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BrasĂ­lia 2010


Instituto

JorgeAndré Editor e jornalista responsável Paulo Fayad André MTB / 8873 Diretora Editorial Drª Deijanete de Araújo Fayad Autor Paulo Fayad André Jornalistas Ana Paula Souza Anna Carolina Laurindo Denise Santana Paulo Fayad André Renata Carvalhaes Meliga Projeto Gráfico Luciana Fleischmann Diagramação Luciana Fleischmann Valdemar Silva Capa Sérgio Luiz Sousa Fotografia Acácio Pinheiro, Agecom DF, Arquivo Público do Distrito Federal, Brito, Cleber Figueiredo, F. Gualberto, Francisco Guimarães, George Gianni, Mary Leal, Roberto Rodrigues, Saulo Cruz, Weivson Andrade, Geraldo Vieira, H. Pradera, Henrique Morize, Joana Franca, Jorge André, Luiz Neto, Marcos de Oliveira, Mário Fontenelle, Odette Melo, Ricardo Crisafulli, Sebastião Fonseca, Sheyla Leal, Hermínio de Oliveira, Paulo Yang, Renato Mendes, RJ Falcão, Jailton Gomes, Stuckert Press, Victor Augusto e voluntários. Legendas e Créditos - páginas 396 e 397 Revisão de Texto Tatiana André de Arimatéa Colaborador Marcelo Magno Melito Impressão Prol Editora Gráfica

Agradecimentos À Agecom - Governo do Distrito Federal, Sr. Marcos de Oliveira, ao Superintendente do Arquivo Público do Distrito Federal, Dr. Luiz Ribeiro de Mendonça, ao Gerente de Documentação Não Textual do Arquivo Público do Distrito Federal, Sr. Marcelo Gomes Durães, aos Deputados Federais, Sr. Cleber Verde, Geraldo Magela e Sandro Mabel, ao Presidente da CNI, Dr. Armando Monteiro Neto, à SECOM - Governo Federal, aos patrocinadores, apoiadores e a todos que de uma forma ou de outra colaboraram para a realização desta obra. Os artigos assinados não expressam necessariamente o pensamento da Editora VOZ DE BRASÍLIA e são de responsabilidade de seus autores. Alguns ARTIGOS, CARTAS, ANÚNCIOS INSTITUCIONAIS e MATÉRIAS de cunho social ou filantrópico enviados com assinatura à Editora VOZ DE BRASÍLIA foram, ao seu critério, selecionados e resumidos para publicação sem custo para seus autores. É permitida a reprodução de dados e de informações contidos nesta publicação, desde que citada a fonte, com exceção do material fotográfico, cuja liberação deverá contar com a anuência de seus respectivos detentores dos direitos autorais. Todo o conteúdo textual do livro poderá, a critério da Editora Voz de Brasília, sofrer correções ortográficas e de coesão para melhor adequá-lo ao estilo e público da obra. Todos os direitos reservados à Editora VOZ DE BRASÍLIA CLSW 105 Bloco C Sala 158 - Edifício Diana Mall - Sudoeste - Brasília - DF CEP 70670-433 Tel: +55 (61) 3361-0183 / 3036-3636 www.vozdebrasilia.com.br paulofayad@vozdebrasilia.com.br sac@vozdebrasilia.com.br

CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO-NA-FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ B831 Brasília, 50 anos : uma ideia, uma nação / Paulo Fayad André ; [organização] Deijante de Araújo Fayad. - Cruzeiro Novo, DF : Unigest , 2010. il. Apêndice Inclui bibliografia ISBN 978-85-63780-00-3 1. Kubitschek, Juscelino, 1902-1976. 2. Brasília (DF) - História. I. André, Paulo Fayad, 1960-. II. Fayad, Deijante de Araújo. 10-3544.

20.07.10 02.08.10

CDD: 981.74 CDU: 94(817.4) 020578


Cheguei aos cinquenta anos candango como minha gente: gente que de amor me abastece, que no cerrado ĂŠ boa semente: resiste, frutifica, cresce! Fartura de minha alma contente. Sandra Fayad Escritora e Poetisa


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Política na Capital

Apresentação

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O

Distrito Federal é dividido em 30 Regiões Administrativas (RA’s). As

Regiões são áreas territoriais do Distrito Federal, cujos limites físicos, estabelecidos pelo poder público, definem a jurisdição da ação governamental para fins de descentralização

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administrativa e coordenação dos serviços públicos de natureza local. Esta ação é exercida por intermédio de cada Administração

O Sonho

Regional. Conheça agora cada uma delas e suas características.

19 Personagens desta História

“...já não exportamos apenas café, açúcar, cacau... damos também um pouco de comer à cultural universal”. Lucio Costa

“O trabalho feminino, com amor e dedicação foi fundamental.“ Sarah Kubitschek

“Brasília minha 31ª meta-síntese do meu governo, minha terceira filha .“ Juscelino Kubitschek

41 A Realização do Sonho

105 Brasília Empreeendedora

145 Fatos Marcantes

203 A Capital no Mundo

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio”. Athos Bulcão

“Na minha Arquitetura debrucei-me por toda a vida”. Oscar Niemeyer

“Um jardim faz-se de luz e sons; as plantas são coadjuvantes”. Burle Marx

“Sem ele (José Pessôa), talvez o processo tivesse sido cortado e postergado a um outro momento...“ Cláudio Queiroz

Regiões Administrativas

“Atuei com humildade e paciência, pela palavra e pelo pelo exemplo...“ Israel Pinheiro

209 Brasília aos 50 anos

343 Festa do Cinquentenário

363 Brasília Avança


Apresentação

B

rasília foi feita por homens e mulheres extraordinários. Há quem afirme até que Juscelino Kubitschek seria um extraterrestre. Ele se impôs desafios e foi além da imaginação. Foi insultado e pretenderam humilhálo, como se isto fosse possível... Tudo ele superou, sem desânimo, sem descanso, com coragem e fé. Na missa celebrada após 23h40min do dia 20 para 21 de abril de 1960, no Supremo Tribunal Federal ainda impregnado com o cheiro de tinta, JK chorou! Todos viram e as fotografias registram quando o Gigante chorou! Ao inaugurar a nova capital de todos os brasileiros, Patrimônio Cultural da Humanidade, ele retirou o pescoço do cepo da guilhotina, que era o desafio de cumprir o prazo e entregar ao uso Brasília no dia 21 de abril de 1960. Ele conseguiu e virou herói nacional. O maior nome da nossa História! Todas as pessoas por aqui e pelo mundo afora deveriam seguir o exemplo de JK, exemplo de determinação. De tudo o que participo e faço dedico enorme esforço, naturalmente sem a mesma dimensão humana, tentando superar minhas deficiências e fragilidades. Minha referência é JK! Este livro - “Brasília 50 anos - Uma Ideia, uma Nação” - incorpora e divulga textos e fotografias de exposições produzidas pelo Arquivo Público do Distrito Federal, do qual me honro de ser peça da engrenagem

produtiva, ombro a ombro, lado a lado com uma equipe que dedica sua qualidade e empenho para realizar o melhor. São servidores públicos que mais parecem atletas disputando uma olimpíada. O livro também registra dados estatísticos, econômicos e sociais, informa sobre a atuação de empresas pioneiras e de outras que ao longo desses 50 anos ajudaram a construir Brasília. Mas vai além, ao mostrar belíssimas fotografias dos principais monumentos da cidade, os prédios mais importantes, as sete maravilhas de Brasília, escolhidas pela população via internet, as cidades que compõem o Distrito Federal, enfim, vale a pena ser lido e folheado, calmamente, página por página, mergulhando no sonho de JK! No último caderno está a visão de futuro a partir de agora: o veículo leve sobre trilhos, a nova rodoviária, a torre de tevê digital, a maquete do novo estádio para a copa mundial de futebol de 2014, dentre outras realizações que compõem o sonho moderno, que certamente JK teria, também, idealizado. Paulo Fayad André e sua mulher, Deijanete de Araújo Fayad, autores responsáveis pela edição deste livro admirável, são humanos desse mesmo naipe, que brindam a todos nós que amamos nossa capital, no ermo do Planalto Central, com este trabalho que divulga com qualidade o sonho de JK, o Fundador de Brasília!

Luiz Mendonça

Arquivo Público do Distrito Federal Superintendente

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BrasĂ­lia , O Sonho


Os sonhadores Marquês de Pombal manifestou a possibilidade de transferir a capital da Colônia para o interior em 1751. O cartógrafo italiano Francesco Tosi Colombina, explorador, geógrafo e engenheiro militar, por ele contratado e a serviço do Primeiro Governador de Goiás, Dom Marco de Noronha, Conde dos Arcos, elabora carta geográfica de Goiás e realça o valor estratégico do Planalto Central.

Em 1789, os Inconfidentes Mineiros , liderados por Tiradentes, reivindicam à Corte de Lisboa fixar a capital em São João Del Rei alegando vantagens estratégicas (segurança) e demográfica (povoamento no interior).

No dia 20 de outubro de 1821, José Bonifácio de Andrade e Silva sugere, nas “Instruções dos Deputados Paulistas à Corte”, que se levante no interior do Brasil uma cidade central para a Corte, na latitude de 15° aproximadamente. Além disso, propõe à Assembleia Constituinte que a Capital do Império seja transferida para a Comarca de Paracatu do Príncipe, Minas Gerais. Sugeriu os nomes Brasília ou Petrópolis.

Em 4 de setembro de 1883, Dom Bosco, o padre fundador dos Salesianos, teve um sonho profético sobre o nascimento de rica e próspera civilização na América do Sul, entre os paralelos 15° e 20°. “Entre os graus 15 e 20, existia um seio de terra bastante largo e longo, que partia de um ponto onde se formava um lago. Então uma voz me disse repentinamente: ‘Quando vieres escavar os minerais ocultos no meio destes montes, surgirá aqui a Terra da Promissão, fluente de leite e mel. Será uma riqueza inconcebível’ ”.

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Missão Cruls

m 7 de maio de 1894, o Sr. Luiz Cruls publicou um relatório sobre o Planalto Central (topografia, fontes de energia, clima, caracterização do solo, geologia, fauna, flora) verdadeiro

estudo ambiental. O sucesso da missão resulta a criação da Comissão de Estudos da Nova Capital da União. No relatório apresentado por Luiz Cruls, foi revelada uma região de incrível

beleza panorâmica, de ótimo clima e de fauna e flora exuberantes, ou seja, de condições mais que propícias para a implantação do novo centro do poder nacional. Integrantes da Comissão Cruls:

engenheiro-chefe, astrônomos, médicos, farmacêutico, geólogo, botânico, ajudantes, auxiliares, mecânico, ajudante de mecânico, Comandante do contingente.

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Pedra Fundamental

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entusiasmo durou pouco e o assunto só voltou à tona em 1919, com um projeto de lei para o lançamento da pedra fundamental da futura capital. No dia 7 de setembro de 1922, por determinação do Presidente Epitácio Pessoa, foi lançada a pedra fundamental na cidade de Planaltina. A questão da

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transferência da sede do governo continuou a ser tratada, com maior ou menor intensidade, ao longo dos vinte e poucos anos que se sucederam ao lançamento da pedra fundamental. À Constituição de 1891 seguiram-se outras três (as de 1934, 1937 e 1946) para que então fosse criada a Comissão de Estudos para a Localização da Nova

Capital, presidida pelo General Djalma Poli Coelho. Pouco tempo depois, em 1953 foi sancionada uma lei que estipulava um prazo de três anos para a definição do lugar da nova Capital. Para fazer os estudos que serviriam de base para a escolha do local, foi contratada uma empresa norte-americana, a Donald J. Belcher, que ao cabo de

dez meses apresentou o produto de seu trabalho, conhecido como o relatótio Belcher, do qual constava a indicação de cinco possíveis sítios para a instalação da Capital, diferenciados por cores nos mapas (sítios vermelho, azul, amarelo, verde e castanho). O vencedor foi o Sítio Castanho, onde seria erguido o Plano Piloto.


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Primeira visita de JK ao Cerrado

m 2 de outubro de 1956, foi realizada a primeira viagem do Presidente da República JK à região onde seria construída a nova capital. O avião pousou em pista construída por Bernardo Sayão, onde hoje se encontra a rodoferroviária. Participaram dessa comitiva o Presidente Juscelino, o Governador de Goiás, Juca Ludovico, o Presidente da Comissão de Cooperação para Mudança da Capital Federal, Dr. Altamiro de Moura Pacheco, jornalistas e visitantes. Nessa mesma viagem ao Cerrado Juscelino sentou-se em um tronco à beira de um córrego. Ele e a sua equipe estavam na mata do Gama e ao lado dos olhos d’água, dos quais jorrava, abundante e límpida, a água que abasteceria, pouco depois, o Catetinho, a primeira residência de Juscelino. Os trabalhos estiveram sob a direção do Dr. Israel Pinheiro da Silva, Presidente da Novacap, e iniciaram-se logo depois as obras de Brasília, com assistência pessoal do Presidente Juscelino Kubitschek. Houve luta, sacrifício, decisão. Inaugura-se, agora, sob as bençãos de Deus, a Nova Capital. Cumprese, com exatidão, a Lei nº. 3.273, de 21 de outubro de 1957. Brasília estava lançada. Era uma ideia em marcha e nenhuma força seria capaz de detê-la.

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“...já não exportamos apenas café, açúcar, cacau... damos também um pouco de comer à cultural universal”. Lucio Costa

“O trabalho feminino, com amor e dedicação, foi fundamental”. Sarah Kubitschek

“Um jardim faz-se de luz e sons; as plantas são coadjuvantes”. Burle Marx

“Sem ele (José Pessôa), talvez o processo tivesse sido cortado e postergado a um outro momento...” Cláudio Queiroz

“Brasília, minha 31ª meta-síntese do meu governo, minha terceira filha”. Juscelino Kubitschek

“Artista eu era. Pioneiro eu fiz-me. Devo a Brasília esse sofrido privilégio”. Athos Bulcão

“Na minha Arquitetura debrucei-me por toda a vida”. Oscar Niemeyer

“Atuei com humildade e paciência, pela palavra e pelo exemplo...” Israel Pinheiro


Personagens desta Hist贸ria


Juscelino Kubitschek, Mineiro

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ascia em setembro de 1902, em Diamantina, Minas Gerais, o Fundador da capital do país, Juscelino Kubitschek de Oliveira. Seu pai, João Cézar de Oliveira, faleceu antes de completar 34 anos de vida, e sua mãe, Dona Júlia Kubitschek, criou sozinha Juscelino

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e Maria da Conceição, andando diariamente muitos quilômetros para dar aula em uma Escola de Palha. Depois de sua mãe, Naná, como sua irmã era carinhosamente chamada, teve importantíssimo papel na formação da personalidade de Juscelino.

Tiveram por toda a infância uma vida simples e humilde. JK, da janela do seu quarto, da pequenina casa da Rua Francisco, olhava as ruas do velho Tijuco que se transformara na Diamantina. E prometia a si mesmo fazer de tudo para vencer os horizontes

limitados daquela pobreza sem perspectivas. “Na velha e querida Diamantina eu era o Nonô, menino pobre, filho de Dona Júlia, que andava descalço e não tinha onde estudar...”, dizia Juscelino Kubitschek.


Juscelino Kubitschek, Médico e Militar

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m Belo Horizonte, a cidade dos sonhos de Juscelino, em 19 de maio de 1921, tornouse telegrafista, mas em 17 de dezembro de 1927, formou-se em medicina. Tornou-se assistente de Júlio Soares, na 3ª Enfermaria de Clínica Cirúrgica, e JK iria operar,

sua maior aspiração. Juscelino havia planejado ficar em Berlim para fazer uma especialização, mas a Revolução de 1930 obrigou-o a mudar de opinião. O seu trabalho era dedicado aos soldados trazidos da linha de frente. Eram feridos em combate ou vítimas de pneumonia

ou outras enfermidades, provocadas pela longa permanência na lama gelada das trincheiras. Foi promovido a tenente-coronel e, simultaneamente, nomeado chefe do Serviço de Cirurgia do Hospital Militar de Belo Horizonte.

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Juscelino Kubitschek, Esposo e Pai

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uscelino e Sarah casaram-se no dia 30 de dezembro de 1931, na Igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, no Rio de Janeiro. Na acidentada carreira política de JK, Sarah era o apoio sem o qual dificilmente ele teria conseguido superar os terríveis obstáculos da vida pública. As filhas de Juscelino Kubitschek, Márcia e Maria Estela, e a esposa Sarah formavam a poderosa retaguarda afetiva que deu a ele forças para prosseguir na sua caminhada política.

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Juscelino Kubitschek, Político

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m 30 de dezembro de 1931 estava casado com Sarah Lemos. Além de ser apaixonado pela esposa e pela medicina, era também pela política. Sendo assim, em outubro

de 1934 Juscelino Kubitschek disputou a sua primeira eleição e tornou-se deputado federal; 6 anos mais tarde assumiu a Prefeitura de Belo Horizonte.

Em 31 de janeiro de 1951, após longa e áspera estrada percorrida desde a chegada a Belo Horizonte, foi eleito pelo voto da maioria esmagadora do povo mineiro e

tornou-se a mais alta autoridade do Estado, Governador de Minas Gerais.

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m 31 de janeiro de 1956 Juscelino toma posse na Presidência da República. As 30 metas iniciais seriam mantidas, mas a elas havia sido acrescentada a da construção de Brasília que iria denominar de Meta-Síntese a de fazer o Brasil progredir 50 anos em 5. JK estava disposto a cumprir. No dia 4 de abril, sobre o comício em Jataí, Goiás, quando

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questionado pelo popular Antônio Soares Neto, Toniquinho, o candidato JK escreveu sobre o fato: “Quero confessar que até aquele instante não havia fixado, com a devida atenção, o problema da mudança. Mas tive de responder de pronto a pergunta. Sendo assim, daria eu os primeiros passos para a construção da futura capital do Brasil”.


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uscelino disse que governaria de portas abertas e sem temer a crítica dos adversários. Era o preço da democracia e ele estava disposto a pagá-lo. Após ser eleito, discursou na cerimônia de posse como Presidente da República, em 31 de janeiro de 1956, ao lado de Flores da Cunha, Nereu Ramos e João Goulart.

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Juscelino Kubitschek, O Fundador

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o dia 18 de abril Juscelino Kubitschek envia ao Congresso Mensagem de Anápolis, propondo criar a Novacap, essencial para a construção de Brasília. E nela cabia: controle das terras, planejamento e execução das obras, contratos e concorrências, aquisição de materiais, tudo para a construção. O

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nome Brasília entrou na Lei 2.874 mediante emenda do deputado Francisco Pereira da Silva, do PSD do Amazonas, presidente da Comissão Parlamentar da Mudança da Capital. O Presidente Juscelino Kubitschek, em discursos memoráveis e em mensagens eloquentes, mostrou, com precisão, o que

representa, realisticamente, a marcha vitoriosa para o Planalto Central. O realizador intimorato definiu com maestria, fulgor e segurança a obra imensa que está aí realizada. O criador definiu, antecipamente, aquilo que criou: “ O ideal da mudança da capital para o centro geográfico do território brasileiro

não teve senão esse motor inicial, aproximar os brasileiros, distribuir fontes de riqueza, criar no país um sistema que o acesso ao trabalho, à produção e ao bem estar deixasse de desconhecer as disparidades e os paradoxos infelizmente ainda comuns em nosso território”.


Juscelino Kubitschek, O Eterno

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m 22 de agosto, poucos dias antes de completar 74 anos, o ex-presidente havia morrido, às 17h55, num acidente no quilômetro 165 da via Dutra, quando viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro. Às quatro horas da tarde, o caixão desembarcava em Brasília, onde, depois de alguma hesitação, o governo do general Ernesto Geisel decretou luto oficial. O cortejo se arrastou por quatro horas, e já eram 23h35 quando o corpo do ex-presidente finalmente baixou à sepultura, debaixo de um coro em que “Viva JK!” e “Viva a democracia!” se alternavam com as estrofes de “Peixe vivo”, a canção preferida de Juscelino, cantada pela multidão. Ali JK foi reverenciado até 12 de setembro de 1981, data em que completaria 79 anos de idade, quando seus restos foram transportados para o Memorial JK, também projeto de Niemeyer, erguido no ponto mais alto da cidade, o Cruzeiro, o lugar onde a 3 de maio de 1957 se rezou a primeira missa de Brasília.

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Sarah Kubitschek, a Primeira Dama

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arah era enérgica, determinada e bem-educada Nasceu dia 5 de outubro de 1908 em tradicional família de Belo Horizonte. Filha do Deputado Federal Jaime Gomes de Sousa Lemos e de Luísa Negrão. Por parte da mãe tinha dois primos famosos: Francisco Negrão de Lima e Otacílio Negrão de Lima. Dia 30 de dezembro de 1931, casou-se com JK. Tiveram duas filhas: Márcia e Maria Estela, esta por eles adotada. Sua vida confunde-se com a carreira política do marido, que foi Chefe do Gabinete Civil do Governo de

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Minas, Deputado Federal, Prefeito de Belo Horizonte, novamente Deputado Federal, Governador de Minas, Presidente da República e Senador por Goiás. A brilhante carreira de JK levou Dona Sarah a uma vida de lutas e restrições. Seu maior legado foram obras sociais que começaram em Minas. Fundou a Organização das Voluntárias Sociais, com notável obra assistencial em Minas: escolas, creches e distribuição de roupas, alimentos, cadeiras de rodas e aparelhos mecânicos para deficientes. Com a eleição de JK presidente, Dona Sarah tornou-se uma das

primeiras-damas mais ativas do país até hoje. Levou para o Rio a sua obra social, que passou a chamarse Pioneiras Sociais. Com maiores recursos, ampliou sua ação para todo o Brasil, fundando escolas no interior, hospitais especializados como o Centro de Pesquisa Luiza Gomes de Lemos, no Rio de Janeiro, que se dedica ao tratamento de câncer da mulher. Assistiu pessoas carentes. Em Belo Horizonte, JK já presidente, fundou o Hospital Júlia Kubitschek, um dos maiores da capital mineira, além do internacionalmente conhecido

Hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, para pacientes com problemas motores. Criou escolas e creches na capital e no interior, como o Educandário Luiza Gomes de Lemos, em Cachoeira Paulista. Fundou hospitais-volantes na maioria dos estados, equipados para atendimento médico e odontológico e implantou na Amazônia os hospitais flutuantes, adquiridos na Alemanha. Faleceu dia 4 de fevereiro de 1996, aos 87 anos.


Lucio Costa, o Inventor de Brasília

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ascia em 1902, em Toulon, França, o arquiteto Lucio Costa, filho do baiano Engenheiro Naval Joaquim Ribeiro da Costa e da professora Libânia Theodora Rodrigues Pará, nascida em Belém. Em 1930 foi nomeado diretor da Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, com a incumbência de reformular o ensino de arte no país. Foram anos de penúria. Lucio Costa só era procurado por pessoas desejosas de morar em casa de estilo. Na falta de trabalho, começa a elaborar vários projetos de casas

em estilo moderno, conhecidos como “Casas Sem Dono”. Em 1957 Oscar Niemeyer pediu para trabalhar no escritório de arquitetura de Lucio Costa, só que o serviço era pouco e não lhe daria a necessária remuneração, mas falou que podia frequentar o escritório. Passaram a ser amigos. Apaixonouse por Urbanismo depois de Le Corbusier, arquiteto, urbanista e pintor francês vir ao Brasil. Corbusier tratava o Urbanismo como coisa fundamental e a Arquitetura, como complementar. Realizou vários projetos como

o novo projeto para o Pavilhão do Brasil na Feira Mundial de 1939 de Nova York - Estados Unidos da América, em 1940, elaborou o primeiro conjunto de prédios construídos sobre pilotis, deixando-se o térreo vazado, como viria a ser nas superquadras de Brasília. Cinco anos mais tarde projetou o Edifício do Ministério da Educação e Saúde, no Rio, o qual foi o marco definitivo da nova arquitetura brasileira. Em 1957, venceu o concurso nacional para a elaboração do Plano Piloto de Brasília. Lucio

Costa não estava pensando em Brasília. Foi procurado por muitos arquitetos que queriam a sua colaboração, mas sempre recusou. Durante o prazo do concurso, o arquiteto foi aos Estados Unidos e, quando voltou por mar, começou a se interessar por Brasília. Desenvolveu a ideia e a apresentou na última hora, no último dia. Em 1995, lançou o livro, “Lucio Costa - Registro de uma vivência”, editado pela Empresa das Artes. No dia 13 de junho de 1998 morre no Rio de Janeiro.

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Oscar Niemeyer, o Escultor de Espaços

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rasília é um marco mundial da arquitetura e urbanismo modernos. A Capital está na lista de bens de valor universal, recebendo o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, em 1987, pela Organização das Nações Unidas para a educação, ciência e a cultura (UNESCO). Esses títulos muito se devem a genialidade de Oscar Niemeyer. Nascido no Rio de Janeiro, em 1907, Oscar Niemeyer tem sido o arquiteto brasileiro que acumula o maior número de prêmios internacionais, bem como exibe um conjunto de obras realizadas no Brasil e no exterior que o coloca como um dos expoentes da arquitetura universal. Formado em 1934 pela Escola Nacional de Belas Artes, o primeiro trabalho que elaborou - como membro da equipe liderada por Lucio Costa e consultoria de Le Corbusier - para a sede do Ministério de Educação e Saúde em 1936, caracterizou-se como um marco da arquitetura moderna mundial. Em 1947participa da equipe responsável pelo projeto da sede da Organização das Nações Unidas - ONU, em New York. Nos dez anos seguintes consolida sua obra no país até que, em 1960, com a construção da nova capital - Brasília - alcança prestígio e reconhecimento internacional ao projetar os principais edifícios públicos e palácios-sede do governo, como o Palácio da Alvorada, da Justiça, do Planalto, dos Arcos, e a Catedral de Brasília, todos eles marcados pelo arrojo estrutural e inovadores da estética arquitetônica. Criador

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e fundador da Universidade de Brasília, com a implantação do regime militar juntamente com a maioria dos seus docentes, afastase da instituição, e o período de perseguições e repressão política se instala a seguir no país, levando-o a aceitar diversos convites de trabalho no exterior. Com escritório montado em Paris e tendo recebido do governo francês o prêmio “Legião de Honra da França”, “Medalha de Ouro” da Academia de Arquitetura da França e membro do Comitê dos Conselheiros Artísticos da UNESCO realiza obras no mundo inteiro, das quais se destacam o Edifício-Sede da Editora Mondadori, na Itália; o Centro Cultural do Havre e sede

do Partido Comunista Francês, na França; Universidade de Constantine, em Argel; e os planos da Cidade de Neveg, em Israel; Plano de Urbanização do Algarve, em Portugal; Centro Cívico e Administrativo de Argel; Centro Residencial de Estudantes em Oxford, Inglaterra, entre outros. De volta ao Brasil, continua em intensa atividade, destacandose em 1983 nas obras da Passarela do Samba (Sambódromo) e no conjunto de escolas pré-fabricadas - CIEPs, no Rio de Janeiro. Entre seus projetos mais recentes encontram-se a Sede do Jornal “L Humanité”, na França; o Panteão da Liberdade, na Praça dos Três Poderes, em Brasília; o projeto para a Embaixada Brasileira em Cuba,

(Vinícius de Moraes)

o Memorial da América Latina, em São Paulo. Entre os inúmeros prêmios recebidos destacam-se o Prêmio Lênin da Paz em 1963; Prêmio “Lorenzo il Magnífico”, Itália, 1980; Membro Honorário da Academia de Artes da URSS, 1983; Membro Titular da Academia Europeia das Ciências, Artes e Letras, 1983; Doutor “Honoris Causa” da Academia de Construção da República Democrática Alemã, 1988; Pritzker Architecture Prize - Estados Unidos, 1988; Membro Honorário do “Royal Institute of British Architects”, Inglaterra, 1989, no mesmo ano, o Prêmio Príncipe de Asturias de Las Artes, Espanha. O arquiteto da nova capital, Oscar Niemeyer, pretendia construir uma cidade utópica conseguindo torná-la uma cidade muito além da política e um esplendor de lugar. Ao ser perguntado sobre qual das suas obras lhe agrada mais, o arquiteto responde filosofando, “Lembrando todos esses projetos, direi que foi ter guardado um tempo para pensar na vida, neste mundo injusto que um dia vamos modificar.” Livro Brasília 50 anos. Uma ideia, uma nação. Oscar acredita que o livro Brasília 50 anos vai ser um grande marco para o povo brasileiro, já que reúne personalidades que ajudaram a tornar a Capital da República uma referência para o mundo. Ainda, segundo Niemeyer, todo livro que reúne fatos históricos é de fundamental importância para o desenvolvimento das sociedades e para o crescimento intelectual do indivíduo.


Israel Pinheiro, o Grande Construtor

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srael Pinheiro, filho de João Pinheiro da Silva e de Helena de Barros Pinheiro, nasceu em CaetéMG, dia 4 de janeiro de 1896. A morte do pai dá início à etapa de formação escolar de Israel Pinheiro. Com a ajuda de amigos da família, ingressa no Colégio Anchieta (Nova Friburgo - RJ). Permanece até 1913, quando regressa a Minas Gerais para estudar Engenharia na Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto.

Ao final dos estudos ganha viagem à Europa pela “distinção e louvor” que marcaram seus estudos. Entra em contato com as novas tecnologias e com o dinamismo europeu do início do século. Regressa ao Brasil em 1922. Traz ideias progressistas e revolucionárias, com as quais pretendia modernizar sua cidade natal, dando continuidade aos ideais políticos do pai, que exerceu importante

papel na política nacional ao final do século XIX. Questionando o Regime Monárquico e lutando a favor da abolição da escravidão, era considerado um dos grandes defensores dos ideais republicanos. João Pinheiro da Silva elege-se senador por Minas Gerais em 1905 e governador em 1908. Destacouse por ideias inovadoras que tinham o intuito de desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Entre

suas obras estão a melhoria das estradas de ferro, a instalação e núcleos de colonização agrícola com imigrantes estrangeiros e a criação de escolas para a formação profissional de agricultores. Teve nome cogitado para a Presidência da República na sucessão de Afonso Pena, mas sua morte repentina, em 1908, interrompeu o processo.

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Bernardo Sayão, o Desbravador

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asceu no Rio de Janeiro, em 18 de junho de 1901. Formado em Agronomia e Medicina Veterinária, visitou pela primeira vez o Estado de Goiás em 1939, demonstrando interesse pela região central do país. Vice-Governador de Goiás, recebeu JK na primeira viagem

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a Brasília, em 2 de outubro de 1956, e construiu a pista de pouso na, hoje, Rodoferroviária. Em setembro de 1956, foi nomeado um dos diretores da Novacap junto a Israel Pinheiro, Ernesto Silva e Íris Meinberg. Conhecido como “Desbravador da Floresta”, foi encarregado pelo Presidente

Juscelino Kubitschek, em 1958, de construir a estrada Transbrasiliana (Belém-Brasília) e aceitou o desafio para comandar, pessoalmente, as obras da rodovia. Em 15 de janeiro de 1959, durante a abertura da BelémBrasília, uma árvore caiu sobre a barraca onde estava Sayão, que

ficou gravemente ferido. Morreu no mesmo dia no helicóptero que o levava em busca de socorro médico. O corpo foi o primeiro a ser enterrado no cemitério de Brasília, Campo da Esperança. Em sua homenagem, a Belém-Brasília recebeu o nome oficial de Rodovia Bernardo Sayão.


Athos Bulcão, o Artista de Brasília

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asceu em 2 de julho de 1918, no Catete, Rio de Janeiro. Aos 18 anos, ingressou na Faculdade Fluminense de Medicina. Abandonou o curso no terceiro ano para se dedicar à arte. Mais do que escolas ou movimentos, amigos - grandes nomes do modernismo - como Carlos Scliar, Pancetti, Dacosta, Terrero, Enrico Bianco e Burle Marx tiveram importância muito grande em sua formação.

A obra de Athos é vasta. Artista múltiplo, desempenhou-se com maestria em diversas áreas, tendo criado, ao longo de 70 anos de carreira, pinturas, desenhos, gravuras, máscaras, fotomontagens e um monumental trabalho de integração da arte à Arquitetura. Em 1958, Oscar Niemeyer o convidou para colaborar na arquitetura de Brasília. Athos ficou hipnotizado pela paisagem áspera, pela amplidão do céu, a

luminosidade, o silêncio, as noites sem luz elétrica com a abóbada cravejada de estrelas. Achou natural permanecer em Brasília; era uma cidade muito boa para se trabalhar. Em Brasília, Athos imprimiu a marca de sua elegância, sensibilidade, imaginação e vibração em mais de 200 obras. Sem recorrer a nenhuma tradição, desenvolveu uma estética moderna do azulejo na paisagem, optando pelo abstrato em detrimento do

figurativo, buscando uma síntese extrema, pesquisando os efeitos de formas geométricas na relação com os espaços públicos. As obras que aqui realizou foram feitas para o convívio com a população e carregam a consideração por esta cidade e seus habitantes, que podem viver e passear num museu a céu aberto. Faleceu em Brasília, dia 31 de julho de 2008. Athos integrou a Arte à Arquitetura.

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Marechal José Pessôa, o Determinado

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arechal José Pessôa Cavalcanti de Albuquerque nasceu em 12 de setembro de 1885, em Cajazeiras, Paraíba. Sobrinho de Epitácio Pessoa, Presidente da República de 1919 a 1922, irmão de João Pessôa, Presidente da Paraíba de 1928 a 1930. Combateu na Primeira Guerra Mundial. É o idealizador da Academia Militar das Agulhas Negras.

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Após o suicídio de Getúlio Vargas, foi nomeado presidente da Comissão de Localização da Nova Capital pelo Presidente Café Filho. Era homem determinado, reto e decidido. Abraçou o projeto da interiorização da capital como missão pessoal. Destacou-se por sua luta tenaz em definir o local exato para a construção da nova capital. Diante da negativa

do presidente Café Filho de desapropriar a área escolhida, por iniciativa própria costurou acordo com o Governador de Goiás, Juca Ludovico, conseguindo que o governo goiano iniciasse a desapropriação. Antes mesmo de JK tomar posse na Presidência da República, o Estado de Goiás já havia desapropriado as primeiras terras

- Fazenda Bananal, onde hoje está Brasília. Durante os 20 meses que presidiu a Comissão de Localização, tornou-se o grande responsável pela consolidação do projeto de transferência. No Governo de JK, presidiu a Comissão por alguns meses, passando-a ao Secretário Geral, Dr. Ernesto Silva.


Ernesto Silva, o Pioneiro do Antes

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asceu no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1914. Militar. Médico. Pioneiro da primeira hora de Brasília. Um dos primeiros diretores da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil - Novacap. A atuação de Ernesto Silva em favor da mudança da Capital é muito anterior à Novacap. Em 1954, no Governo Café Filho, secretariava

a Comissão de Localização da Nova Capital Federal, a convite do Marechal José Pessôa. Em 5 de fevereiro de 1955, com todos os demais membros da comissão, visitou pela primeira vez a região do Planalto Central, onde se localizaria Brasília. Ernesto Silva, com o Marechal José Pessôa, articulou ação conjunta com o governador de Goiás,

Juca Ludovico, para desapropriar a área destinada à futura Capital. JK eleito, Ernesto Silva assumiu a presidência da Comissão de Planejamento da Construção e da Mudança da Capital Federal, em junho de 1956, e divulgou o edital para a escolha do Plano Piloto de Brasília. Realizou trabalho notável na administração, principalmente ao elaborar o Plano de Educação

e de Saúde para a nova Capital. Ernesto Silva chegou a Brasília antes de JK, de Lucio Costa e de Oscar Niemeyer. Por isto é o Pioneiro do Antes. Militar por obrigação. Médico por vocação. Urbanista por devoção. Faleceu aos 95 anos de idade no dia 03 de fevereiro de 2010 em Brasília.

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Burle Marx, o Poeta dos Jardins

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urle Marx nasceu em São Paulo, 4 de agosto de 1909. Filho de Cecília Burle, pernambucana, e Wilhem Marx, judeu-alemão. Karl Marx era primo do avô de Burle Marx. Criança, ele acompanhava a mãe quando ia cuidar das flores do jardim. Aos 7 anos, já possuía seu próprio canteiro, onde cultivava plantas e iniciava sua coleção. Na adolescência, ficou amigo de Lucio Costa, dois anos mais novo, seu vizinho no Leme, Rio de Janeiro. Aos 19 anos, em razão de um problema oftalmológico, mudouse com a família para a Alemanha para se tratar. No Jardim Botânico

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de Dahlem, Berlim, despertou sua paixão pelo paisagismo, a partir das plantas tropicais. Ao regressar para o Rio de Janeiro (1930), Burle Marx ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, por sugestão de Lucio Costa, onde conviveu com Oscar Niemeyer, Hélio Uchoa, Milton Roberto. De 1934 a 1937 foi Diretor do Departamento de Parques e Jardins de Pernambuco. Projetou-se como paisagista a partir do uso de espécies da flora brasileira em instituições públicas e particulares. Retornou ao Rio destacando-se em diversos projetos, dentre os quais os jardins do Edifício Gustavo Capanema,

sede do Ministério da Educação e Saúde, Aeroporto Santos Dumont e Associação Brasileira de Imprensa. Nesse mesmo período recebeu ensinamentos de Le Corbusier. Nos anos 60, começou a compor os jardins e espaços de Brasília - Jardins para o Eixo Monumental, Parque Zoobotânico; 1965 Projeto dos jardins, terraços e painéis em tapeçaria para o Palácio do Itamaraty; 1970 Jardins e esculturas em concreto para o Palácio do Itamaraty, Jardins do Teatro Nacional Claudio Santoro, do Palácio do Jaburu, do Parque

da Cidade, Eixo Monumental, praça em frente ao QG do Exército e SQS 308. Burle Marx foi conhecido como um artista de múltiplas faces e é reconhecido no mundo todo por suas obras em diversos países. Tarsila do Amaral, ao visitar a estufa de Burle Marx com plantas exóticas, batizou-o de “O Poeta dos Jardins”. O paisagista definia um jardim como “uma obra viva, que resulta da combinação de diferentes formas e cores, como na pintura ou nos sons musicais.” Faleceu em 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, tendo projetado mais de 2.000 jardins.


Os Candangos, os Guerreiros

E

m 1956 começaram a vir levas de pessoas provenientes de todos os cantos do Brasil para o Planalto Central, em busca de trabalho e de uma vida melhor. Esses pioneiros receberam o apelido de Candangos, um termo que depois passou a designar o próprio brasiliense. Durante a construção,

Brasília registrou um fenômeno migratório jamais visto, pois em pouco tempo o cerrado foi ocupado por uma população que, em 3 anos e meio, transformou a paisagem. O primeiro censo de Brasília, realizado pela Novacap em março de 1957, mostrou que seis meses após a chegada dos primeiros candangos

a capital já havia atraído para o Planalto Central 2.013 habitantes, sendo 1.369 homens, 248 mulheres e 396 crianças. Dos adultos, havia 186 analfabetos, isto é, 13%. O contingente de trabalhadores que deixavam suas cidades de origem e para cá se deslocavam era tão grande que, noventa dias

após o primeiro censo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE identificou que Brasília tinha 4.600 homens e 1.683 mulheres, num total de 6.283 habitantes. A população local havia triplicado em três meses. Juscelino chamou esses homens corajosos de “bandeirantes do século XX”.

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“Se acredito ou não, é outra história. O certo é que, no dia 21 de abril, colocarei minha bagagem num automóvel e quem quiser que me acompanhe”. Juscelino Kubitschek 40


A Realização do Sonho


O Projeto Ganhador do Concurso

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ogo depois da posse, em 1956, JK tomou uma série de providências para viabilizar sua Meta-Síntese, a construção de Brasília. O primeiro passo foi sancionar a Lei nº 2.874, aprovada um dia antes pelo Senado, que dispõe sobre a transferência da capital para o Planalto Central e, criar a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, a Novacap, empresa responsável pela construção de Brasília. No dia 30 de setembro foi publicado no Diário Oficial o “Concurso Nacional do Plano

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Piloto da Nova Capital do Brasil“, elaborado pela Comissão de Localização da Nova Capital Federal, sob a presidência do Dr. Ernesto Silva. A redação contou com a assessoria de Oscar Niemeyer. Em 10 de março de 1957, Lucio Costa entrega à comissão julgadora do concurso do Plano Piloto de Brasília o relatório de seu projeto. Ainda no mês de março, a Comissão Julgadora do Concurso do Plano Piloto indica o vencedor, o projeto de Lucio Costa, dentre 26 inscritos. E a justificativa dos

jurados foi que o seu projeto foi o que melhor integrou os elementos monumentais na vida cotidiana da cidade como Capital Federal, apresentando composição coerente, racional, da essência urbana, uma obra de arte. Após a aprovação do seu projeto, Lucio Costa procurou adaptá-lo à topografia local, ao escoamento natural das águas, à melhor orientação, arqueando-se um dos eixos, a fim de contê-los no triângulo que define a área urbanizada. Ao longo da esplanada, extenso gramado destinado a pedestres, a

paradas e a desfiles, foram dispostos os ministérios e as autarquias. O das Relações Exteriores e Justiça ocupando os cantos inferiores, contíguos ao edifício do Congresso e com enquadramento também dessa forma, os ministérios militares constituindo uma praça autônoma, e os demais ordenados em sequência. Após a aprovação do seu projeto, Lucio Costa procurou adaptá-lo à topografia local, ao escoamento natural das águas, à melhor orientação, arqueando-se um dos eixos, a fim de contê-los no triângulo que define a área urbanizada.


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Primeiras Obras - Aeroporto a primeira visita de Juscelino Kubitschek à região onde seria construída Brasília, havia duas pistas provisórias: Na Fazenda do Gama, ao lado do Catetinho e onde hoje se encontra a Rodoferroviária, chamada Vera Cruz, ambas abertas por Bernardo Sayão. A responsabilidade da construção da primeira pista foi do Engenheiro Atahualpa Schmitz da Silva Prego, que chefiava no Planalto Central a Companhia Metropolitana de Construções Ltda. do Rio de Janeiro, com

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mais de 25 anos de experiência realizando obras de restauração e pavimentação de rodovias em Minas Gerais. O Aeroporto comercial de Brasília foi a primeira grande obra a ser iniciada por uma construtora contratada pela Novacap e suas obras eram praticamente ininterruptas, com duas turmas de trabalhadores. Dia 02 de abril de 1957, a pista do aeroporto estava pintada. O Presidente JK, acompanhado dos Embaixadores da França e

de Portugal, chegou às 11h ao aeroporto de Brasília, dotado de extensa pista pavimentada e de moderna estação de passageiros. Dia 02 de maio de 1957, 4h da manhã, o Presidente chegou a Brasília para participar, no dia seguinte, da primeira Missa na futura Capital. Esse momento ficou marcado como o primeiro pouso noturno no Aeroporto de Brasília. No dia seguinte, 3 de maio de 1957, pela primeira vez o Aeroporto de Brasília ficou cheio de aeronaves que traziam pessoas

para a celebração da primeira missa e, logo após, inaugura-se oficialmente o Aeroporto. Dia 20 de abril de 1999, com a Lei Federal n.º 9.797, o aeroporto da cidade foi batizado de Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek. O aeroporto possui duas pistas com 3.200m x 45m e 3.300m x 45m. O terminal recebe cerca de 14.600.000 passageiros por ano, inserindo Brasília na rota do tráfego aéreo internacional.


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Primeira Missa Campal o local da primeira missa é onde hoje está a Praça do Cruzeiro, ponto mais alto do sítio escolhido para a construção da capital, e onde anualmente o Arquivo Público do Distrito Federal organiza duas missas: 3 de maio, réplica da primeira missa campal em Brasília; e 12 de setembro,

comemorativa do aniversário do Fundador de Brasília, o Presidente Juscelino Kubitschek. Além do Presidente e do Vice-Presidente da República, acompanharam a Missa Ministros de Estado, altas patentes militares,

autoridades civis e eclesiásticas, trabalhadores de Brasília, jornalistas, representantes diplomáticos, escritores, parlamentares, profissionais liberais e representantes dos índios Carajás. A Agência Nacional irradiou a solenidade para todo o país. De improviso, JK

se expressa ao final da celebração: “A 3 de maio, Brasília torna-se autenticamente brasileira, porque, desde as origens, o Brasil existe com a presença de Cristo. Com a Primeira Missa planta-se em Brasília uma semente espiritual”.

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Ermida Dom Bosco

Ermida Dom Bosco foi construída exatamente no ponto de passagem do paralelo de acordo com a profecia de Dom Bosco. Às margens do Lago Paranoá, a obra foi planejada por Oscar Niemeyer

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para ser uma homenagem ao visionário de Brasília. Construída dentro dos preceitos da construção das pirâmides egípcias, a atração turística representa o marco da profecia. Foi

inaugurada em 4 de maio de 1957 a Ermida Dom Bosco, foi a primeira obra de alvenaria de Brasília, por orientação de Israel Pinheiro. Segundo Dom Bosco, a Terra prometida ficaria entre o paralelo

15° e 20° onde havia um leito largo e extenso que partia de um ponto onde se formava um lago.


Igrejinha Nossa Senhora de Fátima

A

Igreja Nossa Senhora de Fátima - Entrequadra da 307/308 Sul - é o primeiro prédio de alvenaria e a primeira igreja de Brasília. Projeto de Oscar

Niemeyer, a pedido de D. Sarah em promessa pelo restabelecimento da filha Márcia. Inaugurada em 28 de junho de 1958. Primeiro vigário foi o Frei capuchinho Demétrio.

A arquitetura da Igreja Nossa Senhora de Fátima faz referência a um chapéu de freiras. Em seu interior e na fachada encontram-se azulejos de Athos Bulcão.

Os afrescos com bandeirolas e anjos de Alfredo Volpi foram cobertos por tinta em uma reforma na década de 1960.

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Palácio da Alvorada

primeiro projeto iniciado em Brasília foi o Palácio da Alvorada. Sua localização ainda não era fixada pelo Plano Piloto, mas não se podia esperar e lá foram Oscar Niemeyer e Israel Pinheiro a procurá-la, o capim a bater nos seus joelhos pelo cerrado afora.

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Palácio do Planalto

projeto do Palácio do Planalto, de autoria do arquiteto Oscar Niemeyer, impressiona pela pureza de suas linhas, com grande poder dinâmico em que dominam os traços horizontais, jogando-se curvas e retas num efeito plástico de grande requinte. Já foi conhecido também como Palácio dos Despachos.

