avenida Higienópolis, 983, Higienópolis), no dia 2, às 8h, com missa presidida por Dom Carlos Lema Garcia, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Educação e a Universidade, por ocasião do centenário do Colégio. (Colaborou Padre Vandro Pisaneschi)

Pastoral Operária ‘Acidentes de Trabalho – culpa da vítima?’ A Pastoral Operária de São Paulo lançará na quinta-feira, 28, das 10h às 12h30, na sede do Regional Sul 1 da CNBB (rua Conselheiro Ramalho, 726, Bela Vista), a campanha “Acidentes de Trabalho – culpa da vítima?”. Além de denunciar as mortes por acidentes no trabalho, a Campanha visa desmistificar o chamado “ato inseguro”, argumento que as empresas utilizam para afirmar que a culpa pelos acidentes no trabalho é do próprio trabalhador, tentando, assim, se livrar da responsabilidade que têm de preservar a saúde de seus empregados.

O desenvolvimento da Campanha será com estudos e debates nos bairros (em igrejas, associações e movimentos populares) para informação e reflexão com as pessoas, tendo como subsídios um filme educativo, um folheto e o depoimento dos próprios trabalhadores. No ato de lançamento no Regional Sul 1 haverá um momento de reflexão, com a participação de Gilmar Ortiz, engenheiro de segurança no trabalho e membro da Pastoral Operária, e de Dom Antonio Celso Queiroz, bispo emérito de Catanduva (SP). Divulgação

Cáritas Arquivo pessoal

Até o domingo, dia 1º, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida está na sede da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo (rua Major Diogo, 834, Bela Vista), onde funciona o Centro de Referência para Refugiados. A peregrinação entre as cáritas diocesanas do Regional Sul 1 da CNBB começou no dia 18, na Cáritas Diocesana de Guarulhos, e ocorre por conta das comemorações dos 300 anos do encontro da imagem da Padroeira do Brasil, em 1717, no rio Paraíba do Sul.

Devoção Luciney Martins/O SÃO PAULO

No sábado, 23, na sede social do Sport Club Corinthians Paulista, foi realizada missa por ocasião da memória litúrgica de São Jorge, padroeiro do clube. Presidiu a celebração o Padre Jeferson Flávio Mengali, da Diocese de Bragança Paulista, que é autor do livro “São Jorge – O poder do santo guerreiro” (editora Petra, 2015)


8 | Pelo Mundo |

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Destaques das Agências Internacionais

Filipe David

Correspondente do O SÃO PAULO na Europa

Ucrânia

Milhares de mortos e mais de 1 milhão de refugiados Este é o saldo do conflito que assola a Ucrânia desde 2014, sobretudo em sua região oriental, onde grupos rebeldes lutam para se separar do restante do País e se incorporar à Rússia: 10 mil mortos e 1,5 milhão de refugiados. A informação é de Magda Kacvmarek, responsável pelos projetos da fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre, no leste da Europa. Nesse cenário de guerra, a iniciativa do Papa Francisco em fazer uma coleta para ajudar a comunidade ucraniana foi muito bem recebida – além da ajuda financeira, é importante obter a atenção da opinião pública mundial: “nunca mais ninguém falou na Ucrânia nestes últimos meses, embora todos os dias morram pessoas, em especial no Leste do País”, afirmou.

Reprodução da inernet

Conflitos na Ucrânia têm feito as famílias perderem tudo e deixarem seus lares

Relatos de 3 sacerdotes sequestrados pelos separatistas Três sacerdotes foram sequestrados pelos separatistas e posteriormente libertados. A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre compartilhou seus testemunhos. O primeiro foi o do Padre Sergej, sacerdote grecocatólico, sequestrado no final do mês de julho de 2014. Seus sequestradores explicaram-lhe que o motivo do sequestro foi a jornada de oração pela paz e unidade da Ucrânia, que eles consideram contrária à “Nova Rússia”, o autoproclamado estado independente que eles reivindicam. Padre Sergej, que sofre de diabetes e ficou sem seus remédios, permaneceu no cativeiro por quase duas semanas, sob ameaça de ser fuzilado e vendo sua saúde se deteriorar. Após um interrogatório realizado por um homem com sotaque de Moscou (diferentemente dos sequestradores, que eram de Donetsk), Padre Sergej foi libertado. Padre Victor, da Diocese de Járkov-Zaporiyia, foi detido em um posto de controle das tropas da “Nova Rússia”, suspeito de ser um espião. Ele foi submetido a interrogatórios e simulações de fuzilamento. No cativeiro, esteve com 50 outros reféns, aos quais pôde oferecer assistência espiritual, até ser libertado depois de 11 dias. O terceiro sacerdote sequestrado foi o Padre Pavel, polonês que vive no Cazaquistão e havia viajado à Ucrânia para participar da jornada de oração pela paz. Fonte: ACI

China

Noruega

‘País deve se proteger contra influências religiosas vindas do exterior’

Separar casamento civil do religioso para proteger os padres

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que o País deve se proteger contra influências religiosas vindas do exterior: “Nós devemos nos proteger resolutamente contra infiltrações estrangeiras por meios religiosos e impedir a contravenção ideológica de extremistas”, declarou. Para o Líder chinês, os grupos religiosos devem se subme-

O bispo de Oslo, Dom Bernt Eidsvig, decidiu que seus padres não deverão mais oficiar casamentos civis juntamente com a cerimônia religiosa. A decisão visa proteger os sacerdotes de serem obrigados a realizar “casamentos” entre pessoas do mesmo sexo. Na Noruega, o padre que realiza a celebração religiosa pode assinar o certificado de casamento logo após os noivos receberem o Sacramento. Assim, o sacerdote atua como um agente do Estado. Dom Bernt decidiu acabar com esse procedimento para que seus padres não venham a

ter ao Partido Comunista, que governa a China há mais de seis décadas. Nos últimos dois anos, as autoridades chinesas têm sido mais rigorosas no cerco à liberdade religiosa, removendo, por exemplo, cruzes e outros símbolos externos de diversas igrejas, sob o pretexto de que seriam contrários ao regulamento urbano. Fonte: Catholic Herald

ser obrigados pelo Estado a realizar o mesmo expediente para “casais” do mesmo sexo. O “casamento” entre pessoas do mesmo sexo foi aprovado legalmente na Noruega em 2009. A população norueguesa é majoritariamente protestante, pertencendo principalmente à Igreja da Noruega. Na semana passada, essa igreja decidiu aprovar tal “casamento”; Dom Bernt teme que, em breve, seus padres sejam obrigados a celebrar esse tipo de cerimônia. Fonte: Church Militant

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| Papa Francisco | 9

A felicidade não é um ‘aplicativo de celular’ L’Osservatore Romano

“O amor é a carteira de identidade do cristão, é o único ‘documento’ válido para sermos reconhecidos como discípulos de Jesus. Se esse documento perder a validade e não for renovado, deixamos de ser testemunhas do Mestre”, afirmou o Papa Francisco às cerca de 100 mil pessoas reunidas na praça de São Pedro para a missa do Jubileu dos Adolescentes, no domingo, 24. O Santo Padre também falou do desejo de liberdade que os adolescentes sentem. Ele afirmou que ser livre não significa fazer aquilo que se quer, mas é o dom de poder escolher o bem: é livre quem procura aquilo que agrada a Deus, mesmo que obrigue a escolhas corajosas. “A felicidade não tem preço, nem se comercializa; não é um ‘aplicativo’ que se baixa no celular: nem a versão mais atualizada os ajudará a torná-los livres e grandes no amor”, ressaltou.

Confissões

Na manhã do sábado, 23, a praça de São Pedro se transformou num grande confessionário a céu aberto, com 150

‘Enxugar as lágrimas’ Enxugar os rostos banhados por lágrimas de um sofrimento físico ou espiritual, trazendo consolação e esperança. Esse é o objetivo da Vigília de Oração para “enxugar as lágrimas”, a ser presidida pelo Papa Francisco em 5 de maio na Basílica de São Pedro. O evento do Jubileu extraordinário quer ser sinal visível da misericórdia do Pai, que estende suas mãos para enxugar as lágrimas de uma mãe ou de um pai que perdeu um filho; de um filho que perdeu um pai; de quem enfrenta uma doença ou perdeu o trabalho, ou não encontra um; de quem vive situações de discórdia na família; e de quem sente solidão porque tem idade avançada; de quem sofre um desconforto existencial; de quem sofreu algum tipo de injustiça; de quem perdeu o sentido da própria vida ou não consegue encontrar um.

sacerdotes atendendo confissões dos adolescentes que participavam do Jubileu, entre eles o próprio Papa (foto), que surpreendeu a todos com sua presença. Francisco atendeu as confissões de 16 rapazes e moças por uma hora e meia.

Sem Jesus, não há ‘sinal’

À noite, os adolescentes se reuniram no Estádio Olímpico de Roma para mais uma atividade do Jubileu. Por meio de videomensagem, o Pontífice deu como exemplo a busca por sinal para falar no celular. “Estou certo de que isso acontece também com vocês, que o celular fica sem sinal em alguns lugares.... Pois bem, lembrem-se que se Jesus não está em nossa vida é como não ter sinal. Não se consegue falar e nos fechamos em nós mesmos. Devemos ficar onde há sinal! A família, a paróquia, a escola, porque deste modo, sempre teremos algo de bom e verdadeiro a dizer”. O Jubileu dos Adolescentes terminou na segunda-feira, 25. Fonte: rádio Vaticano (redação das notícias: Fernando Geronazzo)

Transformar o deserto em floresta O Santo Padre surpreendeu os fiéis mais uma vez, ao comparecer ao parque Villa Borghese, em Roma, onde foi montada a “Aldeia para a Terra”, iniciativa do Movimento dos Focolares e de Earth Day Itália. Francisco foi acolhido, no sábado, 23, por aproximadamente 3.500 pessoas, entre elas a presidente do movimento, Maria Voce. “Vocês são pessoas que fazem com que o deserto se torne floresta”, disse o Papa, deixando o discurso preparado de lado. “É preciso viver a vida como ela nos é dada, como faz um goleiro no futebol. Não devemos ter medo de ir ao deserto para transformá-lo em vida. Aproximar-nos dos outros é um risco, mas também uma oportunidade para mim e de quem eu me aproximo. O deserto é feio, no coração e na cidade, nas periferias”, disse. “Vivemos uma terceira guerra mun-

L’Osservatore Romano

dial em pedaços. É preciso correr o risco de se aproximar para conhecer a realidade”, acrescentou o Papa, que lembrou também da importância da gratuidade. “Nunca, nunca e nunca virar as costas

para não ver. Neste mundo, parece que se você não paga, não pode viver: no centro está o deus-dinheiro. Quem não pode se aproximar para adorá-lo, acaba na fome, na doença e na exploração”.

Aos detentos: ‘Abram a porta de seu coração a Cristo’ O Papa Francisco escreveu uma carta aos detentos do cárcere de Velletri, nas proximidades de Roma, em resposta à mensagem recebida por Dom Marcello Semeraro em sua visita à prisão, em março, quando presidiu uma missa. “Não se fechem no passado; transformem-no em caminho de crescimento, de fé e de caridade. Deem a Deus a possibilidade de fazê-los brilhar por meio dessa experiência”, escreveu o Santo Padre. “Na história da Igreja, muitos chegaram à santidade por meio de experiências duras e difíceis”, conclui o Papa, fazendo um convite aos detentos: “Abram a porta de seu coração a Cristo e será Ele que reverterá a sua situação”.


10 | Pelo Brasil |

27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

Renata Moraes

Destaques das Agências Nacionais

jornalismorenata@gmail.com

‘Presbíteros do Brasil, alegria no testemunho do Evangelho’ Entre os dias 20 e 25, aconteceu em Aparecida (SP), o 16º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP). Promovido pela Comissão Nacional de Presbíteros e pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, a edição deste ano apresentou o tema “Presbíteros do Brasil, alegria no testemunho do Evangelho”, e reuniu mais de 540 padres vindos dos 18 regionais de 243 dioceses do Brasil. Também participou o secretário para os Seminários junto à Congregação para o Clero, Dom Jorge Patrón Wong. Representando a Arquidiocese de São Paulo participaram 16 sacerdotes, intitulados como delegados. O Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, esteve em um dos dias do Encontro. “Esta riqueza proporcionou uma convivência extraordinária, para que pudéssemos ver o padre alegre em todas as realidades que o nosso País tem. Uma pluralidade que enche de alegria em saber que somos missionários de Jesus Cristo”, destacou o Padre Luiz Fernando de Oliveira, atuante na Região Belém. Em entrevista ao O SÃO PAULO, os sacerdotes responderam como o tema do 16º ENP pode ser vivenciado no dia a dia pelos padres. “O testemunho da alegria do anúncio do Evangelho de cada presbítero que se encontrou com Jesus Cristo está no seu testemunho de vida, na espiritualidade (oração) consigo e com os fiéis”, expressou o Padre Antônio Pedro dos Santos, atuante na Região Santana. “Na lembrança do testemunho de São João Batista, encontramos a alegria

Arquivo pessoal

Cardeal Odilo Pedro Scherer junto aos padres da Arquidiocese de São Paulo participantes do 16º Encontro Nacional de Presbíteros, em Aparecida

daquele que serve e tem consciência que age em nome de Deus para promover o outro, o Cristo nos irmãos”, afirmou o Padre Reinaldo Torres, atuante na Região Brasilândia. Padre Jefferson Mendes, que atua na Região Belém, comentou sobre o que mais lhe marcou das exposições feitas por Dom Jorge Patrón Wong. “O presbítero deve dar testemunho de vida, buscar a oração verdadeira, deve ter cuidado e zelo com os bens, os tesouros da Igreja, ajudar os necessitados, pregar o Evangelho com coragem, entregar-se ao mistério da cruz de Cristo totalmente”. A celebração de encerramento na segunda-feira, 25, foi presidida pelo núncio apostólico do Brasil, Dom Giovanni D´Aniello, e concelebrada pelos diversos

bispos, entre eles o presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, Dom Jaime Spengler, e o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida. “Fomos exortados a sermos profetas missionários no tempo e no espaço em que vivemos. Como tal, somos chamados a fazer resplandecer a luz de Deus nesse mundo, testemunhando o amor de Deus com a vida. O profeta missionário caminha para a superação de todo clericalismo, comodismo e carreirismo; ele se abre à pastoral de conjunto, às novas iniciativas eclesiais, ao amor para com os leigos, consagrados e ministros ordenados, amando-os e deixando-se amar. Como profetas missionários, em comunhão com os nossos Bispos, reafirma-

mos nossa preocupação com os destinos do nosso país e, principalmente, com os mais pobres, já que ‘vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional, que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda sociedade’”, consta em um dos trechos da carta conclusiva do 16º ENP. Durante o evento foi eleita a nova presidência da Comissão Nacional de Presbíteros. O Padre José Adelson da Silva Rodrigues, da Arquidiocese de Natal, é o novo presidente, sucedendo ao Padre Anselmo Matias Linberger, da Diocese de Santo Amaro (SP). (Com informações do Santuário Nacional de Aparecida/Colaborou Padre Fausto Marinho , da Arquidiocese de São Paulo.)

