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Pastoral REV. JUAREZ MARCONDES FILHO PASTOR EFETIVO

RETORNO À PALAVRA “Movidos pelo amor e pelo empenho em prol do esclarecimento da verdade, discutirse-á em Wittenberg, sob a presidência do rev. Martinho Lutero, o que se segue. Aqueles que não puderem estar presentes para tratar do assunto verbalmente conosco, poderão fazê-lo por escrito. Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo”. Este foi o preâmbulo das 95 teses de Lutero. No século XVI a maneira de protestar contra opiniões erradas era formular frases, ou teses, publicando-as para posterior discussão. No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, pároco e professor universitário, afixou à porta da Igreja do Castelo de Wittenberg (Saxônia Alemanha), suas 95 teses contra a venda das indulgências - declarações eclesiásticas que redimiam a culpa e o castigo do pecador. Era véspera do Dia de Todos os Santos e muitos estariam procurando no Convento de Todos os Santos, em Wittenberg, as indulgências. Quando da sua publicação, ninguém compareceu para discutir com Lutero. Nem John Tetzel, emissário papal, que se encontrava na região para divulgar as indulgências. Mas no prazo de duas semanas toda a Alemanha tinha conhecimento das teses. E elas foram o impulso para que Lutero fosse considerado herege, excomungado pela Igreja e proscrito pelo Império, mas, no fundo, o grande reformador da Igreja. A Reforma Religiosa do Século XVI não teve por objetivo a constituição de uma nova Igreja, muito menos, o caleidoscópio eclesiástico que temos hoje. O que se pretendia era reformar a Igreja de Jesus Cristo que havia se desviado de sua pureza original, assimilando doutrinas, tradições e práticas que não se coadunavam com a vontade de Deus. O que moveu os reformadores, como Martinho Lutero, João Calvino, Zwínglio e outros, foi o respeito absoluto pela Palavra de Deus. Neste sentido, ao longo de toda a história da Igreja, nunca faltaram reformadores que, sinceramente, almejassem um retorno às Sagradas Escrituras. Este retorno à Palavra teve consequências nas estruturas políticas, sociais, econômicas, morais. Tal expediente leva-nos a uma constante reforma, que mais do que ser uma reforma religiosa, deve ser uma reforma geral. Reforma Espiritual. Principiando por esta reforma mais elementar, deparamo-nos com a

linguagem bíblica, que fala em termos de uma renovação espiritual, “a renovação da mente” (Romanos 12.2). Com facilidade, permitimos que a nossa mente fique embotada, conduzida pelos valores do presente século, orientada pelo mundanismo que nos rodeia. É só tirar nossos olhos do autor e consumador da fé (Hebreus 12.2) que eles acabam pairando sobre os interesses do reino das trevas. É necessário que nos voltemos à Palavra de Deus, e por ela sejamos lavados (Efésios 5.26), absolutamente purificados de toda escória perversa que nossa mente se deixa poluir. O ministério da Palavra santifica o pensamento (Filipenses 4.8), oferecendo-nos os valores e princípios que se acham embasados na verdade do Evangelho (João 17.17) Reforma Moral. Esta reforma decorre da primeira. Geralmente, pensamos no contrário. Lutamos para que o homem tenha um novo comportamento, para que deste modo ele possa se aproximar mais de Deus. O Senhor toma o caminho inverso; ele nos ama “sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5.8). Mas, uma vez tendo sido objetos do amor de Deus, devemos andar em novidade de vida (Romanos 6.4), fazendo a vontade do Senhor. O procedimento dos filhos da luz deve distinguir-se do procedimento dos filhos das trevas. O fato de Jesus ter orado no sentido de que o Pai não retirasse os discípulos do mundo (João 17.15), não foi para que os crentes vivessem como vivem os incrédulos, mas para que pudessem glorificar a Deus por meio das suas boas obras (Mateus 5.16). É interessante notar que muitos imaginam ter sido a Reforma contrária às boas obras. Jamais. O que os reformadores asseveravam é a inutilidade das boas obras para a salvação. Elas, na verdade, são fruto daquele que é salvo. Não se pode propugnar uma reforma espiritual e teológica que não possa ser comprovada por uma mudança no modus vivendi, no testemunho de vida dos crentes, no alto padrão moral e ético dos discípulos de Cristo. Reforma Econômico-social. Este aspecto, muitas vezes, passa ao largo de nossas reflexões concernentes à Reforma. É muito curioso que as nações que adotaram os padrões espirituais e morais da Reforma, também, revelaram um progresso econômicosocial invejável. A razão é simples: quando

PASTORES AUXILIARES

Rev. Davi Nogueira Guedes (Ministério de Jovens) Rev. Luís Carlos Vieira (Ministério Pessoa Idosa) Rev. Nivaldo Wagner Furlan (Plantação de Igrejas) Rev. Wesley Emmerich Werner (Ministério de Visitação)

COOPERADORES E EVANGELISTAS

Rev. Antonio Jairo Porto Alegre (Ministério de Casais) Bel. Cristina Ribeiro Mattos Bel. Elenice dos Santos Barros (Ministério dos Adolescentes) Mis. Luciana Cipelli Barbosa (Ministério Infantil)

nos voltamos para as Escrituras Sagradas, o fazemos de modo integral e, assim, inevitavelmente, nos deparamos com sua vasta instrução a respeito de como devemos cuidar dos dons e talentos que o Senhor nos confere. Se os governos das nações atentassem para as instruções bíblicas que tratam de finanças, justiça social, bem estar comum, teríamos muito menos ideologias banais ocupando as mentes, e muito mais resultado prático para o bem de todos. Um exemplo simples e doméstico é observado na maneira como se comporta o crente, vivendo modesta e honestamente, sempre pronto a assistir aos que precisam, de nada tem falta (Efésios 4.28). Outro exemplo vem da Igreja, em cada uma das suas unidades; é maravilhoso perceber o que Deus nos permite realizar com muito menos recursos do que dispõe o Estado. Qual o segredo? Obediência aos ditames da Palavra de Deus. Vivemos dias semelhantes aos da Reforma. Muitas práticas, no meio do povo de Deus, não se encontram em consonância com os desígnios divinos; são pretensamente espirituais e aparentemente bíblicas, porém, não refletem o Conselho de Deus (Atos 20.27). São as indulgências do nosso tempo, divulgadas por muitos discípulos de Tetzel. Nossos dias clamam por um Lutero que se levante para denunciar o engano. O retorno à Palavra de Deus se faz urgente. Devemos porfiar pela pregação do genuíno Evangelho salvador de nosso Senhor Jesus Cristo, que anuncia a cruz (Mateus 16.24) e não a prosperidade material. Devemos obedecer as Escrituras que nos ensinam a amar o próximo, inclusive o inimigo, e não a buscarmos o bem estar individual, exclusivista. A volta à Palavra de Deus vai nos desafiar a plantar o Reino de Deus no império dos homens e, não a cizânia humana na Igreja de Cristo. “Igreja reformada sempre se reformando”. Questões para refletir: 1. 500 anos depois, ainda se faz necessária a Reforma? 2. Por onde começar uma reforma? Qual o elemento impulsionador? 3. Qual o alcance da reforma? Que áreas devem ser atingidas?

SEMINARISTAS

Alexandre Emrich Zanetti e Carlos Filipe Soares Ferreira

MISSIONÁRIOS

Anita e Eli Ticuna, Arlene e Alceris Dias, Corina e Henrique Terena, Daniella e Jocelei Silva, Débora e Cléber Alves, Denise e Wellington Camargo, Deonora e Clauber Quadros, Dilma e Ricardo Bruno, Elaine e Patrick Scherrer, Elizabeth e Heiler Maciel, Esther e Gladston Lucas, Família Rios Celeste, Graciete Mota, Josiane e Marcos Mayuruna, Leonízia e Markus Jutzi, Karina e Fernando Dantas, Masha e Tibério Olímpio, Meire e Luiz Bittencourt, Natasha e Jonatas Portugal, Patrícia e Daniel Calze, Renata Santos, Ronaldo Marubo, Rose e Emerson Menegasse, Rossana e Ronaldo Lidório, Rose e Francisco dos Santos, Sara e René Breuel, Sheila e Charles Sousa, Tatiana e Dering, Zazá Lima e Neto.


Boletim

De 5 a 11 de Março

ADORANDO AO SENHOR CULTO 9H LOUVOR A DEUS

Prelúdio Convite à Adoração

CONFIANÇA NO PERDÃO “Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8.1)

CULTO 19H

HORA DA ADORAÇÃO

TODOS OS POVOS

“Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti; assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17.1-3)

Vinde, cantemos ao Senhor, com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro com ações de graças, vitoriemo-lo com salmos. Porque o Senhor é o Deus supremo e o grande Rei acima de todos os deuses. Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes lhe pertencem. Dele é o mar, pois ele o fez; obras de suas mãos os continentes. Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou.

Hino 7 | Glória à Trindade Oração de Adoração Coral da Fraternidade

CULTO 11H

Hino 33 | Maravilhas Divinas Oração de Adoração Coral da Fraternidade Atos Pastorais Cânticos de Louvor

Cânticos de Adoração

“Louvai ao Senhor, vós todos os gentios, louvai-o, todos os povos. Porque mui grande é a sua misericórdia para conosco, e a fidelidade do Senhor subsiste para sempre. Aleluia!” (Salmo 117)

Oração de Invocação Cânticos de Louvor Atos Pastorais

BENÇÃO DA ORAÇÃO

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei e abrir-se-vos-á” (Mateus 7.7)

Recolhimento Espiritual Cântico de Contrição Oração Pastoral Ofertório Oração de Gratidão Saída das Crianças

TEMPO DE GRATIDÃO

“Seja Deus gracioso para conosco e nos abençoe, e faça resplandecer sobre nós o rosto; para que se conheça na terra o teu caminho e, em todas as nações a tua salvação” (Salmo 67.1-2)

Recolhimento Espiritual Hino 32 | O Deus Fiel Ofertório Oração de Gratidão Coral da Fraternidade

EDIFICAÇÃO NA PALAVRA

“Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente; e o pão que eu darei pela vida do mundo é a minha carne” (João 6.51)

Coral da Fraternidade Consagração da Mesa do Senhor Oração do Pai Nosso Distribuição do Pão e do Vinho Hino 341 | Vera Páscoa Hino 102 | O Céu com Cristo Oração Bênção | Amém A Paz do Senhor | Poslúdio

Ofertório Hino 68 | Eu creio, Senhor Ações de Graças Saída das Crianças Coral da Fraternidade

MOMENTO DE REFLEXÃO Mensagem Coral da Fraternidade

PÃO DA VIDA Leitura Bíblica Proclamação da Palavra Hino 342 | Comunhão

“Assim como o Pai, que vive, me enviou, e igualmente eu vivo pelo Pai, também quem de mim se alimenta por mim viverá” (João 6.57)

Consagração dos Elementos Oração do Pai Nosso Distribuição do Pão e do Vinho Cânticos Espirituais Hino 115 | Unido com Cristo Oração Bênção | Amém A Paz do Senhor | Poslúdio

“A minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida” (João 6.55)

Consagração dos Elementos Oração do Pai Nosso Distribuição dos Elementos Hino 340 | Santa Comunhão Hino 251 | O Pão da Vida Hino 147 | Vencendo vem Jesus Oração Bênção | Amém A Paz do Senhor | Poslúdio

MINISTÉRIOS Ação Social: Roberto Costa de Oliveira Acolhimento e Integração: Sandra M. O. Jorge Isumi Intercessão: José Luiz Pires

Missões: Luiz Filipe Jordão Música: Cornelis Kool Núcleos Familiares: Toshiaki Isumi

Oxigênio: Erich Linzmeyer Santos Som: Igor César Pereira Neves Amor que Comove: Julio Viana Jr.