A construção do prédio começou em 10 de julho de 1958 e, até a conclusão, a sede da chefia do Governo Federal funcionou no Palácio do Catetinho; um sobrado em madeira, inaugurado em 31 de outubro de 1956, nos arredores de Brasília. A inauguração do Palácio do Planalto marca a História brasileira

por simbolizar a transferência da Capital Federal para o interior do País promovida no Governo do Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. No mesmo dia, 21 de abril de 1960, os Três Poderes da República se instalaram simultaneamente em Brasília, na Região Centro-Oeste.

Foi projetado para sediar o Poder Executivo Federal e abrigar o Gabinete do Presidente do Brasil, a Casa Civil, a Secretaria-Geral e o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

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Esplanada dos Ministérios

o mesmo tempo em que desenvolveram-se no terrapleno triangular as obras de construção dos três palácios, iniciava-se, no segundo terrapleno, mais alta para acompanhar a topografia

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local e formando uma extensa esplanada retangular, a montagem das estruturas metálicas dos blocos dos ministérios. Eram onze, seis de um lado da esplanada e cinco do outro. Cada um deles afixava, no

seu canteiro de obras, uma grande placa onde se podia ler a data em que começara, o prédio e a data em que estaria construído. Não acreditaram, mas na noite de 20 para 21 de abril de 1960, lá estavam

eles prontos, lindos, paredes de cristal, iluminados, como se havia programado.


Primeiras Obras - Catetinho

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m 10 de novembro de 1956, após 10 dias de trabalhos, os amigos de JK, o engenheiro Juca Chaves, Oscar Niemeyer, José Milton Prates, Bernardo Sayão, Roberto Penna e Cesar Prates inauguraram a primeira residência provisória do Presidente Juscelino Kubitschek em Brasília. Dilermano Reis, violinista e compositor paulista, amigo de JK, sugeriu o nome de Catetinho.

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Teatro Nacional

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Teatro Nacional foi projetado por Oscar Niemeyer numa temporada de carnaval em que, certamente, enfrentava os desafios e a imensa solidão do Planalto Central, acompanhando as obras da capital. Tem a forma de uma pirâmide sem ápice, característica da arquitetura asteca.

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Na elaboração do projeto, Niemeyer teve a colaboração do pintor, cenógrafo e técnico de teatro, Aldo Calvo, italiano. Os cubos brancos nas paredes Norte e Sul, de dimensões diversas, desenhados por Athos Bulcão, passam também de centenas. Esses relevos são a maior e mais

monumental obra de intervenção urbana de Athos Bulcão. O Teatro Nacional é o maior conjunto arquitetônico realizado por Oscar Niemeyer em Brasília destinado exclusivamente às artes. É um dos pontos centrais de interesse turístico, numa cidade em que os monumentos impressionam pela

sobriedade e rigor arquitetônicos. Mesmo que velado, estava presente nos planos de Lucio Costa, nos planos de Juscelino Kubitschek e no plano dos primeiros moradores. Um teatro que se construiu pela necessidade e pelo sonho.


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Rodoviária de Brasília projeto de autoria de Lucio Costa, a rodoviária do Plano Piloto, está situada no centro geográfico de Brasília e está localizada entre o Conic e

o Conjunto Nacional Brasília. “A energia, o arrôjo, a inteligência, a arte, a técnica e o esforço físico que se amalgamaram para produzir este

monumento e que procederam de todas as fontes genuinamente nacionais vieram revelar um Brasil novo que não só o mundo, mas os próprios brasileiros

desconheceram”. Discurso de Juscelino Kubistchek, em 4 de abril de 1960.

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Rodovia Bernardo Sayão

onhecido como “Desbravador da Floresta”, Bernardo Sayão foi encarregado pelo Presidente Juscelino Kubitschek, em 1958, de construir a estrada Transbrasiliana

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(Belém-Brasília) e aceitou o desafio para comandar, pessoalmente, as obras da rodovia. Em 15 de janeiro de 1959, durante a abertura da Belém-

Brasília, uma árvore caiu sobre a barraca onde estava Sayão, que ficou gravemente ferido. Morreu no mesmo dia, no helicóptero que o levava em busca de socorro médico.

Em sua homenagem, a BelémBrasília recebeu o nome oficial de Rodovia Bernardo Sayão.


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Lago Paranoá

sítio escolhido para a construção de Brasília possuía as condições naturais para a formação de um lago. Localizavase próximo à confluência dos rios Torto e Gama, que formam o Rio Paranoá. O aproveitamento desses cursos d’água e seus principais

tributários foram os responsáveis pela formação do lago, os quais, pela declividade natural do sítio, corriam para Leste, indo em direção às águas do Rio São Bartolomeu, por uma garganta onde se previa o represamento. A Barragem do Paranoá

começou a ser construída em 1956 para represar as águas do Rio Paranoá. Foi concluída três anos depois, dando origem ao lago com o mesmo nome. A construção fica a 33km do Plano Piloto pela Asa Sul e 27km pela Asa Norte, e liga o Lago Sul ao Lago Norte.

A barragem tem 48m de altura e 630m de comprimento. É capaz de verter 150m de água por segundo. Suas águas movimentam a Usina Paranoá, responsável pela produção de 23 megawatts, o que representa cerca de 3% a 4% do volume da energia elétrica consumida no DF.

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Catedral

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ma das mais belas obras do arquiteto Oscar Niemeyer. Foi construída no período de 1959 a 1970. A catedral foi projetada para que apresentasse de qualquer ângulo a mesma pureza, daí a forma circular adotada que, além de garantir essa característica, oferece à estrutura uma disposição geométrica, racional e construtiva. Assim, temos a fachada com vinte e um montantes, contidos em uma circunferência de setenta metros de diâmetro, como de

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ascensão para o infinito. Placas de vidro refratário de cor neutra, na qual as formas do púlpito e do

coro se destacam como elementos de escala e composição. A entrada em rampa leva os

fiéis a percorrerem um espaço em sombra antes de atingir a nave. Em volta da nave, encontram-se as capelas, salas, batistérios e anexos. O interior da Catedral é todo revestido com 500 toneladas de mármore. Três anjos estão suspensos por cabos de aço, no centro da nave, isso para dar ao visitante a impressão de estarem descendo do céu para tocá-los. A catedral tem 40 metros de altura, capacidade para quatro mil pessoas e um conjunto anexo com cerca de dez mil metros quadrados.


Congresso Nacional

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rojeto de Oscar Niemeyer. Um projeto limpo, hábil, puro e incrivelmente belo e audacioso. Um dos Palácios da Praça dos Três Poderes, Poder Legislativo, foi construído entre 1958 e 1960. A proposta da obra é que o visitante, ao se deslocar diante do grupo do

Congresso, tendo a sua esquerda o plenário côncavo do Senado Federal e à direita o plenário convexo, maior da Câmara dos Deputados, veja ao fundo, à esquerda, o Palácio dos Despachos (Palácio do Planalto) e, à direita, o Palácio da Justiça. O objetivo de reunir as duas casas

do Congresso num só edifício visa a dar solução mais racional e econômica ao problema, sem prejuízo da independência que lhes é indispensável. Ao fundo, erguemse os blocos administrativos, dois edifícios de 25 andares, que são os mais altos de Brasília e televisão.

O Congresso Nacional dominará, assim, não só a praça dos Três Poderes como toda a nova capital, simbolizando, assim, a precedência do Poder Legislativo - do povo, em última análise - na administração contemporânea.

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Palácio do Itamaraty

ambém conhecido como Palácio dos Arcos, foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A sede das relações exteriores no Brasil funcionou no Rio de Janeiro até 1969. Para os que lutavam pela nova cidade, a transferência do Ministério das Relações Exteriores, e, em consequência das Missões Diplomáticas sediadas no Rio de

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Janeiro, significava a consolidação definitiva de Brasília como Capital de fato do país. O Embaixador Luiz Felipe Lampreia, Ministro das Relações Exteriores, em 3 de abril de 1955, declarou: “uma das mais belas expressões da arquitetura contemporânea, que combina o moderno com o antigo, o

arrojado com o conservador, a imponência com a discrição e a arte com a funcionalidade”. Possui painéis de artistas como Athos Bulcão, Rubem Valentim, Sérgio Camargo, Maria Martins e afresco de Alfredo Volpi. O paisagismo interno e externo é de Roberto Burle Marx. Em frente ao Palácio do Itamaraty,

sobre o espelho d’água, encontra-se a escultura Meteoro, desenhada por Bruno Giorgi. A pedra fundamental do Palácio foi lançada em 12 de setembro de 1960, mas ele só foi concluído e inaugurado no dia 20 de abril de 1970, dia do Diplomata.


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Supremo Tribunal Federal

ocalizado na Praça dos Três Poderes, sua inauguração fez parte da programação de inauguração da capital em 21 de abril de 1960. Foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Assim como no Palácio do Planalto, o principal objetivo

foi a harmonia do conjunto, o que levou o arquiteto Oscar Niemeyer à escolha das linhas simples e geométricas que os caracterizam, assim como à repetição, em ambos, dos elementos estruturais, de formas e proporções idênticas, os quais

variam apenas de posição em cada edifício. O Palácio do Supremo Tribunal Federal compreende os serviços relativos à mais alta corte judiciária do país. A singeleza do projeto e as proporções relativamente reduzidas deste edifício não impediram que o

partido adotado lhe conferisse as características de dignidade e nobreza reclamadas, essas que as colunas e galerias externas acentuam convenientemente.

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Brasília Palace Hotel

rojeto de Oscar Niemeyer e fundado em 1957, o Brasília Palace Hotel foi o primeiro hotel da Capital. Com localização privilegiada, fica próximo ao centro do poder.

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Foi o hotel que hospedou as grandes personalidades na construção da Capital e na década de 60. Em 2 de maio de 1958, o Brasília Palace Hotel recebeu

os seus primeiros hóspedes, nas figuras do Presidente do Paraguai General Alfredo Stroessner e sua comitiva. Artistas do Rádio Carioca foram a Brasília e se apresentaram

durante o banquete oferecido pelo Presidente Kubitschek ao ilustre visitante. O Hotel Brasília Palace foi revitalizado em 2007, após incêndio em 1978.


Núcleo Bandeirante

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úcleo Bandeirante. A Cidade Livre, pioneira da nova capital do Brasil, idealizada por Bernardo Sayão, na época Diretor Técnico da Novacap, como um núcleo provisório que funcionasse como centro comercial e recreativo para aqueles ligados diretamente à construção de Brasília, pois as cidades de Planaltina, Luziânia e Brazlândia, naquele momento, não ofereciam condições ou infraestrutura suficientes para sustentação das obras da nova capital. Planejada para ser um núcleo ou

almoxarifado durante a construção de Brasília, local para a instalação dos candangos, transformou-se em um dinâmico centro. Foi ponto de referência para a nova capital, o centro abastecedor. Brasileiros vindos de todos os cantos do país e estrangeiros chegavam ao local, trazendo dentro de si a esperança e o sentimento desbravador de melhores dias. Em 1958, o comércio da Cidade Livre funcionava ativamente: padarias, açougues, farmácias, hotéis, mercados, bares, empresas

de transportes, lojas de confecções, restaurantes, cinemas, feiras, carpintarias, agências bancárias, agências de automóveis, quitandas, zona boêmia como a famosa Casa da Mariazinha e, evidente, o autofalante, cujo funcionamento se processava livre de qualquer alvará e sem limitação de horário. Na Cidade Livre não havia asfalto nem luz. As edificações de madeira eram precárias, tornandoas vulneráveis à proliferação de incêndios. Apesar das dificuldades, a cidade construía a sua estrutura

social: grupos escolares; a Escola Metropolitana; o Colégio Dom Bosco, dos Salesianos; e o Ginásio Fundação Brasília, em pleno funcionamento. Os habitantes desse núcleo daquela Cidade Livre criaram raízes e amor pelo local; afinal, até 1960, a cidade já contava com mais de 20.000 habitantes. Após 1989, o Núcleo Bandeirante tornou-se grande centro administrativo do Distrito Federal.

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Planaltina

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fundação oficial da atual Planaltina remonta a 19 de agosto de 1859, quando o território de Mestre D’Armas foi definitivamente anexado ao Município de Formosa, sendo elevado à condição de distrito de Formosa. A instalação do novo município foi marcada por um acontecimento significativo: a chegada à cidade da Comissão Exploradora do Planalto Central. O Presidente Floriano Peixoto, fiel à Constituição de 1891, a primeira da República, constituiu a “Comissão Exploradora do

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Planalto Central do Brasil”, sob a chefia do engenheiro e astrônomo belga Luiz Cruls. Em 1910, Mestre D’Armas passou a denominar-se “bela paisagem” a partir dos platôs do extenso território do município. A cidade, sendo do planalto, logo mudou o nome para Planaltina em 14 de julho de 1917. Em 1921, os deputados Americano do Brasil, de Luziânia, e Rodrigues Machado, do Maranhão, apresentaram o Projeto nº 680, que previa a colocação da Pedra Fundamental da Futura Capital Federal do Brasil no Planalto

Central, parte das comemorações do Centenário da Independência. O então Presidente da República Epitácio Pessoa assinou o Decreto Legislativo nº 4.494, de 1922, que determinava o lançamento da Pedra Fundamental no ponto mais “apropriado” da zona pertencente à União em Goiás. No dia 7 de Setembro de 1922 foi inaugurada a Pedra Fundamental pelo engenheiro Balduíno de Almeida no Morro do Centenário. Planaltina apareceu, pela primeira vez, nas páginas dos jornais nacionais, principalmente nos do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 1955, a Comissão de Localização da Capital

Federal, chefiada pelo Marechal José Pessôa, delimitou a área e o sítio da nova capital. Encontravam-se sob a jurisdição do município de Planaltina todo o Plano Piloto e a maior parte do território que hoje constitui o Distrito Federal. Em 1969, a cidade foi acrescida da Vila Buritis, onde se concentra grande parte da população urbana, originária do Nordeste. Planaltina foi dividida em duas partes. A sede ficou no DF, incorporada à sua estrutura administrativa. A outra parte denominou-se Planaltina de Goiás, também conhecida como Brasilinha.


Candangolândia

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origem da cidade se confunde com início da epopeia da construção da nova capital brasileira, uma vez que a Candangolândia abrigava os pioneiros que trabalharam na construção da cidade. O primeiro acampamento foi construído em 1956 pela Novacap, criado pelo presidente Juscelino Kubitschek,

abrigando a sede da empresa um caixa forte para fazer o pagamento dos salários dos operários, um posto de saúde, um hospital, um posto policial, dois restaurantes – o da Novacap e o do Serviço de Alimentação Popular, SAPs, uma escola para os filhos dos pioneiros, além das residências para as equipes

técnicas e administrativas da Novacap. Havia também um outro acampamento que abrigava cerca de 1.200 funcionários, que ficaram conhecidos como candangos por trabalharem na construção de Brasília. O termo candango surgiu com os africanos trazidos ao Brasil como escravos e servia para designar os

portugueses que os maltratavam. Com o tempo, o significado mudou, passando a ser usado para nomear os trabalhadores que vinham de outras regiões por causa da construção de Brasília, que trouxe operários de outros lugares, principalmente de estados do Nordeste.

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Os Críticos de Brasília

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o bem-bom do litoral, adversários de JK duvidavam de que ele concluísse a tempo a construção da cidade. Os prazos, porém, foram pontualmente observados. Em apenas um ano se fez o Palácio da Alvorada, inaugurado em junho de 1958. Do mesmo ano foram o Palácio do Planalto, as duas cuias e os prédios gêmeos do Congresso Nacional, a praça dos Três Poderes e edifícios dos ministérios. Um dos detratores de Brasília, o escritor Gustavo Corção, sacava seu diploma de engenheiro para afirmar que o lago Paranoá nunca encheria, pois o solo era por demais poroso, até receber um telegrama presidencial: “Encheu, viu?!”.

Duvidou também de que o ermo de Brasília pudesse ser ligado por telefone ao Rio de Janeiro. Quando isso aconteceu, a 17 de abril de 1960, JK mandou discar para a casa de Corção. Crítico feroz de Juscelino e de Brasília, o economista Eugênio Gudin recusou convite de Israel Pinheiro para visitar a capital em construção – morreu falando mal da cidade e de seu criador, em 1986. Menos azedo, um jovem compositor popular, Juca Chaves, alfinetava JK numa canção que fez sucesso em 1960: “Presidente bossa-nova”. Censores por demais zelosos apressaram-se em proibir a música, mas o “muso” não apenas mandou liberá-la como convidou

o autor a visitá-lo no palácio. Juca Chaves compareceu de terno e sem sapatos. A nova capital dava samba e também marchinha: “Vamos pra Brasília”, que animou o Carnaval de 1958, na voz de Jorge Veiga. “Não vou pra Brasília” retrucava, no mesmo ano, um samba de Billy Blanco, cantado pelo grupo Os Cariocas. Para JK, cinco anos de mandato foram cinquenta de brincadeiras e piadas, por vezes ofensivas. Nem por um minuto perdeu o bom humor e a tolerância. Mas, a construção de Brasília não foi só oposição. O poeta Manoel Caetano Bandeira de Mello declarou: “A ação de presença da Capital da República

em pleno sertão vai revolucionar o Brasil. Esta é uma revolução de verdade, seja um caos, seja um pandemônio, como querem os adversários da mudança”. O jornalista e Presidente da Associação Brasileira de Imprensa, Herbert Moses, certa vez, declarou à Revista Brasília: “Tenho duas razões fundamentais para ser a favor de Brasília: Uma, porque sou brasileiro. Outra, porque sou carioca. Sempre me tive em conta de bom brasileiro e de bom carioca e é, realmente, como uma e outra coisa, enraizadamente uma e outra coisa, que sou a favor da transferência da capital e da criação de uma nova capital”.

Eugênio Gudin

Gustavo Corção

Manoel C. Bandeira de Mello

Herbert Moses

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Inauguração de Brasília - 1960

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residente Juscelino Kubitschek de Oliveira acena para a multidão que o aplaude ao chegar ao Supremo Tribunal Federal, na noite do dia 20 de abril de 1960 para a Missa

Solene de inauguração. Ao seu lado (D-E) o Legado Pontifício, Manuel Gonçalves Cerejeira, Dona Sarah e o Vice-Presidente João Goulart.

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residente Juscelino e o Vice-Presidente João Goulart, em primeiro plano, sentados antes da Missa Solene de inauguração

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de Brasília no Supremo Tribunal Federal no dia 20 de abril de 1960, 23h40min. Sob as vistas do vicepresidente João Goulart e das

pessoas próximas, o presidente Juscelino chora. O gigante desabou, mas se imortalizou naquela que é a maior obra no

Brasil, de qualquer governo. Ao chorar, JK fez o eloquente discurso silencioso das lágrimas.


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uscelino acena para a multidão do parlatório do Palácio do Planalto sob o olhar do Vice-Presidente João Goulart, dia 21 de abril de

1960, inauguração de Brasília. Lucio Costa e Oscar Niemeyer haviam projetado uma cidade fantástica. Cabia a Juscelino

Kubitschek concretizá-la. E às 9 horas do dia 21 de abril de 1960, ele disse no Salão dos Despachos do Palácio do Planalto esta solene

frase: “Declaro inaugurada a cidade Brasília, Capital dos Estados Unidos do Brasil”.

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BrasĂ­lia Empreendedora


AC Coelho São 18 anos de atividades na Capital da República. A loja que tem do básico ao acabamento consegue atingir os mais diversos públicos e o melhor: faz de tudo para o cliente sair satisfeito.

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om o objetivo de atuar no ramo de materiais de construção na capital federal, os irmãos Antônio e Carlos Coelho decidiram ousar. E, mesmo com pouco dinheiro, abriram uma pequena loja para realizar o sonho. Desta ousadia nasceu a empresa AC Coelho, que hoje é a terceira maior do ramo de materiais de construção do Distrito Federal. A empresa foi inaugurada no dia 1 de abril de 1992 com poucos funcionários, mas no decorrer dos anos foi conseguindo se consolidar no mercado de Brasília. Os irmãos-sócios são do município de Dianópolis (TO), chegaram a Brasília com os pais e com mais 11 irmãos e foram morar no setor sul do Gama em 1972. O empresário comenta que as dificuldades nessa época foram muitas, mas que foram superadas com trabalho. A empresa tem um diferencial que o tocantinense sente-se honrado em dizer. Nos 18 anos de atividades nunca houve um caso no Procon (Instituto de Defesa do Consumidor). Também há 106

na loja um mix de material de construção, isso vai do básico ao acabamento, o serviço de entrega é rápido e as facilidades no pagamento são muitas. Ainda se pode destacar a proximidade que os empresários gostam de ter com seus consumidores, ou seja, na loja sempre estará um dos sócios para acompanhar cada caso, se necessário. Atualmente a empresa tem 228 empregos diretos e 912 indiretos. Carlos relata que antes de fidelizar

o consumidor é preciso fidelizar o funcionário com condições de trabalho e salários dignos e, principalmente, respeito. Os funcionários da AC Coelho passam por um treinamento de qualificação profissional de quase um ano. A maioria dos funcionários tem mais de cinco anos de casa. Em Brasília já são três lojas da AC Coelho e um Centro de Distribuição, mas a expansão não para por aí, é o que explica Carlos Coelho. “Hoje estamos com nossas lojas consolidadas com uma estrutura montada para abrir mais pontos de vendas. AC Coelho tem uma vida financeira estável e uma relação muito boa com as indústrias. Costumo dizer que o nosso maior patrimônio é a nossa idade. Temos muitos planos e projetos. Vamos abrir mais uma filial no início de 2011, e a AC Coelho Construção e Corporação Ltda tem projetos bem adiantados para fazer obras no Gama e Águas Claras. Com isso vamos alavancar

nos negócios, pois o ramo de construção em Brasília é muito promissor”, entusiasma-se o empresário. O sócio da AC Coelho revela, ainda, que gosta de trabalhar pela coletividade e, por isso, é sindicalizado atuante no Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do Distrito Federal (Sindmac), Antônio Carlos é o diretor financeiro do sindicato. “Somos atuantes e temos ajudado nos trabalhos coletivos. Houve durante anos algumas conquistas nesse ramo no DF por causa do trabalho do sindicato. Pra mim é muito importante e gratificante trabalhar pela coletividade”, conta Carlos.


AK Terraplenagem Kátia Souza de Brandão é dona da empresa AK Terraplenagem. Ela desmitifica que a construção civil é lugar só para homens e mostra que as mulheres chegaram para ficar definitivamente.

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Em quase todas as obras de construção civil é necessário que se faça a terraplenagem para preparar o terreno de acordo com o empreendimento que será implantado. O procedimento compreende basicamente quatro etapas: a escavação, o carregamento, o espalhamento e o transporte do excesso de terra, normalmente se utilizam tratores e caminhões para esta tarefa. O serviço parece ser pesado para uma mulher, mas não o suficiente para a empresária Kátia Brandão de Souza. A jovem é dona da AK Terraplenagem e desde 1991 trabalha na prestação de serviços de terraplenagem, aterro, demolição, escavação, rompedor e cascalho e locação de equipamentos. A empresa começou apenas com uma máquina de escavação, mas no decorrer dos anos o pequeno empreendimento tomou forma de uma grande empresa. Mas para chegar até o patamar de hoje, Kátia Brandão precisou passar por momentos complicados. “No início eu praticamente pagava para trabalhar. Naquela época ninguém conhecia a empresa, tinha que apresentá-la de alguma forma”, revela a empresária. O esforço teve bons frutos, pois com trabalho a AK Terraplenagem adquiriu 25 equipamentos de alta qualidade, trabalha para diversas empresas do Distrito Federal e entorno e é uma das empresas do ramo mais requisitadas para grandes obras. Para Kátia Brandão isso é o resultado da qualidade dos serviços, aliada à rapidez na execução. Essas são as principais metas que a equipe tenta atingir,

proporcionando, assim, maior segurança, satisfação e economia dos clientes. Os equipamentos de terraplenagem são divididos em grupos de acordo com sua principal função. Para a escavação, por exemplo, recomendam-se utilizar tratores com lâminas, carregadeiras, escavadeiras e motoniveladoras, rolocompactador para compactar o terreno. Para o transporte do material escavado, usa-se caminhão basculante, caminhões fora de estrada, dumpers, e até mesmo os equipamentos, além da experiência de anos no setor. “O grande segredo para o sucesso é entender a sua empresa. Se entender e souber a melhor forma de se relacionar com todos os integrantes de sua equipe, o resultado só poderá ser uma total eficácia operacional”, diz a empresária.

carrinhos de mão. Para que todo esse processo caminhe em perfeita harmonia, os equipamentos precisam ser de alta qualidade, por isso a empresária e sócia da AK Terraplenagem investiu milhões na renovação de sua frota. Outro grande diferencial, segundo acredita Kátia, é a equipe que compõe a empresa e o trabalho constante do sócio, Alan Ribeiro Soares. Para atender aos objetivos da empresa, o grupo conta com uma equipe qualificada, diversos 107


Arquivo Público do Distrito Federal Arquivo Público: recolher, preservar e divulgar documentos de valor histórico para referência e pesquisa.

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m 1970 o Governo do Distrito Federal foi signatário do Compromisso de Brasília, fruto do encontro de governadores dos estados, que elaboraram estudos sobre o Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O documento recomenda o apoio do Arquivo Nacional às repartições congêneres estaduais e municipais relativas à preservação dos acervos documentais. Em 27 de abril de 1983, pelo Decreto nº 7.493, criou-se o grupo de trabalho com o objetivo de estudar, sugerir, propor e adotar medidas para a implantação do Arquivo Público do Distrito Federal (ARPDF). Em 14 de março de 1985, o Decreto nº 8.530 cria o ARPDF. Em 28 de abril de 2000, é aprovada a Lei nº 2.545, que dispõe sobre a proteção dos documentos de arquivos públicos, definindo o Arquivo como instituição arquivística pública do Poder Executivo e colocando-o como órgão central do Sistema de Arquivos do Distrito Federal (SIARDF). O superintendente do Arquivo Público, Luiz Mendonça, explica 108

que o Arquivo Público do DF se assemelha a outros, mas que tem sua particularidade como, por exemplo, as constantes visitas realizadas por alunos de Brasília. Os visitantes também podem pesquisar e obter cópias gratuitamente. O atendimento ao público acontece de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 16h30, ininterruptamente. Na sala de consulta, o pesquisador tem acesso aos documentos originais e pode solicitar a reprodução deles: documentação iconográfica – através da ampliação em papel fotográfico ou digitalização; documentação videográfica e documentação textual. Todas as reproduções são entregues ao pesquisador até 72 horas, sem qualquer custo, desde que o quantitativo solicitado seja compatível com o material disponível no órgão. “Tudo o que o arquivo tem é construído com o dinheiro do povo por

meio de seus impostos e, como não poderia ser diferente, ele precisa ser revertido em benefícios à população”, frisa o superintendente. O Arquivo realiza também visitas técnicas (direcionadas a um público específico, geralmente profissionais da área de arquivo) e visitas guiadas (direcionadas principalmente a estudantes do Ensino Fundamental e Médio e Educação Infantil). Tanto as visitas técnicas quanto as guiadas

são agendadas previamente, para a efetiva preparação da equipe técnica na realização do evento. Nessas visitas os pesquisadores percorrem as instalações do órgão e conhecem, além do acervo, as ações e atividades que o Arquivo desenvolve a fim da preservação e do acesso à documentação recolhida.


Antônio Rocha Nascido em Luziânia e criado em Brasília, o presidente da Fibra tem uma história de vida e trabalho em defesa do setor produtivo da capital federal.

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ntônio Rocha da Silva é um defensor do setor produtivo. Esse é o melhor título para nominar o empresário, um brasiliense de coração. Nascido em 6 de outubro de 1956, em Luziânia (GO), Rocha veio para Brasília aos quatro anos de idade. Esse pioneirismo se refletiu na trajetória empresarial de Toninho, como é chamado pelos amigos. Sua carreira profissional se iniciou aos 19 anos, quando

se tornou representante de grandes fabricantes de produtos eletroeletrônicos. O setor, na época, era muito bom para negócios. Rocha chegou a ter duas empresas. O trabalho consistia na distribuição de eletrônicos e na montagem de componentes e reparação de equipamentos. Ao ampliar suas atividades, conquistou espaço significativo no mercado. Foi um

dos fundadores do Sindicato da Indústria de Reparação de Produtos Eletroeletrônicos do DF, do qual foi o primeiro presidente, entre 1993 e 1998. Como representante da categoria, em 1996 elegeu-se diretor secretário da Federação das Indústrias do DF (Fibra). Na sua atividade empresarial, Rocha enfrentou a inflação descontrolada e a dolarização da economia. Em função disso, passou a atuar na área da construção civil. Em 1999, a experiência adquirida no ramo levou Toninho a abrir sua própria empresa, a Anrossi Construtora e Incorporadora Ltda. Filiado ao Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon/DF), se elegeu, em 2002, presidente da Fibra, cargo que ocupa até hoje, em seu terceiro mandato consecutivo. À frente da Federação das Indústrias do DF, esse goiano com sotaque brasiliense trabalhou pelo aumento do parque fabril da cidade, elevando os índices de geração de emprego e renda. A participação da indústria no Produto Interno Bruto do DF passou de 7,1% em 2006 para 10,2% em 2010. Além disso, a capital deixou de ser meramente importadora. Em 2001, a exportação de produtos brasilienses situava-se no patamar de US$ 6 milhões. Até agosto de 2010, o saldo exportado já havia ultrapassado US$ 100 milhões. Ainda como presidente do Sistema Fibra, lançou o Plano Estratégico de Desenvolvimento Industrial (PDI-DF), que contempla 52 metas e objetivos com

a finalidade de incrementar o setor. Na promoção do cooperativismo, sob a presidência de Rocha, a Fibra inaugurou, em março de 2004, a primeira Cooperativa de Crédito Industrial do DF, a Credindústria. O presidente Lula compareceu à inauguração da cooperativa, em pleno funcionamento e crescimento nos dias atuais. Em 2010, ano do cinquentenário de Brasília, a Fibra elaborou a Carta da Indústria. O documento foi considerado o principal conjunto de diretrizes para alavancar a industrialização da cidade e do Entorno. A carta foi entregue aos candidatos a governador e incorporada por eles em suas plataformas de governo. A atuação em defesa do setor produtivo rendeu a Rocha títulos como o de Cidadão Honorário de Brasília, entre outros. Em toda essa trajetória, Antônio Rocha sempre contou com auxílio da família. Sua esposa Mônica Valadares é quem dirige a Anrossi Construtora e Incorporadora. Possui cinco filhos: Caroline, Gabriela, Marcelo, Pedro e Gabriel. Além de presidir o Sistema Fibra (Fibra/ Sesi-DF/ Senai-DF e IEL), também exerce o cargo de presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-DF e de terceiro Secretário da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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Bier Fass O Distrito Federal conta com ótimas opções de roteiro gastronômico. O Bier Fass Restaurante, por exemplo, ganha destaque pela qualidade dos alimentos e atendimento exemplar.

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m dos mais conhecidos restaurantes de Brasília, Bier Fass, já tem quarenta e um anos de Capital. A fórmula para conseguir continuar no mercado é não deixar se abater pelas dificuldades e agregar sempre valores, como tradição e qualidade. Esses ingredientes tornaram o restaurante como ponto de encontro do Centro Comercial Gilberto Salomão mais frequentado. O proprietário da casa é Antônio Palhares. Ele veio morar em Brasília em 1963 quando decidiu fugir da poluição de São Paulo, onde vivia. Antes de se tornar o restaurante que é hoje, o Bier Fass do Gilberto Salomão era uma cervejaria com salgadinhos e pratos à disposição da clientela. Em 1963 Palhares comprou o local decidiu remodelálo e começou pela cozinha. Em 1979 o proprietário trouxe um chef português, que durante três meses treinou os cozinheiros. Desde então o cardápio se sofisticou, ganhando opções com frango, frutos do mar e peixes. A mudança agradou tanto que os visitantes ilustres começaram

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a visitar o estabelecimento. “Depois da reformulação a casa encheu de almirantes, políticos e embaixadores. Arrependo-me de não ter colocado um livro de recordações, mas sempre estava tão ocupado em poder oferecer o melhor atendimento à clientela que não tive tempo para este detalhe”, lamenta-se o proprietário. Antônio

Palhares revela que sua casa, aos finais de semana, chega a atender em média 550 pessoas que buscam uma culinária exclusiva. E, o destaque é para a cozinha internacional, variando pratos clássicos aos modernos, que influi tanto nos ingredientes usados como na apresentação dos pratos. No local há opções como o Bacalhau do Porto refogado no azeite extravirgem com cebolas e servido com batatas ao murro, ovos, brócolis, couve-flor e azeitona, um dos três pratos à base do famoso peixe seco e salgado. A decoração do ambiente contribui, e muito, para entrar no clima de requinte. O local é sofisticado, com uma decoração sóbria e de alto padrão. O restaurante Bier Fass é um espaço que agrada aos gostos mais refinados da Capital Federal.

O restaurante emprega cerca de 120 funcionários diretos e indiretamente, mais de 200. Para o empresário o sucesso da casa do Gilberto Salomão se deve, principalmente, ao trabalho de sua esposa Maria. “Minha esposa sempre acompanha de perto todo o andamento do restaurante. Creio que o bom resultado de todos esses anos são frutos do empenho dela”, elogia o empresário.


Brasília Convention Bureau O Brasília e Região Convention & Visitors Bureau atua no fomento à atividade turística da Capital Federal há mais de dez anos. Isso, no segmento de eventos e na promoção de Brasília, no Brasil e no exterior.

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setor de turismo do Distrito Federal tem crescido e mostrado que a Capital da República não é apenas política. Como resultado desse polo, chegou à Capital do Brasil o Brasília e Região Convention & Visitors Bureau (BRC&VB) que é uma Fundação de caráter privado, sem fins lucrativos, que visa divulgar Brasília como destino turístico, a partir do apoio à captação de eventos, usufruindo, para tanto, de estratégias de marketing. O trabalho é desenvolvido por meio de iniciativas privadas, ligadas à cadeia produtiva do turismo da cidade em conjunto com as instituições legais de cada segmento como Abav, Embratur, Sindhobar, Abare, Abih, dentre outras. O BRC&VB consiste no repasse de informações sobre Brasília, como a apresentação da infra-estrutura para eventos, centro de convenções, apoio com material promocional institucional, elaboração de dossiê composto com todos os dados de avaliação para o evento, cartas de apoio de entidades governamentais e privadas e, ainda, a viabilização de visitas de inspeção, além da viabilização de contatos com profissionais da área. Com esse

trabalho todo o turismo da capital se beneficia, como explica o presidente da fundação de Brasília, Rogério Tonatto. “Quando o Convention capta um evento, as atividades se estendem, por exemplo, aos taxistas, shoppings, lavanderias, restaurantes, ou seja, mexe com uma cadeia de produção”, detalha. Tonatto Rogério menciona que o DF tem vários atrativos para captar grandes eventos e um dos facilitadores é a rápida locomoção. Um exemplo é o Centro de Convenções. Ele é ladeado de hotéis tanto na ala sul quanto na norte e, nesse mesmo polo, há a parte de apoio, entretenimento e serviços. O diretor executivo do Convention & Visitors Bureau, Henrique Severien, completa ressaltando a segurança do DF que, ao contrário de grandes metrópoles, ainda é excelente e bem estruturada. A existência do Convention & Visitors Bureau para o turismo de Brasília é imprescindível, pois ele assume várias lacunas que nenhuma entidade consegue assumir. O BRC&VB agrega e representa os setores em termo de contexto em geral conseguindo ver Brasília como um todo. A fundação não sofre pressões

políticas, é isso diferencia o Convention, para os diretores, o único compromisso existente é com o turismo da cidade para que o evento aconteça de acordo com as necessidades do DF. Portanto é uma entidade livre, com objetivos definidos. Outro diferencial do Convention, segundo esclarece Tonatto e Severien, é de mostrar os caminhos mais vantajosos para realização de um evento. Um evento de mais de seis mil pessoas preenche quase toda rede hoteleira, mas para que a entidade realizadora não tenha a dificuldade de um hotel ter uma taxa maior que o outro, o Convention convoca todas as hospedagens mantenedoras e estabelece taxas únicas e acessíveis. Um dos objetivos do BRC&VB é de fazer com que Brasília se torne sede dos eventos de várias naturezas com um número grande de participantes. Para que isso se concretize, a fundação vai continuar com o trabalho de captação, para mostrar o potencial turístico do DF. Uma ferramenta que o Convention utiliza é o seu portal. Ele é desenvolvido 100% para o congressista nos eventos nacionais e internacionais, no entanto não está configurado para o turista que busca o entretenimento, o lazer e a gastronomia. Isso vai ser mudado, pois se observou a necessidade e oportunidade de tornar o site em um portal para o turista da capital Federal englobando todos os setores da região. A falta de dados estatísticos sobre o turismo da cidade dificulta sua potencialização, e observando essa deficiência, o

Convention, juntamente com a Secretaria de turismo do DF estão desenvolvendo projetos a fim de implementar mecanismo para medição de estatísticas e dados indicadores para que se tenham ações direcionadas. Um dos grandes apoiadores desse e outros projetos é o Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Distrito Federal (Sebrae). História do Convention & Visitors Bureau A origem dos C&VB’s remonta ao ano de 1886, na cidade de Detroit, Estados Unidos, uma cidade de poderosa economia e grande apelo turístico, em função de suas fábricas de automóveis e outros bens duráveis. O grande número de empresários e homens de negócios de vários países que até lá se dirigiam para participar de congressos, convenções e reuniões de trabalho exigiu a organização do segmento como uma atividade profissional e produtiva. A finalidade de um C&VB é promover o que se conhece por “Marketing de Destino”, ou seja, divulgar a cidade e região em que está instalado, por meio de ações de captação ou apoio ao maior número possível de congressos, convenções e eventos em geral, nacionais e internacionais, gerando divisas para o município, estado e país.

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CAENGE Cássio Gonçalves conseguiu sucesso profissional e criar os filhos com segurança ao vir para Brasília. Para ele, a capital lhe proporcionou a realização de seus sonhos.

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atural de São Paulo, Cássio Gonçalves, fundador da empresa CAENGE S.A. – Construção, Administração e Engenharia, veio para Brasília para tentar crescer profissionalmente e conciliar o trabalho com a criação dos filhos. “Na época, escolhi vir de São Paulo para Brasília por ter me encantado com a ampliação dos horizontes e pela oportunidade de crescimento profissional, sem que tivesse que abrir mão de acompanhar o crescimento de meus filhos”, afirma. Em 1979 o engenheiro civil Cássio Aurélio Branco Gonçalves criou a CAENGE que passo a passo conseguiu se firmar em Brasília. A empresa já tem filial em João Pessoa (PB) e Rio de Janeiro (RJ). A CAENGE expandiu-se e conquistou o reconhecimento em vários tipos de serviços, negócios e soluções em engenharia, inclusive na esfera ambiental. 112

A CAENGE executa trabalhos em vários ramos da engenharia civil. Serviços de construção, saneamento básico, infra-estrutura, drenagem, pavimentação asfáltica, urbanização, edificações e incorporações imobiliárias, próprias e para terceiros, compõem o amplo leque de especialidade da empresa. Além disso, a empresa atua na execução de projetos que possibilitem a preservação do meio ambiente, focando suas ações na área de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos e recuperação ambiental de áreas degradadas. Casado com Marilena Rizzon de Andrade Branco Gonçalves, Cássio acredita que Brasília é o lugar Ideal para criar os filhos. Ele tem seis filhos, cinco homens e uma mulher e não se arrepende de ter deixado São Paulo para se mudar para o Planalto Central. “Amo Brasília por me proporcionar a realização de um sonho, o meu

sonho.”, relata. Cássio se formou em engenharia civil pela Universidade Mackenzie. Antes de montar sua empresa, ele trabalhou na Construtora Eldorado, como engenheiro residente e na ServengCivilsan, executou várias obras de edificações e de infra-estrutura. Além da CAENGE, o empreendedor também tem participação na academia FIT 21,

Europa, especializada na reciclagem e tratamento de resíduos, uma joit venture, com a finalidade de aumentar a seu desempenho nesta área. A liderança sempre foi um dos fortes do empresário de sucesso. Além de suas atribuições na empresa, Cássio Gonçalves atua em outros segmentos. Ele é membro do Conselho do Sebrae/DF, Presidente do Conselho Regional do Sesi/D, Presidente do Conselho Regional do Senai/DF, Membro do Conselho de Representante da Confederação Nacional da

Pousada Retiro das Pedras, Sociedade Nova Formosa S.A Imóveis LTDA e é acionista da SAC - Empreendimentos e Participações S.A (Free Park). Com o objetivo de diversificar as atividades da empresa, em 2000 Cássio criou a Diretoria de Meio Ambiente, além de ser um tema de preocupação mundial. Em 2004 assinou com a VAR, uma das empresas mais importantes da

Indústria – CNI, Membro do Conselho de Representantes da Fibra, Diretor do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Brasília, entre outros. Todas essas são e foram vivências que puderam lhe abrir horizontes.


Cecin Sarkis A família Sarkis tem 300 membros por todo o Distrito Federal. E, um dos seus membros, o empresário José Paulo Sarkis, 80 anos, revela que fez a rede elétrica e hidráulica do Hospital Sarah Kubitschek.

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tradição da família Sarkis começou inicialmente pelo ramo de material elétrico em 1953, quando foi fundada a primeira loja na cidade mineira de Uberlândia (MG). Em 1957, três anos antes da inauguração da loja de Brasília, a família Sarkis já estava presente na nova capital, dando sua contribuição e apoio aos candangos e idealizadores nas primeiras obras da cidade. O pioneirismo foi sempre uma marca da Sarkis. Naquele ano, antes mesmo da chegada da energia elétrica na capital federal, quando a cidade era iluminada pelos lampiões a gás e lamparinas a querosene, foi fundada a primeira loja da família no planalto central, por José Paulo Sarkis. Na época, era um pequeno comércio localizado na 2ª Avenida do Núcleo Bandeirante - antiga Cidade Livre,

seus próprios negócios no Distrito Federal, sempre no ramo de materiais elétricos. Um exemplo disso é o Cecin Sarkis, irmão mais novo de José, que se tornou empresário, e, em 1978, fundou a empresa Cecin Sarkis. As lojas de Cecin já contam com mais de 30 anos de tradição, comercializam mais de 30 mil itens entre materiais elétricos, hidráulicos, tintas, pisos e revestimentos, metais, ferragens e outros produtos, sempre atendendo a seus clientes com o mesmo carinho que a consolidou nessas três décadas. O empresário José Paulo Sarkis

que era o centro comercial e de apoio da nova capital. O Sr. José viu no Planalto a possibilidade de crescer cidade natal a família tinha uma pequena empresa. “Cheguei aqui com 26 anos idade, casado e com meu estímulo para crescer. Tinha muito que ser feito na futura Capital do Brasil e eu estava disposto a trabalhar”, diz o mineiro. O empresário revela sua admiração pelo presidente Juscelino Kubitschek e destaca a garra e a determinação de JK. “O governo de JK foi um grande desenvolvimento, incentivo e progresso econômico do país. Ao assumir seu sonho, ele se comprometeu a trazer o desenvolvimento de forma absoluta para o Brasil, realizando

50 anos de progresso em apenas 5 de governo, o famoso “50 em 5”, deslumbra-se José Sarkis Ele fez a rede elétrica e hidráulica do Hospital Sarah Kubitschek e de vários prédios da Capital, revela orgulhoso o empresário. Para ele a fundação de Brasília como nova capital do país, em localização estratégica, criou uma metrópole no interior do território nacional. Até 1950 existia uma ideia de que existiam dois “Brasis”: um litorâneo, produtivo e moderno e outro interiorano, estagnado social e economicamente. Com o passar dos anos, em meio a poeira vermelha da cidade, a loja prosperou de forma excepcional, graças à dedicação e ao carinho no atendimento à sua clientela. Em seguida, a maioria dos irmãos Sarkis seguia o exemplo de José Paulo, montando

até 1962 quando decidiu mudar o ramo empresarial e, em 1973, fundou a empresa Sarkis Imóveis. A sua empresa se destaca entre as Esse destaque é mantido através do atendimento ao público, quando divulga a seriedade, de seus serviços. Sarkis conta que a capital da república não foi pensada para ser uma grande metrópole, mas passou a sofrer dos mesmos males de outras grandes cidades: trânsito, superpopulação, desigualdade social e especulação imobiliária. “Até pouco tempo eu conhecia todo o DF, mas hoje não é possível mais acompanhar o crescimento. Creio que no máximo vinte anos vamos ter cinco milhões de habitantes”, comenta.

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Ciman Quase 40 anos de serviços educacionais prestados aos brasilienses. Esse é o tempo que o engenheiro civil, pedagogo e diretor-geral do colégio CIMAN, Atef Aissami, dedicou e tem dedicado ao ensino educacional das crianças, adolescentes e jovens da capital.

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história de amor com o ensino educacional começou em 1971, quando um grupo de estudantes da Universidade de Brasília (UnB) iniciou no antigo Instituto São José (L2 norte, Quadra 604) as aulas de preparação para adultos que queriam prestar o exame de Madureza, como era chamado o Supletivo na época. Nesse momento nasce então o Curso Integral de Madureza da Asa Norte (CIMAN). O sucesso do cursinho levou seus idealizadores a investirem em uma estrutura nova, na Quadra 404 norte. Com o passar dos anos, vieram mais interessados e a chance de, enfim, levar os cursos preparatórios para Sobradinho, Asa Sul, Núcleo Bandeirante, Cruzeiro e para as instalações da Polícia Militar – onde funcionaram até 1993. Em 1978, com a aquisição do lote no Cruzeiro, foi erguida a 114

primeira sede, com turmas de Primeiro e Segundo Graus (equivalente aos Ensinos Fundamental e Médio). Nessa época, Atef Aissami era recém formado engenheiro civil, mas decidiu continuar os estudos para se graduar também em pedagogia e assumir o cargo de diretor do CIMAN. E, foi nesse período de faculdade que ele conheceu sua futura esposa Lucy. Com o tempo o grupo conquistou clientela na comunidade do Cruzeiro, o bairro Octogonal estava iniciando e o Sudoeste nem existia. Dentro desse contexto e como um bom engenheiro civil, Aissami enxergou a necessidade de construir mais uma unidade do CIMAN e, em fevereiro de 2000, a família cresceu e se instalou na Octogonal. A nova unidade centralizou o Ensino Médio das duas escolas, além, é claro, de oferecer o Ensino Fundamental e a Educação Infantil nos dois períodos e, a partir de 2008, o período integral para alunos do Jardim I da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental. O CIMAN conseguiu ser uma escola totalmente integrada com a comunidade em que está inserida, com um projeto pedagógico diferenciado e atual que gera 250 empregos diretos, presta serviços a 1.749 famílias, com 2.148 alunos. Possui uma equipe de profissionais do mais alto nível e espaços físicos que proporcionam

conforto e segurança, com equipamentos e mobiliário de ponta. A instituição faz parte da história de muitos jovens brasilienses e para o diretor-geral do colégio essa é a melhor recompensa dos anos dedicados ao ensino. “A maior gratificação de nós, educadores, é verificar que a maioria de nossos ex-alunos são pessoas de sucesso nas profissões que escolheram. O CIMAN não prepara apenas o conhecimento do aluno, ensinamos, também, os valores positivos para que sejam adultos íntegros.”, conclui Atef Aissami.


