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Irmandade de São Pedro elege nova diretoria

Simpósio em SP discute o ensino religioso

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PUC-SP homenageia frei Carlos Josaphat

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Pastoral insiste na apuração de denúncias

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

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ano 58 | Edição 2967| 27 de agosto a 2 de setembro de 2013

R$ 1,50

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Região Ipiranga peregrina para a Sé Em testemunho público de fé, padres, religiosos e fiéis caminharam para a Igreja Mãe da Arquidiocese de SP Luciney Martins/O SÃO PAULO

No Ano da Fé, estão programadas peregrinações das seis regiões episcopais à Catedral da Sé. No domingo, 25, foi a vez da Região Ipiranga. Leigos, religiosos e padres concentraram-se no Mosteiro de São Bento e de lá caminharam até a Sé. Dom Odilo Scherer presidiu a missa e lembrou que as peregrinações são um testemunho público e expressam a unidade da Igreja. Na celebração, fiéis fizeram solene renovação da fé. Página 11

cnbb-adce

Projeto une CNBB e empresários cristãos Um projeto nacional de responsabilidade social foi lançado na sexta-feira, 23, pela CNBB e a ADCE. “Empresa com valores” é o nome da iniciativa, cujo lançamento teve a presença do cardeal Scherer. Página 20

Peregrinos chegam à Catedral da Sé e participam da procissão de entrada da celebração, levando a cruz e uma faixa da Região Episcopal Ipiranga, dia 25

Jovens partilham experiências da JMJ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Jovens revivem momentos da Jornada

“A JMJ acabou de começar” foi o tema do encontro que reuniu jovens de toda a Arquidiocese no Colégio Marista Arquidiocesano para avaliar e partilhar experiências vividas durante a Jornada no Rio de Janeiro, em julho. Um dos destaques dados foi para a Vigília na praia de Copacabana. Página 10

11º Plano de Pastoral tem boa acolhida Na manhã do sábado, 24, as seis regiões episcopais e as coordenações pastorais, reunidas em assembleia, parti-

Paróquia Santa Adélia é dedicada

Frei Carlos Josaphat, que recebeu o título Doutor Honoris Causa, falou sobre questões como manifestações e o papel da Universidade e o protagonismo dos leigos. Página 18

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Frei Josaphat fala ao O SÃO PAULO

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Cristo à cidade motiva assembleias paroquiais, setoriais e regionais. Página 20

dedicação

Com alegria, o povo de Deus do Jardim Santa Adélia, Região Episcopal Belém, participou da Celebração Eucarística de dedicação do altar e da igreja. A missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada por dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese.

Honoris causa

lharam o acolhimento e os primeiros passos dados dentro do 11º Plano de Pastoral. O objetivo de anunciar Jesus

Luciney Martins/O SÃO PAULO


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 27 de agosto a 2 de setembro de 2013 Gabirante

frases da semana

“O leigo está em contato com o mundo na realidade de hoje, é ele que está acompanhando os avanços nas várias áreas. Então, os leigos devem cada vez mais assumir essa espécie de primazia, porque Deus os colocou no campo da evangelização.”

Frei Carlos Josaphat, em entrevista ao O SÃO PAULO

“Não recebemos respostas, protocolamos nos órgãos competentes, mas não temos respostas. Temos uma situação no complexo da rodovia Raposo Tavares que chegam muitas denúncias. Encontramos situação dos adolescentes falarem que, quando saímos de lá eles apanham.” Valdison da Anunciação Pereira, conselheiro tutelar, sobre a Fundação Casa

“A semana inteira os pais trabalham, mal veem o filho, não tem aquela coisa de perguntar como está o seu dia. Às vezes, o pai vai e já dá um presente e acha que resolveu, mas acredito que não, as crianças reclamam da falta dos pais”.

Givanilda de Jesus, catequista, na coluna “Vidas em Vocação”

você pergunta

Espiritualidade

Bater palmas na hora da missa?

100 anos das Monjas Carmelitas Descalças em São Paulo

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

“Na hora da missa é correto bater palmas? O senhor não acha que esse gesto pode virar ‘oba-oba’ e assim se perder o respeito pelo rito?” Eis a pergunta do Romualdo Bispo dos Reis, de Taboão da Serra (SP). Vamos conversar. É... Romualdo, a preocupação de aumentar a participação dos fiéis na Celebração Eucarística criou algumas coisas que em nenhum lugar, em nenhum livro, em nenhuma prescrição, em nenhum documento da Igreja estão previstas. A bateção de palmas está nessa linha. Mas eu acho que a aclamação com palmas do Evangelho que acabou de ser proclamado é bonito. A Bíblia nos mostra que em certas ocasiões, ao ser lida a Lei de Deus para o povo de Israel, este chorava, cantava, aplaudia, fazia festa. Se essa bateção de palmas significar amor, respeito e acolhimento à Palavra de Jesus, maravilha. O que não pode é fazer da Celebração Eucarística uma ludoterapia, um jogo divertido em que o sagrado é deixado de lado. O que não pode é multiplicar gestos e manifestações que acabam por esconder a comunhão profunda e o encontro pessoal com Jesus Palavra e Jesus Pão da vida, que toda missa deve ser. Felizmente, aquela fase dos pulos, das danças, da bateção de palmas, da gritaria nas missas parece estar sendo superada. Isso não significa, nem deve significar, porém, que devemos engessar de tal forma a Celebração Eucarística, a ponto de ela deixar de ser também uma bonita celebração da vida e da comunhão entre as pessoas. Fique tranquilo, Romualdo, mais cedo ou mais tarde vamos achar o ponto de equilíbrio. Deus abençoe você e sua família.

O que não pode é fazer da celebração eucarística uma ludoterapia, um jogo divertido em que o sagrado é deixado de lado

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Frei Patrício Sciadini

Dizem que hoje é normal que uma pessoa chegue a ser “centenária” e pode ser que chegue até mais longe, mas não é dos cem anos de uma pessoa que estamos falando, e sim das Carmelitas Descalças na cidade de São Paulo, que no dia 11 deste mês celebraram o centenário. Houve uma Eucaristia presidida pelo pai e amigo, o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, sempre atento à presença da vida contemplativa, circundado no altar pelo cardeal dom Cláudio Hummes, vários bispos e muitíssimos sacerdotes carmelitas e não carmelitas. Um momento de festa, de alegria para a Igreja. As Carmelitas Descalças não são vistas andando pelas ruas, nem trabalham nos centros catequéticos ou institui-

ções religiosas, hospitais, creches e escolas, no entanto estão bem presentes no coração da Igreja. Recordo que, uma vez, estava às 5 da manhã esperando o ônibus na avenida Jabaquara, bem em frente ao Carmelo, para ir gravar um programa na rádio 9 de Julho, e havia outras pessoas. Eu, com cara de tonto – para mim, não é difícil me fazer de tonto, porque sou tonto mesmo –, perguntei: “Que tem nesta casa grandona aí, com luzes acesas?” E uma pessoa me olhou e disse: “Se vê que o Senhor não é daqui, não é?... aí tem freiras que não saem nunca e só rezam. E de manhã, antes que nós comecemos a trabalhar, elas já estão rezando para nós, para que o dia seja bom e que não aconteça nada de mal”. Aí compreendi, mais uma vez, a missão do Carmelo. O Carmelo é uma chama que arde por nós diante do Senhor, é uma luz que brilha nas noites, uma lâmpada colocada no candelabro. Parabéns ao Carmelo do Jabaquara, onde há cem anos as Carmelitas

vivem e rezam por nós! Que elas sejam um ponto referencial na grande cidade de São Paulo, que elas continuem em sua missão de interceder por nós para que nunca desanimemos no anúncio do Evangelho, e que nos recordem continuamente que, se a Palavra de Deus não for regada pela água viva da oração, permanecerá estéril no campo da fé. A força das obras do Evangelho nasce no silêncio, na oração, no permanecer na escuta do Deus que nos fala e nos convida. Se sou Carmelita Descalço, o meu amor pelo Carmelo não é escondido, mas manifesto e então, mesmo de longe, do Egito, no dia 11, estive bem presente com minha oração, amizade e amor lá no Carmelo do Jabaquara. Celebrar cem anos é agradecer a Deus pelo bem feito, pedir perdão pelo mal feito e projetar o futuro para sermos melhores. Parabéns a cada Carmelita do Jabaquara, e que elas, nas suas orações, incluam também o Carmelo e a Igreja no Egito.

palavras que não passam

É o povo que paga o estrago PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

O povo perde sempre nos casos de vandalismo. Por um lado, o povo perde dos corruptos, que provocam a reação popular; e os vândalos se aproveitam para seus objetivos escusos. Porque a corrupção rouba do Poder Público o que não é dos políticos, mas do povo. Perde com o vandalismo, porque a depredação de prédios públicos não atinge o governador nem o prefeito, mas atinge o povo, que é o verdadeiro dono desses bens. É ele quem arca com o prejuízo e paga o conserto. Até a destruição de ônibus, por exemplo, fere diretamente o povo, que não é o dono, mas o usuário diário desses veículos para se locomover para o trabalho e retornar ao lar. Em terceiro lugar, perde o povo, porque o vandalismo desacredita

a importância e a legitimidade das manifestações populares públicas. A legitimidade e a importância dessas manifestações populares públicas, além da permissão e apoio da lei, encontram respaldo valiosíssimo nas palavras do papa Francisco, que afirma que “é preciso escutar a voz das ruas”. Claro que escutar não é só ouvir, mas refletir profundamente sobre elas e providenciar respostas justas, urgentes às reivindicações. Além disso, é necessário deixar claro que incentivar a participação do povo cristão em manifestações é altamente recomendável pelo seu aspecto de cidadania e de solidariedade que legitima e testemunha o Evangelho de Jesus Cristo. Para os cristãos, é também uma oportunidade de a Igreja marcar sua presença e parceria em tudo o que for necessário à população. Essa participação se baseia no que argumenta o documento Gaudium et Spes (Alegria e Esperança), do Concílio Ecumênico

Vaticano 2º, com o subtítulo que recorda a solidariedade da Igreja com a família humana universal: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos os que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo. Não se encontra nada de verdadeiramente humano que não lhes ressoe no coração” (GS 1). Os cristãos não podem, de forma alguma, ter medo ou vergonha de testemunhar publicamente a solidariedade que brota de seu compromisso de fé. É necessário que toda a sociedade conheça quais são nossos princípios e convicções em favor da justiça social, que são a base de nossa vida prática pública, em parceria com a parte consciente da sociedade brasileira. O profeta Isaías garante: “A paz é fruto da justiça! A prática da justiça resultará em tranquilidade e segurança duradouras” (Is 32,17).

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes • Colaboração: Nayá Fernandes e Edcarlos Bispo de Santana • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol. com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura.


Fé e Vida

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encontro com o pastor

editorial

A vocação de todos

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

A primeira e essencial vocação de todas as pessoas é o chamado à vida e para alcançar a salvação. A compreensão cristã sobre a vida nos leva a afirmar que ninguém nasceu, sem que isso fosse também do conhecimento de Deus. Deus já nos conhecia até mesmo antes que fôssemos formados no seio da mãe (cf. Sl 139, 15-16). Se Deus chama à existência uma pessoa, não é para a frustração dessa mesma pessoa e a perda de sua existência no nada; mas é para que ela alcance a plenitude da vida, o que significa, na linguagem bíblica e cristã, a “salvação eterna”. O homem não é capaz de dar a si mesmo a salvação: em última análise, recebe-a de Deus quando a busca e acolhe de coração sedento e aberto. Santo Agostinho, recordado no dia 28 de agosto, resume essa busca, a incapacidade do homem de salvar a si mesmo e a sua realização plena em Deus no seu célebre pensamento: “Tu nos fizeste, Senhor, para ti e nosso coração anda inquieto até que não repousa novamente em ti”. O homem tenta dar a si mesmo a satisfação plena de sua existência; é compreensível que o faça e não poderia deixar de fazê-lo, sem frustrar o sentido de sua existência. No entanto, cedo ou tarde, percebe que é incapaz de resolver essa questão existencial. As atitudes, então, podem ser várias: resignar-se a uma vida sem sentido; deixar-se levar pelas sensações de cada momento, julgando ser essa a melhor forma de “aproveitar o aproveitável” de uma existência sem sentido; abafar a voz interior e afogar o grito da alma numa desenfreada busca dos prazeres da vida; rebelar-se e esbravejar contra Deus e contra todos

aqueles que poderiam ter culpa pelo seu estado de infelicidade. Santo Agostinho também passou por isso: “Ó eterna verdade e verdadeira caridade e cara eternidade! Tu, meu Deus, por ti suspiro dia e noite! Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei! Eis que estavas dentro e eu, fora. Eu te procurava e lançava-me, nada belo, ante a beleza que tu criaste. Estavas comigo e eu, não contigo. Seguravam-me longe de ti as coisas que não existiriam, se não existissem em ti. Chamaste, clamaste, rompeste a minha surdez; brilhaste, resplandeceste e afugentaste a minha cegueira. Exalaste perfume e eu respirei. Provei-te e tenho mais fome e sede. Tocaste-me e ardi de tua paz”. (Confissões de Santo Agostinho). O chamado de Deus só pode ser percebido quando se está atento. Muitas coisas nos distraem e desviam nossa atenção, não deixando perceber o chamado de Deus e a silenciosa e forte atração que ele exerce sobre a existência humana. Desde Adão e Eva, a grande tentação do homem foi sempre a de dar ouvidos e de seguir a voz de “alguém outro”,

Um plano para concretizar um sonho

que se propõe no lugar de Deus em nossa vida. São as idolatrias, que existem hoje como no passado. Já nos tempos bíblicos soava a advertência: “Hoje, não fecheis os vossos corações, mas ouvi a voz do Senhor” (Cf. Sl 95,7). O papa Bento 16, na encíclica sobre a Esperança (Spe salvi), referese a um dos dramas mais sérios do nosso tempo, que é a falta de esperança: o homem ainda espera algo mais da existência, que vá além do que ele se pode dar aqui na terra? Muitos não esperam nada de Deus, nem mesmo a “salvação eterna”. Por isso mesmo, uma existência sem esperança acaba não tendo um motivo alto para viver, lutar e aprimorar a vida e a convivência. O homem é chamado a se lançar para além dos próprios limites. O papa Francisco exortou os jovens em várias ocasiões, durante a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, a não perderem a esperança e a não deixarem que lhes fosse roubada a esperança. O homem só pode ter esperança verdadeira quando se abre para Deus. Então, sim, será capaz de olhar para além dos próprios limites. Fatima Thomaz Bueno

As seis regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo e as coordenações pastorais assumiram com entusiasmo o 11º Plano Pastoral da Arquidiocese, lançado em janeiro deste ano. em assembleia, no sábado, 24, elas mostraram como receberam o Plano e como se agilizaram para dar os primeiros passos na sua concretização. Antes, porém, de se manifestarem as regiões e darem conta do que fizeram e do que pretendem fazer para concretizar o Plano, todos puderam refletir sobre a importância de se evangelizar mediante um Plano Pastoral e como o mesmo deverá iluminar os projetos pastorais das regiões, dos setores, das paróquias, das pastorais, dos movimentos e associações. Foi dito, de forma simples, que é preciso prestar atenção no que se pretende com o Plano, assumindo o seu objetivo principal muito como um “sonho” a concretizar. O sonho nasce no coração. Assim, o anúncio de Jesus Cristo à cidade de São Paulo se configura como um sonho que deve estar presente no coração de todos. E este sonho deve ser entendido, vivido, concretizado. É dessa forma que as coordenações pastorais da Arquidiocese deverão olhar sua caminhada. Há um sonho bonito a mexer com toda a vida da Arquidiocese e a empenhar bispos, padres, religiosos, agentes de pastoral e todos os fiéis cristãos: o anúncio de Jesus Cristo à cidade. Mãos à obra, portanto. Todos os que experimentam em sua vida pessoal, familiar, comunitária e social a presença transformadora de Jesus devem passar esta experiência para os outros, como discípulos missionários. Coincidentemente, no domingo passado, celebramos a vocação aos ministérios laicos e o Dia do Catequista e, na Oração Eucarística, o sacerdote, dirigindo-se ao Pai, em nome da comunidade, proclamou: Jesus é “o caminho que conduz para vós a verdade que nos liberta e a vida que nos enche de alegria”. É este Jesus que queremos anunciar à cidade de São Paulo com alegria e ardor missionário. agenda do Cardeal Quarta-feira (28) 9h – Peregrinação das faculdades e institutos de teologia à Catedral da Sé

Quinta-feira (29)

Na manhã do domingo, 25, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu a missa das 10h30 na Paróquia Santa Rosa de Lima, de Perdizes, que realizou a 44ª Festa das Nações. Concelebraram os padres Bartolomeu da Silva Paz, pároco (esq); Ricardo Anacleto, secretário do Cardeal; e Mário Kojoi Hatakeyama, padre visitante. Arturo Jarana, cônsul do Peru, esteve na missa.

