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A REVISTA QUE CONSTRÓI A SUA VIDA Março 2016 / Edição 746

evangélico PUBLICAÇÃO OFICIALL

DEUS

MOVIMENTO MISSIONÁRIO MUNDIAL

NÃO EXISTE

OS ATEUS ESTÃO FURIOSOS Todos seus argumentos são rejeitados Março 2016 / Impacto evangélico

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O canal para a felicidade da família

MISIONÁRIO MUNDIAL 2 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


EDITORIAL

NÃO PERCA A PRESENÇA DE DEUS Rev. Gustavo Martínez Presidente Internacional del M.M.M.

“Vendo, pois, Dalila que já lhe descobrira todo o seu coração, mandou chamar os príncipes dos filisteus, dizendo: Subi esta vez, porque agora me descobriu ele todo o seu coração. E os príncipes dos filisteus subiram a ter com ela, trazendo com eles o dinheiro. Então ela o fez dormir sobre os seus joelhos, e chamou a um homem, e rapou-lhe as sete tranças do cabelo de sua cabeça; e começou a afligi-lo, e retirou-se dele a sua força. E disse ela: Os filisteus vêm sobre ti, Sansão. E despertou ele do seu sono, e disse: Sairei ainda esta vez como dantes, e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o Senhor se tinha retirado dele”. Juízes 16:18 -20.

A

cho que a maior tragédia na

sível, um coração que geme, um coração

vida de um homem é perder a

que se rende a Deus, ajudado pelo Espí-

presença de Deus, perder a gló-

rito com gemidos indizíveis, porque não

ria de Deus, mas o mais triste é que não

sabemos como orar, mas o Espírito Santo

perceba essa situação.

nos ajuda, vem nos fortalecer no momen-

Sansão era um homem que Deus cha-

to da interseção e da humilhação e faz

mou e que no princípio começou bem,

com que nossa vida possa receber o que

mas depois começou a se divertir, a se

as pessoas procuram (Romanos 8:26 -27).

enredar em suas paixões e a dar rédeas

Amado, é necessário ter um coração

soltas a estas, e fazer as coisas e admi-

sensível à vontade de Deus, para poder

nistrar conforme seu parecer, ao ponto

fazer o que Ele quer e onde Ele quer; por-

que se afastou da presença de Deus sem

que não é possível servir ao Senhor se não

percebê-lo. A Bíblia narra o que Sansão

estamos rendidos. O Senhor disse: “Se al-

pensou: “Sairei ainda esta vez como dantes,

guém quiser vir após mim, renuncie-se a si

e me sacudirei. Porque ele não sabia que já o

mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me”

Senhor se tinha retirado dele” (Juízes 16:20).

(Mateus 16:24). Só a submissão a Deus

Não percebeu quando a presença de Deus

nos conduz à vitória, porque Deus usa e

abandonou sua vida.

usará as pessoas sensíveis e obedientes

Quando começamos a pregar, nos

a sua vontade, não importa sua posição,

sentíamos insuficientes, incapazes e certa-

só triunfa o que é sensível ao Espírito de

mente nos humilhávamos profundamen-

Deus.

te, entregando nosso coração.

Amado, não importa se você sabe

Por isso, para que o Espírito Santo nos

muito ou pouco de letras; triunfará quan-

ajude a ver a condição e a necessidade das

do for um homem ou uma mulher sensí-

pessoas, precisamos de um coração sen-

vel ao Espírito de Deus. Amém l Março 2016 / Impacto evangélico

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evangélico Diretor Fundador: Rev. Luis M. Ortiz Março 2016 / Edição N° 746 USPS 012-850) PUBLICAÇÃO OFICIAL DO MOVIMENTO MISSIONÁRIO MUNDIAL O World-Wide Missionary Movement, Inc. é uma igreja sem fins lucrativos, com uma visão para fundar novas igrejas nos Estados Unidos da América e seus territórios e também com uma visão missionária para fundar novas igrejas onde Deus abre novas portas em todo o Mundo. PUBLICAÇÃO MENSAL POR: Movimiento Misionero Mundial, Inc (Movimento Missionário Mundial, Inc.) San Juan, Porto Rico Washington, D.C. Postagem Periódica pagada a: San Juan, Porto Rico 00936

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O Movimento Missionário Mundial é uma organização religiosa sem fins lucrativos, devidamente registrada em San Juan, Porto Rico, e na capital federal, Washington DC com sede nas duas cidades, bem como em todos os estados da União Americana e em outros países onde temos obras missionárias estabelecidas. Importante As ofertas e doações em dinheiro, computadores, imóveis, legados em testamento, para o benefício desta obra do Movimento Missionário Mundial, Inc. são dedutíveis do imposto de renda (Income Tax) e os recibos emitidos pelo Movimento Missionário Mundial são reconhecidos pela Diretoria das Rendas Internas (IRS), do Governo Federal dos Estados Unidos da América e do Estado Livre Associado de Porto Rico. n

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Declaração Doutrinária O Movimento Missionário Mundial adere às doutrinas fundamentais da Bíblia, tais como: n

• A inspiração das Escrituras Sagradas: 2 Timóteo 3:15-17, 2 Pedro 1:19-21. • A Divindade adorável em Três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo: Mateus 3:16-17, 17: 1-5; 28:19 João 17: 5, 24, 26, 16:32, 14:16, 23, 18:05, 6, 2 Pedro 1:17,18; Apocalipse 5. • A salvação pela fé em Cristo: Lucas 24:47, João 3:16, Romanos 10:13, Tito 2:11, 3:5-7. • O Novo Nascimento: João 3:3, 1 Pedro 1:23, 1 João 3:9. • A Justificação pela Fé: Romanos 5:01, Tito 3:07. • O Batismo nas águas por imersão, segundo ordenado por Cristo: Mateus 28:19, Atos 8:36-39. • O Batismo no Espírito Santo, subseqüente à salvação, falando em outras línguas, segundo: Lucas 24:49, Atos 1:4, 8, 02:04. • A Cura Divina: Isaías 53:4, Mateus 08:16, 17, Marcos 16:18, Tiago 5:14, 15. • Os Dons do Espírito Santo: 1 Coríntios 12:1-11. • Os frutos do Espírito Santo: Gálatas 5:22-26. • A Santificação: 1 Tessalonicenses 4:03, 5:23, Hebreus 0:14, 1 Pedro 1:15, 16, 1 João 2:6. • O Ministério e a Evangelização: Marcos 16:15-20, Romanos 10:15. • O dízimo e a Sustentabilidade da Obra: Gênesis 14:20, 28:22, Levítico 27:30, Números 18:21-26, Malaquias 3:7-10, Mateus 10:10; 23:23. • A ascensão da Igreja: Romanos 8:23, 1 Coríntios 15:51 - 52, 1 Tessalonicenses 4:16-17. • A Segunda Vinda de Cristo: Zacarias 14:1-9, Mateus 24:30, 31, 2 Tessalonicenses 1:07, Tito 2:13, Judas 14, 15. • O Reino Milenar: Isaías 2:1-4, 11:5-10, Zacarias 9:10, Apocalipse 19:20, 20:3-10. • Novos Céus e Nova Terra: Isaías 65:17, 66:22, 2 Pedro 3:13, Apocalipse 21:1.


SOMMARIO

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6. Capa. Os ateus estão furiosos.

6

14. Infográfico. Estatísticas do ateísmo no mundo. 16. Internacional. Um lago na Bolívia evaporou. 18. Bem-estar . A doença do vírus DA Zika. 22. Fatos. Como morreu Jesus? 24. Literatura. Paixão pelas almas. 28. Música. Morto e ressurrreto. 30. Heróis da fé. Instrumento de Deus. 34. Histórias de vida O espírito santo tocou em jesús. 40. Entrevista. “O Senhor pode transformar o delinquente”.

55. Eventos. Bautismo en Colombia. 56. Eventos. Formando suplentes. 58. Eventos. “Eliminemos a imundície e a corrupção”.

60. Eventos. Servindo a Deus com lealdade. 62. Eventos. É tempo de se render. 64. Eventos. Caminhando retamente.

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42. Devocional. A ressurreição. 44. Devocional. O que aconteceu no Getsêmani. 46. Devocional. Fixemos nossos olhos no Senhor. 48. Evento. “Devemos ser retos e cultos”. 52. Eventos. Jovens selados por deus.

34 Março 2016 / Impacto evangélico

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MISIONÁRIO MUNDIAL 6 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


CAPA

OS ATEUS ESTÃO FURIOSOS O cristianismo é responsável pela maioria das coisas ruins do mundo? Essa é a acusação que os novos ateus lançam que alegam que a religião e o cristianismo em particular têm a culpa de todas as coisas ruins do mundo. David Jeremiah diz que é uma acusação muito forte, considerando que em menos de um século os regimes ateus assassinaram mais de 100 milhões de pessoas. Corrige, também, aos revisionistas da história que afirmam que a religião envenena o mundo.

David Jeremiah

Março 2016 / Impacto evangélico

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Q

(…) 55 % de pessoas com títulos superiores: (advogados, médicos, dentistas e outros) crê no diabo; 53 % crê no inferno, 72 % crê em milagres. 78 % deles crê na sobrevivência da alma após a morte, 60 % crê no nascimento virginal de Cristo, e 64 % crê na ressurreição de Cristo. Então, não diga que ser crente é ser um idiota (…)

MISIONÁRIO MUNDIAL 8 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

uando falamos da cólera dos ateus, não estamos falando principalmente de ateus clássicos como Bertrand Russell. Não. Os ateus dos que estamos falando são os chamados “novos ateus”. O termo Novo Ateísmo foi usado primeiro pela revista Wired em novembro de 2006 para descrever o ateísmo que se promove em livros de homens como Daniel Dennett que escreveu Quebrando o encanto, ou Deus, um Delírio de Richard Dawkins, Seis coisas impossíveis antes do café da manhã de Lewis Halpers, O cosmos compreensível de Victor J. Stenger, O fim da fé de Sam Harris, e Deus não é grande – como a religião envenena tudo de Christopher Hitchens. O que é notório em todos esses livros não é seu nível de argumentação – que é modesto, para dizê-lo amavelmente–, mas o nível de visibilidade que receberam como sucessos de livraria e crônicas noticiosas nos meios de comunicação. O alvo principal destes livros, sem nenhuma dúvida, é a religião organizada de qualquer tipo, em qualquer tempo e lugar. Paradoxalmente, os livros mencionados parecem sermões fundamentalistas; a maioria dos escritores soa de maneira muito similar a fogosos pregadores anunciando um inferno de enxofre e fogo, advertindo-nos de uma retribuição tétrica, mesmo de um apocalipse se não nos arrependermos de nossas crenças erradas e práticas associadas. Mas, por que é assim? Porque essa cólera? Como alguém pode estar tão furioso contra Deus se diz que Deus não existe, e porque os mais iracundos deles são os que dirigem a turba, os denominados novos ateus? EM PRIMEIRO LUGAR Os ateus estão furiosos porque sua arrogância os está envenenando. Um relato sobre quatro amigos que estavam na capital da nação conta que se reuniram em um dia ensolarado no parque principal para falar sobre algumas perguntas sérias, e depois decidir por votação qual era a resposta correta. Três deles eram ateus, e o quarto (Cris) era cristão, e sempre perdia quando votava; de modo que, cansado do mesmo resultado, apelou a Deus: “Senhor, por favor, dá-nos um sinal de que é real”. Imediatamente, um raio caiu sobre o monumento a Washington. “Viram isso?”, disse Cris, mas os três ateus insistiram que causas naturais podiam expli-

car esse fenômeno, de modo que Cris orou novamente e agora a terra tremeu e uma voz desde o céu estrondou: “Ele tem razão”. Cris triunfalmente perguntou: “Agora acreditam?”. Um dos ateus se encolheu de ombros e respondeu: “Não importa? Agora somos simplesmente dois contra três!”. Em sua sátira “As cartas dos perdedores”, Mary Everston explica a razão da brincadeira sobre esses novos ateus, e diz: “Seu movimento atacou repetidamente as pessoas religiosas como santarrões, ignorantes da história e sem humor; enquanto esse mesmo movimento foi santarrão, ignorante da história e sem humor, em um nível altamente surpreendente”. Se você revisar alguns dos livros mencionados, produto da caneta destes novos ateus, descobrirá que não pode ler seus livros nem presenciar suas entrevistas sem concluir que estes novos ateus pensam que são muito mais preparados do que o resto de nós e, especialmente, dos que somos crentes. No passado, pelo menos, tentavam ocultar sua arrogância; agora fazem alarde dela. Em 2003, Daniel Dennett e Richard Dawkins determinaram que os ateus precisavam de um novo nome, menos ofensivo, como a palavra gay, que é utilizada como se fosse melhor termo para se referir aos homossexuais. O termo escolhido para polir o ateísmo foi a palavra “brilhante”. Brilhante é definido como a pessoa que tem uma


cosmovisão naturalista livre dos elementos sobrenaturais e místicos. Pouco depois de introduzir esta nova designação, Steven Walmat escreveu, como resposta a um comentário dito pela emissora de Rádio Pública Nacional, o seguinte: “Não tenho certeza do que pretendiam os promotores dessa imagem, mas a denominação de brilhantes envolve sucintamente o sentido de que esse grupo pensa que é mais inteligente do que qualquer outra pessoa. O resto de nós, presumo, seríamos os opacos”. Duas pesquisas, uma de Harris e a outra de Kahlo, indicam que mesmo as crenças religiosas sobrenaturais não são só sustentadas pela maioria de estadunidenses, mas pela maioria de estadunidenses bem educados. As cifras são: 55% de pessoas com títulos superiores (advogados, médicos, dentistas e outros) crê no diabo; 53% crê no inferno, 72% crê em milagres. 78 % deles crê na sobrevivência da alma após a morte; 60 % crê no nascimento virginal de Cristo, e 64 % crê na ressurreição de Cristo. Então, não diga que ser crente é ser um idiota. O que se acaba de indicar é o que cremos a maioria de nós, os cristãos crentes. Um das claras mensagens da Bíblia é o perigo do orgulho. O orgulho foi o pecado original, está incluído na lista de coisas que Deus aborrece. Segundo Provérbios 6:16, o rei Salomão adverte que: “A soberba precede a ruína, e a altivez do espirito precede a

FOTO: AFP

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CAPA

queda” (Provérbios 16:18). Um dos problemas dos novos ateus é que sua arrogância os está envenenando. EM SEGUNDO LUGAR Os ateus estão furiosos porque seus promotores os estão abandonando. Um erudito britânico chamado Antony Flew, filósofo e ateu até 2007, publicou um livro titulado Deus existe. No texto revela que se comprometeu a ir a qualquer lugar que a evidência o conduzisse; e o resultado desse compromisso foi crer no Deus criador. A capa do livro o diz de maneira gráfica, tem o título Deus não existe, mas a palavra NÃO está riscada, de modo que o livro já não promove a ideia de que não há um Deus, mas que efetivamente existe um Deus. Quando o livro foi posto à venda, um titular dizia: “Famoso ateu, agora crê em Deus”. E acrescentava: “Um dos mais proeminentes ateus do mundo agora crê em Deus, baseado na evidência científica”. Um titular de 9 de dezembro de 2004 da imprensa associada dizia: “Professor britânico de filosofia que tinha sido paladino defensor do ateísmo por mais de meio século mudou de opinião, agora crê em Deus”. O livro foi uma surpresa não agradável para aqueles que foram seus companheiros ateus um tempo atrás. Outro ateu chamado A. N. Wilson, que supostamente seria o próximo C. S. Lewis, voltou à fé depois de concluir que os ateus

(…) Antony Flew, filósofo e ateu até 2007, publicou um livro intitulado Deus existe. No texto revela que se comprometeu a ir a qualquer lugar que a evidência o conduzisse; e o resultado desse compromisso foi crer no Deus criador.