CNI A partir de Brasília, CNI influi nas decisões do desenvolvimento nacional.

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mudança da Confederação Nacional da Indústria (CNI) do Rio de Janeiro para Brasília foi acelerada e concluída na gestão do presidente Armando Monteiro Neto por duas razões principais: a primeira, pela necessidade de estar próxima das instâncias de decisão, que

abrangem o governo federal, o Congresso e o poder judiciário. Dessa forma, a CNI obteve melhores condições de exercer seu papel de representação da indústria, defendendo com eficiência e firmeza os interesses do setor. A segunda razão para se estabelecer definitivamente na

Capital Federal, não menos importante, é de estar numa posição geográfica privilegiada. A localização estratégica permite à CNI uma visão abrangente das cinco regiões brasileiras e, em consequência, melhor compreensão das particularidades e necessidades do Sistema Indústria. Trata-se de uma ampla organização, que contempla as federações de indústria dos estados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), todos três com extensões nos estados. Com dois mandatos na presidência da entidade, que estão se encerrando em 2010, Monteiro Neto avalia ter tomado a decisão certa no momento certo, ao concluir a transferência da sede da CNI para Brasília. A entidade conquistou sólida credibilidade no diálogo com o governo, o Congresso e a sociedade civil. Essa credibilidade e a transparência e intensidade do diálogo permitiram à CNI participar ativamente da discussão e solução das grandes questões nacionais e da formulação de políticas públicas. O presidente da CNI ressalta que a agenda da indústria, hoje, não é mais corporativa, mas confunde-se com a agenda do país. A crise econômica internacional, completamente superada no país, reforçou o papel da CNI como instituição protagonista do desenvolvimento brasileiro, avalia Monteiro Neto. A entidade cumpre a função original de defender os interesses da indústria,

mas sua agenda vai muito além desse papel. Durante a crise, a CNI participou intensamente das decisões que contribuíram para atenuar seus efeitos na economia brasileira, tanto nas discussões no governo quanto no Congresso Nacional. Propostas da CNI foram acolhidas em Medidas Provisórias convertidas na Lei nº 11.933, que alterou o prazo para o pagamento dos impostos, e na Lei nº 11.941, que estabeleceu novo parcelamento de débitos tributários. Ambas melhoraram as condições de operação das empresas. Outra iniciativa fundamental para que o Brasil superasse rapidamente os efeitos da crise foi a desoneração tributária em vários setores, estimulando ao consumo. A CNI teve também atuação decisiva nesse processo. Um exemplo claro e indiscutível da profundidade e do alcance da agenda da indústria está no documento Uma Agenda para Crescer Mais e Melhor , entregue e discutido com os candidatos presidenciáveis Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva em concorrido debate na CNI, em 25 de maio de 2010. Crescer mais e melhor – O cenário em que se baseia a agenda do crescimento elaborada pela CNI é o de que o país tem hoje uma sociedade civil forte, convive com inflação controlada, vulnerabilidade externa praticamente eliminada e uma melhor distribuição de renda. A população tem maior acesso à educação, o mercado interno 115


é vigoroso, a ascensão da classe média é o grande fenômeno social e econômico da virada do século. Somam-se, ao vigor desse mercado as perspectivas de investimentos em obras estruturais na próxima década, previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e em eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O país tem participação crescente e influência na economia global e forte capacidade de resposta à demanda mundial por alimentos e energia. Na visão do presidente da CNI, a indústria tem e terá papel de crescente importância na materialização dessas oportunidades. A proposta central da Agenda para Crescer Mais e Melhor é dobrar a renda per capita a cada 15 anos, em vez de 21 anos, o ritmo atual. A CNI diz ser possível elevar a renda per capita brasileira dos US$ 10.465 atuais para US$ 20 mil em 2025, quando se equipararia aos níveis, hoje, de Portugal, Arábia Saudita e Hungria, e para US$ 40 mil em 2040. Atingido tal nível em 2040, ela seria semelhante à renda per capita de agora do Canadá, Holanda e Islândia. A agenda da CNI faz um diagnóstico e aponta soluções para 12 áreas da atividade econômica: segurança jurídica; investimentos; tributação e gasto público; financiamento; relações do trabalho; infraestrutura; educação; inovação; comércio exterior; meio ambiente; burocracia e micro e pequena empresa.

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“A agenda detalha os fundamentos para o Brasil crescer mais e melhor, com um padrão econômico sustentável e includente, baseado em reformas macro e microeconômicas”, ressalta Monteiro Neto. NOVA POSTURA - A Agenda para Crescer Mais e Melhor reflete a nova postura da CNI de maior participação nos rumos do desenvolvimento. É resultado da ampliação da representatividade da indústria na gestão de oito anos de Armando Monteiro Neto. Há vários outros exemplos do maior protagonismo da indústria nos rumos do desenvolvimento. A criação do Fórum Nacional da Indústria aprofundou o processo de integração das entidades representativas dos setores da indústria. O fórum reúne regularmente a representação territorial (as federações estaduais da indústria) e a representação setorial (associações setoriais nacionais) na defesa sintonizada dos interesses da indústria. Discute e encaminha propostas para o desenvolvimento. O Mapa Estratégico da Indústria (2007-2015) institucionalizou o processo de planejamento das ações políticas. Elaborado com a contribuição de dezenas de entidades e de mais de 300 empresários, define a posição da indústria no cenário competitivo global e as prioridades e bases necessárias para o fortalecimento e maior dinamismo do setor. A Agenda Legislativa da Indústria, uma relação dos projetos em tramitação na Câmara

dos Deputados e no Senado de impacto no ambiente de negócios, foi reforçada como o diálogo mais duradouro – está na 15ª edição, este ano – e transparente que um grupo da sociedade mantém com o Congresso Nacional. A Mobilização Empresarial pela Inovação, MEI, faz da inovação tecnológica tema permanente da indústria. Já o programa Educação

para a Nova Indústria envolve investimentos da ordem de R$ 10,5 bilhões na educação básica e profissional de mais de 16 milhões de trabalhadores industriais.


Dauto Lanternagem Ao mudar de sonho, Dauto Coelho encontrou um nicho próspero no DF. Com 11 lojas e expectativa de crescimento, o empresário obtém boa parte do mercado de conserto e pintura de carros da cidade.

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os 16 anos, Dauto Coelho dos Santos veio da cidade de Tupiratins, em Tocantins, para Brasília com um sonho: entrar para o Exército. Ele se instalou na região administrativa do Cruzeiro para ir em busca do desejo de ser militar. Enquanto aguardava, o jovem Dauto começou a trabalhar em uma feira no Cruzeiro Velho. Mas o tempo passa e alguns sonhos são abandonados. A ida de Santos para o Exército não se concretizou e ele começou a trabalhar em pequenas oficinas que funcionavam em casas da região. Dauto aprendeu a pintar carros e em 1988 conseguiu abrir uma pequena oficina com um amigo no Setor de Oficinas Sul. A partir de então o sonho virou outro: ampliar e prosperar o negócio. Em 1990, Dauto Coelho formalizou a empresa que não parou de crescer. Hoje com 45 anos,

Dauto é um dos empresários do ramo automobilístico mais bem-sucedidos em Brasília. Ele conta com 300 funcionários diretos e 50 indiretos em suas 11 oficinas (seis de conserto de carros e cinco lojas de tintas automotivas) espalhadas por todo o Distrito Federal. O tocantinense mudou de sonhos, mas não muda seu amor por Brasília, “Foi em Brasília que eu conquistei tudo que tenho. Eu amo a capital e já a considero como minha cidade. Eu não troco Brasília por nada” enfatizou. Casado com Joscélia Damasceno Coelho há 20 anos e pai de dois filhos, Dauto afirma que a Capital Federal é o melhor lugar para se viver em todo o País, tanto para criação dos filhos como para os negócios. “Tudo que tenho conquistei aqui. É o melhor lugar que conheço para se morar e para trabalhar”, revelou.

Além do amor pela cidade, o empresário revela toda sua vontade de prosperar e crescer ainda mais com o negócio promissor. Ele informa que se destaca no ramo automobilístico porque o mercado brasiliense está muito carente. Nos últimos três anos a frota de carros de Brasília cresceu consideravelmente, mas o serviço não acompanhou. As lojas, no geral, não acompanharam a evolução dos automóveis. Mas com o espírito empreendedor que tem, Dauto não deixou a oportunidade passar. Hoje a Dauto Lanternagem e Pintura já abocanhou boa fatia do mercado e o empresário irá inaugurar mais duas oficinas no próximo mês. “Temos uma boa fatia do

mercado de tintas e consertos em geral. Minhas lojas suprem bem esse mercado defasado”, destacou o empreendedor. Para o brasiliense de coração, em cinquenta anos, a Capital será duas em relação ao que é hoje. “Acredito que futuramente Brasília terá o dobro da população, de investimentos e de desenvolvimento”, espera. Mesmo morando em uma cidade que respira política, Dauto prefere não se envolver com o assunto. Ele afirma que está ligado em tudo que acontece no cenário político nacional, mas que não tem interesse em se envolver, ele quer mesmo é continuar prosperando e realizando seus sonhos.

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D’core São quase trinta anos levando para as casas dos brasilienses móveis exclusivos e de alta qualidade, vindos do exterior para atender aos consumidores mais exigentes da capital.

exercido influência na arquitetura e na decoração de casas. Móveis planejados, integração de cômodos, revestimentos ousados e papel de parede são algumas das tendências que predominam no interior das residências modernas. Os ambientes internos merecem uma atenção especial, a escolha dos móveis e acessórios é fundamental para compor uma residência sofisticada e aconchegante. A integração da cozinha com a sala

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á 28 anos no mercado da Capital Federal, a D’core, loja de móveis finos, possui, em seu showroom, uma grande variedade de móveis de qualidade e objetos de decoração, todas as peças são originais e assinadas por designers. A proprietária, Priscylla Pontes, conta que o amor por móveis começou ainda quando criança, pois seu pai trabalhava no ramo e toda a família estava envolvida com as atividades. Mas o trabalho profissional só veio aos 18 anos quando foi trabalhar com o pai. O patriarca da família fundou a D’core há quase 30 anos e há dez Priscylla está na direção do negócio. E, com essa nova frente de trabalho vieram as mudanças de proposta para atingir, exclusivamente, o público de classe média alta de Brasília. A D’core tem um perfil diferenciado da concorrência, pois nela se trabalha um mix de produtos altamente exclusivos. A ideia de Priscylla Pontes é vender

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design como peça funcional que tem conforto e qualidade, ou seja, propor qualidade de vida aos seus clientes. Brasília é uma cidade à frente das outras, pois sua ousadia faz com que os empresários da Capital se dediquem e se qualifiquem mais. “Temos um padrão de clientes acima de qualquer outro mercado. Os comerciantes precisam acompanhar este crescimento com atenção”, orienta a empresária. Os produtos da loja são contemporâneos e a grande maioria de suas mercadorias são importadas da Europa, pois sempre busca, para seu empreendimento, os lançamentos da feira de MilãoItália. Os produtos exclusivos da D’core se encontram em duas lojas em Brasília, onde trabalham indiretamente 50 colaboradores e, diretamente, 20 funcionários altamente qualificados para melhor atender à clientela exigente da Capital. O estilo contemporâneo tem

de jantar e a implementação de móveis modulados são tendências que predominam na área de design de interiores. Vale ressaltar também que o estilo contemporâneo despreza o rebuscamento, o uso exagerado de estampas para decorar. O design é mais limpo e, muitas vezes, é por si só um objeto de arte com qualidades funcionais.


Distak A empresa visa minimizar desgastes dos clientes e parceiros e tem um diferencial competitivo que agrega valor ao seu produto dentro do mercado brasiliense.

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Distrito Federal tem se tornado uma cidade de grandes oportunidades e o maranhense Antônio Francisco Costa Sousa, percebendo isso, tratou de sair de sua cidade natal e vir morar na cidade planejada. Chegou aos 21 anos e começou trabalhando em uma empresa de entregas de correspondências e, desde então, não saiu mais do ramo. Depois de trabalhar durante sete anos em uma grande empresa, ele decidiu abrir a sua própria. “Durante o tempo em que estava trabalhando para terceiros, observei a carência desse setor na capital. Era muita demanda para poucas prestadoras, tinha bastante mercado e pouca mão de obra. Isso foi o que me impulsionou a investir nesse nicho”, informa Sousa. Em 1999 nasceu a Distak Distribuição e Logística, uma empresa que atua na área de serviços de coleta e faz entrega domiciliar de objetos bem como nos sistemas logísticos de seus clientes, de forma a automatizar

seus processos de entrega, seja ela de seus documentos ou encomendas. Tem o objetivo de agilizar o serviços para seus consumidores e dar conforto durante a comercialização. “Os empresários que facilitam a vida do consumidor levam vantagens diante dos concorrentes. Este tipo de atenção especial é essencial. E o nosso diferencial é a agilidade, e isso nos faz resistir esse monopólio dos correios”. Baseado nas atuais condições e exigência do mercado, o proprietário da Distak garante que está a inteira disposição de seus clientes para execução de malotes, coletas e entregas de documentos em toda cidade do Distrito Federal. A Distak oferece um bom atendimento com preço justo. Para Antônio é assim que se faz a diferença, com honestidade e trabalho. A empresa entrega por dia quase três mil encomendas. No início eram apenas o proprietário, seu celular, uma cadeira e uma mesa dentro de casa. Mas com muita paciência e determinação o empresário conseguiu abrir seu escritório com 12 funcionários diretos e 3 indiretos. No início atendia apenas 5 empresas, mas hoje seus serviços são prestados para 32 empresas espalhadas por todo o Distrito Federal. Antônio Sousa menciona que o grupo é pequeno, mas tem grandes responsabilidades e como meta para longo prazo expandir o empreendimento. Para Antônio a internet é uma grande aliada dos negócios e uma facilitadora do seu trabalho; ele menciona que as

pessoas têm trabalhado cada vez mais e têm tido consequentemente menos tempo para comprar ou adquirir serviços. “O comércio eletrônico cresce em ritmo acelerado assim como as opções de compras que são inúmeras”, acrescenta o empreendedor. O empresário acredita que esse segmento tem impulsionado o mercado brasileiro, já que inúmeras empresas privadas atuam nesse setor empregando diretamente e terceirizando serviços. Isso também aumenta a concorrência levando preços mais competitivos

ao consumidor. Antônio detalha alguns dos serviços prestados pela Distak, que são: entrega de cartas e contas; serviço de entrega de encomendas e serviço de Motofrete (motoboys), regulamentado, total segurança.

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Fecomércio A Entidade representa 23 segmentos do comércio do Distrito Federal, colaborando com o crescimento da economia, além da geração de emprego e renda.

de 3.796 empresas e hoje temos mais de 55 mil empresas filiadas. De 2001 a 2009 a Federação intensificou a oferta de cursos aos empresários e trabalhadores do comércio e também iniciou, por meio do IF Estágio, o processo de seleção de estudantes para estagiarem nas pequenas, médias e grandes empresas da região. Fechamos convênio com a

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comércio de Brasília tem uma estrutura bem elevada que defende a livre iniciativa, estimula o crescimento empresarial cria e oferece produtos e serviços destinados a gerar negócios em áreas específicas de mercado. Isso tudo porque a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio) tem acompanhado os empresários da Capital da República no intuito de buscar seu fortalecimento. Saiba mais sobre o trabalho da Fecomércio na entrevista com o seu presidente, Adelmir Santana. A missão da Fecomércio é contribuir, por meio do fortalecimento dos setores de comércio e serviços, para o desenvolvimento econômico, social e político do Distrito Federal. Há 40 anos a Fecomércio representa os empresários do setor no DF. Começamos com uma base 120

empresa Qualicorp, para ofertar planos de saúde e odontológico aos filiados e recentemente nos tornamos entidade autorizada para disponibilizar certificação digital às empresas do DF, já que a partir de junho a Receita Federal exigirá Nota Fiscal Eletrônica. No âmbito da representação política, a Fecomércio também conquistou grandes vitórias para o setor ao longo destes 40 anos. Somente em 2008 a parceria entre o Setor Produtivo com o GDF conseguiu a eliminação de taxas e renegociação de dívidas para os comerciantes do Distrito Federal, além da regularização dos puxadinhos no comércio da Asa Sul. Recentemente, manifestamos nosso repúdio contra a proposta de intervenção federal no DF, pois temos o comércio que mais cresce no País e não podemos permitir que a cidade seja paralisada. Brasília fez 50 anos, cresceu

mais do que esperado e continua crescendo. O Comércio de Brasília surgiu antes mesmo da inauguração da capital. Desde 1958, empresários de todas as regiões acompanharam o movimento migratório dos candangos e aqui estabeleceram os primeiros comércios. A cidade tem alcançado desenvolvimento do seu polo industrial, mas a força do comércio será sempre sua vocação econômica, motivada principalmente pela elevada renda per capita das famílias sustentadas pelo funcionalismo público. Em 50 anos, o setor de comércio e serviços concentra 12,6% dos empregos e responde por 91% do PIB. Reunimos em nossas lojas de rua e shoppings as maiores marcas nacionais e importadas. Com 1/3 da população do Rio de Janeiro, temos mais centros de compras que a capital fluminense. Segundo dados do Instituto Fecomércio de Pesquisa, 56,6% dos empresários do DF aguardam vendas melhores em 2010, em relação a 2009. Apesar de a crise política ter inibido a comemoração do cinquentenário da cidade, o bom desempenho do comércio desde o início do ano confirma a prerrogativa de fechar 2010 com o crescimento entre 5% e 6%. Diante do crescimento populacional e econômico da cidade, acredito que o setor de

Turismo será a grande promessa deste ano e do futuro da nossa capital. Brasília ainda vai crescer muito e, mesmo com a força do comércio e do setor público, precisaremos impulsionar o Turismo para manter a geração de emprego e renda na cidade. É preciso desenvolver políticas de incentivo ao turismo de negócios, eventos e cívico. Temos total condição de receber turistas de todo o País e isso reflete diretamente no desempenho do comércio e dos serviços na região. Brasília é uma capital que vive de eventos. Graças às embaixadas, ministérios e sedes do Executivo, Legislativo e Judiciário federal, temos festas de domingo a domingo. Essa grande quantidade de eventos sociais faz do brasiliense um consumidor de moda, estilo e de artigos de luxo. Pesquisa da MCF Consultoria e Conhecimento apontou que Brasília é o terceiro polo consumidor do mercado de luxo do País. A mesma pesquisa apontou a capital como a cidade mais promissora para a expansão deste tipo de negócio. São dezenas de lojas especializadas neste setor. A gastronomia da cidade também tem se desenvolvido bastante nas últimas décadas. Entre terça e quinta-feira, os restaurantes lotam de políticos e autoridades, mas o brasiliense garante lotação das casas.


Hotel das Américas Há 35 anos no mercado de Brasília, o hotel tem se consolidado no setor hoteleiro do Distrito Federal como referência do setor.

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setor turístico do Distrito Federal vem crescendo a cada ano e para acompanhar essa demanda a rede hoteleira da capital tem se modernizado e se qualificado para manter um nível profissional e de atendimento único. O Hotel das Américas é um exemplo de que o tempo não afasta a responsabilidade pela qualidade e satisfação do hóspede. Ele foi fundado em Setembro de 1975 e vem atendendo, desde então, seu público com excelência, dedicação e respeito, proporcionando ao hóspede uma experiência de hospedagem inesquecível, por meio de um atendimento personalizado, com serviço padronizado e de qualidade superior. A empresa descende de Antônio Barbosa que há mais de cem anos fundou o Grupo Nações, de onde vem o Hotel das Américas, tendo sido sucedido por Joaquim Barbosa, José Barbosa, Geraldo Barbosa e Elias Pereira Carrijo. Hoje as empresas são dirigidas pelos seus filhos. Toda a família trabalha no grupo e isso em

diversas atividades comerciais. E, é este ambiente familiar que faz do local um lugar mais aconchegante e harmonioso para se hospedar. Um diferencial da empresa é o especial cuidado, atenção e dedicação que tem mostrado com os clientes internos (funcionários) e com os clientes externos de todo o Brasil e dos diversos países que o visitam. O hotel tem 35 anos de Brasília e tem se consolidado no mercado, por meio de políticas de marketing com seus vendedores naturais, os agentes de viagens e Hotels Rep no Brasil e no exterior. A hospedaria está localizada na interseção das duas principais avenidas de Brasília, a avenida W3 e o eixo Monumental, portanto bastante próximo dos Ministérios, Câmara dos Deputados, Senado

Federal, Supremo Tribunal e Palácio do Planalto, assim como a 200 metros de um dos maiores shoppings de Brasília. A distância do Aeroporto Internacional é de apenas 10 km. A infraestrutura moderna com pessoal altamente treinado é o diferencial para melhor atender ao público. São 156 apartamentos luxo, música ambiente, frigobar, ar condicionado central, TV, acesso a internet banda larga e telefones com discagem direta nacional e internacional. O Hotel tem 70% dos seus apartamentos equipados com cama Super King de 2 metros de largura. Todos os seus apartamentos são equipados com internet ADSL, assim como um business center com 2 computadores. Para

segurança dos hóspedes todos os apartamentos são equipados com chave magnética. O grupo atua com quatro mil funcionários dos quais 140 são do Hotel das Américas. Todos os prestadores de serviços são altamente treinados e qualificados para tornar a estadia dos hóspedes a mais agradável possível. Segundo os dirigentes do estabelecimento, o local tem o conforto merecido para quem se dirige ao Distrito Federal, seja a lazer ou a negócios.

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Hotel Naoum A marca Naoum de hotéis é sinônimo de conforto, qualidade, luxo e sofisticação. Além de uma moderna estrutura de eventos, o Naoum Plaza é conhecido pelo glamour e requinte dos seus restaurantes.

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m 1947 chegou ao Brasil o imigrante libanês Mounir Naoum acompanhado do sonho de construir uma vida melhor para a família. Naoum tratou logo de deixar sua marca e fundou a firma Nazir & Sobrinho, que deu origem a Casa América, muito conhecida em Anápolis; logo após trouxe os irmãos do Líbano e montou a sociedade Irmãos Naoum. A empresa dos irmãos logo se transformou no Grupo Naoum, com a chegada do resto da família ao Brasil em 1957. Os irmãos Mounir, William e George Naoum também atuam com o segmento agro-industrial desde 1965, quando assumiram controle acionário das Usinas Santa Helena em Anápolis. Com essa atividade, o Grupo auxiliou a implantação do Distrito Agro-Industrial de Anápolis (DAIA). Em 1972 o Grupo adquiriu a Usina Jaciara e, em 1995, a Usina Pantanal, ambas no Mato-Grosso. Como um bom empresário Mounir Naoum decidiu abrir novas vertentes de atuação e, em 1989,

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fundou o Naoum Plaza Hotel na Capital Federal. O estabelecimento já junta homenagens como o título de hotel que mais recepcionou ilustres comitivas estrangeiras oficiais em todo o Brasil. Entre as personalidades que escreveram os seus nomes no rol de hóspedes ilustres estão os presidentes Nelson Mandela, Fidel Castro, Príncipe Charles e a saudosa Princesa Diana. O hotel tem se mantido como líder de mercado há quase dez anos. Em 2004 começaram algumas mudanças no estabelecimento, como informa o Gerente Geral do Naoum, Rogério Tonatto. “Começamos a modernizar o hotel e não tem mais prazo para terminar, pois a presidência do grupo resolveu apostar na hotelaria.” - conta Tonatto. Em 2006 foi inaugurado o Naoum Express, em Anápolis, onde é a sede do grupo Naoum. Em 2008 foi a vez de Brasília receber o empreendimento. A rede tem

três hotéis e o objetivo dos donos é aumentar o empreendimento dentro da região central do Brasil. O Naoum é considerado um dos melhores hotéis da cidade e esse feito só pode ser conseguido graças ao esforço de toda a equipe de trabalho. “Nossos colaboradores são, também, um de nossos diferenciais, temos funcionários desde o início do Naoum Plaza Hotel e essa fidelidade é fantástica.”, anima-se o gerente. Para Rogério o respeito e o compromisso fazem com que os colaboradores trabalhem com mais ânimo e satisfação. “Creio que não existe mais aquela coisa de gerente carrasco, a melhor coisa do mundo é poder acordar e ter a sensação gostosa de ir trabalhar.”, declara Rogério. O hotel tem 175 funcionários diretos e a rede tem 250. Os indiretos chegam a mais de mil trabalhadores. A rede Naoum Plaza aposta no crescimento da cidade e a

certeza disso é o fluxo crescente do turismo da cidade. No mês o estabelecimento chega a receber 4.500 hóspedes. O hotel é reconhecido como o melhor cinco estrelas de Brasília, pois investe em elevar, preservar e manter continuadamente a qualidade dos excelentes serviços prestados aos seus clientes, cada vez mais exigentes e numerosos. Uma atração à parte são os restaurantes: The Falls, que serve desde os mais requintados drinques e coquetéis ao supra-sumo da cozinha internacional. E o seu café da manhã é o melhor da Capital, cheio de variedades, em um ambiente descontraído e elegante. Há também o Mitsubá, o mais tradicional restaurante japonês de Brasília, onde uma variedade de pratos orientais é servida em ambiente típico e original.


Hotel Nacional e Viplan O empresário Wagner Canhedo começou a demonstrar desde criança o dom para os negócios e, ainda na juventude, decidiu que iria ser um empresário reconhecido e de renome por todo o Brasil e iniciou a jornada em Brasília.

estava na nova capital. Viplan, o transporte coletivo de Brasília. Com interesses em áreas variadas como mineração, agropecuária e turismo, o império incluía a transportadora Wadel, que reúne 300 caminhões, e a Viplan, que faz o transporte urbano em Brasília, com mais de mil ônibus. Em sua trajetória, essas firmas foram peças vitais para o fortalecimento do empresário. A frota de ônibus da Viação Planalto (Viplan) cresceu tanto que já é considerada a maior empresa prestadora do serviço de transporte público no Distrito Federal.

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agner Canhedo Azevedo nasceu no interior de São Paulo, é um empresário brasileiro radicado em Brasília. Filho de um caminhoneiro espanhol começou a trabalhar ainda criança como ajudante de oficina mecânica no interior do Paraná. Aos 10 anos lavava motores. Aos 16, tinha a sua própria oficina. Em seguida, comprou um caminhão em sociedade com o pai e passou a fazer entrega de cargas. Ainda na mocidade comprou terrenos, montou uma serraria e, em 1957, foi para Brasília com uma frota de oito caminhões. Segundo o empresário o amor por Brasília começou ali, para ele a oportunidade de crescimento profissional 123


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Outra empresa que contribuiu para o acúmulo de capital de Canhedo é o Hotel Nacional. Fruto do espírito arrojado do empreendedor, o estabelecimento nasceu em 1960 com a ideia de se construir um Hotel no Planalto Central que servisse de modelo para a época e que marcasse presença destacada para os anos futuros. Assim nasceu o Hotel Nacional, o mais tradicional hotel de luxo de Brasília, que ao longo de sua existência ajudou a construir a história do país, hospedando as mais ilustres personalidades do cenário nacional e internacional. O empresário destaca que o Hotel Nacional tem sido a menina dos olhos de seus empreendimentos, pois o setor de turismo no Distrito Federal

tem crescido significamente e, por isso, a sua hospedaria precisa acompanhar este nicho de mercado. Juntas as empresas de Wagner Canhedo empregam seis mil funcionários diretos e indiretos, mais de quinze mil. Ele dedica a boa administração empresarial ao filho, Wagner Canhedo Filho. “Ele cuida das empresas de transporte e do Hotel Nacional muito bem. Sua Administração é excelente e eficaz, ele é um empresário zeloso que acompanha o passo a passo de cada empreendimento”, elogia o pai. Wagner tem 74 anos dos quais 50 vividos em Brasília. Ele acreditava que Brasília não ia sair de seu planejamento inicial e se espanta com o crescimento exorbitante da população brasiliense. “A capital do

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Brasil cresceu demais. Achávamos que Brasília ia ficar apenas dentro daquilo que tínhamos planejado, em torno de um milhão e meio de habitantes, mas hoje só as regiões administrativas têm isso”, calcula Canhedo. Ao ser questionado dos planos para as empresas Canhedo, é cauteloso e responde ter projetos a médio e longo prazo, como ampliar as empresas de transporte coletivo e abrir novas frentes empresariais. No hotel hospedou-se a Rainha Elisabeth da Inglaterra, os presidentes Jimmy Carter dos Estados Unidos da América e Antônio R. Eanes, de Portugal, e inúmeros outros Chefes de Estado, cujas hospedagens recentes encontram-se registradas na Galeria da Fama. Para Canhedo hotel é considerado sinônimo de charme, bom gosto, privacidade, sofisticação e conforto resumidos no nível de atendimento de elevado padrão de distinção. Nos seus 347 apartamentos e suítes, o Hotel Nacional dispõe ao hóspede tudo o que se faz necessário para o 126

máximo conforto, inclusive serviço de quarto personalizado. Os visitantes de Brasília buscam qualidade no atendimento e o Hotel Nacional tem treinado seus colaboradores visando ao bem estar e a receptividade dos mais diferentes tipos de clientes. “O treinamento, a reciclagem e a padronização de serviços são primordiais para o desenvolvimento eficaz do trabalho no setor de governança e, também, com toda a equipe de funcionários do hotel. Investimentos feitos em qualificação e atualização profissional terão retorno valioso”, revela Canhedo. Além desse diferencial o Hotel Nacional tem espaços físicos privilegiados para a realização de convenções, congressos e seminários, além de salas privativas que fazem com que o estabelecimento tenha condições de atender a qualquer tipo de evento. Se o visitante está em busca de lazer, analise o que o hotel oferece. Alguns têm piscina, quadra de tênis, e até campo de golf. Por isso a escolha do hotel deve ser feita de acordo com o que você deseja para as suas

férias. Cidade, compras e diversão noturna não são compatíveis com vida ao ar livre, pássaros, esporte e lazer. Restaurantes, Bares, Casa de Chá e Scotch Bar fazem com que a área de Alimentos e Bebidas seja ponto de preferência e destaque no Hotel Nacional. Área de lazer e entretenimento com piscina aquecida, Fitness Center completo, Sauna, Centro de Estética Feminino e Salão de Beleza são serviços diferenciados. O empresário menciona que o Hotel Nacional tem como prioridade a satisfação de seus clientes. Para tanto, possui uma ampla lista de serviços para facilitar o dia-a-dia dos hóspedes, que variam desde simples compras, ou serviços de beleza e estética à locação de veículos e marcação de passagens, podendo contar, ainda, com a garantia de serviços com alto padrão de qualidade e segurança. “É através da busca constante de crescimento e do desenvolvimento pessoal que teremos condições de atender às exigências e aos padrões de qualidade requeridos pelos hóspedes. O cliente conta cada vez

mais com uma oferta diversificada de estabelecimentos hoteleiros; se cada hotel não tiver seu diferencial, ele fica fora do mercado”, acrescenta o empresário. Vários fatores precisam ser observados antes da escolha de um hotel de qualidade, e a localização é uma delas. O Hotel Nacional, atento a essa demanda, tem localização privilegiada, já que está situado no centro de Brasília, local ideal para quem não quer perder tempo com trânsito e prefere estar por perto de todas as importantes localidades de Brasília. Complexo hoteleiro com arquitetura tradicional tem, ainda, 10 andares e 346 apartamentos localizados no coração da Capital Federal, com vias de acesso rápido para todos os pontos de interesse da região.


Ibramar A Marmoraria tem mais de 33 anos no mercado e oferece o maior mostruário da cidade, assim como o melhor preço e atendimento para o consumidor de todo o Brasil.

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isando atender à demanda de um mercado com grandes expectativas de crescimento, os empresários Otávio Junqueira, Giuseppe Pinori e José Ferraz fundaram a Ibramar Mármores e Granitos em maio de 1977. As atividades começaram com apenas cinco empregados, mas com entusiasmo de jovens empreendedores. Naquela época, existia apenas meia dúzia de empresas especializadas; hoje, esse mercado é altamente competitivo, com mais de 200 players atuando no ramo com as mais diversas estruturas. Em junho de 1978, o atual dono da empresa, Adelio Silverio, entrou na Ibramar como Officeboy, com apenas 18 anos; após 5 anos, em janeiro de 1983, houve um cisão na sociedade, quando Otávio Junqueira permaneceu na empresa. Vendo uma oportunidade de crescimento, com o vazio deixado pelos sócios, Adelio Silverio assume o departamento técnico da empresa. Em nova alteração contratual em janeiro de 1990, Adelio assumiu

a condição de sócio dirigente da empresa passando a desenvolver as atividades de coordenação técnica, comercial e administrativa. Em 1991 com a abertura e mudança na política do mercado de importação pelo governo brasileiro, a empresa inicia a importação de mármores da Itália, Grécia, Espanha entre outros países, chegando a contar com mais de 100 colaboradores no final da década de 90. A partir da sua entrada na sociedade e um grande aquecimento no mercado da construção civil, o sucesso da empresa foi vertiginoso, não medindo esforços para esse progresso, e trabalhando com afinco. Com menos de 10 anos depois de entrar na sociedade, já detinha 50% dela, vindo a assumíla integralmente em julho de 2003 com a saída do sócio Otávio Junqueira. A empresa conta com mais de 40 colaboradores, uma tradição de mais de 33 anos, e iniciou a construção de uma nova unidade de produção na Região Administrativa de Samambaia DF, com quase 3 mil metros quadrados de área. Um projeto arrojado, dotado de máquinas de alta tecnologia para corte e beneficiamento de mármores e granitos que dará suporte à empresa na execução de projetos dos inúmeros arquitetos de Brasília, e que propiciará a geração de mais de 50 empregos diretos e indiretos. Adelio orgulha-se de ser o principal responsável pela criação do SIMAGRAN/DF – Sindicato da Indústria de Extração e Beneficiamento de Mármores, Granitos e Pedras Ornamentais e

Decorativas do Distrito Federal – cujo envolvimento para sua criação iniciou em 1994 e em 2004 conseguiu a sua efetiva fundação e registro perante os órgãos competentes. A Ibramar é referência no mercado pelo seu pioneirismo e realizações. Oferece ao mercado uma ampla variedade de mármores, granitos, stones, sintéticos e spaccatos, com máquinas de última geração e onde os mais renomados arquitetos e engenheiros do Distrito Federal e de outros estados encontram produtos de alto padrão e qualidade para atendê-los em seus projetos, em diversas obras. A empresa já participou de inúmeros projetos e execução de obras com fornecimento de mármores e granitos nas mais variadas cores e padrões, como o anexo do Palácio do Itamaraty, Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto, Câmara Federal, Senado Federal, Legião da Boa Vontade, Ministérios, Parkshopping, Conjunto Nacional Brasília, Hotéis (Kubitschek Plaza, Manhattan Flat, Hotel Nacional, etc.), Catedral de Brasília, Teatro Nacional de Brasília, Teatro Municipal de Manaus, CNTC-Confederação

Nacional dos Trabalhadores no Comércio, inúmeras residências por todo o Distrito Federal, e cidades de Goiás, Tocantins, Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Maranhão. É a principal parceira de grandes construtoras do Distrito Federal, como a Paulo Octávio Ltda., HC Construtora S/A, Caenge S/A, Emplavi S/A, Duart Arquitetura Ltda, RHC Arquitetura e Construção Ltda., Construsollo Ltda, entre outras. A mais recente contribuição para a “paisagem e arquitetura” do empreendedorismo imobiliário foi a participação na construção do mais novo e luxuoso shopping da nossa capital, o Iguatemi Shopping, situado no Lago Norte. Visando suprir a tendência do exigente mercado do segmento, a Ibramar mantém parceria com fornecedores de todas as regiões do país para garantir a efetiva oferta dos mais novos e variados produtos que comercializa.

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Infraero A Infraero e o Desafio do Novo Brasil.

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om 37 anos de tradição e credibilidade no mercado, a Infraero é uma empresa pública nacional habituada à diversidade brasileira. Sediada em Brasília, está presente em todos os Estados brasileiros, reunindo uma força de trabalho de aproximadamente 28.000 profissionais, entre empregados concursados e terceirizados. Vinculada ao Ministério da Defesa, a Infraero administra desde grandes aeroportos brasileiros até alguns tão pequenos que ainda não recebem voos comerciais 128

regulares e que têm como função representar a soberania nacional em áreas longínquas. Ao todo são 67 aeroportos, 69 Grupamentos de Navegação Aérea e 51 Unidades Técnicas de Aeronavegação, além de 34 terminais de logística de carga. Estes aeroportos concentram aproximadamente 97% do movimento do transporte aéreo regular do Brasil. Em número, isso equivale a 2 milhões de pousos e decolagens de aeronaves nacionais e estrangeiras, transportando cerca de 113 milhões de passageiros.

A Infraero também atua em aeroportos equipados para funcionar como plataforma de helicópteros e outros cuja vocação está na logística de carga aérea. A infraestrutura aeroportuária brasileira, que pode ser equiparada aos padrões internacionais, está sendo modernizada para atender à demanda dos próximos anos. Para isso, a empresa pratica um plano de obras arrojado, executado com receita própria em praticamente todos os aeroportos por ela administrados e que gera mais de 50 mil empregos em todo o Brasil.

O foco da Infraero, em todas as suas ações, está na segurança e no conforto dos usuários do transporte aéreo, além de sua responsabilidade social e ambiental.


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Instituto Coração-Pulmão Brasília, Capital Federal, cidade-estado, possuidora de tão valorosa cardiologia, com 50 anos em destaque, mobiliza-se para sediar a Sociedade Brasileira de Cardiologia, ainda no Rio de Janeiro.

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início da cardiologia em Brasília coincide com a fundação da Capital Federal. Eram poucos os cardiologistas pioneiros, desbravadores e idealistas: Drs. Fernando Morais, Ady Prates, Ely Toscano e André Esteves. Logo após vieram os Drs. Cláudio Penna, Nelson Marins, Itacir Franceschini, Geniberto Campos e tantos outros. Responsáveis pela formação das futuras gerações de cardiologistas da jovem capital do Brasil, integravam as três instituições de elite daquela época: UnB, HBDF e HFA. Em 1978 fundou-se a Sociedade de Cardiologia de Brasília, tendo como 1º. Presidente o Dr. Nelson Marins, e por missão congregar cientificamente os cardiologistas do Distrito Federal. Com o acelerado crescimento populacional e a sensível redução dos recursos disponibilizados às organizações públicas de atenção à saúde, surgiu há 47 anos o setor privado em Brasília, liderado pelo Hospital Santa Lúcia que,

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ao lado de outras instituições, gradualmente se capacitaram para bem assistir ao portador de qualquer doença cardíaca, mesmo as mais complexas. Ao longo dos últimos 20 anos, a Cardiologia brasiliense muito se desenvolveu, equiparandose aos melhores centros do Brasil, destacando-se ainda por inusitado pioneirismo em toda a América Latina nos seguintes procedimentos: emprego de “octopus” na cirurgia de revascularização miocárdica, realização de cirurgia de coronária por via toracoscópica e com a ajuda da robótica, uso do método CARTHRO para o tratamento de Fibrilação Atrial, além de já termos realizado transplantes cardíacos e inclusão de voluntários para as pesquisas com células-tronco em andamento. Nossa produção científica tem crescido em ritmo acelerado, com premiações em eventos regionais e nacionais da especialidade. Mais recentemente, inaugurou-se aqui o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, com o propósito de desenvolver a pesquisa cardiovascular, apoiada num programa de pós-graduação e preparação de recursos humanos nesta área, integrando-se às instituições já existentes. Em 2010 há cerca de 400 cardiologistas no Distrito Federal, exercendo com elevada qualidade as mais diversas subespecialidades da cardiologia, alguns com reconhecimento internacional, como é o caso do Dr. Lázaro Fernandes de Miranda (fotos), homenageado por esta publicação

em nome de todos os profissionais do coração do nosso imenso Brasil. Cresceu na vizinha cidade de Pires do Rio, estudou no Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília. Posteriormente, complementou especialização em São Paulo e Atlanta (USA), dedicando-se nos últimos 29 anos a cuidar, com maestria, dos corações brasilienses: “os corações do poder”. O seu perfil acolhedor, aglutinador e de liderança o levou a cargos de destaque na Cardiologia do Distrito Federal (duas vezes Presidente), do Centro-Oeste (Diretor de Publicações e Presidente) e Nacional (três vezes Diretor de Relações Governamentais). Profissional extremamente ético, integra a Câmara Técnica de Cardiologia do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal e a Comissão de Assuntos Políticos do Conselho Federal

de Medicina. A sua qualificação técnico-científica foi reconhecida também internacionalmente em 30 de abril de 2009, quando nos Estados Unidos da América foi-lhe outorgado o almejado título de Member Fellowship of American College of Cardiology (foto). Atualmente, o Dr. Lázaro, dentre outras nobres atividades, preside o Instituto CoraçãoPulmão Santa Lúcia e coordena toda a Cardiologia do Hospital Santa Lúcia, sem abrir mão do seu plantão da 2ª. feira na moderna Emergência e Setores de Internação do mesmo hospital. Politicamente, está empenhado em evidenciar condições para o estabelecimento de uma sede da Sociedade Brasileira de Cardiologia, hoje com 13 mil associados em nossa Capital Federal, onde funcionam todos os órgãos federados.


Ita Pedras A empresa oferece materiais de primeira qualidade sempre avançando na comercialização dos produtos, tornando-se destaque junto a seus clientes do Distrito Federal e entorno.

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m 1979 chegou a Brasília a paulista Tânia Montañez Rocha, servidora pública que foi requisitada para acompanhar a comitiva do presidente do Incra na época. A jovem se encantou pela cidade e, desde então, não saiu mais da Capital. Depois do Incra, Tânia trabalhou no Tesouro Nacional, Banco Central do Brasil e Câmara Federal. A simpática paulista não tinha nenhum parente na cidade, mas em compensação tinha muitos amigos e foi por causa de uma de suas amizades que ela tornou-se, em 1999, sócia na Empresa Ita Pedras, onde atualmente ocupa o

cargo de sócia-gerente. Para Tânia o início foi muito difícil, principalmente por não conhecer o ramo que acabara de entrar. “É preciso conhecer a imensa variedade de pedras, granitos e mármores, além de ter um imenso cuidado com as pedras durante o seu transporte e estar sempre estudando sobre seu mercado para não se tornar obsoleto”. No começo a empresa só revendia pedras serradas, almofadadas, brutas para cascatas e retalhos diversos, sem a necessidade de preparo. Em 2000, iniciou-se a venda de produtos industrializados

na própria empresa. Essa etapa surgiu após a viagem feita aos nossos fornecedores da matéria prima, provenientes de Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo e Rio de Janeiro. A empresa cresceu acompanhando o ritmo de Brasília; de 8m², o espaço da empresa passou a ter 100m². São quase 50 funcionários entre diretos e indiretos que, segundo Tânia Montañez, são verdadeiros artistas, pois cada um, na sua particularidade e habilidade, atua no melhor atendimento ao cliente. É grande a concorrência no nicho que atua, mas a sua filosofia é que o sol nasceu para todos e, para uma empresa que prima pela qualidade, sempre terá espaço no mercado. “Tem cliente que sai do Lago Sul (são quase 20 km até chegar à empresa Ita Pedras) para vir até aqui na cidade do Riacho Fundo e adquirir nossos produtos e serviços. Creio que isso é devido ao nome que a empresa conquistou por estar no mercado desde 1999. O nosso marketing é o de “boca a boca”, o cliente fica satisfeito e indica para um

amigo, e assim a nossa clientela aumenta”, afirma Montañez. A Ita Pedras possui muitos diferenciais, entre eles a qualidade e a pontualidade de sua equipe e de seus fornecedores como a Quintogran Mármore, que prioriza a satisfação dos clientes. Tânia, que é Bacharel em Pedagogia e Direito, pós-graduada em Marketing, conta que sente verdadeira admiração pela Capital da República e se diz apaixonada pela cidade. O que mais a deslumbra é a amplitude em tudo, os espaços, o verde, o paisagismo e a arquitetura. Para ela o único defeito do Planalto Central é a centralização das atividades comerciais e culturais, o que dificulta a locomoção pelas ruas de Brasília. A empresária aconselha a todos que visitem os pontos turísticos da Capital e indica os que mais lhe agradam: Catedral, Congresso Nacional, Torre de TV, Ponte JK e o Pontão do Lago Sul.

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Karisma Flores O empresário Joaquim Santos veio para Brasília na década de 80 e conquistou seu espaço. Muito ligado à família, Santos preza por momentos com a esposa e os filhos.

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o início da década de 80, Joaquim Santos veio para Brasília trabalhar e juntar dinheiro para ajudar a família humilde, do interior do Piauí. Ele trabalhava na roça com o pai e os dez irmãos. Aos 14 anos Joaquim chegou à Capital Federal e, como não tinha estudo, começou a trabalhar como faxineiro na 312 Norte. Somente com 20 anos de idade que o piauiense resolveu estudar. A partir de então sua vida começou a mudar. Santos conheceu sua esposa, Lúcia Cláudia Fonseca dos Santos, em uma floricultura e resolveram investir no negócio. Em 1989 eles abriram a Karisma Flores. “No início foi bem difícil porque não tínhamos poder de compra. Eu comprava dólar, comprava e 132

vendia carros usados para poder fazer o negócio prosperar”, revela Joaquim. Aos poucos o negócio foi se consolidando e hoje a família é dona de uma das mais conceituadas floriculturas da cidade. Com o bom desenvolvimento do empreendimento, Joaquim conseguiu realizar seu primeiro sonho: comprar um apartamento na 312 Norte, onde trabalhou como faxineiro algum tempo de sua vida. “Para mim era uma questão de honra”, afirma. A Karisma Flores atua em vários segmentos de floricultura, eles trabalham com venda de buquês de flores para presente e arranjos de decoração de festas de 15 anos, casamentos, bodas, entre outros.

