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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 59 | Edição 2997 | 8 a 14 de abril de 2014

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‘Apóstolo do Brasil’ nos braços da São Paulo de todos os povos Luciney Martins/O SÃO PAULO

As comemorações pela canonização do padre José de Anchieta, um dos fundadores da cidade de São Paulo, reuniram, no domingo, 6, uma multidão de fiéis. Após procissão que partiu do Pátio do Colégio com a relíquia do novo santo, o cardeal Odilo Scherer celebrou missa solene na Catedral da Sé com a presença do governador e do prefeito de São Paulo. Anchieta foi proclamado santo na última quinta-feira, 3, por decreto do papa Francisco. Na homilia, dom Odilo pediu que a vida santa de Anchieta seja exemplo hoje. Página 24

Instalada a 1ª Faculdade de Direito Canônico no Brasil Instituição da Arquidiocese de São Paulo traz autonomia à Igreja do Brasil na titulação de doutores e mestres em Direito Canônico. Página 24

Tráfico de órgãos é uma realidade escondida O caso Paulinho, uma criança de 10 anos que teve seus órgãos retirados indevidamente, em Poços de Caldas (MG). O relato foi contado pela reportagem do O SÃO PAULO, que ouviu também especialistas que lidam com a questão em âmbito médico. Páginas 12 e 13

Até bebês pagam ingresso para jogos da Copa Página 21

200 anos da restauração dos jesuítas em mostra Página 21

Sociedade reivindica melhorias para a saúde Página 22

Índice de cura para o câncer é de 40% a 50% Página 23


2 | Fé e Vida |

8 a 14 de abril de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br Sergio Ricciuto Conte

frases da semana

“A primeira reação da pessoa que se descobre com câncer é a negação. Uma espécie de ‘isso não está acontecendo comigo’. Mas, esta negação dura pouco e as pessoas, logo começam o tratamento com otimismo de cura”.

Felipe Cruz, oncologista clínico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

você pergunta

O que significam algumas siglas do Folheto Povo de Deus? Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

No rodapé do folheto Povo de Deus, na última página, constam as sugestões de leituras semanais. Gostaria de entender o que querem dizer algumas siglas que encontramos nesta página, como por exemplo: (R/.77 A) ( R/.12 A ) ... Boa pergunta meu irmão! A ideia de colocar os textos bíblicos da liturgia de cada dia da semana foi muito boa. Assim, quem não pode participar da missa, pelo menos se alimenta da Palavra de Deus. As dicas são para entender o que cada leitura afirma nas muitas versões que a Bíblia traz. Elas valem para todas as citações bíblicas. E não vamos repeti-las aqui. Então, cada livro tem a sua sigla. O número depois da sigla do livro indica o capítulo a ser lido. A vírgula separa o capítulo do versículo. O tracinho entre os versículos significa que devemos ler daquele versículo em diante... até o outro número indicado. O ponto entre os diferentes versículos indica que devemos ler só os ponteados. E as letras a – b – c , depois de cada versículo indicam que vamos ler apenas a primeira, a segunda ou a terceira parte do versículo. E agora vem a letra R/ que você encontra nos salmos. Você já reparou que nas missas o leitor reza ou canta o salmo e o povo responde? Pois então, o R/ lembra que a resposta à oração do salmo, chamada antífona, é o versículo indicado logo após a letra R/. Ficou esclarecido, meu amigo?

A ideia de colocar os textos bíblicos da liturgia de cada dia da semana foi muito boa. Assim, quem não pode participar da missa, pelo menos se alimenta da Palavra de Deus

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

“Meu filho sofreu um acidente e foi levado para o hospital. Ainda vivo retiraram os órgãos dele e venderam. Eu desconfiei quando fui pagar a conta do hospital, que embora fosse público, fizeram a internação particular”.

Paulo Pavesi, que teve o filho de 10 anos vitimado pelo tráfico de órgãos, em Poços de Caldas (MG).

“A Faculdade de Direito Canônico tem a vocação primária de formar servidores da Justiça eclesiástica, que possam assistir ao Povo de Deus, de modo competente e qualificado, para assegurar a todos a justiça, a verdade e a caridade”.

Cardeal Odilo Scherer, na instalação da Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo.

Espiritualidade

Você pertence à Igreja do papa Francisco? Não! Frei Patrício Sciadini

Nestes dias, num encontro aqui no Cairo, estava perto de mim uma pessoa inteligente, que se dizia católica de primeira linha. E diante do meu silêncio tentou várias vezes fazer a mesma pergunta e então me vi obrigado a responder com calma e tranquilidade. A minha primeira resposta foi não. E então, a pessoa que se escandalizou me dizia: “é a primeira pessoa que encontro dentro da Igreja que não gosta do papa Francisco. Esse Papa que é uma estrela, que tem modificado tantas coisas com suas palavras e agir. Especialmente este Papa que revoluciona os corações e você não é da Igreja deste Papa? É estranho. Me maravilho.” Deixei a

boa pessoa falar por 15 minutos, tentando me convencer que devia dizer que pertencia à Igreja do papa Francisco, e que me devia converter com urgência para poder estar na “onda e ser escutado.” Encontrei-me em apuros? Não. Relembrei a essa pessoa a angústia vivida pelo apóstolo Paulo da qual ele fala da sua “revolta” diante da atitude da Comunidade de Corinto, onde havia uma grande divisão. Alguns diziam que eram de Paulo, outras pessoas diziam que eram de Apolo e outros eram de Pedro. E Paulo assume uma atitude profética, corajosa, dizendo que não é Pedro nem Paulo, nem Apolo que morreu na cruz, que derramou o seu sangue, quem nos salvou. Mas quem salva é só a pessoa de Cristo. E então nós somos da Igreja não de um e nem do outro, mas somos da Igreja de Jesus de Nazaré. Dessa afirmação corajosa de Paulo e de cada um de nós que somos da Igreja de Cristo, somos

sem dúvida também da Igreja do Papa Francisco, porque o Papa é o sinal visível de Cristo na sua Igreja. É belo poder compreender que os Papas mudam, mas o centro da Igreja jamais muda, é sempre e só Jesus de Nazaré. Amo profundamente a Igreja a quem eu pertenço, a de Cristo, uma Igreja viva, palpitante, generosa, missionária. Eu vejo com uma alegria imensa que os escândalos, os pecados dos homens e das mulheres da Igreja não conseguem ofuscar a beleza da instituição. É a luz da transfiguração que brilha sempre, em todas as noites da Igreja. Sintome feliz de ser na Igreja de Cristo um pequeno grãozinho de fermento que quer fermentar toda a massa de farinha, não porque sou defensor de estruturas, mas porque sou força do desejo de viver o amor e dar testemunho da pessoa de Jesus. Sou da Igreja de Cristo e em consequência, sou da Igreja do papa Francisco.

palavras que não passam

A importância do vernáculo (17.6) PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

O termo vernáculo significa o idioma próprio de um país. Só este fato já sinaliza o desejo profundo do Concílio Ecumênico Vaticano 2º de tornar possível ao Povo de Deus ouvir a Palavra de Deus em seu próprio idioma. Significa o respeito pela identidade de cada povo desejoso de falar com Deus e entender a fala dele, em seu próprio idioma. Denota o esforço de fazer-se entender. Como o papa, que se esforça o mais possível para falar ao povo no idioma ou língua do país que visita. O idioma é a identidade de um povo. A palavra identidade tem a ver com o prefixo “idem” que significa o mesmo, o igual. Nós usamos a “carteira de identidade”. A carteira de identidade não é para provar que eu

existo, mas para provar que eu sou de fato, quem eu digo ser. É para dizer que eu sou realmente a pessoa que estou dizendo ser. Não é, pois, para provar que eu existo, mas quem eu sou. Por isso, é necessário tê-la sempre no bolso, porque ninguém é obrigado a saber quem eu realmente sou. Se alguém usar uma carteira de identidade falsa, para mostrar que é quem, é, na verdade, não é, comete o crime de falsidade ideológica. Dá cadeia. O que para a pessoa é a carteira de identidade, para cada qual de nós é o idioma para o povo. Supomos que a pessoa falando o idioma francês, seja natural da França. Tanto assim que, ouvindo um brasileiro falar corretamente o francês, supomos que seja um cidadão francês. Por isso tudo, o Concílio quer respeitar a identidade de cada povo usando o vernáculo na Liturgia e demais atos religiosos. Contrapondo a importância do vernáculo para a identidade nacional,

existe quem propague a adoção de um idioma que seja válido e usado em todo o mundo, por todos os países. Insistem que o idioma único facilitará o entendimento entre os diversos países. A promessa, para tranquilizar, é que ninguém será proibido de conservar o idioma nacional, mas com primazia a essa, a língua universal. Com a aparência de favorecer a união mundial, escondem o verdadeiro objetivo da proposta: eliminar o sinal da identidade de cada povo e introduzir a dominação de um país sobre o universo. Os interesses políticos e comerciais são os mesmos de sempre e estão por baixo das pretensões dominadoras. A tática da dominação começa por destruir a identidade dos povos e o idioma é o principal componente dessa identidade nacional. Sorrateiramente, a ambição dominadora, mirando seus próprios interesses, caminha em sentido inverso: sem querer, revela a validade da opção do Concílio que valoriza, sobremaneira, o idioma nacional.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Daniel Gomes, Edcarlos Bispo de Santana e Nayá Fernandes • Institucional: Rafael Alberto • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


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encontro com o pastor

editorial

Anchieta, na palavra dos Papas Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal odilo pedro scherer

A canonização de São José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, tem enorme significado para a Igreja de São Paulo e do Brasil. Não se trata apenas da proclamação de mais um santo, mas da valorização de toda uma história, da confirmação de um serviço prestado ao Evangelho e da sinalização de um caminho para a Igreja percorrer. Nascemos de um trabalho missionário e continuamos a ser uma Igreja missionária. E precisamos sê-lo, mais do que nunca! Os “sinais dos tempos” ao nosso redor estão a pedir a renovação da consciência, da parte de toda a comunidade eclesial, de que somos um povo em estado permanente de missão e precisamos de uma nova atitude missionária. Os documentos recentes da Igreja, em vários níveis, explicitam essa urgência. E isso está em plena coerência com o mandato que os apóstolos receberam do próprio Cristo no início da vida da Igreja: “ide por todo o mundo, anunciai a Boa Nova a todos os povos”. O papa Francisco destacou ainda mais o significado missionário de São José de Anchieta ao proclamá-lo “santo”, junto com dois outros missionários, que atuaram na América do Norte: São Francisco de Laval, primeiro bispo do Quebec (1623-1708), e Santa Maria da Encarnação, religiosa ursulina

(1599-1672); ambos nasceram nários no espírito da Conferênna França e dedicaram sua vida cia de Aparecida”. O mesmo Papa, na sua Mencomo missionários no Canadá. Outros papas também des- sagem (18.10.2012) para a tacaram o significado missio- Jornada Mundial da Juventude nário de Anchieta. Na missa do do Rio de Janeiro, apresentou Campo de Marte, em São Pau- Anchieta como “modelo para a lo (03.07.1980), durante sua juventude“, pela contribuição primeira visita ao Brasil, João generosa que deu, sendo ainda Paulo 2º referiu-se à “figura fas- muito jovem, para o anúncio do cinante” (de Anchieta), tão liga- Reino de Deus e o desenvolvida à história religiosa e civil do mento desse mundo. No encerramento da JornaBrasil, que “veio ao Brasil para anunciar Jesus Cristo e difundir da Mundial da Juventude, no o Evangelho. Veio com o único Rio de Janeiro (28.07.2013), no objetivo de levar os homens a envio dos jovens em missão, o Cristo”. E recordou Conhecer e valorizar a vida e a trechos de cartas escritas por Anchieta ação missionária de São José de aos seus superiores Anchieta ajudará, certamente, sobre os trabalhos a recobrar a identidade missionários desemmissionária de nossa Igreja e a penhados. “Salvar as almas buscar caminhos e meios para para a glória de Deus, melhor concretizar essa missão este era o objetivo de no contexto sempre novo em que sua vida”, continua ainda o Papa. “Isso a Igreja se encontra explica a prodigiosa atividade de Anchieta ao pro- papa Francisco convidou-os a curar novas formas de ativida- imitarem o exemplo de Anchiede apostólica, que o levavam ta: “A Igreja tem necessidade de a fazer-se tudo para todos; a vocês, do seu entusiasmo, da fazer-se servo de todos, para sua criatividade e alegria. Um ganhar o maior número possível grande apóstolo do Brasil, o de homens para Cristo” (cf 1Cor Beato José de Anchieta, partiu em misão quando tinha apenas 9,19-22). Bento 16, ao falar aos bis- 19 anos de idade. Sabem vocês, pos da Amazônia em visita ad que o melhor evangelizador dos Limina (04.10.2010), apresen- jovens é um outro jovem? Esse tou a figura de Anchieta como é o caminho que todos vocês “modelo de incansável e gene- devem percorrer.” rosíssima atividade apostólica Conhecer e valorizar a vida e (...) promovendo a difusão da a ação missionária de São José Palavra de Deus tanto entre os de Anchieta ajudará, certaindígenas quanto entre os por- mente, a recobrar a identidade tugueses (...) Isso pode servir de missionária de nossa Igreja e a exemplo para ajudar as vossas buscar caminhos e meios para Igrejas particulares a encontrar melhor concretizar essa missão os caminhos para promover a no contexto sempre novo em formação dos discípulos missio- que a Igreja se encontra.

Quarta-feira, (9) 20h30: Encontro com os catequistas (Paróquia Santa Bernadette) Quinta-feira, (10) 10h: Sessão solene na Câmara Municipal de São Paulo

Celebremos a Páscoa! Felizes pela canonização do padre Anchieta, agora para o povo de Deus, São José de Anchieta. Felizes pela edição especial em que este jornal comemorou a canonização, agora nosso olhar e coração voltam-se para a celebração dos mistérios de nossa redenção. Termina a Quaresma e aí vem a Semana Santa, a Semana Maior. Santa pelos mistérios celebrados. Maior porque nela todo o desígnio de salvação de Deus é celebrado. Durante a Quaresma, neste ano, fizemos um itinerário espiritual rumo ao Cristo Pascal. No primeiro domingo da Quaresma, Jesus nos ensinou a dizer não às tentações do demônio, que nos tenta com o prazer, o poder e o ter. “Não só de pão vive o homem”, ensina Jesus. Não tentarás o senhor teu Deus. Adorar só a Deus. No segundo domingo da Quaresma, subimos ao monte com Pedro, Tiago e João e contemplamos o Cristo Transfigurado. O Pai nos apresenta seu Filho e exorta: Escutemos o que ele diz. Desfigurados pelo pecado, a voz do Cristo, ouvida e vivida, nos transfigura. No terceiro domingo, à beira do poço, Jesus saciou a sede de amor de uma mulher que lhe pediu água. Cristo nos oferece a água viva, capaz de saciar todas as sedes do coração humano. No quarto domingo da Quaresma, Jesus se nos apresenta como a luz, capaz de abrir-nos os olhos do coração e da alma. “Deixemo-nos inundar por essa luz”, nos pediu a Palavra de Deus. Enfim, no quinto domingo da Quaresma, Jesus ordena a Lázaro, já sepultado há três dias, que venha para fora. Lázaro, Pedro, Antonio, Maria, Rose... venham para fora, grita ele a nós, tantas vezes presos em situações semelhantes ao do túmulo de Lázaro. Jesus, nosso amigo, nos chama a sair do túmulo do pecado, da indiferença, da falta de fé, do egoísmo... porque é para nós Deus irmão, amigo e companheiro, que chora por nós, que não se conforma em nos ver sepultados, amarrados, entregues à morte e seus sinais. Agora é celebrar a Páscoa. No domingo, as paróquias recebem o sacrifício quaresmal dos fiéis, o gesto concreto da Campanha da Fraternidade. Desnecessário dizer que esse dinheiro não é da paróquia, mas é das vítimas do tráfico humano. A quantia arrecadada irá financiar projetos de prevenção contra o tráfico humano e de apoio às suas vítimas. E entremos com fé, com fervor, com entusiasmo na celebração da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor. Não celebremos esses mistérios como quem olha para fatos históricos apenas. Atualizemos esses mistérios deixando que a Páscoa de Jesus seja nossa. Para o mundo do comércio, dos negócios, da produção, Semana Santa é uma semana qualquer. Para os cristãos, é tempo de profunda meditação e comunhão com Deus. Celebremos a Páscoa de Jesus... Celebremos a páscoa de todos nós! Tweets do Cardeal

agenda do Cardeal

Terça-feira, (8) 9h: Reunião com os Bispos Auxiliares 14h: Reunião do Conselho Superior da Fundação São Paulo

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Sexta-feira, (11) 10h: Reunião com os diretores espirituais dos Seminário Sábado, (12) 9h: Encontro com as Coordenações Pastorais do Laicato, Ecumenismo, Movimentos e Novas Comunidades (Ipiranga). 18h: Missa na Paróquia Nossa Senhora Mãe de Igreja (Região Sé)

20h30: Encontro com os jovens da Região Ipiranga, em Vigília, na Paróquia Nossa Senhora do Sião

Domingo, (13) Domingo de Ramos – Dia Mundial da Juventude coleta da Campanha da Fraternidade 11h: Missa na Catedral 18h: Missa e procissão na Paróquia Santa Paulina (Heliópolis)

@DomOdiloScherer 1-Bom dia! Bom mês de abril! “Quem é o

homem, Senhor, para vós? Por que dele cuidais tanto assim e no filho do homem pensais?” 5-Eu repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te. Eis que estou à porta, e bato...” 5-Gl 6,7b-8 “O que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia na carne, da carne colherá corrupção. Quem semeia no espírito, colherá a vida.


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liturgia e vida

DOMINGO DE RAMOS 13 DE ABRIL DE 2014

palavra do papa

‘Vem para fora!’, nos diz o Senhor

Ana Flora Anderson

No trono da Cruz Neste domingo, entramos na semana da Paixão, a nossa Semana Santa! Somos convidados a refletir sobre o Cristo Rei, que revela o infinito amor divino ao abraçar a morte na cruz. Na primeira leitura (Isaías 50, 4-7) Isaías descreve os dons que Deus oferece aos seus profetas. Eles recebem a graça de poder confortar os aflitos e de ouvir com atenção àqueles que sofrem. O profeta aceita seus próprios sofrimentos e dificuldades, pois, Deus lhe dá o dom de não abater o ânimo. Na segunda leitura (Filipenses 2, 6-11), São Paulo ensina que o amor de Deus se revela no esvaziamento. Jesus, Filho de Deus, abraça a limitação da condição humana. Ele realiza seu ministério entre nós até chegar o momento de entregar a própria vida para nos salvar. O Evangelho de São Mateus (27, 11-54) narra o julgamento e a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Levado diante do governador romano, Jesus é acusado pelas autoridades religiosas da época. O governador, Pilatos, percebe que a causa da acusação é a inveja. O motivo imediato do julgamento é essa fraqueza humana, mas o verdadeiro motivo é o amor divino que assume o sofrimento intenso por causa do amor de Deus pela humanidade. Por esse amor, o Filho de Deus morre na cruz, dando um grande grito e entregando o seu espírito.