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estão perdendo algumas das experiências mais básicas da vida. Ao escrever a biografia de C. S. Lewis, achou muitas semelhanças entre sua própria experiência e o personagem de sua biografia, que teve uma infância feliz que foi ensombrecida por anos desditados em um internato, o que o levou a recusar a fé de sua infância. Depois, outro paralelo se tornou mais claro para ele pouco a pouco. Ao igual que Lewis, gradualmente percebeu que seus autores favoritos eram cristãos. Wilson notou uma diferença entre o céptico e o devoto. Outro caso, um homem chamado Matthew Parris, um ateu muito conhecido, quis visitar obreiros cristãos de auxílio no Malaui onde viu o poder do Evangelho, e escreveu: Isso confunde minhas crenças ideológicas e obstinadamente se negam a encaixar em minha cosmovisão e reduziu paulatinamente minha crença de que Deus não existe. Há outro personagem que desejo mencionar. Li todo um livro sobre ele, e é mui-

to interessante, seu nome é Peter Hitchens, também ateu. Era britânico, jornalista e autor do livro Raiva contra Deus, publicado em 2010. Em sua obra conta como aos 15 anos queimou sua Bíblia nos prédios do internato em Cambridge e procurou uma nova vida negando a existência de Deus. Atribui sua volta à fé a seu conhecimento prático do socialismo, pois presenciou as consequências de sua aplicação durante seus anos como repórter na Europa oriental e trabalhou quase três anos como correspondente em Moscou durante o colapso da União Soviética. Ali descreve como era a vida para os russos que viviam sob a tirania do comunismo ímpio. Em 1990 houve 6 milhões e meio de abortos na União Soviética e menos de 5 milhões de nascimentos vivos. Para o cidadão médio, a vida era uma existência desconfortante de baixo nível material, ético e cultural. Achou que estava promovendo uma doutrina que tinha produzido esse pe-


CAPA

sadelo social e teve que viver no meio dela. Enquanto residiu ali, pôde ver os horríveis resultados de uma cultura sem Deus, e isso fez com que em sua vida começasse a acontecer algo que o fez voltar a sua fé. EM TERCEIRO LUGAR Estão furiosos porque seus argumentos estão se dividindo. Um argumento chave dos novos ateus contra a religião e o cristianismo é que a religião é o maior causante do mal e a dor na história do mundo. Ouviram isso? Christopher Hitchens popularizou esse argumento em seu livro afirmando: As falhas do mundo acontecem graças às superstições retrógradas que obstaculizam o avanço do mundo, que obstaculizam seu destino racional e científico; elimine a religião e o mundo será um lugar melhor; a religião só trouxe violência, desonestidade intelectual ou pressão e divisão social. Steve Pinkler, em seu livro Como a mente funciona, escreve: As religiões nos deram apedrejamentos, bruxas queimadas, cruzadas, inquisições, jihads, fatwas, homens -bomba e homens atirando contra clínicas de aborto e mães que afogam seus filhos para levá-los alegremente ao céu. Como Blaise Pascal escreveu: Os homens nunca fazem o mal tão plenamente e com tanto entusiasmo como quando o fazem por convicção religiosa. Em outras palavras, opinam que tudo é culpa da religião. Se você estudou algo de história, sabe que não há nenhuma dúvida de que as terríveis atrocidades foram cometidas no nome da religião; porém, a argumentação ateia de que a religião envenena tudo não é mais que um revisionismo da história. Em seu livro A verdade sobre o cristianismo, Dinesh D’Souza cita a investigação que fez para negar as acusações dos ateus. Este escritor se enfoca especificamente nas cruzadas, a inquisição e a caça de bruxas em Salem. Sua investigação é voluminosa e começa com as cruzadas, que supostamente causaram a massacre de milhares. D’Souza lembra aos leitores que as cruzadas foram um esforço dos católicos por recuperar o território que os exércitos islâmicos lhes arrebataram. No século XII, duzentos anos depois de que as forças islâmicas se apoderaram de sua terra, os cristãos finalmente contra-atacaram. No contexto da

história da guerra, não há evidências para considerar as cruzadas como um crime histórico mundial de algum tipo. Os católicos lutaram para se defender da conquista estrangeira, enquanto os muçulmanos lutavam para continuar conquistando terras católicas. Assim foram as cruzadas, não foram genocídios, não foram assassinatos em massa, foram simplesmente uma luta por território

que em um tempo lhes pertencia, que foi arrebatado de seu poder, e que estavam tentando recuperar. Sobre a Inquisição na Espanha, e segundo o livro de um escritor, Dinesh D’Souza afirma que o número total de pessoas executadas por heresia pela Inquisição espanhola foi aproximadamente 2000 pessoas. Não é uma cifra insignificante, mas é importante lembrar que as mortes aconteceram em um período de 350 anos, e isso não é mencionado por ninguém quando falam desse tema. O outro suposto genocídio religioso foram os julgamentos das bruxas em Salem, Estados Unidos. Quantos morreram nesses julgamentos? Milhares? Centenas? Acredite se quiser, mas a cifra foi realmente menos de 25, 19 foram condenados à morte e outros morreram na prisão. Por isso, os ateus estão furiosos porque sua arrogância os está envenenando, seus promotores os abandonam, suas discussões os dividem.

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MISIONÁRIO MUNDIAL 12 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

EM QUARTO LUGAR Os ateus estão furiosos porque seus adversários os estão derrotando. Antony Flew, em seu livro Deus existe relata o episódio quando conheceu um cientista israelense chamado Harris Shutter que refutou cada ponto do que chamava “O teorema do macaco infinito”. O teorema do macaco infinito expõe uma interessante situação: se não aceitamos que o mundo foi criado por Deus, então é preciso responder a pergunta “Como começou o mundo?”. Uma das respostas que os ateus dão é sobre algo parecido a uma

combustão espontânea que finalmente fez com que as partes se reunissem sem razão, e formaram tudo o que há. Para isso, usaram a analogia de uma multidão de macacos digitando aleatoriamente em teclados de computador e, no longo prazo, produzindo um soneto de Shakespeare. Flew disse que, segundo Shutter, o Concílio Britânico Nacional de Arte realizou um experimento. Colocaram um computador em uma gaiola com seis macacos e, após um mês, eles tinham produzido cinquenta páginas e estragado os teclados. E não havia


CAPA

uma soa palavra nas cinquenta páginas datilografadas que produziram, nem sequer um EU ou um NÃO, com espaços de separação para que possa ser interpretado como palavra. Assim, quais são as probabilidades de que os macacos produzam acidentalmente um soneto de Shakespeare? Por isso, os ateus estão furiosos porque sua arrogância os está envenenando, seus promotores os abandonam, suas discussões os dividem, seus adversários os estão derrotando. EM QUINTO LUGAR Os ateus estão furiosos porque sua amnésia os desacredita. Richard Dawkins escreveu: Não há nem a mais mínima evidência de que o ateísmo influa sistematicamente nas pessoas para que façam coisas ruins; ateus individuais podem fazer coisas ruins, mas não em nome do ateísmo. Voltamos à investigação de Dinesh D’Souza. Ouvi essa análise dos males do ateísmo, leio textualmente: “Nos passados 100 anos, aproximadamente, os regimes ateus mais poderosos, a Rússia comunista, a China comunista e a Alemanha nazi, exterminaram pessoas em quantidades fabulosas. Stalin foi responsável de cerca de 20 milhões de mortes; o regime chinês de Mao Tsé-tung causou uma inquietante cifra de 70 milhões de mortes; Hitler, em um terceiro lugar, cometeu aproximadamente 10 milhões de assassinatos, 6 milhões deles foram judeus. É preciso notar que os regimes ateus em um só século assassinaram mais de 100 milhões de pessoas. Seja qual for a causa pela qual os regimes ateus fazem o que fazem, o fato indisputável é que todas as religiões do mundo, em três mil anos não cometeram tantos assassinatos quanto os que fizeram aqueles em nome do ateísmo nas passadas décadas”. É tempo de abandonar a mantra que se repete sem pensar de que a crença religiosa foi a principal fonte de conflitos e violências humanas. O ateísmo, e não a religião, ocasionou os maiores assassinatos massivos da história. E FINALMENTE Os ateus estão furiosos porque suas avaliações os enganam. O ateísmo está em conflito. Seu futuro parece se apoiar mais cada vez em crenças privadas de indivíduos, antes

que no grande domínio público que em um tempo consideravam seu hábitat natural. A retórica dos novos ateus delata pânico, que é outro sinal de fraqueza. O ateísmo, segundo a revista cristã Attitude, sabe que está perdendo tanto a discussão quanto a atenção global. Os relatos de energia global da religião estão questionando em todo o mundo a grande narração do progresso evolucionário, os melhores filósofos estão levando a sério “a hipótese deísta”. Os pensadores ateus se conformam com a ideia de aparecer nas conferências nacionais para promover seu livro mais recente, mas não conseguiram comunicar uma visão contundente do ateísmo capaz de atrair e reter um grande número de pessoas. Novamente, como Dinesh D’Souza diz: Deus voltou, o cristianismo está ganhando e o secularismo está perdendo, Deus é o futuro e o ateísmo está se extinguindo. Ou como um apresentador de televisão diz: É possível que os ateus estejam vendendo livros, mas não estão ganhando conversos; o cristianismo está ganhando conversos em todo o mundo e as congregações estão levando as Escrituras a sério e com prazer. Deixe-me mostrar algumas estatísticas reais do que acontece no mundo. As cifras de ateus não estão crescendo; em um artigo com um nome algo enganoso, Cálculos numéricos cristãos, George Weigel informa de reportagens para a Fortes Express esta cifra de 2011: comparados com os 2300 milhões de cristãos, há aproximadamente 1600 milhões de muçulmanos, 951 milhões de hindus, 486 milhões de budistas, 458 milhões de religiões tradicionais chinesas e 137 milhões de ateus cujo número realmente se reduziu na década passada apesar dos gritos de Richard Dawkins, Christopher Hitchens e outros. Junto com as estatísticas comparativas de crescimento contundente, para meados de 2011 haverá uma média de 80 000 novos cristãos diariamente, dos quais 31 000 serão católicos romanos, e 79 000 novos muçulmanos diariamente, mas 300 ateus menos a cada 24 horas. O crescimento contínuo do cristianismo, comparado com a declinação do ateísmo em cifras absolutas e considerando os ateus como uma porcentagem da população total do mundo, sugere a possibilidade do carácter vitriólico do novo ateísmo l

(…) como Dinesh D’Souza diz: Deus voltou, o cristianismo está ganhando e o secularismo está perdendo, Deus é o futuro e o ateísmo está se extinguindo. Ou como um apresentador de televisão diz: É possível que os ateus estejam vendendo livros, mas não estão ganhando conversos; o cristianismo está ganhando conversos (…)

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Estatísticas do ateísmo no mundo Uma pesquisa revela que mais de 60% da povoação mundial se declara religiosa. Na primeira posição do ranking internacional por países se encontra a Tailândia, onde 94% de

seus habitantes se consideram crentes, e na última posição a China, o país mais ateu. O estudo também analisa a religiosidade em função de fatores como a ocupação ou a idade.

“Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem”. Salmo 14:1; 53:1.

Ateu

4%

11%

22%

% Povoação mundial

63% Ateia

Não religiosa

Não sabe

Religiosa

É um termo que provém do grego átheos (a = sem, theos = Deus). Portanto, ateu é aquele que prescinde da existência de Deus. Os motivos pelos quais os ateus não reconhecem a Deus são muito variados. O ateísmo se baseia em quebrar a relação do homem com Deus, relação bidimensional: do homem com Deus e de Deus com o homem, para optar pela realidade na qual o homem vive imerso (a mundanidade).

Nego completamente a existência de um Deus.

Só creio que o sol sairá amanhã.

Rejeito a crença e a existência de um ou mais ídolos.

Religião por idade Menores de 25 anos

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

25 - 34 anos

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

35 - 44 anos

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

45 - 54 anos

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

Mais de 55 anos

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

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Como parte do estudo intitulado “Medindo o Bem-Estar Nacional”, foram entrevistadas 300 000 pessoas no Reino Unido entre 2012 e 2015. De acordo com o estudo, com exceção dos hindus, os cristãos são também mais felizes do que outros grupos religiosos, como budistas, judeus e muçulmanos.

Agnóstico

Não creio em Deus porque não tenho evidências.

É importante não confundir os ateus com os agnósticos. Estes últimos consideram que a existência de Deus é algo que não pode ser demonstrado nem refutado. Pelo contrário, os ateus creem que não existe. Isso não significa precisamente que exista realmente; parece apoiar a postura dos agnósticos, mas muitos ateus supõem e defendem suas crenças com um rigor e uma fé tão fortes e inquebrantáveis como um religioso as suas. Por essa razão, as polêmicas entre ambas as ideologias são sempre fortes.

Não creio, mas também não nego sua existência. Mas também não creio em Deus pela mesma causa.

1 80

Religião por emprego Não sabe Ateus Trabalhador a Não religiosos tempo Religiosos completo Não sabe Ateus DesempregaNão religiosos do Religiosos

Estudante

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

Dona de casa

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos

Aposentado

Não sabe Ateus Não religiosos Religiosos 0

30

40

50

60

70

Países mais religiosos e países mais ateus Ateus

Tailândia

93%

Geórgia

6 93%

Tcheca

Não religiosos

Religiosos

94%

Armênia

República

professam a religião. Isso representa quase um terço do total da povoação mundial estimada que existe.*

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“Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. 1 Coríntios 2:14.

Marrocos

milhões de cristãos

10

*estatísticas do início de 2015

Os cristãos são mais felizes do que os ateus, segundo um estudo britânico

94%

93%

30%

Suécia

17% 59%

Japão

31%

China

61% 0

10

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UM LAGO NA BOLÍVIA EVAPOROU Todo o setor que o lago ocupava se tornou um extenso deserto. Só fica terra quebradiça que indica que alguma vez existiu água nesse lugar.

