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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 59 | Edição 3006 | 10 a 16 de junho de 2014

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Pela paz, Papa reza com presidentes de Israel e da Palestina Em mais de duas horas de proximidade, meditação e oração, o papa Francisco recebeu no domingo, 8, no Vaticano, os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmoud Abbas, para um encontro histó-

rico, também acompanhado pelo patriarca ecumênico ortodoxo, Bartolomeu I. Eles agradeceram pelo dom da criação, pediram perdão pelos pecados e rezaram pela paz no Oriente Médio e em todo o mundo. “Precisa-

mos de coragem para dizer sim ao encontro e não ao confronto; sim ao diálogo e não à violência; sim ao negociado e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à du-

plicidade. Para tudo isso, precisamos de coragem”, declarou Francisco, no encontro em que os quatro líderes plantaram juntos um pé de oliveira, árvore-símbolo da paz. Páginas 9 e 10 L’Osservatore Romano

‘Estamos em greve’: às vésperas do Mundial da Fifa trabalhadores param o País Elas acontecem no âmbito federal, estadual e municipal, vão desde a segurança pública até a saúde, passando pela educação e pelos transportes. A onda de

greves toma conta do País e mostra o direito legítimo do trabalhador de lutar por melhorias e dignidade.

Na sexta-feira, Igreja celebra Santo Antônio

Juristas Católicos advertem para riscos de políticas de aborto

Página 15

A Copa do Mundo não empolga como antes Página 17

Sequestro na Nigéria dura quase dois meses Página 13

Página 12

Em reunião na segunda-feira, 9, os sócios da União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP) alertaram que após as eleições presidenciais deste ano há risco de novas tentativas de regulamentação do aborto pelo Governo Federal. Página 11

Cardeal é confirmado como membro da Congregação para o Clero Luciney Martins/O SÃO PAULO

O papa Francisco confirmou na segunda-feira, 9, o cardeal Scherer como membro da Congregação para o Clero do Vaticano, pelos próximos cinco anos. Dom Odilo segue com suas atividades na Arquidiocese. No domingo, 8, presidiu a solenidade de Pentecostes na Catedral da Sé (foto), e na segundafeira, a missa solene na Comunidade São José de Anchieta, na Região Belém, na data dedicada ao santo. Páginas 3 e 24

De 3 a 5, dom Odilo Scherer presidiu a 77ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, que tratou da “Alegria do Evangelho: Desafios e propostas para a Evangelização”. Página 11


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editorial

Força, Brasil! Que venha o hexa! Começa na quinta-feira, 12, a Copa do Mundo, o campeonato mundial de futebol. E começa bem diferente das outras copas. Vejamos: Acontece no Brasil pela segunda vez. A primeira foi 64 anos atrás. Nós fizemos festa quando o Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014. Agora, muitos parecem terem se esquecido disso e reclamam de tudo. Agora? Agora é torcer para o Brasil. Nas outras Copas, nos preparamos vestindo o verde-amarelo de nossa bandeira, sem nada questionar. Nesta, nos vestimos de verde-amarelo também, mas questionamos os gastos imensos com estádios; questionamos direitos que ainda são negados neste País tão

cheio de desigualdades; questionamos a falta de sensibilidade dos políticos para os problemas do povo; questionamos a impunidade daqueles que privatizam o que é público. Nesta Copa, então, há os que vão à rua para dizer que não querem a Copa, há os que vão à rua para reivindicar moradia, saúde, educação, trabalho... e há os que vão à rua para, em gestos de insensatez, quebrar tudo. Mas também, nesta Copa, há muitos, mas muitos mesmo, que compraram televisões em alta definição para não perderem nenhum lance... querem que a sala de sua casa se torne a arena onde se desenrola cada partida. Neste clima começa a Copa, inclusive

com ameaças dos metroviários de não ter transporte para a Arena de Itaquera, onde Brasil e Croácia se enfrentarão dando início ao campeonato. Deus permita que prevaleça o bom senso: do governo e dos grevistas. Vai ter a Copa, sim. E que o time de Scolari jogue por nós. Vamos atrás do sexto campeonato de futebol. Vamos conquistá-lo? Há quem não tenha dúvidas. E há os que têm dúvida, alertando para aquela definição que alguém dá ao futebol como uma “caixinha de surpresa”. Nós, povo de Deus em São Paulo, vamos torcer e torcer muito. E vamos dar as boasvindas aos que vêm torcer por suas seleções.

Preparamo-nos até para acolher os que vão celebrar sua fé em nossas paróquias e comunidades. É preciso dizer que o carinho com que recebemos os que chegam é acompanhado de um desejo, melhor, de uma exigência: que respeitem nosso povo, nossa cultura, nossos costumes, nossas mulheres. Este País não é aquele que muitos entendem que seja, sem regras, sem moral. Polêmicas, contestações e protestos à parte, gritemos a uma só voz incentivando nossos jogadores. Façamos festa a cada gol, a cada conquista. Que vença o melhor! E que bom será se o melhor for o Brasil!

opinião

A Internet pós-Snowden: o que o Brasil mostrou ao mundo? EILEEN DONAHOE E MARIA LAURA CANINEU

É difícil mensurar o quanto as revelações de Snowden sobre as técnicas norte-americanas de vigilância em massa abalaram a dinâmica geopolítica sobre a liberdade, segurança e governança na Internet neste último ano. Antes de Snowden, governos já reconheciam as capacidades revolucionárias, desintermediadoras e disruptivas da Internet e o consequente empoderamento dos cidadãos. Infelizmente, alguns escolheram responder ao florescimento da liberdade de expressão na rede, reprimindo as atividades nas redes sociais, monitorando ativistas online e impondo novas restrições às comunicações digitais. Depois de Snowden, governos democráticos ou não se tornaram mais assertivos internacionamente em relação à governança da Internet, em nome da luta contra o terrorismo, da proteção da privacidade de seus cidadãos ou do aumento da cybersegurança. A China, por exemplo, defendeu o conceito de “cybersoberania”, pelo qual cada

país deveria poder estabelecer sua própria Internet, com suas próprias regras e definição de liberdade online. O exemplo dos Estados Unidos na defesa do direito à privacidade online não é menos perturbador. Visto como defensor tradicional da liberdade na Internet, os Estados Unidos trilharam o caminho da vigilância em massa, com o apoio consciente ou não das grandes corporações da Internet. Se o caminho dos Estados Unidos for seguido, a privacidade pode desaparecer rapidamente na era digital. O Brasil é uma esperança na esfera geopolítica de governança da Internet pós-Snowden. A presidente Dilma, na ONU, estabeleceu dois princípios essenciais da liberdade, segurança e governança da Internet: 1) na ausência do direito à privacidade, não pode haver real liberdade de expressão e opinião e, portanto, democracia; 2) o direito à segurança dos cidadãos de um país

Sergio Ricciuto Conte

não pode ser assegurado à custa da violação dos direitos fundamentais de cidadãos de outro país. Esses dois princípios carregam parâmetros fundamentais de direitos humanos, devendo nortear os cálculos sobre segurança nacional em ações de vigilância. Com base em sólidos princípios democráticos, o Brasil passou a liderar uma “nova onda” na dis-

cussão global sobre a privacidade digital, apresentando com a Alemanha, uma resolução na ONU que foi a primeira grande iniciativa da entidade em defesa ao direito à privacidade em 25 anos. No plano doméstico, aprovou o Marco Civil da Internet, incluindo a proteção do direito à privacidade e à livre expressão e reforçando o Estado de Direito na esfera digital. Resultado de um processo participativo, o marco representou um importante contraponto a processos legislativos sigilosos, incoerentes às promessas de transparência. Ele deixou claro o apoio brasileiro à neutralidade da rede como princípio norteador do desenvolvimento futuro da Internet. Com questões a serem resolvidas, resta saber se sua implementação servirá de fato para proteger os direitos dos internautas. Por fim, o Brasil organizou e liderou o “NetMundial”, um encontro global entre governos, a

sociedade civil, especialistas em tecnologia, representantes do setor privado e acadêmicos sobre o futuro da governança da Internet e demonstrou como uma abordagem multissetorial pode funcionar. Não muito antes disso, a Índia defendeu uma governança “multilateral” que longe de “internacionalizar e democratizar”, poderia incrementar o poder de governos não democráticos no controle sobre a Internet. Sozinhos governos são incapazes de preservar o melhor que a Internet tem a oferecer. O governo brasileiro, a sociedade civil e o Comitê Gestor da Internet demonstraram grande liderança nesse processo. Entretanto, em um momento crítico do período pós-Snowden, serão necessários ainda mais compromisso e liderança para garantir que a governança e regulação da Internet protejam a Internet enquanto plataforma global interoperável e fortaleçam os direitos humanos online, em vez de comprometê-los.

Igreja (edição 3004)

Igreja”. “Já que há um único Pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, visto que todos participamos deste único Pão” (1 Cor 10,17)”.

Eileen Donahoe é diretora de Temas Globais da Human Rights Watch; e Maria Laura Canineu é diretora da Human Rights Watch Brasil.

espaço do leitor

Sobre o jornal

“‘Mundo e Missão’, há mais de 20 anos trazendo aos brasileiros a missionariedade da Igreja pelos cinco continentes, rejubila-se com o ‘O SÃO PAULO’ pela nova seção ‘A Igreja pelo mundo’. É a Arquidiocese que se abre, mais e mais, para o verdadeiro carisma da Igreja. Parabéns!”. Padre Pedro Miskalo (pelo Facebook)

“Uma mensagem de carinho para assistir. Concordei parcialmente todos que fazem prosseguir o jor- com a matéria. Diria assim: sem nal O SÃO PAULO” impulso não se vive. Especialmente nós que somos jovens. Padre Tarcísio Marques Mesquita (pelo Facebook) Como vou aprender a ser sensato se não tiver insensatez? A página Pausar, silenciar, escutar; foi bem bolada, e muito interessante” depois #postar #curtir

#compartilhar (edição 3005)

Sergio Ricciuto Conte (pelo Facebook)

“Polemizar no face é um esporte Vários chapéus, uma só divertido, gosto de entrar, e até de cabeça: a unidade da

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

“O jornal O SÃO PAULO está lindo! As palavras de dom Odilo, Encontro com o Pastor, muito ‘Bem ditas’ sobre nosso querido papa Francisco, quando de sua visita às Terras Santas. “O abraço entre os dois chefes de Igrejas abriu imensas esperanças para o caminho ecumênico” Amém. “Os chapéus são diversos, mas...uma só é a cabeça da

Maria da Conceição Concy Roos (pelo Facebook)

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Daniel Gomes, Edcarlos Bispo e Nayá Fernandes • Institucional: Rafael Alberto • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


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encontro com o pastor

O espírito dos evangelizadores

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal odilo pedro scherer

“Enviai o vosso Espírito e renovai a face da terra” – assim a Igreja suplica a Deus, confiante na força vivificadora e na ação renovadora do Espírito de Deus. Animada pela força do Espírito de Deus, a Igreja atravessou 20 séculos de história, apesar das dificuldades e fraquezas humanas, que não foram poucas... Mas a ação do divino Consolador, do Advogado e Defensor, do Conselheiro, do Sopro vivificante e da Divina Unção confortou sempre de novo a Igreja de Cristo, mostrou-lhe as decisões a tomar e o caminho a seguir; deu discernimento aos pastores, constância e virtude aos santos, coragem aos mártires, alegria e esperança ao povo de Deus no caminho do Evangelho. No momento atual da história, a Igreja procura confrontarse, de maneira renovada, com

sua identidade e missão. De muitos modos, somos chamados a viver a alegria da fé numa renovada autenticidade de vida cristã e no zelo pela transmissão da fé. De onde podemos receber a capacidade para fazê-lo, senão do próprio Senhor da Igreja, que concede o seu Espírito Santo em abundância a quem o invoca?! No último capítulo de sua exortação apostólica sobre “A Alegria do Evangelho” (Evangelii Gaudium), o papa Francisco observa que a Igreja precisa de “evangelizadores com espírito”, abertos à ação do Espírito Santo, que faz reconhecer as maravilhas de Deus e infunde a alegria da salvação; o Espírito Santo faz perder o medo e desperta corajosas e dedicadas testemunhas de Jesus Cristo. É ainda o Espírito Santo que move interiormente, dá coragem e incentiva para a ação pessoal e comunitária (cf. n.261). Uma evangelização nova depende de evangelizadores novos, animados pela força do Espírito de Cristo, cheios do “fogo” do Espírito, que os consome de amor a Deus e aos irmãos. O Espírito Santo é a alma da Igreja; sem ele, o ardor mis-

sionário esfria e a chama da fé se apaga. Diz ainda o Papa na mesma Exortação Apostólica: “para manter vivo o ardor missionário, é necessária uma decidida confiança no Espírito Santo, porque Ele ‘vem em socorro de nossa fraqueza’ (Rm 8,26). Ele pode curar tudo o que nos faz esmorecer no compromisso missionário” (nº 280). Portanto, “continuemos indo em frente, empenhemo-nos totalmente, mas deixemos que seja Ele a tornar fecundos os nossos esforços, como melhor lhe parecer” (n. 279). No domingo de Pentecostes, pedimos que Deus realize “ainda hoje, mediante seu Espírito, as maravilhas que realizou no início da pregação do Evangelho” (Oração do Dia). Planejamentos e programas pastorais, com métodos apropriados para a sua implementação, são necessários. Mas não são eles que garantem o fruto da evangelização: este é obra da graça do Espírito Santo e dos corações que se abrem à sua ação, com liberdade e generosidade. E de evangelizadores animados pelo Espírito Santo e dóceis a Ele.

Cardeal Scherer é confirmado como membro da Congregação para o Clero Padre Michelino Roberto diretor do o são paulo

O Santo Padre confirmou na segunda feira, 9 de junho, o cardeal Odilo Pedro Scherer como membro da Congregação para o Clero do Vaticano, pelos próximos cinco anos. Confirmados também como membros da mesma Congregação, os brasileiros cardeal João Braz de Aviz (atual Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apóstolica em Roma) e dom Fernando Antônio Figueiredo, bispo da Diocese de Santo Amaro (SP). A Congregação para o Clero tem sua história ligada à Contra-Reforma Católica. Foi instituída por Pio IV em 2 de agosto de 1654 com o nome Sagrada Congregação do Concílio. Sua função era zelar pela reta intepretação e a observância das normas estabelecidas pelo Concílio de Trento. Ao longo dos anos, sua competências foram sofrendo modificações. Em 1967, recebeu do papa Paulo VI a denominação atual e suas competências foram totalmente reformuladas pela Constituição Apostólica Pastor Bonus. Segundo esta, sua missão principal consiste em desenvolver iniciativas para a promover a santidade, a formação teológica, intelectual e pastoral do clero.

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nomeação

Em 13 de maio, a Congregação para a Educação Católica confirmou a nomeação do cônego Martin Segú Girona como decano da Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo, da Arquidiocese de São Paulo. Primeira do Brasil, a faculdade foi instalada no dia 7 de abril de 2014.

agenda do Cardeal De terça-feira a quarta-feira (10 a 11)

Reunião do Conselho Permanente da CNBB (Brasília)

Sexta-feira (13)

7h30: Missa na Paróquia Santo Antônio de Pádua – Chácara Mafalda (Belém) 12h: Missa na Paróquia Santo Antônio – Barra Funda (Sé)

Sábado (14)

9h: Encontro com as Coordenações Arquidiocesanas de Pastorais (CAP) – Centro Pastoral S. José (Belém)

Domingo (15)

11h: Missa na Catedral da Sé

Segunda (16)

14h30: Reunião com os membros da Escola Diaconal

Tweets do Cardeal

@DomOdiloScherer 8 – Catedral da Sé, São Paulo, apagando o Círio pascal. O “sinal” nos é tirado, para que sejamos nós a luz de Cristo. 8 – “O Espírito Santo é Mestre interior, de vida,

recorda-nos as palavras de Jesus” - papa Francisco.

8 – Oh vinde, Espírito Criador, as nossas almas visitai e enchei os nossos corações com vossos dons celestiais. 7 - “Vinde, Espírito de Deus, enchei os corações dos fiéis c vossos dons! Acendei neles o amor como um fogo abrasador!”. 4 - “Vossa palavra é minha herança para sempre, porque ela é que me alegra o coração!” Sl 118. 4 – “O que Deus preparou para os que o amam é algo que os olhos jamais viram, nem os ouvidos ouviram, nem coração algum jamais pressentiu”.