Papa francisco O Evangelho deste 5º domingo da Quaresma nos narra a ressurreição de Lázaro. É o ápice dos “sinais” prodigiosos feitos por Jesus: é um gesto muito grande, muito claramente divino para ser tolerado pelos sumos sacerdotes, os quais, sabendo do fato, tomaram a decisão de matar Jesus (Cf. Jo 11, 53). Lázaro já está morto há três dias, quando chega Jesus; e às irmãs Marta e Maria ele disse palavras que ficaram gravadas para sempre na memória da comunidade cristã. Je-

sus diz assim: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,25). Sobre essa Palavra do Senhor, nós acreditamos que a vida de quem crê em Jesus e segue o seu mandamento, depois da morte, será transformada em uma vida nova, plena e imortal. Como Jesus ressuscitou com o próprio corpo, mas não retornou a uma vida terrena, assim nós ressurgiremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos. Ele nos espera junto ao Pai e a força do Espírito Santo, que o ressuscitou, ressuscitará também quem está unido a ele. Diante do túmulo lacrado do amigo Lázaro, Jesus exclamou em voz forte: “Lázaro, vem para fora”. O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto L’Osservatore Romano

leituras da semana

Segunda(14): Terça (15): Quarta(16): Quinta(17): Sexta(18): Sábado(19):

Is 42, 1-7; Sl 26; Jo 12, 1-11 Is 49, 1-6; Sl 70; Jo 13, 21-33.36-38 Is 50, 4-9a; Sl 68; Mt 26, 14-25 Êx 12, 1-8.11-14; Sl 115; Jo 13, 1-15 Is 52, 13 – 53, 12; Sl 30; Jo 18,1–19, 42 Gn 1, 1–2,2; Sl 103; Mt 28, 1-10

santos e heróis do povo - 8 de abril

Hoje é um dia que não pode ser esquecido pelos que têm coração. È o “ Dia Mundial contra o Câncer.” Vamos falar dos Santos deste dia começando por uma mulher: Santa Júlia Billiart (imagem), fundadora das irmãs de Notre Dame. Paralítica por 22 anos, teve que fugir numa carroça, escondendose debaixo de palha, para não ser morta. Fundou escolas para crianças pobres; e, por causa disso, teve que fugir mais uma vez. Afinal, num país vizinho da França, a Bélgica, sua obra começou a ter irradiação inesperada. Morreu em 1816. Outro Santo muito conhecido é São Dionísio. Viveu no século 2º, em Corinto. Também Dionísio escreveu cartas, como São Paulo, falando sobre a perseguição e os problemas das comunidades cristãs. Só possuímos fragmentos de seus escritos, aliás, conservados por um historiador muito celebre, Eusébio. Finalmente, perto de nós, na Argentina o Padre Capuchinho Carlos Busto, apóstolo dos pobres das chamadas “ Villas misérias” e membro da fraternidade dos Irmãozinhos do Evangelho. Foi sequestrado e morto neste dia, que era Sexta-Feira Santa, em 1977. Fonte: “ Santos e Heróis do Povo” livro do cardeal Arns

No domingo, 6, o papa Francisco fez uma visita pastoral á paroquia romana de São Gregório Magno. Crianças e adolescentes aguardavam o Papa para contar sobre a realidade pastoral da comunidade. Ao final do encontro, o Papa atendeu a cinco confissões e celebrou a santa missa.

coberto com um pano (vv. 43-44). Esse grito peremptório é dirigido a cada homem, porque todos estamos marcados pela morte, todos nós; é a voz daquele que é o Senhor da vida e quer que todos “a tenham em abundância” (Jo 10,10). Cristo não se conforma com os túmulos que construímos para nós com as nossas escolhas do mal e da morte, com os nossos erros, com os nossos pecados. Ele não se conforma com isso! Ele nos convida, quase nos ordena, a sair do túmulo em que os nossos pecados nos afundaram. Chamanos com insistência para sairmos da escuridão da prisão em que nos fechamos, contentando-nos com uma vida falsa, egoísta, medíocre. “Vem para fora!”, noz diz, “Vem para fora!” É um belo convite à verdadeira liberdade, a deixar-nos agarrar por essas palavras de Jesus que hoje repete a cada um de nós. Um convite a deixar-nos livrar das “ataduras”, das ataduras do orgulho. Porque o orgulho nos faz escravos, escravos de nós mesmos, escravos de tantos ídolos, de tantas coisas. A nossa ressurreição começa aqui: quando decidimos obedecer a esta ordem de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando da nossa face caem as máscaras – tantas vezes estamos mascarados pelo pecado, as máscaras devem cair! – e nós reencontramos a coragem da nossa face original, criada à imagem e semelhança de Deus. O gesto de Jesus que ressuscita Lázaro mostra até onde pode chegar a força da graça de Deus e também até onde pode chegar a nossa conversão, a nossa mudança. Mas ouçam bem: não há limite algum para a misericórdia divina oferecida a todos! Lembrem-se bem desta frase. O Senhor está sempre pronto para levantar a pedra do túmulo dos nossos pecados, que nos separa dele, a luz dos vivos.

há 50 anos

Das vocações à presidência As vocações foram o tema principal do semanário da Arquidiocese de São Paulo em abril de 1964. A manchete do O SÃO PAULO sobre o Dia Mundial das Vocações vinha acompanhada com uma matéria que continha orientações para que uma prece coletiva fosse realizada a favor do Sacerdócio Sacramental, para que assim uma vitalidade espiritual, profunda e decisiva surgisse para com a igreja. “A comemoração do Dia Mundial das Vocações sacerdotais centraliza-nos na vida apostólica da Igreja, alargando a nossa visão e unindo-nos intimamen-

te ao coração do Pastor Universal” A mudança presidencial brasileira foi assunto de destaque na edição que continha na primeira página uma nota que informava a mudança que havia ocorrido, salientando que João Goulart após ter sido retirado do cargo exilavase no Uruguai e com isso o deputado Ranieri Mazzili assumia a frente da nação. “Em vista dos acontecimentos todos os membros do Senado e da Câmara foram convocados para que se proceda a eleição de um presidente que termine o presente mandato, o que dará em janeiCapa da edição de 12 de abril de 1964 ro de 1966”.


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Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia

CNPJ nº56.462.237/0001-49 - Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Balanços patrimoniais

Notas explicativas às demonstrações financeiras

exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações financeiras Impostos a recuperar

Nota

4 5

2013

2012

92.619,90 42.729,73 25.108,22 35.671,46 1.407,19 1.407,19 119.135,31 79.808,38

Não circulante Imobilizado 6 Imóveis 401.009,33 401.009,33 Móveis e utensílios 1.048,00 1.048,00 402.057,33 402.057,33 Total Ativo 521.192,64 481.865,71 Passivo Nota 2013 2012 Circulante Obrigações com pessoal e social 7 12.445,84 13.893,17 Contas a pagar 7.050,23 709,79 19.496,07 14.602,96 Não circulante Patrimônio líquido 8 Patrimônio social 120.000,00 120.000,00 Superávits acumulados 347.262,75 384.774,89 Superávit/Déficit do exercício 34.433,82 (37.512,14) 501.696,57 467.262,75 Total Passivo 521.192,64 481.865,71 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

Nota 2013 2012 (reclassificado) Receita operacional líquida 9 212.508,29 147.078,99 Despesas operacionais Despesas com empregados 10 (68.218,41) (73.146,02) Despesas paroquiais 11 (66.059,95) (63.694,32) Despesas administrativas e gerais 12 (15.071,28) (16.964,20) Despesas com serviços de terceiros 13 (22.388,00) (6.460,00) Despesas com serviços públicos 14 (6.893,77) (7.843,77) Despesas com manutenções 15 (1.745,36) (16.689,79) (180.376,77) (184.798,10) Superávit/Déficit operacional antes do resultado financeiro 32.131,52 (37.719,11) Receitas financeiras 3.976,44 5.436,69 Despesas financeiras (1.674,14) (5.229,72) Superávit/Déficit do exercício 34.433,82 (37.512,14) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados abrangentes

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

2013 2012 Superávit/Déficit do exercício 34.433,82 (37.512,14) Superávit/Déficit abrangente total 34.433,82 (37.512,14) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

Patrimônio Superávits Déficits / social acumulados Superávits Total do exercício Saldos em 1º janeiro de 2012 120.000,00 350.587,53 34.187,36 504.774,89 Transferência para resultados acumulados - 34.187,36 (34.187,36) Déficit do exercício - - (37.512,14) (37.512,14) Saldos em 31 de dezembro de 2012 120.000,00 384.774,89 (37.512,14) 467.262,75 Transferência para resultados acumulados - (37.512,14) 37.512,14 Superávit do exercício - - 34.433,82 34.433,82 Saldos em 31 de dezembro de 2013 120.000,00 347.262,75 34.433,82 501.696,57 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método direto

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

2.013 2.012 Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos por venda de artigos religiosos e doações 212.508,29 147.078,99 Valores pagos a empregados (69.665,74) (70.810,88) Valores pagos a fornecedores e prestadores de serviços (105.817,92) (114.676,96) Caixa gerado pelas operações 37.024,63 (38.408,85) Receitas financeiras recebidas 3.976,44 Despesas bancárias (1.674,14) Outros recebimentos - Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 39.326,93

5.436,69 (5.229,72) (38.201,88)

Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aplicações/Regastes de - CDB´s 10.563,24 10.391,05 Caixa líquido usado nas atividades de investimentos 10.563,24 10.391,05 Caixa líquido gerado no periodo 49.890,17 (27.810,83) Demonstração do aumento de caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 42.729,73 70.540,56 No fim do exercício 92.619,90 42.729,73 Aumento de caixa e equivalentes de caixa 49.890,17 (27.810,83) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

(Expressos em Reais)

1 Contexto operacional A Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia é uma Entidade sem fins lucrativos, e tem por finalidade propugnar pela formação cívica, moral, cultural e religiosa do povo brasileiro. A Fundação é isenta da tributação do imposto de renda e da contribuição social, de acordo com a Lei nº 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que a Fundação deverá reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção: a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados. b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais. c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão. d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial. e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos. Todas as condições apresentadas são rigorosamente atendidas pela Fundação.

7 Obrigações com pessoal e social 2013 2012 Salários a pagar 4.891,00 3.572,00 INSS sobre folha de pagamento a recolher 1.498,81 1.398,75 FGTS a recolher 473,89 491,39 PIS sobre folha de pagamento a recolher 79,33 76,26 Férias e encargos a pagar 5.502,81 8.354,77 12.445,84 13.893,17

2 Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros.

9 Receita operacional líquida 2013 2012 Donativos (a) 165.830,62 101.586,33 Artigos religiosos (b) 46.677,67 45.492,66 212.508,29 147.078,99

(b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Fundação e atualmente usada no país. 3 Resumo das principais práticas contábeis Descrição das principais práticas contábeis a. Apuração do superávit/déficit do exercício O reconhecimento das receitas e despesas é efetuado em conformidade com o regime contábil de competência de exercício. A receita com vendas de artigos religiosos são reconhecidas no resultado em função de sua realização. Uma receita não é reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização. b.Estimativas contábeis A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação e registro de estimativas contábeis. A Fundação revisa as estimativas e premissas pelo menos anualmente. c. Ativo circulante e não circulante • Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. •Demais ativos circulantes e não circulantes São apresentados ao valor líquido de realização.

Estas obrigações referem-se àquelas relacionadas com a remuneração de empregados e os respectivos encargos sociais incidentes sobre essas remunerações. 8 Patrimônio líquido O Patrimonio Social da Fundação, no motante de R$ 120.000,00, conforme escritura de alteração e consolidação dos estatutos da Fundação registrado, microfilmado e digitalizado no Primeiro Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Juridica, sob o nº 298.644, em 22 de março de 2004. As doações, geralmente, ocorrem em dinheiro e são registradas em contas de resultado.

(a) Receitas oriundas de doações efetuadas por pessoas físicas. (b) Venda de artigos religiosos, como velas, escapulários,e outros. 10 Despesas com empregados 2013 2012 Salários e ordenados (37.032,67) (37.183,22) Encargos sociais (13.650,06) (17.136,29) Benefícios sociais (9.994,20) (10.006,71) Férias (4.338,61) (5.066,45) 13º. salário (3.202,87) (3.753,35) (68.218,41) (73.146,02) Esses gastos referem-se a despesas com pessoal, sendo incluso eventuais benefícios sociais ofertados aos funcionários. 11 Despesas paroquiais 2013 2012 Espórtula de missa (a) (28.600,00) (26.400,00) Velas (22.464,00) (19.170,50) Artigos religiosos (5.080,70) (7.906,52) Imagens (6.355,85) (6.957,30) Vinhos e frascos (3.559,40) (3.260,00) (66.059,95) (63.694,32) (a) Esses gastos referem-se a despesas com Missas que são realizadas diariamente nas paróquias, segundo o costume aprovado pela Igreja, a qualquer sacerdote que celebra ou concelebra a Missa, é permitido receber a espórtula oferecida para que ele aplique a Missa segundo determinada intenção.

e. Passivo circulante e não circulante São demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis, acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos e variações monetárias incorridas até a data do balanço.

12 Despesas administrativas e gerais 2013 2012 Alimentação (4.542,44) (3.372,75) Material de escritório (1.164,18) (556,61) Donativos/auxílios (2.041,80) (2.000,00) Transporte (2.070,00) (4.128,00) Copa e cozinha (668,98) (122,50) Gastos com eventos (2.033,65) (4.115,68) Viagens e representação (-) (1.664,00) Bens de natureza permanente (845,90) (-) Copias eletrostaticas e fax (1.147,00) (-) Outras despesas administrativas (557,33) (1.004,66) (15.071,28) (16.964,20)

f. Demonstrações Financeiras comparativas As demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2012 tiveram alguns saldos reclassificados para uma melhor comparabilidade com as demonstrações financeiras do exercício corrente.

13 Despesas com serviços de terceiros 2013 2012 Serviços contratados Pessoa Física (22.388,00) (6.460,00) (22.388,00) (6.460,00)

4 Caixa e equivalentes de caixa 2013 2012 Banco conta movimento 56.191,71 7.970,26 Aplicações financeiras livre de risco 36.428,19 34.759,47 92.619,90 42.729,73

Esses gastos referem-se a despesas com autônomos contratados.

d. Ativo Imobilizado Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção, inclusive juros e demais encargos financeiros capitalizados. A Fundação Capella não reconhece o desgate natural de seus bens.

Referem-se as disponibilidades imediatas da Fundação. As aplicações financeiras efetuadas no Banco do Brasil estão inseridas como equivalentes de caixa, em função de seu prazo de resgate, bem como, do baixo risco atribuído a esse tipo de investimento. 5 Aplicações financeiras 2013 2012 Banco Bradesco S/A 25.108,22 35.671,46 25.108,22 35.671,46 Essas aplicações financeiras de curto prazo referem-se, substancialmente, aos Certificados de Depósitos Bancários (CDB) e são remunerados a taxas praticadas pelo mercado. 6 Imobilizado 2013 2012 Imóveis 401.009,33 401.009,33 Móveis e utensílios 1.048,00 1.048,00 402.057,33 402.057,33 A Fundação não reconhece o desgaste natural dos bens bem como não aplicou custo atribuído (demeed cost).

14 Despesas com serviços públicos 2013 Telefonias (3.236,05) Energia elétrica (2.522,42) Água e esgosto (1.135,30) (6.893,77)

2012 (3.940,89) (2.888,28) (1.014,60) (7.843,77)

Despesas oriundas de utilização de serviços públicos e infraestrutura consumida, diariamente, nas atividades paroquiais. 15 Despesas com manutenções 2013 2012 Consertos e reparos (1.176,00) (16.526,06) Manutenção Maquinas e Equipamentos (315,00) (-) Material de limpeza (191,86) (163,73) Outros gastos com manutenção (62,50) (-) (1.745,36) (16.689,79) Esses gastos referem-se a despesas com manutenção e reparos de bens.

Dom Tarcísio Scaramussa Diretor Geral

Cônego José Pedro dos Santos Diretor Financeiro

Mário Candido Santos Controller - CRC 1SP218641/O-5

José Olímpio Cardoso Neto Contador - CRC 1SP181828/O-5


6 | Editais |

8 a 14 de abril de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Externato Popular São Vicente de Paulo - Colégio Luiza de Marillac C.N.P.J.: 62.837.059/0001-96 - Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Relatório da Administração

Objeto social e missão O Colégio Luiza de Marillac, mantido pelo Externato, é uma escola católica, voltada para a educação e formação integral do ser humano, fundamentada nos princípios morais, éticos e religiosos do cristianismo. Dessa forma, a Escola se coloca diante da sociedade como: • Lugar de vida em comum, em que se proporciona um projeto educativo inspirado nos ensinamentos cristãos. • Espaço de liberdade, em que se possibilita a expressão da diversidade cultural

e artística da pessoa humana, respeitando-a e valorizando-a em sua individualidade. • Fonte de esperança, que procura imprimir em sua prática diária, comportamento pautado em sentimentos justiça e fraternidade. • Sinal de escola viva, atuante e aberta aos desafios, mudanças e apelos do mundo moderno. • Caminho para conhecer as bases das diversas ciências, visando à produção do conhecimento e não simplesmente a sua absorção. O Colégio Luiza de Marillac tem como compromissos: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa. • Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando. • Promover a co-responsabilidade nas atividades escolares.

Balanços patrimoniais

Ativo Nota 12/2013 12/2012 Circulante Caixa e equivalentes de caixa 6 18 5 Contas a recber de alunos 7 475 460 Outras contas a receber 10 10 Despesas antecipadas 2 3 505 478 Não circulante Imobilizado 8 45 42 Intangível 3 3 48 45 Total do Ativo 553 523

O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecidamente filantrópica, instituída em 16 de dezembro de 1940. Seus objetivos principais são: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa. • Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando. • Promover a co-responsabilidade nas atividades escolares. • Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus. • Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária.

Balanços patrimoniais

O Colégio Luiza de Marillac cumpre seus objetivos sociais, aplicando integralmente no país os recursos por ela gerados em ensino e assistência social, prestando relevantes serviços à comunidade na qual está inserida, com destacada atuação na área social, educação e cultura. Dentre as principais atividades desenvolvidas destacam-se a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, a participação no desenvolvimento da consciência crítica nos seus alunos e a assistência social em sua comunidade. O Colégio está imune da tributação do imposto de renda e da contribuição social, bem como, da Contribuição Patronal do INSS, de acordo com a Lei nº. 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que o Colégio deverá reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção: a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados. b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais. c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão. d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial. e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos.

Em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

Passivo Nota 12/2013 12/2012 Circulante Empréstimos e financiamentos 9 21 39 Obrigações com pessoal 10 165 154 Contribuições sociais 11 254 239 Obrigações tributárias 12 20 21 Fornecedores 13 19 32 Adiantamento de mensalidades 14 183 173 Outras contas a pagar 15 215 264 877 922 Não circulante Exigível a longo prazo Contingências judiciais 16 3.577 3.706 Empréstimos de outras instituições 17 669 669 Obrigações tributárias 12 168 142 Outras contas a pagar 3 3 4.417 4.520 Patrimônio Líquido Déficits acumulados (4.919) (5.147) Resultado do exercício 178 228 (4.741) (4.919) Total do Passivo 553 523 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

Nota 12/2013 12/2012 Receita operacional líquida 18 2.027 1.997 Despesas com Pessoal 19 (1.551) (1.511) Despesas com serviços de terceiros 20 (101) (67) Despesas administrativas e gerais 21 (112) (147) Despesas com devedores duvidosos - (13) Outras despesas operacionais (4) (1) Superávit operacional antes do resultado financeiro 259 258 Resultado financeiro líquido 22 (81) (30) Superávit do exercício 178 228

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados abrangentes

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

12/2013 12/2012 Superávit do período 178 228 Superávit abrangente total 178 228 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

Déficits Superavit Acumulados Exercício Total Saldos em 1º de janeiro de 2012 (5.147) - (5.147) Transf. resultados acumulados - - Superavit do exercício - 228 228 Saldos em 31 de dezembro de 2012 (5.147) 228 (4.919) Transf. resultados acumulados 228 (228) Superavit do exercicio - 178 178 Saldos em 31 de dezembro de 2013 (4.919) 178 (4.741) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método direto

Exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

12/2013 12/2012 Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos de clientes 2.016 1.898 Valores recebidos de reembolsos de despesas - FUNDASP 425 425 Valores pagos/recebidos empréstimos outras Instituições (24) (66) Valores pagos de obrigações tributárias, taxas e processos judiciais (205) (239) Valores pagos a empregados (1.707) (1.665) Valores pagos a fornecedores (461) (415) Caixa gerado pelas operações 44 (62) Outros recebimentos 7 10 Receitas financeiras recebidas 42 100 Despesas bancárias (46) (38) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 47 10 Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado/Intangível (8) (17) Caixa líquido usado nas atividades de investimento (8) (17) Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Captação/amortização de empréstimos outras instituições (18) 8 Juros pagos s/empréstimos bancários (8) (3) Caixa líquido usado nas atividades de financiamento (26) 5 Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 13 (2) Demonstração do aumento de caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 5 7 No fim do exercício 18 5 Aumento de caixa e equivalentes de caixa 13 (2)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

O Externato Popular São Vicente de Paulo manteve seus alunos e com isso conseguiu obter uma receita operacional líquida de R$ 2.027 mil em 2013 (R$ 1.997 mil em 2012), bem como o seu compromisso com a sociedade ofertando aos seus alunos um ensino de qualidade. Complementando sua contribuição junto a sociedade o Externato proporciona aos estudantes carentes bolsas de estudos filantrópicas. No ano de 2013 o Externato aplicou cerca de R$ 745 mil em bolsas de estudos para estudantes com baixa renda. São Paulo, 28 de Fevereiro de 2.014 Presidência do Externato Popular São Vicente de Paulo

Notas explicativas às demonstrações financeiras

Em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

• Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus. • Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária.

2 Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros. (b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional do Externato. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Determinação da vida útil do ativo imobilizado (nota explicativa nº 8); • Determinação das provisões para contingências (nota explicativa nº 16). O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas. 3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a) Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais do Externato pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b) Instrumentos financeiros (i) Ativos financeiros não derivativos O Externato reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual o Externato se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. O Externato não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Externato transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pelo Externato nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual.

(Em milhares de Reais)

Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, o Externato tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. O Externato tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se o Externato gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos do Externato. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos O Externato reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual o Externato se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. O Externato baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. O Externato tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos, financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. (iii) Instrumentos financeiros derivativos O Externato não possuía em 31 de dezembro de 2013 e 2012 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. c) Contas a receber de alunos Representam, basicamente, as mensalidades emitidas, porém não recebidas, além de acordos firmados com estudantes de mensalidades vencidas e de cobranças judiciais. O ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização das mensalidades, negociações a receber e outros ativos a receber e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. d) Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. e) Matrículas e aluguéis recebidos antecipadamente Como prática de negócio e mercado de atuação do Externato, as matrículas do ano letivo seguinte iniciam-se ao final do exercício social em curso. Consequentemente são reconhecidas como anuidades antecipadas, no passivo circulante, às mensalidades de períodos subsequentes recebidas antecipadamente pelo Externato no exercício social em curso que serão reconhecidas no resultado do exercício de acordo com o regime de competência. f) Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando o Externato possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. g) Imobilizado (i) Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado (ii) Custos subsequentes O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para o Externato e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos.

Continua

O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma associação civil de caráter educacional, cultural, filantrópico e sem fins lucrativos, orientada fundamentalmente pelos princípios da Doutrina e da Moral Cristã e comprometida com o Plano Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Assim sendo, o Externato vem submeter à apreciação dos interessados, o relatório anual da administração acompanhado de suas demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012.


