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Região Episcopal Belém reúne 350 catequistas Página 13

Dom Milton Kenan fala em encontro de casais

Seminário no Ipiranga debate transmissão da fé

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Na Lapa, colégio católico promove mostra cultural

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

ano 58 | Edição 2966| 20 a 26 de agosto de 2013

R$ 1,50

Ano da Fé leva religiosos em peregrinação para a Sé orou sobre a vocação à vida consagrada. Sem a fé, a vida religiosa e sacerdotal perdem o sentido, lembrou dom Odilo na homilia. No sábado, também os coroinhas, os acólitos e cerimoniários das seis regiões episcopais fizeram sua peregrinação e foram exortados a ter em conta a importância de seu ministério para a liturgia. Página 20

Luciney Martins/O SÃO PAULO

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Como o clero arquidiocesano, também os religiosos, na tarde do sábado, 17, realizaram sua peregrinação à Catedral da Sé. Motiva estas peregrinações o Ano da Fé e elas constituem um momento especial de confissão, celebração, vida, oração e testemunho da fé. Os religiosos peregrinaram na véspera do terceiro domingo de agosto, em que a Igreja refletiu e

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Membros de diferentes congregações, com velas acesas, renovam o seu sim ao chamado à vida consagrada

Assunção de Maria ilumina a História da Arquidiocese Luciney Martins/O SÃO PAULO

Diversas celebrações na Igreja de São Paulo destacaram o dogma proclamado por Pio 12 Inauguradas nos anos 1950, quando foi proclamado como dogma de fé a Assunção de Maria ao céu, a Catedral da Sé e a Faculdade de Teologia têm Nossa Senhora da Assunção como patrona. Também o Seminário Pro-

pedêutico é a ela dedicado. No dia 15, dom Odilo presidiu missa nos três espaços e lembrou que as verdades de fé sobre Maria se relacionam com Jesus e que a Assunção dela é sinal de esperança. Páginas 10 e 11

Dom Sergio de Deus Borges celebra um ano de episcopado Página 16

Arcebispo dedica capela do seminário Dom Odilo presidiu missa solene de dedicação do Seminário Bom Pastor, no Ipiranga, no dia 14, e na homilia desta-

cou a importância da capela no processo de formação dos futuros padres. Página 19

Nomeado novo cura da Catedral Padre Eduardo Vieira dos Santos, chanceler da Cúria e vice-reitor do Seminário Bom Pastor, será o novo cura da Catedral por nomeação do arcebispo dom Odilo Pe-

dro Scherer. Em entrevista, padre Eduardo fala de mais esta missão que ele assume a serviço da Igreja em São Paulo. Página 11


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 20 a 26 de agosto de 2013 Gabirante

frases da semana

“O momento mais forte foi a denúncia do assassinato do Santo Dias da Silva, metalúrgico da pastoral, e do Gringo, dirigente sindical rural do Pará. O estádio passou a gritar por ‘liberdade’, o que chamou a atenção de João Paulo 2º”.

Waldemar Rossi, no Morumbi, em 1980, recontado na coluna Ano da Fé, por ocasião dos seus 80 anos

“O coroinha é exemplo, tem que dar bom exemplo. Minha mãe virou Catequista, meu pai que não frequentava a Igreja está frequentando, meu avô que bebia muito está parando, minha vó era de outra religião [agora está na Igreja Católica]”.

Giovanna Fernandes, 11, da Região Episcopal Santana, durante a missa na catedral, no sábado, dia 17

“O estudo aprofundado de mariologia adentra Maria como ‘discípula por excelência’. Santo Agostinho dizia que a santidade de Maria vai além do esforço pessoal, ou seja, é a graça do Espírito Santo em virtude da maternidade divina”.

você pergunta

Espiritualidade

O que é e como funciona a hierarquia eclesiástica?

O Escapulário do Carmo tem ainda valor? Frei Patrício Sciadini

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

O Humberto Farias, da Brasilândia, quer entender um pouco mais sobre a hierarquia da Igreja. Vamos lá. A hierarquia na Igreja, Humberto, para os que não entendem o poder como serviço, para os que não são simpáticos à nossa Igreja, se define como uma estrutura do poder mesmo. De forma irônica, muitos descrevem assim a hierarquia eclesiástica: o papa manda nos bispos, os bispos nos padres, os padres nos diáconos e os diáconos e todos mandam no povo. Uma pirâmide que vai se afinando da base até lá em cima. Mas, e para a Igreja? A hierarquia é uma estrutura de serviço no exercício da missão evangelizadora da Igreja. Nós podemos até admitir que, em algum momento da história, a hierarquia foi uma estrutura de poder muito forte. Mas com o crescimento da reflexão teológica foi ficando cada vez mais clara a frase de Jesus: “Entre vós não seja assim. Que o maior seja aquele que serve a todos, seja como se fosse o menor”. É nesta estrutura de serviço que devemos entender a hierarquia na Igreja. Quanto mais alta a “dignidade”, maior serviço aos irmãos, deve prestar aquele que a recebeu. É por isso que o papa é chamado em latim de servus servorum Dei, o “servo dos servos de Deus”. Pense nisto, Humberto! Que Deus abençoe você e toda a sua família.

Quanto mais alta a “dignidade”, maior serviço aos irmãos se deve prestar aquele que a recebeu. É por isso que o papa é chamado em latim de servus servorum Dei, o “servo dos servos de Deus”

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Sabemos que existe uma infinidade de escapulários de todas as cores e de todos as matizes. Mas, provavelmente o mais conhecido é o do Carmelo, conhecido também como “bentinho”, o escapulário de nossa Senhora do Carmelo. Escreveu uma vez o papa Paulo 6º: “É um sinal que muitas vezes tem conservado a fé em muitas comunidades onde não tinham a possibilidade da presença do sacerdote”. Este sinal nos recorda não somente de Maria, mas sim do caminho que ela nos apresentou nas bodas de Caná, quando faltou vinho. Ela mesma diz ao servo indicando Jesus: “Fazei tudo o que ele vos disser”. Maria sempre nos leva a Jesus e nos convida a sermos não somente ouvintes de sua Palavra, mas praticantes. Há hoje duas categorias de pessoas que vejo que têm força, quer na socieda-

de quer como na Igreja. O mitizadores, isto é, os que transformam os símbolos da mesma Igreja e da mesma sociedade em “mito”, como a bandeira nacional ou o escapulário. Somente este símbolo é suficiente para entrar no paraíso ou para ser ótimo cidadão. Não é por aí que devemos caminhar. Dismitizar os símbolos como se fosse o conteúdo é o essencial. Do outro lado, encontramo-nos frente a outro grupo de “destruidores” de todos os símbolos: eles não servem, são besteiras, não têm nenhum valor. Não é também o caminho certo que devemos seguir. Toda a nossa vida humana, cristã, é feita de símbolos que nos remetem a algo mais importante. O escapulário é um símbolo. Manifesta esse símbolo para quem o traz, para quem o vê, um chamado permanente a outros valores essenciais para a vida. Trazer o escapulário da Virgem Maria do Monte Carmelo não é fazer um “seguro de vida eternal” no banco de Deus, para que, quando morrermos, possamos resgatar este seguro e entrar direto no paraíso. Para entrarmos no paraíso,

Thatyane Sousa, estudante de teologia, sobre a Solenidade da Assunção da Virgem Maria

precisamos fazer com que este símbolo comprove a nossa fidelidade a Deus, a nossa vivência do Evangelho, uma coerência de vida. Recordo um motorista de caminhão que me dizia: “Frei, eu sempre ando trazendo na carteira e no para-brisa do caminhão as fotografias da minha mulher, dos meus filhos, e, todas as vezes que posso, olho para estas fotos, me lembro deles e como devo me comportar. E lhe garanto que estas fotos me têm livrado de muitos erros e infidelidades”. É isso mesmo: com o escapulário, devemos nos lembrar do nosso compromisso com Deus e com os outros. Revestir-nos das virtudes da Virgem Maria, nossa mãe, e aí sentiremos a sua maternal proteção em todos os momentos de nossa vida e seremos capazes de resistir às tentações que nos assaltam continuamente. Já penso ter respondido à pergunta, mas, se por caso alguém tem dúvida, vou dar uma resposta clara: sim, tem valor. É muito importante usar o escapulário da Virgem Maria do Monte Carmelo para a nossa vida de cristão.

palavras que não passam

É fácil ser ateu. Difícil é ter fé PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

É fácil ser ateu. Porque, o que não existe não me preocupa. Não preciso pautar minha vida pelo que não existe. Está cada vez mais difícil ter fé e acreditar que Deus existe. Difícil é dar as razões da minha fé. Difícil não é acreditar, mas viver a fé na qual acredito. Se eu quiser saber como foi minha participação de fé na missa, observo o que faço ou deixei de fazer depois da missa, fora da igreja. Na verdade, não sou eu que questiono a fé. É a fé que me questiona. Se recebi de Deus o dom da fé, que uso dele eu faço? A fé não dá sossego: cada dúvida é um novo desafio. Porque a fé não é a criadora de Deus, ela não tem luz própria. Ela reflete a luz que existe antes dela.

Então, a fé: primeiro, é o que eu acredito; é o dom gratuito que Deus me dá e eu cultivo; e segundo, a fé é o que eu vivo. Se a fé eu recebo de Deus, fazer as obras de Deus pela caridade é minha decisão. Se eu quiser dar testemunho de que eu tenho fé, eu preciso mostrar a caridade que eu faço. São dois os componentes da fé, juntos: acreditar e viver! Alguém discutia que só a fé seria suficiente para a salvação. São Tiago rebateu: “A fé sem obras é completamente morta” (cf. Tg 2,17). Quando me perguntarem se eu tenho fé, devo acenar com o testemunho de minha coerência de vida, como Jesus: observe minhas atitudes de vida, observe o que eu faço e como eu faço. “Se não credes nas minhas palavras, crede ao menos nas minhas obras” (Jo 10,38). Hoje as boas obras têm novos nomes: caridade, exigências da fé, consequências da fé, testemunho da fé, solidariedade, justiça social, honestidade, verdade... A fé de Tomé é a maior expressão da

profissão de fé no Evangelho de João (cf. Jo 20,28). Tomé encontrava as respostas para os questionamentos de sua vida, nas chagas de Jesus Cristo. Um Cristo limpinho, sem as marcas do sofrimento, não poderia ser o Ressuscitado. Penetrar nas chagas é encontrar, lá no fundo, a explicação do amor de Deus. O problema de hoje não são as pessoas sem fé, mas as que têm os mais diversos tipos de crenças que chamam de fé. Quem sou eu para não ter dúvidas e exigir tudo bem explicadinho sobre Deus? É interessante notar que Deus é a fonte donde brotam minhas dúvidas de fé. Porém, não é fugindo, mas buscando-o que encontro a solução para elas. Numa bonita canção, afirma o mestre padre Zezinho: “Às vezes, quem duvida e faz perguntas, é bem mais honesto do que eu”. “Meu Senhor e meu Deus”, foi o que aprendi de minha mãe, quando garoto, para falar de todo o coração, olhando a hóstia consagrada.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes • Colaboração: Nayá Fernandes e Edcarlos Bispo de Santana • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol. com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura.


Fé e Vida encontro com o pastor

Feliz, aquela que acreditou! Luciney Martins/O SÃO PAULO

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

A celebração da Assunção de Nossa Senhora ao céu, no Ano da Fé, mostra-nos a Mãe de Jesus e da Igreja como a mulher de fé, que alcançou plenamente o prêmio da fé. Unida estreitamente a Deus pela fé, durante esta vida, ela se entregou inteiramente ao seu desígnio: “Eu sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). E sua vida esteve intimamente unida, pela fé, ao Filho de Deus, que por meio dela nasceu para este mundo, como nosso Salvador. Da anunciação do Anjo Gabriel até à morte de Jesus na cruz, ela o acompanhou e fez um caminho de fé, que não esteve isento de cruzes e “espadas” de dor. Maria creu firmemente e, por isso, foi louvada por Isabel sua prima: “Feliz és tu, que acreditaste que se cumpriria o que da parte do Senhor foi dito” (cf. Lc 1,48). Maria crê e agrada a Deus: “Encontraste graça diante de Deus”, disse-lhe o anjo (cf. Lc 1,30). Sem a fé, é impossível agradar a Deus (cf. Hb 11,6). E ela ensina o que deve ser feito para agradar a Deus: “Fazei tudo o que ele vos disser” (cf. Jo 25). Maria crê e reconhece as maravilhas que Deus realiza nela e, por meio dela, em favor de toda a humanidade: “A minha alma engrandece

o Senhor, porque fez grandes coisas em mim o Onipotente, seu nome é santo!” (cf. Lc 1,47). A fé salva e faz alcançar a plenitude da vida, por obra e graça de Deus. Olhar para Maria, elevada ao céu, nos faz pensar que vale muito a pena crer em Deus, com firmeza e confiança. A fé faz alcançar a vida plena. Fé, neste caso, significa adesão e sintonia plena com Deus e seu desígnio de salvação. Fé não pode ser apenas a aceitação de algumas “verdades”, mas é a aceitação de Deus mesmo! Olhando para Maria, elevada ao céu em corpo e alma, nos alegramos, pois já vemos realizado nela aquilo que para nós ainda é promessa divina; ela nos dá a certeza de que nossa aspiração à vida plena e nossa esperança não são sonhos vãos. Deus promete e cumpre! Olhando

para Maria, assunta ao céu, a Igreja se alegra, pois já vê antecipado nela aquilo que é a meta da peregrinação de toda comunidade eclesial nesta vida: a casa do Pai, a vida eterna. Maria, glorificada no céu em corpo e alma, é sinal de esperança segura para todos nós. Fé e esperança estão sempre entrelaçadas; a esperança decorre de uma fé firme, como foi a de Maria, “peregrina na fé e na esperança”. É interessante como o papa Francisco, no Ano da Fé, convida constantemente à esperança e o faz com três apelos diversos: não percam a esperança; não deixem que lhes tirem a esperança; não roubem a esperança dos outros... Recentemente, apareceu num grande jornal da cidade um artigo, em que o autor expressava a opinião que “Maria divide os cristãos”. Trazia as já conhecidas alegações de que nós, católicos, colocamos Maria no lugar de Jesus e de Deus. Não é isso que nós fazemos; nem é verdade que Maria seja causa de divisão entre os irmãos de Jesus; ela os convida a estarem estreitamente unidos em Cristo. Pode a mãe dividir os filhos? Só por algum grande e infeliz mal-entendido! Nós damos a Maria o reconhecimento que ela merece e a honramos como a Mãe do Salvador; ela foi dada como mãe também a nós, no alto da cruz, quando Jesus entregava a vida pela salvação da humanidade. Não tenhamos, pois, medo de gostar daquela, que agradou ao próprio Deus. E ela nos dirá, sempre de novo: “Fazei tudo o que o Senhor vos disser”.