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liturgia e vida DOMINGO DA SANTÍSSIMA TRINDADE 15 DE JUNHO DE 2014

palavra do papa

É próprio da Igreja surpreender

Ana Flora Anderson

O inefável mistério A primeira oração da festa da Santíssima Trindade nos leva a refletir sobre o mistério de Deus que é Pai, que é Palavra da Verdade e é o Espírito santificador. Suplicamos a Deus a graça de conhecer a glória da Trindade e adorar a sua Unidade. A primeira leitura (Êxodo 34, 1- 6.8-9) narra um encontro de Moisés com Deus. O texto revela a divindade usando os símbolos da nuvem e do monte alto. Moisés dialoga com Deus que é misericordioso, clemente, paciente, rico em bondade e fiel. É esse Deus que vai caminhar com seu povo, saindo da escravidão no Egito para chegar à Terra Prometida. Na segunda leitura (2 Coríntios 13, 11-13), São Paulo descreve a comunidade cristã que crê na Trindade. Eles procuram viver na paz, aperfeiçoando-se com uma amizade santa e profunda. Essa comunidade é cercada pelo amor do Pai, a graça de Jesus e vive em comunhão com o Espírito Santo. O Evangelho de São João (3, 16-18) revela que o laço de união da Trindade se exprime no amor que o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm para a humanidade. O Pai enviou seu Filho ao mundo para que todos tivessem a vida em abundância. O evangelista insiste que Jesus não veio ao mundo para nos condenar, mas para nos salvar e nos fortalecer na graça divina. A Santíssima Trindade é um mistério da fé que abre para nós a compreensão da riqueza da vida divina. leituras da semana

Segunda-feira (16): 1Rs 21,1-16; Sl 5, 2-3.5-6.7; Mt 5, 38-42; Terça-feira (17): 1Rs 21,17-29; Sl 50; Mt 5, 43-48; Quarta-feira (18): 2Rs 2, 1.6-14; Sl 30 ; Mt 6, 1-6.16-18; Quinta-feira (19): Dt 8, 2-3.14b-16; Sl 147; Jo 6, 51-58; Sexta-feira (20): 2Rs 11, 1-4.9-18.20; Sl 131; Mt 6, 19-23; Sábado (21): 2Cr 24,17-25; Sl 88; Mt 6, 24-34;

SANTOS E HERóIS DO POVO 10 de junho Quase sempre a esta altura do mês de junho, ocorre a celebração solene da Festa do Sagrado Coração de Jesus. É um motivo sempre forte e sempre novo, que deve inspirar-nos a todos, no trabalho pelo Reino da Justiça, da verdade e do amor! O coração foi sempre o símbolo da bondade, do amor, comotambémdamisericórdiadeDeus,edaredenção. Hoje celebramos também o beato Eduardo Poppe (imagem), organizador da cruzada Eucarística. Vamos a Budapeste, na Hungria, onde encontraremos no dominicano muito venerado: o bem-aventurado João Domicini. Era bispo e confessor. Lutou muito pela união dos cristãos do século XV; é esse o seu principal mérito. Vamos também à Arábia. Aí se destaca hoje o bispo e confessor: Santo Astério. Foi grande amigo de santo Atanásio e distinguiu-se na luta contra os hereges de seu tempo, tendo reafirmado com coragem, a igualdade da Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, com o Pai e o Espirito Santo. Em Deus, há três pessoas, igualmente adoráveis, na unidade da natureza. Por defender a integridade da fé, foi exilado para a África, vindo a morrer em 362. Fonte: “ Santos e Heróis do Povo”; livro do cardeal Arns

Papa francisco

Abaixo seguem as palavras do papa Francisco proferidas antes da oração Regina Coeli, no domingo, dia 8, na praça de São Pedro. A festa de Pentecostes comemora a efusão do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos no Cenáculo. Como a Páscoa, é um evento acontecido durante a preexistente festa hebraica, e que leva a um fim surpreendente. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve os sinais e os frutos daquela extraordinária efusão: o vento forte e as línguas de fogo; o medo desaparece e dá lugar à coragem; as línguas se destravam e todos entendem o anúncio. Aonde chega o Espírito de Deus, tudo renasce e se transfigura. O evento do Pentecostes marca o nascimento da Igreja e a sua manifestação pública; e dois traços nos tocam: é uma Igreja que surpreende e confunde. Um elemento fundamental de Pentecostes é a surpresa. O nosso Deus é o Deus das sur-

presas, sabemos disso. Ninguém esperava mais nada dos discípulos; após a morte de Jesus era um grupinho insignificante, de desconfiados órfãos de seu mestre. Entretanto, em vez disso, se verifica um evento inesperado que suscita maravilha: o povo fica conturbado porque cada um ouvia os discípulos falar na própria língua, narrando as grandes obras de Deus (cfr At 2, 6-7.11) A Igreja que nasce em Pentecostes é uma comunidade que suscita espanto porque, com a força que vem de Deus, anuncia uma mensagem nova – a Ressurreição de Cristo – com uma linguagem nova: a linguagem do amor. Os discípulos são revestidos do poder do alto e falam com coragem – poucos minutos antes estavam todos medrosos, mas agora falam com coragem e franqueza, com a liberdade do Espírito Santo. Assim é chamada a ser sempre a Igreja: capaz de surpreender anunciando a todos que Jesus venceu a morte, que os braços de Deus estão sempre abertos, que a sua paciência está sempre ali a nos esperar para nos curar, para nos perdoar. Justamente para essa missão Jesus ressuscitado deu o seu Espírito à Igreja. Atenção: se a Igreja é viva, sempre deve surpreender. E

próprio da Igreja viva surpreender. Uma Igreja que não tenha a capacidade de surpreender é uma Igreja fraca, doente, moribunda e deve ser recuperada na sala de recuperação, o quanto antes. Alguém em Jerusalém teria preferido que os discípulos de Jesus, paralisados pelo medo, permanecessem fechados em casa para não criar confusão. Também hoje querem isso dos cristãos. Mas o Senhor ressuscitado os empurra para o mundo: “Como o Pai me mandou, também eu vos envio a vós” (Jo 20,21). A Igreja de Pentecostes é uma Igreja que não se conforma em ser inócua, muito “destilada”... Não, não se resigna a isso. Não quer ser um elemento decorativo. É uma Igreja que não hesita em sair ao encontro do povo para anunciar a mensagem que lhe foi confiada, mesmo que a mensagem perturbe e inquiete a consciência, mesmo que a mensagem leve, talvez, problemas e mesmo que, às vezes, nos leve ao martírio. Ela nasce una e universal, com uma identidade precisa, mas aberta, uma Igreja que abraça o mundo como as colunatas desta praça; dois braços que se abrem para acolher, e não se fecham para reter. Nós cristãos somos livres e a Igreja nos quer livres.

você pergunta

Preparar um ministro da comunhão leva tempo? Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

Quanto tempo de preparação é necessário para se tornar ministro de Eucaristia, pergunta a Luciane, que mora no bairro de Higienópolis. Luciane, primeiramente, deixeme esclarecer a você que a expressão correta para aqueles leigos que ajudam a distribuição da comunhão é “Ministros Extraordinários da Comunhão”. A palavra “ministro” quer dizer “servidor”. Ele está a serviço da comunidade e deve ser escolhido com muito critério pelo pároco. Não é uma home-

nagem que se faz a um homem ou a uma mulher. É o reconhecimento da fé e da seriedade com aquele pessoa vive a sua fé. A palavra “extraordinário” se faz necessária para lembrar que aquela pessoa escolhida numa comunidade para distribuir a santa comunhão está lá para ajudar o “ministro” por excelência, por vocação, aquele que recebeu o sacramento da Ordem e, em nome de Cristo e do bispo, é sacerdote, mestre e pastor daquela comunidade, ou seja, o pároco, o vigário, o administrador paroquial. O ministro extraordinário da comunhão significa que ele distribui a Sagrada Comunhão, o corpo e o sangue de Jesus aos seus irmãos nas celebrações eucarísticas e também

leva a comunhão para os enfermos. Em minha cidade de Carmo do Rio Claro (MG) existe um dia no mês muito lindo em que os ministros recebem a hóstia consagrada no final da missa e são enviados solenemente aos doentes. Fica aí a sugestão para todas as comunidades. E agora, a resposta à sua pergunta: o ministro extraordinário da comunhão precisa ter um bom conhecimento da doutrina sobre a Sagrada Eucaristia, precisa de uma boa preparação teológica, pastoral e espiritual. O tempo de preparação fica a critério do pároco, do vigário, do administrador paroquial. Não há como definir o tempo necessário. É preciso, porém, que este tempo longo ou curto seja suficiente. Deus abençoe você, Luciene.

você pergunta Diferentemente do que foi publica- SÃO PAULO, a família Muscarelli no Espírito Santo, e não do Estado do na capa da edição nº 3004 do O é da cidade de Bom Jesus do Norte, do Mato Grosso.


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fé e cidadania

bioética

Politicamente incorreto

‘Pequenas picadas, grandes ameaças’

Padre Antônio Manzatto

Pensou-se que a Copa do Mundo realizada no Brasil fosse uma grande realização. A única seleção do mundo que participou de todas as Copas e ganhou cinco delas poderia jogar em casa, diante de sua torcida, diante de seu povo. Seria tudo uma grande festa, em que o Brasil poderia mostrar sua hospitalidade, sua música, seu futebol e o espírito alegre e fraterno de seu povo. Mas as coisas não aconteceram bem assim. Manifestações que denotam a insatisfação do povo com o atual estado da sociedade brasileira eclodiram em todo o país no ano

passado, depois se transformaram guém vai me roubar o amor pelo em manifestações contra a Copa meu país, por seu povo, seu futedo Mundo e se juntaram a greves bol, sua música e seu jeito de ser. E e a outros protestos. quem quiser tirar proveito político Criou-se um clima em que a do resultado, seja a situação ou a Copa do Mundo parece ser res- oposição, não merecerá meu voto ponsável por todos os males do nas eleições. Prefiro ser politicapaís. A construção dos estádios é mente vista com abominação, pois para lá se carreou O fato de eu torcer pelo dinheiro que deveria Brasil na Copa não significa ser para outras coisas. A que perdi minha consciência consequência é que as crítica. Ninguém vai me roubar pessoas estão com certa o amor pelo meu país, por seu vergonha da Copa ou de torcer pelo Brasil. Dizem povo, seu futebol, sua música que se o Brasil vencer a e seu jeito de ser Copa haverá uso político deste fato, como se não estivesse incorreto e torcer para que o havendo já exploração política da Brasil seja campeão, em julho e Copa e da seleção. em outubro, pois vou torcer agora O fato de eu torcer pelo Brasil e votar com consciência crítica em na Copa não significa que perdi outubro. minha consciência crítica. NinE-mail: amanzatto@pucsp.br

Espaço aberto

O Transporte Coletivo Artista plástico e diagramador do folheto Povo de Deus em São Paulo

Dudu Cruz

“O transporte coletivo entrará em plena expansão na Cidade de São Paulo!” Promessa muito usada antes da posse de todos os políticos da cidade. E a gente pensa que, aumentando o número de estações, aumentará também a fluidez do sistema. Só que a rede, a malha ferroviária, é a mesma. Seria como dizer: aumentaram as torneiras... Mas continua o mesmo ralo... Por esse e mais outros motivos,

o metrô está uma verdadeira “Lata de Sardinha”. E olha que na lata de sardinha só há o que cabe e ainda existe um óleo refrescando as partes, enquanto no transporte coletivo há muito mais do que ele pode levar e, para tristeza dos integrantes, o óleo é o suor de cada cidadão (ã). Por isso, chamar de “Lata de sardinha” um trem que não tem espaço para seus usuários, chega a ser um elogio. O transporte coletivo está um caos em todos os seus segmentos: ônibus, lotação, metrô, trem, e isso já há muito tempo. Não demora, estaremos fazendo “rodízio de passageiros”. E ouviremos todos os dias nas rádios: “hoje não circulam os nascidos nos anos com final 0 e 1.

Amanhã, terça-feira, não saem os nascidos nos anos com final 2 e 3”. Como já se faz com os automóveis na Zona Urbana de São Paulo, que está honrando o nome, pois está uma “zona”! O negócio está se complicando há tanto tempo que já não se pergunta: “Hoje tem congestionamento?” A pergunta é: “Qual é o tamanho do congestionamento hoje?” E todo dia há recordes de congestionamento sendo quebrados. E no fim você não sabe o que é pior: encarar a “Lata de Sardinha” ou pegar o carro e “se enlatar” no congestionamento! É até possível você ouvir esse diálogo: “Quer uma carona?” “Não, eu estou com pressa!”. E-mail: duducruz@duducruz.com

Arquivo pessoal

Dom Vartan Boghossian, arcebispo da Igreja Apostólica Armênia, cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, dom Datev Karibian, primaz da Diocese da Igreja Apostólica Armênia do Brasil, na festa de São Gregório Iluminador.

padre leo pessini

Este é o slogan que a Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu para o Dia Mundial da Saúde deste ano, que tem como tema “doenças transmitidas por vetores”. A OMS celebra anualmente no dia 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde, data que rememora sua fundação em 1948, chamando atenção de todos para um problema de saúde pública de proporções globais e o que necessita ser feito para enfrentá-lo. Os vetores são pequenos organismos, tais como mosquitos, insetos, moscas, carrapatos e os caracóis de água doce, parasitas e bactérias, que transmitem a doença de uma pessoa (ou animal) infectada para a outra. As chamadas doenças vetoriais são as causadas por esses patógenos no ser humano, e geralmente são mais frequentes em zonas tropicais e lugares marcados pela pobreza, com problemas de acesso à água potável (falta ou contaminada), moradias precárias, escassez de alimentação e saneamento básico. Essas enfermidades representam uma alta carga de mobilidade e mortalidade para as pessoas, suas famílias e comunidades, especialmente nos países mais pobres, causando ausência nas escolas, aumento da pobreza, impacto negativo na produtividade econômica e altos custo e sobrecargas para os sistemas de saúde dos países. As enfermidades transmitidas por vetores que causam maior impacto na região das Américas são: malária (ou paludismo), dengue, doença de chagas, leishmaniose, filariose linfática, esquistossomose, cegueira causado por tracoma. As referidas doenças também são chamadas doenças da pobreza. Quais seriam as medidas preventivas? Uso de roupas que servem de barreira na exposição às picadas, utilização de mecanismos para impedir o acesso dos vetores nas residências, por exemplo, redes protetoras em portas e janelas. Como também redução de criadouros perto das casas ou nas comunidades, que implicam em tampar os recipientes em que se armazena água, eliminação de charcos e drenagem nos lugares em que se acumula água, eliminação de recipientes descartados onde se acumula a água da chuva (pneus velhos, por exemplo) e o controle do lixo nos pátios e jardins. Felizmente, hoje temos repelentes de insetos à disposição da população, pois eles ajudam na prevenção de várias picadas. As doenças citadas são todas preveníveis e curáveis, mas quando negligenciadas tornam-se causas de mortes. O surgimento de inseticidas sintéticos nos anos 40 do século passado foi importantíssimo para o controle dessas doenças. No final dos anos 60, muitas das referidas doenças, com exceção da malária na África, não eram mais consideradas como sendo um problema de saúde pública. Houve um relaxamento na vigilância sanitária e, consequentemente, elas reemergiram posteriormente, e hoje mais da metade da população mundial corre risco de contrair algum tipo das doenças transmitidas por vetores. Quarenta por cento da população mundial corre o risco de contrair a dengue e dengue hemorrágica e a cada ano temos 1.3 milhão de novos casos de leishmaniose. Como diz a diretora geral da OMS, Dra. Margareth Chan, “necessitamos de uma agenda de saúde global que dê prioridade para o controle dos vetores que pode salvar muitas vidas e evitar muito sofrimento. Intervenções muito simples e baratas, tais como utilização de inseticidas e redes nas camas e imunização de interiores, já salvaram milhões de vidas. Ninguém no século 21 deveria morrer de uma picada de mosquito”. E-mail: superintendentenciausc@saocamilo.br


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PASTORAL DO DÍZIMO

ESPIRITUALIDADE

Dízimo: lei do amor

A Copa da Família

Marta Sampaio Elia

“Amar a Deus sobre todas as coisas. Amar o teu próximo como a ti mesmo”. Com certeza, o dízimo faz parte da Lei do Amor. Só quem ama a Deus e ao próximo persevera como dizimista. O dízimo é um ato de amor porque possibilita levar a boa- nova aos humildes, curar os corações doloridos, anunciar aos cativos a redenção, aos prisioneiros a liberdade (Is 61,1). Deus ama aquele que se dispõe a trabalhar pelo seu Reino, defendendoo de seus inimigos. Dá-lhe condições de vitória, mostra-lhe o caminho. Precisamos buscar o Senhor, e então viveremos melhor. No Senhor Deus dos exércitos buscaremos sempre o bem e, em consequência, reinará a justiça. Ao oferecer nosso dízimo estamos amando a Deus e ao próximo. Estamos praticando a Lei do Amor. Jesus ensinou-nos: “Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós também amai-vos uns aos outros” (Jo 13,34). Quando oferecemos o dízimo por amor a Deus e ao próximo, o céu se

abre e muitas bênçãos são derramadas. O amor de Deus invade todo o nosso ser, transcendendo o visível, sendo percebido nas ações mais condizentes do cristão: na fraternidade, justiça, paciência, humildade, alegria, coragem, fortaleza e outras virtudes. Ao oferecer o dízimo, estamos dando parte de nossa vida, de nossas atividades, de nosso tempo. Todos os esforços e sacrifícios feitos ao oferecer o dízimo revertem ao dizimista em abundantes graças, principalmente, as que mais se fazem necessárias no momento: saúde, emprego, sabedoria, dinheiro, harmonia, e outras mais. Vivendo a Lei do Amor, passamos a entender a voz de Deus em nosso coração, a compreender a Sagrada Escritura e, em consequência, a vivenciá-la. A Lei do Amor é de grande abrangência. Temos que nos manter unidos em Jesus Cristo para perseverar na propagação do Evangelho e, sobretudo, manter uma vida cristã com perseverança como dizimista.

seus coordenadores e agentes paroquiais do Dízimo uma reunião, na qual foi proferida uma excelente palestra, ministrada pelo professor Luiz Eduardo Gaspareto. Os temas foram: o Dizimo e Como falar em público. Ao evento compareceram coordenadores de 19 paróquias da região. Nessa reunião o coordenador da re-

Vivendo a Lei do Amor, passamos a entender a voz de Deus em nosso coração, a compreender a Sagrada Escritura e, em consequência, a vivenciá-la

gião João Joaci Ricarte Filho solicitou um levantamento sobre o dízimo arrecadado em cada paróquia e os dados atualizados dos dizimistas. O objetivo dessas informações é desenvolver um trabalho por meio da evangelização em que as comuReunião da Pastoral nidades possam conhecer as dimensões do Dízimo Região Ipiranga O grupo da Pastoral do Dízimo da Re- do dízimo e a dar-lhes a real valorização. gião Ipiranga realizou junto com os E-mail: marta.elia@terra.com.br

há 50 anos

Semanário Arquidiocesano destaca grandes templos católicos A edição do O SÃO PAULO de 14 de junho de 1964 apresentou uma foto panorâmica do Santuário Nacional de Aparecida, em um movimentado domingo. Ainda na capa foram apresentados tópicos sobre a história da construção do templo e da religiosidade em torno da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O jornal também noticiou as comemorações pelo oitavo centenário da Catedral de “Notre Dame”, em Paris, que teve obras iniciadas em 1163. “Os trabalhos duraram quase um século, o que explica as mudanças observadas no estilo,

que passou do romântico para o gótico”. A edição tratou, ainda, das celebrações por um ano de falecimento do papa João XXIII e das comemorações pelo centenário de nascimento de dom Miguel Kruse, alemão que chegou ao Brasil, em 1897, na cidade de Olinda. Veio para São Paulo em 1900, sendo encarregado da administração da Abadia de São Bento e responsável pela reconstrução do Mosteiro de São Bento. Falecido em 1º de abril de 1929, “duas palavras gravadas sobre seu túmulo no claustro, bastaram para resumir sua vida: ‘Dilexit Ecclesiam’ – Amou a Igreja”.

