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Professor (a), Este material tem o propósito de ser um instrumento de apoio à elaboração de aulas com base nas obras de Waldemar Cordeiro. Formulamos algumas propostas com diferentes tempos de duração, que pretendem aproximar nossa vida cotidiana dessas reflexões. Você pode fazer adaptações de acordo com as faixas etárias e especificidades de suas turmas. Acreditamos que todo educador é um pesquisador-propositor. Conheça um pouco mais sobre o artista, escolha algo que seja interessante e desenvolva suas ideias em conjunto com seus alunos. As sugestões aqui propostas não devem ser interpretadas como receitas prontas, mas como estímulos iniciais para pensar a exposição Waldemar Cordeiro: Fantasia Exata. Acesse também os arquivos ARTE CONCRETA, ARTE CONCRETA SEMÂNTICA e ARTEÔNICA, que apresentam diferentes fases da obra de Waldemar Cordeiro. No blog você ainda pode compartilhar as suas propostas e os trabalhos desenvolvidos em sala de aula. Torne suas ideias vivas e boa visita!


Waldemar Cordeiro definia a arte concreta como “a linguagem real da pintura que se exprime com linhas e cores que são linhas e cores e não desejam ser nem peras nem homens”. Suas obras não tinham a intenção de criar figuras que lembrassem a realidade, e sim composições geométricas. Um dos seus objetivos era entender como nós as percebemos. Esta atividade pode ser realizada antes da apresentação das obras de Waldemar Cordeiro, como um exercício rápido para começar a pensar a arte concreta, com a criação de desenhos individuais a partir de uma estrutura comum. No fim da aula, discuta a escolha de cada aluno e os estimule a pensar nas obras de Cordeiro com base nos pensamentos do artista. Cada aluno pode criar uma estrutura e diferentes desenhos, assim como o artista fazia com as estruturas que ele mesmo compunha. A partir de uma estrutura básica, escolha partes dos desenhos para colorir e propor outras composições. Observe que você pode criar relações entre as figuras ao preenchê-las com determinada cor. Por exemplo:


Estrutura:

Composições:

Realizar parcerias pode ser uma boa ideia! Você pode, por exemplo, propor um trabalho interdisciplinar com o professor de desenho geométrico.


LUGAR

EM QUE

MORA A ARTE

?

Waldemar Cordeiro inaugurou, em 1966, o parque infantil do Clube Esperia, em São Paulo. Nesse parque, assim como nos jardins que projetou como paisagista, as formas geométricas aparecem criando composições no espaço à nossa volta. Será que exercitando o olhar conseguimos achar formas geométricas no espaço que nos cerca? Na mesma época em que inaugurou o parque infantil, Cordeiro fez trabalhos nos quais incorporou objetos a pinturas, muitas vezes desenhando suas sombras. Esses trabalhos foram chamados de “popcretos” (arte concreta semântica).

RECONSTRUINDO ESPAÇOS Esta atividade pode ser feita de diferentes formas, conforme as possibilidades e os recursos disponíveis. O objetivo é trabalhar a partir dos desenhos que as sombras formam num espaço interno ou externo. Peça a seus alunos que observem o espaço em que estão e registrem, através de fotos ou desenho de observação, as formas geométricas que encontrarem.


Imagens de sombras geométricas:

Foto por celular

Desenho de observação

Materiais necessários: ü Cartolinas ü Tinta guache para colorir ü Giz de cera para contornar ü Tesouras ü Fita-crepe DINÂMICA DA ATIVIDADE Dentro ou fora da sala de aula, forme grupos de até cinco alunos. Eles devem escolher uma sombra que considerem interessante e desenhá-la na cartolina seguindo sua silhueta. Caso a sombra seja maior que a cartolina, mais papel pode ser acrescentado. Peça aos alunos que recortem as sombras desenhadas e, com a fitacrepe, as fixem nos lugares determinados. As sombras também podem ser coloridas com tinta guache. Se não quiser utilizar esses materiais no espaço externo, é possível trocá-los por carvão, giz ou pedaços de tijolo. Inventem maneiras diferentes de desenhar – usando folhas secas, gravetos ou barbantes, que podem ser removidos com facilidade.


PENSANDO COM OS ALUNOS O espaço ao nosso redor mudou com a nossa ação? Pergunte aos alunos como se deu a reconstrução. O resultado será um espaço com interferências das sombras desenhadas. Registre com fotos as sobreposições. As sombras formadas pelo sol em outro horário do dia também podem ser um estímulo para outros questionamentos. A discussão pode ser aprofundada num estudo de arquitetura, com um resgate da história da escola e do período no qual foi construída: A escola é recente ou antiga? Como ela foi construída? Como será que os espaços foram pensados pelo arquiteto? A arte pode fazer parte de nossa vida mesmo fora do museu?


