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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 59 | Edição 3007 | 17 a 25 de junho de 2014

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Luciney Martins/O SÃO PAULO

Copa: a festa do esporte e da solidariedade entre os povos Por conta do início do Mundial de Futebol no Brasil, na quinta-feira, 12, o papa Francisco gravou uma mensagem de vídeo aos amantes do futebol, desejando que além da festa do esporte, “esta Copa do Mundo pos-

É São João: festejos juninos animam paróquias No dia 24 de junho, a Igreja celebra a festa de São João Batista, primo de Jesus e seu precursor. As devoções populares e celebrações litúrgicas acontecem nas comunidades e paróquias dedicadas, ou não, ao Santo. Um momento de realizar atividades comemorativas regadas com comidas típicas, músicas nordestinas, além dos terços, procissões de rua e fogueiras. Página 17

sa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam consideradas por aquilo que no fundo são: um jogo e ao mesmo tempo uma ocasião de diálogo, de

compreensão, de enriquecimento humano recíproco”. Nas ruas e praças da cidade de São Paulo, torcedores de diferentes países, com bandeiras e camisas de suas seleções, têm interagido com a torcida brasileira e

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em campo jogos são marcados por duelos emocionantes, que já fazem desta edição da Copa a de maior média de gols na era de 32 seleções.

Prostituição pode ser uma profissão? A marginalização das mulheres é lembrada no Dia da Prostituta. Para a socióloga Sueli Aparecida, “a maioria quer sair da prostituição”, que é uma violência. Página 15

Pela descriminalização dos movimentos sociais Campanha criada por entidades como a Comissão de Justiça e Paz, quer acabar com a criminalização dos movimentos sociais Página 11

Páginas 12 e 13

Comunidade celebra Santíssima Trindade

Página 19

Quinta-feira, na Sé, às 9h, missa de Corpus Christi Página 24

Advogada comenta projeto de lei sobre família

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2 | Fé e Vida |

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editorial

Eis o mistério da fé! O milagre acontece sempre. Os olhos do corpo não veem, mas os da alma sim e o coração tem certeza. Um homem chamado e ungido pelo Senhor pronuncia sobre um pedaço de pão e sobre um gole de vinho a Palavras de Jesus: “Tomai e comei! Isto é meu Corpo! Tomai e bebei! Este é o cálice do meu sangue!” E o pão não é mais pão! É o Corpo de Cristo. E o vinho não é mais vinho! É o Sangue de Cristo. Não importa a santidade desse homem. Importa o chamado que lhe foi feito e o caráter que lhe imprimiu o Sacramento da Ordem. Ele age na pessoa de Cristo e eis o Misterium fidei, o Mistério da fé.

Ali, em volta da mesa, bebendo do mesmo cálice, comendo do mesmo pão, está a Igreja inteira. Está a Igreja, nascida das águas do Batismo pela força do Espírito Santo. Está a Igreja, fortalecida mais ainda pelo Espírito no Sacramento de Cristo. Está a Igreja, sustentada pelo Pão da Vida, pelo Cristo Eucarístico. É este mistério da fé, é esta presença real em seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade que a Igreja, o Povo de Deus, celebra na festa de Corpus Christi. A Igreja canta feliz por esse Santíssimo Sacramento que a realiza, que a sustenta, que é ponto de chegada e ponto de partida em sua missão evangelizadora.

Jesus, no capítulo 6º do Evangelho de São João, não deixa dúvidas sobre o dom que faz de si mesmo no Santíssimo Sacramento. Ele é “o Pão de Deus que desce do céu e dá vida ao mundo” (6,33), “ele é o Pão da vida”. E vai em frente o Mestre garantindo que sua carne é comida e seu sangue é bebida que dão a vida eterna (Jo 6,53). Jesus não volta atrás na afirmação de que sua carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida, mesmo percebendo que muitos, escandalizados, o deixam. Ele não desconversa. Ele insiste e pergunta aos apóstolos se também eles não querem ir embora. E

a resposta de Pedro vem sendo a mesma da Igreja ao longo dos séculos: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna...” O dom de si mesmo que Jesus nos faz no Santíssimo Sacramento, a presença real dele no Pão e Vinho consagrados, a centralidade deste Sacramento para a vida da Igreja, nós proclamamos publicamente na quinta-feira. Em torno da mesa do altar e depois caminhando pelas ruas no coração da cidade, cantemos louvores a Jesus Sacramentado. Que o mundo saiba que a Igreja, que somos, nunca é tão Igreja como quando parte o Pão que é Jesus.

opinião

Violações ao Estado Democrático de Direito: e não é que dava para piorar! Faissal Yunes Junior

Não é de hoje que o Chefe do Poder Executivo Federal leia-se, o Presidente da República, extrapola suas atribuições e limites constitucionais, utilizando, de maneira exagerada e sem critérios, instrumentos extraordinários trazidos pela Constituição de 1988 (CF/88), sob o falso pretexto de garantir a “Governabilidade” do País. O artigo 62 da CF/88, em caráter de exceção, autoriza o Presidente da República a editar, em caso de relevância e urgência, Medidas Provisórias, com força de lei desde a sua publicação, devendo o texto ser submetido à aprovação “imediata” do Congresso Nacional. Esclareça-se que a Medida Provisória veio para substituir o antigo “Decreto-lei”, existente durante o regime ditatorial, para garantir ao Presidente da República, durante o “Regime de Exceção”, poderes “extraordinários” sobre o Congresso Nacional e até mesmo, em alguns casos, sobre o Poder Judiciário. Terminada a Ditadura Militar

e restaurado definitivamente o “Estado Democrático de Direito”, com a promulgação da nova Constituição Federal em outubro de 1988, subsistiram no nosso ordenamento jurídico, infelizmente, alguns instrumentos “ditatoriais”, resquícios do antigo regime militar, dentre eles a Medida Provisória, filhote do “Decreto-lei”, que deveria ser utilizada pelo Presidente, excepcionalmente, em caso de relevância e urgência, por se tratar de ato não afeito as funções ordinárias do Poder Executivo, nos termos do artigo 62 acima mencionado. Porém, esse instrumento atípico nunca foi utilizado com a devida cautela pelo Poder Executivo, que abusando de sua força e poder político, supostamente justificados pelo voto popular, vem se valendo deste instrumento para “legislar” ordinariamente, deixando o Poder Legislativo em segundo plano e praticamente sem função, a não ser a homolo-

Sergio Ricciuto Conte

gatória do que fora imposto pelo Executivo, via Medida Provisória. Através das Medidas Provisórias e de outros instrumentos secundários, como, por exemplo, decretos e portarias, o Poder Executivo desvirtuou todo o processo legislativo federal, passando por cima do Congresso Nacional, no que diz respeito

à iniciativa de projetos de lei de importância para a sociedade. O que sempre foi lesivo à tripartição dos poderes, e desde a promulgação da Constituição de 1988, colocava em risco o “Estado Democrático de Direito” vem ganhando capítulos ainda mais dramáticos no atual Governo, que além do abuso na utilização das Medidas Provisórias, vem se valendo de Decretos, Portarias, Instruções dentre outras normas secundárias, supostamente de menor importância e relevância, para tratar de assuntos fundamentais, às escuras e sem o devido processo legislativo. Ou seja: o que parecia ruim, piorou no atual Governo, pois estes instrumentos secundários (decretos, portarias, instruções etc.) independem de aprovação posterior e sequer são submetidos ao Congresso Nacional, pois supostamente serviriam apenas para regulamentar as normas e não para criar novos deveres, obriga-

ções ou direitos, porém não estão sendo utilizados desta forma. Embora, teoricamente, existam limites para sua utilização, uma vez publicadas, estas normas passam a ter eficácia imediata junto aos órgãos públicos, por questão hierárquica, e apenas poderiam ser alteradas ou derrubadas por outra norma ou por decisões judiciais, que, muitas vezes, demoram, o que na prática acaba aumentando a relevância desses atos, aumentando a incerteza da sociedade e ferindo a segurança jurídica. Com isso, através da utilização de normas menos formais, para fugir do debate democrático e do desgaste político, o Governo Federal, sorrateiramente, vem esfacelando o nosso “Estado Democrático de Direito”, alterando direitos e garantias relevantes para a nossa sociedade, pela porta dos fundos, em total desrespeito aos anseios da população brasileira, e o que é mais grave, ao arrepio dos valores e dos princípios contidos na Constituição de 1988. Faissal Yunes Junior é advogado, membro da UJUCASP e professor da PUC-SP.

espaço do leitor

‘Os serviços podem sim ser de qualidade’ (edição 3003)

de fundamentalmente das forças que nela atuam o interferem. Se formamos um coletivo de forças “Gostei da reportagem e estou positivas que querem um mundo junto nessa empreita que em diferente, certamente esse mundo muitos momentos da vida coti- vai acontecer”. diana nos mostra quase intransArgemiro Almeida (pelo Facebook) ponível. Mas é só na aparência, a realidade sempre muda e depen- ‘O pecado das Igrejas é a

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

sua divisão’ (edição 3005) que critiquei acidamente o mo- utopia de, através de nossas lutas, “Vemos esforços para encon- delo anterior. Aguardo a versão ver realizada a justiça, a igualdatros e conversas, mas não para a digital. Um abraço a todos e pa- de, oxalá o Reino!” conversão à verdadeira Igreja”. rabéns”. Elaine Lima (pelo Facebook) Tamara Di Maio (pelo Facebook)

Sobre o jornal

Carlos Alberto Beatriz (pelo Facebook)

Greves paralisam o País

“O jornal está com dinamismo. (edição 3006) Ficou muito bom de ler. E olha “Sigamos sempre na esperança e

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Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Daniel Gomes, Edcarlos Bispo e Nayá Fernandes • Institucional: Rafael Alberto • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


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encontro com o pastor

Tão sublime Sacramento!

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal odilo pedro scherer

A solenidade de Corpus Christi nos coloca diante do grande tesouro da Igreja, a Eucaristia. Todos os domingos, celebramos, e também todos os dias; desta vez, porém, nossa atenção concentra-se sobre o próprio Mistério da Eucaristia; acolhendo mais uma vez esse dom inefável, adoramos, agradecemos, louvamos e nos alegramos no Senhor. Os textos da liturgia de Corpus Christi fazem menção a diversos significados e percepções da fé da Igreja na Eucaristia. É “memorial” da paixão, instituída por Cristo na última ceia, pouco antes de padecer a cruz. As palavras de Jesus dão significado ao gesto da entrega do pão e do vinho aos apóstolos: “é meu corpo entregue por vós; é meu sangue, derramado por vós”. Jesus refere-se àquilo que aconteceria logo em seguida: ele se entregou “por” nós sobre a cruz, em nosso favor; seu sangue derramado é redentor, como para os hebreus, no Egito, foi o sangue dos cordeiros pascais, untado nos umbrais das portas. A última ceia de Jesus com os apóstolos era a ceia da Páscoa

judaica, na qual se comia o cordeiro pascal. Jesus lhe dá novo significado, como “ceia da nova e eterna aliança”, selada no seu próprio sangue. A Liturgia faz constantes referências a este aspecto “sacrifical” da Eucaristia, ceia pascal dos cristãos. Antes da comunhão, a Eucaristia é apresentada ao povo com estas palavras: “eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. Na cruz, Jesus é o “cordeiro imolado” entregue inteiramente pela nossa redenção, “para que não pereça todo aquele que nele crê”. Por esta “entrega por nós”, alcançamos misericórdia, perdão e vida sem fim. A Eucaristia é também “sinal de unidade e vínculo da caridade” (Santo Agostinho). Chamando a atenção da comunidade de Corinto para a dignidade da celebração eucarística, Paulo recorda que “o pão que partimos é comunhão com o corpo e o sangue de Cristo” e, portanto, “nós todos somos um só corpo”, em Cristo (cf 1 Cor 10,16-17). No Prefácio da Santa Eucaristia, o celebrante proclama: “fazeis de todos nós um só coração, iluminais os povos com a luz da mesma fé e congregais os cristãos numa mesma caridade”. A Eucaristia é banquete de irmãos à mesma mesa, unidos todos numa só família, “em Cristo”. Nela, nossa comunhão no amor de Cristo e na mesma

fé da Igreja é significada e realizada. Por isso, o dissenso da fé eclesial e a orientação individualista e egoísta da vida são atitudes contrárias à participação neste sacramento. A Eucaristia é também “pão da vida eterna”. Após o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus convida as pessoas a procurarem “o pão vivo descido do céu”, que é ele próprio: “eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne para a vida do mundo” (Jo 6,51). Cristo quer continuar a ser o alimento da nossa fé. E quem dele se nutre, “viverá para sempre” (cf Jo 6,58). A Eucaristia é celebrada aqui na terra “até que Ele venha”. Por isso, ela também é sinal e anúncio profético da grande esperança que vem da nossa fé: aquilo que acolhemos na penumbra da fé e celebramos por sinais na terra, é o mesmo que ainda esperamos e se tornará plenamente manifesto na vida eterna: “anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!”. Quanta riqueza na Eucaristia! Não é sem razão que, em Corpus Christi, a Igreja adora e aclama este “sublime Sacramento” - “Sacramento de Jesus Cristo e da sua Igreja”! Vinde, todos, adoremos e rendamos graças ao Senhor!

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atos da cúria O Em.mo senhor Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de São Paulo, assinou o seguinte decreto:

INCARDINAÇÃO O Cardeal Odilo Pedro Scherer aceitou, em 30 de maio de 2014, o pedido de Incardinação do Revmo. Pe. Juarez Pedro de Castro, no clero da Arquidiocese de São Paulo. O referido sacerdote recebeu o induto do desligamento, pela Santa Sé, de seus vínculos com a Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus e passa a compor o presbitério de São Paulo. INFORMAÇÕES A Congregação das Irmãs da Visitação de Nossa Senhora do Mosteiro da Visitação de Santa Maria elegeram como sua Madre e Superiora a Ir. Maria Clara Cuervo Cifuentes, em 31 de maio de 2014. A eleição ocorreu sob a presidência de dom Julio Endi Akamine, bispo referencial para a Vida Consagrada da Arquidiocese de São Paulo. agenda do Cardeal

Terça-feira (17)

8h30: Reunião sobre o Curso de Filosofia no UNIFAI

Quinta-feira (19)

9h: Corpus Christi - Celebração Eucarística na Praça da Sé e Procissão Eucarística

Sexta-feira (20)

9h: Reunião com o Conselho de Presbíteros 11h30: Reunião com o Colégio dos Consultores

Sábado (21)

9h30: Ordenação do novo Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, monsenhor José Roberto F. Palau, em São José dos Campos (SP).

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova

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mudança


4 | Fé e Vida |

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liturgia e vida 12º DOMINGO DO TEMPO COMUM 22 DE JUNHO DE 2014

Ana Flora Anderson

palavra do papa

Somos chamados a testemunhar que Deus é amor

Não tenham medo A liturgia do 12º domingo do Tempo Comum começa com louvor a Deus que é nossa fortaleza e salvação. A oração explica que a força que recebemos de Deus é fruto de seu amor e nós pedimos a graça de sempre amá-lo. Na primeira leitura (Jeremias 20, 10-13), Jeremias descreve como a sua vida profética foi recebida pelo povo. Ele sofreu injúrias e foi acusado de enganar o povo. O profeta responde que nosso Deus é um forte guerreiro que vence os perseguidores. Ao ver como Deus protege o pobre que faz justiça, devemos cantar o seu louvor. Nasegundaleitura(Romanos5,12-15),SãoPaulo faz uma comparação entre a primeira criatura humana que pecou e marcou todos os seus descendentes e Jesus, que trouxe o grande dom da graça. O amor e a salvação que vem de Jesus são derramados em todos. O Evangelho de São Mateus (10, 26-33) narra uma mensagem de Jesus para os seus discípulos: não tenham medo de quem nos faz sofrer fisicamente. Devemos temer quem quer atingir o nosso espírito com a maldade. Jesus revela que Deus nos conhece profundamente e seu amor é ilimitado. No decorrer da vida de cada discípulo de Jesus haverá provocações e sofrimento. Cremos que Deus está sempre presente no meio de nós e é a força que nos leva à plenitude da vida. leituras da semana

Segunda-feira (23): 2Rs 17, 5-8.13-15a.18; Sl 59; Mt 7,1-5; Terça-feira (24): Is 49, 1-6; Sl 138; Lc 1, 57-66; Quarta-feira (25): 2 Rs 22, 8-13; 23,1-3; Sl 118; Mt 7, 15-20; Quinta-feira (26): 2 Rs 24, 8-17; Sl 78; Mt 7, 21-29; Sexta-feira (27): Dt 7, 6-11; Sl 102,; Mt 11, 25-30; Sábado (28): Is 61, 9-11; 1Sm 2; Lc 2, 41-51

SANTOS E HERÓIS DO POVO 23 de junho Hoje lembramos, especialmente em nossa terra, as vítimas da Lei de Segurança Nacional. Também na América Latina, no México, são venerados os 12 africanos missionários, que subiam a pé montanhas, para entrar em comunicação com os índios respeitando seus costumes, e adaptando os métodos de ensino a essa gente tão diferente e tão amiga. Normalmente são chamados “os 12 apóstolos da nova Espanha”. E morreram em 23 de junho de 1524. Um outro santo, muito conhecido: José Cafosso (imagem). É um dos homens mais célebres do século 19. Foi ele o orientador da vocação de São João Bosco. Seu carisma – quer dizer, o seu jeito especial – era cuidar das prisões, sobretudo daqueles que eram condenados à morte. Viveu pouco: 49 anos. Mas será lembrado eternamente Mas vamos evocar também uma mulher, muito respeitada em Liége, na Bélgica, nos séculos XII: Maria D’oignies. Foi apóstola dos hansenianos daquele tempo. Sua memória veio até os dias de hoje, porque teve um biógrafo muito célebre: Jacques de Vitry, que a conhecia em sua ação e em sua vida sacramental profunda Fonte: “ Santos e Heróis do Povo” livro do cardeal Arns

Papa francisco

Transcrevemos aqui a reflexão do papa Francisco pronunciada na praça de São Pedro, antes da oração mariana do Angelus, às 12h, no domingo, dia 15, na Solenidade da Santíssima Trindade. Hoje celebramos a solenidade da Santíssima Trindade, que apresenta à nossa contemplação e adoração a vida divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo: uma vida de comunhão e de amor perfeito, origem e meta de todo o universo e de cada criatura, Deus. Na Trindade, reconhecemos também o modelo da Igreja, na qual somos chamados a nos amar como Jesus nos amou. É o amor o sinal concreto que manifesta a fé em Deus Pai, Filho e Espírito Santo. É o amor o emblema do cristão, como nos disse Jesus: “Nisto todos saberão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). É uma contradição pensar em cristãos que se odeiam. É uma contradição! E o diabo procura sempre isto: fazer-nos odiar, porque ele semeia sempre

o ódio; ele não conhece o amor, de. Uma paróquia em que se quer o bem e se partilham os bens eso amor é de Deus! Todos somos chamados a tes- pirituais e materiais é um reflexo temunhar e anunciar a mensagem da Trindade. O amor verdadeiro é sem limide que “Deus é amor”, que Deus não está distante ou insensível aos tes, mas sabe se limitar para ir ao acontecimentos humanos. Ele está encontro do outro, para respeitar próximo, está sempre ao nosso a liberdade do outro. Todos os dolado, caminha conosco para parti- mingos, vamos à missa, celebralhar as nossas alegrias e as nossas mos a Eucaristia juntos, e a Eudores, as nossas esperanças e os caristia é como a “sarça ardente” nossos cansaços. Ama-nos tanto na qual humildemente mora e se a ponto que se fez homem, veio comunica a Trindade; por isso, a ao mundo não para julgá-lo, mas Igreja colocou a festa do Corpus para que o mundo seja salvo por meio O Espírito Santo, dom de Jesus de Jesus (cf. Jo 3, Ressuscitado, nos comunica 16-17). E esse é o amor de Deus em a vida divina e assim nos faz Jesus, este amor entrar no dinamismo da que é tão difícil Trindade, que é um dinamismo de entender, mas de amor, de comunhão, de que nós sentimos quando nos aproserviço recíproco, de partilha ximamos de Jesus. E ele nos perdoa sempre, ele nos Christi depois da festa da Trinespera sempre, ele nos ama tanto. dade. Na próxima quinta-feira, E o amor de Jesus que nós senti- segundo a tradição romana, celebraremos a Santa Missa em São mos é o amor de Deus. O Espírito Santo, dom de Je- João Latrão e depois faremos a sus Ressuscitado, nos comunica procissão com o Santíssimo Saa vida divina e assim nos faz en- cramento. Convido os romanos e trar no dinamismo da Trindade, os peregrinos a participarem para que é um dinamismo de amor, de exprimir o nosso desejo de ser um comunhão, de serviço recíproco, povo “reunido na unidade do Pai de partilha. Uma pessoa que ama e do Filho e do Espírito Santo” os outros pela própria alegria de (São Cipriano). Espero por todos amar é reflexo da Trindade. Uma vocês na próxima quinta-feira, às família em que se ama e se ajuda 19h, para a Missa e a procissão de os outros é um reflexo da Trinda- Corpus Christi.

você pergunta

Quem é separada pode receber Eucaristia? Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

A Pâmela, que mora no bairro da Lapa, me escreve e pergunta se “quem é separada pode comungar?”. Pode Pâmela, claro que pode... Mas há algumas condições. A separada cujo marido foi embora sem que ela desejasse a separação e que não vive com outro, não tem relações com outro, pode comungar... aliás, deve,

porque precisa da força da Eucaristia para cumprir a missão de esposa e de mãe. A separada que deixou o marido violento, drogado, que a humilhava, maltratava e foi criar seus filhos sozinha, sendo para eles pai e mãe ao mesmo tempo, mantendo sozinha esses filhos unidos e amados, precisa e tem que comungar. Só não pode comungar a mulher que, separada do primeiro marido, junta-se a outro e vive com este, presa ainda ao juramento anterior do sacramento do Matrimônio. Não pode comungar a mulher que

abandonou marido e filhos e foi viver com outra pessoa sem o mínimo de sensibilidade para com os filhos distantes. Não pode comungar a mulher que foi motivo e causa de destruição do seu lar, que deu mau exemplo para os filhos, a família e a comunidade. É preciso, porém, lembrar algo a mais e da maior importância: as portas do coração misericordioso nunca se fecham para ninguém. Sempre é tempo de se reconstruir a vida, de se reparar o mal feito, de se converter para Deus e para a vida. Fique com Deus, Pâmela.