Tweets do Cardeal

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editorial

Somos povo de Deus a caminho Nossa vida é uma peregrinação. Viemos de Deus, para Deus voltamos. Peregrinamos na fé rumo à terra prometida como fez Israel no deserto. Peregrinamos à luz da fé, o coração cheio de esperança, o amor a Deus e ao próximo a nos unir. Deus nos aguarda no fim da caminhada. Vamos ao encontro dele e neste caminhar acertamos e vamos em frente, erramos a rota e a corrigimos. Como alimento para a caminhada, como viático, temos o pão da Palavra e temos Jesus Cristo, o Pão da Vida. Os santuários cristãos existem para nos lembrar de que somos Povo de Deus a caminho. A eles vamos em busca de perdão para nossos pecados, em busca de bênçãos e graças, e que tornem a nossa peregrinação neste mundo menos pesada, em busca do alimento espiritual que não deixa que nossas forças esmoreçam. Vamos a eles pedir graças, vamos a eles agradecer favores. Em momentos especiais do nosso caminhar para Deus, é bom irmos em peregrinação a um santuário num testemunho bonito de fé. É o que está acontecendo na Arquidiocese de São Paulo, neste tempo oportuno que vivemos, chamado Ano da Fé. Lá foram os padres à Catedral, lá foram os religiosos. Agora, uma a uma, as seis regiões episcopais irão em peregrinação à Igreja mãe, no coração da cidade. Na tarde do domingo, 25, será a Região Ipiranga a peregrinar. Seguem depois as Regiões Belém, Lapa, Santana, Brasilândia e Sé. Vamos lá! Caminhemos juntos, testemunhemos nossa fé, ganhemos as indulgências que nos reconciliem plenamente com Deus. Que estas peregrinações nos ajudem a tomar sempre mais consciência de que somos povo de Deus a caminho. Um povo chamado a confessar, celebrar, viver, orar e testemunhar sua fé.

Em momentos especiais do nosso caminhar para Deus, é bom irmos em peregrinação a um santuário num testemunho bonito de fé. É o que está acontecendo na Arquidiocese de São Paulo, neste tempo oportuno que vivemos, chamado Ano da Fé Casa de Oração Povo da Rua

@DomOdiloScherer 17 - Rm 8,30 “Aqueles que

Deus predestinou, também os chamou. E aos que chamou, também os tornou justos; e aos que tornou justos, também os glorificou” 17 - Assunção de Maria ao céu: “A porta do céu foi fechada por Eva; por Maria, ela abriu- se aos homens de novo.” 16 - “Como são grandes vossas obras, ó Senhor Deus onipotente! Vossos caminhos são verdade, são justiça, ó Rei dos povos todos do universo!” 16 - Sl 36(37): “Confia no Senhor e faze o bem e sobre a ter-

ra habitarás em segurança”

16 - Sl 36(37),3 “Vou

mostrar-te, ó homem, o que é bom e o que é que o Senhor pede de ti: Que apenas pratiques a justiça, ames o amor e a bondade...” 15 - Hoje, São Maximiliano Kolbe, mártir da caridade. 1Cor 13, 4-7 “A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece” 15 - 1Cor 13, 4-7: “A caridade... não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor; não se alegra com a iniquidade, mas regozija-se com a verdade”

Após um período de restauro, os seis sinos do Mosteiro de São Bento voltaram a tocar em sua plenitude. Para marcar esta data, foi realizado no Mosteiro de São Bento celebração eucarística presidida por dom Odilo. Os sinos do Mosteiro foram fabricados na cidade de Lauingen, Alemanha, e datam de 1912.

Na noite de sexta-feira, 16, o Cardeal visitou o abrigo emergencial para moradores em situação de rua, na zona norte, com o padre Júlio Renato Lancellotti, vigário para a Pastoral do Povo de Rua, e com as equipes da Casa de Oração do Povo da Rua, São Miguel Arcanjo e Fraternidade O Caminho.


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Fé e Vida

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liturgia e vida

palavra do papa

22º DOMINGO DO TEMPO COMUM 1º DE SETEMBRO Ana Flora Anderson

Os laços que nos unem As leituras deste domingo parecem ser uma homilia do papa Francisco. Os sábios da primeira leitura e Jesus no Evangelho aprofundam a mensagem papal. A antífona de entrada é a base de tudo: nosso Deus é bom, clemente e cheio de misericórdia. A primeira leitura (Eclesiástico 3, 19 - 21. 3031) revela o espírito central dos sábios. Somente os pobres e os humildes chegam à sabedoria e ao conhecimento de Deus. O sábio ensina que aquele que trabalha com mansidão é mais amado do que o generoso! Deus não revela aos orgulhosos os mistérios que ele revela aos humildes. A segunda leitura (Hebreus 12, 18-19. 2224) mostra que o caminho para Deus vem de Jesus, o mediador da Nova Aliança. Os justos se afastam das tempestades, das trevas, dos fogos ardentes e dos barulhos poderosos para se unirem na casa de Deus. O Evangelho de São Lucas (14, 1. 7-14) narra a ida de Jesus à casa do chefe dos fariseus. Ele percebe que todos esses teólogos procuram os lugares mais importantes na mesa. Jesus, o sábio, ensina que devemos sempre ter uma consciência clara de nós mesmos para agirmos com humildade. Como canta o Magnificat : Deus vê nossa pobreza e em nós faz maravilhas! É essa a Igreja que o Santo Padre deseja. O caminho para conseguir esse sonho é pavimentado com pobreza e humildade. leituras da semana

SEGUNDA (2): 1Ts 4,13-18, Lc 4,16-30 TERÇA (3): 1Ts 5,1-6.9-11, Lc 4, 31-37 QUARTA (4): Cl 1,1-8, Lc 4, 38-44 QUINTA (5): Cl 1, 9-14, Lc 5,1-11 SEXTA (6): Cl 1,15-20, Lc 5, 33-39 SÁBADO (7): Cl 1, 21-23, Lc 6,1-5

santo da semana

São Bartolomeu – 24 de agosto Bartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos Evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos. Bartolomeu nasceu em Caná, na Galileia. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Seu melhor amigo foi Filipe e ambos eram viajantes. Até o seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético. Porém, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida de Jesus. Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa Nova. Encerradas essas narrativas dos Evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. Superou dificuldades de idioma e cultura e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo. Foi na Armênia que ele teria sofrido o martírio. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51. (Com informações do site Catolica Net)

Viagem de Maria ao céu iniciou-se pelo ‘sim’ em Nazaré

Papa francisco No dia 15, Assunção de Maria, o papa Francisco, após celebrar a missa em Castel Gandolfo, rezou com os fiéis a oração mariana do Ângelus. Segue abaixo a reflexão que ele fez antes da oração. Caríssimos irmãos e irmãs, no final desta celebração nos dirigimos à Virgem Maria com a prece do Ângelus. O caminho de Maria para o céu começou a partir daquele “sim” pronunciado em Nazaré em resposta ao mensageiro celeste que anunciava a vontade de Deus para ela. E, na realidade, é justamente assim: todo

“sim” a Deus é um passo para o céu, para a vida eterna. Porque isto quer o Senhor: que todos os seus filhos tenham a vida em abundância! Deus nos quer todos consigo, na sua casa! Chegam infelizmente notícias dolorosas do Egito. Desejo assegurar a minha prece por todas as vítimas e seus familiares, pelos feridos e por todos os que sofrem. Oremos juntos pela paz, pelo diálogo, pela reconciliação naquela terra e no mundo inteiro. Maria, Rainha da Paz, ora por nós. Digamos todos: Maria, Rainha da Paz, ora por nós. Desejo recordar o 25º aniversário da Carta Apostólica Mulieris dignitatem, do bemaventurado João Paulo 2º, sobre a dignidade e a vocação da mulher. Esse documento é rico de temas que merecem ser retomados e desenvolvidos; e na base de tudo está a figura

de Maria. De fato, o documento saiu por ocasião do Ano Mariano. Façamos nossa a prece colocada no fim desta Carta Apostólica (cf. nº 31): a fim de que, meditando o mistério bíblico da mulher, condensado em Maria, todas as mulheres encon-

O caminho de Maria para o céu começou a partir daquele “sim” pronunciado em Nazaré em resposta ao mensageiro celeste que anunciava a vontade de Deus para ela trem nele a si mesmas e a plenitude da sua vocação, e em toda a Igreja se aprofunde e se entenda sempre mais o tão grande e importante papel da mulher.

Tweets do papa

@Pontifex_pt 19 - Não podemos ser cristãos a meias. Se Cristo ocupar o centro da nossa vida, então está presente em tudo o que fizermos. 17 - Não podemos dormir tranquilos enquanto houver crianças que morrem de fome e idosos que não têm assistência médica. 15 - Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, e guiai-nos pelo caminho que conduz ao Céu. 13 - O coração da experiência cristã é sermos filhos de Deus e irmãos entre nós. 11 - Não se pode separar Cristo e a Igreja. A graça do Batismo dá-nos a alegria de seguir Cristo na Igreja e com a Igreja.

Papa Francisco recebe, na terça-feira, 13, as seleções da Argentina e da Itália e afirma que os jogadores devem ser modelo para a sociedade

há 50 anos

Igreja celebra Dia Mundial da Santa Infância Há 50 anos, na edição de 25 de agosto de 1963, o papa Paulo 6º enviou uma mensagem “À querida população da Arquidiocese de Milão”, na qual recordava que anualmente, antes de ser Papa, enviava uma mensagem por ocasião da festa da Assunção de Nossa Senhora. O semanário registrou também o Dia da Santa Infância, celebrado em cada último domingo do mês de agosto, na ocasião, dia 25. “Obra de regeneração espiritual da criança pagã pelo Batismo, de Catequese pela instrução e educação cristã, de redenção material pelo amparo, pela ajuda às crianças aban-

donadas, subnutridas, famintas dos territórios de Missões do Mundo inteiro e das prelazias do nosso Brasil”, trazia o texto na capa que recordava a data. Outra notícia foi um encontro promovido com o apoio do professorado católico, que discutiu os documentos da Igreja como Rerum Novarum e Pacem in Terris, encíclica de João 23 que fala sobre questões sociais. O SÃO PAULO tratou ainda de uma punição recebida pelo PTB por ter sido condenado pela Justiça Trabalhista por não pagar salário mínimo a um empregado.

Capa da edição de 25/8/1963


Fé e Vida

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fé e cidadania

direito canônico

Saudação aos nossos irmãos muçulmanos

O fundamental e o não fundamental

Padre Alfredo José Gonçalves

Esta ponte/saudação que o papa Francisco estende aos que professam o islamismo – como os demais gestos que o Pontífice tem prodigalizado – não deixa de representar um sinal dos tempos nesta época de pluralismo cultural e religioso. Na base de qualquer religião, encontram-se corações abertos, em primeiro lugar, aos valores humanos primordiais. O humanismo deveria ser a marca registrada das

confissões religiosas em geral. Se é verdade que no passado (e infelizmente ainda hoje) as religiões se dilaceraram em disputas e guerras sangrentas, também é certo que atualmente elas têm um papel de grande importância na construção da paz. ‘’O desenvolvimento é o novo nome da paz’’, dizia o papa Paulo 6º na encíclica Popolorum Progressio. Desenvolvimento entendido como respeito aos direitos e à dignidade da pessoa humana integral. Quatro palavras em estreita correlação: fé, humanismo, desenvolvimento e paz! Na mesma medida em que a economia se globaliza, globalizam-se as línguas, os costumes e as culturas Luciney Martins/O SÃO PAULO

dos povos e nações. Nas encruzilhadas dos caminhos, e não obstante as leis intransigentes de imigração, cruzamos e recruzamos cada vez mais com os mil rostos do outro, estranho, diferente. Estas diferenças, longe de empobrecerem, podem nos enriquecer reciprocamente. O grande desafio é o salto qualitativo do medo à confiança, da discriminação ao respeito, da mera tolerância à abertura e ao encontro. Evidentemente que tal tarefa exige superar tensões e preconceitos acumulados ao longo do tempo, o que não ocorre do dia para a noite. Mas o resultado pode ser surpreendentemente auspicioso. De fato, se as diversas maneiras de professar o Deus verdadeiro derem sinais de ecumenismo e diálogo inter-religioso, elas se converterão simultaneamente em caminhos de solidariedade e paz (tanto quanto o foram da guerra). Um comportamento justo e fraterno, por parte daqueles que dizem ter fé, certamente abre perspectivas novas para a convivência de todos os povos e culturas sobre a face da terra. Abertura que se aprofunda na exata medida em que vivemos com intensidade a fé. Não é preciso abdicar dos valores da própria religião para erguer pontes aos demais caminhos de salvação. Entram em jogo aqui a escuta, a compreensão e a capacidade de encontro com o outro. Protagonistas privilegiados dessa nova forma de envangelização inculturada são os migrantes que hoje se deslocam em todas as direções, portadores conscientes ou inconscientes de sonhos, esperanças e horizontes largos.

espaço aberto

Quem sou eu para julgar? Magistrado aposentado, Livre-Docente da Universidade Federal do Espírito Santo e escritor

João Baptista Herkenhoff

A frase do papa Francisco transpõe, a meu ver, a situação concreta à face da qual foi pronunciada. O Papa não pode, nem qualquer pessoa pode, etiquetar pessoas, lançar anátemas, estabelecer abismos entre bons e maus, proscrever, humilhar. Quem pode julgar senão Deus? Sob o clima de fé que a visita do papa Francisco suscitou, parece-me oportuno refletir a respeito de três grupos humanos nos quais paira um sentimento muito comum de condenação e opróbrio: presidiários, prostitutas e menores de rua. Comecemos pelos presos. As sociedades humanas, para sobreviverem, estabelecem leis, e algumas pessoas recebem a missão de julgar. Mas é um julgamento circunstancial, falível, que nunca deve ser alimentado pelo ódio, orgulho ou

vaidade, mas, pelo contrário, deve ser um julgamento humilde, pleno de esperança e amor. No Brasil, há definição de direitos do preso, mas os direitos não são respeitados. Em favor do preso que não foi julgado, por exemplo, existe a presunção de inocência. Essa presunção só vigora em favor de cidadãos poderosos, eventualmente aprisionados, fato bem raro. Tentemos agora pousar nas prostitutas um olhar cristão. Há legislações que consideram a prostituição um crime, o que não é o caso do Brasil. Entretanto, embora transitando na faixa da legalidade, as prostitutas são assiduamente presas, sem fundamento legítimo. Maltratadas e ofendidas física e moralmente, vivem em condições econômicas quase sempre subumanas, isoladas do restante da população, como um grupo excluído. Não têm acesso a cuidados médicos, previdência social, amparo da lei. São consideradas não pessoas. Embora o mundo tenha sofrido grandes transformações, a figura da prostituta perdura, na paisagem humana, como

negação de humanismo e justiça. Na maioria dos casos, como pesquisas sociojurídicas revelam, ganhar o pão por meio da entrega do corpo não é uma escolha. É uma imposição de circunstâncias econômicas e sociais. Por motivos religiosos ou humanitários, organizações da sociedade civil encampam as lutas das próprias prostitutas. Os voluntários dessa missão refletem, no íntimo da alma, como o papa Francisco: quem somos nós para julgá-las? Finalmente, falemos desse grupo que o preconceito etiquetou com a designação de menores de rua. Crianças e adolescentes são culpados de estarem na rua ou culpados somos todos nós, por omissão? Uma sociedade, na qual existam menores de rua, não pode profanar o nome de Jesus Cristo, definindo-se como sociedade cristã. Este problema depende de uma mobilização coletiva. Vamos arregaçar as mangas fazendo o que nos cabe como integrantes da sociedade civil. Vamos pressionar os governos (municipal, estadual, federal) e exigir as ações que aos três poderes competem.