O

minissatélite da Agência Espacial Europeia (ESA) Prova V, encarregado de controlar a superfície da Terra diariamente, revelou o desaparecimento do segundo maior lago da Bolívia. A ESA confirma assim a evaporação completa do lago Poopó. Três fotografias de satélite, tiradas em 27 de abril de 2014, em 20 de julho de 2015 e em 22 de janeiro de 2016, confirmam o desaparecimento desse lago situado em uma depressão da cordilheira e que cobria uma superfície de 3 000 quilômetros quadrados, indicou a ESA em um comunicado. As fotografias mostram a redução paulatina da massa de água, com uma profundidade de só 3 metros. A natureza superficial do lago, unida ao entorno árido montanhoso, provocavam que fosse muito sensível às flutuações no clima. Apesar de que não é a primeira vez que o lago Poopó evapora (a última foi em 1994), existe o temor de que leve muitos anos para que ele se recomponha, se isso realmente ocorrer. As razões do desaparecimento do lago são complexas e vão desde os efeitos climáticos e o mau manejo dos recursos aquíferos até a atividade humana, a contaminação e a falta de atenção a um desastre que todos já viam que estava prestes a ocorrer há vários anos. As análises do governo aponMISIONÁRIO MUNDIAL 16 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

tam o fenômeno El Niño e o aquecimento global ocasionado pelos países industrializados como culpados. O vice-ministro de Recursos Hídricos e Irrigação da Bolívia, Carlos Ortuño, cita dados científicos que estabelecem que a temperatura mínima aumentou 2,06° centígrados nos últimos 56 anos e que o El Niño provocou secas desde outubro. A catástrofe vinha sendo anunciada há anos e tem um forte impacto ecológico, econômico, social e político. Representa a destruição de todo um ecossistema, a perda de centenas de espécies de fauna e flora, o desaparecimento de culturas pelo êxodo das comunidades que viviam do lago e a falta de ações efetivas para enfrentar a seca. Segundo especialistas em conservação, cerca de 200 espécies de aves, peixes, mamíferos, répteis, além de uma grande variedade de plantas, desapareceram com a seca do Poopó. Por sua parte, o Ministério do Meio Ambiente e Água confirmou a perda de uma grande quantidade de espécies únicas, mas não se conhece a quantidade exata e está se pensando em realizar um contagem l (Com informação dos jornais El País, La Vanguardia e El Mundo)


FOTO: AFP

INTERNACIONAL

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E

sta doença é causada por um vírus transmitido pelos mosquitos do gênero Aedes. As pessoas com a doença têm, normalmente, febre ligeira, erupção da pele (exantema) e irritação dos olhos (conjuntivite), que geralmente duram entre 2 e 7 dias. Até o momento, não existe nenhum tratamento específico nem vacina. A melhor forma de prevenção é a proteção contra a picada do mosquito portador do vírus. O vírus da Zika foi identificado pela primeira vez em 1947, no Uganda, em macacos. Em 1952, foram identificados os primeiros casos humanos no Uganda e na República Unida da Tanzânia. Este vírus pertence ao gênero Flavivirus, ao que também pertencem os vírus da dengue e da febre amarela, transmitidos pelo mesmo mosquito que pode transportar o vírus da chikungunya que, geralmente, pica ao amanhecer e ao entardecer. Desde a descoberta da Zika, foram registrados só alguns casos de pacientes com essa doença no mundo (14 casos), até a aparição explosiva de milhares de casos em 2013. O período de incubação, o tempo que decorre desde a exposição até os sintomas, não está completamente estabelecido, mas é provavelmente de alguns dias (entre 2 e 12 dias). SINTOMAS Os sintomas são semelhantes aos da dengue e podem ser confundidos com estes. Apresenta-se com febre, dores articulares, dores musculares, irritação conjuntival, mal-estar, vómitos, erupções cutâneas e dores de cabeça intensas, que duram entre 2 e 7 dias. Sua mortalidade é baixa, apesar de que recentemente se registraram mortes devido a complicações neurológicas, principalmente. A transmissão da doença acontece através da picada de mosquitos infectados com este vírus, um inseto que também transmite (vetor) a dengue, a chikungunya e a febre amarela. Suspeita-se que o vírus saiu da Polinésia Francesa para o Brasil, por meio de uma competição náutica internacional, realizada em agosto de 2014 (Didier Musso, pesquisador da Zika). De acordo com relatórios da Organização Mundial de Saúde (OMS), um grande surto aconteceu na Polinésia Francesa em 2013, onde 32 000 casos foram relatados em uma MISIONÁRIO MUNDIAL 18 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

A DOENÇA DO VÍRUS DA ZIKA Dezenas de países ao redor do mundo estão em alerta de saúde. Uma nova epidemia ameaça a população: o vírus da Zika. Apesar de que o vírus é conhecido há mais de 60 anos, a doença nunca alcançou a expansão atual.

Walter Menchola Vásquez (*)


FOTO: AFP

BEM-ESTAR

população de 270 000 habitantes. A primeira aparição na América foi registrada na Ilha de Páscoa (Chile) em 2014; casos posteriores foram notificados no Brasil e na Colômbia em 2015. A Zika foi considerada uma doença leve em lugares onde 80% dos afetados não apresentou nenhum sintoma. No entanto, as coisas mudaram quando apareceram complicações neurológicas (síndrome de Guillain-Barré) e autoimunes, bem como um aumento de recém-nascidos com microcefalia. A OMS afirma que mais de 13 países da América confirmaram infecções esporádicas do vírus da Zika, o que indica uma alta capacidade de propagação do vírus. Recentemen-

te, os Estados Unidos registrou outra forma de transmissão: por contato sexual. Além disso, o vírus foi achado na saliva. Se o caso for confirmado, significaria que o vírus tem outras formas de transmissão e significaria um risco mais elevado do estimado inicialmente, porque seu controlo criaria dificuldades. Isso sugere que esse vírus também é encontrado nos fluidos corporais dos seres humanos e que pode ser detectado graças a novos métodos de diagnóstico. Se tudo isso for confirmado, o abastecimento de sangue representaria um risco potencial, especialmente em países onde ainda não se controla a doença.

Os sintomas são semelhantes aos da dengue e podem ser confundidos com estes. Apresenta-se com febre, dores articulares, dores musculares, irritação conjuntival, mal-estar, vómitos, erupções cutâneas e dores de cabeça intensas, que duram entre 2 e 7 dias. Sua mortalidade é baixa, apesar de que recentemente se registraram mortes devido a complicações neurológicas, principalmente.

(*) Médico Internista. Mg. Gestão e Políticas Públicas.

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FOTO: AFP

A OMS lançou o alarme em todo o mundo pela propagação explosiva do vírus e sua possível associação com malformações congênitas em fetos de mulheres grávidas infectadas (microcefalia: cabeça pequena) e síndromes neurológicas, como a síndrome de GuillainBarré.

FOTO: AFP

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Em suma, a Zika seria transmitida por picadas de mosquitos infectados, por via sanguínea, saliva, sexual e transplacentária (mãe/feto). ALARME MUNDIAL A OMS lançou o alarme em todo o mundo pela propagação explosiva do vírus e sua possível associação com malformações congênitas em fetos de mulheres grávidas infectadas (microcefalia: cabeça pequena) e síndromes neurológicas, como a síndrome de Guillain-Barré. O mosquito que transmite o vírus é pequeno, medindo só 7 mm, escuro com listras MISIONÁRIO MUNDIAL 20 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

brancas. Ele usa como criadouros espaços muito pequenos, tanto naturais como artificiais, e deposita seus ovos em recipientes de água. Os ovos se transformam em larvas em 2 ou 3 dias e se tornam adultos em 7 dias. A fêmea, depois de se alimentar de sangue, pode colocar até 700 ovos em recipientes com água, como vasos para flores, fontes ornamentais, pneus abandonados, lagoas, etc. (OMS). Os mosquitos adultos vivem 3 semanas. Normalmente, eles picam durante o dia, sobretudo ao amanhecer e ao entardecer, na área dos tornozelos e cotovelos preferentemente. As fêmeas, que transmitem o vírus através de suas picadas, são contaminadas ao sugar o sangue de pessoas infectadas com a Zika. Elas transmitem também a dengue, a chikungunya e a febre amarela. Algo muito importante que deve ser levado em consideração é que “a transmissão acontece só quando o mosquito infectado com o vírus pica um indivíduo susceptível. Se o mosquito não tivesse o vírus, a transmissão não aconteceria” (Dr. Jairo Andrés Mendez Rico, OPS). TRATAMENTO Não há tratamento específico para a infecção do vírus da Zika, como no caso da dengue, da chikungunya e da febre amarela. O tratamento é sintomático e se recomenda repouso


FOTO: AFP

BEM-ESTAR

dependendo da condição geral do paciente, abundância de água, e paracetamol para aliviar a dor e a febre. Ainda não existe uma vacina, mas alguns estão trabalhando nela, que é a maneira mais eficaz de prevenir a doença. Por enquanto, só devemos evitar as picadas de mosquito. Por isso, recomenda-se remover os recipientes de água ao ar livre, utilizar inseticidas ou larvicidas, se necessário, e proteger as áreas de picadas (tornozelos, cotovelos, pulsos, rosto) utilizando roupas de mangas longas, calças e meias. Há roupas feitas com permetrina (scabicida tópico), que elimina o mosquito. Além disso, use repelente constantemen-

te, bem como mosquiteiros em portas e janelas e sobre as camas. Uma pessoa infectada com o vírus da Zika também deve se proteger contra as picadas de mosquito para evitar a repetição do ciclo, não ter sexo durante duas semanas após sua recuperação, e evitar beijar e doar sangue neste período. A OMS assinalou recentemente que a epidemia da Zika constitui uma emergência de saúde pública, recomendando que todos, especialmente as mulheres em idade fértil (15-45 anos) e as mulheres grávidas, obtenham a melhor informação disponível e os materiais necessários para reduzir o risco de exposição l Março 2016 / Impacto evangélico

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MISIONÁRIO MUNDIAL 22 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


REALIDAD FATOS

COMO MORREU JESUS? Jesus veio ao mundo para salvar a humanidade de seus pecados. Era o Filho de Deus, mas sofreu como qualquer mortal quando foi crucificado, suportou muitas dores e finalmente pereceu. Quais foram as causas dessa morte terrena?

O

efeito principal da crucifixão, aparte da grande dor que ele sofria em seus braços e pernas, era a marcada interferência com a respiração normal, particularmente na exalação. O peso do corpo e a posição dos braços e ombros estendidos obrigavam os músculos intercostais a permanecer em um estado de inalação e, por conseguinte, afetavam a exalação passiva. Desta maneira, a exalação era primeiramente diafragmática; e a respiração, muito leve. Essa forma de respiração não era suficiente e produzia retenção de CO2 (hipercapnia). Para poder respirar, Jesus tinha que se apoiar nos pés e tentar flexionar os braços para que a exalação se produzisse. Mas quando se apoiava, também sofria uma série de dores em todo seu corpo. O desenvolvimento de cãibras musculares ou contraturas tetânicas como resultado da fadiga e da hipercapnia afetaram ainda mais a respiração. Uma exalação adequada requeria que erguesse o corpo, empurrando-o para cima com os pés e flexionando os cotovelos, endireitando os ombros. Esta manobra colocaria o peso total do corpo nos tarsais e causaria uma grande dor. Mais ainda, a flexão dos cotovelos causaria uma rotação nos pulsos em torno dos cravos de ferro e provocaria uma enorme dor através dos nervos lacerados. Levantar o corpo rasparia dolorosamente as costas contra a trave (a madeira vertical da cruz onde as costas estavam apoiadas). Como resultado disso, cada esforço de respiração se tornaria agonizante e fatigoso, eventualmente levaria à asfixia e finalmente a seu falecimento. Era costume dos romanos que os corpos dos crucificados permanecessem longas horas pendendo da cruz; às vezes até que entrassem em putrefação ou as feras e as

aves de rapina os devorassem. Portanto, antes que Jesus morresse, os príncipes dos sacerdotes e seus colegas do Sinédrio pediram a Pilatos que, de acordo com o costume romano, mandasse liquidar os justiçados, fazendo com que quebrassem suas pernas a golpes. Esta bárbara operação era chamada em latim crurifragium (João 19:31-37). As pernas dos ladrões foram quebradas, mas quando chegaram a Jesus e observaram que já estava morto, deixaram de golpeá-lo, mas um dos soldados, para maior segurança, quis dá-lhe o que se denominava o “golpe de misericórdia” e traspassou seu peito com uma lança. Por esse sangue e por essa água que saíram do lado, os médicos concluíram que o pericárdio (formação sacular que envolve o coração) deveu ser alcançado pela lança, ou provavelmente se provocou a perfuração do ventrículo direito, ou havia um hemopericárdio pós-traumático, ou representava fluido de pleura e pericárdio, de onde teria procedido a efusão de sangue. A hematidrose é um transtorno muito excepcional no qual um ser humano sua sangue. Só acontece quando a pessoa sofre um elevado nível de estrese, ansiedade ou fraqueza, por exemplo, quando o momento de sua morte está perto. A causa é que os vasos sanguíneos se dilatam e contraem até que se rompem, causando hemorragias na camada da epiderme próxima das glândulas sudoríparas. Como consequência, o sangue se mistura com o suor e sai pelos poros da pele. Alguns historiadores sugerem que Jesus experimentou hematidrose quando orava no jardim do Getsêmani, devido a que sabia que ia morrer em pouco tempo (Lucas 22:44) l

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PAIXÃO PELAS ALMAS Clássico da literatura cristã contemporânea, é um material de leitura imprescindível. Nele se faz um chamado a prestar atenção aos esforços e métodos realizados nos avivamentos modernos.

