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Francisco em charges na exposição ‘O Papa sorriu’ Página 20

Brasil goleia a África do Sul em dia de amistosos Página 21

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Paróquia faz formação e se prepara para a CF Página 10

Igreja centenária é destaque no O SÃO PAULO Página 9

ano 59 | Edição 2993| 11 a 17 de março de 2014

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Regiões episcopais fazem abertura da Campanha da Fraternidade 2014 nada Mundial da Juventude motivou a presença maciça dos jovens no Parque Panamericano, na zona noroeste, onde uma caminhada e um ato cênico sobre o tráfico humano precederam a

missa presidida por dom Milton Kenan Júnior. Na Região Santana, no mesmo dia, a abertura foi realizada na Paróquia de Sant’Ana, com dom Sergio de Deus Borges. Na noite da sexta-feira,

7, dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu o início da Quaresma na Paróquia-santuário São Judas Tadeu, na Região Ipiranga. Páginas 14,16 e 18

Renata Moraes

Iniciada na Quarta-feira de Cinzas, 5, a Campanha da Fraternidade 2014 foi aberta nas regiões episcopais no fim de semana. Na Região Brasilândia, no domingo, 9, a réplica da cruz da Jor-

Cardeal anuncia novo vicariato em São Paulo

As mulheres e suas realidades de luta pelos direitos e contra exploração

Revitalização da Iniciação Cristã e jovens universitários são urgências apontadas por dom Odilo no encontro com o clero, além de sugestões pastorais a partir da Evangelii Gaudium.

O Dia Internacional da Mulher, sábado, 8, lembrou aspectos diferentes sobre a mulher. Promovido pela CRB e a “Rede Um Grito pela Vida”, houve, na zona sul, um painel de debates. Na

zona norte, o “Especial Março Mulher” no Centro Cultural da Juventude, teve programação com exposição, roda de conversa e teatro. Páginas 12 e 13

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Fé é questionada no ambiente universitário Estudantes de universidades paulistas relataram ao O SÃO PAULO casos de intolerância religiosa e de dificuldades para vivenciar a fé. Reitorias afirmam que garantem o respeito à religiosidade dos universitários. Página 22

A crise na Ucrânia e o impasse político internacional

Igreja em São Paulo organiza beatificação de madre Assunta

Maior posto de coleta da capital, Fundação Pró-Sangue, no Hospital das Clínicas, realiza campanha “Doe sangue e passe a bola para um amigo” para estimular a solidariedade.

Após a queda do presidente ucraniano e a escolha do novo governo temporário, a situação na Ucrânia está sendo observada atentamente pelo mundo inteiro que teme uma guerra.

As Scalabrinianas e a Arquidiocese reuniram-se no sábado, 8, para acertar detalhes da celebração de beatificação de madre Assunta Marchetti, em 25 de outubro.

Instituição mantém no programa Mediação, o eixo trabalho, que tem objetivo de ajudar imigrantes a encontrar vagas de trabalho. Em fevereiro, Missão Paz recebeu 800 pessoas.

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Páginas 12 e 13

Pró-Sangue coleta 10 mil bolsas por mês

Imigrantes conseguem trabalho legalizado


2 Fé e Vida

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 11 a 17 de março de 2014 Gabirante

frases da semana

“A falta de um marco legal dificulta muito, porque o traficante também sabe que a lei penal é falha no Brasil, sabe que só vale no tráfico de pessoas para fim de prostituição. Todo o restante está sem um tipo penal específico.”

“Ninguém pode dizer ‘não posso carregar a Bíblia comigo’; as pessoas que observarem vocês vendo a Bíblia, podem pensar que vocês estão enviando mensagens, mas, na verdade, estarão recebendo a mensagem da Palavra de Deus.”

Eliana Vendramini, promotora

Dom Edmar Peron, bispo auxiliar

você pergunta

Espiritualidade

Casais divorciados que se reconciliam podem comungar?

Somos chamados para a liberdade

Vigário Episcopal para a Pastoral da Comunicação

Padre Cido Pereira

Após o divórcio, voltei a morar com minha esposa. Enquanto estávamos separados, nenhum dos dois teve outro relacionamento. Agora que estamos juntos novamente e frequentamos as missas, podemos comungar, mesmo tendo assinado o divórcio e, perante a lei dos homens, estarmos separados? É o Antônio, de Itaquaquecetuba, que pergunta. Antônio, é claro que vocês podem comungar. Digo mais: não só podem, mas devem, isto mesmo, devem comungar. Porque a Eucaristia vai enriquecer a união de vocês com muitas graças. A Eucaristia vai fortalecer vocês no amor. A Eucaristia vai manter vocês unidos. Até porque Jesus Cristo é fonte de união. A questão de terem um documento que afirme que vocês estão separados não significa nada. O que vale na verdade é o “sim” que vocês deram um ao outro no dia do casamento. Aquele “sim” foi para sempre e continua valendo mesmo quando o divórcio, segundo a “lei dos homens”, como você diz, aconteceu. Agora, Antonio, é importante que esta experiência de separação, que não deve ter sido fácil para os dois, não se repita. O reatar a união certamente significou perdão de ambas as partes, e isto foi bonito. Continuem a viver no amor, cultivando esse amor como se cultiva uma flor especial, sem permitir que mágoas, rancores e cobranças voltem a perturbar a união de vocês. Felizmente vocês escolheram o caminho certo. Estão participando da missa, estão iluminando a relação de vocês com muita fé, esperança e amor. Vão em frente, amigos. E, se ainda não fizeram, façam uma boa confissão, para que a comunhão de vocês seja um alimento para o amor que vocês reencontraram. Fiquem com Deus e que ele abençoe vocês e o lar que voltaram a construir. Sejam felizes, meus irmãos.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Frei Patrício Sciadini

A Quaresma chegou e devemos com honestidade e com amor vivê-la bem. A Quaresma é um tempo em que a Igreja define “forte”, por quê? É tempo especial em que cada um de nós, cutucados pela Palavra de Deus, somos chamados a deixar a vida velha e a nos renovar através de um processo às vezes doloroso de conversão. Chamados a acolher a Palavra de Deus com mais seriedade, purificando-nos de todas as “inutilidades” para socorrer os mais necessitados, os que sofrem. A Quaresma é um momento de ouro para fazer bem e percorrer os três caminhos que o Evangelho nos indica: o caminho do JEJUM. Jejuar para repartir o pão que não se

come com o que não tem pão, mas especialmente jejuar do pecado que agride a nós mesmos, aos outros e a Deus. ORAÇÃO. Rezar mais, porém uma oração que não é feita de palavra vazia, mas de compromisso sério que vai transformando a nossa vida. Não é o receber cinza na cabeça que vai mudar a nossa vida, é assumir atitudes de diálogo com o Senhor. E a ESMOLA. Que belo gesto o de colocar a nossa mão na carteira e doar com generosidade a quem necessita, sem olhar a quem. Reaprender o caminho da esmola é reaprender a sentir ternura por quem sofre. Conta-se que uma famosa cantora participou de uma festa de beneficência e, saindo, uma criança pobre pediu uma moeda para comprar um pãozinho. A cantora esbravejou, gritou e disse ao menino: “Malcriado e mal-agradecido. Você deveria saber que trabalhei a tarde toda para angariar fundos para os pobres e

“No meio da celebração, apareceram alguns guardas universitários, avisados por um professor, e pediram que todos saíssem de lá porque não era permitido, pois a universidade é laica. Como estava na consagração, os guardas deram 20 minutos para que se encerrasse tudo. Inaiara Saraceni de Andrade, integrante do Ministério das Universidade Renovadas

você me pede agora uma moeda para comprar pão!”. A moral é fácil de tirar de cada um. A palavra que este ano vai orientar a Campanha da Fraternidade é das mais belas de Paulo Apóstolo, o cantor da liberdade e do amor: “Somos chamados a ser livres porque Cristo nos libertou”. Que beleza poder descobrir a nossa vocação de pessoas livres pela liberdade de Cristo e, portanto, em Cristo nos tornarmos portadores da liberdade dos outros. Retornaremos sobre este tema. Mas é só um aperitivo para começarmos bem a nossa Quaresma. Uma Quaresma que nos comprometa conosco mesmos, com Deus e com os outros. Não podemos ficar contemplando os pobres e não fazer nada. O pouco que podemos fazer façamo-lo com alegria e sempre poderemos rezar juntos a oração… Uma obra de caridade não faz mal. Rezem para mim!

palavras que não passam

A liturgia é a ação do Povo de Deus PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

O Concílio recolocou o Povo de Deus no lugar de destaque que sempre teve na liturgia católica. Nada se faz sem a participação do Povo de Deus. A liturgia é ação inteiramente do Povo de Deus, porque “povo sacerdotal” unido a Cristo, o grande sacerdote pelo Espírito (LG 4; 27-28). A assembleia litúrgica é a comunidade de fé reunida para celebrar o Mistério Pascal de Jesus Cristo. Sem a assembleia litúrgica, não é possível a celebração litúrgica. Porque só a comunidade de fé comunga o Mistério Pascal de Cristo e ratifica a Aliança no mandamento do amor. A Aliança com Deus teve o povo como o parceiro insubstituível. O Êxodo é o livro da primeira parceria (Ex 24,1-8; 25,1-9). É o Livro das

Alianças. É o “esboço da nossa redenção”. Também na Nova Aliança, a comunidade é o elemento essencial para se estabelecer a segunda Aliança com Deus (cf. Lv 1,5; Mt 26,28; Hb 9, 1226; SC 42). Deus não nos salvou como pessoas isoladas, mas como o Povo de Deus (LG 9). A missa é a atualização da “nova e eterna Aliança”. Que a participação da comunidade seja em atitude de fé necessária para a ratificação da Aliança na Palavra e no Sangue de Cristo (cf. SC 9-11). Daí que a celebração litúrgica não se faz para a assembleia litúrgica; mas a assembleia litúrgica realiza a celebração litúrgica. A liturgia é a ação exclusiva do Povo de Deus. O povo participa com pleno direito como o parceiro e o sujeito da celebração litúrgica. Porque, sem o Povo de Deus, não há Aliança, portanto, não há Eucaristia (cf. SC 27). Liturgia é palavra de origem grega que significa ação de serviço. É o

serviço solidário de Jesus Cristo em favor da humanidade. Por isso é que a liturgia é com o Povo de Deus que recebe a Palavra e o vinho e o pão. Sem ele, como fazer liturgia? A liturgia é também ação da comunidade de fé reunida em assembleia litúrgica. É a ação de Deus em nós pela ação da Igreja/comunidade na sua missão de continuadora da “obra da salvação” (cf. SC 5-7). As pessoas cumprem os ministérios prestando o serviço litúrgico gratuito à comunidade que lhes delegou alguma função. Ninguém pode atrair a si as atenções roubando ao povo o direito à Palavra e ao canto. A rotina e a falta de educação litúrgica dos agentes da Pastoral Litúrgica prenunciam o esvaziamento do significado da celebração litúrgica na vida do Povo de Deus. Creio que, mais dia menos dia, o povo, exercendo o seu direito de “dono” da ação litúrgica, exija profunda revisão para coibir o barulho e os abusos que deturpam o sentido celebrativo.

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Daniel Gomes, Edcarlos Bispo de Santana e Nayá Fernandes • Institucional: Rafael Alberto • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


Fé e Vida

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encontro com o pastor

Coragem, papa Francisco, coragem!

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal odilo pedro scherer

Completa-se o primeiro ano de pontificado do papa Francisco. A fumaça branca da Capela Sistina, na noite chuvosa e fria de 13 de março de 2013, preparou à multidão ansiosa da praça de São Pedro uma bela surpresa: o novo Bispo de Roma e Sucessor do Apóstolo Pedro, colocado no centro da Igreja Católica, era um cardeal que vinha “quase do fim do mundo”! Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, que escolheu para si o nome de Francisco. Passados os primeiros momentos de encantamento, o papa Francisco começou logo a mostrar seu estilo, seu jeito latino-americano, seu desejo de servir a Igreja Católica e a humanidade de corpo e alma. Tantos detalhes chamaram a atenção, como a moradia na Casa Santa Marta, em vez do palácio apostólico; a dispensa de muitos protocolos; seu jeito de pastor de almas; a forma direta e simples de falar... Mas tudo isso, embora significativo, ainda não diz tudo sobre a novidade do primeiro Papa não europeu, depois de muitos séculos, primeiro latino-americano, primeiro papa jesuíta, com jeito de franciscano... Francisco tem clareza sobre sua missão mais urgente, na condição de Sucessor de Pedro: confirmar os irmãos na fé, reanimá-los, dar-lhes novamente certeza e segurança interior, superar certo desalento e baixa autoestima na Igreja, restituir ao povo católico a alegria do Evangelho, a identificação com a própria Igreja e o senso de pertença a ela. Sabe que sua missão é resgatar a credibilidade da Igreja, ferida por muitos escândalos decorrentes de pecados, fraquezas daqueles que deveriam ser reconhecidos como testemunhas fidedignas do Evangelho da vida e da esperança diante do mundo... Francisco sabe

que essa credibilidade só é recuperada com a retidão de intenções e atitudes, amor à verdade e sincera humildade. E ele convidou todos os membros da Igreja a fazerem isso, empreendendo um verdadeiro caminho de conversão a Cristo e seu Evangelho. Muitos, talvez, esperavam imediatas e até espetaculares reformas na Cúria Romana e nos organismos de governo, que ajudam o Papa em sua missão universal. Francisco começou pedindo reformas nas atitudes e nas disposições de todos os filhos da Igreja; as reformas administrativas da Santa Sé chegam aos poucos e as da Cúria Romana ainda devem chegar. Ninguém tenha a ilusão de que, na Igreja, tudo depende só da Cúria Romana; Francisco tem falado mais vezes da necessária participação de todos e que cada membro da Igreja faça bem a sua parte, em vista da saúde do corpo inteiro. Francisco quer uma Igreja que

não seja autorreferencial, nem fechada sobre si mesma, mas discípula de Cristo e servidora do Evangelho para o mundo. Na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (“A Alegria do Evangelho”), ele apresentou as prioridades da missão evangelizadora no mundo atual: católicos felizes e agradecidos pela fé, percebida como dom precioso a ser compartilhado generosamente; uma Igreja que se faz missionária e se coloca em estado permanente de missão; a conversão constante ao autêntico espírito do Evangelho e a superação do “espírito mundano”, constante tentação para os cristãos e a Igreja; a saída para as periferias humanas e sociais e a solidariedade concreta em relação aos pobres. Há muito para se fazer! Coragem, papa Francisco, coragem! Deus o ilumine e guarde! E nós, além da admiração pelo Papa vindo da América Latina, também o acompanhemos neste esforço. Coragem, povo de Deus, coragem! Helena Ueno

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editorial

Coisas boas e bonitas acontecendo Foi bonita a celebração da Quarta-feira de Cinzas na Catedral e todas as comunidades da Arquidiocese. O povo de Deus cobriu-se de cinzas na humilde manifestação de seu desejo de, na Quaresma, estar mais perto de Deus na oração; mais perto dos irmãos, na caridade; e de ajustar sua vontade com a vontade de Deus. E ficou claro para a Sé e para todas as comunidades da Igreja na cidade que a oração, a penitência e o amor fraterno terão um endereço: as vítimas sofridas do tráfico humano. Reforçando esse propósito, a palavra firme do Papa a nós brasileiros não deixaram dúvidas e merecem ser multiplicadas por todos os meios: “Eu só ofendo a dignidade humana do outro, porque antes vendi a minha”. E mais à frente continua o Papa. “A dignidade humana é igual em todo ser humano: quando piso-a no outro, estou pisando a minha.” Vamos, portanto, ao encontro do Cristo Pascal. Que o mundo saiba, que as vítimas do tráfico humano saibam, que os responsáveis pelo crime ultrajante de tratar pessoas humanas como coisa saibam que foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Foi bonito também o encontro do arcebispo de São Paulo com os padres, vigários e administradores paroquiais da Arquidiocese. Foi um encontro de pastores, para tomarem consciência do trabalho que têm pela frente em 2014. Será um ano em que terá destaque a urgência de se fazer da Igreja a casa da iniciação à vida cristã. Dom Odilo incentivou a todos a se empenhar nessa tarefa, utilizando-se de todos os meios para que os filhos da Igreja, muitos deles não tendo tido aprofundamento algum da fé, além da Catequese para a Primeira Eucaristia, procurem conhecer para viver e testemunhar esta fé na cidade de São Paulo. Vamos em frente, portanto. Jesus Cristo precisa ser testemunhado na cidade de São Paulo. Que a cidade saiba, através de seus pastores, através de cada cristão consciente, através de entusiasmados discípulos missionários, que vale a pena ter um encontro pessoal com Jesus Cristo, ouvir sua Palavra, deixar-se transformar-se e guiar-se por ele, e testemunhá-lo com a Palavra e com a vida. Bonita e alegre notícia foi também anunciada ao Povo de Deus em São Paulo. O beato padre José de Anchieta, o apóstolo do Brasil, o fundador da cidade de São Paulo, será canonizado no início de abril. É um presente de Deus para nós. Temos muito que aprender dele na missão evangelizadora que temos pela frente. Precisamos muito da intercessão dele, para que tenha muitos frutos o nosso serviço missionário na cidade. agenda do Cardeal Terça-feira (11) a Quinta-feira (13)

Reunião do Conselho Permanente da CNBB (Brasília)

Sexta-feira (14) No domingo, 9, o cardeal Scherer presidiu missa com os cenáculos marianos na Catedral