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano, e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Edson Luiz Sampel

Milagre eucarístico de Lanciano, bilocação, incorruptibilidade dos cadáveres de determinados santos, estigmas, imagens que choram etc. Sabe o que esses fenômenos extraordinários têm em comum? Nenhum deles é fundamental para a fé! O fundamental para a fé cristã encontrase no Credo, recitado domingo na missa: as verdades declinadas no chamado “símbolo dos apóstolos”. Fundamental é, também, a Igreja Católica. Fundamentais são outrossim os sacramentos administrados pelos clérigos. Fundamental é a oração. Fundamentais são as boas obras. Fundamental é, ainda, a intercessão de Nossa Senhora. Não quero dizer que as ocorrências mencionadas no primeiro parágrafo sejam falsas ou fantasiosas. Acredito piamente que se trata de manifestações autênticas. Todavia, não se pode embasar a crença em Deus nas aludidas manifestações. Seria como dar uma de São Tomé! Aliás, o milagre eucarístico de Lanciano advém de uma postura similar à de São Tomé: um padre na Itália que duvidou da presença real do corpo de Cristo na hóstia consagrada. Precisamos escoimar nossa prática religiosa daquilo que não é fundamental. Agiremos como racionalistas, se quisermos provar tudo; provar nossa crença... A fé madura está alicerçada no fundamental, não no acessório. O maravilhoso na Igreja é Cristo, seu divino fundador. O maior milagre que se espera, tão suplicado pelo papa Francisco na recente JMJ, é o milagre de uma sociedade fraterna, justa, prenhe de vida abundante (Jo 10, 10). Nesse ponto, os leigos possuem uma responsabilidade enorme, porquanto devem animar e aperfeiçoar a ordem temporal com o espírito do Evangelho, segundo o estatuído no Código Canônico: “Têm ainda [os leigos] o dever peculiar de, cada qual segundo a própria condição, imbuir e aperfeiçoar com o espírito evangélico a ordem temporal de dar testemunho de Cristo especialmente na sua atuação e no desempenho das funções seculares” (Tradução do Cânon 225, §2º). O Direito Canônico tem o condão de nos aproximar do essencial e de nos alijar do acessório, uma vez que as normas jurídicas visam os aspectos práticos da fé cristã, ao dia a dia. Por esse motivo, o beato João Paulo 2º, na cerimônia de apresentação do código vigente, enalteceu a novel legislação, a ponto de pô-la ao lado das atas do Concílio Vaticano 2º. Acima de ambos os documentos sobrepairam a sagrada tradição e a Sagrada Escritura, absolutamente fundamentais.

O Direito Canônico tem o condão de nos aproximar do essencial e de nos alijar do acessório, uma vez que as normas jurídicas visam os aspectos práticos da fé cristã, ao dia a dia


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Igreja em Ação

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ceat

pastoral operária Roberto Stuckert Filho/PR

Mobilização das novas gerações: Sinais dos tempos? Waldemar Rossi

Na visita, a presidente conversou com trabalhadores na unidade do Ceat

Dilma Rousseff visita Ceat Padre Lício de Araújo Vale

Na tarde da quarta-feira, 31 de julho, a presidente Dilma Rousseff, acompanhada pelo prefeito Fernando Haddad, visitou a sede do Sindicato dos Comerciários e conheceu a Unidade Dom Cláudio Cardeal Hummes do Ceat, no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo. Dilma participava de uma solenidade na prefeitura de São Paulo, onde anunciou a liberação de R$ 8,1 bilhões para infraestrutura, moradia e obras de mobilidade urbana. Após a cerimônia, Ricardo

Patah, presidente do Sindicato dos Comerciários, convidou a presidente para visitar a sede que fica próxima à prefeitura. Chegando ao Sindicato, a presidente caminhou pela Unidade Dom Cláudio Cardeal Hummes do Ceat. Ela foi recebida pelo diretor operacional, doutor Alessandro Melo, que lhe apresentou os espaços e o trabalho do Ceat no atendimento ao trabalhador; habilitação de seguro-desemprego; emissão de Carteira de Trabalho; e espaços para processos seletivos. Na oportunidade, Dilma Rousseff conversou com trabalhadores que aguardavam atendimento, tirou fotos com colaboradores e pôde conhecer as atividades e serviços prestados diariamente pelo Ceat aos trabalhadores.

vagas da semana 1.500 Vagas p/ AUXILIAR DE LIMPEZA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 45 anos, sem experiência, ensino fundamental incompleto. 1.800 Vagas p/ OPERADOR DE TELEMAR KETING em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 55 anos, sem experiência, ensino médio completo. 700 Vagas p/ PORTEIRO em todas as regiões de SP, masc, 24 a 45 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 750 Vagas p/ ATENDENTE DE LANCHONETE em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 32 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 250 Vagas p/ OPERADOR DE CAIXA em todas as regiões de SP, fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino médio completo. 400 Vagas p/ OPERADOR DE SUPERMERCADOS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 40 Vagas p/ AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA em todas regiões de SP, masc, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 250 Vagas p/ VENDEDOR LOJISTA em todas

as regiões de SP, mas/fem, 18 a 28 anos, sem experiência, ensino médio completo. 200Vagas p/ REPOSITOR DE MERCADORIAS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 350 Vagas p/ AUXILIAR DE COZINHA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 50 anos, ensino fundamental incompleto. 350 Vagas p/ ATENDENTE DE BALCÃO em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 50 Vagas p/ Embalador zona oeste, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio completo. 200 Vagas p/ Manobrista em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 300 Vagas p/ Vigilante zona oeste, norte, sul e central, mas/fem, 18 a 40 anos, 6 meses, ensino médio completo. 350 Vagas p/ Fiscal de Loja em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 30Vagas p/ Auxiliar de Jardinagem em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, 6 meses, ensino médio completo.

Unidades de atendimento Unidade Santana – Rua Dr. Gabriel Piza, 475 – Metrô Santana Unidade Rio Pequeno – Avenida Otacilio Tomanik, 1.555 – Rio Pequeno Unidade Santo Amaro – Rua Padre José de Anchieta, 172 – Santo Amaro Unidade Tatuapé – Rua Bonsucesso, 233 – Metrô Tatuapé

Unidade São Miguel – Rua José Dias Miranda, 48 – São Miguel Paulista Unidade Vila Mariana – Rua Bartolomeu de Gusmão, 524 – Vila Mariana Unidade Marechal Deodoro – Rua Barão de Campinas, 691 – Marechal Deodoro

Jesus, diante de uma das muitas armadilhas dos seus inimigos, advertiu que é necessário perceber “os sinais dos tempos” para entender o momento das mudanças estruturais (Mt 16, 1-5 e Mc 13, 28-29) . Da mesma forma, ao sair do Templo, adverte seus discípulos de que aquela bela construção será arrasada e “não ficará pedra sobre pedra” (Mt 24, 1-2 e Lc 19, 41-44). Ao profetizar sobre a devastação do Templo, Jesus não estava falando apenas de uma edificação. Ele se referia também ao sistema político, econômico e religioso de seu tempo, mostrando que estava chegando ao seu fim. Por isso, sua Boa-Nova deveria ser levada ao mundo todo, fermentando a construção de uma nova sociedade sem dominação e sem exploração, sociedade que deveria ser edificada sobre os pilares da justiça, da solidariedade e do verdadeiro amor, aquele amor que é capaz de dar a própria vida em favor da vida do irmão. Assim, cabe-nos discernir, entender “os sinais dos tempos” que a História está nos revelando. “Se eles (os

discípulos) calarem, as pedras falarão” (Lc 19, 40). Esse pode ser o grande recado que as gerações jovens estão nos ministrando, dizendo que já não aceitam mais um Estado e uma sociedade deteriorados, geradores da mais criminosa exclusão social, da miséria crescente, do rebaixamento progressivo do padrão de vida da população, enfim, um Estado e uma sociedade profundamente injustos. Serão eles, os jovens, as “pedras que falarão” em nosso lugar? Os tempos indicam que o sistema todo, no mundo todo, está se esgotando porque espalha a miséria, o terror e a morte por todos os continentes. Mesmo sem que a maioria dessa juventude tenha consciência plena da realidade política, há, porém, a percepção da podridão total das instituições e dos políticos em geral. Diante desse quadro positivo, a questão que deveria preocupar todos os cristãos e amantes da justiça é de como colaborar para o crescimento da consciência crítica desta geração, de tal forma que contribua eficazmente para a progressiva construção de um projeto alternativo de sociedade, que venha a ser, de fato, comprometido com a vida humana em plenitude para todos, e não mais para apenas alguns.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Pastoral Familiar

Família, Boa Nova para o mundo Secretários da Pastoral Familiar Arquidiocesana

Zuleica e João Abrahão

O mundo atual busca por todos os meios degradar a família como célula fundamental da sociedade. Busca ridicularizar a família tradicional, a família criada por Deus para o bem da humanidade. Eis que interessa, principalmente à mídia em geral, desvalorizar a instituição familiar, fruto do amor de Deus que nos fez à sua imagem e semelhança. A família, sem dúvida, é uma grande mensageira da Boa Nova de Jesus Cristo no mundo

em que vivemos, além de ser verdadeiro agente de evangelização em resposta inconfundível à missão anunciada por Cristo: “Ide pelo mundo inteiro e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15). A família é Boa Nova para a vida, sendo testemunha de Cristo até os confins do mundo (At 1, 8), insigne missionária de amor e de vida e, assim sendo, as práticas contrárias à vida, como o aborto, as experiências com embriões, a clonagem e a eutanásia, não podem ser toleradas em qualquer sociedade livre que defenda a família. A família, como santuário de vida e coração da civilização do amor, sempre diz “sim” à vida.

A família também é uma Boa Nova para a sociedade, e, como membro essencial à sua existência, propugna iniciativas em favor de políticas sociais saudáveis, como por uma legislação que salvaguarde os direitos da família em prol de uma justiça social para as famílias mais pobres, em termos de assistência à saúde, educação, emprego e habitação. A família é Boa Nova para os jovens, para o mundo e para a Igreja, pois, na transmissão da fé pela Igreja doméstica – célula viva da Igreja –, a família cristã alcança todos os povos. É precisamente no seio da família que podemos encontrar a Boa Nova de um amor que traz esperança ao mundo.


Igreja em Ação Padre Zacarias é nomeado procurador da Mitra Arquidiocesana Luciney Martins/O SÃO PAULO

Cúria Metropolitana de São Paulo

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bioética

A cruz vermelha camiliana e a cruz vermelha internacional (3)

DECRETO

Procurador da Mitra Arquidiocesana de São Paulo

A todos os que virem esta nossa Provisão, paz e benção no Senhor! A boa gestão dos meios colocados à disposição da vida e da missão da Igreja envolvem ingentes incumbências administrativas, que não podem ser descuradas pela Mitra Arquidiocesana de São Paulo. Achando-se vago um dos cargos de Procurador da Mitra Arquidiocesana de São Paulo, após ter o Revmo. Pe. Hélio Pereira de Campos Vergueiro Filho apresentado a sua renúncia ao referido cargo, exercido desde 25 de abril de 2011, pelo presente, nomeio Procurador da Mitra Arquidiocesana de São Paulo o Revmo Pe. Zacarias José de Carvalho Paiva, que desempenhará o seu encargo segundo faculdades estabelecidas em Instrumento Jurídico idôneo, em sintonia e colaboração com os outros Procuradores da mesma Mitra, já em seu serviço. A presente nomeação, revogadas quaisquer disposições em contrário, entra em vigor nesta mesma data, 10 de agosto de 2013, festa de São Lourenço, Diácono e Mártir da Igreja, e terá validade enquanto não mandar diversamente a Autoridade competente. Cardeal Odilo Pedro Scherer Pe. Eduardo Vieira dos Santos Arcebispo de São Paulo Chanceler do Arcebispado

padre leo pessini

“Venho para somar neste grupo e ser mais um braço neste serviço”, afirmou o padre Zacarias José de Carvalho Paiva, nomeado procurador da Mitra Arquidiocesana de São Paulo. O decreto de nomeação foi divulgado na terça-feira, 13. De acordo com o documento assinado pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e pelo chanceler do arcebispado, padre Eduardo Vieira dos Santos. Decreto passou a vigorar a partir do dia 10.

espaço do leitor Arquivo pessoal

Cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, aprecia novo formato do jornal O SÃO PAULO

Prezadas amigas e amigos do Jornal O SÃO PAULO, Venho parabenizá-los pelas mudanças efetuadas no Semanário, que tão bem ficaram, tanto na forma como no conteúdo. Sua leitura ficou muito mais fácil e agradável. De vez em quando temos que fazer mudanças em nossos meios, o que nem sempre é tão fácil, mas é necessário e merecedor de nosso empenho. Parabenizo também dom Odilo pela fidelidade e coragem nos investimentos que certamente foram e continuam sendo necessários para levar adiante esse empreendimento que hoje sei muito bem o quanto é difícil para nossas instituições eclesiais. Que Deus continue abençoando esta equipe e seus colaboradores, a fim de que por muitos anos possam continuar evangelizando através do tão querido e histórico nosso O SÃO PAULO. Abraço e preces, Maria Alba Vega, Coordenadora de Pastoral da Comunicação

Gostaríamos de parabenizar a toda a redação do jornal O SÃO PAULO pela edição n. 2965 de 13 a 19/08/2013,

pelo excelente trabalho de cobertura da Semana Nacional da Família em nossa Arquidiocese de São Paulo. Não só pela manchete da 1ª página, como a muito importante palavra de dom Odilo Pedro Scherer referente “à Transmissão da fé cristã na família”, bem assim da transcrição da bela mensagem do papa Francisco para a Semana Nacional da Família no Brasil. Queremos, desde já, agradecer a gentil atenção para com a Pastoral Familiar Arquidiocesana (artigo de página 6, reportagem de página 10, a palavra de dom Sérgio de Deus Borges, página 16 e das atividades da Região Episcopal Sé, na página 17). Fraternal abraço, Zuleica e João Abrahão.

Prezados, Junto ao Colégio Marista Glória, no bairro do Cambuci, assinamos o jornal O SÃO PAULO. Gostaríamos de parabenizar a edição 2963, ano 58, que cobriu brilhantemente a Jornada Mundial da Juventude. Também nos fizemos presentes neste evento que marcou nossas vidas e a vida da Igreja brasileira e mundial; e ler as reporta-

gens nos levou novamente ao Rio de Janeiro. Continuem firmes e fortes na evangelização através da comunicação, o trabalho de vocês é pioneiro e abre portas para novas linguagens. Saudações maristas!