F

oi em 1904. Todo Gales estava doente. A nação tinha se afastado muito de Deus. As condições espirituais eram certamente muito baixas. As pessoas iam pouco à igreja. E o pecado abundava por todos os cantos. Repentinamente, como um tornado inesperado, o Espírito de Deus limpou a terra. As igrejas se enchiam muito e, apesar disso, os que ficavam fora formavam multidões. As reuniões se realizavam das dez da manhã às doze da noite. Diariamente se realizavam três serviços determinados. O instrumento humano foi Evan Roberts. Cantos, testemunhos e oração constituíam as principais características. A alegação mais poderosa pelo avivamento, segundo o pastor canadiano Jonathan Goforth, o livro “Paixão pelas almas” aborda a evangelização do mundo desde a perspectiva do doutor Oswald J. Smith, prolífico escritor cristão, autor de trinta e cinco obras cristãs, que publicou este livro em 1950. Homem de fé, nascido em 8 de novembro de 1889, Smith, através de sua publicação, faz um chamado a prestar atenção aos esforços e métodos realizados nos avivamentos modernos. A fé é a chave que abre a porta do poder de Deus. “Pela fé, as muralhas de Jericó caíram”. E na obra de avivamento um dos pré-requisitos essenciais é uma fé viva e vital. “Quando você acredita, todas as coisas são possíveis”. O homem usado pelo Senhor ouve o céu. Deus vai lhe dar uma promessa. Sem promessas gerais da Palavra que se aplicam a muitos de seus filhos, mas, uma MISIONÁRIO MUNDIAL 24 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

mensagem inconfundível, definida, dirigida a seu próprio coração. Alguma promessa familiar, possivelmente, chegaria de uma maneira tão pessoal para saber que Deus falou. Por isso, se eu começasse um novo trabalho para Deus, deveria primeiro fazer a seguinte pergunta: “Já recebi uma promessa?”. O reverendo Smith, extinto promotor da evangelização mundial, concretou mediante “Paixão pelas almas” um material


LITERATURA

Influenciado por muitos dos grandes cristãos de todos os tempos, como John Wesley, Martinho Lutero, Charles H. Spurgeon, Dwight L. Moody e nomeadamente Charles G. Finney e David Brainerd, o missionário Smith testifica em seu livro sua fé imensa no poder da oração para mudar as condições desfavoráveis, e no poder do Senhor.

de leitura imprescindível em cada lar cristão do planeta. Escrita com lucidez, responsabilidade e força, a obra de Smith esboça as dicas para concretizar um novo despertar espiritual motivado pelo Espírito Santo. Deus, avivamento, evangelismo em ação, fé, convicção de pecado e a resposta do Senhor para este mundo triste são alguns dos temas tratados em “Paixão pelas almas”. Quando em 1924, 1929, e 1936 visitei os campos missionários russos na Europa, vi Deus obrando com um poder de avivamento. As pessoas andavam quase cinquen-

ta quilômetros (30 milhas), ou viajavam com cavalos e carros trezentos vinte e dois quilômetros (200 milhas) para assistir às reuniões. Os cultos duravam três horas ou mais e, em alguns casos, celebravamse três serviços por dia. Por isso, as pessoas reclamavam que não tinham suficiente para elas. Em uma localidade se reuniam cedo pela manhã, horas antes que mesmo os obreiros chegassem, e assim se realizavam quatro cultos por dia. “Paixão pelas almas”, que foi publicada em espanhol em 1984 pela editora Porta-

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MISIONÁRIO MUNDIAL 26 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


LITERATURA Continue lendo––

voz, está conformada por dezenove capítulos que fornecem a visão particular e testemunho do pastor Smith, compositor de mil e duzentos hinos, em relação à divulgação do Evangelho nos cinco continentes. Missionário entusiasta, responsável pela a difusão de mais de doze mil sermões em oitenta países, o Rev. Smith indica em seu livro que um requisito essencial para o sucesso de um avivamento é a obediência perfeita a Deus. Isto é o século XX. Forças sinistras estão operando. As religiões falsas abondam por todo o mundo. O nacionalismo está destruindo a terra. O comunismo, a arma mais poderosa jamais forjada pelo engenho satânico, deseja destruir o cristianismo. A energia atômica está à mercê da civilização. Desejaria poder viver para escrever no ano 2000 depois de Cristo, mais isso não será possível. Mas milhões poderão, se Cristo ainda não veio; eu não poderei. Acho que os próximos cinquenta anos serão os mais importantes da história da humanidade. Os acontecimentos e consequências de nível mundial já estão lançando suas sombras perante eles. Texto empregado pelo Espírito Santo para exercer uma grande influência sobre a vida e ministério dos mais conotados evangélicos da segunda metade do século XX, “Paixão pelas almas” é um clássico da literatura cristã contemporânea. Com mais de sessenta e cinco anos de antiguidade, e traduzida para muitas línguas, está consagrada à reafirmação da causa de Jesus Cristo e a promoção de seu reino. Não há dúvidas sobre sua importância dentro da comunidade evangélica internacional. Os dias da igreja primitiva foram dias de avivamento. Só o avivamento resolverá os problemas do mundo na atualidade. De fato, além do avivamento, é duvidoso que houvesse alguma igreja. Em todo o mundo, há aqueles que estão clamando a Deus por outra grande manifestação de seu poder. Essas orações serão respondidas? E se assim for, como serão essas respostas? Quanto custará? Podemos fazer algo para que aconteça? A oração do Salmo 85:6 poderá ser respondida em nossos dias? Nosso olhar está posto sobre Deus. Só Ele pode avivar seu povo. Influenciado por muitos dos grandes

cristãos de todos os tempos como John Wesley, Martinho Lutero, Charles H. Spurgeon, Dwight L. Moody e nomeadamente Charles G. Finney e David Brainerd, o missionário Smith testifica em seu livro sua fé imensa no poder da oração para mudar as condições desfavoráveis e no poder do Senhor. Líder de mais de uma vintena de expedições mundiais nas quais se promoveu o cristianismo, o ministro de Deus, também salienta em seu livro seu grande interesse pela obra missionária. Charles G. Finney é considerado pelas autoridades neste campo tanto da Grã-Bretanha quanto da América como o maior evangelista de todos os tempos. Ninguém conseguiu tanto em tão pouco tempo. Nem desde os dias do apóstolo Paulo, houve tais resultados. Ninguém que conheça sua reputação poderia duvidar sobre a obra de Charles G. Finney. Por isso, quando falarmos de evangelismo em ação, teremos primeiro que nos dirigir à milagrosa obra deste grande evangelista. O primeiro que temos que dizer de Finney é que, aonde ele ia, a religião se tornava o principal tema de conversa. A obra de Oswald J. Smith é também uma declamação pessoal em relação com a importância do evangelismo. A este respeito, em uma das passagens de sua obra, o servo do Senhor afirma que: “a única esperança de nossa época é uma nova manifestação do poder de Deus. Sem avivamento, a vida como a conhecemos deve terminar. É preciso evangelizar ou ficar fossilizado”. Também, em outra parte, indica que: “os pastores que ainda creem na Bíblia deveriam ser capazes de cooperar quando falamos do evangelismo”. Há quatro grupos de pessoas com os quais terá que lidar em sua obra evangélica. De fato, frequentemente dou um convite para quatro: primeiro, para os perdidos; segundo, para os que ficaram atrás; terceiro, para os que não têm certeza de sua salvação e, quarto, para os derrotados. Esses quatro grupos estão em cada reunião, e deveriam ser convidados de forma clara a vir ao Senhor Jesus Cristo, para que possam suprir sua necessidade. Mas esses obreiros pessoais devem ser instruídos sobre como tratar com eles, porque o obreiro é o responsável de diagnosticar o caso l

A obra de Oswald J. Smith é também uma declamação pessoal em relação com a importância do evangelismo. A este respeito, em uma das passagens de sua obra, o servo do Senhor afirma que “a única esperança de nossa época é uma nova manifestação do poder de Deus. Sem avivamento, a vida como a conhecemos deve terminar. É preciso evangelizar ou ficar fossilizado”.

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MORTO E RESSURRETO Canto chave para compreender a ressurreição de Cristo. É obra do compositor estadunidense Robert Lowry.

C

antado pela comunidade evangélica mundial principalmente na época da Pascoa, o hino “Morto e ressurreto” se ocupa de apresentar a ressurreição de Jesus Cristo com uma linguagem simples, direta e enérgica. Composta em 1874, pelo estadunidense Robert Lowry, autor de cerca de quinhentos cânticos espirituais, a canção é a chave para entender o maior milagre do Evangelho, o acontecimento que sustenta toda a fé cristã: o retorno da morte à vida do Filho de Deus. Lowry, nascido em 12 de março de 1826, criou esse hino durante uma noite depois de cumprir sua obra pastoral na localidade de Lewisburg, situada no estado da Pensilvânia, onde liderava uma congregação evangélica. Em relação com esse tema, seus biógrafos dizem que o poema foi criado pelo reverendo Lowry enquanto estudava a ressurreição de Cristo. Apoiados em comentários do próprio autor, os historiadores

MORTO E RESSURRETO 1 Eis morto o Salvador, na sepultura! Mas com poder vigor, ressuscitou. CORO Da sepultura saiu Com triunfo e glória ressurgiu Ressurgiu, vencendo a morte e seu poder! Pode agora a todos vida conceder. Ressurgiu, Ressurgiu, Aleluia ressurgiu 2 Tomaram precaução, com Seu sepulcro; Mas, tudo foi em vão, para o reter. 3 A morte conquistou, com grande glória! Oh graças, alcançou, vida eternal. MISIONÁRIO MUNDIAL 28 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

indicam que o texto e a melodia de “Morto e ressurreto” se construíram rapidamente. Graduado com honras em teologia na Universidade de Lewisburg, em 1854, Robert Lowry foi um dos músicos cristãos mais reconhecidos de sua época e um ministro de Deus que destacou por sua permanente dedicação ao estudo e investigação das Sagradas Escrituras. Orador brilhante e cativante, segundo o escritor estadunidense Kenneth Osbeck, Lowry trabalhou também, entre 1869 e 1875, como professor de Literatura no claustro que o abrigou em sua etapa formativa e pregou a Palavra nos estados de Nova Iorque e Nova Jérsei. A Palavra de Deus, a Bíblia e a música cristã foram os pontos cardinais que guiaram a existência de Lowry. Capaz de traçar imagens e esclarecer as dúvidas dos crentes com suas prédicas, o servo do Senhor foi contratado em 1868 pela firma Biglow & Main Publishing Company para editar o livro Brilhantes joias, dirigido às escolas dominicais da época. Posteriormente se associou com o doutor William Howard Doane, notável compositor cristão, e publicou a obra Ouro puro, que vendeu mais de um milhão de exemplares. Defensor da sã doutrina e da fé evangélica, o reverendo Lowry nunca se gabou de sua notoriedade, apesar de que se transformou em uma figura da música congregacional, e sempre procurou difundir as boas novas. A este respeito, alguma vez afirmou que “preferiria pregar o Evangelho a um público agradecido que escrever um hino. Sempre me considerei um pregador e quando comecei a ser reconhecido como compositor, senti uma espécie de intranquilidade. A música para mim é uma questão secundária”.


MÚSICA

“Só no sangue”, “Há um rio cristalino”, “Como posso evitar de cantar?”, “Qual o preço do perdão?” e “Morto e ressurreto” são algumas das obras mais populares de Robert Lowry que, com a passagem dos anos, chegou a possuir uma das melhores

bibliotecas musicais dos Estados Unidos e se tornou um erudito do canto evangélico. Obreiro tenaz do Senhor, que compartilhou o Evangelho por mais de cinco décadas ininterrompidas, faleceu em 25 de novembro de 1899 aos setenta e três anos 

Defensor da sã doutrina e da fé evangélica, o reverendo Lowry nunca se gabou de sua notoriedade, apesar de que se transformou em uma figura da música congregacional, e sempre procurou difundir as boas novas. Março 2016 / Impacto evangélico

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INSTRUMENTO DE DEUS Reconhecido como o personagem mais heroico da história do cristianismo da Inglaterra, Henry Martyn realizou na Índia, nos começos do século XIX, uma breve, mas frutífera obra missionária que o transformou em um exemplo da fé. John Hall

S

ua obra missionária foi curta, mas grandemente frutífera em resultados, e apesar de que sua existência terrena foi de só trinta e um anos, seu legado é um dos mais difundidos dentro do ambiente evangélico mundial. Nascido na Inglaterra, em 18 de fevereiro de 1781, Henry Martyn é reconhecido como o personagem mais heroico da história do cristianismo do Reino Unido. O desejo de levar a mensagem de salvação aos povos que nunca foram evangelizados se tornou o mais fervoroso plano de sua curta vida depois de ler a biografia do missionário David Brainerd. PRIMEIROS PASSOS Abençoado por Deus, Martyn cresceu em um lar onde o Evangelho nunca esteve ausente. Seu pai, John, foi um homem piedoso que, através do exemplo, ensinou-lhe os princípios básicos da fé cristã e o encaminhou na senda do serviço e do amor ao próximo. Além disso, seus três irmãos também abraçaram as boas novas e foram parte essencial de seus primeiros passos no credo de Deus. Aos sete anos, ingressou à escola na cidade de Truro, localizada no sudoeste da Inglaterra, onde rapidamente demonstrou seus grandes dotes para as matemáticas e a leitura. Em 1797, aos dezesseis anos, depois de culminar a secundária, ingressou a “The &College of St Jhon the Evangelist” da Universidade de Cambridge para se formar como advogado. Ali, nessa célebre instituição universitária, berço de grandes homens seguidores do Senhor, transformou-se em um aluno brilhante que sempre se destacou MISIONÁRIO MUNDIAL 30 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

por atingir as melhores notas de sua classe. Suas habilidades o levaram mesmo a ganhar em 1801 o primeiro lugar em uma concorrência anual de matemáticas organizada pela universidade. Também, em 1802, foi eleito o melhor estudante de Cambridge. Martyn se dedicou plenamente à fé cristã em outubro de 1802 quando ouviu, casualmente, o pregador Charles Simeon falar sobre a obra evangelizadora realizada pelo missionário William Carey na Índia. Então, perdeu o intenso interesse pelas matemáticas e começou a devorar a Bíblia e entrou pouco a pouco nos caminhos do Senhor. A este respeito, em mais de uma ocasião revelou que: “consegui o que mais anelava no plano acadêmico, mas depois fiquei decepcionado e percebei que me faltava o mais importante da vida: Deus”. AO SERVIÇO DO SENHOR Influenciado por Simeon, Henry pesquisou sobre a vida do pastor Brainerd, renomeado evangelista estadunidense que pregou a Palavra aos índios americanos no século XVIII, que lhe serviu como exemplo da fé e o impulsionou a se transformar em um instrumento de Deus. Foi nesse momento que, sem duvidar nem um só momento, decidiu se converter em missionário e planejou difundir as Sa-


HERÓIS DA FÉ

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Seu zelo pelas coisas de Deus, seu compromisso com a sã doutrina, sua coragem e sua paixão pelo trabalho missionário servem ainda hoje para revalidar a frutífera obra que desenvolveu na Índia e no Irã, onde milhares se converteram ao cristianismo graças a suas prédicas e traduções.