Reunião da Comissão de Implementação do Acordo Brasil-Santa Sé (Brasília)

Sábado (15)

8h30 - Encontro arquidiocesano das Coordenações Pastorais, Vicariatos, Setores pastorais, Movimentos, Associações e Novas Comunidades

Tweets do Cardeal

@DomOdiloScherer 9 - Domingo da Quaresma: “O ho-

mem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus”. 8 - “Ajuntai para vós tesouros no

céu, onde a traça e a ferrugem não corroem nem destroem”. Palavra de Jesus 6-Oração para iniciar o dia: “Inspi-

rai, ó Deus, nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e termine tudo aquilo que fizermos”

Domingo (16)

10h - Evento Canção Nova no Ginásio do Ibirapuera 11h - Missa na Catedral da Sé 15h - Missa com Tomada de Posse de Dom Edmilson, em Guarulhos


4 Fé e Vida liturgia e vida

2º DOMINGO DA QUARESMA 16 DE MARÇO DE 2014

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palavra do papa

As tentações de Jesus são as nossas

Ana Flora Anderson

A face de Deus Neste domingo em que o Evangelho narra a Transfiguração, o tema central das leituras é a busca de uma fé mais profunda em Deus. A antífona de entrada traduz este desejo em termos da procura da Face ou do Rosto de Deus. A oração do dia diz que é a Palavra de Deus que abre os olhos da fé e nos leva a ver a glória de Deus. A primeira leitura (Gênesis 12, 1-4) narra a chamada de Deus a Abrão, convidando-o para aprofundar a sua fé. Ele deve deixar tudo que conhece para entrar no mundo de dependência total em Deus. Sua fé recebe a bênção divina e a promessa de que todos os que o seguem neste caminho serão abençoados. Na segunda leitura (2 Timóteo 1, 8-10), São Paulo ensina que o Evangelho e a graça de Deus nos chamaram com uma vocação santa. Deus se encarnou em Jesus de Nazaré e revelou a sua Face, dando-nos vida e imortalidade. O Evangelho de São Mateus (17, 1-9) narra uma grande cena sobre o ato de fé. Os discípulos que seguem Jesus são chamados a crescer nela. Nas Escrituras a montanha alta sempre simboliza a presença de Deus. Com o testemunho de dois grandes profetas, Moisés e Elias, os discípulos são levados a ver a Face de Deus. Eles deitam e escondem seus rostos, mas, quando levantam de novo, podem ver a verdadeira Face de Jesus, o Filho Amado de Deus. leituras da semana

Segunda (17) - Dn 9, 4b-10; Sl 78; Lc 6, 36-38 Terça (18) - Is 1, 10.16-20; Sl 49; Mt 23, 1-12 Quarta (19) - 2Sm 7; Sl 88(89); Rm 4; Mt 1, 16.18-21.24ª Quinta (20) - Jr 17, 5-10; Sl 1; Lc 16, 19-31 Sexta (21) - Gn 37; Sl 104; Mt 21, 33-43.45-46 Sábado (22) - Mq 7, 14-15.18-20; Sl 102; Lc 15, 1-3.11-32

santos e heróis do povo – 11 de março

Nossa meditação de hoje nós leva até Córdoba, cidade muito célebre da Andaluzia, na Espanha. Vamos encontrar Santo Eulógico. Escreveu-nos, ele próprio, a situação complicada em que viviam os cristãos no meio dos muçulmanos, que dominavam toda aquela região, no século 9º. O que o ajudou a pregar até o fim da vida o Evangelho foi a leitura da Bíblia e da vida dos Santos Padres, ou seja, dos primeiros escritores da Igreja. Acabou sendo denunciado por ter defendido Santa Leócrita, filha de pais muçulmanos, que havia sido batizada. Ambos foram decapitados nos anos de 859. Voltemos à Turquia, para encontrarmos o bispo e mártir Santo Eutimo. Sofreu três vezes exílio no tempo em que se discutia se era ou não permitido venerar imagem. Também ele foi martirizado. Viveu entre os séculos 8º e 9º. O mais célebre dos santos de hoje tem um nome um tanto esquisito: Sofrônico. Foi Patriarca de Jerusalém, defendendo-lhe a sé e a Cidade Santa, no momento do cerco dos árabes, no século 7º. Conseguiu, afinal, que os cristãos conservassem a liberdade civil e a liberdade religiosa. Fonte: “ Santos e Heróis do Povo” livro do cardeal Arns

Papa francisco Reflexão do papa Francisco, antes de fazer a oração mariana do Angelus, no domingo, 9. O Evangelho do primeiro domingo da Quaresma apresenta, todo ano, o episódio das tentações de Jesus, quando o Espírito Santo, descido sobre ele após o Batismo no Jordão, o leva a enfrentar abertamente Satanás no deserto, por 40 dias, antes de iniciar a sua missão pública. O tentador procura desviar Jesus do projeto do Pai, ou seja, do caminho do sacrifício, do amor que oferece a si mesmo em expiação, para fazê-lo pegar uma estrada fácil, de sucesso, de poder. O duelo entre Jesus e Satanás acontece com golpes de citação da Sagrada Escritura. O diálogo, de fato, para afastar Jesus do caminho da cruz, lhe faz presente as falsas esperanças messiânicas: o bem-estar econômico, indicado pela possibilidade de transformar pedra em pão; o estilo espetacular e miraculoso, com a ideia de jogar-se de um ponto mais alto do templo de Jerusalém e fazer-se salvar pelos anjos. E, enfim, a ânsia do poder e do domínio, em troca de um ato de adoração a Satanás. São três grupos de tentações: também nós as conhecemos bem. Jesus afasta decisivamente todas estas tentações e rebate e reafirma a firme vontade de seguir o caminho estabelecido pelo Pai,

sem compromisso algum com o pecado e com a lógica do mundo. Notem bem como responde Jesus. Ele não dialoga com Satanás, como tinha feito Eva no paraíso terrestre. Jesus sabe bem que com Satanás não se pode dialogar, porque é muito astuto. Por isso Jesus, em vez de dialogar, como tinha feito Eva, escolhe refugiar-se na Palavra de Deus e responde com a força desta Palavra. Recordemos isto: no momento da tentação, das nossas tentações, nada argumentar com Satanás, e sempre defender-nos pela Palavra de Deus! E isto nos salvará. Nas suas respostas a Satanás, o Senhor, usando a Palavra de Deus, nos recorda antes de tudo que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mc 4,4; Dt 8,3); e isto nos dá força, nos sustenta na luta contra a mentalidade mundana que abaixa o homem ao nível das necessidades primárias, fazendo-o perder a fome do que é verdadeiro,

bom e belo, a fome de Deus e do seu amor. Recorda, além disso, que “está escrito também: Não tentarás o Senhor teu Deus” (v.7), porque a estrada também passa pelo escuro, e se nutre de paciência e de espera perseverante. Jesus recorda enfim que “está escrito: O Senhor, teu Deus, adorarás: somente a ele prestarás culto” (v.10); ou seja, devemos desfazer-nos dos ídolos, das coisas vãs, e construir a nossa vida sobre o que é essencial... Caros irmãos, o tempo da Quaresma é ocasião propícia para todos nós para completar o caminho da conversão, confrontando-nos sinceramente com esta página do Evangelho. Renovemos as promessas do nosso Batismo: renunciemos a Satanás e a todas as suas obras e seduções – porque ele é um sedutor –, para caminharmos nos caminhos de Deus e “chegarmos à Páscoa na alegria do Espírito” (oração do 1º Dom. da Quaresma – Ano A). L’Osservatore Romano

Na tarde de domingo, na Casa Divin Maestro, em Ariccia, papa Francisco deu início aos Exercícios Espirituais, com o tema “ A purificação do Coração”. Francisco partiu da Cidade do Vaticano de ônibus, às 16h, horário local (meio-dia no horário de Brasília) junto com 80 pessoas

há 50 anos

Erradicação do analfabetismo O rápido crescimento dos números de crianças que se tornariam jovens analfabetos era preocupação tanto da Unesco como do jornal O SÃO PAULO. O analfabetismo preocupava, pois a sociedade vivia na década do desenvolvimento e, assim, apresentando perspectiva e planos de ascensão dos padrões de vida em todo o mundo. Esta preocupação levou a criação de um programa que visava proporcionar educação basilar para jovens e adultos de diversas partes do mundo, como África, Ásia e América Latina, para assim fazer com que estas pessoas fossem incorporadas pela sociedade. “A enorme parcela de

analfabetos entre os adultos representa séria ameaça para o êxito da década do desenvolvimento e para as esperanças e planos de elevação dos padrões de vida em todo o mundo.” Além da preocupação com a educação, a saúde foi um dos assuntos também presentes. A saúde mental, a apreensão com os novos hábitos que a sociedade estava tomando por conta da televisão que a pouco se encontrava adentrando os costumes da época. “O consolo é lembrar que nem todos viveremos nessa época, e que os sobreviventes talvez se tenham todos adaptados às condições desumanas que reinarão então...’’

Capa da edição de 8/3/1964


Fé e Vida

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fé e cidadania

direito canônico

Escravidão e liberdade

A nota da CNBB sobre as prisões brasileiras

Padre Alfredo José Gonçalves

Desde tempos antigos, a escravidão tem sido uma grande chaga na história da humanidade. Mais perto de nossa época, assiste-se tráfico de dezenas de milhões de africanos para as fazendas de algodão, cana-de-açucar e café, ou para a extração de minério, seja nos Estados Unidos e Brasil, por exemplo, como em alguns países da América Latina e Caribe. Dois autores brasileiros – um poeta e um sociólogo – nos mostram retratos vivos e realistas sobre a condição do escravo. De um lado, o poema “Navio Negreiro” (1869), escrito aos 22 anos por Castro Alves, apresenta o transporte desumano da África para o Brasil, nos porões das embarcações. Os negros eram trazidos em meio a condições de fome, sede, imundícia, além de conviverem com os agonizantes e mortos. Grande parte nem sequer chegava a aportar em terras brasileiras. De outro lado, Florestan Fernandes, com a tese de cátedra “A integração do negro na sociedade de classes – o legado da raça branca” (1964) faz um estudo das relações raciais no país. A obra representa um marco na sociologia brasileira, bem como a consolidação do autor como sociólogo. Denuncia a marginalidade dos negros e mulatos na passagem do sistema de produção senhorial-escravista para o moderno sistema capitalista. Infelizmente, relações de trabalho análogas à escravidão persistem em pleno século 21. É o que nos revela a Campanha da Fraternidade desde ano. Promovida pela CNBB, a Campanha tem como tema. “A fraternidade e o tráfico humano” e como lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”, frase extraída da carta de São Paulo aos Gálatas (Gl 5,1). Como no caso dos negros africanos, tráfico e trabalho escravo (ou semies-

cravo) costumam andar de mãos dadas. O tráfico contemporâneo de seres humanos sofre de um duplo estigma que vem do passado: na origem, verifica-se um recrutamento que recai sobre as pessoas mais vulneráveis, hoje crianças, adolescentes e mulheres que vivem em precárias condições de vida. No destino, tais vítimas são submetidas às mais variadas formas de exploração, seja do ponto de vista trabalhista, seja em termos sexuais. O que fazer – pergunta-se a CF-2014 – para restituir a liberdade a tantos seres humanos? Informação, denúncia e desmantelamento das redes do crime organizado são algumas respostas. Mas semelhante ação, sob pena de permanecer inóqua e gratuitamente perigosa, requer um suporte institucional, tanto das Igrejas, entidades e organizações não governamentais, quanto do Ministério Público, da Polícia Federal e dos órgãos do Governo.

espaço aberto

Energia Padre antonio Manzatto

A falta de água continua dramática em São Paulo e nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil. A chuva dos últimos dias não tem diminuído o temor do racionamento de água em cidades como São Paulo, e o baixo nível dos reservatórios agora também ameaça com um racionamento de energia elétrica. Como grande parte da eletricidade consumida no Brasil vem das hidrelétricas, o temor é compreensível, mais ainda

se ajuntarmos a isso o preço elevado da energia proveniente das termelétricas. Estamos no risco de ficarmos sem água e no escuro. Curioso é que rapidamente se coloca a culpa em São Pedro, que não faz chover, e no povo, que gasta muito. Não compreendo por que não se chamam à responsabilidade os governos e as empresas responsáveis por esses serviços. Os governos têm, sim, responsabilidade por falta de planejamento, por não pensarem, para o Estado ou para o País, em um projeto de organização social que vá além das eleições e do período de quatro anos. As empresas têm responsabilidade por serem, exatamente,

as prestadoras daquele serviço. Isentando-se governo ou empresas, voltamos ao jeito brasileiro em que todo mundo é obrigado “a se virar”! Não há contratos com as empresas responsáveis pela distribuição de energia? Não se exigem investimentos em área estratégica tão importante? Não há investimento em pesquisa sobre outras fontes de energia, como o vento ou os raios de sol? O lucro das empresas não é critério para a organização social, mas o bemestar do povo. E o governo não tem de garantir sua vitória nas próximas eleições, mas o bem da população do País. Nós temos de cobrar de uns e de outros suas responsabilidades.

Doutor em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, do Vaticano e professor da Escola Dominicana de Teologia (EDT)

Edson Luiz Sampel

Homens tratados como animais! Basta darmos uma olhada numa dessas inúmeras fotografias de cárceres que pululam na imprensa, para verificarmos que os cães recebem um tratamento bem melhor que os presos do Brasil. A regra do jogo democrático é a seguinte: alguém perpetra um crime grave, é julgado e, se condenado, vai para a cadeia, onde – prestemos atenção à norma democrática! – ficará privado da liberdade por certo período de tempo. Pensemos, a título de exemplo, no delito de homicídio. Determina o artigo 121 do Código Penal Brasileiro: “pena: reclusão de 12 a 30 anos”. Esta é a única pena imposta coercitivamente ao sentenciado: a privação da sua liberdade de 12 a 30 anos. E já não é infernal ou purgativo (de purgatório) estar sem o gozo da própria liberdade? A Lei 7.210/84, que cuida da execução das penas, preceitua: “Artigo 1º. A execução penal tem por objetivo efetivar as disposições de sentença ou decisão criminal e proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado”. Ora, a punição tem um caráter nitidamente medicinal, na esteira do Direito Canônico, pois visa “proporcionar condições para a harmônica integração social do condenado e do internado”. Conforme reza a nota da

5

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “não podemos assistir passivamente à violação da dignidade humana como ocorre nos presídios brasileiros e em inúmeras situações de violência que grassa no País”. Nossa revolta contra esse estado de coisas está alicerçada num ditame de direito divino positivo, pois foi o próprio Senhor Jesus Cristo que se identificou com os prisioneiros: “Estive preso e viestes me visitar” (Mt 25,36). Portanto, para um país fundamentado nos valores cristãos, temos de ver no preso o rosto transfigurado de Jesus Cristo e, dessa feita, é-nos imperioso lutar pela dignidade dos que vivem nas enxovias. No Brasil, desgraçadamente, vige uma mentalidade que enxerga a pena como vingança ou vindita social. Para muitos patrícios, o detento tem mesmo de sofrer, ser humilhado, pisoteado e seviciado. Esta é uma postura antievangélica, que contrasta nitidamente com as palavras de Jesus acima citadas. De uma vez por todas, entendamos que a privação da liberdade de uma pessoa vários anos a fio, por si só, causa um sofrimento atroz, o qual não deve ser recrudescido por outros vitupérios. A prisão precisa ser um purgatório na terra, não um inferno, um lugar (estado) sem esperança. Sendo católicos, pressionemos as autoridades por mudanças imediatas, não só com argumentos evangélicos, mas com o argumento de que o governante está obrigado a cumprir a lei.


