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Exposição mostra jovens e santos missionários

Vítimas de desastres ambientais associam-se

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Santana dá adeus a padre Alex, morto, dia 9

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Conselhos favorecem a participação política Página 9

ano 58 | Edição 2974| 15 a 21 de outubro de 2013

R$ 1,50

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

O Brasil agradece e pede a Maria De 7 a 13 de outubro, os católicos de todo o Brasil homenagearam Nossa Senhora, a Mãe de Deus e nossa. No dia 7, a veneraram como Nossa Senhora do Rosário. No dia

12, a homenagearam como Mãe e Padroeira do Brasil. Na cidade de São Paulo, procissão fluvial no rio Tietê marcou a data, e no Santuário Nacional, bem como em todas

as paróquias dedicadas a ela ou não, multiplicaram-se celebrações em louvor à Mãe Aparecida. No dia 13, 2 milhões de pessoas em Belém (PA) fizeram preces a Nossa Senho-

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na Região Episcopal Ipiranga, festa do Círio de Nazaré atrai centenas de fiéis no domingo, 13

ra de Nazaré. Não bastasse isso, o mundo católico uniu-se ao Papa, no seu ato de consagração do mundo a Nossa Senhora de Fátima. Páginas 12 e 13 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida chega às margens do rio Tietê na ponte do Piqueri

Comissão da Verdade RCC, em missão, ouve religiosos percorre a cidade

Cardeal fala ao O SÃO PAULO sobre o Sínodo

Dom Angélico Sândalo Bernardino, padre Julio Lancellotti e o rabino Henry Sobel foram ouvidos pela Comissão da Verdade Vladimir Herzog. Eles fizeram memória do assassinato do operário Santo Dias da Silva e do jornalista Vladimir Herzog. Padre Lancellotti falou da situação de abandono do povo da rua em SP.

A Renovação Carismática Católica, pela segunda vez, realizou, de 6 a 13, uma Semana Missionária. Por toda a cidade, participantes dos grupos de oração anunciaram Jesus Cristo em ruas, escolas, creches, hospitais. Uma procissão eucarística do Marco Zero da cidade ao interior da Catedral da Sé fechou a semana.

No dia 8, o papa Francisco convocou a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos.“Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização” será o tema. Dom Odilo Scherer avalia como “surpreendente” a decisão do Papa. E explica que o olhar da Igreja para a família é à luz da fé.

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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 15 a 21 de outubro de 2013 Gabirante

frases da semana

“O soldado do exército romano cortou lado a lado o peito de Cristo na cruz. A bala assassina cortou o peito do operário [Santo Dias da Silva, morto em 1979] que nada mais queria que justiça e vida digna para a classe trabalhadora”. Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC)

“Na política não existem espaços vazios, se as pessoas de bem não ocupam os espaços, eles certamente serão ocupados pelos interesses de apenas alguns e não do bem comum”.

“Eu tive uma queda que resultou na colocação de uma prótese no quadril e fiquei usando bengala por algum tempo, e eu pedia a Nossa Senhora a cura. Certo dia, e sem perceber, comecei a andar sem o auxílio da bengala, foi um verdadeiro milagre”.

Márcia Castro, coordenadora da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi

Eclésia de Oliveira, devota de Nossa Senhora Aparecida

você pergunta

Espiritualidade

Posso receber a Eucaristia sem ter me confessado?

Você sabe o que significa ser livre? Eu não Frei Patrício Sciadini

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

A Carlita mora em Itapecerica da Serra (SP) e sua pergunta é sobre a necessidade da confissão para comungar. Carlita, a sua pergunta permite duas respostas. Posso receber a Eucaristia sem ter me confessado? Pode, se você está em estado de graça se a sua consciência não a acusa de algum pecado grave. Essa é a primeira resposta. O estado de graça é a situação de quem está vestido com a roupa de festa para participar da festa da Eucaristia. Mas tem uma segunda resposta, e eu acho que você já adivinhou qual é. Posso receber a Eucaristia sem ter me confessado? Não pode, se você cometeu algum pecado grave. Se você não está em estado de graça. Se a sua consciência a acusa de ter ofendido seriamente a Deus e ao próximo. Mas, suponhamos que você não está em estado de graça e não há um padre por perto para você se confessar. Nesse caso, você pode fazer o seguinte: rezar o ato de contrição e comprometer-se diante de Deus a se confessar na primeira oportunidade que tiver. Vá, comungue e procure imediatamente um sacerdote e faça a sua confissão. Sabe, Carlita, hoje em dia, para muitos nada é pecado. A consciência de muitos parece que embotou, nublou de tal forma que não conseguem se dar conta do próprio pecado. Isso é triste. Até porque, a comunhão perde todo o seu efeito e afasta a pessoa de Deus, particularmente se existe a consciência do pecado. São Paulo usa uma expressão muito dura: quem comunga de qualquer jeito, diz ele, comunga a sua própria condenação. Que isso não aconteça conosco, minha irmã. Fique com Deus. Que ele abençoe você e sua família.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

A liberdade é um sacramento do amor de Deus para conosco, é o sinal mais profundo do seu amor. Deus não impõe, não obriga, não escraviza nem limita a nossa liberdade. Ele nos dá a liberdade de escolher e de responder à sua Palavra. Ser livre é o ideal mais belo da vocação humana e cristã. O apóstolo Paulo, na sua Carta aos Gálatas (5,13), diz: “Fostes chamados para a liberdade”. Mas qual é o caminho da liberdade? É o amor, quem ama sabe viver livre e deixa que os outros o sejam. Um dia, um jovem se dirigia a mim gritando com toda força: “Eu sou livre e faço da minha vida o que quero. Ninguém pode me impedir de ser livre. Que-

ro me drogar, me drogo; quero matar, mato etc. Sou livre!”. Essa não é liberdade, mas sim é a pior das escravidões existentes. Escravidão das próprias paixões que, com sua violência, nos oprime e oprime os outros. Assistimos a uma manipulação da liberdade em todos os momentos. Os meios de comunicação, antes de nos dar uma notícia, mastigam-na, revestem-na da cor que querem, maquilam-na e depois a apresentam como “verdade”. As palavras que dizemos não raramente não são frutos de uma liberdade interior, mas sim de convenções e medos que estão dentro de nós ou sonhos que queremos alcançar. Reencontrei o verdadeiro sentido da liberdade e sou feliz na leitura do Evangelho. “Consagra-os na verdade e a verdade os fará livres!” Esse é o caminho que Jesus nos oferece para chegarmos a ser verdadeiramente livres. Ser consagrado, na verdade, sig-

nifica ser marcado com o amor de Deus, ser embriagado da sua luz e do seu amor, caminhar na única luz, que é Cristo, pelo único caminho que é ele, orientados somente pelas suas palavras. A liberdade é algo de sagrado que tem suas raízes dentro de nós. É na árvore da liberdade que amadurecem os frutos mais belos do amor, da paz, da convivência e do respeito aos outros. A liberdade é ser nós mesmos, mas não segundo o modelo do mundo ou das paixões, mas purificados do pecado e do mal, caminhando de cabeça erguida rumo a Cristo Jesus, caminho, liberdade e vida. Busco a liberdade, mas não pelos caminhos de outrora, que eram o desejo de não respeitar ninguém, mas hoje ser livre quer dizer viver na escuta de Deus, que chega até mim por meio dos outros, e dar a todos o espaço necessário para serem felizes, da felicidade que está encerrada nas bem-aventuranças, que são caminho de liberdade.

palavras que não passam

Igreja peregrina PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

O Concílio Vaticano 2º lembra a condição de povo caminhante. A imagem é da Bíblia cheia de variedades, riquíssima de ensinamentos que caracterizam a Igreja de hoje. O Concílio desenvolve o tema no segundo capítulo da Lumen Gentium (Cristo é a luz dos povos). O atual Povo de Deus busca sua expressão e simbolismo no povo de Israel, no Antigo Testamento, em sua caminhada de 40 anos pelo deserto. Durante essa longa caminhada, Deus, baseado nas 10 Palavras conhecidas como 10 Mandamentos, fez Aliança com o povo. Nasceu o Povo de Deus aliado ao Deus do povo. A iniciativa de assumir os compromissos da Aliança foi de Deus, mas a aceitação do compromisso foi do povo. Na caminhada pelo deserto, liderado por Moisés, o povo tinha o destino determinado, que era a terra de Canaã

– a “terra prometida” –, reservada por “à Jerusalém Celeste” do Apocalipse. Deus para ali estabelecer o povo e iniciar Portanto, essa Igreja sabe o que quer e a História da Salvação da humanidade. para onde caminha. A solidariedade de Tanto caminhante no deserto quanto es- todos no esforço conjunto da missão é tabelecido em Canaã, o povo foi se edu- a “comunhão eclesial” – “imagem da cocando no cumprimento das 10 palavras munhão na Trindade” –, que é a noção para, sobre a base delas, construir o central e fundamental do Vaticano 2º. A expressão Igreja é de origem grega povo com o qual Deus iniciaria o processo de cumprir a promessa do envio de e significa “assembleia”. A Igreja do Vaticano 2º é esse conjunto do Povo de Deus, um Salvador. Como de fato aconteceu. A maravilhosa novidade do novo que vive e se manifesta nas diversas coPovo de Deus, no Novo Testamento, é munidades espalhadas pelo vasto munJesus Cristo, o Messias SalA maravilhosa novidade do novo Povo vador prometido, esperado, enviado e agora presente. de Deus, no Novo Testamento, é Jesus Com base no novo manCristo, o Messias Salvador prometido, damento do amor, o novo povo caminha pela História esperado, enviado e agora presente aperfeiçoando-se em contínua conversão para fazer a experiência do. O retrato típico são as primeiras code que o novo Reino de Deus é possível munidades católicas de Jerusalém, que e está acontecendo na História da hu- viviam no cotidiano o ideal de ser Igreja manidade. Essa é a Boa Notícia para (cf. At 2, 42-47; 4, 32-37; 5, 12-16). A Igreja na América Latina e Caricomunicar ao homem de hoje. Essa missão é exercida pela unidade de todas as be decidiu-se pela volta a este ideal, no pessoas comprometidas com a mesma compromisso de edificar uma Igreja “coesperança baseada na certeza de chegar munidade de comunidades” (Documento um dia “ao novo céu e à nova terra” ou de Aparecida, 309).

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes e Edcarlos Bispo de Santana • Colaboração: Nayá Fernandes • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol.com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


Fé e Vida encontro com o pastor

cardeal dom odilo pedro scherer

No dia 8, o papa Francisco anunciou a realização de uma Assembleia Extraordinária do Sínodo dos Bispos, de 5 a 19 de outubro de 2014. Será a 3ª assembleia extraordinária, desde que o Sínodo dos Bispos foi criado por Paulo 6°, no final do Concílio, em 1965. Já estava prevista para outubro de 2015 a próxima assembleia ordinária do Sínodo, na comemoração dos 50 anos da sua criação. Aquela assembleia jubilar que terá por tema a pessoa humana e a família, já foi definida pelo papa Francisco: “Jesus Cristo revela o mistério e a vocação da pessoa humana e da família”. A assembleia extraordinária terá como tema: “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”. Os temas são semelhantes, mas o foco em 2014 serão os desafios pastorais para a evangelização relacionados com a família, enquanto em 2015 estarão em pauta as complexas questões antropológicas relacionadas com a pessoa e a família. A escolha desse tema foi motivada pelos enormes desafios pastorais que interpelam hoje a missão evangelizadora da Igreja no campo da família; mas, sobretudo, porque a Igreja continua a colocar muito valor na família, núcleo vital para a pessoa, a sociedade e a própria comunidade eclesial. As crises que a família enfrenta têm consequências diretas na transmissão da vida, da cultura e da fé. Por isso, é mais que oportuno esse renovado esforço para propor “Evangelho da família” no contexto dos desafios que a família enfrenta. A assembleia extraordinária do Sínodo terá o objetivo principal de

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editorial

Família e desafios para a evangelização Sínodo Extraordinário Arcebispo metropolitano de São Paulo

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promover uma ampla tomada de consciência sobre as várias questões e situações da família e que hoje interpelam a missão e a ação da Igreja. Mesmo em ambientes cristãos, encontram-se cada vez mais casamentos desfeitos e refeitos; uniões “de fato”, sem nenhum compromisso formalmente assumido; há ainda as chamadas “famílias monoparentais”, de quem vive a paternidade ou a maternidade sem casamento, nem convivência com o pai ou a mãe dos seus filhos. Há ainda as situações dos filhos confiados aos avós, ou das “mães de aluguel”; a poligamia continua a ser aceita em vários povos e culturas; e há as uniões de pessoas do mesmo sexo, que pretendem ser reconhecidas como casal e, muitas vezes, também adotam filhos. Em muitos lugares, propaga-se uma cultura anticasamento, antifamília e antinatalidade, que diminuiu drasticamente; enquanto isso, sobretudo no Ocidente, aumenta o número de idosos. Tudo isso justifica bem que a Igreja volte uma renovada e especial atenção à família, partindo da sua convicção de fé e da sua antropologia.

Internamente, a Igreja se vê diante da situação dolorosa de muitos casais que, depois do fracasso do seu casamento, vivem uma nova união, mas, em consequência disso, não podem ter participação plena nos sacramentos. Mas também se depara diante de casamentos celebrados sem fé e sem a consciência do significado do casamento, nem do compromisso assumido. Há, ainda, a necessidade de mais ampla assistência pastoral e jurídica para as situações de nulidade matrimonial, de maneira que possam ser beneficiados os casais diretamente interessados. Ao mesmo tempo em que a Igreja, a exemplo de Jesus Cristo, precisa ter para com todos uma atitude de acolhida e de misericórdia, ela não pode deixar de fazer um discernimento sobre o desígnio de Deus em relação ao homem e à mulher e sobre o casamento e a família, para proclamar esse desígnio salvador e chamar as pessoas a acolhê-lo como via justa para o seu viver. As duas assembleias anunciadas do Sínodo dos Bispos terão muito trabalho pela frente! E, assim queira Deus, trarão muitos frutos também. Luciney Martins/O SÃO PAULO

Parabéns e obrigado, professores! Esta edição chega aos nossos leitores no Dia do Professor. Foi no dia 15 de novembro de 1827 que o imperador dom Pedro, por um decreto, criou o Dia do Professor, um dia que tem tudo a ver com a grande educadora Santa Teresa de Ávila, doutora da Igreja e reformadora do Carmelo. Mas a primeira comemoração só aconteceria 120 anos depois, em São Paulo, no Colégio Caetano de Campos, uma pequena escola que funcionava na rua Augusta. E a data se transformou em feriado escolar por decreto assinado em outubro de 1963. Não é preciso dizer da importância deste dia especial dedicado ao professor. Ele quer dar destaque à função do mestre e quer lembrar que o pleno exercício dessa missão configura o professor não apenas como alguém que passa conhecimentos, mas como alguém que assume a missão de educador, passando valores também para crianças, adolescentes e jovens. A Igreja entende que é preciso uma ação pastoral junto aos professores, homens e mulheres chamados a e-ducere, ou seja, a conduzir alguém de uma situação para outra, desenvolvendo nele a inteligência e a capacidade de acumular saberes e de viver valores. A Pastoral da Educação reúne-se para estudo e reflexão. A sociedade e a família confiam seus filhos a esses homens e mulheres. Eles merecem o respeito dos três níveis de governo, da sociedade organizada, da família e dos próprios educandos. Faz pensar e envergonha a nação quando professores não têm salários que lhes permitam viver com dignidade e aperfeiçoar sempre mais o seu serviço. Faz pensar e envergonha a nação quando professores são agredidos verbal e fisicamente pelos alunos. A educação é um dos direitos fundamentais da pessoa. Até porque, negado esse direito a pessoa desconhece todos os demais direitos. A educação, porém, não se faz sem bons professores, sem bons mestres, capazes de ajudar a infância e a juventude, pontas iniciais da vida, a crescerem em idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens. Nossa homenagem, portanto, aos professores do Brasil. E possa nossa pátria se distinguir pela qualidade da educação que ela garante aos seus filhos, qualidade que supõe professores vocacionados, professores bem preparados, professores respeitados, professores dedicados ao seu mister que se configura como missão.

Faz pensar e envergonha a nação quando professores não têm salários que lhes permitam viver com dignidade e aperfeiçoar sempre mais o seu serviço; faz pensar e envergonha a nação quando professores são agredidos verbal e fisicamente pelos alunos

Acompanhe dom Odilo na tevê e no rádio

Rede Vida

“Palavra do Cardeal” Aos domingos, às 2h - reprise às 7h15 e às segundas-feiras, às 6h45.

Rede Século 21

“Igreja Presente” Aos sábados, às 15h45.

Canção Nova

“Discípulos e Missionários” Às terças-feiras, às 19h30.

Rádio América – AM 1410 kHz “Discípulos e Missionários” Aos domingos, às 21h.

Rádio 9 de Julho – AM 1600 kHz “Encontro com o Pastor” Todos os dias, às 12h, logo após o Angelus. “Transmissão da missa” Aos domingos, às 11h, direto da Catedral da Sé.

agenda do Cardeal Até quarta-feira (16) Atividades em Roma.

