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!N MAGAZINE | N.06

PRIMAVERA/SPRING 2014

!Nart LAZZARO FORNONI

7 Fashion

!Nauthors CLAUDIA GABADINHO

FEEL&DRESS

editorials ARTBOOKS

SIMPLE RED VULCAN REVERSE

My Destiny onde o destino é o mundo! UMA CURTA DE AMOR de: João Paulo Simões

NEW

THE INVISIBLE MAN

CORREIO SENTIDO de: Rui Bandeira

JOSH BYER

writer, actor, and visual artist

FASHION | ART | BEAUTY&WELLNESS | TRAVELS | YOUNG BLOOD 1


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…E assim se passou o primeiro ano desde o lançamento da !N magazine! Um ano com sentidas dificuldades conjunturais a que também não fomos alheios, mas com um reconhecimento nacional e internacional surpreendente (mesmo para nós!) suportado numa plataforma de leitores crescente (acima do milhão de visualizações) que nos motiva adicionalmente a continuar! E foi o que fizemos, neste número com quase a totalidade dos editoriais de moda realizados em exclusivo para a !N. E nós gostamos de exclusividade... de traçar o nosso caminho, original e imperfeito mas em busca contínua pela excelência, fiéis aos nossos princípios objectivos e percepções subjectivas. A aposta na divulgação de diferentes forma artísticas foi desenvolvida neste número com a visão do mundo através da câmara da Claudia Gabadinho; e também fomos apresentados ao artista plástico Lazzaro Fornoni e ao multifacetado Josh Byer (desta feita, na sua vertente ilustrativa). De futuro, a arte continuará a ser um dos nossos pilares estruturais assim como a sua expressão noutras vertentes da fotografia. Continuámos a alargar a plataforma de exposição das agências de modelo nacionais, dos seus modelos, assim como dos emergentes estilistas e produtores. Vivemos tempos de explosão de valores nacionais, que infelizmente e por vezes, só chegam ao conhecimento público por via de algum prémio ou reconhecimento além- fronteiras... Tentamos que a !N possa também contrariar essa tendência, expondo os talentos conceituados mas com grande paixão, revelando os que estão a ser paridos para o mundo. PHOTOGRAPHY BY: Telmo Pereira Styling: Luís Alves da Costa Hair Stylist / Makeup Artist: Maria Fontes Model @ Agency Name: João Pacheco@Actingmodels Rita Pinheiro@Actingmodels Ailiny Marques@Actingmodels

Estreamos uma nova rubrica: The Invisible Man, onde convidamos individualidades a, de forma anónima, desenvolverem temas e ideias... !N. Também temos... mas para isso, convidamos-te a desfolhar a !N número 6, Spring 2014! Enjoy it!!! Ass.: Joel Reis & Art Mello

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Editorial

pg. 3

CITY BOYS by Paula Bollinger

pg. 8

COR CLARA by TELMO PEREIRA

pg. 16

NAKED WHITE pg. 24 by LUÍS AZEVEDO DAY OFF pg. 32 by CARLOS RODRIGUES ROMANTIC MODERNIST pg. 40 by LUANA SAM SIMPLE RED by JOEL REIS

IRON FACTORY by TELO PEREIRA

pg. 46 pg. 56

FELL&DRESS pg. 62 by Idilza Santos VULCAN pg. 64 by Jorge Silva REVERSE by JPortela

pg. 72

FASHIO STUDIO AGENCY pg. 78 NEW FACES COVIL DOS DEUSES by Paulo César 4

pg. 82


CORREIO SENTIDO by RUI BANDEIRA

pg. 90

!NAuthor´s photography pg. 98 by ARTUR NOGUEIRA Cláudia Gabadinho !NART pg. 106 by Marcela Sousa Rosa LAZZARO FORNONI JOSH BYER pg. 110 Escritor, ator e artista visual UMA CURTA DE AMOR pg. 116 by João Paulo Simões, Realizador MY DESTINY onde o destino é o mundo! pg. 124 by Carolina Pereira THE INVISIBLE MAN pg. 130 ABRANDEMOS pg. 132 by António Figueiredo Marques

DICAS STUDIO RDV pg. 136 by Ronny Kasta e Victor Souza JIU JITSU PARA TODOS pg. 138 by Body Solutions

A !N magazine é: Joel Reis | Director Executivo João Mello | Director Criativo Design: João Mello | Art4U

Colaboram com a !N: Tiago Reis | Coordenador Vídeo Marina Neto | Tendências de Moda Marcela Sousa Rosa | Arte Idilza Santos | personal stylist Artur Nogueira | Fotografia de autor Ana Borges | Revisão/Tradução Ronny Kasta e Victor Souza | Hairstylist Cristina Marques | Jornalista Luís Marques | Personal Treiner Ana David | Jornalista António F. Marques | Escrita Criativa Cristina Marques | Jornalista Convidados !N : Paula Bollinger Telmo Pereira Luís Azevedo Carlos Rodrigues Thiago Semedo Cláudia Gabadinho Luana San Joel Reis Paulo César Jorge Silva Mélita Reis J Portela Sandrina Francisco João Matias Rui Bandeira Lazzaro Fornoni Josh Byer João Paulo Simões

Disclaimer

Todos os textos, imagens, ilustrações, fotografias, publicidade, marcas e outros elementos do conteúdo do site da !N magazine estão protegidos por lei e devidamente licenciados, sendo expressamente interdita qualquer cópia, reprodução, difusão ou transmissão, utilização, modificação, venda, publicação, distribuição ou qualquer outro uso, total ou parcial, comercial ou não comercial, quaisquer que sejam os meios utilizados, salvo com autorização expressa dos mesmos. Está terminantemente proibida a utilização do seu conteúdo para fins ilegais ou quaisquer outros que possam ser considerados prejudiciais para a imagem que a !N MAGAZINE tem no mercado. A !N MAGAZINE rejeita qualquer responsabilidade pela usurpação e uso indevido dos elementos acima citados. Excetuam-se a esta interdição os usos livres autorizados por lei, nomeadamente o direito de citação, desde que claramente identificada a sua origem. A usurpação, contrafação, aproveitamento do conteúdo usurpado ou contrafeito, a identificação ilegítima e a concorrência desleal são puníveis criminalmente. A !N MAGAZINE reserva-se o direito de proceder judicialmente contra os autores de qualquer cópia, reprodução ou outra utilização não autorizada do (s) seu (s) conteúdo (s) por terceiros.