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gradas Escrituras na Índia. Em 22 de outubro de 1803 foi ordenado diácono na cidade de Ely, a 129 quilômetros de Londres, e tempo depois foi reconhecido como ministro do Senhor. Servo fiel de Deus, Martyn ofereceu seus serviços à “Church Missionary Society”, uma instituição cristã de alcance mundial, mas um desastre financeiro o privou da herança de seu pai e isso frustrou imediatamente seu objetivo de servir ao Senhor fora da Inglaterra. No entanto, cumpriu seu desejo de levar as boas novas e durante mais de vinte meses trabalhou como adjunto do pastor Simeon em Cambridge. Posteriormente, em 5 de julho de 1805, concretizou finalmente sua meta de levar a Palavra à Índia quando se embarcou para esse país. Antes de se embarcar, Henry escreveu: “se eu viver ou morrer, que Cristo seja glorificado pela colheita de multidões para ele”. Já a bordo do navio, quando se afastava de seu país, chorou como um menino pela tristeza de abandonar sua família e sua noiva Lidia Grenfel. Contudo, nada pôde desviá-lo de seu propósito de seguir o encaminhamento divino. Durante a viagem, compartilhou mesmo o Evangelho com a tripulação. Em 8 de janeiro de 1806, chegou ao Cabo da Boa Esperança, uma colônia britânica na atual África do Sul e Namíbia, onde conheceu os horrores da guerra. OBRA PROLIXA Em 22 de abril de 1806, depois de mais de nove meses de travessia, Henry Martyn chegou ao porto da cidade de Madrás, conhecida hoje como Chennai, de onde se dirigiu à cidade de Calcutá. Ao arribar à Índia, o missionário foi recebido com entusiasmo pelos poucos operários que lutavam por pôr a semente do cristianismo no sul da Ásia. Estabelecido perto da cidade de Serampore, esforçou-se por aprender a língua local e se propôs traduzir o Novo Testamento para o hindi. Depois, em outubro do mesmo ano, deslocou-se à cidade Dinapur. Martyn foi pastor em Dinapur por quase trinta meses. Durante esse tempo, dedicouse a pregar o Evangelho com muito zelo e renovada emoção. Ele se destacou por sua produção intelectual a favor do cristianismo. Em 24 de fevereiro de 1807, terminou a

tradução de uma parte do Livro de Oração Comum e em março de 1808 culminou a versão hindi do Novo Testamento. Depois, em abril de 1809, foi levado à cidade de Canwpur, onde continuou com suas tarefas evangelizadoras. Dotado de incomparáveis habilidades linguísticas, rapidamente aprendeu a língua hindi. Guiado por Deus, Henry Martyn também traduziu o Novo Testamento para o urdu, uma língua falada principalmente no Paquistão e na Índia, e para o persa, língua oficial do Irã. No final de 1810, com saúde delicada, considerou a ideia de realizar uma pausa em seu trabalho missionário e viajar à Pérsia com o propósito de revisar sua versão persa das Escrituras, bem como para se beneficiar


HERÓIS DA FÉ

de um clima mais agradável. Então, em 1 de outubro do mesmo ano, partiu para Calcutá de onde zarpou em 7 de janeiro de 1811 para cidade de Bombaim, na costa do mar Arábigo. VIAGEM FINAL No Irã, Henry revisou minuciosamente sua tradução persa do Novo Testamento, que, com a ajuda de Sir Gore Ouseley, foi apresentada ao imperador da Pérsia que depois de lê-la, enviou uma carta real de agradecimento. Foi nesse momento que caiu vítima da febre e esteve obrigado a viajar a Constantinopla a caminho para a Inglaterra. No entanto, em 16 de outubro de 1812, depois de cruzar o rio Aras, localizado na Armênia, chegou à

cidade turca de Tokat, que nesse momento era devastada pela peste. Ali, a doença pôde mais do que ele e deixou de existir aos 31 anos. Depois de sua morte, Henry Martyn foi reconhecido pela comunidade evangélica da Grã-Bretanha e do resto do mundo pelo heroico trabalho que realizou para difundir a Palavra na Índia e que lhe custou a vida na flor de sua existência. Seu zelo pelas coisas de Deus, seu compromisso com a sã doutrina, sua coragem e sua paixão pelo trabalho missionário servem ainda hoje para revalidar a frutífera obra que desenvolveu na Índia e no Irã, onde milhares se converteram ao cristianismo graças a suas prédicas e traduções. Além disso, como o missionário Brainerd, é um sólido exemplo da fé l Março 2016 / Impacto evangélico

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HISTÓRIAS DE VIDA

O ESPÍRITO SANTO TOCOU EM JESÚS

Viveu muitos anos entre a droga e o heavy metal. parecia que nada podia resgatá-lo, até que conheceu a palavra de deus e então tudo mudou para o homem nascido na espanha. Marlo Pérez Foto: Carlos Medina Moya y archivo familiar

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P

Apesar dos esforços de sua mãe, o jovem se deixou levar pelo heavy metal. Saía totalmente maquiado, como um demônio, ao estilo de Brian Warner (Marilyn Manson), um de seus maiores ídolos naquele tempo, e não tinha vergonha de passear pelas ruas com o rosto totalmente cheio de maquiagem preta (...)

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ara Jesús, levar o nome do Salvador não significava nada. Desde muito jovem caminhou pelo obscuro caminho do heavy metal, vestia de preto e se maquiava o rosto ao estilo de seus ídolos de barro. Não lhe importava os inquietantes olhares dos curiosos que se viravam para ver seu sombrio e desalinhado aspecto enquanto caminhava pelas ruas de Barcelona. Ele viveu nesse submundo por muitos anos. Não sabia que dentro desse lúgubre ambiente onde imperava o sexo, as drogas e o álcool, uma obscura verdade se escondia debaixo dessa sombra musical, que atraiu ele e muitos jovens com a feitiçaria e as missas negras. Posteriormente, estas práticas lhe trouxeram consequências. Deixou-se arrastar por esta música infernal nos começos dos anos 90. Foi subjugado pelos estridentes sons das guitarras elétricas e as agudas e penetrantes vozes que acompanham este gênero musical nascido no Reino Unido e nos Estados Unidos em meados dos anos 70. Jesús trocou sua tradicional vestimenta de jovem espanhol de 18 anos por extravagantes e sombrias prendas pretas, com figuras cadavéricas e demoníacas, em uma clara alusão ao mundo das trevas. Tentava se assemelhar a seus ídolos musicais desse momento: AC/DC, Metallica, Iron Maiden, Marilyn Manson, entre outros. Depois de mostrar essas vestimentas, entrou no mundo das drogas e do ocultismo. Desde seus primeiros dias nesse submundo, envolveu-se com vícios, começou a consumir cocaína e LCD. Não podia dormir devido aos pesadelos violentos e sonhos lascivos e luxuriosos nos quais havia muito sangue e morte. Um amigo seu ficou preso no vício até a atualidade. Apesar dos esforços de sua mãe, o jovem se deixou levar pelo heavy metal. Saía totalmente maquiado, como um demônio, ao estilo de Brian Warner (Marilyn Manson), um de seus maiores ídolos naquele tempo, e não tinha vergonha de passear pelas ruas com o rosto totalmente cheio de maquiagem preta para assistir aos shows de suas bandas preferidas. A reputação de Jesús Ángel Núñez Yepes, nascido em 1973, na cidade de Cuenca, Espanha, ficou manchada entre os vizinhos. O excessivo consumo de cocaína e LCD foi deteriorando seu corpo e teve que se separar de sua mãe e de toda sua família. Um ano depois, a vida de Jesús deu uma virada. Foi chamado a servir nas forças armadas

de seu país, no quartel Arsenal de Cartagena, na cidade espanhola de Múrcia. No princípio sentiu ira, mas pouco depois descobriu que dentro do recinto castrense havia todo tipo de alucinógenos e álcool. Então deixou de se sentiu sozinho, e compartilhou seu vício com alguns colegas, mas também teve que enfrentar alguns incidentes violentos. – Um dia, um veterano me humilhou perante outros colegas… Pouco depois comprei um


HISTÓRIAS DE VIDA

punhal para esfaqueá-lo, mas graças a Deus não fiz nada – lembra Jesús. MEUS VÍCIOS Sua excessiva dependência das drogas começou com seus traumas da infância. Viveu com alguns familiares quando seus pais se separaram; ele tinha só alguns meses de vida. Depois apareceu outro homem na vida de sua mãe que o afastou dela. A família se desintegrou e todos os irmãos foram separados.

Viveu seus primeiros anos em casa de sua avó e não recebeu todo o cuidado possível para um garoto de sua idade. Cresceu sob as influências da televisão, assistindo séries e filmes de terror, e posteriormente tinha pesadelos e lutas espirituais. Assim, começou a conhecer o mundo das trevas. Aos doze anos, sua mãe o levou a viver a Barcelona, onde lidou com os desequilíbrios mentais de seu padrasto toxicômano, que maltratava sua mãe e ele. Três anos depois, sua

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Um espírito violento o obrigava a se ferir. Deslocou várias vezes os pulsos, cortava-se e apagava os cigarros em seu corpo sem sentir nenhuma dor física porque a verdadeira dor estava dentro dele, na alma.

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progenitora conheceu um traficante –18 anos mais jovem que ela– e os três foram viver a um subúrbio da cidade chamado Santa Coloma de Gramanet, considerado um dos bairros mais conflitivos de Barcelona. Jesús abandonou a escola e chegou a época do vício. Dedicou-se a vender papel higiênico, limpar os vidros dos automóveis para ganhar algum dinheiro e comprar bebidas alcoólicas como vinho e cerveja, bem como haxixe e maconha. Esta afeição fez com que sofra um coma alcoólico em plena rua. El se salvou quase por milagre. No entanto, este incidente não o deteve; pelo contrário, aproximou-se mais do precipício. Foram os meses em que entrou no mundo do heavy metal e começou a consumir heroína

e outro tipo de drogas que cobraram a vida de vários de seus amigos. Quando voltou do serviço militar obrigatório, ‘Yeyu’ novamente se vestiu de preto e começou a frequentar os lugares onde o heavy metal imperava. Entre sons estrambóticos e sombras, relacionou-se com uma garota com evidente estado de perturbação por seu excessivo consumo de drogas. Esta mulher, que se considerava bissexual, levou-o a conhecer todo o ambiente gay de Barcelona. Depois se relacionou com outra garota muito mais compenetrada no ambiente metal, que o conduziu a todo tipo de reuniões e shows, onde praticou o vodum, a feitiçaria e as missas negras dedicadas a Satanás. Em uma ocasião foi a um show no qual o líder de uma banda metal


HISTÓRIAS DE VIDA

com diversos procedimentos experimentais, que fizeram com que se sentisse como um rato de laboratório. Um espírito violento o obrigava a se ferir. Deslocou várias vezes os pulsos, cortava-se e apagava os cigarros em seu corpo sem sentir nenhuma dor física porque a verdadeira dor estava dentro dele, na alma. Depois de sair daquele inferno com coberta clínica, Jesús retornou às ruas. Tinha já 38 anos de idade e voltou a consumir álcool e drogas, que lhe deram mais de uma experiência paranormal. Estava morrendo de solidão, pedia auxílio em silêncio, mas ninguém o escutava. Sentia que sua alma agonizava, mas continuava se lesionando e se drogando enquanto ouvia a música infernal. ILUMINADO POR DEUS Um dia, no meio da fetidez das ruelas escuras, Jesús sentiu que sua cabeça ia estoirar. Tinha consumido onze gramas de cocaína em dois dias e sentia que o mundo o carcomia. Foi então que clamou, e Deus o ouviu. – Nesse momento chorei e chorei, e pedi a Deus que possa amar e ser amado – lembra Jesús. Em meados do ano 2010, Jesús começou a trabalhar na empresa construtora de um amigo crente, que o convidou incessantemente à casa de Deus. Depois de várias semanas, foi convencido a assistir a uma das reuniões da igreja.

lançou um presente à multidão enquanto invocava o diabo. O presente caiu em suas mãos, mas algo dentro dele o recusou, então o lançou contra a banda. O objeto golpeou o líder que cantava. – Tenho certeza que Deus interveio no assunto. Agora posso afirmá-lo – expressa ele. RATO DE LABORATÓRIO Em 2003, Jesús começou a sofrer problemas psiquiátricos, como personalidade paranoide, maníaco depressivo, esquizofrenia paranoide, bipolar e afetiva, que o levaram a cortar seus braços e queimar sua pele em reiteradas ocasiões. Por isso, foi internado em um sanatório de saúde mental da cidade, onde foi tratado

– Os demônios que levava dentro me diziam que não vá – lembra ele.

(…) Ao chegar à entrada, um dos diáconos que sempre o via entrar e sair convidou-o a se sentar novamente com a promessa de que o Espírito Santo tocaria nele a qualquer instante. Alguns minutos depois, a presença divina se fez sentir e eliminou todos os demônios que o possuíram por mais de 20 anos.

Em uma dessas visitas, não resistiu mais e quis sair do templo cristão para não voltar jamais. Ao chegar à entrada, um dos diáconos que sempre o via entrar e sair convidou-o a se sentar novamente com a promessa de que o Espírito Santo tocaria nele a qualquer instante. Alguns minutos depois, a presença divina se fez sentir e eliminou todos os demônios que o possuíram por mais de 20 anos. – Eu disse com toda minha força a Deus: Sozinho não posso, Senhor, sozinho não posso! Ajude-me!... E Ele me ajudou – afirma agora. A partir desse momento, o Senhor mudou sua vida e o afastou do heavy metal para sempre l Março 2016 / Impacto evangélico

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“O SENHOR PODE TRANSFORMAR O DELINQUENTE” O Movimento Missionário Mundial (MMM) realiza esforços em El Salvador para ajudar a reabilitar essas pessoas usando a Palavra do Senhor.

