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Culto ecumênico na Sé faz memória de Mandela

Crianças do Emílio Ribas têm festa de Natal

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Uma luz brilha na escuridão Os profetas o anunciaram como uma luz que brilha para os que vivem na escuridão. Israel o esperou ansiosamente. E ele veio e, no meio de nós, se autodefiniu como a Luz do Mundo! Crer nele é encher-se de luz. Seu Evangelho enche de alegria a quem o acolhe e se deixa guiar por ele. E nós nos unimos, num coro de milhões de vozes, para dizerlhe: “Seja bem-vindo, Jesus Cristo! Caminhe conosco, Deus da luz! E conte conosco para testemunhar seu Evangelho a toda a cidade de São Paulo. Seremos seus discípulos missionários, homens e mulheres iluminados, alegres, criativos e corajosos no testemunho”.

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Papa lança campanha mundial contra a fome Página 22

ano 58 | Edição 2983| 17 de dezembro de 2013 a 2 de janeiro de 2014

R$ 1,50 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Arcebispo de São Paulo ordena nove diáconos


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 17 de dezembro de 2013 a 2 de janeiro de 2014 Gabirante

frases da semana

“Os bolsões de miséria aparecem mais nos países que foram colonizados, caso dos africanos, superexplorados e que não tiveram o retorno, uma compensação suficiente com tudo o que foram brutalmente violentados pelas potências colonizadoras europeias” José de Almeida Amaral Junior, economista

“Senti um chamado muito especial no meu coração para seguir muito ao Senhor. Diante da Eucaristia, senti o apelo de que a forma que eu tinha de consumir minha vida era de ser esposa de Cristo, e dando minha vida por ele, dou minha vida pelos irmãos na Igreja”

você pergunta

Espiritualidade

E por que celebrar o Natal no dia 25 de dezembro?

O Natal está chegando. E daí? Frei Patrício Sciadini

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

Os estudiosos afirmam que o dia 25 de dezembro, no paganismo, era o dia do deus sol invencível, o “sol invicto” do paganismo. Os cristãos fizeram então a seguinte reflexão: quem de fato é o Sol invencível que destrói as trevas do mundo? É Jesus. Então, vamos celebrar o nascimento de Jesus nesse dia. São Clemente de Alexandria tinha sugerido que o Natal fosse celebrado no dia 20 de maio. A Igreja de Jerusalém celebra o Natal no dia 6 de janeiro até hoje. Mas há provas de que o Natal já era celebrado no dia 25 de dezembro em Roma, lá pelo ano de 336, no século 4º, portanto. E, nas Igrejas Orientais, a celebração do Natal no dia 25 de dezembro começou 100 anos depois. Isaías anuncia o nascimento de Jesus com estas palavras: “O povo que andava nas trevas viu uma grande luz! Cristo é o Sol da justiça que nasce para o mundo. Por isso, a Igreja celebra na noite de Natal a missa chamada Missa do Galo, porque o galo é um reloginho da natureza que anuncia para a gente que a luz está chegando, que um novo dia está nascendo. É isso aí. Fique com Deus e que ele abençoe você e sua família.

Cristo é o Sol da justiça que nasce para o mundo. Por isso, a Igreja celebra na noite de Natal a missa chamada Missa do Galo, porque o galo é um reloginho da natureza que anuncia para a gente que a luz está chegando, que um novo dia está nascendo

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

É um fato: Jesus veio, fez-se carne e habitou no meio de nós. Veio por obra do Espírito Santo e pelo sim livre e consciente da Virgem Maria. Veio numa terra chamada Palestina, em Belém da Judeia. O seu nascimento ocorreu num lugar pobre, porque não havia lugar na hospedaria. Foi anunciado pelos anjos aos pastores no meio da noite. Um anúncio estrondoso, cheio de festa, de canto de coros angelicais. Depois do nascimento de Jesus, a Igreja jamais esqueceu esse dia e procurou encontrar um meio para que ficasse gravado no coração do povo para sempre. Foi necessário esperar mais de mil anos para que

Irmã Nádia Cristina dos Santos

o gênio Francisco de Assis inventasse o presépio e, de uma maneira viva, pudéssemos recordar o nascimento de Cristo. Estamos perto do Natal, e a Igreja não nos convida a preparar o presépio, mas sim a uma conversão interior. Convida-nos a fazer uma faxina no nosso coração, para poder acolher sem pecado, sem maldade, sem ódio e egoísmo a Jesus que vem para romper as trevas e dar-nos a luz para ser amigo e fazer sua morada entre nós. O evangelista João recorda-nos de que Ele veio em sua casa, mas os seus não o receberam, veio a luz, mas as trevas não puderam acolhê-la. E nós, que vivemos depois da plenitude dos tempos, que temos visto com os nossos olhos e temos tocado o Verbo da vida, como acolhemos o Cristo na nossa casa? Como nos sentimos envolvidos na transformação do mundo? Será que a nossa preocupação não é Cristo,

“Fomos até a enfermaria e também até à UTI, pois a crianças estão em situação difícil, mas todos são presenteados. Agora há pouco, na enfermaria, um menino cheio de tubos, se sentiu tão bem ao ganhar o presente, que abriu a boca toda, foi sinal de gratidão”

Maria Amália Maciel, voluntária do Emílio Ribas

mas as coisas que nos satisfazem materialmente? Não podemos deixar passar este Natal sem tentar o caminho de conversão e do amor fraterno, nem tampouco podemos dizer: “É Natal, e daí?”. Jesus continua a vir com toda a sua simplicidade e humildade, não viria nem de paraquedas, nem mandando colocar propaganda nas ruas, na TV e na rádio. Deus não faz comerciais para a vinda do seu Filho Jesus. Deus vai continuar a enviar seus anjos no meio da noite aos pobres, para que eles anunciem: hoje nasceu para vós o Salvador. Ide a Belém e encontrareis um Recém-Nascido envolvido em faixas. É colocado na manjedoura. Para reconhecer esses sinais, necessita-se de fé. Sem fé, não nos colocaremos a caminho, nem perceberemos os anjos que anunciam: “É Natal, e daí?”. Precisamos nos converter. Feliz Natal é dizer feliz conversão!

palavras que não passam

O Concílio aos 50 anos de idade (10) PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

A comemoração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano 2º é tão importante quanto o próprio cinquentenário. O Concílio foi de tal envergadura para a Igreja e o mundo moderno que não só aconteceu, mas está acontecendo no compromisso de milhões de cristãos católicos pelo mundo afora. O tempo atual é outro, as exigências, os questionamentos e os anseios são outros; a Igreja é outra e outros são o homem e o mundo modernos. Porém, se tudo é outro, é justo creditarmos ao próprio Concílio as transformações positivas havidas e as por vir. O Concílio estendeu o olhar da Igreja e do mundo para novos horizontes em todas as áreas em que se desenvolve a História. Portanto, o ju-

bileu de ouro do Concílio precisa ser celebrado à altura dos méritos que a humanidade lhe é devedora. Críticas e decepções existem, porém o Concílio sai delas ileso. Porque, na realidade, o Concílio tem sido tachado como algo do passado e sem condições de inspirar o futuro. Terrível engano! A retomada do Concílio é um sinal de que ainda existem inteligência e seriedade na Igreja e no mundo. O Concílio foi obra inspirada pelo Espírito de Deus; certos fracassos debitemos à mediocridade humana. A Igreja tem uma dívida inegociável com as pessoas e as instituições que assumiram o Concílio e dele fizeram a iluminação de sua vida e de sua atuação na Igreja e no mundo. Foram muitas, destemidas e heroicas, que provaram e comprovam pelo seu testemunho que o Concílio é uma luz no caminho da Igreja e do mundo, graças ao mesmo Espírito que o inspirou e que agora o conduz ao futuro. Creio que possamos chamar a isso de a continuidade do Concílio

com qualidade, através do tempo. O abraço entre Paulo 6º e Atenágoras suspendendo a excomunhão recíproca desde 1054, tornou-se o gesto que melhor expressou a seriedade dos propósitos da Igreja. Apresentando uma nova imagem eclesial, o Espírito fez surgir no interior da Igreja a consciência da necessidade de relacionamento com o mundo, especialmente das religiões, da ciência, das culturas e da tecnologia. Privilegiava uma linguagem com fórmulas exatas, impecáveis, por isso, uma linguagem hermética, tão fechada que não atingia o interior e muito menos o exterior da Igreja. A linguagem autoritária, conservadora e nada atraente na transmissão da fé, minava a sua credibilidade e fez a Igreja entregar-se à tarefa árdua da própria conversão. A renovação da maneira de dialogar de igual para igual fez do mundo moderno com suas realidades terrenas o interlocutor privilegiado da Igreja.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes, Edcarlos Bispo de Santana e Nayá Fernandes • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 36669660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


Fé e Vida

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encontro com o pastor

editorial

Natal: alegrai-vos!

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

Quantas vezes ouvimos, no Advento e no Natal, o convite à alegria! “Alegrai-vos e exultai”, convida o profeta Isaías a um povo que tinha experimentado a prostração e o fracasso (cf. Is 52,9). E convida toda a natureza a participar da experiência de salvação prometida por Deus: “Alegre-se a terra que era deserta, exulte a solidão da floresta, germine e exulte de alegria e louvores” (Is 35,1). O anúncio da salvação refere-se à ação de Deus, que resgata o homem e o mundo de sua tristeza e de sua insignificância. Quando o anjo Gabriel anunciou a Maria que Deus a escolhera para ser a mãe do Salvador, mais uma vez aparece o convite à alegria: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 2,28). Ao visitar sua prima Isabel, esta vai-lhe ao encontro com um grito de alegre surpresa: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!”. E revela um segredo sabido somente por

ela: “logo que ouvi a tua voz, o menino pulou de alegria no meu ventre!” (cf. Lc 1, 42-45). Maria, por sua vez, não poupa manifestações de alegria e júbilo, ao proclamar as grandes coisas que Deus estava fazendo por meio dela: “A minha alma engrandece o Senhor e exulta de alegria meu espírito em Deus, meu Salvador!” (cf. Lc 1, 46-47). Depois, o nascimento de João Batista é comemorado com alegria pela vizinhança e pelo próprio pai, Zacarias (cf. Lc 1, 57-68). No nascimento de Jesus, mais uma vez entra em cena o anjo, que convida os pastores a se alegrarem com a “boa nova”, destinada a ser notícia boa também para todo povo! (cf. Lc 2,10). Os pastores são inundados de alegria e saem a contar a todos os que viram e ouviram... O Natal traz alegria e não é sem motivo. É Deus que conforta a humanidade, vindo ao seu encontro, fazendo-se próximo de cada homem. Ninguém mais precisa viver nas trevas da desorientação, na angústia e na solidão. O Natal nos lembra que Deus olha para nós com imenso amor. O papa Francisco, na sua recente exortação apostólica Evangelii Gaudium, ajudou-nos a ter

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Feliz Natal! Feliz 2014!

uma consciência renovada de que o anúncio cristão é uma “boa notícia”, um motivo de alegria profunda. Deus entrou na nossa história; por meio do Filho, Jesus de Nazaré, viveu na nossa condição humana, santificou-a e elevoua a uma dignidade luminosa! E convida-nos a viver na comunhão com ele! Por isso, o Natal precisa ser celebrado com intensa alegria: em família, porque se refere a um acontecimento de família; na paróquia e nas várias comunidades de fé, porque é um acontecimento de fé; na comunidade humana inteira, porque o nascimento do Salvador não foi somente para os cristãos, mas para todas as pessoas “de boa vontade”, ou “a quem Deus quer bem”! E sejamos nós, os cristãos, os primeiros a dar sentido à festa do Natal, para que ela não se perca em exterioridades e no consumo de bens. Demos graças a Deus pela obra da redenção realizada por meio de Jesus Cristo em nosso favor. Alegrai-vos, alegremonos! O Senhor está perto! Ele se fez “Emanuel”, que significa: Deus no meio de nós! Feliz e abençoado Natal de Jesus para todo o povo de São Paulo! Douglas Oliveira

Esta é a última edição de 2013. Voltaremos no início de 2014. E é bom lembrar quanto foi bonito o 2013. Deus foi muito carinhoso com a Igreja. Foi o Ano da Fé. Fé testemunhada por Bento 16, ao renunciar por amor à própria Igreja. Fé testemunhada por Francisco, sendo dócil ao Espírito Santo. Fé testemunhada por todo o Povo de Deus, que confessou, celebrou, viveu e testemunhou Jesus Cristo. Fé alimentada por duas grandes mensagens, a Lumen Fidei, dos papas Bento 16 e Francisco. E a carta apostólica Gaudium Evangelii, de Francisco. Fé que explodiu em alegria nos jovens do mundo inteiro que se encontraram no Rio de Janeiro. Fé que a Arquidiocese de São Paulo quer proclamar a toda a cidade de São Paulo no 11º Plano de Pastoral. Agora é celebrar o Natal e é dizer a Jesus Cristo: “Tu, que foste menino no meio de nós, continua conosco porque queremos dizer ao mundo, à cidade, aos que se aproximam de nós, aos que não te conhecem, que vale a pena te seguir, te ouvir, deixar-se guiar por ti e te testemunhar pela palavra, pela vida, pelos gestos, pelas atitudes, e fazer chegar teu Evangelho, a alegria do teu Evangelho a cada pessoa deste mundo”. O jornal O SÃO PAULO em 2013 mudou de formato, mudou sua linguagem... Só não mudou, porque não pode, o seu propósito de ser instrumento a serviço do anúncio do Evangelho e a serviço da comunhão da Igreja ao interno da Igreja e da Igreja com a cidade, com o Brasil, com o mundo. Celebremos todos o Natal de Jesus. Que a alegria do Senhor estampada em nosso coração e em nosso rosto já seja uma forma de dizer o quanto é bom ter fé, quanto é bom crer, acolher, viver e testemunhar Jesus Cristo, o Filho de Deus que se fez homem para fazer de nós filhos de Deus com todos os direitos. Feliz Natal, querido leitor do O SÃO PAULO, e um feliz 2014. A nossa equipe o abraça, abraça fraternalmente. E continuemos juntos, alegres na fé, firmes na esperança, prontos a amar a Deus e ao próximo como quer e ensina nosso mestre e senhor Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, Luz do Mundo, nosso Redentor.

