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Enfermos participam da missa

Relação católicojudaica é tema de debate em São Paulo Os 50 anos do Concílio Vaticano 2º motivaram debate, dia 10, sobre a relação entre católicos e judeus, construídas, nestas cinco décadas. Debateram dom Odilo Pedro Scherer e rabino Michel Schlesinger. Página 19

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Luciney Martins/O SÃO PAULO

No dia 10, médicos, enfermeiros, funcionários e doentes do Hospital do Servidor Público Estadual participaram de missa em louvor a São Camilo de Lélis.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Hospital do Servidor celebra dia de São Camilo

Cardeal Scherer e rabino Schlesinger debatem relação católico-judaica

ano 58 | Edição 2961| 16 a 19 de julho de 2013

R$ 1,50

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

#FALTAM

Dias para a

JMJ

Disposição não falta aos jovens que marcam presença por toda a cidade mostrando as cores de seus países e testemunhando a alegria de serem católicos e de participarem da Semana Missionária e da JMJ

Em São Paulo, jovens de 58 países vivem a Semana Missionária Por toda parte, uma bonita ‘confusão’ de línguas realça a catolicidade da Igreja na proclamação da mesma fé Uns chegaram bem cedo, outros no momento exato. Todos, porém, chegaram à cidade com endereço certo. Paróquias, comunidades, colégios, associações e,

particularmente, as famílias católicas dão mostra de carinho e solidariedade abrindo para os peregrinos as portas de suas casas. E esses irmãos de fé se

Igreja ora por Brayan, vítima de latrocínio

Discípula de São Bento faz seus primeiros votos

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encontram na oração, se solidarizam com os pobres, conhecem nossa cultura, nosso jeito brasileiro de ser. Assim, o coração de todos abre-se cada vez mais

Incêndio em Heliópolis suscita solidariedade Página 14

para o sopro do Espírito que será a Jornada Mundial da Juventude na próxima semana. Página de 8 a 11

Cresce sempre mais a devoção a Santa Paulina Página 18


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Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 16 a 19 de julho de 2013 Gabirante

frases da semana

“Nasci e me criei com a revolução na alma e minha igreja igualmente, porque é uma igreja que marcha com o povo. Em cada projeto, pensamos onde há mais necessidade. Ser Igreja é estar com o Estado realizando projetos para melhorar a vida das pessoas.”

Esmeralda Guilera Núnez, na coluna sobre o Ano da fé

“Eu e minha família fomos surpreendidos pelo novo formato do jornal O SÃO PAULO. Mais dinâmico, moderno e completo vimos nascer o novo jornal, que facilita ainda mais a leitura e entendimento das notícias da nossa querida Arquidiocese.”

Edson da Silva Leite, sobre o novo formato do jornal O SÃO PAULO, nas Cartas do Leitor

você pergunta

Espiritualidade

Como e quando os bispos exercem a sua missão de ensinar?

O que o Papa dirá aos jovens na JMJ? Frei Patrício Sciadini

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira É o Abdias da Silva Neto, do Tucuruvi, que quer saber como os bispos exercem a missão de ensinar. Abdias, o bispo participa do tríplice ministério ou múnus de Jesus. Aliás, todo o ministério ordenado participa desse tríplice ministério: o de santificar, o de ensinar e o de governar. Como sacerdote, ele santifica os fiéis sendo ponte entre Deus e o povo. Como mestre, ele ensina as verdades da fé. Como pastor, ele reúne e governa o povo de Deus. Você quer saber como os bispos exercem o ministério de ensinar, não é mesmo? Pois é, cabe ao bispo confirmar na fé o seu rebanho. Ele é mestre como Jesus mestre. O bispo quando prega, quando fala de Deus para sua diocese, quando corrige os erros de doutrina, quando incentiva o seu rebanho a mergulhar fundo na Palavra de Deus, ele está sendo mestre. Veja que coisa linda. A Igreja onde o bispo reúne o rebanho, as ovelhas e os cordeiros de Jesus é chamada de catedral. Por quê? Porque na Catedral está a cátedra, a cadeira onde o bispo se senta para ensinar. Um mestre com todos os títulos não se chama “catedrático”? Pois é, ele senta na sua cadeira, na sua sede, para ensinar aquilo que é sua especialidade. Lembra-se do sermão da montanha em que Jesus subiu ao monte e sentouse? Depois, ele começou a ensinar as multidões, porque ele, Jesus, é o mestre dos mestres. Creio que você entendeu, não é, Abdias? Amemos o Papa, amemos nossos bispos, porque eles são sucessores dos apóstolos e exercem o tríplice ministério de Jesus, sacerdote, mestre e pastor.

Cabe ao bispo confirmar na fé o seu rebanho; ele é mestre como Jesus é mestre

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Vários jovens me fizeram esta pergunta: o que o papa Francisco dirá aos jovens na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro? Como se eu tivesse uma bola de cristal ou fosse encarregado de preparar os discursos do Papa. Quem sabe o que vai dizer é o Papa. E sem dúvida virá nos falar com todo o entusiasmo possível. Com seu jeito simples de amor, com os braços abertos e com o seu sorriso, nos dirá tantas coisas que não servem somente para os jovens, mas para todo cristão. Não há no Evangelho mensagem para jovens, para velhos, para doutos e para ignorantes, para ricos e para pobres, e nem para padres e para leigos. Há o Evange-

lho que um dia Jesus anunciou a todos os que o seguiam e cada um, “segundo a sua capacidade de compreender, de amar, de querer ser seguidor de Jesus”, foi entendendo e colocando em prática. O Evangelho de Jesus é dirigido a todos, e cada um, segundo o amor que tem dentro de si, dá a sua resposta. Mas podemos, sem dúvida, pensar que o Papa vai dizer a todos os jovens que não tenham medo de seguir o Cristo, que não se deixem encantar pelas coisas passageiras, nem se corromper pelo poder e nem sejam dedicados a uma vida de ricos, mas que saibam amar os pobres. Que saiam das próprias casas e deixem tudo para anunciar o Evangelho de Jesus, para proclamar que Cristo está vivo e entre nós. Sem dúvida, o papa Francisco nos vai recordar que é necessário mudar o mundo e que os discursos não mudam o mundo, somente as pessoas, na medida em que mudam a si mesmas, como fez Francisco de Assis,

“Muitos deles trabalham de forma irregular e sem ter os documentos em ordem. Estão procurando se organizar e procurando pessoas que os represente. Diante das dificuldades, vejo esse lado positivo, eles estão tentando se unir.”

Padre Alejandro Cifuentes, na missa em sufrágio de Brayan, menino assassinado em SP

têm a capacidade de mudar os outros. O papa Francisco nos dirá que Jesus deve ser o nosso livro, o nosso único amor, a nossa força e nos enviará a todos pelos caminhos do mundo, pelas periferias do mundo a anunciar a todos a alegria de sermos cristãos. Ele nos dirá que há milhões de pessoas que esperam ser consoladas e experimentar a misericórdia de Deus, e que o cristão deve anunciar a todos que Deus é Pai e Amor. Somos portadores do grande tesouro da esperança e não podemos guardar dentro de nós a esperança, mas devemos espalhá-la e comunicá-la a todos. A Jornada Mundial da Juventude será para todos nós, para o mundo, o começo de um novo jeito de sermos seguidores de Jesus e missionários para a América Latina e para o mundo. E todos voltaremos para casa com o entusiasmo e a alegria de seguir Jesus e vê-lo presente em todos os nossos irmãos e irmãs.

palavras que não passam

Ser mártir hoje na Jornada PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA A ameaça rondava os cristãos dos primeiros séculos. A qualquer hora, poderiam ser convocados para testemunhar a sua fé dando a vida como prova de adesão indissolúvel a Jesus Cristo. Encontramos a maneira como os cristãos eram sacrificados na leitura do chamado “martirológio”. O maior e mais comum testemunho de fé do mártir era o testemunho do sangue derramado. Esse testemunho era tão considerado, que bastava ser mártir para imediatamente ser venerado como santo. Não havia o longo processo que existe hoje. Ser santo significava que a pessoa era exemplo a ser seguido pelos demais cristãos. Com a difusão do Cristianismo, foi ficando mais raro o testemunho do sangue. No nosso tempo, o significado de mártir não é só o de derramar sangue. O sentido é de testemunhar o seguimento de Jesus Cristo. E o testemunho de

Cristo atualmente é o de considerar a fé é reconfirmar hoje, ainda com maior vigor não somente uma crença, mas um estilo (Documento de Aparecida 391-398 ss). Dom Oscar Romero foi assassinado de vida. Isto é, testemunho não é o de quem simplesmente acredita, mas o de enquanto celebrava a missa, porque esquem vive porque acredita. É a própria tava mais vulnerável para a mira do atisociedade que exige do jovem JMJ que rador. Porém, o motivo real foi sua luta dê testemunho de Cristo pela prática das pela justiça social em favor dos pobres de exigências ou das consequências da fé El Salvador. Essa exigência é também da Igreja na vida. Isso está no documento da Conferên- em comunidade: “Que seja ‘preferencial’, cia dos Bispos Latino-Americanos e Ca- implica atravessar todas as nossas estruribenhos (Aparecida 2007). Diante da miséria, fome e O testemunho de Cristo atualmente é o de pobreza provocadas pelas considerar a fé não somente uma crença, estruturas sociais injustas mas um estilo de vida. Isto é, testemunho no continente, nossos pastores afirmam o compromisso não é o de quem simplesmente acredita, cristão da opção preferencial mas o de quem vive porque acredita pelos pobres como o testemunho característico exigido hoje dos cristãos como consequência de turas e prioridades pastorais”. Porque “a sua fé. Afirmam eles que a Igreja “conti- Igreja latino-americana é chamada a ser nue sendo, com maior afinco, companhei- sacramento de amor, solidariedade e jusra de caminho de nossos irmãos mais tiça entre nossos povos”. “Sacramento” é o martírio da verdapobres, inclusive até o martírio”. Insistem ainda os bispos que eles querem “ratificar deira Igreja na América Latina e Caribe e potencializar a opção preferencial pelos que revela ao mundo atual a fé e o amor pobres feita nas Conferências anteriores”. que animam a opção preferencial pelos Relembrando, “ratificar” e “potencializar” pobres.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes • Colaboração: Nayá Fernandes e Edcarlos Bispo de Santana • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: osaopaulo@uol. com.br (redação) • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura.


Fé e Vida ENCONTRO COM O PASTOR

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) está começando. Ainda não oficialmente, no Rio de Janeiro, onde acontecerá de 23 a 28; mas nas dioceses do Brasil inteiro, que realizam a Pré-Jornada, com o nome de Semana Missionária, a partir do dia 16. Na Arquidiocese de São Paulo, as paróquias, comunidades, congregações religiosas, movimentos e organizações juvenis realizarão a Semana Missionária junto com delegações jovens de 58 países diversos. Serão aproximadamente 10 mil hóspedes acolhidos, sobretudo, em casas de famílias. A acolhida e a hospitalidade fazem parte do espírito da JMJ: abrir as portas das casas requer abrir primeiro as portas do coração para receber, na própria vida, alguém que nunca se viu nem conheceu; “Não negligencieis a hospitalidade”, recomenda a Carta aos Hebreus (cf. Hb 13,2); isso anda esquecido, por causa dos evidentes riscos que todos os dias são enfrentados com a violência, os assaltos e arrastões... Mas, nem por isso, ficou abolido! A JMJ ajuda a ampliar nossa percepção da realidade da própria Igreja: uma grande família, formada por gente de todos os povos, casa comum, onde se vive a mesma fé e a vida é orientada pelos mesmos caminhos indicados por Deus nos Mandamentos; família grande, onde todos estão profundamente unidos por laços de viva fraternidade espiritual, membros de um mesmo povo de Deus, no qual ninguém mais deve se sentir estrangeiro, pois todos têm uma

culturais”. Mas também nós teremos a ocasião de conhecer algo sobre a cultura dos povos e países que esses jovens hóspedes representam. Boa ocasião para uma abertura de horizontes e de um enriquecimento cultural recíproco. Conhecemos e valorizamos melhor a nós mesmos quando aprendemos a conhecer os outros... Não ficam fora das programações as iniciativas de solidariedade social para com os que sofrem. Sim, pobres, doentes, idosos, prisioneiros, dependentes químicos, a população de rua e todos os que sofrem devem receber a “boa nova” do conforto e da esperança, que se expressa na vida e na ação da Igreja; mais ainda, quando se trata de iniciativas que envolvem os jovens: estes precisam conhecer o lado sofrido da condição humana e, ao mesmo tempo, crescer na sensibilidade para com todos os irmãos que sofrem, a fim de assumir suas dores e se motivarem para aliviar os sofrimentos superáveis dos irmãos. E os jovens vindos de longe também poderão compartilhar histórias de dor e sofrimento de seus países, junto com o testemunho sobre as ações solidárias que lá se desenvolvem. Desejo que a Semana Missionária seja uma bênção fecunda para os jovens peregrinos e para os jovens de nossa Arquidiocese! São Paulo, missionário dos povos e patrono de nossa Arquidiocese, interceda por todos nós! Luciney Martins/O SÃO PAULO

Chegam, enfim, os dias ansiosamente esperados e cuidadosamente preparados em todo o Brasil e em todo o mundo, a Pré-Jornada e a Jornada Mundial da Juventude. Na Pré-Jornada, nesta semana de 16 a 20, os jovens do Brasil e do mundo mergulham fundo no Evangelho e põem para fora a pergunta que todos têm no coração: “O que fazer para ganhar a vida eterna?”. Pergunta esta que se traduz assim: “O que fazer para dar um sentido profundo à minha vida?”. E a resposta de Jesus começou a ser dada no domingo, 14. O segredo está em amar a Deus com todo o nosso ser e amar o próximo como a si mesmo. E o amor ao próximo implica ter um coração misericordioso e fazer-se próximo aos que sofrem no corpo e na alma. Outras lições virão nas inúmeras Catequeses desta Semana Missionária. Jesus espera que os jovens católicos vivam a Boa Notícia que ele trouxe à humanidade e a anunciem, como missionários enviados ao mundo. Lá do alto do Corcovado, sua mensagem sugere que ele, de braços abertos, acolhe a juventude mundial e a envia. A Semana Missionária prepara o grande Pentecostes da Jornada Missionária. Lá no Rio de Janeiro certamente o papa Francisco abraçará, em nome de Jesus, cada jovem, cada menino, cada menina, cada peregrino que lá estará. Num testemunho público e grandioso de fé, a juventude gritará sua fé na pessoa de Jesus, a sua esperança concreta nele, e o desejo de amar intensamente a Deus e aos irmãos, com aquele amor capaz de transformar as estruturas do mundo. Deus seja louvado por estes dias, repetimos, ansiosamente esperados e cuidadosamente preparados, que prenunciam frutos bons para a vida da Igreja, dos filhos da Igreja, dos discípulos missionários de Jesus.

Outras lições virão nas inúmeras Catequeses desta Semana Missionária. Jesus espera que os jovens católicos vivam a Boa Notícia que ele trouxe à humanidade e a anunciem, como missionários enviados ao mundo. Lá do alto do Corcovado, sua mensagem sugere que ele, de braços abertos, acolhe a juventude mundial e a envia.