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fé e cidadania

bioética

Santo Antônio no coração da Metrópole

Bioética, globalização e cidadania

PADRE ALFREDO José GONÇALVES

Santo Antonio – nascido em Lisboa, Portugal e falecido em Pádua, Itália – tem uma ressonância quase inigualável na devoção do povo. Juntamente com São João Batista e São Pedro, forma o trio de santos populares do mês de junho. Santo do pão e da palavra, por sua sensibilidade e solidariedade diante dos pobres, de um lado, e por seu grande sucesso na pregação, de outro. Foi contemporâneo e herdeiro do carisma de São Francisco de Assis. Em pleno coração da maior metróple da América do Sul, a capital paulista, na Praça Patriarca, a Igreja de Santo Antonio recebe diariamente centenas e centenas de pessoas, as quais, no dia 13 de junho, festa do santo, se convertem em milhares e milhares. Gente que busca uma palavra, um conselho, uma benção, o sacramento da Reconciliação ou da Eucaristia, um pouco de paz ou, pura e simplesmente, um momento de silêncio para encontra-se com Deus e consigo mesmo. Mais do que uma Catedral, a

Igreja tem as dimensões de uma Eis um exemplo da Pastoral capela. Representa, porém, um da Acolhida. Não acolhida dos coração aberto aos que, sempre estrangeiros que chegam de apressados, cruzam e recruzam fora e necessitam de um pronto as ruas e praças do centro de São socorro social imediato, jurídiPaulo. Ali, na penumbra, é como co, humano – como é o caso da se o próprio Santo os chamasse e Missão Paz, na rua do Glicério, os acolhesse, para recordar-lhes bairro Aclamação. Na pequena que, em meio a tanta correria e à capela da Praça Patriarca, tratasedução das luzes e rumores de -se da acolhida às “multidões lojas e vitrines, vale a pena concentrar o Mais do que uma Catedral, a pensamento e a alma Igreja tem as dimensões de uma “nos bens celestes, onde nem a traça nem capela. Representa, porém, um a ferrugem corroem, coração aberto aos que, sempre e onde os ladrões não apressados, cruzam e recruzam assaltam nem roubam” (Mt 6, 20). as ruas e praças do centro de No frenesi sem São Paulo trégua da vida urbana, e em forma particular nas grandes cidades, a sociedade cansadas e abatidas, como ovenão tem ouvidos. Todos correm lhas que não têm pastor”, diane tropeçam uns com os outros, te das quais Jesus revela todo mas ninguém se conhece nem seu amor e compaixão (Mt 9, sabe o nome e o endereço dos 35-38). De resto, tanto a Igredemais. Alguns falam e gritam, ja da Paz quanto a Igreja Santo se exibem, oferecem seus pro- Antonio, em meio ao deserto da dutos, mas ninguém tem tempo metrópole, formam dois tipos para parar e ouvir as dores e es- de acolhida integrados, comperanças de quem quer que seja. plementares e indissociáveis: Disso resulta a importância de assistência material e conforto um lugar de silêncio e escuta. espiritual.

Espaço aberto

Copa do Mundo é integração João Baptista Herkenhoff

Estamos em clima de Copa do Mundo! Seria desastroso deixar de lado o tema, embora este articulista tenha poucas credenciais para falar sobre futebol. Apenas torço pelo Estrela do Norte, em Cachoeiro de Itapemirim, e pelo Vasco da Gama, no Rio de Janeiro. Em Cachoeiro, escolhi o Estrela porque meu Pai era estrelense. No Rio, o Vasco porque, quando criança, ganhei de minha mãe um time de botão com as cores do Vasco. Bela escolha fez o povo brasileiro ao fazer do futebol o esporte nacional! O futebol exige cooperação. Bom jogador é aquele que trabalha em conjunto com os demais, é aquele que, diante da possibilidade de fazer um gol, cede a glória a companheiro melhor posicionado na linha de frente e cujo chute certeiro marcará o placar. No futebol, os pobres têm possibilidade de êxito. Basta um modesto campo e uma bola para que meninos comecem a jogar. O futebol floresce na periferia

das cidades, no interior agreste, em territórios esquecidos. Não existem preconceitos raciais no futebol. Quisera que, neste país, onde o futebol é universal, também fosse universal a educação, a saúde, o trabalho, a habitação, a previdência social. Quisera que essa fraternidade, que o futebol cria, fosse fraternidade para a vida cotidiana. Se é possível alcançar a fraternidade através do futebol, certamente será possível atingir a fraternidade por outros caminhos. Quando a seleção faz um gol, um só grito, uma só emoção, um só riso, uma só lágrima une o país de norte a sul juntando-se à alma dos patrícios que, nos mais diversos recantos do universo, no solo, no ar, no mar, acompanham as partidas. A todos os brasileiros deve ser proporcionada a oportunidade de assistir aos jogos do Brasil. Os que estão privados da capacidade de ver, por serem cegos ou porque os olhos estão trabalhando na hora dos embates, pelo menos ouçam as transmissões.

Os que estão privados da possibilidade de ouvir, por serem surdos ou porque o ouvido está ocupado, vejam as partidas. Aos que se encontram internados nas enfermarias gerais dos hospitais seja assegurado o acesso a uma televisão, de modo que possam coletivamente presenciar os jogos. Que nos asilos que acolhem idosos, que nos estabelecimentos onde se encontram crianças ou adolescentes, que em todos os espaços onde se segregam pessoas, os jogos do Brasil, como oposto da segregação, seja uma senha de integração. Os presos devem poder assistir aos jogos do Brasil na Copa. É um dos poucos momentos em que eles se sentem integrados à nacionalidade. Privar os presos de ver os jogos é aumentar seu sentimento de revolta. Deve ser buscada a reinserção dos presos à sociedade e não aprofundar o abismo que os separa da comunidade. João Baptista Herkenhoff é juiz de Direito aposentado, professor e escritor. E-mail: jbherkenhoff@uol.com.br

Errata Diferentemente do noticiado na ção 3006, dom Vartan Boghos- Armênia e não arcebispo da Igrefotolegenda da página 5 da edi- sian é bispo da Igreja Católica ja Apostólica Armênia.

Christian de Paul de Barchifontaine

A globalização trata-se de um processo que visa à unificação de todos os mercados do mundo sob a articulação das multinacionais. Ela quer o predomínio das regras de mercado sobre regulamentos ditados pelos governos dos países. Marca o ingresso do capitalismo em uma nova etapa de seu desenvolvimento, em que as corporações multinacionais começam a contestar a soberania dos estados nacionais. Considera que o Estado deve prioritariamente exercer a função de garantir a liberdade do mercado, o cumprimento dos contratos e a propriedade. Coloca, em segundo plano, qualquer outra função do Estado, em especial, a sua função social. O liberalismo, em termos políticos, proporcionou importante contribuição à democracia ao opor-se a variadas formas de absolutismo e autoritarismo, defendendo a liberdade do cidadão. Contudo, em termos práticos, a maioria dos adeptos do neoliberalismo tem preconizado grandes cortes nos gastos sociais do Estado, elevar as taxas de juros, promover a privatização das companhias estatais, como no setor de transporte, saúde, educação, energia e telecomunicações, além de defender o livre comércio internacional e os grandes investimentos financeiros especulativos. A questão fundamental é que o modelo econômico-político neocapitalista admite a exclusão como princípio de funcionamento. Em todos os países onde está sendo aplicado, tem levado a uma situação em que as macrocontas destes são ajustadas com queda da inflação, saldo da balança financeira e estabilidade econômica. Embora aumente o desemprego e piore sensivelmente a situação dos mais pobres, também aumenta a distância que separa as classes sociais mais abastadas daquelas menos favorecidas, gerando ainda mais bolsões de miséria. Concretamente, o fim do século e do milênio foi marcado pela violência física e simbólica contra os excluídos, contra a liberdade de sonhar e construir uma “terra sem males”. A globalização, novo rosto do projeto de dominação, é baseada na apropriação privada dos recursos e da terra, na exploração da força de trabalho, na expansão de

um sistema de mercado integrador e homogeneizador. Alguns modelos de globalização querem impor a abertura arrasadora da economia do país aos interesses externos e financiamentos multinacionais, o desmonte do Estado e a dramática diminuição dos investimentos públicos e dos programas sociais. Educação, saúde, moradia e lazer são tratados como mercados rentáveis. Essa lógica de organização econômica, política e social gera violentos mecanismos de exclusão social, o desrespeito aos direitos humanos, à exploração sem limites dos recursos naturais, com repercussões desastrosas para as futuras gerações. O conceito “globalização” está manchado pela face escura da modernidade, por sua racionalidade instrumental e eficácia funcionalista, e pela face antissocial do capitalismo em sua forma tardia de neoliberalismo. Seu produto final é sofrimento e exclusão econômica, em função da maximização dos lucros. Só globalizou-se o econômico! E o social? Outro engano: o desenvolvimento sustentável. Como o próprio termo sugere a primeira preocupação não é com o meio ambiente, mas com o desenvolvimento e, consequentemente, com as possibilidades de exploração dos recursos naturais existentes, exaurindo-lhes toda a capacidade de produzir capital. Dessa forma, a sustentabilidade almejada é a do sistema econômico, e não de seres humanos e de toda a vida existente no planeta. Assim, a globalização é uma tragédia para a maioria da humanidade: tanto a economia mundialmente integrada quanto o mercado se regem pela competição e não pela cooperação. Se dermos livre curso à competição sem a cooperação, podemos nos devorar e colocar em alto risco todo o sistema vida. A verdadeira globalização, a verdadeira sustentabilidade planetária dependem de mudanças profundas na concepção de pessoa e de natureza, e de implementação de outro modelo de sociedade, onde o determinante não seja o capital, o lucro, mas a vida dos homens e mulheres interagindo com toda a natureza. Precisamos redescobrir a solidariedade, a corresponsabilidade, a compaixão, a partilha, o cuidado. E-mail: superintendenciausc@saocamilo.br


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17 a 25 de junho de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

OBRAS SOCIAIS NOSSA SENHORA AQUIROPITA CNPJ 62.798.699/0001-34

BALANÇO PATRIMONIAL

Encerrado em 31 de dezembro de 2013 (Valores expressos em reais)

ATIVO ATIVO CIRCULANTE DISPONÍVEL BENS NUMERÁRIOS CAIXA BENS NUMERÁRIOS

252,05 D 252,05 D

DEPOSITOS BANCÁRIOS BANCO DO BRASIL BANCO BRASILEIRO DE DESCONTOS BANCO ITAU BANCO DO BRASIL C/C 1.092-8 BANCO SANTANDER BANCO HSBC BANCO DE BRASIL C/C 31.000-X DEPOSITOS BANCÁRIOS

33,00 D 200,00 D 11.198,35 D 16.094,20 D 10,00 D 104,61 D 1.267,97 D 28.908,13 D

APLICAÇÕES FINANCEIRAS BANCO DO BRASIL 1.376.316,11 D BANCO ITAU 1.248.967,30 D BANCO SANTANDER RENDA FIXA 1.047.860,94 D BANCO DO BRASIL CDB RDB 939.403,40 D BANCO BRASILEIRO DE DESCONTOS CDI/CDB 468.451,91 D BANCO BRASILEITO DE DESCONTOS POP.FACIL 620.169,66 D BANCO DO BRASIL C/C 1.092-8 91.760,83 D BANCO HSBC 300.189,60 D BANCO HSBC POUPANCA 58.050,79 D APLICAÇÕES FINANCEIRAS 6.151.170,54 D VALORES A RECEBER ADIANTAMENTOS DIVERSOS ADIANTAMENTO DE FERIAS ADIANTAMENTOS DIVERSOS

8.445,60 D 8.445,60 D

ATIVO NÃO CIRCULANTE INVESTIMENTOS PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS EMPRESAS PARTICIPAÇÕES SOCIETARIAS PARTICIPAÇÕES EM OUTRAS EMPRESAS

204,29 D 204,29 D

IMOBILIZADO BENS INSTALAÇÕES 7.200,00 D MÁQUINAS, APARELHOS E EQUIPAMENTOS 83.389,70 D EQUIPAMENTOS DE PROC ELETR DADOS 172.291,63 D DIREITO DE USO DE LINHAS TELEFONICAS 1.900,00 D MÓVEIS E UTENSÍLIOS 257.383,18 D VEÍCULOS 307.679,44 D EDIFICIOS E CONSTRUCOES 120.000,89 D EQUIPAMENTOS DE TELECOMUNICAÇÕES 4.082,68 D TERRENOS 190.000,00 D BENS 1.143.927,52 D Total do ATIVO 7.332.908,13 D PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES A CURTO PRAZO CONTAS A PAGAR VALORES A REGULARIZAR CONTAS A PAGAR

51.665,01 C 51.665,01 C

OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS ISS RETIDO A RECOLHER IRF SERV PREST (PJ) A RECOLHER IRF SALARIOS A RECOLHER INSS RETIDO A RECOLHER IRF SERV PTRES (PF) A RECOLHER PIS/COFINS/CSLL A RECOLHER OBRIGAÇÕES TRIBUTÁRIAS

85,16 C 155,64 C 3.091,92 C 8.336,88 C 12,69 C 272,96 C 11.955,25 C

OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS/PREVIDENCIÁRIAS RESCISÕES TRABALHISTAS A PAGAR INSS A RECOLHER FGTS A RECOLHER CONTR. E MENSALIDADE SINDICAL A RECOLHER PIS S FOLHA A RECOLHER OBRIGAÇÕES TRABALHISTAS/PREVIDENCIÁRIAS

2.913,85 C 1.800,78 C 2.666,40 C 90,40 C 2.996,56 C 10.467,99 C

PATRIMÔNIO LÍQUIDO RESULTADOS ACUMULADOS RESULTADOS ACUMULADOS SUPERAVITS ACUMULADOS 7.258.819,88 C RESULTADOS ACUMULADOS 7.258.819,88 C Total do PASSIVO E PATRIMÔNIO 7.332.908,13 C Reconhecemos a exatidão do presente balanço encerrado em 31 de Dezembro de 2013 conforme documentação apresentada.

demonstrações do resultado do exercício Encerrado em 31 de dezembro de 2013 (Valores expressos em reais)

3 - RECEITAS 3.1 - RECEITA OPERACIONAL BRUTA 3.1.1 - RECEITA BRUTA 3.1.1.03 - RECEITAS DE ENTIDADES SEM FINS LUCRATIVO 3.1.1.03.0003 - RECEITAS POR DOACOES P.FISICA 49.398,05 C 3.1.1.03.0005 - RECEITAS COM PROMOCOES E EVENTOS 2.478.007,56 C 3.1.1.03.0006 - RECEITAS PROJETO MENOR APRENDIZ 846.915,46 C 3.1.1.03.0007 - RECEITAS PROJETO MORADORES DE RUA 572.910,45 C 3.1.1.03.0008 - RECEITAS PROJETO TERCEIRA IDADE 198.057,99 C 3.1.1.03.0009 - RECEITAS PROJETO NSE/CCA 816.576,54 C 3.1.1.03.0010 - RECEITAS PROJETO MOVA 62.485,00 C 3.1.1.03.0011 - RECEITAS PROJETO CRECHE 1.046.274,00 C 3.1.1.03.0012 - RECEITAS CONVENIO DEFENSORIA 510.337,40 C 3.1.1.03.0013 - RECEITAS POR DOACOES P.JURIDICA 210.006,32 C 3.1.1.03.0014 - RECEITAS DOAÇOES CASA RAINHA DA PA 5.700,00 C 3.1.1.03.1400 - RECEITAS PROJETO FE E FESTA 59.985,80 C RECEITAS DE ENTIDADES SEM FINS 6.856.654,57 C 3.3 - OUTRAS RECEITAS 3.3.1 - RECEITAS OPERACIONAIS 3.3.1.01 - RECEITAS FINANCEIRAS 3.3.1.01.0002 - RENDIMENTO DE APLICAÇÕES FINANCEIR 375.435,31 C RECEITAS FINANCEIRAS 375.435,31 C Total de RECEITAS 7.232.089,88 C (=) RECEITA LÍQUIDA 7.232.089,88 C 4 - CUSTOS 4.1 - CUSTOS PROJETOS 4.1.1 - CUSTO DOS PROJETOS 4.1.1.03 - MENOR APRENDIZ 4.1.1.03.0002 - ASSISTENCIA MEDICA 26.725,55 D 4.1.1.03.0007 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 1.836,00 D 4.1.1.03.0010 - DESPESA COM CONDUCAO 1.528,96 D 4.1.1.03.0015 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 7.108,00 D 4.1.1.03.0019 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 320.949,72 D 4.1.1.03.0020 - INSS A RECOLHER 1.711,49 C 4.1.1.03.0021 - FGTS A RECOLHER 407,46 C MENOR APRENDIZ 356.029,28 D