6 Fé e Vida

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mitra arquidiocesana de são paulo CNPJ 63.089.825/0001-44

BALANÇO PATRIMONIAL

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

Ativo Nota 2013 2012 Circulante Caixa e equivalentes de caixa 4 39.121 36.041 Aplicações financeiras 5 22.065 18.000 Contas a receber 6 1.519 1.457 Empréstimos e adiantamentos 7 8.598 7.374 71.303 62.872 Não circulante Realizável a longo prazo Depositos Judiciais 40 40 40 40

demonstrações dos resultados

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

Nota 2013 2012 Receita operacional bruta Receitas eclesiais 13 41.125 42.825 Donativos e dízimos 14 101.295 91.872 Cemitério Gethsêmani 15 2.495 2.076 144.915 136.773

Passivo Nota 2013 2012 Circulante Salários, férias e encargos sociais a pagar 10 1.036 1.133 Valores a repassar 3.857 2.360 Impostos a recolher 259 147 Outras contas a pagar 2.616 1.717 7.768 5.357 Deduções Não circulante Deduções sobre receitas (6.766) (7.048) Exigível a longo prazo Receitas operacionais líquidas 138.149 129.725 Empréstimos e financiamentos 11 537 403 Impostos parcelados a recolher 93 145 Despesas operacionais 630 548 Despesas com salários, férias e encargos sociais 16 (35.923) (36.195) Despesas com locações 17 (6.844) (7.716) Investimentos 1.259 1.259 Fundo social 12 131.494 122.514 Despesas com veículos 18 (1.909) (2.128) Imobilizado 8 100.072 94.347 Ajustes de avaliação patrimonial 21.603 21.603 Despesas com comunicações 19 (3.204) (3.612) Intangível 9 484 484 Resultado do exercício 11.663 8.980 Despesas com manutenções 20 (15.019) (13.246) 101.815 96.090 164.760 153.097 Despesas com serviços contratados 21 (14.767) (12.279) Despesas com pastorais 22 (26.923) (26.727) Total do Passivo 173.158 159.002 Total do Ativo 173.158 159.002 Despesas com paroquias 23 (16.994) (15.481) As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras Despesas com propaganda e publicidade 24 (2.990) (3.632) Despesas com depreciação (4.772) (4.311) Demonstrações das mutações do patrimônio social (129.345) (125.327) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais) Fundo Superávit Ajuste avaliação Superávit operacional antes do resultado financeiro 8.804 4.398 social Exercício de ativos Total Receitas financeiras 25 3.332 5.152 Saldos em 1º de janeiro de 2012 106.589 15.925 - 122.514 Despesas financeiras 26 (473) (570) Transf. resultados acumulados 15.925 (15.925) Superávit do exercício 11.663 8.980 Ajuste de avaliação patrimonial 21.603 21.603 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras. Superávit do exercício 8.980 - 8.980 demonstrações de resultados abrangentes Saldos em 31 de dezembro de 2012 122.514 8.980 21.603 153.097 Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais) Transf. resultados acumulados 8.980 (8.980) 2013 2012 Ajuste de avaliação patrimonial 21.603 (21.603) - Superávit do exercício 11.663 8.980 Superávit do exercício - 11.663 - 11.663 Superávit abrangente total 11.663 8.980 Saldos em 31 de dezembro de 2013 153.097 (9.940) 21.603 164.760 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

notas explicativas

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2013 e 2012 (Em milhares de Reais)

1 Contexto operacional A Mitra Arquidiocesana de São Paulo, também conhecida por Mitra de São Paulo, de caráter religioso, educacional e de assistência social, sem fins lucrativos, designada canonicamente “Arquidiocese de São Paulo” fundada e constituída pelo Papa Bento XIV, em 06 de dezembro de 1745, pela Bula “Candor Lucis aetamae”, como circunscrição da Igreja Católica Apostólica Romana e inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica sob o nº 63.089.825/0001-44. A Mitra Arquidiocesana de São Paulo, como instituição eclesiástica, entidade civil beneficente, tem por escopo realização de atividades religiosas, educacionais, culturais e de assistência social, inclusive de assistência à saúde, e nesta condição integra, abrange e representa sob sua personalidade jurídica, as paróquias, freguesias, fábricas, templos católicos, confrarias, irmandades, devoções, invocações, cúria arquidiocesana e órgãos de administração eclesial, detendo em consequência, a titularidade de todos os bens e direitos de uso e serventia que lhe são próprios, dentro dos limites territoriais da Arquidiocese de São Paulo e submetidos à autoridade canônica do Arcebispo Metropolitano.

2 Base de preparação a. Declaração de conformidade (com relação às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A emissão das demonstrações financeiras foi autorizada pelo do Conselho de Assuntos Econômicos da Arquidiocese de São Paulo em reunião ordinária realizadano dia 10 de Março de 2014, e sua a publicação na data de 11 de Março de 2014. b. Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. c. Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Mitra. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma.

3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a. Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Mitra pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b. Instrumentos financeiros Ativos financeiros não derivativos A Mitra reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Mitra se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Mitra não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Mitra transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais dele em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Mitra nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Mitra tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Mitra tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se, e somente se a Mitra gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Mitra. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Recebíveis Recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método

dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa e outros créditos. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. c. Passivos financeiros não derivativos A Mitra reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Mitra se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Mitra baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. A Mitra tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos e financiamentos junto a instituições financeiras, fornecedores, diferenças salariais e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Instrumentos financeiros derivativos A Mitra não possuía em 31 de dezembro de 2013 e 2012 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. d. Contas a receber Representam basicamente operações ocorridas no Cemitério Gethsêmani. O reconhecimento do ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização destes ativos e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. Estes índices são revisados anualmente buscando uma melhor estimativa para a mensuração desses valores. e. Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data de levantamento do balanço patrimonial. f. Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Mitra possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas, de escritórios jurídicos independentes, do risco envolvido. g. Imobilizado Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. Depreciação A Mitra Arquidiocesana em 2011 passou a reconhecer o desgaste natural de seus bens. As vidas úteis estimadas para os períodos corrente e comparativo são as seguintes: Máquinas e equipamentos 20 anos Móveis e utensílios 10 anos Instalações 10 anos Veículos 20 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. h. Avaliação do valor recuperável dos ativos A Administração revisa anualmente o valor contábil líquido dos ativos com o objetivo de avaliar eventos ou mudanças nas circunstâncias econômicas, operacionais ou tecnológicas, que possam indicar deterioração ou perda de seu valor recuperável. Quando estas evidências são identificadas, e o valor contábil líquido excede o valor recuperável, é constituído um ajuste do ativo para deterioração ajustando o valor contábil líquido ao valor recuperável. i. Redução ao valor recuperável (impairment) Ativos financeiros A Mitra avalia os ativos do imobilizado quando há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável.

A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Mitra sobre condições de que a Mitra não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Na aplicação do teste de redução ao valor recuperável de ativos, o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa é comparado com o seu valor recuperável. O valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Considerando-se as particularidades dos ativos da Mitra, o valor recuperável utilizado para avaliação do teste de redução ao valor recuperável é o valor em uso, exceto quando especificamente indicado. Este valor de uso é estimado com base no valor presente de fluxos de caixa futuros, resultado das melhores estimativas da Mitra. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros da Mitra são revistos a cada data de apresentação das demonstrações financeiras para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. Durante o exercício de 2013, não houve indicação de perda no valor recuperável dos ativos não financeiros. j. Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, despesas com juros e multas sobre passivos em abertos. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo. k. Demonstrações financeiras comparativas As Demonstrações financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2012 tiveram saldos reclassificados para uma melhor comparabilidade com as demonstrações financeiras do exercício corrente.

4 Caixa e equivalentes de caixa

2013 2012 Caixa matriz 345 354 Caixa regiões 4.962 5.573 Caixa paróquias 30.667 26.725 Caixa seminários 123 126 Caixa cemitério Gethsêmani 188 199 Outros caixas 2.836 3.064 39.121 36.041 As disponibilidades da Instituição ficam sob a responsabilidade da Matriz e de suas filiais (paróquias, regiões episcopais, seminários, cemitério entre outros).

5 Aplicações financeiras

2013 2012 Aplicações financeiras 22.065 18.000 Aplicações financeiras 22.065 18.000

As aplicações financeiras de curto prazo referem-se, substancialmente, aos fundos de renda fixa e são remunerados a taxas praticadas pelo mercado. Existem ainda aplicações em certificados de depósitos bancários remunerados a taxas que variam entre 92% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).

6 Contas a receber

2013 2012 Aluguéis 198 198 Valores a recuperar 285 309 Títulos a receber 317 317 Cemitério Gethsêmani 343 236 Cheque custódia - 27 Cheques devolvidos 376 370 1.519 1.457 Parcela a realizar em curto prazo 1.519 1.457 Ativo não circulante - Compreendem basicamente a operações ocorridas no Cemitério Gethsêmani.

7 Empréstimos e adiantamentos

2013 8.598 Empréstimos e adiantamentos 8.598

2012 7.374 7.374

Referem-se aos empréstimos realizados para atender às necessidades gerais da Mitra Arquidiocesana, e suas Comunidades, Igrejas e Paróquias.

8 Imobilizado

2013 2012 Terrenos e edificações 51.111 49.853 Construções em andamento 23.569 18.146 Máquinas e equipamentos 5.989 5.335 Veículos 4.587 5.894


Igreja em Ação

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Móveis e utensílios 10.634 10.863 Instalações 3.178 2.834 Outras imobilizações 1.004 1.422 100.072 94.347 Compreendem os ativos da Instituição. Esses bens estão reconhecidos pelo custo de aquisição sendo deduzidas as depreciações.

9 Intangíveis

2013 2012 Intangível 484 484 484 484

10 Salários, férias e encargos sociais a pagar

2013 Salários e encargos sociais 618 Férias, 13. salário e encargos 401 Pensão alimentícia 3 Outros gastos com pessoal 14 1.036

2012 751 364 3 15 1.133

Referem-se basicamente às obrigações trabalhistas junto aos funcionários da Instituição.

11 Empréstimos e financiamentos

2013 2012 Empréstimos e financiamentos 537 403 537 403 Referem-se a financiamentos contraídos pela Instituição para manutenção de suas atividades.

12 Patrimônio líquido

2013 2012 Fundo social 131.494 122.514 131.494 122.514

O Fundo social é composto de todas as doações de bens, bem como dos superavits gerados ao longo dos exercícios sociais. Destacamos que as receitas, decorrentes de doações e contribuições para custeio, recebidas pela Mitra são empregadas integralmente nos seus objetivos sociais.

13 Receitas eclesiais

2013 2012 Aluguéis ativos 14.821 14.026 Batizados 1.442 1.472 Casamentos 5.975 6.575 Espórtulas de missas 1.703 1.839 Festas, promoções e quermesses 12.548 14.353 Imagens, santinhos e crucifixo 1.145 1.040 Livros, folhetos e impressos 1.104 982 Outras receitas 2.387 2.538 41.125 42.825 As receitas auferidas são revertidas para os objetivos sociais da Instituição.

14 Donativos e dízimos

2013 2012 Donativos 24.725 22.307 Coletas de missas e dízimos 59.568 31.588 Taxas paróquias 8.743 29.580 Outras receitas 8.259 8.397 101.295 91.872 Registrados pelo regime de caixa, ou seja, em decorrência do efetivo recebimento. Foram reclassificados os saldos de receitas com taxas paroquiais para a conta de coletas e dízimos. Houve um aumento de 10% neste grupo de receitas quando comparado ao ano anterior.

15 Cemitério Gethsêmani

Vendas de jazigos e gavetas Receitas de sepultamentos

2013 1.624 92

2012 1.351 82

Receitas de velórios Outras receitas

175 604 2.495

135 508 2.076

Referem-se a receitas do Cemitério Gethsêmani em suas operações.

16 Despesas com salários, férias e encargos sociais

2013 2012 Salários e ordenados 20.338 20.757 Rescisões contratuais e indenizações 554 612 Férias e 13º salário 3.008 2.753 FGTS 1.506 1.915 INSS 6.848 6.798 Assistência médica 1.440 1.247 Outras despesas 2.229 2.113 35.923 36.195 Despesas e gastos com pessoal da Instituição.

17 Despesas com locações

2013 Energia elétrica 2.506 Água e esgoto 2.555 Aluguéis de imóveis 417 Gás 217 Condomínio 572 IPTU 429 Seguro de Imóveis 148 6.844

18 Despesas com veículos

2013 Combustíveis 700 Consertos e reparos 436 Seguros de veículos 411 Estacionamento 107 Pedágio 37 Licenciamento 181 Multas de trânsito 37 1.909

19 Despesas com comunicações

2013 Telefones 1.600 Correios e cartório 316 Internet, tv a cabo e outras 582 Assinatura revistas, jornais e folhetos 706 3.204

2012 3.151 2.599 429 222 461 721 133 7.716 2012 756 496 452 117 42 230 35 2.128 2012 1.819 360 653 780 3.612

20 Despesas com manutenções

2013 2012 Material hidráulico e elétrico 930 910 Manutenção de máquinas e equipamentos 1.072 1.092 Consertos e reparos 3.047 3.874 Materiais para construção 8.596 5.778 Paisagismo 150 192 Material de limpeza 1.119 1.286 Outros gastos com manutenção 105 114 15.019 13.246

21 Despesas com serviços contratados

Materiais para as pastorais Doações Consumo de material de escritório Condução e transporte Processos e custas judiciais Verba pastoral Outras despesas

2.705 9.774 796 531 495 765 5.182 26.923

7 2.230 10.463 842 424 683 672 5.241 26.727

23 Despesas com paróquias

2013 2012 Alimentação 3.838 3.665 Utensílios copa e cama 299 307 Assistência médica dos religiosos 4.367 3.851 Despesas médicas 360 173 Outras despesas paroquiais 8.130 7.485 16.994 15.481

24 Despesas com propaganda e publicidade

2013 Festas, promoções e quermesses 2.411 Viagens e representação 254 Taxas municipais 173 Outras despesas 152 2.990

25 Receitas financeiras

2013 Juros sobre aplicações financeiras 2.706 Ganhos na alienação de bens 574 Multa em atraso 51 Outras receitas financeiras 1 3.332

26 Despesas financeiras

2013 Multas 45 Despesas bancárias 366 Descontos concedidos 2 Juros pagos s/empréstimos bancários 43 Outras despesas 17 473

2012 2.923 196 360 153 3.632 2012 2.709 2.373 67 3 5.152 2012 103 353 42 61 11 570

27 Instrumentos financeiros A Mitra Arquidiocesana opera apenas com instrumentos financeiros não-derivativos que incluem aplicações financeiras, investimentos em instrumentos de dívida, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar e outras dívidas. Os valores contábeis constantes nessas demonstrações, quando comparados com os valores que poderiam ser obtidos na sua negociação em um mercado ativo ou, na ausência destes, com o valor presente líquido ajustado com base na taxa vigente de juros no mercado, se aproximam, substancialmente, de seus correspondentes valores de mercado. A Mitra Arquidiocesana não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos, ou quaisquer outros ativos de risco. Durante o exercício de 2013 a Mitra não realizou operações com derivativos.

28 Cobertura de seguros

2013 2012 Serviços profissionais pessoa jurídica 8.199 5.853 Serviços profissionais pessoa física 6.471 6.361 Despesas com estagiários 97 65 14.767 12.279

A Mitra adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade.

22 Despesas com pastorais

Padre João Júlio Farias Júnior Padre Dr. José Rodolpho Perazzolo Procurador da Procurador da Mitra Arquidiocesana Mitra Arquidiocesana Zacarias José de Carvalho Paiva José Olímpio Cardoso Neto Procurador da Contador Mitra Arquidiocesana CRC 1SP181828/O-5

Cursos, encontros e retiros Espórtulas de missas pagas Impressões Livros Ornamentações

2013 1.740 1.294 1.939 704 998

2012 1.258 1.236 1.867 718 1.093


8 Igreja em Ação Mundo do trabalho pastoral operária

Campanha da Fraternidade, o “trabalho escravo” e os Trabalhadores Operário e ex-metalúrgico, é membro da Coordenação da Pastoral Operária na Arquidiocese de São Paulo

José Lucas dos Santos

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escola diaconal

Primeiro Retiro de 2014 dos candidatos ao Diaconato Permanente Fábio José Parpinelli

colaborador da escola diaconal

Aconteceu nos dias 7, 8 e 9 de março, em Itapecerica da Serra, o primeiro encontro de 2014 dos candidatos ao Diaconato Permanente da Arquidiocese de São Paulo, buscando um aprofundamento maior na oração, palestras

e no silêncio “ascético” quaresmal. Foi pregador deste retiro o padre Fernando Cardoso, da Arquidiocese de São Paulo, e reitor da Escola Diaconal. Foram momentos especiais de espiritualidade e meditação vividos intensamente entre os pré-diáconos neste momento em que a Igreja vive

sua primeira semana da Quaresma. Padre Fernando, exímio biblista, utilizou elementos do Gênesis, Êxodo e dos Evangelhos para introduzir este espírito de entrega e silêncio, meditando sobre o deserto vivido em nossas vidas, suas tentações temporais e nossas escolhas. Participaram do Retiro 54

alunos da Escola Diaconal Arquidiocesana São José, candidatos ao Diaconato Permanente e algumas esposas. O Retiro realizou-se na Casa de Encontros Mary Ward, dirigido pelas religiosas do Instituto Beatíssima Virgem Maria, fundado em 1609 na Bélgica pela Bem-Aventurada Mary Ward. Fábio José Parpinelli

“Você comerá do trabalho de suas próprias mãos, tranquilo e feliz” (Sl 128,2). A Campanha da Fraternidade de 2014 – “Fraternidade e tráfico humano”, – motiva a reflexão sobre alguns aspectos do mundo do trabalho, muitas vezes esquecidos ou camuflados, propositalmente. Um destes aspectos está no que se costuma chamar de “trabalho escravo”. Em sua encíclica “Sobre o Trabalho Humano”, João Paulo 2º afirmou que “o trabalho é a chave essencial da questão social”. A história também nos ensina que não há vida que se mantenha se o trabalho humano não gerar os meios necessários à sobrevivência e se a produção coletiva não for igualmente partilhada “a cada um segundo suas necessidades”. Na busca insaciável de lucro a qualquer custo, o sistema capitalista vem gerando rotatividade criminosa da mão de obra, achatamento salarial, trabalho precário, jornada prolongada para quem está no emprego, rebaixamento do padrão de vida para a maior parte da população. No Brasil, por exemplo, o salário mínimo é de R$ 724,00, enquanto, segundo o Dieese, seriam necessários cerca de R$ 2.400,00 para manter uma família de quatro pessoas com um mínimo de dignidade. Tudo isso gera pobreza e miséria, revolta, violência e criminalidade. As principais vítimas desse sistema iníquo, hoje, são os/as jovens cujo trabalho, quando encontrado, é explorado com salários aviltantes.