A Batalha de Solferino (1859) é um dos episódios decisivos na luta pela unificação da Itália. Henry Dunant, com 31 anos, vai se encontrar com o imperador francês Napoleão 3°, para tratar de negócios, sendo que este se encontrava na Itália à frente do comando do exército francês. Em meio a milhares de soldados feridos e sem qualquer assistência ou socorro, ele ficou profundamente chocado e sensibilizado com tanto sofrimento. E então, aos brados de “Somos todos irmãos!”, começou a organizar, com a ajuda dos habitantes da vizinha cidade de Castiglione, principalmente mulheres e jovens, um serviço de assistência aos feridos. Em 1862, Dunant, também como um repórter de guerra, publica as “Souvenir de Solférino” (Memórias de Solferino), obra na qual relata os horrores da terrível carnificina, onde lutaram mais de 200 mil soldados, com mais de 40 mil feridos e mortos no campo de batalha, deixados à própria sorte, sem que ninguém os socorresse. Os austríacos perderam 630 oficiais e 19.311 soldados, os piemonteses 216 oficiais e 6.035 soldados e os franceses 720 oficiais, além de 12 mil soldados. Por tão elevado número de baixas, essa batalha situa-se entre as mais sangrentas do século 20. Nesta mesma publicação, Dunant apresenta a ideia de que no futuro deveria existir uma organização neutra para socorrer os feridos, sem que ninguém fosse inimigo! Todos os países se comprometeriam em protegê-la de qualquer ataque ou represália durante suas atividades de assistência e facilitariam a sua atuação juntos aos feridos de guerra. O seu símbolo seria a bandeira branca, com uma cruz vermelha, com as quatro hastes do mesmo tamanho ou comprimento. O símbolo, que chama logo a atenção, não obstante sua semelhança com a cruz vermelha camiliana, é secularizado (embora possa ter sido inspirado na cruz vermelha camiliana) e vai de encontro a todos, independentemente da religião. Aqui está o embrião da cruz vermelha internacional, que será oficialmente fundada em 1963, com sede em Genebra, na Suíça. No ano seguinte, 12 Estados assinam 10 artigos que formam a 1ª Convenção de Genebra. Até então, a guerra e o Direito pareciam irreconciliáveis, no entanto, a partir desta convenção nasce o Direito Internacional Humanitário.

Wagner Botelho dos Santos

Boa tarde, gostaria de parabenizar o jornal O SÃO PAULO, pela linguagem fácil e acessível para a juventude, e também gostaria de elogiar a cobertura da Semana Missionária, que ocorreu em SP. Parabéns! Obrigado, Paz e bem. Cesar Andrade

Adorei o jornal. Ele possui uma linguagem e formato jovem e isso faz com que os jovens criem o hábito de ler cada vez mais o jornal. Amanda Oliveira

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova faça parte desta mudança Assine O SÃO PAULO

e-mail: assinaturas@osaopaulo.org.br (11) 3666-9660 / 3660-3723 / 3660-3724


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Geral

PUC-SP concede título de doutor honoris causa a frei Carlos Josaphat Em sessão solene do Conselho Universitário da PUC-SP, dia 14, frei Carlos Josaphat, dominicano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa. Em seu agradecimento, o Frei destacou: “Na marcha e mensagem do Concílio Vaticano 2º, cujo jubileu estamos celebrando, bem se pode admirar e saborear a beleza e a fecundidade da Sagrada Teologia” .

Tortura não surpreende Pastoral do Menor Coordenadora do grupo que trabalha junto às unidades da Fundação Casa destaca que já apresentou diversas denúncias

ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO São Paulo, 19 de agosto de 2013. A todos os homens e mulheres de boa vontade da cidade de São Paulo

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

No domingo, 18, ao assistir ao programa “Fantástico”, da TV Globo, muitos brasileiros ficaram chocados diante das imagens exibidas em uma reportagem. A matéria relatava um espancamento sofrido por adolescentes infratores, internos na Fundação Casa, do Complexo da Vila Maria, unidade João do Pulo. Para tratar desse assunto, a coordenadora da Pastoral do Menor, Sueli Camargo, se encontrou com o bispo auxiliar da Arquidiocese e responsável pela coordenação da Caridade Justiça e Paz, dom Milton Kenan Júnior, na segunda-feira, 19, em uma reunião na qual participou o bispo emérito da Diocese de Jacarezinho, dom Fernando José Penteado, representante do Centro de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (CEDECA), e Ivan Bezerra dos Santos, da Pastoral do Menor. Na ocasião, o bispo auxiliar da Arquidiocese escreveu uma nota – a íntegra pode ser lida no box ao lado – na qual destaca que, ao longo destes anos de existência, não são poucas as denúncias de maus-tratos contra a Fundação e seus agentes. Sueli Camargo apresentou para os bispos uma série de documentos que foram protocolados junto à Fundação Casa, com denúncias de violência contra os adolescentes. Na nota, o Bispo escreve, ainda, que “num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses, que ocorreram nesta semana aconteçam”. Durante a reunião, a coordena-

O SÃO PAULO relatou casos de tortura na Fundação Casa em edições anteriores

dora da Pastoral do Menor afirmou que “a Pastoral tem há muito tempo denunciado os maus-tratos” e que a diretora da Fundação Casa, Berenice Giannella tem conhecimento dos abusos e violações de direitos que acontecem na Fundação, diferentemente do que afirmou para a TV Globo. “Não podemos nos calar”, afirmou Sueli, que dias atrás realizou uma visita ao Departamento de Execuções da Infância e Juventude (DEIJ), localizado no Brás, centro da capital. Para ela, ali já se dá início uma situação de descaso e humilhação na qual ficam expostos famílias e adolescentes, caracterizando total desrespeito a esta população. O grupo levantou propostas para que o trabalho realizado na Fundação possa ser acompanhado e monitorado mais de perto, tanto pelo Ministério Público, quanto pela sociedade civil. E um dos acompanhamentos, de acordo com a equipe, foi a desvinculação da Ouvidoria da Fundação Casa da direção da entidade, gerando assim um grupo mais autônomo para realizar investigações diante das denúncias apresentadas. As imagens, no entanto, apesar de cruéis, não são surpresa para a equi-

pe da Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que há muito tempo tem denunciado as agressões gratuitas que muitos internos têm sofrido na Fundação Casa. As denúncias chegam de diversas fontes: anônimas; famílias de internos e até de funcionários da Fundação Casa. O jornal O SÃO PAULO, trabalhando ao lado da Pastoral do Menor, apresentou diversas reportagens contendo denúncias de abusos e maus-tratos. Numa delas, “Pastoral defende reeducandos em SP” (edição 2891, de março de 2012), foram apresentados relatórios, com fotos de jovens agredidos, por um grupo de monitoramento que acompanha os trabalhos na Fundação. Em matéria mais recente, julho deste ano (edição 2960), foram apresentadas denúncias feitas por duas mães de internos do Complexo Raposo Tavares, unidade Ypê. De acordo com as mães, os jovens foram agredidos e, diariamente, são ameaçados e provocados a “virar a casa” – termo usado para designar rebeliões –, pois, dessa forma, as agressões no momento de retomada da unidade, pela Tropa de Choque, se justificariam.

As imagens apresentadas, neste fim de semana, em nível nacional, pela Rede Globo, com cenas de espancamento de adolescentes na Unidade “João do Pulo”, do Complexo Vila Maria, da Fundação Casa, na cidade de São Paulo, causaramnos perplexidade. Tais práticas fazem-nos relembrar os períodos sombrios da história da nossa Nação, quando a violação dos direitos humanos e o recurso à tortura foram utilizados como instrumento de punição e intimidação. É importante ressaltar que, nestes últimos anos, não foram poucas as denúncias de maus-tratos, espancamento e ameaças aos adolescentes em algumas unidades da Fundação Casa, cujos protocolos na própria Fundação Casa, no Ministério Público, no DEIJ comprovam os fatos. Não podemos negar que, após a publicação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), houve considerável evolução no tratamento dispensado à criança e ao adolescente. Entretanto, no que diz respeito ao adolescente em conflito com a Lei, há ainda um longo caminho a ser percorrido. Diante desses fatos, é nossa esperança de que aqueles que adotam tais práticas sejam punidos com o rigor da Lei. Um fator que deve ser considerado com particular atenção é o da superlotação das unidades da Fundação Casa, que as torna inadequadas para acolher e atender todos os internados. Não seria oportuno propor a qualificação das medidas socioeducativas em meio aberto? Além das medidas preventivas, sugerimos a implantação de monitoramento através de câmeras em todas as unidades, devendo ser supervisionadas pelo Ministério Público, objetivando a garantia dos direitos dos funcionários e adolescentes em conflito com a Lei. Seria também oportuno desvincular a Ouvidoria da Fundação Casa, que já existe, da própria Instituição, permitindo o acompanhamento da sociedade civil e mais transparência dos atos ali investigados. Num momento em que toda a Igreja volta sua atenção para a juventude, é lamentável que fatos como esses que ocorreram nesta semana aconteçam. Prevenir, amparar, educar são atitudes que garantem aos adolescentes e aos jovens um futuro melhor! A esperança não nos permite desistir! Anunciamos Jesus Cristo e denunciamos a intolerância e as injustiças, porque acreditamos que somente n’Ele e a partir d’Ele (Cristo) é possível uma cultura de paz. Como São Francisco de Assis, rezamos: “Senhor, fazei-nos instrumentos de vossa paz! Onde houver ódio, que eu leve o amor; onde houver ofensa que eu leve o perdão...” Uma Nação que não cuida dos seus jovens está fadada a desaparecer. Dom Milton Kenan Júnior Bispo responsável pela Coordenação da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo


Geral

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Em encontro, juventude debate educação

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ANO DA FÉ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Equipe de comunicação do PJotão

Atividade realizada desde 1999 nasceu com o intuito de aprofundar as temáticas do Curso de Verão Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

A Pastoral da Juventude (PJ) da Região Episcopal Belém realizou no fim de semana, 17 e 18, o PJotão 2013. Com o tema “Juventude e Educação”, a atividade contou com a realização de diversas oficinas nos quais os jovens puderam refletir o tema principal do encontro. Na oficina de clow, o jovem Pedro Almeida, 18, pôde entender o que faz um clow e como utilizar este “personagem” na busca de uma educação participativa, que procura refletir a realidade da comunidade local. Tirando a pintura do rosto, o jovem, que pela primeira vez participou da atividade, contou que pôde aprender até malabarismo. Para Pedro, a oficina mostrou que o clow não é só palha-

No fim do encontro, participantes da atividade posam para foto

çada, mas uma forma de ajudar as pessoas a se expressarem, principalmente os jovens mais tímidos, pois ele ajuda a colocar para fora aquilo que está dentro das pessoas, mas que, devido às imposições da sociedade, elas guardam para si. A idealizadora do PJotão, Marleide dos Santos Marques, acredita que a educação deva reproduzir o protagonismo da juventude. Para Marleide, é preciso que o jovem participe ativamente do processo educacional, e que a discussão aconteça a partir da realidade deste jovem. Criada em 1999, a atividade visava uma reprodução do Curso de Verão, realizado pelo Centro Ecumênico de Serviços

à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), em um dos setores da região episcopal, porém a ideia teve grande aceitação e foi apoiada e abraçada pela PJ da Região. A atual coordenadora da PJ na região, Juliana Silva, não escondeu a emoção ao término do encontro. De acordo com ela, ver a juventude reunida para debater educação “é algo prazeroso, por ver a juventude preocupada com algo que é direito dela”. Juliana destacou sua emoção ao ver, na missa de encerramento do encontro, o padre local cantando um dos hinos mais conhecidos na Pastoral da Juventude do Brasil inteiro “PJ aqui, PJ lá, PJ em qualquer lugar”.

Sob sol forte, romeiros caminham em SP Tiago Motta/Pastoral da Juventude

NAYÁ FERNANDES Redação

Com o tema “E Deus viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31) e o lema “Juventude no campo e na cidade, por uma nova sociedade!”, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) realizou a 15ª Romaria da Terra e das Águas do Estado de São Paulo, dessa vez em Americana (SP), no domingo, 18. O evento, religioso e ecumênico, foi apoiado pela CNBB, pelo Regional Sul 1 e pela Diocese de Limeira (SP), em conjunto com os movimentos sociais ligados à questão agrária. A Romaria partiu da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, onde aconteceu uma celebração inicial, em caminhada para o Assentamento ‘Milton Santos’, com três paradas para reflexão bíblica, acompanhadas de cantos. Trabalho escravo, água, terra, desemprego, moradia, saúde, educação e o apoio aos que lutam pela reforma agrária e pela justa distribuição da terra e da renda no País foram algumas das reivindicações da Romaria, que contou com a

Jovens participam da “Romaria da Terra e das Águas do Estado de São Paulo”

participação de representantes da Comissão Pastoral da Terra, Pastoral da Juventude, vários sindicatos da Região, União Nacional dos Estudantes e ainda outras organizações sociais e estudantis. Para Elaine Lima, da Pastoral da Juventude da Região Episcopal Santana, “foi muito especial, estar junto com outras pastorais sociais que lutam por direitos, especialmente pelos trabalhadores da terra que são explorados, marginalizados e não têm reconhecimento de sua luta por algo

que é direito: ‘Terra é dom de Deus e direito do homem’, já se dizia em outra romaria”. “Esta luta também é da Pastoral da Juventude, pois acreditamos que a nossa fé deve sempre nos levar a um enfrentamento de realidades que não garantem ‘vida plena’ para os irmãos e irmãs. Reafirmamos, mais uma vez, nosso compromisso de lutar por outro mundo possível, na construção da civilização do amor”, disse a jovem, que caminhou por mais de três horas sob um sol fortíssimo.

Aos 80 anos, Waldemar Rossi rememora superação de dificuldades pela fé

Uma vida de militância pastoral e operária Daniel Gomes Redação

Aos 80 anos, completados no sábado, 17, e comemorados com missa no dia anterior na Paróquia São Benedito das Vitórias, na zona leste, Waldemar Rossi tem um sonho: “ver as novas gerações assumirem seu papel de protagonistas das mudanças com as quais sempre sonhamos, e pelas quais lutamos nossa vida inteira”, afirmou ao O SÃO PAULO. ‘Ir para a luta’ sem perder de vista a fé é uma das marcas de sua vida. Nascido em Sertãozinho (SP), ele ingressou na Juventude Operária Católica (JOC) aos 22 anos. “Passei a perceber que a vivência dos valores evangélicos deveria se dar de forma mais profunda, na busca do conhecimento dos meus irmãos, de suas condições de trabalho, de vida familiar, de moradia, de lazer, de educação.” Na década de 1960, já na capital paulista, casou-se com Maria Célia, com quem teve cinco filhos, e foi um dos fundadores da Pastoral Operária arquidiocesana, em 1970. “A Pastoral Operária marcou e tem marcado profundamente minha vida de fé. Graças aos encontros de formação operária e evangélica, aos encontros para revisão de vida operária e de renovação constante dos compromissos com os valores evangélicos, foi possível manter meu com-

promisso de classe por todos esses 58 anos de militância pastoral e operária”, contou, destacando que na Pastoral encontrou forças para não se abater pelas perseguições dos pelegos e da ditadura e nas 18 vezes em que perdeu o emprego. Waldemar Rossi viveu um momento especial em 3 de julho de 1980: diante de 130 mil pessoas no estádio do Morumbi, falou ao papa João Paulo 2º. “O momento mais forte da minha saudação foi a denúncia do assassinato do Santo Dias da Silva, metalúrgico da pastoral, e do Gringo, dirigente sindical rural do Pará, assassinados respectivamente oito e dois meses antes. O estádio inteiro passou a gritar por ‘liberdade.., liberdade... liberdade...’, o que chamou a atenção de João Paulo 2º”, recordou. Decepções ao longo da vida? Waldemar garante que não as teve, mas que algumas coisas o surpreenderam negativamente, como o tratamento dado aos teólogos da Teologia da Libertação, os rumos do movimento sindical e os partidos de esquerda que progressivamente foram para a direita. “Ter os pés no chão e a cabeça em busca de uma utopia – construir um mundo diferente, solidário e justo – me fez sempre ver as coisas na ótica das contradições que marcam a humanidade. A busca constante em entender como se deu a História da construção do ‘Povo de Deus’, muito me ajudou a entender que a história é feita nos conflitos. Que o digam as experiências do próprio Cristo.”