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PHOTOGRAPHY BY: Paula Bollinger Direction & production: Carla de Sรก Fernandes Makeup Artist: Clรกudia Figueiredo Model @ Agency Name: Ben@Elite Lisbon // Lourenรงo@Elite Lisbon Ricardo Batista@Elite Lisbon

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Look 1 (foto1) - camisola, calças e sapatos Zara Look 2 (foto 2) - écharpe e calças Zara, camisa Tenente e casaco Massimo Dutti - t-shirt Snitsh, calças e sobretudo Zara - camisola, parka e calças Zara, cinto Dockers Look 3 (foto3) - écharpe Primark, casaco Massimo Dutti, calças e sapatos Zara - boné, sobretudo e calças Zara, cinto Dockers, sapatos Primark - casaco e calças Zara, t-shirt Snitsh, sapatos Primark Look 4 (foto4) - écharpe Primark, casaco Massimo Dutti, calças Zara - boné, écharpe, calças e parka Zara Look 5 (foto 5) - camisa Massimo Dutti, casaco e calças Zara, cinto Dockers Look 6 (foto 6) - écharpe Primark, casaco Massimo Dutti, camisola Zara - boné, écharpe, calças e parka Zara Look 7 (foto 7) - camisa, camisola, casaco e calças Zara

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K7 PHOTOGRAPHY BY: Telmo Pereira Styling: Luís Alves da Costa Hair Stylist / Makeup Artist: Maria Fontes Model @ Agency Name: João Pacheco@Actingmodels Rita Pinheiro@Actingmodels Ailiny Marques@Actingmodels

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ilikemybook@ymail.com

ilikemybook project

PHOTOGRAPHY BY: LuĂ­s Azevedo MODEL: TISHA

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Thiago SEMEDO

PHOTOGRAPHER: CARLOS RODRIGUES www.carlosrodriguesphoto.com Production & Styling: Rogerio Balestero www.facebook.com/rogerio.balestero Mua:SĂ­lvia Ferreira www.facebook.com/makeupsilviaferreira Model@Agency name: Thiago Semedo@justimpress

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1look Camisola: ZARA Underwear:ES Collection 2look Camisola: Lidija Kolovrat 3look Blusão:ZARA T-shirt:ZARA Calções:Protest Óculos:KOMONO Ténis:ZARA

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4look: Sapatos:COHIBAS Calças:LACOSTE LIVE Camisola:ZARA Blusão:ZARA 5look: Casaco:Fred Perry Calças:ZARA Ténis:Fred Perry Pólo:Fred Prerry Relógio:LACOSTE

6 e 7 look Óculos:KOMONO Colar: Lidija Kolovrat Sandálias: da produção Sunga: ES Collection


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PHOTOGRAPHY BY: LUANA SAM www.luanasamphotography.com Garments designed and created by Nyndia Diligent Designs Hair Stylist / Makeup Artist: Paula Voisembert Model: Kerstin

Pleated Bias-Cut Gown Gown Fabrication: Fuschia Crepe de Chine Silk Shoes : Charlotte Russe Vintage Rabbit Fur Hat from Uzbekistan Vintage Accessories MAKE UP : MAC HAIR : CHI

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SEE WHAT YOU FEEL, FEEL WHAT YOU SEE PHOTOGRAPHY BY: Joel Reis FASHION STYLIST: Marina Neto Photo Post Production: Art Mello Assistant: Carina Pinto Model: Carolina Gaspar

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ESTÁS MAIS !N

DO QUE IMAGINAS O teu guarda-roupa é melhor do que pensas... O nosso serviço de styling vai ajudar-te a ficares mais feliz com a tua imagem depois... COME OUT OF THE CLOSET! e faz a tua shooting session com a equipa !N mais informações através do email: geral@inmagazinept.com

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IRON FACTORY PHOTOGRAPHY BY: Telmo Pereira Hair Stylist / Makeup Artist: Sandra Duarte Model @ Agency Name: Jo達o Oliveira@Actingmodels

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foto 1 - Camisa Ricardo Andrez foto 2 - Casaco Ricardo Andrez, Camisa Estelita Mendonça foto 3 - Camisa e Calção Ricardo Andrez foto 4 - Blazer da Produção, Calças Zara

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& L E E F ESS R D

by

BATOM CERTO, MAKE UP EXTRAORDINÁRIA! Hoje, em contraste com tempos mais antigos, existe uma infinidade de tons e acabamentos para os batons, no entanto, cada pele tem um tom certo para ser usado. Para ter uma maquilhagem perfeita com lábios bonitos e atraentes, é preciso escolher bem a cor do batom. Um dos critérios para isso é considerar o seu tom de pele, já que a cor do batom pode apagar ou dar um contraste que realça o rosto. Assim que isto for identificado, a escolha da cor do batom ideal e como usar os tons certos já estará a meio caminho, restando apenas identificar 62

s o t n a S a z l i Id

www.feelanddress.com

qual é o tom que você quer usar nas diferentes ocasiões, no dia-a-dia ou apenas para completar a sua maquiagem, pintando os seus lábios. Para as mulherlhes brancas rosadas, as cores transitam entre as gradações dos tons a puxarem para o vermelho. Durante o dia, recomenda-se a utilização de todas as nuances de rosa claro e rosa antigo, avermelhado e também os tons de pêssego e coral. Caso queira dar um up na cor, utilize um gloss com fundo rosado. Evitar: tons com fundo a puxar para o alaranjado, pois este entra em conflito e apaga o tom rosado da própria pele, deixando-a pálida. Já as mulheres com a pele branca amarelada fi-


cam bem com tons de nude e variações de rosa que vão desde nuances mais intensas como o magenta a tonalidades mais fechadas como o rosa queimado e rosa suave. Para a make up noturna as tonalidades vibrantes como o pink e o vermelho deixam o visual ainda mais bonito e elegante. Fotografia: www.paulabollinger.com

Evitar: As brancas amareladas ou orientais devem passar longe de batons com tons a puxar para o fundo laranja-amarelo e nuances claras demais, pois estas deixam o rosto pálido e com uma má aparência. As mulheres morenas podem realçar a beleza durante o dia usando um batom nude mais aproximado ao caramelo, coral, rosa ou pêssego. Para a noite a pele morena pede tonalidades mais intensas como o castanho marrom, vermelho, vinho ou bronze Evitar: Batons com tons frios pois a cor do batom entra em conflito com o tom mais quente da pele. Curiosidade: O batom foi criado no século XVI e popularizado pela rainha Elizabeth I, que maquilhava os lábios com mel e mercúrio vermelho, e hoje em dia é o artigo de maquilhagem mais vendido no mundo, tendo sido criado comercialmente como produto em 1915.