A história nos ensina que não há vida que se mantenha se o trabalho humano não gerar os meios necessários à sobrevivência e se a produção coletiva não for igualmente partilhada

pastoral da comunicação

A secretaria de sua paróquia é acolhedora? Coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo

Diácono Francisco de Assis Gonçalves

A visão mais disseminada nas nossas paróquias é que uma Pastoral da Comunicação (Pascom) se dedica unicamente à operação dos meios de comunicação paroquial para divulgar os eventos através de boletim, jornal e site. Na verdade, essa é apenas uma das operações da pastoral, porque o meio em si é apenas um objeto que pode ser bem ou mal utilizado. A missão da Pascom é fazer fluir a comunicação entre pessoas, pastorais, comunidades como um todo, de uma forma acolhedora, tendo como mística a comunhão e a unidade. “A Pascom é a pastoral do ser/ estar em comunhão/comunidade. É a pastoral da acolhida e da participação, das interrelações humanas, da organização solidária, do planejamento democrático, do uso dos recursos e instrumentos que facilitem o intercâmbio de informações e manifestações das pessoas no interior da comunidade e da sociedade”

(Doc. 57, da CNBB, nº 244). A Pascom dedica-se à comunicação interpessoal, intergrupal, interpastoral; Nesse sentido, a Pascom

da Arquidiocese de São Paulo e o SEPAC Paulinas pesquisando nossa realidade paroquial e alicerçados nos estudos da CNBB, como o Documento

104 – Comunidade de comunidades: Uma nova paróquia –, que diz: “Há excesso de burocracia e falta acolhida em muitas secretarias paroquiais...” (112 pag. 49), promoverão, dia 17 de março, das 13h às 17h, o workshop – “Atendimento na Secretaria Paroquial - Importância da atuação deste setor para a missão evangelizadora da paróquia”. A formação é destinada a secretários(as) paroquiais da Arquidiocese de São Paulo e ocorrerá no auditório São Paulo Apóstolo das Paulinas (rua Dona Inácia Uchoa, 62 - próximo da Estação Vila Mariana do Metrô). A assessoria é de Helena Nunes Ribeiro Crépin, comunicóloga, formada em comunicação/publicidade pela PUC-SP. O investimento é de R$ 10,00 para cobrir os custos do evento. Vale ressaltar que não se trata de uma abordagem sobre o acolhimento, que já foi realizado em algumas regiões, mas, sim, de um workshop com o objetivo de trabalhar a formação na comunicação, profissionalismo e humanismo na secretaria. Inscrições pelo telefone (11) 2125 3540.


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Monte Serrate é presença ativa de evangelização Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Paróquia centenária tem um grande número de idosos, porém com grande força de trabalho pastoral Edcarlos Bispo

reportagem na zona oeste

Alheias à tempestade que castigava a cidade no fim da tarde daquela sexta-feira, 7, várias de senhoras – algumas da Irmandade de São José, outras do Apostolado da Oração, ou ministras extraordinárias da sagrada comunhão –, rezavam, piedosamente, dentro da centenária Paróquia de Nossa Senhora de Monte Serrate, a Via-Sacra. Na paróquia há mais de 20 anos, Maria Inês Fusaro dos Santos (foto), 70 anos, viu a sua mudança e do bairro, que passou de um bairro residencial para um lugar de diversos comércios e lojas. “A evolução do bairro foi grande, as pessoas que vinham aqui começaram a diminuir porque agora nossa Paróquia é uma paróquia de passagem. Nos bairros todos próximos há igrejas, e essas pessoas vão para lá e aqui ficou mais uma igreja de passagem”, lamenta. Apesar de ser uma comunidade mais idosa, com a maioria de seus paroquianos tendo mais de 60 anos, a Paróquia ainda está muito ativa, como comenta o padre Carlos Eduardo Campos dos Santos, que em breve será transferido da paróquia. “Hoje vivemos os cem anos com a comunidade envelhecida, mas ativa. Sempre buscando como fazer para manter a igreja viva.” Maria Inês ressalta que os diversos grupos e irmandades que a Paróquia possui se

rate, a região de Pinheiros era de classe média alta – ali ficava a hípica de São Paulo –, isso influenciou na construção do templo, que possui materiais importados vindos da Alemanha e Portugal. Com a mudança ocorrida na classe média, a região passou de agrícola para área de comércio. E começou a ter pequenas lojas, logo não era, apenas, um local de residências. Esse quadro continuou assim e sem reversão, hoje a Paróquia, como conta o padre e as paroquianas, é apenas uma paróquia de passagem. O metrô, que poderia ter colaborado para o aumento de fiéis para a Paróquia, não contribuiu em nada. De acordo com o padre Carlos, a construção da Estação Faria Lima quis preservar e não esconder a frente da igreja, porém não deixou acesso a ela. Com a saída do terminal de ônibus que estava próximo à Paróquia, não há mais uma grande circulação de pessoas, e quem circula de metrô sai de seus locais de trabalho e vai direto para a estação do metrô.

Evangelização nos shoppings

Há cem anos a Paróquia Monte Serrate, em Pinheiros, realiza trabalho de evangelização junto à comunidade local

juntam para a realização de atividades conjuntas como, por exemplo, a realização de bingos e almoços, que são momentos de reunir até os demais moradores do bairro que aceitam participar das festividades. Já para a paroquiana Natália Soares da Silva, há 18 anos na comunidade, a coisa que sempre a marcou foram as celebrações quaresmais. Como conta, desde muito nova ia a celebração com sua mãe e aquele clima de silêncio e reco-

lhimento chamava sua atenção, porém o ponto máximo para ela é ver a comunidade reunida para a procissão da Sexta-feira da Paixão.

Uma Igreja e um bairro em transformação

A primeira construção de um templo católico no que hoje conhecemos como Pinheiros foi feita, como conta o padre Carlos Eduardo, pelo beato José de Anchieta, onde ele realizava trabalhos com uma tribo

indígena da região e ali construiu uma pequena capela, isso há quatro séculos. Outras iniciativas, como mostra a história da Paróquia, foram feitas para tentar erigir ali comunidades, porém isso só aconteceu quando, com a ajuda dos Beneditinos e Passionistas, a igreja local virou comunidade da Paróquia da Consolação, sendo, logo após, elevada a Paróquia. No período da criação da Paróquia, já sob o título de Nossa Senhora de Monte Ser-

Padre Carlos está para ser transferido da Paróquia. O Sacerdote lembra com carinho dos anos que esteve à frente da comunidade. Desde já deseja sorte ao Sacerdote que irá assumir a missão de conduzir e ser pastor do rebanho de Nossa Senhora de Monte Serrate. Como conselho, ele deixa para o seu sucessor a ideia de assumir uma evangelização nos três shoppings centers que estão na região de Pinheiros. O Sacerdote arrisca dizer que deveria ser pensada a ideia de construir capelas para acolher os jovens que vão, nos fins de semana, aos centros de compra, para, dessa forma, acolher e evangelizar os jovens.

Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção

PARA UMA SOCIEDADE EM CRISE:

UMA EDUCAÇÃO EM VALORES

EDUCAÇÃO CONTINUADA – CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA – Vagas limitadas/gratuito OBJETIVOS:

Preparar educadores que promovam no mundo da educação, a partir da realidade concreta dos jovens e adolescentes, um maior compromisso e um assumir consciente de atitudes favoráveis ao bem comum. Dirigido a educadores: professores, diretores, coordenadores, mediadores de conflitos, agentes de pastoral, pais e todos que desejam colaborar com uma escola onde prevaleçam valores de convivência e partilha.

CURSO: EDUCAÇÃO EM VALORES

DISCIPLINAS: INTRODUÇÃO À ÉTICA COMPORTAMENTAL SOCIOLOGIA: QUESTÕES DE FRONTEIRA COORDENAÇÃO Cônego Prof. Ms. José Bizon Profa. Ms Wilma Rosa Canonaco

CARGA HORÁRIA

36 horas - 1o. Semestre de 2014

INÍCIO 19/03/ 2014 TÉRMINO: 04/06/2014 Dia e horário: quartas-feiras, das 19h00 às 22h00

Promovido pela Arquidiocese de São Paulo / Setor Ensino Religioso

LOCAL: PUC-SP - CAMPUS SANTANA Rua Voluntários da Pátria, 1653 –São Paulo, SP METRÔ SANTANA INSCRIÇÃO: Encaminhar, até 17 de março, os dados solicitados (nome, profissão, formação, fone e e-mail), na ficha de inscrição para um dos emails: frankumagai@ig.com.br; borges.clodoveu@gmail.com; wilmarosa13@gmail.com


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Papa envia mensagem ao cardeal João Braz de Aviz A Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica promoveu, nos dias 8 e 9, o Simpósio Internacional sobre “a administração dos bens eclesiásticos a serviço da humanidade e da missão da Igreja”, em Roma. Para a ocasião, o Papa enviou uma mensagem ao prefeito da Congregação, cardeal João Braz de Aviz.

Na periferia, paróquia promove formação da CF Paróquia Nossa Senhora do Carmo

Encontro aconteceu na terça-feira de carnaval, antes da abertura oficial da Campanha, e reuniu dezenas de agentes de pastoral para tratar do combate ao tráfico humano Edcarlos Bispo Redação

Os agentes e coordenadores de Pastoral e comunidade da Paróquia Nossa Senhora do Carmo participam da formação sobre a Campanha da Fraternidade 2014

Antes do seu início, na Quarta-feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade 2014, “Fraternidade e tráfico humano”, já estava motivando os trabalhos e as formações das paróquias e comunidades Brasil afora. A Paróquia Nossa Senhora do Carmo, no Setor Jaçana, Região Episcopal Santana, realizou no dia 4 de março, um encontro de formação da CF, do qual participaram 55 agentes de pastoral e coordenadores das cinco comunidades. O encontro foi assessorado pelo padre Edegard Silva Júnior, missionário saletino e vigário paroquial. De acordo com o Sacerdote, o tráfico é um fato real que está posto e precisa ser enfrentado. “Não pode mais ser tratado com indiferença”, afirmou. O Padre afirmou durante o encontro que não dá mais para fazer um trabalho isolado, é preciso criar e fortalecer o trabalho de redes, fazer parcerias. Padre Edegard reconheceu que se tratando de combate ao tráfico as informações são diversas e muito densas, porém é preciso começar e, de certa forma, os encontros de formação são um começo. Mas é preciso continuar convocando momentos específicos de formação, com uma assessoria especializada. Ao avaliar o encontro, os participantes destacaram que a CF faz um clamor, “ser Jesus com os outros”, e esse é o compromisso como Igreja. “Jesus, Quem é ele que faz nossos olhos brilharem? Que nos anima? Que sustenta nossa ação? Que nos faz ir ao encontro dos irmãos? Que nos faz ser – com ele – comunidade? Ele é aquele que vem para nos dar vida e vida em abundância: ‘Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente!” Para o agente de pastoral Nelson Teixeira, o encontro teve a retomada de um novo jeito de fazer pastoral, formando e informando. Os trabalhos com o tema da CF serão realizados nas comunidades, bem como por grupos de rua, além de fazer como gesto concreto a tentativa de localizar na comunidade possíveis estrangeiros para ver como estão vivendo e se, possivelmente, estão vivendo de forma irregular.


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Jornada Universitária acontece no sábado A Faculdade Paulus de Teologia e Comunicação (Fapcom) promove no sábado,15, a partir das 15h, a Jornada Universitária. Com a presença do cardeal Odilo Pedro Scherer, os participantes refletirão sobre o tema “A Alegria de Evangelizar nos desafios da universidade”. Informações pelo e-mail: pastoraluniversitariasp@gmail.com ou (11) 3670-8557. Luciney Martins/O SÃO PAULO

Sangue bom Hemocentro de São Paulo, o maior da América Latina envia bolsas para todo o Brasil em momentos emergenciais; no País, apenas 1,8% da população é doadora Nayá Fernandes

Reportagem na zona sul

Mitos não faltam. Medo de que o sangue afine, de que a dor seja insuportável ou de adquirir alguma doença grave. Há ainda aqueles que doam para fazer exames ou para ganhar atestado e ter o dia livre no trabalho. Esses são alguns sinais de que a doação de sangue no Brasil não é cultural e, muitas vezes, pode ter um objetivo mais pessoal do que altruísta. O complexo do Hospital das Clínicas, que fica na zona oeste da capital, abriga no Prédio dos Ambulatórios, a Fundação PróSangue – Hemocentro de São Paulo, do Governo do Estado. A Fundação fica no 1º andar, e, embora o caminho até lá tenha aquele clima próprio de hospital, sendo um dos maiores de São Paulo, a receptividade para os doadores deixa entrever que doar sangue é muito mais um gesto solidário do que um procedimento médico. Para a reportagem, o pro-

faz muito bem

cesso de doação de sangue durou um pouco mais que 7 minutos (média de tempo que um doador precisa). Para encher a bolsa com 460 ml com RH A negativo, o tempo foi de aproximadamente de 20 minutos, para evitar qualquer problema pós-doação. “Sua veia é um pouco complicada, mas não se preocupe, você não vai ficar com o braço roxo não”, disse Maria Teresa Nascimento, que, com alegria e eficiência atende as pessoas que se dirigem até a Fundação. O Ministério da Saúde exi-

‘Meu sangue não serve?’ da reportagem

Durante o tempo de elaboração da reportagem, um jovem de 30 anos (que preferiu não se identificar) não conseguiu doar. O motivo: ele é europeu e morou na Itália nos anos 1980. Segundo informações da médica que fez a entrevista prévia, o motivo é o fato de que na Europa houve a doença

ge que sejam coletadas 12.500 bolsas de sangue por mês, mas o hemocentro de São Paulo tem conseguido uma média de 10 mil bolsas/mês. Com campanhas como “Doe sangue e passe a bola para um amigo” e o Clube “Irmãos de Sangue”, a Fundação atende 100 hospitais na Grande São Paulo. “Os principais são o próprio Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, o Instituto da Criança e o Emílio Ribas. Mas, se alguém no Brasil inteiro precisar de sangue, é só

recorrer ao Hemocentro de São Paulo, que é o maior da América Latina”, explicou Giuseppina Patavino, homoterapeuta da Pró-Sangue, a doutora Pina. “Todos os dias existem pessoas precisando de transfusão de sangue. Recém-nascidos, grávidas, pessoas que fazem transplantes. Não existe o substituto do sangue, então, não há outra maneira para repor os nossos estoques. As pessoas vêm com sua solidariedade para doar um pedaço de si. A Organização Mundial da Saúde preconiza que 3% da

conhecida como vaca louca. “Mas, eu sempre doei lá. Meu sangue não serve?”, disse ele. “Sim, mas é que, para eles, é melhor algum sangue que nenhum sangue.” O jovem achou que a Fundação está despreparada para atender este tipo de caso e criticou, sobretudo, a falta de argumentos para explicar o porquê da recusa do seu sangue. Segundo informações da CNN Brasil, em matéria publicada em 2011 no site da Unimed, o Brasil não tem uma legislação nacional e, por

isso, muitos hemocentros seguem a orientação das autoridades norte-americanas. Nos Estados Unidos, a restrição deve-se ao fato de que não é possível testar se uma pessoa tem a forma humana da doença da vaca louca e o período de incubação é longo, de 5 a 15 anos antes de aparecerem os primeiros sinais. Porém, alguns críticos avaliam a medida como desnecessariamente restritiva e que pode pôr em risco o suprimento de sangue, quando já há escassez. (NF)

população seja doadora, mas, no Brasil, esse número chega a 1,8%”, lembrou doutora Pina. Outro tipo de coleta feita pela Pró-Sangue é a de plaquetas, chamada doação por aférese. Doutora Pina explicou que a bolsa de sangue é dividida em quatro componentes e cada um deles pode salvar a vida de uma pessoa. Os componentes são: concentrado de hemácia; concentrado de plaquetas; plasma e crio precipitado. O que acontece com a doação por aférese é que a pessoa precisa dispor um pouco mais de tempo, pois esse tipo de doação permite a separação e a coleta específica de plaquetas.

Requisitos básicos para a doação de sangue • Estar em boas condições de saúde; • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, verificar no site os documentos necessários e formulários de autorização); • Pesar no mínimo 50 kg; • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas) e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação); • Apresentar documento original com foto, emitido por órgão oficial (carteira de identidade, cartão de identidade de profissional liberal, carteira de trabalho ou previdência social e carteira de habilitação com foto). Informações: Alô Pró-Sangue: 0800 55 0300 ou www.prosangue.sp.gov.br


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Mulheres, as maiores vítimas do tráfico humano Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Evento realizado no sábado, 8, ressaltou a temática da CF deste ano e indicou a urgência de políticas públicas e legislações específicas de combate Daniel Gomes

Reportagem na zona sul

As maneiras pelas quais o tráfico humano afeta as mulheres esteve em destaque no sábado, 8, em um painel de debates organizado pela Conferência dos Religiosos do Brasil e a Rede Um Grito Pela Vida, com o apoio da Pastoral da Mulher Marginalizada, no auditório das Paulinas Livraria, na zona sul. Anália Ribeiro, psicóloga e assessora da CPI da Câmara dos Deputados sobre o Tráfico de Pessoas, apresentou um panorama sobre as políticas de enfrentamento ao tráfico humano. Ela alertou para a falta de dados oficiais e de pesquisas sobre tal realidade no país, bem como para a ausência de uma legislação específica sobre o tráfico, o que dificulta a elaboração de políticas públicas eficazes. Também enalteceu que a problemática esteja na Campanha da Fraternidade de 2014 e pediu que os católicos ajudem na busca de dados e informações sobre os traficados e o perfil dos traficantes. A promotora de Justiça Eliana Faleiros Vendramini Carneiro afirmou que as mulheres são as maiores vítimas do tráfico humano e que os traficantes estudam detalhadamente as mais vulneráveis, nos aspectos financeiro, afetivo ou social. Ao O SÃO PAULO, a promotora comentou que a CF-2014 pode ajudar na aprovação do projeto de lei 5.317/13, que tipifica o tráfico nacional e internacional de pessoas como crime hediondo. “A falta de um marco legal dificulta muito, porque o traficante também sabe que a lei penal é falha no Brasil, sabe que só vale no tráfico de pessoas para fim de prostituição. Todo o restante está sem um tipo penal específico. Qual a consequência? Penas mais baixas, arremedos de Justiça e incentivo ao mal, porque o criminoso diz ‘vale a pena’, se houver punição é muito baixa”, detalhou Eliana. A advogada Cláudia Luna,

presidente do Movimento Contra o Tráfico de Pessoas, analisou que a falta de direitos culturais, econômicos e sociais leva as mulheres a ser aliciadas pelas redes de tráfico humano. “Nada, a princípio, para essa mulher, pode ser pior que a miséria em que vive”, comentou, alertando ainda sobre o tráfico de adolescentes para trabalhos domésticos – “infelizmente, achamos isso normal”; a relação entre a violência doméstica e o tráfico humano e aumento da exploração sexual em megaeventos. “Com a Copa e a Olimpíada, precisamos discutir como vem sendo veiculada a imagem da mulher, associada, na mídia, a um elemento de consumo, vistas como sexualmente disponíveis”, afirmou Cláudia.