O jornal O SÃO PAULO em 2013 mudou de formato, mudou sua linguagem... Só não mudou, porque não pode, o seu propósito de ser instrumento a serviço do anúncio do Evangelho e a serviço da comunhão da Igreja ao interno da Igreja e da Igreja com a cidade, com o Brasil, com o mundo agenda do Cardeal Sexta-feira (20)

15h – Missa de Natal no Amparo Maternal (rua Loefgreen, 1.901, Vila Mariana)

Sábado (21)

19h – Encerramento da missão Talita Kum (praça da Sé)

Terça-feira (24)

15h – Missa com renovação de votos da Missão Belém (Catedral da Sé) 23h – Concerto natalino com Arautos do Evangelho (Catedral da Sé)

Quarta-feira (25) Na tarde do domingo, 15, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, conferiu o sacramento da Confirmação a 36 jovens, que se prepararam ao longo de dois anos, na Paróquia Nossa Senhora das Mercês, Setor Anchieta, da Região Episcopal Ipiranga

0h – Missa de Natal (Catedral da Sé) 11h – Missa de Natal (Catedral da Sé) 17h – Missa de Natal no Arsenal da Esperança (rua Dr. Almeida Lima, 900, Mooca)


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Fé e Vida

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liturgia e vida

SAGRADA FAMÍLIA DE JESUS, MARIA E JOSÉ 29 DE DEZEMBRO DE 2013

palavra do papa

Maria, ajude-nos a encontrar o Menino que nasceu para nós

Ana Flora Anderson

Unidos nos laços de amor Neste domingo depois do Natal, a Igreja nos oferece uma meditação sobre o verdadeiro sentido de ser família. Na primeira leitura (Eclesiástico 3, 3-7.1417), os sábios refletem sobre a importância de honrar o pai e a mãe. Deus abençoa os filhos que honram seus pais. Ele ouve suas orações e perdoa seus pecados. Os sábios ensinam a necessidade de cuidar de pais idosos mesmo quando eles perdem a lucidez. Não podemos deixá-los se sentirem humilhados. A segunda leitura (Colossenses 3, 12-21) é um dos textos mais belos sobre a vivência entre cristãos. Porque somos amados por Deus, devemos viver na humildade e na misericórdia, suportando-nos e perdoando-nos uns aos outros. O texto sublinha que o amor é a atitude mais importante, pois é o reflexo da vida divina em nossas vidas. Este amor transformará a relação entre marido e esposa e dos pais com os filhos. O Evangelho de São Mateus (2, 13-15.1923) apresenta São José como o protetor de Jesus e de sua mãe, Maria. Para garantir a segurança deles, José leva sua família ao Egito e assim a profecia se realiza: “Do Egito chamarei meu Filho”. A Sagrada Família voltará à Terra Santa na aldeia de Nazaré, na Galileia. É aí que o Menino Jesus crescerá cercado pelo amor de Maria e de José. leituras da semana

SEGUNDA (30): 1Jo 2, 12-17; Lc 2, 36-40 TERÇA (31): 1Jo 2, 18-21; Jo 1, 1-18 QUARTA (1º): Nm 6, 22-27; Lc 2, 16-21 QUINTA (2): 1Jo 2, 22-28; Jo 1, 19-28 SEXTA (3): 1Jo 2,29-3,6; Jo 1, 29-34 SÁBADO (4): 1Jo 3, 7-10; Jo 1, 35-42

Santos e Heróis do Povo – 19 de dezembro

“Se alguém pensa ser alguma coisa, não sendo nada, engana a si mesmo. Cada um examine sua própria conduta” (Gl 6, 3-4a). Neste 19 de dezembro, encontramos em Alexandria, no Egito, São Nemésio. Acusado como instigador da violência, era de fato cristão exemplar. Entretanto, foi torturado e queimado vivo, junto com assaltantes violentos. Não deixou de lembrar o exemplo de Cristo, morto entre dois ladrões. Hoje também é o dia em que dois papas – um do século 4º, outro do século 14 – nos transmitem o exemplo de firmeza e de grande bondade. Trata-se de Anastásio 1º, muito estimado pelos maiores escritores cristãos do tempo, como São Paulino de Nola e São Jerônimo. Ele se opôs aos graves erros do tempo, mas procurou salvar a fama das pessoas acusadas de heresia. Outro: Urbano 5º, do século 14. Antes de ser eleito Papa, foi Monge, em sua terra natal, a França, onde abriu numerosas escolas para o povo. Teve a coragem de transferir de novo a sede do papado da cidade de Avinhão, na França, para Roma, embora não recebesse apoio aí e tivesse que retornar à França. Fonte: “Santos e heróis do povo”, livro do cardeal Arns

Papa francisco Da mensagem antes da oração mariana do Angelus, no 3º Domingo do Advento, extraímos o texto abaixo, em que o Papa fala da alegria cristã. A alegria do Evangelho não é uma alegria qualquer. Encontra a sua razão no saber-se acolhido e amado por Deus. Como nos recorda o profeta Isaías, Deus é aquele que vem para nos salvar e presta socorro especialmente aos desanimados de coração. A sua vinda no meio de nós nos fortalece, torna-nos sãos, dá coragem, faz exultar e florir o deserto e o estepe, isto é, a nossa vida quando se torna árida. E quando a nossa vida se torna árida? Quando está sem a água da

Palavra de Deus e do seu Espírito de amor. Por mais que sejam grandes os nossos limites e os nossos desânimos, não nos é permitido sermos fracos e vacilantes diante das dificuldades e das nossas próprias fraquezas. Ao contrário, somos convidados a robustecer as mãos, a firmar os joelhos, a ter coragem e não temer, porque o nosso Deus nos mostra sempre a grandeza da sua misericórdia. Ele nos dá a força para seguir adiante. Ele está sempre conosco para nos ajudar a seguir adiante. É um Deus que nos quer tanto bem, nos ama e, por isso está conosco, para nos ajudar, para nos robustecer e seguir adiante. Coragem! Sempre avante! Graças à sua ajuda, nós podemos sempre começar de novo. Como? Começar de novo? Alguém pode me dizer: “Não, padre, eu fiz tantas coisas… Sou um grande pecador, uma grande pecadora… Eu não posso recomeçar!”. Você está errado! Você pode recomeçar! Por quê? Porque ele o espera, ele está

próximo a você, ele o ama, ele é misericordioso, ele o perdoa, ele o dá a força de recomeçar! A todos! Então somos capazes de reabrir os olhos, de superar tristeza e choro e entoar um canto novo. E essa alegria verdadeira permanece também na prova, também no sofrimento, porque não é uma alegria superficial, mas desce no profundo da pessoa que se confia a Deus e confia nele. A alegria cristã, como a esperança, tem o seu fundamento na fidelidade de Deus, na certeza de que ele mantém sempre as suas promessas... A nossa alegria é Jesus Cristo, o seu amor fiel e inesgotável! Por isso, quando um cristão se torna triste, quer dizer que se afastou de Jesus. Mas, então, não é preciso deixá-lo sozinho! Devemos rezar por ele e fazê-lo sentir o calor da comunidade. Que a Virgem Maria nos ajude a apressar o passo rumo a Belém, para encontrar o Menino que nasceu para nós, para a salvação e a alegria de todos os homens. L’Osservatore Romano

Tweets do papa

@Pontifex_pt

14 - Eis a esperança cristã: o futuro está nas mãos de Deus. 13 – Não tenhas medo de abeirar-te da Confissão: neste sacramento, encontras Jesus que te perdoa. 12 - Não se pode imaginar uma Igreja sem alegria. A alegria da Igreja é esta: anunciar a todos o nome de Jesus. 10 – Maria, nossa Mãe, sustentai-nos nos momentos de escuridão, de dificuldade, de aparente derrota!

Nesta terça-feira, 17, o papa Francisco completa 77 anos de idade. Jorge Mario Bergoglio nasceu em 17 de dezembro de 1936, em Buenos Aires, na Argentina. Eleito papa em 13 de março de 2013, Francisco tem chamado a atenção do mundo e da Igreja por suas palavras e atitudes. Na quarta-feira, 11, o Pontífice foi escolhido como Personalidade do Ano pela revista “Time”. Em comunicado, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que a escolha do Papa como Personalidade do Ano “ajuda a espalhar a mensagem do Evangelho – uma mensagem do amor de Deus por todos”.

há 50 anos

Celebração do Natal tem destaque nas páginas do Semanário A proximidade do Natal fez com que a edição do O SÃO PAULO de 22 de dezembro de 1963 tivesse muitos textos sobre esta solenidade. A reportagem principal destacava que “a lição do presépio é plena de humildade e amor, onde se destaca de forma muito marcante, a virtude da pobreza. Deus, ao tomar um corpo humano, quis fazê-lo no mais completo despojamento de tudo quanto diz respeito a privilégios temporais”, e no mesmo texto, mais adiante, alertava-se que “somente quando os homens esquecerem a sede de domínio e a fome de seus interesses temporais e se voltarem para a valorização da huma-

nidade que Cristo tanto amou, tendo ele próprio tomado a feição humana, é que a paz encontrará guarida neste mundo”. O jornal noticiou, ainda, o retorno do cardeal Motta, arcebispo metropolitano, a São Paulo, após ter participado do Concílio Vaticano 2º. A seção “Diário do Concílio” tratou da entrada em vigor da constituição Sacrosanctum Concilium, que só poderia acontecer após 16 de fevereiro de 1964, a fim de que desse tempo de os padres conciliares retornarem a suas dioceses e viabilizassem sua implementação em âmbito local. E os leitores foram presenteados com um calendário impresso do ano de 1964.

Capa da edição de 22/12/1963


Viver Bem

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literatura

dicas de cultura

Nasceu entre os pobres e agora visita o palácio O presépio que foi montado no Arsenal da Esperança no ano de 2012 e que, após a missa do dia 25, foi abençoado pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, está em exposição, até 5 de janeiro, no Palácio dos Bandeirantes (avenida Morumbi, 4.500 - Portão 2), sede do Governo do Estado de São Paulo, em uma exposição de presépios brasileiros promovida pela Curadoria do Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Governo. O presépio foi feito por um grupo de acolhidos da casa, pintado sobre portas velhas que foram encontradas no lixo. Nele, o detalhe que mais chama a atenção é Maria, representada como Nossa Senhora Aparecida. A história dessa obra de arte – criada a partir de simples materiais descartados, mas que mereceu a bênção do Arcebispo de São Paulo e um lugar em uma exposição importante – começou muito tempo antes, deixando uma marca na vida daqueles que a produziram.

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Serviço: Local: Palácio dos Bandeirantes - Avenida Morumbi, 4.500 - Portão 2 Data: até 5 de janeiro de 2014 Horário: de terça-feira a domingo, das 10h às 17h Entrada: gratuita e acessível a pessoas com deficiência Informações: (11) 2193-8282 ou <monitoria@sp.gov.br> Grupos acima de 10 pessoas devem agendar a visita através do site <http:// www.acervo.sp.gov.br>. Todas as visitas são acompanhadas por educadores.

vamos cuidar da saúde!

direito do consumidor

Insuficiência cardíaca

Emancipação

A insuficiência cardíaca é uma doença muito prevalente, mas seu diagnóstico sempre é tardio. Pode iniciar com uma tosse ou falta de ar, que geralmente não se dá a devida importância. Muitas vezes acha-se que faz parte da velhice e não é bem assim. Preste atenção: • Se iniciar quadro de tosse seca sem antecedentes de doença respiratória. • Se você começar com falta de ar realizando as mesmas atividades cotidianas. • Se começar com dor no peito de forma lenta e progressiva. • Se apresentar inchaço nas pernas, que não melhora com repouso. • Se apresentar palpitação, sem estar sob estresse ou emoção. • Se apresentar desmaio. Procure um médico para realizar exames e saber se você está iniciando um quadro de insuficiência cardíaca. Com exames básicos, você pode começar a tratar essa doença e ter uma expectativa de vida bem maior. Dúvidas, dracassiaregina@gmail.com Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF).

Você sabia que uma pessoa menor de 18 anos pode obter sua maioridade civil antes dos 18 anos? Trata-se da antecipação da capacidade por meio do instituto da emancipação previsto no artigo 5º, parágrafo único do Código Civil. Em regra, o emancipado pode praticar os atos da vida civil sem assistência. No entanto, existem certos atos que ele não poderá praticar por faltar legitimação. Faltará legitimação quando a lei expressamente exigir idade superior a 18 anos para a prática do ato. Ex. 1: o menor emancipado não poderá adotar porque lhe falta legitimação considerando o art. 1.618 do CC: Art. 1.618. Só a pessoa maior de 18 anos pode adotar. Ex. 2: o menor emancipado não poderá tirar carteira de motorista por conta do art. 140, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) c/c o art. 27, do Código Penal (CP), que exige requisito mínimo de 18 anos. Saiba dos seus direitos, procure um advogado.

O jornal O SÃO PAULO

A história jamais contada A Paulus lança, nos próximos dias, uma das obras mais esperadas sobre o atual Papa. Trata-se de “A lista de Bergoglio”, livro reportagem escrito pelo jornalista italiano Nello Scavo, do jornal católico italiano Avvenire. O livro, resultado do intenso trabalho de pesquisas feitas pelo autor, foi lançado na Itália e em Portugal e será traduzido em oito línguas. A obra retrata a ditadura argentina, quando papa Francisco, na época sacerdote jesuíta, usou o seu próprio carro para ajudar e acolher no Colégio Máximo, no bairro São Miguel, perseguidos; ex-estudantes, seminaristas, catequistas e fugitivos à malha da repressão militar. Essas pessoas relatam testemunhos emocionantes ao jornalista Nello Scavo. Hoje, todos são profundamente agradecidos a um homem chamado Jorge Mario Bergoglio, em quem encontraram apoio até poucos meses antes da sua eleição como romano pontífice. O prefácio da obra foi escrito por Alfonso Pérez Esquivel, que em 1980 ganhou o Prêmio Nobel da Paz por sua defesa dos direitos humanos na Argentina. Ele foi um dos primeiros que testemunhou a favor do Papa. “Num encontro que tive com o papa Francisco, conversamos sobre direitos humanos, e foi então que pronunciou esta frase: ‘É preci-

so continuar a trabalhar pela Verdade, pela Justiça e pela Reparação do estrago causado pelas ditaduras’”. A carta inédita escrita por Bergoglio à família do padre Franz Jalics, um dos dois jesuítas sequestrados e torturados na Escola Superior de Mecânica da Armada (Esma), também é mencionada no livro, além do encontro de Bergoglio com o almirante Emilio Eduardo Massera, para pedir a libertação imediata dos dois jesuítas detidos. A obra, lançada em coedição com Edições Loyola e Paulinas, traz relatos de Gonzalo Mosca, sindicalista perseguido por duas ditaduras; padre Franz Jalics, padre José-Luis Caravias; Alícia Oliveira; Alfredo Somoza; Martínez Ossola; Sérgio e Ana Gobulin, catequistas; entre outros. Além disso, o livro traz páginas do interrogatório de 2010, do então cardeal Bergoglio, no Processo Esma, local onde dissidentes foram torturados e mortos.

Ronald Quene é formado em Direito

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Mensagens de Natal

Serviço Pastoral dos Migrantes

O Natal de Jesus de Nazaré irmana-nos, ilumina e promove a “cultura do encontro”, como ensina o papa Francisco. O Natal também é a festa da acolhida de um Deus que se faz humano para nos tornar divinos. É pelo amor que se fez car-

ne, que lutamos contra a morte dos inocentes, relegados pela sociedade como se fossem nada. Lutamos pela dignidade das pessoas, pela justiça e pelos direitos que nos são negados. Na certeza de que na ternura de uma criança, na força da mulher e na alegria do Natal irrompem a força da vida, a grandeza do amor, o vigor da esperança e a certeza da vitória! E, assim, sempre será Natal. Feliz Natal e abençoado Ano-Novo, de luta sempre!

esqueçamos do aniversariante. Que nesta espera para a celebração do nascimento de Jesus, possamos compartilhar com os nossos irmãos mais necessitados o verdadeiro Espírito de Natal. Que seja uma festa do Menino Jesus, nascendo em cada lar e, também, em cada coração. Sagrado Coração de Jesus, fazei o nosso coração semelhante ao vosso.

Conselho Missionário da Arquidiocese de São Paulo

Estamos de novo no Tempo de Natal. No Advento toda a preparação para o Natal nos fala de conversão e do anúncio da Boa-Nova. Com a preparação de nossos corações para a chegada do Salvador, temos a voca-

Celebramos o Mistério da Encarnação, Deus se faz Menino e vem ao encontro do seu povo amado. A Pastoral Fé e Política, neste Ano da Fé, agradece ao Deus da vida a abertura da Escola de Fé e

Pastoral do Menor

Política Waldemar Rossi, que permitiu refletir e fomentar a ação que nasce da fé e age na política em vista de ser testemunha de Jesus Cristo na cidade de São Paulo. Foram eleitos nove conselheiros participativos municipais da Escola/Pastoral em sete subprefeituras comprometidos em santificar esta estrutura humana pelo apostolado dos leigos (cf. Lumen Gentium 38).