Brasil registra 802 mil casos prováveis de dengue este ano

CNBB e Cáritas Brasileira lançam campanha ‘SOS Equador’

De janeiro a 2 de abril deste ano, foram registrados no Brasil 802.429 casos prováveis de dengue. Segundo boletim divulgado na terça-feira, 26, pelo Ministério da Saúde, foram confirmadas 140 mortes em decorrência da infecção pelo vírus da dengue. No mesmo período do ano passado, foram

A CNBB e a Cáritas Brasileira lançam campanha em solidariedade às vítimas do terremoto que assolou o Equador em 16 de abril, afetando, ao menos, 720 mil pessoas. Em nota, a presidência da CNBB e da Cáritas Brasileira convidam as comunidades a colaborarem com essa ação em favor das vítimas do terremoto. “Conclamamos as dioceses, paróquias, comunidades, congregações,

registrados 705.231 casos prováveis de dengue. Minas Gerais, com 1.332,5 ocorrências por 100 mil habitantes; Rio Grande do Norte, com 857; Mato Grosso do Sul, com 825,9; e Goiás, com 739,2, foram os estados que tiveram maior incidência do vírus. Fonte: Agência Brasil

colégios e todas as pessoas de boa vontade para a realização de uma grande corrente de oração e coletas de solidariedade em favor do Equador, lembrando tantas mães, pais e filhos falecidos nessa tragédia”, expressam as entidades. Outros detalhes da campanha podem ser obtidos em http://caritas.org.br/sos-equador. Fonte: CNBB


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| Política | 11

Edcarlos Bispo edbsant@gmail.com

Na linha sucessória da Presidência da República, dois suspeitos de corrupção Agência Brasil

Lava Jato

Preso na 28ª fase da Lava Jato, o ex-senador Gim Argello (PTB-DF) decidiu tentar um acordo de delação premiada com o Ministério Púbico Federal para reduzir ou até se livrar de uma pena em eventual condenação pelos crimes dos quais é acusado pela forçatarefa da operação Lava Jato. Oficialmente, o escritório de advocacia que defende Argello negou a informação. O eventual acordo impõe ao colaborador confissão dos crimes pelos quais é investigado. Ele também tem a obrigação de revelar outros nomes na estrutura e hierarquia da organização criminosa e, ainda, fatos novos. O delator precisa entregar, também, dados que comprovem suas afirmações para ter o acordo homologado pela Justiça. Na segunda-feira, 25, Argello se calou diante da Polícia Federal. Ele ia depor no inquérito que o investiga por suposto recebimento de propinas de empreiteiros - em troca de dinheiro ilícito, ele teria poupado empresários de depor na CPI da Petrobras.

Conselho de ética

Renan Calheiros, presidente do Senado, e Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados, são citados diversas vezes por delatores na operação Lava Jato Além do processo de impedimento da presidente da República, Dilma Rousseff, outros assuntos dominam as discussões políticas no País, entre eles o processo contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no Conselho de Ética da Casa, e as citações na investigação da operação Lava Jato do nome dele e do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se tornariam, respectivamente, o segundo e o terceiro na linha sucessória da Presidência do País, caso o impeachment aconteça.

Eduardo Cunha

O processo contra Cunha no colegiado já é o mais longo da história da Casa. São 174 dias, frente ao do ex-deputado Luiz Argolo (Solidariedade-BA) - que durou 167 dias. Em outubro de 2014, este foi cassado pelo envolvimento em atividades ilícitas com o doleiro Alberto Youssef. Desde o início do processo contra o peemedebista, deputados aliados a Cunha tentam obstruir as sessões do Conselho de Ética. O último episódio da novela foi a decisão do vice-presidente da mesa diretora da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PPMA), que na terça-feira, 19, anunciou

uma série de limitações às investigações do Conselho contra o peemedebista, e colaborou com a anulação de todo o processo. As novas regras definidas pelo Vice-presidente ampliam as amarras ao colegiado, quanto às investigações. Além do processo no Conselho de Ética, Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber propina do “Petrolão” por meio de contas não declaradas no exterior. A denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) é baseada em delações premiadas e documentos. Ele também é alvo de três inquéritos abertos pela operação Lava Jato no Supremo. O mais recente deles, autorizado pela Corte no mês passado, apura a suspeita de que o Deputado solicitou e recebeu propina do consórcio formado pela Odebrecht, OAS e Carioca Christiani Nielsen Engenharia, que atuava na obra do Porto Maravilha. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou na sexta-feira, 22, logo após dar uma palestra no laboratório de mídia da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, que apresentará, em breve, ao STF mais duas denúncias contra o Presidente da Câmara dos Deputados. “Nós enviamos várias denúncias contra ele e mais duas devem ser consideradas em breve pelo Supremo. Não podemos admitir que o terceiro homem na linha sucessória tenha um passado como o dele”, afirmou.

Renan Calheiros

Mesmo não sendo réu no STF, a

situação do senador Renan Calheiros não é menos complicada e tende a se agravar ainda mais conforme outros acordos de delação premiada forem firmados na Justiça. Segundo a revista Época, o engenheiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da Engevix preso desde setembro, disse aos procuradores ter pago propina a operadores que falavam em nome do peemedebista. Sobrinho disse também que, durante os governos petistas, Renan foi um dos responsáveis pela nomeação de afilhados políticos em estatais como a Petrobras e a Eletronuclear. Além disso, em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da operação na primeira instância, o ex-diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Cerveró, afirmou, no dia 18, que Renan recebeu propina de US$ 6 milhões (cerca de R$ 24 milhões) em 2006. O pagamento seria referente a um contrato de fretamento do naviosonda Petrobras 10.000. O delator está preso desde janeiro de 2015. O Senador havia sido citado anteriormente por outro delator, um dos entregadores de dinheiro do doleiro Alberto Youssef, como destinatário de propinas de R$ 1 milhão. No entanto, Renan não foi denunciado pela Procuradoria Geral da República, que ainda investiga a ligação do peemedebista com o esquema. A assessoria de imprensa do Senador negou a participação dele em qualquer ilícito, e afirmou que Renan já prestou os esclarecimentos necessários. (Com informações de El País, Congresso em Foco, Estadão, Folha e G1)

Na terça-feira, 26, em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, confirmou que repassou pagamentos de propina em espécie ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Um dos delatores da operação Lava Jato, Baiano ressaltou, porém, não ter conhecimento de que o peemedebista tenha contas bancárias no exterior. No mesmo dia, o Conselho recebeu uma petição com 1,3 milhão de assinaturas coletadas pelo site Avaaz pedindo a cassação do mandato de Eduardo Cunha.

Impeachment

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) foi eleito presidente da comissão do impeachment da Presidente Dilma por aclamação. Já para relatoria houve disputa, questões de ordem e discursos contrários da base aliada. O indicado foi o tucano Antônio Anastasia (PSDB-MG), nome considerado parcial por senadores governistas. Mas, após apenas 5 votos contrários, Anastasia foi eleito relator da comissão.

Máfia da Merenda

Na segunda-feira, 25, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou, em um evento no interior paulista, que a base do governo na Assembleia Legislativa não impede o avanço da investigação do suposto esquema que ficou conhecido como a “Máfia da Merenda”. Mesmo depois de três meses que a operação Alba Branca, – responsável por investigar o pagamento de propinas, fraudes de licitações e superfaturamentos de produtos agrícolas usados nas merendas da rede de educação do Estado de São Paulo – veio à tona, nenhuma das investigações possíveis que a Assembleia poderia dar início, já que o presidente da Casa, o deputado Fernando Capez (PSDB) foi citado por funcionários da Coaf - cooperativa de alimentos que seria a principal beneficiária do esquema – como um dos destinatários de propinas, prosperou. Alckmin afirma que foi o governo estadual que descobriu o escândalo e o Estado é vítima da Coaf, sendo, por isso, o maior interessado nas investigações. Fontes: Folha de S.Paulo, Estadão, Carta Capital, Congresso em Foco e EBC


12 | Reportagem |

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Vicentinos: misericordiosos como o Pai Luciney Martins/O SÃO PAULO

‘A misericórdia deve ser o distintivo de todos os cristãos`, comentou o Cardeal Scherer na peregrinação dos integrantes da Sociedade de São Vicente de Paulo à Catedral da Sé Daniel Gomes

danielgomes.jornalista@gmail.com

Em meio ao movimentado comércio no largo e no viaduto de Santa Ifigênia, nas ruas São Bento e XV de Novembro e na praça da Sé, centenas de pessoas, com camisetas e bexigas brancas e azuis, despertaram a atenção de quem caminhava ou estava nas lojas e nos bares, na tarde do sábado, 23. Em tempos de mobilizações políticas, houve até quem pensasse, inicialmente, que fosse um ato contra ou pró-impeachment, mas as orações marianas e do Pai Nosso, as faixas e cartazes e a cruz peregrina indicavam que aquela era uma manifestação pública de fé. Pelo quarto ano consecutivo, o Conselho Metropolitano de São Paulo da Sociedade de São Vicente de Paulo realizou a Marcha de Ozanam, criada em 2013 para recordar o bicentenário do nascimento do Beato Frederico Ozanam (1813-1853) e para ressaltar a ações de caridade e evangelização dos vicentinos. Neste ano, a Marcha, que durou aproximadamente 35 minutos, também demarcou a peregrinação dos vicentinos à Porta Santa da Catedral da Sé, por ocasião do Jubileu extraordinário da Misericórdia. Acolhidos pelo Padre Helmo Cesar Faccioli, auxiliar do cura da Catedral, os peregrinos passaram pela Porta Santa e rezaram na capela batismal, antes do início da missa, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano.

Ações concretas de misericórdia

Com Marcha de Ozanam, vicentinos peregrinam no Ano Santo extraordinário da Misericórdia

“Neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia, o Papa Francisco nos convida a acolher a misericórdia de Deus e também a sermos misericordiosos. E vocês, vicentinos, fazem isso espontaneamente”, disse o Cardeal Scherer, no início da celebração, exortando os vicentinos a continuarem a ter atenção com aqueles que mais necessitam. Dom Odilo ressaltou que a solidariedade com o próximo deve ser um compromisso de todos na Igreja. “O amor, o gesto concreto de caridade, de misericórdia, isso não passará. Não é questão de um grupo ou de outro, isso deve ser o distintivo de todos os cristãos, de todos os católicos. Vocês têm isso como um carisma especial”, afirmou, na homilia, desejando que os vicentinos inspirem outras pessoas a agirem da mesma forma. Ainda segundo o Cardeal, neste Jubileu extraordinário, a Igreja convida à acolhida da misericórdia de Deus - o

que inclui a vivência do sacramento da Confissão e o reconhecimento de que o Senhor “é o caminho, a verdade e a vida” – e à prática das obras de misericórdia cotidianamente. “Vivenciamos diretamente as obras de misericórdia, mais as espirituais inclusive, porque nas visitas semanais às casas dos assistidos, levamos a Palavra de Deus, que é o conforto maior para o coração. Nosso propósito é a promoção espiritual e material, sendo esta última com a doação de alimentos e a ajuda para que a pessoa, por exemplo, encontre tratamento médico, emprego e ajuste a documentação”, comentou, ao O SÃO PAULO, Marco Antonio Kananovicz, 48, presidente do Conselho Metropolitano da Sociedade de São Vicente de Paulo.

De geração em geração

A significativa quantidade de crianças e jovens na peregrinação dos vicentinos foi elogiada pelo Cardeal Scherer. “Isso é bom, porque dá a certeza do futuro do trabalho de vocês, algo tão bonito e tão importante”, disse na homilia. Atualmente, o Conselho Metropolitano da Sociedade de São Vicente de Paulo, que orienta a atuação dos vicentinos na Grande São Paulo, Baixada Santista e Vale do Ribeira conta com aproximadamente 6,1 mil integrantes, que assistem quase 5.200 famílias, por meio de 859 conferências vicentinas (pequenas comunidades de fé formadas por homens e mulheres). Há também 18 conferências de crianças e adolescentes. Na Diocese de São Miguel Paulista fica uma dessas conferências, a CCA João Paulo II, formada por 11 crianças e orientada por cinco adultos. “Passamos nosso conhecimento aos mais novos para que eles levem aos outros. Temos no grupo crianças a partir de 8 anos, então, elas poderão estar na Sociedade de São Vicente de Paulo pelo menos por mais 60 anos, trabalhando pelo pobre”, disse, à reportagem, Esmeraldo Purificação, 61, que integra o CCA João Paulo II, assim como Patrik de Andrade dos Santos, 11. “Misericórdia e caridade caminham lado a lado. Queremos ajudar muitas famílias. Que os jovens que não são vicentinos experimentem só uma vez vivenciar o que fazemos, pois eu acho que ficarão com a gente”, comentou. Crianças, jovens, adultos e idosos participantes da peregrinação renovaram, ao final da missa, o compromisso vicentino, após serem levadas ao presbitério as relíquias do Beato Frederico Ozanam - que fundou a Sociedade em 1833, com outros jovens universitários em Paris, na França, de São Vicente de Paulo (1581-1660) e de Santa Luísa de Marillac (1591-1660) – que com direção espiritual do Santo fundou, em 1634, a Companhia das Filhas da Caridade. Dom Odilo, em mensagem final, estimulou que os vicentinos promovam ações de caridade em todas as paróquias onde atuam.


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| Entrevista | 13

Com a Palavra: Andrea Tornielli

‘A Igreja está no mundo por causa da misericórdia’ Arquivo pessoal

FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

A mensagem da misericórdia não é uma loucura do Papa Francisco – diz o jornalista Andrea Tornielli –, mas o motivo pelo qual a Igreja está neste mundo. Há mais de 20 anos acompanhando o dia a dia dos papas, o vaticanista do diário italiano La Stampa é um dos mais admirados entre seus pares. No início do ano, ele lançou um livroentrevista com o Papa Francisco, intitulado “O nome de Deus é misericórdia”, publicado no Brasil pela editora Planeta. Na obra, Tornielli dá a palavra ao Pontífice para que explique o porquê da convocação de um ano jubilar dedicado ao tema misericórdia divina, o mais central do pontificado. “Eu gostava da ideia de uma entrevista que fizesse emergir o coração de Francisco”, explica o vaticanista, no livro. “O Papa aceitou a proposta”, afirma. Em conversa exclusiva com O SÃO PAULO, em Roma, Andrea Tornielli detalha algumas de suas próprias impressões sobre essa mensagem e sobre o Papa. O SÃO PAULO – Por que o Papa Francisco escolheu a misericórdia como tema mais central do seu pontificado?

Andrea Tornielli - Continuando na linha iniciada por seus predecessores, a partir do Papa João XXIII, Francisco considera urgente fazer conhecer esse rosto de Deus, apresentar uma Igreja que não está no mundo para condenar, mas para mostrar o rosto misericordioso de Deus. Um Deus que lhe ama assim como você é. Creio que o Papa sinta que isso é uma grande urgência para o nosso tempo.

Em quais momentos deste pontificado essa mensagem ficou mais evidente?

Creio que seja um pouco todo o pontificado. A capacidade de mostrar atenção e ternura pelas pessoas, uma grande proximidade, sobretudo com quem sofre. Talvez, principalmente nas visitas às prisões.

Mas também os outros papas visitavam prisões...

Sim, há uma continuidade, mas agora há uma acentuação particular. Francisco é o Papa da misericórdia. Essa mensagem é ainda mais central. Outros papas o faziam, mas não assim. Não é que em toda viagem o papa visitava uma prisão. Francisco o

córdia” ou que “há misericórdia demais”, temo que sejam pessoas que não são conscientes de serem pecadores.

Por quê?

faz. É um acento novo sobre esse aspecto, como é normal que exista.

No livro, o Papa afirma que as pessoas se afastam da Igreja quando encontram situações de “fechamento”. O que ele quer dizer com isso?

Creio que se refere a encontrar esse fechamento nas pessoas. Nesse caso, pensa, sobretudo, nos sacerdotes, quando não são capazes de acolher e de escutar. Ele dá o exemplo de um menino que morreu sem ser batizado e o padre não deixou o corpo entrar na igreja para o funeral. Acho que o Papa se refere a esse problema quando fala da importância da “pastoral do ouvido”. Isto é, de escutar. Ele a recomenda muito aos padres, mas serve para todos, porque todos podemos escutar.

O Papa diz aos padres que o confessionário não é uma sala de tortura. É uma expressão forte, não?

É sim. “Não é uma sala de tortura” significa que quem está dentro do confessionário não deve se sentir sob interrogatório. Os padres não devem ser inquisidores e, sobretudo, não devem ser curiosos sobre certas matérias. Quem vai se confessar deve ser colocado numa situação confortável. Talvez a pessoa seja um pouco desajeitada para se expressar. É nesse sentido que não deve ser uma sala de tortura. Por outro lado, o Papa diz aos penitentes que o confessionário não deve ser uma lavanderia. Não se pode ir ali como se fosse para tirar uma mancha da roupa. Se o pecado é uma ferida, é preciso curá-lo. Tem aí uma

dramaticidade. Se os padres não podem transformar o confessionário numa sala de tortura, também os penitentes, aqueles que se confessam, não devem pensar que se trata de levar um terno à lavanderia.

