Edição 78 Revista 100% Caipira

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Geopolítica do alimento e o papel estratégico do Brasil www.revista100porcentocaipira.com.br Brasil, dezembro de 2019 - Ano 7 - Nº 78 DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

O Brasil, além de incrementar sua produção de alimentos, deve contribuir para a coordenação latino-americana, região com papel relevante no fornecimento de alimentos para a humanidade REVISTA 100% CAIPIRA |


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Trigo e cevada: Os egípcios já modificaram o trigo há 3.000 anos

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Aviação agrícola:

Evento promovido pela Syngenta demonstra segurança e eficiência da aviação agrícola

Gestão:

Aplicativo facilita gestão de casas de sementes e intercâmbio entre elas

Café: Diferenciais e moedas amenizam efeitos negativos

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Artigo:

Geopolítica do alimento e o papel estratégico do Brasil


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Agricultura familiar: Agricultura familiar responde por metade do faturamento catarinense

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Pesquisa:

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Fruticultura: Citros: amplitude térmica durante a primavera demanda cuidados

Lançada primeira variedade de espinafre vermelho

Pragas e doenças:

Plantas daninhas podem ser evitadas com bom manejo

Receitas Caipiras: Muffin de chocolate REVISTA 100% CAIPIRA |

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TRIGO E CEVADA

Os egípcios já modificaram o trigo há 3.000 anos

Genoma dessa variedade é parecido com as atuais

Brasil, dezembro de 2019 Ano 7 - Nº 78 Distribuição Gratuita

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Uma equipe internacional sequenciou o genoma de uma amostra de trigo egípcio de 3.000 anos de idade. A análise de DNA deste cereal antigo mostra que os seres humanos já o haviam submetido a um processo de domesticação no ano 1.000 aC Segundo os cientistas, o trabalho serve para encontrar variantes genéticas que podem se adaptar melhor às mudanças climáticas. O farro ( Triticum turgidum subsp. Dicoccon ) era o cereal mais popular no Egito antigo. Quando os romanos invadiram o país africano, adotaram o uso desse cereal, que eles chamavam de “trigo dos faraós” ou farro (daí a palavra farinha). Atualmente, a maioria das variedades de trigo cultivadas é o resultado de uma hibridação entre o farro e a grama selvagem. A pesquisadora do Centro de Pesquisa em Agrigenômica (CRAG), Laura R. Botigué, e a arqueobotanista da University College London (UCL) no Reino Unido, Dorian Fuller, encontra6 | REVISTA 100% CAIPIRA

ram uma amostra desse trigo antigo, proveniente de uma escavação realizada pela a arqueóloga Gertrude Caton-Thomson, em 1924, em uma coleção do Museu Petrie de Arqueologia Egípcia da UCL, e eles convenceram os conservadores a deixá-los extrair DNA de alguns grãos de farro. Graças à colaboração do laboratório de Mark Thomas, do Instituto de Genética da UCL, eles conseguiram extrair um DNA de qualidade suficiente para sequenciá-lo e fazer as análises subsequentes. A revista Nature Plants agora detalha os resultados do sequenciamento do genoma dessa variedade de trigo que foi colhida há mais de 3.000 anos no Egito. Os pesquisadores mostram que essa variedade já havia sido profundamente domesticada há 3.000 anos e que, na realidade, seu genoma é muito semelhante ao das variedades modernas de farro cultivadas na Índia, Omã e Turquia. Fonte: Agrolink

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AGRICULTURA DE PRECISÃO

Fabricantes agrícolas apostam em tecnologia para adequarem a agricultura de precisão

Fonte: Hexagon

Custos de maquinário ainda são altos, mas existem meios de adaptar-se ao mercado A tecnologia da agricultura de precisão transformou a fabricação dos maquinários agrícolas. Para melhor aproveitamento do solo, de insumos e da aplicação de produtos, tratores e colheitadeiras, por exemplo, já saem dos fabricantes com inovações tecnológicas avançadas embarcadas, como scanners, microprocessadores e softwares. Porém, os custos dessas produções ainda podem ser altos para todos os fabricantes. A solução pode estar em parcerias com quem produz essas tecnologias. Manter a produção de máquinas e agregar, de um fornecedor, hardwares (produto físico, como displays, controladores e sensores), software (sistema operacional) ou ambos (um equipamento que já venha com a tecnologia integrada de fábrica). A Divisão de Agricultura da Hexagon, sediada em Florianópolis, desenvolve, desde 2004, soluções integradas para a gestão das operações do plantio à colheita e lo-

gística, possibilitando a automação de maquinários e a maximização do controle operacional. “São ferramentas tecnológicas que viabilizam o monitoramento, o planejamento, a automação e a sistematização das máquinas e dos fluxos de trabalho na agricultura”, explica o Presidente da Divisão de Agricultura da Hexagon, Bernardo de Castro. “Nem todos os fabricantes possuem recursos para arcar com desenvolvimento das tecnologias da agricultura de precisão, e é aí que nós atuamos. Desenvolvemos tecnologias embarcadas para fabricantes de tratores e implementos, com o objetivo de transformá-los em verdadeiras ferramentas tecnológicas para eficiência agrícolas. ” A Pulverjet, fabricante do setor de pulverizadores, é um exemplo. “Notamos que tínhamos uma deficiência nos controladores por GPS dos nossos implementos, o que nos gerava gasto elevado de atendimento de pós-venda e visitas técnicas em

campo”, conta o diretor da empresa, Marcelo Variza. “Precisávamos de soluções inovadoras do mercado nacional, que estivessem prontas para serem instaladas nas máquinas e que agregassem valorização de mercado aos pulverizadores”. A adequação veio através da Hexagon, com a implementação de produtos da plataforma HxGN AgrOn, como o AgrOn Piloto Automático e AgrOn Controle de Pulverização. Soluções - A ideia das soluções desenvolvidas pela Hexagon são, principalmente, melhorar a produtividade e trazer valorização ao maquinário, tornando-o mais moderno e preciso. Outra vantagem está no apoio prestado ao fabricante, seja técnico em campo ou para o desenvolvimento para novos projetos entre as empresas. Além disso, a parceria disponibiliza programa de capacitação contínua da equipe técnica, para que o atendimento ao cliente final seja de alta qualidade e mais ágil, gerando maior satisfação. REVISTA 100% CAIPIRA |

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Geopolítica do ali estratégico ARTIGO

O Brasil, além de incrementar sua pro para a coordenação latino-american fornecimento de alimen

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imento e o papel o do Brasil

odução de alimentos, deve contribuir na, região com papel relevante no ntos para a humanidade

Por: Pedro Abel Vieira, Elísio Contini, Gilmar Henz e Virgínia Nogueira Pesquisadores da Embrapa REVISTA 100% CAIPIRA |

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A

desagregação do mundo s o c i a l ist a e o fim da g u e r r a f r i a c ont r ibu í r am p ar a qu e o s E st a d o s Un i d o s p as s a ss e m a d iv i d i r o p o d e r c om a s e c onom i as e m as c e ns ã o d o Jap ã o, d a Un i ã o Eu rop e i a e d a C h i n a , c on f i g u r and o u m novo e qu i l íbr i o mu nd i a l mu lt ip o l ar, ai nd a n ã o c ons ol i d a d o. E nqu anto o s i ste m a e c onô m i c o s e tor nou g l ob a l e a e r a d i g it a l ve m sub st itu i nd o a i n dust r i a l, a e st r utu r a p ol ít i c a p e r m ane c e c a l c a d a no c onc e i to d e e st a d o - n a ç ã o, ge r and o u m c e n ár i o d e i nd e f i n i ç õ e s , no qu a l a qu e st ã o i d e ol ó g i c a ( c apit a l i s mo ve rsus s o c i a l is mo ) ai nd a e st á pre s e nte. E s s a s i nd e f i n i ç õ e s n ã o afe t am ap e na s qu e stõ e s e c onôm i c as , m a s t amb é m a l i anç as e nt re as na ç õ e s p el o g r au d e af i n i d a d e e c onôm i c o - c ome rc i a l.

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Ind e p e nd e nte me nte d e ss a i nd e f i n i ç ã o, a as c e ns ã o e c o nôm i c a d e p aí s e s as i át i c o s p opu l o s o s e c om b ai x a c ap a c i d a d e d e e x p and i r as su as pro du ç õ e s ag r í c ol as d e i x a cl aro qu e a pro du ç ã o d e a l i me nto s s e r á u m i mp or t ante ve tor d o p o d e r d a ge op ol ít i c a , sub st itu i nd o, a o me no s p arc i a l me nte, o p o d e r qu e a e ne rg i a c on fe r iu a a l g u ns p aís e s no p ass a d o, a e xe m pl o d a O rg an i z a ç ã o d o s Paí s e s E x p or t a d ore s d e Pe t ról e o (Opep). A h ip óte s e d o ‘p o d e r d o s a l i me nto s’ nã o é nov a . A s e g u r anç a a l i me nt ar é e st r a -

té g i c a p ar a as s o c i e d a d e s e, h i stor i c ame nte, foi c au s a d e v ár i as i nst abi l i d a d e s . Pol ít i c as a l i me nt are s s ã o i nte r ve n ç õ e s c ompl e x a s e me d i a d a s p or mú lt ipl o s atore s e i nte re ss e s . Agê nc i as i nte r na c i o nai s , gove r no s , c onsu m i d o re s , e mpre s as e i nst itu i ç õ e s c i e nt í f i c as d e s e mp e n ham p a p é i s e st r até g i c o s na d e f i n i ç ã o d e a lte r nat iv as p or me i o d e d i fe re nte s me c an is mo s e are nas , f a z e nd o c om qu e d e s e qu i l íbr i o s d e p o d e r e d e i n for ma ç ã o te n ham i mp a c to no pro c e ss o d e c i s ór i o. E m g r and e p ar te, i ss o s e d e ve a o su rg i me nto d e u m


me rc a d o g l ob a l rel at iv ame n te b e m i nte g r a d o, às t r ans for m a ç õ e s no pro c e ss o d e i ndu st r i a l i z a ç ã o e c ome rc i a l i z a ç ã o d e a l i me nto s , às mu d anç as te c nol ó g i c as no c am p o e à c re s c e nte u r b an i z a ç ã o a c omp an h a d a d a e st r utu r a d a s re d e s s o c i ais . S e, t r a d i c i on a l me nte, a ag r i c u ltu r a d om i nou a p ol ít i c a a l i me nt ar, atu a l me nte a s i ndúst r i as e o s s e r v i ç o s te nd e m a i mp a c t ar o s p a d rõ e s d e pro du ç ã o e c onsu mo f avore c e nd o, ass i m , o c re s c i me nto d as re g u l a ç õ e s pr iv a d a s . C omo e xe mpl o s , v a l e c it ar a s c amp an h as e m prol d a s aú d e, d a a l i me nt a ç ã o