O

MMM em El Salvador resgatou da delinquência alguns jovens. O trabalho é duro, mas está se avançando. O Rev. Edwin Parada, Supervisor Nacional da Obra nesse país, detalha os desafios que o Movimento Missionário Mundial enfrenta perante esse problema nacional, bem como os esforços que realiza para chegar às centenas de delinquentes com a Palavra de Deus. O que faz a Igreja do Senhor perante a proliferação das quadrilhas em El Salvador? É um problema muito grave que já tem várias décadas e afeta a sociedade e a economia nacional. A própria Igreja se viu afetada, já que há lugares por onde os irmãos não podem andar a partir das 10:00 da noite, porque correm muito perigo. Há zonas às quais não podemos enviar os jovens para que preguem porque são confundidos com outros delinquentes e podem ser feridos ou assassinados. A essas zonas só enviamos pessoas adultas para que compartilhem o Evangelho. Quantas quadrilhas há em El Salvador? Há várias, mas entre todas as mais importantes são a MS ou ‘Mara Salvatrucha’ e o ‘Barrio 18’. No entanto, a mais violenta é a MS, porque esquarteja pessoas por vingança. Há delinquentes resgatados para Cristo? Há pouco, um pastor me disse que houve um garoto que saiu das quadrilhas porque queria se converter a Cristo, e para sair teve que passar por um ritual no qual foi golpeado por 30 homens durante um minuto. Foi golpeado

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fortemente até que fugiu engatinhando e com muita dificuldade. Depois nos procurou. Os delinquentes disseram ao irmão que se ele for ao catolicismo, será assassinado, e que se for ao Evangelho terá que ser um crente fiel e consagrado; porque se não for assim, será assassinado. Na atualidade está perseverando na Igreja e sabe que se não tiver cuidado vai ser assassinado. Contudo, damos glória a Deus por este jovem que foi resgatado destes grupos, porque o Senhor pode transformar qualquer delinquente. Com todos esses problemas, como avança a Obra do MMM? Eu tenho três anos na supervisão, e em nossos primeiros anos se abriu o Instituto Bíblico Elim; também se estabeleceu uma rádio online e outras coisas que não havia, como uma agenda nacional, na qual se incluem atividades e confraternizações para jovens, damas e cavalheiros. Nestes últimos meses notamos esse crescimento em todas nossas igrejas. Como cresceu a Igreja do Senhor? Somos aproximadamente 16 grupos e entre todos somos cerca de 600 pessoas. Recentemente soube que nestes dois meses chegaram 25 pessoas a uma Igreja. É algo que não tinha sido visto antes. Nos últimos três anos, construímos vários templos. Outro dos desafios é ir para a parte oriental, no município de San Miguel, onde há três igrejas perto da capital; ali vamos levantar uma congregação no centro da capital de El Salvador, e seria a Igreja central l


ENTREVISTA

(As quadrilhas) É um problema muito grave que já tem várias décadas e afeta a sociedade e a economia nacional. A própria Igreja se viu afetada, já que há lugares por onde os irmãos não podem andar a partir das 10:00 da noite, porque correm muito perigo.

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A RESSURREIÇÃO “Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras… Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo”. 1 Coríntios 15:2  4, 20  22. Rev. Luis M. Ortiz

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Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado. O corpo glorificado, ou seja, cheio de glória, e plenamente adaptado para viver na glória sem nenhuma das limitações do corpo humano; e sem mancha, sem contaminação, sem imundícia.

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ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é o milagre fundamental do Evangelho. Os apóstolos, e especialmente o apóstolo Paulo, proclamaram e ensinaram esta grande verdade. O patriarca Jó disse: “Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro! E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê -lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior” (Jó 19:23-27). De acordo com o historiador Eusébio, o patriarca Jó viveu 600 anos antes do dilúvio, ou seja, aproximadamente 1800 anos antes de Cristo. Deus colocou Jó no mesmo nível de Noé e de Daniel. E o apóstolo Tiago se refere a ele como exemplo de paciência. Nos textos lidos, Jó expressa seu grande desejo de que suas palavras fossem escritas. E as palavras específicas que ele quis que fossem registradas foram as seguintes: “Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, contudo ainda em minha carne verei a Deus, vê-lo-ei, por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros o contemplarão; e por isso os meus rins se consomem no meu interior.” (Jó 19:25-27). Este patriarca da antiguidade, que viveu ao redor do ano 1800 a. C., teve, por inspiração divina, uma visão completa e maravilhosa da ressurreição de nosso Redentor, bem como da ressurreição dos crentes. Por revelação divina, Jó viu a vida humana e a divina unidas na pessoa do Redentor e também viu a morte e a ressurreição do Redentor, bem como a ressurreição dos crentes em corpos glorificados. Sobre a ressurreição e sobre a natureza do

corpo ressuscitado, o apóstolo Paulo escreve amplamente no grande capítulo da ressurreição: 1 Coríntios 15. Nosso Senhor Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado. O corpo glorificado, ou seja, cheio de glória, e plenamente adaptado para viver na glória sem nenhuma das limitações do corpo humano; e sem mancha, sem contaminação, sem imundícia. O apóstolo Paulo nos explica como é o corpo ressuscitado, e diz: “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão? Insensato! o que tu semeias não é vivificado, se primeiro não morrer… Assim também a ressurreição dentre os mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará com vigor. Semeia-se corpo natural, ressuscitará corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual… assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial… e os mortos ressuscitarão incorruptíveis… Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15:35-36, 42- 44, 49, 52-53). Também o corpo com o qual Cristo ressuscitou é um corpo real, não é um espírito nem um fantasma. Em uma das muitas vezes que Jesus, já ressuscitado, apareceu aos discípulos, estes se assustaram, mas Jesus lhes disse: “Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpaime e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho” (Lucas 24:39). Apesar de que mantinha a aparência do corpo natural, de que tinha mãos, pés, de que podia ser tocado, era um corpo celestial, um corpo sobrenatural, que supera todas as limitações físicas, também era um corpo imortal. A Bíblia diz: “Já não morre; a morte não mais tem domínio sobre ele” (Romanos 6:9).


DEVOCIONAL

Apesar de que mantinha a aparência do corpo natural, de que tinha mãos, pés, de que podia ser tocado, era um corpo celestial, um corpo sobrenatural, que supera todas as limitações físicas, também era um corpo imortal.

Paulo, em uma contundente afirmação de que Cristo ressuscitou, indica: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos…” (1 Coríntios 15:20). “E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé” (1 Coríntios 15:14). Mas, amados, a experiência pessoal de milhões e milhões de pessoas transformadas pelo poder da ressurreição de Cristo; a história dos

milhões de mártires que ofereceram sua vida esperando a ressurreição demonstra até a saciedade que Cristo ressuscitou realmente, e que nem nossa pregação nem nossa fé são vãs. As vozes de milhões e milhões de cristãos ao longo da história da Igreja se elevaram ao céu em adoração e em louvores a Deus pela obra expiatória, pela morte, e pela ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo l Março 2016 / Impacto evangélico

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O QUE ACONTECEU NO GETSÊMANI “Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. Lucas 22:42. Rev. Manuel Zúñiga

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m Lucas 22:39 lemos: “E, saindo, foi, como costumava, para o Monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram”. O Senhor chegou ao Getsêmani e se dirigiu a um horto à beira do ribeiro de Cedrom, em uma plantação de oliveiras, ali MISIONÁRIO MUNDIAL 44 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Ele se dedicou a orar. Getsêmani significa “prensa de azeite”. Na aldeia do Getsêmani, as pessoas se dedicavam à produção de azeite; esse azeite se usava para uso doméstico e combustível. Jesus, apesar de que era Filho de Deus,


DEVOCIONAL

era Filho do Homem, e como homem tinha livre-arbítrio. Ele disse: “O Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai” (João 5:19). E o Pai levou seu Filho ao horto do Getsêmani. “E, posto em agonia, orava mais intensamente…” (Lucas. 22:44) e “… começou a entristecer-se e a angustiar-se muito” (Mateus 26:37). E essa angústia começou a afetar suas emoções e desviar o propósito da vontade de Deus. Jesus foi afetado por sua humanidade, e disse: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice…” (Mateus 26:39), em sua oração perguntava ao Pai se havia outra maneira de fazer as coisas. Quando estava chegando o momento difícil, Ele começou a sentir sobre sua vida que a carga era muito grande, não era fácil para Ele porque era o Filho do Homem. Jesus nunca agiu como Deus, nessa situação lutou como homem contra o diabo. Quando Jesus disse: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres” (Mateus 26:39), Ele estava ajoelhado, estava angustiado em uma forma terrível, mesmo “o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue” (Lucas 22:44). Os médicos dizem que quando uma pessoa é submetida a um sofrimento forte, os poros se abrem de tal maneira que os vasos capilares se rompem e liberam sangue. Mas finalmente disse: “Todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”, porque se você estivesse confessando de joelhos todas suas fraquezas e todos seus sentimentos a Deus, e não se levantasse dali, você não selaria sua derrota, mas só quando conseguisse dizer ao Senhor que se faça sua vontade, então você triunfaria. Em Lucas 22:43 diz: “E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia”. O Filho foi voluntariamente à cruz do Cal-

vário, e ali, no Monte da Caveira, teve lugar a grande luta. De que luta estamos falando? A luta do leão que brama contra o Leão da tribo de Judá, enquanto todos nós esperamos ouvir o grito de vitória do Leão da tribo de Judá, e ouvimos: “Está consumado!” (João 19:30). Esse era o sinal de que tinha derrotado o inimigo, que tinha esmagado sua cabeça, “e, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo” (Colossenses 2:15). O Senhor saiu vitorioso do horto de Getsêmani; ali é onde confirmou sua vitória porque aceitou que o Pai fizesse sua vontade, e foi exaltado. “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra” (Filipenses 2:8 -10). “O qual, nos dias da sua carne, oferecendo, com grande clamor e lágrimas, orações e súplicas ao que o podia livrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem; chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 5:7-10). “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, Pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne, E tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus, Cheguemonos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé, tendo os corações purificados da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (Hebreus 10:19 -22). Jesus padeceu e sofreu, e o Pai lhe deu todo o poder. Ele disse: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28:18). “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lucas 10:19). “Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus, e faz a sua vontade, a esse ouve” (João 9:31). Amado, vá ao Getsêmani e depois de ser processado estará na vontade de Deus. Amém 

Quando estava chegando o momento difícil, Ele começou a sentir sobre sua vida que a carga era muito grande, não era fácil para Ele porque era o Filho do Homem. Jesus nunca agiu como Deus, nessa situação lutou como homem contra o diabo.

O Filho foi voluntariamente à cruz do Calvário, e ali, no Monte da Caveira, teve lugar a grande luta. De que luta estamos falando? A luta do leão que brama contra o Leão da tribo de Judá, enquanto todos nós esperamos ouvir o grito de vitória do Leão da tribo de Judá, e ouvimos: “Está consumado!”.

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FIXEMOS NOSSOS OLHOS NO SENHOR “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” Juan 5:17. Rev. Alberto Ortega

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(…) Jesus foi acusado de impostor com o fim de que seus inimigos pudessem questionar sua obra, suas mensagens, seus milagres, e depois decidir, desde um ponto de vista da lei mosaica, deter seu trabalho de evangelização e de redenção dos pecadores. MISIONÁRIO MUNDIAL 46 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

ssa foi a resposta de nosso Senhor Jesus Cristo para aqueles que pretendiam deter sua obra de salvação e de redenção da humanidade. A Obra de Deus sempre encontrou as mesmas oposições, os mesmos antagonismos e as mesmas concorrências. Desde a mesma criação dos céus, antes da criação da Terra e do homem, Deus teve que lidar com as tentativas do arcanjo Lúcifer, que a causa de sua rebelião contra Deus passou a se chamar Satanás, ou inimigo de Deus. No Jardim do Éden, já com a presença do homem, teve lugar a mesma situação, o mesmo propósito, deter a obra de Deus. Não teríamos espaço nem tempo suficiente para enumerar toda a oposição demoníaca e humana que se levantou desde o início dos propósitos de Deus até nossos dias. Quando ouvimos os testemunhos dos obreiros, dos missionários em seus campos de trabalho, encontramos esse mesmo elemento que nosso Senhor Jesus Cristo encontrou; as barreiras são inumeráveis, as oposições são virulentas e até violentas, mas o que pode nos parecer surpreendente é que nosso Deus não elimina, não suprime essas oposições. Até seu próprio Filho, a Segunda Pessoa da Trindade, encontrou essas mesmas circunstâncias. O apóstolo Paulo, escrevendo a epístola aos Hebreus, proclama: “Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos” (Hebreus 12:3). A palavra “contradição” no grego original é “antologia”, e significa: objeção, disputa judicial, dissensão, inimizade. Notemos que Jesus sofreu essa contradição contra si mesmo; isso significa

que aqueles que estavam contra Ele também estavam contra o que Ele era, ou seja, sua identidade como o Filho Unigénito de Deus. Assim, Jesus foi acusado de impostor com o fim de que seus inimigos pudessem questionar sua obra, suas mensagens, seus milagres, e depois decidir, desde um ponto de vista da lei mosaica, deter seu trabalho de evangelização e de redenção dos pecadores. A chave desse texto do apóstolo Paulo é primeiramente entender e aceitar que a oposição à Obra de Deus é algo inevitável, que o Senhor Jesus Cristo a sofreu. Não existe, pois, nenhuma possibilidade de mudar esse fato; lembre-se das palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: “Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o


DEVOCIONAL

seu senhor” (Mateus 10:24). O segundo é que, se não consideramos essa realidade, podemos desgastar nossa alma até perder os recursos de nosso ânimo pelo Senhor e pela Obra de Deus. O ânimo de servir não basta por si mesmo, o anelo de ser fiel não é suficiente, o desejo de investir nossa vida na Obra de Deus não é uma garantia de que podemos resistir o desgaste que a oposição provoca. Se não estivermos atentos a essa realidade, acabaremos claudicando sob a pressão. O terceiro e último, toda oposição pode ser vencida se fixarmos nossos olhos em nosso Senhor Jesus Cristo para que nosso ânimo, nosso desejo de viver e de servir ao Senhor não se canse nem nos leve ao desmaio.

Que maravilhosas palavras! O que leva ao desalento não são as oposições do diabo nem dos pecadores, mas a falta de consideração a Cristo. Irmão, amado obreiro do Senhor, o que falha não é Deus nem seu poder, mas nosso olhar; ele nos derrota ou nos dá a vitória. Nosso Senhor Jesus Cristo se manteve olhando para o Pai: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Ele se manteve em vitória porque tinha seus olhos postos no Pai. Amado, está vivendo rodeado de oposição? Sente-se sem ânimo? Levante agora seu olhar a Jesus, considere a vitória que Ele teve contra toda a oposição do diabo, dos demônios e dos homens e proclame sua vitória perante toda sua oposição l

O que leva ao desalento não são as oposições do diabo nem dos pecadores, mas a falta de consideração a Cristo. Irmão, amado obreiro do Senhor, o que falha não é Deus nem seu poder, mas nosso olhar; ele nos derrota ou nos dá a vitória.

Março 2016 / Impacto evangélico

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Um relatório superficial do trabalho que a Obra do Movimento Missionário Mundial desenvolve pelos caminhos da América e ao redor do mundo. A Santa Bíblia diz: “E, perseverando unânimes todos os dias no templo… E todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” Atos 2:46, 47.