SOCIEDADES INTERNAS SAF: Célia de Lara Pires

UMP: Giovanna Bigarelli Martin

Kairós: Sandra e Clayton Carstens

UCP: Rúben Badinhani Mota Marcondes

UPA: Fernanda Heredia

CONJUNTOS VOCAIS Coral da Fraternidade: Cleonice Miranda de Andrade Coral Arco-Íris: Daniella Banks Leite Pinheiro Conjunto Vida em Voz: Luiz Augusto P. Lima Jr.

ESCOLA DOMINICAL Superintendente: Luiz Fernando Alves

Infantil: Luciana Cipelli, Daniela Costa, Elda Ferreira

NOVAS IGREJAS Campo Magro: Rua Jasmin 79, Jardim Boa Vista - ED 9h30 e Culto 19h. Dirigente: Bel. Marcelo Pereira Pinheiro Piraquara: Rua dos Juízes 2188, Centro. Responsável: Rev. Luiz Henrique Correia Sampaio. Núcleo Familiar Piraquara Bethel às sextas-feiras, 20h00, Rua Olinda de Almeida Santos, 2188, Bairro Suburbana.

ENTIDADES DIVERSAS Lar Hermínia Scheleder: 3562-7498 Escola João Lupion Filho: 3562-7498 Lar do Idoso - Vivencial das Oliveiras: 3666-3029 Rua Coimbra 492 - Guaraituba / Colombo

Associação Comunitária Presbiteriana: 3224-2294 Centro de Música Laudate: 3222-3470 Rua Comendador Araújo 343 / Centro

Creche Miriam: 3338-4566 Rua Amauri Lange Silvério 511 / Pilarzinho


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6 | Reunião do Conselho - 19h30 7 | Reunião da Junta Diaconal - 19h30 11 | Reciclagem para os Núcleos Familiares 12 | Apresentação do Espetáculo Graça, pelo Grupo Oxigênio, no almoço beneficente em prol da Casa de Apoio Belém, parceira do Ministério Amor que Comove (a partir das 12h, na Chácara Manassés, R. Eugênio Flor, 2303 - Abranches)

18 | 1o Encontro de Casais Kairós às 20h30 na IPC 28 a 31 | Comissão Executiva do Supremo Concílio em Brasília 31 a 1/abr | Fórum de Missão Integral na IPC 1/abr | Day Camp da UCP

10 - Ana Cláudia Scheidt Gusso, Jonas Carneiro Meira Junior, Umbelina Bertoli Alves, Diác. Wagner Pereira Barbosa 2 - Adriana Costa Colasso, Maria Elenir da Silva Aust, Milton José Frota Lisboa, Paulo Américo Marinho Brandão, René Roberto Egg Silveira, Roberta de Barros 3 - Presb. Adalton José Lopes da Silva, Paolo Ricardo Dominoni de Araújo, Sílvia Antunes Avelar do Nascimento 4 - Eliana Marinho Daudt Letti, Erison Alencar de Carvalho, Eulália Liberato da Costa, Nilde Alves Oliveira dos Anjos, Raquel Gelinski Clazer Justus 5 - Adriana Pereira Oh, Cynthia Miranda de Andrade, Luís Eduardo Prado Coladel, Myrthes Godoy Martins 6 - Presb. Antonio Carlos Teixeira Gonçalves, Missionário Richard de Andrada Werner, Tieko Nagata 7 - Edith Luiza Fabrício de Melo, Emanuel de Queiroz Emiliano, Noely Munhoz Gleich Tavares 8 - Evelyn Strauss Fleming, Moisés Segala, Olga Kossar Taporosky 9 - Aguinaldo Scheer, Else Ferrer Kloss, Joyce Campos Borkowski, Sandra Mirléia Luchtenberg Fortunato 10 - Eduardo Avelar do Nascimento 11 - Elzi Vidalvina Carneiro, Ignez Azevedo Pugsley,

Rosilene do Nascimento Felício, Vítor Emanuel da Cruz de Almeida

12 - Nilse Regina Waltrick Köhler 13 - André Abrão da Costa, Christiane Albuquerque

Maranhão, Clenize Bruel, Fernando Henrique Gama de Oliveira, Manoella Abrão da Costa, Reginaldo Reple Sobrinho, Renata Badinhani Mota Marcondes, Simone Evangelista Menezes de Paula Lima, Suelen Cristine Fernandes 14 - Presb. Antônio Carlos Bittencourt do Nascimento, Celso Sari Neto, Edivane Pedrolo, Elsita Gaertner Mesquita 15 - André Ricardo Silveira dos Santos, Rubens Carneiro

16 - Anderson Domingos Calixto, Danielle Karina Taggesell Giostri, Dilete de Fátima De Nez, Maria José da Luz Luchtenberg

EXPEDIENTE 17 - Daniel Benvenutti, Marcos Augusto Vieira, Raquel

Heloise Teixeira Maciel Ferreira 18 - Cleusa Coelho Lupion Cornelsen, Eliane Fontoura da Silva, Giovanna Peretti Leites, Reni de Souza Lima 19 - Abraão Lopes Gato Junior, André Luiz Ferrer Kloss, Cláudia do Amaral Camargo Calabresi, Paulo Marins Gomes 20 - Ilka Marinho Barros Pugsley, Juliana Mattos de Lara Maracci, Lauro Rubens Duarte Volaco, Patrícia Rochelle Costa Ferreira Nazer

21 - Roseli Martins Gonçalves 22 - Astir Calixto, Edna Marcia Grahl Brandalize Slob,

Fernando Rocha, Irinéia Aparecida de Aguiar Barrios, Isaías de Lima Santiago, Paulo Diego Maciel, Valderez Prochmann Ferracini, Vanessa Carla Valério de Jager, Welza Willers de Alcântara 23 - Éder José Artuso, Francisco Svoboda, Igor Cezar Pereira Neves, Maria de Fátima Pereira Fausto, Diac. Raimundo Nonato Silva Miranda, Wera Kelm

25 - Eduardo dos Santos Paiva, Felipe Kalil S. Alecrim, Fernando Carvalho de Souza, Henrique Carvalho de Souza, Manoel Cessito Serpa Nunes, Radamés Boostel, Renan Campanhã Forte, Wagner Hummig 26 - Marcus Vinicius Paiva de Carvalho, Mariana Zilli Calabresi 27 - Carlos Wilson Pizzaia Jr., Eliza Maria Alberti Vidal, Élvia Campos de Alcântara, Ivan Santos Rüppell Neto, Ronald Kool 28 - Carolina Cidade Vieira, Fátima Bark, Mara Regina Salomão Martins, Noelise Martins Manfio 29 - Adriane Oliveira Lacerda, Estellina Itália Ciola, Igor Ramos de Oliveira, João Marcos Freitas Vieira, Lucélia dos Santos 30 - Kátia Rosana Zardo Ferreira, Lígia Marlise Conceição Blume, Presb. Nelson Guedes, Sandra Mara de Oliveira Jorge Isumi 31 - Albino Milczwski Filho, Denise Winter Habitzreuter, Flora Aimbiré Weffort Santos, Hilda Brenner, Zulméia Ferreira Pinheiro

A Revista Identidade Cristã é uma publicação mensal da Igreja Presbiteriana de Curitiba ENDEREÇO: Rua Comendador Araújo, 343 CEP: 80420-000 . Curitiba/PR CONTATO IGREJA: (41) 3224-0302 www.ipctba.org.br REDAÇÃO E EDIÇÃO: Sérgio Wesley Stauffer (MTb/PR 1780) Mônica Santanna Clayton Rucaly Gonçalves Silva Matheus Gripp Rebecca Stauffer FOTO DA CAPA: Aldeia Córrego do Meio/MS Crédito: Paulo Werner CONTATO COMERCIAL: NQM - (41) 3254-6077 DIAGRAMAÇÃO E PROJETO GRÁFICO: Teo Design Ltda. IMPRESSÃO: Gráfica Capital Tiragem: 1.000 exemplares REVISTA ONLINE: Acesse pelo issuu.com/ipcuritiba Anuncie sua empresa na Revista Identidade Cristã! Entre em contato conosco.


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*Se você quiser ajudar financeiramente algum missionário ou Instituição entre em contato com lfjordao@onda.com.br

1. Indígenas 2. Ribeirinhos 3. Ciganos 4. Quilombolas 5. Sertanejos 6. Imigrantes 7. Os mais ricos dos ricos 8. Os mais pobres dos pobres

CAMPANHA DE ORAÇÃO POR 8 SEGMENTOS NÃO EVANGELIZADOS (PR. RONALDO LIDÓRIO):

Nossos motivos de oração são permanentes e repetem-se a cada semana (7 anos de oração pelo Senegal): DOMINGO. Para que uma nuvem de arrependimento paire sobre toda a nação. SEGUNDA-FEIRA. Para que os que já conhecem a Palavra tomem uma decisão. TERÇA-FEIRA. Pelo enfraquecimento da influência do “Muridismo” sobre a população. QUARTA-FEIRA. Pela quebra da influência dos feiticeiros sobre a população. QUINTA-FEIRA. Para que os crentes senegaleses sejam fortalecidos e evangelizem. SEXTA-FEIRA. Por maior unidade entre missionários, obreiros e igrejas. SÁBADO. Para que portas se abram para evangelização entre os grupos fechados ao Evangelho.

MINISTÉRIO “ORE PELO SENEGAL” – 7 ANOS DE ORAÇÃO.

DIARIAMENTE OREMOS POR NOSSOS PASTORES E POR NOSSA IGREJA!

SEX 10/3 CARLA MARIA Agradeço o privilégio de partilhar o Projeto Gravações Brasil, gravações de histórias bíblicas em áudio nas tribos indígenas do Brasil. Ore por oportunidades de expandir a mensagem de Cristo

QUI 9/3 LEONIZA E MARKUS Ore pelos novos desafios ministeriais que teremos neste ano: coordenar o curso de Formação Teológica Intercultural, voltado para líderes indígenas e não indígenas, e continuar apoiando a equipe Nädeb com viagens pontuais para a aldeia.

QUA 8/3 FERNANDO E KARINA Ore pela minha viagem ao Amazonas no final de março. Estamos vendo a possibilidade de fazer uma parceria com o missionário Clauber para dar formação bíblica aos líderes Ticunas. Continue orando pela Igreja Livre Acesso em Madrid, para que Deus continue consolidando os membros e acrescentando os que hão de ser salvos.