Continuação

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Externato Popular São Vicente de Paulo - Colégio Luiza de Marillac (iii) Depreciação A depreciação é calculada pelo método linear (da linha reta) sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, deduzido do valor residual, ao longo de sua vida útil estimada. As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: 12/2013 12/2012 Máquinas e equipamentos 10 anos 10 anos Móveis e utensílios 10 anos 10 anos Equipamentos de informática 5 anos 5 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. h) Ativos intangíveis O ativo intangível refere-se aos gastos de reestruturação (desenvolvimento de sistema coorporativo) do Externato. O Externato não reconhece a amortização para estes ativos. i) Redução ao Valor Recuperável (Impairment) Ativos financeiros O Externato avalia os ativos do imobilizado quando há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Fundação sobre condições de que a Fundação não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Na aplicação do teste de redução ao valor recuperável de ativos, o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa é comparado com o seu valor recuperável. O valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Considerando-se as particularidades dos ativos da Fundação, o valor recuperável utilizado para avaliação do teste de redução ao valor recuperável é o valor em uso, exceto quando especificamente indicado. Este valor de uso é estimado com base no valor presente de fluxos de caixa futuros, resultado das melhores estimativas da Fundação. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros do Externato são revistos a cada data de apresentação das demonstrações financeiras para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. Durante o exercício de 2013, não houve indicação de perda no valor recuperável dos ativos não financeiros. j) Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensurados em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago, se o Externato tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. k) Receita de serviços As receitas incluem mensalidades de ensino de nível pré-primario, fundamental e médio, além de taxas de inscrições. As receitas são registradas no mês em que os serviços são prestados. l) Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber por mensalidades renegociadas. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre tributos parcelados, despesas com juros e multas sobre passivos em abertos, juros sobre saldo devedor, e despesas bancárias em geral. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo. m) Gratuidade Calculada com base na totalidade das receitas efetivamente recebidas pelo Externato, incluindo entre outras as receitas de mensalidades e matrículas, sendo o percentual de gratuidade concedido no exercício superior a 20% da receita total, conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 23, atendendo as determinações da Lei 12.101/09, bem como a legislação pertinente à filantropia. 4 Determinação do valor justo Algumas políticas e divulgações contábeis do Externato exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas aquele ativo ou passivo. A seguir reportamos as políticas mais relevantes: (I) Imobilizado O valor de mercado da propriedade é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser trocado na data de avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob as condições normais de mercado. O valor justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado. 5 Gerenciamento de risco financeiro Visão Geral O Externato apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: • risco de crédito; • risco de liquidez; e • risco de mercado. Estrutura do gerenciamento de risco As políticas de gerenciamento de risco do Externato são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados pelo Externato, para definir limites e controles de riscos apropriados e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades do Externato. O Externato, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, tem por objetivo desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. 6 Caixa e equivalentes de caixa 2013 2012 Bancos conta movimento 18 5 Total 18 5 Referem-se a disponibilidades livres de risco que estão a disposição imediata do Externato.

7 Contas a receber de alunos 2013 2012 Contas a Provisão Líquido Contas a Provisão receber perdas receber perdas Líquido Mensalidades a receber 514 (41) 473 465 (8) 457 Cheques a depositar 2 - 2 3 - 3 Cheques devolvidos 54 (54) - 54 (54) Total 570 (95) 475 522 (62) 460 Critérios de constituição de ajustes para créditos duvidosos O Externato manteve no exercício de 2013 os mesmos critérios dos anos anteriores, referente à constituição de ajsutes para créditos de liquidação duvidosa sobre os saldos ainda a vencer com base em dados históricos. 8 Imobilizado 2013 2012 Descrição Taxa média Custo Depreciação Valor Valor deprec. a.a. Histórico Acumulada Residual Residual Móveis e utensílios 10% 140 (128) 12 12 Computadores e periféricos 20% 68 (66) 2 2 Máquinas e equipamentos 10% 38 (28) 10 10 Sistemas aplicativos 10% 2 (1) 1 2 Veículos - consórcio 20 - 20 16 Total 268 (223) 45 42 O Externato não possui imóveis próprios adquiridos através de recursos financeiros. O prédio onde está localizado o Colégio foi uma doação para uso fruto realizada quando da constituição da entidade em 1940. O Externato estuda para os próximos períodos um plano de renovação de seu parque tecnológico. 9 Empréstimos e financiamentos Instituição financeira Banco Bradesco S.A Total

Natureza 2013 2012 Saldo devedor 21 39 21 39

Os empréstimos e fiannciamentos referem-se a saldos devedores de conta corrente. 10 Obrigações com pessoal 2013 2012 Salários e ordenados 88 74 Férias e encargos 77 80 Total 165 154 Referem-se basicamente a obrigações junto a funcionários. 11 Contribuições sociais 2013 2012 FGTS s/ folhas de pagamento 245 231 INSS s/ folha de pagamento 9 8 Total 254 239 O Externato possui dívidas em atraso junto a CEF. O sanaemento dessas obrigações é objeto de análise da Administração a qual estuda as possibilidades de geração de caixa para honrar esses compromissos financeiros. 12 Obrigações tributárias 2013 2012 PIS s/folha de pagamento (a) 171 145 IRRF s/ folha de pagamento 16 15 Outras obrigações tributárias 1 3 Total 188 163 Circulante 20 21 Não circulante 168 142 (a) O Externato em janeiro de 2006 teve deferimento do pedido de tutela antecipada suspedendo a cobrança do PIS sobre folha de pagamento. Em setembro de 2010 a União Federal apresentou Recursos Especial em face do acórdão proferido. Atualmente o processo encontra-se em fase de Recursos Especial. 13 Fornecedores 2013 2012 Fornecedores de materiais e serviços 19 32 Total 19 32 Referem-se, principalmente, a fornecedores de materiais e serviços destinados a operação do Externato. 14 Adiantamento de mensalidades 2013 2012 Adiantamento de matrículas (a) 169 165 Adiantamento de mensalidades 14 8 Total 183 173 (a) Refere-se a antecipações oriundas de matriculas escolares cujo a realização da prestação de serviço ocorrerá no periodo letivo de 2014.

Tributárias (processos fiscais federais) - Referem-se aos valores relativos à Cota Patronal de INSS, no qual o Externato não poderia ser tributado em função de tratar-se de uma instituição filantrópica, porém foi lavrado pelo Poder Judiciário um depósito judicial no montante de 5% (cinco por cento) do faturamento bruto mensalmente até o julgamento final da ação. O Recurso de apelação ocorreu no ano 2000 e ainda se aguarda julgamento pelo tribunal. Auto de infração – As provisões referem-se ao auto de infração em função pelo descumprimento da lei que normaliza a emissão de ruídos da PMSP através do programa PSIU. Esta contingência encontra-se parcelada junto a PMSP através do Programa de Parcelamento 17 Empréstimos de outras instituições 2013 2012 Mitra Arquidiocesana de São Paulo 669 669 Total 669 669 Referem-se aos empréstimos tomados junto a Mitra Arquidiocesana para honrar seus custos operacionais. 18 Receita operacional líquida 2013 2012 Receita bruta de serviços prestados Mensalidades, taxas e inscrições 3.066 2.830 Cursos extracurriculares 18 27 Outras receitas 6 7 3.090 2.864 Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas (745) (401) Bolsas não filantrópicas (203) (347) Bolsas Dissídio Folha – Dependentes (85) (80) Bolsas por convênios (30) (39) (1.063) (867) Receita operacional Líquida 2.027 1.997 19 Despesas com pessoal Salários e ordenados Férias e 13° salário Fundo de garantia Aviso prévio e indenizações Outras despesas (-) Ressarcimento de despesas (a)

2013 (1.201) (249) (119) (20) (145) 183 (1.551)

2012 (1.127) (243) (113) (90) (121) 183 (1.511)

(a) Ressarcimento de despesas com pessoal de limpeza, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 20 Despesas com serviços de terceiros 2013 2012 Honorários advocatícios (76) (44) Autônomos contratados (27) (26) Propaganda e publicidade (12) (9) Outras despesas (33) (35) (-) Ressarcimento de despesas (a) 47 47 (101) (67) (a) Ressarcimento de despesas com serviços prestados, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 21 Despesas administrativas e gerais 2013 2012 Água, gás, energia elétrica e telecomunicações (155) (180) Materiais de consumo (101) (88) Materiais diversos (22) (20) Outras despesas (29) (54) (-) Ressarcimento de despesas (a) 195 195 (112) (147) (a) Ressarcimento de despesas administrativas e gerais, efetuado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 22 Resultado financeiro líquido 2013 2012 Receitas financeiras Receitas com operações bancárias 33 89 Receitas decorrentes atividades de ensino 10 11 43 100 Despesas financeiras Encargos s/tributos (69) (89) Encargos s/mensalidades (33) (27) Despesas bancárias (15) (11) Juros sobre saldo devedor (7) (3) (123) (130) Resultado Financeiro líquido (81) (30)

15 Outras obrigações 2013 2012 Fundação São Paulo (a) 207 230 Processos trabalhistas 8 34 Total 215 264

23 Gratuidade O Externato desenvolve projetos assistenciais procurando atender à comunidade. Os gastos e as despesas relacionados a esses projetos para os exercícios de 2013 e 2012 bem como a receitas efetivamente recebidas com a prestação de serviços educaionais estão assim demonstrados:

Referem-se à antecipação de ressarcimento de despesas em função da utilização da estrutura física pela Fundação São Paulo.

2013 2012 Receita Educacional Efetiva recebida no Período 2.016 1.898 Gratuidades e custo do atendimento gratuito: Bolsas assistenciais (745) (401) Percentual de gratuidades educacionais concedidas 36,95% 21,13% Valor equivalente à cota patronal isenta 367 349 Tomando por base os critérios e premissas gerais para cálculo da gratuidade, a Administração da Fundação cumpriu as exigências legais nos exercícios de 2013 e 2012, aplicando em atividades filantrópicas os percentuais de 36,95% e 21,13% respectivamente, estando o valor total aplicado em gratuidade acima do limite de 20% estabelecido em lei. Destacamos que o Externato manteve a prática de concessões de bolsa de estudo durante o exercício de 2013 sendo que os valores acima fazem parte das demonstrações de resultado e de fluxo de caixa. A aprovação dos cálculos, bem como das premissas utilizadas pelo Externato obedecem à legislação atual (lei 12.101/2009) que regulamenta e disciplina as atividades assistenciais, sociais e filantrópicas, estando sujeitas e vinculadas às prestações futuras de contas junto ao CNAS - Conselho Nacional de Assistência Social.

16 Contingências judiciais O Externato é parte em ações judiciais e processos administrativos perante alguns tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas e outros assuntos. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na expectativa anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso, como se segue: 2013 2012 Descrição Provisão Depósito Líquido Líquido judicial Tributárias 4.676 (1.144) 3.532 3.661 Trabalhistas 34 - 34 34 Auto de infração 11 - 11 11 Total 4.721 (1.144) 3.577 3.706 Trabalhistas - As provisões trabalhistas foram constituídas com base em opinião dos consultores jurídicos do Externato quanto à possibilidade de perda dos processos, considerando inclusive os valores dos depósitos judiciais já efetuados, e não são esperadas perdas no encerramento desses processos, além dos valores já provisionados.

João Júlio Farias Júnior Presidente

Mário Candido Santos Controller - CRC 1SP218641/O-5

José Olímpio Cardoso Neto Contador - CRC 1SP181828/O-5


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Fundação Metropolitana Paulista

CNPJ nº50.951.847/0001-20 - Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2013 e 2012 Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Aplicações fianceiras Contas a receber (rádio) Adiantamentos concedidos Despesas antecipadas Realizável a longo prazo Outras contas a receber Não circulante Imobilizado Intangível Total do Ativo

Nota 4 5 6 7

expressos em Reais) 2013 2012

468.796,85 35.371,17 197.606,56 10.560,82 2.108,40 714.443,80

13.236,34 13.236,34

151.289,87 95.501,24 4.884,86 1.870,39 253.546,36

11.426,61 11.426,61

8 537.528,08 9 11.862,22 549.390,30 1.277.070,44

523.976,01 14.618,24 538.594,25 803.567,22

Passivo Nota 2013 Circulante Obrigações trabalhistas e sociais 10 208.486,36 Empréstimos bancários a pagar 11 33.023,26 Contas a pagar 12 50.844,11 Processos judiciais a pagar 13 40.000,00 Obrigações fiscais 4.880,48 337.234,21 Não circulante Exigível a longo prazo Empréstimos bancários 11 2.292,47 Contingências judiciais 13 2.292,47 Patrimônio líquido 14 Fundo social 160.747,27 Superávits acumulados 211.903,04 Resultado do exercício 564.893,45 Total do Patrimônio Líquido 937.543,76 Total do Passivo 1.277.070,44

2012

209.596,94 75.330,93 58.456,78 6.240,00 1.890,75 351.515,40

31.668,26 47.733,26 79.401,52

160.747,27 613,03 211.290,00 372.650,30 803.567,22

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

Nota 2013 Receitas Operacionais Líquidas 15 3.941.832,76 Custos dos serviços prestados (jornal e rádio) 16 (378.239,36) Superavit Bruto 3.563.593,40 Despesas operacionais Despesas com pessoal 17 (1.629.525,15) Despesas com serviços 18 (232.758,02) Despesas gerais e administrativas 19 (755.154,26) Despesas com impostos e taxas 20 (3.414,48) Despesas com manutenção 21 (101.415,04) Despesas com Depreciação (30.357,63) Reversão/Constituição de devedores duvidosos 10.149,44 Despesas com contigências judiciais (55.557,72) Resultado Operacional antes do Resultado Financeiro 765.560,54 Receitas Financeiras 8.853,76 Despesas Financeiras 22 (209.520,85) (200.667,09) Superavit do Exercício 564.893,45

2012 3.362.761,48 (336.122,00) 3.026.639,48 (1.388.258,74) (194.606,94) (767.409,76) (4.573,60) (57.393,17) (18.528,23) (98.237,33) (47.733,26) 449.898,45 4.525,95 (243.134,40) (238.608,45) 211.290,00

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados abrangentes

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 (Valores expressos em reais)

2013 2012 Superávit do exercício 564.893,45 211.290,00 Superávit abrangente total 564.893,45 211.290,00 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio social

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Expresso em Reais)

Patrimônio Superávits Resultado Total social A cumulados Exercício Saldos em 1º de janeiro de 2012 160.747,27 (73.885,97) 74.499,01 161.360,31 Transf. para resultados acumulados - 74.499,01 (74.499,01) Superavit do exercício - - 211.290,00 211.290,00 Saldos em 31 de dezembro de 2012 160.747,27 613,04 211.290,00 372.650,31 Transf. resultados acumulados - 211.290,00 (211.290,00) Superavit do exercício - - 564.893,45 564.893,45 Saldos em 31 de dezembro de 2013 160.747,27 211.903,04 564.893,45 937.543,76 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas explicativas às demonstrações financeiras 1 Contexto operacional A Fundação Metropolitana Paulista é uma Entidade sem fins lucrativos, mantenedora da Rádio 9 de Julho e do jornal “O São Paulo”, fundada em 23 de maio de 1962. A Fundação tem por finalidade propugnar pela formação cívica, moral, cultural e religiosa do povo brasileiro. A Fundação cumpre seus objetivos sociais, aplicando integralmente no país os recursos por ela gerados em jornais, rádios, emissoras, serviço de televisão, prestando relevantes serviços à comunidade na qual está inserida, com destacada atuação na área social. Dentre as principais atividades desenvolvidas destacam-se os serviços subsidiários de natureza assistencial para o povo em geral, sem distinção de espécie alguma. A Fundação está isenta da tributação do imposto de renda e da contribuição social de acordo com a Lei nº 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que a Fundação deverá reunir, as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção: a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados; b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais; c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão; d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial; e e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos. Todas as condições apresentadas são rigorosamente atendidas pela Instituição. 2 Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros. (b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Fundação e atualmente usada no país. (d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Determinação da vida útil do ativo imobilizado (nota explicativa nº 8); O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas. 3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a. Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Fundação pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b. Instrumentos financeiros Ativos financeiros não derivativos A Fundação reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Fundação se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Fundação não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Fundação transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais dele em uma transação no qual es-

sencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Fundação nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Fundação tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Fundação tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se, e somente se a Fundação gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Fundação. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Recebíveis Recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa, contas a receber de alunos e hospital, bolsas restituíveis e outros créditos provenientes de prestação de serviços e venda de mercadorias. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo.

Demonstração do fluxo de caixa - Método direto Exercício findo em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores expressos em reais)

2.013 2.012 Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos de clientes 2.684.463,61 2.199.844,36 Donativos 1.155.087,23 1.139.958,19 Valores pagos a empregados (1.634.811,69) (1.377.416,24) Valores pagos a fornecedores (1.478.895,49) (1.347.909,81) Valores pagos de obrigações tributárias, taxas e processos judiciais (60.381,97) (70.283,20) Caixa gerado pelas operações 665.461,69 544.193,30 Receitas financeiras recebidas 8.853,76 4.525,95 Despesas bancárias (195.446,80) (197.355,57) Caixa líquido proveniente das atividades operacionais (186.593,04) (192.829,62) Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado Aplciações financeiras - CDB´s Caixa líquido usado nas atividades de investimento

(41.153,68) (126.332,62) (35.371,17) (76.524,85) (126.332,62)

Fluxos de caixa das atividades de financiamentos Captação de empréstimos outras instituições Amortização de empréstimos bancários Juros pagos s/empréstimos bancários Caixa líquido usado nas atividades de financiamentos Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais

- (71.683,46) (135.562,16) (13.153,36) (44.219,68) (84.836,82) (179.781,84) 317.506,98 45.249,22

Demonstração do aumento de caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 151.289,87 No fim do exercício 468.796,85 Aumento de caixa e equivalentes de caixa 317.506,98

106.040,65 151.289,87 45.249,22

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Expresso em Reais)

ção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. Depreciação A depreciação é calculada pelo método linear (da linha reta) sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, deduzido do valor residual, ao longo de sua vida útil estimada. As vidas úteis estimadas para os períodos corrente e comparativo são as seguintes: Máquinas e equipamentos 10 anos Móveis e utensílios 10 anos Instalações 10 anos Veículos 7 anos Equipamentos de informática 5 anos Instalações 10 anos Aparelhos telefônicos 10 anos h. Ativos intangíveis O ativo intangível refere-se praticamente aos gastos de reestruturação (implantação de sistema de informática coorporativo) da Fundação. Esses ativos são amortizados de forma linear pelo período de 10 anos. i. Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensuradas em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago, se a Fundação tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. j. Receita de serviços As receitas incluem as atividades de veiculação em rádio e publicação em jornalimpresso, além da venda de assinaturas. As receitas são registradas no mês em que os serviços são prestados.

c. Passivos financeiros não derivativos A Fundação reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Fundação se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Fundação baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. A Fundação tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, fornecedores, e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos.

k. Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber por mensalidades renegociadas. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem tarifas bancárias, juros sobre empréstimos, juros e multas sobre passivos em abertos. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo.

Instrumentos financeiros derivativos A Fundação não possuía em 31 de dezembro de 2013 e 2012 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge.

m. Reclassificações Alguns saldos de 2012 foram reclassificados para permitir a comparação com as demonstrações financeiras de 2013, sem impacto no resultado nem no patrimônio líquido de 2012.

d. Contas a receber rádio Representam, basicamente, os créditos em aberto dos serviços prestados pela Rádio 9 de Julho, conforme demonstrado na nota explicativa nº 6. O reconhecimento do ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização das mensalidades, negociações a receber e outros ativos a receber e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. Estes índices são revisados anualmente buscando uma melhor estimativa para a mensuração desses valores. e. Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data de levantamento do balanço patrimonial. f. Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Fundação possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas, de escritórios jurídicos independentes, do risco envolvido. g. Imobilizado Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou constru-

l. Demonstrações Financeiras comparativas As demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2012 servem para uma melhor comparabilidade com as demonstrações financeiras do exercício corrente.

4 Caixa e equivalentes de caixa Descrição 2013 2012 Caixa e bancos conta movimento 8.340,94 16.791,52 Aplicações financeiras - fundos de aplicação (a) 460.455,91 134.498,35 468.796,85 151.289,87 (a) Essas aplicações possuem características de equivalentes de caixa em função de estarem em aplicações de curtíssimo prazo e livres de risco. 5 Aplicações financeiras Descrição Aplicações financeiras - CDB

2013 2012 35.371,17 35.371,17 -

As aplicações financeiras referem-se a Certificado de Depósito Bancário (CDB), atualizados com base na variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), remuneradas a taxas que variam entre 92% e 97% do CDI para os períodos abrangidos por estas demonstrações financeiras. 6 Contas a receber (rádio) 2013 2012 Contas Provisão para Contas Provisão para Descrição a receber perdas Líquido a receber perdas Líquido Rádio 9 de Julho 287.748,12 (90.141,56) 197.606,56 195.792,24 (100.291,00) 95.501,24 O saldo de contas a receber de clientes representa os créditos em aberto dos serviços prestados pela Rádio 9 de Julho.