“DEVEMOS SER RETOS E CULTOS”

Por quatro dias consecutivos, milhares de irmãos da República do Panamá celebraram sua XXVII Convenção Nacional. O Rev. Epifanio Asprilla foi designado como novo supervisor. MOVIMIENTOMISIONÁRIO MISIONERO MUNDIAL MUNDIAL 48 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


EVENTO

seu serviço tem que ser perfeito na ministração da Palavra de Deus. Como ministros de culto, nós devemos ser retos e cultos”, salientou o reverendo. GRANDE INAUGURAÇÃO Horas antes, houve uma grande expectativa em torno da esta festa espiritual, realizada no estádio Arena Roberto Durán da cidade do Panamá, onde o Supervisor desse país americano, Rev. Alcides Ramea inaugurou o evento com um grande desfile dos oficiais nacionais. Minutos depois receberam a Oficialidade Internacional, representada pelo Vice-Presidente Rev. José Soto e o Rev. Álvaro Garavito, os Supervisores da Costa Rica e Nicarágua, Rev. Manuel Zúñiga e Rev. Ernesto Moreno, bem como dezenas de presbíteros, pastores e irmãos em geral. No dia seguinte, a partir das 9:30 da manhã, os louvores foram os protagonistas do recinto esportivo, onde o Rev. Zúñiga pregou sobre ‘O projeto de Deus para a salvação’ (João 19: 30). Pela noite, o Rev. Carlos Guerra deu sua mensagem intitulada: ‘Deus dá poder aos que ficam na luta, (Atos 14: 1-4 e 2 Crônicas 20: 15-17).

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eus quer que nós façamos um autoexame, para perceber se estamos vivendo em retidão, como exige a palavra de Deus”, disse o Oficial Internacional, Rev. Álvaro Garavito, durante sua pregação que deu início às celebrações pela Convenção Nacional do Panamá, realizada de 6 a 9 de fevereiro. O Rev. Garavito, que também é Supervisor da República da Guate-

mala, desenvolveu o tema ‘Aqueles que ficam sempre são pessoas de retidão’, (1 Reis 19: 10). “O que não é reto está torcido ou tem curvas, e muitos ministros do altar gostam das curvas, porque quando vão pregar não abordam o mundano e preferem alterar a mensagem, mas é preciso fazer as coisas com retidão”, indicou. “A pessoa que Deus chamou a

SERVIÇO DE JOVENS Em 8 de fevereiro, pela manhã, aproveitou-se a oportunidade para convocar os pastores do país na igreja central do Parque Lefevre para uma reunião com o Presidente do Movimento Missionário Mundial, Rev. Gustavo Martínez e vários Oficiais Internacionais. Enquanto isso, no estádio Arena Roberto Durán, realizou-se um serviço especial para todos os jovens, onde o Rev. Marvin Cooper pregou sua mensagem intitulada: ‘O Funeral foi cancelado’ (Lucas 7: 11-17). Horas mais tarde, o Oficial Internacional Rev. Rodolfo Gonzales, deu uma extensa mensagem tomada Continue lendo–– Março 2016 / Impacto evangélico

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NOVO SUPERVISOR NO PANAMÁ NO SERVIÇO DE FECHAMENTO, o presidente da Obra, Gustavo Martínez, e toda a junta nacional e internacional reconheceu o trabalho realizado pelo Rev. Alcides Ramea na Supervisão Nacional do Panamá de 2008 a 2016. Em seu posto, foi designado como novo supervisor o Rev. Epifanio Asprilla. Na jornada de fechamento, o Presidente da Obra, Rev. Gustavo Martínez, promoveu 17 novos obreiros laicos, 13 pastores licenciados e 9 ministros ordenados. Além disso, o Rev. Martínez anunciou a instalação de quatro novas igrejas estabelecidas nas cidades de Chatí e La Aldea na província de Darién, em Panamá Oeste e Mata Ahogado em El Valle de Antón na província de Coclé.

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EVENTO

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do libro de Deuteronômio 32: 3, expressando: “Deus não pode ser visto, mas podemos ouvi-lo e senti-lo... Deus continua fazendo maravilhas. A palavra de Deus não muda como as religiões que mudam a doutrina, mas a Bíblia não mudará”, disse. CULTO MISSIONÁRIO Em seu ultimo dia, a glória de Deus se fez presente no serviço missionário, no qual o Rev. Juan Castillo pregou sobre o ‘Fogo no Carmelo’ (1 Reis 18: 36-39), expressando: “O fogo de Deus não é emoção da carne ou sentimentalismo, o fogo de Deus é fé, paixão, compaixão, visão… Se não há fogo de Deus, como podemos aplicar a retidão? O fogo declara tudo, põe em evidência o autêntico” l Março 2016 / Impacto evangélico

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JOVENS SELADOS POR DEUS Com a presença de mais de 3.200 jovens, celebrou-se a Convenção Nacional de Jovens da Costa Rica 2016.

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irigindo-se ao público na grande Convenção Nacional de Jovens da Costa Rica, intitulada: “Uma geração com o selo de Deus”, o Rev. Pablo César Rueda disse: “Deus vai abrir portas na Costa Rica. Ele é Deus e você saberá que é Ele… Não tema porque Deus lhe dará o apoio; pode parecer uma loucura, mas vai ver sua glória… Descerá do barco?”, perguntou o pregador perante a expectativa dos milhares de jovens que se reuniram para presenciar o evento nacional, realizado de 21 a 23 de janeiro nas instalações do complexo esportivo Rogelio Alvarado Cubero, no município de Guápiles, Costa Rica. Após sua inauguração, o Presidente Nacional de Jovens do país centro-americano, Rev. Carlos Elizondo, presidiu o evento onde mais de 3.200 jovens das sete províncias do país se reuniram para um encontro com o Criador. A reunião


EVENTO

espiritual foi dividida em quatro blocos, iniciando em 21 de janeiro pela noite e acabando em 23 pela manhã. Mais tarde, o Supervisor da Costa Rica, Rev. Manuel Zúñiga, foi o encarregado de apresentar o Rev. Pablo César Rueda e sua esposa Vasti Esther Rueda (Colômbia), que foi o responsável por transmitir a palavra do Senhor durante o desenvolvimento do encontro de jovens. Sua primeira mensagem foi intitulada: ‘Com selo de Deus’ (Salmos 139: 16), que se centrou na necessidade de contar com jovens selados com o Espírito Santo. SELADOS POR DEUS No dia seguinte, o evento começou cedo, onde os clamores e as súplicas ao Todo-Poderoso se deixaram sentir em todo o recinto esportivo. Momentos deContinue lendo–– Março 2016 / Impacto evangélico

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pois, o Rev. Rueda pregou sobre o ‘Selo de bênção’ (Gênesis 32: 22-24), expressando que o selo de bênção exige quebrantamento, sacrifício e abandonar as coisas que desagradam ao Senhor. Pela noite, o pregador colombiano usou a passagem bíblica de Mateus 14:29, que narra a caminhada de Cristo sobre as águas, para intitular sua mensagem: ‘Fica no barco ou procura algo melhor?’. Em sua dissertação, salientou o fato de deixar o barco –como o apóstolo Pedro–, para experimentar algo melhor junto a Cristo. “O barco a qualquer momento pode afundar, mas Jesus nunca afundará”, disse. Enquanto o Rev. Rueda expunha sua mensagem, o Supervisor Nacional da Costa Rica, Rev. Manuel Zúñiga, recebeu a palavra profética do Senhor e foi cheio da graça do Senhor bem como todos os assistentes à celebração cristã.

nais 105 e 412 em sinal aberto e digital. As plataformas web e de rádio também serviram ao mesmo propósito.

MEIOS DE COMUNICAÇÃO Os meios de comunicação jogaram um papel importante no desenvolvimento do evento, já que foi transmitido por uma empresa de televisão a cabo (canal 45 e 50 na zona central e norte) e nos ca-

FECHAMENTO No dia seguinte e depois dos conhecidíssimos cânticos e louvores que exaltaram a majestade de nosso Criador e com o complexo esportivo cheio dos milhares de jovens de todo o país, o

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Rev. Pablo César Rueda ofereceu sua última mensagem intitulada: ‘Põe-te em pé’ (Ezequiel 2: 1-2), na qual salientou o chamado do Senhor para os jovens comprometidos com a visão evangelizadora. Minutos depois, o final de seu discurso levou uma grande quantidade de jovens quebrantados até o altar, cheios do poder de Deus e selados para continuar com a obra do Todo-Poderoso l


EVENTO

BATISMO NA COLÔMBIA Batismos gloriosos da Zona 8 na cidade de Rionegro, departamento de Antioquia, na República da Colômbia.

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24 irmãos foram às águas batismais em 8 de dezembro de 2015, na fazenda Canaã, propriedade da Igreja do Movimento Missionário Mundial, localizada no município de Rionegro, Antioquia. Os batismos, correspondentes à

Zona 8, contaram com a presença do Presidente Internacional, Rev. Gustavo Martínez Garavito, e o presbítero da Zona, Rev. Roberto Estrada. Depois de ouvir a Palavra de Deus e receber a sã doutrina, desceram às aguas 124 irmãos que, cumprindo o mandato

do Senhor, deram um passo muito importante em suas vidas. Durante esse dia também se desenvolveu, simultaneamente, um culto maravilhoso, onde algumas almas receberam e aceitaram nosso Senhor Jesus Cristo como único e suficiente Salvador l M Março arço2016 2016//Impacto Impactoevangélico evangélico

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FORMANDO SUPLENTES De 5 a 7 de janeiro do presente ano se realizou a reunião de pastores da Itália, com o lema “Formando suplentes”. Reuniram-se cerca de 130 pastores de todo o país e do Bloco B da Europa.

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Rev. David Echalar, assistente de Supervisão do Bloco B da Europa e Supervisor Nacional da Itália do MMM, exortou os pastores da Itália a tomarem decisões firmes, servindo com corações retos que saibam dar bons frutos, e a não se deixarem seduzir pelas distrações que o único que provocam é o afastamento dos propósitos do Senhor. Durante o culto inaugural da reunião de pastores da Itália, o Rev. Echalar compartilhou a mensagem da Palavra de Deus com o tema “Onde ficará, no Egito, no deserto ou em Canaã?”, mensagem de Deus para o corpo ministerial. O segundo culto se centrou na menMISIONÁRIO MUNDIAL 56 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

sagem do Rev. Leonel Cedeño, com um estudo baseado no lema da reunião “Formando suplentes”, que explica ao povo a meta, a carreira e o trabalho que Deus colocou nas mãos de cada um de seus servos, tomando como exemplo a vida de alguns de seus apóstolos que a causa do Senhor e do Evangelho sofreram penas e tribulações, mas que se mantiveram fiéis até a morte. No terceiro culto, o Rev. Jimmy Ramirez continuou com o desenvolvimento do lema “Formando suplentes” e falou sobre a transitoriedade da vida, que Deus um dia chamará cada um de nós a sua presença. Disse que, por conseguinte, é necessário aproveitar e servir a Deus de maneira íntegra, levando

em consideração que não sempre somos indispensáveis no serviço. No quarto culto, pela tarde, o Rev. Luis Valderrama compartilhou uma mensagem de exortação e alento para os servos, falando sobre o verdadeiro viver no Senhor e os erros que podemos cometer se não vivenciarmos a Palavra verdadeiramente. “O compromis-


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so com Deus se baseia na orientação do Espírito Santo e não nas emoções que são enganosas e permitem que percamos a veracidade da Palavra”, disse. No penúltimo culto, o Rev. Hugo Lope pregou sobre o tema “Estabelecendo autoridades”, tomando como ponto principal o livro de Tito. “É um desafio ter nas mãos a responsabilidade

de levar um ministério como o que Tito teve que fazer, responsável por formar homens e mulheres para a batalha. Nestes tempos, o Senhor levantou seus filhos, dando-lhes o privilégio de que sejam obreiros, com o propósito de que preguem sua Palavra e saiam às ruas para enfrentar o inimigo; de que não vivam na ociosidade, mas de maneira

diligente; de que jejuem e que ajudem nesta Obra”, assinalou. No último serviço, o Rev. David Echalar compartilhou a mensagem “Se alguém deseja o episcopado”. Salientou que o Senhor pede a cada um de seus escolhidos que clamem pelas almas que estão perdidas, que sempre estejam ativos e em movimento l Março 2016 / Impacto evangélico

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“ELIMINEMOS A IMUNDÍCIE E A CORRUPÇÃO” O Paraguai celebrou sua XVII Convenção Nacional do MMM na cidade de Itaguá. Foram três dias cheios da presença de Deus.

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ara atrair a bênção de Deus é preciso eliminar a imundície, a corrupção, a sujeira. Não pode haver bênção em uma casa onde se pratica o pecado”, afirmou o Rev. Luis Meza Bocanegra, Diretor Internacional do MMM e Supervisor Nacional no Peru, durante o serviço inaugural da XVII Convenção Nacional do Paraguai. “Devemos tirar o lixo para que Deus traga bênção. Deus não está em um lugar onde se faz o mal. Não pode haver bênção em uma igreja onde o pastor é um adúltero, um corrompido, um imoral, um ladrão, um cínico, um caloteiro”, disse o Rev. Meza Bocanegra que foi o MISIONÁRIO MUNDIAL 58 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


EVENTO

portador da mensagem bíblica, com o tema: “Quando a Retidão não é real”, baseada no livro de 2 Crônicas 32:24. A convenção, que se realizou de 5 a 7 de fevereiro, teve como sede o ambiente para eventos “12 de Octubre”, da cidade de Itaguá. Os serviços se realizaram em dois horários com uma grande participação. Além disso, assistiram o Rev. Gerardo Martínez Garavito, Supervisor Missionário do MMM na América do Sul e Supervisor Nacional no Chile; o Rev. Alberto Rivera, Supervisor do MMM do Paraguai e o corpo ministerial da Obra de Deus nessa nação.

No segundo serviço, a ministraço da Palavra de Deus esteve a cargo do Rev. Gerardo Martínez Garavito, Supervisor Missionário do MMM para a América do Sul, que citou o livro de 1 Samuel 14:6-7, com o tema: “Servindo juntos ao Senhor”. A festa espiritual continuou no Paraguai, em seu terceiro serviço, no qual participaram nos cânticos especiais: A banda musical da cidade de Itaguá do km 33, com o tema: “Me vuelves a tocar” (Toca-me novamente); o coral de meninas da cidade de Itaguá do km 25, com o tema: “Como Zaqueu”, em língua guarani.

Em 7 de fevereiro, pela manhã, em seu quarto serviço, realizou-se o culto missionário e Promoção de Obreiros. Crianças e adultos entoaram cânticos missionários, nos quais salientaram o amor e o chamado à Obra de Deus. E na Promoção de Obreiros, 2 foram promovidos a Pregadores Laicos e 1 a Ministro Ordenado, e continuarão trabalhando na Vinha do Senhor. Neste serviço, o Rev. Luis Meza Bocanegra, Diretor Internacional, compartilhou a Palavra de Deus, com o tema: “Como ouvirão, se não há quem pregue?”, com base no livro de Romanos 10:9-15 l Março 2016 / Impacto evangélico

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SERVINDO A DEUS COM LEALDADE Convenção de Jovens e Pastores na Guatemala foi de um tremendo impacto na vida dos assistentes. Muitos foram cheios do Espírito Santo.