4.1.1.04 - MORADORES DE RUA 4.1.1.04.0001 - AGUA E ESGOTO 44.233,12 D 4.1.1.04.0002 - ASSISTENCIA MEDICA 9.019,44 D 4.1.1.04.0003 - BENS DE NAT PERMANENTE DE PEQ VALO 1.319,00 D 4.1.1.04.0004 - COMBUSTIVEL E LUBRIFICANTE 10.970,72 D 4.1.1.04.0005 - CONS. E MANUT. DE INSTALAÇOES 38.783,17 D 4.1.1.04.0006 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 9.238,17 D 4.1.1.04.0007 - COPA E COZINHA 151.116,87 D 4.1.1.04.0008 - VESTUARIO E UNIFORMES 3.309,90 D 4.1.1.04.0009 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 11.857,84 D 4.1.1.04.0010 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 10.809,00 D 4.1.1.04.0012 - REFEICOES E LANCHES 600,00 D 4.1.1.04.0013 - TELEFONE EM GERAL 13.312,14 D 4.1.1.04.0014 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 1.490,72 D 4.1.1.04.0015 - DESPESA COM GAS 18.594,49 D 4.1.1.04.0016 - DESPESA COM HIGIENE PESSOAL 530,28 D 4.1.1.04.0017 - MATERIAL DE CONSUMO 2.427,35 D 4.1.1.04.0018 - DESPESA COM INTERNET 1.856,81 D 4.1.1.04.0019 - DESPESA COM CONDUCAO 702,10 D 4.1.1.04.0020 - MATERIAL DE LIMPEZA 7.046,48 D 4.1.1.04.0021 - MATERIAL PEDAGOGICO 4.777,44 D 4.1.1.04.0022 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 221.680,37 D 4.1.1.04.0023 - INSS A RECOLHER 879,49 C 4.1.1.04.0024 - FGTS A RECOLHER 2.835,23 C 4.1.1.04.0025 - DESPESA COM VIAGEM E ESTADIA 603,06 D 4.1.1.04.0026 - SERVICO PRES. PESSOA JURIDICA 15.102,29 D MORADORES DE RUA 575.666,04 D 4.1.1.05 - TERCEIRA IDADE 4.1.1.05.0001 - AGUA E ESGOTO 7.650,96 D 4.1.1.05.0002 - COPA E COZINHA 42.517,84 D 4.1.1.05.0003 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 2.207,30 D 4.1.1.05.0004 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 5.077,00 D 4.1.1.05.0009 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 4.943,38 D 4.1.1.05.0010 - CONS. E MANUT. DE INSTALACOES 4.700,00 D 4.1.1.05.0011 - ASSISTENCIA MEDICA 1.362,40 D 4.1.1.05.0013 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 1.724,99 D 4.1.1.05.0015 - MATERIAL DE LIMPEZA 9.947,14 D 4.1.1.05.0016 - DESPESA COM GAS 259,00 D 4.1.1.05.0017 - DESPESA COM CONDUCAO 391,50 D 4.1.1.05.0018 - VESTUARIO E UNIFORMES 500,00 D 4.1.1.05.0019 - MATERIAL PEDAGOGICO 20.795,16 D 4.1.1.05.0020 - DESPESA COM RECREACAO 1.713,50 D 4.1.1.05.0021 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 52.369,74 D 4.1.1.05.0022 - INSS A RECOLHER 239,58 D 4.1.1.05.0025 - DESPESA COM VIAGEM E ESTADIA 603,06 D TERCEIRA IDADE 157.002,55 D 4.1.1.06 - N S E/CCA 4.1.1.06.0001 - AGUA E ESGOTO 28.487,70 D 4.1.1.06.0002 - COPA E COZINHA 325.292,16 D 4.1.1.06.0003 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 9.837,25 D 4.1.1.06.0004 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 11.949,51 D 4.1.1.06.0005 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 16.201,50 D 4.1.1.06.0010 - TELEFONE EM GERAL 4.734,92 D 4.1.1.06.0011 - COMBUSTIVEL E LUBRIFICANTES 5.916,07 D 4.1.1.06.0012 - CONS. E MANUT. DE INSTALAÇOES 29.925,00 D 4.1.1.06.0013 - ASSISTENCIA MEDICA 10.661,42 D 4.1.1.06.0014 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 11.872,20 D 4.1.1.06.0015 - DESPESA COM GAS 14.247,94 D 4.1.1.06.0016 - VESTUARIO E UNIFORNES 14.322,99 D 4.1.1.06.0017 - MATERIAL DE LIMPEZA 26.117,00 D 4.1.1.06.0018 - DESPESA COM CONDUCAO 172,83 D 4.1.1.06.0019 - LOCACAO DIVERSAS 61,00 D 4.1.1.06.0020 - BENS DE MAT PERMANENTE DE PEQ VALO 2.575,00 D 4.1.1.06.0021 - MATERIAL PEDAGOGICO 30.477,38 D 4.1.1.06.0022 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 267.770,31 D 4.1.1.06.0023 - INSS A RECOLHER 2.594,95 C 4.1.1.06.0024 - FGTS A RECOLHER 3.279,93 C 4.1.1.06.0025 - SERVICO PRES. PESSOA JURIDICA 2.654,10 D 4.1.1.06.2200 - DESPESA COM RECREACAO 8.659,33 D N S E/CCA 816.060,73 D 4.1.1.07 - MOVA 4.1.1.07.0001 - AGUA E ESGOTO 4.1.1.07.0002 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 4.1.1.07.0003 - COPA E COZINHA 4.1.1.07.0004 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 4.1.1.07.0005 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 4.1.1.07.0009 - ASSISTENCIA MEDICA 4.1.1.07.0010 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 4.1.1.07.0011 - INSS A RECOLHER 4.1.1.07.0012 - FGTS A RECOLHER MOVA

9.325,22 D 760,00 D 465,00 D 1.846,50 D 3.098,00 D 2.056,79 D 57.071,66 D 490,98 C 1.405,37 C 72.726,82 D

4.1.1.08 - CRECHE 4.1.1.08.0001 - AGUA E ESGOTO 25.290,62 D 4.1.1.08.0003 - ASSISTENCIA MEDICA 15.184,04 D 4.1.1.08.0004 - BENS DE NAT PERMANENTE DE PEQ VALO 4.022,50 D 4.1.1.08.0005 - COMBUSTIVEL E LUBRIFICANTE 11.750,89 D 4.1.1.08.0006 - CONS. E MANUT. DE INSTALACOES 18.342,28 D 4.1.1.08.0007 - CONS. E MANUT. DE EQUIPAMENTOS 9.603,72 D 4.1.1.08.0008 - COPA E COZINHA 89.646,02 D 4.1.1.08.0009 - VESTUARIO E UNIFORMES 9.553,17 D 4.1.1.08.0010 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 7.326,34 D 4.1.1.08.0011 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 15.740,00 D 4.1.1.08.0012 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 3.608,15 D 4.1.1.08.0013 - MEDICAMENTOS EM GERAL 9.061,98 D 4.1.1.08.0016 - TELEFONE EM GERAL 16.792,73 D 4.1.1.08.0017 - DESPESA COM GAS 4.619,99 D 4.1.1.08.0018 - DESPESA COM INTERNET 4.107,10 D 4.1.1.08.0019 - DESPESA COM CONDUCAO 402,40 D 4.1.1.08.0020 - MATERIAL DE LIMPEZA 19.612,29 D 4.1.1.08.0021 - DESPESA COM RECREACAO 26.610,00 D 4.1.1.08.0022 - MATERIAL PEDAGOGICO 66.799,99 D 4.1.1.08.0023 - SALARIOS E ORDENADOS A PAGAR 454.398,31 D 4.1.1.08.0024 - INSS A RECOLHER 4.352,35 C 4.1.1.08.0025 - FGTS A RECOLHER 5.139,99 C 4.1.1.08.0026 - DESPESA COM VIAGEM E ESTADIA 1.327,00 D 4.1.1.08.0027 - DESPESA COM ESTACIONAENTO 397,00 D CRECHE 804.704,18 D 4.1.1.09 - CASA RAINHA DA PAZ 4.1.1.09.0001 - CONS . E MANUT. DE INSTALAÇOES 286.501,78 D 4.1.1.09.0002 - SERVICO PRES. PESSOA FISICA 3.210,00 D 4.1.1.09.0003 - DESPESA COM CARTORIO 8.698,80 D 4.1.1.09.0004 - IPTU 7.373,29 D 4.1.1.09.0005 - DESPESA COM ENERGIA ELETRICA 2.724,38 D 4.1.1.09.0006 - COMBUSTIVEL E LUBRIFICANTE 841,74 D 4.1.1.09.0007 - COPA E COZINHA 601,84 D 4.1.1.09.0008 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 848,92 D 4.1.1.09.0009 - BENS DE NAT PERMANENTE DE PEQ VALO 1.340,00 D 4.1.1.09.0010 - DESPESA COM GAS 1.150,00 D CASA RAINHA DA PAZ 313.290,75 D 4.1.1.10 - FE E FESTA 4.1.1.10.0002 - IMPRESOS E MATERIAL DE ESCRITORIO 4.1.1.10.0003 - MATERIAL PEDAGOGICO 4.1.1.10.0004 - SERVICO PRES. PESSOA FISICA 4.1.1.10.0005 - SERVICO PRES. PESSOA JURIDICA FE E FESTA

12.818,84 D 2.845,30 D 4.800,00 D 38.820,10 D 59.284,24 D

Total de CUSTOS 3.154.764,59 D (=) LUCRO BRUTO 4.077.325,29 C

5 - DESPESAS 5.1 - DESPESAS OPERACIONAIS 5.1.1 - DESPESAS OPERACIONAIS 5.1.1.01 - DESPESAS COMERCIAIS/ADMINISTRATIVAS 5.1.1.01.0001 - HONORARIOS PROFISSIONAIS 19.572,88 D 5.1.1.01.0002 - COPA E COZINHA 11.030,07 D 5.1.1.01.0003 - CONS. E MANUT. DE VEICULOS 11.620,58 D 5.1.1.01.0005 - DESPESA COM PEDAGIO 2.285,72 D 5.1.1.01.0006 - SERVICO PRES. PESSOA JURIDICA 32.684,60 D 5.1.1.01.0008 - SERVICO PRES. PESSOA FISICA 7.765,22 D 5.1.1.01.0009 - ENTIDADES DE CLASSE 1.120,00 D 5.1.1.01.0010 - ASSISTENCIA MEDICA 8.388,00 D 5.1.1.01.0011 - BENS DE NAT PERMANENTE DE PEQ VALO 1.125,00 D 5.1.1.01.0012 - DESPESA COM CARTORIO 1.292,10 D 5.1.1.01.0013 - DESPESA COM ESTACIONAMENTO 197,00 D 5.1.1.01.0015 - SEGUROS DIVERSOS 16.393,66 D 5.1.1.01.0017 - TELEFONE EM GERAL 3.564,97 D 5.1.1.01.0020 - DESPESA POSTAIS 306,75 D 5.1.1.01.0023 - ALUGUEIS 279.484,31 D 5.1.1.01.0024 - CONS. E MANUT. DE INSTALACOES 32.054,31 D 5.1.1.01.0028 - DESPESA COM FESTA E EVENTOS 1.083.516,11 D 5.1.1.01.0030 - SERVICO PRES. AUTONOMOS 469.306,39 D DESPESAS COMERCIAIS/ADMINISTRATIVAS 1.981.707,67 D 5.1.1.02 - DESPESAS COM PESSOAL E ENCARGOS 5.1.1.02.0001 - SALARIOS E ORDENADOS 221.051,67 D 5.1.1.02.0002 - FERIAS 120.740,50 D 5.1.1.02.0003 - FGTS 150.206,57 D 5.1.1.02.0004 - VALE REFEICAO 91.933,24 D 5.1.1.02.0005 - VALE TRANSPORTE 87.328,53 D 5.1.1.02.0006 - CONVENIO SAUDE 52.960,18 D 5.1.1.02.0007 - INDENIZACOES 69,83 D 5.1.1.02.0009 - 13 SALARIO 148.968,07 D 5.1.1.02.0010 - AVISO PREVIO 13.145,62 D 5.1.1.02.0011 - D S R 353,31 D 5.1.1.02.0012 - ADICIONAL NOTURNO 192,59 D 5.1.1.02.0013 - PIS SOBRE FOLHA 21.782,40 D 5.1.1.02.0014 - MEDIAS VARIAVEIS 4.413,98 D 5.1.1.02.0016 - HORAS EXTRAS 1.400,35 D 5.1.1.02.0018 - FERIAS INDENIZADAS 50.480,66 D 5.1.1.02.0021 - ADIC.ANUENIO/BIENIO/TRIENIO 53.918,07 D 5.1.1.02.0028 - FERIAS 1/3 38.629,74 D 5.1.1.02.0029 - BOLSA ESTAGIO 35.270,00 D DESPESAS COM PESSOAL E ENCARGOS 1.092.845,31 D 5.1.1.03 - DESPESAS FINANCEIRAS 5.1.1.03.0001 - JUROS PAGOS 5.1.1.03.0003 - MULTAS DIVERSAS 5.1.1.03.0004 - DESPESAS BANCÁRIAS 5.1.1.03.0005 - IR SOB.APLIC. FINAN. DESPESAS FINANCEIRAS

334,33 D 238,35 D 4.009,99 D 26.081,57 D 30.664,24 D

5.1.1.04 - DESPESAS TRIBUTARIAS 5.1.1.04.0001 - CONTRIBUICAO SINDICAL 5.1.1.04.0003 - I P T U 5.1.1.04.0004 - I P V A 5.1.1.04.0005 - IMPOSTOS E TAXAS DIVERSAS DESPESAS TRIBUTARIAS

10.608,97 D 1.121,79 D 182,51 D 305,36 D 12.218,63 D

Total de DESPESAS 3.117.435,85 D (=) LUCRO OPERACIONAL 959.889,44 C Outras Receitas/Despesas: (=) LUCRO ANTES DOS IMPOSTOS, PARTICIP. E CONTRIBUIÇÕES 959.889,44 C Provisão de Impostos: Participações e Contribuições: Total do LUCRO do Período: 959.889,44 C Reconhecemos a exatidão do presente balanço encerrado em 31 de Dezembro de 2013 conforme documentação apresentada.

NOTAS EXPLICATIVAS ÁS DEMOSTRAÇÕES CONTÁBEIS EM 31/12/2013 I - CONTEXTO OPERACIONAL Nota 01 - A entidade OBRAS SOCIAS NOSSA SENHORA AQUIROPITA, é uma associação civil com personalidade juridica de direito privado, sem fins lucrativos, com caráter exclusivamente beneficente, assistencial , educacional e cultural, que tem por finalidade a promoção humana, devendo incentivar o espirito associativo da própria comunidade, tendo como prioridade: o amparo e promoção a infância, a promação de jovens e adolecentes, promoção a moradores em situação de rua, alfabetização de adultos e a promoção da familia. II - APRESENTAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES Nota 02 - As demonstrações contábeis e financeiras form elaboradas em conformidade com a lei 6404/76 e resolução CFC 877/2000 que aprovou a NBCT 10.19 III - RESUMO DAS PRÁTICAS CONTÁBEIS Nota 03 - O regime contábil adotado é o da competência. Nota 04 - Os direitos e obrigações da entidade estão em conformidade com seus efetivos valores reais. Nora 05 - A conta de aplicações financeiras está demonstrada pelo valor de aplicação dos rendimentos correspondentes e diminuido pelos resgates, sendo apropriada até a data do Balanço com base no regime de competência. Nota 06 - O imobilizado se apresenta pelo custo de aquisição ou valor original, diminuido da depreciação visto que a entidade não procedeu a correção monetária de balanços em exercicios anteriores. Nota 07 - As receitas e despesas foram contabilizadas de acordo com os principios de competência dos exercicios. Nota 08 - A entidade recebeu doações de pessoas fisicas e juridicas a) Pessoas Fisica R$. 55.098,05 b) Pessoas Juridicas R$. 210.006,32 Nota 09 - No ano de 2013 a entidade recebeu os seguintes auxilios a) Poder Público Defensoria R$. 510.337,40 b) Pref. Muncipal de São Paulo R$. 2.756.289,78 Nota 10 - No ano de 2013 a entidade recebeu outros auxilios e receitas a) projeto menor aprendiz R$. 846.915,46 b) promoções e eventos R$. 2.478.007,56 Nota 11 - Os recursos obtidos foram aplicados em suas finalidades assistenciais, de acordo com o Estatuto Social, demonstratos pelas despesas e investimentos patrimoniais Nota 12 - As despesas da entidade são apuradas através de notas fiscais e recibos, em confirmidade com as exigências legais e fiscais Nota 13 - Todo o trabalho filantrópico é realizado gratuitamente, portanto não se aplicanco o regime de gratuidade, conforme no inciso VI do artigo 3º do decreto 2.536/98.

PE. PAULO SERGIO CORREIA FUNÇÃO: DIRETOR PRESIDENTE RG: 18.888.427- CPF: 675.520.050-68

ORLEI RODRIGUES CPF: 020.090.218-00 TC/CRC: 1SP/043086/O-7


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ESPIRITUALIDADE

O santo do cotidiano Mons. Vicente Ancona Lopez

Quando garoto, Josemaria Escrivá pensava em ser arquiteto. Mas, aos quinze anos, ao ver as marcas na neve dos pés descalços de um carmelita, sentiu que Deus queria algo dele. A partir de então, procurou estar mais próximo de Deus, e passou a participar diariamente da Santa Missa, estudar intensamente e ser mais generoso em casa e com os colegas. Via claramente que Deus queria algo dele, mas não compreendia exatamente o que era. Nesse estado interior, decidiu ser sacerdote, pois pensava que assim estaria mais disponível ao projeto de Deus. Aos 18 anos, ingressou no seminário em Saragoça (Espanha), período em que ia frequentemente rezar à Virgem do Pilar. No seminário, chamava a atenção dos formadores e colegas por sua alegria e dedicação. Em 1925, foi ordenado padre e o seu primeiro trabalho sacerdotal foi o de substituto do pároco de uma aldeia pequena e pobre. Estava muito feliz com seu trabalho: visita aos doentes, catequeses e muitas confissões. Eram notáveis a sua abnegação e o seu fervor na celebração da Santa Missa e na devoção eucarística. Entretanto, continuava a sentir que Deus queria algo a mais dele, sem saber o que era, e rezava: “Senhor, que eu veja”. Três anos mais tarde, encontrava-se em Madrid por motivos de estudo. Durante um retiro espiritual, no dia 2 de outubro de

1928, Deus lhe mostrou finalmente o que estava presente nos cinco continentes. Uma queria dele: fundar o Opus Dei (Obra de das suas alegrias ao final da vida foi ver que Deus), cuja mensagem é difundir a chama- a mensagem da chamada universal à santida universal à santidade através do trabalho dade tinha sido proclamada de forma solene e do cumprimento dos deveres cotidianos, no Concílio Vaticano II. sendo contemplativos no meio do mundo, São João Paulo II, ao canonizá-lo, depois a todos Jesus diz: “Sede perfeitos, finiu São Josemaria como “o santo do cocomo vosso Pai Celestial é perfeito”. tidiano”. A sua festa é comemorada no dia Sentindo-se sem qualidades e sem 26 de junho. Neste ano, cumprem-se 40 meios para realizar essa missão, foi buscar anos da estadia de São Josemaria no Brasil. força e apoio junto aos pobres e doentes de Nos 17 dias em que esteve em São Paulo, Madri. Pedia-lhes: “Por favor, reze e ofereça o seu sofrimenNão foram fáceis aqueles anos: pobreza, to por uma intenção minha”. E as vocações não vinham, incompreensões Deus ouviu esse clamor de oradiante de sua mensagem pois ção. Não foram fáceis aqueles questionava-se que um leigo pode ser tão anos: pobreza, as vocações não vinham, incompreensões diante santo quanto um padre ou um religioso. de sua mensagem pois questioMas o padre Josemaria continuou a rezar nava-se que um leigo pode ser e a trabalhar, num intenso apostolado tão santo quanto um padre ou com estudantes, operários, donas de casa, um religioso. Mas o padre Josemaria continuou a rezar e a profissionais liberais, sacerdotes... A trabalhar, num intenso apostomensagem era para todos! lado com estudantes, operários, donas de casa, profissionais liberais, sacer- teve um afetuoso encontro com D. Paulo dotes... A mensagem era para todos! Evaristo Arns e pôde fazer uma romaria a Deus foi agindo, e aquela semente que ha- Nossa Senhora Aparecida, onde se emociovia plantado no coração do jovem padre cres- nou com a piedade dos romeiros. A quem cia de forma surpreendente. No final dos anos tiver interesse em conhecer mais sobre a 40, mudou-se para Roma, de onde, em estrei- sua vida, recomendo visitar o site www. ta união com Pio XII, João XXIII e Paulo VI, pt.josemariaescriva.info. Mons. Vicente Ancona Lopez é Vigário Regional iria impulsionar a expansão do Opus Dei. Quando faleceu, em 1975, o Opus Dei do Opus Dei no Brasil.

apostolado da oração

Movimento inaugura novo núcleo no Recanto do Humildes ana25lucia@hotmail.com

No dia 25 de maio aconteceu um retiro espiritual do Apostolado da Oração (AO) na Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, na Região Lapa, com a presença dos associados e zeladores das paróquias Nossa Senhora de Lourdes, Santa Maria Gorette, São Mateus, num total de 80 participantes. No encontro houve um momento de oração e canto, e momento de partilha de experiências e testemunhos. O padre Geraldo da Silva, pároco, fez uma explanação sobre a oração. Frei Laércio da Cruz, pároco da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, falou sobre a espiritualidade do Apostolado da Oração na comunidade e houve, ainda, uma palestra so-

bre o Apostolado da Oração nos dias de hoje. pois houve uma partilha de lanche entre todos. Sirlene, coordenadora do AO na Região A 37ª Romaria do AO-MEJ a Aparecida Lapa acompanhou nosso retiro, acolhendo os aconteceu no último fim de semana, dias 14 e jovens que participaram falando sobre a im- 15 de junho. plantação do MEJ na Região. Por Ana Lúcia Contarelli No dia 31 de maio, encerrando o mês na Área Pastoral Santíssima Trindade, na Comunidade Nossa Senhora do Paraíso, localizada Dia do Sagrado Coração de Jesus 27 de junho de 2014, é o dia de Oração no Conjunto Habitacional Recanto dos Humil- Dia pela Santificação dos sacerdotes, e a Igreja des, foi aberto um novo centro do Apostolado celebra dia do Sagrado Coração de Jesus. da Oração. Na Comunidade, todo sábado, se Por esseo motivo, convidamos para a celereza o oficio de Nossa Senhora. Foi nesse cli- bração da missa em honra do Sagrado Coma de oração que se iniciou a celebração pre- ração de Jesus na sexta-feira, 27, às 15h, na sidida pelo padre Jose Adeildo para a abertura Catedral da Sé. Assim, prestaremos nossa do novo grupo. Aproximadamente 30 pessoas homenagem ao Sagrado Coração, que é o ingressaram no Apostolado da Oração. Estava coração do próprio Jesus que doou sua vida presente a vice-coordenadora do Apostolado por todos nós. da Região Brasilândia Durcinéia Soares. De-

há 50 anos

O SÃO PAULO reporta fatos internacionais da Igreja “Índia prepara Congresso Eucarístico Mundial”. Essa foi uma das chamadas de capa do O SÃO PAULO em 21 de junho de 1964, referente à realização do 38º Congresso, que se realizaria na cidade de Bombaym no final daquele ano. “O duplo lema aprovado pelo Papa ‘Ipse vivet propter me’ (João 6,58) e ‘Ambulate in dilectione’. (Ef. V,2), quer indicar o modo de realizar essa renovação a saber, a vida em Cristo que leva a inspirar o verdadeiro amor tão necessário no mundo de hoje”, informava a reportagem, apontado, ainda, que para a atividade

foram formados 42 comitês de trabalho. O Semanário Arquidiocesano também reproduziu a mensagem do papa Paulo VI à população portuguesa por conta da festa pelos cem anos do Santuário do Sameiro, inaugurado em 1864. “Hoje concluís, amados filhos e filhas, de um modo tão solene, na presença de todo o episcopado, a celebração do primeiro centenário do Santuário do Samerio... Quisemos também nós participar do júbilo que neste momento vos inunda a alma, manifestando vosso amor à Santíssima Virgem na homenagem que lhe estais a prestar”.