s au d ável e d o me i o ambi e n te, o for t a l e c i me nto d a e du c a ç ã o d e hábito s a l i me nt are s , a el ab or a ç ã o d e d i re t r i z e s e a re g u l a ç ã o d a publ i c i d a d e d o s pro duto s a l i me nt í c i o s . Ne ss e c e nár i o, t a lve z o Br as i l t a lve z s e j a o p aí s c om mai or re sp ons abi l i d a d e s o bre a e st abi l i d a d e n a p ol ít i c a g l ob a l. Nã o há dúv i d as d e qu e o Br as i l d e s e nvolve u c ap a c i t a ç õ e s b ás i c as p ar a suste nt ar o c re s c i me nto d a ag r i c u ltu r a e ate nd e r as e x p e c t at iv as d e p ar te d a d e mand a f utu r a d e a l i me nto s . A qu e st ã o é d e qu e for ma o mu nd o p e rc eb e a re put a ç ã o br as i l e i r a , e s p e c i a l me nte qu and o o j o go n ã o é d i sput a d o ap e nas c om b as e e m c omp e tê nc i as b ás i c as , d isp on ibi l i d a d e d e te rr as , te c nol o g i a e k now how. E nvolve t amb é m u ma d i me n s ã o p ol ít i c a , qu e, no f i n a l, d e te r m i na a s re g r as d o j o go e as c ond i ç õ e s d e c omp e t i r. A re f l e x ã o prop o st a é s e o p aí s e st á d e f ato pre p ar a d o — ou, p el o me no s , s e pre p ar and o — p ar a o p e s a d o j o go d a p ol ít i c a i nte r n a c i ona l qu e, c a d a ve z mais , afe t a o c omé rc i o ag r í c ol a i nte r na c i ona l e te m na re put a ç ã o a su a b as e. A pr át i c a d o c omé rc i o i n te r n a c i ona l e ns i na qu e a re put a ç ã o d o s pro duto s ag re g a v a l or e qu e e ss a c ar a c te r í st i c a n ã o é u ma d á d iv a , mas u ma c onst r u ç ã o d e l ongo pr a z o, e nvolve nd o e t ap as e a ç õ e s d e i nú me r as i nst itu i ç õ e s , i n i c i and o - s e p el a pro du ç ã o d e

Fonte: ABEEólica

d a d o s e i n for ma ç õ e s qu e e m b as e m as d i s c uss õ e s . Ne go c i a ç õ e s i nte r na c i onai s e mb a s a d as e m e stu d o s e f ato s re ai s c onst itu e m - s e e m p o d e ro s o i nst r u me nto p ar a a c onst r u ç ã o d a re put a ç ã o. Ne st a d i s c uss ã o t r at amo s d e du a s for mas b ás i c a s d e re put a ç ã o p ar a pro duto s d o ag rone gó c i o : qu a l i d a d e e d i fe re nc i a l. Q u a l i d a d e c om pre e nd e at r ibuto s d e v a l or rel a c i ona d o s à s au d abi l i d a d e ( nut r i ç ã o e s aú d e ) , s ab or, c onve n i ê nc i a , e, pr i nc ip a l me nte, aus ê nc i a d e c ont am i nante s qu e c omprome t am a s aú d e d o s c onsu m i d ore s . A d i fe re nc i a ç ã o i nd i c a ag re g a ç ã o d e v a l or a u m pro duto e m rel a ç ã o a p ote nc i ai s c onc orre nte s , c omo d e nom i na ç ã o d e or i ge m e c e r t i f i c a ç õ e s . Um e xe mpl o cl áss i c o mu nd i a l d e d i fe re nc i a ç ã o é o e spu m an te C hamp an he, or i g i n ár i o d e re g i ã o d a Fr anç a , c uj o v a l or d e me rc a d o é sup e r i or a o s d e mai s c onc or re nte s . S e o pro duto, pr i nc ip a l me nte a l i me nto, c are c e d e re put a ç ã o, o me rc a d o te nd e a re j e it á - l o e / ou re du z i r s e u pre ç o. Os pro duto s d o ag ro ne gó c i o br as i l e i ro tê m b om c onc e ito no me rc a d o i nte rno, nã o s ó p el o pre ç o, m a s t amb é m p el a qu a l i d a d e. Um e xe mpl o d a re put a ç ã o p o s i t iv a d o pro duto na c i ona l é a pre fe rê nc i a d o br as i l e i ro p or f r ut as na c i onai s f re s c a s , d e s t a c and o - s e a ma ç ã . Um c a s o e mbl e mát i c o d e re put a ç ã o REVISTA 100% CAIPIRA | 11


p o s it iv a d o pro duto i mp or t a d o s obre o n a c i on a l é a d o s v i n ho s , e m qu e o s i mp ort a d o s tê m a pre fe rê nc i a d o s c onsu m i d ore s br as i l e i ro s . O u s e j a , re c on he c e m - s e pro g re s s o s re a l i z a d o s p el a e nol o g i a na c i on a l no s ú lt i mo s ano s , m a s c ons i d e r a - s e qu e s ã o i n su f i c i e nte s p ar a d e monst r ar at r ibuto s d e qu a l i d a d e e d i fe re nc i a ç ã o. O Br a s i l c onst r u iu u m pu j ante s e tor ag r í c ol a nu m a pr i me i r a f a s e, volt a d o a o ab a ste c i me nto i nte r no e p o s te r i or me nte t amb é m p ar a as e x p or t a ç õ e s . O Br as i l t amb é m d ive rs i f i c ou a p aut a d e e x p ort a ç õ e s e m te r mo s d e nú me ro d e pro duto s e d e st i no s . L á s e v ai o te mp o e m qu e as e x p ort a ç õ e s d e p e nd i am ap e n as d e c afé, a ç ú c ar e c a c au. Na atu a l i d a d e, a l é m d o c afé e a ç ú c ar, o p aí s é l í d e r n a s e x p or t a ç õ e s d e su c o d e l ar anj a , s oj a , c arne s d e f r ango e b ov i n a , e o c u p a o s e g u nd o lu g ar e m m i l ho e ól e o d e s oj a . A d ive rs i f i c a ç ã o d a p aut a d e e x p or t a ç õ e s ag r í c ol as d o Br as i l c on fe re m ai or e st abi l i d a d e à ge r a ç ã o d e d iv i s a s , o qu e c ont r ibu iu p ar a a l c anç ar a re put a ç ã o d e p otê nc i a ag r í c ol a . Poré m , s e p or u m l a d o e ss e re c on he c i me nto é g r at i f i c ante a o s br a s i l e i ro s , p or out ro ag u ç a a c omp e t i ç ã o e as b ar re i r as a o pro duto br a s i l e i ro no e x te r i or, re forç and o ass i m a ne c e ss i d a d e d e s e i nc re me nt ar a i m age m d o ag ro n a c i on a l. A pr i me i r a a ç ã o p ar a a 12 | REVISTA 100% CAIPIRA

c onst r u ç ã o d e re put a ç ã o ( p o s it iv a ) d o s pro duto s ag r í c o l as d o Br as i l é ne ut r a l i z ar as p e rc e p ç õ e s ne g at iv as no e x te r i or. D u as d e ss as p e rc e p ç õ e s s ã o d iss e m i n a d as e m mu it as p ar te s d o g l ob o : a qu e st ã o ambi e nt a l, c om for te ap el o c ont r a o d e s mat ame nto, pr i n c ip a l me nte na Ama z ôn i a ; e a qu e st ã o s o c i a l, c onsub st an c i a d a na i d e i a d e qu e a ag r i c u ltu r a br as i l e i r a ut i l i z a ai n d a t r ab a l ho e s c r avo. Ve rd a d e s ou me i as - ve rd a d e s , e ss as qu e stõ e s p o d e m afe t ar t an to as qu ant i d a d e s e x p or t a d as c omo o v a l or d o s pro duto s . A b ar re i r a ambi e nt a l j á ve m s e nd o e n f re nt a d a c om ma e st r i a p el o s e tor ag r í c ol a d o Br as i l. O C ó d i go F l ore st a l Br as i l e i ro g ar ante qu e o s e tor pr iv a d o pre s e r ve, no m í n i mo, 2 0 % d o s bi omas natu r ai s . A l é m d e ss a g ar ant i a i né d it a no mu nd o, s i ste mas ag r í c ol as i nte g r a d o s , o us o d e m i c rorg an is mo s e m sub st itu i ç ã o a pro duto s qu í m i c o s , o pl ant i o d i re to, e tc . p o ss ibi l it ar am , no s ú lt i mo s 1 0 ano s , qu e a p e c u ár i a d o Br as i l re du z i ss e a e m iss ã o d e g as e s d o e fe ito e stu f a ( G E E ) p or tonel a d a d e c ar ne pro du z i d a a u ma t a x a d e 4 , 5 % a o ano. Q u anto à qu e st ã o ambi e n t a l, a ag r i c u ltu r a d o Br a s i l o c up a p o s i ç ã o c on for t ável e m rel a ç ã o à re a l i d a d e d e p aí s e s c omo E UA , Arge nt i na e C a n a d á , p oi s , a d e sp e ito d e a l g u ns probl e m as c omo o d e s mat ame nto, o Br as i l d i sp õ e

d e te c nol o g i as , s i ste m a s d e pro du ç ã o, p ol ít i c as públ i c a s e i nst itu i ç õ e s qu e g ar ante m a su a b o a re put a ç ã o ambi e n t a l. Já qu anto à qu e st ã o s o c i a l, a p o s i ç ã o d a ag r i c u ltu r a br as i l e i r a no e x te r i or nã o é t ã o c on for t ável. Tr ab a l ho i n f ant i l, t r ab a l ho e s c r avo e d e s re sp e ito às m i nor i a s s ã o assu nto s qu e e st ã o s e tornand o re c or re nte s na m í d i a i nte r na c i ona l s obre o Br a s i l. Nã o há dúv i d as d e qu e, a ss i m c omo a b ar re i r a ambi e nt a l, a b ar re i r a s o c i a l, s e pro sp e r ar, t amb é m s e r á sup e r a d a , p oi s , a d e sp e ito d e a l g u ns probl e mas p ontu ai s nas rel a ç õ e s d e t r ab a l ho, o Br as i l d i sp õ e d e l e g i sl a ç ã o t r ab a l h i st a mo d e rna e i nst itu i ç õ e s su f i c i e nte me nte s ól i d as p ar a ge r ar u m ambi e nte t r ab a l h i st a s e g u ro qu and o c omp ar a d o a o s s e u s pr i nc ip ai s c onc or re nte s ag r í c ol as . O Br as i l, a l é m d e i nc re me nt ar su a pro du ç ã o d e a l i me nto s , d e ve c ont r ibu i r p ar a a c o ord e na ç ã o l at i no - ame r i c ana , re g i ã o c om p ap el re l e v ante no for ne c i me nto d e a l i me nto s p ar a a hu m an i d a d e. Par a t anto, a pr i or i d a d e d e ve s e r a c onst r u ç ã o d e re put a ç ã o ( p o s it iv a ) d o s pro du to s d o ag ro br as i l e i ro, o qu e s ome nte s e r á p o ss ível c om a ge r a ç ã o d e c on he c i me nto e a pro du ç ã o d e i n for ma ç õ e s qu e suste nte m as d i s c uss õ e s d a s v ár i as b ar re i r a s qu e s e r ã o l e v ant a d as c ont r a o Br a s i l no c e nár i o i nte r na c i on a l.