Domingo (20), 15h

Celebração pelo Dia das Missões e Dia Nacional da Juventude (DNJ), na Catedral da Sé.


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Fé e Vida

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liturgia e vida

30º DOMINGO DO TEMPO COMUM 27 DE OUTUBRO

palavra do papa

‘Ó Maria, faz-nos sentir o teu olhar, Mãe’

Ana Flora Anderson

Buscar o Senhor A liturgia deste domingo é uma meditação sobre o ser de Deus. As três leituras ajudam de maneiras diferentes a aprofundar a fé em Deus. A antífona de entrada fala da busca do Senhor Deus para receber a sua força e procurar sua face. A primeira leitura (Eclo 35, 15-17. 20-22) revela Deus como o juiz que escuta as súplicas dos oprimidos, dos órfãos e das viúvas. A oração dos humildes é uma força que penetra nos céus para chegar ao coração do Pai divino. O Evangelho de São Lucas (18, 9-14) narra uma parábola de Jesus dirigida às pessoas que confiam na sua própria retidão e desprezam os outros. Os fariseus eram os teólogos respeitados do tempo de Jesus. Os que cobravam impostos para Roma, ao contrário, eram desprezados. Jesus anuncia que, diante de Deus, o fariseu se vangloria e o cobrador humildemente pede perdão. O Mestre ensina que é o cobrador que agrada a Deus, pois, os humildes serão elevados. Na segunda leitura (2Tm 4, 6 – 8,16-18), São Paulo escreve que está chegando ao fim de seu ministério. Ele foi julgado e preso, mas o Senhor sempre esteve com ele dando a força necessária para continuar. É Deus que o libertou do mal e que deve ser glorificado. leituras da semana SEGUNDA (28): Ef 2, 19-22; Lc 6, 12-19 TERÇA (29): Rm 8, 18-25 Sl 125 (126); Lc 13, 18-21 QUARTA (30): Rm 8, 26-30; Lc 13, 22-30 QUINTA (31): Sl 108 (109); Lc 13, 31-35 SEXTA (1): Rm 9, 1-5; Lc 14, 1-6 SÁBADO (2): Leituras: à escolha no Lecionário (volume 1º, p. 1050 ss.) ou no Ritual das Exéquias.

Santos e Heróis do Povo - 17 de outubro

‘Onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração’ (Lc 12,34) Os comerciários, que tanto devem vender aos outros, e que pouco ou quase nada podem comprar para si mesmos e suas famílias, são especialmente lembrados, hoje, 17 de outubro, no seu dia. Seu sorriso constante obriga-os a serem amigos na hora das vendas e das compras. Do santo de hoje, Inácio de Antioquia (imagem), há cartas de imenso valor para o conhecimento da história dos primeiros cristãos. Por ele, sabemos da importância dos bispos, padres e diáconos, do fim do primeiro século e início do segundo. O que mais desejava era ser discípulo de Cristo e “ser moído pelos dentes das feras” – sofrer no martírio – “para encontrar-se como pão duro de Cristo”. É expressão dele. Hoje, conta-se também com a proteção de São Contardo Ferrini, celebrado pelos franciscanos no dia 20. Ele é de Piemonte, Itália. Leigo, tornou-se franciscano da Ordem Terceira. Era professor de Direito da Universidade de Pavia. Dedicou-se totalmente ao cuidado de crianças abandonadas, lutando ainda contra o divórcio, para conservar a família. Fonte: “Santos e Heróis do Povo”, livro do cardeal Arns

Papa francisco No sábado, 12 de outubro, o papa Francisco rezou o rosário no Santuário do Divino Amor em sintonia com fiéis reunidos nos santuários marianos de Aparecida, Lourdes, Nazaré, Lujan Vailankanni, Guadalupe, Akita, Nairóbi, Banneaux, Czestochowa e Marian Valley. Abaixo a rádio mensagem do Papa. Nesta noite, sinto-me unido com todos vós na oração do Santo Rosário e da Adoração Eucarística sob o olhar da Virgem Maria. O olhar! Como é importante! Quantas coisas se podem dizer de um olhar! Estima, encorajamento, compaixão, amor, mas também censura, inveja, soberba, até mesmo ódio. Muitas vezes, o olhar diz mais que as palavras, ou diz aquilo que as palavras não conseguem ou não ousam dizer. Para quem olha a Virgem Maria? Olha para todos nós, cada um de nós. E como é que nos olha? Olha-nos como Mãe, com ternura, com misericórdia, com amor. Assim olhou para o filho Jesus, em todos os momentos da sua vida, gozosos, luminosos, dolorosos, gloriosos, como contemplamos nos Mistérios do Santo Rosário, simplesmente com amor. Quando estamos cansados, desanimados, oprimidos pelos problemas, olhemos para Maria, sintamos o seu olhar que diz ao nosso coração: “Coragem, filho, estou aqui. Eu que te sustento!” Nossa Senhora conhe-

ce-nos bem, é mãe, sabe bem quais são as nossas alegrias e as nossas dificuldades, as nossas esperanças e as nossas desilusões. Quando sentimos o peso das nossas fraquezas, dos nossos pecados, olhemos para Maria, que diz ao nosso coração: “Levanta-te, vai ter com meu Filho Jesus, nele encontrarás bom acolhimento, misericórdia e nova força para continuares o caminho”. O olhar de Maria não se volta só para nós. Aos pés da cruz, quando Jesus lhe confia o apóstolo João e, com ele, todos nós, dizendo: “Senhora, eis o teu filho” (Jo 19, 26), o olhar de Maria está fixo em Jesus. E Maria diznos, como nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5). Maria aponta para Jesus, convida-nos a dar testemunho de Jesus, guia-nos sempre para o seu Filho Jesus, porque só nele há salvação, só ele pode transformar a água da solidão, da dificuldade, do pecado, no vinho do encontro, da alegria, do perdão. Só ele.

“Bem-aventurada és tu, porque acreditaste.” Maria é bem-aventurada pela sua fé em Deus, pela sua fé, porque o olhar do seu coração sempre esteve fixo em Deus, no Filho de Deus que trouxe no seu ventre e contemplou na cruz. Na Adoração do Santíssimo Sacramento, Maria diz-nos: “Olha para o meu Filho Jesus, mantém o olhar fixo nele, escuta-o, fala com ele. Ele te olha com amor. Não tenhas medo! Ele ensinar-te-á a segui-lo para dares testemunho dele nas grandes e pequenas ações da tua vida, nas relações familiares, no teu trabalho, nos momentos de festa; ensinar-te-á a saíres de ti mesmo, de ti mesma, para olhares para os outros com amor, como aquele que te amou e te ama, não com palavras, mas com obras”. “Ó Maria, faz-nos sentir o teu olhar, Mãe, guia-nos para o teu Filho, faz que não sejamos cristãos “de vitrine”, mas saibamos “meter mãos à obra” para construir com o teu Filho Jesus o seu Reino de amor, de alegria e de paz.”

Os participantes do Seminário “Deus confia o ser humano à mulher”, que celebrou 25 anos da Carta Apostólica Mulieris dignitatem foram recebidos na manhã de sábado, 12, pelo papa Francisco, na Sala Clementina, no Vaticano. O papa Francisco abordou de modo especial a passagem do documento em que se diz que “Deus confia de modo especial o homem, o ser humano, à mulher”. Segundo Francisco, o seu predecessor se referia à maternidade: “Tantas coisas podem mudar e já mudaram, mas permanece o fato que é a mulher que concebe. E isso não é apenas um dado biológico, mas comporta uma riqueza de implicações, seja para a própria mulher, em seu modo de ser e em suas relações, seja pelo modo de se por em relação à vida humana e à vida em geral.” Fonte: www.news.va/pt

há 50 anos

Papa Paulo 6º fala aos jornalistas no Concílio A edição de 20 de outubro de 1963 do O SÃO PAULO noticiou o Dia Mundial das Missões e recordou as pessoas que saem e levam aos povos mais afastados “o sentido da vida social e cristãmente democrática”. A edição também noticiou, na capa, a crise agrícola que envolveu a Rússia. “Tivemos há pouco o escândalo do café adquirido pela Rússia para revendê-lo ganhando às nossas custas. Soltaram gregos e troianos uns defendendo a política realista, outros interesses gananciosos.” Na sessão Diário do Concílio, Paulo 6º fala aos jornalistas. “É grande a

nossa felicidade em ter-vos conosco nesta manhã e é com satisfação que vos recebemos em nossa casa, no dia seguinte ao da abertura da segunda fase do Concílio Ecumênico. Sêde, pois, bem-vindos ao Vaticano, que para muitos de vós – e disto nos alegramos – é já um lugar familiar.” O semanário noticiou também a visita do papa Paulo 6º à Àfrica e expõe a foto dos Papa entre os negros missionários. “As novas nações, justa ou injustamente, convenientemente ou inconvenientemente, oportunamente independentizadas pela ONU devem procurar a Igreja”.

Capa da edição de 20/10/1963


Viver Fé e Vida Bem dicas de cultura

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literatura

‘O que é, o que é? Artes para Crianças’

As unidades do Serviço Social do Comércio (Sesc), Belenzinho, Bom Retiro, Carmo, Ipiranga, Itaquera e Pompeia, recebem de 11 a 20 de outubro uma programação especial para comemorar o Dia das Crianças. “O que é o que é? Artes para crianças” leva aos espaços peças de teatro infantis, shows, oficinas, circo e muita diversão. Os ingressos variam de preço conforme a atração. Um dos grandes destaques da programação é o show de Tom Zé (foto) e Banda na Orquestra Mágica. O cantor baiano apresenta-se no Sesc Itaquera nos dias 19 e 20, sendo que os ingressos custam até 7 reais. Tom Zé revela seu lado saudosista e faz no palco uma apresentação lúdica, com

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repertório conhecido pelas crianças. Outra atração que pode ser conferida é o “Cinematografinho”, uma oficina sobre a chamada sétima arte no Sesc Bom Retiro. Nela, as crianças brincam de fazer cinema com um joguinho que propõe a criação de imagens em movimento. Essa programação tem entrada gratuita. O público infantil ainda pode se divertir muito com shows de André Abujamra e Trupe Lona Preta, atrações circenses com Circo Crescer e Viver e O Domador de Sonimais Tony Gratofsky, e muito mais. Confira no site: http://www.sescsp.org.br

vamos cuidar da saúde!

Dicas contra o Alzheimer

Pratique atividades físicas regularmente. Estudos comprovam que pessoas que fazem exercício têm menos probabilidade de desenvolver Alzheimer. Exercite o cérebro com palavras cruzadas e lendo livros. Assista a filmes antigos, isso o fará relembrar de bons momentos. Coloque pela casa fotos de boas recordações e evite fotos de pessoas já falecidas, isso pode desencadear um quadro depressivo. Cássia Regina é medica na Estratégia de Saúde da Família (PSF).

direito do consumidor

A legislação permite que o contrato estipule prazo de carência nos contratos de planos de saúde e de seguros privados de saúde. No entanto, mesmo havendo carência, as operadoras são obrigadas a oferecer cobertura nos casos de urgência e emergência, a partir de 24 horas, depois de ter sido assinado o contrato (Artigo 12, Inciso V, Alínea c, da Lei nº 9.656/98). Ronald Quene é formado em Direito

Artes do Caipora em cordel é a nova obra de Marco Haurélio Celebrou-se em 22 de agosto o Dia Internacional do Folclore, e nada mais pertinente que falar sobre o tema. Pensando nisso, a Paulus lançou, a literatura infantojuvenil “Artes do Caipora em cordel”. Presença marcante em todo o Brasil, desde o tempo em que havia muitas florestas e caça abundante, o Caipora é um duende que assombra e persegue os caçadores que abatem mais animais do que necessário à sua sobrevivência. Embora seja confundido com o Curupira, tem alguns traços marcantes que ora diferenciam, ora o aproximam desse mito. É esse o tema que Marco Haurélio, poeta popular e folclorista, aborda na obra “Artes do Caipora em cordel”, um livro ricamente ilustrado por Luciano Tasso, narrado em cordel, costurando dois contos em que o Caipora figura como assombração das matas tropicais. “Toda coberta de pelos Era aquela criatura. Quando pude ver melhor Sua sinistra figura, Fiquei tão apavorado, Quase à beira da loucura.” De acordo com o autor, a história do Caipora, que monta um porco-domato e ressuscita todos os animais abatidos, foi recolhida, ainda, pelo folclorista João da Silva Campos no Recôncavo Baiano. A aparição da entidade à luz do dia, posteriormente ao encontro na floresta, no entanto, foi trazida por colonizadores portugueses. “O personagem de nossa história é um caçador que, desrespeitando o conselho do pai, põe em risco sua segurança. Recontada em sextilhas de cordel, e narrada em primeira pessoa, pelo caçador, a história fica mais atraente por fundir, em um só texto, duas narrativas tradicionais que muito dizem da nossa identidade que tem, no folclore e no cordel, dois pilares de sustentação. É o que chamo de o abraço da tradição”, completou Marco Haurélio.

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Da coleção “Mistura Brasileira”, a obra conta com ilustrações e excelente bibliografia para consulta; um verdadeiro guia para o leitor compreender o assunto proposto e se sentir incentivado a continuar seus estudos em cordel. Marco Haurélio é autor, entre outros, de “Contos folclóricos brasileiros” (Paulos), “A lenda do Saci-Pererê em cordel” (Paulus), além de versões rimadas de “A megera domada”, de Shakespeare, e “O conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas, para a coleção “Clássicos em Cordel”, da Editora Nova Alexandria. Luciano Tasso formou-se em Comunicação Social pela Escola de Comunicação e Artes da USP e desde 2007 atua como ilustrador para livros e revistas, na produção de filmes e séries animadas e histórias em quadrinhos. ficha técnica Título: “Artes do Caipora em cordel” Autor: Marco Haurélio Coleção: Mistura Brasileira Acabamento: Grampeado Formato: 21 cm x 27 cm Páginas: 48 Preço: 30,00 Área de interesse: Infantojuvenil


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Igreja em Ação

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direito canônico

fé e cidadania

Princípio de subsidiariedade

Cemitérios de imigrantes

Padre Carlos Roberto Santana da Silva

Derivado do latim subsidium, o termo subsidiariedade, na terminologia militar romana, indicava “as tropas de reserva que permaneciam na retaguarda, prontas para intervir, em auxílio, das coortes que combatiam na frente”. Em relação à sua aplicação social, os primeiros acenos de uma reflexão sobre um princípio análogo encontramse no pensamento aristotélico, e depois retomados e reelaborados por São Tomás de Aquino como elemento de uma clara concepção do bem comum, como resultado de uma pluralidade de atribuições em um contexto comunitário, de solidariedade e não conflitivos, no interior do qual é oferecida à personalidade humana a possibilidade de se desenvolver. De maneira preponderante, na construção do bem comum colocava-se o sujeito humano, considerado, porém, necessitado de um subsidium: as formações sociais, os grupos e em grau inferior o Poder Público. Sempre tendo como pano de fundo a tradição comunitária da Idade Média, o princípio de subsidiariedade será retomado na concepção althusiana do contrato social como instrumento para transferir aos governantes não um poder ilimitado, mas só a quantidade de poder estritamente necessária para a realização das necessidades de seus consorciados. Mas será exclusivamente na Doutrina Social da Igre-

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ja que a temática da subsidiariedade encontra a sua formulação explícita e o seu desenvolvimento. O princípio de subsidiariedade foi exposto e proposto pela primeira vez, na encíclica Quadragesimo Anno, do papa Pio 11, em 15 de maio de 1931, justamente para proteger da ingerência abusiva do Estado na autonomia da família em relação especialmente à educação dos filhos. Esse princípio tem uma formulação até hoje considerada clássica, e por isso merece ser citada textualmente: “Na verdade, a história demonstra abundantemente,que, devido à mudança de condições, só as grandes sociedades podem hoje levar a efeito o que antes podiam até mesmo as pequenas; permanece, contudo, imutável aquele solene princípio da filosofia social: assim como é injusto subtrair aos indivíduos o que eles podem efetuar com a própria iniciativa e indústria, para confiálo à coletividade, do mesmo modo passar para uma sociedade maior e mais elevada o que sociedades menores e inferiores podiam conseguir é uma injustiça, um grave dano e perturbação da boa ordem social. O fim natural da sociedade e da sua ação é coadjuvar os seus membros, e não destruí-los nem absorvê-los”. “Persuadam-se todos os que governam de que quanto mais perfeita ordem hierárquica reinar entre as várias agremiações, segundo este princípio da função ‘supletiva’ dos poderes públicos, tanto maior influência e autoridade terão estes, tanto mais feliz e lisonjeiro será o Estado da Nação.” (Continua na próxima edição).