Capa da edição de 21 de junho de 1964

Só Deus pode nos dar a paz FREI PATRÍCIO SCIADINI

Nestes dias estou feliz como nunca. Vejo o Egito tomar um caminho de fraternidade, de unidade com o novo presidente que tem feito um discurso que abre a porta da esperança para milhões de pessoas. Era bonito ver na tomada de posse do presidente o Teodoro II, máximo representante dos cristãos ortodoxos, e sabemos que também chamou para uma recepção todos os líderes dos outros ritos cristãos. Um sinal de abertura bonito que nos dá coragem em esperar um novo amanhã. Estou igualmente feliz, pois no mesmo dia 8, festa do Pentecostes, o papa Francisco se reuniu no Vaticano para rezar pela paz com o presidente da Palestina, de Israel, com o Patriarca Bartolomeu, com um chefe muçulmano. As três religiões monoteístas que tem como pai Abraão se encontraram para uma oração pela paz. A paz é o grande valor que une a todas as pessoas, desde que Deus criou o homem, e especialmente desde que Caim levantou a sua mão homicida contra o irmão Abel, sempre o ser humano buscou a paz, mesmo caindo na contradição da guerra e das guerras mais violentas. O desejo premente da paz permanece forte no coração de todos. Mas somos geneticamente desejosos de paz e desejosos de guerra, porque os nossos olhos e corações querem ser maiores que os outros e querem sempre mais. Cada qual sente que a terra deve ser somente dele e de mais ninguém. Nestes dias, estou lendo um livro fantástico sobre o antigo Egito e lendo orações de 3 mil anos antes de Cristo e orações de hoje. Vejo que há pouco de diferente e às vezes nada. O ser humano se dirige a Deus e pede paz, saúde, prosperidade, chuva para a terra, alimento para as pessoas. E que Deus cuide especialmente dos que não tem nada. O drama da pobreza está sempre presente nas orações das pessoas. Há uma oração que diz: “por que os homens lutam entre eles? Senhor, ajuda os governantes a estarem satisfeitos com a terra que tem e a cuidar bem dos seus habitantes”. O drama da corrupção também está presente em todos os tempos e sempre houve pessoas de boa vontade que lutaram para vencê-la. A paz é um valor onde todas as pessoas podem se unir, podem rezar, podem dar-se as mãos. Só o Senhor pode conceder o dom da paz e da convivência pacífica. Em todas as religiões há um princípio: “não fazer mal a ninguém, mas fazer o bem”!


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Concílio Vaticano II

O porvir de esperança Padre Augusto César Pereira

A satisfação de uma obra é chegar ao final. Sentir-me-ei realizado e retribuído, se acontecer que pessoas que tendo lido a série, tiverem sido despertados no interesse pelo Concílio e assim se dediquem à busca de aprofundamento. De repercussão no interior da Igreja e no exterior, o Concílio tinha a intenção de renovar a Igreja para se credenciar a estabelecer novo contato dialogante com o mundo moderno. Porvir é a composição de por com vir. É expectativa, esperança. É sonho. Sonho é sinal de loucura ou de amadurecimento? A proposta do Vaticano II não se esgota nesta série de tópicos. Porém reflete o amadurecimento de minha longa jornada de mais de cinco décadas de dedicação à comunicação na e da Igreja. Seria bem-vindo um terceiro Concílio para encontrar caminhos para o mundo contemporâneo se livrar do escândalo da miséria e da guerra? Creio que não causaria grande surpresa – mas corresponderia a um anseio mundial – se o papa Francisco convocasse um fórum universal ecumênico para um profético discernimento a fim de promover concretamente, extirpar a diabólica miséria social pela prática universal da solidariedade, neste mundo excludente. Entendendo mais amplamente que a miséria social não corresponde só à fome, igualmente à moradia, educação, saúde, profissão-emprego-salário e lazer. As pessoas, em situação de miserabilidade, muitas vezes, têm televisão e internet e se atolam em dívidas e veem que a miséria social não resolve, mas esses fatores poderão aprofundar a desigualdade. Todos têm cada qual, sua parte de responsabilidade pela vergonha, de cerca de duas em cinco pessoas, já no estágio da miséria extrema. Sabe-se que há solução para as causas reais e conhecidas que produziram a situação. Então se faz urgentemente e necessário penitenciarmo-nos da vergonha universal da miséria absoluta ao lado de uma tecnologia sempre mais de ponta, avançada. É preciso reunir pessoas sensíveis à fraternidade de todas as atividades humanas para sentar à mesa, com a participação de pobres e miseráveis, para estabelecer o consenso de superar definitivamente esse problema. Conforme o papa Francisco, “para se conhecer a realidade, é preciso partir da periferia do mundo e não do centro.” Ainda mais que os povos ricos são devedores de sua riqueza aos povos espoliados pela injustiça que os privou de sua dignidade fundamental de humanidade. O Concílio, na Gaudium et Spes, não se envergonhou da preocupação com os pobres nem se esquivou de apelar para a constituição de uma “autoridade universal” que garanta os invioláveis direitos da pessoa humana e a paz (GS 82; 84). É a esperança do “novo céu e da nova terra” do livro Apocalipse (Ap 21,1)? E-mail: peaugustocesar@yahoo.com.br

PASTORAL CARCERÁRIA

Pastoral e Rede de Justiça Criminal apoiam projeto de lei pelo fim da revista vexatória

Sergio Ricciuto Conte

Em nota pública, datada de 6 de junho, a Pastoral Carcerária e a Rede de Justiça Criminal saudaram a aprovação no Senado do Projeto de Lei nº 480/2013, que proíbe a prática de revista pessoal vexatória na entrada dos estabelecimentos carcerários. Segue a íntegra da nota.

Nota pública

Aprovação no Senado do Projeto de Lei nº 480/2013, que proíbe a revista vexatória a visitantes de presos A Rede Justiça Criminal, composta pelas organizações abaixo subscritas, e a Pastoral Carcerária vêm a público saudar a aprovação no Senado do Projeto de Lei nº 480/2013 que proíbe a prática de revista pessoal vexatória na entrada dos estabelecimentos carcerários. O projeto de lei apresentado pela Senadora Ana Rita (PT/ ES) prevê que a revista pessoal, à qual deve se submeter quem queira entrar em estabelecimento carcerário, por motivo de visita ou prestação de serviço, deve ser conduzida com total respeito à dignidade humana, “sendo vedada qualquer forma de desnudamento, tratamento desumano ou degradante”. O projeto de lei define, ainda, que a revista deve ser prioritariamente realizada mediante o uso de equipamentos eletrônicos, detectores de metais, restringindo a possibilidade de revista manual àqueles casos em que a saúde do visitante não lhe permita passar por equipamentos eletrônicos ou quando, concluído o procedimento, persistir a suspeita de porte de objetos, produtos ou substâncias com entrada proibida. Nesse caso, visando garantir a integridade física, psicológica e moral da pessoa revistada, o projeto de lei estipula que a revista se dê de forma individual, estando proibida toda e qualquer forma de desnudamento (total ou parcial), bem como o uso de espelhos, os esforços físicos repetitivos e a introdução de quaisquer objetos nas cavidades corporais da pessoa revistada.

A aprovação do referido projeto de lei representa um importante passo para garantir a regulamentação, em âmbito federal, da proibição da prática da revista vexatória a visitantes de presos. A Rede Justiça Criminal, contribuindo para o exercício do controle social, vem promovendo uma importante campanha de mobilização popular (www.fimdarevistavexatoria.org) para dar visibilidade a essa violação silenciosa e irá se empenhar em favorecer a aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados. 6 de Junho 2014 Fonte: Rede de Justiça Criminal e Pastoral Carcerária

PASTORAL AFRO ARQUIDIOCESANA

Comunidade ‘Negritude, Fé e Resistência’ faz coroação de Nossa Senhora araujolindaura@hotmail.com

A Comunidade Negra “Negritude, Fé e Resistência”, da Paróquia São João Batista na Vila Mangalot, em conjunto com as crianças da Catequese, encerrou o mês de maio com a Coroação de Nossa Senhora. Ela que sob a generosidade do Deus criador vem nos mostrar que é Mãe de todos os povos e raças e assim

abençoa a humanidade: na face do Negro, com Nossa Senhora Aparecida, do Índio, com Nossa Senhora de Guadalupe, e do Branco, com Nossa Senhora de Fátima, e confirma para nós que cremos, que o seu sim é ontem, hoje e sempre: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a sua Palavra” (Lc 2,38). A celebração foi muito significativa tanto para a assembleia que participou

quanto para as crianças do grupo da Catequese que não cabiam em si de tanta emoção e dedicação, tanto no preparo quanto na coroação propriamente dita. A equipe de coordenação da Pastoral Afro da Arquidiocese agradece ao grupo que integra a Comunidade Negra Negritude, Fé e Resistência pela missão e evangelização. Por Cristina Holanda e irmã Lindaura Araujo

Pastoral da Saúde

Pastoral organiza encontro arquidiocesano para o mês de agosto E-mail: feltrinpej@gmail.com

A Pastoral da Sáude conforme orientações da CNBB possue três dimensões: solidária, comunitária e político institucional. A Arquidiocese de São Paulo em sua reunião mensal de junho deu um passo na Constituição da dimensão Político-Institucional, com indicação dos nomes da cada região e marcação do primeiro encontro para o dia 22 de agosto, pela manhã, no Centro de Pastoral São José do Belém. Serão convidados: o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo; dom Milton Kenan Junior, pelas pastorais sociais; dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Região Belém, padres, diacónos, religiosos, religiosas, secretário estadual da Saúde, secretário municipal da Saúde, conselheiro estadual e municipal da Saúde,

conselheiros participativos do município, agentes da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo, como também pessoas atuantes nos conselhos gestores dos equipamentos de saúde da cidade. Acontecerá na parte da manhã uma breve exposição do objetivo da dimensão com centralidade no político–institucional. Haverá a exposição de alguns dos convidados, que abarcarão sobre a importância desse ato para a Igreja em São Paulo. Serão também apontados alguns eventos que já estão sendo preparados para serem realizados até o fim do ano, nessa mesma perspectiva. O grupo responsável pela primeira dimensão da pastoral da Saúde - dimensão solidária preparou também um evento para capelães, leigos e leigas e visitadores dos enfermos, dos Hospitais da Cidade de São Paulo. O acontecimento está previsto para

o dia 15 de novembro, em local a ser definido, no qual serão discutidos os seguintes temas: “Espiritualidade e arte de cuidar do doente”; “Assistência Espiritual no Hospital, relato de uma experiência: Capelania do Hospital das Clínicas”; “Como nos organizarmos na Arquidiocese para promover um melhor trabalho nas Capelanias em 2015”. A metodologia do encontro será por meio de diálogos abertos e de integração a fim de elaborar a construção de diretrizes para essa dimensão. Pretende-se ainda, contar com as presenças dos capelães católicos e agentes de pastoral da Arquidiocese nesse evento. Para tanto, divulgaremos pelos meios de comunicação: O jornal O SÃO PAULO e Rádio 9 de Julho, em data mais próxima Por padre Edson Jorge Feltrin


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A Igreja

Pelo Mundo

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Destaques das Agências Padre MICHELINO ROBERTO, Diretor do o São Paulo

CIDADE DO VATICANO

Papa Francisco alerta: “Hoje há mais cristãos martirizados do que nunca” O Papa considera que as comunidades cristãs enfrentam, hoje, uma “perseguição mais forte do que aquela dos primeiros séculos da Igreja”. Em declarações publicadas na sexta-feira, 13, pelo jornal L’Osservatore Romano, o Pontífice diz que a aflição dos cristãos em países como Síria, Iraque, Paquistão e Nigéria é “um desafio profundo” à sua “missão como pastor”: “Há lugares onde é proibido ter uma Bíblia, ensinar Catequese ou usar a cruz. Hoje há mais cristãos martirizados do que nunca, em qualquer outra época. Não é

uma fantasia, é comprovado em números”, realça Francisco. A repressão sobre os cristãos têm aumentado na África e no Médio Oriente, depois da chamada “Primavera Árabe”, que colocou em causa regimes políticos instalados e abriu espaço para a afirmação de diversos grupos radicais islâmicos. – Sobre este mesmo tema, ainda de acordo com o Papa, a promoção da união entre israelitas e palestinos “não foi um ato político” mas sim “um ato religioso” que pretendeu “abrir uma janela ao mundo”. Fonte: Ecclesia

Próxima encíclica será sobre ecologia A próxima encíclica do Papa Francisco terá como tema a ecologia, segundo declaração do padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, durante o encontro de assessores de imprensa e portavozes do episcopado europeu que terminou no sábado, dia 14, em Lisboa. Neste encontro, organizado pelo Conselho das Conferências Episcopais da Europa e que contou com a presença do Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, cardeal Lorenzo Baldisseri, foi debatida também a preparação do Sínodo dos Bispos sobre a Família e as formas de comunicar as temáticas em discussão nesse encontro de outubro próximo. Fonte: A12 notícias

Francisco anuncia viagem à Albânia O papa Francisco anunciou que irá visitar a Albânia em 21 de setembro próximo. O anúncio ocorreu no domingo, 15, durante o Angelus. “Com essa breve viagem, desejo confirmar na fé a Igreja na Albânia e testemunhar o meu encorajamento e amor a um país que sofreu longamente em consequência das ideologias do passado”, afirmou o Santo Padre. Essa será a primeira viagem

de Francisco a um país europeu e que a viagem é uma resposta a um terá a duração de apenas um dia. duplo convite feito ao Santo Padre: um dos bispos católicos da Albânia Uma nota divulgada no final da e o outro do Primeiro Ministro da manhã do domingo, 15, pela Arqui- Albânia, Edi Rama, que foi recediocese de Tirana - Durres, afirma bido em audiência no Vaticano em que será uma visita apostólica na abril passado. qual o Papa, como Chefe da Igreja Católica, encontrará não apenas A Albânia fez parte do Império os católicos, mas todo o povo al- Otomano por mais de 400 anos. banês”. A nota informa ainda que Conquistou sua independência em

ITÁLIA Peritos brasileiros apresentam a reconstituição do rosto de Santo Antônio O Museu de Antropologia de Pádua apresentou, na última semana, uma reconstituição do rosto de Santo Antônio, falecido em 1231 nessa mesma cidade italiana, com recursos das mais recentes tecnologias de modelação tridimensional. O resultado da investigação envolveu o Centro de Estudos Antonianos e duas instituições brasileiras (o Centro de Tecnologia da Informação ‘Renato Archer’ e o Laboratório de Antropologia e Odontologia Forense da USP), e estará exposto até o dia 22 deste mês, no Museu de Devoção

Popular, junto à Basílica de Santo Antônio. A edição de quinta-feira 12, do jornal do ‘L’Osservatore Romano’ faz referência a essa reconstrução, classificando-a como “resposta científica a séculos de suposições, confiadas à fantasia popular e à criatividade dos artistas”. A face apresentada foge à tradicional imagem magra e esguia com que o santo é comumente representado, e aproxima-se do afresco que o retrata no presbitério da Basílica de Pádua. Fonte: ACI Digital

1912. Da Segunda Guerra Mundial até 1992 foi uma nação comunista. Em 1961, rompeu relações com a ex-União Soviética e se aliou à China, o que levou o País ao isolamento politico. A partir de 1978 suas relações com a China ficaram estremecidas. Tirana, com cerca de 343 mil habitantes, é a capital e cidade mais populosa. Fonte: Radio Vaticano

índia

Índia vai ter dois novos santos O papa Francisco presidiu na quintafeira, dia 12, um consistório (reunião de Cardeais) para a canonização de seis novos santos da Igreja, entre os quais se incluem dois religiosos da Índia. O padre Ciríaco Elias Chavara (1805-1871) e a irmã Eufrásia do Sagrado Coração (Rosa Eluvathingal, 1877-1952), que nasceram e morreram na Índia, e serão canonizados por Francisco em 23 de novembro, no Vaticano, dia da Solenidade de Cristo-Rei. Fonte: Ecclesia

RÚSSIA

Um renascimento para a Rússia? A Rússia do nosso século ainda tem muitos e graves problemas a resolver, mas também pode servir de exemplo para demonstrar que o processo de secularização sempre pode ser revertido. Muito além do dramático contexto da crise atual, envolvendo Ucrânia e Crimeia, a Rússia entrou para a História como o país que difundiu o comunismo no mundo, sendo também o primeiro a legalizar o aborto, experimentando,

ao longo de décadas, assustadora crise econômica e demográfica. Nos últimos anos, porém, a Rússia começou a superar a China, tanto em termos econômicos quanto em políticas familiares. Embora mantendo elevado número de divórcios, caiu vertiginosamente o número dos abortos no país. Além disso, a Rússia é hoje um símbolo do renascimento cristão: as pessoas não só voltaram a crer em Deus e ir à Igreja, mas o go-

verno está financiando a reconstrução de de igrejas que haviam sido demolidas durante a ditadura comunista. Esta realidade, praticamente desconhecida, vem sendo proclamada por Aleksej Komov, conhecido expoente pró-vida russo que empreendeu uma turnê de palestras pela Itália, concluída no último dia 12 com uma conferência no encontro dos jornais católicos “Peregrinos no Cyberspace”, realizado em Grottammare (As-

coli Piceno). – Komov, aos 42 anos e com 5 filhos, trabalha para a Fundação “São Basílio, o Grande”, uma das mais importantes da Rússia. Representa a Comissão para a Família da Igreja Ortodoxa e é embaixador do Congresso Mundial para as Famílias na ONU; esta última é a maior plataforma para as associações mundiais da família, presente em 80 países. Fonte: News.Va


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Pio Brasileiro: um pedaço do Brasil em Roma Colégio Pio Brasileiro