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Seminário festeja Assunção de Maria Na quinta-feira, 15, dom Odilo presidiu missa, concelebrada por bispos auxiliares, junto a seminaristas no Propedêutico II Daniel Gomes

Reportagem na zona norte

Em louvor a Nossa Senhora da Assunção, postulantes ao sacerdócio e padres formadores do seminário propedêutico a ela dedicado (Propedêutico II), participaram na quinta-feira, 15, de missa na capela do seminário, presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada pelos bispos auxiliares dom Edmar Peron, dom Julio Endi Akamine, dom Sergio de Deus

Borges e dom Tarcísio Scaramussa. Atualmente, oito homens, maiores de 25 anos, com formação superior em diferentes áreas (advocacia, filosofia, teologia, fisioterapia, letras e nutrição) estão no Seminário, onde, durante um ano, receberão formações para aprimoramento humano, intelectual e espiritual, sob a orientação do cônego José Adriano, reitor, e do padre Neil Charles Crombie, vice-reitor. O mineiro Waldir Sabóia, 43, é um deles. Formado em filosofia, já tentou a vida como cantor e professor e até fundou uma obra social, mas garantiu ao O SÃO PAULO que o chamado de Deus em sua vida só poderá ser respondido na Igreja e que Maria “cobre e acolhe aqueles que querem servir Jesus. Ela é a mãe da minha vocação”. Na saudação inicial da missa, dom Odilo destacou que a Mãe de Jesus elevada ao céu é sinal de esperança para toda

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer preside celebração no Seminário Nossa Senhora da Assunção (Propedêutico II), dia 15

a humanidade, e, na homilia, alertou que quem não tem esperança se dedica a um projeto de vida imediatista, que afronta valores éticos e morais. Segundo o Cardeal, ao olhar para a Assunção de Nossa Senhora, é possível lembrar as verdades escatológicas da fé, Luciney Martins/O SÃO PAULO

“creio na Ressurreição da carne e na vida eterna”, e que, em Cristo e em Maria, se vê realizado aquilo que Deus promete: a vitória da vida, a Ressurreição na Glória de Deus. O Arcebispo apontou também que a Mãe de Jesus sempre se dispôs a colaborar com Deus, que a honrou

Solenidade é celebrada na Faculdade de Teologia NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção, na Sé, realiza tríduo em honra a sua Patrona, entre dias 15 e 17

Fiéis de São Paulo veneram patrona da Catedral Daniel Gomes

Reportagem no centro

À frente do presbitério, a imagem, ornamentada com flores, de Nossa Senhora da Assunção, patrona da catedral metropolitana de São Paulo, é venerada pelos fiéis que chegam para a missa das 12h, da fria quintafeira, 15. Nos bancos, devotos marianos rezam o rosário e anotam em pequenos papéis pedidos de oração. Foi neste clima que a Arquidiocese de São Paulo iniciou o tríduo em louvor a Nossa Senhora da Assunção, em celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, que, no começo da missa, comentou que Maria elevada ao céu é um grande

sinal de alegria e esperança à humanidade. Na homilia, o Cardeal apontou que a Mãe de Jesus foi elevada ao céu em corpo e alma, sendo realizado plenamente nela aquilo que para todos os viventes ainda é promessa de fé. Recordou, também, que bem antes de o papa Pio 12 instituir como verdade da fé católica a Assunção de Nossa Senhora, em 1950, os fiéis já davam testemunho deste episódio; e ressaltou que Maria perseverou na fé, mesmo diante das dificuldades, sendo, portanto, modelo para os fiéis de hoje, em que a fé, por vezes, é colocada em questão. Nascida no mesmo dia em que a Igreja recorda a Assunção de Nossa Senhora, Maria da Penha Vieira, esteve na Catedral e

contou, ao O SÃO PAULO, sobre sua devoção. “O meu nascimento aconteceu em um parto difícil, mas transcorreu tudo bem e mamãe devotou meu nome a Maria. Aqui estou com saúde, graças a Deus, e sempre devota de Nossa Senhora. Ela é muito poderosa e intercessora junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo.” A missa de abertura do tríduo teve como um dos concelebrantes o padre Eduardo Vieira dos Santos, que naquele dia foi nomeado como cura da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção. Dom Odilo o apresentou à assembleia ao fim da missa e comunicou que em data ainda a ser anunciada, o Padre assumirá a função no lugar do atual cura, cônego Walter Caldeira.

e fez maravilhas à humanidade por meio dela. Ao fim da missa, padre Neil agradeceu a presença de dom Odilo, dos bispos auxiliares e dos padres formadores e comentou que Maria elevada ao céu é esperança e consolo de todo o povo.

Na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria, a Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção da PUC-SP, celebrou missa na quinta-feira, 15, nos campi Ipiranga, às 8h30, e Santana, às 19h30. No Ipiranga, a missa foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, e em Santana, por dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar na Região Santana. Com a participação de professores, alunos, funcionários, do diretor da faculdade, padre Valeriano dos Santos, e da reitora da PUC-SP, Anna Cintra Marques, a missa do campus Ipiranga aconteceu na Paróquia Imaculada Conceição, ao lado da faculdade. Na homilia, dom Odilo recordou a mensagem do Papa para a ocasião e falou também sobre a proclamação do Dogma da Assunção, pelo papa Pio 12, em 1950. Thatyane Sousa, 25, é leiga

e cursa o 3º ano de teologia no campus Ipiranga, com complementação das disciplinas filosóficas no campus Santana. Ao O SÃO PAULO, ela destacou que “dentro do campo acadêmico, o estudo aprofundado sobre mariologia adentra Maria como ‘discípula por excelência’”. Thaty, como é chamada, reforçou que a devoção a Maria não tem sentido se não estiver inserida no mistério de Cristo. “Santo Agostinho dizia que a santidade de Maria vai além do esforço pessoal, ou seja, é a graça do Espírito Santo em virtude do seu chamado à maternidade divina: Teotokos [mãe de Deus]”, ressaltou. Após a missa, todos se dirigiram ao auditório, ao lado da Paróquia, para a sessão acadêmica sobre o tema “Ecos dos pronunciamentos do papa Francisco”, na qual professores e alunos comentaram os discursos do Papa e destacaram elementos importantes para a reflexão acadêmica e vivência cristã. Arquivo pessoal


Geral

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A partir daquele ‘sim’ em Nazaré Luciney Martins/O SÃO PAULO

Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria foi celebrada na Catedral da Sé, no domingo, e fiéis puderam prestigiar o concerto “Missa da Coroação K 317”

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VIDAS EM VOCAÇÃO*

Seguir Jesus com liberdade Arquivo pessoal

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

“O caminho de Maria verso ao céu começou a partir daquele ‘sim’ pronunciado em Nazaré, em resposta ao Mensageiro celeste que anunciava a vontade de Deus para ela. E, na verdade, é realmente assim: cada ‘sim’ a Deus é um passo rumo à vida eterna. Porque isto quer o Senhor: que todos os seus filhos tenham a vida em abundância!”, disse o papa Francisco, na quinta-feira, 15, em Castel Gandolfo, durante o Ângelus, na Solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria. Na Arquidiocese de São Paulo, no domingo, 18, às 11h, na Catedral Nossa Senhora da Assunção, a Catedral da Sé, a Solenidade da Assunção foi presidida pelo cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, com a presença de outros padres, diáconos, seminaristas, religiosos, que celebravam seu dia, e demais fiéis. Os congregados marianos, com suas bandeiras e fitas azuis, ocuparam as primeiras fileiras de bancos e

Coral “A Tempo” apresenta concerto “Missa da Coroação”, de Mozart, após a missa; domingo, 18

participaram atentamente da missa. Entre eles, estava Bruna Henriques, 21, coordenadora nacional do departamento jovem da Confederação Nacional das Congregações Marianas e dos “marianinhos”, departamento infantil do movimento. Anualmente, os congregados marianos se dirigem à Catedral para celebrar a data. “Essa participação na missa na Catedral nos ajudou a ter uma devoção especial por este título de Nossa Senhora”, disse Bruna. A jovem falou sobre as atividades que o departamento tem realizado para atrair mais jovens e como a devoção mariana está presente na sua vida pessoal. “Eu não seria nada se não fosse a intercessão de Nossa

Senhora. Admiro em Maria a virtude da paciência, pois sou muito falante e ansiosa”, disse. O Cardeal, na homilia, ressaltou que as verdades de fé de Maria estão todas relacionadas às verdades de fé de seu filho, Jesus. “Não podemos perder a esperança”, disse aos fiéis, explicando que o Dogma da Assunção recorda a todos nós a promessa da vida eterna. Após a missa, houve um concerto do Coral “A Tempo”, que apresentou a “Missa da Coroação K 317”, de Mozart (1779). O Coral iniciou suas atividades no ano de 2006, vinculado ao estúdio EnCanto. Dom Odilo, padres e fiéis permaneceram na Catedral para prestigiar a apresentação.

Padre Eduardo Vieira é nomeado cura da Catedral Rafael Alberto

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Especial para O SÃO PAULO

Padre Eduardo Vieira dos Santos, chanceler do arcebispado de São Paulo, foi nomeado, pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, cura da Catedral da Sé, cargo até então ocupado pelo cônego Walter Caldeira, que pediu renúncia. A nomeação de padre Eduardo foi publicada na Solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu, 15, e a provisão entra em vigor no dia da posse do novo cura. Nascido em março de 1965, em Bom Sucesso (PR), padre Eduardo foi ordenado em dezembro de 2000, pelo então arcebispo metropolitano dom Cláudio Hummes. Atualmente, é chanceler da Cúria Metropolitana e vice-reitor do Seminário de Teologia Bom Pastor. Leia a entrevista do novo cura: O SÃO PAULO – Como o senhor recebe esta nomeação? Padre Eduardo – Estou há cinco anos e meio trabalhando como vicereitor do Seminário de Teologia Bom

Padre Eduardo Vieira. nomeado cura da Sé

Pastor e esperava uma nomeação de pároco. Como a Arquidiocese precisava de um cura para a Catedral, o senhor cardeal dom Odilo me propôs assumir esta missão. Em princípio, fiquei surpreso e, ao mesmo tempo, agradecido pela confiança em mim

depositada por tão nobre trabalho. Estou confiante de que poderei contar com a amizade, orações e apoio de todos. O SÃO PAULO - Como o senhor pretende trabalhar na Catedral? Padre Eduardo – Não conheço a vida pastoral, ou seja, o dia a dia da Catedral. Pretendo ir conhecendo e desenvolvendo um trabalho pastoral em sintonia com o Arcebispo, com os bispos auxiliares, cônegos e com o presbitério da Arquidiocese como um todo. O SÃO PAULO – Qual o maior desafio da Catedral? Padre Eduardo – Penso que seja uma pastoral de conjunto, missionária, porque a Catedral é uma igreja de passagem. O SÃO PAULO – Deixe uma mensagem para os fiéis e funcionários da Catedral… Padre Eduardo – Como irmão na fé, venho para somar, para juntos, sem medo, respondermos aos apelos do Evangelho, como nos apresenta o papa Francisco: “Servir na simplicidade, no amor e na certeza de que é Cristo que nos envia para a missão”.

Irmã Carol como voluntária durante a JMJ

NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Carolina Caversan Faria, 31, é paulistana, filha de José Carlos e Cleunice, tem uma irmã e estuda teologia na PUC-SP. Irmã Carol, como é conhecida, pertence à Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Rainha da Paz (IMIRP) e contou ao O SÃO PAULO um pouco da sua história. Ainda criança, vendo suas amigas irem para a Igreja, pediu a seus pais que queria participar da Catequese e foi lá que tudo começou. “Meus pais trabalhavam a semana inteira e não tinham tempo de ir à igreja nos fins de semana. Somente íamos em casamento, 7º dia e Batismo.” E foi na Catequese também que Carol conheceu as IMIRP. “Vendo o trabalho que desenvolviam, comecei a sentir algo diferente. Por que não ser como elas?” Com apenas 14 anos, convenceu os pais do seu desejo. “Minha mãe, no início, rejeitou a ideia, pois queria que eu me casasse e estudasse economia. Meu pai nunca proibiu, mas também não incentivou.” “Crises também existiram”, ressaltou a Irmã, como uma que viveu logo após os primeiros votos, mas o que sempre a motiva é “buscar a liberdade interior, como diz Santo Agostinho: ‘Não vá fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade’. Procuro perceber os sinais de Deus no cotidiano e dar uma resposta condizente”, contou. Irmã Carol foi voluntária durante a JMJ Rio-2013. Para ela, a Jornada foi inesquecível. “Apesar do frio, da chuva e de outros por menores, a vontade de ver o papa Francisco e de ouvi-lo me motivava a vencer qualquer obstáculo.” Mas, o sentido mesmo da consagração, a religiosa disse ter encontrado durante uma experiência no noviciado, em Carnaubeira da Penha, cidade do sertão de Pernambuco. “Faltava tudo, menos a vontade de viver e lutar. A população, muito pobre, vive à mercê dos poucos ricos de lá. Foi uma experiência marcante.” *Neste mês, a cada edição, o jornal O SÃO PAULO publica o perfil de vocacionados que atuam na Arquidiocese.


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Região Brasilândia

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Renata Moraes

Pastoral da Saúde tem formação da região episcopal

Na sábado, 17, na Paróquia Santos Apóstolos, no Jardim Maracanã, os membros da Pastoral da Saúde da Brasilândia participaram de uma manhã de formação e orientação de saúde sobre os temas: Diabetes, Colesterol, Osteoporose e Hipotireoidismo. O encontro, assessorado pelo professor Edson Monteiro, doutor em medicina pela Unifesp, teve a participação de cerca de cem agentes da Pastoral. O assessor enfatizou a ideia de que “os remédios tratam, por vezes curam, mas o que é determinante

Bispo regional reflete com casais do ECC sobre pecado, graça do perdão e reconciliação com Deus, no domingo, 18

Dom Milton Kenan Junior faz palestra a casais do ECC Atividade aconteceu entre os dias 16 e 18 na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Setor Pereira Barreto da região episcopal

Na manhã do domingo, 18, dom Milton Kenan Júnior, bispo auxi- BRASILÂNDIA liar da Arquidiocese na Região Brasilândia, ministrou palestra para 36 casais que participaram da terceira etapa do Encontro de Casais com Cristo (ECC), na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pirituba, em encontro que foi iniciado na sexta-feira, 16, com o tema “Compromisso do leigo com a sociedade”. Dom Milton falou aos casais sobre o pecado, a graça do perdão e a reconciliação com Deus. “Se nós rompemos o projeto de Deus, nos afastamos da graça e tornamos o mundo um caos. No pecado, o homem não é capaz de viver em paz.” De acordo com o Bispo, Deus sempre concede a graça de reconciliação e do perdão. “Por

isso, temos a graça de Cristo, que nos deixou um sinal que nos dá a garantia do perdão: o sacramento da Confissão.” Dom Milton também exortou a todos sobre o amor matrimonial. “Amar é compreender, esposos compreendam suas esposas e as esposas compreendam seus maridos. Os casais têm que se perdoar todos os dias. O perdão tem que ser constante e diário. É nos momentos difíceis que Jesus opera a cura.”

em nossas vidas é o estado de espírito que nos dá vontade de viver. Essa vontade precisa ser de viver muito, mas com qualidade de vida, viver bastante com saúde e dignidade”. Doutor Edson alertou, ainda, que os casais com mais idade devem manter a mente aberta e produtiva e ressaltou a importância da prática de exercícios físicos. “Devemos abandonar o sedentarismo e o hábito errado do consumo exagerado das dietas industrializadas e cheias de açúcar (carboidratos) que são as massas, pães de todo tipo, bolos, doces, que nos tornam doentes e encurtam nossas vidas.” Pascom

Em entrevista, Ronaldo Gonçalves de Souza, que coordena o ECC no setor Pereira Barreto junto à esposa, Rosana de Fátima Pontes, contou como funcionam as etapas do encontro. “A primeira etapa é feita nas paróquias, a segunda em nível setorial e a terceira e última em nível regional. Os casais que participaram desta etapa já são formadores e multiplicadores do encontro em suas paróquias e comunidades.”