O

Movimento Missionário Mundial na Guatemala viveu dias de bênção de 10 a 13 de dezembro de 2015 na Convenção de Jovens e Pastores que teve como sede o centro de convenções “La Certeza” e se realizou sob o lema: “Preparados para servir a Deus, com lealdade”. Delegações do México, Honduras, El Salvador, entre outras, participaram de um agradável espiritual, cheio das bênçãos do Todo-Poderoso. Estiveram presentes o Presidente da Obra, Rev. Gustavo Martínez Garavito e sua esposa, a irmã Carmen Valencia de Martínez. Também MISIONÁRIO MUNDIAL 60 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


EVENTO

assistiram Supervisores da América Central e do México. Em 10 de dezembro, o Rev. Martínez Garavito, foi o portador da edificante mensagem bíblica, com o tema: “O Senhor nos pede que nos

afastemos da praia”, com base em Lucas 5:1-5. Em 11 de dezembro, pela manhã, a Irmã Carmen Valencia de Martínez, compartilhou o tema: “Por que ignora o que há de Deus em você?”,

baseado em 2 Coríntios 4:7. Pela noite, o Rev. Gustavo Martínez Garavito, Presidente Internacional do MMM, pregou a Palavra de Deus com o tema: “O perigo do Sono”, citando o livro de Mateus 13:24-30. Em 12 de dezembro, pela manhã, a Irmã Carmen Valencia de Martínez, expôs o tema: “Sendo úteis em todos os lugares”, baseado no livro de 2 Reis 5:2-3. No último serviço deste grande evento, em 13 de dezembro, o Rev. Gustavo Martínez Garavito, Presidente Internacional do MMM, compartilhou o tema: “A evangelização joga um papel fundamental na Igreja”, com base no livro de Mateus 9:35-38. A presença de Deus desceu sobre o povo de Deus que estava disposto a receber o que Deus tinha para suas vidas l Março 2016 / Impacto evangélico

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É TEMPO DE SE RENDER Gloriosa XVIII Convenção Nacional de Jovens em Marietta, Geórgia, Estados Unidos. Esteve cheia da presença de Deus.

MISIONÁRIO MUNDIAL 62 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia


EVENTO

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Movimento Missionário Mun­dial nos Estados Unidos celebrou sua grande e maravilhosa XVIII Convenção Nacional de Jovens, de 24 a 27 de novembro, em Marietta, estado da Geórgia. O lema “Tempo de me render” se tornou uma realidade no Turner Chapel. Foram dias de glória do povo de Deus, de um

derramar precioso do Espírito Santo, em um ambiente espiritual e cheio de glória. De todo o país, as igrejas do MMM se reuniram no estado da Geórgia para celebrar a XVIII Convenção Nacional de Jovens. Houve representação de cada zona do país, e mesmo de igrejas novas que se estabeleceram graças a Visão USA.

A grande convenção se iniciou com cul­tos gloriosos na presença de Deus. A Oficialidade Nacional, liderada pelo Supervisor Nacional Rev. Arturo Hernán­ dez, ofereceu a Palavra do Senhor durante quatro jornadas. Houve uma ministração poderosa através dos devocionais. Várias zonas participaram dos louvores, sendo de bênção para esta convenção. A participação do Coral Nacional que está se formando, sob a direção da irmã Denise Cerrato, foi muito edificante. Com muita ordem e reverência, Deus os usou de maneira pode­rosa. Os hinos e cânticos dirigidos foram ungidos e permitiram que o povo de Deus se aproximasse da presença de Deus. Agradecemos a Deus pelo apoio do coral, e oramos por seu crescimento. A convenção foi uma grande bênção para todos os que assistiram, e também para os que seguiram o evento através da televisão e outros meios de comunicação l Março 2016 / Impacto evangélico

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CAMINHANDO RETAMENTE A Igreja do Movimento Missionário Mundial no país do sol nascente, Japão, realizou em 31 de janeiro sua Primeira Confraternização do ano 2016 na Igreja de Oppama.

A

partir das 10:00 da manhã, os irmãos das diferentes igrejas do Japão assistiram a esta convocatória espiritual, que contou com a presença do Supervisor Nacional do Japão, Rev. David Veramendi e os pastores Rildo Cueto da Igreja de Saitama e Hashimoto, Eraldo Hokama da Igreja de Narita e Andrés Marchan da Igreja de Komaki. Todo o povo de Deus se reuniu com o único fim de adorar e louvar a Deus em espírito e em verdade. O serviço começou uma hora depois sob a direção do pastor Rildo Cueto. Seguidamente, realizou-se a leitura bíblica a cargo do pastor Eraldo Hokama. Houve hinos congregacionais com a irmã Mary Oishi, além de cânticos de avivamento com a irmã Yuuki Miyakoshi. Posteriormente, Deus falou a seu povo através do missionário peruano e Supervisor Nacional na Obra no Japão, o Rev. David Veramendi, que sob o texto bíblico Atos 4:32, expôs a Palavra de Deus com o tema “A verdadeira Igreja de Cristo”. Na mensagem, Deus instou seu povo a continuar servindo ao Senhor no meio de qualquer adversidade e levantando obreiros no Japão porque a necessidade é muita nesse país. Todos os irmãos responderam ao chamado divino e foram renovados. O Espírito Santo visitou de uma maneira especial seu povo. No final do culto, todo o povo de Deus foi convidado a se preparar MISIONÁRIO MUNDIAL 64 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

para a grande festa no mês de maio, nossa XVI Convenção Nacional no Japão em 3, 4 e 5 de maio, que será de muita bênção para a Obra e

contará com a presença dos Oficiais Internacionais e visitas de outros países que estarão participando de nossa convenção l


Outros Eventos

ARGENTINA CONFRATERNIZAÇÃO DE CAVALHEIROS

Sob o lema "Um homem como eu fugiria?", realizou-se a Confraternização de Cavalheiros da Zona 1, que teve lugar na Igreja central do Movimento Missionário Mundial em Buenos Aires, República Argentina. O evento esteve presidido pelos pastores Ismael Parrado, Supervisor Nacional e pastor da Igreja local, e pelo Rev. Joselín Jiménez, Presbítero da Zona 1. A exposição da Palavra de Deus se fez presente durante os dois dias que durou o evento realizado em 8 e 9 de janeiro de 2016. Como expositores da Palavra do Senhor estiveram os pastores que presidiram o evento. Mais de 130 cavalheiros das Igrejas da cidade de Buenos Aires e a zona metropolitana se fizeram presentes l

VENEZUELA BATISMO DA ZONA 1 EM CARACAS

Em 6 de fevereiro se realizaram os batismos da Zona 1, realizados na piscina do instituto YMCA. 65 irmãos desceram às águas batismais. O serviço de batismo foi presidido pelo Rev. Faustino Ollarves, Presbítero da Zona 1, com uma oração para santificar o lugar. O Rev. Ricardo Manrique, Supervisor Nacional da Venezuela, dissertou a Palavra de Deus com base em Mateus 28:19-20. Instou cada crente a se manter fiel e salientou que cada um foi chamado a se santificar l

PERU

PORTO RICO

XXVII ANIVERSÁRIO E CONFRATERNIZAÇÃO REGIONAL

CONFRATERNIZAÇÃO ZONA 3, TRUJILLO ALTO

Em 21 de janeiro se celebrou o XXVII aniversário do estabelecimento da Obra do MMM em Moyobamba, San Martín. A mensagem esteve a cargo do Rev. Rodolfo González Cruz, Oficial Internacional, com uma assistência de 2 500 pessoas. Em 22 de janeiro se desenvolveu uma campanha evangelística no estádio Ayaymama. Em 23 de janeiro, às 11:30 da manhã, houve um glorioso batismo nas águas no centro turístico Citaracuy, onde desceram às águas 137 irmãos. Pela noite, mais de 3 500 irmãos se concentraram no complexo esportivo do Club Atlético Belén para escutar o expositor da Palavra, o Rev. Andrés Espejo l

Em 13 de fevereiro se celebrou a Confraternização da Zona 3, comemorando seus 53 anos “Sob o fogo do Espírito Santo”. A atividade se realizou no Centro Metropolitano Pentecostes do Movimento Missionário Mundial em Trujillo Alto. O Rev. Ángel Cruz enumerou os lugares aos quais a Obra chegou com a poderosa mensagem de salvação, e instou a continuar com o trabalho missionário naqueles países que não conhecem o Senhor. Pela tarde, o Rev. Alberto Rivera, Supervisor Nacional, compartilhou a Palavra e pregou sob o tema: “A Obra precisa de filhos de consolação” l

Março 2016 / Impacto evangélico

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ESCREVEM-NOS... cartas@impactoevangelistico.net ANA CLAUDIA RODRÍGUEZ Irmãos, saudações no amor do Senhor. Estou muito contente com esta revista que é para edificação de nossas almas. Continuem trabalhando, porque a revista é a Obra de Deus e estamos contentes de apoiar. De Trujillo, Peru.

MARÇO 3-6 Convenção em Honduras - Comayagua (Chegada a San Pedro de Sula) 10-13 Convenção na Austrália (Sydney) 23-27 Convenção na Guatemala (Cidade da Guatemala) 30-3 (ABRIL) Convenção nas Guianas, Trindade e Martinica (Georgetown, Guiana)

Li a revista e foi para mim uma experiência gratificante e cheia de bênçãos. Teve um grande alimento espiritual, aprendi coisas muito interessantes da obra missionária. A Deus seja a glória! De Villavicencio, departamento do Meta, Colômbia.

CARLOS ZAPATA Deus os continue abençoando. Quero lhes dizer que as publicações deste meio me serviram muitíssimo. Já faz algum tempo que me congrego no Movimento Missionário Mundial e até agora vi o apoio que Deus deu a minha família. Continuem trabalhando. Do estado de Monagas, Venezuela.

DIEGO FELIPE LÓPEZ Que Deus os abençoe por essa inspiração que o Senhor lhes deu para poder edificar por meio desta revista. Gostaria de poder adquiri-la mensalmente já

MARÍA CANALES Quero lhes desejar as melhores bênçãos, porque através deste meio Deus ministrou muito minha vida. Estes testemunhos tão grandes que o Senhor fez em pessoas que hoje estão ao serviço do Senhor. Que Deus abençoe toda a equipe de “Impacto Evangelístico”. De Santiago, Chile.

JANEIRO 1-4 Convenção Nacional em Porto Rico 11-18 Convenção Nacional na Colômbia (Medellín) FEVEREIRO 5-7 Convenção no Paraguai (Itaguá) 5-9 Convenção no Panamá 11-14 Convenção na Argentina

LINA MARÍA TAUTIVA

LUIS LÓPEZ Não cesso de dar graças a Deus pela linda bênção e o grande privilégio de me sentir parte do ministério desta Obra. Quero lhes dizer que sempre recebo a revista e gosto muito de ler tão edificantes mensagens. Também sinto gozo ao ver as fotografias e vistas das diversas atividades que se realizam em diferentes lugares, tanto aqui em Porto Rico como em outros lugares tão distantes, como na Índia. De Mayagüez, Porto Rico.

GLOBAL GLOBAL 2016

ABRIL MAIO 3-5 Convenção no Japão (Narita, Chiba Ken) 26-29 Convenção na Índia (Tamil Nadu, Índia do Sul)

que a Igreja onde me congrego recebe só edições passadas. De Popayán, Colômbia.

DIANA GAMARRA Saudações na paz de nosso Senhor Jesus Cristo. Continuem trabalhando nesta revista que nos alenta e nos edifica, porque é de muita ajuda e fortaleza com as mensagens e tudo o que se mostra nela. De Cochabamba, Bolívia.

CAROLINA GARCÍA Quero parabenizá-los por esta revista, não pertenço ao Movimento Missionário Mundial, mas sigo a revista e me parece excelente. Trabalho em uma emissora cristã e sei que esta informação pode fazer uma mudança em muitas vidas. Quero exortá-los a continuarem trabalhando. Muito obrigada pelo esforço que realizam. Do Paraguai. JUAN ROJAS VELAZCO Meus irmãos em Cristo, eu quero lhes dizer que estou muito agradecido pelas revistas que recebi. Foram para este recluso condenado à prisão perpétua uma bênção. Encontrei uns testemunhos preciosos de pessoas que narrando suas experiências são bênção para outros. Estou muito agradecido. Guardo estas revistas como um tesouro. De Peñuelas, Porto Rico.

JUNHO 23-26 Convenção no Brasil (Manaus) 30-3 (JULHO) Convenção na Bolívia (La Paz) JULHO 6-9 Convenção na Costa Rica (San José) 6-9 Convenção nas Antilhas Holandesas (Bonaire) 12-15 Convenção nos Estados Unidos (Woodbridge, Virgínia) 19-24 Convenção no Peru (Lima) 21-24 Convenção no México (Puebla) AGOSTO 10-14 II Congresso Europeu (Madrid) 11-14 Convenção no Haiti (Porto Príncipe) 18-21 Convenção na África (Guiné Equatorial) 23-27 Convenção na Venezuela (Barquisimeto) 25-28 Convenção no Equador (Guayaquil) 25-28 Convenção em Belize SETEMBRO Sábado 24 Dia Mundial das Missões OUTUBRO 7-9 Confraternização Nacional no Canadá 13-15 Convenção na República Dominicana 14-16 Convenção nas Ilhas Maurício 17-19 Convenção em Madagascar 28-31 Campanha no Chile (Santiago) NOVEMBRO 3-6 Convenção em El Salvador 3-6 Convenção no Uruguai (Montevidéu) 24-27 Convenção na Nicarágua DEZEMBRO

Você pode baixar o leitor de código QR livre nestas plataformas: n Eventos realizados n Eventos a realizar

evangélico

MISIONÁRIO MUNDIAL 66 MOVIMENTO América • Europa • Oceanía • África • Asia

Diretor Fundador: Rev. Luis M. Ortiz. Conselho editorial: Rev. Luis Meza Bocanegra, Jacqueline Rovira, Samuel Martínez, Rev. Andrés Espejo. Coordenador editorial: Rev. Julián Morón. Editor geral: Víctor Tipe Sánchez. Editor: Jaime Tipe Sánchez Editor gráfico: Roberto Guerrero. Design gráfico: Adolfo Zubietta. Redação: Johan Pérez Landeo, Marlo Pérez. Diagramação: Lesly Sánchez, Jorge Cisneros. Webmaster e Infografia: Julio de la Cruz. Ilustrações: Pablo Vilca. Transcrição: Fanny Vidal. Community manager: Juan Becerra, Denisse Barrientos. Distribuição: Javier Arotinco.


Março 2016 / Impacto evangÊlico

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e s a t Divir re o l p x e e Sábados 10 h Bethel Televisión, o canal do Movimento Missionário Mundial transmite a mensagem da Palavra de Deus mediante uma programação cultural e educativa de Lima-Peru através de 6 satélites e via internet a todo o mundo.

MOVIMENTO MISIONÁRIO MUNDIAL

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Revista Impacto Evangélico Edição Março 2016 Língua Portuguesa

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