Cardeal Scherer superconectado

@DomOdiloScherer Informações compiladas recentemente pelo Vicariato Episcopal para a Pastoral da Comunicação dão conta da presença do cardeal dom Odilo Pedro Screrer nas redes sociais:

Cardeal, desde 9 de julho de 2011. 45 mil seguidores. As mensagens de dom Odilo são citadas recorrentemente na coluna “Twitadas da Semana”, do Estadão.

No Twitter

No Facebook

2.275 mensagens enviadas pelo

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O Cardeal sempre produz textos e

fotos que são postados pelo Vicariato em sua conta nesta mídia social. 19.542 curtidas na página do Arcebispo. Somente na última semana, 3.592 pessoas interagiram com a página, e isso gerou um alcance de quase 63 mil pessoas.

9h – Reunião do Conselho Permanente do Regional Sul 1 da CNBB 15h – Reunião na Região Ipiranga

Sexta-feira (30) 10h – Reunião com a equipe do jornal O SÃO PAULO

Sábado (31) 8h30 – Justiça e Direito Igual para Todos, no Centro Pastoral São José 10h – Formação da Pascom na Fapcom – Psicologia da Comunicação 15h – Peregrinação dos catequistas e catequizandos à Catedral da Sé 18h – Missa de Crisma na Paróquia Nossa Senhora de Fátima (Região Ipiranga)

Domingo (1º) 15h – Peregrinação da Região Belém à Catedral da Sé 18h – Missa na Paróquia Nossa Senhora da Consolação (Região Sé)


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Fé e Vida

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liturgia e vida

palavra do papa

Jesus é a porta para a salvação

23º DOMINGO DO TEMPO COMUM 8 DE SETEMBRO Ana Flora Anderson

A sabedoria que salva Os textos litúrgicos deste domingo apresentam um verdadeiro manual para a vocação missionária no Ano da Fé. A primeira leitura (Sabedoria 9, 13-18) é a base de tudo. O sábio começa perguntando quem é o ser humano que pode conhecer ou imaginar todos os desígnios de Deus? O sábio afirma que nossos pensamentos são tão tímidos que mal conseguimos compreender as coisas deste mundo. A sabedoria é um dom que vem do Espírito Santo. A segunda leitura (Filemon 9-10.12-17) é a carta que São Paulo escreve a Filemon. Este teve um escravo que Paulo conheceu na prisão quando foi preso. O Apóstolo tornou-se muito amigo do escravo, Onésimo. A carta pretende levar Filemon a compreender que um cristão não pode ter escravos, pois todos nós somos iguais. O Evangelho de São Lucas (14, 25-33) narra a orientação que Jesus oferece a quem quiser ser seu discípulo. Em primeiro lugar, devemos amá-lo acima de tudo e de todos. Em segundo lugar, devemos compreender que carregar a cruz com amor, como Jesus fez, é uma libertação de nós mesmos e dos outros. Jesus ensina que nós, como quem irá construir uma torre, devemos nos preparar para sermos seus discípulos. Quem renunciar as falsas seguranças recebe a sabedoria e a salvação.

Segue a reflexão do papa Francisco antes da oração do Angelus, ao meio dia, no domingo, 25 Jesus nos diz que há uma porta que nos faz entrar na família de Deus, no calor da casa de Deus, da comunhão com ele. Esta porta é o próprio Jesus (cf. Jo 10, 9). Ele é a porta. Ele é a passagem para a salvação. Ele nos conduz ao Pai. E a porta, que é Jesus, não está nunca fechada, está aberta sempre e para todos, sem distinção, sem exclusão, sem privilégios. Porque, vocês sabem, Jesus não exclui ninguém. Algum de vocês poderia me dizer: “Mas, Padre, com certeza eu sou excluído, porque sou um grande pecador: fiz tantas coisas más, fiz

nossas indiferenças com os outros. Porque Jesus ilumina a nossa vida com uma luz que não se apaga mais. Não é um fogo de artifício, não é um flash! Não, é uma luz tranquila que dura sempre e nos dá paz. Assim é a luz que encontramos se entramos pela porta de Jesus. Certo, aquela de Jesus é uma porta estreita, não porque seja uma sala de tortura. Não, não por isto! Mas porque nos pede para abrir o nosso coração a ele, para reconhecer-nos pecadores, necessitados da sua salvação, do seu perdão, do seu amor, de ter humildade para acolher a sua misericórdia e fazer-nos renovar por Ele. Jesus no Evangelho nos diz que ser cristãos não é ter uma “etiqueta”! Eu pergunto a vocês: vocês são cristãos de etiqueta ou de verdade? E cada um responda para si! Não cristãos, nunca cristãos de etiqueta! Cristãos de verdade, de coração. Ser cristão é viver e testemunhar a fé na oração, nas obras de caridade, no promover a justiça, no fazer o bem. Pela porta estreita que é Cristo deve passar toda a nossa vida. Divulgação

Tweets do papa

leituras da semana SEGUNDA (9): TERÇA (10): QUARTA (11): QUINTA (12): SEXTA (13): SÁBADO (14):

Papa francisco

tantas, na vida”. Não, você não está excluído! Justamente por isso você é o preferido, porque Jesus prefere o pecador, sempre, para perdoá-lo, para amá-lo. Jesus está esperando você para abraçá-lo, perdoá-lo Não tenha medo: Ele o espera. Animado, tenha coragem para entrar pela sua porta. Todos são convidados a atravessar esta porta da fé, a entrar na sua vida e a fazê-lo entrar na nossa vida, para que ele a transforme, a renove, dê a ela alegria plena e duradoura. Nos dias de hoje, passamos diante de tantas portas que nos convidam a entrar, prometendo uma felicidade que depois percebemos que dura somente um instante, que é um fim em si mesmo e não tem futuro. Mas eu pergunto a vocês: “Por qual porta queremos entrar?”. E quem queremos fazer entrar pela porta da nossa vida? Gostaria de dizer com força: não devemos ter medo de atravessar a porta da fé em Jesus, de deixá-lo entrar sempre mais na nossa vida, de sair de nossos egoísmos, dos nossos fechamentos, das

Cl 1,24- 2, 3, Lc 6, 6-11 Cl 2, 6-15, Lc 6, 12-19 Cl 3, 1-11, Lc 6, 20-26 Cl 3, 12-17, Lc 6, 27-38 1Tm 1, 1-2.12-14, Lc 6, 39-42 Nm 21, 4b-9 ou Fl 2, 6-11, Jo 3, 13-17

@Pontifex_pt 25 – Não tenham medo de

pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar. Deus é pura misericórdia.

23 – Senhor, ensinai-nos a santo da semana

Santa Dorotéia – 2 de setembro Santa Dorotéia nasceu em Cesareia da Capadócia. Seus pais foram martirizados porque eram cristãos. Denunciada, Dorotéia foi uma das primeiras vítimas, apesar de não aparecer muito em público, por ser considerada uma verdadeira apóstola de Cristo, pelas atividades que desenvolvia. Foi intimada, perante o governador, a oferecer sacrifício aos deuses. Movida pela ousadia, ela confessou sua fé destemidamente. O governador Fabrício, irritado, ordenou que a jovem fosse estendida no cavalete, esbofeteando-a. Vendo que ela continuava a manifestar a sua alegria, formulou a sentença: “Ordenamos que Dorotéia, jovem repleta de orgulho, que recusou se sacrificar aos deuses imortais e conservar assim a sua vida, desejosa de morrer por um homem chamado Jesus Cristo, morra à espada”. E Dorotéia foi decapitada, junto a um advogado chamado Teófilo, que recebeu das mãos da mártir um lenço com o qual ela enxugou o próprio sangue. (informações do site Catolica.net)

sair de nós mesmos. Ensinainos a sair pelas estradas para manifestar o vosso amor.

21 - Um ótimo programa de

vida para nós mesmos: as Bem-aventuranças e Mateus 25.

O papa Francisco surpreendeu mais uma vez ao telefonar pessoalmente para Stefano Cabizza, 19, jovem italiano que escreveu uma carta para Francisco. Segundo o jornal Il Gazzettino.it, eles ficaram oito minutos no telefone e o Papa pediu ao jovem que não o tratasse com formalidade.

há 50 anos

Revitalização pastoral é foco do O SÃO PAULO Para celebrar a data de 7 de setembro, O SÃO PAULO, há 50 anos, na edição de 1º de setembro de 1963, anunciou uma Noite de Desagravo, devido a uma publicação em um jornal da capital que fazia uma caricatura da milagrosa imagem da celestial Nossa Senhora Aparecida, capital do Brasil. Outro destaque de capa foi o brasão do pontificado do papa Paulo 6°. “Foi mantido o tipo do brasão de João 23 e os elementos heráldicos também permanecem os das armas cardinalícioepiscopais: as flores de lis e os pequenos montes.” Ao resgatar a história dos concílios, a edição destacou que “Bispo Espanhol

presidiu o primeiro Concílio”. Os bispos se reuniram em Niceia, Turquia, convocados pelo imperador Constantino e de lá saiu a primeira declaração oficial de fé cristã, que se tornou lei do império. A revitalização pastoral na Arquidiocese de São Paulo para setores, decanatos e paróquias também foi tema da edição sobre as bases do novo método de apostolado. “A respeito dessas comunidades, torna-se necessário: descobrir-lhes e identificar os líderes, formar uma comunidade-piloto, irradiar sobre as demais. Formar para militantes e responsáveis, estabelecer prazos e metas, aproveitar órgãos de opinião pública e as grandes movimentações de massa.”

Capa da edição de 1º/9/1963


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fé e cidadania

direito canônico

Lição de casa do Papa aos jovens

A constituição “federal” da Igreja

Menbro do conselho geral dos padres scalabrinianos

Padre Alfredo José Gonçalves

Durante a 28ª Jornada Mundial da Juventude, o papa Francisco deixou uma ‘’lição de casa’’ para os jovens. Tarefa empenhativa e exigente, que requer muita doação e espírito de missionariedade. “Vocês devem ser os protagonistas da evangelização, em vista das mudanças sociais que se fazem urgentes, para a construção de um futuro de justiça e paz’’ – disse o Pontífice, com outras palavras. Em termos mais diretos, a transformação da sociedade encontra-se em suas mãos. De cara, há dois desafios a ser superados. O primeiro tem a ver com a apatia e a perplexidade, às vezes desencanto, que têm marcado os movimentos e pastorais sociais. Semelhante carência de maior engajamento se explica não tanto pela falta de energia e entusiasmo da juventude. Antes, liga-se a um contexto externo bem mais amplo, com vestes político-culturais, que parecem ter substituído o bem-estar social de décadas passadas pelo bem-estar pessoal do forte individualismo atual, em alguns casos exacerbado até o egocentrismo e hedonismo. Explica-se também pela tradicional atitude corporativista e clientelista de não poucos de nossos representantes políticos. O segundo desafio encontra repercussão naquilo que

o estudioso italiano Umberto Galimberti chama de “hóspede inquietante”, numa obra com o mesmo título. Quem seria esse hóspede? Trata-se do niilismo, uma teoria que procura reduzir todas as crenças a meras convicções do sujeito. A sujetividade explode em subjetivismo, fazendo do “ego’’ uma instância absoluta para a orientação pessoal. Daí o relativismo ou a indiferença frente às religiões, princípios e verdades. No fim da linha, instalam-se facilmente o vazio e a falta de sentido para a existência humana, que levam à falta de perspectiva sobre a vida e o futuro. Atitude generalizada, sim, mas que aparece com maior frequência nos jovens, especialmente quando desempregados.

Mas, no interior da Igreja, encontra-se um terceiro desafio, às vezes mais grave que os anteriores. Poucos adultos confiam nos jovens! Confundem sua espontaneidade natural, seu imediatismo e seu entusiasmo com irreverência e confusão, quando não bagunça. Tal desconfiança fecha muitas portas aos jovens de ambos os sexos que procuram fazer algo por meio da vivência eclesial. Tolhe pela raiz suas energias juvenis e afetivamente generosas. Não sendo acolhidos, eles buscam alternativas que podem conduzi-los a becos sem saída. Como conciliar semelhantes desafios com a “lição de casa’’ transmitida aos jovens nos calorosos eventos do Rio de Janeiro? Luciney Martins/O SÃO PAULO

espaço aberto

Dom Angélico Sândalo Bernardino

Está na ordem do dia, no Brasil e no mundo, a candente questão da corrupção. Jovens e menos jovens saem às ruas do Rio de Janeiro, passando por Roma, Cairo e Paris protestando contra a corrupção que ocupa tribunais, legislativos e executivos atingidos também pelo mal. De maneira especial, políticos são taxados como corruptos e a política partidária é colocada em xeque. Nessa questão, também importa que separemos o joio do trigo, porque existem muitos

políticos honestos que resistem à tentação da corrupção. Na realidade, cada pessoa precisa se examinar – começo por mim – se está ou não sendo corrupta. As instituições também devem fazê-lo. É fácil acusar os outros de corrupção, quando também corremos o risco de sê-lo. A tentação do poder, do dinheiro, é terrível e constante. No próprio grupo dos Doze de Jesus, havia um corrupto, ladrão e traidor: Judas! “Mensalão”, “Trensalão” e outros escândalos invadindo tribunais, executivos, legislativos, conglomerados industriais evidenciam o perigo de estarmos diante de farinha do mesmo saco! Corremos o risco, porém, de acusar e condenar somente políticos imersos em corrupção, deixando de