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APICULTURA

Prรณpolis verde mineira conquista mercado internacional Produzida a partir do alecrim-do-campo, a prรณpolis tem despertado interesse por suas propriedades medicinais

Fonte: SEAPA MG

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Quando se fala em apicultura, a associação com a produção de mel é imediata. O produto é o mais representativo do segmento e o volume produzido no estado é de pouco mais de 4 mil toneladas (10% da produção nacional). Mas a apicultura tem outros produtos explorados comercialmente, a exemplo da própolis verde, típica de algumas regiões do estado, que vem despertando o interesse no mercado internacional e ganhando espaço entre os produtos exportados pelo segmento. A própolis é uma resina natural que a abelha usa para proteger as colmeias, bastante procurada por suas propriedades medicinais. Suas características são reconhecidas como antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, além de ser rica em vitaminas e diversos minerais. A sua composição varia de acordo com a área geográfica e os diferentes tipos de plantas das quais é recolhida. É exatamente neste ponto que entra o diferencial de Minas Gerais na produção da própolis verde, obtida nos locais onde é abundante a presença do alecrim-do-campo (planta que fornece as características da própolis verde). Esse tipo de própolis é considerado especial devido à sua composição e concentração das propriedades medicinais. Com produção estimada em torno de cem toneladas, a própolis verde mineira tem certificação de Denominação de Origem concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), em 2016. Delimitada como “Região da Própolis Verde de Minas Gerais”, a área abrange 102 municípios, distribuídos no Sul, Centro-Oeste e Leste do estado. As regiões produtoras de própolis verde apresentam solo ácido e altos teores de ferro, característicos de locais com exploração de minério.

atrapalhava o manejo das colmeias e a colheita do mel. Para resolver a situação, todos os anos limpávamos as colmeias, raspando e jogando a própolis fora”, lembra. Os primeiros interessados na compra da própolis apareceram em 86. Nessa época, sua produção média de própolis verde era de 250 gramas por colmeia, colhida uma vez no ano, durante a limpeza das caixas. “Eu tinha apenas 13 anos e fui participando de cursos sobre criação de abelhas e me aprimorando na atividade, com o foco voltado para o manejo racional e as boas práticas de produção”, conta Ramos. Segundo o apicultor, o interesse internacional pela própolis verde mineira começou em 89, durante o Apimondia, realizado no Rio de Janeiro, naquele ano. O evento é considerado a principal vitrine da apicultura internacional, abrindo oportunidades para o compartilhamento de tecnologias, tendências de mercado e realização de negócios. “Naquela edição do Apimondia, os empresários japoneses tiveram contato com a própolis verde mineira e, a partir daí, começou o comércio formalizado da nossa produção para o Japão”, contextualiza Cézar Ramos, que também é diretor da Associação Brasileira das Empresas Exportadoras de Mel, Própolis e Derivados (Abemel). Na última edição do Apimondia, realizado em setembro deste ano, no Canadá, a produção mineira de própolis verde ganhou destaque perante o mercado internacional. A produção audiovisual intitulada “Green Propolis: a Gift Brazilian Nature to the World” (Própolis Verde: Um Presente da Natureza Brasileira para o Mundo) conquistou a medalha de bronze no concurso World Beekeeping Awards Apimondia 2019 na Categoria vídeo, e o prêmio foi recebido pelo apicultor Cézar Ramos.

Do problema à exportação

Crescimento

O empresário e presidente da Federação Mineira de Apicultura (Femap), Cézar Ramos Júnior começou a trabalhar com abelhas, no início da década de 80, com foco direcionado para a produção de mel e cera. Sua trajetória na atividade vem sendo construída em Bambuí, município localizado no Centro-Oeste do estado, que pertence à região reconhecida pelo INPI com a Denominação de Origem. “Quando comecei, a própolis era considerada um problema, pois

Nessas três décadas (de 89 a 2019), a demanda do mercado japonês aumentou, consideravelmente. As exportações, também, se expandiram para outros países da Ásia, como China, Coréia, além da Europa, Estados Unidos, e também houve crescimento do consumo interno brasileiro. Do volume anual de 250 gramas, a produtividade média da própolis verde saltou para 1,5 kg/colmeia/ano com a utilização de métodos com vários tipos de coletores que facilitam o traba-

lho, com colheitas semanais no período de safra, nos meses de novembro a maio, coincidindo com o período de clima quente e chuvoso. O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e os órgãos vinculados (Emater-MG, Epamig e Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA), desenvolve diversas ações de apoio à produção e comercialização, por meio da assistência técnica, dos programas de certificação, além do registro e inspeção sanitária dos estabelecimentos que processam o mel e seus derivados. Segundo o assessor especial da Seapa, Frederico Ozanam de Souza, para a atuação efetiva do governo, é necessário que o produtor esteja com a sua atividade regularizada. “É necessária a regularização na área ambiental e, também, registrar o apiário no IMA, formalizando a atividade. Não tem como o governo atuar sem o produtor dizer onde ele está localizado, quanto ele tem de produção e quais as suas dificuldades”, pondera. Neste ano, também foram retomadas as atividades da Câmara Técnica de Mel e Produtos das Abelhas. Vinculadas à Secretaria de Agricultura, as câmaras técnicas assumem o papel de fórum de integração, discussão e busca de soluções para todos os segmentos das cadeias produtivas do agronegócio mineiro que elas representam, fornecendo subsídios e estudos para a atuação do Conselho Estadual de Política Agrícola (CEPA). Depois de quatro anos paralisada, a câmara técnica do segmento da apicultura se reuniu em setembro deste ano. “Consideramos esse momento bastante importante, porque é justamente dentro dessas câmaras que o setor produtivo e as instituições públicas envolvidas discutem os gargalos que o setor vem enfrentando e, numa ação de parceria, podem encontrar os caminhos para o desenvolvimento do setor”, finaliza o assessor técnico da Seapa, Frederico Ozanam. Apicultura em Minas Segundo levantamentos da Emater-MG, a atividade apícola está presente em 580 municípios mineiros e gera em torno de 45 mil empregos diretos e indiretos no estado. A empresa realiza o trabalho de assistência técnica e extensão rural a 7,1 mil produtores, entre pequenos, médios e grandes. REVISTA 100% CAIPIRA | 15


AVIAÇÃO AGRÍCOLA

Evento promovido pela Syngenta demonstra segurança e eficiência da aviação agrícola

Dia de Campo ocorreu em Goioerê (PR) e contou com palestras de especialistas e simulação prática de pulverização por aviões

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Em parceria com o Sindag (Sindicato Nacional das Emp r e s a s d e Av i a ç ã o A g r í c o l a ) , a Syngenta organizou um Dia de Campo de aplicação aérea de defensivos. Realizado em Goioerê (PR), o evento demonstrou, na prática, que a pulverização por aviões é segura, eficiente e fundamental para a produtividade e sustentabilidade de importantes culturas agrícolas brasileiras. O encontro reuniu mais de 80 participantes e contou com o apoio do Sindicato Rural de G o i o e r ê , Ap r o s o j a - P R ( A s s o ciação dos produtores de soja e milho do Paraná), Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná), Alcopar (Associação de Produtores de Álcool e Aç úcar do Est ado do Paraná), Sindiveg (Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para D e f e s a Ve g e t a l ) e d o g r u p o d e Mu l h e r e s d o A g r o . E m p r e s á r i o s , produtores, cooperativas, entidades do agronegócio e representantes e técnicos de governo puderam conferir palestras que mostraram as boas práticas do s eg mento, como as rot inas, te cnologias empregadas e técnicas de segurança operacional e ambiental. Em seguida, houve a simulação de uma aplicação aérea. Ut i l i z a n d o á g u a n o l u g a r d e agroquímicos, o líquido foi pulverizado sobre papéis hidrossensíveis, que indicaram a p r e c i s ã o d o s a v i õ e s . “A s c o n d i ções climáticas em que o teste foi feito eram instáveis, e jamais poderiam estar presentes em circunstâncias reais, mas como se tratava apenas de água não hav i a nen hum r is co. Mesmo assim, o resultado foi impressionante, porque a deriva não ultrapassou 50 metros, distância bem menor do que os 250 metros exigidos por lei. Com o resu lt ado, p o demos af ir mar que uma aplicação aérea bem-feita é segura para o meio ambiente e

p a r a a p o p u l a ç ã o”, e x p l i c a T i a - p o i s a a v i a ç ã o a g r í c o l a é s e g u go Noronha, G erente de Assun- ra e viabiliza c ulturas de p es o tos Públicos da Syngenta. n o B r a s i l . “A p u l v e r i z a ç ã o a é r e a conta com muita tecnologia. É Informação de qualidade uma ferramenta importante para a produção de diversos inUm a d a s p r i n c i p a i s p a l e s t r a s s u m o s , c o m o a s o j a e o m i l h o”, d o d i a f o i d e U l i s s e s A n t u n i a s - e x p l i c a . “A S y n g e n t a p o s s u i u m s i , p r o f e s s o r d a Un e s p ( Un i v e r - g r a n d e d i f e r e n c i a l , q u e é e s t a r s i d a d e E s t a d u a l P a u l i s t a Jú l i o j u n t o c o m o p r o d u t o r. S e m e s s a de Mes quit a Filho) de B otucatu parcer ia não cons eguir íamos e coordenador do programa do mostrar a eficácia de práticas C A S ( C e r t i f i c a ç ã o A e r o a g r í c o - c o m o e s t a”, c o m p l e t a . la Sustentável). O especialista destacou que as boas práticas Investimento em sustentabiliem tecnologia de aplicação aé- dade rea estão sedimentadas em três pi l ares: gest ão d a infor maç ão, A Syngenta realiza investicondições meteorológicas ade- mentos regulares em tecnologia qu ad as e us o de té cnic as p ara e c ap acit aç ão no c amp o, v is anredução da deriva (TRD). “Este do as melhores condições de tripé deve estar fundamentado trabalho e segurança operacioem informações e rastreabili- nal e ambiental. dade de dados; condições meAs iniciativas estão em linha teorológicas favoráveis; e em com os compromissos em sustécnicas que reduzam o risco de tentabilidade assumidos pela deriva, como a composição da companhia. Recentemente, a calda, altura de voo e faixa de empresa anunciou globalmente d e p o s i ç ã o”, e s c l a r e c e . que destinará US$ 2 bilhões, ao O evento também contou com longo dos próximos cinco anos, uma apresentação do programa para ajudar os agricultores a se C o l m e i a Vi v a , q u e r e ú n e 1 6 i n - p r e p a r a r e e n f r e n t a r a s c r e s c e n dústrias associadas ao Sindiveg tes ameaças causadas pela mue fornece informações, estudos, dança climática. O plano prevê manuais e ferramentas que con- pelo menos dois avanços tecnotribuem para as boas práticas e lógicos disruptivos ao mercado a co existênci a ent re a apic u ltu- a c ad a ano. ra e a agricultura – reforçando Especificamente no Brasil, a um aspecto importante para ga- Syngenta lançará o Reverte, em rantir a sustent abilidade no us o parcer ia com a The Nature C onde te cnolog i as no c amp o. ser vancy (TNC), maior organiSegundo Elisangeles Souza, zação de conser vação ambiental gerente de Insumos d a Faep, do mundo. O proj eto ajud ará o Dia de Campo é de extrema agricultores e pecuaristas a trai m p o r t â n c i a p a r a o s e t o r. “O z e r p a s t o s d e g r a d a d o s d o C e r e vento atendeu os obj et ivos es- rado de volt a ao c u lt ivo, p or perados. Desmistificou o tema meio de soluções agronômicas, somando explicações teóricas e ferramentas financeiras e prodemonstração prática. Provou tocolos sobre o uso de insumos que quando feita corretamente, (de fertilizantes e sementes até a aplicação é segura e respeita maquinário e produtos de proa l e g i s l a ç ã o v i g e n t e”, d e s t a c o u . t e ç ã o d e c u l t i v o s ) . O o b j e t i v o Márcio B onesi, presidente é aumentar a produtividade já d a Ap r o s o j a - P R , e n f a t i z o u q u e n o c u r t o p r a z o , p a r a p e r m i t i r o é essencial levar conhecimento retorno sobre o investimento e e informação de qualidade para evitar mais degradação do bioa cadeia e para a sociedade, ma. Fonte: Syngenta REVISTA 100% CAIPIRA |17