Continua

Balanços patrimoniais

Em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Valores


Continuação

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br | 8 a 14 de abril de 2014

| Editais | 9

Fundação Metropolitana Paulista 7 Adiantamentos concedidos 2013 2012 Adiantamentos a pessoal (a) 9.060,82 4.884,86 Adiantamentos a fornecedores 1.500,00 10.560,82 4.884,86 (a) Referem-se a adiantamentos concedidos a funcionários da Fundação. Esses valores serão objeto de descontos nos pagamentos a serem efetuados pela Fundação a título de Salários e Férias. 8 Imobilizado 2013 2012 Descrição Tx. média de Custo Depreciação Valor Valor Depreciação / Aquisição Amortização Residual Residual Amortização Acumulada % a.a. Máquinas e equipamentos 10,0% 402.851,82 (43.281,52) 359.570,30 349.913,14 Móveis e utensílios 10,0% 27.553,13 (948,66) 26.604,47 26.962,31 Computadores e periféricos 20,0% 70.008,06 (10.786,71) 59.221,35 57.817,36 Veiculos em Uso 14,3% 26.984,55 (6.681,94) 20.302,61 21.844,61 Aparelhos Telefônicos 10,0% 3.343,27 (245,93) 3.097,34 3.147,26 Instalações 10,0% 42.696,51 - 42.696,51 42.696,51 Imóveis 5.808,83 - 5.808,83 5.808,83 Imobilizações em andamento 20.226,67 - 20.226,67 15.785,99 Total 599.472,84 (61.944,76) 537.528,08 523.976,01 A Fundação Metropolitana reconheceu o desgaste natural dos bens a partir do exercicio de 2009. 9 Intangível 2013 2012 Descrição Tx. média de Custo Amortização Valor Valor Amortização Aquisição Acumulada Residual Residual % a.a. Sistemas Aplicativos 13.659,24 (2.756,02) 10.903,22 8.147,20 Marcas e Patentes 959,00 - 959,00 959,00 Total 14.618,24 (2.756,02) 11.862,22 9.106,20 10 Obrigações trabalhistas e sociais 2013 2012 Salários a pagar 44.529,00 50.913,00 Férias e encargos a pagar 126.651,72 126.960,21 INSS sobre a folha de pagamento a recolher 25.332,32 21.173,43 FGTS a recolher 8.685,86 7.584,33 PIS sobre a folha de pagamento a recolher 3.022,25 2.880,23 Contribuição sindical/assistencial a pagar 265,21 85,74 208.486,36 209.596,94 Referem-se às obrigações com pessoal e encargos sociais incidentes sobre estas obrigações. 11 Empréstimos bancários a pagar Instituição financeira Natureza Garantia Tx.de juros 2013 2012 Banco Bradesco S.A CDC - Veiculo Fiduciaria 18,72%a.a 5.513,66 11.843,95 Banco Bradesco S.A Capital de Giro - 27,57%a.a 29.802,07 51.138,94 Banco Bradesco S.A Capital de Giro - 23,87%a.a - 29.924,73 35.315,73 92.907,62 Passivo Circulante 33.023,26 75.330,93 Passivo não Circulante 2.292,47 31.668,26

12 Contas a pagar 2013 Fornecedores de material e serviços 50.844,11 50.844,11 Referem-se aos fornecedores de materias e de serviços.

13 Processos judiciais a pagar 2013 2012 Provisões judiciais a pagar 40.000,00 53.973,26 40.000,00 53.973,26 Passivo cirulante 40.000,00 6.240,00 Passivo não cirulante - 47.733,26 Estes passivos são oriundos de acordos trabalhistas realizados em 2013. 14 Patrimônio líquido O patrimônio social da Fundação, no motante de R$ 160.747,27, conforme escritura de alteração e consolidação dos estatutos da Fundação registrado, microfilmado e digitalizado no 3º Oficial de Registro de Títulos e Documentos Civil de Pessoa Jurídica, sob o nº 481.831, em 07 de abril de 2004. 15 Receitas operacionais líquidas 2013 2012 Receita do Jornal/Rádio 9 de julho 2.366.876,05 1.835.507,00 Receitas imobiliárias 419.869,48 382.414,32 Donativos/Auxilios 1.155.087,23 1.139.958,19 Outras receitas - 4.881,97 3.941.832,76 3.362.761,48 16 Custos de serviços prestados (jornal e rádio) 2013 Correios e malotes (128.058,81) Impressão (121.051,75) Combustiveis (21.501,51) Propaganda e Publicidade (85.748,90) Viagens e Representações (17.552,18) Comissões s/vendas (1.001,66) Outros custos com serviços (3.324,55) (378.239,36)

Balanços patrimoniais

Em 31 de dezembro de 2013 e de 2012 Em reais

Ativo Circulante Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa – com restrição Aplicações financeiras Contas a receber Outros ativos circulantes Não circulante Imobilizado Total do ativo

Nota 2013 2012

Passivo Circulante Fornecedores Obrigações sociais Obrigações fiscais Provisão de férias e encargos Outros passivo circulante Patrimônio liquido Patrimônio líquido Total do patrimônio líquido Total do passivo e patrimônio líquido

Nota 2013 2012

56.142 448.058 201.455 13.511 719.166

254.368 92.130 3.576 112.385 462.459

1.517.533 1.456.544 1.517.533 1.456.544 1.737.900 1.919.003

Assistência Social Receitas de convênios Outras receitas Despesa com pessoal Outras despesas Resultado Líquido Demais atividades Outras receitas Despesa com pessoal Outras despesas Resultado Líquido TOTAL LÍQUIDO

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2013

234.756 (165.714) (74.174) (5.132)

16.498 1.138.688 (413.304) (1.052.826) (310.944)

1.530.743 (646.000) (483.031) 401.712 85.636

19 Despesas gerais e administrativas 2013 Direitos autorais (539.715,76) Telecomunicações (79.664,24) Condução (27.564,96) Bens de natureza permanente (5.410,91) Alimentação (15.083,33) Material de escritório (12.086,36) Donativos/auxilios (4.931,50) Seguros (9.258,82) Utilidade copa e cozinha (10.886,09) Materiais de informatica (9.356,00) Outras despesas administrativas (41.196,29) (755.154,26)

2012 (573.322,77) (81.915,45) (25.815,48) (17.943,00) (11.279,10) (7.551,77) (3.379,50) (9.041,34) (7.556,24) (4.031,00) (25.574,11) (767.409,76)

20 Despesas com impostos e taxas Impostos e taxas Licenciamento de veículos

2013 (1.242,21) (1.045,60) (2.287,81)

2012 (3.431,50) (1.142,10) (4.573,60)

21 Despesas com manutenção 2013 Manutenção de máquinas e equipamentos (99.894,64) Material de limpeza (1.520,40) (101.415,04)

2012 (57.073,01) (320,16) (57.393,17)

22 Despesas financeiras 2013 Tarifas bancárias (193.866,21) Encargos sobre emprestimos (13.153,36) Outras despesas (1.757,19) Encargos s/atrasos de pagamentos (705,65) Outras despesas financeiras (38,44) (209.520,85)

2012 (196.651,12) (44.219,68) (524,12) (1.206,25) (533,23) (243.134,40)

23 Cobertura de seguros A Fundação adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer Mário Candido Santos Presidente Controller - CRC 1SP218641/O-5 Padre João Júlio Farias Júnior José Olímpio Cardoso Neto Diretor Geral Contador - CRC 1SP181828/O-5

2012

421.510 (391.565) 29.945

123.203 (1.580.100) (1.456.897)

2.617.726 (1.300.116) 1.317.610 (109.342)

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Nota: As demonstrações completas e auditadas bem como as respectivas notas explicativas, estão à disposição na Sede da Obra Kolping do Brasil. Wagner Carneiro de Santana Catherine Jean Marcouizos RG: 26.625.197-7 CRC: 229.095/O-1 CPF: 199.922.428-09 CPF: 806.243.758-20 Presidente Técnica de contabilidade

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Pelo presente edital convocada a Sra. Josiane Maragoni (PARTE DEMANDADA), com endereço desconhecido para que compareça a terça á sexta, das 13h00 ás 15h00, ao tribunal Eclesiástico Regional e de Apelação de São Paulo, à Av. Higienópolis, 901- Higienópolis- São Paulo- Sp, para tratar de assunto que lhe diz respeito São Paulo, 03 de março de 2014 Côn. Martin Sagú Girona - Vigário Judicial

ALBERTO HORNINK TEL.: (11) 4304-8437 contato@phmateriais.com.br AV. CASA VERDE, 2160

fredao@fredao.com.br

para exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e de 2012 Em reais

2012 (75.263,45) (119.343,49) (194.606,94)

Oficina do assoalho

05 1.154.841 1.199.837 1.154.841 1.199.837 1.737.900 1.919.003

Demonstrações do resultado Área de atuação Eduação Receitas de convênios Despesa com pessoal Outras despesas Resultado Líquido

18 Despesas com serviços de terceiros 2013 Serviços prestados - P.Juridica (84.473,98) Serviços prestados - P.Física (148.284,04) (232.758,02)

classificados

CNPJ: 44.041.218/0001-60

34.724 06 32.427 07 2.240 62.875 88.101 220.367

2012 (124.121,27) (106.329,41) (30.914,60) (54.624,21) (4.289,26 ) (12.249,00) (3.594,25) (336.122,00)

17 Despesas com pessoal 2013 2012 Salário e ordenados (808.030,25) (714.148,79) Encargos sociais (334.467,32) (303.918,71) Beneficios sociais (210.029,80) (136.100,48) Férias (95.403,97) (85.857,86) 13º Salário (64.163,74) (54.965,98) Côngruas (65.088,00) (62.840,00) Rescisão complementar (26.965,52) (7.101,67) Outras despesas com pessoal (25.376,55) (23.325,25) (1.629.525,15) (1.388.258,74)

OBRA KOLPING DO BRASIL

72.269 17.245 03 232.364 04 261.181 583.059

2012 58.456,78 58.456,78

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10 | Geral |

8 a 14 de abril de 2014 | www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

nomeações

Arquidiocese de São Paulo

Por mandato do Em.mo Senhor Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, foi nomeado:

Pároco

A 2 de março de 2014, o Rev.mo Pe. Selso Eügen Felkircher, da Congregação dos Servos da Caridade, para a Paróquia Santa Cruz, Região Episcopal Sant’Ana, pelo período de 6 anos. A 9 de março de 2014, o Revmo. Pe. Leonardus Yasintus Neno (SDV), para a Paróquia São Paulo Apóstolo, no bairro do Jardim Centenário, Região Episcopal Belém, pelo período de 6 anos. A 29 de março de 2014, o Rev.mo Pe. Elcio Rubens Mota Félix (SSCC), para a Paróquia Santo Emídio, no bairro Vila Prudente, Região Episcopal Belém, pelo período de 6 anos.

Administrador Paroquial

A 20 de março de 2014, o Rev.mo Pe. João Batista dos Santos, para a Paróquia Natividade do Senhor, Região Episcopal Belém, até que se mande o contrário.

Vigário Paroquial

A 20 de março de 2014, o Rev.mo Pe. Hernán Moisés Munoz de la Ossa, para a Paróquia Santa Bernadete, no bairro Vila IVG, Região Episcopal Belém, até que se mande o contrário.

Uso de Ordens

Receberam o Uso de Ordens na Arquidiocese de São Paulo, Em Fevereiro de 2014, pelo período de um ano: Pe. Silvano Alves dos Santos (MSJ), Pe Selvino Baldissera (SDS), Pe. Álvaro Macagnan (SDS), Padre Paulo José Floriani (SDS), Pe. Itamar Roque de Moura (SDS), Pe Vittório Baderacchi (CRSP), Pe. Giuseppe Mariano (CRSP), Pe. Bennelson da Silva Barbosa (OSJ), Frei Evandro Fernades Fontes (OFMap), Frei Joaquim Dutra Alves, (OFMCap.), Frei Odair Verussa (OFMCap), Frei Carlos da Silva (OFMCap), Frei Cláudio de Camargo (OSA), Frei Pelayo Moreno Palácios (OSA), Pe. Francisco Padro de Francischi (SDB), Padre José Adilson Morgado (SDB), Pe. Ladislau Klinicki (SDB), Pe. Thales Epov Simões (SDB), Pe Elisandro Fiametti, Pe. Reinaldo de Souza Leitão (RCJ), Pe. Priyantha Clarense Perera Moragoda Arachchige (OMV), Pe. Wagner Fernandes Marques da Silva, Pe. Valmir Neres de Barros, Pe. Stephen Gichohi Ngari (IMC), Pe. Corrado Dalmonego (IMC), Pe. Jordão Maria Pessatti (IMC), Pe. Geraldo Deretti (IMC), Pe. Adriano Prado (IMC), Pe. Paulo da Conceição Mzé (IMC), Pe. Sabino Mariga (IMC), Pe. Luiz Carlos Emer (IMC), Pe. Luiz Andriolo (IMC), Pe. Spirito Sevega (IMC), Pe. Erastus Stephen Murungi (IMC), Pe. Hector Elias Betancur (IMC). Em fevereiro de 2014, pelo período de 2 anos: Pe. José Gonçalves Lisboa (OH), Pe. Francisco de Asis López Vásquez (IMC) . Em março de 2014, pelo período de 2 anos: Pe. John Horan (CSSp), Pe. Victor de Oliveira Barbosa (SCJ). Em abril de 2014, pelo período de 2 anos: Pe. Emilson José Bento, estudante, incardinado na Diocese de Campo Grande.

bioética

Bioética e CF-2014 (1) Superintendente da União Social Camiliana

padre Christian de Paul de Barchifontaine

Bioética, ética da vida, da saúde e do meio ambiente, é um espaço de diálogo transprofissional, transdisciplinar e transcultural na área da saúde e da vida, um grito pelo resgate da dignidade da pessoa humana, dando ênfase na qualidade de vida: proteção à vida humana e seu ambiente, por meio do desenvolvimento da tolerância e da solidariedade. A CNBB nos apresenta a Campanha da Fraternidade como itinerário de libertação pessoal, comunitária e social. Tráfico Humano e Fraternidade é o tema da Campanha para a quaresma em 2014. O lema é inspirado na carta aos Gálatas: “É para a Liberdade que Cristo nos libertou” (5,1). O tráfico humano de hoje é, certamente, fruto da cultura em que vivemos. A Campanha da Fraternidade, ao trazer à luz este verdadeiro drama humano, deseja despertar a sensibilidade de todas as pessoas de boa vontade. “A cultura do bemestar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros; faz-nos viver como se fôssemos bolhas de sabão: são bonitas, mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bemestar leva à indiferença a respeito dos outros: antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globaliza-

ção da indiferença. Habituamo-nos Para sua justa valorização, é necesao sofrimento do outro; não nos sário uma compreensão analítica e diz respeito, não nos interessa, não diferenciada que permite detectar é responsabilidade nossa!” (papa tanto seus aspectos positivos quanFrancisco, Lampedusa, Itália, 8 de to os negativos. Lamentavelmente, a face mais difundida e de êxito da julho de 2013). O Tráfico Humano viola a gran- globalização é sua dimensão ecodeza de filhos, é cerceamento da nômica, que se sobrepõe às outras liberdade e o desprezo da digni- dimensões da vida e as condiciodade dos filhos e filhas de Deus. na. Na globalização, a dinâmica do Resgatar essa dignidade, identifi- mercado absolutiza com facilidade car as práticas de tráfico humano a eficácia e a produtividade como e denunciá-lo são objetivos dessa valores de todas as relações huCampanha da Fraternidade. Mo- manas. Esse caráter peculiar faz bilizando cristãos e a sociedade da globalização um processo probrasileira para erradicar o mal motor de iniquidades e injustiças do Tráfico Humano, a Campanha múltiplas. A globalização, tal como propõe-se a reivindicar dos poderes públicos, Na globalização, a dinâmica políticas e meios para a reinserção das pessoas do mercado absolutiza com atingidas e sensibilizar facilidade a eficácia e a para a solidariedade com ações preventivas. produtividade como valores As principais modalidades do Tráfico Hude todas as relações humanas. mano são: Trafico para Esse caráter peculiar faz da exploração no trabalho (construção, confecção, globalização um processo serviços agrícolas e dopromotor de iniquidades e mésticos), para exploração sexual, para exinjustiças múltiplas tração de órgãos, para adoção ilegal de crianças, para atividade ilícita. O Tráfico está configurada atualmente, não Humano caracteriza-se pela ampla é capaz de interpretar e reagir em estrutura do crime organizado, em função de valores objetivos que se rotas nacionais e internacionais e encontram além do mercado e que internacionais, pela invisibilidade constituem o mais importante da ajudada pela falta de denúncia e vida humana: a verdade, a justiça, o amor e muito especialmente, a digpelo aliciamento e a coação. A globalização é um fenômeno nidade e os direitos de todos, inclucomplexo que possui diversas di- sive daqueles que vivem à margem mensões (econômicas, políticas, do próprio mercado (Documento de culturais, comunicacionais, etc.). Aparecida, n°61).

direito canônico

Canonização equipolente Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Edson Luiz Sampel

O padre José de Anchieta, cofundador da cidade de São Paulo, é canonizado sem os dois milagres geralmente necessários; um para a beatificação e outro para a canonização propriamente dita. Os canonistas chamam este procedimento de “canonização equipolente” (equivalente), pois ela equivale ao processo normal para declarar que determinada pessoa falecida se encontra junto de Deus, no céu, intercedendo pelos que ainda vivem na terra. O papa Francisco assina um decreto, canonizando o jesuíta. O processo de Anchieta teve início em 1597, ano de sua morte e se arrasta há 417 anos. Houve muitos percalços, incluindo dificuldades financei-

ras e até a supressão da Companhia de Jesus em 1773. No entanto, recentemente, o prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, cardeal Angelo Amato, vislumbrou a possibilidade de se mudar de estratégia, com a canonização equipolente. Na canonização equipolente deve-se ater a três requisitos básicos: 1) a prova do culto antigo ao candidato a santo, 2) o atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato, 3) a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato. Destarte, padre Anchieta preenche sobejamente as três condições. Com efeito, são inúmeros os milagres e graças atribuídos à intercessão dele. Veneram-no como bem-aventurado (que está no céu) gente de São Paulo e fiéis do Brasil todo, bem como Ilhas Canárias, local onde Anchieta nasceu. Esta forma de canonização já foi empregada recentemente pelo papa Francisco, quando, por decre-

to, elevou aos altares Angela Foligno (outubro de 2013) e Pedro Favre (dezembro de 2013). Os católicos podem ficar seguros de que a praxe a ser adotada no caso de Anchieta goza do mesmo atributo de infalibilidade que resplandece as canonizações ordinárias, nas quais são exigidos os dois milagres. Outrossim, num passado mais remoto, no século 18, Prospero Lambertini, o papa Bento 16, usou da canonização equipolente para propor à veneração dos fiéis os santos Romualdo, Norberto, Bruno, entre outros. A canonização de José de Anchieta é um acontecimento social e religioso. Deveras, a pujança, a desenvoltura da cidade de São Paulo em muito é tributária da operosidade dinâmica dos jesuítas. Da mesma forma que a Companhia de Jesus se expandiu avassaladoramente em pouquíssimo tempo, São Paulo progrediu miraculosamente, talvez graças ao toque inicial de São José de Anchieta e padre Manoel da Nobrega.


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Igreja pelo mundo

Destaques das Agências Internacionais Católicas Padre michelino roberto diretor do o são paulo

Vaticano O papa durante o Angelus Refletindo sobre o episódio da Ressurreição de Lázaro na catequese que antecede a reza do Angelus, na praça de São Pedro, no domingo, 6, o papa Francisco assegurou que não existe limite para a misericórdia divina oferecida a todos. Seguem os principais trechos da Catequese: Conversão “ O Senhor nos convida, quase nos ordena, que levantemos da tumba na qual nossos pecados nos afundou. Nos chama insistentemente a sair da obscuridade da prisão em que

Coreia do Sul Comunidades Eclesiais de Base em alta

Na Coreia do Sul, a Igreja Católica lançou um Guia para as Comunidades Eclesiais de Base. Preparado pela Conferência Episcopal dos Bispos da Coreia, o texto apresenta as Cebs coreanas como pequenos grupos familiares, membros da mesma paróquia, que reunem-se em encontros periódicos de oração, de escuta da Palavra e de ajuda recíproca. As Cebs começaram a ser implantadas na Coreia do Sul durante a década de 90. Segundo o presidente da Comissão para a Evangelização da Coreia, Dom Vicent Ri Pyung-ho, “esta forma de organização dos leigos católicos tem se mostrado um poderoso instrumento de evangelização na Ásia. Fonte: Fides

Argentina Igreja diz não à Justiça com as próprias mãos

A Igreja na Argentina condenou os diversos atos de linchamen-

estamos trancados, conformando-nos com uma vida falsa, egoísta, medíocre. Sai para fora!, nos diz. Sai para fora! “.

Tramas contra Jesus “O Evangelho deste quinto domingo da Quaresma nos narra a ressurreição de Lázaro. É o cume dos sinais prodigiosos realizados por Jesus: é um gesto demasiadamente grande, demasiadamente claramente divino para ser tolerado pelos sumos sacerdotes, os quais, quando souberam, tomaram a decisão de matar Jesus. Ressurreição “… nós cremos que a vida de quem crê em Jesus e segue seus mandamentos, depois da morte será transformada em uma vida nova, plena e imortal. Como Je-

sus ressuscitou com seu próprio corpo, porém não voltou à vida terrena, assim nós ressuscitaremos com os nossos corpos que serão transfigurados em corpos gloriosos”. “Nossa ressurreição começa quando decidimos obedecer a ordem de Jesus saindo para a luz, para a vida; quando de nosso rosto caem as máscaras - tantas vezes estamos mascarados pelo pecado – e encontramos o nosso rosto original, criado a imagem e semelhança de Deus.”

Misericórdia divina “ Gravem bem esta frase. E podemos dize-las juntos: Não há nenhum limite à misericórdia divina oferecida a todos”. Fonte: ACI/EWTN

Exposição Verbum Domini II

mostra o texto mais antigo da oração do Pai Nosso

Uma exposição promovida pela Pontifícia Comissão Bíblica do Vaticano reúne cerca de 200 manuscritos bíblicos antigos que estão à mostra nas galerias da Braccio di Carlo Magno, localizada na colunata esquerda da Praça de São Pedro, em Roma. Entre os manuscritos expostos estão o Papiro Bodmer (XVI-XV século) que contém os mais antigos fragmentos de escrita dos Evangelhos de Lucas, de João, e da oração do Pai Nosso, até hoje conhecidos. A exposição Verbom Domini II foi aberta em 2 de abril e vai até 22 de junho. Fonte: lacaramable

Papa aos Bispos de Ruanda: trabalhar pela

Estados Unidos Bispos norte americanos fazem marcha de oração no deserto do Arizona

Os bispos dos Estados Unidos realizaram, na quinta feira, 3 de abril, uma marcha de oração no deserto de Logales, Arizona, recordando os milhares de centro-americanos mortos durante a tentativa de entrar ilegalmente nos Estados Unidos. Após percorrerem a linha de fronteira que separa o Arizona do México, os bispos celebraram uma santa missa, presidida pelo Cardeal Sean Patrick O”Malley , arcebispo de Boston. “Esta missa é para os mais de 6 mil mortos na fronteira de Nogales, 11 milhões de pessoas sem documentos a espera de um futuro, 30 mil crianças sem pais que fugiram. Aqui perto, no deserto, foram encontrados mais de

400 cadáveres de pessoas que queriam passar para cá”.

to cometidos contra marginais, ocorridos em diferentes cidades do país, nos últimos dias.