Cláudia Luna, Maria Gabriela, Anália Ribeiro e Eliana Vendramini participam de debate sobre incidência do tráfico humano em mulheres

A promotora de Justiça Maria Gabriela Ahualli Steinberg alertou para a necessidade de atenção às mulheres que se prostituem, para saber se o fazem por vontade própria ou se são obrigadas a tal condição de vida, não devendo ser vistas com preconceito, pois muitas

são vítimas das redes de tráfico humano. Para Sueli Aparecida da Silva, coordenadora da Pastoral da Mulher Marginalizada, a condição de vida das mulheres que se prostituem merece atenção da Igreja. “A mulher que está na prostituição tem que ser vista

como uma pessoa, uma filha de Deus, que pela pobreza, vulnerabilidades e outros diferentes motivos faz uso da sua sexualidade para angariar recursos para sobreviver. A Igreja precisa se aprofundar nesta questão e todos abrirem o coração para isso.”

Para quem chega ao Brasil, Nayá Fernandes

Reportagem na zona central

“Sofremos muito com a mídia que, muitas vezes, trata o migrante como vítima, como aquele que aceita qualquer coisa.” Essa expressão foi utilizada várias vezes durante a entrevista dada por Ana Paula Caffeu, assistente social na Missão Paz. A Missão Paz é uma obra dos Missionários de São Carlos. Junto aos migrantes, imigrantes e refugiados, a instituição promove o protagonismo dos imigrantes no novo contexto social. O eixo trabalho, no qual trabalha Ana Paula, foi criado em 2012 e está integrado no Programa Mediação, que incluiu os eixos: educação, comunidade e família, saúde e assessoria jurídica. Em 2013, de fevereiro a dezembro, a rotatividade foi de aproximadamente 3.420 pessoas, e, encaminha-

Mediação do eixo trabalho na oferta de 30 vagas em SP

das para o trabalho, foram 540 pessoas. Em 2014, somente no mês de fevereiro, passaram pela Missão cerca de 800 imigrantes. Ana Paula contou que o eixo se estruturou a partir de reportagens publicadas na mídia, que mostravam os imigrantes como “coitadinhos” ou explorados. “As

Divulgação das vagas de Rio Claro (SP) para os imigrantes

empresas ou pessoas físicas começaram a ligar e oferecer trabalho. Muitas vezes, ofereciam casa e comida, mas não um salário ou benefícios. Aí, percebemos que era necessário estruturar um trabalho sério, que mediasse a comunicação entre empregador e os imigrantes”, disse.

A assistente social explicou que, no início, a demanda para trabalhos domésticos chegava a 60%. “Mas, há mais ou menos um ano, esse perfil mudou. Hoje, a maioria das ofertas ainda é para auxiliar de produção, de indústria ou ajudante geral. Mas há casos de pessoas direcionadas para


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Protagonistas da história de ontem e de hoje Fotos: CCI

Centro Cultural da Juventude resgata a vida de Carolina Maria de Jesus, filha de negros migrantes que se tornou escritora a partir de um livro que encontrou no lixão Nayá Fernandes

Reportagem na zona norte

Carolina Maria de Jesus nasceu em 14 de março de 1914 em Sacramento, Minas Gerais. Filha de negros que, provavelmente, migraram para Sacramento, Carolina teve suas anotações publicadas em 1960 no livro “Quarto de Despejo”, que vendeu mais de cem mil exemplares. A obra foi prefaciada pelo escritor italiano Alberto Moravia e traduzida para 29 idiomas. O livro, que virou teatro e filme, resgata e delata uma face da vida cultural brasileira no início da modernização de São Paulo e da criação das favelas. A história é interessante também porque ela desenvolveu uma escrita a partir de um livro que achou no lixão. A trajetória de Carolina é apenas uma das atividades proposta pelo Centro Cultural da Juventude (CCJ), no “Especial

Exposição de fotos, palestras, roda de conversa e teatro fazem parte do “Especial Março Mulher”, que acontece no CCJ, no sábado, 8, na zona norte da capital

Março Mulher”. “Ela preferiu ser independente porque vivenciou casos de violência doméstica”, disse Lidiany Schuede, atriz e fotógrafa. A proposta do projeto “Março Mulher” não é transformar a mulher em objeto de estudo, e sim discutir a rela-

ção dela em diversos espaços na sociedade, no sentido da construção de políticas públicas, por reivindicações legítimas de cidadania que tende a caminhar para uma sociedade justa e economicamente solidária. No sábado, 8, além da ex-

posição sobre a vida de Carolina, os visitantes puderam participar de uma programação intensa com diálogo sobre gestação, roda de conversa sobre políticas públicas para mulheres, a feira cultural solidária e a apresentação teatral do grupo Kiwi, intitulada “Carne”.

trabalhar é a verdadeira fome Fotos: Missão Paz

Despedida da turma selecionada para uma multinacional em Rio Claro

suas áreas específicas. “Um haitiano que é engenheiro veio em busca de trabalho e, no mesmo dia, saiu empregado, com salário em torno de R$ 5 mil.” A maioria das ofertas é para o interior de São Paulo, Paraná e Santa Catarina e o eixo trabalho tenta manter uma média de

Visita técnica da estagiária Juliana Rodrigues

salário superior a R$ 1 mil. “Esses dias saiu da sede da Missão (rua do Glicério, 144, Centro) um ônibus com 30 pessoas para Rio Claro (SP), para a Brás Cabos (multinacional que trabalha com componentes eletrônicos)”, exemplificou Claudia Netto, da área administrativa.

Também são oferecidos cursos de capacitação, de português e de orientações para que os imigrantes possam melhor se integrar à realidade brasileira. “Os cursos são bem práticos, neles falamos, por exemplo, da importância de um aperto de mão no Brasil”, afirmou Ana Paula.

Jucileide Santana e Tiago Pignato procuraram a Missão Paz. Jucileide é coordenadora de Recursos Humanos do Supermercado Pastorinho e Tiago, diretor geral da Nivel Tec, empresa de construção civil. Ambos afirmaram que os haitianos (maioria de imigrantes que tem recorrido à Missão Paz) são muito sociáveis e dispostos a trabalhar. “Tive um pouco de dificuldades em relação às leis brasileiras. Eles sempre vinham reclamando dos descontos na folha de pagamento”, disse Tiago. Já Jucileide comentou que muitos deixaram o Pastorinho, pois encontraram oportunidades melhores ou até mesmo uma bolsa de estudo. “Eles têm sempre o compromisso de enviar o máximo possível para a família que ficou. Por isso, estão sempre em busca de algo melhor”, afirmou.

No roteiro, duas mulheres em cena apresentam a profunda desigualdade entre os sexos que se manifesta nos espaços público e privado. A influência do meio e das condições sociais foi um dos temas do debate entre Nataly Cano, representante colombiana dos quilombos da América Latina; Márcia (nome indígena Guarani Yvapotuju) representante indígena, e Rejane Romano, jornalista especialista em mídia, comunicação e cultura e professora da Faculdade Zumbi dos Palmares. Márcia contou, por exemplo, que na tribo indígena do Jaraguá, alguns casamentos ainda são combinados entre as famílias, ou seja, não é uma escolha livre da mulher. “O fato de a mulher precisar provar a mesma capacidade do homem ainda é muito presente. Portanto, mesmo que haja uma melhora significativa em vários aspectos, precisamos perceber que ainda há situações arcaicas para ser erradicadas”, disse Lidiany. A jovem atriz destacou também que a mulher precisa ser respeitada como se é e não ser classificada de uma determinada maneira. “Por exemplo, as revistas jovens fazem e proliferam o machismo com características de “meninas pra ficar” e “meninas pra namorar”.


14 Região Ipiranga

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Cardeal Scherer estimula vivência da Quaresma Arcebispo presidiu celebração na sexta-feira, 7, na Paróquia-santuário São Judas Tadeu e lembrou que católicos precisam de conversão permanente PADRE PEDRO LUIZ AMORIM

Colaborador de comunicação da Região

A forte chuva que caiu em São Paulo na sextaIPIRANGA feira, 7, não foi suficiente para espantar o Povo de Deus que participou da missa de abertura da Campanha da Fraternidade 2014, na Região Episcopal Ipiranga. A celebração eucarística aconteceu no Santuário São Judas Tadeu, no Jabaquara, e foi presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer. Além do grande número de fiéis vindos das cinco regiões pastorais da Região Ipiranga, muitos padres e diáconos rezaram junto ao seu Arcebispo, mostrando a unidade da Igreja também nessa Região. Dom Odilo, no início da celebração, fez questão de expressar a sua alegria de poder presidir a missa de abertura da Campanha da Fraternidade, saudou também padre Anísio Hilário, vigário episcopal para a Região, bem como o padre Sérgio Hemkemeier, que em breve assumirá de forma canônica a função de pároco do Santuário de São Judas Tadeu. Na homilia, o Arcebispo de São Paulo ressaltou que a Quaresma tem seu início na Quarta-feira de Cinzas, e o tempo quaresmal é marcado pelo rito penitencial da imposição das cinzas, cuja fórmula é um trecho do Evangelho de Marcos, “convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15). Dom Odilo sugeriu que esse apelo de Jesus poderia ser um refrão que acompanharia o cristão durante sua caminhada na Quaresma. “Conversão é voltar-se para Deus”, disse o Arcebispo de São Paulo, e “quem escapou de Deus, pode voltar a ele, quem está longe também é convidado a voltar, porque o apelo fundamental

do Evangelho de Jesus Cristo é esse: Voltemo-nos para Deus!”, afirmou. Ainda na reflexão das leituras, dom Odilo questionou a todos sobre a consciência de que também nós, cristãos católicos, temos de nos converter, “mesmo sendo participantes da vida de fé, ainda temos na vida alguns espaços nos quais Deus não entra!”, disse. A leitura do profeta Isaías motivou o Arcebispo a falar também sobre o jejum, sobretudo o jejum que deve agradar a Deus, feito com sinceridade e não de maneira ritualística. “O jejum deve ser uma demonstração de coerência de vida, será

que jejum sem coerência agrada verdadeiramente a Deus?”, perguntou. “Que neste tempo quaresmal, façamos o pedido de vivermos interiormente as práticas externas dos exercícios feitos na Quaresma.”, pediu dom Odilo. O Cardeal também fez memória do papa Francisco, que em março completa seu primeiro ano como sucessor de Pedro. Lembrou que o Santo Padre pedira aos sacerdotes de Roma que fossem praticantes assíduos da misericórdia de Deus, sendo assim: “Procurem os sacerdotes de suas comunidades para viverem a misericórdia do Pai através do sacramento da Reconci-

liação. A Quaresma é tempo de voltarmos para Deus com mais empenho ainda!”, exortou. O tema da Campanha da Fraternidade concluiu a reflexão de dom Odilo. O Arcebispo citou exemplos das novas escravidões, como a exploração sexual, que se tornou um negócio que movimenta muito dinheiro no mundo inteiro, dizendo: “Diante dessas situações, devemos, em primeiro lugar, tomar consciência e não nos deixar envolver de alguma maneira por essas explorações, como comunidades. Em segundo lugar, devemos denunciar às autoridades casos que tenhamos conhecimento de que a

dignidade humana é ameaçada pelas explorações do tráfico humano, por último, devemos agir com misericórdia, resgatando e acolhendo aqueles que de alguma maneira sofreram com esse mal”. Ao final, padre Anísio Hilário agradeceu a presença de dom Odilo, que se mostra muito próximo da Região Ipiranga, mas que nesse período excepcional, em que a região caminha sem um bispo auxiliar, “se mostra muito carinhoso conosco”. Agradeceu também aos padres que o ajudam na caminhada pastoral e o bem que fazem às comunidades paroquiais. Renata Quito

Junto ao clero da Região Episcopal Ipiranga, dom Odilo Pedro Scherer preside missa de abertura da Quaresma na Paróquia-santuário São Judas Tadeu

Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Moema, tem novo pároco Da região episcopal

A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Moema, na Região Episcopal Ipiranga, tem uma forte conexão com a história do próprio bairro. Fundada em 1933, foi construída em um terreno de 50 metros quadrados e, aos poucos, com o grande aumento de fiéis, ganhou uma nova estrutura, com a construção da atual, que foi concluída em 1937. Desde o seu início, foi confiada aos padres da Sociedade do Divino Salvador, os Salvatorianos, e, em fevereiro, a comunidade ganhou um novo pároco, padre Jair Carlesso, Salvatoriano, até então integrante do clero da Diocese de Caçador (SC). A posse aconteceu, dia 23, e foi presidida pelo padre Anísio Hilário, vigário episcopal para a Região Ipiranga, em uma missa dominical

sob os vitrais e afrescos da Paróquia, pintados pelo pintor italiano Bruno di Giusti. Concelebraram o superior provincial dos Salvatorianos, padre Álvaro Macagnan, além de diversos sacerdotes da Região Ipiranga. Também esteve presente um grande número de fiéis de Nossa Senhora Aparecida. No início da celebração, padre Anísio saudou os fiéis, lembrando que o novo Pároco é incumbido de pastorear os fiéis desta comunidade, além de cuidar da Paróquia propriamente dita. Logo após, padre Álvaro leu o decreto de nomeação e provisão do novo pároco, onde decreta que o Padre tem todos os direitos e deveres de pároco, previstos no Código de Direito Canônico. Feita a leitura do decreto, padre Jair fez a profissão de fé diante da comunidade e do vigário episcopal, padre Anísio.

Logo após, fez o juramento de fidelidade, no qual promete, ao assumir a função de Pároco, conservar a comunhão da Paróquia com a Igreja Católica. Também promete que transmitirá e explicará a fé a essa porção de povo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Moema. Logo após as leituras da missa, o padre Anísio Hilário entrega o evangeliário ao novo pároco, padre Jair, simbolizando que é seu dever anunciar a Palavra de Deus a todas as pessoas, sem distinção. Em sua homilia, o vigário episcopal, padre Anísio Hilário, ressaltou que quanto mais a Palavra de Deus é refletida no coração dos fiéis, quanto mais ficam mais parecidos com Jesus, ao ponto que tomam as mesmas atitudes de Jesus. Também diz que a missão do pároco é anunciar a Palavra de Deus ao povo e auxiliá-los a encontrar a vontade de Deus.

Um leigo da Paróquia, animado pelo padre Anísio Hilário, prestou os votos de boas-vindas ao novo Pároco, ressaltando a satisfação de toda a comunidade com a sua chegada. Padre Álvaro também agradeceu à Arquidiocese, ao padre Deolino Baldissera, predecessor do novo Pároco, por conduzir a Paróquia por tantos anos. Também ressaltou que o padre Jair não está sozinho, e deve ser ajudado por toda a comunidade. Por fim, padre Jair agradeceu ao padre Anísio Hilário e aos padres salvatorianos pela confiança no seu trabalho e pela missão na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. Também convida a comunidade a trabalhar juntos para conquistar muitos frutos. Para mais informações sobre a Paróquia, acesse www. paroquiamoema.org.


Região Lapa

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Associação Reciclázaro e seu Projeto Social Benigno Naveira

Meta é reintegrar na sociedade pessoas, por meio de ações socioambientais, de modo a restabelecerem sua participação ativa como cidadãos Benigno Naveira

Colaborador de Comunicação da Região

Na sexta-feira, 8, a Pascom da Região Lapa visiLAPA tou a Associação Reciclázaro, com sede na praça Alfredo Weiszflog, 37, Vila Romana. Sendo recebido pelo presidente da entidade, padre José Carlos de Freitas Spinola, que também é pároco da Paróquia São Domingos Sávio, Setor Pirituba, falou à reportagem explicando o significado do nome da Associação: a união das palavras, da conjunção do verbo reciclar com o substantivo Lázaro, formando a palavra Reciclázaro. Padre José Carlos comentou sobre o início da associação que não tem fins lucrativos. Tudo começou no ano de 1996 na praça Cornélia, na Vila Romana, em frente à Paróquia São João Maria Vianney, onde ele era o pároco, com a preocupação dele e da comunidade, por causa da realidade da população de rua que vivia em frente à praça 24 horas por dia, em situação de risco, porque eram portadores de dependência de álcool e droga, e também faziam pequenos furtos. Padre José Carlos tomou a iniciativa, reuniu um grupo de jovens que começou a fazer um trabalho de aproximação, saindo de dentro da igreja, conversando e ouvindo suas histórias. No começo, o convívio foi muito difícil, levou alguns meses para eles aceitarem esse acolhimento. Depois do voto de confiança, o padre aluagenda regional

Quarta feira (12) Às 10h - Reunião de padres do Setor Rio Pequeno na paróquia Santíssima Trindade (avenida Marechal Fiuza de Castro, 861). Às 20h - Catequese do Bispo Dom julio Endi Akamine, na paróquia Nossa Senhora da Lapa (rua Nossa Senhora da Lapa, 298).