GOVERNO

Secretário do mudanças na Embr Já o assessor especial do Mapa e diretor da SNA, Francisco Basílio, afirmou que “a Embrapa é um dos desafios da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e que “o governo irá trabalhar por uma nova empresa”

Fonte: SNA

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Mapa anuncia Conab e na rapa Em visita à Sociedade Nacional de Agricultura (SNA) nesta terça-feira (5/11), o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, disse que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) irão passar por um processo de reestruturação. “Vivemos um momento diferente no Brasil e o ministério atualmente está quebrando barreiras”, declarou Montes. No caso da Embrapa, o secretário disse que a instituição “precisa achar um foco de atuação e se livrar do viés político”. Montes chamou a atenção para o fato de que “o enfoque do governo passou a ser estritamente técnico”, e que “a Embrapa também seguirá por esse caminho”. Já o assessor especial do Mapa e diretor da SNA, Francisco Basílio, afirmou que “a Embrapa é um dos desafios da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e que “o governo irá trabalhar por uma nova empresa”. O ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) participou de um almoço na SNA, onde destacou o desempenho da ministra da Agricultura e comentou que é necessário que o governo mostre a realidade do agronegócio nacional para o Brasil e o mundo. “A tradição da agricultura brasileira tem de ser inserida na sociedade urbana, que não conhece a importância e a força do agronegócio. Precisamos divulgar essa realidade”, disse o secretário do Mapa, acrescentando ainda que a imagem do Brasil no exterior “é totalmente equivocada”.

cultura Marcelo Queiroz e do presidente da Fecomércio, Antonio de Queiroz, para que seja resolvida a atual situação da Cobal do Humaitá e da Cobal do Leblon, que enfrentam problemas relacionados à gestão, infraestrutura e espaços ociosos. O secretário destacou ainda que “a Sociedade Nacional de Agricultura é uma instituição forte que pode colaborar muito com o Ministério da Agricultura”. O presidente da SNA, Antonio Alvarenga, disse que a entidade está pronta para colaborar com o ministério “para ajudar no que for preciso”, mencionando a possibilidade de auxiliar no projeto de implantação do Polo de Tecnologia e Inovação nas instalações da Embrapa Solos, no Rio de Janeiro, com o apoio da iniciativa privada. “O Brasil está ingressando em uma nova fase de crescimento econômico. Os primeiros resultados das medidas implementadas pelo governo Jair Bolsonaro já começam a aparecer. O Rio de Janeiro precisa acompanhar essa trajetória de desenvolvimento. Além do setor de petróleo, o estado tem potencial para avançar em outras áreas, inclusive no agronegócio”, enfatizou Alvarenga. Ao defender investimentos em novas vocações do Rio, o secretário Marcelo Queiroz afirmou que o governo precisa criar um tipo de marca de desenvolvimento sustentável para o estado. “Temos um mercado consumidor muito grande e há muitas oportunidades neste setor”. Iniciativas

O presidente da Fecomércio, por sua vez, s a l i e nt ou qu e , “p a r a h av e r d e s e nv o l v i m e nt o s ó l i d o, é n e c e s Colaborações s á r i o e du c a ç ã o”. Ne s s e c ont e x t o, Ao falar sobre o Estado do Rio, Mon- Q u e i ro z a nu n c i ou a e l a b or a ç ã o tes pediu o apoio do secretário de Agri- d e u m proj e t o e m p a rc e r i a c om

o S e br a e e o S e n a c p a r a a c r i a ç ã o d e u m a e s c o l a d e e mpre e n d e d or i s m o. O pre s i d e nt e d e s t a c ou a i n d a qu e “o s s e t ore s d e c om é rc i o e s e r v i ç o s n o R i o re pre s e n t a m 7 0 % d o P I B d o e s t a d o, s e n d o g r a n d e s g e r a d ore s d e e mpre g o s”. O d i re t or d a SNA , T h om á s To s t a d e S á , e n f at i z ou qu e o m e rc a d o d e c apit a i s s e r á o g r a n d e f at or d e d e s e nv o l v i m e nt o e c o n ôm i c o e s o c i a l d o Pa í s . “ A l é m d i s s o, p o d e s e r u m g r a n d e i n s t r u m e nt o p a r a o d e s e nv o l v i m e n t o d o a g ron e g ó c i o n o R i o d e Ja n e i ro”. Ao c om e nt a r o s re c e nt e s av a n ç o s t e c n o l ó g i c o s re l at i v o s a o s c h a m a d o s “n ov o s a l i m e nt o s” c om o p or e x e mp l o a c a r n e d e l a b or at ór i o e l a b or a d a à b a s e d e p l a nt a s a d i re t or a d a SNA , Sy l v i a Wa c h s n e r, a f i r m ou qu e “e s s e t ip o d e t e c n o l o g i a , a s s o c i a d a à c a d e i a d o a g ron e g ó c i o, é u m a op or tu n i d a d e p a r a o R i o f a z e r a d i f e re n ç a”. Ta mb é m p a r t i c ip a r a m d o a l m o ç o c om o s e c re t á r i o Ma rc o s Mont e s , o s d i re t ore s d a C on a b, C l áu d i o R a n g e l P i n h e i ro e Jo s é d a C o s t a Ne t o ; a s up e r i nt e n d e n t e d o Map a n o R i o d e Ja n e i ro, R e n at a B r i at a d a C on c e i ç ã o ; o pre s i d e nt e d a As s o c i a ç ã o d e C o m é rc i o E x t e r i or d o B r a s i l ( A E B ) , Jo s é Au g u s t o d e C a s t ro ; o s v i c e - pre s i d e nt e s d a SNA , O s a n á A l m e i d a , Hé l i o S i r i m a rc o e Tit o Ry f f ; o s d i re t ore s d a i n s t itu i ç ã o, A l b e r t o F i g u e i re d o, Má rc i o S e tt e For t e s , Fr a n c i s c o Vi l l e l a , Tu l i o A r v e l o D u r a n , C h e qu e r Ja b ou r C h e qu e r, Pau l o P rot á s i o e C l áu d i o C ont a d or, e a e d it or a d a re v i s t a A L av ou r a , C r i s t i n a B a r a n . REVISTA 100% CAIPIRA | 19


AQUICULTURA E PESCA

Tecnologia para reprodução de tambaqui é repassada para produtores do Amazonas

Curso foi realizado nas instalações do CTTPA em Balbina

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O uso de alevinos de qualidade e com boa genética é um dos fatores principais para o sucesso na criação de tambaqui em cativeiro na região Norte. Com o objetivo de qualificar produtores de oito municípios do Amazonas, a Embrapa Amazônia Ocidental e a Secretaria Executiva de Pesca e Aquicultura (SEPA) do Estado do Amazonas promoveram um curso sobre reprodução da espécie, entre os dias 04 e 08 de novembro. A capacitação foi realizada no Centro de Treinamento, Tecnologia e Produção em Aquicultura (CTTPA), em Balbina, município de Presidente Figueiredo, AM, que é considerado referência em reprodução de tambaquis. Ministrado por Ronan Alves de Freitas, José Mario Baracho de França e Leôncio Neves Rolin, da equipe da Sepa e que atuam no CTTPA, o curso abordou todas as etapas e protocolos para a reprodução do tambaqui e a formação de alevinos para futura criação em cativeiro. Segundo o engenheiro de pesca José Maria Baracho, o procedimento para a reprodução induzida da espécie não é complicado e pode ser acessível aos produtores, mas engloba diferentes fases que precisam ser executadas de acordo com as tecnologias já testadas pela pesquisa e que já são utilizadas. “A reprodução induzida possibilitou a grande expansão da criação de tambaqui na região e como sabemos o segredo da

piscicultura está no uso de alevinos de qualidade”, ressaltou Baracho. A capacitação é mais uma ação do projeto “Transferência de tecnologias para o desenvolvimento da piscicultura no Estado do Amazonas (Peixe-Pró)”, coordenado pelo pesquisador da Embrapa Amazônia Ocidental Roger Crescêncio. O Peixe-Pró integra o Projeto Integrado para a Produção e Manejo Sustentável do Bioma Amazônia, financiado com recursos do Fundo Amazônia e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por esse projeto, foram realizadas, em 2019 capacitações sobre a produção de tambaqui em tanque escavado em diferentes municípios do Amazonas, com o objetivo de repassar tecnologias e boas práticas que aumentem a produtividade e a renda dos produtores do estado. De acordo com Roger Crescêncio ainda é comum para o piscicultor ter prejuízos em decorrência de uso de alevinos que baixa qualidade. “Muitas vezes o produtor compra alevinos que não se desenvolvem e crescem como o esperado, perdendo parte ou até toda a produção”, disse. Segundo o pesquisador, essa capacitação vem justamente para propiciar que produtores já envolvidos na atividade dominem a tecnologia de reprodução e abasteçam sua própria criação e a de outros na região em

que está instalado. Com isso o objetivo é qualificar e ampliar a produção de tambaqui no estado, peixe muito apreciado e consumido na região Norte do país. Durante o curso foram repassadas informações sobre todo o processo de reprodução, desde a escolha das matrizes até a soltura dos alevinos nos tanques de criação. Um dos processos necessários é a aplicação de hormônios para induzir as matrizes à reprodução, uma vez que o tambaqui não se reproduz de forma espontânea em cativeiro. “Selecionar peixes maduros e saudáveis, com boa genética, como matrizes é fundamental para que a reprodução e, posteriormente, o processo de engorda seja bem sucedido”, ressaltou José Mario Baracho. Um dos participantes do curso foi o produtor Honório Rios, cuja propriedade está localizada no município de Silves. Fazendo esse tipo de capacitação, Rios disse que pretende iniciar reprodução no início do próximo ano, período em que planeja ampliar sua atividade na criação de peixes. “É preciso investir na qualidade dos alevinos para tenhamos um produto também de qualidade para entregar para o consumidor”. Além de Rios participaram da capacitação produtores dos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva, Humaitá, Benjamin Constant, Apuí, Presidente Figueiredo e Iranduba. Fonte: Embrapa Amazônia Ocidental