Pastoral dos Nômades do brasil

Apostolado da Oração

Sagrado Coração de Jesus, venha a nós o vosso Reino. Em 2013, um ano de realizações e de dificuldades, o Sagrado Coração de Jesus sempre nos confortou. Que neste Natal não nos

Pastoral Fé e Política

Mais um Natal chega para motivar os ciganos a não desistirem, encorajando-os a lutar por dignidade e reconhecimento de seus direitos, especialmente o direito de ir e vir, acampar, ficar, ou partir de novo, se assim o desejarem. A Luz do Natal testemunha a dor de muitos ciganos. Há governantes

que condenam ao extermínio os que julgam mais fracos. Nossa Pastoral continuará a defender os ciganos contra perseguições de cunho racial e xenofóbico. A luta está mais difícil: os racistas nos assombram e perseguem na França, na Itália, no Reino Unido, nos matam na Grécia, Hungria, Eslováquia e outros lugares. O Menino de Belém é um alento; é Ele quem inspira nossos esforços em favor dos nômades, para que escrevamos juntos uma história nova, onde o racismo não tenha vez.

Deus assume a fragilidade humana e, pequenino, nasce entre os pobres, permanece entre eles na sua vida adulta e opta pela extrema pobreza. O Deus que é amor nos ensina para que e para quem veio. A Pastoral do Menor, há mais de 33 anos, anuncia o Salvador e denuncia o descaso com os pequeninos, com os prediletos de Deus. As políticas de atenção à criança em situação de risco são Pastoral da Juventude

Natal, tempo de esperança, rico de mística e de forte espiritualidade. O Cristo nasce pobre, nas periferias de Belém, em uma estalagem. O Deus que habita entre

ção e, mais que isso, a urgência de esta vocação anunciar a chegada do Messias a nosso mundo. E hoje em dia precisamos da vinda do Nosso Salvador mais que nunca. Em um mundo onde tantas pessoas sofrem por causa de guerras, violência, pobreza e fome e onde o individualismo e o egoísmo são os valores de tantas pessoas, nós temos que viver e anunciar os valores da Palavra Viva de Deus – Jesus Cristo. Feliz Natal!

Pastoral do Ensino Religioso

“A todos os que o receberam, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1,12). Ao lado dos direitos humanos, tão procurados e louvados pela nossa geração, alegramo-

nos pelos direitos divinos que Jesus nos concede, acolhendoo no acontecimento do seu Natal. Nele, povos todos se irmanam e podem proclamar a PAZ, anunciada pelos Anjos na noite santa do seu nascimento. N’Ele, somos chamados a construir e a viver a PAZ, sinal dos filhos de Deus. Ao direito de filhos corresponde o dever de implantar seu Reino de Paz. Vivamos os apelos do Natal.

Pastoral das Pessoas com Deficiência

A Pastoral das Pessoas com Deficiência deseja que todos tenham um Natal abençoado e

que o Menino Jesus renasça no coração de todos. Destaca que, com ele, em 2014, renasça a esperança de um mundo melhor, com igualdade de oportunidades, justiça social e, acima de tudo, mais amor e respeito ao próximo, assim como nos ensinou Jesus Cristo, quando esteve entre nós.

Pastoral Operária

A cada ano que passa aumenta os apelos para o consumismo, a cidade fica repleta de árvores, Papai Noel e “neve”. E aí temos muita dificuldade para encontrar o presépio. As pessoas cruzam a cidade e aguardam horas para ver a árvore do Parque do Ibirapuera, grande estrela de um poderoso meio de comunicação. Como se ali estivesse a verdadeira luz. No Brasil, assistimos ao

Setor Juventude

avanço do lucro acima da vida, basta lembrar os trabalhadores mortos vítimas de acidentes em construções, como nos estádios para a Copa do Mundo de futebol, onde os compromissos assumidos com relação a prazos acabam sendo o mais importante. A verdadeira luz não se encontra na árvore de nenhum parque, mas sim na manjedoura de Belém. O grande pedido a Deus é que ele nos conserve unidos e dispostos a continuar lutando pelo seu Reino de justiça, paz e bem. Que Aquele que nasceu uma vez em Maria renasça em nós a cada dia.

Por causa da JMJ Rio-2013 e pela presença do papa Francisco no Brasil, 2013 ficará marcado em nossos corações. É impossí vel medir as graças alcançadas por este evento da Igreja, e, sobretudo, pelo testemunho, carisma e mensagens do Papa que encanta a tantos e reanima a nossa Igreja. Francisco não trouxe “nem ouro, nem prata”, mas o presente mais precioso que lhe foi


Mensagens de Natal Pastoral Familiar

insuficientes, perante as condições de vida em que se encontram, vivendo situações de extrema exclusão social, em que os direitos assegurados no Estatuto da Criança e do Adolescente não são respeitados. A opção preferencial pelos pobres nos é ensinada desde a manjedoura! Eles não figuravam entre os grandes deste mundo, mas são mais importantes, pois são grandes aos olhos de Deus. Que o Menino de Belém inunde o coração do homem, em especial dos nossos governantes, para que trabalhem no sentido de pôr fim à vulnerabilidade, à fragilidade, ao sofrimento das crianças, adolescentes e jovens.

nós nasce em uma manjedoura, se faz presente em um estábulo com os pequenos (pastores, camponeses e até mesmo os sábios Reis Magos se ajoelham no chão de terra batida para o Emanuel). Este é o sentido do Natal, a certeza de que o nosso Deus é humilde e manso de coração, nasce para todos e não faz distinção! Feliz Natal, é o que deseja a Pastoral da Juventude!

É Natal. Que o Menino Deus esteja presente em todos os lares, trazendo paz, harmonia e muito amor nas famílias. Que Ele seja o centro, o foco e o principal motivo de comemoração neste Natal nas famílias. Que este Natal seja o Natal

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Pastoral Carcerária

do amor, da esperança e da fé renascidos nos olhos de uma criança. Natal é a ternura na chegada de um Recém-Nascido muito especial. Aproveitando este momento, pedimos a Deus que nos ajude na luta, pela vida de todas as crianças que estão por nascer. Que o Espírito natalino traga aos nossos corações uma fé inabalável e esperança de novo tempo, de paz, harmonia e amor, nas famílias de nossa cidade e do mundo inteiro. Feliz Natal

O Natal aproxima-se, estamos vivendo a expectativa de um sonho, a vinda do Filho de Deus ao mundo! Em cada um de nós há um “espaço divino”, onde a

Para nós, cristãos, dizimistas, o Natal é celebrado todos os dias. Jesus veio ao nosso encontro por infinito amor. Por esse amor, garantiu nossa vida eterna. Neste Natal, vamos ao seu encontro e, com Ele, permaneçamos para sempre. Com Ele, dediquemo-nos cada vez mais à evangelização. Nós evangelizamos pelo dízimo, que vem se firmando a cada ano. A Equipe Arquidiocesana da Pastoral do Dízimo saúda a todos os leitores do O SÃO PAULO. Que tenham um feliz e santo Natal!

esperança, os anseios por um mundo melhor estão presentes, esperando uma ocasião propícia para se manifestar. Jesus vem para se encontrar com pessoas de fé e dispostas a criar um mundo onde o amor é maior que a lei, onde a misericórdia atinge a todos, onde a justiça cria a igualdade e ninguém é atirado ao desprezo e ao descaso. É Natal, e Deus se faz presente!

Pastoral da Pessoa Idosa

Pastoral do Dízimo

Jesus trouxe vida nova. Natal é vida nova! Tempo de amor, alegria e esperança. Para que o Natal aconteça, é preciso um novo modo de compreender a realidade: viver, seguindo as Leis de Deus e os ensinamentos daquele que é o salvador da humanidade, Jesus Cristo.

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A Pastoral da Pessoa Idosa (PPI) louva a Deus por mais este ano de conquistas e vitórias, e pedimos, por intercessão de Maria, modelo de fé, que interceda por todos nós, para que tenhamos

força e ânimo forte neste trabalho divino, levando fé, esperança e vida às pessoas idosas de nossa Arquidiocese. Agradecemos a todos os que acolheram a nossa Pastoral em suas dioceses e paróquias. Desejamos a todos um feliz e santo Natal e que, no ano de 2014, o Senhor Deus nos cumule de bênçãos para podermos instalar o seu Reino entre nós.

Pastoral Afro-brasileira

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Despedimo-nos de Nelson Mandela e iniciamos uma nova fase da caminhada em busca da Paz Mundial e da Igualdade dos Direitos Humanos. É hora de assumirmos o cajado

da luta por dias melhores, nos quais haja justiça, igualdade e condições para concretizarmos nossos sonhos! É Natal! E que, na “fragilidade” da criança sobre a manjedoura, possamos ouvir o anúncio da ressurreição, o grito da vida sobre a morte! Desejamos um Feliz 2014, na certeza de que a beleza da caminhada está na união dos itinerantes.

Pastoral da Criança

Pastoral da 3ª Idade

dado, Jesus Cristo! E relembrou que “Cristo bota fé nos jovens” e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Fazer discípulos!” Que neste Natal possamos ver Cristo nos jovens que não têm medo de arriscar suas vidas porque sabem que não serão desiludidos! Diante de uma sociedade que nega direitos e oportunidades a tantos jovens, reafirmamos com ênfase que o Natal é ocasião para anunciar aos quatro cantos que os jovens comprometidos com Jesus são esperança para o mundo! Feliz Natal para os leitores de O SÃO PAULO e suas famílias!

pastoral da

3ª Idade Como é bom e nos alegra o coração chegar mais uma vez ao fim do ano e poder agradecer a Deus tantas graças recebidas. Vivemos o tempo do Advento, tempo especial, repleto de bênçãos e esperança. Vamos nos aproximar do presépio e contemplar a singeleza daquela criança frágil e inocente, um Deus que escolheu nascer na extrema pobreza de uma gruta. Precisamos de um coração

simples como dos pastores que, com a luz do Alto, perceberam a plenitude daquela noite Santa. Neste mundo, marcado pela prepotência e pela violência, é preciso lutar para que haja mais justiça. Vamos levar, como discípulos missionários, a mensagem de Jesus, que nos ensina a repartir e nos mostra que não é preciso fazer uso do poder e da riqueza para ser feliz. É tempo propício para reconciliarmo-nos com Deus e com nossos irmãos, desapegarmo-nos das coisas terrenas que nos causam ansiedade, que nos levam ao desânimo e a esquecer a verdadeira Paz. Alegremo-nos é Natal!

Que neste Natal aquela magia toda guardada durante o ano venha se fazer presente nos corações daqueles que festejam o amor.

Que não seja, apenas, uma comemoração, mas um início para uma nova geração. O Natal simboliza nova vida, pois nele comemoramos o nascimento de Jesus. Que o Natal de Jesus seja renovador em nossas vidas. Que nos fortaleça na construção de ambientes de paz, onde as pessoas se amem de verdade. Feliz Natal a todos!

Pastoral Indigenista e Cimi

Que o nascimento de Jesus Cristo traga ao nosso País, tão marcado pelas desigualdades, um sopro de vida, sobretudo aos povos indígenas de Mato Grosso do Sul, que resistem a todas as políticas de extermínio dos estados do Cone Sul. Reproduzo as

palavras de Marçal Tupã’i, saudando o papa João Paulo 2º, na sua visita ao Brasil, em 1980. Decorridos 30 anos, esse apelo é tragicamente atual: “Queremos dizer a Sua Santidade a nossa miséria, a nossa tristeza pela morte de nossos líderes, assassinados friamente por aqueles que tomam o nosso chão, que, para nós, representa a nossa própria vida e a nossa sobrevivência neste grande Brasil, chamado de País cristão!”


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Igreja em Ação

bioética

fé e cidadania

Animais como cobaias de pesquisa! (3)

Mudança de ano, mudança de vida Conselheiro geral na congregação dos padres scalabrinianos

Padre Alfredo José Gonçalves padre leo pessini

Onde nos situamos neste debate de uso de animais não humanos em experimentos para descoberta de novos fármacos? Parece-me que os extremos são condenáveis, já nos diz o velho Aristóteles que a virtude está no meio. Uma visão de equilíbrio seria a mais desejável neste momento histórico, portanto, falamos em respeito pelos “direitos dos animais não humanos”. Por exemplo, é provável que a humanidade não teria descoberto a insulina, em 1921, pelos pesquisadores canadenses, Frederick Banting e seu assistente Charles Best, se não fossem os serviços da Cadela Marjorie, que sairia do anonimato identificada como “cão 33”, para fazer história na medicina. Hoje, esse medicamento é utilizado por 30% dos 366 milhões de diabéticos existentes no mundo. Hoje apenas 10% de todas as pesquisas utilizam animais, o que representa cerca de 60 milhões de cobaias, anualmente no mundo. Os ratos representam 75% das experiências. Os cachorros, em especial os beagles, menos de 1% delas. A perspectiva é, sempre que possível, dispensar os animais. Nas empresas de cosméticos, eles foram abolidos graças à produção de peles artificiais, que proporcionam resultados semelhantes aos obtidos com coelhos. Mas, para desenvolver novos fármacos para tratamentos de doenças já ditas como superadas e também da busca da curabilidade das incuráveis, o animal é ainda indispensável neste momento histórico do conhecimento de que dispomos. Eticamente falando, temos que respeitar os animais. A “Declaração Universal dos Direitos dos Animais”, da Unesco (1978), vale ser relembrada nos seus pontos principais a saber: Todos os animais têm o mesmo direito à vida e à proteção do homem; Nenhum animal sofrerá maltrato e será usado em experiências que lhe causem dor; Todos os animais selvagens têm o direito de viver livre no seu habitat; O animal que o homem escolher para companheiro não deve nunca ser abandonado; Todo ato que põe em riso a vida de um animal é um crime contra a vida; A poluição e a destruição do meio ambiente, são consideradas crimes contra os animais; Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei, como os direitos do homem; O ser humano deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais. Enfim, respeito é a palavra de ordem. Lembremo-nos de Albert Scheitzer, famoso médico missionário cristão na África, Nobel da Paz de 1952, ao defender a “ética da reverência da vida” afirma que “quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal, ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante”. Amém!