Professor Edson fala a agentes regionais da Pastoral da Saúde

palavra do bispo

‘A riqueza das vocações manifesta a vitalidade da Igreja’ Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Meus irmãos e irmãs: O mês de agosto é rico de comemorações que merecem de nossa parte uma reflexão sempre mais aprofundada. Comemoramos, nos diversos domingos deste mês, as diversas vocações que enriquecem a Igreja. No primeiro domingo, o Dia do Padre, lembrandonos do exemplo de São João Maria Vianney, o Santo Cura d’Ars, cuja memória nos recor-

agenda regional

da a fidelidade e dedicação dos nossos padres no exercício do seu ministério sacerdotal. No domingo seguinte, comemoramos o Dia dos Pais, que nos levou a agradecer a Deus pela dedicação dos nossos pais. No outro domingo, na solenidade da Assunção de Nossa Senhora, comemoramos o Dia da Vida Consagrada, agradecendo a Deus pela generosa entrega e fidelidade dos nossos irmãos e irmãs religiosos e religiosas, que enriquecem a Igreja com seus dons e carismas. Finalmente, no último domingo do mês, comemoramos o Dia do Catequista, homenageando todos os leigos e leigas, que se

dedicam nas comunidades ao serviço da evangelização. Em 10 de agosto, comemorou-se também, na Festa de São Lourenço, o Dia dos Diáconos. Recebam meu agradecimento pelo trabalho exercido em nossas comunidades. Deus os sustente e os conserve na sua missão! A riqueza das vocações que manifesta a vitalidade da Igreja nos obriga a refletir sobre nosso compromisso para o surgimento e perseverança delas. Toda Igreja é responsável pelo surgimento e pela perseverança das vocações. Um primeiro compromisso é o da oração. Jesus diz aos discípulos: “A messe

é grande, mas faltam operários. Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe”. É preciso rezar e rezar sempre pedindo a Deus que desperte vocações a serviço da sua Igreja. Da mesma forma, é necessário demonstrar nosso compromisso com as vocações, animando os vocacionados e procurando criar em nossas comunidades uma “cultura vocacional”, em que cada um se dê conta do seu chamado e, ao mesmo tempo, se empenhe por fazer com que todos procurem responder generosamente ao Deus que não cessa de chamar. (A íntegra do artigo está disponível em www.rebra.org.br)

Quinta-feira (22), 18h

Sábado (24)

Reunião do presbitério na Paróquia Santa Cruz, antiga Cristo Ressuscitado (rua Dr. Paulo Furtado de Oliveira, 370, Jardim Santa Cruz). Informações: (11) 3859-4370.

Às 9h, encontro de comunicação “Espiritualidade do Comunicador”, com assessoria da irmã Patrícia Silva. Será na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã). Informações: (11) 99854-5427. Às 18h, posse do padre Adriano Robson Rodrigues como pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia (rua João Melo Câmara, 47, Vila Progresso). Informações: (11) 3971-3717.


Região Belém

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350 pessoas participam de encontro de catequistas Atividade preparou formadores de sacramentos à participação no 8º Sulão, em outubro no Rio Grande do Sul da região episcopal

No sábado, 17, cerca de 350 catequistas - de bELÉM Batismo, Eucaristia, Matrimônio, Crisma, iniciação de adultos e de jovens, grupos de rua e de prédio, escolas da fé e escolas bíblicas dos dez setores da Região Episcopal Belém se reuniram no salão Dom Paulo Evaristo Arns, no Centro Pastoral São José, para um encontro com assessoria do bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém, dom Edmar Peron. O tema do encontro foi “Catequista: Protagonista da Fé, do Amor e da Esperança”. Ele teve a finalidade de preparar os catequistas da Região para o 8º Sulão, que é o encontro dos coordenadores e assessores diocesanos da Catequese de cinco Regionais do sul do Brasil (Sul 1, Sul 2, Sul 3, Sul 4 e Oeste 1), que acontece de 25 a 28 de outubro, na cidade de São Leopoldo (RS). Dom Edmar motivou os presentes a partir do 3º Capítulo do Subsídio que prepara o Sulão. E em seguida, valorizou o trabalho e enalteceu a vocação dos catequistas. “Nós como Igreja, e em especial os catequistas, devemos estar sempre próximos dos nossos próximos”, disse, lembran-

do a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 8, 26-40), em que Filipe encontra o eunuco. “Assim como Filipe atende ao chamado, nós também. Para o protagonismo da fé, do amor e da esperança é que, nós, catequistas, nos sentimos chamados.” Depois da explanação de dom Edmar, a assembleia foi dividida em grupos, que discutiram sobre o tema exposto e como a Região Belém deve se preparar, da melhor maneira possível, para o 8º Sulão. “Definimos que os catequistas dos dez setores do Belém se reunirão no dia 21 de setembro, em três paróquias, para continuar a reflexão sobre o tema e, cheios de fé, se preparar para o Sulão”, explicou o coordenador regional da Catequese, padre Márcio Leitão. As três paróquias escolhidas sediarão o encontro dos setores próximos. Ficou assim definido: na Paróquia São Mateus Apóstolo, se reunirão catequistas dos setores Conquista, São Mateus e Sapopemba; na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, catequistas dos setores Guarani, Vila Prudente e Vila Alpina; e na Paróquia São José do Belém, catequistas dos setores Belém, Carrão Formosa, Tatuapé e

Pascom

Catequistas dos dez setores da Região Episcopal Belém participam de formação no Centro Pastoral São José, dia 17

Vila Antonieta. “A participação neste encontro com o nosso Bispo foi muito importante, com catequistas novos e com os que estão há mais tempo, e que tende a continuar motivado para o mês que vem. Por isso, o convite continua ‘de pé’ a todos os catequistas que queiram estar em sintonia em nossa amada Região Belém”, finalizou padre Márcio.

Belém se prepara para homenagens a dom Luciano da região episcopal

Terça-feira, 27 a Região Episcopal Belém celebrará duas missas em memória de dom Luciano Pedro Mendes de Almeida, para marcar o sétimo ano de seu

agenda regional

falecimento. A primeira, na capela do Centro Pastoral São José, às 10h, com a participação da Pastoral da Criança. A segunda, na Paróquia São José do Belém (largo São José do Belém, s/nº), às 20h.

Quinta-feira (22), 14h

Sexta-feira (23), 20h

Sábado e domingo (24 e 25), 8h30

Domingo (25), 9h

Reunião da comissão de presbíteros do Belém. Será no Centro Pastoral São José (avenida Álvaro Ramos, 366, próximo ao metrô Belém). Às 20h, dom Edmar preside missa na festa da padroeira da Área Pastoral Regina Mundi (rua Francisco Maringo, 1.470, Tatuapé).

Missa da padroeira da Paróquia Santa Rosa de Lima (rua Salvador Mota, 296, Jardim Panorama).

Curso de Liturgia e Canto Pastoral. Será no Centro Pastoral São José.

Celebração do Crisma na Paróquia São Mateus (rua Antônio Previato, 1.343).

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Fundação Metropolitana Paulista, convoca seus membros diretores para a assembleia ordinária a realizar-se no dia 05 de setembro de 2013, às 14h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, sala 16, São Paulo, SP, em primeira chamada com todos os diretores presentes, e, às 14h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 - assuntos ordinários da “Rádio 9 de Julho”; 2 – assuntos ordinários do Jornal “O SÃO PAULO”; 3 – implantação do projeto de Website e providências administrativas e legais; 4 - outros assuntos. São Paulo, 20 de agosto de 2013. O Presidente

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia convoca seus membros diretores para a assembleia ordinária a realizar-se no dia 05 de setembro de 2013, às 15h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, São Paulo, SP, em primeira chamada com 2/3 dos diretores presentes, e, às 15h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 - assuntos ordinários da Fundação Capella Menino Jesus e Santa Luzia; 2 - outros assuntos. São Paulo, 20 de agosto de 2013. O Presidente

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Fundação Santa Terezinha, convoca seus membros da mesa administrativa para a assembleia ordinária a realizar-se no dia 05 de setembro de 2013, às 16h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, São Paulo, SP, em primeira chamada com 2/3 dos membros presentes, e, às 16h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 - assuntos ordinários da Fundação Santa Terezinha, 2 - outros assuntos. São Paulo, 20 de agosto de 2013. O Provedor


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Região Ipiranga

Seminário da Família acontece na Vila Arapuá Pascom

“Família: fé vivida, fé transmitida” foi o tema do evento realizado de 14 a 18, na Região Episcopal Ipiranga da região episcopal

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Arapuá, Setor AnIPIRANGA chieta, realizou, entre os dias 14 e 18, o Seminário da Família. Com o tema “Família: fé vivida, fé transmitida”, os encontros foram marcados por muita oração, formação, confraternização e testemunhos de vida. A abertura do seminário foi com uma sessão de cinema sobre a vida de Santa Rita de Cássia, seguida de diálogo. A comoção foi geral, pois a vida da Santa mostrou valores que são plantados em casa e têm incidência direta numa cultura marcada pela violência. No segundo dia, aconteceu a adoração e bênção com o Santíssimo Sacramento. Além de momentos de profunda oração, refletiu-se o artigo “A transmissão da fé em família”, escrito pelo

Padre Evaristo Debiasi conduz reflexões sobre o tema “Família: fé vivida, fé transmitida”, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Arapuá

cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo. O tema central foi desenvolvido pelo padre Evaristo Debiasi, que apresenta programas em tevês católicas. “A fé, quando traduzida em gesto verdadeiro de amor, tudo cura, dentro e fora da família”, foi uma das afirmações do Padre. Com o salão paroquial lotado, pais e filhos afirmaram que foi um momento para renovar as forças e deixar transformar o coração, especialmente com o forte momento conclusivo de oração e bênção. O terço das famílias reuniu crianças,

Região realiza o Terço Meditado da região episcopal

Como todos os anos, a Região Ipiranga realizou, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, da Vila Guarani, o Terço Medita-

do, promovido pela Equipe de Liturgia Regional. Houve grande participação de fiéis da paróquia e da Região. Foram feitos momentos de intercessão pela Juventude e pela vida da Igreja.

jovens, adultos e idosos, pedindo a intercessão de Nossa Senhora pelos sofrimentos das famílias. O casal André e Luciane Rua testemunhou a experiência de fé que fizeram durante uma doença grave do filho mais velho de cinco anos. A fé vivida em comunidade fez mudar o diagnóstico do menino que, hoje, totalmente recuperado, treina ginástica olímpica. Para fechar o seminário, nas missas de domingo, as famílias foram especialmente abençoadas e receberam um cartaz para ser colocado nas portas das casas, com a mensagem que o papa Francisco escreveu para a ocasião. O padre Ricardo Pinto, administrador paroquial, afirmou ter valido a pena organizar o Seminário da Família. Com os corações transbordados pelas bênçãos recebidas durante a semana, as famílias já estão dando sinais de que estão vivendo e transmitindo a fé dentro de casa.


Região Lapa

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7ª Mostra Cultural mobiliza crianças e jovens Evento realizado anualmente, ressaltou temática da Campanha da Fraternidade e protagonismo juvenil da região episcopal

Na manhã do sábado, 17, das 9h às 12h, a ReLAPA gião Episcopal Lapa, representada por sua comissão organizadora, assessorada pelo padre Geraldo Pereira, e com participação de todas as pastorais e o apoio das instituições de ensino e outras parcerias, realizou a 7ª Mostra Cultural, no Colégio Santa Cruz (avenida Arruda Botelho, 255, Alto dos Pinheiros). A Mostra Cultural tem como objetivo dentro da Região: motivar a Campanha da Fraternidade de cada ano, desta vez a partir do tema “Juventude Protagonista de um Mundo Melhor”; incentivar alunos das escolas, paróquias e entidades da Região a criar trabalhos que expressem sentimentos e conhecimentos a respeito do tema da CF-2013 “Fraternidade e Juventude” e do lema “Eis-me aqui, envia-me”; proporcionar a partilha de experiência entre todos os participantes e fortalecer a unidade, visando “acolher os jovens no contexto de mudança de época, proporcionar caminhos no seguimento de Jesus Cristo na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna, fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz”, sensibilizando os jovens para serem agentes transformadores da sociedade, protagonistas da civilização do amor e do bem comum. Os participantes do evento são alunos regularmente matriculados nas escolas estaduais, municipais, particulares e creches, localizadas na área geográfica da Região Episcopal Lapa, cursando o ensino fundamental (1 e 2) ou ensino médio (regular e supletivo), além de outros convidados, como grupos de crianças, jovens e idosos atuantes nas paróquias e pastorais. Após a chegada dos 140 participantes e dos mais de 300 convidados, houve a acolhida da Pastoral da Criança no espaço cultural do colégio. Padre Geraldo, animador do

palavra do bispo

O desejo de Deus está no coração de todas as pessoas Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Prezado leitor do jornal O SÃO PAULO: você já notou que, no dia a dia, estamos continuamente fazendo a experiência do infinito, do ilimitado, da transcendência? Esse é o mistério do nosso ser: nós somos limitados, mas há dentro de nós um desejo do infinito. A vida humana toca as fronteiras do mistério; o ser finito é constitutivamente aberto ao infinito.

É exatamente esse o primeiro tema do Catecismo da Igreja Católica. O Catecismo, surpreendentemente, não começa falando de Deus, mas do homem, do homem capaz de Deus. O ser humano sempre buscou Deus. O ser humano deseja, no mais profundo do ser, estabelecer com Deus uma relação pessoal. O que significa essa relação pessoal? Inicialmente, é a rejeição de toda relação mágica e supersticiosa. Relação pessoal com Deus não combina com feitiços, com magia, com adivinhação. Relação pessoal com Deus exige o encontro de

liberdades e de interioridades. Trata-se de um eu e de um tu que se encontram no diálogo e na comunhão de vida. O desejo de Deus, que está no interior do coração de todas as pessoas humanas, é o que permite que o cristão, a partir da sua fé, possa dizer algo de sensato a uma pessoa que não crê em Deus. A capacidade de Deus, inerente a todo ser humano, é também a base do empenho missionário da Igreja: se a Igreja não pudesse falar de maneira significativa e sensata da sua própria fé, a missão tampouco seria possível. Dito em modo positivo: a Igreja é

missionária porque constata que o ser humano é constitutivamente capaz de Deus e, por isso, pode acolhê-lo em sua revelação. Se o homem não fosse “capaz de Deus”, ele não poderia sequer acolher livremente a revelação divina. Se o homem não tivesse a capacidade de acolher Deus, revelação divina alguma seria compreensível e significativa para ele. Se o ser humano não fosse capaz de Deus, ele seria como o cego debaixo do sol: por mais que brilhe o sol, o cego não vê a luz, não porque ela não exista, mas porque falta ao cego a capacidade de vê-la.