De terça-feira (16) a quinta-feira (18) Atividades da Semana Missionária – JMJ. Programação: www.prejmjsp.com.br

Sexta-feira (19) 17h – Vigília da Região Episcopal Ipiranga

@DomOdiloScherer desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo: para vós o meu louvor eternamente!” 15 - Hoje, 15/7, a Igreja lembra São Boaventura, grande bispo, teólogo e mestre da fé! 14 - “O Senhor nos abençoe, nos livre de todo o mal e nos conduza à vida eterna. Amém” Boa noite!

Chegou a hora da grande festa jovem!

agenda do cardeal

Tweets do Cardeal

15 - Sl 70/71 - “Sois meu apoio

14 - Sl 110/111 - “Temer a Deus é

o princípio do saber e é sábio todo aquele que o pratica. Permaneça eternamente o seu louvor.” 14 - “Grandes da terra, povos todos, e vós, jovens, moças e rapazes, anciãos e criancinhas, bendizei o nome do Senhor!” 14 - “Obras do Senhor, bendizei o Senhor,louvai-o, exaltai-o pelos

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editorial

Os jovens já chegaram! pátria comum e são “concidadãos dos santos” (cf. Ef 2,19). Um dos efeitos mais marcantes da JMJ, a começar pela Semana Missionária, é a percepção da unidade da fé na mesma Igreja, apesar das diferenças de cultura, raça, língua e nação. É belo cair na conta que o mesmo Pai-Nosso é rezado por pessoas do mundo inteiro, a mesma missa, a mesma profissão de fé, a mesma esperança é compartilhada, a mesma missão... Todos estão unidos em Cristo, conduzidos pelo mesmo Pastor visível, em nome do Supremo Pastor. A Semana Missionária tem três grandes propostas: a partilha da fé na oração; o intercâmbio cultural e a ação solidária; iniciativas e atividades para alcançar essas metas estão a cargo das organizações locais, sobretudo nas paróquias. Os jovens das nossas muitas comunidades, apoiados por numerosos voluntários, também adultos, farão a experiência da oração junto com os jovens peregrinos dos outros países; muitos de nossos irmãos vivem a fé em situações marcadas por enormes desafios e sofrimentos e poderão ouvir de outros experiências semelhantes; somos edificados reciprocamente pelo testemunho da fé vivida em circunstâncias diversas. Também o intercâmbio cultural é relevante; os jovens vindos de longe querem conhecer algo de São Paulo e do Brasil, de nosso modo de viver e de nossos “bens

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séculos sem fim!” Bom Domingo para você e todos os seus! 14 - “Ó Deus, dai a luz da verdade aos que erram, para que voltem ao bom caminho...” 14 - “Que poderei retribuir ao Senhor Deus por todo o bem que fez? Elevo o cálice da salvação, invocando o nome santo do Senhor” (Sl 115/116,12s)

Sábado (20) 15h – Vigília e Missa de envio dos jovens à JMJ, na praça Heróis da FEB (Santana)

Domingo (21) 11h – Missa na Catedral da Sé 18h – Missa e Dedicação da igreja e do altar da Paróquia Santa Maria Madalena (Reg. Belém) De segunda-feira (22) a segunda-feira (29) No Rio de Janeiro para a JMJ


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Fé e Vida

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liturgia e vida

palavra do papa

Deus quer misericórdia e não condenação

17º DOMINGO DO TEMPO COMUM 28 DE JULHO

Ana Flora Anderson

Jesus ensina a rezar A antífona de entrada (Sl 67) promete que Deus sempre reunirá seu povo em sua casa para fortalecê-lo. A oração do dia faz lembrar que esse povo não é forte nem santo sem ser conduzido pelo amor de Deus. A primeira leitura (Gênesis, 10, 20-32) e o Evangelho ensinam a importância de rezar com insistência. No texto de Gênesis, é Abraão, que, com insistência, pede a Deus que salve o povo de Sodoma e Gomorra. Essas cidades eram conhecidas como berços de iniquidade. Abraão, porém, suplica a Deus pelos que também habitam nesses lugares. Ele quer que Deus dê a graça de todos poderem se converter. No Evangelho de São Lucas (11, 1-13), os discípulos pedem a Jesus uma orientação para aprenderem a rezar. Jesus ensina o Pai-Nosso e depois conta uma parábola. Se um homem não levantar no meio da noite para ajudar o seu amigo, Jesus ensina que o amigo deve insistir. Se continuar a pedir ajuda, o dono da casa vai responder. Abraão insistiu seis vezes com Deus pedindo misericórdia para os pecadores. Nós, também, devemos rezar ao Pai com fé e amor e jamais desanimar. A Carta aos Colossenses (2, 12-14) resume todo esse ensinamento ao dizer que, mesmo sendo fracos, fomos sepultados e ressuscitados em Cristo por nossa fé no poder de Deus. Pela cruz, o Pai nos trouxe para a vida. leituras DA SEMANA SEGUNDA (29): 1Jo 4, 7-16; Lc 10, 38-42 TERÇA (30): Ex 33, 7-11; 34, 5b-9.28; Mt 13, 36-43 QUARTA (31): Ex 34, 29-35; Mt 13, 44-46 QUINTA (1): Ex 40, 16-21.34-38; Mt 13, 47-53 SEXTA (2): Lv 23, 1.4-11.15-16.27.34b-37; Mt 13, 54-58 SÁBADO (3): Lv 25, 1.8-17; Mt 14, 1-12

SANTO DA SEMANA

Bartolomeu de Las Casas – 17 de julho Bartolomeu de Las Casas nasceu na Espanha, em 1474. Seu pai era um mercador da esquadra de Colombo. Graduouse em Direito e foi para a América como Conselheiro Legal do Governador, chegando em 1502 na ilha Espanhola. No início, participou dos ataques contra as tribos. Depois, viajou para Roma e se ordenou sacerdote em 1507. Em 1510, retornou à ilha espanhola, agora como missionário, para combater o tratamento desumano dado aos índios pelos colonizadores. Desde que ingressou na vida religiosa dominicana, dedicou-se à causa indígena em defesa da vida, da liberdade e da dignidade. Viajou pela América Central fazendo um trabalho pioneiro, registrando tudo em seus diários. Foi perseguido pelos colonizadores. No México, foi nomeado bispo aos 72 anos. Em 1547, regressou à Espanha, continuando a defesa dos índios, onde corrigiu e publicou seus escritos. Porém, suas ideias foram contestadas na América e na Espanha. Tanto que, em 1552, suas obras foram censuradas e proibidas para a leitura. (Com informações do site catolicanet)

Papa francisco Na oração Mariana do Ângelus do domingo, 14, em Castelgandolfo, o papa Francisco explicou a presença do Samaritano na parábola de Jesus. Mas, porque Jesus escolheu um samaritano como protagonista desta parábola? Porque os samaritanos eram desprezados pelos judeus, por causa de diferentes tradições religiosas; e Jesus faz ver que o coração daquele Samaritano é bom e generoso e que – ao contrário do sacerdote e do levita –, ele coloca em prática a vontade de Deus, que quer a misericórdia e não o sacrifício (cf. Mc 12,33). Deus sempre quer a misericórdia e não a condenação. Quer a misericórdia do coração, porque ele é misericordioso e sabe entender bem as nossas misérias, as nossas dificuldades e também os nossos pecados. Dá a todos

nós este coração misericordioso! animados pelo mesmo espírito. O Samaritano faz exatamente isto: Confiemos essa intenção à interimita a misericórdia de Deus, a mi- cessão de Maria Santíssima. E há outra intenção que eu gossericórdia para com aqueles que taria de confiar a Nossa Senhora, têm necessidade. Um homem que viveu plena- junto a todos vocês. Está próxima mente esse Evangelho do bom a Jornada Mundial da Juventude no Samaritano é o santo que hoje re- Rio de Janeiro. Se vê que existem cordamos: São Camilo de Léllis, tantos jovens de idade, mas todos fundador dos Ministros dos Enfer- vocês são jovens no coração! Eu mos, o padroeiro dos doEu partirei em oito dias, mas muitos entes e dos jovens irão ao Brasil antes. Rezemos profissionais então por essa grande peregrinação de saúde. São Camilo morreu que começa, para que Nossa Senhora em 14 de julho Aparecida, padroeira do Brasil, guie os de 1614 e exapassos dos participantes e abra os seus tamente hoje se abre a celecorações para acolher a missão que bração do seu Cristo dará a eles quarto centenário, que terá o seu ápice em um ano. Saúdo com partirei em oito dias, mas muitos grande afeto a todos os filhos e fi- jovens irão ao Brasil antes. Rezelhas espirituais de São Camilo, que mos então por essa grande peregrivivem o seu carisma de caridade nação que começa, para que Nossa no contato diário com os doentes. Senhora Aparecida, padroeira do Sejam como ele bons samaritanos! Brasil, guie os passos dos partiE também aos médicos, aos enfer- cipantes e abra os seus corações meiros e àqueles que trabalham para acolher a missão que Cristo em hospitais e asilos, desejo serem dará a eles. L’Osservatore Romano

Tweets do papa

@Pontifex_pt 14 - Para um cristão, a vida não é resultado de

puro acaso, mas fruto de uma chamada e de um amor pessoal. 13 - No Ano da Fé, procuremos cada dia fazer qualquer coisa de concreto para conhecer melhor Jesus Cristo. 12 - Senhor, dai-nos a graça de chorarmos pela nossa indiferença, pela crueldade que existe no mundo e em nós. 10 - Se queremos seguir Cristo de perto, não podemos procurar um vida cômoda e tranquila. Será uma vida empenhada, mas cheia de alegria.

O Ângelus do domingo, 14, foi recitado em Castel Gandolfo. Ao final de sua alocução, que precede a Oração mariana do Angelus, o papa Francisco pediu orações pela Jornada Mundial da Juventude

Há 50 anos

A Pacem in Terris chega à ONU Ao falar sobre o documento considerado o testamento do papa João 23 à humanidade, Pacem in Terris, a reportagem do O SÃO PAULO noticiou a visita do cardeal Leon Joseph aos Estados Unidos na sede da Organização das Nações Unidas (ONU). A visita teve como principal objetivo o pedido para que as nações interrompessem a corrida armamentista que estavam desenvolvendo. “Os povos do mundo devem optar pela corrida armamentista, com permanente risco de suicídio nuclear coletivo, ou escolher a confiança progressiva necessária à estabilidade da paz”, res-

saltou o Cardeal. Para os membros da Comissão dos Estados Unidos para a ONU, o emissário do papa João 23 e auxiliar de Paulo 6º na Cúria Romana, Joseph, lembrou o apelo do Papa para a cooperação entre os homens e sua declaração no documento citado anteriormente que “nunca se deve confundir o erro com a pessoa que erra”. A edição noticiou também a doação que a cidade norte-americana de Filadélfia e o Instituto de Linguística do Peru fizeram à Universidade de Brasília: dois aviões para pesquisas linguísticas no Parque Nacional do Xingu.

Capa da edição de 21/7/1963


Fé e Vida fé e cidadania

As manifestações ocorridas em várias cidades do Brasil, entre outras coisas, ajudam a desfazer alguns lugares-comuns e preconceitos sobre a juventude. É comum ouvir que os jovens vivem no mundo virtual, não querem nada com nada e constituem uma geração alienada. Não raro se faz um confronto entre os jovens de hoje e aqueles das décadas de 1960, 70 e 80, estes sim comprometidos social e pastoralmente. O que se viu foi o contrário. Os jovens representaram uma presença significativa nas mobilizações que sacudiram o País. Saíram às ruas e praças, empunharam cartazes e bandeiras, pintaram a cara e gritaram seus protestos e reivindicações. Conscientes e críticos, foram capazes de avaliar os gastos com a Copa das Confederações (2013), com a Copa do Mundo (2014) e com os Jogos Olímpicos (2016), em confronto com a precariedade dos serviços públicos de saúde, educação, transporte, segurança... Em alguns cartazes, incentivavam outros jovens a deixar a internet e o facebook e engrossar as manifestações. Em outros, pediam o “padrão Fifa” de qualidade não só nos estádios e arenas esportivas, mas também nos hospitais, escolas, ônibus,

trens e metrô. Mas seus protestos apontavam para horizontes mais amplos. A necessidade de mudanças urgentes e necessárias na política econômica brasileira, bem como o combate à corrupção e ao uso incorreto da rex publica, apareceu como temática relevante. Direta ou indiretamente, implícita ou explicitamente, suas vozes se uniram ao Grito dos Excluídos de 2013, cujo tema é: “Juventude que ousa lutar, constrói o projeto popular”. Mostraram a mesma sintonia com o processo de debates da 5ª Semana Social Brasileira, que tem como tema “Estado para que e para quem?” Retomando o fio condutor das Semanas Sociais anteriores, especialmente em relação ao Brasil que queremos, trata-se de refle-

tir sobre “Um novo Estado: caminho para a sociedade do bem viver”. Em síntese, para usar a metáfora do futebol, os jovens desceram das arquibancadas, ousaram entrar em campo e querem participar do jogo. Jogo este que é a construção conjunta de uma sociedade justa, solidária, social e ecologicamente sustentável. Distinguem perfeitamente o mundo virtual do mundo real. E, além disso, eles nos ensinam que as redes sociais, embora com seus limites no que diz respeito às relações diretas e duradouras, possuem um potencial organizativo nada desprezível. Isso nos leva a repensar o uso das novas tecnologias, tanto em termos de evangelização quanto de mobilização sociopolítica. Luciney Martins/O SÃO PAULO

Juventude mobiliza-se pelas ruas do País e exige melhorias nas políticas públicas

espaço bioética aberto

No rumo da esperança Professor de Teologia da PUC-SP

Padre Antonio Manzatto O Cristianismo é, fundamentalmente, a religião da esperança. Não apenas porque ouvimos a pregação de Jesus que anuncia a chegada do Reino de Deus, mas também porque vivemos em função do encontro que teremos com ele. E isso acontecerá no futuro. Nem sempre estamos convencidos disso, e é exatamente aqui que a juventude é importante. Muita gente acha que ser jovem, manter o espírito jovem, é fazer aquilo que é próprio da juventude, como se a vida fosse uma contínua busca pela “fonte da eterna juventude”, mito que animou muitos aventureiros pelo mundo afora. A juventude não é

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direito canônico

Quando falam as ruas Padre Alfredo José Gonçalves

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eterna, o tempo passa, as pessoas envelhecem e as situações mudam. Aceitar a própria idade, inclusive com seus limites, é uma virtude e é condição para viver a vida de forma sadia. O que é manter o espírito jovem? É voltar-se para frente, construir a vida, acreditar no futuro e viver de esperança. Este é o diferencial da juventude, saber que os melhores dias estão por vir e que o melhor de nós não está no passado, mas à frente de nós. Crer no futuro é fazer confiança, confiar em si, nos outros e no mundo. Muitos se sentem inquietos com o futuro porque não o controlam, preferem o passado porque já está escrito, já está feito, já se sabe o caminho. É isso que significa ser velho, conservador, ultrapassado: pensar que as soluções para o presente e para o futuro se encontram no passado, no que já foi vivido e realizado. Só que não é assim.

O futuro não está escrito, por isso não pode ser controlado. Está aberto a todas as possibilidades, a todos os acertos e fracassos, a todos os erros e virtudes. Está aberto para o que fizermos dele, assim como a juventude está aberta a todas as inovações e experiências. O que é preciso é confiança. O papa Francisco se encontrará com os jovens agora em julho. O Papa da renovação da esperança encontrando-se com a esperança do futuro, nesta América Latina chamada de “Continente da Esperança”. Que os jovens nos ensinem a vivermos “de esperança em esperança”, a guardarmos o fogo inquieto que nos envia para a frente, para fora das seguranças do que já se teve para a aventura da vida que está diante de nós, no desafio da construção do mundo novo, de “novos céus e nova terra!”.