Edson Luiz Sampel

Todo Estado moderno possui uma constituição. Essa lei é a mais importante. As outras normas jurídicas só terão validade se estiverem em harmonia com a constituição. O termo “direito constitucional” se reporta, portanto, à ciência que estuda a constituição, bem como aos preceitos que emanam dessa mesma constituição, também chamada de “carta magna”. Temática mínima imprescindível para qualquer constituição e, por este motivo, materialmente constitucional, é a tratativa dos direitos individuais e da repartição dos poderes do Estado ou da Igreja, conforme o caso. A Igreja também dispõe de uma constituição, não no sentido formal, como uma lei destacada do código canônico. Quando da elaboração do código vigente, pensou-se em promulgar a Lex Ecclesiae Fundamentalis, ou seja, a Lei fundamental da Igreja, equivalente a uma constituição estatal. A ideia não prosperou. A constituição da Igreja, adjetivada de “federal” no título deste artigo apenas para traçar um paralelo com o Estado, é composta pelo assim denominado direito divino positivo, que corresponde aos ditames de Jesus Cristo, o divino fundador da Igreja. Sem embargo, as mencionadas

prescrições de Jesus para a Igreja (“vontade fundacional”) não se encontram in natura no ordenamento jurídico eclesial. Elas estão canonizadas no Código Canônico. De fato, a maioria dos canonistas afirma que o direito divino positivo deve ser compreendido como um conjunto de princípios jurídicos que balizam o Direito Canônico. Dentro do próprio Código Canônico se localiza a constituição da Igreja. Nesse sentido, os cânones que regulam os direitos e obrigações dos fiéis, leigos e clérigos, são de natureza constitucional, outrossim, pertencem à constituição da Igreja os cânones que regem o exercício do poder do primado do Sumo Pontífice, do pastoreio dos bispos, sucessores dos apóstolos. Os sete sacramentos instituídos por Cristo são igualmente de matriz constitucional. Concluímos que nem todas as normas do Código têm o mesmo peso. Há uma hierarquia entre os 1.752 cânones. A constituição da Igreja, inserida no Código, deve iluminar a interpretação e aplicação dos outros cânones. E tudo há de confluir para a missão salvífica, razão pela qual Jesus instituiu a Igreja Católica. Desta feita, o princípio embasado na virtude da caridade, segundo o qual a salvação das almas é a suprema lei na Igreja (Cânon 1.752), orienta dia e noite a atividade do bispo, do padre, do religioso, do leigo e, principalmente, dos operadores do direito.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Tentados e diabos tentadores! Bispo emérito de Blumenau (SC)

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano, e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

lado os corruptores, empresas unidas em cartéis; empreiteiras especializadas em oferecer propinas e em corromper. De um lado, os que caem na tentação; e de outro, os diabos tentadores; ambos corruptos. O papa Francisco, quando ainda cardeal arcebispo de Buenos Aires, Argentina, escrevia: “A corrupção não é um ato, e sim um estado, estado pessoal e social, no qual a pessoa se acostuma a viver. É necessário compreender o perigo – pessoal e social – que a corrupção significa para a nossa Igreja, nossa sociedade e nosso mundo. Estar vigilante nas armadilhas do cotidiano é o primeiro passo para evitar a corrupção e todo mal que ela possa trazer”.

LAR SANTA TEREZINHA DO MENINO JESUS, Inscrita no CNPJ nº 44.285.427/0001-59, com sede na Rodovia Fernão Dias, Km 67 na cidade de Mairiporã, estado de São Paulo, por livre iniciativa reunidos, em número equivalente a 1/5 (um quinto) ou mais do seu total de associados, nos termos do artigo 60 do código civil brasileiro, resovem convocar, representadas neste ato na pessoa de Maria José Luciano, superiora geral do Instituto das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima, inscrita no CNPJ nº 31.722.192/0001-73, situada na Rua Mentor Couto, nº 544, Bairro Barro Vermelho, cidade de São Gonçalo, estado do Rio de Janeiro e a Provincial de São Paulo Maria Marlena de Sousa convoca para participarem da ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, todos os seus associados a realizar-se no próximo dia 10 de setembro de 2013, na Igreja Matriz de Mairiporã, situada na Praça da Bandeira S/N, as 15:00 horas, em primeira convocação, em segunda convocação e última convocação as 15:30 horas, para tratar da seguinte ordem do dia: 1. Reforma Estatutária. 2-Eleição da Nova Diretoria. 3- Deliberar sobre alteração da sede social da Associação para o endereço: Rua Xavier de Almeida nº 800, Bairro o Ipiranga, no município de São Paulo. 4- Demais Assuntos de interesse dos Associados e da Associação através deste Edital, ficam os associados cientes que no local onde se realizará a assembleia será terminantemente vedada a entrada de pessoas estranhas aos interesses do Lar Santa Terezinha do Menino Jesus. O Associado que for escolhido para presidir a assembleia, deverá determinar o encerramento dos trabalhos, com o registro dos trabalhos, ora no livro de atas como também em folhas separadas para o respectivo registro no competente Cartório do Oficial Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurídica da Comarca de Mairiporã, para segurança jurídica dos atos praticados. A presente convocação é assinada pela representante dos associados reunidos, nos termos deste Edital, e levada ao conhecimento público por meio deste jornal “O SÃO PAULO” e também afixados em lugares públicos na cidade de Mairiporã, na forma do Estatuto, para que surta seus efeitos perante todos, sem exceção. São Paulo 26 de agosto de 2013-08-26 Maria José Luciano Superiora Geral Maria Marlena de Sousa Provincial do Estado de São Paulo


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Igreja em Ação

ceat

Pastoral ecumenismo

Como você explicaria o Facebook para sua avó?

Famílias ecumênicas

Padre Lício de Araújo Vale

Essa pergunta foi feita durante uma entrevista numa empresa de software para uma vaga de executivo de vendas, com o objetivo de fazer com que o candidato mostrasse sua habilidade de transformar algo complexo numa linguagem muito simples e significativa para o usuário final. Na resposta, você deve deixar claro que conhece (ou precisa conhecer) seu público-alvo. Pode usar uma boa pitada de humor e puxar para o lado dos relacionamentos. Algo como: “Vó, o que você acha de encontrar seus amigos antigos e acompanhar seus filhos e netos, conversar com eles e com outros familiares distantes?”. Em ambientes mais competitivos, os entrevistadores têm procurado pessoas criativas e originais. Para testar essas qualidades em pouco tempo, a tendência é usar perguntas surpreendentes, bizarras mesmo. O Ceat adaptou algumas dessas perguntas da BBC de Londres. Veja alguns casos e saiba como você pode se preparar para utilizar melhor seus recursos pessoais, como a agilidade, a criatividade, sendo original e inteligente. Nenhuma das perguntas tinha uma resposta certa, mas apenas expectativas que você poderá conferir a seguir. Quantas moedas cabem nesta sala? Diante dessa pergunta, numa entrevista para uma

vaga em um banco de investimentos em Londres, um candidato começou a fazer contas. Mas o banco não estava interessado, porque não havia uma resposta certa. O banco queria alguém que tivesse dado qualquer resposta, mas que tivesse confiança suficiente para convencer o entrevistador de que estava certo. Como você coloca uma girafa na geladeira? Essa questão, para uma vaga de operador de mercado, tinha por finalidade testar as habilidades criativas do candidato, incluindo como ele pode propor soluções para desafios difíceis e menos usuais. As respostas sugeridas variam, e você pode fazer mais perguntas para obter detalhes, como: “Qual o tamanho da girafa? Qual o tamanho da geladeira? Nós estamos num país em que matar uma girafa é ilegal ou não?”. Esse tipo de pergunta demonstra que você quer mais informações para chegar a uma conclusão mais adequada. Você pode continuar: “Se a girafa puder morrer, então encaixá-la dentro da geladeira tem mais a ver com a retirada do que com que está dentro da geladeira e com a utilização das ferramentas que tenho ao meu redor para garantir que ela caiba. Aliás, quais ferramentas eu tenho para trabalhar com esse espaço?”. Em todos esses casos, o processo é mais importante do que a resposta. Assim, deixe o entrevistador saber como se dá seu raciocínio, verbalizando o que está pensando. Seja original e criativo, sem perder a espontaneidade e o humor!

vagas da semana 250 Vagas p/ OPERADOR DE CAIXA em todas as regiões de SP, fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino médio completo. 400 Vagas p/ OPERADOR DE SUPERMERCADOS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 700 Vagas p/ PORTEIRO em todas as regiões de SP, masc, 24 a 45 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 40 Vagas p/ AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA em todas as regiões de SP, masc, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 750 Vagas p/ ATENDENTE DE LANCHONETE em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 32 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 1.500 Vagas p/ AUXILIAR DE LIMPEZA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 45 anos, sem experiência, ensino fundamental incompleto. 250 Vagas p/ VENDEDOR LOJISTA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 28 anos, sem experiência, ensino médio completo.

1.800 Vagas p/ OPERADOR DE TELEMAR-KETING em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 55 anos, sem experiência, ensino médio completo. 150Vagas p/ REPOSITOR DE MERCADORIAS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 350 Vagas p/ AUXILIAR DE COZINHA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 50 anos, ensino fundamental incompleto. 350 Vagas p/ ATENDENTE DE BALCÃO em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 50 Vagas p/ Embalador zona oeste, mas/ fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio completo. 200 Vagas p/ Manobrista em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 300 Vagas p/ Vigilante zona oeste, norte, sul e central, mas/fem, 18 a 40 anos, 6 meses, ensino médio completo.

Unidades de atendimento Unidade Santana – Rua Dr. Gabriel Piza, 475 – Metrô Santana Unidade Rio Pequeno – Av. Otacilio Tomanik, 1.555 – Rio Pequeno Unidade Santo Amaro – Rua Padre José de Anchieta, 172 – Santo Amaro Unidade Tatuapé – Rua Bonsucesso, 233 – Metrô Tatuapé

Unidade São Miguel – Rua José Dias Miranda, 48 – São Miguel Paulista Unidade Vila Mariana – Rua Bartolomeu de Gusmão, 524 – Vila Mariana Unidade Marechal Deodoro – Rua Barão de Campinas, 691 – Marechal Deodoro

Integrante da Pastoral do Ecumenismo na Arquidiocese de São Paulo

Padre Paulo Homero Gozzi

Hoje em dia é bastante comum o casamento entre pessoas de Igrejas cristãs diferentes. Um matrimônio ecumênico demonstra por si mesmo a importância da união conjugal que não é prejudicada pela diversidade de expressões de fé. O amor supera as barreiras criadas pelos homens. E quando os dois são fiéis participantes de suas respectivas comunidades religiosas, então, é aí que se revela a possibilidade de sermos unidos e diferentes ao mesmo tempo. A família cristã apoiada na fé em Cristo é um exemplo para todos os cristãos, ensinando a buscar o entendimento de acordo com a vontade do Senhor. Na prática, é uma verdadeira antecipação do que vai acontecer com a Igreja no futuro. Falamos sempre que o lar é uma Igreja doméstica. Um lar ecumênico onde os pais são de denominações cristãs diferentes é o reflexo de como a Igreja seria: diversidade de dons e serviços, mas um mesmo espírito de amor.

O casal deve ter uma espirituali- co (GEE, 40). Um casal que vive dade ecumênica e grande fideli- todos os dias o ecumenismo fadade às suas respectivas Igrejas. miliar deveria ser entre todos os Lembro-me de um senhor, mem- cristãos o mais interessado no bro da paróquia onde eu servia, movimento ecumênico. Os filhos nascidos de pais que era muito atuante em várias pastorais. Sua esposa pertencia ecumênicos terão, sem dúvida, a uma comunidade pentecostal um profundo amor pela causa e não sabia ler. Então, diariamen- da unidade, vendo o exemplo de te, os dois sentavam-se, oravam casa e sendo educados num projuntos e ele lia para ela um bom fundo respeito e admiração pelas trecho da Escritura. Depois con- diferentes comunidades cristãs. versavam e meditavam, encer- A vida será moldada em novos rando com uma oração. Um belo padrões familiares que irão ajudar a família a se comprometer exemplo de família ecumênica. O Guia de Espiritualidade na luta pela unidade cristã. É Ecumênica (GEE) propõe várias atiTodos desejam realizar o sonho de vidades que uma Jesus, estabelecendo um Reino de família de casamento misto pojustiça, paz e amor! Existe um mundo deria ter: orar e ler inteiro que tem fome de Deus. Unidos juntos a Bíblia para vamos dar-lhe o Pão da Vida alimentar sua vida espiritual; ajudar na preparação e celebração de urgente a superação de estrutumatrimônios mistos; liderar gru- ras mesquinhas que paralisam e pos ecumênicos; trabalhar nas acomodam a Igreja voltada para celebrações ecumênicas, como a si mesma, ignorando o clamor de Semana de Oração pela Unidade tantos irmãos que lutam pelos e outros cultos ao longo do ano; mesmos ideais. Todos desejam e, por fim, promover estudos so- realizar o sonho de Jesus, estabre o ensinamento das Igrejas a belecendo um Reino de justiça, respeito da promoção da unidade paz e amor! Existe um mundo indos cristãos e as consequências teiro que tem fome de Deus. Unidecorrentes do diálogo ecumêni- dos vamos dar-lhe o pão da vida.

Pastoral vocacional

A Igreja e as vocações Promotor Vocacional

da Arquidiocese de São Paulo

Padre Messias de Moraes Ferreira

Prezados animadores vocacionais de nossa Arquidiocese de São Paulo, quero saudar a cada um em Cristo Jesus. “Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e de nosso Senhor, Jesus Cristo” (Rm 1, 5-7). A Igreja sempre esteve preocupada com as vocações e com a continuidade do projeto evangelizador de Jesus Cristo. Prova disso são os vários documentos, cartas, mensagens e discursos que enfatizam o tema da vocação, sem contar o Dia do Bom Pastor (4º Domingo da Páscoa), especialmente dedicado à oração pelas vocações e o Dia do Sagrado Coração de Jesus, também dedicado à oração pela santificação do clero em toda a Igreja. Na exortação apostólica Pastores Dabo Vobis encontramos no número 35: “Cada vocação cristã encontra o seu fundamento na eleição prévia e gratuita por parte do Pai, que nos abençoou com toda a espécie de bênçãos

espirituais nos céus em Cristo. Toda a vocação cristã vem de Deus, é dom divino. Todavia, ela nunca é oferecida fora ou independentemente da Igreja, mas passa sempre na Igreja e mediante a Igreja, porque, como nos recorda o Concílio Vaticano 2º, ‘aprouve a Deus santificar e salvar os homens, não individualmente, e excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindoos em povo, que o conhecesse na verdade e santamente o servisse’. A Igreja não só abarca em si todas as vocações que Deus lhe oferece, no seu caminho de salvação, mas ela própria se configura como mistério de vocação, qual luminoso e vivo reflexo do mistério da Santíssima Trindade. Na realidade, a Igreja, ‘povo reunido pela unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo’, leva em si o mistério do Pai, que, não chamado nem enviado por ninguém (cf. Rm 11, 33-35), a todos chama a santificar o seu nome e a cumprir a sua vontade; guarda em si o mistério do Filho, que é chamado e enviado pelo Pai a anunciar a todos o Reino de Deus e que a todos chama ao seu seguimento; é depositária do mistério do Espírito Santo que consagra para a

missão aqueles que o Pai chama mediante o Seu Filho Jesus Cristo. Desse modo a Igreja, que por inata constituição é ‘vocação’, é geradora e educadora de vocações.” O que dizemos de todas as vocações cristãs encontra uma realização específica na vocação sacerdotal: esta é chamada, através do sacramento da Ordem, recebido na Igreja, a pôr-se ao serviço do Povo de Deus com uma peculiar pertença e configuração a Jesus Cristo e com a autoridade de atuar “no nome e na pessoa” dele, cabeça e pastor da Igreja. Assim, o candidato ao presbiterado deve receber a vocação, não impondo as próprias condições pessoais, mas aceitando as normas e as condições que a própria Igreja, pela sua parte de responsabilidade, coloca. Rezemos pelas vocações e por todos aqueles que se dispõem a percorrer este itinerário vocacional. As vocações surgem de comunidades orantes. Seja você também um animador vocacional em sua paróquia ou comunidades. Se precisar de informações, entre em contato conosco pelo e-mail cvasp@uol. com.br ou pelo telefone 31041795.