TER 7/3 ABELARDO NOGUEIRA Agradeça conosco pela viagem missionária feita em janeiro e ore por chuva no sertão e pela retomada das atividades no Projeto Redenção e nos locais do Projeto Fé na Estrada.

SEG 6/3 CLAUBER E DEONORA Ore pela saúde do Clauber que está com um problema sério no estômago. Fizemos vários exames e ele já começou um tratamento. Agradecemos à IPC que tem nos ajudado e sustentado em oração. Ore por sua recuperação.

Calendário de Oração

TER 14/3 PATRICK E ELAINE SCHERRER Agradeça pela recuperação da Elaine. Após um longo período de corticoide e antibiótico, ela se recuperou e está retomando a vida cotidiana! Ore pela saúde das crianças e pelo Matheus e seu amigo da escola que tem atacado sua fé tentando criar dúvidas em relação à Bíblia. Louvamos ao Pai, pois isso tem fortalecido ainda mais a sua fé.

SEG 13/3 TIBÉRIO E MASHA Ore pela nossa volta para a Sibéria, principalmente pela Igreja de Cristo diante da nova lei russa que proíbe a proclamação do Evangelho. Ore por nosso amigo pastor que teve suas contas bloqueadas, pelas pessoas que estão sendo perseguidas e pela misericórdia de Deus pela Sibéria.

DOM 12/3 ELENICE BARROS Ore pela vida espiritual, emocional, social e escolar dos adolescentes, por suas famílias, para que sejam restauradas e fortalecidas, pela minha saúde física e emocional e por sabedoria no pastoreio dos adolescentes.

SAB 11/3 CHARLES E SHEILA Agradeça conosco pela direção de Deus quanto à mudança para São Paulo e pela filiação à APMT. Ore pelo lugar e momento certo para o nascimento de nossa 2ª filha Lorena, por um carro para usarmos até a partida para a Ásia e pela divulgação e levantamento de recursos para nossa mudança para o campo ainda neste ano.

em etnias que ainda não possuem material em sua língua, por proteção e sabedoria da equipe, apoio financeiro e parceiros de oração.


QUA 15/3 LUCIANA CIPELLI Agradeça comigo pelas oportunidades que tive de ensinar e aprender no Treinamento CEFLAL (RJ), em janeiro, e em Campo Mourão e Londrina, onde ministrei sobre ministério infantil. Ore por minha saúde física, espiritual e emocional, pelos treinamentos na Jocum de Ponta Grossa e Piratininga e por provisão financeira.

QUI 16/3 LUIZ E MEIRE BITENCOURT Ore pelos obreiros Terenas, Guaranis e Caiuas. Todos estão com suas finanças defasadas para continuar a Obra. DANIEL E PATY Ore especialmente por nossa saúde física e espiritual.

SEX 17/3 DANIELA E JOCELEI Ore por mais uma ETED que está iniciando, para que o Senhor se revele na vida de cada aluno, por reestruturação física e espiritual da base Jocum Aracaju, pela saúde da família e pela Daniella que precisa fazer um tratamento vascular e pelo projeto Bonecas & Cia - Alcançando vidas através do artesanato.

SAB 18/3 JONATAS E NATASHA Ore e agradeça pelo cuidado de Deus por nós. Ore pelo projeto de construção da Casa Lar no campo de refugiados em maio, pela escola de pastores que inicia neste semestre, pela saúde do Gabriel (10 meses) e do João (3 anos), pelas parcerias que temos estabelecido, por sabedoria e integridade e por direcionamento e provisão de Deus.

DOM 19/3 RENATA DOS SANTOS Agradeça comigo pelas três novas famílias que estão estudando a Palavra! Ore por mais obreiros para o Norte de África, por uma aldeia no Senegal onde não há discípulos, que o trabalho realizado

gere frutos, por minha viagem ao Peru e reunião sobre recrutamento e por uma assistente para me auxiliar na coordenação de 13 países.

SEG 20/3 DAVI E TAMY Ore pela nova fase que estamos vivendo como pais, para que Deus nos capacite e nos dê sabedoria! Ore para que consigamos conciliar nossa nova rotina com os trabalhos que temos aqui e pela completa recuperação da Tamy, saúde da Laura e força para o novo pai que está cuidando das duas!

TER 21/3 EMERSON E ROSILANE Ore pela recuperação e retorno da Rosilane em março, pelos obreiros que servem com a gente e por mantenedores para eles, pelos Meninos do Nepal: o final do termo escolar, a vida espiritual de cada um, a urgência de novos padrinhos e pelo casal missionário Pedro e Jane que está servindo nesse projeto.

QUA 22/3 RENÉ E SARAH Ore pelas ministrações da Sarah em conferências para estudantes dinamarqueses e europeus em abril e pelo casal de plantadores de igrejas, Luiz e Sara, que estamos treinando para plantar uma igreja filha na Itália.

QUI 23/3 WELLINGTON E DENISE Ore por Danilo que não conseguiu o mestrado na Suíça, pois a faculdade do Brasil não está credenciada no sistema, pela Associação Criacionista que estão organizando, pelas viagens do Wellington para preparação da ABCC (A Bíblia em Cada Casa), pela publicação do meu livro, ainda faltam R$ 4mil, e pelo terceiro livro que estou escrevendo.

SEX 24/3 FAMÍLIA RIOS CELESTE Nesse mês completamos 15 anos no Norte da África. Agradecemos a Deus por tudo o que aprendemos e ultrapassamos e louvamos a Ele por fazermos parte da obra de evangelização dos muçulmanos e apoio à igreja que é perseguida neste país. Ore por recursos financeiros para a escola de nossas filhas e viagem ao Brasil.

SAB 25/3 GLADSTON E ESTHER Ore para que haja conversão genuína entre os espanhóis, por nossa escola de treinamento com foco na crise dos Refugiados que inicia em abril, por nossas finanças e saúde, temos sido muito atingidos nessa área, por mais intercessores e por nossa equipe que vai abrir uma nova base da Jocum em Salamanca nesse ano.

DOM 26/3 GRACI MOTA Nesse mês vamos para a tribo Hixkariana, no Amazonas, para gravar histórias da bíblia, outra parte da equipe irá para a tribo Deni e a outra parte para o Maranhão gravar o novo testamento na lingua Ka'apo. Ore para que tudo corra bem, para que as máquinas funcionem, por nossa saúde e por pessoa certas para fazerem as gravações.

SEG 27/3 CLEBER E DÉBORA Agradeça conosco pela vida do Judá que completou 11 anos no mês passado, ore pelo curso de costura que Débora e Thoko estão ministrando e pelas mulheres que fazem parte e ore pela construção da escola na vila de Chiwaia.

TER 28/3 HENRIQUE TERENA E CORINA Ore por nosso tempo em Campo Grande (MS) acompanhando os nossos filhos. Nosso filho Eliel passou no vestibular e temos o desafio de pagar suas mensalidades, ore para que consigamos o sustento necessário. Ore também pelas viagens com os programas do Conplei e suas redes de atuação.

QUA 29/3 ALCERIS E ARLENE Em fevereiro nos mudamos para Manaus, Amazonas. Somos muito agradecidos pelo tempo que passamos com o povo Terena e pedimos que ore por nossa adaptação e para que Deus continue nos usando como família missionário para fazer o Reino conhecido.

QUI 30/3 HEILER E BETHINHA Agradeça conosco pelo ótimo tempo que tivemos no Brasil para visitar familiares e igrejas parceiras. Ore pelos novos desafios que temos pela frente aqui no Chile.

SEX 31/3 RONALDO E ROSSANA Ore pelo trabalho na periferia de Manaus, por proteção, libertação dos jovens e conversões sinceras. DILMA E RICARDO BRUNO Ore por nossa saúde, pela Igreja Indígena de Santa Isabel, por novas parcerias e para que sejamos benção nesse lugar.

SAB 1/4 MARCOS E JOSIANE Ore pela vida dos jovens indígenas com quem trabalhamos, por nossa saúde, para que Deus nos dê sabedoria e mansidão. ZAZA E NETO Ore pela legalização de Retalhos de Esperança no Brasil e na Espanha e pelo trabalho com refugiados e imigrantes.

DOM 2/4 ANITA E ELI TICUNA Ore pela evangelização das famílias da aldeia de São Francisco da tribo Ticuna, por libertação do pecado, prática do alcoolismo e feitiçaria. Ore pela família do missionário Ignácio, responsável pelo novo trabalho nessa aldeia e pela tradução da Bíblia na versão Ticuna brasileira.


Notícias do Campo EM PREPARAÇÃO PARA O NEPAL Estamos felizes em informar que no dia 07 de fevereiro tivemos uma reunião com a diretoria da APMT que decidiu nos recebeu como missionários efetivos da missão! A partir de agora nosso objetivo é trabalhar em busca dos recursos para a mudança para o Nepal e buscar o restante do sustento que nos falta. Diferente de uma viagem de curto prazo, além das despesas com passagens, renovação de passaportes e gastos com os vistos, precisamos alugar uma casa, dar caução de aluguel (11 meses), comprar toda a mobília e pagar a escola de inglês. Metade do valor deve ser pago agora e o restante quando chegarmos ao Nepal. O custo total é de aproximadamente US$ 15.220,00. Como dependemos do levantamento destes recursos para nossa mudança, não devemos conseguir ir antes do segundo semestre, mas cremos que Deus abrirá as portas necessárias. Além disso, os médicos preveem que Sheila dará a luz entre o fim de abril e o início de maio. Sendo assim, se formos em setembro ou outubro, por exemplo, é tempo suficiente para que nosso filho tome as vacinas necessárias e ganhe peso e imunidade. Quanto ao nosso sustento pessoal, precisamos de três mil dólares mensais. Nossa previsão para o que falta no sustento mensal é de US$ 965,00, cerca de R$ 3.016,23. Estamos confiantes no Senhor e crendo que em breve seguiremos rumo à Ásia para compartilhar o Evangelho de Cristo! Sheila e Charles de Souza RENOVO FÍSICO E ESPIRITUAL Estive no Brasil, de outubro de 2016 até o início de março deste ano, para compartilhar com os irmãos que são nossos intercessores e mantenedores na obra missionária o que aconteceu no nosso ministério e os nossos planos para os próximos anos. Sempre digo que os missionários são a infantaria que está na linha de frente, enfrentando o calor da batalha, mas que a infantaria sem uma artilharia sofre grandes perdas e não avança. Vocês, nossos intercessores e mantenedores, são a nossa artilharia. Qualquer exército será derrotado caso não receba os mantimentos necessários e vocês tem sido parte da Igreja que expressa a fidelidade de Deus. Ele quer