Nulidade de casamento religioso convalidada pela Justiça brasileira Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Edson Luiz Sampel

chamada “exclusão do bem da fidelidade”. Um dos nubentes, ou ambos, foi sempre infiel, privando com outros parceiros sexuais desde o namoro. Este casamento é nulo para a Igreja. Outra possibilidade, uma das mais ocorrentes nas cortes canônicas, é a denominada “falta de discrição de juízo”, ou seja, uma imaturidade grave que impede aos nubentes coexistirem sob o mesmo teto, com o cumprimento das obrigações inerentes ao conúbio. Isto é nulidade para o direito canônico, mas não para o direito civil ou estatal. Pelo que se pode aquilatar, a tendência é que a Justiça brasileira homologue qualquer casamento declarado nulo pela corte máxima da Igreja, o Tribunal da Assinatura Apostólica, localizado em Roma. É, aliás, o que se depreende da leitura do

Recentemente, no mês de junho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) convalidou uma sentença canônica de nulidade de casamento. O relator do processo, ministro Felix Fischer, estribou-se no artigo 12 do Acordo Brasil-Santa Sé. Com efeito, reza o parágrafo primeiro do mencionado artigo: “A homologação das sentenças eclesiásticas em matéria matrimonial, confirmadas por órgão de controle superior da Santa Sé, será efetuada nos termos da legislação brasileira sobre homologação de sentenças estrangeiras”. Penso que doravante haverá muitos requerimentos de Perante a legislação pátria, homologação de não há outro caminho para a sentenças judideclaração de nulidade de casamento, ciais oriundas do Poder Judiciário com o retorno ao estado civil de da Igreja Catósolteiro, a não ser pelo processo lica. Pelo pacto canônico, conforme as novas e internacional celebrado com a alvissareiras perspectivas delineadas Santa Sé, o Brasil pelo acordo Brasil e Santa Sé compromete-se a dar validade jurídica às decisões relativas a resumo da primeira homologamatrimônios, nada mais. Deve- ção deste tipo, postado no site ras, a Igreja sempre reivindicou do STJ. O relator coloca como sua competência concorrente premissas para a convalidação para estatuir as normas que o fato de o casamento haver digam respeito ao casamento. sido celebrado em conformiVale dizer: a Igreja e o Estado dade com o direito civil, bem têm graves responsabilidades como a previsão do ato homoem tutelar os valores da famí- logatório no acordo. Parece não lia. haver nenhuma referência à Resta saber se a Justiça causa de nulidade contemplada brasileira homologará tão so- simultaneamente pelo direito mente as sentenças em que a civil e pelo direito canônico. nulidade provier de causa conA grande novidade trazida comitantemente relevante para pelo Acordo Brasil-Santa Sé o direito civil e para o direito consiste em que os envolvidos canônico ou de causa de nuli- nesses processos, após a devida dade exclusivamente canônica. homologação, passarão a osExplico. Por exemplo, a coação tentar o estado civil de solteiro, irresistível, como uma ameaça e não mais de divorciado. Isto é de morte, torna nulo o casa- simplesmente revolucionário! mento tanto no aspecto cível Os tribunais eclesiásticos quanto no canônico. Ora, se o do Brasil estão repletos de noivo foi compelido a se casar pedidos de nulidade de matrisob o prenúncio de um mal ter- mônio. Sabemos que grande rível, irrogado pelo pai da noi- parte dos brasileiros opta pelo va, cuida-se de um casamento casamento religioso (canônico) nulo. Outro exemplo se reporta na Igreja Católica. Perante a à idade. É nulo para a Igreja e legislação pátria, não há outro para o Estado um casamento caminho para a declaração de em que o noivo contar com 11 nulidade de casamento, com o anos de vida. Sem embargo, retorno ao estado civil de solexistem causas de nulidade teiro, a não ser pelo processo exclusivamente canônicas, não canônico, conforme as novas e referendadas pelo direito civil. alvissareiras perspectivas deUma hipótese bastante comum lineadas pelo acordo Brasil e nos tribunais eclesiásticos é a Santa Sé.


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Igreja em Ação

ceat

Serviço da Caridade, Justiça e Paz

O que mudou após manifestações (1)

Estado, Justiça Social e Democratização do Judiciário

Padre Lício de Araújo Vale

vestigação do Ministério Público. Royalties para educação e saúde: a Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 5.500/2013 que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e os 25% restantes para a área da saúde. Suspensão do reajuste do pedágio: o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), suspendeu o reajuste de pedágios nas rodovias do Estado. Plebiscito para reforma política: a presidente Dilma Rousseff propôs cinco pactos para a melhoria dos serviços públicos no País (pela responsabilidade fiscal, reforma política, saúde,

Muita gente se pergunta se, de fato, houve mudanças após as manifestações. Quem achava que brasileiros e brasileiras estavam deitados em berço esplêndido se surpreendeu com a mudança de status: “Verás que um filho teu não foge à luta”. A brincadeira, feita nas redes sociais, explicita a situação inesperada do histórico junho de 2013, quando milhões de pessoas saíram às ruas sem uma, mas com, muitas reivindiA CCJ da Câmara dos Deputados cações. aprovou a proposta que acaba com Aqueles que apostavam que o voto secreto em processos de ia terminar em cassação de mandato pizza, também se surpreenderam. Veja as con- transporte público e educação). quistas que a população brasi- Também propôs um plebiscito leira já conseguiu de lá para cá. para a reforma política. Redução das tarifas de Fim do voto secreto: a Cotransportes públicos: nos Esta- missão de Constituição e Jusdos de São Paulo, Rio de Janei- tiça (CCJ) da Câmara dos Dero, Amazonas e cidades como putados aprovou a proposta São Paulo, Manaus, Rio de Ja- que acaba com o voto secreto neiro, Curitiba, Goiânia, Porto em processos de cassação de Alegre, Recife, Natal, ABC pau- mandato. lista, Guarulhos, Belém, Betim, Corrupção: o Senado aproBlumenau, Campina Grande, vou um projeto de lei que transLondrina e mais de 50 cidades forma a corrupção ativa e pasdo interior, entre outras. siva em crime hediondo. Com Derrubada da Proposta de isso, esse delito passa a ser Emenda Constitucional (PEC) considerado tão grave quanto 37: rejeição e arquivamento da homicídio qualificado e estuPEC 37 pelos deputados, pro- pro, por exemplo. Que torna posta que tiraria o poder de in- corrupção crime hediondo.

Integrante da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo

marcelo naves

Desde 2011, estamos vivendo a 5ª Semana Social Brasileira (5ª SSB), motivada pela CNBB em conjunto com as pastorais sociais, CEBs, movimentos sociais, entidades e a sociedade civil. A 5ª SSB traz como pauta central o Estado, com o tema “Um novo Estado: caminho para uma nova sociedade do bem viver.” As semanas sociais, que acontecem no Brasil desde 1991, elaboram um profundo diagnóstico político, econômico, social e cultural da realidade, ao mesmo tempo em que são desenvolvidas ações e atividades de mobilização e articulação das forças vivas de nossa sociedade para a elaboração de posicionamentos, compromissos e intervenções concretas. Isso tudo em vista de um

projeto popular e emancipador das populações empobrecidas e excluídas. Dentre algumas ações resultantes das semanas sociais, podemos citar o Grito dos Excluídos, o Plebiscito Popular sobre a Dívida Externa e as mobilizações contra a Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Mediante o atual momento histórico, a 5ª SSB coloca, no centro do debate social, o Estado, ressaltando a seguinte pergunta: “Estado para que e para quem?”. Segundo a CNBB, “o problema não é ‘o’ Estado, mas ‘esse’ Estado. Não entendemos que se deva ter em mente a inexistência do Estado, e sim, lançar sobre o Estado que temos um olhar crítico” (Documentos da CNBB, 91, § 31). É necessário, assim, que o Estado seja norteado por outras opções e políticas, diferentes das que o pautam hoje. “A exigência é passar de uma política centrada nos interesses do capital financeiro para uma política centrada nos interesses da sociedade, so-

bretudo daqueles que estão em pior situação e têm, por isto, privilégio ético” (CNBB, 91, § 78). O Serviço da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese, composto pela Cáritas, Pastorais Sociais, Comissão Justiça e Paz e Centro Santo Dias, realizou, em 30 de junho de 2012, um seminário sobre o Estado brasileiro, debatendo a conjuntura dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Uma das conclusões dessa atividade foi a de que é urgente o debate sobre o Sistema Judiciário brasileiro, especialmente, abordando-o na perspectiva da democratização e promoção da justiça social. Para tanto, ocorrerá, no dia 31 de agosto, o Seminário Justiça e Direito igual para todos, no Centro Pastoral São José, Região Belém, a partir das 9h. Informações e inscrições podem ser feitas no e-mail: justicaedireitoigualparatodos@ gmail.com, ou no telefone (11) 3151-4272. Todos(as) estão convidados(as)!

Pascom

Pascom reúne-se para manhã de espiritualidade Renato Papis/Regional Sul 1

VAGAS DA SEMANA 1.800Vagas p/ AUXILIAR DE LIMPEZA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 45 anos, sem experiência, ensino fundamental incompleto. 2.500 Vagas p/ OPERADOR DE TELEMARKETING em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 55 anos, sem experiência, ensino médio completo. 750 Vagas p/ PORTEIRO em todas as regiões de SP, masc, 24 a 45 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 900 Vagas p/ ATENDENTE DE LANCHONETE em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 32 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 500 Vagas p/ OPERADOR DE CAIXA em todas as regiões de SP, fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino médio completo. 550 Vagas p/ OPERADOR DE SUPERMERCADOS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 36 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 150 Vagas p/ AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA em todas regiões de SP, masc, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 200 Vagas p/ VENDEDOR LOJISTA em todas

as regiões de SP, mas/fem, 18 a 28 anos, sem experiência, ensino médio completo. 350Vagas p/ REPOSITOR DE MERCADORIAS em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 30 anos, sem experiência, ensino fundamental completo. 300 Vagas p/ AUXILIAR DE COZINHA em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 50 anos, ensino fundamental incompleto. 300 Vagas p/ ATENDENTE DE BALCÃO em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 60 Vagas p/ Embalador zona oeste, mas/ fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio completo. 150 Vagas p/ Manobrista em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 250 Vagas p/ Vigilante zona oeste, norte, sul e central, mas/fem, 18 a 40 anos, 6 meses, ensino médio completo. 300 Vagas p/ Fiscal de Loja em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, sem experiência, ensino médio incompleto. 100 Vagas p/ Auxiliar de Jardinagem em todas as regiões de SP, mas/fem, 18 a 40 anos, 6 meses, ensino médio completo.

unidades DE ATENDIMENTO Unidade Santana – Rua Dr. Gabriel Piza, 475 – Metrô Santana Unidade Rio Pequeno – Av. Otacilio Tomanik, 1.555 – Rio Pequeno Unidade Santo Amaro – Rua Padre José de Anchieta, 172 – Santo Amaro Unidade Tatuapé – Rua Bonsucesso, 233 – Metrô Tatuapé

Unidade São Miguel – Rua José Dias Miranda, 48 – São Miguel Paulista Unidade Vila Mariana – Rua Bartolomeu de Gusmão, 524 – Vila Mariana Unidade Marechal Deodoro – Rua Barão de Campinas, 691 – Marechal Deodoro

Equipe de reflexão , presidida pelo bispo de Itapeva, dom José Moreira de Melo e coordenada por irmã Maria Celeste, fsp

renato papis

especial para o são paulo

Espiritualidade do Comunicador: “Todos nós somos Discípulos Missionários da Comunicação”. Na manhã de quarta-feira, 26, a equipe de reflexão da Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB reuniu-se no Serviço à Pastoral da Comunicação (Sepac), em São Paulo (SP), para uma manhã de espiritualidade e formação, conduzida pela jornalista irmã Helena Corazza, fsp. Segundo irmã Helena, essa espiritualidade cristã fundamenta-se na Trindade. A espiritualidade cristã só será eficaz “se houver a participação da comunidade cristã que se reúne em nome dele ‘por causa de Jesus’ (2Cor 4,5); o fortalecimento na união e na partilha; a missão – que todos

se tornem filhos de Deus. ‘Este é o meu Filho amado. Escutem o que Ele diz. ‘Glória a Deus e Paz aos homens de boa vontade’; as pessoas que vivem num contexto de mudanças culturais e sociais, conscientes de que a Palavra de Deus permanece”. Irmã Helena, em entrevista para a Pascom, salientou que “o comunicador cristão não basta apenas saber produzir, ele deve ser um profissional que vive com valores, que tem a missão do anúncio do Evangelho e também de comunicar tudo àquilo que, digamos, a Igreja também está fazendo, e instituições ligadas a Igreja. Então ele até pode ser um ótimo profissional, mas para ser ético, para viver os valores, para ter esse conteúdo, essa mística da missão, ele precisa cultivar a espiritualidade,

uma espiritualidade que o preencha também interiormente que ele se sinta que vive o Batismo, que é amado por Deus, que é filho de Deus e que tem uma missão e não está aqui por acaso. A partir dessa experiência também pessoal do cultivo da espiritualidade, que nasce bastante natural, a missão não é um fardo, mas simplesmente aquilo que você recebeu como dom de Deus, você também passa para outra pessoa”. Após o momento de formação para os agentes, irmã Celeste Ghislandi conduziu a reunião da equipe. Na pauta, a preparação do Encontro Regional de Comunicação, em 29, 30 de novembro e 1º de dezembro em Aparecida (SP), cujo tema escolhido é: “Fundamentação Bíblico-teológico da Pastoral da Comunicação”.


Igreja em Ação Infância e adolescência missionária

Assessoria de imprensa

do boletim das pom

Na Diocese de Bragança Paulista, Infância e Adolescência Missionária reafirma prioridades lidade missionária; carisma da IAM e o Papa; e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Além disso, os assessores da IAM no Estado receberam orientações da parte da coordenação. À noite, os participantes recitaram o terço missionário caminhando pelas ruas da cidade e, em seguida, houve uma confraternização para marcar os 170 anos de fundação da IAM.

Outro momento marcante aconteceu no domingo pela manhã com uma ação conhecida por Bate-lata de Jesus na qual as crianças e adolescentes caminharam pelas ruas de Joanópolis. O encontro encerrou com a missa na matriz, que incluiu testemunhos missionários e o envio. Cada um levou para casa uma vela como sinal de luz para continuarem firmes na missão.

Mensagens enviadas parabenizam mudanças no O SÃO PAULO

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano.

“Agora, pelo seu novo feitio e conteúdo, creio que o semanário arquidiocesano será ainda mais lido e contribuirá enormemente na evangelização do povo de Deus na capital paulista. E, ainda, se continuar na internet, no Brasil e em todos os países lusoparlantes.” Edson Sampel, colunista do O SÃO PAULO.

“Quero parabenizá-lo, bem como a toda a Arquidiocese de São Paulo, pela nova ‘cara’ do jornal O SÃO PAULO. A paginação é moderna, o formato facilita o manuseio. Excelente ideia! Deus seja louvado!” Padre Manoel Quinta, ssp em e-mail enviado ao cardeal Scherer.

Um tributo a Edmund Pellegrino padre leo pessini

espaço do leitor

“Eu também recebi várias observações ‘orais’ positivas sobre a mudança do formato. Sem mais, aproveito para parabenizar pelo trabalho já feito. Saudação e todo o bem!”