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GESTÃO

Aplicativo facilita gestão de casas de sementes e intercâmbio entre elas

Fonte: Embrapa

A partir de novembro, agricultores que gerenciam casas de sementes ganharão facilitará

uma rotina

ferramenta e

que

administração

desses espaços O BioSemeie, aplicativo gratuito para celulares com sistema operacional Android, lançado pela Embrapa no dia 19 de novembro, durante o Semiárido Show, em Petrolina (PE), e terá como principais funções o controle de estoque e o intercâmbio de sementes e conhecimentos, integrando seus futuros usuários, que poderão fazer o download a partir do Google Play. O BioSemeie foi desenvolvido pelo médico veterinário Raimundo Lôbo, pesquisador da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), que possui experiência em desenvolvimento de sistemas de tecnologia da informação para pesquisa agropecuária. Segundo ele, o desafio 22| REVISTA 100% CAIPIRA

de criar uma ferramenta em uma área de atuação diferente (ele é pesquisador de Melhoramento Genético Animal) foi motivado pela preocupação com a gestão de casas de sementes, e com os riscos de perda da biodiversidade e do conhecimento tradicional de agricultores a respeito das sementes crioulas. “A partir dessa preocupação, pensei: por que não desenvolver um aplicativo que tanto fizesse controle do estoque de sementes, como também registrasse as características do conhecimento que o agricultor tem sobre elas?”, recorda Lôbo. A ferramenta permitirá que os administradores cadastrem informações sobre suas sementes, facilitando,

inclusive, que outros agricultores possam buscar sementes de acordo com características que desejarem, permitindo um intercâmbio. Durante o período de desenvolvimento, o aplicativo foi testado por alguns parceiros, que destacaram o potencial para organização das casas de sementes, cujo controle de estoque se faz, na maior parte das vezes, de forma manual (com uso de formulários impressos no caso de algumas). Os registros de entrada e saída de sementes muitas vezes são processos muito informais, conforme ressalta Lourdes Camilo, gestora pública da Cáritas Diocesana de Tianguá (CE). “A


maioria não conta com um processo informatizado. O aplicativo tem potencial enorme, porque traz dados como a localização das casas, a quantidade de sócios e pode fortalecer a organização, com acesso rápido à informação sobre quantidade e variedade de sementes”, avalia ela. Aplicativo fácil de operar A partir do download, o usuário pode se cadastrar escolhendo um dos perfis: o de administrador de casas de sementes ou de usuário geral. Este último terá acesso ao catálogo das sementes cadastradas, poderá conhecer as características descritas e fazer suas buscas. Já os administradores das casas, além dessas funcionalidades, também terão, com o registro de suas credenciais, acesso completo ao sistema do aplicativo, para inserir as informações sobre as sementes que tem à disposição e suas características, como espécies e cores. O próprio aplicativo disponibilizará um passo a passo para que cada usuário saiba como proceder com seu cadastro. Segundo Lôbo, uma das vantagens da ferramenta é permitir que os administradores das casas de sementes possam alimentar informações sobre seu material de estoque mesmo sem conexão com a internet – uma demanda sugerida pelos próprios agricultores consultados, uma vez que no campo nem sempre há redes. Ele recomenda, porém, que esses usuários se conectem, sempre que possível, para fazer as sincronizações de suas informações com o banco de dados do aplicativo. “Se ele não faz a sincronização, toda a informação fica só no aparelho dele. Se não compartilha, ele não colabora com os demais administradores de casas de sementes, nem com o objetivo maior, que é a manutenção da biodiversidade”, alerta o pesquisador. Outra vantagem do BioSemeie será a flexibilidade das informações no banco de dados, retroalimentável a partir das descrições dos usuários, para favorecer a disseminação do conhecimento tradicional dos agricultores. Assim, o usuário poderá caracterizar sementes segundo suas características agronômi-

cas (cores, ciclos, resistência à seca, entre outras), mas também inserir outras características que julgue importantes. “Você pode cadastrar a cor de uma semente que é marrom, mas o agricultor pode chamar essa cor de outra forma. Então, ficarão o cadastro da cor agronômica em si e também da forma como o agricultor se expressa, ele terá permissão para isso”, explica Lôbo. Com isso, espera-se também facilitar as buscas por sementes com características desejáveis no BioSemeie, que informará ainda onde esse material estará disponível. Biodiversidade de sementes Além de facilitar gestão e intercâmbio, o BioSemeie pretende ser uma ferramenta para favorecer o uso de sementes, em especial as chamadas variedades crioulas, de tradicional utilização por comunidades de agricultores e que podem ser alternativas quando não há disponibilidade de sementes comerciais. No Semiárido brasileiro, é hábito de famílias rurais produzirem e guardarem suas próprias sementes, que mostram, inclusive, bons resultados em termos de tolerância a adversidades ambientais ou à baixa fertilidade dos solos. A troca de conhecimentos, por meio do aplicativo, pode ser útil também para pesquisadores da área de Melhoramento Genético Vegetal, que poderão identificar e testar esses materiais. De acordo com o engenheiro-agrônomo Marcelo Renato Araújo, analista da Embrapa Caprinos e Ovinos, algumas sementes crioulas vêm sendo selecionadas há muitas décadas por agricultores no Semiárido e sobrevivido a transformações, sem alterar qualidade. “É um processo de seleção contínua: feita de forma consciente pelo uso do agricultor e pela própria seleção natural, pela qual só sobrevive quem é adaptado”, explica. Para Araújo, é fundamental observar que as sementes encontradas nas casas costumam ser renovadas pelos próprios usuários, permitindo que o material esteja em constante evolução. “São sementes que estão interagindo com o ambiente e os sistemas de cultivo, o que é mais importante”, frisa ele, res-

saltando que, por isso, o BioSemeie poderá ser uma rica fonte de conhecimento para os melhoristas vegetais. “Essas sementes podem servir para futuros programas, com cruzamentos entre elas ou com outras variedades comerciais”, acredita o analista da Embrapa. Maior facilidade na busca pelas sementes crioulas poderá também resultar em ganhos para a autonomia dos produtores rurais, na avaliação de Lourdes Camilo, da Cáritas de Tianguá. “Eles podem ter as sementes no tempo certo para o plantio, reduzindo a dependência de programas governamentais. Assim que chegar o período, a semente já estará no ponto para preparar o roçado”, prevê. Conhecimento tradicional auxiliando o científico Tradicionalmente difundidas e usadas pelos próprios agricultores, que acumulam décadas de conhecimentos sobre elas, as sementes crioulas têm sido objeto de pesquisas para validar, de forma científica, o que o saber tradicional recomenda. Uma dessas pesquisas envolveu a equipe da Embrapa Caprinos e Ovinos e alguns dos parceiros que testaram o BioSemeie: a avaliação de sementes crioulas de milho e feijão-caupi usadas por agricultores em Sobral (CE). De acordo com Araújo, foram verificadas em análise preliminar características como a resistência à seca e foi identificado um gene que, além de conferir essa resistência, promove produção de grãos e palha em uma das variedades crioulas. Para o analista da Embrapa, resultados como esse demonstram que o conhecimento tradicional não deve ser somente preservado, mas também catalogado e o aplicativo poderá ser ferramenta útil nesse processo. “Ficamos encantados com os conhecimentos que os agricultores têm. Eles podem não ter um conhecimento científico, mas sabem qual a melhor semente para comer, para comercializar, para resistir à estiagem. É uma tradição que temos que contribuir para que continue, de forma organizada”, defende Lourdes Camilo. REVISTA 100% CAIPIRA | 23


FRUTICUTURA

Brasil fecha acordo e vai exportar melão para China

China irá exportar pera para o Brasil. Os atos foram firmados durante Cúpula do Brics, que ocorre em Brasília

Fonte: MAPA

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O Brasil fechou acordo com a China que viabiliza a exportação de melão para o país asiático. Em contrapartida, os chineses poderão vender pera para o mercado brasileiro. Os atos foram firmados após reunião bilateral dos presidentes Jair B olsonaro e Xi Jinping, dentro da XI Cúpula do Brics, que teve início nesta quarta-feira (13) em Brasília. A ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) participou do encontro. O acordo para exportação de melão é simbólico, pois se trata da primeira fruta brasileira a ser vendida para os chineses. Além da diversificação da pauta exportadora para a China (a maioria das vendas é de soja e carne), o protocolo tem potencial de alavancar a fruticultura brasileira, principalmente da Região Nordeste, que hoje direciona as exportações para a Europa. “Os acordos assinados e os protocolos de intenção serão potencializados por nós para o bem dos nossos povos. A China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”, disse o presidente Jair B olsonaro após a cerimônia de atos.

A medida foi negociada durante recente visita do presidente B olsonaro e da ministra Tereza Cristina à China. A ministra disse que as negociações com os chineses vão além dos acordos assinados hoje. S egundo ela, os dois países estão acer tando o cer tif icado sanitário para o expor tação de farelo de algodão brasileiro, além da ampliação das expor tações de café brasileiro. “ Temos um plano de trabalho conjunto entre as agriculturas brasileira e chinesa. Já temos vários entendimento em andamento das nossas visitas, mas a parceria com a China f ica mais robusta com a reunião de hoje”, af irmou a ministra. Foi firmado também plano de ação para colaboração agrícola, que prevê transferência de tecnologia, inovação, atração de investimentos e promoção comercial entre os dois países.

Brics Presidid a p elo presidente Jair B ols onaro, a XI Cúpu l a do Br ics é re a lizad a em Brasí li a nest a qu ar t a e quint a-feiras (14). E st ão pres entes o presidente Vl adimir Put in (Rússi a), o pr imeiro-minist ro Narendra Mo di (Índi a), o presidente X i Jinping (C hina) e o presidente Cy r i l R amaphos a, d a Áf r ic a do Su l. “O Brasi l exerce, este ano, a presidênci a de tur no do Br ics, s ob o lema &39;Cres cimento E conômico p ara um Futuro Inovador&39;. As áre as pr ior it ár i as de t rab a l ho s ão: ciênci a, te cnolog i a e inovaç ão; e conomi a dig it a l; aproximaç ão ent re o C ons el ho Empres ar i a l do Br ics e o Novo B anco de D es envolv imento (NDB); s aúde e comb ate à cor r up ç ão e ao ter ror ismo”, infor ma o Ministér io d as R el açõ es E xter iores.

Na c úpu l a, os mand at ár ios irão dis c ut ir for mas de intensif ic ar a co op eraç ão int ra-Br ics. Ao f ina l, uma de cl araç ão t rat ará de temas d a agend a inter naciona l e d a co op eraç ão no âmbito do ag r up amento. S erão re a lizad as, durante os dois di as, reuniõ es bi l aterais ent re o presidente Jair B ols onaro e os mand at ár ios dos demais p aís es-membros. Nest a qu ar t a-feira, há s ess ão de encer ramento do Fór um Empres ar i a l do Br ics, que reunirá cerc a de 500 empres ár ios dos cinco p aís es. A minist ra Tere za Cr ist ina integ ra a delegaç ão do Brasi l e p ar t icip ará d as s ess õ es plenár i as, encont ros bi l aterais e fór um empres ar i a l.