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comiar

bioética

A juventude e a vocação religiosa missionária

A cruz vermelha camiliana e a cruz vermelha internacional (4)

Integrante de COMIAR na Arquidiocese de São Paulo

Irmã Carolyn Moritz

Terminamos algumas semanas missionárias da JMJ. O entusiasmo dos milhares de jovens do mundo inteiro tocou até os corações mais duros em nosso Brasil. Foi uma experiência inesquecível. Havíamos visto o dinamismo e a fé da juventude missionária. Desde o Concílio Vaticano 2º, ouvimos muitas vezes que todos nós temos a vocação missionária pelo Batismo e que a Igreja é missionária por sua natureza. E agora colocamos também a esperança do futuro com a juventude missionária que experimentemos durante a JMJ. Agora, a gente está no mês das vocações. Temos que reconhecer a vocação que todo cris-

tão tem pelo Batismo. A vocação de discípulo missionário que todos podemos cumprir nos cantos onde moramos; em nossos bairros e cidades nativas. Mas também tem uma vocação missionária que não é para todos: a vocação religiosa missionária além-fronteiras. Temos que reconhecer que há pessoas que são chamadas particularmente a ser missionários e missionárias fora de seus países; entre outras culturas, para levar o conhecimento de Jesus Cristo às pessoas que não o conhecem. Tais pessoas estão sendo chamadas a um discipulado mais radical, enraizado em Cristo: um caminho total de vida. Normalmente, este chamado vocacional a gente faz dentro da vida religiosa. No Evangelho de São Lucas 10, 1 - 20, temos a narração do envio dos setenta e dois discípulos missionários que Jesus mandou em missão. O convite, amigo jovem, é bem claro:

“A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso peçam ao dono da colheita que mande trabalhadores para a colheita. Vão! Estou enviando vocês...” (Lc 10, 2-3). O Senhor está me chamando para a vocação missionária religiosa? Para Jesus, o discipulado sempre significa sair de si mesmo para compartilhar o dom de nossa fé. A chamada particular de ser missionário na vida religiosa não é fácil. Significa continuar a obra de Jesus até os confins do mundo; em lugares que podem ser estranhos; com pessoas que, às vezes, não querem sua presença; mas sempre com a alegria de saber que Jesus Cristo está ao seu lado. Durante este mês de vocações, jovem cristão e cristã, abra os ouvidos do seu coração e escute a voz de Deus dentro de si que pode estar chamando o para uma vocação missionária religiosa além-fronteiras.

“Queremos parabenizar toda a equipe do jornal O SÃO PAULO pelo novo projeto gráfico. O que já era bom ficou ainda melhor. A Arquidiocese de São Paulo está de parabéns pelo veículo oficial de que dispõe para noticiar os eventos e a caminhada do povo de Deus. Fiquem com Deus!

mente a seção dos artigos das regiões episcopais, cada uma por página; alguns itens destacados em cores; os tweetes do nosso Arcebispo, além de outros. Que o empenho de todos vocês continue sendo abençoado, pois é de importantíssimo teor teológico e pastoral!

espaço do leitor

Prezados, venho por meio deste e-mail dizer que é uma alegria ler os artigos do doutor Sampel. Além de muito bem escritos, trata-se de reflexões bastante úteis, tanto aos clérigos quanto aos leigos. Diácono permanente Rogério Almeida Alves

Excelente o artigo do doutor Sampel sobre os casos de nulidade de casamento. É bom ter esse canonista de volta ao jornal O SÃO PAULO. Parabéns a todos. Maria Alice Leis

A Pascom Lapa tem recebido vários elogios do novo formato do jornal, principalmente desta Semana na cor azul, que tem chamado mais atenção que as outras cores. Grande abraço Padre Antônio Ribeiro (Toninho)

Monsenhor Tarcísio Justino (Pároco) e padre Edilberto Alves da Costa (Vigário) – Paróquia Nossa Senhora de Fátima da Vila Leopoldina

Olá, a todos do jornal O SÃO PAULO Vocês continuam de parabéns pela excelente qualidade do jornal! Agora o jornal se tornou melhor com as inovações como: novo cabeçalho; tamanho menor, que possibilitou visualizar melhor os assuntos, principal-

Rosimeire Miyazato Aguena Graduanda em Teologia pela PUC-SP

Gostei do novo formato do jornal e sua forma colorida. Ficou mais atrativo e de fácil manuseio, parabéns! Sílvia de Carvalho Graduanda em Teologia pela PUC-SP

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova faça parte desta mudança

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padre leo pessini

Considerado por muitos como o pai do humanitarismo moderno, Dunart foi agraciado com o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, como fruto do reconhecimento do trabalho desenvolvido internacionalmente, no Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). É agraciado em três ocasiões pelo Prêmio Nobel da Paz, nos anos de 1917, 1944 e 1963. O lema do CICV é Inter Arma Caritas (Em meio à guerra, Caridade). Com o passar do tempo, a Cruz Vermelha Internacional foi ampliando suas atividades e hoje presta assistência a prisioneiros políticos de guerra e a outras vítimas de conflitos, como bem as vítimas de terremotos, enchentes, secas e outras calamidades naturais. Hoje, esta organização humanitária conta com mais de 12 mil funcionários, com centenas de milhares de voluntários espalhados em 198 países do planeta. Sem dúvida, sua criação foi saudada como sendo “a maior humanitária do século 19”, com uma inestimável folha de serviços à humanidade, e inspira-se nos valores cristãos da fraternidade universal de que “somos todos irmãos”. Podemos dizer que a cruz vermelha camiliana serviu de inspiração para o símbolo da Cruz Vermelha Internacional? A pesquisa histórica continua e é provável que a cruz camiliana seja precursora desta última. Para socorrer os feridos

e moribundos da Batalha de Solferino, aí estiveram mais de uma centena de camilianos, com o hábito preto e cruz vermelha no lado direito do peito. Hoje temos documentação histórica que atesta que o imperador da Áustria de então, Francisco José, em carta datada de 11 de janeiro de 1860, dirige-se ao padre Geral dos Camilianos, padre Camilo Cesar Bresciani, e manifesta “seu agradecimento e louva a Congregação de São Camilo pelos cuidados verdadeiramente humanos de abnegação prestados na última guerra”. Estranhamente, a presença dos camilianos é simplesmente ignorada por Dunant nas suas “memórias de Solferino” (1862). Mas seria praticamente impossível ignorar a presença dos padres e de irmãos cruz vermelha no campo de batalha de Solferino! Com certeza Dunant deve ter visto e se encontrado com eles, impossível não ter-se relacionado com eles em termos de assistência. Um dado interessante nos ajuda a compreender o motivo de não ter sido registrada a ação dos camilianos e outros católicos na batalha de Solferino. Ele é um devoto calvinista e, não havendo diálogo entre católicos e protestantes naquele tempo, mas conflitos, ele simplesmente não faz qualquer aceno nas suas memórias do bem feito pelos católicos em socorrer os feridos. Podemos dizer com prudência que muito provavelmente tem inspiração na cruz vermelha camiliana. Pela pesquisa histórica em curso, talvez logo mais poderemos dizer que a cruz vermelha camiliana, é realmente a precursora da Cruz Vermelha Internacional


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Geral

Por ‘Justiça e direito igual para todos’ A Arquidiocese de São Paulo promove no sábado, 31, das 9h às 16h, o Seminário “Justiça e Direito Igual para Todos”, inspirado no tema bíblico “Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados”. O evento, aberto ao público, será no Centro São José do Belém. Informações: (11) 3151-4272 ou justicaedireitoigualparatodos@gmail.com.

Encontro debate sistema de garantia de direitos Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Cerca de 200 pessoas participaram de atividade para refletir as ações dos conselheiros turtelares em SP Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“Esse é o nosso papel enquanto pastorais sociais. Favorecer o diálogo, aproximar os diversos sujeitos, os diversos agentes que atuam na esfera das políticas públicas, tendo em vista o aperfeiçoamento dos mecanismos existentes e o atendimento das demandas que a população reivindica, e tendo em vista o aprimoramento do serviço que é prestado.” Assim, o bispo auxiliar da Arquidiocese e coordenador da Comissão da Caridade, Justiça e Paz, dom Milton Kenan Júnior, destacou a importância do encontro realizado na sexta-feira, 23, “Em defesa da Criança e do Adolescente”, que teve como tema “Fortalecimento dos conselhos tutelares e do sistema de garantia de direitos da

Para conselheiros tutelares, é preciso que haja maior clareza a respeito de suas atribuições; promotora afirma que, mesmo diante de dificuldades, se deve fazer um bom trabalho criança e do adolescente”. O encontro buscou estabelecer um diálogo entre os conselheiros tutelares do município, a Promotoria de Justiça e os órgãos ligados ao Poder Executivo. A atividade foi realizada pela Equipe de Articulação em Defesa da Criança e do Adolescente, grupo criado na Arquidiocese de São Paulo, que conta, atualmente, com a participação do

Clasp, Pastoral da Criança, Pastoral da Juventude, Pastoral do Menor, Pastoral Fé e Política, Rede Marista de Solidariedade, Pastoral da Educação, Centro Santo Dias, Conselhos Tutelares e o Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Para a conselheira Néia Arantes, do conselho de Santo Amaro, o momento foi muito

importante para uma construção conjunta de todos os “atores” que trabalham com a criança e o adolescente na cidade de São Paulo. A conselheira contou ainda que está ocorrendo um alto número de representações no Ministério Público contra os conselheiros, mas, na maioria das vezes, isso é fruto de um não entendimento das atribuições dos conselheiros tutelares.

A promotora doutora Luciana Bergamo Tchobarjian destacou que o papel da Igreja na construção dessa “ponte” entre os conselhos tutelares e os poderes Executivo e Legislativo é muito importante. Para a promotora, há muito para ser feito na melhoria do trabalho dos conselheiros tutelares, porém isso não deve acarretar em um não cumprimento de seus deveres e funções.

Após reforma, igreja é dedicada na zona leste Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

Na noite de domingo, 25, a Paróquia Santa Adélia estava lotada. Após três meses de reformas, foi realizada a missa de dedicação da igreja e do altar. A celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, foi concelebrada pelo bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Edmar Peron, pelo pároco, padre Juliano Maroso Golçalves, e demais padres convidados. Na homilia, o Cardeal explicou o significado da celebração, a importância da comunidade estar reunida ao redor da mesa do altar. Dom Odilo destacou ser importante que as igrejas sejam bem cuidadas, não para aparentar luxo, mas porque Deus é digno de todo louvor e glória.

Rito repleto de simbolismos expressa a vocação da Igreja, ser sinal entre os homens da presença de Deus na terra

O pedreiro Reginaldo Amâncio Pereira que já havia trabalhado em uma das comunidades da Paróquia, estava que era só felicidade. Ele fechou, com uma placa de mármore, o lugar onde foram depostas as

relíquias dos santos Antônio de Sant’Ana Galvão e Madre Paulina, e as dos beatos José de Anchieta e Luiz Tezza. Mesmo não sendo católico, Reginaldo destacou a importância dos santos na vida das

pessoas e de ter uma igreja bonita e arrumada. Sobre os santos, o Arcebispo também explicou algo para a comunidade. De acordo com o Cardeal, os santos devem inspirar nos católicos boas atitudes,

não alguém a quem se recorre só para pedir algo, mas alguém que incentiva, pelo exemplo, as pessoas a serem cada dia mais seguidoras de Jesus. A coroinha Gabriela Alves dos Santos participa da Paróquia há oito anos. Ela comentou que cada padre que passou pela Paróquia deixou sua marca, seu legado e que, o padre Juliano sempre será lembrado por ter construído e reformado o altar. A jovem destacou ainda que a comunidade é um grande exemplo para o bairro. Durante o agradecimento, padre Juliano agradeceu a presença do Cardeal e do Bispo e o empenho da comunidade na realização da cerimônia. De acordo com ele, a comunidade está animada e feliz. Ele espera que, após a celebração, a comunidade se fortaleça e se anime ainda mais.


Geral

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Pastoral do Menor fará levantamento de denúncias Desembargador do Tribunal de Justiça pediu que protocolos fossem entregues a ele

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“Não recebemos respostas, protocolamos nos órgãos competentes, mas não temos respostas. Temos uma situação no complexo da rodovia Raposo Tavares em que chegam muitas denúncias, já fomos lá por diversas vezes. Encontramos situação dos adolescentes falarem para a gente que quando saímos de lá eles apanham”. Esse é o relato de Valdison da Anunciação Pereira, conselheiro tutelar de São Mateus e coordenador da Comissão Permanente de Medidas Socioeducativas. Essa mesma reclamação, de não ter retorno das denúncias apresentadas, foi feita pela coordenadora da Pastoral do Menor Arquidiocesana, Sueli Camargo, e apresentada pelo jornal O SÃO PAULO na edição da semana passada (2966). Em resposta, o desembargador Antonio Carlos Malheiros, coordenador da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), afirmou, em entrevista à reportagem, que requisitou à coordenadora da Pastoral do Menor que mandasse para ele as “cópias de todos os protocolados, todas as queixas e representações que foram feitas no Ministério Público sem que providências fossem tomadas”. “No Ministério Público e em outros órgãos, eu quero efetivamente estar com estes documentos para tomar providências rigorosas a respeito de denúncias não atendidas que culminam, agora, com essa tragédia [sobre matéria apresentada pela TV Globo]. Tragédia que deve estar acontecendo talvez em outras unidades e nós não estamos sabendo.” Sueli está articulando com as demais entidades que realizam visitas nas unidades da Fundação Casa, para “catalogar” todas as denúncias que foram apresentadas e protocoladas, seja no Ministério Público, seja em qualquer outro órgão que cuida do atendimento à criança e ao adolescente na cidade de São Paulo. Valdison destaca que nes-

Antonio Carlos Malheiros

te ano apresentou de cinco a seis denúncias, sem ao menos ter uma devolutiva de que algo seria investigado. O conselheiro tutelar conta que já viu caso de interno que estava no “castigo” há dias, e só foi liberado de lá, após a equipe de monitoramento entrar na unidade e pedir para o diretor. “Ao sair, o menino não conse-

guia olhar para a luz”, conta. “Quero saber quantas denúncias, quantas irregularidades foram apontadas pela Pastoral do Menor, que tem cumprido com seu papel, com um rigor muito grande, quem sabe até estudarmos uma possibilidade de colocarmos a Pastoral para colaborar na fiscalização, se isso for possível, pelo menos, para um monitoramento de uma situação como essa. O que não pode mais é acontecer essa tragédia, uma infração brutal ao direito desses jovens” destacou Malheiros. Sobre uma das propostas apresentadas na mensagem de dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese, sobre uma maior independência da corregedoria da Fundação Casa, o magistrado afirmou que defende que todas as corregedorias sejam desatreladas dos órgãos que investiga e que a função de corregedor seja uma carreira independente. Luciney Martins/O SÃO PAULO