Na semana passada, em Rosario, a 300 quilômetros de Buenos Aires, um jovem foi

Cardeal Sean Patrick O’Malley, durante homilia de missa em Nogales

“A Fronteira entre Estados Unidos e México é a nossa Lampedusa; os imigrantes

tentam atravessá-la neste ponto, mas muitas vezes morrem na tentativa de faze-lo”. Dom Eusébio L.E. Almaguer, presidente da Comissão para os Imigrantes da Conferência Episcopal dos Estados Unidos. Fonte: Fides

linchado por moradores depois de roubar uma carteira de uma senhora e morreu em

reconstrução de uma sociedade reconciliada

O papa Francisco recebeu na quinta feira, 2, os bispos de Ruanda (África) em visita ad limina apostolorum. Há 20 anos do grande genocídio que deixou cicatrizes profundas na população da Ruanda, o Santo Padre, em sua mensagem aos bispos, afirmou que a Igreja deve empenhar-se na recontrução de uma sociedade ruandesa reconciliada e apontou o perdão como o caminho de superação das divisões étnicas locais. “O perdão das ofensas e a reconciliação autêntica que poderiam parecer impossíveis em uma ótica humana são um dom que é possível receber de Cristo, através da vida de fé e da oração”, disse o Papa. Fonte: Misna

decorrência dos ferimentos sofridos. Outros episódios semelhantes foram registrados nas cidades de Córdoba, Santa Fé, La Rioja, Buenos Aires e Mar del Plata, totalizando 10 casos em apenas nove dias. O caso mais recente envolve um funcionário aposentado da prefeitura que matou um rapaz que havia roubado o seu carro, em Mar del Plata. “Não há justificativa para os atos de linchamento ocorridos nos últimos dias em diferentes lugares do país”, afirmou Dom Jorge Eduardo Lozano, presidente da Comissão para a Pastoral Social da Conferência dos Bispos da Argentina. Durante uma entrevista a uma radio local de Gualeguaychú , onde é bispo, Dom Jorge Eduardo Lozano, lembrou que a Argentina é um estado de direito e, como tal, possui instituições jurídicas destinadas a resolver conflitos. E acrescntou ainda que estas instituições tenham dificuldades em responder prontamente, não é por meio de agressão e espancamento de pessoas que se resolvem os problemas de segurança. Fonte: Misna/Fides


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‘No hospital, retiraram os órg Prática rentável, antiética e perigosa Um negócio que movimenta US$ 1,2 bilhões ao ano. Essas são as cifras do mercado irregular do tráfico de órgãos, responsável por 5% dos 66 mil transplantes de rim, 22 mil transplantes de fígado e 6 mil transplantes de coração no planeta, segundo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). “Trata-se de um crime que vem crescendo nos últimos anos. O tráfico para a remoção de órgãos envolve a coleta e a venda de órgãos de doadores involuntários ou doadores que são explorados ao venderem seus órgãos em circunstâncias eticamente questionáveis”, indica o parágrafo 17 do texto-base da Campanha da Fraternidade de 2014, que trata da temática do tráfico humano. Em outubro de 2013, a relatora especial da ONU sobre tráfico humano, Joy Ngozi Ezeilo, disse que um número crescente de pessoas fornece os próprios órgãos para serem transplantados. “A raiz do problema é uma aguda escassez de órgãos para transplante em todo mundo e um descompasso entre a crescente demanda por transplantes e os estritos limites definidos nas fontes disponíveis”, avaliou. Como aponta o texto-base da CF2014, “o tráfico de pessoas para remoção de órgãos

começa com a venda dos próprios órgãos pela vítima. Trata-se de um mercado cruel, que explora o desespero de ambos os lados: doentes que podem pagar por um órgão imprescindível para viver e pessoas que ponderam entre o órgão sadio que têm – e que avaliam que dele podem dispor sem risco de vida – e o dinheiro que receberão com a venda”. De acordo com a ONU, a maioria das vítimas do tráfico de órgãos é proveniente do Leste Europeu, Ásia e América do Sul, atraídas por promessas de grandes quantidades financeiras. Em muitos casos, há o chamado “turismo de transplante”, em que os traficantes se encarregam de colocar em contato o doador com o comprador e viabilizam as intervenções clínicas. Tal transação, incluindo a viagem, hospedagem, compra e do órgão e cirurgia, custa entre R$ 100 mil e R$ 300 mil. Ainda segundo a ONU, na maioria das vezes, há inadequada assistência médica no pós-operatório dos ‘doadores’ e riscos para quem recebe os órgãos por vias ilegais, por conta da precariedade das instalações sanitárias onde são feitos os procedimentos e também pela incerteza sobre a conservação dos órgãos transplantados, que podem desencadear em infecções e doenças como HIV e hepatite.

por: Daniel Gomes, Edcarlos “Para meu filho, Paulo Veronesi Pavesi, pelo seu sacrifício, pela sua persistência em se manter vivo e não desistir. Dedico cada segundo da minha luta em sua memória.” Essa é a dedicatória do livro (imagem) de Paulo Pavesi ao seu filho que morreu aos 10 anos de idade em Poços de Caldas (MG). O caso Paulinho ficou conhecido em todo o Brasil e aconteceu no dia 19 de abril de 2000. O menino caiu da área de lazer do prédio, que ficava numa altura aproximada de dez metros. Ele foi levado para o hospital Pedro Sanches, que fica imediatamente ao lado do prédio onde a família morava. Paulinho havia sofrido um im-

pacto na cabeça causando ferimentos no nariz e um inchaço dos olhos. Apesar do ocorrido, permaneceu consciente após o acidente. Analisando resultados dos exames, os médicos decidiram que seria necessária uma cirurgia. No dia seguinte, 20 de abril, Paulinho começou a ter febre alta. As dosagens dos sedativos foram aumentadas e Paulinho estaria caminhando para um estado vegetativo. “No mesmo dia, o médico neurologista, Jose Luiz Gomes da Silva, disse que Paulinho havia falecido. Segundo ele, não havia mais nenhuma possibilidade de recuperação. O diagnóstico clínico de morte encefálica foi positivo, mas ainda seriam

necessários o comprová-lo, contou o pai e No dia seg ram transferir da Santa Cas ços de Caldas equipamentos transplante d tinha acenado doação e, além com moderno a realização d cos de morte segurança. “S 18h, recebem hospital, que te, que o me disse Paulo.

Uma lut Comércio ilegal de órgãos* Rim

US$ 262 mil

Fígado

US$ 157 mil

Coração

US$ 119 mil

Intestino delgado

US$ 2.519

Artéria coronária

US$ 1.525

Par de olhos

US$ 1.525

Vesícula biliar

US$ 1.219

Caveira com dentes

US$ 1.200

Baço

US$ 508

Estômago

US$ 508

Ombros

US$ 500

Mão e antebraço

US$ 385

Litro de sangue

US$ 337

Pele US$ 10 por polegada quadrada

Fonte: site medical transcription * valores médios cobrados no comércio ilegal de órgãos nos Estados Unidos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tráfico de órgãos triplicou em todo mundo na última década, devido, principalmente, à falta de órgãos oriundos de fontes legítimas. Trata-se do terceiro negócio ilegal mais lucrativo do mundo. Dos 70 mil rins transplantados em todo mundo por ano, 20% são adquiridos de forma ilegal, segundo a OMS. Os principais exportadores de rim são a Índia e o Paquistão onde, a cada ano, 2 mil pessoas vendem os próprios órgãos a intermediários. Um rim proveniente da Índia custa US$ 20 mil já um proveniente de Israel,160 mil. Ao doador paga-se, em média, não mais de US$ 1mil dólares.

“Existem muitos casos no Brasil. Além do meu filho, outros 8 casos estão na Justiça há mais de 13 anos. Em Taubaté (SP), onde diversos casos foram descobertos, o processo demorou 25 anos para ser julgado. Apesar de os médicos terem sido condenados, foram absolvidos pelos conselhos de medicina e ainda exercem a profissão sem nenhum impedimento”, disse Paulo ao ser questionado sobre a posição dele sobre o tráfico de órgãos no Brasil.

Segundo Paulo, o tráfico de órgãos não está ligado ao desaparecimento de pessoas. “Pode haver um rapto para tráfico de órgãos? Pode sim! Mas, seria quase impossível sem que estivessem envolvidos médicos e hospitais. Está acontecendo em larga escala. São milhares de órgãos roubados todos os anos em território brasileiro, de pessoas em coma, dentro de hospitais públicos.” Ele destacou ainda outros mo-

Legislações de combate no Brasil O Brasil possui uma legislação sobre a remoção de órgãos ou tecidos. Trata-se da lei 9.434/1997, na qual está prevista punição para quem comercializa órgãos humanos. Há pena de reclusão, de três a oito anos, além de multa, para quem comprar ou vender tecidos, órgãos ou partes do corpo humano. Quem intermedeia, facilita ou obtém qualquer vantagem com essa

comercialização também está sujeito à mesma punição. De acordo com lei 10.211/2001, a retirada de tecidos, órgãos e partes do corpo de pessoas falecidas para transplantes ou outra finalidade terapêutica, depende da autorização do cônjuge ou parente, maior de idade, obedecida a linha sucessória, reta ou colateral até o segundo grau.

tivos pelos qu Brasil: “Não h cientes para to pacientes em o Estado; os ó do captados il hospitais púb para filas pa tes, em hospit lares”. O pai con caso do seu fi condenados, m

Um caso conh Um dos casos mais famosos de tráfico de órgãos no Brasil foi descoberto nos anos 2000, na chamada Operação Bisturi, da Polícia Federal. Mais de 30 pessoas de uma comunidade carente de Recife (PE) foram levadas para Durban, na África do Sul, onde se submetiam à cirurgia para a retirada de rim. Uma delas, em de-


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gãos do meu filho ainda vivo’

dcarlos Bispo e nayá fernandes

outros exames para alertou o médico”, em seu livro. guinte, às 8h, decidir Paulinho ao hospital sa, no centro de Pos. A Santa Casa tinha s e autorização para de órgãos, pois o pai o à possibilidade de m disso, era equipada os equipamentos para de exames diagnóstie encefálica com mais Somente por volta das mos um telefonema do declarava oficialmenenino havia falecido”,

“Meu filho sofreu um acidente e foi levado para o hospital. Ainda vivo, retiraram os órgãos dele e venderam. Eu desconfiei quando fui pagar a conta do hospital, que embora fosse público, fizeram a internação particular. Todo o processo de doação de órgãos foi cobrado, e a partir de então, passei a investigar o que havia acontecido em detalhes. Durante dois anos, depois de muita investigação, consegui provar a existência de um esquema de tráfico de órgãos, envolvendo não só o meu filho como também outras vítimas”, contou. A partir daí, o pai de Paulinho começou a receber ameaças de morte e também inúmeros processos

judiciais. “Tentaram calar a minha boca. O Ministério Público Federal e Polícia Federal sabiam da existência desta máfia e passou a protegê-los. Essas instituições passaram a me perseguir dia e noite. Quebraram meu sigilo eletrônico (e-mails), vasculharam a minha vida, tudo na tentativa de me desqualificar como denunciante”, relatou Paulo. Em 2004, Paulo conseguiu a instalação de uma CPI sobre o caso. O relatório final foi sumariamente arquivado pelo Procurador Geral da República e a perseguição foi intensificada. “Em 2008, eu percebi que não podia mais continuar no Brasil, pois poderia ser morto e decidi pedir asilo politico na Itália.” Reprodução

ta contínua

uais isso acontece no há leitos de UTIs sufiodos os que precisam; coma são caros para órgãos que estão senlegalmente dentro dos blicos, são enviados aralelas de transplantais e clínicas particu-

ntou também que, no ilho, os médicos foram mas há uma pressão

gigantesca da máfia para que todo o processo seja anulado. “O Tribunal de Justiça de Minas Gerais tem recebido visitas constantes do chefe desta máfia, que é um deputado estadual importante de Minas Gerais, e já até conseguiu reduzir as penas a mais da metade. Um dos médicos condenado a 11 anos, teve a pena reduzida em 6 anos.” Mesmo sem qualquer tipo de apoio no País, Paulo continua sua luta contra a máfia do tráfico de órgãos e

hecido no País poimento à CPI instalada na Assembleia Legislativa de Pernambuco, informou que recebeu US$ 6 mil pelo rim ‘doado’. Segundo as investigações, o esquema criminoso movimentou aproximadamente US$ 4,5 milhões. Em 2004, o Ministério Público Federal denunciou 28 pessoas pelo crime.

faz um alerta. “A CNBB foi pressionada pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), e desde então, vem fazendo campanha para doação de órgãos. Em minha opinião, a Campanha da Fraternidade deveria mostrar o que se anda fazendo com os pacientes em coma. Diga-se de passagem, que vários ex-presidentes da ABTO foram citados na CPI do tráfico de órgãos, como pessoas que comercializavam órgãos em suas clinicas particulares.”

Situações de tráfico pelo mundo Em Bangladesh, na Ásia, em 2012, foi amplamente divulgado um anúncio da venda de um olho, com valor estimado em 500 Euros. Na China, em 2005, foi revelado que 12 mil rins e 900 fígados foram ‘doados’ por prisioneiros condenados à morte. Segundo a Organização Mundial da Saúde, no mercado chinês é possível comprar um rim por US$ 60 mil e um coração por US$ 150 mil.

Na Costa Rica, país da América Central, 13 pessoas venderam seus órgãos, segundo relatório do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), de outubro de 2013. Cada um recebeu quantias de até US$ 20 mil. Doze vítimas eram costarriquenhas e uma colombiana. Os médicos que supostamente extraíram rins de pacientes o fizeram em hospitais públicos e clínicas privadas.

O hediondo mercado humano de órgãos Leo Pessini

Padre camiliano

A problemática ética do mercado humano de órgãos é hoje uma das questões mais polêmicas e dramáticas na agenda da bioética mundial. Vivemos hoje numa “aldeia global” com maiores facilidades de viagens e comunicação. Junto com a globalização do mercado econômico, estabeleceu-se também um “verdadeiro mercado humano global de órgãos”. Reconhecendo a necessidade definir parâmetros éticos para a prática internacional de doação de órgãos, em face de notícias de abusos de comercialização e roubo constantemente denunciados, abusos que minam a integridade física e dignidade dos membros mais vulneráveis da sociedade, foi criada uma comissão internacional de especialistas que se encontrou em Bellagio, na Itália, pela primeira vez, em 1996, para discutir, analisar as implicâncias éticas, sociais e médicas desses problemas e propor estratégias para o futuro. O chamado relatório Bellagio, fruto do trabalho inicial desta comissão, foi apresentado no 4º Congresso Mundial de Bioética em Tóquio (1998); representa um esforço para promover a confiança pública internacional no processo de doação; transplante de órgãos e proteger o bem-estar de todos os envolvidos no processo, notadamente dos mais vulneráveis. A demanda por órgãos é muito superior à oferta no mercado global. Essa falta de órgãos gerou uma busca desesperada e desenfreada por alguma forma alternativa de sobrevivência. Pacientes viajam para outros países, na esperança de se conseguir um transplante salvador. Nessa busca angustiante de salvar a própria vida, as pessoas não estão muito interessadas em questões éticas, como, por exemplo, saber de que modo o órgão (rim, coração, fígado etc) foi obtido. Elas simplesmente fazem um negócio de sobrevivência, compram, pagam alto por um órgão, pois essa é a única chance de continuar a viver. A escassez mundial estimulou a venda de

órgãos, especialmente na Índia e também o uso de órgãos de prisioneiros executados na China continental. Europeus e norte-americanos necessitados de transplantes se beneficiam desse mercado. É o chamado “turismo da saúde” planejado por agências de viagens especializadas, que cuidam de todos os detalhes, mas cobram alto e está em franco crescimento no mercado mundial. Claro, somente pessoas economicamente privilegiadas se beneficiam deste mercado. Os pobres são transformados em fornecedores de órgãos! Circulam mundo afora muitos rumores de tráfico de órgãos de crianças assassinadas em Honduras, Guatemala, Argentina e Brasil. O próprio relatório Bellagio não encontrou nenhum caso documentado de assassinato ou sequestro ou venda de crianças para retirar órgãos nestes países. No Brasil, ocorrem com frequência repetidas denúncias de atuação de agentes do mercado negro de órgãos em ação, numa conexão internacional com a África do Sul. Sobram especulações e denúncias, mas faltam a prova dos fatos, embora tenhamos, já há alguns anos, indícios comprovatórios da atuação deste mercado em nosso país. Importante lembrar que todas as organizações internacionais, tanto médicas como de direitos humanos, se posicionam contra a compra e venda de órgãos. “O corpo humano e suas partes não podem estar sujeitos à transações comerciais. Consequentemente, pagar e receber dinheiro... de órgãos deve ser proibido”, diz a Organização Mundial de Saúde. Trata-se de uma grave violação dos direitos humanos. A doação de órgãos em nossa cultura tem que ser sempre um ato de altruísmo, gratuidade e solidariedade. É o que prevê nossa legislação, o ordenamento ético das profissões da saúde e também nossa ética cristã! Para além de nossa indignação, urge levantar nossa voz de inconformismo se conhecemos situações de violações nesta área e precisamos nos organizar para proteger o ser humano mais vulnerável de se tornar uma simples cobaia.


14 | Região Ipiranga |

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Setor articula Dia Mundial da Juventude A meta é a formação de lideranças para as paróquias e comunidades, no espírito de comunhão e respeito à diversidade dos grupos

lebração do Dia Mundial da Juventude, reunindo jovens das comunidades e que contará com a presença do cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano e de dom Tarcísio Scaramussa, bispo referencial para o Setor Juventude, auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal na Região Sé. Esse evento acontecerá na

Paróquia Nossa Senhora do Sião, que fica ao lado da estação ‘Alto do Ipiranga’ do metrô. O Setor Juventude da Região conta com a coordenação de Nei Márcio Oliveira de Sá e com a assessoria dos padres Ricardo Pinto (setor Anchieta) e José Lino (setor Cursino). Há uma equipe de leigos adultos, que estão acompanhando os seto-

res e a Equipe de Formação, que oferecerá, nos dias 17 e 18 de maio, no Centro de Formação Sagrada Família, um curso de capacitação para coordenadores jovens. A meta é a formação de lideranças jovens para as paróquias e comunidades, no espírito de comunhão e respeito à diversidade dos grupos, esta-

belecidos nos documentos da CNBB que tratam da evangelização da juventude, também estão em sintonia com o 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. O clima é de ânimo, vontade e desejo de servir à juventude, sobretudo a que está afastada ou que não conhece a Igreja e seu projeto evangelizador. Pascom Ipiranga

Francisco David dos Santos

Colaborador de Comunicação da Região

O Setor Juventude da Região Episcopal IpiIPIRANGA ranga tem crescido na adesão de paróquias, comunidades, pastorais, movimentos e novas comunidades. Das 35 paróquias existentes na Região, 29 estão enviando representantes para as reuniões que estão acontecendo em nível de Região e nos cinco setores pastorais. Padre Anísio Hilário, vigário episcopal, bem como o presbitério da Região têm dado muito apoio à nova fase desse trabalho, que consiste em formar os quadros necessários para uma Igreja em comunhão também com os grupos de jovens e de preparação para o sacramento da Crisma. A maioria das paróquias da Região possui grupos de jovens já crismados. Várias outras estão tentando formálos, participando de iniciativas como o Retiro Espiritual do Setor Juventude e do Curso de Assessores, realizados pelo Setor Juventude da Arquidiocese nos meses de fevereiro e março. No próximo sábado, 12, a Região promove a “Noite de Oração”, que marcará a ce-

Nei Márcio conduz encontro do Setor Juventude da Região Epsicopal Ipiranga e fala dos preparativos para a ‘Noite de Oração’ que acontecerá no sábado, 12

Pastoral Familiar realiza encontro do Guia de implantação da região episcopal

A Pastoral Familiar da Região Episcopal Ipiranga realizou, na última semana, o primeiro Encontro do Guia de Implantação da Pastoral Familiar orientada pela CNBB, com a finalidade de implantar a Pastoral Familiar nas Paróquias da Região. Esse é um dos ob-

jetivos da Arquidiocese de São Paulo e tema importante para o próximo Sínodo que acontecerá em outubro de 2014. O encontro contou com o apoio do assessor eclesiástico, frei José Maria Mohomed Junior, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Mercês e coordenador do Setor Anchieta, onde foi realizado o encon-

O jornal O SÃO PAULO

tro, como também dos párocos da Região Episcopal Ipiranga. Essa implantação se faz necessária, pois todas as pastorais passam pelas famílias. Com a Pastoral Familiar nas paróquias, haverá uma coesão e um trabalho conjunto. As comunidades serão beneficiadas, levando em consideração suas diferentes realidades, pois são

famílias evangelizando famílias. Os coordenadores da Pastoral Familiar nas paróquias serão um importante elo com os párocos. Por meio de uma interação com as outras paróquias e uma produtiva troca de experiências, serão trabalhados além de outra situações, os setores pré-matrimonial, pósmatrimonial e casos especiais.

está de cara nova

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| Região Lapa | 15

Agentes missionários participam de formação Benigno Naveira

‘Visitas Missionárias de Grupos de Rua’ têm como missão levar a todos a boa notícia de Jesus Cristo e do Reino de Deus Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

A reportagem da Pastoral da Comunicação da LAPA Região acompanhou na tarde de sábado, 29, na Paróquia Santa Maria Goretti, no Setor Butantã, o encontro de agentes de pastorais de Equipes de Animação Missionária da Região Episcopal Lapa, coordenada pelo assessor eclesiástico padre Geraldo Pereira, que orientou o encontro com um momento de oração e reflexão sobre o projeto “Visitas Missionárias”, nascida e aplicada pela primeira vez em 1995, com o lema: “Comunidade Missionária, compromisso de todos”. A Igreja acredita no dinamismo dos seus agentes missionários e a dimensão missionária os ajuda a entender as urgências apresentadas pelas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora 2011-2015. A primeira urgência que se apresenta é: Igreja em estado permanente de missão. Padre Geraldo refletiu, ainda, que todos são chamados a ser missionários, em todos os tempos e lugares. A missão é uma necessidade da Igreja e como tal está entre os compromissos principais de todo batizado. Todo missionário é convidado e motivado a testeagenda regional

Quarta-feira (9), 20h Catequese do bispo dom Julio Endi Akamine, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa, 298, Lapa).