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Consellheiro geral da congregação dos padres scalabrinianos

Padre Alfredo José Gonçalves

O Mediterrâneo tem sido umarota do comércio internacional, mas também encruzilhada para os fluxos migratórios. Suas águas tornam-se um verdadeiro cemitério de imigrantes. Dois casos recentes. Dia 30 de setembro último, 13 refugiados provenientes de Eritreia morreram afogados antes de aportar nas terras do sul da Itália; no dia 3, próximo à ilha de Lampeduza, ocorreu o naufrágio de um barco com cerca de 500 imigrantes, dos quais apenas uns 150 conseguiram se salvar. Duas tragédias daquelas que o papa Francisco procurava evitar em sua visita àquela ilha. Casos que se repetem no Mar do Caribe, no deserto entre Estados Unidos e México e tantas outras fronteiras. Dizia o Pontífice naquela ocasião: “Os

migrantes e refugiados não são peões na tabuleiro de xadrez da humanidade”. Das tragédias, restou a imagem macabra, pungente e dramática dos corpos estendidos ao longo da praia, imagem que, tragicamente, desfilou por toda a mídia escrita e televisiva. A curto prazo, não há previsão de que esses fatos tenham um fim. A pobreza e a violência continuam expulsando milhões de pessoas de sua terra natal, especialmente nos países da América Latina, África e Ásia. Multidões que acabam caindo nas mãos do crime organizado e dos exploradores de mão de obra fácil e barata, máfias do “mercado de carne humana”, para usar a expressão forte do bem-aventurado dom João Scalabrini – pai e apóstolo dos migrantes – há mais de um século. Nas rotas dos migrantes, multiplicam-se cruzes como sinais de morte, outros cemitérios que se propagam. Nesse conturbado mundo da mobilidade humana, a Pastoral

dos Migrantes procura atenuar o sofrimento com casas de acolhida e orientação; assistência social, jurídica e espiritual; pontos de encontro e de referência; resgate das histórias feridas e dos valores culturais... Mas tudo representa pouco mais do que uma pequena luz num túnel escuro. O desafio é passar dessa acolhida imediata e necessária a um combate mais amplo do tráfico de pessoas, da migração forçada, dos direitos humanos e da dignidade de toda pessoa... Numa palavra, lutar por uma política migratória guiada não pelo medo do outro ou pela famigerada lei de segurança nacional, mas pela abertura aos imigrantes como verdadeiras oportunidades de diálogo e encontro, intercâmbio de valores, enriquecimento recíproco. Fazer das cruzes sinais de ressureição, em que o mundo seja uma pátria sem fronteiras, sinal positivo de uma cidadania universal e do Reino de Deus já aqui na terra.

espaço aberto

As ‘pérolas da escola pública’ Professor de Filosofia na Rede Estadual de Educação de São Paulo

Claudionei Pauli

Para além das várias “notícias” intituladas “pérolas do Enem”, existem outras pérolas bem mais importantes: os estudantes das escolas públicas. Não é difícil encontrar “notícias” intituladas como “Pérolas do Enem”, que retratam a maneira equivocada e até cômica com a qual os estudantes respondem a algumas questões no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ou nos vestibulares. Também não são raros os equívocos cometidos nas redações. Essas respostas circulam pela internet e já foram lidas, inclusive, em programas humorísticos renomados da TV aberta. Dificilmente, ganha espaço na mídia o contraponto, ou seja, as respostas certas, fruto do esforço e empenho dos professores, familiares e, fundamentalmente, dos estudantes, que, em meio às adversidades conhecidas – salas superlotadas, falta de estrutura adequada, falta de professores, colegas estudantes desinteressados – conseguem entrar em boas universidades.

Uma atividade realizada no início do ano letivo de 2013, nas aulas de Filosofia, em algumas das 17 turmas do Ensino Médio, nas quais lecionamos, na zona sul de São Paulo, embora não sirva para questionar as “pérolas do Enem”, serve para mostrar outra pérola importante, mas, por vezes, esquecida: os estudantes também são seres humanos e têm sentimentos. A reflexão realizada em sala de aula destacava a importância do autoconhecimento como caminho para uma vida feliz e realizada, recordando aquilo que Sócrates, filósofo da Grécia antiga, já desejava, ao pautar sua filosofia pela famosa frase do oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo”. “O gesto de perdoar alguém é...” perceber que a pessoa que errou é mais importante que o erro que ela cometeu. Essa foi apenas uma, das várias pérolas encontradas nas respostas que completavam as frases sugeridas aos estudantes. A beleza, a simplicidade e a profundidade das respostas chamam à atenção e retratam não somente o dia a dia ou o perfil dos estudantes, mas, sobretudo, que são pessoas, seres humanos repletos de sentimentos e boas intenções. “Amar é...” deixar alguém livre; esquecer-se de si mesmo

e lembrar mais dos outros. “O mundo será melhor quando...” as pessoas pararem de amar as coisas e ignorar as pessoas; as pessoas pararem de achar que são o centro do Universo; as pessoas diminuírem o preconceito; decidirmos torná-lo melhor; muitas pessoas já lutaram para que ele melhorasse. Se não pensar como elas, farei suas atitudes virarem nada e terem sido em vão. “A pobreza no Brasil tem sua raiz...” na desigualdade e no egoísmo; na indiferença; no fato de não ajudarmos os outros; na corrupção. As dificuldades dos estudantes não conseguem esconder uma verdade: os professores têm à sua frente não um grupo de adolescentes e jovens insensíveis, egoístas ou transgressores, mas um grupo de seres humanos que tem sentimentos, desejos, sonhos, interesses e que, se houver empenho por parte dos professores, apoio da família e investimento público, pode construir uma cidade e (por que não?) um mundo melhor! Obrigado aos alunos por recordarem a um professor de Filosofia que a sabedoria pode ser expressa em frases simples e pela excelente aula de humanidade que permitiu uma mudança de olhar e de postura, que desejo, em meio às minhas limitações, cultivar.


Fé e Vida

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PASTORAL DO DÍZIMO

bioética

A estrutura da Pastoral do Dízimo

Espiritualidade nas empresas? Utopia? Ingenuidade? (4)

marta.elia@terra.com.br A Pastoral Arquidiocesana do Dízimo tem como assessor espiritual o padre Uilson dos Santos, pároco na Paróquia Santa Cristina, e como coordenador geral Luiz Fernando Porto Pinto, da Região Episcopal Sé. A coordenação arquidiocesana é formada por membros das seis regiões episcopais – menos Santana que, ainda, não tem representante –, são eles: Gonçalo de Barros, na Região Belém; Mauro Marques da Silva na Região Brasilândia; Marta Sampaio Lima Elia na Região Ipiranga; Jaime Fernandez, na Região Lapa; Luiz Fernando Porto Pinto e Lucineide Lima Delarmalino, na Região Sé. Neste segundo semestre, a equipe teve quatro encontros de formação, todos com o seguinte tema: “Dízimo, ato de fé”. O primeiro aconteceu na Região Brasilândia, no dia 10 de agosto e a palestra foi proferi-

da pelo professor Luiz Eduardo Gas- de entregar sua vida a ele. A fé é a vipareto. O segundo encontro realizou- tória que vence o mundo e o vencedor -se na Região Belém, no dia 17/08 e é aquele que crê que Jesus Cristo é o a formação foi dada pelo padre Tar- Filho de Deus (cf. 1 Jo 5, 4-5). Tudo é císio Marques Mesquita, da Paróquia possível àquele que crê (cf. Mc 9,23). Como outubro é o mês da CampaNossa Senhora do Bom Parto. No dia 24 do mesmo mês, houve o tercei- nha do Dízimo, foi celebrada missa do ro encontro, na Região Ipiranga e a palestra foi dada O primeiro ato de fé é crer em Deus. Só pelo padre Jorge Bernardes, é dizimista quem tem fé. Quanto mais da Paróquia Santa Cândida. Dia 14 de setembro foi estudamos e cremos na Palavra, mais a vez do quarto encontro, nosso coração se abre para Jesus Cristo. no Setor Perdizes, Região Pela fé, o dizimista é capaz de entregar Sé, e a palestra foi proferida também pelo professor sua vida a ele. A fé é a vitória que vence Luiz Eduardo Gaspareto. o mundo e o vencedor é aquele que crê Os participantes gostaram que Jesus Cristo é o Filho de Deus e muitos pediram outros encontros de formação. O primeiro ato de fé é crer em Deus. envio, pelo cardeal dom Odilo Pedro Só é dizimista quem tem fé. Quanto Scherer, arcebispo metropolitano, no mais estudamos e cremos na Palavra, dia 6, na Catedral da Sé, às 11h. Tomais nosso coração se abre para Je- das as regiões fizeram-se representar. sus Cristo. Pela fé, o dizimista é capaz por Marta Sampaio Lima Elia

PASTORAL operária

Pastoral Operária realiza preparação para sua assembleia pometropolitana@yahoo.com.br No próximo dia 19, a Pastoral Operária realiza o primeiro momento de sua assembleia, com representantes das regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo e das três dioceses vizinhas (Campo Limpo, Santo Amaro e São Miguel Paulista), que compõem a região metropolitana de São Paulo. Como parte dessa preparação, foi realizado no mês de setembro um levantamento para atualizar qual o rosto da Pastoral Operária na cidade, reunindo as contribuições trazidas pelos representantes regionais.

Esses relatos permitem construir o rosto da Pastoral e sua perspectiva para os anos de 2014 e 2015. O encontro será realizado na Casa da Solidariedade – Região Ipiranga –, e pretende ouvir, na parte da manhã, do professor Plínio de Arruda Sampaio Junior, da Unicamp, um relato atual da conjuntura econômica mundial e, em especial, do Brasil. Na parte da tarde, com a coordenação de Waldemar Rossi, a assembleia realizará uma plenária, onde cada um dos presentes será motivado para o trabalho em grupo, respondendo às seguintes questões

sobre a conjuntura econômica: O que pensa e como vê a conjuntura a partir da exposição feita por Plínio de Arruda Sampaio. Com o relato, esse primeiro momento em assembleia quer aprofundar a presença e a contribuição da Pastoral para os próximos anos, repensando seus passos e sua caminhada, diante do contexto econômico que envolve a classe trabalhadora brasileira, em especial na cidade de São Paulo. A estimativa é que participem em torno de 30 representantes escolhidos nos grupos e coordenações regionais.

manifestamos total apoio pela nova visão jornalística do semanário de nossa Arquidiocese de São Paulo. Mudanças para boas, novas e mais informações e bem documentadas são excelentes para o povo católico de nossa cidade. Porém, deve-se fazer todo esforço possível para que o jornal – dentro do possível – chegue na semana dos acontecimentos. Às vezes, há atrasos de duas semanas e deixa uma imagem negativa e decepcionante para o assinante.

fundamento na vivência católica e, sem dúvida, a atual apresentação é mais funcional. Saúde e paz à equipe do JOSP.

Por José Lucas dos Santos

espaço do leitor

Que lindo ver a juventude atuando, e indo ao encontro daqueles que muitas vezes são excluídos da sociedade por não ter muitas coisas! Que Deus continue abençoando todos nós, jovens missionários, para que possamos continuar sempre na luta, pra que todos tenham “voz, vez e lugar”, e fazer a diferença, sendo os protagonistas da nossa história! Jefferson Rodrigues

Parabéns ao trabalho missionário desses jovens católicos. Há que se sair às ruas, visitar as pessoas, levar-lhes a Boa Nova de Cristo, que muitos ainda precisam receber, para conhecimento dos benefícios de uma vida comunitária, único caminho para se alcançar a tão almejada felicidade. Leci Machado Lopes

Agradecemos a gentil atenção e

Zuleica e João Abrahão.

O SÃO PAULO está, sim, cada vez melhor. Parabéns! Pretendo dar outras assinaturas de presente. Vou procurar o funcionário do jornal responsável pelas assinaturas. Edson L. Sampel – colunista do O SÃO PAULO

Parabenizo toda a equipe do jornal, o qual sempre foi luz ao meu apro-

Wanderley Di Pieri

Olá, eu adorei a cara nova do jornal, particularmente não gostava do anterior. Cida, Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, Bom Retiro, SP

Quero parabenizar o novo layout do jornal. Melhorou o visual e também a quantidade e qualidade dos conteúdos. Ficou agradável a leitura e destaco as ilustrações. Fraternalmente Maria Ângela P. Ribeiro - Jundiaí- SP

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: redacao@osaopaulo.org.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

Padre Christian de Paul de Barchifontaine

Outro elemento importante: muitas vezes, empresários e executivos viajam pelo mundo inteiro, no entanto, fica faltando a viagem ao seu interior. Quando pensamos em responsabilidade social, entendemos restritamente que deve ser uma ação para a sociedade de fora, sem considerar a própria empresa. Nesse sentido, as empresas carecem repensar um dos caminhos da espiritualidade, que é a ética comunitária, definida na expressão: faça o bem. É importante redesenhar as ações dentro da empresa sob a ótica de que o papel cidadão representa para a empresa o “não viver para si”, mas “viver para a sociedade”. Essa espiritualidade da empresa e responsabilidade social tem de partir da cúpula. É muito difícil fazer os colaboradores viverem uma espiritualidade se a própria cúpula da empresa não a vive. Nesse sentido, perguntamos sempre: Será que o manager tem consciência de como vivem os seus subalternos? Será que o faxineiro da empresa vive dignamente? Quais são os meios que a empresa poderia empregar para que isso acontecesse? Ele anda de carro blindado, mora em bairro nobre, mas muitos de seus colaboradores vivem na favela, de maneira indigna. Como equacionar isso? Tomando por referência a globalização do social e da solidariedade, poderemos vivenciar de maneira mais profunda e concretamente a espiritualidade nas empresas. A espiritualidade no trabalho organizacional tem repercussões diretas nos clientes, na visão de resultados, na liderança, no gerenciamento de pessoas, na ecologia, na educação, no desenvolvimento e no bem-estar físico, social, emocional e espiritual. O cenário da globalização incita-nos a descobrir um mundo novo dentro das organizações. A angústia tem sido muito intensa. Há empresários verdadeiramente envolvidos com seus desejos pessoais. Espiritualidade significa questionar paradigmas usuais, ver uma realidade diferente da habitual, encontrar formas menos sofridas de convivência, entender nossa interdependência e necessidade de ajuda mútua. A energia humana que poderia ser integralmente utilizada na produtividade, se distante do desenvolvimento da espiritualidade, é desviada para a defesa, porque competição significa ameaça e quem se sente ameaçado se defende. A vida fica fragmentada. Fragmentar significa perder. A espiritualidade pode nos ajudar a assumir as responsabilidades perante a vida em todos os sentidos, das quais a profissional é apenas uma. O sentido de fraternidade, tão caro a todas as correntes espirituais, manifesta-se sob o nome de trabalho em equipe e “espírito de equipe”. A espiritualidade reflete-se no respeito ao próximo, na solidariedade, no estilo de liderança e no trabalho em equipe.

Espiritualidade significa questionar paradigmas usuais, ver uma realidade diferente da habitual, encontrar formas menos sofridas de convivência, entender nossa interdependência e necessidade de ajuda mútua


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Igreja em Ação

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PASTORAL DA EDUCAÇÃO

comiar

Dia do Professor

O Desafio da Missão para os Leigos

Coordenador da Pastoral da Educação da Arquidiocese de São Paulo

Professor Luiz Antonio de Souza Amaral

No dia 15 de outubro é comemorado o Dia do Professor. Como homenagem a todos aqueles que, com seu protagonismo de leigo cristão, exercem esta tarefa, fazemos memória da educadora popular, Vera Barreto, que dedicou sua vida à alfabetização de jovens e adultos e deu valiosa contribuição para o entendimento do caráter político e emancipador da educação. Encontramos os fundamentos desta visão de educação no documento produzido pelos bispos latino-americanos reunidos na Conferência de Medellín, em 1968. Dom Avelar Brandão Vilela, presidente do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), arcebispo de Teresina, no Piauí, depois arcebispo de São Salvador da Bahia, convoca dom Cândido Padin, osb, na ocasião presidente do Departamento de Educação do CELAM (DEC) para elaborar o documento sobre educação, a ser apresentado na Conferência. Dom Cândido promove um seminário, reunindo peritos em educação, onde se destaca a presença de Paulo Freire, com grande experiência de alfabetização nos meios populares. O texto do seminário tem como colocação central: “Trata-se de pensar nos homens que, ao atenderem à vocação de serem conformes a Cristo, imagem do Deus invisível, personalizam-se e libertam-se das fatalidades da natureza, para submetê-las a seu domínio criador e livre, e das pressões da coletividade, para se converterem em membros de uma comunidade que elege e dirige sua própria história”. Trata-se de uma fase que encerra os modelos colonialistas de uma educação repetidora dos padrões culturais europeus. A essa reformulação do agir educativo pode-se denominar “Educação libertadora”. Medellín, no campo da educação, vai ser importante quando, em 1992, na 30ª Assembléia Geral da CNBB, em Itaici, Indaiatuba (SP), os bispos do Brasil aprovam o profético Documento 47 “Educação Igreja e Sociedade”. Esse documento, que teve a colaboração do grande educador padre Agostinho Castejon, sj, sinaliza “que a comunidade cristã não pode ficar indiferente diante do descaso com que é tratada a educação no Brasil. Se quisermos superar o círculo vicioso da miséria que gera miséria, a Igreja e toda a sociedade deve passar a assumir a educação como verdadeira Prioridade Nacional”. Esse documento dos bispos, mesmo com seus 20 anos de vigência, é de uma atualidade que nos faz lembrar, neste 15 de outubro de 2013, das lutas dos professores em todo o Brasil, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, por condições mais dignas no seu trabalho e por melhor qualidade na educação.