Projeto começou com um grupo de jovens e a assistência do padre José Carlos Spinola, na praça Cornélia, em frente à Paróquia São João Maria Vianney

gou uma casa ao lado da Paróquia e batizou-a com o nome de “Casa São Lázaro”. Nesta casa, havia uma paroquiana, doutora Luiza Emir, psiquiatra que se prontificou imediatamente a atender as pessoas com dependência de álcool e droga e com algum transtorno mental. Foram oferecidas ao grupo de moradores de rua as instalações da casa São Lázaro para que eles pudessem tomar banho, cortar o cabelo e lavar suas roupas. Foi montado um consultório dentário

e uma farmácia para atendêlos e começaram a ser servidas refeições. Além disso, foi montada uma estrutura e comprada uma balança para pesar e guardar o material recolhido, já que todos faziam o trabalho de recolher latinhas, papel, papelão e outros materiais, para que pudessem depois vender diretamente aos recicladores, recebendo um pagamento justo, pois antes vendiam aos sucateadores que os exploravam. Padre José Carlos ressalta que estamos em plena Campanha

da Fraternidade 2014 com o tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e o lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. A Associação, depois de 17 anos junto com suas coperativas associadas, Casa de Marta e Maria, Casa de Simeão, Casa de Guadalupe, Centro de Formação Profissional e Educação Ambiental (Cefofea), Centro Produtivo Gazômetro e República para Idosa Tatuapé, tem como objetivo reintegrar na sociedade pessoas em situação de vulnerabili-

dade social. Através de ações socioambientais, permite que as pessoas voltem ao mercado de trabalho, criando alternativas de emprego, com acesso à Previdência Social, cuidando da saúde física, psicológica e emocional, para que os mesmos retornem com os vínculos familiares e comunitários, restabelecendo sua participação ativa como cidadãos. A Associação Reciclázaro aceita doações e, para mais informação, pode-se visitar o site www.reciclazaro.org.br.

palavra do bispo

As passagens da revelação bíblica estão radicadas na história Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Querido leitor do jornal O SÃO PAULO, você já ouviu falar dos Evangelhos apócrifos? Muitas vezes, eles são apresentados como descobertas sensacionais porque reveladores de informações secretas, de tradições destinadas somente a alguns privilegiados, de doutrinas que foram escondidas do grande público. Relatos sobre a infância de Jesus, seus vínculos com Maria Madalena, seus planos com Judas são temas recorrentes de notícias pretensamente inéditas. Na realidade, em qualquer boa livraria, você pode encontrar edições dos evangelhos apócrifos. Portanto, é preciso acabar de vez com essa lenda de que a Igreja esconda ou negue

o acesso a esses documentos. A Igreja chama esses escritos de apócrifos porque eles nunca foram considerados inspirados por Deus. Na composição da Bíblia, entraram somente os livros canônicos. Eles são assim chamados porque são reconhecidamente inspirados por Deus. A Igreja recebe e venera, como inspirados, os 46 livros do Antigo e os 27 do Novo Testamento (138). A Igreja definiu o Cânon da Escritura para fazer frente a duas tentações recorrentes: tanto a tentação de excluir certas partes da Escritura quanto a de acrescentar outros escritos que se apresentam com uma roupagem de revelação divina. De fato, na história houve várias tentativas tanto de cancelar partes da Bíblia como de tentar acrescentar outros livros que pretendiam completar a revelação.

Tanto a tentativa de querer acrescentar outros escritos quanto a de excluir certas partes da Bíblia não fazem justiça à novidade de Cristo porque ou a consideram incompleta (e por isso é preciso acrescentar outros livros) ou então “contaminada” por doutrinas humanas (e por isso as Escrituras precisariam ser purificadas desses desvios). Sabemos que na Bíblia há várias passagens que descrevem atos imorais e violentos. Ora, sabemos que também tais passagens são Escritura inspirada e não devem ser canceladas sob o pretexto de depurar a Palavra de Deus de “máculas” para tornar a Escritura mais “edificante”. Devemos levar em conta que tais passagens da revelação bíblica está profundamente radicada na história. Deus escolhe um povo e, pacientemente, realiza a sua educação. Por isso, a Bíblia

relata fatos e costumes que muitas vezes chocam a sensibilidade atual. Deus é paciente e educa com firmeza e ternura o seu povo, fazendo com que o mesmo povo progrida em sua cultura, em suas instituições, em sua organização social e em seus costumes em direção das bem-aventuranças do Reino. Temos que reconhecer que já no Antigo Testamento a pregação dos profetas se ergue vigorosamente contra todo tipo de injustiça e de violência, coletiva ou individual, tornando-se assim o instrumento da educação dada por Deus ao seu povo como preparação para o Evangelho. Temos que considerar também as passagens da Escritura que nos parecem problemáticas. É na contraposição a esses comportamentos obscuros que a pregação profética adquire a sua força de conversão e de anúncio de uma nova vida.


16 Região Santana

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 11 a 17 de março de 2014 Diácono Francisco Gonçalves/Pascom

Precedido por frei Guilherme Anselmo, coordenador regional da CF, e padre João Luiz, coordenador regional de pastoral, dom Sergio entra na missa em que abriu a CF na Região Santana

Dom Sergio abre CF-2014 na Igreja de Sant’Ana Em missa com padres, diáconos e fiéis, Bispo oficializou início da Campanha da Fraternidade na Região Santana Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Na tarde do domingo, 9, dom Sergio de Deus SANTANA Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, presidiu missa na Paróquia de Sant’Ana, em que esteve presente o coordenador regional da Campanha da Fraternidade, agenda regional

Até dia 19

A Paróquia São José Operário (alameda Afonso Schmidt, 96 – Setor Imirim) convida para a celebração de novena (entre os dias 10 e 18) e festa do padroeiro, dia 19, com a seguinte programação de missas e horários: 7h30 – padre Moisés Facchini; 10h – dom Sergio Borges; 12h – padre Claudinei Lucio; 15h – padre Eduardo Higashi; 20h – pároco padre Carlos Alberto Doutel.

frei Guilherme Anselmo, juntamente com padres, diáconos e fiéis. Muito embora fosse naquele momento oficialmente feita a abertura da Campanha na Região, na verdade, já anteriormente foi feito todo um trabalho de formação nos nove setores. Durante todo o mês de fevereiro, a assessoria regional promoveu encontros setoriais de formação e sensibilização sobre a Campanha da Fraternidade 2014. Foi uma oportunidade especial para que os agentes pastorais e demais participantes das paróquias de cada setor se encontrassem e debatessem o tema, com o objetivo de serem eles os multiplicadores e

propagadores em suas paróquias. Frei Guilherme, antes de assumir essa coordenação, coordenou a Pastoral Carcerária regional, o que o leva a ver muitos pontos comuns entre a CF-2014, que tem como tema “Fraternidade e tráfico humano”, e a pastoral, pois ambas lidam com uma população que vive uma vulnerabilidade. No sistema prisional, há exploração desta vulnerabilidade humana por parte de órgãos governamentais, já na CF-2014 a exploração é externa, na indústria que aproveita a vulnerabilidade humana para explorar as pessoas. “Na Região Santana, o tema da CF-2014 está latente, pois

especialmente nos bairros que margeiam o rio Tietê temos a assombrosa situação dos bolivianos, peruanos e paraguaios que já chegam aqui devendo a viagem, trabalham para comer em oficinas têxteis e não têm perspectiva de se libertarem das correntes de uma estrutura exploradora e escravista. Gente que nem tem consciência que está sendo explorada. Há ainda o tráfico de órgãos, o contrabando de pessoas, o tráfico de crianças para adoção e a situação-limite dos refugiados”, diz frei Guilherme. Na visão do coordenador, a CF-2014 poderia gerar três frutos: debate nas comunidades para se informar sobre o as-

sunto; ter conhecimento sobre os canais de denúncias, como o Disque 100 e a Secretaria de Justiça e de Cidadania, em que a denúncia é anônima; gerar uma Pastoral do Migrante para trabalhar com essa população. Em sua homilia, dom Sergio falou que essa exploração do ser humano ocorre também nas famílias, quando pais exploram filhos. Idosos que são explorados nas suas aposentadorias pelos filhos. O Bispo pediu que Deus suscitasse em cada um, com a luz do Espírito Santo, muitas parcerias para extirpar de nossa sociedade essas chagas desumanas, seja nas ruas, seja em nossas casas.

palavra do bispo

O direito a existir e progredir como família Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

No cotidiano e nos meios de comunicação que chegam às nossas residências, encontramos muitas ideologias que enfraquecem e menosprezam a vida familiar, a dignidade do matrimônio, o respeito ao direito à vida e a identidade da família. Na verdade, essas ideologias estão querendo impedir os jovens de exercer o seu mais sagrado direito: ter uma

família segundo o direito natural e a fé. Os bispos em Aparecida constataram que essas ideologias estão querendo dissolver a concepção integral do ser humano, sua relação com Deus e com o mundo; ‘Aqui está precisamente o grande erro das tendências dominantes do último século... quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito da realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas’ (cf. DA 44). Precisamos fazer frente a essas tendências com uma ação pastoral propositiva,

proclamando o Evangelho de Jesus Cristo, a boa nova da dignidade humana, da vida e da família, como o fez o bom Jesus. Ele viveu em uma época de fortes ataques à família e, em sua pregação, ensinou qual o projeto inicial de Deus para a família, comunidade de vida e de amor. Seguindo os passos do mestre, devemos fazer ecoar em todos os recantos, sobretudo através de uma ação pastoral efetiva, que tem início na iniciação cristã e na homilia, que a vocação ao matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher.

Deus, que criou o homem por amor, também o chamou para o amor, vocação fundamental e inata de todo ser humano. Impedir os jovens de realizar a sua vocação para o amor, segundo o plano de Deus, é um grande atentado à dignidade da pessoa humana. A promoção da dignidade humana será autêntica se estiver alicerçada no direito que o homem e a mulher têm de existir e progredir como família, isto é o direito de cada homem e mulher, mesmo pobre, a fundar uma família e a ter os meios adequados para a sustentar (cf. FC 46).


Região Sé

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Fiéis em paróquias acolhem novos párocos Transferências de padres têm o objetivo de atender às necessidades pastorais da Igreja e reforçam a disponibilidade missionária do clero

necessidades pastorais da Igreja. “Algumas transferências estão acontecendo nas paróquias de comunidades religiosas. Então, às vezes, também as congregações ou as ordens religiosas necessitam da presença desses padres em algum outro campo de missão, o que faz com que eles sejam transferidos até antes de completarem o período designado para as paróquias.” Já as transferências dos párocos do clero secular

geralmente acontecem no fim do período da provisão. “São muito sadias essas mudanças tanto para os padres, que experimentam uma nova realidade, com novos desafios a enfrentarem, e também para as comunidades paroquiais, pois a presença de um novo pároco é sempre uma perspectiva nova que se abre”, completou o Bispo. Além das transferências de párocos, alguns padres que

exerciam a missão de administradores paroquiais receberam a provisão de párocos, como os padres José Roberto Pereira, na Paróquia Nossa Senhora da Consolação; Marcelo Delcin, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários; Adiair Lopes da Silva, na Paróquia Santa Maria Madalena e São Miguel Arcanjo. Dom Tarcísio afirmou que tem percebido tranquilidade e grande aceitação das transferências, tanto da parte dos

Fernando Geronazzo

padres quanto do povo da Região, que compreendem as necessidades pastorais. “O padre é um dom de Deus para a Igreja. Nem ele nem a comunidade reivindicam posições pessoais. Por isso, cada comunidade deve acolher o sacerdote como um enviado de Deus que deve assumi-la como um missionário.” A lista completa das provisões e nomeações se encontra no site da Região Sé (www.regiaose.org.br). Fernando Geronazzo

Colaborador de comunicação da Região

A Paróquia Santo Agostinho, no bairro da AcliSÉ mação, Setor Paraíso, acolheu no domingo, 9, seu novo pároco, frei Caio Márcio Moraes. A celebração de posse foi presidida por dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal na Região Sé. Como frei Caio, outros nove padres assumem a nova missão de párocos na região nos meses de fevereiro e março. Paulistano, frei Caio tem 40 anos. Ordenado sacerdote em 2007, pela Ordem de Santo Agostinho, ele era vigário paroquial na mesma paróquia e, por isso, teve a oportunidade de conhecer a realidade da região. No dia 23 de fevereiro, outra paróquia aos cuidados dos Agostinianos, a Santa Rita de Cássia, na Vila Mariana, acolheu seu novo pároco, frei Salvador Aparecido dos Santos. Já a Paróquia Imaculado Coração de Maria, em Santa Cecília, recebeu seu novo pároco, padre Brás Lorenzetti, missionário claretiano, no dia 9 de fevereiro. O frei Fabiano Alcides Pereira, Carmelita Descalço, tomou posse na Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Higienópolis, no dia 16 de fevereiro. No dia 16, próximo domingo, é a vez de a Paróquia Imaculada Conceição, na região central, acolher como pároco o frei Nilton César Gropo, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos. E no domingo seguinte, 23, o padre Bartolomeu da Silva Paz toma posse na Paróquia Nossa Senhora de Monte Serrate, em Pinheiros, enquanto o então pároco, padre Carlos Eduardo Campos dos Santos, assume a missão de pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, no Cambuci. De acordo com dom Tarcísio, as transferências de párocos visam responder às

Frei Caio Márcio Moraes toma posse como pároco na Paróquia Santo Agostinho, marcando o período de transferências do clero na Região Episcopal Sé

palavra do bispo

Iniciação à vida cristã: mergulho no mistério Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

O discurso de Paulo no areópago de Atenas tornou-se um paradigma do necessário diálogo com as pessoas em suas realidades culturais. Também nos dias de hoje há um diálogo a se realizar, para convidar a um encontro que mudará todo o sentido da vida. Paulo parte da realidade das pessoas, de suas crenças, e atrai sua atenção ao propor-lhes a revelação de um mistério, o mistério do “deus desconhecido”. Paulo lembra tudo o que Deus fez, e por que

o fez e continua fazendo: “Assim fez, para que buscassem a Deus e, talvez às apalpadelas, o encontrassem, a ele, que na realidade não está longe de cada um de nós; pois nele vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dentre vossos poetas” (At 17, 27-28). De fato, criado à imagem e semelhança de Deus, o homem carrega em seu ser essa busca de realização plena que se manifesta como um desejo de Deus, como uma necessidade de identificação, mas que se lhe apresenta como um mistério a ser desvendado, porque sempre o supera e suplanta. O abade São Columbano compara o conhecimento da Trinda-

de à profundeza do mar: “Do modo como a profundeza do mar é invisível ao olhar humano, assim a divindade da Trindade é percebida como incompreensível pelo entendimento humano!”. O mistério de Deus é impenetrável para a inteligência humana, por isso, o próprio Deus vem ao encontro do homem, sua criatura, e se revela a ele. A expressão máxima dessa revelação se dá em Jesus Cristo, o filho de Deus que se encarna em nossa natureza humana e estreita os laços desse encontro necessário de vida para cada ser humano. Quanto à natureza da iniciação cristã, a Constituição Dogmática Dei Verbum afirma

que Deus, em sua sabedoria e imensa bondade, quis revelarse a si mesmo e manifestar o mistério de sua vontade: por Cristo, a Palavra feita carne, e no Espírito Santo, todos podemos chegar ao Pai e participar de sua natureza divina (cf. DV, 2). Sim, Deus está próximo de nós, mas como um mistério que precisa ser desvendado através da experiência de um encontro pessoal. Daí decorre a necessidade do anúncio querigmático e de uma catequese que ajude as pessoas não apenas a conhecerem intelectualmente Jesus Cristo, mas a realizarem a experiência de um encontro pessoal e vital com ele. Aí começa uma nova história na vida de uma pessoa!