mudar a Sibéria por meio da sua oração! Cheguei ao Brasil em outubro, mas Masha e as crianças só chegaram em dezembro. Na primeira fase do meu tempo no Brasil, tentei fazer novos parceiros e visitar regiões mais distantes. Com os cuidados de Deus, oramos para que as portas fossem abertas conforme a Sua vontade. O meu amigo, pastor Sadi, me recebeu em São Paulo e fez uma agenda cheia de visitas. Visitei novas igrejas, revisitei outras, conheci muitas pessoas especiais nesse tempo. Foi um período intenso e abençoado! A segunda parte da nossa vinda foi marcada pelas tão necessárias férias! Eu e Masha estávamos muito cansados. Viajamos de São Paulo até João Pessoa, parando no Rio de Janeiro e em Cachoeiro do Itapemirim (ES). Deus, por sua Graça, nos abençoou nesse tempo! Tivemos as melhores férias no Brasil mesmo com limitações financeiras. Por fim, passamos um mês em Curitiba, cidade que amamos muito e temos grandes amigos! Fomos muito bem recebidos, reencontramos os membros do Grupo Oxigênio, revisitamos igrejas parceiras e tivemos a oportunidade de pregar na IPC e conviver com os irmãos dessa Igreja que é tão especial para nós. Nosso eterno agradecimento a todos que nos receberam e demonstraram o imenso cuidado de Deus por nós! De volta à Sibéria, pedimos que ore pela Igreja de Cristo diante da nova lei russa que proíbe a proclamação do Evangelho. A Igreja necessita de graça, alegria, força e da direção do Espírito Santo abrindo portas. O número de pessoas perseguidas aumenta a cada dia e nosso amigo pastor da Rússia teve suas contas e cartões de crédito bloqueados. Cremos que Deus está no controle. Ore para que as boas novas possam avançar e que haja um tempo de fortalecimento e despertar para que a obra não pare e siga avante. Que Deus tenha misericórdia da Rússia e da Sibéria. Pedimos que ore também por novos parceiros financeiros e intercessores. Que Deus abra o coração da sua igreja e das pessoas que visitamos para que juntos possamos fazer a obra missionária. Precisamos levantar US$ 1.200,00, cerca de R$ 4.000,00 por mês. Que Deus levante a quem Ele deseja para glória do Seu nome! Tibério, Masha, Davi e Ivan

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TRANSBORDANDO DE ALEGRIA Essa provavelmente é uma das cartas mais felizes que estamos escrevendo. Estamos jubilosos com a chegada do presente dado por Deus para alegrar nossas vidas! Laura nasceu com 37 semanas, 3.700 kg e 49 cm. Estamos com o coração muito grato e vocês foram muito importantes nesse momento. Muito obrigada pelo apoio, pelas orações, palavras de ânimo e pelas ofertas. Deus nos surpreendeu com Seu cuidado em todos os detalhes! O parto foi tranquilo e toda a equipe médica foi muito atenciosa. Desde dezembro Tamy precisou parar o trabalho nas prisões para poder repousar e esperar a chegada da Laura. A princípio a ideia de não trabalhar foi frustrante, mas Deus é bom e sempre nos ensina e dá novas oportunidades. Nesse período, Tamy passou mais tempo com as vizinhas e amigas e teve um tempo de qualidade com elas. Aprendendo mais sobre a culinária local, ensinou as amigas a fazer bolo brasileiro, costurar e fazer as lembrancinhas da Laura. No final, o que para ser frustrante foi uma benção, pois mostrou a importância de investir tempo com as pessoas. Recebemos na equipe de nossa cidade uma moça latina enviada por nossa agência PMI. Quem nos acompanha desde o início, sabe que a PMI é conhecida por ter um treinamento intensivo e imergente na cultura e idioma. Assim como nós passamos por esse treinamento, ela também vai passar e nós seremos os ajudantes dela nesse processo. Então, durante o período de licença maternidade, Tamy estará envolvida ajudando nesse treinamento. Pedimos para que ore por essa nova fase, para que Deus nos capacite e nos ensine a sermos bons pais! Ore para que consigamos conciliar nossa nova rotina com os trabalhos que temos aqui e pela completa recuperação da Tamy, saúde da Laura e força para o novo pai que está cuidando das duas! Somos gratos a Deus que tem nos abençoado com pessoas maravilhosas para nos ajudar e apoiar. Nossos parceiros são bênçãos na nossa vida. Obrigada pela fidelidade de todos! Davi, Tamy e Laura


Novas leis russas restringem ações de evangelismo em locais públicos e aumentam vigilância do governo sobre população Após três meses de férias no Brasil, a família Olímpio retorna no próximo dia 14 de março para Novosibirsk, na Sibéria/Rússia, onde retoma o trabalho missionário que realiza lá há 12 anos. Depois de viverem “as melhores férias das nossas vidas”, como qualificou Maria Andreevna Olímpio, mais conhecida como Masha, a família retorna ao campo missionário cheia de incertezas. Isso porque a Rússia ainda está se adaptando às leis antiterroristas que entraram em vigor no final de julho do ano passado e que restringe algumas liberdades individuais, como a pregação pública da fé. “Pelas novas leis, todos os registros de telefone e internet ficarão gravados por seis meses e podem ser usados pelo governo para vigiar cidadãos russos e estrangeiros. Além disso, a lei impede ações de evangelismo em espaços públicos, restringindo a pregação da Palavra às quatro paredes das igrejas. O problema é que as igrejas na Rússia são muito pequenas e isso vai impedir a expansão do Evangelho. Acho que nunca mais poderemos fazer o que o Oxigênio fez em julho de 2013 e impactou tantas vidas em nosso país”, explica o missionário Tibério Olímpio. Além de aumentar os poderes do governo em relação ao monitoramento dos cidadãos russos, o pacote antiterrorismo do presidente Vladimir Putin endureceu as punições. Quem não denunciar um ato de violação, por exemplo, agora pode ficar preso por sete anos. É nesse clima de vigilância e incertezas que

Tibério e Masha voltam à Sibéria, juntamente com os filhos Davi e Ivan. “Quero me aposentar na Rússia e trabalhar mais uns 15 anos em Missões naquele país. Mas, agora, temos que pensar num plano B, dependendo do que vamos ter que enfrentar lá”, afirma Tibério. Finanças – O novo momento político da Rússia não é a única fonte de insegurança para a família Olímpio. Tibério está no Brasil desde outubro do ano passado com a tarefa de levantar sustento para a família. “Com a crise econômica mundial, o nosso sustento perdeu muito do seu poder de compra e o tratamento do Davi consome boa parte dele e é prioritário para nós. Somente com a escola dos dois, médicos e fonoaudiologia, gastamos dois mil reais por mês”, conta Tibério. Das igrejas que já apoiam financeiramente o trabalho missionário deles, quatro são de Curitiba e Presbiterianas: Central, Silva jardim, Filadélfia e Parque Iguaçu. Além dessas, a 1ª IP de Londrina também é mantenedora. Todas renovaram seus compromissos com a família Olímpio, que conseguiu ampliar o rol de mantenedores, incluindo para este ano as Igrejas Presbiterianas de Varginha (MG) e a Campos Elísios (Campinas/SP). Além das igrejas, participam do sustento deles a igreja da Masha em Moscou e um grupo de amigos. Juntando todas as contribuições, a família Olímpio retorna para a Rússia com um orçamento mensal de R$ 4.200,00, 60% da meta desejada, que era de R$ 7 mil/

mês. “Conseguimos ampliar em 600 reais as contribuições mensais, mas fizemos muitos contatos e deixamos igrejas orando para participar do nosso sustento. Sabemos que Deus proverá”, afirma Tibério. De volta a Novosibirsk, Tibério assumirá a liderança da congregação Nova Ressureição, da Igreja Vitória em Cristo, com a qual está trabalhando regularmente desde o ano passado. A congregação fica a 200 km de Novosibirsk, o que exigirá que Tibério fique ausente de casa de um a dois dias por semana. Além disso, Tibério e Masha investirão mais tempo no trabalho com casais que iniciaram em 2013. Eles dedicam três noites por semana para se reunir com casais e caminhar com eles por, no mínimo, seis meses a um ano. Neste ano, pelo menos sete casais participarão desse discipulado. As férias – O tempo no Brasil foi renovador para essa família de missionários. “Eu estava com medo de vir, pois na nossa última visita ao Brasil o Tibério quase morreu”, confessou Masha, lembrando da cirurgia bariátrica à qual o marido se submeteu em agosto de 2009 e que quase o levou a óbito. Após onze meses de recuperação no Brasil, a família retornou à Rússia com o diagnóstico de Autismo do filho mais velho, Davi, na época com dois anos. Mas, dias antes de retornar, Masha confessou que essas foram as melhores férias da sua vida. Foi o primeiro inverno russo que ela passou em um lugar quente. Foi a primeira vez que a sogra Azanete, mãe de Tibério, que vive em João Pessoa, conheceu o neto mais novo, Ivan, com quatro anos. Foi a primeira vez que a família visitou o Rio de Janeiro e as Cataratas do Iguaçu, os dois principais cartões postais do Brasil. Foi a primeira vez que as crianças andaram a cavalo nas terras da família Olímpio, em Pombal, cidade natal de Tibério. Em meio a tanta coisa nova, Masha disse que se sentiu cuidada, acolhida e amada. “Há muito tempo que não me sentia relaxada como estou no Brasil, especialmente em Curitiba. Foi um renovo para nós”, confessou.


Tibério Olímpio é paraibano, de família grande (tem três irmãos), patriarcal e influente; metade evangélica, por parte de mãe, e metade católica nominal. Ele tinha 20 anos de idade quando seu pai sofreu um AVC e passou muito tempo internado. No dia que recebeu alta do hospital, menos de 24 horas depois de entregar sua vida a Cristo, faleceu. Naquela época, ele estava há quatro anos desviado da igreja, trabalhando no garimpo e lidando com gente “da pesada”. Um dia, Tibério saiu de casa para acabar com a vida de um inimigo de garimpo. Mas seu carro quebrou no caminho. Voltou em casa e pegou o carro da mãe, que também quebrou antes de chegar ao destino. Colocou os dois carros no conserto e esperou os dias necessários para executar seus planos. Depois de prontos, os dois carros quebraram novamente. “Eu tinha desistido de Deus, mas Ele não tinha desistido de mim. Vi que Deus estava me poupando e me protegendo. Eu poderia ter estragado a minha vida e Ele estava me dando uma segunda chance. Mudei radicalmente depois disso”, conta. Quando decidiu voltar à igreja, Tibério decidiu ir para a Jocum (Jovens Com Uma Missão). Em 1995, chegou à base de Jocum no bairro Uberaba, em Curitiba, onde permaneceu por dois anos e meio. Em 1997, mudou-se para a Irlanda, onde ficou por um ano e meio aprendendo a língua inglesa, com o objetivo de ir para a Rússia. “Quando comecei a orar por um campo missionário, três países surgiram como opção: China, o meu destino preferido na época, Irã, o mais desafiante, e a Rússia, o menos empolgante, mas com as portas abertas. Mas Deus foi me dando palavras por meio de diferentes pessoas e me mostrou que a minha missão seria na Rússia”, lembra. Em dezembro de 1999, Tibério chegou pela primeira vez à Rússia. Já nos primeiros dias no novo pais, conheceu Masha, que emprestou seu nome para que a base de Jocum em Moscou pudesse comprar um carro. Masha nasceu em Moscou, em 1973, e acreditava que Lenin era “deus”, que vivia no melhor país, na melhor cidade e na melhor família. Filha única, viu suas crenças começarem a ser destruídas aos 13 anos de idade, quando seus pais se separaram e ela descobriu que não vivia na melhor família. Membro do Partido Comunista desde os dez anos de idade, como toda criança russa tinha de ser, aos 15 anos graduou-se no partido para poder ingressar na faculdade de aviação. Nessa época, começou a perceber que a graduação no partido era uma farsa para manipulação ideológica dos jovens como ela. A Rússia vivia uma profunda crise econômica e Masha reconheceu que não vivia no melhor país, pois também não tinha liberdade para expressar sua opinião. Um dia, teve seu trabalho de escola devolvido e teve que refazer