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RE VER SE PHOTOGRAPHY BY: JPORTELA PRODUCTION: RAQUEL CORREIA HAIR STYLIST / MAKEUP ARTIST: BEATRICE RALUCA MODEL @ AGENCY NAME: NUNO PEREIRA@DXLMODELS

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CASACO DE PELES VINTAGE

MACACテグ RELISH CINTO MANGO CASACO DE PELES VINTAGE COLARES CURTOS GUESS COLAR DOURADO MANUELA DE OLIVEIRA BRINCOS ZARA BOTINS SEASIDE

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MACACテグ RELISH CINTO MANGO CASACO DE PELES VINTAGE COLARES CURTOS GUESS COLAR DOURADO MANUELA DE OLIVEIRA BRINCOS ZARA BOTINS SEASIDE

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Modelo: Susana Nogueira Fotografia de: Catarina Ferrão Edição: ART4UiMAGE Coordenação de: Telma Russo Produção: ETIC

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Alexandra Pfeifer

Clรกudia Metello

Mariana Dias

Susana Nogueira


Modelo: Mariana Dias Fotografia de: Margarida Venâncio Produção: ETICEdição: ART4UiMAGE Coordenação de: Telma Russo Produção: ETIC

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Modelo: Alexandra Pfeifer Fotografia de: Nádia Ruivo Coordenação de: Telma Russo Produção: ETIC

Modelo: Cláudia Metello Fotografia de: Fábio Caetano Coordenação de: Telma Russo Produção: ETIC

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fotografia e edição : PAULO CÉSAR

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Dedos curiosos soltam as palavras e até as fragrâncias que trazem de outras paragens. São as missivas que transportam pensamentos e momentos recolhidos aqui e ali. Colocadas pelos viajantes das ruas que de giro em giro as deixam cair no desconhecido: As cartas, cada vez mais do antigamente, mas sempre com a magia da revelação! É preciso tocá-las, cheirá-las, olhá-las...senti-las... Ouvir o coração e os sons da alma!

Fotografia: Rui Bandeira www.imagememarca.com

Copyright @ Imagem e Marca all rights reserved.

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ARTUR

NOGUEIRA

CLAUDIA GABADINHO Cláudia Gabadinho. Algarvia. Vive e trabalha em Lisboa. Interessa-se por fotografia há vários anos, mas só recentemente, como complemento a uma das suas grandes paixões, viajar, se dedicou de forma mais consistente à fotografia. Assim, tem procurado aperfeiçoar-se tecnicamente, sendo que não se considera, nem aspira a ser “fotógrafa”, apenas se propõe partilhar alguns momentos de introspeção e da sua descoberta do Mundo. Participou em 2013 na exposição coletiva “Lisboa virada ao Tejo”. Fotografar é dar forma à luz. É perpetuar a perfeição do instante singular sujeito à nossa imaginação e criatividade. É expor o que enxergarmos através de uma parede invisível composta pela nossa Alma e Coração. É olhar e … VER E vale bem a pena VEREM , esta pequena “amostra” de fotografias da Cláudia!

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by Marcela Sousa Rosa

A arte é um dom, que nasce plasmado no adn de seres humanos especiais.

GIUSEPPE FORNONI NASCEU COM ESSE DOM! Na sua Expressão hiper-realista, este artista autodidata, nascido em Bergamo, no norte de Itália, surge no mundo da arte depois de uma juventude difícil, rebelde e marcante. Fruto de um enorme desejo de renovação pessoal, como um homem numa espécie de renascimento, nasce LAZZARO. Com uma forte capacidade intuitiva, sensibilidade emocional e traços vigorosos, Fornoni retrata cenários citadinos, mecânicos e formas anatómicas expressivas e complexas, fruto do seu desejo impulsivo de liberdade individual. Na procura de si mesmo, retrata momentos e emoções muito marcantes e gritantes, que prendem qualquer olhar que pouse subtilmente sobre as suas obras. Marcela Sousa Rosa

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ABLUZIONE (RITO PURIFICAÇÃO ABLUÇÃO)

https://www.youtube.com/watch?v=D27b4QKF8_M


SCALE N.Y. (ESCADA EM N.Y.)

CATENE (CORRENTES)

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by Marcela Sousa Rosa

CONTEMPORARY MANS (HOMENS CONTEMPORÂNEOS)

BODYCITY

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PIOGGIA (CHUVA)

AMORE PROTETTO (AMOR PROTEGIDO

PATROCINADO POR:

Restaurante M1.LLE STORIE & SAPORI, Bergamo, Itรกlia http://www.millestoriesapori.it/

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JOSH BYER Josh Byer é um escritor, ator e artista visual residente em Vancouver, Canadá. Os seus clientes incluem a 20th Century Fox, Armada Records, Brightlight Pictures, The Canadian University Press, CBC, Future Shop, Gutter, Keystone Entertainment, McClelland & Stewart, NBC, New Line Cinema,The Ottawa Citizen, SFU, Southam News, Staples,SyFy, USC, Victory Square Publications, e The Yale Record. Nomeado para o Journey Prize, Byeré também bolseiro do Canada Council for the Arts. O seu trabalho já recebeu prémios no Montreal World Film Festival, no Northwestern Film Festival, nos LEOs e no Kodak Canada.

www.byercreative.com

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The Suntanning Man

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www.byercreative.com

Millions Served 113


Everything can be good again

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www.byercreative.com

Fights

Fukushima Beach Party

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UMA CURTA DE AMOR é um

filme independente, concebido com o intuito claro de inverter o estado de espírito das pessoas; que apresenta a identidade portuguesa para além de estatísticas politizadas ou percentagens europeias. Um projeto de cariz documental que pretende expressar com verdade e simplicidade, a recusa em nos deixarmos definir pelos outros. Assim tem vindo a ser apresentado o projeto - online e na imprensa internacional. Com antestreia nacional agendada para breve, seguida de lançamento simultâneo em VOD e DVD e presença garantida em festivais internacionais de cinema, partilhamos aqui, em exclusivo, algumas impressões de membros do elenco, do compositor Nelson de Quinhones, da poetisa Olga Fonseca e do realizador João Paulo Simões...

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“Uma Curta de Amor... Uma carta aberta como um beijo entre o cinema e a poesia onde se desenham palavras sussurradas ao coração português. Uma carta escrita onde cada palavra vale tanto como mil imagens e onde a esperança surge como reação ao desalento. Uma carta que João Paulo Simões escreve a uma alma portuguesa perdida perante o estado das coisas. Uma carta de Amor de todos nós que queremos desenhar as palavras rumo a um futuro melhor. Uma carta de Amor a todos nós...” – Margarida Moreira, Actriz;

UMA CURTA HISTÓRIA

por Diana de Castro Loureiro

No princípio era Portugal e a sua alma - outrora altiva, agora em desalento. Alma e nação habitadas por cidadãos cujas mais profundas aspirações seriam presentemente menosprezadas, testadas até ao limite da fatalidade do desgaste, traídas. Tanto, que tudo isso resultava em extensos sentimentos de desilusão e subsequentes sentimentos de perda que se sobrepunham às antigas referências. Depois era João Paulo Simões, cineasta, observando tudo a uma considerável e clara distância, mas de tão perto do coração do problema para lhe saber perfeitamente da intimidade, e por tão íntimo em profundidade, lhe saber discernir as raízes por entre o desencontro dos estratos. E, afinal, tão alto em intenções para nos proporcionar uma distinta visão sobre o momento em questão.