Quinta-feira (10), 20h Confissões da Quaresma, no Setor Rio Pequeno. Será na Paróquia São Mateus (avenida Professor José Maria Alkimim, 254, Jardim Esmeralda).

Sexta-feira (11), 10h Reunião do Clero, na Paróquia São Francisco de Assis, no Setor Butantã (avenida General Mac Arthur, 1.130, no Jaguaré).

Padre Geraldo Pereira conduz encontro com agentes missionários na Paróquia Santa Maria Goretti, no Setor Butantã, da Região Lapa, no sábado, dia 29

munhar a ação transformadora de Cristo, fazendo novos discípulos, cumprindo seu mandato.

“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai,

do Filho e do Espirito Santo”. Padre Geraldo agradeceu à presença de todos e encerrou o

encontro fazendo uma oração e convidando a todos para o lanche comunitário.

‘A fé que celebramos e rezamos’ é tema de retiro da Pastoral da Saúde Da Região Episcopal

Aconteceu no sábado, 29, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Lapa, o retiro dos agentes da Pastoral da Saúde da Região Episcopal Lapa. Cerca 150 pessoas participaram do retiro que teve como tema: “A Fé que celebramos e rezamos”, fundamentado na Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium. O retiro começou às 8h com a acolhida e momento de oração. Em seguida, padre Antonio Francisco Ribeiro, assessor de comunicação da Região Lapa, saudou os presentes e iniciou a primeira meditação da manhã, falando dos 50 anos do Concílio Vaticano 2º e da importância da Constituição

Conciliar Sacrosanctum Concilium, que trata da Liturgia, questão importante que afeta diretamente a vida dos católicos. O objetivo era renovar os ritos por meio de um retorno às fontes em um formato mais simples a fim de permitir aos

fiéis a melhor compreensão e uma participação mais ativa. Para favorecer essa participação, a Constituição introduz o uso da língua vernácula, restabelece o uso regular da homilia, convida a desenvolver a música sacra e o canto litúrgico. O Benigno Naveira

Padre Antonio Ribeiro conduz retiro na Paróquia Nossa Senhora da Lapa

texto bíblico de referência utilizado na palestra foi Lc 6, 46-49. à tarde, o estudante de teologia e candidato ao diácono permanente, Paulo José, que atua na área Pastoral São João Batista, falou sobre a caridade presente na vida do agente de Pastoral, em especial na área de Saúde. Ressaltou que o agente deve enxergar Deus na pessoa do irmão, ser testemunho de Jesus junto aos que sofrem. A referência bíblica foi Lucas 15. O retiro terminou com a celebração da missa, presidida por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, que na homilia destacou que a fé é uma luz que nos ajuda a caminhar, não resolve todos os problemas, mas permite continuar caminhando.

palavra do bispo

Os símbolos da fé Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Querido leitor do jornal O SÃO PAULO, os símbolos da fé (o apostólico e o nicenoconstantinopolitano) que rezamos na missa dominical começam sempre com “eu creio”. Essas palavras iniciais não estão aí por acaso. Elas exprimem de maneira profunda que o ato da fé é pessoal e, exatamente por isso, é um ato eclesial. Na profissão de fé, recitado na missa dominical, a Igreja aparece como sujeito da fé. É claro que são sempre os fiéis que individualmente dizem: “eu creio”, mas eles só fazem essa confissão como ato pessoal (“eu creio”) porque se unem ao “nós cremos” da Igreja. A Igreja, no fim das con-

tas, é o verdadeiro sujeito que confessa “eu creio”. Não há oposição alguma entre o “eu creio” do fiel e o “nós cremos” da Igreja. O “eu creio” do cristão não é dissolvido nem se perde anonimamente no “nós cremos” da Igreja, uma vez que com a sua fé o cristão contribui para fortalecer a fé dos outros e para tornar o testemunho da Igreja mais luminoso e transparente no mundo. Por outro lado, o “eu creio” só alcança a sua plenitude de sentido e de realização no “nós cremos”. Assim, a fé eclesial (o “nós cremos”) não despersonaliza o indivíduo. Pelo contrário, o torna consciente de uma dimensão que vai além da esfera individual e que permite a recepção da eclesialidade como dimensão constitutiva e essencial da própria fé. A Igreja é sujeito do ato de crer porque o “nós cremos” da

Igreja é anterior ao “eu creio” dos indivíduos. Toda fé pessoal é, nesse sentido, participação na fé da Igreja e fé no seio da Igreja. Ninguém inventa a fé por conta própria. Ela só é possível como fé compartilhada com os outros. Em outras palavras, a fé dos indivíduos está alicerçada na fé compartilhada que todos professam, vivem e celebram. A fé pessoal é fé da Igreja feita sua. A fé é comunhão com toda a Tradição viva da fé, que remonta, por sua vez, por meio das gerações dos fiéis, até a fé apostólica das origens e à pessoa histórica de Jesus. A Igreja é sujeito do ato de crer porque a fé da Igreja é maior do que a fé dos indivíduos. Como indivíduos, estamos sempre sujeitos às coordenadas do espaço e do tempo, ao contexto histórico em que vivemos e às vicissitudes da própria vida, breve como a flor

que de manhã viceja e à tarde fenece e murcha. Assim, a fé individual nunca poderá atualizar plenamente toda a fé da Igreja. Para que isso seja possível, é necessário que cada fiel, cada Igreja local, cada geração, se mantenha sempre aberto à amplidão da “comunhão dos santos”. A fé, no cristão individual, pode permanecer “informe”: a ele falta algo. Mas na comunhão eclesial, a fé tem sempre sua plenitude: ela une o povo com o Deus da Aliança mediante o vínculo eficaz e total da caridade. A genuína fé cristã sempre possui a inteireza sem unilateralismo da fé de todo Povo de Deus, a heroicidade sem compromisso dos mártires, a verdade sem desvios dos doutores, a confiança e a entrega dos prediletos de Deus e a amplidão da fé da Igreja toda, desde Abel até o último justo.


16 | Região Santana |

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Secretários têm dia de formação na Cúria Regional Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Encontro teve o workshop: “Atendimento na secretaria paroquial - Importância da atuação deste setor para a missão evangelizadora” Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Secretários da Região Santana participaram SANTANA de dia formação na Cúria de Santana, dia 27, com o objetivo de melhorar o atendimento nas secretarias paroquiais, tendo em vista pesquisas sobre a realidade paroquial e alicerçados nos estudos da CNBB como o Documento 104 sobre Comunidade de comunidades: Uma nova paróquia, que diz: “Há excesso de burocracia e falta acolhida em muitas secretarias paroquiais...” (112 pag. 49). Na parte da manhã, Helena Nunes Ribeiro Crépin, comunicóloga, formada em comunicação/ publicidade pela PUC-SP e membro da equipe da Pastoral da Comunicação (Pascom) da Arquidiocese de São Paulo, assessorou o workshop: “Atendimento na secretaria paroquial - Importância da atuação deste setor para a missão evangelizadora da paróquia”. Vale ressaltar que não se trata de uma abordagem sobre o acolhimento, que já foi realizado em algumas regiões, mas sim, de um workshop com o objetivo de trabalhar a formação na comunicação, profissionalismo e humanismo na secretaria. Na parte da tarde, dom Sergio Borges, bispo auxiliar na região, e padre João Luiz Miqueletti abordaram diretrizes para a atuação da secretária. agenda regional

Sábado (12)

Às 9h, 1ª Caminhada Orante da Pastoral da Ecologia – Quem desejar participar deverá estar no portão do Parque Estadual da Cantareira (rua do Horto, 1.799), trazendo: lanches para o piquenique, água, roupas leves, tênis/botas confortáveis (não novos), máquina fotográfica, protetor solar, repelente, boné/chapéu, uma Bíblia e muita disposição. Às 15h - Oficina de formação sobre site paroquial no Laboratório de Informática do Colégio Consolata (avenida Imirim, 1.424).

Comunicóloga Helena Ribeiro assessora secretários (as) da Região Santana sobre atendimento profissional nas secretarias paroquiais, em dia de formação

Pascom inicia oficinas sobre o site da região episcopal

Estando com seu site no ar, desde dezembro de 2013, a Região Santana agora inicia a próxima fase do seu projeto, que é a de implantação dos sites paroquiais conjugados ao site da Região. Nesse sentido, as paróquias da Região Santana estão convidadas a participar da próxima reunião extraordinária da Pastoral da Comuni-

cação (Pascom), quarta-feira, 9, às 20h, na Cúria de Santana (avenida Marechal Eurico Gaspar Dutra, 1.877), com a presença de dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar na Região Santana, para tratar do site. Dando continuidade ao projeto, serão realizadas as primeiras oficinas de formação visando fornecer às paróquias, condições para operar seus próprios sites disponibilizados

pela Região Santana. Assim, no sábado, dia 12, às 15h, no Laboratório de Informática do Colégio Consolata (avenida Imirim, 1.424), gentilmente cedido pela diretora irmã Cecília Beltrame, as seguintes paróquias participarão desta primeira formação: Setor Casa Verde: Paróquia Nossa Senhora das Dores e Paróquia Santo Antônio; Setor Imirim: Paróquia Nossa Senhora da Consolata, Paróquia Nossa Senhora de

Fátima, Paróquia Santo Antônio, Paróquia São José Operário Paróquia São Roque; Setor Jaçanã: Paróquia Natividade do Senhor; Setor Mandaqui: Paróquia Nossa Senhora da Penha e Paróquia Santo Antônio; Setor Medeiros: Paróquia Nossa Senhora de Loreto; Setor Santana: Paróquia de Sant’Ana; Setor Tremembé: Paróquia São Pedro Apóstolo; Setor Tucuruvi: Paróquia São Camilo de Lellis.

de fé é o ‘lugar’ para o encontro pascal com o Senhor que ‘acolhe, forma e transforma, envia em missão, restaura, celebra, adverte e sustenta” (CNBB, Doc. 94, no. 56). Os discípulos missionários do passado e do presente prepararam em nossa cidade muitos ‘lugares’ para realizar o encontro pascal com o Senhor ressuscitado: as comunidades paroquiais. A comunidade – a paróquia – reunida pelo Cristo, crucificado e ressuscitado, é o “lugar” especial para o perdão dos pecados, para reconciliar o mundo com Cristo e expandir a mensagem da Boa-Nova a toda a humanidade’(CNBB. Estudo 104, n. 31). Hoje, os discípulos missionários, em comunidade, continuam oferecendo o “lugar” para o encontro pascal com o Senhor: a celebração dominical na Quaresma, os momentos penitenciais, as confissões organizadas em todos os setores e paróquias, a liturgia da Palavra. Acompanhei, nos setores, a reunião dos padres e fiquei

feliz em ver como estavam preparando com carinho as suas comunidades para a Páscoa, organizando as celebrações e propiciando o encontro com a misericórdia divina, através das confissões. Relataram que os discípulos missionários estão preparando as famílias para o encontro pascal, por meio da novena e encontros bíblicos nas casas. Saí fortalecido, pois vi que a experiência pascal com o Senhor vivo e ressuscitado será o grande encontro para todos aqueles que procurarem a comunidade e, em silêncio, recordei as belas palavras do Documento de São Domingo: ‘a paróquia é o lugar onde se acolhem as angústias e esperanças dos homens, é o lugar da solidariedade com suas aspirações e suas dificuldades, é o lugar do perdão’ (SD 58). Haverá uma feliz Páscoa para aqueles que encontrarem o Senhor na comunidade de discípulos missionários. Desligado da comunidade não haverá felicidade, porque não haverá o encontro.

palavra do bispo

O encontro pascal com o Senhor Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Os discípulos fizeram a surpreendente experiência do encontro com Jesus. Compartilharam com ele a vida, as dificuldades, os ideais e a missão de proclamar a chegada eminente do Reino de Deus. Proclamaram com alegria o Reino e Jesus afirmou que eles eram sal e luz do mundo. O triste acontecimento da paixão e morte do Senhor e a atitude da maioria dos discípulos que, naquela hora de dor, se colocaram em fuga, geraram o desalento, a tristeza e a perda de motivação para continuar a missão que lhes fora confiada pelo bom Mestre. Porém, na manhã da Páscoa, os discípulos estavam reunidos em comunidade, junto com Maria e realizaram a nova experiência do encontro com o Senhor: ele está vivo,

ressuscitou! Na comunidade, receberam de Jesus ressuscitado o dom de uma vida nova, dom que é total em Cristo e inicial em cada um de nós. O “lugar” desse surpreendente encontro pascal, renovador e de paz com Jesus, foi a comunidade dos discípulos. Naquele dia, Jesus acolheu as angústias e esperanças daqueles homens e renovou todas as coisas, renovou o coração, perdoou os pecados e concedeu a Paz, isto é, o verdadeiro sentido da vida e da missão: recordou que eles eram sal e luz, discípulos missionários (Jo 20,19-23). Transformados por Jesus Cristo, vivendo em Deus e por Deus, os discípulos missionários saíram pelo mundo e formaram comunidades, “lugares” de encontro pascal, trabalhando incessantemente pela vida, acolhendo com simplicidade e propiciando a reconciliação, tornando-se sinais da manifestação do Reino de Deus. Eles fizeram a alegre descoberta que “a comunidade


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| Região Sé | 17

Pastoral Vocacional forma agentes paroquiais Encontro teve objetivo de preparar leigos para colaborarem na animação e discernimento de vocações nas paróquias Fernando Geronazzo

encontros mensais promovidos pela Arquidiocese, enquanto são acompanhados individualmente por mim, caso sejam da Região Sé, para tirarem suas dúvidas e amadurecerem no discernimento vocacional”, explica padre Domingos. Quando um jovem começa a se questionar sobre sua vocação, geralmente é com o pároco que ele manifesta essa inquietação pela primeira vez. Por isso, padre Domingos res-

salta que os primeiros promotores vocacionais são os párocos. “Os padres devem animar os jovens que manifestam o desejo de discernir a vocação e encaminhá-los para a Pastoral Vocacional” Manuel Otacílio dos Santos é casado e membro da Pastoral Familiar da Paróquia Santa Francisca Xavier Cabrini. Ele participou da reunião da Pastoral Vocacional e se interessou em ser um animador vocacio-

nal. “Descobri que como pai de família também posso ajudar as pessoas a refletirem sobre sua vocação na comunidade. Espero aprender muito para poder prestar esse serviço à Igreja”. Ministra extraordinária da Sagrada Comunhão na Paróquia Imaculado Coração de Maria, Maria de Lourdes Franze também se entusiasmou em colaborar na animação vocacional. “Como cristã, eu devo

Colaborador de comunicação da Região

A Pastoral Vocacional da Região Episcopal Sé SÉ iniciou um projeto de formação de animadores vocacionais nas paróquias. Para isso, foi realizado um primeiro encontro de formação na Paróquia Santa Francisca Xavier Cabrini, em Campos Elíseos, no último sábado, 5, conduzido pelo coordenador regional da Pastoral Vocacional, padre Domingos Geraldo Barbosa de Almeida Junior, e por sua equipe de colaboradores, formada por religiosas e leigos. Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e vigário episcopal na Região Sé, esteve logo no início do encontro para parabenizar a iniciativa e encorajar os agentes a se empenharem nesse trabalho. Ele explicou que embora a questão vocacional não esteja apresentada como uma das prioridades do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese, este tema é sempre prioritário. “Uma das urgências do Plano é a Igreja como casa de iniciação à vida cristã. Esse processo inclui, naturalmente, o acompanhamento e o auxílio às pessoas no seu discernimento vocacional”. O bispo recordou que na exortação apostólica “Evangelii gaudium” (Alegria do evangelho), o papa Francisco, ao tratar da missão evangelizadora da Igreja, dedica um capítulo (a partir do número 169 do documento) para falar do acompanhamento das pessoas em seus processos de crescimento. “Em todo processo de crescimento espiritual de uma pessoa é preciso que haja acompanhantes. O Papa trata da questão vocacional não somente nesse aspecto importante de ajudar alguém a abraçar uma vocação especial na Igreja, mas entende como uma dimensão permanente do trabalho eclesial”. Também é missão do coordenador regional o acompanhamento pessoal dos candidatos ao Seminário Arquidiocesano. “Esses jovens participam de

ajudar as pessoas a refletirem sobre sua vocação em todos os lugares em que estiver. Na comunidade, no trabalho, na família, pois todos somos vocacionados”. As pessoas que buscam saber mais sobre discernimento vocacional podem procurar o Centro Vocacional Arquidiocesano (rua Felipe de Oliveira, 36, centro) pelo telefone (11) 31041795, ou pelo e-mail: cvasp@ uol.com.br. Fernando Geronazzo

Dom Tarcísio Scaramussa participa de primeiro encontro de formação de animadores vocacionais paroquiais da Região Episcopal Sé, no sábado, 5

palavra do bispo

Vida Cristã: um caminho Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

Num momento decisivo de sua vida, na iminência de sua paixão e morte, Jesus ensina a seus discípulos que vai para o Pai, e que seus discípulos o seguirão mais tarde, pois conhecem o caminho. Mas Tomé não entende o alcance do que Jesus está dizendo, e pergunta: “Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” E Jesus respondeu: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” (Jo 14,6). Os discípulos de Jesus serão conhecidos, como atestam os Atos dos Apóstolos, como “os seguidores do Caminho”. Caminho faz lembrar movi-

mento, trânsito, caminhada. Num sentido teológico, significa a realidade da salvação na qual o homem é inserido pelo Mistério de Cristo: fomos justificados por Cristo, pelo seu sangue derramado na cruz, e colocados num caminho de santificação, em direção à glorificação. Na Exortação Apostólica “A Alegria do Evangelho”, o papa Francisco lembra que “esta salvação, que Deus realiza e a Igreja jubilosamente anuncia, é para todos, e que Deus criou um caminho para Se unir a cada um dos seres humanos de todos os tempos. Escolheu convocá-los como povo, e não como seres isolados... Este povo, que Deus escolheu para Si e convocou, é a Igreja” (EG 113). Percorrendo o documento, vamos encontrar, com grande frequência, expressões que indicam de que forma a Igreja se torna lugar de seguimen-

to de Cristo, o Caminho, mas cito apenas partes de dois parágrafos mais relacionados à catequese: “O mandato missionário do Senhor inclui o apelo ao crescimento da fé, quando diz: ‘ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado’ (Mt. 28, 20). Daqui se vê claramente que o primeiro anúncio deve desencadear também um caminho de formação e de amadurecimento. A evangelização procura também o crescimento, o que implica tomar muito a sério em cada pessoa o projeto que Deus tem para ela. Cada ser humano precisa sempre mais de Cristo, e a evangelização não deveria deixar que alguém se contente com pouco, mas possa dizer com plena verdade: ‘Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim’ (Gal 2, 20). (EG, 160)”. “Outra característica da catequese, que se desenvolveu

nas últimas décadas, é a iniciação mistagógica, que significa essencialmente duas coisas: a necessária progressividade da experiência formativa na qual intervém toda a comunidade e uma renovada valorização dos sinais litúrgicos da iniciação cristã. Muitos manuais e planificações ainda não se deixaram interpelar pela necessidade duma renovação mistagógica, que poderia assumir formas muito diferentes de acordo com o discernimento de cada comunidade educativa. O encontro catequético é um anúncio da Palavra e está centrado nela, mas precisa sempre duma ambientação adequada e duma motivação atraente, do uso de símbolos eloquentes, da sua inserção num amplo processo de crescimento e da integração de todas as dimensões da pessoa num caminho comunitário de escuta e resposta” (EG, 166).