Capa da edição de 14 de junho de 1964

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova

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assinaturas@osaopaulo.org.br

parte desta ça mudan

Frei Patrício Sciadini

É clima de Copa do Mundo. O esporte é um caminho, deveria ser, de paz, de união de todos os povos, pelo qual se esquece do ódio, do racismo, do mal, e se olha com olhos novos o rosto dos outros. Mas, na verdade, nestes últimos tempos, temos visto um pouco de tudo no esporte. A violência não falta nos estádios. E mesmo o racismo está aí presente, de vez em quando se escuta o grito de alguém que desabafa a sua ira interior contra negros, japoneses, brancos ou amarelos, que sejam. Tempo da Copa e de competição. Tempo de alegria e de torcer para que vença o melhor e seja quem for é melhor e merece ganhar. Mas também a Copa pode ser um tempo de espiritualidade, de pensar um pouco mais na outra copa que todos nós queremos ganhar: a copa do paraíso da paz e do amor. O apóstolo Paulo, que sabia ler todos os sinais para anunciar o Evangelho, nos diz: “todos correm no estádio em busca de uma coroa. Mas nós, diz Paulo, corremos para ganhar outra coroa que não apodrece, que é a eternidade, cujo prêmio é Cristo. Todas as famílias deveriam aproveitar este tempo da Copa sim para ficar também ao redor da TV, mas como amigos, unidos, e redescobrir como é belo e agradável “os irmãos estarem juntos, viverem juntos”. É o momento de superar as diferenças, as lutas, saber reconciliar-nos uns com os outros. Todas as motivações são “sacramentais de Deus”, sinais do amor do Senhor que nos fala para superar as dificuldades e dar-nos as mãos na paz e no amor. Bemvinda seja a Copa do Mundo no Brasil! Se ela consegue derrubar as barreiras do racismo, do ódio de raças, evitar a violência, mas unidos na alegria de ver quem com competência, com alegria e com capacidade tenta manifestar com calma a sua capacidade, não sua força bruta. Todas as famílias unidas saberão vencer a copa da vida, da harmonia, do amor, da paz. É Copa do Mundo e copa da família. Sabemos que a Igreja celebrará também o Sínodo da Família, isto é, o papa Francisco quer que todos nós saibamos “jogar um jogo limpo na família”, colocando em evidência as fragilidades e ajudados pelos melhores possamos juntos celebrar a beleza da família de Deus. Jogadores somos nós, o campo é a família e o árbitro é Deus, que nos dá cartão amarelo e vermelho, quando nós não somos honestos conosco e com os outros. Perdoando as faltas, nos readmite no jogo para que joguemos bem...

Todas as famílias deveriam aproveitar este tempo da Copa sim para ficar também ao redor da TV, mas como amigos, unidos, e redescobrir como é belo e agradável “os irmãos estarem juntos, viverem juntos”.


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CONCÍLIO VATICANO II

CAMI

Paulo VI, o papa do Concílio

Práticas de combate ao tráfico humano são premiadas na Comigrar

PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

Em 1963, o conclave que elegeria o novo papa colocou a condição de que o eleito manifestasse o seu compromisso de continuar o Concílio. O cardeal João Batista Montini, eleito e indagado, respondeu afirmativamente, e assim assumiu a responsabilidade por três quartos da duração dos trabalhos do Concílio. Esse compromisso com a continuidade fez de Paulo VI o iniciador como que de um novo Concílio. Foi tão decisivo quanto a atitude de João XXIII de promover o Concílio. Paulo VI teve o mérito histórico não só de continuidade como o de fazer os ensinamentos do Concílio acontecerem na prática da vida da Igreja. O fato de ele assinar com sua autoridade e responsabilidade todos os documentos do Concílio é revelador do compromisso árduo que assumia com a nova presença da Igreja no mundo. A implantação do Concílio – paradoxalmente – desencadeou tormenta tão violenta quanto às anteriores na História da Igreja. O Papa foi o primeiro alvo atingido. Como é possível conviver com pessoas que insistem em respostas ultrapassadas para desafios modernos que a cada instante nos surpreendem? Paulo VI viveu e morreu praticamente atormentado com o velejar da “barca de Pedro” no chamado mar revolto. O tormento de Paulo VI, porém, não pode ser entendido como um chefe remoído por dúvidas e incertezas. O referido sofrimento do pontífice tinha por base e fonte a vontade enorme de ver, o quanto antes, a Igreja alinhada com as propostas do Concílio. Nesse sentido, após o alinhamento e a renovada compreensão da natureza e da missão da Igreja, abrir-se para se tornar dialogante com o mundo. Não se pode dizer que houve fraqueza ou hesitação de Paulo VI, mas o que o deixava perplexo era ter que enfrentar forte resistência de alguns setores da Igreja que se opunham tenaz e sistematicamente à transformação da Igreja e a prática do Concílio. Para ele, deveria ter sido difícil entender como era possível ser contrário a uma Igreja realmente equipada para seu novo e frutuoso contato com o mundo. É sabido que a dúvida dele não estava na proposta do Concílio – que lhe parecia divinamente inspirada e por isso adequada para desencadear uma atitude de serviço ao mundo, justificando sua atuação. Por outro lado, o sofrimento de Paulo VI não se apresenta como indeciso ou desesperado, mas com dificuldade em administrar tensões e divergências de grupos que participaram do Concílio. Mostrou-se profeticamente inconformado com parte de seu rebanho que era resistente aos apelos do Espírito, frente à nova postura da Igreja com o mundo. Beatificado, Paulo VI poderá ser destacado como padroeiro dos corações inquietos, diante da rejeição às propostas da nova evangelização para o mundo de hoje! E-mail: peaugustocesar@yahoo.com.br

Luciney Martins/O SÃO PAULO

cami.imigrantes@terra.com.br

Com a participação de 556 delegados, entre eles migrantes, imigrantes e refugiados de diferentes estados do Brasil, realizou-se a abertura da 1ª Conferência Nacional sobre Migrações e Refúgio - Comigrar, na noite de 30 de maio, na Casa de Portugal, em São Paulo, com a presença de diversas autoridades, entre as quais o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Durante o evento, o projeto Visitas a Oficinas de Costura e Multiplicadores de Base, desenvolvido pelo CAMI, foi agraciado com o segundo lugar do Prêmio Simone Borges Felipe, pela implementação de boas práticas no enfrentamento ao tráfico de pessoas. A iniciativa tem o envolvimento de lideranças imigrantes que participam como agentes multiplicadores de transformação no seio das suas comunidades, ajudando-as a prevenir e combater práticas de trabalho escravo, tráfico de pessoas, exclusão social, discriminação e desigualdades sociais, garantindo cidadania. O Prêmio, outorgado pelo Ministério de Justiça, foi recebido por dois agentes imigrantes multiplicadores de base, que participam desse e de outros projetos desenvolvidos pelo CAMI. Durante a Conferência, as experiências de combate ao tráfico de pessoas foram expostas na 1ª Feira Nacional de Práticas de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, para

serem mais bem conhecidas pelos participantes. A feira reuniu 15 projetos de iniciativas do poder público e de organizações da sociedade civil, na Universidade Nove de Julho, onde os integrantes da Conferência se reuniram em grupos de trabalho para aprofundar o debate acerca das propostas levantadas durante as etapas preparatórias. A seleção dos três ganhadores levou

em conta critérios de inovação e criatividade, participação social, possibilidade de replicação, sustentabilidade, impacto e multidisciplinaridade. Os projetos são diversos e incluem práticas que vão do auxílio a vítimas de tráfico à inserção de refugiados na cultura brasileira por meio de aulas de português, capacitação profissional e apoio psicológico. Por assessoria de imprensa

Pastoral da Pessoa Idosa

Não quebrará o caniço rachado Multiplicador da Pastoral da Pessoa Idosa.

Jairo Fedel

Não quebrará o caniço rachado, não extinguirá a mecha que ainda fumega (Is 42,3). Recentemente, publicamos neste espaço o tema sobre violência contra os idosos, cuja data mundial é comemorada em 15 de junho. Naquele artigo, foram relatadas as mais diversas formas de violência contra as pessoas idosas, que vão desde agressões físicas até psicológicas e financeiras. Porém, uma notícia divulgada pela página eletrônica do jornal O Globo (http://oglobo.globo.com/mundo/ idosos-chineses-se-matam-para-nao-serem-cremados-12631819), dá conta que, de acordo com o jornal chinês “Beijing News Daily”, pessoas idosas têm cometido suicídio para não serem cremadas, pois as autoridades chinesas estão “incentivando” a cremação e não o sepultamento. O que está ocorrendo, segundo a reportagem, é que o governo chinês está proibindo o enterro de pessoas e obrigando a cremação, alegando que precisam de terras para cultivo agrícola. Fala-se que na província central de Henan, 400 mil túmulos foram destruídos em 2012, o que nos

parece um crime contra a humanidade. bido que algumas religiões têm como De acordo com o jornal, os caixões já um de seus preceitos a cremação do comprados ou preparados pelas pesso- cadáver da pessoa falecida, mas isso é as idosas estão sendo retirados à revelia já do conhecimento da pessoa, ela sabe de seus proprietários, relatando inclusi- e até deseja que seu corpo seja cremave o caso da senhora Zheng Shifang, de do após a sua morte, mas não é esse o 83 anos, que presenciou as autoridades caso. O que está ocorrendo na China, serrarem seu caixão na sua frente, após além da violência contra as religiões isso ela cometeu suicídio. não oficiais do Estado, é uma brutal Desde 1º de junho, o governo da violência contra a pessoa humana e escidade de Anqing, na província orien- pecialmente contra a pessoa idosa, que tal de Anhui, ordenou que todos os mortos devem ser cremados. O que está ocorrendo na China, Quando a senhora Wu Zhengde, de 91 anos, soube das novas realém da violência contra as gras, se enforcou. Outras pessoreligiões não oficiais do Estado, as idosas de diversas localidades é uma brutal violência contra a beberam veneno. Além do absurdo dessas repessoa humana e especialmente gras, que desrespeitam o desejo contra a pessoa idosa, que se de uma pessoa falecida, fica esprepara de forma digna para o seu tampado claramente o materiapassamento, e se vê tolhida de seu lismo e o desrespeito para com o seu próprio povo, pois esse último desejo povo está sendo considerado como descartável, que pode ser jogado fora ou queimado, não servindo se prepara de forma digna para o seu para mais nada. Na China, que apesar passamento, e se vê tolhida de seu últide ser em parte comunista e, portanto, mo desejo. Está sendo cometido pelas ateísta, a população, especialmente as autoridades chinesas não só um crime pessoas mais vividas, mantêm uma hediondo, mas uma ignomínia, pois espiritualidade e um conhecimento do Deus através do profeta Elias declarou: transcendente. Assim, uma tradição “Não quebrará o caniço rachado, não entre a população chinesa é cultivar a extinguirá a mecha que ainda fumega” memória de seus ancestrais construin- (Is 42,3). E-mail: jairo.fedel@terra.com.br do e preservando seus túmulos. É sa-


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A Igreja

Pelo Mundo

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Destaques das Agências Internacionais Padre MICHELINO ROBERTO, Diretor do o São Paulo

VATICANO Papa Francisco diz a presidentes que só Deus pode trazer a paz à Terra Santa Papa Francisco, em oração, pediu a Deus que agisse onde os esforços humanos não conseguiram, para acabar com o que ele descreveu como violência inspirada pelo diabo. O fato ocorreu durante a cerimô-

nia com a presença dos presidentes de Israel e dos territórios palestinos nos jardins do Vaticano. “Mais que uma vez temos estado à beira da paz, mas o maligno, empregando uma variedade de meios, conseguiu

bloqueá-la”, disse o Papa. “É por isso que estamos aqui, porque sabemos e acreditamos que precisamos da ajuda de Deus”. O Papa dirigiu suas observações ao presidente de Israel, Shimon Peres,

e ao presidente palestino, Mahmoud Abbas, durante a “invocação da paz” na Terra Santa, para a qual ele os tinha convidado durante sua visita à região, duas semanas antes. Fonte: Catholic Herald

Papa anuncia peregrinação ao norte da Itália para “rezar pelas vítimas de todas as guerras” No próximo dia 13 de setembro, o Santo Padre se deslocará como peregrino ao chamado “Sacrário Militar de Redipuglia”, em Gorizia, província do norte da Itália, junto à fronteira da Áustria e da Eslovênia, para “rezar pelos mortos de todas as guerras”. A decisão foi anunciada nesta sexta-

feira, 6, pelo próprio Pontífice, indicando que essa iniciativa se insere no “centenário do início daquela grande tragédia que foi a I Guerra Mundial”. O anúncio foi dado na praça de São Pedro, a uma numerosa assembleia do Corpo Policial Italiano dos Carabineiros, ali congregados por ocasião dos 200

anos desta fundação. O Papa interveio no final de uma missa presidida pelo Ordinário Militar para a Itália, D. Santo Marciano, e concelebrada por muitos capelães militares, na presença da ministra italiana da Defesa e das mais altas autoridades militares. Fonte: Radio Vaticano

BRASIL

Reprodução

Copa do Mundo: bispos levantam “cartão vermelho” ao Governo por gastos excessivos A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) levantou um simbólico “cartão vermelho” ao Governo Federal, pelos gastos excessivos para a realização da Copa do Mundo no Brasil. A Pastoral do Turismo preparou um folder (disponível em português, inglês e espanhol), que está sendo distribuído nas igrejas e aeroportos, hotéis e restaurantes das cidades sedes da Copa, no qual se alerta sobre uma série de aspectos

importantes do grande evento esportivo. Entre as críticas dos prelados está a “inversão de prioridades para com o dinheiro público, que deveria servir, prioritariamente, para a saúde, educação, saneamento básico, transporte e segurança”. Os bispos esperam que este evento permita ajudar a acabar com a exploração sexual e o trabalho escravo, e assinalam que a Igreja está disponível para os torcedores,

jogadores e populações vulneráveis. A Pastoral do Turismo tem também organizado missas em outros idiomas, além de atividades turísticas e visitas aos principais templos das cidades que receberão os jogos. “Nós condenamos os erros, mas queremos que a Copa seja de paz e aconteça de uma maneira especial”, assinala dom Anuar Battisti, da Pastoral do Turismo da CNBB. Fonte: ACI

O Estado deve intervir no modo como os pais educam seus filhos? A chamada “lei da palmada”, recente obra do Congresso Nacional, representa uma invasão do Estado no recesso do lar. Garante a Constituição Federal que “a casa é asilo inviolável, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por deter-

minação judicial.” (Art. 5.º, XI). Caberá ao Estado penetrar as residências brasileiras, determinando como os pais devem educar os filhos? Ninguém, em sã consciência, aprova qualquer medida física violenta a ser infligida contra crianças. No entanto, para coibir o excesso, já existem o Código Penal Brasileiro e leis esparsas. No fundo, a “lei da palmada” é

inconstitucional. Mais: trata-se de um precedente gravíssimo de inserção de ideologias totalitárias no seio da família, pois, atrás desta poderão vir outros regramentos de cunho doutrinário. As entidades que tutelam os direitos das crianças deveriam ser as primeiras a propor ações judiciais com vistas a extirpar esta norma legal do ordenamento jurídico. Em casa

mando eu! A frase, tão comum, denota um princípio elementar do Estado laico. Quem decide acerca da religião e dos valores éticos ensinados em domicílio são os pais, e nunca o Estado. Quem delibera a propósito do modo de educar os filhos, tornando-os pessoas de bem, são os pais, e jamais o Estado.

leste europeu

Esperança de diálogo entre Rússia, EUA e Ucrânia Pela primeira vez desde o início da crise ucraniana, ocorreu um diálogo direto entre os presidentes dos Estados Unidos da América (EUA), Barack Obama, e o da Rússia, Vladimir Putin. O encontro inesperado realizou-se à mesa dos chefes de Estado e de Governo no Castelo de Bénouville, na França, palco das celebrações do 70º aniversário do desembarque na Normandia na última sexta-feira, 6. Totalmente informal, o encontro acon-

teceu logo depois do gesto de abertura do chefe do Kremlin que, pouco antes, de modo inesperado, manteve um diálogo com o recém-eleito presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, após os encontros com David Cameron, François Hollande e Angela Merkel. O debate entre os líderes russo e ucraniano, que durou cerca de 15 minutos, realizou-se sob a salvaguarda de Hollande e na presença da chanceler alemã, Merkel. Fonte: News.Va.

Fonte: Zenit

Mundo Desde 1950, a cada década dobra o número de pessoas com cem anos de idade no mundo É costume no Reino Unido que Sua Majestade, a Rainha Elizabeth, envie uma carta pessoal aos seus súditos em seu 100º aniversário. Hoje em dia, a rainha tem muitas cartas para escrever. Um número recorde de pessoas está vivendo 100 anos ou mais no Reino Unido: o Instituto Nacional de Estatística espera que um terço dos bebês nascidos naquele país a partir

de 2013 vivam até os 100 anos. Para a população dos EUA, a tendência é similar, e o Instituto Nacional do Idoso (Inapam) informou que mais de 18 mil pessoas no México excedem hoje os 100 anos de idade. O estudo, realizado na Inglaterra, aponta que essa mesma tendência vem se confirmando em todas as partes do mundo. Fonte: La Cara Amable del Mundo


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Leigos fazem reza do Terço Público na Praça da Sé Leigos da Arquidiocese rezaram o terço na Praça da Sé no sábado, 7. A organização do Grupo do Terço Público na Sé explica que a principal intenção do ato é “em desagravo às ofensas contra o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria”. A reza acontece todo primeiro sábado do mês na Praça da Sé. O próximo será em 5/7.