18 Região Brasilândia

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 11 a 17 de março de 2014

Abertura da CF-2014 reúne mais de mil pessoas Tendo à frente a réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude, com uma celebração a céu aberto, a Brasilândia iniciou à Campanha da Fraternidade

Setor Jaraguá, representado pelos jovens da Paróquia São Luís Maria de Grignion de Montfort, como forma de acolhida, encenou uma peça teatral, que trazia em seu enredo a realidade do tráfico humano e o resgate dessas pessoas, por meio do amor de Deus e da Virgem Maria. Em seguida, o Bispo presidiu a missa cam-

pal, concelebrada pelo clero regional. No primeiro domingo da Quaresma, em sua homilia, o Bispo destacou ao povo a necessidade de estarem atentos às tentações que os rondam, e de não se deixarem vencer pelo tentador. “A caminhada quaresmal nos convida à conversão a Deus, mas também se

converter ao outro.” E também ressaltou a importância de não apenas refletirmos a temática da Campanha, mas que é preciso colocar em movimento, denunciar os casos de tráfico humano, tão presentes na realidade da Brasilândia. Ao final da Eucaristia, em ação de graças, a imagem de Nossa Senhora da Aurora foi

entronizada no meio do povo. Todos juntos pediram a intercessão de Maria, colocando em suas mãos os propósitos de viver uma boa Quaresma e a Campanha da Fraternidade. Dom Milton e o padre Reinaldo agradeceram a presença de todos e a colaboração daqueles que estiveram envolvidos na preparação do evento. Fotos: Marcos Paulo

Renata Moraes

Colaboradora de comunicação da Região

Na tarde do domingo, 9, uma multidão caminhou pelas ruas BRASILÂNDIA do bairro Parque Panamericano, na zona noroeste, marcando a abertura da Campanha da Fraternidade 2014 na Região Brasilândia. A concentração se iniciou na rua Angelo da Silva, ao lado da Escola Estadual República da Argentina. Animados pela Equipe de Música e conduzidos pelo padre Reinaldo Torres, assessor da CF-2014, os leigos refletiram sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2014, “Fraternidade e tráfico humano”. A imagem de Nossa Senhora das Dores e a réplica da Cruz da Jornada Mundial da Juventude foram acolhidas no meio do povo, que à frente da procissão deu início à caminhada rumo a praça José Kentenich, em frente da Paróquia Nossa Senhora Mãe e Rainha. Guiada pela Cruz, cantando animadamente, a juventude que estava presente em grande número, tomou a frente da caminhada, se revezando entre si, para carregar a réplica da Cruz. “Parecia até que estávamos revivendo a JMJ-2013 e a Semana Missionária”, exclamou dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, ao saudar o expressivo número de jovens presentes. Na chegada à praça, o agenda regional

Domingo (16), 8h às 17h 24ºEncontro celebrativo do Dia Internacional da Mulher, promovido pela Pastoral da Mulher, da Região Brasilândia, na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3.907, Jardim Maracanã.) Outras informações: (11) 3924-0020.

Guiados pela Cruz, jovens caminham durante a abertura da CF-2014 na Região Episcopal Brasilândia; encenação teatral de grupo do Setor Jaraguá alerta sobre tráfico humano

palavra do bispo

As orações de Jesus Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

Os Evangelhos conservam-nos algumas orações que brotaram dos lábios de Jesus, que nos revelam a aceitação amorosa que ele tem da vontade do Pai, em todas as circunstâncias da sua vida. No primeiro texto (cf. Mt 11,25-30; Lc 10,21-22), Jesus dá graças ao Pai e o bendiz porque escondeu os mistérios do Reino aos que se consideravam sábios e os revelou aos pequeninos. O Catecismo da Igreja Católica diz que a exclamação emocionada de Jesus: “Sim, Pai”, revela o fundo do seu coração, a sua adesão ao querer do Pai, como se fosse um “Faça-se”, semelhante aquele que Maria, sua Mãe, proferiu na Anunciação. Este “sim” de Jesus é também, afirma o Catecismo, uma

antecipação daquele “Faça-se”, que ele dirá na sua agonia à vontade do Pai que o entrega à morte (cf. CIC 2.603). Desse texto, compreendemos que a oração de Jesus (e de Maria) fora um constante “Faça-se” ao Pai, uma aceitação alegre e amorosa dos seus desígnios e, uma disposição constante de cumprir em tudo a vontade do Pai. A segunda oração que conservam os Evangelhos, nós a encontramos no Evangelho de João, antes da ressurreição de Lázaro: “Pai, eu te dou graças por me teres ouvido. Eu sabia que sempre me ouves, mas digo isso por causa da multidão que me rodeia, para que creiam que me enviaste” (Jo 11,42). Comentando esse texto, o Catecismo afirma que “a oração de Jesus nos revela como pedir antes que o dom seja feito, Jesus adere àquele que nos dá seus dons. O doador é mais precioso do que o dom concedido. Ele é o ‘Tesouro’ e nele está o coração de seu Filho...”(CIC 2604).

Quando chega à sua hora, Jesus demonstra nas suas orações aquela atitude filial que caracteriza toda a sua súplica e que o leva a se entregar e se abandonar inteiramente nas mãos do Pai. No Evangelho de Lucas, encontramos as fórmulas exatas da súplica de Jesus na sua agonia: “Pai (Abba!), se queres, afasta de mim este cálice! Contudo, não a minha vontade, mas a tua seja feita!” (Lc 22,42): “Pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (Lc 23,46). O Catecismo reconhece no grito de Jesus na cruz, quando entrega o seu espírito (cf. Mc 15,37; Jo 19,30), a mais sublime das suas preces. Nesse grito, “todas as misérias da humanidade de todos os tempos, escrava do pecado e da morte, todos os pedidos e intercessões da história da salvação estão recolhidos” (CIC 2606). Tamanho foi o poder dessa súplica, que o “Pai os acolhe e, indo além de todas as esperanças, os ouve, ressuscitando o seu Filho”. As palavras do papa Bento

16, numa de suas catequeses, ajudam-nos não só a apreciar as orações de Jesus, mas nos apropriar delas: “A experiência exemplar de Jesus mostra que a sua oração, animada pela paternidade de Deus e pela comunhão do Espírito, se aprofundou num exercício prolongado e fiel, até o Horto das Oliveiras e a Cruz. Na amizade profunda com Jesus e vivendo n”ele e com ele a relação filial com o Pai, através da nossa oração fiel e constante, podemos abrir janelas para o Céu de Deus” (Bento 16, 30-11-2011). Deixemos que aquela confiança e abandono filial de Jesus nas mãos do Pai continuem a envolver e dar a tônica à nossa oração, levando-nos cada dia a acolher a nossa vida como dom precioso do amor do Pai por nós. Agindo assim, faremos com que a nossa oração se torne uma prolongação da oração de Cristo e uma experiência constante do amor e da providência do Pai, que nos chama a viver e a rezar como seus filhos.


Região Belém

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Crismandos encontram-se com dom Edmar Bispo falou sobre a mensagem do papa Francisco para o 24º Dia Mundial da Juventude, que acontece dia 13 abril de 2014, e respondeu questões levantadas pelos jovens

pode ser a verdade, porque somos cristãos e chamados para em Cristo buscar a verdadeira felicidade, como nos orienta o papa Francisco.” A partir daí, sempre convidando os jovens a repetirem trechos da Bíblia, dom Edmar foi explicando as passagens

da leitura e orientando os crismandos a utilizarem sua criatividade e também a tecnologia a serviço da evangelização. “É comum os jovens dizerem que não é possível levar a Bíblia consigo, por conta do tamanho dela, mas, para o jovem, que é tão atualizado nessas questões

de informática e internet, se torna muito fácil baixar o aplicativo e ler a Bíblia a partir de seu celular”, disse dom Edmar. “Ninguém pode dizer ‘não posso carregar a Bíblia comigo’; as pessoas que observarem vocês vendo a Bíblia, podem pensar que vocês estão enviando menJoão Carlos Gomes

João Carlos Gomes

colaborador de comunicação da Região

Inspirado pela experiência das catequeses dubELÉM rante a Jornada Mundial da Juventude em julho de 2013, das quais participou, ativamente, o bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Belém, dom Edmar Peron, planejou realizar ao menos um encontro com os jovens crismandos de cada um dos dez setores da Região Episcopal Belém, até o final da Quaresma. Dessa maneira, cerca de 400 jovens das seis Paróquias e uma Área Pastoral do Setor Conquista se reuniram na tarde do sábado, 8, na Paróquia São Marcos Evangelista, para, como disse dom Edmar na abertura do evento, “partilhar a palavra carinhosa do Santo Padre, papa Francisco, para o Dia Mundial da Juventude e abrir a palavra para as questões dos jovens”. Após a acolhida feita pelo pároco da São Marcos, padre José Tadeu Silva Ferreira, o padre Tadeu, e da oração inicial, dom Edmar, iniciou de maneira bastante descontraída a conversa com os jovens. “Eu não sei falar, pois ainda sou muito jovem” (Jr 1,6). Valendo-se dessa passagem do profeta Jeremias, feita na oração inicial do encontro, dom Edmar falou sobre a carta do papa Francisco. “Ontem, como hoje em dia, os jovens impõemse barreiras para realizar algum trabalho, mas essa não

Dom Edmar palestra para crismandos do Setor Conquista; entre os assuntos, a exortação do Papa merece destaque

sagens, mas, na verdade, estarão recebendo a mensagem da Palavra de Deus.” Chegado o momento das perguntas dos jovens, entre dúvidas sobre a hierarquia da Igreja e vocação, a pergunta de maior destaque veio da crismanda Marcileide da Silva, 16 anos, que, aproveitando para lembrar a importância do Dia Internacional da Mulher, perguntou a dom Edmar por que não havia mulheres entre os discípulos. “De fato, não havia mulheres entre os 12 discípulos, até por conta da cultura judaica, mas Jesus Cristo provocou ‘escândalo’ ao surgir, após a sua Ressurreição, primeiro a uma mulher, Maria Madalena. Mas se não havia mulheres entre os discípulos, havia, sim, muitas mulheres no grupo de Jesus, o que mostra a sua importância para todos nós”, disse dom Edmar. Os próximos encontros de dom Edmar com os crismandos acontecerão com os jovens do Setor Tatuapé, no dia 15 de março, e do Setor Guarani, no dia 16.

palavra do bispo

Quaresma para celebrar a Páscoa de coração purificado Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

Há poucos dias, participamos do significativo rito da imposição das cinzas sobre nossas cabeças; suplicávamos a Deus que, como Pai, ouvisse nossas súplicas e nos desse a graça de prosseguir na “observância da Quaresma”, a fim de celebrarmos “de coração purificado o Mistério Pascal” de Jesus Cristo, vivendo uma “vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado”. Desse modo, as orações de bênção das cinzas já nos indicavam que celebramos a Quaresma por causa da Páscoa. Essa compreensão aparece em diferentes textos do Missal Romano. Vejamos! O tempo da Quaresma,

agenda regional

bem vivido, nos prepara – catecúmenos e fiéis – para a celebração do Mistério Pascal: “A observância anual da Quaresma é tempo favorável pelo qual se sobe ao monte santo da Páscoa” (Cerimonial dos Bispos, n.249). As orações desses dias nos ajudam a louvar a Deus, “Pai santo, rico em misericórdia” e bendizer o seu nome “enquanto caminhamos para a Páscoa, seguindo as pegadas de Jesus Cristo”: ele mesmo, durante a Quaresma, reabre para a Igreja “a estrada do Êxodo, para que ela humildemente tome consciência de sua vocação de povo da aliança” (Prefácio da Quaresma, 5); ele é quem concede “aos cristãos esperar com alegria, cada ano, a festa da Páscoa” (Prefácio da Quaresma, 1); é a ele que suplicamos a graça de que “o nosso coração corresponda” às oferendas colocadas

sobre o altar da Eucaristia, “com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa” (1º Domingo da Quaresma, Oração sobre as Oferendas). Contudo, andaremos pelo caminho quaresmal conscientes de nossa fraqueza. Por isso, nesses dias, também rezamos a Deus para que “a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal” (Quarta-feira de Cinzas, Oração do Dia); que ele, Deus, inspire nossas ações e nos ajude a realizá-las para que nele “comece e termine tudo aquilo que fizermos” (Quinta-feira depois das Cinzas, Oração do Dia); que ele nos auxilie com sua bondade “para que vivamos interiormente as práticas externas da Quaresma” (Sexta-feira depois das Cinzas, Oração do Dia). Um dos poderosos auxílios que Deus nos oferece é a

Sábado (15), 15h30

Domingo (16), 9h

Quarta-feira (19)

Encontro de dom Edmar com os Crismandos do Setor Tatuapé, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição (praça Silvio Romero, s/n – Tatuapé).

Encontro de dom Edmar com os Crismandos Setor Guarani, Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (rua Grecco, 599, Vila Diva).

Missa do Padroeiro São José

sua Palavra, contida no Livro Santo, a Bíblia: ela conduziu no caminho do Reino de Deus, homens e mulheres, que hoje são para nós grandes testemunhas, os santos e as santas; ela nos alimenta, pois “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus” (Mt 4,4; Dt 8,3); ela desarma “as ciladas do antigo inimigo” (1º Domingo da Quaresma, Prefácio); se ela, a Palavra, permanecer em nós, conheceremos a verdade e seremos livres (Jo 8,32) e venceremos o mal (1Jo 2,14). Organizemos nosso tempo ao longo da Quaresma e nos empenhemos ainda mais à leitura, meditação e prática da Palavra de Deus, contida na Bíblia. Assim, alcançaremos o que pedimos na Quarta-feira de Cinzas: “Celebrar de coração purificado o Mistério Pascal” de Jesus Cristo.

10h – Paróquia São José do Belém (largo São José do Belém, s/n, Belém). 16h - São José do Maranhão (largo São José do Maranhão, 180, Tatuapé). 20h – São José de Vila Zelina (praça República Lituana, 74, Vila Zelina).


20 Entretenimento

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O SÃO PAULO publica com exclusividade alguns dos cartuns que compõem a exposição “O Papa Sorriu” - que marca o 1º ano de pontificado do papa Francisco. A mostra será aberta na próxima sexta-feira, 14, às 19h, no Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS) à avenida Tiradentes, 676, próximo à estação Tiradentes do Metrô e é uma realização da Arquidiocese de São Paulo em parceria com o MAS e a Associação dos Cartunistas do Brasil. O livro com todos os cartuns foi entregue ao papa Francisco pelo cardeal Odilo Scherer.


Esportes

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copa do mundo Rafael Ribeiro/CBF

Edcarlos Bispo Redação

A última data da Fifa para amistosos internacionais antes das convocações para a Copa do Mundo aconteceu na quarta-feira, 5, quando 104 seleções entraram em campo, e dessas, as 32 equipes que virão para o Brasil, em junho, disputar o torneio. Essa foi mais uma oportunidade para que os técnicos realizassem os últimos testes em suas equipes antes da montagem das listas de inscrição que serão entregues à Fifa em maio. Os próximos amistosos serão realizados só em junho, quando as seleções já estarão concentradas para o mundial. O Brasil entrou em campo contra a África do Sul e goleou. A partida que aconteceu no Soccer City, em Johannesburgo, foi 5 x 0 para a seleção verde e amarela. Mais uma vez, a estrela de Neymar brilhou. O atacante foi responsável por três gols na partida. O resultado, porém, não animou muito os entendidos de futebol. Para o jornalista André Augusto, o Brasil pegou um “adversário muito fraco, que só ser-

Amistosos são preparativos para as convocações em maio viu para Felipão ver que precisará levar dois laterais reservas, em vez de um”. De um modo geral, os jogos amistosos da quarta-feira não agradaram a André que, analisando friamente, disse não ter visto nenhum show de bola por parte das seleções. Para ele, os técnicos fizeram muitos testes e “algumas decepções, como a derrota da Holanda, por exemplo”. Das grandes seleções, o jornalista avaliou a Espanha, que, segundo ele, fez bom jogo e poderia ter goleado a Itália, mas falhou nas conclusões, da Alemanha, uma forte seleção, com muitos talentos, sofreu e foi vaiada na vitória contra o Chile. Sobre os possíveis jogadores que serão destaque, André res-

salta que é inegável apostar as fichas em Neymar. Para o jornalista algumas estrelas vão brilhar, pois sempre a Copa é das estrelas, e para além do camisa 10 brasileiro, haverá as jovens promessas: da Alemanha, Mario Götze; da Argentina, Sergio Agüero; e da Bélgica, Eden Hazard. Futebol se resolve nas quatro linhas do campo, porém apontando o favoritismo de algumas equipes foi possível perceber nos amistosos que a Espanha e a Alemanha estão bem encaminhadas. Afirmar que estão 100% ainda é cedo, é preciso ver o final da temporada, mas são as mais ‘encorpadas’ e com mais gama de opções. O Brasil também entra nesse quesito, somado ao fator casa.

1938 - A ÚLTIMA COPA ANTES DA GUERRA Batalhas nos gramados antecipam a barbárie da Segunda Guerra, que já se anunciava no cenário político europeu. Na final, a Itália conquistou um merecido bicampeonato com a goleada de 4-2 sobre a Hungria. O Brasil chegou em 3º lugar e empolga os torcedores com o talento de Leônidas da Silva, artilheiro da Copa com sete gols. Participaram 15 seleções. A abertura foi em 4 de junho de 1938, e o encerramento em 19 de junho de 1938. Em um total de 18 jogos, 84 gols (média de 4,7 por jogo) e um público geral de 376 mil (média de 20.888 por jogo). Fonte: http:// www.portal2014.org.br

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22 Geral

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As barreiras para expressar a fé na universidade Luciney Martins/O SÃO PAULO - fev.13

Estudantes católicos contaram ao O SÃO PAULO sobre situações de intolerância religiosa que enfrentam no ambiente universitário Daniel Gomes Redação

Estudantes protestam na PUC-SP durante ato de dignificação da cruz

“Uma moça me contou que quando foi iniciar o mestrado, disseram para que evitasse expor muito a própria fé, pois seria perseguida. Na primeira vez que disse ao orientador que acreditava em Deus, ele a ridicularizou e quis convencê-la de que Deus não existia. Esse professor aposentou-se recentemente, graças a Deus.” O relato de Magna Rocha, 35, que cursa doutorado em Educação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), ilustra a maneira como universitários são questionados em sua fé no ambiente acadêmico. “Há um clima de hostilidade por parte de alguns alunos e tam-

bém professores em relação à fé, especialmente à fé católica. Existe uma falsa mentalidade de que a Igreja é obscurantista, que quer acabar com a pesquisa científica, quer impor a fé”, lamentou Magna, que integra a Comunidade Católica Shalom. Segundo ela, por vezes, cartazes anunciando eventos católicos são retirados das paredes e professores já chamaram a hóstia de “bolachinha” e o dia de Corpus Christi, de o dia do “corpo morto”. Inaiara Saraceni de Andrade, 23, graduanda de Astronomia na Universidade de São Paulo (USP), relatou ao O SÃO PAULO que na cidade universitária há preconceito com os católicos por parte de alguns professores, “com ataques gratuitos e fora de contexto que fazem em sala de aula, e, às vezes, com insinuações a respeito da limitação de nossa produção científica, como se não fosse possível ser cristão e cientista ao mesmo tempo”, lamentou. A universitária da USP também afirmou que a intolerância religiosa de outros estudantes acaba por inibir os universitários católicos. “Não raras vezes, encontramos católicos que têm medo ou vergonha de se assumirem católicos dentro da USP, por medo da reação das pessoas.” Integrante do Ministério Universidades Renovadas, Inaiara

questiona se efetivamente há laicidade no ambiente universitário. “A todo momento, somos ‘lembrados’ de que a universidade é laica, porém esse grito de guerra tem se tornado o lema de uma ditadura ateia, na qual somos impedidos de reservar salas vazias para nosso grupo de oração e de celebrar missa. Não temos um local onde possamos praticar nossa fé, não temos uma capela e, quando conseguimos uma sala, fazem de tudo para nos impedir de usá-la”, garantiu. A universitária recordou, ainda, que em 2012 uma celebração na praça do Relógio foi interrompida. “No meio da celebração, apareceram alguns guardas universitários, avisados por um professor, e pediram que todos saíssem de lá porque não era permitido, pois a universidade é laica. Como estava na consagração, os guardas deram 20 minutos para que se encerrasse tudo.” As entrevistadas afirmaram desconhecer que nas universidades haja canais para denunciar situações de intolerância religiosa. “Nunca ouvi falar que há algum meio oficial de denunciar e nem em punição por isso”, garantiu Inaiara. “Ainda que existam, o clima é de muita desconfiança, pois nunca sabemos de que lado está quem vai receber a queixa”, afirmou Magna.