Uma nova paisagem originar-se-ia desse olhar. E de mais realidades que a esse olhar se articularam, como ramificações que progridem do núcleo para uma exteriorização da intenção. Cada uma das quais focalizando pensamentos e sentimentos em duas palavras proferidas (uma de desalento e outra de esperança) e assim convergindo numa espécie de gentil coro, mas numa gentileza afirmativa, reivindicativa, por justiça. Um registo fílmico como uma peça musical, uma polifonia tanto terna como feroz, em movimentos e significados múltiplos, em crescendo, até à unificação; até que a cada português se torne tão percetível, tão fiel, como se fosse sua... O tipo de obra que define um legado cultural. Por ser feita na verdade e para a verdade de um povo. Um imenso trabalho de Amor, numa enorme Curta.

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grafo, num virtuosismo instintivo que leva sempre ao cuidado máximo com a composição e a luz de cada imagem. Não é o seu permanente chiaroscuro um indício constante do carácter dicotómico do próprio filme, e o seu doce tenebrismo imagem do seu carácter contrastante e da sua pureza profunda? Impressiona-me a forma como cada cena assume tão naturalmente uma direção vertical como horizontal. Como na verticalidade de uma partitura face à horizontalidade da linha temporal. A forma como cada cena assume o ritmo que lhe é esperado, mantendo intacto o seu carácter atemporal. Também pelo olhar o público é lembrado de que não é neutro, não é um simples espectador, que é tudo menos passivo, mas parte tão integrante da obra como as mulheres e homens que o olham nos olhos. Através do cuidado movimento de câmara, quem vê move-se, atravessa, aproxima-se, distancia-se e detém-se, nos sucessivos encontros com estes homens e mulheres que nos falam, e que não são senão um reflexo de todos nós, um símbolo do que nos une a todos.

“Trinta e duas palavras atravessam o tempo, com uma palavra a servir de eixo - como uma palavra-espelho: Resistir. Como um paradigma de palimpsesto, a depuração do discurso vai até à unidade significante, até ao símbolo. São trinta e dois sulcos, palavras-semente... Não admira por isso que o texto verbal do filme provoque reações de perplexidade da parte de quem o ouve, pois despojadas já de gramática ou sintaxe (funções fundamentais à palavra ela própria), chegados a este lugar, é oferecido ao público viver e brotar a sua própria história oculta. O que pode restar depois de tal depuração senão a palavra nua e só? Um realizador que pensa como um diretor de fotografia, que filma antes de mais como um fotó-

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Perante este tratamento despojado do texto verbal e tal exuberante serenidade da linguagem visual, pareceu-me fundamental que a música se permitisse um discurso fluido e irregular. Como uma nuvem rubato cantabile por sobre toda a ação, a presença marcada de três elementos temáticos. Para além dos sucessivos comentários, dois temas nítidos que pudessem enunciar claramente os dois elementos dicotómicos do filme, assim como a transição entre ambos. Lembro-me de receber do João Paulo uma still com o Heitor Lourenço sentado, inclinado, com os cotovelos sobre os joelhos. No silêncio desta primeira imagem, ouvi o tema para a primeira parte, muito simples e calmo, sobre três notas. Toda a música do filme brotou desse motivo de três notas. Compreendo agora porque João Paulo Simões dizia ser este filme uma declaração de amor. Ele tem a força de um abraço.” - Nelson de Quinhones, compositor;


“Tinha 26 anos e jurei nunca fazer Cinema. Porquê? Segundo Manoel de Oliveira já tinha muitos vícios de palco.... Só trabalhava com inexperientes, e lá se foi o Amor de Perdição. Com Camarate de Luis Filipe Rocha prevariquei - uma questão de honra histórica. Agora, Uma Curta de Amor, aos 60 anos! Oh que país em que teimamos viver ressuscitando as paixões que nos foram matando... Obrigado João Paulo Simões por esta oportunidade de remissão e amor.” – Carlos Quintas, ator;

“Quando João Paulo Simões me propôs Uma Curta de Amor, disse-me que se trataria de um registo, de um desabafo e de uma mensagem de esperança acerca do nosso país. Esta ideia fez eco em mim e aceitei. O desafio era escolher duas palavras que sintetizassem a forma como estava (e estou) a sentir este momento. E eu fui. Com as minhas palavras, o meu passado o meu presente e o meu futuro e (como me foi pedido) sem maquilhagem. Depois percebi que levei demasiado á letra este último pedido. Já vi o filme e gostei muito do que vi. Uma mão cheia de gente que aceitou como eu, entrar no filme do João e não aceita sair deste país. Talvez seja um filme de cura. E pelo que aprendi na minha breve experiência de vida não há cura sem amor.” – Sandra Celas, atriz;

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Uma Curta de Amor reflete a palidez que se instalou na vivência retalhada dos portugueses, fruto do espírito depressivo disseminado pela crise socio económica que há tanto tempo se arrasta e que tem roubado, a todos os que a sentem na pele, o apanágio da alma lusitana – o engenho, a capacidade de reagir, de enfrentar dificuldades e dramas, de reinventar soluções que abram caminho onde ele parece não existir. Contudo, e em reverso, é como sangue novo a reanimar um coração desalentado, uma bandeira de esperança que chega e se desfralda no panorama cinzento que anseia o anúncio do equinócio, a chegada de uma primavera rizomática de luz e possibilidade.

ACERCA D’ UMA CURTA DE AMOR

por Olga Fonseca

Uma Curta de Amor, do realizador João Paulo Simões, é uma amostra poética sobre a capacidade de resiliência do ser humano. Como uma pedrada no charco, esta curta faz-se longa pelas ondas de esperança que transmite, valorizando o espírito perseverante dos homens e mulheres que dão cor à alma lusitana. Diria que o verso e o reverso das emoções refletidas pelo excelente elenco ao longo do filme, espelham, num contínuo intencional e muito interessante, a assumpção de que o social é o desdobramento da demanda psicológica de cada indivíduo, da procura da essência na sua trajetória pessoal e na sua relação com a sociedade. A produção de Uma Curta de Amor está arreigada de poesia, adquirindo sentido pleno ao despertar uma reação emotiva impactante no recetor da mensagem que comporta. Pode falar-se numa poética da cidadania exaltada pela banda sonora magnífica que se constitui como um hífen entre a sensibilidade e a identidade social do realizador e a empatia dos cidadãos portugueses, mergulhados numa crise de desesperança e anedonia, em que a necessidade de reconhecimento das raízes, da identidade e da memória coletiva são gritantes.