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bioética

São Paulo realiza 3º Encontro Regional da IAM A Infância e Adolescência Missionária (IAM) do Estado de São Paulo realizou, no fim de semana, dias 5 a 7, o seu 3º Encontro Regional (ERIAM). O evento reuniu em Joanópolis, Diocese de Bragança Paulista (SP), cerca de 300 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, mas participaram também pelo menos 70 assessores e animadores. Os trabalhos foram assessorados pela coordenadora da IAM do Regional Sul 1 da CNBB, Nádia Maria da Silva Fusinato, e pelo diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM), padre Camilo Pauletti. As reflexões giraram em torno do tema: “Infância e Adolescência Missionária: 170 anos de amor e compromisso à missão”, e lema “IAM, jovens missionários do amanhã”. Cinco oficinas de trabalho aprofundaram o estudo sobre: a realidade missionária; teatro de fantoches; espiritua-

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“Parabéns! Com o novo formato do jornal O SÃO PAULO a leitura fica mais fácil e dinâmica. Muito bom também para os leitores que navegam por dispositivos móveis. Bênçãos para vocês!” Marcia Scatolin, em comentário publicado no site da Arquidiocese.

“Parabéns pelo jornal! Ficou muito bonito, leve, mais fácil e agradável de ler, enfim, maravilhoso!” Nei Márcio Oliveira de Sá, secretário executivo do Setor Juventude.

“Prezados amigos do jornal O SÃO PAULO Eu e minha família fomos surpreendidos pelo novo formato do jornal O SÃO PAULO. Mais dinâmico, moderno e completo vimos nascer o novo jornal O SÃO PAULO, que facilita ainda mais a leitura e o entendimento das notícias da nossa querida Arquidiocese de São Paulo.

Sabemos que para chegar ao que está hoje não foi nada fácil, mas quando tudo é feito com amor e dedicação, o resultado não poderia ser outro: o sucesso! Parabéns ao nosso querido dom Odilo, que sempre acreditou e investiu nesse trabalho, bem como a todos os colaboradores diretos e indiretos para que toda semana possamos ser agraciados com as mensagens de esperança e notícias da nossa Santa Igreja em São Paulo. Que Nosso Senhor Jesus Cristo abençoe sempre esse trabalho a favor de seu Reino já aqui na Terra. Um abraço fraternal meu e de toda família!” Edson da Silva Leite e família

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

No dia 13 de junho de 2013, faleceu, em Washington D.C. (EUA), o renomado e mundialmente conhecido, médico e bioeticista norte-americano Edmund Pellegrino, aos 92 anos. Infelizmente no Brasil ele ainda não é muito conhecido, uma vez que nenhum dos seus 23 livros como autor, coautor ou editor e nenhum de seus mais de 600 artigos científicos, a grande maioria deles escritos de madrugada, nas primeiras horas do dia em sua antiga máquina de escrever Olivetti, no âmbito da bioética, ética das virtudes, filosofia da medicina e ética médica, tenha sido traduzido em português. Felizmente esse silêncio vem sendo quebrado ultimamente por alguns bioeticistas, que começam a escrever artigos sobre a importância do humanismo de Pellegrino no âmbito da filosofia, saúde e bioética. Nos limites de uma nota editorial, apresentamos ao leitor uma biografia sumária de alguns aspectos de sua vida e obra que o colocam como um dos grandes pioneiros da bioética mundial. O professor Pellegrino foi membro da Pontifícia Academia da Vida desde sua instituição, em 1994, pelo papa João Paulo 2º. Em 2004, foi convidado a integrar o Comitê Internacional de Bioética da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Ele também foi cofundador da prestigiosa publicação científica Journal of Medicine and Philosophy (Jornal de Medicina e Filosofia). Ao completar seus 90 anos de vida, manifestou o desejo de escrever mais três livros... Como vemos, o fator idade nunca foi problema ou empecilho para Pellegrino inovar, criar e produzir cientificamente. Ele foi um cristão católico praticante de missa diária. Segundo o cardeal Donald Wuerl, de Washington, Pellegrino considerava a sua fé católica como “o elemento unificador mais importante de toda a sua vida” e “em todas as suas múltiplas atividades e serviços, ele sempre apresentou uma sólida combinação, entre sua expertise científica e uma profunda fé católica”. Enfim, Pellegrino foi um autor prolífico e professor de grande projeção e erudição. Ele nos deixa um legado que é um grande desafio para todos nós hoje: Como um verdadeiro sábio humilde e servidor, esse conhecido médico soube combinar fé cristã com atividades científicas de uma forma admirável!

O jornal O SÃO PAULO está de cara nova

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A caminho do Rio

Todos na missa de envio dos jovens para a JMJ Rio-2013 A grande missa de envio dos peregrinos e voluntários da Arquidiocese de São Paulo para a Jornada Mundial da Juventude acontecerá no sábado, 20, às 15h, na praça Heróis da FEB, próxima à estação Santana do metrô. Mais informações sobre a Semana Missionária em São Paulo e a JMJ no Rio podem ser encontradas no site www.prejmjsp.com. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

JMJ samaritana da Especial para O SÃO PAULO

Mexicanos, chilenos e franceses participam de missa no domingo, 14, na catedral, e são acolhidos pelo Cardeal e demais fiéis, inclusive em suas línguas maternas

Jovens na Jornada e seus rostos mundiais Grupos de peregrinos celebraram, na Catedral da Sé, a alegria da Semana Missionária NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

As bandeiras, as roupas coloridas, o “burburinho” de outras línguas que se podia ouvir antes da missa no domingo, 14, na Catedral da Sé, em que peregrinos e voluntários se reuniram para juntos celebrar a fé, mostraram o rosto da juventude que veio para a Semana Missionária, que antecede a JMJ Rio-2013. Assim como o mestre da Lei no Evangelho, os jovens, religiosos, sacerdotes peregrinos de outros países, que já estão em São Paulo para a Semana Missionária, vivem, na experiência do encontro entre si, o encontro com a “Palavra, que está pertinho, pois o próprio Deus manifestou o seu caminho, o caminho da vida”, disse o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo

Pedro Scherer, na homilia da missa. Camila Estrada, pela primeira vez no Brasil, é da Província Chilena de Concepción, e veio com outros 33 peregrinos do Colégio Salesiano de Santiago do Chile. Ansiosa para viver a Semana Missionária, ela se diz muito feliz por conhecer outros jovens que querem ser testemunhas de Cristo, para fortalecer a Igreja. “Para mim, tocou a mensagem do Evangelho que lembra nosso compromisso de sermos testemunhas de Jesus e fazê-lo parte da nossa própria vida.” Do Estado de Sinaloa, no México, José Luiz Sauceda Báez, da Paróquia Santo Antônio de Pádua, que pertence à Diocese de Culiacán, veio com um grupo de 14 mexicanos. “Estou muito contente por estar aqui com os demais companheiros, conhe-

cendo o Brasil e aprendendo o português. Senti uma alegria quando o Cardeal rezou por nós. Tenho comigo o Missal, assim é mais fácil acompanhar a missa.” Ao falar sobre a parábola do bom Samaritano, o Cardeal ressaltou o que significa viver uma vida coerente com a fé professada. “Quem é meu próximo? – perguntou o mestre da Lei. E Jesus contou a história do homem que foi assaltado no meio do caminho. Assim como no Evangelho, os próximos com quem Jesus se identifica são os pequeninos, os desprezados, os que aos olhos do mundo não valem mais nada. A Palavra de Deus neste domingo, no Ano da Fé, põe em relação fé e vida. Peçamos a Deus a coerência com a nossa fé!” Os grupos de mexicanos, chilenos e franceses que participaram da missa na Catedral

também foram acolhidos em suas línguas maternas pelo padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador arquidiocesano de pastoral no fim da celebração e pelo próprio Arcebispo. “Quero acolher e encorajar a todos a se sentirem em casa, seja nas igrejas, nas paróquias e comunidades, nos colégios e nas famílias acolhedoras! A Igreja é a mesma aqui e em todo o mundo, irmanada na família de Deus!”, lembrou o Cardeal. Segundo padre Tarcísio, a missa foi importante para perceber que a Jornada tem rosto. “Começamos a ver a Igreja no mundo inteiro e esta é a razão de sermos católicos. Estamos preparados, sobretudo, para amanhã [segunda, dia 15] receber os jovens, mas já há muitos peregrinos na nossa cidade. Foi um momento muito bonito”, destacou.

Os jovens Marina Gomes Chagas, Bruno Doreto, Rubens dos Santos e Danilo Reis são voluntários para a Semana Missionária na Diocese de São Miguel Paulista (SP). Acompanhando um grupo de 14 mexicanos, eles se programaram para no domingo, 14, participar da missa na Catedral da Sé e visitar a cripta. Para eles e para Enrique Vela, da histórica cidade de Córdoba, no Estado de Veracruz, onde foi assinado o tratado que confirmou a independência do México da Espanha, a parábola do bom Samaritano, contada no Evangelho de Lucas, ganhou um significado especial. “Recebemos um mexicano que foi roubado no Rio de Janeiro. Ele ficou perdido por dois dias em Aparecida (SP) e vai ficar na nossa paróquia”, contou Marina. Enrique chegou antes ao Brasil para comemorar seu aniversário. Conheceu várias cidades, mas na praia de Ipanema foi assaltado. “Procurei a polícia turística, mas só me deram um papel. Então, vim de carona para São Paulo, sem dinheiro. Procurei o Arsenal da Esperança e fui encaminhado para a paróquia. Vou me incorporar ao grupo para a Jornada e depois voltar ao México.” “Foi muito desagradável, pois sabia que nas favelas era perigoso, mas não as zonas turísticas. Estou cansado, mas feliz! Ficar na rua e sobreviver, para mim que não falo português, foi uma vitória. A Palavra de Deus me dá força, pois sinto que não estou só, nunca estive, Deus está comigo”, comentou o jovem mexicano. Padre Tarcísio Mesquita ressaltou que o Evangelho foi como um carinho de Deus, no início da Semana Missionária. “Estamos nos tornando próximos, compromissados uns com os outros.” “Hoje se completou o que o Evangelho falou. Não estávamos pensando na história do Enrique e até me emociono como cristão”, comentou Danilo. (NF)


A caminho do Rio

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Os bispos nas Catequeses durante a JMJ Mais de 250 bispos vão fazer pregações que aprofundam o lema da JMJ Rio-2013, nas três manhãs de Catequese. Entre os dias 24 e 26, serão alocados cada dia em um ponto de Catequese diferente. Da Arquidiocese de São Paulo irão: dom Julio Akamine, dom Cláudio Hummes, dom Sergio de Deus, dom Tarcísio Scaramussa e o arcebispo dom Odilo Scherer.

Em coletiva, Cardeal fala da Semana Missionária Conversa com jornalistas aconteceu na Cúria Metropolitana e tratou dos eventos que antecedem a Jornada Mundial Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Divulgação

Vigília nas Regiões Episcopais, 19

Especial para O SÃO PAULO

“Porém, eu queria inverter esse raciocínio um pouquinho. Fala-se de custos, devia-se falar em investimentos. Primeiro, nós investimos no jovem. Será que vale a pena investir nos jovens? Segundo, essas não são despesas pagas a alguém que vai levar embora esse dinheiro, esse dinheiro é derramado no Brasil, em todos os lugares aonde esses jovens vão, esse dinheiro é derramado, portanto, na economia brasileira.” Com essa afirmação o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, encerrou a coletiva de imprensa concedida aos jornalistas na tarde da segundafeira, 15, na Cúria Metropolitana, em Higienópolis. Na coletiva, convocada pelo Cardeal, estava presente o bispo auxiliar da Arquidiocese e responsável pelo Setor Juventude (Sejusp), dom Tarcísio Scaramussa. O Bispo apresentou um

Cardeal Scherer responde às dúvidas dos jornalistas em relação à JMJ; missa de envio será em 20 de julho, a partir da 15h panorama de como será a Semana Missionária, e destacou que a Arquidiocese está preparada para acolher até 30 mil peregrinos, se for preciso. Dom Tarcísio destacou que as paróquias desenvolveram atividades sobre três aspectos: encontros de reflexão, oração e espiritualidade; sociais e compromisso solidário; atividades culturais. O

prelado ressaltou a importância da colaboração do Poder Público – Estado e Prefeitura –, que, de certa forma, preparou a cidade para a acolhida desses peregrinos. Essa parceria – Poder Público e Igreja – pode ser vista em diversos pontos da cidade, como nos cartazes espalhados pelo metrô, ou no Bilhete Único Comemorativo, feito especialmente para a

Luciney Martins/O SÃO PAULO

JMJ Rio-2013

Guaratiba (RJ) quer ser o palco do maior flash mob do mundo. Jovens do mundo inteiro dançarão juntos no Campus Fidei, na manhã do domingo, 28. A coreografia é da bailarina carioca Gláucia Geraldo sobre a canção “Francisco” e o objetivo é mostrar que os jovens são capazes de falar ao mundo que há uma grande unidade na Igreja.

Semana Missionária e para a JMJ. Ao ser perguntado se as manifestações e protestos podem causar algum impacto na Jornada, o Cardeal destacou que acredita que possa causar um impacto positivo, pois os jovens querem ouvir o Papa, e eles podem esperar “do papa Francisco palavras que os oriente e ajude”.

“Rio2013 Oficial” é o nome do aplicativo desenvolvido para que os peregrinos possam acompanhar o que acontece na JMJ e ter informações sobre serviços disponíveis no Rio de Janeiro, durante a Jornada, em tempo real. Para os voluntários, o nome do aplicativo é “Voluntários JMJ Rio2013”, ambos em versão para iPhone e Android. Links para baixar os aplicativos oficiais da JMJ Rio2013: App Peregrino – iPhone: http://goo.gl/prfZN e Android: http://goo.gl/6hCv4 App Voluntário – iPhone: http://goo.gl/2Gkyn e Android: http://goo.gl/nBvjF

Região Episcopal Ipiranga, a partir das 17h - Colégio Marista Arquidiocesano, na rua Domingos de Morais, 2565, em frente ao metrô Santa Cruz Região Episcopal Lapa, a partir das 15h - rua Tenente Landy, 375, Lapa de Baixo Região Episcopal Santana, a partir das 14h - Parque da Juventude Portão 1 - avenida Zaki Narchi, 1309 Portão 2 – avenida Cruzeiro do Sul, 2500 Região Episcopal Sé, das 18h às 22h - praça da Sé, no centro da capital Região Episcopal Brasilândia, a partir das 9h30 - parque do Pico do Jaraguá Região Episcopal Belém, a partir das 18h - PET (Parque Esportivo do Trabalhador – antigo Ceret) rua Canuto de Abreu, s/n°, Tatuapé. Missa de envio, 20 praça Heróis da FEB (Santana): 15h – Acolhida; 16h – Apresentações Culturais; 17h30 – Celebração Eucarística.