Um ato de coragem Presidentes de Israel e Palestina aceitam convite do papa Francisco e rezam pela paz juntos, no Vaticano. Patriarca ortodoxo também comparece L’Osservatore Romano

FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

“Para fazer a paz é preciso coragem, muito mais do que para fazer a guerra”, afirmou o papa Francisco no encontro histórico do domingo, dia 8, que organizou pessoalmente com os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Palestina, Mahmoud Abbas. Foram mais de duas horas de grande proximidade, meditação e oração, também com a presença do patriarca ecumênico ortodoxo, Bartolomeu I, bispo de Constantinopla. Os quatro líderes e outros representantes do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo – as três comunidades religiosas que têm sua origem no patriarca bíblico Abraão –, se reuniram no Vaticano simplesmente para rezar para o Deus único em que creem. Em momentos separados, os três grupos agradeceram pelo dom da criação, pediram perdão pelos pecados cometidos e pediram a paz no Oriente Médio e em todo o mundo. Uma reunião que talvez o próprio Francisco definisse como um ato de coragem. Jornais repercutem o encontro: CORRIERE DELLA SERA CLARÍN (Itália) (Argentina) Vaticano, a oração pela Pediu a israelenses e paz de Francisco, Abu palestinos que retomem Mazen e Peres o diálogo de paz

THE NEW YORK TIMES (EUA) No Vaticano, dia de oração com foco na união

“Precisamos de coragem para dizer sim ao encontro e não ao confronto; sim ao diálogo e não à violência; sim ao negociado e não às hostilidades; sim ao respeito dos pactos e não às provocações; sim à sinceridade e não à duplicidade. Para tudo isso, precisamos de coragem”, declarou o Pontífice, que havia oferecido “sua casa” (literalmente, a Casa Santa Marta e os jardins do Vaticano) para sediar o encontro de oração. “Senhor, infunde em nós a coragem de realizar gestos concretos para construir a paz”, rezou. Segundo o Papa, para se alcançar a verdadeira paz é necessário romper com a “espiral do ódio e da violência com uma só palavra: irmão”. Ao fim do encontro, os quatro irmãos plantaram, juntos, um pé de oliveira, árvore-símbolo da paz.

Jerusalém cidade da paz

O presidente de Israel, Shimon Peres, agradeceu ao Papa pelo convite “excepcional” que fez a ele e ao presidente palestino quando esteve na Terra Santa, no fim de maio.

EL PAÍS (Espanha) Israelenses e palestinos se unem diante do papa Francisco pela paz

LA CROIX (França) O encontro de oração Abbas-Peres com papa Francisco sinaliza o fracasso da diplomacia?

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Em sua oração, disse que os dois povos, israelense e palestino, ainda desejam “ardentemente” a paz. “As lágrimas das mães sobre os seus filhos (mortos em confrontos) ainda caem sobre nossos corações. Nós temos de colocar um fim aos gritos, à violência, ao conflito. Nós todos precisamos de paz. Paz entre iguais.” Para Peres, a cidade de Jerusalém, ainda disputada pelas três religiões como lugar sagrado, precisa ser a cidade da paz. “Em hebraico, nossa língua, a palavra Jerusalém e a palavra ‘paz’ têm a mesma raiz. E, de fato, a paz é a própria visão de Jerusalém.” Também o presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, chamou Jerusalém de “cidade das bênçãos e da paz” e pediu a Deus que ajude os povos da região a alcançarem “reconciliação”. “Deus, no seu livro santo (o Alcorão, para os muçulmanos), disse aos fiéis: ‘Façam paz entre vocês!’ Nós estamos aqui, Senhor, orientados na direção da paz”, rezou. Foi a primeira vez na história que se proclamaram orações muçulmanas no Vaticano, sinalizando uma grande aproximação também com os católicos. “Nós desejamos a paz para nós e nossos vizinhos”, completou Abbas. “Nós buscamos a prosperidade e pensamentos de paz tanto para nós quanto para os outros.”

Solução política

Embora o encontro não tivesse um caráter político – o próprio papa Francisco afirmou na viagem de volta de Israel ao Vaticano que não pretende dizer “façam isso ou façam aquilo” e, além disso, o poder decisivo de Shimon Peres e Mahmoud Abbas sozinhos é muito pequeno – a “Invocação pela Paz” foi entendida por analistas como um claro convite ao diálogo e à negociação de soluções para o interminável conflito entre Israel e Palestina. De qualquer forma, como afirmou a professora Shahrzad Houshmandzadeh, especialista em teologia islâmica que comentou o evento na emissora italiana TV2000, a imagem de Francisco entre um líder político hebreu e um muçulmano faz pensar que os cristãos podem ser uma ponte entre os dois povos como verdadeiros promotores de paz. De fato, tão “excepcional” como o convite de Francisco foi o abraço entre Abbas e Peres antes e depois das orações.


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‘Evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Os bispos do Regional Sul 1, na 77ª Assembleia, refletiram sobre “Alegria do Evangelho: Desafios e propostas para a Evangelização” Redação com Regional Sul 1 da cnbb

A 77ª Assembleia dos Bispos da CNBB Regional Sul 1, no Hotel Rainha do Brasil, em Aparecida (SP), começou na terça-feira, 3, com missa na Capela Nossa Senhora da Esperança, presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, presidente do Regional. Os bispos refletiram o tema “Alegria do Evangelho: Desafios e propostas para a Evangelização”, tendo como fonte a exortação apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco. A Assembleia terminou na quinta-feira, 5. “Que essa exortação não passe despercebida pelos bispos e que estes se empenhem em estudá-la com o Clero, religiosos e leigos nas dioceses”, orientou dom Odilo na introdução da As-

Evangelii Gaudium é refletida em Aparecida (SP), durante a 77ª Assembleia do Regional Sul 1 da CNBB, de 3 a 5

sembleia, que reúne mais de 120 participantes, entre arcebispos, bispos, padres e representantes dos organismos ligados ao Regional. No segundo dia de atividades no Auditório do Centro de reuniões Santo Afonso, o secretário do Regional, dom Tarcísio Scaramussa apresentou a pauta que contou com a apresentação das Comissões. Dom Edmar Peron,

bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Belém apresentou uma síntese do 2º Capítulo da exortação apostólica Evangelii Gaudium. Dom Edmar enfatizou, entre outras coisas que, no que se refere à evangelização na cultura urbana é preciso ter um olhar contemplativo, de fé para: reconhecer que a plenitude da humanidade e da história se realiza numa cidade

(Ap 21,2-4); descobrir que Deus habita nas suas casas, nas suas ruas, nas suas praças; imaginar espaços de oração e de comunhão com características inovadoras, mais atraentes e significativas para as populações urbanas. Alex Villas Boas, leigo e teólogo, foi o responsável pelo quarto painel. Ele enfatizou que para que aconteça o discernimento da cultura é necessário cruzar

Luciney Martins/O SÃO PAULO

as fronteiras que nos separam do outro e cruzar as fronteiras que separam o outro de Deus. “Evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo. Por isso, é preciso alargar as consciências para perceber que o amor de Deus reina no mundo”, afirmou o teólogo. O relatório final foi apresentado por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Lapa. O Bispo dividiu a apresentação em duas partes: o que quer o papa e o que querem os bispos. “Conhecer, estudar, divulgar a exortação apostólica: essas providências ajudam a evitar manipulação e instrumentalização do ‘fenômeno Francisco’ e, sobretudo, contribui para que os fiéis sejam protagonistas da evangelização realizada com a força da alegria”, disse, no início da sua exposição. Os relatórios das Comissões Episcopais para o Ecumenismo e Diálogo Religioso; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Para o Ministério Ordenado e a Vida Consagrada; Para a Cultura, Educação e Comunicação; Para o Laicato, Vida e Família; Para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz e para a Bíblia e a Catequese foram apresentados com intensa participação de todos.

Escolas e hospitais católicos correm risco de extermínio Da reportagem

“Não devemos nos iludir com a revogação da portaria 415 por parte do Governo Federal”, afirma Dr. Ives Gandra Martins

União dos Juristas Católicos de São Paulo adverte: ‘Teremos surpresas após as eleições’ padre Michelino Roberto Reportagem na zona oeste

A União dos Juristas Católicos de São Paulo (UJUCASP) prevê que após as eleições, na eventualidade da reeleição da presidente Dilma Rousseff, os brasileiros serão surpreendidos com uma nova portaria do Ministério da Saúde regulamentando o aborto nos hospitais conveniados com o SUS. A advertência foi realizada durante a reunião ordinária da entida-

de, que ocorreu na manhã de segunda-feira, 9. Segundo o Dr. Ives Gandra Martins, presidente da entidade católica que atualmente reúne 80 sócios entre desembargadores, juízes e advogados, “não devemos nos iludir com a revogação da portaria 415 por parte do Governo Federal, que pressionado pela má repercussão política da medida, atuou em modo de evitar desgaste político eleitoral”. Existem atualmente em trâmite no Congresso Legislativo cerca de

seis diferentes projetos de lei que visam regulamentar a matéria do aborto no Brasil. Em parte, o efeito político negativo se deu porque a Portaria 415 do Ministério da Saúde foi baixada a revelia do debate que ocorre no Legislativo. “Na eventualidade de ser veiculada nova portaria após as eleições, os projetos em tramitação no Congresso Nacional simplesmente perderão relevância em face do fato consumado, sem passar pelo necessário debate público”, explicou o jurista.

Outro tema que foi levantado durante o encontro foi os efeitos do Decreto 8.242, da presidente Dilma Rousseff, sobre as escolas, universidades, hospitais e demais instituições privadas não lucrativas, e que, pelo seu caráter assistencial, gozam do direito constitucional de imunidade de taxas e impostos, tais como IPTU, IPI, ICMS e Imposto de Renda. Segundo os juristas, o decreto presidencial dificulta a aplicação destes direitos constitucionais, colocando em risco a existência dessas instituições que, sem essas imunidades tributárias, não conseguem sobreviver. O resultado final é o prejuízo do bem-estar social da população carente, maior beneficiária dos serviços prestados por essas instituições que atuam, sobretudo, nos setores da educação e da saúde. Segundo o Dr. Sergio

Arcury, ex-presidente da Ação Paulista de Estabelecimentos de Ensino Médio, cerca de 6 mil instituições de ensino tiveram que fechar as suas portas, nos últimos anos, em todo o Brasil. Além disso, quase todas as Santas Casas atualmente sobrevivem subsidiadas pelos Governos Estaduais, já que o Governo Federal há 19 anos não atualiza os valores pagos pelo SUS pelos procedimentos realizados nos hospitais conveniados. Significa dizer que as Santas Casas de Misericórdia recebem hoje, por qualquer cirurgia que realizam, o mesmo valor que recebiam há duas décadas. Na visão dos juristas, O decreto 8.242 também atenta contra a democracia, já que substitui o Congresso Nacional na edição de lei complementar para definir os limites do gozo das imunidades tributárias. (MR)


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Joca Duarte

Midia Ninja

Edcarlos Bispo

redação

“Estamos em greve!” Essa frase parece estar na moda no Brasil. Da esfera federal, passando pela estadual até chegar a municipal, os trabalhadores de diversos setores cruzam os braços e paralisam seus trabalhos em busca de melhorias salarias e de condições de trabalho mais dignas. Na briga entre os grevistas e o poder público – neste caso o empregador –, está à população, que, se considerando inocente, sofre o peso maior das paralisações. “Eles fazem as greves e o povo que sofre”, bradava uma usuária do transporte público em São Paulo, na quinta-feira, 5, durante a greve do Metrô, que transformou a cidade em um caos. Por falar em São Paulo, os professores da maior capital do País paralisaram os trabalhos por mais de 40 dias. Foram seguidos dias de negociações, passeatas, manifestações e, até mesmo, um acampamento em frente ao prédio da Prefeitura Municipal. “Em março iniciamos nossas assembleias e a mesa de negociações com o governo municipal e representantes de nossos sindicatos, onde foram apresentadas todas as nossas reinvindicações dentre elas: o fim das terceirizações; segurança nas escolas; valorização dos profissionais do quadro de apoio à educação; intervalo de 15 minutos aos professores que trabalham nos CEIS – Centros de Educação Infantil (6 horas com crianças de 0 a 3 anos) e não tem este intervalo que é mínimo; discussão sobre o SGP – Sistema de Gestão Pedagógica (diário de classe e todas as avaliações e registros em sistema, com uso da internet) que foi implantado nas Escolas municipais de Ensino Fundamental para que se garantam as condições necessárias do seu funcionamento sem prejudicar o processo de ensino e aprendizagem e garantindo, sobretudo as condições de acesso aos professores que se sobrecarregam levando este trabalho para fazer em casa; fim das superlotações nas salas de aulas –

Greves paralisam o País Há alguns dias da abertura do Mundial da Fifa, trabalhadores reivindicam melhorias e cruzam os braços são atualmente 35 crianças de 4 e 5 des seguem os profissionais da saú- se identificar por medo de sofrer anos e dentre estas, crianças; cadei- de municipal. Na quarta-feira, 4, a sanções, ela conversou com a rerantes, autistas, deficientes físicos, reportagem do O SÃO PAULO portagem e destacou que antes de surdos, etc. e apenas uma professo- participou de uma reunião do Con- tudo “nem era preciso fazer greve, ra, necessitamos urgentemente de selho Municipal de Saúde da Fre- pois nem médico tem”. De acordo uma inclusão que, de fato, garanta guesia do Ó e Brasilândia. Além com a funcionária, as promessas de a qualidade da inserção de todas das demandas da saúde da região, campanha feita pelo prefeito não estas crianças na rede pública visto na pauta, o apoio que alguns conse- foram cumpridas, e as solicitações que é um direito delas. Como ga- lheiros a uma greve dos servidores entregues ao secretário municipal rantir isso com salas superlotadas da Unidade Básica de Saúde (UBS) de saúde não saíram do papel. e sem apoio ou recursos? E den- Maria Cecília, na Brasilândia. Para o sociólogo Marcio Rosa, tre estas e outras reinvindicações Alguns conselheiros mais exal- formado pela Universidade de São mais, está o reajuste salarial. Uma tados afirmavam que o “conselho Paulo, a greve é a mostra do desconvez que maio de 2014 estava pre- não é sindicato”, outros, porém, tentamento dos trabalhadores, e povista o pagamento da última par- entre eles funcionários das unidades sitiva para quem quer mudança socela do acordo salarial realizado de saúde, destacavam que apoiavam cial. “É sinal de mudanças profundas no último governo antecedente ao a greve “pois a melhoria das condi- na sociedade, que passa por grandes Haddad [prefeito], esta parcela de ções dos trabalhadores representava transformações e tem reivindica13,43 refere-se ao reajuste do ano uma melhoria nos serviços e atendi- ções, mesmo que difusas, não atende 2011 pago em três parcelas sen- mentos prestados pela UBS”. didas. É só ver o clima de apoio e de do esta de 2014 a última”, conta Uma das funcionárias, que mobilização que está na sociedade.” Elaine Lima, professora de Educa- também é conselheira, não quis Essa mobilização citada por Marcio é vista, por ção Infantil e Ensino exemplo, na greve Fundamental I, há É sinal de mudanças profundas dos metroviários de quatro anos na EduSão Paulo. O gocação Municipal e na sociedade, que passa por verno estadual não que pela terceira vez aos pedidos adere ao movimento grandes transformações e tem atendeu dos grevistas, após de greve por “acreo Tribunal Regional ditar que o caminho reivindicações, mesmo que do Trabalho declade conquistas necessariamente passa difusas, não atendidas. É só ver o rar a greve inconstitucional, na manhã pela luta”. Nessa mesma clima de apoio e de mobilização da segunda-feira, 9, movimentos sociais perspectiva de proque está na sociedade como o Movimento blemas e dificulda-

do Passe Livre (MPL) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se somaram ao Sindicato dos Metroviários e fizeram uma passeata até o centro da cidade. Para o diretor de imprensa e comunicação do sindicato dos metroviários, Tiago Marcelino Pereira, o pedido de greve foi protocolado em 15 de abril e a data base da categoria é maio. Segundo ele, foi negociado que ao invés da paralisação fosse adotado a catraca aberta, porém o governador Alckmin recusou. “Estamos negociando e com as portas abertas, desafiamos. O governador a fazer catraca livre. O governador disse que isso onera o Estado, mas a greve não onera o Estado?”, questionou. Tiago, que também é maquinista do metro, relatou o sucateamento e as dificuldades de trabalho dos metroviários. Para ele tirar um dia, dos 365 de trabalho, para fazer reivindicações e lutar por melhorias é algo justo. “Não podemos viver num sufoco diário e a população está ao nosso favor, os movimentos sociais organizados estão ao nosso favor.” Todas essas greves acontecem no momento em que o País se prepara para receber o mundo da Fifa, esse fato aumenta a suspeita de que os grevistas são oportunistas e se aproveitam do momento para “chantagear” o governo e terem suas pautas atendidas. Márcio destaca que os movimentos grevistas, podem sim ser vistos como grevistas, mas “se considerarmos a oportunidade melhor para o movimento. Não como quem se aproveita, mas como quem se coloca em um momento mais oportuno. Sabe-se que a copa é cara ao governo, e logo esse momento é, digamos, propício”, afirmou. O sociólogo analisa ainda o momento em que vive o País, para além dos grandes eventos, há uma dita “mudança social”, que segundo ele é um processo “complexo” e atinge as diversas pessoas e setores da sociedade de forma desigual. “Além disso, reconheço grande mudança social que leva a certa confusão. Alguns tiveram ganhos, outros não, alguns tem perspectiva de ganho, outros não.”


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cam em ação para sobreviver. É um recurso de escape. “A resiliência é quando as pessoas creem e esperam em qualquer coisa melhor, uma espécie de automotivação”, continuou. “O trauma existe e existirá para sempre”, afirmou Martina, que ressaltou ainda o fato de que, ao serem sujeitos de uma deformação afetiva, as meninas podem ter dificuldades para de desenvolver a arte de amar. “Poderão até rejeitar qualquer forma de relação. Depende muito do tempo de duração do trauma e da idade em que ele acontece.”