C ar ta d e B onito Em s etembro, a minist ra liderou a 9º R euni ão dos Minist ros d a Ag r ic u ltura do Br ics, re a lizad a em B onito (MS). Na o c asi ão, os repres ent antes dos cinco p aís es assinaram a C ar t a de B onito, com 27 itens que reiteram o compromet imento com a co op eraç ão na áre a ag r ícol a. Os minist ros af ir maram o p otenci a l p ara apr imorar a col ab oraç ão nas áre as de pro duç ão de a limentos, s eguranç a a liment ar e s eguranç a ambient a l. S egundo o do c umento, os p aís es do Br ics est ão prontos p ara for t a le cer os me c anismos e apr imorar a comunic aç ão em imp ort antes temas inter nacionais, como o incent ivo a novas s oluçõ es p ara o aumento d a pro duç ão de a limentos, o empre ende dor ismo em st ar tups de ag rote cnolog i a, o aumento do comércio inter naciona l, a s eguranç a a liment ar em p aís es em des envolv imento e o c umpr imento d a Agend a 2030 p ara o D es envolv imento Sustent ável. REVISTA 100% CAIPIRA |25


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REVISTA REVISTA100% 100%CAIPIRA CAIPIRA || 27


CAFÉ

Diferenciais e moedas ameniza efeitos negativo Os índices acionários mundiais continuam firmes, com o S&P500 fechando em alta pela sexta semana consecutiva e acumulando 24.48% de ganhos no ano – atrás apenas do Nasdaq100 com 31.37%

Fonte: Archer Consulting

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am os A possibilidade de Estados Unidos e China chegarem a um acordo para a primeira fase da guerra comercial é o assunto recorrente das agências de notícias, animando os investidores. O CRB fechou virtualmente inalterado, o índice do dólar escorregou levemente na sexta-feira e o Real brasileiro teve seu segundo pior fechamento da história, estando muito perto de atingir seu menor valor contra a moeda americana. O café em Nova Iorque começou a semana caindo fortemente seguindo o vencimento das opções de dezembro que davam a impressão de estar provendo algum suporte, mas, para surpresa dos baixistas, o contrato “C” voltou a recuperar encerrando no mesmo patamar da semana anterior. O volume de negócios nas principais praças se mantém elevados, provendo o fluxo necessário para os agentes cobrirem suas necessidades, provavelmente alguns inclusive alongando para uma boa parte do primeiro semestre de 2020. O contrato de dezembro entra em período de entrega na quarta-feira dia 20 de novembro, fazendo agora do contrato de março de 2020 o mais líquido e ativo. No seminário do Sintercafé, na Costa Rica, o ânimo dos participantes, incluindo de produtores e representantes de todos os países produtores de suaves da América Central e do Sul, surpreendeu positivamente – apesar da cautela de analistas, das apresentações e de conversas girando ao redor do tema da dependência mundial cada vez maior

das produções brasileiras e vietnamitas. A puxada recente das cotações de Nova Iorque aliada a desvalorização de moedas emergentes e dos diferenciais se mantendo firmes, em geral, certamente contribuem para amenizar algumas preocupações e, diferentemente do que eu imaginava ouvir, estimulam a continuidade do trato no campo. Melhor notícia seria o terminal se manter acima de US$ 110.00 centavos por libra, ou buscar ganhos de pelo menos outros US$ 10.00 centavos por libra, se segurando acima de US$ 120 centavos, o que, caso ocorra, diminui as chances de uma safra significantemente menor para os suaves em 2020/21. As exportações da principal origem em outubro somaram 3,422,122 sacas, abaixo das 3,450,630 de setembro último e das 3,938,019 do mesmo mês em 2018. Cumulativamente entre junho e outubro o país embarcou 16,744,547 sacas, comparando com as 15,682,676 sacas no mesmo período do ano passado. Todos imaginam que os volumes devem decrescer, principalmente na primeira metade de 2020, haja vista a safra atual ser bem menor do que a anterior. Nos Estados Unidos os estoques caíram 174,356 sacas em outubro, para um total de 7,177,878 sacas, dado levemente positivo, se considerado isoladamente. O comportamento das bolsas tornou o mercado mais interessante e entre os argumentos alistas, defendidos pela aposta da continuação positiva dos preços estão: uma potencial maior utilização dos estoques certificados, que

são os cafés mais baratos disponíveis há algum tempo; o estreitamente dos spreads em Nova Iorque, que eu particularmente acho ter uma influência maior do barateamento do custo do dinheiro; e os diferenciais terem pouco se alterado mesmo com o arábica subindo mais de 15% em menos de um mês. Os fundos reduziram outros 22,175 lotes de suas posições vendidas, ou o equivalente a 6,29 milhões de sacas, enquanto os comerciais diminuíram em 15,748 lotes (4.3 milhões de sacas) a parte bruta-comprada e aumentaram em 6,091 lotes (1.7 milhões de sacas) o bruto vendido. Isto tudo com o mercado caindo apenas 0.20 centavos por libra entre os dias 5 e 12 de novembro. A leitura fica um pouco mais prejudicada em função do volume negociado de spreads (com encerramento de posições especulativas nesta modalidade), mas mesmo assim o número não é positivo, podendo trazer pressão vendedora já na abertura da segunda-feira e acelerar uma baixa caso o contrato de março de 2020 rompa o nível de US$ 108.15 e US$ 106.25 centavos por libra. Acredito que voltaremos para, no mínimo, o meio do intervalo entre 90 e 110 centavos, negociado há algum tempo, a não ser, é claro, que os fundos decidam entrar comprados no mercado, algo sempre possível, mas que me parece improvável no atual cenário e com o Real tão fraco. Rodrigo Corrêa da Costa escreve este relatório sobre café semanalmente como colaborador da Archer Consulting REVISTA 100% CAIPIRA |29


AGRICULTURA FAMILIAR

Agricultura familiar responde por metade do faturamento da agropecuária catarinense

Fonte: Assessoria de Imprensa Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de SC

Uma agricultura tecnificada, produtiva e pujante Esse foi o retrato de Santa Catarina divulgado pelo Censo Agropecuário, do IBGE. Entre os destaques está o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), contabilizado em R$ 20,48 bilhões em 2017, sendo que 50,7% desse total vem da agricultura familiar. Com 183 mil propriedades rurais e 502 mil pessoas ocupadas, o estado tem o 9º maior faturamento do país no setor agrícola. Destaque na produção animal e vegetal, Santa Catarina tem uma agricultura familiar altamente produtiva e inserida no agronegócio. De acordo com os dados do Censo Agro, 78% das 30 | REVISTA 100% CAIPIRA

propriedades rurais são deste modelo, ocupando 364 mil pessoas e 2,45 milhões de hectares cultivados. Além disso, o valor da produção dos pequenos cultivos é o quinto maior do Brasil, com R$ 10,38 bilhões. “O agronegócio catarinense tem características únicas, somos um pequeno estado com uma produção gigante. A diversidade e a qualidade dos produtos do nosso agronegócio são reconhecidos em todo o mundo. A agricultura familiar é uma das marcas registradas de Santa Catarina e os números do Censo Agro trazem uma dimensão da importância do setor para a economia

do estado. Esses dados são um retrato do agronegócio catarinense e servirão de base para nossos trabalhos”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa. Atividade econômica A pecuária foi a principal atividade econômica nas propriedades rurais de Santa Catarina, presente em 46,8% do total (85.617). A produção de lavoura temporária é a fonte de renda primária em 37,6% dos estabelecimentos (68.855). Os números trazem uma


inversão do que acontecia no Censo Agro de 2006, quando a maior parte se dedicava principalmente à produção vegetal. Uso de Agrotóxicos Segundo os dados do IBGE, Santa Catarina tem o maior percentual de propriedades rurais que utilizam agrotóxicos - 70,7% do total. Isso representa 129,3 mil estabelecimentos rurais. É importante lembrar que esse valor não se refere à quantidade de agrotóxicos e sim à relação entre propriedades existentes e o número de produtores que declararam utilizar o produto. De acordo com o analista do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Cepa) da Epagri, Luiz Toresan, esse número reflete um estado mais tecnificado, com uma produção diversificada. “Santa Catarina tem uma grande concentração de fruticultura, olericultura e produção de grãos, é natural que o uso de agrotóxicos seja maior. Os estados com um percentual menor, como Amazonas, Acre e Amapá, têm uma característica mais extrativista”, explica. Toresan ressalta ainda que 84% do produtores que declararam utilizar

agrotóxicos recebem algum tipo de assistência técnica, seja do Governo Federal, Estadual ou cooperativas. Esse é o segundo maior resultado do país, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul. Controle do comércio e uso de agrotóxicos em Santa Catarina Santa Catarina é referência nacional quando o assunto é o controle do comércio e uso de agrotóxicos. Recentemente a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) implementou ferramentas eletrônicas para monitorar a emissão de todos os receituários agronômicos, as vendas e a movimentação desses produtos. O gestor da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc, Matheus Mazon Fraga, explica que o Estado tem a relação das pessoas que adquirem agrotóxicos, em quais culturas o produto será utilizado e qual a finalidade. A Companhia executa ainda o Programa Alimento sem Risco, em parceria com o Ministério Público de Santa Catarina, e monitora os resíduos de agrotóxicos nos alimentos.

Por meio do Programa, a Cidasc realiza a coleta de aproximadamente 620 amostras anuais de produtos de origem vegetal, tanto na produção quanto no comércio, em todas as regiões do estado. São analisados 450 princípios ativos para verificação de inconformidades. Em oito anos de execução, Santa Catarina já colhe resultados significativos. No início dos trabalhos, em 2011, o índice de resíduos era de 36% de inconformidades. Em 2018, esse número já caiu para 20%, sendo que as inconformidades da produção catarinenses são de apenas 15% - isso representa metade da média nacional. “Os números demonstram o sucesso do Programa. O desafio é grande, mas está sendo enfrentado. Nosso objetivo é diminuir o uso irregular de agrotóxicos, ofertando à sociedade catarinense alimentos cada vez mais seguros”, destaca Matheus Mazon Fraga. Orgânicos Em Santa Catarina são 2.921 agricultores que se dedicam à produção orgânica. No Brasil esse número chega a 64.690.

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AGRICULTURA

Tomate Vero pode ser cultivado em 3 formas de plantio Um dos frutos mais cultivados no mundo, o tomate é indicado para diversos pratos

Fonte: Alfapress Comunicações

Do tipo italiano e mais alongado, o Vero apresenta sabor e consistência diferenciada, com mais fibras (firmeza), maior conservação pós-colheita (durabilidade) e frescor, podendo ser plantado em campo aberto e em estufa no solo ou em vasos. “Preocupamo-nos com a qualidade de nossos tomates, do plantio à colheita, desde o início do melhoramento de nossas sementes”, destaca Ayrton Tullio Junior, Diretor Executivo da Horticeres Sementes. O cultivo em campo aberto, como o próprio nome já diz, é quando o agricultor faz o manejo tradicional. Em termos de área de plantio no Brasil, mais de 99% do tomate é produzido em campo aberto, sendo este o motivo do Vero ser plantado desde o início neste sistema. 32 | REVISTA 100% CAIPIRA

Já o plantio em estufa permite que o produtor proteja suas plantas das diversidades climáticas, principalmente, das chuvas, obtendo frutos mais sadios e de melhor qualidade. “Um dos principais problemas deste sistema é que a estufa, por não ser móvel, faz com que o produtor plante na mesma área por diversos anos, favorecendo o aparecimento de algumas doenças de solo e dificultando o manejo”, explica Tullio. Diante desse cenário, o agricultor opta pelo cultivo em estufas em vasos, uma vez que ele utiliza de substrato – material estéril que não vem com patógenos e serve como suporte para as raízes, fazendo toda a nutrição da planta através dos sistemas de fertirrigação. Com isso, ele alia a proteção das chuvas com o ambiente

e um substrato de produção inerte, evitando o aparecimento de doenças. O Engenheiro Agrônomo e Gerente de Vendas da Horticeres Sementes, Ricardo Mikami, conta que, com o objetivo de produzir frutos de elevada qualidade, há dois anos, começou, junto com seu irmão, Eduardo Mikami, o cultivo de Vero em estufa no solo. Buscando sempre o aumento de produtividade, em junho de 2019, decidiu inovar a produção fazendo o plantio em vasos com sistema hidropônico. “O Vero é um produto bastante versátil e que se adapta às diferentes regiões de plantio no Brasil, satisfazendo todos os elos da cadeia produtiva: produtor, varejo e consumidor”, conclui Mikami.