JMJ Rio-2013

O Festival da Juventude da JMJ Rio-2013, que acontecerá durante a Jornada em vários lugares e horários, já conta com mais de 600 atividades gratuitas que compõem música, exposições, dança, teatro, cinema, trilhas, itinerários da fé e pontos turísticos. Segundo o Setor de Atos Culturais do Comitê Organizador Local da JMJ Rio2013, os eventos foram pensados para captar a atenção do público. Com informações do site www.rio2013.com


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A caminho do Rio

#Semana Missionária: curtir, com Uma Jornada de amizade Daniel Gomes

Reportagem na zona leste

“A nossa dança é a dança da amizade, é alegria para cá e para lá...”. Quem não soubesse que a Comunidade Bom Pastor, da Paróquia Imaculada Conceição, no Jardim Sapopemba, periferia da zona leste, acolhia no sábado, 13, um grupo de 21 peregrinos dominicanos, certamente pensaria que amigos de longa data ali se reuniam para um baile na hora do almoço. Vindos de Santo Domingo, capital da República Dominicana, na América Central, distante a 5.300 quilômetros de São Paulo, os peregrinos, que começaram a chegar à Paróquia no dia 9, já se sentiam plenamente acolhidos, pelas dez famílias acolhedoras e por todos os paroquianos, especialmente os jovens. “Estou feliz e emocionada, sinto como se estivesse em casa”, disse, ao O SÃO PAULO, Matilde Germania Rodrigues Garcia, 61. A senhora dominicana está no Brasil pela primeira vez, mas não é debutante em JMJ, pois esteve em Madri-2011. “A Jornada é uma bênção de Deus, não dá para descrever”, comentou. Segundo Perla Ramirez, 26, evangelizar de modo alegre e assistir aos mais necessitados são marcas da juventude católica dominicana, que, para ela, terá um momento especial na JMJ. “A Jornada será algo emocionante, grandioso. Vamos viver momentos extraordinários com os jovens de diferentes países, compartilhar culturas e a fé cristã, e isso, neste Ano da Fé, nos ajudará a crescer.” Ramón Damian Pallan Reyes, 24, também acredita que a Jornada permitirá que cada pessoa amadureça na fé, e passa a “viver uma grande experiência, compartilhando, vivendo e conhecendo diferentes culturas”. De acordo com Rodolfo Pereira Pavan, 19, um dos articuladores da Semana Missionária na Paróquia, os peregrinos também conhecerão as realidades carentes do bairro, vão visitar atividades sociais desenvolvidas pela Igreja na Região Belém e os pontos históricos da cidade. “Estamos felizes ao lado deles e é muito gratificante essa convivência, porque eles se apegam conosco. Estamos unidos por Cristo e fazemos tudo por amor”, expressou o jovem.

A Jornada será algo emocionante, grandioso. Vamos viver momentos extraordinários com os jovens de diferentes países, compartilhar culturas e a fé cristã, e isso, neste Ano da Fé, nos ajudará a crescer

Unidos na linguagem da fé Daniel Gomes

Reportagem na zona leste

A rotina da Paróquia São Paulo Apóstolo e do Jardim IV Centenário, na zona leste, tem sido diferente desde o dia 9, com a chegada dos peregrinos africanos da Zâmbia (48 pessoas) do Quênia (7), e também do Haiti (4), país da América Central, para participar da JMJ Rio2013.

Equatorianos e brasileiros anunciam a JMJ pelas ruas Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“A juventude do mundo inteiro vai se encontrar no Rio de Janeiro”. Cantando esse refrão e balançando as bandeiras do Equador e do Brasil, os mais de 35 peregrinos equatorianos juntaram suas vozes às dos jovens brasileiros da Paróquia São José Operário, na Região Episcopal Santana, e caminharam pelas ruas estreitas do bairro, na tarde de sol forte, do sábado, 13. A caminhada foi em direção à praça do Jaçanã, no bairro do Jaçanã, onde outros jovens do Setor, que leva o mesmo nome do bairro, os aguardavam para fazer a gravação de um flash mob. O grupo chamou

a atenção de todos os que passavam no local. Muitos paravam para perguntar do que se tratava aquela movimentação, ou de que lugar eram as pessoas. Alguns motoristas buzinavam e arrancavam aplausos e gritos dos jovens. Os jovens equatorianos chegaram às 2h da madrugada do sábado. Quando já estavam na Paróquia, encontraram toda a comunidade acordada, em vigília, esperando por eles. O padre Fabiano de Souza Pereira conta que a comunidade se reuniu desde às 23h da sexta-feira, 12, e fez um momento de oração, leitura da Palavra e adoração eucarística. Para todos os jovens equatorianos, essa recepção foi o momento que mais

surpreendeu. A responsável pelo grupo, Narcisa Medranda, conta que ficou emocionada com a acolhida das pessoas. O grupo está unido desde 2005, na Jornada de Colônia na Alemanha, e se prepara há dois anos para este momento. “Viver a cultura e saber que estamos em uma Igreja jovem que nos convida a caminhar”, destacou Narcisa sobre suas expectativas para a Semana Missionária. A integração entre os brasileiros e equatorianos é sentida nas palavras de Alejandro Parra Gonzales. Segundo ele, é um momento para viver a “irmandade entre equatorianos e brasileiros, todos somos irmãos em Cristo, missionários em Cristo e irmãos em Cristo”.

Eles foram acolhidos nas casas de 46 famílias e por todos os fiéis. Nem todos dominam os idiomas com os quais os peregrinos se comunicam – haitianos, em francês, e zambezes e quenianos em inglês –, mas o entendimento se dá pela linguagem da fé. “A Paróquia está ganhando uma riqueza cultural. Os paroquianos estão maravilhados com os cantos, com essa ‘loucura’ do tentar se comunicar, está sendo muito positivo”, garantiu, ao O SÃO PAULO, o pároco, padre Omir Cícero Antônio Oliveira, da Congregação do Verbo Divino. Os peregrinos elogiaram, à reportagem, a acolhida que receberam e fala-

Mexicanos trazem alegr padre cido pereira diretor do o são paulo

Na madrugada da sexta-feira, 13, peregrinos mexicanos desembarcaram no aeroporto de Guarulhos (SP). Foram carinhosamente recebidos por voluntários da Paróquia Nossa Senhora das Dores da Casa Verde, na Região Episcopal Santana e acomodados na casa de uma família. Lidera o grupo, o padre Edgar Torres de Luna, coordenador da Pastoral da Juventude na Diocese de Zacatecas, a 700 quilômetros da Cidade do México. Alegria não falta ao grupo de mexicanos. As senhoras que compõem a equipe de cozinha e alimentação não têm me-


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mpartilhar, viver e testemunhar ram das expectativas para a JMJ. “Sinto como se estivesse em minha casa no Haiti. As pessoas são muito solidárias”, afirmou o queniano Johanny Jasques, 36. Sua compatriota, Myrline Paul, 22, disse esperar que “essa fraternidade que há entre nós permaneça assim para sempre”. Para o padre queniano Simon Nga’ Nga’, a Jornada “será uma maneira de reavivar a fé e a experiência cristã religiosa. Vamos voltar revigorados ao nosso país”. A reportagem acompanhou no sábado, 13, a visita de dez zambezes à Comunidade Menino Deus, vinculada à Paróquia, onde conheceram os trabalhos

da Pastoral da Criança. Descontraídos, os peregrinos tiraram fotos e brincaram com as crianças. Um deles, Dennis Ngosa, 29, falou sobre o que espera da Semana Missionária. “Temos muitas expectativas, uma delas de fazer a experiência de partilha fé, com os jovens de lá e daqui, também a experiência da solidariedade, conhecendo um ao outro, criando um laço entre a Arquidiocese e a delegação da Zâmbia. Isso nos ajudará a crescer como Igreja.” Na quarta-feira, 17, chegarão 55 peregrinos da Costa Rica, país da América Central, mas os zambezes, quenianos e haitianos já não estarão mais na Paróquia.

A integração entre os brasileiros e equatorianos é sentida nas palavras de Alejandro Parra Gonzales. Momento para viver a “irmandade entre equatorianos e brasileiros, todos somos irmãos em Cristo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

gria à rádio 9 de Julho dido esforços para que os peregrinos se sintam em casa. Eles têm saboreado as delícias das cozinhas paulista e mineira. Não faltam também momentos de oração e de partilha fraterna da fé e das culturas brasileira e mexicana. Na segunda-feira, 15, nos programas “Construindo Cidadania” e “Bom dia Povo de Deus”, os jovens mexicanos foram recebidos na rádio 9 de Julho pelos padres José Renato e Cido Pereira. Todos cantaram o hino a Nossa Senhora de Guadalupe, que se manifestou ao índio Juan Diego, em 1531. Padroeira do México e da América Latina, a Virgem de Guadalupe é celebrada no dia 12 de dezembro.

Já no aeroporto, jovens são acolhidos Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

O Aeroporto de Guarulhos (SP) está mais agitado que o comum. Nos portões de desembarque internacional, diversas delegações estrangeiras chegam ao País. O que há em comum entre elas, e o que diferencia esse sábado, 13, dos demais, é o fato de que essas pessoas estão chegando à cidade para participar da Semana Missionária na Arquidiocese de São Paulo. Dois membros da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, do Parque Edu Chaves, zona norte, esperavam um grupo de cerca de 29 filipinos, que será acolhido na paróquia. Com uma plaquinha na mão, aguardaram por mais de meia hora o desembarque dos peregrinos. Quando finalmente a espera chegou ao fim, Marlito Cabigas, responsável pelo grupo de peregrinos, saudou e cumprimentou os brasileiros que os aguardavam. Ele afirmou estar “extremamente ansioso para participar dessa missão” e espera que a Semana Missionária seja um momento de muitas orações, muitos encontros, sons, danças, enfim, uma festa. Um grupo de peregrinos de Senegal e Guiné-Bissau foi acolhido por membros do Pontifício Instituto das Missões Exteriores (PIME). Ali mesmo, no saguão de desembarque do aeroporto, eles começaram a cantar e tocar seus tambores, e logo todas as outras pessoas que estavam no ambiente do aeroporto entraram no clima de festa. Uma equipe de voluntários está responsável por acolher os peregrinos que chegam à cidade pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, todos estão com camisetas da JMJ e crachás de voluntários. De acordo com o frei Adeildo Santos, SIA, as equipes de acolhida chegaram às 5h da manhã no aeroporto. Frei Adeildo conta que a equipe precisa de mais voluntários, principalmente que falem outros idiomas além do inglês e do espanhol, pois, de acordo com o Frei, o “acolher já dá uma motivação, mas o comunicar também é importante”.

Peregrinos vão a jogo no Pacaembu Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

No campo, mais uma partida comum pelo Campeonato Brasileiro. Um típico domingo de sol forte, Pacaembu lotado em um jogo do Corinthians contra o Atlético Mineiro. Mas essa partida teve algo de diferente. Ao menos para um grupo de franceses que do Tobogã acompanhou o jogo. São 92 peregrinos da Diocese de Bordeaux, entre eles um bispo, religiosas, sacerdotes, seminaristas e jovens, todos estão acolhidos na Paróquia São Mateus Apóstolo, na zona leste, Região Episcopal Belém. Os jovens estavam tão à vontade que cantaram, pularam e vibraram, mesmo

diante da derrota do time da casa – o Corinthians. Para eles, o mais legal é a alegria dos brasileiros. De acordo com Christy Rocha, uma cabo-verdiana, que há um ano estuda na França, o grupo está gostando da experiência, do acolhimento, está “adorando o espírito brasileiro”. Christy, que revela não entender nada de futebol, conta que “o povo brasileiro é muito caloroso”. Para a jovem, é impressionante a forma como são tratados, principalmente pelas crianças da comunidade, que sem os conhecer direito ou sem entender muito bem o idioma, os trata de uma forma carinhosa e acolhedora. Os paroquianos também acompanharam o grupo ao estádio, cerca de 58 pessoas

ajudavam o grupo de franceses a se ambientar. Para a coordenadora dos coroinhas, Elaine Sevilha, essa é uma experiência muito boa para a comunidade. De acordo com ela, a “comunidade está unida para recebê-los e fazer o melhor”. O padre Reginaldo Miranda não parou um minuto, provavelmente foi o que menos acompanhou a partida, por diversas vezes era solicitado pelo grupo para ajudar na tradução. Mesmo assim, o sacerdote estava muito feliz. Segundo padre Reginaldo, essa convivência é uma grande alegria, pois há um aprendizado mútuo na vivência da fé. “As famílias acolheram muito bem, estamos visitando as favelas, as comunidades, então é tudo muito rico para eles e para nós”, afirmou.


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Região Brasilândia

Padre Cilto fala dos desafios pastorais em Perus Sacerdote assumirá paróquia no extremo da região noroeste de São Paulo, após mais de sete anos no Morro Grande da região episcopal

Após mais de sete anos como pároco da Paróquia Santa Rita BRASILÂNDIA de Cássia, Setor Nova Esperança, na zona noroeste, padre Cilto José Rosembach, assessor da Pastoral da Comunicação da Região Brasilândia, está de mudança. No domingo, 7, na matriz da Paróquia, ele se despediu dos fiéis, assim como o padre Daniel Francis McLaughlin, vigário paroquial. Os dois assumirão a Paróquia São José, no Setor Perus, em data a ser definida. Padre Cilto disse que acolheu em seu coração o convite de dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, para a mudança. “Recebi o convite e o acolhi com consciência e diálogo. Quando se completaram seis anos na Paróquia Santa Rita de Cássia [tempo inicial de provisão dado aos párocos em uma igreja], o Bispo percebeu que havíamos realizado muitas obras e que a caminhada pastoral deveria ser fortalecida um pouco mais. Então, acertamos que permaneceríamos até que surgisse uma emergência na região, quando poderíamos ser convocados. Aí, surgiu o convite para a Paróquia São José de Perus, que possui 13 comunidades pequenas, em contexto de periferia, com várias carências.” Quanto ao trabalho desenvolvido durante o período em que esteve à frente da Paróquia Santa Rita, padre Cilto avaliou: “Eu era feliz e sabia! Sabia, porque realizamos uma linda caminhada de forma equilibrada, investimos na formação específica e geral, sempre com enfoque bíblico, na organização e desempenho de eventos paroquiais, para promover a capacidade de organização, trabalho em equipe, promoção da cultura e de lazer e arrecadação financeira para manter a caminhada paroquial. Também investimos na comunicação, formação e estruturação de todas as comunidades”. Foi um tempo de aprendizado para padre Cilto. Ele ressaltou que “com calma e persistência se vai ao longe e que é possível motivar pessoas para causas e trabalhos comunitários, pois o povo é generoso e acolhedor”. O Padre afirmou ainda que ficou um espírito de bem-querer, mais do que imaginava. “Com a minha saída e a do padre Daniel, percebemos o quanto éramos e somos estimados. O quanto a gente era importante na vida das pessoas,

algo que não é possível quantificar. Deixo com saudade, mas consciente da missão e da necessidade de partir para uma nova realidade pastoral”, destacou. E as expectativas para a nova

realidade são grandes. “Parto com expectativas boas, positivas. Coloco-me na ‘caminhada do povo a serviço do Reino de Deus’, para lembrar o meu lema de ordenação sacerdotal, que

completa 25 anos [foi ordenado padre em 10 de dezembro de 1988]. Apesar dos desafios que saltam aos olhos, sinto que temos potencial para continuar avançando. Coloquei nas mãos

de Deus, seja o que ele quiser. Estou consciente dos desafios, porém, otimista. Espero poder realizar com o povo de Perus e a região uma ótima caminhada”, encerrou padre Cilto. Luci Azevedo

Padres Daniel Francis McLaughlin e Cilto José Rosembach despedem-se dos fiéis da Paróquia Santa Rita de Cássia, no Setor Nova Esperança, no domingo, dia 7 palavra do bispo

Semana Missionária e Jornada Mundial da Juventude Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior Estamos no início da Semana Missionária, que antecede a Jornada Mundial da Juventude. Durante todo este ano, nos preparamo-nos para acolher os peregrinos que deverão vir de todas as partes do mundo para repetir essa experiência extraordinária de encontro com o Santo Padre e com jovens de todos os continentes. A Arquidiocese de São Paulo acolherá

grande número de jovens peregrinos, durante a Semana Missionária, que acontece entre os dias 16 e 20. Deverão ser dias em que os jovens peregrinos poderão conhecer a realidade de nossas paróquias. A Semana Missionária será tempo de graça não só para os que nos visitam, mas para nós também. O papa Bento 16 na carta Porta Fidei, diz algo que se aplica perfeitamente a nós durante estes dias: “A fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria” (n.7). E o

Beato João Paulo 2º escrevia: “É dando a fé que ela se fortalece” (Redemptoris Missio, n.2). Creio que estes dias nos possibilitarão perceber o quanto a vida da Igreja é semelhante em toda parte do mundo; o que demonstra que, de fato, somos membros de um mesmo corpo, cuja cabeça é Cristo e os membros somos cada um de nós. Embora vivendo em realidades tão diversas e com perfis tão diferentes, a fé nos irmana e nos aproxima uns dos outros, dando-nos a possibilidade de nos ajudarmos mutuamente.