Integrante de COMIAR

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Irmã Carolyn Moritz

Há seis anos, aconteceu a 5ª Conferência do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam), em Aparecida (SP). Ouvimos, desde então, que temos a vocação de ser “discípulo missionário de Jesus Cristo”. Estamos também na celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano 2º, que começou em 1962 e continuou até 1965. Nos documentos do Concílio, ouvimos que a Igreja é missionária por sua natureza, que a Igreja é o Povo de Deus e que nós somos aquele Povo. Mas, apesar de tanto escutarmos tais palavras, ainda estamos longe de viver profundamente nossa vocação missionária. A mensagem ainda não chegou a todos os cantos de nossa Igreja. Os leigos continuam pensando que isso não pertence a eles. Algumas pessoas pensam que missão é uma pastoral extra. Quando o Documento de Aparecida fala de “Paróquia em estado permanente de missão”, isso significa mais uma tarefa em nossas paróquias. Sabe-se que missão não é algo extra para fazer, mas que a dimensão missionária tem que estar dentro de tudo que é pastoral, em todo esforço que fazemos em nossa vida de fé. Os leigos fazem parte importante desta missão. O leigo não é somente quem participa da Missa. O leigo tem a dignidade na comunhão e missão da Igreja. Na exortação apostólica de 1988, Christifideles Laici (CL), João Paulo 2º escreveu sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo. O tema bíblico que o Papa usou era o tema da videira e os ramos, que encontramos em João 15, 1-17. Como os ramos ficam unidos na videira, também ficando unidos com o Pai, os leigos continuam o trabalho do Pai. E nós sabemos que o trabalho do Pai, que Jesus

viveu e passou a nós, é o trabalho de missão. Na Exortação, o Papa promove uma consciência mais profunda entre os leigos sobre o dom e a responsabilidade que eles compartilham na comunhão e missão da Igreja (CL nº 2). João Paulo 2º usa também a parábola da vinha e dos trabalhadores em Mateus 20, 1-16. Ele diz: “A Parábola do Evangelho mostra-nos a vinha vasta do Senhor e a multidão de pessoas, homens e mulheres, que são chamados e mandados por Ele para trabalhar nela. A vinha é o mundo inteiro (cf. Mt 13,38), que deve ser transformada segundo o plano de Deus em vista da chegada final do Reino de Deus” (CL nº 1).

Não tem um chamado para ser cristão passivo. Todos os fiéis, leigos incluídos, são chamados a ser missionários. Isso não é só a vocação do clero e dos religiosos e religiosas. A participação dos leigos na missão de Cristo para trabalhar na vinha, e tomar uma parte ativa, consciente e responsável na missão, é uma fruta preciosa para a Igreja. “A voz do Senhor ressoa claramente na profundidade de cada seguidor de Cristo. Quem, por meio da fé e os sacramentos de iniciação cristã, é como Jesus Cristo, é incorporado como um membro vivo na Igreja e tem uma parte ativa em sua missão de salvação” (CL nº 3).

Pastoral Familiar

Casais em dificuldades Secretários da Pastoral Familiar Arquidiocesana

Zuleica e João Abrahão

Mesmo considerando que uma porcentagem muito boa de famílias vive uma união alegre e fiel, porquanto na vivência firme na fé do compromisso matrimonial, consegue, com diálogo e perseverança, ultrapassar as dificuldades, mesmo as mais sérias. Elas solucionam com muita serenidade suas crises, talvez porque, às vezes, sem saberem é a própria graça do bem da indissolubilidade que age sobre o próprio bem do matrimônio. Desse modo, diante de uma sensível imaturidade conjugal, muitas famí-

lias encontram saídas fácil e repentinas diante das crises matrimoniais, entendendo ser mais prática, para ambos, a separação e, consequentemente, segue-se o divórcio. E isto faz parte da crescente mentalidade divorcista empreendida pelo secularismo que propugna ser impossível um compromisso por toda uma vida, procurando, por outro lado, mostrar que o individualismo e o subjetivismo da própria felicidade é o que importa, buscando desqualificar, assim, o conceito da família criada por Deus (Gn 2,24) e confirmada por Jesus Cristo (Mt 19, 4-6). Frente a essa mentalidade, a Pastoral Familiar deve reagir, envolverse, atuar e divulgar que, juntamente com as demais pastorais e instituições familiares, num trabalho de conjunto, estão à disposição das famílias

que estejam passando por um período de crise para, com amor paciente, acompanhá-las e apaziguá-las, a fim de que a família reencontre o respeito, dando-se um ao outro, adquirindo confiança mútua, perdoando-se reciprocamente. A Pastoral Familiar deve, sempre, insistir nos trabalhos de prevenção dessas situações. E, em tais ocasiões, o campo fértil para a efetivação dessa prudência passa por uma fidedigna preparação para a vida matrimonial prolongada, continuando após a celebração matrimonial, com encontros e atividades com os jovens casais, com vistas a enfrentar, juntamente com eles, as tensões e as incompreensões, antes que estas se degenerem em crise e, assim, poderem continuar o seu caminho para a salvação.


Igreja em Ação

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Arquivo pessoal

ANO DA FÉ

História de luta em Canudos NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Alunos da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi; aulas acontecem às segundas-feiras na Região Episcopal Belém

‘O espaço da política é de todos nós’

Fotos: Arquivo pessoal

Conselho Participativo Municipal é destinado à sociedade civil e uma oportunidade “para ser testemunha de Jesus Cristo na cidade” Edcarlos Bispo de Santana

Redação

“A Escola de Fé e Política Waldemar Rossi e a Pastoral de Fé e Política veem com muita esperança a instalação do Conselho Participativo Municipal. Eles são instrumentos de educação política da sociedade, abrem a possibilidade de discussão de que a política não pertence aos ‘políticos’ entendidos aqui como os parlamentares. O espaço da política é de todos nós que vivemos, trabalhamos e construímos essa cidade. Na política não existem espaços vazios, se as pessoas de bem não ocupam os espaços, eles certamente serão ocupados pelos interesses de apenas alguns e não do bem comum.” Assim, com essa afirmação, Márcia Castro, coordenadora da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi, define a instalação do Conselho Participativo Municipal na cidade de São Paulo e a participação de membros da Escola e da Pastoral Fé e Política no processo eleitoral. De acordo com Márcia, são 18 candidatos ligados à Escola – a lista de nomes e a que subprefeituras se candidataram pode ser lida no site da Pastoral Fé e Política (www.pastoralfp. com). “Esse é um aspecto que nos causa imensa alegria, temos consciência de que se não esti-

Kamila Gomes (alto) e Márcia Castro, coordenadora da Escola de Fé e Política

vessem participando da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi a maioria não seria candidato/a, nem sequer saberia da importância desse processo”, afirmou Márcia. Candidata pela Subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme, a estudante da Escola de Fé e Política e membro da Pastoral Fé e Política da Paróquia Santa Zita, Kamila Gomes afirmou que decidiu participar da candidatura ao Conselho Participativo, pois acredita na participação popular e na democracia participativa. “Estes espaços nos fazem ser parte da construção da cidade que queremos, sabemos das limitações da prefeitura, mas não podemos nos omitir deste processo”, afirmou. Para Kamila, a candidatura dos alunos, contribuirá para que a teoria se torne prática, além de ter ajudado a “esclarecer dúvidas sobre política, mas também nos fez acreditar ainda mais na

fé atrelada à nossa militância. Por isso, ela nos impulsionou a querer ser parte deste processo”. Sobre a participação dos leigos neste processo democrático na cidade de São Paulo, Márcia afirma ser necessário compreender que “para ser testemunha de Jesus Cristo na cidade de São Paulo, como nos impulsiona o atual Plano de Pastoral da Arquidiocese, precisamos ser ‘sal da terra e luz do mundo’ (Mt 5, 13-14) na cidade. A experiência deste ano deixou muito clara a importância da Escola de Fé e Política que permitiu a informação, o olhar à realidade, a reflexão na perspectiva cristã e a conscientização da urgência da participação da população no processo de diminuição da desigualdade e democratização da cidade. Não podemos esperar que outros façam, nós somos chamados a ser sementes de transformação.”

se organizando e fundando movimentos de luta por moradia.” Aloncio voltou para São Paulo, mas antes, participou da criação da Associação Cultural ACEPAC (que pesquisava a história de Canudos e de Antônio Conselheiro e seus seguidores). “Achava que tinha que fazer alguma coisa aqui em São Paulo, para divulgar minha história e do meu povo. Tive a ideia de juntar alguns canudenses em São Paulo, para falar de Canudos atual e da história.”

José Aloncio Ferreira Santos nasceu em Canudos (BA), cidade do alto sertão baiano. Canudos entrou para a história por conta da guerra que aconteceu no fim do século 19, onde aproximadamente 24 mil pessoas que moravam na comunidade morreram. Arquivo pessoal “O meu bisavô paterno lutou ao lado dos Conselheristas e vários antepassados meus morreram”, contou Aloncio. Ele disse ainda que Canudos foi destruída duas vezes. Uma pela guerra já mencionada e outra que deu lugar para a construção do açude “Vaza Barris”. “A terceira cidade de Canudos que é a atual, foi onde nasci no início dos anos 1960.” Aloncio per- José Aloncio Ferreira Santos, canudense maneceu em CaAssim surgiu a União Penudos até os 12 anos, quando se mudou para São Paulo los Ideais de Canudos (Upic) com a mãe e três irmãs. “Ca- que existe há 19 anos. “Já nudos é como outra cida- realizamos vários projetos de qualquer do interior do culturais como festivais de Brasil, falta emprego, então músicas e poesia e o famominha mãe resolveu vir mo- so e tradicional Encontro rar em São Paulo, em bus- dos Canudenses, que está ca de uma vida melhor. Ela na 13ª edição”, recordou. “O encontro é o momento trabalhava em indústrias na Região de Santo Amaro, não mais grandioso da história ganhava bem e ainda tinha da Upic em São Paulo. Este ano, debateremos Canudos e o Nordeste BraA continuação de histórias e sileiro, várias lutas de um povo que lutou e expressões culmorreu defendendo um Brasil turais são apreHavejusto e igual para todos. O sonho sentadas. rá uma mesa em de Canudos e seu povo continua que autoridades falaram sobre a vivo dentro de cada um que trezena de Sanclama por justiça to Antônio, festa religiosa em Canudos e várias atrações musicais”, afirmou. que pagar aluguel”, contou. Para Aloncio, “a contiNo início dos anos 1990, após 15 anos, ele voltou a nuação de histórias e luCanudos. “Percebi que mui- tas de um povo que lutou tas coisas tinham muda- e morreu defendendo um do e que grande parte das Brasil justo e igual para topessoas estava engajada dos. O sonho de Canudos e em algum movimento reli- seu povo continua vivo dengioso, sindical ou cultural. tro de cada um que clama Vi pessoas simples do povo por justiça”.


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Papa Francisco autoriza beatificação de Madre Assunta Na quarta-feira, 9, o papa Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar decretos referentes a sete causas de beatificação. Foi aprovado o milagre atribuído à intercessão da Madre Assunta Marchetti, que nasceu na Itália e foi missionária no Brasil por mais de 50 anos, falecendo em São Paulo, em 1948.

‘Dízimo: Fé mostrada com obras’ Este mês, a campanha da Pastoral do Dízimo busca conscientizar fiéis para importância da colaboração com a paróquia Edcarlos Bispo de Santana

Redação

Em outubro, a Pastoral do Dízimo da Arquidiocese de São Paulo realiza a campanha de motivação do dízimo. Este ano, a campanha tem como tema: “Dízimo: Ato de Fé” e lema “Dízimo: Fé mostrada com obras (Tiago 2, 14-18)”. O coordenador arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, Luiz Fernando Porto Pinto, da Paróquia Santa Rosa de Lima de Perdizes, destacou que ás campanhas “têm o propósito de levar ao povo de São Paulo

esclarecimentos sobre o que é o dízimo e todas as suas dimensões, que são evangelização, manutenção do templo e ajuda dos mais necessitados”. De acordo com o coordenador, há uma ligação entre a campanha de conscientização e motivação do dízimo acontecer no mês missionário, pois “o dízimo é uma pastoral missionária, em virtude disso iniciamos as campanhas dentro do mês missionário, sempre buscando temas dentro das suas dimensões”. Em diversas situações, há agentes de pastorais que, por trabalharem na comunidade, acreditam que estão dispensados de colaborar com a paróquia, porém, Luiz Fernando destaca que os agentes de pastoral devem “dar o exemplo”, pois “sirvo a Deus e ao próximo por amor, por gratidão a Deus, não esperando receber algo em troca”. Sobre a conscientização ê da comunidade para a valorização da importância do dí-

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Este ano, a campanha tem como tema: “Dízimo : Ato de Fé” e lema “Dízimo: Fé mostrada com obras (Tiago 2, 14-18)”

zimo, o coordenador afirmou que “a função das campanhas é justamente criar esta conscientização, mostrando que o dízimo acompanha toda a história da salvação, desde o Gênesis até os dias de hoje. E contamos com ajuda do clero para que a comunidade esteja

consciente das propostas do dízimo”. A Pastoral do Dízimo Arquidiocesana ainda se coloca à disposição para colaborar e esclarecer dúvidas, ou dificuldades que possam surgir nas paróquias. “Quando as paróquias necessitam, entram em

contato com a nossa Pastoral, que vai aos locais levar formação. E existe um projeto para ser criado um material de formação permanente que ainda não está pronto, apesar de já ter sido distribuído material de orientação alguns anos atrás”, afirmou Luiz Fernando.


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Luciney Martins/O SÃO PAULO

mês das missões

A missão às margens do rio Amazonas NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Banners na entrada da exposição, que permanece até dia 27, mostram jovens santos e beatos dos cinco continentes

Expo Missionária destaca jovens no seguimento a Jesus Na 4ª edição, exposição na Catedral da Sé reúne congregações e institutos que divulgam seus carismas NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

A Catedral da Sé recebe entre os dias 1 e 27 a 4ª edição da Expo Missionária, com o tema “Juventude em Missão” e o lema: “A missão é jovem. Eis-me aqui, envia-me!”. A exposição é uma oportunidade para que congregações e institutos divulguem atividades em diversos países e os seus carismas específicos, numa mostra da ampla ação missionária da Igreja. Das 8h às 17h, voluntários

permanecem na Expo para receber os visitantes. É possível ver, nos banners, logo na entrada, imagens de beatos, santos e mártires de todos os continentes com uma breve biografia de cada um deles. Da América Latina, foram escolhidas as jovens: Laura Vicuña, do Chile, que é bem-aventurada, e Albertina Berkenbrock, também bem-aventurada, de Santa Catarina, que foi martirizada por defender sua integridade física, numa tentativa de estupro. Da África são apresentados Isidoro Bakanja e a bemaventurada Anuarite Mengapeta. Chiara Luce Badano e o bem-aventurado Pier Giorgio Frassati são os jovens da Europa que viveram radicalmente o seguimento a Jesus. A Oceania é lembrada pela presença de Peter To Rot e Mary Helen. E da Ásia foram escolhidos Kim Soon-dok e Santo André Kim e seus companheiros mártires.