Nayá Fernandes Redação

Uma quer ser médica, a outra trabalhar na mídia, mas há quase dois meses, elas estão sequestradas junto a outras 221 meninas nigerianas. O responsável pelo sequestro foi o grupo islamita Boko Haram. As meninas estavam em um colégio interno da vila de Chibok, no estado de Borno, noroeste da Nigéria, quando homens armados as levaram forçadamente e, desde 14 de abril, estão em cativeiro. Na segunda-feira, 9, outras 23 mulheres foram levadas de um acampamento também em Chibok. 55 conseguiram fugir e algumas contaram que as companheiras têm sofrido abusos sexuais frequentes. Mull Katende, embaixador de Uganda nas Nações unidas informou na sexta-feira, 6, que a União Africana reforçou as buscas. O motivo para a discrição sobre o sequestro, segundo as autoridades nigerianas, é o medo de que o fato possa provocar uma guerra. O Embaixador disse, porém, que os esforços para a libertação das meninas continuam, com a colaboração de muitos países, embora a questão não tenha uma grande mobilização mundial. A situação, porém, continua crítica e há vários boatos sobre o destino delas, como, por exemplo, a venda por US$ 15 no Chade e na República dos Camarões ou sido forçadas a se casar com os sequestradores, que pagaram US$ 12 por uma noiva. A maioria delas tem até 18 anos, é filha de camponeses e estuda em uma das poucas escolas da região. Segundo as investigações, as jovens foram divididas em grupos menores, espalhadas pela região da floresta de Sambisa, uma mata densa que tem 60 mil quilômetros quadrados. O sequestro expôs ao mundo a ação de um grupo que age em nome de uma suposta “guerra santa”. Eles estão contra o modelo de educação ocidental e promovem o conceito de que o lugar

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Amizade que nasce da dor

Na Nigéria,

uma geração roubada Psicóloga italiana apontou as possíveis consequências do sequestro prolongado das meninas das mulheres é em casa. Atualmente, o grupo opera como uma guerrilha, mas já possui características de um exército regular. Porém quando surgiu, em 2002, era uma seita religiosa islâmica.

Quanto antes, melhor

Martina Brunamonti, psicóloga e voluntária em ações sociais de animação infantil e juvenil, trabalha em Roma e conversou com O SÃO PAULO sobre os principais efeitos psicológicos na vida de uma criança ou adolescente que

foi sequestrada e abusada durante um período prolongado. A reportagem questionou sobre a possibilidade de uma vida feliz, no caso de conseguirem se salvar. Será possível reconstruir? “O fato é que o trauma seguirá por toda a vida de maneira diferente em cada uma delas”, salientou Martina. “Mesmo sendo um drama tão violento, será sortuda aquela que se salvar primeiro. É mais fácil remover alguns processos mentais danosos se eles ocorrem por períodos breves”, ex-

plicou a jovem psicóloga. Martina salientou ainda que é mais difícil se o trauma acontecer na idade em que os processos mentais e os cognitivos que incluem a memória já estiverem formados. “É algo bem delicado. Mas creio que, em ambos os casos, se pode superar. Há uma salvação da vida porque certas situações assim absurdas acionam-se estratégias de sobrevivência, como a resiliência.” A resiliência é um fator protetivo que algumas pessoas, em situações de vida extremas, colo-

Interessante pensar que elas se tornem amigas. Uma amizade que nasce quando se partilha a dor de estar longe de casa, de ser abusada, explorada e talvez, impossibilitada de continuar estudando. Após uma eventual fuga, a relação de amizade que seria positiva, ao invés disso, pode se tornar uma espécie de rememorar do trauma? “É só pensar nas pessoas que estiveram nos campos de concentração. Acredito que o efeito de uma possível amizade é muito similar. Não há nada mais forte que liga duas pessoas, pois assim, não se sentirão sozinhas. E isso é uma coisa que as manterá unidas para sempre. Não existe nada mais saudável, poderíamos dizer, até mesmo, seria uma única luz”, explicou Martina. Mesmo num contexto dramático, a psicóloga afirmou que as meninas conseguirão transformar o trauma em dom se forem livres. “Estou certa que isso acontecerá. É óbvio que certas coisas demoram anos. É uma situação dramática. Muitos entulhos que podem vir para fora. Mas a força, mesmo num momento limite, é uma característica própria delas.” (Com agências)


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‘A Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a cada ano, é surpreendente no sentido positivo’ Maria José

DIEGO MONTEIRO

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Em entrevista ao O SÃO PAULO, o cônego José Bizon, responsável pela Comissão do Ecumenismo e Diálogo Interreligioso da Arquidiocese de São Paulo e diretor da Casa da Reconciliação, afirmou que “a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a cada ano, é surpreendente no sentido positivo”. Segundo ele, os encontros de oração, que ocorreram durante a Semana, entre duas ou mais denominações cristãs “aproximaram, ajudaram a quebrar preconceitos e fizeram com que testemunhássemos que Cristo não está dividido, mas que a divisão entre nós, cristãos, fere a integridade do Cristo”. De fato, nesses encontros era visível o desejo entre os cristãos, que pediam a Deus o dom da unidade. Exemplo disso foi a Jornada Ecumênica realizada na manhã de sábado, 7, no Campus Ipiranga da PUC-SP, que reuniu grupos que trabalham com o Diálogo Ecumênico ligados ao Regional Sul, ao Movimento de Fraternidade de Igrejas Cristãs (MOFIC) e da Faculdade de Teologia da PUC-SP. Esses grupos vinham de diversas cidades: Bragança Paulista, Campinas, São José dos Campos, Botucatu, Santos e Grande São Paulo. A Jornada foi assessorada pelo padre Boris Agustin, doutor em Teologia Bíblica e professor

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Mônica Vilalta

Jornada Ecumênica - Campus Ipiranga da PUC-SP, em 7/6

Vigília da Unidade na Paróquia São Luís Gonzaga em 7/6

Valéria Ferraz

Maria José

Igreja Luterana no bairro Moinho Velho em 4/6

Paróquia de Sant’Ana (Região Santana) em 5/6

da PUC-SP, que dissertou sobre to está divido?” (1 Cor 1, 1-17). o texto bíblico tema da SemaPadre Boris explicou que o na de Oração pela Unidade dos Apóstolo Paulo sublinha e exorCristãos deste ano: “Acaso Cris- ta ao povo de Corínto a centra-

lidade de Cristo, o seu Evangelho e a sua oferta de vida. E que “na medida em que todos os fiéis forem conduzidos pelo

único espírito, que nos impele e nos impulsiona a viver este modo de ver de Cristo, nós teremos a chance de edificar um diálogo ecumênico sadio, uma comunhão que favoreça a vida e a sociedade”. Varnete Maria dos Santos Montanha é membro da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Seu esposo, Luiz Antônio Montanha, é católico romano. Essa é uma família que trabalha em prol do ecumenismo na cidade de Botucatu (SP). Varnete acredita que a adesão das pessoas ao diálogo ecumênico depende das lideranças religiosas. “Nós temos um casal de pastores que são ecumênicos. Além disso, na cidade, dom Maurício Grotto de Camargo, arcebispo metropolitano, atua em sinergia pelo ecumenismo com a Igreja Presbiteriana Independente”. “Aquilo que nos une é qualitativamente mais importante do que aquilo que nos separa”, manifestou dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo e referencial para o Diálogo Ecumênico e Inter-religioso do Regional Sul 1 da CNBB. Dom Julio explicou que “Cristo não está dividido porque professamos um só Batismo, um só Senhor, uma só fé; a graça é a mesma. Cristo está ferido, mas não está dividido. As nossas divisões ferem a nós mesmos, mas, principalmente, a Jesus Cristo. As feridas contra a Unidade ferem o próprio Cristo”.

Caminhos para as famílias diante dos desafios Daniel Gomes

Reportagem no centro

“Há um paradoxo: ora a família é tudo, ora a família é nada”, afirmou dom João Carlos Petrini (foto), bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão da Vida e da Família da CNBB, durante a Jornada Teológica da Faculdade de Teologia São Bento, na quarta-feira, 4. Convidado para tratar da temática “Desafios e possibilidades para a família no terceiro milênio”, dom Petrini recordou uma pesquisa do Datafolha de 2007 que indica que 98% das pessoas consideram a família a coisa mais importante de suas vidas, mesmo em uma sociedade em que a constituição familiar é vista como uma imposição cultural do passado, da qual as pessoas querem se libertar. De acordo com o Bispo, uma das fragilidades para a família é que o tripé amor, sexualidade e procriação não é mais visto como indissociável e que a cooperação entre os sexos e as gerações é cada vez menor. “Quebrado esse tripé e reduzida essa cooperação, é evidente que a família fica extremamente fragilizada”.

Outro ponto destacado por dom Petrini é que o centro de atenção das pessoas está sempre no presente, o que conduz a uma cultura do efêmero, com os vínculos familiares sendo vistos como limitadores da realização humana. “Os horizontes são mais curtos, vive-se o aqui e agora, e o mercado passa a ser fonte de realização individual. Inaugura-se um tempo separado de sua origem e de seu destino”. O Bispo indicou seis caminhos a serem seguidos pelas pessoas na convivência familiar: cultivar o sentimento de pertença; ter a família como prioridade, vivendo-a como vocação; estar na família com sua identidade plena; não fazer que a ajuda mútua entre familiares se transforme em razão crédito ou dividendo; buscar a satisfação coletiva em vez da individual, o que é facilitado tendo filhos; e cultivar o “nós”, para que decisão alguma que envolva outro familiar seja tomada sem consultá-lo. Ao O SÃO PAULO, dom Petrini comentou que a Igreja deve estimular a formação de comunidades familiares. “Famílias que sistematicamente se encontram para rezar, para cantar, para partilhar

os problemas, para conversar sobre o que está acontecendo na vida, se fortalecem”; E ainda avaliou como positiva a revogação da Portaria 415 que regulamentaria os procedimentos de aborto no Sistema Único de Saúde. “Que os pais tenham a liberdade de matar os filhos é uma coisa complicada, porque se cria uma mentalidade de que quem incomoda pode ser eliminado. Depois, não podemos reclamar quando tanta violência se difunde”. Durante o evento, dom Petrini enalteceu o papa São João Paulo II, pela criação, em 1981, do Instituto para a Família, e o papa Francisco pela convocação do Sínodo extraordinário e ordinário sobre a família, este ano e em 2015, respectivamente. Segundo o professor Domingos Zamagna, um dos coordenadores da Jornada Teológica, o Sínodo extraordinário foi a principal motivação do evento. “Quando anunciou que o tema seria família, o Papa pediu que todos estudassem o assunto e orassem pelo Sínodo. A nossa faculdade está procurando atender a esse pedido com este dia de estudos e a oração pela família”, afirmou à reportagem.

Luciney Martins/O SÃO PAULO


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Santo Antônio anima festejos juninos Conhecido como “casamenteiro”, o grande legado do presbítero e Doutor da Igreja, no entanto, é sua pregação Edcarlos Bispo

Celebrações pela cidade

Redação

A sexta-feira 13 do mês de junho será de festa. É dia de Santo Antônio. A Arquidiocese de São Paulo possui 13 paróquias dedicadas ao santo, que popularmente é conhecido como “o santo casamenteiro”, esse “apelido” é conferido ao santo, pois ajudava moças humildes a conseguirem um dote e um enxoval para poderem se casar. O grande legado do santo, no entanto, é sua pregação. “De sua pregação restam significativos testemunhos em seus escritos homiléticos”, descreve o Missal Romano. Na paróquia centenária dedicada ao santo, no bairro do Pari, as celebrações e festejos já estão acontecendo a todo vapor desde 24 de maio. São mais de 30 barracas, entre terceirizados e barracas da comunidade. A festa acontece até o dia 15 de junho, das 17h às 23h. No dia 13, data em que se celebra o dia de Santo Antônio, a festa externa acontece das 6h às 23h, com missas a cada hora e meia. No lado externo, haverá distribuição do pão bento e venda do tradicional bolo de Santo Antônio. “Nós estamos no ano do centenário e dividimos os festejos em três momentos principais. No começo do ano, dia 2 de fevereiro, a missa celebrando o jubileu de 100 anos e um coquetel para a comunidade. No meio do ano, por ocasião do dia de Santo Antônio, estamos na trezena, que se iniciou em 31 de maio e vai até 12 de junho, e no dia 13 a grande festa. Deixamos para o final do ano, na noite de natal, dia 24, a reinauguração dos sinos e do relógio da torre da igreja que foram perdidos no incêndio de 2006”, afirmou em entrevista ao O SÃO PAULO o frei Adriano Freixo, pároco da Santo Antônio. O frei contou ainda sobre a importância da festa para o bairro, que no dia 13 conta com uma procissão e a participação de mais de 80 mil pessoas que passam pela igreja ao longo do dia

Lauzane 08h00 - Pe. Dalmir 10h00 - Pe. Beto 12h00 - Pe. Gabriel 14h00 - Pe. Wilson 16h00 - Pe. Victor 18h00 - Pe. Mauricio Luchini 20h00 - Dom Sérgio Rua: Conselheiro Moreira de Barros nº 2221 Vila Mazzei 8h – Dom Sérgio de Deus Borges 10h – Padre Reinaldo 15h – Padre Cândido 18h30 – Procissão pelas ruas 19h – Padre Hermenegildo Rua Imbiras, 220 Tucuruvi Missas às 8h, 12h, 15h, 20h Rua: Doutor Natalino Righetto, 390 Chácara Mafalda 7h30 – Dom Odilo Pedro Scherer 10h – Pe. Wilson Pereira dos Santos 12h – Pe. José Lino Mota Freire 15h – Pe. Pedro Luiz Amorim 17h – Pe. Alexandre Ferreira Santos 19h30 – Dom Edmar Peron Avenida Montemagno, 842 Brasilândia Missas às 7h, 9h, 11h, 15h, 18h. Padre Marcos Antônio Câmara preside a missa de encerramento da festa às 20h Rua Parapuã, 1903

para participar de uma das dez co os 100 anos da Paróquia Sanmissas celebradas. to Antônio do Pari. Participe! Neste ano teremos vários frades Trezena de Santo convidados para cada dia.”

Antônio:

Esse ano o tema da festa é “Sustentados pelo amor, unidos na esperança”. As celebrações da trezena acontecem até a quinta-feira, 12. “Nos treze dias que antecedem a solenidade de Santo Antônio, somos chamados a rezar e refletir a cada dia um tema diferente. Venha conhecer mais sobre Santo Antônio e seus ensinamentos, e celebrar conos-

31/05 às 16h – Sustentados pela Eucaristia, unidos em Maria 1/06 às 19h – Sustentados pelo ministério, unidos no Espírito 2/06 às 19h30 – Sustentados por Cristo, unidos pela paz 3/06 às 19h30 – Sustentados pela fé, unidos na esperança 4/06 às 19h30 – Sustentados pela Palavra, unidos na missão 5/06 às 19h30 – Sustentados

pela Trindade, unidos no amor 6/06 às 19h30 – Sustentados pela amizade, unidos no seguimento 7/06 às 16h – Sustentados pela confiança, unidos na missão 8/06 às 19h – Sustentados pelos dons, unidos no Espírito Santo 9/06 às 19h30 – Sustentados pela caridade, unidos nas bem-aventuranças 10/06 às 19h30 – Sustentados na missão, unidos pela luz 11/06 às 19h30 – Sustentados pela oração, unidos no envio 12/06 às 19h30 – Sustentados no amor, unidos pelo sacramento

Pari Missas às 6h, 7h30, 9h, 10h30, 12h, 13h30, 15h, 16h30, 18h e 19h30. Após a missa solene das 19h30, acontece a procissão pelas ruas do bairro. Festa externa a partir das 6h, com distribuição do pão bento, venda do lírio e tradicional bolo de Santo Antônio, além das barracas de comidas típicas e bingo, confira! Praça Padre Bento, 13 Barra Funda 10h – Padre José Roberto 12h – Cardeal Scherer 15h – Padre Cido 18h – Dom Tarcísio Scaramussa Rua: Cônego Vivente Miguel Mariano, 421


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dicas de cultura

literatura

CCJ recebe programação ‘África em Nós: Memórias e Culturas Africanas’

Livro mostra a fé mariana do Papa

No mês de junho, o projeto Terça Afro, do Centro Cultural da Juventude (CCJ), aborda o tema da herança africana. O que é de África dentro de nós, em formas de relações, posicionamento da comunidade negra e algumas culturas do território africano que nos influenciam. Dessa forma, a temática aborda desde a música moderna, a cultura tradicional, ancestralidade até a diáspora.

Próximos encontros:

No dia 18, às 18h, com Michel Yakini: escritor, arte-educador e produtor cultural. Publicou “Acorde um verso”. Cofundador do Coletivo Literário Sarau Elo da Corrente e atuante no movimento de literatura das periferias de São Paulo, representante Regional da Fundação Cultural Palmares em SP, é colunista do Jornal Brasil de Fato (versão online). O autor traz a literatura como forma de afirmação de identidade negra em suas mais diferentes dimensões. Para esse encontro, será possível ao público não apenas dialogar com o escritor, mas também compartilhar com ele o

conteúdo da oficina “cheiro das palavras”, que proporcionará trilhar por um caminho que vise explorar nossos sentidos. Dia 24, às 19h, com o Ballet Afro Koteban, grupo que apresentará em uma conversa musicada o trabalho de pesquisa do Ballet Afro Koteban que focaliza a religação com a cultura africana a partir do povo Mandingue, proporcionando uma leitura real desse povo e de sua cultura. A referência da cultura Mandin-

“‘Ela é minha Mãe!’ – Encontros do Papa Francisco com Maria” Reprodução é o livro que as Edições Loyola apresentam. Escrito pelo diretor do Instituto religioso Schoenstatt e assessor oficial do Sumo Pontífice no Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, padre Alexandre Awi Mello, a obra descreve os encontros do papa Francisco com Nossa Senhora, desde sua infância até sua missão atual como Bispo de Roma. Fala de suas orações e devoções marianas preferidas e destaca a importância de Maria na vida da Igreja e dos cristãos. Ainda relata sobre o valor dos santuários marianos e da piedade popular, o lugar da mulher na igreja e reflexões sobre outros temas da atualidade. De acordo com o autor, o livro é dirigido mais ao coração que à gue engloba cinco países: Guiné, razão; mais à ação que à teoria. Por Mali, Senegal, Burquina Faso e isso, carrega o título “Ela é minha Costa do Marfim. Mãe!”, que é afirmação do papa Francisco em resposta à pergunta do padre Awi: “Quem é Nossa SeO QUE: Terça Afro - África em nós: nhora para o senhor?”, durante a Memórias e culturas africanas entrevista. QUANDO: Até 24 de junho, às O autor deseja que o leitor teterças-feiras, das 19h às 21h. nha um profundo encontro com QUANTO: Gratuito ONDE: Centro Cultural da JuventuMaria, seguindo o testemunho do de - CCJ (Avenida Deputado Emílio papa Francisco e, ao final, tenha Carlos, 3.641 - próximo ao terminal condições de preparar a vivência de ônibus Cachoeirinha Vila Nova da homilia sugerida pelo Santo Cachoeirinha).