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tudo simplesmente porque sua opinião não era aceita pelo Partido. Não conseguiu ingressar na faculdade de aviação e foi fazer Desenho Técnico Industrial, o que a ajudou posteriormente a entrar na faculdade de Engenharia Mecânica, por imposição da mãe. Começou a fumar e a beber muito, como quase todos os jovens russos. Com 22 anos de idade, ela e uma amiga foram convidadas para visitar um grupo caseiro. Aceitaram o convite, pois era uma noite fria e ambas estavam com fome. “A dona da casa disse que a gente tinha que receber a Jesus. Ou eu recebia ou saía sem comer. Aceitei! Repeti tudo que mandaram, recebi Jesus e jantei”, lembra. De início, aquilo não fez sentido. Masha tinha um vazio interior, sentia-se desprotegida e sem esperança. Já havia procurado preencher esse vazio na Igreja Ortodoxa, na Astrologia e no Esoterismo. Mas, depois daquela noite, passou a frequentar semanalmente o grupo caseiro porque era aceita como ela era. Podia chegar bêbada ao encontro, que era bem recebida. Caminhou assim durante três anos. Nesse tempo, perdeu os amigos que tinha e precisou enfrentar a mãe. Os amigos achavam que ela estava envolvida com uma “seita perigosa” e a mãe dizia que “era melhor ter a filha prostituta do que crente”. Masha já não ficava mais na casa da mãe quando foi fazer a Escola de Verão da Jocum Moscou, onde conheceu pela primeira vez o significado real da palavra liberdade e pôde tratar vários traumas, como o da paternidade. Logo depois de Tibério chegar na Rússia, Masha foi convencida a fazer ETED (Escola de Treinamento e Discipulado), na qual Tibério foi obreiro. De início, não se gostaram. “Não foi amor, foi desprezo à primeira vista. Não gostei do jeito dele e também não pensava em me casar, pois teria que amar uma só pessoa e eu sempre gostei de mais de uma pessoa ao mesmo tempo”, conta Masha. Mas, com o tempo, os dois ficaram amigos. Depois de quase dois anos de amizade, quando estavam caminhando pela cidade, Tibério pegou na mão de Masha para atravessarem uma rua. Para ela, foi sinal de interesse. Para ele, somente uma atitude de segurança. Mas a história dos dois é repleta de idas e vindas e muitos desencontros. Até que no dia 21 de fevereiro de 2002, Tibério teve a certeza de que queria Masha como esposa e decidiu ir conversar com o líder da base de Jocum para pedir permissão. Antes de chegar ao destino, sofreu um grave acidente de caro que quase lhe tirou a vida. Ele fraturou o pescoço e o crânio e ficou várias semanas em coma. Quando se recuperou, em março, pediu para orar com Masha. Depois de um ano e meio de namoro, casaram-se no Civil no dia 27 de agosto de 2003 e, na igreja, em 16 de setembro.


Comunidade Terena da região de Sidrolândia/MS vive confinada em 17,65% da sua área original Há quase 20 anos, o povo Terena luta na Justiça brasileira para ter de volta a posse sobre 14 mil hectares de terras que lhes foram tiradas há mais de meio século. “Nossos pais foram ingênuos e os funcionários do governo passaram a perna neles, venderam nossas terras para quem tinha poder aquisitivo grande e o nosso povo vive hoje confinado numa área de três mil hectares apenas”, conta Edimar Lili, pastor da 2ª Igreja Uniedas do Córrego do Meio, uma das nove aldeias Terenas que formam a Reserva Buriti, em Sidrolândia/MS. Em agosto de 2001, a Fundação Nacional do Índio (Funai) identificou uma área total de 17,2 mil hectares como Terra Indígena Buriti, depois que antropólogos, guiados por anciãos das aldeias, identificaram até antigos cemitérios e sítios habitacionais. Desde então, os fazendeiros da região solicitaram a nulidade da identificação antropológica, processo que se arrasta há 16 anos e que mantém em suspenso a demarcação territorial. Enquanto a Justiça não delibera sobre a questão, cerca de três mil terenas vivem divididos em nove aldeias, numa área de cerca de três mil hectares. Uma dessas aldeias é a Córrego do Meio, que

o Grupo Oxigênio, da Igreja Presbiteriana de Curitiba, visitou entre os dias 14 e 23 de janeiro deste ano para comemorar os dez anos do ministério de evangelismo com arte. A tribo Terena representa um marco na história do Evangelho entre os povos indígenas brasileiros. A primeira igreja indígena evangélica do Brasil foi constituída em 31 de dezembro de 1915, na aldeia terena Bananal, na região de Aquidauana/MS, resultado do trabalho iniciado três anos antes pelo missionário escocês John Hay, do Inland South American Missionary Union (ISAMU, hoje South America Indian Mission/SAIM), e seu amigo Henrique Whittington, que durante dois meses viajaram de cavalo de Concepción, no Paraguai, até aquela localidade. Já são 105 anos da presença do Evangelho entre os terenas. “Os missionários não trouxeram somente o Evangelho; trouxeram também Educação e Saúde, além do conhecimento da lei moral, do respeito a si mesmo e ao próximo. O Evangelho nos trouxe a visão do futuro e a esperança da vida eterna, o que não existe na cultura indígena. O indígena vive somente o presente, sem pensar no futuro. Isso limita o

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desenvolvimento. O povo Terena é o que é hoje graças ao Evangelho. O governo precisa reconhecer isso: o Evangelho causa, sim, uma mudança na cultura do índio, mas é uma mudança para melhor”, enfatiza Edimar Lili. Segundo a Funai, atualmente, 95% da população Terena são de cristãos. O pastor Edimar afirma que os primeiros cristãos terenas sofreram muito no início de toda essa história. “Os primeiros a receber o Evangelho foram muito perseguidos, especialmente pelos pajés. Tinham suas Bíblias rasgadas, apenhavam e eram afastados de suas famílias. Hoje, o nosso trabalho é o de manter viva a fé nos corações da maioria do nosso povo”, comenta. Graças ao Evangelho, a tribo Terena é uma das etnias indígenas que menos sobre com problemas de alcoolismo entre seus membros. “Apesar de ainda ser um problema para nós, especialmente junto aos jovens”, pontua o pastor. Graças ao Evangelho, os Terenas lutam pela demarcação das suas terras, mas em paz e em respeito às leis do país, por ser um povo ordeiro. “Nossas terras nos foi tirada à força. Mas confiamos no Deus do Universo, que nos devolverá nossa terra em paz”, professa Edimar Lili.


Viagem missionária em comemoração aos 10 anos do Grupo Oxigênio traz novos desafios para a igreja Uma equipe de 28 membros da Igreja Presbiteriana de Curitiba participou, de 13 a 24 de janeiro, da viagem missionária 2017 organizada pelo Grupo Oxigênio para comemorar os dez anos do ministério de evangelismo com arte da IPC. Essa foi a quinta viagem missionária do Oxigênio e o destino foi a aldeia terena do Córrego do Meio, na Reserva Buriti, no município de Sidrolândia/ MS. Foi nessa aldeia que, em janeiro de 2007, nasceu o projeto do Oxigênio. Participaram dessa viagem Arthur Lebarbenchon, Cid Aimbiré Santos, Diná Raquel da Costa, Elenice dos Santos Barros, Erich Linzmeyer Santos, Ester Utrila de Figueiredo, Felipe Ferreira, Gabriel de Lara Pires, Henrique de Souza, Isabela de Lara Pires, Jandaia Baptista, Júnia Stauffer, Pedro Kossivi Atchon, Luciana Abrahão Pires, Luiz Matheus de Almeida, Maria Laureano Batista, Maristela Werner, Narciso Podolaki, Paulo de Tarso Pires, Paulo Werner, Priscila da Silva, Rebeca de Oliveira Rocha, Rebecca Stauffer, Rhailyne Eler, Sandra Luchtenberg Fortunat, Sarah Amaral Alves, Sérgio Stauffer e Tereza Juraschk. A equipe dividiu-se em várias frentes de trabalho. A equipe representante da Sociedade Auxiliadora Feminina (SAF) assumiu a cozinha e participou ativamente nas Oficinas de Artesanato oferecidas às mulheres indígenas. Outra turma cuidou do andamento das obras

de construção da casa do casal missionário Luiz e Meire Bitencourt, investimento da IPC. A turma do Oxigênio cuidou das Oficinas de Artes para os jovens indígenas e garantiu as apresentações dos espetáculos “Graça” e “Um Palhaço Diferente”. Além disso, a equipe da IPC teve participação ativa na realização do 36º Congresso de Jovens Indígenas da Igreja Uniedas do Córrego do Meio, que contou com a participação de mais de 150 jovens de várias aldeias da reserva Buriti. Além do louvor e da participação nas gincanas, a equipe da IPC ficou responsável pela ministração da Palavra nos cultos e pelos estudos bíblicos matinais, tarefa desempenhada pelos presbíteros Cid Aimbiré Santos e Sérgio Stauffer, pela missionária Elenice dos Santos Barros e pela psicóloga Ester Utrila de Figueiredo. O congresso teve como tema “O que você tem curtido e compartilhado?”, com o objetivo de fazer os jovens refletirem sobre seus comportamentos nas redes sociais O texto base do evento foi o texto de I Co 10:23 – “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam” –. O último compromisso da viagem foi a entrega da casa do casal de missionários Meire e Luiz Bitencourt, uma obra realizada pela IPC

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em parceria com a Irmandade Evangélica de Maria. As intensas chuvas de verão na região atrasaram o cronograma das obras. Durante a presença da equipe na aldeia, foi possível realizar a pintura completa da casa, graças às habilidades do Pedro Kossivi Atchon, que é pintor profissional e fez parte da equipe. Os acabamentos que faltavam foram concluídos no dia 16 de fevereiro e a casa já está 100% completa. Durante os dez dias de permanência na aldeia, a equipe da IPC identificou algumas demandas do povo local, como a necessidade de organização das famílias para melhorar a comercialização dos produtos agrícolas produzidos organicamente em toda a reserva. Apesar de alto valor agregado por serem produtos orgânicos, a aldeia tem dificuldades de colocar sua produção nos principais centros de consumo, ficando à mercê de atravessadores. Outra necessidade levantada pelo presbítero Paulo de Tarso Pires refere-se à gestão ambiental do lixo orgânico e resíduos sólidos na aldeia. Não há qualquer cuidado nesse sentido. Segundo ele, o lixo orgânico pode ser transformado em adubo, por meio de técnicas de compostagem, e os resíduos sólidos podem ser reciclados, gerando renda. São desafios para futuros projetos missionários. “A quem enviarei”?