No início do negócio Joaquim teve visão empreendedora e começou a estudar arte floral, um diferencial para sua loja. Joaquim conta que bem no início da loja apareceu uma noiva pedindo o cheque que havia emitido de volta, pois outros floricultores falavam que Santos não daria conta do casamento. Ele fez uma proposta de que faria a ornamentação e, se não desse conta, devolveria o dinheiro. Tudo deu certo e a noiva virou cliente assídua da Karisma Flores. “Tudo levo uma lição de vida e não guardo mágoa das coisas”, enfatiza Joaquim. Pai de seis filhos, o empreendedor valoriza momentos com a família e faz questão de que o ambiente de trabalho seja familiar. “Só da família somos oito na empresa. Antigamente eu fazia 16 ornamentações por semana. Hoje fazemos em média umas cinco. Valorizo o tempo que posso ficar com minha família, são os meus maiores bens”, destaca. Joaquim revela a importância

que Brasília tem em sua vida e afirma que ama a cidade. ”Eu vim para a Capital juntar dinheiro e pretendia voltar para minha cidade em dois anos. As portas se abriram pra mim, realizei sonhos, construí minha família e todas essas oportunidades tive aqui”, diz. Para o futuro o empresário pretende informatizar e expandir o negócio. “Se você dorme no ponto fica para trás; no comércio temos que ficar sempre atualizados”, explica. Além do negócio promissor, Joaquim também desenvolve outras atividades. Ele é presidente do Sindicato de Carnes, Gêneros Alimentícios, Frutas, Verduras, Flores e Plantas do Distrito Federal (Sindigêneros), é também um dos vice-presidentes financeiros da Fecomércio e é ainda um dos conselheiros do Serviço Social do Comércio (Sesc). “Tive que aprender a fazer planejamento senão eu subia e caía. Eu agradeço tudo que tenho e prefiro não deixar as coisas para depois”, finaliza Santos.


Novo Milenium Informática A empresa vem crescendo no mercado de informática e se destaca quando o assunto é automação comercial, acesso Via Rádio e as redes wireless.

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mercado tecnológico em todo o país tem mostrado um crescimento surpreendente e constante. E foi observando esse crescimento que o empresário Ediney Marciano da Silva fundou a empresa Novo Milenium Informática. O carro chefe do empreendimento hoje é Automação Comercial e na parte de provedor é o acesso a internet nas regiões de Santa Maria, Valparaíso de Goiás e Região, porém também realiza serviços na área de CFTV (Circuito Fechado de TV) e Manutenção de computadores e notebook’s. São quase quinze funcionários diretos e indiretos treinados para melhor atender à clientela do local que é bastante diversificada. A empresa foi criada

em 1998 para atender a clientes residenciais, micro e pequenas empresas com diversos serviços de informática na época e com foco somente na manutenção de computadores; hoje expandiu para Automação Comercial e Redes Wireless (Indoor e Outdoor). O goiano destaca que o projeto de expansão da empresa atualmente é mais focado na rede wireless (rede sem fio) com mais de 400 clientes conectados na rede. A Wireless é utilizada no meio da informática para designar as tecnologias que permitem comunicação sem utilização de cabos ou conexão física direta entre os equipamentos. E a Novo Milenium oferece o acesso à Internet utilizando essa tecnologia, onde o cliente obtém

um acesso muito mais ágil e com segurança, sem depender de uma linha telefônica. A Novo Milenium concorre diretamente com grandes empresas de informática e para não perder clientela Ediney usa duas regras bastante eficazes: qualidade no atendimento e no serviço. O resultado desse compromisso é o número de clientes fixos, que desde o início acompanham o crescimento da empresa, são mais de 50%. Quando o assunto é futuro, o empreendedor é cauteloso; ele diz que sua visão de crescimento empresarial é sustentável. “A nossa visão é crescer diminuindo os riscos de cair”, conclui Ediney Marciano. Formado em sistemas de informação, Ediney chegou à Brasília em 1996 aos 19 anos. “Vim a Brasília inicialmente por obrigação, por causa do alistamento, mas depois comecei a tomar afeição pela cidade. Conheci minha esposa, comecei a ter raízes na cidade”, relembra o empresário. Com doze anos no mercado, Ediney Marciano tem larga experiência comercial, mas quando o assunto é expandir sua empresa, ele é bastante enfático. “Não pensamos em aumentar o estabelecimento físico, mas sim a área de atendimento e a quantidade de clientes”, informa Marciano. Para o especialista em informática, esse mercado em Brasília está cada dia mais concorrido. Além disso, a cada

dia surgem novas tecnologias e tendências de mercado e, para acompanhar esse nicho, é preciso aprimorar o serviço oferecido aos clientes. “Em cada esquina se vê uma loja de informática. Para não ser mais um no mercado, é preciso aperfeiçoamento. Tenho curso técnico, faculdade e vários cursos direcionados a ferramentas específicas”, informa o empresário que busca constantemente melhorar a qualidade de seus serviços por meio dessas especializações. O goiano faz uma análise dos 50 anos de Brasília, mais especificamente na área de informática. Para ele a tecnologia na capital da República é bem avançada e tem um forte campo para a qualificação profissional. Isso é comprovado com a quantidade de faculdades que tem no DF e, também, nas políticas públicas voltadas para os empresários da Capital. Ele ainda revela sua admiração por Brasília. “Aqui é uma cidade muito boa para se viver. Fico feliz de olhar para a Capital e dizer que participei do crescimento dela e cresci junto com ela. Brasília me deu oportunidade de alcançar meus objetivos e sonhos”, revela o empresário que acredita que os monumentos da Capital são os mais lindos do mundo.

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Óticas Brasiliense A equipe da loja consegue entregar em apenas vinte minutos qualquer lente. Por causa da agilidade e dos equipamentos de alta tecnologia, são entregues, por dia, mais de 200 óculos.

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uando o assunto é qualidade e principalmente agilidade na entrega dos óculos, o empresário Carlos Alberto Soares garante que o lugar certo para um bom resultado é nas Óticas Brasiliense. Isso porque o empresário tem investido em tecnologia. “As empresas precisam recorrer à tecnologia para não serem extintas do mercado. O volume de informações é muito grande, o tempo é mínimo, por isso o custo operacional precisa ser reduzido. Algumas empresas ainda veem na tecnologia um custo, enquanto deveriam considerá-la como a principal ferramenta para alavancar os 134

negócios”, analisa Carlos. Outro grande diferencial das Óticas Brasiliense é que os óculos são entregues em apenas vinte minutos, é a única empresa que presta esse tipo de serviço. Por causa da agilidade nos trabalhos, são entregues por dia mais de 200 óculos. Hoje, só as grifes conhecidas não atraem mais os clientes, acredito que o principal é a parte técnica. Eu sou o único empresário deste ramo em Brasília que conseguiu investir em equipamentos de ponta. O cliente fideliza-se pelo atendimento, qualidade e rapidez do serviço.

Os funcionários estão preparados para oferecer um bom atendimento aos clientes, auxiliando-os a escolher uma armação que seja adequada ao estilo, formato do rosto e cor da pele, sempre atualizados nos lançamentos do mercado óptico. O empresário, que veio da Bahia com os pais e irmãos ainda pequeno, trabalha há mais de vinte anos no ramo, mas as Óticas Brasiliense tem apenas seis anos. Carlos explica o porquê desta espera: “Eu sempre trabalhei na parte técnica de laboratório de ótica e, em 1981, iniciei uma sociedade com meu irmão. Desfizemos a sociedade, mas eu decidi não parar de trabalhar nesse ramo e, foi nesse momento, que nasceram as Óticas Brasiliense”, conta Carlos. A primeira loja foi inaugurada no shopping Conjunto Nacional em 2004 e, desde então, as inaugurações não pararam. Hoje são 10 lojas espalhadas por todo o Distrito Federal, mas o proprietário pretende expandir e fechar o ano

ou até o primeiro semestre de 2011 com doze lojas. Carlos diz que trabalhar com a família é melhor, pois tudo é feito em prol do senso comum. Foi sócio do seu irmão há mais de vinte anos e não tiveram problemas na sociedade. Hoje trabalham com ele sua irmã, que é gerente de uma das lojas, um sobrinho, que trabalha na área de compras, além dos filhos e esposa. Trabalham nas óticas cinquenta funcionários diretos e duzentos indiretos. “Temos lojas em diversas regiões da Capital e cada loja possui sua peculiaridade para atender adequadamente sua clientela”, diz Carlos Soares. Uma das maiores redes de óticas de Brasília, que conta com mais de 25 anos de experiência de seus adminstradores no mercado óptico, parabeniza a Capital pelo seu cinquentenário.


Paulo Yang Fotografia Fotógrafo há 15 anos, Paulo Yang se mudou para Brasília em 1978 com seus pais. Nascido na cidade de São Paulo, ele não troca Brasília por nada e acha que a Capital é uma das melhores cidades para viver com a família.

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uando chegou a Brasília com seus pais, Paulo Yang foi morar em Taguatinga. Ele se lembra de quando chegou à cidade e observou que as ruas eram de terra e que o lugar ainda estava em construção. Paulo estudou na Escola Classe 03 de Taguatinga e afirma que as escolas de Brasília, naquela época, eram referências. Tempos depois a família se mudou para a Asa Sul, e ele começou a paixão pela fotografia. Com 15 anos começou a fotografar para o periódico da escola em que estudava e também fazia fotos de amigos e familiares. Esse foi o primeiro passo para

graça e fazia de tudo um pouco. Comecei no estilo bem aprendiz mesmo até ganhar a confiança dele, sair, fazer fotos, enfim observar e acompanhar o seu trabalho”, lembrou Paulo. Quando voltou para Brasília, abriu uma loja de instrumentos musicais, onde ficou à frente do negócio de 1996 até 2002. “Como meu pai é maestro, eu abri a loja mais por causa dele, mas não estava feliz e enfim decidi fazer o que gostava: fotografar”, disse Yang. Foi então que em 2002 ele decidiu abrir um estúdio de fotografia no Venâncio 2000 e o negócio só prosperou. Atualmente é proprietário do Paulo Yang Fotografia Profissional, localizado na 716 Norte, e trabalha com vários tipos a carreira, agora consolidada, de fotógrafo. Mas nem sempre as coisas acontecem como se imagina. Em 1988, Paulo foi para os Estados Unidos estudar economia e permaneceu por lá durante 7 anos. Nesse período ele fazia alguns trabalhos autônomos de fotografia. Paulo cogitou a possibilidade de morar no exterior, mas mudou de ideia e em 1995 voltou para o Brasil. Chegando ao país, ele foi direto para São Paulo onde permaneceu por seis meses. Em São Paulo ele trabalhou como aprendiz para um fotógrafo reconhecido e aprendeu muito do que sabe hoje. “Eu trabalhava de

de eventos: casamentos, festas de 15 anos, formaturas, fotografia empresarial, estúdio e outros. De acordo com Paulo, para conseguir o boom na fotografia, o profissional leva em média cinco anos. “Eu ralei muito durante cinco anos para me consolidar no mercado. Tem que ter perseverança e ser um bom profissional: eu faço para os clientes o que gostaria que fizessem para mim”, orgulha-se. Casado há 12 anos e pai de duas meninas, Paulo revela que ama Brasília e que a cidade é um dos melhores lugares para a família. Para ele as pessoas que vivem aqui têm qualidade de vida. Ele afirma gostar até do clima seco do qual

muita gente reclama. Paulo afirma que sua esposa é essencial em sua vida e que o ajuda bastante em seu negócio. “Sabe aquele ditado: por trás de um grande homem há sempre uma grande mulher? Então, ele é verdadeiro”, afirmou. Para o futuro da cidade e de seu negócio, o fotógrafo só prevê crescimento. Brasília vai continuar se desenvolvendo e terá sua identidade. Será uma cidade um pouco mais agitada, mas continuará sendo um lugar perfeito para criar uma família. Brasília é minha referência e não a troco por nenhum lugar. “Lembro de brincar embaixo do bloco com os colegas, das festas juninas nas quadras, assim como idealizado por Lucio Costa e me sinto feliz por ter feito parte disso”, relatou o fotógrafo. Para os negócios ele espera continuar crescendo e sendo reconhecido. De todas as áreas da fotografia que trabalha, a que mais gosta são os casamentos e espera continuar fazendo isso por um bom tempo. Por tudo que possui e construiu, Paulo agradece a Deus por chegar onde chegou e o fato de ser alguém importante na sua área. “Tudo que fiz valeu a pena e hoje sou um homem realizado”, finalizou.

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Phoênix Odontologia A clínica vem ganhando espaço no mercado odontológico com princípios simples e mais eficientes: sinceridade, amizade e amor ao próximo; tudo isso agregado a um elevado padrão de qualidade.

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uidar dos dentes não é uma questão de estética, mas de saúde: uma boca bem cuidada reflete na saúde de todo o corpo. Uma má mastigação ou mesmo uma mordida errada podem ocasionar desde dores de cabeça até problemas cardíacos e de postura. “Por isso, as visitas periódicas são necessárias para que não haja gastos exorbitantes com tratamento odontológico e consequentemente menor sofrimento com tratamentos longos e mais invasivos”. O alerta é do dentista Alberto Lima Jammal que desde 1996 trabalha junto a esposa Flávia Monteiro Augusto em uma clínica no setor mais nobre de Brasília, o Sudoeste. Os empresários que são paulistas chegaram ao Distrito Federal em meados de 90 depois de terem se formado em odontologia em Ribeirão Preto. Flávia Monteiro fez cursos de Pós-Graduação em Bauru- SP e especialização em ortodontia em São José do Rio Preto, e Alberto Jammal fez cursos de Pós-Graduação em Implante e especialização em São Paulo pela Abeno. Depois das especializações decidiram mudar para a Capital da República. 136

Ao chegarem ao Planalto Central, decidiram abrir uma clinica odontológica e investir tudo o que tinham para realizar o sonho. Eles revelam que preferiram sair de sua cidade natal, Ribeirão Preto (SP), pois acreditaram que a qualidade de vida que teriam em Brasília seria superior e o campo para os profissionais da odontologia no DF era promissor. Os empresários inauguraram a Clínica Phoênix em 1996, com o objetivo de inserir em Brasília uma forma diferenciada de tratamento, com foco na sinceridade, amizade e amor ao próximo. E, é assim que a clínica é reconhecida por sua clientela. A empresa tem por diferencial priorizar a real necessidade do paciente, pois, segundo Jammal, o estabelecimento não tem por objetivo apenas ganhar financeiramente, mas sim promover a saúde e o bem estar do paciente Alberto e Flávia atendem, por dia, 22 pessoas e, para Alberto, esse número alto reflete o nível de educação e cultura dos brasilenses. Ele acredita que a população prioriza a saúde como um todo,

portanto a higiene bucal não poderia ficar de fora. “Na grande maioria vemos no consultório a busca pela odontologia preventiva, ou seja, os check-ups regulares”, diz o dentista. Para Alberto o mercado para os dentistas está cada vez mais saturado. Ele conta que ao inaugurar sua clinica no setor Sudoeste, em 1996, tinha apenas um concorrente, mas que no decorrer dos anos esse número subiu para mais de cem. Mas o dentista acredita que sempre haverá espaço para profissionais qualificados e competentes, isso em qualquer profissão. Sugestões do dentista: A melhor maneira de se ter dentes saudáveis e um sorriso bonito é continuar com os bons hábitos de higiene bucal adquiridos ainda na infância. Independentemente do uso de aparelhos ortodônticos, o importante é: - Escovar os dentes no mínimo três vezes ao dia usando um creme

dental com flúor, para remover a placa bacteriana, que é a principal causadora da gengivite e das cáries. -Usar fio dental diariamente para remover a placa bacteriana instalada entre os dentes e sob a linha da gengiva. Se a placa não for retirada diariamente, pode endurecer e formar o tártaro, uma substância amarelada e de aparência desagradável. -Limitar a ingestão de açúcar e alimentos que contêm amido, principalmente os pegajosos (que grudam na superfície dos dentes). - Consultar o dentista periodicamente. Uma boca asseada e bem cuidada não somente prolonga a vida dos dentes como também faz o indivíduo se sentir bem, com hálito fresco e um sorriso mais bonito.


Raul Canal & Advogados Associados Empresário multifacetado tem grandes projetos para Brasília, cidade que o recebeu de braços abertos, e onde ele espera poder retribuir tudo o que colheu do solo do Cerrado.

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aúcho com orgulho e convicção, Raul Canal chegou a Brasília em 1986 para servir às Forças Armadas. Saiu da cidade de Carlos Barbosa, na Serra Gaúcha e se fixou de vez no Planalto Central. Mas, apesar disso, não se esqueceu das origens e declara: “quero ser enterrado em Brasília com a cabeça em direção ao Sul”. Em 1991 Canal se formou em Direito e deixou o exército para se dedicar à nova profissão. Inicialmente advogou na área de direito militar e em pouco tempo fundou, no Distrito Federal, a Raul Canal & Advogados Associados. Hoje a empresa atua em todos os segmentos do Direito, entre eles Direito Civil, Criminal, de Família, Militar, Tributário etc. Além disso, mais de 300 advogados trabalham na empresa que já fixou raiz também em São Paulo, Goiânia, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Em Brasília trabalham um total de 25 advogados. A sede do escritório tem mil metros quadrados com instalações que garantem o conforto aos clientes e assistência jurídica 24 horas por dia, sete dias por semana. Raul Canal não se dedicou apenas ao direito. Entusiasta da cultura Gaúcha, em 2006 começou

a participar do programa Pampa e Cerrado em Goiás e apresentava o quadro ascensão do Gaúcho no Planalto Central. No mesmo ano Canal adquiriu os direitos da Produtora e trouxe o programa para Brasília. Ele apresenta o programa Pampa e Cerrado todo domingo, a partir das 11horas, na TV Brasília. O programa está quatro anos no ar no DF e tem o objetivo de aproximar os telespectadores da cultura gaúcha e do cerrado, proporcionando uma simbiose. “Lamentavelmente os brasileiros não são patriotas. Na Copa do Mundo, por exemplo, todo mundo estende uma bandeira em casa, estampa que é brasileiro, mas, na independência do país, as pessoas não se dão a esse trabalho. Já o povo gaúcho tem orgulho de suas origens”, revela o advogado. O convencional não chama atenção do empreendedor. Ele quer sempre mais e em 2011 tem o projeto de instalar em Brasília a maior roda-gigante da América Latina. A roda-gigante terá 50 metros de altura e segundo Raul Canal será instalada no Parque da Cidade. “O projeto inicial era que o empreendimento ficasse pronto para os 50 anos de Brasília, mas com todos os problemas naquele ano, o projeto teve que ser adiado, mas não esquecido”, esclarece Canal. De acordo com o advogado, todas as rodas-gigantes que vêm para o Brasil são importadas da Holanda. A de Brasília está sendo construída na Capital Federal. Raul Canal desenvolve o projeto da rodagigante sozinho, sem apoio do governo ou de outras empresas e acredita que o “brinquedo” poderá

fomentar o turismo na cidade. Por falar em Turismo, outro grande projeto do empreendedor é o Expedição Memória Brasil que percorrerá 286 cidades brasileiras, em 25 estados e no Distrito Federal, onde existem bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O Objetivo do Expedição é registrar visualmente e editar todo o material em forma de enciclopédias nas diversas mídias disponíveis:

no dia em que eu não depender da política para sobreviver”, conta. Casado há 23 anos com Lourdes Canal e pai de dois filhos, Rodrigo e Stéphany, Raul afirma que não há lugar melhor do que Brasília para criar os filhos e que não tem nenhuma vontade de sair da cidade, apesar de amar sua terra natal. “Tudo o que tenho hoje devo a Brasília. Meu grande círculo profissional e de amigos está em Brasília. Devo assumir que sou um

impressa (livro), magnética (videotape) e digital (DVD e Web com site interativo). O projeto irá percorrer aproximadamente 30 mil quilômetros e terá duração de dois anos. Serão 1.118 patrimônios históricos visitados pelo projeto que terá início em Brasília, em 2011. Além do Iphan, o Expedição Memória Brasil tem apoio do Ministério da Cultura e do Ministério do Turismo com um orçamento de R$ 18 milhões. Raul Canal revela ainda que tem o objetivo de ingressar na vida política para retribuir à sociedade tudo o que conseguiu conquistar em sua vida. “Tenho sim intenções de participar do poder legislativo, mas quero me dedicar. Só farei isso

apaixonado pela cidade”, declara. Para o futuro, Raul Canal espera conseguir realizar seus projetos com sucesso e ainda ter saúde para poder ver a cidade prosperar. Para ele ainda é tempo de evitar que aconteça com Brasília o que houve nas grandes metrópoles. Apreciador de literatura, poesia e um bom vinho, Raul Canal é membro de três academias de letras: Academia de Letras de Brasília (cadeira 3 - Ruy Barbosa), da Academia Maçônica de Letras do Distrito Federal (cadeira 18 - Floriano Peixoto) e Academia Maçônica Internacional de Letras (Cadeira 18 - José Saramago). 137


Taguabox Uma grande história se constrói com alguns ingredientes básicos como: visão, trabalho, persistência e paixão.

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á 25 anos esta grande história começaria a ser definida e mudaria os traços de toda a vida de Brasília. Filho de funcionário público, do estado do Rio Grande do Norte, Altamar Oliveira da Silva veio para Brasília seguindo os passos de seu pai, Altamiro. O sonho do patriarca da família era um dia se mudar para a nova cidade. Visionário, ele enxergava na construção da Capital um futuro brilhante. Ele sabia que Brasília já nascia com um grande desafio: congregar pessoas de diferentes origens, diferentes ideias na representação de uma unidade nacional. Foi assim que, ao se aposentar, mudou-se com toda a família para a capital.

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Altamiro Rodrigues da Silva tinha uma visão: a cidade que estava sendo construída necessitava de ideias para ser modelada. Percebeu, então, que possuía uma enorme tela para a projeção de sua expressão. Resolveu que começaria a trabalhar em uma loja de acrílico onde aprenderia tudo sobre aquilo que se tornou uma paixão. Abriu sua empresa, tornou-se forte no ramo de acrílico e deixou aos seus filhos um legado: dar sequência a uma história que tinha ali apenas o seu início. A Taguabox nasceu desta herança de conhecimento e paixão. Em 1985, ao abrir suas portas em Taguatinga, cidade satélite de Brasília, a empresa possuía

apenas dois funcionários: Altamar Oliveira e Célia Amaral. O vidro havia se tornado o instrumento de expressão e os visionários agora eram o filho e sua esposa. De pai para filho, visão, trabalho, persistência e paixão tornaram-se a base de uma história de muitos moradores de Brasília que se lembram dos trabalhos realizados em suas residências à época da abertura da empresa. E, por isso fundamenta-se que a história da Taguabox se mescla com a história da cidade. Não raros são os depoimentos daqueles moradores que até hoje entram nas mais de 11 lojas licenciadas para agradecer a dedicação de uma vida. Com o pioneirismo no setor de têmpera de vidro, a Taguabox, por meio do espírito arrojado e obstinado de seus gestores, agregou a Brasília um parque industrial próprio, idealizado e firmado na capital, fortalecendo a grande indústria de construção

civil e paralelamente a economia da sociedade brasiliense. De dois funcionários passou a mais de cinquenta só na unidade fabril. A história não para por ai. A Taguabox quer mais. Inovação constante, excelência em serviços, relacionamentos sólidos com transparência. Os 25 anos de estrada comemorados junto a estes 50 anos de Brasília serão sempre o marco do início do amadurecimento, pois se muito foi construído, desenvolvido, testado, alcançado, ainda há muito por fazer. A Taguabox já faz parte da história desta capital cuja origem se deu a partir de um sonho. Mas sonho que se sonha só é somente um sonho. É sonhando juntos que fazemos a realidade!


Viçosa A pastelaria Viçosa é um estabelecimento brasiliense que mistura fabricação e venda de pastéis e vem se aprimorando e sofisticando o atendimento a cada dia. Além do produto tradicional, a empresa oferece também ao cliente um cardápio variado e inusitado.

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onsolidada no mercado brasiliense, a Pastelaria Viçosa provou que para comer bem não é preciso desembolsar uma fortuna. Com cardápio simples e com a promoção mais conhecida da cidade, a Pastelaria vem conquistando muitos adeptos no decorrer dos anos. Pastelaria Viçosa: não há um brasiliense que não saiba onde fica. Milhares já conhecem um dos diversos sabores do produto e todos concordam que Viçosa é tradição em Brasília. A empresa está no mercado há 41 anos e, atualmente, Patrícia Viçosa é administradora e uma das proprietárias da pastelaria mais famosa da cidade. Ela revela o que a levou a continuar o legado familiar. “Eu acho que está na veia da família trabalhar no comércio. Eu, particularmente, gosto muito e sempre acompanhei a história da pastelaria de perto”, afirma Viçosa. A Pastelaria Viçosa tem conseguido atingir um público diversificado e para a empresária o segredo deste feito está na qualidade dos produtos utilizados e no trato à clientela. “Hoje nenhuma empresa

consegue se perpetuar no mercado se não se adequar ao cliente”, edita Patrícia. Atualmente a empresa tem por volta de 500 funcionários, entre empregos diretos e indiretos. A empresa também se envolve com questões sociais, tais como levar seus produtos às cidades carentes. “Realizamos periodicamente ações sociais que consistem em levar alimentos, roupas, brinquedos e produtos de higiene para as pessoas que passam por necessidades básicas. Nas ações contamos com a ajuda de nossos funcionários, fornecedores e de nossos clientes”, conta Patrícia. Aproveitando o aniversário de Brasília, a empresária Patrícia fez sua análise sobre o momento

político que a cidade vive. “Percebo que as pessoas estão se educando cada vez mais e que o eleitor está procurando aprender mais sobre a política. Essa busca de conhecimento é estimulada aqui na Viçosa. Incentivamos nossos colaboradores a estudarem e se especializarem, pois creio que Brasília vai ser uma capital muito melhor daqui a alguns anos”. Ao ser perguntada sobre quais são os planos futuros para a Pastelaria Viçosa, Patrícia é muito cautelosa na explicação. “A Viçosa é uma flor que está desabrochando. Quarenta anos para uma empresa não é nada. São muitos fatores que influenciam no futuro, por exemplo, a estabilidade no

Brasil começou há pouco tempo, precisamos preparar pessoas e buscar recursos, e dentro disso, dar um passo após o outro. A Viçosa está saindo de um produto totalmente popular e entrando em uma outra esfera. Sem perder sua característica inicial, ela está atingindo outros nichos de mercado, e isso leva um pouco de tempo”, analisa.

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Yes TV

A

Crescimento da Internet em BrasĂ­lia traz novas oportunidades de carreira. Um exemplo ĂŠ o jovem brasiliense Higor Pontes que, sabendo aproveitar o nicho da capital, vem crescendo a cada dia. O objetivo do empresĂĄrio ĂŠ tornar a empresa Yes TV uma referĂŞncia de bons negĂłcios no DF e no Brasil.

crescente competitividade do Mercado exige que as empresas tenham uma presença na Internet. Estar presente na Internet Ê estar disponível para o mundo 24 horas por dia, 365 dias por ano. Acompanhando este crescimento da internet, nasceu a empresa Yes TV em 2008, com o intuito de ser uma emissora web e ser a maior referência em conteúdo ao vivo no Brasil. Instalada no Setor de Indústria e Abastecimento do Distrito Federal (SIA/DF), a Yes TV vem crescendo a cada dia. Busca parcerias sólidas que garantem uma maior capilaridade no segmento da internet. Ao todo a emissora jå atingiu mais de 400.000 espectadores, desde seu início. As estatísticas crescem a cada dia. O proprietårio da empresa Ê

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o jovem brasiliense Higor Pontes que, com o entusiasmo de um jovem, resolveu investir no ramo da comunicação e vem buscando, desde a abertura da empresa, a convergência com outros meios para o crescimento do negócio e do setor. A empresa tem uma unidade com cerca de 15 funcionårios, instalados no SIA, em prÊdio comercial com cerca de 400m². A estrutura Ê formada por três estúdios, ilhas de edição, equipamentos de ponta e funcionårios capacitados para o atendimento e realização dos trabalhos. O empresårio se orgulha em ser 100% brasiliense. O foco do negócio Ê a Capital Federal onde hå programas focados na população da cidade, nos eventos esportivos, no jornalismo, na política e nos

demais assuntos especialmente ligados ao DF. Em 2010, sĂŁo cerca de 20 programas sendo gravados nos estĂşdios da Yes TV. Para o empresĂĄrio o mundo mudou devido Ă internet. â€œĂ‰ impossĂ­vel hoje conhecer alguĂŠm que trabalha com comunicação e nĂŁo faz uso de alguma ferramenta que a internet dispĂľeâ€?, acredita Pontes. Ele almeja ao crescimento da Yes TV para que ela se torne um marco para a influĂŞncia e propagação da informação eletrĂ´nica. Que seja um canal nĂŁo apenas lateral de informação, mas sim, bilateral, fazendo com que a comunicação seja interativa. Algumas razĂľes para se anunciar na internet, segundo o empresĂĄrio. t (BSBOUJB EF BVEJĂ?ODJB nenhuma outra mĂ­dia, alĂŠm da Internet, consegue entregar a

audiĂŞncia comprada com 100% de precisĂŁo. t *NQBDUP EF UBSHFUT NBJT especĂ­ficos: menor dispersĂŁo. t 3FTQPTUB JNFEJBUB BP estĂ­mulo de compra: os internautas estĂŁo a um clique da compra. t 0UJNJ[BĂŽĂ?P EBT DBNQBOIBT em tempo real: a geração de relatĂłrios de desempenho on line permite a melhoria na programação das campanhas durante sua prĂłpria veiculação. t5SPDB TJNQMJĂŤDBEB F ĂˆHJM EF material: a substituição de uma peça on line ĂŠ simples e rĂĄpida. O material ĂŠ enviado por e-mail e inserido no mesmo dia. t 3FMBUĂ˜SJPT DPNQMFUPT F exatos sobre as campanhas: com nĂşmero de impressĂľes, cliques, perĂ­odos, identificação das peças mais efetivas, das melhores ĂĄreas de veiculação. t(FSBĂŽĂ?PEFDBEBTUSPBJOUFSOFU permite a geração instantânea e progressiva de cadastros. Os bancos de dados sobre os potenciais clientes sĂŁo extremamente valiosos e continuam a gerar dividendos ao anunciante atĂŠ muito depois do tĂŠrmino da campanha. t$BQBDJEBEFEFQFSTPOBMJ[BSB comunicação: envio de mensagens nominais, geração de conteĂşdos comerciais customizados individualmente.


Walter Contabilidade Administrada por Walter Assunção, a empresa tem um diferencial que a destaca no mercado, a competência. Os prazos são atendidos, preços acessíveis e qualidade indiscutível.

A

contabilidade é definida como a arte de escriturar livros comerciais. É esse sentimento que o contabilista Walter Assunção tem toda vez que exerce sua profissão. O empresário decidiu abrir sua própria empresa de contabilidade em1988 depois que verificou a necessidade desse tipo de serviço no Distrito Federal. A Walter Contabilidade começou em um pequeno escritório, tinha apenas três funcionários e uma grande dificuldade de se firmar no mercado. Mas depois de muito trabalho, o reconhecimento chegou e com ele o crescimento da empresa. A empresa atende a 83 empresas e tem no seu quadro funcional quase 20 funcionários, entre diretos e indiretos. Para o empresário Walter, ser contador na Capital não é difícil quando se tem uma equipe de trabalho competente e quando se gosta do que faz.

O empresário acredita que a contabilidade é a alma de qualquer empresa, nela ficam registrados todos os atos e fatos. Se os atos do administrador são corretos, o reflexo na contabilidade é imediato, pois segundo Walter a contabilidade é transparente. O contador dentro de uma empresa é responsável pela movimentação financeira de uma entidade, é ele quem orienta a tomada de decisões do empreendedor com relação às questões monetárias e, de modo geral, dá suporte mercantil, fiscal e tributário à empresa para a qual presta serviços. Para o perito em contabilidade uma empresa sem esse serviço não é só uma empresa sem memória, é também um negócio sem identidade e sem as mínimas condições de sobreviver ou de planejar seu crescimento. Impossibilitada de elaborar demonstrativos contábeis

por falta de lastro na escrituração, ela será incapaz até de preencher uma simples informação cadastral. “Se a sua entidade possui um patrimônio, há necessidade da Contabilidade para que haja uma interpretação adequada da sua posição patrimonial e financeira”, informa Walter. O diferencial da Walter Contabilidade é o estreitamento dos laços de amizade que o grupo tem com seus clientes. “Eu estimo e considero todos os meus clientes. Tenho uma empresa séria, procurei durante esse tempo satisfazer com um trabalho diferencial e competente. Adquirimos a confiança, amizade e fidelidade dos clientes; há alguns que estão conosco há mais de 20 anos”, revela o piauiense que chegou a Brasília com apenas seis anos, isso em 1954. Walter esclarece que a função de um Contador não se limita a apurar quais os impostos a pagar, quanto e como pagar. Eles têm de manter a contabilidade em dia, tanto para eventualidades como visitas de fiscais, reclamações trabalhistas, divergências entre os sócios, falências ou concordatas, quanto para sustentar a tomada de decisões do empresário. Faltam profissionais qualificados.

A falta de qualificação desse mercado preocupa o empresário que teve dificuldades em encontrar profissionais qualificados para compor seu quadro funcional. A preocupação de Walter tem fundamento, pois o último levantamento da consultoria internacional Robert Half, especializada na seleção de profissionais, ouviu 4,8 mil recrutadores do mundo todo; o resultado, publicado na revista britânica The Economist, mostra que 56% dos entrevistados reclamam da escassez de candidatos qualificados para cargos de finanças e contabilidade. O Brasil aparece como segundo colocado no ranking internacional – liderado por Hong Kong – com “índice de dificuldade” próximo a 80% para a contratação destes profissionais. A interpretação dos especialistas locais é de que a pesquisa reflete um antigo problema do mercado brasileiro: a falta de qualificação. Walter destaca ainda que é importante a participação de todos os contabilistas se sindicalizarem. “Sindicato e atuante têm lutado constantemente, juntamente com o Conselho, por melhorias para a categoria”, acredita ele.

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WJ Design A loja de móveis que já faz parte da história de Brasília vem se destacando em fabricar estofados sob medida, móveis projetados, entre outros produtos e serviços.

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o mercado desde 1994 a WJ Design vem mantendo a proposta de fornecer móveis sofisticados com design arrojado e fino acabamento. Seus proprietários vêm buscando, durante os anos, o equilíbrio, eficiência e a satisfação dos clientes e parceiros. WJ são as iniciais dos empresários, Wilson Jorge e José Carlos. Eles começaram a empresa com o propósito de tornála referência do setor dentro da Capital Federal. Casados, Wilson tem duas filhas, e José Carlos, um filho, eles pensam da mesma maneira no que diz respeito à família, “a família é a base de todo ser humano, ela nos dá valor, crescimento, e acima de tudo o respeito”. Com esse pensamento, e o intuito empreendedor, eles se uniram e nasceu a WJ Design, que é referencia na capital. José, filho de Brasília, nascido em 13/07/1963, tem orgulho de ser brasiliense, e acredita que Brasilia é a capital das oportunidades. A WJ Design tem a linha voltada para o clássico, moderno e algumas peças contemporâneas. 142

Para o proprietário a loja tem um estilo muito pessoal, e os clientes que chegam a WJ querem peças exclusivas e sob medida. Essa personalização é o grande diferencial da loja, pois seus clientes (que na grande maioria é da classe

A e B) buscam uma empresa que se enquadre às suas necessidades e estilo de vida. “Vendemos bem estar, conforto, qualidade e estilo de vida”, acredita o empresário. A WJ Design conta com 18 colaboradores diretos e 40 indiretamente, com mais de 50 distribuídos nas duas lojas, uma no shopping ID e a outra no Casa Park. José revela que não pretende abrir novas filiais e que deseja mesmo é sustentar ainda mais a marca para crescer com qualidade e conceito. “Não quero ter muitos estabelecimentos, mas anseio crescer em excelência dos meus produtos. O objetivo é focar na marca e no meu nicho de mercado, que é altamente exigente. E isso leva tempo”, analisa José Carlos. As dificuldades para os empresários brasileiros têm

sido constantes. Os desafios são grandes, mercado competitivo, impostos altos e carga tributária cada vez mais elevada. Para não parar no meio do caminho, a determinação e acreditar no produto que vende são essenciais, segundo acredita José. Ele ressalva que os consumidores da capital são muito exigentes, com um nível cultural alto e uma renda elevada, o que faz com que os empresários se preocupem com a excelência de seus produtos. Ao ser perguntado como definiria sua loja, o proprietário foi bem direto e claro: “Ela é maravilhosa”. Completa que o consumidor vai achar o produto que atenda as suas necessidades.


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Fatos Marcantes


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Visita do Papa a Brasília

o dia 30 de junho de 1980, o Papa peregrino João Paulo II visitou Brasília onde realizou o gesto célebre de ajoelhar-se e beijar o chão saudando a terra que acabava de pisar. A sua passagem por Brasília foi uma das maiores movimentações populares da capital brasileira.

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Tricampeões da Copa de 1970

E

m 1970, no México, com a equipe formada por Pelé, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres entre outros, o Brasil tornou-se pela 3ª vez campeão do mundo ao vencer a Itália por 4 x 1. A seleção brasileira foi recebida em Brasília pela multidão de candangos e pelo Presidente da República Emílio Garrastazu Médici que levantou a Taça Jules Rimet.

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Diretas Já

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movimento ressuscitou a esperança e a coragem da população. O Brasil vinha da ditadura militar desde 1964, e era grande a expectativa pela volta da democracia. Brasília já foi e continua sendo palco de várias manifestações públicas e populares, mas nenhuma foi tão expressiva como as Diretas Já, que foi um movimento civil de reivindicação por eleições presidenciais diretas no Brasil ocorrido em 1983-1984. Segundo pesquisas a primeira manifestação pública a favor de eleições diretas ocorreu no recém emancipado município de Abreu e Lima, em Pernambuco, no dia 31 de março de 1983 e foi seguida por manifestações em Goiânia, em 15 de junho de 1983 e em Curitiba em novembro do mesmo ano. Posteriormente, ocorreu também uma manifestação na Praça Charles Miller, em frente ao Estádio do Pacaembu, no dia 27 de novembro de 1983, na cidade de São Paulo. Com o crescimento do movimento, coincidiu com o agravamento da crise econômica (em que coexistiam inflação, fechando o ano de 1983 com uma taxa de 239%, e uma profunda recessão). A manifestação contou com representantes de diversas correntes políticas e de pensamento, unidas pelo desejo de eleições diretas para presidente da República. Muitos políticos da situação ficaram sensíveis às suas bases, pois todos morreram tragicamente e também formaram um bloco de dissidência no Partido Democrático Social

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(PDS), ex-Arena, o partido situacionista. Dentre os políticos, destacaram-se Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Antônio Carlos Magalhães, Miguel Arraes, José Richa, Tancredo Neves, André Franco Montoro, Dante de Oliveira, Mário Covas, Gérson Camata, Orestes Quércia, Teotônio Vilela, Luiz Inácio Lula da Silva, Eduardo Suplicy, Roberto Freire, Fernando Henrique Cardoso e muitos outros. As “Diretas Já!” foram marcadas por enormes comícios onde figuras perseguidas pela ditadura militar, intelectuais e representantes de outros movimentos militavam pela aprovação do projeto de lei. Artistas famosos como Chico Buarque, Elba Ramalho e Fafá de Belém e o apresentador Osmar Santos aderiram à campanha, popularizando-a e transformando as Diretas Já num movimento de milhões. Em janeiro de 1984, cerca de 300 mil pessoas se reuniram na Praça da Sé, em São Paulo. Três meses depois, um milhão de cidadãos tomou o Rio de Janeiro. Algumas semanas depois, cerca de 1,7 milhões de pessoas se mobilizaram em São Paulo. A essa altura, a perda de prestígio do regime militar junto à população era grande. Militares de baixo escalão, com seus salários corroídos pela inflação, começavam a pressionar seus comandantes - que também estavam descontentes. A possibilidade de eleições

diretas para a Presidência da República no Brasil se concretizou com a votação da proposta de Emenda Constitucional Dante de Oliveira pelo Congresso. Entretanto, a Proposta de Emenda Constitucional foi rejeitada, frustrando a sociedade brasileira. Ainda assim, os adeptos do movimento conquistaram uma vitória parcial em janeiro do ano seguinte quando um de seus líderes, Tancredo Neves, foi

eleito presidente pelo Colégio Eleitoral. Nesse momento o cenário político perderia seu poder de influência em uma possível eleição direta em 1985. Por fim, a emenda Dante de Oliveira não foi aprovada por uma pequena diferença de votos. Com isso, as eleições indiretas de Tancredo Neves serviram para a consagração de um projeto de transição política que desarticulou profundas mudanças no cenário político nacional.


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PolĂ­tica na Capital


B

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva rasília festejou seu aniversáriotendocomopresidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidentenasceuem27deoutubro de 1945, na cidade de Garanhuns, interior de Pernambuco. Casado com Marisa Letícia, desde 1974, tem cinco filhos. Lula é filho de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello. Em dezembro de 1952, a família de Lula migrou para o litoral paulista viajando 13 dias num caminhão“pau de arara”. Foi morar emVicente de Carvalho, bairro pobre do Guarujá. Foi alfabetizado no Grupo Escolar Marcílio Dias. Em 1956, a família mudou-se para São Paulo, passando a morar num único cômodo, nos fundos de um bar, no bairro de Ipiranga. Aos 12 anos de idade,Lulaconseguiuseuprimeiro empregonumatinturaria.Também foi engraxate e office-boy. Por14anos,começouatrabalhar nos Armazéns Gerais Columbia, onde teve a Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez. Lula transferiu-sedepois para a Fábrica de Parafusos Marte e obteve uma vaganocursodetorneiromecânico do Senai - Serviço Nacional de Aprendizagem Indústrial. O curso durou 3 anos e Lula tornou-se metalúrgico. A crise após o golpe militar de 1964 levou Lula a mudar de emprego, passando por várias fábricas,atéingressarnasIndústrias Villares, uma das principais metalúrgicasdopaís,localizadaem São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Trabalhando na Villares, Lula começou a ter contato com o movimentosindical,porintermédio de seu irmão José Ferreira da Silva,

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mais conhecido por Frei Chico. Em 1969, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema fez eleição paraescolherumanovadiretoriae Lula foi eleito suplente. Na eleição seguinte, em 1972, tornou-se primeiro-secretário. Em 1975, foi eleitopresidentedosindicatocom 92porcentodosvotos,passandoa representar100miltrabalhadores. Lula deu, então, uma nova direção ao movimento sindical brasileiro. Em 78, Lula foi reeleito presidente do sindicato e, após 10 anos sem greves operárias, ocorreram no país as primeiras paralisações. Em março de 79, 170 mil metalúrgicos pararam o ABC paulista. A repressão policial ao movimento grevista e a quase inexistência de políticos que representassem os interesses dos trabalhadores no Congresso Nacional fizeram com que Lula pensassepelaprimeiravezemcriar um Partido dos Trabalhadores. O Brasil atravessava, então, um processo de abertura política lenta e gradual comandada pelos militares ainda no poder. Em 10 de fevereiro de 1980, Lula fundou o PT, juntamente com outros sindicalistas,intelectuais,políticos e representantes de movimentos sociais, como lideranças rurais e religiosas. Em 1980, nova greve dos metalúrgicos provocou a intervençãodoGovernoFederalno sindicatoeaprisãodeLulaeoutros dirigentessindicais,combasenaLei de Segurança Nacional. Foram 31 dias de prisão. Em 1982 o PT já estava implantado em quase todo o território nacional. Lula liderou a

organizaçãodopartidoedisputou naquele ano o Governo de São Paulo.Emagostode83,participou da fundação da CUT – Central Única dos Trabalhadores. Em 84 participou, como uma das principais lideranças, da campanha das “Diretas-já” para a Presidência da República. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país, para a Assembleia Constituinte. O PT lançou Lula para disputar a Presidência da República em 1989, após 29 anos sem eleição diretaparaocargo.Perdeuadisputa no segundo turno por pequena diferença de votos, mas dois anos depois liderou uma mobilização nacional contra a corrupção que acabou no “impeachment” do presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994 e 1998, Lula voltouasecandidatarapresidente da República e foi derrotado por Fernando Henrique Cardoso. Desde 1992, Lula atua como conselheiro do Instituto Cidadania, uma organização não-governamental criada após a experiência do Governo Paralelo, voltado para estudos, pesquisas, debates, publicações e principalmente formulação de propostas de políticas públicas nacionais, bem como de campanhas de mobilização da sociedade civil rumo à conquista dos direitos de cidadania para todo o povo brasileiro. Na última semana de junho de 2002, a Convenção Nacional do PT aprovouumaamplaaliançapolítica (PT, PL, PCdoB, PCB e PMN) queteveporbaseumprogramade governo para resgatar as dívidas

sociais fundamentais que o país tem com a grande maioria do povo brasileiro. O candidato a vice-presidente na chapa era o senador José Alencar, do PL de Minas Gerais. Em 27 de outubro de 2002, aos 57 anos de idade, com quase 53 milhões de votos, Luiz Inácio Lula da Silva é eleito Presidente da República Federativa do Brasil. Em 29 de outubro de 2006, Luiz Inácio LuladaSilvasereelegePresidenteda Repúblicacommaisde58milhões de votos (83% dos votos válidos). Duranteumaentrevistaaojornal Correio Brasiliense, o presidente disseconsiderarBrasíliaumacidade extraordinária, que tem crescido muito acima do que foi previsto por Niemeyer e JK. “Acho que o povo tem que comemorar porque foi uma epopeia o nosso Juscelino cumprir e ter coragem de fazer uma coisa pensada em 1823. Não era fácil tirar a capital do Rio de Janeiro”, acrescentou Lula. Livro Brasília 50 anos e Projetos Para o presidente a publicação do livro é de extrema importância nãoapenasparaessemomentode comemoraçãodocinquentenário da Capital Federal, mas, principalmente, para as gerações vindouras, já que a obra comporta fotos e informações histórias da construção da cidade e acontecimentos que marcaram épocas e a vida de todos os brasileiros. Ele mencionou, ainda, que o Distrito Federal passou ser a primeira unidade da Federação a integrar o programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida”, deconstruçãodemoradiaspopulares.