18 | Região Brasilândia |

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Juventude, protagonista da evangelização Testemunhos, partilhas e recordações da Semana Missionária e JMJ 2013 fizeram parte do evento

luz do mundo”, dizia o jovem Rafael, da Paróquia Nossa Senhora das Graças, ao expor a realidade da juventude em seu bairro. Os jovens Fabrício e Lizandra, contaram um pouco do trabalho que fazem com a Pastoral de Rua, da Comunidade Aliança de Misericórdia. Finalizando com o testemu-

nho da irmã Clara Etelvina Amadio, da Congregação Escolares de Nossa Senhora, que aos 82 anos trabalha no desenvolvimento espiritual, social e educativo da juventude do Jardim Elisa Maria, na periferia da zona noroeste. Na ocasião, dom Milton falou aos jovens sobre a men-

sagem do papa Francisco para Dia Mundial da Juventude 2014:”Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu” (cf Mt 5, 3). O Bispo expressou gratidão em estar reunido com os jovens: “Encontrar-me com vocês é sempre uma grande alegria, alimenta a mi-

Renata Moraes

nha alma e a minha missão”. Em entrevista, dom Milton mencionou que o evento ultrapassou as expectativas, com um número qualitativo de jovens, e com grande enriquecimento espiritual para todos. O final do encontro foi marcado pela Adoração ao Santíssimo Sacramento. Renata Moraes

Colaboradora de comunicação da Região

Um encontro para reunir a juventude da região Brasilân- BRASILÂNDIA dia, e reviver a experiência da Semana Missionária e da Jornada Mundial da Juventude, foi o convite feito pelo setor juventude da região e prontamente atendido pelos jovens. A Jornada Regional da Juventude, aconteceu no sábado, 5, na Comunidade Missão Mensagem de Paz, em Pirituba. Reunidos com dom Milton Kenan Junior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, foi o momento para celebrar o Dia Mundial da Juventude 2014, que será comemorado a nível diocesano no próximo dia 13 de abril, na celebração de Domingo de Ramos. O início do evento foi marcado com a presença de Lorenzo Nacheli, missionário do SERMIG - Fraternidade da Esperança. Os jovens puderam conhecer um pouco do trabalho do Arsenal da Esperança que acolhem mensalmente cerca de 1200 homens, em situação de rua. Os participantes foram convidados a debater como está o andamento de seus grupos de jovens, após a participação da Jornada Mundial da Juventude, sobretudo nos temas da Oração, da Ação e a Formação. Na plenária, eles expressaram que é necessário usar a criatividade para evangelizar; usar as redes sociais, mas também ir ao encontro pessoal daqueles que estão fora da Igreja; ter mais união entre os diversos grupos e carismas e intensificar os momentos de intimidade com a Palavra de Deus. Serem os protagonistas da evangelização. Embalados por músicas dançantes, no estilo “Cristoteca”, os jovens tiveram um momento de descontração, animados pelo Ministério de Música: Missão Mensagem de Paz. Testemunhos dos diversos carismas presentes foram dados. “Ser sal da terra e ser

Jovens da Brasilândia reunidos na alegria de ser Igreja celebram o Dia Mundial da Juventude, no sábado, 5, na Comunidade Missão Mensagem de Paz

palavra do bispo

As formas de oração da Igreja Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Na manhã de Pentecostes, o Espírito que fora derramado sobre os discípulos, “reunidos no mesmo lugar” (At 2,1), vai formar os discípulos também para a vida de oração. Os Atos dos Apóstolos afirmam varias vezes que na primeira comunidade de Jerusalém, os fiéis eram “perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações” (At 2,42). Acompanhando os relatos dos Atos dos Apóstolos, vemos que o “Espírito Santo, que assim lembra Cristo à sua Igreja orante, também a conduz à verdade plena e suscita formulações novas que exprimirão o insondável mistério de Cristo, atuando na vida, no

sacramentos, e na missão de sua Igreja” (CIC 2625). O Catecismo nos indica as seguintes formas de oração encontradas nos Atos dos Apóstolos e nas Cartas dos Apóstolos sucessivamente, tornando-se normativas para a oração cristã: 1. A benção e a adoração – bendizer é a atitude daquele que reconhece os dons de Deus, que lhe são concedidos imerecidamente. Algumas vezes ela se eleva no Espírito, por Cristo ao Pai, bendizendo a Deus por nos ter abençoado; em outros momentos ela implora a graça do Espírito por Cristo que desce junto do Pai (CIC 2627). A adoração é a atitude do que se reconhece criatura, confessa a sua pequenez diante do Criador, e ao mesmo tempo proclama o poder e a bondade de Deus que supera todo conhecimento (CIC 2628). 2. A oração de súplica – Pedir, implorar, suplicar com insis-

tência, invocar, clamar, gritar e, mesmo “lutar na oração”. A forma habitual da súplica é o pedido. O discípulo pede, por excelência, o perdão e o Reino. Reconhece-se frágil e pecador por isso pede o perdão (cf. Lc 18,13), e, ao mesmo tempo está disposto a acolher o Reino e colaborar com a sua vinda, por isso pede ao Pai que não retarde o seu reinado, onde ele será tudo em todos (CIC 2629-2633). 3. A oração de intercessão – Em sintonia com a misericórdia de Deus, o discípulo participa da intercessão do Filho de Deus e do próprio Espírito que não cessam de interceder diante do Pai. É expressão da solidariedade que une todos os que crêem e, ao mesmo tempo os faz sentir-se responsáveis uns pelos outros. Nada foge ao alcance da intercessão, pois tudo diz respeito à vida e à salvação queridas por Deus para todos os seus filhos (CIC 2634-2636).

4. A oração de ação de graças – É o que caracteriza a oração da Igreja, que, na Eucaristia, manifesta e torna mais realidade aquilo que ela é. Toda a vida, todo acontecimento e necessidade podem se tornar uma oferta de ação de graças. O Apóstolo São Paulo diz: “Dai graças em toda e qualquer situação, porque esta é a vontade de Deus, no Cristo Jesus, a vosso respeito” (1Ts 5,18) – (CIC 2637-2638). 5. A oração de louvor – É própria daqueles que reconhecem que Deus é Deus. Exalta a Deus pelo que Ele mesmo é, e lhe dá glória, por aquilo que Ele é mais do que pelo que Ele faz. A Eucaristia contém e exprime todas as formas de oração. “É “a oferenda pura” de todo o corpo de Cristo “para a glória do seu nome” (cf. Mal 1,11). Segundo as tradições do Oriente e do Ocidente, ela é “o sacrifício de louvor”. (CIC 2639-2643).


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| Região Belém | 19

CRP faz estudo sobre subsídio arquidiocesano João Carlos Gomes

Agentes de pastoral e lideranças refletiram sobre sugestões que tratam da Iniciação à Vida Cristã, no contexto do 11º Plano de Pastoral João Carlos Gomes

Colaborador de comunicação da Região

No primeiro Conselho Regional de Pastoral de 2014, bELÉM que aconteceu em 5 de abril na sala ‘Dom Paulo Evaristo Arns’ do Centro Pastoral São José, 50 lideranças dos 10 setores da Região Episcopal Belém se reuniram para, entre outras pautas, estudarem o subsídio “Sugestões Pastorais para a Implementação da Iniciação à Vida Cristã”, elaborado pela Comissão Arquidiocesana de Animação BíblicoCatequética.

Contribuindo para a Evangelização

O Conselho teve início com um momento celebrativo conduzido pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para o Belém, dom Edmar Peron. “Queremos, com confiança em Deus, pensar, dentro de nossas esferas de atuação – comunidade, paróquia, pastoral ou movimento – como contribuir com a evangelização, esse tema que vem sendo muito discutido na Arquidiocese, sobretudo no aspecto da Catequese para a iniciação à vida cristã”, disse dom Edmar, que lembrou de São José de Anchieta, canonizado em 3 de abril pelo papa Francisco. “Hoje temos inúmeros desafios para realizar a evangelização, num momento em que dispomos de um ‘arsenal de auxílios’, como internet, celular, meios de comunicação, avião, carro, entre tantas outras possibilidades; padre José de Anchieta, São José de Anchieta, com as dificuldades dos anos 1500, dispunha somente de sua fé e disposição”. No momento seguinte, o coordenador regional de pastoral, padre Cláudio Oliveira, fez a apresentação do subsídio arquidiocesano, abrindo espaço para questionamentos e apontaagenda regional

Domingo (13), 9h Celebração de ramos na Paróquia Santa Maria Madalena, saída da Comunidade Santa Luzia (Rua Serra do Navio, 100 – Sapopemba)

Padre Cláudio Oliveira apresenta subsídio do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese, em reunião do CRP na Região Episcopal Belém, no sábado, dia 5

mentos dos participantes. “Este é um material para estudo para que possamos estudar em nossas paróquias, comunidades, pastorais e movimento, entre os padres, para que possamos chegar ao documento definitivo”, disse. Após a exposição do tema, os participantes foram separados em grupos para, a partir do que foi apresentado, e com a leitura do texto retirado do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese, “Igreja – casa da Iniciação à vida Cristã”, respondessem à questão: “Como sua Pastoral, Movimento, Associação tem contribuído para o processo de iniciação à vida cristã?”, destacando um item para ser levado ao plenário.

Dos grupos saíram sugestões como ir ao encontro, incentivar o sentimento de pertença à vida comunitária, trabalhar com as famílias em grupos domiciliares, dar atenção à acolhida e à

valorização dos irmãos na comunidade. Ao final do CRP, dom Edmar agradeceu a presença de todos, se despedindo com um alerta: “Fiquemos bem firmes, irmãos

e irmãs, e não nos deixemos vencer pelo ruído do ‘não vai dar certo’. Temos tudo para perseverarmos tal qual o nosso santo, ‘padroeiro do Brasil’, São José de Anchieta”.

Crédito Vivian Pin

Na quinta-feira, 3, a Comunidade Beato José de Anchieta, na Paróquia Santa Adélia do Setor Conquista, junto ao bispo dom Edmar Peron, realizou a primeira missa depois da canonização do “Apóstolo do Brasil”. A comunidade passará a ser chamada São José de Anchieta.

palavra do bispo

A Semana Santa começa na Quaresma Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

Para muitas pessoas, a Quaresma termina no Domingo de Ramos, quando se tem início a Semana Santa. Contudo, não é esse o ensinamento da Igreja, especialmente no documento sobre a preparação e celebração das festas pascais, de 16 de janeiro de 1988, chamado Paschalis Sollemnitatis, n. 27: “Na Semana Santa a Igreja celebra os mistérios da salvação, levados a cumprimento por Cristo nos últimos dias da sua vida, a começar pelo seu ingresso messiânico em Jerusalém. O tempo quaresmal continua até a Quinta-feira Santa. A partir da missa vespertina “da Ceia do Senhor” tem início o tríduo pascal”. O documento explicita, portanto, que: (a)

na Semana Santa fazemos memória de Cristo, nosso Salvador, desde sua entrada em Jerusalém até a sua ressurreição, passando pela crucifixão, morte e sepultura; e que (b) a Quaresma só termina quando damos início à celebração da Ceia do Senhor, ao anoitecer da Quinta-feira Santa. Esses últimos dias da Quaresma incluem duas importantes celebrações: o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor e a Missa do Crisma. O Domingo de Ramos antecede a grande solenidade da Páscoa e dá início à Semana Santa; esse Domingo une num todo o mistério do triunfo real de Cristo (comemorado pela bênção e procissão com ramos bentos) e o anúncio da paixão (Liturgia da Palavra da Missa). Nesse dia, em que a Igreja recorda a entrada do Cristo em Jerusalém para realizar o seu mistério pascal, somos convidados a demonstrar nos-

sa fé, reconhecendo a Cristo como nosso Rei Redentor. Participando da procissão, como o povo aquele dia em Jerusalém, também nós vamos ao encontro do Senhor. Os ramos – abençoados para serem levados em procissão – conservados em nossas casas, nos recordam a vitória de Cristo e nossa vida de discípulos missionários. Durante essa celebração, as comunidades católicas de todo o Brasil realizam uma coleta como gesto concreto da Campanha da Fraternidade, esse ano, para sustentar projetos contra o tráfego humano. O hino a Cristo Rei, proposto para a procissão, nos leva a cantar, no refrão: “Glória, louvor e honra a ti, Cristo rei, redentor!” E as estrofes desse hino relacionam a nossa ação com aquela dos que aclamavam a Cristo, que entrava em Jerusalém: eles levavam “seus ramos e suas palmas”,

e nós hoje, oferecemos “nossos hinos, nossas almas”; eles festejaram a entrada de Jesus “que ao Calvário conduzia”, mas agora que ele reina, “bem maior é nossa alegria”. E a missa do Crisma, nesses dias que antecedem a Páscoa, é uma manifestação da comunhão dos presbíteros com o próprio bispo, no único e mesmo sacerdócio e ministério de Cristo; nela, o bispo, concelebrando com o seu presbitério, consagra o santo Crisma e benze os outros óleos. Esses santos óleos devem ser acolhidos nas paróquias, de modo a serem usados na noite da vigília pascal, para a celebração dos sacramentos da iniciação cristã. Momento oportuno será a procissão de entrada da missa da Ceia do Senhor, na noite da quinta-feira santa. Preparemo-nos para celebrar esses dias santos que concluem a Quaresma e nos introduzem no Tríduo Pascal.


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SEMANA SANTA NA catedral da sé Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Praça da Sé, s/nº - 01001-000 São Paulo - SP Tel.: (11) 31076832 Dia 13 de abril: Domingo de Ramos da Paixão do Senhor 9h - Missa com bênção dos Ramos 11h - Missa e Procissão com bênção dos Ramos - celebrante: cardeal Odilo Pedro Scherer 17h - Missa com bênção dos Ramos Dia 14, 15 e 16 de abril: segunda, terça e quarta-feira Santa 12h e 17h – Missas Das 9h às 11h e das 14h30 às 16h30 – Confissões Dia 17 de abril: Quinta-feira Santa 9h - Missa do Crisma e da Renovação das Promessas Sacerdotais - Celebrantes: cardeal Odilo Pedro Scherer, bispos auxiliares e clero da Região Episcopal Sé. Tríduo Pascal 19h - Missa Vespertina da Ceia do Senhor e Instituição da Eucaristia - celebrante: cardeal Odilo Pedro Scherer Após a missa haverá Adoração Eucarística Dia 18 de abril: Sexta-feira da Paixão do Senhor Dia de Jejum e Abstinência de carne

Das 9h às 11h - Confissões Das 9h às 12h - Adoração Eucarística 15h - Celebração da Paixão do Senhor (Coleta em favor dos Lugares Santos) - celebrante: cardeal Odilo Pedro Scherer 18h - Procissão do Senhor morto e de Nossa Senhora das Dores Dia 19 de abril: Sábado Santo Durante o dia, oração e preparação pessoal para a Páscoa. Das 9h às 11h – Confissões 19h - Solene Vigília Pascal celebrante: cardeal Odilo Pedro Scherer Dia 20 de abril: Domingo da Páscoa na Resurreição do Senhor Missas Solenes 9h - Celebrante padre Eduardo Vieira dos Santos - Participação do Coral Capela Musical Arquidiocesana 11h - Celebrante cardeal dom Odilo Pedro Scherer Participação da Orquestra do Sesi 17h - Celebrante Pe. Luiz Eduardo P. Baronto - Participação do Coral Sé

SEMANA SANTA NAS rEGIÕES EPISCOPAIS SÉ

Paróquia Nossa Senhora do Brasil Praça Nossa Senhora do Brasil, s/nº, Jardins. E-mail: nsbrasil@ nossasenhoradobrasil.com.br. Telefone: (11) 3082-9786 Quinta Feira Santa, dia 17 20h - Missa de Lava-pés – Coral Nossa Senhora do Brasil Das 22 às 24h e das 8 às 15h (da sexta) - Vigília Sexta Feira Santa, dia 18 15h - Celebração da Paixão – Coral Nossa Senhora do Brasil 17h - Encenação da Via Sacra na Praça Nossa Senhora do Brasil 18h30 - Procissão com Cristo Morto Sábado Santo, dia 19 19h - Benção do Fogo Novo e Vigília Pascal – Coral Nossa Senhora do Brasil Domingo da Ressurreição, dia 20 Horários de Missas: 8h; 10h (Coral Allegro); 11h15 (Coral Bevilacqua); 12h30 (Coral Del Chiaro); 17h (Coral Baccarelli); 18h30 (Coral Nossa Senhora do Brasil) e 20h (Grupo Kairós).

BRASILÂNDIA

Paróquia Nossa Senhora das Dores Avenida Elísio Teixeira Leite, 7.400 – Telefone (11) 3971-5386. Quinta-feira Santa, dia 17 20h – Missa da Ceia do Senhor

e Rito do Lava-Pés, seguido de vigília eucarística. 22h – Vigília Eucarística Sexta-feira Santa, dia 18 7h às 12h – Meditação do Mistério Pascal 15h – Celebração da Paixão do Nosso Senhor Jesus Cristo 19h – Encenação da Paixão de Cristo, no supermercado Atacadão (avenida Elísio Teixeira Leite, 7.173). Sábado Santo, dia 19 20h – Solene Vigília Pascal e missa Domingo de Páscoa, dia 20 6h – Missa da Aurora, seguido de café da manhã. 19h – Missa solene de Páscoa.

LAPA

Paroquia São Francisco de Assis do Jaguaré – Lapa (av. Gal. Mac Arthur, 1130 - CEP 05338-001 - Jaguaré - São Paulo – SP) Tel.: (11) 3768-4308 paroquiasaofrancisco@uol.com. br Capela São Francisco de Assis (av. Dr. Cândido Mota Filho, 727 - Vila São Francisco) www. paroquiasaofranciscosp.com.br Dia 17 de Abril - Quinta-Feira Santa 7h - Reza do terço (Apostolado de Oração) 9h - Missa dos Santos Óleos na Catedral da Sé

14h às 17h - Confissão (Matriz) 20h - Celebração da Ceia do Senhor e Lava-Pés. A Santa Missa (Matriz) será celebrada por dom Julio Endi Akamine Vigília Eucarística - das 22h00 às 6h - (somente na Matriz) Dia18 de abril- Sexta-Feira Santa Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo Das 6h às 12h – Adoração Das 8h às 11h30 – Confissão 12h - Ofício das Trevas 15h - Celebração da paixão e morte do Senhor, e adoração ao Santo Madeiro (Matriz) 19h - Procissão do Senhor e morte do Senhor pelas Ruas do bairro até a Capela São Francisco 20h30 - Teatro - Paixão de Cristo na Praça São Francisco, ao lado da Capela (rua Dr. Cândido Mota Filho) Dia19 de abril – Sábado Santo 20h - Solene celebração da Vigília Pascal (Bênção da Água, do Fogo) Dia 20 de Abril – Domingo de Páscoa 6h - Repique dos sinos (Aurora) 6h30 - Procissão da Ressurreição até a matriz, concentração em frente a casa da Ivone – Rua Desembargador Altenfelder Silva,106) 7h - Missa solene após a missa, café comunitário (em frente a Matriz) 9h, 11h e 19h - Santa Missa

(Matriz) 10h30 e 18h00 - Santa Missa (Capela)

BELÉM

Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto Rua Serra do Japi, 1.172 – Telefone (11) 2671-4152. Quinta-feira Santa, dia 17 20h – Missa da Ceia do Senhor e Rito do Lava-Pés Sexta-feira Santa, dia 18 7h às 9h – Vigília de Adoração 10h – Celebração penitencial 13h30 - Vigília 15h – Celebração de Veneração da Cruz 19h – Procissão com encenação da Paixão de Cristo Sábado Santo, dia 19 19h30 – Missa da vigília Pascal Domingo de Páscoa, dia 20 7h30, 9h, 10h30 e 18h30 – Missa solene de Páscoa.

SANTANA

Paróquia Sant´Ana Rua Voluntários da Pátria, 2.060 – Telefone (11) 2281-9085. Quinta-feira Santa, dia 17 20h– Missa da Ceia do Senhor e Rito do Lava-Pés, seguido de vigília de transladação do Santíssimo Sacramento e vigília eucarística. 22h – Vigília Eucarística

Sexta-feira Santa, dia 18 0h às 14h30 – Vigília eucarística. 15h – Celebração da Paixão do Nosso Senhor Jesus Cristo 19h – Momento de oração e procissão. Sábado Santo, dia 19 20h – Solene Vigília Pascal Domingo de Páscoa, dia 20 10h e 18h – Missa solene de Páscoa.

IPIRANGA

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Ipiranga Rua Labatut, 781 – Ipiranga/Tel.: (11) 2063 4654/Fax.: (11) 2063 9174/E-mail: atendimento@ aparecidaipiranga.com.br Quinta-feira Santana, 17 20h – Celebração da Ceia do Senhor e Lava-pés Vigília de adoração do santíssimo sacramento Sexta-feira Santa, 18 15h - Celebração da Paixão do Senhor 18h Celebração da Paixão do Senhor 19h30 - Encenação da Paixão do Senhor Sábado Santo, 19 20h - Celebração da Vigília Pascal Domingo de Páscoa, 20 6h – Procissão com o Cristo Ressuscitado Missas às 7h, 8h30, 10h, 18h


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copa do mundo

E o bebê, tem que pagar ingresso? Rafael Ribeiro/CBF

Pais foram surpreendidos ao saber que criança de 1 ano e 2 meses precisará de entradas para assistir jogo da Copa do Mundo

1962 – Garrincha conduz o bicampeonato do Brasil

Daniel Gomes redação

Leon de Almeida, 29, programou fazer de 23 de junho um dia festivo para ele, a esposa Ana Paula e a filha Anne, de 1 ano e 2 meses: comprou no site da Fifa quatro entradas para assistir em Brasília, junto ao irmão e à cunhada, o jogo entre Brasil e Camarões pela Copa do Mundo. Porém, após adquiri-las, descobriu que também teria que comprar ingresso para a bebê. “É uma tremenda estupidez uma criança com 1 ano e 5 meses (idade que terá na data do jogo) ser obrigada a pagar ingresso, sendo que trata-se de criança de colo, e sequer há diferenciação no valor pago”, lamentou ao O SÃO PAULO. “O mínimo que esperava era um critério semelhante ao das companhias aéreas [a maioria não cobra de crianças até 2 anos]. Como se

Leon de Almeida, pai de Anne (det.), lamenta que Fifa cobre o mesmo valor de ingresso para adultos e crianças

trata de algo novo, caberia à Fifa alarmar todos os compradores, mas como fazer isso em um site que ficou congestionado por horas?”, completou. No regulamento de venda de ingresso para a Copa de 2014, a Fifa aponta que “é necessário adquirir um ingresso para cada pessoa que deseja assistir a uma partida, independentemente da idade”, e por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que “não há isenções para crianças” e que o acesso destas, acompanhadas por um maior de idade responsável, deve ser pago como a de outros torcedores; e

embora não tenha detalhado o que fará com quem for às arenas com crianças sem ingressos, enfatizou às famílias “que se programem com antecedência, já que não há venda de ingressos nos estádios”, e que haverá serviços de identificação infantil e de auxílio para encontrar crianças perdidas, além de fraldários. De acordo com a Fundação Procon de São Paulo não existe legislação no País que regulamente a cobrança de ingressos para crianças, sendo reservado ao organizador do evento definir as condições de gratuidade. “Eu considero um absurdo

cobrarem ingressos pelos bebês, pois eles nem irão ocupar um assento, mas talvez seja uma medida para os pais repensarem a ideia de levá-los ao estádio”, opinou a psicóloga e mestre em educação infantil Márcia Fiori. Para ela, apesar de não existir uma idade mínima para crianças irem aos jogos, “não é recomendável levar bebês, devido ao barulho excessivo e o grande número de pessoas em volta, o que aumenta o risco de contágio de algumas doenças e outras coisas para as quais eles ainda não estão preparados”, mas se forem, detalhou,

Em 1962, no Chile, o Brasil manteve a base campeã de 1958. O técnico Aymoré Moreira escalou nove titulares do primeiro título na estreia contra o México, vencida por 2 a 0, com gols de Zagallo e Pelé, que se machucaria na partida seguinte contra a Tchecoeslováquia. Os tchecos enfrentaram o Brasil novamente na final e perderam por 3 a 1. Garrincha, com quatro gols, foi o craque brasileiro na Copa.

os pais devem buscar lugares seguros, com espaço para mobilidade, além de ter alimento, água e roupas adequadas para vesti-las. “Correr o risco de ser barrado no estádio com uma bebê num dia que certamente será tumultuado é muito perigoso. O jeito será deixar com um familiar para ser babá na hora do jogo, frustrando a nossa grande expectativa de realizar esse sonho em família. Já tínhamos encomendado roupinhas temáticas, com faixas e chupeta, enfim, investimos nesse sonho, mas...”, lamentou Leon.