Pascom

Crianças e adolescentes apresentam danças típicas do Brasil na 7ª Mostra Cultural, promovida pela Região Episcopal Lapa no Colégio Santa Cruz, no sábado, 17

evento, cumprimentou a todos e anunciou a abertura da exposição para visitação da 7ª Mostra Cultural. Na sequência, passou-se a uma oração, feita por paroquianos da Igreja São João Maria Vianney e depois aconteceram as apresentações: ginástica rítmica (Colégio Miranda), poesia (Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora), dan-

ça maracatu/coco (Associação Ponto Brasilitalia), Flash mob (JMJ – Renovação Carismatica), coral (Escola Estadual Júlio César de Almeida), música (CCA Bom Jesus), dança (Paróquia Santa Maria Goretti), frevo (CCA Santa Cruz), capoeira (Grupo Cordão de Ouro), Canto da Jornada Mundial da Juventude (Pastoral da Juventude, Renovação Carismáti-

agenda regional

ca, Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora e Paróquia Nossa Senhora de Lourdes). Além disso, nos intervalos foram feitos sorteios pela comissão organizadora. O Colégio Santa Cruz prestou uma homenagem a todos, com a frase “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo”, citando o papa

Francisco, e entregou uma lembrança contendo a mensagem: “Use o seu talento e continue em Jornada para escrever a história de um mundo melhor”. No fim, houve a entrega dos troféus e certificados e o agradecimento do padre Geraldo, parabenizando o Colégio Santa Cruz, os participantes e convidados.

Quarta-feira (21), 9h

Sexta-feira (23)

Reunião do secretariado regional e de coordenadores na Cúria da Lapa (rua Afonso Sardinha, 62, Lapa).

Às 8h30, visita de dom Julio Endi Akamine à Obra Kolping do Brasil (rua Barão de Itauna, 379, Alto da Lapa), seguida de missa. Às 19h30, Encontro de Casais com Cristo (ECC), na Paróquia São José (rua Bartolomeu de Ribeira, 33, Jaguaré).


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Região Santana

Dom Sergio Borges completa um ano de bispo Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

‘Foi um ano de graça, um ano de luz’, comentou o bispo auxiliar da Arquidiocese em Santana da região episcopal

Com a Igreja de Sant’Ana repleta de fiéis e familiaSANTANA res, dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, comemorou no domingo, 18, com missa solene, seu primeiro aniversário de ordenação episcopal. No altar, concelebrando estavam o vigário-geral, o administrador regional e o coordenador regional de pastoral da Região Santana, respectivamente, os padres Agostinho Romano Zacchetti, cisterciense; Zacarias José de Carvalho Paiva; e João Luiz Miqueletti, além de diversos padres e diáconos. Antes do início da celebração, dom Sergio declarou: “Meu primeiro ano foi um ano de graça, um ano de luz, porque aqui, em São Paulo, pude aprender muito com o clero e com o povo. Aprender a se adaptar a uma nova realidade e aprender a compreender uma nova situação, que é uma cidade, uma grande cidade que eu tinha receio, tinha medo, mas que aprendi a amar e a gostar. Aprendi a circular nesta cidade, não só no sentido físico, mas também, a circular no meio do povo, levando a Palavra de Deus e fortalecendo essa Palavra no coração das comunidades e das pessoas. Isso eu sinto como a grande conquista para mim neste ano”. Saudado, após a procissão de entrada da missa, pelo padre João Luiz, que é também pároco na Paróquia de Sant’Ana, dom Sergio agradeceu ao clero e povo o primeiro ano de pastoreio e comunicou que, na sexta-feira, dia 16, havia visitado dom Joaquim Justino Carreira, bispo de Guarulhos, e seu antecessor na Região Santana, e pediu que todos rezassem pela recuperação do Bispo. Na homilia, dom Sergio mencionou que sua maior dificuldade foi de adaptação a um grande centro, embora tivesse sido muito bem acolhido. Explicou, também, que po-

Dom Sergio de Deus Borges preside, no domingo, 18, missa festiva por seu primeiro ano de ordenação episcopal e de vivência junto aos fiéis da Região Santana

deria ser um mero expectador dos problemas dos padres, diáconos e fiéis, mas decidiu dar um passo a mais. Decidiu amar a todos, pois, nas palavras do beato João Paulo 2°, o amor é uma decisão. Assim, ele decidiu caminhar e ser

com todos, discípulo de Jesus e muito mais, ser de todos e ser de Jesus e assim poder caminhar para a santidade. “Celebração muito bonita, com palavras mais fortes ainda, que nos fazem a cada dia querer ser mais missionário

nesta Região. Ao ouvir o nosso Bispo dizer que podia ter escolhido tudo ao chegar a Santana, escolhido muitos caminhos, caminhar com o povo, com o clero, e muitas outras coisas, e que ele escolheu ‘nos amar’, foi forte para o nosso

entendimento deste novo caminho. Isso é a maior prova de que estamos no caminho certo, queremos ser seguidores de Cristo e, por isso, amamos a nossa caminhada”, disse Kamila Gomes, da Pastoral da Juventude.

palavra do bispo

‘Consagrados (as), olhem o futuro com confiança...’ (Beato João Paulo 2º) Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Na Igreja há uma diversidade de dons e carismas que o Espírito Santo foi suscitando durante estes 2 mil anos de caminhada e que, homens e mulheres, conseguiram traduzir em espiritualidade, mística, regras de vida e projetos de promoção da pessoa e da vida por meio da fundação dos Institutos de Vida Consagrada e

Sociedades de Vida Apostólica. O beato João Paulo 2º afirmou que “a missão da vida consagrada, no presente e no futuro da Igreja, já no limiar do terceiro milênio, diz respeito não apenas àqueles que receberam esse carisma especial, mas a toda comunidade cristã” Isto é, todos nós somos fortalecidos. E, por esses carismas especiais e, também, com nossa forma própria de viver o Santo Evangelho, fortalecemos os consagrados e consagradas na missão que lhes foi confiada pelo Senhor.

agenda regional

O papa Bento 16, por ocasião do Ano da Fé, dirigindo-se aos os consagrados e consagradas, disse que a missão da vida consagrada diz respeito a toda a Igreja, porque eles, renovando a fé, devem-se comprometer-se com a Nova Evangelização. Esse compromisso é um ato de confiança no futuro da humanidade, da Igreja e do Carisma: “Às pessoas consagradas, eu gostaria de repetir o convite de olhar o futuro com confiança, contando com a fidelidade de Deus e a força da sua graça, capaz de realizar sempre no-

vas maravilhas: ‘Vós não tendes apenas uma história gloriosa para recordar e narrar, mas uma grande história a construir! Olhai o futuro, para o qual vos projeta o Espírito a fim de realizar convosco ainda grandes coisas’” (ibid., 110, Vitae Consacrata, 3). Cabe a todos nós incentivar nas comunidades e famílias essa especial vocação, para que o futuro da Igreja continue sendo este jardim belíssimo, e esta diversidade de carismas fortaleça nossa esperança, porque o Reino de Deus está acontecendo entre nós.

Sábado (24), das 14h às 16h

Domingo (25)

Seminário “5ª Semana Social, Democratização do Estado e Conjuntura Política”, promovido pela Pastoral Fé e Política, com a deputada federal Luiza Erundina. Na Paróquia Santa Zita (rua Padre Saboia de Medeiros, 827, com entrada pela quadra – avenida Conceição, 1.100).

Das 8h às 19h, Festa de Agnus Dei, idealizada pela Comunidade Instrumento de Deus, no Instituto Educacional Candelária (rua Araritaguaba, 804, Vila Maria). A partir das 12h30, 3ª Feijoada do Toninho, na Paróquia Santo Antonio (rua Dr. Natalino Righeto, 390 Tucuruvi). Informações: (11) 2203-2022.


Região Sé

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Paróquia comemora Assunção de Nossa Senhora No Jardim Paulista, fiéis se reuniram para festejar padroeira e agradecer pela caminhada da comunidade da região episcopal

A Paróquia Assunção de Nossa Senhora, no SÉ Jardim Paulista, zona sul de São Paulo, estava em festa na quinta-feira, 15, pois celebrou sua festa patronal. Embora no Brasil a Solenidade da Assunção de Maria seja transferida para o domingo, as paróquias que têm esse título celebram a festa no próprio dia litúrgico. Para marcar a data, a paróquia realizou um tríduo preparatório, seguido da oração do Ofício de Nossa Senhora e a recitação do terço, e no dia 15 são celebradas duas missas. O pároco, cônego Severino Martins, destacou que essa solenidade lembra um dogma de fé e não apenas uma devoção. “Sempre é bom frisar que a Assunção é um dogma de fé. Existem muitos títulos atribuídos a Nossa Senhora, porém, dogmas atribuídos a Maria são apenas quatro: maternidade divina, virgindade perpétua, imaculada conceição e assunção”, disse. Ainda de acordo com o Padre, o mistério celebrado na data aponta para os cristãos que o fim último daqueles que cumprem a vontade divina é o céu. “O dogma da Assunção nos enche de esperança, de alegria. ‘Bem-aventurada é aquela que acreditou.’ A assunção mostra exatamente isso. Maria acreditou, fez a vontade do Pai e, em consequência disso, é elevada para junto de Deus. Isso mostra que vale a pena fazer a vontade de Deus.” O Cônego também salientou que Maria sempre se colocou na condição de serva. “Nós é que a chamamos de ‘Senhora’, pois ela nunca se deu esse título. Sempre se disse serva.” A partir desta reflexão, cônego Severino afirmou que “vale a pena ser servo fiel e humilde, pois Deus ‘olhou para a pequenez de sua serva’”. Eregida em 1967, a Paróquia Assunção de Nossa Senhora está em um bairro que sofreu muitas transformações ao longo dos anos, com os desafios próprios de uma pastoral

palavra do bispo

‘Deus colocou-nos no mundo para os outros’ Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

“Deus colocou-nos no mundo para os outros”, costumava dizer Dom Bosco, cujo aniversário de nascimento celebramos no dia 16. Com essas palavras, motivava seus jovens à experiência do apostolado, à resposta vocacional. Dom Bosco sabia por experiência própria que “há maior alegria em dar do que em receber” (At 20, 35), e queria que os jovens descobrissem isso. Dados da JMJ apontam que aproximadamente 85 mil pessoas se inscreveram como

voluntários, dos quais foram selecionados 60 mil para os vários serviços. As Semanas Missionárias nas dioceses contaram com a dedicação de inúmeras pessoas, realizando todo tipo de trabalho. O dia a dia de nossas comunidades eclesiais testemunha a presença de cristãos, a maioria de forma anônima e desprendida, sempre disponíveis para ajudar, para acolher, para atender, para servir. São pessoas com as quais se pode contar realmente. Possuem motivações interiores, motivações de fé que as fazem generosas e felizes no serviço. Não é difícil encontrar também, em outros setores e ambientes da sociedade, pessoas que se entregam em trabalhos voluntários

pelo bem dos outros. O trabalho gratuito pelo bem dos outros revela que uma pessoa atingiu um estágio elevado de maturidade humana e de realização pessoal. É contraponto positivo para a situação de pessoas egoístas, voltadas sobre si mesmas, que buscam sempre e somente os próprios interesses, e que, por isso, vivem num estágio próximo da desumanização. O nível maior de humanidade que inspira o cristão é certamente a entrega total de Jesus na cruz, pois “ninguém tem amor maior do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15, 13). A opção de doar a vida, base de toda resposta vocacional, contrasta com o fechamento sobre si mesmo e com

um modelo de vida centrado nos bens de consumo e no prazer. Foi justamente no encontro com os voluntários que o papa Francisco lembrou o valor do serviço e da coragem de ir contra a corrente: “Em vista disso, eu peço que vocês sejam revolucionários, que vão contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório, que, no fundo, crê que vocês não são capazes de assumir responsabilidades, que não são capazes de amar de verdade... Eu tenho confiança em vocês, jovens, e rezo por vocês. Não tenham medo daquilo que Deus lhes pede! Vale a pena dizer ‘sim’ a Deus. N’Ele está a alegria!”.

Fernando Geronazzo

Fiéis se reúnem para celebrar festa da padroeira na Paróquia Assunção de Nossa Senhora, na Região Sé, em missa presidida pelo cônego Severino Martins

urbana. “Temos uma realidade pastoral bem complexa. Aqui é uma região residencial na qual praticamente toda a população que frequenta a Paróquia mora em prédios. Entrar nos prédios é o grande desafio. Hoje não se bate mais na porta do paroquiano, mas na portaria do prédio e é o porteiro que vai te encaminhar, ou não, a este paroquiano”, relatou o Pároco.

Por outro lado, cônego Severino afirmou que a Paróquia tem boa frequência de fiéis. “Aqui, nos fins de semana, nós temos, pelo menos, de 1.500 a 2 mil pessoas que participam das celebrações.” As pastorais e serviços realizados na Paróquia também contam com participação significativa. O aposentado José Lourenço da Silva frequenta a

agenda regional

paróquia há nove anos. Ele é voluntário em vários serviços. Ministro extraordinário da Sagrada Comunhão, está sempre à disposição da comunidade para o que for preciso. “Eu não fico sem esta experiência de colaborar na Paróquia, poder servir, ter contato com as pessoas. Eu era comerciante, então me faz bem lidar com as pessoas”, disse, entusias-

mado com a festa da padroeira. “Celebrar a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, nossa padroeira, renova nossas forças para continuarmos a missão.” Na Região Sé, há mais uma paróquia dedicada a esse dogma mariano, a Paróquia Nossa Senhora Assunção e São Paulo, no Setor Catedral, centro da capital.

Terça-feira (20)

Sábado e domingo (24 e 25)

Domingo (25)

Aniversário natalício do padre Adiair Lopes da Silva (Romano), administrador paroquial da Paróquia Santa Maria Madalena e São Miguel Arcanjo (rua Girassol, 795).

44ª Festa das Nações da Paróquia Santa Rosa de Lima (rua Apiacas, 250, Perdizes). Informações: (11) 38620369.

Aniversário natalício do padre Lázaro Fernandes, capelão da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos (largo do Paissandu, s/nº).


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Geral

Comissão Justiça e Paz de São Paulo se reúne com Movimento Passe Livre Na segunda-feira, 12, integrantes da Comissão Justiça e Paz de São Paulo se reuniram na Cúria Metropolitana com representantes do Movimento Passe Livre (MPL), grupo que articulou manifestações pelo país no mês de junho. No auge dos manifestos, Comissão defendeu a legitimidade das reivindicações, mas condenou práticas violentas.

Namorados, casados e felizes: família Fotos: Arquivo pessoal

Por ocasião da Semana da Família, O SÃO PAULO escutou a história de André e Ritinha, casados há 21 anos e pais do Nick, 19 NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

O SÃO PAULO ouviu a história de André Luís Kawahala, 43, e Rita de Cassia Bezerra Massarico Kawahala, 43, pais de Nícolas Massarico Kawahala, o Nick, 19. Eles moram em Jandira (SP), são membros da Pastoral Familiar e viajam pelo Brasil para assessorar cursos para novos casais. André e Ritinha se conheceram em 1986. “Peguei ônibus lotado e fiquei pendurado na porta. Segurava só com uma mão, pois na outra tinha o material escolar. A Rita pegou o material para que eu pudesse me segurar. Em seguida, o ônibus passou por uma curva muito acentuada em que eu poderia ter caído. Esse foi o início da nossa amizade”, lembrou André. Casados há 21 anos, afirmaram que fazendo só crescer a paixão, o relacionamento não cai na rotina. “Em 1987, numa festa de aniversário, dançamos uma música lenta. Ali foi o primeiro beijo.