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Prefeitos Nasceu dia 4 de janeiro de 1896, na cidade de Caeté - MG. No governo de Juscelino Kubitschek, foi nomeado presidente da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Com a inauguração da cidade, foi nomeado por Juscelino como primeiro prefeito da nova capital. Faleceu em 06 de julho de 1973. ISRAEL PINHEIRO Prefeito 17.4.1960 a 31.1.1961

SEGISMUNDO MELLO Prefeito Interino 5.5.1960 a 5.8.1960

Nasceu em Araxá - MG, dia 12 de janeiro de 1926. Foi prefeito da Capital Federal de 6 de fevereiro a 25 de setembro de 1961. Implantou a estrutura administrativa da prefeitura e iniciou a urbanização da Asa Norte.

PAULO DE TARSO SANTOS Prefeito 6.2.1961 a 25.9.1961

Nascido em Luziânia - GO, dia 24 de abril de 1915, foi o primeiro secretário de Governo do Distrito Federal, presidente da Novacap, prefeito interino do Distrito Federal de 5 de maio de 1960 a 5 de agosto de 1960 e presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Desempenhou papel de relevância, tanto na mudança da capital para o Planalto Central quanto na consolidação de Brasília como metrópole.

Nasceu em Ruy Barbosa - BA, dia 9 de abril de 1924. Em 1956, assumiu o cargo de diretor-adjunto do IBAM. Em 1961, foi nomeado pelo Presidente da República Secretário-Geral de Administração da Prefeitura do Distrito Federal e, posteriormente, prefeito interino do Distrito Federal, de setembro a outubro de 1961.

DIOGO DE MELLO Prefeito Interino 25.9.1961 a 13.10.1961

Nasceu em Pedreira - SP, dia 26 de outubro de 1921. Ocupou interinamente a Prefeitura no período de 13 de outubro a 6 de novembro de 1961, durante o regime parlamentarista do então Primeiro Ministro Tancredo Neves.

Nasceu em Bagé - RS, dia 15 de maio de 1906. Ocupou a prefeitura de Brasília, interinamente, por cinco dias, de 1º a 6 de fevereiro de 1961, sob a presidência de Jânio Quadros. General reformado, exerceu como médico em Brasília diversas funções, entre elas a de diretor do Hospital Distrital.

BAYARD LUCAS DE LIMA Prefeito Interino 1.2.1961 a 6.2.1961

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ÂNGELO DÁRIO RIZZI Prefeito Interino 13.10.1961 a 6.11.1961


Nasceu em Alfenas - MG, dia 14 de abril de 1920. Diplomata, exerceu a chefia da Casa Civil do expresidente Juscelino Kubitschek, foi governador do Estado da Guanabara em 1960, e prefeito de Brasília no período de 6 de novembro de 1961 a 22 de agosto de 1962. Em seu curto mandato destacam-se o ajardinamento e arborização de 15 superquadras da Asa Sul do Plano Piloto. JOSÉ SETTE C. FILHO Prefeito 6.11.1961 a 22.8.1962

Nasceu em Cordeiro - RJ, dia 23 de fevereiro de 1922. General do Exército, foi prefeito interino do Distrito Federal de 6 de abril de 1964 a 18 de maio de 1964.

IVAN DE SOUZA MENDES Prefeito Interino 6.4.1964 a 18.5.1964

Nasceu no Rio de Janeiro, dia 19 de maio de 1925. Formou-se em Engenharia pela Escola de Engenharia da UFRJ. Substituiu o prefeito José Sette Câmara de agosto de 1962 a abril de 1964, a convite do presidente João Goulart. Dentre as obras de sua gestão destacam-se: Mercado da SAB, Parque do Gama e o Hospital do Gama. PLINIO REIS ALMEIDA Prefeito 18.5.1964 a 15.3.1967

IVO DE MAGALHÃES Prefeito 22.8.1962 a 6.4.1964

Nasceu em São Paulo - SP, dia 10 de março de 1909. Exerceu várias funções públicas, entre elas ministro do Trabalho (interino), secretário de Educação e Cultura do Distrito Federal. Ocupou interinamente a prefeitura do Distrito Federal de 3 a 6 de abril de 1964.

LUIZ CARLOS VICTOR PUJOL Prefeito Interino 3.4.1964 a 6.4.1964

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro - RJ, dia 27 de julho de 1910. Nomeado pelo presidente Castelo Branco, assumiu a Prefeitura do Distrito Federal cercado do respeito da população. Estruturou-a de modo definitivo de maio de 1964 a março de 1967.

Nasceu em Catalão - GO, dia 23 de agosto de 1932. Exerceu vários cargos na Administração do Distrito Federal, dentre eles chefia do Departamento de Edificações e assistente da Diretoria da Novacap, Subprefeito do Núcleo Bandeirante, diretorsuperintendente da Sociedade de Habitações de Interesse Social – SHIS, e, finalmente, foi o último Prefeito do Distrito Federal, de WADJÔ DA COSTA GOMIDE março de 1967 a outubro de 1969. Último Prefeito 31.3.1967 a 30.10.1969

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Governadores Nasceu em São Gabriel - RS, dia 29 de outubro de 1920. Chegou ao Governo do Distrito Federal como tenente-coronel do Exército. Primeiro Governador do Distrito Federal, preocupouse com Educação, Cultura, Saúde e Bem-Estar. Nomeado dia 4 de novembro de 1969, foi empossado em 12 de novembro de 1969 e governou até 2 de abril de 1974. Faleceu em 12 de dezembro de 1997. HÉLIO DA SILVEIRA Primeiro Governador 4.11.1969 a 2.4.1974

Nasceu em São Luiz - MA, dia 7 de abril de 1928. Nomeado pelo presidente Ernesto Geisel, notabilizou-se pela revolução viária. Destacam-se: Ponte Costa e Silva, viadutos da W3 Sul e Norte, Via Estrutural, duplicação da L2 Norte, Viaduto do Setor Militar Urbano, Parque Sarah Kubitschek. Faleceu em 1994. ELMO SEREJO FARIAS Governador 2.4.1974 a 29.3.1979

Nasceu em São Gabriel - RS, dia 27 de maio de 1915. No Governo do Distrito Federal, foi Secretário de Finanças e Presidente do Banco de Brasília - BRB, eventualmente substituiu o então governador.

AIMÉ ALCIBÍADES LAMAISON Governador 29.3.1979 a 2.7.1982

ANTÔNIO FRAGOMENI Governador Interino 24.1.1973 a 29.1.1973

Nasceu em Porto Alegre - RS, dia 27 de abril de 1932, foi governador interino de 14 de março a 2 de abril de 1974.

OCTÁVIO ODÍLIO DE OLIVEIRA Governador Interino 14.3.1974 a 2.4.1974

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JOSÉ ORNELLAS FILHO Governador 2.7.1982 a 3.4.1985

Nasceu em Passo Fundo - RS, dia 21 de novembro de 1918. Ocupou vários cargos no DF: Secretário de Segurança Pública, presidente do Conselho Superior de Informações e Operações Policiais – CONSIOP, Chanceler da Ordem do Mérito de Brasília; Presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo e governador nomeado por Decreto Presidencial. Em sua gestão destacam-se as obras da Rodoferroviária e as instalações atuais da Novacap.

Nasceu no Estado do Rio de Janeiro, dia 30 de novembro de 1921. Foi subsecretário-geral, diretor administrativo e diretor de Recursos Humanos do MEC e vicepresidente das Telecomunicações Brasileiras – TELEBRÁS – de onde saiu para ser Governador do Distrito Federal. Destacamse as rodovias DF-250; trecho do entroncamento da DF-130/DF250; BR-040 km “0” divisa do DF/GO; BR-251 Brasília/Unaí e DF-180 Brazlândia até a divisa do Distrito Federal com Goiás.


Nasceu em Luz - MG, dia 3 de outubro de 1943. Economista e historiador. Acumulou o cargo de Governador do Distrito Federal com o de Ministro do Interior (1985 até 1987).

RONALDO COSTA COUTO Governador Interino 3.4.1985 a 8.5.1985

JOSÉ APARECIDO DE OLIVEIRA

JOAQUIM RORIZ Governador 20.9.1988 a 12.3.1990

Nasceu em Conceição do Mato Dentro - MG, dia 17 de fevereiro de 1929. O presidente José Sarney nomeou-o Governador do Distrito Federal. Em sua gestão destacamse: construção do Panteão da Democracia e da Liberdade; Pira da Pátria; construção do Museu de Arte Moderna, Gran-Circo Lar e Casa do Cantador. Obteve o reconhecimento, pela UNESCO, de Brasília como Patrimônio Cultural da Humanidade.

Governador 9.5.1985 a 19.9.1988

Nasceu em Ituverava - SP, dia 12 de agosto de 1936. ViceGovernador em 1988. Governador, inaugurou o acesso à Agrovila São Sebastião (DF-135), à Rodovia Diogo Machado de Araújo (DF140) e ao Pavilhão de Feira e Eventos do Parque da Cidade. É empresário hoteleiro.

WANDERLEY VALLIM Governador Interino 9.3.1990 a 1.1.1991

Nasceu em Belo Horizonte - MG, dia 4 de agosto de 1932. Foi governador substituto de José Aparecido de Oliveira, em vários períodos: 9.12.85 a 30.12.85; 14.2.86 a 28.2.86; 6.1.87 a 29.1.87; 30.4.87 a 29.5.87; 10.1.87 a 15.11.87; 13.1.88 a 11.2.88 e 24.6.88 a 7.7.88.

GUY AFFONSO GONÇALVES

Governador Interino de 1985 a 1988

Nasceu em Luziânia - GO, dia 4 de agosto de 1936. Em 1988 foi nomeado Governador do Distrito Federal. No primeiro governo destacam-se: criação da Cidade-Satélite de Samambaia; implementou a área da Saúde, com a construção e reforma de postos de saúde e hospitais; instalou o “Governo Itinerante” em nove cidades satélites, na Península Norte e no Lago Sul; fez reforma administrativa do GDF e numerosas obras e serviços de urbanização.

JOAQUIM RORIZ Governador 1.1.1991 a 31.12.1994

No segundo mandato destacamse: construção e inauguração do 1º trecho do metrô - Park ShoppingSamambaia;construção de várias unidades do Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente - CAIC; pavimentação asfáltica nos assentamentos urbanos; Programa Nossa Quadra, Nossa Vida; implementação de iluminação pública da CEB; prestação de serviços de infraestrutura de água potável e esgotos sanitários da CAESB.

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Nasceu em Belo Horizonte MG, dia 22 de outubro de 1943. Vice-Governadora do Distrito Federal de 1991 a 1994, Governo Joaquim Roriz. Dia 5 de agosto de 2000 faleceu aos 56 anos.

MÁRCIA KUBITSCHEK Governadora Interina de 1991 a 1994

Nasceu em Itagibá - BA, dia 28 de junho de 1950. Em 1994 foi eleita vice-governadora ao lado de Cristovam Buarque, e em 2002, deputada distrital.

ARLETE AVELAR SAMPAIO Governadora Interina várias vezes de 1995 a 1998

Nasceu no Rio de Janeiro, dia 1 de abril de 1956. De 1993-1994, presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal, sendo Governador interino do Distrito Federal.

BENÍCIO DA CUNHA MELLO Governador Interino 20.9.1993 a 26.9.1993

JOAQUIM RORIZ Governador 1.1.1999 a 31.12.2002

Nasceu em São Sebastião do Paraíso - MG, dia 23 de junho de 1934. Em 1979 foi indicado como administrador Regional de Taguatinga, Deputado Federal em 1990, foi reeleito em 1994 e, em 1998, eleito vice-governador de Joaquim Roriz.

Nasceu dia 20 de fevereiro de 1944, em Recife - PE. Governador do Distrito Federal, implantou o Programa Bolsa-Escola; 4ª faixa da Ponte do Bragueto; Ala Central do Complexo Aeroportuário de Brasília e Centros de Ensino.

CRISTOVAM BUARQUE Governador 1.1.1995 a 31.12.1998

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Em 1998 foi novamente governador do Distrito Federal pelo PMDB, para o mandato de janeiro de 1999 a dezembro de 2002. Nesse período, destacam-se: o Serviço de Atendimento Imediato ao Cidadão - Na Hora; Balão do Aeroporto; Viadutos de Samambaia e Balão do Torto; Restaurantes Comunitários; Programa de Fortalecimento às Famílias de Baixa Renda (Pró-Família); a construção e inauguração da Ponte JK; e a construção do Hospital do Paranoá.

BENEDITO DOMINGOS Governador Interino várias vezes de 1999 a 2002


JOAQUIM RORIZ Governador 1.1.2003 a 31.3.2006

Eleito pela quarta vez governador do Distrito Federal, em 2002 pelo PMDB, para o mandato de 2003 a 2006. Nesse período, destacam-se: Programa Renda Universidade; reforma e ampliação do Centro de Convenções Ulysses Guimarães; Barragem de Corumbá IV; reformas na Fonte Luminosa da Torre de TV; Restaurante Comunitário do Recanto das Emas; e a revitalização do sistema viário do Pistão Sul.

Governadora, atuou em melhorias urbanas. Determinou que feiras livres e permanentes fossem fiscalizadas pelo GDF. Determinou aumento do patrulhamento nas quadras do Plano Piloto, dupla “Cosme e Damião”. Inaugurou a Casa do Diabético, em Planaltina. Instituiu 3º turno em três centros de saúde e ampliou atendimento em outros. MARIA DE LOURDES ABADIA Governadora 1.4.2006 a 31.12.2006

Nasceu em Bela Vista - GO, dia 14 de agosto de 1944. Em 1987, foi eleita deputada federal; em 1991, deputada distrital; em 1995, nomeada secretária de Turismo do Distrito Federal; em 1999 deputada federal e em 2002 vice-governadora do Governo de Joaquim Roriz.

JOSÉ ROBERTO ARRUDA Governador 1.1.2007 a 16.03.2010 (Cassação)

MARIA DE LOURDES ABADIA Governadora Interina de 2003 a 2006

Nasceu no dia 13 de fevereiro de 1950 em Lavras, Minas Gerais. A carreira política começou em 1990, quando foi deputado federal. Em 1998 voltou a ser eleito deputado federal e em 2002 chegou ao Senado Federal. Foi eleito vice-governador no primeiro turno em 2006.

Nasceu no Rio de Janeiro em 10 de junho de 1963. Foi presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal e desempenhou papel fundamental nas conquistas da categoria. Foi eleito deputado distrital pelo Partido Liberal - PL, hoje no PFL. Foi presidente da Câmara Legislativa do DF, biênio 2005/2006.

FÁBIO BARCELLOS Governador Interino várias vezes de 2005 a 2006

Nasceu dia 5 de janeiro de 1954, em Itajubá, Minas Gerais. Em 2002, eleito deputado federal. Em 2006, eleito Governador do Distrito Federal no primeiro turno. Suas principais obras: Ampliação do Estádio Bezerrão; construção de 23 escolas, do Shopping Popular da Rodoferroviária, Hospital de Santa Maria e quatro viadutos na EPTG, asfalto em várias cidades do DF. No total, foram mais de 2.000 obras catalogadas.

PAULO OCTÁVIO PEREIRA Governador Interino de 1.1.2007 a 23.02.2010 (Renúncia)

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ALÍRIO DE OLIVEIRA NETO Governador Interino 1.2.2008 a 6.2.2008

LEONARDO PRUDENTE Governador Interino 9.1.2009 a 12.1.2009

NÍVIO GONÇALVES Governador Interino 7.9.2009 a 9.9.2009

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Nasceu dia 26 de novembro de 1959, em Piripiri – PI. Um dos fundadores do Sindicato dos Policiais Civis – SINPOL. Eleito em dois mandatos para Deputado Distrital, chegou à presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa e à vicepresidência da Comissão de Constituição e Justiça. Implantou o acompanhamento das contas da Câmara via internet. Foi da Secretaria de Justiça e Cidadania.

Nasceu dia 16 de agosto de 1960, em Goiânia. Em 2004 foi Secretário de Estado de Trabalho do Governo do Distrito Federal. Líder do Governo na Câmara de 2007 a 2008, vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar na Legislatura 20032006. Presidente da Comissão de Economia, Orçamento e Finanças no biênio 2007-2008. Deputado Distrital em dois mandatos e Presidente da Câmara Legislativa no biênio 2009-2010.

Nasceu dia 8 de julho de 1941, Rio Pardo de Minas. Em 1992 foi promovido, por merecimento, a Desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Membro do TJDFT - Conselho Consultivo do Projeto Justiça Comunitária - 2000; Corregedor do TJDFT - 2000/2002; Vice-Presidente e Corregedor do TRE/DF – 2000/2002. Eleito Presidente do TRE/DF - 2004/2006. Eleito Presidente do TJDFT - 2008/2010.

Nasceu em Ceres – GO em 20 de junho de 1953. Foi Subsecretário de Alimentação e Promoção Social da Secretaria de Estado de Solidariedade em 2002. Exerceu mandato de Deputado Distrital nas legislaturas de 19992002, 2003-2006 como suplente e de 2007-2010.

WILSON FERREIRA DE LIMA Governador Interino Início 23.2.2010 a 19.04.2010

ROGÉRIO ROSSO Governador 17.04.2010 a 31.12.2010

Natural do Rio de Janeiro, formado em Direito pela Universidade de Brasília e especialista em Marketing. Começou na vida política como aliado do exgovernador Joaquim Roriz (PSC), tendo sido indicado por ele administrador de Ceilândia, uma das maiores unidades administrativas do Distrito Federal em 2004. Foi também Presidente da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) em 2007.

Natural de Cachoeira do Sul, no Rio Grande do Sul, formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de Brasília, servidora do GDF desde 1981, passou por várias áreas do governo até se tornar a Vice Governadora do Distrito Federal.

IVELISE LONGHI Vice-Governadora 17.04.2010 a 31.12.2010


Cleber Verde, Deputado Federal

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ireito a uma aposentadoria. É o que buscou e busca o deputado federal Cleber Verde. O jovem parlamentar já escreveu um livro sobre o assunto e a obra já é considera indispensável para quem deseja engajar na luta em prol aos aposentados. Eleito em 2007 como deputado federal, Cleber Verde tem mais de 350 projetos de lei de sua autoria. Suas propostas vão de regras para tarifas de estacionamento nos shopping centers até modificação do índice de correção das aposentadorias. Essa proposta do índice de correção das aposentadorias tem levado o deputado federal a lugar de destaque dentro do cenário político. Segundo Cleber os aposentados estão duplamente prejudicados. Ele revela que ao pedir a aposentadoria o fator previdenciário diminui o valor a ser recebido em até 30% para os homens

e 40% para as mulheres. Depois, disse que ao longo dos anos esse valor é ainda mais depreciado por sucessivos reajustes abaixo da inflação e abaixo daquele dado ao mínimo. Em junho o parlamentar ganhou a luta pelos aposentados e pensionistas, pois o presidente Lula sancionou o reajuste de 7,7%. Com o aumento sancionado, os benefícios do INSS vão ter ganhado até R$ 50,86 mensais em relação aos 6,14%, já concedidos. Quem ganhava o teto, que era de R$ 3.218,90 em 2009, passará a receber mais R$ 248,50 mensais a partir de agosto e terá direito a outros R$ 305,15, a diferença entre o que já foi pago desde janeiro. A alta de 7,7% custou R$ 1,6 bilhão a mais em 2010. Outro projeto que vem ganhando visibilidade é o PL 6962/10, que altera a lei das empresas de capital aberto para proteger acionistas

minoritários. A proposta cria a obrigatoriedade de realização de assembleia de acionistas para examinar operações de empresas com suas partes relacionadas ou que envolvam conflitos de interesses, exigindo quorum qualificado (no mínimo metade das ações com direito a voto) para aprovação das medidas. Caso a assembleia de acionistas não tenha sido ouvida, as operações poderão ser anuladas. Para ele as instruções da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado, têm sido insuficientes para coibir práticas irregulares. Antes da Câmara, o deputado de 38 anos foi vereador em São Luis, capital do estado maranhense. Ele, que diz ter verdadeira admiração pelo Distrito Federal, menciona que o mandato e a vinda para Brasília foi uma bela surpresa. “Chegando aqui, vi uma cidade que permite uma qualidade de vida muito boa; é muito agradável. Só fui entender a paixão que muitos têm por Brasília quando aqui cheguei. Quem a conhece passa a ter um carinho muito grande”, revela o deputado. O deputado é casado e tem dois filhos que moram e estudam na Capital. “Entendo que Brasília foi uma das ações de governo mais importantes para o Brasil. Foi uma oportunidade de todos os estados terem uma aproximação maior com o governo. Isso foi um avanço, fruto de uma

ação de um grande estadista que realmente tinha comprometimento com o País”. Ele completa que todo Brasileiro precisa ter orgulho do DF, primeiro por ser o centro político da nação e segundo por representar a construção de um país forte, que pretende estar entre as cinco maiores potências do mundo, e é nesse sentido que estamos tentando melhorar as políticas publicas do governo O deputado Cleber Verde também é autor do livro Nova Aposentadoria, que tem recebido críticas positivas por todo o Brasil. A obra é imprescindível, principalmente para quem atua neste segmento, seja como advogado, juiz, procurador de estado ou nas demais autarquias previdenciárias, e ainda como dirigente de entidade sindical, de aposentado ou de idosos. O livro explica de maneira prática, com exemplos reais, como se dá o que vem sendo chamado pela doutrina e pela jurisprudência de desaposentação. Ele esclarece, de forma simples, didática e acessível, como funciona tal instituto, como se realizam os cálculos, quem tem direito à nova aposentadoria, inclusive com modelo de petição inicial e cópia integral de sentença procedente da 1ª Vara Previdenciária de São Paulo – TRF 3ª Região, que aborda todas as questões jurídicas que envolvem a desaposentação. Brasília 50 anos. Uma ideia, uma nação. O passado do Distrito Federal é uma história surpreendente e sabemos disso por causa das publicações, documentários e registros da época. Esse processo de documentar uma história é fantástico. O Livro Brasília 50 anos é uma obra que mostra a cidade evoluída e moderna que Brasília se tornou. 165


Geraldo Magela, Deputado Federal

A

busca por uma política mais justa e igualitária tem levado o deputado federal Geraldo Magela ao reconhecimento nacional e internacional. Em Brasília, tem conseguido implantar leis que melhoram a qualidade de vida dos moradores da Capital. Geraldo Magela (PT-DF) é um dos políticos mais conhecidos e admirados do Distrito Federal. O mineiro saiu de Patos de Minas ainda jovem para ser funcionário de carreira do Banco do Brasil, em Brasília. Chegou à Capital da república aos 24 anos e concursado. Essa foi só uma das várias conquistas que o deputado federal alcançou. Ao chegar em Brasília, ele já se filiou ao movimento pró Partido dos Trabalhadores e, 166

também, no movimento sindical bancário, daí o processo político veio naturalmente. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores do DF, ao qual é filiado desde 1980. No PT/DF exerceu vários cargos como tesoureiro, secretário e presidente regional. Foi secretário-geral do PT Nacional em 2001. Entre 1991 e 1998 foi deputado na primeira legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Em 1994 foi reeleito deputado distrital. Em 1998 elegeu-se para o primeiro mandato como deputado federal. Sua dedicação e compromisso com o mandato parlamentar fez com que se destacasse na Câmara dos Deputados, sendo apontado em três pesquisas diferentes (DataFolha,

Jornal Valor e Diap) como um dos cem líderes do Congresso Nacional por três anos consecutivos. Foi vice-líder do PT na Câmara dos Deputados. Um dos fundadores da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale) foi tesoureiro e presidente da entidade. Em julho de 2000, em Porto Rico, foi eleito presidente da Confederação Parlamentar das Américas - COPA, entidade que reúne deputados e senadores das três Américas. Sua principal meta é abrir espaço para que os parlamentos participem das negociações dos acordos internacionais, e não apenas referendem as decisões dos presidentes. Engajado desde cedo nas questões políticas do país, Magela faz uma análise crítica sobre o nascimento do DF. Para ele a decisão do presidente JK de trazer o Distrito Federal para o centro do Brasil talvez tenha sido a decisão estratégica mais acertada de toda a história do País. Já que com essa decisão deslocou o eixo de desenvolvimento para além da área litorânea, por isso foi possível desenvolver todo o centro-oeste e também o norte e nordeste. O parlamentar tem vários projetos de sua autoria e ao ser perguntado quais são os mais interessantes, ele responde não ter como destacar apenas um, pois se considera um político generalista, ou seja, atua em prol de várias áreas. Mas o deputado gosta de mencionar que luta pelo fim do voto obrigatório. Magela defende que votar é um ato de cidadania e deve ser exercido com consciência e liberdade. Além disso, ele lembra

que das eleições realizadas em 193 países, apenas 30 obrigam o eleitor a votar, dentre eles o Brasil. Os eleitores, obrigados a votar, nem sequer conhecem os candidatos, o que não acontecerá com o voto facultativo. Com a implantação do voto facultativo, as pessoas deverão ser convencidas da importância do voto por vontade própria, e não pressionadas pelo pagamento de multas. Assim, estarão exercendo o aprimoramento da democracia no Brasil. O Parque Olhos D’Água é outra conquista do brasiliense, por meio do deputado Magela. Ele foi criado pelo Decreto nº 15.900, de 17 de setembro de 1994. Surgiu para proteger a área onde estavam nascentes, uma lagoa, mata de galeria e fauna características desse ecossistema. O objetivo principal do parque é preservar e recuperar a área, além de proporcionar o desenvolvimento de programas de observação e educação ambiental, pesquisas e lazer, e cultura para a população, além de conhecimento sobre atividades de conservação do meio ambiente. Graças a uma lei do deputado federal Magela há, também, o Taguaparque, no Distrito Federal. O parque ocupa uma área de quase 90 mil hectares e beneficia os moradores das cidades de Taguatinga, Vicente Pires e visitantes, com espaço para caminhada, academia de ginástica, circuitos de malhação inteligente, ciclovia e outros. Além disso, funciona como objeto de recomposição do cerrado. “Poucas pessoas sabem que a área da cultura é uma área na qual eu invisto


praticamente a metade dos valores das minhas emendas parlamentares; para mim é uma área prioritária”, completa o deputado. Para o parlamentar a população de Brasília tem uma particularidade e um diferencial do resto do país. O morador do DF vive a política no seu cotidiano. E, com isso, o cidadão tem muita informação e acaba tendo uma elaboração política maior, o que faz com que a população de nossa cidade seja

politizada. Já a juventude, para ele, tem hoje uma descrença com a política, mas em contraponto e, proporcionalmente, é a que mais vota e participa do processo eleitoral, isso em relação a outros estados. Para os próximos anos da política brasiliense o deputado tem a expectativa de que a população vote com mais exigência e critério. Os erros já cometidos por outros políticos fazem com que a população, segundo acredita o

parlamentar, fique mais atenta e com isso cobre mais. Para Magela, os políticos vão ter que ser mais claros e objetivos além de ter propostas mais convincentes. O parlamentar costuma dizer que o poder só vale a pena se for para fazer o bem e se for repartido. Para ele, só faz sentido ser um político se for para melhorar a vida das pessoas e fazer justiça social além de lutar pelos ideais da cidade. Ele acredita que política do DF precisa refletir nisso. O mineiro já tem mais de trinta anos de Brasília e ao ser questionado se retornaria para sua cidade natal, ele respondeu, sem rodeios, que não trocaria o DF por nenhum estado. “Adoro Minas Gerais, não tenho nada que reclamar do meu estado de origem, mas eu virei brasiliense. Brasília é uma cidade que eu ajudei a construir, muitas coisas que existem aqui têm um pedacinho do trabalho de minha equipe. Creio que meu trabalho neste local ainda não terminou, precisamos melhorar a qualidade de vida da população por meio da segurança, educação e saúde. Mesmo com todos os defeitos a

cidade é ainda um lugar muito bom para se viver e não tenho a menor vontade de sair daqui”. Futuro político: Na política você nunca pode querer muitas coisas ao mesmo tempo e não deixar de querer todas em algum momento. Nesse momento quero ser reeleito como deputado federal e, em um dia, ser eleito como governador do DF. Quanto a outros cargos políticos é só depois de cumprir estas duas etapas. O Livro Brasília 50 anos. Uma ideia, uma nação: Eu acho que nós precisamos mostrar a face de Brasília. Quem vê Brasília de fora vê apenas uma cidade política, as notícias que saem daqui, na sua maior parte, é sobre política, mas a cidade é muito mais que isso. A Capital tem uma vida cultural muito intensa, tem uma população trabalhadora, além de um potencial turístico elevado. Por isso precisamos e devemos mostrar para o Brasil que Brasília tem várias faces e possibilidades, e eu acho que qualquer publicação que mostre isso vai ajudar a desmitificar Brasília como uma cidade exclusivamente política.

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Sandro Mabel, Deputado Federal

S

andro Mabel é empresário de uma das maiores produtoras de biscoitos da América Latina. E como deputado seu nome aparece pela nona vez como um dos parlamentares mais influentes do Congresso Nacional em 2010. Os irmãos Nestore Scodro e Údelio Scodro, vindos da Itália para trabalhar no Brasil há mais de 50 anos, fundaram o Grupo Mabel em Ribeirão Preto. Em São Paulo, os irmãos montavam e vendiam fornos. A história das rosquinhas Mabel surgiu quando, na venda de um dos fornos, o cliente não pagou. A família Scodro não teve

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outra alternativa a não ser ficar com o forno. Começaram então a assar uma receita de rosquinhas trazida da Itália. No início, as rosquinhas serviam somente como um lanche para o fim de tarde, só que fizeram tanto sucesso que o forno nunca mais parou. Em 1953 estava fundada a Mabel. Desde então os seus biscoitos vêm conquistando o Brasil e o mundo, sendo hoje um sinônimo de família brasileira. Em 1962 a Mabel inaugura sua 1ª fábrica, que produzia no máximo 500 quilos de biscoitos por dia. No ano de 1975, foi inaugurado

seu primeiro parque Industrial em Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás; em 1998 foi construída mais uma unidade industrial em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul; no ano de 1989, no Rio de janeiro; em 2000, em Itaporanga D’Ajuda, Sergipe; e em 2004, a sua 5ª unidade em Araquari, Santa Catarina. A Mabel já se tornou uma das maiores produtoras de biscoitos da América Latina. Presente em cinco estados brasileiros, o Grupo ainda exporta para mais de 35 países em quatro continentes. Peça importante neste crescimento, o administrador Sandro Mabel lidera a empresa há mais de duas décadas como presidente do Conselho de Administração do Grupo Mabel, sendo um dos responsáveis pela consolidação do primeiro parque industrial da empresa em Aparecida de Goiânia e da marca no mercado nacional e internacional. O crescimento do Grupo sempre foi pautado pela responsabilidade social e sustentabilidade. À frente da empresa, Sandro Mabel implantou uma série de projetos sociais para a valorização dos funcionários e da comunidade do entorno da fábrica. Sandro Mabel não restringiu seu campo de atuação apenas como empresário, mas levando seus conhecimentos ao cenário político brasileiro. Como deputado federal já está em seu 3º mandato. Sua primeira eleição para a Câmara Federal ocorreu em 1995. Durante o 2º mandato foi um dos principais articuladores para o andamento do projeto de

reforma tributária (PEC 233/08 e outros). Acompanha há mais de oito anos os assuntos relativos ao sistema tributário nacional, atuou como membro titular em todas as Comissões Especiais que abordaram o assunto, tendo participado de diversas discussões em audiências públicas, encontros e seminários. Para atuar de forma eficaz na relatoria da reforma tributária, fez um estudo na sede da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em Paris, em 2008. Por essa e outras razões, em 2008, foi escolhido como relator do projeto de lei que modifica o sistema tributário do país, já aprovado na Comissão Especial. Liderou o Partido Liberal (PL), atual Partido da República (PR) – uma fusão do PL com o Prona. É presidente do diretório regional do partido em Goiás e líder do partido na Câmara dos Deputados. A lista dos 100 deputados e senadores de maior relevância, elaborada anualmente pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), leva em consideração o cargo ocupado pelo parlamentar no Congresso, a influência sobre os demais colegas na tomada de decisões e o envolvimento na discussão de matérias relevantes de interesse da sociedade. Para Mabel a indicação é o resultado do trabalho dele em prol de Goiás e do Brasil. “Fico feliz porque é a valorização da nossa atuação no Congresso. A população tem nos dado respaldo no que fazemos, tem acreditado


cada vez mais no nosso trabalho, e isso é muito importante. Dedico esse prêmio a todos aqueles que confiam e nos ajudam em nossa luta no Congresso Nacional”, afirmou Sandro Mabel. Além de trabalhar para a aprovação de projetos de grande interesse brasileiro, o deputado Sandro Mabel é reconhecido como um dos parlamentares que mais trazem verbas para o estado de Goiás. Nos últimos anos, Sandro Mabel ajudou a conseguir em torno de R$ 2 bilhões em recursos para o estado investir em infraestrutura, construção de escolas, hospitais, postos de saúde, entre outros benefícios. Visão política de Brasília “Creio que a maior importância que ela tem é de ser sede da política do país e tem a oportunidade de está muito próxima das decisões que mudam a nação. Mas toda cidade tem seus pontos fracos e, na Capital, a fraqueza é o crescimento exorbitante. Precisa haver uma contenção do crescimento do DF enquanto há tempo. Algo positivo é o seu desenvolvimento industrial que a cada ano se destaca no mercado nacional. A importância da publicação do livro ‘Brasília 50 anos. Uma ideia, uma nação’: É de suma importância uma publicação como essa. Futuramente as pessoas poderão enxergar a opinião de quem vive na cidade. Aí os leitores poderão analisar se tomamos decisões certas ou se erramos, para tornar Brasília cada vez melhor”.

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O

Distrito Federal é dividido em 30 Regiões Administrativas (RA’s). As regiões são áreas territoriais do Distrito Federal, cujos limites físicos, estabelecidos pelo poder público, definem a jurisdição da ação governamental para fins de descentralização administrativa e coordenação dos serviços públicos de natureza local. Esta ação é exercida por intermédio de cada Administração Regional. Conheça agora cada uma delas e suas características.

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Regi천es Administrativas


Regiões Administrativas RA - I Brasília

“Clara, direta e fundamentalmente simples”. Assim foi definido o projeto premiado de Lucio Costa para a construção de Brasília. A nova Capital começou a ser construída em abril de 1956 e sua estrutura básica foi concluída em três anos. A cidade foi inaugurada no dia 21 de abril de 1960. No dia 7 de dezembro de 1987, Brasília foi tombada pela Organização para a Educação, a Ciência e a Cultura das Nações Unidas (Unesco) como Patrimônio Histórico da Humanidade. A solução urbanística de Lucio Costa partiu do traçado de dois eixos cruzando-se em ângulo reto, como o sinal da cruz. Um deles, o Eixo Rodoviário, foi levemente arqueado para dar à cruz a forma de um avião, levando as áreas residenciais do Plano Piloto a serem chamadas de Asa Norte e Asa Sul. O corpo do avião é o Eixo Monumental, com 16 quilômetros de extensão, que abriga no lado leste os prédios públicos e os palácios do Governo Federal; no centro, a Rodoviária e a Torre de TV; e no lado oeste, os prédios do Governo do Distrito Federal. As Asas Norte e Sul são semelhantes, somam 14,3 quilômetros de extensão e têm como via principal o Eixo Rodoviário, formado por uma pista principal com seis faixas, chamada de eixão, e eixos auxiliares conhecidos como eixinhos, separando as quadras residenciais numeradas com as centenas 200 e 400, do lado leste, e 100 e 300, do lado oeste. Toda a estrutura residencial do Plano Piloto é baseada nas superquadras, que têm cerca de 200 x 200 metros cada.

Conforme o Censo Experimental de Brasília de 1959, residiam na futura área do Gama cerca de 1.000 RA - II Gama pessoas, distribuídas nos arredores das fazendas Gama, Ponte Alta, e Ipê. Foram assentados, no local da futura cidade, 30 famílias retiradas da barragem do Lago Paranoá, devido à finalização da obra da barragem. Assim nascia o Gama. A RA II foi criada através da Lei n.º 49/89 e do Decreto n.º 11.921/89, que fixa os novos limites das Regiões Administrativas do Distrito Federal. A Região Administrativa do Gama é formada por área urbana e rural. A área urbana está dividida em 6 (seis) setores: Norte, Sul, Leste, Oeste, Central e de Indústria. O projeto da cidade lembra o formato de uma colmeia. As quadras possuem formato hexagonal e, internamente um formato triângular, com uma média de 96 a 100 lotes. Em cada triângulo, há um setor comercial. Distante 30,2 quilômetros do Plano Piloto, o Gama foi a quarta cidade-satélite a ser oficializada no DF. Ela nasceu em 1960, no mesmo dia da inauguração de Brasília, para abrigar os operários que trabalhavam na construção da barragem do Lago Paranoá.

RA - III Taguatinga

Como ocorreu em outras regiões brasileiras, os primeiros povoamentos, onde hoje se localiza a cidade de Taguatinga, foram estimulados pela busca de metais preciosos e pela atividade agropecuária. Próximo às margens do Córrego Cortado foi instalada a sede da fazenda Taguatinga, de propriedade de Gabriel da Cruz Miranda. Em 1781, a fazenda Taguatinga foi vendida a Antônio Couto de Abreu, filho do Bandeirante Urbano Couto e Menezes. Mas a consolidação da cidade de Taguatinga se deu quase 2 séculos após esse período, quando o grande contingente populacional gerado pela construção de Brasília se instalou na região do Planalto Central. A mão-de-obra mudou-se para a região com o intuito de trabalhar e fixar residências. O nome da cidade surgiu do tupi-guarani tauá-tingá, que significa barro branco. Com área de 121,34 quilômetros quadrados, Taguatinga divide-se em três setores: Central, composto pela Avenida Central, praças, comércio, hotéis, bancos e escritórios; Norte e Sul, formados por quadras residenciais, comerciais e industriais. Tombada pelo Patrimônio Histórico, a Praça do Relógio, no Setor Central, é um dos pontos mais movimentados da cidade.

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RA - IV Brazlândia

Brazlândia nasceu em 1852, com um povoado nas proximidades da fazenda da família Braz, de onde se originou o nome. Distante a 59 quilômetros do Plano Piloto, a cidade atualmente revela a forte influência recebida da construção de Brasília. O rápido crescimento populacional fez surgir novos setores residenciais, embora isso não tenha tirado de Brazlândia suas características de cidade de interior, marcantes, principalmente no Setor Tradicional, como ficou conhecida sua parte antiga. Muitas das antigas fazendas da região desapareceram depois do represamento do Rio Descoberto e a formação do Lago do Descoberto, destinado para acumulação de água potável para Brasília. Hoje a represa é responsável pelo abastecimento de mais de 60% da água de todo DF. A cidade se destaca por sua forte vocação agrícola. E, essa tradição tem raízes no começo do século 20, quando quatro famílias goianas e mineiras aportaram nas terras da chapada do Vão dos Angicos. Foram os Abreu de Lima, os Rodrigues do Prado, os Cardoso de Oliveira e os Braz de Lima. O decreto criando a RA é de 15 de abril de 1932, sendo a data mais significativa para a cidade.

O clima agradável e a vegetação densa e diversificada deram o título de Petrópolis do Planalto a Sobradinho. Fundada RA - V Sobradinho em 13 de maio de 1960, consta da sua história que o nome Sobradinho é uma homenagem à engenhosidade do pássaro joão-de-barro, que construiu, às margens de um ribeirão que cortava a fazenda, duas casas superpostas, como sobrado, no braço de um antigo cruzeiro, e que se transformaram em marco geográfico para os viajantes da época. Em 1961, Sobradinho se transformou em subprefeitura do Distrito Federal e, em 1964, a Lei 4.545 dividiu o Distrito Federal em regiões administrativa e Sobradinho passou a ser RA V, com 569,40 quilômetros quadrados. A vocação de suas terras garantiu à RA a implantação de dois núcleos rurais- Sobradinho I e II, administrados pela Fundação Zoobotânica do Distrito Federal, além de áreas isoladas de produção e de comunidades agrícolas diversas. Na área industrial, a especialização local está na produção de minerais não-metálicos, principalmente o cimento. Já o comércio é orientado, basicamente, para as necessidades da população local. A cidade foi escolhida para abrigar as instalações do Polo de Cinema e Vídeo do Distrito Federal. Sobradinho conta com uma grande quantidade de artesãos, na confecção de trabalhos em madeira, couro e pedra.

RA - VI Planaltina

Não se sabe, com exatidão, quando Planaltina foi fundada, mas estima-se que a cidade foi estabelecida em 1790. O certo é que a região começou a ser frequentada devido a exploração das minas de ouro e esmeralda, isso a partir da primeira metade do século XVIII. Em l9 de agosto de 1859 pela Lei nº 03 da Assembleia Provincial de Goiás, criou-se o Distrito de Mestre D’armas, nos termos da Lei ficou pertencendo ao município de Formosa. Esta mais tarde passou a ser a data oficial da fundação da Cidade de Planaltina, nos termos do disposto no artigo 2º do Decreto “N” nº 571, de 19 de janeiro de 1967. Em 1965, o arquiteto Paulo Magalhães, que foi também Administrador Regional, elabora para Planaltina um Plano Diretor que prevê o desenvolvimento urbano da cidade, com o objetivo de garantir uma ordenação estrutural capaz de comportar as diversas alterações que a cidade sofreu com a transferência da Capital. A partir de 1966 Planaltina sofre alterações periódicas com a implantação de loteamentos para receberem pessoas que não podiam se fixar no Plano Piloto e ampliação do Setor Tradicional.

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RA - VII Paranoá

Foi a partir da instalação do canteiro de obras da construção da Barragem do Paranoá que se formou o núcleo habitacional que deu origem, inicialmente, à Vila Paranoá, isso em 1957. Com o crescimento do número de famílias que ali foi se fixando a partir dessa época, a Vila transformou-se em cidade-satélite e, em 1989, passou a integrar a Região Administrativa VII, através de decreto do Governo do Distrito Federal. Com o objetivo de preservar o espaço do antigo acampamento da Vila, o local tornou-se área de preservação ambiental, hoje o Parque Urbano Vivencial. Do Paranoá Velho, ficaram algumas estruturas públicas, dentre elas a caixa d’água e a escadaria da Igreja São Geraldo, construída em 1957 – a segunda igreja mais antiga do Distrito Federal – tombada pela Diretoria de Patrimônio Histórico e Artístico do Distrito Federal (DePHA), em 27 de outubro de 1993, e demolida em 2005 por problemas estruturais. O nome Paranoá é uma variante de Paranaguá (Paraná = rio caudaloso ou mar + Cuá = bacia, cavidade). Paranaguá significa enseada do mar, baía fluvial. A variante Paranoá tem o mesmo significado: baía fluvial.

Como parte das obras de infraestrutura necessárias à construção de Brasília, foram abertas pela Novacap, no final de 1956, as principais avenidas do Núcleo Bandeirante, mais tarde conhecido como Cidade Livre. O loteamento estava destinado a ter uso exclusivamente comercial e por esse motivo não eram fornecidos alvarás para residências. Sua existência estaria limitada ao período da construção de Brasília (1956-1960). Para incentivar a vinda de comerciantes para a região, a localidade também estava livre do pagamento de impostos. Daí a origem do nome Cidade Livre. A cidade surgiu, efetivamente, em 19 de dezembro de 1956, sendo a primeira área destinada a abrigar os trabalhadores pioneiros. Algumas construções de madeira foram mantidas na forma original. São casas, sobrados e construções do porte da escola Metropolitana e do Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), tombado pelo Patrimônio Histórico do GDF, e onde hoje funciona o Museu Vivo da Memória Candanga.

RA - VIII Núcleo Bandeirante

RA - IX Ceilândia

Ceilândia teve um crescimento acelerado, proporcional à esperança dos migrantes de encontrar, na região, trabalho e melhoria de vida. Por causa dos problemas sociais na região, surgiu a Campanha de Erradicação de Invasões (CEI), realizada em 1971 pelo Governo do DF, de onde se originou o nome da cidade. E em 27 de março de 71 foi lançada a pedra fundamental da nova cidade, no local onde está a Caixa D’água. Em nove meses, a transferência das famílias estava concluída, com as ruas abertas em torno do projeto urbanístico de autoria do arquiteto Ney Gabriel de Souza – dois eixos cruzados em ângulo de 90 graus, formando a figura de um barril. Um exemplo é a Casa do Cantador, projetada por Oscar Niemeyer para sediar a Federação Nacional das Associações de Cantores, Repentistas e Poetas Cordelistas, que promovem encontros e festivais. Ceilândia tem o maior colégio eleitoral do Distrito Federal e fica 25 quilômetros do Plano Piloto, com acesso através da Via Estrutural e da EPTG. Cidade com maior número de entidades comunitárias, num total de 154, com elevado índice de organização de movimento popular em termo de reivindicações.

A RA que tem uma das feiras mais conhecidas e visitadas de Brasília (Feira do Guará), a Região Administrativa X possui uma das melhores infraestruturas urbanísticas, com localização privilegiada, entre Plano Piloto e Taguatinga. Sua inauguração ocorreu em 21 de abril de 1969, mas seu aniversário é comemorado no dia 05 de maio. A cidade nasceu de mutirão de funcionários da Novacap, que em 1967 começaram a construir suas casas, reunidos em grupos de 10 famílias, sob orientação de arquitetos e engenheiros. O nome se deve ao Córrego Guará, que corta sua área e que provavelmente foi batizado assim em homenagem ao lobo-guará. Dentro da expansão do território do Guará, no final de 1989, a área da Cidade-Satélite, de 8.130 Km², foi aumentada para 39 Km², com inclusão do Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA), Terminal de Transporte Rodoviário e Cargas (STRC), Setor de Oficinas Sul (SOF Sul), Carrefour, Parkshopping. A ideia original do Guará é do urbanista Lucio Costa, o idealizador do Plano Piloto. 180

RA - X Guará


RA - XI Cruzeiro

Conhecido como o reduto do samba, a Região Administrativa do Cruzeiro Novo é a mais próxima do Plano Piloto. A sua data de fundação é dia 30 de novembro de 1959. A cidade recebeu este nome por estar a cruz erguida do ponto mais alto do Eixo Monumental, onde em 1957 foi celebrada primeira missa de Brasília. O início da ocupação do atual Cruzeiro deu-se em 1955, nas terras que formavam a Fazenda Bananal (área desapropriada para a Construção de Brasília) a fim de abrigar os funcionários públicos federais que chegavam do Rio de Janeiro para trabalhar na nova capital. As primeiras construções, blocos de dez casas geminadas, começaram a ser edificadas em 1958. A equipe do urbanista Lucio Costa foi responsável pelo projeto do Setor de Residências Econômicas Sul – SRE/S, Cruzeiro Velho; na década de 70, foi inaugurado um conjunto de edifícios, que formaram o Cruzeiro Novo - SHCE/S; na década de 80, são inauguradas as Áreas Octogonais.