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ANO DA FÉ Arquivo pessoal

Carol conta sua história de busca de Deus no cotidiano da vida

Fé com ‘os pés no chão’ intensa e participativa na comunidade, durante a minha adolescência. Trabalhava em muitas pastorais e estava enAna Caroline gajada com todos os eventos e Vieira, 27, é ritos religiosos. De modo que, carioca, esaos 17 anos, desejei ingressar tuda serviço na vida religiosa.” social na PUCDepois de sete anos, devido Rio e na “cora questões familiares, a jovem reria” própria deixou a congregação a qual de quem vive fazia parte. “Minha experiência numa grande cidade, entre trabalho e estu- foi intensa e surpreendente. do, procura perceber os sinais Pude aprender muitas coisas e de Deus no seu dia a dia. Carol, aprofundei minha relação com como é chamada, contou ao O Deus. Sinto que minha fé em SÃO PAULO um pouco da sua Deus é baseada na confiança.” A jovem carioca explicou história. “Desde pequena, nas re- que muita coisa mudou, porém feições em família, iniciamos a vivência é a mesma e o que se modificou foi a prática. “Na vida Acredito no jovem que trabalha religiosa, a prática era favorecida pela pela manhã, estuda à noite, rotina do convenvai pra roda de samba aos fins to, mas agora sinto de semana e em todos os atos e que, embora tenha diminuído minha gestos agradece a Deus por sua nos presença e sua vida e o manifesta participação ritos e eventos, em seus gestos de forma singela continuo nutrindo a mesma fé e relaàs pessoas que o rodeiam ção profunda com Deus.” “Acredito que um jovem com uma reunião, onde todas as pessoas ficam de mãos da- só poderá dar testemunho da das e costumam pedir perdão sua fé pelas obras. Não acreumas às outras e agradecer as dito que um jovem pode dar coisas boas que aconteceram. testemunho de fé apenas por Temos uma fé muito rica, ba- participar da missa ou carreseada no cotidiano da vida”, gar uma cruz da JMJ no peito ou, ainda, só participar das disse. Mas, a família da Carol, de baladas católicas. Acredito no um modo geral, não tem hábito jovem que trabalha pela made práticas religiosas. Porém, nhã, estuda à noite, vai pra participando da comunidade, roda de samba aos fins de ela sentiu um forte chamado semana e em todos os atos e para a vida religiosa e decidiu gestos agradece a Deus por fazer uma experiência, viajan- sua presença e sua vida e o do para Canoas (RS), onde per- manifesta em seus gestos de forma singela às pessoas que maneceu dois anos. “Tive uma vida religiosa o rodeiam”, disse. NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO


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Geral

Jovens testemunham: ‘A JMJ acabou de começar’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Em evento no Colégio Marista Arquidiocesano, peregrinos de São Paulo rememoraram experiências da Jornada no Rio Daniel Gomes

Reportagem na zona sul

No ginásio esportivo do Colégio Marista Arquidiocesano, na zona sul, a tarde do sábado, 24, foi momento para partilhar as experiências da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, no evento “A JMJ acabou de começar”, promovido pelo Setor Juventude da Arquidiocese. Peregrinos que foram ao Rio de Janeiro, como Isabela Barbosa, 17, do grupo Jovens Missionários da Consolata, contaram o que vivenciaram na Jornada. Ao O SÃO PAULO, a jovem revelou que ficou emocionada com os gestos de humildade do papa Francisco e acredita que mudanças virão após as palavras de encorajamento do Pontífice. “Se cada um começar a mudar a si mesmo, acontecerão mudanças nas famílias, na comunidade, e assim todo mundo vai colher os frutos da Jornada”. Vanessa Silva, 26, foi volun-

No Colégio Marista Arquidiocesano, jovens participam de missa com o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, no sábado, 24, e partilham experiências que viveram na Jornada Mundial da Juventude tária na JMJ. Para ela, o evento mostrou que os jovens se interessam pela Igreja, e teve um momento inesquecível. “O que mais me marcou foi a vigília, a praia lotada, e eu só escutava o mar, pois o pessoal estava adorando Jesus em um silêncio infinito, maravilhoso.” O silêncio orante da multidão também emocionou a Célio Alves, 23, da Renovação Carismática Católica arquidio-

cesana, que acredita que após a Jornada os jovens estão motivados a transformar a realidade das comunidades. Em sua casa, ele também viu mudanças. “Eu tenho um irmão que é protestante e minha mãe ficava indecisa. Quando voltei da Jornada, ela me disse: ‘eu estava indecisa de que religião eu era, mas após o encontro com o Papa e após tudo que aconteceu, decidi que minha religião é

católica’”, lembrou. O evento no Colégio Marista Arquidiocesano terminou com missa, presida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, que na homilia, motivou que paróquias, grupos e movimentos façam atividades para partilhar as vivências da JMJ Rio-2013, e destacou que o encontro da juventude no Rio e a Semana Missionária em São Paulo per-

mitiram aos fiéis recordar os motivos da fé. Ao fim da missa, o Cardeal exortou os jovens a ter coragem no seguimento a Cristo e motivou aos que se sentem chamados à vida consagrada a dizer sim a Deus. Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial do Setor Juventude, agradeceu o empenho de todos na Semana Missionária e motivou à continuidade da evangelização dos jovens. “Vamos seguir em nossas pastorais, grupos e paróquias, procurando chamar outros jovens, envolvendo outras pessoas nesse caminho que é estreito, vamos acreditar no caminho da vida.” De acordo com o padre André Torres, assessor arquidiocesano do Setor Juventude, há o propósito da Igreja em todo o Brasil de sistematizar trabalhos com a juventude e a expectativa de que os jovens que participaram da JMJ assumam compromissos pastorais. O Sacerdote disse ainda à reportagem que após a Jornada mais padres passaram a acreditar na juventude como força vital da Igreja. “Aqui em São Paulo já ouvi testemunhos de padres de que a juventude voltou animada, em suas paróquias começaram pequenas células de grupos juvenis. Estamos incentivando, abrindo novos espaços, acho que a Igreja vai viver um novo momento”, opinou.

Irmandade de São Pedro adapta estatutos e elege diretoria Luciney Martins/O SÃO PAULO

padre cido pereira

diretor de o são paulo

Na manhã da segunda-feira, 26, em duas assembleias seguidas, a primeira, extraordinária, e a segunda ordinária, no Recolhimento São Pedro na rua Bartira, a Venerável Irmandade de São Pedro dos Clérigo adaptou seus estatutos às normas do Direito Canônico, aprovou a prestação de contas de 2012 e 2013, e elegeu nova diretoria para o triênio 2014-2017. O provedor, padre Márcio Leitão, acolheu os padres e lembrou que a escolha do Recolhimento para sediar as duas assembleias se deveu ao fato de aquela casa fazer parte da história da Irmandade de São Pedro. Ela acolheu até o dia 30 de junho padres associados à Irmandade e outros. A casa foi fechada, os padres transferidos para a Casa São Paulo, no Ipiranga, que acolhe os padres idosos, padres enfermos, estu-

Padres são eleitos, no dia 26, para a nova diretoria da Irmandade de São Pedro dos Clérigos, no triênio 2014-2017

dantes e professores de teologia. A assembleia extraordinária teve a finalidade de adequar os estatutos da Irmandade às exigências do Direito Canônico, levando-se em conta que a Irmandade será aprovada como

uma associação pública de clérigos. Até agora a Irmandade era uma associação eclesiástica de caráter privado. Foram lidos e aprovados os parágrafos e artigos reescritos de acordo com as exigências canônicas. Na assembleia ordinária,

os participantes discutiram os rumos da Irmandade e a sua participação na manutenção da Casa São Paulo. Dom Odilo Pedro Scherer participou da discussão e acentuou que as questões administrativas da Irmandade têm que ser revistas

sob nova ótica, para que não sejamos vistos no futuro como aqueles que dilapidaram o patrimônio da entidade. Ele pontuou o que entende que deva ser repensado: os aluguéis, a manutenção dos imóveis, a associação de novos membros, o descompasso entre a joia paga pelos associados e os benefícios recebidos, os critérios de ajuda aos padres idosos. Após a aprovação da prestação de contas de 2012 e do primeiro semestre de 2013, passou-se à eleição da nova direção da Irmandade, que ficou assim constituída: provedor, padre Márcio Leitão; vice-provedor, padre Adalton Pereira de Castro. Tesoureiro, padre José Geraldo Rodrigues Moura e secretário, padre Fausto Marinho de Carvalho Filho. O Conselho Fiscal foi formado por representantes das seis regiões episcopais. Um almoço festivo de confraternização fechou os trabalhos.


Geral

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Região Ipiranga peregrina no Ano da Fé Padres, religiosos e leigos peregrinaram à Catedral da Sé, onde participaram de missa com cardeal Scherer na tarde do domingo, 25 Daniel Gomes

Reportagem no centro

Animados pelo Ano da Fé, leigos, religiosos e o clero da Região Episcopal Ipiranga, peregrinaram à Catedral da Sé na tarde do domingo, 25, para renovar a fé junto ao cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Em procissão, caminharam por 25 minutos do Mosteiro de São Bento até a Catedral, passando pelas ruas São Bento e Direita e pela praça da Sé, tendo à frente uma cruz demarcada com frases de jovens, além de cartazes e banners das paróquias dos cinco setores da Região – Cursino, Imigrantes, Anchieta, Vila Mariana e Ipiranga.

“Temos vivido o Ano da Fé em atividades de setor e de região, feito encontros de formação e, em âmbito paroquial nas celebrações dominicais, sempre focando, por meio do Credo, uma possibilidade que se tem para reativar e reanimar os cristãos católicos”, disse, ao O SÃO PAULO, padre Anísio Hilário, vigário episcopal ad interim da Região Ipiranga. No começo da missa, dom Odilo apontou que as peregrinações à Catedral no Ano da Fé marcam um testemunho público da fé na cidade e simbolizam a unidade da fé com toda a Igreja. Também lembrou que os participantes da peregrinação poderiam ganhar a indulgência plenária, respeitadas as condições de profissão de fé, arrependimento dos pecados, o sincero propósito de conversão, participação na celebração da Eucaristia, confissão dos pecados e orações nas intenções do papa e da Igreja. Na homilia, que precedeu a solene renovação da profissão de fé, o Cardeal comentou que é por meio da fé que se alcança a salvação, que o passo de fé é dado em direção a Deus, caminho único que exige perseverança, e que outros que creram anteriormente não foram desiludidos.

“No Ano da Fé, queremos recordar que nós cremos. Cremos com a Igreja e com aqueles que antes de nós creram e já alcançaram o banquete da vida; cremos porque a fé é uma luz para nossa vida, para que nesta vida façamos as escolhas certas e vivamos bem neste mundo e ajudemos a realizar a obra de Deus.” Ao fim da celebração, o Arcebispo saudou os catequistas por conta do Dia Nacional do Catequista, ressaltou o papel da família na transmissão da fé às novas gerações, recomendou que fiéis redescubram o patrimônio da fé e busquem ter ciência do Catecismo da Igreja Católica e disse que todos são enviados ao testemunho da fé pelos serviços aos irmãos, pela ação missionária e pelo testemunho de vida cristã. Próximas peregrinações regionais à Catedral da Sé

Sempre com missa às 15h 01/09 – Região Belém 15/09 – Região Lapa 22/09 – Região Santana 29/09 – Região Brasilândia 06/10 – Região Sé Luciney Martins/O SÃO PAULO

Peregrinação começa com procissão pelas ruas do centro e tem sequência na Catedral da Sé, onde fiéis e clero dos cinco setores pastorais renovam solenemente profissão de fé junto ao cardeal Scherer A VIVÊNCIA DO ANO DA FÉ

“Temos vivido o Ano da Fé especialmente na formação do povo, no sentido de acolher a fé como um dom de Deus, não como algo que se impõe a Deus de nossa parte, mas como algo que recebemos gratuitamente dele no Batismo e que depois, efetivamente, precisa se tornar vivência concreta.”

“Acho importante a gente se unir mais entre as paróquias neste momento que é de grande comoção jovem. Ainda estamos no espírito da JMJ. Hoje, dos adolescentes da paróquia que estão aqui, metade não foram para JMJ, mas estão vivendo um pouco do que a gente viveu lá.”

“Essa peregrinação é superimportante para a Igreja. A Pastoral da Pessoa Idosa está bastante voltada ao pedido de dom Odilo [de que cada católico praticante traga à prática da fé um não praticante]. Em cada situação que a Pastoral promove, convida pessoas de outros credos, sempre há gente nova.”

Padre Ricardo Antonio Pinto, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Vila Arapuá

Wallace Lopes França, 25, da Paróquia Santuário Santa Edwiges

Cecília Belle Feliciano, da São Vicente de Paulo e coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Pessoa Idosa.

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VIDAS EM VOCAÇÃO*

‘Ser catequista valeu a pena e até hoje está valendo’ Arquivo pessoal

Vandinha testemunha vocação de catequista

Daniel Gomes

Reportagem no centro

Nascida em Jeremoabo, no interior da Bahia, Givanilda de Jesus chegou a São Paulo em 1993 trazendo na bagagem a vocação de catequista. Mesmo convivendo com uma doença que a faz ter os ossos frágeis, Vandinha, como é mais conhecida, coordenou em sua cidade natal uma turma de Catequese e no ano 2000 passou a auxiliar as catequistas na Paróquia São Mateus Apóstolo, na Região Belém. “Ser catequista valeu a pena e até hoje está valendo”, contou Vandinha, que recebeu a reportagem do O SÃO PAULO na sede da Pastoral Carcerária de São Paulo, onde trabalha há cinco anos como copeira. Toda segunda-feira, ela visita, na companhia de outros agentes da Pastoral, o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, no bairro do Carandiru. “Lá a gente também faz um pouco de Catequese, porque o objetivo do trabalho é sempre evangelizar.” Para Vandinha, saber acolher e ser alegre são as principais virtudes de um catequista, “é preciso ter essa energia positiva”, avaliou, destacando também como fundamental conquistar a confiança das crianças. “A gente tem que ouvir o que eles contam e tem o desafio de saber como tratar os problemas, pois muitas crianças se sentem inseguras quando falam sobre a família e pedem conselho.” A propósito, sobre as famílias, ela alerta: “A semana inteira os pais trabalham, mal veem o filho e quando veem é rápido, não têm aquela coisa de perguntar como está o seu dia. Às vezes, os pais vão e já dão um presente e acham que resolveu, mas acredito que não, as crianças reclamam da falta dos pais”. Após tantos anos como catequista, Vandinha já conheceu os filhos de moças que catequizou quando eram crianças, e não é raro que encontre adolescentes para quem deu formação para os sacramentos. “Esta semana, eu estava no ponto de ônibus e uma menina de 16 anos me disse: ‘Você se lembra de mim? Há mais de dois anos eu fiz a Primeira Eucaristia com a senhora’. Eu disse a ela, ‘que bom’, a menina estava indo trabalhar.” *Neste mês, a cada edição, o jornal O SÃO PAULO publica o perfil de vocacionados que atuam na Arquidiocese.


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Região Brasilândia

Padre Adriano assume Paróquia Santa Rita de Cássia Dom Milton Kenan Júnior, bispo regional, deu posse a sacerdote em igreja no bairro do Morro Grande, na zona noroeste

a posse da pia batismal e uma estola roxa, como sinal do sacramento da Reconciliação. O fim da missa foi marcado por agradecimentos e pela acolhida dos paroquianos ao novo Pároco, cantando uma canção de boas-vindas e presenteando-o com uma estola.