É importante lembrar que a Semana Missionária nos prepara e nos convoca para a Jornada Mundial da Juventude. Seja os que vêm de tão distante ou nós daqui, que estamos tão próximos do Rio, somos todos convocados a participar da Jornada Mundial da Juventude que terá seu ponto culminante na presença do papa Francisco entre nós! Vamos poder reviver a alegria que já experimentamos quando da visita dos papas João Paulo 2º e Bento 16 em nossa Pátria. Ele vem para confirmar-nos na fé e impulsionar os jovens para a missão!

AGENDA REGIONAL Quinta-feira (18)

Sexta-feira (19), 9h30 às 18h30

9h, visita de peregrinos venezuelanos à rádio comunitária Cantareira FM (rua Jorge Pires Ramalho, 71, Vila Isabel).

Vigília regional da Semana Missionária, com início no parque do Jaraguá e término com missa (presidida por dom Milton) e adoração ao Santíssimo, no Santuário Sião do Jaraguá (rua Galvão Bueno Trigueirinho, 764, Jaraguá).

19h, missa Afro na Paróquia São Francisco de Assis (rua Manoel Nascimento Pinto, 591, Jardim Guarani).


Região Belém

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Comunidade na periferia venera Santa Paulina No dia da padroeira, fiéis uniram-se a dom Edmar Peron, bispo regional, e conheceram planta da futura construção da região episcopal

Nove de julho foi um dia de festa para os fiéis bELÉM da Comunidade Santa Paulina, no Setor Conquista da Região Episcopal Belém: além de celebrarem o dia de sua padroeira, com a presença do bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região, dom Edmar Peron, ainda puderam conhecer o projeto na planta de construção da nova comunidade ofertada pelo Rotary Clube de São Paulo Vale do Aricanduva. Cerca de cem pessoas lotaram o salão provisório da Comunidade para a celebração, que foi presidida por dom Edmar e concelebrada pelos padres Carlos Roberto Fróes e José Manoel Timóteo, respectivamente, pároco e vigário da Paróquia Santo André Apóstolo, a qual a comunidade pertence. Além deles, concelebraram o diácono João Bechara Ventura e o seminarista Pierre Marie Leveque, que veio da França para a JMJ. “Apesar do espaço pequeno, esta comunidade hoje acolhe irmãos de todas as comunidades, isto é ser Igreja”, alegrou-se o Bispo. Ao referir-se à Padroeira, dom Edmar relacionou suas virtudes com as do povo do Parque das Flores, bairro de periferia onde fica a comunidade. “Santa Madre Paulina é para nós um exemplo de perseverança e por isso, acho muito adequado ela dar o nome à comunidade de gente que tem gana, que tem força e que persevera”, disse dom Edmar. Segundo o Bispo, todos na comunidade, homens e mulheres, são chamados para a santidade. “Com seu exemplo de firmeza, coragem e dedicação, Santa Paulina nos mostra que não devemos desistir dos projetos de Deus nem deixar de lado o caminho da santidade.” Antes de apresentar os cinco representantes do Rotary Clube, encabeçados pelo atual presidente, Eduardo Cardoso dos Santos, e pelo ex-presidente, Motuo Minoda, dom Edmar fez um convite para que os fiéis também se empenhassem com outro tipo de construção: “Além de colocarem os tijolos das paredes, vocês terão a tarefa de colocar os ‘tijolos vivos’ que formam a comunidade, envolvendo pessoas para fortalecer ainda mais a Comunidade Santa Paulina”. Depois, agradeceu em nome da comunidade os benfeitores:

“Quero manifestar a nossa gratidão por este trabalho, não só aqui para essa comunidade, mas também pelo que fizeram

pela Comunidade Frei Galvão; somos muito gratos também aos irmãos da Paróquia Santo Emídio, que nos ofertaram um

valor para levantar as paredes da nossa comunidade”. A celebração encerrou-se com a bênção e distribuição de

lembranças de Santa Paulina e festa com comes e bebes em homenagem à padroeira.

PALAVRA DO BISPO

Crescer na fé, participando da Semana Missionária Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron Desde que Bento 16, em Madri, anunciou que a próxima Jornada Mundial da Juventude (JMJ) se realizaria no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), neste ano de 2013, quanto empenho! Um dos eventos que marcou o Brasil inteiro, a começar por São Paulo, o Bote Fé ajudou-nos a acolher os símbolos da Jornada: a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora. Foi decido, então, que seria realiza-

da uma Semana Missionária em cada uma das dioceses e prelazias. Pois é o tempo de espera, acabou! Eis que entramos na Semana Missionária. Em nossa Região Belém, desde sexta-feira, dia 12, estão chegando os grupos de peregrinos estrangeiros; tive a oportunidade de me encontrar com alguns deles. Estão chegando os que fazem parte da “geração JMJ”, em sua maioria, jovens. Seus rostos, sua alegria e seus cantos – quanta energia! – revelam um pouco de suas diferentes culturas. É uma diferença que não divide, pois os une na fé. Sim, a fé católica que arde em

seus corações. Eles trazem em sua “bagagem espiritual” a fé em Cristo – revelador da Santíssima Trindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo – e a fé na Igreja, manifestada em um vivo amor pelo papa Francisco e pelos bispos e padres, religiosos e leigos que os acompanham, bem como para com todos (as) aqueles(as) que os acolhem em nossas comunidades, que abrem suas casas para que eles se sintam em casa, “da família”. A realização dessa Semana Missionária, também pelas paróquias que não receberão peregrinos vindos de outros lugares, é muito importante para

dar novo ardor às nossas comunidades e um passo a mais naquela tão sonhada “conversão pastoral”, que inclui empenho constante por “converter-se aos jovens” (CF 2013). E, para encerrarmos, participemos do “Festival da Juventude”, dia 19, e da missa de envio, dia 20, eventos da Região Episcopal e da Arquidiocese, respectivamente. Deus abençoe a você, envolvido (a) com a realização da Semana Missionária, com sua organização e com a acolhida dos peregrinos. Bem-vindos, irmãos e irmãs, peregrinos da JMJ 2013! João Carlos Gomes

Dom Edmar abençoa lembranças ofertadas aos fiéis no fim da festa em louvor a Santa Rita de Cássia, na comunidade dedicada à Santa, no Parque das Flores

AGENDA REGIONAL

Terça-feira (16)

Sábado (20), 10h30

15h, visita de dom Edmar na Paróquia Nossa Senhora do Carmo (praça Cel. Melo Gaia, s/nº, Vila Alpina). 18h30, abertura regional da Semana Missionária, com a Festa das Nações no Colégio Agostiniano Mendel (rua Padre Estevão Pernet, 620, Tatuapé). 19h, encontro de CEBs na Paróquia São Sebastião (rua Tenente Godofredo Cerqueira Leite, 300, Mascarenhas de Moraes).

Visita de dom Edmar ao Colégio Agostiniano Mendel (rua Padre Estevão Pernet, 620, Tatuapé), com celebração dos 80 anos do colégio.


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Região Ipiranga

Paróquias são solidárias a vítimas de incêndio Assistência material e espiritual foi prestada às famílias que sofreram perdas na tragédia do dia 7, em Heliópolis Pascom

da região episcopal

A madrugada de sábado para domingo, dias 6 e IPIRANGA 7, foi de tragédia para os moradores do bairro do Heliópolis, área considerada como a maior favela da cidade de São Paulo. Um incêndio de proporções medianas atingiu uma série de barracos que ficava localizada na chamada Comunidade da Ilha, na avenida Almirante Delamare. O saldo foi de três mortos e centenas de desabrigados. Desde a manhã de domingo, os padres e paroquianos das paróquias de Santa Edwiges e Santa Paulina e da Área Pastoral São Paulo Apóstolo prestaram socorro àqueles que sofreram com a tragédia. No domingo, a Subprefeitura do Ipiranga procurou os párocos de Santa Edwiges e de Santa Paulina, solicitando a abertura de creches e comunidades para que fossem acolhidos os desabrigados do incêndio, pedido atendido prontamente, mas que não se concretizou por questões logísticas. A preocupação com as paróquias do Heliópolis se manifestou no carinho de muitas pessoas. Já no domingo, pela manhã, dom Tomé Ferreira da Silva, bispo diocesano de São José do Rio Preto (SP), outrora bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Ipiranga, enviou mensagens de preocupação e condolências ao povo do Heliópolis. Essa mesma preocupação foi manifestada pelo Arsenal da Esperança, que ofereceu a ajuda que estava ao seu alcance para os desabrigados. Mensagens e ofertas de auxílio vieram de todas as partes, brinquedos chegaram de membros da

No Santuário Santa Edwiges, dia 12, fiéis, junto a padres, rezam por vítimas de incêndio em favela no bairro de Heliópolis, ocorrido na madrugada do dia 7 Comunidade Judaica, representada pelo rabino Gilberto Ventura, e oferecimento de ajuda financeira foi feito por católicos de fora do Estado de São Paulo, mostrando a comunhão da Igreja com aqueles que mais sofrem. Além da assistência material, também foi prestada assis-

tência espiritual. Na sexta-feira, 12, os padres que desempenham seu trabalho pastoral na região do Heliópolis, bem como suas comunidades paroquiais e áreas pastorais, reuniram-se no Santuário Santa Edwiges para missa pelos falecidos e vitimados pelo incêndio.

Concelebraram os padres Paulo Siebeneichler e Roberto Palotto, respectivamente, pároco e vigário do Santuário Santa Edwiges, Pedro Luiz Amorim Pereira e José Lino Mota Freire, pároco e vigário da Paróquia Santa Paulina. Membros das duas comunidades paroquiais, Divulgação

mais fiéis da Área Pastoral São Paulo, reuniram-se na celebração que marcou mais um momento de solidariedade e oração pelas vítimas do incêndio. Já no início da missa, padre Paulo lembrou as condolências enviadas pelo padre Anísio Hilário, vigário episcopal para a Região Ipiranga. Em sua homilia, padre Paulo lembrou os fiéis da importância de se manter a esperança que se baseia na fé em Jesus Cristo. Falou também que é neste momento que a fé se mostra mais presente e se deve tê-la presente nos corações e lábios, para que se encontre o conforto necessário neste tempo de dificuldades e luto. No encerramento, padre Pedro Luiz recordou a atitude evangélica dos católicos das comunidades paroquiais, em meio às dificuldades que se sucederam desde a ocorrência do incêndio, e reforçou as palavras do padre Paulo, recordando que a esperança em Deus não decepciona.


Região Lapa

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Paróquia no Setor Pirituba celebra padroeiro Com dom Julio Endi Akamine, bispo regional, comunidade de fiéis venerou São João Gualberto, no dia 12 Pascom

da região episcopal

A Paróquia São João Gualberto, Setor Pirituba, LAPA na zona oeste, iniciou as comemorações de seu padroeiro com tríduo, entre os dias 9 e 11, com o tema “Chamados a dar testemunho de cristão, no Ano da Fé, procurando despertar nos fiéis a verdadeira missão de evangelizar, tornar a paróquia local de casa e escola de comunhão”. Na noite da sexta-feira, 12, os paroquianos, acompanhados por dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, e o pároco, padre João Carlos Deschamps de Almeida, fizeram uma procissão, partindo da Comunidade de São Francisco, com o andor com a imagem do padroeiro pelas ruas até a matriz da Paróquia. Após a chegada, dom Julio presidiu a solene celebração e, na homilia, recordou que Pedro tomou a palavra em nome dos apóstolos, outros 11, e perguntou para Jesus qual seria a recompensa deles, o que ganhariam em troca. “Esta pergunta, nós podemos também fazer a Deus. Qual será a minha recompensa, o que eu recebo em troca de tantas coisas que renuncio?”, indagou o Bispo. Dom Julio recordou a passagem bíblica que aponta que “todo aquele que tiver deixado casa, irmãos, irmãs, pais, mães, filhos, por causa de meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna, a recompensa é cem vezes mais”. E lembrou aos fiéis: “Temos que tomar alguns cuidados, temos que perguntar ‘sigo Jesus por causa da sua recompensa ou por causa dele mesmo? O que vale mais: o que Deus me dá, ou o próprio Deus? É o próprio Jesus, ele é a nossa recompensa’”. Dom Julio, em sua reflexão, falou de São João Gualberto, jovem de família nobre que queria vingar a morte de seu irmão, mas depois perdoou o assassino, porque este tinha suplicado o nome de Deus em plena Sextafeira Santa. Citou ainda que São João Gualberto se sente tocado e por isso perdoa, cumpre um ato de misericórdia, deixa tudo, se faz monge e no mosteiro tem uma vida exemplar. O Santo fundou uma comunidade religiosa chamada Ordem Vallombrosa, que acolhia com amor paterno os que buscavam seguir a Cristo na vida monacal. Mostrou que a graça e o amor de Deus transformam a vida e fa-

No encerramento da festa de São João Gualberto, em paróquia do Setor Pirituba, dom Julio Endi Akamine abençoa pães, distribuídos aos fiéis após a missa PALAVRA DO BISPO

O cristão crê, celebra, vive e reza a fé Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine Querido(a)s leitore (a)s do jornal O SÃO PAULO, continuamos nossa reflexão sobre a primeira parte do Catecismo da Igreja Católica. Como você deve ter notado, o Catecismo está organizado em partes. A primeira parte tem como foco a explicação detalhada e sintética da profissão de fé. A segunda parte se concentra na

zem novas criaturas em Cristo e na força do Espírito Santo. Padre João Carlos, antes da bênção final, cumprimentou dom Julio pelo aniversário de dois anos de ordenação episcopal,

explicação dos sete sacramentos. A terceira parte é uma exposição primorosa e atualizada dos dez mandamentos. A quarta parte é um aprofundamento muito bonito da oração do PaiNosso. A fé cristã tem um conteúdo. Não acreditamos em qualquer coisa. Para saber o que a Igreja crê, quais são as verdades de fé que os cristãos aderem com firmeza, devemos consultar a primeira parte do Catecismo. Ao estudar a segunda parte do Catecismo, veremos que a fé cristã não esgota nossa adesão de fé; ela é uma aceitação

da ação eficaz de Deus na nossa vida. Pela fé, nós podemos constatar que o que é objeto de nossa fé não é simples teoria, mas uma realidade que podemos experimentar sob o véu dos sacramentos. A fé é crida, celebrada e tem consequências práticas para a vida do cristão. Da mesma forma que o cristão não acredita em qualquer coisa, do mesmo modo que não celebra de qualquer jeito, assim também ele não vive de qualquer maneira. A fé funda um novo jeito de ser e de viver. Para saber como o cristão vive a fé, podemos con-

sultar a terceira parte do Catecismo. O cristão não só tem um jeito próprio de crer, de celebrar e de viver. Ele também reza com um jeito, um estilo próprio. Para rezar como cristão, é preciso rezar como Cristo rezou. Por isso, o Pai-Nosso é tema principal da quarta parte do Catecismo. O cristão crê, celebra, vive e reza a fé. Como primeira providência, procure adquirir um exemplar do Catecismo da Igreja Católica. Se você achar mais prático, pode também baixá-lo na internet digitando http:// tinyurl.com/p6kfczg.

completos no dia nove, e junto com a comunidade cantou parabéns ao Bispo e pediu que ele repetisse a frase em que falou de sua mãe no dia da ordenação. Dom Julio disse que sua mãe deu

muitos conselhos, e esta frase foi uma delas: “Filho, você se lembre: quanto mais você sobe na árvore mais fino é o tronco, mais forte é o vento”. Ao final, dom Julio abençoou

os pães de São João Gualberto, que foram distribuídos aos fiéis, e o Pároco agradeceu a presença do Bispo e de todos os que colaboraram com a festa do padroeiro.