CARDEAL ODILO PEDRO SCHERER Arcebispo de São Paulo

O Pontifício Colégio Pio Brasileiro, ligado à Conferência Episcopal do Brasil (CNBB), destina-se a acolher padres brasileiros para estudos de pós-graduação em Roma. É uma casa ampla, sóbria, com acomodações simples, boa biblioteca e até campo de futebol. Neste ano, o Pio Brasileiro completa 80 anos de história. Sua origem remonta a 1858, quando Pio IX, papa na época, criou em Roma um colégio para oferecer formação qualificada a futuros sacerdotes de toda a América Latina. Era o Pontifício Colégio Pio Latino-Americano. No Brasil, ainda havia poucos seminários e não existia o acesso a estudos especializados em teologia. Por isso, muitos brasileiros também estudaram no “Pio Latino”, como os cardeais Joaquim Arcoverde, Sebastião Leme e Alfredo Vicente Scherer. No Natal de 1927, os bispos do Brasil enviaram uma carta às comunidades católicas do país, expondo os motivos para a criação de um colégio, em Roma, destinado à formação de candidatos brasileiros para o sacerdócio. Ao mesmo tempo, apelavam para a generosidade dos fiéis em apoiar este projeto com recursos materiais. Já em 1929, apesar da forte crise econômica mundial, foi lançada a pedra fundamental para a construção do Pontifício Colégio Pio Brasileiro; o cardeal Sebastião Leme, do Rio de Janeiro, foi um dos grandes incentivadores de sua edificação. Em 3 de abril de 1934, o colégio foi inaugurado e abriu as portas para a primeira turma de alunos; eram apenas 34, entre os quais, o futuro cardeal Agnelo Rossi. Em 1939, já eram a 52 alunos. A direção do colégio foi confiada aos jesuítas pelo papa Pio XI, tendo o acompanhamento atento também da própria Santa Sé. Durante a segunda grande guerra, o Pio

Brasileiro não escapou à crise; em 1943, por dificuldades para viajar à Itália e pela escassez geral de alimentos, o número de alunos baixou para apenas 12. Conta-se que, para suprir à falta de alimentos, até o campo de futebol do colégio foi transformado em terreno para cultivar batata. Atendendo ao apelo de Pio XII às casas religiosas, também o colégio escondeu um grupo de judeus perseguidos pelo nazismo; um deles, em sinal de gratidão, esculpiu uma imagem da Virgem Maria, que lá se encontra ainda hoje. Após a guerra, o número de alunos subiu rapidamente e, em 1954, chegou a abrigar 130 jovens, que faziam seus estudos nas universidades eclesiásticas romanas. Durante o Concílio Vaticano II, nos anos 60, os estudantes tiveram a oportunidade de ouvir conferências de grandes teólogos, como Karl Rahner, Henri De Lubac, Dominique Chenu e Joseph Ratzinger. Até os anos 60, os estudantes eram, na maioria, jovens ainda não ordenados sacerdotes; aos poucos, os padres foram substituindo os seminaristas até que, no final dos anos 80, o colégio passou a receber apenas sacerdotes

para estudos nas diversas universidades eclesiásticas em vista do mestrado e do doutorado. Desde então, a média anual de alunos do Pio Brasileiro mantém-se em cerca de 90 estudantes. Durante o ano letivo, os estudos requerem toda atenção; mas nas férias, há várias oportunidades para enriquecer a experiência fora do Brasil; alguns estudantes dedicam-se à assistência religiosa em paróquias na Itália e em outros países; outros freqüentam cursos ou fazem estágios para aperfeiçoar o conhecimento de idiomas; mas também há os que trabalham como operários, para proverem à própria manutenção nos estudos. Eu mesmo passei por essas experiências, muito valiosas, no período de meus estudos no colégio Pio Brasileiro. Os sacerdotes que estudaram no Pio Brasileiro já somam mais de 2 mil, a maioria, brasileiros; mas alguns também são de países africanos de língua portuguesa e de alguns países latino-americanos. Os bispos do Brasil, ex-alunos do colégio, passam de 150, entre os quais, 6 cardeais. Na sua história octogenária, o Pio Brasi-

leiro recebeu a visita do presidente Juscelino Kubitschek e dos papas Paulo VI e João Paulo II. No ano do seu 80º aniversário, poderá ser visitado também pelo papa Francisco. Durante os anos da repressão política no Brasil, o colégio tornou-se referência em Roma para muitos brasileiros exilados. Também lá, todos os anos, a comunidade brasileira local reúne-se para comemorar importantes datas nacionais do Brasil. Os dados até aqui mencionados destacam o significado do colégio para a Igreja Católica no Brasil. Mas é preciso mencionar ainda que ele oferece ambiente para uma formação teológica e cultural de primeira ordem. Nas universidades e centros de estudos de Roma, os estudantes encontram e convivem com professores e colegas provenientes de todas as partes do mundo. Significativo também é o acesso a patrimônios da cultura e da história da humanidade, que a Itália e a própria cidade de Roma oferecem em abundância. E a proximidade com a Santa Sé, o coração da vida da Igreja, em torno do Papa, ajudam a perceber a universalidade e a variedade da própria instituição eclesial. Essas oportunidades ímpares, oferecidas pelo Pio Brasileiro a quem nele vive e estuda, permitem alargar os horizontes da compreensão do mundo, da cultura e da mesma Igreja. No Brasil, os padres formados em Roma tornam-se, geralmente, professores de teologia e filosofia, ou ocupam cargos de responsabilidade na direção de seminários e instituições eclesiásticas de estudos, bem como na coordenação de serviços pastorais nas dioceses. Até agora, a direção do Pio Brasileiro esteve a cargo dos padres da Companhia de Jesus, que deixaram sua marca na história do colégio. A eles é devido um profundo reconhecimento. A partir de outubro deste ano, a própria CNBB vai assumir esta responsabilidade por este pedaço do Brasil no coração de Roma.

Mons. Carlos Lema Garcia Eleito Bispo Titular de Alava e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, tem a alegria de convidar V. Sa. e família para a sua ordenação episcopal,

Mons. Carlos Lema Garcia

na Catedral Metropolitana de São Paulo, Praça da Sé s/n,

no dia vinte e nove de junho de dois mil e catorze, às onze horas.

Eleito Bispo Titular de Alava e Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo,

Bispos Ordenantes: Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo tem a alegria de convidar V. Sa. e família para a sua ordenação episcopal, Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo Emérito de Nova Friburgo (RJ) na Catedral Metropolitana de São Paulo, Praça da Sé s/n, Dom Roberto Ferrería Paz, Bispo de Campos (RJ)

no dia vinte e nove de junho de dois mil e catorze, às onze horas. Para a celebração, bispos e padres, levar túnica e estola branca; bispos, levar também solidéu e mitra. Bispos Ordenantes: Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo Por gentileza, confirmar presença pelo email: pastoral.arquid.sp@terra.com.br

Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo Emérito de Nova Friburgo (RJ)

Roberto– Ferrería Campos (RJ) Mensagens: Av. Prof. Alfonso Bovero, 239, CEPDom 01254-000 São PauloPaz, (SP)Bispo – fax: de 11 3864-8314 email: c.lemagarcia@gmail.com Para a celebração, bispos e padres, levar túnica e estola branca; bispos, levar também solidéu e mitra. Por gentileza, confirmar presença pelo email: pastoral.arquid.sp@terra.com.br Mensagens: Av. Prof. Alfonso Bovero, 239, CEP 01254-000 – São Paulo (SP) – fax: 11 3864-8314 email: c.lemagarcia@gmail.com


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‘Lutar não é crime, é um dever’ Ouvidoria Geral/Defensoria Pública

Pelo fim da criminalização dos movimentos sociais, entidades fazem campanha e se reúnem para debater o tema Edcarlos Bispo

reportagem no centro

Enquanto o mundo assistia a abertura da Copa do Mundo da Fifa, na quinta-feira, 12, policiais entravam em confronto com manifestantes a alguns quilômetros do Itaquerão. As estações do Metrô Carrão e Tatuapé foram fechadas. A ONG Anistia Internacional criou uma campanha para que mensagens sejam enviadas ao governador e ao secretário de segurança pública de São Paulo, destacando que a “liberdade de expressão e manifestação pacífica são direitos humanos, inclusive durante a Copa do Mundo”. Em sua conta nas redes sociais, o padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, que tem ido às manifestações, fez várias postagens contando a ação truculenta da PM. Em uma delas o padre afirmou que “a PM usa força desproporcional e exagerada. Muitas bombas de gás e efeito moral, verdadeira caçada humana pelas ruas do Tatuapé”. Padre Júlio, em outras duas postagens, destacou o tratamento agressivo que estava sendo direcionado a ele, afirmando que os policiais o chamaram de lixo e disseram “aquele padre não vai

Manifestantes falam com a imprensa durante ato contra os gastos excessivos da Copa, na Radial Leste, em São Paulo

passar”, proferindo insultos e empunhando cassetetes de “forma ameaçadora”, como descreve. Essa ação na abertura da Copa mostra bem a repressão que tem acontecido aos movimentos sociais e as manifestações, mesmo esse direito sendo assegurado pela Constituição do País. Essa “criminalização” dos movimentos tem sido pauta de discussões entre algumas entidades há algum tempo. Entidades como a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, Fórum das Pastorais Sociais da Arquidiocese de São Paulo se reuniram, quarta-feira, 11, na sede do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) para tratar

da campanha contra a criminalização dos movimentos sociais. Em carta aberta a população, o movimento afirma que “vem a público para denunciar os constantes desrespeitos aos direitos humanos no Brasil daqueles que se colocam contra as graves injustiças sociais no Brasil, notadamente das pessoas oriundas dos movimentos sociais ou, quando não, contra os pobres em si”. De acordo com o movimento existe uma tendência, resquício da ditadura militar, em querer achar o “inimigo interno”, ou seja, dizer que todo aquele que não concordam com determinada política do País, principalmente as que afetam os mais pobres e vulneráveis socialmente, e lutam para alterá-la são, na verdade, inimigos da nação. Para os militantes dos movimentos sociais, este pensamento

criminaliza as ações promovidas pelas entidades e seus membros, que passam a ser vistos pelo Estado como criminosos, sem, de fato, terem cometido crime algum. Isso se observa nas manifestações quando, por exemplo, são reprimidas antes de seu início e os participantes indiciados ou processados por estarem se expressando. Essas ações, ou prisões para averiguação, representam um ataque ao direito constitucional. “Os movimentos sociais, como forma legítima de intervenção política dos excluídos da riqueza nacional, dessa forma, vêm sendo vítimas de criminalização, notadamente quando a realização de manifestações pacíficas, duramente reprimidas, justamente pior se colocarem como ‘inimigos internos’ dessa situação

da distribuição da riqueza gerada socialmente, mas apropriada por pequenos grupos”, diz a nota. Para Walter Forster Junior, da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese, toda vez que um manifestante, ou militante de um movimento social é “impedido de maneira arbitrária” de fazer reivindicação isso é criminalização. “Dizer que os movimentos são vândalos e querem apenas fazer baderna, balburdia e não tem uma proposta concreta. Isso é criminalizar. Quando na verdade os movimentos sociais têm propostas e prioridades”. Walter ainda acrescenta que é preciso respeitar as leis onde as pessoas são inocentes até que se prove a culpa, ou que de fato tenham cometido um crime. “Eu não posso olhar para você na rua e achar que só porque você está de cabelo curto é daquele movimento, aí prende. Eu tenho que ter uma evidencia um fato concreto para dizer que você cometeu um crime, fora isso é um estado de exceção.” O representante do Fórum das Pastorais Sociais, Paulo Pedrini, destacou que “lutar não é crime, é um dever”. Como exemplo, Paulo citou a greve do Metrô e a demissão dos 40 funcionários, que classificou como “inconstitucional e inaceitável”. Paulo citou uma campanha do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que convida as pessoas a saírem das ruas e irem para as urnas, na visão dele a peça publicitária parece dizer “que o papel do cidadão é só ir lá e depositar seu voto e não reivindicar uma vida melhor para todos, porque quando se vai para a rua se vai com o objetivo de buscar melhorias”.


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copa do reportagens: L’Osservatores Romano

Viradas, surpresas e a maior média de gols no atual formato Com as partidas entre Bélgica x Argélia, no Mineirão, e Rússia x Coreia do Sul, na Arena Pantanal, termina nesta terça-feira, 17, a primeira rodada da Copa do Mundo de 2014, que, por enquanto, registra a maior média de gols nos jogos iniciais do torneio, 3,14 por partida, no formato com 32 seleções, que começou na Copa da França 1998. Nos 14 jogos já disputados foram marcados 44 gols, dois a menos que o recorde de uma rodada inicial, 46, na Copa de 2002, marca que foi impulsionada pela goleada de 8x0 da Alemanha sobre a Arábia Saudita naquela Copa. Nos dois Mundiais seguintes, os alemães voltaram a golear na estreia – 4x2 contra a Costa Rica, em 2006, e 4x0 sobre a Austrália, em 2010 - e seguiram o mesmo roteiro nesta Copa, ao vencer na segunda-feira, 16, na Arena Fonte Nova, em Salvador, a seleção de Portugal, por 4x0, com três gols de Müller, que assumiu a artilharia da competição. Outra goleada foi a da Holanda sobre a Espanha, 5x1, na sexta-feira, 13. Após o resultado, o técnico Louis van Gaal se apressou a dizer que a atual seleção não deve ser comparada a de 1978, vice-campeã do mundo. Já na Espanha, a discussão é se vale a pena manter tiki-taka – estilo de jogo de passes curtos e muita posse de bola. Na derrota de sexta-feira, os espanhóis tiveram 57% da posse de bola. A França também estreou bem: 3x0 sobre Honduras, com dois gols de Benzema. O camisa 10 teve, ainda, participação no gol contra do goleiro hondurenho Valladares: o lance foi polêmico, com a bola passando a poucos centímetros da linha do gol. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci validou o tento, confirmado um minuto depois pela tecnologia da linha do gol, usada pela primeira vez na história dos Mundiais. Em um dos clássicos mais aguardados da rodada, a Itália venceu a Inglaterra por 2 a 1, no sábado, na Arena da Amazônia, com grande apoio da torcida, que não recebeu bem a crítica dos ingleses às condições climáticas de Manaus. Os gols dos tetracampeões mundiais foram de Balotelli e Marchisio, e Pirlo foi um dos destaques da partida. Pelo mesmo grupo, a Costa

Rica surpreendeu o Uruguai, em Fortaleza, no sábado, vencendo, de virada, por 3 a 1, com grande atuação do jovem Joel Campbell, de 21 anos, que fez um dos gols e foi escolhido o melhor em campo. No Rio de Janeiro, no domingo, 15, a estreia da Argentina contra a Bósnia e Herzegovina teve arquibancadas divididas entre argentinos e brasileiros. ‘Los Hermanos’ venceram por 2 a 1, com um dos gols marcados por Messi, após arrancada da intermediária e finalização deixando dois defensores caídos. Foi o segundo gol do craque argentino na história dos Mundiais: havia feito um na Copa de 2006 e em 2010 despediu-se do torneio sem balançar as redes. Gols em 1ª rodada desde a era de 32 seleções na Copa 1998 37 gols

2,31 gols/jogo

2002 46 gols

2,87 gols/jogo

2006 39 gols

2,43 gols/jogo

2010 25 gols

1,56 gols/jogo

2014* 44 gols

3,14 gols/jogo

*Foram 14 jogos realizados até a noite da segunda-feira, 16.

Hulk é dúvida para segunda partida do Brasil

A segunda rodada da Copa começa nesta terça-feira, 17, às 16h, com o duelo entre Brasil e México, em Fortaleza. Hulk, com dores na coxa esquerda, é dúvida para partida, apesar de um exame de ressonância magnética, realizada na segunda-feira, não ter constatado lesão muscular. O provável substituto será Ramires, que treinou entre os titulares. A torcida brasileira será maioria na Arena Castelão, mas o México também terá apoio: um transatlântico atracou na capital cearense na segunda-feira, trazendo 3.600 mexicanos. Na história das Copas, o Brasil já venceu o México em três edições – 1950, 1954 e 1962 – sempre na primeira fase. No total, as seleções se enfrentaram 38 vezes, com 22 vitórias brasileiras e seis empates. Pela Copa das Confederações no ano passado, no mesmo Castelão, o Brasil venceu os mexicanos por 2 a 0, com gols de Neymar e Jô.

Papa qu da solid Na quinta-feira, 12, por conta da abertura da Copa do Mundo no Brasil, foi divulgada uma mensagem de vídeo do papa Francisco aos amantes do futebol. “A minha esperança é que, além de festa do esporte, esta Copa do Mundo possa tornar-se a festa da solidariedade entre os povos. Isso supõe, porém, que as competições futebolísticas sejam

co fun tem de me po de –e tru qu hu

No centro de SP, diferentes torcid Nove da Manhã, 12 de junho, dia de abertura da Copa do Mundo no Brasil. Pelas ruas, vielas e praças do centro de São Paulo, poucas lojas estão abertas, algumas pessoas já estão circulando e entre essas, até mesmo na porta do banheiro da estação da Sé, o assunto é um só: o começo da Copa. Os minutos passam e lentamente surgem os primeiros barulhos de cornetas e apitos, os gritos de “Vai Brasil” e alguns poucos torcedores croatas com as chamativas camisasxadrez de sua seleção. Já são 10 horas. O fluxo de pessoas com camisas da Argentina, Colômbia, México, Irã, Austrália entre outras seleções se torna maior. Os torcedo-

Toni Bulic, 26, da Croácia Ele e o amigo Mqrijan Grgic, 53, foram parados muitas vezes pelas ruas do centro para tirar fotos com torcedores brasileiros. “Tenho gostado muito da hospitalidade e carinho. Se falava que haveria muita violência, mas eu sinto o oposto: todos gostam de futebol, da Copa e as pessoas são muito amigáveis”, afirmou Toni, que esteve na Copa de 2006 na Alemanha. Ele acredita que Brasil, Argentina ou Uruguai são favoritos ao título e que a Croácia chegará até as Oitavas de Final.

res passam em meio aos poucos moradores em situação de rua (segundo o Vicariato Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua

abordagens policiais foram feitas no dia anterior para “recomendar” a essas pessoas que não permaneçam pelo centro nos dias

da Copa) e pelo cam na rua Direita, prese o comércio ilegal d misas do Brasil e itens alusivos à Co

Gisselle Perez, 28, da República Dominicana Estudante de pós-graduação em odontologia na cidade de Bauru (SP), Gisselle reuniu os amigos equatorianos para vir a São Paulo na abertura da Copa. “Vamos sem ingresso mesmo para Itaquera, para tentar ver o jogo por fora”. E como a República Dominicana não está na disputa, a jovem disse que vai torcer pelo Brasil e também pelo Equador. “Tenho que acompanhar meus companheiros equatorianos”.

Mohammad Mohammad, 56, do Irã Ele vive há 20 anos no Brasil, e na companhia da esposa, Riyane, 48, conversava com torcedores em frente ao Teatro Municipal. “Eu penso que a Copa do Mundo no Brasil não foi bem organizada, a cidade está muito suja”, comentou. Para Mohammad, o título da Copa ficará com a Alemanha ou o Brasil. E o Irã? “Acho que o Irã consegue passar da primeira etapa da Copa, mais do que isso é um pouquinho difícil”.

Antonia Fátima Pessoa, 55, do Br Em um carinho de estilizado com as co Brasil, Antonia cir na companhia do gat leco, que por ela foi no incêndio da Fav Moinho, em 2011. “ ma na cidade está bom, favorável. Est mundo torcendo, na discriminação”, o “Temos que mandar ção positiva para a s brasileira, para que o dores correspondam sa torcida”.


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o mundo Daniel Gomes

uer que a Copa seja ‘a festa dariedade entre os povos’

onsideradas por aquilo que no ndo são: um jogo e ao mesmo mpo uma ocasião de diálogo, e compreensão, de enriqueciento humano recíproco. O esorte não é somente uma forma e entretenimento, mas também e eu diria, sobretudo – um insumento para comunicar valores ue promovem o bem da pessoa umana e ajudam na construção

de uma sociedade mais pacífica e fraterna. Pensemos na lealdade, na perseverança, na amizade, na partilha, na solidariedade”, afirmou o Pontífice. Ainda segundo Francisco, “o futebol pode e deve ser uma escola para a construção de uma ‘cultura do encontro’, que permita a paz e a harmonia entre os povos. E, aqui, vem em nossa ajuda uma

das por uma paixão

minho, enciam de caoutros opa, e

rasil e bebê ores do rculava to Moi salvo vela do “O climuito tá todo ada de opinou. r vibraseleção os jogam à nos-

ouvem os foguetes que demarcam o início da manifestação de um grupo de moradia que ocupa um prédio em frente à sede da Luciney Martins/O SÃO PAULO

Sinésio da Silva, 70, do Brasil “O Brasil vai ser campeão, venha quem vier: pode ser a Argentina, a Inglaterra, a Espanha, pode vir qualquer um. Se o jogo apertar, vou rezar para Nossa Senhora”, afirmou Sinésio, vestido com uma camisa amarela do Brasil com uma imagem da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. “Na hora do jogo eu também rezo para Nossa Senhora, pois eu estou com ela em todo o lugar”.