O jovem Leandro de Oliveira Bitencourt é estudante de Filosofia da Universidade de São Paulo e estava pela segunda vez visitando a Expo. “Acho muito interessante ver mártires e santos de todos os países. Pessoas como nós que testemunharam a fé em Jesus Cristo na história”. Quem passar pela Catedral no mês de outubro poderá também levar para casa revistas, jornais, folhetos e marcadores que contam a história e mostram a missão da Igreja em todo o mundo. O evento é um momento oportuno para divulgar também para religiosos, sacerdotes e agentes de pastoral o Congresso Americano Missionário que acontecerá de 26 de novembro a 1º de dezembro em Maracaibo com o tema: “América missionária partilha tua fé” e o lema “Discípulos de Jesus Cristo, da América em um mundo secularizado e pluricultural”.

missão. “Recebi um convite da Universidade para desenvolver um projeto de extensão na Associação e foi quando conheci o trabalho desenvolvido pela ONG no município de Itacoatiara. Senti-me chamada a ficar, pelo acolhimento, simplicidade, alegria, dedicação e, principalmente, pelo pouco recurso financeiro.” Após o término do projeto, Silvia foi convidada a permanecer na Associação como voluntária, na coordenação de relações públicas. “O que mais gosto é olhar no rosto dos beneficiados e enxergar um olhar de esperança, em seus rostos sofridos, e perce-

Fundada em 22 de maio de 2001, na cidade de Itacoatiara (AM), a Associação Dom Jorge Marskell (ADJM) é composta por voluntários e funcionários que promovem a cultura, a arte e a literatura para crianças, adolescentes e jovens. A Associação surgiu após a morte de dom Jorge, quando amigos e admiradores consideraram a possibilidade de criar uma entidade que mantivesse vivas não só a memória, mas também os ideais de dom Jorge Marskell, que foi, durante 20 Silvia Aline Medeiros anos, bispo na prelazia de Itacoatiara. Da sociedade Missionária de Scárboro, Canadá, o Bispo chegou à Itacoatiara em julho de 1962. Foi ordenado bispo em 30 de julho de 1978 e, desde então, sempre incentivou a Projeto “Das pedras nascem flores”, localizado em formação e o for- uma comunidade onde as pedras dão origem ao talecimento das co- nome da cidade. munidades cristãs de base. Comprometeu-se até o ber que o pouco que você faz é fim com os mais pobres e na de- um passo em busca de uma sofesa de seus direitos. Faleceu em ciedade melhor.” 2 de julho de 1998. Leonora Soares Jacob, 10, Uma das fundadoras da participa do projeto “Das Pedras ADJM, Sylvia Aranha de Oliveira Nascem Flores” numa comuniRibeiro é paulistana e foi para dade de alta incidência de droo Amazonas devido ao projeto gas e prostituição, denominada Igrejas Irmãs em 1977, após uma São Pedro, no Jauari às marvisita à Prelazia. “Quando eu ouvi gens do rio Amazonas. Ela disse os caboclos participando, dan- ao professor que sua mãe estado sua opinião, sendo ouvidos va furiosa porque suas notas na numa assembleia, me admirei escola estavam muito baixas. com aquele modo de ser Igreja e Por isso, ela iria tirá-la da aula senti que era aquela Igreja que eu de música, de flauta doce. Então queria servir”, contou Sylvia ao O Leonora, que gosta muito das aulas de música e que não quer SÃO PAULO. Já Silvia Aline Medeiros, ama- sair, passou a se dedicar aos eszonense, é coordenadora de rela- tudos e suas notas melhoraram ções públicas da ADJM e acredita bastante. “Eu vou continuar na que é o compromisso com os po- aula de flauta, professor, gosto bres que a mantém firme nesta muito”, afirmou.


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Devoção a Nossa Senhora Aparecida na Arquidiocese Pascom/Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Com Nossa Senhora A esperança para o 12 de outubro foi dia de veneração à Padroeira do Brasil e de

Pelas ruas da Vila Souza, fiéis da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Brasilândia, mostram devoção à Padroeira do Brasil, no dia 12. Novena deste ano teve como tema “Com a Mãe Aparecida, somos testemunhas da fé” e houve especial atenção a reflexões sobre o Creio. Pascom/Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Na manhã do sábado, 12, missa em louvor a Nossa Senhora Aparecida, na Vila Arapuá, na zona sul da cidade de São Paulo, reúne leigos e padres das paróquias do Setor Anchieta da Região Episcopal Ipiranga. Pascom/Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Na Vila Beatriz, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Setor Pinheiros da Região Episcopal Sé, paroquianos, em sinal de gratidão, ornamentam com flores imagem da Padroeira do Brasil. Pascom/Paróquia Nossa Senhora Aparecida

Na Vila Albertina, devotos de Nossa Senhora manifestam devoção pública à Mãe Aparecida, após intensa preparação a partir de uma novena, que antecedeu ao dia 12 de outubro, em paróquia na Região Episcopal Santana. Benigno Naveira

Daniel Gomes

Reportagem noroeste

Há dez anos, a cena se repete em 12 de outubro: devotos de Nossa Senhora Aparecida lotam as laterais da ponte do Piqueri, na zona noroeste, para acolher a imagem da Padroeira do Brasil, que chega pelas águas turvas e mal cheirosas do rio Tietê. “Gostaria muito que o rio fosse limpo, mas as pessoas não colaboram. Já teve ano de eu aguardar a imagem vir e apareceu um colchão boiando no rio antes”, desabafou, ao O SÃO PAULO, Janete Aparecida Francisca Adelina, que desde que o projeto “Tietê Esperança Aparecida” foi criado, em 2004, participa da recepção da imagem peregrina na ponte, como fez no sábado, 12. Idealizado pelo padre Palmiro Carlos Paes, pároco da Paróquia Bom Jesus dos Passos, na Região Brasilândia, e com apoio logístico do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão do governo do Estado de São Paulo, o projeto concilia a devoção a Nossa Senhora Aparecida com a conscientização sobre a necessidade de despoluir e revitalizar o rio Tietê. “Olhando, a gente não percebe, mas o rio está sendo despoluído. Só que infelizmente tem lixo ainda. Não depende só das autoridades, mas de cada um de nós também”, disse, à re-

Arquivo pessoal

No sábado, 12, padre Paulo Eduardo, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Setor Vila Antonieta da Região Belém, presidiu a solene missa de encerramento da festa da Padroeira, da igreja localizada na Vila Nova York.

portagem, o padre Palmiro, que durante a atividade enfatizou que se deve olhar para o Tietê “não como esgoto, mas como presente de Deus”. Este ano, o Projeto teve iní-

cio em 23 de setembro, com missa no Santuário Nacional de Aparecida, e seguiu com a peregrinação da imagem a partir da nascente do rio, em Salesópolis (SP), passando pelas cidades

Devotos lotam Santuário Nacional Redação

Dom Julio Endi Akamine preside, no sábado, 12, missa na solenidade da padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida, no Jardim Ester, na Região Episcopal Lapa. Leia mais na página 15.

Fiéis mostram devoção a Nossa Senhora Aparecida em procissão, missa e na acol

No dia dedicado à Padroeira do Brasil, o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida teve intensa programação no sábado, 12, iniciada já na madrugada com a vigília mariana. A missa solene das 9h, uma das seis realizadas, foi presidida pelo cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, e teve a participação de 35 mil pessoas, de entre as quais autoridades eclesiais, militares e civis, como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Dom Raymundo recordou o encontro da imagem da Virgem de Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul, em 1717, pelos

pescadores Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, e citou as palavras do papa Francisco, quando esteve no Santuário. “Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe, e ela quis se manifestar nessa região do Vale do Paraíba de maneira simples, sem fato espetacular, sem mensagem especial; solidária, porém, com aqueles pobres pescadores e na sua cor negra, identificada com os escravos da época e os excluídos de hoje. Ela quis escolher essa terra para derramar as bênçãos de Deus sobre o Brasil e o povo devoto que aqui vem para venerar a milagrosa imagem e para proclamar seus louvores e graças.” À tarde, fiéis em nove san-

tuários marianos uniram-se aos devotos do Santuário Nacional para a reza do Terço Mundial, quando também ouviram uma mensagem do papa Francisco, que destacou que, aos pés da Cruz, o olhar de Jesus pousou sobre Maria, e dela fez a Mãe da humanidade. E, desde então, Maria continua evocando que todos façam o que Jesus disser. Após o terço, houve procissão em homenagem à Padroeira do Brasil, percorrendo os arredores do Santuário Nacional e as ruas da cidade. A programação do dia foi encerrada com um show com cantores católicos. Durante todo o fim de semana, mais de 219 mil pessoas estiveram no Santuário Nacional. (Com A12)


Aparecida, uma o rio Tietê

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Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

conscientização ambiental em São Paulo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

lhida da imagem peregrina no rio Tietê

paulistas de Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes e Guarulhos, antes de chegar à capital, no dia 6, no Parque Jacuí, sendo depois exposta na Catedral de São Miguel Paulista, na Basílica da Penha

e no Parque Ecológico do Tietê. No dia 12, pela manhã, a procissão fluvial começou na barragem da Penha. Na chegada às margens do rio, na ponte do Piqueri, a imagem foi recepcionada por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese, que conduziu a bênção do Tietê, após a qual houve uma procissão pela avenida General Edgar Facó até a praça Dona Amália Solitari, próxima à Paróquia Bom Jesus dos Passos, local da missa de encerramento. Dom Milton destacou que na pequenina imagem negra de Nossa Senhora Aparecida, os brasileiros encontram um símbolo de resistência, de perseverança para o dia a dia, e que Maria se mostra solidária com os mais fracos, sempre disposta a suplicar pelo povo. “Se Maria, como mãe, não deixa de interceder por nós, também, como mãe, nos lembra de que Deus não dispensa a nossa ajuda, espera sempre que façamos aquilo que ele quer, aquilo que seu filho nos disser”, comentou. Ao lembrar que Deus confiou a criação ao cuidado humano, o Bispo desejou que o rio Tietê volte a ser fonte de vida e sinal de esperança. “Ainda há esperança para o rio Tietê na cidade de São Paulo. Claro que vai exigir um empenho muito grande das autoridades, da população, para cuidar, preservar o rio. Penso que isso está acontecendo aos poucos”, comentou à reportagem.

no dia da Padroeira Comunicação Santuário Nacional de Aparecida

No dia 12, o Santuário Nacional de Aparecida tem vasta agenda de atividades

Em São Paulo, fiéis veneram ‘Padroeira da Amazônia’ Festa aconteceu no sábado, 12, e no domingo, 13, na Igreja Imaculada Conceição, no Ipiranga Edcarlos Bispo de Santana

reportagem da Zona Sul

Em Belém, no Pará, o público que participou do Círio de Nazaré ultrapassou a marca de 2 milhões de pessoas, de acordo com o site da Rádio Vaticano. O mesmo site ainda traz a informação do aumento da participação do número de jovens. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA) durante a Trasladação, realizada na noite do sábado, 12, a quantidade de jovens na corda ultrapassou os 90%. A área turística também registrou um significativo aumento desses jovens, que vieram de outros estados para participar da Festa de Nazaré. Na Arquidiocese de São Paulo, a celebração do Círio de Nazaré aconteceu na Região Episcopal Ipiranga, Paróquia Imaculada Conceição, e foi realizada, como de costume, em dois momentos. No sábado, 12, a imagem foi transladada da Paróquia Imaculada Conceição para a Capela Sagrada Família e Madre Paulina. No domingo, 13, centenas de devotos da “Padroeira da Ama-

zônia”, reunidos na entrada da Capela Sagrada Família e Madre Paulina, iniciaram a procissão de volta à Igreja Imaculada Conceição, para lá, participarem da missa solene em honra a Nossa Senhora de Nazaré, presidida pelo padre Renato Braga e concelebrada pelo padre Edson Pacondes. Durante a procissão, os fiéis espremiamse para poder chegar mais perto da imagem, ou segurar na corda que ficava em volta do carro que a transladava. Idosos, mulheres grávidas, ou com crianças de colo, paraenses e paulistas entoavam cânticos marianos, muitos, emocionados, não conseguiam segurar as lágrimas. Na homilia, o Padre destacou a importância de Maria na economia da salvação, pois ela “não deixou a palavra acorrentada”, afirmou o Sacerdote. Sobre o Círio, padre Renato destacou que “Nossa Senhora de Nazaré tem o rosto, o jeito, o cheiro do povo da Amazônia, do povo do Pará”. Falando do Evangelho do domingo (Lc 17, 11-19), o Padre falou das mazelas que assolam o povo e desejou que o

que Nossa Senhora de Nazaré intercedesse para que “haja justiça para esse povo, para que esse povo tenha seus diretos respeitados, para que esse povo não seja como os leprosos tenha dignidade respeitada, é

isso que nossa Senhora quer, o que Jesus quer. A presidente da Associação dos Devotos de Nossa Senhora de Nazaré, Eneci Matias, afirmou que esta devoção a Nossa Senhora de Nazaré, e a festa do Círio, sempre acontecerá onde estiver um paraense. De acordo com Eneci, a associação busca uma sede para poder atender as pessoas e expressar, ainda mais, a cultura paraense.


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Região Ipiranga

Paróquias vivem unidade na celebração mariana Pascom

Missa de Nossa Senhora Aparecida foi antecedida por novena e concluída com um baile com músicas dos anos 1960 no Setor Anchieta Padre Pedro Luiz Amorim

Colaborador de Comunicação da Região

Além das celebrações nas comunidades IPIRANGA paroquiais, que homenagearam a Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, a Região Episcopal Ipiranga conta com três paróquias dedicadas à ela, cuja, data de comemoração é o dia 12 de outubro. No Setor Anchieta, as paróquias que compõem o setor pastoral reuniram-se na Vila Arapuá para celebrar Nossa Senhora Aparecida em uma missa campal, que reuniu centenas de fiéis. Estavam presentes os padres: João Cícero Freitas de Moraes, pároco da Paróquia de Nossa Senhora de Fátima; William Day Tombini, pároco da Paróquia São João Clímaco; Clístenes Natal Bósio, pároco da Paróquia de São Vicente de Paulo; o pároco da paróquia Santa Paulina, Pedro Luiz Amorim; Paulo Sérgio, vigário paroquial de Santa Edwiges. A missa foi presidida pelo padre Ricardo Antônio Pinto, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Vila Arapuá. O momento foi de comunhão no Setor. Fiéis de todas as partes do Setor Anchieta estiveram unidos na santa missa, que começou às 10h e foi animada pelo coral de jovens e crianças da paróquia. Durante toda a preparação, uma novena foi feita com a imagem peregrina que abriu a celebração. Após o encerramento da missa, uma carreata percorreu

Celebração de Nossa Senhora Aparecida atrai fiéis de várias paróquias da Região Ipiranga, que vivem com fé a devoção, unidos a comunidades de todo o País

as ruas do bairro, carregando a imagem peregrina. O dia foi cheio de festa, outra celebração aconteceu às 18h30 e os festejos terminaram com um grande baile com músicas dos anos 1960. Já no Ipiranga, a tradicional Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, que abriga a imagem peregrina que acompanhou o 4º Congresso Eucarístico Nacional, em 1942, comemorou a festa da padroeira com nove celebrações eucarísticas durante todo o dia. Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho (PR), presidiu missa às 11h e às 17h. Uma procissão correu as ruas do Ipiranga, encerrando com missa campal, presi-

dida pelo pároco padre Anísio Hilário. Milhares de pessoas passaram pela paróquia do Ipiranga, e a já conhecida quermesse conseguiu dar conta da fome do fiel que não vai somente rezar, agenda regional

mas também comer o tradicional macarrão à milanesa, que é a marca culinária da festa. A missa das 18h também homenageou o cônego Cosmo Maestri, que foi pároco por mais de 30 anos e impulsionou

ainda mais a devoção por Nossa Senhora Aparecida no bairro do Ipiranga. Cônego Cosmo reside hoje na Casa São Paulo e contribui de forma vívida em algumas paróquias da região episcopal.


Região Lapa

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Igreja no Rio Pequeno festeja padroeira Benigno Naveira

Durante missa, dom Julio Endi Akamine fez a colação de ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

A Paróquia Nossa Senhora da Imaculada ConLAPA ceição Aparecida, no Jardim Ester, Região Episcopal Lapa, Setor Rio Pequeno, festejou sua padroeira no sábado, 12. As comemorações começaram com a novena de 3 a 11. No sábado, às 17h, na praça Brasil Vitta, fiéis reuniram-se para saírem em procissão até a igreja, carregando no andor a imagem da Padroeira, acompanhados por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, e do pároco, padre Geraldo Evaristo da Silva. Em seguida, houve missa solene presidida por dom Julio e pelo Pároco. Na homilia, dom Julio destacou que São João é o único evangelista que narra o primeiro sinal de Jesus, realizado durante as Bodas de Caná, e o destaque é que ao pedido de Nossa Senhora foi convertida água em vinho, que revelou a grandeza do Amor de Deus e a vida nova que ele oferece. Na celebração de Nossa Senhora Aparecida, todos reconhecem a necessidade da intercessão da Mãe, que sempre vem em socorro de seus filhos. Durante a celebração, dom Julio fez a colação dos novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, dizendo das responsabilidades e deveres que são atribuídos a eles. Antes da bênção final, aconteceu a coroação de Nossa Senhora. Após o término da missa, dom Julio foi homenageado recebendo presentes dos fiéis e o padre Geraldo agradeceu a presença do Bispo e de todos que participaram da festa. agenda regional

Pelas ruas do bairro Rio Pequeno, dom Julio Endi Akamine, junto a fiéis, conduz procissão com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, no sábado, 12 palavra do bispo

Pela Tradição, a Igreja transmite a própria vida divina que recebeu de Cristo Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Prezado leitor do jornal O SÃO PAULO. Na edição anterior, refletimos sobre a importância do fenômeno humano da Tradição. Quando falamos de Sagrada Tradição, é preciso levar em conta que o patrimônio transmitido, recebido, conservado, vivenciado e novamente transmitido é constituído pela própria Revelação divina. Pela Tradição, a Igreja, guiada pelo Espírito Santo, continuamente

transmite a própria vida divina que ela mesma recebeu de Cristo. Assim, a transmissão da Revelação comunica o que é necessário para a vida santa e eterna. O Catecismo da Igreja Católica distingue entre a Tradição Apostólica e as tradições eclesiásticas, e as relaciona. A tradição eclesiástica é a forma como a Tradição Apostólica prolonga sua vida e sua existência na Igreja em determinado lugar e tempo. Em outras palavras: a Tradição Apostólica torna-se presente sob a forma de tradições litúrgicas, teológicas e devocionais. Nesse sentido, as tradições eclesiásticas são as expressões concretas da Tra-

dição Apostólica. A Tradição Apostólica é o prolongamento vital e ativo por meio da doutrina, da vida e do culto daquilo que a Igreja é e daquilo que ela crê. Assim, a Igreja, animada pelo Espírito Santo, continua a sua recepção vital e a comunicação do dom apostólico original. Há continuidade entre Tradição Apostólica e tradição eclesiástica. Mas elas não se confundem, nem são a mesma coisa, uma vez que a tradição eclesiástica é uma tradição continuadora, enquanto a Tradição Apostólica é constitutiva e original. Por que transmitimos a fé? Transmitimos a fé porque Jesus ordenou-nos: “Ide, fazei discípulos de

todas as nações!” (Mt 28,19). Nenhum cristão autêntico deixa a transmissão da fé apenas ao cuidado dos especialistas (catequistas, párocos, missionários). Somos cristãos para os outros. Isso significa que cada cristão autêntico deseja que Deus chegue também aos outros. Observe os fios elétricos ao longo da estrada. Se a corrente não passa por eles, não há luz. O fio é o que somos, tu e eu. A corrente elétrica é Deus. Temos o poder de a deixar passar através de nós e, assim, fornecer ao mundo a luz, que é Jesus, ou de recusarmos que Ele se sirva de nós, permitindo, com isso, que a escuridão se alastre (Youcat, 11).