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Na sabedoria chinesa “uma viagem de dez mil léguas começa com o primeiro passo”. Com Uma Curta de Amor, João Paulo Simões dá um importante passo para celebrar e reanimar a infinitude do poema que corre nas veias dos portugueses.


“Quando um documentário se torna algo mais... Talvez assim se possa definir o resultado final deste meu filme. Após um processo de maturação longo, mas que se desenrolou com enorme espontaneidade, cheguei ao porto seguro onde a poesia impera.

Num mundo em que esta não parece ter lugar, apresento-vos a matéria de que somos feitos...” - João Paulo Simões, Realizador;

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My Destiny onde o destino é o mundo!

by CRISTINA MARQUES

HÁ QUEM DIGA QUE JÁ NASCEMOS COM UM DESTINO TRAÇADO. HÁ QUEM SUBLINHE QUE DESTINO, CADA UM FAZ O SEU. A VERDADE É QUE CAROLINA PEREIRA TEM COMO DESTINO O “MY DESTINY”. SURF, VIAGENS E DEIXAR UMA “PEGADA” PARA UM MUNDO UM BOCADINHO MELHOR SÃO O MOTE DESTE PROJETO. MAS NÃO SÓ! MAS NÃO SÓ...

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1. Primeiro e antes de mais, quem é a Carolina Pereira? Ora, a Carolina Pereira é uma rapariga que não sabe explicar muito bem quem é. É sempre complicado fazer este tipo de retrospetiva, posso dizer quais são os meus interesses, o que gosto de fazer e o que faço, mas acho que seria redutor dizer que “quem uma pessoa é” se resume a isso. O melhor é perguntar aos amigos, mas é muito vago…! 2. Como é que surgiu a paixão pelo surf? Há quanto tempo fazes surf? Eu comecei a aprender a surfar aos 13/14 anos na 3S de Santa Cruz, mas penso que a paixão pelo surf começou muito mais cedo. Sempre me apaixonei a ver filmes, devorar revistas e fotografias, pesquisar artigos, ouvir as conversas dos amigos que surfavam, entre outras coisas. É mesmo algo que me enche “os olhos” e o coração.


3. O que é que o surf significa para ti? O Surf para mim é muito mais que um desporto. É um estilo de vida, é a forma como vejo o mundo, como sinto as coisas que me rodeiam, onde tenho a maior parte dos meus amigos, o meu refúgio quando preciso de me distanciar, o meu parque de diversões. É sempre aquilo que eu preciso que ele seja, mesmo que às vezes não nos entendamos muito bem… Dizer que “o surf é tudo” soa muito a cliché e também tenho medo de estar a mentir, porque como é óbvio tenho mais fatores e interesses importantes na minha vida, mas fica a ideia. 4. Surf é muito mais do que a técnica? Sim, pelo menos para mim é, e acho que é um sentimento geral. O Surf, mesmo em competição de alto rendimento, tem uma componente psicológica muito forte e alguma dose de criatividade na interpretação da técnica pelos surfistas – por isso é que há surfistas de que gostamos mais do que outros. No free surf, onde me enquadro neste momento, é sem duvida muito mais do que técnica, apesar da técnica estar muito presente para quem quer realmente evoluir e dedicar-se como se tivesse o “heat” mais importante da sua vida na semana seguinte. O surf assume papéis diferentes para cada pessoa. Tive a sorte (e a honra) de no meu percurso me cruzar com treinadores e surfistas que sempre

me quiseram transmitir-me tudo aquilo que o surf é além da técnica, pode ser uma escola para vida. 5. No Verão passado publicaste um livro. A escrita é uma outra paixão? Sim, sem dúvida. Amo escrever. Apesar de estar a tirar o curso de Educação Física e Desporto, a escrita (tanto de crónicas como o jornalismo) sempre foi uma área que cresceu muito comigo, até bastante equiparada ao surf. O livro “Pai, porque é que as vacas não usam ténis?” é a compilação de crónicas que fui escrevendo ao longo dos tempos, algumas bastante antigas, mas acho que é uma boa apresentação para a minha forma de escrever e interpretar as viagens, os lugares, o surf, as pessoas e tudo o que me rodeia. O Jornalismo e Comunicação (no geral) é uma das áreas que quero manter presentes na minha vida e onde até gostaria de trabalhar. Espero que tenha sido o primeiro de muitos livros de viagem, vamos lá ver… 6. De onde veio a ideia para o “My Destiny”? E como surgiu o nome do projeto? Ora, o My Destiny (ideia) já surgiu há um ano, quando decidi fazer a viagem à Indonésia e arquipélago de Sumatra durante um mês, e entretanto juntaram-se mais pessoas para a criação de uma curta-metragem – como o Francisco Melim e a Lizzy (Lisa Marques) – que transmitisse a imagem mais genuína da realidade de lá, a cultura,

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HÁ QUEM DIGA QUE JÁ NASCEMOS COM UM DESTINO TRAÇADO. HÁ QUEM SUBLINHE QUE DESTINO, CADA UM FAZ O SEU. A VERDADE É QUE CAROLINA PEREIRA TEM COMO DESTINO O “MY DESTINY”. SURF, VIAGENS E DEIXAR UMA “PEGADA” PARA UM MUNDO UM BOCADINHO MELHOR SÃO O MOTE DESTE PROJETO. MAS NÃO SÓ! MAS NÃO SÓ...