O ser humano deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais

Enquanto 2013 encerra seus dias, o ano de 2014 abre as portas para mais um período de novas esperanças. Quais e como foram as mudanças nos últimos 12 meses: positivas ou negativas, do ponto de vista pessoal ou coletivo? E que mudanças poderão ocorrer no próximo ano, em termos pessoais, comunitários ou sociopolíticos? Quais as expectativas que se vislumbram no horizonte? São questões inevitáveis em toda passagem de ano. Em pauta, a avaliação do ano velho e as perspectivas para o ano novo. Talvez seja essa uma das principais funções do calendário: uma parada para refletir sobre o rumo da própria vida e, de forma especial, sobre o compromisso cristão diante da família, da comunidade eclesial e do mundo em que vivemos. A exortação apostólica Evangelii Gaudium (A Alegria do Evangelho), do Papa Francisco, pode fornecer algumas luzes de como nos orientarmos nessa passagem, que é também tempo de conversão. A primeira luz reflete a marca registrada do atual Pontífice, frase de abertura do documento: “A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus” (EV, 1). Trata-se de reencontrar o sentido profundo da Boa-Nova trazida pelo Messias. A segunda refere-se à exigência social de todo o processo evangelizador. Diz textualmente o documento: “Desejo agora partilhar as minhas preocupações relacionadas

com a dimensão social da evangelização, precisamente porque, se essa dimensão não for devidamente explicitada, corre-se sempre o risco de desfigurar o sentido autêntico e integral da missão evangelizadora” (EV, 176). Depois, em outro lugar, o Papa alerta para a funesta cultura do descartável: “A cultura do bem-estar anestesia-nos a ponto de perdermos a serenidade se o mercado oferece algo que ainda não compramos, enquanto todas essas vidas ceifadas por falta de possibilidades nos parecem um mero espetáculo que não nos incomoda de forma alguma” (EV, 54). Ou seja, a vida e a dignidade

humana estão acima do desejo frenético sobre todas as novidades que a tecnologia e o progresso não se cansam de apresentar, na tentativa de seduzir-nos. A iluminação mais viva, porém, vem da mensagem do Pontífice sobre a ligação estreita entre Confissão de Fé e compromisso social, um dos subtítulos do quarto capítulo do documento. A esse respeito, o texto é transparente: “A partir do coração do Evangelho, reconhecemos a conexão íntima que existe entre evangelização e promoção humana, que se deve necessariamente exprimir e desenvolver em toda a ação evangelizadora” (EV, 178). Luciney Martins/O SÃO PAULO

espaço aberto

Alegria do Evangelho Professor de Teologia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP)

PADRE ANTONIO MANZATTO

No fim do Ano da Fé, o papa Francisco publicou sua exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual. Não é uma exortação pós-sinodal, mas sim um documento próprio do Papa. E não é um documento qualquer, pois ele mesmo o anuncia como programático para o seu governo e para a ação da Igreja nos próximos anos. Com certeza, a imprensa continuará repercutindo aquilo que ele diz no documento e muitos o comentarão. Nem sempre estamos afeitos a conversar sobre os assuntos que ele, tranquilamente, coloca sobre a

mesa, como a forma do exercício do papado, a descentralização do governo da Igreja e a superação de hábitos e costumes que já não encontram sentido no mundo contemporâneo. Mas a exortação, que é endereçada aos católicos, precisa, sim, ser lida e estudada, porque norteia, como ele pede, as ações da Igreja. Não fazer alegando desconhecimento não vai valer aqui. Chama a atenção, em primeiro lugar, o fato de ele colocar sua reflexão sob as luzes do Vaticano 2º. Expressamente, ele se refere à Lumen Gentium e diz que o documento deve ser entendido a partir dali. O próprio nome do documento traz a palavra gaudium, que nos lembra a Gaudium et Spes, assim como a palavra Evangelii nos lembra, também, a Evangelii Nuntiandi, de Paulo 6º. Aqui está o quadro para a com-

preensão do documento. Mas tem mais, a alusão ao Vaticano 2º não é estética nem secundária. É com o espírito do Concílio que o Papa quer reatar para promover um novo aggiornamento da Igreja, como pedia o Vaticano 2º. Deixar as amarras do tempo e dos hábitos; deixar os entraves do poder e sua corte; ir ao encontro de quem sofre, enxergar a dimensão social da ação evangelizadora; redescobrir a espiritualidade de ser Povo de Deus e reencontrar a Alegria do Evangelho que nos humaniza, a alegria de ser cristão, de viver a fé em fraternidade e de nos reconhecermos todos irmãos e irmãs, este processo de humanização, corresponde à Nova Evangelização, ao anúncio do Evangelho no mundo atual. Com as janelas abertas, o vento do Espírito volta a soprar.


Geral

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Luciney Martins/O SÃO PAULO

vem, senhor jesus

Festa com os pobres! Padre Cido Pereira diretor do o são paulo

Três irmãs do Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus dão o Sim definitivo a Deus, em celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Scherer

Religiosas professam votos perpétuos em São Paulo Cardeal Scherer presidiu celebração no domingo, 15, na sede provincial de instituto religioso no bairro da Pompeia Daniel Gomes

Reportagem na zona oeste

O Instituto das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus acolheu no domingo, 15, a profissão dos votos perpétuos das religiosas Maria Rodrigues da Silva, 32 anos, Nádia Cristina dos Santos, 32, e Veridiana Kiss, 31, em celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, na sede provincial do Instituto em São Paulo, no bairro da Pompeia.

As três religiosas ingressaram no Instituto – fundado em 1894, na Itália, por madre Clélia Merloni (1861-1930) quando tinham 16 anos de idade, e professaram os primeiros votos em 2005. Dom Odilo, na saudação inicial, comentou que só é possível entender o sacerdócio e a vida religiosa a partir da certeza de que se pode entregar a vida alegremente ao chamado de Deus. Na homilia, destacou que para o seguimento de Jesus é preciso se dispor a uma vida inteiramente dedicada ao serviço do Reino, e que as religiosas seguem a Cristo como esposo e se consagram à Igreja para testemunhar o amor de Deus à humanidade, de modo especial àqueles que nem sempre são lembrados pela sociedade, como os pobres, os doentes e as pessoas mais necessitadas. O rito de profissão perpétua, que começou após a proclamação do Evangelho, com as religiosas declarando a disponibilidade de entrega no serviço

a Deus, teve sequência após a homilia, quando cada uma, ajoelhada à frente do presbitério, realizou a profissão dos votos perpétuos de castidade, pobreza e obediência, diante da superiora provincial, irmã Miriam Cunha Sobrinha, e do Cardeal, recebendo, posteriormente, a bênção solene e o abraço da paz. Ao fim da celebração, as irmãs Maria Rodrigues, Nádia e Veridiana agradeceram aos pais e a todos que colaboraram para o processo de discernimento vocacional; receberam palavras de acolhida da Superiora Provincial, que lhes desejou coragem, disposição e muita fé para vivenciar a vocação. Dom Odilo, ao presenteálas com um exemplar da exortação apostólica Evangelii Gaudium, do papa Francisco, desejou que as neoprofessas sintam por toda a vida a alegria que tiveram naquele dia, vivenciando a fé, que é uma resposta à alegria do encontro com Deus. Luciney Martins/O SÃO PAULO

Irmã Maria Rodrigues da Silva

Irmã Nádia Cristina dos Santos

Irmã Veridiana Kiss

32 anos Nascida em Espírito Santo do Pinhal (SP) “Sinto que sou metade incompleta e só a eternidade poderá me preencher. Venho de família religiosa, muito boa. Senti que não tinha dom para ser de um homem, queria ser da Igreja, doar minha vida pela Igreja. Não quero ter uma família só para mim, quero ajudar na construção do Reino de Deus.”

32 anos Nascida em Mococa (SP) “Senti um chamado muito especial no meu coração para seguir muito ao Senhor. Diante da Eucaristia, senti o apelo de que a forma que eu tinha de consumir minha vida era de ser esposa de Cristo, e dando minha vida por ele, dou minha vida pelos irmãos na Igreja. Quero ser fiel a ele até o fim.”

31 anos Nascida em Jaú (SP) “A verdade de eu estar me consagrando a Deus é dar o sentido de entregar toda a minha vida por ele, saber que nele, na vida consagrada, posso abraçar a todos, porque esse mesmo Jesus que me chamou é o que me apaixona a cada momento. O desejo de fidelidade e pertença é para sempre.”

Nestes tempos e rumos novos que o papa Francisco quer para a Igreja, para que a alegria do Evangelho marque a vida e o testemunho dos discípulos missionários de Jesus, o Natal é um momento favorável para experimentar que Jesus está no meio de nós... está em nosso coração, em nossos lares, em nossas comunidades, em nossos ambientes de trabalho. E vindo ao nosso encontro pobre, está no meio dos pobres... e nós com ele, e nós com eles também. Nossas paróquias e comunidades dão tudo de si, no Natal, para acolher os pobres, para fazer festa para eles e com eles. Citemos apenas dois exemplos, lembrando, porém, que os exemplos são muitos. Na Região Santana, na Paróquia São Luiz Gonzaga, os agentes da Pastoral da Criança fizeram uma festa para as crianças e suas famílias. E, diga-se de passagem, foi uma festa de Natal com tudo o que marca esta festa: presépio, árvore de Natal, guirlandas, bolas coloridas, cantoria, oração e comida gostosa, como manda o figurino. E misturados aos mil convidados, os agentes da Pastoral da Criança e das demais pastorais da Paróquia, brincando, cantando, comendo, partilhando com os pobres. Na Paróquia Nossa Senhora das Dores, a festa foi no domingo, 15. As famílias humildes, que mensalmente durante o ano recebem uma cesta básica da comunidade, também tiveram seu almoço e foram alegremente acolhidas por toda a comunidade. Um mínimo de sensibilidade fazia ver, no meio daquele povo em festa, que Jesus estava ali, no meio deles. O papa Francisco insiste que a Igreja deve ser pobre e para os pobres. E ele dá o exemplo misturando-se aos pobres, ouvindoos, acariciando-os, beijandoos, mostrando que é hora de pastores e agentes de pastoral se impregnarem do cheiro das ovelhas. Ele, de fato, nos instiga a continuar a bela prática de não apenas fazer festa para os pobres, mas fazer festa com os pobres. Fazer festa para eles é bom, é bonito, mas pode acontecer de a festa fazer mais bem a quem a promoveu do que aos destinatários dela. Se tivermos de fazer festa, a façamos com os pobres, ombro a ombro com eles, alegrando-nos com eles, e com eles dando as boas-vindas a Jesus Cristo, e dizendo: “Vem, Senhor Jesus!”.


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Geral

Juventudes em foco é tema do Curso de Verão 2014 Entre 4 e 12 de janeiro, acontece na PUC-SP, o 27º Curso de Verão, com o tema “Juventudes em foco: por políticas públicas inclusivas em educação, trabalho e cultura”. A atividade é promovida pelo Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP). Outras informações e inscrições pelo site www.ceseep.org.br.

Ato inter-religioso homenageia Nelson Mandela Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

A celebração aconteceu na quarta-feira, 11, na Catedral da Sé, a pedido do Consulado da África do Sul Edcarlos Bispo de Santana

reportagem no centro

As homenagens ao ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, que morreu no dia 5 de dezembro deste ano, tomaram conta da África do Sul e se espalharam por diversos países ao redor do mundo. Em São Paulo, um ato inter-religioso em memória de Mandela, reuniu, na Catedral da Sé, quarta-feira, 11, líderes cristãos, judeus e mulçumanos. O momento de oração foi pedido pelo consulado da África do Sul e reuniu os representantes de países como Nigéria, Angola, Índia, Estados Unidos, Zimbabwe, além do reitor da Universidade Zumbi dos Palmares, doutor José Vicente, dos Secretário de Políticas da Promoção da Igualdade Racial

Ato inter-religioso, na quarta-feira, 11, em memória de Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano, acontece na Catedral

do Município de São Paulo, Netinho de Paula, e do assessor do Governo do Estado, Rodrigo Tavares. Para o cônego José Bizon, diretor da Casa da Reconciliação da Arquidiocese de São

Paulo, Nelson Mandela, durante a sua vida, “soube o que era a liberdade mesmo estando na prisão por 27 anos e, após sair da prisão, deu o testemunho de reconciliação, de perdão de uma nova sociedade”.

Bizon afirmou, ainda, que Mandela é exemplo de “luta, resistência e de liberdade” Para o Cônego, o líder sul-africano representa um testemunho de coragem e doação de vida e, atualmente, a sociedade ne-

cessita de líderes e exemplos como Mandela. O rabino Henry Sobel, após a leitura do texto do livro da Sabedoria, destacou que a vida de Nelson Mandela está ligada com a vida de seu povo. Em sua fala, o Rabino ressaltou que é preciso assumir o compromisso de não esquecer o horror do Apartheid. “Se continuarmos a amar aquele que perdemos, nunca perderemos aquele que amamos”, concluiu. No ato inter-religioso houve, ainda, as falas de Raul Meyer, presidente do Centro da Cultura Judaica (CCJ), reverendo Itabira Nassif Jonas, da Igreja Episcopal Anglicana, sheik Abdel Hamid Melwaly, da Sociedade Beneficente Muçulmana Mesquita Brasil (SBM), que falou em nome dos sábios muçulmanos, e do sheik Ibrahim El Kurdy, da Federação Muçulmana. Após o momento interreligioso, uma série de homenagens foram realizadas pelos cônsules e pelos representantes do governo municipal e estadual. Os últimos lembraram que Mandela, em 1991, presidiu uma sessão na Assembleia Legislativa de São Paulo, e em 1998 recebeu o título de Cidadão Paulistano.


Geral

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5º Simpósio de Formação Ecumênica acontece em janeiro em São Paulo Entre 17 e 19 de janeiro, acontecem simultaneamente, em São Paulo, o 5º Simpósio de Formação Ecumênica e o 16º Encontro de Professores de Ecumenismo. A atividade é organizada pela Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB. Outras informações e inscrições pelo e-mail ecumenismo@cnbb.org.br.

No Emílio Ribas, alegria e solidariedade no Natal Ricardo Keuchgerian/Capelania Católica

Capelania católica organizou, pelo vigésimo primeiro ano, festa para crianças e adolescentes em tratamento no Instituto de Infectologia Daniel Gomes

Reportagem na zona oeste

Foi um dia de alegria, com músicas, apresentações artísticas, brincadeiras, distribuição de doces, salgados, refrigerantes e brinquedos. Mas não só: na Festa de Natal do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER), realizada no sábado, 14, pela Capelania Católica, os valores de amizade, solidariedade e perdão foram passados de forma lúdica às mais de 400 crianças e adolescentes participantes. “Minha mãe ficou internada aqui e faleceu, e depois disso eu sempre faço exame”, contou, ao O SÃO PAULO, Gabriel, 9 anos,

Mais de 400 crianças participam da festa de Natal no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, no sábado, dia 14

que trazia no rosto a imagem do Homem-Aranha, além do cabelo pintado de verde. Ele e as outras crianças e adolescentes, em tratamento no Instituto e suas parentes, puderam se divertir em brinquedos infláveis e nas barracas de escultura de bexigas, leitura, montagem de enfeites de Natal, pintura de rosto, manicure, cabeleireiro, tatuagem, além de participar de gincanas e tirar foto com o Papai Noel. “Mas o Natal é do Menino Jesus”, afirmou Gabriel. Shirlei Guedes Motta, há três anos leva a neta, que faz tratamento no IIER, para a festa. “O Natal é a união da famí-

lia, e aqui é a união das famílias dos doentes. Conversamos, falamos da recuperação das crianças, acho muito bom, é um momento que não temos em outro lugar.” A Festa de Natal do IIER é coordenada pela Capelania Católica desde 1992, com a colaboração de paróquias e doações individuais e de empresas. Para o padre João Inácio Mildner, capelão, é um momento em que as crianças, adolescentes e seus familiares “sentem uma Igreja presente, atuante, solidária com aqueles que mais sofrem”, e que até faz com que algumas pessoas

Pela esperança no momento da doença Luciney Martins/O SÃO PAULO

Redação

Funcionários, diretores e pacientes do Instituto de Infectologia Emílio Ribas (IIER) participaram na tarde da segunda-feira, 16, da missa de Natal, presida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo. Foi um momento de esperança e fé, pois, como lembrou o Cardeal, na homilia, o Natal recorda o amor de Deus pela humanidade, com o nascimento de Cristo, o Salvador, que deve ser aceito por todos, inclusive por aqueles que estão hospitalizados, já no período do Advento, tempo favorável para a conversão, perseverança no bom caminho e prática do bem. Dom Odilo lembrou que a doença pode ser um momento da presença de Deus para cada pessoa, e que muitos já tiveram o privilégio de se encontrar na fé e com o Cristo nessa fase. Também os profissionais de

Dom Odilo conversa com pacientes no Instituto de Infectologia Emílio Ribas

saúde, segundo o Arcebispo, têm uma boa ocasião de cuidar de Jesus na pessoa do doente. Na avaliação do padre João Inácio Mildner, capelão do IIER, toda a comunidade hospitalar se preparou para a celebração, de modo especial os doentes, “que esperaram ansiosamente a palavra do Cardeal, no sentido de que essa palavra vem confortálos na dor e animá-los na luta pela vida para a conquista da saúde”, disse em entrevista.

Durante a celebração, dom Odilo comunicou a nomeação do diácono permanente Paulo Roberto Oliveira para o serviço diaconal na capelania católica do IIER. “Vim para auxiliar no trabalho pastoral, no trabalho de evangelização, junto aos doentes e enfermos. Acredito que dentro do tríplice múnus diaconal, o maior trabalho é exatamente o da caridade, do amor ao próximo”, opinou o Diácono.

voltem a participar das comunidades de fé. “Elas redescobrem o Deus que as ama, que é solidário, que caminha com elas”, destacou. Ao fim da festa, padre João uniu-se aos voluntários, este ano foram 132, para entregar

os presentes de Natal: um brinquedo, uma sacola com panetone e guloseimas, uma sacola de frutas, gibis e um abraço, acompanhado do desejo de Feliz Natal. Quem não pôde descer ao pátio do IIER para a festa também foi lembrado. Voluntária há cinco anos, Maria Amália Maciel, 65, foi uma das que entregou os presentes àqueles que estão com a saúde mais fragilizada. “Fomos até a enfermaria e também até à UTI, onde geralmente entregamos os presentes para as mães, pois a crianças estão em situação difícil, mas todos são presenteados. Agora há pouco, na enfermaria, um menino cheio de tubos se sentiu tão bem ao ganhar o presente, que abriu a boca toda, foi sinal de gratidão”, relembrou emocionada.