EU Manifesto

Auto-Retrato Probabilístico, 1967 Montagem com fotos e palavras sobre chapa de acrílico 34,5 x 29,5 x 31 cm

Em 1967, Waldemar Cordeiro fez um autorretrato muito interessante em que são mescladas imagens e palavras. É necessário um ponto de vista específico para enxergar o retrato completo. Proponha aos alunos uma conversa sobre o que é um autorretrato. Será que ao nos representarmos em uma imagem dizemos tudo sobre nós? Discuta com seus alunos o conceito de identidade e como eles se apresentam nas redes sociais ou entre os amigos na escola. O que constrói nossa identidade? Pergunte se registram seus pensamentos em algum lugar (blog, diário, redes sociais). Seria possível a criação de um autorretrato coletivo?


CONSTRUINDO UM AUTORRETRATO COLETIVO

A atividade é construir um grande painel com as fotografias dos alunos. Podemos colocar em prática a construção de imagens a partir de uma proporção matemática de nosso rosto e, observando como o nosso olhar complementa as tiras de imagens, reconstruindo-as, é possível discutir conceitos mais complexos como a gestalt (veja em ARTE CONCRETA).

Materiais necessários: ü Fotos 3x4 de todos os alunos ampliadas quatro vezes (400%). É importante definir um padrão para conseguir mesclar os rostos com mais facilidade. ü Régua ü Lápis ü Tesoura ü Cola


Passo 1 Cada aluno trará sua foto 3x4, que deverá ser xerocada e ampliada.

Com lápis e régua, ache o eixo central a partir do centro do nariz da figura.

Todas as imagens deverão ter o mesmo número de quadrados, mesmo que alguns fiquem em branco ou que seja necessário cortar parte da imagem. No exemplo, cortamos as imagens em tiras verticais. Você pode cortar em tiras horizontais ou até mesmo em quadrados.

Do centro para as pontas, trace linhas paralelas verticais e horizontais.


Formem subgrupos para mesclar suas fotos. A primeira imagem foi feita com uma ampliação quatro vezes maior que o tamanho original (400%) e com fotos de três pessoas diferentes (um homem e duas mulheres). Vocês podem mesclar fotos de mais ou menos pessoas e tornar as imagens mais interessantes, misturando pessoas de sexos e biotipos diferentes. É importante que todos opinem.

Passo 2 Assim que decidirem as novas imagens, colem cada uma sobre uma folha sulfite, esperem secar e tirem as rebarbas. Conversem sobre os resultados. Elogie as reflexões e incentive o trabalho em grupo. Retome com os alunos questões como: “Como se constrói um autorretrato coletivo?”, “Como as imagens se completam?” e “Nós podemos nos completar também no que pensamos?”. Agora é hora de montar um grande painel com todas as fotos mescladas!


Passo 3 Na literatura, define-se manifesto como uma declaração pública de princípios e intenções, ou seja, uma declaração de um ponto de vista. Para construir um manifesto são necessários: um título; a identificação de uma questão em comum; argumentos que fundamentem o ponto de vista; informar o local e a data; e a assinatura dos autores. Retomando a questão “Nós podemos nos completar também no que pensamos?”, os alunos escreverão um manifesto da turma, tendo em vista a identidade da sala, seus pensamentos, sonhos e desejos para o futuro. É importante que o professor coordene esta etapa, observando e orientando as diretrizes apontadas. Uma forma interessante de trabalhar com a elaboração do manifesto é pedir a cada aluno uma lista dos seus objetivos e depois uma seleção do material para compor o texto final. Waldemar Cordeiro também escreveu um manifesto que o orientou em seu processo de trabalho. Ele o assinou com outros seis artistas, que compartilhavam os mesmos ideais, e lhe deu o nome Manifesto Ruptura. Esse manifesto foi pensado também visualmente. Repare como algumas letras são maiores do que outras e que suas cores mudam – o que dá ritmo e marca palavras importantes do texto. Ao construir o manifesto da sala, tente trazer essas questões para os alunos.


Manifesto Ruptura, 1952


Lembre-se de que em nosso blog você também pode compartilhar suas experiências!

Núcleo de Educação e Relacionamento Gerência Valéria Toloi Coordenação Samara Ferreira Concepção do material Claudia Malaco Paula Pedroso Raphael Giannini


Realização

/itaucultural itaucultural.org.br fone 11 2168 1777 atendimento@itaucultural.org.br avenida paulista 149 são paulo sp 01311 000 [estação brigadeiro do metrô]

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Waldemar Cordeiro - Fantasia Exata  

O projeto Materiais Educativos nasceu da vontade do Núcleo Educativo do Itaú Cultural de compartilhar ideias com visitantes, professores e a...

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