Casal lança livro “Encontros para novos casais” na Bienal de São Paulo, em agosto de 2012; família comemora Ano Novo

Namoramos por quatro anos e meio. Quanto mais o tempo passava, mais éramos apaixonados e ainda somos. Namoramos há 26 anos.” Antes do Nick nascer, o casal passou por uma dificuldade que, segundo eles, foi oportunidade de fortalecimento na fé. Eles não queriam engravidar antes de quatro anos. “Pensávamos em preparar a casa, que era uma pequena casinha de quarto, sala e cozinha para podermos receber nossos filhos.” Porém, com um ano e meio de casados, Ritinha ficou grávida. “Aconteceu, mesmo com todas as precauções que usávamos, pois não conhecíamos o método Billings.” A gestação, contudo, não foi adiante, mas o casal viu tudo como um sinal, para que tivessem um filho. Cinco meses depois, veio a notícia, e em julho

de 1994, chegou o Nícolas. Dedicação que frutificou Nick estuda física na USP e namora Tárcila Santos, 19. Para os pais, a adolescência do filho foi tranquila. “Acreditamos que não existem muitos parâmetros

definidos. Existe preconceito com relação à adolescência e falta de tempo dos pais para acompanhar.” Sobre a transmissão da fé, André destacou que é mais importante fazer viver e perseverar

do que falar. “Sempre tivemos diálogo sobre relacionamento, sexualidade e o deixamos livre para decidir a própria vida, com aconselhamentos. Lembro-me da primeira paquera, do primeiro beijo, a primeira paixão, a primeira decepção e o primeiro amor, e espero que seja até o fim”, expressou a mãe. O casal vive um despojamento de quem tem por prioridade a família, mas sonha com uma viagem à Grécia, para percorrer o caminho do Apóstolo Paulo. “Queremos viajar nas nossas bodas de prata. Claro que, se não pudermos, pode ser o Uruguai ou Peru. E não vejo a hora de ser avó, mas o Nick e a linda Tárcila sabem muito bem que eu aguardo bastante”, disse Ritinha, sorrindo. Leia a íntegra da reportagem no site www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Pastoral Familiar é instaurada em paróquia de Santana Ana Filomena

No encerramento da Semana da Família na Região Santana, dom Sergio, presidiu, no sábado, 17, missa de envio dos agentes da Pastoral Familiar da Paróquia Nossa Senhora da Consolata, onde a Pastoral foi implantada no primeiro semestre. Concelebraram os padres Estevão, assessor regional da Pastoral Familiar, e padre Moisés Roberto Facchini.

Greenpeace mobiliza jovens por ‘Desmatamento Zero’ Daniel Gomes

Divulgação

Redação

Entre os estandes da Cidade da Fé, durante a JMJ Rio-2013, uma tenda verde da ONG Greenpeace chamava a atenção dos visitantes. No local, as pessoas eram convidadas a conhecer a campanha Desmatamento Zero e assinar uma petição pública do projeto de lei a ser enviado ao Congresso Nacional, propondo a proibição do desmatamento das florestas Assistentes de mobilização do Greenpeace divulgam campanha durante JMJ nativas no Brasil. “Viemos para a Cidade da deve ser de toda a sociedade ONG, apenas na Amazônia, Fé para discutir com os jovens e não somente do Greenpea- a maior floresta tropical do os desafios socioambientais e ce”, contou, ao O SÃO PAULO, mundo, mais de 720 quilômeo modelo de desenvolvimento Carolina Marçal, assistente de tros quadrados foram devastaque a gente quer para o País. mobilização do Greenpeace. dos nos últimos 50 anos, uma Essa é uma campanha que Segundo informações da quantidade equivalente à soma

dos territórios dos estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Carolina enfatizou que a manutenção do desmatamento é injustificável sob qualquer perspectiva, especialmente a econômica. “Já existem estudos que apontam que a gente não precisa mais desmatar para poder se desenvolver, para conseguir produzir alimentos, entre outras coisas.” Por se tratar de um projeto de lei de iniciativa popular, a campanha precisa de, ao menos, 1,4 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros para ser apresentada no Congresso Nacional. No site www.desmatamentozero.org.br, é possível

assinar a petição pública e conhecer detalhes da campanha. Os interessados em se tornar agentes mobilizadores devem enviar e-mail para cmarcal@ greenpeace.org.

Para assinatura on-line da petição e outras informações da campanha www.desmatamentozero.org.br folhas já assinadas da campanha devem ser encaminhadas ao seguinte endereço: Rua Alvarenga, 2.331, Butantã, São Paulo (SP), CEP: 05509-006.


Geral

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Papa Francisco agradece acolhida no Brasil Em carta ao cardeal Damasceno, presidente da CNBB, o papa Francisco agradeceu a acolhida no Brasil. “Guardo indeléveis, na memória e no coração, as imagens daquela ativa assembleia litúrgica e da multidão festiva que na esplanada do Santuário, mesmo com frio e chuva, quiseram acompanhar-me na minha peregrinação a Aparecida.”

Capela do Seminário Bom Pastor é dedicada Na celebração, Cardeal destacou o significado da Capela no processo de formação dos seminaristas Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

A primeira vista de quem entra pela porta principal do Seminário Bom Pastor da Arquidiocese de São Paulo é a imagem do Bom Pastor, e a entrada da Capela. De acordo com o padre Cícero Alves de França, reitor do Seminário, essa é a sensação que se pretende passar, a ideia de que a Capela está no centro, como, de fato, deve ser na vida de um seminarista. Após cerca de nove meses de reforma, na última quartafeira, 14, foi realizada a celebração eucarística de dedicação do altar e da Capela. A missa presidida pelo cardeal dom

Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, foi concelebrada pelo cardeal dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito, pelos bispos auxiliares, padres reitores dos seminários e demais padres convidados. Na homilia, o Cardeal destacou que a celebração de dedicação de uma igreja é um momento muito importante para a vida de uma comunidade, e peso maior para a vida de um seminarista, pois o grande reitor do seminário é o próprio Jesus. Para o Arcebispo, os seminaristas não devem esquecer que Cristo está presente no meio deles. Um dos momentos mais solenes da celebração se deu após a homilia, quando todos de joelho cantaram a Ladainha, logo após aconteceu a deposição das relíquias. Em frente ao altarmor, foram colocadas as relíquias dos Mártires Santa Felicidade e Seminaristas de Barbastro, dos santos Frei Galvão e Santa Paulina, e dos beatos Mariano de la Mata, José de Anchieta, Irmã Dulce, José de Anchie-

Fotos: Bruno Muta Vivas

Após reforma, Capela do Seminário Bom Pastor foi dedicada em celebração presidida por dom Odilo, na quarta-feira, 14

ta e João Batista Scalabrini. O padre Cícero Alves de França agradeceu a todos o empenho e trabalho, disse que a casa está aberta para acolher, bispos e padres que precisarem de um momento de descanso e, mais uma vez, relembrando as palavras do Cardeal, destacou a centralidade de Jesus Cristo na vida formativa e pessoal dos seminaristas. Padre Cícero comentou que a Capela tinha linhas muito retas, e agora, após a reforma,

Jovens que leem e rezam a Palavra de Deus NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Com um estande movimentado na Feira Vocacional da JMJ Rio-2013, os Lectionautas do Evangelho marcaram presença e divulgaram o projeto que é “voltado para a geração digital e usa a internet para difundir a Lectio Divina (Leitura Orante da Palavra de Deus)”, explicou Luciana Garbelini, assessora

de imprensa dos Lectionautas. Presente em 20 países, o programa é um conjunto da Conferência Episcopal Latino-Americana (Celam) e do Centro Bíblico Pastoral para a América Latina (Cebipal) com as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU). No Brasil, o projeto é resultado de uma parceria entre a CNBB e a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB). Com o objetivo de divulgar

o método da Leitura Orante da Palavra e capacitar jovens líderes católicos a lerem a Bíblia, os Lectionautas são convidados a viver o encontro verdadeiro com Jesus pela leitura, meditação, contemplação e vivência da Palavra, como insiste o Documento de Aparecida. No estande da Feira Vocacional, bispos da Venezuela, Brasil e Estados Unidos da América conduziram os momentos de Leitura Orante. Foram preparadas apresentações culturais de vários países das Américas, que aconteceram no palco central e no próprio estande. Segundo frei Richard Godoy, que reside na Venezuela e esteve presente também na JMJ 2011 em Madri, na Espanha, “o mau tempo e a chuva dificultaram um pouco o trabalho, pois os equipamentos não puderam ser utilizados na sua maioria”. Porém, o Frei ressaltou que “os jovens de todo o mundo que passaram pelo estande tiveram muito interesse em conhecer os Lectionautas e compreender o método da Leitura Orante”.

ela passa a ter linhas mais curvas e, por conta da iluminação, está mais clara, criando um ambiente de paz e introspecção. O Reitor falou, também, dos vitrais, que, segundo ele, trazem um sentido de movi-

mento. Isso simboliza o movimento que o seminarista deve fazer de ir ao encontro da comunidade e da sociedade, ser no mundo e para o mundo um instrumento de evangelização e anúncio do Reino de Deus.


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Geral

Arquidiocese realiza evento ‘A JMJ acabou de começar’ No sábado, 24, das 14h às 19h, no Colégio Marista (rua Domingos de Moraes, 2.565, metrô Santa Cruz), a Arquidiocese promove “A JMJ acabou de começar”, com testemunhos dos peregrinos que foram à Jornada, animação e convite à missão. Às 16h30, o cardeal dom Odilo Scherer presidirá missa. Informações: setorjuventudesp@uol.com.br.

Chamados a ser testemunhas do Cristo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Coroinhas, acólitos e cerimoniários participaram de celebração por ocasião do 11º Encontro Anual Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O São Paulo

A Catedral da Sé estava lotada, um colorido especial de túnicas tomou conta da igreja mãe da Arquidiocese de São Paulo, no sábado, 17. Na ocasião, aconteceu o 11º Encontro Anual de Coroinhas, Acólitos e Cerimoniários e a peregrinação do Ano da Fé. Os coroinhas das seis regiões episcopais participaram da celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada por demais padres da Arquidiocese, entre eles o padre Messias de Moraes Ferreira, promotor vocacional arquidiocesano. “Ele [o coroinha] é um

Imagem de São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas, é levada; celebração se insere no contexto do Ano da Fé; ofertas da missa expressam doação e comprometimento

exemplo, tem que ajudar, dar bom exemplo dar bons conselhos” dessa forma, Giovanna Fernandes, 11, da Paróquia Nossa Senhora da Candelária, Região Episcopal Santana, descreveu como deve ser um coroinha. A menina, que durante a celebração levou a naveta – objeto litúrgico usado na missa para carregar o incenso –, conta que, por causa, do seu serviço de coroinha, os

seus pais retornaram para a Igreja. “Minha mãe virou catequista, meu pai, que não frequentava a Igreja, está frequentando, meu avô que bebia muito está parando, minha vó era de outra religião [agora está na Igreja Católica]”, conta Giovanna. A jovem ainda dá um testemunho de fé, ao ressaltar que os amigos de escola zombam dela pelo fato de ser

coroinha, porém ela não liga e continua firme no caminho que escolheu. Na homilia, o Cardeal destacou a importância dos coroinhas para a liturgia, pois se inspirando no exemplo deles as outras crianças, jovens e, até mesmo, os adultos, podem viver melhor a celebração eucarística, fazendo mais silêncio na missa, por exemplo.

Ao falar sobre o Ano da Fé e a Profissão de Fé, dom Odilolembrou aos coroinhas que é preciso crer em Deus, mas também viver de acordo com isso. Por isso, não só deve saber o Credo, mas vivê-lo. O Arcebispo agradeceu aos coroinhas o serviço que eles prestam à Igreja e à liturgia. Padre Messias destacou que a presença do coroinha é como a “semente que caiu em terra boa”, pois, na convivência de comunidade e no aprendizado e cultivo da fé, se torna um vocacionado não apenas para os ministérios ordenados, mas para a vida em sociedade, para um Matrimônio constituído no seio da Igreja.

Mandamentos do Coroinha, Acólito e Cerimoniário

1º Ser responsável 2º Ser disponível 3º Ser atencioso 4º Ser exemplar 5º Ser cuidadoso com as vestes, postura e gestos 6º Ser estudioso 7º Ser honrado com a família 8º Ser respeitoso com as pessoas 9º Ser amigo de todos 10º Nunca esquecer a oração

Na Catedral, religiosos renovam sua fé e consagração Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O São Paulo

No terceiro domingo do mês de agosto, mês, para a Igreja no Brasil, dedicado à oração pelas vocações, rezou-se, especialmente, pelas vocações da vida consagrada. No sábado, 17, os religiosos (as) membros de Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e demais membros de Comunidades de especial Consagração a Deus na Arquidiocese de São Paulo realizaram sua peregrinação à Catedral da Sé, no contexto de vivência do Ano da Fé. A missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada pelo bispo auxiliar e referencial da Vida Consagrada na Arquidiocese, dom Julio Endi Akamine, e por demais padres convidados. Na homilia, dom Odilo destacou que sem a fé a vida religiosa e sacerdotal não faz sentido. O Cardeal agradeceu

Os religiosos membros de Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e demais membros de Comunidades de especial Consagração a Deus realizam peregrinação à Sé

a presença e o testemunho dos religiosos na Arquidiocese de São Paulo, aproveitou a oportunidade para encorajá-los a continuar trabalhando com alegria, sem medo do que os outros irão dizer, e afirmou que o mundo e a cidade precisam do testemunho dos consagrados.

Dom Julio destacou que a vocação dos consagrados é “uma resposta piedosa e cheia de fé a Deus que nos escolheu e nos consagrou”. Para o Bispo, a “peregrinação tem esse sentido de agradecimento a Deus, pelo chamado, pela nossa consagração”. Ainda de acordo com

o Bispo, a celebração é um momento de renovação, tanto da fé, quanto da consagração A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Geni dos Santos Camargo, sfb, fez uma saudação aos religiosos e leu a mensagem do eleito presidente nacional

da entidade irmão Paulo Petry, na qual ele destaca que “neste Ano da Fé, fortalecemos o compromisso de sinalizar ao mundo o rosto amoroso de Deus, através da vivência testemunhal de nossos carismas congregacionais”. Em entrevista ao O SÃO PAULO, irmã Geni destacou que é um momento muito especial, junto aos demais religiosos de diversas congregações, de renovar a fé em Deus. Sobre o ingresso de jovens na vida consagrada, a Irmã afirmou que a juventude nem sempre adere à vida religiosa, e, por mais que as congregações diminuam em número, não diminuem em virtudes. Sobre o apelo feito pelo Cardeal, para que os religiosos vão ao encontro dos jovens e se coloquem no meio deles, irmã Geni destacou que esse é o caminho a ser percorrido pelas congregações. Para ela, os religiosos devem ir até os jovens, com sua vida, com suas atitudes, e ser testemunhas.

O SÃO PAULO - edição 2966  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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