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Louvado seja D Convocado pelo papa Bento 16, em 2011, iniciado em outubro de 2012, o Ano da Fé, foi vivido ao longo de 2013 pela Igreja Universal ao redor de todo mundo e, na solenidade de Cristo Rei do Universo, foi encerrado solenemente.

Um ano abençoado. Assim podemos avaliar 2 escritas belíssimas páginas da história da Igreja

2013 foi o Ano da Fé. O papa Bento 16 pediu, a alegria, confessamos, celebramos, vivemos e testem Batismo e que ilumina a nossa vida. Ilumina tanto q Bento 16 e Francisco, vai nos lembrar que é

Tivemos também duas lições maravilhosas com a re Francisco. O primeiro, por amor à Igreja, renunciou ao p oração. O segundo chegou, sorrindo, e nos convocando na alegria do Evangelho, na simplicidade e na pobreza, apostólica “Alegria do Evangelho” é uma car encontrar por Cristo, experimentar a alegria desse en

Em 2013, jovens do mundo inteiro se uniram a na JMJ RIO-2013 e, coordenados por Francisco, f que querem seguir Jesus porque vale a pena conhec o papa Francisco misturado às ovelhas, Como um presente de Natal antecipado, o papa Francisco oferece à Igreja a exortação apostólica Evangelii Gaudium, sobre o anúncio do Evangelho ao mundo de hoje. Em linguagem direta, com termos simples, o Papa recolhe algumas colaborações como, por exemplo, a Sínodo sobre a Nova Evangelização.

Em 2013, a Arquidiocese de São Paulo, iluminada pe Vaticano 2º, no Documento de Aparecida e das Diretrize Brasil, assumiu seu 11º Plano de Pastoral, par

E o jornal O SÃO PAULO mostrou tudo isso! E a com rosto novo e de modo mais dinâmico, mais ágil, e ser instrumento a serviço da com Em um episódio inédito na história da Igreja, o agora papa emérito Bento 16 renunciou ao cargo, com 85 anos, dizendo que estava com idade avançada. A atitude foi vista com um gesto de profunda fé e humildade.

Em 9 de julho, o O SÃO PAULO foi publicado em novo layout. Ainda passaria por aprimoramentos e testes de cores (como a edição em laranja da Semana Missionária) até chegar ao tom azul, definitivo, da edição especial da JMJ Rio-2013. Já são 24 edições mais fáceis de manusear, interativas e mais informativas.


Deus por 2013!

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2013. E por quê? Por que nele foram a no mundo e particularmente no Brasil.

Igreja disse sim. E no mundo inteiro, com munhamos o dom da fé, que recebemos no que uma encíclica escrita a duas mãos, por à Luz da Fé que devemos caminhar.

enúncia de Bento e a sua sucessão por

pontificado, para servir à Igreja no silêncio e na o a deixar-nos amar e guiar por Jesus Cristo e, transformar os corações e o mundo. Sua carta rta convocatória que nos pede para deixar-nos ncontro e passar essa alegria para o mundo.

aos jovens do Brasil no Rio de Janeiro fizeram uma festa linda, gritando ao mundo cê-lo, amá-lo e testemunhá-lo. Que bom ver , refletindo e orando com elas.

ela Luz da Fé, expressa nos Documentos do es Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no ra anunciar Jesus Cristo à cidade de São Paulo.

Aproximadamente 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro participaram no Rio de Janeiro, de 23 a 28 de junho, da Jornada Mundial da Juventude. Semanas Missionárias aconteceram em diversas dioceses do Brasil e foi uma preparação para a JMJ.

até mudou de formato em 2013, para que, cumprisse a sua missão de informar, formar munhão da Igreja na cidade.

Contrariando a maioria das especulações sobre os nomes para suceder Bento 16, o cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, na Argentina, foi escolhido papa e disse que “foram buscá-lo no fim do mundo”. Francisco, nome por ele escolhido, iniciou o pontificado pedindo ao povo que rezasse por ele.

Lançado em 25 de janeiro pelo cardeal Scherer, arcebispo metropolitano, o 11º Plano de Pastoral “Arquidiocese de São Paulo – Testemunha de Jesus Cristo na Cidade” (2013-2016) foi refletido em encontros arquidiocesanos, regionais e paroquiais e começou a ser implantado por meio de programas pastorais. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO e L´Osservatore Romano


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Região Ipiranga

Um presépio na Paróquia Nossa Senhora das Dores Pascom

Ambiente que recorda o nascimento de Jesus foi inaugurado e abençoado em 30 de novembro PADRE PEDRO LUIZ AMORIM

Colaborador de Comunicação da Região

Um dos principais símbolos do Natal, o preséIPIRANGA pio da Paróquia Nossa Senhora das Dores, no Ipiranga, já está aberto à visitação. O cenário em que nasceu Jesus Cristo foi montado pelo paroquiano José Domingos Crisóstomos Filho, o Zuza, responsável nos últimos dez anos pela obra que virou tradição no Ipiranga. O presépio, que simboliza o nascimento do Filho de Deus de forma simples, em um estábulo e em meio aos animais, foi inaugurado e abençoado no dia 30 de novembro de 2013 pelo pároco, frei Fábio Ribeiro. O presépio é admirado por todos que passam em frente à igreja, na rua Tabor, 283, mas

Frei Fábio Ribeiro, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, posa para foto ao lado do presépio inaugurado na parte frontal da igreja, em 30 de novembro

causa um impacto maior nas pessoas que diariamente se dirigem até lá para fazer suas preces. “Só de parar aqui e dar uma olhada nesta paisagem maravilhosa, eu sinto a alma mais leve”, diz a aposentada Maria Amélia Fortunato, 68. “É

a beleza do Natal e o milagre do nascimento de Jesus Cristo, o Salvador”, acrescenta. “Nós, católicos, admiramos o presépio e honramos o Natal”, ressalta. Sabe-se que o primeiro presépio foi feito por São

Francisco de Assis, em 1223, na floresta de Greccio, região do Lácio, na Itália. O objetivo era explicar aos camponeses a história real do nascimento do Filho de Deus. E, a partir do século 18, os presépios se tornaram tradicionais na Europa e se estenderam para todo o mundo. De acordo com o frei Fábio Ribeiro, sacerdote servita na Paróquia, “as imagens que não podem faltar no cenário são Maria e José, respectivamente, mãe e pai adotivo de Jesus, os reis magos, pastores, anjos, ovelhas, bois, camelo e o burro. Enfim, o presépio nos ajuda

a entender que o Filho do Altíssimo que se fez humano, rebaixado e pequeno, escondido e sem lugar em Belém, nasceu longe do centro e das badalações de seu tempo. A glória de Deus brilhou nos arredores e despertou os esquecidos pastores que nos campos tangiam suas ovelhas. Os magos do Oriente, que nada encontraram no palácio de Herodes, foram orientados a empreender nova busca, pela periferia da cidade”, afirmou. A Paróquia Nossa Senhora das Dores e os frades Servos de Maria desejaram a todos um santo Natal e feliz ano novo.

Padres participam de manhã de espiritualidade em preparação ao Natal Da Região Episcopal

A manhã do dia 10 foi de recolhimento espiritual para o clero que está na Região Ipiranga. Como já é tradição desta Região Episcopal, a manhã foi composta de um momento de espiritualidade e depois de uma confraternização. Os padres reuniram-se no Centro de Apostolado Salvatoriano e, logo na chegada, rezaram a hora média acompanhados do bispo emérito de Catanduva, dom Celso Queirós, que já foi bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região. Dom Celso motivou os padres com uma reflexão voltada para algumas características

importantes no Advento e presidiu também o momento penitencial e a adoração ao Santíssimo, em ação de graças pelo ano. Os padres celebraram a misericórdia de Deus recebendo o sacramento da Reconciliação e em seguida agradeceram a Deus, adorando o Santíssimo Sacramento, orientados pelo pensamento de São Francisco de Assis. Ao final, padre Anísio Hilário, vigário episcopal da Região Ipiranga, agradeceu aos padres o trabalho desempenhado no ano de 2013. O encontro terminou com um almoço festivo, servindo também de confraternização entre o clero e funcionários da Cúria regional.


Região Lapa

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Dom Julio Akamine preside missa de Natal na USP Ângela Santos

Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa conduziu celebração pela 1ª vez no campus da Universidade Padre Antonio Ribeiro

Colaborador de comunicação da Região

Aconteceu na quarta feira, 11, no campus da LAPA Universidade de São Paulo (USP), a missa de Natal, presidida por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Lapa, a convite do Setor de Assistência Social (SAS), por indicação dos funcionários do Hospital Universitário. A Pastoral da Saúde, que realiza visitas no Hospital Universitário e a Missa de Natal que há muitos anos é celebrada no local, e a Pastoral Universitária, atuante no campus da USP através dos jovens da Área Pastoral São João Batista e da Aliança da Misericórdia, foram os intermediários da realização desse convite. Dom Julio Endi Akamine aceitou o convite e com carinho presidiu a missa de Natal, acompanhado pelos agentes de Pastoral da Saúde, jovens universitários, alunos, professores e funcionários do campus. Cerca de 100 pessoas participaram da celebração. Na homilia, dom Julio refletiu sobre o capítulo 11 do Evangelho de São Mateus, nos versículos de 28 a 30, dizendo que a lei obrigava o povo judeu a ser quase escravo e que Jesus veio para tirar o peso que tira a alegria e expurga a vida, a lei de Deus é para a vida e a agenda regional

Quinta-feira (19), 19h30 Distribuição de cesta de Natal para os pobres na Paróquia São Francisco de Assis (avenida Mac Arthur, 1.130), no Setor Butantã, seguida de missa, com a presença de dom Julio Endi Akamine.

Sexta-feira (20), 15h Missa no Hospital Municipal Dr. Mario Degni (rua Lucas de Leyde, 257), presidida pelo padre Vittorio Moregola.

Alunos, professores e funcionários da Universidade de São Paulo participam de celebração na quarta-feira, 11

liberdade. A Lei do Senhor é a Lei do Amor, identificado pelo seu mandamento de “amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo”. A presença de Jesus trouxe alento para os pobres. O Reino anunciado por ele fundava-se

em relacionamentos fraternos e não admitia a opressão de uns pelos outros. Sendo um Reino de igualdade, ficava superada a visão classista que privilegia alguns e marginaliza os demais. No Reino, os pobres eram bem-aventurados e não

malditos, como se pensava. Jesus, em suma, propunha-se a aliviar a carga pesada imposta sobre os mais fracos. Quem se aproximasse dele, haveria de encontrar repouso para as suas aflições. As palavras de Jesus coloca em evidência a preocu-

pação comunitária para com os pequenos. Muitas vezes, os simples, os pequenos, os pobres e os pecadores são desprezados pela comunidade em geral. A atitude do cristão não pode ser a de se julgar mais que os outros nem a de querer ocupar o primeiro lugar julgando-se mais do que todos. Entrar no Reino exige a conversão do coração até ao ponto de aceitar e acolher os mais pequenos, os desprezados pelo mundo. O Reino é lugar de salvação, e Deus quer que todos se salvem. A comunidade não pode excluir os mais pequenos e sim acolhê-los e ajudá-los, com atitudes que revelam a presença de Jesus na vida de todos. No fim da celebração, o professor dr. Waldir Antonio Jorge, superintendente do SAS, agradeceu a presença de dom Julio, dizendo que era a primeira vez que uma missa era celebrada em seu departamento, um motivo de grande alegria para todos, e convidou todos, em especial os agentes de pastoral e representantes da Igreja Católica, para que se fizessem presentes em outras ocasiões dentro do campus da USP e que, na parte da tarde, às 14h30, os professores nipobrasileiros do campus da USP seriam homenageados em uma cerimônia especial. Após a bênção final, houve uma apresentação do coral com músicas natalinas.

palavra do bispo

O Natal decifra alguns mistérios mais profundos da nossa existência Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Prezado leitor do jornal O SÃO PAULO, certo dia, na plenitude dos tempos, quando o tempo da espera terminou, Deus se aproximou de uma virgem toda pura, prometida a um homem justo da descendência de Davi. Bateu mansamente a sua porta, pediu para morar e viver na casa dos homens. E Maria disse sim; porque havia lugar para Ele em sua vida; o Verbo se fez carne no seio daquela virgem. E a vida divina começou a crescer neste mundo. E eis que numa noite se completou o tempo. No silêncio da gruta, porque não havia lugar para Ele na estalagem dos homens, Deus nasceu. Aquele que ninguém jamais

viu, aquele que todo o universo não pode conter, mostrouse, revelou-se, manifestou-se. Permanecendo o Deus que sempre foi, assumiu o homem que nem sempre fora. É o mistério desta noite abençoada e luminosa do Natal! O Natal serve para decifrar alguns mistérios profundos de nossa existência. Os homens se perguntam angustiados: Por que a dor? Por que o sofrimento? Por que a humilhação? Por que a pequenez sofrida e sentida? Os homens perguntavam a Deus. E Deus silenciava. Alguns até procuraram argumentar para isentar Deus de ser o culpado pelo sofrimento humano. Mas nenhuma resposta era satisfatória. Agora no Natal, Deus fala. Finalmente ele responde e o homem silencia, não pergunta mais. O homem ouve a narração do nascimento de Jesus:

Deus nasceu pequeno. Deus se fez história. Deus não responde o porquê do sofrimento; Ele sofre junto. Ele não responde o porquê da dor. Ele se fez homem das dores. Ele não responde o porquê da humilhação. Ele se humilhou. Já não estamos mais sozinhos na nossa imensa solidão. Ele está conosco: é o Emanuel. Não somos mais solitários, somos solidários. Agora o Natal emudece a argumentação da razão. Fala a narração do coração. Narra-se a história de um Deus que se fez criança, que não pergunta, mas faz; que não responde, mas vive uma resposta. A nossa noite se iluminou. O Menino de Belém nos revela: tudo possui um sentido secreto e tão profundo que o próprio Deus quis assumilo. Vale a pena ser humano. Tanto que Deus quis ser um deles. Não somos um rebanho condenado, nem uma massa

anônima sem rumo. Deus não assiste impassível à tragédia humana. Ele entra, toma parte, participa e nos mostra que vale a pena viver a vida como a experimentamos: monótona, anônima, trabalhosa, fiel na luta de sermos cada dia melhores. Vale a pena viver esta vida como a vivemos: exigente na paciência, fortes em suportar as contradições e sábios para aprender delas. Olhemos para nossas mães e para as nossas esposas com respeito e descubramos nelas, pelo menos hoje, um símbolo da Virgem Maria. Olhemos para nosso próximo e lembremo-nos que ele é um irmão de Cristo e nosso irmão. Façamos de cada pessoa um próximo; e de cada próximo, um irmão. Pelo menos nesta noite, abracemos nossos filhos, nossas crianças, como se abraça o Filho que, hoje, Deus nos deu. Feliz Natal!