PESQUISA

Lançada primeira variedade de

espinafre vermelho

Existem vegetais folhosos frequentemente chamados de espinafre vermelho

O USDA R e d, a pr imeira var ie d ade verd adeira de espinaf re ver mel ho do mundo, foi des envolv id a e l anç ad a p elo S er v iço de Pes quis a Ag r ícol a do D ep art amento de Ag r ic u ltura dos E st ados Unidos (USDA). E spinaf re s empre foi con he cido como um veget a l de fol has verdes. E xistem veget ais fol hos os f requentemente chamados de espinaf re ver mel ho. Mas, na verd ade, ess es s ão amarantos de fol has

ver mel has (Amarant hus spp.) O u out ras pl ant as, como R e d G o os efo ot (Blitum r ubr um), não espinaf re verd adeiro (Spinaci a olerace a). Atu a lmente, existem no merc ado a lguns espinaf res “vermel hos” verd adeiros, mas a cor ver mel ha é limit ad a às vei as d as fol has. O consumo (e pro duç ão) de espinaf re nos E st ados Unidos c aiu de 2,3 libras p or p ess o a p ara 1,6 libras em 2006, ap ós um sur-

to de E s cher ichi a coli em 2006, e nunc a s e re c up erou tot a lmente. “Um verd adeiro espinaf re vermel ho como o USDA R e d t rará emp olgaç ão ao merc ado de espinaf re e p o de ajud ar a at rair as p ess o as a volt arem a comer espinaf re. Atu a lmente, a cor ver mel ha nas misturas de pr imavera é for ne cid a p or a lface, radicchio ou acelga. O espinaf re ver mel ho d ará aos pro cess adores out ra opç ão “, diss e o genet icist a d a ARS, B eiqu an Mou. O espinaf re é um dos veget ais fol hos os mais des ej áveis, com a ltos níveis de b et a-c aroteno (prov it amina A), luteína, fol ato, v it amina C, c á lcio, fer ro, fósforo e p ot ássio. A cor ver mel ha do USDA R e d vem d a b et aci ananina f itonut r iente e não d a anto ci anina mais comum. A b et aci anina é um p otente ant ioxid ante que demonst rou re duzir sig nif ic at ivamente o est ress e oxid at ivo em p acientes e p o de até ajud ar na pre venç ão de p atolog i as crônic as, inf l amaç ão e c âncer, de acordo com a literatura cient íf iFonte: Agrolink c a. REVISTA 100% CAIPIRA |33


Os verdadeiros guardiões das culturas sertanejas

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PESQUISA

Laboratórios usarão tecnologia d

Já apontados como o futuro da microbiologia no Bras

técnica usada no diagnóstico de doenças genética

análises de alime Fonte: Mondoni Press

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de DNA em indústria alimentícia

sil, os laboratórios Freitag e Genolab trazem a PCR,

as em seres humanos, para revolucionar e acelerar

entos na indústria O Freitag Laboratórios e o Genolab anunciaram, nesta semana, uma parceria para implantação inédita de análise do DNA de organismos na indústria alimentícia brasileira. Já apontados como o futuro da microbiologia no Brasil, os laboratórios utilizarão a PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em Cadeia pela Polimerase), técnica já aplicada no diagnóstico de doenças genéticas em seres humanos, em análises de alimentos. O diretor do Freitag Laboratórios explica que se tratam de ensaios que estão de 5 a 10 anos à frente do mercado. Eles poderão ser usados de forma mais ágil, por exemplo, no controle da Salmonella, Listeria, E. coli e até em testes genéticos para identificar se a carne é suína ou bovina, dentre muitas outras finalidades. “O projeto visa trazer soluções para a indústria alimentícia e dar mais uma ferramenta para o controle e segurança alimentar. Também estamos buscando manter a liderança do Freitag Laboratórios em inovação laboratorial no Sul do Brasil”, ressalta Freitag. Para esse projeto, a previsão é de um investimento inicial de pouco mais de R$ 3 milhões. A Dra. Vanessa Remualdo, PhD em Biologia Molecular e diretora do Genolab, explica que a PCR é uma técnica molecular que permite a amplificação e análise de uma região específica do DNA de organismos que já possuem seu código genético sequenciado. “Para a aplicação na indústria alimentícia, trata-se de algo inédito. Métodos tradicionais de detecção de bactérias em alimentos, por exemplo, demandam mais tempo para liberação de resultados

(gerando impacto financeiro em toda cadeia) e não são tão sensíveis e específicos quanto os métodos moleculares (gerando maior qualidade e segurança para a indústria e também ao consumidor) ”. Esses ensaios supermodernos para análise de alimentos funcionarão da seguinte forma: cada organismo (como bactérias, vírus, protozoários, fungos, plantas, animais) possui uma sequência de DNA única, que o diferencia dos demais. A PCR consiste basicamente na amplificação in vitro de uma região específica de DNA com intuito de aumentar o número de cópias dessa região específica, a fim de se obter quantidade de DNA suficiente para a análise. Ou seja, o método assegura a sintetização de inúmeras cópias de uma determinada parte do DNA de cada agente infeccioso; conferindo muito mais especificidade e sensibilidade quando comparado aos métodos de detecção tradicionais. A Dra. Vanessa ressalta a importância dessa tecnologia e como ela vem ganhando espaço em diferentes áreas no Brasil e no mundo no trabalho de diagnósticos: “Há algum tempo, métodos moleculares (como a PCR) trouxeram para a microbiologia clínica uma verdadeira revolução na identificação e no diagnóstico de bactérias. Paralelamente, há mais de 15 anos, o Genolab trouxe estes métodos para Santa Catarina, atendendo clínicas, hospitais e laboratórios; e hoje possui atuação em todo o Brasil. Já realizamos projetos de pesquisa nesta área para o Ministério da Saúde, Universidade de São Paulo, FINEP, indústrias farmacêuticas; ten-

do o reconhecimento de instituições de pesquisa, parceiros, clientes e pesquisadores”. Agora, essa técnica deve ganhar grande força na indústria alimentícia com a implantação pioneira dos dois laboratórios, já que promete revolucionar o incremento na segurança da liberação dos resultados (método mais sensível e específico); diminuição do tempo de análise, e possibilitar a realização de análises multiplex (utilização de apenas uma amostra para detecção de múltiplos patógenos). Em alguns países da Europa a PCR já é utilizada na indústria de alimentos, tanto para detecção de bactérias e vírus, quanto para a certificação genética da proteína. Através da análise do DNA, pode-se diferenciar uma carne de outra, garantindo a origem da proteína animal. O projeto vai unir dois experts, um na área de análises de alimentos e outro em análises moleculares. O Freitag Laboratórios possui know-how e reconhecimento no mercado alimentício há 13 anos. Conhece profundamente as necessidades desses clientes, tanto para controle de qualidade de lotes, como análises obrigatórias do Ministério da Agricultura e Pecuária. Já o Genolab possui ampla experiência em análises moleculares (extração e amplificação de DNA, PCR, sequenciamento de DNA, entre outros). A parceria possui muita sinergia. “A junção do conhecimento de ambas irá trazer inovação para o mercado, impactando em melhorias de controle de qualidade para indústrias de carnes, granjas e leite”, diz Dra. Vanessa. REVISTA 100% CAIPIRA |37


PRAGAS E DOENÇAS

Plantas daninhas podem ser evitadas com bom manejo Com planejamento, rotação e uso de brachiaria produtor consegue reduzir os danos e aumentar os ganhos

Fonte: Sementes Oeste Paulista

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Hoje a pecuária desempenha um papel muito importante no Brasil, principalmente a produção animal a pasto. Para a economia, o cultivo de plantas forrageiras assume um papel relevante para a cadeia produtiva de carne e leite. O País possui grandes áreas de pastagens, tropicais e equatoriais, o que torna a atividade muito competitiva. Contudo estima-se que 60% dessas áreas de pastagens brasileiras apresentam algum estágio de degradação e a planta daninha é uma das causas mais importantes disso. Para que haja pastagens mais produtivas, é preciso que isso mude, reduzindo infestações de plantas daninhas. Conforme explica a engenheira agrônoma da Sementes Oeste Paulista (Soesp), Andreza Cruz, elas interferem negativamente em pastagens, naturais ou cultivadas. “Há uma competição por água, nutrientes, luz e da alelopatia (interações químicas entre as plantas), prejudicando o crescimento das forrageiras, com influência no período de formação, no rebrote da pastagem após o pastejo. Elas podem ainda arranhar os animais, desvalorizando o couro, e também ser responsáveis pela mortalidade de alguns animais, quando tóxicas”, explica. Algumas medidas podem e devem ser adotadas a fim de amenizar os problemas. As plantas daninhas em geral são fitoblásticas positivas, ou seja, quando há luminosidade no banco de sementes daninhas, a germinação é estimulada. Além disto, dois fatores contribuem diretamente ao surgimento de daninhas: porcentagem de solo descoberto e a quantidade de plantas. “Com o manejo integrado você promove uma maior quantidade de plantas por metro quadrado e diminui a porcentagem de solo descoberto, reduzindo o surgimento de daninhas”, destaca Andreza. Em sistemas integrados, a palhada serve como uma barreira física, impedindo que a luminosidade alcance as sementes das daninhas, o que reduz o estímulo da germinação. Além disso, os nutrientes (N, P e K) fornecidos pela palhada tendem a melhorar as características químicas do solo possibilitando um melhor estabelecimento e desenvolvimento das próximas culturas que

serão plantadas. “Também há pasto de qualidade para os animais, que trarão como resultado maior rentabilidade da propriedade, maior diversificação da atividade, recuperação de áreas degradadas e formação de palhada”, conta a técnica da empresa. Cenário favorável a elas Existe um cenário mais favorável ao aparecimento e infestação das daninhas. Quanto mais chuva e calor, maior a ocorrência. Na região Sul do Brasil há menor incidência se comparada ao norte, por exemplo. O surgimento delas também está ligado à degradação de pasto ou do solo, portanto quando o manejo da área é feito de maneira assertiva, o pasto tem total condição de competir e evitar o surgimento destas plantas indesejadas. “Na ausência de um bom manejo, elas têm vantagens adaptativas e se estabelecem com mais facilidade, pois a maioria de nossas pastagens não são nativas de nossas regiões, enquanto as plantas daninhas têm milhares de anos de adaptação”, completa Andreza. Opções disponíveis ao produtor A profissional da Soesp destaca que tudo começa com o planejamento. Pode ser adotado o manejo com integração com milho e pastagem e isso deve começar na cultura antecessora, com o controle de possíveis invasoras, visando uma menor infestação futura. Para isso, são usados diferentes variedades de herbicidas, formulados por meio dos 17 ingredientes ativos, tais como Bentazon; 2,4-D; Acetochlor; Ametryn; Amicarbazone, Atrazine, entre outros. No entanto hoje há aproximadamente 300 biótipos de plantas daninhas que apresentam algum grau de resistência a um ou mais mecanismos herbicidas, causando dificuldade de controle aumento do custo de aplicação. É aí que entram outras estratégias a serem consideradas. “Rotação de diferentes mecanismos de ação durante o processo produtivo/safras; rotação de culturas e adoção de sistemas de integração, responsáveis principalmente por formar palhada para a cultura seguinte; redu-