Criada para responder ao crescimento populacional do DF, Samambaia recebeu os primeiros moradores em 1985 e as casas foram construídas, em parte, com o apoio do Programa de Olarias Comunitárias. Três anos após as primeiras ocupações, foram construídas 3.381 casas destinadas a famílias de baixa renda, principalmente de funcionários públicos. A casa própria foi adquirida com o apoio do Sistema Habitacional de Interesse Social (SHIS) mediante financiamento do Banco Nacional. Seu projeto urbano, traçado ao longo de eixos que facilitam o transporte público e a distribuição das áreas de comércio e serviços, prevê uma capacidade para 330 mil pessoas em 106 quilômetros quadrados, distribuídas em setores que vão desde o de Mansões Leste até Vila Roriz, onde estão as construções mais populares. A cidade comemora seu aniversário em 25 de outubro.

RA - XIII Santa Maria

RA - XII Samambaia

Localizada a 39 quilômetros do Terminal Rodoviário do Plano Piloto. A Região Administrativa XIII foi criada pelo Decreto nº 14.604, de 10 de fevereiro de 1993, data em que Santa Maria comemora seu aniversário. Sua criação está vinculada ao Programa de Assentamento de Famílias de Baixa Renda, em lotes semi-urbanizados. O Governo loteou uma área do Núcleo Rural Santa Maria e transferiu os moradores das invasões do Gama e das demais localidades do Distrito Federal. Santa Maria é composta de área urbana, rural e militar. Na área rural, estão os Núcleos Rurais Alagado e Santa Maria, onde predominam as atividades de agropecuária e a exploração de jazidas de cascalho. Na área militar, estão localizados o Centro Integrado de Defesa Aéreo e Controle do Tráfego Aéreo – Cindacta, do Ministério da Aeronáutica e a Área Alfa, pertencente ao Ministério da Marinha. O nome Santa Maria originou-se do nome do rio que existia nas redondezas.

Distante 30 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto, São Sebastião foi criada pela Lei nº 467, de 25 de junho de 1993, com uma área de 383,18 quilômetros quadrados. Com o início das obras da construção de Brasília, a partir de 1957, várias olarias ali se instalaram em terras posteriormente arrendadas através da Fundação Zoobotânica do DF, visando, à época, suprir parte da demanda da construção civil por materiais. Com a expiração dos contratos, as olarias foram sendo desativadas e o núcleo urbano foi se estruturando aos poucos ao longo do córrego Mata Grande e Ribeirão Santo Antônio da Papuda, como resultado do parcelamento irregular das glebas antes arrendadas. O nome São Sebastião é uma homenagem a um dos primeiros comerciantes a chegar na cidade, “Seu Sebastião”. Ele se instalou nas terras desapropriadas da Fazenda Taboquinha e retirava areia ao longo do Rio São Bartolomeu.

RA - XIV São Sebastião

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RA - XV Recanto das emas

A cidade nasceu com o objetivo de atender ao Programa de Assentamento do Governo do Distrito Federal. Criada no dia 28 de julho de 1993, o Recanto das Emas fica a 26 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto. Existia também no local um sítio chamado Recanto, onde vivia grande quantidade de emas, espécie própria do cerrado. Originou-se o nome Recanto das Emas. A área prevista para dar origem à nova cidade localizava-se entre o Gama e Samambaia e era ocupada por chácaras que pertenciam à Fundação Zoobotânica que foram desapropriadas para distribuição dos primeiros lotes.

Desmembrada da RA I em 10 de janeiro de 1994, a Região Administrativa do Lago Sul possui 190,24 quilômetros quadrados, fica a 8,4 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto e situa-se às margens do Lago Paranoá. Possui densidade demográfica de 147,76 hab/Km², com potencial natural para obter e manter o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do planeta. O Lago Sul, por sua concepção urbanística original, procura seguir as recomendações do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, relacionadas à elegância despojada nas edificações feitas nos moldes das escalas volumétricas das edificações do Plano Piloto. O Lago Sul também é zona de influência da área tombada do Distrito Federal, e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) recomenda cuidar do entorno do Sítio Histórico como fazendo parte da área a ser preservada, sem abrir mão da paisagem que envolve o Bem Patrimonial Tombado.

RA - XVII Riacho Fundo

O Riacho Fundo foi mais uma cidade criada pelo Programa de Assentamento. Seu nome origina-se da granja homônima utilizada, na época do militarismo, como residência oficial da Vice-Presidência, e depois transformada em sede do Instituto de Saúde Mental, que além de assistência aos doentes, promove cursos profissionalizantes para a comunidade local. A região é responsável por boa parte do abastecimento agrícola do Distrito Federal. É nela que está localizada a Fundação Cidade da Paz, entidade não-governamental, que mantém e administra a Universidade Holística Internacional. A cidade está localizada a 18 quilômetros da Rodoviária do Plano Piloto, possuindo 54,53 quilômetros quadrados. A RA XVII comemora seu aniversário em 13 de março.

A RA XVIII se chamava inicialmente Península Norte, mas como havia o Lago Sul, logo surgiu o nome equivalente, assim como Asa Sul/Norte. É uma península banhada pelo Lago Paranoá, lago artificial criado para amenizar o clima seco da região. A Região Administrativa é limitada, ao sul, pelo Lago Paranoá; ao norte, pela Estrada Parque Contorno - EPCT - DF 001; ao leste pela DF 015 e pela região administrativa do Paranoá; e ao oeste, pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento - EPIA - DF 003. Com uma renda per capita relativamente alta e, juntamente com o Lago Sul, o segundo maior número de piscinas por habitante do mundo, o Lago Norte é um bairro predominantemente de classe média alta.

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RA - XVI Lago Sul

RA - XVIII Lago Norte


RA - XIX CAndangolândia

Criada pela Lei nº 658, de 27/01/94, a Região Administrativa de Candangolândia possui uma área de 6,64 quilômetros quadrados. O nome da cidade é em homenagem aos pioneiros de Brasília, que ficaram conhecidos como candangos. A origem da cidade se confunde com início da epopeia da construção da nova capital brasileira, uma vez que a Candangolândia abrigava os pioneiros que trabalharam na construção da cidade.

A cidade que fica a 20 quilômetros de Brasília começou a ser construída na década de 90 e ganhou o status de região administrativa em 2003 através da Lei Distrital nº 3.153, de 6 de maio do mesmo ano. Águas Claras foi projetada pelo arquiteto e urbanista Paulo Zimbres. A região administrativa compreende: ao sul, o núcleo rural Vereda da Cruz e o setor habitacional Arniqueiras; os trilhos do metrô dividem o bairro em lados Sul e Norte.

RA - XXI Riacho Fundo I

RA - XX Águas Claras

O Riacho Fundo II tornou-se a Região Administrativa - RA XXI, através do decreto 3.153 de 07 de maio de 2003. A história da Região Administrativa do Riacho Fundo começou em 13 de março de 1990, quando o governo decidiu erradicar a invasão existente no Setor de Indústria e Abastecimento - SIA - efetivando um assentamento de 562 famílias na QN 01, nesta data passou a ser comemorado o aniversário do Riacho Fundo. Atualmente o Riacho Fundo II tem aproximadamente 45 mil habitantes e tem um crescimento industrial e comercial muito rico a ser explorado por empresários.

Em 06 de maio de 2003 pela Lei no 3.153 foi criada a Região Administrativa XXII – Sudoeste/Octogonal. De formação essencialmente urbana, a RA contém além das áreas residenciais e setores comerciais, as quadras mistas, o Hospital das Forças Armadas e o Instituto Nacional de Meteorologia – INEMET. O Sudoeste tem atualmente cerca de 435 modernos edifícios, proporcionando alto padrão de vida aos seus habitantes. Já a Octogonal é formada por oito quadras compostas por famílias de classe média bem representadas por associações locais. A RA XXII está inserida na área tombada pelo Patrimônio Histórico da Humanidade.

RA - XXII Sudoeste Octogonal

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RA - XXIII Varjão

A região administrativa XXIII fica próxima ao Setor de Mansões do Lago. Localiza-se na borda da vertente escarpada da chapada da Contagem, tendo formato irregular condicionado pelos obstáculos naturais, escarpas e o ribeirão do Torto. A cidade foi criada pelo Decreto n° 13.132, de 19.01.91 que fixou a população no local, caracterizando um relativo controle no crescimento do Varjão e determinando a elaboração de um projeto urbanístico para a sua implantação definitiva.

O Setor de Mansões Park Way (SMPW) foi incluído no plano urbanístico de Brasília em uma das suas últimas alterações entre 1957 e 58, registrada em cartório em 1961 pelo então presidente da República Juscelino Kubitschek, em seu memorial considerando como data magma de aniversário da cidade o dia 13 de março. A preocupação com crescimento demográfico da cidade, que hoje ultrapassa 23.000 habitantes, justifica a criação da Lei 3.255 de 29 de dezembro de 2003, que institui uma unidade administrativa com personalidade própria para a cidade.

RA - XXV Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA)

Em 1989, foi criado o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento – SCIA ao lado da Via Estrutural, época em que se previa a remoção da invasão para outro local. Em janeiro de 2004, o SCIA foi transformado na Região Administrativa XXV - Lei nº 3.315, tendo a Estrutural como sua sede urbana e também contando com a Cidade do Automóvel, onde está localizada a sede da Administração Regional. Embora tenha sido considerada imprópria para habitação, por se tratar de área de depósito de lixo e estar perto do Parque Nacional de Brasília, foram feitas várias tentativas de fixação dos moradores por meio da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Em 1995 e em 1999, a CLDF aprovou duas leis criando, respectivamente, a Cidade Estrutural e a Vila Operária, que foram vetadas pelo Poder Executivo local. Em 1º de fevereiro de 2002, foi publicada a Lei Complementar nº 530 que declara a área da Estrutural como Zona Habitacional de Interesse Social e Público – ZHISP, estabelecendo uma faixa de tamponamento de 300 metros entre o assentamento e o Parque Nacional de Brasília.

O nome Sobradinho II surgiu devido à sua proximidade com a cidade de Sobradinho, de onde a maioria dos moradores migrou, devido a situação crítica com relação ao crescimento populacional. Diversos lotes abrigavam mais de uma família, que moravam em condições precárias. Como Sobradinho não possuía projeto de expansão territorial, em 1990, foi instituído o programa habitacional para a população de baixa renda, sendo implantados assentamentos em diversas cidades do Distrito Federal. A área para implantação de Sobradinho II foi objeto de um projeto especial de urbanismo elaborado pelo extinto Instituto de Planejamento Urbano do Distrito Federal – IPDF, onde foram destinadas áreas para lotes de uso misto-comercial/residencial, residencial unifamiliar e comercial, serviços e institucional. Em 27 de janeiro de 2004, o Decreto nº 3.314, criou a Região Administrativa XXVI – RA- XXVI. 196

RA - XXIV Park Way

RA - XXVI Sobradinho II


RA - XXVII Jardim Botânico

Em 08 de março de 1985 nasceu o Jardim Botânico de Brasília. De lá para cá o JBB passou por muitas reformas a fim de alcançar os objetivos almejados: ser uma área protegida do cerrado, um espaço de pesquisa, educação ambiental e lazer para a população. Uma das principais mudanças ocorreu em outubro de 1992, quando à área original de 500 hectares foram oficialmente integrados os 4.000 hectares que constituem a Estação Ecológica do JBB. Em fevereiro de 1993, deixou de ser subordinado à Fundação Zoobotânica para se integrar a Secretaria de Meio-Ambiente Ciência e Tecnologia, SEMATEC, do GDF. Em novembro do mesmo ano o Jardim Botânico adquiriu o status de órgão relativamente autônomo e passou a ter orçamento próprio, definindo uma nova estrutura de trabalho O Jardim Botânico surgiu inicialmente em 1999 como Setor Habitacional Jardim Botânico, criado pelo Decreto 20.881, em áreas então pertencentes a São Sebastião. A criação da Região Administrativa se deu em 31 de agosto de 2004, pela Lei 3.435.

O ano de 2001 foi marcado pela chegada de famílias de outros estados e do Paranoá. Alguns afirmavam que fugiam do aluguel que não podiam pagar na cidade vizinha, outros justificavam que no Itapoã viam a única chance de ter uma moradia. Assim, a expectativa de regularização estimulou o crescimento do núcleo. De fato, a invasão que começou em 2001 tornou-se uma Região Administrativa em 03 de janeiro de 2005.

RA - XXIX Setor de Indústria e Abastecimento (SIA)

RA - XXVIII Itapoã

O Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) é responsável por 56% da arrecadação de ICMS do DF. São mais de 80 mil trabalhadores, 5 mil indústrias e cerca de 300 mil pessoas que circulam pelo local diariamente. O SIA nasceu antes mesmo da capital ser inaugurada. Era nessa região que os construtores da cidade armazenavam material para as obras. Em seguida, as empresas foram se instalando no SIA. No dia 31 de agosto de 1973, o decreto n.º 2.356 criou a Administração Regional do Setor Residencial Indústria e Abastecimento (SRIA), composto pelo Guará I e II. Somente em 25 de outubro de 1989, a partir do decreto n.º 11.921, a cidade perdeu a denominação SRIA para tornar-se oficialmente a cidade satélite do Guará. A partir de então, a cidade ampliou sua área de 8,6 mil Km² para 45.460 Km² e passou a compreender os setores de Indústria e Abastecimento (SIA), de Transporte Rodoviário e Cargas (STRC), de Oficinas Sul (SOF Sul), de Clubes, Estádios e Esportivo Sul (SCEES) e de Áreas isoladas Sudoeste (SAI-SO) – setor em que se encontram o Carrefour e o Park Shopping. Em 14 de julho de 2005, a partir do decreto nº 3618, o Setor de Indústria e Abastecimento ganhou sua primeira administração.

Vicente Pires, antes chamada de Colônia Agrícola Vicente Pires (CAVP) ou Setor Habitacional Vicente Pires(SHVP), é a trigésima Região Administrativa do DF. Área localizada nas proximidades do Guará, Águas Claras, Park Way e Taguatinga fazia parte da RA de Taguatinga, da qual foi desmembrada em 2009. A cidade de Vicente Pires passa a compreender então os bairros Setor Habitacional Vicente Pires, Setor Habitacional Samambaia, Setor Habitacional São José e Setor Habitacional Cana-do-Reino. Em 26 de maio de 2009, emancipou-se de Taguatinga e passou a ter administração própria, tornando-se a RA do Distrito Federal.

RA - XXX Vicente Pires

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A Capital no Mundo


50 anos de União, Brasília e França

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or diversas razões, a Aliança Francesa de Brasília faz parte da história da capital federal. Ao lançarem a pedra fundamental da Casa de Cultura Francesa, no dia 25 de agosto de 1959, Juscelino Kubitschek, o então Presidente da República Federativa do Brasil, e André Malraux, Ministro Francês da Cultura, estabeleciam laços indestrutíveis entre a França e a nova capital. No dia 30 de junho de 1961, essa Casa de Cultura Francesa se transformaria oficialmente na Associação de Cultura FrancoBrasileira, nome oficial da Aliança Francesa de Brasília. Em 26 de setembro de 1963, o primeiro prédio foi inaugurado, uma obra do arquiteto de sempre, Oscar Niemeyer. Desde então, assistimos a um verdadeiro romance entre os brasilienses e a língua francesa, romance esse para o qual a Aliança (um nome bem escolhido!) tem sido o cenário perfeito. Esse cenário não parou de crescer. Em 1977, uma segunda ala foi construída; em 1983, a Aliança ganhou uma galeria de artes; em 1996, passou a abrigar um restaurante; em abril de 2006, abriu sua primeira filial no Sudoeste; em outubro de 2007, inaugurou-se o Espaço Cultural Ernesto Silva após a criação de cinco novas salas de aula. Além da forma arquitetônica da construção e das sucessivas modificações, a Aliança Francesa também permeia a história da capital através de quem lhe dá vida: os estudantes.

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Ao longo dos anos, a Aliança teve que ampliar suas instalações para poder acolher cada vez mais estudantes, atualmente mais de 3.000 por ano, o que faz dela a primeira escola de língua francesa do Distrito Federal e a terceira Aliança Francesa do País, atrás de São Paulo e do Rio de Janeiro. Esses 3.000 alunos que representam um orgulho para a Aliança são oriundos de diversos horizontes. A Aliança recebe inúmeros funcionários públicos, magistrados, professores, universitários, médicos, advogados, bancários, além de toda a juventude proveniente de escolas públicas... Já a partir dos primeiros anos, um convênio firmado com a Secretaria de Educação do Distrito Federal, permitiu aos alunos das escolas públicas da capital frequentarem as aulas. Em 1986, o convênio resultou em novas conquistas. Desde então, são quase 1.000 alunos da rede que beneficiam do ensino da Aliança.

Em contrapartida, a Secretaria de Educação disponibiliza 6 professores que trabalham na Aliança em período integral. Enfim, a Aliança Francesa de Brasília faz parte da história da cidade através do seu quadro de profissionais: o Comitê, os professores e os funcionários. De 1972 a 2009, a Aliança teve como Presidente o Doutor Ernesto Silva, um dos pioneiros da capital, assessorado por um Comitê composto, em grande parte, de homens e mulheres envolvidos com a história da cidade. Para citar apenas um deles: o Doutor Paulo Victor, atual Presidente da Aliança e da CEB, responsável pela implantação da rede elétrica e a construção do metrô. Em relação aos professores, a Aliança pôde contar ao longo dos anos com profissionais extremamente dedicados no cumprimento de sua missão de educadores. Graças a

um importante investimento na qualificação profissional, a Aliança conseguiu atingir uma qualidade de ensino que é motivo de orgulho para os professores. A grande dedicação, sendo a transmissão pedagógica uma verdadeira vocação para alguns, a paixão pela língua e pela cultura francesa são as maiores qualidades dos docentes. A dimensão associativa da Aliança, que não visa fins lucrativos, criou uma relação muito especial entre seus funcionários e os estudantes, uma relação de respeito, compreensão e verdadeira simpatia mútua. Recomendamos um passeio pela Aliança durante o dia para apreciar o jardim, o restaurante, a biblioteca cheia de alunos, e poder assim entender essa relação tão próxima e especial que une as pessoas de toda uma cidade, sejam quais forem idades e origens sociais, em torno da cultura e da língua francesas.


Discurso do Presidente da República Federativa do Brasil Sr. Juscelino Kubitschek Lançamento da pedra fundamental da Maison de France Brasília, 25 de agosto de 1959 “Aqui vim para presidir à cerimônia da pedra fundamental da Casa da Cultura, que a França – representada pelo meu ilustre amigo, o Embaixador Bernard Hardion – oferece à cidade de Brasília, em poucos meses nova capital do país. Tornando ainda mais forte o cunho de amizade franco-brasileira desta festa, acha-se presente o Ministro de Estado André Malraux, enviado do presidente da República Francesa, cujo nome legendário – General Charles De Gaulle – pronuncio com emoção, nesta véspera de metrópole que já se ergue sobre o Brasil de amanhã, em testemunho do dinamismo de nossa civilização ... É com grande emoção que, numa festa da França em nossa capital do porvir, me vali da oportunidade de fazer essas considerações, síntese do firme desejo de caminhar ombro a ombro com as Nações européias e com essa França perenemente jovem, porque se funde na antiguidade tal como os campos da Beauce, milenários e memorialmente cultivados, mas cujos trigais nos parecem sempre mais vigorosos e jovens”.

Discurso de Sr. André MALRAUX, Ministro francês das relações exteriores Brasília, 25 de agosto de 1959 “Senhor Presidente da República, Permita-me agradecer, inicialmente, as palavras que acabais de consagrar a meu país, ao General de Gaulle e a mim mesmo. Se o vínculo que une o Brasil à França precisasse de provas, não as haveria mais evidentes que a acolhida tão calorosa que me tributam desde ontem e a presença do presidente da República nesta cerimônia... No processo de seu desenvolvimento, muitas vezes as grandes nações encontram o seu símbolo e, indubitavelmente, Brasília é um símbolo desse gênero. Quase todas as grandes cidades se desenvolveram por si mesmas, em volta de um lugar privilegiado. Que hoje a História contemple conosco o despontar das primeiras edificações de uma cidade que surgiu unicamente pela vontade humana. Se renascer a velha paixão pelas inscrições nos monumentos, gravaremos sobre os que aqui vão nascer : « Audácia, energia, confiança ». Não se trata de vossa divisa oficial, mas talvez da que vos dará a posteridade... Concebeis a cidade como um imenso conjunto e, desde a origem, exigis que os edifícios nela exprimam determinada significação. Eis porque Lucio Costa assim concluiu : « A cidade não será apenas a sede do governo e da administração, mas também um dos maiores centros culturais do país». Esta Brasília sobre o seu gigantesco planalto é de certo modo a Acrópole sobre o seu rochedo... Salve, Capital intrépida, que recordas ao mundo estarem os teus monumentos a serviço do espírito”! 205


Apex Brasil

O

s investimentos estrangeiros em Brasília somaram mais de U$ 446 milhões nos setores de software e serviços de TI, serviços financeiros, alimentos, máquinas e equipamentos, comunicação, lazer e entretenimento e setor imobiliário entre os anos de 2003 a 2010. Embora ainda exista uma grande concentração de investimentos estrangeiros na região sudeste (Rio de Janeiro - 15%, Espírito Santo - 14,8%, Minas Gerais - 14,2% e São Paulo - 10%), o Distrito Federal representa 0,1% do destino dos projetos de investimento destinados ao país e pode trabalhar para aumentar essa participação. O presidente da Apex-Brasil, Alessandro Teixeira, acredita que nos próximos anos haverá um aumento dos investimentos estrangeiros no país, como já vem ocorrendo. O país vivencia uma combinação equilibrada de crescimento econômico estável e sustentabilidade socioambiental, que, junto a eficazes medidas para uma melhor distribuição da renda, gerou, nos últimos anos, um clima favorável para novas oportunidades de negócios. O fluxo de investimentos estrangeiros que ingressam no Brasil cresce em ritmo acelerado e espera-se 206

uma forte expansão da atividade econômica nos próximos anos. Estimativas de consultorias econômicas de todo o mundo demonstram que o Brasil passará para a quinta posição no ranking mundial das maiores economias do mundo na próxima década. Em seu esforço para internacionalizar as empresas nacionais, a Apex-Brasil investiu no aprimoramento do atendimento oferecido pelos Centros de Negócios, que estão estrategicamente localizados nos principais mercados globais. Estão instalados na Ásia (PequimChina), Oriente Médio (DubaiEmirados Árabes), América do Norte (Miami-EUA), América Central e Caribe (HavanaCuba), Europa (VarsóviaPolônia / Bruxelas-Bélgica) e no Leste Europeu (Moscou). E brevemente será aberto, ainda, um novo centro, na África (Luanda-Angola). Todos os nossos Centros de Negócios funcionam como plataformas destinadas a auxiliar o processo as empresas brasileiras no exterior, prospectar oportunidades de negócios e incrementar a participação nacional nos principais mercados, além de servir de referência para a atração de investimentos. Com serviços de inteligência comercial, branding, informações sobre compradores, além do apoio a eventos e rodadas de negócios, os CNs oferecem desde suporte comercial e legal para a abertura de empresas até estrutura física para exposição e negociação direta com o comprador. A Apex-Brasil apoia mais de 10 mil empresas brasileiras

de 79 setores da economia, todos de produtos e serviços de médio e alto valor agregado, que foram responsáveis, em 2009, por 16,82% do total exportado pelo Brasil para mais de 200 mercados. Esse trabalho é feito em parceria com entidades representativas da indústria, comércio e serviços no país, por meio dos Projetos Setoriais Integrados (PSIs), que executam ações de promoção comercial específicas para cada segmento envolvido. Contexto da Apex dentro da Capital Federal: a história da Apex-Brasil faz parte da história da Capital Federal, afinal a Agência cresceu com Brasília, cresceu com o Brasil. A Agência surgiu em 1997 como uma Gerência Especial do Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e, em 2003, passou a ser um Serviço Social Autônomo ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). A sede da Apex-Brasil está situada na capital do país. A Apex-Brasil está presente em dez estados brasileiros e diversos países, promovendo os produtos e serviços brasileiros, facilitando o acesso das empresas aos mercados e coordenando esforços para atrair investimentos para o país. A Apex-Brasil reúne cerca de 300 funcionários no Brasil e no exterior, que atuam no apoio a investidores estrangeiros, no suporte às ações de promoção de exportações de cerca de 10 mil empresas brasileiras de mais de 70 setores da economia e no acesso direto aos produtos e

serviços da Apex-Brasil. Os empresários de Brasília buscam desenvolvimento: Os empresários brasileiros, incluindo os brasilienses, estão cada vez mais conscientes da importância de melhorar a qualidade de seus produtos e de diversificar seus mercados consumidores. E, para colaborar com o desenvolvimento, a Agência fornece informações qualificadas sobre mercados e setores com o objetivo de aumentar a competitividade das empresas brasileiras no exterior. Essas informações podem ser oferecidas por meio dos mais de 300 estudos que focalizam mercados ou produtos e oferecem dados genéricos sobre países e seu intercâmbio comercial com o Brasil e também por meio de pesquisas detalhadas a respeito de hábitos de consumo, concorrência, canais de distribuição e potenciais compradores no mercado-alvo. Expectativas da Apex para os próximos 50 anos de Brasília: Espera-se que as exportações brasileiras alcancem os US$ 170 bilhões em 2010 e as expectativas para os próximos anos serão mais expressivas. A participação brasileira nas exportações mundiais, atualmente em 1,3%, pode subir para 1,6% nos próximos quatro anos. Se chegar a 2% na próxima década, será excepcional. E nos próximos 50 anos, a expectativa é que continuemos crescendo.


Chefes de Estado em Brasília

A

Divisão de Divulgação da Novacap recebia diariamente representantes de toda a imprensa estrangeira. E, diretamente ou por intermédio da Divisão cultural do Itamarati recebia também a divulgação feita no exterior. O mundo inteiro estava atento e seguia os passos deste fenômeno Geográfico-político-social que redundaria num adiantamento

decisivo para uma ocupação racional do Território, um incremento da produção, uma maior atenção a todo o povo. A “Tribune de Lausanne”, de Lausanne, em artigo assinado por J.L.R., com o título “Brasília, future capital du Brésil”, comenta as razões e a história de Brasília. “La Liberté”, de Berna estampa uma longa reportagem, sob o título: “La

future capital Du Brésil-Brasília”. “Jornal Du Jura, de Berna Pública: Brasília, La nouvelle capitale Du Brésil”. O Jornal “El mundo”, de Buenos Aires, escreve: “ Brasil está dando lecciones de audácia urbanística”. O “The Observer”, de Londres, traz artigo assinado por J. Halcro Ferguson, intitulado: “Brasilia, a Dream of a Capital Chefes de Estado em Brasília.No

decorrer de sua construção, Brasília recebeu a visita de sete Chefes de Governo, de países amigos, que tiveram a oportunidade de demonstrar, na nova capital, todo o carinho e afeição devotados ao Brasil, entre eles os Chefes de Governo de Portugal, Paraguai, Itália, Cuba, Indonésia, México e Estados Unidos.

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BrasĂ­lia aos 50 anos


Brasília Ontem e Hoje Praça do Cruzeiro

Palácio da Alvorada

Esplanada dos Ministérios

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Rodoviária

Ministérios

Eixinhos e Tesourinhas

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INVESTIMOS PENSANDO NO FUTURO. MAS O RESULTADO VOCÊ CONFERE DESDE AGORA. Os investimentos da Infraero na modernização dos aeroportos não param. Atualmente, são mais de R$ 5 bilhões em 13 aeroportos, preparando-os para o Mundial de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Uma transformação, mostrando que somos mais do que o País do Futebol.

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E

As Sete Maravilhas de Brasília

m 1987, ao completar 27 anos, Brasília passa a figurar ao lado de cidades milenares como Jerusalém e Cairo, na condição de Patrimônio Cultural da Humanidade. A iniciativa da escolha das Sete

Maravilhas de Brasília foi do Bureau Internacional de Capitais Culturais (IBOCC), com sede em Barcelona, Espanha. O objetivo é divulgar o patrimônio cultural de Brasília de forma lúdica e didática, estimulando

novas rotas turísticas que permitam aos visitantes conhecer a riqueza patrimonial da cidade. Os internautas escolheram durante o mês de junho de 2008 as sete maravilhas, em uma lista de 25 obras. Foram

contabilizados mais de 64 mil votos, enviados exclusivamente por correio eletrônico. Todos foram selecionados pela Superintendência de Brasília do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

6º 7º

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A

Catedral

Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida foi projetada por Oscar Niemeyer e Joaquim Cardozo, engenheiro responsável pelo cálculo estrutural. A pedra fundamental foi lançada em 12 de setembro de 1958. A estrutura foi concluída em 1960 e inaugurada em 31 de maio de 1970, já com os vidros

externos tranparentes. Possui 70 m² de diâmetro, de onde se elevam 16 colunas de concreto. O batistério tem em suas paredes lajotas de cerâmica, pintadas por Athos Bulcão. O altar foi doado pelo Papa Paulo VI. A cobertura é composta de um vitral com 16 peças em fibra de vidro em tons de azul, verde e marrom, inseridas entre os

pilares de concreto e pintadas por Marianne Peretti. Na entrada, num pilar pintado por Athos Bulcão, passagens da vida de Maria, mãe de Jesus. A Via Sacra é de Di Cavalcanti. Na praça de acesso ao templo encontram-se quatro esculturas de bronze, representando os evangelistas Mateus, Marcos, Lucas e João.

No interior, as esculturas de três anjos, suspensos por cabos de aço, criados por Alfredo Ceschiatti com a colaboração de Dante Croce. O campanário, composto por quatro sinos doados pela Espanha, completa o conjunto da obra.

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D

Congresso Nacional esde 1960 o Congresso Nacional passou a ter sede em Brasília. É projeto de Oscar Niemeyer seguindo o estilo da arquitetura brasileira moderna. Nas duas cúpulas se localizam os plenários: virada para baixo, o

250

Senado; virada para cima, a Câmara dos Deputados. Entre as cúpulas há duas torres que formam um H com 28 andares, que são os anexos I do Senado e da Câmara e abrigam atividades administrativas. O Congresso ocupa, também, outros

edifícios vizinhos, alguns deles interconectados por túneis. Situado no meio do Eixo Monumental, principal avenida de Brasília, constitui com o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal a Praça dos Três Poderes.

Desde 1987 o prédio está inserido no patrimônio da Unesco como peça urbanística do Plano Piloto de Brasília. Em 6 de dezembro de 2007 foi tombado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.


R

Palácio da Alvorada

esidência oficial do Presidente da República, à margem do Lago Paranoá. Projetado por Oscar Niemeyer, foi o primeiro monumento inaugurado em Brasília. Tornou-se, na década de 1950, ícone da arquitetura moderna brasileira, símbolo de

progresso cultural e técnico do Brasil. Juscelino recusou o primeiro projeto feito por Niemeyer por falta de monumentalidade e pediu ao arquiteto que refizesse os traços para “construir um palácio que daqui a cem anos ainda fosse admirado”. O nome Alvorada foi

dado por JK, ao ser questionado sobre o porquê, respondeu: “Que é Brasília, senão a alvorada de um novo dia para o Brasil?”. O formato de seus pilares externos deu origem ao símbolo e emblema da cidade, presente no brasão do Distrito Federal.

As colunas imortalizadas por Niemeyer apoiam-se no chão por um de seus vértices fazendo, aparentemente, desaparecer a ideia de peso, como que pousando o edifício no solo de Brasília.

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Palácio do Planalto

P

rojeto de Oscar Niemeyer, encontra-se na Praça dos Três Poderes. As obras de construção foram iniciadas em 10 de julho de 1958. Inaugurado em 21 de abril de 1960, dia da inauguração

260

de Brasília. O prédio tem quatro pavimentos, com 36 mil metros quadrados e quatro anexos. O Palácio do Planalto encanta pela beleza de suas colunas, assim definidas nas palavras do seu

arquiteto: “Leve como penas pousando no chão”. Os jardins foram planejados por Roberto Burle Marx. Várias carpas de origem japonesa enfeitam o espelho d’água. Na fachada posterior do palácio

está o heliponto, construído em 1990, com a finalidade de atender os deslocamentos aéreos de curta distância do presidente.


I

Templo da Boa Vontade

naugurado em 21 de outubro de 1989, segue a linha arquitetônica da cidade, mas se diferencia por ser a única pirâmide com sete lados, além de passar a sensação de que flutua sobre o solo.

O prédio todo em mármore branco traz, no topo, com 21 quilos o maior cristal já descoberto. O piso é todo em granito, com a forma de “espiral cósmica”,sendo usado pelos visitantes para

caminhadas de meditação. Sob o solo passa uma corrente de água que desemboca numa fonte dentro do templo. A forma piramidal do Templo da Boa Vontade, o veio d’água

subterrâneo que alimenta a fonte no centro da nave, além do imenso cristal em exposição permanente atraem místicos e espiritualistas de todas as partes do Mundo.

261


P

Santuário Dom Bosco

rojeto assinado por Carlos Alberto Naves e desenho urbanístico de Roberto Burle Marx, o Santuário Dom Bosco

262

foi inaugurado em 1980. Suas instalações ocupam 10 mil metros quadrados. No exterior, 80 colunas de 16 metros fecham-se em arcos

ogivais. No interior, o lustre de 3,5 metros de altura, com 74 mil peças de vidro de Murano, é obra do arquiteto Alvimar Moreira.

Os vitrais projetados por Cláudio Naves e fabricados pelo artista belga Van Doornes refletem 12 tonalidades de azul.


Ponte Juscelino Kubitschek

I

naugurada em 15 de dezembro de 2002, liga o Lago Sul, Paranoá e São Sebastião à parte central do Plano Piloto. Obra do arquiteto Alexandre Chan, foi considerada em 2002 como

a ponte mais bonita do Mundo e já acumula vários prêmios internacionais. A estrutura da ponte tem quatro apoios com pilares submersos no Lago Paranoá. Os três vãos de 240

metros são sustentados por três arcos assimétricos e localizados em planos diferentes, com cabos tensionados de aço colocados em forma cruzada. Seus arcos assimétricos

lembram o movimento de uma pedra quicando sobre a água. Sua beleza arquitetônica rendeu fotos em cartões postais. É, reconhecidamente, um dos pontos turísticos mais belos de Brasília.

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Brasília em Números

M

uito se fala nas belas paisagens de Brasília, no céu que é, esplendorosamente, lindo e, também, no verde que a cidade produz, mas o que vem ganhando destaque nos últimos tempos é a elevação do custo de vida dos brasilienses que subiu 3,94%. O Plano Piloto de Brasília possui a maior renda per capita do Brasil e o Distrito Federal ocupa a oitava posição na economia brasileira. A qualidade de vida da população de Brasília é composta dentro dos mais avançados padrões

de excelência. Com área de 5.802 km², a densidade demográfica da região, segundo dados do governo do DF, é de 354,3 habitantes por km², o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é 0,844 (escala de 0 a 1) e a taxa de analfabetismo é 4,35%. O Produto Interno Bruto (PIB) do DF é de R$ 99,9 bilhões, conforme dados do IBGE e da Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan), nas chamadas contas regionais do período de 2002 a 2007. Nessa pesquisa, foi constatado que a

administração pública permanece como a atividade mais relevante na economia do DF, representando 53,8% de toda a estrutura produtiva, e contribuindo com 22,8% na composição da taxa do valor adicionado bruto total. A atividade de serviços de informação registrou o maior crescimento acumulado no período: 48%, com média anual de 8,16%. Tal atividade inclui telecomunicações, consultoria de hardware, software, processamento de dados, atividades de banco de dados e

distribuição online, atividades cinematográficas, de rádio e de agências de notícias. Por ser sede política e administrativa da República, Brasília é dotada de infraestruturas básicas como segurança, assistência à saúde, escolas e transportes, em nível de eficiência encontrado em poucos locais do país. Possui um moderno aeroporto internacional 3ª cidade do país em movimento de tráfego aéreo - metrô, uma enorme frota de ônibus urbano e transporte rodoviário para todo o país.

Dados Gerais da Capital Região: Centro-Oeste Unidade Federativa: Distrito Federal Estados limítrofes: Goiás e Minas Gerais Área Territorial: 5.801,937 km² População: 2.606.885 milhões de habitantes RIDE (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno): 3.506.967 habitantes Densidade Demográfica: 441 habitantes/km² Altitude: entre 1000 e 1152 metros (média: 1100 m) Clima: Tropical de Altitude Vegetação: Cerrado IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 0,874 PIB: R$ 89,6 bilhões PIB per Capita: R$ 37,6 mil Aeroporto: Aeroporto Internacional de Brasília - Presidente Juscelino Kubitschek Residências: 750 mil domicílios Agências bancárias: 314 Agências Rede hoteleira: 27 mil leitos Estabelecimentos de saúde: 1,7 mil Transporte público: 6,6 mil ônibus Shoppings: Alameda Shopping, Brasília Shopping, Brasília Design Center, Boulevard Shopping, Casa Park, Conjunto Nacional, Iguatemi, Deck Brasil, Free Park, Jardim Botânico Shopping, Pátio Brasil, Pier 21, Liberty Mall, Taguatinga Shopping, Terraço e Venâncio 2000. Metrô: São 24 estações com 42,38 km de linhas em funcionamento, que ligam Brasília às de Ceilândia e Samambaia, passando pela Asa Sul, Guará, Águas Claras e Taguatinga. 268


energia Elétrica e Saneamento Básico

E

nergia elétrica em 1960: o suprimento provisório foi feito por meio de medidas emergenciais, como a aquisição de dois motores diesel-elétricos de 90 kVA cada; a construção de uma pequena usina hidráulica no Catetinho (para abastecer a primeira residência do Presidente no Planalto Central), e outras, em 1958, a de Saia Velha para energizar os escritórios, oficinas, serrarias, olaria, aeroporto e residências da Novacap e da Granja do Ipê . Outra usina começou a ser construída, a do Paranoá, mas que só ficaria pronta em 1962. Asa Sul e Eixo Monumental: 60% rede subterrânea, 70% das subestações, 50% das redes aéreas,

50% da parte construção civil das subestações dos edifícios públicos. Em 2008: 100% das casas tem energia elétrica. Saneamento básico em 1960: pronta primeira etapa para

abastecimento do Plano Piloto e a construção da Usina de Recalque e da linha adutora. Reservatório R1 e R2 para capacidade de 30 milhões de litros de água. Na Zona Sul, 140 km de água potável e 100

km de galerias. Esgotos sanitários, 38 Km em vários distritos. A CAESB encerrou o ano de 2005 atendendo a 2,12 milhões de pessoas com serviços de abastecimento de água e 1,99 milhão de pessoas com serviços de esgotamento sanitário, o que corresponde, respectivamente, a 98,87% e 92,69% da população regularmente instalada do Distrito Federal. Esses índices, aliados ao nível de tratamento de esgotos coletados, de 100%, fazem com que a CAESB continue sendo uma das companhias estaduais de saneamento básico de melhor performance do País.

269


População

B

rasília está em constante crescimento. E esse crescimento se aplica nas áreas sociais, populacionais, econômicas e tantas outras. Os principais motivos para esse crescimento são

as oportunidades e estabilidades oferecidas pelo serviço público. Se Brasília continuar nesse ritmo acelerado, em 2030 a população local chegará a 3.270.564 habitantes, segundo os Indicadores

o Distrito Federal (1991-2030), estudo realizado pela Codeplan e pelo IBGE. Os dados apresentados no estudo chamam a atenção para o

idosa, em razão do aumento da qualidade e expectativa de vida mudanças nas políticas públicas voltadas principalmente para esse segmento da população.

Indicadores Demográficos implícitos na Projeção Populacional - Distrito Federal - 1991/2030 Indicadores População Total % de Homens % de Mulheres Taxa de Crescimento da População Total (%)

1991

1995

1.621.458 48,0 52,0

2000

1.818.802 2.069.094 48,0 47,9 52,0 52,1

2005

2010

2.391.313 2.654.059 47,8 47,8 52,2 52,2

2015

2020

2025

2030

2.857.163 47,7 52,3

3.023.861 47,7 52,3

3.164.608 47,7 52,3

3.270.564 47,7 52,3

-

2,9

2,6

2,9

2,1

1,5

1,1

0,9

0,7

Razão de Sexo Razão de Sexo de 60 anos e mais

92,3 80,2

92,4 79,5

91,9 77,4

91,6 74,1

91,4 72,1

91,3 70,3

91,2 69,0

91,2 69,0

91,2 70,4

Proporção de < 5 anos na População Total (%)

11,2

10,7

9,9

9,1

8,4

7,7

7,2

6,7

6,3

Participação dos Grandes Grupos Etários (%) 0 a 14 15 a 64 65 anos e mais

34,1 63,5 4,0

31,4 65,7 4,5

29,0 67,6 5,4

27,3 68,6 6,3

27,2 68,7 6,5

23,7 70,5 8,9

22,1 70,9 10,4

20,7 71,0 8,3

19,6 70,4 14,8

-

0,8 3,8 7,5

1,0 3,2 6,1

1,7 3,2 6,8

0,7 2,4 5,4

0,0 1,7 5,2

-0,3 1,3 5,1

-0,4 0,9 4,4

-0,5 0,5 4,5

Razão de Dependência (%) Total Jovens Idosos

57,5 53,7 3,8

52,2 47,9 4,4

48,0 43,0 5,0

45,8 39,9 6,0

43,5 36,6 6,9

41,8 33,6 8,2

41,0 31,1 9,9

40,9 29,1 11,7

42,0 27,8 14,2

Idade Média da População Idade Mediana da População

24,3 22,3

25,3 23,4

26,7 25,0

28,0 26,6

29,5 28,3

31,0 30,0

32,5 31,5

33,9 33,4

35,3 34,7

7,1

9,2

11,7

15,0

18,9

24,4

31,8

40,2

51,1

Taxa de Crescimento dos Grandes Grupos Etários (%) 0 a 14 15 a 64 65 anos e mais

Índice de Envelhecimento

Fontes: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística CODEPLAN - Companhia de Planejamento do Distrito Federal

270


N

Educação aos filhos de funcionários e às crianças dos operários e do Núcleo Bandeirante. Em 1957, Brasília contava com 150 alunos, 1 escola e 5 professores; em 1958, 626 alunos, 2 escolas, 1 jardim de infância e 18 professores; já em 1960, o ensino de Brasília estava sob a direção da

o início da Capital, o ensino público primário foi organizado e mantido pela Novacap, sob a direção do Dr. Ernesto Silva. Em setembro de 1957 inaugurou-se a primeira escola primária, Grupo Escolar Júlia Kubitschek, para servir

Instituto Educacional de Brasília, Escola Paroquial N. S. de Fátima, Escola Metodista, Escola Evangélica de Brasília, Escola Evangélica Simonton e o ensino médio com o Ginásio Dom Bosco e o Ginásio Brasília, pertencente aos Padres Lassalistas.

Caseb, com mais de 5.000 alunos e 200 professores. O ensino médio público em Brasília limitou-se na instalação da Escola Profissional de Taguatinga.O ensino médio primário particular começou a funcionar com as seguintes escolas: Escolas das Irmãs Dominicanas,

População Residente, por Escolaridade, segundo as Regiões Administrativas - Distrito Federal - 2004 Distrito Federal e Regiões Administrativas Distrito Federal

Escolaridade Total

2.096.534

Analfabeto

Saber ler e escrever

54,427

0.029

Alfabetização de adultos 4,422

Préescolar 81,091

1º Grau incompleto 634,026

1º Grau completo

2º Grau incompleto

2º Grau completo

Superior incompleto

Superior completo

194,745

150,093

474,649

124,325

176,726

Mestrado

Doutorado

Menor de 7 anos fora da escola

14,059

4,669

154,944

Brasília

198,906

1,052

0,001

309

5,297

24,195

9,128

7,534

59,317

26,894

49,547

6,248

2,623

5,682

Gama

112,019

3,842

2,902

249

4,505

33,774

10,917

9,397

28,247

5,334

5,583

11

83

7,075

Taguatinga

223,452

3,566

2,314

299

7,187

56,522

21,561

16,661

64,112

19,356

21,752

789

82

12,251

Brazlândia

48,958

2,742

576

169

2,709

18,859

5,349

3,555

9,175

1,185

779

34

-

3,826

Sobradinho

0,061

1,138

778

120

2,874

13,563

7,396

3,533

17,276

0,005

0,005

569

120

3,683

Planaltina

141,097

5,519

0,002

418

3,714

0,058

16,424

11,037

22,858

2,589

2,406

52

52

16,058

Paranoá

0,040

1,791

974

79

0,002

16,616

3,529

3,265

5,582

658

1,396

-

-

0,004

Núcleo Bandeirante

22,688

194

433

43

952

4,715

2,098

1,384

7,116

2,271

2,444

43

-

995

Ceilândia

332,455

10,852

6,177

1,344

16,387

113,432

33,191

0,027

76,656

14,307

6,209

192

64

27,014

Guará

112,989

1,346

852

137

4,232

23,219

10,524

6,897

0,034

10,689

15,168

467

137

4,891

Cruzeiro

40,934

335

251

84

1,674

8,259

3,711

2,539

12,361

4,409

5,581

223

56

1,451

Samambaia

147,907

0,0006

2,503

218

6,149

56,322

17,169

0,014

28,352

3,183

1,442

82

27

0,013

Santa Maria

89,721

2,899

1,072

145

0,003

0,035

9,853

8,984

20,083

1,623

1,333

-

-

6,231

São Sebastião

69,469

1,683

1,431

250

3,541

28,582

6,475

4,328

12,842

715

2,003

215

107

7,297

Recanto das Emas

102,271

3,166

1,326

181

3,677

46,207

10,459

8,741

13,835

1,628

633

-

-

12,418

Lago Sul

24,406

107

178

53

624

2,565

1,015

1,033

2,815

3,367

10,119

1,265

624

641

Riacho Fundo 26,093

588

253

21

1,326

8,291

2,883

0,002

6,208

1,557

1,073

63

-

0,002

Lago Norte

0,023

174

105

-

525

2,696

1,068

770

2,993

4,533

8,892

543

228

473

Candangolân0,014 dia

559

190

24

605

3,798

1,234

961

4,094

700

617

-

-

878

Águas Claras

43,623

725

474

28

2,399

12,272

3,542

2,761

9,009

2,957

6,192

502

84

2,678

Riacho Fundo 17,386 II

568

105

30

643

6,787

2,198

1,674

3,408

239

164

-

-

0,002

Sudoeste/Octogonal

46,829

114

142

-

2,185

3,775

0,002

1,703

6,868

6,443

18,675

0,002

255

2,639

Varjão

5,945

190

87

23

116

2,828

591

504

875

35

35

-

-

661

Parkway

19,252

191

285

-

698

3,869

1,348

999

3,505

0,002

5,519

111

127

840

Estrutural

14,497

587

438

43

576

7,409

1,313

790

918

32

-

-

-

2,391

Sobradinho II

71,805

1,848

2,631

21,891

6,243

6,495

19,204

Itapoã

46,252

532 2,321

84 1,042

71

1,445

0,024

3,766

2,368

0,003

2,687

4,003 24

280 71

-

5,907 -

Fonte: SEPLAN/CODEPLAN - Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios - PDAD

271

8,644


272


273


Economia, Valores de Ontem e Hoje

B

rasília é a quarta cidade brasileira em população, possui a maior renda per capta do país (mais que o dobro da média nacional) tem, ainda, o mais alto índice de Desenvolvimento Humano (0,854) maior que a média nacional. Mais de 90% da população tem água potável, o acesso à rede de esgoto chega a 94% da população. A capital tem 120 m² de área verde por habitante e um dos maiores índices de escolaridade.