Em assembleia, Ages/Pastoral do Menor elege diretoria Benigno Naveira

da região episcopal

No sábado, 12, na sede da Medida Socioeducativas em Meio Aberto - Lapa, localizada na rua Guaipá, 1.605, na Vila Leopoldina, realizou-se a assembleia para a eleição da diretoria da Associação Civil Gadium et Spes - Ages/Pastoral do Menor, que por aclamação reelegeu dom Fernando Penteado, bispo emérito de Jacarezinho (PR), como presidente, e elegeu seus novos diretores e conselheiros. Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, presidente de honra, deu posse a nova diretoria gestão (outubro 2013 a ou-

Dom Fernando Penteado é reeleito na presidência da Ages/Pastoral do Menor

tubro 2015) composta por: dom Fernando Penteado (presidente), padre Edilberto Alves da Costa (vice-presidente), João Clemente de Souza (primeiro secretário), padre João Carlos

Deschamps (segundo secretário), José Rubens (primeiro tesoureiro), Francisco Donizete Pereira (segundo tesoureiro), e os conselheiros Geraldina Romano Pádua Joaquim, Yara

Schramm, Luiz Carlos Cunha, Regina Celia Pereira dos Santos e Benigno Naveira. Após a nomeação, dom Fernando parabenizou sua diretoria e conselho e falou dos programas: Casa da Criança Nossa Senhora Auxiliadora; Centro de Educação Infantil, com duas unidades; República masculina/ feminina; Serviço de Medida Socioeducativa, com duas unidades, Lapa e Pirituba; Serviço de Apoio à Criança e ao Adolescente e a Família Indígena. Na sequência, os coordenadores e diretores fizeram os relatos de suas áreas e, ao término, dom Julio agradeceu a presença de todos.

Quarta-feira (16), 19h

Sexta-feira (18), 11h

Sábado (19), 19h

Domingo (20), 19h

Reunião da Área Pirituba da Pastoral da Criança, na Paróquia São Domingos Sávio (rua Tomas Lopes Ferreira,131).

Reunião dos padres Setor Lapa, na Paróquia São João Batista (rua Tonelero, 967, Vila Ipojuca).

Crisma na Paróquia Nossa Senhora Assunção (rua Dr. Argemiro Couto de Barros, 268, Pirituba), presidida por dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho (PR).

Crisma na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa, 298), presidida por dom Julio Endi Akamine.


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Região Santana

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Falece padre Alex, pároco da Paróquia Santa Luzia Sacerdote foi fiel servidor da Igreja; missa de sétimo dia está marcada para quarta-feira, 16 diácono Francisco gonçalves Colaborador de comunicação da Região

Faleceu, quartafeira 9, em decorrência de um SANTANA infarto, padre Alex Hernan Bodero Coelho, pároco da Paróquia Santa Luzia. Na missa de corpo presente, dia 10, presidida por dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, compareceram padres, diáconos e grande número de fiéis, além de Alberto Coelho, representando a família, composta de sete irmãos. Sua mãe, por ter 83 anos e sofrer do coração, não pôde comparecer. Padre Alex nasceu em Lima, Peru, em 18 de agosto de 1960. Depois do colegial, entrou, em 1979, nos Missionários dos Santos Apóstolos, juntamente com os padres Erly e Jorge. Em seguida, foram fazer o noviciado e cursar Filosofia e Teologia em Bogotá, Colômbia, na Universidade Xaveriana. Com a vinda de padre Erly para o Brasil, este convidou Alex para fazer missão aqui. Em 1994, Alex foi ordenado sacerdote, após ter sido diácono na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Jardim São Paulo. Exerceu durante três anos a função de vigário paroquial na paróquia de Sant’Ana e depois foi transferido para a Comunidade São Miguel Arcanjo, onde permaneceu durante 15 anos. Em abril de 2013, passou a ser pároco na Paróquia Santa Luzia. “Pessoa muito forte de caráter, mas muito nobre de coração. Nunca tirou férias e nunca retornou ao Peru”, disse padre Jorge. “Diante da morte de uma pessoa amada, amiga e irmão derramamos lágrimas. Não é um sentimento de desespero, mas de despedida como também assim Jesus teve pelo seu amigo Lázaro”, expressou dom Sergio, em sua homilia. Dom Sergio lembrou que no velório pessoas lhe falavam que padre Alex foi um pai, onde colocavam em seus ombros suas dificuldades. “Grande amor à Eucaristia e à Confissão foram suas marcas. Nunca deixou de cele-

brar uma missa”, diz padre Erly. Padre Alex tinha o hábito de fazer a assembleia repetir frases nas missas. Vários jovens deram depoimentos de algumas dessas frases que lhes marcaram: “Sem humildade, não veremos a Deus!” (Karine Toledo); “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por quem ama, e o pastor deve dar a vida pelas suas ovelhas” (Nathália Buck); “Quero que a última gota de suor de minha fronte seja derramada servindo a Deus” (Marcos Paulo dos Santos); “Sem humildade, não veremos a Deus, a árvore se conhece pelos seus frutos, árvore boa, frutos bons, árvore ruim, frutos ruins, até a vitória eterna” (Lucas Esteves).

Arquivo: Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Dom Sergio de Deus Borges empossa padre Alex Coelho, em abril de 2013, como pároco da Paróquia Santa Luzia

Minha alegria é o trono da graça Padre Zacarias Paiva especial para o são paulo

Quem se aproximava do padre Alex num primeiro momento não conseguia entender como ele rezava 18 missas na semana. Sim, na semana e não em um mês! Viveu com largueza o celibato, entregou-se de coração ao povo. Atendia a todos! Ele não tinha agenda! Mas a todos os que o procuravam sempre tinha uma palavra amiga e uma abraço fraterno. Mesmo doente, com graves problemas de diabetes e pressão alta, atendia, celebrava, se dedicava ao povo e às obras de Deus.

Para ele tudo precisava ser feito logo, pois o amanhã podia ser que não houvesse. Rezava pelo povo. Colocava a mão na cabeça das pessoas. Rezava com fé, fazia o sinal da cruz. Celebrava o que acreditava. Sempre dizia ao povo e aos padres mais próximos que não tem como ficar longe do trono da graça que é o altar da missa. Um homem do povo, consagrado ao Senhor! Mesmo estrangeiro, falava a linguagem do povo. Falava com o coração, com afeto e ternura! Mas o que mais cativava no padre Alex era a forma carinhosa, amorosa e autêntica de ele falar com

os jovens. Uma receita muito simples. Apresentava a Doutrina da Igreja e dava espaço para eles trabalharem. A partir do momento que comecei a conhecer o padre Alex, tomei carinho e admiração por ele! Sabia que Deus fazia a obra nele, como em muitos e em nós padres! Ele privilegiava o espaço de seu coração para o Espírito Santo. E o Espírito Santo agia! Enfim, chegou o dia de sua partida. E como foi dolorido, triste e sofrido deixá-lo ir. Mas o Senhor o chamou para junto de si. Certamente, ele está bem feliz no céu. Deve bater palmas em sua chegada como

nos ensinou quando na missa o sacerdote diz: “O Senhor esteja convosco” e todos, em um gesto de aclamação, acolhia o Senhor entre nós. Agora, padre Alex, diante do Senhor, o justo juiz, o Bom Pastor, é acolhido, com todos os anjos e santos. São Miguel deve tê-lo carregado na glória celeste, junto com os mártires, Santa Luzia, e o conduzido ao coro dos apóstolos e, tenho certeza, que, diante do Senhor, ele deve ter dito: “Não fiz mais que a minha obrigação”. Agora longe das enfermidades, ele reza por nós! Padre Alex! Obrigado por tudo! Vá em Paz!

palavra do bispo

Na escola de Jesus compreende-se o sentido da vida! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Vivemos hoje em um contexto social amplo, complexo e fragmentado, onde a realidade se tornou cada vez mais sem brilho e a maioria das pessoas se sente insignificante e incapaz de realizar uma intervenção, uma ação que possa dar sentido ao meio em que vive, que possa dar sentido à própria vida. Por isso que muitos estudiosos de nossa época sustentam que a realidade traz inseparavelmente uma

crise do sentido (cf. Documento de Aparecida, DA, 35-37). O Senhor Jesus, observando as estruturas de morte ao seu redor, disse aos discípulos: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10). Até o final de sua peregrinação terrestre, até o seu último suspiro na Cruz, o Senhor tudo fez para que os homens reencontrassem o caminho da vida. Assim, diante do desespero de um mundo sem Deus, que só vê na morte o final definitivo da existência, Jesus nos oferece a ressurreição e a vida eterna na qual Deus será tudo em

todos. Diante da idolatria dos bens terrenos, Jesus apresenta a vida em Deus como valor supremo. Diante do subjetivismo hedonista, Jesus propõe entregar a vida para ganhá-la, porque, quem aprecia sua vida terrena, a perderá. Diante do individualismo, Jesus convoca a viver e a caminhar juntos. Diante da exclusão, Jesus defende os direitos dos fracos e a vida digna de todo ser humano (cf. DA 109-112). Na escola de Jesus, o discípulo missionário não perde o brilho, não se deixa levar pelo desespero e pela fragmentação, ele olha para Jesus e sabe

agenda regional

que a fé em Jesus como o Filho do Pai é a porta de entrada para a vida com sentido, onde um futuro novo se abre e a certeza de uma vida feliz preenche o coração. À luz da fé, o discípulo missionário tem o sagrado dever de lutar, como o Senhor Jesus lutou, contra as estruturas de dispersão, anunciando aos seus o que encontrou: o Caminho, a Verdade e a Vida. Coragem, na obra da vida, na promoção da vida, o Senhor está do nosso lado e conta conosco. Sejamos discípulos missionários pela vida em abundância.

Quarta-feira (16), 20h

Sexta-feira (25)

Missa de sétimo dia do padre Alex Hernan Bodero Coelho, na Paróquia Santa Luzia (rua padre Agostinho Poncet, 134 - Vila Santa Luzia, Setor Santana).

Dia de Santo Antonio de Sant’Anna Galvão


Região Sé

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Fiéis do Brás celebram Padroeira do Brasil Lorenzo Nacheli

Missa no Arsenal da Esperança marcou festa de Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários Fernando Geronazzo

Colaborador de comunicação da Região

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos FerroSÉ viários, no centro de São Paulo, celebrou a solenidade de sua padroeira no sábado, 12, com uma missa presidida por dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Região Sé, no Arsenal da Esperança. As comemorações começaram dias antes com uma novena preparatória que teve o tema “Maria mãe da fé”, dentro do contexto do Ano da Fé. Na manhã do dia 12 também houve uma missa presidida pelo padre Antonio Fusari, que foi homenageado pelos paroquianos pelos seus 60 anos de sacerdócio, a serem comemorados no próximo dia 24. Padre Fusari, que hoje está com 85 anos, foi quem ajudou a fundar a Paróquia e serviu 22 anos no Setor Brás, por isso, tem um significado muito grande para a comunidade. Atualmente, ele é pároco da Paróquia Santa Margarida Maria, na zona sul. A missa celebrada à tarde no Arsenal da Esperança marcou uma parceria que a Paróquia tem tido com a entidade mantida pela Fraternidade da Esperança, que acolhe diariamente 1.200 homens em situação de rua. O pároco, padre Marcelo Delcin, explicou que essa parceria tem sido feita não apenas na colaboração com os trabalhos voluntários da entidade, mas também na evangelização da juventude, especialmente durante a Semana Missionária e a Jornada Mundial da Juventude. “A Fraternidade da Esperança assumiu desde o fim do ano passado uma capela que nós temos, próximo ao Arsenal, que era a antiga sede da Paróquia. A Fraternidade irá transformar a capela em um pequeno centro de evangelização. Um dos projetos está sendo chamado de “A praça”, um local de encontro e evangelização da juventude do bairro e também será um espaço para as crianças.” Após a missa no Arsenal da Esperança, houve uma procissão até a igreja matriz da Paróquia, com a participação das pessoas atendidas pela entidade.

Fiéis percorrem ruas do Brás em procissão com imagem de Nossa Senhora Aparecida; celebração conta também com missa presidida por dom Tarcísio

74 anos da Paróquia Santo Eduardo da região episcopal

Paróquia Santo Eduardo, no centro, realizou entre os dias 12 e 13 a 74ª edição da festa de seu padroeiro. A comemoração complementou o calendário de festividades

do bairro do Bom Retiro, que completou 130 anos no dia 10. Além das tradicionais pizzas, fogazzas, doces, cachorros-quentes, churrascos e brincadeiras, a festa contou com os tradicionais pães

e o bolo de Santo Eduardo. A festa foi marcada por celebrações eucarísticas durante a semana, com destaque para a missa e procissão de Nossa Senhora Aparecida no sábado, 12, e no domingo, 13, missa presidida pelo

padre Juarez de Castro e o pároco, padre José Enes de Jesus, que também é presidente do Instituto Negro Padre Batista, entidade filantrópica que trabalha com projetos voltados aos afrodescendentes.

palavra do bispo

O papa Francisco e Nossa Senhora Aparecida Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

O papa Francisco, em seu discurso aos bispos do Brasil por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ-Rio 2013), fez uma nova leitura teológica e pastoral da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Aparecida é uma manifestação de Deus, de seu modo de ser e de agir: “Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe. Mas, em Aparecida, Deus deu também uma lição sobre si mesmo, sobre o seu modo de ser e agir. Uma lição sobre a humildade que

pertence a Deus como um traço essencial: ela está no DNA de Deus”. Esse Deus vem ao encontro dos pobres, famintos e necessitados, representados nos pobres pescadores do Paraíba, que não conseguem o suficiente para a sua sobrevivência. Por trás dessa situação de falimento humano, encontra-se o Mistério maravilhoso de Deus, que os surpreende. “E Deus chegou de uma maneira nova, porque sempre pode se reinventar: uma imagem de barro frágil... Deus entra sempre nas vestes da pequenez.” O Papa vê na forma como encontram a imagem um sinal do valor da unidade e da busca da reconciliação: “Veem então a imagem da Imaculada

Conceição. Primeiro o corpo, depois a cabeça, em seguida a unificação de corpo e cabeça: a unidade. Aquilo que estava quebrado retoma a unidade... Em Aparecida, logo desde o início, Deus dá uma mensagem de recomposição do que está fraturado, de compactação do que está dividido... A Igreja não pode descurar esta lição: ser instrumento de reconciliação”. Ao levarem a imagem para casa, ao agasalhá-la com uma veste e colocá-la em lugar de destaque, os pescadores revelam como o povo simples acolhe o mistério de Deus em seu coração: “Na casa dos pobres, Deus encontra sempre lugar...”. O Papa destaca também a

dimensão missionária de Aparecida: “Penso nos pescadores que chamam seus vizinhos para verem o mistério da Virgem. Sem a simplicidade do seu comportamento, a nossa missão está fadada ao fracasso... As redes da Igreja são frágeis, talvez remendadas; a barca da Igreja não tem a força dos grandes transatlânticos... E, contudo, Deus quer se manifestar justamente através dos nossos meios, meios pobres, porque é sempre Ele que está agindo”. Enfim, o Papa ressalta a mensagem da simplicidade como expressão do Mistério de Deus. “Às vezes, perdemos aqueles que não nos entendem, porque desaprendemos a simplicidade...”