1. Primeiro e antes de mais, quem é a Carolina Pereira? Ora, a Carolina Pereira é uma rapariga que não sabe explicar muito bem quem é. É sempre complicado fazer este tipo de retrospectiva, posso dizer quais são os meus interesses, o que gosto de fazer e o que faço, mas acho que seria redutor dizer que “quem uma pessoa é” se resume a isso. O melhor é perguntar aos amigos, mas é muito vago…! 2. Como é que surgiu a paixão pelo surf? Há quanto tempo fazes surf? Eu comecei a aprender a surfar aos 13/14 anos na 3S de Santa Cruz, mas penso que a paixão pelo surf começou muito mais cedo. Sempre me apaixonei a ver filmes, devorar revistas e fotografias, pesquisar artigos, ouvir as conversas dos amigos que surfavam, entre outras coisas. É mesmo algo que me enche “os olhos” e o coração. 3. O que é que o surf significa para ti? O Surf para mim é muito mais que um desporto. É um estilo de vida, é a forma como vejo o mundo, como sinto as coisas que me rodeiam, onde tenho a maior parte dos meus amigos, o meu refúgio quando preciso de me distanciar, o meu parque de diversões. É sempre aquilo que eu preciso que ele seja, mesmo que às vezes não nos entendamos muito bem… Dizer que “o surf é tudo” soa muito a cliché e também tenho medo de estar a mentir, porque como é óbvio tenho mais factores e interesses importantes na minha vida, mas fica a ideia. 4. Surf é muito mais do que a técnica? Sim, pelo menos para mim é, e acho que é um sentimento geral. O Surf, mesmo em competição

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de alto rendimento, tem uma componente psicológica muito forte e alguma dose de criatividade na interpretação da técnica pelos surfistas – por isso é que há surfistas que gostamos mais do que outros. No free surf, onde me enquadro neste momento, é sem duvida muito mais do que técnica, apesar da técnica estar muito presente para quem quer realmente evoluir e dedicar-se como se tivesse o “heat” mais importante da sua vida na semana seguinte. O surf assume papeis diferentes para cada pessoa. Tive a sorte (e a honra) de no meu percurso cruzar-me com treinadores e surfistas que sempre me quiseram transmitir tudo aquilo que o surf é além da técnica, pode ser uma escola para vida. 5. No Verão passado publicaste um livro. A escrita é uma outra paixão? Sim, sem dúvida. Amo escrever. Apesar de estar a tirar o curso de Educação Física e Desporto, a escrita (tanto de crónicas como o jornalismo) sempre fui uma área que cresceu muito comigo, até bastante equiparada ao surf. O livro “Pai, porque é que as vacas não usam ténis?” é a compilação de crónicas que fui escrevendo ao longo dos tempos, algumas bastante antigas, mas acho que é uma boa apresentação para a minha forma de escrever e interpretar as viagens, os lugares, o surf, as pessoas e tudo o que me rodeia. O Jornalismo e Comunicação (no geral) é uma das áreas que quero manter presentes na minha vida e onde até gostaria de trabalhar. Espero que tenha sido o primeiro de muitos livros de viagem, vamos lá ver… 6. De onde veio a ideia para o “My Destiny”? E como surgiu o nome do projecto? Ora, o My Destiny (ideia) já surgiu há um ano, quando decidi fazer a viagem à Indonésia e arquipélago de Sumatra durante um mês, e entretanto juntaram-se mais pessoas para a criação de uma curta-metragem – como o Francisco Melim e a Lizzy (Lisa Marques) – que transmitisse a imagem mais genuína da realidade de lá, a cultura, as pessoas, os costumes, as ondas, os problemas, o paraíso… Por iniciativa própria decidi juntar à viagem uma vertente EcoSocial (só que ainda não lhe chamava isso), ou seja, ter impacto positivo ecológico e social, valorizando o turismo sustentável. Em torno da curta-metragem juntaram-se vários Media Partners, decidiu-se que iria ter apenas banda sonora portuguesa, juntaram-se embaixadores… e rapidamente cresceu o conceito e imagem MY

Destiny sem que eu compreendesse bem o impacto que estava a ter. Com a apresentação do projeto a várias instituições, a ideia tornou-se mais ambiciosa, e é agora um projecto global de Surf e Viagens EcoSociais. Isto é, explicado muito resumidamente, funciona como agência de viagens que engloba também música, arte e cultura. 7. Para além de ti, quem está nos bastidores deste projeto? Ainda bem que perguntam isso. Até agora o projeto tem estado muito direcionado e associado a mim. É normal sendo que comecei em relação à viagem para a Indonésia, mas neste momento os objetivos são muito maiores. Assim que esses objetivos mudaram e se tornou, por isso, um “novo” projeto… entraram mais duas pessoas essenciais e que poderiam estar a responder a esta entrevista como eu: a Mafalda Carimbo e o Diogo Silva. Duas pessoas que conheço há imenso tempo , que meteram mãos à obra e aceitaram o desafio de estarem à frente do projeto assim que lhes contei a “minha” ideia. (já agora, OBRIGADA!)

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8. O “My Destiny” é um projeto pioneiro que alia surf e viagens. Como tem sido visto pelo público? Eu penso que a aceitação tem sido excelente, sinceramente, nem estava à espera que fosse assim tanta. Apesar de não servir como “medida” credível, temos 2 meses online e já somos quase 10.000 nas redes sociais, com imensos “subscritores” pela mailling list interessados em saber o que vem daqui, e com certeza, interessados neste conceito, naquilo que o MY Destiny é. O projeto está com uma imagem original, fresh. 9. O “My Destiny” assume-se como um projeto “eco-social”. A expressão é um pouco desconhecida...de que se trata? Eco-Social, tão simplesmente pressupõe uma preocupação ecológica e social. Isto trocado por miúdos significa que todas as viagens têm um impacto positivo ecológico e nas comunidades dos destinos que nos recebem. Conseguimos isto através de parcerias com as ONGs locais, com as quais teremos uma relação bastante próxima.

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10. Porque decidiste aliar esta vertente ecológica e social ao “My Destiny”? O MY Destiny seria muito fraco de conteúdo se isso não acontecesse. Surgiu naturalmente, não foi uma decisão estratégica ou muito ponderada, com várias razões para o fazer… acho que é assim que deve ser, que tem de ser, e foi isso que fiz. 11. Em Setembro vais para Bali e Mentawai, onde ficarás exatamente um mês. Que andarás por lá a fazer? Conta-nos tudo! Bem, é isso mesmo. Vou estar exatamente um mês pela Indonésia, saio no fim de Agosto e chego no início de Outubro. Não estarei só mesmo em Bali e Mentawai. Na verdade vai ser: Bali (Sanur, Kuta e Legian, Ubud, Nusa Dua, Denpasar e Canggu), Lombok e depois para o arquipélago de Sumatra (Mentawai, Telos, Nias, Hinako e Banyak). O que vou lá fazer tem muitos sentidos… é um destino com que sempre sonhei, com que me identifico muito, e sei que me vai fazer crescer. Para além disso, no âmbito do MY Destiny, vou gravar imagens para uma curta-metragem que