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Região Santana

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Comunidade Anjos da Vida faz renovação de votos Celebração presidida por dom Sergio aconteceu no domingo, 15, na Capela São José, na Cúria de Santana Diácono Francisco Gonçalves comunicador de comunicação da Região

Na tarde do domingo, 15, dom Sergio de Deus SANTANA Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário na Região Santana, presidiu missa na Capela São José, da Cúria de Santana, e o ato de consagração da Comunidade Anjos da Vida e renovaçao de votos de novos membros e envio para experiência em comunidade de vida de Claudia Carvalho, Gabriela Bonfim, Letica Romão, Walkiria Aparecida, Natalia Rocha e Carolina Pallares. “Minha nova família, Comunidade Católica Anjos da Vida! Pessoas queridas. Agradeço a Deus mais uma vez a oportunidade de me sentir parte dessa família”, diz Cinthia Elidio. “Fizemos nossa Consagração de Aliança na Comunidade Anjos da Vida. Este momento, para nós, foi um passo muito importante para a realização da vontade de Deus em nossa família”, diz Juliana Costa, que

se congragrou, juntamente com o esposo, Tito. Há 15 anos a Comunidade Anjos da Vida está a serviço da Igreja em São Paulo e há seis foi fundada oficialmente. No dia 24 de novembro, a comunidade inaugurou uma nova casa de missão no bairro do Mandaqui, onde residirão os missionários em experiência de vida. Nesta nova casa, serão realizados o processo formativo dos membros da Comunidade de Vida, além de todo o trabalho de evangelização com os moradores do bairro. “Em fevereiro iniciaremos a reforma de nossa terceira casa de missão em Santana. Agradecemos ao Senhor todas as bênçãos concedidas ao longo deste ano”, diz Vanuza Velasco, coordenadora do Anjos da Vida.

Comunidade Anjos da Vida

A Comunidade Anjos da Vida participa de renovação de votos e consagração de novos membros

palavra do bispo

O Menino de Belém! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

São Francisco de Assis, quando queria pronunciar “Cristo Jesus”, chamava-o também com muito amor de “Menino de Belém”. A afeição de São Francisco pelo mistério do nascimento de Jesus – o Menino de Belém – foi tão grande, que ele preparou no povoado de Greccio o presépio, com esta motivação: “Quero lembrar o menino que nasceu em Belém, os apertos que passou como foi posto num presépio,

e ver com os próprios olhos como ficou em cima da palha entre o boi e o burro” (cf. Tomás de Celano, Vida I, 86). Naquela noite, junto ao presépio, o santo e o povo reunido participaram da Santa Missa, cantaram, louvaram a Deus e viram o pequeno povoado transformar-se em uma nova Belém, onde Deus se manifestou aos simples, aos humildes e aos pobres e foi acolhido. Tomás de Celano relata os frutos desta noite santa passada junto ao presépio: “Multiplicaramse neste lugar os favores do Todo-Poderoso, e um homem de virtude teve uma visão admirável. Pareceu-lhe ver deitado no presépio um bebê dor-

mindo, que acordou quando o santo chegou perto. E essa visão veio muito a propósito, porque o Menino Jesus estava de fato dormindo no esquecimento de muitos corações, nos quais, por sua graça e por intermédio de São Francisco, ele ressuscitou e deixou a marca de sua lembrança” (Tomás de Celano, Vida I, 86). São Francisco apresenta-nos um belo caminho para acolher Deus manifestado como Menino: celebrar o Natal junto ao presépio e a Santa Missa. Esta união nos fará ver o Menino de Belém renascer em nossa vida, em nossa família, em nossos lares. Poderemos tocar as mãos de Deus nas mãos do Menino de Belém.

Seguindo o caminho de São Francisco, o nosso coração se abrirá à esperança, contemplaremos a glória divina escondida na pobreza de um Menino envolvido em panos e reclinado numa manjedoura: é o Criador do universo, reduzido à impotência de um Recém-Nascido! Aceitar este Menino é descobrir a Verdade que liberta, o Amor que transforma a existência. Na Noite de Belém, o Menino faz-se um de nós, para ser nosso companheiro nas estradas insidiosas da história. Acolhamos a mão que ele nos estende: é uma mão que não nos quer tirar nada, mas apenas dar (cf. Bento 16).

Parque da Juventude faz ato ecumênico de bênção dos animais Moacir Beggo

da região episcopal

Frei Wilson e padre Guttemberg abençoam animais em evento ecumênico

agenda regional

A Secretaria de Meio Ambiente de São Paulo promoveu no sábado, 14, a bênção dos animais num evento inter-religioso, que reuniu a Igreja Católica e a Umbanda no Parque da Juventude, em Santana. Frei Wilson Batista Simão, animador do Serviço de Justiça, Paz e Integridade da Criação da Província da Imaculada, e o padre Guttemberg Souza, saletino da Paróquia Nossa Senhora da Salete de Santana, e coordenador da juventude da Região Santana, re-

presentaram a Igreja Católica. Jorge Scritori e um grupo de participantes do Instituto Cultural Sete Porteiras do Brasil representaram a Umbanda. O coordenador do parque, Odair Campos deu as boas-vindas torcendo para que o evento seja o primeiro de uma série. “Ao voltarmos os olhos para os pequenos animais não podemos deixar de voltar os olhos para Deus e para o próximo. Só assim podemos contemplar a beleza da criação de Deus”, disse frei Wilson, que também lembrou que São Francisco é o

Terça-feira (17), 11h

Sábado (21), 17h

Domingo (22), 10h30

Missa com o clero da Região Santana pelos 25 anos de sacerdócio do padre Paulo Cesar Gil, na Paróquia do Menino Jesus (avenida Mazzei, 491).

Missa dos 25 anos de sacerdócio do padre Paulo Cesar Gil, na Paróquia do Menino Jesus (avenida Mazzei, 491).

Missa e almoço de confraternização da equipe de elaboração do portal site da Região Episcopal Santana com dom Sergio de Deus Borges.

Patrono da Ecologia. No final, ele rezou a Oração Ecológica de São Francisco. Já no momento que padre Guttemberg começou a falar, no meio das árvores do parque, surgiu o som de um trompete tocando um canto tradicional: “Então minh’alma canta a Ti, Senhor/ Quão grande és Tu! Quão grande és Tu!”. O padre, então, cantou um trecho e explicou a importância de se louvar a grandeza criacional de Deus. “Independentemente de nossa crença, de nossa fé, precisamos cuidar da casa. Precisamos cuidar da criação”, disse padre Guttemberg, lembrando que não se pode pensar um ser humano sem o mundo que o cerca e sem os outros seres que estão no mundo, como os pequenos animais nesta manhã ensolarada no Parque da Juventude.


Região Sé

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Região reforça sua opção pela juventude Novo assessor destaca entusiasmo dos jovens como protagonistas da evangelização nas paróquias Fernando Geronazzo

Colaborador de comunicação da Região

Uma das prioridades pastorais assumidas pela SÉ Região Episcopal Sé para o próximo ano é a evangelização da juventude. Para articular essa dimensão pastoral, foi nomeado, em setembro, o novo assessor regional da juventude, padre José Donizeti Coelho, também pároco da Paróquia São Joaquim, no Cambuci. Padre Donizeti dá continuidade ao trabalho até então exercido pelo padre Renato Cangianeli, pároco da Paróquia Nossa Senhora Mãe do Salvador. Como ressalta o decreto de nomeação do padre Donizeti, a missão do assessor da Juventude tem em vista “o bem espiritual e pastoral dos fiéis jovens”. “Com a Jornada Mundial da

Juventude, os jovens estão muito entusiasmados em querer assumir o lugar deles na Igreja. Está ficando muito evidente nas reuniões e articulações que estamos fazendo em nível regional para conhecer e implantar o Setor Juventude na Região Sé. Estou aberto para preenche, para fazer com que os jovens assumam a sua identidade de evangelizadores da nossa Igreja”, ressaltou o Padre. Em âmbito arquidiocesano, tem como bispo referencial dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e vigário episcopal para a Região Sé. Padre Donizeti explicou que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe o Setor Juventude no documento de número 85 (Evangelização da Juventude) como “um espaço que articula, convoca para a evangelização da juventude, respeitando o protagonismo juvenil, a diversidade dos carismas e a espiritualidade para a unidade das forças ao redor de algumas metas e prioridades comuns”. “É nessa linha que iremos trabalhar. Conhecer o Setor Juventude e implantá-lo na Região a partir da realidade dos jovens inseridos nas suas paróquias e dando muito valor àquilo que eles já têm de trabalhos efetivos

nos seus organismos na Igreja que trabalham com os jovens”, salientou o novo assessor. Entre os organismos que formam o Setor Juventude estão a Pastoral da Juventude (PJ), os movimentos eclesiais, novas comunidades, além de congregações religiosas que desenvolvem algum trabalho juvenil e os diversos grupos de jovens presentes nas paróquias. Padre Donizeti também ressaltou a realidade complexa da Região Sé. “Nós temos 59 paróquias, com uma realidade central, desafios enormes a todo instante. Mas pensamos no Setor Juventude como uma pastoral de conjunto.” No último dia 5, foi realizada uma reunião com os jovens representantes da Região com o objetivo de conhecer a realidade paroquial dos jovens. “Percebemos muitas novidades, jovens interessados em trabalhar. A juventude entendeu a proposta do papa Francisco, que a convocou para a missão e a não ter medo.” Para a juventude da Região Sé, o padre Donizeti motiva a não desanimar. “Tenha coragem de avançar por águas mais profundas e colocar-se à disposição da Igreja no chamado a ser jovem, a evangelizar, tendo como princípio Jesus Cristo.”

longe dos palácios iluminados, ao esconderijo de uma gruta, abrirá nossos olhos e guiará nossos passos para encontrar o Cristo naqueles que continuam sem teto e vivem no escuro do abandono, em meio a tantas luzes de uma cidade rica de bens e pobre de humanidade? “Depende de nós”! Esta expressão cantada muito neste tempo deve provocar em nós, cristãos, a atitude convicta de sermos portadores de uma missão especial no mundo, de sermos portadores da “Alegria do Evangelho”, esta alegria tão buscada nestes dias, e que pode ser encontrada na simplicidade de uma manjedoura! “Ele está no meio de nós”! Estamos repetindo em nossas novenas. Cada dia queremos encontrá-lo como aquele que “nos ensina o caminho da serenidade, nos ensina a defender a nossa fé, escolhe trilhar o caminho dos pobres, nos traz o Amor Divino, realiza as esperanças dos justos, nos salva do egoísmo, nos faz promotores da vida plena, des-

perta em nós a caridade, renova nossas forças”! Cada dia da novena significará um passo a mais na direção do Senhor. Ele não está distante. Ele continua nas ruas, e misteriosamente oculto e ofuscado por tantas luzes artificiais. Ele está presente, mas encoberto pelos véus de uma cultura que nos aprisiona às coisas e ao consumo. O Papa nos faz lembrar neste Natal que “hoje e sempre, os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho” e que “deriva da nossa fé em Cristo, que Se fez pobre e sempre Se aproximou dos pobres e marginalizados, a preocupação pelo desenvolvimento integral dos mais abandonados da sociedade”. Com o papa Francisco, queremos encontrar a “Alegria do Evangelho” e anunciar a todos “uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para nós o Salvador, que é o Cristo Senhor” (Lc 2,11). Feliz Natal!

Centro de Pastoral da Região Sé

palavra do bispo

Ele está na rua! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

As luzes das festas natalinas já brilham por toda a cidade, e dão um tom de festa que atrai e encanta a todos. Muitos vêm de longe, à semelhança dos antigos magos, para contemplar toda esta beleza! Antes que se apaguem as luzes deste velho ano, acendem-se as luzes que anunciam um nascimento especial: é o Natal. Quando as luzes de uma época não conseguem iluminar mais do que vitrines de objetos de consumo, ou praças que não são mais espaços de encontro de pessoas e de comunidades, é hora de redescobrir a única luz capaz de anunciar um novo ano e um mundo novo: Jesus Cristo. Será esta luz capaz de iluminar a vida de nossa cidade? A estrela que conduziu os magos à pequena Belém,

Padre José Donizeti Coelho, assessor da juventude na Região Episcopal Sé

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Região Brasilândia

Padre Cilto Rosembach celebra jubileu sacerdotal “Na caminhada do povo a serviço do Reino de Deus”, é o lema de sua ordenação presbiteral Renata Moraes

colaboradora de comunicação da Região

Na noite do domingo, 15, centenas de fiéis lotaram a Pa- BRASILÂNDIA róquia São José, em Perus, para juntos celebrarem com o padre Cilto José Rosembach seus 25 anos de ministério sacerdotal. A missa foi presidida pelo aniversariante, padre Cilto, e concelebrada pelos padres Márcio Chen e Daniel McLaughlin, ambos vigários paroquiais da Igreja São José, padre José Oscar Beozzo, coordenador geral do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (CESEEP) e demais padres do clero regional. Muito emocionado, o Pároco agradeceu a presença de todas as comunidades, as quais ele trabalhou, e o carinho e acolhimento dos padres, amigos e familiares vindos do Sul. No ofertório, foram levados ao altar os símbolos que marcaram a sua caminhada sacerdotal e os trabalhos sociais desenvolvidos neste tempo. Em sua homilia, padre Cilto relembrou que a caminhada deste jubileu foi vivida com muita luta, dificuldades e desafios. Nascido em 16 de julho de 1954, natural de Campo Novo (RS), em 1974 o jovem Cilto escolheu o caminho para o sacerdócio e ingressou no Seminário Diocesano de Palmas (PR). Nessa época, trabalhou no Jornal do Povo e na Rádio Clube de Palmas. Em 1981, já na capital de São Paulo, iniciou os cursos de Filosofia e Pedagogia. Em seguida, a Teologia, e ajudou na organização das comunidades do Grajaú e favela de Heliópolis, na zona sul. Em 10 de dezembro de 1988, na Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração, na favela do Heliópolis, Cilto José Rosembach foi ordenado padre com o lema: “Na caminhada do povo a serviço do Reino de Deus”. Recém-ordenado, trabalhou durante cinco anos na Diocese de Chapecó (SC). Em 1994, retorna às periferias de São Paulo, para trabalhar na Região Brasilândia, sendo vigário paroquial durante os

anos de 94 e 95 na Paróquia Imaculado Coração de Maria, Jardim Princesa; foi pároco durante nove anos, de 96 a 2005, na Paróquia Bom Pastor, Jardim Carumbé; e de fevereiro de 2006 a julho de 2013 foi pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, Vila Progresso, Morro Grande. Em 4 de agosto de 2013, tomou posse como Pároco da Paróquia São José, em Perus.