Prefeitura de São Paulo. Às 11 horas, o Viaduto do Chá já está repleto de torcedores de diferentes países, que posam para fotos também em frente ao Teatro Municipal. Na entrada principal da Fifa Fan Fest, no Vale do Anhangabaú, já se vê o colorido de diferentes camisas e as conversas em inglês, francês, espanhol, português ou, por vezes, a junção de mais de um idioma em uma só prosa. Aquela tarde terminaria bem para a seleção brasileira, com a vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, para alegria da maioria dos torcedores no centro da cidade. Antes da partida, a reportagem do O SÃO PAULO conversou com algum deles.

Tony Hargreaves, 47, da Austrália No Marco Zero da Praça da Sé, um grupo de australianos ouviu, em inglês, histórias sobre a cidade de São Paulo, e depois seguiu para a Catedral. Entre estes estava Tony. “Na Copa, espero ver pessoas amigáveis, bons jogos de futebol e encontrar no Brasil um pouco de todo o mundo”, afirmou, revelando certo medo com as condições de segurança no País. Para ele, a Austrália pode chegar à segunda fase do Mundial e o Brasil conquistará o título. “Vocês não perderão a Copa em casa”.

segunda lição da prática esportiva: aprendamos o que o ‘fair play’ do futebol tem a nos ensinar. Para jogar em equipe é necessário pensar, em primeiro lugar, no bem do grupo, não em si mesmo. Para vencer, é preciso superar o individualismo, o egoísmo, todas as formas de racismo, de intolerância e de instrumentalização da pessoa humana. Não é só no fu-

tebol que ser ‘fominha’ constitui um obstáculo para o bom resultado do time; pois, quando somos ‘fominhas’ na vida, ignorando as pessoas que nos rodeiam, toda a sociedade fica prejudicada”. O Papa também apontou que outra lição do esporte proveitosa para a paz “é a honra devida entre os competidores. O segredo da vitória, no campo, mas também

na vida, está em saber respeitar o companheiro do meu time, mas também o meu adversário. Ninguém vence sozinho, nem no campo, nem na vida! Que ninguém se isole e se sinta excluído! Atenção! Não à segregação, não ao racismo!”. A íntegra da mensagem pode ser acessada em http://w2.vatican. va.

Uma experiência única Assistir à abertura da Copa do Mundo era um desejo de muitos, porém um pouco mais de 62 mil pessoas conseguiram ingressos para a partida em que o Brasil venceu a Croácia, por 3 a 1, na Arena Corinthians, na quinta-feira, 12. O bancário Guilherme Gomes, 28, de Jaú (SP), e a professora Elizabeth da Silva, 28 (foto), de São Paulo, estavam lá e relataram a experiência ao O SÃO PAULO.

Arquivo pessoal

‘A emoção de estar em um jogo do Brasil em uma Copa é indescritível’

Além da partida em si, o que eu mais gostei foi do clima de confraternização ao redor do estádio antes do jogo. Diferentemente de partidas de clubes, não percebi aquele clima tenso, de rivalidade. Fiquei na arquibancada provisória montada atrás do gol onde o Brasil atacou no primeiro tempo. Confesso que esperava mais do novo estádio. Fiquei com medo daquela estrutura de “festa de peão” desabar durante o jogo, uma vez que ela balançava muito e pelo jeito nunca havia sido testada. Esperava mais também da organização, tanto enfatizada na mídia pelo tal “Padrão FIFA”. Demoramos um pouco para encontrar nosso setor no estádio, havia muitas filas nas lanchonetes e faltou comida. Já o acesso ao estádio foi muito fácil, pelo metrô desde a estação Tatuapé até a CorinthiansItaquera. A emoção de estar em um jogo do Brasil em uma Copa do Mundo é indescritível. É a sensação de estar vendo a história sendo escrita com os próprios olhos. O hino nacional cantado à capela é muito emocionante. A cerimônia de en-

trada das equipes, com a música nos dirigimos aos nossos assentos, da FIFA e as bandeiras também é atrás do gol. Quando começou linda. a cerimônia de abertura, o clima Por Guilherme Gomes ficou diferente, muitas pessoas emocionadas, mas nada se compa‘Um jogo de Copa, da rou ao momento do hino, foi lindo demais. Todo mundo cantando, sua seleção, na sua casa, filmando e muitos chorando tamé algo incomparável’ A sensação foi de não acreditar bém, inclusive eu. Foi uma senque realmente estava ali, porque sação única. Eu nunca tinha visto eu consegui o ingresso no site da jogo da seleção ao vivo. Sou sãoFIFA no último dia que abriram as paulina, frequento estádio, mas revendas. Já na estação da Luz, en- almente, um jogo de Copa, da sua contramos com torcedores (minha seleção, na sua casa, é algo incommãe foi comigo) e a emoção já co- parável. A torcida cantou o tempo meçou a ficar maior. O expresso todo, sempre apoiando o Brasil. levou a gente em menos de 20 miPara mim foi tudo muito bem nutos, chegando à estação Itaque- organizado. Filas e mais filas para ra, que estava muito lotada, mas comer, beber e ir ao banheiro, mas tudo mundo calmo, se dirigindo nada de absurdo e fora do normal ao estádio. para grandes eventos. Entrando no estádio também Por Elizabeth da Silva estava tudo muito tranquilo. Logo


Com a palavra

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Regina Beatriz Tavares

O que propõe o “Estatuto das famílias?” Redação

Em 2007, o Instituto Brasileiro de Direito de Família apresentou na Câmara dos Deputados o chamado “Estatuto das Famílias”, mas foi arquivado e, no final de 2013, ressurgiu no Senado (PLS n. 470/2013). “Esse PLS visa revogar o Código Civil, no Livro referente ao Direito de Família”, explicou ao O SÃO PAULO, Regina Beatriz Tavares da Silva, advogada com especialização no direito de família, no direito das sucessões e na responsabilidade civil. Confira a entrevista em que ela exemplifica aspectos específicos deste PLS.

O SÃO PAULO - Esse projeto pretende institucionalizar as relações paralelas ou extrafamiliares? Regina Beatriz Tavares da Silva – Esse PLS chamado Estatuto das Famílias propõe que as relações paralelas, expressão enganosa porque suaviza seu conteúdo de mancebia, sejam alçadas ao patamar de entidades familiares. Assim, consta do título das Entidades Familiares, artigo 14, que “as pessoas integrantes da entidade familiar têm o dever recíproco de assistência, amparo material e moral, sendo obrigadas a concorrer, na proporção de suas condições financeiras e econômicas, para a manutenção da família”, e, no parágrafo único desse mesmo artigo, que “a pessoa casada, ou que viva em união estável, e que constitua relacionamento familiar paralelo com outra pessoa, é responsável pelos mesmos deveres referidos neste artigo, e, se for o caso, por danos materiais e morais”.

É, portanto, proposto que a relação extraconjugal ou mancebia gere direito à pensão alimentícia e também de reparação de danos morais e materiais por falta das mesmas atenções dadas às famílias oriundas de casamento. Isso é poligamia, o que está em total desacordo com os costumes de nossa sociedade, cujas relações conjugais têm como princípio a monogamia, pautada no dever de fidelidade.

O SÃO PAULO – E no que se refere à separação, quais são as modificações propostas pelo PLS? Regina Beatriz – O casamento é formado pela sociedade e pelo vínculo conjugal. A sociedade conjugal pode ser dissolvida, segundo o Código Civil brasileiro vigente, pela separação (art. 1.571, III). O vínculo conjugal dissolve-se pelo divórcio, na conformidade do mesmo diploma legal (art. 1.571, § 1º). Segundo as normas religiosas católicas, o vínculo conjugal é indissolúvel, conforme o cânone 1.141 do Código

autoridade parental do outro”. Isso é multiparentalidade e incentivo ao ócio, porque, se um jovem tiver duas fontes pagadoras de alimentos (pai e padrasto ou mãe e madrasta), por que se esforçaria para trabalhar?

É um incentivo ao ócio também porque o genitor de uma criança ou adolescente, se puder exigir pensão alimentícia do ex-cônjuge, poderia ficar sem vontade de buscar recursos para auxiliar no sustento do filho. Igualmente é incentivo ao desafeto, porque, em sã consciência, será evitada a união com quem tenha filhos, em face da futura obrigação de pagamento de pensão alimentícia.

Esse PLS Estatuto das Famílias propaga o afeto e incentiva o desafeto. Trata-se de óbvia contradição. O SÃO PAULO – Esse PLS propõe modificações na presunção da paternidade?

Regina Beatriz – Sobre a presunção da Canônico: “O matrimônio ratificado crença religiosa. Se desaparecer o insti- paternidade, o projeto propõe que ocorra e consumado não pode ser dissolvido tuto da separação do Direito Brasileiro, não só no casamento, como está previspor nenhum poder humano nem por restaria apenas o divórcio como forma to no direito vigente, mas também em nenhuma causa, exceto a morte”. Po- de dissolução do casamento. Impedi- qualquer convivência entre a mãe e o surém, o Código Canônico reconhece dos de se divorciarem por sua crença, os posto pai (artigo 82, I). A relação evenque, em alguns casos, a convivência católicos teriam duas opções: viver sob tual, sem estabilidade e sem certeza na pode se tornar insuportável, dando o estado civil de casados e em situação paternidade, acarretará tal presunção, de causa à separação, conforme cânone irregular perante o Estado de separados modo que o homem, antes do exame de 1.151. Dentre essas causas legítimas de fatos ou divorciar-se em desrespeito DNA, será havido como pai do infante. Para que esse vínculo de falsa paternidade da separação está o adultério, como às Leis Canônicas. se desfaça caberá a ele promover ação de regula o cânone. E, ainda: “Se um dos cônjuges é causa de grave perigo para a O SÃO PAULO – O que viria a ser a contestação da paternidade. Enquanto o processo judicial tiver andamento – moalma ou para o corpo do outro cônjuge multiparentalidade, de acordo com roso ou até suspenso por poder absoluto ou dos filhos ou, de outra forma, torna o PLS? do juiz, previsto no artigo 149 –, esse muito difícil a convivência, está oferehomem, se não for o pai, prestará pensão cendo ao outro causa legítima de sepa- Regina Beatriz – Esse projeto de lei alimentícia ao filho que não é seu. E tamração, por decreto do Ordinário local propõe a existência de várias pessoas bém na família chamada paralela o amane, havendo perigo na demora, também com direitos e deveres de pais ou de mães. te será presumidamente havido como pai por autoridade própria”. Assim, a única forma de quebra da Nas famílias recompostas, assim de- do filho da amásia. É um despautério. convivência conjugal, em casamento nominadas ali, esse PLS pretende que válido no Direito Canônico, é a se- o padrasto e a madrasta compartilhem O SÃO PAULO – Esse Estatuto paração pelas causas legítimas antes dos direitos e deveres dos pais, confor- das Famílias propõe diminuição do citadas. Desse modo, quem segue os me o artigo 70. O padrasto ou a ma- poder familiar? cânones da religião católica não pode drasta, após a dissolução de seu divorciar-se, mas pode separar-se, vez casamento, poderá exigir a con- Regina Beatriz – Pais e mães sofrerão que a separação é permitida com per- vivência com o enteado, ou seja, diminuição do poder familiar peranmanência do vínculo, em circunstân- disputar com o pai e a mãe o dicias reguladas pela legislação canôni- reito de conviver com o entea- te os filhos, não só por ter de dividíca (Código Canônico, art. 2º, Capítulo do; o que prejudicará a criança -lo com o padrasto ou a madrasta, que poderá ser o alvo de dispu- mas também porque, segundo o IX, Título VII, Livro IV). Assim, a opção entre a separação e o ta de quatro pessoas: pai, mãe, divórcio deve ser mantida em respeito padrasto e madrasta. Ainda, artigo 104 dessa legislação projetaaos sentimentos religiosos dos cônjuges, propõe que o padrasto ou a ma- da, “o direito à convivência pode ser que podem levá-los a não desejar a dis- drasta tenham o dever de pagar estendido a qualquer pessoa com pensão alimentícia ao enteado, solução do vínculo conjugal. Essa proposta de eliminação da separa- quando a relação com a respec- quem a criança ou o adolescente ção viola os direitos fundamentais pre- tiva mãe se extinguir, como pre- mantenha vínculo de afetividade”. vistos na Constituição Federal, veem os artigos 74 e 90, § 3.º: O que seria essa tal afetividade? Conceino artigo 5º, incisos VI e VIII, “O cônjuge ou companheiro de um to duvidoso, sem apoio no Direito, que pelos quais é inviolável a liberabre a porta para inúmeras e perigosas dade de consciência e de cren- dos pais pode compartilhar da auto- interpretações. Isso é quebra da base da ça e assegurado o exercício ridade parental em relação aos en- educação e formação das crianças e dos de direitos a todos os que têm teados, sem prejuízo do exercício da adolescentes.


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“Fui violentada por meu tio para ter o que comer. Eu morava na casa dele, quando minha tia saía, ele me obrigava a fazer sexo com ele. Eu tinha 9 anos. Depois vim pra rua. Tinha 16 anos, um cliente me levou para casa dele, chamou seis homens e disse que podiam fazer o que eles quisessem, porque eu era p... mesmo. Eles fizeram tudo comigo. Eu estava grávida e perdi o bebê, até hoje dói muito lembrar.”

“Fui parar na Luz e, naquele tempo, a tinha um plano de higienização. Os policiais me levaram várias vezes para o xadrez, com acusação de “vadiagem”. Lá, colocavam a gente para varrer, limpar. De vez em quando um policial engraçadinho abusava da gente, às vezes, soltava a gente depois disto. Mas ele sempre chegava dizendo que era p... mesmo. Um dia, um policial me violentou com um cassetete. Quase morri de dor.”

“Eu morei num bordel em que a dona era muito ruim. Ela só queria o dinheiro da gente. Não podiamos parar com os programas nem quando estávamos menstruadas. Quando eu estava menstruada, ela me dava um rolo de algodão. Tinha uma menina que morava nessa casa e ela bebia muito. Quando estava bêbada, a cafetina colocava dois clientes no quarto com ela. Recebia o dinheiro e não dava nada para a menina.”

“Eu nunca me apresentei como prostituta. Fiquei 6 anos na Luz. Minha família nunca soube, pode ser que desconfiava, mas se me perguntarem, vou negar até a morte. Nunca sofri violência. Estar na prostituição já é violência. Entregar a intimidade por dinheiro é muito violento. Nunca vesti roupa curta, ia trabalhar com camiseta e calça jeans. Mas todo mundo associa a prostituição com a falta de vergonha e caráter.”

(Raquel, 29 anos)

(Celiane, ex-prostituta)

(Cris, 26 anos)

(Carina, 37 anos)

Prostituta. Por quê?

A socióloga Sueli Aparecida da Silva apontou fatores e consequências de uma possível profissionalização da prostituição Luciney Martins/O SÃO PAULO

Nayá Fernandes Redação

Uma pessoa escolhe se prostituir? A prostituição é uma opção livre? A resposta a esta pergunta é passível de opiniões diversas e, até mesmo condenações podem nascer a partir dela. A prostituição atravessa a história sendo uma realidade controversa em todos os campos. Em tempos de Copa de Mundo e com os olhos abertos para o turismo e a exploração sexual, a Pastoral da Mulher Marginalizada (PMM) Nacional se manifestou publicamente por ocasião do Dia da Prostituta, 2 de junho. A data foi estabelecida após uma manifestação em Lyon, na França, em 1975. “150 prostitutas francesas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, em Lyon. Elas protestavam contra as multas e detenções que sofriam e por mortes de colegas que não eram investigadas. Este gesto foi uma “guerra contra o rufianismo” atividade de quem tira proveito da prostituição alheia. Obtiveram apoio da população e foram reprimidas fortemente pela polícia,

mas entraram para a história”, recordou Sueli Aparecida da Silva, socióloga e coordenadora Nacional da PMM. “Nós queremos chamar atenção para este dia, não como um dia de celebração, de glamorização da prostituição, de confirmação da profissão de prostituta. Compreendemos que a prostituição é mais uma forma cruel de violência contra a mulher”, continuou Sueli. A partir da experiência cotidiana com mulheres em situação de prostituição, a PMM afirma que a grande maioria delas não o faz por opção. “A prostituição foi, de alguma forma, a única saída para um problema do momento. Envolve muitos fatores psicossociais e não pode ser considerada uma escolha livre”, disse a socióloga. Sueli afirmou ainda que, uma vez tendo conseguido deixar a prostituição, as mulheres fazem de tudo para não voltar a este espaço. Até que ponto a prostituição deve ser uma profissão regularizada é outra discussão na qual a PMM está inserida. O Projeto de Lei Nº 4.211, de 2012, de autoria do de-

putado Jean Wyllys, busca a regulamentação da prostituição, mas este não é o primeiro, outros já estiveram em tramitação, segundo a Pastoral.

deixar a prostituição, o moralismo social e o desrespeito. “A maioria das mulheres evita que suas famílias e seus amigos saibam como estão vivendo”, continuou a coordenadora da Pastoral “Sempre defendemos que a profis- que trabalha em três principais: sionalização não traz benefícios para frentes com as mulheres que a grande maioria das mulheres. Não situação de prostituié um trabalho como outro qualquer. ção; com o enfrentaao abuso e a A prostituição é resultado de um fe- mento exploração sexual ou nômeno social maior, não podendo comercial de criane adolescentes e ser caracterizada como um trabalho ças contra o tráfico de que dá dignidade ao ser humano.” mulheres, crianças e adolescentes para fins No Brasil, a prostituição não de exploração sexual. é crime, mas a indústria do sexo Assim, a chamada profissim, ou seja, as casas de explora- sionalização da prostituição não ção não regulamentadas. “Ter um iguala socialmente o papel das salário e a carteira assinada não pessoas que estão se prostituindo garante que a mulher seja livre. ao dos trabalhadores de outras Poderá ela ser obrigada a ser uma áreas. Sueli destacou que “usar escrava sexual, tendo que cumprir da sexualidade para angariar recom uma carga horária exaustiva cursos é uma forma de ferir a ou ter um número de programas conduta de bons comportamentos que vai além da condição física sociais e isto põe as mulheres em dela”, explicou Sueli. condições exclusas socialmente. Outras dificuldades foram Na prostituição, a mulher não tem apontadas, como a contratação da direito de ser pessoa, ela é sempre mulher, depois que ela resolver vista como a “puta”, a “prostitu-

ta”, a “sem vergonha”, a de “vida fácil” ou religiosamente falando “a pecadora”, mas nunca com mulher”.

Direto com elas A PMM atua diretamente com as mulheres que estão em situação de prostituição, realiza contatos semanais, visitas em praças, ruas, boates, hotéis e outros lugares em que elas se encontram. Promove ainda a acolhida nas sedes das equipes base da PMM. A orientação e encaminhamento das mulheres para a profissionalização por meio de capacitação pessoal e profissional tendo como base a economia solidária e geração de renda também é uma frente de atuação da Pastoral. Indiretamente, a pastoral trabalha a sensibilização social sobre a realidade da mulher na prostituição, no enfrentamento ao tráfico de pessoas para fins de exploração sexual e contra ao abuso e exploração de crianças e adolescentes.