‘Jesuítas nas Fronteiras’ conta a história de 200 anos de restauração Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo

centro

“Pela importância da Companhia e por aquilo que ela representa para a Igreja, e pela possibilidade de aprendermos da história, de nossa supressão e restauração, e podermos prestar sempre um maior e melhor serviço à Igreja e ao Povo de Deus”, assim o padre Carlos Contieri, diretor do Pátio do Colégio, fala da importância da exposição “Jesuítas nas Fronteiras”, que pode ser vista no Museu Anchieta do Pátio do Colégio. A exposição conta os 200 anos da restauração da Companhia de Jesus, aprovada canonicamente em 1814, pelo papa Pio 7º. Quem for à mostra verá, também, painéis que contam os detalhes do surgimento da Companhia, em 1540, quando o papa Paulo 3º, pela Bula Regimini Militantis Ecclesiae, aprova a constituição da nova

Uma ordem que já teve em seus quadros pouco mais de 35 mil membros, atualmente conta com 18 mil espalhados pelo mundo, sendo mais de 500 no Brasil, e acredita na “fama” de um dos jesuítas mais conhecidos do mundo, o papa Francisco, para que, além das orações vocacionais, o seu apelo por uma Igreja simples e missionária suscite novas vocações. Serviço:

ordem também denominada Companhia de Jesus (Societas Iesu, S. J.). Os jesuítas possuem uma história intimamente ligada e atrelada à história do Brasil, suas missões realizadas no processo de colonização do País foram fundamentais para

a “compreensão de um território nacional, dada a expansão da missão nesse próprio território”, comenta o padre Contieri. Para o Padre, São José de Anchieta é um dos “ícones dessa integração nacional”. “Por outro lado, isso mostra a nossa

cumplicidade com essa terra e nosso engajamento para que a Palavra de Deus, não só no passado tivesse sido semeada, mas continue a ser semeada para que o Evangelho de fato possa atingir todos os corações. O evangelho anunciado e a justiça atingida”, afirma.

Exposição Jesuítas nas Fronteiras Horário: terça a domingo, das 10h às 16h (entrada a cada uma hora). Fechado das 12h às 13h. Ingressos: de R$ 2,00 a R$ 6,00. À venda na recepção do Museu Anchieta do Pátio do Colégio. Endereço: Praça Pátio do Colégio, 2 – Centro Tel.: (11) 3105-6899


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Pastoral do Menor realiza Via-Sacra Na sexta-feira, 11, acontece a tradicional “Via Sacra da Criança e do Adolescente”, promovida pela Pastoral do Menor. A concentração será às 8h, no Pátio do Colégio, e percorrerá as ruas do centro da capital. Este ano, o tema reflete a Campanha da Fraternidade e falará sobre as questões da adoção ilegal e da exploração sexual de crianças e adolescentes.

Uma data para buscar melhorias na área de Saúde Movimento Popular de Saúde

7 de abril foi dia de alerta mundial sobre proliferação de doenças transmitidas por vetores, e em São Paulo de manifestações para melhor gestão do SUS Daniel Gomes Redação

Em todo mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde, mais de um milhão de pessoas, por ano, contraem e desenvolvem doenças transmitidas por vetores como mosquitos, moscas e pulgas, especialmente nos países mais pobres, devido às precárias instalações de saneamento básico e de habitação. Por conta dessa realidade, o Dia Mundial da Saúde, celebrado na segunda-feira, 7, teve como temática a atenção em se prevenir a proliferação de vetores. Porém, em São Paulo, a data foi mais lembrada pelas demandas locais, entre as quais a busca de que todos os funcionários do Sistema Único de Saúde (SUS) sejam contratados por concurso público; melhor controle social e defesa de 10% dos recursos da União para a área da saúde. Na praça da Sé, em ato público unificado, na segunda-feira, entidades e trabalhadores da área da saúde defenderam o

SUS e manifestaram oposição ao projeto de lei complementar nº 62/2013, que tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo e prevê maior atuação das Organizações Sociais (OSs) em repartições e secretarias de estado, entre as quais a de Saúde. “Este ato público é bom, mas tem que conter a participação efetiva do Conselho Municipal de Saúde, exercitando um firme controle social em suas bases, que se compõem de conselheiros gestores das unidades básicas de saúde, em união com as subprefeituras”, opinou, ao O SÃO PAULO, Paulo Moura, da coordenação da Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo.

Problemas de atendimento na cidade

Na capital paulista, uma das tentativas de melhorar o atendimento de saúde são as unidades móveis da Rede Hora Certa, equipamentos que se integram ao atendimento já existente. Os pacientes são contatados por telefone para agendar os exames, o que, em teoria, reduziria a fila de espera. No entanto, problemas têm sido verificados. Em 5 de março, uma jovem de 23 anos, que pediu para não ser identificada, foi à unidade móvel da rede Hora Certa no bairro de Pirituba, na zona noroeste, para realizar um exame de ultrassom da tireoide, marcado para as 15h44. Ela optou por

chegar mais cedo e se deparou com uma enorme fila e muitas pessoas aguardando na chuva, pois os abrigamentos disponíveis não foram suficientes para todos. “Perguntei a um dos atendentes o que estava acontecendo, e ele falou que o sistema que faz os agendamentos, tinha marcado um exame por minuto. O meu era 15h44, tinha outro agendado para as 15h45, outra para as 15h46, e assim por diante. Quando eu cheguei às 13h40, eles estavam começando a atender o pessoal das 11h”, garantiu à reportagem. “Tinha gente que estava de jejum para fazer exame a mais de oito horas, alguns até com 12 horas. Eu mesmo só fui atendi-

da às 18h50”, completou. Questionada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou que “a Coordenadoria Regional de Saúde Norte (CRSN) informa que a unidade Hora Certa Móvel, localizada em Pirituba, atende cerca de 500 pacientes por dia. No dia em questão, o quadro de médicos estava completo e a Coordenadoria irá apurar a situação relatada”. Na avaliação de Paulo Moura, a Rede Hora Certa é algo benéfico no atendimento de saúde de São Paulo, mas “por ser prematura, essa implantação carece de ajustes, pois são realidades diferentes em cada região”.


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8 de abril: Dia Mundial de Combate ao Câncer As chances de cura aumentam para 40% a 50%; já é possível diagnosticar a doença no seu estágio inicial Nayá Fernandes Redação

Sebastião Fernandes, seu Tião, 65, tem cinco filhos e mora em Presidente Olegário, uma cidadezinha do noroeste de Minas Gerais. Há aproximadamente cinco meses, ele começou a sentir dores pelo corpo, inclusive nas pernas, a ponto de não conseguir andar. Ele foi a um posto de saúde do seu município e procurou um clínico geral, que diagnosticou problemas na coluna e medicou seu Tião. Porém, pouco de um mês depois, seu Tião teve também dores fortes na barriga que começou a inchar. Ele, então, voltou ao médico e com exames mais aprofundados, descobriu que o câncer já tinha tomado várias partes do corpo. A orientação médica foi que seu Tião não suportaria o tratamento e que o câncer já havia tomado todo o corpo, portanto não haveria mais possibilidade de cura. Tião está entre os casos crescentes de câncer para a terceira idade. Felipe Cruz, oncologista clínico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC) afirmou que as pessoas têm vivido mais e por isso, “o câncer tem se tornado uma doença da terceira idade”. 8 de abril é o dia Mundial de Combate ao Câncer. O SÃO PAULO entrevistou Felipe, médico que trabalha há cinco anos no IBCC. Ele falou à reportagem sobre tipos, causas, prevenção e tratamento do câncer. “A primeira reação da pessoa que se descobre com câncer é a negação. Uma espécie de ‘isso não está acontecendo comigo’. Mas, esta negação dura pouco e as pessoas, logo começam o tratamento com otimismo de cura”, apontou o médico. Segundo o oncologista, a taxa de cura de câncer tem aumentado de 40% a 50%. “Isso se deve às novas técnicas de rastreamento.” Ao mesmo tempo, há o aumento dos casos de câncer em todo o mundo. “Há um aumento dos diagnósticos e da qualidade de vida”, explicou Felipe.

Tipos

Podemos identificar vários tipos de câncer, divididos em quatro principais. Câncer de pulmão, o mais comum; as leucemias, os tumores germinativos e os demais carcinomas. Os mais comuns são os carcinomas, que geram, por exemplo, o câncer de mama, que atinge principalmente as mulheres, e em 1% dos casos, também os homens.

Causas

Alteração de material genético, que pode ser herdada ou adquirida ao longo da vida, por meio de uma série de irregularidades no DNA. Uma grande parte de câncer é causada pelo cigarro. Outro componente, por exemplo, são os agrotóxicos, que contém substâncias ricas em radicais livres de oxigênio. Essas substâncias, quando ingeridas ou inaladas, podem ocasionar danos no material genético. Felipe destacou que a questão emocional diretamente não causa câncer, mas pessoas com ansiedade ou estresse, acabam se alimentando mal, são sedentárias e, por isso, ganham peso. A ansiedade não causa o câncer em si, mas o não cuidado da saúde pode aumentar as chances de desenvolver a doença.

Metástase

A metástase é a implantação das células do câncer em locais distintos de onde ela se originou. Um câncer que começou na mama pode ocasionar metástase no pulmão e com-

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prometer o funcionamento de órgãos vitais. Grande parte do tratamento do câncer é o controle para que não ocorra a metástase, todavia é passível de tratamento, se isso ocorrer.

Prevenção

Não fumar pode reduzir em 50% a chance de câncer, sendo assim, é a principal medida de saúde pública, atualmente. Toda pessoa deve ter um acompanhamento médico regular, pois há tipos de exames que podem identificar o câncer na fase inicial. Mulheres que fazem mamografia, a partir dos 50 anos, aumentam as chances de diagnóstico precoce e cura. Uma boa alimentação e exercícios físicos regulares também são ótimos preventivos, não só de câncer, como de outra série de doenças.

Tratamento

O oncologista ressaltou que o tratamento do câncer precisa levar em conta, em primeiro lugar, a dignidade da pessoa. “Existem alguns protocolos que precisam ser humanizados. Há preocupação estética, porém, igualmente, deve haver um acompanhamento psicológico”, enfatizou Felipe.

O que causa a queda do cabelo?

A quimioterapia causa a lesão das células que se multiplicam e age diretamente nas células que se duplicam com maior rapidez. Essas células são as do couro cabeludo e do estômago. Por isso, elas são as mais afetadas.

‘É ter perseverança, força de vontade e fé de enfrentar a doença’ Edcarlos Bispo

redação

“É um tratamento doloroso, cansativo, mas o segredo é não deixar que tome conta de você. É você pensar que pode dominar a doença e não que ela te domine. Quando conseguimos pensar assim, mesmo com um tratamento mais prolongado, nos mantemos em pé. Graças a Deus eu estou em pé, estou bem.” Dorali Dias de Godoi Bitar (foto), 59, casada, mãe de três filhos – o mais novo com autismo e defasagem mental –, avó de dois netos é membro atuante na Paróquia Natividade do Senhor, no Jardim Fontalis, Região Episcopal Santana, onde atua como Ministra Extraordinária da Sagrada Comunhão e colabora com os diversos eventos da comunidade. Dora, como é conhecida pelos amigos, é um dos nomes mais requisitados na Paróquia Natividade, sempre disponível. Há cinco anos, luta contra um câncer, metástase de fígado e no colo retal, “estou dando andamento na minha vida normalmente. Mas é assim. É ter perseverança, força de vontade e fé de enfrentar a doença”. “Eu tive a sorte, respaldo do povo da igreja, da comunidade, dos padres, irmãos da igreja que estão ali todos os dias. Estão

me ajudando muito, quando fico internada sempre tem alguém disposto a ficar com os meninos [netos e filho]”, comentou Dora. O câncer causa medo, apavora, amedronta, porém Dorali não se deixa abater. Em uma missa certa vez, no momento da consagração, elevava as mãos junto com a patena e o cálice. Junto com o pão e o vinho que se tornarão corpo e sangue, ofertava a sua vida, seu desejo de vencer. Ela acrescenta:“Eu acredito que mesmo que minha saúde não volte aos 100%, enquanto Deus me quiser trabalhando para ele ou cuidando da minha família ele vai me manter de pé. Então, não me preocupo com o amanhã. Eu apenas confio e me entrego na mão dele e peço que ele faça a vontade dele e não a minha. Tem que ter fé, acreditar que Deus está agindo na sua vida e não se deixar abater pela doença, não pode ver a doença como algo mortal. As pessoas veem o câncer como uma sentença de morte. Precisam enxergar que é uma doença como outra que pode ser tratada, às vezes não tem cura, mas tem tratamento que prolonga muitos anos a sua vida. Enquanto você estiver animado, fortalecido mentalmente e espiritualmente você não cai e vai levando sua caminhada”, conclui.


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Sonho que se tornou realidade: Faculdade de Direito Instituição poderá Canônico São Paulo Apóstolo titular com

autonomia doutores e mestres

Padre Michelino Roberto Redação

Rafael Alberto

Especial para O SÃO PAULO

Criada por decreto da Congregação para a Educação Católica, em 26 de fevereiro, e instalada pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, na segunda-feira, 7, a primeira Faculdade de Direito Canônico do Brasil, pertencente à Arquidiocese de São Paulo, confere ao país autonomia para titular doutores e mestres na disciplina. Até então, o Brasil possuía, além do Instituto de Direito Canônico em São Paulo, apenas mais um instituto no Rio de Janeiro (RJ), com extensão em Londrina (PR) – que dependem de parceria com universidades internacionais. A Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo é resultado da elevação do antigo Instituto Arquidiocesano de Direito Canônico “Padre Dr. Giuseppe Benito Pegoraro”.

Recorrendo a discursos dos papas Bento 16 e João Paulo 2º, dom Odilo falou sobre a importância do Direito Canônico no exercício pastoral da missão evangelizadora da Igreja, e da consequente importância de seu estudo. “A Faculdade de Direito Canônico tem a vocação primária de formar servidores da Justiça eclesiástica, que possam assistir ao Povo de Deus, de modo competente e qualificado, para assegurar a todos a justiça, a verdade e a caridade”, disse o Cardeal, minutos antes de declarar oficialmente instalada a Faculdade de Direito

Canônico São Paulo Apóstolo. A sessão acadêmica solene de instalação da faculdade foi realizada no auditório do campus Ipiranga da PUC-SP, na presença do núncio apostólico no Brasil, Dom Giovanni D’Aniello, representante do Papa Francisco no país.

Um sonho que se tornou realidade

O Instituto de Direito Canônico de São Paulo foi idealizado por Dom Paulo Evaristo Arns, pouco antes de se tornar emérito, e efetivado por Dom Cláudio Hummes, que, em 1998, criou o Instituto de Direito Ca-

nônico “Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro”. O cardeal Cláudio Hummes também esteve presente na sessão de instalação da nova faculdade. Em seu discurso, o arcebispo emérito e ex-prefeito da Congregação para o Clero, enfatizou a importância do Direito Canônico na condução de questões relativas à família, de modo particular, aos casos de casais divorciados que vivem uma nova união. Dom Claudio lembrou que esse assunto foi tratado no primeiro Consistório presidido pelo papa Francisco, em fevereiro, onde se acenou para uma Luciney Martins/O SÃO PAULO

Processo seletivo

A nova faculdade é destinada a estudantes que já possuam pelo menos uma graduação concluída e serve como pósgraduação stricto sensu para mestrados e doutorados. Para o 1º semestre de 2014, não será realizado processo seletivo para novos alunos e a faculdade só dará prosseguimento aos programas com doutorandos e mestrandos do antigo instituto. Para o 2º semestre, a faculdade irá oferecer um processo seletivo que deverá ser divulgado na 2ª quinzena de julho.

Sessão Acadêmica

Nomeado grão-chanceler da faculdade, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano de São Paulo, agradeceu especialmente à direção da Pontifícia Universidade Lataranense, de Roma, à qual o antigo instituto esteve primeiramente afiliado e, depois, agregado.

eventual reforma do Direito Canônico, simplificando os procedimentos processuais, tornaos mais pastorais. Em conversa com O SÃO PAULO, o presidente da Associação dos Canonistas do Brasil e bispo auxiliar de São Paulo, Dom Sergio de Deus Borges, explicou que o Direito Canônico não está dissociado da prática pastoral. A ideia foi reforçada durante o discurso do Núncio Apóstolico, Dom Giovanni D’Aniello, para quem “a atividade legislativa serve para a transmissão da fé e tem a missão de inseri-la na vida dos seguidores desta comunidade, utilizando, ao mesmo tempo, as conquistas da cultura jurídica”. Dom D’Aniello ressaltou, ainda, que o Direito Canônico deve ser considerado “um instrumento de ajuda à pessoa humana para chegar à sua meta final, que é a salvação”.

Dom Giovanni D’Aniello e os cardeais Odilo Scherer e Cláudio Hummes chegam para sessão de instalação da faculdade

Em SP, ação de graças pela canonização do Padre Anchieta Rafael Alberto teatro. Especial para O SÃO PAULO Na praça da Sé, diante do monumento erguido em memória do “ApósAs comemorações da Arquidiocese de tolo do Brasil”, a procissão de fiéis São Paulo pela canonização do padre parou para rezar. Na Catedral, com a José de Anchieta começaram de forma relíquia colocada em destaque ao lado simples, com uma oração conduzida do presbitério, São José de Anchieta pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer dian- foi homenageado com discursos do te da relíquia do novo santo, na Igreja provincial dos jesuítas no Brasil, padre Mieczyslaw Smyda, do governador do Pátio do Colégio, no domingo, 6. Do lado de fora, uma multidão de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do aguardava o início da procissão, que prefeito da capital, Fernando Haddad. foi antecedida pela apresentação de Representantes das comunidades Beaparte do musical “Anchieta para todas to Padre José de Anchieta das regiões as tribos”, pela Comunidade Católica Ipiranga e Belém depositaram flores em frente à relíquia, enquanto Agnaldo Shalom. Caminhando pelas ruas do centro Rayol cantava a Ave Maria. antigo de São Paulo, onde, o agora São José de Anchieta, juntamente com o Santa Missa de ação de graças Padre Manoel da Nóbrega, deu início As comemorações culminaram com à cidade que se tornaria a 3ª maior a Missa de Ação de Graças, presidida do mundo. Devotos do novo Santo se pelo Arcebispo Metropolitano de São misturavam a admiradores e estudio- Paulo, Cardeal Scherer. sos das contribuições deixados por Em sua homilia, o Arcebispo desAnchieta, em campos distintos como tacou que Anchieta “significa muito” a gramática, a poesia, a literatura e o para São Paulo e recordou homens

e mulheres santos que viveram aqui, como Madre Paulina, Frei Galvão, Padre Mariano de La Mata e a serva de Deus Madre Assunta Marchetti. O Arcebispo pediu, ainda, que a vida santa do Padre Anchieta “continue a nos motivar e inspirar na dedicação à missão”, recordando que os batizados de hoje são os “continuadores do trabalho que ele aqui iniciou, junto com seus companheiros missionários”. Entre os fiéis presentes, chamava a atenção uma representação das Ilhas Canárias, onde Anchieta nasceu em 1534. Beatriz Martínez González e Carlos Rojas, do Núcleo São Paulo do Centro Canários do Brasil – associação de imigrantes e suas famílias vindos das Ilhas Canárias – falaram para O SÃO PAULO: “É um orgulho e uma alegria saber que um conterrâneo fundou essa imensa cidade que agora nos adota”, disse Rojas. Colaborou Diego Fernandes/site da Arquidiocese de SP (Leia a íntegra da homilia do Cardeal Scherer no site da Arquidiocese de São Paulo)

(Leia a íntegra dos discursos do Cardeal Scherer e do Núncio Apostólico no site da Arquidiocese de São Paulo)

Repercussão

Transmissão reúne 6 TVs e 240 emissoras de rádio Operação comparada, guardadas as devidas proporções, a realizada durante a Jornada Mundial da Juventude, a missa em ação de graças pela canonização do Padre José de Anchieta celebrada em São Paulo foi transmitida, ao vivo, em pool, pelas TVs Cultura, Rede Vida, Rede Século XXI, Aparecida, Canção Nova e Evangelizar. Mais de 240 emissoras de rádio retransmitiram o sinal, numa parceria inédita do Vicariato Episcopal para a Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo com a Signis Brasil e a Rede Católica de Rádio (RCR). Também o portal da Arquidiocese retransmitiu, na webtv Paulo Apóstolo, a missa direto da Catedral e obteve audiência de usuários conectados na Argentina, Canadá, Espanha, Irlanda e Estados Unidos, além de diversos Estados brasileiros. (RA)

O SÃO PAULO - edição 2997  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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