O senhor acha que esse Jubileu pode ser positivo também para o diálogo inter-religioso?

O próprio papa, na bula de proclamação do Jubileu da Misericórdia [Misericordiae Vultus], diz que o jubileu pertence à tradição hebraica, no sentido da atenção ao órfão, à viúva. Existe aí uma tradição hebraica. Mas também pelo fato que “misericordioso” é um dos títulos que o Islã atribui a Deus.

Alguns dizem que a proposta da misericórdia causa confusão, porque se perde o ponto de referência. O que o senhor acha dessa crítica?

Creio que só causa confusão, primeiro, na cabeça das pessoas que já são confusas. Segundo, na cabeça das pessoas que não têm nenhuma demanda. E, terceiro, na cabeça de padres, bispos e cardeais que não se preocupam com acompanhar as pessoas na sua vida de fé, não sentem a necessidade de ajudar as pessoas com os sacramentos, e pensam que seja seu dever manter uma certa ideia de doutrina, sem confiar no Espírito Santo ou na autoridade da Igreja. Eu estou muito impressionado [com essa crítica], porque é verdade que há um risco de se confundir a misericórdia com um “bonismo”, mas quando escuto dizer que “se fala demais de miseri-

Porque quem é consciente de ser pecador não poderá jamais dizer, pensando em si mesmo, que há misericórdia demais. É a consciência de ser pobres pecadores que nos faz cristãos, que nos faz entender que precisamos da misericórdia de Jesus. Por isso, encontramos Jesus na nossa necessidade de misericórdia e no nosso pecado. Quem pensa estar sobre um pedestal, quem pensa que está fora disso porque está na posição de pregador, quem se sente separado, quem já se sente justo, quem já se sente são, quem já se sente santo, não precisa de Jesus. Jesus não poderia vir para essas pessoas. Eram os escribas e os fariseus que o estavam sempre julgando, tentando colocá-lo em dificuldade, murmurando contra ele. Quem seguia Jesus era uma multidão de publicanos e pecadores. E ele nos disse que as prostitutas e os publicanos passarão na nossa frente no Reino dos céus. Isso não foi o Papa Francisco que disse. Precisamos recordar um pouco o que está escrito nos evangelhos.

Então, qual é a grande mudança que o Ano da Misericórdia traz para a Igreja?

A frase mais bonita da Exortação Amoris laetitia [A alegria do amor] é quando o Papa escreve que Jesus não se satisfaz com as 99 ovelhas. Vai buscar a centésima que se perdeu, porque Jesus quer todas as ovelhas. A Igreja existe para isso. Não pode ter outra preocupação que não seja esta: andar pela rua a buscar as pessoas, nas suas condições e nas suas dificuldades, anunciando o Evangelho e acompanhando-as em um caminho que pode ser longo e difícil. Mas a Igreja existe para isso. Não existe para pentear as ovelhas que já estão dentro do rebanho, que muitas vezes diminui. Não existe para defender os justos ou aqueles que se reconhecem como justos. E quando a Igreja não vai lá fora, morre. Porque se torna totalmente autorreferencial. A Igreja existe para ser missionária e para mostrar o rosto da misericórdia de Deus a quem precisa dessa misericórdia. Precisam dela, acima de tudo, os ministros da Igreja e, depois, aqueles que creem que não é mais possível mudar de vida, que estão fechados nas gaiolas que construíram para si mesmos, que afundam na lama do pecado e não pensam que haja uma mão que os salve, que os eleve, que seja possível mudar. É esse o grande anúncio da misericórdia. Não é uma “loucura” deste Papa. É o motivo pelo qual a Igreja está no mundo. Porque Jesus quer todas as ovelhas.

As opiniões expressas na seção “Com a Palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


14 | Reportagem |

27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

Furtos e violação dos sacrários nas paróquias preocupam sacerdotes Paróquia Nossa Senhora das Graças,

Somente na semana passada, duas igrejas, em regiões episcopais distintas, foram alvo da ação de criminosos Edcarlos Bispo edbsant@gmail.com

Na noite de sexta-feira, 22, os fiéis da Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Carolina, na Região Episcopal Brasilândia, se reuniram para celebrar a Eucaristia em desagravo pela violação do sacrário ocorrida no dia 20. A missa foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Devair Araújo da Fonseca, e concelebrada pelo pároco, Padre Edemilson Gonzaga. O Pároco e os funcionários da Paroquia sentiram muito pelo ocorrido, principalmente com a violação do sacrário. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Padre Edemilson afirmou que a pessoa estava levando objetos litúrgicos, além de prendas de bingos e festas, e só não levou dinheiro, pois havia apenas R$ 2 no caixa da igreja. Felizmente, o Padre notou a presença do criminoso que forçava o cadeado e acionou a Polícia, que chegou ao local a tempo de prender o meliante e recuperar os objetos roubados. Contudo, o sacrário já havia sido violado. Ainda na semana passada, a Paróquia Natividade do Senhor, no Jardim Fontalis, na Região Episcopal Santana, também foi furtada. O pároco, Padre Andrés Gustavo Marengo, acredita que tenha sido um ato praticado por alguém que conhece a rotina da comunidade, pois não foi feita bagunça na sacristia. A pessoa que cometeu o furto parecia saber dos lugares onde os objetos litúrgicos estavam. Foram levados cálices, âmbulas e os dois ostensórios. De acordo com o Sacerdote e com as

Sacrário violado na Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Carolina, Região Brasilândia

secretárias da Paróquia, há cerca de três semanas rolos de fios elétricos, que ficavam guardados em uma sala no quintal da matriz paroquial, foram furtados e uma cópia da chave que abre a igreja sumiu. Na homilia da missa do domingo, 24, Padre Andrés avisou aos fiéis sobre o ocorrido. Em entrevista à reportagem, disse estar triste e ainda mais chateado por saber que pode ter sido alguém que frequenta a comunidade. E os casos não param por aí. Há um mês, a Paróquia Imaculada Conceição, no Jardim Sapopemba, na Região Episcopal Belém, teve o sacrário furtado e com ele foram levadas todas as hóstias consagradas. De acordo com o administrador paroquial, Padre Gilberto Orácio, o sacrário não estava preso à parede, o que facilitou a ação para que o tabernáculo fosse levado contendo a eucaristia. Por mais que tenha sido realizada perícia e investigação, nada foi recuperado e ninguém detido até agora. O Padre achou o caso muito estranho, pois não se ouviu barulho e nem a presença de pessoas desconhecidas. Para ele, não basta apenas a adoção de medidas de segurança como o uso câmeras de vigilância, é necessário que haja a presença de agentes de segurança que intimidem a ação de criminosos. O coordenador do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, Padre Tarcísio Mesquita, pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto, no Tatuapé, também na Região Belém, acredita se tratar de ação de criminosos sem cunho de intolerância religiosa. Ele contou que tem havido roubo até mesmo de imagens sacras das igrejas. Em todos os casos, foi registrado boletim de ocorrência, porém não há suspeitas de quem possa ter cometido os atos, nem houve a recuperação dos objetos furtados. Também não existem dados estatísticos de furtos ou roubos em paróquias.

Ações de criminosos acontecem Brasil afora Os fatos relatados acima não têm ocorrido apenas nas paróquias da Arquidiocese de São Paulo. Na internet, dezenas de páginas e sites descrevem ataques de furtos, roubos e vandalismos em igrejas pelo Brasil. Na semana passada, fotos divulgadas nas redes sociais chocaram os católicos. Na região norte do Espírito Santo, uma igreja foi furtada, na madrugada da quinta-feira, 21. As hóstias e o sacrário foram encontrados jogados em um rio do município durante a manhã. O Padre Marcos Stinghel, responsável pela Paróquia, desabafou pelas redes sociais: “Meus amados irmãos, com pesar vos comunico que, essa noite, a Igreja de São João do Sobrado foi roubada. Os filhos de Lúcifer violaram o Santíssimo e levaram o Sagrado Corpo de Nosso Se-

nhor Jesus Cristo. Nossa Paróquia hoje acorda de luto”, escreveu. No início de março, a Polícia Federal cumpriu em Recife (PE) seis mandados

de busca e apreensão e quatro de condução coercitiva, com o objetivo de recuperar obras sacras furtadas da Igreja do Convento Santo Antônio. Duas estátuas Arquivo pessoal

Hóstias e o sacrário furtado de igreja são encontrados em rio na região norte do Espírito Santo

foram encontradas durante a operação Sétimo, batizada em referência ao sétimo mandamento da Igreja Católica: não roubarás As obras são tombadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e foram recuperadas em uma loja de antiguidades. O dono da loja e mais três pessoas foram levadas à sede da Polícia Federal para prestar depoimento e, em seguida, foram liberados. As imagens recuperadas são de Nossa Senhora do Rosário e de Santo Antônio. Em novembro de 2015, uma primeira estátua, de São Bernardino, foi encontrada e devolvida. Outros oito objetos do Convento Santo Antônio continuam sumidos, como uma coroa de espinhos de metal e uma imagem de Nossa Senhora do Carmo. (EB)


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| Reportagem | 15

A família não é um problema, é uma solução Cardeal Scherer defende a necessidade de impulsionar a pastoral familiar nas paróquias, em evento sobre a Exortação Apostólica Amoris laetitia Fernando Geronazzo

Especial para O SÃO PAULO

“Temos que recolocar a família no centro da pastoral da Igreja”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, durante o Colóquio sobre Exortação Apostólica Pós-sinodal do Papa Francisco Amoris laetitia, realizado no Auditório Paulo Apóstolo, da Paulinas Editora, na segunda-feira, 25. Com o tema “A educação para o amor e o compromisso cristão na família”, o evento também contou com a presença do Padre José Eduardo Oliveira e Silva, sacerdote da Diocese de Osasco (SP) e doutor em Teologia Moral, que apresentou algumas chaves de leituras do documento publicado no dia 8, como resultado das duas últimas assembleias do Sínodo dos Bispos em 2014 e 2015, ambas sobre o tema da família. Dom Odilo, que foi padre sinodal nas duas assembleias, apresentou a estrutura da Exortação e chamou a atenção para o fato de o Papa não iniciar o texto a partir das dificuldades enfrentadas pelas famílias, tampouco das perspectivas pastorais, mas a partir da expressão “a alegria do amor que se vive nas famílias é também júbilo da Igreja”. “Talvez, a expectativa era que o Documento do Papa falasse imediatamente ou dos problemas das famílias, ou das suas situações difíceis. O Papa fala disso, mas não somente. A família é o centro da reflexão e, portanto, a temática vai muito além de um ponto ou de outro”, afirmou o Cardeal. Ao elencar os temas apresentados no índice da Exortação, o Arcebispo destacou que logo no primeiro capítulo, o Papa deixa claro que quer tratar da família a partir de enfoques sociológico, psicológico etc. “A Igreja fala da família a partir daquilo que lhe é próprio, da luz da fé, da Palavra de Deus”, disse. Nesse aspecto, Dom Odilo salientou que o Pontífice mostra que “a família ao longo da história do povo de Deus é uma realidade onde Deus se manifesta. “As realidades familiares são como que linguagens para a revelação divina”.

Renovado interesse

Ainda de acordo com o Cardeal, Francisco desenvolve o Documento apresentado as várias realidades e desafios da família. Em seguida, mostra o olhar de Jesus sobre a vocação e missão

da família. “O Papa fala das realidades da família também a partir da doutrina da Igreja e trata das realidades familiares que nem são sempre as ideais, mas, nas quais existe muita coisa de verdadeira, que a Igreja e o próprio Jesus valorizam e, portanto, deve-se ajudar a chegar à sua plenitude”, explicou. Quanto às perspectivas pastorais, Dom Odilo destacou que o Papa pede um renovado interesse da Igreja em relação à família, tirando todos da “zona de conforto”. “Talvez, até agora, a família ocupa na vida pastoral das nossas paróquias, organizações eclesiais, um aspecto muito periférico”, disse. Sobre as situações de fragilidade tratadas no Documento, o Arcebispo enfatizou que a Igreja deve se colocar concretamente diante das famílias e

embora ela deva ser lida na continuidade doutrinal dos documentos eclesiais anteriores”. O Padre afirmou que vive-se um tempo em que as famílias estão chagadas por situações dolorosas para as quais não bastam apenas um juízo doutrinal e moral. “Nós corremos, sim, o risco de atirarmos pedras sobre pessoas, às vezes, até com uma intenção reta”. Padre José Eduardo ressaltou, ainda, que Amoris Letitia é um documento de caráter eminentemente pastoral. “O Santo Padre evita nitidamente dar a impressão de que está querendo emitir alguma novidade doutrinal”. Ainda de acordo com o Sacerdote, o grande tema no qual se insere a Exortação é o da nova evangelização. “É exatamente por isso que a Igreja focaliza

tuação em que se encontrar”, afirmou.

Continuidade doutrinal

Padre José Eduardo apontou que é preciso ter clareza de que Amoris laetitia possui uma continuidade com a doutrina sobre a Família. “No capítulo terceiro da Exortação, o Papa coloca esse documento na esteira de todos os documentos do Magistério sobre a família, sobretudo depois do Concílio Vaticano II”, disse. “Neste Documento, o Santo Padre salienta que em meio a todas a dificuldades que as famílias passam, a família não é um projeto fracassado... Mostra que a família é o melhor lugar para o encontro com a misericórdia”, destacou. Segundo o Padre José Eduardo, o Luciney Martins/O SÃO PAULO

Exortação Amoris Laetitia, do Papa Francisco, é tema de colóquio com a participação do Padre José Eduardo Oliveira e do Cardeal Scherer

suas situações e não pretender imediatamente soluções ideais e iguais para todos. “A Igreja convida a fazer caminho de acordo com a situação de cada um”, disse, garantindo que “a família não é um problema, é uma possibilidade, um recurso, entre tantos que existem no mundo”.

os seus olhos sobre a família, dizendo que não há como evangelizar o mundo sem ‘reevangelizar’ a família e sem evangelizar a partir da família, sem que ela entenda seu papel evangelizador”, afirmou.

Nova ótica pastoral

Padre José Eduardo resumiu o Documento em três palavras-chave: “acompanhamento, discernimento e integração”, que, segundo ele, sintetizam a lógica pastoral que perpassa o texto. O Doutor em Teologia Moral ressaltou que o Pontífice convida os pastores a se debruçarem sobre as realidades de cada família em particular, em espírito de oração, fidelidade à norma da fé, para encontrar um modo de ajudar cada uma delas. “Cada família precisa, de fato, se sentir Igreja em qualquer si-

Padre José Eduardo começou sua reflexão frisando que é preciso interpretar os textos do Papa no mesmo espírito com que eles foram escritos. “Em sua simplicidade, é muito bem escrito e legível, de agradável leitura”, disse. Para ele, Amoris laetitia é ponto de chegada de uma nova ótica pastoral que o Papa Francisco vem propondo desde o início de sue pontificado, um divisor de águas na pastoral familiar da Igreja. “De fato, essa exortação é um marco na história da pastoral familiar da Igreja Católica,

Acompanhar, discernir e integrar

Papa não reformula a moral fundamental da Igreja Católica. Sobre a polêmica questão da comunhão dos divorciados em segunda união, o Presbítero reforçou que o próprio Pontífice exorta que esse discernimento deve evitar “o risco grave de mensagens equivocadas, como a ideia de que algum sacerdote pode conceder rapidamente exceções ou de que há pessoas que podem obter ‘privilégios sacramentais’ em troca de favores”. Por fim, Padre José Eduardo afirmou que o Papa propõe não somente uma pastoral da acolhida, mas o que ele chama de “pastoral da procura”, que vá ao encontro das ovelhas feridas, alivie suas dores e mostre que a Igreja é mãe. “O único modo de alcançar esse objetivo é, de fato, não começando uma pastoral sacramentalista, mas que realmente acompanha, discerne, integra, embebida da misericórdia”.