16 | Viver Bem |

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literatura

dicas de cultura

Exposição gratuita no SESC Pompeia une desenhos e livros Como parte integrante da programação paralela da 3ª edição da Feira de Publicações Independentes, o Sesc Pompeia recebe até o dia 6 de julho a exposição “O Desenho como Instrumento”, que reúne mais de 50 trabalhos que combinam o livro e o desenho como linguagem. A entrada é livre. Composta por livros do acervo particular do curador e da Coleção Livro de Artista da Escola de Belas Artes da UFMG, a exposição ocupa dez vitrines expositivas das Oficinas de Criatividade com 56 obras de artistas brasileiros, como Carlos Scliar, Danilo Oliveira, Eduardo Verderame, Laerte Ramos, entre outros. Por meio do livro de artista, todos eles pensaram no desenho como linguagem. A exposição apresenta diferentes abordagens do desenho como instrumento de investigação em artes visuais, utilizando

Reprodução

Reprodução

A (Verdadeira!) História da Arte

o livro como suporte para a os mais elaborados, com efeitos apresentação dos trabalhos. O de luz e sombra. livro de artista é uma obra feita para ser reproduzida e circular O QUE: O Desenho como Instruem qualquer espaço, proposta mento distinta daquela trazida pelos QUANDO: até 6 de julho. De terlivros de artes, que apenas re- ças a sextas-feiras, das 9h às 22h produzem as obras. São mostra- Sábados e domingos, das 9h às 18h Gratuito dos desde os mais básicos dese- QUANTO: ONDE: SESC Pompéia (rua Clélia, nhos, feitos com poucas linhas 93 - Pompéia – Oeste – São Paulo). apenas sugerindo as formas, até

vamos cuidar da saúde!

Este pequeno livro de humor contém grandes revelações. Ele mostra os mistérios por trás de algumas das maiores obras de arte da história ou talvez não. A (Verdadeira!) História da Arte adota uma atitude especulativa e irreverente sobre a história por trás das obras de Monet, Rembrandt e de outros grandes mestres. Em uma série de paródias, os autores respondem algumas das maiores dúvidas no mundo da arte: o que fez o personagem do quadro de Munch gritar? Por

Titulo: A (Verdadeira!) História da Arte. Autor: Sylvain Coissard e Alexis Lemoine Páginas: 48

Constranger consumidor é crime

enxague bucal. Por exemplo, se o problema é boca seca, você deve usar um enxague que estimule essa salivação, se não você pode intensificar o problema. Existem algumas medicações antialérgicas, diuréticos, antidepressivas que podem reduzir a produção de saliva e outras podem provocar gosto metálico. Refluxo também pode ser uma causa importante de halitose. O envelhecimento igualmente reduz a produção de saliva e o uso de prótese dentária inadequada também pode ser outro fator. Por isso, se você tem hálito forte, deve consultar o médico e o dentista e juntos poderão resolver esse incômodo problema. Dra. Cássia Regina é medica atuante na Estratégia de Saúde da Família

O SÃO PAULO: UMA EQUIPE TRABALHANDO POR VOCÊ

DIÁCONO FRANC ISCO

Ficha Técnica

direito do consumidor

Halitose - mau hálito Halitose é a liberação de odores desagradáveis pela boca ou outras cavidades aéreas como nariz, seios paranasais e faringe. Existem várias causas de halitose como amigdalite, sinusite, alteração hormonal, medicamentosa e problemas gástricos, mas 85% dos casos estão localizados na cavidade oral. A maioria dos pacientes não sabe que hábitos simples podem reduzir e até eliminar o mau hálito. Escovar os dentes e a língua após cada refeição, usar o fio dental, raspador de língua e enxaguantes bucais reduzem muito esse problema. Mas atenção, não é qualquer

que o quarto no quadro de Van Gogh está tão arrumado? Por que Cézanne está com uma faixa na cabeça em seu autorretrato? A (Verdadeira!). História da Arte foi feita para aquelas pessoas que sempre quiseram saber por que ou para quem a Mona Lisa sorriu?

Bacharel e mestre em Teologia Sistemática e também graduado em Administração de Empresas, o diácono Francisco de Assis Gonçalves, 67, desde 2006 é colaborador de comunicação do O SÃO PAULO pela Região Santana. Para ele, essa atribuição “é uma forma de passar para todas as pessoas que habitam na Arquidiocese as atividades desenvolvidas na Região Santana para que todos possam ter ciência do trabalho pastoral ali desenvolvido”. O diácono, que também é coordenador arquidiocesano da Pastoral da Comunicação, espera que as pessoas ao lerem as reportagens “possam sentir que, mesmo sendo atividades regionais, fazem parte do conjunto, enriquecendo a Igreja de São Paulo”.

Sabia que o credor pode cobrar suas dívidas por meio de cartas, telegramas e até por cobrador, sendo isso um direito dele? Contudo, quando da cobrança, não pode o credor abusar desse direito, cobrando de forma vexatória a dívida ou mesmo ameaçando, coagindo, o consumidor. Imagine familiares seus recebendo telefonemas sobre dívidas suas, o abalo psicológico que isso pode se tornar. Veja o Código de Defesa do Consumidor: “Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer. Pena: detenção de três meses a um ano e multa”. Saiba de seus direito, procure um advogado. Ronald Quene é advogado

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faça

parte desta

mudança


Fogueiras, comidas típicas, músicas, bandeirinhas e balões são os elementos que enfeitam e animam as festas juninas pelo Brasil

São João: entre a devoção popular e as celebrações religiosas Edcarlos Bispo sal Romano destaca que “João da redação

“Foi numa noite igual a esta, que tu me deste o teu coração. O céu estava, assim em festa porque era noite de São João. Havia balões no ar, xote e baião no salão. E no terreiro o teu olhar, que incendiou meu coração”, assim cantava o grande mestre Dominguinhos. Outras canções de forró, ou da cultura nordestina e brasileira de forma geral, exaltam a beleza das festas de São João, 24 de junho, e a estreita ligação entre a religiosidade e a cultura popular que permeiam as celebrações deste santo no Brasil. Na festa litúrgica, o Mis-

Batista é o único santo, além da Mãe do Senhor, de quem se celebra, o nascimento para o céu, também o nascimento segundo a carne. Foi o maior entre os profetas (Lc 7,26-28), porque pôde apontar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1,29. 36)”, além disso, vale destacar que a data da festa ocorre “três meses após a Anunciação e seis antes do Natal, corresponde às indicações de Lucas (1,36.5657)”. Para celebrar essa festa, a Paróquia São João Batista, no Brás, com 105 anos de história, se prepara o mês inteiro, com festas e celebrações eu-

carísticas. De acordo com o padre Marcelo Matias Monge, pároco, a Paróquia se organiza com alegria para celebrar seu padroeiro. No dia 24, terçafeira, haverá celebrações durante todo o dia. Junto ao tradicional bairro do Brás, a Paróquia já passou por diversas transformações. Inicialmente formada por italianos e descendentes dos mesmos, a comunidade já foi reduto de nordestinos e atualmente é formada por imigrantes bolivianos e africanos. “A Paróquia tem se adaptado nas mudanças que ocorre no bairro”, afirmou padre Marcelo, que destacou ainda as mudanças no tocante a um bairro

Paróquias são joão batista na arquidiocese de são paulo

programação paróquia São João batista do Brás 24 de Junho

HORÁRIO DAS MISSAS 15h 7h 9h 12h

17h 19h

Região Belém Setor São Mateus (avenida Jose Velho Barreto, 281 – Jd Colonial. Missa dia 24 ás 20 horas. Quermesses até o dia 28/06.

Região Ipiranga Setor Imigrantes avenida do Café, 688 – Vila Guarani 24 às 19h30 Missa Solene e procissão.

Região Lapa Setor Lapa rua Tonelero, 967 – Vila Ipojuca) Quermesses sábados e domingos 18 horas – até o último final de semana do mês. Missa quarta, sextas e sábados às 19h Dia 24 está sujeita à confirmação.

que era residencial e agora está repleto de comércios, porém isso não desanima a comunidade que se reúne para realizar uma das mais tradicionais festas juninas do Brás. O sacerdote, que há seis anos está à frente da paróquia, destaca que a comunidade, em suas festas, tenta valorizar e respeitar tanto a devoção popular, fogueiras, levantamento de mastro, procissões, terços, “tudo que é da expressão de fé do povo”, como esobretudo as respectivas atividades litúrgicas.

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Sergio Ricciuto Conte

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18 | Região Brasilândia |

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Junho é marcado pelos festejos dos santos padroeiros Ricardo Luciano de Souza

Santo Antônio, São João e São Pedro são os homenageados em algumas das comunidades da Região Brasilândia Renata Moraes

Colaboradora de Comunicação da Região

Tradicionalmente, o mês de junho é marcado pelas festas juninas, quermesses e festas de rua e BRASILÂNDIA devoções a alguns dos nossos santos católicos. Eventos que compõem a diversidade cultural de nosso País, mas que também já fazem parte do calendário litúrgico. As festas populares originárias de Portugal, na época da colonização trouxeram na bagagem as comemorações de alguns santos católicos que são festejados neste mês: Santo Antônio, celebrado sexta-feira, 13, São João Batista, no dia 24 e a festa de São Pedro Apóstolo que é lembrado dia 29 de junho. Na região Brasilândia, as comunidades que trazem estes três santos como padroeiros já iniciaram os festejos e as tradicionais quermesses e festas de rua. Dia 13 celebrou-se Santo Antônio, o Santo que traz em seu colo o menino Jesus, padroeiro das famílias e popularmente conhecido como casamenteiro.

Na paróquia Santo Antônio, da Vila Brasilândia, o dia foi repleto de homenagens ao Santo. Foram seis missas celebradas, encerrando solenemente a festa de 60 anos de fundação da paróquia. A Comunidade Eclesial de Base São João Batista, que pertence a Paróquia São José, do setor pastoral Perus também está em festa e convida a todos para o Tríduo em honra ao seu padroeiro. Com o tema: “No testemunho e na profecia, anunciar do Evangelho a Alegria”, o tríduo começa dia 21 e terá a Celebração do Ofício Divino das Comunidades com bênção da fogueira, hasteamento do mastro de São João e confraternização. A missa solene será dia 24 de junho, celebrada pelo padre Cilto José Rosembach, atual pároco. A comunidade se localiza na rua Padre Manoel Campello, 88, Vila Inácio. Encerrando os festejos de junho, a comunidade que traz como padroeiro São Pedro, aquele que é conhecido como o guardião dos céus, um dos principais apóstolos e a quem Jesus Cristo confiou a missão de apascentar suas ovelhas. A comunidade localizada em Pirituba (anúncio ao lado) e que pertence a Paróquia Nossa Senhora do Retiro, fará o seu tríduo em honra ao padroeiro entre os dias 26 a 29, com o tema: “Animados pelo exemplo de São Pedro, nos inspiramos...”. A missa solene será celebrada dia 29 às 17h presidida pelo pároco padre Natanael Pires da Silva. E nos dias 28 e 29, a tradicional quermesse e festa na rua. A comunidade fica na rua Manoel Ribeiro Rosa, 53, Jardim Cidade Pirituba. Ricardo Luciano de Souza

palavra do bispo

O Combate da Oração Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

O Catecismo reserva vinte parágrafos para falar do combate da oração. Não se trata, portanto, de uma realidade a desprezar: “O grandes orantes da Antiga Aliança antes de Cristo, como também a Mãe de Deus e os santos com ele, nos ensinam: a oração é um combate”. Ora, se é um combate, contra quem combatemos? “Contra nós mesmos e contra as mentiras do tentador, que tudo faz para desviar o homem, da oração, da união com seu Deus” (n. 2725). Entre as várias razões que procuram nos desviar da oração, o Catecismo fala da mentalidade que atribui a razão o único critério para a verdade: “que o verdadeiro seria apenas o que é verificado pela razão e pela ciência (rezar, pelo contrário, é um mistério que ultrapassa nossa consciência e nosso inconscien-

te); e os valores de produção e rendimento a oração, sendo improdutiva, é inútil)” (n. 2727). Mas, seriam também motivos para nos afastar da oração o “desânimo diante de nossa aridez ... a decepção por não sermos atendidos segundo nossa vontade própria...” (n.2728). O que fazer, porém, diante das dificuldades da oração? A começar pela distração, o Catecismo aconselha: “Perseguir obsessivamente as distrações seria cair em suas armadilhas, já que é suficiente voltar ao nosso coração: uma distração nos revela aquilo a que estamos amarrados...” (n. 2729). Trata-se, assim de escolher a quem queremos servir. Quanto à aridez, “quando o coração está desanimado, sem gosto com relação aos pensamentos, às lembranças e aos sentimentos, mesmo espirituais. É o momento da fé pura que se mantém fielmente com Jesus na agonia e no túmulo...” (n. 2731). Na verdade, a tentação mais comum, mais oculta, é nossa falta de fé...” É o momento de sermos sinceros conosco mesmos,

de termos a coragem de nos interrogar: “mas de fato acreditamos nisso?” Acreditamos, de fato, que nossa oração é capaz de mudar a nossa vida e a vida daqueles que nos cercam? Cremos, de verdade, que com a nossa oração, podemos ser úteis aos que precisam da nossa presença e da nossa ajuda? É a fé que garante o valor e a eficácia da oração. Jesus dissera: “Sem mim, nada podeis fazer” (Jo 15,5). Sim, só nele encontramos resposta para nossas interrogações e luz para o nosso caminho. Só Ele pode ajudar a compreender a eficácia da oração. “Todos os nossos pedidos foram recolhidos, uma vez por todas, em seu grito na cruz, e ouvidos pelo Pai em sua ressurreição, e por isso ele não deixa de interceder por nós junto do Pai. Se nossa oração está resolutamente unida à de Jesus, na confiança e na audácia filial, obteremos tudo o que pedimos em seu nome; bem mais do que pequenos favores, receberemos o próprio Espírito Santo, que possui todos os dons” (n. 2741).

Na noite do sábado, 14, a Paróquia São Judas Tadeu, do Setor Nova Esperança, celebrou a tradicional Missa Sertaneja, que já faz parte do calendário paroquial

agenda regional

Quarta-feira (18), 19h Nightfever – Vigília de Corpus Christi na Paróquia Bom Jesus dos Passos (rua Professor João Machado,856 - Freguesia do Ó). Outras informações (11) 3976-4527.

Quinta-feira (19), 15h Adoração ao Santíssimo Sacramento e Missa solene de Corpus Christi na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima (avenida Paula Ferreira,1522 Vila Bonilha) Outras informações (11) 3975-3406.

Sábado (21),15h Dia de São Luis Gonzaga- Padroeiro da Juventude. Missa de Primeira Eucaristia. Às 19h Apresentação teatral “Promessa para São Luis”, em seguida procissão e queima de fogos. Paróquia São Luis Gonzaga (praça Dom Pedro Fulco Morvidi, 1 Vila Pereira Barreto). Outras informações (11) 3975-6790.


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| Região Belém | 19

Santíssima Trindade é celebrada com carreata e missa solene Com dom Edmar, paróquia, na zona leste, realizou procissão com 60 veículos pelo bairro Jardim Alto Alegre onde estão suas 11 comunidades João Carlos Gomes

Colaborador de comunicação da Região

Domingo, 15, a Paróquia Santíssima Trindade, bELÉM do Setor São Mateus da Região Episcopal Belém, celebrou a solenidade da Santíssima Trindade com carreata e cerca de 60 veículos, pelas ruas dos bairros vizinhos do Jardim Alto Alegre, onde se localizam suas 11 comunidades, culminando com missa solene, participada por aproximadamente 200 pessoas. A missa foi presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Belém, dom Edmar Peron e concelebrada pelo pároco, padre Jeferson Mendes de Oliveira, e pelo diácono Everton Augusto de Souza. “É motivo de alegria e festa para nossa paróquia, pois não celebramos um padroeiro, mas o próprio Deus” alegra-se o padre Jeferson, antes de sair para

João Carlos Gomes

a carreata. “Nossas 11 comunidades paroquiais se reúnem neste dia para viver a comunhão e se unir numa grande família, para juntos louvar a Deus, agradecer teu nome e propagar o Evangelho pelas ruas dos bairros que formam a Paróquia Santíssima Trindade”.

Presença de Deus

Falando sobre o tema, dom Edmar realçou a importância dos cristãos em perceber a presença de Deus. “Se não conseguimos perceber a presença de Deus em nossas vidas, é porque a Santíssima Trindade não está envolvendo os nossos corações, as nossas famílias e as nossas comunidades”, disse. “É essa experiência que diz para cada um de nós: ‘Ele está no meio de nós’; Deus caminha conosco, ele está ao nosso lado. Que nós possamos juntos, reconhecendo que Deus é comunhão, adorar ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo em cada uma de nossas celebrações, e também nos Em celebração com cerca de 200 pessoas, dom Edmar Peron fala da presença de Deus no meio da comunidade esforçarmos para viver como é da vontade dele”. Arquivo da Região Belém

No dia 11 de junho, 11 dos 14 diáconos permanentes da Região Episcopal Belém se reuniram com dom Edmar Peron para um encontro de formação, na Paróquia Imaculada Conceição, no Setor Sapopemba. A próxima reunião já está marcada para dia 26 de setembro, às 20h, na Paróquia Santa Cruz, no Setor Vila Prudente, e contará com os candidatos ao diaconato que concluíram o Curso de Teologia em 2013.

agenda regional

Quinta-feira (19), 15h Corpus Christi na Paróquia São Miguel Arcanjo – Setor Conquista (travessa Pé de Manacá, 57, Jardim da Conquista).

Domingo (22), 10h

Missa do Padroeiro – Paróquia São João Batista do Brás (largo Senador Moraes Barros, s/n – Brás).

palavra do bispo

A liturgia, obra da Santíssima Trindade Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

A liturgia desse final de semana – Solenidade da Santíssima Trindade – nos inspira a retomar, no Catecismo da Igreja Católica, a liturgia como obra da Santíssima Trindade. O Pai, fonte e fim da liturgia (1077-1083.1110). A Igreja reconhece que toda a obra de Deus, desde o início até à consumação dos tempos, desde o poema litúrgico da primeira criação (Gênesis) até aos cânticos da Jerusalém celeste (Apocalipse), é uma imensa bênção divina. Essa bênção é plenamente revelada e

comunicada na liturgia da Igreja: “O Pai é reconhecido e adorado como a fonte e o fim de todas as bênçãos da criação e da salvação; no seu Verbo, encarnado, morto e ressuscitado por nós, ele nos cumula das suas bênçãos e, por ele, derrama em nossos corações o dom que contém todos os dons: o Espírito Santo” (1082). Portanto, “na liturgia da Igreja, Deus Pai é bendito e adorado como fonte de todas as bênçãos da criação e da salvação, com que nos abençoou no seu Filho, para nos dar o Espírito da adoção filial” (1110). Expressivo, nesse sentido, é o hino que encontramos na Carta aos Efésios 1,3-14. A obra de Cristo na Liturgia (1084-1090.1111). “A obra de Cristo na liturgia é sacramental, primeiramente porque o seu mis-

tério de salvação se torna presente nela, mediante o poder do seu Espírito Santo; depois, porque o seu corpo, que é a Igreja, é como que o sacramento (sinal e instrumento) no qual o Espírito Santo dispensa o mistério da salvação; e, enfim, porque, através das suas ações litúrgicas, a Igreja peregrina já participa, por antecipação, da liturgia celeste” (1111). A Sacrosanctum Concilium, n. 7, é o fundamento para essa compreensão. Para continuar na história a sua obra salvadora, Cristo está sempre presente em sua Igreja, especialmente na ação litúrgica. Está presente: no sacrifício da Missa, “quer na pessoa do ministro, [...] quer, sobretudo sob as espécies eucarísticas”; nos demais Sacramentos; na sua palavra anunciada pela leitura da Sagrada Escritura; na comunida-

de reunida (Mt 18,20). “Em tão grande obra, [...] Cristo associa sempre a si a Igreja, sua esposa muito amada”. Assim, “com razão se considera a Liturgia como o exercício da função sacerdotal de Cristo”. O Espírito Santo e a Igreja na liturgia (1091-1109.1112). “Na liturgia, o Espírito Santo é o pedagogo da fé do povo de Deus. [...] O desejo e a obra do Espírito no coração da Igreja é que nós vivamos da vida de Cristo ressuscitado. Quando Ele encontra em nós a resposta da fé que ele mesmo suscitou, realiza-se uma verdadeira cooperação. E, por ela, a liturgia torna-se a obra comum do Espírito Santo e da Igreja. Nesta dispensação sacramental do mistério de Cristo, o Espírito

Santo [...]: prepara a Igreja para o encontro com o seu Senhor; lembra e manifesta Cristo à fé da assembleia; torna presente e atualiza o mistério de Cristo pelo seu poder transformador; e finalmente, enquanto Espírito de comunhão, une a Igreja à vida e à missão de Cristo (1091-1092). Fruto do Espírito Santo na liturgia é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, “a comunhão com a Santíssima Trindade e a comunhão fraterna entre os irmãos” (1108). Eis um pouco da riqueza que o Catecismo (muitas vezes desprezado) oferece a todos nós. Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém!