AGENDA REGIONAL

Quarta-feira a sexta-feira (17, 18 e 19)

Sexta-feira (19), 15h

Semana Missionária nas paróquias da região, com enfoque na experiência cultural, no primeiro dia; experiência de fé, no segundo; e experiência de solidariedade, no terceiro.

Vigília regional da Semana Missionária, com atividades variadas de oração e louvor entre as 15h e 18h, seguida de missa de encerramento. Será na rua Tenente Landy, 375, na Lapa de Baixo (a rua cruza a avenida Ermano Marchetti, no trecho entre a praça Jácomo Zanella e a ponte do Piqueri), que também fica próxima à Paróquia Cristo Jovem.


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Região Santana

No dia de São Bento, dom Odilo visita abadia Diante do arcebispo metropolitano e da madre Escolástica, irmã Ines fez profissão monástica temporária, dia 11 Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

da região episcopal

Na quinta-feira, 11, na Abadia de Santa Maria, das SANTANA monjas de São Bento, no Jardim Tremembé, zona norte, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, presidiu a missa das 15h, concelebrada pelos padres Zacarias José de Carvalho Paiva, administrador regional, e José Esteves Filho (Gabriel), pároco da Paróquia Santa Rosa de Lima. Na ocasião, irmã Ines fez sua profissão monástica temporária. Seguindo o rito beneditino, ao som das vozes do claustro, irmã Ines, diante da abadessa, madre Escolástica Mattos, prometeu diante de Deus e de seus santos, estabilidade, conversão de seus costumes e obediência, segundo a Regra de São Bento. Após ler a carta de sua profissão, a Irmã assinou-a sobre o altar e, em seguida, apresentou a carta a dom Odilo, à comunidade das monjas e aos fiéis. Depois, recebeu o abraço fraterno das monjas. A Abadia de Santa Maria completará em 24 de novembro, 102 anos de fundação. Foi a primeira Abadia na América e teve ajuda, em seu início, da Abadia de Stanbrook, na Inglaterra, onde foi treinada aquela que seria a fundadora e primeira priora, Gertrudes Cecília da Silva Prado. Em 28 de setembro de 1911, partiram de Stanbrook para a fundação em São Paulo a irmã Gertrudes Cecília e mais três vocacionadas brasileiras, que também foram para a Inglaterra. O Mosteiro foi fundado no local onde hoje fica o Hotel Maksoud, na região da avenida Paulista, e mudou-se para a Região Santana, em 26 de novembro de 1976. Madre Gertrudes esteve à frente dessa comunidade monástica até março de 1944. Após sua morte, foi sucedida pela madre Rosa de Queiroz Ferreira (19441978). A terceira abadessa, madre Maria Teresa Amoroso Lima, ficou à frente da Abadia até sua morte, em julho de 2011. Em 9 AGENDA REGIONAL

Sexta-feira (19), 14h Vigília regional da Semana Missionária no parque da Juventude, a partir das 14h. A celebração presidida por dom Sergio de Deus Borges, bispo regional da Arquidiocese de São Paulo, na Região Santana, às 18h.

Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, preside celebração da profissão monástica temporária da monja Ines, na Abadia de Santa Maria, no dia 11 de outubro de 2011, dom Odilo celebrou a bênção abacial da 4ª abadessa, madre Escolástica. Na Abadia de Santa Maria residem atualmente 25 monjas que oram e laboram, produzindo licores, mosaicos e três tipos de biscoitos, pães, cartões de Natal, calendários, porcelanas, que podem ser adquiridos pelo público em geral na loja da Abadia, aberta no horário comercial e nas missas diárias, às 7h15 e aos domingos, às 9h30, com cantos gregorianos. Na abadia existe uma hospedaria onde qualquer pessoa pode realizar retiro individual ou em grupo. A abadessa Escolástica convida a todos à participar com as monjas dos ofício diário gregoriano. Os melhores horários são: 9h15, 12h, 15h e 17h15.

Pascom

Envio de Voluntários da região episcopal

Dom Sergio preside missa de envio de voluntários da Semana Missionária

Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar na Arquidiocese de São Paulo na Região Santana, presidiu na tarde do domingo, 14, a celebração de envio de voluntários para a Semana Missionária, na Paróquia Sant’Ana. Antes, os jovens receberam a réplica da cruz da JMJ e do flash mob (flash = relâmpago; mob= mobilização). A juventude participou no pátio da igreja da coreografia da música “Eu acredito na juventude”, tocada pela banda Canto de Maria. Jovens peregrinos equatorianos e mexicanos participaram da atividade.

PALAVRA DO BISPO

‘É dando a fé que ela se fortalece’! (Beato João Paulo 2º) Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges Estamos vivenciando a Semana Missionária, preparada com fé e com muito amor a Jesus, com os jovens de nossa cidade e do mundo. Chegaram jovens missionários de muitos países para compartilhar a fé e a esperança que crescem no coração generoso daqueles que encontraram o Senhor Jesus e se entusiasmaram pela alegria que brota deste encontro. Por que estamos fazendo uma Semana Missionária? O papa Bento 16, em 18 de outu-

bro de 2012, em sua mensagem enviada aos jovens, disse que “o compromisso missionário é uma dimensão essencial da fé: não se crê verdadeiramente, se não se evangeliza. E o anúncio do Evangelho não pode ser senão consequência da alegria de ter encontrado Cristo e ter descoberto n’Ele a rocha sobre a qual construir a própria existência. Comprometendo-vos no serviço aos demais e no anúncio do Evangelho, a vossa vida, muitas vezes fragmentada entre tantas atividades, encontrará no Senhor a sua unidade; construirvos-eis também a vós mesmos; crescereis e amadurecereis em humanidade”. Naquela ocasião, o Santo Padre, chamando os jovens de

amigos, convidou-lhes a estender o olhar para os que precisam ser evangelizados: “Tantos jovens perderam o sentido da sua existência. Ide! Cristo precisa de também de vós. Deixaivos envolver pelo seu amor, sede instrumentos desse amor imenso, para que alcance a todos, especialmente aos ‘afastados’. Alguns se encontram geograficamente distantes, enquanto outros estão longe porque a sua cultura não dá espaço para Deus; alguns ainda não acolheram o Evangelho pessoalmente, enquanto outros, apesar de o terem recebido, vivem como se Deus não existisse. A todos, abramos a porta do nosso coração; procuremos entrar em diálogo com simplicidade e

respeito: este diálogo, se vivido com uma amizade verdadeira, dará seus frutos. Os ‘povos’, aos quais somos enviados, não são apenas os outros países do mundo, mas também os diversos âmbitos de vida: as famílias, os bairros, os ambientes de estudo ou de trabalho, os grupos de amigos e os locais de lazer. O jubiloso anúncio do Evangelho se destina a todos os âmbitos da nossa vida, sem exceção”. Ao final desta semana, vamos todos continuar firmes nas comunidades, nos comprometendo com a missão, pois sem missão não se pode falar de fé verdadeira, e há muitos jovens que precisam encontrar jovens de fé, para fortalecer a própria fé.


Região Sé

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Paróquias transformam-se em campo de missão De 16 a 21, peregrinos de diferentes países serão acolhidos para a Semana Missionária, que antecede a JMJ da região episcopal

A Semana Missionária começou hoje, dia 16. As SÉ paróquias da Região Episcopal Sé acolhem jovens peregrinos vindos de diversos países. Eles ficarão até o dia 21 em São Paulo (SP) para se preparar para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro (RJ), de 23 a 28. As paróquias estão empenhadas para proporcionar aos peregrinos uma vivência intensa desses dias na capital paulista. As programações nas paróquias seguem as orientações dadas para a Semana Missionária a partir das dimensões da espiritualidade, da experiência solidária, missionária e momentos culturais. Haverá encontros de reflexão da Palavra de Deus, celebrações eucarísticas, horas santas e experiências de partilha, para ouvir as vivências dos jovens peregrinos e também apresentar a proposta pastoral vivida em São Paulo. Também estão previstas visitas missionárias às famílias, creches, asilos, hospitais e entidades sociais como o Arsenal da Esperança, além da região conhecida como Cracolândia. A Pastoral do Migrante da Paróquia Nossa Senhora da Paz, no centro, por exemplo, preparou uma programação muito intensa. O período da tarde será dedicado a atividades culturais, visitas a museus, parques e igrejas históricas. Neste âmbito, há atividades organizadas por comunidades e congregações religiosas. A Comunidade Católica Shalom apresenta a peça “Anchieta para todas as Tribos” e as irmãs Paulinas oferecerão uma peça sobre a riqueza cultural do Brasil e um passeio fotográfico pelo centro de São Paulo (mais informações no site www.prejmjsp. com). Os jovens da Região Sé também participarão de debates realizados na Arquidiocese. Alguns setores também organizam atividades comuns, com o objetivo de promover maior integração entre as paróquias. “Percebemos o empenho das paróquias na organização das programações. Algumas deixaram o cronograma em aberto para também contarem com a gestão dos grupos que serão acolhidos”, explicou dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo na Região Sé.

PALAVRA DO BISPO

Os jovens preparam-se para a missão Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa A festa está começando, com a realização da Semana Missionária e da JMJ. Em meio à alegria, para além de deslumbramento dos acontecimentos, devemos estar atentos para não perder de vista os motivos da grande festa. A JMJ visa atingir os jovens, proporcionar-lhes experiências fortes de encontro com Jesus Cristo, envolvê-los e preparálos para a missão evangelizadora como Igreja. Essa animação terá também em vista a formação de assessores para o trabalho com a juventude e a formação de jovens para a liderança e a coordenação de grupos e de

projetos de evangelização da juventude. Estamos em busca de novos modelos de pastoral e este é o momento para descobrir novos caminhos e abrir novas estradas, com participação dos jovens, ouvindo-os e apoiando-os. O envolvimento dos jovens na Pré-Jornada e na JMJ é um caminho para atingir esses objetivos mais amplos, que continuaremos a buscar após a realização desses eventos fortes. A evangelização da juventude é um aspecto fundamental da renovação da Igreja. Para avançar nessa direção, é necessário envolver os jovens na missão, pois eles são chamados a serem os primeiros evangelizadores dos próprios colegas. Recordemos as palavras do papa Bento 16 em sua mensagem para a JMJ-2008: “Asseguro-vos que o Espírito de Jesus hoje vos con-

vida, jovens, a serdes portadores da Boa Nova de Jesus aos vossos coetâneos. A indubitável dificuldade que os adultos têm de encontrar de maneira compreensível e convincente a classe juvenil pode ser um sinal com que o Espírito tenciona impelirvos, jovens, a assumir esta responsabilidade. Vós conheceis os ideais, as linguagens e também as feridas, as expectativas e, ao mesmo tempo, o desejo de bem dos vossos coetâneos.” O papa Francisco já renovou a mesma convocação quando, ao dirigir-se aos jovens no Domingo de Ramos, animou-os com estas palavras: “Queridos jovens, imagino-vos fazendo festa ao redor de Jesus; Vós tendes uma parte importante na festa da fé! Vós nos trazeis a alegria da fé e nos dizeis que devemos viver a fé com um coração jovem, sempre… Com Cristo, o

coração nunca envelhece. Entretanto, todos sabemos que o Rei que seguimos e nos acompanha, é muito especial: é um Rei que ama até à cruz e nos ensina a servir, a amar. Vós levais a cruz peregrina por todos os continentes, pelas estradas do mundo. Levai-a, correspondendo ao convite de Jesus: Ide e fazei discípulos entre todas as nações (Mt 28, 19). Levai-a para dizer a todos que, na cruz, Jesus abateu o muro da inimizade, que separa os homens e os povos e trouxe a reconciliação e a paz”. A JMJ vem acender a chama da esperança para iluminar o caminho dos jovens e o caminho da Igreja neste momento da história. Como disse o papa Francisco aos jovens: “Por favor, não deixem roubar a espe rança de vocês! Não deixem roubar a esperança! Aquela esperança que Jesus nos dá”. Lorenzo Nacheli

Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar na Sé, posa para foto com um grupo de jovens do Setor Juventude da Arquidiocese de São Paulo durante a JMJ de Madri-2011

AGENDA REGIONAL

Terça-feira (16)

Quarta-feira (17)

Quinta-feira (18)

Sexta-feira (19)

Aniversário de ordenação sacerdotal do padre Dalton Sebastião Brandão, professor na PUC-SP.

Aniversário natalício do padre Sérgio Henrique Nouh, vigário na Paróquia São Geraldo (largo Padre Péricles, s/nº).

Aniversário natalício do padre José Roberto Pereira, administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Consolação (rua da Consolação, 585) e de dom Dionísio Calheiros, padre no Mosteiro de São Bento.

Aniversário natalício do padre Vicente de Paulo Moreira, vigário da Paróquia São Gabriel (avenida São Gabriel, 108).