16 | Fé e Cultura |

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Filipe David

osaopaulo@uol.com.br

Dica de Leitura Os invernos da ilha

Romance de estreia do jovem autor Rodrigo Duarte Garcia – tratado desde já como o “Conrad” brasileiro –, “Os Invernos da Ilha” é um livro de aventura, como não há no Brasil, que reúne um herói atormentado (e logo apaixonado), uma ilha fria e hostil escolhida como exílio (num convento misterioso), a descoberta de um diário de piratas (e, assim, a reconstrução de uma incrível história de corsários) e a busca por um tesouro escondido. Como diz Martim Vasques da Cunha no texto de orelha, “Rodrigo já pertence à categoria dos mestres. ‘Os Invernos da Ilha’ costura Wallace Stevens, Melville, Conrad, Patrick O’Brien, os filmes de Indiana Jones, Os Goonies – sobrando até mesmo para o compositor Rachmaninoff –, com tamanha habilidade, que o leitor ficará atônito ao perceber que, no meio disso tudo, há a alegria de narrar uma verdadeira história”. Ficha técnica: Autor: Rodrigo Duarte Garcia Páginas: 462 Editora: Record

Divulgação

Para refletir

Roger Kimball sobre o filósofo polonês Leszek Kolakowski

“Nós nos orgulhamos hoje por nossa ‘mente aberta’ e comprometimento com ideias progressistas, nossa empatia por outras culturas e nosso entendimento sofisticado de que nossa maneira de ver o mundo é, finalmente, apenas nossa maneira de ver o mundo. Mas Kolakowski nos lembra que, sem um comprometimento prévio com valores substantivos – de um ideal do bem e (tão importante quanto) um reconhecimento do mal – a mente aberta pode degenerar em niilismo. Considerando a forma de nosso mundo pós-soviético, tão apegado à tecnologia, talvez seja por essa advertência, mais que por sua demolição heróica do marxismo, que Leszek Kolakowski será honrado nas décadas vindouras”. (Publicado em inglês na revista The New Criterion).


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‘Guia das Olimpíadas’ detalha direitos do consumidor nos Jogos Rio 2016 Reprodução

Daniel Gomes

danielgomes.jornalista@gmail.com

A Capital fluminense receberá 2,34 milhões de pessoas durante a olimpíada e a paralímpiada, conforme projeções do Governo Federal. Elas se somarão aos 12,2 milhões de habitantes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Com isso, aumentarão as demandas por produtos e serviços, o que levará a maiores chances de que os direitos do consumidor não sejam plenamente respeitados. Diante desse contexto, a Proteste Associação de Consumidores, entidade civil sem fins lucrativos, que existe desde 2001, lançou neste mês o “Guia das Olimpíadas”. O material ilustrado apresenta uma relação dos direitos básicos do consumidor e dicas práticas que envolvem a aquisição e uso de produtos e serviços durante os Jogos Rio 2016. “O Guia das Olimpíadas foi baseado nas competições que acontecerão e também no Código de Defesa do Consumidor, no Estatuto do Torcedor, no Estatuto do Idoso e na ‘Lei Olímpica’, aprovada pelo Congresso Nacional. Além disso, no Guia, a Proteste reivindica que ao final dos Jogos haja um debate sobre como vão ficar os moradores da Cidade Maravilhosa e de que forma serão destinados os espaços feitos com os recursos públicos”, explicou, ao O SÃO PAULO, Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste. Em uma lista de A a Z, o Guia apresenta recomendações e os direitos relativos a serviços como alimentação, hotelaria e viagens aéreas. O leitor é informado, por exemplo, que poderá adquirir um cartão único para o transporte público durante os Jogos, com diferentes tipos de recargas;

ao recordar a experiência da Proteste na época da Copa de 2014, mencionou que as principais reclamações foram sobre os locais dos assentos, a venda e revenda de ingressos, e a segurança e alimentação nos espaços de competições. No “Guia das Olímpiadas” também há uma lista de telefones úteis e até dicas para se precaver do zika vírus, além de um breve histórico sobre os Jogos, lista dos locais de competição e das provas que serão disputadas, e detalhes sobre a cidade do Rio de Janeiro. “Pensamos também que o consumidor que vai assistir à olimpíada, seja brasileiro ou estrangeiro, precisa conhecer um pouco mais a respeito dos esportes”, comentou Maria Inês. O “Guia das Olimpíadas” já está disponível para download no site da Proteste, pelo link http://bit.ly/1Nzijmm. Por enquanto não há exemplares impressos do material, mas a Proteste está à procura de parceiros para viabilizá-los, bem como para que o Guia seja disponibilizado em inglês e espanhol.

AGENDA ESPORTIVA Paulistão – Série A3 QUARTA-FEIRA (27) 15h – Nacional x Sertãozinho (estádio Nicolau Alayon, bairro da Água Branca)

também fica sabendo sobre peculiaridades da compra de ingressos para as competições, entre as quais a de que estudantes podem adquirir bilhetes de meia-entrada somente nas categorias com menor preço, mas idosos e pessoas com deficiência podem fazê-lo para qualquer ingresso.

“Existe uma parte no Guia em que o consumidor vai poder saber como adquirir produtos e serviços e que atenção deve ter para que possa exercer o direito de reclamar, caso seja necessário. O Guia também indica como e onde o consumidor deve reclamar”, detalhou Maria Inês, que

Libertadores da América QUINTA-FEIRA (28) 21h45 – São Paulo x Toluca (Morumbi) Paulistão – Série A1 - Final DOMINGO (1º) 16h – Grêmio Osasco-Audax x Santos (estádio Prefeito José Liberati, em Osasco)


18 | Geral |

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O Amor corre nas veias Gabriela Vieira

Perfil do Doador

60% 40% 32%

Dos doadores são do sexo masculino São doadores de repetição, isto é, doam com frequência Têm de 30 a 39 anos e o percentual é o mesmo entre 18 a 29 anos

*Dados de 2015 da Fundação Pró-Sangue

São Paulo. O Sacerdote enfatizou que é preciso informar os leigos das comunidades paroquiais sobre os benefícios de ser doador. “O sangue é vida. Cristo derramou seu sangue para nos salvar. Nós também com uma única doação podemos salvar até quatro vidas. Isso é fantástico! Hoje é uma pessoa desconhecida que precisa do meu sangue, amanhã eu posso precisar. Também alguém fará este gesto de amor por mim”.

‘Ser pessoa em clima de doação’

Jovens do Movimento Escalada, da Região Episcopal Brasilândia, expressam sua solidariedade doando sangue na manhã do sábado, dia 23

Renata Moraes

jornalismorenata@gmail.com

Você sabia que uma única doação de sangue pode salvar até quatro vidas? No Brasil, a cada dois segundos, alguém necessita de transfusão, mas segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 1,8% da população brasileira entre 16 e 69 anos doa sangue. A Organização das Nações Unidas (ONU) destaca que o percentual ideal está entre 3% a 5%, que são os índices do Japão, Estados Unidos e outros países desenvolvidos. A Fundação Pró-Sangue Hemocentro de São Paulo, instituição ligada à Secretaria de Estado da Saúde e ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP é o hemocentro-referência na América Latina. Todo o volume coletado na Fundação equivale a aproximadamente 32% do sangue consumido na Região Metropolitana de São Paulo. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da Fundação Pró-Sangue informou ao O SÃO PAULO que é preciso arrecadar mensalmente cerca de 12 mil bolsas de sangue para abastecer com conforto mais de cem instituições de saúde da rede pública da Região Metropolitana de São Paulo, entre elas o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração e o Instituto do Câncer de São Paulo. “O ideal é que a Fundação arrecade aproximadamente 450 bolsas por dia. Contudo, nestes últimos dois meses, a média tem sido mais baixa, girando em torno de 350 bolsas”. Aos finais de se-

mana, o número cresce para 550 bolsas de sangue, mas segundo a Instituição, a quantidade ainda é baixa, em comparação à necessidade.

Gesto de solidariedade

Atualmente, a Fundação tem feito o alerta de que os estoques do banco de sangue estão baixos. “Os fatores mais preocupantes, no momento, são os sangues tipo O+ e O-, seguidos do sangue A- e B-”. O tipo sanguíneo mais procurado é o fator O-, também conhecido como doador universal, pois pode ser doado para pessoas com qualquer tipo sanguíneo, mas recebe somente de um outro O-. No Brasil, apenas 9% da população é portadora deste tipo de sangue. Entre aqueles que são doadores na Fundação, aproximadamente 87% são voluntários, contra 13% de vinculados (que doam para algum amigo ou paren-

te). A Pró-Sangue procura sempre estimular os cidadãos às doações, seja em campanhas nas redes sociais, site, divulgação na imprensa, trabalho de captação, palestras, entrevistas, seminários, entre outros. Atenta a essa realidade, a Pastoral da Saúde da CNBB lançou em 2015 uma mobilização nacional sobre a importância da doação de sangue, a campanha “Abril Solidário”, com o lema “Solidariedade tá na veia”, estimulando a prática concreta. A iniciativa possibilita que as pessoas doem sangue regularmente e não apenas quando algum familiar ou amigo está internado. “Precisamos mudar nossa mentalidade. Doar sangue é também uma obra de misericórdia. Doar sangue é salvar vidas”, destacou o Padre João Inácio Mildner, capelão do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e assessor eclesiástico da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de

Quais os requisitos para ser um doador de sangue?

• Estar em boas condições de saúde; • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos precisam de documentos específicos e formulário de autorização); • Pesar no mínimo 50kg; • Estar descansado (ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas); • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação); • Apresentar documento original com foto recente, que permita a identificação do candidato, emitido por órgão oficial (Carteira de Identidade, Cartão de Identidade de Profissional Liberal, Carteira de Trabalho e Previdência Social); • Há restrições para a doação (veja detalhes em http://www.prosangue.sp.gov.br).

Atendendo ao apelo do Papa Francisco para as práticas de misericórdia, os jovens do Movimento Escalada, da Região Brasilândia, reuniram-se na manhã do sábado, 23, para doarem sangue. “Ser pessoa em clima de doação” foi o lema da iniciativa, com o tema “O amor corre nas veias”. O estudante Lucas Bertoli, 19, membro do Movimento Escalada, junto com mais 15 amigos, esteve na Fundação PróSangue, no Posto Clínicas, e doou sangue pela primeira vez. “A experiência foi ótima. Hoje damos o nosso testemunho como jovens, também fora da Igreja. Com pequenos gestos, podemos salvar vidas, sendo pessoas em clima de oração, conforme o lema do Movimento”. Lucas relatou, ainda, que voltará mais vezes para doar sangue e motivará outros amigos a fazerem o mesmo. Os irmãos Dorisvaldo Barbosa, 33, e Flávia Barbosa, 27, moradores de Osasco (SP), foram convidados pelo amigo Tomaz Lourenço, 27, também membro do Escalada, e se deslocaram de Osasco até Pirituba para acompanharem os jovens nessa prática solidária. Dorisvaldo havia doado sangue uma única vez, há sete anos, quando uma de suas irmãs esteve hospitalizada. “Me dei conta da importância deste ato quando alguém da minha família precisou de sangue. Após receber o convite e ver o evento no Facebook, não hesitei em participar e ainda convidei minha irmã”. Flávia, antes da doação, demonstrava ansiedade e nervosismo. “Eu estava com receio de passar mal, mas ao final foi bem tranquilo e a partir de agora vou incentivar outras pessoas a doarem também”, encerrou. O grupo levou aproximadamente três horas e meia em todo o processo de doação, desde o cadastro, teste de anemia, triagem clínica e a coleta do sangue, uma experiência que para a maioria foi vivida pela primeira vez. Ao final, satisfeitos com a ação solidária vivenciada, já começaram a pensar na segunda edição do evento.


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| Regiões Episcopais | 19

Santana

Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

2 mil pessoas participam de concentração missionária no Setor Medeiros A quadra da Escola de Samba Unidos de Vila Maria recebeu, na quinta-feira, 21, cerca de 2 mil fiéis das oito paróquias que compõem o Setor Medeiros para participar da 1ª Concentração Missionária, que teve o objetivo de iniciar as Santas Missões Populares do Setor, dentro da metodologia do projeto missionário do Padre Luiz Mosconi. “Esse é um sinal de comunhão e testemunho da alegria do Evangelho”, disse, entusiasmado, o Padre Vicente Borges, MSJ, coordenador do Setor Medeiros, diante da intensa participação, desde o início da tarde, e que culminou com a missa solene presidida por Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, seguida de show musical com o Padre Juarez de Castro. A participação de todos os padres que atuam no Setor Pastoral foi indispensável para o sucesso do evento. Padre Jorge da Silva, mestre de cerimônia da atividade, enalteceu a mobilização de todas as pastorais.

Diácono Francisco Gonçalves

Missa na quadra da Escola de Samba Unidos de Vila Maria dá início às Santas Missões Populares no Setor Pastoral Medeiros, no dia 21

Segundo o Padre Silvano Alves dos Santos, MSJ, “essa é uma abertura para a visitação às famílias, de uma Igreja em Márcia Meirinho

estado de saída. E esse evento serve para mostrar a todo o Setor a importância dessa vida missionária e comunitária e

motivar todos para o retorno à nossa essência de discípulo missionário de Jesus Cristo”, comentou.

Fiéis lotam missas e festividades no Dia de Santo Expedito Diácono Francisco Gonçalves

Entre os dias 9 e 10, no Colégio Victor Santos Cunha, na Vila Sabrina, foi realizado o 89º Encontro de Jovens com Cristo (EJC), que tem como objetivo evangelizar jovens. Valdeir de Moraes

Missa campal, com Dom Sergio, marca Dia de Santo Expedito, na Sagrado Coração de Jesus

O grupo pastoral Anjos da Rua, da Paróquia São Francisco Xavier, no Setor Pastoral Medeiros, distribui marmitas, cestas básicas e roupas às pessoas em situação de rua todas as sextas-feiras, além de partilhar com elas a Palavra de Deus. Em média, são distribuídas 80 refeições por semana e 60 cestas básicas por mês, informa Valdeir de Morais, coordenador do grupo.

As paróquias Sagrado Coração de Jesus e São Paulo Apóstolo, que cresceram pela devoção popular a Santo Expedito, comemoraram a festa do Santo, no dia 19, com a realização de missas e shows. A antiga Capela de Santo Expedito e Sagrado Coração de Jesus, inaugurada no Jaçanã em 2001, pelo Cardeal Cláudio Hummes, então arcebispo metropolitano, se tornou pequena e apertada entre as casas para conter tão grande número de devotos. Por conta disso, a comunidade paroquial e o Padre Luiz César Bombonato, pároco, montaram um palco em frente à igreja para que todos pudessem participar das solenidades e shows durante a programação especial da 15ª Festa de Santo Expedito, entre as

quais a apresentação do Coral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, missas em diversos horários e procissão pelas ruas do bairro. Na tarde do dia 19, Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, presidiu missa, seguida de show sertanejo com a dupla Fernando e Fabiano. À noite, a festa foi encerrada com missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Ainda no dia 19, Dom Sergio presidiu a celebração conclusiva das festividades dedicadas a Santo Expedito na Paróquia São Paulo Apóstolo, na Parada Inglesa, em missa concelebrada pelo Padre Antonio Simões Dias, pároco.


20 | Balanço |

27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia CNPJ nº56.462.237/0001-49 Demontrações financeiras em 31 de dezembro de 2015 e 2014

Balanços patrimoniais

Notas explicativas às demonstrações financeiras

exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em reais)

(Expressos em Reais)

Ativo

Nota

2015

2014

Circulante Caixa e equivalentes de caixa

4

Aplicações financeiras

78.638,82

36.119,67

5

-

9.613,58

Adiantamentos à funcionários

77,69

-

Adiantamentos à fornecedores

-

350,00

Impostos a recuperar

80.123,70 47.490,44

1.407,19

1.407,19

Não circulante Imobilizado

6

Imóveis 401.009,33 401.009,33 Móveis e utensílios

Benfeitorias em imóveis próprios

75.670,00 56.000,00

477.742,42 458.205,37

Total Ativo

1.063,09

557.866,12 505.695,81

Passivo

Nota

1 Contexto operacional

2015

2014

7

18.865,78

17.909,09

Contas a pagar

11.887,70

30.753,48 24.425,47

6.516,38

Não circulante Patrimônio líquido

2015

2014

6.511,47

5.386,00

Férias e encargos a pagar

9.150,42

9.535,35

INSS sobre folha de pagamento a recolher

2.299,22

1.680,88

vos, e tem por finalidade propugnar pela formação cívica, moral, cultural e religiosa do

FGTS a recolher

676,97

554,20

povo brasileiro.