Reitorias afirmam que há respeito à religiosidade dos estudantes Da redação

Em resposta à temática da reportagem, as reitorias da PUCSP e da USP garantiram que há respeito à religiosidade dos estudantes e canais para que denunciem casos de intolerância religiosa. A reitoria da PUC-SP afirmou que “repudia qualquer tipo

de desrespeito contra pessoas e crenças – comportamento que não condiz com a formação humanista oferecida por nós. Nesse caso, se um estudante se sentir desrespeitado ao expressar sua fé, ele pode relatar a história e buscar apoio na Coordenadoria de Pastoral Universitária ou na Pró-Reitoria de Cultura e Relações Comuni-

tárias”. Ainda segundo a Pontifícia Universidade, seu estatuto e regimento internos não admitem qualquer empecilho à livre manifestação da fé, e os casos, quando denunciados aos órgãos competentes, são passíveis de sindicância ou processo administrativo. “Concluída a investigação, e garantido o direito de defesa do acusado, a direção

da Universidade aplica a sanção estipulada pelo estatuto e o regimento geral, de acordo com a gravidade do caso.” Já a reitoria da USP se limitou a informar que a ouvidoria da Universidade é o canal para que sejam feitas as denúncias por aqueles que sofreram desrespeito em sua expressão de fé. “A Universidade, apesar de

laica, não é cética, e deve respeitar todos os aspectos, inclusive o religioso. Em uma universidade pública como a USP, o que não pode haver é um direcionamento religioso, entretanto, é aceitável e importante que os alunos, professores e funcionários possam fazer com que suas crenças sejam desenvolvidas.” (DG)


Geral

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Crise na Ucrânia envolve maiores potências do mundo num complicado jogo de tabuleiro FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO em Roma

A crise da Ucrânia é talvez o conflito internacional mais grave da atualidade. E o mais complexo, pois envolve as principais potências do mundo. Por sua localização, o país é o centro de uma disputa de influência entre a Rússia e a União Europeia. Uma ponte entre o Oriente e o Ocidente. O controle da região significa dominar dutos que transportam gás natural da Rússia para a Europa. Por motivos econômicos, políticos e militares, a disputa atrai indiretamente Estados Unidos, China e Oriente Médio. Juntos, todos constroem um complicado jogo de tabuleiro que coloca em risco muitas vidas. Cerca de 30 mil militares russos ocupam a região autônoma da Crimeia, península no Sul da Ucrânia – o dobro de duas semanas atrás. A Rússia tem bases militares na Crimeia por ser um ponto estratégico de acesso ao mar, mas nega ter ampliado suas tropas na área. Afirma defender a população da Crimeia do atual governo “ilegítimo” e “antirrusso” da Ucrânia. Isso porque cerca de 60% da população da Crimeia é de origem russa, fala russo e se sente russa. Protestos – Mas por que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, chama de “ilegítimo” o governo da Ucrânia? O último presidente democraticamente eleito na Ucrânia, Viktor Yanukovich, era seu aliado e vinha estreitando as relações com a Rússia, em detrimento da União Europeia. Essa “amizade” desagradou aos ucranianos que se sentem mais europeus e Yanukovich foi derrubado numa onda de protestos. As manifestações começa-

Os riscos de uma nova guerra ram na capital Kiev em novembro do ano passado, quando Yanukovich se recusou a assinar um acordo comercial com a União Europeia. A violenta repressão agravou os protestos da praça Maidan. Grande parte da classe média ucraniana considera Yanukovich um líder autoritário e fantoche de Putin. De fato, ele agiu pressionado pela Rússia para que se afastasse da União Europeia: Moscou prometeu a Kiev um pacote de ajuda de US$ 15 bilhões e a redução do preço do gás importado. O governo que se instalou na Ucrânia com a queda de Yanukovich foi reconhecido por países europeus e pelos Estados Uni-

dos. Mas também é fruto de uma complexa dinâmica. A política ucraniana é formada por oligarquias, isto é, poucas pessoas que concentram o poder, em governos ineficientes e corruptos. Oficialmente, o presidente Yanukovich foi afastado pelo Parlamento em 22 de fevereiro, mas nem todos os parlamentares estavam presentes na votação. “Mais de cem deputados da Rada (o parlamento ucraniano), membros do antigo partido no governo, o Partido das Regiões, não compareceram, e os deputados do partido que votaram com a oposição tiveram permissão para ingressar no governo”, declarou o editor da revista “The National Interest”,

Dmitri Simes, em entrevista à revista americana “The New Republic”. “E, embora esses deputados pertencessem ao Partido das Regiões, eram controlados pelos oligarcas pressionados pelo Ocidente a mudar de lado. Assim foi formado o novo governo que assumiu o poder em Kiev.” Contexto internacional – O aumento das tropas russas em território ucraniano significa que a Rússia está invadindo a Ucrânia, um país soberano. Isso preocupa toda a comunidade internacional. O grande risco, neste momento, é de que a presença militar da Rússia na Crimeia seja respondida por Estados Unidos e União Europeia. Esse cenário

Papa pede solução com diálogo na Ucrânia DO ESPECIAL PARA O SÃO PAULO EM ROMA

O papa Francisco lançou um apelo de paz para as autoridades envolvidas na crise política da Ucrânia. Após a oração do Angelus do dia 2 de março, afirmou: “Espero que todas as partes trabalhem para superar incompreensões e construir o futuro. Dirijo à comunidade internacional um apelo para que

apoie toda iniciativa a favor do diálogo e da harmonia”. Ele também pediu orações por uma solução pacífica. “A humanidade precisa de justiça, de reconciliação, de paz, e poderá tê-las somente voltando-se com todo o coração a Deus, que é a fonte.” O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, comentou rapidamente à imprensa o problema da Ucrâ-

nia. “Esperamos que nesta situação, que é preocupante, se possa conversar. Esperamos que se procurem soluções negociadas”, disse. “Creio que se pode buscar uma solução na Ucrânia na qual todas as partes possam garantir seus interesses e, sobretudo, o bem do país e da sua população”, acrescentou o cardeal, líder das relações diplomáticas da Santa Sé. (FD)

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poderia levar a uma tréplica da Rússia, aproximando-se do Irã e da China. Seria o embrião de uma guerra mundial. Mas ainda é cedo. O Ocidente não quer uma nova guerra e tenta conter a Rússia com sanções comerciais ou isolamento nas discussões internacionais. O presidente americano, Barack Obama, diz que quer uma solução pacífica. Mas aumentou as tropas no Leste Europeu, enviando 300 soldados e 12 aviões de guerra às bases americanas na Polônia. “As ações da Rússia violam a soberania da Ucrânia, o que nos levou tomar as medidas coordenadas com nossos parceiros europeus”, afirmou Obama. De acordo com o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, Vladimir Putin “reconheceu que é do interesse de todos ter uma Ucrânia estável”. Na Crimeia, tudo está indefinido. O governo da região convocou um referendo popular para decidir se continua sendo território ucraniano ou se passa para a Rússia. Segundo a revista britânica “The Economist”, “é mais provável que a Rússia queria usar a Crimeia como fator de desestabilização e acentuação da divisão na Ucrânia. O objetivo final pode ser transformá-la em uma federação sob controle acirrado da Rússia”. O atual primeiro-ministro da Ucrânia, Arseniy Yatseniuk, diz que o referendo é ilegal e não cederá sequer “um centímetro” à Rússia. A Crimeia pertenceu aos russos e só foi incorporada pela Ucrânia em 1954, com um decreto do então presidente soviético, Nikita Krushov. Quando a Ucrânia se tornou independente, 23 anos atrás, levou a Crimeia. Nesta semana, líderes internacionais se reunirão para buscar um acordo. Fontes diplomáticas disseram ao jornal italiano “Avvenire” que a semana será “muito tensa”. A grande expectativa é para o referendo na Crimeia, previsto para o domingo, 16, que indicará o nível de autonomia que a região quer ter. Por enquanto, a guerra está em campo diplomático.


24 Geral

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Cardeal Scherer anuncia a intenção de criar vicariato para o mundo da educação Fotos: Padre Michelino Roberto

Padre Michelino Roberto Da redação

Revitalização da Iniciação Cristã e o Mundo da Educação – jovens universitários. São as duas urgências da Nova Evangelização apontadas pelo cardeal Odilo Pedro Scherer e os bispos auxiliares no encontro anual com os párocos e vigários paroquiais da Arquidiocese de São Paulo. O evento aconteceu no anfiteatro do Colégio Agostiniano de Mendel na quintafeira, 6. Nele, o Cardeal anunciou a intenção de criar na Arquidiocese o vicariato para o mundo da educação. Informou, também, que solicitou em Roma a nomeação de mais um bispo auxiliar para cuidar exclusivamente desse novo organismo. Segundo dom Odilo, cerca de 500 mil pessoas estão inseridas nos ambientes universitários só no âmbito da Arquidiocese. Esse número aumenta para 1 milhão na Grande São Paulo. O percentual da população católica jovem que se liga às realidades paroquiais não passa de 10%. “Daí a urgência de criar novas estruturas de pastorais que atuem e exerçam seu apostolado onde os jovens estão, sobretudo, no mundo da educação”, explicou o Arcebispo.

Cristã para que a Igreja de São Paulo se torne permanentemente missionária. Para tanto, afirmou a urgência de se renovar as estruturas de pastorais paroquiais, de modo que fomentem a ação apostólica e missionária dos leigos e leigas, que priorizem o atendimento pessoal aos fiéis e “não apenas o de massa”, e anunciou a revisão do Diretório dos Sacramentos da Arquidiocese de São Paulo. “Fazer da Igreja de São Paulo uma Igreja permanentemente missionária, uma casa de Iniciação Cristã e, nas celebrações litúrgicas, uma expressão da Sacrosanctum Concilium”, disse dom Milton.

Sugestões pastorais para a revitalização da Iniciação Cristã

Evangelii Gaudium e o trabalho dos padres

Dom Milton Kenan Júnior, bispo referencial do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, enfatizou a necessidade de revitalização da Catequese de Iniciação

Falando sobre o trabalho dos padres, o cardeal Scherer destacou dois temas presentes na Evangelii Gaudium: a paróquia e a homilia. “O Papa fala da paróquia no

contexto ‘pastoral da conversão’ e da ‘renovação eclesial inadiável’. Diz que a paróquia não é uma estrutura eclesial caduca, mas ela requer a docilidade e a criatividade missionária do pastor e da comunidade. Não é, certamente, a única instituição evangelizadora, mas, se for capaz de se reformar e adaptar constantemente, ela continuará a ser a própria Igreja que vive no meio das casas e de seus filhos e filhas; isso supõe verdadeiro contato com as famílias, com a vida do povo e que não se torne uma estrutura complicada, separada das pessoas, nem um grupo de eleitos, que olham para si mesmos”, disse o Cardeal. Sobre a homilia, dom Odilo lembrou que a pregação dentro da liturgia tem uma função central no ministério sacerdotal: é serviço a Deus, que quer falar por nosso intermédio; é serviço ao povo, que tem o direito de receber dos lábios dos ministros ordenados o pão da Palavra de Deus; é

serviço da Igreja, que exerce, assim, sua missão de ensinar e, por isso, merece grande atenção do padre. “Pessoalmente, lembro que a boa homilia precisa ser preparada com tempo, estudo e oração”, exortou o Cardeal.

Canonização do beato Anchieta

Ao final do encontro, dom Odilo confirmou: Beato José de Anchieta será proclamado santo nos próximos dias. O Cardeal não revelou a data precisa em que Francisco assinará o decreto de canonização de Anchieta, mas pediu que todos fiquem atentos e celebrem o anúncio com o repicar de sinos e uma missa de ação de graças em todas as igrejas da Arquidiocese, no próprio dia. Uma comissão arquidiocesana já foi constituída para organizar as celebrações comemorativas que acontecerão na Arquidiocese de São Paulo no primeiro fim de semana após a canonização.

Avança preparação à beatificação de madre Assunta Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

Reportagem na zona sul

“A missão da madre Assunta continua viva, no trabalho das Irmãs Scalabrinianas em 27 países, atendendo os mais pobres e necessitados, em especial os migrantes carentes e seus filhos”, afirmou, ao O SÃO PAULO, a irmã Sandra Maria Pinheiro, superiora provincial da Província Nossa Senhora Aparecida de São Paulo, da Congregação das Irmãs Missionárias de São Carlos Borromeu, Scalabrinianas. A Irmã foi uma das participantes, no sábado, 8, da reunião da comissão que prepara, para 25 de outubro, às 10h, na Catedral da Sé, a cerimônia de beatificação de madre Assunta Marchetti, missionária italiana cofundadora das Scalabrinianas que viveu no Brasil entre 1895 e 1948, dedicando-se aos órfãos e migrantes na cidade de São Paulo. A cerimônia de beatificação contará com a presença do cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos

uma pessoa Santos, e será disposta a precedida, no dia responder aos 24, de uma vigíapelos imedialia na Paróquia tos. “Ela tinha São Carlos Boruma vocação romeu, na Vila contemplativa, Prudente, próximas o padre ma do orfanato Marchetti a onde a madre convenceu a viveu. Segundo vir ao Brasil irmã Sandra, até para cuidar junho será feito dos órfãos. o translado dos Essa foi sua restos mortais primeira conda Madre para a versão, o que Paróquia, e em já mostra uma 26 de outubro, no Santuário Nacio- Leocádia Mezzomo, postuladora da causa de beatificação da madre Assunta disponibilidade muito grande nal de Aparecida, haverá a ação de graças pela irmão, o padre José Marchetti. de responder aos desafios do “Ela dedicou-se aos migrantes seu tempo”, opinou. beatificação. Segundo a irmã Leocádia Participante da reunião, o que viviam em situações difícardeal Odilo Pedro Scherer, ar- ceis, aos pobres, aos doentes. Mezzomo, postuladora da causa cebispo metropolitano, explicou Dedicou-se completamente a de beatificação da madre Asque quando a Igreja proclama esse serviço extraordinário, sunta, “neste tempo de espera à alguém como bem-aventurado, ainda hoje muito importante”, beatificação, o mais interessante é ajudar as pessoas, de modo beato ou santo, reconhece o comentou. Frei Márcio Alexandre Couto, especial as da Congregação, a testemunho de tal pessoa para a vida e missão da Igreja. O Ar- 67, sobrinho-neto de madre As- crescer no conhecimento e na cebispo também lembrou que sunta, não a conheceu pessoal- imitação do jeito como a Mamadre Assunta chegou ao Brasil mente, mas disse que a família dre viveu e de estimular que na como missionária, junto com o sempre se referia a ela como Igreja todos reconheçam que ela

viveu as virtudes de um modo excelente, bem como promover a devoção, a súplica e a intercessão da venerável madre Assunta Marchetti”. Madre Assunta Marchetti: a cofundadora das Scalabrinianas nasceu em Lombrici di Camaiore, Itália, em 15 de agosto de 1871, e chegou ao Brasil, em outubro de 1895, junto ao irmão, padre José Marchetti. Viveu na maior parte do tempo em São Paulo, em um orfanato na Vila Prudente, onde faleceu em 1º de julho de 1948. Seu processo de beatificação foi iniciado na Arquidiocese de São Paulo em 1987, e, em 9 de outubro de 2013, o papa Francisco autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o decreto de beatificação, referente ao milagre ocorrido em 1994, em um hospital de Porto Alegre (RS), quando um senhor, diagnosticado com morte cerebral, recobrou os sentidos, após sua esposa e uma religiosa terem invocado a intercessão da Madre. Facebook: Beatificação-Madre-Assunta-Marchetti Twitter: MADRE ASSUNTA MARCHETTI

O SÃO PAULO - edição 2993  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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