transmita o genuíno de lá, conhecer bem a cultura, experimentar, surfar… e fazer o levantamento dos problemas que lá existem no terreno, perceber as dificuldades reais, para futuras viagens dos “MY Destinyers” lá. Em Mentawai, estarei com o projeto Liquid Future, acompanhada por duas amigas que dirigirem o projeto (Rachel e Lizzie), ajudando a comunidade. Vai ser uma passagem de “80 a 8” esta de Bali para Mentawai – essencialmente para a aldeia onde ficarei – mas tenho noção disso e estou preparada. Ficam a saber, em primeira mão, que vai existir a oportunidade de me apanharem a meio da viagem – de 8 a 17 de Setembro. Podem apanhar-me quando chego a Jakarta, e acompanhar-me pelo arquipélago de Sumatra. Será a primeira data, a primeira viagem MY Destiny para venda, essa boat trip. 12. O “destino” deste projeto é mudar a vida de quem com ele se cruzar? Sim, engraçado terem feito esse trocadilho pois é mesmo o suposto do nome do projeto. “Destino” de lugar em inglês é ‘destination’, no entanto, ficou na mesma MY Destiny - que também significa ‘Destino’ mas num sentido mais lacto, ou seja, não é apenas um lugar… é o destino de cada viajante que se cruza connosco, é o destino das comunidades que ajudamos, é o destino do planeta, do grupo… 13. “GO, sea the world”. O mar é a paixão maior neste projeto? Sem dúvida que o projecto começa muito ligado ao surf apesar de não ser apenas de surftrips. O mar é a forma como nós (e dou-me à ousadia de falar em nome também da Mafalda e do Diogo) vemos o mundo. No entanto, também tem significado por si próprio… é puro e genuíno, assim como vemos e exploramos os nossos países de destino. 14. Para ti, Carolina, o que é o mais importante no “My Destiny”? O MY Destiny tem uma grande carga emocional para mim. Não consigo mentir e dizer que para mim é ‘puro negócio’. como pelas pessoas que se juntaram a mim, tanto pela causa em si, pelo que envolve, por ser um mix de tudo o que amo. O mais importante é o todo, é a base, a origem. Tenho (temos) muito de nós neste projeto.

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PELO DIREITO À ADOÇÃO por casais homossexuais

outros gestos e ideias com que se identificam?

Os direitos das minorias não podem ser escolhidos pela maioria. Com isto está toda a verdade dita e não seria este um texto, mas apenas um slogan publicitário. Por isso, deito mais umas achas na fogueira.

A homossexualidade vem da própria descoberta da sexualidade que é, no limite, uma experiência interior, pessoal, conturbada, mágica, partilhada-no-possível e individual. Por muito íntimas que duas pessoas sejam, cada uma delas tem a sua própria sexualidade, partilhem (ou não) a orientação sexual.

CONTRA-ARGUMENTOS: Todas as lésbicas e todos os gays que conheço nasceram e foram educados por pais heterossexuais, não têm famílias nem mais nem menos desestruturadas do que a generalidade dos demais. Ao contrário do mito popular, pela minha experiência não foi o tio ou a vizinha que perverteu a mente daquele/a jovem aliciando-o/a e deformando-o/a para sempre, de modo a alimentar a raça de vampiros que são os homossexuais. Ainda não sei bem porquê, há esta ideia de que a homossexualidade ocorre por contágio. É assim que uns viciam os outros. Daí vermos grupos de raparigas que vão jogar futebol juntas ou de rapazes que se passeiam pela H&M. Contagiam-se uns aos outros. Então as pessoas não se aproximam por terem afinidades em comum, porque veem uns nos

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Os homossexuais vão submeter as crianças a um ambiente fétido e perverso: porque eles e elas são pérfidos e fétidos. Esta ideia é um dogma de pescadinha de rabo na boca (e não se leia aqui mais uma perversão sexual homossexual!) Quantas pessoas (heterossexuais, no caso) não vemos todos os dias que são maus pais e mães e maus filhos? Nos centros comerciais, pais e crianças passeiam já bem depois da hora de os infantes estarem a sonhar; numa rua insuspeita, pais a gritam com as crianças que lhes berram de volta; no autocarro, uma mãe ou pai não liga nenhuma ao filho que chora, corre, pula nos bancos; na escola, pais e mães ameaçam professores quando estes tentam fazer cumprir a educação que não vem de casa; em casa, pai e mãe a ofendem-se em frente aos filhos; na varanda, mães e pais a lançam o

seu cordial “foda-se” dirigido ao seu património genético, imortalidade mais que tudo, o que eu amo os meus filhinhos e dava a vida por eles. Quem decide ter filhos, apesar de e devidos aos vários obstáculos, ultrapassados os próprios tabus mentais, os entraves burocráticos e as muralhas sociais, certamente terá refletido muito sobre os valores (sim, senhores, este é o segundo pilar da educação e do ter filhos) e terá alimentado o amor (o primeiro pilar) a dar ao seu rebento – adotado, coadotado, biológico. O TPC da pré-mãe e do pré-pai foi, no mínimo, razoavelmente feito. Depois vêm o acaso e o quotidiano ensinar a mãe e o pai a serem mães e pais. Ficam aqui estas humildes linhas sobre a justiça e a validade de pessoas que querem ter filhos. Votem bem em eventuais urnas, nas ruas deste país e nas conversas de café. SABIA QUE Todas as crianças adotadas por homossexuais foram abandonadas por heterossexuais?


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fotos:Telmo Pereira

ABRAN

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ANDEMOS por: António Figueiredo Marques

Já fiz estágio, já estive desempregado, dois cursos depois continuo à procura de formação, trabalho a tempo inteiro, fazia mais biscates se os apanhasse, decidi mudar de rumo até ao final de 2013, envio currículos aos 40 por noite, montei um portefólio à falta de outro. Sou um rapaz da vila, apanho vários transportes por dia. Se entro ao serviço tarde, saio do serviço tarde – uma benesse. Ainda tenho os 30 para atingir e todas as metas que construí e para mim construíram. Corro até me cansar e canso-me até correr. Às vezes tenho as unhas grandes – é por falta de tempo. A camisa nem sempre está passada – é por falta de tempo. São cinco dias cheios e dois o contrário de vazios. São estes os qualquer coisa jovens, urbanos de classe qualquer coisa, intelectuais qualquer coisa, bon vivants qualquer coisa que fazem e aceitam o ritmo urbano da coisa. Fosse este um país grande, fosse esta uma cidade grande.

São estes os dias, suspiros e vitórias sempre cheios de pressa. O palito espetado traz a massa do bolo ao forno crua ou cozida? O lume brando deixa alourar o refogado? Buscamos a compensação no sexo, no frenesim, na conversa alta e solta, nos espetáculos, nas inaugurações. Todas as pontes valem para uma corrida, seja qual for a meta. Os cafés, não vale a pena contar, alimentam a fome, o sonho, a irrequietude. Este miradouro é calmo e domingueiro. Consegue-se escutar as vozes, às vezes estrangeiras, de sotaque, às vezes íntimas, frequentemente a nossa própria voz. Falemos mais devagar, envelheçamos mais devagar, apaixonemo-nos mais devagar, dilatemos a horas em cada pensamento, demoremos o abraço. Entre um batimento e o seguinte, cabe todo o caminho: dos pulmões, dos membros, dos órgãos, da pele. E, assim, abrandemos.