Sempre ligado à comunicação, padre Cilto cursou pósgraduação em Comunicação Social, no SEPAC; mestrado em Comunicação e Semiótica, pela PUC-SP, curso de locução profissional em rádio. Em 1995, participou da fundação da Rádio Comunitária e da Associação Cantareira. Em dezembro de 1996, juntamente com uma equipe, fundou o Jornal Cantareira. Em 1997, com um grupo

de educadoras populares, criou o projeto de Alfabetização de Jovens e Adultos na Brasilândia. Também é assessor da Pastoral da Comunicação (Pascom) na Região e foi membro da Comissão de Comunicação e Cultura da CNBB. Em entrevista à Pascom Brasilândia, padre Cilto expressou sua alegria em comemorar essa data, e sua gratidão a Deus por todas as realidades

pastorais vividas, assim como os projetos sociais e acadêmicos realizados junto com o povo. “Celebrar hoje, com toda essa gente vinda de vários lugares, para mim é uma grande ação de graças e uma verdadeira alegria. É tempo também de renovar o compromisso e fortalecer a vocação, para cada vez mais caminhar com o povo a serviço do Reino de Deus”, encerrou. Pascom

Durante missa de jubileu sacerdotal, no domingo, 15, na Paróquia São José, padre Cilto Rosembach (det.) é homenageado por diversos grupos e pastorais

palavra do bispo

É Natal! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Dentre poucos dias, a Igreja vê ressoar as palavras que os anjos dirigiram aos humildes pastores na noite de Natal: “Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor, na cidade de Davi. Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido envolto em faixas deitado numa manjedoura” (Lc 2, 11-12). O Excelso tornou-se nosso irmão! Aquele cujo nome permanece indecifrável, mostrou a sua face aos filhos dos mortais! Assumindo a nossa condição mortal, o Filho do

Homem nos dá a possibilidade de virmos a ser filhos de Deus (cf. Jo 1,12). O sublime Mistério da Encarnação do Senhor celebramos no mistério do Natal! Aproximamo-nos da mesa sagrada, onde até o fim dos tempos Deus se coloca entre nossas mãos, ao dar-nos seu corpo em comida e seu sangue em bebida; aproximamonos dos sacrários espalhados pela face da terra, onde a presença salvadora de Cristo se perpetua; aproximamonos da Igreja, comunidade reunida em nome do Senhor para acolher Deus que estabelece a sua morada, para fazer-nos participar da alegria do seu Natal. Como descrever tamanho Mistério? Com que palavras

podemos narrar a graça que se manifestou, a fim de nos levar a abandonar toda impiedade e as paixões deste mundo, e a viver no equilíbrio, na justiça e na piedade (cf. Tito 2, 11-14)? De certo, nossas palavras não podem exprimir o Inaudito, o Sublime Mistério, a Boa Notícia que a noite santa do Natal nos revela! Cabe-nos aproximar simplesmente, com humildade e alegria, na adoração e no silêncio e agradecer este excelso dom que o Pai nos faz. Ele nos deu o seu Filho! O Filho de Deus tornou-se nosso irmão, para que aprendamos com Ele a amar o Pai como Ele o amou e amar-nos entre nós segundo o exemplo que Ele nos deixou. É Natal! Não se trata de

agenda regional

“mais” um Natal! Não! É Natal! Transportados para aquela estrebaria, que cheira a animais, no meio da noite, acompanhamos os pastores que alegres se aproximam do Menino Deus envolto em faixas. Os sinais falam por si! O nosso Deus é o Deus dos sinais! O sinal é este: “Um menino envolto em faixas, deitado numa manjedoura”. Indefeso, pequeno, tão frágil, é o Deus que se dá a nós! Poderia servir-se da força, mas preferiu o amor! Ele é “Deus-conosco” (cf. Mt 1,23), é Natal! A todos os leitores do O SÃO PAULO, os mais sinceros votos de um santo e abençoado Natal! Deixemo-nos cativar pelo Menino nos braços de Sua Mãe! Ele quer nascer também em nós!

Terça- feira (24), 20h

Sexta-feira (27)

Missa do Natal, presidida por dom Milton Kenan Júnior, na Paróquia São Luís Gonzaga (praça Dom Pedro Fulco Morvidi, 1, Vila Pereira Barreto). Informações: 3975-6790.

4º aniversário de ordenação episcopal de dom Milton Kenan Júnior.


Região Belém

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Padre Valdir celebra 25 anos de sacerdócio João Carlos Gomes

Missa presidida por dom Edmar Peron, no terceiro domingo do Advento, marcou o jubileu do assessor da Pastoral Carcerária João Carlos Gomes

Colaborador de comunicação da Região

O dia 15, terceiro domingo do Advento e dia da bELÉM Alegria, foi o dia em que o padre Valdir João Silveira celebrou seus 25 anos de ordenação sacerdotal. Conhecido por seu trabalho na Pastoral Carcerária, o Padre celebrou seu jubileu na Paróquia Santa Cruz, no Setor Vila Antonieta da Região Belém, onde é vigário paroquial. O bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para o Belém, dom Edmar Peron, presidiu a celebração, que foi acompanhada por cerca de 500 pessoas. “O que me fortalece é a participação de tantas pessoas em minha vida e a palavra de Deus; este trabalho que a gente faz com a Pastoral Carcerária mostra a importância de estarmos juntos neste mundo, onde as pessoas são marginalizadas e esquecidas e que a presença da Igreja é fundamental para o encaminhamento de uma vida mais tranquila e de reintegração na sociedade”, avaliou o Padre. Para dom Edmar, padre Valdir é sinônimo de Pastoral Carcerária: “Na Bíblia, uma das características do jubileu é a libertação de quem está preso e isto é tão identificado com a sua pessoa. Sempre que citamos o seu nome, as pessoas já perguntam ‘o padre Valdir da Pastoral Carcerária?’. Por isso, alegramo-nos porque nos cuidados com esta grande família, que Deus te confiou, estão também os cuidados com esta Pastoral tão exigente, não somente entre nós na Arquidiocese, mas ajudando a Igreja no Brasil a realizar este trabalho”, disse o Bispo. agenda regional

Terça-feira (24), 24h Vigília de Natal, na Paróquia Menino Deus (avenida dos Pequis, 325, Jardim Vila Formosa).

Quarta-feira (25), 7h Celebração de Natal na Paróquia São Filipe Neri (avenida São Lucas, 279, Parque São Lucas).

Padre Valdir João Silveira recebe cumprimentos de dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese no Belém, pelo jubileu de prata sacerdotal, no domingo, 15

palavra do bispo

Preparar-se para o Natal, rezando as ‘Antífonas do Ó’ Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

As “Antífonas do Ó” são pequenos refrãos para serem cantados na Oração da Tarde – Vésperas – desde o dia 17 até o dia 23 de dezembro; nelas se encontram “toda a medula da liturgia do Advento” (P. Guéranger). Essas antífonas nos introduzem na teologia bíblica da espera do Messias. Para saboreá-las espiritualmente, como oração pessoal, cheia de “piedosa e alegre expectativa”, quero propor alguns elementos bíblicos. Dia 17: “Ó Sabedoria que saístes da boca do Altíssimo,/ e atingis até os confins de todo o universo/ e com força e suavidade governais o mundo inteiro:/ oh vinde ensinar-nos o caminho da prudência!” Cristo é força e sabedoria de Deus (1Cor 1,24). O profeta Isaías, quando descreve os dons que o Espírito do Senhor concede ao Menino, ao Emanuel (Deus-conosco), coloca em primeiro lugar o espírito de inteligência e sabedoria (Is 11,2). Quem é sábio age com prudência (1Rs 3,9.12). Na espera amorosa do nascimento, pedimos a Deus Pai que possamos descobrir, nos ensinamentos de seu Filho, a prudência como o dom de sua sabedoria infinita, a guiar-nos em nossas ações. Dia 18: “Ó Adonai, guia da

casa de Israel,/ que aparecestes a Moisés na sarça ardente/ e lhe destes vossa lei sobre o Sinai:/ vinde salvar-nos com o braço poderoso!” Adonai, isto é, Senhor, é o nome santo de Deus, o libertador (Ex 6,6; Dt 16,5-9). O salmo 130 proclama a esperança de quem confia na vinda do Senhor (5-8). Para os cristãos, essa espera é uma realidade. O Senhor veio e ofereceu sua vida para o resgate de todos. Jesus, o Emanuel, o Deus-conosco nos acompanha em todas as situações de nossa vida. Dia 19: “Ó Raiz de Jessé, ó estandarte,/ levantado em sinal para as nações!/ Ante vós se calarão os reis da terra,/ e as nações implorarão misericórdia:/ Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora!” Segundo a promessa, o Messias pertenceria à dinastia de Davi, cujo tronco é Jessé (2Sm 7,5ss), o qual brotará (Is 11,1). O Menino Jesus, para cumprir a profecia, nasceu “em Belém da Judeia”, a cidade de Davi (Mt 2, 5-6; Mq 5,1). Ele vem ao nosso encontro para nos salvar, libertando-nos sem demora. Dia 20: “Ó Chave de Davi, Cetro da casa de Israel,/ que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre:/ vinde logo e libertai o homem prisioneiro,/ que nas trevas e na sombra da morte, está sentado!” A chave é símbolo do poder com autoridade (Is 22,22). O Messias, Jesus de Nazaré, recebeu do Pai todo o poder no céu e na terra

(Mt 28,18; Ap 1,18); em suas mãos estão “as chaves do Reino” (Mt 16,19). Ele tem em suas mãos a “Chave de Davi” (Ap 3,7) e anuncia, ainda hoje, a liberdade aos cativos (Lc 4,18). Dia 21: “Ó Sol nascente justiceiro, resplendor da Luz eterna:/ Oh, vinde e iluminai os que jazem entre as trevas/ e na sombra do pecado e da morte, estão sentados!”. A profecia anunciou que Deus mesmo seria a Luz do seu povo (Is 60, 19-20). E nós, hoje, vivendo em meio às trevas do mundo, da confusão de valores e ideais de nossa época, pedimos que o esplendor da luz, que irradia o presépio, penetre na obscuridade do mundo, para que todos os homens e mulheres se beneficiem desse resplendor divino, que é Jesus Cristo. Sim, “o povo que andava nas trevas viu uma grande luz!” (Is 9,1). Dia 22: “Ó Rei das nações. Desejado dos povos;/ ó Pedra angular, que os opostos unis:/ Ó, vinde e salvai esse homem tão frágil,/ que um dia criastes do barro da terra!” Os salmistas cantam frequentemente a realeza do Senhor (Salmos 24; 47; 96; 97; 98; 99); os profetas anunciam que o Menino será o “Príncipe da paz”, e estenderá seu poder assegurando a paz, porque seu reinado se consolidará no direito e na justiça (Is 9, 1-6). Ele é o Rei que assumiu nossa fragilidade humana, elevandoa, fazendo-nos, pelo mistério de sua Encarnação, Morte e ressurreição, participantes de sua

natureza divina! Assim, o Rei é, ao mesmo tempo, o bom Pastor! Dia 23: “Ó Emanuel: Deusconosco, nosso Rei Legislador,/ Esperança das nações e dos povos Salvador;/ Vinde, enfim, para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!” (para o dia 23). “Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor havia dito pelo profeta: ‘Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e o chamarão com o nome de Emanuel’, o que traduzido significa: “Deus está conosco” (Mt 1, 22-23; Is 7,14). O Menino, o Jesus de Nazaré, é a definitiva presença de Deus, que responde realmente ao nome de Deus-conosco. Ele é nossa Esperança e nossa Salvação! Para concluir essa meditação, preparando-nos para o Natal do Senhor, retomo as palavras animadoras de Sua Santidade, o papa Francisco: “Convido todo o cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por ele, de o procurar dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído. Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direção a Jesus, descobre que ele já aguardava de braços abertos a sua chegada” (Evangelii Gaudium, 5).


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Encontro promoverá caminhada eclesial da Pastoral dos Surdos no Brasil De 7 a 11 de janeiro, em Porto Alegre (RS), acontecerá o 16º Encontro Nacional da Pastoral dos Surdos e o 6º Encontro Nacional dos Intérpretes Católicos. Com o tema “Fé – dom e serviço na Igreja e para a sociedade”, os eventos pretendem solidificar e promover a caminhada eclesial da Pastoral. Informações em www.effata.org.br.

Rede Rua recebe Prêmio de Direitos Humanos Entidade fundada em 1991, foi premiada na quinta-feira, 12, na categoria Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua Alderon Costa

especial para o são paulo

Na quinta-feira, 12, foi entregue, em Brasília, o 19º Prêmio de Direitos Humanos. A Associação Rede Rua foi contemplada na categoria Garantia dos Direitos da População em Situação de Rua. A presidente Dilma Rousseff e a ministra Maria do Rosário secretária dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH), Maria do Rosário, participaram desta solenidade. Para a Ministra da Presidência da República, “o prêmio consiste na mais alta condecoração do governo brasileiro a pessoas físicas ou jurídicas que desenvolvam ações de destaque na área dos Direitos Humanos”. Maria Nazareth Cupertino, coordenadora do Centro de Acolhida Pousada da Esperança, representou a Associação Rede Rua na entrega do Prêmio, em Brasília. “Cumpri a missão com muito carinho e orgulho, mas com o desafio de continuar a luta por políticas públicas e denunciar

Roberto Stuckert Filho/PR

ausência de emprego e moradia; com trajetórias marcadas por uma série de rupturas. Segundo Geni dos Santos, “o fato de alguém estar em situação de rua já quer dizer que seus direitos não são iguais aos direitos das outras pessoas. O morador ou moradora de rua é o sem casa, o sem emprego, o sem saúde, o sem alimentação segura, aquele a quem falta o reconhecimento como cidadão de direito”. Em São Paulo, Presidente Dilma e a ministra Maria do Rosário entregam prêmio para Maria Nazareth segundo pesquisa da Fundação Escola as violações dos direitos básicos pessoas continuam sobreviven- de Sociologia e Política de São da pessoa”, afirmou Nazareth. do pelas ruas das cidades, em Paulo, em 2011, as pessoas em Para o padre Arlindo Pereira número crescente e ainda não situação de rua já passavam de Dias, sdv, cofundador da Rede se tem resposta. “Os méritos 14 mil. Destas, 60% estavam Rua e atual conselheiro geral da dessa premiação devem ser re- em abrigos e 40% continuavam Congregação do Verbo Divino, “o partidos entre todas as equipes morando nas ruas da cidade de prêmio é um reconhecimento de de trabalho da Rede Rua, com São Paulo. A Rede Rua manque a Rede Rua está no cami- as pessoas em situação de rua tém dois projetos conveniados nho certo de lutar pela dignida- diretamente envolvidas nos pro- com a Secretaria Municipal de de, promoção da identidade da jetos da Associação e com todas Assistência e Desenvolvimenpopulação em situação de rua as Organizações parceiras”, fi- to Social (SMADS), que atende e por procurar a transformação naliza Geni. em média 500 pessoas por dia. A Associação Rede Rua foi Além desse trabalho social, a das raízes dessa miséria e pobreza”. Segundo Geni Camargo criada em 1991 como organi- Rede Rua pública o jornal O Tredos Santos, presidente da Asso- zação sem fins lucrativos, que cheiro, com 5 mil exemplares ciação, ser indicada a um prêmio desenvolve projetos sociais e mensal trazendo notícias sobre como este é um reconhecimento culturais, prioritariamente com a população de rua, políticas do trabalho desenvolvido, ao adultos em situação de rua, públicas, denúncias de violência longo de mais de 22 anos. Antes, grupo social que está frequente- e histórias de vida com o objeporém, representa um aumento mente submetido à violência de tivo de dar visibilidade a esta de responsabilidade, já que as morar em situação de rua, pela realidade.

Encontro Nacional debate a evangelização da juventude no Brasil da redação

Aconteceu em Brasília, DF, de quarta-feira, 11, a domingo, 15, o Encontro de Revitalização da Pastoral Juvenil. O encontro teve a finalidade de planejar as atividades de evangelização dos jovens no Brasil e foi promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB. O objetivo foi contribuir para que a Igreja no Brasil e as expressões juvenis possam colher os frutos dos trabalhos com a juventude desenvolvidos nos últimos anos, foi destinado às lideranças que atuam na evangelização em movimentos, pastorais, novas comunidades e congregações religiosas. O diferencial deste encontro

foi a elaboração das pistas de ação pelos próprios participantes do evento. Tal formatação teve como base as oito linhas de ação elencadas pelo Documento 85 da CNBB para a evangelização juvenil – formação integral, espiritualidade,

pedagogia de formação, discípulos para a missão, estruturas de acompanhamento, ministérios da assessoria, diálogo fé e razão e direito à vida. Na manhã do domingo, 15, último dia do encontro, o presidente da Comissão para Jovens conectados

Juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro, apresentou as conclusões estruturadas nos trabalhos em grupo. Ele ainda destacou que a linha da ação “discípulos para a missão” foi amplamente apontada pelas equipes que se reuniram por regionais da CNBB e expressões (Pastorais de Juventude, novas comunidades, movimentos e congregações). “Parabéns pelo ‘sim’ que vocês estão dando à Igreja, aos jovens e ao Documento 85”, felicitou dom Eduardo, ao afirmar que este encontro se encerra num verdadeiro clima de alegria pelas atividades realizadas e ações propostas, o que coincide com este “Domingo da Alegria”, o terceiro do tempo do Advento. (com sites)

Direto de Roma Mensagem para o Dia Mundial da Paz

Foi publicada, na quinta-feira, 12, a mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro. Com o tema “Fraternidade, Fundamento e Caminho da Paz”, a mensagem é um convite para redescobrir o valor da solidariedade como remédio para os males sociais do mundo de hoje. Na linha de continuidade com as precedentes encíclicas sociais como a Populorum Progressio (de Paulo 6º), a Solicitudo Rei Socialis (de João Paulo 2º) e outras, Francisco recorda que tanto as pessoas como as nações devem, num espírito de fraternidade e comunhão, trabalhar juntas para construir o futuro da humanidade; um dever que recai primeiramente sobre os mais favorecidos. O Papa prossegue recordando que a fraternidade é a premissa para vencer a pobreza. Pobreza é, de fato, falta de fraternidade entre os povos e entre os homens. Tais relações fraternas passam, na ótica do Papa, pela redescoberta da fraternidade na economia, por uma fraternidade que extingue a guerra, a corrupção e o crime organizado, por uma fraternidade que ajuda a conservar e a cultivar a natureza. Leia a íntegra da mensagem no site da Arquidiocese de São Paulo (www.arquidiocesedesaopaulo. org.br)

Papa confirma cardeal Ouellet prefeito da Congregação para os Bispos O Papa confirmou o cardeal Marc Ouellet como Prefeito da Congregação para os Bispos. O canadense, de 69 anos, arcebispo emérito de Québec, é Prefeito desde 2010, quando foi nomeado por Bento 16. O atual Secretário é o brasileiro dom Ilson de Jesus Montanari, brasileiro, natural de Sertãozinho, nomeado em 12 de outubro de 2013 por Francisco.