Serviço para todos Identidade Cristã pediu para que quatro pessoas que participaram da viagem missionária escrevessem um testemunhal sobre essa experiência. Eis os relatos:

Dízimo das férias

Laços que são para sempre

Em 2007, um grupo de jovens da IPC participou do 26º Encontro de Jovens Indígenas na Aldeia Córrego do Meio. Eu tinha apenas 14 anos na época e estava lá, junto com meus pais, meu irmão e muitos jovens que hoje nem frequentam mais a nossa Igreja. Naquele ano, realizamos oficinas de música, dança, teatro e artes com os jovens Terenas, além de aulas de corte e costura para as mulheres da aldeia. Foram 15 dias de trabalho intenso, que resultaram na criação do Grupo Oxigênio, ministério de evangelismo com arte da IPC. Dez anos depois, retornamos à aldeia para participar mais uma vez daquele congresso. Com a experiência acumulada em uma década de ministério, voltamos ao Córrego do Meio preparados para treinar os jovens Terenas para a montagem de “O Sonho de Ibérico”, segundo espetáculo do Oxigênio, que faz uma releitura da parábola do filho pródigo. Pensávamos que os jovens que treinamos em 2007 estariam lá para as novas oficinas. Mas, assim como nós, os jovens de lá cresceram, casaram-se, tiveram filhos, concluíram a faculdade e alguns já nem moram na aldeia. Nossa expectativa era a de treinar mais de 30 jovens, mas apareceram pouco mais de dez. Dos sete números artísticos do espetáculo, conseguimos preparar apenas um: o louvor “Quem é Deus como o nosso Deus” com o uso de portagem circense, malabares, pirofagia e dança. Valeu a pena? Muito! Os jovens que há dez anos participaram das oficinas guardam na memória os nomes de cada membro da IPC que passou por lá há dez anos. Testemunharam como foi importante o trabalho realizado em 2007, a ponto de um deles, o Enéias Caxé, ter iniciado um ministério de teatro numa igreja em Sidrolândia, onde está liderando o trabalho da juventude. Muitas vezes não temos a dimensão daquilo que realizamos, mas quando fazemos em nome do Senhor, para a honra e a glória dEle, podemos ver os frutos que foram cultivados pelo Espírito Santo. Foi um tempo muito bom, de conhecer ainda mais a cultura daquele povo, de estreitar laços e iniciar novos relacionamentos. Foi tempo de deixar os nossos planos de lado para viver aquilo que Deus já tinha preparado e planejado. E como foi gratificante! Voltamos com a certeza de que a IPC está no coração daquele povo e ele nos nossos!

Rebecca Frohe Vianna Stauffer

Quando vi no boletim da igreja o convite para ir com a turma do Oxigênio à aldeia Córrego do Meio, senti vontade de participar. Mas pensei: “fazer o quê? Não sou mais jovem”! Mas Deus me mostrou que eu estava errada e que poderia ajudar na cozinha, no crochê e bordado, nos momentos de prosa com nossos irmãos indígenas e na visitação. Fui e vivi dias maravilhosos, dos quais já estou com saudades. Eles são um povo muito hospitaleiro e firme na fé! Os cultos do Congresso dos Jovens foram muito lindos! Só tenho a agradecer a Deus por esse tempo de comunhão com o povo Terena e com o Oxigênio, um grupo que me surpreendeu muito. Estamos sempre juntos na igreja, mas só nos conhecemos de verdade quando passamos tempo juntos. Não tenho palavras para agradecer. Que Deus continue abençoando o Grupo Oxigênio que, por meio da sua arte, tem levado a mensagem do amor de Cristo a tantos lugares. Que esses jovens continuem sendo abençoados e abençoando também “as meninas da SAF”.

Maria Laureano Batista

Servir com alegria

Uma experiência difícil de descrever em poucas palavras. Talvez, essa seja uma boa definição para o que vivemos na aldeia Terena do Córrego do Meio. Durante os dez dias que passamos em viagem, pudemos sentir muito a presença e o amor de Deus, tanto entre os integrantes do Grupo Oxigênio, quanto em relação à recepção e aos trabalhos realizados na aldeia. Eu aproveitei ao máximo as oportunidades de estar junto com os líderes da comunidade e suas famílias, podendo conversar, orar, louvar e me refrescar tomando o famoso tereré, que eles fazem questão de compartilhar. Pude participar efetivamente da conclusão da casa do Pastor Luiz Bitencourt e ver a alegria com que o Pedro, nosso pintor e “faz tudo”, trabalhava para fazer o melhor no serviço que havia sido designado para ele. Louvando, ele ia pintando as paredes da casa e fazendo com que o trabalho cansativo se tornasse mais leve. Fazendo um balanço das coisas que vivi nesta viagem, agradeço a Deus por mais esta oportunidade de aprender, muito mais do que ensinar. Isto é comum para quem tem a oportunidade de participar de uma viagem missionária! Toda honra e glória seja dada a Ele por mais essa oportunidade de ir aos confins do Mato Grosso do Sul, servir e ver o que tem sido feito no meio daquela comunidade!

Paulo Werner

Chegávamos a mais um final de ano e estávamos fazendo os planos para as férias de verão. Queríamos ter um tempo de descanso, em família e com calor, pois já tínhamos enjoado do friozinho e chuva de Curitiba. Em meio aos nossos planos, veio um desejo de separarmos um tempo das nossas férias para trabalharmos na Seara do Senhor, em família – Paulo de Tarso, eu, Gabriel e Isabela –, um “dízimo das férias”, como carinhosamente definimos. Ainda não sabíamos para onde ir e o que fazer, quando veio o anúncio da viagem missionária do Grupo Oxigênio à aldeia Córrego do Meio e o convite para os demais membros da Igreja se juntarem a eles. Muito bem, estava decidido! Faríamos parte desta Viagem Missionária. Oramos e tomamos as providências necessárias para este tempo, mas conforme se aproximava o dia da viagem, aumentava a ansiedade no nosso coração. O que faríamos lá? Como seríamos usados por Deus? Não éramos integrantes do Grupo Oxigênio, não tínhamos experiência em trabalhos evangelísticos e muito menos em construções de casas. E foi neste momento, três dias antes de partirmos, que o Whatsapp de Deus nos mandou uma mensagem através do Sérgio Wesley: “Não andeis ansiosos por coisa alguma, antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças; e a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus” (Filipenses 4: 6-7). Por que estarmos ansiosos se Deus havia preparado tudo? Ao chegarmos na aldeia, logo nos sentimos parte do grupo, que nos recebeu de forma muito acolhedora! Então, Deus foi nos usando conforme os nossos dons. O Gabriel foi fazer parte do louvor com o violão; o Paulo de Tarso foi visitar algumas casas com o pastor e orar com alguns irmãos indígenas; visitou o cacique da aldeia e deu a sua contribuição na área ambiental; os dois juntos ainda ajudaram na construção da casa. Eu fui chamada a conduzir uma das oficinas de artesanato para as mulheres da aldeia. Nunca tinha estado em uma oficina de artesanato, mas, certamente, ser filha da Magali Abrahão me rendeu alguns ensinamentos. As ricas e saudosas lembranças da minha alegre mãe no serviço a Deus me inspiraram. E lá fomos nós, eu e a Isabela, ensinar mulheres e meninas a arte de fazer “fuxicos”. Foram poucos dias, mas intensos, ricos e de muita realização. Como passou rápido! Enfim, tivemos nossos dias de descanso, de calor e esta experiência tão rica de servir e sermos usados por Deus. Obrigada ao Grupo Oxigênio pelo carinho e confiança! Obrigada ao povo Terena pela acolhida. Obrigada Senhor por esta maravilhosa oportunidade e porque os Teus caminhos são perfeitos e os Teus pensamentos são maiores que os nossos!

Luciana Abrahão Pires


Nivaldo Wagner Furlan define-se como um “homem simples”. O novo pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana de Curitiba nasceu em Itatinga (SP), no dia 14 de setembro de 1967. Tem 49 anos de idade, é casado com a curitibana Priscilla Cidade Furlan e pai da Júlia (16) e Giovana (12). Formado em Administração de Empresas, pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), e em Teologia, pela Faculdade Teológica Sul Americana, de Londrina (PR), Nivaldo nasceu em lar presbiteriano e cresceu na igreja. Sempre trabalhou em diferentes ministérios, mas nunca exerceu o oficialato, até que, aos 25 anos de idade, tornou-se obreiro auxiliar para cuidar dos jovens na Igreja Presbiteriana de Itatinga. Nivaldo recebeu a primeira missão de pastorear os Núcleos Familiares da IPC e cuidar do trabalho evangelístico nas duas congregações da Igreja, em Campo Magro e Piraquara. O Reverendo Nivaldo conversou com a reportagem de Identidade Cristã para contar um pouco da sua história, principalmente do seu último ministério, a Missão Evangélica Caiuá, em Dourados/MS, onde serviu por quatro anos como superintendente do Hospital e Maternidade Porta da Esperança, diretor do Instituto Bíblico Rev. Felipe Landes e pastor da Igreja Indígena Presbiteriana na Reserva Indígena de Dourados.

Sobre sua origem

“Nasci em um lar cristão, mas nunca pensei em ser pastor. Sou de uma família de empreendedores, sendo meus pais comerciantes. Por isso, estudei Administração. Mas também sou de uma família de evangelistas. Isso tudo influenciou no que eu sou hoje”.

Sobre seu chamado

“Quando estava no último ano da faculdade, Deus começou a mudar minha história. Eu morava numa república e dividia o quarto com outros três rapazes. Uma vizinha de apartamento tentou o suicídio, por enforcamento. Um amigo de república a salvou, mas nas férias ela conseguiu seu intento, na casa dos pais. Isso me fez questionar onde estava Deus em toda essa história. Nessa crise, eu disse para Deus que eu sabia que ele existia, mas que eu precisava ter um relacionamento de intimidade com Ele. Eu conhecia a Deus pelo que outros falavam, especialmente por minha avó materna, mesmo sendo sempre ativo dentro da Igreja. Nesse momento, eu entendi que precisava ter uma experiência verdadeira com Deus”.

Como foi essa experiência?

“Comecei a orar sozinho, no meu quarto, no final da tarde, quando não tinha ninguém da república. Eram somente uns 20 minutos e, no início, era a minha voz ouvida por mim mesmo, a ponto de me incomodar. Foram dez dias de lutas, mas eu tinha como pressuposto que precisava ser sincero com Deus, dizendo para Ele que não O conhecia,

sem usar palavras e expressões prontas das orações que aprendemos na igreja. Quando menos percebi, eu já conversava com Deus. O que era difícil, passou a ser natural e fácil. Foi uma experiência nada sobrenatural, mas quando você está perto de alguém, você passa a conhecê-lo. A partir dali, Deus começou a me usar no meio dos meus amigos. Eu comecei a querer ler muito mais a Palavra e assim tinha o que transmitir aos que queriam ajuda. Lembro de um dia que li a passagem da figueira infrutífera, que é cortada por não dar frutos, e eu me senti como aquela figueira. Começamos várias reuniões de estudos e Deus fez um trabalho naquelas repúblicas! Foi um mover de Deus muito legal”.