Padre Adriano agradeceu a presença de seus pais e familiares, bem como dos fiéis da Paróquia Santa Izabel e Santa Luzia, e o carinho recebido de seus novos paroquianos. “Quero servir esta Igreja de Santa Rita com muito carinho e amor”, expressou. Renata Moraes

Conselho Regional de Pastoral é realizado na Paróquia Santos Apóstolos

da região episcopal

Na tarde de sábado, 24, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxi- BRASILÂNDIA liar da Arquidiocese na Região Brasilândia, deu posse ao padre Adriano Robson Rodrigues, como novo pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro do Morro Grande. Anteriormente, o Padre esteve à frente da Paróquia Santa Izabel e Santa Luzia, no Setor Freguesia do Ó. No início da Celebração, na porta principal, dom Milton entregou ao Padre as chaves da Paróquia, como sinal de que este terá a responsabilidade de zelar pelo templo e cuidar do rebanho que Deus lhe confiou. Após a leitura do decreto de nomeação e de provisão, já com o Bispo e os padres concelebrantes no altar, o novo Pároco fez o juramento de obediência, afirmando o compromisso de se manter fiel ao serviço da Igreja e renovou as promessas feitas no dia de sua ordenação sacerdotal. Na homilia, dom Milton refletiu o Evangelho dominical. “Jesus nos diz que somente aqueles que entram pela porta estreita serão salvos. A porta estreita do Evangelho é sinônimo da justiça e do conhecimento de Deus.” O Bispo ainda ressaltou que a justiça do Evangelho se faz pelo socorro e acolhida aos pobres e aflitos e aos órfãos e viúvas. O Bispo comentou que a missão do padre Adriano “é levar Jesus Cristo a todas as pessoas, também levar a caridade e a solidariedade para com todos, aos órfãos e as viúvas. Que você seja muito feliz nesta missão”, desejou, exortando também a comunidade. “O padre sozinho não faz nada, que nesta comunidade não falte a dedicação para com seu Pároco. E que o Reino de Deus aconteça no meio de nós.” Após a homilia, teve se quência o rito de posse, em que o Padre recebeu de dom Milton as chaves do sacrário,

Pascom

CRP discute próximas assembleias No sábado, 17, na Paróquia Santos Apóstolos, aconteceu a reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP) da Região Brasilândia. Durante o encontro foi feita uma análise positiva sobre a Semana Missionária da JMJ na Região. “Houve grande envolvimento pastoral de todos, partindo do princípio que recebemos peregrinos de diversos países e não turistas, e eles mesmos sabem das dificuldades de ser peregrino”, disse dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região.

Foi relatada a importância de as assembleias acontecerem primeiro nas paróquias, depois nos setores, em setembro, e na região, em outubro. O pedido do Bispo foi no sentido de que as paróquias se atentem a alguns itens como o do 11º Plano de Pastoral sobre Igreja em estado permanente em missão; comunidade de comunidades, e jovens evangelizando outros jovens, sempre pensando nos projetos para 2014. O próximo CRP será no dia 28 de setembro, às 9h na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã).

que não tem ocaso”. (nº 1) O Papa afirma ainda: “A fé nasce do encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos nos apoiar para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e que nos abre a visão do futuro. A fé, que recebemos de Deus como dom sobrenatural, aparece-nos como luz para a estrada, orientando os nossos passos no tempo” (LF n. 4). Chamando-nos à fé, Deus nos dá a possibilidade de conhecê-lo e amá-lo como Pai e Senhor de nossas vidas; e, assim, encontramos luz para nossas existências. À luz da fé,

podemos reconhecer o plano que Deus tem para nós e corresponder a esse plano de maneira plena e generosa. “Na fé, dom de Deus e virtude sobrenatural por ele [Deus] infundida, reconhecemos que um grande amor nos foi oferecido, que uma Palavra estupenda nos foi dirigida: acolhendo essa Palavra que é Jesus Cristo – Palavra encarnada –, o Espírito Santo transforma-nos, ilumina o caminho do futuro e faz crescer em nós as asas da esperança para o percorrermos com alegria” (LF nº 6). A cada dia somos chamados a responder a Deus pela fé, com confiança e ao mesmo tempo disponibilidade para tudo o que ele espera de nós. Só assim as nossas vidas encontram luz e alegria!

Da Região Episcopal

Padre Adriano Robson Rodrigues recebe de dom Milton a chave do sacrário

palavra do bispo

O chamado à fé Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Em pleno Ano da Fé, creio ser muito oportuno que consideremos, na perspectiva do mês dedicado às vocações, o chamado à fé. Somos todos vocacionados à fé. Na Constituição Dogmática Dei Verbum, lê-se que, “a Deus que se revela, é devida a obediência da fé; pela fé, o homem entrega-se livre e totalmente a Deus, prestando a Deus revelador a homenagem plena da inteligência e da vontade e dando voluntário assentimento à revelação feita por ele” (DV 5). A Deus, que nos chama agenda regional

à comunhão consigo e deseja nos fazer participar da sua vida, nós respondemos com a fé, que implica entrega em suas mãos e assentimento (aceitação) de tudo o que Deus nos revela por meio da sua Palavra! A fé é o nosso sim a Deus – um sim que ultrapassa nossas palavras e envolve toda a nossa vida. Um sim que nos leva a confiar em Deus e ao mesmo tempo aderir à verdade que ele nos manifesta pela sua Palavra e por tudo o que a Igreja nos comunica. Na encíclica Lumen Fidei (A Luz da Fé), publicada pelo papa Francisco, a fé é comparada à luz: “Quem acredita, vê; vê com uma luz que ilumina todo o percurso da estrada, porque nos vem de Cristo ressuscitado, estrela da manhã

Terça-feira (27), 19h30

Quarta-feira (28), 19h30 Quinta-feira (29), 19h30 Sexta-feira (30), 19h30

Formação de música e liturgia sobre canto litúrgico para os setores Cântaros e Nova Esperança, na Paróquia Santo Antônio (rua Parapuã, 1903).

Mesma formação para os setores Pereira Barreto e Jaraguá, na Paróquia São Luís Gonzaga (praça Dom Pedro Fulco Morvidi, 1).

Mesma formação para os setores São José Operário e Freguesia do Ó, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3,907).

Mesma formação para o setor Perus, na Paróquia São José (rua João Jacinto de Mendonça, 134).


Região Belém

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Sala “Dom Décio” do Centro Pastoral São José recebe Curso de Liturgia e Canto, animado pelas irmãs Miria Kolling e Idê Maria, e participação de dom Edmar Peron, bispo auxiliar na Arquidiocese

Curso leva 200 pessoas para a Região Belém Aprofundar canto na liturgia foi o motivo que levou agentes de pastoral para o evento que aconteceu nos dias 24 e 25, com a participação da irmã Miria Kolling

da região episcopal

Nos dias 24 e 25, a sala “Dom Décio” do Centro bELÉM Pastoral Belém foi tomada por cerca de 200 pessoas: agentes da pastoral litúrgica, animadores de canto, salmistas, equipes de liturgia, catequistas, entre outros, para mais um curso de liturgia e canto pastoral, organizado pela Liturgia e Canto Pastoral da Região Episcopal Belém, com a ajuda

do tecladista Euvaldo Pereira. Coordenado pelas irmãs Miria Kolling e Idê Maria, o curso teve como tema ‘Discípulos e Servidores da Palavra de Deus na Missão da Igreja’ e contou com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo para a Região Belém, dom Edmar Peron, que, mesmo bastante gripado, não se furtou a participar no período da tarde para deixar alguns apontamentos, já que é liturgista e membro da Comissão Episcopal para Liturgia da CNBB.

“Apesar da gripe, vale o esforço de me encontrar, cantar e celebrar com vocês, pois este encontro é sempre uma continuidade do que fazemos em nossas comunidades”, disse dom Edmar, que valorizou o aspecto do encontro presente no curso. “Se para a irmã Miria é uma realização, por conta de seu trabalho voltado ao tema, para nós ainda mais enriquecedor, pelo fato do que aprendemos, mas também porque nos encontramos: esta chance do ‘encontrar e partilhar’ nos ajuda muito em

nossa caminhada de comunidade”, disse. Para irmã Miria, o curso, que completou 21 anos de realização na Região Belém este ano, não poderia ter sido melhor: “Todos os participantes desejosos de aprender novos cantos, receber formação, conviver e celebrar, para melhor servirem os irmãos, por meio da liturgia e do canto. Povo bom e musical, espontâneo e alegre, foram dias de crescimento e feliz convivência, de renovação espiritual, num clima de festa”.

palavra do bispo

Crescer na fé, servindo os irmãos e irmãs Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

Quando entrei no seminário – na verdade era ainda um período de estágio vocacional, em setembro de 1982 – deparei-me com a seguinte frase: “Vocação é servir”. Sim, irmãos e irmãs, chegando ao final do mês de agosto, chamado pastoralmente de “Mês Vocacional”,

creio ser importante recordar que toda vocação é serviço. Não um ofício ou uma tarefa assumida como um peso, mas sim uma maneira concreta de seguir a Cristo e retribuir com amor àquele que nos amou por primeiro. São Paulo, patrono de nossa Arquidiocese, assim se expressou: “Eu vivo, mas já não sou eu que vivo, pois é Cristo que vive em mim. E esta vida que agora vivo, eu a vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gl 2,20). Desse modo, pode-

agenda regional

mos com segurança afirmar: “Ser bispo, ser presbítero, ser diácono é servir”; “Ser religioso e ser religiosa é servir”; “Ser pai e ser mãe é servir”. As três vocações recordadas a cada mês de agosto. Nossa vocação é, pois, servir a Deus e aos irmãos e irmãs. E jamais colocá-los a nosso serviço, pois isso seria o contrário da vocação. Jesus, na última ceia, demonstrou muito bem, com a cena do lava-pés, como devemos viver. A seus discípulos, a quem chamou “meus amigos”,

ele próprio lavou os pés, e o fez para dar-lhes um exemplo: “Eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros. Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz. Se vocês compreenderam isso, serão felizes se o puserem em prática” (Jo 13, 14-15.17). A felicidade encontra-se na doação, na entrega de si mesmo. Egoísmo, vocação e alegria não caminham juntos. E como não me recordar dos muitos irmãos e irmãs que

se dedicam à Catequese, em nossas comunidades. Exercem, pois, um verdadeiro ministério, um serviço, em favor de nossas crianças, adolescentes, jovens e adultos. A cada um, minha profunda gratidão: “Obrigado, irmãos e irmãs. Obrigado por sua contínua dedicação em nossas comunidades! Deus lhes recompense, fortalecendo sua fé e cumulando-os de alegria”. Lembremo-nos sempre: a pessoa que se coloca a serviço dos irmãos, por causa de Deus, cresce na fé e é feliz.

Terça-feira (27)

Sábado (31), 18h

Domingo (1º)

Terça-feira (3), 19h30

Às 10h, celebração em memória a dom Luciano, com crianças da Pastoral do Menor.

Crisma na Paróquia Santa Adélia.

Às 10h, Crisma na Paróquia São Pedro Independência.

Reunião da Comissão de Pastoral.

Às 20h, missa em memória a dom Luciano na Paróquia São José do Belém.

Às 15h, Peregrinação da Região Belém à Catedral da Sé.


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Região Ipiranga

Expo movimenta Santuário São Judas Tadeu Priscila Thomé Nuzzi

Nossa fé em ação: “Vinde, vede e anunciai!”, foi o tema da exposição em que fiéis puderam conhecer melhor a Igreja da região episcopal

No domingo, 25, aconteceu na Paróquia SantuIPIRANGA ário São Judas Tadeu, a Expo São Judas, que é uma exposição das pastorais, movimentos e serviços ativos da comunidade. O objetivo dessa experiência foi atrair novos agentes de pastoral para a missão. O público a ser atingido era o fiel que participa apenas das missas e o evento trouxe a oportunidade de convidá-lo a ser mais atuante no serviço de evangelização da Igreja. A Expo São Judas foi coordenada pelo padre João Carlos Paschoalim de Castro, SCJ, responsável pela comunicação do Santuário. O tema da Expo foi: “Nossa fé em ação” e o lema: “Vinde, vede e anunciai”, que foram escolhidos com o objetivo de renovar e ampliar o serviço pastoral. Todos os agentes de pastoral do

Pastorais, movimentos e grupos eclesiais do Santuário São Judas Tadeu expõem seus carismas para os fiéis que participam das missas, no domingo, dia 25

Santuário foram convidados a participar do evento, com a ajuda dos membros do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) do Santuário, que teve grande adesão. Durante a Expo São Judas, Vera Samelo, atuante no grupo de leigos Dehonianos, observou que essa foi uma grande oportunidade de entrosamento: “Conseguimos reunir aqui pessoas que não se viam há muito tempo e que conseguiram trocar experiências e se enriquecer com a missão do outro aqui no Santuário”. Edilene Nascimento da Fonseca, líder da Comunidade Sagrado Coração de Jesus, concordou, pois, conversando com alguns membros do Apostolado

da Oração, resolveu renovar a entronização da imagem do Sagrado Coração de Jesus na Comunidade onde atua, e completou: “Eu não sabia que havia a entronização nas casas, e agora eu quero fazer também com a minha família”. Membros das pastorais do Batismo, Catequese e Crisma ficaram lado a lado nos stands, dentro do Eixo Anúncio, por exemplo. Assim, foram reunidas as pastorais, movimentos e serviços, no espaço da Sala São Judas, onde diferentes líderes da Comunidade puderam falar e apresentar seu serviço e ministério, convidando novos membros a integrar suas equipes.


Região Lapa

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Clero regional recebe visita do padre Berardo ‘O Padre pela Vida’ falou sobre Semana da Vida e Estatuto do Nasciturno, condenando prática do aborto da região episcopal

Na terça-feira, 20, a reunião do clero da Lapa, presidida LAPA pelo bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, dom Julio Endi Akamine, contou com a presença dos padres Berardo Graz, da Diocese de Guarulhos (SP), e Calil Siqueira Gomes, da Diocese de Itapeva (SP). Padre Graz, conhecido como ‘o Padre pela Vida’, foi convidado por dom Julio para falar sobre a Semana da Vida e o Estatuto do Nascituro. Padre Graz, que também é coordenador da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, falou sobre a mentira que circula nos meios políticos considerando o aborto como assunto de saúde pública e a legalização de tal prática como desculpa para salvar a vida de mulheres. O Padre comparou as falsidades dos argumentos passados à opinião pública para a descriminalização do aborto. Com relação à morte de mulheres, tese pela qual se pretende legalizar o infanticídio, padre Graz explicou que o aborto é a última causa pela qual as mulheres morrem no Brasil. Segundo ‘o Padre Pela Vida’, no Brasil morrem aproximadamente 400 mil mulheres por ano. Destas, somente cerca de 1.500 morrem durante a gravidez, e deste total, 200 morrem em decorrência de aborto espontâneo ou por alguma patologia reprodutiva, como, por exemplo, a gravidez ectópica. Padre Graz ressaltou que as vítimas de morte por aborto clandestino ou aborto provocado não chegam a cem, ou até menos, assegurando que dentre todas as causas de morte de mulheres, o aborto é a última. No entanto, o Sacerdote alertou que, de forma mentirosa, estão colocando o aborto clandestino no topo da lista de causas de mortalidade das mulheres porque essa é a estratégia que a Conferência do Cairo, a Conferência de Pequim sugeriram para impressionar e

palavra do bispo

O Catecismo e a Revelação Divina Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Caro leitor do jornal O SÃO PAULO, depois de constatar que o homem busca Deus, o Catecismo introduz o tema da Revelação Divina. A ordem desses temas (a busca do homem e a Revelação Divina) não é casual. A experiência mais autêntica e verdadeira do bem, do amor, da alegria, mesmo as conquistas mais bonitas de liberdade e de criatividade, não conseguem

satisfazer o coração inquieto do ser humano: ele sempre deseja algo mais, sempre busca e almeja uma felicidade maior, uma realização mais elevada e plena de si mesmo. Nesse ponto, está o mistério de cada um de nós: o ser humano é um buscador do absoluto. Através de pequenos passos, por meio de resultados incertos e de conquistas parciais, o ser humano busca e deseja o absoluto. Mas esse objetivo de vida, ele não alcança sozinho e pelas próprias forças. Ele atinge a realização de seu desejo de Absoluto porque este lhe vem ao encontro.