PIS sobre folha de pagamento a recolher

147,70

A Fundação é isenta da tributação do imposto de renda e da contribuição social, de

Contribuição sindical e assistencial a pagar

acordo com a Lei nº 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que a Fundação deverá

18.865,78 17.909,09

reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção:

Estas obrigações referem-se àquelas relacionadas com a remuneração de emprega-

a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados.

dos e os respectivos encargos sociais incidentes sobre essas remunerações.

objetivos sociais.

668,37

8 Patrimônio líquido

c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão. d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial. e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos.

O Patrimonio Social da Fundação, no motante de R$ 120.000,00, conforme escritura de alteração e consolidação dos estatutos da Fundação registrado, microfilmado e digitalizado no Primeiro Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Juridica, sob o nº 298.644, em 22 de março de 2004. As doações, geralmente, ocorrem em dinheiro e são registradas em contas de resultado.

9 Receita operacional líquida

Todas as condições apresentadas são rigorosamente atendidas pela Fundação.

2015

Donativos (a) 253.558,06

8

84,29

80,00

b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus

Circulante Obrigações com pessoal e social

Salários a pagar

A Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia é uma Entidade sem fins lucrati-

1.196,04

7 Obrigações com pessoal e social

2014

150.190,94

Patrimônio social 120.000,00 120.000,00

2 Base de preparação

Artigos religiosos (b)

53.440,27 40.082,75

Superávits acumulados

361.270,34 381.696,57

306.998,33 190.273,69

Superávit/Déficit do exercício

45.842,30 (20.426,23)

(a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do

527.112,64 481.270,34

CPC)

(a) Receitas oriundas de doações efetuadas por pessoas físicas.

Total Passivo

557.866,12 505.695,81

As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis

(b) Venda de artigos religiosos, como velas, escapulários,e outros.

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

dados contábeis como, operacionais, financeiros.

As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com

exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em reais)

Nota

10 Despesas com pessoal

(b) Base de mensuração

Demonstrações dos resultados

Receita operacional líquida

adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e

2015

2014

9 306.998,33 190.273,69

Encargos sociais

(22.514,82) (19.725,55)

Benefícios sociais

(23.857,46) (20.896,91)

Férias

(6.537,42)

13º. salário

(4.799,61) (5.714,66)

(109.661,50) (103.697,31)

Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional

da Fundação e atualmente usada no país.

10 (109.661,50) (103.697,31) 11 (65.434,75) (57.841,45)

Despesas administrativas e gerais

12 (18.302,11) (22.700,44)

Despesas com serviços de terceiros

13 (27.311,85) (18.582,00)

3 Resumo das principais práticas contábeis

Despesas com serviços públicos

14 (8.947,54)

(6.932,65)

a. Apuração do superávit/déficit do exercício

Despesas com manutenções

15 (23.540,28)

(2.721,67)

Despesas com Impostos e Taxas

(167,67)

-

O reconhecimento das receitas e despesas é efetuado em conformidade com o regime

(260.428,65) (213.656,48)

A receita com vendas de artigos religiosos são reconhecidas no resultado em função

46.569,68 (23.382,79)

na sua realização.

do resultado financeiro Receitas financeiras

2.487,57

5.187,33

Despesas financeiras

(3.214,95) (2.230,77)

Superávit/Déficit do exercício

45.842,30 ( 20.426,23)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

b. Estimativas contábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e menos anualmente.

2015

2014

Superávit/Déficit do exercício

45.842,30 (20.426,23)

Superávit/ Déficit abrangente total

45.842,30 (20.426,23)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

social acumulados

Superávit

do exercício

Saldos em 1º janeiro de 2014

120.000,00 347.262,75 34.433,82 501.696,57

Transferência para resultados

acumulados

-

34.433,82 (34.433,82)

-

(30.980,00) (25.000,00)

Velas

(18.385,00) (20.419,00)

Artigos religiosos/Imagens

(13.106,45)

Vinhos e frascos

(2.963,30) (3.430,18)

(65.434,75) (57.841,45)

ele aplique a Missa segundo determinada intenção.

12 Despesas administrativas e gerais Material de escritório

(378,27)

(1.329,98)

d. Ativo Imobilizado

Donativos/auxílios (4.615,00)

(8.103,58)

Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção, inclusive juros e demais

Transporte

(857,00)

(2.468,94)

encargos financeiros capitalizados.

Copa e cozinha

(1.497,01)

(766,39)

e. Passivo circulante e não circulante

Gastos com eventos

(1.755,19)

(779,33)

Outras despesas administrativas

(2.338,36) (1.244,92)

(18.302,11) (22.700,44)

São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas até a data do

Saldos em 31 de dezembro

balanço.

de 2014

120.000,00 381.696,57 (20.426,23) 481.270,34

f. Demonstrações Financeiras comparativas

13 Despesas com serviços de terceiros

As demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 tiveram

Superávit do exercício

- (20.426,23)

20.426,23

-

- - 45.842,30 45.842,30

Saldos em 31 de dezembro de 2015

alguns saldos reclassificados para uma melhor comparabilidade com as demonstrações financeiras do exercício corrente.

120.000,00 361.270,34 45.842,30 527.112,64 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos fluxos de caixa – método direto

2015

2014

Fluxos de caixa das atividades operacionais

2015

2014

Caixa e bancos conta movimento

78.638,82

19.902,10

Aplicações financeiras livre de risco (a)

78.638,82 36.119,67

- 16.217,57

(a) Essas aplicações possuem características de equivalentes de caixa em função de estarem em aplicações de curtissímo prazo e livres de risco.

Valores recebidos por venda de artigos

religiosos e doações 306.998,33

190.273,69

Valores pagos a empregados (108.782,50) (98.842,43)

Valores pagos a fornecedores e prestadores

de serviços (144.982,88) (109.053,69)

Captação/amortização de recursos

outras instituições

7.000,00 -

2015

2014

Aplicações financeiras - CDB

- 9.613,58

-

60.232,95 (17.622,43)

Receitas financeiras recebidas

2.487,57

5.187,33

alizados com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), remu-

Despesas bancárias (3.214,95)

(2.230,77)

neradas a taxas que variam entre 92% e 97% do CDI para os períodos abrangidos por

Caixa líquido usado/gerado nas atividades

estas demonstrações financeiras.

59.505,57 (14.665,87)

Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aplicações e Regastes de CDB´s

Aquisição de Imobilizado

(26.600,00) (57.329,00)

Caixa líquido usado nas atividades de investimentos

9.613,58

15.494,64

(16.986,42) (41.834,36)

Caixa líquido usado/gerado no período

42.519,15 (56.500,23)

36.119,67

No início do exercício No fim do exercício

92.619,90

78.638,82 36.119,67

Aumento/Diminuição de caixa e equivalentes de caixa 42.519,15 (56.500,23) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Serviços contratados pessoa jurídica

(6.010,85) -

(27.311,85) (18.582,00)

14 Despesas com serviços públicos

2015

2014

Telefone (3.658,37)

(3.398,11)

Energia elétrica (4.515,96)

(2.274,92)

Água e esgoto

(8.947,54) (6.932,65)

(773,21) (1.259,62)

6 Imobilizado

2015

2014

Imóveis 401.009,33

401.009,33

2.377,00

riamente, nas atividades paroquiais.

9.613,58

Caixa gerado pelas operações

2014

Despesas oriundas de utilização de serviços públicos e infraestrutura consumida, dia-

5 Aplicações financeiras

As aplicações financeiras referem-se a Certificado de Depósito Bancário (CDB), atu-

operacionais

2015

Serviços contratados pessoa física (21.301,00) (18.582,00)

Esses gastos referem-se a despesas com autônomos contratados e pessoas jurídicas.

4 Caixa e equivalentes de caixa

exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em reais)

2014 (8.007,30)

- - (20.426,23) (20.426,23)

acumulados

2015

Alimentação (6.861,28)

Déficit do exercício

Transferência para resultados

(8.992,27)

celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que

valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo.

Total

Espórtula de missa (a)

nas paróquias, segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que

data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no

São apresentados ao valor líquido de realização.

Déficit/

2014

aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da

exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em reais) Superávits

2015

Reclassificado

Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, banco conta movimento e

• Demais ativos circulantes e não circulantes

Patrimônio

• Caixa e equivalentes de caixa

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido

11 Despesas paroquiais

(a) Esses gastos referem-se a despesas com Missas que são realizadas diariamente

c. Ativo circulante e não circulante

exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Valores expressos em reais)

de sua realização. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa

registro de estimativas contábeis. A Fundação revisa as estimativas e premissas pelo

Demonstrações dos resultados abrangentes

sociais ofertados aos funcionários.

contábil de competência de exercício.

(7.062,95) (1.180,96)

Superávit/Déficit operacional antes

(7.676,05)

Esses gastos referem-se a despesas com pessoal, sendo incluso eventuais benefícios

Despesas com depreciações e amortizações Total de despesas operacionais

2014

sultado.

Despesas operacionais Despesas com pessoal

2015

Salários e ordenados (51.952,19) (49.684,14)

(c) Moeda funcional e moeda de apresentação

Despesas paroquiais

exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do re-

Móveis e utensílios

Benfeitorias em imóveis próprios

82.600,00 56.000,00

485.986,33 459.386,33

Depreciações e amortizações

(8.243,91) (1.180,96)

Imobilizado líquido

477.742,42 458.205,37

15 Despesas com manutenções

2015

2014

Consertos e reparos (13.505,19)

(688,65)

Manutenção de máquinas e equipamentos (6.827,16)

(320,00)

Material de conservação e limpeza (1.627,73)

(360,00)

Outros gastos com manutenção

(1.580,20) (1.353,02)

(23.540,28) (2.721,67) Esses gastos referem-se a despesas com manutenção e reparos de bens.

2.377,00

Cônego José Pedro dos Santos Diretor Secretário

Padre João Júlio Farias Júnior Diretor Financeiro

José Olímpio Cardoso Neto Contador - CRC 1SP181828/O-5


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| Regiões Episcopais | 21

Brasilândia

Leandro Silva, Jorge Vicente e Valderes Soares Colaboração especial para a Região

Setor Nova Esperança peregrina à Porta Santa No Ano Santo extraordinário da Misericórdia, os leigos do Setor Pastoral Nova Esperança peregrinaram à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora da Expectação, na Freguesia do Ó, na tarde do sábado, 23. Após passarem pela Porta Santa, aproximadamente 250 pessoas participaram de missa presidida por Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, e concelebrada pelos padres e vigários atu-

Ricardo Souza

antes nas paróquias do Setor – Santa Rita de Cássia, Santo Antônio, Nossa Senhora do Carmo e São Judas Tadeu. Dom Devair, na homilia, ressaltou que é fundamental difundir a misericórdia de Deus, por meio da ação missionária dos membros das pastorais, expressando o amor de Deus com a prática das obras de misericórdia. O Bispo enfatizou que mesmo nos momentos difíceis é necessário manifestar o amor recebido de Jesus.

Operários das obras de Linha 6 do metrô acolhem imagem de Santa Bárbara Kleber Silva Junior

Peregrinos do Setor Nova Esperança junto a Dom Devair na Igreja Nossa Senhora da Expectação Glaucia Rocha Reis

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, realizou no domingo, 24, uma visita pastoral à Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, no Setor Pastoral Pereira Barreto, e presidiu missa na comunidade paroquial, sendo acolhido pelos leigos e pelo pároco, Padre Francisco Antônio Rangel de Barros.

Operários conduzem imagem de Santa Bárbara nas obras da Linha 6 do metrô, em 12 de abril

Padroeira dos “mineiros e dos construtores de túneis”, a imagem de Santa Bárbara foi entronizada nas obras da Linha 6 do metrô, na Freguesia do Ó, no dia 12. O ato foi conduzido pelo Diácono Benedito Camargo, que atua na Paróquia Nossa Senhora da Expectação, e contou com a presença dos trabalhadores e responsáveis pelas obras, além de paroquianos e membros do Fórum Pró-Metrô. A imagem foi entronizada em um nicho especialmente preparado no “VSE

Aquinos” da futura Linha 6, que encontra-se em construção. VSE é a abreviação de “Ventilação e Saída de Emergência”, espaço utilizado para ventilar o túnel do metrô e que em caso de acidente durante o tráfego dos trens serve como rota de fuga para os passageiros e para o rápido acesso das equipes de socorro. O “VSE Aquinos” fica na pista local da marginal Tietê no sentido Dutra, após a ponte do Piqueri. Atualmente trabalham cem pessoas neste canteiro de obras.

Jorge Vicente

Ricardo Souza

Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, presidiu, no dia 20, a missa de abertura da novena do padroeiro da Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort. Em 2016, são recordados os 300 anos da morte de São Luís (1673-1716) e os 50 anos da presença dos monfortinos no Brasil.

Aproximadamente 50 jovens da Paróquia Santa Rita de Cássia, no Setor Pastoral Nova Esperança, realizaram, no dia 16, o Terço Luminoso, marcando o início de um novo grupo de Pastoral da Juventude, com vista a ampliação das ações paroquiais de evangelização.

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22 | Balanço |

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Externato Popular São Vicente de Paulo - Colégio Luiza de Marillac C.N.P.J.: 62.837.059/0001-96 Demontrações financeiras em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Relatório da Administração O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma associação civil de caráter educacional, cultural, filantrópico e sem fins lucrativos, orientada fundamentalmente pelos princípios da Doutrina e da Moral Cristã e comprometida com o Plano Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Assim sendo, o Externato vem submeter à apreciação dos interessados, o relatório anual da administração acompanhado de suas demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014. Objeto social e missão O Colégio Luiza de Marillac, mantido pelo Externato, é uma escola católica, voltada para a educação e formação integral do ser humano, fundamentada nos princípios morais, éticos e religiosos do cristianismo. Dessa forma, a Escola se coloca diante da sociedade como: • Lugar de vida em comum, em que se proporciona um projeto educativo inspirado nos ensinamentos cristãos. Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2015 e 2014

• Espaço de liberdade, em que se possibilita a expressão da diversidade cultural e artística da pessoa humana, respeitando-a e valorizando-a em sua individualidade. • Fonte de esperança, que procura imprimir em sua prática diária, comportamento pautado em sentimentos justiça e fraternidade. • Sinal de escola viva, atuante e aberta aos desafios, mudanças e apelos do mundo moderno. • Caminho para conhecer as bases das diversas ciências, visando à produção do conhecimento e não simplesmente a sua absorção. O Colégio Luiza de Marillac tem como compromissos: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa. • Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando. • Promover a corresponsabilidade nas atividades escolares. Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais)

Ativo Nota 2015 2014 Circulante Caixa e equivalentes de caixa 6 1 39 Contas a receber de alunos 7 149 488 Outras contas a receber 8 4 Despesas antecipadas 2 2 160 533 Não circulante Aplicações Financeiras 16 Imobilizado 8 61 64 77 64 Total do Ativo 237 597

Nota 2015 Receita operacional líquida 17 2.742 Despesas com pessoal 18 (1.924) Despesas com serviços de terceiros 19 (178) Despesas administrativas e gerais 20 (131) Devedores duvidosos 20 (420) Depreciações e Amortizações (9) (1) Outras despesas operacionais Resultado operacional antes do resultado financeiro 79 (56) Resultado financeiro líquido 21 Superávit do exercício 23

2014 2.248 (1.679) (110) (133) (85) (9) (8) 224 (74) 150

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados abrangentes Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais) 12/2015 12/2014 23 150 23 150

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais) Saldos em 1º de janeiro de 2014 Transf. para resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2014 Transf. para resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2015

Déficits Acumulados (4.919) 178 - (4.741) 150 - (4.591)

São Paulo, 31 de Março de 2.016. Presidência do Externato Popular São Vicente de Paulo

Exercício findo em 31 de dezembro de 2015 e 2014 (Em milhares de Reais)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Superávit do período Superávit abrangente total

O Externato Popular São Vicente de Paulo manteve seus alunos e com isso conseguiu obter uma receita operacional líquida de R$ 2.742 mil em 2015 (R$ 2.248 mil em 2014), bem como o seu compromisso com a sociedade ofertando aos seus alunos um ensino de qualidade. Complementando sua contribuição junto a sociedade o Externato proporciona aos estudantes carentes bolsas de estudos filantrópicas. No ano de 2015 o Externato aplicou em bolsas de estudos para estudantes com baixa renda o montante de R$ 927 mil (R$ 843 mil em 2014).