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Região Brasilândia

Com devoção, fiéis fazem festa para a Mãe de Jesus “Motivados por Nossa Senhora Aparecida, renovamos e vivemos a fé”, foi tema de novena

brar e agradecer as bênçãos alcançadas. Em entrevista, a aposentada e leiga atuante da Pastoral da Terceita Idade Eclésia de Oliveira relata a sua devoção. “Eu tive uma queda que resultou na colocação de uma prótese no quadril e fiquei usando bengala por algum tem-

po. Aí pedia a Nossa Senhora a cura. Certo dia, e sem perceber, comecei a andar sem o auxílio da bengala, foi um verdadeiro milagre”, disse emocionada. O jovem Altieres Lourenço, da Pastoral do Crisma, também expressou a sua fé. “Nossa Senhora Aparecida como Mãe de

Deus foi a primeira que acolheu o Senhor, ela é o nosso maior exemplo de fé, de entrega e obediência a Deus.” Em entrevista, padre Juarez Dirceu, pároco da Nossa Senhora Aparecida há oito meses, relatou sua experiência com a comunidade. “É um povo sim-

ples e muito acolhedor e que vive bem a sua espiritualidade mariana. É uma paróquia de grande potencial pastoral e de vivência do Reino.” O Pároco também expressou sua alegria com a grande participação da comunidade durante a novena e a festa da Padroeira. Fotos: Josino Monteiro

Renata Moraes

Colaboradora de comunicação da Região

Devoção, fé e histórias de milagres alcançados marcaram o sá- BRASILÂNDIA bado, 12, dia dedicado a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. No Setor Pastoral Pereira Barreto da Região Brasilândia, a Paróquia que leva o nome da Padroeira, reuniu os fiéis para celebrar a devoção à Mãe de Jesus. A missa solene foi presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, e concelebrada pelo padre Juarez Dirceu Passos, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Zatt. Na homilia, dom Milton relembrou a fé dos pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, que, nas águas do rio Paraíba, no ano de 1717, pescaram a imagem de Nossa Senhora da Conceição. “É uma imagem de ricos detalhes: sua cor negra, em uma época de discriminação e escravidão, mostra a solidariedade da Mãe de Deus com aqueles que, no seu tempo, eram os mais pobres e desprezados.” O Bispo evidenciou que Deus se serviu daquela pequenina imagem para manifestar sua presença no meio do seu povo. “Hoje nos reunimos para fazer memória e renovarmos a nossa confiança no Deus que se serve dos pequenos e dos fracos para manifestar sua força, como se serviu de Maria, para nos dar a Mãe do Salvador.” A história dessa Paróquia começou no alto do morro da Vila Zatt, em 1950, localizada em um terreno doado. Os moradores rezavam e celebravam diante de uma pequena imagem de Nossa Senhora Aparecida, marcando assim o início da comunidade, que foi instituída como paróquia em 1969. Com o passar dos anos e com o aumento dos devotos, houve a necessidade da construção de um templo maior, que foi inaugurado em 1º de outubro de 1995 pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns, hoje arcebispo emérito de São Paulo. Desde então, muitos fiéis vão à casa da Mãe para cele-

Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese, e fiéis da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Zatt, acolhem imagem da Padroeira do Brasil palavra do bispo

Aprender a agradecer! Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

A atitude daquele pobre samaritano, que nos narrou o Evangelho de Lucas nas celebrações litúrgicas deste final de semana (cf. Lc 17, 11-19), num primeiro olhar, parece de pouca importância. Na verdade, o que ele fez qualquer pessoa bem-educada faria, e talvez ainda melhor do que ele. Entretanto, a atitude daquele samaritano foi de uma grandeza extraordinária, a ponto de tocar o coração de Cristo! Os outros nove leprosos

curados por Jesus poderiam argumentar diante das perguntas de Jesus que a alegria era imensa, que era preciso chegar a tempo no Templo para comunicar aos sacerdotes a cura realizada, que a necessidade de encontrar os pais, esposa, filhos e amigos para festejar tamanho prodígio era mais forte do que tudo. O único samaritano, mal visto pelos judeus, discriminado e odiado por causa da sua raça, foi o único a compreender que antes de que qualquer outra atitude, aquele Mestre merecia a sua gratidão! O episódio parece nos indicar que fé e gratidão andam juntas. Nós diríamos que entre a gratidão e a fé há um passo apenas. Crê, de fato, quem é ca-

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paz de agradecer! A fé permite reconhecer que tudo é graça, tudo é gratuito, que Deus se faz imenso dom, diante de quem a primeira a atitude é sempre a da gratidão. Hoje perdemos a capacidade de agradecer; talvez porque deixamos de nos surpreender. O papa Francisco, em algumas ocasiões, tem repetido que hoje é preciso se deixar surpreender por Deus. Deus é sempre novidade e, por isso, é sempre imprevisto. Quando tudo parece previsto, planejado, organizado, torna-se difícil acolher as surpresas de Deus! É preciso voltar a maravilhar-se diante dos gestos de Deus, à primeira vista gestos tão banais, tão sem importân-

cia, mas se acolhidos com gratidão, assumem uma proporção inimaginável, com valor de eternidade. Gratidão, para nós que cremos, deve tornar-se uma postura de vida; mais do que um gesto, deve ser uma atitude constante, um comportamento, uma inclinação! Nesse sentido, é algo que precisamos aprender. Aprender a agradecer pode parecer algo inútil, sem grande relevância; mas, se acolhemos a lição do Evangelho deste final de semana, já nos convencemos que isso é vital. É atitude que toca o coração de Cristo, e nos abre ao dom da fé. É questão de vida e de salvação! É fonte de alegria e de paz!

Sexta-feira (18), 20h

Sábado (19)

Abertura do Ano do Centenário da Aliança de Amor do Movimento de Schoenstatt, no Santuário da Mãe e Rainha (rua Galvão Bueno Trigueirinho, 764 , no Jaraguá). Outras informações: (11) 3941-4878.

Às 8h, Retiro do Apostolado da Oração da Região, na Casa de Retiros Santa Lúcia Filippini (rua Mestras Pias Filippini, 513 , na Itaberaba). Outras informações: (11) 3924-0020. Às 18h, missa de abertura da novena da Paróquia São Judas Tadeu (rua João Alves Pimenta, 152, na Vila Miriam). Outras informações: (11) 3975-2121.


Região Belém

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Encontro de ministros reúne 700 em São Mateus Evento encerrou atividades intersetoriais que mobilizaram centenas de ministros

Ano da Fé pode nos auxiliar a ‘descobrir de novo a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé’, conforme as palavras do papa emérito Bento 16, na carta apostólica Porta Fidei”, disse. Dom Edmar destacou que a fé está ligada à escuta e à resposta que damos a uma palavra que nos interpela pessoalmen-

te. “Cremos verdadeiramente em Jesus Cristo quando o acolhemos pessoalmente na nossa vida; quando ele é alguém para nós; quando confiamos e aderimos a ele no amor, seguindo-o ao longo da caminhada”, disse, convidando a todos para que leiam e reflitam sobre a carta apostólica Porta Fidei, a carta encíclica Lumen Fidei e a car-

ta pastoral “Senhor aumentai a nossa fé”, dirigida à Arquidiocese de São Paulo por dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Em seguida, dom Edmar levou os participantes a refletirem sobre o que os têm ajudado a se manterem firmes e a prosseguirem em seu ministério. Também discorreu sobre

eventuais dificuldades que pudessem prejudicar o seu exercício, além de sugestões para que este trabalho possa ser aperfeiçoado. Por fim, dom Edmar concedeu a palavra para que os participantes esclarecessem dúvidas e comentou vários aspectos práticos relacionados ao exercício do ministério.

João Carlos Gomes

João Carlos Gomes

Colaborador de comunicação da Região

Dando continuidade à série de três encontros bELÉM com os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão de toda a Região Episcopal Belém, o bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário na Região Belém, dom Edmar Peron, encontrou-se, na quinta-feira, 10, com cerca de 700 ministros das paróquias dos setores Conquista, São Mateus e Sapopemba. O Encontro ocorreu na Paróquia São Mateus Apóstolo. O momento de encontro com os ministros já havia ocorrido no dia 20 de setembro, com a união dos ministros dos setores Belém, Carrão/Formosa, Tatuapé e Vila Antonieta e no dia 8 de outubro, com a união dos setores Guarani, Vila Alpina e Vila Prudente. Todos os encontros tiveram a participação de centenas de ministros. “Já havia tempo que gostaria de ter esse encontro com os ministros, mas imaginava fazer por Setor, o que tornaria o processo mais demorado; a Iracema (secretária de Pastoral do Belém) quem deu a ideia de fazer os encontros por grupos de setores, e deu muito certo”, alegrou-se dom Edmar. Comunicar a Fé Nos encontros, dom Edmar apresentou alguns pontos para fortalecer a fé e enriquecer o trabalho das pessoas nomeadas ministras em suas paróquias. Tanto que, em São Mateus, iniciou o encontro com a leitura do livro do Gênesis (Gn 12, 1-4), feita pelo padre Omir Cícero Antonio Oliveira, coordenador do Setor, que fala do chamado e da resposta de Abrão a Deus. “A vivência do

Encontro intersetorial de ministros extraordinários da Sagrada Comunhão reúne centenas na Paróquia São Mateus Apóstolo, na quinta-feira, dia 10

palavra do bispo

Crescer na fé, caminhando à luz do Concílio Vaticano 2º Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

“Alegra-se a Mãe Igreja, porque, por singular dom da Providência Divina, amanheceu o dia tão ansiosamente esperado em que solenemente se inaugura o Concílio Ecumênico Vaticano 2º, aqui, junto do túmulo de São Pedro, com a proteção da Santíssima Virgem.” Com essas palavras, o papa João 23 dava início ao evento que marcaria para sempre a vida da Igreja: o Concílio Ecumênico Vaticano 2º. Era o dia 11 de outubro de 1962, e o

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Papa tinha convicção de que o Concílio por ele convocado e que, naquele momento, tinha início, não era obra sua, mas uma ação de Deus, inspirada pelo Espírito Santo. A alegria enchia também o coração do papa Paulo 6º – sucessor do papa “Bom”, João 23 –, ao promulgar o primeiro fruto conciliar, a constituição Sacrosanctum Concilium, sobre a Sagrada Liturgia, no dia 4 de dezembro de 1963: “Exulta o nosso espírito com este resultado. Vemos que se respeitou a escala dos valores e dos deveres: Deus, em primeiro lugar; a oração, a nossa obrigação primeira; a Liturgia, fonte primeira da vida divina que nos é comunicada, pri-

meira escola de nossa vida espiritual, primeiro dom que podemos oferecer ao povo cristão, que junto a nós, crê e ora; o primeiro convite dirigido ao mundo para que solte a sua língua muda em oração feliz e autêntica e sinta a inefável força regeneradora, ao cantar conosco os divinos louvores e as esperanças humanas, por Cristo, Senhor nosso e no Espírito Santo”. Contudo, recentemente, o papa Francisco, em homilia, recordava que o Concílio Vaticano 2º, “bonita obra do Espírito Santo”, ainda sofre resistência. Não bastam as comemorações, pois, transcorridos 50 anos, ainda não “fizemos tudo o que nos disse

o Espírito Santo no Concílio”; nos preocupamos, sobretudo, que o Concílio “não incomode. Não queremos mudar. Aliás: há vozes que gostariam de voltar para trás. Isto chamase ser teimoso, chama-se querer domesticar o Espírito Santo, chama-se tornar-se insensatos e lentos de coração”, conforme o texto dos Atos dos Apóstolos, 7,51– 8,1a, proclamado na liturgia daquele dia 16 de abril, deste ano. Desse modo, reconheçamos que o Concílio, tendo concluído os seus trabalhos no dia 8 de dezembro de 1965, tem muito ainda a ser acolhido, assumido e colocado em prática. Agora, é a nossa vez, irmãos e irmãs!

Quarta-feira a sábado (16 a 19)

Sexta-feira (18), 10h

Domingo (20)

Segunda-feira (21), 20h

Novena a Frei Galvão - Comunidade Santo Antônio de Santana Galvão (rua Catiléia, 26 – Pq. das Flores). Tríduo - 16, 17 e 18 às 20h. Missa - 19, às 18h.

Missa do Educador São Felipe Neri (avenida São Lucas, 279 – Parque São Lucas).

Às 10h45, Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho (rua da Mooca, 3.911 – Mooca).

Rito Escrutínio Paróquia Santa Bernadete (avenida do Oratório, 4.246 – Vila IVG).

Às 18h, Crisma São João Batista do Brás (Largo Senador Barros, s/nº – Brás)


Entretenimento PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

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© Revistas COQUETEL 2013

Um dos preceitos da O povo Revolução a que Francesa pertencia Dalila, mulher que traiu Sansão

Inseto parasita Sentimensem asas to de afeição Isto é

Função de Débora (Jz 4:4)

“No princípio (?) o verbo” (Jo 1:1)

O verdadeiro filho de Paulo, segundo a fé (Tt 1:1-4)

Festa noturna ao ar livre Local onde os profetas de Baal foram desafiados por Elias (I Rs 18: 20-40)

“(?) O.C.”, seriado exibido pela Warner (TV)

Número de caroços do abacate

Altar-(?), mesa do santuário da igreja

Insistiu em viajar com Noemi (Rt 1:15-16)

Engodo colocado no anzol Urna, em inglês Tribo separada das outras para levar a Arca da Aliança (Dt 10:8)

Interjeição que denota espanto

Formulação de caráter científico

A do justo é manancial de vida (Pv 10:11)

Filho de Jefoné (Nm 13:6) Reter

Para tudo ela é proveitosa (I Tm 4:8)

Consenso; combinação Obra de da fundição Animal pecuária do artífice leiteira (Is 40:19)

Morrer, em inglês

(?) Lobo, músico Mãe do primo

Função do sangue de Jesus (Hb 13:12)

(?) Mahal, atração turística da Índia

Tamanho intermediário de roupa

Árvore, em inglês Sogro de Moisés (Êx 18:2) Apóstolos apelidados de “filhos do trovão”

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Solução L U A U M O R N T B E O C C A A R M E E L Ã O

sua maneira de pensar

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50 Desafios para mudar

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Movimento do cavalo no xadrez

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BANCO

Introdução de texto jornalístico

P F I P R O A L T H T E O R N H P I E D I S A N D J E T I T I A

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3/die — urn. 4/lead — tree. 5/jetro. 6/calebe — teoria.

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Geral

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Monades: afetados por desastres socioambientais Luciney Martins/O SÃO PAULO

Ao O SÃO PAULO, filósofo Ivo Poletto comentou sobre origens do movimento formado por impactados pelo Estado brasileiro Daniel Gomes Redação

Dados do Censo de 2010 dão conta que 6% da população brasileira vive em favelas e similares, como ocupações irregulares, e 16,2 milhões de pessoas estão em situação de extrema pobreza, especialmente nas grandes cidades. O que as leva a viver sob tais condições nesses locais? Durante a 5ª Semana Social Brasileira, realizada em setembro, em Brasília, o filósofo Ivo Poletto, assessor nacional do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, formado por

Maior parte dos afetados por desastres socioambientais encontra poucas oportunidades nas grandes cidades do País

pastorais da CNBB e movimentos sociais que atuam na conscientização sobre as mudanças climáticas, apresentou o Movimento Nacional de Afetados por Desastres Socioambientais (Monades), formado, em sua maioria, por tais pessoas. “Elas são expulsas do campo, em vez de serem consolidadas possibilidades de lá ficarem, como uma reforma agrária ou uma política agrícola que as apoie. Vêm para a cidade, que

não as acolhe. Quem chega e não tem renda onde vai morar? Às vezes, nem na periferia, não conseguem terreno, então vão para uma ocupação ou áreas proibidas, como as ocupações em beira de córregos e outras áreas de preservação ambiental”, explicou Poletto ao O SÃO PAULO. Segundo o filósofo, podem ser classificados como Monades aqueles que moram precariamente em áreas de ris-

co, como encostas de morros e beiras de rios, e os que são mais vitimados por fenômenos climáticos como secas e enchentes, pessoas que são reflexo de um Estado centrado na propriedade privada e na livre iniciativa capitalista, que despreza os que têm menor renda. “Hoje se constata o aumento do número de afetados por diferentes tipos de desastres socioambientais, que lutam durante anos para reconstruir as condi-

ções de vida em áreas próximas e mais seguras. Não só no Brasil, mas no mundo, aumenta o número de pessoas e comunidades que migram, porque já não conseguem ficar mais nas áreas dos desastres socioambientais, dadas as mudanças no espaço, principalmente se for espaço agrícola: não dá mais para viverem e produzirem na área que foi profundamente modificada. Então, migram para outras áreas ou até para outros países”, detalhou. Ainda segundo Poletto, nas grandes cidades, os Monades são vítimas de criminalização dos governantes, especialmente quando da ocorrência de intervenções urbanas. Ele citou o exemplo das obras do Rodoanel, em São Paulo. “O Rodoanel chega, a maioria das pessoas nos bairros é de posseiros, não tem título de propriedade e, assim, recebem um valor insignificante ou nada de indenização. Com esse dinheiro, para aonde é que elas vão? Irão para uma área que possam ocupar, às vezes, em precárias condições”, lamentou.