Assim, o ser humano constata que sem a iniciativa de um outro, o encontro não seria possível. É exatamente essa iniciativa do totalmente outro que vem ao encontro do homem que o Catecismo chama de Revelação Divina. A Revelação é mais do que comunicação de leis, preceitos e informações. O que Deus revela não é algo alheio ao próprio Deus. O objeto e o conteúdo da Revelação não é primeiramente um conjunto de ideias e de doutrinas, mas é o próprio Deus: ele mesmo se revela. Assim, o sujeito da revela-

ção (Deus) e o objeto da revelação (Deus) coincidem. É aquilo que nós chamamos de autorrevelação divina. A Revelação é a característica peculiar da nossa fé cristã. De fato, o Cristianismo não é mera religião formada de ritos, mitos e normas morais, tampouco é religião do livro. O Cristianismo vive da experiência histórica da manifestação pessoal de Deus. A Revelação é uma atividade pessoal de Deus. Ele empenha seu próprio ser e inclui a si mesmo na Revelação. Além disso, a Revelação é um gesto de amor no qual Deus se faz próximo do homem e o chama à comunhão consigo.

Pascom

Padre Berardo Graz profere palestra ao clero da Região Espiscopal Lapa, a convite de dom Julio Endi Akamine, sobre a Semana da Vida e o Estatuto do Nascituro

fazer aceitar o aborto por parte da opinião pública. O Padre ressaltou que, desde o começo dos anos 1990, um relatório da Fundação Ford, que é uma das fundações norte-americanas que defendem o aborto por interesses do ca-

pitalismo internacional, busca apontar o aborto como causa de morte materna, quando estas são pouquíssimas. O Sacerdote alertou para o perigo de introduzir esse procedimento como um suposto direito sexual e reprodutivo: “Dizer que a

agenda regional

mulher tem direito de matar o seu próprio filho, sem considerá-lo como outro indivíduo, outra pessoa, é ir contra a própria natureza”, comentou. O Sacerdote disse ainda que a luta para introduzir o aborto na sociedade visa de-

sacreditar os princípios da lei natural. Em seguida, padre Calil Siqueira Gomes, que é tesoureiro do Conselho Nacional de Presbítero, falou do 15º Encontro Nacional do Presbítero, que será em Aparecida, de 5 a 11 de fevereiro de 2014.

Quarta-feira (28)

Quinta-feira (29), 16h

Sexta-feira (30), 15h

Às 14h, reunião do Apostolado da Oração regional, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa, 298, Lapa).

Missa na capela do Lar Nossa Senhora das Mercês (rua Dona Elisa de Moraes Mendes, 250, Alto de Pinheiros).

Hospital Municipal Dr. Mario Degni (rua Lucas de Leyde, 257, Rio Pequeno).

Às 15h, missa no Hospital Municipal de Pirituba (avenida Menotti Laudisio, 100, em Pirituba).


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Região Santana

Juventude busca novo caminho após Jornada Rogério Fonseca

Depois da JMJ, jovens buscaram se articular em suas paróquias para manter vivo o espírito desse encontro da região episcopal

A Região Santana se preparou bastante para SANTANA acolher a Semana Missionária e para participar da Jornada Mundial da Juventude. As paróquias se mobilizaram e participaram de todas as formações promovidas pela Comissão de Organização da JMJ. Durante esses eventos, sempre ocorreu uma sintonia entre os organismos da Igreja. No geral, vieram mais de mil peregrinos para a Região, se hospedando em paróquias, casa de paroquianos, congregações e movimentos. Todos esses jovens puderam vivenciar o trabalho social, espiritual e cultural durante a semana anterior à JMJ no Rio de Janeiro. A juventude de Santana esteve presente na JMJ através de todos os nove setores em que está dividida a Região. Os setores se organizaram e levaram jovens para essa experiência com o papa Francisco e a juventude do mundo todo. Foram mais de mil jovens representando a Região. “Foi uma experiência única e verdadeira, inesquecível, agradeço a Deus e louvo por tudo que vivi e sei que muitas coisas ainda viveremos”, disse Marcia Feitosa. Gabriela Frazato, outra jovem, falou da experiência: “De uma coisa jamais esquecerei: 3 milhões de jovens juntos rezando a oração que Deus mesmo nos ensinou. Enfrentamos chuva, frio, calor, ônibus cheio, dormimos na praia, nos perdemos várias vezes, mas Deus não nos deixou sozinhos uma única vez”. “Há um mês, eu estava saindo da Catequese no Santuário Mãe de Deus, em Vargem Pequena, no Rio, indo para Copacabana conhecer Francisco ... saudades mesmo dessa bagunça maravilhosa. Agora resta esperar 2016, em Cracóvia, na Polônia”, falou André Simioli, da Paróquia Santo Antônio da Vila Mazzei. A experiência também foi

Grupos de jovens da Região Episcopal Santana participam da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro; evento aconteceu em julho deste ano

marcante para a juventude vinda de outros países. Para a jovem Germana Suarez, que ficou no Setor Tremembé, a acolhida foi maravilhosa. “Ao chegar à paróquia, fomos recebidos calorosamente bem pelos jovens maravilhosos e o padre muito carismático e iluminado. E ainda Deus estava nos reservando maravilhas, nós, que pensávamos

que iríamos ficar em ginásio ou colégio, ficamos em uma casa de família, casa da tia Lu, família sem explicação, muito abençoada por Deus. Tivemos experiências muito boas. Não imaginava que uma Jornada Mundial da Juventude fosse tão forte assim, muito lindo ver jovens juntos por um único sentido.” Passada a Jornada, os se-

tores estão se encontrando e traçando caminhos para a continuidade do trabalho com a juventude. Todos voltaram empenhados em evangelizar e construir uma ação pastoral em seus grupos, indo além dos muros das paróquias. “Fomos convidados a ser missionários e vamos seguir esse caminho. A Região San-

tana irá promover ações de continuidade do trabalho junto à juventude. Por isso, procure o coordenador(a) jovem do seu setor e faça parte desta ciranda conosco. Fique ligado também no site da Região Santana www.regiaosantana.org.br, que logo teremos novidades”, convoca Kamila Gomes, da Pastoral da Juventude.

palavra do bispo

Na missão de ensinar... Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

A Igreja realiza a sua missão de ensinar, tradicionalmente, através do Kerigma, da Catequese e da homilia. A Catequese tem como missão fortalecer a fé daqueles que foram conquistados para Cristo, por meio do primeiro anúncio, o Kerigma. A responsabilidade pela Catequese é de toda a comunidade eclesial, porque todos são catequistas. Os primeiros catequistas na educação das crianças são os pais. O testemunho de vida cristã, oferecido pelos pais, no seio da família, chega até as

crianças, envolvido em ternura e respeito materno e paterno. Os filhos se dão conta, assim, e vivem alegremente a proximidade de Deus e de Jesus, manifestada pelos pais, de tal modo que essa primeira experiência cristã deixa, frequentemente, uma marca decisiva, que dura por toda a vida. Esse despertar religioso infantil, no âmbito familiar, tem um caráter “insubstituível” (DCG 226). Para auxiliar os pais na missão de catequizar, Jesus instituiu, por meio da Igreja, outros catequistas: o bispo, os sacerdotes e os leigos. Em primeiro lugar é catequista o bispo: Os bispos são “os primeiros responsáveis pela Catequese, os catequistas por excelência” (DCG 31).

agenda regional

Na história da Igreja, é evidente o papel preponderante dos grandes e santos bispos, que, com suas iniciativas e seus escritos, marcam o período mais esplêndido da instituição Catecumenal. Eles concebiam a catequese como uma das tarefas fundamentais de seu ministério (CT 24). Como pastores do Povo de Deus e colaboradores na missão do bispo e dos pais, os sacerdotes são os grandes catequistas das comunidades e são constituídos como educadores na fé e a realizam estimulando a vocação e o trabalho dos catequistas, ajudando-os a realizar um ministério que brota do Batismo, é fortalecido pela Confirmação, e se exercita em virtude de uma missão que

a Igreja lhes confia (Cf. DCG 224). O ministério de catequista nasce de um convite especial, uma vocação divina, pois é o Senhor Jesus que convida homens e mulheres, de uma maneira especial, a segui-lo, mestre e formador dos discípulos. Esse chamado pessoal de Jesus Cristo e a relação com ele são o verdadeiro motor da ação do catequista. “É deste conhecimento amoroso de Cristo que jorra o desejo de anunciá-lo, de evangelizar, e de levar outros ao ‘sim’ da fé em Jesus Cristo” (DCG 231). Parabéns a todos os catequistas pela nobre vocação e pela generosa resposta ao Senhor Jesus, razão de nossa alegria e felicidade.

Sábado (7), 22h

Domingo (8), 4h

Vigília em preparação para a 19ª Romaria da Pastoral da Juventude a Aparecida (SP). Será na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora - (rua Três Rios, 75, Bom Retiro, ao lado da Fatec, próximo da estação Tiradentes do metrô).

Saída dos ônibus para a 19ª Romaria da Pastoral da Juventude a Aparecida (SP), que esse ano comemorará 40 anos de caminhada da pastoral. Qualquer dúvida contatar através do e-mail coordsantana@pjsp.org.br.


Região Sé

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Pastoral atua na evangelização pela educação Pastoral da Educação/ Região Sé

Agentes articularam os profissionais e instituições que promovem o ensino religioso nas escolas da região episcopal

A Região Episcopal Sé, por abranger em SÉ boa parte a região central de São Paulo, abriga muitas escolas e colégios católicos. Por isso, a educação é também uma preocupação para a ação evangelizadora desempenhada pela Pastoral da Educação. Na Região, essa pastoral é coordenada pelo diácono permanente Francisco Kumagai e assessorada pelo padre Dalton Sebastião Brandão. A missão da Pastoral da Educação é a articulação dos colégios que possuem ensino religioso, tanto os confessionais quanto algumas escolas públicas que também oferecem essa disciplina facultativa. “Nosso objetivo é verificar como que o ensino religioso é feito nas escolas. Por ser facultativo, é preciso fazer um trabalho de conscientização sobre a importância desta disciplina”, explicou o Diácono. Nos colégios confessionais, que já possuem essa disciplina, a Pastoral oferece assessoria. “O conceito de ensino religioso difere das aulas de religião ministradas no passado. O ensino religioso aborda a cultura religiosa de diferentes confissões e elementos essenciais como o conceito de sagrado ligado às religiões, o fenômeno religioso em si”, ressaltou o Diácono, alertando que ainda em alguns colégios há uma associação do ensino religioso à Catequese, que são realidades distintas. Outro objetivo da Pastoral da Educação é oferecer reciclagem para os professores que atuam na área do ensino religioso. “Estamos fazendo convênios com faculdades que tenham cursos da área do en-

Agentes da Pastoral da Educação promovem a articulação do ensino religioso nas escolas da Região Episcopal Sé

sino religioso para capacitação e atualização dos professores e para que possam também trocar experiências sobre sua atuação”, informou o Diácono. Também na Região Sé está se formando um grupo de diretores de colégios católicos para articulação de seus trabalhos.

A Pastoral da Educação tem feito diálogo constante com este grupo. “Temos objetivos em comum no que diz respeito à preocupação com a qualidade do ensino religioso. Por isso, procuramos realizar um trabalho integrado. Mas no caso dos diretores, também há o objeti-

vo de refletir sobre o papel das instituições de ensino católicas diante dos desafios educacionais atuais e o resgate de suas identidades enquanto colégios confessionais”, explicou Kumagai. Paróquias também são um espaço onde a Pastoral da Edu-

cação atua. “Há muitas paróquias que realizam trabalhos sociais com entidades também em âmbito educacional. Oferecemos capacitação aos educadores que atuam nessas instituições”, ressaltou o Diácono. Nas comunidades paroquiais também há professores, muitas vezes aposentados, que gostariam de colaborar lecionando ensino religioso. “Durante o Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo, realizado em 2010, surgiram muitas pessoas interessadas em colaborar e, por isso, surgiu à proposta de contemplar essas pessoas que dedicaram ou ainda dedicam suas vidas à educação e formação. Então, estamos preparando uma capacitação específica para essas pessoas”, destacou o Coordenador. Conselho de Pastoral O Conselho Regional de Pastoral (CRP) da Região Sé realizou sua reunião mensal na quarta-feira, 21, na Cúria regional, no Pacaembu. Os representantes de pastorais, movimentos, coordenadores de setores e demais organismos fizeram um balanço da Semana Missionária e da Jornada Mundial da Juventude, realizados em julho.

palavra do bispo

Catequistas para uma nova Catequese Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

O Dia do Catequista foi celebrado em 25 de agosto, e no dia 31, os catequistas de nossa Arquidiocese fazem a peregrinação do Ano da Fé. Nosso tempo exige catequistas convictos na fé e bem atualizados, pois as mudanças foram muito grandes! A forma de pastoral que predominou até os nossos dias está se revelando insuficiente, e parece não corresponder às necessidades da formação de discípulos missionários em

agenda regional

nosso tempo. O Documento de Aparecida indica algumas carências desse modelo e, ao mesmo tempo, aponta a direção para uma nova prática pastoral: “Uma fé católica reduzida a conhecimento, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados não resistiria aos embates do tempo... A todos nos toca recomeçar a partir de Cristo, reconhecendo que não se começa a ser cristão por

uma decisão ética ou por uma grande ideia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (DAp 12). Aí está uma densa descrição de realidade, e ao mesmo tempo a indicação de uma proposta nova de evangelização, que dá um novo rumo para a pastoral da Igreja. Para que isso aconteça, é preciso realizar uma Catequese de inspiração catecumenal. “Queremos discípulos, não gente que faz cursinho” (Estudos da CNBB 97, 161). Esta Catequese deve falar ao coração das pessoas e privilegiar os seguintes passos: conversão, dis-

cipulado, comunhão e missão. A iniciação à vida cristã não é uma tarefa apenas da Catequese e de catequistas, mas é uma ação de toda a comunidade de fé. Daí a necessidade de cuidar dos lugares privilegiados para o encontro com o Senhor: “A Palavra de Deus; a leitura orante da Bíblia; a Eucaristia; a celebração dominical da Palavra; a reconciliação sacramental; a oração pessoal e comunitária; a participação na comunidade de fé e o amor fraterno; a identificação com Cristo na pessoa do pobre, do aflito e do enfermo” (DAp 240-275). Isso empenha os presbíteros, em primeira linha, e com eles, os catequistas e todos os outros batizados.

Quarta-feira (28)

Quinta-feira (29)

Aniversário natalício do padre João Benedicto Villano, pároco da Paróquia São Cristóvão

9h - Encontro regional de secretárias paroquiais, no Centro de Pastoral Regional (avenida Pacaembu, 954).

Aniversário de ordenação sacerdotal do padre Benedito Medeiros da Silva, vigário paroquial da Paróquia São Vitor

Aniversário natalício do padre José Edivaldo Melo, reitor do Seminário de Filosofia Santo Cura d’Ars. Aniversário de ordenação sacerdotal do padre Georg Fischer, pároco da Paróquia Pessoal Alemã São Bonifácio.


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Geral

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33º Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde Com o tema: “A Pastoral da Saúde no mundo moderno: abrangências, desafios e perspectivas” será realizado, no Centro Universitário São Camilo, no Ipiranga, o 33º Congresso Brasileiro de Humanização e Pastoral da Saúde nos dias 7 e 8 de setembro. Informações e inscrições: (11) 3862-7286 ou pelo e-mail icaps@camilianos.org.br.