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RONNY E VICTOR DÃO DICAS PARA SI, QUE SEMPRE QUIS EXPERIMENTAR O CORTE CURTO E AS FRANJAS. POIS ELES AI VÊM... E EM FORÇA! Usar cabelos curtos é a tendência do momento. São muitas as celebridades que apostaram neste look,por ser bem prático e fácil de cuidar, além de combinar com a maioria das mulheres, sendo elas de diferentes estilos e idades. Pode ser usado nas mais diferentes texturas de fios(lisos, encaracolados, finos e grossos),o único cuidado é saber se o seu formato de rosto combina com ele. Qualquer mulher que esteja disposta a mudar pode adotar os curtos. Basta ter atitude. O mais importante é estar certa de que no início a mudança será radical. Para que o impacto não seja tão chocante, vá devagar -tire um pouco do comprimento uma vez por mês para se ir acostumando à ideia. Essa é minha maior dica. Se cortar demais e perceber que não gostou do resultado, é melhor parar por aí. Franjas laterais e cortes curtos Assim como no inverno, as franjas continuam com tudo. No entanto, elas também mudam um pouco de forma. A franja vai vir mais longa e lateral. Antes, no verão, era comum ter cabelos loiros e longos. Agora, a mulher está a perceber que o curto é prático e moderno, e dá para ser feminina, qualquer comprimento dos ombros para cima será aposta certeira.

E SE VOCÊ QUER MANTER OS SEUS CABELOS COMPRIDOS, AÍ VAI UMA DICA! Vamos dizer “ Adeus” às caIifornianas! No verão os cabelos passam a ser do semi-longos ou longos. Para as loiras, por mais que os cabelos sejam descoloridos, é preciso dar a impressão de ser um cabelo quase natural, e por isso as madeixas não podem ficar marcadas e o loiro deve ser acinzentado. “Seguindo a tendência, os cortes também devem parecer naturais, como se os cabelos tivessem simplesmente crescido, sem ficarem com as marcas de tesoura. A base do cabelo é mais reta, e a franja ganha movimento, junto com o resto do cabelo, fazendo parte do corte. E se possui um cabelo liso, continue apostando neste look, tendo em conta que cabelo sem brilho e sem vida está fora de moda!

O clima já começou a aquecer? É sinal que o verão 2014 está a chegar, então prepare-se para mudar de visual e “chegar com tudo” nesta estação.

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JIU JITSU PARA TODOS CLASSES PARA CRIANÇAS, MULHERES, HOMENS E SÉNIORES EQUIPA GRACIE BARRA LARANJEIRO

Arte baseada em alavancas, imobilizações e submissões permitindo, a alguém mais fraco fisicamente, defender-se de alguém teoricamente mais forte, utilizando a diferença de pesos a seu favor melhoria da condição física ou preparação para os campeonatos que aí vêm. Abraão Santareno, Faixa Preta, Gracie Barra Laranjeiro.

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EXERCÍCIOS E BREVE DESCRIÇÃO 10 Estações de 1 minuto ou, numa fase posterior, 2 voltas com 30 segundos por estação, A considerar 2 a 4 voltas no circuito.

2) Clean and press – posição de pé, movimento de remada alta, puxar a barra à zona superior do peitoral, seguido de um press militar, voltando inversamente à posição inicial.

1) Push Ups com remada a 1 haltere – posição de flexão com as mãos nos halteres fazendo o movimento de extensão, flexão do cotovelo seguido do movimento de remada a 1 haltere, alternando entre o braço direito e o esquerdo.

3) Puxador horizontal – posição sentado no puxador horizontal, colocando nas pegas, um “kimono ou uma toalha”, puxando o mesmo na direção do abdominal, com extensão e flexão do cotovelo.

4)Snap shot – posição de flexão do joelho a 90º (posição de agachamento), com um haltere ou Kettlebell, estendendo o joelho, como num agachamento mas combinando com a elevação a 180º do braço que tem o respetivo peso e com a ajuda do lombar fazendo uma anteversão da bacia num método mais avançado, tudo igual com a exceção de que é feita a elevação do braço a 180º unilateralmente.

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6) Latpuldown na corda a 45º – posição de prancha a 45 graus, com os pés no chão e as mãos segurando as duas extremidades de uma corda, presa numa estrutura superior, fazendo a elevação do corpo, fletindo e estendendo o cotovelo.

9)Estabilização na Fit ball – mãos e um joelho na bola, alternando entre o joelho esquerdo e direito sem tirar o controlo feito pelas mãos, mas sempre pressionando com um joelho. 10) Pliométricos – 3 caixas com 3 alturas diferentes, fácil, médio e difícil, saltando por cima delas e voltando.

5) Chest Press com halteres com elevação da bacia – posição decúbito dorsal com a flexão do joelho e os pés no chão, extensão do cotovelo num movimento diagonal, no sentido do ombro contrário ( rotação interna), elevando a bacia numa extensão lombar.

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A Bodysolution,não acredita no trabalho sem ser em equipa. E é em equipa que nos apoiamos, fortalecemos e caminhamos passo a passo, um passo mais perto da excelência.

7) Lunges com rotação de tronco – posição de pé, segurando um peso, avançamos com uma das pernas, flexão do joelho da perna da frente e extensão e flexão do joelho atrás e rotação do tronco com o disco para o lado da perna que ficou atrás, voltando à posição inicial, para avançar com a outra perna no mesmo movimento.

Equipa da Bodysolution Prof. Luís Marques Coo/ Personal Trainer/ Nutrition Advisor

8) Rotação do disco – posição de pé, pernas ligeiramente fletidas e contração abdominal, cotovelos fletidos a 90º e à altura dos ombros, mãos seguram um disco e rodam com o mesmo à volta da cabeça sem fletir o pescoço, 360 graus e volta.

Agradecimentos a Malo Clinic,por nos ter deixado utilizar o seu espaço para realizar a sessão fotográfica Para mais informações e para ter um Treino e um A.alimentar direcionado às suas necessidades consulte um especialista da Bodysolution

Prof. Abraão Santareno@ Gracie Barra Laranjeiro GB Personal Trainer Fotos tiradas por: José António Marques Modelos Rita Fradinho ; Ricardo Rosa

Tel. 962876711


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!N magazine, number 6  

Magazine about fashion, art, travels, beauty & wellness Primavera / Spring 2014

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