20 | Região Santana |

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Padres e diáconos refletem renovação paroquial Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Dom Sergio Borges assessorou discussão que teve como subsídio o documento da CNBB “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”

do clero, salientando que este estudo dá especial ênfase a uma necessária superação do clericalismo, do individualismo (fechamento em si mesmo) e do comunitarismo (fechamento em grupos). O Bispo informou que nas reuniões do clero dos meses de setembro e outubro se fará estudo sistemático deste documento e encaminhamentos pastorais para a Região. Outra proposta é de Diácono Francisco Gonçalves elaborar, até fevereiro de 2015, o Estatuto do Conselho de Pastoral Colaborador de comunicação da Região Paroquial à luz das diretrizes pasNa manhã da torais, da normativa eclesial, do terça-feira, 10, o 11°Plano de Pastoral da Arquiclero da Região diocese e do documento nº 100 Padres e diáconos refletem o documento nº 100 da CNBB: “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia” Santana esteve, SANTANA da CNBB. na Cúria de Santana, para participar de reunião palavra do bispo mensal que teve assessoria de dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana. auxiliar da Dom Sergio, inicialmen- Bispo os valores cultivados pela socie- grandes e pequenas cidades do transformada e a família assuma Arquidiocese na te, forneceu um resumo do que Região Santana dade brasileira. Os constituintes Brasil, produzindo imensa dor seu ser e sua missão no âmbito aconteceu na 52ª Assembleia dos compreenderam que, para os às famílias que perdem seus fi- da sociedade e da Igreja (cf. DA Bispos do Brasil, que se encerbrasileiros e brasileiros, a família lhos jovens e adolescentes. Não 432). A grande maioria da poDom Sergio rou dia 9 de maio, em Aparecida é o seu maior tesouro. vemos no horizonte uma política pulação brasileira, gente de paz, de Deus Borges (SP). Lá foram debatidos sete No entanto, não é esta a re- pública de segurança eficiente que se esforça para manter em temas prioritários, dez temas dialidade que estamos vivendo no para combater tanta insegurança. pé sua família precisa sair do siversos e o tema central “Comuni- A família, comunidade de amor, dia a dia, pois parte importante Porém, vemos políticas públicas lêncio, precisa levantar os olhos dade de comunidades: uma nova é o centro da sociedade e da da população está afetada por eficientes que fomentam uma e exigir que a base da sociedaparóquia”. Igreja e precisa ser protegida por difíceis condições de vida que sociedade sem paternidade e ma- de brasileira seja protegida, seja O Bispo em Santana refletiu, toda a sociedade. Esta proteção é ameaçam diretamente a institui- ternidade, sem família. Exemplo promovida com políticas públidepois, sobre a palestra proferida abrangente e assim definida por ção familiar, causam desagrega- que elucida o dito: quantos pais cas que garantam a segurança fína assembleia pelo padre França São João Paulo II: “Segurança ção e impedem uma convivência estão revoltados porque as enti- sica e social, o trabalho, o digno Miranda, S.j, mostrando que a física, social, política, econômi- harmônica entre os membros da dades educacionais são orienta- descanso, a educação e a cultura Igreja vive hoje um clima de re- ca, principalmente se forem po- família (cf. DA 432). Além dis- das a não celebrar mais o dia dos com valores que dignificam a novação nos propósitos e nas es- bres e enfermos” (FC 46). so, o estado que se propôs como pais ou das mães? Nestes am- família. tratégias de evangelização, tanto A Constituição Federal do princípio geral proteger o maior bientes evitam usar o termo faA sociedade precisa proteger que o papa Francisco convoca os Brasil reconhece que a família tesouro dos brasileiros, a família, mília e celebrar uma das grandes e promover sua base se deseja leigos para sua missão de anun- é o centro da sociedade e assim está cada dia mais desrespeitan- bênçãos para um homem e uma ser promissora, forte e construir ciar o Reino de Deus, pois todos estabeleceu no Art. 226: “A fa- do o próprio princípio constitu- mulher: o ser mãe, o ser pai. um futuro melhor para todos os são, pelo Batismo, sujeitos ativos mília, base da sociedade, tem cional, porque está desenvolvenEm nossa condição de dis- brasileiros e brasileiros. Sem de evangelização e possuem a especial proteção do Estado”. O do uma política de desagregação cípulos missionários de Jesus base social forte não haverá um sabedoria do Espírito que os guia enunciado está em sintonia com da família. Cristo, somos chamados a tra- Brasil mais justo e fraterno, rico na verdade. o sentimento, a compreensão e A insegurança é gritante nas balhar para que tal situação seja e sem pobreza. Dom Sergio deu um exemplar do documento nº 100, “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, a cada membro

A família tem o direito de obter a segurança física e social

Liturgia faz plano de formação para ministros

Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

agenda regional

Sábado (21), 17h Confirmação na Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres (avenida General Ataliba Leonel - 3.013).

Domingo (22) Às 8h, Confirmação na Paróquia Nossa Senhora das Graças (avenida João Marcelino Branco – 96). Às 10h, missa presidida por dom Sergio Borges na Paróquia Nossa Senhora da Consolata (rua Leão XIII – 303) Às 19h, Confirmação na Paróquia São Luiz Gonzaga (rua Michel Ouchana - 50).

da região episcopal

A Equipe Regional de Pastoral para Liturgia se reuniu, dia 7, na Cúria de Santana, sob a supervisão de seu coordenador, padre Everaldo Sanches Ribeiro, para preparar a formação dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão e a mandatação dos mesmos de 2014 a 2016. Ficaram agendados os seguintes encontros regionais de formação para 2014: 26 de julho, sábado, das 8h às 12h30, para os Setores Jaçanã e Tremembé, na Paróquia São Benedito (rua Igarité, 338); 16 de agosto, sábado, das 8h às 12h30, para os Setores Casa Verde e Imirim, no Colégio Consolata (avenida Imirim, 1424); 30 de Agosto, sábado,

das 8h às 12h30, para os Setores Santana, Tucuruvi e Mandaqui, na Paróquia Nossa Senhora da Salette (rua Doutor Zuquim, 1746); 13 de setembro, sábado, das 8h às 12h30, para os Setores Medeiros e Vila Maria, na Paróquia Nossa Senhora da Candelária (praça Nossa Senhora da Candelária,1). Os encontros se encerram no domingo, 14 de setembro, das 13h às17h, na Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres (avenida General Ataliba Leonel, 3.013) para aqueles ministros que não puderam ter formação aos sábados. A missa de entregue dos mandatos dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão será dia 19 de outubro de 2014, às 15h, no Colégio Salesiano (rua Dom HenPadre Everaldo em reunião com equipe de liturgia e formação dos MESAC rique Mourão, 201).


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| Região Sé | 21

Fiéis celebram São Vito Mártir Rejane Guimarães

Devoção de imigrantes italianos une fé e cultura em uma das mais tradicionais festas da cidade de São Paulo

martirizado por volta do ano 300. Embora sua vida esteja envolta de várias lendas, sabe-se que aos 7 anos já era cristão convicto, contra a vontade do próprio pai. Após ter sido levado ao tribunal e ser açoitado, foi posto em liberdade, mas para não ter que desistir de sua fé, fugiu da Sicília junto com seu professor Modesto e sua ama-seca Crescência e sofreram o martírio sob o imFernando Geronazzo perador romano Diocleciano, justamente aquele a quem Vito Colaborador de comunicação da Região havia milagrosamente curado da No domingo, 15, epilepsia. os fiéis da Paróquia São Vito SÉ Mártir festejaram Serviço seu padroeiro. 18ª Festa de Rua São Vito Mártir Uma missa soleDe 24 de abril a 30 de junho, aos ne presidida por sábados e domingos, das 18h dom Tarcísio Scaramussa, bispo às 0h). auxiliar de São Paulo e vigário Entrada gratuita na quermesse episcopal na Região Sé, marcou (rua Polignano A Mare uma das mais tradicionais festas 96ª Festa de São Vito Mártir). (Associação Beneficente São Vito) da cidade. Em sua 18ª edição, a popular De 31 de maio a 31 de junho, aos festa de rua promovida pela Pa- sábados e domingos, a partir das róquia reúne milhares de pessoas 20h. de alimentação (rua vindas de várias partes da cidade Praça Polignano A Mare nº 255) R$ 3,00 e acontece em sintonia com a fes- de couvert artístico; cantina (Rua ta promovida pela a Associação Fernandes Silva, nº 96) sábado Beneficente de São Vito, reali- R$ 60, domingo R$ 25,00. Fiéis levam imagem de São Vito Martir em procissão pelas ruas do Brás, em uma das mais tradicionais festas italianas zada há 96 anos. Juntos, os dois eventos formam a maior e mais tradicional festa italiana de São Paulo. palavra do bispo Um momento marcante da festa e logo após a missa, quando a imagem do padroeiro foi levada em procissão da igreja até a sede auxiliar da da Associação, passando pela fes- Bispo nho, e as pessoas, ao invés de se Não podemos também desa- olhos, que estejamos dispostos Arquidiocese na ta de rua e sendo acolhida pelas Região Sé envolverem mais e assumirem nimar diante da dificuldade de a continuar a crescer, e peçamos “mamas” italianas. a missão de discípulos missio- entender e interiorizar a Palavra a Ele o que ainda não podemos nários, acabam afastando-se da de Deus. É preciso perseverar na conseguir” (cf. EG, n. 153). Dom Tarcísio Tradição comunidade. busca. “Quando se procura ouvir Devemos também perseverar Scaramussa A Paróquia São Vito Martir foi Não devemos desanimar o Senhor, é normal ter tentações. no anúncio e no aprofundamento criada em 1940 com o empediante das dificuldades e diante Uma delas é simplesmente sen- do querigma, para que seja vida nho dos imigrantes italianos que Retomando a reflexão sobre ca- dos males do mundo, aconselha tir-se chateado e acabrunhado em nós, vivenciando o mistério vieram da cidade de Polignano minhos de iniciação à vida cris- o Papa: “A alegria do Evangelho e dar tudo por encerrado; outra de Deus. “Ao designar-se como A’Mare, na província de Bari. tã, à luz da Exortação Apostólica é tal que nada e ninguém no-la tentação muito comum é come- ‘primeiro’ este anúncio, não “O bairro do Brás, que já foi “Evangelii Gaudium” do papa poderá tirar (cf. Jo 16, 22). Os çar a pensar naquilo que o texto significa que o mesmo se situa muito marcado pela comunidade Francisco, hoje farei referência males do nosso mundo – e os diz aos outros, para evitar de o no início e que, em seguida, se italiana está bastante transforma- à insistência sobre a necessidade da Igreja – não deveriam servir aplicar à própria vida... Outras esquece ou substitui por outros do. A festa tem se mantido e tem de crescer sempre e perseverar como desculpa para reduzir a vezes pensamos que Deus nos conteúdos que o superam; é o sido uma oportunidade de, como nos passos da fé. nossa entrega e o nosso ardor. exige uma decisão demasiado primeiro em sentido qualitativo, Igreja, dar um novo vigor, animar Todo caminho de fé supõe Vejamo-los como desafios para grande, que ainda não estamos porque é o anúncio principal, as pessoas”, afirmou dom Tarcí- um progresso constante. É um crescer. Além disso, o olhar cren- em condições de tomar. Isto leva aquele que sempre se tem de sio. caminho, e deve ser percorrido te é capaz de reconhecer a luz muitas pessoas a perderem a ale- voltar a ouvir de diferentes maConceta Centrone, 86, e a a vida toda. A maneira como que o Espírito Santo sempre ir- gria do encontro com a Palavra... neiras e aquele que sempre se irmã Ana Centrone, 74, nasceram acontece a iniciação vai também radia no meio da escuridão, sem Deus convida sempre a dar um tem de voltar a anunciar, duma no Brasil, mas são filhas de um impulsionar a perseverança e fi- esquecer que, ‘onde abundou o passo mais, mas não exige uma forma ou doutra, durante a catedos pioneiros da Paróquia. “Mi- delidade no caminho de fé. É co- pecado, superabundou a graça’ resposta completa, se ainda não quese, em todas as suas etapas e nha vida inteira eu passei nesta mum acontecer que a iniciação (Rm 5, 20). A nossa fé é desafia- percorremos o caminho que momentos. Por isso, também o igreja. São Vito é meu protetor e seja substituída pela ênfase na da a entrever o vinho em que a a torna possível. Apenas quer sacerdote, como a Igreja, deve meu ‘amigão’”, relatou Conceta. preparação para os sacramentos. água pode ser transformada, e a que olhemos com sinceridade crescer na consciência da sua Para o vigário paroquial, pa- Recebidos os sacramentos, pa- descobrir o trigo que cresce no a nossa vida e a apresentemos permanente necessidade de ser dre João Bechara Ventura, a cul- rece ter terminado todo o cami- meio do joio” (cf. EG, n. 84). sem fingimento diante dos seus evangelizado” (cf. EG, n. 164). tura italiana em si é repleta do Evangelho. “Todos esses costumes vêm dessa fé cristã. Mesmo assim, sempre temos que trabalhar para que a festa não perca o foco e seja marcada pela devoção”. quia São Januário, teve como tema: Sergio de Deus Borges, bispo auxi- falaram sobre o tema do próximo da região episcopal “Os desafios pastorais da família liar da Arquidiocese, e pelo padre Sínodo dos Bispos que acontece O santo A reunião mensal do clero regio- no contexto da evangelização”. O Zacarias Paiva, assessor arquidio- em outubro e sobre a organização São Vito nasceu na Sicília e foi nal, realizada no dia 11, na Paró- encontro foi assessorado por dom cesano da Pastoral Familiar, que da Pastoral Familiar.

Caminhos de iniciação à vida cristã (6)

Clero reflete sobre desafios da família


22 | Região Lapa |

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Paróquia no Rio Pequeno comemora Santíssima Trindade Fiéis participam de celebração eucarística presidida pelo arcebispo metropolitano, cardeal Odilo Pedro Scherer, no domingo, 15

metropolitano, cardeal Odilo Pedro Scherer, e concelebrada pelos padres Marcos Roberto Pires, pároco, e Ricardo Cardoso Anacleto. Cerca de 500 pes-

soas participaram da celebração. Dom Odilo iniciou sua homilia exaltando a Santíssima Trindade, sem fazer o sinal da cruz, dizendo: em Nome do Pai, do

Filho e do Espirito Santo em referência a profissão de fé cristã, originaria e primeira, que convida os fiéis a manifestar a fé num só Deus em três Pessoas. Dom Benigno Naveira

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da região

A Igreja Católica considera o mistério da SantíssiLAPA ma Trindade, três pessoas em um só Deus, como um dos mistérios centrais da fé. É o mistério sobre a natureza do próprio Deus e a Durante a homilia da missa, dom Odilo Scherer destaca que se louva a Deus chamando-o Pai, Filho e Espirito Santo fonte de todos os outros mistérios da fé, porque Deus é a fonte de toda a Criação. palavra do bispo Na manhã do domingo, 15, às 8h, a reportagem da pastoral da comunicação da Região Episcopal Lapa, acompanhou junto com a coauxiliar da munidade da Paróquia Santíssima Bispo tinham crido nele; pois não ha- portanto, de uma ação pontual na Trindade no Setor Rio Pequeno, a Arquidiocese via ainda o Espírito, porque Je- do Espírito, semelhante àquela Região Lapa festividade do seu padroeiro. sus ainda não fora glorificado”. que se deu nos profetas (cf. 1Pd A celebração da missa soleIsso quer dizer que o Espírito 1,11). A citação do profeta Joel Dom Julio Endi ne foi presidida pelo arcebispo Santo não estava presente e ativo no discurso de Pedro no dia de Akamine antes de Pentecostes? De modo Pentecostes (cf. At 2,17ss; Jl algum! Na Bíblia há várias tes- 3,1-5), porém, revela a convicQuerido leitor do jornal O SÃO temunhos da presença e da ação ção de que, com a ressurreição agenda regional PAULO, no evangelho de João do Espírito Santo antes de Pente- e ascensão do Senhor, chegou Quarta-feira (18), 20h encontramos a seguinte passa- costes. Então como devemos en- o momento previsto da efusão Catequese do bispo dom Julio gem: “Jesus disse em alta voz: tender essa afirmação do Evan- universal do Espírito (sem liEndi Akamine, na Paróquia Se alguém tem sede, venha a gelho segundo João: “Ainda não mites nem fronteiras) como um Nossa Senhora da Lapa (rua mim e beba, aquele que crê em o Espírito, porque Jesus ainda dom escatológico e estável que Nossa Senhora da Lapa, 298 mim! Conforme a palavra da Es- não tinha sido glorificado”? Se impele a Igreja para a evangeliLapa). critura: de seu seio jorrarão rios nós lermos com atenção os tex- zação e lhe dá alegria do louvor de água viva. Ele falava do Espí- tos bíblicos referentes ao Espíri- a Deus (cf. At 2,4.11). É nesse rito que deviam receber aqueles to Santo, iremos constatar que há sentido que “não havia ainda o Domingo (22) que tinham crido nele; pois não diferenças importantes no modo Espírito”. Não se trata, portanto, Às 9h, missa do padroeiro havia ainda o Espírito, porque de presença e de ação do Espíri- de ausência, mas de uma nova Paróquia São Thomas More (rua Jesus ainda não fora glorifica- to antes e depois de Pentecostes. forma de presença e de ação do Juvevê, 52 vila Dalva) do” (Jo 7,37-39). Chamo a sua Antes de Pentecostes, a presença Espírito Santo que se dá somente atenção especialmente para esse do Espírito tem como caracterís- depois da glorificação de Jesus. Às 11h, missa da Crisma último versículo que acabamos ticas ser ocasional (de duração A glorificação de Jesus é imporcomunidade Santa Monica ( rua de ler: “Ele falava do Espírito limitada) e ocorrer somente em tante também para que o Espírito Frederico Bacchin Neto, 140 – que deviam receber aqueles que determinadas pessoas; trata-se, Santo seja revelado plenamente Parque dos Principes).

Padre Antônio

Odilo falou que se louva a Deus chamando-o Pai, Filho e Espirito Santo, e no fim do dia ao terminar o trabalho, chegar de uma viagem, em agradecimento sempre se diz “Gloria ao Pai ao Filho e ao Espirito Santo”, comentou ainda que quando nasce um filho a primeira coisa que o pai faz é o sinal da cruz na fronte dizendo o nome da trindade. O Cardeal refletiu que na trindade o Pai que governa o mundo, o Filho é Salvador e irmão dos homens, vem a humanidade e por vontade se faz “Emanuel” (Deus Conosco) e o Espirito Santo revelado se faz dom, promove a unidade e é presença constante no meio do povo. Padre Marcos antes da bênção final agradeceu a presença de todos e de dom Odilo e padre Ricardo. O Arcebispo manifestou sua alegria pela participação de toda comunidade que lotou a igreja e encerrou a celebração com a bênção final.

O Espírito Santo é presença e ação antes e depois de Pentecostes como Espírito do Pai e do Filho. A fé apostólica relativamente ao Espírito foi confessada pelo segundo concilio ecumênico, reunido em Constantinopla em 381: “Nós acreditamos no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai”. A Igreja reconhece assim o Pai como “a fonte e a origem de toda a Divindade”. Mas a origem eterna do Espírito Santo não está desligada da do Filho: “O Espírito Santo, que é a terceira pessoa da Trindade, é Deus, uno e igual ao Pai e ao Filho, da mesma substância e também da mesma natureza... Contudo, não dizemos que ele é somente o Espírito do Pai, mas, ao mesmo tempo, o Espírito do Pai e do Filho”. O Credo do Concílio de Constantinopla da Igreja confessa que ele, “com o Pai e o Filho, é adorado e glorificado”.


| Entretenimento/Classificados | 23

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24 | Geral |

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Festa de Corpus Christi,

uma grande manifestação pública de fé

Quinta-feira, 19 de junho

“Eles o reconheceram ao partir o pão” (Lc 24, 30)

9h, missa na praça da Sé. Em seguida, procissão até o largo de Santa Ifigênia e bênção com o Santíssimo Sacramento

O SÃO PAULO - edição 3007  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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