Reprodução

Padre, não se afastando mais da segurança maternal de Maria. A obra contém 10 capítulos, com reflexões sobre as orações dedicadas às Nossas Senhoras. Nesse texto, o leitor perceberá que o autor vai além da entrevista e consegue desbravar os caminhos que conduzem a mente e o coração mariano do papa Francisco. Ficha Técnica Titulo: “Ela é minha Mãe!” – Encontros do Papa Francisco com Maria. Autor: Padre Alexandre Awi Melo, ISch Páginas: 264 Outras informações: www.loyola.com.br

vamos cuidar da saúde!

direito do consumidor

Novos grupos incluídos na vacina contra a gripe

O empregado que trabalha no horário noturno

O Centro de imunização epidemiológica de São Paulo, COVISA, e a Coordenadoria Regional de Saúde da Zona Sul recomendaram mais alguns grupos à vacinação contra gripe. Não há ainda uma data limite, mas se você se encontra em um desses grupos deve ir o quanto antes, já que a permanência dessa vacina nos postos é temporária.

O empregado que trabalha no horário noturno caso seja transferido para o horário diurno, perde o direito ao adicional noturno? Imagine a seguinte situação: João trabalha de segunda à sexta feira, das 8h às 18h. Certo dia, seu superior mudou seu horário, em acordo com João, pois havia a necessidade de alguém trabalhar no período noturno das 22h às 5h. Nesse caso,

Esses profissionais serão vacinados nos postos de saúde mediante identificação. São eles: professores da Educação Infantil e Fundamental, incluindo os outros funcionários da educação desses estabelecimentos, públicos e privados; policiais militares e civis, incluindo os bombeiros e a guarda municipal; carteiros; profissionais da CET; Guarda Civil Metropolitana; Bombeiros; e soldados do Exército, Marinha eAeronáutica. Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família

João terá direito a um adicional noturno de 20% sobre seu salário-hora. E se o patrão resolver mudar João novamente para o horário normal, João continuará recebendo o adicional? A resposta é negativa. Não, ele não continuará recebendo o adicional, conforme a súmula 265 do Tribunal Superior do Trabalho. A transferência para o período diurno de trabalho implica a perda do direito ao adicional noturno. Saiba dos seus direitos, procure um advogado. Ronald Quene é formado em Direito

O SÃO PAULO: UMA EQUIPE TRABALHANDO POR VOCÊ

FERNANDO GERO NAZZO

Fernando Geronazzo de Souza, 30, licenciado em Filosofia e especialista em Jornalismo Multimídia, é colaborador do O SÃO PAULO na Região Sé desde outubro de 2011. “Sempre foi para mim uma grande escola”, afirma, enaltecendo o Semanário Arquidiocesano “como uma voz profética daqueles que nem sempre eram ouvidos na sociedade e um espaço privilegiado de aproximação do povo com sua Igreja em diálogo com o mundo”. Fernando sempre espera que o leitor, a partir de suas reportagens, “seja motivado a interagir e a se engajar na vida eclesial e, sobretudo, a assumir a sua missão cristã na sociedade em suas diferentes dimensões”.

IRA BENIGNO NAVE

Desde julho de 2013, Benigno Naveira, 60, é colaborador do O SÃO PAULO, mas este jornalista e professor de Educação Física desde antes atua com comunicação na Igreja, por meio da Pastoral da Comunicação da Região Episcopal Lapa, sendo atualmente coordenador da Pastoral no Setor Rio Pequeno. “Ser colaborador do Semanário Arquidiocesano é uma experiência gratificante. Retrato através de textos a realidade vivida em nossas paróquias, esperando assim que o leitor perceba a essência do trabalho de evangelização e a importância da sua colaboração para anunciar Jesus Cristo”.


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| Geral | 17

copa do mundo Brasil e Croácia iniciam o torneio, na quinta-feira, 12, mas pelas ruas ‘clima’ do Mundial não se assemelha ao de edições anteriores

Vai começar a Copa. E a empolgação?

Eliminações diante dos vicecampeões mundiais – 2006 e 2010

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

Reportagem nas zonas noroeste e sul

“No mítico templo de futebol foram estendidas duas camisas da seleção brasileira em tamanho gigante com a inscrição ‘O novo Maracanã é nosso e a Copa do Mundo de 2014 também’... ‘Em São Paulo, os brasileiros se reuniram em frente ao Teatro Municipal e festejaram a notícia com fogos de artifício, milhares de balões e diversas atrações musicais”. Esse foi o clima no Brasil, em 30 de outubro de 2007, quando o País foi anunciado sede da Copa de 2014, conforme reportagem do site da Fifa, à época. Sete anos depois, a empolgação com o Mundial de Futebol, que começa na quinta-feira, 12, é pouco visível pelas ruas de São Paulo, cidade que receberá o jogo de abertura da Copa. “Para quem anda um pouco a pé, caminha pelo centro de São Paulo, percebe que o comércio não está arrumado com bandeirinhas, com temáticas da Copa, inclusive por medo de virarem alvo de protesto e depredações. Estamos bem menos empolgados que em outras ocasiões”, afirmou, ao O SÃO PAULO, Rodrigo Prando, doutor em Sociologia pela Unesp e professor na Universidade Mackenzie. Segundo Prando, a mudança no panorama econômico do País em relação a 2007, o receio de parte da população com novos protestos e o aumnto das preocupações do cotidiano diminuíram a empolgação com a Copa. “Eu até acredito que as pessoas estão torcendo pelo Brasil, querem que ganhe e que façamos uma boa Copa. O futebol faz parte da nossa cultura, da nossa identidade na-

As duas últimas participações do Brasil em Copas terminaram do mesmo jeito: com eliminação nas quartas de final. Na Alemanha, em 2006, a equipe de nomes consagrados como Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano, Kaká e Robinho, despediu-se do Mundial ao perder para França, que seria derrotada na final pela Itália. Em 2010, na África do Sul, sob o comando de Dunga, O Brasil também não foi além das oito melhores seleções, sendo eliminado pela Holanda, que perderia o título para a Espanha, que com um gol de Iniesta, chegou à inédita conquista no dia 11 de julho daquele ano. Brasileiro, Futebol e Copa • Pesquisa do Ibope realizada com 2.002 pessoas, em 140 cidades do Brasil, revelou que 51% dos brasileiros são favoráveis à realização da Copa. Em fevereiro, este percentual era de 58%. • A maioria dos 1.500 brasileiros ouvidos em maio pelo Instituto Ipsos se considera mais fanática por futebol que argentinos, mexicanos, chilenos e colombianos. 91% dos entrevistados verão os jogos com pessoas mais próximas. • Levantamento feito pelos gestores do Facebook indicou que a cada cinco brasileiros que usam essa mídia social, três são fãs de futebol, um total de 53,8 milhões pessoas.

cional, mas parece que as pessoas estão pouco cansadas do que estão cotidianamente sofrendo”, avaliou. “O brasileiro está galgando patamares de civilidade maiores, o futebol está se tornando um esporte como outro e embora importante, alegre, um espetáculo, não tem sido o centro da vida de muitas pessoas”, complementou.

dias de jogos”, afirmou Rodrigo Caner, 28, ao se recordar das vezes que enfeitou as ruas do bairro onde mora, a Vila Zatt, na zona noroeste, para as Copas de 2002, 2006 e 2010. Nas últimas semanas, Rodrigo reuniu os amigos e vizinhos para colocar bandeirinhas e pintar as guias das ruas, mas a tarefa não foi fácil. “As pessoas que ajudavam a gente nas CoEnfeitar as ruas já foi mais pas anteriores, este ano falaram que não ‘tá a fim’, só vão torfácil “Era muito legal, todo mundo aju- cer mesmo por torcer, não estão dava, a gente fechava as ruas nos muito empolgadas”, comentou à

reportagem, atribuindo parte do desânimo às manifestações pela cidade e à desproporção entre a qualidade dos estádios da Copa e os serviços públicos no País. Alessandro Silva, 19, também reuniu os amigos e vizinhos para enfeitar e pintar as ruas e pilastras no Parque Bristol, na zona sul, no último fim de semana. “Nos reunimos, conversamos com os moradores, conseguimos a contribuição da rua inteira para comprar o material e executamos tudo para homenagear o Brasil e outros países que

foram campeões da Copa”, contou. Na avaliação de Prando, a empolgação com a Copa tende a aumentar conforme o desempenho da seleção. “Se dentro de campo o Brasil jogar bem, houver uma plasticidade, gols, o time evoluir, sem dúvida que pode contagiar e fazer as pessoas se tornarem bem mais ligadas do que estão hoje”. Porém, para ele, “mesmo com o Brasil campeão, a sensação vai ser bem menos empolgante do que foi em outros momentos”. (Colaborou Luciney Martins)

Maioria das seleções já está no Brasil da redação

Lionel Messi chega ao Brasil

Das 32 seleções que disputarão a Copa, cinco ainda não chegaram ao Brasil: Bélgica, que desembarca em São Paulo nesta terça-feira, 10, e Nigéria, Portugal, Gana e Coreia do Sul, que virão ao País na quarta-feira, 11. Nos últimos amistosos preparativos para o Mundial de Futebol, algumas goleadas e contusões chamaram a atenção: a França, após o corte de Franck

Ribéry, por contusão, goleou a Jamaica, por 8 a 0, no domingo, 8, no mesmo dia em que a Itália, em Volta Redonda (RJ), venceu o Fluminense por 5 a 3, com três dos gols marcados por Immobile. Já a Alemanha perdeu o meia-atacante Reus, eleito melhor jogador do campeonato alemão, que se contundiu no amistoso contra a Armênia. Após vitórias sobre o Panamá, 4 a 0, e Sérvia, 1 a 0, na última semana, o Brasil está pronto para a estreia na Copa, na quin-

ta-feira, 12, contra a Croácia. Nos treinamentos de segunda-feira, 9, Neymar torceu o pé direito enquanto corria, mas se recuperou prontamente. Para o primeiro jogo no Mundial, o técnico Luis Felipe Scolari deve escalar os mesmo titulares da final da Copa das Confederações contra a Espanha, no ano passado: Júlio César, Daniel Alves, Tiago Silva, David Luiz e Marcelo; Paulinho, Luiz Gustavo e Oscar; Hulk, Fred e Neymar. (DG)

Ação Pastoral da Arquidiocese durante a Copa A Arquidiocese de São Paulo organizou-se para desenvolver uma ação pastoral de acolhida aos visitantes e de orientação para os casos de violência que exigem a solidariedade da Igreja, durante a Copa do Mundo. Todas as informações, incluindo os horários de missa em outros idiomas, podem ser acessadas em www.arquidiocesedesaopaulo.org.br.


18 | Região Brasilândia |

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Freguesia do Ó clama por uma cultura de paz Dezenas de pessoas participaram de um ato contra a violência que assola bairros da Região Brasilândia

ciel, representante da Pastoral da Juventude, no Setor Freguesia do Ó e um dos organizadores do Ato, lembrar-se dos jovens assassinados no Jardim Elisa Maria e no Parque Belém, é não querer calar-se diante da situação de violência e do ciclo de morte. “Nós como Igreja

devemos nos unir, para que as famílias e as comunidades não se sintam coagidas a denunciar estes casos, e não se tornem os próximos alvos desses crimes”. Os jovens traziam cartazes com frases clamando por paz. Duas meninas de aproxidamente 3 e 6 anos de idade, chamaram a

atenção dos presentes no Ato ao trazerem em seu cartaz a frase: “Proteja-me: Sonho com uma juventude sem sofrimentos”.

diariamente em sua página do Facebook, orações em favor da paz. Textos bíblicos, orações de santos e reflexões acerca da cultura de paz, que somente é dada Por um como o fruto do Espírito Santo. Foi uma bonita forma também Pentecostes de Paz Durante toda a semana, o bis- de evangelizar os fiéis por meio po regional dom Milton postou das redes sociais. Pastoral da Juventude da Brasilândia

Renata Moraes

Colaboradora de Comunicação da Região

Nos últimos meses, alguns acontecimentos voltaram a chocar BRASILÂNDIA a população da Região Brasilândia, novamente o crescimento da violência contra a juventude, sobretudo nos bairros mais periféricos. Entre os meses de abril e maio duas chacinas resultaram na morte de cinco jovens, que foram assassinados no Jardim Elisa Maria e no Parque Belém. Preocupados com essa realidade e partindo do pressuposto que a Paz é a única resposta, o setor pastoral Freguesia do Ó realizou, na tarde do sábado, 7, um Ato pela Paz, com o intuito de levantar um clamor, não somente contra a violência de toda e qualquer espécie, mas um ato pela promoção da Paz. Com o objetivo também de evidenciar que toda e qualquer violência pode ser combatida diretamente por atos de Paz, e que juntos, Igreja e a Sociedade, podem fazer, do mundo, um lugar melhor para se viver e promover uma cultura de paz. O evento aconteceu no largo da Matriz de Nossa Senhora do Ó e contou com a presença de jovens e padres das diversas comunidades e paróquias do setor, representantes de diversos movimentos pastorais da região, e do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para a região Brasilândia, dom Milton Kenan Júnior. Apresentações de teatro, leitura de poemas e a reflexão do Evangelho marcaram o ato, que também foi credenciado no Projeto 50 Pontos de Paz do Arsenal da Esperança. Em sua exortação aos presentes, dom Milton afirmou: “Para que a paz seja a nossa realidade, precisamos de políticas públicas que assegurem a paz, escolas públicas de qualidade para as nossas crianças e jovens, mais saúde e empregos dignos.” Para o jovem Matheus Ma-

Jovens, adultos e crianças juntos em favor da promoção de uma cultura de paz e contra a violência que assola São Paulo, principalmente as periferias

palavra do bispo

A oração contemplativa Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Entre as várias expressões de oração, que o Catecismo nos propõe (cf. nº 2700-2719), merece nossa atenção àquela, que ele nos fala da oração contemplativa. Neste caso, a autoridade de Santa Teresa de Jesus é evocada, pois é dela que o Catecismo apresenta a definição desta expressão de oração: “A oração contemplativa, a meu ver, é apenas um relacionamento de amizade em que conversamos muitas vezes a sós com esse Deus por quem nos sabemos amados” (Livro da Vida, 8). Na compreensão dos mís-

agenda regional

ticos, a oração contemplativa é, antes de tudo, desejo, busca, anelo por aquele que amamos. “Desejá-lo é sempre o começo do amor...”; “O coração é o lugar da busca e do encontro, na pobreza e na fé”; e, condição para ela é “reservar um tempo para estar com o Senhor, com a firme determinação de não voltar atrás, quaisquer que sejam as provações e a aridez do encontro”. O Catecismo ainda diz que “entrar em oração é algo análogo ao que ocorre na liturgia Eucarística: “reunir” o coração, recolher todo o nosso ser sob a moção do Espírito Santo, habitar na morada do Senhor (e esta morada somos nós), despertar a fé, para entrar na presença daquele que nos espera, fazer cair nossas máscaras e voltar nosso coração para o Senhor que nos ama, a fim

de nos entregar a ele como uma oferenda que precisa ser purificada e transformada” (n. 2711). A contemplação é definida como olhar e escuta. Em primeiro lugar, como uma troca de olhares: “Eu olho para ele e ele olha para mim”, como dizia, o pobre camponês que respondia a pergunta do Santo Cura d´Ars encabulado com o tempo de oração que aquele pobre homem permanecia diante do sacrário da sua Igreja paroquial. Sim, a oração contemplativa é dirigir o olhar para aquele que não nos perde de vida. “Essa atenção a ele é renúncia ao ‘eu’. Seu olhar purifica o coração. A luz do olhar de Jesus ilumina os olhos de nosso coração; nos ensina a ver tudo na luz de sua verdade e de sua compaixão por todos os homens” (n. 2715).

Mas é também escuta amorosa, prolongada da Palavra de Deus, que leva à obediência da fé, acolhida incondicional, adesão amorosa do filho à vontade do Pai. Reservar tempo para saborear a Palavra de Deus, deixando-a ecoar no fundo do coração, é rezar contemplativamente. Neste exercício de olhar e escuta, será indispensável o silêncio, que é próprio da linguagem dos que se amam. Aquele que busca o Senhor, acolhe sua presença, reservando tempo prolongado de silêncio, para que o Senhor e o orante ouçam suas vontades, e assim, realize o milagre do amor, que transforma, na linguagem dos místicos, o “amante no Amado” (S. João da Cruz), fazendo com que se viva desde já o céu antecipado.

Sexta-feira (13), 20h

Sábado (21),14h30

Missa de Encerramento e Festa de Santo Antônio - Missas às 7h - 9h11h-15h e 18h na Paróquia Santo Antônio (rua Parapuã, 1903 Vila Brasilândia). Outras informações (11) 3921-6046.