ção do banco de sementes das plantas daninhas durante a entressafra e uso da braquiária que tem efeito alelopático sobre a buva e sobre o capim-amargoso (que são resistentes ao glifosato)”, considera Andreza. A Brachiaria, por exemplo, libera substâncias químicas que impedem o desenvolvimento da buva. “Existem pesquisas que comprovam o controle de daninhas sem o uso de herbicidas nos sistemas integrados com anos de implantação função de anos de consórcio milho-braquiária”, diz a profissional. Além disso, Marandu e Piatã, por exemplo, tem um efeito alelopático maior em algumas plantas daninhas. Benefícios do consórcio Outra opção bem interessante para frear as daninhas é o consórcio de culturas anuais com capim, um sistema integrado. Ao fazer isso, o produtor terá melhor cobertura do solo em razão do aumento da palhada, assim ele consegue controlar a planta daninha com maior eficiência. Por exemplo, o capim amargoso, um sério problema em todo o Brasil e que é resistente ao glifosato, mas que pode ser controlada por meio da palhada, pois a semente precisa de luz para germinar, além de dificultar a dispersão das sementes de amargoso pelo vento. Porém é importante ter atenção ao desenvolvimento das plantas para que uma cultura não atrapalhe o desenvolvimento da outra. No caso do milho, uma das combinações mais utilizadas é a mistura de atrazine com nicosulfuron. O atrazine irá controlar espécies daninhas de folhas largas. Já o nicosulfuron, aplicado em subdose (4 g i.a./ ha), irá travar o desenvolvimento temporariamente das plantas de braquiária. No fim, após a colheita do milho, há o restabelecimento da pastagem. “Independentemente das estratégias no manejo integrado da planta daninha, o produtor deve sempre partir do princípio que prevenir o desenvolvimento da planta daninha na área é “o melhor remédio”. Assim, ele conseguirá evitar problemas futuros bem maiores”, finaliza a engenheira agrônoma. REVISTA 100% CAIPIRA | 39


FLORICULTURA

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FRUTICULTURA

Citros: amplitude térmica durante a primavera demanda cuidados de manejo

Na primavera deste ano, as regiões Sul e Sudeste do Brasil estão passando por períodos de alta amplitude térmica, com dias de calor excessivo especialmente no mês de outubro Essa condição, somada à estiagem nos meses de setembro e outubro, impactam diretamente na produção de citros nestas regiões. Para um bom desenvolvimento, o citros precisa ser cultivado em temperaturas médias entre 23°C e 32°C, segundo indica a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Quando o termômetro ultrapassa esses índices, o desenvolvimento dos pomares é prejudicado, ocasionando estresse fisiológico, que pode refletir em queda de flores e frutos. Produtor de citros há quinze anos na cidade de Mogi Guaçu (SP), Luiz Fukugauti conta que o período de altas temperaturas coincidiu com a época de floração das plantas, afetando diretamente os rendimentos. “O sol queima muito as plantas, representando uma perda de quase 8% dos frutos nesse período. Por isso buscamos aplicar com maior frequência soluções nutricionais à base de aminoácidos e extratos vegetais, para tentar amenizar os efeitos das altas temperaturas. Os resultados obtidos são muito satisfatórios”, conta o produtor, que neste ano está produzindo tangerina morgote, tangerina ponkan e laranja lima em 155 hectares. Segundo o engenheiro agrônomo Marcos Revoredo, Gerente Técnico especializado em hortifrúti da Alltech Crop Science, o principal ponto de 42 | REVISTA 100% CAIPIRA

atenção deve ser o bom atendimento às necessidades nutricionais da cultura durante todo o ciclo, mas em especial no período reprodutivo e desenvolvimento inicial dos frutos. “O boro, o cobre e zinco são nutrientes que participam da formação do tubo polínico, da fotossíntese e dos processos relacionados ao desenvolvimento dos frutos. O uso desses micronutrientes resultará na melhor fixação das flores e frutos. Além disso, um bom manejo de irrigação e o uso de produtos que promovam o equilíbrio hormonal da planta também contribuem para que os efeitos do estresse fisiológico impactem menos na produtividade”. Como explica Revoredo, o citros é uma cultura muito sensível ao estresse fisiológico, por sua exigência em nutrientes. “As fases reprodutiva e de início de frutificação são as mais sensíveis às adversidades climáticas. Começamos a identificar alguns sintomas a partir da observação do aspecto da planta, com menor vigor no desenvolvimento e um enrolamento das bordas das folhas, demonstrando uma deficiência hídrica. Também é visível a queda acentuada das flores e frutos pequenos”. Segundo pesquisa feita pela Alltech Crop Science entre setembro de 2017 e dezembro de 2018 em Aguaí (SP), a suplementação nutricional com soluções ricas em aminoácidos promoveu aumento no índice

de produtividade das laranjeiras em até 34,48%. De acordo com Fukugauti, a prevenção é a melhor alternativa para os produtores evitarem os transtornos causados pelo estresse fisiológico. “Não basta agir apenas quando o problema já está instalado, é preciso se antecipar nos cuidados desde a pré-florada, com o manejo nutricional. Uma planta bem cuidada responderá melhor mesmo em períodos complicados”, afirma. Soluções eficientes Revoredo explica, ainda, que nos períodos de adversidades climáticas, a planta se desenvolve mais lentamente, exigindo a aplicação de nutrientes tanto na raiz e solo quanto nas folhas. “Além da utilização de micronutrientes, também empregamos nessa fase produtos que promovam uma melhor regulação do balanço hormonal da planta, como o Crop-Set, da Alltech Crop Science, com extratos vegetais e aminoácidos, que auxiliam na redução do estresse fisiológico e na melhor regulação do equilíbrio nutricional. Não temos como controlar o clima e a temperatura, mas fazendo um bom manejo geral da lavoura conseguimos diminuir bastante os efeitos destes asFonte: EMBRAPA pectos”, finaliza.


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ARTIGO

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SAÚDE ANIMAL

Os passos para que a imunização contra a aftosa seja eficaz

Começou, no dia 1º de novembro e vai até o dia 30, mais uma etapa da vacinação contra a Febre Aftosa 46 | REVISTA 100% CAIPIRA


E, p ara que a imunizaç ão s ej a b em suce did a é ne cess ár io pl anej amento pré v io p ara que s e ot imize o temp o de dic ado ao manej o, mel hore o aproveit amento d as vacinas e, em cons e quênci a, e v ite as p erd as f inanceiras. Por iss o, f ique atento: 1 – Imuniz e o anima l c onti d o Diferente do que s e p ens a, o manej o de vacinaç ão no e quip amento de contenç ão le va o mesmo temp o que no brete colet ivo, a lém de s er mais ef iciente e b arato. A conclus ão é do ETC O (Gr up o de E studos e Pes quis as em Etolog i a e E colog i a Anima l), d a Unesp/Jab ot ic ab a l. S egundo o estudo feito p elo ETC O, o temp o mé dio gasto p ara vacinaç ão no t ronco é menor que o gasto no brete (9,3 s egundos cont ra 10,2 s egundos p or anima l). No brete, as inter r up çõ es p ara s o cor rer acidentes, como le vant ar animais que c aíram, ac ab am prolongando o temp o de t rab a l ho. Q u ando vacinamos o anima l indiv idu a lmente, no e quip amento de contenç ão e não no t ronco colet ivo, deixamos o manej o mais rápido, fáci l e com menor est ress e p ara o homem e p ara o anima l. Na contenç ão ade qu ad a, cons eguimos re duzir as prob abi lid ades dos animais subirem uns nos out ros, deit arem, pu l arem e aind a temos a cer te za que imunizamos de maneira cor ret a, s em sub dos es ou sup erdos es.

A conduç ão dos animais até o c ur ra l de ve s empre s er re a lizad a com c a lma, s em cor rer i as ou g r itos. Pois, s ob est ress e, o b ov ino pro duz hor mônios, como cor t is ol, que têm cons e quênci as f isiológ ic as que fazem com que o anima l ten ha menor prob abi lid ade de re ag ir imunolog ic amente à vacina ou a um ver míf ugo.

autorizadas. Nunca deixe congelada! O frasco deve ser conser vado no gelo, na temperatura de 2º a 8º C, desde sua aquisição até o momento da aplicação, para preservar sua qualidade e produzir os efeitos protetores desejáveis. Ta m b é m d e v e t e r c a u t e l a com os equipamentos utili3 – Pl ane je-s e p ar a l e var o reb a- z a d o s n a v a c i n a ç ã o . M a n t e n ho ao c urr a l nha-os sempre limpos para evitar contaminações e reQuando o pasto for dis- ações indesejáveis no local tante do curral, os animais de aplicação da vacina. devem ser conduzidos na t a r d e a nt e r i o r, d e i x a n d o - 5 – Ap l i q u e a v a c i n a n o l o -os passar a noite no pasto cal correto próximo ao curral. O ideal é que o pasto tenha água, Uma das preocupações sombra e cocho para pro- dos produtores é a reação porcionar pequenas quan- vacinal. O diluente da vatidades de alimento que cina é por si só um produto acostumem os animais a que causa irritação no loirem ao curral. cal de aplicação. Por isso, Us e s e mpre u m v a qu e i ro é pre c is o e st ar ate nto ! a frente do rebanho, usanA vacinação precisa ser do um aboio para chamar feita de maneira correta, os animais. Nunca utilize na região indicada – tábua objetos pontiagudos, muito do pescoço – e com agulha menos choque. certa, tanto no comprimento quanto na espessura e 4 – Mantenha as vacinas sem a conhecida pressa. refrigeradas e não congeladas Renato dos Santos - Médico-veterinário e consulPara garantir uma vaci- tor de bem-estar animal nação eficiente adquira as e manejo racional da Bevacinas somente em lojas ckhauser

2 – Sig a os c onc eitos d o b em-estar anima l e mane jo r aci ona l A vacinaç ão é um manej o aversivo e aind a enc arad a de forma negat iva. Por iss o, de vemos fazer de maneira raciona l e com to d a cer te za de que t rará gan hos diretos, diminuiç ão na p erd a de dos es, número menor de agu l has tor t as, re duç ão de abs cess os, menor índice de acidente de t rab al ho e com os animais, a lém d a ef ic áci a d a imunizaç ão. REVISTA 100% CAIPIRA47 |


RECEITAS CAIPIRAS

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MUFFIN DE C H O C O L AT E INGREDIENTES

450 g de farinha de trigo 250 g de açúcar refinado 250 g de chocolate 63% 250 g de chocolate branco 200 g de chocolate ao leite 35% 150 g de manteiga sem sal 20 g de fermento em pó 500 ml de iogurte natural 4 ovos PREPARO

Misture bem a manteiga com o açúcar e os ovos e acrescente o iogurte, em seguida incorpore a farinha e o fermento, por último os chocolates picados. Distribua em forminhas untadas ou de silicone e leve ao forno 170° pré aquecido por aproximadamente 15 minutos.

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Onde seu cavalo ĂŠ mais feliz

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