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método direto

(Em milhares de Reais)

Passivo Nota 2015 2014 Circulante Empréstimos e financiamentos 13 Obrigações com pessoal 9 181 151 Contribuições sociais 10 309 276 Obrigações tributárias 11 28 23 Fornecedores 12 33 32 Adiantamentos de mensalidades e matriculas 13 208 181 Outras contas a pagar 14 398 189 1.170 852 Não circulante Exigível a longo prazo Contingências judiciais 15 3.268 3.465 Empréstimos de outras instituições 16 129 669 Obrigações tributárias 11 238 199 Outras contas a pagar - 3 3.635 4.336 Patrimônio Líquido Déficits acumulados (4.591) (4.741) Superávit do exercício 23 150 (4.568) (4.591) Total do Passivo 237 597

• Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus. • Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária.

Superavit Exercício Total 178 (4.741) (178) 150 150 150 (4.591) (150) 23 23 23 (4.568) As

notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

2015 2014 Reclassificado Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos de clientes 2.075 2.104 Valores recebidos de reembolsos de despesas - FUNDASP 669 368 Valores amortizados líquidos relativos à empréstimos - FUNDASP (179) (27) Valores pagos de obrigações tributárias, taxas e processos judiciais (165) (171) Valores pagos a empregados (1.984) (1.824) Valores pagos a fornecedores (473) (387) Caixa gerado pelas operações (57) 63 Outros recebimentos/pagamentos 9 9 Recebimentos provenientes de doações 570 Receitas financeiras recebidas 18 14 Despesas bancárias (17) (18) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 523 68 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado/Intangível (6) (24) Aplicações Financeiras - CDB´s (16) Caixa líquido usado nas atividades de investimento (22) (24) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Captação/amortização de empréstimos outras instituições (526) (21) Juros pagos s/empréstimos bancários (13) (2) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (539) (23) Diminuição no saldo de caixa e equivalentes de caixa (38) 21 Demonstração da diminuição de caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 39 18 No fim do exercício 1 39 Diminuição no saldo de caixa e equivalentes de caixa (38) 21 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais) 1 Contexto operacional O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecidamente filantrópica, instituída em 16 de dezembro de 1940. Seus objetivos principais são: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa.

Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas:

• Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando.

• Determinação da vida útil do ativo imobilizado (nota explicativa nº 8);

• Promover a corresponsabilidade nas atividades escolares.

• Determinação das provisões para contingências (nota explicativa nº 15).

• Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus.

O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas.

Dentre as principais atividades desenvolvidas destacam-se a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, a participação no desenvolvimento da consciência crítica nos seus alunos e a assistência social em sua comunidade. O Colégio está imune da tributação do imposto de renda e da contribuição social, bem como, da Contribuição Patronal do INSS, de acordo com a Lei nº. 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que o Colégio deverá reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção: a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados. b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais. c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão. d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial. e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos. 2 Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) - As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros. (b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional do Externato. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados podem divergir dessas estimativas.

Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos

• Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária. O Colégio Luiza de Marillac cumpre seus objetivos sociais, aplicando integralmente no país os recursos por ela gerados em ensino e assistência social, prestando relevantes serviços à comunidade na qual está inserida, com destacada atuação na área social, educação e cultura.

Empréstimos e recebíveis

3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a) Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais do Externato pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b) Instrumentos financeiros (i) Ativos financeiros não derivativos O Externato reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual o Externato se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. O Externato não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Externato transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pelo Externato nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, o Externato tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. O Externato tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se o Externato gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos do Externato. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício.

O Externato reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual o Externato se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. O Externato baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. O Externato tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos, financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. (iii) Instrumentos financeiros derivativos O Externato não possuía em 31 de dezembro de 2015 e 2014 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. c) Contas a receber de alunos Representam, basicamente, as mensalidades emitidas, porém não recebidas, além de acordos firmados com estudantes de mensalidades vencidas e de cobranças judiciais. O ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização das mensalidades, negociações a receber e outros ativos a receber e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. d) Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. e) Mensalidades e Matrículas recebidas antecipadamente Como prática de negócio e mercado de atuação do Externato, as matrículas do ano letivo seguinte iniciam-se ao final do exercício social em curso. Consequentemente são reconhecidas como anuidades antecipadas, no passivo circulante, às mensalidades de períodos subsequentes recebidas antecipadamente pelo Externato no exercício social em curso que serão reconhecidas no resultado do exercício de acordo com o regime de competência. f) Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando o Externato possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. g) Imobilizado


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(i) Reconhecimento e mensuração

Estrutura do gerenciamento de risco

Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas.

As políticas de gerenciamento de risco do Externato são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados pelo Externato, para definir limites e controles de riscos apropriados e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades do Externato. O Externato, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, tem por objetivo desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações.

Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado (ii) Custos subsequentes O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para o Externato e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (iii) Depreciação A depreciação é calculada pelo método linear (da linha reta) sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, deduzido do valor residual, ao longo de sua vida útil estimada. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: 2015 2014 Máquinas e equipamentos 10 anos 10 anos Móveis e utensílios 10 anos 10 anos Equipamentos de informática 5 anos 5 anos Sistemas aplicativos 10 anos 10 anos Instalações 10 anos 10 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis.

6 Caixa e equivalentes de caixa Bancos conta movimento Total

2015 1 1

Referem-se a disponibilidades imediatas livres de risco que estão a disposição imediata do Externato. 7 Contas a receber de alunos

2015 2014 Contas a Provisão Contas a Provisão receber perdas Líquido receber perdas Líquido Mensalidades a receber 696 (550) 146 611 (126) 485 Cheques a depositar 1 - 1 3 - 3 51 (49) 2 54 (54) Cheques devolvidos Total 748 (599) 149 668 (180) 488 Critérios de constituição de ajustes para créditos duvidosos O Externato manteve no exercício de 2015 e revisa anualmente os critérios para à constituição de ajustes para créditos de liquidação duvidosa, de forma a atender o reconhecimento dentro do melhor julgamento possível.

h) Ativos intangíveis

8 Imobilizado

O ativo intangível refere-se aos gastos de reestruturação (desenvolvimento de sistema coorporativo) do Externato.

2015 Descrição Taxa média Custo Depreciação Valor deprec.a.a Histórico Acumulada Residual Móveis e utensílios 10% 160 (134) 26 Computadores e periféricos 20% 72 (69) 3 Maquinas e equipamentos 10% 54 (34) 20 Biblioteca - 1 1 1 Sistemas aplicativos 10% 5 (5) - Veículos - Consorcio - - - - 10% 11 - 11 Instalações Total 303 (242) 61

i) Redução ao Valor Recuperável (Impairment) Ativos financeiros O Externato avalia os ativos do imobilizado quando há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Fundação sobre condições de que a Fundação não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Na aplicação do teste de redução ao valor recuperável de ativos, o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa é comparado com o seu valor recuperável. O valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Considerando-se as particularidades dos ativos da Entidade, o valor recuperável utilizado para avaliação do teste de redução ao valor recuperável é o valor em uso, exceto quando especificamente indicado. Este valor de uso é estimado com base no valor presente de fluxos de caixa futuros, resultado das melhores estimativas da Entidade. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros do Externato são revistos a cada data de apresentação das demonstrações financeiras para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. Durante o exercício de 2015, não houve indicação de perda no valor recuperável dos ativos não financeiros. j) Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensurados em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago, se o Externato tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. k) Receita de serviços As receitas incluem mensalidades de ensino de nível pré-primario, fundamental e médio, além de taxas de inscrições e taxas eventuais que fazem parte em uma instituição de ensino. As receitas são registradas no mês em que os serviços são prestados. l) Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber por mensalidades renegociadas. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre tributos parcelados, despesas com juros e multas sobre passivos em abertos, juros sobre saldo devedor, e despesas bancárias em geral. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo. m) Gratuidade Calculada com base na totalidade das receitas efetivamente recebidas pelo Externato, incluindo entre outras as receitas de mensalidades e matrículas, sendo o percentual de gratuidade concedido no exercício superior a 20% da receita total, conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 22, atendendo as determinações da Lei 12.101/09, bem como a legislação pertinente à filantropia.

4 Determinação do valor justo Algumas políticas e divulgações contábeis do Externato exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas aquele ativo ou passivo. A seguir reportamos as políticas mais relevantes: (I) Imobilizado O valor de mercado da propriedade é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser trocado na data de avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob as condições normais de mercado. O valor justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado.

5 Gerenciamento de risco financeiro Visão Geral O Externato apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: • risco de crédito; • risco de liquidez; e • risco de mercado.

2014 39 39

2014 Valor Residual 16 4 17 1 26 64

O Externato não possui imóveis próprios adquiridos através de recursos financeiros. O prédio onde está localizado o Colégio foi uma doação para uso fruto realizada quando da constituição da entidade em 1940. O Externato estuda para os próximos períodos um plano de renovação de sua infraestrutura tecnológico. 9 Obrigações com pessoal 2015 2014 Salários e ordenados 103 89 78 62 Férias e encargos Total 181 151 Referem-se basicamente a obrigações junto a funcionários. 10 Contribuições sociais FGTS s/ folhas de pagamento INSS s/ folha de pagamento Total

2015 299 10 309

2014 268 8 276

O Externato possui dívidas em atraso junto a Caixa Econômica Federal. O saneamento dessas obrigações é objeto de constante análise da Administração a qual estuda as possibilidades de geração positivas de caixa para honrar esses compromissos financeiros a partir do ano de 2016.. 11 Obrigações tributárias 2015 2014 Reclassificado PIS s/folha de pagamento (a) 238 202 IRRF s/ folha de pagamento 21 19 7 4 Outras obrigações tributárias Total 266 225 Circulante 28 23 Não circulante 238 202 (a) O Externato em janeiro de 2006 teve deferimento do pedido de tutela antecipada suspedendo a cobrança do PIS sobre folha de pagamento. Em setembro de 2010 a União Federal apresentou Recursos Especial em face do acórdão proferido. Atualmente o processo encontra-se em fase de Recursos Especial. 12 Fornecedores 2015 2014 33 32 Fornecedores de materiais e serviços Total 33 32 Referem-se, principalmente, a fornecedores de materiais e serviços destinados a operação do Externato. 13 Adiantamento de mensalidades e matrículas Adiantamento de matrículas (a) Adiantamento de mensalidades Total

2015 199 9 208

2014 162 19 181

(a) Refere-se a antecipações oriundas de matriculas escolares cujo a realização da prestação de serviço ocorrerá no próximo exercício social.

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Trabalhistas - As provisões trabalhistas foram constituídas com base em opinião dos consultores jurídicos do Externato quanto à possibilidade de perda dos processos, considerando inclusive os valores dos depósitos judiciais já efetuados, e não são esperadas perdas no encerramento desses processos, além dos valores já provisionados. Tributárias (processos fiscais federais) - Referem-se aos valores relativos à Cota Patronal de INSS, no qual o Externato não poderia ser tributado em função de tratar-se de uma instituição filantrópica, porém foi lavrado pelo Poder Judiciário um depósito judicial no montante de 5% (cinco por cento) do faturamento bruto mensalmente até o julgamento final da ação. O Recurso de apelação ocorreu no ano 2000 e ainda se aguarda julgamento pelo tribunal. Auto de infração – As provisões referem-se ao auto de infração em função pelo descumprimento da lei que normaliza a emissão de ruídos da PMSP através do programa PSIU. Esta contingência encontra-se parcelada junto a PMSP através do Programa de Parcelamento 16 Empréstimos de outras instituições Mitra Arquidiocesana de São Paulo Total

2015 129 129

2014 669 669

Referem-se aos empréstimos tomados junto a Mitra Arquidiocesana para honrar seus custos operacionais. 17 Receita operacional líquida 2015 2014 Receita bruta de serviços prestados Mensalidades, taxas e inscrições 3.532 3.501 Cursos extracurriculares 15 19 Receitas provenientes de Doações 570 7 7 Outras receitas 4.124 3.527 Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas (927) (843) Bolsas não filantrópicas (278) (290) Bolsas Dissídio Folha – Dependentes (133) (104) (44) (42) Bolsas por convênios (1.382) (1.279) 2.742 2.248 Receita operacional Líquida 18 Despesas com pessoal Salários e ordenados Férias e 13° salário Fundo de garantia Aviso prévio e indenizações Outras despesas (-) Ressarcimento de despesas (a)

2015 (1.459) (308) (145) (34) (101) 123 (1.924)

2014 (1.303) (258) (126) (22) (128) 158 (1.679)

(a) Ressarcimento de despesas com pessoal de limpeza, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 19 Despesas com serviços de terceiros Honorários advocatícios Autônomos contratados Propaganda e publicidade Assistência, Consultoria e Desenvolvimento em Sistemas Outras despesas (-) Ressarcimento de despesas (a)

2015

2014 Reclassificado (61) (67) (33) (30) (37) (14) (48) (30) (30) (10) 31 41 (178) (110)

(a) Ressarcimento de despesas com serviços prestados, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 20 Despesas administrativas e gerais 2015 2014 Reclassificado Água, gás, energia elétrica e telecomunicações (140) (99) Materiais de consumo (109) (98) Materiais diversos - (21) Devedores Duvidosos (420) (85) Liquidação de Processos - (55) Outras despesas (14) (29) 132 169 (-) Ressarcimento de despesas (a) (551) (218) (a) Ressarcimento de despesas administrativas e gerais, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 21 Resultado financeiro líquido 2015 2014 Receitas financeiras Atualização monetária sobre depósitos judiciais 133 113 Receitas decorrentes atividades de ensino 12 13 6 1 Receitas com operações bancárias 151 127 Despesas financeiras Encargos financeiros sobre tributos parcelados (142) (144) Despesas bancárias sobre cobrança mensalidades (35) (37) Despesas bancárias (17) (17) (13) (3) Juros sobre saldo devedor (207) (201) Resultado Financeiro líquido (56) (74) 22 Gratuidade

14 Outras obrigações 2015 2014 Fundação São Paulo (a) 387 179 11 10 Processos trabalhistas Total 398 189 (a) Referem-se às antecipações recebidas oriundas de ressarcimento futuros de despesas em função da utilização da estrutura física pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 15 Contingências judiciais O Externato é parte em ações judiciais e processos administrativos perante alguns tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas e outros assuntos. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na expectativa anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso, como se segue: Descrição Tributárias Trabalhistas Auto de infração Total

2015 2014 Provisão Depósito judicial Líquido Líquido 4.914 (1.646) 3.268 3.454 - (7) (7) 7 - 7 11 4.921 (1.653) 3.268 3.465

O Externato desenvolve projetos assistenciais procurando atender à comunidade. Os gastos e as despesas relacionados a esses projetos para os exercícios de 2015 e 2014 bem como a receitas efetivamente recebidas com a prestação de serviços educacionais estão assim demonstrados: Receita Educacional Efetiva recebida no Período Gratuidades e custo do atendimento gratuito: Bolsas assistenciais filantrópicas Percentual de gratuidades educacionais concedidas Valor equivalente à cota patronal isenta

2015 2.092 (927) 44,31% 442

2014 2.104 (843) 40,07% 398

Tomando por base os critérios e premissas gerais para cálculo da gratuidade, a Administração da Fundação cumpriu as exigências legais nos exercícios de 2015 e 2014, aplicando em atividades filantrópicas os percentuais de 44,31% e 40,07% respectivamente, estando o valor total aplicado em gratuidade acima do limite de 20% estabelecido em lei. Destacamos que o Externato manteve a prática de concessões de bolsa de estudo durante o exercício de 2015 sendo que os valores acima fazem parte das demonstrações de resultado e de fluxo de caixa. A aprovação dos cálculos, bem como das premissas utilizadas pelo Externato obedecem à legislação atual (lei 12.101/2009) que regulamenta e disciplina as atividades assistenciais, sociais e filantrópicas, estando sujeitas e vinculadas às prestações futuras de contas junto ao CNAS - Conselho Nacional de Assistência Social.