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Geral

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ANO DA FÉ Luciney Martins/O SAÕPAULO

Em missa na Catedral, Cardeal repudia a violência Arcebispo de São Paulo celebrou por criança vítima de latrocínio Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

Reportagem no centro

Esmeralda (centro) conta sua história de fé no diálogo inter-religioso

Nos caminhos do diálogo NAYÁ FERNANDES

“Nasci e me criei com a reEspecial para O SÃO PAULO volução na alma e minha Igreja igualmente, porque é uma Igreja que marcha com o povo. A coluna do Em cada projeto que fazemos, Ano da Fé pensamos onde há mais nedesta semacessidade. No momento, esna conta a tamos num projeto de desenhistória de volvimento sustentável. Sinto Esmeralda que ser Igreja é estar com o Guilera Núnez Estado realizando projetos que é natural para melhorar a qualidade de de Santiago de Cuba e que veio ao Brasil vida das pessoas, por isso, participar de um curso sobre trabalhamos muito pelas reecumenismo e diálogo inter- lações humanas. Minha Igreja -religioso. Ela pertence à Igre- é ecumênica, histórica, consja Episcopal, que corresponde ciente de suas origens”, explicou a cubana, sobre a situação à Igreja Anglicana, no Brasil. Casada há 36 anos, tem política e eclesial do seu País. “Em Cuba não há tanta dois filhos. “O menino, 19, esviolência como na América LaAqui, no Brasil, muitos tina, mas existe pensam que há ditadura um tipo de violência intra-faem Cuba. Mas isso não é miliar. Há, ainda, verdade, somos democráticos, muitos valores a serem trabalhademocráticos. O governo é dos, sobretudo o povo. Temos espaços para com a juventude, reclamar nossos direitos. Cuba que quer sair do País. Quem viveu é linda e não a troco por nada o processo revolucionário sabe o tuda na Escola de Artes de Ha- seu valor, porém os jovens não vana e a filha, 30, é graduada sabem disso e os pais, muitas na Escola Vocacional de Artes vezes, não contam a história”, e Conservatório. Meu esposo ressaltou. Na primeira visita ao Bratambém é da Igreja Episcopal. Temos uma família muito lin- sil, Esmeralda diz que levará o testemunho da solidariedade da”, contou. Ministra na Igreja Epis- entre as pessoas e comentou copal. Esmeralda pertence à sobre a possibilidade de conRede Ecumênica de Cuba e tar sobre seu País. “Aqui, no participa de vários movimen- Brasil, muitos pensam que há tos de diálogo inter-religioso ditadura em Cuba. Mas isso no centro Martin Luther King. não é verdade, somos de“Eu queria expandir o que faze- mocráticos, democráticos. O mos lá, porque praticamos um governo é o povo. Temos esmicroecumenismo. As igrejas paços para reclamar nossos cristãs se reúnem, por exem- direitos. Cuba é linda e não a troco por nada.” plo, contra a violência.”

“Não é aceitável que se possam cometer atos de violência contra o próximo e ainda mais quando se trata de criança assassinada brutalmente sem motivo algum. Nós fazemos votos que o crime seja o quanto antes esclarecido e que esse fato sirva de lição para uma firme tomada de posição contra toda forma de violência”, expressou o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, na quinta-feira, 11, na Catedral da Sé. O Cardeal presidiu a missa das 12h, pelo sufrágio da alma do garoto boliviano Brayan Yanarico Capcha, 5 anos, assassinado com um tiro na cabeça, em 28 de junho, durante um assalto à casa onde seus pais viviam, na zona leste da cidade. Edberto Yanarico e Veronica Capcha estavam em São Paulo há seis meses e trabalhavam como costureiros. Eles já retornaram à Bolívia e não pretendem voltar ao Brasil. Dom Odilo, na homilia, expressou solidariedade aos familiares do menino e à comunidade boliviana e cobrou maior zelo dos poderes pú-

Fiéis na Catedral oram pelo menino boliviano Brayan, assassinado em SP blicos na área de segurança. “Que a morte do menino Brayan possa também sacudir as consciências da população de São Paulo, das autoridades, para que aqui não aconteçam mais esses crimes e para que sejam todos bem acolhidos e respeitados em sua dignidade”, disse o Arcebispo. Ao O SÃO PAULO, o padre Alejandro Cifuentes, pároco na Paróquia Pessoal dos Fiéis Latino-Americanos, na Região Sé, comentou que a comunidade latina em São Paulo está revoltada

com a morte do menino, mas o fato serviu de alerta para que possam regularizar sua situação de vida no país, “muitos deles trabalham de forma irregular e sem ter os documentos em ordem”, disse, complementando que os bolivianos na cidade “estão procurando se organizar e procurando pessoas que os represente. Diante das dificuldades, vejo esse lado positivo, eles estão tentando se unir”, avaliou o sacerdote, que foi um dos concelebrantes da missa.

Dia de Santa Paulina movimenta o Ipiranga Padre Cido Pereira/O SÃO PAULO

Padre Cido Pereira DIRETOR DO O SÃO PAULO

Para a irmã Anna Tomelin, madre Geral das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a primeira brasileira a ser elevada à glória dos altares, já ganhou o coração do povo brasileiro. “Ela é uma das santas que mais têm proximidade com o povo. Ela viveu aqui, só faz 71 anos que ela faleceu.”, disse ao O SÃO PAULO. A Superiora da congregação fundada por Santa Paulina prossegue afirmando que a própria vida de madre Paulina a aproxima do povo. “Ela foi sempre muito dedicada às crianças, aos pobres e aos idosos. Começou sua vida cuidando de uma cancerosa em estado terminal. Quando a enferma morreu, nasceu a Congregação.” Santa Paulina foi lembrada com muito fervor na terça-feira, 9, em São Paulo e, naturalmente, em Nova Trento (SC), onde iniciou a Congregação. Lá foi erguido um santuário com a capacidade de acolher 3 mil devotos. Cerca de 70 mil pessoas vi-

No fim da missa, imagem de Santa Paulina é solenemente levada ao altar sitam mensalmente o santuário. Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, celebrou missa às 17h, na Capela Sagrada Família, no Ipiranga, onde estão os restos mortais da Santa. “Vocês já pensaram que aqui viveu Santa Paulina?”, perguntou dom Odilo aos fiéis ao iniciar a homilia. “Aqui ela viveu, aqui ela cuidou das crianças e dos idosos”. O Arcebispo acentuou que Santa Paulina foi uma “excelsa filha da Igreja, cujo exemplo de vida cristã foi iluminante”. Ele explicou que os santos são colocados diante dos fiéis como pessoas que viveram o Evan-

gelho de forma excelente. Eles são uma referência para todos, porque seguiram o Evangelho de maneira bonita. Tanto que foram declarados santos. Dom Odilo também chamou a atenção para a perseverança de Santa Paulina, mesmo em meio a tantas dificuldades. Ele concluiu a homilia convidando: “Celebremos Santa Paulina neste Ano da Fé. Lembremos as lições importantes que sua vida nos dá. E que na Semana Missionária e na Jornada que aí estão os jovens possam perceber a experiência de Deus e a perseverança na fé de Santa Paulina”.


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Curso de teologia para leigos enfoca a Lumen Gentium A Região Episcopal Lapa promove a 9ª edição do Curso de Teologia para Agentes de Pastoral (CTAP) sobre a o documento conciliar Lumen Gentium – a Igreja, os leigos e as leigas. Com assessoria do frei Carlos Josaphat, o curso acontece entre 30 e 31, às 20h, no salão da Paróquia Nossa Senhora da Lapa. Informações em (11) 3022-6821.

O Vaticano 2º na relação entre católicos e judeus Em debate entre o cardeal Scherer e o rabino Michel, aproximação das comunidades religiosas foi ressaltada NAYÁ FERNANDES

Especial para O SÃO PAULO

Para lembrar os 50 anos do Concílio Vaticano 2º e apontar caminhos a partir do pontificado do papa Francisco, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, e o rabino Michel Schlesinger, da Confederação Israelita Paulista, participaram do debate “O Vaticano e os judeus: 50 anos construindo uma relação”, na quarta-feira, 10, no Cine Livraria Cultura. O tema central do debate, promovido numa parceria entre a Comissão Nacional de Diálogo Católico Judaico e a Confederação Israelita do Brasil (Conib), foi a aproximação entre católicos e judeus que se deu, mais fortemente, nos últimos 50 anos, a partir da publicação do documento conciliar Nostra Aetate. Cônego José Bizon, coorde-

nador da Casa da Reconciliação, ressaltou que o momento dá continuidade às afirmações da declaração Nostra Aetate e que o debate homenageia papa João 23, no cinquentenário de sua morte, em 3 de junho de 1963. “Esperamos que o diálogo entre judeus e católicos possa dar muitos frutos para uma sociedade melhor”, disse o conêgo. Tanto o Cardeal quanto o Rabino comentaram a relevância histórica dos papas João 23 e Paulo 6º e apontaram aspectos comuns entre as duas comunidades religiosas como “a promoção da paz e dos direitos humanos”, lembrou dom Odilo. Diferenças também foram comentadas, como, por exemplo, no que se refere à bioética, destacou o Rabino. Entre as questões que tocam a atualidade, o ator Dan Stulbach, mediador do debate, perguntou a

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Mediados pelo ator Dan Stulbach, Rabino e Cardeal participam de debate, dia 10 ambos sobre a onda de protestos no Brasil. Dom Odilo reforçou o que já havia dito, ao ressaltar que “as manifestações têm caráter positivo” e o rabino Michel, citando, a Bíblia, recordou que “a tradição

judaica vê com bons olhos manifestações para a construção de um mundo melhor”. O Cardeal lembrou a biografia do Papa que convocou o acontecimento mais importante da Igreja

no século 20 e destacou os principais aspectos da declaração Nostra Aetate. “João 23, eleito papa em 28 de outubro de 1958, permaneceu apenas cinco anos no pontificado, mas escreveu duas encíclicas muito importantes: a Pacem in Terris e Mater et Magistra. O documento Nostra Aetate, aprovado na última sessão do Vaticano 2º, é uma declaração breve e incisiva em que a Igreja Católica afirma não rejeitar o que é verdadeiro e santo em todas as religiões e faz um apelo à fraternidade universal”, disse. Por ocasião da Jornada, jovens judeus, cristãos e muçulmanos participarão do primeiro seminário inter-religioso de juventude, dia 21, na PUC-Rio. A poucos dias da visita do papa Francisco ao Brasil, foram também debatidas possíveis mudanças na Igreja, pela eleição do primeiro Papa latino-americano da história.


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CNBB promove 9º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra Com o tema “Antropologia e Liturgia”, acontecerá na sede da PUC-RS, em Porto Alegre (RS), o 9º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte, promovido pela CNBB e destinado a todos os envolvidos em reformas e construções de igrejas, que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte. Informações no site www.cnbb.org.br.

Hospital do Servidor Público festeja São Camilo Misssa presidida por dom Odilo, na quarta-feira, 10, reuniu médicos, funcionários, enfermos e familiares Luciney Martins/O SÃO PAULO

Edcarlos Bispo de Santana

Especial para O SÃO PAULO

“Eu estava fazendo muitas coisas para demonstrar minha fé e pedir perdão. Rezava o terço, ouvia em casa novenas, mas uma amiga me mandou mensagem me dizendo: ‘Rosana, você precisa do Corpo de Cristo, vá a uma missa’ e eu, durante três meses, todo domingo, não conseguia ir. E então foi emocionante aqui no hospital, com a missa presidida pelo Cardeal, eu conseguir participar. Isso para mim é uma prova de que por algum motivo tive essa doença, e acho que foi para me reaproximar de Deus.” A professora de Língua Portuguesa não escondia a emoção. Durante a celebração, por diversas vezes ela chorou, fechou os olhos como quem suplica ou pede algo com muita insistência, ergueu os braços como se fosse receber algo, se ajoelhou como se aceitasse com resignação tudo o que está acontecendo em sua vida.

Na capela do IAMSPE, Cardeal celebra missa para os enfermos, familiares, médicos e enfermeiros, na quarta-feira, 10 Rosana Santos de Melo está internada no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (IAMSPE). Desde fevereiro, luta contra um câncer de mama, porém, como ela mes-

ma conta, naquela quarta-feira, 10, Rosana havia sido notificada de que estava com um câncer na coluna vertebral. Cinco minutos depois de receber essa notícia, ela foi convidada por um padre

a participar da celebração, e, mesmo com dor, não hesitou. A missa da qual a professora de Língua Portuguesa participou foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo

Canonistas realizam encontro em São Paulo Rawy Chagas

Redação

O Centro de Formação Sagrada Família, na zona sul, sediou, entre os dias 8 e 12, o 28º Encontro da Sociedade Brasileira de Canonistas e o 30º dos Servidores dos Tribunais Eclesiásticos do Brasil. O tema da atividade, realizada pela primeira vez na cidade de São Paulo, foi “Paróquia: Comunidade de comunidades”, título de uma das seções do capítulo 5 do Documento de Aparecida e também tema tratado este ano na 51ª Assembleia Geral dos Bispos da CNBB, que apontou a necessidade de uma renovação das estruturas da paróquia, para a melhor realização da missão evangelizadora da Igreja. Durante o encontro, que teve conferências e oficinas de formação, boa parte das reflexões tratou sobre o papel do pároco para a renovação paroquial, sendo ideal que este tenha renovado amor à pastoral que exerce. Outro assunto em destaque foi como a ciência canônica pode auxiliar na renovação paroquial, para que cada paróquia seja efetivamente uma comunidade de comunidades.

metropolitano, e concelebrada pelo capelão do Hospital do Servidor, Tiago Gurgel do Vale, e pelos padres Clarence Pereira, omv, e Celso Paulo Torres. A celebração foi pelo dia de São Camilo de Lélis, padroeiro dos doentes, dos hospitais e daqueles que cuidam dos doentes, e também pelos 52 anos do Hospital do Servidor. “A palavra de fé nos faz colocar a nossa vida nas mãos de Deus”, destacou o Arcebispo, durante a homilia, e ainda afirmou que o homem não tem “o poder de dar a vida”, pois isso só cabe a Deus e que a vida do homem está “nas mãos de Deus”. Para o diretor do IAMSPE, doutor Roberto Dantas Queiroz, o hospital é um marco na cidade. De acordo com o diretor, conhecendo a história de São Camilo, ele possui “mais força para agradecer a Deus o fato de ser médico, de poder fazer alguma coisa de bom para as pessoas. E ter inspirações como Camilo de Lélis teve em fazer o que a gente faz em relação à medicina”.

Papa Francisco reforma Código Penal do Vaticano Redação

Canonistas participam de encontro, que tem dom Odilo como um dos palestrantes O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e grão-chanceler do Instituto de Direito Canônico “Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro”, participou do encontro, tendo presidido a missa de abertura, na segunda-feira, 8, e proferido a conferência “Teologia do serviço na paróquia”, durante

a qual retomou alguns apontamentos da carta pastoral “Paróquia, torna-te o que tu és”, de sua autoria, que tratou da vivência do destaque pastoral “Paróquia: Comunidade de comunidades”, na Arquidiocese de São Paulo, nos anos de 2011 e 2012. (colaborou doutor Ávila Cruz)

Por meio de um Motu Proprio (documento papal), o papa Francisco reformou o Código Penal do Vaticano, conforme informou a Santa Sé na quinta-feira, 11, por meio do presidente do Tribunal do Vaticano, Giuseppe Dalla Torre. Com a reforma, o Código passa a punir com mais rigor os crimes de abuso contra menores, lavagem de dinheiro e ‘vazamento’ de documentos, para este último, com penas de até oito anos de detenção. As novas leis serão empregadas em todo o âmbito da Santa Sé e inseridas no regulamento do Vaticano. No texto, houve a introdução dos crimes de tortura e de uma ampla definição sobre os crimes contra os menores (venda, prostituição, recrutamento, violência sexual, pornografia infantil, processo de material pornográfico

com crianças e atos sexuais com menores), com penas que podem chegar a até 12 anos de prisão. No documento, o Papa abole a prisão perpétua e a substitui pela detenção de 30 a 35 anos. De acordo com Giusppe Dalla Torre, a reforma do Código é aplicável aos funcionários dos dicastérios da Cúria, escritórios, comissões, nunciaturas e a todas as entidades ligadas à Santa Sé. “As leis adotadas são o prosseguimento na adequação das normas jurídicas vaticanas com as ações já empreendidas por Bento 16”, esclareceu. Em um dos trechos do decreto, o papa Francisco explica que as reformas no Código nascem da constatação de que “em nossos tempos, o bem comum está cada vez mais ameaçado pela criminalidade, pelo uso impróprio do mercado e pelo terrorismo”. (com agências)

O SÃO PAULO - edição 2961  

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