Doutor sim, e com grandes causas Frei Carlos Josaphat, em entrevista ao O SÃO PAULO, falou sobre questões como as manifestações e o protagonismo leigo NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

“Este encontro me deixou até mais jovem”, disse frei Carlos Josaphat, 92, após a aula inaugural dos programas de pós-graduação em teologia e ciências da religião da PUC-SP, no qual ele falou sobre São Tomás de Aquino e Paulo Freire, na quarta-feira, 21. No dia 14, o frade dominicano recebeu, pela mesma Universidade, o título de Doutor Honoris Causa, em uma cerimônia com discursos emocionados. “Considero que este título foi dado para honrar a teologia, o trabalho teológico. De modo que, não é a minha pessoa que está em consideração, mas a importância da teologia para os sacerdotes e para os fiéis. Sobretudo para

realizarmos o programa que recebemos do Concílio Vaticano 2º e que hoje é reativado, de maneira tão simpática, pelo papa Francisco”, disse o Frei. A seguir, a íntegra da entrevista concedida ao O SÃO PAULO.

ACI/PUC-SP

O SÃO PAULO – Diante do contexto de manifestações, iniciadas em junho, como o senhor recolocaria o papel da Universidade? Frei Carlos Josaphat – Há uma necessidade de Frei Josaphat recebe título Honoris Causa aprimorarmos o trabalho educativo e há um dado muito papa Francisco e o seu exemplo bom que é o despertar dos jo- têm encontrado espaço na vida vens que se manifestam atra- concreta da Igreja, principalvés da internet e das marchas. mente entre o clero? Isso é uma primeira parte, Frei Josaphat – Há uma primas devemos continuar e, sem meira coisa, que é a admiração. exercermos uma tutela sobre Sem dúvida, Francisco é um os jovens, ajudá-los a encon- homem de grande sinceridatrar o caminho de como reali- de, lealdade e desejo de servir zar reformas de base no País, a todos, de homenagear cada uma ética política, uma ética pessoa com quem se encontra. econômica, uma ética da mídia. Muitas coisas, porém, exigem, Essa é uma responsabilidade da parte do Papa e da Igreja, das gerações atuais, que, tendo que se encontrem caminhos mais informações, devem ter concretos, como, por exemplo, mais formação, mais responsa- a relação do clero com os leibilidade e uma ação ética mais gos, que melhorou muito após perfeita. o Vaticano 2º. Mas eles devem O SÃO PAULO – O senhor ser ajudados para se formar e considera que as palavras do para participar na liturgia, na

Ensino religioso é tema de simpósio em SP FERNANDO GERONAZZO ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Para marcar os 18 anos da Diálogo – Revista de Ensino Religioso, foi realizado, dias 22 e 23, o Simpósio “Ensino Religioso: O que ensinar? Como ensinar?”, em parceria com o Grupo de

Trabalho Religião e Educação, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião. O objetivo do evento foi sistematizar a discussão sobre a relação entre o ensino religioso e a ciência da religião como área do conhecimento e contou Sonia Mele

com a participação de educadores e estudiosos de 50 cidades do País. Para o professor Sérgio Junqueira, o ensino religioso vem sendo discutido para sair de uma proposta doutrinal para uma perspectiva interconfessional. “Porém, o que muda não é o ensino religioso, mas a educação”, destacou. “As discussões contribuíram muito para ampliar o conhecimento sobre a proposta do ensino religioso”, confirmou Fabiana Correia, coordenadora de um colégio na cidade de São José do Rio Preto (SP). Para a diretora de redação da Revista Diálogo, irmã Maria Inês Carniato, a diversidade regional, cultural e religiosa dos participantes enriqueceu o encontro. “O evento é histórico pelo encontro dialógico entre a área acadêmica de ciência da religião e o componente curricular da educação básica”, afirmou.

evangelização, no trabalho de educação. Há, ainda, alguns que têm medo das palavras do Papa, porque não fazem nada, não mexem com ninguém, mas a renovação sempre pede um esforço, então, há muitos que têm medo da mudança. O SÃO PAULO – E sobre o protagonismo dos leigos? Frei Josaphat – Nunca se exagera ao falar sobre o protagonismo dos leigos, pois o Concílio Vaticano 2º insistiu muito nisso, ao dizer que o leigo tem uma missão própria. O que o leigo não faz, o Padre não pode fazer por ele. Porque é o leigo que está em contato com o mundo na realidade de hoje, é ele que está acompanhando os avanços nas várias áreas, da ci-

ência, da tecnologia, da biotecnologia. Então, os leigos devem cada vez mais assumir essa espécie de primazia, porque foram eles que Deus colocou no campo da evangelização. O SÃO PAULO – O senhor considera que a Igreja em São Paulo consegue dialogar bem com os grandes problemas da metrópole? Frei Josaphat – Em alguns casos sim, sobre muitos problemas importantes, mas em outros, temos que fazer muito. Já há um trabalho com os encarcerados, há um trabalho nas comunidades de base das periferias, mas tudo isso deveria receber um novo impulso, e temos tudo para isso, porque a Igreja em São Paulo está trabalhando para que todos progridam na fé. Acreditamos que será uma nova etapa, muito feliz para a Igreja em São Paulo.


Geral

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Pastoral da Sobriedade realiza encontro estadual Aconteceu, entre os dias 23 e 25, o Encontro Estadual da Pastoral da Sobriedade, em Santos (SP), que reuniu 188 agentes, representando 23 dioceses e duas regiões episcopais de São Paulo, além de autoridades do município. “Foi excelente! Saímos bem mais fortalecidos”, ressaltou Dalva Rodrigues Carvalho, coordenadora da Pastoral no Regional Sul 1 da CNBB.

Cardeal dialoga com estudantes da PUC-SP Luciney Martins/O SÃO PAULO

No aniversário de 67 anos da Universidade, na quinta-feira, 22, dom Odilo conversou com universitários no Tuca Daniel Gomes

Reportagem na zona oeste

Como parte das comemorações dos 67 anos da PUC-SP, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da Universidade, participou na noite da quinta-feira, 22, no Tuca, do evento “A Identidade da Universidade Católica em Diálogo”, promovido pela Pastoral Universitária. Ladeado por dom Julio Endi Akamine, bispo referencial do Vicariato da Universidade, e do padre Vando Valentini, coordenador da Pastoral, o Cardeal dialogou por cerca de uma hora

No Tuca, dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP, conversa com estudantes

com um pequeno grupo de estudantes que ainda contesta a escolha da professora Anna Cintra como reitora da PUC-SP. Respondendo a perguntas, dom Odilo enfatizou que a escolha de Anna Cintra, em novembro de 2012, a partir de uma lista tríplice apresentada pela comunidade puquiana, foi

feita sem ferir qualquer ordenamento da Universidade, pois não há obrigação estatutária de que o escolhido pelo GrãoChanceler seja o primeiro da lista. Também apontou que em momento algum interferiu na campanha ou votação dos candidatos. Ao comentar sobre um epi-

sódio em que cada candidato teria assinado um compromisso de não assumir a reitoria caso não fosse o mais votado, dom Odilo lembrou que não tem validade qualquer ato, feito em instância não autorizada, que tente invalidar um estatuto ou regimento da Universidade. O Arcebispo lembrou ainda que

Em ação de graças, missa é celebrada na Universidade Luciney Martins/O SÃO PAULO

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

A Paróquia Coração Imaculado de Maria – a capela da PUC-SP, como é conhecida –, recebeu na quinta-feira, 22, funcionários, estudantes, professores e religiosos para a celebração dos 67 anos da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar na Região Episcopal Lapa e referencial para o Vicariato da Universidade e pelos padres Vando Valentini, coordenador da Pastoral Universitária da PUC-SP; Valeriano Costa, diretor da faculdade de teologia; José Rodolpho Perazzolo, secretário-executivo da Fundação São Paulo; Cássio Albério de Carvalho, da Pastoral Universitária, e José Ulisses Leva, professor na faculdade de teologia. Ao O SÃO PAULO, a reitora, Anna Cintra, recordou que a PUC-SP tem muitos motivos para celebrar. Entre eles,

a oficina para jornalistas, realizada antes da chegada do papa Francisco, que rendeu à Universidade mais de 150 aparições na mídia e a outorga do título de Doutor Honoris Causa ao frei dominicano Carlos Josaphat, no dia 14. Ao falar sobre o frei, mais uma vez, a Reitora se emocionou, pois, segundo ela, “é um momento de reviver”. Os dois eventos foram também citados pela Reitora em sua fala, no fim da celebração. Dom Odilo, na homilia, destacou Nossa Senhora Rainha, celebrada liturgicamente no dia. Para o Cardeal, a Igreja chama Nossa Senhora de Rainha porque é mãe do rei Jesus. O rei é aquele que olha os pequenos e os humildes. Maria, com seu olhar materno e sábio, vê a realidade com o olhar da fé. Assim, ela colabora na missão de Jesus. Para Magna Mendes da Rocha, doutoranda em educação na PUC-SP, a missa foi um momento pacífico de ação de graças pela Universidade. “Fico feliz em participar desse momento em paz e com tranquilidade.”

os três candidatos, antes da nomeação, aceitaram respeitar os estatutos, os quais dão a prerrogativa ao Grã-Chanceler de escolher um dos nomes da lista tríplice. Ao fim do evento, dom Odilo disse que todos os estudantes são bem-vindos à Universidade e desejou que façam bom proveito dos estudos para fundamentar princípios que contribuam para construção da sociedade. Na avaliação do padre Vando, o Cardeal conseguiu demarcar que a democracia se constrói em bases organizadas, que não mudam a partir de vontades individuais ou de pequenos grupos. “A comunidade puquiana não é isso que vimos hoje, isso foi um pequeno grupo, a comunidade puquiana quer fazer a experiência da Universidade”, disse ao O SÃO PAULO. “É um fato objetivo: se você se inscreveu em uma universidade católica, a priori, aceita que aqui é uma universidade com princípios católicos”, completou.

ACI/PUC-SP

Dom Odilo visita Faculdade de Direito Redação

A série de atividades do cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler da PUC-SP, por conta das comemorações dos 67 anos da Universidade, na quinta-feira, 22, foi iniciada pela manhã em um encontro com docentes da Faculdade de Direito. O Cardeal foi recebido pelos professores Pedro Paulo Teixeira Manus, diretor, e Vidal Serrano, diretor adjunto, além de diversos docentes. “Tenho especial apreço pela

Faculdade de Direito, que tem, entre seus professores, alunos e ex-alunos, pessoas que muito contribuem para a justiça no nosso país”, afirmou dom Odilo. O Diretor Adjunto considerou importante o contato com o Cardeal. “Essa proximidade nos ajuda a aprimorar ainda mais a formação de profissionais éticos e comprometidos com a sociedade.” Ao fim do encontro, dom Odilo lançou um desafio aos professores: criar, na Faculdade de Direito, uma cátedra da família. “Poderá ser mais um importante serviço à sociedade”, afirmou o Cardeal. (com informações da ACI PUC-SP)


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Geral

Psicologia e Comunicação na formação para comunicadores A Pastoral da Comunicação arquidiocesana e o Serviço à Pastoral da Comunicação realizam no sábado, 31, das 8h30 às 16h30, um dia de formação com teoria e prática sobre o tema psicologia da comunicação, com assessoria do padre Antônio Ribeiro e quatro opções de laboratórios. Informações: (11) 2125-3540 ou sepacdivulgacao@paulinas.com.br.

CNBB e ADCE em projeto ‘Empresa com Valores’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

“Responsabilidade Social Empresarial e Pensamento Social Cristão” foi tema do evento que aconteceu dia 23, na sede da Fecomércio NAYÁ FERNANDES

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

A sexta-feira, 23, foi a data escolhida para o lançamento nacional do projeto “Responsabilidade Social Empresarial e Pensamento Social Cristão – Empresa com Valores”, que foi elaborado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em parceria com a Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE) no Brasil. A cerimônia de lançamento aconteceu na sede da Fecomércio em São Paulo, às 11h. Participaram do evento o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer; dom Joaquim Mol Guimarães, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação; dom Gregório Paixão, bispo da Diocese de Petrópolis (RJ) e membro da Comissão Epis-

Presidente da ADCE Brasil, bispos das comissões de educação e cultura e do laicato da CNBB e o cardeal dom Odilo participam do lançamento nacional do projeto

copal Pastoral para a Cultura e a Educação; dom Severino Clasen, bispo da Diocese de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato; e Sérgio Cavalieri, presidente da ADCE Brasil. Empresários, padres, dirigentes cristãos, professores e demais interessados em conhecer o projeto ouviram as palavras dos bispos e do Presidente da ADCE, puderam contribuir com intervenções e receberam uma pasta com folders, um cd com informações sobre o projeto e uma revista

do Conselho Pontifício Justiça e Paz sobre a vocação do líder empresarial. O objetivo principal é ampliar o alcance do trabalho da ADCE Brasil e da CNBB, levando ao maior número de empresários e dirigentes o conceito da gestão empresarial baseada no pensamento social cristão, fundado na ética, na solidariedade, na justiça, na verdade e no bem comum, refletindo positivamente nas empresas, na sociedade e no meio ambiente. Em sua fala, dom Odilo parabenizou a iniciativa e fez

votos que o projeto favoreça a comunicação entre os empresários e a Igreja. Ele ressaltou que “a Igreja tem muito a dizer a partir dos seus princípios” e destacou que o bem econômico de alguém está sempre relacionado ao bem econômico de outras pessoas. Para dom Joaquim Mol, a Igreja está redescobrindo o investimento nos leigos. “Experimento o desafio de estar presente, como Igreja, no mundo da educação e da cultura. E o objetivo da Comissão é sempre estabelecer o diálogo.”

Ações propostas Formar multiplicadores dos valores cristãos na sociedade; Aplicar ferramentas de diagnóstico e controle de práticas da Responsabilidade Social Empresarial (RSE); Permitir troca de informações e boas práticas; Aproximar mutuamente Igreja e empresários; Formar rede de empresários imbuídos nos valores da Doutrina Social Cristã; Permitir maior inclusão social, por meio das práticas da RSE.

Ações do 11º Plano são apresentadas em encontro Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

As coordenações de pastorais reuniram-se no auditório da Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação (Fapcom), no sábado, 24, em um encontro de avaliação e planejamento do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Estavam presente o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, os bispos auxiliares da Arquidiocese, coordenadores das regiões episcopais e de pastorais. No encontro, o padre Nicolau João Bakker, svd, apresentou alguns pontos sobre a importância do planejamento, para que se tenha maior êxito na execução do que foi pensado. Sobre o Plano de Pastoral

da Arquidiocese, “Testemunhas de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”, padre Nicolau destacou que ele faz um resga-

te do Documento de Aparecida, e é possível encontrar tudo o que preocupa a Igreja, além de contribuir com dicas práticas

de concretização das urgências de evangelização. Em sua fala, o Cardeal destacou que no Plano de PastoFotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Encontro na Fapcom apresenta ações que foram, ou ainda serão, realizadas na execução do 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo

ral da Igreja em São Paulo se propõe a viver um sonho, ser “Testemunha de Jesus Cristo na cidade”, e cada fiel, cada coordenação, deve colaborar colocando seu dom, seu carisma a serviço para que esse sonho se realize. Os coordenadores das seis regiões episcopais apresentaram como estão as ações desta primeira parte do Plano de Pastoral, o que tem sido feito ou planejado tendo como base as urgências previstas no Plano. O coordenador de pastoral, padre Tarcísio Mesquita, informou que até outubro o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral acolherá as devolutivas das ações e do que for discutido nos conselhos paroquiais das comunidades e nas reuniões das pastorais.

O SÃO PAULO - edição 2967  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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