Anev capacita leigos para a Nova Evangelização Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes Redação

Fruto da oficina “Anúncio Querigmático de Jesus Cristo”, realizada durante o 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo, em 2010, a Associação Nova Evangelização (Anev) tem capacitado leigos a iniciativas evangelizadoras, por meio de vídeos postados no site www.novalinguagemdafe.com.br e pela promoção de eventos formativos, como a recente palestra, em setembro, do professor Francisco Catão, sobre a encíclica Lumen Fidei, do papa Francisco. A Associação, criada em julho de 2011, é formada por leigos que atuam em movimentos, associações e novas comunidades e desde a fundação, tem três propósitos: “A formação de novos evangelizadores para anunciar o querigma; o estudo da nova linguagem da fé,

Criada em 2011, Associação Nova Evangelização é um dos frutos do 1º Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo

que seria como expressar a fé nos dias de hoje; e a criação de um centro de apoio ao apostolado leigo”, explicou, ao O SÃO PAULO, Dalton Luiz de Luca Ro-

then, presidente da Anev. De acordo com Rothen, durante o 1º Congresso de Leigos, idealizado pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebis-

po metropolitano, percebeuse a necessidade de capacitar mais pessoas à evangelização. “Existe uma carência muito grande de leigos formados, ca-

pazes de evangelizar de uma maneira correta segundo a fé católica”, avaliou. A aprovação dos estatutos da Associação, para que seja erigida canonicamente, ainda está em análise pela Arquidiocese, pois, segundo Rothen, a proposta inicial era formar uma associação privada de fiéis, mas como a Anev trata de questões de evangelização, deverá ser erigida como uma associação pública. “Dom Odilo tem reafirmado que nós devemos dar continuidade, não devemos parar com os trabalhos, pois num momento oportuno a Anev será erigida”, comentou Rothen. Os interessados em fazer parte da Anev podem saber detalhes com Leda Tavela, pelo e-mail ltavel@superig.com.br, ou com Dalton Rothen, no email dalton@deckrep.com.br ou pelos telefones (11) 59040288 e (11) 98609-0118.


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Semana Nacional de liturgia em São Paulo A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB promove a 27ª Semana Nacional de Liturgia, de 14 a 18, em São Paulo em parceria com o Centro de Liturgia Dom Clemente Isnard, a Rede Celebra e o Centro Universitário Salesiano de São Paulo. O evento celebra os 50 anos da publicação da constituição Sacrosanctum Concilium, do Concílio Vaticano 2º.

Líderes religiosos depõem na Comissão da Verdade Comissão da Verdade

Dom Angélico, padre Julio Lancellotti e o rabino Henry Sobel participaram de audiência para lembrar os mortos durante a ditadura no País NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

“Nunca eu tive à minha frente a imagem viva de Cristo morto quanto naquela ocasião [no reconhecimento do corpo do operário Santo Dias da Silva]. O soldado do exército romano cortou lado a lado o peito de Cristo na cruz. A bala assassina cortou o peito do operário que nada mais queria que justiça e vida digna para a classe trabalhadora.” O trecho é parte do depoimento de dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), na terça-feira, 8, na sala Sergio Vieira de Melo da Câmara Municipal de São Paulo durante audiência da “Comissão da Verdade Vladimir Herzog” com a presença de líderes políticos e religiosos, como padre Julio Lancellotti, vigário episcopal para o Povo da Rua e o

Em momento de descontração da audiência, dom Angélico coloca o kipá do rabino Henry Sobel

rabino Henry Sobel, da Congregação Israelita Paulista. A audiência teve o objetivo de recordar histórias da ditadura por meio do depoimento de pessoas que viveram na época, e a bancada foi composta pelos vereadores Juliana Cardoso (PT), Mário Covas Neto (PSDB), Ricardo Young (PPS) e Gilberto Natalini (PV). Em discurso emocionado, dom Angélico recordou que, antes de ser padre, exerceu a função de jornalista em Ribeirão Preto (SP) e, quando veio para São Paulo encontrou uma Igreja viva e

comprometida com as causas do povo. O Bispo ressaltou a figura de Santo Dias, que foi assassinado no dia 30 de outubro de 1979 em frente à fábrica Sylvânia, em Santo Amaro (SP). “O cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo e eu fomos chamados ao Instituto Médico Legal para reconhecer o corpo.” O rabino Henry Sobel falou sobre a morte do jornalista Vladimir Herzog e o Ato Ecumênico na Catedral da Sé em 1975, que foi o primeiro com aquelas dimensões. Ele recordou a presença de dom

Paulo Evaristo Arns, que sugeriu o Ato, e do reverendo Jaime Wright, pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil, que teve familiares mortos na ditadura. Quando Vladimir Herzog foi assassinado, o Rabino precisou intervir para que o jornalista não fosse enterrado na ala dos suicidas. Ele também relatou um fato que nunca tinha sido contado sobre uma visita que recebeu dias antes do Ato Ecumênico. “Recebi a visita de três generais fardados. Um deles disse: ‘Rabino, o senhor não deveria ir ao Ato Ecumênico, porque o lugar de rabino é na Sinagoga e não na Catedral’. Minha resposta veio espontaneamente: ‘General, vamos fazer um acordo, o senhor não decide qual é o lugar de um rabino e eu não decido onde o senhor vai estacionar seus tanques’. Ele me abraçou e foi embora, mas por via das dúvidas, depois que saíram, liguei para a embaixada americana em Brasília.” Padre Julio forneceu dados do Serviço Funerário Municipal, em que 845 pessoas foram sepultadas na condição de indigentes em 2012. Em 2013, até a última semana de setembro, o número chegava a 551. Para o Padre, “é uma situação que continua a mesma prática da ditadura, da vala comum. É o mesmo tratamento desumano dado a essas pessoas [em situação de rua], a quem foi negada a cidadania na vida e também na morte”.

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Paróquia Santos Apóstolos sedia Jornada Teológica De 21 a 23, das 20h às 21h30, a Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907) sedia a Jornada Teológica, com o tema “Comunidade de comunidades: Uma nova Paróquia”. Serão palestrantes: cônego Antônio Manzatto, Fernando Altemeyer e dom Angélico Sândalo Bernardino. Inscrições até dia 18. Outras informações em (11) 3851-4535.

RCC promove 2ª edição da ‘Semana Missionária’ Renovação Carismática - Região Brasilândia

Atividade aconteceu de 6 a 13 em diversos lugares da cidade, onde há grupos de oração Robson Landim

especial para o são paulo

Com o tema “Ser testemunha de Jesus Cristo na Cidade de São Paulo”, a Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de São Paulo realizou, de 6 a 13, a segunda edição da Semana Missionária. Os grupos de oração, células base do movimento carismático, foram convocados a saírem de suas comunidades para anunciarem o Querigma, o “primeiro anúncio de Jesus” aos jovens universitários, aos adultos que transitam pela cidade, às crianças das creches e orfanatos, aos enfermos nos hospitais e casas de saúde, enfim, a todo o Povo de Deus presente na cidade, mas que não teve a oportunidade de ouvir falar de Jesus. Segundo Maria Helena Soriano, coordenadora arquidiocesana da Renovação Carismática Católica, a RCC é um movimento nascido pela missão, por ter começado justamente nas casas, garagens e não nas paróquias. “Nosso movimento é isso: levar esse Jesus transformador, mais do que com palavras, mas com nosso testemunho de vida”. Maria Helena ainda recordou que

No domingo, 13, o encerramento da Semana Missionária acontece no Marco Zero, na praça da Sé, após adoração

quem faz uma verdadeira experiência do amor e do poder de Deus não consegue guardar isso pra si só e por isso precisa levar esse mesmo Jesus para todos os que estão a sua volta. “Aquele que permanece na RCC teve um encontro com Jesus e teve sua

vida transformada. Quem não teve esse encontro com Jesus não permanece no movimento”, enfatizou a coordenadora carismática. A Semana Missionária teve início dia 6 de outubro com a missa de envio presidida pelo

cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Na Eucaristia, o Purpurado lembrou a assembleia do chamado permanente à missão e do envio feito por Jesus: “Ide e fazei discípulos”. Durante toda a semana, os

missionários carismáticos participaram de eventos nos diversos níveis do movimento, tanto arquidiocesanos e regionais quanto de setores e paróquias. A segunda-feira foi marcada pela “Noite Carismática”, momento de clamor e pregação da Palavra também em preparação para a missão corpo a corpo. Na terça-feira, a missão aconteceu nas ruas do entorno de cada comunidade onde existe um grupo de oração, atingindo assim, a assembleia de boa parte das comunidades paroquiais da Arquidiocese. A quarta-feira e a quintafeira foram reservadas para visitar e levar esperança aos enfermos e crianças em diversos hospitais, orfanatos e creches da cidade. Na sexta-feira, os carismáticos de cada setor pastoral se encontraram nas praças dos bairros para evangelizarem com música, artes, um abraço, uma palavra amiga ou com uma simples rosa e uma mensagem de esperança, fazendo, assim, ecoar a voz do Senhor que diz: “Eis que estou convosco até o fim!”. O Cenáculo Mariano coroou no domingo, 13, a segunda edição da Semana Missionária da RCC São Paulo. O evento, que aconteceu na Catedral da Sé com oração, louvor, música, pregação da Palavra, veneração da relíquia de São Padre Pio de Pietrelcina e adoração eucarística, serviu para que fosse proclamado no Marco Zero da Cidade, com o Santíssimo Sacramento exposto, que Deus habita esta cidade!


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Lançamento de livro sobre dom Paulo Evaristo Arns será dia 23 Ministério da Cultura, Instituto Vladimir Herzog e Livraria Cultura convidam para o lançamento do livro de Ricardo Carvalho: “O Cardeal da resistência as muitas vidas de dom Paulo Evaristo Arns” que acontecerá na quarta-feira, 23, às 19h na Livraria Cultura (Conjunto Nacional – piso térreo – avenida Paulista, 2.073).

‘A Igreja olha a família a partir da fé em Deus’, diz cardeal Scherer Em entrevista ao O SÃO PAULO, dom Odilo falou da convocação da Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos Edcarlos Bispo de Santana

Redação

Na terça-feira, 8, o papa Francisco convocou a 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que acontecerá em outubro de 2014 e terá como tema: “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”. De Roma, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, membro do Conselho Permanente da Secretaria do Sínodo, concedeu entrevista ao O SÃO PAULO e falou sobre a convocação que descreveu como “surpreendente”. “Há desafios novos e outros permanentes. Hoje há uma instabilidade maior nos casamentos e muitos se desfazem depois de algum tempo; há o medo de assumir um compromisso ‘por toda a vida’, devido à cultura individualista, do provisório e do descartável”, afirmou dom Odilo. Além de falar dos desafios para a família na atualidade e das relações da Nova Evangelização com a vida familiar, o Cardeal abordou a questão das “uniões de pessoas do mesmo sexo, que pretendem ter o reconhecimento de ‘casal’ e de família, inclusive com a adoção de filhos”. Leia a íntegra O SÃO PAULO - Como o senhor vê a convocação de uma Assembleia Extraordinária do Sínodo para 2014 com o tema: “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”?

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer - Essa convocação foi surpreendente, pois não se previa até há pouco tempo. Há várias explicações para essa decisão do papa Francisco: os graves e urgentes desafios que a família vive desafiam a missão evangelizadora da Igreja; esses desafios precisam ser trabalhados na ótica da Nova Evangelização; e, finalmente, essa convocação revela a intenção do Papa de dar um caráter mais “sinodal” ao exercício do seu ministério. O SÃO PAULO - Quais os novos desafios para a família na atualidade? Dom Odilo - Há desafios novos e outros permanentes. Hoje há uma instabilidade maior nos casamentos e mui-

tos se desfazem depois de algum tempo; há o medo de assumir um compromisso “por toda a vida”, devido à cultura individualista, do provisório e do descartável; mas há também uma verdadeira depreciação do casamento, pois muitos não se casam mais, nem no religioso, nem no civil. Mas há também a questão das uniões de pessoas do mesmo sexo, que pretendem ter o reconhecimento de “casal” e de família, inclusive com a adoção de filhos. E não se deve esquecer que a família é for-

temente colocada sob pressão por questões econômicas, pela difusão de propostas “alternativas” à família por certa corrente ideológica contrária à família; e há os problemas decorrentes da pouca clareza sobre o papel dos pais na educação dos filhos e sobre o tipo de educação a ser dada. E permanecem grandes desafios o papel da família na transmissão da fé e dos valores ético-morais. A Igreja continua a depositar grande valor na família, mas sua visão sobre a pessoa humana e sobre a família vai muitas vezes contra a corrente da mentalidade contemporânea.

dade e da maternidade? Tudo isso não pode estar simplesmente sujeito a movimentos culturais e ideológicos, ou ao gosto dos indivíduos. A Nova Evangelização precisa ajudar a repropor, de maneira convincente, esperançosa e alegre o “Evangelho da família” ao mundo de hoje. E as famílias evangelizadas ajudarão a evangelizar outras famílias; a própria família é evangelizadora e a Igreja quer continuar a contar com ela para a transmissão da fé.

O SÃO PAULO - Após a convocação da Assembleia Extraordinária de 2014, o que se pode esperar da Assembleia OrdiO SÃO PAULO - Como a Nova nária de 2015, também sobre Evangelização está relaciona- o tema da família? Dom Odilo - Antes de da com a vida familiar? tudo, a Assembleia Luciney Martins/O SÃO PAULO Ordinária do Sínodo dos Bispos, em 2015, terá um tema mais alargado, com dois focos: família e pessoa humana. Serão tratadas as questões antropológicas, muito sérias, pois há uma grave “confusão antropológica” na cultura contemporânea. Enquanto isso, a Assembleia Extraordinária, em 2014, terá como foco os “desafios” familiares para a evangelização. Além disso, os participantes das duas assembleias serão diferentes; em 2014, serão sobretudo os Dom Odilo - A Igreja olha presidentes das Conferências a família a partir da fé em Episcopais; em 2015 a parDeus e em sintonia com o seu ticipação será mais ampla e desígnio criador e salvador. variada de bispos e de outros Por isso, ela vê na família, membros da Igreja. Mas é cerantes de tudo, a realização to que as duas assembleias de um desejo de Deus e não serão complementares. Em apenas uma criação da socie- 2014, será feita uma grande dade. Há questões de fundo, tomada de consciência da sique a Igreja leva em conta: o tuação familiar em relação à que quis Deus ao criar o ho- evangelização; em 2015, hamem e a mulher e ao colocá- verá um discernimento eclelos frente a frente, como sial e teológico sobre a família recíprocos e complementa- e outras questões antropolóres? Qual é o significado da gicas; e a assembleia poderá sexualidade, do amor huma- propor ao Papa oportunos enno, do casamento, da paterni- caminhamentos ou decisões.

Direto de Roma

Nomeações em vista do Sínodo sobre a família Em vista da 3ª Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, o Santo Padre nomeou como Relator-Geral o arcebispo de Budapeste (Hungria), cardeal Peter Erdo. Já o arcebispo de Chieti-Vasto, dom Bruno Forte, será o Secretário-Geral. A Assembleia Geral se realizará no Vaticano de 5 a 19 de outubro de 2014, sobre o tema “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização”. Bispo brasileiro é nomeado Secretário da Congregação para os Bispos O papa Francisco nomeou, no dia 12, dom Ilson de Jesus Montanari como secretário da Congregação para os Bispos. Dom Ilson era oficial da Congregação e, com a nomeação, recebe a dignidade de arcebispo. Nascido em 18 de julho de 1959, em Sertãozinho (SP), foi ordenado sacerdote em 18 de agosto de 1989. Estudou Direito, Economia e Filosofia em Ribeirão Preto (SP). Cursou Teologia na Universidade Gregoriana em Roma. Carta dos Direitos Fundamentais da Família será tema de Assembleia, no Vaticano “A família tem de voltar a ser o centro da cultura, política, economia e da vida dos povos e nações”, disse o presidente do Pontifício Conselho para a Família, arcebispo Vincenzo Paglia, durante a divulgação da Assembleia Plenária desta instituição, a ser realizada em Roma, de 23 a 25 de outubro. Além dos trabalhos do comitê da presidência, membros e consultores e das atividades do Pontifício Conselho, serão discutidos, na Assembleia, os direitos da família a partir do diálogo inter-religioso nas perspectivas judaica e islâmica. No dia 24, haverá uma conferência aberta ao público sobre a Carta dos Direitos Fundamentais da Família, que completa 30 anos. Serão abordados os fundamentos teológicos da Carta; a concepção do matrimônio natural; o papel do Estado no reconhecimento do matrimônio como instituição; a atualidade pertinente da Carta dos Direitos Fundamentais da Família, mostrando seus laços com a cultura e a sociedade contemporâneas. Também será feito um paralelo entre o documento e a legislação internacional, como também com os direitos da mulher. Peregrinação Cerca de 1.500 famílias devem participar da peregrinação ao túmulo de São Pedro, nos dias 26 e 27 de outubro. A peregrinação está em sintonia com o Ano da Fé e abordará o tema “Família, vive a alegria da fé”. No sábado à tarde, as famílias procedentes de 70 países dos cinco continentes se encontrarão, pela primeira vez, com o Papa, na praça de São Pedro. No domingo, após a celebração eucarística, o Pontífice abençoará todas as famílias do mundo. “No sábado à tarde, haverá centenas de crianças e idosos próximos ao Papa. Uma novidade com relação aos outros encontros com as famílias. Tal ação dará visibilidade às gerações que caracterizam e enriquecem as vivências de cada família e, ao mesmo tempo, relevo a dois grupos particularmente frágeis e dignos de maior atenção”, explicou o subsecretário do Pontifício Conselho, monsenhor Simón Vázquez. (Da redação com sites)

O SÃO PAULO - edição 2974  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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