E o que aconteceu depois da faculdade?

“Quando terminei minha faculdade, eu era funcionário concursado do Banespa, em Londrina, mas o meu desejo era o de ajudar os adolescentes e jovens, especialmente da Igreja Presbiteriana de Itatinga a ter uma experiência pessoal com Deus, como eu tinha tido. Lá era a minha Jerusalém e eu sabia que muitos amigos de infância e adolescência eram cristãos nominais e precisavam de algo mais. Consegui minha transferência no banco para Botucatu, que fica a 30 km de Itatinga. Durante três anos, fiquei trabalhando com os jovens da IP Itatinga e Deus mudou minha vida nesse tempo”.

Como é a sua relação com o trabalho missionário da Igreja?

“Sempre tive Missões em meu coração, mas nunca trabalhei exclusivamente como evangelista. Percebo hoje, depois de tantos anos, que Deus usou a mim e minha família para despertar e motivar os cristãos verdadeiros a assumirem seu papel de missionários, não apenas em um campo distante, mas onde quer que Deus os tenha plantado. Antes do pastorado minha primeira experiência com Missões foi na Jocum (Jovens Com Uma Missão) de Belo Horizonte/MG, onde permaneci por três meses. Em seguida, comecei a trabalhar com a missão TransCultural, ligada a WEC Brasil/Missão AMEM, no treinamento de missionários. Ali, entendi que eu precisava ir para o seminário e foi o que eu fiz em 1985. Lá encontrei outros jovens que amavam e oravam pelos missionários e dessa reunião surgiu o projeto Timóteo que visava promover experiências transculturais para os alunos, por meio de viagens missionárias no período de férias e neste período pude desenvolver projetos no Uruguai, na comunidade de pescadores do litoral do Paraná entre outros. Durante um tempo, a faculdade adotou esse projeto como etapa obrigatória para que um aluno pudesse concluir sua graduação”.

Como conheceu sua esposa?

“Conheci minha esposa no meu segundo ano de seminário. Fui substituir o capelão no antigo Cesulon (Centro Universitário de Londrina), hoje Unifil (Centro Universitário Filadélfia), e conheci a Priscilla, uma estudante do segundo ano de Enfermagem que também era líder do movimento de evangelização dos estudantes daquela instituição. Ela participou de uma viagem missionária do projeto Timóteo para o Uruguai e quando estávamos começando o terceiro ano de faculdade, nos casamos. A partir daí, redirecionei as minhas atividades para o campo pastoral, pois precisava assegurar o sustento da família”. Hoje já completados 20 anos de matrimonio, louvo a Deus pela esposa sábia e com um coração que O ama, que soube nestes anos edificar nosso lar e enfrentar com coragem todos os desafios do ministério.

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Por quais igrejas você já passou como pastor?

Qual o resultado do trabalho realizado lá e como você avalia, hoje a Missão Caiuá, que é um projeto da IPB nacional, junto com a IPI?

“Enquanto cursava o seminário, trabalhei nas igrejas de Jaguapitã, Ibiporã e Rolandia. Quando terminei o seminário, estava cuidando da igreja em Rolândia, que pediu para que eu assumisse como pastor. Assim, fui ordenado de imediato e permaneci mais três anos. Depois desse tempo, a igreja que me auxiliou em todo meu preparo pediu minha ajuda, assim voltei para Itatinga, onde pastoreei a igreja por três anos. Por toda igreja que passei, sempre procurei gerar um envolvimento dos irmãos com Missões. Depois desses seis anos de pastoreio, recebi um novo desafio para um trabalho mais intenso na obra missionaria”.

“Eu cheguei na Missão cheio de gás e com a corda toda. Queria fazer muita coisa! No entanto, deparei-me com muitos obstáculos, quer seja a escassez de recursos financeiros, a quantidade de trabalho para poucos trabalhadores e a resistência a mudanças, além das próprias diferenças culturais. Creio que poderia ter feito muito mais, pois fiz muito menos do que planejei e sonhei. Mas nesse tempo Deus trabalhou de forma tremenda nossa família em uma experiência única. Mesmo diante das dificuldades, pude acompanhar a formação de 13 novos evangelistas indígenas no Instituto Bíblico. No Hospital, conseguimos o envolvimento de muitas igrejas e aprovamos com o poder público a reforma de toda a unidade hospitalar, com seus 50 leitos, além da aquisição de uma nova ambulância. Deixamos em construção uma nova unidade para cuidado de crianças desnutridas, com quatro enfermarias, projeto viabilizado com parcerias levantadas.

Como foi isso?

“Voltei para Londrina, onde assumi a vice-presidência da SIM (Serving in Mission) e ao mesmo tempo, quando não estava em viagem auxiliei no pastoreio de uma congregação em uma bairro da periferia da cidade. Minha paixão era trabalhar com a África. Entre 2004 e 2006, pela SIM, tive a oportunidade de trabalhar em Moçambique, Angola e África do Sul. Pude ainda desenvolver um trabalho de treinamento entre os ribeirinhos na Amazônia além de visitar muitas igrejas falando da obra missionaria e despertando cristãos para seu chamado. Coordenei ainda um projeto denominado “Ações Transformadoras” que treinou cerca de 1.000 líderes em mais de 20 cidades diferentes. O problema é que eu permanecia muito tempo ausente de casa e as meninas começaram a sentir muito isso”.

A Missão Caiuá, que existe há quase 90 anos, vive hoje um momento muito delicado, pois o trabalho entre os indígenas sofre muitas pressões, quer seja de uma sociedade que discrimina o indígena, dos movimentos sociais, antropólogos, universidades e outros organismos que incitam os indígenas a procurar seus “direitos”, além de um governo que se mostrou paternalista, mas que não consegue suprir todas as necessidades deste povo, o que traz profundos reflexos sobre o que se espera da Missão Caiuá, cujo lema é “A serviço do índio para a glória de Deus”. Ela, desde o seu nascedouro, buscou ser instrumento de Deus em muitas frentes de trabalho – saúde, educação, assistência social e evangelismo – e hoje necessita buscar direcionamento de Deus para ser voz profética efetiva em meio do povo Caiuá e não se tornar refém das demandas impostas, quer seja por governos ou mesmo pelo indígena.

Foi quando você decidiu ir para Arapongas?

“Eu estava no Amazonas, em Missões, quando o pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Arapongas me ligou dizendo que havia decidido ir para o campo missionário, hoje ele está no Canadá, e me convidou para assumir o seu lugar. Eu não pensava em voltar ao pastorado, mas quando percebi já havia dito sim; vi a mão de Deus nos dirigindo. Ficamos cinco anos em Arapongas e foi um tempo muito abençoado para a igreja e para a nossa família! Fomos amados, cuidados e ali que construímos a nossa casa e firmamos nossas estacas. Foi nesse tempo que a igreja local se envolveu com a Missão Evangélica Caiuá, o que resultou em mais uma mudança nas nossas vidas”.

Como chegou o convite da IPC para você vir para Curitiba?

“Antes de sair para a Missão Caiuá, o presbítero Luiz Felipe Jordão, cuja família é da IP de Arapongas, me fez uma sondagem sobre vir trabalhar na IPC. Na época eu já havia me comprometido com a Missão, mas me senti horando e isso ficou em meu coração. Quando nosso projeto APMT/Missão Caiuá estava se encerrando entendemos que nosso tempo em Dourados estava se encerrando. A APMT nos ofereceu algumas possibilidades de novos campos, mas nosso desejo era o de voltar para uma Igreja, para ter comunhão, ter gente perto da gente e ver nossas filhas crescendo e se envolvendo nesta obra. Curitiba voltou a ser então um motivo de oração. Em janeiro do ano passado, o Reverendo Juarez ficou sabendo dessa intenção e em julho de 2016 visitei pela primeira vez a Igreja e tive a oportunidade de pregar para os irmãos. Dali, o convite foi oficializado e tive tempo para deixar o trabalho na Missão organizado, dentro das possibilidades, e arrumamos mais uma vez nossa mudança. Chegamos de vez em Curitiba no dia 16 de janeiro e estamos muitos felizes por estar servindo na IPB e pela recepção e o carinho que temos recebido da Igreja. Esperamos, em Deus, poder corresponder a tudo isso”.

Como aconteceu a sua ira para Dourados?

“Em uma das visitas anuais da IP de Arapongas à Dourados, o Reverendo Benjamin Benedito Bernardes, secretário-executivo da Missão, me convidou para ajudá-lo na administração da Missão. Deus já havia incomodado meu coração sobre isso um ano antes desse convite. Deus ministrava ao meu coração que era para aquele desafio que um dia eu tinha me formado em Administração de Empresas. Tínhamos acabado de construir nossa primeira casa e teríamos que ir morar em uma zona rural, próximos da aldeia, e isso foi um desafio para todos nós. Nos preparamos durante um ano inteiro para a mudança, período no qual me candidatei como missionário pela APMT (Agência Presbiteriana de Missões Transculturais) fazendo o curso CTM em São Paulo, com minha esposa fizemos o curso CFM em Patrocínio e toda nossa família participou de uma viagem missionaria para o Chile. Em 2013, fomos para Dourados para um projeto de 3 anos”.

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Programação 2017 do Ministério Havvah tem como principal foco o tempo da mulher para si mesma Marido, filhos, casa, família, trabalho, amigos e igreja. De um, para o mais importante, a sete, para o menos importante, o que mais tem ocupado a mente, o tempo e o coração das mulheres da Igreja Presbiteriana de Curitiba? Alguma mulher aceita fazer o teste? Quem aceitar o desafio pode não perceber que falta um item importante na lista de prioridades, mas que normalmente não aparece: você. A mulher moderna é cada vez mais multitarefas e corre o risco de esquecer de si mesma com facilidade. Pensando nisso, as atividades de 2017 do Havvah, ministério de Mulheres da IPC, terão como foco a necessidade das mulheres terem mais tempo para si mesmas, cuidando da sua relação pessoal com Deus, da sua aparência e bem-estar e das suas relações com as outras pessoas, inclusive por meio das redes sociais. Segundo a psicóloga Mônica Linzmeyer, uma das líderes do projeto, a maioria das mulheres, dentro e fora da igreja, perde boas oportunidades pessoais no seu dia a dia por falta de coragem; coragem de fazer diferente, de enxergar a si mesma e de olhar para os lados. “Passam pelo caminho da nossa vida um milhão de oportunidades que perdemos de vista. Algumas, a gente nem teve tempo de ver ou sequer vivenciar, seja por falta de coragem e ousadia ou por achar que os outros precisam mais do que a gente”, analisa. Mônica afirma que essa falta de coragem e a rotina cada vez mais cheia de atividades acabam colocando a mulheres dentro de casulos, que a isolam de si mesmas e de novas experiências. “Por que hesitamos tanto em aproveitar as oportunidades que Deus coloca diante de nós? E se Noemi, Débora, Ester, Maria e outras tantas mulheres da Bíblia tivessem escolhido o casulo? Pensando nisso, vemos que Deus escolhe mulheres que decidem sair desse casulo e aproveitar todas as oportunidades que Ele dá”, destaca. Por isso, a principal programação de 2017 do ministério Havvah, o Retiro de Mulheres que será realizado nos dias 5 e 6 de agosto, reunindo mulheres da IPC e da IP Guabirotuba, terá como tema “Efeito Borboleta”. “Queremos que todas reconheçam que as pequenas oportunidades e as pequenas atitudes são transformadoras e podem ter grande impacto à nossa volta, como quando uma borboleta sai do seu casulo”, afirma Mônica. O retiro terá como preletora convidada a fundadora do Projeto Ana Internacional/Mulheres de Esperança, Marli Spieker. Como mulheres cristãs, precisamos resgatar nossa identidade em Cristo e melhorar nosso padrão de relacionamento não apenas no contexto social, mas também espiritual. O relacionamento com Deus é o principal, pois é Ele que se manifesta em cada oportunidade das nossas vidas, simplesmente pelo fato de deixarmos de lado nossos casulos”, enfatiza Mônica. As inscrições para o retiro “Efeito Borboleta” estão abertas a partir desse primeiro domingo de março (dia 5) e podem ser feitas nas saídas dos cultos dominicais da IPC ou pelo site www.ministeriohavvah.com. O evento é limitado em 100 vagas e o valor da inscrição é de R$ 220,00 (a vista) ou R$ 250,00 (parcelado em até cinco vezes no cartão de crédito).