Curso de Formação “Educação Popular em Direitos Humanos” na Paróquia São Francisco de Assis, do Jardim Guarani, a partir do dia 21/06 durante sete sábados. (rua Manoel Nascimento Pinto, 591 - Jardim Guarani). Outras informações (11) 3925-8736.


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| Região Belém | 19

Paróquia envolve pais de catequizandos Sônia Nogueira/Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto

Catequese Familiar é o tema da Igreja Nossa Senhora do Bom Parto; no Centro Pastoral São José, encontro de formação reúne 60 catequistas João Carlos Gomes

Colaborador de Comunicação da Região

A Catequese para a primeira Eucaristia e para bELÉM Encontro organizado pelos catequistas da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto envolve os pais das crianças para formação e vigília de oração a Crisma foram ainda mais valorizadas no sábado, 7. Pela palavra do bispo manhã, 60 catequistas se encontraram com o bispo auxiliar de Região Episcopal Belém, dom Edmar Peron, para uma maBispo auxiliar da nhã de oração e formação, num discípulos participantes do seu Es- lhe havia dado e fizesse crescer nas Deus”, que é o “Pai dos pobres” e Arquidiocese na evento organizado pelo grupo pírito Santo: soprou sobre seus dis- pessoas que participaram daque- nos envia do alto “um raio de luz”. Região Belém missionário de Animação Bíblicípulos – como fez Deus no prin- la eucaristia “os dons do Espírito Ele é “consolo que acalma, hóspeco Catequético de Pastoral da cípio (Gn 2,7) – e disse: “Recebei Santo” e, assim, a redenção se rea- de da alma, doce alívio”; nos trabaDom Edmar Região. o Espírito Santo” (Jo 19,22). Esse lizasse sempre mais em suas vidas. lhos é “descanso, na aflição remanPeron Na paróquia Nossa Senhora mistério está inserido no Projeto Desta maneira, é sob a guia so, no calor aragem”. Certos de que do Bom Parto, do Setor Tatuapé de Deus; foi sua vontade que “o do Espírito Santo que a Igreja in- “sem a luz que acode, nada o hodo Belém, a Catequese familiar Celebramos no domingo, 8, a Sole- mistério pascal se completasse du- teira e cada um de nós, membros mem pode, nenhum bem há nele”, é o destaque nos trabalhos pasnidade de Pentecostes. Chegamos, rante cinquenta dias, até a vinda do desse “único corpo” (1Cor 12,13), confiantes, suplicamos: “Enchei, torais da coordenação e de seu assim, “ao anoitecer daquele dia, o Espírito Santo” (Oração do Dia). retomamos a caminhada o Tem- ó luz bendita, chama que crepita, pároco, padre Tarcísio Marques primeiro da semana”, o dia da PásAs orações Depois da comu- po Comum; retomamos porque o íntimo de nós! Ao sujo lavai, ao Mesquita. “A equipe de Catecoa do Senhor (Jo 20,19), como nos nhão apontaram para o Tempo ele já havia sido iniciado após a seco regai, curai o doente. Dobrai quese pensou numa forma de ensina a Tradição da Igreja. Santo Comum, a ser vivido sob a ação do manifestação do Espírito Santo o que é duro, guiai no escuro, o frio envolver os pais das mais de Atanásio, bispo e doutor da Igreja, Espírito Santo; na Missa da Vigília, no Batismo do Senhor (esse ano, aquecei. Dai à vossa Igreja, que es200 crianças que buscam a Prique morreu em 373, pregava que essa oração pedia, como fruto da celebrado no dia 12 de janeiro). pera e deseja, vossos sete dons. Dai meira Eucaristia e a Crisma em esses dias entre a Páscoa e Pente- participação Eucarística, a graça de Agora, auxiliados e defendidos em prêmio ao forte uma santa mornossa Paróquia; então pensamos costes são celebrados com alegria vivermos “sempre inflamados por pelo mesmo Espírito, manifestado te, alegria eterna. Amém” (Sequênem Vigílias de Oração que reae exultação, como se fossem um aquele mesmo Espírito” que Deus em Pentecostes, assumimos o coti- cia de Pentecostes, cantada após a lizamos desde sexta-feira, 6”, só dia de festa, ou seja, “como derramou sobre os Apóstolos; por diano de nossas comunidades e de segunda leitura, na solenidade de disse padre Tarcísio. um grande domingo”. A leitura do sua vez, na Missa do Dia, invocáva- nossas vidas, em meio às dores e às Pentecostes). Acolhamos corajoEvangelho anunciou como Jesus, mos aquele que tinha enriquecido alegrias que vão se apresentado de samente e cheios de confiança no manifestando-se ressuscitado na “a Igreja com os bens do céu” para diferentes maneiras. Assumimos Espírito Santo o cotidiano de nostarde do dia da Páscoa, tornou os que conservasse nela a graça que não sozinhos, mas no “Espírito de sas vidas, o nosso Tempo Comum! agenda regional

Guiados pelo Espírito Santo, (re)entramos no tempo comum

Sexta-feira (13) Missas do Padroeiro Santo Antônio

Arquivo pessoal

João Carlos Gomes

Às 15h, Paróquia Santo Antônio de Lisboa (rua Euclides Pacheco, 1980, Tatuapé). Às 19h30, Paróquia Santo Antônio de Pádua (rua Grecco, 599, Vila Diva).

Domingo (15), 16h

Vigílias de Oração com os responsáveis de catequizandos atrai cerca de 100 pais e mães por encontro

Carreata e Missa do Padroeiro Paróquia Santíssima Trindade (rua Jósimo de Moraes Tavares, 56, Jardim Alto Alegre).

Construindo a fraternidade

Quarta-feira (18), 20h

A Vigília de Oração foi o segundo encontro com os pais dos catequizandos. No primeiro encontro os pais participaram de palestras organizadas pela equipe cujo com temas como “Família”

Missa da Padroeira Santa Marina Paróquia Coração Eucarístico de Jesus e Santa Marina (rua Engenheiro Pegado, 374, Carrão).

da região episcopal

A Região Belém segue em oração pela saúde do cônego Celso Pedro da Silva, pároco da Santa Rita de Cássia, do Setor Belém, que passou por cirurgia, em que foram implantadas três safenas e uma mamária. Ele já está no quarto no INCOR e recupera-se bem. Aguarda alta para os próximos dias.

e “Relações Interpessoais”. Mas, este segundo momento surpreendeu o padre Tarcísio. “Houve tamanho envolvimento com a Vigília de Oração, que muitos pais se voluntariaram para participar da equipe e até se prontificaram a formar

um grupo de pais para atuar na Paróquia”, alegrou-se o Padre. “Que estes momentos caseiros, tão fraternos e de sorrisos, tão simples e importantes de se realizar, levem-nos a construir, muito além de nós, a fraternidade”, continuou.


20 | Região Santana |

10 a 16 de junho de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Padre Dorvalino Silva faz 40 anos de sacerdócio Presbítero comemora vida dedicada à Igreja, celebrando nas paróquias por onde passou em Minas Gerais e em São Paulo

de jornal de um amigo, se encontrou com um frade franciscano, de quem tinha sido coroinha. Contando sua vida, o frade o encaminhou para o propedêutico no seminário mantido pela ordem, em Niterói (RJ). Silva, assim, iniciava sua preparação para o sacerdócio. Fez seus estudos iniciais de filosofia e teologia no Seminário de

Mariana (MG) e, por instância de dom Adriano Hipólito, então bispo de Duque de Caxias (RJ), foi, em seguida, ter formação no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro. A conclusão de seus estudos se deu na cidade de Petrópolis (RJ), e a ordenação na cidade de Moema (MG), Diocese de Luz, em 1º de junho de 1974, e onde se tornou pároco.

Era uma época conturbada em que vivia o Brasil aliada aos problemas vividos por um padre novo pós Concilio Vaticano 2°. Padre Silva, ao viver uma perseguição política movida pelos militares, por recomendação de seu bispo foi acolhido, em São Paulo, por dom Joel Catapan, então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Santana. Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Diácono Francisco Gonçalves Colaborador de comunicação da Região

Na manhã do sábado, 7, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Boa SANTANA Viagem, onde é pároco, padre Dorvalino José da Silva, junto aos amigos presbíteros e fiéis, celebração com missa solene os seus quarenta anos de vida sacerdotal. Nascido, em 21 de dezembro de 1940, em São João Marco (RJ), primeira cidade a produzir café no Brasil e que foi submersa para construção de represa da Light, mudouse, aos seis meses de idade, com seus pais para Mangaratiba (RJ). Ali teve sua criação numa família simples, mas de muita fé transmitida aos nove filhos. Sua vocação ao sacerdócio surge aos dez anos, ao ver um franciscano que passava em sua cidade, muito embora, sua mãe já tivesse uma intuição sobre sua vida. O sonho demoraria um pouco para se concretizar. Aos 14 anos, vai para um colégio interno até terminar o ensino fundamental. No entanto, ao sair do colégio ficou noivo e isso se tornou seu grande dilema, casar ou tornarse padre. Com 23 anos, resolveu vir trabalhar em São Paulo para adquirir condições financeiras para o casamento. Ao completar dois anos de residência na capital paulista, durante o carnaval de 1963, na avenida São João, no meio da multidão sentiu um imenso vazio. Foram momentos de agonia, mas Silva chegou à conclusão que o chamado de Deus era mais forte, e assim, na radicalidade do amor, resolveu abandonar tudo. Na própria quarta-feira de cinzas pediu demissão do emprego. Ao descer na esquina das avenidas São João e Duque de Caxias, na banca

Padre Dorvalino Silva recebe homenagens de paroquianos e padres pelos quarenta anos dedicados ao sacerdócio

Padre Silva foi pároco na Região nas seguintes paróquias: São Sebastião e Santa Joana Darc antes de assumir a atual. “Eu sou um homem da Igreja. Não dá para viver na Igreja, mas com o coração no mundo. Essa radicalidade é aquela que Jesus falou, de deixar pai e mãe para segui-lo. Eu sou um padre feliz e realizado”, aconselha padre Silva aos que querem seguir o sacerdócio. Após a missa, a comunidade proporcionou almoço aos convidados, dentre os quais, dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, que expressou aos presentes que a Região homenageava o pároco pelos quarenta anos de sacerdócio e pedia a Deus que o iluminasse para continuar orientando os fiéis sob sua guarda.

palavra do bispo

Um tesouro a ser partilhado! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Abrindo a Bíblia Sagrada, em São Lucas, encontramos a bela passagem que relata como a Sagrada Família seguia as tradições do seu povo e praticava a fé: “Seus pais iam todos os anos a Jerusalém para a festa da Páscoa. Quando o menino completou doze anos, segundo o costume, subiram para a festa. Terminados os dias, eles voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.....” (Lc 2,41-43). São José e Nossa Senhora, como bons pais de família, vi-

agenda regional

veram a fé e iniciaram o filho no caminho da fé. E o fizeram com o testemunho da própria vida: eles iam todos os anos ao Templo em peregrinação. Eles educaram pelo exemplo de fé, de oração, de escuta da Palavra e de obediência à vontade de Deus. Com suas atitudes e testemunho eles levaram Jesus à intimidade com Deus - não sabíeis que devo estar na casa de meu Pai? - porque sabiam que o Pai lhes havia confiado o crescimento e o amadurecimento do próprio Filho de Deus. Existia em São José e Nossa Senhora a consciência clara de uma missão que lhes competia e de um direito que ninguém poderia lhes subtrair, um verdadeiro tesouro: educar o Filho segundo a própria fé. Eles, na pobreza e

simplicidade, tinham um tesouro, o tesouro desta família foi a experiência de uma vida familiar que recebeu a fé, a conservou, a celebrou, a transmitiu e deu testemunho dela (cf. DA 118). A consciência que o Senhor confia o crescimento de um filho de Deus, de um irmão de Cristo, de um templo do Espírito Santo, de um membro da Igreja é o grande tesouro dos pais. Tornar conhecido, pelo testemunho de vida e pelo exemplo, este tesouro se multiplicará, enriquecerá toda a família, porque ajudará os pais cristãos no seu dever de reforçar na alma dos filhos o dom da graça divina. Os pais não podem permitir que este tesouro diminua no seu lar, em sua família. Eles precisam resistir às propostas edu-

cativas de uma vida sem Deus, de deixar as crianças à vontade porque depois elas decidirão que caminhos percorrerão. São propostas sedutoras e parecem agradáveis, mas são produzidas e divulgadas por quem deseja um mundo sem Deus e com famílias frágeis. Renunciar à missão de educar os filhos na fé é renunciar ao tesouro que Deus lhes confiou, é renunciar a ser verdadeiramente pai e mãe. Que Deus livre nossas famílias desta miopia e desgraça. Deus ama a família, mesmo em meio as dificuldades e fragilidades. Deus ama os pais e os fortalece na missão que lhes é própria e concede as graças necessárias para que possam transmitir este amor aos filhos, para ensiná-los no caminho da fé.

Quarta-feira (11), 20h

Sexta-feira (13)

Domingo (15), 10h30

Missa presidida por dom Sergio Borges na Paróquia Santo Antônio – Limão (avenida Professor Celestino Bourroul, 7150).

Às 8h, missa presidida por dom Sergio Borges na Paróquia Santo Antônio da Vila Mazzei (rua das Imbiras, 220).

Procissão e Missa solene na Comunidade Santíssima Trindade (rua Portal 2, 15, Jardim Felicidade).

Às 20h, missa presidida por dom Sergio Borges na Paróquia Santo Antônio do Lausanne (rua Conselheiro Moreira de Barros, 2221).


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| Região Sé | 21

Ministros leigos promovem comunhão A partir do Batismo, cristãos não somente levam a Eucaristia, mas são chamados a ser presença de Cristo entre os enfermos e mais afastados Fernando Geronazzo

Colaborador de comunicação da Região

A Região Episcopal Sé conta com aproximaSÉ damente 1.500 leigos que se colocam a serviço de suas paróquias e comunidades para exercerem o ministério extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística. Desses, cerca de 30% serão instituídos nessa missão pela primeira vez. Por isso, nos dez setores da Região estão acontecendo formações de ministros. Instituído pelo papa Paulo VI, logo após o Concílio Vaticano 2º, esse ministério extraordinário convida os cristãos batizados a colaborarem não somente na distribuição da Eucaristia nas celebrações, mas a serem verdadeiros portadores da comunhão e ligação entre a comunidade eclesial e as pessoas impedidas de participar das celebrações, sobretudo os enfermos e idosos. Para isso, aqueles que se dispõem a exercer tal serviço, precisam antes de tudo serem promotores da unidade. “Antes da comunhão eucarística, tem que haver a comunhão entre os cristãos entre si. E como sempre tem nos lembrado o papa Francisco, é preciso sair ás ruas, ir ao encontro das pessoas que estão distantes”, destacou o padre Helmo César Faccioli, coordenador regional dos ministros da comunhão. “Muitos dos enfermos que eu visitei eram pessoas que participavam ativamente da comunidade e sentiam muita falta dessa experiência. Então, nossas visitas eram como uma continuidade da comunidade na casa deles”, garante Ana Maria Orches, ministra na Paróquia Imaculado Coração de Maria, no centro, há cinco anos. Esse ministério é instituído pelo bispo. Por isso, dom Tarcísio agenda regional

Quarta-feira (11), 9h30 Reunião do Clero na Paróquia São Januário (rua da Mooca, 950 – Mooca).

Arquivo/Centro de Pastoral da Região Sé

Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal na Região Sé, tem celebrado o rito de instituição de ministros extraordinários nos setores. Seu mandato é de três anos, podendo ser renovado por mais três. “Após seis anos consecutivos, recomenda-se que a pessoa deixe o ministério por um tempo, para dar oportunidade para que outro assuma esse serviço”, explicou padre Helmo. Em algumas paróquias, pela falta de pessoas disponíveis para o ministério, alguns ministros permanecem por mais tempo. Maria Etelvina Reis de Toledo Barros foi convidada para exercer o ministério extraordinário na Capela do Colégio Sion, na Zona Oeste. “Vamos formar um pequeno grupo na nossa comunidade para aprofundarmos os temas relacionados ao ministério, pois é preciso uma capacitação Região conta com aproximadamente 1.500 ministros da Sagrada Comunhão que atuam nas paróquias e comunidades permanente”. palavra do bispo

Iniciação à Vida Cristã na Assembleia dos Bispos Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

O tema da Iniciação à vida Cristã foi refletido também na 77ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1, realizada em Aparecida, de 3 a 5 de junho. A Assembleia desenvolveu a reflexão a partir da Exortação Apostólica do papa Francisco, “A Alegria do Evangelho”, buscando identificar, a partir dela, desafios e propostas para a evangelização no Regional. Na ótica da Exortação, foram destacados os seguintes desafios para a iniciação cristã: Temos tradição de cristandade

e por isso não nos preocupamos com o querigma, supondo que todos já sabem o essencial. Somos muito tímidos para evangelizar e para colocar Jesus Cristo no centro, e nos desviamos do essencial; A teologia da prosperidade (mercado da fé), que prega um cristianismo sem cruz, atrai muitos fiéis também da Igreja Católica; Algumas dinâmicas da cultura atual, entre as quais o individualismo, o secularismo e a crise da família, condicionam fortemente o processo de Iniciação. Para enfrentar positivamente estes desafios, a reflexão da Assembleia sobre a Exortação do papa ressaltou como mais importantes as seguintes linhas de ação relativas à Iniciação Cristã:

O testemunho pessoal e comunitário de uma Igreja alegre e misericordiosa. Alegria que brota do encontro vivo e pessoal com o Senhor, que transforma a vida (os desejos, as prioridades, os projetos de vida, etc.) e que contagia os outros; Vencer o cansaço e o desânimo, mesmo diante da recusa de aceitação do Evangelho, e sair corajosamente para o anúncio de Cristo a todos; Voltar ao querigma, que vem primeiro que a Catequese ou doutrina, e que tem a força de levar à conversão e à experiência do encontro pessoal com Jesus Cristo. A pessoa que acolhe o querigma tem fome da Palavra, fonte de alimento e crescimento na fé. Evitar o moralismo;

Unir Catequese e liturgia como condição para uma autêntica Iniciação Cristã exigida nos dias atuais. Nesta direção, a homilia é um espaço muito importante, e deve ser querigmática e mistagógica; Revitalizar as comunidades – “não deixemos que nos roubem a comunidade” (EG n. 92); Restaurar a família como Igreja doméstica e como local da primeira Iniciação, e antídoto contra o individualismo; A opção pelos pobres como condição para viver o coração do Evangelho. “Sem amor aos pobres arriscamos fazer da evangelização mera informação religiosa no mar de palavras que a sociedade de comunicação diariamente nos apresenta” (EG, n. 199).