Mas quanto custou chegar a estes valores invejáveis? Brasília é a única cidade do mundo cuja a construção pode ser apurada sob todos os aspectos. A subcomissão de contadores formada pelos senhores Orlando Travancas, Hugo Brasil Cantanhedo e Newton dos Santos Pinto apurou que a Caixa Econômica Federal do Rio de Janeiro investiu em Brasília, até 23 de março de 1961, em obras concluídas, a importância de Cr$ 801.043.591

(Oitocentos e um milhões, quarenta e três mil, quinhentos e noventa e um cruzeiros). Já a Caixa Econômica Federal de São Paulo investiu a importância de Cr$ 243.745.570,10 (Duzentos e quarenta e três milhões, setecentos e quarenta e cinco mil quinhentos e setenta cruzeiros e dez centavos) contabilizados até o dia 28 de fevereiro de 1961. A análise demonstrativa de conta de edifícios públicos,

Cr$ 9.723.845.961,90, mostra que a construção mais cara de Brasília foi o Palácio do Congresso (Cr$ 2.170.433.811,40) seguida pelo Palácio do Planalto (Cr$ 1.004.790.049,40). A Subcomissão de contadores apresentou o relatório das despesas com a construção de Brasília no dia 31 de dezembro de 1961 e o valor totalizou Cr$ 81.805.827.191,00.

Renda Domiciliar e Per capita Mensal e Coeficiente de Gini - Distrito Federal 2004 Regiões Administrativas

Renda domiciliar mensal

Renda percapita mensal

em salários mínimos

em salários mínimos

Coeficiente de Gini

I

Brasília

19,3

6,8

0,443

II

Gama

6,0

1,6

0,466

III

Taguatinga

9,6

2,5

0,467

IV

Brazlândia

3,4

0,8

0,503

V

Sobradinho

9,2

2,4

0,510

VI

Planaltina

3,2

0,8

0,490

VII

Paranoá

5,2

1,2

0,515

VIII

Núcleo Bandeirante

8,3

2,4

0,488

IX

Ceilândia

4,7

1,2

0,493

X

Guará

12,3

3,3

0,448

XI

Cruzeiro

12,1

3,1

0,452

XII

Samambaia

4,0

1,0

0,439

XIII

Santa Maria

3,7

0,9

0,442

XIV

São Sebastião

5,2

1,4

0,535

XV

Recanto das Emas

3,9

0,9

0,502

XVI

Lago Sul

43,4

10,8

0,437

XVII

Riacho Fundo

5,9

1,5

0,465

XVIII

Lago Norte

34,3

7,8

0,430

XIX

Candangolândia

8,3

2,2

0,492

XX

Águas Claras

12,4

3,3

0,533

XXI

Riacho Fundo II

3,3

0,9

0,426

XXII

Sudoeste/Octogonal

24,1

8,6

0,392

XXIII

Varjão

2,8

0,8

0,407

XXIV

Park Way

19,6

4,9

0,578

XXV

SCIA (Estrutural)

1,9

0,4

0,376

XXVI

Sobradinho II

6,5

1,7

0,523

XXVII

Itapoã

1,6 9,0

0,4 1,7

0,404 0,523

DISTRITO FEDERAL

Fontes: IBGE 2006, 2007 e 2008 / Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios / PNAD 2008 / PNVD 2005

274


Saúde

E

m 1960 a saúde de Brasília estava constituída de: um hospital de base, 11 hospitais distritais, cada um atendendo a uma população de 45 a 50.000 habitantes, hospitais rurais e hospitais satélites. Em 2010 a Região Administrativa de Brasília possui diversos hospitais públicos, como

POPULAÇÃO PRINCIPAIS DADOS

o Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), Rede Sarah de Hospitais de Reabilitação, Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), pertencentes ao Governo do Distrito Federal, além do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de

atende a outros estados, em média 21.953 atendimentos mensais no 1° trimestre de 2009. Na rede pública, o total de médicos em março de 2010 era de 4.313 efetivos e 26 temporários. Veja no gráfico abaixo relatório estatístico da SES-DF em 2007.

Brasília (UnB). Nas outras regiões administrativas também existem vários hospitais e regionais de apoio. Brasília tem um dos maiores projetos de informatização do sistema de saúde no Brasil, algo que colabora com a melhoria da assistência realizada aos pacientes. O Distrito Federal também

1.927.940

1.987.145

2.051.146

2.101.818

2.145.839

2.189.789

2.233.615

Nº Hospitais

13

13

13

13

15

15

15

15

15

15

Nº Centros de Saúde

58

59

63

61

61

61

61

61

59

62

Nº Postos de Saúde

27

24

29

30

30

31

33

37

42

41

Policlínica

-

-

-

-

-

-

-

-

1

1

Nº Unidades Mistas

-

-

-

3

3

3

3

3

3

3

Nº CAPS

-

-

-

-

-

-

-

1

3

4

Nº Equipes do PSF

-

-

-

-

-

-

-

63

76

73

2.471

2.427

2.706

2.780

2.683

2.860

3.751

3.911

3.980

3.886

840

1.002

1.081

1.144

1.165

1.142

1.140

1.218

1.236

1.264

Nº Leitos Operacionais (1) Nº Consultórios Operacionais Consultas

2.277.258

2.383.614 2.434.033

4.185.681

4.489.327

4.721.639

5.449.498

5.839.119

5.672.321

6.177.762

6.395.232

6.357.129

6.794.072

Internações

109,033

10.612

111.934

113.684

110.185

108.737

122.747

117.624

119.456

113.200

Altas

105.685

107.677

107.310

109.154

106.693

105.281

118.622

113.840

116.011

109.490

2.480

2.536

2.482

2.798

2.764

2.522

2.989

2.880

2.786

2.435

Cirurgias

34.558

34.036

33.803

36.309

32.241

32.730

36.056

33.108

32.798

36.335

Partos

46.936

47.804

46.363

45.330

44.360

44.207

43.501

43.435

42.568

40.983

Óbitos Hospitalares

Nascimentos

47.429

48.352

47.138

45.948

44.998

44.621

43.926

43.812

42.962

41.360

Pacientes-Dia

769.732

794.268

786.370

773.034

748.137

719.638

794.429

782.563

786.413

783.568

Leitos-Dia

917.638

954.442

948.521

976.251

980.835

996.274

1.061.455

1.079.619

1.109.441

1.093.776

Exames Patologia Clínica

4.202.136

4.558.388

5.127.453

6.001.658

6.632.489

6.748.814

8.343.061

8.351.254

8.298.264

8.528.576

Radiológicos

755.490

803.839

860.747

879.804

869.193

899.653

1.014.036

1.060.953

1.090.917

1.039.304

Hemot., Hemato. e Imunológicos

513.473

483.470

469.979

404+870

372.216

367.625

387.401

403.693

416.822

312.561

Anátomo-Patológicos

160.398

146.189

154.934

173.465

151.532

158.438

153.693

192.852

196.740

180.347

Fonte: Relatórios Estatísticos Mensais das Regionais de Saúde. Obs.: Nos totais de consultas realizadas, estão inclusas 235.715 consultas do PSF no ano de 2005, 170.416 em 2006 e 303.165 em 2007. A partir de 21/09/2006 o Centro de Saúde nº 08 do Gama foi transformado em Policlínica e a partir de novembro de 2007 a Policlínica passou a funcionar em novo prédio. (1) A partir de 2004 foram incluídos os Leitos de Internação na Emergência.

275


276


277


278


279


A Segurança Pública do Distrito Federal

O

órgão desenvolve projetos e programas voltados para a juventude de forma preventiva, por meio do desenvolvimento de ações esportivas, de qualificação profissional. A Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP/DF) do Governo do Distrito Federal (GDF) tem desenvolvido durante os anos o compromisso de dirigir os órgãos de Segurança Pública para atividades policiais primordialmente preventivas e de participação comunitária, visando a proteção social e a melhoria da qualidade de vida da população pela efetivação de um verdadeiro estado de segurança. A estrutura da SSP/DF tem origem em outubro de 1979, que a 280

designou como órgão coordenador do Sistema de Segurança Pública, composto pela Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militares e Departamento de Trânsito e demais segmentos que foram criados ao longo dos anos seguintes. Em face à necessidade de adequação das atividades de Segurança Pública, o GDF reestruturou a Secretaria em 2002. O órgão adotou a atual denominação de Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, um ato distintamente de valorização da proteção do cidadão e da comunidade. A secretaria tem desenvolvido vários projetos em prol da cidade, um deles é o forte monitoramento com câmeras para a prevenção

e a redução da criminalidade.O projeto já tem três anos de atuação e tem colaborado para a diminuição da criminalidade. Já são 35 câmeras espalhadas pela região; nove no centro de Brasília. Bombeiros e policiais militares acompanham as imagens em um telão, que fica no novo Ciade, a Central Integrada de Atendimento e Despacho. A intenção é ter câmera em locais com grande aglomeração onde há mais registros de ocorrências policiais. O objetivo é ter 900 em todo o DF, o que significa uma câmera para cada 4.500 habitantes, com investimento projetado de quase R$ 21 milhões para a instalação é necessário. Outro destaque é integração com a juventude brasiliense por meio de programas

educacionais. Um exemplo é o Picasso Não Pichava. Ele foi criado em 1999 e já atendeu 20 mil alunos em suas unidades e em palestras realizadas em diversas instituições do Distrito Federal, como escolas públicas e particulares, shoppings, Ministério Público, entre outros. Há, também, o Esporte a Meia Noite que combate, de forma preventiva, a criminalidade juvenil, por meio do desenvolvimento de ações esportivas, de qualificação profissional e de lazer, destinadas à expressão de seus valores culturais e voltadas à construção de sua cidadania. E, também, propicia a maior integração dos jovens em suas famílias por meio de informação e participação dos pais e responsáveis nas atividades do projeto; promover a interação do sistema de segurança pública com as comunidades beneficiadas pelo projeto, desenvolver atividades esportivas, culturais e educativas para adolescentes, no período noturno, com o objetivo de diminuir a criminalidade juvenil. Demais programas: Companhia de Teatro Pátria Amada: Companhia de Teatro Pátria Amada existe desde 1994. Desde sua criação até o mês de março de 2004, esteve subordinada à Polícia Militar do Distrito Federal. Em abril de 2004 a Companhia passou a fazer parte da estrutura da Secretaria de Segurança. Em todo o seu tempo de existência o grupo não pôde contar com estrutura que pudesse dar autonomia de funcionamento, estando sempre dependente de


outras instituições para a execução de suas atividades. Programa Segurança Comunitária: o Governo do Distrito Federal decidiu implantar uma nova forma de gestão do sistema de segurança pública e defesa social oferecendo à população mais efetiva na discussão das questões afetadas à segurança do cidadão. Tal modelo de segurança comunitária é inovador no Brasil, sendo inspirado nos mesmos

princípios da Polícia Comunitária, já praticada com sucesso em outros estados brasileiros e mesmo em vários países, como maneira eficaz de discussão e resolução de seus problemas, visando principalmente promover, de forma planejada, o contato mais aproximado dos policiais militares, policiais civis, bombeiros militares e agentes de trânsito – todos Agentes de Segurança Comunitária – entre si e com os

demais órgãos governamentais, autoridades e demais cidadãos em suas respectivas comunidades, proporcionando mais segurança para todos. Conselhos Comunitários de Segurança: são entidades comunitárias privadas de cooperação voluntária com a política de segurança pública e defesa social do Distrito Federal, constituídas por pessoas de uma mesma comunidade que se

reúnem com autoridades públicas para discutir, analisar, planejar, avaliar e acompanhar a solução de seus problemas de proteção social, assim como para estreitar laços de entendimento e cooperação entre as várias lideranças locais. Constituem canal privilegiado para o direcionamento dessas ações, mediante parceria do governo com a comunidade na consecução do objetivo comum que é o bem estar de todos.

281


N

Cultura

em só de monumentos vive a Capital Federal, ela é, também, conhecida por sua arte. Um exemplo é o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (FBCB). O evento é promovido pelo Governo local, existe desde 1965 e é dedicado exclusivamente ao cinema brasileiro. O DF tem quatro centros culturais. Um deles é a Caixa Cultural, que é um programa da Caixa Econômica Federal e funciona como centro cultural em várias capitais do Brasil. A primeira

Caixa Cultural foi instalada em Brasília, em 1980. Há, também, o Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB) que foi inaugurado em 12 de outubro de 2000, e projetado por Oscar Niemeyer para abrigar a área de educação do BB. Outro espaço da cultura é o Centro de Convenções Ulysses Guimarães (CCUG), que foi projetado pelo arquiteto Sérgio Bernardes, reformado, ampliado e reinaugurado em 2005. Possui 54 mil m² de área construída com possibilidade de montagem

Tricampeão mundial de Fórmula-1 (1981, 1983 e 1987), o piloto Nelson Piquet nasceu no Rio de Janeiro, mas viveu a maior parte de sua infância e juventude na capital Brasília. Piquet é filho do ex-ministro da Saúde de João Goulart.

282

de 11.400 m² de exposição. Fica próximo à rede hoteleira, a quinze minutos do Aeroporto Internacional de Brasília. É referência na realização de eventos, palestras, feiras, shows ou congressos. O mais novo é o Complexo Cultural da República João Herculino. É uma edificação destinada a promover eventos culturais. Está situado na Esplanada dos Ministérios, na cidade de Brasília, Distrito Federal. É o maior centro cultural do Brasil. Foi inaugurado

no dia 15 de dezembro de 2006, dia do aniversário do seu projetista, Oscar Niemeyer. O complexo conta com o Museu Nacional Honestino Guimarães e a Biblioteca Nacional Leonel de Moura Brizola. O espaço possui 91,8 mil m². Brasília é celeiro de personalidades conhecidas nacional e internacionalmente, como os jogadores da seleção brasileira Kaká, Lúcio e o atacante Amoroso, além de artistas e bandas. Saiba quem são alguns dos ilustres surgidos da Capital Federal.

O meio-atacante de futebol Kaká nasceu em 1982 na cidade do Gama - DF, e ainda pequeno se mudou para São Paulo, onde foi criado.


A banda Capital Inicial nasceu a partir da cisão da banda Aborto Elétrico, que também originou a Legião Urbana, e permanece até hoje em atividade.

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Agricultura

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rasília desenvolve programa de agroecologia visando promover a produção de alimentos em sistemas de base ecológica e contempla ações voltadas a contribuir para a segurança e soberania alimentar, a equidade, a justiça e a cidadania. Com o objetivo de abranger uma agricultura, que seja socialmente justa, economicamente viável e ecologicamente sustentável, o Governo do Distrito Federal criou o Programa de Agricultura Orgânica, executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF). A ação criada em 1999 foi ampliada focando o desenvolvimento da Agroecologia. Na Capital há 550 agricultores em processo de transição agroecológica, ou seja, estão alterando o seu modo de produção convencional introduzindo técnicas de base ecológica em sua produção e 170 produtores orgânicos, ou seja, produtores que estão em conformidade com a legislação e possuem certificação orgânica. O trabalho com agroecologia promove a produção de alimentos em sistemas de base ecológica e contempla ações voltadas a contribuir para a segurança e soberania alimentar, a equidade, a justiça e a cidadania. Estão incluídas no programa ações de capacitação em agroecologia e transição agroecológica dos agricultores que praticam agricultura em moldes convencionais, promovendo a implantação, a transição ou a manutenção dos sistemas agroecológicos que evitam 284

a utilização de agroquímicos e têm baixa dependência de insumos externos. O desenvolvimento dos sistemas de produção orgânicos, começando pelos quintais agroecológicos, passando por diversos modelos, como: biodinâmico, natural, biológico e chegando até os mais complexos, como os sistemas agroflorestais, permaculturais, plantio e aproveitamento das espécies do cerrado fazem parte das ações do programa de desenvolvimento da Agroecologia. A produção agroecológica propicia várias melhorias sociais e econômicas no campo, como a inserção

das mulheres em trabalhos de produção e mercados alternativos diferenciados, a formação de grupos associativos e cooperativos de produção e comercialização, que permitem maior empoderamento por parte dos agricultores. Outra característica é o aumento da necessidade de mão-de-obra dos sistemas agroecológicos, com isso obtém-se impacto direto na geração de mais postos de trabalho. A agropecuária orgânica também merece destaque especial no trabalho de desenvolvimento da agroecologia, visto que essa proposta tem sido construída essencialmente dentro dos

princípios e conceitos da ciência agroecológica, ou seja, enfocando não somente a dimensão tecnológica e econômica, como também questões ambientais, sociais, culturais, políticas, de organização e empoderamento do setor rural. A produção orgânica está em franco crescimento no Distrito Federal, no Brasil e no mundo. De acordo com informações da Emater-DF, é crescente o interesse da população por esses alimentos e seu mercado cresce na ordem de 40% ao ano no DF, onde aproximadamente 120 mil pessoas consomem esse tipo de alimento.


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Meio Ambiente

o Distrito Federal são mais de 233 espécies de orquídeas e mais de 270 espécies de gramíneas. E ainda um promissor potencial econômico com espécies forrageiras, medicinais, alimentícias, entre outros. Com o solo de savana tropical, deficiente em nutrientes e rico em ferro e alumínio, o cerrado de Brasília abriga plantas de aparência seca, entre arbustos esparsos e gramíneas. Segundo o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a composição florística dos diferentes tipos de vegetação do Cerrado é apenas parcialmente conhecida; são cerca de 2.000 espécies de plantas nativas e um número bem maior de herbáceas. Muitas das espécies vegetais que ocorrem na área do Distrito Federal são vicariantes,

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ou seja, ocorrem em mais de uma fitofisionomia, tais como: pombeiro, aroeira, buriti, peroba, carvoeiro, virola, marmelada, copaíba, canela, faveiro, pequi, mutamba, embiruçu e várias outras. A fauna também é rica e diversificada. Cerca de 10% a 15% dos vertebrados terrestres que vivem na região do Cerrado são restritos a esse bioma, isto é, são endêmicos. Calcula-se que o número de espécies endêmicas deve ultrapassar a 15.000. No DF, destacam-se o sagui-estrela, bugiopreto, codorna-mineira, inhambucarapé,tangará-de-crista-vermelha, papagaio-acurau e o beija-flor-dorabo-branco. Já foram registrados mais de 430 espécies de aves e cerca de 150 espécies de peixes. Os insetos são numerosos. Existe no Distrito Federal

um reduzido número de espécies com um alto grau de endemismo, tais como o roedor Juscelinomys candango; uma espécie de pássaro, o Scytalopus novacapitalis; uma espécie de peixe, o Cynolebias boitonei (pirá-brasilia), e uma espécie de cobra, a Bothrops moojeni (jararaca) e, ainda, espécies de veado-campeiro, veado-mateiro e veado-virá, que são animais muito visados por caçadores, sendo que sua sobrevivência depende de uma proteção ambiental mais efetiva. Localizada acima de mil metros acima do nível do mar (cota do Lago Paranoá), no coração da América do Sul, Brasília está em um platô de onde nascem as águas que formam todas as grandes bacias hidrográficas brasileiras, exceto a amazônica. Da Estação Ecológica de Águas Emendadas,

no DF nascem as águas que correm tanto para o norte (bacia do Tocantins) quanto para o sul (bacia do Prata). Ali perto, nas nascentes do rio Preto, nascem as águas que formarão a bacia do rio São Francisco, que corre para leste e nordeste, até cair no Atlântico. Sem praias, o Distrito Federal dispõe de cachoeiras, córregos, rios, lagos e lagoas. Em sua volta há cidades históricas, refúgios naturais, reservas, monumentos naturais e, principalmente, as formações do cerrado, o tipo de vegetação que recobre todo o centro-oeste brasileiro. Brasília tem vários parques, dentre eles o Sarah Kubitschek e os futuros Parque Burle Marx, que fica ao lado do estádio (menos de 2 km); e Parque das Aves, que fica entre o Aeroporto e o Mané Garrincha.


A

Esporte

Capital tem atletas consagrados em várias modalidades esportivas. A cidade oferece, ainda, uma extensa área verde para os amantes da vida saudável. O Distrito Federal tem se revelado um verdadeiro celeiro de atletas. Um exemplo é o jogador de futebol Lucimar da Silva Ferreira (Lúcio) que é campeão da Copa do Mundo de 2002 e da Copa das Confederações de 2009. Há, também, Ricardo Izecson dos Santos Leite, mais conhecido como Kaká, que já foi eleito como o melhor jogador do mundo e, também, o atacante Amoroso, que acumulou passagens em vários clubes do Brasil e do exterior. A lista de vitoriosos brasilienses

é extensa e podemos destacar alguns, como o campeão olímpico dos 800 metros nas Olimpíadas de Los Angeles de 1984 e medalha de prata na mesma prova nos Jogos Olímpicos de Seul de 1988, Joaquim Cruz. O medalhista de ouro no Pan de 2003 nos 1.500 metros e 5.000 metros e bicampeão nos 1.500 metros no Pan de 2007, Hudson de Souza; o bicampeão da São Silvestre e da Maratona de Nova York, Marílson Gomes, nasceu em Brasília em agosto de 1977, e a atleta Carmem de Oliveira que foi a primeira brasileira a vencer a São Silvestre em 1985. Um esporte em plena ascensão no DF é o basquete. O time de Brasília foi campeão/2010

da edição do Novo Basquete Brasil (NBB) conseguindo superar times mais estruturados e conhecidos nacionalmente. O vôlei não fica atrás, a brasiliense Paula Pequeno foi eleita a melhor jogadora de vôlei feminino do mundo (2005 e 2008). Há também os amantes do remo, windsurf, rappel, asa delta, ultra leve, e running, que ganham novos adeptos a cada dia. Há os atletas de fim de semana que aproveitam os 42 hectares do Parque Sarah Kubitschek ou simplesmente Parque da Cidade para praticar seus esportes. A pista do parque é dividida em duas faixas: a ciclovia, destinada aos que preferem pedalar, e para pedestre, reservada aos praticantes

de caminhada e corrida. Os amantes do skate e dos patins também têm espaço garantido nos 14 estacionamentos, onde jamais faltam vagas para quem chega de automóvel. A emoção de pilotar com toda segurança um dos protótipos de mini-carros está no kartódromo, de raias devidamente sinalizadas em todas as curvas e retas. No Parque Sarah Kubitschek estão espalhados campos de futebol, vôlei, tênis e outros esportes, bem como aparelhos para musculação e, ainda, uma escola de equitação e posto médico. A tranquilidade do ambiente reserva ainda um lugar para a meditação de taichi-chuan no jardim gramado e rodeado por bambuzais.

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Um Lago de Opções

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Lago Paranoá está se tornando um dos pontos mais frequentados para a prática de esportes do Distrito Federal. A prova disso é que Brasília tem mais de 10.000 embarcações registradas na Delegacia Fluvial do Distrito Federal, o que a confere o título da terceira maior frota de embarcações do país, atrás do Rio de Janeiro e

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de São Paulo, estados com uma ampla costa oceânica. O Lago complementa a beleza de Brasília. Ele foi inaugurado em 12 de setembro de 1959, data de aniversário do então presidente Juscelino Kubitschek. Ao todo ele possui 40 km2 de extensão, 80 km de perímetro, 48 metros de profundidade máxima e 5 km de

largura. Sua represa foi formada a partir da bacia do Rio Paranoá, por águas do Riacho Fundo, Ribeirão do Gama, Córrego da Cabeça do Veado, Ribeirão do Torto e Córrego Bananal. Considerado como o maior patrimônio ambiental da cidade, o Lago está localizado na cota de mil metros acima do nível do

mar, e suas águas somam um total de 498 bilhões de metros cúbicos. Sua paisagem é mudada, nos fins de semana, por lanchas, jet skis e barcos, além de esportistas praticando remo, vela, fazendo curso de mergulho, kitesurf windsurf e wakeboard.


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A Capital do Turismo Cívico

om sua diversidade de atrativos, em sua maioria, culturais e cívicos, Brasília desponta no cenário turístico brasileiro. As Férias na Capital Federal podem ser mais atraentes do que se pensa. Os brasileiros têm recorrido a Brasília pelo seu turismo cívico singular. A cidade possui monumentos significativos da história e isso faz com que os visitantes apreciem esses bens públicos. A Praça dos Três Poderes, por exemplo, é um amplo espaço cívico e arquitetônico que integra os Três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário): do lado sul, o Supremo Tribunal Federal, sede do Poder Judiciário; ao centro o Congresso Nacional, sede do Poder Legislativo; e do lado norte, o Palácio do Planalto, sede do Poder Executivo. O grande diferencial desses monumentos e de outros espaços de Brasília é a integração da arte à arquitetura que

abriga o poder cívico. Brasília cívica e arquitetônica é o resultado do gesto ousado do fundador, o então presidente Juscelino Kubitschek aliado ao projeto urbanístico de Lucio Costa e dos monumentos de autoria de Oscar Niemeyer. A ação empreendedora do engenheiro Israel Pinheiro reuniu técnicos de diferentes formações e envolveu grande parte da população, brasileiros que migraram de vários estados do país. Pontos Turísticos: Aeroporto Internacional; Espaço Lucio Costa; Esplanada dos Ministérios; Memorial JK; Palácio da Alvorada; Palácio da Justiça; Palácio do Buriti; Palácio do Itamaraty; Palácio do Planalto; Panteão da Pátria Tancredo Neves; Praça dos Três Poderes; Supremo Tribunal Federal; Torre de TV; Universidade de Brasília Museus: Catetinho; Memorial JK; Museu da CEF; Museu da Imprensa Nacional;

Museu de Armas do DF; Museu de Arte Moderna de Brasília; Museu de Valores do Banco Central; Museu Histórico de Brasília; Museu Histórico de Planaltina; Museu Postal e Telegráfico da ECT; Museu Vivo da Memória Candanga. Ecoturismo: Cachoeira de Saia Velha; Chapada dos Veadeiros; Cristalina; Lagoa Bonita Lagoa Formosa; Linda Serra dos Topázios; Mumunhas; Pipiripau; Pirenópolis; Poço Azul; Salto do Corumbá; Salto do Itiquira; Salto do Tororó; São Domingos. Religião: Catedral; Catedral Militar; Cidade da Paz; Cidade Eclética; Ermida Dom Bosco; Igreja Messiânica; Igrejinha; Mesquita; Oratório do Soldado; Santuário Dom Bosco; Seicho-no-iê; Templo Budista;Templo da Boa Vontade (LBV); Vale do Amanhecer Turismo Rural: Belas paisagens, muito verde, animais, descanso e diversão, além da gastronomia

diversificada. Tudo isso e muito mais poderá ser encontrado pelo turista que optar pelo roteiro rural. O intuito é resgatar as raízes do Brasil e mostrar a riqueza que existe na diversidade cultural, mostrar para o brasiliense que os paraísos ecológicos podem estar mais perto do que se imagina. Por exemplo, no Poço Azul, próximo ao Lago Oeste, o turista encontra águas límpidas e azuladas, cascatas, corredeiras, cachoeiras e uma caverna inundada pelas águas. Nas proximidades desses locais existe uma enorme diversidade de propriedades rurais, onde, além de trilhas bucólicas, é possível praticar esportes radicais. Boa parte dessas propriedades já conta com infraestrutura adequada para receber turistas ecologicamente corretos.

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50 Anos de Evangelismo na Capital

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capital federal faz 50 anos. No entanto, algumas igrejas evangélicas que surgiram em decorrência da construção de Brasília têm mais idade que a cidade. Junto com as malas, os sonhos e vontade de construir uma vida melhor ao lado de suas famílias na nova Capital Federal, os trabalhadores que vieram para Brasília idealizar o sonho de Juscelino Kubitschek (JK), entre os anos de 1955 e 1960, traziam consigo também convicções religiosas. Diversos pastores, das mais variadas denominações evangélicas, já devidamente firmados com seus ministérios em outros estados, viram em Brasília a necessidade de estabelecer os ensinamentos da doutrina protestante. E o fizeram. Antes mesmo de Brasília ser inaugurada, esses pastores realizaram cultos em canteiros de obras, alojamentos e galpões onde ficaram durante a construção da capital da esperança. Com isso, aos poucos as igrejas foram formando e fixando-se por toda a região. A Cidade Livre, hoje Núcleo Bandeirante, foi o local onde mais abrigou os grupos de pastores dispostos a disseminar o evangelho de Jesus. Esse movimento migratório de igrejas evangélicas para Brasília foi inicialmente organizado pela Assembleia de Deus, em 1956, e Batista, em 1957. Entre os pioneiros nessa empreitada estão os pastores Paulo Leivas Macalão, Elias Brito Sobrinho, Divino 330

Gonçalves, Antonio Inácio, João Ferreira, Darci Guilherme dos Reis, James Everit e José Felício Prata. O pastor Elias Brito foi um dos homens que trabalhou muito para fundar as primeiras igrejas batistas na cidade. Além da Igreja Memorial Batista e da Batista Central, as demais Igrejas Batistas existem porque ele dispôs-se a trabalhar enquanto Brasília ainda era um canteiro de obras. Poeira e barracões de madeira onde os candangos trabalhavam para erguer os prédios. Isso era tudo que Brasília tinha na época. Por aqui faltava telefone, luz, água encanada e casas. De caminhão, as pessoas chegavam de várias partes do Brasil e encontravam-se nas obras que estavam em andamento. Vieram

os batistas, os assembleianos, os metodistas, enfim, todos foram chegando e conhecendo-se. Os cultos nos galpões tornaram comuns. “O pastor Elias tinha ardor missionário de abrir igrejas nas vilas operárias. As igrejas que hoje existem em Taguatinga, no Cruzeiro, em Sobradinho, enfim, em todo DF, são fruto do trabalho dele”, disse Alcione Benildes Nogueira Brito, 82 anos, natural de Correntes, Piauí, três filhos, seis netos, professora aposentada e viúva do pastor Elias. Depois do primeiro culto realizado em Brasília, debaixo de uma árvore o pastor Elias fundou a Primeira Igreja Batista de Brasília (PIB), no Núcleo Bandeirante. Essa igreja era uma congregação da Igreja Batista de Anápolis que enviou

o pastor para o cerrado para sondar o campo e já abrir uma congregação. Isso aconteceu em 1954, seis anos antes da inauguração de Brasília. Depois do culto debaixo da árvore e antes de inaugurar a igreja, porém, muitos cultos foram feitos no escritório de uma firma que pertencia a um dos membros. Esse escritório foi cedido porque os membros não tinham lugar para fazer as orações. As portas da PIB estavam sempre abertas; o templo, disponível durante 24 horas para quem quisesse orar. Muitas pessoas passavam pela igreja, oravam e depois iam trabalhar. No altar, existia uma faixa escrita “o fogo arderá continuamente no altar, não se apagará”, um referência a Levítico 6:13.


O primeiro culto em Brasília. Dentre os que viveram a aventura da construção da Nova Capital, como topógrafos, pedreiros, mecânicos e faxineiras, também havia pastores que organizaram cultos ao ar livre. As orações dos evangélicos, no primeiro culto realizado em Brasília, em 1954, aconteceram debaixo de uma árvore, no Núcleo Bandeirante. O culto foi pela manhã, em uma reunião que os fiéis chamam de Escola Bíblica Dominical. Quem fez o culto foi Edistio Carlos Fernandes, que era diácono em Goiânia. Tempos depois, o pastor Elias Brito Sobrinho construiu a Primeira Igreja Batista de Brasília (PIB), em 1957, em que ainda hoje está no Núcleo Bandeirante. O pastor Elias Brito Sobrinho não olhou para as dificuldades. Decidido, veio a Brasília sondar o campo e já abriu a igreja que inicialmente foi uma congregação da Igreja Batista de Anápolis. Somente três anos depois que foi organizada a igreja é que JK inaugurou Brasília. A primeira escola. A primeira escola da cidade também foi erguida pelos evangélicos batistas, como narra o Dr. Ernesto Silva, no livro História de Brasília, editora Senado, publicado em 1985, de Ernesto Silva, capítulo 30, páginas 255 e 236: “No princípio havia poucas crianças: os operários, os funcionários vinham sós para o Planalto. Só em 1957 começaram a chegar as famílias”. As primeiras aulas foram ministradas debaixo de uma árvore pela professora Anahir Pereira Costa, que fundou a primeira escola de Brasília, no Instituto Batista, na Cidade Livre, no Núcleo Bandeirante. “Mas a NOVACAP providenciou desde logo uma

sala de aula, no pavilhão da administração, para os filhos de seus funcionários e operários.” Nessa época a cidade era povoada por homens. Mulheres e crianças ficavam nos estados e somente os chefes de família viajavam para Brasília para trabalhar duro nas construções. Tempos depois é que traziam as famílias para morar nas casas de madeira, por isso eram poucas as crianças que moravam e que estudavam. Mesmo assim, a professora dava aula para a criançada que chegava com o

lembra Alcione. O pastor Elias e o médico Isaac Ribeiro, também evangélico, entregaram uma Bíblia para o presidente. Do palácio a casa mais simples de madeira, passando pelos galpões de construção dos prédios da cidade, todos naquela época tinham a certeza de que estavam construindo o futuro do Brasil. Todos queriam ganhar dinheiro e fazer da esperança o novo incentivo para a vida. Com tantos pioneiros, ganhou Brasília, o Brasil e o reino de

passar do tempo e com as casas sendo erguidas. Brasília é inaugurada em 21 de abril de 1960. O presidente Juscelino era muito querido pela população. Alcione conta que a situação social e financeira das famílias igualava as pessoas. A vida era simples, todos se ajudavam. JK andava pela cidade, antes e depois da inauguração, com um avião pequeno, que foi apelidado de teco-teco. O povo reuniase perto do Catetinho para fazer churrasco. “A cidade era mais humana, fraterna. Não havia os protocolos de hoje. JK apertava a mão de todos, cumprimentando-os. Era muito sincero esse gesto da parte dele”,

Deus que foi implantado com esforço e conquista por homens que decidiram dizer sim para o chamado ministerial. Evangélicos hoje. Hoje, aos 50 anos, Brasília tem aproximadamente 15 mil igrejas evangélicas, de acordo com o Conselho de Igrejas e Pastores Evangélicos do Distrito Federal (Cipe). Para o presidente do Cipe, Pr. Antonio Nascimento, não é possível estabelecer um número exato, pois hoje muitas igrejas que funcionam em casas e salões não têm vida longa. “São igrejas flutuantes e abrem e fecham com facilidade. Mas contando as que se firmaram desde o começo de Brasília e têm mantido e até crescido, podemos

chegar a um número próximo de 15 mil igrejas”, afirma. Conforme explica Nascimento, a estrutura de igrejas evangélicas em Brasília e no DF é organizada e forte, pois o trabalho realizado pelos pastores e membros de hoje têm alicerce nas ações dos pioneiros que vieram na época da construção. “Alguns pastores vieram para trabalhar na construção da cidade e outros estavam aqui especificamente para pregar o evangelho. Juntos, enfrentando várias dificuldades, eles conseguiram estabelecer os seus ministérios e manter igrejas que hoje são tradicionais em Brasília”, declara. De acordo com censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Brasília tem mais de 1 milhão e cem mil evangélicos (45% da população). No Brasil, mais de 26 milhões de pessoas professam a fé evangélica (15% da população). As primeiras igrejas a firmar-se em Brasília foram: 1956 – Igreja Assembleia de Deus de Madureira (catedral em formato de baleia) – Asa Sul 1957 – Primeira Igreja Batista (PIB) – Núcleo Bandeirante 1960 – Igreja Memorial Batista – Asa Sul 1964 - Igreja Assembleia de Deus de Taguatinga (Adet) 1966 - Igreja de Deus do BrasilAsa Sul 1967 – Igreja Batista Central de Brasília – Asa Sul 1967 – Igreja Presbiteriana de Brasília – Asa Sul 1975 – Igreja Batista Filadélfia – Guará Texto de Denise Santana e Ana Paula Souza 331


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Mercado de Luxo

s consumidores brasilienses estão cada vez mais exigentes e buscam exclusividade, glamour e qualidade. O mercado brasiliense está em constante crescimento e mudanças. A prova disso é uma pesquisa realizada pela MCF Consultoria e Conhecimento, de São Paulo. Brasília aparece em destaque no levantamento “O Mercado do Luxo no Brasil”, feito em 2009 com mais de 100 empresas e 600 consumidores nas principais capitais do país. O Distrito Federal representou no ano passado 23% do total de expansões do mercado nacional de luxo. Ampliações como

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a do ParkShopping e a chegada do Shopping Iguatemi, no Lago Norte, também se refletem nisso. Segundo o gerente geral do Iguatemi Brasília, Fernando Simões, Brasília tem uma economia bastante expressiva, pois a Capital Federal tem o terceiro maior PIB do país, chegando a R$ 81 bilhões, quase 4% de todo o PIB; o Índice de Desenvolvimento Humano comparável ao de países desenvolvidos indicou a cidade, pelo ranking do Banco Mundial (Doing Business Brazil) como a melhor cidade para negócios e ainda tem um consumo per capita quase 30% acima da média

nacional, entre outros aspectos. “É um mercado extremamente atraente, que a diferencia de outras cidades”, conclui Simões. A busca pela exclusividade não termina nos shoppings e chega ao setor imobiliário da Capital que já é o segundo maior mercado do país, posição que assumiu no ano passado. Com um Valor Global de Vendas (VGV) de R$ 4,2 bilhões, em 2009, Brasília superou o Rio de Janeiro. Agora a cidade fica atrás apenas da capital paulista, que ostenta um VGV de R$ 11,6 bilhões, de acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP).

Em 2010, as vendas de imóveis devem crescer 20%, de acordo com estimativas do Sindicato da Indústria da Construção do Distrito Federal (SindusCon-DF). A grande expectativa agora é para o Setor Noroeste que é rotulado pelo Governo do Distrito Federal como o primeiro bairro sustentável do Brasil. Com isso surgem, também, os supervalorizados empreendimentos residenciais, que elevam o preço médio do metro quadrado da região a mais de oito mil reais.


Brasília, Capital da Moda

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Capital abriga o 3º maior evento de moda do país. Os estilistas do Centro-Oeste lançam tendências com criações que priorizam matérias-primas típicas da região. A região CentroOeste possui grande potencial de exploração de matériasprimas para a confecção de uma moda diferenciada. Em 2005, a empresária Márcia Lima idealizou e produziu a primeira edição do Capital Fashion Week, com apoio institucional do Governo do DF, da Câmara Legislativa do DF, da Federação das Indústrias do DF, Fecomércio-DF, do Sebrae-DF e da Associação Comercial do DF.

Desde o primeiro momento, o CFW deu prioridade à criação local, segundo duas vertentes: o lançamento nacional de jovens estilistas da região Centro-Oeste - escolhidos através do concurso denominado Novos Talentos; e a valorização das fábricas e estilistas locais de confecções, jóias, bolsas, sapatos, acessórios e artesanatos. De 2005 a 2009, 22 jovens estilistas foram lançados pelo concurso Novos Talentos. Alguns deles vêm atuando fora do DF e até no exterior. Aqueles que permanecem no DF mantêm ligação estreita com o Capital Fashion Week, passando

a se chamar Estilistas do CFW. Nessa condição, apresentam suas coleções no evento, fortalecendo suas marcas no mercado. A evolução das grifes que surgem em Brasília é constante, favorecida pelo fato de que a cidade, reconhecidamente, detém a maior renda per capita do Brasil, hoje distribuída por uma população de 2,5 milhões de habitantes. Essa população se amplia para quatro milhões quando computados os habitantes dos 22 municípios goianos que compõem a sub-região chamada de Entorno de Brasília. Com o surgimento do CFW

em 2005, Brasília acordou para o potencial da moda como setor que alavanca muitas outras atividades. Os shoppings passaram a fazer eventos localizados para promover suas lojas. Diversas faculdades e universidades criaram cursos relacionados a esse segmento. Surgiram publicações e sites especializados em moda no DF e desenvolveram-se pelo menos cinco agências de modelos, que hoje exportam valores masculinos e femininos principalmente para o mercado do Oriente. Todas essas ações tornaram Brasília uma cidade emergente dentro do panorama de moda nacional.

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A Festa do Cinquentenรกrio


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s celebrações religiosas começaram um dia antes do aniversário de Brasília. Uma Missa em Ação de Graças pelos 50 anos de Brasília foi realizada no Altar Monumento da Esplanada dos Ministérios, na noite da terça-feira (20 de abril de 2010). Presidida pelo Arcebispo de Brasília, Dom João Braz de Aviz, a

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celebração aconteceu às 23h, pois exatamente há 50 anos, o Presidente Juscelino Kubitschek pediu que a Missa fosse realizada nesse horário, no Supremo Tribunal Federal. Em sua homilia, Dom João recordou que a Arquidiocese de Brasília também celebrava seu Jubileu e que a cidade precisa viver segundo os valores de Deus.


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o dia 21 de abril tiveram várias apresentações gospel no palco montado atrás do Teatro Nacional. Muitos artistas evangélicos participaram das comemorações, entre eles estavam Irmão Lázaro,

Régis Danese, Oficina G3 e Kleber Lucas. Os católicos também participaram das comemorações, que contaram com os shows de Paulinho de Sá, Johnny, Banda Maranatha, Eliana Ribeiro, Cristo Herói e Anjos de Resgate.

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festa do cinquentenário de Brasília também foi marcada pela geração saúde, através da 4ª Maratona Brasília de Revezamento do Correio Braziliense 2010 e do Mundial de Vôlei de areia - Swatch FIVB

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Brasília 2010 Open na Esplanada dos Ministérios que contou com representantes de muitos países, como, por exemplo, Rússia, Japão, Uruguai, Canadá, Alemanha, Noruega, Suécia e outros.


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Banco Central lançou a moeda com valor de face de R$ 5. Na face convencionada como “cara”, a moeda comemorativa traz imagens do Palácio do Planalto, Catedral de Brasília, Congresso Nacional e escultura Os Guerreiros, do paulista Bruno Giorgi, fincada na Praça dos Três Poderes. Os Correios marcaram presença com

uma série de selos e de cartõespostais intitulada “Brasília – Sonho e Realidade – “Monumentos e Arquitetura”. A série de selos e os cartões-postais destacam os principais monumentos da cidade: o Memorial JK, os Dois Candangos, a Catedral, a Igrejinha, o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional.

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s brasilienses puderam assistir a 35 shows de bandas e artistas no palco principal, montado em frente ao Congresso Nacional. As apresentações no palco principal começaram às 15h30 com artistas da cultura popular, como Bumba

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Meu Boi de Seu Teodoro, que participou do primeiro aniversário de Brasília, em 1961, a dupla de música caipira Zé Mulato e Cassiano, Trio Siridó e o grupo de percussão Sons de Cidadania.


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lém dos artistas já citados, vários cantores abrilhantaram a Festa dos 50 anos de Brasília: Os Paralamas do Sucesso, a dupla Pedro Paulo e Matheus, Zélia Duncan, Daniela Mercury, Hamilton de Holanda, Roberto Correa, Janette Dornellas, Clube do Choro e Reco do Bandolim, Coisa Nossa, Dhi Ribeiro, Káthia Pinheiro, Renata Jambeiro, Terminal Zero, Kátia Almeida, Grupo Amor Maior,

Adriano Faquini, Nilson Freire, Matuskela, Batalá, Renato Matos, Oficina Blues, Bruno Dourado e Izabella Rocha, Viela 17, Plebe Rude, Mel da Terra, Raimundos, Indiana Nomma, Coral Madrigal de Brasília, Milton Nascimento, Léo Neiva e Bravi Pop Ópera, Osvaldo Montenegro, Squema Seis, entre outros.

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Brasília Avança


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Nova Câmara Legislativa

ão 10 pavimentos, sendo três de subsolo apenas para estacionamento privativo, com mil vagas. Ao todo, 48 mil metros quadrados de área construída. Cada um dos 24 gabinetes conta com 90 metros quadrados. Ainda há auditório para 500 pessoas, 12 elevadores, galeria suspensa no plenário, praça, espelhos d’água, lanchonete, restaurante, banheiros por todos os lados. Tudo cercado de muito vidro e com o que há

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de mais moderno em iluminação, refrigeração e segurança. Os gabinetes dos distritais ficam nos quatro últimos andares, de todos é possível avistar o Eixo Monumental ou o Parque da Cidade. Nos dois primeiros pavimentos, chamados de térreo inferior e térreo superior, há amplas salas de reunião e salões para serem usados em cerimônias fechadas e públicas. No térreo inferior, há salas com pisos de madeira nobre,

virados para a praça e os espelhos d’água. O plenário fica em um prédio à parte, sem janelas. Preço inflado. Orçada em R$ 42 milhões em 2001, a obra da Câmara Legislativa já havia consumido mais de R$ 83 milhões em 2007. Estima-se custar R$ 120 milhões. Somente com mobília, serão gastos R$ 10,7 milhões. São 15.357 objetos, entre sofás, mesas, armários, gaveteiros, estações de trabalho, aparadores,

vestiários e lixeiras. Os itens foram discriminados no edital de licitação. Uma curiosidade: há 24 distritais, mas a nova Câmara pretende equipar 36 gabinetes. A nova sede acarretará ainda aumento no número de servidores responsáveis pela vigilância. A área da sede passou de 18 mil metros quadrados do atual prédio na Asa Norte para 48 mil metros quadrados na nova Casa.