João Júlio Farias Júnior Presidente

José Olímpio Cardoso Neto Contador - CRC 1SP181828/O-5


24 | Regiões Episcopais |

Lapa

27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

Dom Julio visita a Paróquia São João Batista Benigno Naveira

ção sobre a Encíclica Laudato si’, do Papa Francisco. O Bispo comentou sobre as condições e estilo de vida, além de aspectos de educação, solidariedade, espiritualidade, sobriedade, crescimento econômico, biodiversidade e ecossistemas. No domingo, 24, ao encerrar a visita pastoral, ele agradeceu a todos pela acolhida. Em entrevista à Pastoral da Comu-

nicação regional, Dom Julio comentou que apesar de todos os compromissos e atividades muito intensas durante a sua visita, ficou satisfeito com a participação de todas as pastorais, movimentos e comunidades, o que permitiu a ele ter um contato maior com os fiéis. “Espero contribuir ainda mais para o crescimento desta Paróquia com minha visita pastoral”, comentou. Benigno Naveira

Dom Julio com integrantes do Apostolado da Oração na São João Batista de Vila Ipojuca

Os fiéis da Paróquia São João Batista de Vila Ipojuca, no Setor Pastoral Lapa, receberam a visita pastoral de Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, entre os dias 18 e 24. Acolhido pelo Padre José Donizetti Fiel Rolim de Oliveira, pároco, e pelos paroquianos, o Bispo esteve em casas do

bairro, almoçou e jantou com as famílias e participou de encontros com o conselho paroquial, pastorais, grupos e a equipe de finanças e contabilidade. Também conheceu os limites da área paroquial, abençoou casas e lojas do comercio local e foi ao encontro dos enfermos. Na sexta-feira, 22, Dom Julio falou aos integrantes do Apostolado da Ora-

Padre José Pedro Batista foi empossado no sábado, 23, por Dom Julio Endi Akamine, como pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Setor Pastoral Pirituba.

Angela Santos

Benigno Naveira

No sábado, 23, Dom Julio Endi Akamine deu posse ao Padre João Carlos Deschamps de Almeida como pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua, no Setor Rio Pequeno.

No sábado, 23, Dom Julio Endi Akamine empossou o Padre Amado Lopes de Carvalho como pároco da Paróquia Santa Maria Goretti, no Setor Pastoral Butantã.

Diego Monteiro

Colaboração especial para a Região

Dom Eduardo: ‘Ser crismado é dar o sim a Jesus Cristo’ Diego Monteiro

Dom Eduardo confere a Crisma a jovem

AGENDA REGIONAL De 5 a 8 de maio 3ª Feira do Livro no Mosteiro de São Bento (largo São Bento, s/nº, próximo ao metrô), com as principais editoras católicas e seculares. Inf: (11) 3328-8799.

“Os nossos pais biológicos nos dão a vida biológica. A Igreja, formada por aqueles que têm fé, nos dá a vida espiritual”, salientou Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, durante a missa com a celebração do sacramento da Crisma na Paróquia Santa Francisca Xavier Cabrini, no Setor Pastoral Santa Cecília, no sábado, 23, concelebrada pelo Padre Carlos Eduardo, assistente espiritual.

Ao refletir sobre o evangelho de São João, Dom Eduardo recordou sobre o principal mandamento deixado por Jesus Cristo: “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei (Jo 13,31-33a.34-35)”, e exortou os crismandos a agradecerem a Jesus que sempre convida à missão. “Porque ser crismado é dar o sim a Jesus Cristo. É dar o sim ao amor, cujo Evangelho de hoje nos pede”. Após os crismandos serem apresenta-

dos ao Bispo e à comunidade pelo Padre Carlos Eduardo, o rito da celebração prosseguiu com a renovação das promessas batismais, a imposição das mãos e a unção do óleo do Crisma por Dom Eduardo Vieira. Os já 13 crismados - 12 jovens e um adulto - foram saudados calorosamente pela comunidade e Dom Eduardo recordou-lhes do sim que acabaram de professar e que poderão catequizar também outras crianças, jovens e adultos.

Paróquia São Luiz Gonzaga sediará ato inter-religioso “O fundamentalismo nas três grandes religiões monoteístas x bases do diálogo” será o assunto em destaque do ato inter-religioso

“Dialogando pela Paz”, que acontecerá no dia 2, às 19h, na Paróquia São Luiz Gonzaga (avenida Paulista, 2.378). Trata-se de um

debate entre jovens cristãos, muçulmanos e judeus. Os interessados devem se inscrever pelo e-mail jovenspelapaz1@gmail.com.


www.arquisp.org.br | 27 de abril a 3 de maio de 2016

| Regiões Episcopais | 25

Peterson Prates

Colaborador de comunicação da Região Peterson Prates

Dom Odilo e fiéis na Porta Santa da Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração

Belém

Cardeal Scherer une-se a peregrinos do Setor Pastoral São Mateus “Já ingressamos, passando pela Porta Santa, agora vamos todos a um coração santo, coração de Deus”, afirmou o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, na saudação inicial da missa de peregrinação do Setor Pastoral São Mateus à Porta da Misericórdia da Igreja-santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração, na manhã do domingo, 24, por ocasião do Ano Santo extraordinário da Misericórdia. Dom Odilo explicou aos fiéis, no início da missa, as condições para alcançar as indulgências plenárias durante a celebração do Ano Santo. São elas: confissão sacramental, comunhão eucarística, recitação do credo, oração pelas intenções do Papa e a realização de ao menos uma obra de misericórdia. “Estou como peregrino para passar na Porta Santa”, disse o Arcebispo, na homilia, em que destacou a necessidade do arrependimento dos pecados e da vivência das obras de misericórdia. Dom Odilo lembrou o perigo de cada pessoa criar uma religião onde não há Deus, “a gente vai fazendo as rezas, os

ritos, as práticas, e acha que está tudo bem, mas o coração está duro, não ama, não perdoa, odeia”. Ao mencionar o momento social e político do País, o Arcebispo lamentou que haja cristãos usando as redes sociais para “caluniar, mentir, xingar”, disse. “Tem cristão que usa o nome de cristão, de católico para xingar os outros”, completou. “Que o povo possa sempre procurar aqui [Santuário], a graça, misericórdia, perdão, consolo, e o coração de Deus, por meio do coração de Maria”, disse o Cardeal, antes da bênção final. O reitor da Paróquia-santuário, Padre Valdecir Soares Santos, MSC, convidou para que além da peregrinação setorial, os fiéis também peregrinem com suas paróquias futuramente. O templo, localizado avenida Renata, 1, na Vila Formosa, está aberto diariamente das 6h30 às 21h. O atendimento para confissões acontece de terça-feira a sexta-feira, das 9h às 11h30, e das 14h30 às 16h30, e aos sábados, das 9h às 11h30.

Em debate, a atenção ao meio ambiente e às populações tradicionais “Conexões entre Meio Ambiente, Populações Tradicionais e Estado: Desafios recentes na visão das pastorais sociais, da academia e das organizações sociais” foi o tema do debate, organizado pela Pastoral da Juventude (PJ), Comissão Pastoral da Terra (CPT), Associação Brasileira da Reforma Agrária Anne Clair

(Abra), com o apoio da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi, no dia 18, no Centro Pastoral São José. Lisângela Nascimento, mestre e doutora em Geografia, falou sobre a precariedade de políticas públicas que beneficiem as comunidades tradicionais, como os povos quilombolas, que vivem no Vale do Ribeira, em São Paulo, onde há uma das maiores áreas de preservação ambiental. O engenheiro agrônomo e doutor em águas subterrâneas, Osvaldo Aly, da Abra, focou sua exposição nas organizações sócias e na necessidade de pautar a reforma agrária, para também favorecer pequenos agricultores e não apenas o agronegócio e os latifúndios. “Na minha vida, eu assisti com muita atenção e respeito tanto as comédias do Aristófanes quanto as tragédias do Eurípides”, disse, com seu sotaque grego, Dom Nicolas de Moreas, bispo ortodoxo da Ordem dos Hospitaleiros. “Eu continuo a assistir nos recentes dias, comediantes que encenam as tragédias”, afirmou, em alusão às injustiças sociais

Peterson Prates

Debatedores comentam realidades sobre meio ambiente, populações tradicionais e Estado

atuais. Ele também afirmou que “Deus quando criou o mundo, nos colocou aqui como zelador e não como proprietário”. Padre Antonio Naves, da CPT, recordou as recomendações do Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’ para que todos ajudem a preservar a “Casa comum” e apontou que a reforma agrária será ca-

paz de formar inúmeras “comunidades locais, que criam identidade”. Flávio Castro, coordenador da Pastoral Fé e Política, apresentou a Associação de Integração Campo-Cidade (MICC), que há mais de duas décadas trabalha no incentivo da agricultura familiar e dos pequenos agricultores.

fundação santa terezinha CNPJ nº: 69.273.050/0001-49 Balanço patrimonial

AGENDA REGIONAL Sábado, 30, das 8h30 às 12h30

No sábado, 23, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu o sacramento da Confirmação a 33 crismandos, na Paróquia Santa Bernardete.

Encontro de avaliação e partilha das ações da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016, no Centro Pastoral São José (avenida Álvaro Ramos, 366, próximo à estação Belém do metrô).

ATIVO NÃO CIRCULANTE Imobilizações 46.376,00 Total do ativo 46.376,00

ENCERRADO EM 31 DE DEZEMBRO DE 2015 - Em R$ (reais)

PASSIVO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Patrimônio Social Total do passivo

46.376,00 46.376,00

NOTA EXPLICATIVA Não houve movimentação financeira no exercício de 2015, haja visto o fato de os 02 (dois) apartamentos pertencerem à Fundação, estarem em comodato, conforme relatório de atividades.

Padre João Julio Farias Júnior Primeiro Secretário

José Olímpio Cardoso Neto CRC/SP 1SP 181828/O-5 - Contador


26 | Balanço |

27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

Fundação Metropolitana Paulista CNPJ nº50.951.847/0001-20

Demontrações financeiras em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Valores expressos em reais Ativo Nota 2015 2014 Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 528.881,03 607.464,43 Aplicações financeiras 5 40.057,38 35.421,31 Contas a receber 6 221.896,22 192.955,72 Adiantamentos concedidos 7 20.585,77 30.841,90 Impostos a Recuperar 477,14 477,14 811.897,54 867.160,50 Realizável a longo prazo Outras contas a receber - 6.598,21 - 6.598,21 Não circulante Imobilizado 8 773.043,13 702.252,17 (-) Depreciações acumuladas (352.060,12) (205.081,74) 420.983,01 497.170,43 Intangível 9 32.857,54 14.618,24 (-) Amortizações acumuladas (5.487,91) (4.121,98) 27.369,63 10.496,26 448.352,64 507.666,69 Total do ativo 1.260.250,18 1.381.425,40 Passivo Nota 2015 2014 Circulante Obrigações trabalhistas e sociais 10 315.232,25 245.888,11 Empréstimos bancários 11 - 2.582,12 Fornecedores 12 29.684,14 36.557,68 Processos judiciais a pagar 3.000,00 Obrigações fiscais 5.671,37 3.714,91 353.587,76 288.742,82 Não circulante Exigível à longo prazo - Patrimônio líquido 13 Fundo social 160.747,27 160.747,27 Superávits acumulados 931.935,31 776.796,49 Resultado do exercício (186.020,16) 155.138,82 Total do patrimônio líquido 906.662,42 1.092.682,58 Total do passivo 1.260.250,18 1.381.425,40 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstração dos resultados em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Valores expressos em reais

Nota 2015 Receitas operacionais líquidas 14 5.045.002,30 Custos dos serviços prestados (jornal e rádio) 15 (998.158,90) Resultado bruto 4.046.843,40 Despesas operacionais Despesas com pessoal 16 (2.053.773,50) Despesas gerais e administrativas 17 (1.315.370,05) Despesas com serviços 18 (363.176,51) Despesas com impostos e taxas 19 (3.191,26) Despesas com manutenção 20 (137.180,36) Despesas com depreciação e amortização (148.344,31) Constituição de devedores duvidosos (5.102,00) Despesas com contingências judiciais (9.000,00) Total de despesas operacionais (4.035.137,99) Resultado operacional antes do resultado financeiro 11.705,41 Receitas financeiras 21 14.202,13 Despesas financeiras 22 (211.927,70) Resultado financeiro líquido (197.725,57) Déficit/Superávit do exercício (186.020,16)

2014 4.042.100,95 (492.816,82) 3.549.284,13 (1.756.210,97) (769.950,63) (275.995,94) (3.589,60) (182.569,05) (144.502,94) (17.788,00) (22.934,32) (3.173.541,45) 375.742,68 12.805,70 (233.409,56) (220.603,86) 155.138,82

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos resultados abrangentes em 31 de Dezembro de 2015 e 2014 Valores expressos em reais Déficit/Superávit do exercício Déficit/Superávit abrangente total

2015 (186.020,16) (186.020,16)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

2014 155.138,82 155.138,82

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Valores expressos em reais Patrimônio Superávits Resultado Total Social Acumulados Exercício Saldos em 1º de janeiro de 2014 160.747,27 211.903,04 564.893,45 937.543,76 Transferência para resultados acumulados - 564.893,45 (564.893,45) Superávit do exercício - - 155.138,82 155.138,82 Saldos em 31 de dezembro de 2014 160.747,27 776.796,49 155.138,82 1.092.682,58 Transferência para resultados acumulados - 155.138,82 (155.138,82) Déficit do exercício - - (186.020,16) (186.020,16) Saldos em 31 de dezembro de 2015 160.747,27 931.935,31 (186.020,16) 906.662,42 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstração dos fluxos de caixa – Método direto em 31 de dezembro de 2015 e 2014 Valores expressos em reais 2.015 2.014

Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos de clientes 4.002.824,46 2.975.597,50 Donativos 1.008.135,34 1.052.491,91 Valores pagos a empregados (1.984.018,61) (1.716.077,50) Valores pagos a fornecedores (2.794.527,93) (1.764.713,69) Valores pagos de obrigações tributárias, taxas e processos judiciais (18.490,39) (63.903,45) Caixa gerado pelas operações 213.922,87 483.394,77 Receitas financeiras recebidas 14.202,13 12.805,70 Despesas bancárias (210.407,32) (217.168,11) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 17.717,68 279.032,36 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado (70.790,96) (102.779,33) Aquisição de intangível (18.239,30) Aplicações Financeiras - CDB´s (4.636,07) (50,14) Caixa líquido aplicado nas atividades de investimentos (93.666,33) (102.829,47) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Amortização de empréstimos bancários (2.582,12) (32.733,61) Juros pagos s/empréstimos bancários (52,63) (4.801,70) Caixa líquido aplicado nas atividades de financiamentos (2.634,75) (37.535,31) Diminuição/Aumento saldo de caixa e equivalentes de caixa (78.583,40) 138.667,58 Demonstração Diminuição/Aumento caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 607.464,43 468.796,85 No fim do exercício 528.881,03 607.464,43 Diminuição/Aumento saldo de caixa e equivalentes de caixa (78.583,40) 138.667,58 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas explicativas às demonstrações financeiras (Expressos em Reais) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2015 e 2014 1 Contexto operacional A Fundação Metropolitana Paulista é uma Entidade sem fins lucrativos, mantenedora da Rádio 9 de Julho e do jornal “O São Paulo”, fundada em 23 de maio de 1962. A Fundação tem por finalidade propugnar pela formação cívica, moral, cultural e religiosa do povo brasileiro. A Fundação cumpre seus objetivos sociais, aplicando integralmente no país os recursos por ela gerados em jornais, rádios, emissoras, serviço de televisão, prestando relevantes serviços à comunidade na qual está inserida, com destacada atuação na área social.