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22 | Região Ipiranga |

10 a 16 de junho de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Clero do Ipiranga faz seu retiro espiritual Durante os dias 2 e 5, na Casa de Schoenstatt, em Atibaia (SP), padres refletiram sobre: “Presbíteros, discípulos e missionários de Jesus Cristo” Padre Pedro Luiz

colaborador de comunicação da região

Um susto acometeu o clero da região episcopal Ipiranga às vésperas IPIRANGA de seu retiro anual. O pregador agendado desde o ano de 2013, o cônego Celso Pedro da Silva, teve um problema de saúde que o impediu de orientar o retiro. A preocupação com a saúde do cônego Celso Pedro foi a primeira reação, mas a urgência de tal situação fez com que o vigário episcopal da região Ipiranga buscasse um novo orientador e, assim sendo, o padre Cícero Alves França, reitor do Seminário de Teologia Bom Pastor

Padre Pedro Luiz

Retiro pregado pelo padre Cícero Alves França (ao centro da foto) reforça o papel do sacerdote como discípulo e missionário de Jesus Cristo

da Arquidiocese de São Paulo foi o orientador do retiro para o clero arquidiocesano, que está na região,. O retiro aconteceu entre os dias 2 e 5 de junho de 2014 na Casa de Schoenstatt, em Atibaia. Já habituado na pregação de retiros para o clero, padre Cícero aceitou o convite e assumiu, naquilo que se pode chamar de “em cima da hora” a orientação do retiro para a região. O tema proposto pelo pregador foi: Presbíteros, discípulos e missionários de Jesus Cristo e, baseia-se sobretudo, no documento de Aparecida. Na colocação inicial, no início da tarde da segunda-feira, padre Cícero fez questão de salientar a necessidade do silêncio e desafiou os padres a manterem o silêncio, segundo o pregador, “fazer um retiro

de forma verdadeira demanda coragem por parte de quem o faz, não se faz um retiro quem se acovarda e foge do silêncio!”. Observado durante todo o retiro, o silêncio permeou a casa de encontros que acolheu o clero da região Ipirang. Tal silêncio criou o ambiente propício para a oração e reflexão das propostas do pregador. Os setores pastorais organizaram-se na preparação das liturgias, as orações nas horas canônicas, foram observadas e os salmos cantados tanto na oração da manhã quanto na oração das vésperas. O setor Anchieta foi responsável por um momento mariano que aconteceu na segunda-feira, enquanto o setor Ipiranga preparou um momento penitencial repleto de criatividade e alegre partilha. Rezando pelo clero arquidiocesano e

pelas vocações, o setor Vila Mariana cuidou da adoração ao Santíssimo Sacramento que aconteceu na noite de quarta-feira. Os setores Cursino e Imigrantes também se revezaram nas liturgias durante o dia, mostrando comunhão entre as sub-divisões geográficas que não dividem o clero da região episcopal. Na meditação final, padre Cícero conclamou os presbíteros, discípulos de Jesus, a se tornarem missionários Dele. “É tempo de fazermos um êxodo de nós mesmos, tornar-nos solidários, especialmente com os mais fracos, com aqueles dos quais Jesus se fez próximo. Se Cristo está no centro da vida do discípulo, mesmo sendo pregado na cruz ele [o discípulo] será iluminado pela vitória pascal!”, disse. E continuou: “É urgente que o

discípulo, que é servo por amor, tenha atitudes concretas de fé e amor em meio a uma sociedade niilista. Se faz urgente que paremos de viver na epiderme de nossa existência presbiteral e nos tornemos homens profundos, capazes de gestos audaciosos, como nos vem mostrando o papa Francisco.” afirmou. Ainda sobre as palavras de Francisco, refletiu: “O que o Santo Padre vem nos falando é repleto de beleza, mas para nós padres vêm se mostrando algo duro de se ouvir. Suas palavras e atitudes nos interpelam sobre uma realidade a qual às vezes fugimos. É necessário que assumamos o cheiro das ovelhas em todos os sentidos, inclusive o odores do pecado, pois Jesus se fez pecado por nós. A Igreja precisa de gestos audaciosos e inequívocos de caridade”, concluiu.

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| Região Lapa | 23

Celebração ecumênica pela verdadeira unidade Irmãos cristãos expressaram o grau de comunhão que as Igrejas já atingiram e oraram por uma união verdadeira, que é o desejo do próprio Cristo

do contentamento de conhecer mais dois irmãos de sacerdócio e poder dirigir a palavra a todos irmãos. Ressaltou ainda que, o objetivo do movimento ecumênico é de admirar a beleza do homem de não condenar o outro homem, de admirar a riqueza que tem na fé, na expressão de religiosidade de cada religião e acrescentou: “Entender isso tudo com a nossa cruz que nós vamos montar com

nossos coloridos e entender isso como um colorido da igreja cristã, na nossa caminhada, dando o testemunho ao mundo de fé, justiça, liberdade, bondade e amor.” Padre Antônio, em seguida, passou a palavra para o pastor Ivan que refletiu sobre o Evangelho de Marcos 8,14-21. Após a oração do Pai Nosso na versão ecumênica e do sinal de paz onde todos se cumpri-

mentaram com um aperto de mão e um abraço, padre Antônio convidou a todos a colocarem na Cruz os papeizinhos coloridos com o nome, simbolizando a unidade. O Padre agradeceu a presença dos pastores e da comunidade, convidou a todos para o lanche comunitário e concedeu a bênção. Após o término da celebração, padre Antônio, em entrevis-

ta à reportagem, falou que este encontro é realizado anualmente com a presença de pastores e pastoras. “Buscamos, de uma forma bem amorosa, essa união naquilo que nos aproxima daquilo que podemos explorar mais, ampliar mais e servir mais que é a pregação do Evangelho, que nos reúne numa situação como essa, para que o ecumenismo cresça no mundo inteiro.” Benigno Naveira

BENIGNO NAVEIRA

COLABORADOR DE COMUNICAÇÃO DA REGIÃO

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil LAPA (CONIC), representadas pelas Igrejas: Católica Apostólica Romana, Episcopal Anglicana do Brasil, Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Sirian Ortodoxa de Antioquia e Presbiteriana Unida do Brasil, celebraram unidas a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, no período de Pentecostes (1 a 8 de junho), refletindo o tema “Acaso Cristo está dividido?”, motivados pelo lema bíblico de 1Cor 1,1-17. Na terça-feira, 3, a reportagem da Pastoral da Comunicação da Região Episcopal Lapa, acompanhou a celebração ecumênica realizada na Paróquia Santo Antônio de Pádua, no Setor Rio Pequeno, com a presença da comunidade da paróquia e de fiéis de outras Igrejas Cristãs. A reportagem entrevistou Yasko Takatsu da Igreja Anglicana, que participa há mais de 20 anos da celebração. Ela enfatizou a importância deste encontro ecumênico para todos e da ótima integração entre as várias denominações. Outra entrevistada foi a irmã Giselda da Fonseca (irmã Gisa) da Congregação das Irmãs de Sion. Para ela, a semana que precede Pentecostes é uma data propícia para o movimento ecumênico. “É muito importante porque é o momento do Espirito Santo que une o povo de Deus, nas orações, no caminhar e aprofundar a unidade da Igreja de Cristo.” O culto Ecumênico foi celebrado pelo pároco da Paróquia Santo Antônio; pelo coordenador da Pastoral Ecumênica, padre Antônio Soares; pelo pastor da Igreja Luterana da Paróquia do ABCD- IECLB, pastor Carlos Musskopf e pelo pastor da Igreja Anglicana da Paróquia São Lucas do bairro de Vila Maria, reverendo Ivan Vieira. Padre Antônio começou a celebração e a proclamação do Evangelho feita pelo pastor Carlos que em sua homilia falou da alegria e

Os celebrantes entre os fiéis desejando a paz, durante a celebração ecumênica, na qual todos foram convidados a escrever seus desejos de unidade no papel

palavra do bispo

Cristo está dividido? Unidos para suplicar o dom da unidade Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Querido leitor do jornal O SÃO PAULO, na semana que antecedeu a solenidade de Pentecostes, a Igreja Católica e outras Igrejas cristãs celebraram a Semana de Oração pela Unidade de Cristãos. Nessa ocasião, creio que cabe nos perguntar sobre o sentido dessa oração. Por que rezar pela unidade dos cristãos? A divisão dos cristãos em várias Igrejas é uma situação à qual devamos nos render e nos conformar? Como discípulos missionários de Cristo, podemos simplesmente nos contentar com as afirmações: “é assim mesmo”; “cada um tem o seu caminho, e todos os caminhos levam

a Deus”; “Deus é um só, por isso não importa a Igreja; qualquer uma serve”. Como você pode notar essas opiniões não dão conta de que a existência de várias Igrejas Cristãs separadas não corresponde à vontade de Cristo. Foi o próprio Cristo que suplicou ao Pai o dom da Unidade: “que todos sejam um, como nós somos um”. Por isso, como discípulos missionários, nós não nos conformamos com a divisão entre os cristãos e a sofremos como uma verdadeira ferida à unidade que Cristo quis para a sua Igreja. Os cristãos constatam com tristeza que as divisões na Igreja são consequências do pecado e não do desígnio de Deus. As comunidades cristãs se separaram, algumas depois do Concílio de Éfeso (431), outras depois do de Calcedônia (451); o cisma entre Oriente e Ocidente foi datado convencionalmente

agenda regional

de 1054; a Reforma aconteceu no séc. XVI; outras separações aconteceram também mais tarde. O que podemos concluir a partir dessa constatação? Que não há mais unidade na Igreja? Absolutamente não. As divisões atuais ferem o dom da unidade, mas não a destroem. A unidade é um dom definitivo de Deus, mas é, ao mesmo tempo, responsabilidade e tarefa dos fiéis cristãos. Reconhecemos que a superação das barreiras que dividem os cristãos não começa do zero. As diversas Igrejas e comunidades eclesiais têm em comum a fé em Cristo, o batismo, a Palavra escrita de Deus, a vida da graça, a esperança, a caridade, os dons interiores do Espírito Santo (somente para citar alguns). Como nós podemos participar desse movimento dos cristãos de busca da unidade? A primeira é a oração: procure rezar pela unidade dos cris-

tãos. Se você tiver a oportunidade de reunir outros cristãos para orar para essa finalidade, melhor ainda. Outra coisa que pode ser feita é a participação de ações solidárias que os cristãos podem realizar em colaboração. Uma prática muito recomendável é o diálogo fraterno entre os cristãos com a finalidade de aprofundar o conhecimento mútuo fraterno. Conhecer as tradições e as riquezas das outras Igrejas ajuda a superar preconceitos e a apreciar com justiça os dons que o Espírito Santo comunica. Por fim, uma ação sempre necessária é a conversão do coração, pois é a infidelidade dos membros ao dom de Cristo que causa as divisões. A busca da unidade querida por Cristo para a sua Igreja é um caminho sem volta para os católicos. Deus seja bendito por esse caminho!

Quarta-feira (11), 20h

Sábado (14), 14h

Catequese do bispo dom Julio Endi Akamine, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa,298 Lapa).

“Evangelizando a Casa” – Palestrantes: Sueli Camargo e Prof. João Clemente-CLASP, Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa,298 Lapa).


24 | Arquidiocese |

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Crismandos são enviados em missão na cidade Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Jovens da Arquidiocese se reúnem na Catedral da Sé para a solenidade de Pentecostes e são motivados a testemunharem Jesus Cristo no mundo Fernando Geronazzo Especial para O SÃO PAULO

Cerca de mil adolescentes e jovens que se preparam para o sacramento da Confirmação (Crisma) foram enviados em missão pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, no final da celebração da Solenidade de Pentecostes na Catedral da Sé na tarde do domingo, 8. Nem a greve do Metrô impediu que os crismandos viessem de paróquias e comunidades das seis regiões episcopais para o evento. Antes da missa, houve um momento de acolhida com música e a animação do padre André Torres, assessor arquidiocesano da juventude. Com velas acesas no Círio Pascal, jovens transmitiram a luz para os demais como um sinal da mesma chama do ressuscitado que cada um levará consigo. “Agora, eu envio cada um de volta à sua comunidade, sua família, seu bairro, seu ambiente de vida. Levem a chama da fé, da luz de Cristo. Seja você também uma luz. Como o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, desça sobre nós, nos acompanhe e fortaleça a chama para que a mantenhamos acesa durante a vida inteira”, afirmou dom Odilo ao proferir a bênção de envio. Lucas Vinícius de Souza Costa, 18, participou do Pentecostes na Catedral no

Dia de São José de Anchieta rafael alberto

especial para o são paulo

Na segunda-feira, 9, a Igreja celebrou pela primeira vez o dia de São José de Anchieta após a canonização do “Apóstolo do Brasil”, decretada pelo papa Francisco no dia 3 de abril. Na Arquidiocese de São Paulo, a Catedral da Sé acolheu um tríduo festivo e dom Tarcísio Scaramussa, vigário episcopal para a Região Sé, presidiu missa ao meio dia. Na zona leste da capital, o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa solene na maior comunidade dedicada a Anchieta na Arquidiocese, na área da Paroquia Santa Adélia, no Setor

Conquista (foto). Antes da missa, acompanhados por dom Edmar Peron, vigário episcopal para a Região Belém, os fiéis fizeram uma procissão pelas ruas do bairro. Na homilia, dom Odilo recordou fatos importantes da biografia de São José de Anchieta - um dos fundadores da cidade de São Paulo. O Cardeal também afirmou que os católicos precisam redescobrir o significado dos santos nos dias de hoje - cristãos de carne e osso, que souberam viver segundo o Evangelho e, por isso mesmo, são espelhos da glória de Deus. “O caminho dos santos é exemplo para nós, para que também nós busquemos a santidade”.

nós, buscando seguir a Jesus Cristo”. “Essa celebração é uma grande oportunidade para jovens que estão nas paróquias perceberem que a Igreja é muito maior, é uma unidade, um corpo no qual todos se encontram sob a ação do Espírito Santo”, afirmou Nei Márcio de Oliveira Sá, secretário executivo do Setor Juventude da Arquidiocese de São Paulo, um dos organizadores do evento. Para dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial do Setor Juventude, a celebração é uma oportunidade de um encontro mais amplo de Igreja. “O crismando está num processo de iniciação à vida cristã, de conhecer ‘Precisamos do Espírito melhor a Igreja. Essas experiências os ajudam a perceber todos os âmSanto?’ Na homilia, dom Odilo convidou os bitos da vida eclesial o sentido de crismandos a refletirem sobre a ação Igreja local, formando o sentido de do Espírito Santo na vida da Igreja e pertença, muito importante no prode cada cristão. cesso de iniciação”. “Será que nós precisamos do Espírito Santo?”, indagou o Carde- Setor Juventude, al aos jovens. “Se agirmos apenas experiência de unidade com o nosso espírito humano, podeCriado em 2002, o Setor Juvenremos até fazer muitas coisas boas. tude a Arquidiocese de São Paulo Mas, sem o sopro de Deus, podere- foi um dos pioneiros no Brasil no mos nos deixar preencher por um trabalho de integração entre a Pasoutro espírito que nos leva ao que é toral da Juventude, movimentos ruim”. eclesiais, novas comunidades e con“O Espírito Santo é o próprio gregações religiosas. Deus que dentro de nós nos atrai “Depois da Jornada Mundial e nos orienta para si com sua luz e da Juventude de 2013 (no Rio de também nos dá força para que na Janeiro), sentimos um grande vigor vida realizemos a obra de Deus”, novamente nas paróquias, em seus acrescentou. grupos de jovens. Nós agora temos E por fim, dom Odilo rogou a novos assessores para a juventude Deus a força de seu Espírito sobre nas regiões, formando novas lideos jovens. “Que o Espirito Santo os ranças. Sempre procurando integrar mova, lhes dê a graça e coragem de essas realidades de trabalho juveresponder sim a toda boa inspiração nil”, destacou Nei Sá. Aos poucos, a Arquidiocese de que ele põe em suas vidas”. São Paulo vai sendo beneficiada Uma Igreja maior por esse trabalho de formação, artiMuitos dos jovens que participaram culação e espiritualidade de comuda celebração tiveram o seu primei- nhão entre as expressões eclesiais ro contato com uma dimensão ecle- que atuam com a juventude. sial mais ampla que suas paróquias. “O Setor Juventude tem sido Aos 14 anos, a crismanda Estefani uma experiência muito boa de condo Nascimento Silva, veio pela pri- vivência e comunhão das diversas meira vez ao Pentecostes da juven- expressões que atuam junto a juventude e achou maravilhosa a experi- tude. Tem crescido a consciência da ência de se reunir com a juventude. missão evangelizadora da Igreja”, “É incrível ver tantos jovens igual a reforçou dom Tarcísio. ano passado ainda como crismando. Dessa vez, já crismado, ele veio a missa acompanhando outros adolescente como catequista na Paróquia Santa Ângela e São Serapião, na Vila Moares, zona sul. Após o envio, ele se sente motivado a assumir a missão evangelizadora. “Estou disposto a anunciar Jesus Cristo onde eu estiver”. “Hoje em dia, poucos jovens se interessam pelo caminho de Cristo. Eu posso testemunhar a Palavra de Deus na minha família, entre meus amigos”, disse Viviane Cariri da Costa, 20, crismanda da Paróquia Nossa Senhoras das Graças, no bairro do Limão, zona norte.

Rafael Alberto

O SÃO PAULO - edição 3006  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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