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O ministério Amor que Comove (AQC) começou 2017 com novas frentes de trabalho e mais oportunidades para que um número maior de pessoas possa se envolver no atendimento à população em situação de rua. Além do trabalho realizado toda segundafeira, de preparação e distribuição de lanches pelas ruas centrais de Curitiba, o ministério mantém uma agenda de visitas e acompanhamento dos internos em diferentes casas de recuperação da cidade e criou o projeto “Amor que recicla. Amor que transforma”. Por meio dele, o ministério passa a recolher latas de bebidas usadas que serão vendidas e terão seus valores revertidos em alimentos para a população em situação de rua. “Queremos mobilizar os membros da Igreja para que todos recolham as latinhas usadas em casa e em restaurantes e tragam para a Igreja, já lavadas e embaladas. Vamos vender todo esse material para ajudar no sustento do ministério, juntamente com os bazares de roupas usadas que realizamos regularmente e que também nos ajuda muito na compra dos materiais para os lanches que servimos todas as semanas”, explica Ieda Egg, uma das integrantes do AQC. Outra boa novidade do ministério é a maior dedicação do missionário chileno Francisco Caceres, conhecido como Pancho, que passou a dar expediente fixo na IPC nas tardes de terças e quintas-feiras para atender especificamente à população em situação de rua, que cada vez mais tem procurado a Igreja como resposta ao trabalho de visitação do AQC. Além disso, Pancho tem visitado as casas terapêuticas para estreitar o relacionamento com suas administrações e internos. “Algumas casas que tenho visitado já não têm mais pessoas encaminhadas por nós, mas criei um vínculo forte com todas elas e as visito

para poder orar e estudar a Bíblia com todas as pessoas”, comentou. Júlio Viana Júnior, escolhido para liderar o ministério neste ano, destaca que a missão do AQC é integral: além da comida, entrega a Palavra. “Evangelizamos por meio da oferta do lanche semanal e da ajuda e suporte para que essas pessoas, a maioria dependente químico, possam sair da situação de rua e refazer suas vidas”, ensina. Foi isso o que aconteceu com Paulo. Em agosto do ano passado, ele foi abordado por uma equipe do AQC enquanto dormia embaixo de uma árvore, na praça Rui Barbosa. Ieda Egg tocou em seu ombro, conversou com ele, orou por ele e ofereceu ajuda. Paulo aceitou e hoje está em tratamento no Centro de Prevenção e Recuperação “O Caminho, a Verdade e a Vida” (PRECAVVIDA). Reinserção difícil – Além de resgate e recuperação das pessoas em situação de rua, o Amor que Comove está empenhado em apoiar a reinserção

social de ex-dependentes químicos. Ao sair das casas terapêuticas, a maioria tem dificuldade de conseguir um emprego que o ajude a reconstruir a vida. Alguns por preconceito dos empregadores, mas muitos por falta de qualificação pessoal. Por isso, o ministério quer investir neste ano em cursos rápidos de capacitação em diferentes áreas, incluindo marcenaria, panificação e outros. Ministério ligado à Associação Comunitária Presbiteriana, braço social da Igreja Presbiteriana de Curitiba, o Amor que Comove amplia a cada ano sua área de atuação, especialmente no relacionamento com as casas terapêuticas da cidade. Mas sua equipe ainda se recente da pequena adesão da Igreja ao trabalho realizado. Além de sustento financeiro e espiritual, que exige investimento em oração e doações, esse é um ministério que precisa de gente, especialmente homens, para as visitas semanais que são feitas nas ruas de Curitiba. Mais informações de como participar e ajudar, pelo site www.amorquecomove.org.


A cidade de Éfeso, na época da Bíblia, era uma das mais

também acarreta desvantagens muito perigosas. Uma

importantes, sendo um centro religioso, comercial e político.

das desvantagens mais perigosas das redes sociais é a

Se compararmos isso com os avanços tecnológicos de hoje,

SUPEREXPOSIÇÃO da nossa vida íntima por meio de palavras

com certeza, Éfeso seria uma das cidades mais atualizadas. E

públicas, conversas “íntimas”, e imagens pessoais. Entretanto,

o que Paulo falava para a igreja de Éfeso, na época, que pode

é muito importante entender que certas conversas não são

ser aplicado para os nossos dias?

corretas (Ef 5:3) e que certas imagens não convêm serem expostas.

Uma das primeiras coisas que vem à nossa mente quando falamos dos relacionamentos contemporâneos são as redes

Isto nos leva a pensar sobre a sexualidade: até que ponto

sociais, que têm tudo a ver com a minha identidade, com

estou expondo os meus desejos mais íntimos e as imagens

quem eu sou e com quem eu quero ser. Afinal, nas redes

mais pessoais na rede? Não devemos esquecer que nosso

sociais posso usar a máscara que eu quiser para me mostrar

corpo é templo do Espírito Santo (1Co 6:19-22).

ao mundo. Porém, é preciso ter clara a nossa verdadeira identidade para nos mostrarmos como aquilo que Deus

Outro risco é usarmos as redes sociais para SUPRIR NOSSAS

realmente nos fez. Mas qual seria a nossa identidade como

NECESSIDADES EMOCIONAIS, vivendo a ilusão de sermos

cristãos?

admirados e amados, dependendo do número de curtidas ou comentários que recebemos. Esta sensação de autoestima

Em primeiro lugar, somos CRIATURA (Ef 2:10), criados à

aumentada em curto prazo é ilusória, pois, a longo prazo,

imagem e semelhança dEle. Contudo, a queda quebrou a

gera dependência de uma rede social virtual para nos sentir

imagem de Deus em nós e isso levou a uma distorção da

amados.

nossa identidade. Assim, a restauração da nossa imagem e identidade só poderá acontecer por meio de Jesus, deixando

Precisamos entender que o nosso valor é independente das

para trás o velho homem (Ef 4:22).

opiniões alheias e das nossas próprias ações imperfeitas e que Jesus fala que devemos amar aos outros como a nós

Em segundo lugar, somos FILHOS DE DEUS, Ele é nosso pai

mesmos, nos valorizando (Mc 12:31), mesmo que tenhamos

(Ef 1:2) e, como bons filhos, devemos ser seus imitadores (Ef

que nos dar um valor justo (Rm 12:3). Porque, no final,

5:1).

precisamos acreditar que já somos amados e que esse amor pode encher completamente nosso ser (Ef 3:18-19).

Em terceiro lugar, temos uma identidade coletiva porque somos UM SÓ CORPO (Ef 4:4) e somos chamados a ser família

Eu já sou uma filha amada por Deus (Ef 5:1). E como não amar e

(Ef 2:19). Porém, somos criados individualmente, sendo únicos

obedecer ao Único que pode encher completamente a minha

e diferentes (Ef 4:11).

alma? Não sejamos repreendidos como foi a cidade de Éfeso por perder nosso primeiro amor (Ap 2:4). Seja Jesus o nosso guia

Por último, somos criados com um PROPÓSITO: fazer o bem

neste tipo novo de relacionamentos. E sejamos nós o reflexo da

(Ef 2:10).

luz divina sobre este mundo, usando todos os meios que temos para iluminar, através dEle, a vida das pessoas que conhecemos,

Sabendo isso, como temos agido nas redes sociais? Elas

usando cada oportunidade para amar aos outros, através das

trazem muitas vantagens, mas o mau uso deste meio

redes sociais, como ele mesmo nos ama.


CONSELHO DA IPC Marcelo Sathler Gripp (vice-presidente), Toshiaki Isumi (10 secretário), Fernando Rocha Filho (20 secretário), Geraldo Ferreira Leite (10 tesoureiro), Antonio Carlos Teixeira Gonçalves (20 tesoureiro), Adalton José Lopes da Silva, Antonio Carlos Bittencourt do Nascimento, Aristides Girardi, Carlos Roberto Maciel, Cid Aimbiré de Moraes Santos, Cláudio César Ferreira, Cláudio Manoel Ferreira Martins, Clayton Machado Carstens, Cornelis Kool, José Carlos Marcondes, Luiz Augusto de Paula Lima Jr., Luiz Filipe Jordão, Paulo de Tarso de Lara Pires, Paulo Henrique Andrade, Pedro Ronzelli Jr., Sérgio Wesley de Barros Stauffer, Vanderlei Endres. Eméritos: Joel Pugsley, José Luiz Pires, Leonel Valentim Ramos, Levy Soares Teixeira

JUNTA DIACONAL Hélio Linzmeyer Santos (presidente), Vladimir Alcindo de Arruda (vice-presidente), Felipe Martins Gonçalves (10 secretário), Fernando Bisinella (20 secretário), Edison Barrozo Antunes (tesoureiro), Abel Ricardo da Silveira, Alexandre Emrich Zanetti, André Muniz Soares, Cláudio Roberto Barbosa, Eduardo Augusto Costa Ferreira, Evandro Daudt da Costa, Fernando César Ferreira, Gerson Barbosa, Guilherme Prado Regadas, Ivair Lúcio Soares Jr. , Ivan Luiz Ferreira, João Augusto dos Santos Aust, Josemar Moreira do Nascimento, Juliano Padilha, Luiz Fernando Alves, Marcelo Nassif Maluf, Nélio Antonio Uzeyka Jr., Paulo Fuganti Casarin, Paulo Roberto Lopes da Silva, Paulo Roberto Marques Leites, Reinaldo Muchailh Júnior, Ricardo Moresca, Sizenando Machado, Wagner Pereira Barbosa, Wilson Peretti. Eméritos: Henderson Antonio Jansson, Luiz César Valentim, Valdir Scheidt, Wilson Edel Schmidt

www.ipctba.org.br

Revista Identidade Cristã - Edição 21 - Março/2017  

Edição n° 21 da Revista Identidade Cristã, uma publicação mensal da Igreja Presbiteriana de Curitiba. A primeira edição de 2017 traz report...

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