Papa recebe Prêmio internacional como “Comunicador Global”

O papa Francisco recebeu, na noite da sexta-feira, 13, um reconhecimento extraordinário como “Comunicador Global”, por ocasião da premiação dos vencedores da 4ª Edição do Prêmio Jornalístico Internacional “Argil: homem europeu”. A justificativa para homenagear o Papa, de acordo com os organizadores do prêmio, é porque “em apenas dez meses, papa Francisco revolucionou o estilo de comunicação do Pontificado: instantaneidade, espontaneidade, sinceridade, convicção. A sua comunicação é global. Papa Francisco fala a todos, não tem preferências, porque todos precisam da sua palavra, que se transforma em mensagem”. Com informações de sites


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Coordenação nacional da 5ª Semana Social Brasileira avalia evento A coordenação nacional da 5ª Semana Social Brasileira reuniu-se no dia 10 para avaliar o evento realizado em setembro, que discutiu o Estado brasileiro. Os membros da coordenação entenderam que é preciso fazer uma devolutiva para a sociedade e a Igreja dos apontamentos finais da 5ª SSB e já pensar na organização da próxima edição.

Pelo fim da fome no planeta até o ano de 2025 Cáritas Internacional

Com o apoio do papa Francisco, Cáritas Internacional lançou campanha mundial, no dia 10, que acontecerá também no Brasil, onde 16 milhões de pessoas não têm o que comer Daniel Gomes Redação

“Estamos diante do escândalo mundial de cerca de 1 bilhão, 1 bilhão de pessoas que ainda hoje têm fome. Não podemos virar as costas e fazer de conta que isto não existe. O alimento que o mundo tem à disposição pode saciar todos”, enfatizou, o papa Francisco, em mensagem de vídeo, na abertura da campanha da Cáritas Internacional contra a fome no mundo, lançada no dia 10. A meta da iniciativa é sensibilizar a sociedade para erradicar a fome até o ano de 2025, por meio de políticas públicas e mudanças de hábitos, especialmente para o fim do despedício de alimentos. “Compartilhemos o que temos,

Campanha mundial de combate à fome é lançada no Vaticano com mensagem do papa Francisco; e no Brasil, na sede da CNBB, em Brasília, na terça-feira, 10 CNBB/Assessoria de Imprensa

em caridade cristã, com os que são obrigados a enfrentar muitos obstáculos para satisfazer uma necessidade tão primária; e, ao mesmo tempo, promovamos uma autêntica cooperação com os pobres para que, através dos frutos do seu e do nosso trabalho, possamos viver uma vida digna”, exortou o Papa. Em entrevista à rádio Vaticano, Michel Roy, secretário geral da Cáritas Internacio-

nal, defendeu que os países tenham uma lei nacional sobre o direito à alimentação, e destacou: “Precisamos refletir sobre o nosso estilo de vida. Somos solidários com os pobres ou não? Não podemos fechar os olhos, pelo contrário, devemos responder a este problema”. Na avaliação do economista e especialista em sociologia, José de Almeida Amaral Junior, embora já seja possível pro-

duzir alimentos para os mais de 7 bilhões de habitantes do planeta, são necessárias mais pesquisas para aproveitar os recursos existentes, evitando perdas e degradações ambientais. Para ele, a principal barreira no combate à fome é o interesse econômico. “O sistema capitalista vive do lucro, do acúmulo de ganhos. E essa questão é, digamos, genética neste modo de produção. Por causa disso, o

mercado especula, inclusive, com o preço dos alimentos. Nós temos a aberração de que país exportador de alimento passa fome! Há, portanto, gente que fatura no mercado com as altas dos preços, que enriquece com a escassez de comida. Os bolsões de miséria aparecem mais nos países que foram colonizados, caso dos africanos, superexplorados e que não tiveram o retorno, uma compensação suficiente com tudo o que foram brutalmente violentados pelas potências colonizadoras europeias”, analisou ao O SÃO PAULO. José Amaral avaliou que a mensagem de Francisco na abertura da campanha convoca os católicos à ação. “O Papa exorta seu rebanho para agitar: para refletir e, daí, partir para a ação. A fome no mundo não vai ser resolvida com a queda do maná, como ocorrido no Antigo Testamento”, comentou. Dom Flávio Giovenale, bispo de Santarém (PA) e presidente da Cáritas Brasileira, afirmou, à rádio Vaticano, que a mensagem do Papa será a base para a divulgação da campanha no Brasil, e que haverá mobilização dos núcleos da Cáritas para que a iniciativa chegue aos mais pobres. Segundo dados do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, 16 milhões de pessoas passam fome no País.

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Diáconos a serviço da palavra, liturgia e caridade Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Missa de ordenação foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, no sábado, 14, na Catedral da Sé

primentavam e parabenizavam, o neodiácono não se continha e chorava. Em conversa com O SÃO PAULO, contou estar muito feliz pois a ordenação representa o fim de um processo e o início de outro, de uma estreita preparação em que irá procurar aprimorar sua experiência no trabalho com os pobres e no serviço na Região Lapa, para onde foi desigEdcarlos Bispo de Santana reportagem no centro nado. “Pretendo auxiliar, aprender. Aprender a humildade, solidarie“Recebe o Evangelho de Cristo, dade e a amar. O povo nos ensina do qual foste constituído mensaa amar muito”, afirmou Gleidson, geiro; transforma em fé viva o que ao ser questionado sobre suas leres, pratica aquilo que creres e expectativas para este novo períprocura realizar o que ensinares.” odo que se inicia na sua vida. Essa é a oração feita, quando, na No sábado, 14, na Catedral da Sé, dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, ordena nove diáconos Para a mãe do recém-ordeordenação diaconal, é entregue aos neo diáconos o livro dos Evangelhos. diáconos permanentes – Aparecido Fran- rém ciente da responsabilidade que recai nado diácono, Maria Júlia Souza, ver a A mesma oração citada acima foi cisco Cavanha, Carlos Alberto de Paula sobre sua família neste momento. Para ordenação do seu filho foi uma das maioacompanhada por milhares de fiéis, que Ribeiro e Valdomir Ramiro –, na hora dos ela, o importante é a família permanecer res alegrias da sua vida. Maria não soube no sábado, 14, às 15h, lotaram a Cate- agradecimentos, o diácono Carlos Alberto unida e continuar apoiando e ajudando no precisar quando viu os primeiros sinais de dral da Sé para a ordenação de seis diá- agradeceu o apoio de todos, principalmen- que for possível na palavra das filhas re- vocação em seu filho, porém lembra que uma vez, quando pequeno, ao final da mispresenta “amar e servir”. conos transitórios e três permanentes. A te de amigos e familiares. Valdomir afirmou estar muito alegre, sa, para ajudar na organização da Igreja, Carlos destacou que a celebração de celebração foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropoli- ordenação não representa o fim de uma mas não uma alegria eufórica, desvairada, recolheu todos os folhetos da missa. “Se ele sentir que Deus está chamantano, e concelebrada pelos bispos auxilia- etapa, mas, na verdade, o início de uma e sim uma alegria consciente das responres dom Julio Endi Akamine, dom Edmar nova caminhada. O neodiácono pediu, sabilidades e das suas tarefas. De acordo do, ele não tem que pensar. Procure uma Peron, dom Sergio de Deus Borges, além ainda, que a comunidade permaneça em com ele, a vocação necessita de disponi- igreja, converse com o pároco. Não pode do bispo da Diocese de Bragança Paulista, oração para que possam cumprir os três bilidade para poder servir e aceitar aquilo ter medo, tem que ir em frente”, afirmou Maria Júlia, incentivando os jovens que dom Sérgio Aparecido Colombo, pelo vi- pilares da diaconia – palavra, liturgia e ca- que a Igreja pede. sentem em seu coração o chamado ao sagário episcopal da Região Ipiranga, padre ridade. cerdócio. A família do diácono Valdomir Ramiro Diáconos Transitórios Anísio Hilário, padres reitores e formadores do Seminário Arquidiocesano, além de estava radiante. A esposa, Vanda Cianga Após um longo período de preparaRamiro, e as duas filhas Luiza e Beatriz ção, seis seminaristas, que se preparam Um diácono pertencente demais padres da Arquidiocese. Na homilia, dom Odilo refletiu sobre a Cianga Ramiro conversaram com a repor- para receber o sacerdócio foram ordena- à Aliança de Misericórdia liturgia do dia, 3º Domingo do Advento, e tagem do O SÃO PAULO e contaram a pre- dos diáconos. Todos estavam visivelmenDos seis neodiáconos, o jovem Rodrigo destacou que o cristão deve ser alegre e paração realizada pelo diácono e de sua te emocionados, porém, Gleidson Luis de Aguiar Freitas é mais um dos consagrados contar com alegria a Boa-Nova do Evan- participação na Igreja. Sousa Novaes era o que mais transpa- da comunidade Aliança de Misericórdia gelho. Já para os diáconos, o Arcebispo Vanda afirmou estar muito alegre, po- recia essa emoção. A todos que o cum- que recebeu o sacramento da Ordem, nesrelembrou que a diaconia é um serviço e, te caso no primeiro grau, o diaconato. No desde o seu surgimento, contado no livro ano passado, a comunidade ganhou quaAtos dos Apóstolos, os diáconos são cha- Diáconos permanentes: tro sacerdotes. mados a exercer a caridade. Para o padre João Henrique, um dos Dom Odilo acrescentou, ainda, que os fundadores da comunidade, o diaconato, diáconos devem se preocupar com aqueenquanto serviço, representa expressão les que estão esquecidos, principalmente máxima de comunidade de cuidado aos na Igreja, como por exemplo os doentes, pobres, aos abandonados, às pessoas que os pobres e os presos. Para o Cardeal, o estão presas e longe das comunidades diácono tem que assistir o sacerdote para eclesiais. que o Povo de Deus seja bem servido no Já para Rodrigo, este será um momenPão da Palavra, da Eucaristia e para que to para exercer os três pilares da diaconia os doentes sejam confortados recebendo e pôr em prática, ainda mais, aquilo que Aparecido Francisco CavaCarlos Alberto de Paula Valdomir Ramiro os sacramentos. já vive na comunidade, no atendimento nha – “O Senhor abriu-me Ribeiro – “Mas porque “Em tudo amar aos acolhidos, as casas de atendimento às os ouvidos e eu não lhe mandas, lançarei as redes” e servir”. crianças e as demais obras da Aliança de Diáconos Permanentes resisti e não voltei atrás” (Lucas 5, 5). (Santo Inácio de Loyola) Misericórdia. Na celebração, foram ordenados três (Isaías 50, 5). Vai para a ReVai para a Região Vai para a Região gião Episcopal Brasilândia

Episcopal Belém

Episcopal Ipiranga

Diáconos transitórios:

Everton Augusto de Souza – “Aqui estou! Envia-me”. (Isaías 6, 8) Vai para a Região Episcopal Belém

Gleidson Luis de Sousa Novaes – “Fé, esperança e caridade” (1º Cor 13,13) Vai para a Região Episcopal Lapa

Maércio Angelo Pissinatti Filho – “Como o Pai me enviou, também eu vos envio” (João 20, 21). Vai para a Região Episcopal Santana

Pedro Augusto Ciola de Almeida – “Que todos sejam um”. (João 17, 21)” Vai para a Região Episcopal Ipiranga

Rodrigo Aguiar Freitas “Porque eu sei em quem depositei minha fé” (2º Timóteo 1,12). Vai para a Região Episcopal Brasilândia

Antonio Pedro dos Santos – “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus 5,7). Vai para a Região Episcopal Sé


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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 17 de dezembro de 2013 a 2 de janeiro de 2014

Geral

Exposição de presépios segue até 6 de janeiro no Museu de Arte Sacra Até 6 de janeiro, no Museu de Arte Sacra de São Paulo (www.museudeartasacra.org.br), segue a exposição “Presépios: Um Olhar, Uma História”, com curadoria de Cristina Ferraz. A visitação pode ser feita de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h. O ingresso custa R$ 6,00. Há gratuidade aos sábados.

Na Sé, imagens do Menino Jesus são abençoadas Luciney Martins/O SÃO PAULO

No terceiro domingo do Advento, o Domingo da Alegria, aconteceu a bênção dos ícones que são colocados no presépio na noite de Natal Edcarlos Bispo de Santana

reportagem no centro

O 3º Domingo do Advento é conhecido como “Domingo Gaudete”, ou “Domingo da Alegria”. Com a proximidade do Natal do Senhor, a comunidade reveste-se de especial alegria, não uma alegria eufórica e passageira, mas a alegria pautada na esperança. No Vaticano, esta data é marcada pela bênção das imagens dos Meninos-Jesus, os “Bambinelli”. A praça São Pe-

Ao final da celebração, padre Luiz Eduardo Baronto, vigário da Catedral da Sé, abençoa imagens do Menino Jesus

dro esteve repleta de crianças que, após a oração mariana do Angelus, foram saudadas pelo papa Francisco: “Caras crianças, quando rezarem diante do presépio de vocês, lembrem-se também de mim, como me recordo também de

vocês. Agradeço-lhes, e bom Natal!” Na Arquidiocese de São Paulo, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, pediu durante a ordenação de nove diáconos, realizada na Catedral da Sé,

no sábado, 14, que deseja ver este costume sendo realizado também na Arquidiocese e pediu aos párocos e vigários paroquiais que incentivem o povo neste propósito, pois isso é mais um motivo de valorização do sentido cristão do Natal.

Na mesma Catedral da Sé, porém no domingo, 15, na missa das 11h, o padre Luiz Eduardo Baronto, vigário da Catedral, antes da bênção final, convidou aqueles que haviam levado as imagens do Menino Jesus para que fossem abençoadas. Eram imagens dos mais variados tamanhos, trazidas por pessoas de idades diversificadas, desde idosos até crianças. Na homilia, o padre Baronto destacou que este domingo é um “convite de Deus para que nos alegremos”, mas não com qualquer alegria, “não a alegria que o mundo proclama”, mas uma alegria voltada para Cristo, pois ele é a “fonte da verdadeira alegria”. O Sacerdote lembrou, que, no Brasil, no 3º Domingo do Advento, acontece a coleta da Campanha Nacional de Evangelização e pediu aos fiéis que fossem generosos, pois esse dinheiro manterá muitas obras de evangelização mantidas pela Igreja em todo o País. Missas de Natal na catedral

Dia 24 12h e 15h - Missas 23h - Concerto Natalino 24h - Missa da Vigília do Natal (do Galo) Dia 25 9h; 11h e 17h Missas Solenes de Natal Dia 31 12h - Missa Dia 1º 12h e 17h - Missas Solenes


O SÃO PAULO - edição 2983