B

Nova Rodoviária Interestadual

rasília ganhou uma nova rodoviária interestadual com 32 plataformas, dedicadas ao embarque e desembarque de ônibus que viajam para fora do Distrito Federal. No local, os passageiros contarão com diversos serviços de utilidade pública, entre eles, restaurante, farmácia, clínica, livraria, restaurantes, lanchonetes, loterias, escritório para administração e para fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), juizado de menores, polícias civil e militar e

300 vagas para estacionamento. A obra foi feita por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) e foi custeada pelo consórcio, a Socicam, que investiu R$ 45

milhões. A estrutura em formato de asa-delta chama a atenção de quem passa pela DF-003 (EPIA). Mas não é só por fora que a nova rodoviária impressiona. O terminal

contará com infraestrutura de última geração, será a mais bonita do Brasil, terá o melhor acabamento e também uso racional de água e energia.

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Nova Feira da Torre de TV

A

feira da Torre de Televisão, um dos mais tradicionais pontos turísticos de Brasília, ganhará um complexo cultural. Com isso, a nova feira da Torre de TV está sendo erguida num terreno de 64.000m² entre a Torre e o Clube do Choro. Desse total, 30.000m² são ocupados por calçadas com piso estampado, 10.000m² por edificações (barracas e banheiros) e 24.000m² de área verde. A nova feira conta com 608 barracas distribuídas em 18 blocos padronizados. Dos blocos, dois são destinados a 30 barracas de 15m² para venda de comidas típicas e 16 barracas para venda de artesanato. Nos blocos de artesanato funcionarão 578 barracas de estrutura metálica com 10m², sendo 560 destinadas aos feirantes e 18 para a administração e órgãos públicos, como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Entre o conjunto de blocos estão dois conjuntos de banheiros públicos (um masculino e outro feminino), com 40 banheiros coletivos, 150 bancos, 150 lixeiras e duas caixas d’água. Com a transferência da feira, a Torre de TV ficará livre da interferência visual das rústicas barraquinhas. “Sem essa interferência, além de respeitarmos o tombamento de Brasília, a Torre de TV poderá ser vista em sua plenitude arquitetônica, livre e mais agradável, da forma como idealizou Lucio Costa”, defendeu o presidente da Terracap.

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Veículo Leve sobre Trilhos

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rasília será a primeira cidade da América Latina a ter um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), hoje um dos sistemas de transporte mais modernos do mundo. O novo sistema de transporte contará com 39 trens. Destes, 16 veículos vêm da França e depois os trens serão fabricados em São Paulo.

O trajeto terá 22,5 km e vai do aeroporto até o fim da Asa Norte, passando pela W3. A primeira etapa, 6,5 km, inicia na Estação

Asa Sul e vai até a altura da 506 sul. Os trechos seguintes ligam a Asa Sul até o Setor Comercial Norte e o último até o fim da Asa Norte.

Cada veículo mede 44 metros e tem 2,65 metros de largura com janelas amplas, câmeras de circuito interno, ar condicionado, música ambiente, televisão de plasma e assentos confortáveis, com capacidade para transportar mais de 400 passageiros por trem a 70 km/h.

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Linha Verde

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ia mais movimentada do Distrito Federal, a Estrada Parque Taguatinga (EPTG) vai dobrar de tamanho, além de ganhar vias marginais nos dois sentidos, a EPTG contará com um corredor exclusivo para ônibus e asfalto novo nas pistas já existentes. Quatro viadutos, 17 passarelas e ciclovia em toda extensão da via também integram o novo traçado do trecho. As obras, que fazem parte do Brasília Integrada – programa

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de modernização do sistema viário e de transporte coletivo do DF, receberão investimentos de R$ 244 milhões, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Três grandes eixos de desenvolvimento: as linhas Verde, Amarela e Laranja. Além do trecho da EPTG, a Linha Verde, ou Corredor Oeste, abrangerá as avenidas Hélio Prates, que ligam Ceilândia a Taguatinga, Comercial e Samdu,

em Taguatinga, Estrada Parque Indústrias Gráficas (EPIG) e a Estrada Setor Policial. A Linha Laranja vai ligar o Gama e Santa Maria ao Plano Piloto, abrigará o

Veículo Leve sobre Pneus (VLP) em seus 39,5 quilômetros de extensão. A Linha Amarela, atenderá a região de Planaltina e Sobradinho. Todas as linhas terão ciclovias.


Novos viadutos e Ruas da Cidade

A

primeira grande mudança na estrutura viária no DF dentro do programa Brasília Integrada, que visa modernizar todo o sistema de transporte do DF, o viaduto

Israel Pinheiro, levou 14 meses para ficar pronto. A obra custou R$ 21 milhões – também com 70% de financiamento do Bird. O viaduto Israel Pinheiro beneficia

moradores de Vicente Pires, Águas Claras, Arniqueiras, Estrutural e Taguatinga, pois é fundamental para uma melhor fluidez do trânsito na EPTG, que recebe 140 mil veículos por dia. Além da nova pavimentação, a BR-450 terá duas faixas em cada sentido. Para aumentar a durabilidade da via, o DER aprofundou a base da pista – que agora tem um metro de altura – e a largura da cobertura de asfalto – que terá 12,5 centímetros.

O GDF tem investido bastante em viadutos e pavimentação asfáltica. Um exemplo de todo esse investimento foram as obras em toda a EPIA que custaram R$ 63 milhões, sendo que 90% deste valor (R$ 56,7 milhões) foram do governo federal pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dos cofres locais saíram os 10% restantes (R$ 6,3 milhões) como contrapartida.

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Torre de TV Digital

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capital do país se tornou, a partir de abril de 2009, a 16ª cidade brasileira a transmitir o sinal digital de alta definição. Dez emissoras assinaram e receberam autorização do Ministério das Comunicações. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Torre TV Digital está sendo erguida no Grande Colorado – mais precisamente na DF 001 (Estrada Parque do Contorno), no quilômetro 3. O mirante com 300 metros acima do espelho d’água do Lago Paranoá promete ser mais uma atração turística. Apelidada de “Flor do Cerrado” pelo arquiteto, a torre terá 180 metros, sendo 120 em concreto e 60 em estrutura metálica. Duas cúpulas de vidro abrigarão um restaurante e uma sala de exposições. Mais acima, o visitante terá acesso a um mirante de vidro com 110 metros de altura, que apresenta uma visão privilegiada de Brasília. A Torre é o símbolo da TV digital no Brasil e esse modelo deve ser seguido por outros estados do país.

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Setor Noroeste

cuidado com o meio ambiente é a principal característica do novo bairro. As quatro empreiteiras vencedoras da licitação das obras devem seguir as recomendações do “manual verde do Noroeste”, elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente (Seduma) e Terracap para estabelecer padrões ambientais a serem seguidos na construção do bairro verde. As obras de abastecimento de água e rede de esgoto estão garantidas por meio de convênio assinado entre a Terracap e a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal

(Caesb). As obras de infraestrutura do Setor Noroeste, primeiro bairro ecologicamente correto do Brasil, recebeu um investimento de R$ 145 milhões na abertura de ruas, construção de redes de águas pluviais e esgoto, pavimentação asfáltica, implantação de meios-fios, gramados e sinalização das vias. O Noroeste ocupa a última grande área urbana para edificações residenciais e comerciais de Brasília, consolidando o projeto do Plano Piloto. A área a ser pavimentada e gramada chega a 830 mil metros quadrados. O bairro terá 12 mil apartamentos para uma população

estimada em 40 mil pessoas. Serão adotadas tecnologias inteligentes para reduzir agressões ao meio ambiente e melhorar a qualidade de vida dos moradores. As ruas serão largas, com ciclovias, pista de

cooper e amplas áreas verdes. Da área total, apenas 28,6% destinamse a prédios, infraestrutura e equipamentos urbanos.

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Copa do Mundo - Brasil 2014

estádio conhecido como Mané Garrincha vai se chamar Estádio Nacional de Brasília. Ele tem capacidade para receber até 53.250 torcedores, mas, por questões de segurança, limita-se a acomodar 45.300. Com a reforma, a capacidade será de 70.141 lugares. Durante a Copa, serão 60.781 reservados a torcedores; o restante será para a imprensa, personalidades, staff e outros convidados.

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A pista de atletismo vai acabar e o campo será rebaixado em quatro metros. A geral vai ser demolida e substituída pela arquibancada inferior, mais perto do gramado e com maior capacidade de público. A arquibancada do nível intermediário vai dar lugar a tribuna de honra, camarotes e o setor de imprensa. No subsolo será feito um estacionamento para autoridades, equipes de segurança e jornalistas, além dos vestiários

dos jogadores, árbitros e gandulas, as salas de apoio e a central médica. A arquibancada superior será ampliada para fechar o anel do estádio. Por fim, a cobertura será trocada; será instalada uma cobertura fixa sobre a arquibancada e retrátil sobre o campo. O projeto arquitetônico do estádio foi desenvolvido por Castro Mello Arquitetos, exceto a cobertura, desenvolvida por Gerkan Marg & Partner (GMP - Architekten).

O estádio tem o design mais favorável para a ventilação e iluminação natural dos ambientes, com redução dos custos de manutenção, consumo de energia e recursos naturais. Captação da água da chuva, pela cobertura, campo e entorno do estádio. Uso de torneiras com controle de vazão e mictórios waterless (sem água), sem descarga. Sanitários com controle de fluxo para sólidos e líquidos (redução drástica do


uso de água potável). Sistemas de tratamento de água tipo wetlands (as raízes de plantas aquáticas fazem o trabalho). Painel fotovoltaicotransformação de energia solar em energia térmica e elétrica - aplicação na cobertura e nas fachadas). O lixo orgânico e o esgoto serão aproveitados em um biodigestor para produção gás metano (abastecimento das cozinhas ou geração de mais energia).

Implantação de sistema inteligente de automação contribuindo com a redução do consumo de energia por meio do acionamento de lâmpadas e máquinas de arcondicionado de acordo com a necessidade. Utilização de sistema de resfriamento de ar e água no subterrâneo (garantia de sistema de ar-condicionado mais econômico). A economia total anual na emissão de CO2 para o

Brasil será de aproximadamente 90.000 Kg. Utilização máxima de materiais reciclados e recicláveis, preferencialmente produzidos nas proximidades do estádio, para evitar o consumo de combustível fóssil no transporte. Utilização de madeiras com certificado de origem. Será evitado o uso de materiais químicos nos revestimentos internos dos ambientes. Será implantado um sistema de coleta

seletiva e reciclagem de lixo além do programa de redução de lixo. Para redução dos impactos ambientais e das emissões de CO2 resultantes da circulação dos visitantes, será priorizado o transporte coletivo até a porta do estádio. A circulação poderá ser realizada de trem, metrô, ônibus e carros. Vagas de estacionamento exclusivas estarão disponíveis para os proprietários de veículos não poluentes.

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Referências Bibliográficas Arquivo Público do Distrito Federal Brasília 50 anos, a História em Painéis. Realização Arquivo Público do Distrito Federal . Brasília, 2010. Secretaria de Turismo Administração Regional de Águas Claras Administração Regional de Brazlândia Administração Regional da Candangolândia Administração Regional da Ceilândia Administração Regional do Cruzeiro Administração Regional do Gama Administração Regional do Guará Administração Regional do Itapoã Administração Regional do Jardim Botânico Administração Regional do Lago Norte Administração Regional do Lago Sul Administração Regional do Núcleo Bandeitrante Administração Regional do Paranoá Administração Regional do ParkWay Administração Regional de Planaltina Administração Regional do Recanto das Emas Administração Regional do Riacho Fundo Administração Regional do Riacho Fundo II Administração Regional da Samambaia Administração Regional de Santa Maria Administração Regional de São Sebastião Administração Regional do SCIA Administração Regional do SIA Administração Regional do Sobradinho Administração Regional do Sobradinho II Administração Regional do Sudoeste/Octogonal Administração Regional de Taguatinga Administração Regional do Varjão Revistas Revista Brasília - nº07 pág. (s) 8 e 9, nº10 pág. (s) 15, nº 16, pág. (s) 10, nº 17, pág. (s) 1, nº 40 pág. (s) 43,52,66,71,75,83, edição especial, nº 45,46,47 e 48.

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Revista de Arquitetura e Artes plásticas. Rio de Janeiro. Dez1958. Volume 2 nº11 pág. 07 Livros MENDES, Manuel. O cerrado de casaca. Ed.Thesaurus. Brasília, 1995. TAMANINI, Lorenço Fernando. Memória da Construção. Ed. Royal Court. Brasília, 1994. pág. 195, 196. Livro Memórias do DF – 2009 – Fundação Banco do Brasil VAITSMAN, Maurício. Quanto custou Brasília. Editora Pôsto de Serviço – coleção Livro Verde. 1ª edição pág. 32 a 34 e 88 KOTSCHO, Ricardo.Explode um novo Brasil: Diário da campanha das Diretas Já - Editora Brasiliense, São Paulo, 1984. Sítios eletrônicos Renato Alves. Distritais adiam mudança para novo prédio da Câmara que está pronto. As obras custaram três vezes mais que o preço inicial. 15jun2010. Disponível em http://www.correiobraziliense. com.br Ascom/Vice-governadoria. Rodoviária interestadual fica pronta em junho. 10jun2010. Disponível em http://www.agenciabrasilia. df.gov.br Ascom/Terracap. Nova feira da Torre funcionará em julho. 10jun2010. Disponível em http://www.agenciabrasilia.df.gov.br Blogspot. Brasília acelera para implantação do VLT. 10jun2010. Disponível em http://aguasclarasdf.com Agência Brasília / Ascom-ST. Linha verde, um marco do Brasília Integrada. 10jun2010. Disponível em http://www.st.df.gov.br Mariana Santos – Agência de Comunicação. 10jun2010.Disponível em http://www.agenciabrasilia.df.gov.br


Agência Brasília. Anatel Visita Torre Digital. 10jun2010. Disponível em http://www.tribunadobrasil.com.br Marcos Paulo Lima – Agência Brasília. Brasília é a 16ª cidade a transmitir sinal digital de alta definição. 10jun2010. Disponível em http://www.agenciabrasilia.df.gov.br Natália Chaves – Agência Brasília. Primeiro bairro ecologicamente correto do Brasil começa a sair da planta. 10jun2010. Disponível em http:// www.agenciabrasilia.df.gov.br Projeto Memória. Os críticos de Brasília. 10jun2010. Disponível em: http://www.projetomemoria.art.br http://www.candangolandia.df.gov.br http://www.aguasclarasonline.com http://www.saude.df.gov.br http://www.ceb.com.br http://www.caesb.df.gov.br http://www.portalbrasil.net http://www.candangofest.com.br http://www.cfw.com.br Indicadores Sociodemográficos IBGE 2006 - 2007 - 2008 Pesquisa Nacional por amostra de Domicílios PNAD 2008 / PNVD 2005 Brasil em Números – IBGE 2009 Agência Senado IBGE - Contagem da População - 1954 Contagem da População - 1958 Censo Experimental de Brasília - 1959 Censo Demográfico - 1960 - 1970 - 1980 - 1991 -2000 Contagem da População - 1996 SEPLAN/CODEPLAN - Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios - PDAD

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Legendas e Créditos Fotográficos Capa - Ricardo Crisafulli - Cleber Figueiredo - Jorge André - Joana Franca - Francisco Guimarães p. 10 - Cruzamento dos Eixos Monumental e Rodoviário de Brasília - Mário Fontenelle - ARPDF p. 12 - Marquês de Pombal, Tiradentes, José Bonifácio e Dom Bosco - Divulgação p. 13 - Missão Cruls - ARPDF p. 14 - Pedra Fundamental - ARPDF p. 15 - JK no Cerrado - ARPDF p. 16 - Praça do Cruzeiro - Sálvio - ARPDF p. 20 - JK em Diamantina - ARPDF p. 21 - JK Tenente Coronel / JK - 1º à esquerda - capitão-médico da Polícia Militar de Minas Gerais - ARPDF p. 22 - Juscelino e Sarah Kubitschek em Nova York 1948 / JK com as filhas Márcia e Maristela - ARPDF p. 23 - JK na Campanha para governador de Minas Gerais / Bias Fortes, José Maria Alkimin e Juscelino, deputados federais da legislatura de 1934 - ARPDF p. 24 - Primeiro Comício da campanha presidencial - Jataí - GO - Abril de 1955 / Juscelino após homologação de sua candidatura à Presidência da República - ARPDF p. 25 - JK discursando na cerimônia de posse como Presidente da República, em 31 de janeiro de 1956. E-D: Flores da Cunha, Nereu Ramos e João Goulart / Juscelino e General Lott subindo a escada do Palácio do Catete, RJ - ARPDF p. 26 - Assinatura da Lei - Mudança da Capital, setembro de 1956 - ARPDF p. 27 - Multidão nas ruas do RJ acompanhando o esquife com o corpo de JK ARPDF p. 28 - Sarah Kubitschek - ARPDF p. 29 - Lucio Costa - ARPDF p. 30 - Oscar Niemeyer - ARPDF p. 31 - Israel Pinheiro - ARPDF p. 32 - Bernardo Sayão - Mário Fontenelle - ARPDF p. 33 - Athos Bulcão - Sebastião Fonseca - ARPDF p. 34 - Marechal José Pessôa - ARPDF p. 35 - Ernesto Silva - ARPDF p. 36 - Burle Marx - ARPDF p. 37 - Operários comemoram 1º de maio - ARPDF pp. 38 e 39 - Operários próximo ao Congresso Nacional Brasília - ARPDF p. 40 - JK pensativo no Cerrado - ARPDF p. 42 - Projeto Lucio Costa - ARPDF p. 43 - Setor Comercial Sul Brasília DF 1968 - ARPDF pp. 44 e 45 - Projeto Planta Baixa do Plano Piloto - ARPDF p. 46 - Aeroporto no dia da inauguração - ARPDF p. 47 - Primeira Missa Campal - ARPDF pp. 48 e 49 – Aeroporto - ARPDF pp. 50 e 51 - JK planejando com Oscar, Israel Pinheiro e Lucio Costa - ARPDF p. 52 - Ermida Dom Bosco - ARPDF p. 53 - Igrejinha Nossa Senhora de Fátima - ARPDF pp. 54 e 55 - Igrejinha Nossa Senhora de Fátima em construção - ARPDF p. 56 - Palácio da Alvorada - ARPDF p. 57 - Palácio do Planalto - ARPDF p. 58 - Vista aérea da Esplanada dos Ministérios - ARPDF p. 59 - Caixa d’água da primeira residência do Presidente JK / Catetinho - ARPDF pp. 60 e 61 - Oscar Niemeyer no Palácio da Alvorada – Stuckert Press pp. 62 e 63 - Rodoviária de Brasília 1969 - ARPDF p. 64 - Teatro Nacional - ARPDF p. 65 - Rodoviária de Brasília - ARPDF pp. 66 e 67 - Autódromo 1974 - ARPDF pp. 68 e 69 - Primeiras superquadras residenciais - ARPDF p. 70 - Rodovia Bernardo Sayão Belém-Brasília - ARPDF p. 71 - Lago Paranoá - ARPDF p. 72 - Catedral de Brasília 1965 - ARPDF p. 73 - Congresso Nacional 1959-1960 - ARPDF pp. 74 e 75 - Construção do Congresso Nacional – Mário Fontenelle - ARPDF p. 76 - Palácio do Itamaraty 1966 - ARPDF p. 77 - Supremo Tribunal Federal - ARPDF

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pp. 78 e 79 - Panteão da Pátria – Marcos de Oliveira - ARPDF p. 80 - Brasília Palace Hotel - ARPDF p. 81 - Cidade Livre - ARPDF pp. 82 e 83 - Comércio da Cidade Livre - ARPDF p. 84 - Vista de Planaltina 1970 - ARPDF p. 85 - Candangolândia - ARPDF p. 86 - Eugênio Gudin, Gustavo Corção, Manoel C. Bandeira de Mello e Hebert Moses - Divulgação p. 87 - Dona Sarah, Bispo e JK digirindo-se a Missa de Inauguração no dia 20 de abril de 1960 - ARPDF p. 88 - JK emociona-se na Missa de Inauguração ao lado do vice-presidente João Goulart - ARPDF p. 89 - JK acena para o povo ao lado do vice-presidente João Goulart - ARPDF pp. 90 e 91 - Todos na rua - ARPDF p.92 - Palácio da Alvorada - Mário Fontenelle - ARPDF p. 93 - Palácio do Planalto - ARPDF pp. 94 e 95 - O povo festeja - ARPDF p. 96 - O povo assiste autoridades subindo a rampa do Palácio do Planalto - ARPDF p. 97 - Multidão em frente ao Palácio do Planalto - ARPDF pp. 98 e 99 - Apresentação da Esquadrilha da Fumaça na Inauguração de Brasília ARPDF pp. 100 e 101 - Fonte luminosa da Torre de TV 1977 - Luiz Lemos - ARPDF pp. 102 e 103 - Espaço cultural e esportivo de Brasília - ARPDF p. 104 - Setor Comercial Norte - Saulo Cruz - Agência W&C p. 106 - Proprietários no interior da loja / Fachada AC Coelho - Renato Mendes p. 107 - Maquinário AK Terraplanagem - Divulgação p. 108 - Arquivo Público do Distrito Federal - ARPDF p. 109 - Presidente da FIBRA - Divulgação p. 110 - Interior do restaurante BierFass - Divulgação p. 111 - Presidente da Brasília Convention Bureau - Divulgação p. 112 - Presidente e Fachada CAENGE - Divulgação p. 113 - Fachada e proprietários Elétrica Cecin Sarkis -Victor Augusto p. 114 - Proprietário e vista aérea do Colégio CIMAN - Divulgação pp. 115 e 116 - Presidente CNI - Divulgação p. 117 - Proprietário e fachada da Dauto Lanternagem - Divulgação p. 118 - Proprietária e interior da loja D’core - Divulgação p. 119 - Proprietário da Distak / Fachada da loja - Victor Augusto p. 120 - Presidente da Fecomércio - Divulgação p. 121 - Fachada / Acomodação do Hotel das Américas - Divulgação p. 122 - Gerente e restaurante do Hotel Naoum - Divulgação p. 123 - Proprietário da VIPLAN e Hotel Nacional - Acervo Pessoal do Sr. Wagner Canhedo / Fachada da Empresa VIPLAN - Victor Augusto p. 124 - pátio da VIPLAN - Acervo pessoal do Sr. Wagner Canhedo pp. 125 e 126 - restaurantes e fachada do Hotel Nacional - Acervo pessoal do Sr. Wagner Canhedo p. 127 - Proprietário da Ibramar Marmoraria / Fachada da loja - Victor Augusto p. 128 - Fachada Infraero - Roberto Stuckert p. 129 - Corredor embarque e desembarque do Aeroporto de Brasília - Infraero p. 130 - Instituto do Coração e Pulmão - Divulgação p. 131 - Proprietária da Ita Pedras / Pia de cozinha montada pela Ita Pedras - Jailtom Gomes p. 132 - Proprietário e interior da Floricultura Karisma - Divulgação p. 133 - Proprietário da Novo Milenium Informática - Divulgação p. 134 - Proprietário e fachada das Óticas Brasiliense - Divulgação p. 135 - Fotógrafo Paulo Yang - Paulo Yang p. 136 - Proprietários / Atendimento na Clínica Phôenix - Divulgação p. 137 - Proprietário / Recepção Raul Canal e Advogados Associados - Divulgação p. 138 - Fachada / Ambiente criado pela Taguabox -Victor Augusto p. 139 - Proprietária / Pastelaria Viçosa - Divulgação p. 140 - Proprietários da YesTV - Divulgação p. 141 - Proprietário da Walter Contabilidade - Divulgação p. 142 - Fachada e interior da WJ Design -Victor Augusto p. 144 - Chegada do Papa João Paulo II à Brasília 1980 - ARPDF


p. 146 - Papa nas ruas de Brasília no Papamóvel 1980 - ARPDF p. 147 - Chegada dos jogadores da Seleção Brasileira de 1970 - ARPDF pp. 148 e 149 - Seleção brasileira de futebol é recebida pela multidão em frente ao Palácio do Planalto - ARPDF pp. 150 e 151 - Deputado Dante de Oliveira / Votação CN 1992 - Arquivo Câmara dos Deputados p. 152 - Bandeira no Congresso Nacional - Stuckert Press p. 155 - Presidente Lula, vice-presidente José Alencar e respectivas esposas em desfile carro aberto no dia da posse em 1º de janeiro de 2007 - Stuckert Press pp. 156 e 157 - Presidente Lula recebe o carinho do povo - Stuckert Press p. 167 - Congresso Nacional - ARPDF p. 170 - Imagem de Satélite de Brasília - Divulgação pp. 174 e 175 - Igreja de Brazlândia 2008 - Luiz Neto - ARPDF p.p 176 e 177 - Parque Ecológico Crispim Gama 2008 - Luiz Neto - ARPDF pp. 178 e 179 - Praça do Relógio - Taguatinga - Luiz Neto - ARPDF pp. 182 e 183 - Espaço Cultural Cidade Livre - Núcleo Bandeirante 2008 - Luiz Neto - ARPDF pp. 184 e 185 - Paranoá 2008 - Luiz Neto - ARPDF pp. 186 e 187 - Estação do Metrô Terminal Samambaia Sul 2008 - Luiz Neto ARPDF pp. 190 e 191 - Orla Lago Norte 2009 - Luiz Neto - ARPDF pp. 192 e 193 - Satélite Noturna Aeroporto JK - Lago Sul - Infraero pp. 194 e 195 - Vista aérea de Águas Claras - Luiz Neto - ARPDF pp. 198 e 199 - Vicente Pires 2009 - Luiz Neto - ARPDF p. 202 - Cúpulas da Câmara e Senado - Stuckert Press p. 204 - Construção Aliança Francesa - Divulgação p. 205 - Pedra Fundamental / JK e Andre Malraux - Divulgação p. 206 - Presidente da Apex Brasil - Divulgação p. 207 - Sarah, Duquesa de Kent, JK e Assis Chateaubriand no Palácio da Alvorada 1959 - ARPDF / Secretário dos Estados Unidos da América, Foster Dulles com Presidente JK na chegada a Brasília 1958 - Mário Fontenelle - ARPDF / Príncipe Bemhard da Holanda discursa no Palácio da Alvorada 1959 - ARPDF p. 208 - Centro de Convenções Ulisses Guimarães - Roberto Rodrigues - GDF p. 210 - Praça do Cruzeiro - Saulo Cruz - Agência W&C / Palácio da Alvorada Roberto Rodrigues - GDF / Esplanada dos Ministérios - Mary Leal - GDF p. 211 - Rodoviária -Luiz Neto - ARPDF / Ministérios - Agência W&C / Esplanada / Eixinhos e tesourinhas - Agência W&C pp. 214 e 215 - Memorial JK - Renato Mendes pp. 216 e 217 - Por-do-Sol Eixo Monumental - Stuckert Press pp. 218 e 219 - Museu da República - Renato Mendes pp. 220 e 221 - Biblioteca Nacional - Luiz Neto - ARPDF pp. 222 e 223 - Palácio do Planalto - Stuckert Press pp. 224 e 225 - Meteoro Palácio do Itamaraty - Stuckert Press pp. 226 e 227 - Congresso Nacional - Renato Mendes pp. 228 e 229 - Entrada principal do Teatro Nacional Claudio Santoro - Victor Augusto pp. 230 e 231 - Interior do Teatro Nacional Claudio Santoro - Victor Augusto pp. 232 e 233 - Parede de Athos Bulcão no Teatro Nacional Claudio Santoro - Victor Augusto pp. 236 e 237 - Palácio do Buriti - Victor Augusto pp. 238 e 239 - Tribunal de Contas do Distrito Federal - ARPDF pp. 240 e 241 - Banco Central - Victor Augusto pp. 242 e 243 - Quartel General - Victor Augusto p. 245 - Catedral e sinos - Victor Augusto pp. 246 e 247 - Interior da Catedral - Victor Augusto pp. 248 e 249 - Esplanada dos Ministérios - Luiz Neto - ARPDF p. 250 - Congresso Nacional de Brasília - Luiz Neto - ARPDF p. 251 - Iaras do Palácio da Alvorada - Luiz Neto - ARPDF pp. 252 e 253 - Cúpula da Câmara dos Deputados - Victor Augusto pp. 254 e 255 - Congresso Nacional -Victor Augusto pp. 256 e 257 - Plenário Câmara dos Deputados - Victor Augusto p. 258 e 259 - Plenário do Senado - Victor Augusto p. 260 - Palácio do Planalto - Stuckert Press p. 261 - Templo da Boa Vontade - ARPDF p. 262 - Santuário Dom Bosco - Luiz Neto - ARPDF p. 263 - Ponte JK ao entardecer - Lago Sul - ARPDF pp. 264 e 265 - Ponte JK - Renato Mendes pp. 266 e 267 - Ponte JK à noite - Renato Mendes p. 269 - Iluminação no início da vida de Brasília - CEB / Vista aérea da Torre de TV - Victor Augusto pp. 272 e 273 - Universidade de Brasília - Victor Augusto pp. 276 e 277 - Vista aérea do Hospital de Base - Asa Sul - Mary Leal - GDF pp. 278 e 279 - Hospital das Forças Armadas - Luiz Neto - ARPDF p. 280 - Posto Policial em Vicente Pires - Flávio Gomes - GDF

p. 281 - Posto Policial em Águas Claras - Flávio Gomes - GDF p. 282 - Nelson Piquet / Kaká - GDF p. 283 - Dinho, vocalista da Banda Capital Inicial - GDF p. 284 - Núcleo Rural Vargem Bonita - Parkway - ARPDF p. 285 - Árvores secas - Asa Sul - Victor Augusto pp. 286 e 287 - Ipê Rosa - Setor Policial - Weivson Andrade - Agência W&C pp. 288 e 289 - Eixo Rodoviário Norte - Luiz Neto - ARPDF pp. 290 e 291 - Árvore 208 sul - Victor Augusto pp. 292 e 293 - Ipê Amarelo - George Gianni - GDF pp. 294 e 295 - Mangueiras - Victor Augusto pp. 296 e 297 - Zoológico - George Gianni - GDF pp. 298 e 299 - Eixinhos Norte - Agência W&C pp. 300 e 301 - Parque Olhos D’agua - Asa Norte - Victor Augusto pp. 302 e 303 - Pássaro João de Barro - Victor Augusto p. 304 - Parque da Cidade - Saulo Cruz - Agência W&C p. 305 - Ultraleve - Weivson Andrade - Agência W&C pp. 306 e 307 - Barragem do Paranoá - Weivson Andrade - Agência W&C pp. 308 e 309 - Estádio Mané Garrincha - Weivson Andrade - Agência W&C pp. 310 e 311 - Ginásio Nilson Nelson - Victor Augusto pp. 312 e 313 - Fonte luminosa da Torre de TV - GDF pp. 314 e 315 - Céu de Brasília - Luiz Neto - ARPDF pp. 318 e 319 - Pier do Pontão do Lago Sul - Victor Augusto pp. 320 e 321 - Parque Água Mineral - Victor Augusto p. 322 - Margem do Lago Paranoá - Victor Augusto pp. 323, 324 e 325 - Catetinho - Luiz Neto - ARPDF pp. 326 e 327 - Interior do Palácio da Alvorada - ARPDF pp. 328 e 329 - Palácio do Jaburu - ARPDF p. 330 - Primeiro Templo da ainda congregação batista no Núcleo Bandeirante DepComCBDF p. 331 - Evangelismo na Torre de TV - DepComCBDF pp. 332 e 333 - Igreja Batista Central de Brasília - Acervo Igreja Batista Central de Bsb pp. 334 e 335 - Igreja Rainha da Paz - Victor Augusto pp. 336 e 337 - Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia - Vila Planalto - Luiz Neto - ARPDF p. 338 - Mansões Lago Sul - Saulo Cruz - Agência W&C p. 339 - Desfile Capital Fashion Week - CFW p. 342 - Troca da bandeira Nacional - F. Gualberto - GDF p. 344 - Missa dos 50 anos de Brasília - Luiz Neto -ARPDF p. 345 - Shows cristãos - Acácio Pinheiro/George Gianni - GDF pp. 346 e 347 - Festa na Esplanada - Roberto Rodrigues - GDF pp. 348 e 349 - Desfile da Disney - F. Gualberto - GDF pp. 350 e 351 - Apresentação da Esquadrilha da Fumaça - Roberto Rodrigues - GDF p. 352 - Vôlei / Largada da Maratona do Correio Braziliense - Mary Leal - GDF p. 353 - Lançamento dos selos e das moedas comemorativas - Acácio Pinheiro - GDF p. 354 - Palco cultural - George Gianni - GDF / Público show - Roberto Rodrigues GDF p. 355 - Paralamas do Sucesso - Roberto Rodrigues - GDF / Show 50 anos - Brito GDF p. 356 - Zélia Duncan - Brito - GDF p. 357 - Oswaldo Montenegro, Nando Reis, artistas no palco - Brito - GDF, e Daniela Mercury - George Gianni - GDF pp. 358 e 359 - Por-do-sol - Roberto Rodrigues - GDF pp. 360 e 361 - Show Pirotécnico - Roberto Rodrigues - GDF p. 362 - Projeto Torre Digital de TV - Divulgação pp. 364 e 365 - Centro de Brasília - Stuckert Press pp. 366 e 367 - Vista aérea do centro de Brasília - Victor Augusto pp. 368 e 369 - Tesourinhas - Stuckert Press pp. 370, 371, 372, 373, 374 - Nova Câmara Legislativa - Victor Augusto / Saulo Cruz - Agência W&C p. 375, 376 e 377 - Nova Rodoviária Interestadual - F. Gualberto - GDF p. 378 - Nova Feira da Torre de TV - GDF p. 379 - Veículo Leve sobre Trilhos - GDF pp. 380 e 381 - Nova Feira da Torre de TV - GDF pp. 382 e 383 - Veículo Leve sobre Trilhos - GDF p. 384 - Linha verde - George Gianni - GDF p. 385 - Viadutos em construção e Viaduto Israel Pinheiro - George Gianni - GDF p. 386, 388 e 389 - Torre Digital de TV - GDF/ Divulgação e George Gianni - GDF p. 387 - Setor Noroeste - Roberto Rodrigues - GDF pp. 390, 391, 392 e 393 - Projeto do novo Estádio Nacional de Brasília - Divulgação

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Apoiadores AC Coelho Materiais de Construção Proprietário(a): Sr. Antônio Coelho e Sr. Carlos Coelho SIA Trecho 3 Lotes 1010/1070 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3403-3434 / 3345-1052 / 3273-5090 Site: www.accoelho.com.br AK Terraplenagem Proprietário (a): Sra. Kátia Brandão de Souza Qd. 01 Conj.B Loja 01 Varjão do Torto – Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3468-6433 / 8431-3308 / 9987-3040 Fax: +55 (61) 3468-6433 E-mail: akterraplanagem@hotmail.com Apex do Brasil

Presidente(a): Dr Alessandro Teixeira SBN Quadra 2 lote 11 - Ed. Apex Brasil Tel.: + 55 (61) 3426-0202 Site: www.apexbrasil.com.br Arquivo Público do Distrito Federal Superintendente: Dr. Luiz Ribeiro de Mendonça SAP Lote B Bloco 41 - Novacap - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3361-1454 / 3361-5203 Fax: +55 (61) 3233 2191 Site: www.arpdf.df.gov.br Bier Fass Proprietário (a): Sr. Antônio Palhares SHIS QI 05 Centro Comercial Gilberto Salomão Bloco E Lojas 52/53 Lago Sul - Brasília - DF Tel.: +55(61)3248-1519 / 3248-3400 Site: www.bierfass.com.br E-mail: biergilberto@bierfass.com.br Brasília Convention Bureau

Presidente(a): Sr. Rogério Tonatto SCN Quadra 1 Bloco C Ed. Brasília Trade Center - Brasília - DF Tel./Fax: +55 (61) 3328-6878 Site: www.brasiliaconvention.com.br E-mail: info@brasiliaconvention.com.br CAENGE Presidente: Cassio Aurélio Branco Gonçalves SIA Trecho 03 Lote 1830 Quadra 02 - Brasília - DF Tel: +55 (61) 3410-0000 E-mail: secretarias@caenge.com.br Site: www.caenge.com.br

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Cleber Verde - Deputado Federal - PRB/MA Comissões: Finanças e Tributação / Minas e Energia / Proposta de Emenda à Constituição Nº 052 / Proposta de Emenda à Constituição Nº 324 A / Proposta de Emenda à Constituição Nº 30 A / Proposta de Emenda à Constituição Nº 485 A / Proposta de Emenda à Constituição Nº 416 / Proposta de Emenda à Constituição Nº 270 A / Comissão Externa para Visitar as Áreas Atingidas pelas Enchentes do Estado do Maranhão. Colégio CIMAN Proprietário (a): Sr. Atef Aissami Site: www.ciman.com.br Unidade Octogonal AOS Entre Área 1/4 - Octogonal - Brasília - DF Diretor (a): Sr. Mark Anderson Tel.: +55(61) 3213-3737 E-mail: colegio@ciman.com.br Unidade Cruzeiro SHCES Quadra 501 Área Especial - Cruzeiro Novo - Brasília - DF Diretor (a): Sra. Neusa Papa Tel.: +55 (61) 3213-3838 E-mail: colegio@ciman.com.br CNI - Confederação Nacional da Indústria Presidente (a): Dr. Armando Monteiro Neto SBN Quadra 1 bloco C Ed. Roberto Simonsen - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3317-9523 Site: www.cni.org.br E-mail: presidencia@cni.org.br Correio Braziliense Diretor Presidente (a): Dr. Evaristo Oliveira SIG Quadra 2 n º 340 - Brasília - DF Classificados: +55 (61) 3342-1000 Site: www.correiobraziliense.com.br Dauto Lanternagem Proprietário (s): Sr. Dauto Coelho dos Santos SIA Trecho 3 Lotes 1313 / 1335 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3234-1741 Site: www.dauto.com.br E-mail: dauto@dauto.com.br D’core SGCVS Lote 09 Loja Térreo 20 - Guará - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3462-7700 Site: www.dcoreexclusiva.com.br


Distak Proprietário (a): Sr. Antônio Francisco Costa Sousa CCSW Quadra 5 Bloco B-1 Ed. Antares Center Lojas 57- 61 - Sudoeste Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3201-3925 Site: www.distakdf.com.br E-mail: distak@distakdf.com.br Elétrica Cecin Sarkis Proprietário (a): Sr. Cecin Sarkis Simão SIA Quadra 5C Loja 225 - Brasília - DF Tel: +55 (61) 3234-8900 Site: www.cecinsarkis.com.br Eletrobrás Presidente (a): Dr. José Antonio Muniz Lopes SCN Quadra 04 Bloco B Sala 203 - Centro Empresarial Varig Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3329-7300 Site: www.eletrobras.com E-mail: pgb@eletrobras.com Fecomércio Presidente (a): Sr. Adelmir Santana SCS Quadra 6 Bloco A Edifício Nilton Rossi 6º andar Tel.: +55 (61):3039-4224 E-mail: fecomercio@fecomerciodf.com.br Geraldo Magela - Deputado Federal- PT/DF Coordenador da bancada do Distrito Federal no Congresso Nacional, membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), membro suplente da Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e vice-presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Cultura. Hotel das Américas Proprietário (a): Srs. Armando Pereira Barbosa, Delermando Pereira Barbosa, Helena Pereira Barbosa, João Pereira Barbosa, Lindalva Gonçalves e Miguel Pereira Barbosa. Gerente Geral: Sra Flávia Pereira Barbosa SHS Quadra 4 Bloco D - Brasilia - DF Tel.: +55 (61) 3034-3355 Fax.: +55 (61) 3035-4003 Toll Free 0800 6004488 Site: www.hoteldasamericas.com.br Hotel Nacional Proprietário (a): Sr. Wagner Canhedo SHS Quadra 01 Bloco A - Asa Sul - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3321-7575 / 0800-644-7070 Fax: +55 (61) 3223-9213 E-mail: hotelnacional@hotelnacional.com.br

Ibramar Indústria Brasileira de Mármore Proprietário (a): Sr. Adelio Silvério Rosa Filho SIA Trecho 03 Lote 455 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 2105-3231 / 9986-3234 E-mail: ibramar@terra.com.br Infraero Presidente (s): Dr. Murilo Marques Barbosa Estrada do Aeroporto Setor de Concessionárias Lote 5 Ed. Sede - Brasília - DF Ouvidoria: 0800-7271234 Site: www.infraero.gov.br Instituto Coração-Pulmão Proprietário (a): Dr. Lázaro Fernandes de Miranda SHLS 716 Hospital Santa Lúcia Bloco C 5º Andar Sala 519 - Asa Sul Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3345-3099 / 3245-6353 / 3346-5169 / 9970-1313 E-mail: lazaro@cardiol.br Ita Pedras Mármores e Granitos Proprietário (a): Sra. Tânia Montañez Rocha Avenida Sucupira Módulo 25/28 - Riacho Fundo I - DF Tel.: +55 (61) 3399-3118 Site: www.itapedrasdf.com.br Karisma Flores Proprietário (a): Sr. Joaquim Santos CLN 309 Bloco E Loja 76 - Asa Norte - Brasília - DF Tel.: +55 (61): 3272-3132 E-mail: karisma@karismaflores.com.br Marketing Record Centro-Oeste Tel.: +55 (61) 3212-3881 Naoum Plaza Hotel Diretor (a) Geral: Sr. Rogério Tonatto SHS Quadra 05 Bloco H - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3322-4545 Fax.: .55 (61) 3322-4949 Site: www.naoumplaza.com.br E-mail: reservas@naoumhoteis.com.br Novo Milenium Informática Proprietário (a): Sr. Ednei Marciano SRES Área Especial bloco D-20 Edifício Centro Comercial Cruzeiro Velho Sala 333 - Cruzeiro Velho - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3233-1100 Site: www.novomilenium.com.br E-mail: contato@novomilenium.com.br

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Óticas Brasiliense Proprietário (a): Sr. Carlos Alberto Soares CRS 504 Bloco A Loja 06 - Asa Sul - Brasília - DF Tel.: +55 (61)3321-5159 Site: www.oticasbrasiliense.com SCS Quadra 05 Bloco B s/n Loja 38 - C Tel.: +55 (61)3224-2135 SHLS - Quadra 716 conjunto B Bloco 6 Loja 20-39 - Centro Médico de Brasília - Asa Sul - Brasília - DF Tel.: +55 (61)3245-6293 E-mail: oticasbrasiliense@hotmail.com

Sebrae Presidente (a): Dr. Paulo Tarciso Okamotto SGAS 604/605 - Módulo 30/31 - Asa Sul - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3348 7100 / 0800 570 0800 Site: www.sebrae.com.br

Paulo Yang Fotografia Proprietário (a): Sr. Paulo Yang SCRN 716 Bl. E Lj. 06 - Brasília -DF Tel.: +55 (61): 3963-6080 Site: www.pauloyang.com.br E-mail: pauloyang@terra.com.br

Vale Presidente (a): Dr. Roger Agnelli SBN Quadra 01 Bloco B Ed. CNC - Salas 703/704 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3241-4000 Site: www.vale.com

Petrobrás Presidente(a): Dr. José Sérgio Gabrielli de Azevedo SAN Quadra 01 Bloco D Ed. Petrobrás - Brasília -DF Tel.: + 55 (61) 3429-7189 Site: www.petrobras.com.br Phoênix Odontologia Proprietário (a): Dr. Alberto Jamal e Dra. Flávia Augusto CLSW 102 Bloco B Sala 126 - Ed. Fênix – Sudoeste - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3344-4808 / 3033-1660 Fax.: +55 (61) 8426-9772 E-mail: odontophoenix@uol.com.br RC Advogados Proprietário (a): Dr. Raul Canal SHS Qd. 02 Bl J Salas 101/102 - Bonaparte Hotel - Mezanino TeL.: +55 (61) 3213-2121 Site: www.raulcanal.com.br E-mail: raulcanal@raulcanal.com.br Sandro Mabel - Deputado Federal - PR/GO Membro das Comissões Constituição e Justiça e de Cidadania / Defesa do Consumidor: Titular; Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio/ Economia, Indústria e Comércio / Finanças e Tributação / Fiscalização Financeira e Controle / Minas e Energia / Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado / Trabalho, Administração e Serviço Público / Viação e Transportes / Incentivo ao Turismo; Desemprego; Jogos e Regulamentação dos Cassinos / Políticas Públicas para a Juventude/ Reforma Trabalhista / Reforma Tributária. Sarkis Imóveis Proprietário (a): Sr. Cecin Sarkis Simão SCS Quadra 1 Bloco D Nº 28 Sala 64 Ed. JK - Brasília - DF Tel: +55 (61) 3964-6377 Site: www.cecinsarkis.com.br 400

TaguaBox Proprietário (a): Sr. Altamar Oliveira da Silva SMCC Quadra 03 Lotes 56/62 - Ceilândia - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3374-4499 Site: www.taguabox.com.br

Viçosa, Pastelaria e Bar Proprietário (a): Sra. Patrícia Rosa da Silva SCRN 704/705 Bloco D Loja 2 - Asa Norte - Brasília - DF Loja da Rodoviária do Plano Piloto, 24h Tele-entrega: +55 (61) 3347-2001 Site: www.pastelariavicosa.com.br Viplan Proprietário (a): Sr. Wagner Canhedo SGSVS Conjunto 7/8 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3362-1107 Site: www.viplan.com.br Walter Contabilidade Proprietário(a): Sr. Waldemar Walter de Assunção e Silva Filho SCS Quadra 01 Bloco C nº 30 Sala 402 – Asa Sul - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3226-6639 / 3226-9023 E-mail: waltercontab@terra.com.br WJ Design Proprietário (a): Sr. José Carlos Benincasa Shopping ID - SCN Quadra 6 Conjunto A - Asa Norte - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3328-5177 Site: www.wjdesignmoveis.com E-mail: wjmoveis@uol.com.br Shopping Casa Park SGCVS Lote 22 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3361-5756 E-mail: wjmoveis@uol.com.br Yes TV Proprietário (a): Sr. Higor Pontes SIAS 5C Lote 22, 2º andar Sala 201 - Brasília - DF Tel.: +55 (61) 3202-4595 Site: www.yestv.com.br E-mail: comercial@yestv.com.br


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