Dentre as principais atividades desenvolvidas destacam-se os serviços subsidiários de natureza assistencial para o povo em geral, sem distinção de espécie alguma.

Estes índices são revisados anualmente buscando uma melhor estimativa para a mensuração desses valores..

A Fundação está isenta da tributação do imposto de renda e da contribuição social de acordo com a Lei nº 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que a Fundação deverá reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção:

e. Passivo circulante e não circulante

a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados; b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão; d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial; e e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos. Todas as condições apresentadas são rigorosamente atendidas pela Instituição. 2 Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros. (b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Fundação e atualmente usada no país. (d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras da Fundação requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Determinação da vida útil do ativo imobilizado (nota explicativa nº 8); O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas. 3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a. Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Fundação pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b. Instrumentos financeiros

Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data de levantamento do balanço patrimonial. f. Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Fundação possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas, de escritórios jurídicos independentes, do risco envolvido. g. Imobilizado Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. Depreciação A depreciação é calculada pelo método linear (da linha reta) sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, deduzido do valor residual, ao longo de sua vida útil estimada. As vidas úteis estimadas para os períodos corrente e comparativo são as seguintes: Máquinas e equipamentos 10 anos Móveis e utensílios 10 anos Equipamentos de informática 5 anos Veículos 7 anos Aparelhos telefônicos 10 anos Instalações 10 anos Benfeitorias em imóveis de terceiros 5 anos h. Ativos intangíveis Ativos intangíveis com vida útil definida adquiridos separadamente são registrados ao custo, deduzido da amortização e das perdas por redução ao valor recuperável acumuladas. A amortização é reconhecida linearmente com base na vida útil estimada de dez anos. A vida útil estimada e o método de amortização são revisados no fim de cada exercício e o efeito de quaisquer mudanças nas estimativas é contabilizado prospectivamente. i. Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago, se a Fundação tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. j. Receita de serviços As receitas incluem as atividades de veiculação em rádio e publicação em jornal impresso, além da venda de assinaturas. As receitas são registradas no mês em que os serviços são prestados. k. Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem tarifas bancárias, juros sobre empréstimos, juros e multas sobre passivos em abertos, descontos concedidos, entre outros. Os custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos.

Ativos financeiros não derivativos

l. Demonstrações Financeiras comparativas

A Fundação reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Fundação se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento.

As demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2014 servem para uma melhor comparabilidade com as demonstrações financeiras do exercício corrente.

A Fundação não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Fundação transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais dele em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Fundação nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual.

Alguns saldos de 2014 foram reclassificados para permitir a comparação com as demonstrações financeiras de 2015, sem impacto no resultado nem no patrimônio líquido de 2014.

Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Fundação tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Fundação tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se, e somente se a Fundação gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Fundação. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Recebíveis Recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber provenientes de prestação de serviços. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. c. Passivos financeiros não derivativos A Fundação reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Fundação se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Fundação baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. A Fundação tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, fornecedores, e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Instrumentos financeiros derivativos A Fundação não possuía em 31 de dezembro de 2015 e 2014 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. d. Contas a receber rádio Representam, basicamente, os créditos em aberto dos serviços prestados pela Rádio 9 de Julho, conforme demonstrado na nota explicativa nº 6. O reconhecimento do ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização das negociações a receber e outros ativos a receber e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades.

m. Reclassificações

4 Caixa e equivalentes de caixa Descrição Caixa e bancos conta movimento Aplicações financeiras (a)

2015 21.780,04 507.100,99 528.881,03

2014 4.276,97 603.187,46 607.464,43

(a) Essas aplicações possuem características de equivalentes de caixa em função de estarem em aplicações de curtíssimo prazo e livres de risco. 5 Aplicações financeiras Descrição Aplicações financeiras - CDB

2015

2014

40.057,38 40.057,38

35.421,31 35.421,31

As aplicações financeiras referem-se a Certificado de Depósito Bancário (CDB), atualizados com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), remuneradas a taxas que variam entre 92% e 97% do CDI para os períodos abrangidos por estas demonstrações financeiras. 6 Contas a receber (rádio) O saldo de contas a receber de clientes representa os créditos em aberto dos serviços prestados pela Rádio 9 de Julho. 2015 Descrição Contas Provisão a receber para perdas Líquido Rádio 9 de Julho 334.927,78 (113.031,56) 221.896,22 7 Adiantamentos concedidos Adiantamentos a funcionários (a) Adiantamentos a fornecedores

2014 Contas a Provisão receber para perdas Líquido 300.885,28 (107.929,56) 192.955,72

2015 5.918,35 14.667,42 20.585,77

2014 6.329,10 24.512,80 30.841,90

(a) Referem-se a adiantamentos concedidos a funcionários da Fundação. Esses valores serão objeto de descontos nos pagamentos a serem efetuados a título de Salários e Férias. 8 Imobilizado

2015 Tx.Média de Custo de Depreciação/ Valor Depreciação/ Aquisição Amortização Residual Amortização Acumulada % a.a. Máquinas e equipamentos 10,00% 443.737,43 (188.572,03) 255.165,40 Móveis e utensílios 10,00% 50.408,13 (28.460,72) 21.947,41 Equipamentos de informática 20,00% 118.073,24 (78.497,21) 39.576,03 Veículos 14,30% 26.984,55 (9.765,86) 17.218,69 Aparelhos telefônicos 10,00% 3.343,27 (3.189,79) 153,48 Instalações 10,00% 42.696,51 (42.696,51) - Imobilizações em andamento (consórcio) - - - Benfeitorias em imóveis de terceiros 10,00% 87.800,00 (878,00) 86.922,00 Total 773.043,13 (352.060,12) 420.983,01

2014 Valor Residual 382.386,04 20.877,03 49.342,89 18.760,61 203,42 25.600,44 497.170,43


www.arquisp.org.br | 27 de abril a 3 de maio de 2016

9 Intangível

2015 Custo Amortização Aquisição Acumulada

2014 Valor Residual

Descrição Tx. média Valor Amortização Residual % a.a. Sistemas Aplicativos 10,0% 31.898,54 (5.487,91) 26.410,63 9.537,26 Marcas e Patentes - 959,00 - 959,00 959,00 Total 32.857,54 (5.487,91) 27.369,63 10.496,26 10 Obrigações trabalhistas e sociais Salários a pagar Férias e encargos a pagar INSS sobre a folha de pagamento a recolher FGTS a recolher PIS sobre a folha de pagamento a recolher Contribuição sindical/assistencial a pagar

2015 77.047,03 184.415,66 37.827,55 11.770,27 3.595,76 575,18 315.232,25

2014 47.137,00 155.590,02 29.460,43 10.134,58 3.263,01 303,07 245.888,11

11 Empréstimos bancários a pagar Instituição financeira

Natureza

Garantia Tx.de juros

2015

Banco Bradesco S.A CDC - Veiculo Fiduciária 18,72%a.a Banco Bradesco S.A Capital de Giro - 27,57%a.a Passivo circulante Passivo não circulante 12 Fornecedores Fornecedores

2015 29.684,14 29.684,14

2014

- - 2.582,12 - 2.582,12 - 2.582,12 - -

2014 36.557,68 36.557,68

Referem-se aos fornecedores de materias e de serviços. 13 Patrimônio líquido O patrimônio social da Fundação, no motante de R$ 160.747,27, conforme escritura de alteração e consolidação dos estatutos da Fundação registrado, microfilmado e digitalizado no 3º Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Jurídica, sob o nº 481.831, em 07 de abril de 2004. 14 Receitas operacionais líquidas Receita da Rádio 9 de julho Receita do Jornal O São Paulo Receitas imobiliárias Donativos e auxílios

2015 2.170.001,39 1.446.865,57 420.000,00 1.008.135,34 5.045.002,30

2014 2.113.549,32 450.070,20 425.989,52 1.052.491,91 4.042.100,95

15 Custos de serviços prestados (jornal e rádio) 2015 2014 Reclassificado Correios e malotes (124.795,82) (135.121,00) Impressões (695.052,00) (213.803,30) Combustíveis (32.357,21) (17.455,66) Propaganda e publicidade (111.942,32) (92.459,90) Viagens e representações (3.318,42) (11.835,16) Comissões sobre vendas (4.690,00) (1.097,00) Brindes (23.435,73) (13.364,45) Outros custos com serviços (2.567,40) (7.680,35) (998.158,90) (492.816,82) 16 Despesas com pessoal 2015 2014 Salário e ordenados (999.661,69) (879.656,90) Encargos sociais (429.500,42) (355.037,36) Benefícios sociais (267.884,41) (229.435,42) Férias (121.259,74) (109.721,47) 13º Salário (92.146,95) (75.194,18) Côngruas (58.312,00) (68.056,00) Rescisão contratual (13.617,84) (10.938,04) Outras despesas com pessoal (71.390,45) (28.171,60) (2.053.773,50) (1.756.210,97) 17 Despesas gerais e administrativas 2015 2014 Reclassificado Direitos autorais (547.286,02) (495.272,92) Energia elétrica (384.692,28) (74.580,14) Telecomunicações (216.122,98) (73.669,65) Brindes e presentes (36.854,84) (26.060,36) Alimentação (25.706,30) (16.434,96) Locação de Máquinas e Equipamentos (17.813,00) (3.000,00) Utilidade copa e cozinha (13.229,54) (9.060,92) Seguros (10.423,51) (10.332,59) Materiais de informática (8.966,80) (6.659,94) Condução (7.478,73) (16.670,66) Material de escritório (7.192,81) (9.813,46) Donativos e auxílios (7.131,86) (4.866,00) Festividades e Homenagens (6.249,50) (1.851,97) Bens de natureza permanente (2.140,36) (8.973,65) Outras despesas administrativas (24.081,52) (12.703,41) (1.315.370,05) (769.950,63) 18 Despesas com serviços 2015 Serviços prestados – Pessoa jurídica (188.737,50) Serviços prestados – Pessoa física (174.439,01) (363.176,51) 19 Despesas com impostos e taxas Impostos e taxas

2014 (127.857,70) (148.138,24) (275.995,94)

2015 (3.191,26) (3.191,26)

2014 (3.589,60) (3.589,60)

20 Despesas com manutenção 2015 Manutenção de máquinas e equipamentos (134.919,99) Material de limpeza (2.260,37) (137.180,36)

2014 (177.598,60) (4.970,45) (182.569,05)

21 Receitas financeiras Juros sobre aplicações financeiras Outras receitas financeiras

2015

2014 Reclassificado 13.225,66 12.211,13 976,47 594,57 14.202,13 12.805,70

22 Despesas financeiras Tarifas bancárias

2015

2014

(208.455,01)

(213.247,61)

Encargos financeiros sobre empréstimos

(52,63)

(4.801,70)

Encargos financeiros sobre atrasos de pagamentos

(1.216,01)

(7.600,82)

Outras despesas financeiras

(2.204,05)

(7.759,43)

(211.927,70) (233.409,56) 23 Cobertura de seguros A Fundação adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade.

Cônego José Pedro dos Santos Diretor Secretário

Padre João Júlio Farias Júnior Diretor Financeiro

José Olímpio Cardoso Neto Contador - CRC 1SP181828/O-5

Deborah de Limas, Antônio Miletti Junior, Cristy Azevedo e Kaynan Cappucci Colaboração especial para a Região

| Balanço/Regiões Episcopais | 27

Ipiranga

Frei Valdecir assume Paróquia São Francisco de Assis Em missa presidida por Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, no domingo, 24, o Frei Valdecir Schwambach, OFM, tomou posse como pároco da Paróquia São Francisco de Assis, no Setor Pastoral Vila Mariana. O novo pároco, que desde 2008 era reitor e guardião do Convento de Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha (ES) – o terceiro maior santuário mariano do Brasil, substitui ao Frei Djalmo Fuck, que foi pároco da São Francisco de Assis durante dez anos, e agora atuará na Paróquia Nossa Senhora do Rosário, também em Vila Velha. Dom José Roberto agradeceu a presença dos frades franciscanos na cidade de São Paulo, lembrou o trabalho realizado por Frei Djalmo e saudou e agradeceu o Frei Valdecir por abraçar a nova missão. O Bispo, recordando o trecho do Evangelho do 5º Domingo da Páscoa, apontou o novo mandamento deixado por Jesus, que trouxe a novidade de amar o próximo, sem interesses, com pura benevolência, pura gratuidade, ressaltando que isso não

Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Frei Valdecir durante rito de posse como pároco da São Francisco de Assis, dia 24

é possível apenas com as próprias forças, é preciso recorrer à ajuda de Deus, pois, segundo ele, é o Espírito Santo que gera esse amor em todas as pessoas. Frei Valdecir fez a renovação das promessas sacerdotais e recebeu símbolos do novo ofício, tais como a chave da igreja e a chave

do sacrário, bem como a estola, símbolo do serviço e do ministério ordenado. Na mesma celebração eucarística, o Frei Roberto Ishara, até então vigário paroquial, despediu-se dos paroquianos. Ele partirá em missão com os frades franciscanos para Angola, no continente africano.

Há 46 anos, fiéis testemunham devoção a Nossa Senhora da Esperança Celebrações com intensa participação de fiéis demarcaram a festa da padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, no Setor Vila Mariana, nos dias 23 e 24. No sábado, a comunidade paroquial acolheu Dom João Bosco, bispo de Osasco (SP), e no domingo, as celebrações foram presididas pelo pároco, Cônego Dagoberto Boim, e pelos vigários paroquiais Padre Edson Toneti e Padre Ney de Souza. A Paróquia Nossa Senhora da Esperança iniciou atividades em 1970 no bairro Jardim Novo Mundo, na zona Sul da Capital paulista, e foi oficialmente instalada em 25 de abril de 1971, quando se celebrou pela primeira vez o dia da padroeira. Já são 46 anos de história, repletos de testemunhos de fé como os dos paroquianos Manoel José Pires, 82, e Maria Conceição Levy Bianco, 82, mais conhecida como Mariazinha. Manoel participou ativamente na administração das construções do templo e da casa paroquial. “Estive pessoalmente com minha esposa, Maria José, em Belmonte, em Portugal, e visitei a imagem original de Nossa Senhora da Esperança, que veio junto com Pedro Álvares Cabral, quando do Descobrimento do Brasil”, contou. Ele relatou que iniciou

Antônio Miletti Junior

Paroquianos expressam devoção a Nossa Senhora da Esperança na festa da padroeira

a Pastoral do Dízimo na Paróquia, bem como o Encontro de Casais com Cristo e o Encontro de Jovens. Maria Conceição ingressou na Pastoral da Catequese da 1ª Eucaristia em 1973 preparando não só crianças, mas também novas catequistas. “Durante 40 anos, estive à frente desta Pastoral e ainda hoje, frequentando a comunidade, recebo com carinho meus inúmeros catequizandos, que agradecem a minha missão”. Cônego Dagoberto está há 20 anos à frente da Paróquia, sucedendo o trabalho iniciado pelos padres salvatorianos. “Nesse período, tive

a oportunidade de ver crescer o entusiasmo de quem trabalha nas diversas pastorais, bem como dos paroquianos em geral, ajudando primordialmente as áreas sociais como, por exemplo, as creches, o Amparo Maternal, os moradores em situação de rua e outras entidades, com agasalhos, mantimentos e enxovais para recém-nascidos”, recordou. Entre os feitos do Padre está a instalação da Pastoral da 3ª Idade. “Agora estamos comemorando os 46 anos da nossa Paróquia e o que vimos neste final de semana de festa foi muita alegria demonstrada por todos durante as celebrações”, garantiu.


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27 de abril a 3 de maio de 2016 | www.arquisp.org.br

O SÃO PAULO - 3099  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 60 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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